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	<title>Citação Livre</title>
	
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	<description>Livres pensamentos sobre economia, política, cotidiano, literatura e filosofia (e tudo o mais)</description>
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		<title>O modelo nórdico (©)</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 09:55:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Na Grécia e na Europa mediterrânea, capítulos da tragédia anunciada. No Brasil, a comédia da Copa e um sujeito de nome grego, Demóstenes, se afogando na catarata. Nos Estados Unidos, as eleições. Na Síria, os sírios. Nos países nórdicos, o gelo derrete &#8212; os cérebros, talvez &#8212; e discute-se a social-democracia. Um bom debate, não fosse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Grécia e na Europa mediterrânea, capítulos da tragédia anunciada. No Brasil, a comédia da Copa e um sujeito de nome grego, Demóstenes, se afogando na catarata. Nos Estados Unidos, as eleições. Na Síria, os sírios. Nos países nórdicos, o gelo derrete &#8212; os cérebros, talvez &#8212; e discute-se a social-democracia.</p>
<p>Um bom debate, não fosse ele apenas em termos. Ou, melhor dito: pelo termo em si.</p>
<p>Pois, o Partido Social-Democrata sueco, numa verdadeira aula de democracia de cuecas, conseguiu patentear em dezembro o termo &#8220;modelo nórdico&#8221;. Na prática, a expressão não poderia mais ser utilizada por ninguém &#8212; afinal, argumentam os sociais-democratas aos conservadores, o modelo está baseado em políticas da social-democracia. Os conservadores, por sua vez, não perderam a chance de acusar os sociais-democratas suecos de buscarem o monopólio do termo para autopromoção. Em março, o assunto esquentou: o &#8220;Nordic Council&#8221; (um organismo regional com representantes de todos os parlamentos nórdicos) entrou com um protesto contra a patente sueca.</p>
<div>
<p>Sem querer ser professoral, mas um pouco de história e teoria político-econômica é útil para se entender a celeuma: graças ao modelo adotado já pela década de 1920, os norrenos (obrigado, dicionário, por ter um sinônimo para &#8220;nórdico&#8221;) utilizaram-se do conceito de &#8220;Estado-babá&#8221; para galgar postos em qualidade de vida. Graças a isso, dizem os defensores, os países que compõem o chamado grupo nórdico (Finlândia, Dinamarca, Suécia, Noruega e Björk, digo, Islândia) estão, todos eles, entre os 20 países com melhor Índice de Desenvolvimento Humano, com menção honrosa à Noruega, primeira do ranking.</p>
</div>
<p>Mas no que se difere o dito &#8220;modelo nórdico&#8221; da social-democracia europeia tradicional? Em termos gerais, ambos baseiam-se na ideia de redistribuição de renda (especialmente através de altos tributos) e serviços públicos, assim, &#8220;gratuitos&#8221;, forte regulamentação do trabalho (e relativos &#8220;incentivos ao desemprego&#8221;), além de grande investimento público e privado em capital humano, seja em cuidados às crianças, educação ou pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D).</p>
<p>O modelo dos norrenos, contudo, traz algumas novidades, como as economias de aglomeração e, sobretudo, por um entendimento de que uma divisão de risco coletivo torna a globalização aceitável aos cidadãos. Tentando ser mais claro: apesar de ter grandes setores públicos, os países nórdicos também abraçam a economia de mercado e ações para promover a concorrência. Subjacente a essa virtuosa interação de segurança e flexibilidade há o sentimento generalizado de confiança &#8212; tanto entre os cidadãos quanto em instituições públicas &#8211; e um senso de justiça relacionado às ambições igualitárias do Estado Social (como a educação e a política social supracitadas).</p>
<p>Pioneiros na adoção do modelo, esses países do norte europeu se adiantaram e reformaram seu sistema ainda na década de 90. Hoje, o Estado é mais capataz e menos mordomo do que antes, embora nem tanto. Sempre permanece, contudo, o orgulho &#8212; de nacionalidade estritamente sueca, frisam os sociais-democratas daquele país.</p>
<p>E como a querela termina? Fosse um filme do sueco Bergman, diria que de maneira triste e melancólica. Em um livro do norueguês Jostein Gaarder, de maneira exótica. Numa música da islandesa Björk, com alguma pirotecnia cantada em trajes de gosto duvidoso. Mas se tudo isso acontecesse na Grécia, a contenda se resolveria por meio de quebra-quebra e greve generalizada; no Brasil, com o natural descumprimento da lei.</p>
<p>Sem sentido na prática e errada por princípio, a patenteação de um termo de comum uso mundo afora por um braço político de uma nação certamente não levará a nada. Serve, no entanto, como passatempo para os entediados nórdicos discutirem, na falta de maiores problemas. Convenhamos: o arruaceiro deus Loki deve estar mexendo seus pauzinhos para escarnecer os trágicos parentes gregos. Por Zeus.</p>
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		<title>Da corrupção: Breves (e rasos) comentários</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 07:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[No último domingo, 18 de março, o &#8220;Fantástico&#8221; da Rede Globo exibiu uma extensa matéria em que um repórter, infiltrado como gerente de compras de um hospital carioca, recebe ofertas de propina de maneira descarada (a matéria pode ser vista clicando aqui). O caso traz à tona, uma vez mais, o inexorável problema da corrupção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último domingo, 18 de março, o &#8220;Fantástico&#8221; da Rede Globo exibiu uma extensa matéria em que um repórter, infiltrado como gerente de compras de um hospital carioca, recebe ofertas de propina de maneira descarada (a matéria pode ser vista clicando <a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1679161-15605,00-REPORTER+TRABALHA+INFILTRADO+EM+REPARTICAO+PUBLICA+E+FLAGRA+ESCANDALO+DE+CO.html" title="Repórter trabalha infiltrado em hospital de pediatria da UFRJ - Fantástico" target="_blank">aqui</a>). O caso traz à tona, uma vez mais, o inexorável problema da corrupção em nosso país. Explicações para a gênese corrupta do brasileiro nunca faltaram e, para listar algumas, versam sobre assuntos que vão desde o patrimonialismo, passando pela brandura das leis e a impunidade habitual.</p>
<p>A corrupção, como a reportagem revela, não é &#8220;privilégio&#8221; da classe política. O que é bastante óbvio, claro: está em todas as atitudes do brasileiro médio e de parcela do empresariado (que, fim último, é quem corrompe). Repugna saber, ademais, que a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, surgida em 2003, tenha sido proposta exatamente pelo Brasil. Propusemos, mas continuamos não cumprindo.</p>
<p>Como parêntese, gracejo. É fato bastante conhecido que o brasileiro não é exatamente um bastião das leis e costumes mais nobres. Como diz uma velha anedota, existiriam quatro tipo de sociedade:<br />
- a primeira, do tipo inglês, em que tudo é permitido, salvo aquilo que é proibido;<br />
- outra, do tipo alemão, onde tudo é proibido, exceto o que é permitido;<br />
- ainda, a do tipo totalitário, na qual tudo é proibido, mesmo aquilo que é permitido;<br />
- e, finalmente, a do tipo brasileiro, onde tudo é permitido, inclusive aquilo que é proibido.<br />
Acho boa, e a piada infelizmente tem muito de verdadeiro &#8212; e fecho parêntese.</p>
<p>O assunto, porém, não pode ser tratado de maneira fatalista, como se inevitável fosse. Não é possível se admitir, por motivos antropológicos quaisquer, que a corrupção esteja enraizada sem possibilidades de extirpação de nossa cultura. Aliás, pelo contrário: o sonho que se deve ter é que ela seja combatida diuturnamente. O combate à corrupção é necessário em espectros outros que do da sociologia. Procurando ser menos divagante: afastar a corrupção depende de mudanças individuais de conduta, o que, é evidente, passa (e corro o risco de parecer batido) por uma educação voltada à honestidade. </p>
<p>Ou, como já se disse e repetiu várias vezes, talvez necessitemos de uma nova cláusula pétrea na Constituição ou uma nova norma. Que tal uma lei que mande obedecer a todas as demais?</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Nota: Alguém escreveu que todo blog deve ter opções de redes sociais, como o &#8220;Curtir&#8221; do Facebook e o &#8220;Tweetar&#8221; do Twitter. Então, como diria uma ex-professora, &#8220;que assim seje (sic)&#8221;.</p>
<div id="tweetbutton760" class="tw_button" style="float: left; margin-left: 10px; margin-bottom: 18px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fpolitica%2Fda-corrupcao-breves-e-rasos-comentarios%2F&amp;via=rafaelspengler&amp;text=Da%20corrup%C3%A7%C3%A3o%3A%20Breves%20%28e%20rasos%29%20coment%C3%A1rios&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fpolitica%2Fda-corrupcao-breves-e-rasos-comentarios%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.rafaelspengler.com.br/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/citacaolivre-rascunhos/~4/J3yzn6WONOc" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Breve incursão pela História</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 09:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bah!]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Dizem os antigos eruditos que nobreza de caráter é dedicar as noites a incursões pela História. Pois, o fiz. Começando por uma Coca-Cola (um brinde ao século XX e à solução do calote americano), um chá (pelos ingleses &#8212; ou pela gripe eminente, na verdade) e um café (pela República Velha brasileira, e por minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem os antigos eruditos que nobreza de caráter é dedicar as noites a incursões pela História. Pois, o fiz.</p>
<p>Começando por uma Coca-Cola (um brinde ao século XX e à solução do calote americano), um chá (pelos ingleses &#8212; ou pela gripe eminente, na verdade) e um café (pela República Velha brasileira, e por minha mãe). Depois, cerveja (pela Mesopotâmia, Ambev e meu alcoolismo), destilados (pela paz nos canaviais, primeiramente, e depois pelos escoceses, bons sujeitos), finalizando com vinho (pelos gregos, sobretudo Sócrates, aquele craque da Seleção de 82).</p>
<p>Todos os litros permeados de amor e paz de espírito. Estou levemente bêbado e amo minhas férias, que estão por terminar, infelizmente. Mas tenho alegria. Líquida. E felicidade; sólida. =)</p>
<div id="tweetbutton751" class="tw_button" style="float: left; margin-left: 10px; margin-bottom: 18px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Funcategorized%2Fbreve-incursao-pela-historia%2F&amp;via=rafaelspengler&amp;text=Breve%20incurs%C3%A3o%20pela%20Hist%C3%B3ria&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Funcategorized%2Fbreve-incursao-pela-historia%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.rafaelspengler.com.br/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/citacaolivre-rascunhos/~4/JUN_hrkcCSo" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Trágica enciclopédia</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 05:54:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[Wikipédia]]></category>

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		<description><![CDATA[Os indivíduos procuram utilizar seu tempo disponível de modo a maximizar seu bem-estar, disse ainda ontem um colega, com ar grave e acadêmico. Deixando o jargão de lado, ocorre que as pessoas agem conforme seus próprios interesses e motivações, às vezes com compulsão e exagero. Um senso comum, acredito. Na web, essa revolução dos nossos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os indivíduos procuram utilizar seu tempo disponível de modo a maximizar seu bem-estar, disse ainda ontem um colega, com ar grave e acadêmico. Deixando o jargão de lado, ocorre que as pessoas agem conforme seus próprios interesses e motivações, às vezes com compulsão e exagero. Um senso comum, acredito. </p>
<p>Na web, essa revolução dos nossos tempos, não parece ser diferente: conheço gente com fixação compulsiva por jogos online, alguns mais cultos (nerds, quero dizer) que buscam artigos científicos e dados estatísticos, aqueles que são fanáticos por sites esportivos, outros ainda (geralmente os mesmos, na verdade) maníacos por redes sociais, MSNs e coisas do gênero. A Internet vicia, diz um já estabelecido chavão.</p>
<p>Nisso, meu vício é específico e atende por nome (além do Dunhill e da Bohemia, casos mais sérios): Wikipédia. Na adolescência, passava horas buscando informações tão úteis para a vida cotidiana como a capital da Lituânia, o PIB <i>per capita</i> belga e a cidade mais populosa da Índia, algo que nunca ninguém me perguntou, nem perguntará, o que não faz mal. Isso, à época, era feito no Almanaque Abril, que, mui valoroso, não fazia com que me pervertesse como fazem os links da enciclopédia online.</p>
<p>Links da Wikipédia, eis minha perdição (sobretudo de tempo). Fiquei em dúvida, dias atrás, sobre qual a base da economia norueguesa, para além do petróleo. Estava preparado o cenário para a curiosidade vã: e qual seria a da Suécia? E qual a população da Suécia? E a Dinamarca, por que é considerada na escandinávia, se ela está no continente, não na península? E por aí vai, adiante e tendendo ao infinito. Ou, melhor dito, até que o navegador quase não mais dê conta do recado.</p>
<p>Para cada verbete consultado, são mais três páginas abertas, para subestimar. Abas, abas, muitas abas. Se ganhasse um real por cada aba aberta no Google Chrome, eu estaria agora em alguma ilha paradisíaca, seja na Papua Nova Guiné, de onde não sei nada, mas acho o nome engraçado, ou nas Seychelles, que é um arquipélago africano, logo acima de Madagascar, uma das poucas nações daquele continente com Índice de Desenvolvimento Humano considerado alto (acabei de consultar). São bem bonitas, as ilhas seichelenses.</p>
<p>Ainda sobre o assunto internético, noto que quase tudo que pesquiso e leio é esquecido minutos, talvez segundos, após a leitura. Ou seja, é um passatempo, tal qual os <i>games</i>, o MSN, as redes sociais. Eis, assim, um bom motivo para, habitualmente, largar o computador e ir aos livros e às fotocópias. Porque, tenho esta impressão, a escrita no papel, ao não distrair o sujeito apressado (eu, por exemplo) com hiperligações, faz com que a concentração, a atenção sincera, aumente e a transformação de informações em conhecimento se dê de maneira mais produtiva. A apreensão do que se lê <i>offline</i> é certamente maior, disso tenho certeza. Mais especificamente, enciclopédias, em especial na Internet, servem para tirar dúvidas pontuais, não para se construir teses. É uma opinião.</p>
<p>E é isso o que acontece, desimportante, comigo quando <i>online</i>. Houve acontecimentos mais importantes mundo afora nesse tempo de blog às moscas. Repassemos, então.</p>
<p>Primeiro, os países ditos árabes entraram em estranha convulsão (rumo à democracia, dizem). A França, cujo presidente dá mostras de estar inclusive disposto a <a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/04/25/carla-bruni-estaria-gravida-de-sarkozy-dizem-jornais-franceses-924308954.asp">gerar herdeiro</a> para não perder eleição, participa das guerras na Líbia (onde o &#8220;líder&#8221; Gaddafi não larga o osso), no Afeganistão e segue na Costa do Marfim, além das missões de paz na Burkina Faso, no Mali e na Somália (digo de cabeça, sem consultar a Wiki desta vez), que são países que ficam ali em qualquer lugar da África. </p>
<p>(Confesso sentir certa saudade de jogar War agora. Mas prossigo, já que dominar o mundo sozinho é chato, sendo necessário bons adversários para que emoções haja, ensina Napoleão.)</p>
<p>Mataram o Osama Bin Laden e jogaram-no ao mar, garante-me o presidente Obama, um americano com certidão, e já se excitam as redações para saber quem será seu sucessor na Al-Qaeda &#8212; ou Alcaida, para ficar conforme a possível nova lei gaúcha. Como acontece isso, será, de escolher um terrorista sucessor? Estimo que não seja por meio de dinâmicas de grupo, mas vá lá saber? Imaginei procedimento similar ao conclave católico, a fumacinha branca ou preta saindo pela chaminé quando finalizassem a derradeira votação, anunciando &#8220;Habemus terroristam!&#8221; (transliterado do árabe), algo assim. Seria um belo ritual, especialmente se televisionado, penso eu. Que seja.</p>
<p>O que mais? A inflação ameaça o país, o Big Brother Brasil teve mais uma edição e o Grêmio foi eliminado da Libertadores. Aconteceu também aquela massacre macabro e absurdo em Realengo, tsunami no Japão e a Páscoa. Assuntos trágicos, que não quero entrar em pormenores &#8212; os colaboradores da Wikipédia que o façam, pois. Preciso me ocupar dos livros, filmes, pessoas e coisas boas, essas outras divagações que ficam para os próximos textos.</p>
<div id="tweetbutton702" class="tw_button" style="float: left; margin-left: 10px; margin-bottom: 18px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fcotidiano%2Ftragica-enciclopedia%2F&amp;via=rafaelspengler&amp;text=Tr%C3%A1gica%20enciclop%C3%A9dia&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fcotidiano%2Ftragica-enciclopedia%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.rafaelspengler.com.br/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/citacaolivre-rascunhos/~4/Um8xLE94LjU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O futebol</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jan 2011 08:22:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minhas tentativas]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[O futebol são vinte e dois sujeitos correndo atrás de uma bola em um campo nem sempre bem cuidado, dizem os muito concisos e os desapaixonados. Para seus amantes, porém, a significação do futebol é próxima do indecifrável, do indescritível. O futebol é a psicologia que Freud não explica. Pois, o futebol é o samba [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O futebol são vinte e dois sujeitos correndo atrás de uma bola em um campo nem sempre bem cuidado, dizem os muito concisos e os desapaixonados. Para seus amantes, porém, a significação do futebol é próxima do indecifrável, do indescritível. O futebol é a psicologia que Freud não explica.</p>
<p>Pois, o futebol é o samba na vitória, o blues melancólico da derrota, o rock&#8217;n roll das disputas no meio-de-campo. É o réquiem no rebaixamento, é redenção e glória ao campeão no apito derradeiro da final. É o juiz sempre injusto nas suas decisões, é o gozo interrompido da marcação do impedimento. É o coadjuvante sendo essencial, é o protagonista decidindo a capa do jornal.</p>
<p>O futebol é o sofrimento da derrota, a dor nas canelas, as meias embebidas em sangue. É a arte do drible desconcertante, o compasso aprumado de uma triangulação bem feita. É o blefe do chute ensaiado e não realizado e o juízo final do chute certeiro. É o riso da falha do goleiro e recuperação sublime deste após a defesa do pênalti mal-marcado. É o zelo do batedor de faltas ao arrumar a bola, é o pensamento ligeiro ao recebê-la, é o pensamento acurado da análise tática.</p>
<p>O futebol é a corrida inebriada em direção aos torcedores após o gol, é a vaia grave ao passe errado. É físico e inteligência necessitando de toda harmonia que seja possível enquanto o adversário acossa e pressiona querendo o Santo Graal. É a malandragem vencendo o pragmatismo ou vice-versa. É a ausência da fórmula perfeita determinando a própria perfeição.</p>
<p>O futebol é uma Revolução Francesa imperfeita. São onze contra onze, pressupondo igualdade. Mas, digamos, a liberdade é restrita pela fraternidade necessária às funções. Zagueiros e goleiros são o anti-clímax do prazer do esporte, os laterais são os bispos que enfraquecem a defesa de peões, enquanto volantes são os serviçais que carregam pianos para o camisa 10, este poeta incompreendido, que articula emoções de imperadores e fenomenais atacantes.</p>
<p>O futebol é a política clubística, com suas articulações melindrosas. É a comunidade de um local deixando de lado suas individualidades em prol de um bem comum. É a união ou a desunião do vestiário levando à vitória ou à derrota. É o grito da torcida, ensandecida, querendo garra, querendo que o jogador se transforme em um gladiador romano ou em um Charles Chaplin de chuteiras. É a ira ao adversário e a compaixão pelo mais fraco. É a melancolia do estádio vazio sendo preenchida por milhares de esperanças.</p>
<p>O futebol é a diversão sem cor ou classe social. O futebol é a batalha para a qual o pai deixa ir seu filho mais pródigo. É a chance de o iletrado ser adjetivado como gênio e do gênio das ciências ser tachado como ignóbil. É o trabalho árduo do dia-a-dia e o picadeiro da apresentação memorável. É o entrevero da disputa, o passo lento ao vestiário, o alvoroço dos repórteres. É o escárnio, a solidão e o esquecimento na derrota. </p>
<p>E o que o futebol não é, então? </p>
<p>De maneira fugaz e definitiva: o futebol não é um mero jogo. Porque o futebol é o cântico das torcidas, a arquitetura pós-moderna do estádio e minimalista do campinho de terra; é a escultura do jogador, o movimento cinematográfico, a pintura do gol, o fingimento e o ludíbrio de lesões, as cores da camiseta definindo o caráter, a palavra do cronista e a coreografia do esquema tático. </p>
<p>O futebol, no fim, é arte que condensa em si todas as demais.</p>
<div id="tweetbutton673" class="tw_button" style="float: left; margin-left: 10px; margin-bottom: 18px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fcronicas%2Fo-futebol%2F&amp;via=rafaelspengler&amp;text=O%20futebol&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fcronicas%2Fo-futebol%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.rafaelspengler.com.br/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/citacaolivre-rascunhos/~4/HnOrYkoZRb8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Economistas sobre: economistas</title>
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		<comments>http://www.rafaelspengler.com.br/blog/economia/economistas-sobre-economistas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 08:17:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[economista]]></category>
		<category><![CDATA[hayek]]></category>
		<category><![CDATA[keynes]]></category>

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		<description><![CDATA[F. A. Hayek: &#8220;O economista que só sabe Economia não pode ser um bom economista&#8221; J. M. Keynes: &#8220;O bom economista deve ser matemático, historiador, estadista, filósofo… deve entender os símbolos e falar com palavras. Deve contemplar o particular nos termos do genérico, e tocar o abstrato e o concreto na mesma revoada do pensamento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>F. A. Hayek: </p>
<blockquote><p>&#8220;O economista que só sabe Economia não pode ser um bom economista&#8221;</p></blockquote>
<p>J. M. Keynes: </p>
<blockquote><p>&#8220;O bom economista deve ser matemático, historiador, estadista, filósofo… deve entender os símbolos e falar com palavras. Deve contemplar o particular nos termos do genérico, e tocar o abstrato e o concreto na mesma revoada do pensamento. Deve estudar o presente à luz do passado com objetivos futuros. Nenhuma parte da natureza humana ou das suas instituições deve ficar completamente fora do alcance de sua visão. Ele deve ser decidido e desinteressado com a mesma disposição; tão distante e incorruptível quanto um artista, e ainda assim algumas vezes tão perto da terra quanto um político&#8221;</p></blockquote>
<div id="tweetbutton647" class="tw_button" style="float: left; margin-left: 10px; margin-bottom: 18px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Feconomia%2Feconomistas-sobre-economistas%2F&amp;via=rafaelspengler&amp;text=Economistas%20sobre%3A%20economistas&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Feconomia%2Feconomistas-sobre-economistas%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.rafaelspengler.com.br/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/citacaolivre-rascunhos/~4/R5M_0XzG67U" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Como foi seu dia?</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 01:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[corpos que vibram]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[subjetividade]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[vontade]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábados foram feitos para o repouso espiritual, à reflexão e o descanso, dizem algumas tradições. Para cousas edificantes, com e sem ironia, ousaria acrescentar eu, para quem eles são geralmente dedicados ao ócio e à decadência. Contrário ao habitual, porém, o último sábado foi o dia mais engrandecedor da semana, sem qualquer dúvida &#8212; e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábados foram feitos para o repouso espiritual, à reflexão e o descanso, dizem algumas tradições. Para cousas edificantes, com e sem ironia, ousaria acrescentar eu, para quem eles são geralmente dedicados ao ócio e à decadência. Contrário ao habitual, porém, o último sábado foi o dia mais engrandecedor da semana, sem qualquer dúvida &#8212; e não só pela contundente vitória contra o despertador às 8h em um final de semana (embora seja um fato digno de nota).</p>
<p>Ocorre que, a convite da amiga Cristina Pretto, eu e o Emanuel Godinho, grata amizade que fiz nestes anos em Porto Alegre, fomos ao Núcleo de Estudantes de Psicologia do Rio Grande do Sul assistir à intervenção <a title="Anúncio da esquete no NESP - Núcleo de Estudantes de Psicologia [abrirá em nova janela]" href="http://nesp-sprgs.blogspot.com/2010/10/corpos-que-vibram_23.html" target="_blank">&#8220;Corpos que Vibram&#8221;</a>, realizada por um grupo de estudantes de Psicologia  (a Cris, inclusive) da Univates, centro universitário de Lajeado.</p>
<p>Chegamos ao NESP como estranhos no ninho (<em>a la</em> Jack Nicholson, quase) e aqueles dois sujeitos esquisitos &#8212; porque estudantes de Economia, em geral, são esquisitos &#8212; debatendo &#8220;economices&#8221; enquanto esperavam a peça começar certamente despertou curiosidade entre os psicólogos presentes no local. Tanto que, receptiva e simpaticamente, nos perguntaram &#8220;de onde vínhamos&#8221;, e pareciam felizes por pessoas de outra formação estarem lá, interessadas em seu mundo. A propósito, cabe frisar, há muito tempo não me sentia tão à vontade em um ambiente desconhecido. Hospitalidade genuína não se encontra em toda parte, afinal.</p>
<p>Mas, derivo.</p>
<p>Por um pequeno erro de interpretação do material de divulgação, pensei que a peça seria uma interpretação psicológica d’A Genealogia da Moral, de Nietzsche, o que seria bem interessante. Mas não era sobre isso. E nem importa: penso que foi precisamente por esse pequeno ato falho que a experiência mostrou-se ainda mais surpreendente, instigante e inspiradora.</p>
<p><span id="more-625"></span></p>
<p>Pois, quando começou a apresentação e fomos levados a uma sala e convidados a sentar no chão, como se meditar fôssemos, enquanto mensagens eram passadas em um telão e um balé exótico era realizado – sem que eu  soubesse para onde era devido olhar, o que fazer, o que ouvir –, meu lado objetivo, racional, consciente, estava perturbado. As balas incentivando o paladar, os pequenos baldes com terra para estimular o tato, e todos os demais pequenos detalhes convidativos a uma exploração dos sentidos, fizeram-me lembrar mais de uma vez da <a title="Post" href="http://www.rafaelspengler.com.br/blog/?p=46" target="_blank"> peça No Vão da Escada</a>, a que assisti no Hospital Psiquiátrico há tempos – seja pela experiência incomum, seja pelas reflexões e digressões sucedentes. Sensações inexprimíveis, em ambos os casos, enfim.</p>
<p><img class="full-image" title="Corpos que Vibram" src="http://sprgs.org.br/data/FreeTextBox/images/apresenta%C3%83%C2%A7ao%20trabalho%20univates%2025%2008%202010%20011.jpg" alt="Corpos que Vibram" width="512" height="288" /></p>
<p>Após a inebriante viagem pelo inconsciente de cerca de meia hora, as pessoas presentes foram convidadas a dar seus comentários sobre a peça. Singular notar que inclusive os psicólogos tinham distintas interpretações a respeito de momentos particulares da peça, que dizia respeito, essencialmente, a seu próprio trabalho. O que, para mim (e para o Emanuel também, suponho), foi irrelevante no que se refere ao aproveitamento da teatralidade e introspecção: até mesmo nos momentos de evidente relação com o a atuação do psicanalista (por si só interessante), podia o leigo tecer seus próprios relacionamentos psicológico-filosóficos de acordo com suas vivências e campos de atuação. E, aliás, creio que um dos grandes méritos da composição seja justamente esse aspecto supradisciplinar da mesma.</p>
<p>Há muitos outros elogios a fazer ao grupo de estudantes (e à professora orientadora do trabalho). Afinal, imagino que a dedicação para que a apresentação se mostrasse tão densa e bem-executada não tenha sido pouca, além de ser incomum a iniciativa de criar uma peça teatral em um curso não-artístico e ter a coragem de se expor de tal maneira. E, por fim, é impossível não agradecer pela experiência subjetiva tão inabitual e cara para quem convive com fórmulas, modelos rígidos e axiomas.</p>
<p>Entre vídeos, mensagens, gravações, danças, gritos, tapas, o som do saxofone e uma única frase, incrivelmente significativa, não foram poucas as confusões à minha pretensa racionalidade. Pode parecer exagero, mas não é: as muitas reflexões, divagações e ideias inquietas decorrentes de toda essa experiência ainda não se sedimentaram. E, é muito provável, nem devam. De todo modo, foi um ótimo e intelectual dia &#8212; e em pleno sábado.</p>
<div id="tweetbutton625" class="tw_button" style="float: left; margin-left: 10px; margin-bottom: 18px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fcotidiano%2Fcomo-foi-seu-dia%2F&amp;via=rafaelspengler&amp;text=Como%20foi%20seu%20dia%3F&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fcotidiano%2Fcomo-foi-seu-dia%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.rafaelspengler.com.br/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/citacaolivre-rascunhos/~4/vAj6b9z5-l8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Dos fins sem princípios</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Nov 2010 09:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Minhas tentativas]]></category>
		<category><![CDATA[microconto]]></category>
		<category><![CDATA[vida normal]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Está tudo acabado! Tudo!&#8221;, respondeu ela, ato contínuo à minha gargalhada, sem notar que jamais houvera coisa alguma. Tweet]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Está tudo acabado! Tudo!&#8221;, respondeu ela, ato contínuo à minha gargalhada, sem notar que jamais houvera coisa alguma.</p>
<div id="tweetbutton642" class="tw_button" style="float: left; margin-left: 10px; margin-bottom: 18px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fcotidiano%2Fdos-fins-sem-principios%2F&amp;via=rafaelspengler&amp;text=Dos%20fins%20sem%20princ%C3%ADpios&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fcotidiano%2Fdos-fins-sem-principios%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.rafaelspengler.com.br/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/citacaolivre-rascunhos/~4/qzshchm0dk8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>O filho de Teresa</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 03:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minhas tentativas]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[demência]]></category>
		<category><![CDATA[moralismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é uma história sobre Teresa &#8212; uma jovem que tem outro nome, na verdade. Pois, Teresa, na semana passada, matou seu filho. Arthur, o nome dele. Pouquíssimos tiveram conhecimento do fato, menos ainda deram-se por falta. Não era comum perceber o filho, escondido sob os segredos de uma recém-moça, que mal entrara na faculdade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é uma história sobre Teresa &#8212; uma jovem que tem outro nome, na verdade.</p>
<p>Pois, Teresa, na semana passada, matou seu filho. </p>
<p>Arthur, o nome dele. Pouquíssimos tiveram conhecimento do fato, menos ainda deram-se por falta. Não era comum perceber o filho, escondido sob os segredos de uma recém-moça, que mal entrara na faculdade e já precisava mudar repentinamente todos os planos. A ansiedade decorrente disso, aliás, fê-la, com aqueles cabelos desajeitados e caminhar com um pouco de desleixo (ou preguiça), parecer ainda mais estranha a todos. Seus olhos, negros e fundos, pareciam esconder-se da face em pensamentos virados para o próprio interior.</p>
<p>Arthur é filho de um homem de olhos claros, usualmente vestido com boa intenção, não obstante use de combinações estranhas, como calças claras e camisa xadrez. É dono de um pequeno comércio de eletrodomésticos que fica bastante próximo daqui de casa. Quando vou à sacada para fumar um cigarro, a propósito, consigo vê-lo dentro da loja, inclusive. Em resumo, um sujeito simples, daqueles que se vê milhares todos os dias a pegar seus ônibus lotados de outros iguais. </p>
<p>Ele, porém, jamais soube do filho. Soubesse, e provavelmente não reconheceria como tal. Teresa nunca tinha sido muito fiel, era sabido. Fora um daqueles romance tidos como modernos, algo que haviam combinado desde o princípio. Nada de ciúmes, nada de planos; apenas gozo. </p>
<p>Sei que assim persistiu o relacionamento por vários meses, até que o Cláudio nunca mais teve notícias de seu <i>affair</i>. Eu também não havia a visto mais, e isso já há algumas semanas.</p>
<p>Hoje, porém, aconteceu algo estranho. Voltava do meu trabalho, nos habituais passos largos, a cabeça baixa, os fones nos ouvidos. Dificilmente noto qualquer coisa estranha à minha volta, posto que conheço pouquíssima gente aqui nesta cidade. Chovia fraco, mas o suficiente para ter que usar do guarda-chuva e desviá-lo, nervosamente, de outras pessoas tão ou mais apressadas que eu que utilizam-se dos seus como se espadachins fossem. Ainda assim, vi que alguém me acenava. Era a mãe de Teresa. </p>
<p>Não sei ainda como ele me reconheceu. Aliás, não sei como ela me conhece e sabe da amizade que tive com sua filha. Contudo, o fez, e seu olhar grave me angustiava. Os transeuntes deseducados a esbarrar na jovem senhora nos segundos em que me dirigia até ela eram desprezíveis. Um clichê, &#8220;odeio a Humanidade&#8221;, pensei. Enfim, cumprimentei-a; perguntei sobre Teresa. Estava grávida, quase ninguém sabia, e fizera um tipo de aborto caseiro, um tal de envenamento salino, mal-sucedido. </p>
<p>Preferiu se arriscar e morrer do que conviver com a realidade. Sentiu-se só, decerto, e a vergonha de ser mãe solteira não desapareceu neste princípio de século XXI, no fundo tão moralista quanto diz não ser. Arthur, ela deixou escrito num bilhete ao lado do computador, caso fosse menino, seria o nome da criança. Isso, claro, se a solidão de Teresa não chegasse a ponto tão definitivo.</p>
<div id="tweetbutton363" class="tw_button" style="float: left; margin-left: 10px; margin-bottom: 18px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fcronicas%2Fo-filho-de-teresa%2F&amp;via=rafaelspengler&amp;text=O%20filho%20de%20Teresa&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.rafaelspengler.com.br%2Fblog%2Fcronicas%2Fo-filho-de-teresa%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.rafaelspengler.com.br/blog/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/citacaolivre-rascunhos/~4/mIqrT0mv8vA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Brasil: Passado e Desafios Futuros</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/citacaolivre-rascunhos/~3/_mx9PWHd2aY/</link>
		<comments>http://www.rafaelspengler.com.br/blog/economia/rascunhos-economico-filosoficos/brasil-passado-e-desafios-futuros/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 23 Oct 2010 09:57:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Spengler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rascunhos econômico-filosóficos]]></category>
		<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[Pochmann]]></category>
		<category><![CDATA[previdência]]></category>
		<category><![CDATA[reformas]]></category>
		<category><![CDATA[semana acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho imaterial]]></category>

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		<description><![CDATA[O último dia da Semana Acadêmica comemorativa do centenário do DAECA contou com a ilustre presença do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, para falar sobre o tema &#8220;Perspectivas para os próximos 100 anos&#8221;. Humildemente (e sabiamente), o economista se esquivou da pretensão de ser, digamos, &#8220;guru&#8221;, e tratou de traçar um panorama histórico dos últimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O último dia da Semana Acadêmica comemorativa do centenário do DAECA contou com a ilustre presença do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, para falar sobre o tema &#8220;Perspectivas para os próximos 100 anos&#8221;. Humildemente (e sabiamente), o economista se esquivou da pretensão de ser, digamos, &#8220;guru&#8221;, e tratou de traçar um panorama histórico dos últimos tempos do Brasil e algumas possibilidades e desafios a serem enfrentados nos próximos anos.</p>
<p>Inicialmente, Pochmann deu um breve relato sobre sua vivência na militância estudantil do DAECA, salientando que o engajamento faz parte do desenvolvimento do estudante, ainda que isso só seja notado no futuro. Isso posto, comentou sobre a ausência de revoluções no Brasil, sejam burguesas ou socialistas, frisando que, aqui, &#8220;o novo coexiste com o velho&#8221;. Segundo ele, embora tal conciliação de interesses leve consigo o aspecto positivo da ausência de conflitos em grande escala, tampouco reformas significativas são feitas, já que pressupõem um determinado nível de organização social &#8212; inexistente, pois.</p>
<p>A propósito, a própria formação de uma sociedade civil urbana é um fato relativamente recente na história do país. Pochmann comenta que, à época da criação da CLT (essencialmente direcionada à população urbana), dois terços da população vivia no campo. O &#8220;novo&#8221;, então, nasce nas cidades. Aí insere-se, inclusive, a formação das universidades &#8212; e, por conseguinte, uma maior preocupação com a educação, embora, segundo ele, nossa república ainda não tenha real compromisso, para além do discurso, com o tema. Uma afirmação interessante (ao menos para mim) foi a de que é irracional alguém começar a trabalhar antes dos 24 anos, sem que tenha concluído sua educação formal. Porém, infelizmente, é a realidade de grande parcela da população, segundo ele mesmo colocou.</p>
<div class="full-image"><img title="Marcio Pochmann" src="http://www.revistaportuaria.com.br/arquivos/noticia_121433179048613b8ee032b.jpg" alt="Pochmann: transição para sociedade pós-industrial é um desafio" width="450" height="321" />
<p><small class="tooltip"><em>Pochmann: transição para sociedade pós-industrial é um desafio</em></small></p>
</div>
<p>O desafio educacional, então, insere-se no conjunto de desafios a serem enfrentados pelo brasileiros nos próximos anos. Além dele, Pochmann citou alguns outros:<br />
a) necessidade de moeda de curso internacional, criando certa independência das moedas internacionais;<br />
b) o problema da ausência de um sistema de defesa nacional;<br />
c) desenvolvimeto tecnológico, no tocante à pesquisa e desenvolvimento (tanto em empresas quanto em universidades);<br />
d) envelhecimento populacional e diminuição da população a partir de ~2030, com todos os problemas intimamente associados;<br />
e) transição da sociedade de trabalho material (agricultura, pecuária, indústria) para a de trabalho imaterial (terceiro setor): Pochmann defendeu que não havendo mais um local específico de trabalho, exerceremos (ou exercemos, na verdade) o trabalho em praticamente todos os momentos e lugares, de modo a dar &#8220;adeus ao descanso&#8221;.</p>
<p>Este último aspecto foi comentado também quando um colega perguntou sua opinião a respeito dos desafios a serem enfrentados no campo da previdência social &#8212; sobre a qual anteriormente tinha dado a entender que, no fringir dos ovos, o valor do benefício é razoável, se comparado aos salários em geral. Pochmann acrescentou que observava certa alteração na natureza da mesma. Indagou: o que será a inatividade no futuro, já que, hoje, um terço daqueles com idade para tal, segue trabalhando? </p>
<p>Em seguida, a rica e no mínimo instigante exposição de Pochmann foi finalizada; ato contínuo, encerrou-se a semana acadêmica, sob merecidos aplausos. Sem dúvida, foi uma experiência gratificante e edificante para todos que participaram, tirando de uma zona de conforto intelectual e incitando os debates de corredor e bar. Para onde eu e alguns colegas fomos, aliás &#8212; afinal, confraternizar também faz parte do desenvolvimento do estudante. <img src='http://www.rafaelspengler.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>___</p>
<p>Espero que este e os demais resumos possam ser úteis e interessantes àqueles colegas que não puderam comparecer ao evento e aos demais visitantes deste blog. É provável que pontos importantes tenham sido omitidos, por pura e simples inabilidade deste que escreve. Então, toda contribuição ou comentar é muito bem-vinda.</p>
<p>Por fim, deixo meus sinceros parabéns aos amigos que organizaram, excelentemente, o evento.</p>
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