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	<title>Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</title>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #639: A Nostalgia como combustível de consumo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 14:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
		<category><![CDATA[Anemoia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabia que nostalgia já foi considerada uma doença mental diagnosticável? Que soldados suíços no século XVII eram internados por sentirem saudade de casa? E que hoje, você pode ter nostalgia de uma década que nunca viveu? A indústria cultural descobriu que vender o passado é mais seguro (e lucrativo) do que arriscar no futuro. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você sabia que nostalgia já foi considerada uma doença mental diagnosticável? Que soldados suíços no século XVII eram internados por sentirem saudade de casa? E que hoje, você pode ter nostalgia de uma década que nunca viveu?</p>



<p>A indústria cultural descobriu que vender o passado é mais seguro (e lucrativo) do que arriscar no futuro. Nove dos dez maiores sucessos de bilheteria de 2025 eram sequências ou remakes. Mas por que isso acontece? O que a neurociência diz sobre nossa relação com memórias? E como um conceito chamado Anemoia explica por que a Geração Z tem saudade dos anos 80 sem nunca ter pisado neles?</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a>, <a href="https://www.instagram.com/reinaldo.feurhuber/">Reinaldo Feurhuber</a> e <a href="https://www.instagram.com/manelmessias/">Manel Messias</a> tem um papo filosófico e científico sobre a nostalgia. Eles discutem Hauntology (vivemos assombrados por futuros que nunca chegaram?), falsas memórias induzidas por críticos de cinema, e por que remakes de Rei Leão e Akira existem quando os originais são perfeitos.</p>



<p>Tem Mark Fisher, Fredric Jameson, capitalismo tardio estragando hobbies, e a pergunta que ninguém quer responder: será que perdemos a capacidade de imaginar o novo?</p>



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</div>



<p><strong>• 04m05: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h10m02: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h18m11: </strong>Encerramento</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ouça nosso Podcast também no:</strong></h2>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agradecimentos aos padrinhos: </strong></h2>



<p>• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Junior<br>• William Saito</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Plano Detalhe:</strong></h2>



<p><strong>• (Manel): Série: </strong><a href="https://globoplay.globo.com/andar-na-pedra-a-historia-do-raimundos/t/YMYJPR5qR1/">Andar na pedra<strong><br></strong></a><strong>• (Manel): Filme: </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JVwc5asyPNk">Eles vão te matar<strong><br></strong></a><strong>• (Manel): Filme: </strong><a href="https://cinemacao.com/2026/03/27/podcast-cinemacao-638-devoradores-de-estrelas/">Devoradores de Estrelas</a><br><strong>• (Reinaldo): Música: </strong><a href="https://open.spotify.com/artist/13NmOYYfvONNZ9mn2qn8P2?autoplay=true">Angine de Poitrine<br></a><strong>• (Reinaldo): Jogo: </strong><a href="https://store.steampowered.com/app/632470/Disco_Elysium__The_Final_Cut/">Disco Elysium<strong><br></strong></a><strong>• (Rafa): Curta: </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lIyLRnB-eCY">The Soloists (2021)</a></p>



<p><strong>Edição: </strong><a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lIyLRnB-eCY"><strong><br><br></strong></a></p>
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		<title>&#8220;A Praia do Fim do Mundo&#8221; estreia na TV Brasil neste sábado</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/04/02/a-praia-do-fim-do-mundo-estreia-na-tv-brasil-neste-sabado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A TV Brasil apresenta o premiado longa-metragem inédito "A Praia do Fim do Mundo" em sua programação na faixa de cinema deste sábado (4).</p>
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<p>A <strong>TV Brasil</strong> apresenta o premiado longa-metragem inédito &#8220;<a href="https://cinemacao.com/2021/12/02/a-praia-do-fim-do-mundo-de-petrus-cariry-estreia-em-festival-e-canal-brasil-hoje/">A Praia do Fim do Mundo</a>&#8221; (2021) em sua programação na faixa de cinema deste sábado (4), às 21h. O reconhecido filme de origem nacional em cartaz na emissora pública concorreu a uma das vagas para representar o país na seleção do Oscar na categoria Melhor Filme Internacional. O indicado para disputar o prêmio foi &#8220;O Agente Secreto&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-praia-do-fim-do-mundo-03-credito-divulgacao-tv-brasil-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79303" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-praia-do-fim-do-mundo-03-credito-divulgacao-tv-brasil-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-praia-do-fim-do-mundo-03-credito-divulgacao-tv-brasil-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p>Em uma casa no litoral cearense castigada por ressacas, a trama revela o conflito entre a jovem ambientalista Alice (Fátima Macedo), que deseja partir da região, e sua mãe Helena (Marcélia Cartaxo), que quer ficar em frente ao mar. Depois da janela na tevê, a obra fica disponível no app&nbsp;<a href="https://tvbrasilplay.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>TV Brasil Play</strong></a>.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em preto e branco, o drama brasileiro tem um tom sombrio com elementos que passam do suspense ao terror sob direção do cineasta dirigido por Petrus Cariry. A obra conquistou mais de 20 prêmios em festivais do país e do exterior. A película ganhou o Cine Ceará nas categorias Melhor Filme da Crítica, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte entre outras vitórias em eventos diversos da sétima arte.</p>



<p><strong>Trama do longa</strong></p>



<p>O drama &#8220;A Praia do Fim do Mundo&#8221; retrata o dilema familiar entre mãe e filha pele decisão de continuar a viver em uma casa ameaçada pelo avanço do mar. A tensão envolve apocalipse pessoal, perda e resistência contra a deterioração social ao avaliar memórias e emoções sobre o impacto ambiental.</p>



<p>Além da intensidade das forças da natureza, a produção utiliza metáforas para abordar o luto e a negação na moradia que já foi uma pousada na praia deserta. Sobrevivem nesse cenário a velha senhora e sua filha Alice, que tem uma amiga e interlocutora chamada Elisa (Larissa Góes).</p>



<p>O espaço que a família mora é um lugar que já não passa de ruínas. A vida da velha senhora se restringe a observar com atenção o mar na expectativa da volta do marido que nunca retornou de lá. O movimento das águas só traz dejetos que se depositam na orla vazia.</p>



<p>O enredo destaca aspectos como o abandono, a necessidade de partir, o horizonte sem perspectivas e os gestos sem sentido. O mistério dessa combinação é um dos elementos mais assertivos da atração da sétima arte inédita no canal público que tem toques de terror na sombria ausência de cor.</p>



<p>Gravado durante a pandemia, o filme brasileiro &#8220;A Praia do Fim do Mundo&#8221; faz uma alegoria sobre o fim do mundo e a retomada do espaço usado pelo homem por meio do avanço da natureza. No fim, as duas personagens principais precisam enfrentar seus destinos.</p>



<p><strong>Ficha técnica&nbsp;<br></strong>País: Brasil. Ano: 2021. Gênero: Drama. Direção: Petrus Cariry. Elenco: Marcélia Cartaxo, Fátima Macedo, Larissa Goes, Carlos César, Fabíola Liper. Classificação indicativa: 12 anos. 88 min. Inédito.</p>



<p><strong>Ao vivo e on demand</strong>&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Acompanhe a programação da&nbsp;<strong>TV Brasil</strong>&nbsp;pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize:&nbsp;<a href="https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar</a>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Seus programas favoritos estão no&nbsp;<strong>TV Brasil Play</strong>, pelo site&nbsp;<a href="http://tvbrasilplay.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://tvbrasilplay.com.br</a>&nbsp;ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV:&nbsp;<a href="https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv</a>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Serviço<br></strong>A Praia do Fim do Mundo – sábado, dia 4/4, às 21h, na TV Brasil&nbsp;e no app&nbsp;<a href="https://tvbrasilplay.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">TV Brasil Play</a></p>
</div></div>
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			</item>
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		<title>Crítica: A Cronologia da Água</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/04/01/critica-a-cronologia-da-agua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alan Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 01:12:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[5 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar de A Cronologia da Água é falar sobre a principal fiadora do projeto. A beleza e coragem dispostas no filme só foi possível...</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/04/01/critica-a-cronologia-da-agua/">Crítica: A Cronologia da Água</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>A Cronologia da Água</strong><br><strong>Direção: </strong>Kristen <a href="https://cinemacao.com/2022/03/07/relembre-os-papeis-mais-marcantes-de-kristen-stewart-no-cinema/">Stewart</a><br><strong>Roteiro: </strong>Kristen Stewart, Lidia Yuknavitch<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>Estados Unidos, França, Letônia, 2026<br><strong>Elenco: </strong>Imogen Poots, Thora Birch, Jim Belushi, Charlie Carrick, Tom Sturridge, Susannah Flood, Esmé Creed-Miles.<br><strong>Sinopse:</strong> Uma nadadora olímpica decide fugir do lar abusivo onde vive após conseguir uma bolsa de estudos no Texas. No entanto, o vício a faz perder essa bolsa, e ela acaba indo estudar no Oregon. Sua busca por superar seu passado será por meio da escrita, da família e da autodescoberta.</p>



<p>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-02-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79311" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-02-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-02-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p>A trajetória de Kristen Stewart — que faz sua estreia na direção — sofreu reviravoltas interessantes nos últimos anos. Saída da franquia de tremendo sucesso de filmes adolescentes, a tal saga <em>Crepúsculo (2008 -12)</em>, a atriz, anos depois, escolheria o cinema independente para pavimentar sua carreira. Nesse intervalo, chegou a protagonizar o início de uma nova franquia de ação, <em>Branca de Neve o Caçador (2012) — </em>desastre completo. Mais tarde ela conseguiria se descolar da ícone <em>teen </em>e passaria a ser figura importante para a comunidade LBGTQIA+.&nbsp;</p>



<p>Falar de <em>A Cronologia da Água</em>, goste-se ou não, é falar sobre a principal fiadora do projeto. A beleza e coragem dispostas no filme protagonizado pela britânica Imogen Poots só foi possível pelas experiências adquiridas por Stewart com outros bons cineastas com quem trabalhou. O início da carreira se deu na franquia insossa dos vampiros brilhantes, e o sucesso só veio quando escolheu projetos que tinham a sua cara. Ela claramente está à vontade e segura em seu novo filme que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta, dia 2 de abril.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-01-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79313" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-01-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-01-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p>Baseado no livro homônimo da escritora Lídia Yuknavich, o romance de autoficção sem tradução no Brasil, acompanha a vida da escritora por caminhos nada cronológicos. Uma narrativa fragmentada. Vivendo num ambiente familiar com mãe alcoolista e pai abusador, Lídia (Imogen Poots), encontra na natação refúgio para a realidade insuportável que vivia. Tão cedo quanto, as palavras no diário e posteriormente a literatura na faculdade, são caminhos para a salvação da própria vida.&nbsp;</p>



<p>Dois passos para frente, quatro passos para trás, fazem de Lídia mulher que se descobre através das palavras. Os acontecimentos são narrados literariamente com a forte grafia do lápis que rabisca o papel, estridentes pelo desenho de som, e com closes e super-closes que podem ser lidos como maneirismos ou estilística vazia. Porém, a escolha da direção por essas imagens contribuem na construção de partes, como fotografias que formam um filme. Reforça essa percepção o analógico em 16mm, feita com poesia pelo diretor de fotografia Corey C. Waters.&nbsp;</p>



<p>Tudo poderia ser estética vazia de uma diretora iniciante para chamar atenção, contudo, são reforços do íntimo cinematográfico da memória traduzida para as telas do cinema. São traumas vivenciados desde a tenra infância, carentes de testemunhas que, com a escrita, encontram o eco necessário para a elaboração possível. A água fala mansa e traumática sobre um sujeito que precisa navegar em ambientes marcados pela repressão feminina. O sangue que se mistura com a água logo na primeira cena, informa antecipadamente o terror vivido por Lídia, como outra tentativa de, a partir disso, narrar a própria vida.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-04-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79314" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-04-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-04-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p>A violência, contorno constante na esfera do feminino, dos tapas sequenciais pelo professor de natação aos abusos do pai, somados à paralisia complacente da mãe, estruturam o sujeito a partir do gênero. O abuso que se repete no relacionamento com o aparente amor da faculdade, rebate a passivo-agressividade da protagonista de gênio forte, como projeção daquilo que viveu. Existe assim, a constante reconstrução furada pelo passado que, com as testemunhas que acolhem a instabilidade, fazem nascer frutos materiais repletos de símbolos.</p>



<p>A descoberta ou experimentação da sexualidade, encontra em cenas de masturbação e sexo lésbico os fluídos para além do sofrimento. A ambivalência da agressividade como vingança ou prazer, despertam sensações mistas por fugirem da imagem sacrossanta da representação do sexo no cinema, acrescentando certo realismo dentro da dúvida fugaz sobre verdade ou ficção. A experimentação da dor como gozo, ilustram a busca por significação daquele prazer polimórfico vivido na infância.</p>



<p>Graças ao apoio da irmã (Thora Birch), que fugiu de casa para evitar a violência do pai e submissão da mãe, reencontram a ligação que resta mágoa, nada que não caiba reparação. A amiga que incentiva o encontro literário em uma oficina com o grande escritor Ken Kesey — autor do aclamado <em>Um Estranho no Ninho</em> —, em grande participação de Jim Belushi, acende a linearidade como representação da ordem. Ordem como sinônimo de organização psíquica, que faltava. Nasce o respiro da vida cotidiana, com resquícios de escolhas passadas que drenam a suposta estabilidade criativa.&nbsp;</p>



<p>O encontro literário formal representa uma mudança fundamental em Lídia. Com Kesey, nasce a parceria de solidificação das angústias em forma artística. O reconhecimento que nunca veio, finalmente se apresenta. O reencontro do pai, sujeito motivador da escrita e do espanto grotesco da figura agora exposta, causa o constrangimento educativo sobre a maioridade e a posse da história por aquela que foi excluída. Nasce o vislumbre de algum tipo de liberdade de si mesma, do próprio do passado que tanto aterrorizou, que também foi matéria prima da produção sublimada materializada em livro.</p>



<p>A narrativa de Kristen Stewart em seu primeiro longa tem referências de diretores com quem já trabalhou. O olhar opaco do sujeito melancólico e aprisionado pela opressão de sua Lady Di em <em>Spencer (2021)</em>, de Pablo Larraín (o melhor da trilogia); O corpo como depositário da angústia e prazer, recorda <em>Crimes do Futuro (2022)</em> do mestre David Cronenberg; E sua passagem pelo visceral e excelente <em>Love Lies Bleeding: O Amor Sangra (2024)</em> da diretora Rose Glass, da agressividade como sobrevivência. Estes e outros elementos estão identificados nesta estreia vigorosa.&nbsp;</p>



<p>Nada disso, porém, é veredito sobre a carreira da atriz e agora diretora. Na verdade, reforça o excelente começo por caminhos difíceis numa história que poderia soar confusa. A sincronia da montagem, condução, roteiro — também de Stewart — e atuação magnética de Imogen Poots, são méritos de uma direção firme e assertiva. Presente algumas ousadias marcantes do desejo feminino traduzidas pela dinâmica ríspida e errática com que são narradas — provavelmente pelo material original —, nas mãos de Stewart ganham nova identidade e marca estética que informam e apresentam a coragem de um começo vitorioso.</p>



<p><strong>Nota:</strong> 5 /5</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-03-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79315" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-03-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/a-cronologia-da-agua-03-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>
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		<title>Crítica: O Drama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carissa Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 13:57:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[4 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"O Drama" brinca com a cultura do cancelamento. Só que pensa nisso para além da internet e do mundo dos famosos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>O Drama</strong><br><strong>Direção: </strong>Kristoffer Borgli<br><strong>Roteiro: </strong>Kristoffer Borgli<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>Estados Unidos, 2026<br><strong>Elenco: </strong>Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Mamoudou Athie, Hailey Gates, Sydney Lemmon.<br><strong>Sinopse:</strong> Emma e Charlie são um casal perfeito. Será? A relação destes belos jovens pode desmoronar a poucos dias do casamento após uma revelação bombástica.</p>



<p>.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79306" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>É curioso o tanto de sentimentos que <em>O Drama</em> me causou. Nas primeiras horas após a sessão o desconforto que senti enquanto assistia ao filme persistia dentro do meu corpo. E quanto mais as horas passavam, mais as questões que o longa aborda ficaram reverberando em mim.&nbsp;</p>



<p>Desconforto é algo que faz parte da nossa vida, mas em um mundo com tantos problemas, a nossa sociedade faz de tudo para não ter que lidar com ele. Os estímulos para fugir de algo incômodo são os mais diversos possíveis, muitas vezes levando até a um adormecimento.&nbsp;</p>



<p>O novo filme de Zendaya e Robert Pattinson brinca exatamente com o que traz desconforto para a nossa sociedade, falando de temas muito presentes dentro da vida dos <em>millennials</em> e dos <em>Gen Z</em>.&nbsp;</p>



<p>Emma e Charlie são um casal extremamente apaixonado prestes a casar. Enquanto estão no estágio final da preparação para a cerimônia de casamento, provando as últimas comidas e bebidas que irão servir aos convidados, uma conversa com os padrinhos faz com que ela revele um segredo assustador. Em um momento de descontração surge a pergunta &#8220;qual a pior coisa que você já fez na vida?&#8221;. Cada um vai contando algum feito absurdo, maldoso e sem empatia. Só que o que Emma conta vai além. Ela planejou algo horrível. Não executou. Ainda assim, é algo que mexe com todos os presentes no jantar e com o público também. </p>



<p>Faz diferença assistir ao filme sem saber qual o grande segredo de Emma. O impacto dos personagens ao tomarem conhecimento de qual a pior coisa que ela já fez é tão grande quanto o do público. E isso instiga inúmeros debates de vários tipos.&nbsp;</p>



<p>Em um primeiro momento é fácil pensar que o longa é insensível ou até mesmo desrespeitoso ao não apenas trazer um tópico tão sensível, mas ser uma comédia abordando esse tema. Só que na verdade é justamente na maneira que trata o assunto que mora a força do filme. O Drama quer trazer a discussão sobre o quanto conhecemos ou não as pessoas que estão ao nosso lado. E vai brincar com as emoções e questionar a moralidade e até mesmo a hipocrisia dos personagens e também do público. E é justamente por conta da comédia que o desconforto da situação consegue ser tolerável.&nbsp;</p>



<p>O filme brinca com a cultura do cancelamento. Só que pensa nisso para além da internet e do mundo dos famosos. Em uma sociedade onde esse comportamento online é natural, na vida offline também faz sentido? E qual a régua que define quem merece ou não um cancelamento na vida?&nbsp;</p>



<p>O longa retrata um grupo de pessoas que se acha no direito de opinar sobre o segredo do passado de Emma e sobre quem ela é por conta dele. Só que jamais eles se abrem para entender o contexto da vida dela na época para chegar no ponto que chegou. E tudo se complica por Emma não ser uma personagem que pede perdão para as pessoas pelo seu passado. Ela explica o que aconteceu, mas jamais se vitimiza ou fica desejando aceitação de todos.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-3-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79308" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-3-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/04/o-drama-3-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>E sendo ela uma mulher negra, a questão acaba tendo uma complexidade ainda maior. Porque existem camadas que mesmo o filme não se aprofundando, ficam implícitas para quem se esforça para ver.&nbsp;</p>



<p>E o filme traz ainda outra questão: existe contexto que justifique o que Emma planejou? Existe uma resposta correta para isso? Emma não chegou a machucar ninguém de fato, mas seu segredo é terrível e vil. Enquanto isso, seus amigos e seu noivo, não orquestraram algo tão terrível, mas cometeram atos que prejudicaram de fato outras pessoas. Então quem é pior? Quem causa um pequeno mal ou quem deseja e planeja causar um mal gigantesco, mas não chega a pôr em prática?</p>



<p>E aí entra a questão do perdão. Quem merece ser perdoado? Emma era adolescente quando planejou um ato terrível. Na sua vida adulta ela merece perdão? O filme fica o tempo inteiro questionando as certezas e a moralidade dos personagens, mas tudo isso para questionar o público e colocar a nossa própria moral em cheque.&nbsp;</p>



<p>O Drama pode trazer gatilhos para algumas pessoas, em especial dentro da sociedade estadunidense, mas não dá para negar que é uma obra de muita coragem do diretor. E em uma época na qual o cinema dos Estados Unidos está tão cheio de filmes que são adaptação de livros, jogos ou até mesmo remakes, tem seu valor ver um filme corajoso.</p>



<p><strong>Nota: </strong>4 /5</p>
</div></div>
</div></div>



<p></p>
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		<item>
		<title>Backrooms: terror da A24 explora creepypasta</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/03/31/backrooms-terror-da-a24-explora-creepypasta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 22:57:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Backrooms, adaptação cinematográfica da série viral do YouTube de Kane Parsons, acaba de ganhar seu primeiro trailer oficial.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Backrooms</strong>, adaptação cinematográfica da série viral do YouTube de Kane Parsons e baseada em uma das creepypastas mais famosas da internet, acaba de ganhar seu primeiro trailer oficial. Com produção da A24 e distribuição da Imagem Filmes, a obra <strong>estreia em 28 de maio nos cinemas</strong>, trazendo aos cinemas uma das maiores e mais curiosas histórias de terror nascidas na internet através do esforço coletivo de usuários de fóruns online.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-container"><iframe loading="lazy" title="Backrooms | Trailer Oficial | 28 de maio nos cinemas" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/EBVvg9SgX1k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Quatro anos depois de lançar o primeiro episódio da sua série, Parsons, conhecido online como &#8220;Kane Pixels&#8221; e hoje o diretor mais jovem da história da A24, assume o terror com roteiro de Will Soodik (&#8220;Homeland&#8221;) e produção de James Wan (&#8220;Invocação do Mal&#8221;, &#8220;Jogos Mortais&#8221;) e Shawn Levy (&#8220;Deadpool &amp; Wolverine&#8221;, &#8220;Free Guy&#8221;). O elenco estrelado reúne Chiwetel Ejiofor (&#8220;12 Anos de Escravidão&#8221;), Renate Reinsve (&#8220;Valor Sentimental&#8221;), Mark Duplass (&#8220;Creepy&#8221;), Finn Bennett (&#8220;O Cavaleiro dos Sete Reinos&#8221;), Lukita Maxwell (&#8220;Falando a Real&#8221;) e Avan Jogia (&#8220;Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City&#8221;).</p>



<p><strong>Entenda essa curiosa história:</strong></p>



<p><strong>Como tudo começou?</strong><br>Até chegar aos cinemas, a lenda percorreu um longo caminho. Ela surgiu em 2019, a partir de um post anônimo no 4chan, no qual um usuário compartilhou a foto de um escritório vazio acompanhada de uma legenda sobre “atravessar a realidade por engano e parar em um lugar que não deveria existir”: as chamadas&nbsp;<strong>Backrooms</strong>. A partir daí, a narrativa colaborativa se espalhou por diferentes plataformas e fóruns online, como o Reddit e o 4Chan, consolidando esse universo como um marco das creepypastas e do chamado horror nascido na web.</p>



<p><strong>Afinal, o que são creepypastas?</strong><br>Creepypastas são lendas urbanas nascidas e propagadas na internet. Porém, o que diferencia elas de contos tradicionais é sua característica colaboracionista. No geral, elas são histórias de terror criadas de forma anônima por diversos usuários de uma ou mais plataforma e compartilhadas em fóruns e redes sociais.</p>



<p>Ao contrário do horror tradicional, as creepypastas não têm autoria definida nem narrativa fechada: elas crescem à medida que novos usuários acrescentam detalhes, imagens e versões alternativas.</p>



<p><strong>Kane Parson: um YouTuber de 16 anos que virou diretor de cinema:</strong><br>Em janeiro de 2022, o jovem britânico de 16 anos Kane Parsons publicou no YouTube um curta-metragem de 9 minutos e 14 segundos feito em um software gratuito de animação 3D. O vídeo transformou a lenda dos&nbsp;<strong>Backrooms</strong>&nbsp;em uma história coesa, com personagens, atmosfera e mitologia própria, apresentando a chamada ‘Async Research Institute’, uma organização fictícia que estuda e documenta as Backrooms, ao universo.</p>



<p>O impacto foi imediato. O vídeo inicial acumula hoje mais de 70,6 milhões de visualizações. Ao longo de 20 uploads em seu canal, com média de 20,5 milhões de views por vídeo, Parsons soma mais de 300 milhões de visualizações globais e 2,78 milhões de inscritos.</p>



<p>A série de Kane se tornou canônica dentro do universo&nbsp;<strong>Backrooms</strong>&nbsp;e sua dedicação foi recompensada: ele foi contratado pela A24 ainda aos 17 anos para dirigir o longa-metragem, tornando-se, aos 20, o diretor mais jovem da história do estúdio.</p>
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		<title>Crítica: A Graça</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/03/31/critica-a-graca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carissa Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 22:35:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[4 Claquetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A questão do perdão é central em A Graça. E o público e privado se misturam trazendo questões políticas para o interno. Leia mais!</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/03/31/critica-a-graca/">Crítica: A Graça</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>A Graça</strong><br><strong>Direção: </strong>Paolo Sorrentino<br><strong>Roteiro: </strong>Paolo Sorrentino<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>Itália, 2025<br><strong>Elenco: </strong>Toni Servillo, Anna Ferzetti, Orlando Cinque, Massimo Venturiello, Milvia Marigliano, Giuseppe Gaiani, Giovanna Guida, Alessia Giuliani.<br><strong>Sinopse:</strong> Enviado a dezenas de anos-luz da Terra para investigar o motivo pelo qual o Sol está morrendo na Via Láctea, o professor de ciências do ensino fundamental Ryland Grace precisará recorrer aos seus conhecimentos científicos para resolver esse enigma o mais rápido possível e impedir a extinção da humanidade. Será que ele fará tudo isso em meio à solidão do espaço?</p>



<p>.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-graca-paolo-sorrentino-1130x590.webp" alt="" class="wp-image-79296" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-graca-paolo-sorrentino-1130x590.webp 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-graca-paolo-sorrentino-247x130.webp 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Paolo Sorrentino nunca foi um diretor sutil. Pelo contrário! Seus filmes costumam retratar personagens com grandes questões filosóficas e trazem um exagero visual que muitas vezes são um trunfo, mas em outros momentos se tornam a fraqueza do seu trabalho.</p>



<p>Em <em>A Graça,</em> Mariano De Santis é o presidente da Itália. Faltam seis meses para o fim de seu mandato e ele não pretende continuar na vida política. Então não deseja que o término da sua carreira se torne insignificante, quer que seja significativo. </p>



<p>Conhecido por ser um jurista correto, mas também criticado por não se arriscar, não quer ser lembrado como sem graça. Quer que o povo se recorde dele como um presidente marcante. </p>



<p>Ainda sofrendo com a ausência da sua esposa que morreu não faz muito tempo, ele tem alguns dos seus maiores desafios nessa reta final da sua trajetória política: aprovar ou não a lei da eutanásia. Um projeto polêmico que o desafia pessoalmente como católico praticante e amigo do Papa. E ainda algo que sua filha, também jurista e braço direito, participou ativamente.</p>



<p>Ao mesmo tempo, chegam dois casos para ele decidir se concede ou não um indulto. Um sujeito que tirou a vida da própria esposa doente e que agora está em greve de fome. E uma mulher que matou o marido que a agredia, e que não se arrepende do assassinato. Deveria ele conceder o perdão? E para a sua esposa que viveu com ele até o fim da vida, mas que quarenta anos antes teve um caso? Ele deveria perdoar? Seria esse seu papel na vida privada? Ou apenas na pública?</p>



<p>A questão do perdão é central aqui. E o público e privado se misturam trazendo questões políticas para o interno. Em um mundo polarizado, individualista, punitivista e conservador qual o lugar para o perdão?</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-graca-paolo-sorrentino-3-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79297" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-graca-paolo-sorrentino-3-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/a-graca-paolo-sorrentino-3-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O interessante é que Sorrentino consegue trazer essas questões e a dualidade de um mundo dividido politicamente como o que vivemos sem o peso que seria o natural dentro desse debate. <em>A Graça</em> é uma obra cheia de momentos leves e bem humorados que envolve o público durante toda a sua duração. E as questões abordadas ficam com você após a projeção. É um filme que, inclusive, pode ser lido de uma forma que vai além do discurso literal trabalhado. Podemos pensar sobre finitude, sobre o que somos além do nosso trabalho, sobre relações familiares, sobre legado.</p>



<p>Em meio a tantas notícias de guerra e manipulações políticas chega a ser um alento um filme que consiga pensar o mundo e as relações políticas e pessoais de forma tão idealista e bonita. Talvez em meio ao caos que vivemos, seja exatamente isso o que precisamos.</p>



<p><strong>Nota: </strong>4 /5</p>
</div></div>
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		<item>
		<title>Crítica: Devoradores de Estrelas</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/03/31/critica-devoradores-de-estrelas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 03:16:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[4 Claquetes]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Miller]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Devoradores de Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Drew Goddard]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Cientifica]]></category>
		<category><![CDATA[James Ortiz]]></category>
		<category><![CDATA[Ken Leung]]></category>
		<category><![CDATA[Lionel Boyce]]></category>
		<category><![CDATA[Milana Vayntrub]]></category>
		<category><![CDATA[Phil Lord]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gosling]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Hüller]]></category>
		<category><![CDATA[sci-fi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Devoradores de Estrelas resgata uma pureza e ingenuidade fantasiosas as quais, mesmo correndo o risco de soar infantil, irão permitir...</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/03/31/critica-devoradores-de-estrelas/">Crítica: Devoradores de Estrelas</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>Devoradores de Estrelas</strong><br><strong>Direção: </strong><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt12042730/?ref_=nm_knf_t_3">Phil Lord, Christopher Miller</a><br><strong>Roteiro: </strong>Drew Goddard<br><strong>Nacionalidade e Lançamento: </strong>Estados Unidos, 2026<br><strong>Elenco: </strong>Ryan Gosling, Sandra Hüller, James Ortiz, Lionel Boyce, Milana Vayntrub, Ken Leung.<br><strong>Sinopse:</strong> Enviado a dezenas de anos-luz da Terra para investigar o motivo pelo qual o Sol está morrendo na Via Láctea, o professor de ciências do ensino fundamental Ryland Grace precisará recorrer aos seus conhecimentos científicos para resolver esse enigma o mais rápido possível e impedir a extinção da humanidade. Será que ele fará tudo isso em meio à solidão do espaço?</p>



<p>.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/devorador-de-estrelas-1-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79285" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/devorador-de-estrelas-1-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/devorador-de-estrelas-1-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A ficção científica permite que a humanidade se olhe por meio de um espelho e reflita, por meio deste, sobre suas próprias crises e ansiedades. A fantasia, por sua vez, atinge a mesma finalidade, ainda que não parta de uma premissa realista para fazê-lo. Ambos os gêneros, juntos, têm a missão de entreter ao mesmo tempo que instigar o pensamento crítico e permitir, assim, que floresça no espectador a fagulha da esperança. São gêneros literários e cinematográficos que apenas parecem distantes, mas estão muito mais próximos em espectro do que se imagina.</p>



<p>Em <em>Devoradores de Estrelas (<a href="https://cinemacao.com/2026/03/27/podcast-cinemacao-638-devoradores-de-estrelas/">2026</a>)</em>, sci-fi e fantasia não apenas coexistem como se complementam — e parte disso é graças à comédia. O humor corporal de Ryan Gosling como Dr. Grace é fundamental para a nossa suspensão de descrença quando uma rocha-aracnídeo se torna seu melhor amigo alienígena no espaço. No filme, Grace é um biólogo e professor de ensino fundamental que se afastou da academia após ser ridicularizado e desacreditado pela sua pesquisa, cuja tese defendida era de que a vida em outros ecossistemas não precisaria necessariamente de água para se desenvolver.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/devorador-de-estrelas-3-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79286" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/devorador-de-estrelas-3-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/devorador-de-estrelas-3-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p>Quando o Sol passa a ser “devorado” por um ser astrofágico desconhecido, sua pesquisa é resgatada pela Dra. Eva Stratt (Sandra Huller) e ela o convida — ou está mais para uma intimação — a dar uma olhada no material. A “olhada” se transforma em oportunidade para Grace trabalhar ativamente no Projeto Hail Mary (cujo significado em inglês seria algo entre “Ave Maria” e “uma última tentativa desesperada”). É onde ele permanece até ser pressionado a fazer a única coisa que jamais faria… <em>e aí já é spoiler demais para dar por aqui.</em></p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Fato é que, diante dessa premissa realista e calcada em uma aparente verossimilhança científica, o primeiro terço do filme se apresenta como uma ficção científica clássica. Às expensas de um humor mais desinibido (Gosling é um mestre em fazer isso), não há grandes diferenças entre esta e qualquer outra lançada na última década. Quando acorda de um coma induzido no espaço, Grace está completamente sozinho, não sabe o próprio nome e nem tem ideia de qual é a sua missão. Desorientado, a câmera. Contudo, conforme a memória é retomada (e o filme se estrutura nesse bate e volta entre presente e passado, por meio de flashbacks), a narrativa do herói vai sendo construída.</p>



<p>A jornada do Dr. Grace é essencialmente a mesma de filmes e livros de fantasia; é como se Luke Skywalker de <em>Star Wars: O Despertar da Força </em>ressurgisse com seu R3D2. Só que aqui trata-se de Dr. Grace com seu amigo alienígena chamado Rocky. Em ambos os casos, é uma dupla de melhores amigos que, em que pese suas naturezas diferentes, se une enquanto tenta salvar o mundo, aventurando-se pelo espaço.</p>



<p>Nesse sentido, me parece que <em>Devoradores de Estrelas</em> resgata uma pureza e ingenuidade fantasiosas as quais, mesmo correndo o risco de soar infantil ou sentimentalista, irão permitir que reconheçamos nessa abordagem arriscada para os tempos de sobriedade atuais uma familiaridade e valor de nostalgia que se destacam. Ainda que não reconheçamos de imediato de onde vem essa simpatia pelo filme, pode ser que esteja ali no subconsciente de quem assiste, provocando uma série de emoções boas de serem vividas em uma sala de cinema. Especialmente em um mundo em colapso.</p>



<p>Da homenagem a <em>2001: Uma Odisseia no Espaço</em> na cena em que Grace flutua pelos glitters cor-de-rosa da linha de petrova à cena em que Sandra Huller canta Sign of Times de Harry Styles no karaokê, esse é o tipo de obra que consegue fixar imagens ou cenas inteiras na memória de quem assiste. São momentos como esses, e também como os de Gosling suspenso no ar em um ato heroico de recuperar o material da superfície de Adrian e a emocionante cena de despedida de Rocky, que ajudam a explicar o tamanho sucesso de público do filme de Phil Lord e Chris Miller.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/devorador-de-estrelas-4-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79287" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/devorador-de-estrelas-4-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/devorador-de-estrelas-4-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Embora o orçamento tenha sido surreal, cerca de 200 milhões de dólares, não vejo nada extraordinário nos efeitos especiais e acredito que a força desse filme realmente mora na maneira como conta uma história original a partir do livro de Andy Weir e não tem receio de convergir gêneros para se tornar especial.</p>



<p>O filme embarca em uma premissa aparentemente realista e coloca essa percepção em crise quando, com outros recursos como a trilha sonora de Daniel Pemberton, surpreende o espectador em busca da fantasia. Parece que Hollywood volta a enxergar imenso valor nisso, resgatando a ideia de que, às vezes, quando vamos ao cinema, principalmente no meio da era do streaming, tudo que buscamos é flutuar: estar perto o suficiente do chão para acreditar e próximo o suficiente do céu para se permitir imaginar.</p>



<p><strong>Nota:</strong> 4 /5</p>
</div></div>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/03/31/critica-devoradores-de-estrelas/">Crítica: Devoradores de Estrelas</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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		<title>Obra vs. Artista: o caso J. K. Rowling</title>
		<link>https://cinemacao.com/2026/03/28/obra-vs-artista-o-caso-j-k-rowling/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2026 13:32:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Artista]]></category>
		<category><![CDATA[Debate]]></category>
		<category><![CDATA[Francis Ford Coppola]]></category>
		<category><![CDATA[harry potter]]></category>
		<category><![CDATA[J. K. Rowling]]></category>
		<category><![CDATA[Obra]]></category>
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		<category><![CDATA[separação da obra e do artista]]></category>
		<category><![CDATA[trans]]></category>
		<category><![CDATA[transgênero]]></category>
		<category><![CDATA[woody allen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2026, poucos temas são mais espinhosos do que separar a arte do artista. Percebo que ainda passo longe de esgotar o assunto.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em 2026, poucos temas são mais espinhosos do que separar a arte do artista.</p>



<p>Há algum tempo eu tentei fazer um <a href="https://www.cinemafilia.com.br/post/obra-vs-artista-moralismo-micropol%C3%ADtica-e-falsas-simetrias-no-debate-do-s%C3%A9culo-xxi">texto</a> sobre o assunto — recomendo que leia antes que dê continuidade ao presente texto —, no entanto, três anos depois percebo que ainda passo longe de esgotar o assunto na minha própria cabeça. Tudo que envolve artistas como Woody Allen, J. K. Rowling, Roman Polanski, Francis Ford Coppola, Pablo Picasso como tantos outros que carregam declarações, denúncias ou condenações nas costas é um bicho de mais de sete cabeças para lidarmos seja na cultura pop, seja na cinefilia, seja na crítica de cinema.</p>



<p>Em razão dessa complexidade e de tantas nuances dentro do mesmo tema, evito tocar no assunto na maior parte do tempo, mas quando se diz respeito a autoria da saga Harry Potter, é muito difícil se calar nas redes — ainda mais quando você também cria nesse meio e era uma grande fã até não muito tempo atrás, como é o meu caso.</p>



<p>Para quem cresceu nos anos 2000, é impossível se dissociar por completo do que significou Harry Potter para essa geração. Para mim, é como se fosse uma parte de quem eu me tornei. Se eu fui uma leitora ávida na infância, parte desse interesse foi desencadeado pela saga. Se eu me tornei uma cinéfila incurável, parte desse interesse nasceu no momento em que ganhei meu primeiro VHS de <em>A Pedra Filosofal</em>. Sobre mim, isso é algo incontornável.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mesmo assim, eu decidi me afastar de Rowling e sua obra. Por quê?</h3>



<p>É simples:</p>



<p>Porque, diferente de vários outros autores, J. K. Rowling usa o dinheiro recebido por essas obras para financiar movimentos, pesquisas e até processos que reforçam discursos transfóbicos os quais afetam a existência de uma minoria que já é constantemente invalidada, violentada e excluída da sociedade. Com base em argumentos controversos, para dizer o mínimo, Rowling invalida a experiência de pessoas trans, escondendo frequentemente seu discurso de ódio com uma argumentação “puramente” biológica e científica de que o sexo deve prevalecer sobre a identidade de gênero, o que na prática se transforma em mais exclusão e violência.</p>



<p>Em sua lista de preocupações, inclusive, estão uma série de fake news. Estratégia comum para pessoas que perpetuam ideais fascistas e excludentes, aliás.  Em seu texto de justificativas por ter “acatado essa causa”, J. K. Rowling diz preocupar-se com a segurança das “mulheres biológicas” em banheiros femininos, por exemplo. Uma preocupação calcada em zero evidências científicas ou registros consistentes de ataques de mulheres trans para com mulheres cis.</p>



<p>Ela diz preocupar-se com mulheres trans competindo contra mulheres cis nas Olimpíadas, mesmo que utilize como exemplo para isso Imane Khelif, uma mulher que sequer é trans, reduzindo mais uma oportunidade de discussão na definição que se quer estabelecer sobre sexo e gênero.</p>
</div></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/arte-artista-pexels-oriel-frankie-ashcroft-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79276" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/arte-artista-pexels-oriel-frankie-ashcroft-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/arte-artista-pexels-oriel-frankie-ashcroft-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>imagem ilustrativa: pexels</em></figcaption></figure>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Ela diz estar preocupada com a “epidemia” de crianças que se dizem transgênero e preocupada que essas crianças se arrependam no futuro. Mesmo que não exista um estudo científico sério sobre essa &#8220;epidemia&#8221; e mesmo que, estatisticamente, a maioria das pessoas que se arrependam hoje de realizar uma transição de gênero, na verdade destransicionam por preconceito. Apenas 1% por arrependimento (<a href="https://theconversation.com/estudo-contesta-narrativas-sobre-arrependimento-em-cirurgias-de-afirmacao-de-genero-223168#:~:text=Mas%20em%20um%20artigo%20que,cuidados%20de%20afirma%C3%A7%C3%A3o%20de%20g%C3%AAnero.">The Conversation</a>).</p>



<p>Enquanto isso, o que realmente deveria preocupar as pessoas é o fato de que a idade média de homicídio de pessoas trans no Brasil (e na América Latina) é de 35 anos. Que apenas um quarto das pessoas trans no Brasil têm emprego formal (IPEA).  Que o Brasil foi considerado o país que mais mata pessoas trans no mundo pelo 15º ano consecutivo em 2024. Que também sofre uma epidemia de feminicídio, e ambos fenômenos estão correlacionados. E que o feminismo deveria ser compreendido em sua interseccionalidade porque todas as opressões estão intrinsecamente ligadas e nenhuma será combatida enquanto a outra existir.</p>
</div></div>
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		<title>Ranking dos filmes do Oscar 2026 mais buscados no Brasil: quem liderou e quem surpreendeu na premiação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cinemacao]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2026 12:55:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Dica de Filme]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
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		<category><![CDATA[corrida pelo Oscar 2026]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filmes do Oscar: veja quais filmes o público brasileiro mais buscou entre os indicados ao maior prêmio do cinema.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Veja quais filmes o público brasileiro mais buscou entre os indicados ao maior prêmio do cinema</em></p>



<p>A corrida pelo Oscar 2026 movimentou a indústria do cinema e também o público que acompanhou a temporada de premiações. A lista de indicados ao prêmio de Melhor Filme reuniu produções que misturavam grandes estúdios, obras autorais e títulos que ganharam destaque em festivais internacionais.</p>



<p>Além da avaliação da crítica especializada, outro indicador importante nessa disputa foi o interesse do público. Nos últimos anos, a Academia tem premiado filmes que conseguem equilibrar qualidade artística, impacto cultural e boa recepção popular, e o comportamento de busca dos espectadores revela muito sobre quais filmes realmente capturaram a atenção antes da cerimônia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/f1-formula-1-filmes-do-oscar-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79272" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/f1-formula-1-filmes-do-oscar-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/03/f1-formula-1-filmes-do-oscar-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Termômetro do público: o ranking dos filmes do Oscar 2026 mais buscados no Brasil</h2>



<p>Quando se observa o comportamento do público brasileiro, o volume de buscas se tornou um dos termômetros mais reveladores do Oscar 2026. Segundo dados do Google Brasil referentes aos 12 meses anteriores à cerimônia, de março de 2025 a fevereiro de 2026, os indicados ao prêmio principal acumularam juntos mais de 17 milhões de pesquisas no país.</p>



<p>Veja o ranking completo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Pecadores</strong> — 3.979.000 buscas</li>



<li><strong>O Agente Secreto</strong> — 3.863.100 buscas</li>



<li><strong>Frankenstein</strong> — 2.276.000 buscas</li>



<li><strong>Bugonia</strong> — 1.750.000 buscas</li>



<li><strong>F1</strong> — 1.542.900 buscas</li>



<li><strong>Marty Supreme</strong> — 1.423.400 buscas</li>



<li><strong>Hamnet</strong> — 1.320.180 buscas</li>



<li><strong>Uma Batalha Após a Outra</strong> — 485.800 buscas</li>



<li><strong>Valor Sentimental</strong> — 294.290 buscas</li>



<li><strong>Train Dreams</strong> — 120.740 buscas</li>
</ul>



<p>Pecadores liderou com folga, registrando aproximadamente 3,9 milhões de buscas. Logo atrás, O Agente Secreto somou 3,8 milhões, números que colocam os dois filmes em outro patamar em relação ao restante da lista. Frankenstein, Bugonia, F1, Marty Supreme e Hamnet formam um segundo grupo consistente, todos com mais de um milhão de pesquisas.</p>



<p>Na outra ponta, o dado mais surpreendente: o vencedor do Oscar de Melhor Filme, Uma Batalha Após a Outra, registrou apenas 485 mil buscas no período. Menos de um oitavo do volume de Pecadores. O filme mais premiado da noite foi, paradoxalmente, um dos menos pesquisados pelo público brasileiro antes da cerimônia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/01/globo-de-ouro-hamnet-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-79010" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/01/globo-de-ouro-hamnet-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2026/01/globo-de-ouro-hamnet-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<p>Entre os títulos que despertaram maior curiosidade estão Pecadores, <em>Frankenstein</em> e <em>O Agente Secreto</em>, três longas que combinaram forte repercussão crítica e grande presença em discussões online, aparecendo frequentemente nas listas de favoritos para o prêmio de Melhor Filme desta edição.</p>



<p>Parte desse interesse se explica pela diversidade de gêneros presentes entre os indicados. Enquanto algumas produções apostaram em narrativas mais intimistas e dramáticas, outras utilizaram elementos de suspense, ficção científica ou terror para conquistar o público. Esse equilíbrio tem sido cada vez mais valorizado pela Academia.</p>



<p>Além disso, a participação de Wagner Moura em O Agente Secreto aumentou ainda mais o interesse dos brasileiros pelo Oscar 2026. O ator concorreu ao prêmio de Melhor Ator, conquista que seria inédita para o Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E o Oscar foi para&#8230;&nbsp;</h2>



<p>O grande campeão da noite foi <em>Uma Batalha Após a Outra</em>: indicado a 13 categorias, o longa de Paul Thomas Anderson levou seis Oscars, incluindo o de Melhor Filme.</p>



<p>A vitória encerrou uma das histórias mais aguardadas da temporada. Depois de quatorze indicações ao longo de vinte e oito anos de carreira, Paul Thomas Anderson finalmente saiu do Oscar com uma estatueta. O cineasta havia sido indicado por obras como Boogie Nights, Magnólia, Sangue Negro e Licorice Pizza, sem nunca ter vencido. Além do Melhor Filme, Anderson também levou os prêmios de Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado, consolidando uma noite histórica para sua carreira.</p>



<p>O contraste com o ranking de buscas é revelador: mesmo sendo o filme mais premiado da noite, Uma Batalha Após a Outra registrou apenas 485 mil pesquisas no Brasil ao longo de 12 meses, enquanto Pecadores havia acumulado quase oito vezes mais interesse do público antes da cerimônia.</p>



<p>Pecadores venceu nas categorias de Melhor Ator, Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora e Melhor Fotografia. Frankenstein também venceu em categorias técnicas, como figurino, maquiagem e design de produção.</p>



<p>O Brasil, apesar da presença histórica, encerrou a noite sem prêmios. O Agente Secreto chegou ao Oscar 2026 com quatro indicações, igualando a maior marca já alcançada por uma produção brasileira na premiação e repetindo o total de Cidade de Deus em 2004, mas ficou fora da lista de vencedores nas quatro categorias em que concorria.</p>



<p>A disputa desta edição reforçou a diversidade de estilos presentes no cinema moderno, mostrando como a indústria continua aberta a diferentes tipos de histórias e como o público, a cada ano, se engaja cada vez mais com a corrida antes mesmo da cerimônia acontecer.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1130" height="590" src="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2025/09/uma-batalha-apos-a-outra-2-1130x590.jpg" alt="" class="wp-image-78557" srcset="https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2025/09/uma-batalha-apos-a-outra-2-1130x590.jpg 1130w, https://cinemacao.com/wp-content/uploads/2025/09/uma-batalha-apos-a-outra-2-247x130.jpg 247w" sizes="(max-width: 1130px) 100vw, 1130px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Como preparar a maratona dos indicados ao Oscar 2026 em casa</h2>



<p>Com a cerimônia já realizada, muitos espectadores aproveitam para assistir aos vencedores e indicados que ainda não viram. Fazer uma maratona dos filmes é uma forma de descobrir as produções que marcaram o cinema em 2025 e criar seus próprios favoritos.</p>



<p>Para quem pretende assistir aos principais títulos em casa, vale lembrar que alguns dos indicados foram concebidos para telas grandes. Pecadores foi rodado em formato IMAX e Frankenstein foi pensado para uma experiência visual imersiva. Boa parte do impacto dessas produções vem de detalhes de fotografia, direção de arte e efeitos visuais que se perdem em telas pequenas. Uma <a href="https://www.americanas.com.br/busca/smart-tv-50-polegadas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>TV de 50 polegadas</strong></a> já faz uma diferença significativa nesse sentido, reproduzindo com mais fidelidade o que os diretores construíram para o cinema.</p>



<p>Além da qualidade de imagem, sistemas de som e assinaturas de streamings ajudam a transformar a sala em uma verdadeira sessão de cinema. Frankenstein e O Agente Secreto estão disponíveis no catálogo da Netflix, enquanto Pecadores e Uma Batalha Após a Outra se encontram no HBO Max. Os demais títulos estão em serviços variados ou ainda não chegaram ao streaming nacional.</p>



<p>Acompanhar o Oscar 2026 vai além de descobrir quem levou a estatueta. Para muitos espectadores, a temporada é também uma oportunidade de conhecer produções que marcaram o cinema e ampliar o repertório cinematográfico.</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/03/28/ranking-dos-filmes-do-oscar-2026-mais-buscados-no-brasil-quem-liderou-e-quem-surpreendeu-na-premiacao/">Ranking dos filmes do Oscar 2026 mais buscados no Brasil: quem liderou e quem surpreendeu na premiação</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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		<title>Podcast Cinem(ação) #638: Devoradores de Estrelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Arinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 21:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast Cinem(ação)]]></category>
		<category><![CDATA[Alienígena Marionete]]></category>
		<category><![CDATA[Amnésia Espacial]]></category>
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		<category><![CDATA[Ryland Grace]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E se você acordasse sozinho no espaço, sem memória, e descobrisse que o destino da humanidade depende de você? Devoradores de Estrelas joga essa bomba no colo de Ryan Gosling e o resultado está emocionando (e fazendo chorar) plateias do mundo todo. Mas o verdadeiro fenômeno do filme tem nome: Rocky. Um alienígena feito inteiramente [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://cinemacao.com/2026/03/27/podcast-cinemacao-638-devoradores-de-estrelas/">Podcast Cinem(ação) #638: Devoradores de Estrelas</a> apareceu primeiro em <a href="https://cinemacao.com">Cinem(ação): filmes, podcasts, críticas e tudo sobre cinema</a>.</p>
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<p>E se você acordasse sozinho no espaço, sem memória, e descobrisse que o destino da humanidade depende de você? <em>Devoradores de Estrelas</em> joga essa bomba no colo de Ryan Gosling e o resultado está emocionando (e fazendo chorar) plateias do mundo todo.</p>



<p>Mas o verdadeiro fenômeno do filme tem nome: <strong>Rocky</strong>. Um alienígena feito inteiramente com marionete física, sem um pingo de CGI, que se comunica de um jeito tão único que virou obsessão nas redes sociais. Como ele foi criado? Por que a escolha por efeitos práticos em plena era do digital? E como diabos sete pessoas conseguem dar vida a uma criatura que nunca viu luz?</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/rafaarinelli/">Rafael Arinelli</a>, <a href="https://www.instagram.com/henriquerizatto/">Henrique Rizatto</a>, <a href="https://www.instagram.com/sealperez/">Sil Perez</a> e <a href="https://www.instagram.com/penadoxo/">Roberto (Pena) Spinelli</a> destrinçam a produção de 248 milhões de dólares comandada por <a href="https://cinemacao.com/2023/06/09/podcast-cinemacao-510-homem-aranha-atraves-do-aranhaverso/">Phil Lord e Christopher Miller</a>, investigam se hard science realmente emociona quem odeia física, e revelam por que <a href="https://cinemacao.com/2015/10/09/podcast-cinemacao-155-perdido-em-marte/">Andy Weir</a> continua sendo o rei de transformar equações matemáticas em lágrimas. Ah, e tem uma teoria filosófica envolvendo Camus e Kant que você <em>precisa</em> ouvir.</p>



<p>Prepare-se: este episódio vai fazer você querer correr pro cinema. Ou pro audiobook. Ou pros dois.</p>



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<p><strong>• 05m59: </strong>Pauta Principal<br><strong>• 1h24m31: </strong>Plano Detalhe<br><strong>• 1h42m41: </strong>Encerramento</p>



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<p>• André Marinho Moreira<br>• Bruna Mercer<br>• Charles Calisto Souza<br>• Daniel Barbosa da Silva Feijó<br>• Diego Alves Lima<br>• Eloi Xavier<br>• Guilherme S. Arinelli<br>• Thiago Custodio Coquelet<br>• Wilmar Arinelli Junior<br>• William Saito</p>



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<p><strong>• (Henrique): Anime: </strong><a href="https://www.netflix.com/br/title/70308293">Guerreiras Mágicas de Rayearth<strong><br></strong></a><strong>• (Henrique): Série: </strong><a href="https://www.netflix.com/watch/81696429?source=35">Emergência Radioativa<strong><br></strong></a><strong>• (Sil): Série: </strong><a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/St-Denis-Medical/0QHEEJD6GD0UK9N18XGHXMI1GH">St. Denis Medical<strong><br></strong></a><strong>• (Pena): Podcast: </strong><a href="https://open.spotify.com/show/3vrl8543DgAHWcCFjNcUKU">O Brasil Vai Pro Espaço<strong><br></strong></a><strong>• (Rafa): Reality: </strong><a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Beast-Games/0F8CR7S83CZ72C99M2PCENII4H">Beast Games</a></p>



<p><strong>Edição: </strong><a href="https://issoai.com.br/">ISSOaí</a></p>
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