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		<title>[OFF] Greves de professores: uma proposta de debate sobre como e quem mobilizar</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 16:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Publicado originalmente em 04/06/11, trazido ao topo em 17/05/12 em razão da greve dos professores de diversas universidades</p> <p>Nas greves de professores, desde os da Educação Infantil até os das pós-graduações, incluindo instituições públicas e privadas, geralmente vemos o mesmo método sendo usado: mestres interrompem seus trabalhos por tempo indeterminado, param o funcionamento da escola [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado originalmente em 04/06/11, trazido ao topo em 17/05/12 em razão da greve dos professores de diversas universidades</em></p>
<p>Nas greves de professores, desde os da Educação Infantil até os das pós-graduações, incluindo instituições públicas e privadas, geralmente vemos o mesmo método sendo usado: mestres interrompem seus trabalhos por tempo indeterminado, param o funcionamento da escola e deixam seus alunos em casa. Esse modelo de mobilização docente, apesar de tão tradicional e largamente usado nos momentos críticos, tem falhas e vacilos e por isso merece algumas críticas e sugestões de mudança, a serem debatidas, que faço abaixo.</p>
<p>Eu divido essas falhas em efeitos colaterais éticos e subestimações. Ambas relativas à atitude de deixar totalmente de lado os alunos, potenciais aprendizes de cidadãos, e atingi-los na prática muito mais do que aos próprios alvos das mobilizações – os diretores/proprietários das escolas e faculdades, no caso das instituições privadas, e o governo, no caso das públicas.</p>
<p>A consequência colateral ética eu posso resumir em uma frase nominal: alunos mais prejudicados do que os patrões.<span id="more-9873"></span></p>
<p>Os estudantes são verdadeiros reféns “sob poder” dos grevistas, os reais prejudicados pelas paralisações. Ficam sem aulas, têm o calendário escolar ou acadêmico deformado – podendo ficar sem férias e mesmo ser obrigados a cursar improvisadamente três semestres num único ano –, são relegados ao ócio e, no caso de graduandos e pós-graduandos, têm suas chances de estágio e emprego diminuídas pelo adiamento da conclusão do curso – podendo até perder oportunidades pendentes (incluindo concursos públicos) pelo <em>timeout</em> em defender o TCC e dar entrada no diploma.</p>
<p>Sem falar que parte significativa dos alunos, parcela costumeiramente sedentária e caseira, podem ser prejudicados em sua vida social – muitos contam com a escola ou faculdade para se manter em contato com colegas, amigos e paqueras –, ainda mais quando são novatos/calouros.</p>
<p>Nessa situação, o que faz os patrões ou o governo cederem é, muitas vezes, mais a misericórdia que estes acabam tendo pelos discentes do que a pressão que a sociedade exerce em solidariedade aos mestres ou o adiamento do pagamento da mensalidade.</p>
<p>E nisso há o segundo ponto negativo principal aqui comentado: a subestimação do potencial cidadão dos alunos pré-adolescentes, adolescentes e adultos. Ao se fazer uma greve convencional, estes são deixados em casa, à revelia de toda a mobilização, alienados do movimento e da própria realidade dos seus professores.</p>
<p>Deixa-se de fazer uma campanha forte de conscientização e debate dirigida aos estudantes e aos pais deles, sobre as péssimas condições da educação básica e superior no Brasil, e de incluí-los na mobilização, uma vez que muitos adorariam ser convidados por seus mestres a participar de um movimento cidadão de pressão política, mas não recebem qualquer convite ou encorajamento.</p>
<p>Esquece-se também que os alunos sofrem diretamente as consequências das más condições de trabalho e remuneração dos docentes e da precariedade da infraestrutura escolar/universitária, logo teriam grande valia como coparticipantes de mobilizações. É também por causa da situação sofrida dos professores e das privações físico-materiais da escola onde estudam que tantos estudantes hoje em dia se degeneram à alienação sociopolítica, ao não exercício da cidadania, ao não uso completo das faculdades racionais (questionamento de “verdades” enunciadas, senso crítico-filosófico etc.) e até mesmo à indisciplina e criminalidade.</p>
<p>Greves docentes são oportunidades douradas perdidas de juntar professores e alunos em torno da causa da educação digna. De transformar a instituição de ensino num lugar onde se ensina não só conhecimentos didáticos, mas também a cidadania e a democracia. De estender o ensino, aliás, às ruas onde se fazem protestos. De juntar numa coisa só a escola concreta, dotada de paredes, salas e pátios, e a escola abstrata da vida.</p>
<p>Em cada nova greve, há uma chance de testar a eficácia da mobilização conjunta docente-discente. Mas essas oportunidades acabam desperdiçadas, e assim ficamos sem saber se essa estratégia funcionará melhor ou pior do que o método convencional de paralisação. Nessa metodologia sugerida, as aulas ainda ficariam suspensas, mas os alunos voluntários não estariam mais ociosos, alienados da campanha reivindicativa de seus mestres. Estariam sim em atividade alternativa, aprendendo, talvez junto a seus pais ou responsáveis, a ser cidadãos cobradores de direitos, não mais sendo passivamente prejudicados e tratados como reféns.</p>
<p>As paralisações exclusivamente professorais nas escolas e universidades podem até funcionar (limitadamente) na maioria das ocasiões, forçando aumentos salariais, investimentos em melhorias físico-estruturais e materiais e mais contratações de mestres. Mas os efeitos colaterais nos alunos são muito severos, a ponto de se tornarem eticamente questionáveis. E além disso não se sabe se mobilizações conjuntas unindo educadores e educandos num só conjunto de causas e reivindicações é algo que dá certo ou não, porque sequer se tenta isso de forma sistemática.</p>
<p>O que se espera, afinal, para tentar ou mesmo debater essa nova metodologia mobilizacional, abatendo-se o egoísmo de causa e incitando partes importantes de nossa majoritariamente despolitizada juventude ao exercício ativo e máximo da cidadania e das faculdades democráticas?</p>
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		<title>Delegado da Infância e Juventude de Sorocaba culpa “ausência de Deus” por criminalidade juvenil</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 18:52:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Mais uma autoridade usa crença religiosa ao falar de problemas sociais e despeja preconceito contra ateus e o ateísmo. <a href="http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=387259" target="_blank">Ao Jornal Cruzeiro do Sul</a>, o delegado titular da Diju (Delegacia da Infância e Juventude) de Sorocaba, José Augusto Pupin, falou a seguinte pérola:</p> <p>&#8220;Há uma falta de consciência familiar, há uma ausência dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma autoridade usa crença religiosa ao falar de problemas sociais e despeja preconceito contra ateus e o ateísmo. <a href="http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=387259" target="_blank">Ao Jornal Cruzeiro do Sul</a>, o delegado titular da Diju (Delegacia da Infância e Juventude) de Sorocaba, José Augusto Pupin, falou a seguinte pérola:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Há uma falta de consciência familiar, há uma ausência dos pais, <strong>há uma ausência de Deus nessas famílias. Pois quem tem Deus dentro de si não vai cometer crime, lesão corporal, furto e muito menos o roubo e tráfico de entorpecentes.</strong>&#8220;</em></p></blockquote>
<p>Ou seja, famílias &#8220;sem Deus&#8221;, logo ateias, são famílias de menor consciência familiar do que famílias teístas, e pessoas &#8220;que têm Deus dentro de si&#8221; não cometem crimes, ao contrário dos ateus, que são totalmente suscetíveis a instintos criminosos.</p>
<p>Novamente o preconceito dá as caras associando o ateísmo ao crime, ainda mais vindo de pessoas dotadas de autoridade. Uma autoridade que deveria zelar pelo combate ao crime acaba indiretamente incitando crimes de preconceito e discriminação contra os ateus.</p>
<p>Em Sorocaba, há a Secretaria da Juventude e a Secretaria da Segurança Comunitária, daí creio eu que as duas secretarias lidam com a Delegacia da Infância e Juventude. Portanto, é válido enviar protestos aos e-mails das duas secretarias: <a href="mailto:sesco@sorocaba.sp.gov.br">sesco@sorocaba.sp.gov.br</a> (Segurança Comunitária) e <a href="mailto:sejuv@sorocaba.sp.gov.br">sejuv@sorocaba.sp.gov.br</a> (Juventude). Assim como enviar comentários abaixo da notícia na página do Jornal Cruzeiro do Sul (requer cadastro).</p>
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		<title>O que você acha de fazer a História?</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 02:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando de Souza</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O vídeo abaixo fala por si só.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/KZovJRmdw2w" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Seja parte da progressiva História humana. Torne-se vegan@.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/arauto/~4/qyKS0QUN91E" height="1" width="1"/><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/conscienciablog/~4/6ai2VqEOias" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Homofobia, machismo e elitismo: a Idade Média das brincadeiras futebolísticas (Parte 4)</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 22:18:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O Santa Cruz está de parabéns por ter conquistado o bicampeonato pernambucano &#8211; e digo isso mesmo sendo torcedor (fraco) do Sport. Merecem comemorar, até pela redenção do passado recente repleto de derrotas.</p> <p>Da parte rubro-negra, resta lamentar ou se conformar, e esperar que a Série A não reserve fortes decepções ao time. Mas alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Santa Cruz está de parabéns por ter conquistado o bicampeonato pernambucano &#8211; e digo isso mesmo sendo torcedor (fraco) do Sport. Merecem comemorar, até pela redenção do passado recente repleto de derrotas.</p>
<p>Da parte rubro-negra, resta lamentar ou se conformar, e esperar que a Série A não reserve fortes decepções ao time. Mas alguns torcedores estão ultrapassando o limite do futebol e partindo já para o preconceito, talvez para canalizar a decepção de hoje. Isso pela imagem abaixo:</p>
<p><a href="http://imagens.consciencia.blog.br/2012/05/santa-bi-imagem-homofobica.jpg"><img class="aligncenter" src="http://imagens.consciencia.blog.br/2012/05/santa-bi-imagem-homofobica.jpg" alt="" width="351" height="340" /></a></p>
<p>Parece não ter nada de ódio ou desprezo a homossexuais e bissexuais, mas trata homo e bissexualidade como motivos de gozação &#8211; não muito diferente de negros serem caçoados por causa de sua raça ou <a href="http://consciencia.blog.br/tag/gerontofobia" target="_blank">idosos serem escarnecidos em função da idade</a>. Sem falar que reduz tudo aquilo que envolve o amor entre duas pessoas &#8211; afeto, carinho, respeito, convivência, prazer (inclusive sexual), cumplicidade, união etc. &#8211; à mera questão sexual pejorada em promiscuidade &#8211; em outras palavras, novamente é realçado o estereótipo do homo ou bissexual promíscuo.</p>
<p>Esse tipo de preconceito precisa parar. Além de ofender minorias e tratar a diferença como motivo de piada, mancha ainda mais o futebol, hoje já marcado por violência entre torcedores e corrupção nos bastidores (vide as tantas denúncias contra o ex da CBF Ricardo Teixeira).</p>
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		<title>13 de maio de 2012: um dia para pensar nas mães escravas</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 11:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[*Posts em Destaque*]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais e Veg(etari)anismo]]></category>
		<category><![CDATA[abolição da escravatura]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/tvmultimidia/imagens/5biologia/6porca2.jpg"><img src="http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/tvmultimidia/imagens/5biologia/6porca2.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Porca, uma mãe escrava. Fonte: site da Secretaria da Educação do Paraná</p></div>
<p>Hoje é um dia excepcional: ao mesmo tempo Dia das Mães e Dia da Abolição da Escravidão Humana no Brasil. Com isso, é impossível os defensores dos Direitos Animais se esquecerem daquelas mães que ainda hoje vivem sob regime de escravidão. Falo aqui das mães exploradas na indústria do leite, dos ovos e também da carne; na “indústria” de cobaias a serem torturadas em laboratórios; na “produção” de filhotes a serem vendidos em pet-shops; e por aí vai.</p>
<p>São mães que não poderão desfrutar do dia de hoje – não por não compreenderem que a data de hoje é Dia das Mães e aniversário da abolição da escravidão humana no Brasil, mas sim porque sua situação de vida não é nenhum motivo de comemoração. O dia de hoje lhes será mais um dia de desespero, estresse, angústia e mais absoluta servidão.<span id="more-12231"></span></p>
<p>No caso das mamíferas, têm negado o direito de conviver integralmente com seus filhotes, que delas são apartados a poucos dias ou semanas de vida. São, aliás, forçadas a ter filhos a intervalos muito curtos, de modo que a pecuária “produza” mais e mais animais que, tratados como meras fontes autômatas de matéria-prima, serão mortos cedo ou tarde para a produção de carne. E para isso são inseminadas por meios análogos ao estupro ou com o próprio estupro. Já as aves “matrizes” também são despojadas de seus filhos, visto que seus ovos irão para chocadeiras e seus filhos machos serão mortos apenas porque nasceram machos.</p>
<p>E isso sem falar que muitas delas, as não parideiras, são forçadas a “produzir” também. Produzir leite e ovos. E no final de sua “vida útil”, mortas para se tornarem carne de segunda ou mero dejeto.</p>
<p>Todas essas mães são tratadas, assim, como máquinas produtoras, como se não tivessem emoções nem se importassem com suas crias.</p>
<p>O mesmo acontece nas “fábricas de filhotes”, com as mães sendo forçadas a engravidar a baixos intervalos para que seus filhos, depois de desmamados, sejam tomados delas e vendidos como se fossem brinquedos. Da mesma forma, as mães ratas e camundongos-fêmeas também têm a “obrigação” de reproduzir para “gerar” as cobaias que serão torturadas e mortas em experimentos científicos.</p>
<p>Bem que algumas ainda tentam proteger seus filhotes ou vocalizar gritos de desespero quando são apartadas deles. Mas nada adianta. Seus “proprietários” veem a elas e a seus filhos como meros objetos a serviço de um questionável interesse humano, logo se sentem no direito de fazer a traumática desmama e em seguida explorar mães e filhos.</p>
<p>Mães e escravas. Este 13 de maio de 2012 é uma oportunidade rara de pensar nelas. E lembrar que não podemos mais continuar participando desse tipo de exploração e também temos a obrigação moral de nos mobilizarmos para que a mesma seja erradicada do planeta, seja por via do veganismo, seja pelas vias políticas, seja pelo ativismo de rua, seja por quaisquer outras formas de mobilização abolicionista, todas as quais se interdependem e funcionam interligadas.</p>
<p>Fica então o desejo de que, algum dia, possamos comemorar no 13 de maio a libertação também dos animais não humanos e, no segundo domingo do mesmo mês, celebrar a liberdade das mães não humanas.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/arauto/~4/UyzIJIYFxJk" height="1" width="1"/><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/conscienciablog/~4/rpb1ZOn7YBc" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas: religião e submissão feminina</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 03:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[*Posts em Destaque*]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Palavra do Autor]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito contra Ateus]]></category>
		<category><![CDATA[Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas]]></category>
		<category><![CDATA[generalização apressada]]></category>
		<category><![CDATA[neoateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[religiões matrifocais]]></category>
		<category><![CDATA[submissão feminina]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Mais uma imagem neoateísta espalha o preconceito contra todas as religiões ao imputarem à generalidade delas características criticáveis de algumas denominações de religiões monoteístas.</p> <p><a href="http://imagens.consciencia.blog.br/2012/05/mulheres-submissas.jpg"></a></p> <p>Aqui não tem muito o que comentar. Por causa de regras machistas presentes em grande parte das vertentes cristãs, judaicas e islâmicas, todas as religiões foram tachadas de machistas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma imagem neoateísta espalha o preconceito contra <em>todas </em>as religiões ao imputarem à generalidade delas características criticáveis de algumas denominações de religiões monoteístas.</p>
<p><a href="http://imagens.consciencia.blog.br/2012/05/mulheres-submissas.jpg"><img class="aligncenter" src="http://imagens.consciencia.blog.br/2012/05/mulheres-submissas.jpg" alt="" width="600" height="341" /></a></p>
<p>Aqui não tem muito o que comentar. Por causa de regras machistas presentes em grande parte das vertentes cristãs, judaicas e islâmicas, todas as religiões foram tachadas de machistas e misóginas, incluídas nelas as religiões dhármicas orientais, as pagãs e neopagãs, as crenças espirituais indígenas, as religiões sincréticas&#8230;</p>
<p>Esquece-se que há diversas religiões não abraâmicas e denominações abraâmicas que não só preveem igualdade entre mulheres e homens, mas também exaltam a figura feminina, como diversas religiões pagãs &#8211; culto de Ísis e wicca são bons exemplos &#8211; e denominações monoteístas que veneram a Shekinah e a Sophia, arquétipos femininos de certas características de Deus.</p>
<p>Quanto ao ateísmo, não é garantia de respeito à mulher e prezo pela igualdade de gênero. Mesmo menos numerosos proporcionalmente, em comparação aos/às machistas religios@s, existem sim muitos ateus e também ateias machistas. A &#8220;religião&#8221; sai, mas podem ficar crenças e costumes perniciosos, como chamar um homem de mulher ou de qualquer adjetivo feminino com o fim de depreciá-lo, crer que comer carne é signo de virilidade e vegetarianismo é &#8220;coisa de mulézinha&#8221;, acreditar que mulheres não podem exercer funções como engenheira e CEO etc. E a isso o ateísmo é totalmente indiferente &#8211; o que não é indiferente a isso, na verdade, é o <em>humanismo secular</em>.</p>
<p>No mais, essa é mais uma imagem que bota num saco amaldiçoado todas as religiões existentes por causa dos defeitos de algumas. E acaba transmitindo ao mundo a impressão de que os ateus em geral adoram descer a lenha nas religiões mesmo que para isso usem mentiras e generalizações apressadas.</p>
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		<item>
		<title>Resposta analítica ao artigo “Give thanks for meat”, vencedor do concurso do The New York Times</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 16:59:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[*Posts em Destaque*]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Carnismo e Alfacismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais e Veg(etari)anismo]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estarismo]]></category>
		<category><![CDATA[bovinocultura]]></category>
		<category><![CDATA[consumo de carne]]></category>
		<category><![CDATA[ética e alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[impactos ambientais da pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[reducionismo]]></category>
		<category><![CDATA[The Ethicist]]></category>
		<category><![CDATA[The New York Times]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Li e <a href="http://consciencia.blog.br/2012/05/de-gracas-pela-carne-traducao-do-artigo-carnista-vencedor-do-concurso-do-the-new-york-times.html" target="_blank">traduzi o artigo “Dê graças pela carne” </a>(originalmente Give thanks for meat), vencedor do concurso da coluna The Ethicist do The New York Times o qual escolheu um artigo que tentasse ser bom em defender o consumo de animais. Eu esperava que enfim encontrasse um argumento forte do lado defensor do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li e <a href="http://consciencia.blog.br/2012/05/de-gracas-pela-carne-traducao-do-artigo-carnista-vencedor-do-concurso-do-the-new-york-times.html" target="_blank">traduzi o artigo “Dê graças pela carne” </a>(originalmente <em>Give thanks for meat</em>), vencedor do concurso da coluna <em>The Ethicist</em> do <em>The New York Times</em> o qual escolheu um artigo que tentasse ser bom em defender o consumo de animais. Eu esperava que enfim encontrasse um argumento forte do lado defensor do consumo de alimentos de origem animal. Mas ainda não foi dessa vez.</p>
<p>O texto se focou demais no aspecto ambiental, com a premissa de que uma criação de animais ecologicamente “adequada” seria mais ética do que uma monocultura mecanizada de soja. O referencial teórico que legitimaria esse ponto de vista ficou curto, raso e simplista demais, restringindo-se à seguinte frase de Aldo Leopold: &#8220;Uma coisa é certa quando ela tende a preservar a integridade, estabilidade e beleza da comunidade biótica. É errada quando promove o contrário.&#8221;</p>
<p>Na verdade toda a abordagem, mesmo do ponto de vista supostamente ecoético, foi de um simplismo e reducionismo notáveis. Ele fala apenas de criações bovinas bem-estaristas, ignorando que o universo de carnes à disposição no mercado não é apenas carne bovina – também existindo no macabro jogo porcos, caprinos, ovinos, coelhos, frangos, codornas, perus, búfalos, peixes, crustáceos etc. –, e a problemática ambiental da pecuária vai muito além de “apenas” tentar acomodar centenas de milhões (ou mesmo bilhões) de seres bovinos em pastos – algo que já é virtualmente impossível na maioria dos países.<span id="more-12219"></span></p>
<p>Ele esquece também de dizer como seria viável essa criação bovina bem-estarista de modo a atender uma demanda gigantesca de carne como a atual. E não fala como seriam detidos nesse modelo de pecuária já conhecidos riscos do sobrepastoreio, do pisoteio do solo e da grama nem como seria detido o enorme peso da atividade na emissão de gases-estufa, uma vez que os animais continuariam emitindo metano pelos arrotos, flatulências e emanações gasosas fecais.</p>
<p>Nem como os exorbitantes gastos d’água da criação animal seriam diminuídos. Nem como o rendimento da carne em quilos/hectare/ano se tornaria próximo ao de vegetais, propondo, ao invés, um modelo pecuário de rendimento alimentício ainda mais minúsculo do que os modelos convencionais.</p>
<p>Sem falar que ele tanto ignora a existência dos meios alternativos, policultores e não latifundiários de produção vegetal – que, no caso do Brasil, respondem por 70% de todo o alimento consumido pelos brasileiros – como esquece que a própria carne produzida pelo meio defendido por ele também vai precisar de processamento e transporte.</p>
<p>Enfim, é um meio muito questionável, mesmo ambientalmente falando, de criação “ética” de animais. E, falando agora na questão ética propriamente dita, pode-se perceber que o artigo vencedor do concurso <em>não</em> responde à demanda dos defensores dos animais de saber por que seria ético tratar animais como propriedade, escravizando-os e matando-os para fins de consumo.</p>
<p>Pelo contrário, tergiversa com o seguinte parágrafo, confuso e no mínimo enigmático:</p>
<p><em>“A questão de matar um ser senciente, no entanto, decai. A um ponto em que cada ser humano, individualmente falando, deve reagir perguntando: Será que estou mesmo querendo dividir o mundo entre aquilo que eu acreditei que é digno de ser poupado do inevitável e aquilo que não é digno disso? Ou essa é uma divisão desesperançosamente artificial?”</em></p>
<p>Não está nada claro sobre a quem ele se referiu ao citar “aquilo que eu acreditei que é digno de ser poupado e aquilo que não é digno disso”. E achar que isso leva à conclusão de que é eticamente aceitável escravizar e matar seres sencientes é cair na falácia <em>non sequitur</em>.</p>
<p>E no final das contas, fica em aberto uma pergunta: se ele acredita ser “ético” criar animais da forma que ele falou, o que ele acharia se fosse uma criação pecuária de cães ou mesmo, literalmente falando, de gado humano? Como ele objetaria se pusessem um ser humano, ou um animal doméstico, no lugar da vaca, mantendo-se a tal função ecológica de gerar calorias e proteína através da luz solar e do consumo de plantas forrageiras?</p>
<p>Bem que o The New York Times tentou, mas ainda não foi dessa vez que um argumento realmente forte em favor do consumo de animais apareceu. Pelo visto, tal realização jamais acontecerá, da mesma forma que nunca veio à existência uma razão ética que justificasse a escravidão humana e a hierarquização moral de seres humanos.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/arauto/~4/I7CpoXhsHO8" height="1" width="1"/><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/conscienciablog/~4/QsWaG9IaYiA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>“Dê graças pela carne”: tradução do artigo carnista vencedor do concurso do The New York Times</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/conscienciablog/~3/Tat0rCJHSi8/de-gracas-pela-carne-traducao-do-artigo-carnista-vencedor-do-concurso-do-the-new-york-times.html</link>
		<comments>http://consciencia.blog.br/2012/05/de-gracas-pela-carne-traducao-do-artigo-carnista-vencedor-do-concurso-do-the-new-york-times.html#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 May 2012 16:56:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Fernando de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnismo e Alfacismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Animais e Veg(etari)anismo]]></category>
		<category><![CDATA[Texto de Outros Autores]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estarismo]]></category>
		<category><![CDATA[bovinocultura]]></category>
		<category><![CDATA[Jay Bost]]></category>
		<category><![CDATA[por que é ético comer carne]]></category>
		<category><![CDATA[The Ethicist]]></category>
		<category><![CDATA[The New York Times]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Abaixo, a tradução <a href="http://www.nytimes.com/2012/05/06/magazine/the-ethicist-contest-winner-give-thanks-for-meat.html?_r=2&#38;ref=magazine" target="_blank">do texto pró-carne vencedor</a> do concurso realizado pela coluna The Ethicist do The New York Times.</p> <p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: center;"><a href="http://consciencia.blog.br/2012/05/resposta-analitica-ao-artigo-give-thanks-for-meat-vencedor-do-concurso-do-the-new-york-times.html" target="_blank">Refutação do artigo abaixo: Resposta analítica ao artigo Give thanks for meat, vencedor do concurso do The New York Times</a></p> <p>&#160;</p> <p>Dê graças pela carne (título original: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, a tradução <a href="http://www.nytimes.com/2012/05/06/magazine/the-ethicist-contest-winner-give-thanks-for-meat.html?_r=2&amp;ref=magazine" target="_blank">do texto pró-carne vencedor</a> do concurso realizado pela coluna <em>The Ethicist</em> do The New York Times.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: center;"><a href="http://consciencia.blog.br/2012/05/resposta-analitica-ao-artigo-give-thanks-for-meat-vencedor-do-concurso-do-the-new-york-times.html" target="_blank"><strong>Refutação do artigo abaixo: </strong><strong>Resposta analítica ao artigo <em>Give thanks for meat</em>, vencedor do concurso do The New York Times</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dê graças pela carne </strong><em>(título original: Give Thanks for Meat)<br />
por Jay Bost, para o The New York Times, traduzido por mim<br />
</em></p>
<p><em></em>Como um vegetariano que voltou a comer carne, eu vejo a questão &#8220;É ético comer carne?&#8221; ressoando na minha cabeça e no meu coração constantemente. As razões pelas quais eu me tornei vegetariano, depois vegano e depois um comedor de carne consciente foram todas éticas. As razões éticas de NÃO comer carne são óbvias: animais são criados e mortos em condições cruéis; os grãos que poderiam alimentar pessoas famintas são usados para alimentar animais; a demanda por pastos fomenta o desmatamento; e comer carne implica matar um ser senciente. Exceto pela última razão, no entanto, nenhum desses aspectos de comer carne estão implícitos em comer carne, ainda que sejam exatamente o que torna antiético comer alguns tipos de carne.  Assim como comer verduras, tofu ou grãos produzidos em certas circunstâncias e consumi-los produzidos em outros meios é antiético.</p>
<p>O que são esses meios &#8220;certos&#8221; e &#8220;errados&#8221; de produzir tanto carne quanto alimentos vegetais? Para mim, eles são evocados mais sucintamente na ética da terra de Aldo Leopold: &#8220;Uma coisa é certa quando ela tende a preservar a integridade, estabilidade e beleza da comunidade biótica. É errada quando promove o contrário.&#8221; Enquanto estudava Agroecologia na Prescott College em Arizona, eu me convenci de que, se aquilo que você está almejando com uma dieta &#8220;ética&#8221; é o menos destrutivo impacto sobre a vida como um todo neste planeta, então, em algumas circunstâncias, como quando se vive entre campos gramíneos secos e ralos, comer carne é a coisa mais ética que você pode fazer fora subsistir com caça, feijão tepari e pinhões.<span id="more-12216"></span></p>
<p>Uma vaca bem cuidada e solta e capaz de transformar a luz solar capturada pelas plantas em calorias e proteínas condensadas com a ajuda dos micro-organismos no seu trato alimentar. Sol =&gt; diversas plantas =&gt; vaca =&gt; humano. Isso, numa visão ética mais larga, parece muito mais limpo do que o esquema movido a combustível fóssil que consiste em: campo tratorado =&gt; monocultura de soja irrigada =&gt; colheita por trator =&gt; processamento =&gt; tofu =&gt; transporte =&gt; humano.</p>
<p>Enquanto a maioria da produção de carne nos dias de hoje é uma iniciativa ecologicamente absurda e eticamente errada, felizmente isso está mudando, e há atualmente exemplos abundantes de sistemas baseados em pasto que são ecologicamente benéficos. O fato é que a maioria dos agroecologistas concordam que os animais são parte integral de sistemas agrícolas verdadeiramente sustentáveis. Eles são capazes de ciclar nutrientes, auxiliar no gerenciamento da terra e converter sol em comida por meios que são quase impossíveis para nós sem o uso de combustíveis fósseis. Se &#8220;ético&#8221; é definido como viver no caminho mais ecologicamente benigno possível, então, em circunstâncias justamente específicas, das quais cada consumidor deve obter lições educativas, comer carne é ético; de fato NÃO comer carne pode ser discutivelmente antiético.</p>
<p>A questão de matar um ser senciente, no entanto, decai. A um ponto em que cada ser humano, individualmente falando, deve reagir perguntando: Será que estou mesmo querendo dividir o mundo entre aquilo que eu acreditei que é digno de ser poupado do inevitável e aquilo que não é digno disso? Ou essa é uma divisão desesperançosamente artificial? Um poema de Wislawa Szymborska, &#8220;No elogio da autodepreciação&#8221;, vem à mente neste momento. Ele acaba assim:<br />
&#8220;Não há nada mais animal<br />
do que uma consciência clara<br />
no terceiro planeta do Sol.&#8221;</p>
<p>Para mim, comer carne é ético quando isso faz três coisas. Primeiro, você aceita a realidade biológica de que a morte possibilita a vida neste planeta e toda a vida (incluindo nós!) é de fato apenas energia solar temporariamente armazenada numa forma impermanente. Segundo, você combina essa realização com aquela carinhosa característica humana da compaxão e escolhe alimentos eticamente produzidos &#8211; verduras, grãos e/ou carne. E terceiro, você agradece.</p>
<p>Como um vegetariano que voltou a comer carne, eu vejo a questão &#8220;É ético comer carne?&#8221; ressoando na minha cabeça e no meu coração constantemente. As razões pelas quais eu me tornei vegetariano, depois vegano e depois um comedor de carne consciente foram todas éticas. As razões éticas de NÃO comer carne são óbvias: animais são criados e mortos em condições cruéis; os grãos que poderiam alimentar pessoas famintas são usados para alimentar animais; a demanda por pastos fomenta o desmatamento; e comer carne implica matar um ser senciente. Exceto pela última razão, no entanto, nenhum desses aspectos de comer carne estão implícitos em comer carne, ainda que sejam exatamente o que torna antiético comer alguns tipos de carne.  Assim como comer verduras, tofu ou grãos produzidos em certas circunstâncias e consumi-los produzidos em outros meios é antiético.</p>
<p>O que são esses meios &#8220;certos&#8221; e &#8220;errados&#8221; de produzir tanto carne quanto alimentos vegetais? Para mim, eles são evocados mais sucintamente na ética da terra de Aldo Leopold: &#8220;Uma coisa é certa quando ela tende a preservar a integridade, estabilidade e beleza da comunidade biótica. É errada quando promove o contrário.&#8221; Enquanto estudava Agroecologia na Prescott College em Arizona, eu me convenci de que, se aquilo que você está almejando com uma dieta &#8220;ética&#8221; é o menos destrutivo impacto sobre a vida como um todo neste planeta, então, em algumas circunstâncias, como quando se vive entre campos gramíneos secos e ralos, comer carne é a coisa mais ética que você pode fazer fora subsistir com caça, feijão tepari e pinhões.</p>
<p>Uma vaca bem cuidada e solta e capaz de transformar a luz solar capturada pelas plantas em calorias e proteínas condensadas com a ajuda dos micro-organismos no seu trato alimentar. Sol =&gt; diversas plantas =&gt; vaca =&gt; humano. Isso, numa visão ética mais larga, parece muito mais limpo do que o esquema movido a combustível fóssil que consiste em: campo tratorado =&gt; monocultura de soja irrigada =&gt; colheita por trator =&gt; processamento =&gt; tofu =&gt; transporte =&gt; humano.</p>
<p>Enquanto a maioria da produção de carne nos dias de hoje é uma iniciativa ecologicamente absurda e eticamente errada, felizmente isso está mudando, e há atualmente exemplos abundantes de sistemas baseados em pasto que são ecologicamente benéficos. O fato é que a maioria dos agroecologistas concordam que os animais são parte integral de sistemas agrícolas verdadeiramente sustentáveis. Eles são capazes de ciclar nutrientes, auxiliar no gerenciamento da terra e converter sol em comida por meios que são quase impossíveis para nós sem o uso de combustíveis fósseis. Se &#8220;ético&#8221; é definido como viver no caminho mais ecologicamente benigno possível, então, em circunstâncias justamente específicas, das quais cada consumidor deve obter lições educativas, comer carne é ético; de fato NÃO comer carne pode ser discutivelmente antiético.</p>
<p>A questão de matar um ser senciente, no entanto, decai. A um ponto em que cada ser humano, individualmente falando, deve reagir perguntando: Será que estou mesmo querendo dividir o mundo entre aquilo que eu acreditei que é digno de ser poupado do inevitável e aquilo que não é digno disso? Ou essa é uma divisão desesperançosamente artificial? Um poema de Wislawa Szymborska, &#8220;No elogio da autodepreciação&#8221;, vem à mente neste momento. Ele acaba assim:<br />
&#8220;Não há nada mais animal<br />
do que uma consciência clara<br />
no terceiro planeta do Sol.&#8221;</p>
<p>Para mim, comer carne é ético quando isso faz três coisas. Primeiro, você aceita a realidade biológica de que a morte possibilita a vida neste planeta e toda a vida (incluindo nós!) é de fato apenas energia solar temporariamente armazenada numa forma impermanente. Segundo, você combina essa realização com aquela carinhosa característica humana da compaxão e escolhe alimentos eticamente produzidos &#8211; verduras, grãos e/ou carne. E terceiro, você agradece.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/arauto/~4/2MkPxEWkLhY" height="1" width="1"/><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/conscienciablog/~4/Tat0rCJHSi8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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