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	<title>Sobre Psico</title>
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		<title>Enquanto isso, no consultório&#8230; #humor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Schmidt Raddatz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 23:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8211; Deus, trouxe uma pessoa para ajudá-lo em sua crise existencial! [Adão] &#8211; Diga olá para Sigmund Freud! [Adão] &#8211; Bom dia cavalheiros. [Freud] &#8211; Adão, onde diabos você conhece o Freud? [Freud] &#8211; Terapia de casal! [Adão]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-352 size-full" src="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/tirinhas_01.jpg" alt="" width="650" height="201" srcset="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/tirinhas_01.jpg 650w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/tirinhas_01-300x93.jpg 300w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<blockquote><p>&#8211; Deus, trouxe uma pessoa para ajudá-lo em sua crise existencial! [Adão]<br />
&#8211; Diga olá para Sigmund Freud! [Adão]<br />
&#8211; Bom dia cavalheiros. [Freud]<br />
&#8211; Adão, onde diabos você conhece o Freud? [Freud]<br />
&#8211; Terapia de casal! [Adão]</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Os transtornos mentais ilustrados!</title>
		<link>https://sobrepsico.com.br/os-transtornos-mentais-ilustrados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Schmidt Raddatz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 23:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Você seria capaz de, observando uma figura, reconhecer que transtorno psicológico está sendo representado?  Patrick Smith, designer inglês, criou sete figuras ilustrando alguns transtornos mentais bem conhecidos com o objetivo de chamar atenção para o problema e tentar conseguir uma parceria com alguma instituição de saúde mental que publicasse e divulgasse os desenhos. Ele acabou não&#8230;&#160;<a href="https://sobrepsico.com.br/os-transtornos-mentais-ilustrados/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Os transtornos mentais ilustrados!</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você seria capaz de, observando uma figura, reconhecer que transtorno<br />
psicológico está sendo representado?  Patrick Smith, designer inglês,<br />
criou sete figuras ilustrando alguns transtornos mentais bem conhecidos<br />
com o objetivo de chamar atenção para o problema e tentar conseguir uma<br />
parceria com alguma instituição de saúde mental que publicasse e<br />
divulgasse os desenhos. Ele acabou não conseguindo a parceria, mas<br />
postou seus trabalhos na internet para que possam ser impressos e<br />
utilizados para alertar a sociedade e para gerar discussões sobre o<br />
assunto.</p>
<p>Esse é o exemplo da ilustração do TOC</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-354 size-full" src="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/TOC.jpeg" alt="" width="480" height="466" srcset="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/TOC.jpeg 480w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/TOC-300x291.jpeg 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></p>
<p>Legal né? Para conferir mais imagens, visite o site:<br />
<a href="http://www.adaptcreative.co.uk/2010/08/mental-disorder-posters/">http://www.adaptcreative.co.uk/2010/08/mental-disorder-posters/</a></p>
<p>Confira, na íntegra, a entrevista bem interessante que  revista Galileu<br />
fez com Patrick:</p>
<p><strong>De onde você tirou a ideia para fazer a série de desenhos?</strong></p>
<p>Eu queria dar um tempo nos trabalhos comercias que estava fazendo e<br />
criar algo para o bem da sociedade. Sinto uma certa proximidade com o<br />
tema do Transtorno Obsessivo Compulsivo, embora não sofra com ele. Foi<br />
por aí que comecei.</p>
<p><strong>Você já trabalhou com o minimalismo antes?</strong></p>
<p>Sim, na maior parte do meu trabalho. Eu me aproximo desse estilo<br />
naturalmente. Nesse caso, foi uma escolha deliberada &#8212; eu queria<br />
atingir uma audiência de pessoas socialmente engajadas e que gostassem<br />
de design. Também queria captar a atenção das pessoas, o que é<br />
necessário num mundo cheio de barulho como o nosso.</p>
<p><strong>Onde você pesquisou sobre os transtornos?</strong></p>
<p>Obviamente, comecei pela Wikipedia e cheguei rapidamente ao Manual<br />
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais [um manual usado nos<br />
Estados Unidos que apresenta critérios para a classificação dos<br />
transtornos mentais]</p>
<p><strong>Você fez um desenho para o Transtorno de Identidade de Gênero. Mas<br />
depois você voltou atrás e rabiscou o pôster. Por quê?</strong></p>
<p>A controvérsia causada por esse pôster não aconteceu por causa da minha<br />
ilustração. Ela veio por causa da definição de identidade de gênero como<br />
uma desordem. Isso é uma questão em debate, e eu não estava envolvido<br />
nela antes de produzir meu trabalho. Aprender mais sobre o assunto me<br />
deu uma nova perspectiva.</p>
<p><strong>Qual o seu desenho favorito?</strong></p>
<p>O do Transtorno Obsessivo Compulsivo.</p>
<p><strong>Por que você abandonou a ideia de uma parceria com instituições de<br />
saúde mental?</strong></p>
<p>Eu estava em busca de opções, mas acabei não tendo tempo para isso.<br />
Fazer essa parceria dar certo, teria exigido muito trabalho. De qualquer<br />
jeito, estou feliz que agora as pessoas possam fazer o download desses<br />
pôsteres e propagá-los, imprimir ou publicá-los. Minha intenção foi dar<br />
início a uma discussão sobre o tema.</p>
<p><strong>Com o sucesso que a série alcançou, você já pensou em fazer<br />
ilustrações de outros transtornos?</strong></p>
<p>É engraçado que eu tenha pessoas me enviando suas próprias<br />
interpretações dos pôsteres ou sugerindo outras definições. Parece haver<br />
um interesse nisso, e eu gostaria de continuar com a série. Não tenho<br />
uma lista neste momento &#8212; para isso eu precisarei fazer mais pesquisas!</p>
<p>FONTE:</p>
<p><a href="http://www.adaptcreative.co.uk/2010/08/mental-disorder-posters/">http://www.adaptcreative.co.uk/2010/08/mental-disorder-posters/</a></p>
<p><a href="http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI298869-17770,00-TRANSTORNOS+MENTAIS+VIRAM+ARTE.html">http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI298869-17770,00-TRANSTORNOS MENTAIS VIRAM ARTE.html</a></p>
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		<title>Queda prohibido &#8211; Pablo Neruda</title>
		<link>https://sobrepsico.com.br/queda-prohibido-pablo-neruda/</link>
					<comments>https://sobrepsico.com.br/queda-prohibido-pablo-neruda/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Schmidt Raddatz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 22:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sobrepsico.com.br/?p=199</guid>

					<description><![CDATA[Feriadinho de carnaval e o Sobrepsico vai descansar por uns dias! Então, deixaremos aqui uma mensagem para reflexão da vida. Não é uma mensagem terapêutica, apenas para reflexão! E deixo ela em espanhol por que é original, lida e escrita assim por Pablo Neruda! #enjoy QUEDA PROHIBIDO ! Queda prohibido llorar sin aprender, levantarte un&#8230;&#160;<a href="https://sobrepsico.com.br/queda-prohibido-pablo-neruda/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Queda prohibido &#8211; Pablo Neruda</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-324" src="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Garden1.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p>Feriadinho de carnaval e o Sobrepsico vai descansar por uns dias! Então,<br />
deixaremos aqui uma mensagem para reflexão da vida. Não é uma mensagem<br />
terapêutica, apenas para reflexão! E deixo ela em espanhol por que é<br />
original, lida e escrita assim por Pablo Neruda! #enjoy</p>
<blockquote><p><strong>QUEDA PROHIBIDO !</strong><br />
Queda prohibido llorar sin aprender,<br />
levantarte un día sin saber que hacer,<br />
tener miedo a tus recuerdos.<br />
Queda prohibido no sonreír a los problemas,<br />
no luchar por lo que quieres,<br />
abandonarlo todo por miedo,<br />
no convertir en realidad tus sueños.<br />
Queda prohibido no demostrar tu amor,<br />
hacer que alguien pague tus deudas y el mal humor.<br />
Queda prohibido dejar a tus amigos,<br />
no intentar comprender lo que vivieron juntos,<br />
llamarles solo cuando los necesitas.<br />
Queda prohibido no ser tú ante la gente,<br />
fingir ante las personas que no te importan,<br />
hacerte el gracioso con tal de que te recuerden,<br />
olvidar a toda la gente que te quiere.<br />
Queda prohibido no hacer las cosas por ti mismo,<br />
tener miedo a la vida y a sus compromisos,<br />
no vivir cada día como si fuera un ultimo suspiro.<br />
Queda prohibido echar a alguien de menos sin<br />
alegrarte, olvidar sus ojos, su risa,<br />
todo porque sus caminos han dejado de abrazarse,<br />
olvidar su pasado y pagarlo con su presente.<br />
Queda prohibido no intentar comprender a las personas,<br />
pensar que sus vidas valen mas que la tuya,<br />
no saber que cada uno tiene su camino y su dicha.<br />
Queda prohibido no crear tu historia,<br />
no tener un momento para la gente que te necesita,<br />
no comprender que lo que la vida te da, también te lo quita.<br />
Queda prohibido no buscar tu felicidad,<br />
no vivir tu vida con una actitud positiva,<br />
no pensar en que podemos ser mejores,<br />
no sentir que sin ti este mundo no sería igual.<br />
<strong>Pablo Neruda</strong></p></blockquote>
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		<title>E no consultório do Freud&#8230; #humor</title>
		<link>https://sobrepsico.com.br/e-no-consultorio-do-freud-humor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Schmidt Raddatz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 22:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8211; Então senhor Deus, quando você começou a se achar o dono do mundo? [Freud] &#8211; Eu não &#8220;comecei a me achar&#8221;, eu &#8220;sou&#8221; o dono do mundo! [Deus] &#8211; Precisa deste tom sarcástico e irritado? [Freud] &#8211; Eu não estou irritado! [Deus] &#8211; Me fale sobre seus pais. [Freud] &#8211; Eu não tive pais!!!&#8230;&#160;<a href="https://sobrepsico.com.br/e-no-consultorio-do-freud-humor/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">E no consultório do Freud&#8230; #humor</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-353 size-full" src="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/tirinhas_03.jpg" alt="" width="650" height="401" srcset="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/tirinhas_03.jpg 650w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/tirinhas_03-300x185.jpg 300w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<blockquote><p>&#8211; Então senhor Deus, quando você começou a se achar o dono do mundo? [Freud]<br />
&#8211; Eu não &#8220;comecei a me achar&#8221;, eu &#8220;sou&#8221; o dono do mundo! [Deus]<br />
&#8211; Precisa deste tom sarcástico e irritado? [Freud]<br />
&#8211; Eu não estou irritado! [Deus]<br />
&#8211; Me fale sobre seus pais. [Freud]<br />
&#8211; Eu não tive pais!!! [Deus]<br />
&#8211; Isso explica tudo. [Freud]<br />
&#8211; Aaaaah!!! [Deus]</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Conheça a senhora das Imagens!</title>
		<link>https://sobrepsico.com.br/conheca-a-senhora-das-imagens/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Schmidt Raddatz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 22:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[imagens do inconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[Jung]]></category>
		<category><![CDATA[museu do inconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[Nise]]></category>
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					<description><![CDATA[Você conhece Nise da Silveira? Pois bem, ela é considerada uma das mentes influentes do movimento anti manicomial que aconteceu no Brasil. trabalhando dentro de um hospital psiquiátrico e tendo que tratar seus pacientes com os métodos da época como lobotomia e eletrochoque, ela decidiu, então, que não era mais psiquiatra e resolveu abrir um&#8230;&#160;<a href="https://sobrepsico.com.br/conheca-a-senhora-das-imagens/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Conheça a senhora das Imagens!</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-340 size-full" src="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/nise1.jpg" alt="" width="241" height="233" /></p>
<p>Você conhece Nise da Silveira? Pois bem, ela é considerada uma das<br />
mentes influentes do movimento anti manicomial que aconteceu no Brasil.<br />
trabalhando dentro de um hospital psiquiátrico e tendo que tratar seus<br />
pacientes com os métodos da época como lobotomia e eletrochoque, ela<br />
decidiu, então, que não era mais psiquiatra e resolveu abrir um espaço<br />
ocupacional para seus pacientes, tendo assim muito mais resultados<br />
clínicos do que o esperado!</p>
<p>Com os trabalhos artísticos que os pacientes desenvolviam em crise,<br />
Nise organizou o Museu de Imagens do Inconsciente(confira no link<br />
abaixo)  e levou parte das obras  para Zurique no II Congresso<br />
Internacional de Psiquiatria, em 1957 sendo visitado por Carl Gustav<br />
Jung.</p>
<p>A abordagem de Nise incluía atividades como pintura, escultura e modelagem para pacientes. Ela acreditava que essas formas de expressão permitiam que os pacientes explorassem seus sentimentos e emoções de maneira não verbal, facilitando a cura.</p>
<p>Nise da Silveira escreveu vários livros importantes, incluindo &#8220;Imagens do Inconsciente&#8221;, onde ela documentou o trabalho dos pacientes do Hospital Pedro II. Seu legado continua influenciando a prática da psiquiatria e da psicologia no Brasil e além.</p>
<p>o longo de sua vida, Nise recebeu várias homenagens e reconhecimentos por seu trabalho inovador. Em 1981, foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz.</p>
<p>Em sua homenagem, foi criado o Instituto Nise da Silveira (INNIS), no Rio de Janeiro, que continua seu trabalho de pesquisa e tratamento em saúde mental, seguindo seus princípios humanitários e terapêuticos.</p>
<p>A contribuição de Nise da Silveira para a psiquiatria e a saúde mental é amplamente reconhecida no Brasil e internacionalmente, e seu trabalho continua inspirando profissionais e pesquisadores na área.</p>
<p><strong>Museu Imagens do Inconsciente:</strong> <a href="http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br/">http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como os psicólogos se veem?</title>
		<link>https://sobrepsico.com.br/como-os-psicologos-se-veem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Schmidt Raddatz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 22:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma imagem bem humorada ilustrando como os psicólogos de diferentes áreas se veem!! #enjoy]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-290 size-full" src="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/155399_352027434815459_100000246159502_1357970_1983264374_n.jpg" alt="" width="960" height="538" srcset="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/155399_352027434815459_100000246159502_1357970_1983264374_n.jpg 960w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/155399_352027434815459_100000246159502_1357970_1983264374_n-300x168.jpg 300w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/155399_352027434815459_100000246159502_1357970_1983264374_n-768x430.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>Uma imagem bem humorada ilustrando como os psicólogos de diferentes<br />
áreas se veem!! #enjoy</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Fobia Social</title>
		<link>https://sobrepsico.com.br/fobia-social/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Schmidt Raddatz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 22:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Muito frequente na adolescência, a fobia social caracteriza-se, segundo o DSM IV, por ser &#8216;um medo acentuado e persistente de situações sociais ou de desempenho nas quais o indivíduo poderia sentir vergonha.&#8217; Esse comportamento fóbico atrapalha a convivência social e impede que a pessoa intervenha nos campos afetivos, profissionais e sociais. Alguns sintomas são característicos&#8230;&#160;<a href="https://sobrepsico.com.br/fobia-social/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Fobia Social</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-322 size-large" src="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/fobia-social-6-1024x995.jpg" alt="" width="1024" height="995" srcset="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/fobia-social-6-1024x995.jpg 1024w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/fobia-social-6-300x291.jpg 300w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/fobia-social-6-768x746.jpg 768w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/fobia-social-6.jpg 1089w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Muito frequente na adolescência, a fobia social caracteriza-se, segundo o DSM<br />
IV, por ser &#8216;um medo acentuado e persistente de situações sociais ou de<br />
desempenho nas quais o indivíduo poderia sentir vergonha.&#8217; Esse<br />
comportamento fóbico atrapalha a convivência social e impede que a<br />
pessoa intervenha nos campos afetivos, profissionais e sociais.</p>
<p>Alguns sintomas são característicos como:</p>
<p>-Medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais;</p>
<p>-A Exposição à situação social temida, quase sempre provoca ansiedade<br />
ligado a um ataque de pânico;</p>
<p>-A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional;</p>
<p>-As situações temidas são evitadas ou suportadas com intensa ansiedade;</p>
<p>-A esquiva ou sofrimento na situação social temida interfere<br />
significativamente na rotina, no funcionamento ocupacional, em<br />
atividades sociais ou relacionamentos;</p>
<p>Todos esses sintomas devem ser apresentados no mínimo por seis meses<br />
para poder se caracterizar em Fobia social, mas para complementar o seu<br />
conhecimento sobre esse assunto, trouxemos uma entrevista do Dr. Dráuzio<br />
Varela com o Dr. *<em>Márcio Bernik</em>* Doutor em Medicina,<br />
Médico-assistente, Coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Instituto<br />
de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.</p>
<p>Segue a entrevista na íntegra:</p>
<p><strong>Drauzio &#8212; O que é fobia social</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Ansiedade social todos nós temos. É normal sentir<br />
certo grau de preocupação com a imagem e ao falar com uma autoridade ou<br />
com uma pessoa que não conhecemos, mas a maioria consegue lidar com essa<br />
sensação de desconforto. Algumas pessoas, porém, chegam a evitá-la de<br />
modo tão intenso que comprometem a qualidade de vida. Esse tipo de<br />
esquiva fóbica é o que chamamos de fobia social.</p></blockquote>
<p><strong>Drauzio &#8212; O homem é um animal social. Viver em sociedade foi<br />
fundamental para a sobrevivência da espécie. O que justifica esse<br />
transtorno de comportamento?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Todos os animais sociais defendem a própria vida<br />
e seu nicho social com a mesma intensidade, não pela sobrevivência da<br />
espécie, mas para que seus genes sobrevivam e passem adiante. Para<br />
deixar descendentes viáveis, eles precisam estar vivos e inseridos<br />
socialmente pelo menos de forma razoável. Por isso, os animais sociais<br />
protegem sua imagem e sua posição na hierarquia social.<br />
Pacientes com fobia social têm sensibilidade mais aguçada para se<br />
sentirem humilhados ou rejeitados em contextos interpessoais, ou seja,<br />
em contextos que incluam pessoas desconhecidas, pouco íntimas ou muito<br />
críticas, do sexo oposto, ou autoridades. Por trás disso, existe o<br />
medo excessivo de ficarem embaraçados ou humilhados na frente dos<br />
outros. Essa é a essência da fobia social.</p></blockquote>
<p><strong>Drauzio &#8212; Quando precisamos falar em público e vemos as pessoas<br />
olhando para nós, não há quem não sinta uma descarga de adrenalina.</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Esse terror de palco que todos os atores dizem<br />
sentir em alguns momentos chama-se ansiedade de desempenho e aparece<br />
nos fóbicos sociais de forma intensa. Em casos mais leves de fobia<br />
social, os pacientes são tomados por ansiedade excessiva quando<br />
desempenham tarefas na frente dos outros, como comer num restaurante,<br />
assinar um cheque ou outro documento qualquer, participar de uma<br />
dinâmica de grupo, de um seminário na faculdade, de uma entrevista de<br />
emprego e, principalmente, falar em público. À medida que esse<br />
transtorno evolui, passa para um tipo que chamamos de generalizado e,<br />
além das situações de desempenho, a pessoa evita as que favorecem o<br />
contato interpessoal (ir a festas, ser apresentada a estranhos,<br />
iniciar uma paquera) e nas quais é indispensável perceber como está<br />
sendo sua aceitação pelo outro, a fim de nortear a pauta para seu<br />
comportamento.<br />
A grande diferença entre a fobia social e as outras fobias é que o<br />
maior temor do paciente fóbico social não é de todo ilógico. Ele teme<br />
ser avaliado e de fato está sob avaliação num número enorme de<br />
situações. Na verdade, todos nós estamos sendo avaliados o tempo todo.</p></blockquote>
<h3>DIFICULDADE NAS CRIANÇAS</h3>
<p><strong>Drauzio &#8212; Algumas crianças têm muita dificuldade de relacionamento<br />
com pessoas estranhas. Você chega perto, elas correm e agarram-se na<br />
mãe. As fobias sociais começam a instalar-se na infância ou surgem mais<br />
na vida adulta?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Muitos pacientes relatam, se não o início da fobia<br />
social, pelo menos um certo evitar das situações sociais na infância.<br />
Eram crianças que se escondiam atrás da mãe quando chegava um amigo da<br />
família em casa. Diferentes daquelas que têm essa reação no começo, mas<br />
dali a pouco estão sentadas no colo da visita, chamando-a de tia ou tio,<br />
querendo saber o que faz e onde mora, uma vez que não têm inibição<br />
comportamental perante adultos, as que se retraem correm maior risco de<br />
desenvolver o problema mais tarde.</p></blockquote>
<p><strong>Drauzio &#8212; O que se pode fazer nesses casos de timidez excessiva?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8211;</strong> O que mais se tem discutido hoje é como intervir<br />
precocemente, porque a fobia social está ligada a uma série de<br />
complicações. Fobia social aumenta o risco de abuso de álcool e de<br />
outras drogas até porque a pessoa não consegue lidar muito bem com a<br />
pressão exercida por seus pares e acaba virando maria-vai-com-as-outras.<br />
Aumenta, também, o risco para depressão e problemas de ansiedade na vida<br />
adulta.</p></blockquote>
<p><strong>FRONTEIRA ENTRE FOBIA SOCIAL E TIMIDEZ</strong></p>
<p><strong>Drauzio &#8212; Qual a fronteira entre timidez aceitável e fobia social?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Não existe fronteira nítida. Como todos os<br />
problemas de ansiedade fazem parte da vida psíquica normal (todos nós<br />
sentimos ansiedade em algumas ocasiões e sob certas circunstâncias),<br />
estabelecer uma linha divisória entre timidez e fobia social não é uma<br />
questão de branco e preto. Existe uma série de gradações de cinza que<br />
precisa ser observada.<br />
O que vai mostrar o momento de interferir são os prejuízos na vida da<br />
pessoa. Se ela é mais tímida e inibida, mas tem amigos, participa das<br />
entrevistas de emprego, não é solitária, consegue estabelecer<br />
relacionamentos românticos, a timidez é um traço de personalidade e<br />
não está prejudicando sua vida. Entretanto, se impedida pela timidez,<br />
não consegue encarar essas situações rotineiras e torna-se solitária,<br />
precisa de tratamento.</p></blockquote>
<p><strong>CAUSAS</strong></p>
<p><strong>Drauzio &#8212;  São conhecidas as causas da fobia social?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> A fobia social é extremamente complexa na sua<br />
origem. No transtorno de pânico, por exemplo, a possibilidade de<br />
ocorrência da doença por fatores genéticos gira  em torno de 70% e os<br />
fatores ambientais pesam pouco; na fobia social, ao contrário, apenas<br />
por volta de 30% dos casos podem ser atribuídos a causas genéticas. O<br />
restante se deve a vivências complexas.<br />
A criança nasce numa família e os pais constituem o primeiro modelo<br />
que conhece.   Observar como eles lidam com a adversidade, se veem o<br />
ambiente social como fonte de prazer e alegria ou como algo<br />
desconfortável e ameaçador, se são tímidos ou têm muitos amigos com<br />
filhos de idade próxima com os quais ela aprende a conviver de maneira<br />
harmoniosa, essa experiência precoce é muito importante.<br />
Crianças provocadas e maltratadas pelos colegas de escola, que<br />
vivenciam experiências marcantes de rejeição e sofrimento no<br />
relacionamento interpessoal, são mais suscetíveis ao aparecimento da<br />
fobia social na vida adulta. No Brasil, essa questão não é muito<br />
discutida. Na Inglaterra, porém, não faz muito tempo, houve casos de<br />
suicídio de crianças que deixaram cartas acusando a escola de não as<br />
ter protegido contra situações desse tipo e foi organizada uma<br />
campanha para que os adultos interferissem um pouco mais nas relações<br />
entre os jovens a fim de evitar fatos como esses.<br />
Na verdade, a provocação entre crianças é um caminho de duas mãos:<br />
tanto a criança mais tímida e fóbico-social é vítima fácil dos<br />
gozadores de plantão, quanto a vitimização faz com que a criança<br />
torne-se mais tímida e fóbica social.</p></blockquote>
<p><strong>Drauzio &#8212; As características físicas da criança colaboram para seu<br />
maior retraimento social?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8211;</strong> Vários trabalhos  tentaram demonstrar que a<br />
aparência física &#8212; crianças muito bonitas, com alguma deformidade ou<br />
qualquer outra característica diferente &#8212; pode representar um fator de<br />
risco importante. Outros estudos tentaram mostrar que são vitimizadas as<br />
crianças migrantes com sotaque diferente ou aquelas que foram<br />
transferidas da escola pública para a escola privada porque os pais<br />
ascenderam socialmente, mas não compartilham os códigos culturais do<br />
novo ambiente. Entretanto, a maioria dos trabalhos demonstra que esses<br />
fatores não têm importância. A fobia social está ligada ao temperamento<br />
da pessoa e à sua maneira de lidar com a pressão do grupo a que todos<br />
estamos expostos.</p></blockquote>
<p>MANIFESTAÇÃO NOS ADOLESCENTES</p>
<p><strong>Drauzio &#8212; Na adolescência, especialmente, somos muito mais sensíveis<br />
à pressão do grupo. Adolescentes se vestem mais ou menos do mesmo jeito,<br />
usam corte de cabelo parecido e têm comportamento semelhante. Qualquer<br />
diferença é entendida como oposição e o jovem é rejeitado pelo grupo.<br />
Como isso se reflete na incidência de fobia social?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> A inibição comportamental começa na infância, mas<br />
a maioria dos pacientes relata que os problemas surgiram na<br />
adolescência. Uma coisa importante, nem sempre valorizada pelos pais e<br />
pela escola, e que protege a criança contra o desenvolvimento da fobia<br />
social, é a oportunidade de aceitação num grupo em que consiga<br />
destacar-se de alguma forma.<br />
Vou citar um exemplo interessante. Ratos têm uma hierarquia social<br />
muito rígida. Na comunidade, soltos na natureza, ratinhos de baixa<br />
hierarquia social fogem do grupo e formam novas colônias ou migram<br />
para outras onde gozam de melhor posição. De certa forma, esse modo de<br />
lidar com a pressão competitiva preserva a espécie. No entanto, se<br />
mantidos numa gaiola de laboratório, ratos de hierarquia social mais<br />
baixa têm aumento grande na produção de cortisol, alterações<br />
metabólicas e morrem mais por estresse. Estabelecendo um paralelo meio<br />
maluco com os humanos, se o filho não tem jeito para futebol e insiste<br />
em fazer teatro ou tocar piano, não adianta o pai opor-se. Inscrever o<br />
garoto numa escola de esporte, e obrigá-lo a praticar uma atividade em<br />
que vai ser o pior da turma e na qual nunca se destacará é<br />
contraproducente. A falta de vivência de aceitação é fator de risco<br />
para a fobia social, que pode não ser um distúrbio apenas<br />
geneticamente determinado, mas sofre forte influência do meio para<br />
instalar-se.</p></blockquote>
<p><strong>Drauzio &#8212; Como os pais podem reconhecer a fobia social nos seus<br />
filhos?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Se quiserem, basta olhar para perceber. É a<br />
criança que não quer ir a festas, que se recusa a interagir com outras<br />
crianças da mesma idade, ou se queixa de dor de barriga na hora da<br />
aula.<br />
Diante da recusa em ir para a escola, os pais devem tomar a iniciativa<br />
de falar com os professores para verificar se alguma coisa não está<br />
indo bem com a criança. Às vezes, mudá-la de classe é suficiente. Se<br />
não for, a mudança de escola pode propiciar-lhe outra chance de<br />
interação. Como se fosse um reset de computador, lhe será oferecida a<br />
oportunidade de começar de novo em outro ambiente.<br />
Entretanto, se os pais perceberem que faltam habilidades sociais a<br />
essa criança, vale a pena investir num tratamento para desenvolvê-las<br />
e treiná-las, o que não é nada fácil.</p></blockquote>
<p><strong>EVOLUÇÃO DO TRANSTORNO</strong></p>
<p><strong>Drauzio &#8212; O ideal seria que os pais identificassem o problema tão<br />
logo a criança e/ou o adolescente começassem a apresentar dificuldades<br />
no relacionamento social. Quando isso não acontece, como evoluem esses<br />
casos? O que acontecesse com essas pessoas quando se tornam adultas?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> A história natural de jovens não tratados ou<br />
tratados com terapias inadequadas é procurar ajuda entre os 20 e os 25<br />
anos de idade. Nessa fase da vida, as exigências são maiores. A pessoa<br />
pode estar na faculdade, onde precisa apresentar seminários e trabalhos<br />
em grupo, tem as primeiras experiências em estágios e fica clara a<br />
necessidade de estabelecer um grupo de amigos ou relacionamentos<br />
românticos. Quando procura tratamento só dez anos mais tarde, aos 35, 40<br />
anos, a tendência é já ter manifestado depressão secundária ou certo<br />
consumo excessivo de álcool. A cada década que passa, o comprometimento<br />
da vida pessoal é um pouco maior.</p></blockquote>
<p><strong>Drauzio &#8212; Como se estabelece a necessidade de começar o tratamento?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Sempre são levados em conta os prejuízos que a<br />
fobia social provoca na vida da pessoa, sua incapacitação para trabalhar<br />
e estabelecer relacionamentos ou um comportamento de esquiva fóbica<br />
evidente. Mesmo que não ocorra grande prejuízo funcional ou sofrimento<br />
excessivo &#8212; &#8220;Consigo ir a festas e fazer seminários, mas depois parece<br />
que fui atropelado por um trem&#8221; &#8211;, essas queixas indicam que o portador<br />
atingiu um limiar que indica a necessidade de tratamento.</p></blockquote>
<p>VIVÊNCIA DE ACEITAÇÃO</p>
<p><strong>Drauzio &#8212; Quando comecei a dar aulas em cursinho, tinha dezoito anos.<br />
Meus alunos geralmente eram mais velhos e eu enfrentava salas enormes<br />
com 300, 400 estudantes com tranquilidade. Quando entrava num<br />
restaurante, porém, sentava na primeira mesa ou, no cinema ou no teatro,<br />
jamais passava pelo corredor na frente das poltronas, porque ficava<br />
muito sem graça. Há fobias pontuais, que se manifestam em determinadas<br />
situações?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Se conversarmos com pessoas que não são<br />
portadoras de fobia social, veremos que todas mostram preocupação com<br />
o outro ou com a própria imagem, em algumas situações específicas.<br />
Talvez o único momento em que deixamos de ter consciência de nosso<br />
corpo e nossa alma é no cinema, envolvidos com o enredo e as<br />
personagens. Saiu disso, sempre existe um grau de preocupação sobre o<br />
que estamos falando, sobre nossa imagem e a adequação de nossos atos.<br />
Se perguntarmos, porém, o que causa mais constrangimento, a imensa<br />
maioria dirá que é falar em público. Aos dezoito anos, falar para uma<br />
platéia de 300, 400 alunos é uma tarefa dura para qualquer pessoa. No<br />
entanto, experiências vivenciadas com sucesso são reforçadoras de<br />
comportamento. Se você deu uma aula para trezentos estudantes e sentiu<br />
que pelo menos alguns gostaram do que foi dito, recebeu um estímulo<br />
para continuar dando aulas.<br />
Vou citar outro exemplo. Um paciente, rapaz de dezoito anos, depois de<br />
muita conversa e muito estímulo, conseguiu ir à danceteria e ficar com<br />
uma menina com quem trocou dois ou três beijinhos. Na seção de<br />
psicoterapia que se seguiu, ele me disse que aqueles beijos foram<br />
muito mais importantes para continuar frequentando as danceterias do<br />
que os dois anos de terapia que tinha feito antes. Isso prova que a<br />
vivência de aceitação é um estímulo extremamente importante para a<br />
pessoa continuar a desempenhar seu papel social.</p></blockquote>
<p><strong>SINTOMAS</strong></p>
<p><strong>Drauzio &#8212; O que acontece com o corpo da pessoa nesses momentos de<br />
ansiedade e pânico?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Vamos imaginar que eu tenha fobia por aranhas e<br />
de repente me caia uma no colo. Posso ter uma crise de pânico, mas<br />
isso não quer dizer que sou portador do transtorno de pânico, porque<br />
esse advém do azul do céu, sem nada de específico ou palpável que<br />
possa justificá-lo.<br />
O paciente com fobia social, se exposto subitamente a uma situação<br />
difícil, pode ter manifestações corporais como ansiedade, taquicardia,<br />
sudorese abundante, falta de ar, mãos geladas e úmidas, dor de<br />
barriga, diarreia, urgência miccional, ondas de calor, rosto<br />
ruborizado, tonturas. São manifestações chamadas de hiperatividade<br />
autonômica, ou seja, hiperatividade do sistema nervoso autônomo.<br />
Em outros pacientes, esses sintomas não são importantes. O que chama a<br />
atenção é a intensidade de pensamentos e a avaliação negativa. É o<br />
aspecto intelectual, digamos assim. A pessoa só percebe as dicas de<br />
não aceitação do ambiente. Exemplo: o fóbico social foi a uma festa e,<br />
no dia seguinte, lembra de todos que não o cumprimentaram, do<br />
anfitrião que mal falou com ele quando chegou, das pessoas com quem<br />
tentou conversar, mas deixaram o  assunto morrer. Nunca se lembra,<br />
porém, daquelas que o abraçaram, sorriram e ficaram felizes por ele<br />
ter aceitado o convite e ido à festa.<br />
É como se a fobia social provocasse um desvio de memória e atenção que<br />
só deixasse perceber os estilos ameaçadores. Isso é comum nas pessoas<br />
ansiosas, uma vez que elas só percebem o que está dando errado, os<br />
revezes, e nada do que está dando certo.</p></blockquote>
<p><strong>TRATAMENTO</strong></p>
<p><strong>Drauzio &#8212; Como deve ser o tratamento de uma pessoa com fobia<br />
social?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> O tratamento da fobia social requer sempre<br />
múltiplas abordagens, visto não ser uma doença de causas biológicas<br />
somente, nem de causas psicológicas apenas. Há vários indícios de que<br />
certos indivíduos têm alguns sistemas serotonérgicos  diminuídos e a<br />
serotonina exerce papel importante na mediação do estresse. Esses<br />
indivíduos com tônus serotonérgico mas baixo, lidam pior com situações<br />
aversivas.<br />
Parece que também a dopamina, neurotransmissor associado com a<br />
motivação e com a busca de gratificação, está diminuída em alguns<br />
pacientes com fobia social.</p></blockquote>
<p><strong>Drauzio &#8212; Quer dizer que existe um substrato bioquímico na fobia<br />
social?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Existe e o mais importante é o hiperfuncionamento<br />
da amígdala, uma área do cérebro responsável pelo condicionamento do<br />
medo. Por exemplo, se encosto numa mesa e levo um choque forte, é a<br />
amídala que me transmite a mensagem de que encostar naquela mesa é<br />
perigoso. Do mesmo modo, viver situações sociais e simultaneamente<br />
sofrer algum tipo de constrangimento, acarreta uma sensibilização de<br />
medo à qual algumas pessoas estão mais predispostas do que outras e que<br />
tem a ver com a gênese da fobia social, do estresse pós-traumático e de<br />
vários problemas de ansiedade.</p></blockquote>
<p><strong>Drauzio &#8212; Existem medicamentos para controlar esses distúrbios?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik</strong> &#8212; Medicamentos como os antidepressivos e os<br />
tranquilizantes são necessários para apagar o excesso de reatividade<br />
emocional e ansiedade. Entretanto, nenhum medicamento vai ensinar um<br />
homem de 35 anos a conversar com uma mulher, coisa que deveria ter<br />
aprendido num bailinho aos onze, doze anos de idade.<br />
Existem aspectos que não são biológicos, que dependem de aprendizado,<br />
de desenvolvimento da personalidade. Essas situações requerem um tipo<br />
treinamento chamado tratamento de habilidades sociais, que pressupõe<br />
aprender a fazer e a receber elogios, a reclamar, a posicionar-se e a<br />
exigir os direitos que lhe cabem, a falar em público.<br />
O passo seguinte é a terapia de suposição. Pede-se que, dentro de uma<br />
hierarquia razoável, a pessoa se exponha aos piores medos de forma<br />
sistemática, gradual e progressiva de modo a ir obtendo vivências de<br />
sucesso, o que leva à diminuição da ansiedade antecipatória, o grande<br />
vilão que antecede ao enfrentamento das situações.</p></blockquote>
<p><strong>Drauzio &#8212; O tratamento da fobia social costuma ser longo?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8211;</strong> Não existem saídas milagrosas para tais situações.<br />
Curiosamente, porém, o tratamento não precisa ser muito longo. Em 2003,<br />
terminamos um projeto patrocinado pela FAPESP, agência que financia a<br />
pesquisa no Estado de São Paulo, comparando três tipos de tratamento<br />
para fobia social: apenas medicamentoso, apenas psicológico e o que<br />
combina as duas estratégias. Como se esperava, o tratamento combinado<br />
mostrou-se mais eficaz.</p></blockquote>
<p><strong>Drauzio &#8212; Qual foi a técnica de psicoterapia empregada?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8211;</strong> A técnica de psicoterapia consistiu em vinte<br />
sessões estruturadas, nas quais era proposto e discutido um tema.<br />
Depois, como num teatro a que chamamos de role playing, o grupo de<br />
pacientes simulava as situações ali abordadas e, como lição de casa,<br />
cabia-lhes praticar aquele aprendizado na vida real. Na sessão<br />
seguinte, o tema era retomado para analisar as dificuldades de cada um<br />
dos participantes e todo o processo era repetido com novo tema.<br />
A vantagem do tratamento combinado, além dos ótimos resultados, é o<br />
baixo custo que permite realizá-lo em instituições públicas ou escolas<br />
porque é feito em grupo (o que otimiza o uso de pessoal humano) e em<br />
tempo mais curto.</p></blockquote>
<p><strong>PREVENÇÃO</strong></p>
<p><strong>Drauzio &#8212; O que pode ser feito para prevenir o aparecimento desse<br />
tipo de transtorno social?</strong></p>
<blockquote><p><strong>Márcio Bernik &#8212;</strong> Esse é um aspecto importante do problema. Os<br />
ganhos serão muito mais limitados se o tratamento for iniciado<br />
tardiamente, quando a pessoa é mais velha e tem história de vida<br />
marcada por muito sofrimento. Por isso, é de extrema importância<br />
evitar que o caso evolua negativamente.<br />
Há vários níveis de prevenção. Primeiro: é fundamental prestar atenção<br />
nos filhos de pacientes fóbico-sociais. Eles constituem o grupo de<br />
maior risco, porque compartilham a carga genética dos pais e o<br />
ambiente em que vivem. É interessante observar que, se um dos pais é<br />
tímido, frequentemente o outro também é, o que acarreta uma<br />
similaridade de relacionamento com as crianças e de modelos de<br />
comportamento.<br />
Segundo: a prevenção também pode ser realizada nas escolas, pois nem<br />
sempre os profissionais que ali trabalham têm sensibilidade para<br />
perceber que algumas crianças estão sendo vítimas de agressões e<br />
críticas, que podem induzi-las à fobia social, especialmente se já<br />
forem portadoras de certo grau de timidez. Essas crianças precisam<br />
mudar de classe, de ambiente, precisam de proteção. Com esse objetivo,<br />
foram formados grupos nos Estados Unidos que propõem sessões de<br />
brincadeiras aos sábados reunindo crianças mais extrovertidas com as<br />
mais tímidas sob a supervisão de adultos para que as mais tímidas<br />
adquiram habilidades sociais que as pessoas mais velhas não sabem como<br />
ensinar.</p></blockquote>
<p>FONTE: <a href="http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/fobia-social/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed%3A+DrDrauzioVarella+%28Dr.+Drauzio+Varella%29&amp;utm_content=Google+Reader">http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/fobia-social/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed: DrDrauzioVarella (Dr. Drauzio Varella)&amp;utm_content=Google Reader</a></p>
<p>Referência: DSM IV</p>
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		<title>Quando digo que sou psicólogo&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Schmidt Raddatz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 22:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A imagem acima mostra algumas das situações que passamos ao contar as pessoas que somo psicólogos&#8230; Um pouco de humor é sempre bem vindo!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-298 size-full" src="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/424242_290256957694730_223799467673813_752182_1897070080_n.jpg" alt="" width="549" height="540" srcset="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/424242_290256957694730_223799467673813_752182_1897070080_n.jpg 549w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/424242_290256957694730_223799467673813_752182_1897070080_n-300x295.jpg 300w" sizes="(max-width: 549px) 100vw, 549px" /></p>
<p>A imagem acima mostra algumas das situações que passamos ao contar as<br />
pessoas que somo psicólogos&#8230; Um pouco de humor é sempre bem vindo!</p>
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		<title>Como você pretende enlouquecer?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Schmidt Raddatz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 22:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[enlouquecer]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Alves]]></category>
		<category><![CDATA[texto Rubem Alves]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontrei esse texto muito legal de Rubem Alves sobre saúde mental! Aqui ele faz uma ironia sobre o que conhecemos da loucura e sanidade num texto muito gostoso de ler! Espero que gostem e que reflitam!  O texto é longo, mas vale a leitura! #enjoy! &#8220;Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os&#8230;&#160;<a href="https://sobrepsico.com.br/como-voce-pretende-enlouquecer/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">Como você pretende enlouquecer?</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-347 size-full" src="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/saude_mental1.jpg" alt="" width="439" height="312" srcset="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/saude_mental1.jpg 439w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/saude_mental1-300x213.jpg 300w" sizes="(max-width: 439px) 100vw, 439px" /></p>
<p>Encontrei esse texto muito legal de Rubem Alves sobre saúde mental! Aqui<br />
ele faz uma ironia sobre o que conhecemos da loucura e sanidade num<br />
texto muito gostoso de ler! Espero que gostem e que reflitam!  O texto é<br />
longo, mas vale a leitura! #enjoy!</p>
<p>&#8220;Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me<br />
convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser<br />
um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas<br />
foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu<br />
me explico.</p>
<p>Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto<br />
de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros<br />
e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van<br />
Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei.<br />
Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh<br />
matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não<br />
suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma<br />
suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.</p>
<p>Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os<br />
vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será<br />
que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias<br />
comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes<br />
ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em<br />
ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que<br />
faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a<br />
vela, bastar fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja<br />
o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a<br />
coragem de pensar o que nunca pensou.</p>
<p>Pensar é uma coisa muito perigosa&#8230; Não, saúde mental elas não tinham.<br />
Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado<br />
pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam<br />
a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que<br />
citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se<br />
fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvi falar de<br />
político que tivesse estresse ou depressão. Andam sempre fortes em<br />
passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.</p>
<p>Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso<br />
apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com<br />
computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe,<br />
requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware,<br />
literalmente &#8220;equipamento duro&#8221;, e a outra denomina-se software,<br />
&#8220;equipamento macio&#8221;. O hardware é constituído por todas as coisas<br />
sólidas com que o aparelho é feito.</p>
<blockquote><p>O software é constituído por entidades &#8220;espirituais&#8221; &#8211; símbolos que<br />
formam os programas e são gravados nos disquetes.<br />
Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos<br />
do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O<br />
software é constituído por uma série de programas que ficam gravados<br />
na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na<br />
memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo<br />
&#8220;espirituais&#8221;, sendo que o programa mais importante é a linguagem.</p></blockquote>
<p>Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos<br />
no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se<br />
chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e<br />
bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no<br />
software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta<br />
um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos,<br />
somente símbolos podem entrar dentro dele.</p>
<p>Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso dos símbolos.<br />
Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale<br />
de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles<br />
podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até<br />
mesmo psicanalistas.</p>
<p>Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma<br />
peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é<br />
sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que<br />
acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas<br />
eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de<br />
som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a<br />
capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais,<br />
que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta<br />
de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no<br />
princípio: a música que saía de seu software era tão bonita que seu<br />
hardware não suportou.</p>
<blockquote><p>Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de<br />
oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca,<br />
saúde mental até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto.<br />
Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o<br />
hardware. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente<br />
contra-indicados. Já o rock pode ser tomado à vontade.<br />
Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta<br />
literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do<br />
doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais<br />
têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam<br />
diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica<br />
garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos<br />
domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.</p></blockquote>
<p>Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas<br />
como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal<br />
ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você<br />
se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente,<br />
entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como<br />
eles eram.&#8221;</p>
<blockquote><p>Rubem Alves.<br />
O autor é membro da Academia Campinense de Letras, psicanalista pela<br />
Sociedade Paulista de Psicanálise, professor-emérito da Unicamp e<br />
cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de<br />
contribuição à cultura.</p></blockquote>
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		<title>‘É só psicológico’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Schmidt Raddatz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 22:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Jung]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicológico]]></category>
		<category><![CDATA[Psique]]></category>
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					<description><![CDATA[Esses dias encontrei um trecho de um texto de Jung que me chamou muita atenção, não pelo o que ele se refere sobre sonho e interpretação de sonho, mas por se tratar de nosso descuido com a psique. É muito fácil atribuirmos o desconhecido ao &#8216;psicológico&#8217;, mas ao mesmo tempo que dizemos isso, desprezamos a&#8230;&#160;<a href="https://sobrepsico.com.br/e-so-psicologico/" class="" rel="bookmark">Continue a ler &#187;<span class="screen-reader-text">‘É só psicológico’</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-318 size-full" src="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/esser14g.jpg" alt="" width="274" height="400" srcset="https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/esser14g.jpg 274w, https://sobrepsico.com.br/wp-content/uploads/2024/04/esser14g-206x300.jpg 206w" sizes="(max-width: 274px) 100vw, 274px" /></p>
<p>Esses dias encontrei um trecho<br />
de um texto de Jung que me chamou muita atenção, não pelo o que ele se<br />
refere sobre sonho e interpretação de sonho, mas por se tratar de nosso<br />
descuido com a psique.</p>
<p>É muito fácil atribuirmos o desconhecido ao &#8216;psicológico&#8217;, mas ao mesmo<br />
tempo que dizemos isso, desprezamos a força e a função importantíssima<br />
da psique em nosso organismo.</p>
<p>Me atrevo a atribuir um título para esse parágrafo de Jung:</p>
<p><strong>&#8216;É só psicológico&#8230;&#8217;</strong></p>
<p>&#8216;Neste período da história humana em que toda a energia disponível é<br />
dedicada ao estudo e a investigação da natureza, dedica-se pouquíssima<br />
atenção à essência do homem &#8211;a sua psique- enquanto multiplicam-se as<br />
pesquisas sobre as suas funções conscientes. No entanto, as regiões<br />
verdadeiramente complexas e desconhecidas da mente, onde são produzidos<br />
os símbolos, ainda continuam virtualmente inexploradas. E é incrível<br />
que, apesar de recebermos quase todas as noites sinais enviados por<br />
estas regiões, pareça tão tedioso decifrá-los que poucas pessoas se<br />
tenham preocupado com o assunto. O mais importante instrumento do homem,<br />
a sua psique, recebe pouca atenção e é muitas vezes tratado com<br />
desconfiança e desprezo. &#8216;É apenas psicológico&#8217; é uma expressão que<br />
significa, habitualmente: &#8216;Não é nada&#8217;</p>
<p>De onde exatamente virá este imenso preconceito? Estivemos sempre tão<br />
manifestamente ocupados com o que pensamos que nos esquecemos por<br />
completo de indagar o que pensará a nosso respeito a psique<br />
inconsciente.&#8217;</p>
<p><strong>Referência:</strong></p>
<p><strong>JUNG, C G. O Homem e Seus Símbolos, 18º edição pag. 102</strong></p>
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