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	     <category>O PT em tempos de cólera</category>
             <title>O PT em tempos de cólera</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/05/24/noticiasfabiocampos,2845168/o-pt-em-tempos-de-colera.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 24 Mai 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O inferno da terra prometida</category>
             <title>O inferno da terra prometida</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/05/19/noticiasfabiocampos,2842196/o-inferno-da-terra-prometida.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 19 Mai 2012 17:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Pesos e contrapesos em Fortaleza</category>
             <title>Pesos e contrapesos em Fortaleza</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/05/17/noticiasfabiocampos,2840638/pesos-e-contrapesos-em-fortaleza.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 17 Mai 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O retrato que a pesquisa quis tirar</category>
             <title>O retrato que a pesquisa quis tirar</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/05/12/noticiasfabiocampos,2838004/o-retrato-que-a-pesquisa-quis-tirar.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<p>A primeira pesquisa acerca da disputa eleitoral de Fortaleza foi uma encomenda do PSB. O partido economizou ao pagar ao Ibope por uma consulta com uma amostra pequena. Apenas 504 eleitores foram entrevistados.</p><p>&nbsp;</p><p>É óbvio que a encomenda responde a um interesse político. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral. Portanto, com permissão legal para ser divulgada. E era esse o objetivo. Não interessava uma pesquisa para alimentar exclusivamente o partido.</p><p>&nbsp;</p><p>E qual o maior interesse político da pesquisa do PSB? Simples: mostrar ao público em geral e, particularmente, ao mercado político o tamanho da rejeição à gestão de Luizianne Lins e o rebaixado potencial eleitoral do nome preferido pela prefeita para disputar a sucessão.</p><p>&nbsp;</p><p>Trocando em miúdos, o objetivo é fragilizar as posições da prefeita junto ao próprio partido e junto aos aliados. Os resultados também oferecem fatos objetivos (e de conhecimento público) para rechear os discursos de separação entre o PSB e o PT. </p><p>&nbsp;</p><p>Nada que as pesquisas do Palácio Abolição, que não vive sem elas, já não soubessem. Nada que o Palácio do Bispo também não tivesse pleno conhecimento. Ou seja, a pesquisa serve apenas para cumprir uma tarefa peculiar ao jogo político.</p><p>&nbsp;</p><p>E assim é com toda e qualquer pesquisa realizada a essa altura do campeonato. No que diz respeito aos pré-candidatos, as consultas de opinião são a serventia para animar ou desanimar a militância, que adora (e isso é parte do jogo) se enganar com os números. Nesse ponto, os líderes das manadas sabem conduzir bem.</p><p>&nbsp;</p><p>Outra função da pesquisa prematura: oferecer à voz de comando justificativas para futuras escolhas. O comando do PSB precisa de um bom argumento para levar, por exemplo, a Brasília explicações plausíveis e objetivas sobre suas motivações para romper e lançar nome próprio.</p><p>&nbsp;</p><p>Pelo seu poder de expor um retrato real da disputa, as pesquisas que valem são aquelas que irão abordar os eleitores (cerca de mil deles) com a cartela oficial de candidatos. Isso é coisa somente para o início julho. Hoje, nem sequer há uma disputa.<br /><br /><strong>A PESQUISA DE DEZEMBRO<br /></strong>Curiosamente, desde dezembro, o Ibope já tinha em casa pesquisa que oferecia uma resposta à questão que mais interessa ao PSB. Ninguém deu atenção, mas, entre 03 e 06 de dezembro, a pedido do Grupo Bandeirantes de Comunicação, o instituto foi às ruas para avaliar o modo como 406 eleitores viam a gestão de Luizianne. Uma diferença de somente cinco meses entre uma e outra consulta.</p><p>&nbsp;</p><p>Resultado: 30% dos eleitores avaliavam sua gestão como boa ou ótima, enquanto 32% a qualificavam como ruim ou péssima. Ou seja, um eleitorado dividido nos extremos. A sentença final caberia aos 38% que a consideravam regular.</p><p>&nbsp;</p><p>Comparem os resultados das duas pesquisas: Luizianne tinha 5% de &ldquo;ótimo&rdquo; em dezembro. Hoje tem 3%. 25% diziam que sua gestão era &ldquo;boa&rdquo;. Hoje são 17%. 38% a consideravam regular em dezembro contra os 32% de hoje. O índice de &ldquo;ruim&rdquo; era 8%. Hoje, é 12%. 24% consideravam sua gestão péssima contra os 36% de agora.</p><p>&nbsp;</p><p>Portanto, a pesquisa do PSB, feita no final de abril, tem resultados mais duros para Luizianne que a pesquisa da TV Bandeirantes, realizada em dezembro. Outro dado: sua &ldquo;aprovação&rdquo; era de 46% e passou para 30%. Sua &ldquo;desaprovação&rdquo; era 51% e passou para 66%.</p><p>&nbsp;</p><p>Detalhe: os últimos meses foram marcados por publicidade em massa dos feitos municipais. Ou Ibope entra em acordo com o Ibope ou a avaliação da gestão da petista piorou significativamente no período de cinco meses.<br /><br /><strong>NOVA LINHA PARA AS PESQUISAS<br /></strong>As pesquisas quantitativas são apenas referências momentâneas e instrumentos auxiliares da tomada de decisão. Porém, a fragilidade partidária do País fez com que elas ganhassem uma dimensão que não se repete em nenhuma outra nação democrática.</p><p>&nbsp;</p><p>As consultas de opinião chegam, muitas vezes, a substituir o próprio partido. É comum ouvirmos políticos a clamarem por pesquisas como uma espécie de &ldquo;instância&rdquo; de decisão partidária. Tipo assim: &ldquo;Será o candidato aquele melhor colocado nas pesquisas&rdquo;. Isso não é bom.</p><p>&nbsp;</p><p>As consultas de opinião poderiam dar uma contribuição bem mais positiva à nossa política. Na hora de perguntar sobre os problemas mais graves que afligem o cotidiano dos eleitores, elas caem no lugar comum. O resultado óbvio é: saúde, segurança, educação...</p><p>&nbsp;</p><p>No que diz respeito à gestão das grandes cidades, as melhores perguntas costumam ser as que jamais são feitas. A saber: na sua opinião, um prefeito precisa fazer com que todas as regras urbanas sejam rigidamente seguidas?</p><p>&nbsp;</p><p>Que tal perguntar aos eleitores se eles querem que a cidade ponha em prática projetos como o &ldquo;cidade limpa&rdquo;, que varreu a poluição visual de São Paulo. E sobre a ocupação de praças, ruas e calçadas pelo <br />comércio pirata?</p><p>&nbsp;</p><p>Questões como essa poderiam ajudar muito os candidatos e a cidade a assimilarem, sem medos, ações administrativas de grande relevância fugindo do lenga-lenga tradicional.<br /><br /><strong>NUNCA ANTES NESTE PAÍS<br /></strong>Vejam como estão as coisas no Brasil: a CPI do Cachoeira já serviu de tentativas para enquadrar tanto o Ministério Público como a imprensa. Notem que, nesse ponto, deu-se uma firme aliança entre o ex-presidente Fernando Collor e uma parte do petismo. As duas tentativas, até aqui, fracassaram solenemente. Porém, um fato pode ser afirmado: no Brasil pós ditadura, incluindo a época de Collor, a liberdade de imprensa permaneceu como um valor inquestionável. Isso durou até a denúncia do Mensalão explodir no noticiário.<br /><br /><br /><em>"Qual o maior interesse político da pesquisa do PSB? Simples: mostrar ao público o tamanho da rejeição à gestão de Luizianne"<br /></em></p><p><em>&nbsp;</em></p><p><em>"Ou o Ibope entra em acordo com o Ibope ou a avaliação da gestão da petista piorou significativamente em cinco meses". <br /></em></p><p><em>&nbsp;</em></p><p><em>"As consultas<strong> </strong>de opinião poderiam dar uma contribuição bem mais positiva à nossa política".</em></p>]]></description>
             
	     <pubDate>Sáb, 12 Mai 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Para fugir da ladainha</category>
             <title>Para fugir da ladainha</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/05/10/noticiasfabiocampos,2836356/para-fugir-da-ladainha.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 10 Mai 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O bom e providencial plano de Dilma</category>
             <title>O bom e providencial plano de Dilma</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/05/05/noticiasfabiocampos,2833595/o-bom-e-providencial-plano-de-dilma.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<p>Desde 1994, quando foi anunciado o Plano Real, não havia notícia tão promissora em termos de política econômica quanto a decisão da presidente Dilma Rousseff de atacar os juros praticados no Brasil, os maiores do planeta. Portanto, foi um intervalo de longos 18 anos entre uma intervenção e outra. No meio, entre o governo de Fernando Henrique Cardoso e o de Dilma, deu-se a gestão de Lula, que tocou o barco na economia, colheu as boas consequências do Real, mas manteve viveu uma perniciosa lua de mel com o sistema financeiro.<br /><br />Parece ter chegado a hora de o Brasil superar esse sistema cruel e abusivo mantido pelos mais lucrativos bancos da humanidade. Atentem, como exemplo, para o escândalo que assola as terras cearenses. Os assombrosos lucros dos intermediários do empréstimo consignado demonstram bem a dimensão estratosférica desses negócios financeiros. Se os intermediários ganham fortunas, imaginem então o lucro da banca financeira. </p><p><br />Em 1994, o Brasil se impôs para mudar a cultura econômica de um País que convivia com uma absurda inflação que nos retirava qualquer chance de futuro promissor. A economia era instável, a moeda era fraca, os mais pobres, sem meios para proteger seus salários, eram as maiores vítimas.</p><p>&nbsp;</p><p>O Plano Real virou esse jogo. Agora, quase duas décadas depois, a presidente Dilma ensaia uma nova reação para derrotar outro poderoso e voraz inimigo que dificulta o crescimento do País. Não há justificativa plausível para que os juros do chegue especial ou do cartão de crédito cheguem aos 180% anuais. É gigantesca a diferença entre o percentual de renumeração do capital aplicado pelo cidadão e o que o banco cobra do empréstimo que este<br />mesmo cidadão faz.</p><p>&nbsp;</p><p>Não há nada que justifique um aposentado ou um servidor público pagar absurdos 2% ou mais de juros por mês sobre seu empréstimo ao longo de 70 ou 80 meses. São juros sobre juros. No fim das contas, um assalto.</p><p>&nbsp;</p><p>Sim, Dilma está certa em combater a usura dos bancos. Itamar Franco via os juros como um grande problema do Brasil. Ninguém dava muita bola para ele.</p><p>&nbsp;</p><p>O ex-vice-presidente José Alencar, um empresário, sabia bem o peso desse problema para a economia. Foram muitas as suas reclamações. Parecia falar sozinho. Porém, com um e com outro, não se formou o conjunto de condições conjunturais que permitem o ataque ao problema. Agora, há bons indicativos de que a hora chegou. E o que objetivamente a presidente fez para por seus planos em prática? Simples: Dilma colocou a boca no trombone contra o abuso e mandou Banco do Brasil e Caixa baixarem seus juros.</p><p>&nbsp;</p><p>Como a concorrência é a força que move montanhas, os bancos privados estão tendo de correr atrás. Sim, talvez o velho e bom capitalismo só agora esteja chegando por estas plagas.<br /><br /><strong>Agora sim, a cidade é maravilhosa<br /></strong>Finalmente, o Rio de Janeiro resolveu reproduzir o &ldquo;Cidade Limpa&rdquo; de São Paulo. E como fez isso? Simples: baixando um decreto. A boa e velha canetada de quem foi colocado no poder pelo povo justamente para tomar medidas a favor da cidade.</p><p>&nbsp;</p><p>O decreto proíbe anúncios em outdoors, em fachadas, em coberturas de prédios, em empenas cegas, em tapumes e em redes de proteção de obras. Na manhã da última sexta-feira, a Prefeitura já fazia o &ldquo;arrastão&rdquo; visual que a cidade tanto precisava.</p><p>&nbsp;</p><p>Isso mesmo. A publicidade está proibida nas ruas do Rio de Janeiro. Sobram apenas as placas indicativas de ruas e o mobiliário urbano (anúncios colocados em estruturas frutos de concessão pública que cumprem função social como relógios, totens com mapas de ruas e abrigos de ônibus).</p><p>&nbsp;</p><p>Assim como ocorreu em São Paulo, o Rio estabeleceu critérios para a colocação de letreiros com nomes das lojas. Ou seja, é o fim daqueles painéis esteticamente deploráveis nas fachadas das lojas.</p><p>&nbsp;</p><p>Mas, o que levou o Rio a, enfim, a promover a despoluição visual da cidade que se autodeclara &ldquo;maravilhosa&rdquo;? Trata-se de uma imposição dos novos tempos. Uma imposição natural de uma cidade que vai ser sede de jogos da Copa do Mundo e das Olimpíadas.</p><p>&nbsp;</p><p>As cidades brasileiras ainda estão mergulhadas no atraso no que diz respeito ao ordenamento visual. As grandes cidades do mundo (aquelas que amamos visitar) há décadas que estabeleceram severas políticas nessa área. Entre nós, prevalece a ideia de desregulação do espaço público, que, é claro, acaba sendo privatizado.</p><p>&nbsp;</p><p>É inevitável: todas as grandes cidades do Brasil vão, cedo ou tarde, estebelecer políticas similares. Inclua-se Fortaleza no rol. E essa tarefa certamente caberá ao próximo prefeito da &ldquo;loura desposada do sol&rdquo;. Justamente o gestor que vai assumir o poder no ano em que a cidade realizará o seu primeiro grande torneio mundial de esportes. No caso, a Copa das Confederações, em junho de 2013.<br /><br /><strong>Na terra do sol<br /></strong>Em Fortaleza, já há um conjunto de regras que regem as publicidades nas ruas. Por serem tolerantes, estão longe do ideal. Mesmo assim, no que pese o imenso esforço que vem sendo feito pela Prefeitura, essas regras são cotidianamente desrespeitadas. E, creiam, os maiores aliados do desrespeito são juízes que concedem liminares às empresas que privatizam o espaço público para montar suas estruturas ilegais de publicidade. Todas as publicidades em fachadas de prédios de Fortaleza são ilegais. Os outdoors também.<br /><br /><strong>O planeta é uma bola<br /></strong>O primeiro evento a ser realizado no Centro de Feiras terá objetivos estratégicos. Explica-se: com a participação de apenas 200 pessoas, os seminários gerais da Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo 2014 vão acontecer em um dos auditórios do novo equipamento. Motivo: reforçar a campanha com a Fifa para atrair o sorteio final da Copa, que ocorrerá no ano que vem e atrairá a imprensa do mundo inteiro. O secretário Ferruccio Feitosa (Secopa) está de olho na representação da Fifa que participará dos seminários gerais.<br /></p>]]></description>
             
	     <pubDate>Sáb, 05 Mai 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
    </item>
    <item>
      
      
	     <category>A política sem freiras enclausuradas</category>
             <title>A política sem freiras enclausuradas</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/05/03/noticiasfabiocampos,2832581/a-politica-sem-freiras-enclausuradas.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<p>
Na edição do dia 22 de abril, chamei  a atenção para a CPI do Cachoeira da seguinte forma: &ldquo;Pela primeira vez em nossa  História, temos uma CPI assinada por governistas e oposicionistas. Não, não é  pelo bem do Brasil. Não se trata de um pacto virtuoso entre dois lados opostos.  Na verdade, um lado assinou na perspectiva de destruir o outro. Ninguém em sã  consciência sabe onde a história dessa CPI vai terminar&rdquo;.</p><p>&nbsp;</p><p>Pois é. A dita CPI  nasceu a partir de circunstâncias peculiares também por outro motivo.  Normalmente, as CPIs geram desdobramentos policiais e no âmbito do Ministério  Público. Com esta, deu-se o inverso: ela nasceu a partir de uma investigação da  Polícia Federal e de um procedimento do Ministério Público que já estava em  pleno andamento.</p><p>&nbsp;</p><p>Mas, o que explica instalar uma CPI sobre um caso que já  está sob investigação policial e que já foi acolhido pelo Ministério Público?  Simples: o interesse político. Nesse caso único, o interesse político era da  oposição e dos governistas. Isso, até que a ficha caia.</p><p>&nbsp;</p><p>E, pelo andar dos  acontecimentos, a ficha já caiu. Vejam: &ldquo;No plano de trabalho sugerido ontem  pelo relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), não há previsão  de convocar para depor o dono da Construtora Delta, Fernando Cavendish. O plano  confirma a estratégia dos governistas de limitar as investigações às operações  da empresa no Centro-Oeste e no esquema de Cachoeira, deixando de fora os  governadores, Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral  (PMDB-RJ)&rdquo;.</p><p>&nbsp;</p><p>Ou seja, o instinto de sobrevivência, característica mais  marcante da política e dos políticos, vai determinar os rumos dessa investigação  parlamentar, com cada um dos lados tratando de liberar para a imprensa a versão  e os documentos que incriminem o outro. No fim das contas, uma CPI  controlada.</p><p>&nbsp;</p><p>Mas, sendo assim, o que levou o Congresso Nacional e instalar uma  CPI sobre um tema que já estava sob investigação de outras instituições da nossa  democracia? </p><p>&nbsp;</p><p>Corre nos bastidores a suspeita de que, sob os auspícios do  ex-presidente Lula, o mais importante objetivo dessa investigação seria buscar  relações promíscuas entre veículos de comunicação, principalmente a revista  Veja, e Carlinhos Cachoeira, que já está atrás das grades.</p><p>&nbsp;</p><p>Em minha já longa  experiência como jornalista, aprendi cedo que muitas denúncias costumam chegar  às mãos de jornalistas em função de interesses empresariais. Geralmente, o grupo  contrariado por ter sido preterido em um negócio relacionado ao setor público é  quem faz a informação chegar aos jornalistas.</p><p>&nbsp;</p><p>Cabe ao jornalista averiguar se  a denúncia está completa, é verdadeira e bem fundamentada. Com ela em mãos,  parte-se para a investigação jornalística. Ou seja, checar com fontes oficiais  ou não, cruzar as informações recebidas, levantar novos fatos e, enfim, publicar  um texto redondo para conhecimento do distinto público. Isso, desde que a  denúncia seja de interesse público. Questões de cunho pessoal, estritamente  privadas, costumam ser descartadas pelas redações. </p><p>&nbsp;</p><p>No caso em questão, há  indicativos de que o tal do Cachoeira foi fonte da Veja. Há algum problema ético  nisso? Nenhum. Em jornalismo, importa muito mais a qualidade e a dimensão  pública da denúncia do que as credenciais da fonte que a repassou ao jornalista.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
             
	     <pubDate>Qui, 03 Mai 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
    </item>
    <item>
      
      
	     <category>E o branco miserável da favela?</category>
             <title>E o branco miserável da favela?</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/04/28/noticiasfabiocampos,2829430/e-o-branco-miseravel-da-favela.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<p>Em julgamento histórico, o STF decidiu que o sistema de cotas raciais em universidades é constitucional. O julgamento tratou de uma ação proposta pelo DEM contra o sistema de cotas da Universidade de Brasília, que reserva 20% das vagas para autodeclarados negros e pardos.</p><p>&nbsp;</p><p>No que pese a tese de que a Universidade é o espaço onde deveria vicejar somente o mérito, parece não haver dúvidas quanto ao caráter virtuoso da decisão administrativa da UnB e de outras universidades públicas que seguiram a mesma linha, porém é preciso ficar atento às possíveis distorções.</p><p>&nbsp;</p><p>Quando a UnB estabelece que os &ldquo;autodeclarados&rdquo; negros e pardos terão direito a uma cota para compor os bancos da universidade é preciso, nos casos de dúvida, estabelecer uma espécie de tribunal racial para saber se o cidadão está dizendo a verdade. Complicado, não?</p><p>&nbsp;</p><p>Outro problema: e se o estudante negro ou pardo pertencer a uma faixa de renda familiar de classe média para cima? Ou seja, o estudante que preenche os critérios raciais, mas que teve as melhores condições de vida, também terá direito à cota se sobrepondo a um estudante branco e muito pobre?</p><p>&nbsp;</p><p>E os índios? Certamente estes têm, em tese, direito a uma cota de acesso à universidade pelos mesmos motivos dos pardos e negros. Parece não haver dúvida que a população indígena (os primeiros escravos do Brasil) e seus descendentes têm até mais motivos para ter esse direito.</p><p>&nbsp;</p><p>Mas, como fica o miserável branco que mora na favela? Este continua discriminado, com baixas chances, sem cotas em lugar algum, sem representantes que lhe defendam e sem o apoio do tal movimento social.</p><p>&nbsp;</p><p>Desde o fim da ditadura, a aliança política com maior duração foi a que uniu Tasso Jereissati a Ciro Gomes. No início, nem era uma aliança. Afinal, Tasso havia pinçado o jovem Ciro para ser seu líder na Assembleia. Portanto, Ciro era um membro do tassismo.</p><p>&nbsp;</p><p>Mais tarde, ao virar governador, Ciro estabeleceu seu grupo político. Um grupo com características bem cearenses, pois com estrutura familiar. A partir desse momento, os dois decidiam entre si os rumos e as escolhas da aliança. A relação durou até 2010. Portanto, 16 anos. Certamente, no fim das contas, Tasso se achava credor. Mas, pelo visto, o cirismo, não se considerou devedor. Fim.</p><p>&nbsp;</p><p>Agora, está bem perto de chegar ao fim a aliança entre Cid Gomes e Luizianne Lins, embora isso não signifique para já o fim da aliança do governador com o PT. Uma aliança capenga desde o início. Digamos que ela tenha começado no segundo turno de 2004. Porém, foi em 2006 que o acerto ganhou corpo.</p><p>&nbsp;</p><p>Percebe-se que o fim de uma aliança está muito próximo quando um deputado </p><p>como Antônio Balhmann, que carrega em seu currículo um taiwanês de longa ficha corrida, se sente à vontade para bater no aliado. Frase dele: &ldquo;Não podemos continuar com um modelo que passou oito anos arrumando meio-fio&rdquo;.<br /><br /><strong>JABUTI NA ÁRVORE<br /></strong>O inusitado da semana foi o encontro entre Tasso Jereissati e Luizianne Lins, na noite de terça-feira. Convidada, a prefeita foi a um evento da TV Jangadeiro, propriedade do tucano. Tasso e a petista, ex-inimigos figadais, se sentaram lado a lado nas cadeiras do Theatro José de Alencar. No coquetel, os dois fizeram pose para sorridentes fotos junto com Assis Machado, o tucano de bico grosso que comandava a Segov do Cambeba. Há informações de que Tasso telefonou para a prefeita e a convidou. No mesmo dia, a propaganda do PSDB cearense na TV ainda atacava a gestão da prefeita. É preciso avisar a Marcos Cals que as coisas mudaram.<br /><br /><strong>GONZAGUIANDO<br /></strong>Sabe-se de dois eventos onde Luizianne Lins e Tasso Jereissati dividiram o mesmo espaço. O primeiro foi em dezembro de 2004, em Sobral. A petista ainda não havia tomado posse em Fortaleza e foi a Sobral a convite do então prefeito Cid Gomes, que fazia uma série de inaugurações. Em 2005, os dois foram ao lançamento do Anuário do Ceará. Depois disso, só muito conflito. Mas, como dizia o filósofo, a política é dinâmica.<br /><br /><strong>NAS PAUTAS<br /></strong>Atentem para a agenda do Mensalão no Supremo: o ministro Ricardo Lewandowski entrega seu voto de revisor até o fim de maio. Assim, o julgamento começa em junho. Cerca de seis sessões serão necessárias para o julgamento. Três para as sustentações orais. Três para individualizar condutas e calcular penas (se existirem). Caso não consiga encerrar o julgamento em junho, o presidente Ayres Britto consulta os demais ministros e pede mais uma ou duas sessões durante o recesso de julho. Tudo transmitido pela TV Justiça. Ao vivo. Ou seja, o julgamento do século vai ocorrer paralelamente às convenções partidárias e à oficialização dos candidatos.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>O INTOCÁVEL<br /></strong>Discretamente, em meio ao engessamento política causado pela CPI do Cachoeira, a presidente da Petrobras, Graça Foster, iniciou importantes mudanças no comando da estatal. Os alvos foram diretores indicados por partidos. São eles: Paulo Roberto Costa (Abastecimento, da cota do PP), Renato Duque (Serviços, bancado pelo PT) e Jorge Zelada (Internacional, indicado pelo PMDB). Curiosamente, a base aliada calada estava, calada ficou. Quem até aqui se mantém incólume é o presidente da Transpetro, o ex-senador do Ceará, Sérgio Machado, que está no cargo desde 2003. Não fosse uma subsidiária da Petrobras, a Transpetro comporia a lista das dez maiores empresas do Brasil.<br /><br /><strong>DUAS COPAS, DOIS EVENTOS<br /></strong>A Fifa bateu o martelo e Fortaleza vai receber o 2&ordm; Seminário Geral das Sedes da Copa do Mundo 2014 e o 1&ordm; Seminário Geral da Copa das Confederações 2013. O objetivo dos eventos: &ldquo;Detalhar as informações para a &lsquo;Operação de Estádio&rsquo;, focando na transição pós-evento, mostrando exemplos de sucesso com &lsquo;cases&rsquo; no Brasil e no exterior&rdquo;. São 170 participantes, incluindo dirigentes da Fifa, do Comitê Organizador no Brasil, do Ministério dos Esportes e das estruturas organizadoras das 12 sedes. Os seminários vão acontecer entre 10 e 11 de julho. Detalhe: Recife caminha para ficar fora da Copa das Confederações, em 2013. </p>]]></description>
             
	     <pubDate>Sáb, 28 Abr 2012 17:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Pesquisa: as más conselheiras</category>
             <title>Pesquisa: as más conselheiras</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/04/26/noticiasfabiocampos,2827992/pesquisa-as-mas-conselheiras.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 26 Abr 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Não há equipe de resgate</category>
             <title>Não há equipe de resgate</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/04/21/noticiasfabiocampos,2825162/nao-ha-equipe-de-resgate.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<p>&lsquo;&lsquo;CPI a gente sabe como começa, mas nunca sabe como termina.&rdquo; A frase é atribuída ao sábio político brasileiro, Ulysses Guimarães (1916-1992). É uma oração perfeita para os dias de hoje.<br /><br />Tudo o que ocorre hoje no Brasil é a trágica consequência daquilo que o País deixou de fazer desde o fim da ditadura militar. No vácuo, as instituições ficaram entranhadas em um mar de lama e de interesses só confessáveis nos grampos clandestinos ou legais.<br /><br />O sistema partidário brasileiro, com mais de 20 agremiações representadas no Congresso, forma o caldo que fragiliza a nossa democracia. A diluição torna o cenário confuso, sem lideranças claras e facilmente identificáveis. É difícil apontar hoje pelo menos dois líderes nacionais em atuação no Parlamento.<br /><br />Não fizemos a reforma política para acabar com tal situação. Jogamos no lixo as cláusulas de desempenho dos partidos nas eleições, que nada mais é que uma forma de garantir a representatividade partidária estabelecendo uma lista de cinco ou seis siglas de referência na política nacional.<br /><br />Mantemos incólume um sistema de financiamento das campanhas eleitorais que joga os políticos no colo do poder econômico. Quem domina é o caixa dois. As prestações de contas das campanhas são contos da carochinha. O resultado é uma grande promiscuidade entre políticos, gestores e empresas.<br /><br />Uma promiscuidade que, após as eleições, se estende às administrações cujo líder teve sua vitória financiada por um sistema suspeito e sem transparência. Desse enredo, surgem os &ldquo;cachoeiras&rdquo; e as enxurradas de escândalos que assolam o Brasil.<br /><br />Creiam: não há uma só licitação de peso neste País que não seja de cartas marcadas. Isso ocorre nem que o chefe de executivo não queira. Nos bastidores do mercado, os que deveriam concorrer tratam de resolver a questão.<br /><br />Atentem: pela primeira vez em nossa História, temos uma CPI assinada por governistas e oposicionistas. Não, não é pelo bem do Brasil. Não se trata de um pacto virtuoso entre dois lados opostos. Na verdade, um lado assinou na perspectiva de destruir o outro.<br /><br />Ninguém em sã consciência sabe onde a história dessa CPI vai terminar. Pode ser o fundo do poço de um sistema carcomido, viciado e incapaz de dar as respostas que o País tanto precisa. O problema é se há meios de sair da escuridão.<br /><br />Será que pode sair um País melhor depois disso? Duvido. Para mudar, o Congresso é fundamental. E aí, reside um problema. A representação é medíocre. Não há referências capazes de liderar mudanças de verdade. O sistema partidário também trabalha contra. O círculo é vicioso.<br /><br />O Brasil está cansado. Estamos todos cansados. Teimamos em não entrar na modernidade. Teimamos em permanecer enraizados no atraso da cultura patrimonialista. Precisamos desprivatizar o Estado. Não no sentido que parte de nossa esquerda defende. Que fique bem entendido.<br /><br /><strong>Sem referências</strong></p><p>&nbsp;</p><p>Há poucas pessoas de bem interessadas em entrar na política. Em julho, voltarei a esse tema já com a lista de candidatos a vereador de Fortaleza nas mãos. </p><p>Quantas pessoas de referência na cidade vão entrar na disputa por um cargo vereador na Capital? Um homem de bem raramente aceita a empreitada no formato em que ela se dá hoje. É coisa para profissionais e para um amontoado de maus servidores públicos que se candidatam para garantir três meses de férias remuneradas. Quem não tem estômago, não se submete a pedir votos. Outro problema: nas gestões, qual o tipo de profissional que se dispõe a servir? Nesse ponto, há também uma grande crise. Muitos dos que vão, se arrependem.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Rindo à toa<br /></strong>Quer entender o modo como o brasileiro encara a vida? Uma pesquisa mundial do Gallup oferece boa dica. A sondagem foi feita em 146 países, ao longo de 2011. No Brasil, menos de 1% da população se enquadra na categoria &ldquo;sofrimento&rdquo;. Mas se o brasileiro não &ldquo;sofre&rdquo;, qual o seu sentimento? A pesquisa responde: 59% disseram que estão &ldquo;prosperando&rdquo; e outros quase 41% disseram que estão &ldquo;batalhando&rdquo;. Ou seja, o brasileiro é um otimista incorrigível. O resultado deixa o País em situação até melhor que países com alto IDH. O Brasil é o 9&ordm; colocado na proporção de &ldquo;prósperos&rdquo;, empatado com a Áustria. Só perde para Dinamarca, Holanda, Canadá, Israel, Suécia, Austrália, Finlândia e Nova Zelândia.<br /><br /><strong>Descrença<br /></strong>Pesquisa do DataSenado, um instituto de pesquisas do Senado, concluiu que 38% dos entrevistados já foram vítimas de algum tipo de violência ou crime. Os dados foram obtidos por telefone, entre os dias 19 e 28 de março, ouvindo-se 1.242 pessoas em 119 municípios de todo o País. &ldquo;Os números alarmantes fogem dos relatórios oficiais porque há um sub-registro nas ocorrências policiais: entre as pessoas que já foram vítimas de violência, 32% afirmaram não ter feito o boletim de ocorrência em delegacias. Em 38% dos casos, o principal motivo para isso é o fato de acreditarem que a polícia não faria nada a respeito do ocorrido &mdash; o que revela a descrença atual nos órgãos policiais. O medo do agressor e a falta de provas motivaram, respectivamente, 13% e 12% dos entrevistados a não procurarem a polícia&rdquo;.<br /><br /><strong>Made in Sobral<br /></strong>Cinco cidades do Ceará foram responsáveis por 71,7% da nossa pauta exportadora entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012. São elas: Fortaleza, Sobral, Maracanaú, Icapuí e Cascavel. E sabem qual a cidade que mais exportou? Sobral. Isso mesmo, a terra do governador Cid Gomes superou Fortaleza. A explicação para o fenômeno chama-se Grendene, a gigante dos calçados de plástico no Brasil. No total, Sobral exportou 29,3 milhões de dólares, com participação de 24,2% no bolo das exportações cearenses. Fortaleza ficou com a fatia de 17,5% (U$ 21,2 milhões). Em no máximo cinco anos, Caucaia e São Gonçalo do Amarante, que nem aparecem no ranking, devem estar na cabeça da lista. Basta a ZPE entrar em funcionamento. </p>]]></description>
             
	     <pubDate>Sáb, 21 Abr 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>As águas de junho</category>
             <title>As águas de junho</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/04/19/noticiasfabiocampos,2823461/as-aguas-de-junho.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 19 Abr 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O sentido das palavras</category>
             <title>O sentido das palavras</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/04/14/noticiasfabiocampos,2820701/o-sentido-das-palavras.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<p>No imbróglio que cerca o caso dos empréstimos consignados, é muito importante que os interessados e o público em geral fiquem bem atentos às palavras de Cid Gomes (PSB) e à fala do secretário Eduardo Diogo (Planejamento).<br /><br />Até aqui, o governador só falou uma vez em declarações concedidas ao <strong>O POVO</strong>. Mas, o seu secretário tem falado bastante. No caso, o segundo fala pelo primeiro. Líder e liderado. Está claro que o que Diogo diz e faz segue estritamente a orientação do governador, que tem dado máxima atenção ao caso. <br /><br />Quando Eduardo Diogo afirma que o fim do contrato com a ABC não encerra o caso, está expressando uma ordem superior. O mesmo ocorre quando afirma que &ldquo;o ponto chave que o Governo vai querer saber&rdquo; é o rol de relações entre a ABC e outras empresas.<br /><br />A análise das falas sugere que o governador sabe exatamente onde essa coisa vai dar e está bastante incomodado com isso. Tanto que em sua única declaração pública, os recados são muito claros. Por exemplo: &ldquo;Ninguém tem ingerência sobre a Secretaria do Planejamento. Não permito um secretário interferir na secretaria do outro&rdquo;.<br /><br />O que significa isso? Costuma-se dizer coisa do tipo quando um secretário se mete ou tenta se meter na pasta alheia. Sendo assim, quem teria cometido intromissão na Seplag? Bom, o fato é que o governador sabe. E, certamente, quando soube, fez-se a luz. Ligam-se os pontos e a ficha cai. <br /><br />Outra frase de Cid Gomes: &ldquo;Não permito tráfico de influência e não permito desonestidade&rdquo;. A leitura política aponta que se trata de outro recado. E certamente um recado dirigido ao mesmo secretário que interferiu ou tentou interferir na secretaria alheia.<br /><br />A questão agora é saber se o caso vai continuar ganhando dimensão ou vai esfriar, como sugere a atuação da bancada governista na Assembleia. Bom, o fato é que Governo passou a agir com firmeza. A ordem não é de recuo, pausa ou panos mornos. Muito pelo contrário.<br /><br /><strong>SÉRIO E INDIGNADO </strong></p><p>&nbsp;</p><p>Em 7 de dezembro passado, o governador Cid Gomes foi à Assembleia Legislativa. Uma visita surpresa. Coisa não prevista no regimento da Casa, que prevê liturgias institucionais em situações do tipo. A certa altura, em plenário, como se fosse um parlamentar de um sistema parlamentarista, Cid entrou em confronto com Heitor Férrer (PDT) sobre o caso dos consignados. O evento pode ser visto no YouTube.<br /><br />Assistimos então à fala de um governador com semblante sério e sinceramente indignado com a grave denúncia do deputado pedetista. Uma denúncia que atingia frontalmente a sua gestão e sua estrutura de poder. Cid rebateu a acusação do deputado e chegou a dizer o seguinte: &ldquo;Se meu Governo é desonesto, no mínimo eu sou incompetente&rdquo;.<br /><br />Pelo desenrolar dos acontecimentos do caso dos consignados, o governador foi mais tarde surpreendido pela realidade. Daí o profundo incômodo que tem evidenciado a partir de suas atitudes. <br /><br /><strong>DILMA E A DOUTRINA MONROE</strong></p><p>&nbsp;</p><p>A visita de Dilma Rousseff aos EUA motivou um ótimo artigo do britânico The Guardian. Sob o título Todos querem falar com a presidente Rousseff, menos Obama, o texto sugere que a potência do norte conceda mais atenção para o Brasil. <br /><br />Assinado pelo jornalista Jason Farago, a nossa presidente é chamada de &ldquo;a segunda pessoa mais poderosa no Ocidente&rdquo;. &ldquo;Enquanto ela chegava aos EUA no início da semana, Obama, o mais poderoso, passava a maior parte do seu dia embrulhando ovos de Páscoa na Casa Branca&rdquo;. Atentem para outros dois trechos:<br /><br />1 - &ldquo;Ela chegou acompanhada de meia dúzia de formadores de opinião, de professores a chefes de thinktanks (instituições que difundem conhecimentos e estratégias sobre assuntos importantes), todos exaltando seu comando econômico e implorando a Washington que a levasse a sério. As diretoras de Harvard e do MIT (ambas mulheres) a convidaram para ir a Boston. Até a Câmara do Comércio se esforçou - certamente a primeira vez que o grupo de grandes e malvadas empresas se empolgou tanto ao conhecer uma ex-guerrilheira. Só Obama deu de ombros.&rdquo;<br /><br />2 &ndash; &ldquo;É assim que Washington funciona. Nas aulas de história, a primeira lição que os estudantes aprendem sobre a política externa norte-americana é a Doutrina Monroe &ndash; o princípio de 200 anos de que a América Latina é o nosso quintal. Fazemos isso e gostamos de dizer a todos que fiquem fora. A ideia de que um país latino-americano na verdade serve como modelo vai além da compreensão&rdquo;.<br /><br /><strong>BESTEIRA E BESTEIRO<br /></strong></p><p>&nbsp;</p><p>Mais uma obra prima do comitê da erudição petista. A presidente Dilma, que quer porque quer ser chamada de presidenta, promulgou no último dia 4 de abril a Lei número 12.605/2012, com a seguinte ementa: &ldquo;Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas&rdquo;. Pelo que os meus interlocutores conseguiram depreender (salvo melhor entendimento) significa que, doravante, teremos &ldquo;jornalistas&rdquo; mulheres e jornalistos homens. Ou &ldquo;taxista&rdquo; e &ldquo;taxisto&rdquo;. A incrível lei recebeu os autógrafos do ministro Aloísio Mercadante (Educação) e Eleonora Menicucci, que vem a ser Secretária de Políticas para Mulheres, além, claro, da presidente. A Lei possui apenas três parágrafos. Comentário: assim, muito em breve, não teremos sequer crise existencial por aqui... basta uma criar uma lei. <br /><br /><strong>TEMA RELUZENTE<br /></strong></p><p>&nbsp;</p><p>Cid Gomes deu o ar de sua graça no programa nacional do PSB, que foi ao ar na noite de quarta-feira em rede nacional de rádio e televisão. O governador cearense só tratou de Copa do Mundo em seu pronunciamento. Ao fundo, apareceram imagens do estádio Castelão em obras. O curioso é que a publicidade oficial do Governo do Ceará nunca usou as importantes conquistas do Estado na Fifa. Foi em função de um dever de casa bem feito que o Estado vai receber no mínimo três jogos da Copa das Confederações (2013) e seis da Copa 2014. Porém, a política de comunicação do Governo fez que não estava vendo e escondeu o tema. As únicas publicidades oficiais sobre Copa 2014 foram feitas pela Prefeitura de Fortaleza.</p>]]></description>
             
	     <pubDate>Sáb, 14 Abr 2012 17:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Anatomia de um negócio</category>
             <title>Anatomia de um negócio</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/04/12/noticiasfabiocampos,2819122/anatomia-de-um-negocio.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 12 Abr 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Entrelinhas, Um Imenso Detalhe </category>
             <title>Entrelinhas, Um Imenso Detalhe </title>
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	     <pubDate>Sáb, 07 Abr 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Uma agonia de cada vez</category>
             <title>Uma agonia de cada vez</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/04/05/noticiasfabiocampos,2815239/uma-agonia-de-cada-vez.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 05 Abr 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Casa de ferreiro, espeto de pau</category>
             <title>Casa de ferreiro, espeto de pau</title>
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	     <pubDate>Dom, 01 Abr 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O sonho da hegemonia</category>
             <title>O sonho da hegemonia</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/03/29/noticiasfabiocampos,2810875/o-sonho-da-hegemonia.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 29 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Um dilúvio no $emi-árido</category>
             <title>Um dilúvio no $emi-árido</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/03/24/noticiasfabiocampos,2807889/um-diluvio-no-emi-arido.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<p>O que resta de oposição no Brasil descobriu que há uma obra gigante cortando o semi-árido nordestino. Ou melhor, uma obra fora do prazo, com trechos paralisados, outros inacabados, abandonados e destruídos. Chama-se &ldquo;transposição&rdquo; das águas do rio São Francisco.<br /><br />A obra, que se pretende de infra-estrutura, começou em 2007, sob os auspícios do Governo Lula. Seu primeiro gerente foi o então ministro Ciro Gomes, da Integração Nacional. Sim, trata-se de uma obra de Integração. Talvez a única da pasta digna do nome.<br /><br />Com Ciro, o mega-empreendimento público foi orçado em R$ 4,8 bilhões. Passaram-se alguns anos. Novos ministros assumiram a pasta. Veio uma eleição presidencial e o abacaxi gigante caiu no colo de Dilma Rousseff.<br /><br />Mas, o abacaxi já era bem conhecido da presidente. Afinal, a obra entrou na ficção do PAC, que estava sob a coordenação da Casa Civil. Dilma é quem mandava por lá.<br /><br />O inusitado acaba de vir à tona. O preço da obra foi à estratosfera e hoje seu orçamento é de R$ 8,2 bilhões. Um acréscimo mirabolante. O motivo divulgado: as construtoras responsáveis pela transposição alegam que os projetos básicos foram mal ajambrados. Coisa feita às pressas.<br /><br />O Ministério do Planejamento, que coordena o PAC, autorizou o aumento do custo da obra, que prevê a construção de mais de 600 quilômetros de canais de concreto em dois grandes eixos (norte e leste) ao longo do território de quatro estados (PE, PB, CE e RN).<br /><br />Era 14 de dezembro de 2010, Lula estava prestes a passar a faixa para a sucessora, quando visitou as obras. É de sua lavra a seguinte frase: &ldquo;Eu estou com muito orgulho, porque estou percebendo que a obra vai ser inaugurada definitivamente em 2012 &ndash; a não ser que aconteça um dilúvio ou qualquer coisa&rdquo;.<br /><br />O único dilúvio que se fez desde então foi o da multiplicação de valores, mas a obra continua como uma imensa e desconfortável miragem sob o sol causticante do nosso semi-árido. Portanto, deu-se o &ldquo;qualquer coisa&rdquo; da previsão lulista. E estamos conversados. Tudo fica por isso mesmo.<br /><br /><strong>AS 12 EM FORTALEZA<br /></strong>Há uma boa nova na agenda da Copa do Mundo em Fortaleza. Além do célere andamento da obra do Castelão, além da quantidade de importantes jogos na cidade durante os dois torneios mundiais da Fifa, a Capital vai receber um dos mais importantes eventos preparativos das competições.</p><p>Trata-se de um seminário geral que reunirá aqui, em abril, as 12 cidades-sedes de jogos das Copas. O encontro vai colocar na ordem do dia todos os temas que cercam as competições de 2013 (Copa das Confederações) e 2014 (Copa do Mundo).<br /><br />A situação dos estádios, a organização, os centros de treinamentos, hospedagem, infra-estrutura, comunicação e outros temas serão discutidos aqui pelos representantes da Fifa, do comitê organizador e das cidades que vão receber os jogos.<br /><br />O secretário Ferruccio Feitosa recebeu na tarde de sexta-feira a confirmação de que o evento será em Fortaleza. A meta seguinte a atrair o sorteio das chaves para o Centro de Feiras.<br /><br /><strong>IMBRÓGLIO<br /></strong>Chico Anysio costumava dizer que seu humor era dirigido para as classes C, D e E. É justamente esse o público que mais vai usar os serviços dos futuros centros de atendimento ao cidadão que o Governo do Ceará está criando via PPP. Os centros foram batizados por Cid Gomes de Vapt-Vupt, termo que ficou popular na voz do grande humorista. Era intenção do governador convidar Chico para fazer a publicidade do projeto, que pretende atender em no máximo 15 minutos o cidadão que precisa tirar sua carteira de identidade. O problema é que a licitação de arrasta há mais de três anos. Nesse ínterim, a área cedida pela Prefeitura ao Governo, no Centro, para abrigar o maior Vapt foi invadida por comerciantes. E assim permanece.<br /><br /><strong>UMA LETRA<br /></strong>O mundo petista que torce para a candidatura de Elmano Freitas em Fortaleza gosta de lembrar da eleição de 1992. Naquela disputa, Juraci Magalhães, com gestão bem avaliada, bancou a candidatura do então muito discreto secretário de Finanças, Antônio Cambraia, que era desconhecido do grande público. Os favoritos eram o tucano Assis Machado e o então pedetista Lúcio Alcântara, que disparou com mais de 40% dos votos no início da campanha. Cambraia virou sobre os dois e ganhou as eleições. Um detalhe é lembrado pelo jornalista Frederico Fontenele Farias, do O POVO: &ldquo;Elbano era o nome do meio de Antônio Cambraia. É só uma letra diferente de Elmano&rdquo;.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>ÀS FALAS<br /></strong>Os &ldquo;ouvidos&rdquo; da política ficaram atentos quando Cid Gomes, no discurso de inauguração do novo prédio da Assembleia, disse o seguinte: &ldquo;Tenho certa facilidade para reconhecer pessoas que nasceram para liderar, para comandar. Estão aqui, ao meu lado, duas destas duas pessoas: Roberto Claúdio e Domingos Filho&rdquo;. O primeiro trabalha para ser a opção do PSB em Fortaleza. O segundo, é bem cotado na bolsa de apostas de 2014. Em sua fala, o vice-governador Domingos Filho relatou a saga para levantar os recursos da obra que abrigará o moderno Centro de Multiuso do Poder Legislativo, com sete pavimentos.<br /><br /><strong>PADRÃO COPA<br /></strong>A imprensa sudestina coloca o Ceará na lista de sete estados que precisam se desvencilhar de leis locais que proíbem a venda de bebidas nos estádios de futebol. É falso. Não existe lei específica. Nos estádios do Ceará, a venda não ocorre por causa de um acordo firmado, inclusive, com os clubes. Em Fortaleza, também não há lei nesse sentido, mas somente uma regra que proíbe a venda em um raio nas imediações dos estádios. Na Copa da Alemanha, em 2006, apenas a cerveja era vendida livremente, mas custava caro para os padrões brasileiros. Um Euro para o refil (copo de plástico rígido com a marca do patrocinador) e mais cinco Euros para o líquido (500 ml). A preço de hoje, aproximadamente R$ 15,00.</p>]]></description>
             
	     <pubDate>Sáb, 24 Mar 2012 14:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Por enquanto, a saída é o aeroporto</category>
             <title>Por enquanto, a saída é o aeroporto</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/03/22/noticiasfabiocampos,2806179/por-enquanto-a-saida-e-o-aeroporto.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 22 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Cada qual no seu quadrado</category>
             <title>Cada qual no seu quadrado</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/03/17/noticiasfabiocampos,2803492/cada-qual-no-seu-quadrado.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 17 Mar 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>E assim caminha a aliança</category>
             <title>E assim caminha a aliança</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/03/15/noticiasfabiocampos,2801872/e-assim-caminha-a-alianca.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 15 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Lei é lei, pero no mucho</category>
             <title>Lei é lei, pero no mucho</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/03/10/noticiasfabiocampos,2799180/lei-e-lei-pero-no-mucho.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 10 Mar 2012 14:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>A arte de chutar o próprio traseiro</category>
             <title>A arte de chutar o próprio traseiro</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/03/08/noticiasfabiocampos,2797542/a-arte-de-chutar-o-proprio-traseiro.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 08 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Os braços da Política</category>
             <title>Os braços da Política</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/03/03/noticiasfabiocampos,2794815/os-bracos-da-politica.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sáb, 03 Mar 2012 15:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O polegar, o indicador e o médio</category>
             <title>O polegar, o indicador e o médio</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2012/03/01/noticiasfabiocampos,2793435/o-polegar-o-indicador-e-o-medio.shtml</link>
             
	     <pubDate>Qui, 01 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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