<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516</id><updated>2026-06-02T04:12:23.601-03:00</updated><category term="Gabriel Afonso Marchesi Lopes"/><title type='text'>DCE LIVRE</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>179</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-5652557610859262811</id><published>2016-01-22T04:27:00.001-02:00</published><updated>2016-01-22T04:27:04.232-02:00</updated><title type='text'>Bilionários não existem</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Régis Antônio Coimbra&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyFdx-dqBqz9j7mqPCtIkbsuak2fhS-M3KFAU4KC8ldNBHgQDgW7bgzKGmJ6T4_ctowJF0eMx0p4OOkAoL4r9Wge0YLT-3gp-J7TG0VYd_OWj8NSdao1_YDGtmLpBkr92aTpHmIoNV9pI/s1600/economia.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyFdx-dqBqz9j7mqPCtIkbsuak2fhS-M3KFAU4KC8ldNBHgQDgW7bgzKGmJ6T4_ctowJF0eMx0p4OOkAoL4r9Wge0YLT-3gp-J7TG0VYd_OWj8NSdao1_YDGtmLpBkr92aTpHmIoNV9pI/s320/economia.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sim, há bilionários, eu só precisava de um título curto e de impacto. O problema é que eles não têm bens que poderiam ou deveriam ser meus ou teus; eles tem poder que eu e tu concedemos a eles. São, nesse sentido, políticos cujo poder é definido por meio não do voto, mas das escolhas de consumo.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se há exploração, ela decorre de acertos estatais que impedem essas escolhas. Nesse sentido, há um novo absolutismo, calcado na união do poder de algumas empresas (automobilística, por exemplo) com o estado. O resto são escolhas... estúpidas, algumas, mas escolhas tão livres quanto podem ser as escolhas de pessoas vulgares (para não dizer burras).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Relatórios da Oxfam são mistificações entre veladas e francamente incompetentes. Ou pior: competentes junto ao público a que se destinam, de pessoas &quot;vulgares&quot;, ainda que espertinhas, algumas. A própria noção de desigualdade é um tanto misteriosa, embora o termo seja aparentemente autoexplicativo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De que desigualdade a Oxfam está falando? Qual desigualdade é relevante? Pouco importa se é mais ou menos assim, porque a desigualdade radical não está na ponta dos bilionários, mas dos miseráveis que, pior do que explorados, estão excluídos - não servem nem para ser explorados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os bilionários não consomem especialmente mais do que a classe alta. Isso é, o cara com poucos milhões ou o cara com muitos bilhões não tem uma vida especialmente diferente no aspecto do consumo, mas na questão do poder. Eles não têm casas, carros etc que poderiam ser muito melhor distribuídos Se tudo o que eles possuem fosse distribuído, isso provavelmente diminuiria radicalmente o valor... até porque ninguém mais poderia comprar e isso paradoxalmente levaria a uma radical deflação dos preços em questão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Experimento mental: uma casa de 10 milhões de dólares americanos valeria quanto se fosse para ser dividida por quarenta famílias dessas que moram em imóveis de um milhão de reais? E se for por 80 famílias dessas que moram em imóveis de 500 mil reais? Penso que o valor de uma tal casa não poderia se sustentar nesse contexto e, tanto pior, rapidamente seria fisicamente, como se houvessem abandonado o imóvel. Nesse sentido, a concentração gera grande parte do valor que supostamente usurpa na concepção de alguns.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
McCain não sabia quantas casas tinha. Pensou que fossem umas quatro, depois concluiu, com assessores, que eram oito (pelas quais pagava tributos). E o cara sequer é bilionário, é um mero milionário, em grande medida por conta da fortuna da esposa. Pela perspectiva da Oxfam, um bilionário endividado pode ser mais pobre que McCain, que eu ou do tal camponês indiano sem dívidas (até por não ter crédito)... o que é uma análise absurda.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por outro lado, o tal graduado de Harvard, endividado, de fato tem apenas a força de seu trabalho, diferenciado em todo caso. Dizer que ele é pobre é forçar a barra para dizer que ele não é um capitetalista (por mais arrivista e mercenário que seja), mas um trabalhador (fundindo aqui o trabalhador já não mais proletário com o pequeno burguês das análises marxistas). Ele é pobre porque não tem patrimônio positivo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Fico imaginando a situação do herdeiro de classe média que renuncia à herança cuja resultante (somando dívidas e bens) é zero ou menor do que zero e do herdeiro de milionário ou de bilionário semelhante. As situações são completamente diferentes porque o patrimônio de &quot;pobre&quot; é principalmente de uso, salvo se for um mercadinho... Já o patrimônio de rico é gerador de renda, e essa é a distinção entre a &quot;classe possuinte&quot; (Marx se refere assim aos burgueses, por vezes) e a dos &quot;trabalhadores&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas a fronteira entre os possuintes e os trabalhadores não é tão clara quanto pode parecer. O tal formado em Harvard tem um patrimônio que inclusive pode ser com alguma precisão estimado por um banco, ao lhe conceder um empréstimo. Como uma empresa, ele pode ser avaliado pelo seu potencial de gerar riqueza. Essa cotação é variável, aliás: ao se graduar tem um tamanho; com algum sucesso profissional pode aumentar e muito; com um fracasso pode diminuir.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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E de modo muito diverso, um assalariado que contribui para um plano de previdência privado (calcado em capitalização) ou fechado é um tipo de capitalista. O sujeito pode se considerar endividado mas é um poupador ou mesmo investidor (indireto e, pior, sem nem o saber). Uma situação ambígua é a do &quot;contribuinte&quot; (forçado) da previdência estatal geral, que é um credor do estado. Ele também é um poupador, embora o patrimônio do estado possa ser, também, negativo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Aliás, por essa falácia da metodologia da Oxfam estados nacionais riquíssimos, por um cálculo obviamente mal feito, também são pobres ou devedores. E, daí, volto à imagem: supondo que se tratasse de um reino absolutista, o herdeiro recusaria a herança por ser &quot;negativa&quot;? É claro que se teria de calcular o patrimônio físico do estado e, nisso, o tanto de potenciar de gerar renda... incluindo ironicamente, o povo como parte do patrimônio - os tais recursos humanos, mas num sentido patrimonial forte que torna os súditos literalmente propriedade, o que ironicamente parece ser o entendimento de estados socialistas, que impedem ou tentam impedir cidadãos &quot;valiosos&quot; de os abandonar, notadamente depois de todo o investimento feito neles pelo estado.&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bilionários, então, são como nobres que não tem mais terras nem mesmo bens de produção. O que bilionários tem são as preferências consumidores, preferências duramente disputadas a cada dia. E os consumidores mais valiosos não são outros bilionários, que consomem relativamente pouco (claro que há um mercado específico para isso, mas é irrelevante em comparação com a quantidade de riqueza do mundo). Os consumidores mais valiosos estão no povão, nos Homer Simpson da vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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*RÉGIS ANTÔNIO COIMBRA é Filósofo e Advogado pela UFRGS. Especialista em Direito e Economia, e Acadêmico da Licenciatura em Dança. Foi Professor na UFRGS no Departamento de Direito Privado e Processo Civil, ministrando aulas na disciplina de Instituições de Direito e, atualmente, é Professor no Colégio Tiradentes da Brigada Militar, ministrando aulas de sociologia. É 1º Vice-Presidente do Movimento Estudantil Liberdade.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/5652557610859262811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2016/01/bilionarios-nao-existem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/5652557610859262811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/5652557610859262811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2016/01/bilionarios-nao-existem.html' title='Bilionários não existem'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjyFdx-dqBqz9j7mqPCtIkbsuak2fhS-M3KFAU4KC8ldNBHgQDgW7bgzKGmJ6T4_ctowJF0eMx0p4OOkAoL4r9Wge0YLT-3gp-J7TG0VYd_OWj8NSdao1_YDGtmLpBkr92aTpHmIoNV9pI/s72-c/economia.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-186527933304435826</id><published>2015-11-27T18:08:00.001-02:00</published><updated>2015-11-27T18:23:31.858-02:00</updated><title type='text'>Análise Política das Eleições de 2015 para o DCE da UFRGS</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEix6C_PZLqc9zt4NIMxOPDZ32DjyTrwyNs91E1BHkPBa-gZ2VesUdeaexphsQhmm866CaJwjGS9xpBz0Ht3IQH6N7GZe3nMtWeuZDaip5Yhq6tfFmYgxsEjp8zaB658W3Rr1QJxfNEkC-E/s1600/batmanreturnsthepenguin.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;176&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEix6C_PZLqc9zt4NIMxOPDZ32DjyTrwyNs91E1BHkPBa-gZ2VesUdeaexphsQhmm866CaJwjGS9xpBz0Ht3IQH6N7GZe3nMtWeuZDaip5Yhq6tfFmYgxsEjp8zaB658W3Rr1QJxfNEkC-E/s320/batmanreturnsthepenguin.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 12.8px; text-align: center;&quot;&gt;Quem é mais louco, o louco ou quem o segue?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ocorreram nos dias 24, 25 e 26 de novembro as eleições para o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DCE/UFRGS). Com uma participação baixíssima, representada pelo quórum de apenas 15,69% dos estudantes, estas eleições mostram, sobretudo, o afastamento dos estudantes de sua entidade máxima representativa, grande parte devido ao distanciamento do DCE dos reais interesses dos estudantes e, também, em razão da baixa qualificação dos candidatos, que neste ano se resumiram basicamente à politiqueiros e “estudantes profissionais”, que são sabidamente repudiados pela maioria do estudantado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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O grupo vencedor foi aquele representado pela Chapa 5 – “Lado a lado somos muito mais”, que era composto principalmente pelos integrantes da atual gestão do DCE da UFRGS, que possui estreitos laços com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e dentro da universidade se articula através do coletivo Juntos. Os votos, todavia, se mantiveram dentro da margem dos anos anteriores, contabilizando 1705 votantes e reforçando a existência de um público fiel desta chapa. Assim, quem quer que deseje superar este grupo já deve traçar suas estratégias visando angariar mais votos que estes representados por essa massa fixa, análise que faltou para o segundo colocado no pleito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Na outra ponta, representando os grupos ideologicamente alinhados com a direita e com os liberais da UFRGS, tivemos a Chapa 4 – Novo DCE, que incorreu em erros crassos e, por isso, teve uma das mais baixas votações da história da direita na UFRGS, obtendo meros 1405 votos. Para começar, a chapa foi presidida por um indivíduo pouco expressivo, sem carisma e mal articulado, escolhido mais por critérios políticos, a fim de agradar o partido que estava financiando a chapa, do que por critérios estratégicos. Ainda, também contou com uma assessora de um deputado como Vice-Presidente e, pasme-se, com um vereador na nominata. Basicamente, uma fórmula pronta para se perder as eleições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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A votação para a diretoria executiva do DCE da UFRGS é de participação facultativa, o que faz com que os estudantes somente participem se sentirem-se estimulados a participar. Nos grupos de esquerda, esta motivação é ideológica. O fervor doutrinário faz com que os alunos se dirijam para as urnas com o intuito de manter na direção da entidade aquilo que corresponde à sua visão de mundo, mesmo que esta não tenha nenhum tipo de relação com a Academia. Contudo, quando se trata de estudantes com uma visão liberal-conservadora, a ponderação em relação à participação se dá sob outro foco, qual seja: o quão determinado grupo pode ser útil, em termos práticos, para o bem estar do votante dentro da sala de aula. Pesa nesta ponderação uma medida de relatividade que avalia o quanto a gestão pode colaborar com o aluno em detrimento dos próprios interesses pessoais dos gestores. Desta forma, por mais que uma chapa tenha boas propostas, se ela passar uma impressão de que pode trabalha mais nos interesses pessoais dos gestores do que na efetiva implementação do proposto, o aluno com visão liberal-conservadora deixará de votar. Foi exatamente o esquecimento deste fator o pecado capital que aniquilou a Chapa 4.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
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Em primeiro lugar, o aluno escolhido para presidir a Chapa 4 foi um indivíduo que não passava confiança aos estudantes. Bastava poucos minutos de conversa para se ter a impressão de que ele era uma pessoa extremamente maleável e manipulável, isto é, alguém que não teria pulso firme suficiente para defender os interesses dos estudantes, sobretudo quando estes se chocassem com os interesses do partido que capitaneava a Chapa 4, no que entramos na questão do segundo ponto fraco da Chapa 4, que foi justamente a vinculação aos partidos políticos. Ao se colocar na nominata uma assessora de um deputado e um vereador, se passa a impressão de que a chapa buscará primeiramente atender as demandas e os interesses destes políticos, para só depois, se sobrar tempo, atender as demandas dos estudantes. Isto é um fator altamente desmotivador para o votante, pois passa a impressão de que, ao se dirigir às urnas, ele não estará votando em alguém que irá defender seus interesses, mas sim em indivíduos que irão defender interesses estranhos, externos, enfim, partidários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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O fato é que a articulação da Chapa 4 foi feita por um indivíduo que assumidamente possui problemas mentais graves e, muito embora não tenha participado da nominata, foi quem de fato controlou toda a campanha e conseguiu somente obter o maior desastre eleitoral para a direita da UFRGS nos últimos anos. Com exceção de 2010, que aliás foi quando este indivíduo começou a participar mais ativamente do Movimento Estudantil da UFRGS, nunca uma chapa ideologicamente alinhada com a visão liberal-conservadora teve um desempenho tão ruim. Para além das estratégias furadas, outro fator preponderante para o enfraquecimento deste grupo é justamente os rachas internos, oriundos de picuinhas que possuem sempre um denominador comum, que é este indivíduo. Foi assim no racha de 2010, quando foram lançadas duas chapas DCE Livre, foi assim em 2011, quando este indivíduo rachou a direita em dois grupos, que juntos fizeram mais votos que a esquerda, mas que separados perderam as eleições, foi assim em 2012, quando a disputa de egos fez com que seus seguidores sequer conseguissem lançar uma chapa, foi assim em 2014, quando este indivíduo causou tantos rachas e brigas dentro da gestão “DCE de Verdade”, que esta sequer conseguiu se reeleger, e foi assim neste ano, quando diversos estudantes simplesmente abandonaram o grupo alinhado com a direita, por não aturarem mais este louco, no que por vezes é fundamental questionar: quem é mais louco, o próprio louco ou quem o segue?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Enfim, teremos mais um ano com a esquerda à frente do DCE da UFRGS e, infelizmente, atingimos um patamar, onde existem tantos rachas e tantas brigas entre os indivíduos de visão liberal-conservadora, que inexiste perspectiva de curto (ou até de longo) prazo para superar tamanho dano. As escolhas ruins, mais do que o empenho da esquerda, foram o que causou a derrota da direita e dos liberais nestas eleições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é Cientista Atuarial pela Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e Estatístico pelo Instituto de Matemática da UFRGS. Possui Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo NECON/UFRGS. Foi Conselheiro no Colegiado do Departamento de Estatística, na Comissão de Graduação em Estatística e no Conselho do Instituto de Matemática da UFRGS. Foi Professor junto ao Departamento de Estatística da UFRGS nas disciplinas de Estatística Geral e de Probabilidade e Estatística. É fundador do Movimento Estudantil Liberdade e atualmente preside o grupo DCE Livre – Movimento Estudantil Liberdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/186527933304435826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/11/analise-politica-das-eleicoes-de-2015.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/186527933304435826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/186527933304435826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/11/analise-politica-das-eleicoes-de-2015.html' title='Análise Política das Eleições de 2015 para o DCE da UFRGS'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEix6C_PZLqc9zt4NIMxOPDZ32DjyTrwyNs91E1BHkPBa-gZ2VesUdeaexphsQhmm866CaJwjGS9xpBz0Ht3IQH6N7GZe3nMtWeuZDaip5Yhq6tfFmYgxsEjp8zaB658W3Rr1QJxfNEkC-E/s72-c/batmanreturnsthepenguin.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-1497851149212990274</id><published>2015-10-15T20:33:00.002-03:00</published><updated>2015-10-15T20:33:20.553-03:00</updated><title type='text'>Nota de pesar pelo falecimento do Cel. Ustra</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUd2KG-gwRckn5TAV7RaE5TU99VumDmCb3gZKkrjoScOY65V_14udC4T4fJPXkCCSDkf3uV4FV65NaZBj2AYwlvcIKwXRrhRZhl28ANRCVuaJfIiRnzFR3ypgfaNaENKPdLLLTSKEHB1c/s1600/coronel-ustra-e-acusado-de-torturar-casal-em-sao-paulo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUd2KG-gwRckn5TAV7RaE5TU99VumDmCb3gZKkrjoScOY65V_14udC4T4fJPXkCCSDkf3uV4FV65NaZBj2AYwlvcIKwXRrhRZhl28ANRCVuaJfIiRnzFR3ypgfaNaENKPdLLLTSKEHB1c/s320/coronel-ustra-e-acusado-de-torturar-casal-em-sao-paulo.jpg&quot; width=&quot;154&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Faleceu hoje, aos 83 anos, o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um lutador da liberdade. Sua vida foi marcada pela dedicação e trabalho em prol dos mais altos valores democráticos e pela mais completa resignação patriótica. Foi um humilde servo de nossa Nação, agindo sempre de forma ética e moral, com foco na ajuda ao próximo. O Coronel Ustra colocava a vida e o bem estar de seus semelhantes acima das próprias necessidades. Era um Anjo de Farda.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Suas ações salvaram milhares de vidas. Foi um pacificador que muitas vezes se colocou frente a frente com o perigo para garantir a segurança das pessoas. Arriscava a própria vida para que indivíduos, a maioria que ele sequer conhecia, pudessem dormir tranquilos em suas casas e transitar livremente pelas ruas. Um herói sem vaidade, que dispensava honrarias e se satisfazia apenas com o sorriso daqueles a quem protegia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ao fim da vida, sofreu as mais escabrosas perseguições por parte daqueles que outrora combatera. Teve a intimidade e a privacidade devassadas. A extrema-esquerda chegou ao poder em nosso país sedenta por revanchismo. Criou as ditas “Comissões da Verdade”, que de verdade não tinham nada, para humilhar e maltratar cidadãos que, como o Coronel Ustra, impediram que assaltantes de banco, assassinos, estupradores e terroristas transformassem nosso país naquilo que eles mesmos chamavam de “Ditadura do Proletariado”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjx7H2yh84-0VF6ctPT7hdh_t3_XaEW9mLpRH6fsfh2Cspd4JOVJ8kmoHyoOVD-sOWnMZbUbEMJa1Bq85lntxDugo5pfew00K1uYCMOL-gkldEFvNC2PfLnYhmKAVxpiq0TjysaMOF-MMc/s1600/85593_ext_arquivo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjx7H2yh84-0VF6ctPT7hdh_t3_XaEW9mLpRH6fsfh2Cspd4JOVJ8kmoHyoOVD-sOWnMZbUbEMJa1Bq85lntxDugo5pfew00K1uYCMOL-gkldEFvNC2PfLnYhmKAVxpiq0TjysaMOF-MMc/s1600/85593_ext_arquivo.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Indivíduos que no passado colocavam bombas em aeroportos, matavam agricultores nos chamados “justiçamentos”, sequestravam funcionários públicos, entre outras atrocidades agora queriam reescrever a história, distorcendo fatos e contando mentiras. Se aproveitavam do Coronel Ustra ter mais de 80 anos e não possuir a energia que possuía na juventude para torturá-lo. Para quem estava acostumado a espalhar o terror, maltratar velhinhos não era nada demais. O já idoso Ustra resistiu o quanto pode e hoje foi embora.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Deixamos aqui nosso pesar pela partida deste Grande Coronel e Patriota. Vá em paz Comandante Ustra e esteja certo que cumpriu sua missão na terra, pois muitos de nós não estaríamos vivos hoje se não fosse o seu trabalho e o fato de ter dado o seu sangue para que o sangue de muitos brasileiros não fosse derramado pelos agentes terroristas e sua “Ditadura do Proletariado” que tanto mal fez em outras partes do mundo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Movimento Estudantil Liberdade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/1497851149212990274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/10/nota-de-pesar-pelo-falecimento-do-cel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/1497851149212990274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/1497851149212990274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/10/nota-de-pesar-pelo-falecimento-do-cel.html' title='Nota de pesar pelo falecimento do Cel. Ustra'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUd2KG-gwRckn5TAV7RaE5TU99VumDmCb3gZKkrjoScOY65V_14udC4T4fJPXkCCSDkf3uV4FV65NaZBj2AYwlvcIKwXRrhRZhl28ANRCVuaJfIiRnzFR3ypgfaNaENKPdLLLTSKEHB1c/s72-c/coronel-ustra-e-acusado-de-torturar-casal-em-sao-paulo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-7307912779483692867</id><published>2015-08-28T15:19:00.002-03:00</published><updated>2015-08-28T15:19:21.906-03:00</updated><title type='text'>12 Mitos da educação brasileira</title><content type='html'>&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
Professor ganha pouco, universidade pública deve ser gratuita... O economista&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/gustavo-ioschpe-derruba-12-mitos-da-educacao-brasileira/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Gustavo Ioschpe&lt;/a&gt;&amp;nbsp;desconstrói versões predominantes sobre a realidade e os desafios do ensino nacional.&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgi_W-fuAv6Q-WigQtPKh0lf2Gs3gkxDgcWEp6mJMz1yalm7mRPUxKGV2OkgYugOegC08NUYDMwU7C6F6O7VjC_SFnPowBLFRtNbYztWaRkxTVTeNFrVOIzybBOmYCsk9eqCEV7B9Zgpso/s1600/IMAGEM_SAMUEL_5.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;235&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgi_W-fuAv6Q-WigQtPKh0lf2Gs3gkxDgcWEp6mJMz1yalm7mRPUxKGV2OkgYugOegC08NUYDMwU7C6F6O7VjC_SFnPowBLFRtNbYztWaRkxTVTeNFrVOIzybBOmYCsk9eqCEV7B9Zgpso/s320/IMAGEM_SAMUEL_5.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;MITO 1 - O Brasil investe pouco em educação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se um médico prescreve um remédio para uma doença e ele não surte efeito, a primeira opção é aumentar a dosagem. Se o problema persistir, provavelmente o médico tentará outro medicamento. Quando o assunto é educação, a lógica segue o caminho oposto: a solução para todos os problemas é sempre aumentar a dosagem do que se considera o único remédio, ou seja, o dinheiro. Os defensores desse tratamento desconsideram o fato de que repasses de verba cada vez maiores já foram anunciados por programas como Fundef e Fundeb sem melhorar a qualidade da educação. Apesar disso, o Plano Nacional de Educação, recém-sancionado pela presidente Dilma Rousseff, prevê que, até 2024, 10% do PIB brasileiro deve ir para o setor. Segundo a Unesco, países como Finlândia, China, Irlanda e Coreia do Sul, que apresentam os melhores índices educacionais do mundo, gastam até 5,7% do PIB com educação. Em contraponto, nações como Quênia, Namíbia, Armênia e Mongólia despendem entre 7% e 12,9% do PIB no setor: mesmo assim, não conseguiram solucionar o problema da baixa qualidade do ensino.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 2 - Os professores são mal remunerados&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No Brasil, o salário da maioria dos profissionais, como médicos, engenheiros, artistas e professores, é em média 3,5 vezes inferior ao pago a profissionais das mesmas categorias nos Estados Unidos. A diferença salarial é explicada pelo PIB per capita de cada país. O professor ganha pouco por ser brasileiro, não por ser professor. O argumento comum, porém, é de que se o Brasil quiser atingir o patamar educacional de países desenvolvidos, como os próprios Estados Unidos, deve pagar o mesmo a seus docentes. Isso desconsidera o fato de que quase 80% do gasto com educação aqui são destinados a pagar salários de professores e funcionários. Se pagarmos aos docentes brasileiros, em termos nominais, o mesmo que os americanos recebem, eles seriam a única categoria a atingir esse patamar salarial no Brasil. Os demais profissionais, contudo, continuariam a ganhar 3,5 vezes menos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 3 - Ganhando mais, os professores vão ensinar mais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não há, na literatura empírica nacional e internacional, provas de que salários mais altos influenciam a melhora na qualidade do ensino. Uma simples constatação disso é que os sucessivos aumentos no piso salarial dos docentes brasileiros até hoje não tiveram reflexos nos índices educacionais e também não solucionaram os problemas das greves, que continuam a acontecer todos os anos. O sistema educacional é perverso: se o professor faz mal o seu trabalho e ainda assim ganha mais, por que lutar para fazer um trabalho melhor que não trará mais ganhos?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 4 - As salas de aula têm alunos demais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Este é um dos mitos comumente relacionados à baixa qualidade do ensino e à necessidade de aumento salarial dos docentes. A relação, porém, não resiste à apuração de pesquisas empíricas. Elas mostram que, em salas com menos de 20 alunos, a turma aprende o mesmo que em uma sala mais cheia. O único fator que faz diferença real é o professor e sua capacidade de gerir uma sala de aula e transmitir conhecimentos para um grupo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 5 - Escola em tempo integral vai melhorar os índices educacionais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há evidências de que mais horas-aula melhoram o desempenho acadêmico. O problema é que a carga horária brasileira, que já não é alta, raramente é cumprida, e a maioria dos programas de ensino integral praticados no Brasil oferecem atividades não-acadêmicas, como música e esporte, no contraturno. Nesse modelo, o ensino em tempo integral é um desperdício. A primeira prioridade deveria ser usar o tempo de aula de modo eficiente, pois o Brasil é um dos países que mais desperdiça tempo com atrasos de professores e alunos, anúncios, chamada etc. Quando essa carga horária estiver bem ocupada, e quando os programas no contraturno forem de português, matemática e outras disciplinas, o desempenho dos alunos vai melhorar. Nesse caso, eu seria totalmente favorável à iniciativa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 6 - A tecnologia vai resolver o atraso escolar&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Praticamente toda a pesquisa sobre o assunto, não apenas no Brasil como no exterior, mostra que não há relação entre a presença de computadores na escola e aprendizado. Ainda assim, o Ministério da Educação decidiu em 2012 dar tablets aos professores, um custo de 150 milhões de reais. O fracasso atual das tecnologias em sala de aula não quer dizer que elas não possam dar resultados no futuro. A utilização de softwares específicos para aprendizado tem mostrado resultados positivos, principalmente em matemática. Mas o melhor software educacional disponível hoje é, disparado, o cérebro de um bom professor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 7 - A escola tem que formar cidadãos críticos e conscientes&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esse argumento reflete a ideologização do ensino, presente em todas as escolas brasileiras. Pesquisas do Inep (órgão ligado ao MEC responsável por pesquisas educacionais) com professores mostram que nove em cada dez docentes concordam com a afirmação de que ‘o professor deve desenvolver a consciência social e política das novas gerações’. Menos da metade, no entanto, acredita que ‘o professor deve evitar toda forma de militância e compromisso ideológico em sala de aula’. Essa percepção, além de alterar o conteúdo a ser ensinado, afeta a forma como ele chega aos alunos: por isso, trabalhos em grupo passaram a se sobrepor a exercícios individuais, notas e provas passaram a ser vistas com maus olhos e recompensar o mérito acadêmico é equivalente a premiar uma competitividade nefasta. É impossível, porém, medir se essa filosofia está efetivamente criando cidadãos críticos e conscientes ou apenas se sobrepondo ao ensino dos conteúdos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 8 - Rankings educacionais não levam em consideração a realidade das escolas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É verdade que os rankings educacionais não consideram fatores socioecômicos. O que se esconde por trás desse mito, contudo, é a ideia de que por causa disso eles não podem ser considerados bons termômetros para a educação, como apontam os críticos das avaliações externas nacionais e internacionais. Os rankings estão certos em não considerar esses fatores, porque eles devem medir o conteúdo que está sendo ensinado em uma determinada etapa de ensino, independente da localidade da escola. Se eles considerassem o fator social, esse serviria apenas de muleta para justificar o fato de que em regiões mais pobres os alunos aprendem menos e não há nada a ser feito. Com os rankings isentos dessas peculiaridades, é possível saber onde está o problema e minimizar fatores externos ao ensino dos conteúdos com uma política educacional específica. Onde há déficit econômico, é preciso haver superávit educacional.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 9 - Divulgar a nota do Ideb na porta das escolas estigmatizaria alunos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A divulgação das notas do Ideb (&lt;i&gt;Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que mede o fluxo escolar e o desempenho dos estudantes em avaliações nacionais&lt;/i&gt;) nas escolas é uma campanha que defendo há algum tempo. A medida já foi aplicada em Estados como Minas Gerais e Goiás e até o momento não foi constatado nenhum prejuízo psicológico aos alunos, nem nas escolas com as piores notas. Não há explicação lógica em pensar que uma criança seria humilhada por saber que estuda em uma instituição que não está oferecendo bom ensino. Pelo contrário: a divulgação dos dados educacionais deve servir para que as famílias cobrem melhorias e, ao mesmo tempo, para que as escolas tomem consciência de que precisam melhorar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 10 - Universidade pública deve ser gratuita&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A cobrança de mensalidade para alunos ricos foi uma das primeiras bandeiras que defendi. Quando fui aprovado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde estudei apenas três semanas antes de ir para os Estados Unidos, cheguei a procurar a reitoria para que eu pudesse colaborar com a instituição de alguma forma, pagando mensalidade ou fazendo doações. Minha família pagou pelo ensino básico e não via razões para eu estudar gratuitamente no ensino superior. A universidade negou minha tentativa veementemente. A prática funciona perfeitamente em outras nações, como Austrália, Estados Unidos e Chile, que recentemente anunciou a gratuidade a todos os alunos. Será um retrocesso em um sistema educacional que colocou o país entre os melhores do mundo. No Brasil, é fato conhecido por todos que os aprovados em instituições públicas vêm de grupos econômicos mais favorecidos e a maioria esmagadora dos alunos mais pobres acaba em faculdades privadas de baixa qualidade. A cobrança não prejudicaria o sistema de ensino e traria subsídios para financiar os estudos de quem precisa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 11 - A sociedade está engajada na melhoria da educação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É socialmente aceitável ter um discurso que mostra preocupação com a educação, mas a maioria das pessoas não se importa realmente. Uma pesquisa do Inep com pais de alunos mostrou que, em uma escala de satisfação de 0 a 10, sendo zero muito insatisfeito e 10 muito satisfeito, a nota média dada pelos pais às escolas de seus filhos foi 8,6. Se as famílias brasileiras apontam esse nível de satisfação com o ensino público, muito dificilmente elas vão protestar por melhorias. É preciso ponderar, contudo, que esses dados não revelam falta de interesse por parte das famílias. Em muitos casos, os pais que não têm instrumentalização para medir a qualidade da escola, pois sequer terminaram o ensino básico. Para um pai, é muito difícil conviver com a ideia de que o filho está com problemas na escola e que ele não pode ajudar. Se ele sabe que tem um problema, mas não consegue apontá-lo, acaba se baseando em critérios mais palpáveis, como o recebimento de uniforme, transporte e outros fatores que não estão ligados diretamente ao aprendizado dos estudantes. Para reverter esse quadro, é preciso voltar a um passo anterior: mostrar a ele a realidade do sistema. O engajamento vem depois da conscientização do problema.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;MITO 12 - O ensino brasileiro está melhorando na velocidade desejada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Governantes e até órgãos internacionais, como Unesco e OCDE, gostam de ressaltar o crescente esforço do Brasil para melhorar a educação no país. As melhorias, porém, são pífias se comparadas ao gastos no setor. O problema do acesso ao ensino pode ter sido praticamente sanado, mas a qualidade da oferta definitivamente não traduz o discurso feliz e eleitoreiro de muitos porta-vozes.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/7307912779483692867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/08/12-mitos-da-educacao-brasileira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/7307912779483692867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/7307912779483692867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/08/12-mitos-da-educacao-brasileira.html' title='12 Mitos da educação brasileira'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgi_W-fuAv6Q-WigQtPKh0lf2Gs3gkxDgcWEp6mJMz1yalm7mRPUxKGV2OkgYugOegC08NUYDMwU7C6F6O7VjC_SFnPowBLFRtNbYztWaRkxTVTeNFrVOIzybBOmYCsk9eqCEV7B9Zgpso/s72-c/IMAGEM_SAMUEL_5.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-5089685486903129500</id><published>2015-07-12T23:01:00.001-03:00</published><updated>2015-07-12T23:01:17.253-03:00</updated><title type='text'>Os garotos mais inteligentes do mundo: como Finlândia, Coreia e Polônia se destacam no PISA</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/educacao/os-garotos-mais-inteligentes-do-mundo-como-finlandia-coreia-e-polonia-se-destacam-no-pisa/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Rodrigo Constantino&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2_bRdfiREgzvGSTdjjQSySsfoFPE-UPi3HdyZO1NJYyat_uUc498lUPr7oPEUYkgTdRVDbQu6mMBg-MZ6BqqDmkL4VPhVtbyd2fic54sHGbsp7ChvTxi2VqY0u9-rPq8vwOgKaYdgW7w/s1600/51OKpowdWBL._SY344_BO1%252C204%252C203%252C200_.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2_bRdfiREgzvGSTdjjQSySsfoFPE-UPi3HdyZO1NJYyat_uUc498lUPr7oPEUYkgTdRVDbQu6mMBg-MZ6BqqDmkL4VPhVtbyd2fic54sHGbsp7ChvTxi2VqY0u9-rPq8vwOgKaYdgW7w/s320/51OKpowdWBL._SY344_BO1%252C204%252C203%252C200_.jpg&quot; width=&quot;212&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eis o mistério: por que alguns alunos aprendem tanto e outros tão pouco? No teste internacional do PISA, mede-se não apenas a capacidade de memorização (decoreba), mas também e principalmente a capacidade de raciocínio, e criatividade, de pensamento crítico. Por que alguns países se destacam nesses testes enquanto outros afundam na mediocridade?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com essa questão em mente, Amanda Ripley foi atrás de três alunos americanos que foram estudar, respectivamente, na Finlândia, na Coreia do Sul e na Polônia. Ela queria compreender o que esses países faziam de diferente dos Estados Unidos para se destacarem no PISA. Além dos três que ela acompanhou de perto, mais de 200 alunos foram entrevistados. O resultado é o livro The Smartest Kids in the World: And How They Got That Way, que explora as principais diferenças entre os modelos de ensino de cada um desses países.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O foco da autora é entender o relativo declínio americano, que já liderou o ensino no mundo, mas hoje precisa conviver com mais de 20 países à frente nos testes internacionais. O que o PISA expôs, logo de cara, é que não adianta jogar mais recursos públicos na educação, se o modelo for equivocado. Não era o gasto por aluno ou em relação ao PIB que realmente fazia a diferença no resultado final, algo que deveria ser lembrado quando populistas celebram, no Brasil, o gasto de 10% do PIB no setor imposto por novas leis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A importância da educação – da boa educação – no crescimento de longo prazo de uma nação é algo demonstrado por economistas com estudos estatísticos. A correlação com o PISA é enorme. O “detalhe” importante, porém, é qual educação, ou seja, se esses alunos estão realmente aprendendo coisas úteis e, acima de tudo, a pensar por conta própria, a raciocinar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O caso coreano chama a atenção pelo excesso de rigor e paranoia. É verdade que o país saiu da pobreza do Terceiro Mundo para o status de país desenvolvido em apenas uma geração, e muito disso se deve ao foco obsessivo na educação. Mas as críticas dos próprios coreanos são praticamente unânimes: o pêndulo exagerou para o outro lado, e as crianças não têm mais vida fora do ensino, pois tudo que importa para definir o futuro é conseguir entrar numa das três prestigiosas universidades existentes, o que ocorre com base em um único teste.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A Coreia, portanto, tornou-se como uma corrida de hamsters, com alunos dormindo em sala de aula e depois estudando até de madrugada, gastando a parca poupança dos pais para aulas particulares e criando até mesmo algo excêntrico como professores que são como estrelas do rock, tanto em termos de fama como de ganhos. A meritocracia, segundo a autora, foi levada ao extremo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas se ela fosse obrigada a escolher entre esse modelo, mesmo com seus exageros, e o americano, em que os pais se tornaram “cheerleaders”, sempre incentivando seus filhos em vez de cobrar resultado efetivo no aprendizado, ela diz que ficaria com o modelo coreano, no qual o pai atua mais como uma espécie de técnico. O que o caso coreano mostrava é que o rigor costuma produzir bons resultados, e que é possível mudar em tempo relativamente curto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não há, na Coreia, a crença de que a boa educação cai do céu, ou que é possível “deixar a coisa fluir” que depois tudo se ajeita. Não: os coreanos acreditam no trabalho duro, no esforço pesado, e nesse aspecto os americanos – e nem é preciso falar, os brasileiros – têm muito a aprender com eles. Se você realmente estudar, o resultado virá.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas é o caso da Finlândia que mais atraiu a autora, por conseguir mesclar a cobrança séria com uma qualidade de vida melhor para os alunos. O principal fator, segundo Ripley, é a valorização dos professores, o respeito que eles possuem no país, análogo ao de um médico americano. Naturalmente, esse respeito não é imerecido, bastando ser um professor. O próprio professor precisa passar por um treinamento puxado, sempre buscando mais qualificação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O ensino terá uma qualidade tão boa quanto a dos professores, o que parece óbvio. Não adianta investir em prédios novos, informática, equipamentos modernos, se os professores forem ruins. A Finlândia deposita uma importância enorme nos professores, e forma uma elite deles em processos rigorosos de seleção e treinamento. Nada parecido com o que vemos no Brasil, com “professores” péssimos e muitas vezes incapazes de ensinar algo de verdade, preferindo, em vez disso, doutrinar as pobres crianças com bobagem marxista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Essa transição na Finlândia foi curiosa, pois contou, inicialmente, com uma ampla centralização do processo. Nos anos 1970, o governo obrigava que os professores mantivessem diários do que ensinavam aos alunos a cada hora, inspetores nacionais faziam visitas regulares para verificar se os professores estavam cumprindo o rigoroso currículo, e escolas menores e piores foram fechadas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com o tempo, e após o país formar uma elite de bons professores, o governo começou a relaxar na fiscalização, concedeu maior autonomia aos professores, os livros utilizados passaram e ser escolhidos pelos próprios professores em âmbito local. Não era mais necessário ficar em cima, pois os professores existentes eram bem treinados. A lição finlandesa era clara para a autora: se um país quer falar sério sobre educação, então precisa começar pelo começo, valorizando e treinando os melhores professores.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando Amanda compara a realidade desses países com a americana, o que mais lhe chama a atenção é o fato de que o ensino nos Estados Unidos deixou de ser rigoroso, os alunos não são tão cobrados. A matemática, por exemplo, é tida como mais fácil nos Estados Unidos. O que se espera dos estudantes é menos do que eles poderiam dar, se ao menos as expectativas fossem maiores. O foco obsessivo nos esportes, segundo ela, representa uma distração perigosa, e mostra o que os americanos estão realmente priorizando.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os pais americanos foram bombardeados durante os anos 1980 e 1990 com afirmações de que é fundamental proteger a “autoestima” das crianças, e por isso blindá-las da competição. Houve exageros para o lado politicamente correto, cujo ápice foi bem retratado num filme em que os pais não podem vibrar com a vitória do time dos filhos para não ofenderem os outros, e todo jogo terminava empatado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A participação dos pais americanos é até razoável, mas fora de foco, segundo a autora. Eles fazem cupcakes, atuam como voluntários nas festas ou nos times da escola, agem como fãs de seus filhos, mas não cobram resultados objetivos com mais rigor nos testes. Os pais “técnicos” coreanos dedicavam mais tempo dentro de casa, cobrando deveres, lendo para os filhos menores, estimulando os filhos a sempre se esforçar mais. Elogios constantes e falsos podem ter um efeito tóxico, ao contrário de elogios mais raros, porém verdadeiros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O caso polonês entrou na análise por conta de sua incrível velocidade: a Polônia era o patinho feito da Europa, e em poucos anos despontou como um dos países líderes no PISA, a despeito da pobreza bem maior. Tal mudança nesta magnitude e em curto espaço de tempo alimenta a esperança de que é possível, sim, mudar, mesmo para um país mais pobre. Não houve milagre, porém: o país resolveu colocar a educação como uma verdadeira prioridade, e cobrou com rigor os resultados dos professores.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em suma, os países acompanhados pela autora e que despontam no ranking internacional de educação dão bastante importância ao setor de ensino e aos seus professores, cobram com rigor por resultados, adotam um sistema de meritocracia, reconhecendo que é impossível educar todos de forma igualitária, pois educar é, por excelência, criar elites de seres pensantes, ainda que todos devam ter boas oportunidades para se destacar, independentemente da classe social ou da “raça”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As escolas existem para ajudar os alunos a aprender como pensar por conta própria, e também a falhar, pois no mundo real é inevitável se deparar com o fracasso. As boas escolas não escamoteiam essa realidade, não aprovam automaticamente qualquer um, não repetem que eles são brilhantes quando tiram, na verdade, péssimas notas. Não são, enfim, voltadas para alimentar a “autoestima” de perdedores, mas sim para ajudar a criar os legítimos vencedores, aqueles que conseguem, depois, pensar fora do quadrado, resolver questões complexas, adotar pensamento crítico e independente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Alguém acha que isso é compatível com o método Paulo Freire e com os sindicatos de professores brasileiros, tomados pelos partidos comunistas?&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/5089685486903129500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/07/os-garotos-mais-inteligentes-do-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/5089685486903129500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/5089685486903129500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/07/os-garotos-mais-inteligentes-do-mundo.html' title='Os garotos mais inteligentes do mundo: como Finlândia, Coreia e Polônia se destacam no PISA'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2_bRdfiREgzvGSTdjjQSySsfoFPE-UPi3HdyZO1NJYyat_uUc498lUPr7oPEUYkgTdRVDbQu6mMBg-MZ6BqqDmkL4VPhVtbyd2fic54sHGbsp7ChvTxi2VqY0u9-rPq8vwOgKaYdgW7w/s72-c/51OKpowdWBL._SY344_BO1%252C204%252C203%252C200_.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-5917799232871438493</id><published>2015-05-22T00:31:00.001-03:00</published><updated>2015-05-22T00:31:31.212-03:00</updated><title type='text'>Viés ou foco?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Régis Antônio Coimbra&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihxypdRrHCZhVbNdoPFPXwrBdRfaykBMYbqnCGmhKam5Fu7yuyoNhB7Pkkf5b31ABpR1PlSfEsfWOYwi86Va7xb9sm2UfGOhX2pZSIStUDuT7cOjqnOEPKmFXJaorbOPDKTQyHkJyVm-0/s1600/estereotipos-publicitarios.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;164&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihxypdRrHCZhVbNdoPFPXwrBdRfaykBMYbqnCGmhKam5Fu7yuyoNhB7Pkkf5b31ABpR1PlSfEsfWOYwi86Va7xb9sm2UfGOhX2pZSIStUDuT7cOjqnOEPKmFXJaorbOPDKTQyHkJyVm-0/s320/estereotipos-publicitarios.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há uma pesquisa apontando que 87% dos estudantes da UFRGS são preconceituosos. A pesquisa&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://liberdadeufrgs.blogspot.com.br/2015/05/desconstruindo-pseudociencia-o.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;merece críticas pela metodologia estatística&lt;/a&gt;. Para mim o problema é outro: dizer que a maioria das pessoas é preconceituosa é não dizer nada; é dizer que a maioria das pessoas é educada numa dada cultura que tem certos estereótipos. É importante definir o que é ser significativamente preconceituoso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O pai que prefere que o filho não seja gay não é preconceituoso, é apenas brasileiro, tem um ideal de filho (comedor) e de filha (não puta) etc. Para o pessoal ultra politizado até que o próprio filho desmunheque o problema não é diferente do cara tosco que após se escabelar, querer levar no pastor ou no psicólogo para curar o filho, acaba se acostumando e defendendo o filho... com algum constrangimento (se possível, vai mentir para os amigos).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Isso é uma coisa. Outra coisa é o cara ser um ativista anti-gay. Isso nem o &quot;casca-grossa&quot;, no mais das vezes, é.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um detalhe engraçado: assim como o pessoal &quot;limpinho&quot; tem desconfiança com o pessoal hipponga, cabeludo, com as feministas peludas etc, os hippongas etc também têm preconceito com os mauricinhos, policiais etc. Isso significa apenas que pertencem a grupos ou &quot;tribos&quot; diferentes cuja identidade se estrutura em parte pela idealização dos semelhantes e desumanização dos diferentes. O engraçado é que o pessoal &quot;humanista&quot; critica os &quot;de direita&quot; como toscos, preconceituosos etc e não se dá conta de que o é, simetricamente...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ressalvado isso, sim, gays, negros, mulheres, velhos, pobres enfrentam dificuldades especiais em nossa sociedade que tem como modelo o homem, branco, heterossexual, sarado, de classe média alta, jovem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por isso é ridículo um &quot;orgulho hétero&quot; ou &quot;branco&quot;. Não é necessário, já estão no topo etc... os negros, mulheres, gays etc precisam em parte do ativismo seja para entenderem a própria condição, seja para conquistar espaço... Claro que, como trágica ironia da desvantagem de suas posições, ao fazer isso justo os mais desequilibrados (podemos em parte justificar que são desequilibrados por enfrentarem um estresse maior) é que se destacam e o feminismo acaba associado com mulheres gordas, autoritárias, peludas etc (até aí... tudo bem, digamos) com frases como &quot;coito anal contra o capital&quot; pintado no peito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*RÉGIS ANTÔNIO COIMBRA é Filósofo e Advogado pela UFRGS. Especialista em Direito e Economia, e Acadêmico da Licenciatura em Dança. Foi Professor na UFRGS no Departamento de Direito Privado e Processo Civil, ministrando aulas na disciplina de Instituições de Direito e, atualmente, é Professor no Colégio Tiradentes da Brigada Militar, ministrando aulas de sociologia.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/5917799232871438493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/05/vies-ou-foco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/5917799232871438493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/5917799232871438493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/05/vies-ou-foco.html' title='Viés ou foco?'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihxypdRrHCZhVbNdoPFPXwrBdRfaykBMYbqnCGmhKam5Fu7yuyoNhB7Pkkf5b31ABpR1PlSfEsfWOYwi86Va7xb9sm2UfGOhX2pZSIStUDuT7cOjqnOEPKmFXJaorbOPDKTQyHkJyVm-0/s72-c/estereotipos-publicitarios.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-7687162934023728919</id><published>2015-05-20T15:12:00.002-03:00</published><updated>2015-05-21T23:43:43.676-03:00</updated><title type='text'>Desconstruindo a pseudociência: o charlatanismo na pesquisa sobre preconceito na UFRGS</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjPsJHpFGPq9wCkCzCDIKEMKTqrdGuZTXtiCPY7tNG4oY2uAD-hHNLeqEtZJkKnjnnU1beMgmZCdynDFMFaO-xuoRLIQEf9C0I_zAsv0kSnAjmhuFMosaQ884jmKI3l85ZCn1m9VoS8qM/s1600/15941249_aQHTz.jpeg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;269&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjPsJHpFGPq9wCkCzCDIKEMKTqrdGuZTXtiCPY7tNG4oY2uAD-hHNLeqEtZJkKnjnnU1beMgmZCdynDFMFaO-xuoRLIQEf9C0I_zAsv0kSnAjmhuFMosaQ884jmKI3l85ZCn1m9VoS8qM/s320/15941249_aQHTz.jpeg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 12.8000001907349px; text-align: center;&quot;&gt;É importante distinguir aquilo que é real daquilo&lt;br /&gt;
que é &quot;vendido&quot; como se real fosse, mas que nada&lt;br /&gt;
tem de realidade&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os resultados de uma pesquisa científica séria devem retratar a realidade da forma mais fidedigna possível, logo os mesmos não são passíveis de questionamento direto quanto à sua validade, uma vez que devem ser imparciais e objetivos de tal forma que não cabe aos resultados agradar ou desagradar uma ou outra opinião ou ideologia, mas sim estar de acordo com os fatos propriamente ditos, ainda que isto, por assim dizer, gere “&lt;i&gt;choro e ranger de dentes&lt;/i&gt;”. Todavia, os resultados podem ser invalidados de maneira indireta, e isto ocorre quando os pressupostos para sua obtenção não são atendidos, sendo estes aqueles que dizem respeito à metodologia empregada e a base de dados analisada. Se foi empregada uma metodologia inadequada e/ou a base de dados for inconsistente, então os resultados do estudo não vão retratar a realidade, logo são inválidos do ponto de vista técnico.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No dia 18 de Maio, o jornal Zero Hora publicou &lt;a href=&quot;http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/educacao/noticia/2015/05/estudo-aponta-que-87-dos-alunos-da-ufrgs-tem-algum-preconceito-de-genero-ou-contra-diversidade-sexual-4762850.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;uma matéria sobre um estudo&lt;/a&gt;, realizado pelo Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e publicado na revista &lt;i&gt;Sexuality Research and Social Policy&lt;/i&gt;, que supostamente apontou que 87% dos alunos da Universidade tinham algum preconceito de gênero ou contra a diversidade sexual. O conteúdo desta matéria teve grande repercussão nacional, sobretudo por tratar de um tema sensível que é o preconceito e por apontar que a nata intelectual da sociedade, isto é, os estudantes da instituição que é avaliada pelo Ministério da Educação (MEC) como a melhor Universidade do Brasil são, em sua grande maioria, preconceituosos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por mais que este resultado afronte algumas visões e, inclusive, atinja a imagem de uma instituição de ensino centenária, não cabe, em um primeiro momento, questionar se estas conclusões são ou não são válidas, porém é importante analisar o processo através do qual se obteve tal resultado, a fim de avaliar se o mesmo teve o rigor científico que se espera em uma universidade de renome e está de acordo com os padrões internacionalmente aceitos. Assim, cabe a análise do procedimento de coleta de dados, do instrumento utilizado nesta coleta e dos controles utilizados para que a mesma se restrinja à população alvo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Analisando o estudo que foi originalmente publicado em inglês sob o título “&lt;i&gt;Prejudice Toward Gender and Sexual Diversity in a Brazilian Public University: Prevalence, Awareness, and the Effects of Education&lt;/i&gt;” é visível que esta pesquisa é metodologicamente falha, logo seus resultados não podem ser replicados para toda a Universidade. Explico: quando se trabalha com uma amostra, usa-se uma série de procedimentos estatísticos a fim de que seus resultados possuam determinadas características e, assim, possam ser utilizados para se falar algo (inferir) sobre toda a população. Quando este procedimento amostral é feito de forma inadequada, seus resultados podem possuir um viés que leva à interpretações errôneas sobre a população.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um dos pressupostos mais importantes em amostragem é a aleatoriedade da amostra, que são os procedimentos onde cada possível amostra tem probabilidade conhecida, a priori, de ocorrer, se baseando em teoria de probabilidade e inferência estatística, de forma que se possa, utilizando propriedades matemáticas associadas ao plano amostral, buscar uma amostra representativa da população que permita a generalização de seus resultados dentro de limites aceitáveis de dúvida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ocorre que a pesquisa não utilizou nenhum procedimento probabilístico na seleção da amostra. Conforme consta no próprio estudo, o procedimento utilizado foi o seguinte: a Reitoria da Universidade enviou um e-mail para todos os estudantes com um questionário on-line e alguns deles responderam ao estudo, tendo suas respostas utilizadas na obtenção das conclusões do estudo. Assim, a ausência de metodologia estatística na seleção da amostra faz com que seus resultados sejam tendenciosos e impede que os mesmos possam ser utilizados para se fazer inferência a respeito de todos os alunos da instituição.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Então, do ponto de vista técnico acerca do procedimento de coleta de dados, considerando que os procedimentos metodológicos não foram adequados, temos que a análise realizada, por mais sofisticada que seja, não pode ter seus resultados considerados como idôneos, pois foram tendenciosos já na origem, no momento de coleta da amostra.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ainda, em um estudo científico é importante analisar o instrumento utilizado na coleta dos dados, isto é, a forma utilizada para medir os elementos que subsidiarão as conclusões da pesquisa. Em se tratando de uma pesquisa de opinião é usual utilizar um questionário, sendo este exatamente o meio que foi empregado neste estudo. Um questionário pode ser elaborado de diferentes formas, neste caso utilizou-se algo que possuí a nomenclatura técnica de “&lt;i&gt;Escala de Likert&lt;/i&gt;”, que é uma forma de medição psicométrica onde cada questão é representada por cinco gradações que quantificam a opinião do respondente em relação aquilo que lhe é perguntado indo de “discorda totalmente” até “concorda totalmente”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A “&lt;i&gt;Escala de Likert&lt;/i&gt;” possuí diversas críticas, porém o interesse aqui não é a discussão sobre qual método é melhor ou pior, mas sim se o método utilizado teve seus pressupostos cumpridos, não possuindo falhas do ponto de vista técnico. Em se tratando de um questionário que utiliza a “Escala de Likert”, a verificação de sua adequabilidade técnica se dá a partir do emprego de uma medida estatística cujo nome é coeficiente alfa de Cronbach, que estima a confiabilidade de um instrumento aplicado em uma pesquisa a partir da correlação entre as respostas em um questionário através da análise do perfil das respostas dadas pelos respondentes. Cada item, a priori, deve abordar uma única ideia de cada vez, isto é, os itens devem ser independentes. Se a resposta a determinado item se comporta de maneira parecida com a resposta de outro item, conclui-se que um explica o outro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dessa forma, cabe ao pesquisador avaliar o questionário com o emprego do coeficiente alfa de Cronbach, realizando aquilo que é chamado de purificação da escala, que consiste na eliminação de itens que estejam afetando a confiabilidade da medição em um determinado levantamento de dados. Todo esse conjunto de procedimentos envolvendo o instrumento de medida em uma pesquisa de opinião é chamado de validação do questionário. Não obstante, pode também o pesquisador utilizar um questionário elaborado em outra pesquisa, que já passou por todo o processo de validação e é aceito pela comunidade científica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Contudo, no referido estudo, não há qualquer menção quanto ao processo de validação do questionário empregado e nem mesmo quanto à outras referências e usos do mesmo em outras pesquisas científicas da área. Este é o tipo de erro que não se espera em um estudo sério, pois o uso de um instrumento de medida validado é fundamental para a adequada coleta dos elementos que serão analisados, uma vez que um questionário falho acabará repassando suas falhas aos dados que, então, farão com que se chegue à conclusões tendenciosas, que retratam uma visão distorcida da realidade. Portanto, neste quesito, o estudo deixou a desejar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por fim, dentro das questões metodológicas, cabe a análise dos controles utilizados para que a pesquisa se restrinja à população alvo. Em um estudo científico, a população objetivo ou população alvo é um conjunto de todos os elementos abrangidos no estudo que apresentam características próprias, sobre as quais se deseja obter conclusões. No caso em tela, a população alvo compreendeu os estudantes de graduação matriculados da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 03 de dezembro de 2013, sendo cada estudante uma unidade elementar distinta. Nota-se que não houve qualquer menção sobre o fato de terem sido considerados somente os alunos com matrícula ativa ou se foram também considerados os alunos com matrícula trancada, mas este é o menor dos problemas como veremos a seguir.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma vez definida a população alvo, deve-se definir um sistema de referências que sirva para o mapeamento das distintas unidades elementares da população alvo. Em algumas populações, o sistema de referências pode se tornar extremamente complexo, contudo, no caso em questão, um sistema de referências relativamente simples seria o número do cartão da UFRGS, que é composto por seis dígitos, sendo diferente para cada membro da comunidade universitária. Uma vez que possa ser colocada em correspondência biunívoca as unidades elementares da população alvo com o sistema de referências, temos aquilo que é tecnicamente chamado de população referenciada, na qual será aplicada uma técnica estatística de amostragem com o intuito de obter a população amostrada ou simplesmente amostra, a partir da qual, fazendo uso de estimadores, se fará inferência sobre a população alvo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Entretanto, como já foi exposto antes, não foi utilizada nenhuma técnica de amostragem probabilística para obtenção da população amostrada, o que constitui uma falha grave neste estudo, contudo, como este ponto já foi discutido, o importante agora é analisar os controles utilizados para delimitar a população alvo. Neste caso, conforme explicitado pelo próprio estudo, foram enviados e-mails para os alunos com acesso para o questionários &lt;i&gt;on-line&lt;/i&gt;. Ocorre que, para acessar o questionário, não era necessário nenhum tipo de procedimento de “&lt;i&gt;login&lt;/i&gt;”, o que permitia que estudantes, ou pior, terceiros sem vínculo com a Universidade, respondessem o questionário se fazendo passar por outras pessoas, podendo fazer isso repetidas vezes. Ainda, além dos itens de pesquisa dispostos em “&lt;i&gt;Escala de Likert&lt;/i&gt;”, o questionário possuía diversas perguntas abertas referentes à caracterização do respondente, permitindo que um aluno (ou terceiro), por exemplo, incluísse informação errada quanto a seu curso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Logo, a falta de controle sobre a população alvo permitia que elementos que não pertencessem à população objetivo do estudo respondessem o questionário o que, em um estudo que trata de um tema sensível como o preconceito, poderia gerar muita inconsistência nos dados, por exemplo, a partir de um grande volume de respostas extremas por uma pessoa ou grupo de pessoas mal-intencionadas que estejam interessadas em fazer parecer que os estudantes da UFRGS são preconceituosos ou, considerando o grande número de perguntas com respostas abertas na caracterização do respondente, que tenham interesse, por exemplo, em fazer parecer que alunos de um dado curso são mais preconceituosos que de outro curso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Portanto, a polêmica pesquisa realizada no âmbito do Instituto de Psicologia da UFRGS não contou com controles sobre a população alvo, permitindo a interferência de elementos estranhos, quiçá, mal-intencionados na pesquisa, utilizou uma metodologia de amostragem não-probabilística, que gera amostras tendenciosas, e, por fim, aplicou um instrumento de medida cuja validação é desconhecida. Pelas gritantes falhas técnicas e metodológicas, a conclusão não pode ser outra senão: a pesquisa não tem base técnica suficiente para ter qualquer credibilidade científica, não passando de mais um caso de pseudociência, que embora sirva para propósitos ideológicos, não tem utilidade no âmbito das pesquisas sérias e calcadas em métodos realmente científicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
****************************************************&lt;br /&gt;
Observações:&lt;br /&gt;
1 - O Acadêmico do curso de Letras da UFRGS, André von Kugland, fez uma análise qualitativa dos itens do questionário utilizado na pesquisa, para acessar esta análise &lt;a href=&quot;http://liberdadeufrgs.blogspot.com.br/2015/05/da-pesquisa-sobre-preconceito-na-ufrgs.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Para visualizar o artigo referente à pesquisa sobre preconceito na UFRGS &lt;a href=&quot;https://drive.google.com/file/d/0BxKdG6ujr4u9UjlFX0lBenZuTVk/view?usp=sharing&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Para visualizar o questionário utilizado na pesquisa &lt;a href=&quot;https://drive.google.com/file/d/0BxKdG6ujr4u9SzJPc20waHlEMm8/view?usp=sharing&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Recomenda-se a leitura do seguinte artigo para aprofundamento sobre as limitações e problemas metodológicos relativos à utilização de amostras não probabilísticas em pesquisas:&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
de Oliveira, TM. &lt;i&gt;Amostragem não probabilística: adequação de situações para uso e limitações de amostras por conveniência, julgamento e quotas&lt;/i&gt;. Admin Online [Internet]. 2001. Disponível em: &lt;a href=&quot;http://www.fecap.br/adm_online/art23/tania2.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;http://www.fecap.br/adm_online/art23/tania2.htm&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;
****************************************************&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é Cientista Atuarial pela Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e Estatístico pelo Instituto de Matemática da UFRGS. Possui Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo NECON/UFRGS. Foi Conselheiro no Colegiado do Departamento de Estatística, na Comissão de Graduação em Estatística e no Conselho do Instituto de Matemática da UFRGS. Atuou como Monitor Acadêmico na UFRGS nas disciplinas de Estatística Geral, Estatística Econômica e Estatística Demográfica. Foi Professor junto ao Departamento de Estatística da UFRGS nas disciplinas de Estatística Geral e de Probabilidade e Estatística.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/7687162934023728919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/05/desconstruindo-pseudociencia-o.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/7687162934023728919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/7687162934023728919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/05/desconstruindo-pseudociencia-o.html' title='Desconstruindo a pseudociência: o charlatanismo na pesquisa sobre preconceito na UFRGS'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjPsJHpFGPq9wCkCzCDIKEMKTqrdGuZTXtiCPY7tNG4oY2uAD-hHNLeqEtZJkKnjnnU1beMgmZCdynDFMFaO-xuoRLIQEf9C0I_zAsv0kSnAjmhuFMosaQ884jmKI3l85ZCn1m9VoS8qM/s72-c/15941249_aQHTz.jpeg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-2837994874458440229</id><published>2015-05-18T16:33:00.002-03:00</published><updated>2015-05-18T16:35:47.784-03:00</updated><title type='text'>Da pesquisa sobre preconceito na UFRGS</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por André von Kugland&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXH_NBo91jb8FxHOGyNwLD_VvLPMrFRyUPuWEnuaQbW_RNuBG68maGdfqchFRHnqN32aoquT3ipEQApHjT2lZRMG-Sqge5Exshgijlob52RxeEMaXuJdwj4WKRaUg_V57SpgNiIVXf7KU/s1600/pesquisa-qualitativa-profundidade.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXH_NBo91jb8FxHOGyNwLD_VvLPMrFRyUPuWEnuaQbW_RNuBG68maGdfqchFRHnqN32aoquT3ipEQApHjT2lZRMG-Sqge5Exshgijlob52RxeEMaXuJdwj4WKRaUg_V57SpgNiIVXf7KU/s1600/pesquisa-qualitativa-profundidade.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Recentemente saiu uma matéria da Zero Hora dizendo que “&lt;i&gt;87% dos alunos da UFRGS têm algum preconceito de gênero ou contra diversidade sexual&lt;/i&gt;,” baseada numa pesquisa feita pelo Instituto de Psicologia da UFRGS.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Além disso, a matéria (repetindo o artigo) dizia que, quanto mais religioso o aluno, mais “&lt;i&gt;homofóbico&lt;/i&gt;” e “&lt;i&gt;transfóbico&lt;/i&gt;”, tentando associar a religião ao ódio irracional. Ocorre, porém, que muitas das perguntas feitas nada têm com preconceito ou ódio, sendo, ao contrário, simples opiniões racionalmente fundadas, enquanto outras dão conta de reações emocionais perante gays, lésbicas e travestis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O artigo em que foi baseada a matéria não especifica quais perguntas foram feitas, mas por sorte eu mesmo havia recebido este questionário há alguns anos, e estava no inbox do meu Gmail. Analiso, a seguir, algumas das perguntas:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Perguntas no. 1, no. 3, no. 19, no. 20 e 22: “&lt;i&gt;Sexo entre dois homens/duas mulheres é totalmente errado&lt;/i&gt;,” ou “&lt;i&gt;A homossexualidade masculina é uma perversão&lt;/i&gt;,” ou “&lt;i&gt;Operações de mudança de sexo são moralmente erradas&lt;/i&gt;,” ou “&lt;i&gt;Homens e mulheres deveriam ser proibidos de mudar de sexo&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não são preconceitos, mas julgamentos morais, que podem ser fundamentados em premissas racionais. Tampouco implicam que quem assim julga odeie gays, lésbicas ou transexuais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Perguntas no. 2, no. 5, no. 14, no. 16, no. 18: “&lt;i&gt;Eu acho que homens gays/lésbicas/travestis são nojentos(as)&lt;/i&gt;”, ou “&lt;i&gt;Os homens afeminados/mulheres masculinas não me deixam à vontade&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Obviamente não é um preconceito, mas uma reação emocional de rejeição, não muito diferente daquela do gay que “&lt;i&gt;tem nojo de perereca&lt;/i&gt;”, ou da lésbica que tem “&lt;i&gt;nojo de pinto&lt;/i&gt;”. E não é necessariamente “&lt;i&gt;homofobia&lt;/i&gt;” ou “&lt;i&gt;transfobia&lt;/i&gt;” porque não implica que a pessoa odeie gays, lésbicas ou travestis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pergunta no. 4: “&lt;i&gt;Eu preferiria que meus filhos fossem heterossexuais&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Também não implica preconceito ou ódio: há muitos motivos para preferi-lo além do ódio e do preconceito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pergunta no. 6: “&lt;i&gt;Eu não me sentiria a vontade em consultar com um médico homossexual&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não implica preconceito ou ódio: um homem pode não querer ficar nu na frente de um médico gay pelo mesmo motivo que não o quereria ficar na frente de uma médica mulher, porque se sentiria desconfortável imaginando que talvez o médico(a) sentisse algum desejo por ele. É exatamente a mesma situação da mulher que não vai a ginecologista homem, que é muitíssimo comum.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pergunta no. 10: “&lt;i&gt;Crianças deveriam brincar com brinquedos apropriados para seu próprio sexo&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Preferir preservar papéis de gênero tradicionais não é o mesmo que ter preconceitos ou odiar homossexuais ou transexuais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pergunta no. 12: “&lt;i&gt;Eu não confio em lésbicas&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Essa pergunta é uma das poucas que poderiam indicar um preconceito, contanto que fosse reformulada como “lésbicas não são confiáveis.” Aí, sim, haveria, indiscutivelmente, preconceito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pergunta no. 16: “&lt;i&gt;Eu iria a um bar freqüentado por travestis&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não ir a bares freqüentados por travestis não implica que se odeiem os travestis, caralho. Os bares podem ser ruins, mal localizados, perigosos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pergunta no. 17: “&lt;i&gt;Eu apóio os homens gays, mas não gostaria de ser confundido com eles&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para não ser preconceituoso é necessário querer ser confundido com gays? Que chances tem um homem com o sexo oposto, se ganhar fama de homossexual? Por que um homem heterossexual iria querer isto?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pergunta no. 21: “&lt;i&gt;Eu não consigo entender por que uma mulher se comportaria feito um homem&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não entender uma coisa não é um preconceito, e nem é ódio. Eu não entendo como alguém pode se sentir sexualmente excitado vendo pés, ou como alguém pode gostar de bife de fígado, ou como alguém pode querer se arriscar a escalar o Everest. Implica que odeie podólatras, apreciadores de bife de fígado ou alpinistas? Não. Implica que tenha algum preconceito em relação a estas pessoas? Não.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enfim, vendo as perguntas do questionário, chega-se à conclusão de que não, ele não consegue diagnosticar homofobia — o ódio irracional a pessoas homossexuais —, nem tampouco o preconceito. E é, na verdade, uma peça de propaganda contra as religiões tradicionais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
Notícia da ZH:&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/educacao/noticia/2015/05/estudo-aponta-que-87-dos-alunos-da-ufrgs-tem-algum-preconceito-de-genero-ou-contra-diversidade-sexual-4762850.html&quot;&gt;http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/educacao/noticia/2015/05/estudo-aponta-que-87-dos-alunos-da-ufrgs-tem-algum-preconceito-de-genero-ou-contra-diversidade-sexual-4762850.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
Artigo do estudo:&lt;a href=&quot;http://link.springer.com/article/10.1007/s13178-015-0191-z&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&amp;nbsp;http://link.springer.com/article/10.1007/s13178-015-0191-z&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(Quem é aluno pode acessar o texto através do proxy.)&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
Questionário usado no estudo:&lt;a href=&quot;https://dl.dropboxusercontent.com/u/50756768/share/instrumento.doc&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&amp;nbsp;https://dl.dropboxusercontent.com/u/50756768/share/instrumento.doc&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
*ANDRÉ VON KUGLAND é acadêmico do curso de Letras da UFRGS.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/2837994874458440229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/05/da-pesquisa-sobre-preconceito-na-ufrgs.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/2837994874458440229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/2837994874458440229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/05/da-pesquisa-sobre-preconceito-na-ufrgs.html' title='Da pesquisa sobre preconceito na UFRGS'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXH_NBo91jb8FxHOGyNwLD_VvLPMrFRyUPuWEnuaQbW_RNuBG68maGdfqchFRHnqN32aoquT3ipEQApHjT2lZRMG-Sqge5Exshgijlob52RxeEMaXuJdwj4WKRaUg_V57SpgNiIVXf7KU/s72-c/pesquisa-qualitativa-profundidade.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-1676581678239400811</id><published>2015-05-01T01:56:00.002-03:00</published><updated>2015-05-01T01:56:52.925-03:00</updated><title type='text'>O ParanaPrevidência em voga: uma análise técnica em meio aos debates políticos</title><content type='html'>&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Os impactos da migração de beneficiários do Fundo Financeiro para o Fundo Previdenciário na solvência do sistema de previdência paranaense e nas finanças estaduais&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj5FBJwpcYFRUXL-XcwubGm4x7osHUTBbFzmfg0qvLw0wlnvwz6ZDk4_u4TOcOCAnh86L2J7SOTFmlAWxRfQ5SS31E13m2drlzgx2PxjplKZiX91xe-RP965lqDn7u0fWuhYUZgwg13hdc/s1600/parana.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj5FBJwpcYFRUXL-XcwubGm4x7osHUTBbFzmfg0qvLw0wlnvwz6ZDk4_u4TOcOCAnh86L2J7SOTFmlAWxRfQ5SS31E13m2drlzgx2PxjplKZiX91xe-RP965lqDn7u0fWuhYUZgwg13hdc/s1600/parana.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A polêmica que está ocorrendo no Paraná, envolvendo o Governo Estadual e o funcionalismo, em especial os professores, gira em torno dos projetos de reforma do ParanaPrevidência, que é um serviço social autônomo paradministrativo, criado durante o governo Jaime Lerner, cujo objetivo é garantir o pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais, através da criação de fundos de previdência e de um sistema contributivo capaz de gerar equilíbrio financeiro e atuarial.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O Fundo Previdenciário do ParanaPrevidência é uma forma de poupança que tem como objetivo pagar as aposentadorias futuras do funcionalismo estadual, sendo formado por recursos provenientes da contribuição dos servidores e pensionistas, mais a contrapartida do Governo do Estado. Os beneficiários contribuem com 11% da remuneração, enquanto o Governo do Estado do Paraná contribui com igual montante. Um dos pontos do Projeto de Lei que envolve a reforma previdenciária prevê que o percentual de participação governamental aumente para 22% até 2016.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Cabe destacar que, atualmente, o Fundo Previdenciário possuí uma posição superavitária, estando capitalizado em mais de R$8,5 bilhões em caixa. Além disso, o Projeto de Lei prevê que o Fundo Previdenciário terá aportes no montante de R$1 bilhão, oriundos de repasses de royalties da Usina Hidrelétrica da Itaipu. Estes aportes, por si só, garantiriam a solvência do ParanaPrevidência por pelo menos mais 29 anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dados do ano passado indicam que o ParanaPrevidência possuí um dispêndio mensal de cerca de R$497 milhões, arcando com os benefícios previdenciários de mais de 106 mil aposentados e pensionistas, todavia este número representa apenas 14% dos inativos do Paraná, sendo a maioria atendida pelo Fundo Financeiro, que realiza o pagamento dos benefícios de previdência funcional dos servidores públicos estaduais inativos, dos militares reformados ou na reserva remunerada e dos pensionistas, sendo arcado integralmente pelo Governo através do Tesouro Estadual.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O Projeto de Lei, apresentado pelo Governo do Paraná e aprovado pela Assembleia Legislativa Estadual, não propõe a extinção do Fundo Financeiro, mas a migração de uma pequena quantidade de beneficiários, que tem 73 anos ou mais, deste fundo para o Fundo Previdenciário, no que vale lembrar que, conforme dados do IBGE divulgados no ano passado, a expectativa de vida ao nascer no Paraná é de 76,2 anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com esta medida, o Governo do Estado deixará de pagar sozinho as aposentadorias desta parcela de inativos. O Fundo Financeiro continuará sendo a principal fonte pagadora de aposentadorias no Estado, porém esta medida irá criar uma economia de aproximadamente R$125 milhões mensais com o pagamento de benefícios, o que é algo bem impactante considerando a atual conjuntura vivida pela administração pública do Paraná, imersa em um cenário de grande dificuldade financeira, principalmente em razão da retração da economia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em suma, a medida do Governo visa restabelecer o equilíbrio das finanças estaduais, mas sem comprometer as futuras aposentadorias do funcionalismo, pois a mesma não coloca em risco o pagamento de pensões ou a solvência do sistema, uma vez que a parcela dos aposentados a ser absorvida pelo Fundo Previdenciário possuí baixa expectativa de vida e também está previsto um aumento do aporte no fundo por parte do Governo, passando dos atuais 11% para 22%, além de repasses de royalties da Usina de Itaipu.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é Bacharel em Ciências Atuariais pela Faculdade de Ciências Econômicas (FCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Bacharel em Estatística pelo Instituto de Matemática (IM) da UFRGS e Pós-Graduado em Perícia e Auditoria (2014) pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade (NECON) da UFRGS. Foi Professor na UFRGS nas disciplinas de Probabilidade e Estatística e de Estatística Geral.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/1676581678239400811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/05/o-paranaprevidencia-em-voga-uma-analise.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/1676581678239400811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/1676581678239400811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/05/o-paranaprevidencia-em-voga-uma-analise.html' title='O ParanaPrevidência em voga: uma análise técnica em meio aos debates políticos'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj5FBJwpcYFRUXL-XcwubGm4x7osHUTBbFzmfg0qvLw0wlnvwz6ZDk4_u4TOcOCAnh86L2J7SOTFmlAWxRfQ5SS31E13m2drlzgx2PxjplKZiX91xe-RP965lqDn7u0fWuhYUZgwg13hdc/s72-c/parana.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-304574458548652843</id><published>2015-04-20T00:51:00.001-03:00</published><updated>2015-04-20T00:51:40.241-03:00</updated><title type='text'>A ineficiência do Estado não justifica a escravização de bolsistas</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJXueRQsuUn9OU5MqP4Cbaji-UcyPaR8WMnVRw-SKLpGov-E0jak7vWw3snuJa74pbnqGVnDHbEPE5KSqeKdSXgUCZ6AvR_LR7Voq7gq6GccXjRSJt_H55S6ROD6wkqPIPv2GIprltJrS-/s1600/Os-grilhoes-da-educacao.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJXueRQsuUn9OU5MqP4Cbaji-UcyPaR8WMnVRw-SKLpGov-E0jak7vWw3snuJa74pbnqGVnDHbEPE5KSqeKdSXgUCZ6AvR_LR7Voq7gq6GccXjRSJt_H55S6ROD6wkqPIPv2GIprltJrS-/s1600/Os-grilhoes-da-educacao.jpg&quot; height=&quot;232&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tramita no Senado Federal um Projeto de Lei (PLS 224/2012), de autoria do Senador Cristovam Buarque (PDT), que visa obrigar bolsistas (de graduação, pesquisa e extensão) de Universidades Federais a prestarem serviço em estabelecimentos públicos de educação básica, algo equiparável às penalidades que são impostas aos autores de certos ilícitos penais. No caso, o único “crime” dos estudantes seria receber uma ajuda de custo (muito pequena, aliás) do Governo Federal para arcar com suas despesas de graduação, fato por si só, segundo o Senador, suficiente para submetê-los a trabalhos forçados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ocorre que, para suprir o déficit de profissionais nos estabelecimentos públicos de educação básica, o correto, coerente e razoável seria o Governo Federal contratar profissionais qualificados (e bem remunerados) para estas instituições ao invés de buscar submeter os bolsistas à serviço impositivo e sem remuneração adicional, em situação análoga a de escravo, a fim de suprir os buracos da falta de investimentos na educação. O projeto que tramita no Senado é um abuso tanto contra os estudantes quanto contra os profissionais da área de educação. A ideia é obrigar os estudantes universitários a darem aulas em escolas públicas, gratuitamente, ao invés de contratar professores para esta função. Em suma, o Senador Critovam pretende revogar a Lei Áurea.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É importante frisar que a finalidade das bolsas acadêmicas, nas áreas de graduação (monitoria), pesquisa (iniciação científica) e extensão, não é ser instrumento para captação de mão-de-obra barata por parte do Governo, mais sim é servir como ferramenta para o estabelecimento de experiências a partir das quais o discente irá aprimorar seus conhecimentos teóricos por meio da integração entre aquilo que é visto em sala de aula e a prática profissional. Dessa forma, o objeto fim da bolsa é o próprio discente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ressalte-se que o bolsista não pode ser jamais confundido com um servidor público, pois este executa suas atividades com vista à remuneração dentro de um contrato de trabalho, enquanto que aquele se voluntaria a uma atividade tendo em mente a possibilidade de exercitar o que aprendeu para que, no futuro, venha a ser um profissional melhor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Além disso, não obstante o caráter voluntário da bolsa, não se pode olvidar o fato de que estamos lidando com uma população jovem e economicamente ativa, que está dedicando horas de seu tempo para a própria formação, mas também para a formação de outras pessoas, no caso das monitorias, para a inovação tecnológica, nas atividades de iniciação científica, e para o fortalecimento dos vínculos entre a Academia e a Sociedade por meio dos projetos e ações de extensão. Assim, considerando que não existe almoço grátis, é importante e justo o pagamento de contrapartida financeira aos bolsistas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Disso tudo, temos que o Projeto de Lei que que visa obrigar os bolsistas a trabalharem em escolas pública é incoerente e abusivo, pois procura coagir o aluno a trabalhar em algo diferente daquilo que ele se propôs e, mais que isso, é uma forma de utilizar a mão-de-obra barata dos bolsistas para executar tarefas de profissionais que deveriam ser contratados pelo Governo, mas não o são, isto é, na verdade querem tapar as lacunas deixadas pela incompetência estatal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Portanto, não cabe ao bolsista executar tarefas em escolas públicas, a menos que ele mesmo tenha se proposto à isto, por exemplo através de bolsas PIBID. O déficit dos profissionais no ensino público deve ser suprido através da contratação de pessoal formado e qualificado, que aliás deve ser melhor remunerado e ter mais atenção dos órgãos públicos, assim como os bolsistas também merecem bolsas com valores mais dignos do que os míseros 400 reais que são pagos atualmente (pouco mais de meio salário mínimo).&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é formado em Ciências Atuariais (UFRGS/2007) e em Estatística (UFRGS/2013), com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade da UFRGS. Atuou como Docente em Probabilidade e Estatística na UFRGS e como Monitor Acadêmico em diversas disciplinas do Departamento de Estatística e do Departamento de Matemática Pura e Aplicada da UFRGS.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/304574458548652843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/04/a-ineficiencia-do-estado-nao-justifica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/304574458548652843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/304574458548652843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/04/a-ineficiencia-do-estado-nao-justifica.html' title='A ineficiência do Estado não justifica a escravização de bolsistas'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJXueRQsuUn9OU5MqP4Cbaji-UcyPaR8WMnVRw-SKLpGov-E0jak7vWw3snuJa74pbnqGVnDHbEPE5KSqeKdSXgUCZ6AvR_LR7Voq7gq6GccXjRSJt_H55S6ROD6wkqPIPv2GIprltJrS-/s72-c/Os-grilhoes-da-educacao.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-4702688115942268484</id><published>2015-04-11T23:06:00.003-03:00</published><updated>2015-04-11T23:06:58.491-03:00</updated><title type='text'>Projeto do MEL: RU da Informática finalmente será inaugurado</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghd9VRAPcEqeneay-LTfc1Pbhqt_1A4gzSl8TY_9YVHFLnd0hwhiHLq5-NXDJVKyEUT_aNicgXj0IrAKwn_HL4mpDo360CL4o9f-sKcLtmIU5XDtcADA12lZRFSKDipRrdGG0tzyzZbyk/s1600/image.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghd9VRAPcEqeneay-LTfc1Pbhqt_1A4gzSl8TY_9YVHFLnd0hwhiHLq5-NXDJVKyEUT_aNicgXj0IrAKwn_HL4mpDo360CL4o9f-sKcLtmIU5XDtcADA12lZRFSKDipRrdGG0tzyzZbyk/s1600/image.jpg&quot; height=&quot;212&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 12.8000001907349px;&quot;&gt;Fonte: site da UFRGS&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando fui Representante Discente no Instituto de Matemática da UFRGS, entre 2009 e 2011, busquei pautar minhas ações através da ideia de Movimento Estudantil de Resultados, isto é, aquele que visa a busca por benefícios concretos para os estudantes, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos discentes e, consequentemente, sua produtividade e rendimento acadêmico.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma proposta que abracei e levei adiante como projeto pessoal, que tinha como principal objetivo mais qualidade nas condições de alimentação dos estudantes, foi o projeto de expansão dos restaurantes universitários focado em três principais pontos:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
1 – Ampliação do Restaurante Universitário 3 (Campus do Vale);&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
2 – Construção do Restaurante Universitário do Setor 4 (Informática);&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
3 – Realização de convênios com restaurantes do centro de Porto Alegre e distribuição de vale-refeição para estudantes carentes a fim de desafogar a fila do Restaurante Universitário do Campus Centro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOAIC7X2LgY_qE5f5ydUH9aODAYIEcpcPF1v2nuTUviJCyTP1XHb2wQbeC_s5GGDWyBL9I5rgiXV9T9hDzjDfpqWJleyfXawCyF1Kec6hCONIpjWUIodIW16dD9l_I-jaaNO03tf0-F1w/s1600/image+(1).jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOAIC7X2LgY_qE5f5ydUH9aODAYIEcpcPF1v2nuTUviJCyTP1XHb2wQbeC_s5GGDWyBL9I5rgiXV9T9hDzjDfpqWJleyfXawCyF1Kec6hCONIpjWUIodIW16dD9l_I-jaaNO03tf0-F1w/s1600/image+(1).jpg&quot; height=&quot;212&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 12.8000001907349px; text-align: left;&quot;&gt;Fonte: site da UFRGS&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, levei a cabo uma série de tratativas junto à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) com o intuito de implementar o projeto e suprir as demandas que os estudantes possuíam quanto aos restaurantes universitários.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A proposta foi protocolada sob número 23078.008343/10-88, à qual foi juntada a proposta, também do Movimento Estudantil Liberdade, de compra antecipada de refeições nos restaurantes universitários.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dentro da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, o projeto tramitou, principalmente, entre a Divisão de Infraestrutura e a Divisão de Alimentação, tendo seu primeiro ponto contemplado em Setembro do ano de 2010, com a inauguração da ampliação do Restaurante Universitário do Campus do Vale, cujas obras haviam sido concluídas em julho do mesmo ano.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgR-U-T9E4JdUZ-c6TZgeixSkvF6Th-nguSm22vhIqwVW-oPuC736tJJBgVMgoDMZLGDZcUBjZ4SLuwH_SJefyv320O_NzTsbRbXSwhsdcsJLBwFwYehViRvNrTIb2mYQlY4_0l30ozoSs/s1600/image+(2).jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgR-U-T9E4JdUZ-c6TZgeixSkvF6Th-nguSm22vhIqwVW-oPuC736tJJBgVMgoDMZLGDZcUBjZ4SLuwH_SJefyv320O_NzTsbRbXSwhsdcsJLBwFwYehViRvNrTIb2mYQlY4_0l30ozoSs/s1600/image+(2).jpg&quot; height=&quot;212&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 12.8000001907349px;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.8000001907349px;&quot;&gt;Fonte: site da UFRGS&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Todavia, minha proposta não foi totalmente atendida, pois ainda faltavam dois pontos a serem contemplados. Dessa forma, em 2012, entrei em contato novamente com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e fui informado pelo Diretor do Departamento de Infraestrutura e Vice-Pró-Reitor da PRAE, Alberto Morem Cossio, que a Superintendência de Infraestrutura da UFRGS havia aprovado o projetos para a construção do RU da Informática, identificado como “RU nº 6 – Bloco IV do Campus do Vale” e que a obra estaria sendo encaminhada para licitação e, uma vez concluída, seriam dados outros andamentos no projeto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCQxN9z4ji_YEWJC8AfM_vPA55g1KoHUIUl8vL8n13x6_LCXx6c2jncLtMAlOzBgH6oS9NuagEGh8sHBcbx9xSqwE4Dkn8bLs-AriDvxSGqvLx0BFOp1NY5kbUP73NFCocI7y_D3dWFI/s1600/image+(3).jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCQxN9z4ji_YEWJC8AfM_vPA55g1KoHUIUl8vL8n13x6_LCXx6c2jncLtMAlOzBgH6oS9NuagEGh8sHBcbx9xSqwE4Dkn8bLs-AriDvxSGqvLx0BFOp1NY5kbUP73NFCocI7y_D3dWFI/s1600/image+(3).jpg&quot; height=&quot;212&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 12.8000001907349px; text-align: left;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.8000001907349px;&quot;&gt;Fonte: site da UFRGS&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pois bem, a pouco tempo recebi a notícia de que mais um item do meu projeto pessoal visando beneficiar os estudantes seria atendido e que, nesta segunda-feira, será, finalmente, inaugurado o Restaurante Universitário da Informática (&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/ru6-comeca-a-funcionar-nesta-segunda&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para mais detalhes&lt;/i&gt;), um projeto genuinamente do Movimento Estudantil Liberdade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fico muito feliz em saber que meus atos, como Representante Discente, contribuíram para melhorar a vida dos estudantes de nossa Universidade. Porém, o projeto ainda não foi finalizado, no que ainda é necessário desafogar a fila do RU do Campus Centro e levar adiante a ideia de compra antecipada das refeições, propostas com as quais me comprometo trabalhar até que sejam atendidas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Abaixo segue a nota divulgada pela UFRGS com detalhes sobre o RU6:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&quot;&lt;i&gt;RU6 começa a funcionar nesta segunda&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Novo restaurante universitário da UFRGS é o primeiro a oferecer alimentação com opção vegetariana. Localizado no Bloco 4 próximo à Informática, o RU6 vai servir 2500 refeições por dia&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;A comunidade universitária passa a contar a partir desta segunda-feira, dia 13 de abril, com uma nova alternativa para se alimentar no Campus no Vale, com o início do funcionamento do Restaurante Universitário (RU) 6. O funcionamento do novo restaurante é ainda mais especial para usuários que não consomem carne; no cardápio, haverá opção vegetariana.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;O prédio do RU6 foi construído no Bloco 4, junto ao Instituto de Informática, ao Biociências e à área das Engenharias, beneficiando principalmente servidores e estudantes dessas unidades, que não precisarão mais se deslocar ao Bloco 3 para fazer suas refeições no RU do Campus do Vale.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Neste início de funcionamento, o RU6 oferecerá almoço e suco, no horário das 11h às 13h30, aumentando em 80% a oferta de comida no Campus do Vale. Diariamente, serão preparadas cerca de 2.500 refeições.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Quem não consome proteína animal poderá escolher a opção vegetariana. Nesta segunda-feira, por exemplo, haverá ensopado de proteína de soja com cenoura, para os vegetarianos; e cubos de frango ao molho rosé, arroz, feijão, batata palha, alface, rúcula e tomate, no cardápio geral. Com o funcionamento gradual do novo RU, também serão servidas &amp;nbsp; refeições no horário do jantar.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Estrutura – Com uma área de aproximadamente 3.500 m2, o novo RU tem refeitório localizado no primeiro andar, contando com 480 assentos, área climatizada, e banheiros. A fila se formará a partir do estacionamento, em área coberta, e segue pelo saguão térreo até acesso pelas escadas aos caixas no 1º andar.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Foram instalados dois elevadores, 1 para uso do público, destinado ao transporte de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção; e outro para uso em serviço. O RU6 é o primeiro dos restaurantes da UFRGS construído com acessibilidade universal e sustentabilidade ambiental. Um sistema de reaproveitamento d’água reduzirá o consumo em 20%, como exemplo, a instalação de caixa coletora da agua da chuva para uso nos sanitários.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Na área de alimentação, serão respeitadas as chamadas BPF (Boas Práticas de Fabricação), que incluem instalações adequadas para a produção das refeições de maneira higiênica e eficiente. O local conta com modernos equipamentos e três caldeirões novos, reforçados e testados, para o preparo da comida. O prédio foi projetado para ser um restaurante moderno, com fluxos de entrada e saída de trabalhadores e usuários.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;O cardápio do RU6 poderá ser conferido no site da UFRGS e o telefone do restaurante é 51.3308.7883.&quot;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é Atuário e Estatístico pela UFRGS, com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria também pela UFRGS. É acadêmico do Bacharelado em Matemática com ênfase em Matemática Aplicada e Computacional pela UFRGS. É fundador do Movimento Estudantil Liberdade e foi Representante Discente na Comissão de Graduação em Estatística, no Departamento de Estatística e no Conselho do Instituto de Matemática da UFRGS.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/4702688115942268484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/04/projeto-do-mel-ru-da-informatica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/4702688115942268484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/4702688115942268484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/04/projeto-do-mel-ru-da-informatica.html' title='Projeto do MEL: RU da Informática finalmente será inaugurado'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghd9VRAPcEqeneay-LTfc1Pbhqt_1A4gzSl8TY_9YVHFLnd0hwhiHLq5-NXDJVKyEUT_aNicgXj0IrAKwn_HL4mpDo360CL4o9f-sKcLtmIU5XDtcADA12lZRFSKDipRrdGG0tzyzZbyk/s72-c/image.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-7696863368600673585</id><published>2015-02-27T22:10:00.001-03:00</published><updated>2015-02-27T22:10:54.904-03:00</updated><title type='text'>Seria a legalização e mesmo oferta descomplicada pelo SUS do aborto um como que bem vindo genocídio preventivo de filhos da puta?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Régis Antônio Coimbra&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgh_0SSnfQvOI8m_ElBuCgtQVZFllN1DIGM5K2NfeomAW9IoJaam_f_VydzQOm4Rm1jCNi8t9JFD2ITdN32c-VX7WadaymH6o0uF4_lqcYY3XvYO8rJobGuSw1ocqawbsAidmDkSatcA0o/s1600/aborto_i1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgh_0SSnfQvOI8m_ElBuCgtQVZFllN1DIGM5K2NfeomAW9IoJaam_f_VydzQOm4Rm1jCNi8t9JFD2ITdN32c-VX7WadaymH6o0uF4_lqcYY3XvYO8rJobGuSw1ocqawbsAidmDkSatcA0o/s1600/aborto_i1.jpg&quot; height=&quot;256&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não questiono a possibilidade de uma gravidez indesejada ser transmutada numa paternidade e maternidade responsável, até porque é a maioria dos casos de paternidade e maternidade &quot;feliz&quot; (apesar dos muitos ônus). Não deixo de ser fortemente contra o aborto. Questiono o efeito prático, cínico, utilitarista radical de uma tal oferta: &quot;não quer gestar, parir, cuidar e educar, então aborta, por favor!&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nesse tão machista impropério, não se questiona tanto a sexualidade da &quot;puta&quot;, mas o caráter do filho dessa não exatamente puta. Sem dúvida, muitos transcendem o infeliz início como filho indesejado e, pior, pouco ou mal cuidado pela mãe, sem talvez nenhuma referência paterna. No entanto, &quot;sem pai nem mãe&quot;, por mais resilientes que sejam as crianças, muitos adultos são severamente prejudicados em parte importante de sua socialização.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Talvez o problema nem seja a mãe rancorosa ou superprotetora, ou a ausência de um pai não raro mais simbólico do que presente. O maior problema pode estar no contexto de vulnerabilidade de mães jovens, em lares confusos, em bairros desamparados pelo estado e problematicamente protegidos pelos traficantes, ressalvados o fogo cruzado entre concorrentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A questão que resta, em todo caso, é se podemos assumir o genocídio de sabe-se-lá quantos filhos indesejados ou inconvenientes para evitar o surgimento de alguns (talvez 10% de) potenciais filhos da puta?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Minha posição é a aparentemente paradoxal defesa do aborto e mesmo de sua oferta descomplicada pelo SUS, ressalvado que sou forte e profundamente contra. Deve ser fácil de fazer e extremamente difícil de justificar; é importante que seja exacerbado como decisão difícil, embora, havendo a decisão pela mulher, ela seja extremamente fácil e segura.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*RÉGIS ANTÔNIO COIMBRA é 1º Vice-Presidente do Movimento Estudantil Liberdade. Filósofo e advogado formado pela UFRGS. Especialista em Direito e Economia e, atualmente, é Acadêmico da Licenciatura em Dança pela UFRGS e Professor no Colégio Tiradentes da Brigada Militar.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/7696863368600673585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/02/seria-legalizacao-e-mesmo-oferta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/7696863368600673585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/7696863368600673585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/02/seria-legalizacao-e-mesmo-oferta.html' title='Seria a legalização e mesmo oferta descomplicada pelo SUS do aborto um como que bem vindo genocídio preventivo de filhos da puta?'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgh_0SSnfQvOI8m_ElBuCgtQVZFllN1DIGM5K2NfeomAW9IoJaam_f_VydzQOm4Rm1jCNi8t9JFD2ITdN32c-VX7WadaymH6o0uF4_lqcYY3XvYO8rJobGuSw1ocqawbsAidmDkSatcA0o/s72-c/aborto_i1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-8044911295667378704</id><published>2015-02-26T01:18:00.001-03:00</published><updated>2015-02-26T01:18:12.013-03:00</updated><title type='text'>Não existe liberdade sem direito à autodefesa</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsIo5nPBMnE_ePK4Hi9x4LhZTt7NdxJZ2L0S6nhmt-P7rLRL13NOJ1unpspjywCUpQNcm5P-YwXH8qxvk_WkpIvm9_YX9jXm6Vq_BizaUypTh6Sh4IvSEVsamepa6Ksc0hDgYIQ1HIvW4/s1600/guns_family_portrait.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsIo5nPBMnE_ePK4Hi9x4LhZTt7NdxJZ2L0S6nhmt-P7rLRL13NOJ1unpspjywCUpQNcm5P-YwXH8qxvk_WkpIvm9_YX9jXm6Vq_BizaUypTh6Sh4IvSEVsamepa6Ksc0hDgYIQ1HIvW4/s1600/guns_family_portrait.jpg&quot; height=&quot;314&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O Brasil é um país com altos índices de criminalidade e violência, porém não será desarmando o cidadão de bem que iremos contornar estes problemas. O Estatuto do Desarmamento é altamente ineficaz no combate ao crime, afinal quem é que já viu algum bandido ou traficante entregando suas armas de livre e espontânea vontade só porque o Governo disse que eles não podiam tê-las? Assim, é melhor possuir uma arma e nunca usá-la, do que precisar de uma e não a ter. Logo, a melhor política de segurança é o respeito ao direito do cidadão ter uma arma.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Contra o bom senso, o Estatuto do Desarmamento é hoje um instrumento legal que protege o bandido, pois lhe dá a segurança para atacar as pessoas e seus bens tendo a certeza de que não terá uma reação, de que encontrará apenas indivíduos indefesos e submissos, podendo praticar seus ilícitos livremente. Esta segurança do bandido é um fator que incentiva o crime, já que quando o meliante não sabe se a vítima está ou não armada, ele tende a evitar o confronto com medo de levar um tiro. Portanto, quanto maior é a capacidade de reagir do cidadão, maior é o número de crimes evitados.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que o Poder Público está fazendo é tirar do cidadão o direito de se defender dos criminosos. Esta é uma intervenção indevida, pois cabe apenas ao próprio indivíduo a decisão de possuir ou não uma arma, é algo de foro íntimo e que não deve ser colocado jamais sob a tutela do Estado. Além disso, todas as pessoas têm direito à autodefesa de sua vida e de seu patrimônio, ainda mais no cenário atual onde o Governo tem dado fortes demonstrações de que não é capaz de garantir a segurança de todos os cidadãos. Assim, tendo o cidadão o direito de se autodefender, não pode o Estado cercear o acesso aos instrumentos de defesa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIAh2MQ6ZnYLPPr9NBDKNvm8u4mKA5oQzako-oO-WjnnmSFk53wj-epm97bfeze1tI_FTcSF31A6pXXSKckuIRt2goAew6FyNOzuAA6ph9iGhp_RL5XgtvdKh1lk01Lvm3BQe-fxi4AOY/s1600/Gun-Control.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgIAh2MQ6ZnYLPPr9NBDKNvm8u4mKA5oQzako-oO-WjnnmSFk53wj-epm97bfeze1tI_FTcSF31A6pXXSKckuIRt2goAew6FyNOzuAA6ph9iGhp_RL5XgtvdKh1lk01Lvm3BQe-fxi4AOY/s1600/Gun-Control.jpg&quot; height=&quot;249&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De fato, a presença de cidadãos armados faz com que seja criado um ambiente com menos crime e mais segurança, onde há mais liberdade, pois existe um componente de dissuasão resultante do fato de que pessoas armadas não estão aptas a defenderem somente a si mesmas, mas também são capazes de defender o próximo que esteja em situação de risco. Isto é incomodo para o Governo, pois demonstra que ele não é o único ente capaz de proteger os indivíduos, que possuem a capacidade de viver sem interferência estatal e esta capacidade define a liberdade do indivíduo. Deste modo, para sermos livres, não precisamos de mais restrições sobre a propriedade privada, como aquelas propostas pelo Estatuto do Desarmamento, pelo contrário, é importante revogar as restrições existentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enfim, o Estatuto do Desarmamento não é eficaz no combate ao crime, pois os bandidos já estão armados e conseguem mais armas sempre que quiserem. É ingênuo e potencialmente letal acreditar que ao desarmar o cidadão de bem, o Estado irá também reduzir o acesso às armas pelos criminosos. O fato é que a posse e o porte de armas são direitos que devem ser assegurados a todo e qualquer cidadão que seja apto, isto é, que comprove aptidão técnica e psicológica, bem como, que não possua antecedentes criminais. No momento em que o Governo se mostra incapaz de conter a violência, cabe apenas ao próprio indivíduo a decisão de defender a si mesmo e não será o porte de uma arma que o tornará um criminoso. O desarmamento diminui a segurança e, pior, diminui a liberdade da população, pois não existe liberdade quando não se há meios para se defender, seja de um bandido seja de um Governo opressor.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é formado em Ciências Atuariais (UFRGS/2007) e em Estatística (UFRGS/2013), com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade da UFRGS. Foi Professor na UFRGS nas disciplinas de Probabilidade e Estatística e de Estatística Geral.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/8044911295667378704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/02/nao-existe-liberdade-sem-direito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/8044911295667378704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/8044911295667378704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/02/nao-existe-liberdade-sem-direito.html' title='Não existe liberdade sem direito à autodefesa'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsIo5nPBMnE_ePK4Hi9x4LhZTt7NdxJZ2L0S6nhmt-P7rLRL13NOJ1unpspjywCUpQNcm5P-YwXH8qxvk_WkpIvm9_YX9jXm6Vq_BizaUypTh6Sh4IvSEVsamepa6Ksc0hDgYIQ1HIvW4/s72-c/guns_family_portrait.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-4244455455779330867</id><published>2015-02-24T15:51:00.001-03:00</published><updated>2015-02-24T15:51:44.292-03:00</updated><title type='text'>A desigualdade é a solução para a miséria, não um problema social</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-d90jzih8Q7zm68pc190wOANbDjVLER0fkErnLz9Mor-AExmuM0snsmbhbbqNqx3aCeGFfsQD5gV8rneWefTGvKieG08evJoIcRHsvHgj_mse_tu7gh6QfEgU79trFUsPuzB_5A_khtY/s1600/desigualdade.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-d90jzih8Q7zm68pc190wOANbDjVLER0fkErnLz9Mor-AExmuM0snsmbhbbqNqx3aCeGFfsQD5gV8rneWefTGvKieG08evJoIcRHsvHgj_mse_tu7gh6QfEgU79trFUsPuzB_5A_khtY/s1600/desigualdade.jpg&quot; height=&quot;178&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os socialistas apregoam que a desigualdade de renda é o cerne de todos os problemas sociais, todavia isto não passa de uma falácia, um engodo que não encontra sustentação concreta, pois a desigualdade é inerente ao ser humano, uma vez que é próprio do indivíduo ser diferente, o que é um fator que o motiva a melhorar de vida, se igualando aos melhores através dos próprios méritos. Assim, o verdadeiro problema não reside na desigualdade, mas na pobreza, que é a miserabilidade do indivíduo definida a partir de uma condição absoluta de escassez de bens básicos imprescindíveis para a manutenção da dignidade humana.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dessa forma, o aumento da desigualdade, ou da também chamada má distribuição de renda, não pode ser um fator desestabilizador da economia e nem um gerador de pobreza, pois é parte fundamental de uma economia de mercado, estimulando o progresso social e o desenvolvimento econômico, já que em um sistema onde existe desigualdade o indivíduo busca maximizar seu próprio bem estar, sendo assim levado a poupar e buscar investimentos que atendam da maneira mais eficiente suas necessidades. A soma destas atitudes individuais gera um ganho de escala e é justamente este capital que acarreta uma melhora no padrão de vida da população.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por outro lado, sendo a pobreza oriunda da falta de acesso do indivíduo à bens e serviços básicos, temos que ela é resultante de uma relação de mercado onde a demanda por estes itens supera em muito sua oferta, fazendo com que a escassez implique em uma elevação de preços de tal forma que o indivíduo não consiga se capitalizar (acumular riqueza) o suficiente para atender suas necessidades, restando em uma situação de penúria.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Disto, temos que a pobreza nasce da conjunção entre a baixa capacidade de poupança do indivíduo e a baixa produtividade da economia. A baixa capacidade de poupança é advinda da baixa renda, que é baixa porque os produtos possuem um preço elevado, que é elevado porque a produção é insuficiente, o que faz com que a demanda seja maior do que a oferta. Logo, o caminho lógico para reduzir a pobreza é aumentar a produtividade, porém para aumentar a produtividade é necessário capital, cuja uma das fontes é a poupança dos indivíduos, quase inexistente dentro deste cenário.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Todavia, voltemos a questão da desigualdade e verifiquemos que um indivíduo, motivado por ambições e desejos pessoais, poderá tentar fazer melhores escolhas e poupar parte da sua ainda que escassa renda, para que no futuro tenha uma vida mais digna. O capital poupado por este indivíduo representa um aumento na poupança de toda economia, que terá como reflexo o aumento da produtividade, que implicará em uma redução da pobreza.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Portanto, ainda que haja um indivíduo em melhor condição de vida que os demais, o que significa que existe maior desigualdade, a pobreza geral diminuiu. Ou seja, a desigualdade não é um problema social, mas sim a solução para o verdadeiro problema da sociedade que é a pobreza, o que nos remete para uma cena dos anos 80, quando um deputado do parlamento inglês criticou a primeira ministra britânica Margaret Thatcher dizendo que em seu governo a desigualdade aumentou e que o abismo entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres era maior do que antes, no que a Dama de Ferro calmamente lhe respondeu: &quot;&lt;i&gt;Senhor deputado, todos os níveis financeiros estão melhores do que estavam em 1979. O que o honrado membro está falando é que preferia que os pobres fossem mais pobres, para que os ricos fossem menos ricos&lt;/i&gt;&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é formado em Ciências Atuariais (UFRGS/2007) e em Estatística (UFRGS/2013), com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade da UFRGS. Foi Professor na UFRGS nas disciplinas de Probabilidade e Estatística e de Estatística Geral.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/4244455455779330867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/02/a-desigualdade-e-solucao-para-miseria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/4244455455779330867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/4244455455779330867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/02/a-desigualdade-e-solucao-para-miseria.html' title='A desigualdade é a solução para a miséria, não um problema social'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-d90jzih8Q7zm68pc190wOANbDjVLER0fkErnLz9Mor-AExmuM0snsmbhbbqNqx3aCeGFfsQD5gV8rneWefTGvKieG08evJoIcRHsvHgj_mse_tu7gh6QfEgU79trFUsPuzB_5A_khtY/s72-c/desigualdade.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-1283434013600347474</id><published>2015-02-14T14:50:00.001-02:00</published><updated>2015-02-14T14:50:05.940-02:00</updated><title type='text'>A quem interessa desdenhar da meritocracia?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Guy Franco&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2kPeJ7mPgB2cDvqHL1_5_yEg4ufgTgrbBNNGKCA8yWASLpWj_LHYZ5YH6Di_meM59Jn-bb6XxvbutOFfQz1lCxt9mmXT19hpr6YdWBn9hX4Xsio-tkurefVNStsfziyZHzG6qKB8JwBQ/s1600/meritocracia-uma-introduc3a7c3a3o-1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2kPeJ7mPgB2cDvqHL1_5_yEg4ufgTgrbBNNGKCA8yWASLpWj_LHYZ5YH6Di_meM59Jn-bb6XxvbutOFfQz1lCxt9mmXT19hpr6YdWBn9hX4Xsio-tkurefVNStsfziyZHzG6qKB8JwBQ/s1600/meritocracia-uma-introduc3a7c3a3o-1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nunca vi a sociedade tão mobilizada para tripudiar da meritocracia. Hoje, não só os membros de movimentos sindicais levantam cartazes na rua contra o sistema, qualquer jovem barbudo com um canal no youtube faz o mesmo - e em plena luz do dia. Dão chiliques, relincham, fazem cara de tuberculose quando ouvem a palavra meritocracia. Pega bem desdenhar da besta. A competência está fora de moda.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os opositores, me parece, reagem sem ver as gradações da questão. Não é possível que não concordem que recompensar uma pessoa pela eficiência seja um incentivo para o bom trabalho. Também nunca ouvi falar de alguém que recusou um aumento de salário porque considerava injusto receber mais pelos próprios méritos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Reconhecer e promover os melhores profissionais é fundamental. Que se discuta os critérios de avaliação, mas o mérito é importante. Nada mais natural do que recompensá-lo. Não há vergonha nenhuma em defender isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os opositores falam de exclusão, de “darwinismo social”. Há um fator ausente aí: ainda que a meritocracia seja excludente, impugnando a mediocridade, a sociedade como um todo não se beneficiaria de hospitais e escolas cujos médicos e professores fossem os mais capacitados? Por que seria diferente com as outras profissões?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Defender a meritocracia não quer dizer que não se reconheça os níveis desiguais de onde cada pessoa começa a vida (a classe social, cor da pele, sexo, etc), mas apenas o reconhecimento de que é um meio possível e justo (não o único, nem o mais fácil) de ascender socialmente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Defender a meritocracia e combater a desigualdade não são coisas excludentes. E ainda que a meritocracia perpetue uma desigualdade, esta será um efeito colateral positivo, pois será baseada no mérito e não na arbitrariedade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E aqui vou usar uma frase de Eduardo Giannetti: “A questão crucial é: a desigualdade observada reflete essencialmente os talentos, esforços e valores diferenciados dos indivíduos ou, ao contrário, ela resulta de um jogo viciado na origem, de uma profunda falta de equidade nas condições iniciais de vida, da privação de direitos elementares e/ou discriminação racial, sexual ou religiosa?”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O vizinho de blog Flávio Moura comentou sobre o silêncio dos liberais em relação a um artigo da The Economist que mostra como os mais ricos costumam ser os mais beneficiados pela meritocracia. Na verdade, essa é uma questão que tem ocupado os liberais há muito tempo. Queria reabilitar aqui um trecho de Hayek:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“…se uma invenção acidental se torna extremamente útil para os demais, o fato de que tenha pouco mérito não a torna menos valiosa do que se tivesse resultado de grande sacrifício pessoal.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há muito tempo que os liberais reconhecem que o mérito não é apenas resultado de grande esforço. E há muito tempo que estudam soluções de política pública para consertar eventuais desigualdades e diminuir a pobreza. Basta ler Milton Friedman - o liberal dos liberais - que encontrará nele as raízes do Bolsa Família e do Prouni, por exemplo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Meritocracia para quem, cara-pálida?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nossos liberais mereciam estudar um pouco mais.”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os nossos liberais estudaram. Um deles é Ricardo Paes de Barros, formado pela escola de Chicago, e que foi líder de um grupo de economistas liberais responsável pela concepção técnica do Bolsa Família. As ideias liberais, no entanto, foram malhadas pela esquerda. Quem se lembra da resistência do PT na época? A proposta de focalização de combate à pobreza era tida como uma ameaça “neoliberal” e foi bastante hostilizada pelo partido. Hoje, o PT tenta apagar o passado liberal, as raízes chicaguistas por trás do projeto. Ao tentar apagar o nome das mentes responsáveis por trás do Bolsa Família (inclusive tirando o nome de Ricardo Paes de Barros, o pai do projeto, de sites do governo), fica fácil afirmar o que quiser e desdenhar de liberais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A nossa esquerda merecia estudar um pouco mais os liberais.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/1283434013600347474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/02/a-quem-interessa-desdenhar-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/1283434013600347474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/1283434013600347474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/02/a-quem-interessa-desdenhar-da.html' title='A quem interessa desdenhar da meritocracia?'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2kPeJ7mPgB2cDvqHL1_5_yEg4ufgTgrbBNNGKCA8yWASLpWj_LHYZ5YH6Di_meM59Jn-bb6XxvbutOFfQz1lCxt9mmXT19hpr6YdWBn9hX4Xsio-tkurefVNStsfziyZHzG6qKB8JwBQ/s72-c/meritocracia-uma-introduc3a7c3a3o-1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-3047611358445357790</id><published>2015-01-28T23:54:00.001-02:00</published><updated>2015-01-29T06:58:09.567-02:00</updated><title type='text'>Não se faz educação sem investimento</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1T9jP9r4DBNJzBPZ4qOqDR-8nwGgGef39S1Yg_Pot42QhW6KzO7votZrB2Stzof_w5rh3eIld4AiEY_pbIfTLyGgx6rT6ymLEpe9blBA2bkDs2DFww3SlEhXjsDewRnkS5qW5PkS2j9o/s1600/10940491_842018919170657_4719471525226276548_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1T9jP9r4DBNJzBPZ4qOqDR-8nwGgGef39S1Yg_Pot42QhW6KzO7votZrB2Stzof_w5rh3eIld4AiEY_pbIfTLyGgx6rT6ymLEpe9blBA2bkDs2DFww3SlEhXjsDewRnkS5qW5PkS2j9o/s1600/10940491_842018919170657_4719471525226276548_n.jpg&quot; height=&quot;240&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dilma tomou posse em seu segundo mandato anunciando que seu governo teria como lema “&lt;i&gt;Brasil, Pátria Educadora&lt;/i&gt;”, logo em seguida anunciou o corte de R$600 milhões mensais das universidades federais. Em 2011, Cid Gomes, agora nomeado Ministro da Educação, disse que professor “&lt;i&gt;deve trabalhar por amor, não por dinheiro&lt;/i&gt;”, e ainda completou: “&lt;i&gt;quem quer dinheiro deve procurar outra profissão&lt;/i&gt;”. Ocorre que os cortes afetam não apenas os salários dos docentes, mas também os serviços e a infraestrutura educacional do país.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde lecionei como Professor Substituto no ano passado, assim como muitas outras Universidades Federais, vem padecendo com a falta de investimentos. Houve uma grande expansão do corpo discente, a partir, sobretudo, do atendimento de metas do REUNI, com a criação de novos cursos e aumento da oferta de vagas nos cursos já existentes, porém não houve a devida contrapartida em termos de investimentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em 2012, o Teatro do Departamento de Artes Dramáticas - Sala Alziro Azevedo –&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.sul21.com.br/jornal/a-tragedia-de-um-curso-de-teatro-sem-teatro/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;foi interditado por risco de incêndio&lt;/a&gt;, em razão de problemas na precária rede elétrica. No ano seguinte, o Restaurante Universitário do&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/09/restaurante-universitario-da-ufrgs-e-fechado-pela-vigilancia-em-saude.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Campus do Vale foi fechado&lt;/a&gt;&amp;nbsp;pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) de Porto Alegre por falta de condições sanitárias adequadas e, logo em seguida, o&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=150915&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;rompimento de um cano no prédio onde fica a Biblioteca Setorial&lt;/a&gt;&amp;nbsp;das Ciências Sociais e Humanidades (BSCSH) provocou o alagamento de parte do acervo de quase 200 mil volumes do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O ano de 2014 não foi diferente, em junho foi inaugurado o novo prédio de salas de aula da UFRGS, conhecido como Prédio Branco. Durante a cerimônia&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://noticias.terra.com.br/educacao/ministro-inaugura-predio-com-escada-escorada-na-ufrgs,6c1aed2233c86410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;constatou-se que as escadas do mesmo estavam escoradas com vigas de madeira, unidas com pedaços de pano&lt;/a&gt;. Além disso, havia rachaduras e trincas em várias partes do prédio. Sem surpresa, o Ministério Público Federal, com base em laudos técnicos apontando que o local apresentava problemas de construção que colocavam em risco a vida e a integridade física de estudantes, professores, servidores e pessoas que frequentam o prédio, pediu a&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/10/mpf-pede-interdicao-de-predio-da-ufrgs-com-problemas-na-estrutura.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;interdição do Prédio Branco&lt;/a&gt;&amp;nbsp;apenas 4 meses após a inauguração.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Houve novamente problemas nos Restaurantes Universitários e um&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=534699&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;caldeirão no RU do Campus do Vale explodiu&lt;/a&gt;&amp;nbsp;ferindo gravemente quatro funcionários. Relatos e fotos mostraram que o local, que já havia sido fechado pela Vigilância Sanitária em 2012, apresentava condições precárias e o risco de um acidente era iminente. Como todos os RUs usavam o mesmo modelo de caldeirão para o preparo de feijão, o alimento deixou de ser servido aos estudantes até o final do ano. Ainda, novamente por problemas de infraestrutura, houve o&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2009/11/estudante-registra-alagamento-em-predio-da-ufrgs-2717210.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;alagamento do prédio do Instituto de Letras&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e as&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://noticias.band.uol.com.br/cidades/rs/noticia/100000714526/ufrgs-cancela-aulas-no-instituto-de-letras-por-conta-de-alagamento.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aulas tiveram que ser suspensas&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Agora, mal começou o ano de 2015 e as escadarias do Instituto de Matemática (IM), que levam até os gabinetes dos professores do Departamento de Matemática Pura e Aplicada e do Departamento de Estatística, foram interditadas por risco de desabamento. Considerando que os prédios daquele setor do Campus do Vale datam da mesma época e foram construídos de maneira similar, não se pode descartar a possibilidade do mesmo problema afetar as escadaria e prédios dos demais institutos. Além disso, há muito já se ouve sobre problemas de goteiras e de energia nos gabinetes do IM.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desta forma, é contraditório e hipócrita falar em “&lt;i&gt;Pátria Educador&lt;/i&gt;a” quando se corta os investimentos em Educação que são imprescindíveis para que não se criem situações como aquelas vistas na UFRGS, onde temos um curso de teatro sem teatro, falta de salas de aulas por interdição de um prédio recém inaugurado, professores que não podem acessar seus gabinetes e um restaurante reprovado pela Vigilância Sanitária. Para se educar é necessário investir em infraestrutura, pois não é superlotando uma sala de aula precária que teremos, milagrosamente, as mentes e os profissionais capacitados e fundamentais para o progresso nacional.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é formado em Ciências Atuariais (UFRGS/2007) e em Estatística (UFRGS/2013), com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade da UFRGS. Atuou como Docente em Probabilidade e Estatística na UFRGS e como Monitor Acadêmico em diversas disciplinas do Departamento de Estatística e do Departamento de Matemática Pura e Aplicada da UFRGS.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/3047611358445357790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/01/nao-se-faz-educacao-sem-investimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/3047611358445357790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/3047611358445357790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2015/01/nao-se-faz-educacao-sem-investimento.html' title='Não se faz educação sem investimento'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1T9jP9r4DBNJzBPZ4qOqDR-8nwGgGef39S1Yg_Pot42QhW6KzO7votZrB2Stzof_w5rh3eIld4AiEY_pbIfTLyGgx6rT6ymLEpe9blBA2bkDs2DFww3SlEhXjsDewRnkS5qW5PkS2j9o/s72-c/10940491_842018919170657_4719471525226276548_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-260240756779896934</id><published>2014-12-09T10:45:00.001-02:00</published><updated>2014-12-09T10:51:40.949-02:00</updated><title type='text'>A importância da Matemática para a cidadania e para o progresso nacional</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4tOSteBQW80I1rJB_PBDcCAh26_n7KcuUcplPDgWzNd_DueTkVN5wdIOU0S3po36KEzjqItw-Swe2ge9lBP622nvq6YOZBV-gMEVfARp-RVLfjk0pnFsb4f1PCPJfBfYmghx9jkMmLWM/s1600/274350_Papel-de-Parede-Lousa-de-Matematica-E-Facil-Resolver_1920x1200.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4tOSteBQW80I1rJB_PBDcCAh26_n7KcuUcplPDgWzNd_DueTkVN5wdIOU0S3po36KEzjqItw-Swe2ge9lBP622nvq6YOZBV-gMEVfARp-RVLfjk0pnFsb4f1PCPJfBfYmghx9jkMmLWM/s1600/274350_Papel-de-Parede-Lousa-de-Matematica-E-Facil-Resolver_1920x1200.jpg&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) que, entre outros objetivos, busca fortalecer o ensino de matemática e despertar nos alunos o gosto pela matemática e pela ciência em geral, o Rio Grande do Sul obteve o primeiro lugar e segundo lugar no nível II e primeiro lugar no nível III. De um modo geral, o estado teve 36 medalhas de ouro, 87 medalhas de prata e 211 medalhas de bronze.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O saber matemático é fundamental para a progressiva evolução científica e tecnológica da Nação, sendo indispensável para o desenvolvimento pessoal, profissional e econômico das pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Segundo o Conde Bertrand Russell, um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX: &quot;&lt;i&gt;A matemática, vista corretamente, possui não apenas verdade, mas também suprema beleza - uma beleza fria e austera, como a da escultura&lt;/i&gt;&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Infelizmente, ainda que hajam importantes iniciativas como a OBMEP, o ensino matemático no Brasil é bastante negligenciado. Conforme a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país ocupa o 38° lugar entre os 44 países avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que testa a habilidade de estudantes em resolver problemas de raciocínio lógico.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O resultado do exame mostrou que apenas 2% dos alunos brasileiros conseguiram resolver problemas de matemática mais complexos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O fato é que a maioria dos brasileiros não domina habilidades matemáticas nem mesmo para as tarefas cotidianas, só conseguem ler preços, ver a hora, anotar números de telefone e verificar calendários, mas não são capazes, por exemplo, de ler gráficos publicados na mídia e de resolver problemas que exigem mais de um passo e cálculo proporcional.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O ensino brasileiro deve trabalhar com mais consistência na educação matemática, pois as pessoas precisam de condições para serem mais críticas em relação as informações que recebem. O pensamento matemático é tão necessário para o exercício eficiente da cidadania como ler e escrever, o que torna o analfabetismo numérico um problema gravíssimo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Este é um problema de país e revertê-lo exige a diversificação do itinerário dos estudantes, dando maior significação aos conteúdos estudados através de uma uniformização entre a teoria e a prática, isto é, através de uma articulação entre o que é aprendido na escola e o que a sociedade realmente exige, possibilitando que o cidadão possa construir soluções, através de seus conhecimentos matemáticos, para problemas dentro de situações do cotidiano.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A sociedade atual exige uma postura holística que explore as situações problemas através de uma linguagem capaz de traduzir a realidade. Capacidades de análise e abstração devem ser valorizadas para além daquelas de simples memorização de fórmulas, de maneira que se estimule o questionamento do problema. Não pode haver um descompasso entre o mundo moderno e os currículos de matemática.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enfim, a matemática está presente em toda a sociedade, sendo fundamental para o exercício de todas as profissões e para o exercício da própria cidadania. Deste modo, as mentes precisam ser estimuladas através de uma ponte entre o conhecimento teórico e a prática, de forma que se desperte o interesse pela matemática em todo o país e esta torne as pessoas mais críticas e conscientes, aptas à tomarem melhores decisões para si e para a população como um todo, pois o conhecimento é fundamental para a existência e progresso da Nação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é formado em Ciências Atuariais (UFRGS/2007) e em Estatística (UFRGS/2013), com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade da UFRGS. Atuou como Docente em Probabilidade e Estatística na UFRGS e como Monitor Acadêmico em diversas disciplinas do Departamento de Estatística e do Departamento de Matemática Pura e Aplicada da UFRGS.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/260240756779896934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/12/a-importancia-da-matematica-para.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/260240756779896934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/260240756779896934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/12/a-importancia-da-matematica-para.html' title='A importância da Matemática para a cidadania e para o progresso nacional'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4tOSteBQW80I1rJB_PBDcCAh26_n7KcuUcplPDgWzNd_DueTkVN5wdIOU0S3po36KEzjqItw-Swe2ge9lBP622nvq6YOZBV-gMEVfARp-RVLfjk0pnFsb4f1PCPJfBfYmghx9jkMmLWM/s72-c/274350_Papel-de-Parede-Lousa-de-Matematica-E-Facil-Resolver_1920x1200.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-3441227937089361325</id><published>2014-11-21T10:35:00.001-02:00</published><updated>2014-11-21T23:52:43.156-02:00</updated><title type='text'>Veni, vidi, vici</title><content type='html'>&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Ascensão e queda do “DCE de Verdade”&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAWgKQSkSV6U2IG8ig0FCVgsm-ReX1jxRjg3BTq2tduHSlNBVlTaeRjNHE-5kmJZXAlxDPz5ja3G0hPKLXcVxieRMcXn3U_E1LHB9SnoJXGACctJw4s8NnyonUdt8X9lOSjyJKS2EcCX4/s1600/Julio+Cesar.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAWgKQSkSV6U2IG8ig0FCVgsm-ReX1jxRjg3BTq2tduHSlNBVlTaeRjNHE-5kmJZXAlxDPz5ja3G0hPKLXcVxieRMcXn3U_E1LHB9SnoJXGACctJw4s8NnyonUdt8X9lOSjyJKS2EcCX4/s1600/Julio+Cesar.jpg&quot; height=&quot;186&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As eleições para o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DCE/UFRGS) terminaram ontem, dia 20 de novembro, com um resultado surpreendente, qual seja: a maior derrota já sofrida por uma chapa de situação no movimento estudantil universitário.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ainda que se possa apontar muitos motivos para tal resultado, o que se sobressai em relação aos demais é a desonestidade e a falta de honra do “DCE de Verdade”, grupo que foi eleito no ano passado a partir de uma construção com diversas bases, entre as quais o Movimento Estudantil Liberdade. Todavia, uma vez eleito o “DCE de Verdade” se apressou em atacar justamente aqueles que o apoiaram, que o ajudaram a assumir o comando da entidade máxima dos estudantes na UFRGS.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A gestão, de maneira egoísta, se pautou pela máxima do maquiavelismo a partir da qual se considera que que entre seus inimigos estão companheiros, isto é, que devem ser repelidos mesmo aqueles companheiros mais próximos, que te ajudaram a ali chegar, para manter o poder. Dessa forma, não há como não traçar um paralelo entre tal atitude e aquela do Grande Expurgo de Stálin, que para consolidar sua posição liquidou cerca de dois terços dos quadros do Partido Comunista da URSS.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ocorre que, por incrível que pareça, o “DCE de Verdade”, apesar de fortemente pautado pela oposição ao coletivismo e pela exaltação ao individualismo, olvidou-se da força que tem um único indivíduo que entendeu que a injusta traição que sofrera não poderia jamais ficar impune e traçou como objetivo a redenção do Movimento Estudantil Liberdade através da elucidação da verdade sobre os fatos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, a peleia estava armada. De um lado, os traidores arrogantes que, apesar de serem muitos, eram estúpidos e pouco inteligentes, de outro um e apenas um estrategista extremamente habilidoso, que inclusive teve seus feitos reconhecidos por membros da gestão “DCE de Verdade” que lhe imputaram a alcunha de “Gênio do Mal”, talvez um trocadilho relativo à sigla MEL (Movimento Estudantil Liberdade).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Outrora, em nossa história, tivemos a figura de Carlos Lacerda, jornalista e político, que ficou conhecido como “derruba-presidentes” por sua participação em ações que levaram o fim ao mandato de dirigentes nacionais como Getúlio Vargas, Jânio Quadros e João Goulart. Não se pode afastar certo lacerdismo no caso do DCE da UFRGS, no que cabe lembrar que o presidente Juscelino Kubitschek impediu que Lacerda tivesse concessão de canais de televisão, afirmando, anos após seu governo, que se permitisse isto poderia ter lhe custado a Presidência.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Felizmente (ou infelizmente para alguns), os gestores do “DCE de Verdade” não possuíam a visão de Kubitschek e eram pessoas ignorantes que sofreram os primeiros golpes do contra-ataque em razão justamente de sua falta de habilidade em lidar com a imprensa, imperícia esta que perdurou por toda a gestão e que foi fundamental para seu fim. De fato, havia uma briga de egos que impedia que enxergassem além de um palmo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Além disso, o “DCE de Verdade” teve falhas crassas para além das traições. Falhas que comprometeram seu próprio discurso e sua credibilidade junto aos estudantes. O grupo se elegeu sob a égide do apartidarismo, porém tão-logo foi eleito e já nomeou Daniel Franco Martins, do PDT, como conselheiro no Conselho de Curadores (CONCUR). Criticava durante a ausência de prestação de contas de outras gestões, mas também não apresentou prestação de contas, que é semestral e não anual segundo o Estatuto da entidade. Abraçou a bandeira da representação discente atuante, reclamando dos RDs dos demais grupos políticos da UFRGS que perdiam os mandatos por não irem nas reuniões, porém seus RDs Carlos Marcelo Velloso Wendt e Lucas Scherer Gomes também perderam seus mandatos na Câmara de Extensão (CAMEX) por descumprimento do número máximo de faltas não justificadas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em meados de 2014 a situação era insustentável e levou membros do “DCE de Verdade” a pedirem uma trégua ao Movimento Estudantil Liberdade e, novamente solicitar sua ajuda, que mais uma vez foi dada. Porém, um velho ditado gaudério diz que “cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça!”, logo, prevendo nova traição por parte dos membros do “DCE de Verdade”, foram feitos registros para que os estudantes não fossem novamente enganados. E foi dito e feito: com a regularização da situação, o “DCE de Verdade” votou a trair o Movimento Estudantil Liberdade. Mas já era tarde demais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A cartada final do “DCE de Verdade” foi abrir um processo com informações e alegações falsas contra o MEL com o objetivo de calar o grupo durante as eleições para o DCE. Não deu certo. O Juiz Luiz Augusto Guimarães de Souza indeferiu a antecipação de tutela. Recorreram. O Desembargador Túlio de Oliveira Martins negou provimento ao recurso alegando que a prova trazida aos autos era deficiente. Entraram com agravo. A Décima Câmara Cível do Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo informando que não veio aos autos qualquer elemento ou argumentação no sentido de alterar a decisão agravada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg30lA74gzKjHS90ovva3Vd5OLwuK7EoXwKMYjqGNXeVVYOCM3fY8eab_1X3yiTAykif0mxpb7d3q9or7iAAIF52EcyjlbD2Cs22MklLsbRLv1DsTsVIzepPw_JUSqiLEIcKiSiE9x15e7W/s1600/fanfa.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg30lA74gzKjHS90ovva3Vd5OLwuK7EoXwKMYjqGNXeVVYOCM3fY8eab_1X3yiTAykif0mxpb7d3q9or7iAAIF52EcyjlbD2Cs22MklLsbRLv1DsTsVIzepPw_JUSqiLEIcKiSiE9x15e7W/s1600/fanfa.png&quot; height=&quot;222&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Fanfa fala sobre esquemas envolvendo festas do DCE&lt;br /&gt;(clique para ampliar)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
No dia 06 de novembro de 2014, áudios de conversas entre membros da gestão “DCE de Verdade” com o Presidente do MEL vazam na internet. O Vice-Presidente do DCE da UFRGS Jardel Tessari, estudante de Medicina, renuncia. No dia 10 de novembro, novos áudios caem na internet e o Diretor de Esportes do DCE da UFRGS, Fábio Borges Fanfa, que disputava as eleições pela chapa 1, pleiteando o cargo de Diretor de Infraestrutura, pede desligamento da chapa e denuncia um esquema envolvendo festas organizadas pelo “DCE de Verdade”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Finalmente, no dia 11 de novembro, com mais uma divulgação de áudios entre membros da gestão “DCE de Verdade”, Coordenadores-Gerais da Chapa 1, e membros do Movimento Estudantil Liberdade, a gestão do DCE da UFRGS vê que não é mais possível sustentar a mentira que criaram e, em nota oficial, assinada pela então Executiva do DCE, Lucas Herbert Jones (Presidente), Jardel Pereira Tessari (1º Vice-Presidente até 10/11/14), Bernardo de Abreu Bortoluzzi (2º Vice-Presidente), Renato Augusto Rabuske Zülke (Secretário-Geral) e Fábio Borges Fanfa (Diretor de Esportes) admitem que houve sim relações entre membros do “DCE de Verdade” (gestão 2014) e membros do MEL/DCE Livre. Assim, a gestão do DCE capitulou e a verdade finalmente veio à tona.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As eleições para o DCE da UFRGS ocorreram nos dias 18, 19 e 20 de novembro. O resultado foi sabido na madrugada do dia 21: A Chapa 1 – DCE de Verdade: Nosso partido é o estudante 2.0, que representava a situação, sofreu a maior e mais vergonhosa e humilhante derrota de uma chapa situacionista na história do movimento estudantil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Houve muitas vitórias nesta eleição, mas sem sobra de dúvidas a maior delas foi do Movimento Estudantil Liberdade, que provou ser inocente em relação às acusações que sofrera por parte do “DCE de Verdade”. Que provou ter sido usado pelos membros do “DCE de Verdade” e que foi traído pelos mesmos, apunhalado pelas costas e que, mesmo assim, voltou, lutou o bom combate, venceu e lavou sua honra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escute os áudios das conversas entre o DCE de Verdade e o DCE Livre:&lt;br /&gt;
Parte 1:&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=24ktxzOSK8M&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=24ktxzOSK8M&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Parte 2:&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=ShyaVxNIkmg&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=ShyaVxNIkmg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Parte 3:&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=vMsXs7HVQcA&quot;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=vMsXs7HVQcA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/3441227937089361325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/11/veni-vidi-vici.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/3441227937089361325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/3441227937089361325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/11/veni-vidi-vici.html' title='Veni, vidi, vici'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAWgKQSkSV6U2IG8ig0FCVgsm-ReX1jxRjg3BTq2tduHSlNBVlTaeRjNHE-5kmJZXAlxDPz5ja3G0hPKLXcVxieRMcXn3U_E1LHB9SnoJXGACctJw4s8NnyonUdt8X9lOSjyJKS2EcCX4/s72-c/Julio+Cesar.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-8325698767245414410</id><published>2014-10-25T22:03:00.001-02:00</published><updated>2014-10-25T22:03:43.629-02:00</updated><title type='text'>Youssef: “O Planalto sabia de tudo!” Delegado: “Quem do Planalto?” Youssef: “Lula e Dilma”</title><content type='html'>&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;O doleiro Alberto Youssef afirma em depoimento à Polícia Federal que o ex e a atual presidente da República não só conheciam como também usavam o esquema de corrupção na Petrobras&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWW6DUZhDg4kd75fSXP8_jXL2tlHLkhZFqMz0Gvb5KfNi57oCZaUV19KH0s0awPoKB4IxpBgcAX00De2Plb_ESeOjJhMqpE3jhhtbCaaaIvaQYjWdekBJr_8ooA_2gQlffurkHdQejA1Y/s1600/depoimento-brasilia-size-598.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWW6DUZhDg4kd75fSXP8_jXL2tlHLkhZFqMz0Gvb5KfNi57oCZaUV19KH0s0awPoKB4IxpBgcAX00De2Plb_ESeOjJhMqpE3jhhtbCaaaIvaQYjWdekBJr_8ooA_2gQlffurkHdQejA1Y/s1600/depoimento-brasilia-size-598.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;EM VÍDEO - As declarações de Youssef sobre Lula e Dilma&lt;br /&gt;foram prestadas na presença de um delegado, um procurador&lt;br /&gt;da República e do advogado (Ilustração Lézio Jr./VEJA)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;A Carta ao Leitor desta edição termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em segundo turno das eleições presidenciais: “Basta imaginar a temeridade que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do cumprimento desse dever”. VEJA não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato. VEJA publica fatos com o objetivo de aumentar o grau de informação de seus leitores sobre eventos relevantes, que, como se sabe, não escolhem o momento para acontecer. Os episódios narrados nesta reportagem foram relatados por seu autor, o doleiro Alberto Youssef, e anexados a seu processo de delação premiada. Cedo ou tarde os depoimentos de Youssef virão a público em seu trajeto na Justiça rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF), foro adequado para o julgamento de parlamentares e autoridades citados por ele e contra os quais garantiu às autoridades ter provas. Só então se poderá ter certeza jurídica de que as pessoas acusadas são ou não culpadas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, colocou os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se pôs à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado des­de março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, a cabeça raspada e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Comparsa de Youssef na pilhagem da maior empresa brasileira, o ex-diretor Paulo Roberto Costa já declarara aos policiais e procuradores que nos governos do PT a estatal foi usada para financiar as campanhas do partido e comprar a fidelidade de legendas aliadas. Parte da lista de corrompidos já veio a público. Faltava clarear o lado dos corruptores. Na ter­ça-feira, Youssef apre­sentou o pon­­to até agora mais “estarrecedor” — para usar uma expressão cara à pre­sidente Dilma Rous­seff — de sua delação premiada. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
— O Planalto sabia de tudo!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
— Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
— Lula e Dilma — respondeu o doleiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para conseguir os benefícios de um acordo de delação premiada, o criminoso atrai para si o ônus da prova. É de seu interesse, portanto, que não falsifique os fatos. Essa é a regra que Yous­sef aceitou. O doleiro não apresentou — e nem lhe foram pedidas — provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o de­poente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades. Ou seja, querem estar certos de que não lidam com um fabulador ou alguém interessado apenas em ganhar tempo for­necendo pistas falsas e fazendo acu­sações ao léu. Youssef está se saindo bem e, a exemplo do que se passou com Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, tudo indica que seu processo de delação premiada será homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, ele aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais. Aos investigadores, Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma vez feito o acordo, Youssef terá de entregar o que prometeu na fa­se atual da investigação. Ele já con­tou que pagava em nome do PT mesadas de 100 000 a 150 000 reais a parlamentares aliados ao partido no Congresso. Citou nominalmente a ex-mi­nistra da Casa Civil Gleisi Hoff­mann, a quem ele teria repassado 1 mi­lhão de reais em 2010. Youssef disse que o dinheiro foi entregue em um shopping de Curitiba. A senadora ne­gou ter sido beneficiada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância pa­ra a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e o ex-deputado José Janene, à época líder do PP, sobre a nomeação de operadores do partido para cargos estratégicos do governo. Youssef relatou um episódio ocorrido, segundo ele, no fim do governo Lula. De acordo com o doleiro, ele foi convocado pelo então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, para acalmar uma empresa de publicidade que ameaçava explodir o esquema de corrupção na estatal. A empresa quei­xa­va-­se de que, depois de pagar de forma antecipada a propina aos políticos, tive­ra seu contrato rescindido. Homem da confiança de Lula, Gabrielli, segundo o doleiro, determinou a Youssef que captasse 1 milhão de reais entre as empreiteiras que participavam do petrolão a fim de comprar o silêncio da empresa de publicidade. E assim foi feito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Gabrielli poderia ter realizado toda essa manobra sem que Lula soubesse? O fato de ter ocorrido no governo Dilma é uma prova de que ela estava conivente com as lambanças da turma da estatal? Obviamente, não se pode condenar Lula e Dilma com base apenas nessa narrativa. Não é disso que se trata. Youssef simplesmente convenceu os investigadores de que tem condições de obter provas do que afirmou a respeito de a operação não poder ter existido sem o conhecimento de Lula e Dilma — seja pelos valores envolvidos, seja pelo contato constante de Paulo Roberto Costa com ambos, seja pelas operações de câmbio que fazia em favor de aliados do PT e de tesoureiros do partido, seja, principalmente, pelo fato de que altos cargos da Petrobras envolvidos no esquema mudavam de dono a partir de ordens do Planalto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os policiais estão impressionados com a fartura de detalhes narrados por Youssef com base, por enquanto, em sua memória. “O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o do­leiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari. O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências. Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a ajudar a PF a localizar as datas e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois da homologação da de­lação premiada, que parece assegurada pelo que ele disse até a semana passada, Youssef terá de apresentar à Justiça mais do que versões de episódios públicos envolvendo a presidente. Pela posição-chave de Youssef no esquema, os investigadores estão con­fiantes em que ele produzirá as provas necessárias para a investigação prosseguir. Na semana que vem, Alberto Youssef terá a oportunidade de relatar um episódio ocorrido em março deste ano, poucos dias antes de ser preso. Youssef dirá que um integrante da ­coor­­denação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na cam­panha presidencial de Dilma Rous­seff. Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba. Procurados, os defensores do doleiro não quiseram comentar as revelações de Youssef, justificando que o processo corre em segredo de Justiça. Pelo que já contou e pelo que promete ainda entregar aos investigadores, Youssef está materializando sua amea­ça velada feita dias atrás de que iria “chocar o país”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;DINHEIRO PARA O PT&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgzEt1DetVwNBDlnnCXKfhFLHaq4kQPrL7P7gWlhBSCyWAxHft0DNOm8dW92Dy2ltLNzZCSDx3Ytj5rvO91jIeMsQx4DDOjWciI01Y-eJjdso6Xhg6gAYLiwFBjWGwWlTjeyRoG_N0rV1o/s1600/JOAO-VACCARI-NETO-size-620.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgzEt1DetVwNBDlnnCXKfhFLHaq4kQPrL7P7gWlhBSCyWAxHft0DNOm8dW92Dy2ltLNzZCSDx3Ytj5rvO91jIeMsQx4DDOjWciI01Y-eJjdso6Xhg6gAYLiwFBjWGwWlTjeyRoG_N0rV1o/s1600/JOAO-VACCARI-NETO-size-620.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;João Vaccari Neto, homem forte da campanha de Dilma&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Alberto Youssef também voltou a detalhar os negócios que mantinha com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, homem forte da campanha de Dilma e conselheiro da Itaipu Binacional. Além de tratar dos interesses partidários com o dirigente petista, o doleiro confi rmou aos investigadores ter feito pelo menos duas grandes transferências de recursos a Vaccari. O dinheiro, de acordo com o relato, foi repassado a partir de uma simulação de negócios entre grandes companhias e uma empresa-fantasma registrada em nome de laranjas mas criada pelo próprio Vaccari para ocultar as operações. Ele nega.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;ENTREGA NO SHOPPING&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfLF-cXWV21c8xeniGi5rOLnMnxd2NIolAEjq9OpOMXqjWuXetpZ2ALzndgUQeyBJ1Lns5aWtjokcYkXYfw1EbyEjMEu6a79FLwd2j3rO-FeUY8cZG7I0q7ruHL9_ebNTUOm2F03IJewM/s1600/GLEISI-HOFFMANN-2014-size-620.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfLF-cXWV21c8xeniGi5rOLnMnxd2NIolAEjq9OpOMXqjWuXetpZ2ALzndgUQeyBJ1Lns5aWtjokcYkXYfw1EbyEjMEu6a79FLwd2j3rO-FeUY8cZG7I0q7ruHL9_ebNTUOm2F03IJewM/s1600/GLEISI-HOFFMANN-2014-size-620.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;Ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Alberto Youssef confirmou aos investigadores o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o dinheiro desviado da estatal para a campanha da exministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010. Segundo ele, o repasse dos recursos para a senadora petista, no valor de 1 milhão de reais, foi executado em quatro parcelas. As entregas de dinheiro foram feitas em um shopping center no centro de Curitiba. Intermediários enviados por ambos entregaram e receberam os pacotes. Em nota, a senadora disse que não recebeu nenhuma doação de campanha nem conhece Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;ELE TAMBÉM SABIA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhVFzjYGTZ8ocPXvF10Y9Zh_ZKUADIyKJb4Zq5r_dzYCu_zOmx11t2NNnJb2XAZnwWSnSnrvz5oYFh7ogodVEovGw92_1scKFFoKjWdt3ONG-lV0U-h-fa3BW9K8Bv6weUrxsFxPQFk8M/s1600/SERGIO-GABRIELLI-PETROBRAS-2011-size-620.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhVFzjYGTZ8ocPXvF10Y9Zh_ZKUADIyKJb4Zq5r_dzYCu_zOmx11t2NNnJb2XAZnwWSnSnrvz5oYFh7ogodVEovGw92_1scKFFoKjWdt3ONG-lV0U-h-fa3BW9K8Bv6weUrxsFxPQFk8M/s1600/SERGIO-GABRIELLI-PETROBRAS-2011-size-620.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;Presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Durante o segundo mandato de Lula, o doleiro contou que foi chamado pelo presidente da Petrobras, José sergio Gabrielli, para tratar de um assunto que preocupava o Planalto. Uma das empresas com contratos de publicidade na estatal ameaçava revelar o esquema de cobrança de pedágio. Motivo: depois de pagar propina antecipadamente, a empresa teve seu contrato rescindido. Ameaçado pelo proprietário, Gabrielli pediu ao doleiro que captasse 1 milhão de reais com as empreiteiras do esquema e devolvesse a quantia à empresa de publicidade. Gabrielli não quis se pronunciar&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;CONTAS SECRETAS NO EXTERIOR&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9NYCRFMrElp_U6xI_OiRwc7AoE3mcM8fPX3AN5r11osGTwkTLwVNh2D5VRSmdVUPWLcsweAUYI7UPhZgTYBpWoy99a-mjJlCZXXuTx4qVb5ROYHMkPxZZPfNIOIV4PEzuqXwvE8eRFgk/s1600/PT-ESTRELA-size-620.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9NYCRFMrElp_U6xI_OiRwc7AoE3mcM8fPX3AN5r11osGTwkTLwVNh2D5VRSmdVUPWLcsweAUYI7UPhZgTYBpWoy99a-mjJlCZXXuTx4qVb5ROYHMkPxZZPfNIOIV4PEzuqXwvE8eRFgk/s1600/PT-ESTRELA-size-620.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;Suspeitas concretas da existência de dinheiro escondido em&lt;br /&gt;paraísos fiscais&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desde que Duda Mendonça, o marqueteiro da campanha de Lula em 2002, admitiu na CPI dos Correios ter recebido pagamentos de campanha no exterior (10 milhões de dólares), pairam sobre o partido suspeitas concretas da existência de dinheiro escondido em paraísos fi scais. Para os interrogadores de Alberto Youssef, no entanto, essas dúvidas estão começando a se transformar em certeza. O doleiro não apenas confi rmou a existência das contas do PT no exterior como se diz capaz de ajudar a identifi cá-las, fornecendo detalhes de operações realizadas, o número e a localização de algumas delas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;UM PERSONAGEM AINDA OCULTO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiP9shgunMYwuW6lgDZF_XhQiWL9U4DIumfBMTdk-9jynafzBmtf8DS0INPFK2c1qm18dCO5VlYdEuM4yKJwoQ_yx9lAZLFXRIBto1FsBxaXIAi1dFJvgi9WGxPJAvB7xjsWYND7_yHmaU/s1600/personagem-oculto-size-620.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiP9shgunMYwuW6lgDZF_XhQiWL9U4DIumfBMTdk-9jynafzBmtf8DS0INPFK2c1qm18dCO5VlYdEuM4yKJwoQ_yx9lAZLFXRIBto1FsBxaXIAi1dFJvgi9WGxPJAvB7xjsWYND7_yHmaU/s1600/personagem-oculto-size-620.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;20 milhões de reais que seriam usados no caixa eleitoral&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O doleiro narrou a um interlocutor que seu esquema criminoso por pouco não atuou na campanha presidencial deste ano. Nos primeiros dias de março, Youssef recebeu a ligação de um homem, identifi cado por ele apenas como “Felipe”, integrante da cúpula de campanha do PT. Ele queria os serviços de Youssef para repatriar 20 milhões de reais que seriam usados no caixa eleitoral. Youssef disse que chegou a marcar uma segunda conversa para tratar da operação, mas o negócio não foi adiante porque ele foi preso dias depois. Esse trecho ainda não foi formalizado às autoridades.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/8325698767245414410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/10/youssef-o-planalto-sabia-de-tudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/8325698767245414410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/8325698767245414410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/10/youssef-o-planalto-sabia-de-tudo.html' title='Youssef: “O Planalto sabia de tudo!” Delegado: “Quem do Planalto?” Youssef: “Lula e Dilma”'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWW6DUZhDg4kd75fSXP8_jXL2tlHLkhZFqMz0Gvb5KfNi57oCZaUV19KH0s0awPoKB4IxpBgcAX00De2Plb_ESeOjJhMqpE3jhhtbCaaaIvaQYjWdekBJr_8ooA_2gQlffurkHdQejA1Y/s72-c/depoimento-brasilia-size-598.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-1342702648090704051</id><published>2014-09-25T20:26:00.000-03:00</published><updated>2014-09-25T20:26:05.661-03:00</updated><title type='text'>Comunistas de boutique</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Régis Antônio Coimbra&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5hcyteiqNgozkIZx0l62IZ5mN9WpCS4vBZYiYUuHyQFYjsr5yBkWscwqmnxjXPfBZdfCkr3AbyLUg-OiNJMHE3NcPdSYDZ9akONZMm-V793kDhI_Z7d7Dr4mjxQp3BmOFoZjeQaQ0m90/s1600/y2pkIOJLrfaQ3-8lqz7xPnVm2ngTD9csD4DcK3ymlcASaAtss1jO7mt99bx3n7rIrSWZ0dGR_Dcjas_eWxcLDDglQ.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5hcyteiqNgozkIZx0l62IZ5mN9WpCS4vBZYiYUuHyQFYjsr5yBkWscwqmnxjXPfBZdfCkr3AbyLUg-OiNJMHE3NcPdSYDZ9akONZMm-V793kDhI_Z7d7Dr4mjxQp3BmOFoZjeQaQ0m90/s1600/y2pkIOJLrfaQ3-8lqz7xPnVm2ngTD9csD4DcK3ymlcASaAtss1jO7mt99bx3n7rIrSWZ0dGR_Dcjas_eWxcLDDglQ.jpg&quot; height=&quot;223&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Considero injusto criticar candidatos que supõe ser comunistas por não entenderem Marx. Marx é para especialistas. Mas há comentadores que podem ajudar a entender a teoria dele. Resumindo, calcado nos economistas clássicos, notadamente David Ricardo, Marx considerou que a tendência do proletariado à rendas de quase estrita subsistência decorria não só do fato de que os incrementos de renda que o capitalismo trazia aos proletários tendia a ser consumida por um número maior de filhos que sobreviviam (e, sobrevivendo, consumiam em comida e outros itens de quase estrita sobrevivência, os acréscimos de renda que obtinham no capitalismo mais do que em qualquer outro momento histórico), mas também da exploração pelos capitalistas, que se apropriavam da mais valia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nisso, o principal e mais fundamental erro de Marx: ele não reconhecia o tanto que o capitalista, seja ao administrar um negócio, seja ao administrar riscos no investimento do puro capital financeiro (momento Luciana Genro...), agregavam valor à produção, nem que fosse ajudando quem produz a encontrar quem precisa (e pode...) consumir - o papel do comerciante.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O segundo grave erro de Marx foi supor que o capitalismo seria para sempre do modo como ele o &quot;fotografou&quot;, com o que ele identificou como um desequilíbrio entre o crescimento populacional proporcional e absoluto do proletariado, e pelo menos proporcional dos burgueses (os capitalistas) e pequeno-burgueses (os lacaios dos burgueses... o mais próximo de classe média que Marx teorizou mais em detalhe). Isso envolvia também um problema de desequilíbrio entre a capacidade de produção, crescente, e a capacidade de consumo, que Marx identificava como restrita à burguesia e pequena burguesia, numericamente insignificante e cada vez menos significante (menos, ao menos proporcionalmente, numerosa em relação ao proletariado), o que levaria a crises cada vez maiores e mais graves de superprodução e subconsumo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O primeiro erro (sobre a expropriação da mais valia) é teórico e é parcial. De fato, o burguês tem vantagens de negociação com a mão de obra não especializada e, nisso, leva vantagens. Mas é um erro insanável quanto ao não reconhecimento do trabalho do empresário ou capitalista (do especulador financeiro, como diria Luciana genro).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O segundo erro é histórico. Marx chegou a acompanhar detidamente o movimento cartista pelo qual, na Inglaterra, foram institucionalizados direitos como que trabalhistas e de crianças. Ainda durante seu tempo de vida (em sua última década), na Alemanha, no sistema de civil law ou do dito sistema romano-germânico de direito (mais parecido com o nosso), foram criadas as primeiras leis &quot;trabalhistas&quot; (primeiro dos acidentes de trabalho, em seguida direitos mais propriamente trabalhistas). Isso é, viu surgir já a social-democracia e a construção algo acelerada de uma classe média com considerável poder de consumo - adaptação do capitalismo ao problema estrutural do descompasso da capacidade de produção sem mercados consumidores proporcionais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Que Marx tenha cometido esses erros em nada diminui seu gênio, limitado pelo conhecimento de seu tempo e apenas parcialmente por seu... mau gênio. Sua crítica ainda é válida ao denunciar a dura diferença entre as posições do trabalhador assalariado ou mesmo pequeno empresário cuja renda se limita à mais ou menos estrita subsistência (sem possibilidade de poupar de modo significativo) e o capitalista, empresário ou mesmo assalariado com rendas muito superiores às suas necessidades ou mesmo possibilidade de consumo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Marx, no entanto, não pretendia apenas analisar (mal, não por culpa apenas própria) e entender (mal, não por culpa apenas própria) a sociedade. Com base em suas análises e entendimento frágeis, Marx se dedicou a prever o futuro e a orientar formas de otimizar as mudanças. Nisso, passamos dos erros para os sonhos e pesadelos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Marx entende que a história da humanidade é a história da luta de classes. Toda a história da humanidade seria basicamente a história de umas classes explorando outras. Não havendo propriamente meios de produção, os mais fortes (e, na família, os homens), subjugando e explorando os mais fracos (na família, as mulheres). Havendo meios de produção, os proprietários desses meios (notadamente a posse de terra) podiam ter para si excedentes de bens de consumo, como comida, muito além do que poderiam consumir e, assim, podiam, por exemplo, sustentar especialistas, que não se precisariam dedicar à produção de mais alimentos, mas a fazer adornos, servir de seguranças (capangas, exércitos...), glorificadores da classe dominante etc.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em diversos momentos um modo de produção foi superado por outro, o poder político de uns, calcado em certo tipo de produção, sendo superado economicamente por outro. O exemplo mais próximo de Marx foram as revoluções burguesas, nas quais a aristocracia, cuja base de poder era a posse de terras, foi superada pela burguesia, cuja base era o comércio e indústria.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com base nesse exemplo mais marcante e generalizações retrospectivas desse fenômeno para outros momentos históricos, Marx conclui que o capitalismo seria o momento mais radical da luta de classes, com mais radical exploração, isso envolvendo uma maior concentração de poder econômico e político num proporcionalmente menor grupo de pessoas, os burgueses, que paradoxalmente, no entender de Marx, dependeriam mais radicalmente do proletariado do que outras classes dominantes. Bastaria o proletariado perceber que os burgueses dependiam deles mais do que eles dos burgueses para que se iniciasse mais ou menos abruptamente (como se pode diferenciar que ocorreu nas revoluções burguesas, contrastantemente nas reformas e revoluções parciais britânicas, de um lado, e na catastrófica e radical revolução - ou sucessão de revoluções - francesa), a revolução do proletariado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Essa revolução seria difícil, como difícil (e fracassada) foi a comuna de Paris, que Marx teve a oportunidade de aproximadamente acompanhar e que falhou por ter sido um levante relativamente isolado, que teve de se contrapor a toda uma constelação de países capitalistas e mesmo à tendência do revolucionários de regredir a formas mais primitivas de exploração de classe. O grande problema dessa revolução é extinguir a tendência à luta (e exploração) de classes. Para tanto precisa se universalizar (ser estendida e vencida em todos os países relevantes) e, uma vez feito isso, como que atravessar o deserto por uns 40 anos, como segundo a bíblia teria feito Moisés, extinguindo a geração contaminada pela cultura da luta (e exploração) de classe.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mesmo tendo considerável clareza da dificuldade desse sonho, Marx não se furtou a incentivar o pesadelo de uma tal transição. Pode ajudar a entender o fenômeno a distinção da transição como o período de ditadura do proletariado, no socialismo, e a conclusão do processo na abolição do estado (Marx, enfim, mostra-se um anarquista) no comunismo. O objetivo é o comunismo, mas o meio é o socialismo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O socialismo assumidamente não é um momento de liberdade, mas de ditadura e guerra. Guerra dos países que iniciam tal revolução contra todos os demais países, ainda capitalistas ou em outros estágios mais primitivos de luta de classes; ditadura (ou guerra civil) dos revolucionários contra os contra-revolucionários dentro do próprio país.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Isso &quot;justifica&quot; o horror que foram ou são todos os casos de socialismo real. Em cada caso, a ditadura do proletariado envolve fiscalizar rigorosamente os cidadãos para identificar os contra-revolucionários e espiões dos países capitalistas e isso significa que haverá muitos policiais, fiscais, delatores e algumas vítimas de mal entendidos que, até esclarecerem que não são espiões ou contra-revolucionários... bem, não raro já terão morrido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tanto pior, tal estrutura inevitavelmente paranoica leva a um encastelamento não de uma horizontal democracia participativa na qual o proletariado toma o controle de fato do estado, mas numa estratificação em que poucos membros do partido comunista de cada um dos países do socialismo real encastelam-se com poderes especiais e excepcionais e, tragicamente, tendem a se corromper (e rápido) com tal poder. A burocracia acaba tornando-se uma burguesia, com a desvantagem de que muito mais autoritária e paranoica. E, tanto pior, enquanto a revolução do proletariado não se dissemina entre todos os países relevantes, essa paranoia até que se justifica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, quem defende o socialismo, deve estar disposto a gerações de sofrimento exacerbado sem muita perspectiva de dar certo. Nesse sentido, é admirável (e outro tanto assustador), que haja gente séria (não é o caso da maioria dos que chama atenção para si próprios como supostamente socialistas ou comunistas) que acredita que isso é possível e que vale a pena.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma alternativa para o comunismo, no entanto, é a ampliação das classes médias. O proletariado nunca teve a menor chance de liderar uma revolução. Estavam brutalizados por trabalhos fragmentados em processos complexos dos quais não tinham uma percepção razoavelmente ampla. Iniciadas as revoluções, invariavelmente eram obliterados por pequeno-burgueses educados e espertos. O exemplo mais eloquente disso foi Lênin que eu acredito que sinceramente sonhava com um socialismo que num tempo razoável (algumas poucas gerações) chegasse no comunismo. Mas isso rapidamente se desfez com um atentado no qual ele quase morreu e a partir daí encastelou-se. Seu sucessor, Stálin, não poupou esforços (nem vidas humanas) para evitar ser vítima de qualquer atentado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esse é um roteiro ao qual o sonho do socialismo tende fortemente, embora a Rússia pouco tivesse a ver com o que Marx entendia como o lugar ideal para se iniciar a revolução do proletariado - o ideal seria na Inglaterra; secundariamente, poderia começar na Alemanha ou França. Iniciar a revolução em países que sequer eram capitalistas, como Rússia ou Cuba é condenar tais revoluções a lutar contra gigantes capitalistas uma guerra mais ou menos fria sem esperança.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A esperança do levante popular esbarra no fato de que mesmo os mais pobres, hoje, tem considerável poder de consumo que é inevitavelmente prejudicado por economias &quot;de guerra&quot; como as que tipicamente se instalam em países socialistas, preocupados com a fiscalização de seus cidadãos e possíveis espiões estrangeiros. Se houve alguma chance disso ocorrer com os supostamente heroicos (mas embotados) trabalhadores braçais e cheios de filhos da indústria pesada do capitalismo que Marx viu no século XIX, no capitalismo de serviços e classes médias com considerável poder de consumo dos séculos XX e XXI, é ridiculamente inviável. Para começar, mesmo os mais rústicos militantes de esquerda são, na verdade, almofadinhas; revolucionários de boutique - com curiosa predileção por produtos da Apple.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*RÉGIS ANTÔNIO COIMBRA é 1º Vice-Presidente do Movimento Estudantil Liberdade. Filósofo e advogado formado pela UFRGS. Especialista em Direito e Economia e, atualmente, é Acadêmico da Licenciatura em Dança pela UFRGS e Professor no Colégio Tiradentes da Brigada Militar.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/1342702648090704051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/09/comunistas-de-boutique.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/1342702648090704051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/1342702648090704051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/09/comunistas-de-boutique.html' title='Comunistas de boutique'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5hcyteiqNgozkIZx0l62IZ5mN9WpCS4vBZYiYUuHyQFYjsr5yBkWscwqmnxjXPfBZdfCkr3AbyLUg-OiNJMHE3NcPdSYDZ9akONZMm-V793kDhI_Z7d7Dr4mjxQp3BmOFoZjeQaQ0m90/s72-c/y2pkIOJLrfaQ3-8lqz7xPnVm2ngTD9csD4DcK3ymlcASaAtss1jO7mt99bx3n7rIrSWZ0dGR_Dcjas_eWxcLDDglQ.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-8031470590187349977</id><published>2014-09-23T16:34:00.000-03:00</published><updated>2014-09-23T16:34:05.511-03:00</updated><title type='text'>Carta aberta a Luciana Genro: Eu aceito o desafio e estudei o socialismo</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;i&gt;Por&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.institutoliberal.org.br/blog/carta-aberta-luciana-genro-pt-1-eu-aceito-o-desafio-e-estudei-o-socialismo/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Flavio Morgenstern&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Você não consegue comida chinesa delivery na China e charutos cubanos são racionados em Cuba. Isso é tudo o que você precisa saber sobre comunismo.”&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;- P. J. O’Rourke&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgl_PLFZ82_ZYYN-6F8ZTNNcIICxZYRlcaRqTu_N7jl7nI5aBDgVjUcKKbf5glIvWupsUi52i5eDWUlkUw44lTxLweMzb3JHRrpL3bsKBUmptW_-WBPgNRXrynKRvnQ8amXiDavk5KYHyw/s1600/10302243_1452247011664285_786677354789563781_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgl_PLFZ82_ZYYN-6F8ZTNNcIICxZYRlcaRqTu_N7jl7nI5aBDgVjUcKKbf5glIvWupsUi52i5eDWUlkUw44lTxLweMzb3JHRrpL3bsKBUmptW_-WBPgNRXrynKRvnQ8amXiDavk5KYHyw/s1600/10302243_1452247011664285_786677354789563781_n.jpg&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Luciana Genro, candidata do icônico PSOL à presidência, com menos de 1% das intenções de voto, foi entrevistada no programa The Noite, apresentado por Danilo Gentili.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Genro foi perguntada por Gentili e por Roger e Bacalhau, da banda Ultraje a Rigor, sobre a questão do socialismo defendido por Luciana. Roger afirmou que as experiências socialistas “já mataram mais de 80 milhões de pessoas no mundo”, e Luciana obtemperou: “Não! Não seguiam. Coitado do Marx! Ele se revirara na tumba cada vez que falavam o nome dele”. Danilo rebateu: “Que homem horrível para se comunicar então, não acertou uma…”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O caldo engrossou mesmo e ganhou destaque absoluto por mais de 24 horas nas redes sociais quando Luciana quis afirmar que Danilo Gentili, que morava numa periferia pobre em Santo André, não aceita o totalitarismo socialista por ser rico, e que é o capitalismo que gera misérias como o Holodomor: “Só acha que sim porque tu tá em uma situação privilegiada. Se tu tivesse na ocupação que visitei hoje, morando em um barraco, tu ia achar que ele fracassou também”, completou. Danilo afirmou: “Eu ia é estar sendo fuzilado se fosse comunista!”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A “resposta” da candidata presidencial, que não parece conviver muito bem com a idéia de que alguém sob sua jurisdição não aceite a religião socialista, foi tergiversante e agressiva: “Isso não é comunismo, Danilo. Se tu estudasse um pouco mais ia conhecer o assunto”, fuzilou (um site que comentou a quizomba e afirmou o tempo todo que “Luciana teve que se impor para desmentir as informações equivocadas” cometeu o ato falho de descrever que neste momento Genro “disparou”).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Luciana Genro, a candidata famosa por a) ninguém se preocupar em lhe perguntar alguma coisa em debates eleitorais enquanto não for obrigado a tal; e b) falar “capital financeiro” como substantivo, adjetivo, verbo, vocativo, aposto, conjunção e locução adverbial a cada 20 segundos, pratica o vomitório de clichês de que o socialismo real, paradoxalmente, é irreal e não existe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O socialismo real seria lindo, tudo seria perfeito, seria uma espécie de Paraíso muçulmano sem precisar expor a rabadilha na direção oposta a Meca 3 vezes por dia. O problema é que o socialismo real é o socialismo que é, ehrr, real: o que existiu seguindo os preceitos de Karl Marx na União Soviética e depois na China ou no Zimbábue, em Cuba ou no Afeganistão, gerando sempre a mesma miséria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Mas segundo Luciana Genro, “se estudássemos um pouco mais, íamos (sic) conhecer o assunto”. Pois bem, cara Luciana Genro, engraçado você falar isso. Porque não tem assunto que tenha estudado mais nos últimos tempos e nessas greves intermináveis na USP promovidas pelo seu partido do que o socialismo. Talvez seja a hora de&amp;nbsp;&lt;b&gt;a senhora estudar um pouco mais o assunto&lt;/b&gt;&amp;nbsp;com quem gostaria de estudar tragédia grega, mas é forçado a estudar comunismo para conseguir enfrentar grevistas comunistas do seu partido trancando portas autoritariamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Estudando socialismo-comunismo: um guia para Luciana Genro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Eu cresci sob o comunismo então nós apenas podíamos aprender russo, e então quando o comunismo caiu em 1989 nós pudemos aprender um pouco mais de coisas e tivemos autonomia para viajar e liberdade de expressão – e a liberdade para sonhar, de verdade.”&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;- Petra Nemcova&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAm6M2rHLBd7M2knUxJihtzW0cVGWr4NIlLj2GP2rQbys72OIkkPwV4AGF1SnkqvUJRja_yxrxbiA_gQ5B8SKp6bPPYPITf1Hi4XJjz_fuSztEGmWFBCLNPaNZjLo-8jNwFwcNGOQwYVY/s1600/petra_nemcova.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAm6M2rHLBd7M2knUxJihtzW0cVGWr4NIlLj2GP2rQbys72OIkkPwV4AGF1SnkqvUJRja_yxrxbiA_gQ5B8SKp6bPPYPITf1Hi4XJjz_fuSztEGmWFBCLNPaNZjLo-8jNwFwcNGOQwYVY/s1600/petra_nemcova.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;229&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;É algo perigoso, cara Luciana Genro: não canso de afirmar, sem nunca ser rebatido com um único exemplo, que só existem pessoas que eram socialistas, ou mesmo apenas de esquerda por que nunca leram gente crítica dessas ideias – e exatamente por isso, crê que não se é socialista/esquerdista apenas por, como a senhora crê religiosamente ao falar de Danilo Gentili, que são ricos com medo de perder “privilégios” – esquecendo-se de que Danilo Gentili e tantos outros eram pobres de marré de si e ascenderam na vida, ao contrário da senhora, que foi bem nascida e continua rica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Pelo contrário: estudiosos do socialismo e da esquerda abundam, e são todos críticos. Pior: a maior parte deles eram como a senhora: de esquerda, mas tentaram aprender mais sobre essa esquerda. CATAPIMBA! No decorrer dos estudos, viraram todos críticos mordazes do comunismo e da esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Eric Voegelin, talvez o&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/ricardinolassadier.sousa/posts/203345169849088&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;maior filósofo do séc. XX&lt;/a&gt;, passou fome para estudar, tinha as unhas amareladas e mal feitas, fumava charutos mata-rato. Mas foi duvidando de que o motor da história é a “luta de classes” (nunca existiu em lugar nenhum do mundo, e mesmo na Revolução Francesa, onde parece ter “eclodido”, foi forçada e obra da burguesia, como revela François Guizot, o maior estudioso da Revolução) que Eric Voegelin começou a engastar no cânone sua estupenda filosofia, onde teve de estudar dos hieróglifos egípcios até as novidades da psicologia e da linguística para formar um todo coerente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;E que tal Eric Hoffer, talvez o maior crítico dos movimentos de massa do mundo que seu partido tanto fomenta (na verdade, a senhora bem sabe que o PSOL não tem outra função além de fazer mobilizações de rua, já que o que mais conseguem em eleições é tomar nosso dinheiro para o fundo partidário, né?), junto a Ortega y Gasset? Estivador, dormia em estações de trem e teve como trabalho mais limpo ser garçom num porto. Auto-didata, estudava de noite obras que iam dos grandes clássicos da teoria política desde a Antigüidade pré-clássica até relatos sobre a China da revolução maoísta recém-inaugurada. Como Voegelin, e como todos os críticos do socialismo, odiava o socialismo e sua vertente nacional-socialista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Talvez você não saiba porque tu precise estudar um pouco sobre o assunto, Luciana Genro, mas foi Adolf Hitler que disse que “se nós somos socialistas, nós precisamos ser anti-semitas. Como, sendo um socialista, você pode não ser anti-semita?”, como está na capa do livro The Lost Literature of Socialism, de George Watson, que aparentemente a senhora não estudou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Danilo Gentili também era um pé-rapado, Luciana Genro, e não caía nessa conversa. Estudou por conta e hoje é um ferrenho anti-comunista. Eu também, Luciana Genro, morava em quebradas como Itaquera, Itaim Paulista e na minha infância só visitava lugares como Osasco, Diadema, Ermelino Matarazzo, Jardim Danfer ou Calmon Viana, onde a senhora só pisa com a comitiva do seu partido ou acaba sendo assaltada. Como meu ídolo Thomas Sowell, ortodoxamente conservador e tão adensado na cultura negra que até seus poucos anos nem sabia que amarelo podia ser uma cor de cabelo – e de passado marxista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O problema maior, Luciana Genro, é que nunca vi o contrário: alguém que era anti-comunista ou anti-esquerda e, de repente, se tornou esquerdista lendo mais sobre o assunto. Prova é que vocês, comunistas/esquerdistas, nunca ouviram falar nem nos maiores e mais básicos clássicos do pensamento anti-esquerda, seja liberal ou conservador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O caminho inverso nunca foi trilhado: nunca houve quem estudasse críticos da esquerda e do socialismo e concluísse: “poxa, o melhor é ser de esquerda!”. Vide a patética tentativa de um “&lt;a href=&quot;http://www.olavodecarvalho.org/textos/naosabendo.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Dicionário Crítico do Pensamento de Direita&lt;/a&gt;”. A saída para continuar sendo de esquerda é tascar menosprezo por intelectuais peso-pesadíssimo que vão de Peter Schiff a David Stove, de Russell Kirk a Roger Scruton, e não os ler nem tentar contra-argumentar seus escritos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;De Bernard Lonergan a David Horowitz (um dos criadores da new left, e hoje o maior orador conservador e denunciador dos crimes da esquerda na América, que conta como teve de brigar com a família inteira por largar a esquerda na sua auto-biografia O Filho Radical), de Edmund Burke a René Girard, de Mário Ferreira dos Santos a Mark Levin, a norma inapelavelmente inescapável é que qualquer pensador não-esquerdista é proibido para os esquerdistas, pois quem começa a lê-los tem medo de virar direitista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Isto não é revelador tanto do motivo de seu medo – temos melhores argumentos – quanto do método da esquerda, que é sempre a força, a proibição, a coação (quando não pode usar os dois primeiros) e a busca de uma hegemonia de pensamento único? Como diz Ann Coulter, “se esquerdistas gostam, é subsidiado; se não gostam, é proibido”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Não são vocês os “socialistas científicos” contra os “utópicos”?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Mesmo agora nós sentimentos que Stalin foi devotado ao comunismo, ele era um marxista, e isto não pode e não deve ser negado.”&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;- Nikita Khrushchev&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMIuIY2FSBhynDcOt5RD_fvH0K5ZDJV52y-css3xlM3PnLmX0KmQuTgdLLS3OtUSMhkH_IOKD5kOcGKvVv4JkS3RaO0ljQXQuZfqJiru2e7AXoRiBxeMk_KuArDM-T1tU1x8TCvFsKiwU/s1600/Nikita_Khruchchev_Colour.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMIuIY2FSBhynDcOt5RD_fvH0K5ZDJV52y-css3xlM3PnLmX0KmQuTgdLLS3OtUSMhkH_IOKD5kOcGKvVv4JkS3RaO0ljQXQuZfqJiru2e7AXoRiBxeMk_KuArDM-T1tU1x8TCvFsKiwU/s1600/Nikita_Khruchchev_Colour.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;250&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;É um clichê muito típico afirmar que o “socialismo real” não é o socialismo que vocês, socialistas, pregam. É o mesmo que um nazista afirmando que o nazismo “real” é ruim, portanto ele, sim, que é um verdadeiro nazista. A falácia do “escocês verdadeiro”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;É uma inversão típica: o socialismo real é o que acontece na realidade. O socialismo ideal pode ser lindo – como também o é o capitalismo ideal, ou na cabeça de alguns dementes, o fascismo ideal. Como todas as coisas ideais, têm a característica de não existir. O problema é a experiência real destas coisas: concreta, dura, muitas vezes pontiaguda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Como levar a sério algo que só consegue ser defendido no terreno puro das idéias platônicas, sem nenhum contato com a realidade, hagiograficamente virginal a qualquer aplicação? Não é melhor então votar em pastores evangélicos, místicos ou cartomantes do que em socialistas?&amp;nbsp;&lt;b&gt;Certamente acertam muito mais&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A senhora diz que Marx foi “deturpado”. Ora, a experiência real garante que, na União Soviética, Marx deturpa você. Mesmo admitindo que fosse assim, quer dizer que Lenin traiu Marx? Que pena, deu azar. Aí veio Stalin! E Stalin também traiu Marx? Caramba, coincidência. Mas com Mao daria certo! De novo deturpou? Poxa vida, estamos mesmo azarados. Vamos tentar na Coréia do Norte com Kim Il-sung! Mais uma vez? Que tal na Romênia com Ceaușescu? Cuba com Che e Fidel? Vietnã com Ho Chi Minh? Alemanha Oriental com Walter Ulbricht? Zimbábue com Robert Mugabe? Iraque com Saddam Hussein? Camboja com Pol-Pot? Afeganistão com Muhammad Taraki? Venezuela com Chávez? Uganda com Idi Amin? Albânia com Enver Hoxha, o cara que proibiu até a barba? Etiópia com Mengistu Haile Mariam? Bengala Ocidental com Jyoti Basu? Sérvia e Iugoslávia com Slobodan Milošević, o cara que fez a “limpeza étnica” mais brutal da Europa pós-Hitler, para vocês que juram que nacional-socialismo nada tem a ver com socialismo? TODOS ELES deturparam Marx, só vocês do PSOL sabem o que é marxismo de verdade?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A senhora andaria num modelo de avião que caiu nas 100 vezes em que tentou levantar vôo, se alguém garantisse que agora vai, candidata? E nem comento da sua “dialética” em afirmar tal paneleirice e a um só tempo posar de punho levantado a la mensaleira em Cuba, diante de um retrato de Che Guevara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Para começar, se acredita tanto que os países que fuzilam não são comunistas, talvez você tenha pulado as origens do socialismo. Afora experiências como as Robert Owen, Saint-Simon, Enfantin, Fourier etc, tão bem descritas por Edmund Wilson em Rumo à Estação Finlândia, a melhor história do pensamento socialista até a Revolução (e o autor, veja a senhora!, era trotskysta quando escreveu o livro, e poucos anos depois era o maior crítico literário conservador do mundo de então!), urge pular estes “utópicos” (como se Marx não o fosse, afinal, a senhora acredita que tudo o que ele escreveu não foi aplicado!&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://ordemlivre.org/posts/liberdade-utopica-e-liberdade-real&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ainda é utopia&lt;/a&gt;!) e voltar ao que Engels e Marx eles próprios diziam:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;1) Dentre todas as nações e naçõezinhas da Áustria, apenas três foram portadoras do progresso, intervieram ativamente na História e ainda são capazes de se manter vivas – os alemães, os poloneses e os húngaros. Esses povos são, portanto, revolucionários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Quanto aos demais grandes ou pequenos povos ou nações [da Áustria], estes têm agora a missão de perecer na tempestade revolucionária mundial. São agora, por isso, contrarrevolucionários. (Friedrich Engels, Der magyarische Kampf, in “Neue Rheinische Zeitung”, nº 194, de 13 de janeiro de 1849, p. 168)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;http://www.mlwerke.de/me/me06/me06_165.htm&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;………&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Original: Unter allen den Nationen und Natiönchen Östreichs sind nur drei, die die Träger des Fortschritts waren, die aktiv in die Geschichte eingegriffen haben, die noch jetzt lebensfähig sind – die Deutschen, die Polen, die Magyaren. Daher sind sie jetzt revolutionär.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Alle andern großen und kleinen Stämme und Völker haben zunächst die Mission, im revolutionären Weltsturm unterzugehen. Daher sind sie jetzt kontrerevolutionär.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;_________________&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;2) Portanto, luta, “luta impiedosa de vida ou morte” contra o eslavismo traidor da revolução; luta de aniquilação e terrorismo implacável – não no interesse da Alemanha, mas no interesse da revolução!(Friedrich Engels, Der demokratische Panslawismus, in “Neue Rheinische Zeitung”, nº 222 de 15 de fevereiro de 1849, p. 286)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;http://www.mlwerke.de/me/me06/me06_270.htm&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;……&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Original: Dann Kampf, “unerbittlichen Kampf auf Leben und Tod” mit dem revolutionsverräterischen Slawentum; Vernichtungskampf und rücksichtslosen Terrorismus – nicht im Interesse Deutschlands, sondern im Interesse der Revolution!&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Isto sem falar num manancial inesgotável de impropérios que Karl Marx usava para se referir a “ser humano” (cachorro, Hund, em suas cartas com Engels, era o mais higiênico) e contra todos os povos que achava que deveriam perecer na Revolução. Há muitas citações falsas, como a do “Holocausto revolucionário”, mas a coisa não melhora muito quando vemos como Marx defendia até mesmo o imperialismo prussiano contra franceses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Boa parte das diatribes do homem que queria trazer o reinado de Lúcifer na Terra (são palavras dele) também é compilada em Requiem for Marx, organizada por Yuri Maltsev (veja só, Luciana! um cara que trabalhou como economista da Academia Soviética de Ciências, e que por isso contou todos os podres da “medicina socialista de primeiro mundo” antes de o Mais Médicos expô-los a quem não acreditava! e hoje editor de livros contra a pobreza, através do capitalismo!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Aparentemente a senhora precisa estudar o que Danilo Gentili e nós, liberais-conservadores, estudamos anos antes da senhora. A senhora chega com a farinha, nós já temos todo o bolo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Então, como não concluir que nações que praticaram democídio, o assassinato da população civil pelo governo, na feliz expressão do professor Rudolph Rummel (indicado ao Nobel da Paz e lembrado por seu falecimento recente no Memorial das Vítimas do Comunismo), como sendo comunistas e marxistas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Quando Lenin confisca a produção de grãos e a redistribui a partir de um aparato burocrático central, não está sendo comunista? Quando pratica o Holodomor, o genocídio de mais de 4 milhões de ucranianos de fome para puni-los por serem “contra-revolucionários” (ou seja, não darem todos os grãos que produziram aos burocratas que não o produzem, e querem tomá-los à força, na primeira reforma agrária do século XX), não está agindo como Marx prescreveu? E não é o modelo educacional centralizado que você prega que faz com que Holodomor nunca caia no vestibular, e seja completamente desconhecido do Brasil? Que tal “estudar um pouco o assunto”, candidata?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Como o velho Marx, que não reconheceu a filha que teve com a empregada (!) e levou duas filhas ao suicídio, e o velho Engels, que dava festas para seu próprio bigode (sic), virariam no túmulo com isso? Foi escrito por eles!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Não apenas o socialismo existiu – o comunismo também existiu e existe.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Comunismo é um terço prática e dois terços explicação.”&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;- Will Rogers&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Voltemos a Karl Marx, que a senhora garante que foi “deturpado”. Lá pelo final do capítulo 3 d’O Capital, Marx explica como será a transição da fase socialista – o totalitarismo estatal pior do que o nazismo – para o comunismo, a sociedade “sem Estado”. Ora, em apenas um parágrafo e meio de tergiversação, o menino-que-queria-ser-Lúcifer explica que, na verdade, a idéia de uma fase social “sem Estado” significa que o socialismo está tão consolidado que já é indistinto da sociedade, não precisando mais ser imposto à força.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Com isso, todos os órgãos da Revolução, seus tribunais revolucionários, sua burocracia infinita, sua redistribuição centralizada tornam-se órgãos da sociedade. Assim, Estado e sociedade estão tão fundidos que já não se fala mais em transição, e sim num pleno comunismo consolidado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Portanto, Luciana Genro, não tenho nenhuma fonte além de Karl Marx ELE PRÓPRIO para garantir que Stalin escravizando milhões no Gulag e em construções “populares”, onde morriam centenas de milhares como a construção do Canal Mar Branco-Báltico, era já comunista, e não socialista. Ninguém mais sequer cogitava a idéia de um retorno ao capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Quando Mao Zedong, após seu Grande Salto para a Frente, sua Revolução Cultural e outros métodos de confisco de grãos que deixaram os camponeses comendo 100 g de grãos por dia, tornando cascas de árvore uma das maiores iguarias da China comunista, já estamos não no socialismo, mas no comunismo pleno – tão consolidado que até hoje a China não abandonou o Estado totalitário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Quando Pol-Pot assassina 24% da população do Camboja em questão de 3 anos, mandando para o abate até mesmo quem seja alfabetizado ou use óculos, está não em “transição”, mas com o comunismo consolidado. O que nem o nazismo nunca conseguiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Adolf Hitler, perto de socialistas, cara Luciana Genro, vai pro Tribunal das Pequenas Causas. E ao contrário do que a senhora diz, qualquer interpretação de texto básica não vê isso como “apologia ao nazismo” que ofenda suas “raízes judias”, e sim como a maior crítica possível ao internacional e ao nacional-socialismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;O socialismo que não era socialismo “real”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Só é possível ter igualdade econômica com uma extrema desigualdade de poder político.”&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;- Joseph Sobran&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Mas talvez a senhora se refira a estudos como o essencial livro Socialismo, de Ludwig von Mises, o maior economista da humanidade, recentemente vilipendiado sem ser lido pela esquerda pois o interesse em suas obras disparou quando voltou a ser conhecido no Brasil. Mais uma vez, só há dois tipos de pessoas: as que criticam Mises e as que já o leram. Nunca os dois tipos estão no mesmo ser vivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Neste estudo, Mises prova que o socialismo é, afinal, impossível: estatizar toda a atividade econômica (e até pensamentos podem ser economicamente utilizados) só pode gerar um totalitarismo feroz, mas nunca permitirá que&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://ordemlivre.org/posts/uma-unica-licao-de-economia&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;riquezas sejam criadas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;para toda a população, causando necessariamente fome. Algum país socialista conseguiu viver sem fome, candidata Luciana Genro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Todavia, há um agravante: Mises sabe que economicamente o socialismo de fato nunca existiu: os irmãos Castro, os dois homens mais ricos do mundo, donos de todo o trabalho escravo de uma ilha inteira, proíbem até que alguém que não tome todo o café que consegue com sua carta de racionamento (já existiu isso em algum capitalismo laissez-faire, Luciana?) venda o excedente para não causar desigualdade, mas as pessoas continuam vendendo livremente às escondidas, ou todos morreriam de fome em qualquer socialismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Porém, Mises também sabe que isso não impede que o socialismo como sistema político de imposição ditatorial de um totalitarismo seja uma realidade que mais de 150 milhões de vidas sentiram em suas peles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Socialismo, o poder total do Estado sobre o indivíduo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Comunismo é o poder soviético, mais a eletrificação do resto do país.”&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;- Vladimir Lenin&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZP_BKLWYiOv1XkazUJ8Tj1MaP7BgVbVvHZBc5HYt6_vgKi5yv1pJjJ6T2g8Mg5EKaGgKUal6GWJvkMvDZ7CbWsmGIjHjr7wOuge2-k-i2sDV9rbxn_UFkpumgXWurxU-dEitWL_5Rkks/s1600/lenin.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZP_BKLWYiOv1XkazUJ8Tj1MaP7BgVbVvHZBc5HYt6_vgKi5yv1pJjJ6T2g8Mg5EKaGgKUal6GWJvkMvDZ7CbWsmGIjHjr7wOuge2-k-i2sDV9rbxn_UFkpumgXWurxU-dEitWL_5Rkks/s1600/lenin.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Agravamos: seu discípulo, Friedrich Hayek, Nobel de Economia, em um dos livros mais importantes do século XX, O Caminho da Servidão, mostra que o poder necessário para se construir um centralismo burocrático exige muito mais do que o poder para apenas manter a lei de manutenção da paz. Com o tempo, gasta-se mais esforços cuidando do próprio centralismo do que tratando de distribuição de renda, confisco de terras ou o que quer que seja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Exatamente a situação do Brasil hoje, não? Parece que gastamos mais com propaganda e shows partidários na Petrobras do que lembrando que ela é uma empresa de petróleo. Ela sozinha tem 10 vezes mais assessores de imprensa do que todos os grandes jornais do Brasil somados. É o caminho da servidão com petrodólares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Mais cirúrgico ainda: sua análise deslinda como a nova esquerda, preocupada em “direitos” dados a grupos específicos, também age em função do totalitarismo: cada nova lei para proteger uma minoria, cada “criminalização” de um comportamento até ontem normal, ou ao menos tolerável e “convivível” é mais uma siracura atolada de burocratas para verificar se a auto-declaração racial de um candidato a cotas está correta – feita no olhômetro, claro. E assim por diante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Quando os liberais brasileiros descobrirem isso, também ressuscitarão a importância de Hayek à atualidade, pode apostar. Ninguém melhor do que ele para explicar por que o socialismo começa tentando “emancipar” os pobres e termina apenas tentando assassinar e roubar os ricos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;A ditadura do proletariado “democrática”?!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Mesmo agora nós sentimentos que Stalin foi devotado ao comunismo, ele era um marxista, e isto não pode e não deve ser negado.”&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;- Nikita Khrushchev&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Estranho mesmo falar que modelos ditatoriais são “deturpação” de Karl Marx, quando o que Marx prega é uma estrovenga chamada “ditadura do proletariado”, como previsto na sua Crítica ao Programa de Gotha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Este termo suscita muitos debates entre socialistas, como Karl Kautsky, que escreveu um livro assim intitulado criticando a forma como Lenin usava o termo de Marx para justificar tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Ora, em Marx, vemos que a democracia é uma convenção burguesa, um “teatro” (termo que, curiosamente, é o mesmo usado pelo conservador Tocqueville).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Seu pensamento acredita que existem “classes sociais” (note que a taxonomia coloca “classe” como mais estanque e imutável até mesmo do que “família”, “gênero” ou “espécie”, o que é uma boa jogada propagandística de Marx), que supostamente estão em luta. Só que uma classe é “dominante” eternamente, então sempre ganha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Assim sendo, eleições apenas refletem o interesse da tal “classe dominante” (vocês deixaram esse termo fora de moda porque já estava meio brega, né?). Para Marx, portanto, toda democracia seria uma “ditadura de classe”, e quando um proletário subisse ao poder, ao invés de jogar o jogo da “convenção burguesa”, deveria fazer Revolução, ou seja, não dividir o poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Isto é o que pensam até mesmo os líderes do PCdoB – basta tomar o poder e não largar o osso. Não precisarão mais dividir o poder, pois o interesse de um é o interesse de todos – os “proletários”, os “trabalhadores”, hoje os “progressistas”, já que o capitalismo é tão bom que faz com que ninguém mais dependa da prole e as idéias comunistas só vicejem em solo em que ninguém faça trabalhos pesados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Como crer, então, que homens plenipotentes do destino de cada homem sob sua jurisdição, de Lenin a Kim Jong-un, de Tito a Choummaly Sayasone, de János Kádár a Muammar Qaddafi, não sejam ditadores brutais exatamente como Marx queria?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;O comunismo – não apenas o socialismo – pasme, existiu!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“A verdadeira questão por trás dessas pessoas que são contra armas, a razão pela qual o fazem é porque elas querem controle. Elas querem controle das pessoas. É isto que é o socialismo e o comunismo.”&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;- Luke Scott&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Com tudo isso que estudamos, ao contrário da senhora, talvez seja a hora de lidar com Kuehnelt-Leddihn. Ele sabia que o apelo do comunismo é aristocrático, ao contrário do que a senhora pensa e quis erroneamente dar a entender ao pobretão Danilo Gentili – e que explicaria porque ele cativa tanto a senhora, ricaça que nunca precisou pegar um trem de subúrbio 11:40 da noite na vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;No século XIX, ser funcionário público era o auge da carreira de alguém (lembre-se que Hegel, como professor de filosofia, tinha um status público comparável a um ministro de Estado). Com o aparato estatal poderoso da ascensão do Estado moderno, mas ainda não tentando administrar coisas que não são da sua alçada como a economia, funcionários públicos eram oficiais militares, burocratas de alto escalão, gestores de gastos e administração ou relações exteriores. Apenas administradores muito bem preparados, portanto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A promessa do comunismo, a abolição da propriedade privada e a transformação de todos em funcionários públicos, chamava a atenção não de uns pobretões como Danilo Gentili ou eu, Luciana Genro, mas de gente que nada em dinheiro como a senhora. Era uma promessa de fartura como dizer hoje que todos receberão verba partidária, como a que a senhora recebe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Contudo, como Frédéric Bastiat já havia alertado no começo do século XIX, a conta não fecha: se toda a sociedade vive do Estado, quem vai bancar o Estado? O Estado é a entidade que apenas age por força dentro de um território. É por isso que a idéia de estatizar tudo atrai tanta gente psicopata, e por isso que o socialismo não pode ser senão uma força de coação extrema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Todavia, retomando o conceito clássico de “democracia” de Platão e dos gregos até Tocqueville, ou seja, a corrupção da “politéia”, as leis muitas vezes não-escritas que regem um povo, Kuehnelt-Leddihn considera que tanto o nazismo como o comunismo, nesse sentido clássico, seriam “democracias”, ou seja, corrupção da politéia: lá não vale uma lei que proteja os indivíduos, e sim a tirania da maioria. Tendo 50% mais 1 dos votos, qualquer coisa pode se tornar legítima, inclusive estes 50% + 1 matarem os 49,9…% restantes. É o nazismo propondo a “solução final” contra os judeus, é o socialismo “expurgando” os “kulaks” (equivalente ao português “coxinha”, que deveria designar ricos, mas passa a designar qualquer um que não aceite o poder total socialista).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;São os tribunais revolucionários da “lei como criança” de que fala Aleksandr Solzhenitsyn quando comenta como era “legítimo” e coisa do sistema (e não obra de doença mental de um homem só)&amp;nbsp;&lt;b&gt;matar dezenas de milhões&lt;/b&gt;&amp;nbsp;no regime soviético, pois a lei era para “a classe trabalhadora”, expurgando a burguesia – e não é a senhora mesma que quer uma lei para tomar o dinheiro dos ricos à força? Sob qual pena? Depois, o que virá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Esta “democracia”&amp;nbsp;&lt;b&gt;em sentido clássico&lt;/b&gt;&amp;nbsp;é apenas o primeiro passo do totalitarismo (o que é corroborado por Hannah Arendt, Alain Besançon e praticamente qualquer outro estudioso do totalitarismo, cara Luciana Genro; viu como nós estudamos, e a senhora não?). Afinal, não é um poder dividido, ou com alguma lei eterna de contrapeso: é a ditadura do proletariado, é o socialismo como Partido-Estado, é a autonomia dos povos, que decidem sem leis o que querem pela força da maioria. É, em suma, genocídio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Como se vê, Kuehnelt-Leddihn não reclamaria de vocês considerarem que fazem a “ditadura do proletariado democrática” – apenas sabe que ter até nosso direito à vida não assegurado por leis imutáveis da politéia, mas sendo discutido pela ditadura da maioria, não pode conviver com a palavra “liberdade”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;E os milhões de mortes?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Comunismo não é amor. Comunismo é o martelo que usamos para esmagar o inimigo.”&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;- Mao Zedong&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Resta então a questão final: e a montanha de cadáveres de que Roger, do Ultraje a Rigor, falou para a senhora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Ora, já vimos que socialismo MARXISTA é matar populações inteiras, é ter o poder completo sobre as pessoas mesmo que isso mate-as de fome, é criar uma ditadura totalitária de poder e coação sobre corpos e mentes. Mas de onde Roger tirou o dado de que o comunismo matou 80 milhões de pessoas no século XX?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Roger parece estar bastante equivocado. O número é incrivelmente superior. Talvez seja o dobro. Os dados são de ex-comunistas que tentaram ainda salvar sua honra escrevendo O Livro Negro do Comunismo, que na França só obteve como resposta muxoxos ocos como os chavões da sua farândola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A dificuldade em enumerar as mortes não é de mero “chute”, como afirmou recentemente uma colunista brasileira fofinha e burrinha – é de determinar se as mortes por fatores como fome, guerra, exaustão etc merecem entrar na conta do comunismo, ou só de comunistas individualizados. Pelo que estudamos acima, sim, a culpa é do sistema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Archie Brown, um dos maiores estudiosos do comunismo, no livro Ascensão e Queda do Comunismo,&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.amalgama.blog.br/02/2012/ascensao-e-queda-do-comunismo-archie-brown/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;resenhado por mim&lt;/a&gt;&amp;nbsp;conta que antes mesmo de a Segunda Guerra eclodir, mais de 4,5 MILHÕES de soldados russos morreram. A culpa de Stalin era enorme: seu sistema tratava como “traição” qualquer resultado pífio – e assim é o comunismo em todo lugar – e mandou para a cadeia muitos marechais antes da guerra. Na histeria que é a luta por maioria, marechais iam da cadeia para o heroísmo nacional em questão de semanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;As populações eram usadas para proteger o sistema comunista, e não o contrário. Presos políticos (eles não existiriam se o sistema não fosse comunista, não é?) eram usados para marcharem sobre campos minados, para depois o Exército Vermelho passar. Praticamente sem entrar em confronto com os alemães, 20 milhões de soldados soviéticos morreram na Segunda Guerra de frio (com um sistema que não produzia nem roupas para soldados, que dormiam dentro de animais mortos para se aquecer), fome (faziam uma refeição por dia, contra 5 dos soldados americanos), doenças e afins.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Como não computar na conta do comunismo? Fossem países capitalistas, dificilmente teriam morrido tanto. Mas ainda assim, são lembrados mais como mortos pela guerra do que pelo comunismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Qualquer averiguação sempre os joga para o alto. Como é o Memorial das Vítimas do Comunismo, que nem tem uma conta tão pessimista (não conta muitas das que citei), marca&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Memorial_das_V%C3%ADtimas_do_Comunismo&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;110 milhões de mortos graças ao comunismo&lt;/a&gt;. O nazismo matou 6 milhões de judeus, e em tempo de guerra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Primeira conclusão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;“Socialismo, como as antigas ideias de onde ele surge, confundem a distinção entre governo e sociedade. Como resultado, sempre que criticamos uma coisa feita pelo governo, os socialistas concluem que criticamos esta coisa feita em si.”&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;- Frédéric Bastiat&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjx4Y8kW_kIIdedVMzxqM-5ENxbLq5KxFpo-uiWzngkmNCYDg2VVThV-IvDWRY_h84VwVwOFFgg0fNsMifinKKyxxlHT4Uzcw6yqx3J123tM6pOwV7vXmnrZXOylLpFLnRRILIAggQGzKQ/s1600/Bastiat.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjx4Y8kW_kIIdedVMzxqM-5ENxbLq5KxFpo-uiWzngkmNCYDg2VVThV-IvDWRY_h84VwVwOFFgg0fNsMifinKKyxxlHT4Uzcw6yqx3J123tM6pOwV7vXmnrZXOylLpFLnRRILIAggQGzKQ/s1600/Bastiat.jpg&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;271&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Desta forma, Luciana Genro, parece que quanto mais estudamos o socialismo, mais nojo temos dessa coisa – como não é possível estudar o nazismo e continuar gostando. Parece mesmo que quem defende um ou outro ou é mal caráter, ou está mal informado. Estou apostando na segunda hipótese.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;E isso porque não falamos dos argumentos econômicos de Thomas Woods ou Hermann-Hoppe, das análises da esquerda moderna “não-socialista” que põe o mundo nas mãos de um comuno-fascista como Vladimir Putin, das pesquisas históricas envolvendo os arquivos de Moscou, das discussões políticas atuais que envolvem o movimento comunista, de dissidentes e fugitivos (quase todos eles antigos crentes na religião do comunismo!), que vão de Solzhenitsyn e Arthur Koestler a Vladimir Bukovsky…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;E nem falamos do mais importante para se entender o pensamento socialista/de esquerda: o incrível Main Currents of Marxism, de Leszek Kołakowski. E os historiadores, de Anne Applebaum a Orlando Figes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;E os argumentos contra Marx, de Böhm-Bawerk (que mostrou que não existe “mais-valia” antes de Marx terminar de escrever O Capital) a Benedetto Croce, mostrando que o “materialismo histórico dialético” é uma mentira?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Assim, espero ter mostrado à senhora que, estudando, as pessoas&amp;nbsp;&lt;b&gt;deixam&amp;nbsp;&lt;/b&gt;de ser de esquerda, e não o contrário. Que não somos liberais e/ou conservadores por sermos malvados, e sim por sabermos algo que vocês não sabem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Talvez percebendo isso, a senhora resolva estudar o que não estudou e daqui a uns anos apareça como uma nova dissidente, como David Horowitz, Thomas Sowell, Eric Voegelin, Andrew Breitbart, Koestler e tantos outros o são. E possa passar a atuar politicamente e quem sabe escrever sobre como estava errada durante todo esse tempo, e que o caminho correto é lutar pela liberdade, e não pelo socialismo, o controle total sobre outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O caminho está aberto para a Luciana Genro direitista 2024, após uma década de estudos. Será muitíssimo bem recebida, cara Luciana Genro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;*FLAVIO MORGENSTERN é Analista político, palestrante e tradutor. Escreve para jornais como Gazeta do Povo, além de sites como Implicante e Instituto Millenium. Em breve lançará seu primeiro livro pela editora Record.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/8031470590187349977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/09/carta-aberta-luciana-genro-eu-aceito-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/8031470590187349977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/8031470590187349977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/09/carta-aberta-luciana-genro-eu-aceito-o.html' title='Carta aberta a Luciana Genro: Eu aceito o desafio e estudei o socialismo'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgl_PLFZ82_ZYYN-6F8ZTNNcIICxZYRlcaRqTu_N7jl7nI5aBDgVjUcKKbf5glIvWupsUi52i5eDWUlkUw44lTxLweMzb3JHRrpL3bsKBUmptW_-WBPgNRXrynKRvnQ8amXiDavk5KYHyw/s72-c/10302243_1452247011664285_786677354789563781_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-1929665191379088098</id><published>2014-09-04T18:05:00.001-03:00</published><updated>2014-09-04T18:05:15.448-03:00</updated><title type='text'>Acidente e descaso no RU3 da UFRGS</title><content type='html'>&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7x84Tdrr543viOHqZNS9WSuos0IbhYtw_vGUWRNo5zeBBmgcxOADo7WpIRjwuMIsWKPGlmh1bL7Z3UKxi_dGvi1BPa9M8bV5fwBBEkm57q95rmw-J-rak9Omm-xFVQ5G6hjRopJDYt7U/s1600/1908078_917424574938872_8995069492954855602_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7x84Tdrr543viOHqZNS9WSuos0IbhYtw_vGUWRNo5zeBBmgcxOADo7WpIRjwuMIsWKPGlmh1bL7Z3UKxi_dGvi1BPa9M8bV5fwBBEkm57q95rmw-J-rak9Omm-xFVQ5G6hjRopJDYt7U/s1600/1908078_917424574938872_8995069492954855602_n.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;Emenda feita com sacola plástica&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na última terça-feira, 02, o Restaurante Universitário do Campus do Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, conhecido como RU3, voltou a figurar nas páginas dos jornais. Um acidente com um caldeirão feriu quatro trabalhadores, que foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). Esta não é a primeira vez que o RU3 vira notícia. Em setembro do ano passado, o restaurante foi interditado pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) de Porto Alegre por falta de condições sanitárias adequadas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5DXe51clkiClkzz3u1DQk7jFf8RCXwJNIfsG4zekMhnZ64kMGZQlPHbQyvkcEsuXPoCrTNVrb_gzC_HXtlHrO4c9W7gRgd1pipsRvpvcYf1OUcSZn6oRl3xw23uM02aWoNt2b5On7PbE/s1600/10426268_917424638272199_6909175432979199544_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5DXe51clkiClkzz3u1DQk7jFf8RCXwJNIfsG4zekMhnZ64kMGZQlPHbQyvkcEsuXPoCrTNVrb_gzC_HXtlHrO4c9W7gRgd1pipsRvpvcYf1OUcSZn6oRl3xw23uM02aWoNt2b5On7PbE/s1600/10426268_917424638272199_6909175432979199544_n.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;Válvulas dos caldeirões com ferrugem&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os Restaurantes Universitários da UFRGS são dirigidos por&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.ufrgs.br/prae/restaurante-universitario/direcao-ru&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Cassia Corbo&lt;/a&gt;, Diretora da Divisão de Alimentação (DAL) da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), e têm por finalidade o preparo e distribuição de refeições ao corpo discente, docente e técnico administrativo da Universidade. Em especial, o RU3, onde houve o acidente, está sob a gerência da servidora&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.ufrgs.br/prae/restaurante-universitario/ru3&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Noeli Terezinha dos Santos Adamatti&lt;/a&gt;. Toda estrutura está subordinada ao Pró-Reitor&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.ufrgs.br/prae/secretaria/estrutura-organizacional&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ângelo Ronaldo Pereira da Silva&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoWr4UlB0naMVfiRzmi2nk5Ez5mXkDdJ9_-udNu_wk7YE5RsdG61ytS5rhVorwBUh8y7DU7zlwAy5J-0th4ZJZt_yvhFiD4oDSoMTzCYCPxJLtxEHNP0yGNu3mlHYL99AiTW1PzrnvWig/s1600/10620528_917424508272212_8741573011948631111_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoWr4UlB0naMVfiRzmi2nk5Ez5mXkDdJ9_-udNu_wk7YE5RsdG61ytS5rhVorwBUh8y7DU7zlwAy5J-0th4ZJZt_yvhFiD4oDSoMTzCYCPxJLtxEHNP0yGNu3mlHYL99AiTW1PzrnvWig/s1600/10620528_917424508272212_8741573011948631111_n.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;Tubulações emendadas com fita adesiva&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O Restaurante Universitário do Campus do Vale, conforme dados do ano de 2008 divulgados pela PRAE, é o RU mais utilizando pela Comunidade Acadêmica da UFRGS, tendo servido 504.255 refeições naquele ano. Em seguida, vem o RU1 - Centro (431.644 refeições), RU2 - Saúde (249.426 refeições), RU4 - Agronomia (106.318 refeições) e RU5 - ESEF (3.739 refeições). Assim, seu fechamento está causando enorme transtorno para todos os estudantes, sobretudo pelo fato de que as lancherias disponíveis no Campus não possuem estrutura para comportar a demanda e, além disso, cobram preços muito elevados em comparação com aqueles praticados pelo RU, que servia refeições à R$1,30, sendo isentos os estudantes carentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; margin-left: 1em; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjri2bELLrRe6qDm-yO1zcXDemxd5K1Xxu9r4FABhhsbxwOX5I2KPcxA1sk00ZM2lInwLedfhUxoaOkBk0EeV83FP-y4q_nS10z7jnF-IqT_weSeBna7CL-9FJcFX_DivVqKYVH7X0V8Ow/s1600/10626592_917424551605541_1796743850355456311_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjri2bELLrRe6qDm-yO1zcXDemxd5K1Xxu9r4FABhhsbxwOX5I2KPcxA1sk00ZM2lInwLedfhUxoaOkBk0EeV83FP-y4q_nS10z7jnF-IqT_weSeBna7CL-9FJcFX_DivVqKYVH7X0V8Ow/s1600/10626592_917424551605541_1796743850355456311_n.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;Saída de vapor do caldeirão regulada com latinha de milho&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O acidente, que ocorreu por volta das 9 horas da manhã da última terça-feira, envolveu um caldeirão utilizado para o cozimento de feijão, que explodiu vitimando quatro funcionários. O sinistro está sendo apurado pelo &amp;nbsp;Departamento de Segurança no Trabalho e pela Superintendência de Estrutura da UFRGS, que ficaram responsáveis pela elaboração de um laudo indicando as causas da explosão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fotos divulgadas na internet após o acidente mostram as precárias condições de higiene e trabalho no Restaurante Universitário do Campus do Vale. Conforme as imagens, diversos equipamentos e canos possuem emendas feitas com fita adesiva e sacolas plásticas amarradas à tubulação para evitar vazamentos de água e gás. Diversas tubulações e conexões estão danificadas e com ferrugem. Ainda, a sujeira produzida pela cozinha é liberada diretamente no chão, por onde escorre através de bueiros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7JRDUadvzYjuSB_p2jp9l5ZDsVfvCnN9cv1h9QQLDdO5TSjtasBB0VeEs1yS1wSzKyJgWnLJy4gHSeE89-s83WXmLVE20tgwkCORHay76NJx3DZMziQ-VSVbJHyBwXTNWRx3G3cEoH5w/s1600/10649995_917424651605531_2338781926986326488_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7JRDUadvzYjuSB_p2jp9l5ZDsVfvCnN9cv1h9QQLDdO5TSjtasBB0VeEs1yS1wSzKyJgWnLJy4gHSeE89-s83WXmLVE20tgwkCORHay76NJx3DZMziQ-VSVbJHyBwXTNWRx3G3cEoH5w/s1600/10649995_917424651605531_2338781926986326488_n.jpg&quot; height=&quot;180&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;Sujeira escoa através de bueiro no chão&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em setembro do ano passado, o&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/09/restaurante-universitario-da-ufrgs-e-fechado-pela-vigilancia-em-saude.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Restaurante Universitário do Campus do Vale foi interditado pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(CGVS) de Porto Alegre por falta de condições sanitárias adequadas, permanecendo fechado por 12 dias. Entre outros problemas, foi constatado o péssimo estado de conversação em utensílios de cozinha como tábuas de corte, caixas plásticas e panelas. Havia ainda coifas e canos de condução e gás com acúmulo de gordura, fator que propicia a presença de insetos, baratas e ratos. Ainda, a estrutura física da cozinha apresentava problemas como forro aberto, ausência de porta na área de manipulação de alimentos, fossas abertas exalando fortes odores, acúmulo de água no piso em função de vazamentos no encanamento, ausência de barreiras físicas eficientes para impedir a entrada de insetos e encanamento sem conexão com esgoto. Foram observados ainda lixeiras sem pedal e com acionamento manual da tampa, teto sujo, acúmulo de sujeira embaixo das pias e ralos abertos. A câmara fria também estava superlotada de alimentos, aspecto que prejudica a conservação dos produtos, além de não haver produtos como álcool gel, sabão e papel toalha, necessários para a higienização das mãos dos responsáveis pela manipulação dos alimentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right; text-align: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifVQFQKNCzvJLNpBzCJFXrEkw0en-a-fzzp2310c_Fe8FHX3RiGP0LWSPCtAtPb0IeeOX0bVUqtWnCa6gzfPcHaQgMQ9qDvzlyIej4ZxSplf8ZvsE2jBMxW_olrjzqM9d035zlMe4-6tc/s1600/387551_101572839962213_885733869_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifVQFQKNCzvJLNpBzCJFXrEkw0en-a-fzzp2310c_Fe8FHX3RiGP0LWSPCtAtPb0IeeOX0bVUqtWnCa6gzfPcHaQgMQ9qDvzlyIej4ZxSplf8ZvsE2jBMxW_olrjzqM9d035zlMe4-6tc/s1600/387551_101572839962213_885733869_n.jpg&quot; height=&quot;245&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;font-size: 13px; text-align: center;&quot;&gt;Pró-Reitor Ângelo, responsável pela manutenção e&lt;br /&gt;
conservação dos Restaurantes Universitários&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Diante disto tudo, o DCE Livre – Movimento Estudantil Liberdade – entende que os restaurantes universitários prestam serviço de assistência estudantil fundamental para toda a Comunidade Acadêmica e o descaso demonstrado pelo Pró-Reitor de Assuntos Estudantis Ângelo Ronaldo Pereira da Silva com a manutenção das condições de higiene e trabalho no RU3 afronta a própria dignidade do corpo discente da UFRGS.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-family: &#39;Times New Roman&#39;; font-size: medium; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: auto; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/1929665191379088098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/09/acidente-e-descaso-no-ru3-da-ufrgs.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/1929665191379088098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/1929665191379088098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/09/acidente-e-descaso-no-ru3-da-ufrgs.html' title='Acidente e descaso no RU3 da UFRGS'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7x84Tdrr543viOHqZNS9WSuos0IbhYtw_vGUWRNo5zeBBmgcxOADo7WpIRjwuMIsWKPGlmh1bL7Z3UKxi_dGvi1BPa9M8bV5fwBBEkm57q95rmw-J-rak9Omm-xFVQ5G6hjRopJDYt7U/s72-c/1908078_917424574938872_8995069492954855602_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-8802735957544017545</id><published>2014-08-21T22:47:00.001-03:00</published><updated>2014-08-21T22:47:04.923-03:00</updated><title type='text'>Miriam Leitão fala da tortura que sofreu na ditadura e quer pedido de desculpas. Legítimo, mas e o seu pedido de desculpas?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Rodrigo Constantino&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTdEwqYKaiJRZRJY8FrjW3YCL020t3X1e6VMGm2AKKnqiR6mDj5A6GD4aInnf-Jx3lT41wMDuAhUp99chU-V9iGeWF0x_R6FoOQlxdpj_UIGYYEdjOgr13f8o8Khlbq6hqlJCYXlcas6Q/s1600/miriamleitao-ficha.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTdEwqYKaiJRZRJY8FrjW3YCL020t3X1e6VMGm2AKKnqiR6mDj5A6GD4aInnf-Jx3lT41wMDuAhUp99chU-V9iGeWF0x_R6FoOQlxdpj_UIGYYEdjOgr13f8o8Khlbq6hqlJCYXlcas6Q/s1600/miriamleitao-ficha.jpg&quot; height=&quot;192&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A jornalista Miriam Leitão&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://oglobo.globo.com/brasil/miriam-leitao-fala-sobre-tortura-que-sofreu-nua-gravida-de-1-mes-durante-ditadura-13663114&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;decidiu revelar&lt;/a&gt;&amp;nbsp;as supostas (aprendi com os jornalistas a usar o termo quando não há provas) torturas que teria sofrido durante o regime militar, incluindo ficar numa cela escura com uma jiboia e quase ser estuprada por vários soldados. São relatos chocantes, e não tenho motivos para duvidar de sua veracidade. Diz ela:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Minha vingança foi sobreviver e vencer. Por meus filhos e netos, ainda aguardo um pedido de desculpas das Forças Armadas. Não cultivo nenhum ódio. Não sinto nada disso. Mas, esse gesto me daria segurança no futuro democrático do país.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma postura decente. Miriam tem direito a um pedido de desculpas formal, e não resta a menor dúvida de que houve vários abusos e torturas por parte dos militares, o que é inadmissível. Segundo ela, seu único crime era integrar o PCdoB e fazer proselitismo entre os estudantes, além de ser namorada de outro militante, de quem estava grávida de um mês quando foi presa. Sendo verdade, isso não configura crime algum.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Infelizmente, o debate sobre nosso passado está tomado por emoções fortes e muitos interesses, tudo isso turvando a razão. A postura maniqueísta precisa ser abandonada. Compreender o contexto daquela época de Guerra Fria e ameaça comunista não é o mesmo que transformar os militares em santos, tampouco poupar aqueles que realmente praticaram tortura. Estes deveriam ter sido punidos pelos próprios militares decentes – grupo em maioria.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por outro lado, a vitimização dos antigos comunistas, que tentam se pintar como legítimos democratas que do nada foram atacados por militares autoritários, não se sustenta por um segundo. Aquela turma jovem sonhava com o modelo cubano ou soviético, nada parecido com uma democracia. Alguns, como Fernando Gabeira, Arnaldo Jabor e Ferreira Gullar, fizeram uma dolorosa mea culpa de suas lutas juvenis equivocadas. Outros não. Querem pedidos de desculpas, mas não querem pedir desculpas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Miriam Leitão, que gosta de um discurso de vítima em outras áreas (cartada sexual, racial, indígena etc), aproximou-se dos tucanos e passou a defender uma social-democracia nos moldes europeus, afastando-se assim do velho comunismo do passado. Com isso, passou a ser “acusada”, junto com os próprios tucanos, de “neoliberal” pela antiga esquerda mais radical. Não se conforma com isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tanto é verdade que faz de tudo para ser “perdoada” pelos antigos companheiros. Mesmo quando precisa bater nos mais caricatos, nos “petralhas”, acaba atacando os conservadores e liberais também, como Reinaldo Azevedo e eu mesmo, para ficar bem na foto, posar de “neutra”. É um problema geral do tucanato: a lógica e a experiência os levaram mais para a direita, mas seus corações permanecem na esquerda. São prisioneiros emocionais do passado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Acho, como já disse, que Miriam tem todo direito ao seu pedido de desculpas. Se sofreu o que diz mesmo, nada justifica isso. É uma postura covarde daqueles militares envolvidos. Mas ela não era uma heroína. Não era uma jovem democrata que defendia a liberdade. Era uma comunista, do PCdoB, entoando hinos marxistas e usando como símbolo a foice e o martelo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se essa turma tivesse logrado sucesso naquela época, o Brasil hoje seria uma imensa Cuba, algo que ainda não nos livramos justamente porque os comunistas ainda existem, sob o manto de bolivarianismo ou socialismo do século 21. Portanto, cabe perguntar: e o seu pedido de desculpas, Miriam, não teremos?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*RODRIGO CONSTANTINO é um economista e colunista brasileiro. Foi articulista da revista &quot;Voto&quot; e escreve regularmente para os jornais &quot;Valor Econômico&quot; e &quot;O Globo&quot;. A partir de agosto de 2013, passou a escrever também para a revista semanal &quot;Veja&quot;. Presidente do Instituto Liberal3 e um dos fundadores do Instituto Millenium, foi considerado em 2012 pela revista Época, como um dos &quot;novos trombones da direita&quot; brasileira.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/8802735957544017545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/08/miriam-leitao-fala-da-tortura-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/8802735957544017545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/8802735957544017545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/08/miriam-leitao-fala-da-tortura-que.html' title='Miriam Leitão fala da tortura que sofreu na ditadura e quer pedido de desculpas. Legítimo, mas e o seu pedido de desculpas?'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTdEwqYKaiJRZRJY8FrjW3YCL020t3X1e6VMGm2AKKnqiR6mDj5A6GD4aInnf-Jx3lT41wMDuAhUp99chU-V9iGeWF0x_R6FoOQlxdpj_UIGYYEdjOgr13f8o8Khlbq6hqlJCYXlcas6Q/s72-c/miriamleitao-ficha.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-6197198242931251404</id><published>2014-08-06T23:06:00.001-03:00</published><updated>2014-08-06T23:06:55.147-03:00</updated><title type='text'>Sonegar imposto é errado? Nem sempre. No Brasil, é legítima defesa</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;Por Aluízio Couto&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5wFvoCSDcm6TpnnUMuoBtSKtg5DRVVsDt70GbQWJMM1BCEz8cZsOwoCC0QflSytVTrinTTmRnt6_owbeedlVPRTes5baBqgv82bT788mhXhpDhH4Ojc-j4D4fYPz63N2VRfKznLbVAaQ/s1600/sonegacao.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5wFvoCSDcm6TpnnUMuoBtSKtg5DRVVsDt70GbQWJMM1BCEz8cZsOwoCC0QflSytVTrinTTmRnt6_owbeedlVPRTes5baBqgv82bT788mhXhpDhH4Ojc-j4D4fYPz63N2VRfKznLbVAaQ/s1600/sonegacao.jpg&quot; height=&quot;214&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Certa vez, dois amigos me confidenciaram que as empresas das quais eram sócios faziam de tudo para sonegar alguns tributos. As empresas eram familiares e não admitiam o governo como sócio. Um sócio como o governo, sustentavam, só tirava e nada dava. Disseram-me também que o custo de arcar regularmente com toda a malha tributária inviabilizava não apenas o lucro, mas a própria existência das empresas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sonegação, pela lei, é crime. A imprensa, todos os dias, dá-nos notícias e mais notícias sobre gente sendo presa por esconder o quinhão ”do povo”. E a mesma imprensa, todos os dias, dá-nos testemunho da eficiência implacável do governo em detectar e perseguir aqueles que sonegam. A imprensa noticia os casos, os âncoras de jornal fazem cara de reprovação e os colunistas eventualmente debatem o tamanho da carga tributária.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A pergunta moral, no entanto, raramente é feita: sonegar é, afinal, sempre errado? A resposta que ofereço é “não”. Espero, neste pequeno texto, convencer o leitor de que o governo não pode reclamar a parte de nossos recursos que é desperdiçada e de que não há tal coisa como um dever absoluto de obedecer às leis. Não pretendo discutir qual é o volume de carga tributária cuja cobrança seria moralmente legítima, independente da qualidade do uso dos recursos. Adiante.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para começar, nem toda ação criminosa é imoral. De mais a mais, se toda ação criminosa fosse imoral, a desobediência civil justificada, tal como a famosa atitude de David Henry Thoreau, seria uma impossibilidade conceitual. Isso, porém, é provavelmente falso. Mas como meus amigos conseguiriam justificar moralmente sua sonegação? Eles não poderiam usar a desobediência civil como justificativa, é claro. Tipicamente, atos de desobediência civil são públicos e pretendem chamar a atenção das pessoas para alguma iniquidade legal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A sonegação de ambos, como sabemos, é secreta. A última coisa que desejam é chamar a atenção de quem quer que seja. Talvez um modo de justificá-la seja pensar na legitimidade moral que o estado tem, se é que tem, para tributar. Alguns filósofos sustentam que simplesmente não existe tal legitimidade. Para eles, o uso de qualquer forma de coação para transferir recursos não passa de violação de direitos. Robert Nozick, por exemplo, ficou conhecido por ter defendido a teoria da titularidade, que não admitia redistribuição. Para fins de argumentação, não vou assumir aqui essa perspectiva (penso, no entanto, que ela é perfeitamente defensável).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Qualquer discussão sobre a moralidade dos tributos precisa lidar com dois aspectos distintos: 1) decidir se o estado tem legitimidade para cobrá-los e, caso a resposta seja afirmativa, 2) decidir quais são os critérios que o estado deve satisfazer para efetivamente cobrá-los. Como já deixei claro, assumo que 1 já está resolvido. Tributar é legítimo. Segue-se, portanto, que os pagadores de tributos não têm razão quando reclamam da cobrança de tributos em si.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No entanto, isso é só a primeira parte da conversa. Se o estado não satisfizer os critérios exigidos pelo segundo aspecto, a sonegação poderá ser justificada. Isso é assim porque se os agentes do estado quiserem mesmo cobrar tributos, terão de ter boas razões para fazê-lo. Tendo tais razões, precisarão usá-los bem. O mero fato de terem legitimidade, em abstrato, para tributar, não os autoriza a cobrar qualquer coisa sob qualquer justificativa. Tal autorização também não existe quando, mesmo com boas razões para tributar, usam mal os recursos obtidos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para tornar a ideia mais clara, pensemos nas leis de modo geral. Aceitamos que o estado tem legitimidade para elaborar leis. No entanto, exigimos – e temos o direito de fazê-lo – que as leis satisfaçam critérios, como, por exemplo, a justiça e a compatibilidade, quando aplicada, com os direitos individuais e o interesse público. Se uma lei particularmente estúpida ou mal aplicada os violar, um cidadão tem razões para não obedecê-la. Afinal, critérios importantes sobre os quais qualquer lei deve se assentar para não foram satisfeitos. Essa atitude, destaco, é compatível com a posição segundo a qual o estado pode legitimamente elaborar leis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que dizer da tributação? Aqui, um critério razoável é o de que, se não todo, mas virtualmente todo o valor arrecadado por meio de tributos seja gasto em prol da população. Infelizmente, no entanto, é uma verdade banal que grande parte dos recursos arrecadados é desperdiçada. E uma vez que não há legitimidade para a cobrança de uma quantidade qualquer de tributos que muito provavelmente irá para o ralo, os pagadores podem sonegar essa quantidade, digamos, moralmente (se a expressão “sonegar moralmente” soa escandalosa, talvez isso se deva ao erro de assumir que uma categoria jurídica negativamente carregada como o crime implica um juízo negativo sobre o estatuto moral da ação em causa).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para dar alguns números, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) divulgou em abril de 2013 que, entre os 30 países com as maiores cargas tributárias, o Brasil é o que menos retorna à sociedade proporcionalmente ao que arrecada (a “Folha”, há poucos dias, deu notícia semelhante). Há algumas semanas, o economista Marcus Guedes, em texto publicado no blog do jornalista Ricardo Setti, estimou que desde o estabelecimento da Constituição de 1988, o país publica uma média de 31 normas tributárias por dia. Já em texto publicado no jornal “O Globo”, o jornalista Carlos Alberto Sardenberg informa que, segundo pesquisa feita pelo Banco Mundial, o sistema tributário brasileiro é o pior do mundo. Sardenberg também diz que, em média, uma empresa brasileira gasta 2600 horas por ano só com obrigações fiscais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que temos, então, é o seguinte: mesmo tendo legitimidade para tributar, o governo não consegue satisfazer, em parte, os critérios que deveriam ser satisfeitos para reclamar nossos recursos. Como os tributos são estabelecidos por leis, sonegá-los nada mais é do que não obedecer a leis, quando não estúpidas, mal aplicadas. Portanto, a sonegação fiscal não é mais do que uma instância particular da argumentação mais geral sobre as leis. E uma vez que tanto pessoas físicas quanto jurídicas são lesadas pelo desperdício, cidadãos comuns e empresários como os meus amigos têm justificativa moral para sonegar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pode-se, é claro, oferecer objeções a atitudes como a dos meus amigos: vivemos em uma democracia e nossas leis (inclusive aquelas que regem os tributos) são feitas e aplicadas sob a égide de um regime que em tese a todos representa. Assim, quem quer que desobedeça a uma lei, em uma democracia, deve fazê-lo publicamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tal objeção, no entanto, enfrenta uma dificuldade. Os benefícios públicos desse tipo de desobediência são, no mínimo, bastante intangíveis e de longo prazo, ao passo que as consequências para o desobediente são imediatas e palpáveis. Não me parece razoável afirmar que, para poder se defender da sanha insaciável do nosso Leviatã, empresas (e também pessoas) devam se prejudicar gravemente em nome de algo como o aprimoramento da democracia. Pessoas não são meios, mas fins em si. Exigir a desobediência pública é exigir que elas usem a si próprias em nome de um fim político.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Consideremos duas últimas objeções e suas respectivas respostas. O filósofo James Rachels formulou assim um argumento em favor da ideia de que sempre devemos obedecer às leis: se não obedecermos sempre às leis, o estado não pode existir. Seria desastroso não haver estado, pois a vida seria muito pior sem ele. Assim, conclui, devemos sempre obedecê-las. O problema desse argumento, como sugere o próprio Rachels, é que desobedecer a um conjunto limitado de leis não parece ser a receita para o caos social. Há também o argumento do contrato social: se gozamos dos benefícios da cidadania, então implicitamente fizemos uma promessa de obedecer às leis do estado. O problema desse argumento é que não nos é oferecida uma razão para obedecer a leis injustas, estúpidas ou mal aplicadas. Assumir que a obediência a esse tipo de lei é “prática cidadã” é um abuso da expressão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Antes de encerrar, vale a pena considerar o seguinte: suponhamos que uma pessoa saiba que parte dos recursos derivados de tributos será desperdiçada. Qual é, do ponto de vista moral, a diferença entre sonegar e procurar brechas legais que, bem usadas, permitem-na pagar menos tributos? Pode-se responder que temos algo como um dever prima facie de cumprir a lei. No entanto, em ambos os casos a ideia é a mesma: procurar meios de reter o que o governo usa mal. O dever prima facie não faria mais do que sugerir um caminho seguro e aborrecido de alcançar o mesmo resultado. No entanto, deveres prima facie podem ser derrotados por boas razões. E é defensável que o desperdício é uma excelente razão para a desobediência.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Penso, por fim, que meus amigos não estão errados. Não do ponto de vista moral, é claro. E admito sentir uma alegria quase perversa quando penso que eles, ao mesmo tempo em que produzem, conseguem se defender de uma das maiores organizações de salteadores já vista: o governo. E é precisamente o governo um dos responsáveis por nos tornar uma sociedade amoral, pois somos incapazes de exercer a virtude da legítima compaixão com o próximo. O governo estatizou a solidariedade e, tal como os tributos, tornou-a obrigatória.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*ALUÍZIO COUTO é filósofo pela&amp;nbsp;Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/feeds/6197198242931251404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/08/sonegar-imposto-e-errado-nem-sempre-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/6197198242931251404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2167243153537665516/posts/default/6197198242931251404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://liberdadeufrgs.blogspot.com/2014/08/sonegar-imposto-e-errado-nem-sempre-no.html' title='Sonegar imposto é errado? Nem sempre. No Brasil, é legítima defesa'/><author><name>DCE LIVRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02290012982415795531</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5wFvoCSDcm6TpnnUMuoBtSKtg5DRVVsDt70GbQWJMM1BCEz8cZsOwoCC0QflSytVTrinTTmRnt6_owbeedlVPRTes5baBqgv82bT788mhXhpDhH4Ojc-j4D4fYPz63N2VRfKznLbVAaQ/s72-c/sonegacao.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2167243153537665516.post-6386360943184724765</id><published>2014-07-28T18:23:00.002-03:00</published><updated>2014-07-28T18:24:58.574-03:00</updated><title type='text'>E se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1908&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Por Andrew Napolitano&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;*&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJxQ0Y8rSSrS1foemPrVvwRYqAgroe13ngpIL0tpVd85UQYJ0uqjxInfFEMzwB8dwipYnBw2AFkZeU9LHm5UYEoKTR3wgC95JqvzWS7DwWxmpGV0C-ypu1WwODnC6NFIpK9BKDEF0TSkw/s1600/jorge-luis-borges-121240.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJxQ0Y8rSSrS1foemPrVvwRYqAgroe13ngpIL0tpVd85UQYJ0uqjxInfFEMzwB8dwipYnBw2AFkZeU9LHm5UYEoKTR3wgC95JqvzWS7DwWxmpGV0C-ypu1WwODnC6NFIpK9BKDEF0TSkw/s1600/jorge-luis-borges-121240.jpg&quot; height=&quot;150&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se eu lhe disser que você só pode votar porque seu voto não faz diferença? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que, não importa em quem você vote, a mesma elite política, os mesmos lobistas, e os mesmos grupos de interesse sempre estarão no comando? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que o conceito de uma pessoa/um voto era apenas uma ficção criada pelo governo e por esses grupos de interesse para induzir a sua complacência?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se você descobrir que a democracia, em seu formato atual, é extremamente perigosa para as liberdades individuais? &amp;nbsp;E se você descobrir que a democracia desvirtua totalmente o conceito que as pessoas têm de direitos naturais, fazendo com que elas passem a acreditar que tomar a propriedade alheia é um &quot;direito adquirido&quot;? &amp;nbsp;E se você descobrir que a democracia não passa de um verniz capaz de transformar as campanhas políticas em meros concursos de beleza?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se você descobrir que, se o número de pessoas que for às urnas para votar a favor de uma medida criada pelo governo (como em um referendo) for maior do que o número que for votar contra, a democracia permite que o governo faça tudo o que ele quiser?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se você descobrir que o propósito da democracia moderna é o de convencer as pessoas de que elas podem prosperar não pelo trabalho e pela criação voluntária de riqueza, mas sim pela apropriação da riqueza de terceiros?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se eu lhe disser que a única maneira moral de adquirir riqueza é por meio da atividade econômica voluntária? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que o governo é capaz de persuadir as pessoas de que é perfeitamente aceitável adquirir riqueza por meio da atividade política? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que a atividade política inclui todas as coisas parasíticas e destrutivas que o governo faz? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que o governo jamais é capaz de criar riqueza? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que tudo o que governo possui adveio do roubo de cidadãos produtivos?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se você descobrir que a ideia de que precisamos de um governo para tomar conta de nós não passa de uma ficção que foi exitosamente perpetrada para aumentar o tamanho e o poder do estado? &amp;nbsp;E se você descobrir que o objetivo dos políticos e burocratas que ocupam o governo é expandir seu controle sobre a população?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se eu lhe disser que nossas qualidades individuais e culturais dependem não do poder do governo mas sim do quão livre somos em relação ao governo?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se você descobrir que essa mistura de governo inchado e democracia gera dependência? &amp;nbsp;E se você descobrir que, tão logo esse tal &#39;governo democrático&#39; cresce, ele começa a enfraquecer as pessoas, acabando com sua auto-suficiência? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que um governo inchado destrói a iniciativa e a motivação das pessoas, e que a democracia as convence de que a única motivação de que precisam é &#39;votar certo&#39; e aceitar os resultados?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se eu lhe disser que o homicida Josef Stalin estava certo quando disse que a pessoa mais poderosa do mundo é aquela que conta os votos? &amp;nbsp;E se você descobrir que os votos que realmente contam ocorrem em segredo, atrás dos bastidores?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se eu lhe disser que o problema da democracia é que a maioria se acredita apta a &#39;consertar o que está errado&#39;, a criar qualquer tipo de lei, a tributar qualquer tipo de atividade, a regular qualquer tipo de comportamento, e a se apossar daquilo que mais lhe aprouver? &amp;nbsp;E se o maior tirano da história estiver hoje entre nós? &amp;nbsp;E se esse tirano tiver o apoio da maioria? &amp;nbsp;E se ele chegar ao poder? &amp;nbsp;E se a maioria não reconhecer limites ao seu poder?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se o governo for astuto o bastante para ludibriar os eleitores, de modo que estes passem a defender e justificar tudo o que o governo quiser fazer? &amp;nbsp;E se o governo comprar o apoio das pessoas por meio de benesses que ele distribui? &amp;nbsp;E se o governo der assistencialismo para os pobres, universidades para a classe média e protecionismo para os empresários ricos, de modo a manter todos dependentes dele?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se eu lhe disser que uma república vibrante depende não do processo democrático da votação, mas sim de eleitores informados e ativos, que entendem corretamente os princípios da existência humana, dentre eles a posse inalienável de direitos naturais?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se eu lhe disser que podemos nos libertar do jugo do estado interventor, mas que os defensores do establishment não querem isso? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que o governo será o mesmo não importa quem vença as eleições? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que existe apenas um grande partido político, o qual é subdividido em duas alas, social-democrática e socialista? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que ambas as alas querem impostos, assistencialismo, protecionismo, regulamentações e crescimento contínuo do governo, diferindo apenas muito polidamente quanto aos meios para se alcançar estes objetivos? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que este partido único criou leis eleitorais que tornam praticamente impossível o surgimento e o sucesso de uma concorrência política?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se você descobrir que o sucesso do governo depende de sua habilidade de fingir e enganar? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que nossos ancestrais acreditavam que o rei era divino? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que eles acreditavam que o rei era infalível? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que eles acreditavam que a voz do rei era a voz de Deus?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se você descobrir que o governo é bom em fazer os outros acreditarem? &amp;nbsp;E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que tem voz? &amp;nbsp;E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que os políticos eleitos são o próprio povo? &amp;nbsp;E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que os políticos são servidores do povo?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E se você descobrir que o governo fez o povo acreditar que a maioria democrática nunca erra? &amp;nbsp;E se eu lhe disser que a tirania da maioria é tão destrutiva para a liberdade humana quanto a tirania de um indivíduo louco?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que você faria?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
*ANDREW NAPOLITANO é membro do Mises Institute, especialista em Direito e Jurisprudência, professor de Direito da Brooklyn Law School, analista jurídico da Fox News, e ex-juiz da Corte Suprema de Nova Jérsei. &amp;nbsp;Graduado em Princeton e na University of Notre Dame, já escreveu sete livros sobre a Constituição americana. &amp;nbsp;Contribui esporadicamente para o The New York Times, The Wall Street Journal, The Los Angeles Times, e várias outras publicações.&lt;/div&gt;
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