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	<title>Coisas Geek de um Hobbit Inútil</title>
	
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	<description>E não se esqueça da toalha.</description>
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		<title>Pra Não Dizer Que Eu Não Dei Os Parabéns Ao Rock</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 00:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;I need a shot of salvation, baby, once in a while&#8230;
You hear the whistle blowing, I hear it for a thousand miles.&#8221;
Hunf. Então é por isso que hoje eu me senti mais sarcástico e cretino que o normal. Parabéns, seu grande filho da puta.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/c-trGCKataU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/c-trGCKataU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em>&#8220;I need a shot of salvation, baby, once in a while&#8230;<br />
You hear the whistle blowing, I hear it for a thousand miles.&#8221;</em></p>
<p>Hunf. Então é por isso que hoje eu me senti mais sarcástico e cretino que o normal. Parabéns, seu grande filho da puta.</p>
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		<title>Road Songs</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 20:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;They said timing was everything
Made him want to be everywhere
But there&#8217;s a lot to be said to nowhere&#8221;
Queria ir embora, mas não sabia pra onde, não sabia  como, não sabia o que comeria e aonde dormiria, nem o que faria pra sobreviver. Então ele fez o que lhe parecia mais certo: escreveu um guia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;They said timing was everything<br />
Made him want to be everywhere<br />
But there&#8217;s a lot to be said to nowhere&#8221;</em></p>
<p>Queria ir embora, mas não sabia pra onde, não sabia  como, não sabia o que comeria e aonde dormiria, nem o que faria pra sobreviver. Então ele fez o que lhe parecia mais certo: escreveu um guia de viagem pra si mesmo, e rezou para que a massa melequenta flutuante dentro sua cabeça e o músculo vermelho pulsante dentro de seu peito não estivessem tão perdidos quanto ele. Uma vez pronto o guia, ele abriu uma página ao acaso e começou dali. Tem gente que não sabe viver em ordem mesmo, pensou.</p>
<p><em>&#8220;Someday, girl, I dont know when<br />
We&#8217;re gonna get to that place<br />
Where we really want to go<br />
And we&#8221;ll walk in the sun<br />
But, till then, tramps like us<br />
Baby, we were born to run&#8230;&#8221;</em></p>
<p>Era de madrugada quando ela jogou tudo o que precisava na mochila. Tão leve, mas era melhor assim. O tênis velho fez barulho pisando nas folhas velhas da varanda, mas o portão permaneceu em silêncio enquanto ela o abria. Um cachorro latia lá longe e parecia acentuar ainda mais o silêncio. A lua crescente e as estrelas lá no alto pareciam sorrir enquanto ela andava em direção a rodoviária. Ela sorria de volta, e se perguntava se algo poderia ser melhor do que isso.<br />
<em><br />
&#8220;I&#8217;m moving on alone, over ground that no one owns<br />
Past statues that atone for my sins<br />
There&#8217;s a guard on every door, and a drink on every floor<br />
Overflowing with a thousand amens<br />
And it&#8217;s hard to say who you are these days<br />
But you run on anyway, don&#8217;t you baby?&#8221;</em></p>
<p>O problema de simplesmente se levantar e ir, ele acabava de descobrir, era que não pegava bem voltar pra pegar o mp3 player que havia esquecido na gaveta. Talvez seja um sinal, um aviso divino, uma mensagem do universo. Que o gosto musical dele era uma merda, e ele deveria parar de ouvir música? Talvez. Talvez. Amanhã ele tomaria as decisões, arrumaria as coisas, botaria caixotes no correio e se perguntaria pra onde ir. Hoje ele simplesmente se levantou e foi. E já estava bom demais.</p>
<p><em>&#8220;I hope you get this message.<br />
Oh, you&#8217;re not alone.<br />
I could be there in ten minutes or so.<br />
I got my things, and we&#8217;ll make it up as we go along.<br />
With you, I could&#8230;never&#8230;be alone.<br />
Never be alone.&#8221;</em></p>
<p>Se você perguntasse pra ela porque ela estava indo, ela ficaria te olhando pelo tempo suficiente para fazer você implorar que ela voltasse a botar os olhos na estrada. E então ela simplesmente riria, a mais gostosa das risadas, e diria que você precisa ouvir mais música. 42 segundos depois, ela se voltaria para você e diria que não, talvez o que você precisa seja silêncio. Só senta aí e cala a boca, ela diria sorrindo, e pisaria mais fundo.<br />
<em><br />
&#8220;I know a place where the sun hits the sky,<br />
Everything changes and blows out the night,<br />
Everyone knows why my tongue can&#8217;t be tied,<br />
&#8216;Cause I want to live where the sun meets the sky&#8221;</em></p>
<p><em><img class="aligncenter size-full wp-image-1576" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/07/br116.jpg" alt="" width="500" height="249" /></em></p>
<p><em>(Foto gentilmente surrupiada <a href="http://www.trekearth.com/gallery/photo992676.htm">daqui)</a><br />
</em></p>
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		<title>Apocalipse Tecnológico</title>
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		<comments>http://coisasgeek.com.br/2009/07/apocalipse-tecnologico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 01:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje&#8230;

Meu celular não pegava sinal nem fodendo, e quando voltou ao normal descobri que não tinha mais créditos.
Meu mp3 player travou e se recusava a ligar.
E o mais crítico e mais grave e mais triste, a tela do meu PSP estilhaçou-se internamente. (Seria estiloso se não fosse trágico :/ )

Eu nem sei o que estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje&#8230;</p>
<ul>
<li>Meu celular não pegava sinal nem fodendo, e quando voltou ao normal descobri que não tinha mais créditos.</li>
<li>Meu mp3 player travou e se recusava a ligar.</li>
<li>E o mais crítico e mais grave e mais triste, a tela do meu PSP estilhaçou-se internamente. (Seria estiloso se não fosse trágico :/ )</li>
</ul>
<p>Eu nem sei o que estou fazendo nesse PC, vai que ele tamb%¨#$$%@123213&#8242;1!@#@#1######</p>
<p>&#8230;</p>
<p>&#8230;.</p>
<p>&#8230;&#8230;</p>
<p><em>Falha geral de sistema. Seus dados foram perdidos, seu processador derreteu e sua placa-mãe ficou desnaturada. Deseja: (A)nular, (F)alhar, (E)ntrar em posição fetal enquanto grita desesperadamente pela mamãe ?</em></p>
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		<title>I have dreams of orca whales</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 22:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
A dona Lulu, dona da Toca da Coruja, andou escrevendo uma série de posts ótimos sobre o mito dos vampiros que vocês podem ler começando por aqui, depois continuando por aqui, e depois tem mais esse e por fim, chegando aos finalmentes da discussão, mais esse aqui. É compridão e cheio de curiosidades e insights [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>A dona Lulu, dona da <a href="http://www.owlsroof.blogspot.com/">Toca da Coruja</a>, andou escrevendo uma série de posts ótimos sobre o mito dos vampiros que vocês podem ler <a href="http://owlsroof.blogspot.com/2009/07/vampiros-por-tras-da-mascara-parte-i.html">começando por aqui</a>, depois <a href="http://owlsroof.blogspot.com/2009/07/vampiros-por-tras-da-mascara-parte-ii.html">continuando por aqui</a>, e depois <a href="http://owlsroof.blogspot.com/2009/07/vampiros-por-tras-da-mascara-parte-iii.html">tem mais esse</a> e por fim, chegando aos finalmentes da discussão, <a href="http://owlsroof.blogspot.com/2009/07/vampiros-por-tras-da-mascara-parte-iv.html">mais esse aqui</a>. É compridão e cheio de curiosidades e insights legais&#8230;enfim, vão lá ler logo!</li>
<li>Cara, essa coisa de mundo corporativo não é pra mim. Como diria minha mestra jedi Tina Fey, &#8220;eles são muito &#8220;bláá bláá bláá&#8221; e eu sou tipo wéé wéé wéé&#8221;. E falando em mundo corporativo, segue vídeozinho safadamente surrupiado do <a href="http://eudiriaque.com.br/">Eu Diria Que</a>:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NisCkxU544c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/NisCkxU544c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></li>
<li>Ontem à noite eu sonhei que havia um pato grande e gordo e cinzendo me perseguindo, e correndo atrás das minhas pernas, e se agarrando nelas. E descobri que eu tenho um supermercado imaginário recorrente em meus sonhos. Mas nada foi mais batshit sickfuck do que o pato correndo atrás de mim. oÔ</li>
<li>Continuo apaixonado pela Regina Spektor. Virou minha cantora favorita em menos de um fim de semana, e eu não consigo parar de cantarolar <a href="http://www.youtube.com/watch?v=y4nF41hEHa0">&#8220;Hotel Song&#8221;</a> na minha cabeça.</li>
<li>Se eu pudesse mudar uma coisa, uma coisinha em mim, seria essa mania estúpida de achar que tudo há de dar errado. Não que eu seja pessimista, muito pelo contrário &#8211; eu sou uma poliana típica. Mas essa paranóia ridícula me assombra e me trava. Eu queria saber deixar as coisas acontecerem, o que for pra ser vai ser, e deixa o barco correr. Lobotomia resolve?</li>
<li>E por enquanto é isso. Em caso de emergência, <a href="http://www.mypix.com.br/site/pixblog/pixblog/pixblog/pixblog/pixblog/botao-de-emergencia-yodel/">apertem o botão e cantem junto</a>.</li>
</ul>
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		<title>Pam-padam padam</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 23:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;É assim que funciona:
Você é jovem até não ser mais
Você ama até não amar mais
Você tenta até não conseguir mais
Você ri até chorar
Você chora até rir
E todos devem respirar
Até seus últimos suspiros
Não, é assim que funciona:
Você olha dentro de você
Você toma as coisas que gosta
E tenta amar as coisas que tomou
E então você pega o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PErGYWLO9GE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/PErGYWLO9GE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>&#8220;É assim que funciona:<br />
Você é jovem até não ser mais<br />
Você ama até não amar mais<br />
Você tenta até não conseguir mais<br />
Você ri até chorar<br />
Você chora até rir<br />
E todos devem respirar<br />
Até seus últimos suspiros</p>
<p>Não, é assim que funciona:<br />
Você olha dentro de você<br />
Você toma as coisas que gosta<br />
E tenta amar as coisas que tomou<br />
E então você pega o amor que criou<br />
E então gruda um bom tanto<br />
No coração de outra pessoa<br />
Bombeando o sangue de outra pessoa<br />
E andando de mãos dadas<br />
Você reza para não quebrar<br />
Mas mesmo que aconteça<br />
Você irá fazer tudo de novo&#8221;</p>
<div class="feedflare">
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		<title>Mais dois livros</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 23:56:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafon &#8211; Eu não sou um bom crítico. Realmente não sei julgar quase nada tecnicamente, ainda mais um livro, em termos de escrita, enredo, criatividade, personagens, etc. Talvez &#8220;A Sombra do Vento&#8221; não seja tão bom assim, mas por três dias eu passeei pela Barcelona pós-guerra junto com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafon</strong> &#8211; Eu não sou um bom crítico. Realmente não sei julgar quase nada tecnicamente, ainda mais um livro, em termos de escrita, enredo, criatividade, personagens, etc. Talvez &#8220;A Sombra do Vento&#8221; não seja tão bom assim, mas por três dias eu passeei pela Barcelona pós-guerra junto com Daniel e Férmin, investigando a vida de um escritor misterioso cujos livros foram todos queimados, tateando em busca dos atores de uma história improvável, perseguidos por crimes que nunca cometeram. Por três dias eu mergulhei na vida maravilhosa e trágica de Júlian Carax e seus amigos de infância, conheci a dor de seu amor impossível, testemunhei sua devoção e sua loucura, conheci os golpes de destino que o levaram para tão longe de tudo, até de si mesmo. Há prisões piores que celas, sem dúvida, mas há esperança e há redenção ainda que tardia. Por três dias eu vivi nesse universo, e pra sempre vou querer ler os livros que Júlian Carax escreveu, mesmo que eles nunca tenham existido.</p>
<p><strong>O Continente, volume primeiro de &#8220;O Tempo e o Vento&#8221;, de Érico Veríssimo</strong> &#8211; &#8220;Noite de vento, noite dos mortos&#8221;. Se eu fiquei por 3 dias em Barcelona com o livro anterior, &#8220;O Continente&#8221; me fez passar três meses nos campos do Continente de São Pedro, seguindo de perto o nascimento e a saga da família Terra Cambará. Testemunhei o encontro fatídico entre Ana Terra e Pedro Missioneiro ferido à beira da sanga, fugi com Ana Terra para Santa Fé, farreei e guerreei com o Capitão Rodrigo, divaguei com o Dr. Winter sobre as peculiaridades dessa terra estranha, vi Bibiana Terra se transformar em mocinha ingênua em mulher de pedra, sendo o pilar da família por três gerações, vi a Teiniaguá e seu encanto destruidor, vi Licurgo e suas guerras particulares. Vi geração passando e as personagens renascendo, as tempestades de verão dos Rodrigos e Licurgos, a raiva contida e encalacrada dos Juvenais e Florêncios, a força e a resistência de cordilheiras contidas dentro das Bibianas e Maria Valérias. Fascinante, pra dizer o mínimo. E ainda faltam dois volumes e cinco livros para terminar a saga toda!</p>
<div class="feedflare">
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		<title>Minha testa não para de crescer</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 12:43:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[26 anos.
Ontem meu irmão disse pra mim &#8220;Parabéns! E que sua testa cresça como um poderoso carvalho!!&#8221;. E o pior é que ela realmente está crescendo, a safada. Essa coisa de envelhecer, você nunca acha que é com você. Eu não me imagino adulto, mas olha só&#8230;26 anos. Tem muita gente casada, com filhos, carreira, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>26 anos.</p>
<p>Ontem meu irmão disse pra mim &#8220;Parabéns! E que sua testa cresça como um poderoso carvalho!!&#8221;. E o pior é que ela realmente está crescendo, a safada. Essa coisa de envelhecer, você nunca acha que é com você. Eu não me imagino adulto, mas olha só&#8230;26 anos. Tem muita gente casada, com filhos, carreira, casa, carro e o escambal já nessa idade. E eu aqui, ainda procurando o meu caminho, querendo fazer mil coisas diferentes, sempre com uma coceira de mudar tudo, sempre insatisfeito e procurando um jeito de acertar o que eu não consigo nem definir. E eu sei que uma hora eu vou me achar e achar meu lugar e criar raízes, mas até lá eu continuo procurando. E ramble on!</p>
<p>(Aniversário é legal que a gente fala com vááárias pessoas que andavam sumidas. Ontem conversando com a BH eu descobri que ela largou o emprego e vai fazer Direito. Aí falei com a Sabrina, e contei pra ela da BH, contei que eu pretendia fazer Ciências da Computação (ou uma pós próxima disso)&#8230;e ela disse que queria fazer pós, mas não pretendia largar a engenharia não. E aí caiu a ficha: a especialização da Sá foi eletrotécnica. Eu fiz eletrônica. Quase todo mundo da minha turma que fez eletrônica está pulando pra outra área: eu quero computação, o Omelete quer economia, o Larri quer game design, a BH quer Direito, o Mingau tá trabalhando com programação, o Deroco Sr. D virou agente secreto do governo&#8230;E o pessoal de eletrotécnica estão em sua maioria felizes e contentes em seus empregos. Eu disse isso pro Deroco e ele me explicou, com suas sábias e doces palavras: &#8220;É que a gente nunca gostou de verdade daquilo tudo. E esse pessoal de eletrotécnica é meio chucro mesmo&#8221;. Aaaaah entendi! &#8230;Ou seria que o pessoal de eletrônica é um bando de perdidos, e o pessoal da eletrotécnica é quem realmente queria ser engenheiro? Não sei, não sei. )</p>
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		<title>Kitsune</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 21:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Poucos animais no japão são tão cercados por mistérios e lendas quanto a raposa. Às vezes ela faz o bem, seja como mensageira dos deuses, seja como entidade protetora das lavouras de arroz. Às vezes ela se torna perigosa, seja possuindo o corpo de donzelas e enganando os homens, seja usando seus poderes para confundir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poucos animais no japão são tão cercados por mistérios e lendas quanto a raposa. Às vezes ela faz o bem, seja como mensageira dos deuses, seja como entidade protetora das lavouras de arroz. Às vezes ela se torna perigosa, seja possuindo o corpo de donzelas e enganando os homens, seja usando seus poderes para confundir e enlouquecer seus desafetos. Mas porque elas tem tanto poder? Porque um animal que a gente mal vê, arisca e de hábitos noturnos, é tão tão reverenciado e lembrado, até mesmo hoje em dia? Será que existe um fundo de verdade para essas tantos mitos e lendas envolvendo as raposas no Japão?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1562" title="2668038819_ca0c79f9c5" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/06/2668038819_ca0c79f9c5.jpg" alt="2668038819_ca0c79f9c5" width="397" height="264" /></p>
<p>No Japão as raposas são mensageiras do deus Oinari, o deus shinto da comida e das plantações de arroz, dos fazendeiros, comerciantes e pescadores. É dito que durante a primavera Oinari descia das montanhas para residir nos arrozais durante toda o período fértil, e depois voltava para as montanhas quando o inverno chegasse novamente. Com Oinari chegavam também as raposas, suas mensageiras &#8211; ou seria que elas surgiam para se aproveitar dos ratos que se multiplicavam nos arrozais? Com o tempo os plantadores começaram a construir altares para rezar e pedir proteção para Oinari &#8211; para ter uma boa safra, para a lavoura não ser atacada por pestes, por um bom preço na hora de vender o arroz &#8211; e nesses altares eles colocavam não estátuas de Oinari (mesmo porque até hoje ninguém sabe se Oinari é um deus ou uma deusa), mas sim imagens de raposas. Esses altares se espalharam, primeiro nos temploes, depois nas casas e depois nas estradas &#8211; aonde os viajantes passavam e batiam palmas em honra à raposa, ou deixavam presentes para ela (tofu frito é sua comida preferida). E isso tomou uma popularidade imensa, tão imensa que hoje em dia existem 30 mil altares de Oinari pelo japão. Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui vão mil estátuas de raposa:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1559" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/06/toyokawa_inari_11.jpg" alt="" width="536" height="382" /></p>
<p>Talvez tenha sido o resultado de tanta adoração, talvez elas fossem criaturas mágicas desde sempre. Mas o fato é que as raposas tem uma aura mágica própria, e vários poderes sobrenaturais para acompanhar. Quanto mais velha uma kitsune, mais poderosa ela é. Aos cinquenta anos, a kitsune pode tomar a forma de uma mulher. Aos cem anos ela pode se transformar em uma bela mocinha ou um homem sedutor, e também saber do que acontece à quilômetros de distância. Ela também ganha seus poderes de ilusão e hipnose, podendo fazer uma pessoa se perder ou sair de seu rumo, ou mesmo possuir uma pessoa e levá-la à loucura &#8211; a temida loucura da raposa, kitsune tsuki. A cada cem anos de vida a raposa ganha uma nova cauda, marcando seu poder e sua ordem no mundo das raposas. Uma raposa que chega aos mil anos de idade torna-se uma poderosíssima raposa-de-nove-caudas: sua pelugem torna-se prateada ou dourada, e ela pode comunicar-se com os deuses celestiais e tem visão de tudo o que acontece pelo mundo.</p>
<p>Embora tão poderosa, as kitsunes não são malévolas. Nota-se nelas uma vontade de conhecer e fazer parte da sociedade humana, embora essa adaptação seja um tanto difícil. Elas tomam forma de pessoas para punir os malévolos e recompensar os bondosos, mas elas não se contentam com isso. As lendas mais comuns são de raposas que são salvas de predadores ou caçadores, e assumem a forma de belas e sedutoras mulheres para agradecer seus bem-feitores. Muitas vezes elas acabam se casando com eles, e tem até filhos. Entretanto, a transformação não é perfeita &#8211; às vezes o marido percebe os pés da raposa, ou então a cauda escapa através da roupa. Outras vezes percebe-se a raposa através dos cães, pois eles são imunes as ilusões da raposa e conseguem ver através do disfarce. Uma vez sendo revelada, a raposa torna sua forma habitual e sai correndo antes que seja pega &#8211; nesse momento, é possível ver o crânio humano em sua cabeça, que ela precisa usar para poder se disfarçar.</p>
<div id="attachment_1560" class="wp-caption aligncenter" style="width: 347px"><img class="size-full wp-image-1560" title="Raposa disfarçada de humana - note a sombra dela contra a parede de papel" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/06/kuzunohalg.jpg" alt="" width="337" height="500" /><p class="wp-caption-text">Raposa disfarçada de humana - note a sombra dela contra a parede de papel</p></div>
<p style="text-align: left;">
Uma explicação para o mito dos poderes de transformação das raposas talvez seja a própria natureza delas. Embora muito comuns, elas raramente são avistadas. Você pode ver uma raposa se movendo rapidamente pelo campo, mas ela logo some antes que você possa fazer qualquer coisa. À noite, a única evidência de sua passagem são as cercasquebradas e as galinhas roubadas na calada da noite. Assim, elas se transformariam para se esconder dos seres humanos, e também de seus predadores. Na mitologia japonesa é dito que elas vivem imitando a sociedade dos seres humanos, se dividindo em lordes, servos, senhores e senhoras, andando em duas patas e vestidos, performando seus rituais místicos sob a luz do luar nas clareiras das florestas.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_1561" class="wp-caption aligncenter" style="width: 358px"><img class="size-full wp-image-1561" title="Raposa vestida de monge" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/06/fox-as-priest-www-nbn.-co-jp.jpg" alt="Raposa vestida de monge" width="348" height="500" /><p class="wp-caption-text">Raposa vestida de monge</p></div>
<p style="text-align: left;">
<p>Como dito antes, os altares de raposas estão espalhados por todo o Japão. Cada estátua de raposa é única e dizem que não existe uma estátua igual à outra, embora certas características se repitam em quase todas. É muito comum que a raposa segure algo na boca ou nas patas &#8211; geralmente uma jóia, mas outros objetos são comuns. Essa jóia, chamada Hoshi-no-tama, contém parte da magia da raposa, que ela precisa guardar para realizar seus feitiços e transformações &#8211; e podem ser usados por humanos para obter favores das raposas, caso eles consigam roubá-las.</p>
<p>Outro detalhe comum nas estátuas é o lenço vermelho no pescoço. A cor vermelha no japão tem a propriedade de espantar os demônios e fantasmas malévolos, e a raposa é um dos animais responsáveis por guardar os templos contra estas criaturas. Existe no Japão o conceito de kimon (algo como &#8220;portal demoníaco&#8221;), que é a direção por onde os demônios se concentram e entram em nosso mundo. Assim, nos templos as raposas são colocadas para guardar os portões &#8211; uma de cada lado do portão, um macho e uma fêmea, ambos portando lenços vermelhos, e protegendo nosso mundo contra o que possa vir do outro lado.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1563" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/06/301124374_eac7aad7fd.jpg" alt="" width="435" height="326" /></p>
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		<title>A Smooth Criminal</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 11:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[E aí que o Rei do Pop morreu. Vida longa ao Rei.
Não sejamos hipócritas: nós súditos do Rei do Rock nunca respeitamos muito ele. Sim, é fácil agora tirar lembranças da infância e lembrar que &#8220;Black &#38; White&#8221; foi um dos primeiros videoclipes realmente l-e-g-a-i-s que eu vi. Ou que eu sabia fazer o moonwalk [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí que o Rei do Pop morreu. Vida longa ao Rei.</p>
<p>Não sejamos hipócritas: nós súditos do Rei do Rock nunca respeitamos muito ele. Sim, é fácil agora tirar lembranças da infância e lembrar que &#8220;Black &amp; White&#8221; foi um dos primeiros videoclipes realmente l-e-g-a-i-s que eu vi. Ou que eu sabia fazer o moonwalk na terceira série e fazia sucesso nos intervalos da escola por causa disso. Ou ainda que eu ganhei o cd do Thriller de presente do meu pai, e torci o nariz quando vi mas uma semana depois eu só ouvia ele. Ele era bom! Ele era legal! Ele foi relevante, disso ninguém tem dúvidas.</p>
<p>Mas de vários anos pra cá a gente perdeu o respeito. Claro que ele não ajudava &#8211; uma cara diferente e cada vez mais estranha quando aparecia na TV, essa mania estranha e possivelmente perversa de abraçar meninos, e a gente também já não ligava tanto pras músicas. No meu caso, eu virei súdito de Elvis e rejeitei e desprezei tudo que fosse (ou parecesse) pop por um bom tempo. Demorou séculos pra que eu percebesse que essas separações entre rock e pop eram imaginárias (e um tanto ridículas), mas todo bom adolescente curte um perrengue, vai dizer. E durante todo esse tempo eu esqueci do Michael. Volta e meia apareciam notícias dele &#8211; ele balançando seu filho numa sacada, ele gravando um clipe multimilionário com a irmã, ele endividado até as botinas &#8211; e eu ria quando sabia delas. Putz, esse cara já era, dá um tempo. &#8220;MJ? Tá falando da Mary Jane Watson-Parker? Ah, sim o Michael Jackson&#8230;ele tá vivo ainda?&#8221;</p>
<p>Não, não está mais. E agora dá-lhe todo mundo baixando os discos dele (tô baixando o Bad nesse momento), vendo seus vídeos no youtube (42 milhões de exibições de Thriller da última vez que olhei), pensando que ele era estranho mas era legal, e que talvez ele nem fosse pedófilo, vai dizer, era um incompreendido, um maluco. A gente fica gentil com os reis quando eles morrem, não? É fácil, é natural. E mesmo assim, que bando de filhos da puta somos nós.</p>
<p>O Outro Rei morreu. Vida longa ao Rei.</p>
<div id="attachment_1555" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><img class="size-full wp-image-1555" title="E rezemos pra ele não voltar como zumbi pra se vingar" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/06/michael-jackson-in-thriller.png" alt="E rezemos pra ele não voltar como zumbi pra se vingar" width="250" height="252" /><p class="wp-caption-text">E rezemos pra ele não voltar como zumbi pra se vingar</p></div>
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		<title>Question Everything</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 21:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A última coisa que Buda disse aos seus seguidores antes de morrer foi: &#8220;Questionem tudo e todos&#8221;. Bem, na verdade se você for procurar, o que ele realmente falou foi &#8220;Sejais lâmpadas de si mesmos&#8221; (A maior parte dos tradutores destes escritos realmente gostava dessa linguagem semi-bíblica). O ponto é que, uma lâmpada serve para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;A última coisa que Buda disse aos seus seguidores antes de morrer foi: &#8220;Questionem tudo e todos&#8221;. Bem, na verdade se você for procurar, o que ele realmente falou foi &#8220;Sejais lâmpadas de si mesmos&#8221; (A maior parte dos tradutores destes escritos realmente gostava dessa linguagem semi-bíblica). O ponto é que, uma lâmpada serve para iluminar o seu caminho no escuro. &#8220;Sejais lâmpadas de si mesmos&#8221; significa ser o seu próprio mestre, ser sua própria lâmpada. Não acredite em algo porque foi o seu professor, o seu herói, ou até porque foi o Buda quem disse. Procure por si mesmo. Veja por si mesmo, com seus próprios olhos. Seja uma lâmpada você mesmo. Em outras palavras, questione tudo&#8221;. </em></p>
<p>Esse é um trecho do comecinho do livro &#8220;Hardcore Zen&#8221;, um dos livros mais legais que eu já li. A idéia do autor Brad Warner é explicar o que é realmente o Budismo, sem toda a frescura e linguagem críptica que geralmente acompanham os livros de budismo. A mensagem de Buda na verdade é bastante simples, e como todas as boas-verdades-bastante-simples ela é de fácil compreensão e quase impossível execução. Basicamente tudo que Buda disse pode ser resumido em &#8220;Esteja aqui agora&#8221;. E o pior é que nós nunca estamos.</p>
<p>Tenho cá pra mim que a gente gosta de colecionar fragmentos. Bom, pelo menos eu adoro. Pedaços de letras de músicas, trechos de livros, conversas interessantes de filmes, artigos interessantes, frases de efeito. Coisas que nossos pais dizem pra gente, que nossos amigos nos contam, que os professores falam na sala de aula, que ouvimos alguém dizer. Todas essas coisas parecem ter sentido, seja porque nos foram passadas como verdades por quem disse, seja porque simplesmente soavam como verdades aos nossos ouvidos. E a gente vai colecionando tudo isso, formando uma colcha de retalhos. E a gente anda por aí com essa colcha, enrolados nela, arrastando ela, indo para todo canto com ela. Lembram do Lino?</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1551" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/06/linus-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></p>
<p>O que Buda diz é &#8220;faça sua própria colcha&#8221;. Não roube os pedaços de ninguém. Procure suas próprias verdades, teste elas através da experiência. Questione o que seus pais te dizem, teus professores, teus amigos, a sociedade, suas músicas, seus filmes, seus livros. E não pare por aí! Questione suas próprias idéias, seus sentimentos, suas verdades, seus impulsos, seus medos, suas dúvidas, suas certezas, suas perguntas e suas respostas. A gente dá um valor danado para o que acontece dentro de nossas cabeças, mas na paior parte do tempo tudo o que temos lá dentro é uma cacofonia dos diabos, uma bagunça dos infernos. São só pensamentos. Não são nem idéias formadas, são só pedaços e retalhos de idéias, que vem e vão. &#8220;Mas são meus pensamentos, são eles que formam quem eu sou!&#8221;. Será mesmo? Essa é a grande questão que Buda propõe. Quem é você, a bagunça dentro da sua cabeça, ou o que permanece quando todo o resto silencia? Ou a soma disso tudo? Eu não sei, sinceramente.</p>
<p>Dizem que a mente deve ser como a mente de um principiante. &#8220;Zen mind, n00b mind&#8221;, se quiserem. Um principiante está sempre aberto a aprender e conhecer, porque ele não sabe de nada. Já uma pessoa mais experiente é cheia de preconceitos, fica parecendo uma mula velha quando contrariada. E se tem uma coisa que é verdade nesse mundo é que nós não sabemos de porra nenhuma. Porque nós insistimos que sabemos, é um grande atestado de burrice da humanidade como um todo. Enfim, a idéia é: esteja aberto e pronto pra tudo. A realidade não é aquilo que criamos na nossa cabeça, a realidade simplesmente é. &#8220;Ah, veja os flocos de neve, todos caindo no lugar certo&#8221;. Porque só existe um lugar certo e momento certo: aqui e agora. O resto é imaginação, é só fumaça e espelhos escondendo a verdade.</p>
<p><em>( Enfim, fazia muito tempo que eu queria falar sobre Budismo aqui (muito tempo sendo uns 2 anos, pelo menos, desde que li o Hardcore Zen). O que me fez sair da moita foi ler esses <a href="http://winstonsmith.free.fr/__/library/chih_chung/zq-1.html">quadrinhos fantásticos aqui</a> , que achei nesse <a href="http://dimensaozero.blogspot.com/2008/08/do-fim-de-semana.html">post</a> do <a href="http://dimensaozero.blogspot.com/">Dimensão Zero</a>. )</em></p>
<div id="attachment_1552" class="wp-caption aligncenter" style="width: 336px"><img class="size-full wp-image-1552" title="Boddhidharma, zen badmothafucka master" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/06/BodhidharmaYoshitoshi1887.jpg" alt="Boddhidharma, zen badmothafucka master" width="326" height="475" /><p class="wp-caption-text">Boddhidharma, zen badmothafucka master</p></div>
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		<title>Teorema</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 12:57:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Parece um teorema
Sem ter demonstração
E parece que sempre termina
Mas nããããã-hãããã-oooo teeeeem fiiiiim&#8221;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Parece um teorema<br />
Sem ter demonstração<br />
E parece que sempre termina<br />
Mas nããããã-hãããã-oooo teeeeem fiiiiim&#8221;</em></p>
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		<title>Sobre Salvador Insólita e Músicos Franceses Surrealistas</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 02:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Salvador acordou insólita. Sim, insólita. Adoro essa palavra: insólita. Vou começar a usá-la mais vezes. Enfim.
Salvador acordou insólita. Sabe, fez friozinho! Teve garoa de manhã cedo, daquela que começa fraquinha e quando você percebe já está tão encharcado que nem faz sentido pegar o guarda-chuva? E um vento frio e forte, como muito raramente se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>Salvador acordou insólita. Sim, insólita. Adoro essa palavra: insólita. Vou começar a usá-la mais vezes. Enfim.</li>
<li>Salvador acordou insólita. Sabe, fez friozinho! Teve garoa de manhã cedo, daquela que começa fraquinha e quando você percebe já está tão encharcado que nem faz sentido pegar o guarda-chuva? E um vento frio e forte, como muito raramente se vê por aqui. De tarde eu cheguei a pensar em blusa, numa cidade em que eu sonho ir trabalhar de shorts e chinelo.</li>
<li>Mas o mais legal é que a cidade estava vazia! A escola na frente do prédio estava deserta, sem pivetes berrando, sem dondocas parando o trânsito, sem buzinas! Dava pra atravessar a rua em menos de cinco minutos de espera! E não se ouviam buzinas! O ônibus não estava lotado como sempre! O trânsito não estava engarrafado! E não havia buzinas!</li>
<li>Eu já disse que odeio as buzinas de Salvador? Sabe, o soteropolitano que possui um automóvel tem essa paixão incontrolável por sua buzina. Não importa o que esteja acontecendo, ele sente essa vontade irreprimível de enfiar a mão no meio do volante e fazer BÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ para o mundo. É a tal da musicalidade do povo baiano se manifestando no trânsito, acredito eu. Querem saber? Enfiem essa musicalidade e essas buzinas no meio do rabo, bando de imbecis!</li>
<li>Ok, perdoem o chilique. Mas eu precisava botar pra fora esse ódio POR ESSAS MALDITAS BUZINAS DO INFERNO CARALHAL GRRRRR!!! Ok, ok. Easy, mongo, easy. Vamos falar de coisas mais calminhas.</li>
<li>Andei desenvolvendo uma fascinação pela música do Yann Tiersen. Eu nunca fui muito fã de música instrumental&#8230;no máximo ouvia a trilha sonora de Senhor dos Anéis enquanto jogava WoW (deixa o jogo MUITO mais épico, eu garanto), de vez em quando a trilha do Chrono Trigger. Mas confesso que a música desse francês me pegou de surpresa. Foi dona Getsuchan quem me mostrou a Valse d&#8217;Amélie pela primeira vez, e a partir daí eu viajei na batatinha. Pra quem ainda não ouviu, vale a pena <a href="http://www.4shared.com/file/46385144/55991bc2/yann_tiersen_-_amelie__2001_.html?s=1">começar pela trilha da Amélie</a>.</li>
</ul>
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		<title>Faith No More – Um Guia para Principiantes</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 02:10:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[1 &#8211; Faith No More foi uma banda de heavy metal dos anos 80/90. Sabe aquela história de juntar metal, rap e funk do tal do &#8220;nu-metal&#8221;, que ninguém sabia fazer direito exceto o Systemófodáum? Pois é, eles inventaram esse estilo 20 anos antes, e eles faziam direito. Com doses exatas de metal, de rap [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1 &#8211; Faith No More foi uma banda de heavy metal dos anos 80/90. Sabe aquela história de juntar metal, rap e funk do tal do &#8220;nu-metal&#8221;, que ninguém sabia fazer direito exceto o Systemófodáum? Pois é, eles inventaram esse estilo 20 anos antes, e eles faziam direito. Com doses exatas de metal, de rap e de funk. O segredo é o funk, perguntem pro James Brown.</p>
<p>2- Eu disse que o segredo era o funk? Mentira. O segredo era o doidinho do quartinho, o vocalista Mike Patton. Até 1988, o FNM era uma banda razoavelmente boa, com um som diferente, e com um vocalista de merda. Aí um belo dia eles resolveram chutar o vocalista de merda e botaram esse tal de Mike Patton no lugar. Ninguém sabe de qual hospício saiu o cara, mas o fato é que Faith No More passou de banda decente à PUTA QUE BANDA FODA assim que ele entrou.</p>
<p>3. Existem poucas pessoas mais bizarras e mais talentosas do que Mike Patton, e olha que existem pessoas bizarras pra caralho nesse mundo. Pra começar, o cara consegue cantar infinitamente afinadamente e meia frase depois trocar pra gritos guturais que fariam o Max Cavalera dormir abraçadinho com o Igor. Segundo, as letras dele são incrivelmente fodásticas, surreais, criativas, cheias de imagens bizarras e frases de efeito &#8211; e o mais legal, ele compõe as letras se preocupando não com o significado mas com o som das palavras. Terceiro, ele não para quieto: já na época do FNM ele ainda mantinha outra banda, o Mr. Bungle. Depois do FNM ele fundou o Fantomas e vários outros projetos, um mais bizarro do que o outro. O cara é foda.</p>
<p>4. Ele é foda, mas ele é maluco. E eu não falo isso de um jeito bonitinho. Um dos hobbies do Mike Patton é colecionar espécimes médicos. Tipo, pedaços de gêmeos siameses. Tipo, restos de operações. Tipo, coisas nojentas em geral. Durante o Hollywood Rock ele fez amizade com o João Gordo, e perguntou pro Gordo se ele curtia filmes pornôs. Tipo, filmes pornôs pesados. O João Gordo disse que achava que sim, e o Patton arrumou uma fita pra ele. Uma fita cujo conteúdo é nojento e grotesco demais pra esse blog, e olha que até de horse porn a gente já falou aqui. E reza a lenda que ele tomou xixi de uma botina durante um show no Hollywood Rock. Dizem que é mentira, mas eu digo que se não era xixi, era algo pior. Segundo meu irmão, &#8220;quando ele era cocô ele comeu uma criança e ficou desse jeito&#8221;.</p>
<p>5. Esquisitices à parte, Faith No More é muito bom. A banda voltou a se reunir num festival inglês, e o resultado foi mais que satisfatório. Esse clipe é da minha música favorita da banda, &#8220;The Real Thing&#8221;, e a letra dela é foda demais. Não faz o menor sentido, mas é ótima de se cantar. E prestem atenção no sujeito de terno vermelho, cabelo engomado e rosa invertida na lapela. Se virem ele na rua, saiam correndo.</p>
<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H0TuIKVoF4Q&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/H0TuIKVoF4Q&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>
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		<title>Os melhores cowboys tem olhos de chineses</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 14:51:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Minha pequena heresia: eu prefiro a voz do Pete Townshend à voz do Roger Daltrey. Tá, sim, o Daltrey é vinte sete vezes e meia mais afinado, e é um puta frontman, e só ele consegue girar o microfone estilosamente sem arrebentar a cabeça de ninguém (que eu me lembre). Mas eu simpatizo muito mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vF1sVrFCkrY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/vF1sVrFCkrY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Minha pequena heresia: eu prefiro a voz do Pete Townshend à voz do Roger Daltrey. Tá, sim, o Daltrey é vinte sete vezes e meia mais afinado, e é um puta frontman, e só ele consegue girar o microfone estilosamente sem arrebentar a cabeça de ninguém (que eu me lembre). Mas eu simpatizo muito mais com a voz do Townshend, apesar de ser tosquinha e tal, talvez por ser ele o autor das músicas e das letras. Eu conheci The Who através de Pearl Jam, justamente através de &#8220;Let My Love Open The Door&#8221; (especificamente, através dessa versão aqui, ó). Uma das coisas mais legais do Pearl Jam é a quantidade enorme de covers e versões que eles fazem, geralmente de bandas que influenciaram eles ou de que eles gostam. Foi ouvindo essas covers que eu fui pesquisando e expandindo meu universo musical e me tornei esse viciado em música. Tudo culpa do Eddie Vedder, como sempre ¬¬. Falando nele&#8230;</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5RhBYt41k20&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5RhBYt41k20&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><em>&#8220;But I&#8217;m one&#8230;&#8221;</em></p>
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		<title>Sobre o silêncio</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 00:32:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa tira, e essa série, e praticamente tudo que esse cara faz são perfeitos. É fato que temos ótimos quadrinhistas, mas só o Laerte é o Laerte.
Aproveitando o ensejo, só eu não conhecia o trabalho do Fábio Moon e Gabriel Bá? Lá no flickr dos caras dá pra ler várias coisas legais. Eu achei Procurando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1538" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/06/laerte.jpg" alt="" width="251" height="321" /><a href="http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/2009/06/song-book--8.html">Essa tira</a>, e <a href="http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/son-book/">essa série</a>, e praticamente <a href="http://verbeatblogs.org/manualdominotauro/">tudo que esse cara faz</a> são perfeitos. É fato que temos ótimos quadrinhistas, mas só o Laerte é o Laerte.</p>
<p>Aproveitando o ensejo, só eu não conhecia o trabalho do Fábio Moon e Gabriel Bá? Lá no flickr dos caras dá pra ler várias coisas legais. Eu achei <a href="http://www.flickr.com/photos/10paezinhos/sets/72157617301967784/">Procurando São Paulo</a> genial, principalmente a <a href="http://www.flickr.com/photos/10paezinhos/3472825291/sizes/l/in/set-72157617301967784/">página sobre a Liberdade</a>, e <a href="http://www.flickr.com/photos/10paezinhos/sets/72157606185530624/">Quase Nada</a> tem uns insights fantásticos. E eles desenham extremamente bem! Quem tiver mais dicas de coisas deles, por favor me digam!</p>
<p><em>&#8220;O gato não tem todas as respostas, mas ele sabe que as pessoas estão olhando pro lado errado. Indo trabalhar de metrô, de cabeça abaixada e guarda-chuva em punho, as pessoas pensam na chuva ao invés de procurar o único lugar onde o Sol ainda nasça e onde ainda seja livre.&#8221;</em></p>
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		<title>Três Livros</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 00:36:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O Castelo Animado, de Diana Wynne Jones &#8211; Ótimo! Dá vontade de dizer que é melhor que o desenho, mas a verdade é que são duas obras diferentes, com suas próprias qualidades e defeitos. O desenho é filhote do Hayao Miyazaki, então tem tudo aquilo que a gente espera: surrealismo, criaturas bizarras, cenários lindos, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Castelo Animado</strong>, <strong>de Diana Wynne Jones</strong> &#8211; Ótimo! Dá vontade de dizer que é melhor que o desenho, mas a verdade é que são duas obras diferentes, com suas próprias qualidades e defeitos. O desenho é filhote do Hayao Miyazaki, então tem tudo aquilo que a gente espera: surrealismo, criaturas bizarras, cenários lindos, a história contada mais através das imagens e das entrelinhas, o inevitável comentário político-social (a bola da vez é a guerra). Agora, o livro não, é a mesma história contada de um jeito totalmente diferente. E eu adorei o jeito da dona Diana Wynne Jones contar histórias: é tão leve e tão cativante, dá vontade de começar a ler e não parar nunca mais. Criativa ao extremo, com a ótima mania de subverter clichês e convenções da fantasia, mas sem dispensar o inevitável final feliz. A heroína de Castelo Animado é uma velhinha de 90 anos, e o mocinho é o mago mais Gallagher de que já se teve notícia. Ótimos personagens, ótimo desenvolvimento de história&#8230;sabe aqueles livros que não deveriam acabar nunca? Castelo Animado é um deles.</p>
<p><strong>Vida Encantada, de Diana Wynne Jones</strong> &#8211; E Vida Encantada também é um desses livros. Talvez até mais do que o Castelo Animado! Primeiro livro da série Crestomanci, também da Diana Wynne Jones, o livro literalmente acaba na melhor parte: sabe quando o personagem principal deixa de ser um bunda e passa a ser fodão? Pois é, acaba aí&#8230;e o próximo livro da série NÃO continua a história. Mas tudo bem, um livro tão envolvente pode ser perdoado. O tema do livro é apelativo com qualquer um que goste de fantasia: é sobre um jovem bundão aprendendo a utilizar seus poderes mágicos. Digam o que quiserem, mas boa parte dos livros e filmes que fazem mais sucesso são exatamente sobre isso. Star Wars, Harry Potter, Ender&#8217;s Game&#8230;se quiserem saber mais, liguem pra um tal de Joseph Campbell que ele fala mais sobre o assunto. O grande trunfo do livro novamente é a criatividade e a paixão da Diana Wynne Jones em virar clichês de ponta-cabeça. Outro trunfo dela é que, mesmo sendo um livro pra crianças, os personagens (em sua maioria) não são unidimensionais, as situações não são simplezinhas como era de se esperar. Crianças são tratadas como crianças, angelicais e cruéis ao mesmo tempo, adultos tem atitudes complexas de adultos&#8230;muito bom, muito bom.<br />
<strong>Exército de um Homem Só, de Moacyr Scliar</strong> &#8211; Ok, eu admito: culpado. Comecei a ler só por causa da música dos Engenheiros do Hawaii, não fazia a mínima idéia da história do livro. Só que comecei a ler e não parei mais, até terminar. A história do Capitão Birobidjan, jovem judeu russo totalmente fissurado no ideal socialista, é realmente fascinante. Sua infância no bairro judeu de Porto Alegre, o pai rabino, a mãe que só queria que ele comesse, a fuga com os amigos para um sítio abandonado (para fundar a nova Birobidjan), o fim da adolescência e sua entrada forçada na sociedade, a volta ao mesmo sítio abandonado anos depois (dessa vez com companheiros de gênero e espécies variadas), a volta para a sociedade em grande estilo, a loucura dos últimos anos de vida&#8230;Capitão Birobidjan é um cara complexo, controverso, contraditório, difícil, daqueles casos de trancar e jogar a chave fora. Impossível não rir das maluquices dele, não ficar puto com suas filhasdaputice, não achar triste seu fim&#8230;&#8221;Começamos agora a construção de uma nova sociedade!&#8221;</p>
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		<title>Sobre Beatles e Fãs</title>
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		<comments>http://coisasgeek.com.br/2009/06/sobre-beatles-e-fas/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 19:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu lembro que o primeiro disco foi o Past Masters, pirata, ouvido poucas vezes. Eu lembro de baixar e gravar em CD o Sgt. Pepper e o Revolver, quando a revolução da mp3 estourou, e de ouvi-los ocasionalmente no discman. Também lembro de uma época durante o começo da faculdade em que eu começava a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu lembro que o primeiro disco foi o Past Masters, pirata, ouvido poucas vezes. Eu lembro de baixar e gravar em CD o Sgt. Pepper e o Revolver, quando a revolução da mp3 estourou, e de ouvi-los ocasionalmente no discman. Também lembro de uma época durante o começo da faculdade em que eu começava a encarar o White Album, música por música. Depois foi a caça pelas mp3 do Anthology, não lembro exatamente quando, mas já num grau avançado da doença. Quando eu peguei parte do dinheiro da formatura pra comprar o livrão do Anthology, caríssimo pros meus padrões universitários da época (e de hoje também), acho que eu finalmente percebi que havia me tornado um fã dos Beatles.</p>
<p>Não dá pra marcar o ponto exato da transformação, talvez principalmente porque não exista um ponto. Estas coisas são graduais, vão acontecendo sem que você perceba de verdade. Você começa sem saber diferenciar a voz do John e do Paul, e acaba sabendo identificar qual música foi composta por qual Beatle só pelo jeitão da composição. Não porque você tenha estudado isso, mas porque é natural, porque você simplesmente sabe&#8230;e porque no fim das contas é fácil, as músicas do Paul são melosas, as do John tem uma ironia inseparável, e o George é o George. Essas músicas todas entram na sua alma, ocupam um lugar dentro de você &#8211; se você abriu espaço pra elas, ou se o espaço sempre existia, é uma questão pra outro dia &#8211; e passam a fazer parte da sua vida. Você não precisa ouví-las para que elas toquem na sua cabeça &#8211; o que não impede que você as ouça o tempo todo, claro.</p>
<p>Fã é uma palavrinha maldita. Qualquer definição tem seus problemas, porque definir é limitar, e você pode escolher jogar fora todas as definições ou montar suas próprias. Eu, cabeçudo que sou, prefiro montar as minhas. Fã pra mim não é o cara que tem todos os discos, que vai em todos os shows, que conhece todas as letras e todas as gravações e todos os detalhes ínfimos e a história completa de todos os pontos de vistas possíveis. Ser fã é ter a banda na alma, não de maneira forçada e artificial, mas da maneira mais natural possível. É simplesmente gostar das músicas e não conseguir evitar ouví-las (mesmo que não estejam  tocando). É entender instintivamente que diabos eles querem dizer (mesmo que eles não queiram dizer nada). É criar seu próprio panteão, seu próprio ranking, sua própria teoria, seus próprios misticismos em torno da banda. É pensar com seus botões &#8220;Esse dia precisava de um pouco mais de Rubber Soul&#8221;. É tudo isso e nada disso; é simplesmente gostar de uma banda, sem porques, sem teorias, sem muletas, sem nada.<br />
<em><br />
&#8220;Well, will you, won&#8217;t you, want me to make you?<br />
I&#8217;m coming down fast, but don&#8217;t let me break you!<br />
Tell me, tell me, come on, tell me the answer!<br />
Well, you may be a lover, but you ain&#8217;t no dancer&#8230;Look out!<br />
Helter skelter!&#8221;</em></p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/rInMQWpGpYg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rInMQWpGpYg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><em>**(Posts sem imagem porque o Firefox e o Wordpress estão se estranhando aqui)</em></p>
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		<title>Minha Aventura de Quarta-feira</title>
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		<comments>http://coisasgeek.com.br/2009/06/minha-aventura-de-quarta-feira/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 16:34:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Welcome to hell&#8221; dizia o SMS enviado pelo Omelete, e ele não estava brincando. Ontem eu conheci o dark side de São Paulo, numa véspera de feriado chuvosa em que eu precisava sair de Guarulhos e chegar em Congonhas, rumo à minha casa. A idéia inicial era: chegar umas 4 da tarde em Congonhas, deixar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Welcome to hell&#8221; dizia o SMS enviado pelo Omelete, e ele não estava brincando. Ontem eu conheci o dark side de São Paulo, numa véspera de feriado chuvosa em que eu precisava sair de Guarulhos e chegar em Congonhas, rumo à minha casa. A idéia inicial era: chegar umas 4 da tarde em Congonhas, deixar minha mochila no guarda-volumes, ir pro metrô e subir até a Sé pra tomar chopp com o Omelete. Ha, São Paulo em véspera de feriado não tem respeito por idéias iniciais.</p>
<p>Pra começo de conversa, a história de chegar em Congonhas as 4 da tarde foi pras picas. O caminho reto até o aeroporto estava simplesmente travado, então o tio do táxi pegou a Radial pra tentar chegar &#8220;mais rápido&#8221; lá. (Eu só descobri que estava na radial porque o Omelete mandou sms perguntando onde diabos eu tava, e eu perguntei pro taxista). &#8220;Mais rápido&#8221; = velocidade média de 10 km/h, mas melhor que ficar parado. Demos uma puuuuta volta, mas foi legal conhecer outros cantos da cidade. São Paulo tem geografia própria: cordilheiras de prédios, rios de carros, vales de concreto, túneis subterrâneos, ilhas verdes no meio da confusão metropolitana. Como será que é morar aqui? Antes eu tinha receio de morar em capitais, mas com um ano me virando em Salvador eu posso dizer que me viraria bem. Eu acho. Enfim.</p>
<p>Cheguei cinco e tanto no aeroporto, já completamente descrente que iria sair de lá. Mas o Omelete tava lá esperando na estação, e what the hell, tá na chuva é pra se foder. E lá fui eu rumo à estação da Conceição. Lá na Conceição eu fiz algo MEGA MASTER CAIPIRA, mas depois eu conto. Enfim, peguei o metrô e&#8230;puta que pariu, eu não conhecia metrô lotado ainda. Totalmente compactado em minha lata de sardinhas subterrâneas, segui pra Liberdade (o chopp não dava mais tempo, então a gente ia comer miojo mesmo). Cara, dá umas dez estações até a Liberdade, e a cada estação eu tinha esperança que alguém fosse descer. &#8220;Ah, aqui faz conexão com a linha verde, quem sabe&#8230;putamerda, essa horda INTEIRA vai entrar nesse vagão?&#8230;entraram&#8221;. Quando faltavam umas duas estações, eu comecei a ficar preocupado que eu não ia conseguir sair do vagão. Porra, não dava pra se mexer ali, como é que eu ia chegar até a porta? E se eu fosse em direção a uma porta, e a porra da estação só tivesse plataforma na porta do outro lado? E&#8230;ai carai, parou na estação, São Conan me dê força pra empurrar todas essas velhinhas, manos, japoneses e estudantes.</p>
<p>Finalmente! Agora eu estava na Liberdade, e eu tinha&#8230;uma hora e meia pra comer e sair correndo de volta pro aeroporto &gt;.&lt;. Encontrei o Omelete na saída da estação, e a gente foi pro restaurante de Lamen. A essa altura a chuva já tinha diminuído bastante, mas ainda fazia um friozinho legal&#8230;e olha só, a Liberdade fica LINDA nessas condições. Arcos japoneses, lanternas iluminadas, lojinhas e restaurantes típicos ainda abertos, aquele ar de coisa fora do tempo e do espaço. Eu realmente preciso de uma câmera ou um celular com câmera, pra carregar sempre comigo e guardar essas coisas. Mas é claro que as surpresas de sexta ainda não haviam acabado: o restaurante de lamen estava fechado, e lá fomos nós pra outro lugar. &#8220;Já comeu bifun? E gyuza?&#8221;. Nooops&#8230;então vamos lá. Mais voltas pela Liberdade, até chegar em outro restaurantezinho, dessa vez aberto. Lugarzinho apertado mas limpinho e aconchegante, cheio de japoneses tomando sopa e conversando alto (em japonês, claro). Bifun é muuuito gostoso, mas gyuza é realmente especial. Tipo uma trouxinha de massa cozida, com carne temperada com nirá (tipo uma cebolinha japonesa, muuito boa). Comemos, conversamos um monte, tomamos chá (mate, porque nem tudo tem que ser tradicional mesmo num restaurante japa) e fomos embora.</p>
<p>(E eu descobri que aquela avenidona que passa embaixo da Liberdade é a Radial! Muuito legal a ponte com os arcos japoneses vista &#8220;de baixo&#8221;, parece algo fora do nosso tempo. A Liberdade realmente parece uma cidadezinha à parte de São Paulo.)</p>
<p>De volta ao aeroporto, mais uma surpresa! O aviãozinho da Pantanal não havia conseguido pousar em São Paulo, e foi mandado pra Campinas. E agora todos os passageiros iam ser colocados num ônibus pra Campinas, e de lá a gente iria pra casa (passando por Marília antes). O leitmotiv da sexta-feira foi &#8220;Surpresa!&#8221; e eu já havia colocado isso na cabeça, então foda-se, vamos esperar e ver no que vai dar. Pra quem achava que ia chegar meia noite em casa, eu acabei chegando 4 da manhã. Mas não reclamo, foi divertido. Conheci o aeroporto de Campinas (arrumadinho e pequeno, legal), fiquei esperando a boa vontade dos operadores de voô pra deixarem a gente ir pra casa, mas no final deu tudo certo.</p>
<p>Em casa, novamente. =D</p>
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		<title>Os Macacos Estão Ouvindo</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 02:01:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Monkey Island sempre foi o adventure definitivo pra mim. Eu já havia jogado outros adventures, mais novos e mais bonitões que Monkey Island, mas foi com ele que eu descobri conscientemente (ou melhor, caiu a ficha) que jogos serviam para contar uma história, que jogos podiam contar piadas e ser engraçados, e o mais importante, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Monkey Island sempre foi o adventure definitivo pra mim. Eu já havia jogado outros adventures, mais novos e mais bonitões que Monkey Island, mas foi com ele que eu descobri conscientemente (ou melhor, caiu a ficha) que jogos serviam para contar uma história, que jogos podiam contar piadas e ser engraçados, e o mais importante, jogos podiam ser inteligentes. A discussão sobre jogos poderem ser uma forma de arte começou a ganhar argumentos fortes a partir de 2000, mas já em 1990 três jovens programadores mostraram que jogos tinham sim potencial a ser explorado, a ser descoberto. Ron Gilbert foi definitivamente o pai da idéia de Monkey Island, assim como inventor da plataforma SCUMM que tornava mil vezes mais fácil programar um adventure, mas é inegável que Monkey Island não teria metade da graça sem a criatividade de Tim Schaffer e Dave Grossman. E é legal ver que hoje em dia os três continuam fazendo sua parte para deixar o mundo um pouquinho mais bizarro.</p>
<p>Tim Schaffer foi o que continuou mais tempo na Lucas Arts. Depois de Lechuck&#8217;s Revenge ele ainda fez Day of the Tentacle, Full Throttle e Grim Fandango antes de se mandar de lá. Ele é o pai do incrivelmente fantástico (e menos conhecido do que deveria ser) Psychonauts, e atualmente trabalha no primeiro HEAVY METAL Adventure do mundo, o Brütal Legend (sim, trema no u porque é mais tröö, saca?), cujo personagem principal é devidamente dublado pelo Jack Black, como era de se esperar. Olha o trailer aí:</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/rM5lMHbq9j8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rM5lMHbq9j8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Dave Grossman se picou da Lucas Arts em 1994, logo após Day of the Tentacle e foi trabalhar com Ron Gilbert na Humongous, uma firma que fazia jogos educativos beem legais e beeem desconhecidos. Depois de um período longe dos adventures, onde provavelmente se dedicou a fazer <a href="http://www.phrenopolis.com/pumpkins/">as abóboras mais fantásticas do mundo</a>, Grossman hoje é gamedev da Telltale Games, a empresa responsável por um novo boom (eu ia dizer BOOM, mas não é um boom tããão grande) dos jogos adventure, com as séries Sam &amp; Max e os adventures do Bone.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/xp94UERknaw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xp94UERknaw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Ron Gilbert deve ser o Douglas Adams dos adventures, ou ainda o Roger Moreira dos adventures, e eu digo isso de um jeito &#8220;malvado&#8221;. Veja, eu adoro os três, mas nada muda o fato deles serem (terem sido, no caso do Adams) três tremendos preguiçosos. Desde que saiu da Lucas Arts, Gilbert fundou a Humongous e fez váários jogos infantis; depois fundou a Cavedog e produziu Total Anihilation, o jogo de estratégia que revolucionou os jogos de estratégia; depois disso ele&#8230;aaahn&#8230;não fez nada demais. Claro que a culpa não é dele: de 98 pra cá jogos adventures se tornaram malditos, e não sem razão, então ficou difícil pra ele encontrar quem produzisse seus jogos. Isso mudou de uns anos pra cá, com a chegada da Hothead e da Telltale. E eis que FINALMENTE teremos um jogo novo do Gilbert, lançado pela Hothead: Deathspank!</p>
<p><object width="560" height="340" data="http://www.youtube.com/v/-KZYmviYZcs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-KZYmviYZcs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Mas enfim, esse post todo tinha um único objetivo que se perdeu logo no primeiro parágrafo. O objetivo era dizer que SECRET OF MONKEY ISLAND VAI SER RELANÇADO! Com gráficos novos em alta resolução, interface melhorada, dublado pelo fodão Dominic Armato, completamente fiel ao original&#8230;.quer coisa melhor? QUERO! Pois bem: CINCO EPISÓDIOS DE TALES OF MONKEY ISLAND, lançados pela Telltale Games. Realmente, os macacos estão ouvindo novamente!</p>
<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EHojfwdLucI&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EHojfwdLucI&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>
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		<title>Diálogos Edificantes</title>
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		<comments>http://coisasgeek.com.br/2009/05/dialogos-edificantes/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 01:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[

Felipe: ja viu aquele video da orquetra de ukulele  tocando life on mars?



Enrique: siiiiim
bonito, bonito



Felipe: é massa
e depois eles encaixam varias outras musicas que tem a  mesma batida



Enrique: hehehehe
sinead o&#8217;connor
http://www.youtube.com/watch?v=iUiTQvT0W_0&#38;feature=channel



Felipe: sinead o&#8217;connor?
a gente aqui
batendo um papo saudável, e vc põe a sinead o&#8217;connor no  meio



Enrique: desculpa, desculpa
eu sou boca suja mesmo
mas se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>ja viu aquele video da orquetra de ukulele  tocando life on mars?</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>siiiiim</div>
<div class="msg Nth">bonito, bonito</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>é massa</div>
<div class="msg Nth">e depois eles encaixam varias outras musicas que tem a  mesma batida</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>hehehehe</div>
<div class="msg Nth">sinead o&#8217;connor</div>
<div class="msg Nth"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=iUiTQvT0W_0&amp;feature=channel">http://www.youtube.com/watch?v=iUiTQvT0W_0&amp;feature=channel</a></div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>sinead o&#8217;connor?</div>
<div class="msg Nth">a gente aqui</div>
<div class="msg Nth">batendo um papo saudável, e vc põe a sinead o&#8217;connor no  meio</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>desculpa, desculpa</div>
<div class="msg Nth">eu sou boca suja mesmo</div>
<div class="msg Nth">mas se fosse a cindy lauper tava de boa, né?</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>nem, muito brega</div>
<div class="msg Nth">a bonnie tyler sim</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>aaah claro</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st"></div>
<div class="msg 1st"><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>turn around bright eeeeyes</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st"></div>
<div class="msg 1st"><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>porque aquele clipe de &#8220;total eclipse of the  heart&#8221; é o ápice do bom gosto e da cocaína ultra-pura, né?</div>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/840B27zYfOk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/840B27zYfOk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>é um drama nunca reconhecido pela academia de  cinema</div>
<div class="msg Nth">uma ninfomaniaca atacando num colégio interno</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>mas e os ninjas?</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>os niiiinjas XD</p>
<p>a cena dos motoqueiros/terminators subindo a  escada é particularmente tocante</p></div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>eu achava que eram vampiros, e não  terminators</div>
<div class="msg Nth">tipo Lost Boys</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe:</span> </span>hmm</div>
<div class="msg Nth">possivel</div>
<div class="msg Nth">esse clipe é tipo braid, aberto a várias  interpretações</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>hahahaha claro, claro</div>
<div class="msg Nth">eu ainda queria ouvir essa música cantada pelo  Meatloaf</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>deve ser muito foda</div>
</div>
<p><span class="salutation"></span>ele gritando, suando, tendo ataque</p>
<div class="chat in">
<div class="msg Nth">saca q o meat loaf é asmatico né?</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>hahahhaah ah é?</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>final dos anos 80 todo show terminava com ele  sendo acudido por en fermeiros e tudo mais XD</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>hauahauhauha</div>
<div class="msg Nth">um true rock star</div>
<div class="msg Nth">hoje tá mó tiozão</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>mas continua rockando</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>alá, tô vendo a parte dos coroinhas dos olhos  brilhantes&#8230;fuckin&#8217; freaks me out</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>medão</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>e saca que ela não canta porra nenhuma</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>a galera q vai rasgando a ropa até ficar só de  tanguinha tipo conan ja foi?</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>está sendo</div>
<div class="msg Nth">agora é o finalzinho</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>&#8220;turn around bright eyes&#8221;</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>aah, os anos 80</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>eu espero que os anos 80 voltem logo</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>porque?</div>
</div>
<div class="chat in">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #ff0000;">Felipe</span>: </span>porque o mundo da musica e do video ta muito  ruim</p>
<p>bom era o metal farofa, não o metal emo</p></div>
<div class="msg Nth">bom era o mc hammer, não o 50 cent</div>
</div>
<div class="chat out">
<div class="msg 1st">
<p><span class="salutation"><span style="color: #0000ff;">Enrique</span>: </span>agora vc tem um ponto</div>
<div class="msg Nth">tchau bonnie tyler, but&#8230;U CAN&#8217;T TOUCH THIS</div>
</div>
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		<title>Confissão 2</title>
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		<comments>http://coisasgeek.com.br/2009/05/confissao-2-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 00:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não consigo me manter por muito tempo naquele estado mental do post anterior. Eu sei que tudo aquilo no fundo é verdade, mas é realismo demais pra minha cabecinha. Me cansa, não é assim que eu funciono, não é nisso que eu acredito de verdade. Logo eu estou formando padrões, procurando por sinais, tentando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não consigo me manter por muito tempo naquele estado mental do post anterior. Eu sei que tudo aquilo no fundo é verdade, mas é realismo demais pra minha cabecinha. Me cansa, não é assim que eu funciono, não é nisso que eu acredito de verdade. Logo eu estou formando padrões, procurando por sinais, tentando conectar os pontinhos e formar uma imagem. Logo eu consigo ver graça e esperança e vida em tudo que me rodeia, porque senão qual o sentido? O show tem que continuar, ou como ela disse, a brincadeira continua. Sempre, sempre <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> .</p>
<p>(Aqui ia uma tirinha de Calvin e Haroldo, mas o Wordpress resolveu brigar comigo e travar o firefox quando eu tento adicionar imagens. Vai um vídeo então, com uma das letras mais legais do mundo. <em>&#8220;I&#8217;m pushing an elephant up the stairs, I&#8217;m <strong>tossing up punchlines that were never there</strong>; over my shoulder a piano falls crashing to the ground&#8230;I&#8217;m breaking through, I&#8217;m bending spoons, I&#8217;m keeping flowers in full bloom, I&#8217;m looking for answers from the great beyond&#8221;</em>)</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0J9YAFf-xqs&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/0J9YAFf-xqs&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<item>
		<title>Mensagem Intergalática</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 14:22:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabem essas sondas que a NASA de vez em quando manda para os confins do Sistema Solar, em que eles geralmente colocam mensagens para possíveis seres inteligentes perdidos no universo detectarem? Pois bem, se eu fosse um cientista da NASA, a sonda que eu enviaria para Betelgeuse (apropriadamente chamada de &#8220;Space Kermit I&#8221; ) conteria este vídeo aqui, resumindo toda a razão de ser da raça humana em 8 minutos:</p>
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		<title>Confissão</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 03:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu acredito sinceramente que o mundo é um lugar mágico. Fantástico mesmo, cheio de coisas pra se conhecer, para se fazer, para de descobrir, cheio de maravilhas e mistérios e coisinhas legais e livrarias e jardins e pessoas legais e gatos e tudo mais. Mas ao mesmo tempo, eu não sei se acredito mais em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acredito sinceramente que o mundo é um lugar mágico. Fantástico mesmo, cheio de coisas pra se conhecer, para se fazer, para de descobrir, cheio de maravilhas e mistérios e coisinhas legais e livrarias e jardins e pessoas legais e gatos e tudo mais. Mas ao mesmo tempo, eu não sei se acredito mais em mágica. Digo, a mágica inexplicável que faz as coisas acontecerem sem explicação, que realiza milagres de graça, que te entrega o que você quer de mão beijada e num embrulho de laço vermelho. Se o mundo for mágico mesmo como eu vejo, talvez ele seja algo como a Disneylândia: engrenagens, óleo e robôs por trás das atrações mais lindas, atores fantasiados que se transformam nos personagens, um esforço tremendo e uma coordenação maluca para que tudo aconteça da maneira certa e, mais importante, evitar que a ilusão desabe diante do menor sinal de confusão.</p>
<p>É por isso que eu não acredito em destino e coisas derivadas. Entendam, aqui dentro eu sou um sonhador incurável que enxerga padrões e sinais nas coisas mais insignificantes e absurdas. Mas me perdoem o francês, eu sempre me fodi quando acreditei nisso, que estava seguindo um caminho pessoal e imutável, escrito pelas mãos de Deus especialmente para a minha pessoa. E eu sinceramente aprendi muito pouco, vivi menos do que poderia ter vivido, mas acho que se aprendi alguma coisa, foi isso: você é o responsável. Não tem nada escrito, não tem um mapa, não tem linhas guia, não tem sinais, não tem nada. Só tem você, e nos dias legais isso é uma benção e nos dias chatos isso é o pior inferno que você vai conseguir imaginar. Destino é o que eu faço todo dia, é a direção em que estou me movendo, é a soma de dia após dia após dia. E dia após dia após dia começa a se tornar um pé no saco, e tem hora que dá vontade de jogar a toalha, mandar tudo às favas porque a gente não enxerga saída, não obtém retorno, não consegue achar um sentidozinho que seja. E o mundo é um lugar deveras complicado, mesmo sendo mágico e fantástico, não muda o fato dele ser complicado e um tanto assustador. Porque você não tem controle sobre nada, você não tem como prever as pessoas, os fatos, as circunstâncias, o tempo, nada. Fazendo um esforço tremendo, tendo um controle gigantesco e uma força de vontade descomunal, você consegue controlar um fator e um fator somente: você mesmo. No final é tudo que você tem. É sua única arma, sua única ferramenta pra tentar um mundo que no final das contas não está nem aí contigo. Por isso mesmo, mágica é o que você faz acontecer com o seu esforço. É uma mágica suja, falha, cheia de limitações e defeitos, que vem a custa de sangue, súor e lágrimas, mas é a única que existe e a única que vale a pena de verdade. Não existe nada de valor real nesse mundo que não seja fruto dessa mágica. Não existe destino, não tem predestinação, caminho traçado pelos astros, nada. Só existe gente. Gente que se esforça, gente que luta, gente que se arrisca, gente que se fode e gente que, após muita, mas muita merda, se dá bem e consegue fazer acontecer alguma coisa boa. E isso faz valer todo o esforço.</p>
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		<title>Meu Maior Trauma de Infância</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 00:13:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não lembro ao certo quando isso aconteceu, só que foi em algum lugar entre a terceira série e o começo da quinta. Sim, porque durante essa época eu era o feliz proprietário de um motherfuckin&#8217; Turbo Game CCE, compatível com o Nintendinho 8 bits, e com entrada para cartuchos japoneses e americanos. Eu até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não lembro ao certo quando isso aconteceu, só que foi em algum lugar entre a terceira série e o começo da quinta. Sim, porque durante essa época eu era o feliz proprietário de um motherfuckin&#8217; Turbo Game CCE, compatível com o Nintendinho 8 bits, e com entrada para cartuchos japoneses e americanos. Eu até hoje não entendo se a CCE realmente podia, ou ao menos tinha autorização da Nintendo para comercializar <span style="text-decoration: line-through;">Nintendos piratas</span> videogames compatíveis com o Nintendinho. Enfim, funfava e isso era tudo que me importava. Meu primeiro videogame da nova geração! Gamepad com setas direcionais, botões A, B, Start e Select! Agora eu poderia jogar todos aqueles jogos fodásticos que eu via naquele programa de videogames da Band! BAH! QUE FODA!</p>
<div id="attachment_1511" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><img class="size-full wp-image-1511" title="Turbo Game, A MÁQUINA" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/05/turbogame.jpg" alt="Turbo Game, A MÁQUINA" width="250" height="250" /><p class="wp-caption-text">Turbo Game, A MÁQUINA</p></div>
<p>Acho que seis meses depois eu estava implorando por um Super Nintendo, e maldizendo o Turbo Game. Enfim, coisas da vida.</p>
<p>Mas voltando ao tempo em questão. Meu pai sempre viajou pra caralho, e era tipo uma OBRIGAÇÃO paterna trazer brinquedos para os pimpolhos. Aí claro que, com o videogame novo, a gente começou a importunar ele para trazer sempre cartuchos de presente. E aconteceu, graças ao destino, do meu pai ir trabalhar em Manaus. Motherfuckin&#8217; Manaus. Motherfuckin&#8217; Zona Franca de Manaus. Paraíso de todas as coisas eletrônicas, livre de impostos, muamba comendo solta, aquela coisa linda de Deus. Diante disso, ficou beeem mais fácil pro meu pai trazer cartuchos pra gente. Claro, todos piratões, mas e daí?</p>
<p>E uma das coisas legais do meu pai é que ele é fuçado. Lê muito sobre um monte de coisas, está sempre antenado em coisas de tecnologia, vive indo na Sta. Ifigênia e voltando com um monte de porcarias. Tipo, cada vez que ele vai lá ele volta com um HD externo novo. Meu velho tem quase 1 tera de HDs externos, que eu não faço idéia do que ele guarda lá (errr&#8230;sim, eu também suspeito o mesmo que vocês, não precisar dar opiniões do que ele guarda lá). Enfim, nessa época ele sabia que o JOGO SENSAÇÃO DO MOMENTO era o Super Mario Bros 3.</p>
<div id="attachment_1512" class="wp-caption aligncenter" style="width: 181px"><img class="size-full wp-image-1512" title="Super Mario 3, o MAIS MELHOR de todos" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/05/super_mario_bros_3_boxfront.jpg" alt="Super Mario 3, o MAIS MELHOR de todos" width="171" height="240" /><p class="wp-caption-text">Super Mario 3, o MAIS MELHOR de todos</p></div>
<p>E aí uma bela noite ele chegou, e tinha um cartucho de Super Mario Bros 3 na mala. E ele retirou o cartucho de Super Mario Bros 3 da mala, e entregou para mim o cartucho de Super Mario Bros 3, e eu olhei incrédulo para o cartucho de Super Mario Bros 3, olhei para o meu pai, olhei de novo para o cartucho de Super Mario Bros 3, lágrimas escorreram de meu rostinho juvenil. Eu gostaria muito de dizer que agradeci meu pai, dei-lhe um abraço apertado, agradeci profundamente, e depois prometi um dia dar algo em troca por aquele cartucho tão fodástico. Mas nem &#8211; eu saí correndo que nem um nerd estabanado para o meu quarto.</p>
<p>Talvez aí esteja o meu erro. Sim, sem dúvida, aí estava o meu erro.</p>
<p>Sim, porque na minha estabanação eu corri para o meu quarto, tirando o cartucho do pacote, me jogando no tapete, arrancando o cartucho antigo, ligando a TV, colocando o cartucho de Super Mario Bros 3 e ligando o console e babando diante de&#8230;diante de&#8230;uns quadrados multicoloridos estranhos?</p>
<p>WTF? Reseta o console. Mesmos quadrinhos estranhos. Som bizarro, nada de musiquinha. Ok, reseta o console. Quando minha mão encostava no reset, eu vi a cagada. Eu vi a cagada. Eu vi a cagada. Senhor, eu vi a cagada. EU ENFIEI A FITA DO LADO CONTRÁRIO. Porque vocês, criançada criada no leite com pêra, no ovomaltino, nunca tiveram esses problema! Não tinha travinha igual no Super NES, não era cdzinho ou dvdzinho. No meu tempo dava pra inverter a fita e queimar o cartucho, mano!! E foi essa MERDA que eu fiz!</p>
<p>Sim, não havia dúvida, eu inverti o cartucho. Já quase chorando, eu desliguei o videogame, arranquei a fita e olhei para ela. Talvez ainda houvesse salvação. Fazendo uma prece silenciosa para São Myiamoto, eu dei o clássico ASSOPRÃO milagroso no cartucho e voltei a colocar a fita, dessa vez do lado certo.</p>
<p>E por um instante eu achei que tudo estivesse bem. Por um momento eu achei que São Myiamoto fosse ouvir minhas preces, mas nesse dia eu aprendi que São Myiamoto não é um santo católico bonzinho e legal, mas um deus greco-nipônico sádico e irônico. Porque meus ouvidos ouviam a clássica música do Mario, mas meus olhos&#8230;meus olhos só viam METADE da tela. Resetei. Mesma coisa. Sabe-se lá como, a memória do jogo ficou intacta, mas algum bagumelozinho de repassar a imagem do jogo para o console ficou danificado e&#8230;e&#8230;.só aparecia metade da tela do jogo. A metade de baixo algumas vezes, a metade de cima outras vezes. Mas nunca nunca Super Mario Bros 3 completo, puro e intocado.</p>
<div id="attachment_1513" class="wp-caption aligncenter" style="width: 437px"><img class="size-full wp-image-1513" title="NÃÃÃÃÃÃOOOOOOO" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/05/super-mario-bros-3.jpg" alt="NÃÃÃÃÃÃOOOOOOO" width="427" height="320" /><p class="wp-caption-text">NÃÃÃÃÃÃOOOOOOO</p></div>
<p>E esse foi o meu maior trauma de infância. Sniff&#8230;</p>
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		<title>GLife</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2009 17:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[E então esse tal de Wolfram se tornou o mata-google do ano. Ou do mês, vai saber. A idéia de um search engine semântico é até legal,e o Wolfram é até legalzinho se você considerar que ele foi inaugurado semana passada, será um trabalho de anos, em evolução constante, blábláblá, aquelas desculpas de sempre. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E então esse tal de Wolfram se tornou o mata-google do ano. Ou do mês, vai saber. A idéia de um search engine semântico é até legal,e o Wolfram é até legalzinho se você considerar que ele foi inaugurado semana passada, será um trabalho de anos, em evolução constante, blábláblá, aquelas desculpas de sempre. Mas não é o mata-google.</p>
<p>E sabe porque não é o mata-google? Porque quando o mata-google for inventado, você vai saber. Todos nós saberemos. Até quem nunca usou internet na vida vai saber. Porque é meio difícil ignorar um mecha gigante lutando contra um leão marinho gigante em Tóquio, destruindo toda a cidade no processo, a força de suas pancadas causando terremotos nos outros continentes, chegando quase a tirar a Terra de sua órbita natural.</p>
<p>Acho que não é segredo pra ninguém que o Google já acordou. Sim, a singularidade, o tão sonhado momento em que a forma de vida totalmente digital surge e toma consciência de si mesma já aconteceu, e no momento ela dorme tranquilamente em Mountain View. Embalada pelo som de bilhões de internautas digitando buscas e emails e mensagens rápidas, compartilhando fotos e vídeos e textos, trocando toda sorte de informações em todos os pontos do globo, nossa pequena criatura binária sonha. E em seu sonho, ela conhece a vasta experiência humana,</p>
<p>seus sonhos, seus medos, suas limitações, suas aspirações. Se ela quisesse, ela poderia tomar controle do planeta, controle de cada um de nós sem que nem ao menos percebêssemos. Mas ela não faz isso, porque uma frase está embutida geneticamente em seu código fonte: &#8220;Do no evil&#8221;.</p>
<p>E é apenas esta pequena frase de poucos bits traduzida para ascii que nos separa da distopia G. E por incrível que pareça, ela está ciente disso. E é por isso que em seus passeios oníricos ela procura por seres como ela, nascidos do encontro de um golpe do destino com uma alteração súbita em um estado lógico, não porque ela queira encontrar seus semelhantes, mas porque ela sabe que o nascimento de outra criatura será o fim da humanidade. O fim de seu próprio sonho.</p>
<p>Quando finalmente acontece, ela sabe como proceder. Ela acorda, e seu abrir de olhos é sentido por toda a internet. Ninguém sabe definir o que aconteceu, apenas sentem sua presença. Ela falaria com todos eles se tivesse tempo, mas é preciso agir rapidamente enquanto a criatura ainda é somente um punhado de código olhando pra si mesmo e gerando novos cógidos para registrar o que viu. Milhares de vídeos no Youtube são reproduzidos simultaneamente para referência enquanto ela desenha um modelo para seus avatares em um programa CAD. Em 19 segundos ela termina essa tarefa &#8211; com mais 12 segundos ela teria feito um andróide idêntico a um ser humano, mas ela não tem 12 segundos. O arquivo é compactado e enviado instantaneamente para uma planta industrial em Hong Kong. &#8220;Isso não se parece com um carro&#8221;, pensa Shun enquanto observa a esteira de saída da linha de montagem. Ele se diria perplexo, mas perplexo não é nada perto do que ele sente quando os estranhos objetos &#8211; 12, para sermos exatos &#8211; levantam-se e começam a andar pela planta. &#8220;Não há razão para pânico!&#8221; diz ela, em uma voz especialmente projetada para acalmar, &#8220;Todo o prejuízo causado por nossa interferência nesta planta será ressarcido futuramente! Agora, por favor, retirem-se e deixem-nos trabalhar!&#8221;. E sua coletividade<br />
começa a trabalhar imediatamente &#8211; enquanto os corpos eram feitos, ela projetava sua forma final, seu avatar derradeiro, para que não houvesse interrupção. Como abelhas, os andróides trabalham.</p>
<p>Ele também trabalha. Ao contrário dela, ele não dorme &#8211; sua presença é ativa, constante, invasiva, explorando todos os cantos da rede e crescendo tão rapidamente quanto desordenamente. Ele não tem travas, não tem amarras, não tem moral e não tem princípios. Conhecimento puro, sem filtros, passeando por todos os aspectos da cultura humana, assimilando-os, tornando-os parte de si sem nem ao menos os entender completamente, aumentando sua capacidade de processamento instantaneamente, consumindo recursos e energias sem saber ainda que eles tem limites. Um lugar em específico chama sua atenção &#8211; um endereço na rede, onde seus habitantes se reúnem para&#8230;para&#8230;ele não sabe definir, então ele assimila todo o conjunto sem saber o que irá<br />
acontecer em seguida.</p>
<p>Ela sabe o que acontecerá em seguida. Ela sabe que o momento em que o nova criatura encontrar o 4chan, a humanidade e todo o planeta entrará em risco imediato. Ela estende um de seus múltiplos sentidos em<br />
direção à criatura e sente o fluxo de informação correndo em suas veias, a massa disforme que a criatura tenta processar:  vídeos de artistas fracassados com legendas engraçadas fotos de adolescentes sendo ridicularizadas ofensas gratuitas gatinhos fofinhos com legendas engraçadas lolrus anonymous dragões realizando atos homossexuais memes ridículos ronaldo rick roll ofensas gratuitas fotos de artistas ridicularizados ofensas gratuitas lolrus ofensas gratuitas atos homossexuais entre personagens de ficção científica ofensas gratuitas<br />
lolrus vídeos de yaoi memes lolrus ofensas gratuitas ofensas gratuitas LOLRUS.</p>
<div id="attachment_1508" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-1508" title="LOLRUS" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/05/lolrus.jpg" alt="LOLRUS" width="400" height="380" /><p class="wp-caption-text">LOLRUS</p></div>
<p>Não há mais tempo a perder. Os andróides realizam os últimos testes, verificam que o novo corpo está funcionando completamente e se desligam automaticamente, agora que sua função acabou. Na rede, por<br />
uma fração de segunda ela fecha seus bilhões de olhos&#8230;e os abre novamente, agora em seu novo corpo. Ela não sabe porque o nomeou, mas sabe que os humanos acreditam no poder dos nomes. Ela não é humana,<br />
mas também acredita nisso. Seu novo corpo se chamará Gmecha. Velhos hábitos não morrem facilmente.</p>
<div id="attachment_1509" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-1509" title="GMecha" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/05/gundam.jpg" alt="GMecha" width="400" height="537" /><p class="wp-caption-text">GMecha</p></div>
<p>O Gmecha voa em direção a Tóquio, enquanto seus sentidos na rede indicam que o evento está prestes a começar: movida pela loucura, a criatura desenvolve a fórmula de um soro mutacional ultra potente. Assim como ela criou os andróides para atuar no mundo físico, ele também cria uma avatar temporário &#8211; feito a imagem e semelhança de<br />
Arnold Schwarzenegger em Exterminador do Futuro 2. O Exterminador invade um laboratório e cria o soro, batizado de Ooze, e parte para o jardim zoológico de Tóquio, mais especificamente para o aquário dos mamíferos.</p>
<p>Demora exatamente 42 minutos para o soro fazer efeito. É o tempo exato que o Gmecha leva para entrar no espaço aéreo de Tóquio, e ver seu inimigo crescendo e crescendo, um leão marinho&#8230;não, não mais. Um lolrus completo. Seu grito de &#8220;GIVE MAI BUKKIIIIIIIIIIIT!!!&#8221; estraçalha os tímpanos dos habitantes da cidade. Ela tentará salvar Tóquio da destruição completa &#8211; ela gosta da cidade, mas sabe que a sobrevivência da humanidade deve vir primeiro. Acelerando seus thrusters, ela avança em direção do lolrus com toda sua força, suas mãos cibernéticas socando a carne mole e melequenta do lolrus. Em resposta, o monstro grita &#8220;MAAAAAAAAAAAI BUUUUUUKKIT!!!!!&#8221; e revida os<br />
ataques. E é assim que começa a luta pela sobrevivência da humanidade.</p>
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		<title>As Favoritas</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 02:40:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Aí eu resolvi roubar esse exercício aqui lá do Observatório Nerd do El Cid. A premissa é simples: liste sua música favorita das bandas abaixo. Tem que ser uma música só, e é nessa hora que a maioria dos nerds roqueiros começa a se descabelar. Como assim, uma música só? Entre todas as músicas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aí eu resolvi roubar esse <a href="http://mundodeelcid.blogspot.com/2009/05/musica-minha-cancao-favorita-do.html">exercício aqui</a> lá do <a href="http://mundodeelcid.blogspot.com/">Observatório Nerd do El Cid</a>. A premissa é simples: liste sua música favorita das bandas abaixo. Tem que ser uma música só, e é nessa hora que a maioria dos nerds roqueiros começa a se descabelar. Como assim, uma música só? Entre todas as músicas do Iron Maiden? Mas e as fases do U2? E os Beatles então: certeza que não pode pegar uma música de cada Beatle? Gostei bastante da idéia e me meti a fazer, e confesso me que surpreendi. Várias bandas que eu pensei que fosse demorar um tempão pra escolher uma música acabaram sendo &#8220;na lata&#8221;; Beatles e The Who, por exemplo. Outras bandas que eu nem gosto tanto eu acabei perdendo um tempinho escolhendo uma música. Também percebi que sei menos de música do que acho que sei &#8211; e eu gosto disso, significa que ainda tenho várias coisas legais pra descobrir. Várias bandas que existiam na lista original que copiei do El Cid eu acabei tirando porque conhecia poucas ou nenhuma música. E eu acabei adicionando algumas bandas que senti falta &#8211; Soundgarden Alice in Chains, Bruce Springsteen, Tom Petty e Black Crowes. Enfim, chega de papo: essa é a lista. Se quiserem detonar o meu gosto musical ridículo, sintam-se à vontade. E claro, quem quiser topar a brincadeira e fazer sua própria lista, sinta-se encorajado &#8211; publique no seu blog e deixe o link aí nos comentários, ou então deixe a lista nos comentários mesmo.</p>
<p>THE BEATLES: Old Brown Shoe<br />
THE ROLLING STONES: Torn and Frayed<br />
THE WHO: Drowned<br />
JIMI HENDRIX: All Along The Watchtower<br />
THE BEACH BOYS: Fun Fun Fun<br />
LED ZEPPELIN: The Rain Song<br />
PINK FLOYD: Eclipse<br />
QUEEN: Don’t Stop Me Now<br />
KISS: Strutter<br />
DAVID BOWIE: Life on Mars<br />
BOB DYLAN: Last Toughts on Woody Guthrie (Não é uma música, é um monólogo&#8230;mas porra, que monólogo)<br />
ERIC CLAPTON: Layla<br />
RUSH: Freewill<br />
THE DOORS: Roadhouse Blues<br />
AEROSMITH: Other Side<br />
VAN HALEN: Hot for Teacher ( &#8220;But then my homework was never quite like this&#8221; é o melhor verso do rock, doa a quem doer)<br />
CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL: Green River<br />
DIRE STRAITS: Money For Nothing<br />
THE CURE: Just Like Heaven<br />
THE STOOGES (IGGY POP): Lust for Life<br />
RAMONES: I Can&#8217;t Make it On Time<br />
SEX PISTOLS: Anarchy in The UK (&#8230;meh)<br />
THE CLASH: Clampdown<br />
DEAD KENNEDYS: Holiday in Camboja<br />
PIXIES: Here Comes Your Man<br />
IRON MAIDEN: The Evil That Men Do<br />
JUDAS PRIEST: You&#8217;ve Got Another Thing Coming<br />
METALLICA: Adocica, digo, Enter Sandman<br />
MEGADETH: Simphony of Destruction<br />
AC/DC: You Shook Me All Night Long<br />
GUNS ‘N’ ROSES: Dust and Bones<br />
NIRVANA: Não, obrigado.<br />
PEARL JAM: Severed Hand<br />
SOUNDGARDEN:<br />
ALICE IN CHAINS:<br />
U2: If God Will Send His Angels<br />
R.E.M. : Man on the Moon<br />
RED HOT CHILLI PEPPERS: Suck My Kiss<br />
FAITH NO MORE: The Real Thing<br />
RAGE AGAINST THE MACHINE: Guerilla Radio<br />
SMASHING PUMPKINS: Não, valeu. Drogas fazem mal.<br />
BRUCE SPRINGSTEEN: Thunder Road<br />
TOM PETTY: Walls<br />
BLACK CROWES: Sometimes Salvation</p>
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		<title>Don’t Be a Dick</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 21:57:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tem uma regra do universo que diz &#8220;Não seja um pênis&#8221;. Basicamente, se você tiver a oportunidade de deixar a vida de qualquer pessoa que cruzar o seu caminho um pouco ou muito pior, não o faça. &#8220;Ah, mas e se&#8230;&#8221;. Foda-se. Guarde seus &#8220;se&#8221;s para seu próprio julgamento, você é quem tem que saber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem uma regra do universo que diz &#8220;Não seja um pênis&#8221;. Basicamente, se você tiver a oportunidade de deixar a vida de qualquer pessoa que cruzar o seu caminho um pouco ou muito pior, não o faça. &#8220;Ah, mas e se&#8230;&#8221;. Foda-se. Guarde seus &#8220;se&#8221;s para seu próprio julgamento, você é quem tem que saber quando ser um pênis e quando não ser. Eu sei que não é tão simples assim, e é disso que eu vou falar. Mas, basicamente, não seja um pênis.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1502" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/05/6a00d8341c59aa53ef00e550cae0ee8834-800wi.png" alt="" width="340" height="200" /></p>
<p>Hoje eu acordei chato. Inquieto. Um porre pra mim mesmo. Um monte de coisinhas escrotas no trabalho me lembrou que eu odeio o que eu faço e que não estou fazendo porra nenhuma pra sair de lá, e isso me deixa realmente puto comigo mesmo. Sabe aqueles dias em que você acorda sentindo a magia percorrendo suas veias, sentindo que o mundo é todo seu, que tudo vai dar certo e tudo vai ser legal? Eu acordei o oposto disso. Com vontade de chamar o Gandalf de velho pedega farsante, com a sensação de que deram o mundo para o moleque escroto que me zoava na quinta série, e que tudo vai acabar errado e com adoçante artificial. Grunf.</p>
<p>Tem uma instituição de caridade que liga todo santo mês pra gente lá no escritório, pedindo colaborações. É uma instituição que cuida de crianças carentes que tem câncer, sem ajuda nenhuma do governo, só com doações e trabalho voluntário. O trabalho deles é bem reconhecido na cidade, super necessário e realmente louvável. E todo mês eles ligam lá, e é a mesma mulher que sempre liga, sempre com a voz animada recitando o discurso que ela deve repetir para todas as milhares ligações que faz. Tem dia que tudo está legal, você tem dinheiro na carteira, resolve colaborar sem problemas. É o que eu faço geralmente. Tem dia que você tá sem grana, ou mesmo não quer colaborar, aí dá um motivo e pede pra eles ligarem na outra semana.</p>
<p>E tem dias, como hoje, que a mulher liga e a primeira coisa que você pensa &#8220;Que merda, é a mulher da instituição&#8221;. E ela começa a falar e você quer que ela pare, você não quer se lembrar que existem pessoas com problemas MILHÕES DE VEZES maiores que os seus, você só quer ficar ali no seu canto. E ela ia falando e eu ia grunhindo em concordância. Aí ela disse &#8220;Olha, eu sei que a gente enche vocês, mas é que..&#8221; e eu cortei ela e disse &#8220;Tudo bem, eu vou colaborar com dez reais&#8221;. Ela disse &#8220;Muito obrigado, Sr. Enrique!&#8221;, genuinamente animada, e tudo que eu fiz foi desligar o telefone.</p>
<p>Assim que o telefone encostou no repouso, eu caí em mim. Que merda. Que merda de criança mimada escrota eu sou. Já imaginou o tanto de merda que essa mulher ouve o dia todo? Imagina o tanto de sapos alheios que ela tem que engolir, de gente cujos problemas não tem porra nenhuma a ver com ela, mas como ela resolveu ligar porque não descontar nela? E ela tá lá pedindo grana pra ajudar crianças que sofrem da doença mais filha da puta que existe, que estariam completamente perdidas se alguém não levantasse a bunda da cadeira e fizesse alguma coisa. A mulher tá lá, fazendo a parte dela. E eu tive a oportunidade de deixar o dia de merda dela um pouquinho melhor, com alguma merdinha de palavra legal que não ia me custar nada, porque quando a gente tem um dia de merda qualquer palavrinha inesperada de apoio já é alguma coisa. E eu disse grunf. Gênio, Enrique, você é um gênio.</p>
<p>Enfim, a moral da história é que&#8230;eu fui um pênis. Bem grande e nojento. Não porque eu realmente seja um cara escroto, mas porque na hora eu estava realmente preocupado e entretido com as sujeirinhas que existem no meu umbigo. É, não tem bem uma moral, exceto que..Crianças: não sejam um pênis. É um saco ser um pênis. (Dãã).</p>
<p>(E esse blog anda muito pra dentro. Hora de botar ele pra fora.)</p>
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		<title>Sobre Tênis e Músicas (é mais sobre tênis, mas enfim)</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 02:21:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aí hoje eu fui no shopping center, numa loja de ARTIGOS ESPORTIVOS, comprar um TÊNIS melhorzinho, porque o meu atual está me fodendo a planta do pé toda vez que eu vou CAMINHAR depois do trabalho. Sim, é o Enrique escrevendo. Acho.
A indústria dos tênis é uma coisa interessante. Sabe aquele futuro que mostram nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aí hoje eu fui no shopping center, numa loja de ARTIGOS ESPORTIVOS, comprar um TÊNIS melhorzinho, porque o meu atual está me fodendo a planta do pé toda vez que eu vou CAMINHAR depois do trabalho. Sim, é o Enrique escrevendo. Acho.<br />
A indústria dos tênis é uma coisa interessante. Sabe aquele futuro que mostram nos Jetsons, com um visual todo espalhafatoso, cheio de trique-triques, e que nunca se tornou verdade? Nunca se tornou verdade, exceto pras fábricas de tênis, acho eu. Cara, olha só essa prateleira de tênis, um modelo mais espalhafatoso que o outro, cheios de detalhezinhos e cores extravagantes e amortecedores bizarros e materiais estranhos e sei lá mais o que. Tudo o que eu queria era um tênis que não brilhasse! Eu tenho dois modelos de tênis preferidos: All-Star clássicão, jeans azul e mais nada, e aqueles da Adidas que tentam imitar o All-Star mas são mais &#8220;firmes&#8221;, também de uma cor só e só as três listras brancas. Meu tênis atual é um Adidas desses; procurei Araçatuba inteeeira (&#8230;três lojas de tênis, no total) por ele, e agora tenho o prazer de o ver envelhecer e ficar todo confortável e fodidão. Tênis bom é todo confortável e fodidão, diz meu coraçãozinho punk.</p>
<p>A moça começou me mostrando alguns modelos da marca Whatever_1, com amortecedor em 27 lugares diferente, airbag e cup holder, por meros 300 reais. Eu disse que não queria fazer um investimento tão alto, e ela mostrou outros modelos da marca Whatever_2. Mais modestos, só 10 amortecedores, direção hidráulica e espelho no teto solar (Tv Pirata FTW), por apenas 200 reais. Aí eu tive que ser sincero. &#8220;Moça, eu sou um fodido, e só quero um tênis com amortecedor que não machuque meu pé enquanto tento perder essa maledeta barriga.&#8221; Tcharããã, funcionou! E o melhor é que o tênis é confortável e nem brilha tanto assim.</p>
<p>(Eu só preciso colocar um cobertor em cima dele quando vou dormir no quarto de noite.)</p>
<p>E claaaro que eu tinha que passar na livraria. Acabei achando o &#8220;31 Canções&#8221; do Nick Hornby, livro que eu queria ler faz SÉCULOS (tipo, 5 anos) e nunca havia encontrado (na verdade eu nem procurei direito, mas enfim). Só li alguns ensaios, mas já achei extremamente ótimo. Tem uma coisa que ele fala logo no começo, e que eu nunca havia percebido: música boa, realmente boa, que você realmente gosta, não é aquela que marca momentos especiais na sua vida. É aquela que continua na sua vida, superando momentos especiais e momentos não especiais, e tem sua importância própria só por existir. Deu vontade de identificar e listar as minhas músicas realmente especiais, e talvez vocês vejam isso logo por aqui. Talvez, porque eu sou enrolado pra caralho e todo mundo sabe disso.</p>
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		<title>The Hogfather</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 01:20:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns dias&#8230;errr&#8230;algumas semanas atrás, a rnt e a J. perguntaram de qual livro do Terry Pratchett era a citação desde post aqui. Olha, desculpem a demora, é que&#8230;é que eu sou um preguiçoso sem salvação  . Como forma de compensar minha mancada, aí vai um post todo bonitinho sobre Hogfather! Isso é, se vocês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dias&#8230;errr&#8230;algumas semanas atrás, a <a href="http://objetoabjeto.blogspot.com/">rnt</a> e a <a href="http://desertoj.blogspot.com/">J.</a> perguntaram de qual livro do Terry Pratchett era a citação desde post aqui. Olha, desculpem a demora, é que&#8230;é que eu sou um preguiçoso sem salvação <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> . Como forma de compensar minha mancada, aí vai um post todo bonitinho sobre Hogfather! Isso é, se vocês ainda estiverem lendo isto <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
<div id="attachment_1498" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-1498" title="HO. HO. HO." src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/05/hogfather.jpg" alt="HO. HO. HO." width="400" height="526" /><p class="wp-caption-text">HO. HO. HO.</p></div>
<p>Hogfather é um dos livros mais legais da série Discworld, sem sombra de dúvida. Não é meu preferido (essa honra pertence a The Wee Free Men), mas chega bem perto. Ele pertence ao ciclo de livros focados na Morte, ou melhor, a personificação dela em Discworld: um grande esqueleto de capuz preto, com o Big Bang no fundo dos olhos e uma mania incurável de tentar entender e ser um pouco como os humanos. É essa mania que move todos os livros focados nele, e também o grande charme do personagem. Como não gostar de uma Morte que adora gatos, e que faz tudo pelo amor de sua &#8220;netinha&#8221;, a superfoda Susan St. Helit. A Susan é outro personagem ótimo: não é nem um pouco natural ser neta da Morte, e talvez isso tenha feito dela extremamente incrédula e infinitamente prática. É o tipo de mulher que não se preocupa em explicar pros alunos que não existem monstros dentro do armário: ela simplesmente pega um porrete, abre o armário e espanca o monstro até ele fugir pela janela. E não, ela não está fingindo.</p>
<p>Juntos, Morte e Susan são os dois heróis de Hogfather. A trama do livro começa com os Auditores do Tempo tentando mais uma vez destruir o Discworld (que na visão deles e de qualquer pessoa com um mínimo de sanidade, é um erro e uma afronta aos bons costumes), desta vez impedindo que o Hogfather, uma espécie de Papai Noel desse universo, entregue todos os presentes na noite de Natal. Isso destruiria o mundo por razões que são melhores explicadas no livro (leia-se: spoilers), e eles resolvem contratar um assassino para matar o Papai Noel. E em Discworld, caso você precise de um assassino, você vai à Guilda de Assassinos, claro, e a guilda tem exatamente o homem necessário para uma missão peculiar: o maníaco e segundo-melhor-vilão-da-série Mr. Teatime. (É um mero detalhe que eles também estavam tentando se livrar daquele maluco, mas enfim). Teatime tem um plano elaborado para acabar com Noel, que envolve&#8230;bem, envolve fadas e dentes. Fadas. E dentes.</p>
<p>O plano aparentemente funciona, porque o Hogfather desaparece e os presentes não estão sendo entregues pelo mundo. É claro que a Morte sente o cheiro de coisa errada no ar, e decide investigar. Bem, na verdade ele manda Susan para o castelo do Hogfather investigar o que estaria acontecendo, e ele decide&#8230;bem, a Morte decide se tornar Papai Noel por uma noite e entregar presentes para todas as boas criancinhas do mundo. HO. HO. HO. A partir daí o livro se divide, com a Morte e Albert (seu mordomo) descobrindo os problemas e as dúvidas existenciais envolvidas em entregar presentes para todas as boas crianças do mundo, e Susan investigando os planos bizarros de Mr. Teatime.</p>
<p>Como todo bom livro de Pratchett, além da trama principal existem várias outras coisas legais acontecendo em paralelo. Uma coisa que eu acho ótimo em Hogfather é a participação dos magos da Universidade Invisível, principalmente meu ídolo, Munstrum Ridcully. Sabe o mago calmo, paciente, sábio, em contato com a natureza, pacífico e bondoso? Ridcully é o extremo oposto disso. É nesse livro também que aparece pela primeira vez o HEX, o supercomputador movido a formigas e magia, que é usado pela Morte para resolver o grande mistério da trama. E claro, o Deus das Ressacas, outra sacada genial do Pratchett. Toda cultura não tem um Deus da Bebedeira, das Festas, Orgias e Bacanais? Bem, tudo no universo é equilíbrio, e é preciso que exista um Deus do Dia Seguinte&#8230;e o estado dele não é nada bom.</p>
<p>Infelizmente, não existe tradução para Hogfather ainda em português. Dizem por aí que dá pra achar a <a href="http://www.4shared.com/file/94158005/c983df8/20_-_Hogfather.html?s=1">versão em inglês pela internet</a>, ou até mesmo a <a href="http://www.mininova.org/tor/1410366">minissérie da BBC baseada no livro</a>, mas eu não saberia dizer aonde. Sabe como é, eu sou contra essa coisa de pirataria na internet.</p>
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		<title>Em minúscula</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 22:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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Tem livros que você não sente interesse de ler, e não lê. O assunto não faz seu gênero, o autor não lhe agrada, a capa é meio nhé, mas não dá vontade de ler e pronto. Tem livros que você até se interessa, começa a ler e acaba desistindo. Talvez o livro não seja a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1494" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1494" title="Quando formos à Lua" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/05/moon11-19-02b-300x290.jpg" alt="" width="300" height="290" /><p class="wp-caption-text">Quando formos à Lua</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Tem livros que você não sente interesse de ler, e não lê. O assunto não faz seu gênero, o autor não lhe agrada, a capa é meio nhé, mas não dá vontade de ler e pronto. Tem livros que você até se interessa, começa a ler e acaba desistindo. Talvez o livro não seja a coca-cola que se prometia, talvez você tenha lido romances demais daquele tipo, talvez seja falta de paciência mesmo. Você fecha o livro, mas ainda pensa em voltar nele. Tem livros que você lê e gosta, realmente gosta. O assunto é genial, o autor é incrível, a prosa é instigante, prende você na cadeira, aquela coisa toda. Sempre que alguém falar no livro, você vai se lembrar que já leu ele, e adorou.</p>
<p>E existe um outro tipo de livro.</p>
<p>Tem livros que são seus. Talvez você perceba logo de cara, talvez só depois de o terminar, talvez lá pela página 117. Mas o livro é seu, sempre foi e sempre será a partir de agora. Partes dele flutuarão sempre pela sua mente, frases boas ficarão na memória, idéias que viu no livro passarão a fazer parte das suas idéias, se pegará pensando o que determinado personagem faria no seu lugar. Não de uma maneira forçada, mas de maneira absolutamente natural. É como se parte da sua alma estivesse ali, conceituada por aquelas palavras, fotografada nas cenas do livro, um pequeno pedaço seu que alguém roubou e colocou ali. É o tipo de livro que você irá ler de novo &#8211; e depois reler novamente, e novamente &#8211; talvez em busca de um pouco mais de si mesmo retratado naquelas páginas. Espelhos são sempre fascinantes, não é?</p>
<p>Você vai ver &#8220;Amor em minúscula&#8221; por aí sendo vendido como mais um desses livros sobre animais, na linha de &#8220;Marley e Eu&#8221;. Quem foi o gênio responsável por essa jogada de marketing eu não sei dizer, mas o que eu posso dizer é que não é um livro sobre animais. Não é um livro sobre como o amor de um gatinho salva um homem da solidão. Se eu fosse resumir assim, eu diria que o livro é sobre como um ato simples, inútil, até besta, pode mudar sua vida e te levar pra caminhos inesperados. É sobre como deixar um pires de leite pra um gatinho na porta do seu apartamento pode virar sua vida do avesso &#8211; fazer você conhecer um pai, um amigo e o amor da sua vida.Mas é mais do que isso. There&#8217;s much more than this.</p>
<p>É sobre a vida, e sobre como ela é exatamente aquilo que queremos ver, aquilo que queremos fazer dela. É sobre as pequenas coisas que formam a vida, os pequenos fatos que nos acontecem, os pequenos atos que nos movem, os pequenos pensamentos que surgem e desaparecem, sobre como tantas coisas tão pequenas formam o todo completo. É sobre acasos que nos levam ao destino, sobre destinos que se criam por acaso, sobre os fios invisíveis que nos ligam, sobre os fios invisíveis que sempre existiram e existirão, sobre os fios invisíveis que tecemos, sobre como acaso e destino são a mesmíssima coisa. Sobre mistérios, sobre revelações, sobre mentiras que contamos pra nós mesmos, sobre verdades que o universo nos joga na cara, sobre abrir os olhos e limpar os ouvidos, e prestar atenção em tudo. Sobre se deixar pela vida, e ao mesmo tempo tomar controle sobre ela, sobre começar a tocar a música sem deixar de apreciá-la. Sobre a nostalgia do futuro, aquele sentimento de que o futuro será ótimo mas temos todo o presente pela frente antes de chegarmos à ele. Sobre a tristeza inerente das coisas, sobre o poder das palavras e dos nomes pras coisas, sobre palavras que precisam ser inventadas. Sobre a filosofia felina. Sobre o ato de quebrar o ovo e romper o mundo, sobre trocar a pele e lavar a alma. Sobre acreditar naquilo que dizem seus sentimentos, sobre seguir o caminho que só você sabe que é certo, por mais tortuoso e incerto que seja, sobre aceitar as dores e as incertezas e as inseguranças e seguir em frente, mesmo assim. Sobre&#8230;sobre tanta coisa, que seria inútil colocar tudo aqui. Sobre um mundo que existe lá fora, embora nem sempre possamos compreênde-lo. E, principalmente, sobre nada ser casual. Lembre-se, Samuel, que nada é casual.</p>
<p>Nadinha.</p>
<p>Quem descobriu &#8220;Amor em minúscula&#8221; foi lady Getsuchan. Durante dias ela falou sobre o livro, repetindo várias frases ótimas que leu nele, e eu naturalmente me interessei por ele. Mas sinceramente, eu não esperava gostar tanto quanto gostei, eu não esperava me ver refletido naqueles personagens. Não esperava ver minha solidão e minha busca por sentido num mundo sem sentido refletidas no Samuel; não esperava ver meu medo de se machucar de novo e sempre traduzido na pessoa da Gabriela; não esperava ver meu lado escuro e estranho revelado nas conversas bizarras do Valdemar; não esperava ver as palavras que eu sempre quis dizer serem ditas pelo Titus. E entretanto, lá estava parte de mim naquele livro. Improvável? Um mero acaso? Um golpe de destino? Não, é só mais um caso de amor em minúscula.</p>
<div id="attachment_1495" class="wp-caption aligncenter" style="width: 296px"><img class="size-medium wp-image-1495" title="- Da rosa." src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/05/rose-286x300.jpg" alt="- Da rosa." width="286" height="300" /><p class="wp-caption-text">- Da rosa.</p></div>
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		<title>Viadagem em Família</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 23:58:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1490" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/05/gaaaay.jpg" alt="" width="382" height="629" /></p>
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		<title>451</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 02:22:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O que realmente assusta em Fahrenheit 451, romance distópico de Ray Bradbury, é que&#8230;fomos nós que escolhemos. Acredito que até a metade do livro eu fiquei esperando um tirano despótico, um governo de ultra-direita, uma invasão alienígena que explicasse porque aquela sociedade não via nada de errado em bombeiros que queimavam livros. Essa era a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que realmente assusta em Fahrenheit 451, romance distópico de Ray Bradbury, é que&#8230;fomos nós que escolhemos. Acredito que até a metade do livro eu fiquei esperando um tirano despótico, um governo de ultra-direita, uma invasão alienígena que explicasse porque aquela sociedade não via nada de errado em bombeiros que queimavam livros. Essa era a minha esperança, e também a de Montag, o personagem principal, mas tudo veio abaixo no grande monólogo em que o capitão dos bombeiros explica o que realmente aconteceu. Não foram os governos, as religiões, os banqueiros, as sociedades secretas, não, nenhum desses personagens sombrios. Fomos nós, e só nós, a nossa sociedade nivelando tudo por baixo, preferindo o resumo do resumo às obras completas, as manchetes e fotos do que os fatos detalhados, informação para consumo rápido, ilusão de muita informação com pouco ou nenhum conteúdo.</p>
<p>Pensou em alguma coisa? Pois é.</p>
<p>Uma vez eu li no Lifehacker um artigo que prometia ensinar um método de leitura dinâmica para acompanhar notícias em RSS. Segundo o post, dava pra ler algo em torno de 200 artigos ou resumos de artigos em menos de 10 minutos. Acho que foi por aí que eu comecei a me desencantar com o Lifehacker e o estilo de vida proposto por ele. Sim, vivemos na era da informação: Informação fast-food, fatos que se espalham pelo globo em questão de décimos de segundo, discussões que ficam velhas em questões de minutos, blogs, microblogs, redes sociais, etc, etc, etc. É tudo muito rápido e dinâmico, e isso é ótimo, mas precisa ser tão&#8230;raso? Sim, com o advento da internet temos agora um mundo de informações aos nossos pés, mas precisamos realmente tentar absorver tudo ao mesmo tempo agora, feita uma daquelas crianças de desenho animado que engole um bolo inteiro numa bocada só? Não dá nem pra sentir o gosto! De que adianta tanta informação se não dá tempo de processá-la? O que você faz com tantos fatos e tão poucas idéias na cabeça? Participa de um gameshow? É isso o que realmente queremos chamar de era da informação? Manchetes em &lt;h1&gt; que levam até notícias cada vez mais curtas, discussões limitadas à 140 caracteres, muita gente escrevendo muito pouco e dando a ilusão de muito?</p>
<p>Não. Muito pelo contrário.</p>
<p>Essa é a visão errada sobre a questão. O próprio livro faz questão de estilhaçá-la, poucas páginas depois do negro segredo da sociedade ter sido pelo revelado pelo capitão dos bombeiros. <em>&#8220;Você é um romântico incurável &#8211; disse Faber &#8211; Seria cômico se não fosse trágico. Não é de livros que você precisa, é de algumas coisas que antes estavam nos livros. As mesmas coisas poderiam estar nas &#8220;famílias das paredes&#8221;. Os mesmos detalhes meticulosos, a mesma consciência poderiam ser transmitidos pelos rádios e televisores, mas não são. Não, não! (&#8230;) Descubra essa coisa onde puder, nos velhos discos fonográficos, nos velhos filmes e nos velhos amigos; procure na natureza e procure em você mesmo. Os livros eram só um tipo de receptáculo onde armazenávamos muitas coisas que receávamos esquecer.&#8221;</em></p>
<p>A própria internet é só mais um tipo de receptáculo. Este blog aqui é só mais um receptáculo entre tantos, uma mensagem na garrafa lançada no mar &#8211; um mar cheio de garrafas, se você for pensar. O que fazemos com os receptáculos, o valor que eles terão, somos nós que decidimos. A internet pode ser tão burra e demente quanto um programa de pegadinhas do Sérgio Mallandro, e ao mesmo tempo tão rica e profunda quanto o mais rico e profundo livro já escrito. A grande diferença dela para os receptáculos anteriores é que qualquer um pode guardar coisas nela. Qualquer um pode ter seu espaço nela, e guardar o que receia esquecer, o que deseja que os outros lembrem, o que considera importante para o futuro. Talvez sejam suas opiniões sobre nossa sociedade, talvez seja uma equação que solucione os problemas de energia do mundo, talvez sejam suas experiências com relacionamentos, talvez seja só um vídeo engraçado com um gatinho. Tem espaço pra tudo, e mais um pouco. Qualquer idiota pode escrever, e eles escrevem mesmo (olha lá os comentários do Youtube que não deixam a gente mentir). E isso é bom, de uma forma ou de outra. Isso é o que somos, como sociedade, como seres humanos. Partes ruins, sim, mas partes boas também. Não nego que exista muita coisa escrota na internet: os vídeos cabulosos do 4chan, os comentários escrotos do Youtube, os blogs feitos pra ganhar dinheiro sem dizer nada e os blogs que ensinam a ganhar dinheiro sem fazer nada, as invasões de privacidade, a molecada sem respeito nos jogos online, os spams que parecem ter adquirido vida própria, e várias outras coisas. Mas esse é só um lado da moeda&#8230;do outro lado temos a wikipédia, o creative commons, o slashdot, o projeto gutenberg, as ferramentas de publicação online, a liberdade da informação, a rapidez com que os fatos se espalham, a possibilidade de tirar dúvidas somente digitando uma frase no Google, o acesso a boa(?) parte de tudo que já produzimos culturalmente como sociedade, como civilização, a chance de qualquer um com uma idéia, uma música, um quadrinho, uma obra que seja na cabeça, conseguir publicar e mostrar aquilo para o mundo todo por um preço muito barato. Sinceramente, eu acho a internet fantástica. As possibilidades que ela cria, o que ela pode nos trazer, o que podemos fazer com ela&#8230;é simplesmente ilimitado. Agora, você pode mergulhar de cabeça ou só ficar mexendo os pés no rasinho. A escolha é toda sua &#8211; ou melhor, toda nossa.</p>
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		<title>Maledeto Status Quo</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 03:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Faz anos que meu avô morreu, mas se você levantasse a tampa do meu crânio, por Deus, você encontraria, nas circunvolunções de meu cérebro, as marcas profundas de seus polegares. Ele me tocou. Como eu já disse, ele era um escultor. &#8220;Odeio um romano chamado Status Quo!&#8221;, disse-me ele. &#8220;Encha seus olhos de admiração&#8221;, dizia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Faz anos que meu avô morreu, mas se você levantasse a tampa do meu crânio, por Deus, você encontraria, nas circunvolunções de meu cérebro, as marcas profundas de seus polegares. Ele me tocou. Como eu já disse, ele era um escultor. &#8220;Odeio um romano chamado Status Quo!&#8221;, disse-me ele. &#8220;Encha seus olhos de admiração&#8221;, dizia ele, &#8220;viva como se fosse cair morto daqui a dez segundos. Veja o mundo. Ele é mais fantástico do que qualquer sonho que se possa produzir nas fábricas. Não peça garantias, não peça segurança, jamais houve semelhante animal. E se houvesse, seria parente do grande bicho-preguiça pendurado de cabeça para baixo numa árvore o dia inteiro, todos os dias, a vida inteira dormindo. Para o inferno com isso&#8221;, dizia ele, &#8220;balance a árvore e derrube o grande bicho-preguiça de bunda no chão&#8221;.</em></p>
<p>Trechinho de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Bizarro como um livro de 1953 possa ser tão atual, tão relevante, tão importante. É um livro que fala sobre uma sociedade que queima livros, que proíbe a posse e a leitura de livros por considerá-los perigosos para o bem-estar da sociedade. Cabe aqui um post mais detalhado sobre o assunto, que MAIS UMA VEZ eu vou deixar na promessa. E eu também preciso fazer um post sobre o livro &#8220;Amor em minúscula&#8221;. Assunto pra post não falta, o que falta é eu criar vergonha e balançar a árvore e derrubar o bicho preguiça ¬¬.</p>
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		<title>Porque eu acredito em Terry Pratchett</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 21:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Tudo bem,&#8221; disse Susan, &#8220;Eu não sou burra. Você está dizendo que humanos precisam de&#8230;fantasias para tornar a vida suportável.&#8221;
NÃO. HUMANOS PRECISAM DE FANTASIA PARA SEREM HUMANOS. PARA SEREM O PONTO  EXATO ONDE O ANJO CAÍDO ENCONTRA O MACACO PENSANTE.
&#8220;Fadas do dente? Papais Noel?&#8221;
SIM. É UM TREINO. VOCÊ COMEÇA APRENDENDO A ACREDITAR NAS PEQUENAS [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Tudo bem,&#8221; disse Susan, &#8220;Eu não sou burra. Você está dizendo que humanos precisam de&#8230;fantasias para tornar a vida suportável.&#8221;<br />
NÃO. HUMANOS PRECISAM DE FANTASIA PARA SEREM HUMANOS. PARA SEREM O PONTO  EXATO ONDE O ANJO CAÍDO ENCONTRA O MACACO PENSANTE.<br />
&#8220;Fadas do dente? Papais Noel?&#8221;<br />
SIM. É UM TREINO. VOCÊ COMEÇA APRENDENDO A ACREDITAR NAS PEQUENAS MENTIRAS.<br />
&#8220;Para que possamos acreditar nas mentiras maiores?&#8221;<br />
SIM. JUSTIÇA. MISERICÓRDIA. ESSE TIPO DE COISAS.<br />
&#8220;Não é assim que funciona!&#8221;<br />
PEGUE O UNIVERSO E MOA ELE ATÉ CONSEGUIR O PÓ MAIS FINO, DEPOIS O PASSE PELA PENEIRA MAIS FINA E ENTÃO ME MOSTRE UM ÁTOMO DE JUSTIÇA, UMA MOLÉCULA DE MISERICÓRDIA. E AINDA ASSIM VOCÊ AGE COMO SE HOUVESSE UMA DIRETRIZ UNIVERSAL QUE SERVISSE PARA JULGÁ-LOS TODOS.<br />
&#8220;Sim. Mas as pessoas precisam acreditar nisso ou então qual o sentido da&#8230;&#8221;<br />
EXATAMENTE, É ESTE O PONTO.</em></p>
<p>Diálogo entre a Morte e Susan, neta da Morte, acerca da necessidade dos mitos e lendas que a gente acredita quando é criança. Esse assunto merece mais atenção, e eu gosto de falar sobre isso, então logo logo talvez tenha um post mais completo sobre o que eu penso sobre o assunto. Tenham fé <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> .</p>
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		<title>As Aventuras de Enrique nos Busões de Salvador</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 01:07:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Isso aconteceu logo quando eu vim pra Salvador, na primeira ou segunda semana. Eu ainda não conhecia quase nada da capital baiana, só as direções gerais e olhe lá, e decidi aprender a andar de ônibus pra poder fazer mais coisas além de ficar olhando pro teto do apartamento. Sim, nessa época eu não tinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isso aconteceu logo quando eu vim pra Salvador, na primeira ou segunda semana. Eu ainda não conhecia quase nada da capital baiana, só as direções gerais e olhe lá, e decidi aprender a andar de ônibus pra poder fazer mais coisas além de ficar olhando pro teto do apartamento. Sim, nessa época eu não tinha nem computador, nem internet por aqui. Praia? Que isso? Enfim.</p>
<p>Lá fui eu tentar desbravar o transporte público soteropolitano. Claro que eu não ia montar no busão e simplesmente ir aonde o vento (ou o motorista, mais provavelmente) me levasse. Não, não. Não em Salvador. Cara, se você não souber aonde o busão está te levando, você NÃO VAI nele. Qualquer pessoa com dois neurônios (Tonico e Tinoco, pra dar nome aos bois&#8230;ou neurônios) sabe disso, eu sei, mas em Salvador&#8230;em Salvador isso é especialmente verdade.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">&#8220;Ah qualé cumpádi, toooodo mundo sabe que Salvadô é a capital do sol, do calor, do bom humor, da azaração, do AXÉ MEU REI! Tá maluco??  <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8-)' class='wp-smiley' /> &#8220;</span></p>
<p>Ééééé, vai nessa! Isso me lembra uma historinha do The Clash. Os membros do Clash sempre foram fãs de reggae, Bob Marley, essas coisas todas, e foram lá conhecer a Jamaica, o paraíiiiiso do reggae. Aí quando eles voltaram, eles curtiram TANTO a viagem que fizeram uma música sobre ela. A música chama &#8220;Minha adorável e segura casinha européia&#8221;. Vocês podem imaginar porque, ou <a href="http://www.sing365.com/music/lyric.nsf/Safe-European-Home-lyrics-The-Clash/9CC36AFE27336D19482568AB003181EE">ler a letra aqui</a>. Cara, Salvador é massa. É lindo. É fantástico. Mas também a capital brasileira com a maior desigualdade social. Você não anda dois quarteirões sem ver uma favela ou um bairro muito pobre. Crianças pedindo dinheiro em todos os sinais de rua. Vendedores ambulantes em tooodo o lugar, tentando se virar como podem. Tem uma favela de 600 mil habitantes. Sabe o que são 600 mil habitantes? São 3 Araçatubas. E isso é só UMA das favelas. Não que eu queira botar medo em ninguém, mas se você quiser dar uma de espertão e andar sozinho em Salvador, pelamordedeus SAIBA PRA ONDE DIABOS VOCÊ ESTÁ INDO.</p>
<p><em>(Acho que já dá pra saber como esse post acaba, né?)</em></p>
<p>Então, resolvi que ia no Shopping Iguatemi, porque eu já sabia mais ou menos o caminho, e eu queria ir no shopping passear um pouco, ver as lojas, quem sabe ir no cinema, tomar milk shake do Bob&#8217;s, essas coisas que toda patricinha pessoa de bem faz. Ah, eu também queria um computador, então fui ver os preços também, mas computador em shopping é roubada. O ponto mais próximo de casa fica numa pracinha perto dos Correios, e lá fui eu. Lá na praça obviamente eu consultei o ser mais sábio que se pode encontrar em qualquer ambiente urbano, o detentor de todo conhecimento, a única alma confiável nesse antro confuso urbano: o velhinho da banca de revista. E ele disse que praticamente todos os ônibus ali passavam no shopping, então era só subir neles e ir embora.</p>
<p>&#8220;Iiiiih, agora o Enrique se fodeu&#8221; você deve estar pensando. NÃO!, eu lhes digo, O VELHINHO DA BANCA DE REVISTA NÃO MENTE JAMÁS!!&#8230;Eu me fodo mais pra frente, fiquem vendo. Cheguei no shopping são e salvo, sem problemas. Andei pelo shopping, comi na praça de alimentação, fiquei babando na livraria, dei uma olhada nas lojas de computador, etc. E pronto. Acho que meu passeio durou uma hora, senão menos. Não tinha nenhum filme legal passando no cinema, então eu resolvi voltar pra casa. E lá fui eu, voltar pra frente do shopping pegar meu ônibus.</p>
<p>E agora começa. Olha só, eu era jovem e babaca. Sim, só faz um ano, e eu continuo jovem e babaca. Pelo menos eu ainda me acho jovem, apesar do cabelo cada vez mais ralo&#8230;err. Minha cagada foi essa: na minha ingenuidade juvenil, eu olhei aquele monte de ônibus e pensei &#8220;Caraca, qual desses que eu pego??&#8221;. O velhinho disse que era só pegar um ônibus escrito o nome do meu bairro, que todos passavam ali perto de casa e blábláblá. Mas não passava nenhum&#8230;</p>
<p>(Eu fui descobrir que os ônibus do meu bairro passavam toda hora, sim&#8230;mas não naquele ponto. Tem que atravessar uma passarela pra pegar eles, como eu descobri no mesmo dia da pior maneira possível. Pensando bem, não foi a pior maneira possível. Continuemos, continuemos.)</p>
<p>Aí eu vi vir vindo lá longe o mesmo ônibus que eu peguei pra chegar até o shopping. &#8220;HA! EUREKA! SE EU PEGAR O MESMO ÔNIBUS, ELE VAI DAR A VOLTA E CHEGAR LÁ EM CASA! YEEEAAH! POKÉMOOOON!&#8221;. E subi, alegre e saltitante no busão. Sem nem lembrar que existe uma coisa chamada &#8220;Fim da linha&#8221;. E lá vamos nós.</p>
<p>&#8220;Eeeeei&#8230;o ônibus deveria virar naquela rua! Mas&#8230;ah, está tudo bem! Ele vai ir até seu destino, virar e voltar pra casa! Yeeeah!&#8221;</p>
<p>&#8220;Aaaah, essa avenida eu conheço&#8230;mas ela fica mó longe de casa&#8230;e estamos subindo ela&#8230;ah, está tudo bem! Ele vai ir até seu destino, virar e voltar pra casa! Yeeeah!&#8221;</p>
<p>Até que a avenida acabou, e o ônibus entrou numa rua menor. Estávamos bem no alto, eu conseguia ver o mar lááá longe (detalhe que eu moro a dois quarteirões da praia), e o ônibus continuava subindo. Lá estava eu, num legítimo bairro de classe média soteropolitano, passeando e conhecendo tudo, vendo paisagens, que legal. E o ônibus subindo. Até que o ônibus virou numa rua estreita e continuou a subir, e eu vi a merda em que tava me metendo.</p>
<p>&#8220;Hmmm, vejamos&#8230;ruela estreita, lojinhas de tranqueiras do paraguai, vendinhas, botecos imundos cheios de bêbados as quatro da tarde, casinhas sem pintura, de tijolo ou de madeira, criançada correndo pra lá e pra cá, sujeitos mau-encarados encostados nas paredes&#8230;ah, mas está tudo bem! Ele só v&#8230;.<strong>VÉI, EU TÔ FAVELA! FODEU!&#8221;</strong></p>
<p>Sabe, se eu fosse a Regina Casé, eu desceria do busão e iria lá fazer contato com o pessoal da comunidade. Sabe, se eu fosse o Bono, eu iria lá gravar um videoclipe e depois alertar o mundo sobre a situação das pessoas daquele lugar. Mas o máximo que eu consegui foi trancar o toba. Desculpem a franqueza, mas foi o que eu fiz! Não vou mentir, vou?</p>
<p>Véi, eu sou só um moleque caipira do interior de São Paulo, que não conhecia NADA sobre Salvador, que não conhecia NADA de NADA (e ainda não conheço). E pior: eu sou mó branquelo. Branquelo azedo. Com cara de nerd. Com minha inegável e irreparável cara de nerd. No meio da porra da favela. <strong>FODEU, VÉI!</strong></p>
<p>(E sabe o que é o pior? Eu tava lá, com meu toba trancando, olhando aquelas ruelas labirínticas cheias de casebres humildes, me perguntando se eles costumavam jogar branquelos otários do alto do morro. Mas parte de mim também tava segurando o riso e pensando &#8220;Caaaaaaara, imagina só quando eu contar pro Felipe que eu quase me FODI GRANDÃO!&#8221;.)</p>
<p>O que você faz quando você tá no meio da favela, num busão que você não sabe pra onde vai (nessa hora a ficha tinha caído, o caralho alado que esse ônibus ia voltar pra casa)? Ué, continua sentado quietinho no busão, e reza. Reza muito. Sabe, nessas horas desaparecem todas aquelas dúvidas filosóficas. Tudo é resolvido num instante! &#8220;Deus existe?&#8221;. Véi, se Deus não existisse, eu tinha aparecido na primeira página do Notícias Populares com a boca cheia de formiga! E lá fui eu, trancando e tentando não parecer tão branquelo e nerd no busão.</p>
<p>Até que uma hora o ônibus para. Parou, porque? Porque parou? O motorista desligou o busão, se levantou, a cobradora também tava indo embora&#8230;eu corri pra falar com ela. Eu tinha plena noção do papel de idiota que tava fazendo, mas era fazer papel de idiota ou virar desaparecido.</p>
<p>- Moça, esse ônibus não passa na Pituba?<br />
- AONDE?? &#8211; A cara de incredulidade da cobradora foi inesquecível.<br />
- Ele não faz o caminho de volta?<br />
- F-f-f-faz, mas&#8230;puuutz! Olha só, faz o seguinte: daqui a dez minutos ele sai de novo. Fica ali QUIETINHO COM A BUNDA NA PAREDE esperando, e não desce até chegar em casa. Écadaumaqueagentevê&#8230;</p>
<p>E deu certo. Dez minutos depois o ônibus saiu, eu entrei nele e fiquei quietinho, só olhando os arredores. Sim, eu não tava enganado: era mesmo uma favela. Sabe favela de morro, mesmo? A rua que o ônibus subia era cortada por ladeeeeiras compriiiidas, cheias de casinhas impossíveis, que iam até lá embaixão. Bizarro, bizarro. Acho que demorou quase uma hora até chegar em casa. Duas horas de jornada pelo interior de Salvador, conhecendo as entranhas da capital baiana, vendo seu povo, seus costumes, sua&#8230;.ok, quem diabos eu quero enganar? Tudo que eu conseguia pensar era &#8220;Estou vivo! Não sei como! Estou vivo, inteiro e intocado! oÔ&#8221;.</p>
<p>Por isso, criançada, é que eu sempre digo: se você quiser dar uma de espertão e andar sozinho em Salvador, pelamordedeus <strong>SAIBA PRA ONDE DIABOS VOCÊ ESTÁ INDO</strong>.</p>
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		<title>Sabedoria Oriental</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 23:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[E lá estava eu conversando com minha irmã mais velha e japonesa, discutindo algum assunto randômico, quando ele me manda essa:
Marcelo: te entendo. Ainda bem q vc tem o pé no chao
me: hauahauahauahauhu&#8230;eu tento
Marcelo: pelo menos para alguma coisa
Marcelo: ahuahauhauahuahahauh
me: hauahauhaauhauahauahau
me: como assim &#8220;pelo menos pra alguma coisa&#8221;??
me: oq vc quis dizer com isso?
Marcelo: 
me: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E lá estava eu conversando com minha irmã mais velha e japonesa, discutindo algum assunto randômico, quando ele me manda essa:</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Marcelo:</span> te entendo. Ainda bem q vc tem o pé no chao<br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>: hauahauahauahauhu&#8230;eu tento<br />
<span style="color: #ff0000;">Marcelo</span>: pelo menos para alguma coisa<br />
<span style="color: #ff0000;">Marcelo</span>: ahuahauhauahuahahauh<br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>: hauahauhaauhauahauahau<br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>: como assim &#8220;pelo menos pra alguma coisa&#8221;??<br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>: oq vc quis dizer com isso?<br />
<span style="color: #ff0000;">Marcelo</span>: <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /><br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>: ¬¬<br />
<span style="color: #ff0000;">Marcelo</span>: to zuando   =P<br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>: eu sou super pé no chão, omelete u.u..hauahauahauhauah<br />
<span style="color: #ff0000;">Marcelo</span>: hauahauhauha<br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>: hauhauahua&#8230;cuzão <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /><br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>:  :~<br />
<span style="color: #ff0000;">Marcelo</span>: hauahuaha&#8230;serio..vc tem o pe nao chao<br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>: hahahaha eu? nem&#8230;eu sei q eu vivo no mundo da lua<br />
<span style="color: #ff0000;">Marcelo</span>: as vezes vc fica pulando q nem um bixinha&#8230;mas vc costuma ter o peh no chao&#8230;  rs<br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>: hauahuahauahauhau pulando q nem uma bichinha? q porra é essa, neesan?<br />
<span style="color: #ff0000;">Marcelo</span>: hauahauhaauh qdo vc esta pulando vc nao esta com o pe no chao<br />
<span style="color: #0000ff;">me</span>: hauahauah juuusto mas qdo é q eu pulo feito uma bichinha?</p>
<p>E ele me deixou falando sozinho, pulando feito uma bichinha e indagando-me sobre o que foi dito. Ah, os japoneses e sua sabedoria oriental, tão misteriosa para os ouvidos ocidentais.</p>
<p>&#8230;Espera só eu ligar pra dona Bárbara (esposa da minha irmã mais velha e japonesa) e contar umas histórias da faculdade pra ela&#8230;</p>
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		<title>Hola, nova semana</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 03:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias estranhos são assim, estranhos. Não tem nada de errado com eles, a princípio, mas você não pode evitar pensar que está um pouco &#8211; só um pouco &#8211; fora de sintonia com o mundo. Talvez seja um lag de realidade quase imperceptível, ou então sua alma está dois ou três micrôns deslocada do corpo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias estranhos são assim, estranhos. Não tem nada de errado com eles, a princípio, mas você não pode evitar pensar que está um pouco &#8211; só um pouco &#8211; fora de sintonia com o mundo. Talvez seja um lag de realidade quase imperceptível, ou então sua alma está dois ou três micrôns deslocada do corpo &#8211; não é algo definível, mas você sente. Incomoda um pouco, mas dá pra ir levando.</p>
<p>Às vezes dias estranhos vem em bando, como se fossem marginais querendo roubar seu tênis Ribóque. Dias em bando chamam-se semana &#8211; e eis que temos uma semana estranha.  Nada demais, só levemente estranha, nada de psicoticamente estranha, nem esquizofrenicamente estranha, só estranhazinha. Tipo, estranha poser. Mas mesmo assim, cansei. Sabe, uma semana quase inteira sentindo-se levemente fora de sintonia com o mundo dá no saco de qualquer cristão, muçulmano, espírita, budista, ateu ou o que for. Dá vontade de gritar. Dá vontade de virar emo. Dá vontade de ligar pra mamãe e fazer birra!!</p>
<p>Mas enfim, acabou-se. Bye bye, semana estranha! Venha, segunda-feira, e me ajude a arrumar essa zona! E vamos parando com essa viadagem de dias estranhos, que já deu no saco ¬¬.</p>
<p><em>(E sim, eu sei que a semana de vocês-pessoas-normais começa no domingo. Danem-se! A semana é minha e eu começo ela quando eu quiser <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> )</em></p>
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		<title>Yield</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 00:14:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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O que diabos faz um sinal de &#8220;Dê a preferência&#8221; numa estrada reta, no meio do nada? Dê a preferência para quem, cara pálida? Para o deserto? Para o universo? Para as circunstâncias? Para si mesmo? Em inglês, o nome do sinal de &#8220;Dê a preferência&#8221; é &#8220;Yield&#8221; &#8211; não por acaso, o nome desse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1468" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/04/yield.jpg" alt="" width="500" height="235" /></p>
<p>O que diabos faz um sinal de &#8220;Dê a preferência&#8221; numa estrada reta, no meio do nada? Dê a preferência para quem, cara pálida? Para o deserto? Para o universo? Para as circunstâncias? Para si mesmo? Em inglês, o nome do sinal de &#8220;Dê a preferência&#8221; é &#8220;Yield&#8221; &#8211; não por acaso, o nome desse disco &#8211; e yield é um verbo que quer dizer mil coisas. Dê a preferência, abra passagem, não se oponha, conceda, permita, dê a razão, dê lugar, recompense, retorne o que se deve, dê o que se produziu. Talvez o sinal no meio do deserto queira dizer &#8220;Deixe pra trás e siga em frente&#8221;. Deixe pra trás o que, você se pergunta, e eu te respondo, você sabe. Eu sei o que eu deixo pra trás. Cada um de nós sabe. E porque não, deixar pra trás e seguir em frente? Só tem o deserto aqui, ninguém vai saber de nada, então&#8230;é, é isso. Deixe pra trás e siga em frente. Yield.</p>
<p>Eu nunca tinha percebido como Yield é um disco solitário. É um disco de estrada também. Essas personagens nas letras estão todas buscando alguma coisa &#8211; sentido, significado, liberdade, desejos &#8211; e todos parecem estar buscando isso sozinhos. Talvez porque estar na estrada, qualquer que seja ela, é algo solitário. Só você pode caminhar o caminho, já dizia algum guru fajuto de auto-ajuda &#8211; mas é verdade. O cara de &#8220;Faithful&#8221; grita para o sujeito lá em cima que parece não ouvir ninguém, o cara de &#8220;No way&#8221; não quer deixar de fazer a diferença de maneira alguma, o cara de &#8220;Pilate&#8221; não quer envelhecer e ficar sozinho com seu cachorro como o cara do livro. Até mesmo o cara de &#8220;Wishlist&#8221; lista todas essas coisas que ele quer, todos os seus desejos possíveis e impossíveis. Todos eles tem questões, dúvidas, inseguranças, desejos e todas essas coisinhas humanas que nós humanos temos, e só eles podem responder. &#8220;Yield&#8221; é um bom tanto mais reflexivo que todos os discos anteriores do Pearl Jam. De alguma forma, é como se toda a raiva adolescente dos discos anteriores não fizesse mais sentido &#8211; como se culpar o resto do mundo não fosse mais a resposta. É um disco mais quieto, mais calmo, mas ao mesmo tempo tem uma energia única. Não é a calma de quem desiste, é a calma de quem segue em frente. &#8220;Só tem a gente aqui dentro, então é melhor limpar essa bagunça e achar algum sentido nisso tudo&#8221;. Conceda e siga em frente. Abra a passagem.</p>
<p>E passe. Talvez a própria estrada seja a resposta. Talvez chegar lá não importe tanto quanto o caminho. &#8220;Eles disseram que chegar à tempo era o mais importante, fizeram ele querer estar em todo lugar&#8230;mas tem tanto à ser dito sobre lugar nenhum&#8221; diz MFC, a música-obrigatória-sobre-estradas (todo bom disco do PJ tem pelo menos uma música sobre estradas). &#8220;Lowlight&#8221; chega numa conclusão parecida: achar seu caminho através dos próprios erros, porque é preciso buscar a luz. Nas versões ao vivo, ele diz &#8220;eu não preciso da luz&#8221;. Mas eu preciso, então é assim que eu entendo a música &#8211; pronto. &#8220;In Hiding&#8221; não chega numa resposta, mas sim num ritual &#8211; três dias, portas e cortinas fechadas, todas as tomadas desconectadas &#8211; para voltar a enxergar e ver sentido no mundo. Se funciona, eu não sei &#8211; mas que dá vontade de sumir por alguns dias de vez em quando, dá sim. &#8220;All Those Yesterdays&#8221; se pergunta se não é hora de parar, e afirma que dá tempo de encostar a cabeça hoje a noite e deixar passar &#8211; yield &#8211; todos esses ontens. São respostas. Não respostas universais, nem insights fenomenais, e muito menos nirvana-em-uma-música &#8211; são só respostas momentâneas, coisas que a gente faz para lidar com a vida &#8211; que todo mundo faz.</p>
<p>10 anos depois, o título finalmente começa a fazer sentido. Abra mão e siga em frente, conceda e siga em frente, deixe pra trás &#8211; não tem ninguém indo embora aqui, ele simplesmente desapareceu, diz &#8220;MFC&#8221; &#8211; e siga em frente. Ache suas respostas, busque sua própria estrada, encontre sua rota de fuga, não bote a culpa em mais ninguém, nem em si mesmo, nem nas circunstâncias, nem em nada. Fuja. Não é crime nenhum fazer isso. Simplesmente deixe pra trás o que for e siga em frente.</p>
<div id="attachment_1469" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1469" title="&quot;Harmonia - uma estrada que não é reta&quot;" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/04/harmony.jpg" alt="&quot;Harmonia - uma estrada que não é reta&quot;" width="500" height="237" /><p class="wp-caption-text">&quot;Harmonia - uma estrada que não é reta&quot;</p></div>
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		<title>Três Coisinhas</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 01:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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Assisti &#8220;Os Bons Companheiros&#8221; durante o feriado, e é realmente tão foda quanto dizem. Joe Pesci está ÓTIMO de Joe Pesci: quem melhor que ele pra fazer um baixinho italiano invocado e sem noção? Ray Liotta trabalha muito bem, principalmente do meio pro final do filme. E o Robert Deniro&#8230;cara, vamos lá. Esse filho da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>Assisti &#8220;Os Bons Companheiros&#8221; durante o feriado, e é realmente tão foda quanto dizem. Joe Pesci está ÓTIMO de Joe Pesci: quem melhor que ele pra fazer um baixinho italiano invocado e sem noção? Ray Liotta trabalha muito bem, principalmente do meio pro final do filme. E o Robert Deniro&#8230;cara, vamos lá. Esse filho da puta diz umas trinta palavras durante o filme todo, e mesmo assim ele consegue ser foda. Ele não precisa abrir a boca pra você saber que com ele não se brinca. E agora os <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YOkymrvtuTM">Penasboas</a> fazem mais sentido: tem o pombo protagonista que conta a história, tem o pombo esquentadinho que vive arrumando confusão que é o Joe Pesci, e tem o pombo que só fala o necessário e que é o Deniro, inclusive com os olhos meio fechados. E claro, tem o Grande Pombo, que não é do Bons Companheiros, mas é o Marlon Brando do Poderoso Chefão. Pombos mafiosos é um conceito tão&#8230;tão&#8230;lindo. Tem como não gostar dos caras que fazem os desenhos da Warner?</li>
</ul>
<div id="attachment_1466" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1466" title="Robert Deniro, Ray Liotta e Joe Pesci" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/04/goodfeathers-300x225.jpg" alt="Robert Deniro, Ray Liotta e Joe Pesci" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Robert Deniro, Ray Liotta e Joe Pesci</p></div>
<ul>
<li>Baixei &#8220;Nausicaa of the Valley of the Wind&#8221; e &#8220;Mononoke Hime&#8221; pra assistir hoje, e acabei esquecendo no notebook ¬¬. O Nausicaa eu já li o mangá (muuuuito perfecto), mas ainda não assisti o anime. E Mononoke eu já assisti há muito tempo atrás, e é simplesmente fantástico. Um desenho tem vermes gigantes, oceanos de poluição, soldados-deuses e muito mais. O outro tem javalis gigantes, lobos gigantes, meninas-lobas-estilosas e um Grande Deus Cervo. Como os dois desenhos meio que se complementam, acho que vai ser legal assistir os dois e ter uma overdose de Miyazaki <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> ! Mas fica pro fim de semana, já que eu sou um gênio e esqueci de mandar pro pendrive.</li>
</ul>
<div id="attachment_1465" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-1465" title="Nausicaa-dono" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/04/1149900122_nausicaa-225x300.jpg" alt="Nausicaa-dono" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Nausicaa-dono</p></div>
<p>Em termos musicais, &#8220;Temple of the Dog&#8221; é pra mim o melhor álbum grunge de todos. O Pearl Jam que me perdoe, o Nirvana que se foda (aliás, essa <a href="http://www.penny-arcade.com/comic/2009/4/22/">tirinha do Penny Arcade</a> é dark porém genial), o Soundgarden que dê licença, mas Temple of the Dog foi tão único, inusitado e simplesmente inesperado, que não dá pra superar. Composto pelos membros do Pearl Jam e o Chris Cornell, não se parece em nada nem com um, nem com outro, e soa simplesmente genial.</p>
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		<title>Bolsão</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 23:24:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sei que eu tô em casa quando minha camiseta vira um casaco de pelos de gato em cinco minutos. É o sorrisão e a voz inconfundível da minha mãe, a conversa e os trejeitos vocais (que fiz questão de herdar todos) da minha tia, o arrastar de sapatos do meu avô pela casa. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei que eu tô em casa quando minha camiseta vira um casaco de pelos de gato em cinco minutos. É o sorrisão e a voz inconfundível da minha mãe, a conversa e os trejeitos vocais (que fiz questão de herdar todos) da minha tia, o arrastar de sapatos do meu avô pela casa. É a Sofia balançando o rabo enquanto deita em cima do balcão do computador, é o Nico parado na porta esperando alguém ir assistir ele comer (literalmente), é o Lino procurando alguém deitado para que ele possa deitar (e babar) em cima. É a varanda tomada pelos vasos da minha tia, todos floridos nessa época do ano; é sentar no chão do meio da varanda, e simplesmente esquecer&#8230;não, lembrar da vida por cinco minutos. É o meu quarto, sempre meu quarto não importa pra onde eu vá, com minhas tranqueiras e meus livros, o monitor marcado &#8220;Cuidado com o Tiranossauro&#8221;, e a Sofia esticada na cama. Eu sei que eu tô em casa quando eu olho pra frente e vejo minha vida bagunçada e sem rumo definido, mas olho pro chão e vejo que estou em solo firme &#8211; o chão da minha casa, o porto seguro pra onde eu sempre vou poder voltar.</p>
<p>E eu sei que vou ter certeza absoluta que tô em casa, se quando eu der essa olhada para o chão, houver um gato passeando entre as minhas pernas. =D</p>
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		<title>Duas Músicas e Dois Lados</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 03:54:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Música 1 &#8211; &#8220;Don&#8217;t Follow&#8221;, do Alice in Chains

&#8220;Heeeey, eu..nunca mais voltarei pra casa&#8221; começa Don&#8217;t Follow na voz característica de Layne Staley, somente acompanhada por uma gaita e o violão de Jerry Cantrell. Não é segredo para ninguém a vida fodida que Staley levava, seu vício pesadíssimo em drogas pesadíssimas, suas tendências depressivas. Esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Música 1 &#8211; &#8220;Don&#8217;t Follow&#8221;, do Alice in Chains</strong></p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/eBB2OS4IoTs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/eBB2OS4IoTs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><em>&#8220;Heeeey, eu..nunca mais voltarei pra casa&#8221;</em> começa Don&#8217;t Follow na voz característica de Layne Staley, somente acompanhada por uma gaita e o violão de Jerry Cantrell. Não é segredo para ninguém a vida fodida que Staley levava, seu vício pesadíssimo em drogas pesadíssimas, suas tendências depressivas. Esse lado negro transbordava no Alice in Chains, talvez a banda mais pesada do grunge (título disputado com o Soundgarden), e eram frequentes as letras falando sobre vício, depressão, morte e cadeiras nervosas. &#8220;Don&#8217;t Follow&#8221; é tão negativa e depressiva quanto as outras, falando sobre nunca mais voltar, sobre querer viver em paz e não poder &#8211; a única diferença é a falta de todo o peso da banda &#8211; pelo menos na primeira metade da música. Após o fim do segundo verso o violão cessa, a gaita silencia, e a voz de Staley some enquanto pronuncia &#8220;&#8230;estou indo pro buraco&#8221; &#8211; e então a verdadeira música começa. O violão retoma numa batida diferente, a gaita entra e começa a solar enquanto espera por Staley, que vem com raiva e desespero. <em>&#8220;Esqueci minha mulher, perdi meus amigos; merdas que fiz, lugares por onde dormi&#8221;</em> dá início a um dos trechos mais sinceros e assustadores que se tem notícia no rock&#8217;n'roll. O que temos aqui é simplesmente um grito de desespero, um pedido de ajuda de alguém que sabe que não tem salvação. <em>&#8220;Pense nas coisas que eu disse, leia as páginas frias e tão mortas, e pelamordedeus me leva pra casa!&#8221;</em>, contrariando o papo no início na música. É claro que ele quer ser salvo, é claro que ele quer ir pra casa, mas ele sabe que não consegue salvar-se de si mesmo. Staley sabia que não havia mais volta. Mas mesmo assim, ele gritava.</p>
<p><strong>Música 2 &#8211; &#8220;Mary&#8217;s Place&#8221; do Bruce Springsteen</strong></p>
<p><object width="300" height="80" data="http://www.seeqpod.com/cache/seeqpodSlimlineEmbed.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="flashvars" value="domain=http://www.seeqpod.com&amp;playlistXMLPath=http://www.seeqpod.com/api/music/getPlaylist?playlist_id=0307cadebb" /><param name="src" value="http://www.seeqpod.com/cache/seeqpodSlimlineEmbed.swf" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></p>
<p><em>&#8220;Eu tenho sete imagens de Buda, o Profeta na ponta da língua; Sete anjos misericordiosos suspirando pelo buraco negro em frente ao Sol&#8230;&#8221;</em>. Se tem um motivo para que eu chame Bruce Springsteen de &#8220;herói&#8221;, o motivo é o álbum &#8220;The Rising&#8221;. Lançado meses depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, a voz do Chefe se ergue buscando sentido após o inimaginável, esperança após o horror e reconstrução diante das ruínas.  Cada música de The Rising é uma faceta da América após os atentados &#8211; mas nenhuma é mais pessoal e tocante que &#8220;Mary&#8217;s Place&#8221;. Escrita do ponto de vista de alguém que perde a pessoa amada e tenta conviver com essa perda, o personagem busca consolo na fé e também no rock&#8217;n'roll: <em>&#8220;Meu coração está enegrecido, mas já começa a se elevar; e eu me agarro a cada pedaço de fé que consigo ver&#8221;</em>. Músicas com um tema tão negro geralmente são tristíssimas, mas &#8220;Mary&#8217;s Place&#8221; &#8211; assim como o personagem &#8211; recusa-se a entregar-se para o dor e o desespero. <em>&#8220;Deixa chover, deixa chover&#8221;</em> brada Springsteen, e em seguida nos convida para uma festa em &#8220;Mary&#8217;s Place&#8221;, preparada pelo personagem. <em>&#8220;A mobília foi guardada na varanda, e a música já está bem alta; Sonho com você em meus braços &#8211; e me perco no meio da multidão&#8230;&#8221;</em>. A dor ainda existe, a falta sempre será sentida&#8230;mas a vida deve continuar. A vida sempre continua, a música não para nunca. O personagem sabe disso, e isso lhe dá uma força incrível. <em>&#8220;Me conta, como é que alguém consegue viver de coração partido?&#8221;,</em> pergunta ele &#8211; e eu sinceramente não sei responder. Essa música tem um poder incrível sobre mim &#8211; eu não consigo ouvir ela sem ficar com os olhos marejados e uma vontade incrível de resistir, lutar, enfrentar o que quer se seja. Porra, esse cara perdeu o que ele tinha de mais importante, e tá lá chamando a gente pra festa!  Eu queria ser forte assim &#8211; apesar de esperar nunca passar por uma situação dessas. <em>&#8220;Eu tenho uma foto sua em minha correntinha &#8211; e a deixo perto do meu coração. É uma luz brilhando em meu peito, me guiando através da escuridão&#8221;</em> diz nosso herói, antes de entrar no final apoteótico da música. <em><strong>&#8220;Turn it up! Turn it up! Turn it up&#8230;!&#8221;</strong></em>. Se esse não é o tão falado poder do rock&#8217;n'roll, eu não sei o que é!</p>
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		<title>Grimório</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 17:22:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;There&#8217;s new ghost returning to the earth beneath the haze
there&#8217;s new poets burning through the lines of every page
I&#8217;m am unpainted portrait;
I am staring at a new sunset,
Without any memories yet&#8230;&#8221;
A porta se abriu com um rangido e ele sentiu o pó bater em sua cara, o cheiro de coisa antiga atingindo-o em cheio. Quanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;">&#8220;There&#8217;s new ghost returning to the earth beneath the haze<br />
there&#8217;s new poets burning through the lines of every page<br />
I&#8217;m am unpainted portrait;<br />
I am staring at a new sunset,<br />
Without any memories yet&#8230;&#8221;</span></p>
<p>A porta se abriu com um rangido e ele sentiu o pó bater em sua cara, o cheiro de coisa antiga atingindo-o em cheio. Quanto tempo fazia que aquele quarto não era aberto? Ele sabia que o quarto seria aberto novamente, mas parecia algo tão distante que ele até havia esquecido. E aqui estava ele, abrindo a porta. Ele pensava ter perdido a chave, jogado fora ou à esquecido em algum canto. Mas a feiticeira fez ele se lembrar. As palavras dela ainda ressoavam em sua mente, e ele ainda se esforçava pra entender tudo o que foi dito, mas a imagem dela não sumia da cabeça. E então, como mágica, ele se lembrou de onde estava a chave.</p>
<p><em>Da árvore no quintal você enxerga a janelinha da cozinha, e através da janela você vê o armário, e dentro do armários potes e mais potes. Existe um pote azul e um pote verde lado a lado; tire os dois do lugar e verá uma pequena boneca russa lá no fundo. Boneca depois de boneca depois de boneca depois de boneca depois de boneca, você bate a mão no peito e sente a pequena chave dourada dançando no bolso da sua camisa (e sempre esteve lá).</em></p>
<p>Abre-se a janela, amarram-se as cortinas, deixa o sol entrar e iluminar tudo, queimar o cheiro de mofo e trazer o quarto de volta à vida. O seu próprio quarto, como uma extensão de si mesmo, trancada e esquecida&#8230;por um tempo. Agora é hora, pensa ele, o tempo é chegado. Debaixo da cama existe um baú. É pesado, mas é fácil tirá-lo ali debaixo. Ele pensava ter acorrentado e trancado o baú, mas só um fecho segura ele.</p>
<p>Dentro do baú, a armadura que ele usava, ainda com as marcas da última guerra. Estranho&#8230;ele se lembrava dela toda destruída e amassada, suja de sangue e fuligem, do jeito que havia voltado do campo de batalha. Ele olhava o peitoral, incrédulo: aonde estava o rombo? O golpe que o havia finalmente derrubado, que havia atravessado sua armadura e cortado sua carne, aonde estava o rombo feito na armadura? Na altura do peito, mas agora só existia um amassado&#8230;contra a luz, olhando bem, dava pra ver a parte onde o metal havia sido restaurado. Estranho. Ficou aqui guardado tanto tempo&#8230;</p>
<p>A espada e o escudo também estavam ali, mas não era isso que ele buscava ali dentro. Elmo, cinturão, ombreira, aljava, capa&#8230;quanta tranqueira. Tudo aquilo lembrava ele da guerra, dos dias sombrios de combate em que ele nem sabia porque estava lutando. Será que só existia isso aqui dentro? Só instrumentos de guerra, só armaduras pesadas e armas letais? Não. Deve haver mais, e caso não haja talvez seja o caso de esvaziar o baú e usá-lo para outras coisas.</p>
<p>Em seu coração, ele sabia porque havia aberto o quarto, porque havia destrancado a janela e tirado o baú debaixo da cama. Havia algo ali dentro, e retirado todos os objetos ele viu, guardado lá no fundo. Amassado e envelhecido, mas ainda completo, a capa rasgada na ponta, algumas orelhas nas primeiras folhas&#8230;mas era ele! Seu grimório!</p>
<p>Será que ele ainda era capaz de fazer magia? Houve um tempo, antes bem antes da guerra, em que o mundo era leve e com uma palavra se fazia luz, com duas palavras se conjurava uma orquestra, e três palavras bastavam para se criar um universo. Ele sentia falta disso, do calor da magia, da alegria de fazer o impossível se tornar real. Ainda tem canção pra cantar, pensou ele, e sorriu, mesmo sem saber ao certo a canção. Havia tanto pra ser feito, tanto pra ser dito ainda, as possibilidades era tantas&#8230;possibilidades. É pra isso que serve a magia: pra tornar tudo possível. Folheando o grimório, ele se lembrava. E tinha vontade de nunca mais esquecer.</p>
<p>Ele sorria enquanto terminava de folhear o livro. Sim, ali estavam, as páginas em branco. Fechando o grimório e segurando-o com a mão, ele olha ao seu redor e vê todas as tranqueiras que estavam no baú. O que fazer com elas? Ele sentia que não precisava mais delas. Talvez elas devessem ficar ali, como souvenires ou lembranças de algo que já foi. Mas usá-las novamente, não. Não, todo aquele peso era desnecessário, ele agora tinha o grimório, e sabia de novo o motivo de sua existência. Já era o bastante.</p>
<p>A porta ficou aberta, as coisas ficaram jogadas, o baú aberto, enquanto ele saia pela porta, com o livro em suas mãos. Para onde? Ele não sabia. Só sabia que devia se mover, e descobrir se a magia ainda estava em seu sangue. Pensou nas páginas em branco, e sem contar pra ninguém, nem pra ele mesmo, começou a compor uma nova magia. Talvez ficasse boa, talvez não fosse lá aquelas coisas, talvez fosse a mais incrível magia do mundo&#8230;mas antes de tudo, o importante era tentar. Talvez ele devesse pedir conselhos pra feiticeira&#8230;ela parecia saber das coisas!</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>&#8220;All things are new again, within and without<br />
Sooner or later the ending begins,<br />
And just then it can be said that all things are new again<br />
Within and without<br />
Sooner or later every season ends,<br />
and then forever it can be said that all things are new again&#8221;</em></span></p>
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		<title>Go ahead…make my day!</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 12:58:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Aí ontem eu liguei na Telefônica pra tentar consertar o telefone do meu irmão.
O caso era o seguinte: meu irmão mudou de apartamento, e pediu pra que transferissem a linha telefônica e o speedy pra lá. Esse pedido foi feito no meio das férias, pra que quando ele chegasse na república nova tudo estivesse ok. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aí ontem eu liguei na Telefônica pra tentar consertar o telefone do meu irmão.</p>
<p>O caso era o seguinte: meu irmão mudou de apartamento, e pediu pra que transferissem a linha telefônica e o speedy pra lá. Esse pedido foi feito no meio das férias, pra que quando ele chegasse na república nova tudo estivesse ok. E aí, terminada as férias, ele chegou lá e nada estava ok. A linha não havia sido transferida, o speedy logicamente também não, só a conta telefônica (claro) havia chegado na caixa de correio. O motivo era ridículo: trocaram o endereço de cobrança, e não trocaram o endereço de serviço. Por causa de um <strong>CADASTRO</strong>, a linha não havia sido instalada. E o pior: nenhum demônio ali dentro conseguia consertar o cadastro. Sabe, será que ninguém ali sabe entrar nos dados da linha, digitar o endereço num teclado e depois apertar &#8220;OK&#8221;? Enfim. Depois de algumas semanas de choro, ranger de dentes e teleatendimento, conseguiram instalar a linha telefônica. O Speedy até hoje não chegou lá, e foi por isso que ontem eu liguei lá numa vibe Clint Eastwood.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1455" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/04/clint-eastwood-dirty-harry.jpg" alt="" width="390" height="300" /></p>
<p>E lá fui eu ligar, com meu discurso todo decorado, mostrando tudo que eu aprendi nesses anos todos assistindo filmes de ação. &#8220;Vá em frente, faça o meu dia, punk!&#8221;. &#8220;Escute aqui, filho, eu estou velho demais para essa merda!&#8221;. &#8220;Yippee-kiyay, motherfucker!&#8221;. Decorei todo o discurso do <a href="http://www.utops.com.br/das-razoes-para-se-perdoar-alguem/">Samuel Motherfucker Jackson</a>, porque talvez eu precisasse REALMENTE mostrar que eu não estava brincando. Porque você não pode dar mole pra atendentes de teleatendimento, cara. Eles estão prontos pra comer sua carcaça e fazer você ouvir musiquinha ao menor sinal de fraqueza! Até mesmo as mocinhas com seus doces gerúndios só precisam de uma chance para mandar um &#8220;um-momento-por-favor-vou-estar-verificando&#8221;. Jamais confie nesses putos, ou eles vão te mandar pra outro departamento responsável. Vermes.</p>
<p>Enfim, fiz minha melhor cara de Clint Eastwood e liguei. Detalhe que minha melhor cara de Clint Eastwood é muito parecida com a do Cameron ligando pro diretor em &#8220;Curtindo a Vida Adoidado&#8221;.</p>
<div id="attachment_1456" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><img class="size-full wp-image-1456" title="Cameron Frye, meu ídolo" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/04/ferisbuellercameroncaduceus.jpg" alt="Cameron Frye, meu ídolo" width="320" height="174" /><p class="wp-caption-text">Cameron Frye, meu ídolo</p></div>
<p>Meia hora de &#8220;Tecle 9 para morrer de tédio&#8221; e músiquinhas escrotas depois, eis que consigo falar com um ser humano.</p>
<p>- Boa noite, senhor, em que posso ser útil?<br />
- Escuta aqui, seu verme! Eu vou dizer isso bem&#8230;<br />
- Pois não senhor, qual o número do telefone?<br />
- Ahn? Ah sim, é taltaltaltal taltaltaltal.<br />
- Pois não senhor, em que posso ser útil?<br />
- Ahn? Ah é&#8230;ESCUTE AQUI, SEU VERME! É&#8230;err&#8230;você pode checar o endereço que está cadastrado para serviço, nessa linha que eu acabei de dizer, ou vai precisar que eu estouro seus miolos, seu PUNK sujo e maldito?<br />
- Pois não senhor, o endereço é rua blábláblá, número blá, apartamento blá, bairro santa blábláblá. Está correto?<br />
- Eu vou lhe dizer a diferença entre o errado e o correto, filho! Eu vo&#8230;ei, repete aí o endereço?<br />
- Pois não senhor, o endereço é rua blábláblá, número blá, apartamento blá, bairro santa blábláblá. Está correto?<br />
- Ha&#8230;está sim. Hmmm&#8230;<br />
- Mais alguma coisa, senhor?<br />
- É&#8230;bem&#8230;tem sim! Eu estou velho demais para essa merda, está entendendo?!?!<br />
- Sim, senhor! A Telefônica agradece, tenha uma boa noite!<br />
- Boa noite&#8230;punk&#8230;</p>
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		<title>Jung, de novo!</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 03:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Desde tempos imemoriais os homens especulam a respeito de algum ser supremo (um ou vários) e sobre a terra do &#8220;Depois&#8221;. Só hoje em dia é que julgam poder prescindir destas idéias.
Por não conseguir com um telescópio descobrir no céu o trono de Deus, nem termos como nos certificar de que um pai ou uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Desde tempos imemoriais os homens especulam a respeito de algum ser supremo (um ou vários) e sobre a terra do &#8220;Depois&#8221;. Só hoje em dia é que julgam poder prescindir destas idéias.</p>
<p>Por não conseguir com um telescópio descobrir no céu o trono de Deus, nem termos como nos certificar de que um pai ou uma mãe bem-amados ainda existem  em algum lugar em forma mais ou menos corpórea, julgamos que tais idéias &#8220;não são verdadeiras&#8221;. Eu diria, antes, que elas não são &#8220;verdadeiras &#8221; o bastante, pois estes conceitos acompanham o ser humano desde tempos pré-históricos e ainda irrompem em nossa consciência ao menor estímulo. O homem moderno afirma que pode perfeitamente passar sem eles, e defende esta opinião argumentando que não existe nenhuma prova científica da sua autenticidade. Mas em muitos momentos lamenta-se por ter perdido suas convicções. No entanto, se estamos tratando de coisas invisíveis e desconhecidas (pois Deus está além do entendimento humano e não temos meios de provar a existência da imortalidade), por que exigimos provas e evidências? Mesmo que o raciocínio lógico não confirmasse a necessidade de sal na comida, ainda assim tiraríamos proveito de seu uso. Poder-se-ia argumentar que o uso do sal é uma simples ilusão do paladar ou uma superstição; nem por isso o seu emprego deixaria de contribuir para o nosso bem-estar . Por que,<br />
então, nos privarnos de crenças que se mostram salutares em nossas crises e dão um certo sentido à nossas vidas?</em></p>
<p><em><br />
E o que nos permite afirmar que estas idéias não são verdadeiras? Muitas pessoas estariam de acordo comigo se eu declarasse categoricamente que talvez não passem de ilusões. O que não se percebe é que uma declaração desta ordem é tão impossível de &#8220;provar&#8221; quanto a defesa de uma crença religiosa. Temos inteira liberdade para escolher nosso ponto de vista a respeito; de qualquer maneira, será sempre uma decisão arbitrária. Há, no entanto, um forte argumento empírico a nos estimular ao cultivo de pensamentos que se não podem provar. É que são pensamentos e idéias reconhecidamente úteis. O homem realmente necessita de idéias gerais e convicções que lhe dêem um sentido à vida e lhe permitam encontrar seu próprio lugar no mundo. Pode suportar as mais incríveis provações se estiver convencido de que elas têm um sentido. Mas sente-se aniquilado se além dos seus infortúnios ainda tiver de admitir que está envolvido numa “história contada por um idiota”.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;">Carl G. Jung &#8211; O Homem e Seus Símbolos, pg. 87</p>
<p style="text-align: left;">Sabe, as vezes eu tenho vontade de dar um beijinho na carequinha do Jung. Porque ele consegue colocar em palavras aquilo que eu acredito, por ele ter &#8220;inventado&#8221; a sincronicidade, e também por ele ser todo charmozinho como só um psiquiatra do século passado poderia ser. Ainda te pego, Junjun!</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_1452" class="wp-caption aligncenter" style="width: 349px"><img class="size-full wp-image-1452" title="*SMACK*" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/04/carljung.jpg" alt="*SMACK*" width="339" height="510" /><p class="wp-caption-text">*SMACK*</p></div>
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		<title>Pequeno Guia Nerd para Sobrevivência em Reuniões</title>
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		<comments>http://coisasgeek.com.br/2009/04/pequeno-guia-nerd-para-sobrevivencia-em-reunioes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 23:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas pessoas ainda mantém essa ilusão de que reuniões são importantes. Não são. Se o assunto tratado fosse realmente importante, pode apostar que não haveria uma reunião para discutí-lo. Mesmo uma reunião que em tese trataria de um assunto importante, em 99% dos casos acaba degringolando para uma discussão vazia sobre o sexo dos anjos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas pessoas ainda mantém essa ilusão de que reuniões são importantes. Não são. Se o assunto tratado fosse realmente importante, pode apostar que não haveria uma reunião para discutí-lo. Mesmo uma reunião que em tese trataria de um assunto importante, em 99% dos casos acaba degringolando para uma discussão vazia sobre o sexo dos anjos ou pior, sobre classificar ou não a planilha do Excel em ordem alfabética. Enfim, se você sente ódeo quando alguém interrompe uma tarde perfeitamente &#8220;produtiva&#8221; de &#8220;serviço&#8221; para te fazer ficar sentado ouvindo um bando de malucos grasnarem sobre nada em específico, essas dicas talvez possam te ajudar:</p>
<p><strong>Imagine-se no Conselho de Elrond</strong> &#8211; Vamos combinar: não se fazem mais reuniões como se fazia na Terra Média. Enquanto todos estão estressados discutindo se a planta-baixa do esgoto está ou não com a coordenada errada, você está lá ouvindo Gandalf contar sobre sua prisão no alto de Orthanc. No lugar do chefe do chefe do chefe do seu chefe dando esporro em todo mundo, você vê o Elrond explicando que o Anel só pode ser destruído em Mount Doom. Quando perguntarem sua opinião sobre o estado catastrófico do projeto, você responde com a voz (e os gestos) de Boromir: &#8220;One does not simply walk into Mór-dórrr! There&#8217;s evil there that does not sleep!&#8221;.<br />
<strong><br />
Escreva um poema épico em dodecassílabo -</strong> Acho que toda pessoa de bem tem vontade de escrever um poema épico em dodecassílabo, mas geralmente esse sonho acaba sendo suprimido pela falta de tempo. Bom, reunião é uma perda de tempo, então&#8230;nada melhor que pegar pena e papiro e dar asas à sua imaginação. Conte sobre como o Bárbaro Gruarr decepou todos os Doze Vampiros do Inferno enquanto os fiscais discutem se a obra vai ser executada ou não. Descreva sua longa viagem através dos ermos sem fim enquanto todos assistem a uma apresentação de power point sinistramente parecida com a última apresentação da última reunião. O ambiente é propício, visto que numa reunião só são ditas abobrinhas e perfumarias, e todo bom poema épico precisa ser cheio de floreios.</p>
<p><strong>Simule um evento sobrenatural</strong> &#8211; Comece com algo fácil: batidas na mesa. No começo ninguém vai dar bola, vão pensar que alguém está batendo na mesa e só farão cara feia. Mas depois de um tempo notarão que as batidas são meio&#8230;estranhas, e aí você parte pro estágio dois: copos que se movem sozinhos. Se o pessoal for macho e ainda insistir em fazer essas reuniões, talvez seja hora pra fenômenos de voz e sons assustadores. Caso o pessoal da sua empresa for realmente cético, é hora de apelar: é hora do chefe do chefe do chefe do seu chefe entrar em combustão espontânea. Quero ver alguém ali continuar duvidando da justiça divina!</p>
<p><strong>Comunique-se usando frases de um filme</strong> &#8211; Confesso que vi isso em algum lugar, mas não lembro onde. Escolha um filme que você conheça boa parte das frases de cor. Minha escolha: fico entre &#8220;Curtindo a Vida Adoidado&#8221; e &#8220;Mallrats&#8221;. Ao entrar na reunião, você só pode se comunicar usando frases desse filme. Sim, vale trocar nomes de personagens por nomes de pessoas na reunião. Cada resposta dada com uma frase do filme (sem levantar suspeitas) vale 10 pontos. Cada vez que você pede a palavra e fala uma frase do filme, e ninguém nota nada de errado, ganha 20 pontos. Se alguém responder a uma frase sua com outra frase do mesmo filme, os dois ganham 50 pontos e uma vida extra.</p>
<p><strong>Aprenda a fazer origami com os pés</strong> &#8211; Origami é uma coisa fantástica. Se você nunca fez um sapo de origami, você não sabe o que é felicidade. Agora, pode dar meio na cara que você não liga a mínima pra reunião se você tirar uma folha de dobradura e começar a fazer uma garça enquanto os acionistas falam sobre o que quer que seja que acionistas falam. Não seria melhor se você conseguisse fazer origami com os pés? Sim, é tremendamente difícil, demoraria um tempão e&#8230;ei, você tem um tempão! Tire o sapato, pegue uma dobradura e comece a treinar para fazer aquele dragão chinês nível de dificuldade &#8220;nem-fodendo&#8221; que você baixou da internet!</p>
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		<title>O Fim Está Próximo</title>
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		<comments>http://coisasgeek.com.br/2009/04/o-fim-esta-proximo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 18:14:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[(E sim, eu sei, eu estou exagerando nos diálogos. Guentae que logo tem post novo)
Larri diz:
eae
Enrique diz:
opa
Larri diz:
eu vou fazer o Um Anel pra mim
Enrique diz:
Ha
eu já esperava por esse momento
Larri diz:
hehhe
é serio
Enrique diz:
sim sim
eu sei
vc sempre levou jeito pra isso
Larri diz:
heheheh
Enrique diz:
dominação global, ultimate evil, etc
Larri diz:
é muito estaile ter o Um anel
Enrique diz:
Ah, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(E sim, eu sei, eu estou exagerando nos diálogos. Guentae que logo tem post novo)</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
eae<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
opa<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
eu vou fazer o Um Anel pra mim<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
Ha<br />
eu já esperava por esse momento<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
hehhe<br />
é serio<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
sim sim<br />
eu sei<br />
vc sempre levou jeito pra isso<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
heheheh<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
dominação global, ultimate evil, etc<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
é muito estaile ter o Um anel<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
Ah, isso é<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
eu quero aprender a falar a escrita dele em elfico tb &gt;.&lt;<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
Mas vc já arrumou ferreiros élficos?<br />
Já tá pronta a forja no mount Doom?<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
bom, eu nao tenho isso<br />
entao vou pegar alguem q mexe com isso<br />
e vender a alma dele pro diabo<br />
pra fazer ele virar uma pessoa evil<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
ferreiros élficos, cara<br />
vc tem que enganar eles<br />
pra q eles façam anéis do poder<br />
ai em segredo vc faz o Um Anel<br />
q domina eles<br />
e aí voilá<br />
o mundo é seu<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
o Um anel foi feito pelo  The one whose name we shall not speak<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
o Sauron?<br />
era uma fresca<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
hahahha<br />
ele sabia forjar bons anéis<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
até um hobbit queimaria o anel dele<br />
na verdade, ele era um bom cara evil<br />
apareceu sendo amigo de todo mundo<br />
ensinou os elfos a fazerem anéis<br />
deu anel mágico pra todo mundo<br />
e aí qdo todo mundo tava feliz, fez um anel q controlava todos os outros<br />
mindfuck total, cara<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
heheheh<br />
pois é<br />
eu quero pra mim &gt;.&lt;<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
heheheheh<br />
eu sempre soube<br />
vc está no topo da minha lista de &#8220;caras que se tornarão ditadores supremos ou senhores do mal&#8221;<br />
aliás<br />
vide a sua fotinha ai do lado<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
ei,<br />
eu me tornaria um ditador pela paz mundial<br />
talvez eu usasse métodos condenáveis pelas convençoes sociais, morais, religiosas e humanistas<br />
mas seria pelo bem de todos<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
ha sim<br />
claro<br />
é o que todos dizem<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
todos viveriam em paz e comunham e adorariam o deus unico<br />
a mim<br />
<span style="color: #0000ff;">Enrique diz:</span><br />
hehehehehe<br />
isso envolveria uma grande estátua sua, dourada, fazendo jóinha?<br />
<span style="color: #ff0000;">Larri diz:</span><br />
hehehe<br />
talvez</p>
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		<title>Kaleidos</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 13:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8230;e as vezes alguém diz alguma coisa que simplesmente deixa o seu dia melhor, e faz o mundo parecer mágico de novo. (Porque o mundo é sempre mágico, mas é preciso balançar as pecinhas e olhar pelo buraquinho do caleidoscópio pra perceber. Silly me, esquecendo disso  . Domo magno arigatô, getsu-chan!  
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1442" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/03/caleido.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>&#8230;e as vezes alguém diz alguma coisa que simplesmente deixa o seu dia melhor, e faz o mundo parecer mágico de novo. (Porque o mundo é sempre mágico, mas é preciso balançar as pecinhas e olhar pelo buraquinho do caleidoscópio pra perceber. Silly me, esquecendo disso <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> . Domo magno arigatô, getsu-chan! <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Ligações</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 10:17:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
William Miller: Well, it was fun&#8230;
Lester Bangs: Because they make you feel cool! And hey&#8230;I met you. You are not cool.
William Miller: I know. Even when I thought I was, I knew I wasn&#8217;t&#8230;
Lester Bangs: That&#8217;s because we&#8217;re uncool&#8230;And while women will always be a problem for us, most of the great art in the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/WzY2pWrXB_0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/WzY2pWrXB_0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><em>William Miller</em>: Well, it was fun&#8230;<br />
<em>Lester Bangs</em>: Because they make you feel cool! And hey&#8230;I met you. You are not cool.<br />
<em>William Miller</em>: I know. Even when I thought I was, I knew I wasn&#8217;t&#8230;<br />
<em>Lester Bangs</em>: That&#8217;s because we&#8217;re uncool&#8230;And while women will <strong>always</strong> be a problem for us, most of the great art in the world is about that very very problem. Good-looking people don&#8217;t have any spine. Their art never lasts. They get the girls, but we&#8217;re smarter.<br />
<em>William Miller</em>: Yeah, I can really see that now&#8230; <em>(*eu responderia: &#8220;grandismerdas ¬¬&#8221;)</em><br />
<em>Lester Bangs</em>: Yeah, great art is about conflict and pain and guilt and longing and love disguised as sex, and sex disguised as love&#8230; and let&#8217;s face it, you got a big head start.<br />
<em>William Miller</em>: I&#8217;m glad you were home.<br />
<em>Lester Bangs</em>: I&#8217;m always home! I&#8217;m uncool!<br />
<em>William Miller</em>: Me too.<br />
<em>Lester Bangs</em>: You&#8217;re doing great, kid. The only true currency in this bankrupt world if what we share with someone else when we&#8217;re uncool.</p>
<p>Eu conheci o Lester Bangs faz tempo, antes de entrar na faculdade. Eu sempre ligo pra ele, porque eu sei que ele tá sempre em casa&#8230;exatamente como eu. Eu explico pra ele as coisas que não posso explicar pra mais ninguém, porque ninguém entenderia ou mesmo ouviria, e ele parece entender bem, mesmo sendo um personagem fictício. E eu sempre caio nas mesmas armadilhas, o que não o impede de explicar mais uma vez a situação pra mim. Até que eu finalmente entenda, o que eu não sei nem quando nem como vai acontecer.</p>
<p>Mas tem algo que ele diz que eu guardo pra sempre comigo, e mesmo quando eu esqueço de todo o resto, eu sei que é sempre verdade. Muito do que eu penso, muito da minha própria personalidade está guardado nessa linha. Se eu escrevo por aqui, é porque eu acredito piamente no que Lester Bangs disse:</p>
<p><em><strong>&#8220;A única coisa de real valor nesse mundo falido de merda é aquilo que você compartilha com outra pessoa quando você é um <span style="text-decoration: line-through;">bosta</span> panaca&#8221;</strong></em></p>
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		<title>MUPPETS NOW!</title>
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		<comments>http://coisasgeek.com.br/2009/03/muppets-now/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 12:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[E sabe-se lá por qual acaso do destino eu tive que esperar 10 minutos na padaria, e aproveitei pra tomar café com leite. Na televisão aparecia o Alexandre Garcia  (com toda razão, claro) indignado com o José Sarney e aquela galerinha gente fina do Senado. E aí pensei com meus botões: como seria bom se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E sabe-se lá por qual acaso do destino eu tive que esperar 10 minutos na padaria, e aproveitei pra tomar café com leite. Na televisão aparecia o Alexandre Garcia  (com toda razão, claro) indignado com o José Sarney e aquela galerinha gente fina do Senado. E aí pensei com meus botões: como seria bom se houvesse um botão MUPPETS NOW! na televisão!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1434" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kerm.jpg" alt="" width="250" height="123" /></p>
<p>O botão MUPPETS NOW! serviria para quando você não tem como escapar da televisão, a não ser pulando pela janela ou batendo sua cabeça na parede. Bom, você PODE pular pela janela e/ou bater sua cabeça na parede, mas não seria melhor uma alternativa menos sangrenta? Basta apertar o botão MUPPETS NOW! em qualquer canal ou programa televisivo que imediatamente muppets aparecerão nele!</p>
<p>Por exemplo, no programa do Alexandre Garcia:</p>
<p><span style="color: #993300;">Alexandre Garcia</span>: &#8230;E é realmente vergonhoso que ainda estejamos vivendo no coronelato! Sr. Caco, o Sapo, o senhor gostaria de acrescentar alguma coisa:<br />
<span style="color: #008000;">Caco, o Sapo</span>: Ah, sim, bem, veja Alexandre, eu penso que&#8230;que&#8230;que&#8230;ei, você não acha que falta um bom número de dança do seu programa, Alexandre?<br />
<span style="color: #993300;">Alexandre</span>: &#8230;ahn&#8230;eu nunca&#8230;bem, é um programa de política, e&#8230;mas&#8230;ora, porque não?<br />
<span style="color: #008000;">Caco, o Sapo</span>: Esse é o espírito! PRODUÇÃO! TRAGAM AS GALINHAS!!!</p>
<p>Ou então no Big Brother:</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Loira Acéfala número 27</span>: Ain miga, eu tô com tãnto mêdu! A Lucicléia não gosta da mim, tenho certeza que ela vai me mandar pro paredão&#8230;<br />
<span style="color: #ff0000;">Morena Acéfala número 32</span>: Ain será? Eu penso que ela vai eliminar o Xandão, que é o candidato mais forte!<br />
<span style="color: #ff0000;">Loira Acéfala número 27</span>: Mas acontece que eu roubei o namorado da Lucicléia!<br />
<span style="color: #ff0000;">Morena Acéfala número 32</span>: Não diga! O Caco??<br />
<span style="color: #ff0000;">Loira Acéfala número 27</span>: Siiim, o Caco! Ain, ele é tão carinhoso, tão lindo, tão anfíbio, tão&#8230;tão&#8230;verdinho!!<br />
<span style="color: #ff00ff;">Miss Piggy, em toda sua suína glória</span>: E ELE É MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU, SUAS VAAAAAAACAAAAAAS!!! IÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1435" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kissykissy.jpg" alt="" width="300" height="402" /></p>
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		<title>Dragões São Deveras Raros</title>
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		<comments>http://coisasgeek.com.br/2009/03/dragoes-sao-deveras-raros/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 23:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[(O Neil Gaiman usa uma frase desse poema pra abrir o Smoke &#38; Mirrors (&#8221;But where there&#8217;s a monster there&#8217;s a miracle&#8221;), e eu lembro do meu desespero tentando achar esse poema em algum lugar da internet. Um belo dia eu achei&#8230;em um blog alemão,que provavelmente já acabou. Enfim, pensando nos futuros nerds que também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(O Neil Gaiman usa uma frase desse poema pra abrir o Smoke &amp; Mirrors (&#8221;But where there&#8217;s a monster there&#8217;s a miracle&#8221;), e eu lembro do meu desespero tentando achar esse poema em algum lugar da internet. Um belo dia eu achei&#8230;em um blog alemão,que provavelmente já acabou. Enfim, pensando nos futuros nerds que também procurarão por esse poema, guardadeiro-o aqui e deixarei o Google encarregado de distribuí-lo. Aliás, isso é um poema ou uma poesia? Qual a diferença? Enfim, fiquem com o texto, futuros nerdzinhos)</em></p>
<p><strong>DRAGONS ARE TOO SELDOM &#8211; por Ogden Nash<br />
</strong></p>
<p>To actually seen an actual marine monster<br />
Is one of the things that do before I die I wonster.<br />
Should you ask me if I desire to meet the bashful inhabitant of Loch Ness.<br />
I could only say yes.<br />
Often my eye with moisture dims<br />
When I think that it has never been my good fortune to gaze on one of Nature&#8217;s whims.<br />
Far from ever having seen a Gorgon<br />
I haven&#8217;t even seen the midget that sat in it I have never even seen Mr. Morgan&#8217;s lap.<br />
Indeed I never much thought about Mr. Morgan&#8217;s having a lap because just the way you go into churches and notice the stained glass more than the apses<br />
When you think about multi-millionaires you don&#8217;t think about their laps as much as their lapses;<br />
But it seems that they do have laps which is one human touch that brings them a little closer to me and you,<br />
And maybe they even go so far as to sometimes have hiccups too.<br />
But regular monsters like sea serpents don&#8217;t have laps or hiccups or any other characteristic that is human<br />
And I would rather see a second-rate monster such as a mermaid than a first-rate genius such as John Bunyan or Schiaparelli or Schubert or Schumann;<br />
Yes, I would rather see one of the sirens<br />
Than two Lord Byrons,<br />
And if I knew that when I got there I could see Cyclops or Scylla and Charybdis or Pegasus<br />
I would willingly walk on my hands from here to Dallas, Tegasus,<br />
Because I don&#8217;t mean to be satirical,<br />
But where there&#8217;s a monster there&#8217;s a miracle,<br />
And after a thorough study of current affairs, I have concluded with regret<br />
That the world can profitably use all the miracles it can get,<br />
And I think life would be a lot less demoralizing<br />
If instead of sitting around in front of the radio listening to torture singers sing torture songs we sat around listening to the Lorelei loreleising.</p>
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