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	<title>Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</title>
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		<title>Samara Weaving – de cultos satânicos até o Clube do Inferno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Henrique Rizatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 01:10:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Mundial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje a internet foi movimentada com a notícia de que a atriz Samara Weaving  dará vida a personagem Emma Frost no filme dos X-Men.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Hoje a internet foi movimentada com a notícia de que a atriz Samara Weaving&nbsp; dará vida a personagem Emma Frost no filme dos X-Men que está sendo esperado nos próximos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A notícia original é de Justin Kroll <a href="https://deadline.com/2026/07/x-men-samara-weaving-emma-frost-marvel-studios-1237013568/">do site Deadline</a> que menciona que após uma acirrada disputa entre diversas atrizes, a jovem foi escolhida diretamente por Kevin “Zé boné” Feige, presidente da Marvel Studios e pelo diretor Jake Schreider (que já dirigiu um filme do MCU &#8211; Thunderbolts*) que irá dirigir o filme dos mutantes ainda sem data de estreia definida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A matéria ainda fala que o estúdio tem tentado selecionar diversos atores (isso porque todos os mutantes serão vividos por novos atores, sem ter mais vínculos com os atores da franquia quando pertencia à Fox) mas que a escolha para a Rainha Branca do Clube do Inferno precisou de uma escolha mais minuciosa.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/casamento-sangrento-samara-weaving-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79671" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/casamento-sangrento-samara-weaving-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/casamento-sangrento-samara-weaving-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">A escolha de Weaving me deixou muito animado, pois recentemente assisti os filmes da franquia Casamento Sangrento que ela protagoniza e adorei os dois filmes, e percebi que é uma atriz em ascensão mas não muito mencionada, por isso resolvi escrever um pouco sobre ela e sua carreira de forma breve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Samara Weaving tem 34&nbsp;anos, ela nasceu em 23 de fevereiro de 1992 em Adelaide, que fica no estado australiano da Austrália do Sul. Ela é sobrinha do ator Hugo Weaving (icônico ator amado pela cultura pop com seus personagens Elrond, Agente Smith e V).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atriz começou sua carreira em 2008 e já fez dezenas de filmes e séries, mas começou a ficar mais conhecido para o grande público no filme de terrir A Babá de 2017 (<a href="https://cinemacao.com/2017/10/23/baba-the-babysitter-critica/">leia a crítica do filme aqui</a>) onde contracenou com seu hoje marido, o ator/roteirista e diretor Jimmy Warden.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-baba-samara-weaving-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79672" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-baba-samara-weaving-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-baba-samara-weaving-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Mas foi dois anos depois que ela fez seu maior e mais icônico papel, a noiva Grace, em Casamento Sangrento, o filme tem uma premissa de terror de sobrevivência, onde a recém-casada Grace deve sobreviver a uma “brincadeira” de esconde-esconde onde seu marido e toda a família dela tem que acha-la e sacrificar ela para uma entidade demoníaca (para quem assistiu sua personagem em A Babá chamaria isso de karma).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois ela atuou em alguns outros filmes, incluindo entrando em outro filme de terror, na franquia Pânico onde interpreta Laura Crane no filme de 2023, mas fez sua retorno triunfal mesmo Casamento Sangrento: A Viúva que estreou este ano e se passa momentos após o primeiro filme e que não deve nada ao filme original.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com sua página do IMDB, ela tem atualmente contrato para seis filmes que estão atualmente em pré-produção, isso mostra que ela tem sido muito cotada e ganhará ainda mais visibilidade ao entrar na vindoura nova fase do MCU, só não sabemos se sua personagem seguirá o caminho dos quadrinhos, começando como vilã e só depois se tornar uma membro da Escola Xavier.</p>
</div></div>
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		<title>Spielberg e um cinema que não existe mais</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/07/31/spielberg-e-um-cinema-que-nao-existe-mais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 00:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia seguinte ao filme do Spielberg fui parar em uma situação que me levou de novo a esse lugar de reflexão, pois em meio a um feriadão...</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">*artigo escrito por <a href="https://www.instagram.com/wesley_fernandes1899/">Wesley Fernandes</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente estive no cinema para ver o filme novo do meu herói na sétima arte, Steven Spielberg. O diretor foi o grande responsável por tornar o cinema algo mágico para mim ainda na infância. “Indiana Jones”, “E.T”, “Tubarão” e “Parque dos Dinossauros” me levaram a um nível de encantamento, que só ele conseguiu me causar, por isso mesmo, sempre tento prestigiar seus filmes no cinema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No seu mais recente filme, “Dia D”, ele me divertiu e encantou como sempre e, apesar de achar o filme nota 7 ou 7,5, me peguei sentindo encantamento e tive um envolvimento absurdo de forma muito natural. Isso é algo que às vezes sinto falta nos blockbusters hoje em dia, em que os filmes de grande orçamento quase sempre precisam ficar envoltos em cenas mirabolantes, cansativas e desnecessárias com intuito de prender a atenção do público e a história ou carisma da trama que se danem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia seguinte ao filme do Spielberg fui parar em uma situação que me levou de novo a esse lugar de reflexão, pois em meio a um feriadão fui a um cinema de shopping ver “Mestres do Universo” com a minha mãe e pude perceber melhor o sentimento do dia anterior. Na sessão do “filme do He-Man” a sala estava lotada, a direção do longa parecia saber exatamente que o público que havia ido ver ao filme era o público distraído e difícil de se envolver em algo, sem que tenha um hiper estimulo vindo de uma cena de ação a cada 5 minutos.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="762" height="429" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/he-man-mestres-do-universo.jpg" alt="" class="wp-image-79661"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">O filme se rende a isso e tenta desenvolver a história em uma ação desenfreada e a justificativa para isso pude ver na própria sala, pois toda vez que o filme ousava ter 2 minutos de algum respiro, as luzes dos celulares se acendiam e a dispersão tomava conta de uma boa parcela da sala. Ciente disso, a ação seguida de piadas repetidas voltava logo para manter a atenção do público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com essas duas experiências pude perceber o quanto o público, em sua maioria, não consegue mais se envolver de forma minimamente orgânica e profunda com um filme, estamos perdendo a capacidade de parar e apreciar, absolutamente tudo precisa estar acelerado, a calmaria vira dispersão, o blockbuster precisa estar o tempo todo com alguma coisa acontecendo, mesmo que nada esteja acontecendo de verdade, para poder ter os olhares para uma tela que deveria ser a única tela daquele ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro sobre a experiência de cinema tende a ser cada vez mais difícil para apreciadores da grande tela, pois parece que somos cada vez mais dependentes das pequenas telas e de seus curtos vídeos que nos enchem de dopamina e pouco nos encantam. Em meio a tudo isso, percebe-se por que cada vez menos o público se permite encantar e envolver com obras como as de um Spielberg, que carece de entrega e envolvimento e não de estímulos contínuos. A magia da grande tela tem sido descartada em nome do vazio das pequenas telas e o cinema que um dia conhecemos, esse, muito provavelmente, já não existe mais.</p>
</div></div>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #656: Monogamia e amor romântico no cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 16:26:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabia que o beijo de língua como conhecemos hoje foi praticamente &#8220;autorizado&#8221; pelo cinema? Pois é. A telona não só narra o amor, ela ensina como amar, como desejar e até como o corpo deve se comportar. E se boa parte do que você chama de &#8220;alma gêmea&#8221; for só uma construção cultural bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Você sabia que o beijo de língua como conhecemos hoje foi praticamente &#8220;autorizado&#8221; pelo cinema? Pois é. A telona não só narra o amor, ela ensina como amar, como desejar e até como o corpo deve se comportar. E se boa parte do que você chama de &#8220;alma gêmea&#8221; for só uma construção cultural bem contada?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a> conduz esse mergulho junto com <a href="https://www.instagram.com/deborafofanofilosofa/">Débora Fofano</a>, <a href="https://www.instagram.com/raquelrroch/">Raquel Rocha</a> e <a href="https://www.instagram.com/zzzabella/">Isabella Alencar</a>, que trazem Adorno, Byung Chul Han e a psicologia de consultório para desconstruir a fórmula do romance de Hollywood. A conversa passa pela ligação incômoda entre monogamia e propriedade privada, pela ideia de que a tragédia é o auge do romantismo, e pelo hábito de esperar que o parceiro &#8220;adivinhe&#8221; nossos desejos sem dizer uma palavra, um reflexo direto de décadas de Disney e comédia romântica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem também um raio-x sobre dating apps, o retorno arrasador dos doramas e uma pergunta de classe que incomoda: quem realmente tem acesso ao cinema que questiona esses clichês, e quem consome só o que está pronto no Reels e no TikTok?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O amor é incerto por natureza. A indústria só nos convenceu do contrário.</p>



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</div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• 06m07: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h10m38: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h23m28: </strong>Encerramento</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ouça nosso Podcast também no:</strong></h2>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agradecimentos aos padrinhos: </strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Jr<br>• William Saito</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fale Conosco:</strong></h2>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Plano Detalhe:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• (Raquel): Filme: </strong><a href="https://www.disneyplus.com/play/d4cddf96-fc7c-4a1a-ab19-f70f51e66252?distributionPartner=google">Uma Linda Mulher<br></a><strong>• (Raquel): Filme:</strong> <a href="https://www.netflix.com/watch/60010351?source=35">Flashdance</a><br><strong>• (Raquel): Podcast:</strong> <a href="https://pparalaxe.com.br/monogamia-romantismo-e-colonialidade-t01e01-afetos/">Perdidos na Paralaxe &#8211; Afetos</a><br><strong>• (Débora): Filme: </strong><a href="https://mubi.com/pt/us/films/the-perverts-guide-to-cinema">O Guia Pervertido do Cinema<br></a><strong>• (Débora): Filme: </strong><a href="https://www.reddit.com/r/zizek/comments/wm7fzg/the_perverts_guide_to_ideology_hd_on_youtube_grab/?tl=pt-br">O Guia Pervertido da Ideologia</a><br><strong>• (Débora): Filme: </strong><a href="https://www.disneyplus.com/play/a0b27964-a888-4d5f-b54e-2a62b3bbba6e?distributionPartner=google">Alta fidelidade</a><br><strong>• (Isabella): Filme: </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7g7WLH_mu9o">O Convite<strong><br></strong></a><strong>• (Isabella): Livro: </strong><a href="https://www.amazon.com.br/Descolonizando-afetos-Experimenta%C3%A7%C3%B5es-outras-formas/dp/8542223799">Descolonizando afetos<strong><br></strong></a><strong>• (Isabella): Livro: </strong><a href="https://www.amazon.com.br/Felizes-por-enquanto-Escritos-poss%C3%ADveis/dp/8542228596">Felizes por enquanto</a><br><strong>• (Isabella): Livro: </strong><a href="https://www.amazon.com.br/Tudo-sobre-amor-Bell-Hooks/dp/6587235247">Tudo sobre amor<strong><br></strong></a>• <strong>(Rafa): App: </strong><a href="https://wisprflow.ai/">Wispr flow</a><br>• <strong>(Rafa): IA: </strong><a href="https://notebooklm.google.com/">NotebookLM</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Edição: </strong><a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a></p>
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		<item>
		<title>Os streamings e o fim do cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Streaming:  o novo vem e sempre virá. Esse “novo” muda e agita o mercado, mas para dizimar um segmento precisa de muito mais. </p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/07/30/os-streamings-e-o-fim-do-cinema/">Os streamings e o fim do cinema</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">*artigo escrito por <a href="https://www.instagram.com/wesley_fernandes1899/">Wesley Fernandes</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ano era 2020 e o mundo mergulhou numa pandemia. Os streamings vinham numa crescente, mas naquele momento uma nova realidade se apresentou e, de repente, o streaming representava o futuro acontecendo. Com isso, os estúdios de Hollywood começaram a investir pesado no desenvolvimento de plataformas, bem como em elaborar seus catálogos para aquele novo momento que, naquele contexto, era o futuro sendo antecipado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta corrida, Disney+ foi lançado, HBO Max veio ao mundo, Apple anunciou streaming e Amazon anunciava a expansão do serviço Prime Vídeo. Com isso, estava montada a ideia de que o streaming se tornaria definitivamente o audiovisual número 1 do mundo. Logo, a especulação era de ganhar novos assinantes a todo custo, além de experimentos sociais no audiovisual com o serviço de pagamento para ver filmes que ainda estavam no cinema.</p>
</div></div>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="907" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2021/05/regula-na-volta-streaming-hbo-prime-disney-907x590.jpg" alt="" class="wp-image-66337"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Muito dinheiro foi investido por parte dos estúdios, a classe artística tentava entender como seria a questão das exibições e a ideia era clara: assim que a pandemia acabasse a realidade seria outra. E foi. Os cinemas sentiram logo a mudança de costumes e custou muito a ver o público voltar às salas — não é à toa que devemos ter números parecidos nas bilheterias de cinemas ao período pré-pandemia apenas em 2026, caso as projeções se confirmem — por outro lado, as gigantes do entretenimento passaram a buscar formas de ampliar as assinaturas de streaming e foi feito de tudo, inclusive dizer que talvez fosse o fim do cinema em médio prazo. Mas seria isso possível?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Me peguei pensando sobre desde a época e nunca me desceu essa tese. O tempo tem dado mais amostras de como foi uma leitura equivocada do mercado e como os streamings acabaram se tornando superestimados nesse ponto. A gente pode pegar o recorte dos últimos anos com o cinema voltando a ter público e mostrando que, na verdade, talvez a pandemia tenha coincidido com uma virada no gosto do público por blockbusters, mas isso é outro assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para falarmos dos streamings especificamente, o argumento é olhar pra trás na história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre que surge uma nova tecnologia, sempre se fala do fim da anterior, pegando o rádio como exemplo, seu fim foi anunciado desde o surgimento da TV, há mais ou menos cem anos. De lá pra cá, não só o rádio continua bem vivo, como também segue em certa expansão, com o mercado aquecido em 2025 e grandes empresários adquirindo novas estações de rádio no processo de ampliação de negócios e da estabilidade que o setor tem tido nos últimos tempos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos citar no audiovisual ainda o surgimento do serviço home vídeo nos anos 1980 e tudo o que se falava sobre o impacto deles no cinema: era só aguardar alguns meses para assistir ao filme no conforto do lar. Mas o que se viu foi que o crescimento do home vídeo não fez com que o cinema sequer chegasse perto de acabar ou sofrer qualquer ameaça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final das contas, o novo vem e sempre virá, para somar e ocupar o seu espaço. Esse “novo” muda e agita o mercado, mas para dizimar um segmento precisa de muito mais. O caso do streaming, pelo menos na leitura deste que vos escreve, veio apenas para ser a versão moderna das locadoras e, principalmente, da TV a cabo. Até a forma que os serviços de streamings tomaram nos últimos anos sinalizam essa ocupação do lugar dos canais de TV paga ou modernização dos mesmos.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2023/09/5-melhores-filmes-de-acao-da-netflix-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-72200" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2023/09/5-melhores-filmes-de-acao-da-netflix-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2023/09/5-melhores-filmes-de-acao-da-netflix-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Não é à toa que os streamings já estão alugando suas obras para passar temporadas na concorrência, como uma das formas mais simples de diversificar os negócios e manter fluxo de arrecadação mais realista. Ambições que eram projetadas em 2020 para lucros exorbitantes deram lugar a um crescimento mais orgânico e uma disputa até mais parelha, com a Netflix vendo seu reinado ameaçado, graças ao redirecionamento de rota das concorrentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O streaming tem agora dilemas bem mais modestos, como o de mostrar ao público que não está se tornando uma nova TV a cabo com seus preços cada vez maiores e inúmeros serviços, além de buscar eventos ao vivo para competir com a TV aberta, há 6 anos a especulação era fantasiosamente outra. O tempo dirá qual será a dos streamings no final das contas, mas uma coisa é certa: o lugar do cinema seguirá sendo dele, enquanto ápice de experiências e momentos únicos na vida de quem gosta de filmes e o streaming seguirá se desenvolvendo, mas a sua maneira e dando possiblidades de maneira talvez mais intimista e nesse percurso encontrará novos desafios, mas nenhum deles será o de acabar com o cinema.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>A Odisseia, filmes de terror e o futuro do cinema blockbuster</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/07/29/a-odisseia-filmes-de-terror-e-o-futuro-do-cinema-blockbuster/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 01:24:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Futuro do cinema: É aí que Nolan e o cinema de terror que vêm, produção após produção, mostrando que o público pede por coisas novas. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">*artigo escrito por <a href="https://www.instagram.com/wesley_fernandes1899/">Wesley Fernandes</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Odisseia”, de Christopher Nolan, estreou no último dia 17 e se tornou rapidamente o que se esperava: um fenômeno cultural de proporções, literalmente, homéricas. Mas na esteira do sucesso de 2026 desfilou também dois filmes de terror que, do absoluto nada, tomou de assalto a todos. São eles: “Backrooms: Um Não-Lugar” e o hit máximo “Obsessão”, ambos custando muito pouco e faturando muito alto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No outro lado dessa história estão os filmes de herói que, ano após ano, desde 2019, vem sendo motivo de preocupação para os estúdios e, quase sempre, caminhando para o fracasso ou um apelo popular morno. O “quase” do gênero se vale, principalmente, de dois personagens que sempre levam um grande público, independente do contexto: Batman e Homem-Aranha. Este segundo será, provavelmente, uma das maiores bilheterias deste ano.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1000" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/06/backrooms-um-nao-lugar-2-1000x590.webp" alt="" class="wp-image-79509"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Mas, voltando ao título deste texto, é perceptível que o gênero de super-herói se desgastou, o segmento clama por uma revitalização que nenhum estúdio (nem o Kevin Feige) sabe como fazer e como o gênero se notabilizou como o grande arrecadador em meio aos blockbusters nas últimas duas décadas, acaba que os filmes de grande orçamento, de um modo geral, têm vivido dias complicados e de baixa com o público se comparado com o que já foi em anos anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É aí que Nolan e o cinema de terror que vêm, produção após produção, mostrando que o público pede por coisas novas. As obras feitas por Nolan e todo o seu dinheiro, por exemplo, têm como marca a unicidade e a originalidade. Enquanto isso, os estúdios investem dinheiro em nome de obras que possam virar franquias ou franquias que são incapazes de gerar obras de arte, porque são pensadas apenas como produto e o público percebe isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já do cinema de terror vem a lição de que pouca grana e muita criatividade sempre terão público. Nos últimos anos, TODOS os anos, tem pelo menos um filme de terror que surpreende o público e a crítica, gerando um dos melhores custos-benefícios e provando que investir milhões em CGI duvidoso e histórias pouco inspiradas não vai levar o público ao cinema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez falte aos estúdios a coragem para perceber que o público do cinema mudou desde o fim da pandemia, os novos amantes da arte têm dado amostras nos últimos três a quatro anos que obras criativas e originais como “Barbie”, “Pecadores”, “Oppenheimer”, “Obsessão” e “A Hora do Mal” sejam o caminho para levar público ao cinema. Na verdade, o público tem deixado claro para os estúdios que esperam mudanças na linha de produção de filmes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/amy-madigan-a-hora-do-mal-weapons-1130x590.webp" alt="" class="wp-image-79242" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/amy-madigan-a-hora-do-mal-weapons-1130x590.webp 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/amy-madigan-a-hora-do-mal-weapons-247x130.webp 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">A questão é: será que os estúdios voltarão a privilegiar o autor da obra? Terão coragem para repensar os planos e projetos Blockbusters das últimas duas décadas? Não sei quanto tempo vai levar, mas em algum momento eles precisarão ver que o que tem sido feito com o cinema de grande orçamento é torrar dinheiro com ideias que não funcionam mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme de herói (grande rosto do cinema de grande orçamento nas últimas décadas) vai, provavelmente, voltar a ser o que sempre foi: em alguns momentos popular, na grande parte do tempo, nichado. Para mim, como amante dos quadrinhos também, ficará sempre a memória dos momentos vividos e inacreditavelmente vistos no cinema. Que venha o novo que venham as novas histórias: o novo momento da sétima arte que, volta e meia, é colocada como próxima do fim, mas sempre se reinventa. O cinéfilo do lado de cá também aguarda ansiosamente esse novo momento.</p>
</div></div>
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		<title>Novo trailer de Resident Evil de Zach Cregger traz terror e referências aos jogos</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/07/25/novo-trailer-de-resident-evil-de-zach-cregger-traz-terror-e-referencias-aos-jogos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Henrique Rizatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 14:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano de 2026 tem trazido às salas de cinemas duas grandes ondas de filmes de vertentes que muitas vezes se cruzam, falo sobre filmes de terror e adaptações de jogos videogame. Até o momento tivemos nos cinemas filmes como Super Mario Galaxy: O Filme (que eu não quis ver e não é terror), Exit [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-container"><iframe loading="lazy" title="Resident Evil | Trailer Oficial | Legendado" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ZhTbvVRhTwc?start=6&amp;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O ano de 2026 tem trazido às salas de cinemas duas grandes ondas de filmes de vertentes que muitas vezes se cruzam, falo sobre filmes de terror e adaptações de jogos videogame.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento tivemos nos cinemas filmes como Super Mario Galaxy: O Filme (que eu não quis ver e não é terror), Exit 8 (que eu ainda não vi, mas quero muito ver); Terror em Silent Hill: Regresso ao Inferno (que eu assisti só 5 minutos e larguei); Mortal Kombat 2 (<a href="https://cinemacao.com/2026/05/22/podcast-cinemacao-646-mortal-kombat-ii/">que eu vi, adorei e gravei podcast que você pode ouvir aqui</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nesse caso, eu quero mesmo focar em jogos de videogame de terror, e não qualquer jogo, talvez o mais clássico e icônico de todos, a franquia Resident Evil. Depois de sete filmes live-action da franquia, sendo seis aqueles filmes com a Milla Jovovich e um reboot Bem-vindo a Raccoon City agora os jogos de zumbi voltam ao cinema, em um novo reboot, mas que tem cara mesmo de filme solo, aquele filme desgarrado que você não precisa ter assistido nada antes, e ainda sob a direção de um dos nomes mais proeminentes do cinema de terror atual: Zach Cregger.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/resident-evil-director-zach-cregger-reveals-star-austin-abra-d3d61280-1130x590.webp" alt="" class="wp-image-79648" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/resident-evil-director-zach-cregger-reveals-star-austin-abra-d3d61280-1130x590.webp 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/resident-evil-director-zach-cregger-reveals-star-austin-abra-d3d61280-247x130.webp 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor americano Zach Cregger, tem 45 anos e começou a ficar amplamente conhecido no universo dos filmes de terror em 2022 com Noites Brutais (diretor e roteirista) e depois ano passado com o excelente A Hora do Mal (diretor e roteirista), um dos melhores filmes de 2025 e que resultou no Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para a Amy Madigan que deu vida a vilã do filme Tia Gladys (que é super recente mas já virou icônica).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, após dois filmes autorais, todo mundo se surpreendeu quando ele anunciou que faria um filme que se passasse no universo de Resident Evil, mas sem qualquer vínculo com as obras feitas por outros diretores antes. E essa semana a Sony divulgou um trailer completo e super tenso que nos dá um melhor entendimento de como será esse novo filme.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/sdcc-2026-trailer-resident-evil-1130x590.webp" alt="" class="wp-image-79650" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/sdcc-2026-trailer-resident-evil-1130x590.webp 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/sdcc-2026-trailer-resident-evil-247x130.webp 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Desta vez o diretor teve um colega para dividir o texto do filme, Shay Hatten, que assina roteiros de filmes de ação da franquia John Wick (o terceiro, quarto e spin-off Bailarina) e que trabalhou com Zack Snyder em Army of the Dead: Invasão em Las Vegas (que é de zumbi também) e a dupla de filmes Rebel Moon.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No novo filme da obra de jogos da Capcom temos o protagonismo de Austin Abrams que trabalhou com o diretor em A Hora do Mal e foi um dos muitos personagens marcantes da película e que pelo que podemos ver no trailer vai passar momentos de puro terror em sua visita a Raccoon City e ainda encontrar elementos referenciais diretos dos jogos como a icônica máquina de escrever. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Resident Evil de Zach Cregger chegará aos cinemas dia 17 de setembro de 2026.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="960" height="533" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/filters-quality95formatwebp.webp" alt="" class="wp-image-79647" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/filters-quality95formatwebp.webp 960w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/filters-quality95formatwebp-768x426.webp 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #655: A Odisseia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 23:42:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
		<category><![CDATA[A Odisseia]]></category>
		<category><![CDATA[A Odisseia Christopher Nolan]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação de Homero]]></category>
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		<category><![CDATA[IMAX 70 mm]]></category>
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		<category><![CDATA[Mitologia grega]]></category>
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		<category><![CDATA[Odisseu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tem gente saindo do cinema enjoada. De verdade. E não é reclamação sobre o roteiro, é o corpo reagindo à escala monumental do IMAX de 70mm que Christopher Nolan usou para filmar A Odisseia do início ao fim, algo inédito na história do cinema de ficção. Nolan foi ao mar aberto, filmou em condições reais [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/07/24/podcast-cinemacao-655-a-odisseia/">Podcast Cinem(ação) #655: A Odisseia</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Tem gente saindo do cinema enjoada. De verdade. E não é reclamação sobre o roteiro, é o corpo reagindo à escala monumental do IMAX de 70mm que Christopher Nolan usou para filmar <strong>A Odisseia</strong> do início ao fim, algo inédito na história do cinema de ficção. Nolan foi ao mar aberto, filmou em condições reais e conseguiu deixar até a própria equipe passando mal entre uma tomada e outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Matt Damon interpreta um Odisseu que os debatedores comparam a um &#8220;Oppenheimer de armadura&#8221;, um homem assombrado pela culpa de ter criado uma arma que mudou a guerra para sempre. Mas o que mais gerou barulho nas redes antes da estreia foram as escolhas de elenco: Lupita Nyong&#8217;o como Helena de Tróia, Elliot Page como Sinon e Travis Scott como um bardo grego. Cada uma dessas decisões carrega uma justificativa que vale a pena ouvir com atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a>, <a href="https://www.instagram.com/wesley_fernandes1899/">Wesley Ferreira</a> e <a href="https://www.instagram.com/rafaelgonzagap/">Rafael Gonzaga</a> discutem os efeitos práticos, os paralelos com toda a filmografia de Nolan, e uma crítica que não pode ficar de fora: as mulheres do poema original ficaram mesmo à altura na tela?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prepare o estômago e vá com tudo.</p>



<iframe loading="lazy" src="https://widget.spreaker.com/player?episode_id=73159351&#038;theme=light&#038;playlist=false&#038;playlist-continuous=false&#038;chapters-image=true&#038;episode_image_position=right&#038;hide-logo=false&#038;hide-likes=false&#038;hide-comments=false&#038;hide-sharing=false&#038;hide-download=false" width="100%" height="200px" title="#655: A Odisseia" frameborder="0"></iframe>



<div class="wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex">
<div class="wp-block-button is-style-outline is-style-outline--2"><a class="wp-block-button__link wp-element-button" href="https://api.spreaker.com/v2/episodes/73159351/download.mp3">Faça o download do episódio aqui</a></div>
</div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• 05m18: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h04m21: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h20m03: </strong>Encerramento</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ouça nosso Podcast também no:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">• Spotify: <a href="https://cinemacao.short.gy/spotify">https://cinemacao.short.gy/spotify<br></a>• Apple Podcast: <a href="https://cinemacao.short.gy/apple">https://cinemacao.short.gy/apple<br></a>• Android: <a href="https://cinemacao.short.gy/android">https://cinemacao.short.gy/android<br></a>• Deezer: <a href="https://cinemacao.short.gy/deezer">https://cinemacao.short.gy/deezer<br></a>• Amazon Music: <a href="https://cinemacao.short.gy/amazon">https://cinemacao.short.gy/amazon</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agradecimentos aos padrinhos: </strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Jr<br>• William Saito</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fale Conosco:</strong></h2>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Edição: </strong><a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a></p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/07/24/podcast-cinemacao-655-a-odisseia/">Podcast Cinem(ação) #655: A Odisseia</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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		<title>Crítica: A Odisseia</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/07/21/critica-a-odisseia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 14:15:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[4 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Odisseia me surpreendeu porque ele não só abraça a mitologia do texto original, como incorpora gêneros...</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Odisseia</strong><br><strong>Direção:</strong> Christopher Nolan<br><strong>Roteiro: </strong>Christopher Nolan<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>Reino Unido, Estados Unidos, 2026<strong><br>Elenco:</strong> Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Travis Scott, Robert Pattinson, Corey Hawkins, John Leguizamo, Mia Goth, Himesh Patel, Charlize Theron, Zendaya, Jon Bernthal, Bill Irwin, Lupita Nyong&#8217;o, Samantha Morton.<br><strong>Sinopse:</strong> Adaptação do poema épico de Homero, o filme acompanha a longa e perigosa viagem de regresso a casa de Ulisses, rei de Ítaca, após a Guerra de Troia. Nesta viagem de 10 anos, ele encontra deuses, monstros e desafios intermináveis, enquanto tenta reunir-se com a esposa e recuperar o seu reino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-4-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79638" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-4-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-4-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Mais uma vez, Nolan está interessado em um homem torturado por suas próprias escolhas. Se em <em>Oppenheimer</em> existe a bomba atômica, em <em>A Odisseia</em> existe o Cavalo de Troia. A oferta de paz em nome de Atena que se transforma em banho de sangue, anarquia e vinte anos de fúria dos deuses, em contraste com a invenção científica que representa, até hoje, a arma mais letal que o mundo já viu. Ambos os longas estão profundamente interessados na repercussão psicológica e emocional das escolhas dos seus protagonistas; homens, líderes, em controle de qualquer situação, que fatalmente se tornam vítimas da própria obstinação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Odisseu (Matt Damon), assim como Oppenheimer (Cillian Murphy), não alcança seu objetivo com a sensação de dever cumprido. Pelo contrário, ambos cruzam a linha de chegada em meio a um vazio existencial provocado pelo ódio e pela guerra que inevitavelmente envenenam suas almas. Contudo, para mim, apenas um desses filmes consegue embarcar o personagem (e o espectador) em uma jornada tão empolgante quanto tecnicamente primorosa, conciliando seu habitual realismo com uma fantasia que nunca havia abraçado dessa forma. Quando Nolan compreende que não existe nada mais real do que as ideias que criamos para nós, seja para nos punir, seja para nos honrar, chega ao filme que eu nunca pensei que ele seria capaz de fazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;A face&#8230; a fleet&#8230; a war&#8230; a man&#8230; a thought&#8230; a trick…&#8221;</em></p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-1-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79565" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-1-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-1-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Em <em><em>A Odisseia</em></em>, o mesmo canto que abre e encerra o filme apresenta uma ideia, um mito, sobre Odisseu e a Guerra de Troia que vai além do próprio homem. Em forma de canção, o herói será eternizado, e tudo o que foi por ele vivido será para sempre honrado. Mas, entre o início e o fim, o que acompanhamos é uma jornada essencialmente humana, de um homem que pode (ou não) ter criado esse tormento em sua própria cabeça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Nolan transforma Atena em uma manifestação psicológica da culpa carregada por Odisseu, ele se permite trabalhar com a ideia de que toda a jornada pode ser retratada sob uma lente fantástica, uma vez que parte da premissa de que nada é real e, logo, tudo também pode ser. Se estou certa sobre isso, é uma forma no mínimo curiosa de se convencer a trabalhar elementos fantásticos pela primeira vez em sua filmografia. Mas, se foi isso que o fez ter tanto esmero em cenas como a de Polifemo e das sereias, não sou eu quem vai reclamar. O que quer que Nolan tenha dito a si mesmo para abrir mão, em parte, de um realismo que sempre me entediou, vou embarcar porque deu certo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O apego exagerado à razão em seus filmes, para mim, sempre foi sinônimo de algo anti-cinema. Só de pensar em ter um orçamento imenso à sua disposição e usá-lo não para tentar transpor o inimaginável, mas para alimentar fetichismos inócuos de uma realidade quase sempre tão sem graça, sem vida e sem cor, me dava calafrios. <em>A Odisseia</em> me surpreendeu porque ele não só abraça a mitologia do texto original, como incorpora gêneros que eu não esperava que pudesse absorver, como o body horror na excelente cena dos porcos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse filme, a dificuldade que sempre teve de retratar personagens femininas, de ir além da caricatura histérica ou do tropo narrativo da mulher na geladeira, é atenuada por uma Penélope (Anne Hathaway) forte, com autonomia sobre suas vontades e constante insubordinação aos homens que a cercam, e por Circe (Samantha Morton), que quase rouba o filme para si com uma cena de apenas dez minutos e um monólogo excepcional, cheio de ódio e emoção.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="678" height="452" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-5.jpg" alt="" class="wp-image-79639"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a insistência em diálogos expositivos ainda me irrita em seus filmes. Qual a necessidade de três cenas seguidas anunciando a partida de Telêmaco em busca de notícias do pai? Ou de reforçar a Lei de Zeus em pelo menos cinco momentos diferentes? Mas, como a trilha minimalista, pontual e acertada de Ludwig Göransson parece alinhar a experiência da obra à de uma canção filmada, pela primeira vez esse vício se torna tolerável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contornados ou atenuados dos meus principais incômodos com o cinema do diretor, me parece que os caminhos traçados por <em>Amnésia</em>,<em> Insônia</em>,<em> Dunkirk</em>,<em> A Origem</em>,<em> Oppenheimer</em> e tantos outros parecem ter sido feitos para preparar Nolan para essa adaptação. É como se tudo que ele já tivesse experimentado antes chegasse ao seu ápice em um filme que se encaixa perfeitamente nos seus temas, mas que ainda é um desafio enorme em dimensão (longa duração, muitos personagens e linhas temporais que se entrecortam), tecnologia (inteiramente filmado em IMAX) e narrativa (adaptação de um clássico complexo e denso).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As melhores cenas que ele já fez estão aqui. Não tenho dúvida de que a sequência de Hades e a do Cavalo de Troia, por exemplo, podem entrar para a história do cinema com louvor. O melhor e mais interessante relacionamento de um protagonista também está aqui, assim como a ligação que ele possui com a família, com o próprio lar. Os maiores percalços e tormentos já enfrentados por seus personagens também pertencem a Odisseu. Todos os caminhos levam à <em>Odisseia</em>. É realmente como se estivéssemos presenciando sua maturidade como diretor.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1000" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-6-1000x590.jpg" alt="" class="wp-image-79640"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, nada disso quer dizer que o filme não tenha suas fraquezas. O elenco, por exemplo, tem grandes acertos como Damon, Pattinson e Morton, mas também reúne atores que parecem bem abaixo de seus colegas, como Tom Holland, Zendaya e Charlize Theron. Dos grandes nomes, me parece que esses três atuam em piloto automático durante boa parte do tempo, e a diferença em relação aos colegas se torna perceptível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A montagem, nos primeiros minutos, é medíocre. Entupida de cortes, atropela a introdução da história e é um dos principais motivos pelos quais a escolha de não mostrar o rosto de Odisseu em um primeiro momento perde impacto. Às vezes, é justamente a montagem que evidencia que algumas cenas foram gravadas diante de um espelho, por conta das câmeras IMAX, quando os close-ups nem sempre funcionam porque fica perceptível quem não está, de fato, olhando para o interlocutor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a sobriedade dos seus filmes ainda é uma marca da sua filmografia que me incomoda. Mesmo abraçando uma dose considerável de fantasia, muito maior do que eu esperava para ele, ainda existe uma necessidade de ancorá-la, visual e esteticamente, ao realismo, à razão. Seja no uso das cores, no figurino ou na direção de arte, em geral, tudo volta para a negação de uma suspensão de descrença que ainda torna seu cinema, pelo menos para mim, difícil de amar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, é admirável que Nolan faça dois filmes anti-guerra consecutivos em um período no qual observamos o multilateralismo ruir e a Organização das Nações Unidas, por exemplo, perder cada vez mais sua força, que já era questionável. Uma pena que essa crítica seja uma das últimas coisas que as pessoas ditas &#8220;anti-woke&#8221; vão conseguir extrair da obra. Mas, desses, já sabemos que nada podemos esperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> 4 /5</p>
</div></div>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Crítica: Heartstopper Para Sempre</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/07/20/critica-heartstopper-para-sempre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alan Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 17:41:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[3 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Heartstopper para Sempre: apesar de suas instabilidades naturais, terá seu lugar no hall de boas representações das formas de amar.</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/07/20/critica-heartstopper-para-sempre/">Crítica: Heartstopper Para Sempre</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Heartstopper Para Sempre</strong><br><strong>Direção:</strong> Wash Westmoreland<br><strong>Roteiro: </strong>Alice Oseman<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>Reino Unido, 2026<strong><br>Elenco:</strong> Joe Locke, William Gao, Tobie Donovan, Kit Connor, Ashwin Vishwanath, Evan Ovenell, Echo, Yasmin Finney, Corinna Brown, Kizzy Edgell, Rhea Norwood.<br><strong>Sinopse:</strong> Nick e Charlie estão apaixonados, mas novos desafios o esperam: Nick está se preparando para ir para a faculdade e Charlie assume novas responsabilidades na escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/heartstopper-para-sempre-2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79632" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/heartstopper-para-sempre-2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/heartstopper-para-sempre-2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Cedo para ir embora, tarde para continuar. Dá para resumir dessa forma a jornada que termina agora com <em>Heartstopper para Sempre</em>, longa-metragem que chegou à Netflix no último dia 17. Depois de três temporadas de grande sucesso, o encerramento era previsto como escrevi na crítica da terceira temporada. Os atores estavam ficando mais velhos que os personagens dos quadrinhos e o nível dramático não encaixava com a tentativa de leveza e aventura que marcou os primeiros anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Roteirizado pela quadrinista e criadora Alice Oseman e dirigido por Wash Westmoreland, em <em>Heartstopper para Sempre</em> acompanhamos o último ano no colegial de Charlie Spring (Joe Locke) e Nick Nelson (Kit Connor), que agora precisam se separar. Nick vai para faculdade. Parte da trama se concentra nas ansiedades naturais desse contexto, com foco em Nick. Charlie ainda sofre com as rebarbas do transtorno alimentar e da oscilação da dependência ou paixão do casal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Necessário elogiar a habilidade do roteiro em escrever o drama da separação, junto a aventura de imaginar o futuro que parece tão promissor ao mesmo tempo que oferece medo. Ver Charlie recuperado e altivo na relação muda as perspectivas, embora sofra recaída quando eles “dão um tempo” — reforçando o uso exagerado de clichês adolescentes. Entretanto, o drama acaba sendo o ponto alto, especialmente pela belíssima atuação de Locke e Connor.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="738" height="414" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/heartstopper-para-sempre-3.jpg" alt="" class="wp-image-79633"/></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">O grupo de amigos continua lateral. São adendos de uma história que sabe que pode contar com eles para dar suporte aos protagonistas, e quando sacam esse recurso, o filme sofre sem saber o que fazer para além disso. Nesses períodos sobram espaços para boas intenções. Um pouquinho da relação de Elle (Yasmin Finney) e Tao (William Gao), que enfrentam crises; bons momentos de afirmação de políticas de diversidade e a necessidade de resistência frente aos constantes ataques do ultraconservadorismo; a boa relação da irmã de Charlie, Tori Spring (Jenny Walser); a troca da mãe de Nick, substituíram Olivia Colman por Anna Maxwell Martin; e os outros amigos com suas vidas paralelas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez o maior deslize seja na dinâmica de ciúmes por parte de Charlie que foge do tom. Fica chato o ciuminho adolescente sem maiores contrapontos. As repetições de lugares-comuns como o excesso de bebida de Nick, a insegurança marcada de formas repetidas não ajuda o desenvolvimento. Oscilações que tentam tapar buracos de uma história que não tinha substância para segurar quase duas horas de duração. Passa a sensação de que os cortes na escrita foram feitos no lugar errado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soma-se a isso a direção insossa e altamente sem graça de Wash Westmoreland. Verdade que ele não tem trabalhos chamativos para chamar de seu, salvo o excelente <em>Para Sempre Alice (2014)</em> em que foi co-diretor. O filme inteiro parece ter sido filmado para as redes sociais. A direção de fotografia de James Rhodes não ajuda em dar uma encorpada nas imagens e no drama. Seu currículo não contribui para cartas na manga. O melhor trabalho talvez tenha sido o divertido <em>Better Man &#8211; A História de Robbie Williams (2024)</em>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="678" height="452" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/07/heartstopper-para-sempre-4.jpg" alt="" class="wp-image-79634"/></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com todos os pontos, continua difícil se despedir do casal adolescente que está crescendo. Ver o epílogo com todos os amigos dando um destino em suas vidas, com esperança de que o mundo pode ser melhor e oxalá seja, cria um sorrisinho de canto de boca irresistível. A conquista dos corações apaixonados continua sendo uma delícia de acompanhar. Assistir Kit Connor e Joe Locke amadurecidos como atores reforça a sensação de verdade que transmitem na atuação. Connor, por exemplo, já experimentou trabalhos adultos, como em <em>Tempo de Guerra (2025), </em>enquanto Locke ainda não emplacou outros gêneros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agridoce: palavra que resume o fim cinematográfico apresentado por Alice Oseman. Ela fica marcada pela novidade e ousadia em apresentar ao grande público uma narrativa simples, carismática e de final feliz, contrariando as que apresentavam o oposto nas histórias <em>queers</em>. O encerramento sem uma nova temporada e com um filme, passa um sinal de que não havia tantos espaços para criar, mas dignifica uma narrativa que, quando apareceu, foi bem-vinda e acalentou o coração de pessoas LGBTQIA+<em> </em>de todas as idades. <em>Heartstopper</em>, apesar de suas instabilidades naturais, terá seu lugar no <em>hall </em>de boas representações das formas de amar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nota:</strong> 3 /5</p>
</div></div>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #654: O Emmy e as séries de qualidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 20:51:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A indústria de TV produziu 40% menos programas em 2026 do que no auge da Peak TV. Menos volume, mais prestígio. Mas será que isso significa mais qualidade, ou só menos opções para escolher os mesmos nomes de sempre? Este episódio investiga o Emmy 2026 em um momento de reorganização total do jogo. A HBO [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A indústria de TV produziu 40% menos programas em 2026 do que no auge da Peak TV. Menos volume, mais prestígio. Mas será que isso significa mais qualidade, ou só menos opções para escolher os mesmos nomes de sempre?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este episódio investiga o Emmy 2026 em um momento de reorganização total do jogo. A HBO Max lidera com 122 indicações, mas a Apple TV+ surpreende como a &#8220;anti Netflix&#8221;, apostando em curadoria enxuta e batendo recorde histórico. Enquanto isso, The Pitt aparece como a grande sensação do ano, resgatando o formato clássico da TV médica. Mas será hype de nostalgia ou mérito genuíno? E por que Rhea Seehorn finalmente sendo reconhecida parece uma reparação histórica atrasada demais?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a>, <a href="https://www.instagram.com/othiagomuniz/">Thiago Muniz</a>, <a href="https://www.instagram.com/edusacer/">Edu Sacer</a> e <a href="https://www.instagram.com/laysazanetti/">Laysa Zanetti</a> discutem a despedida de Hacks com números inéditos para uma comédia, o fenômeno Pluribus de Vince Gilligan, e as falhas estruturais do próprio Emmy, categorias definidas por minutagem, calendário confuso e a eterna injustiça dos telefilmes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prestígio, nostalgia e tecnologia disputando o mesmo troféu. Quem sai na frente?</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>• 05m18: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h04m21: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h20m03: </strong>Encerramento</p>



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<p class="wp-block-paragraph">• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Jr<br>• William Saito</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Plano Detalhe:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>• (Layza): Série: </strong><a href="https://www.disneyplus.com/browse/entity-6deba130-65fb-4816-acb1-aea5eb940f0f?distributionPartner=google">The Americans<strong><br></strong></a><strong>• (Layza): Livro: </strong><a href="https://www.amazon.com.br/Longo-claro-rio-Liz-Moore/dp/6589132291">Longo e claro rio<strong><br></strong></a><strong>• (Thiago): Minissérie: </strong><a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/0Q999XN4E5P0ECAW88RU05ZXLT">Cabo do Medo<strong><br></strong></a><strong>• (Edu): Série: </strong><a href="https://www.netflix.com/br/title/81639986">Entrevista com o Vampiro<strong><br></strong></a><strong>• (Edu): Série: </strong><a href="https://www.google.com/aclk?sa=L&amp;ai=DChsSEwjtkrS-gdGVAxVGVUgAHcWNAj8YACICCAEQABoCY2U&amp;ae=2&amp;co=1&amp;ase=2&amp;gclid=CjwKCAjwmdLSBhANEiwAkREMN-uzwtJ0ufeu6BzPxL5L7w5D8ldmJPetYYxd48dHI0_woGYhxmzUuBoCxyUQAvD_BwE&amp;cid=CAASuwHkaNA_10wSko5pdnTgWHpwbLuifYq-Bxjqk-q2VvgyMWNUHXnrpLmTtOm7VLODkpyEePRr6vaFgeegb7xKpajZ4H7xYuFsWwaCO-wpLOJFFds79Fo1kKbCp_P5x0I6BZi-5Mp8i4PaK2V5AdUkXmvQhO5iM3lbwc1Tq-xgwlRuQ9WqWSctO1D5HzK6tHNe_f35JuC1WlLdFKIZL0vdMx0GggpfTPnkb8RRRmBqXQ5XLt2MCCNdzxkNjSRQ&amp;cce=2&amp;category=acrcp_v1_71&amp;sig=AOD64_0fsjSHHYgr_ICOYoLRtlopGcOYEA&amp;q&amp;nis=4&amp;adurl&amp;ved=2ahUKEwjplq6-gdGVAxUWIbkGHR_kFNoQ0Qx6BAgZEAE">Elle<strong><br></strong></a><strong>• (Edu): Reality Show: </strong><a href="https://play.hbomax.com/show/ccfca000-5ba3-461a-9318-0839b87fe793?utm_source=universal_search">24 em 24: O Último Chef em Pé<strong><br></strong></a><strong>• (Edu): Reality Show: </strong><a href="https://www.hbomax.com/shows/100-cooks/c723f80a-f402-4182-8d15-772352a9e753">100 Cozinheiros</a><br><strong>• (Edu): Minissérie: </strong><a href="https://www.netflix.com/br/title/82032597">Notas da Última Fila<strong><br></strong></a><strong>• (Rafa): Instagram: </strong><a href="https://www.instagram.com/frazaocozinha/">Gabriel Frazão</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Edição: </strong><a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a></p>
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