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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-38453718</atom:id><lastBuildDate>Fri, 30 Jul 2010 22:44:43 +0000</lastBuildDate><title>Cinéfilo, eu?</title><description>A cada filme, uma resenha. Não é maratona: é pura matemática cinematográfica aplicada. Vamos à prova dos nove!</description><link>http://www.cinefiloeu.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>443</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/cinefiloeu" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="cinefiloeu" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-5808208188951223127</guid><pubDate>Fri, 30 Jul 2010 19:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-30T18:44:43.780-04:00</atom:updated><title>#59 - O segredo dos seus olhos (El secreto de sus ojos), de Juan José Campanella</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TFNVJmrQWII/AAAAAAAABX8/HTG37p_36iY/s1600/O+Segredo+de+seus+Olhos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 222px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TFNVJmrQWII/AAAAAAAABX8/HTG37p_36iY/s320/O+Segredo+de+seus+Olhos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499833193438664834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Argentina tem um cinema sólido. Há um bom tempo. Incontestáveis os talentos que eles têm em todas as áreas técnicas: bons diretores, bons atores, bons roteiristas, bons diretores de fotografia e por aí vai. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O segredo dos seus olhos&lt;/span&gt; levou a estatueta daquela academia como o melhor filme estrangeiro - decisão que não deve ter sido nada fácil, dado o nível dos concorrentes. Porém, o prêmio coroa mais do que um filme - trata-se de uma honra ao mérito pela qualidade da arte cinematográfica produzida no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan José Campanella, um ótimo diretor, filma um roteiro bastante denso e instigante, interpretado pelo excelente Ricardo Darín. A película conta a história de um investigador que, ao se aposentar, decide escrever um livro no qual retoma as memórias sobre um grotesco assassinato, cujos meandros permanecem desconhecidos. Com uma cronologia muito bem sacada, os elementos que compõem a trama vão sendo apresentados, para culminar em um desfecho bastante pungente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campanella tem pulso firme e imprime estilo à direção. Seus atores rendem, suas marcações funcionam e o argumento flui com facilidade. O único porém fica com a cena imediatamente antes dos créditos finais, patética, desnecessária, que alivia o espectador de toda a carga dramática construída ao longo de mais de duas horas de projeção. Ainda assim, nada que prejudique a fruição daqueles que curtem uma boa trama de suspense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem sabia, mas meu amigo &lt;a href="http://pascarella.posterous.com/"&gt;Pascarella&lt;/a&gt;, publicitário e cinéfilo, me mostrou como os filmes argentinos também fazem sucesso no mundo da propaganda. De fato, os caras dominam a linguagem. Prova disso é a premiada série de anúncios de um festival de cinema independente (vejam só o tema)  que acontece na cidade de Buenos Aires. Confira &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6S94aqDNdCs"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-5808208188951223127?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/07/59-o-segredo-dos-seus-olhos-el-secreto.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TFNVJmrQWII/AAAAAAAABX8/HTG37p_36iY/s72-c/O+Segredo+de+seus+Olhos.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-1497944610471621001</guid><pubDate>Sat, 24 Jul 2010 16:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-26T12:18:54.551-04:00</atom:updated><title>#58 - O fantástico Senhor Raposo (Fantastic Mr. Fox), de Wes Anderson</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TE20ad7MB8I/AAAAAAAABX0/STRP5VY7FNM/s1600/o-fantastico-sr-raposo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 218px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TE20ad7MB8I/AAAAAAAABX0/STRP5VY7FNM/s320/o-fantastico-sr-raposo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498249086891722690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Roald Dahl, autor que se dedicou à produção literária infanto-juvenil, ganhou certa fama de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool&lt;/span&gt; depois que sua obra mais famosa, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A fantástica fábrica de chocolate&lt;/span&gt;, foi adaptada para a tela grande. O filme, de 1971, tinha mesmo alguns traços pitoresco, uma certa dose de bizarrice típica dos contos infantis que trabalham a ideia de moral e punição. Tim Burton sacou que poderia tirar proveito disso e assinou uma refilmagem na qual esses traços foram trabalhados à exaustão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wes Anderson, assim como Tim Burton, tem uma linguagem própria, ainda que ambas sejam completamente distintas. O diretor trabalha como ninguém a questão da existência humana sob um olhar mais sensível, com personagens excêntricos que acabam criando empatia com a plateia porque funcionam como arquétipos da sociedade contemporânea. Quando optou por levar aos cinemas a história do Senhor Raposo, escrita por Dahl em 1970, Anderson conseguiu capturar com perfeição as ideias de moral e punição que estão nas páginas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O fantástico Senhor Raposo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história tem início quando o o tal Raposo - que vive em uma sociedade moderna e urbanizada -, impulsionado pelo incontrolável instinto animal de "roubar" seus alimentos, empreita um grande plano para tirar proveito de três ricos fazendeiros da região. Porém, sua ação é descoberta. Logo, sua família se vê sob risco quando os empresários se unem para caçá-lo feito um animal. A partir daí, a luta entre o instinto e a razão, a mesma que permeia as relações entre os agentes sociais até os dias de hoje, é uma constante. Prato cheio para o diretor discorrer sobre um tema que lhe é instigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes baratos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O fantástico Senhor Raposo&lt;/span&gt; é a utilização da animação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stop motion&lt;/span&gt; em plena época da quase imposição mercadológica do 3D. E, para tornar a ação ainda mais caricata, ao invés dos 24 quadros por segundo, Anderson utiliza somente 12, o que confere ainda mais charme ao filme. Como em suas obras anteriores, a trilha sonora é caprichada e os diálogos são um atrativo a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais para adultos do que propriamente para crianças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-1497944610471621001?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/07/58-o-fantastico-senhor-raposo-fantastic.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TE20ad7MB8I/AAAAAAAABX0/STRP5VY7FNM/s72-c/o-fantastico-sr-raposo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-44987077365763200</guid><pubDate>Fri, 23 Jul 2010 13:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-26T11:46:03.012-04:00</atom:updated><title>#57 - O pequeno Nicolau (Le petit Nicolas), de Laurent Tirard</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TEmpVj2zRJI/AAAAAAAABXs/UXdcKjFboTU/s1600/nicolas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TEmpVj2zRJI/AAAAAAAABXs/UXdcKjFboTU/s320/nicolas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497111008049841298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se uma simples e despretensiosa comédia é capaz de fazer os espectadores chorarem de rir, a ponto de se engasgarem e perderem o fôlego, acredito estarmos diante de uma pequena obra-prima. Acho muito difícil que até dezembro surja um filme tão bacana ou melhor do que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O pequeno Nicolau&lt;/span&gt;. Ou seja, também acredito estarmos diante do filme do ano.&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Baseado nos quadrinhos de um famoso cartunista francês, René Goscinny, também responsável pelas tirinhas de Asterix, acompanhamos as aventuras do pequeno Nicolau - um garoto que teme ser abandonado pelos pais por causa da suposta chegada de um irmão. Junto a seus colegas de colégio, ele planeja diferentes formas de contornar a situação, o que culmina em uma deliciosa comédia de erros, recheada de sequências inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo no filme é caprichado, e é justamente esse apuro técnico que enaltece a obra. Fotografia, figurino, cenários, é tudo tão bem montado, que os atores ficam livres para concentrar seus esforços na interpretação. E que elenco primoroso, das crianças aos adultos. As atuações merecem destaque especial no filme de Tirard, em especial a ala juvenil. Os personagens, que são muitos, são tão interessantes e heterogêneos, que é fácil identificá-los e não confundi-los já nos primeiros minutos de projeção. Clotaire, interpretado pelo ator-mirim Victor Carles, é impagável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro mantém a pegada cômica do início até a última cena. Não há uma linha sequer fora do lugar, ou uma marcação qualquer sobrando. O desfecho ainda nos brinda com um bem sacado alerta à sisudez adulta, que muitas vezes torna a vida uma experiência sem qualquer graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ri tanto, que fiquei mais leve.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-44987077365763200?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/07/57-o-pequeno-nicolas-le-petit-nicolas.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TEmpVj2zRJI/AAAAAAAABXs/UXdcKjFboTU/s72-c/nicolas.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-2442337878254280005</guid><pubDate>Mon, 19 Jul 2010 23:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-19T19:57:42.639-04:00</atom:updated><title>#56 - Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland), de Tim Burton</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TEThsSvKPxI/AAAAAAAABXk/yv2ryclpsaw/s1600/alice_no_pais_das_maravilhas_2010_4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TEThsSvKPxI/AAAAAAAABXk/yv2ryclpsaw/s320/alice_no_pais_das_maravilhas_2010_4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495765596358983442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tim Burton sempre foi ousado na linguagem estética. Não há um filme no seu currículo que não tenha cenários, figurinos e direção de arte meticulosos. O bacana do diretor era que ele sabia como ninguém dosar o visual com o roteiro e, mais importante ainda, com as interpretações. Sempre valeu a pena ver Tim Burton porque suas histórias são bem contadas. Porque além do deleite estético, ele proporcionava um deleite ficcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, todo o mundo ficou esperando, ansiosamente, o lançamento de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/span&gt;. E com razão: no tal plano ficcional, o que mais havia era pano para a manga. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;plus &lt;/span&gt;de ser em três dimensões ainda contribuiu para aumentar a celeuma dias antes da estreia. Seria possível ver, então, o tal mundo particular de Tim Burton com mais profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande verdade é que Burton, dessa vez, fez que nem um monte de diretor por aí. Ficou tão preocupado com a estética, que se esqueceu do básico. Ao que parece, não deu tanta bola para o roteiro, e ainda deixou em segundo plano as atuações, mesmo contando com um elenco calejado e de respeito. Há tanto exagero estético em um dos pratos da balança, que não há ação cinematográfica que equilibre o filme. O mundo de Burton se tornou uma mera representação gráfica de efeitos texturizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história (quase) todo mundo conhece. Escrita por Lewis Carroll, acabou virando um clássico. Ou seja, não há muito o que escrever sobre Alice - até porque, quando criança, nunca foi das minhas histórias prediletas. E nem dá vontade de entrar nos méritos sobre a construção do enredo, uma vez que as comparações livro-filme são uma perda incomensurável de tempo, dada a diferença entre as duas linguagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desânimo. Esse é o resumo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/span&gt;. Desânimo até para escrever essa resenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;PS: Tim Burton e Disney? Difícil, hein?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-2442337878254280005?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/07/56-alice-no-pais-das-maravilhas-alice.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TEThsSvKPxI/AAAAAAAABXk/yv2ryclpsaw/s72-c/alice_no_pais_das_maravilhas_2010_4.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-6040356506208419364</guid><pubDate>Sun, 11 Jul 2010 16:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-11T12:46:41.182-04:00</atom:updated><title>#55 - Notícias de uma guerra particular, de Katia Lund e João Moreira Salles</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDn04LLBTDI/AAAAAAAABXc/oC6ryKYlqPo/s1600/noticias-guerra-particular.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 222px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDn04LLBTDI/AAAAAAAABXc/oC6ryKYlqPo/s320/noticias-guerra-particular.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492690466463894578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No final da década de 90, o Rio de Janeiro já se via sufocado com uma espécie de guerra civil que tirava o sono da população. Todo mundo saía perdendo: o cidadão comum, os policiais envolvidos em batalhas campais e os jovens que perdiam suas vidas a favor do tráfico de drogas. Katia Lund e João Moreira Salles realizaram em 1998, uma das reflexões mais contundentes sobre a questão. O documentário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Notícias de uma guerra particular&lt;/span&gt; é um pequeno tapa na cara de qualquer carioca que tenha o mínimo de consciência social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os documentaristas acompanham os principais personagens desta guerra particular - termo usado pelo então capitão do Batalhão de Operações Especiais (o BOPE), Rodrigo Pimentel, atual comentarista da TV Globo e autor do livro que deu origem ao filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt;. Além dele, um traficante e uma família que vive numa favela controlada pelo tráfico também têm suas vidas transformadas em objetos documentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande trunfo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Notícias de uma guerra particular&lt;/span&gt; é a entrevista com o então chefe da Polícia Civil, Hélio Luz. Seus comentários, bastante sóbrios e honestos, deixaram muita gente horrorizada. É ele quem expõe de maneira crua e realista a falência do sistema e a ineficiência das ações de segurança pública no estado. Pouco tempo depois do filme, o próprio Luz pediu dispensa do cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sequências impactantes e inéditas na época, como a de meninos de 10 anos de idade explicando o funcionamento de armamentos pesados,  propõem uma reflexão que perdura até os dias atuais, em meio à tentativa de pacificação de comunidades carentes com a implantação das UPPs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quebra, nos extras do DVD, há um documentário imperdível de Eduardo Coutinho, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Santa Marta: duas semanas no morro&lt;/span&gt;, de 1987, no qual o cineasta dá voz aos moradores da favela Dona Marta. Um deles, por acaso, é Marcinho VP, ainda adolescente, que sonhava se tornar advogado para defender os amigos da opressão policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um Rio de Janeiro inóspito, mas alguém precisava mostrá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-6040356506208419364?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/07/55-noticias-de-uma-guerra-particular-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDn04LLBTDI/AAAAAAAABXc/oC6ryKYlqPo/s72-c/noticias-guerra-particular.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-3061076868174770900</guid><pubDate>Thu, 08 Jul 2010 18:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-08T14:39:02.906-04:00</atom:updated><title>#54 - 180º South, de Chris Malloy</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDYacgNgrwI/AAAAAAAABXU/QnRa2J5eKxk/s1600/180-South.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDYacgNgrwI/AAAAAAAABXU/QnRa2J5eKxk/s320/180-South.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491605872610160386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estou bem cercado de primos curiosos o bastante para compartilhar comigo o bom cinema. Desta vez, a dica veio do lado paterno, do &lt;a href="http://www.luizfrota.com/"&gt;Luiz&lt;/a&gt; - um talentoso fotógrafo que debruça sua lente sobre causas sociais e ambientais, além de exercitar uma forte crítica ao consumo desenfreado. Foi ele quem me chamou a atenção para o documentário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;180º South&lt;/span&gt;. Meio filme de surfe, meio filme de alpinismo, meio filme ambiental, meio filme de autoconhecimento. Inteiramente incrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamos o aventureiro Jeff Johnson em uma expedição à Patagonia para ganhar o cume de uma montanha gelada de nome Corcovado. A viagem, na verdade, é uma reedição do trajeto feito por dois homens na década de 60, que agora dedicam suas vidas a causas ambientais, Yvon Chouinard e Doug Tompkins, ícones para Johnson. Ao longo do trajeto, costeando o Pacífico, a câmera vai registrando as belas paisagens e as lições, nada convencionais e bastante reflexivas, que vão surgindo. Como o próprio Johnson cita no início da projeção: as melhores viagens são aquelas que respondem perguntas que você nunca pensou em fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capricho do filme é arrebatador, de uma sensibilidade pouco antes vista em documentários do gênero. A trilha sonora é extremamente bem pensada e caprichada, o texto da narração em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;off&lt;/span&gt; é brilhante e a fotografia é de deixar qualquer um arrepiado. Sem dar qualquer brecha ao pieguismo costumeiro das jornadas ao interior do ser humano, o documentário abre espaço para diversos tipos de questionamentos. O principal deles é sobre a fatídica caminhada do homem à bancarrota sustentável, esgotando com voracidade os recursos do planeta em prol do consumo desenfreado.  Por isso, Johnson acaba se envolvendo com pequenos grupos que lutam para sobreviver sem a interferência das grandes corporações, principalmente na costa chilena, que sofre com um severo descaso ambiental iniciado na época da ditadura de Pinochet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o percurso, paradas estratégicas para surfar em picos exóticos, que rendem imagens estonteantes! Por exemplo, uma onda quilométrica em Rapa Nui, com as misteriosas cabeças de pedra ao fundo. O alpinismo também serve como ponto para mais uma reflexão, na medida em que a sociedade, em geral, julga a chegada a um cume como uma conquista vazia, inútil - pautando as ações como meios para chegar a um fim material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante foi o comentário que minha mulher fez, logo após uma das centenas de sequências fantásticas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;180º South&lt;/span&gt;. Concluiu ela, perspicazmente, que nos acostumamos a levar uma vida chata e monótona. De fato, a resignação faz parte do cotidiano cosmopolita contemporâneo. É preciso praticar o desapego para encontrar uma espécie de harmonia que aulas de yoga em salas de centros profissionais, ou sessões de terapia com psiquiatras abalizados, já não podem mais oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas viagens são capazes de mudar o ser humano. Assim também é o cinema - e assim é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;180º South&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-3061076868174770900?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/07/54-180-south-de-chris-malloy.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDYacgNgrwI/AAAAAAAABXU/QnRa2J5eKxk/s72-c/180-South.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-4213153881192545009</guid><pubDate>Wed, 07 Jul 2010 15:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-07T12:05:53.771-04:00</atom:updated><title>#53 - Manhattan, de Woody Allen</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDSk97qC5UI/AAAAAAAABXM/km5cJ12LJjw/s1600/manhattan.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 221px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDSk97qC5UI/AAAAAAAABXM/km5cJ12LJjw/s320/manhattan.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491195229564495170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive um pouco de dificuldade com os filmes de Woody Allen. Metade deles eu gosto bastante, a outra eu detesto. Durante muito tempo não soube como explicar uma certa indisposição a produções assinadas por ele. Até que amadureci suficientemente a ponto de poder exercitar um ajuizamento de gosto contundente. Não gosto quando ele interpreta a si mesmo, tautologicamente; não gosto quando o tema da neurose provocada pelo bloqueio criativo se repete; não gosto quando o roteiro é recheado de referências eruditas. E &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manhattan&lt;/span&gt;, um dos seus filmes de maior repercussão no circuito, tem muito disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá está Allen, novinho, interpretando um escritor de programas para TV que namora uma jovem colegial. Sua vida começa a mudar quando o melhor amigo o empurra a amante. A partir daí, tem início uma série de esquetes cômicas. Porém, para realmente entender as piadas, é preciso estar familiarizado com alguns ícones eruditos. Por exemplo, se o espectador desconhece Nabokov, autor de Lolita, vai boiar com as referências ao relacionamento do protagonista com a adolescente de 17 anos. E assim, sucessivamente, são parte dos diálogos citações a filósofos, dramaturgos, músicos etc. O que, convenhamos, se torna cansativo, repetitivo, quando o gênero é uma comédia de costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada condenável do ponto de vista cinematográfico. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manhattan&lt;/span&gt; é mesmo um filme para um público diferenciado - o que é uma pena e, de certa forma, dicotômico, já que o filme foi um sucesso de bilheteria. Aliás, o próprio cineasta alega não gostar da obra, nem de sua caracterização. Verdade seja dita: Allen é bem mais divertido quando não está diante das câmeras. Ou então, quando interpreta alguém diferente de si mesmo. Ou então, mais além, quando faz comédias despretensiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tecnicamente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manhattan&lt;/span&gt; é impecável, e já atestava o talento do então jovem Allen. Fotografia impecável, trilha sonora bem cuidada e enquadramentos que sabem tirar proveito da aura cosmopolita de Nova York. Resumindo, e talvez reduzindo, ainda que sem querer, é filme-cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, a despretensão é a melhor saída.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-4213153881192545009?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/07/53-manhattan-de-woody-allen.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDSk97qC5UI/AAAAAAAABXM/km5cJ12LJjw/s72-c/manhattan.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-7960568399975150238</guid><pubDate>Mon, 05 Jul 2010 18:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-05T15:26:46.450-04:00</atom:updated><title>#52 - Youth in revolt, de Miguel Arteta</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDIxbzRfcoI/AAAAAAAABXE/_91hulImcTQ/s1600/youth-in-revolt.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDIxbzRfcoI/AAAAAAAABXE/_91hulImcTQ/s320/youth-in-revolt.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490505249407857282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parece que Michael Cera é a bola da vez. Prestes a estrear o muito aguardado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scott Pilgrim Vs The World&lt;/span&gt;, o jovem ator é figurinha fácil na nova safra de comédias estadunidenses. Está virando o queridinho dos produtores de Hollywood. E talento, de fato, o garoto tem. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Youth in revolt&lt;/span&gt;, que sabe-se lá quando vai ganhar o circuito nacional, é um bom exercício dramático para Cera, que se desdobra em dois papéis antagônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de mais uma comédia sobre adolescentes com descompensamento hormonal em busca do coito - mas com algumas boas sacadas. O roteiro conta a história de Nick Twisp, um jovem sem jeito com as garotas que vai passar as férias de verão em uma cidade interiorana. Lá, conhece uma menina, filha de religiosos ortodoxos, por quem logo se apaixona. Para dar continuidade ao romance, então, terá que passar por cima de algumas convicções. Seu alter-ego, François Dillinger, se materializa para lhe dar dicas de como transgredir a lei e se tornar atraente ao sexo oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem jeito, Cera rouba a cena. Suas caracterizações são bastante eficientes e rendem momentos impagáveis. Na verdade, de uma maneira geral, são as atuações que sustentam o filme. Tem muita gente boa no elenco: Zach Galifianakis, Steve Buscemi e Ray Liotta - só para citar os mais conhecidos. Por isso, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Youth in revolt&lt;/span&gt; tem lá seu charme, ainda que discreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de mais, mas nada de menos também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-7960568399975150238?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/07/52-youth-in-revolt-de-miguel-arteta.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TDIxbzRfcoI/AAAAAAAABXE/_91hulImcTQ/s72-c/youth-in-revolt.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-6511431270470831788</guid><pubDate>Tue, 29 Jun 2010 16:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-29T13:13:39.776-04:00</atom:updated><title>#51 - Educação (An education), de Lone Scherfig</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TCopeNWjWtI/AAAAAAAABW8/T0Mj63zCFdE/s1600/education_ver2.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TCopeNWjWtI/AAAAAAAABW8/T0Mj63zCFdE/s320/education_ver2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488244694861437650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A educação britânica tem fama de ser bastante rígida e conservadora. A escritora Lynn Barber sofreu na pele a pressão pelo diploma, e acabou escrevendo suas memórias sobre o período. Aí, veio Nick Hornby, talvez um dos autores mais bacanas da literatura inglesa contemporânea, e transformou as vivências de Barber, que por si só já eram bastante interessantes, num belo roteiro para a tela grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como não se envolver com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Educação&lt;/span&gt;, mesmo que você seja do sexo masculino e a história tenha enfoque feminino. Trata-se de um filme muito bem feito. Ambientado na década de 60, acompanhamos as diversas descobertas da jovem protagonista,  a adolescente Jenny, sobre questões essenciais na formação do caráter. Lições que a escola, por mais qualificada que seja, não dá. Com bastante sensibilidade, são abordados temas como amor, sexo, família e ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto alto do filme são as interpretações, que beiram a perfeição. Carey Mulligan dá o brilho e a empatia necessários à protagonista. Alfred Molina, como o patriarca austero que investe na educação da filha, está perfeito. Peter Sarsgaard faz par romântico com Mulligan, em uma atuação bastante convincente. Direção de arte e fotografia não ficam para trás. Ou seja, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Educação&lt;/span&gt; é tão bom tecnicamente quanto dramaticamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-6511431270470831788?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/51-educacao-education-de-lone-scherfig.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TCopeNWjWtI/AAAAAAAABW8/T0Mj63zCFdE/s72-c/education_ver2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>12</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-2785411413405921952</guid><pubDate>Fri, 18 Jun 2010 16:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-18T13:28:57.782-04:00</atom:updated><title>#50 - O profeta (Un prophète), de Jacques Audiard</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBunVE1GHDI/AAAAAAAABW0/FvnRH1LJsCA/s1600/um-profeta-9019.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 235px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBunVE1GHDI/AAAAAAAABW0/FvnRH1LJsCA/s320/um-profeta-9019.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484160951769242674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meu primo, Felipe, entusiasta do bom cinema, que já havia visto o filme nos Estados Unidos, me fez a recomendação. E eis que estreia hoje no circuitão nacional esta película francesa bastante interessante. Alternando momentos oníricos com sequências de violência brutal, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O profeta&lt;/span&gt; tem conseguido admiradores ao redor do mundo. Não à toa foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e venceu o Grande Prêmio do Juri em Cannes. De fato, é um filme bastante interessante. Complexo, cheio de texturas e que não segue um padrão cinematográfico comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamos a história de Malik El Djebena, um jovem de origem árabe que vai para a cadeia depois de, supostamente, atacar um policial. Inexperiente e desprotegido, acaba recebendo uma proposta para um trabalho sujo, imposta por mafiosos italianos que dominam o pavilhão em que está encarcerado: deve matar um prisioneiro, também árabe, que aguarda julgamento. Se executar a tarefa, ganha proteção. Caso se recuse a fazer o serviço, é ele quem será morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sequência inicial, de extrema violência, é magistralmente bem filmada. Logo nos minutos iniciais da trama, o protagonista começa a trilhar seu caminho dentro do cárcere, buscando não somente a sobrevivência, mas o respeito dos outros prisioneiros. Em meio a tudo isso, um fantasma começa a visitá-lo, dando-lhe pequenas lições de vida, por vezes na forma de paródias religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica claro que Jacques Audiard a todo o instante busca um contraponto para a violência que recheia o roteiro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O profeta&lt;/span&gt;. Acerta em cheio ao filmar os devaneios religiosos do protagonista, inclusive como uma forma de contextualizar a presença do credo e da fé nas práticas criminosas. É como se houvesse, ali também, uma guerra santa: de um lado, os corsos italianos cristãos. Do outro, os árabes muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição, trilha sonora, fotografia - tudo em seu devido lugar. Porém, o que chama a atenção mesmo são as atuações, brilhantes! Uma produção bastante caprichada, com um rigor estético pouca vezes visto em uma produção que tem como argumento a violência do cárcere.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-2785411413405921952?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/50-o-profeta-un-prophete-de-jacques.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBunVE1GHDI/AAAAAAAABW0/FvnRH1LJsCA/s72-c/um-profeta-9019.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-2087567396411038563</guid><pubDate>Sat, 12 Jun 2010 22:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-12T18:13:02.203-04:00</atom:updated><title>#49 - Não, minha filha, você não irá dançar (Non ma fille, tu n´iras pas danser), de Christophe Honoré</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBQFaNKLOJI/AAAAAAAABWs/KCZ2y6EBu4E/s1600/poster-minha-filha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 218px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBQFaNKLOJI/AAAAAAAABWs/KCZ2y6EBu4E/s320/poster-minha-filha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482012594183813266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apesar do que sugere o título, o novo filme de Christophe Honoré não fala sobre uma jovem que sonha seguir a carreira de bailarina contra a vontade dos pais. O roteiro de Não, minha filha, você não irá dançar conta a história de uma mulher que tenta reconstruir a vida debaixo das asas de uma família castradora. Após se desentender com o marido, ela foge levando os dois filhos para a bucólica casa dos pais, no interior da França. Lá, no entanto, sofre com as intromissões e pressões familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mérito de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não, minha filha, você não irá dançar&lt;/span&gt; está no estilo singular de Honoré. Seus atores rendem, a trilha sonora é cuidadosa, os diálogos têm profundidade e o desfecho é bastante interessante. No entanto, o que não deixa o filme fluir é a tentativa do diretor em explicar suas intenções à plateia. A inserção de um punhado de sequências incomuns e cansativas acaba se transformando em um clamor por compreensão. Isso acontece com a longa cena de um ritual de dança celta, que remete ao título do filme, e com a tradução da canção “Making plans for Nigel”, da banda inglesa XTC, cuja letra faz alusão ao drama pessoal da protagonista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-2087567396411038563?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/49-nao-minha-filha-voce-nao-ira-dancar.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBQFaNKLOJI/AAAAAAAABWs/KCZ2y6EBu4E/s72-c/poster-minha-filha.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-1452161154292161786</guid><pubDate>Fri, 11 Jun 2010 22:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-11T18:55:35.588-04:00</atom:updated><title>#48 - Soul Kitchen, de Fatih Akin</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBK92N9zXFI/AAAAAAAABWk/VQuhImQj_rQ/s1600/soul_kitchen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBK92N9zXFI/AAAAAAAABWk/VQuhImQj_rQ/s320/soul_kitchen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481652435622779986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Demorou bastante, mas finalmente entrou em cartaz uma boa opção para o Dia dos Namorados. Ao invés de levar a pessoa amada para ver aqueles filmes que desdenham da capacidade intelectual do público, vale a pena pegar uma fila - porque Dia dos Namorados sem fila não vale - para conferir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Soul Kitchen&lt;/span&gt;. Escrevi a resenha há um bom tempo, mas a opinião ainda continua a mesma. Dê um confere logo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das comédias contemporâneas tem como erro crasso desdenhar da capacidade do público. O grande mérito de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Soul Kitchen&lt;/span&gt;, simpática produção alemã escrita e protagonizada por Adam Bousdoukos, é justamente fugir das referências ao pastiche e ao riso fácil. Com um excelente elenco e personagens bem desenvolvidos, fica fácil contar a história de um jovem que, em meio a uma crise emocional, cogita vender seu pacato restaurante. Porém, da noite para o dia, ele vê seu estabelecimento se transformar em um lugar badalado e cobiçado por corretores e investidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro não traz grandes novidades, mas também não cai na tentação dos clichês baratos. A direção de Fatih Akin é segura o suficiente para conseguir interpretações convincentes e tornar o filme uma experiência bastante agradável. Ainda que o espectador mais exigente não caia na gargalhada durante a projeção, provavelmente sairá do cinema satisfeito, como se tivesse apreciado uma boa refeição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-1452161154292161786?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/48-soul-kitchen-de-fatih-akin.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBK92N9zXFI/AAAAAAAABWk/VQuhImQj_rQ/s72-c/soul_kitchen.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-1588355593181864391</guid><pubDate>Fri, 11 Jun 2010 17:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-11T13:58:35.775-04:00</atom:updated><title>#47 - KISS meets the phantom of the park, de Gordon Hessler</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBJ4GsgnyCI/AAAAAAAABWc/flimu6oLPko/s1600/kiss.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBJ4GsgnyCI/AAAAAAAABWc/flimu6oLPko/s320/kiss.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481575752885848098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O KISS sempre foi uma banda teatral, com veia para a dramaticidade. Shows pirotécnicos, maquiagem pesada e guarda-roupa extravagante eram marca registrada do quarteto. E se eles tinham lancheiras, bonés, bonecos, toalhas de praia e outras miudezas mais, nada mais lógico do que estender o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;merchandising&lt;/span&gt; para as telas de cinema. Daí surgiu um dos filmes mais toscos e, por isso mesmo, divertidos que uma banda já realizou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;KISS meets the phantom of the park&lt;/span&gt;, produção de 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro é pavoroso, o que não é de maneira alguma uma afronta. Tudo tem início quando os "cavaleiros a serviço de Satã" são contratados para realizar uma curta temporada de shows em um parque de diversões - no qual a grande atração são as réplicas perfeitas de personagens que se mexem como seres humanos. No local, muito misteriosamente, obviamente, pessoas desaparecem sem deixar qualquer rastro. Um dos desaparecidos é o noivo de uma jovem, que vai contar com a ajuda do quarteto para solucionar o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stanley, Simmons, Criss e Frehley, além do sucesso, desfrutam de poderes intergalácticos, oriundos de valiosos talismãs cósmicos, para defender os fracos e oprimidos. Durante o filme, pouco falam - Gene Simmons, inclusive, ruge como um leão. O que sobra, então, é um desfile de efeitos especiais toscos, que na época deviam ser o máximo. Com direito a raios lasers e voos acrobáticos, tudo para que o KISS consiga salvar o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante é perceber que em momento algum o tom do filme pende ao lado obscuro do trabalho da banda - que, lembremos aqui, teve seus discos queimados em fogueiras doutrinadoras espalhadas por todo o território estadunidense. Inclusive, quem assina a produção é ninguém menos que Joseph Barbera, o mesmo que produzia os desenhos animados mais famosos da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, pode-se dizer que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kiss meets the phantom of the park&lt;/span&gt; é um "filme animado".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-1588355593181864391?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/47-kiss-meets-phantom-of-park-de-gordon.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBJ4GsgnyCI/AAAAAAAABWc/flimu6oLPko/s72-c/kiss.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-6795919166337292465</guid><pubDate>Thu, 10 Jun 2010 12:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-10T09:25:52.584-04:00</atom:updated><title>#46 - Kick-Ass: Quebrando tudo (Kick-Ass), de Matthew Vaughn</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBDm7N73m8I/AAAAAAAABWU/KnLyndxhlA4/s1600/kick-ass-movie-freemovietag.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBDm7N73m8I/AAAAAAAABWU/KnLyndxhlA4/s320/kick-ass-movie-freemovietag.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481134651537333186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parece que a onda do momento é adaptar quadrinhos adolescentes para a tela grande. Pegando carona na aguardada estreia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scott Pilgrim vs The World&lt;/span&gt;, outra produção adaptada de HQ, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kick-Ass&lt;/span&gt;, ganhou os holofotes por causa das polêmicas cenas de violência envolvendo a personagem da pequena atriz Chloe Moretz. Aliás, tanto a imprensa disse, que minhas expectativas eram bastante altas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta a história de Dave Lizewskiu (Aaron Johnson), um jovem viciado em revistas de super-heróis que resolve ele mesmo proteger os cidadãos de Nova York. Cria, então, o Kick-Ass. Logo, passa a experimentar o sucesso e sai do anonimato em que vivia, despertando o interesse, inclusive, das garotas da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kick-Ass&lt;/span&gt; é um filme bacana, mas não é tão violento assim, não é tão inovador assim, não é tão polêmico assim e nem é para ser tão badalado assim. O roteiro é mediano, fazendo opções nítidas por uma narrativa mais voltada ao público juvenil. As cenas de combate, apesar de serem bem coreografadas, não têm qualquer tipo de exagero estético ou cartunesco - o que, no caso, seria interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande barato é realmente ver a pequena Chloe Moretz na pele de Hit Girl, uma heroína de apenas 11 anos que tem absoluto conhecimento e domínio sobre qualquer tipo de arma. A atriz rouba a atenção em todas as cenas em que é enquadrada. Justiça seja feita, é preciso mencionar também o trabalho de Nicolas Cage, que interpreta Big Daddy, o pai da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacana. Porém, é só mais um filme de temática adolescente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-6795919166337292465?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/46-kick-ass-quebrando-tudo-kick-ass-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TBDm7N73m8I/AAAAAAAABWU/KnLyndxhlA4/s72-c/kick-ass-movie-freemovietag.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-6423109672458378352</guid><pubDate>Wed, 09 Jun 2010 15:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-09T11:35:50.094-04:00</atom:updated><title>#45 - Procurando Elly (Darbareye Elly), de Asghar Farhadi</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TA-0yOmBd6I/AAAAAAAABWM/fWlNcJkS1iI/s1600/procurando-elly.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 218px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TA-0yOmBd6I/AAAAAAAABWM/fWlNcJkS1iI/s320/procurando-elly.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480798046537217954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante a década de 90, os filmes iranianos se popularizaram e ganharam o apreço do circuito dito alternativo. Acabou virando, também, ensejo para estereotipar cinéfilos pedantes. De fato, eram produções diferenciadas, com temáticas humanas e ritmo bem mais lento do que o padrão ocidental. Planos longos e pouquíssimos diálogos colaboravam para a fama dos filmes iranianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Procurando Elly&lt;/span&gt; é um filme iraniano. Entretanto, esqueça tudo que você acha que sabe sobre a produção cinematográfica do pequeno país do Oriente Médio. Com um roteiro impecável, repleto de reviravoltas e questionamentos religiosos, morais e culturais, o longa tece uma trama tensa em tom crescente até os minutos finais de projeção. Tudo isso com uma simplicidade estética assombrosa, digna dos grandes roteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamos um fim de semana numa estância litorânea perto de Teerã. Amigos vão ocupar uma distante casa à beira-mar. Apenas uma convidada, a Elly em questão, não está enturmada com o resto do grupo. Quando ela é requisitada para ficar de olho nas crianças, uma tragédia acontece: um menino quase morre afogado, mas consegue ser resgatado e reanimado. Porém, segundos depois, todos se dão conta de que Elly desapareceu, sem deixar qualquer vestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se tem em seguida é uma sucessão de eventos que vão minando o convívio, antes pacífico, de todos os ocupantes da casa. Teorias e hipóteses são levantadas no esforço de tentar compreender o que realmente aconteceu. A câmera perambula livremente pelos cômodos, por entre os ocupantes, interrompe discussões acaloradas, para finalmente mirar o mar como se ali houvesse um deserto. O clima de desolação e suspense é brilhantemente traduzido pela fotografia e pela montagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho comprova que, mesmo no suspense, a simplicidade é muito mais convincente do que artifícios romanescos mirabolantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-6423109672458378352?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/45-procurando-elly-darbareye-elly-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TA-0yOmBd6I/AAAAAAAABWM/fWlNcJkS1iI/s72-c/procurando-elly.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-3894259960117885988</guid><pubDate>Tue, 08 Jun 2010 14:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-08T11:06:06.587-04:00</atom:updated><title>#44 - Bigger Stronger Faster, de Chris Bell</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TA5cK8JQSUI/AAAAAAAABWE/k_ZED6_AMtk/s1600/biggerstrongerfaster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 217px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TA5cK8JQSUI/AAAAAAAABWE/k_ZED6_AMtk/s320/biggerstrongerfaster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480419139569862978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O título cairia bem a um filme pornô, mas não é nada disso. O subtítulo tenta explicar melhor as três palavras realçadas: os efeitos colaterais de ser um estadunidense. Chris Bell, um sujeito que pratica fisiculturismo e levantamento de peso, vai buscar respostas para o crescimento exponencial do uso de esteroides anabolizantes - drogas que ele jura nunca ter utilizado. Com uma câmera na mão, ele busca entrevistar atletas, médicos e até a própria família, uma vez que seus dois irmãos são usuários regulares de anabilizantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em uma típica família estadunidense de classe média, religiosa e conservadora, Bell começa a questionar por que somente ele dentre os três irmãos foi o único que não desenvolveu apreço pelos esteroides. Vai buscar também compreender os estereótipos de perfeição vendidos pela mídia desde a época em que era preciso afirmar ao mundo o estilo de vida de seus conterrâneos. Schwarzenegger (apesar de ser austríaco), Hulk Hogan e Stallone, todos anabolizados, porém patrióticos, eram exemplos a serem seguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento também procura entrar na polêmica criada a partir da proibição do uso dos medicamentos nos esportes. E aí a maionese desanda. Ia tudo muito bem, até Bell começar a defender que os anabolizantes não são tão perigosos assim e que não deveriam ser banidos do esporte.  As questões levantadas, com o discurso autorizado de especialistas no assunto, é até substancial. Porém, destoa completamente da proposta inicial sublinhada no próprio título do filme. Não se pode criticar o uso desenfreado de anabolizantes para depois tentar convencer o espectador de que eles não são tão nocivos quanto se pensa. O documentário acaba se tornando, invariavelmente, uma peça dicotômica. E isso, no cinedocumentário, é uma falha incorrigível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena, porque o roteiro é bom. No fim das contas, não dá para entender qual foi o real objetivo de Bell com o filme: denunciar ou desmistificar o uso esteroides anabolizantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-3894259960117885988?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/44-bigger-stronger-faster-de-chris-bell.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TA5cK8JQSUI/AAAAAAAABWE/k_ZED6_AMtk/s72-c/biggerstrongerfaster.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-8597454265319073378</guid><pubDate>Mon, 07 Jun 2010 12:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-07T08:33:11.664-04:00</atom:updated><title>#43 - Tudo pode dar certo (Whatever works), de Woody Allen</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAzmoevVIoI/AAAAAAAABV8/AzexfSl4j1k/s1600/tudo-pode-dar-certo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 235px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAzmoevVIoI/AAAAAAAABV8/AzexfSl4j1k/s320/tudo-pode-dar-certo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480008429723787906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando Woody Allen filma a si mesmo tendo ataques neuróticos e bloqueios criativos, suas produções costumam ser um pé no saco - ao menos a mim. É um personagem que já deu o que tinha que dar lá no começo da carreira como cineasta. Talvez o velho Allen tenha percebido isso. Muito perspicazmente, vez em quando, começou a escalar bons atores para substituí-lo. É o que ele faz em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo pode dar certo&lt;/span&gt;, divertida e despretensiosa comédia existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ótimo Larry David é quem fica encarregado de ser o alterego de Allen, e o faz muito bem. Seu personagem, o mal humorado professor de física indicado ao Nobel, Boris, dialoga com a plateia sobre as escolhas que fazemos e sobre aquelas às quais não temos controle. Solitário, decide abrigar uma jovem interiorana recém-chegada a Nova York em sua casa. A relação dos dois se fortalece e uma série de eventos, que talvez não possam ser explicados pelas leis da física, tomam parte em um microcosmo tipicamente novaiorquino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elenco é competente, o roteiro é bom, os diálogos são bem trabalhados, os personagens são bastante interessantes e, por isso, o filme flui com leveza. O desfecho é meio preguiçoso, meio bobinho, meio desnecessário. Mas e daí? Às vezes a vida é assim mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-8597454265319073378?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/43-tudo-pode-dar-certo-whatever-works.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAzmoevVIoI/AAAAAAAABV8/AzexfSl4j1k/s72-c/tudo-pode-dar-certo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-7405059311464003805</guid><pubDate>Fri, 04 Jun 2010 20:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-04T17:15:58.885-04:00</atom:updated><title>#42 - Capitalismo: uma história de amor (Capitalism: a love story), de Michael Moore</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAlshmFc02I/AAAAAAAABVs/m-DnpX1MG5Y/s1600/1267976340_78919641_1-Fotos-de--Capitalismo-Uma-Historia-de-Amor-Capitalism-A-Love-Story-2009.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 217px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAlshmFc02I/AAAAAAAABVs/m-DnpX1MG5Y/s320/1267976340_78919641_1-Fotos-de--Capitalismo-Uma-Historia-de-Amor-Capitalism-A-Love-Story-2009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479029746087809890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todas as histórias de amor passam por crises. Algumas são resolvidas no diálogo, outras terminam em separação. O capitalismo sempre foi a queridinha dos olhos dos estadunidenses. Porém, ao contrário do que fazemos com nossas amantes, eles fizeram questão de deixar o resto do mundo tirar uma casquinha. Mais do que isso, precisavam torná-la mais atraente do que a vizinha dita safada, representada pelo socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Capitalismo: uma história de amor&lt;/span&gt; pega carona na onda avassaladora de pessimismo que deixou investidores do mundo inteiro de cabelos em pé e muitos estadunidenses na lama. O mercado, personificado como entidade pensante, ficou mau humorado. Resultado: bancos quebrados, hipotecas executadas e a mesma ladainha que o capital especulativo sempre provocou em países periféricos, cobaias e clientes dos EUA: população arrasada e banqueiros salvos pelo governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Moore é o típico malandro do cinedocumentário. Aparece mais do que o argumento, mais do que os personagens, mais do que os objetos documentados. Aqui, resolve diminuir o volume de seu egocentrismo, mas continua amplificando melodramas e forçando situações. Ainda assim, tem êxito ao mostrar como os estadunidenses foram educados para entender, desde a infância mais tenra, que o socialismo é uma ameaça, um monstro, um horror, o fim do mundo. E que o capitalismo é o herói, o mocinho, a liberdade, o júbilo. É o Rocky derrubando o Drago, o Bradock detonando os vietcongues e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, cá pra nós, só os estadunidenses mesmo, acharcados pelo sistema que ajudaram a erguer, para achar que Obama significaria mudança. O documentário erra a mão justamente neste ponto, quando tenta traçar um paralelo meio torto entre os democratas e os ideais libertários de esquerda, levantando a possibilidade de mudança e derrocada da crise capitalista pelas mãos um Obama recém-empossado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, é aquilo: o tema é interessante e o documentário é bem acabado. Vale a pena dar um confere. Mas aguentar Michael Moore e a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Obamania&lt;/span&gt; é dose!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-7405059311464003805?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/42-capitalismo-uma-historia-de-amor.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAlshmFc02I/AAAAAAAABVs/m-DnpX1MG5Y/s72-c/1267976340_78919641_1-Fotos-de--Capitalismo-Uma-Historia-de-Amor-Capitalism-A-Love-Story-2009.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-5458554938857793879</guid><pubDate>Tue, 01 Jun 2010 17:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-01T13:28:42.341-04:00</atom:updated><title>#41 - Anvil! The story of Anvil, de Sacha Gervasi</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAVDRLeJkCI/AAAAAAAABVM/za-OYW2-HDc/s1600/anvil1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 208px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAVDRLeJkCI/AAAAAAAABVM/za-OYW2-HDc/s320/anvil1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477858484182159394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dois amigos, ainda adolescentes, resolvem montar uma banda de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;heavy metal&lt;/span&gt;. E decidem que, a partir dali, continuarão para sempre com o sonho de seguir dedicando suas vidas à música. No caso, a dupla é composta por Steve "Lips" Kudlow e Robb Reiner, os integrantes principais da Anvil - uma banda canadense que influenciou uma penca de artistas do gênero, mas que nunca conseguiu seu lugar ao sol. Por quê? É o que esse documentário tenta entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Décadas depois de se apresentarem num megafestival no Japão, ao lado de bandas que atingiram o estrelato (Scorpions e Bon Jovi, por exemplo), o sonho não acabou. Já quarentões, os dois fundadores da Anvil continuam tocando, apesar de serem obrigados a dedicar boa parte dos seus esforços em atividades regulares e remuneradas. Lips, guitarrista e vocalista, é entregador de merendas escolares. Robb, exímio baterista, considerado por Lars Ulrich, do Metallica, como um deus das baquetas, se dedica a pequenos reparos domésticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário esmiuça o dia a dia da dupla e acaba se intrometendo nas sucessivas tentativas de shows, turnês e gravações.  Todas, quase sempre, desastrosas. Acompanhamos a opinião de familiares, amigos e músicos. Há também depoimentos apaixonados de fãs ardorosos, que vigiam de perto todos os passos da banda. No fim das contas, o barato de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anvil! The story of Anvil&lt;/span&gt; é mostrar a paixão de dois amigos fraternais pela música. É uma produção com mensagem positiva, que fala sobre amizade e companheirismo, mas que em momento algum tenta empurrar pieguice goela abaixo de quem a assiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os créditos finais, o que fica é aquela sensação boa de que a música, seja ela o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;heavy metal&lt;/span&gt; ou o rock, tem o poder de nos transformar em crianças grandes. É isso que Lips e Robb são: duas crianças grandes a serviço do rock'n'roll.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-5458554938857793879?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/06/41-anvil-story-of-anvil-de-sacha.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAVDRLeJkCI/AAAAAAAABVM/za-OYW2-HDc/s72-c/anvil1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-4412332084214066408</guid><pubDate>Fri, 28 May 2010 19:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-28T15:29:34.931-04:00</atom:updated><title>#40 - Em teu nome, de Paulo Nascimento</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAAZOktcgOI/AAAAAAAABU0/RbiIJtKHQ3g/s1600/emteunome1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 135px; height: 190px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAAZOktcgOI/AAAAAAAABU0/RbiIJtKHQ3g/s400/emteunome1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476404885045674210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estreou hoje no circuitão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em teu nome&lt;/span&gt;, filme dirigido por Paulo Nascimento que traz a biografia de um guerrilheiro do Grupo dos 70, movimento que lutou contra o regime militar no Brasil. O filme é até bem produzido, mas falta profundidade - tanto no conteúdo, quanto na atuações, por mais que os atores tenham sido premiados no Festival de Gramado. Algumas sequências sofrem dessa superficialidade num tema que precisa, para funcionar na tela grande, de bastante ritmo. Escrevi uma resenha para a Revista Programa, do Jornal do Brail, mais ou menos como vai escrito abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário de constantes tensões políticas que o regime militar instaurou no Brasil foi capaz de engendrar verdadeiros dramas particulares - todos repletos de elementos que, aos olhos das gerações que não conheceram o impudente cerceamento da liberdade, soam como histórias cinematográficas. Assim foi a trajetótia de João Carlos Bona Garcia, o Boni: um militante de origem humilde que aderiu à luta armada na década de 70 e se tornou, anos mais tarde, um articulador do processo de anistia. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em teu nome&lt;/span&gt;  traz os percalços vividos por Boni, da opção pela guerrilha ao exílio forçado, adaptados à linguagem cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido por Paulo Nascimento e premiado com quatro Kikitos no 37º Festival de Cinema de Gramado, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em teu nome&lt;/span&gt; tem acertos e delizes. De positivo, o nítido esmero com o qual toda a equipe se entrega às filmagens. Na parte técnica, é um filme quase perfeito. Direção de arte, figurino e montagem são particularmente destacáveis, ajudando a contextualizar a turbulenta época em que se dão os fatos. Porém, mesmo com um roteiro enxuto e baseado em fatos verídicos, falta profundidade dramática em certas sequências. O elenco, apesar de esforçado, não rende a ponto de fortalecer o discurso que o argumento propõe. Ainda assim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em teu nome&lt;/span&gt; é um exemplar correto de um cinema engajado, sem perder a ternura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-4412332084214066408?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/05/40-em-teu-nome-de-paulo-nascimento.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/TAAZOktcgOI/AAAAAAAABU0/RbiIJtKHQ3g/s72-c/emteunome1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-8950310464263203664</guid><pubDate>Thu, 27 May 2010 20:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-27T17:17:40.082-04:00</atom:updated><title>#39 - Get thrashed, de Rick Ernst</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_7gLchy3II/AAAAAAAABUs/HrLEP6TSs8M/s1600/get-thrashed.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 227px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_7gLchy3II/AAAAAAAABUs/HrLEP6TSs8M/s320/get-thrashed.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476060684170222722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Perceba bem aquela letra&lt;span style="font-style: italic;"&gt; h&lt;/span&gt; logo depois do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;t&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thrahed&lt;/span&gt; quer dizer algo como destruído, bagunçado, arrasado. Portanto, nada a ver com o&lt;span style="font-style: italic;"&gt; trash &lt;/span&gt;de lixo. Durante anos, muita gente que curtia bandas de thrash metal precisava explicar o que era exatamente o termo. Pois não precisam mais. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Get thrashed&lt;/span&gt; mergulha no assunto e mostra tudo que cerca o universo do thrash metal, dos acordes ao estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foco do documentário está nas quatro bandas consideradas as gigantes do gênero: Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax - todas frequentadoras assíduas do meu antigo walkman amarelo da Sony, lá pro fim da década de 80. Porém, o diretor Rick Ernst faz um apanhado geral do cenário musical da época, capturando a ascensão e a queda do thrash metal. Inclusive, fica explícito o descontentamento e o rancor dos artistas com o grunge, que passou a ser o queridinho dos jovens que outrora cultivavam longas madeixas, usavam tênis de cano alto, vestiam camisas de bandas e balançavam a cabeça compassadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Get thrashed&lt;/span&gt; tem bons depoimentos, personagens interessantes e um roteiro que funciona, dosando de forma correta os números musicais com o conteúdo documental. O período coberto pelas imagens de arquivo é precioso, com sequências raras capturadas no ínicio dos anos 80 por fotógrafos e cinegrafistas amadores. Podemos ver, por exemplo, um Dave Mustaine já maduro desabafando sobre o cartão vermelho que levou do Metallica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, o documentário vai agradar muito mais quem é ou já foi familiarizado com o thrash metal. Mesmo assim, vale o confere. Afinal, não é lixo. É thrash!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-8950310464263203664?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/05/39-get-thrashed-de-rick-ernst.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_7gLchy3II/AAAAAAAABUs/HrLEP6TSs8M/s72-c/get-thrashed.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-4309904689096025818</guid><pubDate>Mon, 24 May 2010 22:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-24T18:39:19.233-04:00</atom:updated><title>#38 - Torrente 2 - Misíon en Marbella, de Santiago Segura</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_r-9dpgNpI/AAAAAAAABUk/ciDKxvgA5Tw/s1600/torrente2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 229px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_r-9dpgNpI/AAAAAAAABUk/ciDKxvgA5Tw/s320/torrente2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474968628906440338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O investigador mais escroto e carismático da história do cinema - ao menos do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;underground&lt;/span&gt; - ataca novamente. No segundo filme da série, acompanhamos a bancarrota de José Luis Torrente, que foi parar em Marbella depois de se dar bem no primeiro filme. Cheio da grana, ele torra tudo com mulheres, drogas e apostas. A falência o obriga a voltar ao ramo da espionagem. E ele acaba se envolvendo em uma trama bastante complexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Misíon en Marbella&lt;/span&gt;, Torrente precisa impedir que mísseis apontados para a cidade litorânea sejam disparados. Novamente, ele conta com a ajuda de tipos esquisitos e desajeitados. Piadas grosseiras, escatologia e humor politicamente incorreto recheiam o roteiro. Inclusive, alguns temas se repetem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, o filme fica bem aquém de seu antecessor. Não tem o ritmo tresloucado do primeiro. É mais regular. No entanto, vale a pena conferir a história bolada e dirigida por Santiago Segura - um ícone na Espanha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-4309904689096025818?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/05/38-torrente-2-mision-en-marbella-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_r-9dpgNpI/AAAAAAAABUk/ciDKxvgA5Tw/s72-c/torrente2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-7836454241289274721</guid><pubDate>Thu, 20 May 2010 13:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-20T10:30:45.786-04:00</atom:updated><title>#37 - Simonal - Ninguém sabe o duro que dei, de Micael Langer, Calvito Leal e Cláudio Manoel</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_VGvWyTTEI/AAAAAAAABUY/0rLsn47_S3w/s1600/poster_simonal_final_1253224529.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 217px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_VGvWyTTEI/AAAAAAAABUY/0rLsn47_S3w/s320/poster_simonal_final_1253224529.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473358701523061826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu conheci a música de Simonal, então no ostracismo, pouco tempo antes dele morrer, meio que por acaso. Naquela época, não fosse um vinil antigo ou uma cópia pirata, seria impossível que a minha geração escutasse uma das grandes vozes da música brasileira nas décadas de 60 e 70. Justamente essa dificuldade em encontrar discos de Simonal deixava às claras o boicote intelectual e artístico que se seguiu após um episódio espinhoso. O documentário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Simonal - Ninguém sabe o duro que dei&lt;/span&gt; busca contextualizar vida e obra, ascensão e queda, mitos e verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simonal era um sucesso não somente pelo timbre diferenciado, pela escolha do repertório e pela talentosa banda que o acompanhava. O sujeito era, inegavelmente, um maestro das plateias. Sua presença de palco era insuperável e chamava a atenção até mesmo de artistas internacionais. Não demorou muito para que o rei da "pilantragem" ganhasse notoriedade e muito dinheiro. Muito dinheiro. O rapaz humilde outrora vítima de racismo, agora morava numa cobertura da Zona Sul, dirigia carros esportivos e abalava com o mulheril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí veio a confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem noção de que dinheiro é um bem volátil, Simonal gastava, gastava e gastava. Esbanjava - estava no seu direito. Quando achou estar sendo roubado pelo próprio contador, resolveu agir de forma truculenta, o que lhe custou uma ida à delegacia. Lá, acusado de mandar torturar seu funcionário, vendo que estava em apuros, deu uma declaração bastante infeliz e ingênua, alegando que o contador era um subversivo e que ele, Simonal, estava a favor do governo, em pleno regime militar, à época um dos mais truculentos da história do país. Esse foi o tiro no pé. Deu mole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário se sai bem na escolha dos personagens. Entrevista não somente a família e os amigos mais chegados de Simonal, mas também dá voz ao tal contador e aos jornalistas do Pasquim, folhetim no qual o cantor foi ilustrado como dedo-duro, seguindo as denúncias que pipocaram em diversos meios de comunicação. Ainda há espaço para reforçar o talento e brilhantismo das apresentações que lotavam estádios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que Simonal era muito ingênuo para se envolver com política. Estava mais preocupado com dinheiro, carros e mulheres. Por isso, acusá-lo de ser um agente do DOPS me parece um exagero. Porém, tal acusação perde relevância diante do fato de ter tentado resolver com a truculência do regime militar uma questão pessoal. Torturar alguém, independentemente do motivo ser de cunho político ou de foro íntimo, é inadmissível - ainda mais naquela época, em que pessoas simplesmente sumiam da noite para o dia. A declaração infeliz que fez na delegacia, também ingenuamente, sacramentou o seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, é preciso decantar as questões. Não conheço cantor tão original e talentoso quanto Simonal. Ouço direto! Sua obra é de imenso valor à música brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o documentário é excelente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-7836454241289274721?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/05/37-simonal-ninguem-sabe-o-duro-que-dei.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_VGvWyTTEI/AAAAAAAABUY/0rLsn47_S3w/s72-c/poster_simonal_final_1253224529.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-2065739078220960878</guid><pubDate>Tue, 18 May 2010 18:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-18T15:00:49.443-04:00</atom:updated><title>#36 - Avatar, de James Cameron</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_Li5tpyKQI/AAAAAAAABUQ/EKGsZ9VeBbk/s1600/avatar-poster-300.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_Li5tpyKQI/AAAAAAAABUQ/EKGsZ9VeBbk/s320/avatar-poster-300.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472685978343844098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vou parafrasear Juca Pirama, personagem de Gonçalves Dias: &lt;i&gt;meninos, eu vi!&lt;/i&gt; Finalmente, depois de algumas semanas à espera de uma cópia vagabunda, consegui observar &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, a produção milionária de James Cameron, do ponto de vista do roteiro. Sim, porque para este que vos escreve, o mais importante no cinema ainda é o roteiro, uma vez que, com ou sem óculos 3D, conta-se uma história.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cópia vagabunda, TV de 14 polegadas e cerveja vagabunda me acompanharam na empreitada. Não estava nem um pouco interessado em conferir os efeitos visuais, mesmo tendo discernimento e decência para admitir que são eles o ponto forte do filme. Porém, não estou interessado em nada disso. Não é meu fetiche. E sempre defendi aqui que não basta, por exemplo, direção de arte impecável para se fazer um bom filme. Do mesmo jeito, efeitos em três dimensões não bastam a mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso posto, &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt; não superou minhas expectativas. O roteiro é muito ruim. Explico tudo isso num texto que fiz especialmente para o coletivo &lt;a href="http://www.mondoredondo.com.br/"&gt;Mondo Redondo&lt;/a&gt;, que volta a girar depois de anos. Quer conferir? Vai ter paciência para ler tudo? Então, clique&lt;a href="http://www.mondoredondo.com.br/textos/exibe/avatar"&gt; aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-2065739078220960878?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/05/36-avatar-de-james-cameron.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S_Li5tpyKQI/AAAAAAAABUQ/EKGsZ9VeBbk/s72-c/avatar-poster-300.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-4973710548548891421</guid><pubDate>Fri, 14 May 2010 14:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-14T10:35:37.672-04:00</atom:updated><title>#35 - Os homens que não amavam as mulheres (Män som hatar kvinnor), de Niels Arden Oplev</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S-1eAGywFiI/AAAAAAAABSk/DXVkvyx55Ck/s1600/Os+Homens+Que+N%C3%A3o+Amavam+as+Mulheres.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 224px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S-1eAGywFiI/AAAAAAAABSk/DXVkvyx55Ck/s320/Os+Homens+Que+N%C3%A3o+Amavam+as+Mulheres.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471132478241510946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estreia hoje no circuitão um filme baseado num best seller sueco. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os homens que não amavam as mulheres&lt;/span&gt; peca por não levar em conta que a linguagem cinematográfica é diferente da literária. A adaptação ao pé da letra atrapalha o bom andamento do filme. Escrevi uma resenha publicada hoje na Revista Programa, do Jornal do Brasil. Taí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro filme adaptado de uma trilogia literária escrita pelo sueco Stieg Larrson, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os homens que não amavam as mulheres&lt;/span&gt; é um thriller que tem uma premissa bastante interessante: um jornalista investigativo é contratado por um milionário para desvendar o estranho desaparecimento de uma jovem, décadas atrás. Ele é ajudado por uma hacker temperamental e esquisitona, a protagonista da série, Lisbeth Salander.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o que era para ser uma trama instigante e perturbadora, acaba se revelando uma produção enfadonha logo nos minutos inciais de projeção. Com um roteiro cerzido nas coxas, repleto de clichês e reviravoltas previsíveis, o clima de suspense não é o suficiente para prender o espectador na poltrona. Há exageros nas interpretações e, principalmente, nas caracterizações. O desfecho, tão importante ao gênero, é particularmente irritante, apelando para o didatismo e tornando o filme uma experiência ainda mais cansativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-4973710548548891421?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2010/05/35-os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_d4s4NotYOkI/S-1eAGywFiI/AAAAAAAABSk/DXVkvyx55Ck/s72-c/Os+Homens+Que+N%C3%A3o+Amavam+as+Mulheres.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item></channel></rss>
