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	<title>Despindo Estórias</title>
	
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		<title>Resenha – O Teorema Katherine (John Green)</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 06:08:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Esse foi o primeiro livro do John Green que eu li. Não fui muito feliz nas primeiras páginas, quase não engatava na leitura por conta do estilo de escrita do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/teorema-kath.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2367" alt="teorema kath" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/teorema-kath.jpg" width="688" height="488" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Esse foi o primeiro livro do John Green que eu li. Não fui muito feliz nas primeiras páginas, quase não engatava na leitura por conta do estilo de escrita do livro e tenho alguns poréns sobre ele, que quase me fizeram desistir (e que bom que isso não aconteceu, vocês logo descobrirão porque). Primeiramente, tudo que o Colin vai explicar tinha mil alternativas (a, b e c mesmo). Fica meio cansativo porque eu curto uma leitura fluente &#8211; o que não tem nada a ver com sair da descrição de uma cena e fazer um flashback narrativo, pois isso eu gosto, desde que a volta seja coerente. Em segundo lugar, não gostei também das situações que ele dividia as pessoas em dois grupos, numa teoria preconceituosa e simplista: como quando, ao conhecer Lindsey ele a julga pela revista que ela estava lendo, e na verdade ela foi fundamental ao decorrer da história &#8211; e se eu falar aqui, já vai ser spoiler, então leiam!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">É uma narrativa em terceira pessoa, e realmente, eu não engrenei logo no livro: no início nem a história nem a personalidade do protagonista Colin Singleton me convenceram. Pela história que ia sendo narrada, sabia-se que ele tinha conhecimentos sobre assuntos variados, mas tais conhecimentos não tinham uma função clara e definida. Estudava sem ter realmente um objetivo, pelo menos nenhum diferente de ser um grande prodígio, de fazer algo realmente diferente e incrível que fizesse dele alguém importante. Por isso, tanto fazia se estudava Latim, se lia um livro sobre política, se aprendia assuntos da escola, ele queria armazenar cada vez mais conhecimento, mas não tinha muito foco sobre qual seria o seu aprendizado, e também não tinha a ação: ele aprendia as coisas lendo, nunca fazendo. Colin Singleton é monótono por não fazer muito além de memorizar informações variadas e se achar um prodígio, se orgulhava de ser diferente e sua &#8220;janela pra realidade&#8221; parece ser o seu melhor amigo, Hassan. No início, me irritei com ele também. Mas minha ideia mudou &#8211; com relação aos dois personagens, aliás.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Apesar da chatice, gostava de algumas colocações do Colin sobre assuntos variados. Mas confesso, enjoei de tanto ler a palavra <em>fugging.  </em>Com o perdão do trocadilho, me deu uma <em>fugging</em> raiva dela, rs. Já o Hassan era de religião muçulmana, mas pra ele, <em>haram (pecado) </em>era umas atitudes e outras não, vai entender a lógica. Talvez a lógica de que o que ele queria fazer era lícito, ou ele fingia ser. Tinha algumas colocações inusitadas, no entanto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Aos poucos, mesmo nas suas estranhezas, Hassan e Colin foram me conquistando. Era interessante a busca desenfreada de Colin pelo Teorema Fundamental de Previsibilidade das Katherines, e ao tentar descobrir cada acontecimento para poder demonstrá-los em fórmulas, ele ia aprendendo muita coisa e se tornando menos chato para mim (assumo). Teve uma hora que eu não tinha mais motivos pra implicar com o Colin: ele já tinha me conquistado. Acho que foi da metade pro final do livro. A viagem dele e Hassan, parando curiosamente em um lugar totalmente diverso do que eles moravam e que foram o palco de muitas descobertas de ambos (Gutshot). Hassan passou a ser um personagem divertido depois de um tempo, no começo eu só achava idiota.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">É interessante o fator Colin e Katherines. 19 Katherines (ou quase isso, descubra lendo que eu realmente não tô afim de dar spoilers), que namoraram, flertaram ou tiveram um casinho com ele, e terminavam o namoro (ou como quer que fosse nomeado o relacionamento). A análise matemática sobre Terminantes (as Katherines, que geralmente terminavam os namoros) e os Terminados (pessoas como Colin Singleton) eu achei interessante, mas acharia mais se não fosse tão leiga em matemática e realmente entendesse todas as equações que ele colocou. Os gráficos dessas equações, no entanto, facilitavam muito o entendimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">A Lindsey, a Hollis, OOC (O Outro Colin) e seus amigos menos relevantes (quase figurantes ao meu ver), apresentam aos dois garotos um mundo diferente ao que eles estão acostumados, e é uma sequência interessante na história. A Lindsey merece um destaque nos meus comentários, pois eu gostei muito da personagem, e ela é muito importante na história e se torna para os garotos. E, pelo menos para mim, uma personagem rica, no início confusa, sem saber bem quem era, algo que é superado mais à frente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Mais um ponto negativo: a linguagem que Lindsey faz, tipicamente &#8220;caipira&#8221;, a mim pareceu bastante descaracterizada na tradução, simplesmente porque não é uma interiorana daqui do Brasil. Por isso, vou procurar ver como são essas expressões no original em inglês, porque ficou muito estranho. É, sou chata com essas coisas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Saldo final: gostei do livro. Ele é desses que começa não tão promissor, mas valeu a pena continuar. Não espere uma história muito cheia de altos e baixos, pois vai se decepcionar. Também não achei algo tão genial assim, mas é, certamente, original. Mas é, certamente, uma leitura leve e boa, a se fazer em poucos dias, despretensiosamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">P.S.: Nunca li &#8220;A culpa é das estrelas&#8221;, também do autor. Quero muito lê-lo!</span></p>
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		<title>Leitoras e vaidosas</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 04:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>despindoest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é nem um pouco raro homens e mulheres falarem, postarem no Facebook ou onde quer que seja a seguinte ideia: melhor uma mulher ter um guarda-roupa mediano e uma [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/mulheres-que-leem.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2351" alt="mulheres que leem" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/mulheres-que-leem.jpg" width="960" height="720" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times;"><span style="font-size: 16px;">Não é nem um pouco raro homens e mulheres falarem, postarem no Facebook ou onde quer que seja a seguinte ideia: <em>melhor uma mulher ter um guarda-roupa mediano e uma estante cheia, do que o contrário.</em> Isso me traz uma questão importantíssima: por que as mulheres  precisam ser livres de vaidades para serem levadas a sério por muitos (e, como eu disse, por muitas das próprias mulheres)? Por que a vaidade é por vezes considerada fútil? Qual o problema de eu decorar o nome das cores dos meus esmaltes, colecionar vestidos, ser louca pelo <em>Ruby Woo</em> e também ler livros que me tragam muito conhecimento e ser bem sucedida na carreira que eu escolher? (Livros que, aliás, quem reclama do &#8220;excesso&#8221; de</span><span style="font-size: 16px;"> vaidade feminina, acharia impossível demais que eu lesse).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Nenhuma mulher precisa ser desleixada para assim provar a sua inteligência. O conhecimento é muito importante, mas aparência também é. Não pra agradar os outros, mas para ficar de bem com a gente mesma, olhar no espelho e dizer: tô bonita. Claro que não entro na questão de quem não gosta de cosméticos, maquiagem e não se preocupa com moda, afinal, se a garota não curte, não é legal fazer só pelos outros. Mas quem gosta &#8211; e a boa maioria gosta mesmo &#8211; curte estar arrumada pra o trabalho, pra faculdade, pra uma noite de diversão. E ler o Machado, o Mia Couto, a Clarice Lispector e uma infinidade de bons escritores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Eu concordo muitíssimo com o que diz a queridíssima escritora Joumana Haddad (mais uma pra lista de bons escritores) em seu livro autobiográfico &#8220;Eu matei Sherazade&#8221; (que no Brasil foi publicado pela Editora Record em 2011 e foi <a href="http://despindoestorias.com/2013/eu-matei-sherazade-joumana-haddad-resenha/" target="_blank">resenhado por mim aqui no blog</a>):</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><em>&#8220;Sou uma workaholic emancipada, mas uma massagem e um creminho me dão tanto prazer e tanta plenitude quanto um projeto bem-sucedido no meu trabalho;</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><em>Sou uma intelectual, mas me preocupo com minhas rugas e com meu peso tanto quanto me preocupo com o fato de ainda não ter lido o último livro do Kundera. (&#8230;)&#8221; </em>(página 83)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Simplesmente: não precisamos escolher! A vaidade e a inteligência não são qualidades conflitantes. Por isso, não vou me sentir mal por  seguir as tendências que eu amo, mas sei que vou ser julgada. As pessoas ainda cultuam essa crítica infundada, compartilham e curtem, ou seja: disseminam. E eu sempre continuarei refutando, enquanto for necessário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Mulheres: sejam mulheres. Se lhes agrada a moda, utilize-se dela. Se acha um esmalte lindo, use-o. Depois de pronta, pegue aquele livro maravilhoso e ponha na bolsa, pra ler no engarrafamento, na biblioteca da faculdade, ou na hora de descanso depois do almoço no trabalho. E não se esqueça de retocar o batom antes de voltar ao expediente, às aulas etc. E homens que pensam de forma retrógrada: revejam seus conceitos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">P.S.: Essa imagem é da <a href="http://miasodre.blogspot.com.br/" target="_blank">Mia Sodré</a>, pedi a ela pra utilizar pois achei que tinha a cara do post: lendo um bom livro com as unhas impecáveis e com um bonito sapato nos pés.</span></p>
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		<title>Resenha – Delírio (Lauren Oliver)</title>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2013 06:28:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Esse é o primeiro de uma trilogia distópica¹ da escritora americana Lauren Oliver. É narrado em primeira pessoa pela própria Lena Haloway, a personagem central da série. Gostei e me [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/resenha-delírio.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2331" alt="resenha delírio" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/resenha-delírio.jpg" width="734" height="496" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Esse é o primeiro de uma trilogia distópica¹ da escritora americana Lauren Oliver. É narrado em primeira pessoa pela própria Lena Haloway, a personagem central da série. Gostei e me envolvi muito com essa narração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Eu tinha lido um pouco sobre o que seria uma distopia antes desse livro, mas confesso que não dava muita atenção ao gênero e nem o entendia muito bem. Uma distopia, é, essencialmente, o contrário de uma utopia: se esta seria uma sociedade ideal a se alcançar, com tudo da melhor forma imaginável, a distopia consiste exatamente no contrário. Nas distopias, é comum ter um regime totalitário, com controle total da sociedade. Há uma ordem estabelecida, e os que estiverem fora dessa ordem, sofrem consequências gravíssimas. Claro, não se pode dizer totalmente, como toda e qualquer realidade. E essas histórias geralmente se passam no futuro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Imagine uma sociedade no futuro na qual amar seja mais que pecado, seja um crime, o pior que se possa cometer. E a sociedade é regulamentada da seguinte forma: toda a população é rodeada de informações que desestimulam envolvimento emocional, não apenas entre homem e mulher, também entre mãe e filho, entre amigos, enfim, todo e qualquer toque que demonstre afetividade. Tudo isso porque o <em>amor deliria nervosa</em> é tido como algo muito perigoso, que destruiria a sociedade se fosse livremente aceito. E por causa disso, depois de uma avaliação bastante complexa, uma intervenção cirúrgica é obrigatória a todos assim que completarem 18 anos de idade. Trata-se da &#8220;cura&#8221;: livrar-se, basicamente, da capacidade de amar. Depois dela, os sentimentos ficam distantes e o <em>amor deliria nervosa </em>deixa de ser um perigo, mas ao passarem pela intervenção, as pessoas tornam-se frias, com uma vida sendo uma sombra e uma repetição de tudo o que os seus superiores pregam. Isso é o que acontece com a maioria das pessoas, mas os personagens centrais dessa trama são um pouco diferentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Lena Halloway me pareceu uma personagem que têm uma mudança drástica de visão sobre a vida. Antes, ela era uma garota comum, que absorvia todo aquele discurso sobre os riscos de contrair o <em>amor deliria nervosa</em>, e contava os dias da sua intervenção, achando que aquilo traria a sua felicidade. Ao conhecer Alex, um Inválido que se passa por curado, e eles dois se apaixonarem, ela cresce bastante em entendimento e passa a enxergar o outro lado: o amor não é perigoso, o amor é a razão de toda a vida e ela não quer deixar de senti-lo. Hana Tate, sua melhor amiga, é um pouco mais corajosa que Lena no início: fazia muitas coisas que o governo não aprovava, como ouvir músicas proibidas e ir à festas que começavam muito além do toque de recolher. E o Alex, trabalhava como guarda nos Laboratórios e fazia faculdade. Vivia como um curado, mas não era realmente um. Se apaixonou por Lena e a partir disso, a história foi ficando mais emocionante, e por mais que tenha partes melosas, outras são lindíssimas e a gênese distópica não é deixada de lado: há sempre a preocupação de serem observados, de serem vistos, de fingirem não estar juntos. E de alimentarem o seu amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Até porque há pelo menos dois tipos de segregação: a que começa separando homens e mulheres, que já nascem imbuídos dessa cultura de combater o <em>amor deliria nervosa </em>e estudam em escolas separadas, além de não poderem ser vistos juntos e muito menos se tocar; e a outra que é a segregação entre curados e não curados: os curados são livres para circular nas ruas, mas os não-curados tem que obedecer ao toque de recolher, que é às 21h da noite.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Já os personagens curados: Rachel, sua tia Carol e a maioria das pessoas que ali vivem, seguem aquela vidinha regulamentada, definida, sem nenhuma emoção nem algo de diferente. Seguem um script, sem se perguntar para onde estão indo. Sem se perguntar se tem sentido. E eles não podem mais responder essa pergunta, pois simplesmente não sentem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Gostei muito dos inícios de capítulos, que trazem trechos de obras clássicas da literatura que falam de amor; trechos de livros ditos oficiais; contos para crianças que não tinham nada de infantis: em vez da diversão promoviam a &#8220;educação&#8221; pela dor, pelo trauma, pelo medo. Isso nos faz entrar ainda mais no universo criado pela autora, um genial universo, aliás.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">A Lauren Oliver foi mestra em ligar pontos da história com a realidade: há segregação, como já dito, há alienação por meio do que a mídia, o governo e a ciência diz, há pessoas que seguem muitas leis absurdas sem as contestar, pessoas que acham que podem viver sem amor. O livro metaforiza de uma forma única muitas das coisas que em certa medida, vivemos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Sobre o amor de Lena e Alex, ele me provocou muita emoção sim, mas tenho alguns poréns: eu não sou muito fã dessa história da menina que não é/não se acha muito bonita nem especial até se apaixonar e ser valorizada. Também não gosto da visão de um cara perfeito, como muitas vezes a Lena descreve o Alex. Mesmo apaixonada, nunca pensei nesses termos de perfeição, porque na minha cabeça, não existe e ponto. Mas apesar disso, eu vi muita verdade no relacionamento deles. Em nenhum momento, a aparência era mais importante que o amor que nutriam um pelo outro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Lena, pessoalmente, cresce muito ao descobrir o amor. Ao ver provas do que os que o amam podia fazer por ela e do que ela também era capaz de fazer. Um crescimento que só se dá pra quem sente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Não é uma história apenas sobre amor homem e mulher, tanto que entram em questão o amor dela por Hana, por sua mãe (sobre ela preferi não contar nada, leiam o livro, é  interessante demais), por Gracie (sua prima)&#8230; e por todos que a cercam fisicamente ou em lembranças  e se mostram, de certa maneira, parecidos com ela.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">E eu adorei essa ter sido minha primeira distopia, mesmo sendo esse um best-seller para o qual, só de olhar a capa, muitos torceriam o nariz por achar ser bem menos do que realmente é. Lembro que um dia estava lendo o livro e minha tia perguntou como era a história, eu falei um pouco da sinopse e ela achou que seria de difícil leitura. Falei pra ela que não tinha achado, pois apesar de tudo, é uma história adolescente. Tem a dureza de uma distopia e a leveza de uma linda história sobre o amor. Eu gostei bastante e já estou ansiosa para ler a sua sequência, <a href="http://www.intrinseca.com.br/site/catalogo_ficha.php?livrosID=290" target="_blank">Pandemônio</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">¹ A trilogia é composta por três títulos: <a href="http://www.intrinseca.com.br/site/catalogo_ficha.php?livrosID=212" target="_blank">Delírio</a> (2012 &#8211; errei o ano na imagem lá em cima, perdão), <a href="http://www.intrinseca.com.br/site/catalogo_ficha.php?livrosID=290" target="_blank">Pandemônio</a> (2013)  &#8211; ambos publicados no Brasil pela <strong>Intrínseca</strong> &#8211; e Réquiem, este último ainda sem previsão de lançamento.</span></p>
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		<title>Li até a página 100 e… #1 – Delírio (Lauren Oliver)</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 03:58:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[li até a página 100]]></category>

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		<description><![CDATA[Livro:    1ª frase da página 100 &#8220;Mas a maioria dessas fazendas pertence a grandes empresas, estão todas cheias de gado e costumam usar órfãos como mão-de-obra.&#8221; Do que se [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><strong>Livro: </strong></span></p>
<p><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/CapaDelirio-WEB.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2323" alt="CapaDelirio-WEB" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/CapaDelirio-WEB-208x300.jpg" width="208" height="300" /></a></span></p>
<p><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><strong>1ª frase da página 100</strong></span></p>
<p><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">&#8220;Mas a maioria dessas fazendas pertence a grandes empresas, estão todas cheias de gado e costumam usar órfãos como mão-de-obra.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><b>Do que se trata o livro?</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><b></b>É uma distopia¹  que traz uma sociedade americana na qual o amor, como causa de todos os males para uma vida tranquila e feliz, precisa ser banido. Para isso, ao fazerem 18 anos, as pessoas passam por uma intervenção cirúrgica que retiram o sentimento das pessoas. Lena é a personagem principal e passa por muitas reviravoltas e mudanças sobre toda a história, questionando se a intervenção a trará felicidade ou se será exatamente o contrário, é muito interessante (paro por aqui porque a resenha virá só depois que terminar de lê-lo, né).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><strong>O que está achando até agora?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">O livro é maravilhoso! Tem uma história interessantíssima e até agora coerente. Nunca tinha lido nenhuma distopia, e acho que comecei bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><strong>O que está achando da protagonista?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Tô gostando muito da Lena, só que me cansa às vezes esse clichê da menina que não se gosta, vive se comparando com amigas &#8220;mais bonitas&#8221; e só se sente bonita ao ouvir isso de alguém. Esse é um ponto fraco dela. No mais, nada a reclamar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><strong>Melhor quote até agora:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">&#8220;Esse é o verdadeiro motivo pelo qual ela não fala. As outras palavras são sufocadas por essa única e gigante; uma palavra que ainda ecoa nos cantos escuros de suas lembranças. <em>Mamãe.</em>&#8221; (página 38)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><strong>Vai continuar lendo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Até o fim!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><strong>Última frase da página 100:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">&#8220;Precisarei de <em>velocidade.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">¹Segundo o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Distopia" target="_blank">Wikipedia</a>, o termo se caracteriza <em>&#8220;pelo pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma &#8220;utopia negativa&#8221;1 . As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. Nelas, caem as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. A tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, seja de instituições ou mesmo de corporações.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Obs: O &#8220;Li até a página 100 e&#8230;&#8221; é uma tag criada pelo blog <a href="http://www.euleioeuconto.com/2011/04/li-ate-pagina-100-e-1.html" target="_blank">Eu leio, eu conto</a> e é bem legal pra falarmos um pouco sobre nossas leituras sem necessariamente resenhar, é quase uma prévia desta. Isso mesmo, em breve resenha desse livro aqui no blog! Beijo e até a próxima!</span></p>
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		<title>As agruras do verdadeiro tira (Roberto Bolaño)</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 05:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>despindoest</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[as agruras do verdadeiro tira]]></category>
		<category><![CDATA[clube do livro]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[roberto bolaño]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinopse: Amalfitano, professor universitário de literatura latino-americana que tem uma presença marcante no romance 2666, é o protagonista de As agruras do verdadeiro tira, obra póstuma do autor chileno Roberto Bolaño. Aos cinquenta [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/agruras.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-2311" alt="agruras" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/agruras.jpg" width="455" height="416" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><strong>Sinopse</strong>: Amalfitano, professor universitário de literatura latino-americana que tem uma presença marcante no romance <em>2666</em>, é o protagonista de <em>As agruras do verdadeiro tira</em>, obra póstuma do autor chileno Roberto Bolaño. Aos cinquenta anos, ele se envolve com um aluno, o talentoso poeta marginal Padilla, e descobre-se homossexual. A relação acaba se tornando um escândalo na universidade de Barcelona onde leciona, e o professor é forçado a se transferir para a única faculdade que o aceita, na violenta cidade de Santa Teresa, no México. Nesse novo ambiente, por vezes estranho e sinistro, Amalfitano passa a refletir sobre sua homossexualidade tardia, enquanto se relaciona com outro homem, o falsificador de arte Castillo. (site da <a href="http://companhiadasletras.com.br/" target="_blank">Companhia das Letras</a>)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Antes desse livro, nunca tinha lido nada do autor e, aliás, nem o conhecia até ser feita a proposta da leitura dele para o Clube do Livro Penguim-Companhia das Letras (falo mais sobre no fim do post).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Essa é uma das obras na qual a sinopse quase não tem spoiler porque a história é fragmentada. Ou seja, verdadeiramente o que vocês leram acima é apenas uma parte: um &#8220;núcleo&#8221;, por assim dizer, de todo esse romance. Além do foco em Amalfitano e Padilla e Amafiltano e Castillo (esse segundo relacionamento, na verdade,  foi pouquíssimo explorado ao meu ver), tem-se a parte de Rosa Amalfitano, filha do professor; do escritor fictício J. M. G. Arcimboldi e &#8220;Os Assassinos de Sonora&#8221;. Também a amizade do Amalfitano com os Carrera, e a de seus filhos, foi pouco explorada.  Apenas alguns poucos desses acontecimentos ligam-se com o restante da história. Mesmo assim, são ligações um tanto frouxas, às vezes até mesmo inexistentes em algumas partes. Fica a impressão de que o autor desejaria terminar a obra, arrematar alguns fatos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Pessoalmente, achei a personagem Rosa Amalfitano interessante, e poderia ser mais explorada. Não é novidade eu sempre gostar bastante de personagens femininos, mas faltou muito na construção dela. Diria que é a personagem que mais parece ter assuntos inacabados, e mais que isso, caráter inacabado &#8211; talvez só perdendo para seu amigo Jordí Carrero.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Uma coisa importante que notei em toda a leitura do livro é que ele passeia por várias linguagens e perspectivas. Muitas vezes, por exemplo, Bolaño usa uma linguagem que emociona e nos faz refletir, e em outras é seco e fala diretamente de assuntos tabu de uma forma bem direta &#8211; como sexo, por exemplo. Há também muitas referências a obras reais e fictícias, escritores reais e fictícios. É um mar de informações incrível que ele às vezes consegue aliar à história, e às vezes não. Acho que aí está um dos problemas desse livro: o ritmo nem sempre é fluente ou tão fácil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Sei que o livro foi lançado depois da sua morte, compilando os arquivos encontrados em pastas ou datilografados, e por mais que obedeçam rigorosamente a ordem deixada pelo autor, podia muito bem estar de fato, inacabado. Infelizmente, essas lacunas ficaram. Mas o livro não perde o seu valor: Amalfitano reflete sobre muitos valores que ele tem, e também sobre as suas limitações. Seu relacionamento com Padilla, que continua por cartas em que ambos contavam do seu dia a dia ou sobre a obra que Padilla estava escrevendo. É o único relacionamento que parece fluir na história, mesmo que como se fosse quase que numa realidade paralela. Engraçado que ele fala brevemente em Osman Lins na obra, como um dos autores traduzidos por Amalfitano, autor esse que tratava muito sobre a incomunicabilidade humana: a dificuldade de falar, a falta de voz mesmo diante de relações de parentesco ou de amizade fortes. E é exatamente isso que vemos nos personagens desse romance: a falta de comunicação entre pai e filha, entre amigos, entre colegas de trabalho e até entre amantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Gostei da linguagem do Bolaño e quero ler mais livros dele. E assim que ler, tecerei minhas impressões aqui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">P.S.: Eu falei que ia falar mais sobre o Clube do Livro Penguin Companhia no final do post. Trata-se de um clube onde nós discutimos uma obra por mês. A obra é decidida com um mês de antecedência, numa das discussões, portanto tem bastante tempo pra ler. Conversamos sobre as nossas impressões (boas ou más) sobre o livro escolhido e é uma experiência muito rica, eu pelo menos estou gostando bastante. O Clube que eu participo, da Cultura do Rio Mar, tem apenas dois meses de existência. No próximo mês, discutiremos sobre o livro <a href="http://companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=11927" target="_blank">Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (Marçal Aquino)</a>. Pra você que é de Recife e ama discutir sobre suas leituras, não pode perder, hein? Será no dia 03 de junho, uma segunda-feira, às 19h no mezanino da Livraria Cultura do Shopping RioMar.</span></p>
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		<title>Mudar</title>
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		<pubDate>Mon, 06 May 2013 04:13:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>despindoest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[desabafo]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas partes de mim vão morrendo pouco a pouco. Nada mórbido, apenas a vida e a sua maneira de ser andarilha, de esquecer aquilo que foi e não é mais, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/large-2.jpg"><img class="size-full wp-image-2303 aligncenter" title="Imagem do We Heart It" alt="" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/large-2.jpg" width="500" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Algumas partes de mim vão morrendo pouco a pouco. Nada mórbido, apenas a vida e a sua maneira de ser andarilha, de esquecer aquilo que foi e não é mais, certezas que viraram pó, amores que viraram &#8220;<em>quem é ele, mesmo?</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">E se tem uma coisa que eu me orgulho é de certas partes que morreram. Se a parte de mim que me fez amar certas pessoas que eu jamais amaria, que bom que estas não existem mais: foram transpostas por uma nova pele, mais espessa, menos provável de ser submetida a algumas agruras e, por isso mesmo, mais preparada. Se partes de mim que me fizeram cometer certos erros, que bom que morreram. Assim posso fazer mais coisas boas daqui por diante, e ir cortando as arestas daquilo que não está tão bom.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Isso não quer dizer que eu me arrependa de ter feito: se tudo serviu para eu ir modelando minhas atitudes &#8211; que aliás, sempre estarão longe da perfeição &#8211; foi válido, foi aprendizado. Mas eu me orgulho de tê-las arrancado de mim. Porém, como tudo que é arrancado, deixa marcas, marcas que não saem tão facilmente, se é que saem algum dia. São essas marcas que nos fazem reagir com novas atitudes, novas interpretações de cada situação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Me orgulho de ter matado em mim aquela que faz o que não aprova por &#8220;amor&#8221;. De ter assassinado cruelmente uma vida sem luta, de dias iguais, de sonhos que não eram jamais postos em prática. De ter esquartejado aquela que não se gosta, que fica insegura com uma opinião de alguém que nem importa, quem é esse alguém mesmo? Me orgulho de ter deletado a tristeza, toda e qualquer tristeza, que me impedia de alcançar o voo mais leve que o voo de um beija-flor, no qual toda e qualquer culpa dava lugar ao cheiro das flores, ou melhor, das realizações. Tudo isso com ternura, a ternura de mudar e continuar com a mesma essência de sempre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Não sou e nunca serei beija-flor. Sou beija-vida. E ela me leva na leveza de cada passo e aprendizado.</span></p>
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		<title>Músicas gêmeas</title>
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		<pubDate>Sat, 04 May 2013 03:45:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>despindoest</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[playlist]]></category>
		<category><![CDATA[pop]]></category>

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		<description><![CDATA[Começaram as minhas férias, e com elas, surgiram ideias pra passar o tempo. Até que ontem, ao me dar conta que existem duas músicas com o título &#8220;22&#8243; (a da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Começaram as minhas férias, e com elas, surgiram ideias pra passar o tempo. Até que ontem, ao me dar conta que existem duas músicas com o título &#8220;22&#8243; (a da Lily Allen e da Taylor Swift), pensei que tem muitas músicas legais com mesmo nome. Quase um inconsciente coletivo, mesmo que em diferentes épocas, se é que seria possível. Diante disso, resolvi fazer uma playlist com pares dessas &#8220;músicas gêmeas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">E resolvi também compartilhar com vocês, leitores do blog. Além das que falei acima, tem Christina Aguilera, Diane Birch, 50 cent, Ciara, Pink, Coldplay e mais um monte. Dá o play!</p>
<p><object id="gsPlaylist8610217454" width="550" height="250" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" name="gsPlaylist8610217454"><param name="wmode" value="window" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="flashvars" value="hostname=grooveshark.com&amp;playlistID=86102174&amp;p=0&amp;bbg=8ab1ed&amp;bth=8ab1ed&amp;pfg=8ab1ed&amp;lfg=8ab1ed&amp;bt=ffffff&amp;pbg=ffffff&amp;pfgh=ffffff&amp;si=ffffff&amp;lbg=ffffff&amp;lfgh=ffffff&amp;sb=ffffff&amp;bfg=b1dff2&amp;pbgh=b1dff2&amp;lbgh=b1dff2&amp;sbh=b1dff2" /><param name="src" value="http://grooveshark.com/widget.swf" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed id="gsPlaylist8610217454" width="550" height="250" type="application/x-shockwave-flash" src="http://grooveshark.com/widget.swf" wmode="window" allowScriptAccess="always" flashvars="hostname=grooveshark.com&amp;playlistID=86102174&amp;p=0&amp;bbg=8ab1ed&amp;bth=8ab1ed&amp;pfg=8ab1ed&amp;lfg=8ab1ed&amp;bt=ffffff&amp;pbg=ffffff&amp;pfgh=ffffff&amp;si=ffffff&amp;lbg=ffffff&amp;lfgh=ffffff&amp;sb=ffffff&amp;bfg=b1dff2&amp;pbgh=b1dff2&amp;lbgh=b1dff2&amp;sbh=b1dff2" allowscriptaccess="always" name="gsPlaylist8610217454" /><img src="http://despindoestorias.com/wp-includes/js/tinymce/themes/advanced/img/trans.gif" class="mceItemMedia mceItemFlash" width="550" height="250" data-mce-json="{'video':{},'params':{'wmode':'window','allowScriptAccess':'always','flashvars':'hostname=grooveshark.com&amp;playlistID=86102174&amp;p=0&amp;bbg=8ab1ed&amp;bth=8ab1ed&amp;pfg=8ab1ed&amp;lfg=8ab1ed&amp;bt=ffffff&amp;pbg=ffffff&amp;pfgh=ffffff&amp;si=ffffff&amp;lbg=ffffff&amp;lfgh=ffffff&amp;sb=ffffff&amp;bfg=b1dff2&amp;pbgh=b1dff2&amp;lbgh=b1dff2&amp;sbh=b1dff2','src':'http://grooveshark.com/widget.swf'},'name':null,'object_html':'&lt;span&gt;&lt;a href=\&quot;http://grooveshark.com/search/playlist?q=M%C3%BAsicas%20g%C3%AAmeas%20Tailany%20Costa\&quot; title=\&quot;M\u00fasicas g\u00eameas by Tailany Costa on Grooveshark\&quot;&gt;M\u00fasicas g\u00eameas by Tailany Costa on Grooveshark&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;','hspace':null,'vspace':null,'align':null,'bgcolor':null}" alt="" /></object></p>
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		<title>Estórias desejadas #1</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 06:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>despindoest</dc:creator>
				<category><![CDATA[listas]]></category>
		<category><![CDATA[escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[estórias desejadas]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que eu andei comprando e ganhando muitos livros nos últimos meses, seja de amigos ou das parcerias que tenho com editoras.  Mas, como o hábito de ler cada vez [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Confesso que eu andei comprando e ganhando muitos livros nos últimos meses, seja de amigos ou das parcerias que tenho com editoras.  Mas, como o hábito de ler cada vez maior (tá, não sou devoradora de livros como quem lê uns 10 livros por mês, mas para minha média, já estar lendo o 7º desse ano é muito significativo), comprar/ganhar livros nunca é demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, nessa tag que eu já tinha anunciado, mas não tinha começado ainda, vou mostrar pra vocês alguns livros de ficção que eu estou desejando muito. Lá vai a primeira lista, que tá até modesta (milagrosamente):</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/cada-homem-é-uma-raça2.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-2276" alt="cada homem é uma raça" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/cada-homem-é-uma-raça2.jpg" width="198" height="288" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Cada homem é uma raça (Mia Couto)</strong></p>
<p style="text-align: center;">  Editora: Companhia das Letras</p>
<p style="text-align: center;">   Ano: 2013</p>
<p style="text-align: justify;"> Depois de dois livros lidos do autor, eu quero é ler mais e mais. Virou paixão literária, nunca tive tanta   identificação com um autor como tive com o Mia. E eis que ele lança esse novo livro de contos pela Companhia das Letras. Possui 11 contos e estou louca para ler  e degustar cada um deles. A poesia na prosa de Mia vai sempre me apaixonar. E nesse livro já começou a me apaixonar pelo título.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/O_TEOREMA_KATHERINE_1361285602B.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2281" alt="O_TEOREMA_KATHERINE_1361285602B" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/O_TEOREMA_KATHERINE_1361285602B.jpg" width="300" height="449" /></a><br />
<strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Teorema Katherine (John Green)</strong></p>
<p style="text-align: center;">Editora: Intrínseca</p>
<p style="text-align: center;">Ano: 2013</p>
<p style="text-align: justify;">Achei a sinopse curiosa e também estou querendo ler  algo diferente do que  normalmente leio.  E o John Green parece ser super interessante pelo que falam, além da proposta desse livro ser muito original: não é nada usual o personagem central criar um teorema para  saber qual será o final de todos os seus relacionamentos com &#8220;Katherines&#8221;.  E por isso mesmo deve ser muito instigante.</p>
<p><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/lolll.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2283" alt="Capa Vladimir Nabokov Lolita.indd" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/lolll.jpg" width="256" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Lolita (Vladimir Nabokov)</strong></p>
<p style="text-align: center;">Editora: Alfaguara</p>
<p style="text-align: center;">Ano: 2011 (ano dessa edição, mas o livro original data de 1955)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Já faz um tempo que eu tenho curiosidade de ler esse livro. Vi ótimas críticas, e não é uma literatura do &#8220;politicamente correto&#8221;, e justo por isso choca a muitos. Não ligo. Literatura é literatura, ainda mais ficção. E fora a história da fixação do Humbert Humbert pela Lolita, vi muitos elogios à linguagem do autor. Preciso tê-lo pra ler o quanto antes.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/2666.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-2271" alt="2666" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/05/2666.jpg" width="180" height="259" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>2666 (Roberto Bolaño)</strong></p>
<p style="text-align: center;">Editora: Companhia das Letras</p>
<p style="text-align: center;">Ano: 2010</p>
<p style="text-align: justify;">Estou lendo As agruras do verdadeiro tira, também do Bolaño, e é tão bom, diferente, inquietante, incrível que eu já estou pensando no próximo que lerei, e pode ser esse &#8211; até por um ter relação com o outro. E esse conquista muito pela capa, e também por ter certa ligação com o que eu estou lendo. Não vou falar d&#8217;As agruras ainda aqui porque o resenharei assim que terminar de ler, me aguardem!</p>
<p style="text-align: justify;">Por enquanto é só! Quero outros livros, mas não tão urgentemente, ou não os coloquei aqui porque já estão a caminho! Acompanhem as minhas leituras e em breve tem mais novas tags aqui no blog.</p>
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		<item>
		<title>Resenha e sorteio: O diário de Helga (Helga Weiss)</title>
		<link>http://despindoestorias.com/2013/resenha-o-diario-de-helga/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Apr 2013 04:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>despindoest</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[sorteio]]></category>

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		<description><![CDATA[Autora: Helga Weiss Ano: 2013 Editora: Intrínseca   Uma visão do Holocausto pelas palavras e desenhos de uma criança. Helga Weiss, uma menina de 8 anos que vivia na Tchecoslováquia [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<address style="text-align: center;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/04/O_DIARIO_DE_HELGA_1362413973P.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2261" alt="O_DIARIO_DE_HELGA_1362413973P" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/04/O_DIARIO_DE_HELGA_1362413973P.jpg" width="300" height="494" /></a></address>
<address style="text-align: center;"><strong><span style="font-family: helvetica; font-size: 12px;">Autora: </span></strong><span style="font-family: helvetica; font-size: 12px;">Helga Weiss</span></address>
<address style="text-align: center;"><strong><span style="font-family: helvetica; font-size: 12px;">Ano: </span></strong><span style="font-family: helvetica; font-size: 12px;">2013</span></address>
<address style="text-align: center;"><strong><span style="font-family: helvetica; font-size: 12px;">Editora: </span></strong><span style="font-family: helvetica; font-size: 12px;">Intrínseca</span></address>
<address style="text-align: center;"> </address>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Uma visão do Holocausto pelas palavras e desenhos de uma criança. Helga Weiss, uma menina de 8 anos que vivia na Tchecoslováquia e vivenciou a 2ª Guerra Mundial, quando judeus como ela começaram a ser enviados para os campos de concentração, sobre os quais a garota, por ser criança, tinha mais dúvidas do que certezas. Ela não entendia o porquê daquilo, porque eram diferentes, porque tinham de ser marcados e ficarem isolados, longe dos arianos. E começou a fazer o diário por causa de um conselho do seu pai, que dizia para ela anotar e desenhar tudo. Esperto, ele. Não fosse assim, talvez ela não teria esse sofrido, mas maravilhoso relato. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">A obra é dividida em <em>3 partes</em>: <strong>Praga</strong>, que é a sua cidade, onde vivia antes de ser transportada com sua família, <strong>Terezín</strong>, cidade militar que funcionou na época da guerra como um gueto judeu e para onde Helga e sua família foi e <strong>Auschwitz, Freiberg, Mauthasen, Praga </strong>(os dois primeiros sendo os campos de concentração pelos quais ela passou depois de sair de Terezín, e Mauthausen o lugar no qual eles souberam presenciaram o fim daquilo tudo)<strong><em>.</em></strong><em> </em>Além desta divisão, o que se tem são divisões de datas, nem sempre exatas, pois algumas anotações foram postas próximas a outras pelo assunto ser o mesmo ou parecido, pois partes do escrito foram acrescentados no pós-guerra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">É uma história fácil de ler, linguisticamente falando. Por ser um diário escrito por alguém de pouca idade, é de fácil linguagem. Mas em compensação, é psicologicamente complicada, pois é muito o sofrimento com o qual nos deparamos nestas narrações, mesmo com a linguagem inocente de Helga. No entanto, aos poucos, ao passar por tudo aquilo, ela adquiria uma maturidade que talvez poucos adultos tivessem fora dali. Passa de esperançosa a alguém que não sabe mais o que esperar. Posta em todos os seus limites, descobre que dá pra superá-los. Mesmo sendo muito difíceis. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Os desenhos que acompanham o Diário também nos dão um panorama da realidade pela qual Helga passou durante aqueles anos. E é interessante além de ler, observar a realidade deles visualmente. </span></p>
<a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/04/helga.jpg"><img class="size-full wp-image-2218" alt="helga" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/04/helga.jpg" width="590" height="413" /></a> Um desenho que Helga fez para Francka, sua amiga que não sobreviveu ao Holocausto &#8211; nasceram na mesma maternidade, dividiam o mesmo beliche e sonhavam, ao sair dali, passearem juntas. Uma projeção do futuro. Se aconteceu? Descubra lendo.
<pre style="text-align: center;"></pre>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Eu comecei a ler O Diário de Helga um dia desses, em clima total de fim de período da faculdade. E como tinha também os trabalhos e provas pra fazer, o que já era falta de tempo pra dormir, quadruplicou. Porque eu não conseguia soltar o livro, tanto que mesmo sem muito tempo li em quatro dias (até em ônibus, coisa que quase nunca faço por causa da dor de cabeça que dá). Recomendo muitíssimo, mas é uma leitura pesada. Pra mim, valeu a pena. Ainda quero ler muitos outros diários pessoais sobre a guerra, como por exemplo <a href="http://www.skoob.com.br/livro/17724-o-diario-de-anne-frank" target="_blank">O Diário de Anne Frank</a>, porque é uma forma de saber como foi esse período pelos relatos de quem o vivenciou, e não pelo que os livros didáticos contam, afastados um pouco de tal realidade (aliás, sempre odiei livros didáticos de História). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Leia O Diário de Helga, preparado para se emocionar. Não é a mesma emoção de um romance romântico, que te leva ao choro. É uma muito, muito mais intensa, que eu não tenho como descrever a não ser dizendo que as nossas agruras, nossos problemas tornam-se bem menores em comparação os dela. Uma ótima reflexão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/04/Helga-Weiss-portrait-021.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2232" alt="Helga Weiss portrait" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/04/Helga-Weiss-portrait-021.jpg" width="460" height="276" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Helga Weiss tem 84 anos e ainda vive no mesmo apartamento que morava com os pais antes da II Guerra. É uma artista plástica bastante reconhecida, e sua arte continua tendo muito a ver com tudo o que ela passou. </span></p>
<p style="text-align: justify;">Como eu gostei bastante desse livro, resolvi, numa parceria com a Intrínseca, sortear um exemplar entre os leitores aqui do blog! Quer participar? Então se liga nas regras:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/04/intrínseca-1-promo.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-2264" alt="intrínseca 1 promo" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/04/intrínseca-1-promo.jpg" width="541" height="366" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Você encontra todos os links (das fanpages, da imagem e da aba promoções) <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=611207485574008&amp;set=a.519779444716813.131489.242934579067969&amp;type=1&amp;theater" target="_blank">aqui</a>. Boa sorte desde já!</p>
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		<title>Eu matei Sherazade (Joumana Haddad) – resenha</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 02:50:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>despindoest</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[cultura árabe]]></category>
		<category><![CDATA[eu matei sherazade]]></category>
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		<description><![CDATA[Nome: Eu Matei Sherazade Autora: Joumana Haddad Ano: 2011 Editora: Record A vontade de ler esse livro vem desde a Fliporto de 2011, na qual tive a oportunidade de assistir um painel [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/04/matei-sherazade.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2203" alt="matei sherazade" src="http://despindoestorias.com/wp-content/uploads/2013/04/matei-sherazade.jpg" width="321" height="501" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 14px;">Nome: Eu Matei Sherazade</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 14px;">Autora: Joumana Haddad</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 14px;">Ano: 2011</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 14px;">Editora: Record</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">A vontade de ler esse livro vem desde a <strong>Fliporto</strong> de 2011, na qual tive a oportunidade de assistir um painel com a autora, sobre a qual eu nunca tinha ouvido falar antes. Mas só ganhei o livro esse ano, no meu aniversário (sou péssima em prioridades leitoras quando quero, pecado só ter ele quase dois anos depois). Joumana é libanesa, jornalista, poetisa, editora de uma revista erótica. (Não ousaria colocar &#8220;e árabe&#8221;. Ao ler, você entenderá. Mas só adiantando algo básico: não é isso que a diferencia, ou melhor, que a define por completo).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Com o seu testemunho, ela mostra uma luta pelos direitos das mulheres com esse livro que é mais que autobiográfico, é um manifesto à liberdade feminina. Joumana teve uma formação incrível por meio dos livros contidos na biblioteca do seu pai, o que lhe ajudou a ter consciência crítica de muitas coisas incomuns à sua idade, e mais ainda, ao seu país e a cultura que o domina. Ela faz questão de deixar de lado todos os clichês sobre o mundo árabe, que influencia muito na maneira com a qual os ocidentais costumam particularizá-los. Também fala sobre a religião muçulmana e o engano de acharem que os árabes são todos muçulmanos, igualando-os quando se cita as suas culturas. Então, se prepare. Não leia esse livro para confrontá-lo com os seus conhecimentos sobre o mundo árabe (que, se vem apenas da TV ou de certas publicações, é certamente duvidoso), nem mesmo para concordar: leia com o pensamento aberto. Depois, apenas depois, decida. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Sobre a minha decisão: fui tomada pelas palavras de Joumana. Me senti matando Sherazade junto. Sherazade, a personagem das &#8220;Mil e uma noites&#8221; que, para sobreviver, precisava todas as noites contar uma história que terminaria no dia seguinte, história essa que assim se tornava infinita. Sobre isso, a autora diz, em certa parte do livro:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;"><em>&#8220;Sabe, Sherazade é uma mulher bastante exaltada em nossa cultura por ser uma mulher instruída, engenhosa e de imaginação fértil, e inteligente a ponto de salvar a própria vida subornando &#8216;o homem&#8217; por suas histórias intermináveis. Mas eu nunca gostei realmente desse lance de &#8216;subornar o homem&#8217;. (&#8230;) Corrija-me se eu estiver errada, mas parece que esse método coloca o homem numa posição de onipotência e a mulher, numa posição contemporizadora, inferior. Não ensina às mulheres resistência e rebelião, como fica implícito quando o caráter de Sherazade é discutido e analisado.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Eu, particularmente, vibrei com suas ideias, seu modo de vida. A mulher não precisa ser submissa, nem esperar pelo homem. Ela é agente do seu próprio destino, ela pode modificá-lo como bem entender. Também para ser forte e agente ela não precisa esquecer que é mulher, não precisa e nem deve se igualar ao homem. Neste livro, pra mim a maior lição que ficou é: dizer não. Tem coisas no mundo, como o machismo e o extremismo religioso &#8211; que está mais perto de nós do que se imagina &#8211; das quais não somos obrigadas a aceitar e podemos, sim, lutar contra. Podemos conquistar o nosso espaço. Agindo, sem esperar. Lidando com as dificuldades. Vendo no homem um aliado, e não uma muleta. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Eu na verdade devo matar mil e uma <em>Sherazades</em>, ou mais de mil e uma, ao decorrer da minha vida. Vocês também. Mato Sherazade quando eu não tenho problemas de tomar atitudes nos meus relacionamentos &#8211; afinal, vejo o homem e a mulher como duas partes integrantes nesse relacionamento, não importa qual dê a cartada inicial. Mato Sherazade quando não baixo a cabeça para ideias distorcidas sobre a mulher. Mato Sherazade quando percebo que uma coisa é seduzir, outra é ser fácil; e que uma coisa é ser firme, outra é ser mandona. Esse livro na verdade veio pra me fazer fundamentar ideias nas quais eu já acreditava, me fazer amadurecer com elas. E não ter medo. Pois posso até não ser árabe, não ter passado pelas agruras das quais algumas mulheres passam, mas não posso aceitar certas opiniões desrespeitosas sobre mulheres que são capitãs de suas vidas. E olhem, essas opiniões não vêm só dos homens, mas infelizmente de muitas mulheres.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'times new roman', times; font-size: 16px;">Você não pode viver fingindo que esse livro não existe. Leia-o também, mate Sherazade também. Você vai se sentir feliz depois. </span></p>
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