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	<title>Blog do CPP &#124; Insper</title>
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	<description>Blog do Centro de Políticas Públicas do Insper</description>
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		<title>Vídeo: Produtividade no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2016 19:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Assessoria de Imprensa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Nossa produtividade é a mesma desde 1980. Por que isso é um problema grave? Entenda neste vídeo com o Coordenador do Centro de Políticas Públicas, Naercio Menezes Filho.</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa produtividade é a mesma desde 1980. Por que isso é um problema grave?</p>
<p>Entenda neste vídeo com o <a href="http://www.insper.edu.br/cpp/">Coordenador do Centro de Políticas Públicas</a>, <a href="http://www.insper.edu.br/professores/pesquisadores/naercio-aquino-menezes-filho/">Naercio Menezes Filho</a>.</p>
<p><iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/QqJWMRskjzU?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Artigo: O Milagre de Sobral</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2016 14:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Assessoria de Imprensa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Por Naercio Menezes Filho &#8211; coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper Para nos tornamos uma sociedade melhor será necessário aumentar as expectativas de vida entre as crianças que nascem nas famílias mais pobres. Para isso, a qualidade de educação nas escolas frequentadas por essas crianças terá que ser igual à das escolas frequentadas pelos filhos de pais [&#8230;]</p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Por <a href="http://www.insper.edu.br/professores/pesquisadores/naercio-aquino-menezes-filho/">Naercio Menezes Filho</a> &#8211; coordenador do <a href="http://www.insper.edu.br/cpp/">Centro de Políticas Públicas do Insper</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Para nos tornamos uma sociedade melhor será necessário aumentar as expectativas de vida entre as crianças que nascem nas famílias mais pobres. Para isso, a qualidade de educação nas escolas frequentadas por essas crianças terá que ser igual à das escolas frequentadas pelos filhos de pais mais ricos. Será que estamos caminhando nessa direção?</p>
<p style="text-align: justify;">Na semana passada foram divulgados os últimos resultados do IDEB, baseados nos exames nacionais realizados nas escolas brasileiras no ano passado. Sempre vale a pena ressaltar a importância de termos no Brasil um indicador como o IDEB, que é simples, mensura bem a qualidade do ensino e permite uma comparação das notas ao longo do tempo e entre as unidades da federação para nortear as políticas públicas. O que mostram os resultados?</p>
<p style="text-align: justify;">Os dados mostram um aumento contínuo das notas nos anos iniciais do ensino fundamental desde 2001, tanto em Matemática como em Língua Portuguesa. Em 2015, o IDEB nesse ciclo foi de 5,5 equivalente à meta fixada para o ano que vem. Ou seja, estamos caminhando firmemente para atingir o IDEB de 6 em 2021, que é a meta fixada pelo MEC para colocar os nossos alunos na média dos países da OCDE.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos anos finais do Ensino Fundamental também houve uma evolução bastante favorável com relação aos anos anteriores. Apesar de ainda estarmos abaixo da meta fixada para 2015, se o aumento ocorrido entre 2013 e 2015 se mantiver no futuro também alcançaremos a meta fixada para 2021. O nosso problema continua no ensino médio, que está estagnado desde 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, é quando analisamos as diferenças de desempenho entre as unidades da federação que os resultados são mais impactantes. A figura abaixo, por exemplo, compara o desempenho médio dos alunos nos anos iniciais no município de Sobral com as redes municipais de São Paulo e Rio de Janeiro e com a rede privada do estado de São Paulo. Podemos notar que em 2005 Sobral tinha um IDEB em torno de 4, bem parecido com o de São Paulo e do Rio de Janeiro e bem abaixo das escolas privadas de São Paulo. Desde então, a nota de Sobral vem aumentando ano a ano, ultrapassando a rede privada de São Paulo em 2011 e atingindo a nota impressionante de 8,8 em 2015! O desempenho nas redes municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro também está aumentando de forma consistente ao longo do tempo, mas ainda está longe do sucesso de Sobral.</p>
<p style="text-align: justify;">O desempenho de Sobral é mais surpreendente ainda se notarmos que o IDEB máximo possível é 10 (somente atingido por 1% dos alunos que fazem a prova) e que a média dos alunos de 15 anos de idade da OCDE está um pouco acima de 6. Ou seja, os alunos das series iniciais de Sobral estão praticamente “gabaritando” as provas de matemática, em linha com os melhores alunos dos países desenvolvidos. Vale notar ainda que esse desempenho não está concentrado nas escolas ou alunos mais ricos, mas, ao contrário, se espalha por toda a rede.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, o desempenho dos alunos de Sobral nos anos finais do ensino fundamental também está aumentando, tendo atingido um IDEB de 6,7 em 2015, o terceiro maior do Brasil, somente atrás dos municípios de Nova Ponte (MG) e Brejo Santo (CE). Por fim, é importante enfatizar que essa melhora na qualidade da educação está ocorrendo no interior do Ceará como um todo e não apenas em Sobral. A rede pública do Ceará foi a que apresentou maior aumento do IDEB entre 2005 e 2015, tanto nos anos iniciais como nos anos finais do ensino fundamental. Também merecem destaque o desempenho dos alunos das redes estaduais de ensino médio no Amazonas e Pernambuco, que alcançaram avanços muito importantes nos últimos 10 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses exemplos mostram que é possível melhorar muito a qualidade da educação no Brasil se melhorarmos a gestão nas redes públicas de ensino. O milagre em Sobral foi atingido sem mágica: foco na alfabetização dos alunos, diminuição do número de escolas para racionalizar os custos, monitorar o desempenho de cada aluno através de avaliações constantes, cobrar dos professores e diretores o melhor desempenho dos seus alunos, bônus para os profissionais que alcançam as metas e continuidade das políticas ao longo do tempo. Além disso, no Ceará as transferências do Estado para os municípios também dependem das notas dos alunos em cada município.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, os alunos pobres de Sobral estão começando a vida com as mesmas oportunidades que seus conterrâneos que nasceram nas famílias mais abastadas. Se o ensino médio não atrapalhar e com a ajuda das cotas nas universidades públicas (que anulam os efeitos do cursinho pré-vestibular para os mais ricos), isso é igualdade de oportunidades “na veia”, proporcionada por uma educação de qualidade e políticas de ação afirmativa.  Temos que replicar essas experiências nas demais cidades brasileiras. Só assim conseguiremos aumentar a produtividade e reduzir a desigualdade e a criminalidade de forma permanente no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.insper.edu.br/blogdocpp/wp-content/uploads/2016/10/tabela_cpp.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-3520" src="http://www.insper.edu.br/blogdocpp/wp-content/uploads/2016/10/tabela_cpp.png" alt="tabela_cpp" width="573" height="345" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado no Valor Econômico.</em></p>
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		<title>Evento: 6º Fórum Insper de Políticas Públicas tratou da gestão das cidades</title>
		<link>http://www.insper.edu.br/blogdocpp/evento-6o-forum-insper-de-politicas-publicas-tratou-da-gestao-das-cidades/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2016 07:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Neste ano de eleições municipais, o Fórum Insper de Políticas Públicas falou sobre a eficiência da gestão das cidades. O Centro de Políticas Públicas reuniu no auditório Steffi e Max Perlman do Insper interessados em debater os desafios que enfrentam as prefeituras brasileiras. O evento, que em 2016 chegou à sua sexta edição, contou com a [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Neste ano de eleições municipais, o Fórum Insper de Políticas Públicas falou sobre a eficiência da gestão das cidades. O <a href="/cpp/">Centro de Políticas Públicas</a> reuniu no auditório Steffi e Max Perlman do Insper interessados em debater os desafios que enfrentam as prefeituras brasileiras. O evento, que em 2016 chegou à sua sexta edição, contou com a parceria da <a href="http://www1.folha.uol.com.br/remf/" target="_blank">Folha de S.Paulo</a> e do portal <a href="https://meumunicipio.org.br/" target="_blank">Meu Município</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">A Folha apresentou um ranking inédito <a href="http://www1.folha.uol.com.br/remf/" target="_blank">REM-F</a> para medir a eficiência dos municípios do país. “Nosso objetivo era mostrar à população quem faz mais com menos”, explicou Fernando Canzian, repórter especial da Folha de S.Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida, Sol Garson consultora em finanças públicas do portal Meu Município fez uma apresentação sobre o impacto da crise econômica na administração municipal. A pesquisadora da USP Fabiana Rocha e o coordenador da pós-graduação acadêmica e professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, Enlinson Mattos, completaram o evento com as apresentações sobre boa gestão de municípios.</p>
<p style="text-align: justify;">Confira a cobertura completa no Insper Conhecimento.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="/conhecimento/politicas-publicas/gestao-eficiente-das-cidades/">Gestão eficiente das cidades</a></li>
<li><a href="/conhecimento/politicas-publicas/ranquear-eficiencia-cidades/">A importância de ranquear a eficiência das cidades</a></li>
<li><a href="/conhecimento/politicas-publicas/crise-cidades-brasileiras/">A crise bateu à porta das cidades brasileiras</a></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Ou pelo PDF clicando <a href="http://www.insper.edu.br/conhecimento/wp-content/uploads/2016/09/Forum-Insper-Politicas-Publicas-Gestao-Eficiente-Cidades.pdf" target="_blank">AQUI</a>.</p>
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		<item>
		<title>Artigo: Desemprego e Renda Familiar</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2016 07:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado de trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Por Naercio Menezes Filho &#8211; coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper A taxa de desemprego atingiu 11,3% no segundo trimestre de 2016, um aumento de 4,5 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2014, quando era de 6,8%.  Isso significa que mais de 4 milhões de pessoas passaram a procurar emprego sem sucesso. No entanto, a [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Por <a href="http://www.insper.edu.br/professores/pesquisadores/naercio-aquino-menezes-filho/">Naercio Menezes Filho</a> &#8211; coordenador do <a href="http://www.insper.edu.br/cpp/">Centro de Políticas Públicas do Insper</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">A taxa de desemprego atingiu 11,3% no segundo trimestre de 2016, um aumento de 4,5 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2014, quando era de 6,8%.  Isso significa que mais de 4 milhões de pessoas passaram a procurar emprego sem sucesso. No entanto, a renda familiar média do trabalho, incluindo no denominador aqueles que não trabalham, declinou apenas 3,7% nesse mesmo período. Como será que podemos explicar esse fato? Por que será que a grave crise atual não provocou uma redução mais forte no bem-estar das famílias brasileiras?</p>
<p style="text-align: justify;">Isso ocorre por três razões principais. A primeira é que os domicílios atingidos mais fortemente pelo desemprego são uma proporção relativamente pequena de todos os domicílios brasileiros. A segunda explicação é que a maior parte dos novos desempregados são jovens e o trabalho dos jovens não é a principal fonte da renda familiar. Por fim, uma parte do aumento da taxa de desemprego é reflexo do aumento da procura por trabalho entre as pessoas que antes estavam inativas, ou seja, estavam estudando em tempo integral ou cuidando dos afazeres domésticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o cálculo da renda familiar per capita não importa se a pessoa não está trabalhando por que está desempregada ou inativa, o que vale é que ela não ganha salário, ou seja, não contribui para a renda familiar. Assim, nas famílias em que as pessoas saíram da inatividade para procurar emprego não há alteração efetiva na renda per capita, apesar dessas pessoas contribuírem para o aumento da taxa de desemprego agregada.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, quantas famílias estão sendo efetivamente atingidas pela crise? A proporção de famílias com pelo menos uma pessoa desempregada passou de 9% para 14% nos últimos dois anos. Como temos aproximadamente 70 milhões de famílias no Brasil, isso significa que mais de 3,5 milhões de famílias não tinham pessoas desempregadas antes da crise e passaram a ter agora. Porém, ao mesmo tempo, a proporção de famílias com pelo menos uma pessoa inativa declinou de 63% para 61%, ou seja caiu dois pontos principais. Assim, a proporção de famílias que passaram a ter pelo menos uma pessoa desempregada ou inativa com a crise aumentou somente 1 ponto percentual, passando de 67% para 68% (algumas famílias têm tanto membros desempregados como inativos).</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, como será que a crise está afetando o chefes de família, que são os que mais contribuem para a renda familiar? Em todas as crises o maior aumento de desemprego ocorre sempre entre os jovens, que contribuem menos para a renda familiar total. No mercado de trabalho os jovens funcionam como uma válvula de ajuste, indo procurar emprego quando a renda familiar estaciona e voltando aos estudos em tempo integral quando a economia volta a crescer. A recessão atual difere das anteriores porque o desemprego também está atingindo diretamente os chefes de família. Mas, os números envolvidos ainda são pequenos frente ao tamanho da população brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">A proporção de domicílios com chefes desempregados era de 2% antes da crise e passou para 4% agora. Assim, 1,4 milhão de famílias foram mais gravemente afetadas pela crise porque estão tendo uma redução mais forte da renda familiar oriunda do trabalho. Apesar do número absoluto impressionar, isso representa apenas uma pequena parte do número total de famílias brasileiras, por isso o efeito sobre a renda familiar per capita média da economia é reduzido. Vale notar que para as famílias diretamente afetadas o desemprego representa um enorme custo social e psicológico, que não deve ser menosprezado.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o bem-estar das famílias brasileiras é bem mais afetado pelo salário real médio da economia do que pela taxa de desemprego. E o salário médio na economia brasileira tem caído pouco frente à gravidade da crise. Nos últimos 2 anos o salário caiu apenas 3%, um pouco menos do que a queda da renda familiar per capita do trabalho. Mas, isso não foi sempre assim. Entre 1998 e 1999 (época da maxidesvalorização do real) o salário real caiu 8% em um único ano, ao passo que entre 2002 e 2003 a queda foi de 7%.  Por que será que os salários estão respondendo menos hoje em dia à deterioração do mercado de trabalho?</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui também há algumas possíveis explicações. A principal delas está relacionada com a regra de reajuste do salário-mínimo. Desde 2007 o salário mínimo é corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Assim, nos últimos 10 anos o valor real do salário-mínimo cresceu muito mais do que o salário médio ou a inflação. Isso fez com que a parcela de trabalhadores que ganha entre 1 e 2 salários-mínimos aumentasse muito. Assim, como a variação do salário-mínimo está protegida da recessão e uma grande parcela dos trabalhadores recebe o salário-mínimo, os salários reais médios caem menos durante a recessão hoje em dia do que no passado recente.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, a renda média do trabalho nas famílias brasileiras depende mais da variação do salário real médio do que da taxa de desemprego. Além disso, o salário real médio varia menos com o ciclo econômico porque grande parcela dos trabalhadores recebe um salário próximo do mínimo, que está protegido da inflação. Assim, o bem-estar das famílias brasileiras declina menos em períodos recessivos hoje em dia do que no passado.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado no Valor Econômico.</em></p>
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		</item>
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		<title>Artigo: Crise, PIB e Salários</title>
		<link>http://www.insper.edu.br/blogdocpp/artigo-crise-pib-e-salarios/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 07:23:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Por Naercio Menezes Filho &#8211; coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper Existe muita curiosidade por parte do público em geral por saber o que está acontecendo com a renda da parcela mais pobre da sociedade brasileira. O objetivo é saber se os erros de política econômica do governo anterior reverteram todos os ganhos obtidos pelos mais pobres [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.insper.edu.br/blogdocpp/artigo-crise-pib-e-salarios/">Artigo: Crise, PIB e Salários</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://www.insper.edu.br/blogdocpp">Blog do CPP | Insper</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Por <a href="http://www.insper.edu.br/professores/pesquisadores/naercio-aquino-menezes-filho/">Naercio Menezes Filho</a> &#8211; coordenador do <a href="http://www.insper.edu.br/cpp/">Centro de Políticas Públicas do Insper</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Existe muita curiosidade por parte do público em geral por saber o que está acontecendo com a renda da parcela mais pobre da sociedade brasileira. O objetivo é saber se os erros de política econômica do governo anterior reverteram todos os ganhos obtidos pelos mais pobres que ocorreram como resultado das políticas sociais promovidas por esse mesmo governo. Até que ponto a situação dos mais pobres realmente se reverteu com a crise?</p>
<p style="text-align: justify;">Qualquer que seja a medida utilizada, ainda estamos muito longe de reverter os ganhos obtidos desde 2001, especialmente entre os mais pobres. A melhor maneira de se medir o bem-estar da população brasileira é através das pesquisas domiciliares do IBGE que coletam informações não somente sobre a renda do trabalho, mas também sobre todas as outras rendas, como as que vêm dos programas de transferências de renda, aluguéis, previdência e outras fontes. Sem essa informação não é possível calcular a renda familiar per capita, que é o indicador mais utilizado para calcular o rendimento dos mais pobres e a desigualdade de renda.</p>
<p style="text-align: justify;">As outras fontes de renda (além do trabalho) sempre foram coletadas e divulgadas pelas Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicilios (PNADs) que são realizadas anualmente desde 1977 com uma amostra representativa da população brasileira, com poucas mudanças desde então, num brilhante e pioneiro esforço feito pelo IBGE para mapear as características de renda, moradia, trabalho, posse de bens e composição familiar. Desde 2012, o IBGE passou a divulgar também a PNAD-contínua que entrevista uma amostra de domicílios todos os meses, tal como a Pesquisa Mensal de Emprego, mas com uma abrangência maior, pois entrevista domicílios de todo o país, ao invés de se concentrar nas regiões metropolitanas tal qual a PME.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, o IBGE não tem divulgado as informações sobre os rendimentos de outras fontes, que não o trabalho, com os dados da PNAD-contínua. Assim, não é possível saber com precisão o que está ocorrendo com a renda familiar, pobreza ou mesmo a desigualdade desde 2014 (último ano em que a PNAD tradicional foi divulgada). Para satisfazer nossa curiosidade, temos que usar os rendimentos do trabalho, que não são ideais para esse propósito, uma vez que as transferências de renda se expandiram bastante desde 2001, justamente para atenuar os efeitos do desemprego e dos baixos salários sobre a pobreza. Além disso, os rendimentos da previdência aumentaram muito na última década, como decorrência da política de valorização do salário mínimo.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é complicado utilizar o indicador de PIB per capita para tentarmos inferir o comportamento da renda familiar per capita. A figura ao lado, por exemplo, compara a evolução do PIB per capita com a média da renda do trabalho familiar per capita desde 1996 até 2015 (sempre em termos reais e  com relação a 1996). O crescimento da renda do trabalho média entre 2014 e 2015 foi calculado com os dados da PNAD-continua.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos verificar que entre 1996 e 2001, enquanto o PIB per capita declinou 1,5% o salário per capita médio caiu muito mais (8%) e a renda familiar per capita (não mostrada no gráfico) caiu 3,3%.  Já entre 2001 e 2006, o PIB per capita aumentou 9%, o salario per capita médio 17% e a renda média 13%, ou seja, o crescimento do salário familiar foi o dobro do crescimento do PIB per capita. Por fim, entre 2006 e 2014, o PIB per capita aumentou 21%, o salário aumentou 42% e a renda 37%. Novamente, o salário médio e a renda aumentaram quase duas vezes mais que o crescimento do PIB per capita.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao compararmos essas medidas entre 2014 e 2015 podemos ver que, enquanto o PIB declinou 4,6%, o salário caiu menos de 1%. Assim, a perda de rendimentos no mercado de trabalho foi bem menor do que a queda do PIB, mesmo com a taxa de desemprego aumentando bastante.</p>
<p style="text-align: justify;">Desta forma, fica claro que, mesmo usando uma medida imperfeita de bem-estar, ainda estamos muito longe de reverter os ganhos sociais obtidos desde 2003. O salário médio teria que cair quase 40% para que voltássemos ao nível de 2003. Entre os mais pobres, como o crescimento salarial foi bem maior do que a média, esse declínio também teria que ser ainda maior. Algo que não vai acontecer tão cedo, pois mesmo entre 2015 e 2016 (auge da crise) o rendimento do trabalho dos trabalhadores menos qualificados caiu apenas 3%.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, não sabemos com certeza o que está ocorrendo com a renda familiar total das classes mais baixas desde o final de 2014 até agora. Mas, claramente, os ganhos obtidos pelos mais pobres desde 2003 não serão revertidos tão cedo. E precisamos entender porque o PIB e a renda per capita têm apresentado comportamentos tão distintos no Brasil nos últimos anos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="/blogdocpp/wp-content/uploads/2016/07/PIB.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3485" src="http://www.insper.edu.br/blogdocpp/wp-content/uploads/2016/07/PIB.jpg" alt="PIB" width="611" height="385" /></a>                                                                                                   Fonte: Contas Nacionais, e PNAD (IBGE)</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado no Valor Econômico.</em></p>
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		<title>Artigo: Desenvolvimento Infantil e Desigualdade</title>
		<link>http://www.insper.edu.br/blogdocpp/artigo-desenvolvimento-infantil-e-desigualdade/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Jun 2016 07:20:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Artigo elaborado pela equipe do Centro de Políticas Públicas do Insper Uma forma interessante de tentar explicar os diferentes níveis socioeconômicos das pessoas é remontar suas trajetórias de desenvolvimento. A ideia consiste em procurar por características do passado desses indivíduos, até mesmo dos primeiros momentos de sua vida, que possam explicar os seus resultados observados hoje. [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.insper.edu.br/cpp/">Artigo elaborado pela equipe do Centro de Políticas Públicas do Insper</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma forma interessante de tentar explicar os diferentes níveis socioeconômicos das pessoas é remontar suas trajetórias de desenvolvimento. A ideia consiste em procurar por características do passado desses indivíduos, até mesmo dos primeiros momentos de sua vida, que possam explicar os seus resultados observados hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">Na literatura econômica, há um vasto campo de pesquisa que faz uso dessa abordagem. Os trabalhos desse ramo observam que muitas das habilidades, socioemocionais e cognitivas, que podem definir os resultados futuros dos indivíduos, são desenvolvidas na primeira infância. No entanto, observa-se também que o ambiente social, em especial o familiar, em que a criança vive tem um papel determinante no desenvolvimento dessas habilidades, provendo (ou não) as condições favoráveis para tal. Por isso, observar variáveis como renda domiciliar, tamanho da família, nível de instrução e condição de ocupação dos pais no momento do nascimento da criança são tão importantes para esses estudos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a condução de estudos dessa natureza, idealmente utilizam-se dados que acompanhem os mesmo indivíduos ao longo do tempo, permitindo observar diferentes características da mesma pessoa ao longo de amplo período de tempo. No Brasil, uma base de dados dessa natureza – chamada na literatura acadêmica de “painel” – foi feita pelo Centro de Epidemiologia da Universidade de Pelotas (UFPel) e acompanhou, por meio de 9 entrevistas,  5.249 indivíduos desde o seu nascimento até os 18 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa análise ilustra a transmissão da desigualdade entre as gerações. Ao examinar os dados vemos que, já no nascimento, as crianças cujas mães tinham um baixo nível de escolaridade (0 a 4 anos completos de estudo) apresentavam diferenças em relação àquelas cujas mães eram muito escolarizadas. Essas crianças apresentaram peso e comprimento menores daquelas de mães mais escolarizadas, inclusive apresentando uma elevada taxa de nascimento abaixo do peso (13% contra 4% das crianças com mãe com ensino superior). Essas mesmas medidas antropométricas se mostraram menores nas crianças de ambientes desfavorecidos até os 11 anos. Se olharmos para a renda domiciliar, vemos que as famílias cujas mães completaram o ensino superior tinham uma renda quase 7 vezes maior no momento do nascimento do que as menos escolarizadas. Ou seja, de forma grosseira, podemos afirmar que essas famílias tinham quase 7 vezes mais recursos para gastar na educação e saúde de seus filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas condições desfavoráveis para o desenvolvimento infantil parecem estar associadas com um desempenho escolar comparativamente pior. O gráfico abaixo mostra os anos completos de escolaridade dos jovens aos 11, 15 e 18 anos para cada um dos grupos analisados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="/blogdocpp/wp-content/uploads/2016/06/anoscompletos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3480" src="http://www.insper.edu.br/blogdocpp/wp-content/uploads/2016/06/anoscompletos.jpg" alt="anoscompletos" width="463" height="305" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Fonte: Dados da Coorte 1993 &#8211; Pelotas. Elaboração própria</p>
<p>Vemos que aos 18 anos, as crianças menos favorecidas apresentam 3 anos de escolaridade a menos do que aquelas mais favorecidas. O grande problema desse quadro é o fato de que essa diferença, além de se refletir em salários muito menores, irá gerar em média ambientes familiares com condições desiguais para os futuros filhos desses indivíduos, dando continuidade a esse mecanismo de transmissão de desigualdade entre gerações.</p>
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		<title>Artigo: Um Novo Padrão de Crescimento</title>
		<link>http://www.insper.edu.br/blogdocpp/artigo-um-novo-padrao-de-crescimento/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2016 07:15:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Por Naercio Menezes Filho &#8211; coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper Durante muitos anos a economia brasileira teve um padrão de crescimento com base no setor de serviços de baixa produtividade e aumento da demanda por trabalhadores não-qualificados. Entretanto, esse padrão de crescimento se esgotou. A inflação começou a crescer, assim como o desemprego, a dívida publica [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Por <a href="http://www.insper.edu.br/professores/pesquisadores/naercio-aquino-menezes-filho/">Naercio Menezes Filho</a> &#8211; coordenador do <a href="http://www.insper.edu.br/cpp/">Centro de Políticas Públicas do Insper</a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Durante muitos anos a economia brasileira teve um padrão de crescimento com base no setor de serviços de baixa produtividade e aumento da demanda por trabalhadores não-qualificados. Entretanto, esse padrão de crescimento se esgotou. A inflação começou a crescer, assim como o desemprego, a dívida publica entrou numa dinâmica insustentável, ao mesmo tempo em que a crise política retroalimentava a crise econômica. Como sair dessa crise?</p>
<p style="text-align: justify;">O modelo de crescimento anterior só foi possível por uma conjunção de fatores favoráveis. Do lado externo houve grande melhora dos termos de troca, o que trouxe muitos recursos externos para nossa economia. Internamente, o aquecimento do mercado de trabalho fez com que a política de valorização do salário mínimo conseguisse reduzir a desigualdade de renda sem provocar desemprego ou informalidade. E a expansão de programas sociais, como o Bolsa-Família por exemplo, conseguiu reduzir bastante a pobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">O aquecimento do mercado do trabalho, por sua vez, veio do setor externo e também do próprio padrão de crescimento que prevaleceu até o final da década passado. O aumento do salário mínimo aumentou o consumo no setor de serviços pessoais que emprega intensivamente os trabalhadores não qualificados. Além disso, houve grande diminuição na oferta de jovens menos qualificados, tanto devido à transição demográfica como pelo aumento da renda das mães menos escolarizadas, que preferem que seus filhos saiam do mercado de trabalho para estudar. A maior demanda e menor oferta entre os menos qualificados fez com que o seu salário aumentasse, sancionando os aumentos do salário-mínimo.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, esse tipo de crescimento provoca diminuição da produtividade agregada,  pois o setor de serviços pessoais (que mais se expandiu) tem produtividade menor do que a média da economia. O único setor que teve crescimento da produtividade nos últimos 15 anos foi a agricultura, mas esse setor emprega cada vez menos, pois é intensivo em máquinas e inovações. Assim, o crescimento do setor agrícola não é suficiente para aumentar a produtividade agregada da economia.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a taxa de inovações na indústria e nos serviços mais avançados diminuiu porque o governo tomou medidas erradas, associadas à nova matriz econômica. Ao invés de estimular a abertura comercial, controlar a inflação, fortalecer as agencias reguladoras e acelerar as privatizações, o governo resolveu proteger parte do empresariado nacional através de empréstimos subsidiados aos campeões nacionais, proteção tarifária, redução forçada da taxa de juros e desonerações. Essas medidas tiveram efeito contrário ao esperado, provocando reduções ainda maiores da produtividade. Isso implodiu o modelo de crescimento baseado em consumo e salários e agravou o descontrole das contas públicas.</p>
<p style="text-align: justify;">O que fazer agora? Como fazer a transição de um modelo baseado em consumo e demanda por trabalhadores não qualificados para um padrão de crescimento que tenha por base o aumento da produtividade e dos investimentos? Como fazer isso sem prejudicar os trabalhadores menos qualificados?</p>
<p style="text-align: justify;">Para fazer essa transição é necessário desfazer os erros de política econômica cometidos pela equipe econômica anterior. Ou seja, reduzir as tarifas de importação, começando pelos insumos e depois avançando para os demais produtos. Em seguida, passar para o setor privado a gestão de grande parte dos serviços públicos não essenciais, através de privatizações ou concessões, para que possamos melhorar rapidamente a infraestrutura, por exemplo. É necessário também controlar a inflação e investir em ciência e tecnologia, aproximando empresas e universidades para aumentar o conhecimento aplicado e as patentes. Finalmente, será necessário reformar o mercado de trabalho para incentivar o trabalho e diminuir a rotatividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, é necessário fazer a transição para um modelo de crescimento puxado pelos setores mais dinâmicos da economia, aumentando as inovações e a produtividade nesses setores. Isso também faria com que as exportações melhorassem mais rapidamente, porque o grande problema do nosso setor exportador não é o câmbio, mas sim a produtividade das empresas nacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema é fazer tudo isso sem descuidar da parcela mais pobre da população. Uma grande parcela da nossa população não teve oportunidades educacionais e, portanto, não vai se beneficiar de um crescimento enviesado para os trabalhadores mais qualificados. A tendência natural desse tipo de crescimento é aumentar os diferenciais de salário por educação e portanto a desigualdade. Como está acontecendo nos EUA, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para fazer com que os mais pobres também se beneficiem do crescimento é necessário aumentar a produtividade também nos serviços públicos essenciais. Melhorar os serviços de educação, saúde, transporte, proteção e habitação é uma das principais demandas da nova classe média. Avaliar o impacto dos programas nessas áreas e aumentar a eficiência nesses setores é tão importante como  aumentar a produtividade das empresas privadas. Por fim, é necessário que o  salario mínimo acompanhe o crescimento da produtividade, para não deixar os salários mais baixos se afastarem da média no mercado de trabalho. Em suma, o segredo é combinar crescimento da produtividade com justiça social.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado no Valor Econômico.</em></p>
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		<title>Artigo: Efeitos do celular sobre  o crime: evidências para São Paulo</title>
		<link>http://www.insper.edu.br/blogdocpp/artigo-efeitos-celular-sobre-o-crime-evidencias-para-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2016 07:11:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Segurança]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A abordagem econômica para o crime supõe que indivíduos realizem ou não atos ilícitos com base nos incentivos que se apresentam a eles. Uma maior eficácia da ação policial reduziria a ocorrência de crimes, pois indivíduos propensos a cometê-los levariam em consideração os custos associados à maior probabilidade de serem pegos. O mercado de trabalho [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A abordagem econômica para o crime supõe que indivíduos realizem ou não atos ilícitos com base nos incentivos que se apresentam a eles. Uma maior eficácia da ação policial reduziria a ocorrência de crimes, pois indivíduos propensos a cometê-los levariam em consideração os custos associados à maior probabilidade de serem pegos. O mercado de trabalho mais aquecido faria com que menos pessoas se engajassem em ação criminosa, uma vez que os benefícios esperados de entrar no mercado formal seriam maiores. Um aumento no preço relativo de um bem o tornaria foco de mais furtos, pois os ladrões buscam tomar objetos de maior valor.</p>
<p>Assim, as características dos objetos que podem ser furtados ou roubados são de enorme relevância. Para além dos aparatos de segurança da vítima – alarmes; muros; presença de viatura policial próxima &#8211; aspectos como a portabilidade e a visibilidade do objeto influenciam na probabilidade de um criminoso ser identificado depois de cometer um delito. O que é mais fácil, roubar uma televisão ou um brinco? É de se esperar também que o valor de revenda do objeto importe para determinar o risco que o potencial criminoso está disposto a correr.</p>
<p>Se esse raciocínio for válido, espera-se que a disseminação de objetos leves, pequenos e valiosos fizesse com que os índices de furto e roubo aumentassem significativamente. A partir da Pesquisa de Vitimização realizada na cidade de São Paulo nos anos de 2003, 2008 e 2013 o Centro de Políticas Pública (CPP) constatou que foi exatamente esse o padrão observado no município: disseminação massiva de telefones celulares na população paulistana – para qualquer subgrupo de classe social que se queira considerar – e aumento persistente na taxa de indivíduos que responderam ter sofrido furto nos 12 meses anteriores à pesquisa, como mostrado nos <strong>Gráficos 1</strong> e <strong>2</strong>, respectivamente.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-3469" src="/blogdocpp/wp-content/uploads/2016/05/grafico1-30-05-16-celular.jpg" alt="grafico1-30-05-16-celular" width="431" height="303" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-3468" src="/blogdocpp/wp-content/uploads/2016/05/grafico2-30-05-16-celular.jpg" alt="grafico2-30-05-16-celular" width="431" height="242" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar da evidência à <em>prima facie</em>, é preciso uma avaliação mais rigorosa dos dados para concluir que há causalidade entre os dois fenômenos. Para tanto, o CPP se propôs a avaliar a pertinência dessa hipótese através de técnicas econométricas que nos permitissem estimar o efeito do celular sobre a probabilidade de um indivíduo ser vitimado, mantendo todos os demais fatores relevantes inalterados (idade, gênero, distrito em que reside, etc). Os resultados sugerem que indivíduos que em 2003 viviam em residências em que alguém possuía um celular eram, em média, 2,2 pontos percentuais (p.p.) mais propensos a sofrer crimes<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> do que indivíduos semelhantes que, em 2003, residiam em um domicílio em que não havia celulares. Para o ano de 2008, essa estatística é nula. Não analisamos o ano de 2013, já que todos os domicílios possuíam celular neste ano. Quando utilizamos métodos mais robustos, em que acompanhamos um mesmo indivíduo entre os anos de 2003 e 2008 e assim lidamos com outros problemas de vieses, também chegamos a resultados positivos para o efeito da posse de celular sobre a probabilidade de ser vitimado. As estimações nos dizem que indivíduos que residiam em domicílios que em 2008 passaram a ter celulares são, em média, 1,5 p.p. mais propensos a sofrerem roubos do que indivíduos em cujas casas não havia qualquer telefone celular em 2003 nem em 2008.</p>
<p>Os resultados obtidos sugerem que o celular impactou a probabilidade de se tornar vítima de crime contra pessoa no município de São Paulo, entre os anos de 2003 e 2008. Realizamos testes semelhantes aos expostos acima para probabilidade de ter casa ou carro roubados, um tipo de vitimização que não deveria ser afetada pela posse de celular. De fato, o que se observa é que a presença de celular só afeta crimes contra pessoa. Uma constatação como essa indica que criminosos esperam obter grandes ganhos ao roubar celulares. Isso se deve, talvez, aos altos preços de revenda de celulares furtados, o que sugere que desenhos de políticas de segurança pública que coíbam mercados ilegais de revenda podem ter efeitos desejáveis sobre as taxas de criminalidade contra pessoa. Ademais, fica evidente a importância de se aprimorar as técnicas de segurança de equipamentos pessoais, como o desenho de aplicativos que permitam comunicação direta com a polícia caso o usuário se sinta ameaçado<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>. Medidas como essas poderiam reduzir o ganho obtido por criminosos em roubar celulares e, consequentemente, reduzir significativamente o número de incidentes de furto e roubo na cidade de São Paulo.</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Considera-se aqui crime como a reunião das estatísticas de furto e roubo.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Há exemplos de aplicativos já em funcionamento que realizam esse tipo de serviço. O iWitness, quando ativado, conecta o usuário diretamente com um número de emergência, dá a localização exata do usuário e liga automaticamente a câmera de vídeo do aparelho.</p>
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		<item>
		<title>Artigo: O atraso educacional brasileiro numa perspectiva histórica</title>
		<link>http://www.insper.edu.br/blogdocpp/artigo-o-atraso-educacional-brasileiro-numa-perspectiva-historica/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2016 07:08:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Artigo elaborado pela equipe do Centro de Políticas Públicas do Insper Apesar dos avanços no período recente, o Brasil permanece como um dos países com maior nível de desigualdade do mundo. O relatório da ONU “Estado das cidades da América Latina e do Caribe – Rumo a uma nova transição urbana”, publicado em 2012, coloca o país como [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.insper.edu.br/cpp/">Artigo elaborado pela equipe do Centro de Políticas Públicas do Insper</a></em></p>
<p>Apesar dos avanços no período recente, o Brasil permanece como um dos países com maior nível de desigualdade do mundo. O relatório da ONU “Estado das cidades da América Latina e do Caribe – Rumo a uma nova transição urbana”, publicado em 2012, coloca o país como o 4º mais desigual de toda a região. À parte de outras discussões, é inegável a importância da educação para explicar esse resultado.</p>
<p>No geral, a América Latina só registrou algum avanço educacional significativo a partir do início do século XX. Quando observamos o Brasil, a situação é ainda mais grave.</p>
<p>No Gráfico 1 temos a evolução da média de anos de estudo de 1870 a 2010.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-3464" src="/blogdocpp/wp-content/uploads/2016/05/grafico1-30-05-16.jpg" alt="grafico1-30-05-16" width="431" height="303" /></p>
<p>Observamos que no início do período abordado a média de anos de estudo no Brasil era baixa e muito próxima a da Itália, Coreia do Sul e África do Sul. Somente a partir de 1940 é possível notar um aumento significativo na média de anos de estudo do Brasil. A informação mais alarmante que pode ser constatada neste gráfico é que apenas entre as décadas de 1980 e 1990 o Brasil conseguiu alcançar uma média de anos de estudo próxima à dos Estados Unidos em 1870, o que explicita o grande atraso educacional do país. Outro ponto que chama bastante atenção é o impressionante salto do indicador na Coreia do Sul, registrado a partir de 1960.</p>
<p>Mesmo quando comparado aos outros países latino-americanos, os investimentos e a expansão do sistema educacional brasileiro ocorreram tardiamente – meados do século XX – e de forma desigual, com maiores possibilidades de acesso à educação geralmente concentradas em determinada região e classe social.<a href="http://blogcpp1.insper.edu.br/#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-3465" src="/blogdocpp/wp-content/uploads/2016/05/grafico2-30-05-16.jpg" alt="grafico2-30-05-16" width="431" height="303" /></p>
<p>Diferentemente do gráfico anterior, todos os países retratados no gráfico 2 partem de uma situação similar. Ainda assim, é possível notar um crescimento mais acelerado do indicador no Chile e na Argentina, sendo que já em 1930 a média de anos de estudo nestes países era mais do que o dobro dos outros dois. É relevante apontar também a mudança na trajetória da Argentina, que de 1980 a 2010 apresenta crescimento mais baixo do indicador.</p>
<p>A partir disto, percebe-se uma persistência do atraso educacional brasileiro ao longo do tempo. Mesmo com o avanço observado no período mais recente, especialmente na última década com a formulação políticas públicas que visam aumentar a escolarização do cidadão brasileiro, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que o nosso país se torne menos desigual.</p>
<p><a href="http://blogcpp1.insper.edu.br/#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> MARCÍLIO, M. L. História da Escola em São Paulo e no Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial, 2005.</p>
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		<item>
		<title>Artigo: Por que o País Parou?</title>
		<link>http://www.insper.edu.br/blogdocpp/artigo-por-que-o-pais-parou/</link>
		<comments>http://www.insper.edu.br/blogdocpp/artigo-por-que-o-pais-parou/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Apr 2016 07:01:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Por Naercio Menezes Filho – coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper O país passa atualmente por uma crise sem precedentes na história econômica brasileira. O PIB declinou 3,8% em 2015 e as previsões indicam uma queda na mesma magnitude em 2016. Ou seja, é provável que a economia diminua mais de 7% em dois anos. O que [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <a href="http://www.insper.edu.br/professores/pesquisadores/naercio-aquino-menezes-filho/">Naercio Menezes Filho</a> – coordenador do <a href="http://www.insper.edu.br/cpp/">Centro de Políticas Públicas do Insper</a></em></p>
<p>O país passa atualmente por uma crise sem precedentes na história econômica brasileira. O PIB declinou 3,8% em 2015 e as previsões indicam uma queda na mesma magnitude em 2016. Ou seja, é provável que a economia diminua mais de 7% em dois anos. O que tem causado essa queda tão grande na atividade econômica? O que podemos fazer para retomar o crescimento econômico?</p>
<p>Parece claro que os fundamentos econômicos são insuficientes para explicar a queda atual na atividade econômica. Na histórica econômica brasileira só tivemos dois anos seguidos de recessão em períodos de graves crises internacionais ou de moratórias. Por exemplo, a economia brasileira decresceu 4,2% entre 1929 e 1931, devido à quebra da bolsa de Nova Iorque que causou uma crise global. Entre 1980 e 1983 o PIB caiu 6,2%, como resultado dos choques do petróleo e das mudanças nas taxas de juros internacional que provocaram uma grande recessão mundial. Em 1990, quando o governo Collor confiscou 80% de todos os depósitos em conta-corrente, aplicações financeiras e poupança por 18 meses, a recessão foi de 4,3%, mas o país voltou a crescer logo no ano seguinte.</p>
<p>Apesar dos erros graves e recorrentes de política econômica dos últimos 10 anos, que certamente contribuíram muito para que chegássemos à situação atual, é difícil acreditar que somente as incertezas com relação à solvência fiscal do estado possam justificar uma recessão maior do que a que ocorreu naqueles anos em que graves eventos ocorreram, muitas vezes em escala global. Além disso, a desaceleração mundial está afetando muito mais o Brasil do que outros países, o que indica que nossos problemas foram gerados internamente. Afinal, o que está causando uma recessão tão grande por aqui?</p>
<p>Ocorre que o país está passando por uma serie de mudanças institucionais que estão provocando uma mudança brusca no jeito de fazer negócios no Brasil que está deixando alguns dos atores-chave da economia brasileira paralisados. Essas mudanças, que começaram com o julgamento do “mensalão”, continuaram com a proibição da contribuição de empresas privadas para as campanhas eleitorais e prosseguem com a operação “lava-jato”, estão mudando o jeito como o país funciona. E o governo não está conseguindo fazer uma transição rápida para um novo modus operante.</p>
<p>No Brasil sempre existiu uma relação estreita entre uma parcela dos empresários e a burocracia estatal. Ela foi descrita pela primeira vez por Raymundo Faoro em seu livro “Os Donos do Poder – Formação do Patronato Político Brasileiro” e dissecada recentemente pelo professor Sergio Lazzarini em seu livro “Capitalismo de Laços”, que mostra claramente como funciona a relação entre alguns grupos empresariais locais e o setor público, misturando influência política, doações para campanhas eleitorais e acesso preferencial ao crédito.</p>
<p>Porém, nos últimos anos o judiciário brasileiro decidiu mudar as regras do jogo. Assim, alguns dos elos centrais dessa rede de laços estão presos, como parte da operação lava-jato. Essa mudança, ao mesmo tempo em que está mudando para melhor as instituições brasileiras, está paralisando o país no processo de transição para o novo regime. Empresas controladas de alguma forma pelo Estado, que em 2009 formavam 33% do mercado acionário brasileiro, ainda segundo Sergio Lazzarini, estão paralisadas. Daí a queda de 14% nos investimentos em 2015. Esse modelo econômico foi sendo construído ao longo de 500 anos e ninguém sabe o que fazer agora que ele está desmoronando.</p>
<p>Que políticas econômicas teriam que ser adotadas para que o país volte a crescer? Precisamos ter, nas palavras de Mário Covas, um “choque de capitalismo”. No novo regime será necessário, em primeiro lugar, afrouxar os fortes laços existentes entre o setor público e parte do empresariado nacional e deixar mais claras as regras do jogo que vão governar essa relação daqui para frente. Nesse sentido, é essencial manter a proibição de contribuição por parte de empresas privadas para as campanhas eleitorais. É necessário também preparar rapidamente a economia para a vida num cenário alternativo, em que as regras são claras para todos, fortalecendo as agencias reguladoras, por exemplo.</p>
<p>Além disso, será necessário reavaliar todas as políticas de incentivo ao desenvolvimento regional e à inovação e aumentar a concorrência internacional, diminuindo as barreiras tarifárias para o comércio. Por fim, seria importante privatizar ou pelo menos regulamentar a gestão de todas as empresas estatais, se possível mantendo sob controle direto do Estado somente as que atuam em setores com falhas de mercado, tais como segurança, saúde e educação. Precisamos dar liberdade para que os empresários realmente inovadores possam crescer e aumentar a produtividade da economia brasileira.</p>
<p>Finalmente, nesse novo capitalismo será importante dar igualdades de oportunidades para todos os brasileiros, independentemente de terem nascidos em famílias pobres ou ricas. Assim, será necessário focar em desenvolvimento infantil, educação e saúde, aumentar a eficiência dos gastos nesses setores e permitir a operação de escolas “charter”, que atendem alunos da rede pública mas são geridas pelo setor privado. Precisamos urgentemente fazer a reforma da previdência, mas não deveríamos desvincular as despesas de saúde e educação das receitas de impostos, pois isso certamente faria com que os nossos prefeitos gastassem em obras o dinheiro que poderia ser investido em capital humano. Em suma, nas palavras do economista Luigi Zingales, precisamos “salvar o capitalismo dos capitalistas”.</p>
<p><em>Artigo publicado no Valor Econômico.</em></p>
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