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	<title>Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</title>
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	<description>Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</description>
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		<title>Crítica: Michael</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 02:17:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o longa decide focar na dinâmica do Michael com o pai, parece que tudo fica muito maniqueísta e chapa branca.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>Michael</strong><br><strong>Direção: </strong>Antoine Fuqua<br><strong>Roteiro: </strong>John Logan<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>Estados Unidos, 2026<br><strong>Elenco: </strong>Jaafar Jackson, Nia Long, Colman Domingo, Juliano Valdi.<br><strong>Sinopse:</strong> Acompanhe a vida e o legado do cantor Michael Jackson, da descoberta de seu grandioso talento como líder do Jackson Five até o impacto cultural de sua visão artística ímpar. Veja as ambições criativas de um homem que buscou ativamente se tornar um dos maiores artistas do mundo, destacando os passos dados por Jackson fora dos palcos.</p>



<p>.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/michael-1-1130x590.webp" alt="" class="wp-image-79369" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/michael-1-1130x590.webp 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/michael-1-247x130.webp 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Podia ser pior. Detesto sair de um filme pensando isso; nunca é o que ninguém quer, mas, no caso de <em>Michael, </em>foi exatamente o que me aconteceu. Anos de espera e muitas negociações depois, a cinebiografia do Rei do Pop chegou aos cinemas e, em que pese o sucesso absurdo (e esperado) de público — o filme já faturou 40 milhões somente no primeiro fim de semana de estreia —, a obra deixa a desejar em muitos aspectos.</p>



<p>A começar pelo roteiro atropelado, que tenta dar conta de 30 anos da vida do cinebiografado com uma série de saltos temporais, os quais falham em dar qualquer respiro dramático para o espectador, mesmo nos maiores acontecimentos da vida de Michael. O que o roteirista John Logan (Gladiador, O Aviador) parece tentar atingir com esse filme é um “Michael Jackson Greatest Hits vol. 1”, uma vez que parece pensar na história do artista nessa primeira parte sob um único prisma, para além da relação conturbada que Michael tinha com o pai: seus hits.</p>



<p>Não há nada de errado em pensar em um filme sobre Michael Jackson, uma lenda absoluta da música, partindo das canções eletrizantes que podem compor essa trilha sonora. É parte fundamental, inclusive, do que as pessoas buscam quando compram um ingresso para o filme. Entretanto, ainda assim penso que seja necessário que o roteiro seja pensado para além disso, sob o perigo de que o filme se torne nada mais que um compilado de reproduções menos competentes de apresentações que já existem no YouTube.</p>



<p>O interessante de uma cinebiografia, e não me leve a mal quanto ao que irei dizer agora, não é exatamente contar a verdade sobre o artista. Longe disso, na verdade. Sei que é o que muita gente parece desejar, mas os recortes no cinema sempre são sobre uma (boa) porcentagem de mentiras. Por isso, quando uma cinebiografia nasce, acho que ela tem que oferecer uma perspectiva do criador e da obra, e essa perspectiva pode ou não ser interessante de ser vista.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/michael-3-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79370" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/michael-3-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/michael-3-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>E eu até penso que Michael oferece perspectivas interessantes, sim, ainda que sejam poucas. A cena dos bastidores de Thriller, por exemplo, é o tipo de sequência que justifica a existência do filme, nos inserindo, por meio da natureza do cinema, em um momento histórico da música e da carreira do Rei do Pop. Outro bom momento é quando a câmera capta a conexão de Michael com os fãs durante uma performance de &#8220;Human Nature&#8221;. O eco da plateia cantando no filme preenche as salas do cinema e dá carta branca para que o espectador cante junto. Agrada os fãs, mas, ao mesmo tempo, tem um sentido de ser que não se limita ao fanservice.</p>



<p>Agora, quando o longa decide focar na dinâmica do Michael com o pai, interpretado por Colman Domingo, parece que tudo fica muito maniqueísta e chapa branca. Não existe um fio de cabelo de bondade no pai, enquanto Michael, por outro lado, parece ser a última manifestação de bondade no mundo depois de Jesus. O que resulta em uma dinâmica rasa, que carece de equilíbrio e aos poucos vai se tornando mais cansativa de testemunhar do que qualquer outra coisa.</p>



<p>E, por falar em cansativo, outro ponto fraco está em um elemento que julgo ser essencial para qualquer filme, especialmente se o assunto é uma cinebiografia musical do Michael Jackson: a montagem. A montagem falha repetidas vezes em cumprir com duas das suas funções mais primordiais: dar ritmo e garantir unidade. Em Michael, a reescrita do filme na montagem, durante a pós-produção, custou o corte de quase duas horas de material (que acredita-se que ficou para a parte dois).</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/michael-4-1130x590.webp" alt="" class="wp-image-79371" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/michael-4-1130x590.webp 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/michael-4-247x130.webp 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O que fazer com o que restou? Era a pergunta. Um amontoado de cenas que não obedecem a uma ordem estruturada o suficiente para qualquer escalada dramática, foi a resposta. O filme termina como começou e termina tão abruptamente que você se pergunta por alguns segundos se o acender das luzes não é uma falha do cinema. A sequência final é tão mal filmada e montada que deixa qualquer pessoa zonza.</p>



<p>É notório o esforço monumental da direção de Antoine Fuqua em tornar a reconstrução daquela performance algo empolgante, mas tudo que eu vi foram cortes e mais cortes rápidos sem muita razão de ser, enquadramentos pouco favoráveis aos movimentos (incríveis) de dança e uma câmera que balançava e desfocava direto na plateia de CGI para que nossos olhos não restassem tempo suficiente a ponto de identificar quando acabavam os figurantes reais e começava a ilusão gerada pela tecnologia (o que me remete inclusive à cena do Live Aid de <em>Bohemian Rhapsody</em>, dos mesmos produtores).</p>



<p>Por fim, por que realmente valem duas estrelas e meia e, se você estiver disposto, um ingresso de cinema? Pelas músicas, óbvio, e pelas atuações de Jafaar Jackson, sobrinho de Michael, que dá um show neste que pode ser o primeiro e único grande papel da sua vida como ator, e Juliano Krue Valdi, que interpreta o cantor ainda criança, com um carisma raro e especial. O que prova que, ainda que seja crucial para uma cinebiografia que o protagonista se saia bem, ainda existem outros elementos que têm o poder de derrubar um filme e ofuscar até mesmo as melhores das performances (e trilhas sonoras!).</p>



<p><strong>Nota:</strong> 2,5 /5</p>
</div></div>
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		<title>Transformações de atores para papéis: maquiagem, corpo e cabelo</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/04/28/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:09:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Transformações de atores para papéis: bastidores revelam o trabalho técnico e físico por trás da construção de personagens no cinema.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Bastidores revelam o trabalho técnico e físico por trás da construção de personagens no cinema</em></p>



<p>As transformações de atores para papéis estão entre os aspectos mais fascinantes da produção cinematográfica, especialmente quando o resultado final apaga qualquer rastro do intérprete por trás do personagem. Para chegar a esse nível de imersão, o processo de caracterização envolve maquiagem especializada, mudanças capilares e transformações físicas que podem se estender por meses antes mesmo de uma câmera ser ligada.</p>



<p>Esse trabalho, em grande parte invisível para quem assiste, é conduzido por equipes multidisciplinares cujo esforço raramente aparece nos créditos principais, mas é determinante para a credibilidade da narrativa.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Maquiagem especial e próteses: quando a arte transforma rostos</strong></h3>



<p>A maquiagem especial figura entre as ferramentas mais poderosas na construção de um personagem. Com técnicas desenvolvidas ao longo de décadas, profissionais conseguem reescrever completamente a fisionomia de um ator, seja envelhecendo décadas em questão de horas ou criando criaturas que desafiam qualquer referência humana.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="522" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo-1-1130x522.jpg" alt="" class="wp-image-79362"/><figcaption class="wp-element-caption"><em>Gary Oldman em O Destino de Uma Nação (2017) | Reprodução: Focus Features</em></figcaption></figure>



<p>Gary Oldman precisou de mais de quatro horas diárias na cadeira de maquiagem para se tornar Winston Churchill em <em>O Destino de Uma Nação</em> (2017). O trabalho, assinado pelo designer Kazuhiro Tsuji, que havia se aposentado da área e voltou especificamente para o projeto, envolveu próteses de silicone personalizadas, maquiagem de alta definição e testes extensivos sob diferentes condições de iluminação. O resultado rendeu ao filme o Oscar de Melhor Maquiagem e Cabelo.</p>



<p>Em casos assim, o planejamento começa muito antes das filmagens. Testes de caracterização são realizados para avaliar como as próteses respondem ao movimento facial, à luz do set e às lentes utilizadas na produção. Uma prótese que funciona bem em close pode se comportar de forma completamente diferente em planos abertos.</p>



<p>A consolidação das técnicas práticas também reduziu a dependência de efeitos digitais para alterações de aparência, reafirmando o valor artesanal dos departamentos de maquiagem em produções de grande porte.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cabelo, tatuagens e o poder dos detalhes na caracterização</strong></h3>



<p>Se as próteses operam em grandes transformações, são os detalhes capilares e corporais que costumam selar a verossimilhança de um personagem. Perucas, extensões, mudanças reais de corte ou coloração, aplicação de tatuagens temporárias e até a cobertura de marcas existentes no corpo do ator compõem uma camada de caracterização que raramente recebe atenção proporcional à sua importância.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo-2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79363" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo-2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo-2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Charlize Theron em Monster (2003) | Reprodução: Newmarket Films</em></figcaption></figure>



<p>Charlize Theron abdicou completamente de sua aparência para interpretar Aileen Wuornos em <em>Monster</em> (2003). Além do ganho de peso, a atriz raspou as sobrancelhas e usou próteses dentárias que alteravam sua fala e expressão. A transformação foi tão radical que parte do público e da crítica demorou para reconhecê-la no papel, o que contribuiu diretamente para o peso dramático da performance, premiada com o Oscar de Melhor Atriz.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="960" height="540" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo-3.jpg" alt="" class="wp-image-79364" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo-3.jpg 960w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo-3-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Rooney Mara em A Garota com a Tatuagem do Dragão (2011) | Reprodução: Columbia Pictures</em></figcaption></figure>



<p>Tatuagens também funcionam como marcadores narrativos poderosos. Em <em>A Garota com a Tatuagem do Dragão</em> (2011), o trabalho de caracterização de Rooney Mara incluiu piercings reais e uma linguagem corporal completamente reconstruída, elementos que nasceram da aparência e se integraram à interpretação.</p>



<p>Esses ajustes finos transmitem ao espectador informações sobre a história e a psicologia do personagem sem que uma linha de diálogo precise ser dita.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Transformações físicas: meses de treino e dieta para habitar o personagem</strong></h3>



<p>As transformações físicas são, em geral, as mais comentadas pelo público e também as que impõem maior custo ao corpo do ator. Ganhar massa muscular, perder peso de forma acelerada ou alterar completamente a compostura corporal são processos que exigem acompanhamento de nutricionistas, preparadores físicos e, dependendo da escala da mudança, supervisão médica contínua.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="960" height="540" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo-4.jpg" alt="" class="wp-image-79365" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo-4.jpg 960w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/transformacoes-de-atores-para-papeis-maquiagem-corpo-e-cabelo-4-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Tom Hardy em Bronson (2008) | Reprodução: Vertigo Films</em></figcaption></figure>



<p>Tom Hardy engordou cerca de 13 quilos de músculo para interpretar o presidiário Charles Bronson no filme homônimo de 2008. A preparação durou meses e combinou treinos de força de alta intensidade com uma dieta hipercalórica estruturada em torno do consumo elevado de<a href="https://www.gsuplementos.com.br/proteina/"><strong>proteína</strong></a><strong>, </strong>fundamental para a síntese muscular e para sustentar o volume de treino exigido. Mais do que mudar o corpo, Hardy desenvolveu uma gestualidade e uma presença física que tornaram Bronson uma das performances mais viscerais do cinema britânico recente.</p>



<p>A frequência e a consistência na academia, aliadas a um protocolo alimentar rigoroso, são o que viabilizam esse tipo de transformação. O consumo adequado de proteína não é apenas um detalhe nutricional, mas a base fisiológica sobre a qual o ganho muscular se sustenta. Sem esse suporte, nenhum treino, por mais intenso que seja, produziria os resultados visíveis em personagens como esses.</p>



<p>Além da composição corporal, há uma dimensão menos óbvia nesse processo: a preparação postural e cinética. O ator não apenas muda o que o espelho mostra, mas reconstrói a forma como o personagem ocupa o espaço, se movimenta e reage fisicamente ao ambiente. Essa camada corporal é o que separa uma transformação visual de uma performance completa.</p>



<p>As transformações de atores para papéis evidenciam que a construção de um personagem é um processo coletivo, técnico e muitas vezes extenuante. O que o público vê na tela é o resultado de decisões tomadas meses antes, por profissionais cujo trabalho existe justamente para desaparecer dentro da ficção.</p>



<p></p>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #642: O Drama</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/04/24/podcast-cinemacao-642-o-drama/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 00:12:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
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		<category><![CDATA[Racismo Estrutural]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
		<category><![CDATA[Zendaya]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine revelar seu segredo mais sombrio na véspera do casamento. Agora imagine que todos na sala também têm segredos terríveis, mas só você será julgado como monstro. Bem-vindo a O Drama, o filme da A24 que está fazendo plateias saírem do cinema em silêncio constrangedor. Zendaya e Robert Pattinson interpretam um casal aparentemente perfeito cuja [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Imagine revelar seu segredo mais sombrio na véspera do casamento. Agora imagine que todos na sala também têm segredos terríveis, mas só você será julgado como monstro. Bem-vindo a <strong>O Drama</strong>, o filme da A24 que está fazendo plateias saírem do cinema em silêncio constrangedor.</p>



<p>Zendaya e Robert Pattinson interpretam um casal aparentemente perfeito cuja vida implode em uma dinâmica de grupo que vira armadilha moral. Mas aqui está a pegadinha de <strong>O Drama</strong>: por que uma personagem é condenada por um pensamento não executado enquanto outros saem ilesos por ações cruéis reais que machucaram pessoas de verdade? E o que o racismo estrutural tem a ver com isso?</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a>, <a href="https://www.instagram.com/othiagomuniz/">Thiago Muniz</a> e <a href="https://www.instagram.com/carissinhavieira/">Carissa Vieira</a> destrinçam as camadas deste thriller psicológico de 28 milhões de dólares (que já faturou 81 milhões globalmente). Eles debatem Hannah Arendt e a banalidade do mal, Foucault e o panóptico das redes sociais, e por que um diretor norueguês conseguiu olhar para a &#8220;patologia americana&#8221; dos tiroteios em massa com uma lucidez brutal.</p>



<p><strong>O Drama</strong> testa você, não a protagonista. Você vai passar?</p>



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</div>



<p><strong>• 05m44: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h18m25: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h32m36: </strong>Encerramento</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ouça nosso Podcast também no:</strong></h2>



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<p>• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Jr<br>• William Saito</p>



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<p><strong>Edição: </strong><a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a></p>
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		<title>Documentário &#8220;Território&#8221; desvela a política que se faz no cotidiano</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/04/23/documentario-territorio-desvela-a-politica-que-se-faz-no-cotidiano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Cury]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 14:52:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Território é a estreia da cientista política na produção cinematográfica: o longa acompanha, com olhar e escuta atentos...</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>&#8220;<em>Meu primeiro filme como diretora, a primeira campanha de Geraldo como candidato</em>&#8220;</p>



<p>Território é a estreia da cientista política na produção cinematográfica: o longa acompanha, com olhar e escuta atentos, como território do extremo sul de São Paulo experimentou a campanha municipal de 2024 e o momento eleitoral.</p>



<p>M&#8217;Boi Mirim, em Tupi-Guarani, significa rio das cobras pequenas. É neste cenário que acompanhamos Geraldo, liderança comunitária da região, em sua primeira campanha política. Atrás das lentes, o olhar atento e o compromisso de Telma Hoyler em desvelar, sem pressa, a política que se faz no dia-a-dia, sobretudo longe dos centros urbanos. Assim se desenha “Território”, documentário de longa-metragem e também estreia de Hoyler na produção cinematográfica.</p>



<p><a href="https://www.territoriodoc.com/teaserok-v2">Confira o trailer AQUI!</a></p>



<p>“Território” centra-se em Geraldo, um candidato de esquerda à Câmara Municipal de São Paulo, na eleição municipal de 2024. Ativista de longa data no Partido dos Trabalhadores, o protagonista enfrenta o desafio de se adaptar às estratégias modernas de campanha, conquistar eleitores evangélicos e confrontar a ascensão da extrema-direita em sua comunidade na zona sul da cidade. Ambientado em um distrito moldado por organizações progressistas, o filme retrata o trabalho emocional, social e estratégico da militância política, sem deixar de captar a como os moradores da região experimentaram esse momento.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/territorio-documentario-2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79350" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/territorio-documentario-2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/territorio-documentario-2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Distante da tradicional &#8220;jornada do herói&#8221;, esta é uma narrativa sobre uma política frequentemente invisível: as relações e os acontecimentos cotidianos que ocorrem nas margens da cidade e que ajudam a moldar a política de forma mais ampla – mesmo que não ganhem manchetes nos jornais. O filme retrata vividamente como uma campanha é construída na interação com os eleitores, como política local e nacional se entrelaçam, e como novas abordagens coexistem com práticas antigas.</p>



<p>A partir da trajetória de Geraldo, a obra investiga como a religião, o crime e os valores do empreendedorismo estão transformando a percepção das pessoas sobre política e democracia, oferecendo um olhar íntimo sobre como comunidades das periferias urbanas vivem a política, mostrando que a representação política vai além das eleições – ela se constrói nas relações cotidianas e na confiança.</p>



<p>Nas palavras da diretora, o filme <em>nasce de um encontro</em>: “Quando eu soube que Geraldo, com quem convivi ao longo da minha pesquisa de doutorado, se candidataria ao cargo de vereador, propus acompanhar sua campanha. No desenrolar da campanha e das gravações, entramos também em contato com outros moradores e ouvimos suas histórias. Foi então ficando claro que esse não seria apenas um filme sobre como se constrói uma campanha eleitoral. Seria também um filme sobre como as mudanças políticas se expressam nesse território”.</p>



<p>“Território” é um filme sobre escuta política. Sem oferecer respostas fáceis, o longa observa, por meio de uma lente etnográfica,&nbsp; as nuances e contradições do cenário político brasileiro, onde narrativas distintas coexistem, se sobrepõem e nem sempre seguem a mesma direção. O resultado é um retrato sensível do Brasil urbano contemporâneo e de sua relação cotidiana com a democracia.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="500" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/territorio-filme-poster-feed-500x590.jpg" alt="" class="wp-image-79351"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>SERVIÇO: Pré-estreia “Território”</strong></p>



<p>07 de maio de 2026, quinta-feira</p>



<p>Abertura 19h</p>



<p>Exibição 20h</p>



<p>Gratuito</p>



<p>Cine Bijou (Praça Franklin Roosevelt, 172 &#8211; Consolação, São Paulo)Mediante reserva de ingressos: <a href="https://bit.ly/4dWr5kf">https://bit.ly/4dWr5kf</a></p>
</div></div>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #641: Separar a obra do artista?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 20:30:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
		<category><![CDATA[análise de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[artistas controversos]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cultura do cancelamento]]></category>
		<category><![CDATA[ética na arte]]></category>
		<category><![CDATA[indústria cinematográfica]]></category>
		<category><![CDATA[intentismo]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Rowling]]></category>
		<category><![CDATA[morte do autor]]></category>
		<category><![CDATA[obra e artista]]></category>
		<category><![CDATA[podcast de cinema]]></category>
		<category><![CDATA[polêmicas no cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Roland Barthes]]></category>
		<category><![CDATA[Roman Polanski]]></category>
		<category><![CDATA[separar obra do autor]]></category>
		<category><![CDATA[teoria do cinema]]></category>
		<category><![CDATA[woody allen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já estava curtindo demais um filme e, do nada, aquela informação inconveniente sobre o diretor apareceu na sua timeline e arruinou tudo? Bem-vindo ao dilema mais chato, e necessário, da cultura contemporânea. Neste episódio, Rafael Arinelli, Daniel Cury e Fabiana Lima debatem sobre a relação espinhosa entre a obra e o artista. Sem respostas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você já estava curtindo demais um filme e, do nada, aquela informação inconveniente sobre o diretor apareceu na sua timeline e arruinou tudo? Bem-vindo ao dilema mais chato, e necessário, da cultura contemporânea.</p>



<p>Neste episódio, <a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a>, <a href="https://www.instagram.com/daniellcury/">Daniel Cury</a> e <a href="https://www.instagram.com/cinemafilia/">Fabiana Lima</a> debatem sobre a relação espinhosa entre a obra e o artista. Sem respostas fáceis, sem julgamentos apressados, mas com muita discussão honesta e alguns incômodos necessários.</p>



<p>O papo passa por casos que você já conhece: Woody Allen, cujos filmes parecem ecoar de forma perturbadora sua vida pessoal; Roman Polanski, condenado e aplaudido de pé em Hollywood na mesma década; e J.K. Rowling, cujo ativismo anti-trans transforma cada Galleon gasto em Hogwarts numa escolha política, queira você ou não.</p>



<p>Para dar embasamento teórico ao debate, o episódio apresenta dois lados da moeda: a Morte do Autor, de Roland Barthes, que defende que a obra pertence ao público assim que sai das mãos de quem a criou; e o Intentismo, que insiste que ignorar o autor é dar um cheque em branco para quem produz arte.</p>



<p>No fim, a conversa não é sobre cancelamento, é sobre consumo consciente. Afinal, onde você coloca seu tempo, sua atenção e seu dinheiro diz muito sobre quem você é.</p>



<p>Coloque seus fones de ouvido e venha pensar junto!</p>



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</div>



<p><strong>• 05m50: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h26m04: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h42m17: </strong>Encerramento</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ouça nosso Podcast também no:</strong></h2>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agradecimentos aos padrinhos: </strong></h2>



<p>• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Jr<br>• William Saito</p>



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<p><strong>• (Daniel): Livro: </strong><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535911770/a-elegancia-do-ourico?srsltid=AfmBOoqbrJtfgkL0eAwQ16ZoYngT9PNq2QAxkH8AD2ABxznlbM3jD_z7">A elegância do ouriço<strong><br></strong></a><strong>• (Daniel): Revista: </strong><a href="https://fantasticoguia.com.br/revistacascartica/">Cascártica<strong><br></strong></a><strong>• (Daniel): Filme: </strong><a href="https://www.hbomax.com/movies/d333ea01-fe7d-4f8a-a553-635dd4bcaac0?utm_source=universal_search">Oi, Sumido!</a><br><strong>• (Fabi): Texto: </strong><a href="https://www.theparisreview.org/blog/2017/11/20/art-monstrous-men/">What Do We Do with the Art of Monstrous Men?<strong><br></strong></a><strong>• (Fabi): Filme: </strong><a href="https://mubi.com/pt/us/films/repulsion">Repulsa ao Sexo<strong><br></strong></a><strong>• (Fabi): Filme: </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mWDWzUIZnpo">Limite<strong><br></strong></a><strong>• (Fabi): Série: </strong><a href="https://play.hbomax.com/show/67e940b7-aab2-46ce-a62b-c7308cde9de7?utm_source=universal_search">Hacks<strong><br></strong></a><strong>• (Rafael): Vídeo: </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=61_plHadgJU">Roda Viva &#8211; Erika Hilton<br></a><strong>• (Rafael): Vídeo:</strong> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=MvDewL4mUOA">Erika Hilton mostra pilha de livros</a></p>



<p><strong>Edição: </strong><a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a></p>
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		<item>
		<title>Crítica: O Drama (2026)</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/04/13/critica-o-drama-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 22:18:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[3 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O absurdismo cômico, na verdade, é uma grande parte de “O Drama”. Borgli escolhe abordar massacres em escolas de uma maneira...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>O Drama</strong><br><strong>Direção:&nbsp;</strong>Kristoffer Borgli<br><strong>Roteiro:&nbsp;</strong>Kristoffer Borgli<br><strong>Nacionalidade e Lançamento:&nbsp;</strong>Estados Unidos, 2026<br><strong>Elenco:&nbsp;</strong>Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Mamoudou Athie, Hailey Gates, Sydney Lemmon.<br><strong>Sinopse:</strong>&nbsp;Apaixonados e no meio dos últimos preparativos para o grande dia do casamento, Emma e Charlie entram em conflito ao descobrirem segredos que jamais poderiam imaginar. A imprevisibilidade do acontecimento coloca em risco toda a confiança e amor dos dois, trazendo ao longa uma nova perspectiva sobre o romantismo.</p>



<p>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-filme-01-1130x590.webp" alt="" class="wp-image-79329" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-filme-01-1130x590.webp 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-filme-01-247x130.webp 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p>O questionamento “qual foi a pior coisa que você já fez?” pode ser algo bobo para algumas pessoas e, ao mesmo tempo, algo revelador e irreversível para outras. Pensar nos próprios piores momentos pode ser um gatilho para consequências imprevisíveis. Uma vez revelado esse fato, é bem capaz que você mude a percepção que os outros têm de você e, pior ainda, mude a que você tem sobre si mesmo.</p>



<p>Logo aviso que, para mim, seria impossível falar sobre &#8220;O Drama&#8221; sem spoilers. Isto porque a resposta dos personagens para essa pergunta, que preciso revelar desde agora, será crucial para o desenvolvimento de toda a narrativa. Com base na pior coisa que todos já fizeram (e do nosso julgamento moral sobre estas) é que toda a trama ou, se você preferir um trocadilho rimado, “O Drama”, do diretor e roteirista Kristoffer Borgli, se desenrola.</p>



<p>No filme, Emma (Zendaya) e Charlie (Robert Pattinson) estão prestes a se casar quando decidem, na ocasião de uma degustação pré-casamento, revelar para dois dos seus melhores amigos algumas das piores coisas que já fizeram. Durante a cena, as revelações vão escalonando: um namorado que usa a namorada como escudo para se proteger de um ataque de um cachorro, uma criança que deixa outro coleguinha trancado em um trailer no meio do nada e hesita em revelar o seu paradeiro pelo puro receio de ficar de castigo, um adolescente que praticou cyberbullying até a vítima se mudar de cidade e, por fim, uma adolescente de 15 anos que planejou um atentado à sua escola, mas não chegou a executá-lo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-filme-02-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79331" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-filme-02-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-filme-02-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p>A última revelação é de Emma e, depois dela, nada mais vai ser igual. Rachel (Alana Haim) é a primeira a abandoná-la, enquanto Charlie se vê em meio a dúvidas, inseguranças e até alucinações. O longa, como um todo, entra em uma espiral de caos, paranoia e humor ácido, trabalhado tecnicamente pelo uso da montagem de cortes rápidos e pelos enquadramentos rígidos que demonstram controle absoluto do diretor sobre a câmera e sobre o que gostaria que ficasse em evidência: o poder que tem uma revelação (ainda mais no cinema, Hitchcock, por exemplo, que o diga).</p>



<p>As escolhas visuais se complementam ao trabalho de som, ora abafado pela deficiência auditiva de Emma, ora estourado quando o filme decide usar barulhos de tiro como gag. O absurdismo cômico, na verdade, é uma grande parte de “O Drama”. Borgli escolhe abordar massacres em escolas de uma maneira bastante diferente da que estamos acostumados, por meio de dramas e documentários. O diretor trabalha esse tema com muito mais liberdade nesse sentido e, por isso mesmo, é que seu filme pode soar corajoso ou limitado — dependendo de quem assiste.</p>



<p>Para mim, a sensação que fica, embora goste das técnicas empregadas no dinamismo do filme e dos potenciais debates éticos e morais que seu mote proporciona (uma reflexão hobbesiana sobre a natureza do homem, kantiana sobre a razão e a moral e até sobre teorias de direito penal), é de que o diretor apenas usou o tema como um artifício de roteiro e não me parece que os massacres em escolas sejam um assunto sobre o qual ele esteja verdadeiramente disposto a trabalhar. Em “O Drama”, o holofote permanece mais sobre como uma revelação pode ou poderia mudar tudo de um dia para o outro em um relacionamento do que sobre a complexidade da temática levantada.</p>



<p>Nesse sentido, tendo a questionar se invocar um tema como esse, diante dos dados terríveis que ainda temos apenas nos EUA, é prudente. Existe, ainda, uma camada racial sobre essa narrativa e sobre sua protagonista que não é necessariamente trabalhada também. Pelos flashbacks, Emma é uma das únicas meninas não-brancas daquela escola e eu considero essa uma dimensão ignorada (e até desperdiçada) pelo filme.</p>



<p>Sob uma análise de gênero, por outro lado, vale dizer que o longa trabalha a dinâmica do relacionamento e o peso dessa situação para a mulher de maneira muito melhor. Enquanto Charlie se demonstra um sujeito frouxo, incapaz de lidar com a situação e chegando a trair a própria noiva por sua incapacidade de se comunicar, Emma é muito mais madura ao reconhecer o erro e assumir a responsabilidade sobre ele. Ela tem o senso de autorresponsabilidade que falta a Charlie e que, francamente, falta a todos os outros personagens também (incluindo Rachel, claro).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-filme-04-1130x590.webp" alt="" class="wp-image-79332" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-filme-04-1130x590.webp 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-filme-04-247x130.webp 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p>Não digo que há uma maneira correta de se trabalhar algo do gênero, tampouco compreendo culturalmente o que o tema significa para o país que mais sofre com ele. Por isso foi difícil chegar a uma conclusão muito clara sobre o filme, e acredito que não cheguei ainda. Se, por um lado, é realmente corajoso que tenhamos uma abordagem radical sobre um tema tão caro, por outro pode soar imprudente demais utilizá-lo como um mero artifício de roteiro. Com o perigo de, inclusive, tornar-se um filme “espertinho”, que de esperto não tem tanta coisa.</p>



<p>O que se sobressai de mais positivo tem mesmo a ver com a montagem, que deixa o roteiro bem mais interessante, a química entre Zendaya (para quem este filme pode ser divisor de águas, nunca gostei tanto dela como aqui) e Pattinson, e algumas ótimas atuações coadjuvantes e cameos. Por esses pontos, afirmo que vale a experiência do cinema — independentemente do que você vá sair pensando sobre todo o resto.</p>



<p><strong>Nota:</strong> 3,5 /5</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/04/13/critica-o-drama-2026/">Crítica: O Drama (2026)</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #640: Jeferson De e o espelho de Narciso</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/04/10/podcast-cinemacao-640-jeferson-de-e-o-espelho-de-narciso/</link>
					<comments>https://cinemacao.com/2026/04/10/podcast-cinemacao-640-jeferson-de-e-o-espelho-de-narciso/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 15:38:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
		<category><![CDATA[Academia Oscar]]></category>
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		<category><![CDATA[Dor e Alegria Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Quilombo de Curicica]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Arinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Representação Negra TV]]></category>
		<category><![CDATA[Representatividade Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[TV Globo Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que acontece quando um cineasta decide que, em 90 minutos de filme com protagonistas negros, retintos e pobres, absolutamente ninguém vai morrer? Jeferson De fez isso em Narciso (2026), e essa escolha é mais revolucionária do que parece. Criador do Dogma Feijoada em 1999 (um manifesto com sete leis para o cinema negro brasileiro), [&#8230;]</p>
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<p>O que acontece quando um cineasta decide que, em 90 minutos de filme com protagonistas negros, retintos e pobres, absolutamente ninguém vai morrer? Jeferson De fez isso em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=bDgCrQp2PwY">Narciso (2026)</a>, e essa escolha é mais revolucionária do que parece.</p>



<p>Criador do Dogma Feijoada em 1999 (um manifesto com sete leis para o cinema negro brasileiro), Jeferson De transita entre o cinema autoral e a TV Globo, onde apelidou os estúdios de &#8220;Quilombo de Curicica&#8221;. Ele já dirigiu novelas que alcançam 50 milhões de pessoas e fez história quando em um determinado momento, tínhamos três protagonistas pretas simultaneamente no ar pela primeira vez na televisão brasileira. Mas como é equilibrar a velocidade industrial da TV (20 cenas por dia) com a calma contemplativa do cinema (quatro cenas por dia)?</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a> e <a href="https://www.instagram.com/femesmo/">Fernando Machado</a> recebem <a href="https://www.instagram.com/jefersondebr/">Jeferson De</a> para um papo que vai do Pelourinho à Academia do Oscar (sim, ele é votante desde 2022), de um encontro casual com Michael B. Jordan em LA até a fotografia em preto e branco de Narciso que captura tons de pele negra como aula de cinema.</p>



<p>Por que o corpo negro no cinema brasileiro está sempre associado à violência? E como transformar dor em alegria?</p>



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</div>



<p><strong>• 04m05: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h10m02: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h18m11: </strong>Encerramento</p>



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		<title>Além do cenário: como os filmes de viagem constroem transformação dentro e fora da tela</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/04/09/alem-do-cenario-como-os-filmes-de-viagem-constroem-transformacao-dentro-e-fora-da-tela/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 16:26:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que destinos, os grandes filmes de viagem usam o deslocamento para revelar o que os personagens não conseguiriam enfrentar em lugar nenhum Os melhores filmes de viagem não são sobre destinos. São sobre o que acontece com um personagem quando o ambiente familiar é retirado e ele se vê sem os recursos habituais [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><em>Mais do que destinos, os grandes filmes de viagem usam o deslocamento para revelar o que os personagens não conseguiriam enfrentar em lugar nenhum</em><br></h2>



<p>Os melhores filmes de viagem não são sobre destinos. São sobre o que acontece com um personagem quando o ambiente familiar é retirado e ele se vê sem os recursos habituais de proteção. A viagem, nesses casos, não é cenário. É o mecanismo que força a transformação.</p>



<p>Esse modelo narrativo atravessa décadas de cinema e continua sendo um dos mais eficazes para tratar temas como amadurecimento, identidade e ruptura. O deslocamento geográfico, quando usado com intenção, revela camadas dos personagens que nenhuma situação cotidiana conseguiria expor com a mesma intensidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Partir não é o mesmo que ir embora</h2>



<p>Existe uma distinção importante entre filmes que usam a viagem como pano de fundo e filmes que a usam como argumento central. No primeiro caso, a história poderia acontecer em qualquer outro contexto sem perder sua essência. No segundo, retirar a viagem é destruir o filme.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-1130x590.jpeg" alt="" class="wp-image-79335" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-1130x590.jpeg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-247x130.jpeg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Reprodução / Into the Wild / Paramount Vantage</em></figcaption></figure>



<p>Into the Wild (2007), de Sean Penn, é um dos casos mais radicais dessa segunda categoria. Christopher McCandless não parte para conhecer o Alaska. Ele parte para desaparecer de uma versão de si mesmo que considera insuportável. O problema central do filme é que ninguém desaparece de si mesmo por mais longe que vá. A paisagem muda, o peso interno permanece.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-1-1130x590.png" alt="" class="wp-image-79337" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-1-1130x590.png 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-1-247x130.png 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /><figcaption class="wp-element-caption">Divulgação / Y Tu Mamá También (2001)</figcaption></figure>



<p>Y Tu Mamá También (2001), de Alfonso Cuarón, trabalha o mecanismo oposto. Julio e Tenoch partem numa viagem de verão sem intenção e sem peso. A transformação acontece contra a vontade deles, produzida pelo atrito entre o que cada um diz ser e o que o percurso vai revelando. A estrada, nesse caso, não é fuga. É espelho.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a viagem não resolve nada</h2>



<p>Nem todo filme de viagem termina com personagens transformados. Parte da riqueza desse subgênero está justamente nos casos em que o deslocamento não produz o efeito esperado, e essa ausência de resolução diz mais sobre os personagens do que qualquer arco de amadurecimento convencional.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-1-1-1130x590.png" alt="" class="wp-image-79338" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-1-1-1130x590.png 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-1-1-247x130.png 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /><figcaption class="wp-element-caption">© Twentieth Century-Fox Film Corporation</figcaption></figure>



<p>The Darjeeling Limited (2007), de Wes Anderson, constrói seu argumento central em torno dessa ideia. Os três irmãos viajam pela Índia com um roteiro espiritual planejado e etapas definidas. A intenção é que o percurso os cure de um luto que nenhum deles consegue nomear. Ele não cura. Os irmãos chegam ao fim sendo quase a mesma coisa que eram no início, carregando as mesmas malas, literais e simbólicas.</p>



<p>Anderson constrói, com isso, um argumento sobre a ilusão de que o deslocamento geográfico produz automaticamente deslocamento interno. A viagem organizada, com propósito declarado e etapas controladas, é precisamente o tipo que não transforma ninguém, porque retira o único elemento capaz de produzir mudança real: o imprevisto.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="564" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-2.png" alt="" class="wp-image-79339" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-2.png 1000w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-2-768x433.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Divulgação /Central do Brasil / VideoFilmes</figcaption></figure>



<p>Central do Brasil (1998), de Walter Salles, opera na direção contrária. Dora e Josué não planejam nada. A viagem ao Nordeste nasce de um acidente e se sustenta pela necessidade. É o percurso mais despojado possível e é o que produz a transformação mais profunda. A estrada não muda os personagens pelo que mostra a eles, mas pelo que os obriga a fazer um pelo outro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que esses filmes revelam fora da tela</h2>



<p>O cinema de viagem produz no espectador um efeito que vai além da identificação com os personagens. Segundo pesquisadores da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, produções audiovisuais funcionam como difusores da cultura e dos valores sociais dos lugares onde são filmados, construindo vínculos afetivos que motivam deslocamentos reais.</p>



<p>Destinos retratados com essa intensidade não atraem visitantes apenas pela beleza visual. Atraem porque o cinema os carregou de sentido emocional. Os cenários do Nordeste brasileiro em Central do Brasil e a Itália do verão em Call Me By Your Name se tornaram objetos de desejo não por campanhas de marketing, mas pela força afetiva das histórias que os habitaram.</p>



<p>É esse mecanismo que está na origem do turismo cinematográfico, fenômeno que movimenta dezenas de milhões de viagens por ano em todo o mundo, segundo estimativas de Film Commissions internacionais. Para quem planeja <a href="https://www.viajanet.com.br/pacotes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">viagens</a> aéreas motivadas pelo que viu na tela, o roteiro começa muito antes do embarque. Começa numa cena, num enquadramento, numa luz específica que ficou na memória depois que os créditos subiram.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O território como catalisador</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="960" height="540" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-3.png" alt="" class="wp-image-79340" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-3.png 960w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/image-3-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-element-caption">Divulgação /Call Me By Your Name / Sony Pictures Classics</figcaption></figure>



<p>Call Me By Your Name (2017), de Luca Guadagnino, usa a Itália do verão como câmara de pressão. O calor, a lentidão e o isolamento da villa criam as condições para que Elio se torne quem é. A viagem aqui não é de um lugar para outro. É de uma versão do personagem para outra, com o território atuando como catalisador.</p>



<p>O que une filmes tão diferentes quanto Central do Brasil, Into the Wild, Y Tu Mamá También e The Darjeeling Limited é a mesma compreensão sobre o papel da viagem na narrativa cinematográfica:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A viagem não existe para mostrar paisagens, mas para criar condições em que o personagem não consegue mais ser quem era</li>



<li>O destino é quase irrelevante; o que importa é o que o percurso retira, força ou revela</li>



<li>A transformação mais profunda acontece nos filmes em que ninguém planejou se transformar</li>
</ul>



<p>Os melhores filmes de viagem terminam antes da chegada. Porque o ponto nunca foi chegar.</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/04/09/alem-do-cenario-como-os-filmes-de-viagem-constroem-transformacao-dentro-e-fora-da-tela/">Além do cenário: como os filmes de viagem constroem transformação dentro e fora da tela</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #639: A Nostalgia como combustível de consumo</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/04/03/podcast-cinemacao-639-a-nostalgia-como-combustivel-de-consumo/</link>
					<comments>https://cinemacao.com/2026/04/03/podcast-cinemacao-639-a-nostalgia-como-combustivel-de-consumo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 14:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabia que nostalgia já foi considerada uma doença mental diagnosticável? Que soldados suíços no século XVII eram internados por sentirem saudade de casa? E que hoje, você pode ter nostalgia de uma década que nunca viveu? A indústria cultural descobriu que vender o passado é mais seguro (e lucrativo) do que arriscar no futuro. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/04/03/podcast-cinemacao-639-a-nostalgia-como-combustivel-de-consumo/">Podcast Cinem(ação) #639: A Nostalgia como combustível de consumo</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você sabia que nostalgia já foi considerada uma doença mental diagnosticável? Que soldados suíços no século XVII eram internados por sentirem saudade de casa? E que hoje, você pode ter nostalgia de uma década que nunca viveu?</p>



<p>A indústria cultural descobriu que vender o passado é mais seguro (e lucrativo) do que arriscar no futuro. Nove dos dez maiores sucessos de bilheteria de 2025 eram sequências ou remakes. Mas por que isso acontece? O que a neurociência diz sobre nossa relação com memórias? E como um conceito chamado Anemoia explica por que a Geração Z tem saudade dos anos 80 sem nunca ter pisado neles?</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a>, <a href="https://www.instagram.com/reinaldo.feurhuber/">Reinaldo Feurhuber</a> e <a href="https://www.instagram.com/manelmessias/">Manel Messias</a> tem um papo filosófico e científico sobre a nostalgia. Eles discutem Hauntology (vivemos assombrados por futuros que nunca chegaram?), falsas memórias induzidas por críticos de cinema, e por que remakes de Rei Leão e Akira existem quando os originais são perfeitos.</p>



<p>Tem Mark Fisher, Fredric Jameson, capitalismo tardio estragando hobbies, e a pergunta que ninguém quer responder: será que perdemos a capacidade de imaginar o novo?</p>



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<p><strong>• 04m05: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h10m02: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h18m11: </strong>Encerramento</p>



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<p>• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Junior<br>• William Saito</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Plano Detalhe:</strong></h2>



<p><strong>• (Manel): Série: </strong><a href="https://globoplay.globo.com/andar-na-pedra-a-historia-do-raimundos/t/YMYJPR5qR1/">Andar na pedra<strong><br></strong></a><strong>• (Manel): Filme: </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JVwc5asyPNk">Eles vão te matar<strong><br></strong></a><strong>• (Manel): Filme: </strong><a href="https://cinemacao.com/2026/03/27/podcast-cinemacao-638-devoradores-de-estrelas/">Devoradores de Estrelas</a><br><strong>• (Reinaldo): Música: </strong><a href="https://open.spotify.com/artist/13NmOYYfvONNZ9mn2qn8P2?autoplay=true">Angine de Poitrine<br></a><strong>• (Reinaldo): Jogo: </strong><a href="https://store.steampowered.com/app/632470/Disco_Elysium__The_Final_Cut/">Disco Elysium<strong><br></strong></a><strong>• (Rafa): Curta: </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lIyLRnB-eCY">The Soloists (2021)</a></p>



<p><strong>Edição: </strong><a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lIyLRnB-eCY"><strong><br><br></strong></a></p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/04/03/podcast-cinemacao-639-a-nostalgia-como-combustivel-de-consumo/">Podcast Cinem(ação) #639: A Nostalgia como combustível de consumo</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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		<title>&#8220;A Praia do Fim do Mundo&#8221; estreia na TV Brasil neste sábado</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A TV Brasil apresenta o premiado longa-metragem inédito "A Praia do Fim do Mundo" em sua programação na faixa de cinema deste sábado (4).</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/04/02/a-praia-do-fim-do-mundo-estreia-na-tv-brasil-neste-sabado/">&#8220;A Praia do Fim do Mundo&#8221; estreia na TV Brasil neste sábado</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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<p>A <strong>TV Brasil</strong> apresenta o premiado longa-metragem inédito &#8220;<a href="https://cinemacao.com/2021/12/02/a-praia-do-fim-do-mundo-de-petrus-cariry-estreia-em-festival-e-canal-brasil-hoje/">A Praia do Fim do Mundo</a>&#8221; (2021) em sua programação na faixa de cinema deste sábado (4), às 21h. O reconhecido filme de origem nacional em cartaz na emissora pública concorreu a uma das vagas para representar o país na seleção do Oscar na categoria Melhor Filme Internacional. O indicado para disputar o prêmio foi &#8220;O Agente Secreto&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-praia-do-fim-do-mundo-03-credito-divulgacao-tv-brasil-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79303" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-praia-do-fim-do-mundo-03-credito-divulgacao-tv-brasil-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-praia-do-fim-do-mundo-03-credito-divulgacao-tv-brasil-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p>Em uma casa no litoral cearense castigada por ressacas, a trama revela o conflito entre a jovem ambientalista Alice (Fátima Macedo), que deseja partir da região, e sua mãe Helena (Marcélia Cartaxo), que quer ficar em frente ao mar. Depois da janela na tevê, a obra fica disponível no app&nbsp;<a href="https://tvbrasilplay.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>TV Brasil Play</strong></a>.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em preto e branco, o drama brasileiro tem um tom sombrio com elementos que passam do suspense ao terror sob direção do cineasta dirigido por Petrus Cariry. A obra conquistou mais de 20 prêmios em festivais do país e do exterior. A película ganhou o Cine Ceará nas categorias Melhor Filme da Crítica, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte entre outras vitórias em eventos diversos da sétima arte.</p>



<p><strong>Trama do longa</strong></p>



<p>O drama &#8220;A Praia do Fim do Mundo&#8221; retrata o dilema familiar entre mãe e filha pele decisão de continuar a viver em uma casa ameaçada pelo avanço do mar. A tensão envolve apocalipse pessoal, perda e resistência contra a deterioração social ao avaliar memórias e emoções sobre o impacto ambiental.</p>



<p>Além da intensidade das forças da natureza, a produção utiliza metáforas para abordar o luto e a negação na moradia que já foi uma pousada na praia deserta. Sobrevivem nesse cenário a velha senhora e sua filha Alice, que tem uma amiga e interlocutora chamada Elisa (Larissa Góes).</p>



<p>O espaço que a família mora é um lugar que já não passa de ruínas. A vida da velha senhora se restringe a observar com atenção o mar na expectativa da volta do marido que nunca retornou de lá. O movimento das águas só traz dejetos que se depositam na orla vazia.</p>



<p>O enredo destaca aspectos como o abandono, a necessidade de partir, o horizonte sem perspectivas e os gestos sem sentido. O mistério dessa combinação é um dos elementos mais assertivos da atração da sétima arte inédita no canal público que tem toques de terror na sombria ausência de cor.</p>



<p>Gravado durante a pandemia, o filme brasileiro &#8220;A Praia do Fim do Mundo&#8221; faz uma alegoria sobre o fim do mundo e a retomada do espaço usado pelo homem por meio do avanço da natureza. No fim, as duas personagens principais precisam enfrentar seus destinos.</p>



<p><strong>Ficha técnica&nbsp;<br></strong>País: Brasil. Ano: 2021. Gênero: Drama. Direção: Petrus Cariry. Elenco: Marcélia Cartaxo, Fátima Macedo, Larissa Goes, Carlos César, Fabíola Liper. Classificação indicativa: 12 anos. 88 min. Inédito.</p>



<p><strong>Ao vivo e on demand</strong>&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Acompanhe a programação da&nbsp;<strong>TV Brasil</strong>&nbsp;pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize:&nbsp;<a href="https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar</a>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Seus programas favoritos estão no&nbsp;<strong>TV Brasil Play</strong>, pelo site&nbsp;<a href="http://tvbrasilplay.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://tvbrasilplay.com.br</a>&nbsp;ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV:&nbsp;<a href="https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv</a>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Serviço<br></strong>A Praia do Fim do Mundo – sábado, dia 4/4, às 21h, na TV Brasil&nbsp;e no app&nbsp;<a href="https://tvbrasilplay.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">TV Brasil Play</a></p>
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