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      <title>Ideias Cretinas</title>
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      <description>Não desrespeitamos pessoas, mas esculhambamos idéias</description>
      <language>en</language>
      <copyright>Copyright 2009</copyright>
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         <title>O mundo vai se acabá, olê, olê, olá</title>
          <description>&lt;p&gt;São tantas as profecias sobre o fim do mundo que uma delas há de acabar se confirmando, ainda que somente por necessidade estatística. A mais recente (ou, ao menos, a que consta do último panfleto que me caiu em mãos) é da variedade cristã -- em oposição às modalidades pagã, "new age", ufológica, etc. -- e marca o "arrebatamento" para 21 de maio de 2011.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;("Arrebatamento" é quando os escolhidos são levados de corpo e alma para o paraíso, deixando a ralé para se ferrar por aqui, em meio à chuva de enxofre. O tema gerou a sofrível série de livros &lt;em&gt;Deixados para Trás&lt;/em&gt;, mas também aparece em &lt;em&gt;The Stand&lt;/em&gt;, de Stephen King.)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em um português periclitante -- note que no capítulo 16 de Marcos (versículos 17 e 18 do chamado "final longo", que aliás não fazia parte do texto original) Jesus diz que seus seguidores poderão falar "línguas novas", mas em nenhum momento garante que o farão corretamente -- , o texto prevê que em outubro, cinco meses após o arrebatamento, o mundo vai acabar de vez.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O panfleto chega a essa conclusão depois de realizar uma série confusa de cálculos, baseando-se em versículos escolhidos aparentemente a dedo, incluindo o famoso "um dia para o Senhor é como mil anos" da segunda carta de Pedro, epístola que, de acordo com as notas de rodapé da minha Oxford Bible, pode até ter sido escrita por um cara chamado Pedro, mas não por &lt;em&gt;aquele&lt;/em&gt; Pedro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Profecias assim são boas para nos lembrar de que livros sagrados em geral são exemplos fantásticos do chamado "Efeito Barnum" (que deve o nome ao dito, atribuído ao empresário circense PT Barnum, de que seus espetáculos tinham "alguma coisa para cada um"). Em outras palavras: você quer mensagens de amor universal? A Bíblia tem. Você quer justificativa para genocídio? A Bíblia tem, também.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aliás, voltando à segunda carta atribuída a Pedro: o autor lá lança mão do argumento de que "um dia é como mil nos" exatamente pra responder aos "escarnecedores" que dizem:  "Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação." (2 Pedro 3:3-4)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pois é. Como já disse alguém, eles riram de Galileu. Eles riram Edison. Eles riram de Goddard. Eles riram de Einstein. Mas eles também riram de Carequinha e Piolim.&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/07/o_mundo_vai_se_acaba_ole_ole_o.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/sag7QAZ_t90" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Thu, 16 Jul 2009 08:50:46 -0300</pubDate>
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         <title>Apelo à biografia</title>
          <description>&lt;p&gt;A primeira vez que encontrei esta falácia, eu ainda cobria política numa cidade do interior paulista. Alguém em apontou uma assessora de um vereador que, sabidamente, não era uma flor de moralidade com o dinheiro público e disse: "Ela tem uma história muito bonita de resistência à ditadura". Tipo, como se a tal "história muito bonita" a absolvesse da cumplicidade presente com a canalhice.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Hoje em dia, essa é uma das falácias mais sacadas no discurso político brasileiro: "Fulano tem tais e tais pontos altos em sua biografia, &lt;em&gt;logo&lt;/em&gt;..."&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que vem depois do &lt;em&gt;logo&lt;/em&gt; é, inevitavelmente, uma de duas coisas:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;(1) "logo, essas acusações não merecem crédito" -- isto é, argumenta-se que não é plausível que alguém que tenha feito coisas legais no passado esteja cometendo absurdos no presente. Essa linha de defesa até faz algum sentido, mas obviamente não vale mais -- aliás, vale muito menos -- que a evidência do presente. Pode ser implausível que um ganhador do Nobel da Paz venha a ordenar execuções em massa, mas se aparecer a ordem de massacre assinada com a letra dele e com suas digitais no papel, diante de testemunhas, a coisa muda de figura.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;(2) "logo, ele merece tratamento especial" -- isto é, o cara acumulou créditos sendo ético/corajoso/talentoso no passado, portanto não há nada de errado em ele queimar alguns fazendo estripulias agora.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa segunda linha é a que mais aparece (ainda que quase sempre sob a forma de insinuação, praticamente nunca explicitamente) e não é difícil mostrar que não vale um tostão furado. Digo, não importa quantas vidas um médico ou um bombeiro tenha salvo, basta um homicídio para que torne um assassino. E, bolas, por definição, todo ladrão era um homem honesto... antes de cometer seu primeiro roubo. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No fim, a falácia do &lt;em&gt;apelo à biografia&lt;/em&gt; é uma variante da do &lt;em&gt;dado irrelevante&lt;/em&gt;. Se quem lança mão dela realmente não tem nada mais forte a oferecer, o melhor é calar a boca e chamar um bom advogado.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/07/apelo_a_biografia.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/Lb-6alnTD9M" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Wed, 15 Jul 2009 09:12:00 -0300</pubDate>
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         <title>Galileu na Lua</title>
          <description>&lt;p&gt;Continuando a série de postagens comemorativas dos 40 anos da chegada do homem à Lua, aqui vai um vídeo do experimento realizado pelo comandante da Apollo 15, David Scott, para confirmar a ideia de Galileu, de que a aceleração da gravidade é a mesma para todos os corpos independentemente da massa (anos depois, Newton conciliaria isso com a  intuição humana de que massas diferentes sofrem diferentes atrações gravitacionais ao propor a equação F=m*a, que mostra que acelerações iguais, em corpos de diferentes massas, são sentidas como forças diferentes).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PE81zGhnb0w&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PE81zGhnb0w&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nesta &lt;a href="http://nssdc.gsfc.nasa.gov/planetary/lunar/apollo_15_feather_drop.html"&gt;página da Nasa&lt;/a&gt; é possível baixar versões do vídeo com vários megas. Se eu fosse professor de física, ia querer isso na minha próxima aula de Mecânica...&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/07/galileu_na_lua.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/0V_rF-KkI9g" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Tue, 14 Jul 2009 10:06:09 -0300</pubDate>
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         <title>Um número cabalístico</title>
          <description>&lt;p&gt;Não sei se é "cabalístico" mesmo, mas vamos lá: dentro de mais ou menos um mês, assistiremos à passagem de um instante único na história do Universo (como se todos os instantes não fosse únicos, ora bolas; soar como místico e manter o senso crítico funcionando não está dando certo...). Digo isso porque, em agosto, nosso calendário gregoriano atingirá a seguinte configuração número-cronológica:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;12h34min56seg 7/8/9.  &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Onde todos os nove algarismos naturais, pela duração de um segundo, estarão perfeitamente alinhados. O que isso pode significar? O que poderá acontecer?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A profecia mais criativa ganha um emoticon exclusivo -- e já aviso que profecias envolvendo senadores e outros próceres da República não serão consideradas criativas! :-)&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/07/um_numero_cabalistico.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/0kXdJjwLKME" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/cretinas/~3/0kXdJjwLKME/um_numero_cabalistico.php</link>
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         <pubDate>Mon, 13 Jul 2009 09:51:43 -0300</pubDate>
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         <title>Paradoxo de sexta (34)</title>
          <description>&lt;p&gt;Pois é, a resposta da advinha da semana passada é "estrela", mesmo . Às vezes ter leitores inteligentes é meio frustrante... &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nesta semana voltamos a ter paradoxos, e vamos direto a um dos clássicos de Zeno: o da &lt;em&gt;flecha&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Contemple uma flecha em seu voo. A cada instante da trajetória, ela tem uma posição perfeitamente definida (O que e fácil de provar, por exemplo, num rolo de filme de cinema). A cada instante, ela ocupa um espaço exatamente igual ao próprio comprimento. Agora, uma coisa que, a cada instante, tem posição definida e ocupa um espaço igual ao próprio comprimento é o quê? Uma coisa parada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Logo, a flecha em voo está, na verdade, parada. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;(Nota: ainda há debate entre filósofos sobre quais dos paradoxos de Zeno são falsídicos -- isto é, dependem de falácias ocultas no enunciado -- e quais são verídicos, isto é, evidenciam pontos mal resolvidos do raciocínio humano, falhas legítimas de enunciados científicos, etc. Pessoalmente, creio que todos os quatro são falsídicos, mas você não precisa concordar com isso)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/07/paradoxo_de_sexta_34.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/zvJ6EAaVz1s" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Fri, 10 Jul 2009 09:38:45 -0300</pubDate>
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         <title>Epidemia e ônibus</title>
          <description>&lt;p&gt;Esta vai para os universitários (ou melhor, para os epidemiologistas universitários): de uma semana para cá, os motoristas do ônibus intermunicipal que pego para ir ao trabalho foram instruídos a pedir que os passageiros preencham o formulário de identificação que fica no pé da passagem. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Legalmente, esse formulário só e obrigatório para viagens BEM mais longas que a que faço, mas os caras dizem que é "por causa da gripe suína" -- tipo, se alguém do ônibus tiver o vírus, dá pra avisar os outros passageiros e monitorá-los.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pergunta (1): Isso faz sentido, num momento em que o próprio governo começa a relaxar as medidas de acompanhamento e diagnóstico?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pergunta (2): Se o preenchimento não é obrigatório por lei, o que fazer com quem se recusar? O brasileiro é um povo meio bovino, então todo mundo preenche, mas os dados ali (nome, endereço, documento, telefone) são basicamente os necessários para se abrir um crediário, o que me leva à...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pergunta (3): Que tipo de proteção à privacidade do passageiro está sendo oferecida? Explicitamente, garanto que nenhuma;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pergunta (4); Quem garante que as pessoas estão dando as informações corretas? Dado o exposto em (2), eu simplesmente preencho a parte do número do documento com um trecho qualquer da sequência de Fibonacci, e ninguém tá nem aí (a bem da verdade,  a única informação correta que ponho é o número do telefone, que é o que os manés precisam pra me localizar, de qualquer modo). &lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/07/epidemia_e_onibus.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/H13EgMogNnM" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/cretinas/~3/H13EgMogNnM/epidemia_e_onibus.php</link>
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         <pubDate>Wed, 08 Jul 2009 09:39:42 -0300</pubDate>
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         <title>De Neil Armstrong a Marcos Pontes</title>
          <description>&lt;p&gt;O título soa patético? É a intenção. Nesses 40 anos do pouso da Apollo 11 na Lua, seria interessante fazer uma reflexão sobre os (des)caminhos do programa espacial "tripulado" brasileiro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;(E, para evitar qualquer mal entendido que venha a dar origem a um &lt;em&gt;flame war&lt;/em&gt; que não seja pertinente ao assunto: aqui não vai nenhuma crítica aos profissionais, cientistas, engenheiros e técnicos que fazem o programa; minha briga é com os &lt;em&gt;policy makers&lt;/em&gt;, o pessoal que toma as decisões em alto escalão).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bom vamos lá: se há algo em que a estratégia de absolvição mútua PT-PSDB -- você já viu isso na internet: alguém fala mal do Lula e a resposta é, "Ah, mas o FHC fez  (inclua aqui seu ato tucano de pusilanimidade favorito)"; alguém critica os tucanos, e a resposta é "Ah, mas esse Lula é um (inclua aqui seu exemplo de ignorância e falta de tato predileto)" -- não funciona, é o cômico vexame do envolvimento brasileiro com a Estação Espacial Internacional (ISS). Trata-se de uma vergonha nacional essencialmente suprapartidária.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo começou, vamos deixar isso bem claro, com o FHC assinando o compromisso de participar da ISS, durante uma visita do Bill Clinton ao Brasil. E terminou com a patética (olha o adjetivo aí de novo) "Missão Centenário" do astronauta Marcos Pontes, que depois de ser selecionado e treinado em Houston, formando-se no topo da classe como astronauta profissional, acabou fazendo um voo com os mesmos meios, a mesma duração, o mesmo preço (não, desculpe: ele teve um desconto de 50%) e o mesmo proveito técnico-científico que os dos turistas espaciais -- por conta de um acordo entre o governo Lula e a agência espacial russa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Atualmente, o Brasil, que foi um dos sócios-fundadores da ISS, sequer é citado nos comunicados à imprensa sobre a estação emitidos pela Nasa. Quem assistiu ao documentário IMAX sobre a estação, que passou em São Paulo, deve ter visto a bandeira brasileira num das escotilhas, mas só porque odocumentário é bem antigo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que aconteceu? Basicamente, o Estado brasileiro deu um calote em suas obrigações para com o projeto. Inicialmente comprometido a produzir peças no valor aproximado de  R$ 200 milhões, o governo brasileiro pediu revisões para menos desse investimento e, no fim, acabou não entregando nada. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mal comparando, esse valor, R$ 200 milhões, é o que se perdeu, por exemplo, numa &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/economia,pf-monta-operacao-contra-fraude-de-r-200-mi-na-previdencia,239900,0.htm"&gt;única fraude da Previdência Social em São Bernardo do Campo (SP)&lt;/a&gt;. Ou o equivalente a pouco mais que a &lt;a href="http://www.senado.gov.br/senamidia/parla/noticiaDoDia1.asp?ud=20090622&amp;codParlamentar=47&amp;nomParlamentar=Jos%E9+Sarney&amp;codNoticia=328602&amp;datNoticia=20090622"&gt;folha de pagamento mensal dos funcionários do Senado Federal&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dá para discutir de quem foi o erro maior, se de FHC ao assinar um acordo que o Brasil não estava a fim de cumprir, se de Lula, ao insistir em mandar o Marcos Pontes ao espaço de qualquer jeito, ou se da sociedade brasileira, que não valoriza o investimento em ciência (vamos lá, o país tem  R$ 200 milhões para gastar &lt;em&gt;ao mês&lt;/em&gt; sustentando burocratas numa repartição federal inchada, mas não para investir &lt;em&gt;ao longo de dez anos&lt;/em&gt; num programa internacional de cooperação científica e  tecnológica? E nem estou discutindo se a ISS seria o programa &lt;em&gt;certo&lt;/em&gt; para investir).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enfim, enquanto a ISS, praticamente completa, prepara-se para começar a fazer ciência a sério e tem sua primeira tripulação amplamente multinacional, com um comandante belga que assume o posto numa grande festa de cooperação e amizade internacional, o Brasil é o moleque irresponsável que fica do lado de fora chupando o dedo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E a Índia, que não tem nada a ver com isso, envia &lt;a href="ttp://www.isro.org/chandrayaan/htmls/home.htm"&gt;sondas à Lua&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/07/de_neil_armstrong_a_marcos_pon.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/AaSL3be9gyU" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/cretinas/~3/AaSL3be9gyU/de_neil_armstrong_a_marcos_pon.php</link>
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         <pubDate>Tue, 07 Jul 2009 10:34:14 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Minidocumentário sobre o Hubble</title>
          <description>&lt;p&gt;Aqui:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3BMAKHPojEk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3BMAKHPojEk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O docuimentário trata da "Deep Field Image", na qual o Hubble, basicamente, atuou como uma mistura de microscópio e máquina do tempo, amplificando o que existe numa área muito estreita do espaço, e indo fundo, captando luz emitida bilhões de anos atrás. &lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/07/minidocumentario_sobre_o_hubbl.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/Q_Tvfnxf8kA" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/cretinas/~3/Q_Tvfnxf8kA/minidocumentario_sobre_o_hubbl.php</link>
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         <pubDate>Mon, 06 Jul 2009 10:21:04 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Paradoxo de sexta (33)</title>
          <description>&lt;p&gt;O da semana passada foi formulado usando a continuidade entre as espécies de vida na Terra como exemplo, mas ele pode assumir outras formas, como a do paradoxo do careca: se você põe um fio de cabelo na cabeça de um careca, ele continua a ser careca, não se torna um cabeludo. Um careca com dois fios certamente também não é um cabeludo.  Nem com três, dez, cem, mil. Mas, e com um milhão? Um bilhão?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Onde está a fronteira entre careca e cabeludo?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A forma clássica desse paradoxo é o &lt;em&gt;Paradoxo do Monte de Areia&lt;/em&gt;: um monte de areia menos um grão continua a ser um monte. menos dois, idem. Menos três, claro. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O interessante aqui é que as frases "Um monte de areia menos um grão ainda é um monte"  e "um careca com um fio de cabelo ainda é um careca" são verdades auto-evidentes até uma hora em que, pela aplicação reiterada da operação que descrevem,  não são mais. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso vale também pra macacos e homens, embriões e bebês, crianças e adultos. Ou: o fato de haver uma gradação suave entre dois extremos de uma escala não significa que esses extremos não possam ser essencialmente diferentes -- como no caso de cabeludo e careca (ou vivo e morto) que são antônimos que se dissolvem um no outro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;(Uma anedota: durante anos me considerei o "funcionário novo" da empresa em que trabalho, aquele sujeito que não sabe direito quem é chefe de quem, que está sempre pedindo conselhos sobre como o sistema de informática funciona, para quem cada novo dia no serviço era como avançar mais um ou dois graus de latitude dentro de um continente desconhecido. Eis que agora, 13 anos depois, 90% dos caras mais antigos que eu já foram demitidos ou se aposentaram e me vejo ensinando os macetes pra uma garotada que ainda estava sendo alfabetizada quando comecei na firma. Quando foi que a coisa virou? Não faço ideia).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nesta semana, não teremos paradoxo, mas uma adivinha: o que é que, quanto menos combustível tem, mais quente fica?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Hasta la vista! &lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/07/paradoxo_de_sexta_33.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/ayoQbZd48Sg" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Fri, 03 Jul 2009 08:40:08 -0300</pubDate>
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         <title>Das Marsprojekt</title>
          <description>&lt;p&gt;Recebi ontem pelo correio um livro que era um dos meus sonhos de consumo da infância: um exemplar de &lt;em&gt;The Mars Project&lt;/em&gt;, a edição americana do opúsculo em que Wernher von Braun apresentava sua visão para a exploração de Marte. O plano original, &lt;em&gt;Das Marsprojekt&lt;/em&gt;, havia sido publicado na Alemanha ainda nos anos 30.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Basicamente, Von Braun descreve uma expedição a Marte com 70 tripulantes, na qual 46 ônibus espaciais, lançados à taxa de um a cada dez dias, construiriam em órbita da Terra dez naves que, por sua vez, viajariam para Marte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma vez na órbita de Marte, uma primeira equipe de astronautas pousaria na calota polar do planeta usando uma espécie de asa-delta espacial com esquis, e então teria de se deslocar ate o equador para preparar uma pista de pouso para as demais equipes, que então...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Marsprojekt é talvez o cenário de ficção científica mais ousado já criado, e Von Braun trata de descrevê-lo no livro de forma fria e direta, acompanhado das equações para mostrar que a coisa toda &lt;em&gt;poderia&lt;/em&gt; funcionar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A partir de uma base tecnológica do tempo da 2ª Guerra Mundial.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Há alguns anos, o quadrinista Warren Ellis escreveu uma minissérie, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ministry_of_Space"&gt;The Ministry of Space&lt;/a&gt;, no qual Von Braun consegue convencer osaliados do pós-guerra a implementar sua visão de exploração espacial na íntegra. É um belo quadrinho, e um jeito e sonhar com os futuros perdidos do pretérito. &lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/07/das_marsprojekt.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/cbTYakfvh0Q" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Wed, 01 Jul 2009 09:04:18 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Certeza e sujetividade</title>
          <description>&lt;p&gt;O Ecce Medicus publicou um postagem bem interessante sobre &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2009/06/mecanismos_geradores_de_certez.php"&gt;Mecanismos geradores de Certeza&lt;/a&gt; e que, num dado momento, faz a seguinte afirmação:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Sendo assim, só quem pode avaliar criticamente as certezas é quem as tem".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que soa meio estranho. Digo, se eu afirmo que "TENHO certeza DE QUE meu chefe tem olhos na nuca", meu colega da baia ao lado pode imaginar instantaneamente uma meia dúzia de experimentos para provar que isso é bobagem (ou que é verdade, o que, se confirmado, exigiria o envolvimento do FBI, dos Homens de Preto e do professor Charles Xavier).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A solução para o impasse talvez esteja na estrutura "TENHO certeza DE QUE". A parte "TENHO" é subjetiva, refere-se a um sentimento do falante, acessível apenas à instrospecção pessoal; o que vem depois do "DE QUE" está aberto ao mundo, é verificável por observadores independentes. Então, talvez seja possível expandir a  afirmação do Karl (o blogueiro do Ecce Medicus) da seguinte forma:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Só quem pode avaliar criticamente a sensação de ter certeza de algo é quem a sente". &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já a afirmação que a certeza traz sobre um determinado estado de coisas no mundo é criticável e verificável. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas, peraí, uma afirmação sobre o estado de espírito de alguém também é uma afirmação sobre um "determinado estado de coisas no mundo". A mente humana está no mundo, ora bolas. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aí caímos num daqueles abismos da autorreferência, do tipo "Todos os cretenses são mentirosos, disse um profeta cretense". Senão, vejamos:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dizer "TENHO certeza DE QUE" equivale a dizer que "TENHO certeza DE QUE sinto que TENHO certeza DE QUE". Ou seja, é possível passar o TENHO (subjetivo/introspectivo) para depois do DE QUE (objetivo/verificável). E a operação pode ser iterada quantas vezes se quiser. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aí, há duas saídas, não excludentes, mas complementares: uma é adotar uma postura &lt;em&gt;mezzo&lt;/em&gt; behaviorista e negar que a introspecção seja o juiz final da sensação de certeza -- digo, todos desconfiaríamos da sinceridade de um homem que diz ter certeza de que pode voar, mas que se recusa a pular da janela do vigésimo-oitavo andar, ou de um marido que bate impiedosamente na mulher, mas que diz ter certeza de que a ama.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A outra é aceitar que ninguém convence ninguém de nada; cada certeza ou convicção tem um percurso mental único, subjetivo e intransferível, e só o que os fatos e argumentos que nos são apresentados fazem é servir como guias, ou parteiros. Mas o ato do convencimento é estritamente pessoal. Cada um, literalmente, "se convence".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Então, parece-me possível preservar a validade de criticar externamente as certezas alheias, ao mesmo tempo em que se reconhece o limitado impacto psicológico dessa abordagem. Com a certeza (arrá!) de que "limitado" não é, necessariamente, o mesmo que "nulo".&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/06/certeza_e_sujetividade.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/FYlK0J00MmE" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Mon, 29 Jun 2009 09:42:38 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Paradoxo de sext (32)</title>
          <description>&lt;p&gt;O da semana passada se resolve, creio, simplesmente notando que muitas categorias úteis  para uso no dia a dia (como presente, passado e futuro) são exatamente isso, úteis para uso no dia a dia, mas não se prestam a análises lógicas detalhadas. São como os "conceitos primitivos" da geometria (ponto, reta, plano): acessíveis à intuição, bons tijolos, mas que (como tijolos) viram pó quando tentamos ver o que há dentro deles. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acho que são situações assim que levaram Wittgenstein a concluir que não existem problemas filosóficos, o que há são imperfeições e maus usos da linguagem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O paradoxo desta semana foi proposto por Richard Dawkins. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Imagine que todas as suas ancestrais do sexo feminino, sua mãe, avó e até a última ancestral comum com os chimpanzés -- até a proto-macaca que teve duas filhas, irmãs, uma das quais entrou na linhagem da sua família e a outra cujos descendentes nunca saíram da selva (ou se saíram, foram para o zoo) --  estão enfileiradas, numa sequência de quilômetros. Imagine que, numa fila paralela a essa, estejam todas as descendentes do sexo feminino da irmã de sua ancestral comum. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora, percorra a fila que leva até você. Veja como cada geração se liga perfeitamente, sem descontinuidade alguma, à anterior. Do humano ao proto-humano e ao proto-macaco, não há nenhuma quebra. Em nenhum momento você vê uma mãe macaca peluda e feia de mãos dadas com uma filha humana e linda. Nem mesmo entre avó e neta há diferença perceptível, nem entre bisavó e bisneta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Agora, tendo chegado à ancestral comum, avance no tempo pela fileira dos proto-chimpanzé que até a chimpanzé que está na fila paralela, olhando para a sua mãe nos olhos. Elas são primas. De novo, nenhuma descontinuidade. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O "U" evolucionário que  liga o ramo humano de sua família ao ramo dos macacos é contínuo e suave, tão sólido quanto o que o liga, digamos, aos primos que não emigraram com sua avó, bisavó ou tataravó ou quem quer que seja que tenha vindo da Itália, do Japão, de Portugal, Alemanha, pelo estreito de Bering, etc. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Então: se não há descontinuidade, se o parentesco que nos liga aos macacos é tão firme quanto o que nos liga à humanidade em geral, como é possível que sejamos espécies essencialmente diferentes? &lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/06/paradoxo_de_sext_32.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/Zj0enqk8sjI" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Fri, 26 Jun 2009 09:11:18 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Belo documentário japonês sobre o planeta Vênus</title>
          <description>&lt;p&gt;Narrado e legendado em inglês, antes que alguém fique assustado:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/E5rzIsDNrL4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/E5rzIsDNrL4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/06/belo_documentario_japones_sobr.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/X7qJLIer7E4" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Thu, 25 Jun 2009 10:34:20 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Quando o computador pifa, ignore-o</title>
          <description>&lt;p&gt;Imagine que você está pilotando um veículo aéreo que nunca foi usado antes, sobrevoando um território onde nenhuma outra pessoa jamais pisou, dependendo de pistas visuais -- a posição do sol, detalhes de relevo que você só conhece de fotos e mapas -- para se orientar, com uma linha de comunicação com sua base que volta e meia falha, o combustível acabando e, por cima disso tudo,  o computador de bordo começa a piscar luzes de alerta e a dar uma mensagem de erro que você nunca viu antes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se imaginar isso, você estará imaginando a situação de Neil Armstrong durante a descida do módulo lunar Águia à superfície da Lua.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Da transcrição oficial da Nasa (os números são o tempo da missão, em horas, minutos e segundos; a Águia vai tocar a superfície da Lua em 102:45:40; Armstrong dirá "A Águia pousou" em 102:45:58; "Duke" é o cara em Houston):&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;em&gt;102:38:26 Armstrong: (With the slightest touch of urgency) Program Alarm.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;102:38:28 Duke: It's looking good to us. Over.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;102:38:30 Armstrong: (To Houston) It's a 1202.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;102:38:32 Aldrin: 1202. (Pause)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"1202" é o código de erro do programa. O fato é que nenhum dos astronautas havia visto esse código durante os treinamentos e simulações do pouso realizados na Terra. Neste momento, eles não fazem a menor ideia do que está acontecendo, e em menos de 10 minutos vão estar alunissando. Neste momento, a altitude da Águia é 33 mil pés, ou 10 km.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na Nasa, um técnico, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Steve_Bales"&gt;Steve Bales&lt;/a&gt;, determinou qe o código representava "data overflow", ou excesso de dados: simplesmente, havia informação demais para processar. Bales e sua equipe determinaram que era seguro prosseguir com o pouso, e que se dane o computador. E o resto, como dizem, entrou para a história.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/06/quando_o_computador_pifa_ignor.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/P4m3HGn98OU" height="1" width="1"/&gt;</description>
         <link>http://feedproxy.google.com/~r/cretinas/~3/P4m3HGn98OU/quando_o_computador_pifa_ignor.php</link>
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         <pubDate>Thu, 25 Jun 2009 09:00:12 -0300</pubDate>
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      <item>
         <title>Fly me to the Moon...</title>
          <description>&lt;p&gt;Às vésperas dos 40 anos do primeiro desembarque humano em outro corpo celeste, a Nasa dá os primeiros passos para levar astronautas de volta à Lua. Já estão na órbita lunar as sondas LRO e LCROSS, que têm por objetivo fazer prospecção de locais e recursos para futuro uso dos astronautas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O curioso é que a meta de retorno à Lua é polêmica, mesmo entre os entusiastas da exploração espacial. O povo da Mars Society, por exemplo, tende a considerar a Lua um beco sem saída, já que uma população humana na Lua jamais será autossuficiente, algo que Marte talvez um dia venha a ser. Um dos motes da Society é exatamente "se você quer ir a Marte, vá a Marte".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já outra ONG que faz lobby pela exploração do espaço, a  Planetary Society (e você achando que só os ambientalistas eram assim tão bem organizados, hein?) apresentou uma proposta de programa espacial chamado, exatamente, "Beyond the Moon" ("Além da Lua").&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu, de minha parte, até concordo que, se o objetivo é ir a Marte, a Lua é um estágio meio bobo no meio do caminho (entre outras coisas, é mais econômico lançar foguetes para a Lua de Marte que da Terra). Mas confesso que gostaria de ouvir a frase "A &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Altair_2"&gt;Altair&lt;/a&gt; pousou", vinda do polo sul lunar,  em algum momento da próxima década.&lt;/p&gt; &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/cretinas/2009/06/fly_me_to_the_moon.php#commentsArea"&gt;Read the comments on this post...&lt;/a&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/cretinas/~4/YkzEhd5WSz4" height="1" width="1"/&gt;</description>
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         <pubDate>Wed, 24 Jun 2009 08:44:09 -0300</pubDate>
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