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	<title>Yoga</title>
	
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	<description>Blogs O Povo Online</description>
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		<title>Workshop O Caminho da Vida na Dança com William Valle em Fortaleza</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 23:11:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nello Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs O Povo]]></category>
		<category><![CDATA[Dança Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Danças Circulares Sagradas]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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		<description><![CDATA[O Caminho da Vida na Dança Com William Valle Um dos pioneiros do movimento das Danças Circulares no Brasil. DIAS 19 E 20 DE MAIO DE 2012 Investimento: O valor de R$ 200,00 à vista, ou R$ 2&#215;105,00 ou 3xR$75,00 até 19 de março de 2012. Após esta data R$ 225,00 LOCAL: Espaço Clara Luz Rua Cel. Linhares 452 – Fone: 32249832 Informações e Inscrições: (85) 88119099,8711.3074 ou  casadafelicidade.yoga@gmail.com O Caminho da Vida na Dança Seminário desenvolvido por Maria Gabrielle Wosien [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-4605" href="http://blog.opovo.com.br/yoga/workshop-o-caminho-da-vida-na-danca-com-william-valle-em-fortaleza/workshop-dancas-circulares-maio-2012-2/"><img class="alignright size-full wp-image-4605" src="http://blog.opovo.com.br/yoga/files/2012/02/Workshop-Danças-Circulares-maio-20121.jpg" alt="" width="284" height="284" /></a></p>
<p><strong>O  Caminho da Vida na Dança</strong></p>
<p><strong>Com  William Valle</strong></p>
<p><strong>Um  dos pioneiros do movimento das Danças Circulares no  Brasil.</strong></p>
<p><strong>DIAS 19 E 20 DE MAIO DE 2012</strong><strong><br />
</strong></p>
<h2><strong><br />
</strong>Investimento: O valor  de R$ 200,00 à vista, ou R$ 2&#215;105,00 ou 3xR$75,00 até 19 de março de 2012. Após  esta data R$ 225,00</h2>
<h2><strong> </strong></h2>
<h2><strong><span style="text-decoration: underline">LOCAL:  Espaço Clara Luz</span></strong></h2>
<h2><strong> Rua  Cel. Linhares 452 – Fone: 32249832</strong></h2>
<h2><strong><span style="text-decoration: underline">Informações e  Inscrições</span></strong>:</h2>
<h2><strong>(85)  88119099,8711.3074 ou  casadafelicidade.yoga@gmail.com</strong></h2>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O Caminho da Vida  na Dança</strong></p>
<p>Seminário desenvolvido por <em>Maria Gabrielle Wosien</em> que foi composto,  originalmente, de uma seqüência de 14 danças que reproduzem simbolicamente a  jornada do ser humano em sua vida no planeta Terra.</p>
<p>As danças se relacionam com as  diferentes etapas da vida do indivíduo.</p>
<p>Na presente versão, rearranjada por  <em>William Valle em junho de 2009</em>,  dançamos 15 danças relacionadas aos seguintes momentos/estados de nossa  jornada:</p>
<p>As danças serão ensinadas e  vivenciadas de tal forma que, ao final, possamos dançar todas juntas em  sequência, em uma grande celebração da vida!</p>
<p>01)  Morada do  espírito, antes da encarnação;</p>
<p>02)  Momento do  nascimento;</p>
<p>03)  Canção de  ninar, acolhendo o novo ser;</p>
<p>04) Celebração/festa  pelo recém nascido;</p>
<p>05)  Infância;</p>
<p>06) Desenvolvimento  da energia feminina;</p>
<p>07) Desenvolvimento  da energia masculina;</p>
<p>08) Os encontros com  os amigos;</p>
<p>09) Celebrando o  amor puro;</p>
<p>10) União  amorosa;</p>
<p>11) Sentimento  religioso;</p>
<p>12)  Maturidade;</p>
<p>13)  último momento  antes da morte;</p>
<p>14)  último suspiro  / passagem / morte;</p>
<p>15) Celebração da  vida – retorno do espírito para a morada cósmica;</p>
<p>Organização:Casa da Felicidade Centro de Yoga</p>
<p>Av.Santos Dumont,2727,sala 505, entrada pela Rua Osvaldo Cruz, Aldeota, Fortaleza-CE,</p>
<p>casadafelicidade.yoga@gmail.com</p>
<p>(85)8811.9099/8711.3074</p>
<p>Apoio:</p>
<p>ICCFH &#8211; Instituto de Ciência Cultura e Filosofia Hindu</p>
<p>Espaço Clara Luz</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mJ7IAuALGmCI7YohBFq88esJZhU/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mJ7IAuALGmCI7YohBFq88esJZhU/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mJ7IAuALGmCI7YohBFq88esJZhU/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/mJ7IAuALGmCI7YohBFq88esJZhU/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/com/Tzuz/~4/uDE5PkNJajk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Em novos mares</title>
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		<comments>http://blog.opovo.com.br/yoga/em-novos-mares/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 23:03:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacelia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs O Povo]]></category>

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		<description><![CDATA[Use estes sete ensinamentos yóguicos essenciais para atravessar momentos de mudanças radicais. Embora eu não tenha evidências estatísticas, estou convencida de que quando você começa a praticar posturas de Yoga e meditação, convida mudanças gran­des para a sua vida. Essas mudanças começam dentro: talvez a prática altere a maneira como você define sua integridade pessoal; talvez ela libere um desejo profun­do do seu coração ou mostre verdades que você tem es­condido de si mesmo. Logo essas mudanças internas desaguam na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Use estes sete ensinamentos yóguicos essenciais para atravessar momentos de mudanças radicais. Embora eu não tenha evidências estatísticas, estou convencida de que quando você começa a praticar posturas de Yoga e meditação, convida mudanças gran­des para a sua vida. Essas mudanças começam dentro: talvez a prática altere a maneira como você define sua integridade pessoal; talvez ela libere um desejo profun­do do seu coração ou mostre verdades que você tem es­condido de si mesmo.</p>
<p>Logo essas mudanças internas desaguam na sua vida externa. Fazem com que você questione o jeito como faz as coisas, dão uma chacoalhada na vida. Você pode notar que sua prática dispara um processo misterioso que chamo de “aceleração kármica”. Em outras palavras, uma prática consistente de Yoga tende a acelerar a ma­neira com que relacionamentos e cenários da vida atu­am. Por exemplo, em vez de ficar em um casamento ou carreira infeliz por dez anos, suportaria uma situação assim por no máximo dois. E não porque você é fraco.</p>
<p>A maioria de nós que pratica Yoga vai um dia se deparar com uma motivação interna para fazer grandes mudanças na vida. E é aí que precisamos aprender a trazer a prática para fora do mat para que ela nos ajude nesse período, que pode conter medo e confusão. Penso muito nisso quando ouço mi­nha paciente Rita, 37 anos, dona de um estúdio de Yoga. Ela pensa sobre a possibilidade de se divorciar há cinco anos. Seu casamento de 18 anos está emocionalmente morto há muito tempo e o assunto não passa de ques­tões sobre a casa ou a filha adolescente. Ainda assim, acabar o casamento seria difícil. Quase 15 anos fora do mercado de trabalho, ela acha que não conseguiria se manter sozinha, nem mesmo manter seu estúdio de Yoga sem a ajuda financeira do marido. E, claro, há o bem-estar da filha em questão. Então, embora seu ím­peto diga que ela precisa criar uma nova vida, Rita é tomada por um terror quando pensa como seria se ela se divorciasse mesmo. E posterga a decisão.</p>
<p>Sou uma veterana em mudanças radicais, então não é difícil imaginar como ela está se sentindo. Com 20 e poucos anos, terminei um casamento infeliz; no fim dos meus 20, larguei uma carreira perfeitamente satisfatória em jornalismo e meu mundo de amigos e família para viver em uma comunidade espiritual; 30 anos depois, senti um chamado para sair da comunidade, mudar para o outro lado do país e começar uma vida totalmente nova. Em duas dessas situações, levei anos para tomar coragem de mudar – vamos encarar, mudanças causam medo, especialmente quando outras vidas estão envol­vidas e você não sabe o que o espera do outro lado. Até mesmo quando a mudança radical é positiva, ela pode ser aterrorizante. Estudos sobre estresse mostram que eventos de “melhoria de vida”, como casar-se, começar em um novo emprego ou conseguir uma oportunidade há muito almejada são tão estressantes como os nega­tivos (imagine a noiva em prantos antes de entrar na igreja ou o jovem estudante que não conseguiu aceitar o convite de trabalhar em um sonhado emprego por ser longe demais da família e dos amigos). Mudanças são assustadoras mesmo quando foi a gente que começou o processo. E se pessoas forem prejudicadas? E se eu não tiver estrutura para lidar com o caos e a confusão?</p>
<p>Essas questões fazem com que Rita e muitos de nós fi­quemos estagnados em situações dolorosas até que uma força externa faça o movimento por nós.</p>
<p>O Yoga – em seu sentido mais amplo – pode nos dar a força e o discernimento para navegar sobre as formas mais radicais de mudança. Tão importantes quanto a prática são os ensinamentos básicos e altamente apli­cáveis – o reconhecimento de que afetamos o exterior trabalhando o interior, de que por trás da diversidade da vida existe uma unidade fundamental, de que a força verdadeira é encontrada na calma e que o nosso verda­deiro Eu não é a pessoa egoica, imutável e assustada que às vezes parecemos ser.</p>
<p>Um teste sobre a sua prática de Yoga é quão realmen­te útil ela pode ser em fases de mudança. Os ensinamen­tos yóguicos não evitarão que você se sinta confuso ou com medo. Mas podem fazer surgir em você algo como um amigo sábio que pode guiá-lo por esses sentimentos, não deixando que você se perca neles.</p>
<p>Com os anos, criei o hábito de me voltar para dentro durante esses períodos de confusão e transição, e pedi por um ensinamento útil. Na maioria das vezes, são os mesmos ensinamentos que aparecem de novo e de novo. Aqui ofereço sete instruções yóguicas essenciais que o ajudarão a navegar sobre mudanças radicais.</p>
<p>1. Saiba que a Mudança é Inevitável<br />
A doutrina budista da impermanência, annica, nos diz que a mudança é inevitável e contínua. Tudo muda. Apenas perceber esse fato nos protege de voltar à reação menos poderosa para a mudança: “Por que eu?”.</p>
<p>O que os budistas chamam de impermanência, os yogis tântricos descrevem como a natureza mutável de shakti – a força intrínseca, dinâmica no coração da vida. Shakti é a energia cósmica divina feminina que traz con­tinuamente coisas à vida manifesta, mantém-nas por um tempo e depois dissolve-as. Cada momento, cada célula, tudo é parte desse fluxo de criação, manutenção e dissolução. Ele acontece em um nível macroscópico – como o fluxo das estações, mares e culturas – e em um nível microscópico, por meio de várias mudanças em seus estados físicos, os altos e baixos da vida e os fluxos de pensamentos e emoções na sua mente. Se você compreende a natureza divina do processo de mudança, fica mais fácil receber a mudança, honrando-a ou entre­gando-se a ela, e mesmo sendo parceiro dela.</p>
<p>2. Veja a Mudança como uma Iniciação<br />
Em sociedades tradicionais, todas as fases da vida são reverenciadas como uma iniciação, marcadas por ceri­mônias em que os iniciados dão um passo no desconhe­cido de alguma maneira, seja em uma vigília de preces, passando a noite no escuro, ou passando por testes de habilidades. Hoje não fazemos muitas cerimônias, mas com certeza passamos por iniciações. Mudanças de carreira, de cidade e de graduação escolar ainda testam nossas habilidades e demandam um passo no desconhecido. Mais: cada uma dessas mudanças pode redefini-lo sutil ou dramaticamente. E ainda mais: elas podem ensinar muito sobre você mesmo. Quanto mais você aceitar a mudança como iniciação, mais fácil será descobrir os presentes da mudança.</p>
<p>3. Medite no Incerto<br />
A incerteza profunda que emerge durante processos de mudança é talvez a parte mais assustadora da experi­ência. Por quê? Porque um processo de mudança real envolverá surpresas, reversões, falsos inícios e períodos de estagnação mortal. Nesses momentos você prova­velmente sentirá medo, raiva, ansiedade, tristeza e a contração física e psicológica que geralmente vem junto com a incerteza. A barriga contrai e a mente começa a rodar uma de suas histórias de vítima: o pior momento da sua vida ou seu “eu não vou conseguir o que preciso”. E o próximo movimento quase sempre é uma forma de escape – ou ligar a TV ou comer algo ou telefonar para um amigo e reclamar.</p>
<p>Mas o melhor antídoto para o desconforto da incer­teza é mergulhar em vez de fugir dela. Você se conecta com o jeito que o desconforto se coloca no seu corpo. Sente. E fica presente consigo, sem resistência ou ex­pectativas. Quanto mais conseguir ficar presente na in­certeza, mais pode deixar o processo acontecer natural e efetivamente.</p>
<p>É muito mais fácil ficar firme em um processo de mudança de vida quando você mantém uma prática de meditação, porque a meditação o ensina como voltar ao seu centro, a consciência essencial que é o seu ponto de contato com o self e que alinha sua consciência individual com o coração do Universo. A prática de meditação pode ser bem simples, como prestar atenção na respiração ou repetir um mantra. Ou mais sutil, como sintonizar-se com a consciência que sabe o que você está sentindo.</p>
<p>4. Descubra o seu Mais Verdadeiro Desejo<br />
Autoquestionamento, ou atma vichara, é o processo yó­guico essencial para navegar pela mudança. É fazer-se perguntas fundamentais como “Qual é o meu verdadeiro desejo nesta situação?” ou “Qual resulta­do seria o melhor para todos?”. Se aparecerem respostas, escreva-as.</p>
<p>A seguir, sente-se para praticar meditação, seguindo sua respi­ração enquanto sente uma cone­xão com a Presença. Diga para si: “Que o meu Eu profundo, o professor dentro de mim, me diga qual é a coisa certa a fazer”. Depois, faça as mesmas perguntas e escreva o que for, mesmo que pa­reça irrelevante.</p>
<p>Agora, analise os pontos comuns entre as respostas que podem lhe dar um sentido do que o seu Eu quer para você.</p>
<p>5. Estabeleça uma Intenção Forte<br />
O próximo passo é fazer um sankalpa – uma afirmação claramente articulada sobre sua intenção. Quando você faz um sankalpa real, invoca o poder da sua vontade pessoal e alinha a sua vontade com a vontade cósmica. Quanto mais profundo o alinhamento entre o seu de­sejo essencial e sua intenção, mais provavelmente você conseguirá iniciar uma mudança de vida que apoie esse alinhamento.</p>
<p>Isso posto, é importante reconhecer que o seu sankal­pa mudará de acordo com o tempo e a circunstância. Em um ponto, o sankalpa pode ser “Tenho um emprego que amo e que me dá tempo para eu ficar com meus filhos”. Em outro, pode ser “Estou curando meu corpo e meu espírito”.</p>
<p>Repare que esses sankalpas estão no presente. É por­que um sankalpa não é meramente um desejo nem uma afirmação de proposta. É uma articulação de direção que traz a sua meta ao momento presente. O que dá for­ça ao sankalpa é que ele assume que o resultado que você pretende manifestar não é apenas certo, mas já ocorreu.</p>
<p>6. Entre em Ação, um Passo de Cada Vez<br />
O coração da prática de Yoga é abhyasa – esforço cons­tante na direção que você quer ir. Então, quando está iniciando uma mudança de vida, considere os passos que precisa dar para fazer acontecer, novamente usando a técnica do autoquestionamento. Rita, por exemplo, tem de considerar as trilhas para uma vida totalmente diferente. Ela se pergunta: “Onde eu vou morar? Quem serão meus amigos e meu grupo de apoio? Como aju­daremos nossa filha nesse processo? Que outras fontes de renda eu posso ter além do estúdio? Como pagarei o estúdio se o meu marido não puder ou não quiser?”. Pensar nas possibilidades ajuda Rita a acalmar seus me­dos e traçar um plano, mesmo que ela não tenha todas as respostas. Considere o plano de Rita para obter independência financeira do marido. O primeiro passo é aumentar a carga de tra­balho com aulas particulares de Yoga. Pode ser que precise voltar a trabalhar um pouco com o que fazia no passado, antes do estúdio. Esses passos podem dar confiança para que Rita consiga conversar sobre o divórcio com o marido. Como Rita, você pode descobrir que um passo leva a outro e que as oportunidades começam a aparecer em resposta a eles.</p>
<p>7. Pratique o “Deixar”<br />
Um dos subprodutos positivos de fazer uma mudança de vida, de uma perspectiva yóguica, é a oportunidade que ela lhe dá de praticar vairagya, que geralmente é traduzido como desapego. Isso significa deixar o passa­do para trás; deixar para trás a maneira como as coisas costumavam ser, os medos, a tristeza, o relacionamento antigo, o emprego de antes.<br />
Mas você não quer deixar isso tudo de maneira “for­te”, forçando-se a ser o samurai da mudança. Em vez disso, deixe-se afligir pelas perdas ou pela ansiedade. Então expire e imagine que o que quer que seja que você está segurando está saindo com essa exalação. Ou ofereça isso ao Universo com uma oração – algo simples como “Ofereço essa mudança e tudo o que está associa­do a ela. Que os resultados sejam para o benefício de todos”. Você faz isso de novo e de novo, até que expe­riencia a sensação de liberdade que vem com o verda­deiro vairagya.</p>
<p>Em minha experiência, apenas lembrar o deixar para trás – momento a momento – pode por si ser a chave in­terna para navegar por uma mudança positiva e radical. Na verdade, se tudo o que você aprender no seu proces­so de mudança for um pouco de desapego, receberá um dos grandes presentes da mudança – e estará um passo gigante mais perto de viver a vida do jeito que quer.</p>
<p>Texto de Sally Kempton. Professora de meditação e filosofia yóguica reconhecida internacionalmente. Texto tirado da revista yoga journal.<a href="http://blog.opovo.com.br/yoga/em-novos-mares/conciencia-2/" rel="attachment wp-att-4601"><img src="http://blog.opovo.com.br/yoga/files/2012/02/conciencia.gif" alt="" width="235" height="215" class="alignleft size-full wp-image-4601" /></a></p>

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		<title>Segredos dos chakras</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 13:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacelia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que se ensina normalmente é que eles estão relacionados às glândulas endócrinas, mas talvez você ainda não tenha ouvido muito sobre as chamadas “pétalas” dos chakras. Leia as revelações. Há um crescente interesse entre os praticantes de Yoga ocidentais na antiga ciência espiritual do Tantra, com frequência envolta em mistério porque sempre foi passada oralmente de mestre a discípulo. Os textos tântricos que existem foram geralmente escritos em sandhya bhása, ou “linguagem crepuscular” – instruções ocultas e metafóricas, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que se ensina normalmente é que eles estão relacionados às glândulas endócrinas, mas talvez você ainda não tenha ouvido muito sobre as chamadas “pétalas” dos chakras. Leia as revelações. Há um crescente interesse entre os praticantes de Yoga ocidentais na antiga ciência espiritual do Tantra, com frequência envolta em mistério porque sempre foi passada oralmente de mestre a discípulo. Os textos tântricos que existem foram geralmente escritos em sandhya bhása, ou “linguagem crepuscular” – instruções ocultas e metafóricas, para que não fossem mal utilizadas por praticantes indevidos. Todavia, nos últimos anos, mais e mais estudantes de Yoga estão começando a se dar conta de que Tantra não é o “Yoga do sexo”, e sim , como seu nome em sânscrito indica, “aquilo que libera pela expansão”. Essa ciência da elevação da kundalini, a energia cósmica situada na base da coluna, tem como meta um estado de inexpressível êxtase e unidade. Isso pode ser alcançado abrindo os sete ou centros de energia psíquica ao longo da coluna, e liberando a energia divina que está latente dentro de nós.     </p>
<p>Muitas outras tradições ocultas têm descrito estes centros de energia sutil : os taoístas chineses, os alquimistas, e os místicos hebreus da Cabala. Mas foram os tântricos da Índia que desenvolveram a mais sofisticada ciência de purificação e controle desses centros, e de elevação da kundalini. E, como o artigo assinalou, cada vez mais ocidentais estão abraçando essa antiga ciência para transformar seu cotidiano numa bem-aventurada celebração. Contudo, ainda há muito mistério para ser desvelado em relação aos chakras. O que se ensina normalmente é que eles estão relacionados às glândulas endócrinas, nas suas respectivas regiões do corpo. Mas o que não é freqüentemente discutido são as tão chamadas “pétalas” dos chakras.</p>
<p>O QUE SÃO AS “PÉTALAS”?<br />
Você já se perguntou, ao observar as ilustrações das flores de lótus dos chakras com suas várias pétalas, o que essas pétalas representam? Por que será que no primeiro chakra na base da coluna a flor tem quatro pétalas, no segundo, seis, no terceiro, dez, e depois, doze, dezesseis, duas, e mil pétalas nos quatro chakras superiores?</p>
<p>O que aqueles antigos yogis tântricos descobriram, a partir de longas e concentradas introspecções em seus corpos energéticos, foi que cada uma dessas 50 “pétalas” (4 + 6 + 10 + 12 + 16 + 2 = 50) é um vórtice de energia psíquica, com sua cor e vibração sonora característica. Os yogis denominaram esses vibrantes sub-centros de vrttis, que literalmente significa “aquilo que gira”. Os insights desses yogis foram então codificados e sistematizados séculos antes de Cristo, na Índia, por um mestre realizado chamado Astavakra, que nasceu deformado – daí seu nome Asta + vakra ou “oito dobras”. </p>
<p>MISTÉRIOS DA MEDICINA CORPO-MENTE<br />
Porém, a mais fascinante descoberta desses antigos sábios – e a mais importante para as nossas vidas práticas – foi que cada um desses 50 sub-centros dos chakras vibra em um certo padrão de freqüência mental. Todas as nossas emoções – esperança e medo, raiva e ódio, amor e orgulho – são geradas por emanações vibracionais desses vrttis. Os psicólogos atualmente debatem se temos quatro, sete, onze ou mais emoções básicas. Mas os tântricos, há milhares de anos, descobriram que temos cinqüenta meios de expressão mental, que vibram a partir dos sub-centros dos chakras.  </p>
<p>Quando um vrtti é ativado, como uma mola solta fora do lugar, o chakra se torna desequilibrado, desfigurado. Esse padrão vibracional flui então através das dezenas de milhares de correntes de nervos sutis, ou nadis, em todo o corpo, perturbando o campo mental. A ativação desse vrtti também estimula ou inibe a secreção da glândula endócrina associada àquele chakra, causando uma súper ou uma sub-secreção de hormônios. Isso então ativa uma determinada resposta emocional e física.</p>
<p>Essa descoberta dos mestres guarda a chave de muitos mistérios sobre a ligação entre psique e soma. Na literatura da “medicina corpo-mente” sempre se encontra sempre perguntas do tipo: “Porque o amor e a esperança estimulam o sistema imunológico? Qual é o misterioso “mecanismo” pelo qual a fé cura, e o ódio adoece”? Talvez as tradições espirituais do Oriente ajudem a ciência ocidental a emergir de seu paradigma mecanicista. Como diz o psicólogo transpessoal Stanislav Grof, “A riqueza do profundo conhecimento sobre a consciência humana, acumulada nesses sistemas orientais através de milênios, não foi ainda adequadamente explorada, compreendida e integrada pela ciência ocidental”.</p>
<p>Qual é o misterioso “mecanismo” pelo qual a fé cura, e o ódio adoece”? Talvez as tradições espirituais do Oriente ajudem a ciência ocidental a emergir de seu paradigma mecanicista.   </p>
<p>Esses vrttis são lentes por meio das quais percebemos e vivenciamos o mundo – como amável ou irritadiço, inspirador ou amedrontador. Algumas vezes são paixões tão veementes que ameaçam nos esmagar; outras vezes são sentimentos ocultos tão sutis que raramente os notamos. Por exemplo, se o vrtti da “falta de autoconfiança”  (avishvasa em sânscrito) no segundo chakra for habitualmente super-estimulado, a pessoa desenvolverá complexo de inferioridade; se o vrtti de “ódio” (ghrnaa vrtti), no terceiro chakra, for super estimulado, a pessoa se sentirá cheia de hostilidade; e se o vrtti de “afeição” (mamata), no quarto chakra for super-estimulado, ela sentirá um cálido sentimento de compaixão. </p>
<p>O psicólogo Aaron Beck da Universidade da Pensilvânia chama essa sutil expressão dos vrttis de “pensamentos automáticos” – suposições fugazes de pano de fundo, que refletem nossas atitudes mais profundas e determinam todo o nosso comportamento. Ficamos incomodados com algo de manhã, e então permanecemos irritados por todo o dia, agindo asperamente sem razão para com as pessoas; mas, muitas vezes, completamente desatentos à nossa própria irritabilidade. Um indivíduo pode manifestar, excessivamente, uma certa combinação desses vrttis – por exemplo, medo (no terceiro chakra) e complexo de inferioridade (no segundo chakra). Outra pessoa pode ter outros vrttis superativos – por exemplo, otimismo (no quarto chakra) e altruísmo (no quinto chakra). Nossa personalidade é o somatório desses fluxos mentais que são expressos habitualmente. São as cinquenta “cores” emocionais na aquarela da nossa mente, a partir das quais selecionamos as tonalidades para pintar a tela da nossa personalidade. São as várias “notas” que emanamos para orquestrar a melodia das nossas vidas.</p>
<p>RAIVA MATA<br />
Será que você conhece alguém da chamada “Personalidade do Tipo A”? Que fica facilmente com raiva mesmo diante de acontecimentos triviais – um carro lento à sua frente, um elevador demorado, crianças bagunceiras? Por anos os cardiologistas têm alertado que pessoas do Tipo A, com um “tipo permanente de raiva, hostilidade ou inveja”, têm um risco mais alto de morte prematura. Por quê? Uma das razões é que suas glândulas supra-renais secretam excessivas doses do hormônio do estresse, cortisol. Em experimentos conduzidos pelo Dr. Edward Suarez, da Universidade de Duke, nos EUA, as pessoas com alta pontuação de hostilidade produziram quarenta vezes mais cortisol do que aquelas mais tranqüilas quando sujeitas às mesmas provocações. Esse aumento hormonal pode resultar em doença e morte. Com cada alarme supra-renal, a pressão sangüínea se eleva, o batimento cardíaco é perturbado, e o sistema imunológico suprimido. Pessoas hostis do Tipo A, de acordo com essas pesquisas, têm sete vezes mais chances de morrer antes dos cinqüenta anos do que as pessoas do Tipo B, aquelas mais “cabeça fria”, as do Tipo B. </p>
<p>Mas a razão pelo qual uma excessiva estimulação dos hormônios das supra-renais liga-se diretamente à hostilidade e à inveja ainda permanéce um enigma para os pesquisadores. Talvez a antiga ciência de Tantra possa nos prover com algumas dicas. Quando os vrttis do terceiro chakra da hostilidade (ghrna), irritabilidade ou raiva (kasaya), e inveja (irsya) das pessoas do Tipo A são cronicamente super-estimulados, as glândulas supra-renais são ativadas para secretar desenfreadamente doses excessivas de cortisol. Essas pessoas se tornam então ainda mais reativas aos estímulos externos: qualquer coisa pode parecer uma ameaça e causar uma raivosa erupção. Para os Tipos A com os vrttis do terceiro chakra constantemente desequilibrados, a raiva mata.   </p>
<p>O QUARTO CHAKRA – A CURA PELA ESPERANÇA<br />
De todos os medicamentos, a esperança é de fato um dos mais poderosos. Em uma pesquisa da nova ciência de psico-neuro-imunologia, com 649 especialistas em câncer nos EUA, 90% concordaram que o fator mais significativo na cura de seus pacientes é a atitude de esperança e otimismo. Em mais de 400 curas espontâneas de câncer, envolvendo toda sorte de tratamentos &#8211; de jejum com suco de uvas à visitas ao santuário sagrado de Lourdes, na França – todas tinham somente um elemento em comum: a mudança para uma atitude mais esperançosa antes da remissão do tumor. Mas como funciona essa “fisiologia da esperança” funciona ainda é mistério para o meio médico. </p>
<p>Podemos compreender este fenômeno lembrando que um dos sub-vórtices psíquicos, localizado no Anahata chakra, é chamado asha ou esperança. Quando esse vrtti é mobilizado, ele estimula a glândula timo associada ao quarto chakra, o “regente da orquestra imunológica”. Alguns psicólogos já criaram uma ‘escala-E’ – ‘escala da Esperança’ – para testar o nível de otimismo nos pacientes. Verificaram que alqueles com maiores “notas” em otimismo tinham sistemas imunológicos mais fortes, e foram menos propensos a desenvolver câncer.</p>
<p>“A Força que guia as estrelas está me guiando também.”<br />
Portanto, precisamos a todo custo, asseveram os yogis, cuidar para manter nosso asha vrtti, nosso otimismo, sempre vibrando no fundo do coração sutil. Disse Einstein que a pergunta mais importante que um ser humano pode fazer é, “Será o universo amigável?” Sentir que existe sempre uma Força benevolente no universo, guiando a minha vida a cada momento, mobiliza não somente coragem e tranqüilidade, mas também saúde em todo meu ser. Um dos tesouros mais preciosos da vida é a convição de que, em qualquer circunstância, por mais árdua que seja, eu nunca estou só ou desamparado. A Força que guia as estrelas está me guiando também.</p>
<p>PURIFICAÇÃO E CONTROLE DOS CHAKRAS<br />
Há cerca de sete mil anos, mestres realizados – “exploradores intrépidos do interior”, como disse o visionário Willis Harman – têm formulado uma ciência sofisticada do corpo, mente e espírito. Eles desenvolveram não somente uma refinada compreensão da nossa anatomia sutil, mas também um vasto repertório de práticas para harmonizá-la. Nosso equilíbrio emocional depende não somente de uma regulada secreção das glândulas endócrinas, mas também da harmonia vibracional dos chakras, que são a fonte de todas as expressões psíquicas. Quando o fluxo vibratório dos sub-vórtices fica distorcido, ocorre desequilíbrio endócrino e distúrbio emocional. Quando as freqüências do chakra estiverem em equilíbrio, seu formato e sua cor são claros e vibrantes, e sua expressão acústica afinada. As práticas psico-espirituais de Tantra atuam no nível dimensional mais elevado e sutil do indivíduo, para modular a ressonância do chakra e dos seus sub-centros até seu estado ideal. Essas técnicas superpõem as corretas freqüências cromáticas e sônicas sobre as distorcidas vibrações dos chakras, equilibrando-as e, conseqüentemente, as glândulas endócrinas correspondentes. Desse modo, distúrbios mentais e complexos emocionais podem ser erradicados pela raíz, e permanentemente curados. E podemos atingir a meta última da busca espiritual: como o Patañjali disse, Yogaschitta vrtti nirodha &#8211; a cessação de todos os vrttis num estado de unidade absoluta.</p>
<p>Como Daniel Goleman, autor do best-seller Inteligência Emocional enfatisou, na sociedade atual nossas emoções têm fugido perigosamente do nosso controle. Neste momento crítico da história humana, com a turbulência da hostilidade e do medo se alastrando dentro e fora de nós, precisamos equilibrar os vrttis que estão impedindo a paz social, e elevar nossa energia às frequências mais elevadas dos chakras superiores. A solução está em nossas mãos. Ou, para ser mais exata, nos mais profundos recessos do nosso ser. </p>
<p>PRÁTICAS TÂNTRICAS PARA HARMONIZAR OS VRTTIS: CHAKRA SHODAN (purificação) e CHAKRA NIYANTRAN (controle)</p>
<p>·    ASANAS, envolvendo kumbhaka (retenção da respiração na postura); pressionando repetidamente um chakra em particular, seus sub-centros, e as glândulas endócrinas correspondentes. </p>
<p>·    MUDRAS: visualizações psíquicas envolvendo pra’naya’ma ou controle da respiração, e influxo de energia prânica nos diversos chakras.</p>
<p>·    TATTVA DHARANA: uma avançada prática tântrica de profunda concentração interior no núcleo do chakra, visualizando sua cor e seu formato corretos, e mentalmente entoando suas respectivas raízes acústicas, ou biija mantras. </p>
<p>·    DHYANA: A ativação dos chakras superiores através de meditações que mobilizam um espírito de entrega e devoção.</p>
<p>* Os desenhos desta reportagem são artísticos e NÃO ilustram as cores exatas e pétalas dos chakras segundo a ciência milenar de Tantra. As posições não são exatas. Muladhara está no cóccix, no final da coluna vertebral. Manipura está no umbigo, e svadhisthana está entre os dois. Anahata está no centro do peito e ajiná está entre as sobrancelhas.</p>
<p>Certa vez ele foi convidado para uma conferência de eruditos na corte do grande filósofo-rei Janak. Quando entrou no palácio, todos os cortesãos riram ao ver seu corpo retorcido. Astavakra postou-se à frente do trono do rei e disse calmamente: “Vejo que cometi um erro. Pensei que estivesse entrando numa assembléia de eruditos, mas constato que é uma aglomeração de ignorantes. Eles riram vendo meu corpo – pensam eles que sou este corpo físico? Eles vêem apenas o corpo, e não a mente, ou a alma interior”. O rei Janak desceu do seu trono, curvando-se humildemente perante Astavakra. Desculpou-se pelo comportamento de todos, e pediu sua benção como seu mestre.<br />
Texto: Dra. Susan Andrews<br />
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		<title>Deleite-se</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 00:02:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacelia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs O Povo]]></category>

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		<description><![CDATA[Abrace os prazeres – eles têm o potencial de levá-lo ao mais elevado tesouro: habitar o seu verdadeiro Eu. Sua capacidade de aproveitar a vida é a assinatura da sua criação. Uma amiga vegana me disse que estava em pânico porque se­guia sua dieta por cinco anos, mas por alguns meses estava desejando pizza, sorvete e outros alimentos. Minha intuição dizia que seu siste­ma estava procurando equilíbrio. Se você é saudável, desejar alguma forma particular de prazer pode ser um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abrace os prazeres – eles têm o potencial de levá-lo ao mais elevado tesouro: habitar o seu verdadeiro Eu. Sua capacidade de aproveitar a vida é a assinatura da sua criação. Uma amiga vegana me disse que estava em pânico porque se­guia sua dieta por cinco anos, mas por alguns meses estava desejando pizza, sorvete e outros alimentos.</p>
<p>Minha intuição dizia que seu siste­ma estava procurando equilíbrio. Se você é saudável, desejar alguma forma particular de prazer pode ser um sinal de que foi muito longe na abstenção.</p>
<p>É compreensível que os yogis fiquem confusos com essa linha entre prazer e autoindulgência, porque as tradições do Yoga de alguma forma pularam o assunto prazer. Algumas delas, espe­cialmente Yoga clássico e Vedanta, veem uma contradição entre Yoga e satisfação. Esse ponto de vista é resu­mido em um famoso verso no Katha Upanishad, texto do Yoga vedânti­co: “Tanto o bom quanto o prazer se aproximam de uma pessoa. A escolha sábia é o bom em vez do prazer”.<br />
Gerações têm visto isso como um chamado para usar um chão de con­creto em vez de um tapete confortá­vel, e celibato no lugar de união (tal­vez faça mais sentido ver como um incentivo para sair da cama mais cedo para praticar!). Mas há uma verdade no que o texto diz, especialmente se substituirmos a expressão “zona de conforto” por “prazer”. Transforma­ção requer sair do que é confortável.</p>
<p>Entretanto, os autores tântricos de Vijnana Bhairava e Spanda Karikas – dois textos yóguicos avançados – têm outras nuances do prazer. Se o Yoga clássico e o Vedanta veem o mundo como fundamentalmente ilusório, e seus prazeres como distrações da transcendência, os tântricos olham para o corpo e o mundo como shakti, ou energia divina consciente. Uma das ideias mais bonitas do Tantra é que o corpo, os sentidos e o cérebro são instrumentos dos quais o espíri­to, ou consciência, consegue prazer. Quando enxerga a vida dessa manei­ra, a satisfação – com consciência – torna-se uma maneira de honrar o Di­vino. Um famoso verso tântrico diz: “Algumas pessoas pensam que onde há Yoga não pode haver prazer, e onde há prazer mun­dano não há Yoga. Mas nesse caminho, tanto Yoga como prazer mundano sentam-se na palma de sua mão”.</p>
<p>Claro que juntar Yoga com satis­fações mundanas requer disciplina. Um de meus professores aconselhou uma aluna obesa, viciada em chocola­te, a se oferecer pequenos pedaços de chocolate como se oferecesse a uma deidade interna – e mastigá-los bem devagar. Disciplina e senso de sagra­do são a chave para isso. Mas o prazer também é.</p>
<p>Prazer dirigido<br />
Prazer é o centro emocional de nos­so senso de estar vivo, além de ser o motivador principal de nossas vidas. É impossível manter uma prática a menos que goste. Qualquer coisa que pratique só porque faz bem para você vai desaparecer a menos que tenha prazer com isso.</p>
<p>De um ponto de vista místico, sua capacidade de satisfação é a assinatu­ra da inerente felicidade de criação. Do ponto de vista da ciência do cére­bro, você está ligado pelo prazer. Os centros de prazer estão localizados no mesencéfalo, o local das emoções, e são concebidos para responder ao estímulo que garante sobrevivên­cia física. Comida, sexo, defecação e exercícios aeróbicos acionam os centros de prazer, mandando quí­micas como dopamina e serotonina para a área cortical, onde o cérebro reconhece que algo que está fazendo é bom e deve continuar. Em ciclos saudáveis, a área superior do cérebroescolhe prazeres que são bons para a sobrevivência do indivíduo e da co­munidade. Em ciclos não saudáveis, o sistema pode ser sequestrado por desequilíbrios, sendo genéticos, quí­micos ou por estresse. Isso é o que acontece em nossa estressada socie­dade, na qual muitos estão condi­cionados a conseguir prazer em junk foods, drogas e formas de entreteni­mento ruins para o nosso bem-estar, de toda a comunidade e do planeta. Mas a tendência natural do corpo é tratar o prazer como um sinal de que está no caminho certo.</p>
<p>Esses centros de prazer são desen­cadeados por atividades mais sutis, incluindo posturas de Yoga, pranaya­ma e meditação; sentimentos como empatia, gratidão e amor; e muito mais. Pesquisas sugerem que as on­das de dopamina que o cérebro expe­rimenta como recompensa são mais fortes e duram mais quando o que os aciona é eudônico – amável, pacífico e generoso, e bom para a vida. A ciên­cia do cérebro confirma algo que os sábios já sabiam: o prazer é útil para a sobrevivência, e também tem muitos níveis. Você chega a camadas profun­das com o esforço de estar totalmen­te presente, exercitar a atenção, agir amorosamente, desistir das amarras que o “eu” egoico apega à experiên­cia. E isso frequentemente demanda que você saia de seu conforto.</p>
<p>Não é o prazer que antagoniza o bom. O oposto do bom é nosso vício em conforto. Isso é uma ideia que vem da escola Mussar, um sistema de treinamento ético da tradição místi­ca judaica. Essa ideia adiciona uma dimensão à discussão sobre o prazer que pode ajudá-lo a entender mais profundamente o que textos como Katha Upanishad querem dizer. Quan­do o sábio da Katha Upanishad nos diz que a pessoa sábia escolhe o bom em vez do prazer, ele quer dizer que es­colhe o bom em vez do confortável. A pessoa sábia escolhe o esforço e a profundidade em vez da preguiça e da superficialidade.</p>
<p>Indo fundo<br />
No sentido yóguico, o prazer mais pro­fundo vem da maior profundidade. É quando você entra no prazer – tanto pela atenção, pelo saborear profundo, ou entrega – que suas qualidades divi­nas se tornam aparentes.</p>
<p>Para experimentar profundamen­te o Yoga do prazer, é útil pensar no prazer em cinco níveis básicos, que vão do relativamente superficial ao extremamente sutil – prazer sensual, prazer da intimidade amorosa, prazer da ação intencional, prazer da criati­vidade e prazer da imersão no espí­rito. Os níveis sutis de prazer são os mais ricos e os mais próximos do que as Upanishads citam como “o bom”. Entendemos isso intuitivamente sem sermos capazes de colocar em pala­vras. O que nem sempre entendemos é que os prazeres sutis requerem mais esforço, mais prática.</p>
<p>Esses níveis de prazer não são inter­cambiáveis. É uma das razões de por que precisamos de todos os tipos de prazer – porque cada um tem seu valor e suas dádivas. Mas nenhuma quantia de prazer sensual dará a você a experi­ência da intimidade amorosa profun­da. Da mesma maneira, a alegria da conexão amorosa não pode substituir o prazer sexual, embora certamente melhore. E assim por diante.</p>
<p>Prazeres sensuais<br />
Os prazeres sensuais incluem o gosto da comida, o toque ou o abraço de um amante, a visão de algo lindo. Eles po­dem ser bem primitivos ou altamente refinados. Mas ambos estimulam os centros de prazer no sistema límbico – embora quando as ondulações de prazer do toque de um amante ou um prato maravilhoso de um renomado chef alcançam os centros mais im­portantes do córtex, a apreciação que estimulam pode causar arrepios de deleite que prazeres mais grosseiros não conseguem.</p>
<p>O que é preciso para aprofundar seu prazer sensual? A prática para apreciação máxima nesse nível é a atenção máxima – a habilidade de se tornar completamente presente para um gosto, um toque ou uma fragrân­cia. Quanto mais presente conseguir estar no físico e em seu próprio cor­po, maior o prazer.</p>
<p>Distração é o grande inimigo do prazer. Quando estamos distraídos, substituímos quantidade por quali­dade, buscando outra dose, outro es­timulante ou um corpo diferente por­que não estamos presentes o suficien­te para apreciar o que temos. Quando estiver sentindo um déficit de prazer, os mestres do assunto recomendam mudar a atenção para o interior e saborear o cheiro, o toque, a visão de uma experiência sensual. O tex­to tântrico Vijnana Bhairava sugere uma prática: quando estiver comen­do um pêssego suculento, ou vendo o pôr do sol, ou sendo despertado pelo toque de alguém que ama, foque na sensação interna de prazer em vez do fenômeno que o despertou. Deixe a sensação expandir. Quando conse­guir estar interna e completamente presente em qualquer forma de pra­zer sensual, você abrirá as portas para um samadhi yóguico profundo, um tipo de êxtase físico de alegria.</p>
<p>O prazer da intimidade<br />
Quando vejo alguém que amo se aproximando, algo se abre em meu coração, algo que tem a ver com quão especial essa pessoa é, ou com minha habilidade de perceber a beleza única de cada um. Esse é o prazer da cone­xão íntima. Essa conexão pode acon­tecer com qualquer indivíduo, e até um animal de estimação ou grupo.</p>
<p>As práticas para experimentar o pra­zer em amar são confiança e aceitação. O prazer profundo da intimidade de amar aparece quando você é capaz de manter o sentido da conexão íntima com outra pessoa mesmo quando ela não corresponde a suas necessidades. O Yoga da intimidade começa, como todas as formas de Yoga interna, com consciência. Torne-se consciente das expectativas sutis que tem. Notequando você se apega a algum resulta­do, e quando está se segurando na dor. Todas essas coisas ficam no caminho do prazer do amor íntimo. Esse é o motivo de por que o perdão é uma das práticas de Yoga para manter o cora­ção aberto.</p>
<p>O prazer da absorção em trabalho significativo<br />
Quando o historiador Heinrich Zim­mer reconta o mito de Kama (o deus indiano do prazer), a primeira coisa que o deus diz quando nasce no mundo é: “Qual é o meu trabalho? Digam-me para que estou aqui, já que sem pro­pósito a vida não tem sentido!”. Colo­car essas palavras na boca do deus do prazer diz algo sobre a alegria desse terceiro nível de prazer. Nem o prazer físico nem o prazer do amor íntimo po­dem ser substitutos do prazer que você consegue de uma atividade significati­va, de se devotar a uma causa em que acredita profundamente e que parece transformar o mundo em algo melhor.</p>
<p>A prática yóguica para acessar esse nível de prazer é fazer pela causa da tarefa, e não pelo reconhecimento ou aprovação. A Bhagavad Gita en­sina uma fórmula testada pelo tem­po. “Você tem o direito à ação, mas não aos seus frutos.” Quando traba­lha pelo reconhecimento em vez do trabalho, nunca alcança verdadeiro prazer no que está fazendo. O prazer vem de sua disponibilidade de fazer um esforço em prol de algo maior do que o conforto imediato, um esforço por sua própria causa.</p>
<p>O prazer da inspiração e criatividade<br />
Quando você está em um estado de genuína inspiração criativa, está conectado a uma força maior. Estar inspirado criativamente é entrar em uma zona na qual ideias, movimen­tos, palavras e música fluem por você. O prazer da verdadeira criatividade vem do fato de se conectar direta­mente com o Eu, a criatividade inata da consciência universal. Deus é um artista, diz um dos sábios do Shivaís­mo da Caxemira, e quando estamos com a criatividade máxima, estamos conectados com o Divino.</p>
<p>O que é preciso para experimentar o prazer de estar inspirado? Primei­ro, você precisa estar disposto a se render a isso – a se liberar de medos, dúvidas e crenças que impedem a ins­piração. Segundo, precisa ter habili­dade e paciência de traduzir a inspi­ração em ação. E terceiro, é preciso ser capaz de notar e evitar o orgulho quando fica tentado a se apropriar do presente da inspiração. Experi­mentar a profundidade de alegria na inspiração demanda que você deixe o sentimento do “eu fiz isso”, e que re­conheça que inspiração criativa vem da essência, do “Eu”. A prática para experimentar o prazer da criativida­de é a não execução: o que o taoísmo chama de não ação.</p>
<p>O prazer do espírito puro<br />
Quanto mais profundo o nível de prazer, mais transpessoal se torna. A mais sutil e profunda camada de pra­zer é pura, comunhão sem intermedi­ário com a essência, com Deus, com o eu interior. Você experimenta isso descansando na consciência pura. Mas também pode experimentar esse tipo muito sutil de prazer como uma comunhão íntima com uma forma pessoal do Divino. O Yoga da devo­ção, ou Bhakti Yoga, é conhecido por ser o caminho do prazer profundo, sutil. Tem a qualidade sensual dos mais elevados prazeres físicos, a do­çura da intimidade, o compromisso generoso de estar imerso em algo maior que você mesmo, e a inspiração explosiva da criatividade verdadeira.</p>
<p>O prazer do espírito puro vem de quando o sentido do eu separado se dissolve – mesmo que por um mo­mento – e você entra no estado de puro ser. A chave é deixar o ego se dissolver. Não é fácil. No entanto, embora não consiga forçar o ego a se dissolver, há uma prática que pode trazer momentos de abertura para a consciência pura.</p>
<p>Tente. Por um momento, apenas largue o pensamento que você é um eu separado. Reconheça que “seu” corpo, mente e emoções estão fun­cionando. Eles continuam a funcio­nar perfeitamente bem sem um senso de ter um “eu” para experimentá-los. Note o que sente. Pode provar o raro prazer de liberdade? Quando o senso de “eu” voltar, deixe ir de novo. Con­tinue sintonizando para o que per­manece quando o “eu” se dissolve por um momento. Veja se pode se tornar um conhecedor do prazer sutil que surge quando o ego relaxa.</p>
<p>Imersão completa<br />
Uma vez que experimente estar livre do ego, você consegue trazer essa consciência para qualquer experiência de prazer. Todo nível de prazer pode ser uma via para o verdadeiro “eu” se souber como entrar na experiência da satisfação – sem a separação que o ego cria. Uma vez que saiba como entrar na experiência essencial de prazer, descobrirá que pode trazer qualquer experiência para esse lugar sem tem­po. É o segredo que os yogis tântricos nos apontam. Não importa o que se experimenta. Quando se vira para dentro do sentimento de prazer, esse sentimento o conectará à verdadeira fonte de todo prazer, que é o “eu”.</p>
<p>Esse é o presente interno que qual­quer prazer oferece. Você tem apenas de saber como parar e saborear esses momentos de prazer e deixá-los virar sua atenção para dentro, para deixar cada prazer levá-lo à sagrada alegria que é o seu centro.<br />
Sally Kempton é internacionalmente reconhe­cida como professora de meditação e filosofia do Yoga e autora do livro Meditation For The Love Of It. (sem tradução no Brasil). sallykempton.com.(Retirado da revista Yoga Journal Brasil) Tradução: Thays Biasetti<br />
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		<title>Dos deuses</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 23:51:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacelia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O chocolate segundo o Ayurveda. Muito se fala sobre os benefícios e malefícios do chocolate, mas e o Ayurveda? Como essa milenar sabedoria caracteriza esta tentadora substância? O cacau é amargo, e tem muitas propriedades medicinais. É levemente nutritivo, estimulante, cal­mante e afrodisíaco. Tem características rajásicas: estimula e acelera mente e corpo. Aumenta vata e pitta. Para o Ayurveda, os grandes vilões do chocolate são o tipo de gordura e a quantidade e tipo de açúcares uti­lizados na preparação. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O chocolate segundo o Ayurveda. Muito se fala sobre os benefícios e malefícios do chocolate, mas e o Ayurveda? Como essa milenar sabedoria caracteriza esta tentadora substância?  </p>
<p>O cacau é amargo, e tem muitas propriedades medicinais. É levemente nutritivo, estimulante, cal­mante e afrodisíaco. Tem características rajásicas: estimula e acelera mente e corpo. Aumenta vata e pitta.</p>
<p>Para o Ayurveda, os grandes vilões do chocolate são o tipo de gordura e a quantidade e tipo de açúcares uti­lizados na preparação.</p>
<p>O chocolate amargo é considerado o mais saudável. É feito do cacau puro, sem a adição das gorduras do leite, e contém alto teor de flavonoides. Os ao leite têm mais gordura adicio­nada e o branco tem mais gordura ainda.</p>
<p>Pessoas vatas, muito agitadas, são altamente sensíveis à cafeína e desequilibram ainda mais sua mente e seu corpo com a in­gestão do chocolate. O ideal é substituir este ingrediente por alfarroba em pó ou consumir pequenas quantidades semanais.</p>
<p>Para os pittas, o cacau acelera muito os batimentos cardíacos e aumenta seu calor interno. Uma boa suges­tão é misturar cardamomo em pó ao cacau.</p>
<p>Os kaphas são o que têm maior anseio pelo chocolate devido à combinação de sabores amargo e doce e ao efeito estimulante. Chocolates amargos e com pouca gordura e açúcar são os mais recomendados.</p>
<p>Então aproveite o chocolate amargo e o cacau com caute­la! Escolha marcas sem gordura hidrogenada e sem açúcar refinado. Um pedaço pequeno de chocolate por dia é aceitá­vel. Mas se você precisa de quantidades maiores e para acal­mar a ansiedade, é sinal de que algo está fora de equilíbrio.</p>
<p>Bombom de coco<br />
Ingredientes<br />
1 batata<br />
100 g de açúcar cristal orgânico<br />
100 g de coco ralado desidratado sem açúcar<br />
180 g de chocolate amargo (sem gordura hidrogenada)<br />
100 g de coco ralado fresco</p>
<p>Modo de preparo<br />
Cozinhe a batata no vapor. Deixe esfriar completamente e depois amasse bem.</p>
<p>Misture o açúcar aos poucos à batata até formar uma calda líquida. Quando formar a calda, junte o coco ralado desidratado. Misture e leve à geladeira por 10 minutos.</p>
<p>Derreta o chocolate em banho-maria e reserve.</p>
<p>Misture a massa de batata com o restante do coco ralado e faça as bolinhas.</p>
<p>Coloque em uma fôrma ou recipiente e cubra com o chocolate derretido. Para finalizar, salpique coco ralado ou cacau e cardamomo em pó. Leve à geladeira por 2 horas.</p>
<p>Laura Pires é terapeuta ayurvédica e dá cursos e consultorias por todo o Brasil. buscadaessencia.blogspot.com/Retirado da revista Yoga Journal Brasil<a href="http://blog.opovo.com.br/yoga/dos-deuses/figura_chocolate-20120127-143306/" rel="attachment wp-att-4578"><img src="http://blog.opovo.com.br/yoga/files/2012/02/figura_chocolate-20120127-143306-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-4578" /></a></p>

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		<title>O deus Ganesha e o Yoga</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 14:09:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacelia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pense que, se você nunca tivesse visto uma imagem do deus Ganesha, alguém lhe pedisse para imaginar um ser dotado de corpo humano e cabeça de elefante. Sem conhecer a rica tra­dição de escultura e pintura que representa esse deus, a gran­de maioria das pessoas montaria uma combinação um tanto quanto desarmoniosa. Entretanto, ao vermos as imagens de Ganesha, desfrutamos de uma figura graciosa, com proporções harmoniosas e, para muitos, encantadora. E é justamente na simbologia desse arranjo que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pense que, se você nunca tivesse visto uma imagem do deus Ganesha, alguém lhe pedisse para imaginar um ser dotado de corpo humano e cabeça de elefante. Sem conhecer a rica tra­dição de escultura e pintura que representa esse deus, a gran­de maioria das pessoas montaria uma combinação um tanto quanto desarmoniosa. Entretanto, ao vermos as imagens de Ganesha, desfrutamos de uma figura graciosa, com proporções harmoniosas e, para muitos, encantadora. E é justamente na simbologia desse arranjo que se encontra um dos maiores mis­térios que a busca da felicidade humana deve desvendar em seu percurso: a conciliação dos opostos.</p>
<p>Há, no corpo humano, o simbolismo da individualidade, enquanto que na cabeça de elefante está presente a univer­salidade. Concilia-se aí então o individual com o universal, ou o humano e o divino. Em outras palavras: trata-se da percepção de que essas duas realidades não se excluem, de que é perfeitamente possível sua con­vivência harmoniosa. A interpretação da forma desse deus oferece um caminho, uma solução, para muitos dos conflitos vi­vidos pelos indivíduos, independentemente de sua origem étnica ou tendência mística e religiosa. Os ideais de busca do indivíduo, relacionados à esfera pessoal, familiar, profissional e social, ca­minham lado a lado com a busca do espírito, que envolve amor incondicional, ação desinteressada e sabedoria transcendente.</p>
<p>Não é à toa que Ganesha, também conhecido como Gana­pati, entre muitos outros nomes, é um deus tão próximo, para quem as pessoas pedem muitas coisas relacionadas à materia­lidade, sem se esquecer, no entanto, da vivência espiritual. Ga­nesha é filho de Shiva com Parvati e, como tal, se origina do grande poder da luz da consciência universal, fruto da shakti (potência divina) de Parvati e do intenso poder de transfor­mação de Shiva. É preciso lembrar que, no relato mitológico, Shiva corta a cabeça de seu filho e depois lhe devolve uma cabeça de elefante. Note aí a simbologia do processo de en­grandecimento espiritual: é necessário morrer para renascer.</p>
<p>O nome Ganapati, assim como Ganesha, significa &#8220;Senhor das legiões&#8221;, isto é, exércitos ligados ao universo mais denso de ma­nifestação, sendo, por isso, invocado como libertador dos cami­nhos, ou destruidor de obstáculos. É ele que é invocado na aber­tura dos rituais. É também o deus tutelar dos escribas, graças aos quais temos hoje uma infinidade maravilhosa de textos sânscri­tos para nosso estudo e maravilhamento. A Ganapati se atribui o trabalho de escrita do grande poema Mahabharata, composto e ditado, segundo a tradição, por Vyasa. Por conta de ele ser um deus escriba, um grande número de manuscritos inicia com o mantra em sua reverência: &#8220;Om gam ganapataye namah&#8221;.</p>
<p>O mantra de Ganesha é composto pelo “Om”, sílaba máxima universal, pelo bija-mantra (fórmula semente) “Gam”, que é a representação linguística desse deus, e pelo verso “ganapataye namah”, que significa &#8220;saudação para Ganapati&#8221;.<br />
É também comum a recitação de um mantra no formato Gayatri para Ganesha:</p>
<p>ekadantaya vidmahe<br />
vakratundaya dhimahi<br />
tanno dantih pracodayat<br />
ekadantaya vidmahe<br />
vakratundaya dhimahi<br />
tanno dantih pracodayat</p>
<p>&#8220;Contemplemos aquele que tem uma só presa,<br />
meditemos naquele que tem a tromba curva.<br />
E que possa a sua presa nos inspirar!&#8221;</p>
<p>Por fim, é importante mencionar que inúmeras são as percepções que se pode ter de um deus e dos rituais a ele destinados no hinduísmo. Mas, se nos centrarmos especificamente no ensinamento da tradição do Yoga, muitos elementos que interessa­riam à religião não possuem tanta relevância para os yogis, os quais buscam, via de regra, a expansão da consciência. E, dessa forma, o deus Ganesha, com sua simpatia e proximidade, tem grande sin­tonia com nossas práticas, uma vez que nos ensina que a busca necessita de um grande empenho em se desvencilhar da cabeça antiga, condicionada e limitada, para alcançar uma nova identidade, que resulta num estado de harmonia e plenitude.<br />
Por: João C. B. Gonçalves, texto retirado da revista yoga journal Brasil<a href="http://blog.opovo.com.br/yoga/o-deus-ganesha-e-o-yoga/ganesha-1/" rel="attachment wp-att-4573"><img src="http://blog.opovo.com.br/yoga/files/2012/01/ganesha-1-300x288.jpg" alt="" width="300" height="288" class="alignleft size-medium wp-image-4573" /></a></p>

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<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/upNOeIsVHj1ix1KZgdRFJHyLTTw/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/upNOeIsVHj1ix1KZgdRFJHyLTTw/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/com/Tzuz/~4/vUJnfsFzo48" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 00:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nello Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs O Povo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Budismo]]></category>

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		<description><![CDATA[SESSÃO DE CINEMA NA CASA DA FELICIDADE EM FORTALEZA “ZEN” – O FILME A HISTÓRIA DO MESTRE  DOGEN ZENGI PATRIARCA DO ZEN BUDISMO DIA 05 DE FEVEREIRO, DOMINGO, AS 17H30 COM INGRESSO DE UMA LATA DE LEITE PARA O IPREDE-CE AVENIDA SANTOS DUMONT, 2727, SALA 505, ENTRADA PELA RUA OSVALDO CRUZ, ALDEOTA, FORTALEZA CASADAFELICIDADE.YOGA@GMAIL.COM]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SESSÃO DE CINEMA NA CASA DA FELICIDADE EM FORTALEZA</p>
<p>“ZEN” – O FILME</p>
<p>A HISTÓRIA DO MESTRE  DOGEN ZENGI PATRIARCA DO ZEN BUDISMO</p>
<p>DIA 05 DE FEVEREIRO, DOMINGO, AS 17H30</p>
<p>COM INGRESSO DE UMA LATA DE LEITE PARA O IPREDE-CE</p>
<p>AVENIDA SANTOS DUMONT, 2727, SALA 505, ENTRADA PELA RUA OSVALDO CRUZ, ALDEOTA, FORTALEZA</p>
<p>CASADAFELICIDADE.YOGA@GMAIL.COM</p>

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<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/F3jxxMemX6Q2yF4r6rUmStFNi4I/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/F3jxxMemX6Q2yF4r6rUmStFNi4I/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/com/Tzuz/~4/tnc4_kKwofQ" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Respiração consciente diminui a depressão</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 20:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacelia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs O Povo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudos comprovam que meditar ao respirar pode melhorar o humor. Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Toho, no Japão, realizaram um experimento para estudar os efeitos da meditação no humor das pessoas. Os resultados, publicados no periódico International Journal of Psychophysiology, comprovam que respirar conscientemente pode ajudar as pessoas a ganhar bem-estar. O experimento se baseava em focar na respiração abdominal durante 20 minutos. Depois da prática de atenção, os participantes disseram que tinham tido uma diminuição de sensações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estudos comprovam que meditar ao respirar pode melhorar o humor. Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Toho, no Japão, realizaram um experimento para estudar os efeitos da meditação no humor das pessoas. Os resultados, publicados no periódico International Journal of Psychophysiology, comprovam que respirar conscientemente pode ajudar as pessoas a ganhar bem-estar.<br />
O experimento se baseava em focar na respiração abdominal durante 20 minutos. Depois da prática de atenção, os participantes disseram que tinham tido uma diminuição de sensações negativas e melhora do humor.<br />
Também foram realizados exames de imagem do cérebro antes e depois da respiração, que mostram que havia mais neurotransmissores serotoninérgicos no sangue e mais hemoglobinas oxigenadas no córtex pré-frontal, área associada à atenção e ao processamento de alta elaboração depois da prática. </p>
<p>Uma outra pesquisa, feito pelos pesquisadores da Universidade Ruhr-Bochum, na Alemanha, provou o efeito do controle da respiração na depressão. Os voluntários tinham que prestar atenção, durante 18 minutos, na entrada e saída de ar. Os voluntários que conseguiram manter o foco na respiração perceberam diminuição de pensamentos negativos e desvalorização de si mesmos. Também disseram que tiveram maior controle das idéias insistentes e de sintomas depressivos. O estudo foi publicado na Cognitive Therapy and Research. Retirado da revista Yoga Journal Brasil.<a href="http://blog.opovo.com.br/yoga/respiracao-consciente-diminui-a-depressao/yoga-praia-2/" rel="attachment wp-att-4566"><img src="http://blog.opovo.com.br/yoga/files/2012/01/YOGA-Praia1-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" class="alignleft size-medium wp-image-4566" /></a></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SRWPQZdq4Kyxxye9KKZz3UzaOh0/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SRWPQZdq4Kyxxye9KKZz3UzaOh0/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SRWPQZdq4Kyxxye9KKZz3UzaOh0/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SRWPQZdq4Kyxxye9KKZz3UzaOh0/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/com/Tzuz/~4/Tfvlsy7OYU8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Jai Uttal para crianças</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 14:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacelia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Férias são sempre boas para se atualizar e curtir eventos culturais. Para quem tem filhos, esse fim de semana oferece uma ótima opção. O músico Jai Uttal realiza em São Paulo uma apresentação especial: o Kirtan for Kids. O evento é um convite para as crianças e adultos penetrarem no maravilhoso mundo de valores humanos que as fábulas indianas nos trazem. De uma maneira lúdica e divertida, as crianças vão conhecer os personagens e aprender com suas histórias. Cantar kirtans é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-4561" href="http://blog.opovo.com.br/yoga/jai-uttal-para-criancas/figura_jaiuttal-20120113-112957/"><img class="alignleft size-medium wp-image-4561" src="http://blog.opovo.com.br/yoga/files/2012/01/figura_jaiuttal-20120113-112957-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Férias são sempre boas para se atualizar e curtir eventos culturais. Para quem tem filhos, esse fim de semana oferece uma ótima opção. O músico Jai Uttal realiza em São Paulo uma apresentação especial: o Kirtan for Kids. O evento é um convite para as crianças e adultos penetrarem no maravilhoso mundo de valores humanos que as fábulas indianas nos trazem. De uma maneira lúdica e divertida, as crianças vão conhecer os personagens e aprender com suas histórias. Cantar kirtans é a melhor maneira de manter a mente mais aberta para os mistérios, os milagres e o amor que nos rodeia.<br />
Jai Uttal é um músico multi-instrumentalista e vocalista, aclamado internacionalmente, com indicação ao Grammy e acaba de lançar o CD Kirtan Kids, com sua mulher, a professora de Yoga Núbia Teixeira. Leia abaixo a entrevista com Jai e Núbia sobre o álbum.</p>
<p><strong><br />
Yoga Journal: Como surgiu a ideia de fazer um álbum para crianças?<br />
Jai Uttal: </strong>A ideia veio germinando. Oito anos atrás, lancei um CD em que na primeira faixa, Ganesha Sharanam, uma garota de 8 anos cantava. Sua voz causou um impacto em mim. Depois tivemos nosso filho, Ezra Gopal Teixeira Uttal, um garoto lindo de espírito e luz. Can­tamos para ele cada minuto de cada dia. Comecei a contar histórias e cantar em sua escolinha. Havia tan­ta alegria… O amor, a apreciação nos olhos e vozes das crianças cortaram muitas camadas de “sofisticação” de minha prática devocional. E era divertido! Fiz shows só para crianças (bem, os pais podiam vir se ficassem comportadinhos) e o próximo passo foi o CD.</p>
<p><strong>YJ: Pode nos contar alguma situação em que você aju­dou Ezra a enfrentar o medo? <img src="http://yogajournal.terra.com.br/upload/conteudo/figura_jaiuttal2.jpg" alt="" width="232" height="232" align="right" /><br />
JU: </strong>Claro. Quando seres pequeninos entram no mundo, tudo parece enorme, excitante, maravilhoso e um pouco assustador. Ir à escola, babás, falar em público&#8230; tantas coisas estra­nhas. Eu digo a Ezra que medo é normal – mesmo. É apenas mais uma emoção humana. O importante é o que fazemos com o medo. Podemos sorrir para ele e seguir em frente, ou podemos ficar paralisados. Conto experiências minhas com o medo. Falar honestamente sobre isso com uma criança não é muito diferente do que falar com um adulto. Na verdade, seguir em frente perante o medo é um assunto com que lidamos bastante em nossos Kirtan Camps. Tantas pessoas têm medo de cantar, preenchidas com autojulgamentos negativos. É parte do DNA humano.</p>
<p><strong><br />
YJ: Como você ajuda o seu filho a ser mais confiante?<br />
Núbia Teixeira: </strong>Acredito que &#8220;estar presente&#8221; em cada momento da vida do meu filho é um presente para ele e para mim. Em situações em que o Ezra tem medo de ir ao ba­nheiro à noite ou entrar no quarto escuro sozinho, eu não questiono seu medo, também não dou ênfase. Simplesmente, com o meu coração cheio de amor, eu me apresento para ser o apoio de que ele precisa.<br />
<strong>YJ: Existe alguma deidade que vocês usam em casa como símbolo de coragem?<br />
NT: </strong>Sim, o Hanuman como símbolo de devoção e proteção é o nosso guardião. Todas as noites cantamos em frente ao nosso altar o Hanuman Chaleesa. O Ezra adora cantar este trecho quando está com medo: Bhoota Pisacha Niakata Nahin Aawai ~ Mahavira jaba naama sunawai (todos os fantasmas, de­mônios e forças do mal desaparecem quando escutam seu grande nome OH Mahavira Hanuman).<br />
<strong>Serviço:<br />
Kirtan for Kids com Jai Uttal</strong><br />
Local: Aruna Yoga – Rua Eça de Queiroz, 711, São Paulo<br />
15 de janeiro às 17h<br />
Tel.: (11) 5579-5975<br />
<a href="http://www.arunayoga.com.br/?evento/mostrar/179" target="_blank">www.arunayoga.com.br/?evento/mostrar/179</a></p>
<p>Retirado da revista: Yoga Journal Brasil</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MtV4yrGNzUXXM_EAQmfwh0AMN_g/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MtV4yrGNzUXXM_EAQmfwh0AMN_g/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MtV4yrGNzUXXM_EAQmfwh0AMN_g/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MtV4yrGNzUXXM_EAQmfwh0AMN_g/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/com/Tzuz/~4/1mvopPLV1Bw" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Felicidade</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 18:56:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>anacelia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs O Povo]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda o conceito yóguico Ananda. Atman, o Ser, é definido como sat cit ananda. Na definição destas três palavras, sat é geralmente traduzida como existência, cit como consciência, ananda como bem-aventurança, felicidade. É óbvio que estas três palavras não são adjetivos de atman (alma, princípio auto-organizador do ser), pois atman é revelado pelo shastra destas três palavras. Se elas são adjetivas, há muitos atman-substantivos entre os quais um se destaca com os atributos especiais de sat cit ananda. Se nós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entenda o conceito yóguico Ananda. Atman, o Ser, é definido como sat cit ananda. Na definição destas três palavras, sat é geralmente traduzida como existência, cit como consciência, ananda como bem-aventurança, felicidade. É óbvio que estas três palavras não são adjetivos de atman (alma, princípio auto-organizador do ser), pois atman é revelado pelo shastra destas três palavras. Se elas são adjetivas, há muitos atman-substantivos entre os quais um se destaca com os atributos especiais de sat cit ananda. Se nós dissermos: “Aqui está um lírio, grande, azul e perfumado”, todos os três adjetivos distinguem o lírio dos outros lírios sem esses atributos.</p>
<p>O que eu sou é automanifesto, mas essa existência é a que é limitada no tempo? Se for, atman, o eu, é como qualquer outro objeto. Tem de se tornar manifesto. Cada objeto torna-se ma­nifesto para o Ser. A existência do Ser é manifesta. Mas, para quem é que isso se torna manifesto? Tem de ser manifesto apenas para o Ser. Quando a existência do Ser é manifesto para o Ser, ele é entendido como automanifesto. Na verdade, o shastra apresenta atman como satyam, a existência do Ser e tudo o mais, incluindo o sujeito que conhece, como alguém cuja existência é traçada a partir da existência de atman. Este atman autoexistente tem de ser automanifesto. Caso contrário, não há nenhuma maneira de se reconhecer a existência do Ser. Portanto, esta natureza automanifesta é o que está indicado pela segunda palavra, consciência, cit. Em sendo todo o conhecimento manifesto, então há a presença da consciência.</p>
<p>O atman automanifesto está na forma de cons­ciência que se revela. A natureza de sat é a consciência e a natureza da consciência é sat. A terceira palavra, ananda, deve ter a mesma condição que sat e cit, uma vez que é uma palavra que revela a natureza (svarupa) de atman. Se sat não pode ser substituído por um pensamento, muito menos cit pode ser substituído; como ananda pode ser, alguma vez, substituído por uma condição da mente?</p>
<p>Se ananda é traduzido como ilimitado (ananta), não há possibilidade de ser substituído a qualquer momento. Se for bem-aventurança, tem o seu oposto, infelicidade, que a substitui. Então, esta palavra ananda realmente causou mui­ta confusão nas mentes dos buscadores, bem como nas dos professores (acaryas).</p>
<p>Sukha (felicidade) e duhkha (tristeza) são opostas. Quando uma é, a outra não é. Quando estou feliz, não estou triste e quando estou triste eu não estou feliz. Mas a verdade é que o Ser que é sat e cit sustenta todas as condições da mente (vrtti), como a água sustenta cada onda. Se a condição da mente é agradável ou desagradável, ela é sustentada não ape­nas por sat cit, mas também ananda, porque sat cit é ananda.</p>
<p>A razão pela qual há tanta insistência na experiência do Ser é que aquele Ser é tido como uma experiência especial de bem-aventurança. Mesmo se houver uma experiência es­pecial de felicidade, como é que alguém reconhece que é a felicidade do atman?</p>
<p>Na verdade, o shastra é muito claro, pois toda experiência de felicidade nada mais é do que uma condição da mente (an­tahkarana) que não se opõe ao ilimitado de atman. A experiên­cia comum desta felicidade revela que a situação sujeito-objeto não se opõe ao ilimitado, à totalidade do atman. O não reco­nhecimento deste fato compromete uma pessoa a buscar tal experiência (de felicidade), quantas vezes e pelo tempo que ele ou ela pode tê-lo, o que é a vida de samsara. O shastra cessa essa busca revelando que o atman que alguém está buscando é a pró­pria pessoa.</p>
<p>Ananda nunca é substituído por qualquer condição da mente, porque é a natureza (sva­rupa) do atman, como sat e cit. Uma condição infeliz da mente é sustentada pela consciência a qual é sat. Se isso for verdade, é ananda que sustenta a condição infeliz, bem como a con­dição feliz.</p>
<p>Swami Dayananda Saraswati é um mestre de Vedanta e estudioso do sânscrio na tradição de Shankara. Vem ensinando na Índia por mais de cinco décadas e mundo afora desde 1976. Seus conhecimentos profundos combinados com um entendimento claro sobre problemas contemporâneos fazem dele um dos raros professores que satisfazem alunos com gosto pelo tradicional ou pelo moderno.</p>
<p>Além de ensinar, Swami Dayananda também apoia causas humanitárias há 45 anos. Seu projeto, AIM for SEVA, criado em 2000 e já premiado pelas Nações Unidas, serve pessoas em áreas remotas da Índia, principalmente nos campos de educação e saúde.</p>
<p>Seus principais alunos no Brasil são a professora Gloria Arieira, que morou em seu ashram na Índia, convivendo com ele por anos, e o professor Pedro Kupfer, que estuda regularmente com Dayananda em Rishikesh.</p>
<p>Por: Swami Dayananda Saraswati<br />
Tradução: Humberto Meneghin<br />
Retirado da revista yoga journal Brasil<a href="http://blog.opovo.com.br/yoga/felicidade/smaller-yoga-nidra-prayer-lady/" rel="attachment wp-att-4554"><img src="http://blog.opovo.com.br/yoga/files/2012/01/smaller-yoga-nidra-prayer-lady.jpg" alt="" width="283" height="424" class="alignleft size-full wp-image-4554" /></a></p>

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