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	<title>Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</title>
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		<title>Crítica: Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 00:46:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[4 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acampamento Miasma explora a metalinguagem a todo instante, de citações diretas a filmes como o próprio Crepúsculo dos Deuses e Psicose...</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte</strong><br><strong>Direção:</strong> Jane Schoenbrun<br><strong>Roteiro: </strong>Jane Schoenbrun<br><strong>Nacionalidade e Lançamento:</strong> Canadá, Reino Unido, Estados Unidos, 2026.<br><strong>Elenco: </strong>Jack Haven, Hannah Einbinder, Jasmin Savoy Brown, Aren Buchholz, Florence Barrett,Kevin McDonald, Jordana Summer, Ryan McEwen.<br><strong>Sinopse: </strong>Uma cineasta queer é contratada para dirigir uma nova parte de uma franquia de terror. Ela fica obcecada com a possibilidade de escolher a &#8220;final girl&#8221; do filme original, e e isso resulta em um frenesi de mania psicossexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="739" height="415" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-adolescencia-sexo-e-morte-2.jpg" alt="" class="wp-image-79766"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Após o <em>desktop movie</em> de terror e coming-of-age, <em>We&#8217;re All Going to The World&#8217;s Fair</em>, e o sucesso de <em>Eu Vi o Brilho da TV</em>, Jane Schoenbrun presta homenagem ao gênero slasher com um filme que é mais do que metalinguístico: parece autobiográfico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Acampamento Miasma</em>, que teve sua estreia mundial na abertura da Un Certain Regard, no Festival de Cannes 2026, conta a história de uma jovem realizadora de cinema, Kris (Hannah Einbinder), que decide fazer um remake de uma aclamada franquia de slashers dos anos 70. Ciente das problemáticas envolvendo gênero e sexualidade nos filmes que tanto ama, a protagonista é contratada para dirigir a <em>prequel</em> que pode levar a problemática franquia para o lado “woke”, pronta para ser reaproveitada por uma nova geração de fãs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como parte da produção para o seu filme, ela decide visitar a primeira <em>final girl</em> da franquia, Billy Presley (Gillian Anderson). A atriz, que mora isolada no acampamento abandonado do primeiro filme, encarna uma espécie de Norma Desmond, de <em>Crepúsculo dos Deuses</em>: uma estrela que hoje vive reclusa, habitando o fantasma do passado de seu próprio estrelato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa breve introdução, fica claro que <em>Acampamento Miasma</em> explora a metalinguagem a todo instante, de citações diretas a filmes como o próprio <em>Crepúsculo dos Deuses</em>, de Billy Wilder, e <em>Psicose</em>, de Hitchcock, até figuras da própria indústria. A metalinguagem faz parte da construção de uma obra cujo um dos pontos centrais se concentra em tecer uma crítica à própria indústria, ao escancarar as suas problemáticas históricas em relação ao machismo, à homofobia e à transfobia nos slashers, ao mesmo tempo em que se utiliza da essência voyeurista da sétima arte para se referir aos aspectos desses filmes que despertam o desejo e provocam o prazer em olhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, a metalinguagem também dá vazão a uma certa autorreferência por parte de Jane Schoenbrun, que, como uma pessoa jovem e não binária, utiliza sua protagonista e suas contradições para tecer comentários acerca de próprias experiências, as quais parecem transitar entre o prazer e a culpa, com os aspectos problemáticos que esses filmes já representaram para um dos seus públicos historicamente mais cativos: a comunidade LGBTQIA+.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-adolescencia-sexo-e-morte-3-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79767" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-adolescencia-sexo-e-morte-3-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-adolescencia-sexo-e-morte-3-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Apesar de nada sutil (essa não é uma característica dos filmes de Jane, se você já os viu), é, sim, complexo. Diria que até que é “cabeçudo”. Não por conta da metalinguagem trabalhada, mas sim pelas referências a estudos de gênero e sexualidade, que acenam diretamente para um público-alvo bastante específico — vide a citação direta a Ray Blanchard como diretor da franquia <em>Camp Miasma — e, principalmente,</em> pelo comentário que, para mim, é o mais interessante e central aspecto da obra: o prazer em olhar, o <strong>voyeurismo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos slashers, o corpo feminino estava sempre a serviço do desejo masculino, com objetos fálicos e cortantes perfurando seus corpos, não raro desnudos e altamente sexualizados em tela. Ao mesmo tempo, os comportamentos desviantes dos vilões tinham a ver com desejo sexual reprimido ou uma inadequação social (não custa lembrar que, em <em>O Massacre da Serra Elétrica</em>, Leatherface se vestia de mulher e ocupava, vez ou outra, o lugar de referência feminina em uma família composta apenas por homens, por exemplo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <em>Acampamento Miasma</em>, somos levados a refletir sobre a violência contra corpos femininos e corpos de pessoas trans nas telas, enquanto Jane subverte o próprio subgênero que homenageia e desloca o <em>male gaze</em> que historicamente sempre lhe pertenceu. A <em>final girl,</em> Billy Presley, quando a conhecemos, não é a garota idealizada, virginal e pura, daquele filme, tampouco está interessada em encarná-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vilão da franquia Camp Miasma, “Little Death” ou “Pequena Morte”, recebe esse nome em referência direta à petite mort, expressão francesa utilizada como metáfora poética e filosófica para o orgasmo. O gozo como morte é personificado no filme e, a partir disso, as linhas que entrelaçam desejo, prazer, violência e culpa tornam-se tênues — tanto para a protagonista quanto para o próprio filme (e, nesse momento, acredito que para Jane também).</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-adolescencia-sexo-e-morte-4-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79768" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-adolescencia-sexo-e-morte-4-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-adolescencia-sexo-e-morte-4-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">O cinema tem um canal direto com o inconsciente, que, por sua vez, move os desejos dos espectadores em direção a alguma coisa e, às vezes, a algo que nem eles sabem explicar. O assassino não é de verdade; nada daquilo passa de uma fantasia sexual que deve ser e é, ultimamente, livre. É o que explica os aspectos técnicos que inserem a história em uma espécie de mundo paralelo: uma encenação, vários filmes dentro de um filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A direção faz dessa característica intrínseca ao cinema — a possibilidade de transitar entre aquilo que habita o inconsciente e aquilo que é elaborado no consciente — um trunfo da sua história. O fato de as personagens desejarem tão profundamente e gozarem com a possibilidade de se verem fora do próprio corpo é a materialização do desejo do espectador, que encontra correspondência na própria caracterização da “Pequena Morte”. Sua “cabeça”, similar à câmera do cinema, torna-se o próprio dispositivo por meio do qual podemos observar, estar em primeira pessoa, ser presa e caçador. Tudo ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É aí que <em>Acampamento Miasma</em> parece encontrar sua maior potência: no entendimento de que o cinema não apenas representa nossos desejos, mas também nos permite experimentá-los, projetá-los e, eventualmente, libertá-los. A liberdade de amar quem quiser, de ser quem quiser, de se desprender das amarras que te impedem de gozar e de se entregar à morte como quem se entrega à vida é uma arma poderosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E <em>Acampamento Miasma</em> é sobre tudo isso: uma confissão, uma homenagem e uma crítica. Aspectos que estão sempre sendo tensionados na obra, mas que servem para elevar o diálogo entre a racionalização e o sentir. O spoiler é que, no fim, <strong>o sentir vence</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> 4 /5</p>
</div></div>
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		<title>PRK30: doc sobre lendário programa de rádio chega em setembro</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/08/24/prk30-doc-sobre-lendario-programa-de-radio-chega-em-setembro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 23:08:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 10 de setembro, estreia no circuito nacional de cinemas PRK30 – O rádio pelo avesso, documentário da Urca Filmes.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">No dia 10 de setembro, estreia no circuito nacional de cinemas <strong>PRK30 – O rádio pelo avesso</strong>, documentário da Urca Filmes dirigido por Eduardo Albergaria, e produzido por Leonardo Edde. O lançamento acontece no ano em que a Rádio Nacional completa 90 anos e recupera a história de um programa que, com apenas duas vozes, levou milhões de brasileiros a “ver”, pelo som, uma emissora inteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PRK30 entrou no ar em 19 de outubro de 1944 e permaneceu na programação radiofônica até 7 de junho de 1964. Criado por Lauro Borges e Castro Barbosa, simulava uma estação clandestina, identificada por um prefixo inexistente, que transformava novelas, noticiários, comerciais, programas de auditório e transmissões esportivas em versões imprevisíveis da programação tradicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No comando estavam Otelo Trigueiro e Megatério Nababo d’Alicerce, personagens interpretados pela dupla, que também dava voz a locutores, cantores, repórteres e dezenas de outros tipos. A combinação de vozes, sotaques, jogos de linguagem e sátiras aos formatos do rádio estabeleceu uma linguagem própria, que se tornaria referência para diferentes gerações do humor popular brasileiro.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/prk30-cena-arquivo-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79759" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/prk30-cena-arquivo-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/prk30-cena-arquivo-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua passagem pela Rádio Nacional, instalada no Edifício A Noite, na Praça Mauá, o programa alcançou 52% da audiência do mercado radiofônico do Rio de Janeiro. Às sextas-feiras, era transmitido ao vivo, diante do público, em um tempo no qual o rádio acompanhava as refeições, o trabalho e a rotina das casas, permitindo que brasileiros separados por milhares de quilômetros ouvissem as mesmas histórias e rissem juntos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diferencial do PRK30 estava na forma como utilizava a própria linguagem do rádio. Palavras mudavam de lugar, erros de pronúncia viravam bordões, sotaques ganhavam novos contornos. Expressões como “Não sei se vou ou se fica, não sei se fico ou se vou” saíram dos estúdios, ganharam as ruas e permanecem como parte da memória do programa até hoje. Os sons produzidos pelos contrarregras também participavam da comédia, enquanto o famoso gongo interrompia os quadros, quebrava o ritmo e avisava que o programa poderia seguir por um caminho completamente inesperado.<br><br>Foi a partir dessa liberdade criativa que o PRK30 ajudou a construir parte do humor brasileiro, usando o nonsense para revelar algo muito familiar sobre o país. Décadas depois, a dificuldade de encontrar registros de uma atração tão popular também expôs a fragilidade com que o Brasil preserva sua memória cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, ganhou ainda mais importância a descoberta, no acervo da Cinemateca Brasileira, de um rolo do filme Abacaxi Azul, de 1944, que guardava o único registro em imagens conhecido do PRK30. Posteriormente restaurado, o material revelou trechos inéditos de um programa que, até então, permanecia vivo principalmente nas gravações sonoras e nas lembranças de seus ouvintes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Durante anos, conhecemos o PRK30 pelas vozes, pelos relatos e pela dimensão da influência que exerceu sobre o humor brasileiro. Encontrar aquelas imagens foi finalmente poder olhar para uma obra que o país inteiro havia escutado. Há algo de muito emocionante em ver Lauro Borges e Castro Barbosa diante dos microfones e devolver ao público esse encontro com uma parte fundamental da nossa cultura” , afirma Eduardo Albergaria, diretor do documentário e sócio-fundador da Urca Filmes. Com participações do ator Cláudio Mendes e do maestro, compositor e ator Tim Rescala, o longa reúne depoimentos de artistas, pesquisadores, profissionais do rádio e antigos ouvintes, entre eles Chico Anysio, Ziraldo, Boni, Luiz Carlos Barreto, Joaquim Ferreira dos Santos, Lia Calabre, Maurício Menezes e Maurício Lissovsky.<br><br>PRK30 – O rádio pelo avesso é uma produção da Urca Filmes, em coprodução com Canal Brasil, Globo Filmes e GloboNews, e produção associada com TV Brasil, Rádio MEC, Rádio Nacional, 560 e 1001 Filmes. O longa conta com investimento do BNDES e do Banco do Brasil e recursos do Fundo Setorial do Audiovisual por meio do BRDE.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confira o trailer:</strong></p>
</div></div>



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<div class="video-container"><iframe loading="lazy" title="PRK-30 - O Rádio Pelo Avesso | Trailer Oficial" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/1EdS8wIoE0U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #659: O cinema, a beleza e a culpa fabricada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 23:45:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existiu um aparelho de verdade, com parafusos e tudo, criado para medir milimetricamente o rosto de atrizes de Hollywood e apontar seus &#8220;defeitos&#8221;. Isso aconteceu nos anos 1930, e o homem por trás disso literalmente inventou a palavra maquiagem. Se isso já parece perturbador, espera só para entender o resto. Este episódio percorre a fabricação [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Existiu um aparelho de verdade, com parafusos e tudo, criado para medir milimetricamente o rosto de atrizes de Hollywood e apontar seus &#8220;defeitos&#8221;. Isso aconteceu nos anos 1930, e o homem por trás disso literalmente inventou a palavra maquiagem. Se isso já parece perturbador, espera só para entender o resto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este episódio percorre a fabricação histórica do belo, desde bochechas rosadas que caíram de moda quando Greta Garbo trouxe o rosto anguloso ao topo de Hollywood, até o conceito de olhar masculino de Laura Mulvey e como ele continua vivo, só que agora escondido dentro do feed do seu celular. Também revisitamos a ascensão e a queda estranha do movimento Body Positive, engolido pela era das canetas emagrecedoras, e discutimos um estudo de psicologia bizarro sobre maiôs que revela o custo cognitivo real de viver sob autovigilância constante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a> recebe <a href="https://www.instagram.com/carissinhavieira/">Carissa Vieira</a>, <a href="https://www.instagram.com/laysazanetti/">Laysa Zanetti</a> e <a href="https://www.instagram.com/alanalveseu/">Alan Alves</a> para trazer ainda a dimensão racial da beleza como sobrevivência, a psicanálise por trás da constituição do desejo feminino, e o caso recente de Ariana Grande, que expõe uma armadilha da qual parece impossível escapar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A beleza nunca foi natural. Mas convenceram você do contrário.</p>



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<div class="wp-block-button is-style-outline is-style-outline--1"><a class="wp-block-button__link wp-element-button" href="https://api.spreaker.com/v2/episodes/74491213/download.mp3">Faça o download do episódio aqui</a></div>
</div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• 04m43:</strong> Pauta Principal<br><strong>• 1h03m46:</strong> Plano Detalhe<br><strong>• 1h19m50:</strong> Encerramento</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ouça nosso Podcast também no:</strong></h2>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agradecimentos aos padrinhos:</strong> </h2>



<p class="wp-block-paragraph">• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Jr<br>• William Saito</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>• (Laysa): Livro:</strong> <a href="https://www.amazon.com.br/Su%C3%ADte-T%C3%B3quio-Giovana-Madalosso/dp/6556920630">Suíte Tóquio<strong><br></strong></a><strong>• (Laysa): Filme:</strong> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NtVXvlgaIUQ">O Fim da Rua<strong><br></strong></a><strong>• (Alan): Documentário:</strong> <a href="https://globoplay.globo.com/tributo-gloria-menezes/t/sfYXfGFCyR/">Tributo &#8211; Glória Menezes<strong><br></strong></a><strong>• (Alan): Documentário:</strong> <a href="https://globoplay.globo.com/tributo-laura-cardoso/t/KnPjyxrprc/">Tributo &#8211; Laura Cardoso<strong><br></strong></a><strong>• (Alan): Novela:</strong> <a href="https://globoplay.globo.com/a-favorita/t/19pLYkz5mB/?origemId=91698">A Favorita<strong><br></strong></a><strong>• (Alan): Novela:</strong> <a href="https://globoplay.globo.com/chocolate-com-pimenta/t/RgP9J5sC62/?origemId=91698">Chocolate com Pimenta<strong><br></strong></a><strong>• (Alan): Série:</strong> <a href="https://www.netflix.com/watch/81087583?source=35">Cem Anos de Solidão<strong><br></strong></a>• <strong>(Carissa): Livro:</strong> <a href="https://www.google.com/aclk?sa=L&amp;ai=DChsSEwiMxNawwKuWAxWlUUgAHWAyNZ8YACICCAEQARoCY2U&amp;co=1&amp;ase=2&amp;gclid=CjwKCAjwhZDUBhBGEiwAbi5bjrLFjVE7ekW3PIbpSD3K_jgOM7f8D5htvb6dc-oRflAXci-fHERnkhoCByAQAvD_BwE&amp;cid=CAASuwHkaPaS9iKVNsV1qiQW3pvK8AIS_Od8zRjDzSMHTDrrR4k2fwMYf1fiqiRmmRjxxpWkoyiE-CJZ_Ahdle0EVjNkVSRXzb1p8nmVM2fIXT9oHQ6fzMYrcFBaNWaXQ1JQQzW2s2pj_4IQbmxNItZD-r7WoxW48CESVk0K0bZmAIMNxtK6to_M_DafVJQYIHxbknbMqfPcCXfbqtkF34-FwN3vQj4fJ-qsbgRADeeUy1xrbRnmBNsiihK49RL5&amp;cce=2&amp;category=acrcp_v1_33&amp;sig=AOD64_2-kee5eiVvRvedP6Ku5BbMq9WXYw&amp;q&amp;nis=4&amp;adurl&amp;ved=2ahUKEwjGgNCwwKuWAxVtIrkGHbcEFsQQ0Qx6BAg9EAE">Este é o mar<br></a>• <strong>(Carissa): Filme:</strong> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OJ19I9q_hOQ">O Convite<br></a>• <strong>(Rafa): Documentário:</strong> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NRom49UVXCE">O Silêncio dos Homens<br></a>• <strong>(Rafa): Documentário:</strong> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=PQbIkhDiE7M">The Mask You Live In</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Edição:</strong> <a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a></p>
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		<title>Revendo Planeta dos Macacos do Tim Burton</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Quaglia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 16:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[4 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mas a beleza da sua reimaginação de Planeta dos Macacos está em como existe uma mistura de três filmes diferentes no mesmo longa...</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Planeta dos Macacos</strong> (<a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0133152/">Planet o the Apes</a>)<br><strong>Direção:</strong> Tim Burton<br><strong>Roteiro</strong>: Elfriede Jelinek, William Broyles Jr., Lawrence Konner, Mark Rosenthal, Tim Burton.<br><strong>Nacionalidade e Lançamento</strong>: Estados Unidos, 2001.<br><strong>Elenco:</strong> Mark Wahlberg, Tim Roth, Helena Bonham Carter, Michael Clarke Duncan, Paul Giamatti, Estella Warren, Kris Kristofferson, Charlton Heston, Luke Eberl, Cary Hiroyuki Tagawa, David Warner, Lisa Marie, Glenn Shadix, Erick Avari, Evan Dexter Parke.<br><strong>Sinopse:</strong> Um astronauta chamado Leo chega a um planeta comandando por macacos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="783" height="391" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/planet-of-the-apes-2001-planeta-dos-macacos-4.jpg" alt="" class="wp-image-79746" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/planet-of-the-apes-2001-planeta-dos-macacos-4.jpg 783w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/planet-of-the-apes-2001-planeta-dos-macacos-4-768x384.jpg 768w" sizes="(max-width: 783px) 100vw, 783px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Planeta dos Macacos (Planet of the Apes) do Tim Burton está longe de ser um filme sem alguns problemas graves. O Mark Wahlberg dá uma das piores atuações de todos os tempos impedindo que o peso do seu protagonista no embate central do filme avance, o triângulo amoroso principal fica parecendo como uma demanda burocrática e quadrada de um blockbuster de estúdio pelos envolvidos estarem fazendo um blockbuster de estúdio. É uma covardia o filme não investir como deveria no par do protagonista com a Helena Bonham Carter: o seu personagem não é bem desenvolvido e o Burton claramente não é a melhor pessoa do mundo pra lidar com analogias, com questões temáticas mais delicadas e muita das caracterizações são bastante questionáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a beleza da sua reimaginação de Planeta dos Macacos (Planet of the Apes) está em como existe uma mistura de três filmes diferentes no mesmo longa, o que causa ao mesmo tempo um choque – que se mostra uma junção orgânica – e uma conversa dentro do filme de Burton em que ele dispensa e se desapega da sua estilística costumeira que é tão reconhecível, em como ele entra de cabeça numa outra lógica diferente da sua sem se invisibilizar artisticamente, na engrenagem e funcionamento de um blockbuster sóbrio, se compromete com o seu ritmo ágil, com as suas demandas e em como fazer um blockbuster classicão que nada mais é que um épico direto de aventura e perseguição usando todo o melhor artesanato dos filmes industrias com muita grana de Hollywood pra intensificar essa caracterização.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="632" height="316" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/planet-of-the-apes-2001-planeta-dos-macacos-3.jpg" alt="" class="wp-image-79747"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">E não falo só da direção de arte excelente e bastante carregada desse mundo, do valor de produção de um filme épico de enorme orçamento presente em tela, da trilha sonora do Danny Elfman ou da direção de fotografia sóbria mas exuberante e com momentos muito quentes, eu falo também de como Burton faz com que as paisagens magnificas desse mundo em grandes planos gerais, nos enquadramentos mais abertos possíveis, nas fusões suaves de dissolves nas transições quando imagens desaparecem levemente para outras irem surgindo em cima disso e em composições que agrupam e posicionam personagens – e por vezes uma série de personagens – simetricamente no quadro e como tudo isso se tornem um elemento narrativo central.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Justamente porque esse sentimento de deslumbramento é tão forte, tal qual um épico bíblico do Cecil B. DeMille dentro de uma estrutura de um filme do Michael Bay ou do Bryan Singer, porque o filme opera constantemente desde a chegada de Mark Wahlberg até o fim como uma lembrança de uma imponência imagética da vastidão de andanças por um mundo estranho que nunca sai de vista dos personagens ou das observações deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E mesmo seguindo uma estrutura simples, direta, ás vezes tão careta ou com cenas de batalha que querem remeter tanto uma violência e uma selvageria em como os personagens se movem e agem, mas são coreografadas e filmadas apenas de um modo comum na sua execução, o peso do épico acaba tendo ressonância pelo comprometimento com isso ser tão constante até em coisas como a cena final com o Abraham Lincoln, que soa impactante mesmo que ela seja tão óbvia e torta enquanto mensagem e colocação dramatúrgica. Porque a imagem de um pesadelo está lá em toda a sua imponência imagética, algo nunca abandonado por Burton e sempre reforçado por ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Junta a isso existe o maior toque do Tim Burton como autor que é como ele caracteriza o funcionamento da sociedade dos macacos: aí sim vemos o estilo costumeiro dele se chocando/juntando e conversando com esse outro filme mais clássico: vemos uma sociedade aristocrática no poder que é excêntrica, autoritária, religiosa, hipócrita, cruel e bizarra. Símbolos de poder como o militarismo como ameaças violentas, extremistas, reacionárias e os poderosos como seres patéticos. Um teor satírico típico da sua filmografia, só que aqui bastante suavizado. A personagem de Helena Bonham Carter surge como a típica “outsider” dos filmes de Burton dentro de uma sociedade tradicionalista, indo contra ela.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="600" height="400" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/planet-of-the-apes-2001-planeta-dos-macacos-2.jpg" alt="" class="wp-image-79748"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">O fato de os macacos serem racionais, estarem trajados e em posições humanas mas nunca perderem uma caracterização selvagem dando altos pulos, batendo violentamente em seus corpos, se movendo sem parar e abruptamente, gestos brutos, falas brutas, com personagens urrando e falando alto em cenas corriqueiras, acaba dando tanto um teor físico quanto levemente kitsch e brega. Ridículo. Ao mesmo tempo que é bastante bizarro, agressivo e intimidador. Mesmo quando essa sátira da sociedade geral dos macacos sai de cena levando a uma divisão entre as andanças de Mark Wahlberg e apenas as cenas com o Tim Roth, essa noção que Burton coloca viva em tela da não normalidade convivendo com a normalidade acaba sendo presente em toda a lógica e construção do filme pela atenção aos macacos e as suas atitudes nunca sair de vista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maquiagem de Rick Baker não é fantástica apenas pelos seus detalhes, mas também evidencia ainda mais a bestialidade dos personagens macacos ou os traços suaves de Helena Bonham Carter diante disso. E aí temos um terceiro filme nessa equação operando junto aos outros: o filme do Tim Roth. Burton faz um filme sobre imponência, sobre um sentimento antiautoritário, sobre mundos e sociedades construídos em cima de mentiras. Se o primeiro ponto se mantém em pé firme, a construção do personagem de Mark Wahlberg e do roteiro nunca permitem que o outros pontos cheguem em suas totalidades mesmo que muitos deles sejam evidente. Mas o que é mais claramente pleno no filme de Burton e orbitando nesses lugares sem dúvidas é o General Thade e a figura de Tim Roth.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Roth rouba completamente a cena e o filme pra si tomando o protagonismo do longa. A divisão de Burton em prol de um contraste entre o foco no filme do Mark Wahlberg e o filme de um vilão nesse lugar de coprotagonista operando nas sombras enquanto persegue o herói evidencia ainda mais o quanto ele tem um verdadeiro fascínio pela figura de Tim Roth e o seu personagem. O vazio e incompetência da interpretação de Mark Wahlberg junto com a fragilidade do desenvolvimento temático do seu personagem fazem que seja ainda mais gritante como Roth toma o filme pra si. Já que ele está no extremo oposto disso. Ele está brilhante e dando tudo de si nesse papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O General Thade deve ser um dos vilões mais bem escritos, desenvolvidos e atuados de um blockbuster. Talvez da Hollywood em geral. Ele ocupa uma dimensão muito grande nesse filme. Seu sadismo, sua raiva que não acaba, sua violência, seu preconceito, crueldade, arrogância, sua maldade mesquinha, hipocrisia e rompantes recorrentes de agressividade extrema são enfatizados em todas as cenas que ele se faz presente (metade do filme marcando essa divisão de foco), ao mesmo tempo que ele também age como um garotinho apaixonado nos seus momentos com Helena Boham Carter – mas não tem problema nenhum em machucar o objeto da sua paixão – e um bom filho dedicado a manter o legado da sua família baseado em mentiras.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/planet-of-the-apes-2001-planeta-dos-macacos-5-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79749" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/planet-of-the-apes-2001-planeta-dos-macacos-5-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/planet-of-the-apes-2001-planeta-dos-macacos-5-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Alguém muito devotado ao lugar que ocupa numa sociedade, mesmo esse lugar sendo plenamente maligno, perverso e uma oportunidade pra ele ser uma pessoa horrível. Quase um Macbeth na sua fé cega pelo status quo, na sua sede de sangue e na sua busca pessoal por poder. Tim Roth se joga no papel ao máximo enfatizando toda a força bruta do seu personagem, toda a sua intensidade e um fator animalesco nas suas falas, no seu andar e nos seus olhos que sempre parecem prontos pra se romper num surto total. Suas próteses não são um impeditivo ou um mero adereço e sim um instrumento que ele vê para usar em prol da composição de um personagem tratado tanto por ele como por Burton de um jeito muito denso, bestial e sombrio mas também levemente patético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o filme fosse centrado apenas nele, Planeta dos Macacos do Tim Burton seria um filmaço ou talvez até uma obra prima. Porém o filme, mesmo que torto e falho, continua fascinante e belo por achados gigantescos como ele. Achados que sintetizam tudo que o filme tem de melhor. Belíssimo filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> 4 /5</p>
</div></div>
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		<title>Crítica: Almas Perversas (1945)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Quaglia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[5 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mise en scène de Almas Perversas é um espetáculo próprio. A profundidade de campo gigante dos cenários internos, com fundos em foco...</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Almas Perversas</strong> (Scarlet Street)<br><strong>Direção:</strong> <a href="https://www.imdb.com/pt/name/nm0000485/">Fritz Lang</a><br><strong>Roteiro: </strong>Fritz Lang, Dudley Nichols<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>Estados Unidos, 1945.<br><strong>Elenco:</strong> Edward G. Robinson, Joan Bennett e Dan Duryea.<br><strong>Sinopse:</strong> Um casal de golpistas tenta manipular um homem idoso, que também se revela um mentiroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="500" height="403" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/almas-perversas-scarlet-street-1945-3.jpg" alt="" class="wp-image-79741"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Almas Perversas (Scarlet Street) é uma obra–prima sobre teias de mentiras crescentes que explodem numa violência extrema. Os rastros dessa violência ficam para a eternidade. Deve ser um dos filmes mais sombrios já feitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fritz Lang – um dos cineastas que mais compreendeu a maldade humana – e Dudley Nichols investem numa trama aonde os dois protagonistas feitos por Edward G. Robinson (genial) e Joan Bennett além de todos os personagens que habitam a centralidade são grandes mentirosos, onde todos habitam um mundo falso, cínico, de diálogos cínicos, uma trama cínica aonde essas situações de mentira se cruzam, se misturam, vão até o limite e onde esse personagem ingênuo do Edward G. Robinson (genial) começa com um tonto e fragilizado, vai se revelando um anti herói também sem escrúpulos e se transforma num assassino feminicída perseguido pela culpa interna, mesmo tendo escapado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria história assustadora da vida pessoal de Lang dá outros contornos a esse filme. Seria o longa uma confissão de culpa?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O feminicídio é construído no filme muito antes dele ocorrer, não só pelo desenvolvimento das coisas, mas por coisas como a notícia que Robinson lê no jornal para a esposa ou a cena dele apontando a faca para ela enquanto cozinha e usa avental numa situação de “inferioridade” dentro da lógica de uma sociedade patriarcal e machista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tapas que Joan Bennett recebe de Dan Duryea e a sua relação tóxica com ele recebem um tratamento grave, que expõe um filme industrial com uma densidade já muito a frente pra sua época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo é falso e os personagens amam imagens falsas. As artes plásticas e beleza física podem conter a maldade escondida. Podem ser meramente falsos. As transições reforçam isso como quando um plano de rua se transforma no quadro de uma rua pelo corte seguinte ou em outros usos dos quadros de pinturas nas mudanças de cena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O choro de Joan Bennett na verdade é riso no seu último momento e vemos a ojeriza/deboche dela nas suas interações com Robinson, enquanto ela esconde isso dele. A noção da mentira, de personagens completamente contaminados e dominados por ela permeia o filme inteiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lang, que passou pelo Expressionismo Alemão, ao trabalhar na indústria estadunidense adota uma gramática cinematográfica muito mais formalmente sóbria, discreta e tradicional na superfície, mas sem abandonar um domínio e uma criatividade cinematográfica que são supremas.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="750" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/almas-perversas-scarlet-street-1945-750x590.jpg" alt="" class="wp-image-79742"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">A mise en scène do filme é um espetáculo próprio. A profundidade de campo gigante dos cenários internos, com fundos em foco, com a câmera observando os cômodos a distância em espaços amplos, a utilização de diversas portas enfileiradas juntas, os personagens emoldurados entre elas, os diferentes vidros nas cenas e divisão dos diferentes cômodos no mesmo local num plano geral olhada de fora, em especial claro a casa de Robinson e o apartamento de Bennett, o que transforma esses territórios tão mundanos e banais em labirintos. Mas tudo isso é feito sem nenhuma grandiloquência estética ou sem uma geometrização mais marcada, Lang faz isso discretamente e ativamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A movimentação de câmera constante mas suave nas aproximações e distanciando dos personagens, o retrato do primeiro marido da esposa de Robinson se colocando entre os dois enquanto eles estão na sala, atrás deles os separando, ele encolhido ele no jornal num plano geral, o comprador andando pelo apartamento com Bennett e Duryea enquanto eles são vistos pelo reflexo no espelho, a colocação simétrica dentro da composição dos homens que vão até o apartamento da Joan Bennett à procura dos quadros em planos gerais, os planos abertos finais de cenas externas contemplando a culpa de Robinson diante da multidão, a colocação simétrica de objetos caseiros e vários quadros de pintura dentro dos planos e o momento que Joan Bennett vai posar para a pintura Edward G. Robinson.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela lá no fundo séria no lado horizontal da sala em segundo e ela a pintando em segundo plano. Forma e conteúdo trabalham com exatidão o filme inteiro seja nos planos detalhes de coisas importantes como Robinson cruzando os dedos ou uma faca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa elegância formal e discrição vão se transformando após o crime ser cometido. Nesse momento a montagem dos depoimentos no julgamento de Dan Duryea vão se tornando cada vez mais estilizadas, em cortes dinâmicos e os depoimentos vão ficando cada vez mais em primeiro plano com aquele círculo branco ao redor da escuridão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Passamos a ver coisas como elas estão na mente aterrorizada e perturbada de Robinson, enlouquecido e sendo perseguido pelas vozes sussurradas em off das pessoas que ele destruiu e o reflexo da luz do anúncio do hotel tomando conta do quadro. O auge disso é na cena da execução com aquelas seis portas de prisão metálicas uma atrás da outra sendo filmadas de longe e os personagens minúsculos centralizados lá no fundo na última porta. Um dos melhores planos do cinema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> 5 /5</p>
</div></div>
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		<title>Cinema brasileiro: após dois anos mágicos&#8230; o que vem agora?</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/08/19/cinema-brasileiro-apos-dois-anos-magicos-o-que-vem-agora/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wesley Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 02:53:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema brasileiro nos encheu de orgulho nos últimos dois anos. Conseguimos finalmente ganhar o Oscar voltamos a ganhar Globo de Ouro...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">O cinema brasileiro nos encheu de orgulho nos últimos dois anos. Conseguimos finalmente ganhar o Oscar de melhor filme internacional, voltamos a ganhar Globo de Ouro e a sermos destaques em grandes festivais internacionais. “<a href="https://cinemacao.com/2024/11/22/podcast-cinemacao-580-ainda-estou-aqui/">Ainda Estou Aqui</a>” e o “<a href="https://cinemacao.com/2025/11/14/podcast-cinemacao-625-o-agente-secreto/">Agente Secreto</a>”, grandes responsáveis por essa projeção marcaram seus nomes na história do cinema brasileiro e internacional, com isso, algo que sempre soubemos voltou a ser debatido e celebrado por várias pessoas, nosso cinema é bom demais!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o advento destes destaques uma coisa era impossível de não tratarmos, a pergunta era, e agora? Qual será o próximo? Qual o potencial real do nosso audiovisual? O que será feito pelo poder público e até mesmo pela iniciativa privada para explorar todo esse potencial? Tudo parecia óbvio e uma questão de “ajeitar direitinho” as coisas que tudo fluiria. Bom, parecia&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/o-agente-secreto-2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79183" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/o-agente-secreto-2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/o-agente-secreto-2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No momento em que escrevo esse texto, basicamente nada ou quase nada mudou: o cinema brasileiro segue de escanteio, produções pouco divulgadas, quase nenhum projeto voltado para explorar o potencial artístico e financeiro do segmento, nada. Nem a cota de telas, debatida de forma exaustiva em 2025, avançou como deveria. As grandes redes de cinema seguem arranjando meios de burlar a lei, ninguém fiscaliza e em um ano eleitoral parece que ninguém quer mexer neste vespeiro ou seja, nada do que está no papel dá a pinta de que vai vingar um dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sentimento neste momento é de que tudo seguirá como era antes de 2024, os artistas brasileiros precisando dar a luz às suas obras na unha, o governo sem direcionar verbas ou incentivos para o setor, as salas de exibição sem cumprir corretamente cota de tela e o sentimento amargo sobre o potencial do cinema brasileiro segue sem ser explorado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A culpa é principalmente do governo, por não conseguir fazer o básico para esta engrenagem funcionar, mas também passa por quem tem poder de trazer luz a esse assunto, a imprensa e a mídia especializada precisam querer também. Tal qual a iniciativa privada, quase sempre os grandes jornais e portais agem quando ocorre esse tipo de ocasião, quase não se fala do cinema nacional no dia a dia, como vemos em relação ao cinema em geral e pouco se fala das necessidades do nosso cinema, penso que se não houver vontade de fato de uma esfera de envolvidos maior tudo seguirá assim, até que ocorra um novo reconhecimento externo às nossas obras e todos os holofotes se voltem para elas de forma momentânea e oportuna.</p>
</div></div>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/08/19/cinema-brasileiro-apos-dois-anos-magicos-o-que-vem-agora/">Cinema brasileiro: após dois anos mágicos&#8230; o que vem agora?</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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		<title>Atriz e cantora Hayden Panettiere falece na semana de seu aniversário</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/08/17/atriz-e-cantora-hayden-panettiere-falece-na-semana-de-seu-aniversario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Henrique Rizatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 19:35:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hayden Panettiere: Mais recentemente a atriz voltou para a franquia de terror PÂNICO, já que em 2011 ela deu vida à personagem...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Acordei hoje impactado com milhares de veículos de cultura pop, jornalistas e influencers postando sobre o falecimento da atriz Hayden Panettiere. Primeiro eu demorei para acreditar, a atriz é jovem, e estava vivendo um dos melhores momentos de sua carreira, e não pude lembrar da morte precoce de Michelle Trachtenberg ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas resolvi escrever aqui não para ficar falando da morte da atriz, causas e repercussões, até porque até o momento nada oficial foi divulgado, então sempre que verem alguma matéria, ainda mais em casos desses, procure outras fontes, confirme a informação (isso vale para tudo).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="596" height="335" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/hayden-panettiere-until-dawn-2.jpg" alt="" class="wp-image-79732"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Hayden Lesley Panettiere nasceu nos Estados Unidos em 21 de agosto de 1989, ela faria 37 anos nesta sexta-feira, ela foi cantora e atriz, começando sua carreira ainda muito nova, ela apareceu pela primeira vez em comerciais de televisão com 11 meses de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu primeiro papel nas telonas do cinema foi em DUELO DE TITÃS (2000), e seu estouro na cultura pop, foi com a personagem Claire Bennet na série HEROES (a famosa frase “save the cheerleader, save the world” era de sua personagem que se tratava), papel esse que a rendeu três prêmios do Teen Choice Awards.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa época ela também estrelou o filme SONHOS NO GELO (2005) onde contracenou com Michelle Trachtenberg, aliás nesse filme da Disney Hayden também canta na trilha sonora e vale lembrar também de sua personagem Britney Allen em As APIMENTADAS (2006). Eu particularmente lembro dela na comédia romance (cheia de vergonha alheia) EU TE AMO, BETH COOPER (2009) o típico besteirol americano da primeira década dos anos 2000.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="415" height="481" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/hayden-e-michelle-trachtenberg-3.jpg" alt="" class="wp-image-79733"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2012 com a estreia da série NASHVILLE a jovem atriz foi o grande destaque por todas as seis temporadas dando vida a Juliette Barnes, onde além de atuar ela também cantou e se apresentou nas turnês, tamanho sucesso fez ela concorrer a duas indicações ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (em <a href="https://cinemacao.com/2014/01/12/veja-os-vencedores-do-globo-de-ouro-2014/">2013 e 2014</a>) .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais recentemente a atriz voltou para a franquia de terror PÂNICO, já que em 2011 ela deu vida à personagem Kirby Reed em Pânico 4, e retornou em Pânico 6 (2023), <a href="https://cinemacao.com/2023/03/15/critica-panico-vi/">leia a crítica aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os amantes de jogos de terror também contaram com a atuação da atriz que emprestou sua voz e movimentação (por motion capture) para ser a personagem Samantha no excelente jogo Until Dawn.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Realmente uma grande perda de uma atriz e cantora que influenciou tantas pessoas com seus filmes, séries e músicas mas que ficará eternizada com sua obra.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="596" height="335" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/hayden-panettiere-until-dawn.jpg" alt="" class="wp-image-79734"/></figure>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #658: Os Infiltrados</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/08/14/podcast-cinemacao-658-os-infiltrados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 00:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
		<category><![CDATA[análise de filmes]]></category>
		<category><![CDATA[bastidores de Os Infiltrados]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de Hong Kong]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de Scorsese]]></category>
		<category><![CDATA[cinema dos anos 2000]]></category>
		<category><![CDATA[filmes de máfia]]></category>
		<category><![CDATA[Infernal Affairs]]></category>
		<category><![CDATA[Jack Nicholson]]></category>
		<category><![CDATA[leonardo dicaprio]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Wahlberg]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Scorsese]]></category>
		<category><![CDATA[matt damon]]></category>
		<category><![CDATA[Os Infiltrados]]></category>
		<category><![CDATA[Os Infiltrados 2006]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar de Melhor Diretor]]></category>
		<category><![CDATA[remake de filme]]></category>
		<category><![CDATA[The Departed]]></category>
		<category><![CDATA[Thelma Schoonmaker]]></category>
		<category><![CDATA[thriller policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cinco indicações sem vitória. Foi assim que Martin Scorsese chegou a Os Infiltrados (2006), o filme que finalmente lhe deu o Oscar de Melhor Diretor em 2007. Mas será mesmo essa a melhor obra da carreira dele, ou o prêmio veio como uma espécie de acerto de contas atrasado da Academia? Neste episódio de aniversário [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Cinco indicações sem vitória. Foi assim que Martin Scorsese chegou a <strong>Os Infiltrados (2006)</strong>, o filme que finalmente lhe deu o Oscar de Melhor Diretor em 2007. Mas será mesmo essa a melhor obra da carreira dele, ou o prêmio veio como uma espécie de acerto de contas atrasado da Academia?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste episódio de aniversário de 20 anos, o grupo destrincha detalhes que passam batido pela maioria do público: o filme é remake de um thriller de Hong Kong que nem Scorsese nem o roteirista assistiram antes de adaptar, a montagem de Thelma Schoonmaker que faz duas horas e meia parecerem uma só, e um motivo visual escondido em janelas e sombras que funciona como presságio de morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a>, <a href="https://www.instagram.com/caiodaquino/">Caio de Aquino</a>, <a href="https://www.instagram.com/femesmo/">Fernando Machado</a> e <a href="https://www.instagram.com/tchuly/">Cecília Barroso</a> discutem a masculinidade performática de Matt Damon, o pânico constante de Leonardo DiCaprio, os improvisos assustadores de Jack Nicholson com uma arma de verdade no set, e o final com um rato que quase foi apagado digitalmente após uma petição de fãs em 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vinte anos depois, <strong>Os Infiltrados </strong>continua questionando o sistema. Existe alguma diferença real entre o policial e o bandido?</p>



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<div class="wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex">
<div class="wp-block-button is-style-outline is-style-outline--2"><a class="wp-block-button__link wp-element-button" href="https://api.spreaker.com/v2/episodes/74018341/download.mp3">Faça o download do episódio aqui</a></div>
</div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• 05m23: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h17m17: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h38m33: </strong>Encerramento</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ouça nosso Podcast também no:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">• Spotify: <a href="https://cinemacao.short.gy/spotify">https://cinemacao.short.gy/spotify<br></a>• Apple Podcast: <a href="https://cinemacao.short.gy/apple">https://cinemacao.short.gy/apple<br></a>• Android: <a href="https://cinemacao.short.gy/android">https://cinemacao.short.gy/android<br></a>• Deezer: <a href="https://cinemacao.short.gy/deezer">https://cinemacao.short.gy/deezer<br></a>• Amazon Music: <a href="https://cinemacao.short.gy/amazon">https://cinemacao.short.gy/amazon</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agradecimentos aos padrinhos: </strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Jr<br>• William Saito</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fale Conosco:</strong></h2>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Plano Detalhe:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• (Cecilia): Série: </strong><a href="https://tv.apple.com/br/episode/fingers--toes/umc.cmc.2p5wr8ayy2f6ysnd872v4ungv?action=playSmartEpisode">Cabo do Medo<strong><br></strong></a><strong>• (Cecilia): Reality Show: </strong><a href="https://www.netflix.com/watch/81598495?source=35">O Ultimato &#8211; Queer Love<strong><br></strong></a>• <strong>(Caio): Anime: </strong><a href="https://www.primevideo.com/dp/amzn1.dv.gti.a692984d-85a8-4bca-bc1e-245798ae19f2?autoplay=0&amp;ref_=atv_cf_strg_wb">Madoka Magica<br></a>• <strong>(Caio): Jogo: </strong><a href="https://www.amazon.com.br/Marvels-Spider-Man-Edi%C3%A7%C3%A3o-Jogo-PlayStation/dp/B07W5RBJL6?source=ps-sl-shoppingads-lpcontext&amp;ref_=fplfs&amp;psc=1&amp;smid=A1ZZFT5FULY4LN">The Amazing Spider-Man<br></a>• <strong>(Fernando): Álbum: </strong><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLxA687tYuMWjgdPnJHu5ZZdYwsO9eyw8_">Equilibrivm<br></a>• <strong>(Fernando): Álbum: </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LgGZdtEQy24">Equilibrivm II<strong><br></strong></a>• <strong>(Fernando): Álbum: </strong><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/00cEB8F0pxKdTz35WojR7A">Tambores, Cafezais, Fuzis, Guaranás E Outras Brasilidades<strong><br></strong></a>• <strong>(Rafa): Série: </strong><a href="https://play.hbomax.com/show/c68e69d7-9317-428a-a615-cdf8fe5a2e06?utm_source=universal_search">A Casa do Dragão</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Edição: </strong><a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a></p>
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		<title>Crítica (2): A Última Casa</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/08/11/critica-2-a-ultima-casa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2 Claquetes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cinemacao.com/?p=79713</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Última Casa mistura thriller, filme de monstro e filme de ação, mas parece incapaz de decidir o que fazer com essas possibilidades.</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/08/11/critica-2-a-ultima-casa/">Crítica (2): A Última Casa</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Última Casa</strong><br><strong>Direção:&nbsp;</strong>Louis Leterrier<br><strong>Roteiro:&nbsp;</strong>Matthew Robinson<br><strong>Nacionalidade e Lançamento:</strong>&nbsp;Estados Unidos, 2026.<br><strong>Elenco:&nbsp;</strong>Wagner Moura, Greta Lee, Noah Alexander Sosnowski, Emma Ho, Riley Chung, Gabriel Barbosa.<br><strong>Sinopse:</strong>&nbsp;Ann, Jason e seus dois filhos ficam confinados dentro da própria casa. Enquanto uma força desconhecida transforma o lar em uma espécie de prisão, todos ficam perdidos e sem entender a origem dessa ameaça. Os membros da família tentam manter a esperança e encontrar uma maneira de sobreviver, mas a falta de água, comida e outros recursos essenciais faz com que o desespero tome conta do ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/a-ultima-casa-05-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79714" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/a-ultima-casa-05-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/a-ultima-casa-05-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De forma muito óbvia, a premissa de <em>A Última Casa</em> remete ao isolamento social que todos atravessamos durante a pandemia de COVID-19. Uma família se vê trancada em casa contra a própria vontade, sem internet ou qualquer outro meio de comunicação que não seja um quadro de giz, usado para se comunicar com a vizinhança, que também se encontra na mesma situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre o filme e aquilo que vivemos durante a pandemia está na relação estabelecida entre causa e efeito. Enquanto fomos confinados por um vírus letal, em <em>A Última Casa</em> temos monstros gigantes semelhantes a espécies superinteligentes de polvos, que invadem as casas por meio de túneis de esgoto subterrâneos. A escolha faz sentido quando descobrimos que a grande tragédia do filme está no avanço do mar sobre a terra e não exatamente na chuva, que traz esse “novo normal”, para usar uma expressão pandêmica, para a vida daquela família.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/a-ultima-casa-02-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79706" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/a-ultima-casa-02-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/a-ultima-casa-02-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Louis Leterrier, diretor francês responsável pelo longa, admitiu a influência da pandemia na premissa do filme e comentou a inspiração para o roteiro escrito por Matthew Robinson. A Netflix não apenas financiou a ideia, como escalou dois atores de enorme sucesso para os papéis principais: Greta Lee (<em>Treta</em> e <em>Vidas Passadas</em>) e Wagner Moura (<em>Narcos</em> e <em>O Agente Secreto</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As más notícias são que, a despeito do bom trabalho desenvolvido por Lee e Moura, os atores não são suficientes para salvar uma direção que não consegue encontrar o tom de sua própria premissa ambiciosa. <em>A Última Casa</em> mistura thriller psicológico, filme de monstro e filme de ação, mas parece incapaz de decidir o que fazer com qualquer uma dessas possibilidades. São tantas as ideias lançadas pelo filme que nenhuma delas consegue se desenvolver suficientemente, e o resultado é um amontoado de <em>plots</em> atropelados por um roteiro fraco e uma montagem frenética e deslocada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Penso que, se estivesse nas mãos de um cineasta como John Carpenter, a premissa poderia servir à construção de uma ameaça progressivamente mais concreta, em que o isolamento e a presença dos monstros produzissem tensão entre os personagens, como em <em>O Enigma de Outro Mundo</em>. Se estivesse nas mãos de M. Night Shyamalan, talvez a história encontrasse outro caminho e transformasse a ameaça externa em uma ferramenta para explorar as relações entre os personagens e entre a família, sobretudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leterrier não faz nada disso. Pelo contrário. O diretor tem dificuldade até em pontos elementares, como filmar a casa como um espaço geograficamente importante para o desenvolvimento da história e para a conexão entre os próprios personagens. A câmera não flui por esses espaços com o controle esperado de um filme que trabalha uma premissa de confinamento. A casa, que deveria ser simultaneamente abrigo, prisão e extensão da própria família, raramente assume qualquer uma dessas funções de maneira convincente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/a-ultima-casa-01-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79705" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/a-ultima-casa-01-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/a-ultima-casa-01-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, o filme vai afundando seus personagens em dramas cada vez maiores e mais complexos, mas que surgem de formas progressivamente mais banais, como a mordida de esquilo na filha do casal, que leva a uma infecção grave. Os conflitos parecem existir menos como consequências orgânicas das circunstâncias e mais como obstáculos que o roteiro precisa introduzir para manter a história em movimento, o que é cansativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O clímax é um problema também: uma longa sequência filmada de tal maneira que entender o que está acontecendo se torna uma dor de cabeça à parte. A montagem, que já vinha atropelando os acontecimentos, abandona de vez qualquer tentativa de construir tensão espacial ou dramática, e ao invés de orientar o olhar, o desorienta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para encerrar tudo isso, a solução para os problemas da família é embarcar em uma jornada marítima: ficar preso por mais tempo, agora em um barco no meio do oceano, procurando outros sobreviventes, provavelmente para abrir espaço para um segundo filme. Quem sabe <em>A Penúltima Casa</em>?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> 2 /5</p>
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		<title>&#8220;Photochart: Nascido Para Vencer&#8221;, filme sobre o &#8216;Pelé do turfe&#8217;, ganha cartaz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 10:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foram divulgados o trailer e o cartaz oficial de "Photochart: Nascido Para Vencer", novo documentário de Wagner de Assis.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Foram divulgados o trailer e o cartaz oficial de<strong> &#8220;Photochart: Nascido Para Vencer&#8221;</strong>, novo documentário de Wagner de Assis que assina a direção com o jornalista Luis Erlanger, sobre o maior jóquei brasileiro: Jorge Ricardo. O filme estreia nos cinemas em 27 de agosto e narra a história do turfe no Brasil, tomando como ponto de partida a trajetória de Jorge Ricardo, maior jóquei brasileiro considerado como o &#8220;Pelé&#8221; do turfe. Recordista mundial absoluto com mais de 13.350 vitórias, o atleta de 65 anos continua em atividade até hoje.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="481" height="700" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/08/cartaz-photochart-nascido-para-vencer.jpg" alt="" class="wp-image-79721"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O documentário com&nbsp;produção de Richard Ávila, um produtor amante do esporte,&nbsp;explora o &#8216;DNA de campeão&#8217; de Jorge Ricardo, e conta como a trajetória do atleta começou a ser moldada, ainda na infância, pelo pai e mentor, Antônio Ricardo, lendário jóquei e recordista de vitórias na América do Sul. O filme também reúne depoimentos de figuras centrais do turfe nacional e internacional, incluindo os proprietários José Carlos Fragoso Pires Jr. e Lineu de Paula Machado. Completam a lista de entrevistados representantes da família argentina Etchechoury, país onde o jóquei se tornou ídolo após brilhar no Brasil, e o jornalista Paulo Gama, que acompanhou de perto sua trajetória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com produção Cinética Filmes e distribuição da Film Connection, &#8220;Photochart: Nascido Para Vencer&#8221; conta histórias pitorescas como a disputa com Juvenal Machado da Silva, com quem J. Ricardo travou a maior e mais emblemática rivalidade da história do turfe brasileiro. E como a dupla, nos anos 80 e início dos anos 1990, levou para as pistas do Hipódromo da Gávea, no Rio de Janeiro, um verdadeiro clima de &#8220;clássico de futebol&#8221;. O filme traz, ainda, os detalhes da corrida realizada no dia 25 de setembro de 2020, onde ele alcançou o inimaginável: sua vitória de número 13.000 na carreira.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-container"><iframe loading="lazy" title="Photochart: Nascido Para Vencer - TRAILER OFICIAL" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/apGYa9Nwic0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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