<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380</atom:id><lastBuildDate>Mon, 19 Feb 2024 23:58:26 +0000</lastBuildDate><category>-</category><category>30</category><category>cinema</category><category>idade</category><category>vida</category><title>cinq contre un</title><description></description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>513</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-1101924889243985030</guid><pubDate>Wed, 10 Jul 2019 19:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2019-07-10T16:47:51.993-03:00</atom:updated><title>breakthrough</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSgW7AtCzjl9u-giRw4eRAMZKpeRGLxwMnetENBIEeeErol-TfDbgIL7rNsXXTxsCTkL_j1DSngiEV2j8HfMmbDY5KJm_2gKTtEvU_i0j4RlHrYEOFKDmk9o9yKUilrUgWfBLmbV0jMFI/s1600/Screenshot_1.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;457&quot; data-original-width=&quot;353&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSgW7AtCzjl9u-giRw4eRAMZKpeRGLxwMnetENBIEeeErol-TfDbgIL7rNsXXTxsCTkL_j1DSngiEV2j8HfMmbDY5KJm_2gKTtEvU_i0j4RlHrYEOFKDmk9o9yKUilrUgWfBLmbV0jMFI/s1600/Screenshot_1.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
comemorar os 30 anos é algo mais complexo do que parece. nossos espelhos, basicamente, são nossos pais, que, com seus 30 anos, provavelmente já eram casados, tinham filhos, bancavam uma casa e possuíam problemas que, à época, ainda crianças, não conseguíamos imaginar soluções. pois é complicado saber que a vida não nos preparou direito para os 30 de um mundo tomado por millenials e exposição social. tudo é diferente e efêmero - e líquido. relações que duram um piscar, trabalhos que são cada vez mais rápidos, pessoas que são cada vez mais substituíveis, o sonho do &quot;larguei tudo e viajei o mundo&quot; dominando o facebook, a vida exposta aos olhos dos outros para a criação de qualquer preconceito irrelevante. a gente demorou mais para amadurecer e, a famigerada crise dos 30, chega exatamente por isso: nossa vida tem um ciclo, e esse ciclo é inevitável. se não evoluímos durante o caminho, os 30 nos transformam bruscamente e de forma obrigatória. a gente sente a infância saindo do corpo e as preocupações, que antes poderiam ser pífias e arrogantes, se tornam sérias. são contas para pagar, trabalho pra manter, amizades para batalhar, amores para entender, além de toda uma piração de realmente entender qual a nossa importância para o universo e como podemos, de alguma forma, exalar bondade em um mundo tão consumido e que força a gente para a maldade. é quase cósmico: o universo devolve aquilo que a gente dá. e ponto final.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
depois dos 30, também, a gente percebe que não adianta muito vestir mais máscaras e que a honestidade é o melhor dos valores que a gente vai ter. também entende que a bebida e a balada é uma fuga de uma realidade que a gente não gostaria de viver, mas caímos nela. a gente vai aprendendo a dizer mais &quot;não&quot; e também mais &quot;sim&quot;. a gente começa a se permitir. a ter manias piores e gostos melhores. a se preocupar com o coletivo, e não mais com o individual. a gente começa a se importar. nos 30 a gente cresce. e aí, também, a gente começa a sonhar menos para colocar mais o pé no chão. é porque, sei lá, depois dos 30 a gente percebe que metade da vida já se foi - e o que sobra dela? aí é quando a gente aprende a brincar de dominar o destino pra não deixar mais a vida a seu mercê, mas sim para que a gente consiga controlar os próximos passos dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu já questionei bastante os 30 - e todas as crises que vivi por querer ultrapassar a idade quase que cegamente. foi, então, sem querer, deitado em um abraço quente e com um cachorro do lado, que percebi que as coisas estavam complicadas demais e era eu, e somente eu, que conseguiria descomplicar. num ato sóbrio de realidade, comecei a identificar as palavras que regiam a minha vida e as minhas vontades de atualmente. e elas vieram voando, criando um top 10 invencível de harmonia:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aconchego&lt;br /&gt;
amor&lt;br /&gt;
família&lt;br /&gt;
paz&lt;br /&gt;
liberdade&lt;br /&gt;
música&lt;br /&gt;
trabalho&lt;br /&gt;
viagem&lt;br /&gt;
paz&lt;br /&gt;
casamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
lembrando que, como aprendemos lá atrás na soma, a ordem dos fatores não altera o produto. foi difícil (e precisou de muita terapia) chegar até esse momento de vida. foram muitos seriados, muita música, muito amigo, muito flerte, muita decepção, muita rejeição, muito amor, muito prazer, muita loucura, muita ansiedade, muito livro, muito controle, muito abraço, muito choro, muita tristeza, muita felicidde, muita viagem, muito medo, muita foto no instagram, muita prisão, muito coração estraçalhado, muito sorriso na cara, muita noite sem dormir, muito dia dormindo, muito carinho nas costas, muito amor dado, pouco amor recebido, muito tapa na cara, muito sentimento perdido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
precisei de quase 32 anos para entender que o problema não era se dar, mas sim das pessoas não estarem prontas para receber.&lt;br /&gt;
precisei de quase 32 anos para entender que nem todo mundo é que nem a gente, nem teve a mesma educação e mesma base, e por isso temos reaçãos diversas e inesperadas.&lt;br /&gt;
precisei de 32 anos para aceitar que tudo bem alguém ter planos diferentes dos meus.&lt;br /&gt;
precisei de 32 anos para aprender a virar uma página de forma rápida.&lt;br /&gt;
precisei de 32 anos para aceitar que, como diz uma cantora aí que eu gosto muito, &quot;você me quer com todas as vírgulas, eu te quero como ponto final&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;em tempo, este é o último post deste blog, que existe desde janeiro de 2007. um obrigado, da parte mais incrível que existe dentro de mim, para todo mundo que, de alguma forma, participou deste que, por muito tempo, foi o meu canto preferido de estar. aqui eu compartilhei minhas maiores angústias e, de alguma forma, vocês estiveram em momentos únicos meus. é uma alegria imensa cada vez que eu recebo um comentário falando destes posts, porque eles são o que há de mais verdade em mim. a história, agora, continua - mas resolvi escrevê-la em lugar mais íntimo e meu.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;beijos!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2019/07/breakthrough.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSgW7AtCzjl9u-giRw4eRAMZKpeRGLxwMnetENBIEeeErol-TfDbgIL7rNsXXTxsCTkL_j1DSngiEV2j8HfMmbDY5KJm_2gKTtEvU_i0j4RlHrYEOFKDmk9o9yKUilrUgWfBLmbV0jMFI/s72-c/Screenshot_1.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-6288299970613386264</guid><pubDate>Fri, 21 Jun 2019 15:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2019-06-21T12:03:28.535-03:00</atom:updated><title>cuide de quem te quer, e cuide de você.</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEht7eYFAEDs79nQnH02_UDJeLiee8oi1nQUVRbQrUxvbffN2o9h6AJan7kTEY4QvfMK1KNf4BOJdRAhYDRU1OoQfCEJ4Y1JlYQTOeRRzhlF1979O_J-EdLSdvUXTWD8qVeicnPidBvEb60/s1600/64298845_10157563864608392_2383173813773795328_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;960&quot; data-original-width=&quot;720&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEht7eYFAEDs79nQnH02_UDJeLiee8oi1nQUVRbQrUxvbffN2o9h6AJan7kTEY4QvfMK1KNf4BOJdRAhYDRU1OoQfCEJ4Y1JlYQTOeRRzhlF1979O_J-EdLSdvUXTWD8qVeicnPidBvEb60/s400/64298845_10157563864608392_2383173813773795328_n.jpg&quot; width=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a vida é um leva e trás de sensações, emoções, pessoas e momentos. têm instantes que você guarda para a sua eternidade, e momentos que não duram uma fração de segundo. têm verdades que viram mentiras e pessoas que viram passado. é tudo sobre aprender: o que vale a pena, o que te faz bem, o que não te culpa, o que te enlouquece - de forma boa - e o que te enfurece. é tudo sobre aprender a sentir o corpo arrepiar só porque alguém novo chegou perto de você, e saber que você vai, provavelmente, se machucar. é sobre calejar; cair tantas vezes que, então, o levantar é feito com maestria. é, no entanto, reger. coordenar os passos para que eles sejam categóricos. mas, ao mesmo tempo, deixar-se perder. abrir a mente para se dispôr a novas oportunidades, sem deixar que isso mude sua essência. é perder para se encontrar, é levar para buscar, é correr para respirar. pode ser clichê e banal, mas se conhecer é o nosso maior desafio por essa passagem de existência. acredito que a gente termina a nossa vida sem nem ao menos saber ao certo quem somos de verdade, de tanta influência que sofremos dia a dia pelo exterior. mas, no percurso, a gente consegue decifrar alguns pedacinhos da gente: uma música que faz chorar, um cheiro que faz o olho virar, um carinho que faz o corpo amolecer, um momento que faz a cabeça ceder, uma pessoa que traz o aconchego. a vida é sobre aprender, o tempo todo, coisas novas. é aprender a cuidar de quem te quer, e cuidar de você.</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2019/06/cuide-de-quem-te-quer-e-cuide-de-voce.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEht7eYFAEDs79nQnH02_UDJeLiee8oi1nQUVRbQrUxvbffN2o9h6AJan7kTEY4QvfMK1KNf4BOJdRAhYDRU1OoQfCEJ4Y1JlYQTOeRRzhlF1979O_J-EdLSdvUXTWD8qVeicnPidBvEb60/s72-c/64298845_10157563864608392_2383173813773795328_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-3528583348635792144</guid><pubDate>Tue, 21 May 2019 20:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2019-05-21T17:02:43.822-03:00</atom:updated><title>a gente pode</title><description>




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&lt;/style&gt;


&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwmiNbeWI2w0UZxQV1-rV9GZtWW_bmH4bsmxBKaXUzBoARWC_FakVnU8ZKUiIf9PeD_fWmd780QNQ6EItdoc2yXH7GoNYAFicy3X5IsN3CsbQLgvYzcLHBBfD7JqFyI26hdbGT_bMfFAg/s1600/Captura+de+Tela+2019-05-21+a%25CC%2580s+17.02.18.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;461&quot; data-original-width=&quot;566&quot; height=&quot;325&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwmiNbeWI2w0UZxQV1-rV9GZtWW_bmH4bsmxBKaXUzBoARWC_FakVnU8ZKUiIf9PeD_fWmd780QNQ6EItdoc2yXH7GoNYAFicy3X5IsN3CsbQLgvYzcLHBBfD7JqFyI26hdbGT_bMfFAg/s400/Captura+de+Tela+2019-05-21+a%25CC%2580s+17.02.18.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode viajar o mundo juntos&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
comprar todos os doces&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
relaxar em uma praia vazia&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
ou curtir o pôr-do-sol no campo&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode curtir a paixão&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
entender o coração&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
fazer poesia e canção&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
e explodir de emoção&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode se conhecer melhor&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
se descobrir melhor&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
se abraçar melhor&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
se deitar melhor&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode dominar o mundo&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
aumentar o som no refrão da música&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
abrir os braços para sentir o vento&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
ou arrumar o cabelo quando ele esvoaçar&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode correr pelado&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
ou curtir a chuva gelada&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
até subir numa montanha íngreme&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
ou descer uma cachoeira que amedronta&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode brigar&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode se amar&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode xingar&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode berrar&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode ouvir o seu duo preferido&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
ou a minha cantora predileta&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
ou até aquele músico que ambos gostam&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
e cantar juntos enquanto rimos de vergonha&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode escrever cartas de amor&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
de surpresa ou no aniversário&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
e planejar a próxima aventura&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
sempre juntos&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode ver a neve&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
ver o sol por todos os dias&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
e até o céu estrelado de dentro de uma banheira&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
enquanto o outro dorme em silêncio&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode ter paz&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode ter caos&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode ter entropia&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode ter razão&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode ter as melhores fotos&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
os melhores refrões&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
escrever o melhor livro&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
com o final que a gente escolher&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente pode reservar um hotel de camas brancas&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
ou um de frente para o mar&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
um do jeito que a gente gosta&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
com o rio e a torre à vista&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
que aconchegam.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
a gente podia tudo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
mas a gente preferiu o nada.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2019/05/a-gente-pode.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwmiNbeWI2w0UZxQV1-rV9GZtWW_bmH4bsmxBKaXUzBoARWC_FakVnU8ZKUiIf9PeD_fWmd780QNQ6EItdoc2yXH7GoNYAFicy3X5IsN3CsbQLgvYzcLHBBfD7JqFyI26hdbGT_bMfFAg/s72-c/Captura+de+Tela+2019-05-21+a%25CC%2580s+17.02.18.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-5765616234334160763</guid><pubDate>Mon, 13 May 2019 20:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2019-05-13T18:49:45.926-03:00</atom:updated><title>estraçalhar. </title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLMKRwVJ7qMxD7iAa-DaCD1yyDwMJY5nV_ZC6yfyMlFilxMxwdgWVHJija2JP1Iw8Bs6Rzkw0G6RKU0EKMkLS_rdwC_tzID-hKT_8U2QRlTSpVrTfgKEDoas6Mxpe3LuW1uVsd7AZYMQ0/s1600/48384297_10157131147823392_8922236344835506176_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;560&quot; data-original-width=&quot;960&quot; height=&quot;232&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLMKRwVJ7qMxD7iAa-DaCD1yyDwMJY5nV_ZC6yfyMlFilxMxwdgWVHJija2JP1Iw8Bs6Rzkw0G6RKU0EKMkLS_rdwC_tzID-hKT_8U2QRlTSpVrTfgKEDoas6Mxpe3LuW1uVsd7AZYMQ0/s400/48384297_10157131147823392_8922236344835506176_n.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
coloco os fones, a música começa a tocar. é aquela música que me faz pensar. &lt;i&gt;baby, don´t crush me.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
chegou a hora. é hora de largar os vícios antigos. momento de trilhar novos caminhos. &lt;br /&gt;
esquecer tudo o que foi, tudo o que marcou. esquecer o brilho nos olhares para, assim, enxergar com plenitude novamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é hora de viajar. a música continua soando&lt;i&gt;. i´ve been down this road before.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&quot;meu coração é estraçalhado&quot;, você me disse ao pé do ouvido há muito tempo. e ele mudou?&lt;br /&gt;
eu sou louco, eu sou cego, eu sou surdo, eu sou teimoso. mas eu sou único. e sei disso. e sei que você gosta da minha loucura, mesmo dizendo que não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você gosta da minha leveza, mesmo tentando pesar. você é adulto, eu sou pequeno. &lt;br /&gt;
mas é um dom. um dom de cada um. o de afastar. o de empurrar. o de trazer no íntimo resquícios de relações mal resolvidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o de não deixar-se gostar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
mas por quê? por que se a gente brilha? se agente ilumina? se a gente se dá bem? você está (e esteve) em todos os lugares, o tempo todo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você sumiu porque precisou. precisávamos. &lt;br /&gt;
mas a sua pele (seca!) sempre volta. e o carinho nas costas sempre me arrepia. &lt;br /&gt;
e, sim, me desculpe por ser louco e aparecer na sua porta às 3h da madrugada de um domingo pedindo colo. se você é carente, eu sou o dobro. é isso que nos completa. que nos torna invencíveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é hora de largar os vícios. é hora de conhecer quem somos. e assumir pro mundo a que viemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
lolita, você disse em minha aparição pública da sua vida. já tivemos playlists, já jogamos truco na madrugada, já corremos na chuva, já voamos cantos do mundo, já dançamos em todas as festas, já ficamos loucos até cair, já dormimos no chão. na sacada. na escada. na sala. já conhecemos pessoas. já afastamos pessoas. já vimos uma carolina cair. pof!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
damn, I wish you were here.&lt;br /&gt;
e, insisto na pergunta que não me canso de te fazer: posso me apaixonar por você? </description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2019/05/estracalhar.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLMKRwVJ7qMxD7iAa-DaCD1yyDwMJY5nV_ZC6yfyMlFilxMxwdgWVHJija2JP1Iw8Bs6Rzkw0G6RKU0EKMkLS_rdwC_tzID-hKT_8U2QRlTSpVrTfgKEDoas6Mxpe3LuW1uVsd7AZYMQ0/s72-c/48384297_10157131147823392_8922236344835506176_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-2480719065797717378</guid><pubDate>Mon, 08 Apr 2019 18:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2019-04-08T15:00:35.571-03:00</atom:updated><title>Hello, stranger.</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmSVSy_DN49LsxqlDpqEJBHbpEpAtw3IUXP17R8PfNfXyf_WQvWXAVzOZvp8bG41xTt73iKe4rZdGYw1YEced0cmGOvEOT9T0hyphenhyphenr8EZbwI2UfqMZ1heIepMMLiQAq-pCYfLSKavBupgIM/s1600/Screenshot_1.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;511&quot; data-original-width=&quot;560&quot; height=&quot;365&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmSVSy_DN49LsxqlDpqEJBHbpEpAtw3IUXP17R8PfNfXyf_WQvWXAVzOZvp8bG41xTt73iKe4rZdGYw1YEced0cmGOvEOT9T0hyphenhyphenr8EZbwI2UfqMZ1heIepMMLiQAq-pCYfLSKavBupgIM/s400/Screenshot_1.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desconhecido. Somos programados para temê-lo. O homem não consegue justificar o desconhecido, então inventa teorias para compensar. Tudo o que o homem não sabe, existe uma teoria por trás que garante estabilidade. É assim desde o começo dos tempos, é assim até hoje com a vida e com a morte, é assim com a igreja, é assim com a paixão, é assim com o amor. O homem é fraco, mas quer se transparecer forte. E é por isso que o homem é vago, se faz vazio, se completa com o abraço, teme o estranho, enfraquece com o beijo, se deleita com o prazer, enlouquece na luxúria, perde a razão nos sentimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conhecer o outro pede calma. Pede força.&lt;br /&gt;
É preciso ter paciência.&lt;br /&gt;
E também um pouco de disciplina.&lt;br /&gt;
O outro é estranho.&lt;br /&gt;
O desconhecido gera medo.&lt;br /&gt;
Faz-se intenso.&lt;br /&gt;
O coração acelera. O pulso aperta. A respiração ofega.&lt;br /&gt;
Quando você menos espera...&lt;br /&gt;
O outro completa.&lt;br /&gt;
Anseia-se um beijo ao final do dia.&lt;br /&gt;
Sorri com um carinho leve nas costas, feito com perfeição.&lt;br /&gt;
O toque vai se encaixando, até que as mãos se entrelaçam pra serem uma só.&lt;br /&gt;
A vontade do outro ensurdece, deixa cego.&lt;br /&gt;
O carro vai na madrugada a caminho do encontro.&lt;br /&gt;
Nada se sabe sobre isso. Sobre ele. Sobre o futuro.&lt;br /&gt;
Nada se sabe sobre confiar. Sobre amar.&lt;br /&gt;
Hello, stranger.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano é complexo. Cada um de nós somos criados de formas únicas. Sofremos influências externas que, mesmo se criados na mesma família, debaixo do mesmo teto, nos transformam em seres divergentes. Seres especiais. Cada qual tem sua qualidade, e também o seu defeito. Tudo é uma balança, e tudo se equilibra. A gente é feito assim, se transforma assim, se diverte assim. Descobrir o ser humano é uma das maiores aventuras que a vida pode nos proporcionar. Descobrir pequenices, descobrir manias, descobrir vontades, descobrir os opostos é algo sensacional. Impagável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou do time que gosta de descobrir - e que demora a ser descoberto. No fundo, sou uma caixinha de surpresa, com meu humor latente e minha preguiça envolvente. Gosto de descobrir o sorriso ao final de uma surpresa. Gosto de receber o abraço após um presente. Gosto de levar estranhos para conhecer o desconhecido. Gosto de planejar as viagens, só para satisfazer quem está comigo. Gosto de ser genuíno o tempo inteiro, por mais que tudo isso me exponha ao limite do pensamento. Gosto de dar as mãos, de abraçar (mas não muito - meu espaço é único), gosto de dizer eu te amo. De mandar flores e chocolates. Gosto de descobrir o que completa o outro pra, assim, me sentir completo também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É tempo de deixar-se descobrir. De permitir o impossível. De abraçar um caminho. E deitar em um peito que dá aconchego. Mudanças de rotas são bem-vindas. Curvas bruscas são esperadas. Lombadas abaixam a velocidade. Mas, ah, estranho: a vida preparou um belo mapa para nossas mãos e bocas.</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2019/04/hello-stranger.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmSVSy_DN49LsxqlDpqEJBHbpEpAtw3IUXP17R8PfNfXyf_WQvWXAVzOZvp8bG41xTt73iKe4rZdGYw1YEced0cmGOvEOT9T0hyphenhyphenr8EZbwI2UfqMZ1heIepMMLiQAq-pCYfLSKavBupgIM/s72-c/Screenshot_1.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-574503769391572765</guid><pubDate>Tue, 02 Apr 2019 20:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2019-04-02T17:38:24.627-03:00</atom:updated><title>Problema.</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhuZ39YyzJV2JWRgAJf9fFOaIy8twAGTNG8dSWGx2BUA6CUFEt7trAz4nWbp-1FsgE0ekorIFR0juIw2O7ADbILjifwcWD9xwW8y2S9t7-j9rYsHZpRO7-Apf80thC_9Cnhs9o-1U7xOro/s1600/Screenshot_1.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;508&quot; data-original-width=&quot;491&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhuZ39YyzJV2JWRgAJf9fFOaIy8twAGTNG8dSWGx2BUA6CUFEt7trAz4nWbp-1FsgE0ekorIFR0juIw2O7ADbILjifwcWD9xwW8y2S9t7-j9rYsHZpRO7-Apf80thC_9Cnhs9o-1U7xOro/s400/Screenshot_1.png&quot; width=&quot;386&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu tenho problema com fios de fones de ouvido. Tenho problema com música que não acaba, com filme que não tem fim. Tenho problema com histórias mal contadas. Tenho problema com confiança, tenho problema na cabeça. Tenho problema com seu beijo, problema com seu olho me pegando de soslaio. Tenho problema com um riso torto e fofo, problema com risadas que são exageradas. Tenho problema com complicações. Tenho problema em controlar minhas emoções, problema em dominar meu coração, problema em dizer não. Tenho problema com a rejeição. Tenho problema com a atenção, problema com a bagunça, problema com camas que não são brancas. Tenho problema com vazios, com barulhos repetidos pela manhã, problema em sair da cama com bom-humor. Tenho problema com a indiferença. Problema com a paixão. Problema com o toque. Problema com cheiros que me deixam cegos (hã?). Problema com o tesão. Problema com seu oi. Problema com o seu tchau. Problema em me perder. Tenho problema em te perder. Problema com cabelo ralo. Problema com pele gostosa. Problema com gente escandalosa. Tenho problema com sonhos. Problema com sono. Tive problema na escola, na adolescência. Não tenho problema em te ver. Em te querer. Em me enlouquecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O problema sou eu, não você.</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2019/04/problema.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhuZ39YyzJV2JWRgAJf9fFOaIy8twAGTNG8dSWGx2BUA6CUFEt7trAz4nWbp-1FsgE0ekorIFR0juIw2O7ADbILjifwcWD9xwW8y2S9t7-j9rYsHZpRO7-Apf80thC_9Cnhs9o-1U7xOro/s72-c/Screenshot_1.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-2327679890656143915</guid><pubDate>Mon, 01 Apr 2019 16:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2019-04-01T18:32:46.802-03:00</atom:updated><title>O tempo.</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEga0a_xB109sJd0kdQjj4wL7bqp_y5Iy358OUofzM5WHwSgp8GKGEpGgU2cXXApNOoZnJc8VE8vdfKi6DBDjSQaS_NWauKvYoZrwMSUvsZ3RSC8jTiYrE1LtjIyeGAcENDNlUp58t89fBo/s1600/Screenshot_1.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;491&quot; data-original-width=&quot;569&quot; height=&quot;345&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEga0a_xB109sJd0kdQjj4wL7bqp_y5Iy358OUofzM5WHwSgp8GKGEpGgU2cXXApNOoZnJc8VE8vdfKi6DBDjSQaS_NWauKvYoZrwMSUvsZ3RSC8jTiYrE1LtjIyeGAcENDNlUp58t89fBo/s400/Screenshot_1.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempo. Tempo. Tempo. Sacana esse bicho, não é? Alguns falam que só o tempo cura. Outros, que a gente tem que correr contra o tempo. Tempo. Sacana. Não entendo quem quer dar tempo ao tempo. Já não temos muito tempo, então, por quê deixá-lo ir? Mas o tempo ensina. No fim, ele é bonito. Não adianta enganá-lo. Apesar de não voltarmos no tempo, ele evolui pra nos mostrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passei, nos últimos meses, por momentos intensos criados pelo tempo. É o fim de uma relação de forma repentina que me fez repensar em como eu me habituei a ser dominado pelas emoções. Como eu percebi que nem tudo valia a pena e como eu enxerguei um pedaço de mim que viveu 31 anos escondido, e como eu fui obrigado a me dar valor. O tempo ensinou que a gente não precisa aceitar algumas situações que não estamos de acordo só por causa do amor. Aliás, o que é o amor, no fim das contas? Não desmereço o sentimento, mas hoje sinto que ele é só uma forma de nos vendarmos do mundo para achar no outro pedaços que nos completam. Eu, que sempre lutei pelo amor do aconchego, hoje busco lençóis brancos macios para abraçar e sentir o toque sedoso. Dá conforto, dá segurança, dá paz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resolvi, também, ter uma vida adulta. Mudar de casa, de ares (insiro aqui a imensa e latente vontade de fugir para Buenos Aires). Aqui, o tempo foi contra, e lutei para que ele não colocasse uma lombada em meu caminho. Tive que segurar a cabeça firme em momentos que achei que não daria conta, mas, com um empurrão de lá e cá, seguimos fortes. E aí vem uma nova rotina. Uma nova semana. Um novo aprendizado. Com o tempo, fui descobrindo pequenices peculiares que fazem a vida mais calma e leve. Morar sozinho é quase que uma reinvenção. É descobrir pequenos prazeres que viviam dentro da gente, como sentar no chão da sala de cueca e abrir um vinho, só porque eu quero. Ou comer um macarrão feito às pressas e de surpresa, só porque alguém quis. E rir porque virei o louco dos porta-copos - e será que eu desliguei o ar? São novas, pequenas, gostosas preocupações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dizem que a culpa é de Saturno. Anunciaram o seu retorno pra mim aos 27: &quot;aguenta até os 30, vai mudar tudo&quot;. Chegaram os 30, tudo se manteve igual. Mas foi nos 31, um pouco atrasado (que nem eu), que ele veio e fez a limpa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na terapia, ouvi que algumas atitudes minhas são de um garoto de 5 anos. Descobri que, de fato, arrumar a cama de manhã nos faz amadurecer, assim como lavar a louça depois de comer. Aprendi a dar valor à pequenas ações feitas pela minha mãe, como passar o pano no chão (e ficar com dor nas costas por 3 dias seguidos). O tempo ensina. O tempo mostra. O tempo cobra. Mas, se a gente deixa que o tempo nos domine, ele não nos tira do lugar. Por isso, é bom controlar o tempo. O nosso tempo. E vivê-lo de forma que a gente se sinta pronto para encará-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Difícil deve ser a vida daqueles que param no tempo. Que não lutam pelo seu tempo. E que se conformam com o tempo.</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2019/04/o-tempo.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEga0a_xB109sJd0kdQjj4wL7bqp_y5Iy358OUofzM5WHwSgp8GKGEpGgU2cXXApNOoZnJc8VE8vdfKi6DBDjSQaS_NWauKvYoZrwMSUvsZ3RSC8jTiYrE1LtjIyeGAcENDNlUp58t89fBo/s72-c/Screenshot_1.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-1890505416844196441</guid><pubDate>Thu, 15 Feb 2018 20:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-02-15T18:52:55.954-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">30</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">idade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vida</category><title>shit!</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcBme_EyfB7HTNh-5Kuh-VrSv5ROK1ZA1M6AvPAuWZ930t24Ue-U81SZh4_7Y3YsWt9Cy_H4wJPr4b6TTvpe9yitErboTicjf0QqCknvBdkK6wOeUG-puS6RAtf4ivplOy1znLBJtkvdE/s1600/e46cb1a49164a253a67cac7b7b8197da.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;750&quot; data-original-width=&quot;500&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcBme_EyfB7HTNh-5Kuh-VrSv5ROK1ZA1M6AvPAuWZ930t24Ue-U81SZh4_7Y3YsWt9Cy_H4wJPr4b6TTvpe9yitErboTicjf0QqCknvBdkK6wOeUG-puS6RAtf4ivplOy1znLBJtkvdE/s1600/e46cb1a49164a253a67cac7b7b8197da.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: start;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;quincycf&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 20px;&quot;&gt;Vish, faz um tempo. Mais de ano que eu não escrevo. Nesse período, tanto aconteceu que, se eu tentasse recuperar, não ia dar; primeiro porque a minha cabeça já não é mais a mesma e me desespera os lapsos da memória; segundo porque, bem, ninguém ia ler. Faz tanto tempo que eu até esquecia a senha (e isso só é bom em período pós-férias, ao voltar para o trabalho. É quando você tem certeza que se desligou por um tempo). Nesse longo hiatus, surgiram alguns novos cabelos brancos, as costas começaram a pedir arrego e até a ressaca se tornou quase mortal. &lt;b&gt;Ah, a ressaca&lt;/b&gt;. Hoje ela é tanto moral, quanto física. Os 30 finalmente chegaram e me alguns colegas me disseram que Saturno já deveria ter completado o seu retorno. Tá atrasado, talvez. As preocupações dão lugar para o trabalho, as contas, o futuro. As relações. Os amigos. Tudo muda, mesmo parecendo que estamos na mesma rotina.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: start;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;quincycf&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 20px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: start;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;quincycf&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 20px;&quot;&gt;Dia desses entendi que eu estava pensando muito no espaço. É, a culpa é do Musk. Queria muito que o Tesla continuasse conectado conosco, para ver onde isso ia dar. Além da minha fixação por Saturno, o espaço e as tecnologias sempre me encantaram. Desde quando descobri o que era um átomo. Pra completar, acabei lendo um livro que tentava evidenciar as teorias de Darwin, da evolução e do nosso futuro. Da nossa espécie. &lt;i&gt;Cabum!&lt;/i&gt; É engraçado como a gente cria teorias e superstições para coisas que não entendemos. E como a gente se baseia no mais concreto, por mais abstrato que seja, para justificar ações e comportamentos. E bem aí eu penso que vai ser legal pra caramba para quem viver nos anos 2.500.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: start;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;quincycf&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 20px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: start;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;quincycf&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 20px;&quot;&gt;Voltando aos 30 e à ressaca. Sempre ouvi a galera criticando a famosa crise dessa idade. Eu, ingênuo, entendia que estava tudo bem e que, talvez, eu fosse um ser evoluído e estava chegando a ela tranquilo, sem muitas nóias. Mas o cérebro vira uma chave e, no dia seguinte ao 25 de novembro de 2017, o mundo desmoronou: eu soube na hora que era ela, a tal crise, batendo à porta. Melhor: já estava com os pés no carpete. Dizem que é aí que a vida realmente começa: que temos nossa personalidade definida, nossas decisões acertadas, carreira estabelecida... Pois então fodeu. Não sei se são as imposições da sociedade ou se são paranoias&amp;nbsp;pessoais, mas o barco tá ali, navegando sem rumo. E parece que a gente não tem uma bússula sequer pra nos guiar. Aos 30, tudo gera algum impacto. O comercial emocionante do Itaú me faz lembrar que eu não entendo nada de finanças e &quot;não sei guardar dinheiro&quot;. O carnaval me faz lembrar que eu já estou um tanto velho e que não sou mais tão desejado quanto fui um dia. A margarina não digere bem. O chocolate vai direto para os pneus. As músicas com letras superficiais já não fazem sentido, mas se alguma fala de amor, aí, sim, você diz: essa é minha música! Até o filme com a Larissa Manoela bate diferente: você pensa em tudo o que sua mãe te fez e você, sem querer, não soube reconhecer. E dá vontade de voar pra casa e abraçar e deitar no colo da mãe, mas você já é orgulhoso demais pra isso. Aos 30, a vida vira quase uma poesia, mas parece que nada rima. A entrada no portal das balzaquianas é rápida e dilacerante. E provavelmente vai deixar marcas para todo o resto dos dias.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: start;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;quincycf&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 20px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: start;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;quincycf&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 20px;&quot;&gt;Mas, ao que parece, há explicação. Entendi que, aos 30, a gente finalmente se individualiza. Se dá o valor. Se entende e se desmistifica. Se desdobra pra fazer o bem (antes pra gente, depois pro restante). Outro dia li uma discussão que pontua que a adolescência acaba aos 25. Não sei como chamar, então, esses 5 anos de limbo até os 30. Porque, sim, finalmente, eu sinto que virei um adulto. Em um amplo sentido de responsabilidades, de cobranças, de certezas. Mas, principalmente, numa discussão única: como nunca, eu tenho certeza do que sou e do que me tornei. Fica mais fácil exigir o respeito. Impôr a vontade. E, a partir de agora, consigo, talvez, estruturar um caminho sólido pra quem eu quero ser, hmm... Aos 40?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: start;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;quincycf&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 20px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: start;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #222222; font-family: &amp;quot;quincycf&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 20px;&quot;&gt;Sobre a ressaca... Bom, tudo o que posso dizer é: aproveite os 20 e poucos. Você vai começar a pensar duas vezes antes de sair de casa para uma noite de bebedeira quando a casa decimal virar de verdade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2018/02/shit.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcBme_EyfB7HTNh-5Kuh-VrSv5ROK1ZA1M6AvPAuWZ930t24Ue-U81SZh4_7Y3YsWt9Cy_H4wJPr4b6TTvpe9yitErboTicjf0QqCknvBdkK6wOeUG-puS6RAtf4ivplOy1znLBJtkvdE/s72-c/e46cb1a49164a253a67cac7b7b8197da.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-2005584250762136564</guid><pubDate>Wed, 21 Sep 2016 03:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-09-21T00:40:26.283-03:00</atom:updated><title>some life goals</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJREAmBcIZR8HAOIqk-B_QjOVmmxej-SJobGbqBwOB23AaMnN02mGmB_Z-UZqv_cfQh_679kfFA86jSkGBIPAHZACG-5M9rhqAyCwSXKsLV-JbpBvAAEGYqUSqXnsSBnDNoaPEegOu4M8/s1600/7c7aa7cfeb39888925d7fd741a90531f.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;314&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJREAmBcIZR8HAOIqk-B_QjOVmmxej-SJobGbqBwOB23AaMnN02mGmB_Z-UZqv_cfQh_679kfFA86jSkGBIPAHZACG-5M9rhqAyCwSXKsLV-JbpBvAAEGYqUSqXnsSBnDNoaPEegOu4M8/s320/7c7aa7cfeb39888925d7fd741a90531f.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Eu não tenho como negar que, a cada dia que passa, me surge uma vontade nova. Há dias em que vou dormir pensando em concretizar uma viagem que me parecia distante. Ao acordar, eu repenso e percebo que é melhor eu visitar aquele lugar que já me sinto de casa. Também têm dias que acordo e decido mudar a minha forma de se posicionar perante a vida. E tem dias que eu penso ‘tanto faz’. E, devo dizer, eu estou longe de ser alguém do tipo ‘tanto faz’.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Desde pequeno eu premeditava mudanças. Me lembro até hoje quando me forcei, na sexta ou sétima série, a mudar a caligrafia, simplesmente porque achava que era para melhorar a disposição no caderno. Algumas horas depois, eu já me encontrava em dúvida se aquela decisão foi a mais assertiva. Então eu começava os testes: durante alguma aula não muito interessante, eu escrevia frases distintas, do tipo ‘Meu nome é Caio Henrique Caprioli e eu quero mudar de letra’ de todas as formas que eu podia imaginar. Até me decidir com qual seguir. Alguns falavam que era DDA, outros que era resultado de algum transtorno de bipolaridade e, recentemente, a psiquiatra falou que pode ser um pouco de depressão. Não sei, até hoje, ao certo o motivo, mas eu sempre fui um entusiasta das mudanças, por mais cabreiras e obscuras que elas poderiam ser. Eu defendo a teoria dos 21 dias – que você precisa fazer algo por esse tempo para que isso vire rotina, algo normal. Talvez a maioria das minhas mudanças tenham durado menos, no entanto, dado que a minha letra continua a mesma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Uma antiga colega de trabalho minha, com muito mais experiência de vida do que eu, um dia, quando eu tinha lá os meus 19 anos, me disse ‘faça tudo o que você puder fazer de errado até os 30, porque, depois disso, você precisa arrumar a sua vida’. São aquelas frases que deveriam entrar e sair com o ar da respiração, mas que por algum motivo se prenderam nas entranhas da vida e reservaram um espaço na memória falha. Faz quase 10 anos que eu ouvi essa frase e, à época, eu acabei registrando alguns ‘life goals’ na minha história (como por exemplo viajar ao máximo, quantas mais vezes fosse possível, até os 30, porque aí chegaria a hora de morar sozinho). Ameacei uma mudança de vida aos 26 e logo brequei; não era hora. Hoje eu posso falar que não tenho dinheiro algum guardado, mas que viajei à beça. Puxa vida. E essas viagens renderam memórias inenarráveis.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Mas ano passado, no dia 25/11, eu fiz 28. E, pela primeira vez, lembrei que os 30 se aproximam, mais do que nunca. E com o passar desse tão forte inimigo de todos – o tempo – a gente adquiri tanta experiência que a gente começa a enxergar a vida por outros cantos. É estranho como 1 ano parece agora 1 mês, e como a gente ganha pressa em fazer as coisas acontecerem. É estranho, também, perceber que alguns amigos ficaram pra trás porque você parou de concordar com tudo o que eles queriam. E por mais que a vida seja sacana e que o tempo nos tire os cabelos, a gente vai se sentindo cada vez mais completo por dentro – apesar da facilidade de perder o rumo do trajeto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Eu adoro os textos de “Larguei tudo para viver a vida que sempre sonhei”. Acho que eles dão um empurrão em quem se sente infeliz por alguma não realização. Mas muito preocupa, em um mundo com tanta informação mal interpretada, o que isso tudo pode causar. A minha geração, não podemos negar, é uma das que mais se discutem até hoje. “Comportamento da geração Y”, “Geração Y infeliz”, é muito do que a gente lê. E a gente se identifica, sem nem entender o porquê. É arriscado largar tudo pela utopia de um texto, mas é gostoso acreditar que vai dar certo. Também adoro os textos do Gregório Duvivier. E do Mário Prata. E também já adorei a Marilena Chauí, até ela dizer que o Moro foi treinado pelo FBI. São textos, que servem pra gente refletir, não viver ao pé da letra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Talvez seja o nosso problema, o viver ao pé da letra. “Tem que se amar mais, Caio”, me disse um amigo no sábado. Taí um conselho que valeu a pena.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2016/09/some-life-goals_21.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJREAmBcIZR8HAOIqk-B_QjOVmmxej-SJobGbqBwOB23AaMnN02mGmB_Z-UZqv_cfQh_679kfFA86jSkGBIPAHZACG-5M9rhqAyCwSXKsLV-JbpBvAAEGYqUSqXnsSBnDNoaPEegOu4M8/s72-c/7c7aa7cfeb39888925d7fd741a90531f.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-567998190028581289</guid><pubDate>Wed, 21 Sep 2016 03:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-09-21T00:20:00.557-03:00</atom:updated><title>some life goals</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJREAmBcIZR8HAOIqk-B_QjOVmmxej-SJobGbqBwOB23AaMnN02mGmB_Z-UZqv_cfQh_679kfFA86jSkGBIPAHZACG-5M9rhqAyCwSXKsLV-JbpBvAAEGYqUSqXnsSBnDNoaPEegOu4M8/s1600/7c7aa7cfeb39888925d7fd741a90531f.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;314&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJREAmBcIZR8HAOIqk-B_QjOVmmxej-SJobGbqBwOB23AaMnN02mGmB_Z-UZqv_cfQh_679kfFA86jSkGBIPAHZACG-5M9rhqAyCwSXKsLV-JbpBvAAEGYqUSqXnsSBnDNoaPEegOu4M8/s320/7c7aa7cfeb39888925d7fd741a90531f.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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Eu não tenho como negar que, a cada dia que passa, me surge uma vontade nova. Há dias em que vou dormir pensando em concretizar uma viagem que parecia distante. Ao acordar, eu repenso e percebo que é melhor eu visitar aquele lugar que eu já me sinto de casa. Também tem dias que acordo e decido mudar a minha forma de se posicionar perante a vida. E tem dias que eu penso ‘tanto faz’. E, devo dizer, eu estou longe de ser alguém do tipo ‘tanto faz’.&lt;/div&gt;
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Desde pequeno eu premeditava mudanças. Me lembro até hoje quando me forcei, na sexta ou sétima série, a mudar a caligrafia, simplesmente porque achava que era melhor a disposição no caderno. Algumas horas depois, eu já me encontrava em dúvida se aquela decisão foi a mais assertiva. Então eu começava os testes: durante alguma aula não muito interessante, eu escrevia frases distintas, do tipo ‘Meu nome é Caio Henrique Caprioli e eu quero mudar de letra’ de todas as formas que eu podia imaginar. Até me decidir com qual seguir. Alguns falavam que era DDA, outros que é resultado de algum transtorno de bipolaridade e, recentemente, a psiquiatra falou que pode ser um pouco de depressão. Não sei, até hoje, ao certo o motivo, mas eu sempre fui um entusiasta das mudanças, por mais cabreiras e obscuras que elas poderiam ser. Eu defendo a teoria dos 21 dias – que você precisa fazer algo por esse tempo para que isso vire rotina, algo normal. Talvez a maioria das minhas mudanças tenham durado menos, no entanto, dado que a minha letra continua a mesma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Uma antiga colega de trabalho minha, com muito mais experiência de vida do que eu, um dia, quando eu tinha lá os meus 19 anos, me disse ‘faça tudo o que você puder fazer de errado até os 30, porque, depois disso, você precisa arrumar a sua vida’. São aquelas frases que deveriam entrar e sair com o ar da respiração, mas que por algum motivo se prenderam nas entranhas da vida e reservaram um espaço na memória falha. Faz quase 10 anos que eu ouvi essa frase e, à época, eu acabei registrando alguns ‘life goals’ na minha história (como por exemplo viajar ao máximo, quantas mais vezes fosse possível, até os 30, porque aí chegaria a hora de morar sozinho). Ameacei uma mudança de vida aos 26 e logo brequei; não era hora. Hoje eu posso falar que não tenho dinheiro algum guardado, mas que viajei à beça. Puxa vida. E essas viagens renderam memórias inenarráveis.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Mas ano passado, no dia 25/11, eu fiz 28. E, pela primeira vez, lembrei que os 30 se aproxima, mais do que nunca. E com o passar desse tão forte inimigo de todos – o tempo – a gente adquiri tanta experiência que a gente começa a enxergar a vida por outros cantos. É estranho como 1 ano parece agora 1 mês, e como a gente ganha pressa em fazer as coisas acontecerem. É estranho, também, perceber que alguns amigos ficaram pra trás porque você parou de concordar com tudo o que eles queriam. E por mais que a vida seja sacana e que o tempo nos tire os cabelos, a gente vai se sentindo cada vez mais completo por dentro – apesar da facilidade de perder o rumo do trajeto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Eu adoro os textos de “Larguei tudo para viver a vida que sempre sonhei”. Acho que eles dão um empurrão em quem se sente infeliz por alguma não realização. Mas muito preocupa, em um mundo com tanta informação mal interpretada, o que isso tudo pode causar. A minha geração, não podemos negar, é uma das que mais se discutem até hoje. “Comportamento da geração Y”, “Geração Y infeliz”, é muito do que a gente lê. E a gente se identifica, sem nem entender o porquê. É arriscado largar tudo pela utopia de um texto, mas é gostoso acreditar que vai dar certo. Também adoro os textos do Gregório Duvivier. E do Mário Prata. E também já adorei a Marilena Chauí, até ela dizer que o Moro foi treinado pelo FBI. São textos, que servem pra gente refletir, não viver ao pé da letra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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Talvez seja o nosso problema, o viver ao pé da letra. “Tem que se amar mais, Caio”, me disse um amigo no sábado. Taí um conselho valeu a pena.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2016/09/some-life-goals.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJREAmBcIZR8HAOIqk-B_QjOVmmxej-SJobGbqBwOB23AaMnN02mGmB_Z-UZqv_cfQh_679kfFA86jSkGBIPAHZACG-5M9rhqAyCwSXKsLV-JbpBvAAEGYqUSqXnsSBnDNoaPEegOu4M8/s72-c/7c7aa7cfeb39888925d7fd741a90531f.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-2599035815089903534</guid><pubDate>Tue, 24 May 2016 02:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-05-23T23:57:39.004-03:00</atom:updated><title>Hoje o dia está para a escrita</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimpX4WUEzWqjQoLKygJ1ABtSsLtC1WtwWgNIl9mGkhP62t3Fpa-CMbzPZmE-k6kMn9uSveZ-ZPTsc0YQ-63QXKmFgYgPbFk5daeyiszZFuqOwkYYdXxooUvF2ExiJP4ZaEEkmDPIG1pv0/s1600/a9a7649e8da170c85716e53496954d1a.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimpX4WUEzWqjQoLKygJ1ABtSsLtC1WtwWgNIl9mGkhP62t3Fpa-CMbzPZmE-k6kMn9uSveZ-ZPTsc0YQ-63QXKmFgYgPbFk5daeyiszZFuqOwkYYdXxooUvF2ExiJP4ZaEEkmDPIG1pv0/s320/a9a7649e8da170c85716e53496954d1a.jpg&quot; width=&quot;125&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Hoje o dia está para a escrita. Mais cedo, comecei o dia criando uma metáfora com os últimos seis meses que me restam antes de entrar no famigerado Retorno de Saturno. Sempre ouvi as pessoas falarem do fenômeno, acompanhei histórias e mudanças acontecerem em frente aos meus olhos, vi gente dar uma guinada na vida bem aos 29; eu, porém, acredito que meu Saturno se adiantou um pouco e já começou lá nos 27. Que ano foi aquele, cheio de mudanças e decisões frívolas. Com apostas erradas e tiros às cegas, com tropeços e erros. Os resultados amarraram o começo dos 28, espantoso e crucial pra definição do meu eu. Uma adaptação brusca de vida, novos rumos, pessoas e um aprendizado inédito, forçado e necessário. Deixei o cigarro, diminui a bebida, acertei as finanças e enterrei tudo aquilo que sabia sobre mim para dar espaço às novas oportunidades, sensações e motivações. Deixei manias de lado para aprender, de novo, a engatinhar a vida. Ainda ando de quatro, com a cabeça pesada, olheiras na cara e as costas já pedindo calma; não é fácil esse Retorno, muito menos o que ele traz de tapas na cara.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Então, após uma lancinante dor na cabeça durante toda a tarde, resolvi deixar a academia de lado (mesmo sabendo que a minha saúde precisa cada vez mais dos exercícios, hoje não tão puxados e sem o mesmo objetivo de ontem) para espairecer com quem gosto de rir; de viver. Escolhas certeiras que fazem os 12º da cidade ganharem sorrisos quentes. Com um olho na televisão, gorduras postas à mesa e muito, muito trabalho a ser feito, o papo fluiu com delicadeza. E são momentos como esses que fazem as mãos sair do chão e simular um passo bípede, como que em construção de um novo movimento, até então meio indescritível.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Mas o clima frio, cortante, fez o riso murchar e, mesmo o dia pedindo a escrita, entendi que eu não sei analisar as pessoas. Na escola, a professora pedia uma análise física e morfológica dos personagens da obra. Eu escrevia como ninguém - fisicamente, era o que o autor havia me dito; psicologicamente, era o que minha cabeça queria fazer daquele personagem. Desenhava, ilustrava. Comprava a professora com detalhes pequenos, que me garantiam o 10 no final da aula. Eu sempre fui de fazer análises, de conhecer pessoas a fundo, de prever decisões, de saber e entender sentimentos. Sempre gostei de descobrir manias, esmiuçar personalidades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
É complicado se relacionar com pessoas. Quanto mais a gente acha que sabe, mais a gente se engana. Aos poucos, bem lentamente, percebo o quanto somos egocêntricos e fechados. Não gostamos de ouvir a opinião dos outros, porque somos parte da razão. Não queremos aceitar o erro, porque fomos criados mirando o acerto. Não aceitamos o orgulho alheio, porque nascemos para ser perfeitos. Uma pessoa, por si, tem inúmeros defeitos – e, imagino, ninguém consegue se entender por inteiro. Talvez com o avanço dos anos a gente entenda. Assuma alguns erros. Mas a gente nunca agradece, nunca entendemos os problemas, os anseios, os receios. A gente é o centro, e o resto, na metáfora do sistema em que vivemos, orbitam pelo grande astro. Todos dependem da gente, e &quot;a gente&quot; é o ser perfeito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Talvez, por isso, eu ande encantado com Grace &amp;amp; Frankie (seriado que você deveria assistir). São pequenas lições de vida que somente alguém de 70 anos de idade poderia passar para um cara de quase 30. Aprendizados que valem uma vida e que, graças a Deus, não vou precisar viver mais 40 para entender. Coisas simples, básicas, que são tão esdrúxulas que deixamos passar com o vento, mas que marcam pra sempre alguns momentos. Em resumo, a importância da vida. De cada uma das vidas. E como a gente, em geral, esquece. Esquece que, ali, sentado ao lado, existe uma fagulha brilhante, em faísca, que às vezes está fraca, ora está em brasa. Existe vida, com anseios, desejos e provocações. Com ideias e loucuras, com as mesmas intenções. A gente xinga a Presidenta, ignora o amigo, passa reto por um desconhecido, com fones de ouvido. E a gente esquece que, não importa o cargo, a religião ou o dinheiro, no fundo, todo mundo tem um coração batendo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Talvez eu esteja desistindo de entender e descobrir as pessoas porque, a cada passo contente, elas esquecem dessa partícula aqui, também incandescente.&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2016/05/hoje-o-dia-esta-para-escrita.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimpX4WUEzWqjQoLKygJ1ABtSsLtC1WtwWgNIl9mGkhP62t3Fpa-CMbzPZmE-k6kMn9uSveZ-ZPTsc0YQ-63QXKmFgYgPbFk5daeyiszZFuqOwkYYdXxooUvF2ExiJP4ZaEEkmDPIG1pv0/s72-c/a9a7649e8da170c85716e53496954d1a.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-5486108654118642994</guid><pubDate>Wed, 11 May 2016 18:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-05-11T15:28:19.843-03:00</atom:updated><title>bate, coração</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrpmovSfF2FhPz4ppoFp28e-8R2IbQD0vuJRWzsjvLyXexKvWbDxhQDowmasb7N-OE733ss5bFbVrl96jHjecBpMAqYH0xxncKcacMO5Ggw3ssa9iqMNMEEZa8BF_AAM6edMK7sjTYNEo/s1600/ca13b246946750d26a760550afdd0051.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrpmovSfF2FhPz4ppoFp28e-8R2IbQD0vuJRWzsjvLyXexKvWbDxhQDowmasb7N-OE733ss5bFbVrl96jHjecBpMAqYH0xxncKcacMO5Ggw3ssa9iqMNMEEZa8BF_AAM6edMK7sjTYNEo/s320/ca13b246946750d26a760550afdd0051.jpg&quot; width=&quot;215&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
acordei com uma música na cabeça&lt;br /&gt;
&quot;oi, tum, tum, bate coração&quot;&lt;br /&gt;
ouvi no caminho do trabalho e cantei sorrindo para desconhecidos&lt;br /&gt;
coração anda batendo mais rápido&lt;br /&gt;
bate rápido ao ver um filme, ao chorar com o seriado&lt;br /&gt;
bate enlouquecido no trabalho&lt;br /&gt;
quando chego em casa e vejo a cachorra, bate emocionado&lt;br /&gt;
é até engraçado, quando o coração bate mais rápido&lt;br /&gt;
porque dá pra sentir o peito trepidar&lt;br /&gt;
e a mão até começa a suar&lt;br /&gt;
tem muito amor no coração,&lt;br /&gt;
tem, sim.&lt;br /&gt;
tem também um monte de aflição&lt;br /&gt;
&quot;porque o que se leva dessa vida, coração&lt;br /&gt;
é o amor que a gente tem pra dar&quot;&lt;br /&gt;
e mesmo desengonçado&lt;br /&gt;
atrapalhado&lt;br /&gt;
meu coração é lotado de amor pra dar e emprestar&lt;br /&gt;
ele abraça meus amigos&lt;br /&gt;
se entrega ao namorado&lt;br /&gt;
se preocupa com a família&lt;br /&gt;
e nunca deixa ninguém de lado&lt;br /&gt;
por mais estranho que possa ser&lt;br /&gt;
meu cérebro tentar controlar o coração na hora de bater&lt;br /&gt;
eu gosto de sentir ele vibrando&lt;br /&gt;
cada vez que alguém solta um riso de canto&lt;br /&gt;
porque sentiu meu amor chegar.&lt;br /&gt;
não é fácil viver esses tempos modernos&lt;br /&gt;
onde as pessoas não se lembram mais que somos pessoas&lt;br /&gt;
que os humanos só pensam no 0 e 1&lt;br /&gt;
que a gente ignora os sentimentos&lt;br /&gt;
porque a gente só pensa na gente&lt;br /&gt;
e esquece que todo mundo, ali dentro&lt;br /&gt;
sente.&lt;br /&gt;
e se machuca de saudade&lt;br /&gt;
e chora por vontades&lt;br /&gt;
e se aflige no cantinho&lt;br /&gt;
quando fica mais carente&lt;br /&gt;
&quot;eu morro de amor, com muito prazer&quot;&lt;br /&gt;
então&lt;br /&gt;
oi, tum, tum, bate coração&lt;br /&gt;
oi, tum, coração pode bater.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2016/05/bate-coracao.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrpmovSfF2FhPz4ppoFp28e-8R2IbQD0vuJRWzsjvLyXexKvWbDxhQDowmasb7N-OE733ss5bFbVrl96jHjecBpMAqYH0xxncKcacMO5Ggw3ssa9iqMNMEEZa8BF_AAM6edMK7sjTYNEo/s72-c/ca13b246946750d26a760550afdd0051.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-705616416942985022</guid><pubDate>Mon, 01 Feb 2016 21:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-02-01T19:02:25.212-02:00</atom:updated><title>como viver apaixonado</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgN1Gu5RBuhDkZjKOgNGm-GaPK6cgraWco_Oi-S6WMtei7BU0k6WKJsWl36VIWXugBh6kAXdziOEwRgoAoXoB7Ml1J_34gnJLaTcFTuPj6BNfKTIMw0CJgI5LwCmMHBmwy8aAzUgm3M3MQ/s1600/12182443_532964640187974_7097548859779019998_o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;105&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgN1Gu5RBuhDkZjKOgNGm-GaPK6cgraWco_Oi-S6WMtei7BU0k6WKJsWl36VIWXugBh6kAXdziOEwRgoAoXoB7Ml1J_34gnJLaTcFTuPj6BNfKTIMw0CJgI5LwCmMHBmwy8aAzUgm3M3MQ/s400/12182443_532964640187974_7097548859779019998_o.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo dia, você acorda, levanta e me olha. E naquele segundo, meu mundo fica mais bonito e gostoso. Seu olho é claro, e isso me deixa apaixonado. Seu corpo é quente, e isso me faz querer viver abraçado na gente. É cedo ainda, mas eu vou te fazer um copo de café. Só pra ver um sorriso, porque eu acho que você é lindo sorrindo, mesmo de rosto ainda amassado. Te tiro da cama porque a vida tem pressa e a gente já não é mais criança. Você vai tomar seu banho enquanto eu assisto seu corpo. Porque eu sou apaixonado pelo seu pelo, cabelo, seu rosto e seu beijo. Você então vai embora e eu fico só, mas minha cabeça não para de pensar em você. Acho que estou apaixonado, porque tudo o que você faz me deixa feliz. Seja quando você grita, seja quando você canta desafinado, seja quando você rebola na rua só pra me deixar irritado. Eu me sinto apaixonado quando você me toca porque minha pele se calma. E eu também sou apaixonado quando vemos uma série de TV juntos, mesmo se dublada, porque é uma forma clara de deixar a minha perna mais tempo entrelaçada. E, durante o dia, eu não quero deixar de te mandar mensagem, só pra saber que você tá me vendo. Mas, êpa, talvez eu já esteja um pouco chato e isso pode te deixar sonolento. Já se foi meio dia e eu ainda não deixei de lembrar de você, que está lindo de barba feita e camiseta branca apertada, a manga dobrada. Porque seus braços são incríveis - e eles se encaixam no meu corpo. Eu não preciso nem falar como eu gosto quando a gente se beija, porque isso você já percebe logo que encosta minha boca. Meus olhos tremem e minha perna fica bamba. Daí, eu me apoioi em você, porque meu ar é falho e razo. Eu gosto quando sinto seu rosto chegar perto do meu, porque foi por ele que me apaixonei quando vi pela primeira vez. Já foi-se o dia todo e é hora te de ver de novo. ´Espera, cinco minutinhos´, te peço dando um sorriso. Não é tão fácil quanto parece, porque toda vez eu finjo não te ver chegar na rua, só pra fazer um charme. E daí você vem sorrindo, porque já sabe que te vi, mas preferi esconder. Sempre vou com alguma coisa de comer, caso o humor não esteja muito bom. Ou se a cabeça está doendo, sempre falo &quot;é falta de você&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E é assim, todos os dias, sem nem arriscar cair na rotina, que eu me sinto apaixonado. Mesmo, às vezes, você não sabendo e nem percendo, eu tô ali, pensando em você, no seu jeito, nos nossos momentos.</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2016/02/como-viver-apaixonado.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgN1Gu5RBuhDkZjKOgNGm-GaPK6cgraWco_Oi-S6WMtei7BU0k6WKJsWl36VIWXugBh6kAXdziOEwRgoAoXoB7Ml1J_34gnJLaTcFTuPj6BNfKTIMw0CJgI5LwCmMHBmwy8aAzUgm3M3MQ/s72-c/12182443_532964640187974_7097548859779019998_o.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-2077383785389839167</guid><pubDate>Fri, 15 Jan 2016 19:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-01-15T17:54:37.948-02:00</atom:updated><title>por que escrever?</title><description>já faz mais de mês que eu não escrevo nada: nem poesia, nem notícia. mês passado estava tudo bem, obrigado, e a vida seguia infinita. pois eis que criaram um capítulo, de segredo e covardia, pra dar um chega pra cá na vida. a gente às vezes esquece o quanto ela é bonita. eu gosto de escrever porque me faz bem, faz meu cérebro trabalhar e meus dedos acabam colocando em ordem palavras que a minha cabeça não consegue encaixar. é difícil, confesso; não é tão óbvio quanto parece. quando você lê o produto final, não imagina os percalços e cuidados necessários para chegar no resultado. às vezes, escrevo pra contar uma história, sem nem menos dizer qual. outras, deixo claro que aquilo é uma carta de amor, só porque, de amor, o mundo nunca tá cheio. tem dias que é dor, outros só calor. hoje eu ainda não consigo escrever direito o que quero, mas consigo enviesar o que preciso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sou grande fã das pessoas que sabem contar histórias, mas sou mais fã ainda daquelas que te ensinam a escrevê-las. não no sentido figurado - vá além. a vida é cheia de marcos e de tropeços, às vezes você termina um relacionamento, ou você ganha um bom dinheiro. fica doente sem saber ou espalha alegria com um beijo. sei lá; a graça é toda do elemento surpresa. é cada dia um deus ex machina. &amp;nbsp;eu já fiz lamúrias de amor, reclamei sem saber o por quê, fiz graça pra conquistar alguém e já chorei em muito filme que não precisava. já deitei no colo de gente que me fez sentir seguro e já deitei em colos que quis correr pro outro lado do mundo. já acalmei gente louca, já enlouqueci gente calma. já dancei até meu pé arder e já curei minha coluna na balada. eu já ri ouvindo música e já cantei com o pulmão latejando. já vi amigos irem embora e já abri os braços para o desconhecido (tenho isso tatuado). já achei que ia morrer e corri para o hospital pedindo amparo, mas já acordei com o corpo cheio de vontade de viver. viver pra poder escrever.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu não preciso digitar ou caligrafar histórias pra me sentir vivo. eu só preciso saber que tudo aquilo que, quem sabe um dia, transformo em físico, seja bem vivido. escrever faz bem pra isso: pra encarar e entender passados, pra tentar justificar alguns fatos.</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2016/01/por-que-escrever.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-5855234694063784998</guid><pubDate>Fri, 04 Dec 2015 03:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-12-04T01:07:02.181-02:00</atom:updated><title>2015</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjl7XBeYYvup2AjgZ5rgM_rXD0keKHqBOKnh9ne7Zt9aCZZ-1ti4C1Dj0fqslZExzIAcQtCga3j7GK5p0ecC90UJHocNM2E-lFizruCVOxsmpCRRL4TX0MZ0gNknuUCqnCFt1JOS-usPto/s1600/12002818_10153284094048392_1221439872708171658_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjl7XBeYYvup2AjgZ5rgM_rXD0keKHqBOKnh9ne7Zt9aCZZ-1ti4C1Dj0fqslZExzIAcQtCga3j7GK5p0ecC90UJHocNM2E-lFizruCVOxsmpCRRL4TX0MZ0gNknuUCqnCFt1JOS-usPto/s320/12002818_10153284094048392_1221439872708171658_n.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Eu terminei 2014 escrevendo neste blog que eu “tinha uma carta nas mãos para 2015”. A carta, no caso, era uma novidade, um novo emprego, o meu terceiro da vida. Eu passei 5 anos no iG e 5 anos na Abril, onde praticamente criei amizades que quero levar para a vida inteira e onde eu aprendi a trabalhar, onde me encontrei profissionalmente e, por isso, o ano que começava tinha cheiro de desafio: estava decidido a deixar a empresa porque, simplesmente, ela não me realizava mais. Voltei das férias coletivas anunciando a ida para a Condé Nast. E assim fui. E só lá eu percebi o que alguém pode sentir por não fazer o que quer profissionalmente. Eu entendi o desespero, a tristeza, o vazio. Por isso, meu período lá fui curto, 3 meses que valeram anos, quando rapidamente aceitei o desafio de ir para a Caras, trabalhar com amigos e de frente ao meu namorado. Um grande acerto. A Caras, apesar de também curta, me fez conhecer gente profissionalmente boa, me fez entender melhor algumas questões burocráticas e, principalmente, me fez entender o que eu realmente gostava de fazer. E eu esperava ficar por lá um bom tempo, até que em julho, a Giuliana Tatini me convidou para um novo desafio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
A Giu merece um parágrafo à parte. Eu a conhecia da Abril, por ouvir outras pessoas comentarem sua competência e sua braveza. Eu tinha medo cada vez que eu tinha que falar com ela, apesar de ela sempre ter me tratado muitíssimo bem. Rumores. Trabalhar com a Giu foi uma das coisas mais agradáveis, legais e cativantes desse ano. Ela me ensinava a cada reunião, a cada decisão, a cada postura e a cada sorriso que dava, cada realização, o que era ser um bom profissional. Mesmo sem ela nem imaginar, eu analisava cada passo que ela dava para eu poder, um dia, quem sabe, me espelhar. Giu é foda em tudo o que diz e faz e eu me sinto totalmente feliz, satisfeito e agradecido por ela ter confiado em mim e me levar ao Estúdio Globo, na Editora Globo, onde conheci melhor tantas outras pessoas competentes. Giu foi desbravar novos desafios e deu lugar à Fernanda, que também, em tão pouco tempo, já se mostrou capaz de mover um mundo para entregar algo que a deixe satisfeita. São dois sorrisos por dia: ao acordar e ir trabalhar e ao ir embora e saber que estamos fazendo algo bom.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Profissionalmente, foi um ano turbulento até chegar onde estou agora. Cuidando de um projeto que me realiza a cada produção, que me deixa feliz a cada publicação, que tem um time completo e incrível de profissionais que ensinam, compartilham e vibram junto. Eu realmente quero ter essa carta na manga para 2016 – porque eu espero que esse projeto tenha vida longa e continue me deixando feliz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Ufa. Chega de falar de trabalho, é hora de falar de todo o resto. Eu tenho essa mania de escrever a retrospectiva no blog (e, confesso, nem lembrava dela agora, mas o Matheus me deixou feliz ao postar que espera ansiosamente pelo texto. É bom saber que alguém te lê e que gosta do que lê). Eu amadureci muito em 2015. Eu aprendi a criar barreiras e escudos sentimentais pra não me permitir passar por coisas que já passei. Lá pelo meio do ano, eu sofri um baque emocional que quase me fez desmoronar. Mas eu sou cercado por anjos. Michele, a sempre Michele, e Lucas me seguraram muito bem. Todas as horas que eu quase sucumbi, eu sentia uma mão me segurar pelas costas. E não foram poucas. Não tem como esquecer aquele momento em que compartilhávamos uma nova experiência em uma festa e eu, dançante e sorrindo, abri os olhos no meio da minha música predileta do ano, Blank Space, e vi tudo o que não queria ver. Não tenho como esquecer a sutileza, a rapidez e não sentir o calor dos dois abraços que ganhei momentaneamente e que me deixaram, no meio da balada, chorar pra ninguém ver.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
A vida prepara surpresas que não esperamos simplesmente para nos tirarmos do conforto. Eu ainda não entendo muito bem os acontecimentos daquela época e nem sei bem de quem é a culpa de tudo aquilo acontecer. Mas foi ali, o maior aprendizado. Eu consegui deixar gente pra trás com facilidade, consegui seguir a vida e, principalmente, me abri para conhecer gente nova, dar risadas diferentes, segurar mãos mais quentes e me permiti a aventuras que nunca tinha me permitido. Foram loucuras, foram dias divertidos, foram dias doloridos, mas que ajudaram a construir um cara mais esperto. Como me disseram hoje, “você não deve ter um só pé atrás, você deve ter um atrás e o outro pronto pra correr”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Dormi em um espaço minúsculo com o Renan e o Mozart, com pernas magistralmente encaixadas e com o Renan se segurando em meu peito para não cair. Dormi em camas brancas, fui infantilóide quando senti meu coração vibrar mais forte por alguém, tive conversas longas e sérias com gente diferente. Fui pela primeira vez meditar e comecei a meditar sozinho em casa, mesmo que 5 minutinhos. Mudei de academia. Sentei em uma mesa de bar com estranhos só porque eles me chamaram e bati um papo sobre política como se fossemos melhores amigos. Dormi na casa de um estranho pela primeira vez – e saí com um estranho pela primeira vez. Chorei escondido ao ver o País afundar politicamente e me senti totalmente pequeno quando percebi que não adianta gritar, mas vamos ter que assistir os jogos vorazes de camarote. Ouvi Adele e cantei até os pulmões explodirem. Viciei a mim e outros em Taylor Swift. Fui em shows. Chorei em um show no ombro do Alcides simplesmente porque aquele momento era pra ser compartilhado de outra forma. Fiz aventuras e mais aventuras com o Lucas – e a gente se divertiu pra valer. Conheci melhor o Renan e fiquei perdidamente apaixonado pelo jeito ingênuo dele. Aumentamos o grupo. Recebi uma declaração da Gabrielle no meio da balada que me fez abrir um sorrisão de felicidade. Vi o Matheus se fantasiar e chorei de rir com ele tocando na Yacht. Conheci o novo namorado do meu ex-namorado no meio da balada. Senti a felicidade deles. Fiquei feliz por ele ter achado alguém que faça o que eu não consegui fazer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Vi a Michele ir embora. Acompanhei a Michele longe. Vi a Michele voltar e a gente continua, oh, a mesma coisa. Passamos um final de semana em uma viagem inesquecível presos em um sítio sem sinal de celular e foi uma experiência maravilhosa. Chorei. Me aproximei da Balera e da Teruya. Ah é, bie? Eu sempre disse que a melhor parte da vida é descobrir pessoas. Eu fico quietinho no começo porque tenho vergonha e preciso fazer uma análise rápida do que é cada um. Depois, quando eu me sinto confortável, eu me deixo conhecer. E, não adianta, foi amor. Amor por estar no meio de tanta gente legal, tanta gente bonita, tanta gente de coração bom.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
VIBES. Poucos dias superam ~aquele~ dia.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Vi minha irmã casar. E foi um dos momentos mais lindos e sinceros que já tive na vida. Vê-la ali, linda, subir no altar e pegar nas mãos do homem que ama me fez acreditar no amor, na bondade, nas pessoas, e me fez querer ter alguém pra compartilhar&amp;nbsp; vida comigo dessa forma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Viajei para a Disney. Depois de ameaçar voltar para NY 2 vezes durante o ano, acabei fazendo uma viagem não planejada de última hora para comemorar o meu aniversário de 28 anos. Não sei se fui contagiado pela felicidade do lugar, mas eu passei 8 dias leves, de sorrisos sinceros, de mãos dadas, dormindo de conchinha e de momentos que vão ficar gravados na memória para o resto da vida. Eu quero voltar para aquele lugar todas as vezes que forem possíveis só porque, ali, não há tristeza. Existe amor. Existe fofura. Existe um mundo mágico e é possível senti-lo em todo o canto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Pintei meu cabelo de inúmeras cores. Fui criança. Passei por todos os sentimentos que alguém pode passar. Tive acessos de raiva como nunca tive antes. Vi meu corpo reagir ao meu emocional. Levei um susto físico no meio do ano. Preparei surpresas de aniversário para alguém. Corri na chuva e me molhei e deixei o vento secar, sentado em um jardim olhando o céu. Peguei o carro e viajei. Aprendi que não adianta eu me planejar muito. Não adianta eu querer prometer que 2016 vai ser melhor. 2015 foi o que tinha que ser, da melhor forma possível. Se eu tivesse o planejado, ele não seria da forma que foi. Se eu não tivesse me permitido tanto o desconhecido, eu não teria me surpreendido tanto. A vida, infelizmente, não é como uma agenda ou um plano orçamentário. A gente tem que ir dando passos, ora longos, ora curtos, e estar disposto a tropeçar. E se a queda machucar, existem curativos espalhados por aí. São meus amigos, é minha família, é o coração que me mantém vivo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Por isso, 2016, eu te espero. Espero de braços abertos com o que você quiser me trazer. Espero, só, que me deixe escrever de novo ao final do ano. É uma delícia relembrar tantos momentos assim e, sentado aqui, ao som de Piaf, percebi que o ano não foi terrível como eu imaginava que foi. Ele foi maravilhoso, porque ele foi cheio de amor - mesmo que, por alguns meses, esse tenha sido o meu maior motivo de tristeza. 2015, em resumo, é a foto desse post.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Um grande beijo,&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;


































&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Caio&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/12/2015.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjl7XBeYYvup2AjgZ5rgM_rXD0keKHqBOKnh9ne7Zt9aCZZ-1ti4C1Dj0fqslZExzIAcQtCga3j7GK5p0ecC90UJHocNM2E-lFizruCVOxsmpCRRL4TX0MZ0gNknuUCqnCFt1JOS-usPto/s72-c/12002818_10153284094048392_1221439872708171658_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-5018964080909421888</guid><pubDate>Sun, 20 Sep 2015 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-09-20T21:13:24.060-03:00</atom:updated><title>É hora de voar, Michele.</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAtQyGncJ91NQV-0mMiYevNPwuGYVlJ2dNJhKTvHXKpqurwvnLPc6IJ00kwdoEl9ZFkqO_7onUKX36JH9Ng7LMkSnIQvwvWjLO1ObH-UDhUt7zEJvXocJlrf_eYYOpEhJ138z3XQeYyzw/s1600/michele2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;180&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAtQyGncJ91NQV-0mMiYevNPwuGYVlJ2dNJhKTvHXKpqurwvnLPc6IJ00kwdoEl9ZFkqO_7onUKX36JH9Ng7LMkSnIQvwvWjLO1ObH-UDhUt7zEJvXocJlrf_eYYOpEhJ138z3XQeYyzw/s320/michele2.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Eu tenho uma amiga. Melhor dizendo (e parafraseando um texto lido na semana): eu tenho uma melhor amiga da vida adulta. Se em algum momento você leu, viu ou ouviu sobre mim, você também já conhece a Michele.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;Ela é uma jóia. Todo mundo que conhece a Michele, se encanta de prontidão. É um ser com espírito evoluído, que transpira energia e felicidade, que sorri bonitinho com os olhos puxadinhos, que só tem coisa boa dentro de si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;Ela me conhece por inteiro. Sabe das minhas manias, do que não gosto, de como dou risada engraçado e de que preciso de um café ao acordar. Ela me dá bronca em alto e bom som. E me faz carinho no metrô. E também me abraça cheia de afago.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;Michele e eu nos apaixonamos logo nas primeiras vezes que saímos juntos. Ela me apresentou a cerveja e eu, bem, não sei o que apresentei para ela, mas sei que tenho vontade de protegê-la desse mundão a todo custo. Ela é uma raridade, uma pessoa que não tem comparação, não tem adjetivos pra qualificar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;Eu sei que é confuso e complicado falar de sentimentos. Acho que ninguém consegue descrevê-los com facilidade. Mas eu sinto um amor imenso por Michele. E eu sei disso porque uma das cenas mais bonitas do mundo é vê-la dançar. Ela voa. Ela abre os braços e, feliz, pula e canta e gira sem parar. Isso me faz abrir um sorriso todos os dias e querer gritar pro mundo que aquilo, aquela pessoa, vale um milhão de sentimentos. Porque é só assim que dá pra qualificar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;Mas a Michele vai voar. Vai para longe um pouco e me deixar. Não que eu fique triste por isso, pelo contrário, eu estou irradiando felicidade por essa conquista dela e torço muito para que tudo dê certo. E tento ajudar. Mas eu vou ficar. Como vou, às terças, mandar mensagem e falar: topa comer um Habib’s? E, 10 minutos depois, ela está lá. Porque Michele não nega nada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;Quando saí do lugar que nos conhecemos, fiquei receoso. &quot;Será que nossa amizade ia acabar?&quot;, pensei. Pelo contrário. A gente se apaixonou mais e continuamos a brincar. E quando Michele for, eu vou querer todos os dias ligar. Só pra ouvir aquela voz e saber que tá tudo bem. E ouvir as peripécias da noite anterior ou, desesperado por alguma desilusão amorosa que a vida sempre me dá, chorar. Aliás, que momento aquele, quando você me abraçou com o Lucas na balada e, ao som de Blank Space, me deram o melhor colo do mundo e me deixaram chorar. Exposto, na frente de mais de mil. Meu coração, pedra como estava, amoleceu.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;Mas Michele volta. Volta logo e eu vou estar lá, na porta do aeroporto, tocando uma música no violão, como prometido. Vou ocupar meu tempo de coisas novas e boas pra quando a saudade machucar. Eu só quero compartilhar com o mundo o quanto você é necessária e especial pra todos que te cercam. Como dissemos no final de semana anterior, você é o elo que mantém um grupo reunido. Você é a essência, é o turning point da minha vida. Então vai, se diverte, aprende, desbrava, se redescobre, amadurece, sofre e grita no meio da Times Square. Welcome to New York, Michele. Aquele lugar, tenho certeza, vai te mudar em algo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;E quando voltar, corra me abraçar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;Agora me vou, porque a Michele, minha melhor amiga, minha paixão platônica, está aqui na porta, me esperando pra brincar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/09/e-hora-de-voar-michele.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAtQyGncJ91NQV-0mMiYevNPwuGYVlJ2dNJhKTvHXKpqurwvnLPc6IJ00kwdoEl9ZFkqO_7onUKX36JH9Ng7LMkSnIQvwvWjLO1ObH-UDhUt7zEJvXocJlrf_eYYOpEhJ138z3XQeYyzw/s72-c/michele2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-1263524259166303903</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2015 05:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-09-09T12:44:01.335-03:00</atom:updated><title>o que eu aprendi com você</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJ9gJcRKo7StzQixJ_xzr2PDi-J5FgnZQY2x_lFcVfyMRl7OCwoV8y9woWgzGl1Fvh0Ov3iAA7IZIO8DtkWER1KI9Om7VPlhk-Wn5YSjHxjP2VB_vYOJd-mcTUjN-5kCydP0csk_P1wfg/s1600/59a8024a993b7f020e4729e718785adc.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJ9gJcRKo7StzQixJ_xzr2PDi-J5FgnZQY2x_lFcVfyMRl7OCwoV8y9woWgzGl1Fvh0Ov3iAA7IZIO8DtkWER1KI9Om7VPlhk-Wn5YSjHxjP2VB_vYOJd-mcTUjN-5kCydP0csk_P1wfg/s400/59a8024a993b7f020e4729e718785adc.jpg&quot; width=&quot;267&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
você tá por aí, andando como se tanto faz. como se fosse um profissional de deixar as coisas pra trás. você simula um sorriso, um gesto de carinho. você some nos dias de chuva e deixa a cama vazia. mas é só a tempestade baixar pra mostrar a fraqueza, pra dizer que não sabe o que quer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
eu acho que você não é de verdade, que não me vale de nada. que só quer brincar com meus sentimentos e estraçalhar o que resta de mim. você me parece maluco, perdido no seu mundo, sem saber qual passo dar. mas aí você chega, chega trazendo seu cheiro estonteante, seu olho azul pulsante e me abraça como se eu fosse teu. você sabe que é o bastante pra fazer minha perna tremer e meu corpo suar. pro meu coração bater e minha boca secar. pro tempo todo parar.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
mas eu resolvi te esquecer. te coloquei na caixinha pra te deixar viver. dancei nossa música de olhos fechados. apaguei todos os seus recados. tirei o seu porta-retrato. loucura e equilíbrio, é o que tenho tatuado. e mais um pouco de amor, bem avoado. hoje eu já não sei o que sinto, mas sei que é mais do que carinho. e também é passado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
vaivém.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
fica bem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
----------------------------&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p3&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;i&gt;And when we&#39;ve had our very last kiss&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p3&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;i&gt;My last request, it is&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p4&quot;&gt;
&lt;i&gt;Say you&#39;ll remember me&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p3&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;i&gt;Standing in a nice dress&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p3&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;i&gt;Staring at the sunset, babe&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p4&quot;&gt;
&lt;i&gt;Red lips and rosy cheeks&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p3&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;i&gt;Say you&#39;ll see me again&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p3&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;&lt;i&gt;Even if it&#39;s just in your wildest dreams&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p5&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/09/o-que-eu-aprendi-com-voce.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJ9gJcRKo7StzQixJ_xzr2PDi-J5FgnZQY2x_lFcVfyMRl7OCwoV8y9woWgzGl1Fvh0Ov3iAA7IZIO8DtkWER1KI9Om7VPlhk-Wn5YSjHxjP2VB_vYOJd-mcTUjN-5kCydP0csk_P1wfg/s72-c/59a8024a993b7f020e4729e718785adc.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-6042148262190758085</guid><pubDate>Mon, 24 Aug 2015 16:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-08-24T18:33:02.791-03:00</atom:updated><title>paixões</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlQk5D9Ip7ZZk_OTxMETTqdffjvv8eM1ZwKnTrNkse_TzjCEmOGPEiolPoH4gyHkIYzms1wwmAg2SJZtoi_D6X2Lcs8NFAUEOnHSL7lQ7zJG9zXOfbG722f70xNh71wccD6Lbd476Kb_Q/s1600/6d3de02383bb1137bdb6bd7add7792b7.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlQk5D9Ip7ZZk_OTxMETTqdffjvv8eM1ZwKnTrNkse_TzjCEmOGPEiolPoH4gyHkIYzms1wwmAg2SJZtoi_D6X2Lcs8NFAUEOnHSL7lQ7zJG9zXOfbG722f70xNh71wccD6Lbd476Kb_Q/s400/6d3de02383bb1137bdb6bd7add7792b7.jpg&quot; width=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ninguém aqui quer cagar regras sobre ela&lt;br /&gt;
até porque você vive o sentimento como acha que deve&lt;br /&gt;
intenso, fraco, bonito, estranho, louco&lt;br /&gt;
mas a gente precisa falar sobre a paixão&lt;br /&gt;
sábado eu ouvi alguém me falar que a gente é só amor&lt;br /&gt;
nosso corpo, nossa vida, nosso redor&lt;br /&gt;
tudo é amor, da forma mais pura que ele existe.&lt;br /&gt;
se chama coexiste.&lt;br /&gt;
é bem fácil saber quando estou apaixonado&lt;br /&gt;
quero ver o outro 24/7&lt;br /&gt;
quero fazer surpresa&lt;br /&gt;
quero aparecer do nada&lt;br /&gt;
quero viver loucura&lt;br /&gt;
quero ser intenso&lt;br /&gt;
quero ser só carinho&lt;br /&gt;
e quero dormir juntinho&lt;br /&gt;
mesmo que a cama não tenha lençóis brancos&lt;br /&gt;
ou que ele dê uma roncadinha fofa&lt;br /&gt;
a paixão transforma coisas bobas em porradas&lt;br /&gt;
a risada estranha se torna o som mais incrível do mundo&lt;br /&gt;
e o jeito torto de andar vira um passo na passarela&lt;br /&gt;
até a antipatia maternal vira fofura&lt;br /&gt;
e o café da manhã ganha um significado maior&lt;br /&gt;
que o dia só tá começando&lt;br /&gt;
e a gente vai viver ele juntos&lt;br /&gt;
paixão bota fogo na cama&lt;br /&gt;
e ânsia na espera pra ver o outro&lt;br /&gt;
são segundinhos que demoram horas&lt;br /&gt;
porque a saudade se bota em prática&lt;br /&gt;
e na hora do beijo de ´oi´&lt;br /&gt;
já era&lt;br /&gt;
o mundo estaciona&lt;br /&gt;
e a gente não quer mais desgrudar&lt;br /&gt;
porque não preciso de mais nada&lt;br /&gt;
tem também aquelas paixões malucas&lt;br /&gt;
que surgem e vão do nada&lt;br /&gt;
que são efêmeras&lt;br /&gt;
mas pra sempre lembradas&lt;br /&gt;
e tem a paixão mais bonita&lt;br /&gt;
a que dura uma vida&lt;br /&gt;
que repete tudo isso aí de cima&lt;br /&gt;
dia a dia&lt;br /&gt;
sem precisar ser cobrada&lt;br /&gt;
e, apesar de linda, também pode ser sofrida&lt;br /&gt;
é a paixão que vira amor&lt;br /&gt;
e, que como disse antes, é o que faz da gente, vivos&lt;br /&gt;
viva a sua como um louco&lt;br /&gt;
e perceba que a vida tem vários outros sentidos&lt;br /&gt;
quando você gosta&lt;br /&gt;
ama&lt;br /&gt;
vibra&lt;br /&gt;
e chora.</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/08/paixoes.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlQk5D9Ip7ZZk_OTxMETTqdffjvv8eM1ZwKnTrNkse_TzjCEmOGPEiolPoH4gyHkIYzms1wwmAg2SJZtoi_D6X2Lcs8NFAUEOnHSL7lQ7zJG9zXOfbG722f70xNh71wccD6Lbd476Kb_Q/s72-c/6d3de02383bb1137bdb6bd7add7792b7.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-962084335568256920</guid><pubDate>Tue, 16 Jun 2015 19:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-06-16T19:12:48.831-03:00</atom:updated><title>a síndrome do tanto faz</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvzgBOqsR7U8bMBi8Bij20ox2iHzxPY-ztRSCHf0-g1xGgm_gHMYSJsv_BwOH3sjQPAvgRzPKtp1026CmKZFGk7LggzfIt9bwkRMfoNwYs8_xePDwbozLZjFrnOyAPqEbq-sABV5RHuTc/s1600/b8e23a403507505c8587e1536b529fc2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvzgBOqsR7U8bMBi8Bij20ox2iHzxPY-ztRSCHf0-g1xGgm_gHMYSJsv_BwOH3sjQPAvgRzPKtp1026CmKZFGk7LggzfIt9bwkRMfoNwYs8_xePDwbozLZjFrnOyAPqEbq-sABV5RHuTc/s400/b8e23a403507505c8587e1536b529fc2.jpg&quot; width=&quot;368&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span id=&quot;goog_1949697861&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;goog_1949697862&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Faz um tempo que sinto algo me incomodar. Não é algo óbvio e certeiro e talvez eu até faça parte disso tudo. É um pouco triste, um pouco desesperador.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
É a avalanche de “tanto faz” que ouço por aí.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Às vezes, literalmente. Outras vezes, perceptíveis nas ações. Parece que todo mundo perdeu intensidade, perdeu brilho nos olhos, deixou a alma de lado pra viver uma coisa que tanto faz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Um dia, eu conheci alguém que me disse que terminou uma relação por ser considerado muito intenso. Basicamente, era uma pessoa de verdade, com sentimentos, com vontades, com tesão. Eu era um pouco mais jovem e, juntos, rimos da situação. Coincidência ou não, nascemos no mesmo dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi desde aí, então, que eu comecei a me perceber rodeado de gente “tanto faz”. Percebi que faço parte – e vivo – uma “geração whatever”, onde existe uma hiperindividualização massificada de pessoas: a gente tem um gama de opções para escolher algo novo, para diversificar, para arriscar, mas acabamos escolhendo aquilo que nos conforta e é mais fácil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Às vezes, a gente nem escolhe. Deixa alguém escolher.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Meus caros, não é algo fácil perceber que você virou alguém que tanto faz. Quando pequeno, eu aposto que você sempre teve alguma vontade de mudar o mundo de alguma forma. Seja sendo o Super-Homem, seja sendo alguma celebridade que ia encantar a todos. Pois bem: ninguém muda nada sendo um tanto faz. Aliás, ninguém conquista nada assim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
E isso se expande para vários âmbitos – talvez, graças às pelas redes sociais. A gente reclama do País, da Presidenta, da comida, do trabalho, dos amigos, das relações. Mas quando a gente tenta se entender e perceber o que, além de reclamar, estamos fazendo, a gente percebe que o erro nasce bem dentro da gente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É sempre tanto faz. Desde a escolha dos nossos votos, da decisão de sair para almoçar, de arrastar uma relação onde o amor já se foi. De ficar estagnado em um trabalho só por estar cômodo ou por ter medo de arriscar. Tanto faz. Tanto faz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O velho tanto faz acaba resumindo nossa vida à uma vida medíocre e tão passageira que, talvez, no fim, nem faça tanto sentido ter sido vivida. É fácil reclamar, mas é mais fácil ainda ser conivente. Está cada dia mais difícil encontrar gente especial. Gente que faz o coração vibrar. Gente que tem sangue dentro dos olhos e uma cabeça cheia de ideias para se discutir. Gente que quer fazer algo e se move pra isso. Gente que não responde tanto faz quando a gente pergunta o que podemos fazer numa sexta-feira à noite. A resposta, vai, não é tão difícil. Podemos discutir juntos ou sugerir. Podemos encantar e surpreender – o elemento surpresa está morrendo. Por isso até os filmes andam chatos. Imagine a vida. ;)&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Eu não tenho como, infelizmente, não citá-lo de novo – talvez por ser um dos poucos filósofos que realmente li. Bauman nos classifica como líquidos, onde “líquido” significa fluir, escorrer entre os dedos, vazar. Em resumo, Bauman explica a nossa sociedade atual – insegura, cheia de incertezas, que tomou o lugar da época anterior, denominada como modernidade sólida (algo exemplificado lá em 1984, por Orwell). Vivemos em uma época onde as relações estão cada vez mais flexíveis. “&lt;span class=&quot;s1&quot;&gt;As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p3&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s2&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p4&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s3&quot;&gt;Eu não estou fugindo disso tudo ou dizendo que sou diferente. Pelo contrário, eu tento, sempre, encontrar um caminho, por mais individualista que isso seja, para devolver ao mundo as coisas boas que ele me entrega. A vida é uma troca eterna de experiências e sentimentos e, como já disse o filósofo citado acima, temos que entender que “a árdua tar&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s4&quot;&gt;efa &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s2&quot;&gt;de compor uma vida não pode ser reduzida a adicionar episódios agradáveis. A vida é maior que a soma de seus momentos”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s2&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class=&quot;s2&quot;&gt;Dito isso, eu tento não criar somente momentos, mas sim sensações e discussões, talvez mais internas do que para o mundo, de onde estou, onde quero chegar e como ser alguém mais presente, mais verdadeiro e mais marcante para toda a realidade que me envolve.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p5&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s2&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p4&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;s2&quot;&gt;Nunca fui de deixar as coisas escorrerem pelos dedos. Eu sou alguém intenso. Calmo, muito calmo. Mas que grita, bate, pula, esperneia. Quero viver com a certeza de que tudo está valendo à pena.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;s2&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class=&quot;s2&quot;&gt;E talvez você também seja assim. Talvez, aí dentro, exista um fogo querendo virar incêndio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Eu não quis, de verdade, mudar algo em você com esse texto – mas espero ter te provocado de alguma forma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p7&quot;&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;s5&quot;&gt;“O &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;s2&quot;&gt;mundo é uma comédia para os que pensam, e uma tragédia para os que sentem.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&amp;nbsp;&lt;i&gt;Walpole&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/06/a-sindrome-do-tanto-faz.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvzgBOqsR7U8bMBi8Bij20ox2iHzxPY-ztRSCHf0-g1xGgm_gHMYSJsv_BwOH3sjQPAvgRzPKtp1026CmKZFGk7LggzfIt9bwkRMfoNwYs8_xePDwbozLZjFrnOyAPqEbq-sABV5RHuTc/s72-c/b8e23a403507505c8587e1536b529fc2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-7443536582394305501</guid><pubDate>Fri, 22 May 2015 13:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-05-22T10:44:00.777-03:00</atom:updated><title>nossa última dança</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpzkUqz6Z7X54F3S6EwBUpijYNA99WqotPxxnFzyI8GE0AGizxsVbQh4hRHdgIx89-_qMgHZK2C8hsAFiT9J76PDbjMvFsg_RH0Pomqu0FJ73GGuAhwwcy20vjbCa8n9AJXpfsxBcwhsg/s1600/533870_10150696669258392_1465504951_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpzkUqz6Z7X54F3S6EwBUpijYNA99WqotPxxnFzyI8GE0AGizxsVbQh4hRHdgIx89-_qMgHZK2C8hsAFiT9J76PDbjMvFsg_RH0Pomqu0FJ73GGuAhwwcy20vjbCa8n9AJXpfsxBcwhsg/s320/533870_10150696669258392_1465504951_n.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Dia desses tava lembrando&lt;br /&gt;
De como a gente se aninhava na sua sala&lt;br /&gt;
Você com a cabeça no meu peito&lt;br /&gt;
Com os pés se trombando&lt;br /&gt;
E o corpo quente juntinho&lt;br /&gt;
A gente ligava uma música&lt;br /&gt;
Sem se preocupar com qual&lt;br /&gt;
E o mundo parava todinho&lt;br /&gt;
Porque a gente dançava&lt;br /&gt;
Lembro como era gostoso dançar com você&lt;br /&gt;
Não sei se as pessoas ainda fazem isso&lt;br /&gt;
Mas a gente dançava pra gente&lt;br /&gt;
Era um ritual de calmaria&lt;br /&gt;
Eu, você, a sala e a música&lt;br /&gt;
Tocando baixinho&lt;br /&gt;
Ela era coadjuvante na história&lt;br /&gt;
Porque nós éramos as estrelas&lt;br /&gt;
E quando acabavam aqueles três minutos&lt;br /&gt;
A gente jogava o colchão no chão&lt;br /&gt;
Sem pretensão&lt;br /&gt;
E ríamos um para o outro&lt;br /&gt;
Porque éramos dois loucos&lt;br /&gt;
Dois loucos apaixonados&lt;br /&gt;
E era isso que fazia da gente&lt;br /&gt;
Especiais&lt;br /&gt;
--------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hey, these days are long gone&lt;br /&gt;
And when I hear this song&lt;br /&gt;
It takes me back&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;We were on top of the world&lt;br /&gt;
Back when I was your girl&lt;br /&gt;
We were living so wild and free&lt;br /&gt;
Acting stupid for fun&lt;br /&gt;
All we needed was love&lt;br /&gt;
That&#39;s the way it&#39;s supposed to be
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/05/nossa-ultima-danca.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpzkUqz6Z7X54F3S6EwBUpijYNA99WqotPxxnFzyI8GE0AGizxsVbQh4hRHdgIx89-_qMgHZK2C8hsAFiT9J76PDbjMvFsg_RH0Pomqu0FJ73GGuAhwwcy20vjbCa8n9AJXpfsxBcwhsg/s72-c/533870_10150696669258392_1465504951_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-223782678351315669</guid><pubDate>Mon, 11 May 2015 18:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-05-11T16:16:03.039-03:00</atom:updated><title>cagação de regra no namoro</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
“namore alguém que te faça rir”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
“namore alguém que te dê prazer”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
“namore alguém que te deixe 100% feliz”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
“namore alguém que te faça perder a cabeça”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
“namore alguém que bagunce a cama e a vida”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
“namore alguém que…”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Meus caros. Namore. Namore se quiser. Não busque alguém que te faça rir, porque no fundo, essa pessoa pode estar só te deixando louco. Muito menos alguém que só te dê prazer. Namore sem regras, sem esperar nada de ninguém, mas namore sabendo que é o que você quer. Namore quem você quer ao lado, não alguém que complete uma frase.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Cada vez mais eu vejo gente buscando parâmetros e premissas para namorar. Não entendo como essas pessoas podem ser felizes, se compartilham loucamente textos exemplificando o namoro ideal. Se alguém soubesse a fórmula, as músicas não teriam graça, muito menos os livros, poemas e novelas. Os filmes, então, não seriam arte e nem emocionariam.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Pare de buscar alguém que te faça algo. Namore por estar feliz, por sentir prazer, por saber que é, por querer planejar, por gostar das mãos, por dormir pelado, por querer vê-lo sempre sorrir, por carinho inesperado, por surpresas agradáveis ou por loucura, por dor, por raiva, por carência. Não se inspire, só acredite. Dê a cara na porta e não ligue se doer. Difícil os que morrem de amor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Namore um combo. Mas, antes, namore-se. Afinal, é o nosso estado de espírito, nosso presente, nossa verdade que diz o que seremos, como seremos. Namore, caralho. Se todos os namoros fossem lindos como a gente vê a galera pedir e compartilhar, o mundo seria um antro de gente sem graça, vivendo uma falsidade sem tamanho.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
Namore alguém que não te entenda, mas te descubra, te desafie, te leve à loucura.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/05/cagacao-de-regra-no-namoro.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-2139487566107368838</guid><pubDate>Tue, 14 Apr 2015 04:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-04-14T01:19:27.943-03:00</atom:updated><title>mais, mais, mais e mais mudanças.</title><description>&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
eu estou com uma vontade louca de escrever, apesar de não saber exatamente o quê. pensei em várias coisas, em como minha vida mudou loucamente só neste primeiro trimestre de ano que passou, ou como encaminhei algumas decisões que, no final, ainda são incertas. sempre fui um cara relutante à mudanças. nunca gostei – talvez entenda melhor agora; não era gosto, mas medo. mudar o que está confortável requer um esforço grande que, às vezes, acaba não valendo tanto a pena. por isso vemos pessoas infelizes no trabalho, no amor, na vida. por aceitar o conforto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
quem me acompanha um pouco, sabe que minha vida pessoal foi um pouco insana nos últimos anos. foram difíceis, mas necessários. agora eu percebo que tudo isso é devido a minha hiperatividade social e pessoal: eu não consigo ficar quando não estou feliz. quando eu perco o tesão nas coisas, eu preciso mudar. mas antes disso, me rebelo. crio uma batalha interna que, obviamente, acaba escapando do corpo e rebatendo nos que me cercam. foi no final dos meus 24 anos que eu percebi que o amor da minha vida já não se importava tanto comigo e, com essa informação concreta em minha cabeça, eu revirei o mundo de cabeça para baixo para tentar reconquistá-lo. o resultado foi uma confusão que nem eu ainda entendo. fiz tudo errado, de todas as maneiras possíveis, e tais erros se arrastaram por longos e doloridos anos, onde a tristeza e a incerteza imperavam minha vida. hoje, ao encontrar uma carta guardada em uma caixinha secreta, sem querer, leio as letras tortinhas e sinceras e duas lágrimas caem dos olhos que, semi-cerrados, ainda lembram daquele rosto, que agora virou história. “não presta separar chateados”, sua avó dizia. o destino (talvez Saturno) fez com que fiquemos exatamente como sempre lutamos para não estar.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
eu não desconsidero o passado, dado que ele me formou. todas as minhas histórias são muito vivas em minha cabeça e, aí, talvez more um grande pecado meu: insisto em relembrá-las em momentos não muito agradáveis. é que quando eu sinto uma emoção que já senti um dia, acabo ligando os pontos e trazendo tudo à tona. meu jeito, com um grande déficit de atenção, faz com que eu solte as palavras que deveriam ficar ali, guardadas na caixinha. quem vive de memória é museu, dizem, então eu quero ser formado por elas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
no final dos meus 26, então, já com a vida um pouco mais ajeitada e desbravando novos caminhos, entendi que o trabalho já não me deixava tão feliz. foi preciso aceitar mudar novamente para enfrentar um novo desafio. os astros, talvez, entenderam o recado e colocaram uma oportunidade à minha frente, que foi muito bem aceita. meu coração, hoje, é aberto ao novo – e minha forma de encarar as pessoas, mundo e sociedade, graças à Deus e para a minha sanidade, evoluíram. fui. mas faltou o tesão. percebi na primeira semana, enganei a cabeça e me forcei a ficar. dois meses e poucos dias depois, acabei aceitando uma nova proposta, que me parecia mais “feliz”. fiz em uma semana o que não fiz em dois meses. não tem dinheiro, status ou lugar no planeta que pague simplesmente o fato de você trabalhar e nem sentir o dia passar, porque você está fazendo aquilo certo, aquilo que gosta. claro, causei um rombo financeiro que está me deixando de cabelos brancos por isso. mas hoje sei: uma hora, o dinheiro vem.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
às vezes a gente se força para amadurecer, para destruir desafios com mais facilidade e menos dor. criamos barreiras internas para se defender do mundo, deixamos de lado vontades simplesmente para se encaixar melhor no meio. é incrível e clichê, mas a vida tem o seu tempo para cada um. não sou muito de acreditar em destino, mas parece que alguém já escreveu o seu livro e, por mais que a gente tente apagar algumas letrinhas, elas voltam a aparecer na próxima página.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
antes eu era louco por sair de balada; hoje eu já não vejo mais tanta graça (claro, adoro sair e dançar até o mundo acabar. mas vez ou outra, tá?)&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
antes eu queria muito, muito dinheiro; hoje eu entendo que nunca vou ser milionário, mas, talvez, vou ser sempre feliz fazendo o que faço.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
antes eu queria saber amar. hoje eu sei que já aprendi um bocado e, por isso, abaixo a cabeça tantas vezes do meu dia – porque estou compartilhando tal aprendizado com alguém mais cabeça dura que eu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;p1&quot;&gt;
nada é certo, e é isso que torna a vida boa. não quero acordar todos os dias com a rotina escrita; quero me desafiar, quero tropeçar no caminho de casa, quero me apaixonar no metrô e ver o cara descer na próxima estação, quero cair da cadeira pra poder levantar, quero errar pra aprender, quero acertar pra crescer. esse desafio, essa descoberta, o engatinhar que a gente dá, mesmo com 27 anos nas costas, é que liga o foguinho da vida dentro da gente. quando tudo fica igual, todos os dias perdem a graça, aí, talvez, já não vale mais tanto a pena. isso não quer dizer que acabou, mas sim que chegou a hora de, de novo, mudar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;p2&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/04/mais-mais-mais-e-mais-mudancas.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-5202248476412545034</guid><pubDate>Mon, 09 Feb 2015 14:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-09T14:54:42.885-02:00</atom:updated><title>amor de verdade, vale.</title><description>a dor.&lt;br /&gt;
a dor é complexa. grande. torturante. muita gente não entende.&lt;br /&gt;
deixar a vida ao lado.&lt;br /&gt;
os amigos ficaram afastados.&lt;br /&gt;
a gente abaixa a cabeça.&lt;br /&gt;
ela dói, lateja, grita, esperneia.&lt;br /&gt;
é difícil viver um amor.&lt;br /&gt;
um amor vigiado.&lt;br /&gt;
todos os dias, vem a pergunta: vale a pena?&lt;br /&gt;
vale.&lt;br /&gt;
amor de verdade, vale.&lt;br /&gt;
vale o segundo de felicidade que bate quando acordamos com o corpo lado a lado.&lt;br /&gt;
vale a briga, a dor, a loucura. vale a tentativa.&lt;br /&gt;
vale na hora de dormir abraçado.&lt;br /&gt;
ninguém sabe o que vai ser do amanhã.&lt;br /&gt;
a gente só sabe que tudo pode mudar.&lt;br /&gt;
ou não.&lt;br /&gt;
é difícil, ser um pra ser dois.&lt;br /&gt;
é legal o complemento.&lt;br /&gt;
o beijo.&lt;br /&gt;
sabe? a gente sofre pra caramba.&lt;br /&gt;
mas a gente gosta de amar.&lt;br /&gt;
demora muito tempo pras coisas passarem.&lt;br /&gt;
fica uma jornada triste no caminho.&lt;br /&gt;
mas nosso corpo apaga, e guarda só o que vale.&lt;br /&gt;
é a perfeição do ser humano.&lt;br /&gt;
é o coração gritando.&lt;br /&gt;
mas, quando as coisas terminam, o que importa são os passos.&lt;br /&gt;
os passos que virão.&lt;br /&gt;
o caminho que a gente quer seguir.&lt;br /&gt;
o que a gente quer ser.&lt;br /&gt;
o que a gente vai, de novo, amar.&lt;br /&gt;
ou quem.&lt;br /&gt;
antes disso tudo, existe uma trilha pior:&lt;br /&gt;
descobrir-se 100% de novo.&lt;br /&gt;
entender o seu tempo.&lt;br /&gt;
o seu corpo. o seu jeito.&lt;br /&gt;
descobrir o amor próprio.&lt;br /&gt;
rir até a barriga doer.&lt;br /&gt;
rolar no chão com pessoas novas.&lt;br /&gt;
abraçar a amiga a ponto de querer chorar.&lt;br /&gt;
tirar as fotos do porta-retrato.&lt;br /&gt;
ver o quarto esvaziar.&lt;br /&gt;
deixar de ver o rosto parado, num momento fotográfico, todos os dias ao acordar.&lt;br /&gt;
apagar a música tema.&lt;br /&gt;
odiar memórias.&lt;br /&gt;
esquecer o cheiro.&lt;br /&gt;
riscar o diário.&lt;br /&gt;
estragar as surpresas.&lt;br /&gt;
acabar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
------------&lt;br /&gt;
trecho abaixo do &lt;a href=&quot;http://www.thebrocode.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;The Bro Code&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabe, de verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A gente não vem ao mundo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
com a missão de beijar e transar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para alguns até pode ser.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas eu prefiro acreditar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que a missão é amar.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/02/amor-de-verdade-vale.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-221420045517774007</guid><pubDate>Fri, 30 Jan 2015 15:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-01-30T13:38:39.094-02:00</atom:updated><title>faz de conta</title><description>&lt;br /&gt;
Faz de conta que ela é Carla.&lt;br /&gt;
Carla vive uma vida tranquila, mas apaixonada. Tudo ia bem até ela conhecer aquele cara.&lt;br /&gt;
Ela sabe que não tem como; paixão tem que ser vivida, ou pelo menos sentida.&lt;br /&gt;
Largou tudo. Deixou casa, trabalho e família para trás. Ela, ele e nada mais.&lt;br /&gt;
Claro que toda paixão tem suas descrenças. Aventuras intensas.&lt;br /&gt;
Clara já não sabia mais o que era. Foi amor, mas talvez num pretérito mais que perfeito. O futuro preocupava. Clara não se sente querida, desejada, necessária. Eram dois (e sempre foram), mas perderam o anseio de ser um.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do outro lago, finja que ele se chama Caio (rá!).&lt;br /&gt;
Conheceu Carla por acaso, o Caio.&lt;br /&gt;
A vida continuou, agora com mais dois braços para se pôr.&lt;br /&gt;
Braços quentes, apaixonados, fáceis.&lt;br /&gt;
Toda noite, Clara o esperava com um sorriso no rosto e outro no corpo. O coração pulsante de paixão.&lt;br /&gt;
Caio não se deixou apaixonar, mas preferiu tentar. Se enganar.&lt;br /&gt;
Fez Carla o desejar. A comodidade de uma relação diminuia a vontade de seguir sozinho. Abraços, beijo, companhia e desejo.&lt;br /&gt;
No final do dia, Carla valia a pena.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não vão chegar a nenhum lugar. Só vão assistir a vida passar.&lt;br /&gt;
Um, se doando para algo que não existe. Outro, fingindo existir.&lt;br /&gt;
Amores, antes de intensos, loucos e para sempre, precisam ser honestos. O amor ocupa o nosso corpo inteiro, não fica preso somente no coração. Ele é maior que tudo e menor que nada. É equilíbrio, é vertigem, é morada. Sem amor, não nos sobra nada.</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/01/faz-de-conta.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1077138747101786380.post-8095589879180410370</guid><pubDate>Wed, 14 Jan 2015 17:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-01-14T15:58:01.111-02:00</atom:updated><title>leveza</title><description>&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;&quot;&gt;&quot;O homem, porque não tem senão uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipótese através de experimentos, de maneira que não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style=&quot;background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;&quot; /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;&quot;&gt;Pelo fato da vida ser, relativamente, tão curta e não comportar “reprises”, para emendarmos nossos erros, somos forçados a agir, na maior parte das vezes, por impulsos, em especial nos atos que tendem a determinar nosso futuro. Somos como atores convocados a representar uma tragédia (ou comédia), sem ter feito um único ensaio, apenas com uma ligeira e apressada leitura do script. Nunca saberemos, de fato, se a intuição que nos determinou seguir certo sentimento foi correta ou não. Não há tempo para essa verificação. Por isso, precisamos cuidar das nossas emoções com carinho muito especial.&quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;&quot;&gt;Da Insustentável (título) do ser.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;</description><link>http://cinqcontreun.blogspot.com/2015/01/leveza.html</link><author>noreply@blogger.com (Caio Caprioli)</author><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>