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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-38453718</atom:id><lastBuildDate>Wed, 16 May 2012 18:37:28 +0000</lastBuildDate><title>Cinéfilo, eu?</title><description>A cada filme, uma resenha. Não é maratona: é pura matemática cinematográfica aplicada. Vamos à prova dos nove!</description><link>http://www.cinefiloeu.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>600</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/cinefiloeu" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="cinefiloeu" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-3971590995798051581</guid><pubDate>Mon, 23 Apr 2012 02:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-22T22:13:48.216-04:00</atom:updated><title>#14 - Tiranossauro (Tyrannosaur), de Paddy Considine</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--H3LyTLHT-U/T5S6le2IuzI/AAAAAAAAB28/KHxdBEKPn0k/s1600/tyrannosourmovieposter.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/--H3LyTLHT-U/T5S6le2IuzI/AAAAAAAAB28/KHxdBEKPn0k/s320/tyrannosourmovieposter.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
No momento em que descobrimos por que o filme se chama &lt;em&gt;Tiranossauro&lt;/em&gt;, já estamos fragilizados pela história que o diretor Paddy Considine escreveu. Ainda assim, é um choque, um soco no estômago. Taí um belo exemplar do cinema inglês, que sabe usar o clima sombrio e o cenário monocromático dos subúrbios menos favorecidos pela realeza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O roteiro conta a história de um homem agressivo e em decadência - social e mental. Solitário, sem um sentido para continuar a viver, ele acaba conhecendo uma moça generosa, devota&amp;nbsp;e cristã, que cuida de um brechó. Ao abrir a porta de seu estabelecimento, ela&amp;nbsp;favorece&amp;nbsp;um&amp;nbsp;encontro que muda radicalmente a vida dos dois, transformando a maneira como encaram a vida e seus percalços.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A atuação do casal protagonista, Peter Mullan e Olivia Colman, é soberba! Apesar do argumento ser pesado e denso, o filme é conduzido com bastante sensibilidade. Culmina num final realmente chocante, mas que não abre mão de um certo lirismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vale o confere!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-3971590995798051581?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/04/15-tiranossauro-tyrannosaur-de-paddy.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/--H3LyTLHT-U/T5S6le2IuzI/AAAAAAAAB28/KHxdBEKPn0k/s72-c/tyrannosourmovieposter.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-6408827980970994717</guid><pubDate>Mon, 23 Apr 2012 01:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-22T21:38:34.484-04:00</atom:updated><title>#13 - A separação (Jodaeiye Nader az Simin), de Asghar Farhadi</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YHyRsUHaAV8/T5SyfyzHOZI/AAAAAAAAB20/4O0TXu1O_zI/s1600/A-SEPA~1.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-YHyRsUHaAV8/T5SyfyzHOZI/AAAAAAAAB20/4O0TXu1O_zI/s320/A-SEPA~1.JPG" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Há um tempo o cinema iraniano deixou de ser matéria para fabricar o clichê do cinéfilo chato, intelectualóide e pedante. Outrora repleto de simbolismo e se apoiando em argumentos que apostavam no estranhamento do olhar ocidental, alguns diretores da terra dos tapetes mais famosos do mundo andaram mudando isso. Asghar Farhadi é um deles. Responsável pelo espetacular&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cinefiloeu.com/2010/06/45-procurando-elly-darbareye-elly-de.html" target="_blank"&gt;Procurando&amp;nbsp;Elly&lt;/a&gt;, chamou a atenção dos principais festivais com mais um ótimo trabalho que dá frescor e autenticidade à produção cinematográfica do Irã, &lt;em&gt;A separação&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apostando numa narrativa contemporânea, com personagens plausíveis em cenários realistas, o roteiro conta a história&amp;nbsp;de um casal à beira do divórcio. Com uma filha em idade escolar e um pai doente, Nader se vê obrigado a contratar uma acompanhante. Um incidente aparentemente simples acaba tomando proporções consideráveis, misturando religião, moral, valores e justiça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A direção de Farhadi é fantástica. Prende o espectador do início ao fim, com uma simplicidade espantosamente natural. O elenco é de se tirar o chapéu, com atuações inspiradas e emocionantes. O último quadro do filme, uma obra-prima em tempo real,&amp;nbsp;é dolorosamente lento e angustiante -&amp;nbsp;de uma forma tão ordinária, que de certa forma faz referência a cineastas mais antigos, simbolistas, como&amp;nbsp;Abbas Kiarostami e Jafar Panahi. A única deficiência do roteiro é tentar dar um desfecho verbal antes da tal cena final.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de agora, você pode falar que gosta de cinema iraniano sem soar pedante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-6408827980970994717?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/04/13-separacao-jodaeiye-nader-az-simin-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-YHyRsUHaAV8/T5SyfyzHOZI/AAAAAAAAB20/4O0TXu1O_zI/s72-c/A-SEPA~1.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-6190217982167371053</guid><pubDate>Sun, 22 Apr 2012 22:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-22T18:26:56.945-04:00</atom:updated><title>#12 - A fantástica fábrica de chocolate (Willy Wonka &amp; the Chocolate Factory), de Mel Stuart</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QxHDK1TFVxQ/T5SEaUmKaQI/AAAAAAAAB2s/LnnZ6qNLZZw/s1600/ffdc.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-QxHDK1TFVxQ/T5SEaUmKaQI/AAAAAAAAB2s/LnnZ6qNLZZw/s320/ffdc.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Eu tenho feito uma coisa com a minha filha que tem dado certo - meu pai fez isso quando eu era criança e funcionou comigo também. Brinquedos, ela só ganha em datas comemorativas. Livros, quando quiser. Quantos quiser. A vontade que ela tem de aprender a ler já é enorme. Há um tempo, venho lendo histórias mais longas para ela, antes de dormir. Uma dessas foi &lt;i&gt;A fantástica fábrica de Chocolate&lt;/i&gt;, de Roald Dahl, que, ao contrário do que muita gente pensa, é um livro para crianças, sem quaisquer referências diabólicas ou maquiavélicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada noite, um capítulo. E assim foram 25 noites, em torno de 150 páginas, com ela imaginando todas as coisas que eu lia. No primeiro capítulo, ela pedia para ver alguma figura. Não tinha. Eu dizia que ela teria que imaginar. E deu certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, faz parte do ritual, após a leitura imaginativa, contemplá-la com a versão cinematográfica do que foi ouvido sempre com atenção. Aqui, preferi a versão de 1971 a de Tim Burton, pois a avalanche estética do segundo passaria, ao meu ver, despercebida aos olhos de uma criança de quatro anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi muito gostoso ver o filme com ela. Lembrou de todas as passagens, reconheceu todas as crianças, elegeu a sua favorita - Violeta Chataclete, que mastiga o mesmo chiclete durante meses e que acaba virando uma amora gigante - e vibrou com o desfecho, quando Charlie passa a ser o herdeiro do Sr. Wonka.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prova de que esse é um bom filme é o fato de ser atemporal. Belo trabalho de Gene Wilder, ótima trilha sonora, cenários estonteantes para a época e uma lição que é dada não didaticamente, e sim indiretamente, à medida em que as crianças, sem muitas explicações, vão sumindo do filme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nota: prefiro o do Tim Burton.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-6190217982167371053?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/04/12-fantastica-fabrica-de-chocolate.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-QxHDK1TFVxQ/T5SEaUmKaQI/AAAAAAAAB2s/LnnZ6qNLZZw/s72-c/ffdc.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-8327431731701391186</guid><pubDate>Wed, 28 Mar 2012 02:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-29T20:17:08.139-04:00</atom:updated><title>#11 - Tomboy, de Céline Sciamma</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2LFd3petgKA/T3J5bfHlbLI/AAAAAAAAB2k/wTSLhdavAvg/s1600/Tomboy+2011+poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-2LFd3petgKA/T3J5bfHlbLI/AAAAAAAAB2k/wTSLhdavAvg/s320/Tomboy+2011+poster.jpg" width="234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Em tempos de Bolsonaro incitando o ódio - o que é bem diferente de exercer a liberdade de expressão - aos homossexuais, foi uma pena que &lt;i&gt;Tomboy &lt;/i&gt;tenha passado despercebido no circuito. Escrito e dirigido por&amp;nbsp;Céline Sciamma, o filme é um registro sincero, doído e emotivo não somente sobre a orientação sexual, mas também sobre o surgimento do desejo e as demandas psicológicas que vêm de carona.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filme conta a história de Laure, uma menina de 10 anos, primogênita em uma família de classe média francesa, que muda de cidade durante as férias. No novo prédio, ela conhece garotos e garotas da sua idade, e se apresenta a eles como Michael, um menino. Com uma vizinha, ela acaba estabelecendo laços mais estreitos, e precisa se desdobrar para que a irmã mais nova não conte sobre sua dupla identidade para os pais - e que ninguém no prédio descubra o seu segredo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tema é complexo e dá margens ao exagero. No entanto, Sciamma dá leveza ao seu filme, dirigindo com segurança seus atores mirins e deixando com que o argumento flua sem didatismo ou&amp;nbsp;panfletismo. É, no fim das contas, simplesmente uma história sobre amor e amizade. Simples assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-8327431731701391186?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/03/11-tomboy-de-celine-sciamma.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-2LFd3petgKA/T3J5bfHlbLI/AAAAAAAAB2k/wTSLhdavAvg/s72-c/Tomboy+2011+poster.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-3760527023139979399</guid><pubDate>Sun, 18 Mar 2012 17:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-18T13:25:05.184-04:00</atom:updated><title>#10 - A lady e o lobo - o bicho tá solto (Alpha and Omega), de Anthony Bell e Ben Gluck</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uy05d2iu6zo/T2YaaH96rJI/AAAAAAAAB2c/j-7AldaQbN0/s1600/lady.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-uy05d2iu6zo/T2YaaH96rJI/AAAAAAAAB2c/j-7AldaQbN0/s1600/lady.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
É difícil acreditar que o estúdio Crest, responsável pela animação &lt;i&gt;A lady e o lobo - o bicho tá solto&lt;/i&gt;, acreditou que seus personagens fossem gerar alguma empatia com o público infantil. Ora, qualquer criança sabe que lobos têm mais apelo como vilões. Aqui, eles são as vítimas. E o espectador, também: vitimado pela monotonia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O roteiro, bastante fraco, conta a história do amor impossível entre Kate, uma loba treinada para ser a alfa de sua alcateia (e aí fica difícil compreender porque os sujeitos que deram o título em português a chamaram de Lady), e Humphrey, um ômega, ou seja, mero coadjuvante do bando. Certo dia, os dois são alvejados por humanos e levados para fora da reserva em que moram. Precisam, juntos, achar uma maneira de voltar para casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tecnicamente, o filme não traz qualquer novidade estética. É mais do mesmo. Também não capricha na caracterização dos personagens. Não há elemento algum que se destaque e faça com que &lt;i&gt;A lady e o lobo - o bicho tá solto&lt;/i&gt; seja uma boa opção para as férias da criançada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderia pesar positivamente o fato de ser o último filme do mestre Dennis Hopper, que empresta a sua voz a um dos líderes da alcateia. Porém, isso pouco adianta, uma vez que quem leva crianças ao cinema tem que optar por assistir a uma cópia dublada.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-3760527023139979399?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/03/10-lady-e-o-lobo-o-bicho-ta-solto-alpha.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-uy05d2iu6zo/T2YaaH96rJI/AAAAAAAAB2c/j-7AldaQbN0/s72-c/lady.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-8199717540838181160</guid><pubDate>Sun, 18 Mar 2012 04:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-18T00:20:20.457-04:00</atom:updated><title>#9 - A tentação (The ledge), de Matthew Chapman</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YNuk4W1Gvt4/T2VidcIUyVI/AAAAAAAAB2U/r0QndwoO4P8/s1600/a+tenta%C3%A7%C3%A3o.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-YNuk4W1Gvt4/T2VidcIUyVI/AAAAAAAAB2U/r0QndwoO4P8/s1600/a+tenta%C3%A7%C3%A3o.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O diretor Matthew Chapman, que também assina o roteiro de &lt;i&gt;A tentação&lt;/i&gt; (por sinal, péssima tradução para o título original, &lt;i&gt;The ledge&lt;/i&gt;, que quer dizer “peitoril”), encampou uma cruzada para promover seu filme. Criou um website onde é possível entrar em contato com os atores e promover debates acerca do ponto focal do argumento, o ateísmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bom roteiro conta a história de Gavin (Charlie Hunnam), um homem que está prestes a cometer suicídio se jogando do alto de um prédio. O detetive Hollis (Terrence Howard, em atuação primorosa como coadjuvante) é recrutado para tentar demovê-lo da ideia. Durante o diálogo, os dois passam a se conhecer melhor e até mesmo a dividir seus problemas. Gavin conta o se que passou até que chegasse ao ponto de colocar a própria vida em xeque, enquanto Hollis precisa atender o celular, interrompendo as negociações para resolver uma questão familiar espinhosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A trama gira em torno da relação entre Gavin, ateu, com o novo casal de vizinhos, evangélicos. Os diálogos entre os personagens são, na verdade, embates ideológicos. A atuação de Hunnam, abaixo do resto do elenco, enfraquece um pouco as sequências argumentativas cujo discurso precisa ser mais contundente. Patrick Wilson, no papel do antagonista, um religioso ortodoxo, o deixa no chinelo. Liv Tyler, sempre homogênea, cumpre bem seu papel de maria-coitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filme tem um tom de suspense crescente bem arquitetado, principalmente nos minutos finais. O desfecho é bastante intenso e cumpre a promessa de deixar a questão dos limites da fé pairando no ar. A cena exatamente antes dos créditos finais é comovente sem ser piegas. Talvez se o protagonista, porta-voz do argumento, fosse um ator mais experiente, o filme tivesse vigor para se tornar um manifesto ateísta. Não tem força para isso, mas ainda assim é uma boa história, muito bem contada e fundamentada.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-8199717540838181160?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/03/9-tentacao-ledge-de-matthew-chapman.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-YNuk4W1Gvt4/T2VidcIUyVI/AAAAAAAAB2U/r0QndwoO4P8/s72-c/a+tenta%C3%A7%C3%A3o.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-4813656792376882068</guid><pubDate>Sat, 17 Mar 2012 14:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-17T10:49:11.299-04:00</atom:updated><title>#8 - Habemus Papam, de Nanni Moretti</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ROX_Q5HStZg/T2Sj8zJv-WI/AAAAAAAAB2M/4Qd7rLztkNc/s1600/habemuspap.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-ROX_Q5HStZg/T2Sj8zJv-WI/AAAAAAAAB2M/4Qd7rLztkNc/s320/habemuspap.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Há um bom tempo, Nanni Moretti abandonou a verborragia de seus trabalhos anteriores, como &lt;i&gt;Caro diário&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Aprile&lt;/i&gt;. Porém, sempre exercitando um cinema engajado, nunca perdeu a contundência do discurso - nem o bom humor com o qual, habitualmente, trata seus argumentos. Moretti exerce o ofício daqueles que cuidam do filme como um todo: escreve, produz, dirige e atua. Em &lt;i&gt;Habemus Papam&lt;/i&gt;, mais uma vez, o cineasta italiano consegue realizar um drama humanista, sem deixar de lado seu posicionamento político. Façanha para poucos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O roteiro conta a história de um clérigo recém-alçado a Papa. Após o conclave, prestes a fazer o discurso para milhares de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, é acometido por um surto de ansiedade. Acoado, o porta-voz da igreja resolve chamar o melhor psiquiatra da Itália - o próprio Moretti - para tentar reverter o quadro e, assim, apresentar o novo sumo pontífice ao mundo católico. Logo, a psicanálise precisa conviver com os dogmas religiosos, por mais antagônicos que sejam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bacana de &lt;i&gt;Habemus Papam&lt;/i&gt; é que Moretti tenta, além de apresentar o mundo à parte no qual vivem cardeais e arcebispos, humanizar a figura de um líder que representa a personificação de preceitos éticos e morais - alguém que, por obrigação laboral, não pode duvidar da existência de seu deus. Ao optar por esse tipo de abordagem, Moretti consegue dar uma leveza singular ao seu filme. Há sequências divertidíssimas - como o torneio de vôlei que promove entre os membros do conclave -, mas que não atropelam a dramaticidade e a singeleza com as quais o tema central, a saber, a crise existencial de um líder religioso, é tratado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A parte técnica também impressiona. &lt;i&gt;Habemus Papam&lt;/i&gt; é extremamente bem produzido, com fotografia caprichada, direção de arte redonda e figurino beirando a perfeição. As cores, predominantemente o branco e o vermelho, enchem os olhos. Outro destaque é a interpretação inspirada de Michel Piccoli como o Papa, emocionante e irretocável. De quebra, um desfecho espetacular que evoca um quadro sacro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Excelente!&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-4813656792376882068?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/03/8-habemus-papam-de-nanni-moretti.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-ROX_Q5HStZg/T2Sj8zJv-WI/AAAAAAAAB2M/4Qd7rLztkNc/s72-c/habemuspap.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-4880583012232860190</guid><pubDate>Tue, 06 Mar 2012 16:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-06T12:18:36.193-04:00</atom:updated><title>#7 - Os descendentes (The descendants), de Alexander Payne</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sZdgb-ZziC4/T1Y4zYIgwzI/AAAAAAAAB2E/XCGf-eS8ots/s1600/descendentes.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-sZdgb-ZziC4/T1Y4zYIgwzI/AAAAAAAAB2E/XCGf-eS8ots/s320/descendentes.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
George Clooney é um bom ator, Alexander Payne é um bom diretor e &lt;em&gt;Os descendentes&lt;/em&gt; é um bom filme. Poderia ser excelente, mas é bom. Todo o drama que começa com um acidente e tem, durante toda a projeção, uma pessoa em coma, já coloca um pé no precipício do melodrama romanesco, cinema de autoajuda, meramente catártico. Não é o que acontece aqui - pelo menos a maior parte do tempo.E aí, o mérito é do bom roteiro, que&amp;nbsp;ajuda a manter a história interessante, distante do clichê.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acompanhamos a rotina estressante e melancólica de Matt King (Clooney em mais um bom trabalho), um sujeito que precisa criar as duas filhas e manter as coisas no eixo enquanto sua mulher permanece em coma após um acidente no mar do Havaí, onde a história é ambientada. De repente, sua primogênita deixa escapar um segredo familiar, que muda completamente o foco da vida de King. Ele passa, então, a acertar as contas com um passado desconhecido e com uma mulher que não pode ser confrontada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra coisa que muda é o foco do roteiro. A história do acidente é rapidamente deixada de lado para que o espectador também descubra, paulatinamente, a verdade. O argumento é resolvido sem sobressaltos ou exageros dramáticos. Porém, vamos combinar: quando há uma pessoa em coma num filme, é impossível não haver um momento no qual os lenços de papel serão usados pelos mais sensíveis. E é isso que acontece nos minutos finais de projeção, fazendo com&amp;nbsp;que &lt;em&gt;Os descendentes&lt;/em&gt; seja apenas mais&amp;nbsp;um bom filme. Mesmo que a trilha sonora,&amp;nbsp;tipicamente havaiana,&amp;nbsp;não favoreça&amp;nbsp;as lágrimas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-4880583012232860190?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/03/7-os-descendentes-descendants-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-sZdgb-ZziC4/T1Y4zYIgwzI/AAAAAAAAB2E/XCGf-eS8ots/s72-c/descendentes.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-126592555851011076</guid><pubDate>Sun, 12 Feb 2012 13:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-12T09:33:11.761-04:00</atom:updated><title>#6 - O artista (The artist), de Michel Hazanavicius</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-l9aXyE7uu6w/Tze_h6BNT7I/AAAAAAAAB18/8Jo0zZi1o24/s1600/o-artista-.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-l9aXyE7uu6w/Tze_h6BNT7I/AAAAAAAAB18/8Jo0zZi1o24/s320/o-artista-.jpg" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Eu conheci gente que não via filme em preto e branco. Juro que é verdade. E conheci também, acreditem, gente que não via filme em outra língua que não fosse o inglês. No entanto, &lt;i&gt;O artista&lt;/i&gt;, um filme mudo e em preto e branco, que faz alusão a estética da década de 20, era de ouro de Hollywood, vem agradando multidões ao redor do mundo. A celeuma não é somente positiva. Há também relatos de gente que pede o dinheiro de volta quando descobre, já dentro da sala de projeção, que se trata de um filme em preto e branco e mudo. Aquelas pessoas que conheci, provavelmente, também pediriam seus&amp;nbsp;niqueis&amp;nbsp;de volta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, uma coisa me chama a atenção: numa era em que a mentalidade do fast food inunda todos os setores sociais, incluindo o entretenimento e sua indústria cinematográfica, é de se espantar que &lt;i&gt;O artista&lt;/i&gt; seja o queridinho de tanta gente.&amp;nbsp;Ao redor do mundo, ele vai acumulando prêmios e mais prêmios. É o grande favorito para levar aquela estatueta estadunidense. Melhor Filme - uma produção francesa.&amp;nbsp;Estranho, né? Nem é. É mero saudosismo de uma época em que Hollywood ainda era inventiva. Uma época onde era preciso, pelas limitações técnicas, ser criativo. &lt;i&gt;O artista&lt;/i&gt; é um cafuné na cabecinha dos membros da Academia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criativo foi também o diretor&amp;nbsp;Michel Hazanavicius, que percebeu o mote da escassez de ousadia hollywoodiana e arriscou o traseiro lançando um filme assim. Ousado é fazer com que a massa acredite estar vivenciando uma experiência cinematográfica diferente. Ora bolas, &lt;i&gt;O artista&lt;/i&gt; é cinema na sua mais pura condição. Não deveria causar estranheza nenhuma assistir a uma película muda e em preto e branco. E não há nada de transgressor no sentido estético: muitos cineastas continuam fotografando suas histórias em preto e branco. Centenas de roteiristas continuam dando mais valor à ação do que ao diálogo. A transgressão é apenas comercial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos falar sobre o filme? É a história de um ator do cinema mudo que se vê à beira da miséria quando o cinema falado se torna uma realidade - argumento que &lt;i&gt;Cantando na chuva&lt;/i&gt;, lé em 1952, já havia trabalhado de forma extraordinária. Desacreditado, ele busca um lugar ao sol, ajudado por uma moça que passa de figurante à estrela da companhia. Jean Dujardin está ótimo como o protagonista, com uma perfeita pantomima dos atores da época. A sorridente e espevitada Bérénice Bejo também dá conta do recado, facilitando a empatia do público com sua personagem, exatamente como as estrelas de Hollywood faziam à época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um filme simpático, com um desfecho bacana. Só isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-126592555851011076?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/02/6-o-artista-artist-de-michel.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-l9aXyE7uu6w/Tze_h6BNT7I/AAAAAAAAB18/8Jo0zZi1o24/s72-c/o-artista-.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-6667295119717055191</guid><pubDate>Sat, 11 Feb 2012 02:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-10T22:07:26.384-04:00</atom:updated><title>#5 - Precisamos falar sobre o Kevin (We need to talk about Kevin), de Lynne Ramsay</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KiNZsTVQdqY/TzXMFE9p8aI/AAAAAAAAB10/7I3jpe3EElk/s1600/Precisamos-Falar-Sobre-o-Kevin-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-KiNZsTVQdqY/TzXMFE9p8aI/AAAAAAAAB10/7I3jpe3EElk/s320/Precisamos-Falar-Sobre-o-Kevin-poster.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Precisamos falar sobre esse filme. Até mesmo porque, logo após os créditos finais, não é incomum que o espectador fique mudo, sem palavras, estarrecido. Aconteceu comigo. Com um roteiro de tirar o fôlego, baseado num romance epistolar&amp;nbsp;no qual uma mãe escreve para o pai de seu filho na tentativa de compreender um ato de barbárie do primogênito que geraram, &lt;i&gt;Precisamos falar sobre o Kevin&lt;/i&gt; é um daqueles filmes que nos remove, à base de socos no estômago, da zona de conforto. E se por um lado o argumento é desconcertante, principalmente nos 15 minutos finais, a montagem é estonteante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A narrativa começa no presente, com a mãe de Kevin sendo hostilizada pela vizinhança. Caindo aos pedaços, viciada em remédios e com sérios problemas de socialização, ela tenta retomar a rotina limpando a casa, vandalizada, e procurando um emprego. A ação parte do ponto em que seu filho, adolescente, já está preso por ter entrado no colégio e alvejado indiscriminadamente seus colegas. Através de voltas no tempo, de forma completamente aleatória, observamos todos os momentos que antecedem a tragédia: do casamento, passando pela depressão pós-parto, até os conflitos edipianos entre uma mãe insegura e um filho desafiador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mais interessante é que a direção de&amp;nbsp;Lynne Ramsay faz com que a história, mesmo sendo retalhada, ganhe uma coesão assustadora. As cenas são meras sequências sem encadeamento temporal. Os diálogos não seguem o padrão pergunta-resposta-réplica. As palavras ficam soltas, e os termos mais importantes se sobressaem. O que precisa ser dito, economicamente é dito. Aí, entra a direção de atores, que arranca atuações inspiradas e dedicadas de todo o elenco. A caracterização de Tilda Swinton, apesar de sempre fazer o papel de moça em crise, beira a perfeição - era mesmo a escolha perfeita para a mãe. Os três atores que interpretam Kevin (bebê, criança e adolescente) estão absurdamente em harmonia dramática, tanto corporal quanto emocional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vontade que dá, ao término da projeção, é de comprar o livro - uma vez que o roteiro não segue a estrutura narrativa que o autor do original adotou. É provável que as letras causem maior impacto, principalmente na descrição do momento em que a mãe confronta o filho em uma visita à penitenciária (calma, nem é &lt;i&gt;spoiler&lt;/i&gt;, já que o filme começa assim).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um filmaço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-6667295119717055191?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/02/5-precisamos-falar-sobre-o-kevin-we.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-KiNZsTVQdqY/TzXMFE9p8aI/AAAAAAAAB10/7I3jpe3EElk/s72-c/Precisamos-Falar-Sobre-o-Kevin-poster.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-7240871364867708317</guid><pubDate>Wed, 08 Feb 2012 00:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-07T20:44:14.102-04:00</atom:updated><title>#4 - Der Golem, de Paul Wegener</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BiVd_ibbbOw/TzHE5rUfheI/AAAAAAAAB1s/1RxOf2vJRWw/s1600/1920-the-golem-dvd-w400.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-BiVd_ibbbOw/TzHE5rUfheI/AAAAAAAAB1s/1RxOf2vJRWw/s320/1920-the-golem-dvd-w400.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Mais bacana do que assistir a um filme de 1920, é assisti-lo ao som de músicas do Frank Black, compostas especialmente para ele. &lt;em&gt;Der Golem&lt;/em&gt; é um clássico que encantou plateias no mundo inteiro. Com essa nova trilha sonora, ganhou ares mais contemporâneos e demonstrou que a força de um bom filme&amp;nbsp;está justamente em sua essência. Rock ao invés de música erudita. E&amp;nbsp;&lt;em&gt;Der Golem&lt;/em&gt; continua sendo uma história encantadora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O roteiro, escrito pelo diretor, que também interpreta a figura mitológica, mostra um rabino que,&amp;nbsp;observando os astros,&amp;nbsp;prevê o perigo se aproximando. Pouco tempo depois, o rei ordena que os judeus sejam expulsos de sua terra. Para proteger seu povo, os rabinos criam um golem, uma criatura monstruosa, de força descomunal,&amp;nbsp;que pode, quando mal manipulada, se virar contra&amp;nbsp;seus próprios criadores. É o que acontece aqui...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que define um clássico é justamente isso: sua incapacidade de ficar datado. Nem mesmo quando a trilha é composta mais de 90 anos depois, não perde sua capacidade de emocionar e entreter o espectador. Frank Black - ou Black Francis - o líder dos Pixies, cria composições que se encaixam perfeitamente às cenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem a ver com O artista, sabe? Essa coisa de filme preto e branco, mudo. Mas isso é papo para outra resenha. Em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-7240871364867708317?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/02/4-der-golem-de-paul-wegener.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-BiVd_ibbbOw/TzHE5rUfheI/AAAAAAAAB1s/1RxOf2vJRWw/s72-c/1920-the-golem-dvd-w400.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-4321965199361495119</guid><pubDate>Wed, 08 Feb 2012 00:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-07T20:15:00.939-04:00</atom:updated><title>#3 - Histórias cruzadas (The help), de Tate Taylor</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MxXx59WE-IU/TzG-bLbNk5I/AAAAAAAAB1k/qhgNgmhbuFg/s1600/The-Help.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-MxXx59WE-IU/TzG-bLbNk5I/AAAAAAAAB1k/qhgNgmhbuFg/s320/The-Help.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Ano novo, velho problema: a falta de tempo para atualizar isso aqui. Passou sexta-feira, nem postei aqui sobre uma das estreias que concorre a várias estatuetas do Oscar. Escrevi para o Jornal do Brasil sobre Histórias cruzadas. Segue, abaixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambientado no Mississipi dos anos 60, no auge das políticas de segragação racial - pouco antes da marcha organizada por Martin Luther King Jr. -, &lt;em&gt;Histórias cruzadas&lt;/em&gt; funciona mais como mero entretenimento do que propriamente como registro de desdobramento histórico. Isso porque o roteiro é baseado em um romance ficcional, homônimo, escrito por Kathryn Stockett, autora que há muito tempo frequenta o topo das listas dos mais vendidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No sul estadunidense, lugar onde a tensão racial é, ainda hoje, amplificada, uma jovem caucasiana chamada Skeeter Phelan volta da faculdade decidida a ser uma escritora. Criada numa sociedade acostumada a ser servida e a ter suas crianças criadas por negros, ela desafia as convenções escrevendo um livro sobre o ponto de vista das serviçais. Duas delas, Aibileen e Minny, acabam se tornando as principais fontes de histórias, todas carregadas com tristeza, dor, provações e humilhações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Histórias Cruzadas tem quatro chances de levar estatuetas: Melhor Filme, Melhor Atriz e duas indicações para Melhor Atriz Coadjuvante. De fato, Viola Davis está impecável no papel de Aibileen. Octavia Spencer também brilha, roubando a cena e valorizando seu papel coadjuvante. O problema é mesmo o roteiro. São quase duas horas e meia de projeção, com dezenas de paradas estratégicas para enfadonhas lições de vida. Por vezes, a direção opta por não desdobrar sequências mais fortes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma vez que a formação da sociedade brasileira guarda algumas semelhanças com o modelo sulista estadunidense, com resquícios de subserviência racial, o paradigma apresentado em &lt;em&gt;Histórias cruzadas&lt;/em&gt; não deve causar estranheza no público daqui. É um bom filme, que vale muito mais pelas inspiradas interpretações do que pelo assunto abordado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-4321965199361495119?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/02/3-historias-cruzadas-help-de-tate.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-MxXx59WE-IU/TzG-bLbNk5I/AAAAAAAAB1k/qhgNgmhbuFg/s72-c/The-Help.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-4940383483146583902</guid><pubDate>Wed, 08 Feb 2012 00:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-07T20:03:22.947-04:00</atom:updated><title>#2 - Balada do amor e do ódio (Balada triste de trompeta), de Álex de la Iglesia</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hsfvyIx0KZA/TzG7WKrIrXI/AAAAAAAAB1c/i0z74qAf9Os/s1600/balada_triste_amor_odio+poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-hsfvyIx0KZA/TzG7WKrIrXI/AAAAAAAAB1c/i0z74qAf9Os/s320/balada_triste_amor_odio+poster.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Álex de la Iglesia é fruto do underground espanhol. Como tal, sempre esteve metido em produções decomprometidas, de baixo orçamento, mas com uma dose extra de criatividade. Seu mais novo trabalho, &lt;em&gt;Balada do Amor e do Ódio&lt;/em&gt;, talvez seja o ápice de sua capacidade inventiva, aliada a uma técnica bastante apurada. Sim, fazer filmes de baixo orçamento vale por um doutorado de cinematografia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, é preciso deixar claro que, assim como os outros filmes do diretor, este aqui não é recomendado a qualquer um. É preciso ter familiariedade com o gênero. &lt;em&gt;Balada do Amor e do Ódio&lt;/em&gt; é violento, intenso, asqueroso, sujo. É também lírico, poético e diferenciado. Um verdadeiro deleite visual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O roteiro, muito bem planejado, começa&amp;nbsp;em meio&amp;nbsp;à&amp;nbsp;guerra civil espanhola. Um circo é invadido por rebeldes e seus palhaços são forçados a lutar contra o regime totalitário do general Franco. Um deles é Santiago Segura, o eterno Torrente - cujos filmes já foram resenhados por aqui. Seu filho, testemunha ocular de tudo, cresce tentando seguir os passos do pai. Vai parar num circo onde se torna o palhaço triste, ou "escada" - a saber, o palhaço secundário, que sofre com as brincadeiras no picadeiro. Lá, se apaixona pela acrobata que é, justamente, amante do violento e dominador palhaço principal. Pronto, está dado o ensejo para um cruel e sangrento duelo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem tem estômago vai adorar ver as cenas de crueldade que Álex de la Iglesia planejou. Sequências bem planejadas, planos bacanas e fotografia extremamente bem cuidada aumentam o tom farsesco dessa tragédia circense. Todaa carnificina apresentada, por incrível que pareça, é de encher os olhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tem palhaçada? Tem, sim senhor. Ou não seria um filme de Álex de la Iglesia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-4940383483146583902?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/02/2-balada-do-amor-e-do-odio-balada.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-hsfvyIx0KZA/TzG7WKrIrXI/AAAAAAAAB1c/i0z74qAf9Os/s72-c/balada_triste_amor_odio+poster.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-4733224260127624086</guid><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 00:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-07T19:37:49.713-04:00</atom:updated><title>#1 - Um conto chinês (Un cuento chino), Sebastián Borensztein</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qU86K-wHLes/TyH2iN8NTXI/AAAAAAAAB1U/o6volyqv3QA/s1600/um-conto-chines.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-qU86K-wHLes/TyH2iN8NTXI/AAAAAAAAB1U/o6volyqv3QA/s320/um-conto-chines.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Os brasileiros, mesmo os mais bairristas, aprenderam a apreciar o cinema argentino - muito bem feito, sempre nas cabeças mundo afora, inclusive em premiações. Criatividade, os caras têm de sobra. &lt;i&gt;Um conto chinês&lt;/i&gt; é mais um exemplo de roteiro enxuto, coeso, criativo e cativante. Bom, né? Nem tanto. O problema todo é quando a mira enquadra, ao invés do público, a indústria. Lamentavelmente, o filme estrelado por Ricardo Darín - espécie de Tony Ramos argentino, tipo queridão da mídia e das massas - engendra uma armadilha para o espectador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O começo é ótimo, e tudo vai bem até os derradeiros minutos finais. Uma vez que o roteiro propõe uma situação inusitada, beirando o absurdo, o desfecho é, obviamente, valorizado. Aqui, Darín interpreta um sujeito solitário que encontra um chinês perdido no meio da estrada. A incapacidade de comunicação entre os dois é o que torna o filme divertido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só não precisava, mesmo, era de um desfecho tão pobre e patético, digno das piores produções hollywoodianas - nas quais sobra dinheiro, mas falta criatividade. Aqui, faltou também uma certa dose de coragem e uma pitada de ousadia. Não dá para explicar o fato sem estragar o entretenimento alheio. Porém, dá para escrever o seguinte: acabar um filme, no qual a sequência da solução para o problema inicial é a mais aguardada, do jeito que o diretor acabou é uma afronta à inteligência da plateia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sebastián Borensztein colocou tudo a perder. E o seu &lt;i&gt;Um conto chinês&lt;/i&gt; acabou se tornando mais um filme aí... Mediano, como tantos outros aí...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-4733224260127624086?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2012/01/1-um-conto-e-chines-un-cuento-chino.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-qU86K-wHLes/TyH2iN8NTXI/AAAAAAAAB1U/o6volyqv3QA/s72-c/um-conto-chines.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-3444300883921431929</guid><pubDate>Sat, 31 Dec 2011 20:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-31T16:03:55.950-04:00</atom:updated><title>#99 - Stalker, de Andrey Tarkovskiy</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VylbPMDUESA/Tv9qnNUQYaI/AAAAAAAAB1M/Jdp73-rD93c/s1600/stalker.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-VylbPMDUESA/Tv9qnNUQYaI/AAAAAAAAB1M/Jdp73-rD93c/s320/stalker.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Ver um filme de Tarkovskiy é um prazer, a mim, inenarrável! É uma viagem estética profunda, repleta de conteúdo reflexivo. &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt; é uma obra-prima, uma das películas mais densas já produzidas pela sétima arte. É ambíguo, intenso, contemplativo, provocativo. É rotulado como ficção-científica, até mesmo por ser baseado em uma obra do gênero, mas causa estranheza a quem espera seres alienígenas, naves futuristas, exoplanetas etc. Mais do que científica, trata-se de uma ficção-humanista.&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
O roteiro é simplesmente fantástico, nos dois sentidos da palavra. Num futuro não muito distante, que não é datado, há uma lugar no planeta na qual opera uma força alienígena que pode realizar os desejos dos seres humanos. O local, conhecido como a Zona, é isolado pelas forças armadas. A entrada é proibida. Somente os stalkers, homens com supostos poderes paranormais, podem entrar na Zona sem ter a consciência afetada. A história começa quando um stalker aceita, pela última vez, levar um professor e um escritor até lá.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
O argumento trabalha em tom existencial. É colocada em xeque não só a condição do stalker, como também a legitimidade da Zona. No fim das contas, o texto é uma poesia sobre a fé e o desalento andando lado a lado. A fotografia, em preto e branco em determinadas sequências e colorida em outras, é belíssima. Como é de praxe nos filmes de Tarkovskiy, os enquadramentos são geniais, minuciosamente planejados de forma a apoiar a narrativa.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Um filmaço! Obrigatório para quem entende que o cinema pode ser um intenso e prazeroso exercício de imersão. Obrigado por isso, Tarkovskiy.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-3444300883921431929?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/99-stalker-de-andrey-tarkovskiy.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-VylbPMDUESA/Tv9qnNUQYaI/AAAAAAAAB1M/Jdp73-rD93c/s72-c/stalker.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-409284334593713635</guid><pubDate>Sat, 31 Dec 2011 19:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-31T17:43:58.021-04:00</atom:updated><title>#98 - Nunca fui santa (But I'm a cheerleader), de Jamie Babbit</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Nbwge_8T9nY/Tv9mMKMtiKI/AAAAAAAAB1A/nSXIumoNdEU/s1600/butimacheerleader.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Nbwge_8T9nY/Tv9mMKMtiKI/AAAAAAAAB1A/nSXIumoNdEU/s1600/butimacheerleader.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O título é cretino, mas o filme é ótimo! &lt;i&gt;Nunca fui santa&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(nada a ver com a película de Marylin Monroe, mas as pessoas que traduzem títulos de filmes usam crack) é uma comédia gay que facilmente vai agradar a quem curte cinema independente criativo, independentemente da orientação sexual. Produzido por uma ativista lésbica, o argumento trata a questão com bastante irreverência, sem nunca apelar para o melodrama. A linguagem é sempre escrachada e sarcástica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O roteiro conta a história de Megan, uma líder de torcida que leva uma vida aparentemente tranquila ao lado da família católica. É popular na escola e namora um brutamontes membro da equipe de futebol americano. Até que um dia, a família desconfia de sua sexualidade. Acabam mandando a pobre moça para uma espécie de acampamento para curar homossexuais, masculinos e femininos. Lá, Megan conhece outros jovens com as mesmas questões que ela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O visual de &lt;i&gt;Nunca fui santa&lt;/i&gt; é bem bacana. Esteticamente, o filme é bastante colorido. As marcações cênicas são teatrais e o exagero é tratado como recurso narrativo. Detalhe para a participação de RuPaul, famoso cantor travesti, no papel de um instrutor ex-gay. O resultado é um filme leve, divertido e diferente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você é preconceituoso, só lamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-409284334593713635?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/98-nunca-fui-santa-but-im-cheerleader.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-Nbwge_8T9nY/Tv9mMKMtiKI/AAAAAAAAB1A/nSXIumoNdEU/s72-c/butimacheerleader.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-3533569463439558428</guid><pubDate>Sat, 31 Dec 2011 19:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-31T15:23:44.852-04:00</atom:updated><title>#97 - Skinning (Sisanje), de Stevan Filipovic</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--8-gFzWhFRA/Tv9hJiRRVpI/AAAAAAAAB00/58KIPfS5r8w/s1600/Sisanje.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/--8-gFzWhFRA/Tv9hJiRRVpI/AAAAAAAAB00/58KIPfS5r8w/s320/Sisanje.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
O ano não foi dos melhores para a Sérvia em matéria de cinema. O único filme a se destacar foi o polêmico &lt;i&gt;A serbian film&lt;/i&gt;, que teve sua projeção proibida ao redor do mundo, inclusive no Brasil. &lt;i&gt;Skinning&lt;/i&gt; é um outro exemplar da terra de Petkovic. E se fosse proibido de ser exibido, por qualquer razão que fosse, não faria falta alguma.&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Numa Sérvia pós-Milosevic, Novica é um jovem com futuro brilhante e talento incomparável para as ciências matemáticas. Um dia, conhece um rapaz que lhe apresenta a um grupo nacional-socialista, cujos ideais xenofóbicos e ufanistas acabam seduzindo-o. O que se vê, ao longo da projeção, é uma mudança radical na personalidade e nas perspectivas de Novica.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
O problema é que o roteiro é muito ruim. Há sequências constrangedoras, como a que o professor de matemática, parado no meio da escada da escola, encontra Novica fortuitamente e faz uma mágica enquanto cita uma frase de efeito. As atuações são exageradas, as reviravoltas são previsíveis e o argumento não explora o tema de forma profunda.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Sérvios, não se abalem: Pet é ídolo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-3533569463439558428?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/97-skinning-sisanje-de-stevan-filipovic.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/--8-gFzWhFRA/Tv9hJiRRVpI/AAAAAAAAB00/58KIPfS5r8w/s72-c/Sisanje.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-5084798787492533463</guid><pubDate>Fri, 30 Dec 2011 14:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-30T10:46:16.939-04:00</atom:updated><title>#96 - The perfect host, de Nick Tomnay</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Xj1s3MiGCWY/Tv3OsS8EydI/AAAAAAAAB0o/3NAJ57igmv4/s1600/perfect+host.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Xj1s3MiGCWY/Tv3OsS8EydI/AAAAAAAAB0o/3NAJ57igmv4/s1600/perfect+host.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Nick Tomnay, então um diretor inexperiente, escreveu um roteiro bem bacana para um curta, que se chamava apenas &lt;i&gt;The host&lt;/i&gt;. Tempos depois, corajosamente, ele resolveu alongar o argumento e filmou &lt;i&gt;The perfect host&lt;/i&gt;, longa-metragem que tinha tudo para ter um roteiro enfadonho e cansativo, uma vez que a ideia central se esgota facilmente em poucos minutos. Porém, palmas ao diretor: seu filme ficou bem bacana!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um criminoso em fuga invade a casa de um homem aparentemente comum, fazendo se passar por um amigo de sua filha, que está em intercâmbio estudantil bem longe dali. O meliante acha que poderia facilmente controlar a situação, só que as aparências enganam. Uma reviravolta no roteiro, que vocês já devem imaginar, faz com que &lt;i&gt;The perfect host&lt;/i&gt; seja uma excelente comédia sarcástica, com requintes de crueldade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O destaque é, sem dúvida alguma,&amp;nbsp;David Hyde Pierce no papel principal, perfeito como o tal anfitrião perfeito. Sua caracterização é espetacular! Por mais que o desfecho seja meio preguiçoso, a narrativa prende a atenção do espectador o tempo inteiro, misturando comédia com suspense.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem bacana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-5084798787492533463?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/96-perfect-host-de-nick-tomnay.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-Xj1s3MiGCWY/Tv3OsS8EydI/AAAAAAAAB0o/3NAJ57igmv4/s72-c/perfect+host.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-6506586645843217301</guid><pubDate>Fri, 30 Dec 2011 14:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-30T10:10:51.264-04:00</atom:updated><title>#95 - This film is not yet rated, de Kirby Dick</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-firS_dCESps/Tv3GV4H0mII/AAAAAAAAB0Y/vPrBDbNXToY/s1600/film+rated.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-firS_dCESps/Tv3GV4H0mII/AAAAAAAAB0Y/vPrBDbNXToY/s1600/film+rated.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Nos Estados Unidos existe uma organização civil chamada&amp;nbsp;Motion Picture Association of America, também conhecida pela sigla MPAA. É ela quem faz uma espécie de classificação indicativa de todos os filmes que são exibidos no país. Aqui no Brasil, a classificação indicativa fica por conta de um órgão público, o Ministério da Justiça. Formada por uma dúzia de pessoas ordinárias, pais de família e donas de casa sem qualquer experiência jurídica, cinematográfica ou pedagógica, as classificações do MPAA têm respaldo dos grandes estúdios, influenciando diretamente estratégias de exibição e divulgação dos filmes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em &lt;i&gt;This film is not yet rated&lt;/i&gt;, o diretor Kirby Dick vai atrás dessas pessoas que julgam e ajuízam os filmes, cujas identidades são mantidas sob sigilo absoluto, como forma de resguardá-los de "pressões externas". O argumento parte de um fato tão absurdo, que o documentário acaba ganhando um tom cômico. Dick contrata uma detetive particular - que por si só já valeria um documentário, de tão interessante que é como personagem - para descobrir quem são os membros do MPAA e questionar não só a eficiência de suas decisões, mas também a base de conhecimento que possuem para interferir na indústria cinematográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só para se ter uma ideia, se um filme ganhar a sigla NC-17, No Children Under 17, que antigamente era o famoso X-Rated, nenhuma pessoa com menos de 18 anos pode entrar nas salas de cinema, mesmo que acompanhada de responsáveis. Obviamente, filmes pornográficos eram classificados com um X bem grande. Todo mundo concorda com isso. O problema foi que, quando o MPAA resolveu criar o NC-17, filmes que não continham pornografia propriamente dita, mas traziam algum conteúdo polêmico, passaram a cair nessa classificação, transformando o sistema em uma espécie de censor totalitário, controlado por uma minoria, influenciado, inclusive, por setores sociais ligados a interesses religiosos e políticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O título faz referência à própria situação do filme. Dick enviou um copião para a MPAA, e acabou precisando se encontrar com os membros da organização em uma reunião sigilosa. Além do roteiro ser bastante interessante, e de relevância para quem curte a sétima arte, é diversão garantida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-6506586645843217301?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/95-this-film-is-not-yet-rated-de-kirby.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-firS_dCESps/Tv3GV4H0mII/AAAAAAAAB0Y/vPrBDbNXToY/s72-c/film+rated.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-8806106482907305326</guid><pubDate>Thu, 29 Dec 2011 22:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-29T18:01:43.783-04:00</atom:updated><title>#94 - Meu melhor inimigo (Min bedste fjende), de Wolfgang Murnberger</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wSIcwkV01mA/TvzjOe_PCuI/AAAAAAAAB0M/g7uUb5RWaWQ/s1600/Min-bedste-fjende.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-wSIcwkV01mA/TvzjOe_PCuI/AAAAAAAAB0M/g7uUb5RWaWQ/s320/Min-bedste-fjende.jpg" width="233" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Talvez esta resenha cause certa confusão em quem vier parar aqui através de mecanismos de pesquisa. É que existem outros dois filmes com o mesmo título em português. Esse aqui vem da Dinamarca, e conta a história de um garoto de 12 anos que, cansado de sofrer &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;, se junta a um outro amigo, igualmente azucrinado, &amp;nbsp;para criar uma maneira de se defender. O que parecia uma boa ideia, acaba ganhando proporções absurdas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O absurdo é justamente o que faz com que a metade final de &lt;i&gt;Meu melhor inimigo&lt;/i&gt; seja fraca. O roteiro acaba escapulindo para reviravoltas exageradas, perdendo o foco. Não que seja um filme ruim - é até bastante interessante à medida que tenta mostrar a gênese de um sentimento rancoroso, que nada mais é do que a condição ideal para a instauração, quando em grande escala, de regimes totalitaristas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As crianças mandam bem, com cenas bastante violentas que exigem uma certa maturidade dramática. Há a frieza com qual os nórdicos resolvem suas questões, o que pode gerar uma certa estranheza aos espectadores mais tropicais. Novamente, nos minutos finais a trama escorrega no quiabo, mas aí a culpa fica com o diretor&amp;nbsp;Oliver Ussing - que foi, vejam só, assistente de roteiro de Lars Von Trier em &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.cinefiloeu.com/2009/10/122-anticristo-antichrist-de-lars-von.html"&gt;Anticristo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliver, preste mais atenção no Lars...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-8806106482907305326?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/94-meu-melhor-inimigo-min-bedste-fjende.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-wSIcwkV01mA/TvzjOe_PCuI/AAAAAAAAB0M/g7uUb5RWaWQ/s72-c/Min-bedste-fjende.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-2742129532971091674</guid><pubDate>Thu, 29 Dec 2011 12:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-29T17:12:15.514-04:00</atom:updated><title>#93 - Apenas uma vez (Once), de John Carney</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tvjCrZCR7KQ/TvzXGOT57qI/AAAAAAAAB0A/qNRuHVn_S9k/s1600/once.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-tvjCrZCR7KQ/TvzXGOT57qI/AAAAAAAAB0A/qNRuHVn_S9k/s1600/once.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Se você, que nem eu, não curte muito musicais, mas adora música, e acha que o gênero anda cambaleante, ainda mais quando misturado a relacionamentos amorosos, precisa ver &lt;i&gt;Apenas uma vez&lt;/i&gt;. Um sopro de inteligência e sensibilidade para contar a história de um homem e uma mulher que se cruzam em um momento conturbado de suas vidas, com direito a uma trilha sonora consistente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tocando seu violão nas ruas de Dublin, capital irlandesa, um rapaz tenta ganhar alguns trocados decentemente. Um dia, uma imigrante para para observá-lo. Os dois trocam olhares e percebem que têm na música uma válvula de escape para seus problemas - a moça toca piano. Ao longo da projeção, o casal vai compondo e tocando canções que falam sobre suas experiências e sentimentos. Pasmem, sem qualquer pieguice, apesar das músicas serem meio tristonhas. O desfecho, contrariando a regra, é ótimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ser uma produção independente ajudou &lt;i&gt;Apenas uma vez&lt;/i&gt; a ganhar uma identidade própria. Não há qualquer amarra com a indústria musical. As gravações foram feitas com apenas duas câmeras digitais, durante três semanas e com um orçamento de 100 mil euros. Rendeu reconhecimento&amp;nbsp;ao diretor John Carney, ex-integrante da banda The Frames.&amp;nbsp;Os pombinhos protagonistas, Glen Hansard e&amp;nbsp;Markéta Irglová, foram premiados por suas belíssimas atuações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bonitinho! Bom para ver a dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-2742129532971091674?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/93-apenas-uma-vez-once-de-john-carney.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-tvjCrZCR7KQ/TvzXGOT57qI/AAAAAAAAB0A/qNRuHVn_S9k/s72-c/once.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-4695505346722027629</guid><pubDate>Wed, 28 Dec 2011 16:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-29T08:46:38.050-04:00</atom:updated><title>#92 - Trabalho interno (Inside job), de Charles Ferguson</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yRHXo-W_XoQ/TvxhD6TVEUI/AAAAAAAABz0/jepT5muf8PU/s1600/inside+job.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-yRHXo-W_XoQ/TvxhD6TVEUI/AAAAAAAABz0/jepT5muf8PU/s320/inside+job.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Somos a sexta economia do mundo e continuamos galgando posições. Nada a comemorar. Na verdade, isso nada mais é do que o reflexo da crise do crédito, que começou nos Estados Unidos e foi se alastrando pela Europa, começando com os bancos islandeses. O colapso do capitalismo estava apenas começando. Em &lt;i&gt;Inside job&lt;/i&gt;, Charles Ferguson faz uma espécie de cartilha "for dummies", explicando em linguagem simples os complexos desdobramentos da crise - da primeira fagulha, até o rescaldo do incêndio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O material que o diretor recolheu é um valioso documento. Sua habilidade em conduzir entrevistas é espantosa. Ele consegue deixar sem graça banqueiros e diretores de grandes instituições financeiras do governo. Alguns, como um decano de uma das mais famosas (será que ainda é?) escolas de economia do mundo, chegam a gaguejar diante dos absurdos que cercam os fatos. Esse mesmo sujeito, em seu currículo, muda o nome de um artigo que, antes da crise, elogiava a solidez dos bancos islandeses. Vê-lo explicando por que o título mudou, agora criticando os pobres banqueiros da terra de Björk, chega a ser patético.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo a narração de Matt Damon e a premiação do filme no Oscar não atrapalham o tom do discurso. Por incrível que pareça, não sobra nem para o Obama. Ferguson joga a merda no ventilador. É uma aula de cine-documentário, que seria uma boa oportunidade para ensinar como criticar com contundência sem perder o foco no objeto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-4695505346722027629?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/92-trabalho-interno-inside-job-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-yRHXo-W_XoQ/TvxhD6TVEUI/AAAAAAAABz0/jepT5muf8PU/s72-c/inside+job.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-5470251541025072376</guid><pubDate>Wed, 28 Dec 2011 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-28T12:39:17.351-04:00</atom:updated><title>#91 - Os Smurfs, de Raja Gosnell</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bgc4vT67lME/TvtGHGgxthI/AAAAAAAABzo/Rqc9PQG2tFw/s1600/smurfs.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-bgc4vT67lME/TvtGHGgxthI/AAAAAAAABzo/Rqc9PQG2tFw/s320/smurfs.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Os Smurfs eram famosos na minha infância. Um dos meus desenhos preferidos, mesmo com um sem número de esquisitices e interpretações convexas. Por exemplo, o Gargamel é um sujeito esquisitão que quer cozinhar em água fervente pequenos seres azuis que vivem em cogumelos. Doideira. Para isso, vai à floresta catar os fungos nos quais eles vivem. Suspeito. Além disso, só há uma mulher entre os smurfs, a Smurfette. Estranho. E é o primeiro desenho animado, que tenho lembrança, com um personagem assumidamente homossexual, o Vaidoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filme é passado em Nova York, quando seis deles fogem de Gargamel após Desastrado estragar uma comemoração no vilarejo dos smurfs. Agora, eles precisam achar um jeito de voltar para casa. Num mix de animação com atores reais, o resultado até que é satisfatório. O grande destaque, sem dúvida nenhuma, é Hank Azaria, talvez o melhor ator da atualidade para papéis de vilões. Seu Gargamel é hilário para os adultos e assustador para as crianças, ao mesmo tempo. Irretocável!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Duda gostou tanto, que foi uma verdadeira batalha para conseguir aquela porcaria de Mc Lanche Feliz com a boneca da Smurfette - que, obviamente, era a mais difícil de se conseguir. A pequena acabou se contentando com o Gênio mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-5470251541025072376?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/91-os-smurfs-de-raja-gosnell.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-bgc4vT67lME/TvtGHGgxthI/AAAAAAAABzo/Rqc9PQG2tFw/s72-c/smurfs.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-2339234598327518649</guid><pubDate>Wed, 28 Dec 2011 14:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-28T10:39:36.042-04:00</atom:updated><title>#90 - Thor, de Kenneth Branagh</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CEyFKghrD2w/TvsqHeTFXdI/AAAAAAAABzc/OSSe_4VX9xg/s1600/thor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-CEyFKghrD2w/TvsqHeTFXdI/AAAAAAAABzc/OSSe_4VX9xg/s320/thor.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Tem coisas que realmente são incompreensíveis. Kenneth Branagh, sujeito especialista em teatro clássico e óperas, dirigindo filme de super-herói. Eu, que não criei vínculo com essas figuras arquetípicas quando criança, assistindo a &lt;i&gt;Thor&lt;/i&gt;. Era meio óbvio que as perspectivas não eram boas, e que eu não ia achar a menor graça. Mas se o Kenneth Branagh dirigiu, será que dessa vez poderia ser diferente?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem foi. A mim - e que fique bem claro que é só a mim, não tenho nenhuma ressalva a quem curte esse tipo de coisa - é meio constrangedor ver um galã de traços nórdicos empunhando um martelo, fazendo cara de mau e vivendo numa terra fictícia cheia de gente em roupas brilhantes. Não cola. Apesar da história até ser interessante, a de um herói que é meio anti-herói, intempestivo, brigão, &lt;i&gt;Thor&lt;/i&gt; não é um filme diferente dos outros do gênero. Tem uma penca de efeitos especiais que esvaziam o conteúdo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O roteiro vocês conhecem, não é? Thor, figura mitológica, é expulso de Asgard e enviado de castigo à Terra. Aqui, em meio aos mortais, conhece uma arqueóloga que o ajuda a tentar encontrar o seu martelo e o caminho de volta para casa. Em meio a isso, seus amigos descobrem que o novo rei, seu irmão, está de conchavo com um vilão que quer dominar Asgard. O filme tem lá bons momentos, poucos. Uma piada aqui, outra ali. Quando a coisa fica séria, ou seja, quando há lutas, brigas e tals, tudo se transforma naquela mesmice cênica de praxe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-2339234598327518649?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/90-thor-de-kenneth-branagh.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-CEyFKghrD2w/TvsqHeTFXdI/AAAAAAAABzc/OSSe_4VX9xg/s72-c/thor.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-38453718.post-1718414005777118794</guid><pubDate>Wed, 28 Dec 2011 14:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-28T12:19:04.719-04:00</atom:updated><title>#89 - Dança comigo? (Shall we dance), de Peter Chelsom</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9WAQmg4q8iM/TvslanVDW0I/AAAAAAAABzQ/j84CTFjcRRE/s1600/dancacomigo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-9WAQmg4q8iM/TvslanVDW0I/AAAAAAAABzQ/j84CTFjcRRE/s320/dancacomigo.jpg" width="214" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Desde o dia em que minha cônjuge se descobriu na dança de salão, ela tenta em vão me convencer que dar um passinho pra lá e dois pra cá é bacana. Eu alego que dança de salão é cafona. Ela nem discorda, mas diz que há vida inteligente por ali. Os dançarinos da turma dela já a convidaram para um show do Emílio Santiago. Graças a deus, ela não foi. Porém, um dia ela achou que seria bacana assistir a &lt;i&gt;Dança comigo?&lt;/i&gt;, um filme estrelado por Richard Gere e Jennifer Lopez. É complicado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para piorar, o filme é um &lt;i&gt;remake&lt;/i&gt; de uma produção nipônica homônima. No roteiro, um executivo desacreditado da vida e infeliz no casamento descobre na dança uma forma de extravasar&amp;nbsp;suas frustraçõesFaz tudo por debaixo do pano, na surdina, para que ninguém descubra. Lá, ele conhece a JLo e, apesar da tensão sexual inevitável, percebe que precisa dar um novo rumo em seu relacionamento com a família.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Piegas, previsível e monótono são alguns dos predicados do filme. Como minha querida esposa viu uma série de tosqueiras ao meu lado, quase que forçosamente, eu devia isso a ela. Aguentei os malditos 106 minutos de projeção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podia ter sido pior. Imagina se a trilha sonora fosse do Emílio Santiago?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38453718-1718414005777118794?l=www.cinefiloeu.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.cinefiloeu.com/2011/12/89-danca-comigo-shall-we-dance-de-peter.html</link><author>noreply@blogger.com (Vulgo Dudu)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-9WAQmg4q8iM/TvslanVDW0I/AAAAAAAABzQ/j84CTFjcRRE/s72-c/dancacomigo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>

