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  <title>Daniel Santos</title>
  <updated>2026-06-09T20:57:50.581286+00:00</updated>
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  <subtitle>Hi there!&#13;
&#13;
&lt;img src="https://bear-images.sfo2.cdn.digitaloceanspaces.com/danielsantos/img_6268.webp" class="avatar" /&gt;My name is Daniel Santos. I was born ...</subtitle>
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    <title>A produtividade do retorno ao escritório</title>
    <updated>2025-07-11T15:03:57.222110+00:00</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;No episódio "&lt;a href='https://www.oaktreecapital.com/insights/memo-podcast/the-winds-of-change'&gt;The Winds of Change&lt;/a&gt;" do podcast "&lt;a href='https://www.art19.com/shows/the-memo-by-howard-marks'&gt;The Memo by Howard Marks&lt;/a&gt;", o fundador da Oaktree Capital Management &lt;a href='https://www.oaktreecapital.com/docs/default-source/memos/thewindsofchange.pdf'&gt;declara&lt;/a&gt; que a pandemia tornou o ato de &lt;em&gt;trabalhar remotamente&lt;/em&gt; uma coisa comum, e a exigência de estar no escritório cinco dias por semana algo que não é mais, necessariamente, um &lt;em&gt;padrão&lt;/em&gt;. É o tal do "&lt;em&gt;novo normal&lt;/em&gt;".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A discussão sobre o "&lt;em&gt;novo normal&lt;/em&gt;", por sinal, se tornou um tema polarizado: tem gente que defende um trabalho 100% remoto, tem gente que defende um retorno 100% ao presencial, e aqueles que advogam uma combinação entre ambos, com alguns dias no escritório, e outros em casa. As empresas que defendem chamar seus empregados de volta às baias de suas salas com ar condicionado citam ― 10 entre 10 delas ― que voltar ao escritório &lt;strong&gt;aumenta a produtividade&lt;/strong&gt;. Mas o que dizer quando as pessoas que, assim como eu, experimentaram a possibilidade de trabalhar remotamente, também dizem que trabalhar remotamente &lt;strong&gt;aumentou a produtividade&lt;/strong&gt; delas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sua experiência pode variar, é claro, mas, para mim, trabalhar remotamente significa ter mais oportunidade de me concentrar, sem as corriqueiras interrupções para atender às pessoas que param do lado da sua mesa ― e que te fazem perder a concentração ― ou ao telefone, ou ao colega do lado que puxa uma conversa sobre algo aleatório. Como meu trabalho é &lt;em&gt;mais cerebral&lt;/em&gt;, me concentrar é importante, &lt;strong&gt;e me concentrando me torno mais produtivo&lt;/strong&gt;. Se eu levar em conta o advento de tecnologias como a inteligência artificial, então, o tempo gasto com tarefas braçais tende a diminuir consideravelmente, o que melhora ainda mais a minha produtividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ora, posso fazer mais em menos tempo.&lt;/strong&gt; E se posso terminar algo na metade do tempo ao me concentrar, eu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;ganho tempo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. E é aí que está o cerne da questão: tanto quanto você ou eu, as empresas também estão de olho no ganho de tempo, porque o tempo que foi &lt;em&gt;economizado&lt;/em&gt; pode virar &lt;strong&gt;mais trabalho&lt;/strong&gt;. E mais trabalho, para a empresa, &lt;strong&gt;é justamente mais produtividade&lt;/strong&gt;, de forma que quando um executivo declara que trabalhar remotamente "&lt;em&gt;reduz a produtividade&lt;/em&gt;", está querendo dizer que não existe um esperado ― e desejado ― crescimento da produtividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://bear-images.sfo2.cdn.digitaloceanspaces.com/danielsantos-home/back-to-office.webp" alt="Back-to-Office" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas quando você trabalha 8 horas por dia presencialmente e produz um determinado resultado, e em casa produz o mesmo resultado em apenas 4 horas, a empresa "&lt;em&gt;perdeu&lt;/em&gt;" 4 horas de produção. Levando em conta nosso sistema produtivo, isso é inaceitável: ele não foi criado para nos dar tempo livre quando ficamos mais eficientes, mas sim para &lt;em&gt;extrair o máximo&lt;/em&gt; dessa eficiência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como somos contratados da empresa, nosso tempo não é nosso, e sim, da empresa.&lt;/strong&gt; O que transforma voltar ao escritório em uma questão de controle sobre os ganhos de nossa produtividade, mesmo que essas 4 horas "&lt;em&gt;economizadas&lt;/em&gt;" se transformem em mais reuniões que podiam ter sido um e-mail, ou em interrupções desnecessárias. A empresa precisa dar um jeito de capturar cada minuto de ganho de nossa produtividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;↻ This page was last edited 10 months, 4 weeks ago&lt;/p&gt;
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    <published>2025-07-11T14:17:00+00:00</published>
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    <id>https://danielsantos.org/o-inferno-sao-os-outros/</id>
    <title>O inferno são os outros</title>
    <updated>2024-12-23T10:50:12.679148+00:00</updated>
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      <name>danielsantos-home</name>
      <email>hidden</email>
    </author>
    <content type="html">&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;“O inferno são os outros”&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Jean-Paul Sartre, em sua peça “Entre quatro paredes”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Esta é uma frase que já vi sendo muito usada, por muitas pessoas. E eu também já a usei com muitas pessoas. Mas a questão que sempre me ocorre é, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;será que estou usando a frase corretamente?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para me ajudar a esclarecer este ponto, resolvi reunir algumas referências para consultas pelo meu &lt;em&gt;eu futuro&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h3 id=sobre-a-peca&gt;Sobre a peça&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;A peça [1], escrita por Sartre em 1945, envolve 3 personagens, que discutem como foram parar no inferno — que, diferente do que pode se pensar, não tem fogueiras escaldantes, nem calor infernal, e é, sim, uma sala decorada ao estilo do Segundo Império Francês, em que todos estão condenados a passar a eternidade, se encarando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Joseph Garcin&lt;/strong&gt;, jornalista que vivia em um quartel no Rio, e que morreu após se recusar a lutar em uma guerra sem nome. Sua covardia e insensibilidade fizeram com que sua jovem esposa morresse &lt;em&gt;de tristeza&lt;/em&gt; após sua execução; &lt;strong&gt;Inèz Serrano&lt;/strong&gt;, lésbica e funcionária dos correios, virou uma esposa contra seu marido, distorcendo a percepção da esposa sobre seu esposo. levando à subsequente morte do homem, que também é seu primo; e &lt;strong&gt;Estelle Rigault&lt;/strong&gt;, mulher da alta sociedade, que se casou com um homem mais velho por dinheiro e teve um caso com um homem mais jovem. Para ela, o caso é apenas uma aventura insignificante, mas seu amante se apega emocionalmente a ela e ela lhe dá um filho. Ela afoga a criança jogando-a da sacada de um hotel no mar, o que leva seu amante a cometer suicídio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na peça, faz-se um grande alarido sobre o fato de que há duas coisas faltando no Inferno: &lt;strong&gt;pálpebras&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;espelhos&lt;/strong&gt;. Bem, a conexão é bem direta — &lt;strong&gt;a única maneira de nos vermos no inferno é através dos olhos dos outros&lt;/strong&gt;. Nosso senso de nós mesmos é sempre já mediado pelo “olhar”.&lt;/p&gt;
&lt;h3 id=interpretacoes&gt;Interpretações&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;No vídeo “&lt;a href='https://www.youtube.com/watch?v=JzYPUP6LR5Y&amp;t=140s'&gt;Hell is Quoting Other People&lt;/a&gt;”, Mike Rugnetta, do &lt;a href='https://www.youtube.com/@pbsideachannel'&gt;Idea Channel da PBS&lt;/a&gt;, faz uma ótima explicação, da qual conclui que &lt;strong&gt;o inferno são os outros porque estamos eternamente sujeitos às impressões que os outros têm de nós&lt;/strong&gt;; ao que acrescento que cabe a nós mesmos fazer algo para mudar tais impressões, caso discordemos delas — &lt;em&gt;e isso enquanto é tempo, enquanto estamos vivos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da &lt;a href='https://super.abril.com.br/ideias/o-inferno-sao-os-outros-sartre'&gt;revista Super Interessante&lt;/a&gt;, com destaque em negrito acrescentado por mim:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Segundo o filósofo, antes de tomar qualquer decisão, não somos nada. Vamos nos moldando a partir das nossas escolhas. Toda essa liberdade resulta em muita angústia. Essa angústia é ainda maior quando percebemos que nossas ações são um espelho para a sociedade. &lt;strong&gt;Estamos constantemente pintando um quadro de como deveria ser a sociedade a partir das nossas ações.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Sarah Bakewell, autora de “&lt;em&gt;At The Existentialist Cafe&lt;/em&gt;” [2], explica muito bem a fala da peça em seu livro, de acordo com &lt;a href='https://www.reddit.com/r/askphilosophy/comments/gzflpn/comment/ftgnp48/?utm_source=share&amp;utm_medium=web3x&amp;utm_name=web3xcss&amp;utm_term=1&amp;utm_content=share_button'&gt;esta resposta&lt;/a&gt;, postada em &lt;a href='https://www.reddit.com/r/askphilosophy/comments/gzflpn/hell_is_other_people/'&gt;um thread do &lt;strong&gt;r/askphilosophy&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Eu traduzi livremente o trecho do livro incluído na resposta, para mim, a melhor referência que já encontrei até agora sobre o significado real da frase (aqui, novamente, os destaques em negrito são meus, adicionados após a tradução):&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Episódios de olhar competitivo recorrem ao longo da ficção e das biografias de Sartre, o que também ocorre em sua filosofia. Em seu jornalismo, ele se lembra do desagrado, após 1940, de sentir-se avaliado por olhares, como membro de um povo derrotado. Em 1944, ele escreveu uma peça completa sobre isso: &lt;em&gt;Huis clos&lt;/em&gt; [...]. Ela retrata três pessoas aprisionadas juntas em um quarto: um desertor militar acusado de covardia, uma lésbica cruel, e uma interesseira sedutora. Cada um deles olha com julgamento para pelo menos um dos outros, e cada um deles anseia escapar dos olhares impiedosos de seus companheiros. &lt;strong&gt;Mas eles não podem fazer isso, pois estão mortos e no inferno.&lt;/strong&gt; Como a última fala da peça, citação extremamente reproduzida e frequentemente mal-interpretada, nos diz: "&lt;strong&gt;O inferno são os outros.&lt;/strong&gt;" Sartre mais tarde explicou que ele não quis dizer que as outras pessoas são infernais de maneira geral. Ele quis dizer que &lt;strong&gt;depois de nossa morte, nos tornamos congelados frente à visão que os outros têm de nós, permanentemente incapazes de rechaçar **(ou contrapor) **suas interpretações&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Enquanto vivos, ainda podemos fazer algo a respeito da impressão que transmitimos&lt;/strong&gt;; na morte, esta liberdade se vai, e somos deixados enterrados nas memórias e percepções das outras pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Ao se utilizar da fala ”&lt;em&gt;o inferno são os outros&lt;/em&gt;”, a peça de Sartre considera que o outro, na verdade, é fundamental para o conhecimento de si mesmo: &lt;strong&gt;o ser humano precisa se relacionar com os outros para construir a sua identidade, e este processo nem sempre é tranqüilo e harmonioso.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href='https://www.youtube.com/watch?v=vn17KV3-jXo'&gt;Da música “&lt;em&gt;O inferno são os outros&lt;/em&gt;”&lt;/a&gt;, da banda Titãs, vem esta estrofe:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;O problema não é meu&lt;br /&gt;
O paraíso é para todos&lt;br /&gt;
O problema não sou eu&lt;br /&gt;
O inferno são os outros, o inferno são os outros&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;h3 id=notas&gt;Notas&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt; O título original da peça é “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Huis clos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”. Em inglês, recebeu o título “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;No Exit&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, de onde se extrai a frase “&lt;em&gt;Hell is other people&lt;/em&gt;”. “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Entre quatro paredes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, tradução brasileira, originou a frase “&lt;em&gt;O inferno são os outros”&lt;/em&gt;, que discuto nesta página.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[2]&lt;/strong&gt; Eu talvez venha a ler, futuramente, “&lt;a href='https://en.wikipedia.org/wiki/At_the_Existentialist_Caf%C3%A9'&gt;&lt;em&gt;At the Existentialist Café&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;”; trata-se de uma obra sobre filosofia e existencialismo, discutindo as vidas de nomes como Kierkegaard, Nietzsche, Dostoevsky e Kafka, e as filosofias de Heidegger, Husserl, Sartre, Beauvoir, Camus, Karl Jaspers e Merleau-Ponty; neste momento, ao menos, no entanto, me parece leitura pesada, para a qual não me sinto ainda preparado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;↻ This page was last edited 1 year, 5 months ago&lt;/p&gt;
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    <published>2024-12-23T01:37:00+00:00</published>
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    <title>Letramento digital</title>
    <updated>2024-12-22T13:35:04.920402+00:00</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Letramento digital&lt;/strong&gt;, ou &lt;em&gt;digital literacy&lt;/em&gt; se refere à capacidade de utilizar, entender e navegar de forma crítica e eficiente pelas tecnologias digitais. Dentro deste tema estão um conjunto de habilidades, conhecimentos e competências que permitem que os indivíduos façam proveito de dispositivos, aplicações e recursos de informação digitais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;À medida que a tecnologia continua a moldar diversos aspectos de nossas vidas pessoais e profissionais, o letramento digital capacita as pessoas a participarem plenamente da sociedade digital, acessar informações, se comunicar de forma eficiente e tomar decisões informadas em um mundo cada vez mais digitalizado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta capacidade envolve tanto habilidades técnicas quanto uma compreensão mais ampla de ferramentas digitais, além de seu impacto em vários aspectos da vida, incluindo comunicação, acesso à informação, resolução de problemas e tomada de decisão. O conceito vai além de letramento básico em computação, e inclui também a capacidade de avaliar, analisar e criar conteúdo digital.&lt;/p&gt;
&lt;h2 id=componentes-chave-do-letramento-digital&gt;Componentes-chave do letramento digital&lt;/h2&gt;&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Habilidades digitais:&lt;/strong&gt; são as habilidades práticas necessárias para utilizar efetivamente ferramentas digitais. Incluem habilidades como operar computadores e dispositivos móveis, navegar em aplicativos e sites, usar mecanismos de busca, gerenciar arquivos e pastas e utilizar ferramentas de produtividade, como processadores de texto e planilhas.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Letramento informacional:&lt;/strong&gt; o letramento digital envolve a capacidade de encontrar, avaliar e analisar criticamente informações obtidas de fontes digitais. Isso inclui avaliar a credibilidade e confiabilidade de informações online, entender direitos autorais e questões de propriedade intelectual e identificar viés e desinformação.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Comunicação e colaboração:&lt;/strong&gt; o letramento digital envolve o uso de plataformas e ferramentas digitais para comunicação, colaboração e &lt;em&gt;networking&lt;/em&gt;. Isso inclui habilidades como redigir e enviar e-mails, participar de discussões online, usar as mídias sociais de forma responsável e entender a etiqueta digital.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Segurança digital e privacidade:&lt;/strong&gt; o letramento digital inclui o conhecimento das práticas de segurança &lt;em&gt;online&lt;/em&gt; e a capacidade de proteger informações pessoais e dispositivos contra ameaças cibernéticas. Isso envolve entender conceitos como senhas, criptografia, &lt;em&gt;phishing&lt;/em&gt;, malware e a importância de atualizar regularmente o software e usar programas antivírus.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pensamento crítico e solução de problemas:&lt;/strong&gt; o letramento digital envolve a capacidade de pensar criticamente, resolver problemas e tomar decisões informadas usando ferramentas e recursos digitais. Isso inclui habilidades como realizar pesquisas online eficazes, solucionar problemas técnicos básicos e usar ferramentas digitais para criatividade e inovação.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;🛈 This page was last edited 1 year, 5 months ago&lt;/p&gt;
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    <published>2024-12-22T13:27:00+00:00</published>
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    <title>Os quatro degraus do aprendizado</title>
    <updated>2024-12-22T14:40:12.944971+00:00</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;Aprender uma coisa nova — qualquer coisa — é como subir uma escada que tem quatro degraus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No primeiro degrau, &lt;strong&gt;você não sabe o que você não sabe&lt;/strong&gt;. É no primeiro degrau que você olha aquele seu amigo que toca bateria bem pra caramba e pensa “&lt;em&gt;seria legal se eu tocasse que nem ele&lt;/em&gt;”, mas não faz ideia de que por detrás do “tocar bem” estão coisas como colocar o corpo na posição correta, posicionar a baqueta, saber quais são as partes da bateria, como fazer rudimentos, usar técnicas de pedal e fazer viradas... e provavelmente mais um monte de coisa que eu não sei (porque eu não sei tocar bateria).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meu filho, ao me ver dirigir, costuma dizer que “dirigir é fácil”, que é só ligar o carro, colocar o câmbio em D,  acelerar e virar o volante para um lado ou para o outro — mas ele mesmo não tem habilitação. Está no primeiro degrau da arte da direção. Antes de sair por ai pisando no acelerador e virando o volante, tem que saber regras, placas, componentes do carro, limites e responsabilidades. Mas ele não sabe disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No segundo degrau, &lt;strong&gt;você sabe o que você não sabe&lt;/strong&gt;. Se você define como objetivo aprender a tocar bateria, ou aprender a dirigir, se torna consciente que não possui as habilidades e conhecimentos necessários para fazer essas coisas. E é justamente a partir dessa “&lt;em&gt;consciência de não saber&lt;/em&gt;” que desperta a vontade de aprender e melhorar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nessa fase você vai buscar o conhecimento. Uma boa escola de música ou um professor particular que seja paciente podem ser bons pontos de partida pra aprender a tocar bateria. Se matricular na autoescola é o que se espera de alguém que esteja pensando em dirigir um carro sem fazer muita coisa errada no processo. Lembrando que seja na bateria, na direção ou em qualquer outra coisa que for aprender, apenas o conhecimento teórico não basta — afinal, onde já se viu alguém se tornar um &lt;em&gt;chef&lt;/em&gt; somente lendo livros de receita, não é mesmo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando chega ao terceiro degrau, &lt;strong&gt;você sabe que você sabe&lt;/strong&gt;. Depois de muita prática com a bateria ou sentado atrás do volante do carro dirigindo por aí, você finalmente desenvolveu a habilidade e o conhecimento necessários para ser, reconhecidamente, um baterista (ou um motorista).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só que tem uma pequena questão. Neste degrau, apesar de ser um baterista ou motorista plenamente ciente e capaz do que consegue fazer, você ainda precisa se concentrar plena e exclusivamente na tarefa que está executando (e aplicar esforço conscientemente à mesma, para evitar erros).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É como se fosse um baterista que, antes de cada rudimento ou pressão na pedaleira, precisasse revisar mentalmente o movimento, o tom ou a duração do que vem a seguir. Ou como um motorista que fica prestando atenção a cada som do motor antes de trocar a marcha, e enquanto faz isso tem 100% do seu foco direcionado pra isso. É a fase de praticar, praticar e praticar, deliberadamente, buscando a perfeição. Buscando o quarto degrau.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O quarto e último degrau é aquele em que &lt;strong&gt;você não sabe que você sabe&lt;/strong&gt;. Aqui você atinge uma espécie de &lt;em&gt;competência inconsciente&lt;/em&gt;, em que toca bateria muito bem, sem nem precisar pensar muito a respeito, ou dirige sem pensar que marcha está usando ou que movimentos de mãos e pés precisa fazer para acelerar, frear ou dar passagem a um pedestre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este último degrau é assim porque é nele que você atinge o domínio completo da habilidade, ou internaliza completamente o conhecimento — de tal forma que, aos olhos de um observador externo, tudo parece ser feito natural e automaticamente, e de forma muito espontânea.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;🛈 This page was last edited 1 year, 5 months ago&lt;/p&gt;
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    <published>2024-09-16T19:51:00+00:00</published>
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    <title>Tudo tem dois preços</title>
    <updated>2024-12-22T14:42:26.689104+00:00</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tudo que compramos tem dois preços.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existe o primeiro preço, o mais conhecido, que equivale ao &lt;strong&gt;dinheiro&lt;/strong&gt; que pagamos por aquilo que estamos comprando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E existe o segundo preço, o que se refere ao esforço e/ ou a iniciativa que precisamos ter para nos beneficiarmos com o &lt;em&gt;uso&lt;/em&gt; daquilo que compramos — e esse segundo preço pode ser maior do que o primeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há as horas que preciso dedicar a leitura de um novo livro que comprei, ou o tempo que preciso dedicar para ouvir as aulas do curso de idiomas que eu também comprei. Há o tempo que preciso dedicar indo à academia, e o esforço para me exercitar, se eu pago a mensalidade — talvez o pior e mais corriqueiro dos exemplos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque sem dedicação e sem esforço, eu pago apenas o primeiro preço, o financeiro, e não extraio valor da compra. &lt;strong&gt;Pagar somente o primeiro preço é jogar dinheiro pela janela&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando se trata de um livro que não se lê, ou de um curso online que se compra mas não se assiste, ao menos você pagou o primeiro preço apenas uma vez e talvez você consiga viver com isso, movendo sua compra para a coluna dos prejuízos pontuais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas e se o primeiro preço for recorrente, como no caso das academias, ou do curso de idiomas? Ou dos serviços de streaming? Pagar o primeiro preço sem pagar o segundo, nesse caso, é um desperdício pior ainda, porque é recorrente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com tanta facilidade e tanta oferta de produtos e serviços no mundo moderno, os preços — &lt;em&gt;os primeiros preços&lt;/em&gt; — são até mais baratos do que seriam antes. Mas essa enorme oferta que nos cerca pode provocar a sensação de que nunca temos tudo que queremos, que nunca temos poder aquisitivo — e dinheiro suficientes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, se há algo no seu dia-a-dia para o que você não está conseguindo pagar o &lt;em&gt;segundo preço&lt;/em&gt;, ou seja, não está conseguindo aproveitar ou usufruir como deveria, ao menos procure eliminar, se possível e aplicável, a redundância e recorrência do primeiro preço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;🛈 This page was last edited 1 year, 5 months ago&lt;/p&gt;
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    <published>2024-09-06T17:34:00+00:00</published>
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    <title>A regra dos três</title>
    <updated>2024-12-22T14:44:00.851427+00:00</updated>
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    <content type="html">&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nota:&lt;/strong&gt; Esta é uma tradução da nota &lt;a href='/the-rule-of-the-three/'&gt;The rule of the three&lt;/a&gt;, que eu escrevi,  originalmente em inglês, em 03/11/2023.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Vivemos em um mundo atualmente dominado por novos lançamentos, todos os dias, o tempo todo. Pra todo lugar que eu olhe há sempre um novo seriado, um novo filme, um novo livro — e, para mim, mais recentemente —, um novo anime ou um novo mangá. Todos eles são fantásticos, todos do tipo que você não gostaria de perder, porque... bom, apenas &lt;em&gt;porque sim&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É humanamente impossível conseguir acompanhar todo novo lançamento o tempo todo, então eu nem mesmo tento. Mas, para aquela mídia lançada que &lt;em&gt;de fato&lt;/em&gt; chama minha atenção, eu tento ser bastante seletivo. É por isso que eu criei um princípio pessoal, uma regra: eu a chamo de &lt;strong&gt;a regra dos três&lt;/strong&gt;. E, para ser claro, é uma prática que eu desenvolvi depois de tê-la visto (ou lido a respeito, ou ouvido a respeito, eu simplesmente não consigo me lembrar), ou uma versão muito próxima dela, então não estou solicitando reconhecimento pela originalidade, muito longe disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A regra é muito simples: eu pego um livro e &lt;strong&gt;leio os três primeiros capítulos dele&lt;/strong&gt;. Eu pego uma nova série e **assisto a três episódios dela
**. Depois disso, decido se aquilo &lt;em&gt;me fisgou&lt;/em&gt;, ou não. &lt;em&gt;Foi interessante, ou convincente, até o momento?&lt;/em&gt; Se eu respondo que sim, então faço um acordo comigo mesmo e continuo a ler a história toda, ou  assistindo à toda a temporada do seriado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com os filmes, é mais difícil aplicar a regra dos três, principalmente porque, com três minutos assistidos do enredo de um filme , normalmente não há garantia de se perceber muito, ou exatamente, sobre o que o enredo trata. Então eu posso duplicar, ou triplicar o tempo — até mesmo arredondar para 10 minutos completos dependendo das circunstâncias. Mas a ideia permanece: ter uma noção da ideia geral, o enredo como um todo e pesar isso versus o valor do meu tempo. Fácil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para ser honesto, eu posso também, ocasionalmente, ler um ou dois capítulos a mais de um livro, ou assistir alguns episódios a mais  — também pra ser capaz de pegar o fio da meada da história e seu valor potencial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acredite em mim quando eu te digo: minha regra dos três já está comigo há muitos anos agora, e ela me evitou ter que gastar — &lt;em&gt;desperdiçar&lt;/em&gt; — tempo precioso e limitado. Desta maneira eu pude gerenciar meu tempo e aproveitar o melhor conteúdo possível entre as infinitas possibilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;🛈 This page was last edited 1 year, 5 months ago&lt;/p&gt;
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    <published>2024-09-02T15:27:00+00:00</published>
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    <title>Saudade</title>
    <updated>2024-12-22T14:48:52.101494+00:00</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Saudade&lt;/strong&gt; is a Portuguese word that has no direct English translation, and no direct translation in any other languages, as long as I'm aware of it.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Anyway, &lt;em&gt;saudade&lt;/em&gt; is often described as a melancholic longing or nostalgia for something or someone that is absent. &lt;em&gt;Saudade&lt;/em&gt; carries a complex emotional weight, capturing a blend of sadness, yearning, and appreciation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;At its core, &lt;em&gt;saudade&lt;/em&gt; reflects a bittersweet sentiment — a wistful remembrance of past experiences, relationships, or moments that can hardly, or never, be fully recaptured. &lt;em&gt;Saudade&lt;/em&gt; is this feeling which encompasses a desire to reconnect with something that is now lost or unreachable, even if sometimes just temporarily, but, more often than not, for good, whether it be a person, a place, or a time.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The word is deeply rooted in Portuguese and Brazilian culture, where it is seen as a quintessential part of the national psyche. &lt;em&gt;Saudade&lt;/em&gt; can evoke feelings of loss, but also a profound sense of gratitude and reverence for the memories and experiences that have shaped one's life.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Unlike mere nostalgia, saudade often carries an element of hope — a belief that the longed-for person or thing will return, or that the cherished memory will somehow be restored. This blend of melancholy and optimism is what gives saudade its unique and complex emotional resonance.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I'm glad I can feel &lt;em&gt;saudade&lt;/em&gt;. Currently the ones I miss the most, therefore are the objects of my &lt;em&gt;saudades&lt;/em&gt;, are my grandma, who left us in 2012; and my son, currently studying abroad, in Japan.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;🛈 This page was last edited 1 year, 5 months ago&lt;/p&gt;
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    <published>2024-06-09T04:02:00+00:00</published>
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    <title>Tsundoku</title>
    <updated>2024-12-22T14:46:26.523931+00:00</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tsundoku&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (kanji: 積ん読; hiragana: つんどく) is a Japanese term that refers to the act of acquiring books but letting them pile up unread. While the term originated in Japan, the concept of &lt;em&gt;tsundoku&lt;/em&gt; is not limited to Japanese culture.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;My particular interest for the word &lt;em&gt;tsundoku&lt;/em&gt; came about due to its common association with book lovers or avid readers (like myself), who have a tendency to collect books without finding the time or motivation to read them all (&lt;em&gt;again&lt;/em&gt;, like myself). Some people find comfort or satisfaction in having a collection of unread books, even if they haven't gotten around to reading them yet. It's seen as a reflection of one's interest in books and a desire to have them readily available for future reading.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;🛈 This page was last edited 1 year, 5 months ago&lt;/p&gt;
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    <published>2024-03-20T00:00:00+00:00</published>
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    <title>O que é ler um livro de não ficção</title>
    <updated>2024-12-22T14:47:27.092027+00:00</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;Para mim, ler um livro de não-ficção é completamente diferente de ler um livro de ficção. Considero como princípio que um livro de não-ficção foi lido quando eu obtive dele &lt;strong&gt;o máximo de valor possível&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;o máximo de entendimento possível&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto isso pode equivaler a fazer uma leitura completa da obra, do início ao fim, fazer isso normalmente consome um tempo precioso que nem sempre está disponível, mesmo que muitos livros valham o esforço. Assim, em termos de não-ficção, escolho a dedo os livros aos quais vou dedicar uma leitura completa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na maior parte dos casos, considero que li um livro de não-ficção quando, em meio à leitura, &lt;strong&gt;percebo que já aprendi ou entendi o que desejava&lt;/strong&gt;, mesmo que eu tenha lido apenas um ou dois capítulos; ou que &lt;strong&gt;já obtive algum tipo de crescimento pessoal&lt;/strong&gt;. Quando este é o caso, eu &lt;em&gt;pulo do trem da leitura&lt;/em&gt;, evitando assim me forçar a ler o livro até o final, o que me faria ler por alto, ler com desinteresse e me enganaria com relação a me fazer acreditar que eu de fato absorvi o restante do conteúdo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há ainda os livros que são para ser lidos várias vezes. As obras de referência, as obras de consulta. Para esses me dirijo sempre que necessário, sempre que uma dúvida aparece e requer confirmação. Então releio desde um conceito até um ou vários capítulos completos, saciando a questão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;🛈 This page was last edited 1 year, 5 months ago&lt;/p&gt;
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    <title>The rule of the three</title>
    <updated>2024-12-22T14:44:42.301706+00:00</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;We live in a world currently dominated by new media releases, everyday, all the time. Wherever I look there's always a new TV show, a new movie, a new book  — and for me, most recently —, a new anime or a new manga. All of them are great, all of them the kind you wouldn't like to miss, because... well, just because.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It is humanly impossible to keep up with everything newly released so I don't even try. But for those released media that &lt;em&gt;do&lt;/em&gt; call my attention, I try to be very selective. That's why I've come up with a personal principle, a rule: I call it &lt;strong&gt;the rule of the three&lt;/strong&gt;. And to be clear, that's a practice I've developed after having seen it (or read about it, or listened to it, I just can't recall it) or a close version of it, so I'm not claiming originality, far from it.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The rule is very simple: I take a book, and &lt;strong&gt;read three chapters into it&lt;/strong&gt;. I take a TV show and &lt;strong&gt;watch three episodes of it&lt;/strong&gt;. After that, I decide whether I'm hooked or not. &lt;em&gt;Has it been interesting or compelling so far?&lt;/em&gt; If I answer yes, then me and myself have a &lt;em&gt;deal&lt;/em&gt;, and I keep reading the whole story, or watching the whole TV show season.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;With movies, it's harder to apply the rule of the three, mostly because 3 minutes into a movie plot there usually isn't any guarantee so much will have been perceived about the plot. So I might double, or triple the time — even round it to &lt;em&gt;ten whole minutes&lt;/em&gt; depending on the circumstance. But the idea remains: have a feel of the general idea, the overall plot and weight the worthiness of my while. Easy.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;To be honest I may also occasionally read one or two additional chapters of a book or watch a couple more episodes — also to grab the story and its potential value.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Believe me when I tell you: my rule of the three has been with me for quite some years now, and it has spared me from spending — &lt;em&gt;wasting&lt;/em&gt; — precious, limited time. This way I could redirect my time and enjoy the best content possible among the endless possibilities.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;Last updated: 1 year, 5 months ago&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;🛈 This page was last edited 1 year, 5 months ago&lt;/p&gt;
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    <published>2023-11-03T03:00:00+00:00</published>
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