<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Desconstruindo</title>
	<atom:link href="http://desconstruindo.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://desconstruindo.com.br</link>
	<description>Para construir</description>
	<lastBuildDate>Thu, 03 Sep 2020 15:05:38 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=5.4.6</generator>
	<item>
		<title>Representatividade importa, mas ela é suficiente?</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/construcoes/03/09/2020/representatividade-importa-mas-ela-e-suficiente/</link>
					<comments>http://desconstruindo.com.br/construcoes/03/09/2020/representatividade-importa-mas-ela-e-suficiente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Desconstruindo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2020 15:05:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Construções]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://desconstruindo.com.br/?p=350</guid>

					<description><![CDATA[<p>Representatividade X Proporcionalidade No Brasil, 55% da população se declara como negra. Os dados são do IBGE. De acordo com esse dado, proporcionalmente somos um país negro. Mas, no dia a dia, você consegue enxergar esse grupo de pessoas sendo representando na sua empresa, em campanhas publicitárias, na política, na mídia? Definitivamente, não! Assim como os demais grupos excluídos da sociedade. Então, vamos entender o conceito de Representatividade e Proporcionalidade? Assista o vídeo:</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/03/09/2020/representatividade-importa-mas-ela-e-suficiente/">Representatividade importa, mas ela é suficiente?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Representatividade X Proporcionalidade</p>
<p>No Brasil, 55% da população se declara como negra. Os dados são do IBGE. De acordo com esse dado, proporcionalmente somos um país negro.<br />
Mas, no dia a dia, você consegue enxergar esse grupo de pessoas sendo representando na sua empresa, em campanhas publicitárias, na política, na mídia? Definitivamente, não!<br />
Assim como os demais grupos excluídos da sociedade.</p>
<p>Então, vamos entender o conceito de Representatividade e Proporcionalidade?</p>
<p>Assista o vídeo:</p>
<p><iframe title="Representatividade é o suficiente? - Ana Beatriz para o Desconstruindo" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/qshA_ADjD2o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/03/09/2020/representatividade-importa-mas-ela-e-suficiente/">Representatividade importa, mas ela é suficiente?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://desconstruindo.com.br/construcoes/03/09/2020/representatividade-importa-mas-ela-e-suficiente/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Proibicionismo das Drogas</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/construcoes/01/09/2020/proibicionismo-das-drogas/</link>
					<comments>http://desconstruindo.com.br/construcoes/01/09/2020/proibicionismo-das-drogas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Desconstruindo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2020 13:03:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Construções]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://desconstruindo.com.br/?p=346</guid>

					<description><![CDATA[<p>Proibidas? Para quem? Segundo ONU 5% da população mundial é &#8220;admirador&#8221; das drogas. Por que proibir a comercialização legal de algo que as pessoas querem consumir? As mazelas geradas por esse controle estatal, vão desde o aumento da criminalidade até o impedimento de estudos medicinais, como no caso da maconha. É preciso entender que, o melhor controle das pessoas se faz pela educação. Mudança de hábitos. A liberdade delas está na superação do vício, não no castigo. &#160; Assista o vídeo:</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/01/09/2020/proibicionismo-das-drogas/">Proibicionismo das Drogas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Proibidas? Para quem?</p>
<p>Segundo ONU 5% da população mundial é &#8220;admirador&#8221; das drogas.</p>
<p>Por que proibir a comercialização legal de algo que as pessoas querem consumir?<br />
As mazelas geradas por esse controle estatal, vão desde o aumento da criminalidade até o impedimento de estudos medicinais, como no caso da maconha.</p>
<p>É preciso entender que, o melhor controle das pessoas se faz pela educação. Mudança de hábitos. A liberdade delas está na superação do vício, não no castigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assista o vídeo:</p>
<p><iframe title="Proibicionismo das Drogas - por Eduardo Cavalcanti para o Desconstruindo" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/K5yXhBI7g6E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/01/09/2020/proibicionismo-das-drogas/">Proibicionismo das Drogas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://desconstruindo.com.br/construcoes/01/09/2020/proibicionismo-das-drogas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A moda como processo de desconstrução</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/construcoes/26/08/2020/a-moda-como-processo-de-desconstrucao/</link>
					<comments>http://desconstruindo.com.br/construcoes/26/08/2020/a-moda-como-processo-de-desconstrucao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Desconstruindo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2020 00:39:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Construções]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://desconstruindo.com.br/?p=282</guid>

					<description><![CDATA[<p>Olá! Sejam todos bem vindos ao Podcast Desconstruindo. Um espaço para tratar de forma leve e bem humorada a naturalização da essência das coisas, muitas vezes encobertas por estruturas sociais, que engessam assuntos e geram preconceitos. Neste programa recebemos o estilista Daniel Alves e jornalista Jô Oliveira para um bate papo sobre a moda como processo de desconstrução, fazendo um recorte do momento atual, buscando o entendimento de como a roupa versa sobre a sua personalidade e forma de comportamento na sociedade. Abra o coração e os ouvidos, pegue sua bebida preferida, coloque seu fone de ouvido. Pause. Avance. Volte. [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/26/08/2020/a-moda-como-processo-de-desconstrucao/">A moda como processo de desconstrução</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="_72b584a33b4aad1bec787e057cf07946-scss _8a9c5cc886805907de5073b8ebc3acd8-scss"><span class="_37fcf6672889ad5b81fbce929a8fad5e-scss">Olá! Sejam todos bem vindos ao Podcast Desconstruindo. Um espaço para tratar de forma leve e bem humorada a naturalização da essência das coisas, muitas vezes encobertas por estruturas sociais, que engessam assuntos e geram preconceitos.</span></p>
<p class="_72b584a33b4aad1bec787e057cf07946-scss _8a9c5cc886805907de5073b8ebc3acd8-scss"><span class="_37fcf6672889ad5b81fbce929a8fad5e-scss">Neste programa recebemos o estilista Daniel Alves e jornalista Jô Oliveira para um bate papo sobre a moda como processo de desconstrução, fazendo um recorte do momento atual, buscando o entendimento de como a roupa versa sobre a sua personalidade e forma de comportamento na sociedade.</span></p>
<p class="_72b584a33b4aad1bec787e057cf07946-scss _8a9c5cc886805907de5073b8ebc3acd8-scss"><span class="_37fcf6672889ad5b81fbce929a8fad5e-scss">Abra o coração e os ouvidos, pegue sua bebida preferida, coloque seu fone de ouvido. Pause. Avance. Volte. Comente. E vem desconstruir com a gente.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: A moda como processo de desconstrução" width="100%" height="232" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed-podcast/episode/3wPQgsQnLvqk1KVVIY3WuO"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/26/08/2020/a-moda-como-processo-de-desconstrucao/">A moda como processo de desconstrução</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://desconstruindo.com.br/construcoes/26/08/2020/a-moda-como-processo-de-desconstrucao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>REVOLUÇÃO GAEL: desconstruindo pré-conceitos sobre o parto</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/construcoes/20/08/2020/revolucao-gael-desconstruindo-pre-conceitos-sobre-o-parto/</link>
					<comments>http://desconstruindo.com.br/construcoes/20/08/2020/revolucao-gael-desconstruindo-pre-conceitos-sobre-o-parto/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Desconstruindo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2020 18:49:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Construções]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://desconstruindo.com.br/?p=305</guid>

					<description><![CDATA[<p>O parto do nosso filho Gael é uma história de desconstrução da ideia inicial de que uma cesariana seria o método mais indicado, seguro e “confortável” para uma mulher em primeira gestação, na faixa de 40 anos de idade. Contudo, mesmo depois de meses de estudo sobre o processo que vivíamos, não pense que esse capítulo terminou exatamente do jeito que idealizamos. O que você vai ler adiante, parafraseando o título do livro de Manuela D`ávila, é parte da Revolução Gael, uma reconstrução dentro da desconstrução que nos propusemos viver. A descoberta da gravidez se deu em 18/10/2019 num daqueles [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/20/08/2020/revolucao-gael-desconstruindo-pre-conceitos-sobre-o-parto/">REVOLUÇÃO GAEL: desconstruindo pré-conceitos sobre o parto</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">O parto do nosso filho Gael é uma história de desconstrução da ideia inicial de que uma cesariana seria o método mais indicado, seguro e “confortável” para uma mulher em primeira gestação, na faixa de 40 anos de idade. Contudo, mesmo depois de meses de estudo sobre o processo que vivíamos, não pense que esse capítulo terminou exatamente do jeito que idealizamos. O que você vai ler adiante, parafraseando o título do livro de Manuela D`ávila, é parte da Revolução Gael, uma reconstrução dentro da desconstrução que nos propusemos viver.</p>
<p style="font-weight: 400;">A descoberta da gravidez se deu em 18/10/2019 num daqueles exames feitos mais para “tirar isso da cabeça” (risos). Mal sabíamos que a jornada já havia começado há quase um mês e, naquela sexta-feira, um exame de farmácia e o posterior teste de laboratório, feito à jato, tamanho o susto, nos avisava que já estávamos em processo de upgrade do “éramos dois” para em breve “seremos três”.</p>
<p style="font-weight: 400;">A mudança mais linda de percepção das nossas vidas começou a ganhar corpo na primeira consulta com aquela que seria, de fato, nossa obstetra. Ali, minha esposa, Dilaine Sampaio, professora universitária, ainda flertava com a vontade de que o parto fosse feito via cesariana. Naquele momento, a médica, conhecida defensora do parto humanizado, nada disse. A não resposta, posteriormente, me pareceu o “click perfeito” dos profissionais mais experientes para permitir que a mudança ocorresse naturalmente ao longo do processo e não por um posicionamento clínico impositivo. As leituras posteriores nos revelaram uma série de mitos e pseudo argumentos usados pelos próprios médicos para defender a cesariana. Fundamentos esses que esbarram muito mais no comodismo da cirurgia com hora marcada em substituição à dedicação de assistência ao parto, que pode durar horas ou até dias, como você verá adiante.</p>
<p style="font-weight: 400;">A grande mudança ocorreu na segunda ou terceira consulta quando, além das leituras de livros que abordam o tema, já tínhamos assistido o documentário “O Renascimento do Parto”. Sim! Ele foi decisivo! Os relatos das mães que passaram por procedimentos obstétricos violentos, traumas difíceis de apagar da memória, somados às explicações sobre os benefícios do processo de parto natural para a mãe e o bebê sedimentaram a nossa troca de opção. Gael escolheria a hora de nascer e viria ao mundo por vias naturais.</p>
<p style="font-weight: 400;">Os primeiros sinais mais evidentes de que Gael já manifestava o desejo de nascimento começaram na noite de 18 de junho de 2020, por volta de 21h30. As contrações de treinamento já eram presentes, mas havia ali um componente novo, a dor. Avisamos a doula, que falou com a obstetra, e o time do “Vem bebê!” já estava acionado. Em função das leituras, já havia baixado o aplicativo que ajuda na medição das contrações que, em princípio, eram espaçadas e de curta duração. Assim passamos toda a madrugada. As dores aumentavam de intensidade, mas as contrações não ritmavam, o que aprendemos que ainda não eram um indicativo de evolução dentro das fases do parto.</p>
<p style="font-weight: 400;">Às 5h30 da manhã, a doula decidiu que era hora dela iniciar a nossa assistência presencial, uma vez que durante toda a madrugada ficamos em contato via Whatsapp. Por volta de 9h recebemos a visita da obstetra. Um alento e tanto em tempos de Covid-19.! As próximas quatro horas foram de monitoramento dos batimentos cardíacos do bebê, exame de toque, exercícios para auxiliar o processo de evolução do parto e muita, mas muita calma e paciência na assistência feita por aquele que eu considero o “Dream Team” do parto naturalizado. A dra. Kezia Navarro e a doula Renata Ferreira formam um time de um silencioso e profundo entrosamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-306" src="http://desconstruindo.com.br/site/wp-content/uploads/2020/08/Trabalho-de-parto-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;">É aqui que entram os meus recados para os pais! Participe! Preste atenção! Talvez você não viva uma experiência tão realizadora, a não ser que tenha outros filhos. No caso dos marinheiros de primeira viagem como eu, não se sinta envergonhado de não entender. Não há pergunta descabida naquilo que é desconhecido. Portanto, quanto mais informações você tiver, mais linda será a sua introdução nesse mar “nunca dantes navegado”, parafraseando Camões. Sim, o parto é um mergulho no desconhecido!</p>
<p style="font-weight: 400;">Obstetra e doula não falam muito. Elas se entendem apenas no olhar, na troca silenciosa de “faça isso”, “vai dar”, “não vai dar”, “subimos um degrau”, “ainda não é hora”. E você, pai? Se antecipe! Ofereça! Você vai aprender a fazer a melhor massagem do mundo instintivamente! Teus sensores vão detectar a hora de oferecer um café, um copo d`água ou um abraço. A doação do SIMPLES é o melhor jeito de se mostrar presente e reforçar os laços de parceria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-307" src="http://desconstruindo.com.br/site/wp-content/uploads/2020/08/abraço-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;">Por volta de 13h, a evolução no processo de parto ainda não significava um “estamos mais perto da hora H”. Havia uma incrível resistência à dor por parte de Dilaine. E muita, mas muita entrega! Em mim, se iniciava uma silenciosa transformação. A confiança de que se o parto do meu filho acontecesse ali mesmo, na sala ou no quarto da nossa casa, estaria tudo bem! Logo eu que sentia calafrios durante toda a gestação quando alguém tocava nesse assunto. Exatamente eu! A minha participação ativa no parto, além de me integrar ao processo, promoveu um aumento de confiança que me levou a esse estado: “vai nascer aqui? Tudo bem!”.</p>
<p style="font-weight: 400;">Não. Não foi assim. Contrações persistentemente não ritmadas mudaram o panorama dentro de um novo intervalo de quatro horas. O uso da ocitocina, hormônio que tem como função promover as contrações musculares uterinas, passou a ser uma opção para dar um passo adiante num trabalho que já durava 20h. Por volta de 17h, já estávamos prontos para ir para o hospital. É claro que os sete centímetros de dilatação nos colocavam num estágio evolutivo, porém, ainda faltavam contrações mais longas e próximas.</p>
<p style="font-weight: 400;">O cansaço de Dilaine já era visível, mas a vontade de parir naturalmente era infinitamente maior. Objetivo traçado e perseguido heroicamente. Já no hospital, à base de medicamentos, ela pôde desfrutar de uma hora de descanso. Havia duas opções: a administração da ocitocina ou o rompimento da bolsa com objetivo de fazer com que as contrações ritmassem, contudo, uma informação sobre o procedimento, acendeu um sinal de alerta crucial. Se a ocitocina não desse certo, o estouro da bolsa só poderia ser feito quatro horas após o primeiro procedimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;"><img class="alignnone size-medium wp-image-308" src="http://desconstruindo.com.br/site/wp-content/uploads/2020/08/Abraço-cesárea-1-300x292.png" alt="" width="300" height="292" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;">O trevo em que nos encontrávamos permitia alguns caminhos: persistir na busca pelo parto natural com uso da ocitocina, que se não desse certo precisaria de um intervalo de mais quatro horas para o procedimento de rompimento da bolsa, que poderia ou não resultar no objetivo proposto. Certo é que todos os caminhos poderiam nos levar a uma cesariana. Com mais quatro a oito horas de trabalho de parto, quais seriam as condições físicas de Dilaine para receber nosso primeiro filho? Mais que o cansaço físico, a estafa emocional, após 36h acordada e mais de 24 horas de trabalho de parto que abraçados, como na foto, decidimos por uma cesárea intraparto para que ela pudesse receber nosso primeiro filho com mais qualidade. DECISÃO NOSSA! Meu apoio, incondicional ao que ela quisesse!</p>
<p style="font-weight: 400;">Dilaine e nosso filho já tinham recebido todos os benefícios do parto normal. A opção pela cesárea intraparto era sim uma evolução de um processo desconstrutivo que nos permitimos até aquele momento. E quem disse que uma cesariana não pode ser conduzida de forma humanizada? PODE SIM! Música, pai ao lado da mãe durante todo o processo, parturiente não amarrada (acredite, ainda pode ser parte do procedimento amarrar a mãe durante a cirurgia), gestante consciente e informada de todos os acontecimentos, luzes baixas, ar condicionado mais próximo da temperatura ambiente, afinal nosso filho passou os últimos nove meses num lugar quentinho, pouca luz, aconchegante, por quê um choque tão grande logo ao nascer? Além disso Gael teve sua hora de ouro, passou uma hora no contato pele a pele e já pôde mamar e eu tive a linda experiência de cortar o cordão umbilical! Foi assim, às 23h30 de uma sexta-feira, depois 26h de trabalho de parto, 38 horas acordados, que o amor virou só mais amor!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;"><img class="alignnone size-medium wp-image-309" src="http://desconstruindo.com.br/site/wp-content/uploads/2020/08/IMG_20200620_001857-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/20/08/2020/revolucao-gael-desconstruindo-pre-conceitos-sobre-o-parto/">REVOLUÇÃO GAEL: desconstruindo pré-conceitos sobre o parto</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://desconstruindo.com.br/construcoes/20/08/2020/revolucao-gael-desconstruindo-pre-conceitos-sobre-o-parto/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Trate bem a sua dor</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/construcoes/18/08/2020/trate-bem-a-sua-dor/</link>
					<comments>http://desconstruindo.com.br/construcoes/18/08/2020/trate-bem-a-sua-dor/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Desconstruindo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2020 23:46:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Construções]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://desconstruindo.com.br/?p=327</guid>

					<description><![CDATA[<p>Só você pode mensurar o que sente e aquilo que para o outro pode ser uma bobagem, pode ser algo que dói, te entristece, te deixa fora do foco. Temos mania de generalizar a dor e a diagnosticarmos como se o antídoto estivesse ali em nossas receitas motivacionais, empíricas ou numa estante de farmácia. O buraco é mais embaixo e a dor é algo que se alastra. Há dias em que a dor quer te impedir de levantar, outros que ela vai te vai te fazer querer fugir, outros simplesmente sumir&#8230; A pergunta é: como você tem tratado sua dor? [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/18/08/2020/trate-bem-a-sua-dor/">Trate bem a sua dor</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Só você pode mensurar o que sente e aquilo que para o outro pode ser uma bobagem, pode ser algo que dói, te entristece, te deixa fora do foco.</p>
<p dir="auto" style="text-align: left;">Temos mania de generalizar a dor e a diagnosticarmos como se o antídoto estivesse ali em nossas receitas motivacionais, empíricas ou numa estante de farmácia. O buraco é mais embaixo e a dor é algo que se alastra. Há dias em que a dor quer te impedir de levantar, outros que ela vai te vai te fazer querer fugir, outros simplesmente sumir&#8230;</p>
<p dir="auto" style="text-align: left;">A pergunta é: como você tem tratado sua dor? Com apego? Sem tratamento? Um dia de cada vez? Tratar bem o que te aprisiona não é simplesmente deixar evidente ao mundo que você não está bem. As respostas não serão como esperado e ninguém vai se cuidar por você, ninguém pode estar no seu lugar físico, então vamos à luta!</p>
<p dir="auto" style="text-align: left;">Conte a um especialista como se sente e deixe ele diagnosticar e prescrever o que você precisa. Fora isso, posso dizer que terapia, muita água e exercícios físicos te ajudarão sempre. É minha única prescrição sobre essa sensação que também é minha. Ah! Gosto de lembrar que expor sua dor de forma subjetiva nas redes sociais não é um bom remédio. A maioria das pessoas te julgará como alguém perdido. E que se danem os julgamentos. Mas é que, se você espera ajuda e compreensão, isso só acontecerá da parte de alguém que te ame a ponto de saber que você está fazendo isso pra não explodir.</p>
<p dir="auto" style="text-align: left;">Então nada de romantizar e tratar sua dor com estimação, ok? Desapegue dela e busque com toda força que ainda houver a sua cura.  É natural que em alguns dias você queira mais atenção, que você vá se posicionar como vítima, e está tudo bem. Mas não faça disso sua bandeira, porque você é infinitamente maior que ela. Se alimente de fé, da ajuda correta e da convicção de que só você pode tratar bem sua dor.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/18/08/2020/trate-bem-a-sua-dor/">Trate bem a sua dor</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://desconstruindo.com.br/construcoes/18/08/2020/trate-bem-a-sua-dor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O brasil que sacrifica vidas em troca de meias verdades</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/construcoes/17/08/2020/o-brasil-que-sacrifica-vidas-em-troca-de-meias-verdades/</link>
					<comments>http://desconstruindo.com.br/construcoes/17/08/2020/o-brasil-que-sacrifica-vidas-em-troca-de-meias-verdades/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Desconstruindo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2020 15:40:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Construções]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://desconstruindo.com.br/?p=320</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Não é sobre a vítima, nunca é. Numa terra de certezas genocidas, a minha é de que pouco se importam com corpos que são alvos. Sejam de balas perdidas, sejam de fome, sejam de violações corporais que roubam a dignidade de alguém que a vida mal começou. Voltamos ao mesmo ponto discutido, exaustivamente, ano a ano. Aborto. O que muitos chamam de assassinato se pôs, na última semana, como possibilidade de vida para uma criança de 10 anos. Uma menina, que desde os 6 conhece as atrocidades validadas por um sistema patriarcal que invade sonhos, esquarteja perspectivas e [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/17/08/2020/o-brasil-que-sacrifica-vidas-em-troca-de-meias-verdades/">O brasil que sacrifica vidas em troca de meias verdades</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não é sobre a vítima, nunca é. Numa terra de certezas genocidas, a minha é de que pouco se importam com corpos que são alvos. Sejam de balas perdidas, sejam de fome, sejam de violações corporais que roubam a dignidade de alguém que a vida mal começou.</p>
<p>Voltamos ao mesmo ponto discutido, exaustivamente, ano a ano. Aborto. O que muitos chamam de assassinato se pôs, na última semana, como possibilidade de vida para uma criança de 10 anos. Uma menina, que desde os 6 conhece as atrocidades validadas por um sistema patriarcal que invade sonhos, esquarteja perspectivas e as lança num mar de fundamentalismo. Essas águas são mansas para estupradores, e imperdoáveis para vítimas. Por mais que tentem as culpar, nossas meninas e mulheres são sempre vítimas.</p>
<p>No Brasil de 2020 vemos lógicas se invertendo. Cuidado com a saúde sendo confundido com comunismo, fatos sendo encobertos de fake news e desinformação sendo disfarçada de verdade. Vimos os cuidadores das florestas sendo enterrados por causa de invasores em busca de riquezas que, em breve, não serão de ninguém. Elas nem existirão. Vimos vidas escaparem de nós, pela letalidade viral e por disparos que atingem alvos que não tem a pele alva. Em ambos os casos, quem detém o poder de evitar tais perdas as acelera, por meio de canetadas que longe de irresponsabilidade, se põem como projeto autodestrutivo.</p>
<p>Brasil, o país onde vidas em exercício são descartadas, e embriões frutos de estupro são defendidos ferozmente. Brasil, tomado por almas miseráveis, território em que para onde olharmos as violências serão sempre contra as mesmas existências, os mesmos corpos que agonizam ao longo dos séculos para resistir. Não protejem nossas mulheres, não protejem nossas florestas, assassinam nossos povos originários e falam de patriotismo e soberania nacional. Brasil, ou como disse Emicida, brasil (porque respeito tem que ser merecido) quem há de te amar quando de ti só restarem os ratos e raptores?</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/17/08/2020/o-brasil-que-sacrifica-vidas-em-troca-de-meias-verdades/">O brasil que sacrifica vidas em troca de meias verdades</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://desconstruindo.com.br/construcoes/17/08/2020/o-brasil-que-sacrifica-vidas-em-troca-de-meias-verdades/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Direitos iguais para quem?</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/construcoes/10/08/2020/direitos-iguais-para-quem/</link>
					<comments>http://desconstruindo.com.br/construcoes/10/08/2020/direitos-iguais-para-quem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Desconstruindo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2020 01:19:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Construções]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://desconstruindo.com.br/?p=293</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vivemos todos no mesmo planeta, sob o mesmo céu, certo? Sei que parece uma pergunta óbvia quando temos a certeza de que a interseção entre as nossas diversidades é bastante clara: somos humanos. Teoricamente, nossa natureza deveria transpassar classe social, raça ou gênero. Afinal, somos feitos da mesma matéria e todos os corpos estão fadados ao mesmo destino – nascer, existir e morrer.  Acredito que assim também pensaram os revolucionários na França, quando lutaram proferindo a mensagem de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Esse grito nos deixou de herança a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, a primeira proclamação [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/10/08/2020/direitos-iguais-para-quem/">Direitos iguais para quem?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Vivemos todos no mesmo planeta, sob o mesmo céu, certo? Sei que parece uma pergunta óbvia quando temos a certeza de que a interseção entre as nossas diversidades é bastante clara: somos humanos. Teoricamente, nossa natureza deveria transpassar classe social, raça ou gênero. Afinal, somos feitos da mesma matéria e todos os corpos estão fadados ao mesmo destino – nascer, existir e morrer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredito que assim também pensaram os revolucionários na França, quando lutaram proferindo a mensagem de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Esse grito nos deixou de herança a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, a primeira proclamação de direitos fundamentais, que se dizia libertária e humanitária. Confesso que, escrevendo isso, esboço uma risada irônica. Isso porque esses mesmos homens que iam às ruas em um ato de coragem pela liberdade universal exigiam o silêncio de mulheres que pediam pelos mesmos direitos. Os soldados, que vangloriavam a nobreza da luta francesa, eram também os que rotulavam de tragédia a Revolução Haitiana, que ocorria sob os mesmos preceitos e reivindicava a mesma pauta. Porém ali, os gritos vinham de corpos negros, escravizados pelo país que prometia a luz da liberdade para todos. Em meio a tantos paradoxos, acredito que o maior eco destas revoluções tenha sido a segui</span><span style="font-weight: 400;">nte pergunta: “É possível alguém ser mais humano que o outro?”</span></p>
<div id="attachment_294" style="width: 505px" class="wp-caption alignright"><img aria-describedby="caption-attachment-294" class="wp-image-294 size-full" src="http://desconstruindo.com.br/site/wp-content/uploads/2020/08/formiga.png" alt="Yasmim Formiga, mulher artista e ativista pelos direitos das mulheres na Paraíba. Foto: Roan Nascimento" width="495" height="367" data-wp-editing="1" /><p id="caption-attachment-294" class="wp-caption-text">Yasmim Formiga, mulher artista e ativista pelos direitos das mulheres na Paraíba. Foto: Roan Nascimento</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span> <span style="font-weight: 400;">A repercussão dessas grandes revoluções e suas contradições geram debates importantes até hoje, mesmo que mais de 230 anos tenham se passado. Inegavelmente, os direitos dos negros e das mulheres avançaram. A declaração dos direitos fundamentais deixou de ser do Homem, e deu lugar à Declaração Universal dos Direitos Humanos. Contudo, estarei mentindo se disser que ao abrir meus olhos atentamente, consigo enxergar essa igualdade que parece tão bonita no papel. Me assusta pensar que, dois séculos depois, estejamos vivendo as mesmas lutas, com personagens distintos. O medo se torna ainda maior quando tento entender se ainda é possível que exista um ranking em que a raça, a classe social, o gênero e a orientação sexual forneçam pontuações na tentativa de provar quem é mais humano que quem. Por fim, ao perceber as mortes silenciosas e diárias de mulheres, negros e LGBTQ+, me questiono quantos de nós seguimos sendo calados e oprimidos pelos mesmos soldados que lutam nobremente sob o lema #VidasHumanasImportam.</span></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/10/08/2020/direitos-iguais-para-quem/">Direitos iguais para quem?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://desconstruindo.com.br/construcoes/10/08/2020/direitos-iguais-para-quem/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ser pai é ser presente</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/construcoes/09/08/2020/ser-pai-e-ser-presente/</link>
					<comments>http://desconstruindo.com.br/construcoes/09/08/2020/ser-pai-e-ser-presente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Desconstruindo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2020 22:46:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Construções]]></category>
		<category><![CDATA[Desconstruindo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://desconstruindo.com.br/?p=275</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sobre responsabilidade dos pais e autonomia dos filhos por Patrícia Monteiro &#160; &#160; Vislumbres do a[mar] a propósito do Dia dos Pais  &#8211;  por Patrícia Monteiro Hoje eu queria estar perto. Ir contigo na praia – meu lugar preferido. Largar os sapatos &#8211; e as tensões &#8211; que tanto apertam o nosso cotidiano. Subir as calças compridas; deixar os pés e os caminhos à mostra; encurtar as distâncias que nos separam. Eu largo na frente em direção ao mar. E você deixa que eu chegue primeiro, só pra eu imaginar que ganhei a corrida. Você me segue de longe, mas [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/09/08/2020/ser-pai-e-ser-presente/">Ser pai é ser presente</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre responsabilidade dos pais e autonomia dos filhos</p>
<p>por Patrícia Monteiro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Ser pai é ser presente - por Patrícia Monteiro" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/wdSA4Pcgm48?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vislumbres do a[mar]</p>
<p>a propósito do Dia dos Pais  &#8211;  por Patrícia Monteiro</p>
<p>Hoje eu queria estar perto. Ir contigo na praia – meu lugar preferido. Largar os sapatos &#8211; e as tensões &#8211; que tanto apertam o nosso cotidiano. Subir as calças compridas; deixar os pés e os caminhos à mostra; encurtar as distâncias que nos separam. Eu largo na frente em direção ao mar. E você deixa que eu chegue primeiro, só pra eu imaginar que ganhei a corrida. Você me segue de longe, mas me guarda debaixo da vista. Observa minha pressa e lembra de sua própria maratona pra &#8216;vencer na vida´. Nossos pés desalinhados se encontram lá na beirinha da praia. O horizonte nos deixa na mesma linha. Infinito, imponente, impossível de conter, mas ali, tão perto de nós: como nossas lutas e conquistas, nossas forças e fraquezas, nossos medos e possibilidades. Coisa de gente real. Vento que sopra. E barco que segue!</p>
<p>Você me conta &#8216;histórias de pescador&#8217;. Os sonhos de menina saltam, feito peixes que escapam da rede, pois não querem a superfície, e retornam ao lugar de origem&#8230;De volta ao mar, também navegamos mais fundo, encontramos beleza e superação. Me alegro em navegar pela tua essência e avistar o profundo dos teus motivos. Sinto o quanto valeu a pena descobrir, no lugar de um super-herói-idealizado, um homem-pai-real: simplesmente humano; ora grande, ora miudinho, como cada um de nós. O sol, feito convidado apressado, participa do nosso encontro à beira mar. Lança raios intensos e luminosos sobre as ondas de memórias que nos tocam.</p>
<p>Com tudo às claras, respiramos fundo, sorvendo luz, paz e descanso. Agradecemos por todos os “caldos” que nos derrubaram e pelas mãos divinamente humanas que nos ajudaram a levantar. Céu aberto, reflexo de amor mar a dentro – de nós. Porque só pode ser sagrado o dom de mergulhar no outro e permanecer nele e com ele, em suas/nossas dores, ausências e incompletudes. Assim se é pai e se é filho, sendo presença ousada de amor e respeito; mergulho profundo em aceitação, graça que decide permanecer junto; alegria corajosa que acolhe o outro, com gratidão. Pai, meu poço de humanidade, otimismo, parceria e fé na vida; vento que sopra de longe e eu sinto aqui perto. Entre pedras firmes, areias e águas sem fim, navegamos nesse rico mar que é a vida-bem-vinda. Com um oceano de possibilidades todim pra nós, e a confiança, feito âncora, em nosso a(mar).</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/09/08/2020/ser-pai-e-ser-presente/">Ser pai é ser presente</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://desconstruindo.com.br/construcoes/09/08/2020/ser-pai-e-ser-presente/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Para pensar sobre as dissidências sexuais e de gênero</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/construcoes/04/08/2020/para-pensar-sobre-as-dissidencias-sexuais-e-de-genero/</link>
					<comments>http://desconstruindo.com.br/construcoes/04/08/2020/para-pensar-sobre-as-dissidencias-sexuais-e-de-genero/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Desconstruindo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2020 22:10:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Construções]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://desconstruindo.com.br/?p=261</guid>

					<description><![CDATA[<p>As discussões sobre dissidências sexuais e de gênero vêm ganhando bastante espaço na sociedade. São vários os meios de discussão dos temas, seja através de podcasts, vídeos no IGTV, Youtube ou dos meios mais restritos, como roda de amigos, ou no âmbito da família. A visibilidade e o debate sobre corpos dissidentes estão ganhando amplo alcance e, embora muito se tenha trilhado, o caminho para alcançar conquistas e políticas públicas para um pleno atendimento e atuação de pessoas diversas ainda precisa de bastante avanço, visibilidade e discussão. Compreender as formas dissidentes dos corpos na nossa sociedade é um caminho importante [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/04/08/2020/para-pensar-sobre-as-dissidencias-sexuais-e-de-genero/">Para pensar sobre as dissidências sexuais e de gênero</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="PT-BR">As discussões sobre dissidências sexuais e de gênero vêm ganhando bastante espaço na sociedade. São vários os meios de discussão dos temas, seja através de podcasts, vídeos no IGTV, Youtube ou dos meios mais restritos, como roda de amigos, ou no âmbito da família. A visibilidade e o debate sobre corpos dissidentes estão ganhando amplo alcance e, embora muito se tenha trilhado, o caminho para alcançar conquistas e políticas públicas para um pleno atendimento e atuação de pessoas diversas ainda precisa de bastante avanço, visibilidade e discussão.</span></p>
<div>
<p><span lang="PT-BR">Compreender as formas dissidentes dos corpos na nossa sociedade é um caminho importante de constituição de respeito e para uma plena existência das pluralidades. Respeito para compreender que há possibilidades diferentes do que é moralmente instituído (</span><span lang="PT-BR">binaridade</span><span lang="PT-BR">, heterossexualidade </span><span lang="PT-BR">etc</span><span lang="PT-BR">), e que o fato de ser gay, não binário ou pessoa trans não é razão para que se pratique algum crime de ódio contra a existência dessas pessoas. Afinal, não há justificativa plausível para preconceito ou violência. É inegável que enfrentamos graves impasses sobre a democracia e dissidências sexuais e de gênero. Em uma pesquisa rápida no Google acham-se diversas informações sobre prática de violência contra a população LGBT, e uma que chama bastante atenção apresenta o fato de, a cada 16 horas, ocorrer a prática de um crime de ódio como homofobia ou transfobia.</span></p>
</div>
<div>
<p><span lang="PT-BR">Numa sociedade capitalista, numa cultura </span><span lang="PT-BR">patriarcal</span><span lang="PT-BR"> e centrada na família, a conquista de direitos da população LGBT é um grande avanço social. No ano de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a criminalização da homofobia, instituindo que ações de caracterizem repulsa, preconceito, cerceamento de direitos e prática de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e travestis figurem como crime. A prerrogativa consiste no fato de que discriminar uma pessoa por sua orientação sexual ou gênero é crime inafiançável e que pode ser punido com multa ou detenção, conforme a lei 7716/89.</span></p>
</div>
<div>
<p><span lang="PT-BR">Uma iniciativa assim em um país como o Brasil, que apresenta altos índices de violência, é efetivamente uma conquista e um passo importante para uma sociedade mais saudável, porém, aliado à lei, é preciso reeducar a população em seu mais alto grau de amplitude e seguir discutindo a pauta das dissidências sexuais e de gênero. Assim, pensar sobre tais dissidências é compreender que há formas plurais de se relacionar e de existir. Compreender as vivências das sexualidades e as representações de gênero, repensar a construção identitária e o que ela impõe é um passo definitivo para mudar e tornar nossa sociedade em um lugar mais seguro.</span><span lang="PT-BR">  </span></p>
</div>
<div>
<p><span lang="PT-BR">Relacionando as dissidências às sexualidades e papéis de gênero, é interessante refletir sobre os desdobramentos que isto tem na vida prática. Eles estão presentes ao reforçar estereótipos, homofobia, transfobia ou quando estas violências implicam diretamente na existência ou na circulação e ocupação de lugares na sociedade.  Todo mundo que pertence ao recorte LGBT já passou por alguma violência ou constrangimento, seja uma piada maldosa ou um xingamento na rua por exemplo.</span></p>
</div>
<div>
<p><span lang="PT-BR">Em nada há alteridade e justiça em determinar papéis a serem cumpridos de forma determinista e equivocada, nada se ganha efetivamente ao rotular e violentar pessoas com palavras ou ações, nada se conquista ao impor como alguém deve vestir-se, falar, com quem se pode ou não se relacionar. Não há senso de cidadania ou democracia nessas violências, o que há são padrões de pensamentos que precisam ser revisitados urgentemente. Respeitar as diferenças é mais que um exercício de solidariedade, é preciso de autocrítica, integridade e alteridade para se deslocar em direção ao outro e compreender a sua vivência. Sendo assim, é importante, como exercício de cidadania, compreender as mais plurais formas de representação de gênero e das sexualidades.1</span></p>
</div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br/construcoes/04/08/2020/para-pensar-sobre-as-dissidencias-sexuais-e-de-genero/">Para pensar sobre as dissidências sexuais e de gênero</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://desconstruindo.com.br">Desconstruindo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://desconstruindo.com.br/construcoes/04/08/2020/para-pensar-sobre-as-dissidencias-sexuais-e-de-genero/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
