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	<title>[the dude's talk]</title>
	
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	<description>Daniduc - Daniel Duclos</description>
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		<title>5 coisas para as quais o Twitter não serve e 5 coisas pras quais o Twitter é perfeito</title>
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		<comments>http://blog.daniduc.net/2009/10/20/5-coisas-para-as-quais-o-twitter-nao-serve-e-5-coisas-pras-quais-o-twitter-e-perfeito/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 14:59:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniduc</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que eu aprendi hoje]]></category>

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		<description><![CDATA[5 coisas para as quais o twitter não serve
#1. Compartilhar funções fisiológicas
Sério, eu não quero saber se você foi ao banheiro ou seu ciclo menstrual. Você tá de TPM? Problema seu e de quem convive contigo. Só tem uma TPM que eu quero acompanhar de perto, e é da @Carladuc, por medo da morte e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>5 coisas para as quais o twitter não serve</h2>
<h3>#1. Compartilhar funções fisiológicas</h3>
<p>Sério, eu não quero saber se você foi ao banheiro ou seu ciclo menstrual. Você tá de TPM? Problema seu e de quem convive contigo. Só tem uma TPM que eu quero acompanhar de perto, e é da @Carladuc, por medo da morte e pra essa não preciso de twitter. Sei muito bem quando minha vida corre risco por causa de algum comentário espertinho que de outra maneira seria apenas respondido com um suspiro (<em>é tonto, mas eu o amo</em>) . As outras gurias? #TPM = unfollow</p>
<h3>#2. Contar da coisa mundana que você comeu hoje</h3>
<p>Comeu um sanduíche de queijo? Mandou ver 3 Big Macs? Acabou de passar manteiga no pão? Foda-se. Próximo.</p>
<h3>#3. Debater questões complexas</h3>
<p>Questões complexas requerem mais do que 140 caracteres. Muito mais. Aliás, antes de se emputecer com algum twitt e sair pro pau, verifique por outro método — email, chat, ou se você é descoladinho e in na tchurminha geek-nerd, no Google Wave —  se você entendeu direito e se foi aquilo mesmo que o cara quis dizer. Muito fácil você abreviar um pensamento e tuitar o oposto do que queria dizer — e ai se ver atacado por quem concorda com você.  Então, antes de floodar o twitter da galera e sair debatendo o indiferença do Universo diante da condição humana, chama o outro cara pruma cerveja e façam isso ao vivo (inclusive porque é muito mais difícil ser um cuzão espertinho quando o outro está na sua frente e pode te acertar o beijador com a bota).</p>
<h3>#4. Espamear com o seu produto/site trampo mala e mal feito</h3>
<p>Tá, entendi: somos todos apenas e tão somente seus consumidores potenciais e você quer que admiremos o seu mega super talento. Encha nosso tuiter com cada artigo de 15 linhas copiado da Slashdot que você acabou de postar — e nada mais, afinal só você faz coisas interessantes no mundo. Super. E, ah, poste de novo o mesmo link, porque, sabe, talvez eu não tenha visto das outras 435 vezes.</p>
<h3>#5. Remover senador corrupto do poder</h3>
<p>Boa, cara, é isso aí! Seu twitt #forafulanodetal mudará o mundo e sua patente indginação tuiterística tirará o sono do bandidão. Até ouço ele dizer &#8220;chinfs, todos estes anos roubando, lidando com militares, dominando a imprensa, subornando pessoas, mandando matar adversários políticos estão no fim: o #foraeumesmo está no Trending topics! O que será de mim!&#8221;</p>
<h2>5 coisas pras quais o twitter é perfeito</h2>
<h3>#1. Manter contato com quem você ama e está longe</h3>
<p>Foi numa peça de teatro legal? Boa! O último filme do Tarantino você achou um lixo?  Putz, que pena. Está mudando de emprego? Cool, parabéns! Às vezes pessoas ficam distantes e você acaba perdendo contato do que está rolando na vida delas. Mas é bom saber as coisas estão ocupando o tempo do seus amigos mas não necessariamente justificariam um interurbano pra Holanda. E tenho assunto pra quando encontrá-las novamente &#8211; &#8220;como foi a palestra?&#8221; &#8220;vamos comentar aquele filme que você viu!&#8221; e coisas assim.</p>
<h3>#2. Coisas legais que você comeu e onde/como obtê-las</h3>
<p>Foi num restaurante perfeito? Achou o melhor sushi da cidade? Preparou um prato sensacional e quer compartilhar a receita? Posta o link aí pra gente! Brigado!</p>
<h3>#3. Combinar coisas com os amigos no mundo real</h3>
<p>Quem sabe não tem mais alguém querendo almoçar também, e taí por perto? Manda um twitt, ás vezes rola um encontro onde vocês podem se ver, conversar e até, sei lá, debater questões complexas.</p>
<h3>#4. Divulgar seu trabalho</h3>
<p>Hey, se eu estou te seguindo, eu quero saber dos seus trampos novos. O problema é quando é só disso que você fala (e repete). Veja o @neilhimself ou o @doctorow. Eles são escritores, e avisam quando eles publicaram coisas novas — mas apesar de serem consagrados e bestsellers do NY Times, eles também falam de outras coisas além do próprio trabalho. Links pra artigos, eventos legais relacionados à área, indicam escritores que eu não conhecia, enfim, são agradáveis de seguir pra quem está interessado na linha de trabalho deles, não apenas no trabalho deles.</p>
<h3>#5. Escapar da censura dos grandes meios de comunicação e mobilizar o mundo</h3>
<p>Ok, colocar a tag #forafulanodetal não serve pra porra nenhuma a não ser fingir que você é engajadinho sem precisar, tipo, fazer nada de verdade. Mas se você tá envolvido em alguma atividade social verdadeira, por exemplo, combatendo o governo ditatorial ou abusivo, e está vendo pessoas morrerem na sua frente sem o mundo ficar sabendo porque a imprensa não dá uma nota, manda ver no Twitter. Se a coisa se alastrar, ficará impossível ignorar a situação. Faça barulho quando estiver envolvido em algo que as pessoas precisam saber <em>agora</em> e está rolando <em>agora.</em> Mas levante a bunda da cadeira. Você sabe que dá pra tuitar do celular, né?</p>
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		<title>O demônio do ombro</title>
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		<comments>http://blog.daniduc.net/2009/10/19/o-demonio-da-ombro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 18:27:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniduc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diálogos internos]]></category>

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		<description><![CDATA[Você quer algo. Quer muito, mas sabe que é errado e não deveria. Qual desenho animado, aparecem dois vocêzinhos, um cada ombro: um vestido de branco e auréloa. Outro, de vermelho e chifrinhos.
O problema não é satisfazer sua vontade &#8211; isso seria muito bom &#8211; nem ser punido por tê-lo feito. Mesmo que não seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você quer algo. Quer muito, mas sabe que é errado e não deveria. Qual desenho animado, aparecem dois vocêzinhos, um cada ombro: um vestido de branco e auréloa. Outro, de vermelho e chifrinhos.</p>
<p>O problema não é satisfazer sua vontade &#8211; isso seria muito bom &#8211; nem ser punido por tê-lo feito. Mesmo que não seja pego por ninguém, o problema é como conciliar o seu ato com sua auto imagem. Você, afinal de contas, é um cara legal, que quer fazer a coisa certa.</p>
<p>Você sofrerá, não pela mão dos outros, mas de tremenda ressaca moral, afirma o anjo à sua direita. Você terá quebrado seu próprio código de conduta. Este não é você! Esta não é a coisa certa &#8211; lembre-se do cão chamado remorso, de pelagem escura e rosnado surdo, a roer seus ossos.</p>
<p>Entra em ação o inimigo número um da consciência, a sussurrar em seu ouvido esquerdo a mais perigosa das armas: a racionalização.</p>
<p>A arte de transformar o errado em certo, construir toda uma lógica pra te levar do ponto A, onde você está, ao ponto B, a satisfação de seu desejo, através de uma ponte segura que impede a queda da auto imagem.</p>
<p>É possível racionalizar <em>qualquer</em> coisa.</p>
<p>A mente humana é cheia de recursos, o menor deles não sendo o de se convencer de que o que produz é, de fato, a realidade e não interpretação dela. O demôniozinho constroe toda uma série de motivos altamente razoáveis pra você obter o que quer &#8211; ou não obter o que quer.</p>
<p>Porque fracassar às vezes é o que você deseja, embora o anjo lhe diga duramente que não é um fracassado!</p>
<p>O medo do reflexo no espelho segurado pela consciência é eficaz por algum tempo.</p>
<p>Felizmente, o demônio do ombro sempre tem um inesgotável estoque de motivos perfeitamente racionais e promesas perfeitamente cumpríveis para serem feitas. Amanhã, promete, será outro dia.</p>
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		<item><title>Praça em Amsterdam [Flickr]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/daniduc/~3/gC6fklSCbQ0/</link><dc:creator>daniduc</dc:creator><pubDate>Sun, 18 Oct 2009 12:04:24 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:flickr.com,2005:/photo/4023415168</guid><creativeCommons:license xmlns:creativeCommons="http://backend.userland.com/creativeCommonsRssModule">http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en</creativeCommons:license><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/people/daniduc/"&gt;daniduc&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/daniduc/4023415168/" title="Praça em Amsterdam"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2521/4023415168_3dcfd5e02c_m.jpg" width="240" height="167" alt="Praça em Amsterdam" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/daniduc/~4/gC6fklSCbQ0" height="1" width="1"/&gt;</description><enclosure url="http://farm3.static.flickr.com/2521/4023415168_9b34224508_o.jpg" length="0" type="image/jpeg" /><dc:date.Taken>2009-10-15T14:32:19-08:00</dc:date.Taken><feedburner:origLink>http://www.flickr.com/photos/daniduc/4023415168/</feedburner:origLink></item><item><title>Self portrait in Amsterdam [Flickr]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/daniduc/~3/cyaGykkeysI/</link><dc:creator>daniduc</dc:creator><pubDate>Thu, 15 Oct 2009 17:32:21 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:flickr.com,2005:/photo/4015687234</guid><creativeCommons:license xmlns:creativeCommons="http://backend.userland.com/creativeCommonsRssModule">http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en</creativeCommons:license><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/people/daniduc/"&gt;daniduc&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/daniduc/4015687234/" title="Self portrait in Amsterdam"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2506/4015687234_08a197b904_m.jpg" width="240" height="181" alt="Self portrait in Amsterdam" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/daniduc/~4/cyaGykkeysI" height="1" width="1"/&gt;</description><enclosure url="http://farm3.static.flickr.com/2506/4015687234_51556625e4_o.jpg" length="0" type="image/jpeg" /><dc:date.Taken>2009-10-15T14:38:29-08:00</dc:date.Taken><feedburner:origLink>http://www.flickr.com/photos/daniduc/4015687234/</feedburner:origLink></item><item><title>Marylin op het Spui - Amsterdam [Flickr]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/daniduc/~3/cPxt3Svgb-Q/</link><dc:creator>daniduc</dc:creator><pubDate>Sat, 10 Oct 2009 13:30:18 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:flickr.com,2005:/photo/3998375679</guid><creativeCommons:license xmlns:creativeCommons="http://backend.userland.com/creativeCommonsRssModule">http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en</creativeCommons:license><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/people/daniduc/"&gt;daniduc&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/daniduc/3998375679/" title="Marylin op het Spui - Amsterdam"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2525/3998375679_31a40fddea_m.jpg" width="240" height="160" alt="Marylin op het Spui - Amsterdam" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/daniduc/~4/cPxt3Svgb-Q" height="1" width="1"/&gt;</description><enclosure url="http://farm3.static.flickr.com/2525/3998375679_698a1e8d4f_o.jpg" length="0" type="image/jpeg" /><dc:date.Taken>2009-10-09T14:51:20-08:00</dc:date.Taken><feedburner:origLink>http://www.flickr.com/photos/daniduc/3998375679/</feedburner:origLink></item><item><title>Magere Brug Amsterdam [Flickr]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/daniduc/~3/mkLQNCavCc4/</link><dc:creator>daniduc</dc:creator><pubDate>Sat, 10 Oct 2009 12:15:23 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:flickr.com,2005:/photo/3998192305</guid><creativeCommons:license xmlns:creativeCommons="http://backend.userland.com/creativeCommonsRssModule">http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en</creativeCommons:license><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/people/daniduc/"&gt;daniduc&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/daniduc/3998192305/" title="Magere Brug Amsterdam"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2455/3998192305_bfd662344a_m.jpg" width="240" height="149" alt="Magere Brug Amsterdam" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;I took this picture at dusk when I was over the, you guessed it, Magere Brug.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The Magere Brug is a pedestrian only (well, and bikes, of course - this is, after all, Amsterdam) bridge, built on the same site as a really old bridge. It's very beautifull, and it's illuminated by hundreds of lights at night.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
There was a group of 2 row boats passing under it when I happened to be there. The occupants noticed me, and smiled (you can see the girl in red waving at me :), but I was concetrating too hard to try to get the photo right to wave back. Sorry, guys, I didn't mean to be rude. Thanks a lot for the posing and the simpathy! :)&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/daniduc/~4/mkLQNCavCc4" height="1" width="1"/&gt;</description><enclosure url="http://farm3.static.flickr.com/2455/3998192305_78695a4d66_o.jpg" length="0" type="image/jpeg" /><dc:date.Taken>2009-10-09T17:54:29-08:00</dc:date.Taken><feedburner:origLink>http://www.flickr.com/photos/daniduc/3998192305/</feedburner:origLink></item><item><title>Bikes on the street - Amsterdam [Flickr]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/daniduc/~3/BvJAim-F8d4/</link><category>amsterdam</category><category>bikes</category><dc:creator>daniduc</dc:creator><pubDate>Thu, 08 Oct 2009 15:52:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:flickr.com,2005:/photo/3993507079</guid><creativeCommons:license xmlns:creativeCommons="http://backend.userland.com/creativeCommonsRssModule">http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en</creativeCommons:license><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/people/daniduc/"&gt;daniduc&lt;/a&gt; posted a photo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/daniduc/3993507079/" title="Bikes on the street - Amsterdam"&gt;&lt;img src="http://farm4.static.flickr.com/3420/3993507079_42910feb2f_m.jpg" width="240" height="160" alt="Bikes on the street - Amsterdam" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/daniduc/~4/BvJAim-F8d4" height="1" width="1"/&gt;</description><enclosure url="http://farm4.static.flickr.com/3420/3993507079_715536270d_o.jpg" length="0" type="image/jpeg" /><dc:date.Taken>2009-10-08T18:31:02-08:00</dc:date.Taken><feedburner:origLink>http://www.flickr.com/photos/daniduc/3993507079/</feedburner:origLink></item><item>
		<title>Pra que servem as baratas</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/daniduc/~3/P8cW0yuMDhI/</link>
		<comments>http://blog.daniduc.net/2009/10/06/pra-que-servem-as-baratas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 11:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniduc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida, universo e tudo mais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por um tempo eu assinei uma lista de discussão do pessoal que cuidava de bichos abandonados. Foi na época que eu peguei o Linus e a Boo (meus gatos), eu achei esse grupo quando googlei pra aprender sobre o que fazer quando um felino pilantra entra na sua casa doente e ronronando. O grupo era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por um tempo eu assinei uma lista de discussão do pessoal que cuidava de bichos abandonados. Foi na época que eu peguei o Linus e a Boo (meus gatos), eu achei esse grupo quando googlei pra aprender sobre o que fazer quando um felino pilantra entra na sua casa doente e ronronando. O grupo era composto por gente que gostava muito de bichinhos. Mas não de baratas &#8211; eu acho que elas não classificavam baratas como &#8220;bichinhos&#8221; no sentido fofo da coisa. Enfim, não demorou muito pra alguém perguntar na lista &#8220;mas pra que servem as baratas&#8221;, que é uma daquelas perguntas prontas que a gente sempre ouve e sempre vai ouvir. E eu resolvi responder, porque eu sou mala, já que ninguém parece realmente interessado na resposta. É meio que uma pergunta retórica, tipo, o bicho é nojento e ninguém (em geral, vai saber) gosta, é mais pra falar mal das baratas. Justo, e eu realmente não gosto de barata, aliás nem sei porque eu to blogando sobre elas. Ah, sim, lembrei. O post não é sobre baratas, no fim das contas, é sobre pessoas e como elas entendem o mundo (espero), e um monte de gente se interessa por pessoas (em geral, vai saber). Vamos lá.</p>
<p>Pra que servem as baratas? Pra nada. Pronto, é isso, essa é a resposta, e se você só queria falar mal delas, pode parar aqui. Agora, pra que serve qualquer ser vivo? Pra que servem as plantas? E os fungos? E os ornitorrincos? E as pessoas?</p>
<p>É parte do ser humano procurar razões e funções pra tudo &#8211; uma das conseqüências dum cérebro reconhecedor de padrões &#8211; e antes da ecologia ser amplamente desenvolvida e divulgada, a serventia de elementos da natureza era sempre em relação ao homem. Pra que serve o bicho tal? Pra servir de alimento. Pra que serve aquela floresta ali? Pra construir casas, vamos derrubá-la! E aquele pântano? Pra dar doença, vamos secá-lo. Et cetera e tal.</p>
<p>Aí veio a ecologia, o Greenpeace (pra que servem aquelas foquinhas ali? Pra fazer propaganda, <em>*smash*</em> <em>*smash*</em>) e cada ser vivo ganhou um papel na teia ecológica. Predadores podem ser assustadores e tudo, mas eles mantém as populações de gnus em equilíbrio. E os mosquitos? Sem mosquitos os sapinhos não poderiam continuar coaxando e, sem os sapos&#8230; huh&#8230; não teria&#8230; sei lá&#8230; abelhas, e sem abelhas os jornais teriam que inventar outras coisas que o Einstein nunca disse. Nunca fui muito bom em ecologia (mentira, foi o departamento que eu tive a maior média ponderada quando eu fiz biologia). Mas eu to zoando. Vocês pegaram a idéia, todo ser vivo tem uma &#8220;função&#8221; na tal teia ecológica, e isso na cabeça das pessoas parece justificar sua existência. Vamos preservar a Natureza, mesmo os malvados tigres-das-estepes-comedores-de-gnus (que não existem, você sabe né? Sempre é melhor deixar claro) porque eles servem pra algo e tem um papel no Grande Ciclo da Vida.</p>
<p>E tem o lance dos ratos, das pombas e das baratas. Gatos e cachorros servem pra deixar as pessoas felizes, então tudo bem. Ratos alimentam os gatos, são nojentos, mas então pelo menos servem pra algo. Pombas tem o mesmo propósito de ratos, alimentar os gatos (um pouco menos que os ratos, claro, porque elas voam e <a href="http://www2.uol.com.br/laerte/tiras/gatos/tira26.gif" target="_blank">gatos não</a>). E baratas?</p>
<p>Acontece que seres vivos não existem pra desempenhar um papel maior na natureza, como se sua função ecológica fosse tipo um &#8220;emprego&#8221; que eles têm:</p>
<p>- Duro dia no escritório, hein, seu leão?<br />
- Correria, como sempre. Sabe como é, alguém tem que manter aqueles Gnus nos trilhos&#8230;<br />
- E contigo, dona hiena?<br />
- Oh dia, oh vida, eu só me ferro&#8230; tenho que limpar os restos deixados por este porco&#8230;<br />
- Oinc, deste leão, a sra. quer dizer. Eu sirvo pra engordar humano, não fico sujando a savana.<br />
- Oh azar.</p>
<p>Seres vivos estão preocupados em se manter vivos e, se possível, manter seus genes vivos, não em papel ecológico, e sua existência não se justifica por papeis ou funções na natureza. Isso é antropomorfizar (e muito) as coisas.</p>
<p>Claro que seres vivos se relacionam uns com os outros, e com o ambiente, neste planeta, a existência de um afetando a dos outros, e a resultante é uma complexa teia de relações mutantes que está num certo equilíbrio dinâmico. Identificar e entender essas relações é muito importante, não só pelo conhecimento em si do ambiente que nos cerca &#8211; que é o foco do estudo de ciências básicas &#8211; mas também para entender como estamos afetando esse equilíbrio no modo como nos relacionamos com outros seres vivos, o que nos afeta de volta &#8211; diretamente! A ecologia estuda isso, mas não devemos confundir estas relações de um ser vivo com um &#8220;papel a ser desempenhado&#8221; que venha a justificar a existência de um ser. Eles são o que eles são.</p>
<p>E nesse ponto a ecologia pode ajudar também a entender as relações das baratas com seres humanos. Baratas existiam na natureza antes, em um certo equilíbrio. Com a chegada do ser humano, o ambiente se modificou. Surgiram cidades, que são altamente favoráveis à proliferação de baratas &#8211; muita comida, abrigo. Nós criamos o ambiente proprício pra elas se aglomerarem e se multiplicarem e, com isso, encherem nosso saco (e às vezes virarem <a href="http://www2.uol.com.br/niquel/personagens.shtml" target="_blank">personagem de quadrinho</a>). Ficar se perguntando qual o papel da barata, ou, pra que servem as baratas, é &#8220;miss the point&#8221;, como se diz em inglês. Seria como se as baratas achassem que o ser humano surgiu pra tornar a vida delas mais fácil. O que ele fez, embora não propositadamente, óbvio, e sim enquanto procurava, egoisticamente, sobreviver melhor. Que é o que cada ser vivo busca fazer, no geral, mesmo os mais nojentos.</p>
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		<title>Pesos e medidas – repost</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 14:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniduc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De novo o Political Compass. Para quem não conhece ou não lembra e está com preguiça de ler meu antigo post ou a análise dos caras, vou resumir de novo: o site argumenta que a nomenclatura direita/esquerda na política está ultrapassada e propõe um gráfico formado por dois eixos que define 4 quadrantes. O eixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.cybershark.net/daniduc/2007/07/08/political-compass/">De novo</a> o <a href="http://politicalcompass.org/index" target="_blank">Political Compass</a>. Para quem não conhece ou não lembra e está com preguiça de ler meu antigo post ou <a href="http://politicalcompass.org/analysis2">a análise</a> dos caras, vou resumir de novo: o site argumenta que a nomenclatura direita/esquerda na política está ultrapassada e propõe um gráfico formado por dois eixos que define 4 quadrantes. O eixo direita-esquerda lida com o quanto se deseja que o mercado seja regulamentado. Quanto mais a esquerda mais regulamentações se propõe e quanto mais a direita mais livre se deseja o mercado. Ou seja, na extrema esquerda temos o comunismo, com a economia totalmente controlada e na extrema direita temos o neo-liberalismo, com o mercado com liberdade total, sem regulamentação. O quanto de regulamentação você acredita necessária define sua posição neste eixo.</p>
<p>O eixo vertical representa a linha social. Subindo no eixo teríamos o Autoritarismo do Estado, com um coletivismo imposto por ele, e descendo seria um Estado libertário, com um coletivismo voluntário. O extremo teórico para cima seria o Facismo e o de baixo o Anarquismo, segundo o site. <a href="http://politicalcompass.org/images/bothaxes.gif ">Veja a figura</a>, que fica mais fácil de entender (o © deles não permite que eu a coloque aqui, então você tem que clicar pra ver).</p>
<p>Bem, daí o site <a href="http://politicalcompass.org/images/axeswithnames.gif">distribui algumas figuras históricas</a> pelos quadrantes, pra você ter uma idéia. No quadrante da Esquerda Autoritária teríamos Stalin, na Direita Autoritária está Hitler, na esquerda Libertária tem o Gandhi e na Direita Libertária o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Milton_Friedman" target="_blank">Friedman</a>. Se você nunca ouviu falar do Friedman, deveria &#8211; é o cara que definiu e promoveu com afinco a doutrina econômica vigente no mundo atual.</p>
<p>Após mais algumas explicações, o Political Compass apresenta alguns líderes de hoje distribuídos no seu gráfico. <a href="http://politicalcompass.org/images/internationalchart.gif">Veja lá</a>. Note a abundância de líderes concentrados no quadrante Direita Autoritária. Esse é um quadrante que eu acho muito curioso. Ele propõe que o mercado deve ser livre, mas a sociedade não. O Estado deve regulamentar assuntos teoricamente privados, como por exemplo a maneira como pessoas adultas podem <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sodomy_law">fazer sexo de comum acordo dentro de casa</a>, ou se duas bichas podem viver juntas ou se vão pra cadeia se o fizerem. Porém, assuntos que afetam diretamente o público, como a economia e como as empresas agem nela estão fora da alçada do Estado, que deve deixar o mercado livre pra se auto-regulamentar, inclusive gerindo patrimônios públicos e serviços de infra-estrutura básica da sociedade.</p>
<p>Quer dizer, uma mega corporação fazer propaganda que visa especificamente crianças de produtos que fazem mal à saúde, como fast food, por exemplo, tudo o bem. Durante a administração Reagan nos EUA, a agência reguladora do comércio (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Federal_Trade_Commission" target="_blank">FTC</a>) disse que o Estado não tinha como determinar de maneira prática se a propaganda é pra criança ou não[1]. Faz sentido, claro, quer dizer, como saber se um treco chamado McLanche Feliz com um brinquedo de personagem de filme infantil anunciado por um palhaço em um playground é pra criança? Se o Burguer King vende nuggets com forma de Tele Tubies (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fast_food_nation" target="_blank">Wikipedia</a>), isso não é assunto do Estado, seria censura.</p>
<p>Também, companhias tratarem trabalhadores como escravos descartáveis, hey, é uma questão de negociar o contrato entre empresa e funcionário. Eles que se entendam, quem não estiver contente que ache outro emprego. O Estado não deve influenciar nessas relações.</p>
<p>Agora, já em outras relações o Estado deve, sim, se meter&#8230; digamos, se um cara absolutamente brilhante como o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Allan_Turing">Alan Turing</a>, uma das poucas pessoas que efetivamente avançaram o conhecimento da humanidade, sendo considerado o &#8220;pai da ciência da computação moderna&#8221; (Wikipedia), é bicha, então ele deve ser processado, submetido a tratamento hormonal forçado (para evitar prisão) e demitido de seu cargo, afinal ele é&#8230; o que? uma ameaça ao público <em>porque </em>gosta de homem?</p>
<p>E o quadrante que defende isso é onde se encaixa a maioria dos líderes do mundo de hoje &#8211; e mais um monte de gente que os apóia. Impressionante e triste que tanta gente assim fique feliz de ficar no mesmo quadrante que Adolf Hitler&#8230; eu, particularmente, já prefiro a compania do Gandhi e do Dalai Lama (sem falar no <a href="http://isnomore.net">érre</a> e na <a href="http://www.entrepanelas.net">Carla</a>) no meu quadrante, obrigado.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>[1]  Eric Schlosser, <em>Fast Food Nation</em>, p. 46, Penguin Books, 2007</p>
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		<title>Mitos sobre o primeiro mundo no Ducs em Amsterdam</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 14:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniduc</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Vida, universo e tudo mais]]></category>

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		<description><![CDATA[A repercussão do meu texto &#8220;Da relação direta entre ter de limpar seu banheiro você mesmo e poder abrir sem medo um Mac Book no ônibus&#8221; me surpreendeu. Acreditava que seria lido apenas pelos amigos e familiares antes de ser publicado no meu outro blog Ducs em Amsterdam, sobre vida na Holanda, onde trabalho mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A repercussão do meu texto &#8220;<a href="http://blog.daniduc.net/2009/09/14/da-relacao-direta-entre-ter-de-limpar-seu-banheiro-voce-mesmo-e-poder-abrir-sem-medo-um-mac-book-no-onibus/">Da relação direta entre ter de limpar seu banheiro você mesmo e poder abrir sem medo um Mac Book no ônibus</a>&#8221; me surpreendeu. Acreditava que seria lido apenas pelos amigos e familiares antes de ser publicado no meu outro blog <em><a href="http://www.ducsamsterdam.net/">Ducs em Amsterdam</a></em>, sobre vida na Holanda, onde trabalho mais atualmente. Estava usando o &#8220;dude&#8217;s talk&#8221; como rascunho pro Ducs em Amsterdam, e fui pego no flagra <img src='http://blog.daniduc.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Ainda bem. Porque o objetivo era mesmo obter feedback dos leitores, pra melhorar e expandir minha reflexão. E isso obtive muito, e à todos que comentaram e divulgaram, meu muito obrigado.</p>
<p>Um dos <a href="http://blog.daniduc.net/2009/09/14/da-relacao-direta-entre-ter-de-limpar-seu-banheiro-voce-mesmo-e-poder-abrir-sem-medo-um-mac-book-no-onibus/#comment-2333">comentários</a> que recebi, do <a href="http://www.direitoedemocracia.blogspot.com/">Hugo Segundo</a>, dizia (em parte):</p>
<blockquote><p>&#8220;É uma pena que muitos brasileiros precisem morar no exterior para aprender não só a tratar os outros com igualdade e respeito, mas a não jogar lixo no chão, a não destruir objetos e lugares públicos, a não tentar “molhar a mão” de autoridades, a não estacionar em fila dupla, a não ouvir música a toda altura incomodando os vizinhos, a não furar filas etc. etc. Muitos falam mal dos políticos e de tudo o mais, mas, quando têm oportunidade, fazem igual ou pior.&#8221;</p></blockquote>
<p>Isso toca num ponto que acho muito interessante: a imagem que temos de primeiro mundo. Era uma imagem que eu também tinha, exatamente a mesma. Só que, após um ano e meio morando na Holanda, ela teve de se modificar.</p>
<p>Porque vejo todos os dias aqui em Amsterdam pessoas que furam fila, jogam lixo no chão, ouvem música alto, estacionam em fila dupla. E sim, são os locais. O supermercado vende produto fora da validade.</p>
<p>Então, escrevi um artigo no <em>Ducs em Amsterdam</em>, justamente <a href="http://www.ducsamsterdam.net/mitos-sobre-o-primeiro-mundo/">sobre mitos e verdades que encontrei no primeiro mundo</a>. O interessante é que este outro texto que escrevi, sobre o outro lado da moeda, atraiu a atenção de leitores portugueses. Imagino que no fundo, estamos todos interessados sobre como nós e os outros nos vêem <img src='http://blog.daniduc.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Enfim, se der uma passadinha por lá, ficarei feliz. Vou até servir uns <a href="http://www.ducsamsterdam.net/stroopwafel-e-o-sucesso/">stroopwafels</a>.</p>
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		<title>Da relação direta entre ter de limpar seu banheiro você mesmo e poder abrir sem medo um Mac Book no ônibus</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 12:36:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniduc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A sociedade holandesa tem dois pilares muito claros: liberdade de expressão e igualdade. Claro, quando a teoria entra em prática, vários problemas acontecem, e há censura, e há desigualdade, em alguma medida, mas esses ideais servem como norte na bússola social holandesa.
Um porteiro aqui na Holanda não se acha inferior a um gerente. Um instalador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sociedade holandesa tem dois pilares muito claros: liberdade de expressão e igualdade. Claro, quando a teoria entra em prática, vários problemas acontecem, e há censura, e há desigualdade, em alguma medida, mas esses ideais servem como norte na bússola social holandesa.</p>
<p>Um porteiro aqui na Holanda não se acha inferior a um gerente. Um instalador de cortinas tem tanto valor quanto um professor doutor. Todos trabalham, levam suas vidas, e uma profissão é tão digna quanto outra. Fora do expediente, nada impede de sentarem-se todos no mesmo bar e tomarem suas Heinekens juntos. Ninguém olha pra baixo e ninguém olha por cima. A profissão não define o valor da pessoa &#8211; trabalho honesto e duro é trabalho honesto e duro, seja cavando fossas na rua, seja digitando numa planilha em um escritório com ar condicionado. Um precisa do outro e todos dependem de todos. Claro que profissões mais especializadas pagam mais. A questão não é essa. A questão é &#8220;você ganhar mais porque tem uma profissão especializada não te torna melhor que ninguém&#8221;.</p>
<p>Profissões especializadas pagam mais, mas não muito mais. Igualdade social significa menor distância social: todos se encontram no meio. Não há muito baixo, mas também não há muito alto. Um lixeiro não ganha muito menos do que um analista de sistemas. O salário mínimo é de 1300 euros/mês. Um bom salário de profissão especializada, é uns 3500, 4000 euros/mês. E ganhar mais do que alguém não torna o alguém teu subalterno: o porteiro não toma ordens de você só porque você é gerente de RH. Aliás, ordens são muito mal vistas. Chegar dando ordens abreviará seu comando. Todos ali estão em um time, do qual você faz parte tanto quanto os outros (mesmo que seu trabalho dentro do time seja de tomar decisões).</p>
<p>Esses conceitos são basicamente inversos aos conceitos da sociedade brasileira, fundada na profunda desigualdade. Entre brasileiros que aqui vêm para trabalhar e morar é comum &#8211; há exceções -  estranharem serem olhados no nível dos olhos por todos &#8211; chefe não te olha de cima, o garçom não te olha de baixo. Quando dão ordens ou ignoram socialmente quem tem profissão menos especializadas do que a sua, ficam confusos ao encontrar de volta hostilidade em vez de subserviência. Ficam ainda mais confusos quando o chefe não dá ordens &#8211; o que fazer, agora?</p>
<p>Os salários pagos para profissão especializada no Brasil conseguem tranquilamente contratar ao menos uma faxineira diarista, quando não uma empregada full time. Os salários pagos à mesma profissão aqui não são suficientes pra esse luxo, e é preciso limpar o banheiro sem ajuda &#8211; e mesmo que pague (bem mais do que pagaria no Brasil a) um ajudante, ele não ficará o dia todo a te seguir limpando cada poerinha sua, servindo cafézinho. Eles vêm, dão uma ajeitada e vão-se a cuidar de suas vidas fora do trabalho, tanto quanto você. De repente, a ficha do que realmente significa igualdade cai: <em>todos se encontram no meio</em>, e pra quem estava no Brasil na parte de cima, encontrar-se no meio quer dizer descer de um pedestal que julgavam direito inquestionável (seja porque &#8220;estudaram mais&#8221; ou &#8220;meu pai trabalhou duro e saiu do nada&#8221; ou qualquer outra justificativa pra desigualdade).</p>
<p>Porém, a igualdade social holandesa tem um outro efeito que é muito atraente pra quem vem da sociedade profundamente desigual do Brasil: a relativa segurança. É inquestionável que a sociedade holandesa é menos violenta do que a brasileira. Claro que aqui há violência &#8211; pessoas são assassinadas, há roubos. Estou fazendo uma comparação, e menos violenta não quer dizer &#8220;não violenta&#8221;.</p>
<p>O curioso é que aqueles brasileiros que queixam-se amargamente de limpar o próprio banheiro, elogiam incansavelmente a possibilidade de andar à noite sem medo pelas ruas, sem enxergar a relação entre as duas coisas. Violência social não é fruto de pobreza. Violência social é fruto de desigualdade social. A sociedade holandesa é relativamente pacífica não porque é rica, não porque é &#8220;primeiro mundo&#8221;, não porque os holandeses tenham alguma superioridade moral, cultural ou genética sobre os brasileiros, mas porque a sociedade deles tem pouca desigualdade. Há uma relação direta entre a classe média holandesa limpar seu próprio banheiro e poder abrir um Mac Book de 1400 euros no ônibus sem medo.</p>
<p>Eu, pessoalmente, acho excelente os dois efeitos. Primeiro porque acredito firmemente que a profissão de alguém não têm qualquer relação com o valor pessoal. O fato de ter &#8220;estudado mais&#8221;, ter doutorado, ou gerenciar uma equipe não te torna pessoalmente melhor que ninguém, sinto muito. Não enxergo a superioridade moral de um trabalho honesto sobre outro, não importa qual seja. Por trabalho honesto não quero dizer &#8220;dentro da lei&#8221; -  não considero honesto matar, roubar, espalhar veneno, explorar ingenuidade alheia, espalhar ódio e mentira, não me importa se seja legalizado ou não. O quanto você estudou pode te dar direito a um salário maior &#8211; mas não te torna superior a quem não tenha estudado (por opção, ou por falta dela). Quem seu paí é ou foi não quer dizer nada sobre quem você é. E nada, meu amigo, nada te dá o direito de ser cuzão. Um doutor que é arrogante e desonesto tem menos valor do que qualquer garçom que trata direito as pessoas e não trapaceia ninguém. Profissão não tem relação com valor pessoal.</p>
<p>Não gosto mais do que qualquer um de limpar banheiro. Ninguém gosta &#8211; nem as faxineiras no Brasil, obviamente. Também não gosto de ir ao médico fazer exames. Mas é parte da vida, e um preço que pago pela saúde. Limpar o banheiro é um preço a pagar pela saúde social. E um preço que acho bastante barato, na verdade.</p>
<p>PS. Ultimamente vem surgindo na sociedade holandesa um certo tipo particular de desigualdade, e esse crescimento de desigualdade tem sido acompanhado, previsivelmente, de um aumento respectivo e equivalente de violência social. A questão dos imigrantes islâmicos e seus descendentes é complexa, e ainda estou estudando sobre o assunto.</p>
<p>(Leia também <a href="http://www.ducsamsterdam.net/mitos-sobre-o-primeiro-mundo/">Mitos sobre o primeiro mundo</a>)</p>
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		<title>Prova escrita – questão 1</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 21:51:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Vida, universo e tudo mais]]></category>

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		<description><![CDATA[Questão 1 &#8211; (tempo: 30 minutos)
No livro &#8220;Starship troopers&#8221;, um soldado desertor assassina uma garotinha. É capturado, julgado e condenado à morte. Refletindo sobre o destino imposto ao soldado, o personagem narrador conclui que pena de morte é a única saída moral aceitável: caso o criminoso seja doente e além de qualquer ajuda, é melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Questão 1 &#8211; (tempo: 30 minutos)</p>
<p>No livro &#8220;Starship troopers&#8221;, um soldado desertor assassina uma garotinha. É capturado, julgado e condenado à morte. Refletindo sobre o destino imposto ao soldado, o personagem narrador conclui que pena de morte é a única saída moral aceitável: caso o criminoso seja doente e além de qualquer ajuda, é melhor executá-lo para evitar qualquer possibilidade de que escape e venha a cometer novos crimes &#8211; que seriam então também de responsabilidade de quem o deixara viver. Não tendo consciência de seus atos hediondos, é perigoso para a sociedade e para si, e como um cachorro louco deve ser sacrificado. Por outro lado, caso ele venha alguma dia a tomar consciência de seu ato, e perceber a extensão de sua culpa, ele mesmo desejaria morrer, pois seria impossível conviver consigo mesmo. Executá-lo, portanto, seria a única saída digna.</p>
<p><strong>Refute,</strong> embasando da melhor maneira que conseguir, a justificativa do personagem narrador para a pena de morte neste caso, sem usar a falibilidade do Estado &#8211; assuma que o soldado desertor é indubitavelmente culpado.</p>
<p><em>Observação</em>: É pedido que a justificativa seja refutada, concordando-se ou não com ela.</p>
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		<title>Manchetes</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 11:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniduc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa minha luta insana pra dominar o holandês, e me sentir menos turista na cidade em que, afinal de contas, moro, acompanho diariamente RSS feeds de notícias das agências locais de notícias. Agora, acompanhar notícias por RSS é sempre divertido. Assim como no jornalismo impresso, nos RSS feeds a manchete é essencial pra chamar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa minha luta insana pra dominar o holandês, e me sentir menos turista na cidade em que, afinal de contas, moro, acompanho diariamente RSS feeds de notícias das agências locais de notícias. Agora, acompanhar notícias por RSS é sempre divertido. Assim como no jornalismo impresso, nos RSS feeds a manchete é essencial pra chamar a atenção do leitor. Isso resulta em alguns exemplos&#8230; curiosos. Hoje me deparei com um.</p>
<p>A NU.nl (sem pensar asneiras: nu em holandês quer dizer &#8220;agora&#8221;) é uma das agências mais respeitadas daqui. Todo mundo lê as notícias da NU.nl. Passou batido por mim a seguinte manchete:</p>
<p><a href="http://www.nu.nl/algemeen/2053372/moeder-verstopt-cocaine-in-luier-peuter.html" target="_blank">Moeder verstopt cocaïne in luier peuter</a></p>
<p><strong>Mãe esconde cocaina em fralda do nenem.</strong></p>
<p>Peuter quer dizer &#8220;toddler&#8221;, nenem de 1 a 3 anos. Bem, logo depois, apareceu uma manchete do AT5 &#8211; uma agência de notícias pequena, local de Amsterdam. Essa eu não tive como ignorar. Dizia:</p>
<p><a href="http://www.at5.nl/artikelen/21150/peuter-2-met-cocaineluier-betrapt-op-schiphol" target="_blank">Peuter (2) met cocaïneluier betrapt op Schiphol</a></p>
<p><strong>Nenem de 2 anos preso com fralda de cocaina no (aeroporto) Schiphol.</strong></p>
<p>Ah, agora essa eu tinha de ler <img src='http://blog.daniduc.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Apesar do esforço criativo da AT5, os holandeses ainda estão longe de atingir clássicos das manchete de RSS feed, como a inesquecível &#8220;<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL929014-5603,00.html" target="_blank">Dinossauro macho era papai carinhoso</a>&#8220;.</p>
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		<title>Gosto de comida nova</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 13:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniduc</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que eu aprendi hoje]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo mundo tem um treco que não gosta &#8211; ou mesmo não suporta. O @rbp e a @carladuc não suportam fígado, por exemplo. Não tem acordo: se fígado entra na comida, não chame eles.
Mas também tem aquelas coisas que você simplesmente não gosta. Não é que você tem ojeriza ao negócio, você só não curte. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo tem um treco que não gosta &#8211; ou mesmo não suporta. O <a href="http://twitter.com/rbp">@rbp</a> e a <a href="http://twitter.com/carladuc">@carladuc</a> não suportam fígado, por exemplo. Não tem acordo: se fígado entra na comida, não chame eles.</p>
<p>Mas também tem aquelas coisas que você simplesmente não gosta. Não é que você tem ojeriza ao negócio, você só não curte. Abóbora. Rúcula. Alguma vegetal que sua mãe pentelhava pra você comer, mas eca.</p>
<p>Pense um pouco comigo: há quanto tempo você não experimenta estas coisas? Você lembra do gosto? Por que você não gosta de rúcula? É porque é amargo?</p>
<p>Cerveja é amargo. E você também não gostava quando pequeno.</p>
<p>Muitas vezes, rejeitamos um gosto só porque é diferente e não estamos acostumados. Isso acontece o tempo todo &#8211; cerveja, por exempo, pouca gente nasce gostando. É um gosto adquirido.</p>
<p>Você já parou pra pensar quanta coisa pode estar perdendo só porque em algum ponto da sua vida você decidiu que não gosta de determinado alimento na primeira colherada, e nunca mais experimentou?</p>
<p>Proponho fazer um experimento. Escolha um alimento que você não gosta e não come faz tempo. Não precisa ser algo como fígado pra Carla, algo que te causa ânsia. Escolha algo que você experimentou uma vez e nem lembra mais como é e está arquivado sob &#8220;não gosto&#8221;. Rúcula, por exemplo. Ou rabanete.</p>
<p>Procure uma receita com ele e prepare (ou peça pra alguém preparar, se você é uma negação na cozinha). <a href="http://dashausdiefrau.com/2474" target="_blank">Quer uma sugestão</a>? Faça o prato bem bonito e coma, sem ficar encanando no que é, apenas sinta o sabor. Mas tem uma pegadinha: você tem de comer pelo menos cinco garfadas daquilo.</p>
<p>Pare de resingar, você não é mais criança: cinco garfadas de um sabor que você não curte não são o fim do mundo e nem irão te matar (ao contrário do que você acreditava aos cinco anos de idade).</p>
<p>Comeu? Continua achando ruim? Ok. Espere uma semana e <em>faça outro prato</em> com esse alimento. É. Outro. Coma mais cinco colheradas.</p>
<p>Se depois disso você nunca mais quiser comer aquilo, está feito. Nunca mais coma. Você realmente não gosta.</p>
<p>Meu ponto não é transformar você numa pessoa melhor, ou desafiar suas convicções, ou te deixar mais saudável, ou que seja. Não sou seu pai e não estou tentando te convencer a comer vegetais pra crescer forte que nem o Popeye. Aliás, o alimento não precisa ser um vegetal, pode ser qualquer coisa que você decidiu não gostar alguma hora.</p>
<p>Meu ponto é: você pode estar passando pela vida perdendo uma coisa que você <em>na verdade gosta</em> e não sabe disso! E não sei você, eu acho que viver é melhor quando a gente come coisas que gosta.</p>
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		<title>Feeds completos e leitores influentes</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 12:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniduc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A maioria das pessoas nem sabe o que é RSS feed, que vamos concordar, é um nome medonho pra uma coisa legal. Provavelmente, se você está lendo isto, você sabe (a maioria dos meus leitores do Dude&#8217;s Talk usa RSS): é um jeito de acompanhar conteúdo novo na Internet. O blog postou, tem uma foto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria das pessoas nem sabe o que é RSS feed, que vamos concordar, é um nome medonho pra uma coisa legal. Provavelmente, se você está lendo isto, você sabe (a maioria dos meus leitores do Dude&#8217;s Talk usa RSS): é um jeito de acompanhar conteúdo novo na Internet. O blog postou, tem uma foto nova no Flickr, saiu notícia quentinha na UOL? O feed te avisa, você não tem que sair caçando as coisas.</p>
<p>Mas tem uma certa controvérsia sobre como distribuir seu feed. Tem aqueles que são partidários de mandar apenas um resumo, ou excerto do conteúdo, com um link pro local original, onde você irá ter o artigo completo. E tem quem opte por mandar todo o conteúdo via RSS, permitindo que a pessoa leia sem ir ao site original.</p>
<p>Quem prefere o feed parcial, alega que se a pessoa fica no feed, não gera page views nem vê anúncios, e portando não está &#8220;pagando&#8221; o conteúdo gerado. Seriam &#8220;freeloaders&#8221;, caronistas que não entram na vaquinha. Quer acessar meu conteúdo? Vá até o meu site. Muita gente grande adota esta postura &#8211; UOL, por exemplo. Veja os anúncios, gere pageloads pras minhas estatísticas, me dê algo em troca do conteúdo que eu produzo.</p>
<p>Embora eu reconheça que é um argumento válido, discordo dele e prefiro distribuir o feed completo em todos os blogues que produzo. Leitores via feed são leitores fieis. São os caras que querem acompanhar tudo o que você faz. Esses leitores são a chave pro que você produz ser distribuido. Eles gostaram o suficiente do seu produto a ponto de querer acompanhar sempre. Portanto, são os mais inclinados a divulgar o seu conteúdo, comentando com amigos, tuitando, linkando. E aí, em vez de você facilitar isso, você manda pra justamente esses caras <em>menos</em> conteúdo do que recebe um paraquedista do Google que chegou no seu blog, olhou e foi-se embora para nunca mais voltar? Não faz muito sentido pra mim. Eu quero é que meus leitores mais fieis recebam <em>mais</em> conteúdo ainda, que se sintam especiais e importantes. Quero facilitar ao máximo eles redistribuirem o que produzo para que gerem ainda mais leitores fieis.</p>
<p>Meu objetivo no Ducs em Amsterdam é transformar cada leitor paraquedista num leitor fiel. Eu quero que o cara goste o suficiente para voltar e voltar. Cada assinante de feed é uma vitória neste meu objetivo. E eu quero não só facilitar, mas ativamente recompensar quem gosta o suficiente pra ficar sempre. Tirar conteúdo destes caras para forçá-los a ir ao seu site me parece um contra-senso. Você está usando o fato de um cara gostar de te acompanhar para forçá-lo a fazer algo: ir ao seu site. Oras, ele que vá quando quiser, se quiser. Page views são legais, mas só porque indicam que estou sendo lido. Ser lido é a chave. Se alguém prefere me ler no feed, em vez de atrapalhar isso forçando-o a sair da comodidade de seu agregador de feeds, eu vou é ajudá-lo a me ler!</p>
<p>O debate continua na Internet, mas escolhi meu lado. Se escolhi certo, tempo vai dizer. Agora, compartilhem isso nos seus Google Readers <img src='http://blog.daniduc.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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