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	<title>Comentando Cinema</title>
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		<title>Comentando Cinema</title>
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		<title>Os indicados ao Oscar 2015 (e rápidos comentários)!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2015 02:34:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[A Academia divulgou hoje de manhã os indicados ao Oscar 2015, que conta com algumas surpresas, outras tantas injustiças, mas no geral, a previsibilidade de sempre. Confira a lista completa, junto com alguns rápidos comentários em algumas categorias: Melhor Filme Sniper Americano Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="https://i0.wp.com/news.bbcimg.co.uk/media/images/73321000/jpg/_73321190_72290666.jpg" alt="" width="464" height="261" />A Academia divulgou hoje de manhã os indicados ao Oscar 2015, que conta com algumas surpresas, outras tantas injustiças, mas no geral, a previsibilidade de sempre. Confira a lista completa, junto com alguns rápidos comentários em algumas categorias:</p>
<p><span id="more-2167"></span></p>
<p><strong>Melhor Filme</strong><br />
Sniper Americano<br />
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)<br />
Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude<img class="alignright" src="https://i0.wp.com/i.ytimg.com/vi/Ys-mbHXyWX4/maxresdefault.jpg" alt="" width="362" height="206" /><br />
O Grande Hotel Budapeste<br />
O Jogo da Imitação<br />
Selma<br />
A Teoria de Tudo<br />
Whiplash: Em Busca da Perfeição</p>
<p><em>As presenças mais esperadas estão aí: </em>Boyhood<em>, </em>O Grande Hotel Budapeste<em>, </em>Birdman<i> e </i>A Teoria de Tudo. <i>Em uma contradição que já não acontecia há um tempo na Academia, </i>Foxcatcher<em> foi esnobado na categoria principal, no entanto está em Melhor Diretor, quando costuma acontecer o contrário. E a julgar pela quantidade de indicações, parece que eles realmente não gostaram do excelente </em>O Abutre<em>. A esnobada em </em>Garota Exemplar <em>também é notável. </em>De<em> qualquer maneira, já é quase um jogo ganho para </em>Boyhood.</p>
<p><strong>Melhor Diretor</strong><br />
Alejandro González Inárritu &#8211; Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)<br />
Richard Linklater &#8211; Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude<br />
Bennett Miller &#8211; Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo<br />
Wes Anderson &#8211; O Grande Hotel Budapeste<br />
Morten Tyldum &#8211; O Jogo da Imitação</p>
<p><del></del><em>Infelizmente, Damien Chazelle e sua excelente direção para </em>Whiplash<em> ficaram de fora. A surpresa aqui fica por conta da presença de Bennett Miller, cujo filme não figura na categoria principal. Clint Eastwood, que era esperado por aqui, acabou sem indicação também. Mas talvez a esnobada mais imperdoável foi em David Fincher, cuja direção de</em> Garota Exemplar<em> é uma das melhores coisas do filme. De qualquer maneira, mais uma vez</em><em>, jogo praticamente ganho para </em>Boyhood.</p>
<p><strong>Melhor Atriz</strong><br />
Marion Cotillard &#8211; Dois Dias, Uma Noite<br />
Felicity Jones &#8211; A Teoria de Tudo<br />
Julianne Moore &#8211; Para Sempre Alice<br />
Rosamund Pike &#8211; Garota Exemplar<br />
Reese Witherspoon &#8211; Livre</p>
<p><i>Pelo menos aqui a Academia teve o bom senso de indicar a atuação monstruosa de Rosamund Pike em </i>Garota Exemplar<em>. A presença de Marion Cotillard no entanto, foi uma das maiores surpresas talvez de toda a lista. Boa categoria, no geral.</em></p>
<p><strong>Melhor Ator</strong><br />
Steve Carell &#8211; Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo<br />
Benedict Cumberbatch &#8211; O Jogo da Imitação<br />
Michael Keaton &#8211; Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)<br />
Eddie Redmayne &#8211; A Teoria de Tudo<br />
Bradley Cooper &#8211; Sniper Americano</p>
<p><em>Pelo segundo ano consecutivo, a categoria de Melhor Ator é a mais disputada do Oscar. Steve Carell, Michael Keaton e Eddie Redmayne são nomes prováveis para levar a estatueta e é difícil prever quem vai acabar ganhando. Sem a divisão entre Comédia e Drama como no Globo de Ouro, a disputa fica bem imprevisível. Seria ainda mais acirrado se a Academia não tivesse enlouquecido completamente e ignorado a melhor atuação da carreira de Jake Gyllenhaal em </em>O Abutre<em>. Ainda não vi </em>Sniper Americano<em>, mas duvido muito que Bradley Cooper tenha feito um trabalho mais marcante do que esse. Uma esnobada inexplicável, mas de qualquer maneira, categoria incrível.</em></p>
<p><strong>Melhor Ator Coadjuvante</strong><br />
Robert Duvall &#8211; O Juiz<br />
Ethan Hawke &#8211; Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude<br />
Edward Norton &#8211; Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)<br />
Mark Ruffalo &#8211; Foxcatcher: Uma História que Chocou o <img data-attachment-id="2168" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2015/01/16/os-indicados-ao-oscar-2015-e-rapidos-comentarios/whiplash-simmons-shouting/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/whiplash-simmons-shouting.jpeg" data-orig-size="484,252" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Whiplash-Simmons-shouting" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/whiplash-simmons-shouting.jpeg?w=484" class="alignright  wp-image-2168" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/whiplash-simmons-shouting.jpeg?w=363&#038;h=193" alt="Whiplash-Simmons-shouting" width="363" height="193" />Mundo<br />
J.K. Simmons &#8211; Whiplash: Em Busca da Perfeição</p>
<p><em>Todo ano tem pelo menos uma categoria em que só anunciam os indicados para seguir o protocolo, pois o Oscar já está ganho. Esse ano, nada nem ninguém tira a estatueta de J.K. Simmons, de tal modo que é indiferente quem indicassem. Então, boa ou ruim, a categoria já está bem resolvida.</em></p>
<p><strong>Melhor Atriz Coadjuvante</strong><br />
Patricia Arquette &#8211; Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude<br />
Laura Dern &#8211; Livre<br />
Keira Knightley &#8211; O Jogo da Imitação<br />
Meryl Streep &#8211; Caminhos da Floresta<br />
Emma Stone &#8211; Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)</p>
<p><em>Surpreendentemente, Jennifer Aniston foi esnobada, depois de indicações em praticamente todos os principais prêmios desse ano. O Oscar tem dessas coisas. Meryl Streep chegou num nível em que pode ficar sem fazer filmes que vão continuar a indicá-la. Claro que não tiro os méritos da atriz, uma das maiores de Hollywood, sem dúvida, mas dificilmente seu trabalho em </em>Caminhos da Floresta<em> é digno sequer de uma indicação. Independente disso, seguindo os prêmios da crítica até agora, Patricia Arquette deve levar.</em></p>
<p><strong>Melhor Roteiro Adaptado</strong><br />
Jason Hall &#8211; Sniper Americano<br />
Graham Moore &#8211; O Jogo da Imitação<br />
Paul Thomas Anderson &#8211; Vício Inerente<br />
Anthony McCarten &#8211; A Teoria de Tudo<br />
Damien Chazelle &#8211; Whiplash: Em Busca da Perfeição</p>
<p><i>Considerar </i>Whiplash<em> um roteiro adaptado (ainda que ele tenha se originado de um curta feito pelo diretor, com o mesmo nome) é meio estranho, mas é bom vê-lo indicado de qualquer maneira. A Academia podia ter surpreendido, indicando </em>Guardiões da Galáxia<em> como o Sindicato de Roteiristas fez, mas preferiu seguir pelo tradicional. Mas, se o filme da Marvel é pedir demais, </em>Garota Exemplar<em> e seu excelente roteiro estão fazendo muita falta por aqui. Estou começando a achar que a Academia não gosta muito de David Fincher.</em></p>
<p><strong>Melhor Roteiro Original</strong><br />
Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Armando Bo &#8211; Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)<br />
Richard Linklater &#8211; Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude<br />
Dan Futterman, E. Max Frye &#8211; Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo<br />
Wes Anderson, Hugo Guinness &#8211; O Grande Hotel Budapeste<br />
Dan Gilroy &#8211; O Abutre</p>
<p><em>Finalmente, uma indicação (muito justa) para </em>O Abutre.<em> Uma pena que não deve levar, já que disputa com candidatos fortíssimos. Havia uma esperança de que</em> Uma Aventura <em>Lego fosse indicado, mas sinceramente, nessa categoria especificamente não fez muita falta. Indicações excepcionais.</em></p>
<p><strong>Melhor Trilha Sonora</strong><br />
Alexandre Desplat &#8211; O Grande Hotel Budapeste<br />
Alexandre Desplat &#8211; O Jogo da Imitação<br />
Hans Zimmer &#8211; Interestelar<br />
Gary Yershon &#8211; Mr. Turner<br />
Johann Johannsson &#8211; A Teoria de Tudo</p>
<p><i>Desplat com indicação dupla é a surpresa daqui, enquanto </i>Interestelar<em> tem uma das indicações que mais merece. Boa categoria no geral.</em></p>
<p><strong>Melhor Canção Original</strong><br />
&#8220;Everything is Awesome” &#8211; Uma Aventura LEGO<br />
&#8220;Glory&#8221; &#8211; Selma<br />
&#8220;Grateful&#8221; &#8211; Beyond the Lights<br />
&#8220;I&#8217;m Not Going to Miss You&#8221;  &#8211; Mesmo Se Nada Der Certo<br />
&#8220;Lost Stars&#8221; &#8211; Begin Again</p>
<p><em>A surpresa fica por conta de &#8220;Yellow Flicker Beat&#8221;, de </em>Jogos Vorazes: A Esperança &#8211; Parte 1 <em>ter ficado de fora, depois de indicações em várias premiações. Achei bem divertido terem indicado &#8220;Everything is Awesome&#8221; e seria engraçado se ganhasse, apesar de achar difícil.</em></p>
<p><strong>Melhor Animação</strong><br />
Operação Big Hero<br />
Os Boxtrolls<br />
Como Treinar o Seu Dragão 2<br />
Song of the Sea<br />
O Conto da Princesa Kaguya</p>
<p><em>Difícil explicar o que aconteceu aqui. A esnobada inacreditável em </em>Uma Aventura Lego<em> fez as redes sociais explodirem e convenhamos, com razão. Divertido, foi uma das maiores surpresas de 2014 e sua falta na categoria inexplicável. A presença das duas animações estrangeiras surpreenderam, mas deu até um desânimo com essa categoria, devo confessar.</em></p>
<p><strong>Melhor Filme Estrangeiro</strong><br />
Ida (Polônia)<br />
Leviatã (Rússia)<br />
Tangerines (Estônia)<br />
Timbuktu (Mauritânia)<br />
Relatos Selvagens (Argentina)</p>
<p><strong>Melhor Fotografia</strong><br />
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)<br />
O Grande Hotel Budapeste<br />
Ida<br />
Mr. Turner<img loading="lazy" class="alignright" src="https://i0.wp.com/www.entretenimentoacido.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Planeta-dos-Macacos-2-O-Confronto.jpg" alt="" width="283" height="214" /><br />
Invencível</p>
<p><strong>Melhores Efeitos Visuais</strong><br />
Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal<br />
Guardiões da Galáxia<br />
Planeta dos Macacos 2 &#8211; O Confronto<br />
Interestelar<br />
X-Men &#8211; Dias de Um Futuro Esquecido</p>
<p><i>Como sempre, a categoria dos blockbusters. E esse ano, caprichadíssima com excelentes indicados (ainda que a presença de </i>Capitão América 2 <em>tenha me surpreendido, esperava por</em> O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos).<em> Seria uma disputa realmente acirrada, não fosse </em>Planeta dos Macacos 2 &#8211; O Confronto<em>. Não existe justificativa para os espetaculares Caesar e cia. não levarem esse Oscar. SE isso chegar a acontecer, </em><em>os impressionantes visuais </em><em>de </em>Interestelar <em>merecem o reconhecimento.</em></p>
<p><strong>Melhor Montagem</strong><br />
Sniper Americano<br />
Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude<br />
O Grande Hotel Budapeste<br />
O Jogo da Imitação<br />
Whiplash: Em Busca da Perfeição</p>
<p><em>A montagem de </em>Boyhood <em>foi coisa de heroi, mas parte do que faz </em>Whiplash<em> ser hipnotizante é a sua espetacular edição. Ótimos indicados, só senti falta de </em>X-Men &#8211; Dias de Um Futuro Esquecido<em>, cuja edição é impressionante.</em></p>
<p><strong>Melhor Maquiagem e Cabelo</strong><br />
Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo<br />
O Grande Hotel Budapeste<br />
Guardiões da Galáxia</p>
<p><em>Difícil dizer quem pode ganhar aqui. Os três merecem muito, apesar de </em>Guardiões da Galáxia<em> ser mais forte em Efeitos do que na Maquiagem. Claro que podemos nos surpreender.</em></p>
<p><strong>Melhor Figurino</strong><br />
O Grande Hotel Budapeste<br />
Vício Inerente<br />
Caminhos da Floresta<br />
Malévola<br />
Mr. Turner</p>
<p><em>Quem diria, </em>Malévola<em> indicada. Pelo menos, numa categoria merecida.</em></p>
<p><strong>Melhor Design de Produção</strong><br />
O Grande Hotel Budapeste<br />
O Jogo da Imitação<br />
Interestelar<br />
Caminhos da Floresta<br />
Mr. Turner</p>
<p><strong>Melhor Edição de Som</strong><br />
Sniper Americano<br />
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)<img loading="lazy" class="alignright" src="https://i0.wp.com/ar7e.com.br/wp-content/uploads/2014/11/interstellar-christopher-nolan.jpg" alt="" width="306" height="193" /><br />
O Hobbit &#8211; A Batalha dos Cinco Exércitos<br />
Interestelar<br />
Invencível</p>
<p><strong>Melhor Mixagem de Som</strong><br />
Sniper Americano<br />
Interestelar<br />
Invencível<br />
O Hobbit &#8211; A Batalha dos Cinco Exércitos<br />
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)</p>
<p>O Hobbit<em> garantiu pelo menos duas indicações, depois de surpreendentemente faltar na categoria de Efeitos Visuais. </em>Interestelar<em> foi perfeitamente reconhecido pela Academia, sendo indicado exatamente onde devia, sem exceção, inclusive nessas duas categorias de som.</em></p>
<p><strong>Melhor Documentário </strong><br />
Citizenfour<br />
Vietnã: Batendo em Retirada<br />
Virunga<br />
A Fotografia Oculta de Vivian Maier<br />
O Sal da Terra</p>
<p><strong>Melhor Documentário em Curta-Metragem</strong><br />
Crisis Hotline: Veterans Press 1<br />
Joanna<br />
Our Curse<br />
The Reaper (La Parka)<br />
White Earth</p>
<p><strong>Melhor Curta-Metragem</strong><br />
Aya<br />
Boogaloo and Graham<br />
Butter Lamp<br />
Parvaneh<br />
The Phone Call</p>
<p><strong>Melhor Animação em Curta-Metragem</strong><br />
The Bigger Picture<br />
The Dam Keeper<br />
O Banquete<br />
Me and My Moulton<br />
A Single Life</p>
<p>O Oscar acontece dia 22 de fevereiro de 2015.</p>
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		<title>News: Confira os indicados ao Framboesa de Ouro 2015</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2015 13:54:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
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					<description><![CDATA[Seguindo a tradição de anunciar seus indicados na véspera do anúncio do Oscar, o Framboesa de Ouro divulgou quem estará na disputa pelos piores do ano na sua 35ª edição. Sem nenhuma surpresa, o intragável &#8220;Transformers 4&#8221; lidera com sete indicações, seguido de perto por &#8220;A Lenda de Hércules&#8221; com seis. &#8220;As Tartarugas Ninja&#8221;, produzido [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="2162" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2015/01/14/news-confira-os-indicados-ao-framboesa-de-ouro-2015/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800.jpg" data-orig-size="2880,1800" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Grimlock-Optimus-Prime-In-Transformers-4-Age-of-Extinction-Wallpaper-2880&amp;#215;1800" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800.jpg?w=800" class=" size-large wp-image-2162 aligncenter" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800.jpg?w=800&#038;h=501" alt="Grimlock-Optimus-Prime-In-Transformers-4-Age-of-Extinction-Wallpaper-2880x1800"   srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800.jpg?w=660 660w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800.jpg?w=1320 1320w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800.jpg?w=150 150w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800.jpg?w=300 300w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800.jpg?w=768 768w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/grimlock-optimus-prime-in-transformers-4-age-of-extinction-wallpaper-2880x1800.jpg?w=1024 1024w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a></p>
<p>Seguindo a tradição de anunciar seus indicados na véspera do anúncio do Oscar, o Framboesa de Ouro divulgou quem estará na disputa pelos piores do ano na sua 35ª edição. Sem nenhuma surpresa, o intragável &#8220;Transformers 4&#8221; lidera com sete indicações, seguido de perto por &#8220;A Lenda de Hércules&#8221; com seis. &#8220;As Tartarugas Ninja&#8221;, produzido por Michael Bay, garantiu cinco menções, mostrando que o diretor americano tem tudo para virar o novo Stallone (que acumula 31 indicações e 10 vitórias) do Framboesa de Ouro.</p>
<p>A novidade e grande surpresa desse ano fica por conta de um lado mais otimista da premiação: é o Troféu Redentor, que vai premiar atores que tiveram várias indicações no passado, mas conseguiram se redimir nos últimos anos. Confira a lista completa de indicados:</p>
<p><span id="more-2161"></span></p>
<p><strong>Pior Filme</strong><br />
&#8211; Kirk Cameron&#8217;s Saving Christmas<br />
&#8211; O Apocalipse<br />
&#8211; The Legend of Hercules<br />
&#8211; As Tartarugas Ninja<br />
&#8211; Transformers 4</p>
<p><strong>Pior </strong><strong>Ator</strong><br />
&#8211; Kirk Cameron &#8211; Kirk Cameron&#8217;s Saving Christmas<br />
&#8211; Nicholas Cage &#8211; O Apocalipse<img loading="lazy" data-attachment-id="2163" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2015/01/14/news-confira-os-indicados-ao-framboesa-de-ouro-2015/hercules/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/hercules.jpg" data-orig-size="800,1145" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Hercules" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/hercules.jpg?w=715" class="alignright size-medium wp-image-2163" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/hercules.jpg?w=210&#038;h=300" alt="Hercules" width="210" height="300" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/hercules.jpg?w=210 210w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/hercules.jpg?w=420 420w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/01/hercules.jpg?w=105 105w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /><br />
&#8211; Kellan Lutz &#8211; The Legend of Hercules<br />
&#8211; Seth MacFarlane &#8211; Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola<br />
&#8211; Adam Sandler &#8211; Juntos e Misturados</p>
<p><strong>Pior Atriz</strong><br />
&#8211; Drew Barrymore &#8211; Juntos e Misturados<br />
&#8211; Cameron Diaz &#8211; Mulheres ao Ataque e Sex Tape &#8211; Perdido na Nuvem<br />
&#8211; Melissa McCarthy &#8211; Tammy<br />
&#8211; Charlize Theron &#8211; Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola<br />
&#8211; Gaia Weiss &#8211; The Legend of Hercules</p>
<p><strong>Pior Ator Coadjuvante</strong><br />
&#8211; Mel Gibson &#8211; Os Mercenários 3<br />
&#8211; Kelsey Grammer &#8211; Os Mercenários 3/Legends of Oz/Think Like a Man Too/Transformers 4<br />
&#8211; Shaquille O&#8217;Neal &#8211; Juntos e Misturados<br />
&#8211; Arnold Schwarzenegger &#8211; Os Mercenários 3<br />
&#8211; Kiefer Sutherland &#8211; Pompeia</p>
<p><strong>Pior Atriz Coadjuvante</strong><br />
&#8211; Cameron Diaz &#8211; Annie<br />
&#8211; Megan Fox &#8211; As Tartarugas Ninja<br />
&#8211; Nicola Peltz &#8211; Transformers 4<br />
&#8211; Susan Sarandon &#8211; Tammy<br />
&#8211; Brigitte Ridenour &#8211; Kirk Cameron&#8217;s Saving Christmas</p>
<p><strong>Pior Diretor</strong><br />
&#8211; Michael Bay &#8211; Transformers 4<br />
&#8211; Darren Doane &#8211; Kirk Cameron&#8217;s Saving Christmas<br />
&#8211; Renny Harlin &#8211; The Legend of Hercules<br />
&#8211; Jonathan Liebesman &#8211; As Tartarugas Ninja<br />
&#8211; Seth MacFarlane &#8211; Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola</p>
<p><strong>Pior Remake, Imitação ou Sequência</strong><br />
&#8211; Annie<br />
&#8211; Atlas Shrugged: Who Is John Galt?<br />
&#8211; The Legend of Hercules<br />
&#8211; As Tartarugas Ninja<br />
&#8211; Transformers 4</p>
<p><strong>Pior Parceria</strong><br />
&#8211; Quaisquer dois robôs e atores (robóticos) &#8211; Transformers 4<br />
&#8211; Kirk Cameron &amp; Seu Ego &#8211; Kirk Cameron&#8217;s Saving Christmas<br />
&#8211; Cameron Diaz &amp; Jason Segel &#8211; Sex Tape &#8211; Perdido na Nuvem<br />
&#8211; Kellan Lutz &amp; Seu Abdômen, Seus Peitorais ou Seus Glúteos &#8211; The Legend of Hercules<br />
&#8211; Seth MacFarlane &amp; Charlize Theron &#8211; Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola<img loading="lazy" class="alignright" src="https://i0.wp.com/img2-1.timeinc.net/people/i/2014/news/141006/ben-affleck-1024.jpg" alt="" width="294" height="486" /></p>
<p><strong>Pior Roteiro</strong><br />
&#8211; Kirk Cameron&#8217;s Saving Christmas<br />
&#8211; O Apocalipse<br />
&#8211; Sex Tape &#8211; Perdido na Nuvem<br />
&#8211; As Tartarugas Ninja<br />
&#8211; Transformers 4</p>
<p><strong>Troféu Redentor</strong><br />
&#8211; Ben Affleck &#8211; Argo e Garota Exemplar<br />
&#8211; Jennifer Aniston &#8211; Cake<br />
&#8211; Mike Myers &#8211; Supermensch<br />
&#8211; Keanu Reeves &#8211; De Volta ao Jogo<br />
&#8211; Kristen Stewart &#8211; Camp X-Ray</p>
<p>Seguindo a tradição, o Framboesa de Ouro será entregue na véspera do Oscar, dia 21 de fevereiro.</p>
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			<media:title type="html">Marcelo Silva</media:title>
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			<media:title type="html">Hercules</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Cinema, opiniões e Youtube: O Pós-Créditos está no ar!! E junto com ele, uma nova fase para esse blog.</title>
		<link>https://comentandocinema.wordpress.com/2014/10/29/cinema-opinioes-e-youtube-o-pos-creditos-esta-no-ar-e-junto-com-ele-uma-nova-fase-para-esse-blog/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2014 19:07:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Bom, devo desculpas para quem está entrando nesse blog agora ou ainda o visita regularmente. Já fazem alguns meses que ele está parado, eu sei, mas antes era por pura falta de tempo, mas agora, ele só está parado por uma ótima causa, que tem tudo a ver com Cinema! Há quatro semanas atrás, comecei [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, devo desculpas para quem está entrando nesse blog agora ou ainda o visita regularmente. Já fazem alguns meses que ele está parado, eu sei, mas antes era por pura falta de tempo, mas agora, ele só está parado por uma ótima causa, que tem tudo a ver com Cinema!</p>
<p>Há quatro semanas atrás, comecei um novo projeto, agora no Youtube, chamado <a href="https://www.youtube.com/user/poscreditosreviews">Pós-Créditos</a>! Um canal feito especialmente para falar sobre Cinema, os filmes da semana, clássicos e outros filmes nem tão recentes que vocês venham a pedir, hehe. Já tem quatro vídeos no ar, falando de <em>Sin City 2: A Dama Fatal</em>, <em>O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro</em>, <em>Annabelle</em> e, o mais recente, sobre <em>Drácula: A História Nunca Contada</em>. Por enquanto, ele funciona como um canal independente de qualquer outro trabalho que já fiz internet afora, mas muito em breve, ele terá conexão direta aqui com o Comentando Cinema, com o blog servindo de extensão e complemento aos comentários &#8220;rápidos e marotos&#8221; do Pós-Créditos.</p>
<p>Portanto, acesse o canal, não deixe de se inscrever para acompanhar e ficar sabendo sempre que sair um vídeo novo e comente e discuta Cinema por lá também. Confira aí embaixo os vídeos já publicados:</p>
<p><iframe class="youtube-player" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/GXjW2lWeaLA?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p><strong>Pós Créditos #01 &#8211; Sin City 2: A Dama Fatal</strong></p>
<p><iframe class="youtube-player" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/QoDbgLdgB0c?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p><strong>Pós-Créditos #02 &#8211; O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro</strong></p>
<p><iframe class="youtube-player" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/jHh-bD4dXoo?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p><strong>Pós-Créditos #03 &#8211; Annabelle</strong></p>
<p><iframe class="youtube-player" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/Uj1XBN-K_wA?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p><strong>Pós-Créditos #04 &#8211; Drácula: A História Nunca Contada</strong></p>
<p>______________________________________________________</p>
<p>Lembrando que isso não significa que o blog vai acabar! Muito pelo contrário, agora sim que ele vai voltar com força total! Fiquem ligados, tanto aqui, quanto no canal!</p>
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			<media:title type="html">Marcelo Silva</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Filmes: Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)</title>
		<link>https://comentandocinema.wordpress.com/2014/05/04/filmes-capitao-america-2-o-soldado-invernal-2014/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2014 19:14:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Critícas]]></category>
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					<description><![CDATA[Gênero: AçãoDuração: 136 min.Origem: EUADireção: Joe Russo, Anthony RussoRoteiro: Christopher Markus, Stephen McFeelyProdução: Kevin Feige, Nate Moore A chamada &#8220;Fase 2&#8221; da ambiciosa construção do Universo Marvel nos cinemas teve um início complicado com o fraco e decepcionante Homem de Ferro 3. No entanto, depois da boa sequência de Thor (principalmente comparado ao péssimo primeiro filme), a era pós-Vingadores da Marvel Studios [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/05/america3.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="2145" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2014/05/04/filmes-capitao-america-2-o-soldado-invernal-2014/america3/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/05/america3.jpg" data-orig-size="489,720" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="AMERICA3" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/05/america3.jpg?w=489" class="aligncenter  wp-image-2145" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/05/america3.jpg?w=270&#038;h=398" alt="AMERICA3" width="270" height="398" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/05/america3.jpg?w=270&amp;h=398 270w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/05/america3.jpg?w=102&amp;h=150 102w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/05/america3.jpg?w=204&amp;h=300 204w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/05/america3.jpg 489w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong style="font-weight:bold;color:#666666;">Gênero:</strong><span style="color:#666666;"> Ação</span><br style="color:#666666;" /><strong style="font-weight:bold;color:#666666;">Duração:</strong><span style="color:#666666;"> 136 min.</span><br style="color:#666666;" /><strong style="font-weight:bold;color:#666666;">Origem:</strong><span style="color:#666666;"> EUA</span><br style="color:#666666;" /><strong style="font-weight:bold;color:#666666;">Direção:</strong><span style="color:#666666;"> Joe Russo, Anthony Russo</span><br style="color:#666666;" /><strong style="font-weight:bold;color:#666666;">Roteiro:</strong><span style="color:#666666;"> Christopher Markus, Stephen McFeely</span><br style="color:#666666;" /><strong style="font-weight:bold;color:#666666;">Produção:</strong><span style="color:#666666;"> Kevin Feige, Nate Moore</span></p>
<p style="text-align:justify;">A chamada &#8220;Fase 2&#8221; da ambiciosa construção do Universo Marvel nos cinemas teve um início complicado com o fraco e decepcionante <em>Homem de Ferro 3</em>. No entanto, depois da boa sequência de <em>Thor</em> (principalmente comparado ao péssimo primeiro filme), a era pós-Vingadores da Marvel Studios chega ao seu auge com <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal</em>, uma continuação que supera o filme original em todos os aspectos e leva os filmes do estúdio para um nível completamente novo.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-2137"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Uma das maiores surpresas de 2011 foi <em>Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador</em>. Muita gente não tinha nenhuma expectativa para essa adaptação, principalmente pelo preconceito com o personagem, esperando que ele não funcionasse fora dos EUA ou alegando que seu patriotismo o limita demais (opinião que eu compartilhava até ler a HQ <em>Guerra Civil</em>). O roteiro eficiente e a ambientação na Segunda Guerra, entre outros fatores, ajudaram o filme a ser um dos maiores sucessos de bilheteria da Marvel, tornando a continuação muito mais relevante e aguardada.</p>
<p style="text-align:justify;">O primeiro desafio de <em>O Soldado Invernal</em> era fazer o Capitão América funcionar nos dias atuais. No filme anterior, as coisas foram um pouco mais fáceis, já que o herói surge exatamente como o grande trunfo dos EUA na Segunda Guerra. <img loading="lazy" class="alignleft" src="https://i0.wp.com/omelete.uol.com.br/images/galerias/Capitao-America-2/Capitao-America-2-17Mar2014-53.jpg" alt="" width="210" height="315" />E se as ocasionais piadas com o fato dele estar completamente deslocado do resto do mundo atual em <em>Os Vingadores</em> funcionavam, agora seria necessário justificar a necessidade de um símbolo como ele no século XXI.</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso, o trabalho dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely (que também trabalharam no primeiro filme) é admirável, e segue com inteligência a repaginada no herói feita nas HQs,  já que ao mesmo tempo em que ainda investem em pequenas gags sobre o tempo que o Capitão esteve congelado (como o tão comentado livro de anotações com referências a cultura pop de cada país), mostram um herói confuso com seu papel de defender um país que parece não servir os mesmos ideais que servia no seu tempo, tentando servir o governo, mas questionando suas atitudes.</p>
<p style="text-align:justify;">Claro que isso não é um mérito apenas do roteiro, já que Chris Evans surpreendentemente faz um excelente trabalho como um homem fora de seu tempo. Desde pequenos detalhes como a sincera cordialidade com as mulheres (a referência a Peggy Carter é emocionante) até belas cenas como o flashback do seu tempo como recruta, Evans convence como o homem com a experiência e mente de 95 anos num corpo de um alguém na casa dos 30. É curioso também perceber como Steve Rogers é muito mais aprofundado nesse filme do que na sua própria origem. Essa nova abordagem do herói para os tempos modernos mostra-o fiel ao mesmos ideais pelos quais lutava na guerra e, exatamente por isso, perdendo as esperanças nos EUA e em suas organizações.</p>
<p style="text-align:justify;">Elementos reais como o famigerado Ato Patriótico são referenciados de forma explícita no filme, levando o protagonista a questionar o que exatamente é considerado liberdade e democracia nos dias atuais. Para quem começou nas HQs como uma mera propaganda para a guerra, é admirável ver como o Capitão América se tornou um personagem fascinante, seja nos quadrinhos ou no cinema, com suas limitações sendo usadas a seu favor (e dá até para lembrar da já citada <em>Guerra Civil</em> na forma de agir do protagonista e em uma cena específica num elevador, que apesar de não vir diretamente da HQ, lembra um momento do início dela).</p>
<p style="text-align:justify;">Algo inesperado no filme, entretanto, o diferencia positivamente de praticamente todos as outros do estúdio. O desenvolvimento e a evolução até mesmo dos personagens coadjuvantes é uma grata surpresa. Depois de duas aparições apenas como espiã sexy e perigosa, a Viúva Negra é melhor trabalhada, não faltando menções ao seu passado ou a sua natureza ambígua (o que torna a ideia de um filme ou série da personagem cada vez mais interessante) e Scarlett Johansson continua impecável. Até mesmo Nick Fury, que antes era relegado a aparições ocasionais que pareciam servir só para mostrar como Samuel L. Jackson fica bem no papel, ganha um espaço aqui, sendo obrigado a tomar decisões difíceis, contando seu passado e fazendo parte de uma ótima perseguição de carros . Há a apresentação de um novo personagem, o Falcão, que tem ótimos momentos nas sequências de ação, mas não faz muito fora isso, devendo ganhar mais espaço em produções futuras.</p>
<p style="text-align:justify;">As sequências de ação, aliás, são um dos pontos altos do filme. Apesar de alguns poucos momentos serem prejudicados pela desnecessária e lamentável conversão em 3D (que foi jogada goela abaixo dos brasileiros), elas são muito bem realizadas, divertidas e tensas como devem ser. O filme inteiro evoca o gênero de espionagem, seja no cinema ou em outras mídias, mas para quem é fã de video games, é difícil assistir a fantástica sequência inicial e não lembrar da franquia <em>Splinter Cell</em> ao ver o Capitão correndo e eliminando cada homem do barco em seu caminho.</p>
<p style="text-align:justify;">Além dela, a  já citada perseguição de carros envolvendo Nick Fury e o clímax que envolve todos os personagens principais são eletrizantes, essa última em especial é para deixar qualquer um grudado na poltrona. Ela é, diga-se de passagem, uma das poucas cenas de ação onde os efeitos visuais se fazem realmente presentes, já que na maior parte do tempo investem em locações reais e<img loading="lazy" class="alignright" src="https://i0.wp.com/omelete.uol.com.br/images/galerias/Capitao-America-2/Capitao-America-2-02Fev2014_05.jpg" alt="" width="306" height="204" /> efeitos mecânicos, o que ajuda a criar maior impacto e deixa as sequências ainda mais tensas como devem ser. O único e maior deslize desses momentos e, consequentemente do filme , são os artifícios usados para a conclusão das cenas, que de tão convenientes, soam um pouco ridículos (mesmo levando em conta os incontáveis gadgets dos personagens, aquela milagrosa ferramenta que abre buracos no chão pede um pouco demais da boa vontade do espectador).</p>
<p style="text-align:justify;">Outro problema (esse não chega a prejudicar o filme, mas está lá), é ironicamente, no vilão &#8211; pelo que os trailers indicavam &#8211; que dá título para essa sequência. Tirado da aclamada história que leva o mesmo nome do longa, o Soldado Invernal parecia ser um personagem de enorme potencial e era óbvio que ele seria um dos focos centrais. Sabe-se lá porque, fora uma ótima luta entre ele e o Capitão América, o que sobra são aparições esporádicas que se perdem em meio a toda intrincada conspiração na qual todos estão envolvidos. É sugerido que veremos mais do Soldado no futuro, mas para o filme levar esse título, esperava pelo menos um pouco mais de desenvolvimento (ainda mais levando em conta que é uma das poucas produções da Marvel que parecem se importar com isso).</p>
<p style="text-align:justify;">Por mais que seja um filme pós-<em>Vingadores</em>, <em>Capitão América 2</em> contraria as expectativas de ser só mais um pedaço do universo da editora/estúdio &#8211; pelo fato de ter vários personagens que já apareceram em outras produções do estúdio &#8211; e funciona perfeitamente como um filme isolado, sendo até superior a qualquer filme solo feito pela Marvel Studios até agora (se equiparando apenas ao primeiro <em>Homem de Ferro</em>).</p>
<p style="text-align:justify;">Claro, não faltam referências aos outros Vingadores &#8211; até porque seria idiotice simplesmente ignorar os acontecimentos da mega-produção &#8211; para compensar a limitação que o cinema traz em comparação aos quadrinhos na interação entre os heróis (lá, é comum outros personagens aparecerem para ajudar mesmo em histórias individuais, aqui entretanto, não existia a mínima chance de Robert Downey Jr. aparecer no filme como o Homem de Ferro só para ajudar o Capitão, por exemplo) entre outras referências <img loading="lazy" class="alignleft" src="https://i0.wp.com/omelete.uol.com.br/images/galerias/Capitao-America-2/Capitao-America-O-Soldado-Invernal-31Dez2013-2.jpg" alt="" width="301" height="196" />ao Universo Marvel e até uma breve &#8211; e  divertida &#8211; menção a <em>Pulp Fiction</em>. Depois de erros como o primeiro <em>Thor</em>, em que o Deus do Trovão era coadjuvante de seu próprio filme em prol da preparação para <em>Vingadores</em>, a Marvel parece ter aprendido que pode fazer referências ao universo e uma história própria para o personagem sem pesar a mão em nenhum dos dois lados, agradando tanto os fãs que acompanham cada filme do estúdio quanto o grande público.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem nunca sacrificar o clima de diversão único e típico de um filme do estúdio, <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal</em> até aparenta, mas jamais segue o estilo realista dos últimos filmes da concorrência (salvo o terrível <em>Lanterna Verde</em>, claro), equilibrando com perfeição o inconfundível clima de aventura de histórias em quadrinhos que só a Marvel sabe criar com a paranoia da conspiração, a tensão, a boa construção de personagens e as reviravoltas da trama principal. Deixando algumas pontas soltas e promissoras, que nesse caso podem ser resolvidas em qualquer filme e não exatamente na sequência direta deste, é mais uma excelente produção para um estúdio que começou com ambições que pareciam absurdas, mas agora, se provam admiráveis. O fato é que, a cada filme, a Marvel Studios reforça não só o seu poder, mas sua garantia de bom entretenimento na indústria cinematográfica.</p>
<p style="text-align:justify;">E se baseando nesse filme, quem tem a ganhar, só para variar, é o espectador.</p>
<p><strong>Nota:</strong> 9</p>
<p>P.S.: É lógico que temos duas cenas pós-créditos. A primeira e mais importante, é para deixar os fãs da HQ ainda mais ansiosos para <em>Vingadores 2</em>. A segunda, mais ligada ao filme em si, abre caminho para o terceiro filme e até deixa a dica de que devem consertar um leve erro.</p>
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		<title>Opinião: Dexter &#8211; Tonight is the night&#8230; and it&#8217;s gonna happen again and again and again and again&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2013 00:24:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[No último domingo, Dexter, série outrora considerada uma das melhores da televisão, chegou ao seu fim depois de oito temporadas. Infelizmente, o sentimento que melhor descreve esse acontecimento, pelo menos para a maioria dos fãs&#8230; é alívio. Dexter já foi uma das minhas séries favoritas e uma das melhores da televisão atual. Quando surgiu, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><img loading="lazy" class="aligncenter" alt="" src="https://i0.wp.com/s3-ec.buzzfed.com/static/2013-09/enhanced/webdr01/23/1/enhanced-buzz-8243-1379913333-23.jpg" width="563" height="308" />No último domingo, <em>Dexter</em>, série outrora considerada uma das melhores da televisão, chegou ao seu fim depois de oito temporadas. Infelizmente, o sentimento que melhor descreve esse acontecimento, pelo menos para a maioria dos fãs&#8230; é alívio. <em><span id="more-2112"></span></em></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><em>Dexter</em> já foi uma das minhas séries favoritas e uma das melhores da televisão atual. Quando surgiu, a série chamou a atenção pelo seu protagonista: um serial killer frio, inteligente e sombrio, que se escondia por trás de um cara normal: amigo de todo mundo, irmão e namorado carinhoso.</p>
<p>A forma como o personagem foi sendo desenvolvido ao longo da série, suas várias faces, suas formas de lidar com determinadas situações e os problemas para esconder seu lado negro, o roteiro sempre inteligente e as tramas cheias de reviravoltas inusitadas, além de coadjuvantes cativantes (como Debra Morgan, irmã de Dexter, o sargento Doakes ou o bobo Masuka) ajudaram a formar a reputação e a marca da série. Até mesmo dois elementos que costumam ser encarados como muletas em qualquer roteiro funcionavam aqui: a narração em off do protagonista, ajudava o espectador a entrar ainda mais na mente dele e entendê-lo, enquanto o fantasma de Harry Morgan (pai de Dexter e quem o ensinou sobre o código de matar apenas outros criminosos), surgia como sua<img loading="lazy" class="alignleft" style="font-size:16px;line-height:24px;" alt="" src="https://i0.wp.com/static.comicvine.com/uploads/original/10/103530/3161515-1613787376-dexte.jpg" width="344" height="194" />consciência moral, para sempre mantê-lo no lugar e não desviar seu lado negro para um caminho ainda mais errado.</p>
<p>Tudo isso foi magistralmente orquestrado por Clyde Phillips, Daniel Cerone e Melissa Rosenberg, que foram os showrunners desde a primeira temporada (Cerone saiu na segunda). A série chegou ao seu ápice na quarta temporada, introduzindo um vilão tão brilhante e assustador quanto Dexter, o assassino Trinity. O final da temporada não poderia ter sido mais arrasador: num ato corajoso, os produtores fizeram uma gigantesca reviravolta na história e mataram Rita, grande amor de Dexter e uma personagem que sempre esteve a parte na série, servindo mais para mostrar o lado &#8220;humano&#8221; do protagonista do que para qualquer outra coisa.</p>
<p>E foi nesse delicadíssimo ponto da série que Phillips e Rosenberg &#8211; que tinham acabado de colocar a história no seu ápice &#8211; deixaram o comando do programa. Como continuar com a história depois dos terríveis acontecimentos do final da quarta temporada? Como Dexter iria lidar com a morte da sua mulher, ainda mais da forma como aconteceu? O que iria acontecer com o protagonista agora que a pessoa que era um dos seus pilares morreu de forma tão trágica? A resposta é simples: com um desafio tão grande nas mãos, os produtores que assumiram a série só conseguiram uma coisa: desastre.</p>
<p>Na tentativa de humanizar o personagem, transformaram-no num homem que foi perdendo cada vez mais sua identidade, tomando atitudes imbecis (por mais que a gente tente, quem consegue esquecer de &#8220;Nebraska&#8221;, episódio da 6ªtemporada em que ele sai fazendo doideiras com o irmão morto?) e fazendo a icônica e inesquecível abertura da série (que já mostrava como o personagem era insanamente metódico) parecer sem qualquer sentido, já que o sagrado Código de Harry foi jogado no lixo e Dexter tomava uma atitude impulsiva atrás da outra.</p>
<p>Como se não bastasse, o roteiro da série ia de mal a pior, apostando em coincidências, reciclando ideias e se repetindo constantemente. Se antes a narração e o fantasma de Harry funcionavam dentro do contexto, agora eles eram exatamente o que seriam em qualquer outra série: uma forma de desafiar a inteligência do espectador, deixando as coisas bem mastigadas (a cena mostrava, a narração descrevia e, julgando que ainda não tivéssemos entendido, Harry Morgan aparecia dando sua opinião sobre o assunto). Pior que isso, a narração tornava Dexter um mongoloide que vivia de se lamentar (e se fosse sobre Rita, ainda dava para relevar, mas nem<img loading="lazy" class="alignright" alt="" src="https://i0.wp.com/darklydexter.com/wp-content/uploads/2011/11/vlcsnap-2011-11-14-13h49m55s149.png" width="364" height="206" /> isso era) e seu pai virou um sintoma de esquizofrenia, já que ele havia deixado de agir como consciência moral para ter discussões inteiras com o filho.</p>
<p>Os vilões que sucederam Trinity também foram de esquecíveis a simplesmente patéticos. A 5ªtemporada trouxe Lumen, um personagem sem qualquer desenvolvimento e consequentemente, sem qualquer graça, que só serviu para introduzir o vilão Jordan Chase e seus amigos que escondiam mulheres mortas em barris. Para quem achou o terceiro ano da série um pouco parado, esse foi uma verdadeira tortura. Quando acabou, a sensação foi de que vimos 12 episódios em que absolutamente NADA aconteceu.</p>
<p>Veio mais uma temporada e dessa vez tivemos um arco promissor, com um assassino que planejava mortes baseado em passagens bíblicas. Aqui vimos muitas coisas acontecerem, o problema é que todas eram péssimas. Na prática, a história foi patética, apostando numa reviravolta óbvia e ridícula a la <em>Sexto Sentido</em> e ainda contando com o pior episódio da história da série (o já citado &#8220;Nebraska&#8221;). Mas o season finale segurou todo mundo: Debra finalmente descobria o segredo do irmão.</p>
<p>A 7ªtemporada bem tentou recolocar a série nos trilhos, mas já era tarde demais: a essência de <em>Dexter</em>, por assim dizer, já tinha se perdido. Sentia que estava assistindo algo que já não era para existir mais e me perguntei: &#8220;porque estou acompanhando isso ainda, afinal?&#8221;. Preferi pegar um resumão da temporada depois que ela acabou. Fiz o mesmo com a oitava e última temporada, principalmente porque o comentário geral é de que ela estava péssima e bem&#8230; não tinha tempo para ver 11 episódios ruins só para ver o final.</p>
<p>Sim, eu vi o episódio final. <em>Dexter</em> fez parte da minha vida, independente do que acabou virando com os anos. Por isso, ver o último episódio seria como fechar de vez essa que já foi uma das <img loading="lazy" class="alignleft" alt="" src="https://i0.wp.com/www.hollywoodreporter.com/sites/default/files/imagecache/blog_post_349_width/2013/05/dexter_season_8_p_2013.jpg" width="244" height="326" />minhas séries favoritas. Acompanhei a série desde a segunda temporada, senti quase a necessidade de assistir esse episódio, afinal, era simbólico e acima de tudo era o fim de uma série tão marcante.</p>
<p>Exceto pelo fato de que eu estava errado. Covarde, hipócrita e sem a menor coerência (Dexter ia fugir para a Argentina, o que já é tosco o suficiente, até resolver mudar de ideia, largando o próprio filho com uma sociopata e fingindo sua morte para o mundo. SÉRIO?), o final de <em>Dexter</em> mostrou que qualquer valor ou simbolismo que a série pudesse ter já não existia há tempos. O personagem que nos cativou há oito anos atrás morreu junto com Rita.</p>
<p>Levou junto com ele toda a engenhosidade dos roteiros, o carisma dos coadjuvantes e a relevância do programa para a televisão americana. Até mesmo os atores pareciam estar fazendo aquilo só para se livrar de uma vez. Michael C. Hall, que antes tinha uma atuação hipnótica como o protagonista, estava num piloto automático tão evidente que chega a dar agonia só de lembrar. E nem vou comentar do vilão, um personagem ridículo, com uma morte mais ridícula ainda.</p>
<p>Nos segundos finais da série, Dexter Morgan, sozinho, isolado e morto para o resto do mundo, olha diretamente para a câmera e, consequentemente, para o telespectador. O olhar do personagem (e porque não do próprio C. Hall) traduz os tortuosos últimos anos da série.</p>
<p>Ao invés de ser carregado de significado, é um olhar vazio, de alguém que não está mais lá, da sombra de alguém que um dia já foi relevante para nós. Dexter não estava mais ali, assim como não esteve conosco nos últimos anos. A noite de domingo passado foi a última noite. Não vai acontecer mais como acontecia, relembrando a mais icônica frase do protagonista.</p>
<p>E não há nada pior do que não sentir nenhuma saudade disso.</p>
<p style="text-align:center;"><img loading="lazy" class="aligncenter" alt="" src="https://elipunto.files.wordpress.com/2013/05/323_8_0_prm-mstrpiece_1024x640.jpg?w=553&#038;h=346" width="553" height="346" /></p>
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		<title>Comentando discografias: Metallica &#8211; Parte 5: Suicídio e redenção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 23:49:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Critícas]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[Os anos 90 trouxeram tantas mudanças drásticas para o rock, que os anos 2000 se iniciaram com uma vontade de reviver os velhos tempos. Com isso, bandas ressurgiram das cinzas com suas formações clássicas e um som nostálgico, mas renovado e estouraram como não faziam desde os anos 80. No entanto, se os anos 00 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><img loading="lazy" class="aligncenter" alt="" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/63298-hornsuprocksmetallicagroupshot2008.jpg?w=440&#038;h=300" width="440" height="300" />Os anos 90 trouxeram tantas mudanças drásticas para o rock, que os anos 2000 se iniciaram com uma vontade de reviver os velhos tempos. Com isso, bandas ressurgiram das cinzas com suas formações clássicas e um som nostálgico, mas renovado e estouraram como não faziam desde os anos 80. No entanto, se os anos 00 começaram com uma nova consagração para bandas veteranas e o nascimento de tantas outras bandas pesadas, para o Metallica, foi o fundo do poço.</p>
<p>A popularidade da banda foi para o espaço com diversas polêmicas e os integrantes sofreram com problemas pessoais e entre si. O resultado de tudo isso foi um álbum igualmente problemático e caótico, que refletia uma banda que estava se auto-destruindo. Era hora de juntar os pedaços, resgatar o passado e aprender com o presente&#8230; para reescrever o futuro.</p>
<p><span id="more-2096"></span></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Suicídio&#8230;</strong></em></p>
<p style="text-align:left;"><strong>St. Anger (2003)</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img loading="lazy" class="aligncenter" alt="" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/70d26-st_anger.jpg?w=294&#038;h=272" width="294" height="272" /></p>
<p style="text-align:left;">Em meio a toda uma bagunça sem precedentes, o Metallica anunciou seu novo álbum de estúdio. Segundo Lars, o lado pop abraçado em Load/ReLoad seria deixado de lado e a banda voltaria a fazer um som mais pesado e cru, &#8220;como nos velhos tempos&#8221;, dando uma certa esperança para os fãs. Claro que ninguém esperava o que acabou sendo <em>St. Anger</em>. De fato, ele é absurdamente mais pesado que qualquer coisa que a banda tenha feito naqueles últimos anos.</p>
<p style="text-align:left;">Esse peso, entretanto, é reflexo dos vários baques que o Metallica e sua reputação sofreram nos anos que antecederam o álbum e na sua composição. Todo o acúmulo das atitudes equivocadas, a polêmica da pirataria, a saída definitiva &#8211; e já esperada há anos, dada a forma como ele era tratado &#8211; de Jason Newsted e o tortuoso processo de criação deste oitavo álbum de estúdio, que envolveu James se internando na reabilitação e incontáveis discussões, brigas realmente tensas e até um terapeuta (tudo isso devidamente registrado no sensacional documentário &#8220;Some Kind of Monster&#8221;) tiveram seu impacto.</p>
<p style="text-align:left;">Com isso, o prometido som pesado do álbum é na verdade uma barulheira infernal, um amontoado de sons incômodos em músicas que apesar de na sua maioria, terem letras agressivas e com algo a dizer, eram terríveis de se ouvir. No entanto, essa experiência não vem de imediato, já que &#8220;Frantic&#8221; (com o patético verso, &#8220;Frantic-tic-tic-tic-tic-tic-tac&#8221;) e a faixa-título (cujo refrão parece resumir o que um sentia do outro na banda naquele momento &#8211; &#8220;I&#8217;m madly anger with you!&#8221;) só dão uma prévia do que esperar de <em>St. Anger</em>.</p>
<p style="text-align:left;">Aqui, Lars parece ter abandonado a bateria pra bater em latões (uma piada que jamais abandonaria o Metallica, mesmo depois de voltarem a boa forma), Kirk desaparece em meio a bagunça, já que a decisão foi limar todo e qualquer solo das músicas &#8211; um momento especialmente memorável, registrado no documentário &#8211; Bob Rock faz as linhas de baixo, já que a banda não teve tempo &#8211; nem disposição &#8211; de procurar um novo baixista e James agora se encontrava sóbrio, mas ainda atormentado e transparece isso em um vocal agoniante, doloroso (para ele e para nós, conste-se) e sem qualquer preocupação de soar agradável.</p>
<p style="text-align:left;">No desenrolar do álbum, mesmo já sabendo tudo o que se passou para o álbum existir, fica realmente difícil de acreditar que uma banda do porte do Metallica, por maiores que tenham sido os absurdos que já tenham feito, tiveram a coragem de lançar algo como <em>St. Anger</em> no mercado. Quando se chega em momentos realmente asquerosos como &#8220;Some Kind of Monster&#8221; (que parece cover de uma das irrelevantes bandas de nu metal surgidas na época), nos gritos inexplicáveis no meio de &#8220;Dirty Window&#8221; (com tem uma letra desafiadora &#8211; &#8220;Eu vejo meu reflexo na janela/Parece diferente, tão diferente do que você vê&#8221;) ou na vergonhosa &#8220;Purify&#8221;, dá até para entender porque tanta gente abandonou de vez a banda ali.</p>
<p style="text-align:left;">E não é como se a falta de solos impactasse na duração das músicas. Algumas chegam a quase 9 minutos de berros, latões e agonia. Aliás, se no álbum de estreia a falta de baladas fazia o quarteto soar mais destruidor e poderoso, aqui, o fato de não haver um único momento calmo, torna o Metallica uma banda atormentada, como aquela pessoa que desconta toda a raiva que está sentindo sem que você nem tenha falado nada para isso. Prova disso são os momentos finais da última música, &#8220;All Within My Hands&#8221;, em que James começa a berrar de forma desesperada &#8220;Kill! Kill! Kill!&#8221; e o ouvinte se pergunta, igualmente desesperado, o que ele fez para ouvir tudo aquilo.</p>
<p style="text-align:left;">Em <em>St. Anger</em>, o Metallica mostra exatamente no que todo o sucesso e o dinheiro havia transformado eles: eram pessoas atormentadas, desunidas e cheias de excessos. Cada música do álbum parece derrubar um pedaço deles e no final, o que sobra é um estranho e deprimente arremedo de banda de rock. Como consequência, houveram shows cancelados, desgaste físico e emocional e uma turnê mundial anormalmente curta. Era hora de parar de simplesmente seguir em frente, juntar os pedaços e seguir um novo caminho. E este, depois de tantos anos, finalmente teria algo de familiar&#8230;</p>
<p><strong>Nota:</strong> 2 (só pela capa, concebida pelo ilustrador Pushead, que é fantástica, uma pena ter sido usada num álbum como esse)<br />
<strong>Preste atenção em:</strong> Na arte da capa. E em &#8220;Frantic&#8221;, que é a primeira música, só pra dizer que você chegou a ouvir alguma coisa do álbum.<br />
<strong>Para pular depois da primeira ouvida:</strong> Depois que se conhece a carreira do Metallica de ponta a ponta, a melhor coisa a se fazer é esquecer que <em>St. Anger</em> existiu.</p>
<p>_________________________________________________</p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>&#8230; E redenção</strong></em></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Death Magnetic (2008)</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img loading="lazy" class="aligncenter" alt="" src="https://heavyrocknews.files.wordpress.com/2008/09/metallica-death-magnetic-front.jpg?w=281&#038;h=281" width="281" height="281" /></p>
<p style="text-align:left;"><strong></strong>A banda e sua reputação estavam no limbo após <em>St. Anger </em>e o processo de ressurgimento se daria lentamente. Em 2005, tiraram um ano de necessárias férias, com cada integrante indo para o seu lado e curtindo a própria vida. No ano seguinte, a turnê &#8220;Escape From the Studio 06&#8221; ajudou a definir o que seria o álbum seguinte, com a banda tocando sua obra-prima, <em>Master of Puppets</em>, na íntegra, num setlist com foco nos clássicos. O Metallica estava nostálgico, retornando as raízes ao vivo. Agora faltava fazer isso em estúdio.</p>
<p style="text-align:left;">Por motivos óbvios, dispensaram o produtor Bob Rock, que pode não ter sido o único responsável por todas as mudanças vindas desde a década de 90, mas era uma figura que, pelo bem ou pelo mal, já havia feito o suficiente pela banda. No seu lugar entrou Rick Rubin, responsável pelos melhores álbuns de bandas como Slayer, Beastie Boys, System of a Down e pelo ressurgimento de artistas como Johnny Cash e Neil Diamond. Um produtor que fazia velhos nomes ressurgirem e responsável por álbuns essenciais de grandes bandas. Era a união perfeita.</p>
<p style="text-align:left;">Com os problemas internos resolvidos, os demônios interiores controlados e a total integração do novo baixista, Robert Trujillo (Suicidal Tendencies, Ozzy Osbourne) na banda, o Metallica estava pronto para retornar de verdade às suas raízes. Mas ouvindo <em>Death Magnetic</em>, a verdade é que eles fizeram bem mais que isso. Chega a ser curioso ver como eles conseguiram unir com perfeição algumas coisas que pareciam completamente opostas. Aqui, a simplicidade dos riffs e os refrões grudentos do<em> Black Album</em> se encontram com a complexidade na construção das músicas de <em>&#8230; And Justice for All</em> e ainda há espaço para algo genuinamente thrash como não faziam desde o começo dos anos 80.</p>
<p style="text-align:left;">Algumas coisas foram para manter o saudosismo, como o retorno do logo clássico (finalmente) e da velha fórmula do tracklist, com a primeira música começando lenta e estourando numa série de riffs incontroláveis com uma letra cantada como um soco no estômago por James (a espetacular &#8220;That Was Just Your Life&#8221;), tem a balada que termina num longo solo (&#8220;The Day That Never Comes&#8221;, a melhor música do Metallica desde &#8220;The Unforgiven&#8221;, com uma estrutura que lembra muito a imortal &#8220;One&#8221;) e até a primeira música instrumental desde 1988 (&#8220;Suicide and Redemption&#8221;).</p>
<p style="text-align:left;">É também o retorno de Kirk Hammett como guitarrista solo da banda. Ele estava no último álbum, ainda que ninguém tenha percebido, mas aqui no entanto, não falta espaço para brilhar, com longos solos em todas as músicas. Trujillo participa ativamente de um álbum pela primeira vez também, mostrando que apesar da presença de palco de Jason fazer diferença ao vivo, no estúdio a escolha não poderia ter sido mais perfeita. James também encontra um bom ponto para manter sua voz, que não lembra nem de longe a do rapaz dos primeiros álbuns, mas soa rasgada, amadurecida e furiosa da forma que deve soar.</p>
<p style="text-align:left;">O novo trabalho também é o lugar em que se encontra uma das melhores músicas que o Metallica já fez até hoje: &#8220;All Nightmare Long&#8221; é o tipo de música que te pega pelo colarinho quando começa e só te solta depois de 8 minutos simplesmente hipnotizantes, com dois solos inacreditáveis e com uma complexidade que todo mundo achava que a banda não era mais capaz de ter. Como se não bastasse, é difícil não notar algumas auto-referências em <em>Death Magnetic</em>, como na frase que abre a excepcional &#8220;Broken, Beat and Scarred&#8221; (&#8220;Você se levanta/você cai/você está caído e se levanta novamente/O que não te mata te torna mais forte&#8221;) ou no nome da música instrumental.</p>
<p style="text-align:left;">Mesmo num álbum que pretende voltar aos velhos tempos, encontram espaços para experimentações: é o caso da pretensiosa &#8220;The Unforgiven III&#8221; (que seria muito mais aceita se não tivesse esse nome, ainda que ele faça sentido, já que se trata de auto-perdão como as outras duas), que começa com um inesperado piano e se revela uma das mais fantásticas composições da banda (&#8220;Como posso culpar você/Quando sou eu quem não consigo perdoar?&#8221;) e de ótimas músicas como &#8220;The Judas Kiss&#8221; e &#8220;The End of the Line&#8221;, que não lembram nada que a banda tenha feito antes, ainda que contenham todo o peso e fúria que ela sempre teve.</p>
<p style="text-align:left;">Como a ideia não era tentar replicar <em>Master of Puppets</em>, claro que o álbum não é perfeito. Apesar do retorno do som pesado e rápido da banda soar como algo genuíno, a duração das músicas parece algo proposital, como se eles quisessem reforçar ainda mais um ponto &#8211; apesar de nenhum minuto soar desperdiçado em quase todas as músicas &#8211; e a já citada &#8220;Suicide and Redemption&#8221;, apesar de ter momentos realmente inspirados, ganha uma artificialidade infeliz ao se estender por absurdos e desnecessários dez minutos. Mas é um momento isolado num álbum excelente.</p>
<p style="text-align:left;">Ao terminar com &#8220;My Apocalypse&#8221;, eles ainda deixam para os fãs da velha guarda uma música genuinamente thrash criada em 2008 pela banda que ajudou o estilo a se formar no começo dos anos 80 e que não fazia algo do tipo desde aquela época. Um dos melhores e mais nostálgicos momentos do álbum, terminando ele de forma triunfante, para fazer qualquer fã respirar aliviado: o Metallica estava oficialmente vivo.</p>
<p style="text-align:left;">Quando se olha para a carreira da banda como um todo, <em>Death Magnetic</em> surge exatamente como os três álbuns anteriores deveriam ter surgido, mas falharam: um trabalho criado pelos quatro jovens mal-encarados de San Francisco, agora completamente amadurecidos em aspectos pessoais e musicais. É a continuação natural da carreira do Metallica, sem desvios estranhos, maquiagens e músicas country.</p>
<p style="text-align:left;">Se a consequência de <em>St. Anger</em> foi o limbo, a de <em>Death Magnetic</em> foi um sucesso ainda maior que o da época do <em>Black Album</em>: a turnê do álbum é a 17ª mais lucrativa de todos os tempos, o álbum foi um sucesso arrasador e o mundo do heavy metal passou a ver o Metallica como parte dele novamente. A banda voltou as boas com o seu público, mas quando o álbum termina, fica a pergunta óbvia: o que virá a seguir? O que sabemos é que pelo menos agora, talvez dê para confiar que será algo realmente bom&#8230;</p>
<p><strong>Nota:</strong> 9<br />
<strong>Preste atenção em:</strong> &#8220;All Nightmare Long&#8221; e &#8220;The Day That Never Comes&#8221;&#8230; E &#8220;My Apocalypse&#8221;&#8230; E &#8220;The Unforgiven III&#8221;.<br />
<strong>Para pular depois da primeira ouvida:</strong> É difícil de aturar &#8220;Suicide and Redemption&#8221; mais de uma vez&#8230;</p>
<p>____________________________________________</p>
<p><strong><em>Bonus</em> <em>tracks</em></strong><em></em></p>
<p style="text-align:center;"><img loading="lazy" class="aligncenter" alt="" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/fba73-lou-reed-and-metallica-006.jpg?w=368&#038;h=221" width="368" height="221" /></p>
<p>Nem só de álbuns de estúdio, covers e ao vivo viveu o Metallica. Além de músicas avulsas, houveram EPs e colaborações. Conste-se, o EP foi a única coisa realmente boa.</p>
<p>&#8211; Em 2000, a banda lançou &#8220;I Disappear&#8221; (a pivô do caso Napster), que é provavelmente uma das músicas mais sem graças, preguiçosas e fracas que qualquer um pode ouvir.</p>
<p>&#8211; Em 2002, foi lançada uma colaboração com o rapper Ja Rule chamada &#8220;We Did It Again&#8221;, que nem merece ser comentada com detalhes aqui. Se quiserem, procurem por sua conta e risco no Youtube.</p>
<p>&#8211; Em 2011, o Metallica foi a improvável banda de apoio de Lou Reed no seu álbum <em>Lulu</em>, um trabalho conceitual que é basicamente o tipo de coisa que você quer acreditar com todas as forças que é genial e na verdade foi você que não entendeu, mas a possibilidade mais forte é de que seja uma completa porcaria mesmo.</p>
<p>&#8211; No mesmo ano foi lançado o EP <em>Beyond Magnetic</em>, com quatro músicas que ficaram de fora do último álbum da banda. Os destaques ficam por conta da boa &#8220;Hell and Back&#8221; e da sensacional &#8220;Rebel of Babylon&#8221;, que faz pensar que eles bem podiam ter feito um álbum com 11 faixas.</p>
<p>______________________________________________________</p>
<p>Bom, essa foi a discografia (e de certa forma uma biografia resumida) do Metallica. Apesar de todos os erros, das atitudes estranhas&#8230; e do <em>St. Anger</em>, não consegue deixar de ser minha banda favorita. O fato de terem errado de formas tão grosseiras e conseguido retomar a carreira de forma tão bem-sucedida só me fez admirá-los ainda mais. Que a banda continue ainda por muitos anos (ou pelo menos o suficiente para que eu conheça eles pessoalmente uma vez, haha).</p>
<p>Até o próximo &#8220;Comentando Discografias&#8221;, que vai ser um pouquinho mais curto, com uma banda um pouco menos conhecida, mas com músicas ainda mais épicas. Aguardem!</p>
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			<media:title type="html">Marcelo Silva</media:title>
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		<title>Comentando discografias: Metallica &#8211; Parte 4: Nostalgia, ambição e o novo século</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2013 04:22:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Critícas]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[Os anos 90, juntamente com o século XX, ia chegando ao fim e o Metallica  era oficialmente a única banda da década anterior que tinha passado por cima de tudo que o rock trouxe de novo. Claro que para isso, abraçaram todas as novidades, chegando até a serem os headliners do Lollapalooza 96 (e agora que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><img loading="lazy" class="aligncenter" alt="" src="https://omusicologo.files.wordpress.com/2013/04/metallica.jpg?w=442&#038;h=332" width="442" height="332" />Os anos 90, juntamente com o século XX, ia chegando ao fim e o Metallica  era oficialmente a única banda da década anterior que tinha passado por cima de tudo que o rock trouxe de novo. Claro que para isso, abraçaram todas as novidades, chegando até a serem os headliners do Lollapalooza 96 (e agora que os brasileiros conhecem o festival podem ter uma ideia do quanto isso deve ter sido estranho) nos EUA. No entanto, era uma vitória triste para eles: de repente, a banda que lutou contra todos os excessos do rock estava rendida a todos eles, em todos os aspectos.</p>
<p>A transição para o século XXI não traria novidades e seria marcada por uma bem-vinda visita ao passado, relembrando das bandas que os inspiraram e o maior e mais ambicioso projeto da carreira deles até hoje.</p>
<p><span id="more-2083"></span></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Momento de transição</strong></em></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Garage Inc. (1998)</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/garageincdiscigarage_inc.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="2092" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2013/05/03/comentando-discografias-metallica-parte-4-nostalgia-ambicao-e-o-novo-seculo/garageincdiscigarage_inc/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/garageincdiscigarage_inc.jpg" data-orig-size="342,342" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Garage+Inc+Disc+I+garage_inc" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/garageincdiscigarage_inc.jpg?w=342" class="aligncenter  wp-image-2092" alt="Garage+Inc+Disc+I+garage_inc" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/garageincdiscigarage_inc.jpg?w=308&#038;h=308" width="308" height="308" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/garageincdiscigarage_inc.jpg?w=308&amp;h=308 308w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/garageincdiscigarage_inc.jpg?w=150&amp;h=150 150w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/garageincdiscigarage_inc.jpg?w=300&amp;h=300 300w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/garageincdiscigarage_inc.jpg 342w" sizes="(max-width: 308px) 100vw, 308px" /></a></p>
<p style="text-align:left;"><strong></strong>Depois do sensacional álbum preto, o fato é que levaria pelo menos dezoito anos para a banda voltar a fazer algo em estúdio que fosse digno do seu nome e de seu legado. Depois dos inchados <em>Load</em>/<em>ReLoad</em>, o Metallica teria um tempo de quase ostracismo dentro do estúdio e um longo período de seis anos separariam esses do próximo álbum da banda. Até isso acontecer, duas verdadeiras pérolas (em meio a tempos tão difíceis) surgiram. A primeira foi <em>Garage Inc. </em>.</p>
<p style="text-align:left;">Com dois discos (o primeiro com gravações inéditas, o segundo uma junção de vários lados B acumulados ao longo dos anos, mais o EP<em> Garage Days Revisited</em>), <em>Garage Inc.</em> é um álbum feito com covers das bandas que mais inspiraram o Metallica. Normalmente, esse é o tipo de lançamento meio cretino que uma banda faz quando se encontra em crise, mas no caso deles, não poderia ser mais válido. Apesar de algumas músicas remeterem a nova fase, foi a melhor forma dos fãs antigos relembrarem do passado da banda, já que a seleção das músicas foi certeira e admirável, passando de coisas mais óbvias como Thin Lizzy e Diamond Head, até outras mais inusitadas, como Nick Cave e Bob Seger.</p>
<p style="text-align:left;">Ele já começa melhor do que qualquer coisa dos álbuns anteriores, com uma versão heavy metal de &#8220;Free Speech for the Dumb&#8221;, da banda punk Discharge, além da animada &#8220;It&#8217;s Electric&#8221; (Diamond Head) e &#8220;Sabbra Cadabra&#8221; (Black Sabbath), um dos covers em que a banda fez questão de tocar exatamente como na versão original,</p>
<p style="text-align:left;">Mesmo as baladas aqui são primorosas: &#8220;Turn the Page&#8221; (Bob Seger) tem um vocal e interpretação impecáveis de James e é uma das que consegue reinventar de forma tão perfeita a versão original que chega a superá-la (algo que também acontece com o cover de Misfits, &#8220;Die, Die My Darling&#8221;, que ganha uma versão típica do Metallica dos velhos tempos). O cover de Lynyrd Skynyrd, &#8220;Tuesday&#8217;s Gone&#8221;, também é um dos mais belos momentos do álbum.</p>
<p style="text-align:left;">O Blue Öyster Cult também foi homenageado com um cover de &#8220;Astronomy&#8221;, uma das melhores músicas que o Metallica fez naqueles anos. Por último, entre as presenças mais óbvias do álbum, temos um longo medley de 11 minutos com algumas músicas do Mercyful Fate, outra das maiores inspirações da banda. Por outro lado, num território mais estranho, Nick Cave and the Bad Seeds ganhou um inesperado cover da sua &#8220;Loverman&#8221; e o clássico &#8220;Whiskey in the Jar&#8221; do Thin Lizzy ganhou uma versão mais divertida que virou uma das músicas mais populares da banda (não por acaso, é onde a fase <em>Load</em> mais se manifesta nesse trabalho também).</p>
<p style="text-align:left;">Isso tudo são as novidades apresentadas no primeiro disco, músicas gravadas especialmente para o álbum. Já na segunda parte do <em>Garage Inc. </em>temos uma coleção de B-sides e reedições de EPs da banda. O contraste fica óbvio rapidamente: aquela fúria genuína do começo da carreira da banda estão evidentes aqui, em músicas como &#8220;Helpless&#8221; (Diamond Head), &#8220;Last Caress/Green Hell&#8221; (Misfits) e os espetaculares &#8211; e já clássicos &#8211; covers de &#8220;Am I Evil?&#8221; e &#8220;The Prince&#8221;, ambos também do Diamond Head. Como se não bastasse, ainda resgatam uma versão insana de &#8220;Stone Cold Crazy&#8221; do Queen e finalizam o álbum com quatro excelentes covers do Motorhead.</p>
<p style="text-align:left;">Numa época em que o Metallica tinha se afastado mais do que nunca de tudo o que tinha os tornado nomes essenciais para o metal, foi no mínimo curioso irem tão a fundo para resgatarem o passado. Os fãs adoraram ouvir um som que remetesse a uma época sem delineadores e integrantes se beijando (Lars e Kirk fizeram várias fotos do tipo, repudiadas publicamente por James) e a banda nunca deixa de tocar pelo menos um cover dessa coletânea em seus shows atualmente.</p>
<p style="text-align:left;">Por mais oportunista que tenha sido o lançamento (na prática, eles queriam mesmo era ter um produto reunindo todas as músicas que as pessoas estavam tentando arrumar de&#8230; outras formas), não deixou de ser algo bem-vindo. No ano seguinte, entretanto, a banda tornaria realidade o seu projeto mais ambicioso, novamente olhando para o passado, mas com a intenção de reinventar o que eles mesmos criaram&#8230;</p>
<p><strong>Nota:</strong> 9<br />
<strong>Preste atenção em:</strong> No primeiro disco, as cinco primeiras músicas, mais &#8220;Astronomy&#8221;, fazem valer todos os anos sem músicas inéditas realmente excelentes. E todo o segundo disco é fantástico.<br />
<strong>Para pular depois da primeira ouvida:</strong> Convenhamos&#8230; aquele cover de &#8220;Loverman&#8221; foi meio demais né.</p>
<p>__________________________________________________</p>
<p><strong>S&amp;M (1999)</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/sm.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="2093" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2013/05/03/comentando-discografias-metallica-parte-4-nostalgia-ambicao-e-o-novo-seculo/sm/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/sm.jpg" data-orig-size="1441,1429" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="SM" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/sm.jpg?w=800" class="aligncenter  wp-image-2093" alt="SM" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/sm.jpg?w=311&#038;h=308" width="311" height="308" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/sm.jpg?w=311&amp;h=308 311w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/sm.jpg?w=622&amp;h=617 622w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/sm.jpg?w=150&amp;h=150 150w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/05/sm.jpg?w=300&amp;h=298 300w" sizes="(max-width: 311px) 100vw, 311px" /></a></p>
<p>Quando Michael Kamen foi chamado para compor o arranjo de cordas de &#8220;Nothing Else Matters&#8221;, já tinha jogado a ideia de trabalhar em algo maior com o Metallica futuramente. Oito anos depois, isso se tornaria realidade em duas apresentações históricas com a Orquestra Sinfônica de San Francisco. Obviamente, ambas foram registradas em áudio e vídeo, resultando no CD/DVD com o sugestivo nome de <em>S&amp;M</em>.</p>
<p>Contando com dezoito músicas remetendo a todas as fases da banda (principalmente a <em>Load</em>/<em>ReLoad</em>, uma pena, mas aconteceu na época da turnê dos álbuns), mais duas criadas especialmente para o evento, os shows trazem o quarteto em uma forma simplesmente invejável, musicalmente falando. James está insano, com a voz impecável (algo que não é exatamente admirado por todos, já que seus exercícios para melhorar vocalmente acabou com aquela voz característica do thrash que ele tinha) além de uma presença de palco fantástica. O resto da banda se mostra em sintonia tanto entre si quanto com o maestro Michael Kamen e os talentosos músicos da orquestra.</p>
<p>Por mais que muita gente tenha achado estranho, <em>S&amp;M</em> é quase irretocável. As músicas ganharam um poder e grandiosidade impressionantes e, do início ao fim do show, a sensação é de estar vendo algo épico. A começar pela recriação da imortal &#8220;The Ectasy of Gold&#8221; de Ennio Morricone pela orquestra, a introdução que é marca registrada nos shows da banda. Depois disso, pela ocasião especial, o setlist segue uma ordem pouco usual e o  Metallica já entra em cena para se unir aos músicos liderados por Kamen em uma versão simplesmente arrepiante e devastadora de &#8220;The Call of Ktulu&#8221; (que rendeu um Grammy para a banda, diga-se de passagem).</p>
<p>Antes mesmo que dê tempo para respirar, &#8220;Ktulu&#8221; já é emendada em &#8220;Master of Puppets&#8221;, nada menos que o maior clássico da banda. Já aqui, acontece algo que se repetiria em algumas outras músicas: por mais incrível que tenha ficado (em &#8220;Master&#8221;, o resultado é espetacular), não existe bem uma união entre os dois mundos. É como se a banda estivesse tocando e uma orquestra gigante fizesse o mesmo atrás, mas a seu próprio modo. Não muda o fato de que o resultado é bonito, mas não se compara a outros momentos onde Metallica e orquestra parecem uma banda só.</p>
<p>Um belo exemplo de quando isso acontece é logo a seguir, em &#8220;Of Wolf and Man&#8221;, em que um arranjo arrasador de cordas reinventa sua crua introdução e segue pelo resto da música  como se ela tivesse sido concebida dessa maneira lá no começo dos anos 90. Efeito parecido ocorre com a clássica &#8220;For Whom the Bell Tolls&#8221;, que ganha uma versão apoteótica (e maravilhosa). Mas nenhuma das músicas foram tão beneficiadas pela orquestra como as de <em>Load</em>/<em>ReLoad</em>. Com incontáveis defeitos já citados anteriormente, elas ganham nova vida aqui, ficando um pouco menos vazias e com um poder mais próximo do que o Metallica é capaz de ter nas suas canções.</p>
<p>&#8220;Fuel&#8221;, por exemplo, ainda que continue com sua letra imbecil, tem o instrumental reformulado numa versão simplesmente matadora, que torna a música quase irreconhecível (além do que, a música sempre funcionou melhor ao vivo, já que a energia artificial da versão de estúdio é genuína nos palcos), o mesmo acontece com &#8220;The Memory Remains&#8221; e até com a fraquíssima &#8220;Devil&#8217;s Dance&#8221;. Ao mesmo tempo, &#8220;Hero of the Day&#8221; perde um pouco daquela aura &#8220;pop-U2&#8221; ao ganhar um ritmo mais cadenciado e &#8220;Until it Sleeps&#8221; tem um ar ainda mais sombrio e enigmático.</p>
<p>A banda ainda tem tempo de incluir duas músicas inéditas, criadas só para o projeto, que, obviamente, são as que traduzem mais perfeitamente a ideia de Metallica e orquestra terem que soar como uma coisa só. &#8220;No Leaf Clover&#8221; (a melhor, com um solo de arrepiar) e &#8220;-Human&#8221; podem até ter letras pouco inspiradas (a da primeira não faz o menor sentido), mas tem uma riqueza instrumental impressionante, ao integrar perfeitamente cordas e metais e o som das guitarras, baixo e bateria.</p>
<p>Claro que, como quase qualquer álbum da banda (salvo <em>Master of Puppets</em>), nem tudo é perfeito. &#8220;Nothing Else Matters&#8221; já era uma colaboração de Kamen com o Metallica, portanto, sua versão nesse show nada mais é do que a orquestra tocando no mesmo volume que a banda. Soa mais como uma chance perdida de recriar &#8220;Fade to Black&#8221; ou &#8220;The Unforgiven&#8221;. &#8220;Wherever I May Roam&#8221; e &#8220;Sad But True&#8221; (duas que estão entre as minhas favoritas) são outras em que a orquestra é mais uma adição esdrúxula do que qualquer outra coisa.</p>
<p>Para encerrar, três dos maiores clássicos da carreira da banda: &#8220;One&#8221;, em uma versão curiosa, porque a banda parece mais contida e ao mesmo tempo, a música soa mais épica com o novo arranjo, &#8220;Enter Sandman&#8221;, a única realmente estranha, já que o resultado foi uma bagunça sem precedentes e por fim, &#8220;Battery&#8221;, momento em que a orquestra se rende de vez a um ritmo insano, no que provavelmente foi a música mais difícil de recriar (é a única do set que é genuinamente thrash).</p>
<p><em>S&amp;M</em> é um dos shows mais grandiosos que o Metallica já fez e também um dos mais interessantes. Foi talvez uma das melhores ideias que tiveram nos anos 90, já que, por mais irônico que possa parecer, foi uma bem comportada orquestra que mostrou de uma forma sincera como já não era mostrado a alguns anos pela própria banda, o poder inabalável das músicas do Metallica, e o seu potencial de impressionar.</p>
<p><strong>Nota:</strong> 8<br />
<strong>Preste atenção em:</strong> &#8220;The Call of Ktulu&#8221; é uma das coisas mais impressionantes que você vai ouvir em um bom tempo. &#8220;For Whom the Bell Tolls&#8221; e a inédita &#8220;No Leaf Clover&#8221; também são incríveis.<br />
<strong>Para pular depois da primeira ouvida:</strong> Eu ainda estou me perguntando o que &#8220;Devil&#8217;s Dance&#8221; está fazendo nesse show.</p>
<p>_____________________________________________________</p>
<p>Foram anos estranhos, não só para o Metallica, mas para o rock e o heavy metal como um todo, mas a década enfim havia acabado. Os anos 2000 começariam de forma simbólica, com bandas ressurgindo de forma triunfal num necessário revival dos anos 80 que ajudou a consolidar todas essas bandas para a nova geração até hoje. Ficaria tudo bem&#8230; menos para o Metallica, que se envolveria na primeira grande polêmica em relação a pirataria na internet, com o caso Napster e faria um álbum tão ruim que quase ajudou a sepultar a carreira da banda. Seriam tempos sombrios, por uns bons anos&#8230;</p>
<p>Mas quanto a isso, melhor deixar para o próximo post, com a última parte da discografia do Metallica. A jornada está chegando ao fim!</p>
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		<title>Comentando discografias: Metallica &#8211; Parte 3: Tempos estranhos&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Apr 2013 05:45:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Critícas]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 1991, o Metallica chegou ao topo com o seu álbum homônimo. Sua tentativa de largar a complexidade adquirida no final dos anos 80 para abraçar um lado mais comercial e sobreviver ao grunge foi certeira. Mais admirável ainda foi o fato de terem conseguido manter sua essência nesse processo. No entanto, já nos anos 90 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_li4o9l0lli1qbqb1do1_500.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="2073" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2013/04/14/comentando-discografias-metallica-parte-3-tempos-estranhos/tumblr_li4o9l0lli1qbqb1do1_500/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_li4o9l0lli1qbqb1do1_500.jpg" data-orig-size="500,407" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="tumblr_li4o9l0lLI1qbqb1do1_500" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_li4o9l0lli1qbqb1do1_500.jpg?w=500" class="wp-image-2073 aligncenter" alt="tumblr_li4o9l0lLI1qbqb1do1_500" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_li4o9l0lli1qbqb1do1_500.jpg?w=405&#038;h=329" width="405" height="329" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_li4o9l0lli1qbqb1do1_500.jpg?w=405&amp;h=330 405w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_li4o9l0lli1qbqb1do1_500.jpg?w=150&amp;h=122 150w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_li4o9l0lli1qbqb1do1_500.jpg?w=300&amp;h=244 300w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/tumblr_li4o9l0lli1qbqb1do1_500.jpg 500w" sizes="(max-width: 405px) 100vw, 405px" /></a>Em 1991, o Metallica chegou ao topo com o seu álbum homônimo. Sua tentativa de largar a complexidade adquirida no final dos anos 80 para abraçar um lado mais comercial e sobreviver ao grunge foi certeira. Mais admirável ainda foi o fato de terem conseguido manter sua essência nesse processo. No entanto, já nos anos 90 a indústria da música mostrava como estava para se tornar completamente inconstante e o grunge afundou tão rápido quanto estourou (o Pearl Jam foi a única banda do gênero a se manter relevante por todos esses anos).</p>
<p>Os estilos bem definidos começavam a desaparecer e as bandas que surgiam começavam a fazer músicas que não obedeciam a um rótulo específico. E para o completo desespero dos fãs de heavy metal, o Metallica ia seguir de forma mais firme nas tendências do rock para se manter no topo. A partir de agora, as coisas começavam a ficar estranhas&#8230; de verdade.</p>
<p><span id="more-2067"></span></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Algo de estranho no reino&#8230;</strong></em></p>
<p><strong>Load (1996)</strong></p>
<p style="text-align:left;"><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/meleca.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="2074" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2013/04/14/comentando-discografias-metallica-parte-3-tempos-estranhos/meleca/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/meleca.jpg" data-orig-size="953,953" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="meleca" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/meleca.jpg?w=800" class="aligncenter  wp-image-2074" alt="meleca" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/meleca.jpg?w=269&#038;h=269" width="269" height="269" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/meleca.jpg?w=269&amp;h=269 269w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/meleca.jpg?w=538&amp;h=538 538w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/meleca.jpg?w=150&amp;h=150 150w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/meleca.jpg?w=300&amp;h=300 300w" sizes="(max-width: 269px) 100vw, 269px" /></a>No álbum anterior, o Metallica apenas deu um outro caminho para um som que eles já faziam. Mas em <em>Load</em>, eles deixaram tudo, absolutamente tudo que tinham feito até aquele momento de lado e pareciam determinados a recomeçar do zero. Não dá pra falar desse álbum sem citar as mudanças na identidade visual da banda na época. Os cabelos longos foram embora, para completo horror dos fãs conservadores. Entraram maquiagens e delineadores que nem James sabe explicar hoje em dia.</p>
<p style="text-align:left;">O logo da banda também foi alterado para uma versão menos agressiva e mais&#8230; moderna (olhando hoje, parece uma daquelas bandas que só fingem serem pesadas&#8230; que era bem o que o Metallica fazia na época, convenhamos).</p>
<p>Sobre o álbum em si, é talvez o trabalho mais difícil de julgar da banda. Existem músicas realmente boas. &#8220;Ain&#8217;t My Bitch&#8221; é animada e cativante, perfeita para abrir o álbum, &#8220;Hero of the Day&#8221; é uma leve e envolvente balada, &#8220;Mama Said&#8221; é bonita e sincera e &#8220;King Nothing&#8221; foi feita para virar um hit, com uma levada viciante. Elas só tem um pequeno problema, que é o que invalida tudo o que foi dito nesse parágrafo até agora: não existe um mísero segundo que alguma delas lembre Metallica.</p>
<p>Levando isso em conta, a primeira música pode ter uma melodia animada mas chega a dar pena de tão pobre, &#8220;Hero of the Day&#8221; soa como se o U2 de repente tivesse tentado tocar um som mais pesado, &#8220;King Nothing&#8221; é realmente excelente, mas podia muito bem ser uma música de qualquer banda de hard rock surgida semana passada e &#8220;Mama Said&#8221; é de fato bonita, mas é impossível ouvi-la sem pensar &#8220;Meu Deus, é o Metallica tocando country&#8221;.</p>
<p>E isso porque nem foram citadas as músicas fracas. &#8220;2&#215;4&#8221; enjoa já no primeiro refrão e depois dela, quase toda a segunda metade de<em> Load</em> é completamente descartável: &#8220;Cure&#8221; é daquelas que passa e você nem prestou atenção, &#8220;Poor Twisted Me&#8221; beira ao constrangedor, com sua letra repetitiva e os gritos de James e &#8220;Ronnie&#8221; é digna de parar de ouvir e esconder o álbum pra sempre, mas como é a penúltima música, ainda dá para resistir.</p>
<p>Apesar de tudo isso, <em>Load</em> ainda não chega a ser ruim como a turma do &#8220;Metallica acabou no <em>&#8230; And Justice for All</em>&#8221; gosta de falar. No seu lado mais melancólico, a banda, ainda que afastada do sua identidade, conseguiu fazer músicas que passassem por cima disso. &#8220;Until it Sleeps&#8221; é realmente uma das composições mais poderosas de James, um desabafo sincero sobre a dor que se abateu de todos os lados na sua família. &#8220;Bleeding Me&#8221; e &#8220;The Outlaw Torn&#8221; também são ótimos trabalhos (a primeira principalmente, com um refrão e uma bridge sensacionais), mas que sem dúvida ficariam melhor se não fossem tão desnecessariamente extensos (uma tem pouco mais de 8 minutos e a segunda teve que ser encurtada para caber no álbum).</p>
<p>Com 14 faixas e 78 minutos, <em>Load</em> é também o trabalho mais cansativo do Metallica até hoje, já que de todas essas, dá para contar nos dedos quantas são dignas de serem ouvidas novamente. Se reinventar é algo necessário para uma banda, principalmente no caso deles, que atingiram o topo. Mas<em> Load</em> soa simplesmente como se eles tivessem esquecido que já tinham uma base de fãs formada, pareceu que eles queriam que todos esquecessem que o Metallica já existia há 13 anos para poderem começar do zero sem problemas.</p>
<p>E se com 14 faixas o álbum já não foi bom o suficiente, o que esperar quando a banda resolve anunciar que lançaria uma continuação direta dele, com as composições que sobraram? A partir daí, pelo menos dentro do estúdio, foi que a coisa ficou feia de verdade&#8230;</p>
<p><strong>Nota:</strong> 6<br />
<strong>Para prestar atenção:</strong> &#8220;Until it Sleeps&#8221;, por mais que também esteja distante do que o Metallica fazia, é fantástica (e o clipe apesar visualmente incrível, também mostra com perfeição todos os exageros dessa era na carreira deles).<br />
<strong>Para pular na primeira ouvida:</strong> Depois das sete primeiras músicas (onde estão a maior parte das músicas boas), pule para &#8220;Mama Said&#8221;, se espante com o fato de que é Metallica e pode desligar sem se sentir culpado.</p>
<p style="text-align:center;">______________________________________________</p>
<p style="text-align:left;"><strong>ReLoad (1997)</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/reload-cover.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="2075" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2013/04/14/comentando-discografias-metallica-parte-3-tempos-estranhos/reload-cover/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/reload-cover.jpg" data-orig-size="1417,1417" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Reload-Cover" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/reload-cover.jpg?w=800" class="wp-image-2075" alt="Reload-Cover" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/reload-cover.jpg?w=269&#038;h=269" width="269" height="269" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/reload-cover.jpg?w=269&amp;h=269 269w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/reload-cover.jpg?w=538&amp;h=538 538w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/reload-cover.jpg?w=150&amp;h=150 150w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/04/reload-cover.jpg?w=300&amp;h=300 300w" sizes="(max-width: 269px) 100vw, 269px" /></a></p>
<p style="text-align:left;">É como chegar na festa depois que todas as músicas boas já tocaram. É chegar na mesa pra comer frango e só ter osso. É como um fim de feira, como shampoo com água, é Coca-Cola sem gás. Isso é <em>ReLoad</em>, a inexplicável continuação de um álbum que por si só, já tinha mais músicas do que devia. Como a própria banda anunciou, eram composições de <em>Load</em> que não couberam no álbum e, como eles desistiram da ideia (que seria ainda pior, mas pelo menos seria uma pancada só) de lançarem um álbum duplo, lançariam a segunda parte apenas um ano depois.</p>
<p style="text-align:left;">Coincidência ou não, o Metallica deixou para <em>ReLoad</em> todas as músicas realmente ruins que fizeram no período de composição destes álbuns (por isso tem cara de fim de festa). Salvo uma mísera música (com ressalvas), nada se salva. &#8220;Fuel&#8221; e &#8220;The Memory Remains&#8221;, os dois principais singles, são uma verdadeira ode a falta de inspiração (Uma música sobre carros tunados? Sério mesmo?) e a segunda é ainda pior por contar com a traumatizante participação de Mariane Faithfull gemendo nos refrões. Ironicamente, são únicas dessa fase da banda que ainda são tocadas ao vivo, porque apesar de serem ruins no álbum, elas tem um poder inacreditável ao vivo &#8211; principalmente &#8220;Fuel&#8221;.</p>
<p style="text-align:left;">Elas ficam um pouco melhores, claro, quando se ouve tudo o que vem depois. Coisas como &#8220;Slither&#8221; e  &#8220;Carpe Diem Baby&#8221; chegam ao nível de vergonha alheia (o refrão da primeira é nauseante) de tão ruins. &#8220;Bad Seed&#8221; beira ao patético, terrivelmente mixada e &#8220;Low&#8217;s Man Lyric&#8221; parece uma piada de mau gosto feita pela banda no estúdio que eles resolveram colocar no álbum só de sacanagem, lenta e enjoativa.</p>
<p style="text-align:left;">Nesse mar de irrelevância, a única que consegue se sobressair, ainda que com várias ressalvas, é a pretensiosa &#8220;The Unforgiven II&#8221;. Livremente inspirada na fantástica balada do <em>Black Album</em>, ela é a única que parece ter algo a dizer. Passa longe de superar a original, claro, mas tem uma letra excelente e uma bela melodia, mesmo sendo só uma versão mais pop e mais pesada da original, seguindo ainda a mesma estrutura. Quando se ouve ela numa playlist com várias músicas da banda, nem chega a ser tão boa assim, mas num álbum tão cretino, ela se destaca facilmente.</p>
<p style="text-align:left;">O Metallica resolveu fazer algo tão diferente,  na tentativa de fugir de qualquer rótulo, que pareciam ter começado uma nova banda. Compuseram 26 músicas para lançarem após o sucesso do <em>Black Album</em> e no fim, menos de 10 eram realmente boas. Se o <em>Load</em> era extenso demais, o <em>ReLoad</em> sequer precisava existir. Depois dessa estratégia puramente comercial (já que artisticamente foi um tiro no pé), a banda ia ficar uns bons anos sem lançar nada de novo.</p>
<p style="text-align:left;">Mesmo que de forma tortuosa, o Metallica passou pelos anos 90 com a popularidade intacta, na verdade, ainda maior do que a que já tinha antes da década começar. Nos próximos anos, o nome da banda ainda seria muito lembrado, mas o próximo álbum de estúdio da banda demoraria para sair e, quando saísse, teria um impacto negativo o suficiente para fazer todos os fãs temerem pelo fim&#8230;</p>
<p><strong>Nota:</strong> 4<br />
<strong>Preste atenção em:</strong> &#8220;The Unforgiven II&#8221;. É a única coisa boa do álbum.<br />
<strong>Para pular depois da primeira ouvida:</strong> Ouviu<em> Load</em> inteiro? Se sim, pode pular esse aqui inteiro.</p>
<p style="text-align:center;">_______________________________________</p>
<p style="text-align:left;">Na próxima parte, o Metallica vai relembrando o passado com lançamentos de um álbum de covers e uma histórica apresentação ao vivo com a Orquestra de San Francisco. Era um período de leve calmaria. Mas como já antecipa o ditado milenar, depois disso viria uma tempestade sem precedentes&#8230; e essa quase levaria a banda junto. A história e as análises continuam nos próximos posts!</p>
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		<title>Comentando discografias: Metallica &#8211; Parte 2: Chegando no topo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Mar 2013 15:57:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Critícas]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de fazerem história nos anos 80, o Metallica se viu numa encruzilhada: eles podiam continuar onde estavam, fazendo mais um álbum no mesmo estilo do que já estavam fazendo ou podiam tentar se reinventar. No fim, a banda preferiu seguir pela segunda opção, mas com uma estratégia completamente inusitada: ignorando todas as suas principais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><img loading="lazy" class="aligncenter" alt="" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metallica_1991.jpg?w=463&#038;h=282" width="463" height="282" />Depois de fazerem história nos anos 80, o Metallica se viu numa encruzilhada: eles podiam continuar onde estavam, fazendo mais um álbum no mesmo estilo do que já estavam fazendo ou podiam tentar se reinventar. No fim, a banda preferiu seguir pela segunda opção, mas com uma estratégia completamente inusitada: ignorando todas as suas principais ideologias estabelecidas no início da carreira, o quarteto resolveu apostar no que sempre repudiaram publicamente: O apelo comercial.</p>
<p>A mudança de rumo transformou eles em uma das bandas mais famosas do mundo, mas não exatamente uma das mais amadas. Mas antes de começarem a causar polêmicas com músicas que lembravam tudo, menos Metallica, eles conseguiram acertar em cheio&#8230;</p>
<p><span id="more-2053"></span></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>O auge</strong></em></p>
<p><strong>Metallica (Black Album) &#8211; 1991</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img loading="lazy" class="aligncenter" alt="" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metallica-black-album-front.jpg?w=338&#038;h=335" width="338" height="335" /></p>
<p>Eles deram início a um gênero novo e underground, principalmente por repudiarem o cenário comercial do rock nos anos 80 e conseguiram seu sucesso até o começo dos anos 90 quase todo pelos próprios méritos (salvo por &#8220;One&#8221;, o angustiante e bem-sucedido primeiro clipe da banda, exibido na MTV).</p>
<p>Contra todas as expectativas, em 1991, com o grunge estourando e o heavy metal começando a entrar em declínio, o Metallica foi contra a sua ideologia inicial e resolveu reescrever as regras, chamaram um produtor famoso (Bob Rock), que os afetou criativamente, fazendo um álbum super-produzido e tão absurdamente comercial que, se  alguém falasse para os rapazes que lançaram <em>Kill &#8216;Em All</em> em 83, que eles lançariam algo do tipo, provável que eles respondessem com xingamentos e agressões.</p>
<p>Isso não quer dizer que o álbum homônimo da banda é ruim. Muito pelo contrário: o &#8220;Black Album&#8221; (como é popularmente conhecido) é espetacular, são 12 músicas, todas, como eles planejavam, com um poder inabalável para virarem hits (como de fato acabaram virando). Prova disso é que o álbum já começa com a música mais popular da carreira do quarteto até hoje, a viciante &#8220;Enter Sandman&#8221;.</p>
<p>Só ela já mostra perfeitamente os novos rumos do Metallica: apesar de manter a tradição da introdução lenta (e a de &#8220;Sandman&#8221; é uma das mais marcantes do rock até hoje) que estoura num som pesado, ela tem um único, insistente e grudento riff, um andamento linear e um refrão que faz multidões irem abaixo até hoje.</p>
<p>Se juntando a música carro-chefe do álbum, &#8220;Sad But True&#8221; tem um poder de fogo inabalável e também é peça obrigatória dos shows. Nem tão populares, mas igualmente sensacionais são &#8220;Of Wolf and Man&#8221;, &#8220;Holier Than Thou&#8221; e &#8220;Through the Never&#8221;. Seguem a mesma linha: sem andamentos mirabolantes ou riffs complexos, se mantendo em algo pesado, mas&#8230; fácil de se ouvir (diferente de insanidades feito a faixa-título de <em>&#8230; And Justice for All</em>, por exemplo).</p>
<p>Em compensação, as baladas aqui aumentaram e também deixaram de seguir a estrutura habitual. Apesar de &#8220;Fade to Black&#8221; e &#8220;One&#8221; serem duas das melhores composições da carreira do Metallica dentro desse estilo &#8220;The Unforgiven&#8221; é sem dúvida a mais bem pensada.</p>
<p>A intenção da banda era inverter os valores desse tipo de música que já tinham se especializado em fazer: enquanto as outras tem um andamento lento e um refrão pesado, esta é uma música pesada com um refrão quase reflexivo e um solo matador. Não bastasse essa ótima ideia, a introdução ainda é inspirada nas trilhas westerns de Ennio Morricone. &#8220;The Unforgiven&#8221; é uma das provas finais de que a banda queria mostrar que podia ir além do som pesado sem perder sua essência (tudo bem que só conseguiram isso nesse álbum, mas isso não vem ao caso).</p>
<p>A outra prova é a balada mais audaciosa do Metallica, &#8220;Nothing Else Matters&#8221;. Com um arranjo de cordas comandado por Michael Kamen (um nome que voltaria a aparecer na carreira da banda futuramente) e um lado mais melódico e melancólico que a banda já havia experimentado com &#8220;One&#8221;, mas nunca tinha ido tão a fundo como fez aqui. A letra foi escrita por James e expressa a saudade que ele sentia da namorada que tinha na época (é sério), mas a beleza da música é transcender completamente essa questão pessoal do vocalista.</p>
<p>É uma das melhores e mais pessoais composições dele e é exatamente por ser tão fácil de se identificar com o que ela diz, dentro de tantas situações, que entre os sucessos da banda, nenhuma foi tão abraçada por fãs de outros gêneros como ela (é provavelmente a música do Metallica que mais ganhou covers até hoje).</p>
<p>Não é só &#8220;Nothing Else Matters&#8221; que traz esse lado de James a tona. A letra agressiva e pessoal de &#8220;Dyers Eve&#8221; tomaria proporções gigantescas a partir daqui e a maior parte das suas letras iria além da guerra e destruição, trazendo reflexões da sua vida (&#8220;The God That Failed&#8221; e o desabafo sobre a triste perda da mãe, decorrente de sua devoção fervorosa a crenças religiosas), a luta contra demônios interiores (&#8220;The Unforgiven&#8221; e a busca pelo auto-perdão), sua vida na banda (&#8220;Wherever I May Roam&#8221; &#8211; uma das melhores da banda) e sua vida fora dela (&#8220;Of Wolf and Man&#8221; &#8211; James sempre gostou de sair para caçar).</p>
<p>Depois de uma sequência impressionante, o &#8220;Black Album&#8221; deixa duas músicas perdidas no final. &#8220;My Friend of Misery&#8221;, numa coincidência muito conveniente, é uma das únicas que tem a assinatura de Jason na composição e &#8220;The Struggle Within&#8221; é uma daquelas que são boas, mas se você para de ouvir o álbum antes dela, nem sente falta. Já a primeira é um tanto injustiçada, mas de fato, depois de tantas grandes músicas, ela acaba passando em branco.</p>
<p>Mas isso não faz diferença. O álbum homônimo do Metallica é sem dúvida uma das grandes realizações da banda e, independente de qualquer apelo comercial, é um dos mais marcantes álbuns de heavy metal/hard rock de todos os tempos. Sem medo de arriscar, o quarteto foi além, expandiu sua musicalidade como nunca e fez músicas prontas para se tornarem clássicos (o riff de &#8220;Enter Sandman&#8221; está junto com &#8220;Smoke on the Water&#8221;, &#8220;Paranoid&#8221; e &#8220;Whole Lotta Love&#8221; como um dos mais marcantes do rock).</p>
<p>O resultado disso foi o álbum mais vendido da banda até hoje (mais de 30 milhões de cópias), quatro singles de sucesso e primeiro lugar nas paradas do mundo inteiro. Sem perder sua identidade, a banda conseguiu manter sua relevância num momento delicado para o gênero ao qual se dedicavam.</p>
<p>Fazer um som mais comercial, mas mantendo o peso e a identidade, é um feito admirável e infelizmente, pelo que aconteceu com o Metallica nos álbuns seguintes&#8230; é algo que não se consegue fazer mais de uma vez.</p>
<p><strong>Nota:</strong> 10<br />
<strong>Para prestar atenção:</strong> Desnecessário lembrar das duas primeiras, então, fica aqui a lembrança de &#8220;Wherever I May Roam&#8221; (pessoalmente, uma das minhas favoritas) e &#8220;The Unforgiven&#8221;<br />
<strong>Para pular depois da primeira escutada:</strong> Se você esquecer de ouvir as duas últimas nas próximas vezes que ouvir o álbum, ninguém vai julgar&#8230;</p>
<p>_____________________________________________________</p>
<p>Na terceira parte, as coisas começam a ficar estranhas&#8230; Cabelos curtos, maquiagem, pop, country, covers e orquestra estão na terceira parte da discografia comentada do Metallica. E aí começa a polêmica de verdade&#8230;</p>
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		<title>Comentando discografias: Metallica &#8211; Parte 1&#8230; Surgimento e consagração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 13:17:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Critícas]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[Já faz um tempo que estou querendo colocar em prática essa ideia de comentar sobre as discografias das minhas bandas favoritas e aproveitando até esse longo &#8211; e por um tempo pensei até que poderia ser definitivo &#8211; sumiço, já retorno com essa novidade que, se tudo der certo, espero manter regularmente por aqui. E não [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><img loading="lazy" class="aligncenter" alt="" src="https://i0.wp.com/wac.450f.edgecastcdn.net/80450F/loudwire.com/files/2012/02/Metallica_Cliff-Burton.jpg" width="500" height="334" />Já faz um tempo que estou querendo colocar em prática essa ideia de comentar sobre as discografias das minhas bandas favoritas e aproveitando até esse longo &#8211; e por um tempo pensei até que poderia ser definitivo &#8211; sumiço, já retorno com essa novidade que, se tudo der certo, espero manter regularmente por aqui. E não podia começar com outra senão a minha banda favorita, que apesar da longa carreira, tem uma discografia curta, que refletiu perfeitamente todos os altos e baixos que o quarteto passou.</p>
<p style="text-align:left;">Com 8 álbuns de estúdio, um de covers e um com o histórico show com a Orquestra Filarmônica de San Francisco (o que segundo a própria banda, é a discografia oficial)&#8230; essa é a carreira de James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Cliff Burton, substituído por Jason Newsted (após a morte de Burton) e depois por Robert Trujillo. Esse é o Metallica.</p>
<p style="text-align:left;"><span id="more-2023"></span></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Algo de novo no reino</strong></em></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Kill &#8216;Em All (1983)</strong></p>
<p style="text-align:left;"><span style="line-height:1.5;"><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metallica-kill-em-all-464770.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="2046" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2013/03/15/comentando-discografias-metallica-parte-1-surgimento-e-consagracao/metallica-kill-em-all-464770/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metallica-kill-em-all-464770.jpg" data-orig-size="500,500" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Metallica-Kill-Em-All-464770" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metallica-kill-em-all-464770.jpg?w=500" class="aligncenter  wp-image-2046" alt="Metallica-Kill-Em-All-464770" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metallica-kill-em-all-464770.jpg?w=288&#038;h=288" width="288" height="288" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metallica-kill-em-all-464770.jpg?w=288&amp;h=288 288w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metallica-kill-em-all-464770.jpg?w=150&amp;h=150 150w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metallica-kill-em-all-464770.jpg?w=300&amp;h=300 300w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metallica-kill-em-all-464770.jpg 500w" sizes="(max-width: 288px) 100vw, 288px" /></a>Destruidor, rápido e poderoso, o primeiro álbum do Metallica é a história do rock sendo feita. Um verdadeiro trem desgovernado se comparado aos trabalhos posteriores da banda, </span><em style="color:#444444;line-height:1.5;">Kill &#8216;Em All </em><span style="line-height:1.5;">é uma sequência arrasadora de riffs poderosos e letras agressivas, com tudo o que a banda queria passar naquela época.</span></p>
<p>Os maiores destaques são Burton e Hammett, dominando seus instrumentos com uma precisão incrível. E James está com uma voz que aparentemente só existiu nesse álbum, alternando entre gritos rasgados e os vocais únicos que ele apresentaria posteriormente. <span style="line-height:1.5;">Apesar de ter um som mais cru do que qualquer outro trabalho da banda,  essa estreia já mostra que eles eram mais pretensiosos do que podia se esperar. </span></p>
<p>A primeira música, &#8220;Hit the Lights&#8221; (presente numa versão mais crua &#8211; e um pouco inferior &#8211; na histórica coletânea Metal Massacre, de 1982), começa como se anunciasse a chegada de algo grandioso e &#8220;The Four Horsemen&#8221; traz pouco mais de sete minutos de riffs espetaculares e um solo matador, permanecendo até hoje como uma das melhores composições da banda (esta, junto com &#8220;Metal Militia&#8221;, &#8220;Phantom Lord&#8221; e &#8220;Jump in the Fire&#8221; &#8211; música mais boba do álbum &#8211; são as músicas creditadas também a Dave Mustaine. &#8220;&#8230;Horsemen&#8221; seria regravada com a letra original escrita por ele no álbum de estreia do Megadeth, em 1985, numa versão absurdamente mais rápida com o nome &#8220;The Mechanix&#8221;).</p>
<p>Há outros grandes momentos, como &#8220;MotorBreath&#8221;, que conta com uma introdução espetacular de Lars (tipo de coisa que não vemos ele fazer no palco atualmente) e &#8220;Seek and Destroy&#8221;, que virou um dos maiores hinos da banda, encerrando os shows num caos absoluto até hoje. Mas a música que anuncia e resume o que o Metallica estava fazendo ali de forma perfeita é a incrível &#8220;Whiplash&#8221;.</p>
<p>É o tipo de música que derruba tudo que está em seu caminho, alcançando exatamente o objetivo da banda. Co<span style="line-height:1.5;">m claros ecos de Motorhead, mas ainda mais rápido, lembrando o som sujo do punk, mas muito mais preciso&#8230; Não era simplesmente heavy ou speed metal e nem hard rock. Muito menos punk. </span></p>
<p><span style="line-height:1.5;">Apesar do álbum todo deixar isso claro, é essa música que confirma: aquilo era algo novo. </span><span style="line-height:1.5;">Existe uma certa discussão sobre os créditos da primeira banda desse gênero, mas o fato indiscutível é que, independente de quem veio primeiro, foi o Metallica que levantou e gritou para o mundo o que estava chegando. <em>Kill &#8216;Em All</em> era o mais puro thrash metal. Ironicamente, a partir daí a banda gradualmente iria se distanciar cada vez mais do estilo, mas sua contribuição para ele permanece irretocável.</span></p>
<p><strong>Nota:</strong> 8,5<br />
<strong>Preste atenção em:</strong> A já citada &#8220;Whiplash&#8221;, com o nascimento definitivo do thrash metal e &#8220;Seek and Destroy&#8221;, até hoje uma das músicas mais amadas pelos fãs.<br />
<strong>Para pular depois da primeira escutada: &#8220;</strong>Jump in the Fire&#8221;, com seu riff enjoativo e letra boba.</p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>A consagração </strong></em></p>
<p><strong>Ride the Lightning (1984)</strong></p>
<p style="text-align:left;"><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/ride-the-lightning1.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="2042" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2013/03/15/comentando-discografias-metallica-parte-1-surgimento-e-consagracao/ride-the-lightning1/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/ride-the-lightning1.jpg" data-orig-size="953,953" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Ride the Lightning[1]" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/ride-the-lightning1.jpg?w=800" class="aligncenter  wp-image-2042" alt="Ride the Lightning[1]" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/ride-the-lightning1.jpg?w=270&#038;h=270" width="270" height="270" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/ride-the-lightning1.jpg?w=300 300w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/ride-the-lightning1.jpg?w=270 270w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/ride-the-lightning1.jpg?w=540 540w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/ride-the-lightning1.jpg?w=150 150w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" /></a><br />
Uma palavra de ordem famosa no mundo da música é que o segundo álbum é a prova de fogo de toda banda. No caso do Metallica, que tinha tido uma ótima estreia, a missão era corrigir o que não tinha dado muito certo e melhorar o que já era bom. Mas a base de fãs que a banda já tinha arrumado naquela época não esperava o que foi<em> Ride the Lightning.</em></p>
<p>Mais do que fazer melhoras, eles se superaram em absolutamente todos os aspectos, fazendo um álbum liricamente impecável e com uma sonoridade rica e muito mais complexa do que se esperava. A voz de James soa muito melhor, Lars fez algumas aulas de bateria, Kirk tem liberdade total para mostrar seu talento (já que no primeiro álbum entrou quando já estava praticamente feito) e Cliff deixa sua marca presente, de forma sutil, na maior parte do tempo, mas está lá. Logo no seu segundo álbum, o Metallica fez sua primeira obra-prima.</p>
<p>Das oito músicas do álbum, pelo menos sete se tornaram partes essenciais da mitologia da banda, estando entre as mais importantes da carreira deles (a exceção é a renegada &#8220;Escape&#8221;, divertida, mas perdida no álbum). É aqui que são criadas algumas tradições: &#8220;Fight Fire With Fire&#8221; tem a introdução lenta que estoura em um riff pesado numa música rápida, a fantástica &#8220;Fade to Black&#8221; é a balada poderosa que termina num solo arrasador (e esta em especial, permanece uma das melhores e mais bonitas composições do Metallica).</p>
<p>A insuperável &#8220;The Call of Ktulu&#8221; faz as vezes como a primeira longa canção instrumental, que explora toda a técnica e capacidade de cada um dos membros da banda e impressiona mesmo ouvir algo tão complexo e impressionante e compararmos com a insanidade do álbum anterior, feito com apenas um ano de diferença (e tanto ela quanto &#8220;Fade&#8221; são algumas das já citadas influências de Cliff, que nunca se ligou muito na ideia de músicas rápidas e barulhentas, o que ajudou a musicalidade da banda a ter um diferencial naquela época).</p>
<p>Contando com sua porção de thrash puro (a música que abre o álbum e a descontrolada &#8220;Trapped Under Ice&#8221;), o álbum ainda tem outras músicas que hoje figuram fácil em várias listas de hinos do heavy metal, como as inesquecíveis &#8220;For Whom the Bell Tolls&#8221; e a faixa-título, além da apoteótica &#8220;Creeping Death&#8221; (que hoje rende uma abertura espetacular para os shows da banda).</p>
<p>Repleto de músicas marcantes do início ao fim e com um poder incomparável, <em>Ride the Lightning</em> é o tipo de álbum que você escuta e, mesmo que não saiba nada sobre ele, já sabe que se trata de algo especial. Mas, por mais absurdo que pudesse parecer, o melhor ainda estava por vir&#8230;</p>
<p><strong>Nota:</strong> 9,5<br />
<strong>Preste atenção em:</strong> Para não dizer todas, em &#8220;Fade to Black&#8221; e &#8220;The Call of Ktulu&#8221;, em que a banda mostra sua evolução técnica de forma inigualável.<br />
<strong>Para pular depois da primeira escutada:</strong> &#8220;Escape&#8221; parece até que foi colocada no álbum errado. Gosto da música, mas nem a banda entende muito bem o que ela está fazendo ali (tanto que só tocaram ela ao vivo uma vez, mais de 20 anos depois de lançada, e só porque tocaram o álbum na íntegra).</p>
<p><strong>Master of Puppets (1986)</strong></p>
<p style="text-align:left;"><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/masterofpuppetspng.png"><img loading="lazy" data-attachment-id="2043" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2013/03/15/comentando-discografias-metallica-parte-1-surgimento-e-consagracao/masterofpuppetspng/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/masterofpuppetspng.png" data-orig-size="500,500" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Master+of+Puppets+PNG" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/masterofpuppetspng.png?w=500" class="aligncenter  wp-image-2043" alt="Master+of+Puppets+PNG" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/masterofpuppetspng.png?w=270&#038;h=270" width="270" height="270" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/masterofpuppetspng.png?w=300 300w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/masterofpuppetspng.png?w=270 270w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/masterofpuppetspng.png?w=150 150w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/masterofpuppetspng.png 500w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" /></a><br />
<span style="line-height:1.5;">Qual é a única maneira de fazer o sucessor de uma obra-prima? Talvez com uma outra ainda mais impactante! Dentro do seu gênero, </span><em style="color:#444444;line-height:1.5;">Master of Puppets</em><span style="line-height:1.5;"> foi o momento em que o Metallica chegou mais próximo da perfeição. Não há solo desperdiçado, não há música solta, não há um momento ruim. São oito novas músicas, cada uma com um potencial único, todas verdadeiros clássicos anunciados.</span></p>
<p>&#8220;Battery&#8221;, prosseguindo com a tradição, começa com uma bela introdução acústica, mas culmina em algo ainda mais pesado e veloz que &#8220;Fight Fire With Fire&#8221;, sendo a melhor música inicial dentre os álbuns da banda. Há outros momentos em que a ferocidade, aliada a uma velocidade psicótica, dita as regras, caso de &#8220;Damage Inc.&#8221; e da sensacional &#8220;Disposable Heroes&#8221;, com sua ótima letra de protesto. &#8220;Welcome Home (Sanitarium)&#8221; é uma das mais angustiantes músicas do Metallica, enquanto &#8220;Orion&#8221; é um excelente instrumental que se equipara a &#8220;Ktulu&#8221;, do álbum anterior.</p>
<p>Ela ganharia um significado maior e mais emocionante muito em breve, servindo como o legado definitivo que Cliff deixaria para a banda. Mas, é claro, apesar de ter todas essas músicas fantásticas (e já que citei todas, não dá pra esquecer da ameaçadora &#8220;The Thing That Should Not Be&#8221; e da excelente &#8220;Leper Messiah&#8221;), quando se fala de <em>Master of Puppets</em>, ainda que isso seja meio chato, é quase uma obrigação &#8220;chover no molhado&#8221;&#8230;</p>
<p>A faixa-título, que se sobressai em comparação a todas essas, continua sendo até hoje uma das grandes músicas de heavy metal de todos os tempos. Com uma letra madura (assim como todas do álbum) que deixa o primeiro álbum definitivamente para trás, um riff inconfundível, solos que até hoje causam impacto ao vivo e um andamento insano e único (a música acelera, para no refrão, tem um solo lento e vai crescendo até explodir numa rajada destruidora).  Uma faixa épica, presença obrigatória entre as favoritas de 11 entre 10 fãs de heavy metal e um hino simplesmente espetacular para o gênero.</p>
<p>Ainda que estivesse nas suas raízes, foi com <em>Master of Puppets </em>que o Metallica se distanciou ainda mais do thrash, fincando seu lugar entre os grandes do heavy metal, algo que, a longo prazo (e resultados um pouco menos dignos), levaria a banda para além do gênero, transformando-a em uma das maiores da história do rock.</p>
<p><strong>Nota:</strong> 10<br />
<strong>Preste atenção em:</strong> É até redundância falar da faixa-título, então, ouça atentamente a &#8220;Orion&#8221;, dominada pelo baixo de Cliff, uma grande e definitiva herança para o Metallica.<br />
<strong>Para pular depois da primeira escutada:</strong> É um álbum sem um único segundo ruim. Ouça inteiro uma vez e você vai querer ouvir sempre.</p>
<p><strong>&#8230; And Justice for All (1988)</strong></p>
<p style="text-align:left;"><em id="__mceDel"><a href="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metalizac3a7c3a3o.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="2044" data-permalink="https://comentandocinema.wordpress.com/2013/03/15/comentando-discografias-metallica-parte-1-surgimento-e-consagracao/metalizacao/#main" data-orig-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metalizac3a7c3a3o.jpg" data-orig-size="1410,1410" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="metalização" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metalizac3a7c3a3o.jpg?w=800" class="aligncenter  wp-image-2044" alt="metalização" src="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metalizac3a7c3a3o.jpg?w=270&#038;h=270" width="270" height="270" srcset="https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metalizac3a7c3a3o.jpg?w=300 300w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metalizac3a7c3a3o.jpg?w=270 270w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metalizac3a7c3a3o.jpg?w=540 540w, https://comentandocinema.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/03/metalizac3a7c3a3o.jpg?w=150 150w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" /></a></em>Numa manobra inesperada do destino, Cliff Burton, o cara que mais contribuiu no diferencial e na riqueza da música do Metallica, havia partido, num terrível acidente de ônibus que até hoje ninguém entende muito bem como aconteceu. Mas, precisavam seguir em frente e, quando se ouve esse álbum, fica a sensação de que eles fizeram isso mais rápido do que deviam. Assumindo a difícil tarefa de substituir o insubstituível, Jason Newsted, da banda Flotsam and Jetsam, foi contratado como o novo baixista da banda.</p>
<p>Isso não fez muita diferença no fim das contas. Em <em>&#8230; And Justice for All</em>, o baixo é completamente omitido de todas as músicas e até hoje não se sabe ao certo se foi proposital ou não, mas independente disso, é algo imperdoável, levando em conta que era a chance de Jason mostrar seu potencial para substituir alguém do nível de Cliff.</p>
<p>Não bastasse esse fato lamentável, o resto da banda parece completamente fora de sintonia, como se cada um estivesse ali fazendo seu próprio trabalho e não o da banda em si. Existem poucos momentos como nos álbuns anteriores, em que cada membro se completa e as coisas se encaixam de forma perfeita.</p>
<p>Apesar disso, é quase loucura dizer que este é um álbum fraco ou algo próximo disso. Fato é que, mesmo com a questão da perda repentina de Cliff pairando sobre cada uma das músicas e da falta de harmonia da banda por causa disso, este é talvez o trabalho mais subestimado deles. Existem músicas realmente fantásticas, como a sombria &#8220;Harvester of Sorrow&#8221;, &#8220;The Shortest Straw&#8221; e a excepcional e marcante abertura, &#8220;Blackened&#8221;,</p>
<p>A semi-instrumental &#8220;To Live is to Die&#8221; serve como um belo e digno tributo a Cliff (a música se consiste de vários riffs criados pelo baixista, mas nunca usados até sua morte), enquanto &#8220;Dyers Eve&#8221; se destaca mais pela sua letra (um desabafo pessoal de James, algo que ficaria mais constante com o passar dos anos) do que pelo seu ritmo insano. Além delas, claro que o fato do álbum carregar uma das maiores criações da carreira da banda ajuda muito em torná-lo ainda melhor.</p>
<p>Hoje o Metallica já tem diversas músicas adoradas por pessoas que não são exatamente fãs da banda (principalmente do álbum que viria a seguir), mas a melhor representante desse grupo, de longe, é &#8220;One&#8221;, uma canção verdadeiramente épica contando a história de um soldado que perde os cinco sentidos na guerra, mas continua vivo, vegetando numa cama de hospital e implorando pela morte. A ideia terrível tem um resultado impactante e construído de forma belíssima, sendo uma obra-prima por si só. &#8220;One&#8221; é aquela música da banda que é unânime, não existe quem não goste, nem quem não consiga apreciar, independente de qual seu estilo dentro do rock (ou até mesmo fora dele).</p>
<p>Mesmo com essa incontestável obra-prima, <em>&#8230; And Justice for All</em> não fica no alto o tempo todo, como os álbuns anteriores. &#8220;The Frayed Eyes of Sanity&#8221; não tem nenhum brilho e parece uma sobra de estúdio (mesmo com o riff marcante) e a faixa-título, apesar da boa temática, se perde em repetições pela sua duração um tanto desnecessária e absurda e é bem cansativa de se ouvir uma segunda vez.</p>
<p>Mas são exceções num álbum que, mesmo com todos os problemas da banda ali, ainda é muito satisfatório. Destoando de tudo que a banda já tinha feito até aquele momento, por ter um clima muito mais agressivo e sombrio do que nos álbuns anteriores, este é um trabalho que merecia um pouco mais de crédito e lembrança dos fãs do que tem. Principalmente levando em conta tudo o que viria nos anos seguintes&#8230;</p>
<p><strong>Nota:</strong> 8<br />
<strong>Preste atenção em:</strong> &#8220;Blackened&#8221; é o tipo de música que você nunca mais esquece depois que ouve. &#8220;Harvester of Sorrow&#8221; também merece atenção especial. Precisa dizer mais alguma coisa de &#8220;One&#8221;?<br />
<strong>Para pular depois da primeira ouvida:</strong> Definitivamente, a faixa-título, que bem poderia ter uns 3, 4 minutos a menos e não ia soar tão desperdiçada.</p>
<p>__________________________________________________</p>
<p>Este foram os anos 80 para o Metallica. A década em que a banda fez os seus maiores clássicos e deu ao heavy e thrash metal alguns dos seus melhores álbuns e suas melhores músicas. A partir daí, as coisas mudariam drasticamente, levando a banda do posto de &#8220;uma das mais amadas&#8221; para &#8220;uma das mais polêmicas&#8221; do gênero. Mas que também ia ajudar a definir boa parte do que o quarteto representa para o rock atualmente.</p>
<p>A segunda parte da discografia comentada do Metallica vem em alguns dias. Enquanto isso, não deixe de dar sua opinião aí embaixo, comentando, elogiando, concordando ou discordando de tudo o que foi falado sobre esses álbuns. Nos vemos na parte 2!</p>
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