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	<title>Curso Gratuito de Português</title>
	
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	<description>Descobrindo o prazer de aprender</description>
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		<title>Sobre versificação em língua portuguesa (8)</title>
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		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-8/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 02:11:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste artigo, o oitavo desta s&#233;rie sobre versifica&#231;&#227;o em l&#237;ngua portuguesa, apresentamos exemplos de versos eneass&#237;lados, que s&#227;o os versos mais cantantes em nossa l&#237;ngua, tradicionalmente acentuados na terceira, sexta e nona s&#237;labas m&#233;tricas que, como todos sabem, s&#227;o contadas at&#233; a &#250;ltima s&#237;laba t&#244;nica do verso, em portugu&#234;s. Podem acontecer varia&#231;&#245;es tamb&#233;m, com acentua&#231;&#227;o, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table><tr><td><p>Neste artigo, o oitavo desta s&eacute;rie sobre <strong>versifica&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua portuguesa</strong>, apresentamos exemplos de <strong>versos eneass&iacute;lados</strong>, que s&atilde;o os versos mais cantantes em nossa l&iacute;ngua, tradicionalmente acentuados na terceira, sexta e nona s&iacute;labas m&eacute;tricas que, como todos sabem, s&atilde;o contadas at&eacute; a &uacute;ltima s&iacute;laba t&ocirc;nica do verso, em portugu&ecirc;s. Podem acontecer varia&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m, com acentua&ccedil;&atilde;o, por exemplo, na quarta, sexta e nona s&iacute;labas.</p>
<p>Do poema “<a title="I-Juca Pirama" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-4/" target="_blank"><strong>I-Juca Pirama</strong></a>”, de <strong>Gon&ccedil;alves Dias</strong>, trazemos o <strong>canto VIII</strong>, em eneass&iacute;labos:</p>
<p>&#8220;Tu choraste em presen&ccedil;a da morte?<br />
Na presen&ccedil;a de estranhos choraste?<br />
N&atilde;o descende o cobarde do forte;<br />
Pois choraste, meu filho n&atilde;o &eacute;s!<br />
Possas tu, descendente maldito<br />
De uma tribo de nobres guerreiros,<br />
Implorando cru&eacute;is forasteiros,<br />
Seres presa de vis Aimor&eacute;s.</p>
<p>&#8220;Possas tu, isolado na terra,<br />
Sem arrimo e sem p&aacute;tria vagando,<br />
Rejeitado da morte na guerra,<br />
Rejeitado dos homens na paz,<br />
Ser das gentes o espectro execrado;<br />
N&atilde;o encontres amor nas mulheres,<br />
Teus amigos, se amigos tiveres,<br />
Tenham alma inconstante e falaz!</p>
<p>&#8220;N&atilde;o encontres do&ccedil;ura no dia,<br />
Nem as cores da aurora te ameiguem,<br />
E entre as larvas da noite sombria<br />
Nunca possas descanso gozar:<br />
N&atilde;o encontres um tronco, uma pedra,<br />
Posta ao sol, posta &agrave;s chuvas e aos ventos,<br />
Padecendo os maiores tormentos,<br />
Onde possas a fronte pousar.</p>
<p>&#8220;Que a teus passos a relva se torre;<br />
Murchem prados, a flor desfale&ccedil;a,<br />
E o regato que l&iacute;mpido corre,<br />
Mais te acenda o vesano furor;<br />
Suas &aacute;guas depressa se tornem,<br />
Ao contacto dos l&aacute;bios sedentos,<br />
Lago impuro de vermes nojentos,<br />
Donde festas como asco e terror!</p>
<p>&#8220;Sempre o c&eacute;u, como um teto incendido,<br />
Creste e punja teus membros malditos<br />
E o oceano de p&oacute; denegrido<br />
Seja a terra ao ignavo tupi!<br />
Miser&aacute;vel, faminto, sedento,<br />
Manit&ocirc;s lhe n&atilde;o falem nos sonhos,<br />
E do horror os espectros medonhos<br />
Traga sempre o cobarde ap&oacute;s si.</p>
<p>&#8220;Um amigo n&atilde;o tenhas piedoso<br />
Que o teu corpo na terra embalsame,<br />
Pondo em vaso d&#8217;argila cuidoso<br />
Arco e frecha e tacape a teus p&eacute;s!<br />
S&eacute; maldito, e sozinho na terra;<br />
Pois que a tanta vileza chegaste,<br />
Que em presen&ccedil;a da morte choraste,<br />
Tu, cobarde, meu filho n&atilde;o &eacute;s.&#8221;</p>
<p>***</p>
<p>De “<a title="A Tempestade" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-3/" target="_blank"><strong>A Tempestade</strong></a>”, poema tamb&eacute;m de <strong>Gon&ccedil;alves Dias,</strong> j&aacute; citado, temos duas estrofes em eneass&iacute;labos:</p>
<p>[...]</p>
<p>E no t&uacute;rgido ocaso se avista<br />
Entre a cinza que o c&eacute;u apolvilha,<br />
Um clar&atilde;o moment&acirc;neo que brilha,<br />
Sem das nuvens o seio rasgar;<br />
Logo um raio cintila e mais outro,<br />
Ainda outro veloz, fascinante,<br />
Qual centelha que em r&aacute;pido instante<br />
Se converte d’inc&ecirc;ndios em mar.</p>
<p>[...]</p>
<p>Inda ronca o trov&atilde;o retumbante,<br />
Inda o raio fuzila no espa&ccedil;o,<br />
E o corisco num r&aacute;pido instante<br />
Brilha, fulge, rutila, e fugiu.<br />
Mas se &agrave; terra desceu, mirra o tronco,<br />
Cega o triste que iroso amea&ccedil;a,<br />
E o penedo, que as nuvens devassa,<br />
Como tronco sem vi&ccedil;o partiu.</p>
<p>[...]<br />
***<br />
<a title="Artigo anterior" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/sobre-versificacao-em-lingua-portuguesa-7/" target="_blank">Artigo anterior</a>.</p>
</td></tr></table>	<p></p>
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		<title>Sobre versificação em língua portuguesa (7)</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 00:53:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Passamos agora aos versos octoss&#237;labos ou octossil&#225;bicos.  Eles s&#227;o acentuados tradicionalmente nas quarta e oitava s&#237;labas. Mas h&#225; varia&#231;&#245;es de acentos, como por exemplo na quinta e oitava, na segunda, sexta e oitava ou na terceira, sexta e oitava s&#237;labas m&#233;tricas. Vejamos alguns poemas escritos em versos octossil&#225;bicos, que n&#227;o s&#227;o muito populares. A genial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table><tr><td><p>Passamos agora aos <strong>versos octoss&iacute;labos ou octossil&aacute;bicos</strong>.  Eles s&atilde;o acentuados tradicionalmente nas quarta e oitava s&iacute;labas. Mas h&aacute; varia&ccedil;&otilde;es de acentos, como por exemplo na quinta e oitava, na segunda, sexta e oitava ou na terceira, sexta e oitava s&iacute;labas m&eacute;tricas. Vejamos alguns poemas escritos em versos octossil&aacute;bicos, que n&atilde;o s&atilde;o muito populares. A genial e singela <strong>Cec&iacute;lia Meireles</strong> (1901-1964) nos mostra sua maestria com esses versos no poema “O Enorme Vest&iacute;bulo”, do seu livro <em>Retrato Natural</em>, de 1949.</p>
<p>DEIXAI-ME ANDAR por muito tempo<br />
neste vosso enorme vest&iacute;bulo,<br />
quando os lacaios n&atilde;o existam<br />
e a luz do lustre, que &eacute; t&atilde;o pl&aacute;cida<br />
envolva em m&atilde;os de brando sono<br />
a alva, pregueada escadaria,<br />
l&iacute;mpido vestido sem dono.</p>
<p>Quero mirar minhas dist&acirc;ncias<br />
nos espelhos de cada lado,<br />
e ouvir o sonhos das resinas<br />
nas curvas c&ocirc;modas lustrosas<br />
como uns estranhos contrabaixos<br />
que, em vez de m&uacute;sica, d&atilde;o rosas.<br />
Deixai meu passo amortecido<br />
ir e vir pelo branco e preto<br />
m&aacute;rmore calmo, que outros pisam<br />
sem ver&#8230; – levados pela pressa<br />
de alcan&ccedil;ar a festa, nas salas<br />
onde perfis, sedas e risos<br />
copos de oscilantes top&aacute;zios,<br />
criam ruidosos para&iacute;sos.</p>
<p>Deixai-me aqui, livre e sozinha,<br />
diante das portas encantadas<br />
que anulam os jardins da noite.</p>
<p>Pelo bala&uacute;stre, florescem<br />
l&iacute;rios verdes, que nunca morrem<br />
nem nunca viveram. E a abstrata<br />
luz inviol&aacute;vel dos espelho<br />
dorme sem uma s&oacute; presen&ccedil;a<br />
de l&aacute;bios, perguntas, olhares,<br />
agasalhada no silencio<br />
de seus sucessivos lugares.</p>
<p>Neste vosso vest&iacute;bulo,<br />
vou-me esquecendo do meu nome,<br />
vou desconhecendo meu rosto,<br />
vou-me perdendo e libertando<br />
em pura mat&eacute;ria divina.<br />
Nas teias de sonho que te&ccedil;o<br />
- quem fico sendo, em meu limite,<br />
sem ver meu fim nem meu come&ccedil;o?</p>
<p>Deixai-me neste solit&aacute;rio<br />
recinto, onde tudo ressoa<br />
como se atr&aacute;s do mundo houvesse<br />
uns alarmados moradores<br />
de olhos eternamente abertos.<br />
Deixai-me escutar seus clamores<br />
que s&atilde;o como os de meus desertos.</p>
<p>No desnudo m&aacute;rmore, o tempo<br />
deixa o rosto perseverante.<br />
Pela transpar&ecirc;ncia dos vidros,<br />
vejo caminhos sem muralhas.<br />
O ar &eacute; de apelo e confid&ecirc;ncia.<br />
Tudo dissolve seus segredos<br />
Entre todos os convidados,<br />
eu s&oacute; guardo a sombra da festa:<br />
pequena b&uacute;ssola em meus dedos.</p>
<p>***</p>
<p>Outro poeta que gosta muito dos versos recitativos, ou mais ritmados e marcados, isto &eacute;, os versos de m&eacute;trica com n&uacute;mero par de s&iacute;labas, menos l&iacute;ricos e mel&oacute;dicos, &eacute; o <strong>Jo&atilde;o Cabral de Melo Neto</strong> (1920-1999), autor de muitas maravilhosas obras, como &#8220;Pedra do sono&#8221;, 1942; &#8220;O engenheiro&#8221;, 1945; &#8220;O c&atilde;o sem plumas&#8221;, 1950; &#8220;A educa&ccedil;&atilde;o pela pedra&#8221;, 1966; &#8220;Morte e vida severina e outros poemas em voz alta&#8221;, 1966; &#8220;Museu de tudo&#8221;, 1975; &#8220;A escola das facas&#8221;, 1980; &#8220;Crime na Calle Relator&#8221;, 1987; &#8220;Sevilla andando&#8221;, 1989; e muitas outras.</p>
<p>Trago algumas estrofes dele em octoss&iacute;labos, como exemplo de sua arte po&eacute;tica. Mas &eacute; preciso deixar a ressalva que Jo&atilde;o Cabral &eacute; mestre de todos os versos, todas as m&eacute;tricas, e que &eacute; bom ter uma boa base de leitura para poder apreciar sua dic&ccedil;&atilde;o marcante, sua capacidade de combinar todo tipo de verso e todo tipo de rima, como um percussionista tocando v&aacute;rios instrumentos ao mesmo tempo. As estrofes abaixo s&atilde;o do poema “Uma Sevilhana Pela Espanha”, de <em>Serial</em>, de 1959-1961:</p>
<p>&#8220;No sol de mar do c&eacute;u de C&aacute;diz,<br />
mediterr&acirc;neo e classicista,<br />
que d&aacute; &agrave;s coisas mais terrosas<br />
carne de est&aacute;tua ou peixe, v&iacute;trea,</p>
<p>[...]</p>
<p>Durante essas ruas paris<br />
de Barcelona, t&atilde;o avenida,<br />
entre uma gente meio londres<br />
urbanizada em mansas filas,</p>
<p>[...]</p>
<p>Dentro da vida de Madrid,<br />
onde Castela, monja e bispa,<br />
alguma vez deixa-se rir,<br />
deixa-se ser Andaluzia,</p>
<p>[...]</p>
<p>atrav&eacute;s t&uacute;neis de museus,<br />
museus-mosteiros que amorti&ccedil;am<br />
a luz j&aacute; velha, castelhana,<br />
sobre obras mortas de fadiga,&#8221;</p>
</td></tr></table>	<p></p>
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		<title>Conjugação do verbo digerir</title>
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		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/conjugacao-do-verbo-digerir/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 01:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>

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		<description><![CDATA[O verbo digerir &#233; de dif&#237;cil digest&#227;o.   Frequentemente as pessoas tem d&#250;vidas sobre como enunci&#225;-lo (inclusive eu, claro), principalmente na primeira pessoa (o verbo soa de modo muito estranho). Da mesma forma o verbo ingerir, que tem o mesmo padr&#227;o de conjuga&#231;&#227;o. Para dirimir (extinguir, suprimir) essas d&#250;vidas, coloco aqui sua conjuga&#231;&#227;o (do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table><tr><td><p>O verbo <strong>digerir</strong> &eacute; de dif&iacute;cil digest&atilde;o. <img src='http://cursodeportugues.blogarium.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Frequentemente as pessoas tem d&uacute;vidas sobre como enunci&aacute;-lo (inclusive eu, claro), principalmente na primeira pessoa (o verbo soa de modo muito estranho). Da mesma forma o verbo <strong>ingerir</strong>, que tem o mesmo padr&atilde;o de conjuga&ccedil;&atilde;o. Para dirimir (extinguir, suprimir) essas d&uacute;vidas, coloco aqui sua conjuga&ccedil;&atilde;o (do verbo digerir).</p>
<p>As formas nominais do mesmo s&atilde;o: infinitivo: digerir; ger&uacute;ndio: digerindo; partic&iacute;pio: digerido.</p>
<p>Presente do Indicativo<br />
eu digiro<br />
tu digeres<br />
ele digere<br />
n&oacute;s digerimos<br />
v&oacute;s digeris<br />
eles digerem</p>
<p>Pret&eacute;rito Imperfeito do Indicativo<br />
eu digeria<br />
tu digerias<br />
ele digeria<br />
n&oacute;s diger&iacute;amos<br />
v&oacute;s diger&iacute;eis<br />
eles digeriam</p>
<p>Pret&eacute;rito Perfeito do Indicativo<br />
eu digeri<br />
tu digeriste<br />
ele digeriu<br />
n&oacute;s digerimos<br />
v&oacute;s digeristes<br />
eles digeriram</p>
<p>Pret&eacute;rito Mais-que-perfeito do Indicativo<br />
eu digerira<br />
tu digeriras<br />
ele digerira<br />
n&oacute;s diger&iacute;ramos<br />
v&oacute;s diger&iacute;reis<br />
eles digeriram</p>
<p>Futuro do Presente do Indicativo<br />
eu digerirei<br />
tu digerir&aacute;s<br />
ele digerir&aacute;<br />
n&oacute;s digeriremos<br />
v&oacute;s digerireis<br />
eles digerir&atilde;o</p>
<p>Futuro do Pret&eacute;rito do Indicativo<br />
eu digeriria<br />
tu digeririas<br />
ele digeriria<br />
n&oacute;s digerir&iacute;amos<br />
v&oacute;s digerir&iacute;eis<br />
eles digeririam</p>
<p>Presente do Subjuntivo<br />
que eu digira<br />
que tu digiras<br />
que ele digira<br />
que n&oacute;s digiramos<br />
que v&oacute;s digirais<br />
que eles digiram</p>
<p>Pret&eacute;rito Imperfeito do Subjuntivo<br />
se eu digerisse<br />
se tu digerisses<br />
se ele digerisse<br />
se n&oacute;s diger&iacute;ssemos<br />
se v&oacute;s diger&iacute;sseis<br />
se eles digerissem</p>
<p>Futuro do Subjuntivo<br />
quando eu digerir<br />
quando tu digerires<br />
quando ele digerir<br />
quando n&oacute;s digerirmos<br />
quando v&oacute;s digerirdes<br />
quando eles digerirem</p>
<p>Imperativo Afirmativo<br />
digere tu<br />
digira ele<br />
digiramos n&oacute;s<br />
digeri v&oacute;s<br />
digiram eles</p>
<p>Imperativo Negativo<br />
n&atilde;o digiras tu<br />
n&atilde;o digira ele<br />
n&atilde;o digiramos n&oacute;s<br />
n&atilde;o digirais v&oacute;s<br />
n&atilde;o digiram eles</p>
<p>Infinitivo Pessoal<br />
por digerir eu<br />
por digerires tu<br />
por digerir ele<br />
por digerirmos n&oacute;s<br />
por digerirdes v&oacute;s<br />
por digerirem eles</p>
</td></tr></table>	<p></p>
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		<item>
		<title>O Lado Cômico dos Filósofos e das Filosofias</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 01:07:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=496</guid>
		<description><![CDATA[Caros leitores e estudantes,
como eu gosto de Filosofia e sei que muitos tamb&#233;m gostam, al&#233;m de ser uma necessidade para todos e uma exig&#234;ncia para aqueles que est&#227;o se preparando para o Enem, dou uma dica aqui sobre um blog filos&#243;fico do mais alto n&#237;vel, que &#233; o Lado C&#244;mico. Ele &#233; escrito pelo Professor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table><tr><td><p>Caros leitores e estudantes,</p>
<p>como eu gosto de Filosofia e sei que muitos tamb&eacute;m gostam, al&eacute;m de ser uma necessidade para todos e uma exig&ecirc;ncia para aqueles que est&atilde;o se preparando para o <a title="Enem" href="http://cursodeportugues.blogarium.net/dicas-para-o-enem-2009/" target="_blank">Enem</a>, dou uma dica aqui sobre um blog filos&oacute;fico do mais alto n&iacute;vel, que &eacute; o <a title="Lado C&ocirc;mico" href="http://hingoweber.blogspot.com/" target="_blank">Lado C&ocirc;mico</a>. Ele &eacute; escrito pelo Professor Hingo Weber, fil&oacute;sofo e letrista de belas can&ccedil;&otilde;es (e meu amigo, claro), como pode ser visto em sua parceria com o poeta Ronald Augusto, do blog <a title="Poesia-pau" href="http://www.poesia-pau.blogspot.com/" target="_blank">Poesia-pau</a>. Com o Ronald ele realizou o cd <strong>Os Humanos</strong>, de 1998.</p>
</td></tr></table>	<p></p>
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		<item>
		<title>“Vamos se ligar” no Inverno 2009 do SBT?</title>
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		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/vamos-se-ligar-no-inverno-2009-do-sbt/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 16:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores,
o assunto &#233; a frase do t&#237;tulo entre aspas. Ouvi a dita cuja numa das chamadas para esse programa do SBT, na qual o apresentador conclama os telespectadores a, suponho, junto com ele, &#8220;se ligar&#8221; no programa. O &#218;NICO problema, desculpem-me a irrita&#231;&#227;o, foi a frase &#8220;Vamos se ligar&#8221;. Como eu j&#225; expliquei em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table><tr><td><p>Caros leitores,</p>
<p>o assunto &eacute; a frase do t&iacute;tulo entre aspas. Ouvi a dita cuja numa das chamadas para esse programa do SBT, na qual o apresentador conclama os telespectadores a, suponho, junto com ele, &#8220;se ligar&#8221; no programa. O &Uacute;NICO problema, desculpem-me a irrita&ccedil;&atilde;o, foi a frase &#8220;Vamos <strong>se</strong> ligar&#8221;. Como eu j&aacute; expliquei em um artigo no S&iacute;tio de <a href="http://poesia.mrkind.pro.br/" >Poesia</a>, sobre <a title="tradu&ccedil;&atilde;o" href="http://poesia.mrkind.pro.br/2009/04/sobre-traducao-de-poesia/" target="_blank">tradu&ccedil;&atilde;o</a>, o<strong> pronome pessoal obl&iacute;quo &aacute;tono <span style="text-decoration: underline;">se</span></strong> &eacute; de<strong> terceira pessoa</strong>. Assim, quando dizemos &#8220;<strong>Vamos&#8230;</strong>&#8221; a algu&eacute;m, est&aacute; subentendido que o sujeito desse verbo &eacute;<strong> n&oacute;s</strong>, obviamente:</p>
<p>Eu vou</p>
<p>Tu vais</p>
<p>Ele /ela vai</p>
<p><strong>N&oacute;s vamos</strong></p>
<p>V&oacute;s ides</p>
<p>Eles/elas v&atilde;o</p>
<p>Desta feita, a frase em quest&atilde;o n&atilde;o existe gramaticalmente. Ou &eacute; <strong>vamos nos ligar </strong>em alguma coisa, ou <strong>eles / elas v&atilde;o se ligar, ele / ela vai se ligar</strong>, ou <strong>voc&ecirc; vai se ligar</strong> e <strong>voc&ecirc;s v&atilde;o se ligar</strong> (voc&ecirc; &eacute; uma forma de segunda pessoa que leva o verbo para a terceira pessoa, da&iacute; ser poss&iacute;vel o uso do reflexivo <strong>se</strong>, como enfatizei no artigo).</p>
<p>Em suma, como o pr&oacute;prio <strong>Supremo Tribunal Federal</strong> decidiu que <a title="n&atilde;o h&aacute; necessidade de diploma de jornalismo" href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/06/17/ult5772u4370.jhtm" target="_blank">n&atilde;o h&aacute; necessidade de diploma de jornalismo </a>para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o, essa chamada do SBT deve ter sido para comemorar a retomada oficial do analfabetismo  galopante nestes tristes tr&oacute;picos! At&eacute; porque esse canal vive da ignor&acirc;ncia das classes baixas! &Eacute; de doer!</p>
<p>Como fica agora quem trabalhou duro durante anos para conseguir um diploma de jornalista? Esses v&atilde;o simplesmente rasgar o diploma, j&aacute; que ele n&atilde;o &eacute; mais necess&aacute;rio. E quem pretende ser jornalista n&atilde;o precisa mais se dar ao trabalho de passar em vestibular ou gastar as n&aacute;degas nas cadeiras frias das faculdades. Afinal de contas, n&atilde;o &eacute; nem necess&aacute;rio saber a pr&oacute;pria l&iacute;ngua para exercer essa profiss&atilde;o! A vanguarda do atraso continua operando em nosso pa&iacute;s, pra n&atilde;o dizer como se diz na g&iacute;ria, &#8220;operando nosso pa&iacute;s&#8221;! E olha que n&atilde;o sou jornalista, sou professor de profiss&atilde;o. E n&atilde;o preciso de diploma pra ser poeta e escritor.</p>
<p>Mas, pelo andar da carruagem, qual vai ser o pr&oacute;ximo passo? Desregulamentar a profiss&atilde;o de professor? J&aacute; vou me preparando para rasgar o meu diploma (ou os meus) tamb&eacute;m, e olha que eu tenho uma pilha deles: gradua&ccedil;&atilde;o, mestrado, doutorado&#8230;</p>
<p>Depois &eacute; voltar pras cavernas, ou pras matas, e resolver tudo no tacape!</p>
<p>Quanto ao &#8220;vamos se ligar&#8221;, como diz o<strong> &Iacute;ndio</strong> ao <strong>Cavaleiro Solit&aacute;rio</strong>, quando este olha as colinas ao redor, v&ecirc; uma fileira intermin&aacute;vel de &iacute;ndios e diz:</p>
<p>&#8220;Meu Deus, <strong>n&oacute;s estamos</strong> cercados&#8221;!</p>
<p>- N&oacute;s &#8230; quem, cara-p&aacute;lida? <img src='http://cursodeportugues.blogarium.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>***</p>
<p>Coisas que s&oacute; acontecem no Brasil: o <strong>Cavaleiro Solit&aacute;rio</strong> (<strong>The Lone Ranger</strong>) foi apresentando aqui como <strong>Zorro</strong>, pelo fato de tamb&eacute;m usar m&aacute;scara. E seu companheiro &iacute;ndio, <strong>Tonto</strong>, um valoroso guerreiro, teve seu nome original mantido, criando essa confus&atilde;o sem&acirc;ntica. Agora, a piada da piada: se o Cavaleiro era solit&aacute;rio, como &eacute; que ele tinha um parceiro? Coisa de esquizofr&ecirc;nico, como acabou sendo o pr&oacute;prio Zorro, por  haver dois personagens denominados Zorro. Afinal, ele devia se perguntar, quem era o verdadeiro Zorro, ele ou o outro?</p>
</td></tr></table>	<p></p>
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		<item>
		<title>Conjugação do verbo moer</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/cursogratuitodeportugues/~3/jTJ-Xy-4VOc/</link>
		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/conjugacao-do-verbo-moer/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 19:25:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>

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		<description><![CDATA[Este verbo apresenta alguma dificuldade em algumas formas. Tirem aqui suas d&#250;vidas na conjuga&#231;&#227;o dele. As formas nominais do verbo  moer, que significa esmagar, triturar, transformar em p&#243;, s&#227;o: infinitivo: moer, ger&#250;ndio: moendo, partic&#237;pio: mo&#237;do. Vejam as demais:
Presente do Indicativo
 eu moo (n&#227;o tem mais o acento circunflexo, segue o padr&#227;o de voo, soo, coo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table><tr><td><p>Este verbo apresenta alguma dificuldade em algumas formas. Tirem aqui suas d&uacute;vidas na conjuga&ccedil;&atilde;o dele. As formas nominais do verbo  <strong>moer</strong>, que significa esmagar, triturar, transformar em p&oacute;, s&atilde;o: infinitivo: moer, ger&uacute;ndio: moendo, partic&iacute;pio: mo&iacute;do. Vejam as demais:</p>
<p>Presente do Indicativo<br />
<strong> eu moo </strong>(n&atilde;o tem mais o acento circunflexo, segue o padr&atilde;o de <strong>voo, soo, coo</strong>, etc)<br />
tu m&oacute;is<br />
ele m&oacute;i<br />
n&oacute;s moemos<br />
v&oacute;s moeis<br />
eles moem</p>
<p>Pret&eacute;rito Imperfeito do Indicativo<br />
eu mo&iacute;a<br />
tu mo&iacute;as<br />
ele mo&iacute;a<br />
n&oacute;s mo&iacute;amos<br />
v&oacute;s mo&iacute;eis<br />
eles mo&iacute;am</p>
<p>Pret&eacute;rito Perfeito do Indicativo<br />
eu mo&iacute;<br />
tu moeste<br />
ele moeu<br />
n&oacute;s moemos<br />
v&oacute;s moestes<br />
eles moeram</p>
<p>Pret&eacute;rito Mais-que-perfeito do Indicativo<br />
eu moera<br />
tu moeras<br />
ele moera<br />
n&oacute;s mo&ecirc;ramos<br />
v&oacute;s mo&ecirc;reis<br />
eles moeram</p>
<p>Futuro do Pret&eacute;rito do Indicativo<br />
eu moeria<br />
tu moerias<br />
ele moeria<br />
n&oacute;s moer&iacute;amos<br />
v&oacute;s moer&iacute;eis<br />
eles moeriam</p>
<p>Futuro do Presente do Indicativo<br />
eu moerei<br />
tu moer&aacute;s<br />
ele moer&aacute;<br />
n&oacute;s moeremos<br />
v&oacute;s moereis<br />
eles moer&atilde;o</p>
<p>Presente do Subjuntivo<br />
que eu moa<br />
que tu moas<br />
que ele moa<br />
que n&oacute;s moamos<br />
que v&oacute;s moais<br />
que eles moam</p>
<p>Pret&eacute;rito Imperfeito do Subjuntivo<br />
se eu moesse<br />
se tu moesses<br />
se ele moesse<br />
se n&oacute;s mo&ecirc;ssemos<br />
se v&oacute;s mo&ecirc;sseis<br />
se eles moessem</p>
<p>Futuro do Subjuntivo<br />
quando eu moer<br />
quando tu moeres<br />
quando ele moer<br />
quando n&oacute;s moermos<br />
quando v&oacute;s moerdes<br />
quando eles moerem</p>
<p>Imperativo Afirmativo<br />
m&oacute;i tu<br />
moa ele<br />
moamos n&oacute;s<br />
moei v&oacute;s<br />
moam eles</p>
<p>Imperativo Negativo<br />
n&atilde;o moas tu<br />
n&atilde;o moa ele<br />
n&atilde;o moamos n&oacute;s<br />
n&atilde;o moais v&oacute;s<br />
n&atilde;o moam eles</p>
<p>Infinitivo Pessoal<br />
por moer eu<br />
por moeres tu<br />
por moer ele<br />
por moermos n&oacute;s<br />
por moerdes v&oacute;s<br />
por moerem eles</p>
</td></tr></table>	<p></p>
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		<title>Valgo e varo</title>
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		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/valgo-e-varo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 19:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>

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		<description><![CDATA[Estas duas palavras s&#227;o importantes para descrever membros do corpo humano. Elas se referem a membros ou segmentos dos mesmos que se encontram voltados para fora, valgos, ou voltados para dentro, varos, por desvio da forma natural. Esses adjetivos concordam com os substantivos em g&#234;nero e n&#250;mero. Coxa valga ou vara. Membro valgo ou varo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table><tr><td><p>Estas duas palavras s&atilde;o importantes para descrever membros do corpo humano. Elas se referem a membros ou segmentos dos mesmos que se encontram voltados para fora, <strong>valgos</strong>, ou voltados para dentro, <strong>varos</strong>, por desvio da forma natural. Esses adjetivos concordam com os substantivos em g&ecirc;nero e n&uacute;mero. Coxa valga ou vara. Membro valgo ou varo. <strong>Rui Castro</strong>, na biografia sobre a Alegria do Povo, <strong>Man&eacute; Garrincha</strong>, o descreveu como valgo e varo, por suas pernas tortas, mas que em nada impediram sua genialidade nos gramados do mundo nem sua maneira perfeita de pisar a relva.</p>
</td></tr></table>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
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		<item>
		<title>Valhacouto</title>
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		<comments>http://cursodeportugues.blogarium.net/valhacouto/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 18:56:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vocabulário]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi em alguns lugares esta palavra escrita como velhacouto ou velha-couto. As duas formas est&#227;o erradas. O correto &#233; valhacouto, com varia&#231;&#227;o em valhacoito. E nada tem a ver com sexo. Esta palavra deriva do verbo valer + couto, no sentido de terra privilegiada, onde n&#227;o entrava a justi&#231;a do rei e os criminosos podiam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table><tr><td><p>Vi em alguns lugares esta palavra escrita como <em>velhacouto</em> ou <em>velha-couto</em>. As duas formas est&atilde;o erradas. O correto &eacute; <strong>valhacouto</strong>, com varia&ccedil;&atilde;o em <strong>valhacoito</strong>. E nada tem a ver com sexo. Esta palavra deriva do verbo <strong>valer</strong> + <strong>couto</strong>, no sentido de terra privilegiada, onde n&atilde;o entrava a justi&ccedil;a do rei e os criminosos podiam ficar abrigados. O significado de valhacouto &eacute; ent&atilde;o ref&uacute;gio, abrigo, asilo, amparo.</p>
</td></tr></table>	<p></p>
	<hr noshade style="margin:0;height:1px" />
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		<item>
		<title>Sobre versificação em língua portuguesa (6)</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/cursogratuitodeportugues/~3/cqXm6CN9LBk/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 04:38:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cursodeportugues.blogarium.net/?p=467</guid>
		<description><![CDATA[ 
Chegamos finalmente aos versos heptass&#237;labos, que perfazem a redondilha maior, forma mais natural em nossa l&#237;ngua, junto com os decass&#237;labos. Como esses versos s&#227;o os mais freq&#252;entes, h&#225; uma grande quantidade de poetas que escrevem nesse metro, que &#233; extremamente cantante. Exemplos desses versos s&#227;o muito f&#225;ceis de encontrar. A acentua&#231;&#227;o tradicional recai nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table><tr><td><p><strong> </strong></p>
<p>Chegamos finalmente aos <strong>versos heptass&iacute;labos</strong>, que perfazem a <strong>redondilha maior</strong>, forma mais natural em nossa l&iacute;ngua, junto com os <strong>decass&iacute;labos</strong>. Como esses versos s&atilde;o os mais freq&uuml;entes, h&aacute; uma grande quantidade de poetas que escrevem nesse metro, que &eacute; extremamente cantante. Exemplos desses versos s&atilde;o muito f&aacute;ceis de encontrar. A acentua&ccedil;&atilde;o tradicional recai nas s&iacute;labas segunda, quinta e s&eacute;tima, ou terceira, quinta e s&eacute;tima, com varia&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Come&ccedil;amos pelo exemplo &oacute;bvio, que &eacute; a <strong>Can&ccedil;&atilde;o do Ex&iacute;lio</strong>, de <strong>Gon&ccedil;alves Dias</strong>, que escreveu esse poema quando estava em Coimbra, em 1843:</p>
<p>Minha terra tem palmeiras,<br />
Onde canta o sabi&aacute;;<br />
As aves, que aqui gorjeiam,<br />
N&atilde;o gorjeiam como l&aacute;.</p>
<p>Nosso c&eacute;u tem mais estrelas,<br />
Nossas v&aacute;rzeas tem mais flores,<br />
Nossos bosques tem mais vida,<br />
Nossa vida mais amores.</p>
<p>Em cismar, sozinho, &agrave; noite,<br />
Mais prazer encontro eu l&aacute;;<br />
Minha terra tem palmeiras,<br />
Onde canta o sabi&aacute;.</p>
<p>Minha terra tem primores,<br />
Que tais n&atilde;o encontro eu c&aacute;;<br />
Em cismar &#8211; sozinho, &agrave; noite -<br />
Mais prazer encontro eu l&aacute;;<br />
Minha terra tem palmeiras,<br />
Onde canta o Sabi&aacute;.</p>
<p>N&atilde;o permita Deus que eu morra,<br />
Sem que eu volte para l&aacute;;<br />
Sem que desfrute os primores<br />
Que n&atilde;o encontro por c&aacute;;<br />
Sem qu&#8217;inda aviste as palmeiras,<br />
Onde canta o Sabi&aacute;.</p>
<p>***</p>
<p>Pra quebrar a cerim&ocirc;nia, trago alguns versos de <strong>Greg&oacute;rio de Matos e Guerra </strong>(1636-1696)<strong>, </strong>o chamado<strong> Boca do Inferno </strong>ou <strong>Boca de Brasa</strong>, nosso grande poeta barroco. Assim ele <strong>Define a sua cidade </strong>na redondilha (h&aacute; alguma diferen&ccedil;a entre o s&eacute;culo dele e o nosso?)<strong>:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Mote</strong> (ou desafio):<strong> </strong></p>
<p>De dous ff se comp&otilde;e<br />
esta cidade a meu ver,<br />
um furtar, outro foder.</p>
<p><strong>Glosa </strong>(&eacute; a resposta ao mote, em geral feita em d&eacute;cimas, ou seja, estrofes de 10 versos; o &uacute;ltimo verso de cada estrofe &eacute; um dos versos do mote; o esquema das rimas &eacute; ABBAACCDDC, ou seja, o primeiro, o quarto e o quinto versos terminam em sons iguais, e assim por diante, como mostra o esquema):</p>
<p>1.Recopilou-se o direito,<br />
e quem o recopilou<br />
com dous ff o explicou<br />
por estar feito e bem feito:<br />
por bem digesto e colheito,<br />
s&oacute; com dous ff o exp&otilde;e,<br />
e assim quem os olhos p&otilde;e<br />
no trato, que aqui se encerra,<br />
h&aacute; de dizer que esta terra<br />
<strong>De dous ff se comp&otilde;e.</strong></p>
<p>2. Se de dous ff composta<br />
est&aacute; a nossa Bahia,<br />
errada a ortografia<br />
a grande dano est&aacute; posta:<br />
eu quero fazer aposta,<br />
e quero um tost&atilde;o perder,<br />
que isso a h&aacute; de perverter,<br />
se o furtar e o foder bem<br />
n&atilde;o s&atilde;o os ff que tem<br />
<strong>Esta cidade a meu ver.</strong></p>
<p>3. Provo a conjetura j&aacute;<br />
prontamente com um brinco:<br />
Bahia tem letras cinco<br />
que s&atilde;o B-A-H-I-A,<br />
logo ningu&eacute;m me dir&aacute;<br />
que dous ff chega a ter<br />
pois nenhum cont&eacute;m sequer,<br />
salvo se em boa verdade<br />
s&atilde;o os ff da cidade<br />
<strong>um furtar, outro foder.</strong></p>
<p>***</p>
<p>E para introduzir um dos maiores poetas em l&iacute;ngua portuguesa, trago o poema <strong>Autopsicografia </strong>(em heptass&iacute;labos, &eacute; claro!)<strong>, </strong>de<strong> Fernando Pessoa </strong>(1888-1935). Pessoa, que publicou apenas um livro em vida, <em>Mensagem</em>, &eacute; famoso por seus heter&ocirc;nimos, <strong>Ricardo Reis, &Aacute;lvaro de Campos, Alberto Caeiro e Bernardo Soares</strong>, os mais conhecidos (o meu preferido &eacute; o &Aacute;lvaro de Campos, que &eacute; quem admirava Walt <a href="http://english.mrkind.pro.br/" >Whitman</a>, coincidentemente o meu poeta favorito). Mais do que pseud&ocirc;nimos, eles s&atilde;o verdadeiras personalidades dentro da personalidade de Fernando Pessoa, com nomes pr&oacute;prios, poemas pr&oacute;prios e hist&oacute;rias de vida pr&oacute;prias. O poema em quest&atilde;o &eacute; de Bernardo Soares:</p>
<p>O poeta &eacute; um fingidor.<br />
Finge t&atilde;o completamente<br />
Que chega a fingir que &eacute; dor<br />
A dor que deveras sente.</p>
<p>E os que l&ecirc;em o que escreve,<br />
Na dor lida sentem bem,<br />
N&atilde;o as duas que ele teve,<br />
Mas s&oacute; a que eles n&atilde;o t&ecirc;m.</p>
<p>E assim nas calhas de roda<br />
Gira, a entreter a raz&atilde;o,<br />
Esse comboio de corda<br />
Que se chama cora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>***</p>
<p>E pra terminar esta se&ccedil;&atilde;o, nada melhor do que os versos de outro grand&iacute;ssimo poeta portugu&ecirc;s, o <strong>Lu&iacute;s Vaz de Cam&otilde;es</strong> (1525-1580)<strong>, </strong>que foi o consolidador da l&iacute;ngua portuguesa, que ampliou sua express&atilde;o atrav&eacute;s de sua vasta obra. Naturalmente, escreveu muitas redondilhas. Vamos ver a <strong>Cantiga </strong>que ele fez<strong> </strong><em><strong>a este moto </strong></em><em>(mote): </em></p>
<p><em>*<br />
</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><em>Deu, Senhora, por senten&ccedil;a </em></p>
<p><em>Amor, que f&ocirc;sseis doente, </em></p>
<p><em>para fazerdes &agrave; gente </em></p>
<p><em>doce e fermosa a doen&ccedil;a. </em></p>
<p><em>*<br />
</em></p>
<p><strong>VOLTAS </strong>(glosa)</p>
<p><strong>*<br />
</strong></p>
<p>N&atilde;o sabendo Amor curar,</p>
<p>foi a doen&ccedil;a fazer</p>
<p>fermosa, para se ver,</p>
<p>doce para se passar.</p>
<p>Ent&atilde;o, vendo a diferen&ccedil;a</p>
<p>que h&aacute; de v&oacute;s a toda a gente,</p>
<p>mandou que f&ocirc;sseis doente</p>
<p>para gl&oacute;ria da doen&ccedil;a.</p>
<p>*</p>
<p>E digo-vos, de verdade,</p>
<p>que a sa&uacute;de anda envejosa,</p>
<p>por ver estar t&atilde;o fermosa</p>
<p>em v&oacute;s essa enfermidade.</p>
<p>N&atilde;o fa&ccedil;ais logo deten&ccedil;a,</p>
<p>Senhora, em estar doente,</p>
<p>porque adoecer&aacute; a gente</p>
<p>com desejos da doen&ccedil;a.</p>
<p>*</p>
<p>Que eu, por ter, fermosa Dama,</p>
<p>a doen&ccedil;a que em v&oacute;s vejo,</p>
<p>vos confesso que desejo</p>
<p>de cair convosco em cama.</p>
<p>Se consentis que me ven&ccedil;a</p>
<p>este mal, n&atilde;o houve gente</p>
<p>de sa&uacute;de t&atilde;o contente</p>
<p>como eu serei da doen&ccedil;a<span style="font-family: mceinline;"> </span></p>
<p>***</p>
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</td></tr></table>	<p></p>
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		<title>Paulinho da Viola, o filme</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 02:29:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Gentil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ali&#225;s, meus caros,
falando em filmes, n&#227;o deixem de ver tamb&#233;m o filme da Izabel Jaguaribe sobre o Paulinho da Viola, com o subt&#237;tulo Meu Tempo &#201; Hoje. Esta obra apresenta o cantor e compositor com seus amigos, parceiros, fam&#237;lia e seus depoimentos sobre composi&#231;&#227;o e a vida. Canta com grandes artistas, entre eles Zeca Pagodinho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table><tr><td><p>Ali&aacute;s, meus caros,</p>
<p>falando em filmes, n&atilde;o deixem de ver tamb&eacute;m o filme da <strong>Izabel Jaguaribe</strong> sobre o <strong>Paulinho da Viola</strong>, com o subt&iacute;tulo <strong>Meu Tempo &Eacute; Hoje</strong>. Esta obra apresenta o cantor e compositor com seus amigos, parceiros, fam&iacute;lia e seus depoimentos sobre composi&ccedil;&atilde;o e a vida. Canta com grandes artistas, entre eles <strong>Zeca Pagodinho</strong> e <strong>Marisa Monte</strong>. Simplesmente imperd&iacute;vel! Al&eacute;m da maravilha que &eacute; ver e ouvir o Paulinho, &eacute; uma grande fonte de informa&ccedil;&otilde;es para estudantes. Essas coisas s&atilde;o muito importantes pra vida da gente. Me lembro at&eacute; hoje que uma professora minha, na sexta s&eacute;rie prim&aacute;ria, eu acho (faz tempo isso!), um belo dia levou pra aula um toca-discos e tocou <strong>Carinhoso</strong>, do <strong>Pixinguinha</strong>, pra n&oacute;s. E nos deu a letra da m&uacute;sica, que depois acompanhamos cantando junto com o som do toca-discos. &Eacute; uma mem&oacute;ria que est&aacute; viva at&eacute; hoje em mim; foi um presente de cultura brasileira que ela nos deu. Imagina, ent&atilde;o, o valor que tem um filme sobre um compositor genial como o Paulinho da Viola, que, claro, homenageia seu Mestre Pixinguinha! &Eacute; uma rel&iacute;quia. Ali&aacute;s, pra n&atilde;o perder tempo, indico tamb&eacute;m o filme sobre o <strong>Heitor Villa-Lobos</strong>, <strong>Uma Vida de Paix&atilde;o</strong>, do <strong>Zelito Viana</strong>, que tamb&eacute;m &eacute; imperd&iacute;vel para quem ama a cultura brasileira.</p>
</td></tr></table>	<p></p>
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