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	<title>Flamenco BrasilFlamenco Brasil | Flamenco Brasil</title>
	
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	<description>Notícias de flamenco no Brasil: eventos, entrevistas, festival, aulas, escolas, compras</description>
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		<title>Workshop Internacional com María Juncal em junho</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 17:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Medeiros</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A bailaora Maria Juncal virá ao Brasil em junho para oferecer cursos de dança flamenca nas cidades de São Paulo e Caxias do Sul, RS. A artista é referência mundial em flamenco, já realizou turnês em diversos países com forte valorização à arte flamenca como França, Itália, Bélgica, Estados Unidos, Israel, México, Canadá, Cuba, Venezuela, China e Japão. Natural de Palmas de Gran Canárias, na Espanha, foi premiada por seus trabalhos no Premio Nacional de Danza Flamenca Antonio Gades em 2004, o primeiro Premio de Baile Flamenco y Trofeo “Desplante”, em 2006, no  XVLI Festival de Cante de las Minas, o Premio de Melhor Solista Flamenca com a obra “El encierro de Ana Frank”, também em 2006, em Madrid, entre outros. Como bailarina flamenca atuou em diversas companhias tais como: El Güito, Manolete, José Greco, La Tati, Joaquin Cortés, Cristóbal Reyes e Paco Peña. Atualmente é professora no Centro Flamenco Amor de Dios e dirige sua própria companhia, que leva seu nome e da qual faz parte o bailaor brasileiro Stefano Domit. A artista vem a convite de Beatriz Carrazza e Camila Monte. O workshop é o segundo evento promovido pela dupla, que no ano passado trouxe da Espanha a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/05/juncal.png#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="aligncenter size-full wp-image-5876" title="juncal" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/05/juncal.png" alt="" width="500" height="300" /></a></p>
<p>A bailaora Maria Juncal virá ao Brasil em junho para oferecer cursos de dança flamenca nas cidades de São Paulo e Caxias do Sul, RS. A artista é referência mundial em flamenco, já realizou turnês em diversos países com forte valorização à arte flamenca como França, Itália, Bélgica, Estados Unidos, Israel, México, Canadá, Cuba, Venezuela, China e Japão.</p>
<p>Natural de Palmas de Gran Canárias, na Espanha, foi premiada por seus trabalhos no Premio Nacional de Danza Flamenca Antonio Gades em 2004, o primeiro Premio de Baile Flamenco y Trofeo “Desplante”, em 2006, no  XVLI Festival de Cante de las Minas, o Premio de Melhor Solista Flamenca com a obra “El encierro de Ana Frank”, também em 2006, em Madrid, entre outros.</p>
<p>Como bailarina flamenca atuou em diversas companhias tais como: El Güito, Manolete, José Greco, La Tati, Joaquin Cortés, Cristóbal Reyes e Paco Peña. Atualmente é professora no Centro Flamenco Amor de Dios e dirige sua própria companhia, que leva seu nome e da qual faz parte o bailaor brasileiro <a title="Stefano Domit apresenta Entre Mares em Madri" href="http://flamencobrasil.com.br/2011/08/stefano-domit-apresenta-entre-mares-em-madri/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed">Stefano Domit</a>.</p>
<p>A artista vem a convite de Beatriz Carrazza e Camila Monte. O workshop é o segundo evento promovido pela dupla, que no ano passado trouxe da Espanha a maestra e bailaora Pepa Molina, também para São Paulo. &#8220;Queremos promover a arte flamenca no Brasil e afinar ainda mais o intercâmbio cultural entre os dois países, movimento que entendemos ser fundamental para esta arte&#8221;, escrevem elas no <a href="http://www.mariajuncalsp.com.br/">hotsite do evento</a>.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>Saiba mais:</strong></p>
<p style="padding-left: 30px;"><a href="http://flamencobrasil.com.br/evento/maria-juncal-no-brasil/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed">María Juncal em São Paulo</a></p>
<p style="padding-left: 30px;"><a href="http://flamencobrasil.com.br/evento/maria-juncal-em-caxias-do-sul/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed">María Juncal em Caxias do Sul</a></p>
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		<item>
		<title>Feira Flamenca terá show do bailaor espanhol Pedro Córdoba</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 13:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Medeiros</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[por Alejandra Osses Abril e maio são os meses escolhidos pelos flamencos brasileiros para realizar as feiras inspiradas na Feria de Sevilla que, na Espanha, dá as boas vindas à primavera européia. No Brasil, tais celebrações marcam o encontro entre professores, alunos, músicos e quem quiser ver mais de perto uma sevilhana ou se encantar com os babados e lunares dos vestidos e a sobriedade dos sombreros. E, claro, para aprender mais sobre esta cultura. Esta é uma das grandes inspirações da Kabal – produtora da Feira Flamenca, em São Paulo, formada pelas professoras e bailaoras Deborah Nefussi, Carol da Mata, Ana Paula Campoy e Simone Gambirazio – para realizar a Feira Flamenca que, desde a primeira edição, acontece no Clube Paineiras do Morumby, em São Paulo. Na 4a edição, que acontece nos dias 5 e 6 de maio, as produtoras sentem a responsabilidade de fazer um evento deste porte, e querem mais. “O mais difícil é não termos ainda patrocinadores para nosso evento acontecer com mais estrutura e novas possibilidades, mas estamos providenciando esta mudança”, revela Deborah Nefussi. Trazer mais flamencos fora de São Paulo, para uma maior troca de informações entre alunos e profissionais, além de cantaores que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><em><strong>por</strong></em></span> Alejandra Osses</p>
<p style="text-align: justify;">Abril e maio são os meses escolhidos pelos flamencos brasileiros para realizar as feiras inspiradas na Feria de Sevilla que, na Espanha, dá as boas vindas à primavera européia. No Brasil, tais celebrações marcam o encontro entre professores, alunos, músicos e quem quiser ver mais de perto uma sevilhana ou se encantar com os babados e <em>lunares</em> dos vestidos e a sobriedade dos <em>sombreros</em>.</p>
<p>E, claro, para aprender mais sobre esta cultura. Esta é uma das grandes inspirações da Kabal – produtora da Feira Flamenca, em São Paulo, formada pelas professoras e <em>bailaoras</em> Deborah Nefussi, Carol da Mata, Ana Paula Campoy e Simone Gambirazio – para realizar a Feira Flamenca que, desde a primeira edição, acontece no Clube Paineiras do Morumby, em São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">Na 4a edição, que acontece nos dias 5 e 6 de maio, as produtoras sentem a responsabilidade de fazer um evento deste porte, e querem mais. “O mais difícil é não termos ainda patrocinadores para nosso evento acontecer com mais estrutura e novas possibilidades, mas estamos providenciando esta mudança”, revela Deborah Nefussi. Trazer mais flamencos fora de São Paulo, para uma maior troca de informações entre alunos e profissionais, além de <em>cantaores</em> que proporcionem o verdadeiro <em>cante</em> flamenco são parte de uma lista de prioridades da Kabal, pensando já nas próximas edições.</p>
<p>Soma-se a isso o que a Feira Flamenca representa para o flamenco desta metrópole, onde está “cada um no seu quadrado”. “É uma possibilidade de nós, profissionais, nos encontrarmos”, diz Deborah, “e, para os alunos, de conhecer novos estilos de <em>baile</em>, fazer aulas com professores que nunca ouviram falar, ter a oportunidade de conhecer um maestro e <em>bailaor</em> espanhol, muitos pela primeira vez”.</p>
<p>A média de participantes da Feira Flamenca está entre 250 e 400 participantes, vindos da própria cidade de São Paulo, do interior (Sorocaba, Campinas, Indaiatuba, Piracicaba, entre outras) e fora do Estado (Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Amazonas). Com o objetivo de facilitar a vinda de participantes de outros lugares, a Feira oferece a “hospedagem solidária”: você pode hospedar em sua casa pessoas de fora, e trocar a hospitalidade por aulas<br />
durante o evento. “Nós ‘perdemos’ em dinheiro a inscrição deste paulistano, mas ganhamos um aluno de fora que, possivelmente, irá divulgar nosso evento em sua escola ou cidade”, explica a <em>bailaora</em>.</p>
<p>Neste ano, a programação prevê discutir a &#8220;ética no flamenco&#8221; em uma mesa redonda, com a participação das <em>bailaoras</em> Ale Kalaf, Iracy Prades, Lucienne Garcia e a atriz Daniela Nefussi. A mediação é de Carol da Mata.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><img title="Pedro Córdoba" src="http://farm3.staticflickr.com/2364/5716291210_fa18c1a9e7_n.jpg" alt="" width="240" height="320" /><p class="wp-caption-text">Pedro Córdoba no Casa Patas.</p></div>
<p>O <em>bailaor</em> espanhol convidado Pedro Córdoba, que já visitou o Brasil ao fazer parte da Companhia de Eva Yerbabuena e, mais recentemente, de Rafaela Carrasco, estará ministrando aulas para os níveis básico, intermediário e avançado. Ele fará o encerramento do evento no dia 6 de maio em um show muito especial a ser realizado no próprio clube, com a participação de músicos e <em>bailaores</em> brasileiros. Os ingressos já estão à venda. Vale muito a pena conferir o trabalho deste jovem artista que vem cada vez mais se destacando no flamenco na Espanha e no mundo.</p>
<p>No <em>tablao</em> montado no evento, onde se apresentam tanto alunos como profissionais, acontecerão também os &#8220;pocket-shows&#8221;: “<em>El baul gitano</em>”, com a Cia Radiophonica de Theatro, no dia 5 de maio, e “Nuances”, com o guitarrista flamenco Fernando de la Rua, e os <em>bailaores</em> Yara Castro e Miguel Alonso, no dia 6 de maio.</p>
<p>Tudo isso paralelamente à exposição de artigos flamencos e afins, com a venda de saias, vestidos, sapatos, mantones, castanholas e acessórios para todos os gostos e bolsos, nos dois dias da feira, das 10h às 19h.</p>
<p style="text-align: justify;">A entrada para a Feira Flamenca é um quilo de alimento não perecível, tanto para inscritos nas oficinas e workshops, como visitantes, a ser doado para a Casa José Coltro.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Serviço</h4>
<p style="text-align: justify;">Feira Flamenca – 4a edição<br />
Dias 5 e 6 de maio, das 10h às 19h<br />
Show de Encerramento com Pedro Córdoba, 6 de maio, 20h30<br />
Local: Clube Paineiras do Morumby – Av. Dr. Alberto Penteado, 605<br />
Morumbi – São Paulo</p>
<p>Para mais informações, acesse:<br />
<a href="http://www.feiraflamenca.com.br">www.feiraflamenca.com.br</a><br />
Escreva para: <a href="mailto:contato@feiraflamenca.com.br#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed">contato@feiraflamenca.com.br</a><br />
ou ligue: (11) 7100.4835</p>
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		<title>Un poquito de Sevilla, com amor</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 15:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Medeiros</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[por Maíra Watanabe  edição Alejandra Osses O Atelier Flamenco, de André Pimentel e Carlos Lara, realizou no último sábado, 21 de abril, a Feria de Sevilla. A terceira edição do evento teve casa lotada e o espaço proporcionou uma grande noite espanhola para seus convidados. Vídeos, fotos, apresentações, brechó com figurinos flamencos, lojinha com acessórios da Espanha, sangria, comidinhas delicadamente embaladas e o mais importante: um lugar para encontrar os amantes do flamenco. A Feria de Sevilla acontece originalmente na Espanha no mês de abril, em Sevilla. Foi em uma de suas viagens para aquele país, e durante uma visita à própria feira, que Carlos e André decidiram realizar também o evento em São Paulo. “Queríamos ter um pouco desta maravilhosa Feria aqui&#8221;, conta Carlos, estilista e diretor do Atelier Flamenco. Elé é quem cuida da decoração, dos sabores e da mostra de produtos espanhois. A direção artística fica por conta de André Pimentel, maestro, coreógrafo e diretor do Atelier, responsável também por convidar ao evento todos os flamencos &#8211; e não flamencos &#8211; de Sampa. &#8220;Sempre convido alunos e professores de outras escolas, pois este é um momento para podermos compartilhar um pouco desta cultura à qual nos dedicamos com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="color: #888888;"><strong>por</strong> </span></em><span style="color: #888888;"><span style="color: #000000;">Maíra Watanabe</span></span><em><span style="color: #888888;"><strong>  edição</strong> </span></em><span style="color: #888888;"><span style="color: #000000;">Alejandra Osses</span></span><em><span style="color: #888888;"><br />
</span></em></p>
<p><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/04/atelier2.png#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="alignright size-full wp-image-5815" title="atelier2" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/04/atelier2-e1335281151269.png" alt="" width="225" height="300" /></a>O Atelier Flamenco, de André Pimentel e Carlos Lara, realizou no último sábado, 21 de abril, a Feria de Sevilla. A terceira edição do evento teve casa lotada e o espaço proporcionou uma grande noite espanhola para seus convidados. Vídeos, fotos, apresentações, brechó com figurinos flamencos, lojinha com acessórios da Espanha, sangria, comidinhas delicadamente embaladas e o mais importante: um lugar para encontrar os amantes do flamenco.</p>
<p>A Feria de Sevilla acontece originalmente na Espanha no mês de abril, em Sevilla. Foi em uma de suas viagens para aquele país, e durante uma visita à própria feira, que Carlos e André decidiram realizar também o evento em São Paulo. “Queríamos ter um pouco desta maravilhosa Feria aqui&#8221;, conta Carlos, estilista e diretor do Atelier Flamenco. Elé é quem cuida da decoração, dos sabores e da mostra de produtos espanhois. A direção artística fica por conta de André Pimentel, maestro, coreógrafo e diretor do Atelier, responsável também por convidar ao evento todos os flamencos &#8211; e não flamencos &#8211; de Sampa. &#8220;Sempre convido alunos e professores de outras escolas, pois este é um momento para podermos compartilhar um pouco desta cultura à qual nos dedicamos com tanto suor e amor&#8221;, diz o maestro.</p>
<p>A meta foi cumprida. Parecia ser um encontro de amigos, uma festa “em casa”, porém, com a presença de bailaores, crianças e até mesmo “curiosos” que descobriram a Feira na internet, e que nunca tiveram contato com o Flamenco antes. Muitos dos convidados estavam vestidos à caráter. Lindos vestidos de &#8220;bolas&#8221; e babados, mantones, peinetas, flores e sombreros que trouxeram o &#8220;<em>aire</em>&#8221; espanhol ao Atelier. Não foi preciso muito para transformar o ambiente em uma deliciosa festa flamenca.</p>
<p>Além das apresentações de dança flamenca, foram mostradas, em especial, diferentes tipos de sevillanas, cujas características foram explicadas por André Pimentel. Além de performances, a programação incluiu uma palestra com a historiadora e <em>bailaora</em>, Valéria Fontes. Ela contou desde a origem da Feria de Sevilla no século XIX até os dias de hoje. Ressaltou a importância do folclore e o comportamento da sociedade espanhola em diferentes épocas nas Ferias de Sevilla, o significado e a origem da vestimenta, tanto para homens como mulheres, o porquê do uso de charretes e cavalos, a montagem das &#8220;casetas&#8221; e o encontro das famílias e amigos nesse importante evento.</p>
<p>Uma festa gostosa com muita informação, que trouxe um pedacinho da Espanha para a região central de São Paulo.</p>
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		<title>O “Djavanear” flamenco</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 15:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Medeiros</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[por Andressa Rocha  edição Alejandra Osses &#160; Djavan conta ao Flamenco Brasil sua história com a arte flamenca, influência marcante em seu último álbum, Ária “(O flamenco) É algo que faz parte de mim há muito tempo&#8230;” Assim como o flamenco está arraigado na mistura de manifestações folclóricas de vários povos que, ao passar pelo crivo de gargantas pontuais, resultou em arte extraordinária e intensa, Djavan está para a coesão harmônica e singular na forma que relaciona os diversos gêneros musicais, o pluralismo cultural e ritmos. Resultado: canções excepcionais conhecidas em diversos países e a descoberta de tesouros escondidos, música de qualidade para os ouvidos e a empolgação daquele garoto de Maceió que um dia largou a bola pela música. Compositor, cantor, violonista e arranjador, Djavan teve uma formação musical que sempre valorizou a diversificação, inclusive, quase uma regra na época de sua adolescência, quando os músicos ouviam e tocavam de tudo. Quanto mais os músicos se relacionavam com vários tipos de estilos, mais se adquiria experiência e know-how musical. Fato que contribuiu para o enriquecimento da estrutura harmônica tão marcante da música popular brasileira. O pequeno alagoano costumava “viajar” pela coleção de discos do Dr. Ismar, amigo de seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><em><strong>por</strong></em></span> Andressa Rocha  <span style="color: #888888;"><em><strong>edição</strong></em></span> Alejandra Osses<strong><em></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Djavan conta ao Flamenco Brasil sua história com a arte flamenca, influência marcante em seu último álbum, Ária</p>
<p><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/04/djavan_lapa.jpg#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="aligncenter size-full wp-image-5802" title="djavan_lapa" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/04/djavan_lapa.jpg" alt="" width="560" height="373" /></a></p>
<blockquote><p>“(O flamenco) É algo que faz parte de mim há muito tempo&#8230;”</p></blockquote>
<p>Assim como o flamenco está arraigado na mistura de manifestações folclóricas de vários povos que, ao passar pelo crivo de gargantas pontuais, resultou em arte extraordinária e intensa, Djavan está para a coesão harmônica e singular na forma que relaciona os diversos gêneros musicais, o pluralismo cultural e ritmos. Resultado: canções excepcionais conhecidas em diversos países e a descoberta de tesouros escondidos, música de qualidade para os ouvidos e a empolgação daquele garoto de Maceió que um dia largou a bola pela música.</p>
<p>Compositor, cantor, violonista e arranjador, Djavan teve uma formação musical que sempre valorizou a diversificação, inclusive, quase uma regra na época de sua adolescência, quando os músicos ouviam e tocavam de tudo. Quanto<br />
mais os músicos se relacionavam com vários tipos de estilos, mais se adquiria experiência e know-how musical. Fato que contribuiu para o enriquecimento da estrutura harmônica tão marcante da música popular brasileira.</p>
<p><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/04/djavan_ecletico.png#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="aligncenter size-full wp-image-5803" title="djavan_ecletico" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/04/djavan_ecletico.png" alt="" width="450" height="329" /></a>O pequeno alagoano costumava “viajar” pela coleção de discos do Dr. Ismar, amigo de seu pai. Mas Djavan sentia também uma atração quase incontrolável pelo flamenco. Segundo conta, é algo ancestral, que vem de outras vidas. Conforme um mapa astral feito por uma astróloga, a relação com a língua hispânica e as tradições relativas a essa cultura é algo muito antigo. “Já nasci no Peru, já nasci na Espanha&#8230; Eu tenho fluência em espanhol, sem nunca ao menos ter<br />
estudado. Nos países cuja língua é o castelhano, dou entrevistas para todas as mídias em espanhol. É tudo muito familiar para mim”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Espírito “gitano” que vai além de ÁRIA</h5>
<p>O primeiro contato oficial de Djavan com a música flamenca foi com a gravação de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MWh78SM5G7k">“Oceano”</a>, em 1989, na qual contou com o solo de guitarra de Paco de Lucia, um dos maiores marcos do flamenco. Importante ressaltar que Paco chegou a se questionar se conseguiria tocar uma harmonia tão complexa. O fruto dessa parceria é uma poesia cantada e tocada de forma sublime.</p>
<p>Em 1997 no Heineken Concerts, Djavan apresentou sua versão para <a href="http://www.youtube.com/watch?v=px3-g6VqWAE">“Granada”</a>  de Agustín Lara, composição que rendeu ao mexicano algumas honras, inclusive uma casa na cidade espanhola oferecida pelo ditador Francisco Franco, em 1965. Em 2008, o cantor brasileiro participou do Festival da Guitarra de Córdoba e interpretou  “La Leyenda del Tiempo&#8221;, baseada na admiração pela forma de cantar de Camarón de La Isla.</p>
<p>Em 2001, na música  &#8220;Milagreiro&#8221;, com a qual encantou o mundo, ele abarcou nuances do flamenco na organização melódica no violão de Max Vianna e até mesmo a estória narrada na canção: um pouco triste e sofrida, como um amor não realizado, tal como ocorre com frequência em inúmeras canções flamencas. Djavan maestrou acordes, para sua voz e a de Cássia Eller- artista tinha muita afeição pelo flamenco – e os instrumentos sem perder a essência do cancioneiro brasileiro como base, ainda sim, ressaltando o flamenco.</p>
<p>E com Ária, seu álbum mais recente, Djavan traz um magnífico trabalho onde, pela primeira vez, canta músicas de outros compositores. Um disco de interpretações, no qual “La Noche”, de Enrique Heredia Carbonell e Juan Jose Suarez Escobar, foi a música eleita para representar o flamenco e dar aquele tom de diversidade, tão marcante nos seus trabalhos.</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/WnieWeIJ-M8?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O artista está desenvolvendo um projeto, ainda sem nome, a ser lançado neste ano, seguido de uma grande turnê nacional. Ele define: “Vamos fazer um disco feliz”. Com certeza será mais um deleite musical e único. O “Djavanear” nas<br />
estruturas harmônicas e notas musicais, como diria Caetano Veloso.</p>
<p><strong>Como o Flamenco foi inserido no seu repertório?</strong></p>
<p>A primeira vez que estive na Andaluzia, em Sevilha especificamente, sofri uma comoção muito grande. Me pareceu que voltei à um lugar em que já vivi. Fui às peñas ouvir flamenco, aos tablados&#8230;e  tive um sentimento muito intenso por<br />
aquilo tudo. Uma impressão de intimidade com a cultura, familiaridade com os cheiros de Sevilha, com as comidas, com o povo e a música flamenca. É algo que faz parte de mim há muito tempo, e com o andar da vida isso foi se acentuando. Eu sinto uma fluidez do flamenco quando decido trabalhar com esta arte, em meu raciocínio musical. É realmente para alguém que já viveu isso em algum momento. No meu caso, em outras vidas.</p>
<p><strong><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/04/djavan_flamenco.png#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="alignright size-full wp-image-5804" title="djavan_flamenco" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/04/djavan_flamenco.png" alt="" width="300" height="290" /></a></strong><strong>Em alguns depoimentos  você citou Camarón de La Isla. Você se refere a ele como o mais expressivo, o que mais lhe emociona e como o “maior cantor do planeta”. Por que essa admiração?</strong></p>
<p>Porque a gente que canta com a alma, consegue decifrar nele um cantor visceral que traz a sua alma para fora e a transporta junto aos sentimentos contidos nela à todas as direções: pessoas de todas as raças, faixas etárias, religião ou classe social. Em minha opinião, Camarón é o maior marco e símbolo de expressão do flamenco pela força impressa em seu cante. Ele tem uma mágica com esse gênero que encantou e continua encantando o mundo através de seu brilhantismo musical. Não sei como seria ele cantando outra coisa. Mas para mim, seria algo totalmente desnecessário. O que ele fez, para mim, basta. É suficiente. É único.</p>
<p><strong>Você participou do Festival de la Guitarra de Córdoba em 2008 e interpretou “La leyenda del Tiempo” de Federico García Lorca, adaptada por Ricardo Pachón e interpretada por Camarón de Isla em 1979. Porque elegeu essa música?</strong></p>
<p>É uma música que sempre apreciei, e de novo falando em Camarón, a forma que ele interpretou <a href="http://www.youtube.com/watch?v=m5TEFJVQzgU">“La Leyenda del Tiempo”</a> me instigou a cantá-la. Eu fiz um arranjo musical  diferente e essa composição viajou comigo em toda a turnê daquela<br />
temporada.</p>
<p><strong>Os flamencos, artistas de renome e espanhóis, têm muita admiração por você. Presenciei em diversos lugares na Espanha versões flamencas para algumas de suas músicas. O famoso grupo Ketama, por exemplo, fez uma versão de &#8220;Flor</strong> <strong>de Lis”. Qual sua opinião sobre essa releitura e como entende esse processo de intercâmbio de culturas no cenário musical?</strong></p>
<p>Amo Ketama e gosto da versão do grupo para Flor de Lis. Acho que essa inter-relação cultural na música com outros artistas, com outros países, com outras culturas bem distintas é essencial. A troca de informação e o processo de influenciar uns ao outros é necessário para mim. Já fiz isso com África, Américas e, por que não com o flamenco?</p>
<p><strong>A força da internet era ínfima há 10 anos atrás comparado com as ferramentas atuais de disseminação da informação em todas as áreas. E na área musical? Como você enxerga esse poder da internet? Quais os pontos positivos e negativos?</strong></p>
<p>A internet é avidamente importante para adquirir informação e vejo como um canal de estudo. Tudo na vida é preciso saber corretamente como usar. No caso da internet, há como se perder um dia inteiro só com bobagens e não formatar nada significante. Por outro lado, é um canal aberto que pode ser usado de forma positiva para estudar, para ter acesso rápido a informações almejadas e, principalmente, para divulgar um trabalho. É um excelente condutor, de disseminação, seja na área musical, literária, etc. Por exemplo, eu fiquei encantando com a voz de Montse Cortés na música “La Noche”, que conheci há muitos anos através da internet. Tempos depois, senti que era a hora de interpretar da minha maneira essa canção e aí está ela, em Ária.</p>
<p>Mais informações, acesse: <a href="http://www.djavan.com.br">www.djavan.com.br</a></p>
<p>Fotos: Divulgação</p>
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		<title>Encontro para estudar o flamenco</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 20:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>clarissa</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Tertúlias flamencas são encontros muito comuns em Andaluzia, onde os fãs do Flamenco se reúnem para cantar, conversar e escutar sobre a música, principalmente sobre o cante flamenco. Como no Brasil não temos tantas referências próximas, a professora Ana Marzagão convida alunos, profesores e interesados na arte flamenca para um encontro em São Paulo, para estudá-la e talvez viver um pouquinho de sua música na prática, em possíveis momentos de improviso. A intenção é trocar, conhecer as diversas formas de cantar, as terras de origem, cantaores importantes e formadores do cante, dos antigos aos contemporâneos, sobretudo a história do flamenco. “Vamos utilizar os recursos multimídia para ouvir, assistir a vídeos, ler trechos de livros, referências da internet, além de escutar àqueles que porventura já possam cantar!”, incentiva Ana. A ideia é que seja um encontro despretencioso e aconchegante, onde iniciantes e veteranos se sintam à vontade em participar. A organizadora levará um computador com tela grande e entrada para CD, DVD e pen drive, para incentivar os participantes a trazerem materiais multimídias. A primeira tertúlia acontece neste sábado, dia 21 de abril, no EFYC, Espaço Flamenco Yara Castro, onde o tema será TANGOS. A proposta é que cada participante leve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5787" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/04/tertulia1.jpg#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="size-medium wp-image-5787" title="Tertúlia" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/04/tertulia1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Amantes do flamenco se reúnem para trocar informações</p></div>
<p>Tertúlias flamencas são encontros muito comuns em Andaluzia, onde os fãs do Flamenco se reúnem para cantar, conversar e escutar sobre a música, principalmente sobre o cante flamenco.</p>
<p>Como no Brasil não temos tantas referências próximas, a professora Ana Marzagão convida alunos, profesores e interesados na arte flamenca para um encontro em São Paulo, para estudá-la e talvez viver um pouquinho de sua música na prática, em possíveis momentos de improviso. A intenção é trocar, conhecer as diversas formas de cantar, as terras de origem, cantaores importantes e formadores do cante, dos antigos aos contemporâneos, sobretudo a história do flamenco.</p>
<p>“Vamos utilizar os recursos multimídia para ouvir, assistir a vídeos, ler trechos de livros, referências da internet, além de escutar àqueles que porventura já possam cantar!”, incentiva Ana.</p>
<p>A ideia é que seja um encontro despretencioso e aconchegante, onde iniciantes e veteranos se sintam à vontade em participar. A organizadora levará um computador com tela grande e entrada para CD, DVD e pen drive, para incentivar os participantes a trazerem materiais multimídias.</p>
<p><strong>A primeira tertúlia acontece neste sábado, dia 21 de abril, no EFYC, Espaço Flamenco Yara Castro, onde o tema será TANGOS.</strong></p>
<p>A proposta é que cada participante leve uma informação a respeito do tema, pesquisada ou de seu próprio repertório, para que o conteúdo possa ser desenvolvido e fique mais interessante.</p>
<p>O encontro será dividido em três momentos:</p>
<p>1) TEÓRICO: troca de informações trazidas pelos participantes</p>
<p>2) PRÁTICO: vídeos e músicas</p>
<p>3) PRÁTICO IMPROVISO: incentivo à prática de palmas, cante ou baile.</p>
<p>Marzagão esclarece: “Não é uma aula, nem sequer um show, o que proponho e desejo é um espaço de troca entre apreciadores do flamenco: alunos, profissionais e mesmo aqueles que simplesmente apreciam essa arte!”.</p>
<p><strong> </strong>A iniciativa pretende que as tertúlias seja itinerantes e que outras escolas abram seus espaços para que os encontros aconteçam uma vez por mês, cada edição em um lugar diferente.</p>
<p><strong>Dia 21/04/12, das 17 às 19h</strong></p>
<p><strong>Local: EFYC &#8211; Espaço Flamenco Yara Castro: Rua Maria Vidal, 333 – Sumaré.</strong></p>
<p><strong>Investimento:</strong> R$ 10,00 para alunos e R$ 5,00 para profissionais.</p>
<p>Quem quiser pode levar algo de comer ou beber para criar um clima mais saboroso, de preferencia algo que não precise de pratos ou talheres.</p>
<p>Confirme sua presença no Facebook de Ana Marzagão: <a href="http://www.facebook.com/ana.marzagao">http://www.facebook.com/ana.marzagao</a>, ou em seu blog: <a href="http://anamarzagao.wordpress.com/">http://anamarzagao.wordpress.com</a> para facilitar a organização do encontro.</p>
<p>Leia o que Ana Marzagão publicou sobre sua primeira participação em uma Tertúlia Flamenca em Sevilla: <a href="http://anamarzagao.wordpress.com/2010/10/25/pena-torres-macarena/">http://anamarzagao.wordpress.com/2010/10/25/pena-torres-macarena/#</a></p>
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		<title>Entrevista com Tiza Harbas</title>
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		<comments>http://flamencobrasil.com.br/2012/02/entrevista-com-tiza-harbas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 01:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Medeiros</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[por Lorenna Eunapio • Fonte www.flamenconorio.com.br &#160; Não há como falar do Flamenco no Rio sem pensar imediatamente em Tiza e Allan Harbas. Os dois dirigem o projeto Alma Flamenca há mais de 10 anos com o objetivo de reunir amantes e profissionais dessa arte, promover e difundir o flamenco e o intercâmbio com artistas de outros países.Tiza Harbas é cantaora e bailaora, dá aulas no Sol y Luna Danzas (Tijuca) e Studio Gesto (Copacabana) e começará, este mês, uma oficina sobre montagem no Estudio Bailado. Como o Flamenco entrou na sua vida? O flamenco foi a paixão que chegou junto com o amor. Eu fazia aulas no Espaço da Natércia Loureiro, naquela época era de dança cigana. Tive que passar na escola no dia errado, quando o Allan estava tocando na aula do Túlio Cortez e fiquei encantada com a “mão direita da guitarra flamenca” (risos). Troquei a dança cigana por flamenca e, em menos de um mês, fui estudar com a professora Carmen Del Rio (Carmen Dotto), uma grande bailaora, que foi quem abriu meus olhos e do Allan para o estudo do flamenco. Em 4 meses, me casei com Allan Harbas, guitarrista flamenco e, um ano depois de nos conhecermos, fizemos o primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #888888;"><em>por</em></span></strong> Lorenna Eunapio <a><span style="color: #888888;">•</span> <em><span style="color: #888888;"><strong>Fonte</strong> </span></em></a><a href="http://www.flamenconorio.com.br/">www.flamenconorio.com.br</a></p>
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<img class="alignright" title="entrevista_tiza_harbas_home" src="http://www.flamenconorio.com.br/wp-content/uploads/2012/02/entrevista_tiza_harbas_home-300x155.jpg" alt="entrevista_tiza_harbas_home" width="300" height="155" />Não há como falar do Flamenco no Rio sem pensar imediatamente em Tiza e Allan Harbas. Os dois dirigem o projeto Alma Flamenca há mais de 10 anos com o objetivo de reunir amantes e profissionais dessa arte, promover e difundir o flamenco e o intercâmbio com artistas de outros países.Tiza Harbas é cantaora e bailaora, dá aulas no Sol y Luna Danzas (Tijuca) e Studio Gesto (Copacabana) e começará, este mês, uma oficina sobre montagem no Estudio Bailado.</p>
<p><strong>Como o Flamenco entrou na sua vida?</strong><br />
O flamenco foi a paixão que chegou junto com o amor. Eu fazia aulas no Espaço da Natércia Loureiro, naquela época era de dança cigana. Tive que passar na escola no dia errado, quando o Allan estava tocando na aula do Túlio Cortez e fiquei encantada com a “mão direita da guitarra flamenca” (risos). Troquei a dança cigana por flamenca e, em menos de um mês, fui estudar com a professora Carmen Del Rio (Carmen Dotto), uma grande bailaora, que foi quem abriu meus olhos e do Allan para o estudo do flamenco. Em 4 meses, me casei com Allan Harbas, guitarrista flamenco e, um ano depois de nos conhecermos, fizemos o primeiro show Alma Flamenca no Lugar Comum Arte e Cultura em Botafogo.</p>
<p><strong>A partir de que momento você resolveu levar o flamenco para o lado profissional?</strong><br />
Não foi nada pensado, nem muito claro. O Allan começou a me dar músicas para escutar e o “Campanilleros” foi o tema inesquecível daquela fitinha que eu ouvia incansavelmente. Mas meu primeiro cachê foi cantando lírico: uma performance com a “Habanera”. Com o grupo da Carmen, eu comecei dançando no corpo de baile, mas desde o princípio fui soltando a voz e como engravidei ainda no final da primeira temporada que fazíamos, os acontecimentos me definiram como <em>cantaora</em> e, somente em 2005, foi que minha porção <em>bailaora </em>voltou à cena.</p>
<p><strong>Você também canta outros estilos de música? O que veio primeiro: a música ou o flamenco? Você resolveu cantar por causa do flamenco ou essa modalidade veio depois?</strong><br />
Cronologicamente: eu dançava jazz e tocava piano clássico. Me mudei de volta para o Rio de Janeiro (de volta – saí da cidade com 5 anos e fui morar no interior de São Paulo) com 13 anos e segui com jazz e piano. Muitos anos depois, depois de entrar para o curso Técnico de piano na UFRJ, me encantei com o canto e mudei para canto lírico. Em meio a isso, me arrisquei com algumas bandas de rock na escola e em uma viagem que durou um ano e meio pelos Estados Unidos, estudei com duas cantoras da Broadway. No flamenco, acredito que a dança me levou ao canto e o canto trouxe de volta a <em>bailaora</em>. Mas, profissionalmente, apesar da estréia cantando a Habanera, trabalhei somente com flamenco.</p>
<p><strong>Quem foram seus principais <em>maestros</em>? E que <em>cantaores</em> (ou cantores) você usou como inspiração e influência para o seu trabalho?</strong><br />
Meu maior <em>maestro</em> é, sempre foi e sempre será o Allan. Ele me dizia o que estudar e como, ele me dizia o que observar nos artistas, as diferenças do <em>cante</em> para <em>baile</em> e os CDs de <em>cante</em>, enfim, tudo. Quando fomos para a Espanha, estudei com o <em>maestro</em> Talegón de Córdoba. Foram algumas aulas apavorantes porque ele é um virtuoso e ao vê-lo atuando, meu único sentimento foi medo de jamais poder fazer aquilo. Mesmo assim, teimei e sigo teimando porque jamais deixamos de aprender. A artista que eu mais admiro é Estrella Morente porque é certamente a mais versátil de todas entre tantos grandes que eu admiro.</p>
<p><strong>Como todo artista, você deve ter enfrentado muitas dificuldades ao longo da carreira. Qual foi a pior? Em algum momento você pensou em desistir disso ou teve dúvida se era realmente o que você queria?</strong><br />
Muitas vezes pensei em desistir, muitas vezes tive dúvidas. A arte porém, nunca foi a razão de pensar em desistir, nem o resultado dos trabalhos. O culpado sempre foi o retorno financeiro que nunca é proporcional à nossa dedicação e também ter que acumular a função de produção, o que cansa muito e divide a atenção porque nunca posso dedicar 100% à arte. Mas somos teimosos.</p>
<p><strong>E na dança, como foi o seu aprendizado e quem são suas principais influências e <em>maestros</em>?</strong><br />
Nossa, depois da Carmen, eu fiz aulas com Maria Thereza Canário, Eliane Carvalho, Simone Abrantes e Flávia Lopes. Em aulas regulares no Rio. Mas eu não era muito frequente, o que me deixava irritada porque minha memória precisa de repetição intensa para registrar coreografias. Então, ao organizar cursos, eu acabava por fazê-los também. Mas dentre as pessoas maravilhosas para quem organizei cursos ou que somente participei, digo que meu <em>maestro</em> é Domingo Ortega porque ele realmente entende o que está fazendo com o <em>cante</em>, e porque ele é um gênio. A Inmaculada Ortega é minha segunda <em>maestra</em> porque, como ele, valoriza a alma do flamenco que é o cante e os dois são profundos conhecedores.</p>
<p><img class="alignright" title="tiza-harbas-flamenco" src="http://www.flamenconorio.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tiza-harbas-flamenco.jpg" alt="" width="333" height="504" /></p>
<div><strong>O que você acha mais importante para um <em>cantaor</em>? A técnica ou a emoção?</strong><strong><br />
</strong>Não acredito em técnica separada da emoção. Acho os dois essenciais, seja no <em>cante</em>, seja no <em>baile</em>. A emoção sem a técnica fica limitada porque o artista não terá instrumento para transmitir ou provocar emoção. A técnica sem emoção é vazia e insossa.<br />
<strong></strong></div>
<div></div>
<div><strong>Você já passou algumas temporadas no Japão. Conte como foi essa experiência.</strong><br />
O Japão foi o meu maior desafio. Fomos 3 vezes. Na primeira, eu fui cantar, fui como companheira do Allan que foi contratado como guitarrista. Fomos com nossa filha mais velha. Naquele momento, eu havia feito um solo no show que o Rodrigo Garcia organizava no Ginga Brasil, na Glória e tinha dançado em grupo no show de fim de ano de Eliane Carvalho, ao lado de Clara Kutner e Daniela Matheus. Fui para o Japão, estudei diariamente sozinha, comecei a carreira cantando e dançando ao mesmo tempo. Miguel Cañas foi dançar lá como convidado e me adorou. Foi ele quem deu um <em>start</em> na minha carreira de professora de <em>baile</em> pois me indicou para dar um curso especial para as estudantes da escola Tiempo Iberoamericano, em Fukuoka. Por uma casualidade, o professor das aulas regulares teve um contratempo e eu o substituí por uma semana. Com isso, o retorno positivo das aulas que dei chegou aos ouvidos do diretor da instituição.</div>
<div>Em 2008, o casal de artistas encarregado teve que se ausentar e ele precisava que o Allan fosse com urgência para montar o espetáculo de fim de ano em 4 meses. Fomos com nossa segunda filha nos braços. Mais uma vez, meu grande professor (Allan) me deu um presente, sugerindo que eu fosse como professora encarregada. Eu topei o desafio e montei as coreografias de meus grandes maestros nos dois níveis avançados e montei minhas próprias coreografias nos outros dois níveis. O show foi um grande sucesso.</div>
<div>Em 2009, eles nos convidaram para passar o período de 1 ano lá. Desta vez, fomos com as duas filhas. E montamos 2 espetáculos.</div>
<div>O melhor de lá, além de poder dar aulas para 5 níveis diferentes, ter shows semanalmente, dirigir as alunas semi-profissionais, a menina dos olhos para mim, era poder dar dois workshops mensais de montagem coreográfica. Definitivamente a criação é o que mais me motiva, seja em uma coreografia, seja na concepção de um show.</div>
<div>
<p><strong>Que dificuldades ou barreiras você acha que o profissional de flamenco – tanto da dança como da música – tem que enfrentar no Brasil e no Rio?</strong><br />
No Brasil, a maior infelicidade que qualquer artista pode passar, talvez ainda maior do que a pouca remuneração, é ter este trabalho tão importante, de artista, de fazer viver a emoção latente no coração do público, considerado <em>hobby</em> e, eventualmente, ter que ouvir perguntas do tipo: “ah, ok, você vai tocar hoje, mas, qual é o seu trabalho?”</p>
<p>Portanto, acredito que a primeira barreira seja cultural. O piso salarial de músico para um show está mais ou menos R$800,00. No entanto, ao passar este custo para um contratante já que também sou produtora, ouvimos pérolas como: “nossa, vou virar músico também!” A pessoa não entende que, para estar ali tocando uma hora, o músico tem que chegar cedo, passar som, estudar horas infindáveis, fazer cursos, enfim, investir. Com os bailaores, é o mesmo. Falando especificamente de flamenco, acredito que a maior dificuldade é permanecer na luta pelas razões mais diversas.</p>
<p><strong>Você dirige, junto com o Allan, o projeto Alma Flamenca. O que motivou a criação desse projeto? </strong><br />
O que nos motivou foi ver que não havia movida flamenca no Rio de Janeiro naquele momento. Claro que houve iniciativas antes. Nunca acreditei no marketing de “O primeiro. O melhor. O único”. Enfim, Maria Thereza Canário, por exemplo, já havia organizado diversas edições do Arte Espanha Rio. Mas começamos com a ambição de mostrar nosso trabalho. Para isso, produzimos o evento que falei antes, em Botafogo. Convidávamos os grupos e se, eventualmente, faltasse <em>cantaor</em> ou <em>guitarrista</em>, nos disponibilizávamos para as funções. Assim, conhecemos inúmeros artistas e como músicos, podíamos transitar entre todos eles. Acho que foi por isso que o flamenco no Rio foi se tornando tão coeso, pois como as iniciativas eram nossas e queríamos que os grupos trabalhassem juntos, isso gerou uma característica de união comentada tanto pelos artistas internacionais como pelos brazucas. Na história do Alma, fizemos um show com 19 músicos no palco. E eram só cariocas. Imagine, uma fila de <em>guitarristas</em>! E contamos com os diversos grupos de dança flamenca para encerrar o show. Foi uma única noite inesquecível no Teatro Carlos Gomes, que durou 3 horas. Coisa linda de se ver.</p>
<p><strong>O que mais marcou a sua vida no Flamenco?</strong><br />
Tudo. Minha vida é flamenca e é pelo flamenco. Meu casamento, minhas filhas, minha arte, tudo veio do flamenco. Cruzamos o mundo com as filhas nas costas para fazer flamenco. O flamenco define minha vida. Acho que é isso.</p>
<p><strong>E para este ano, quais sao os projetos do Alma Flamenca para o Rio?</strong><br />
Temos dois projetos aprovados na Lei Rouanet em fase de captação. Estamos estreando no Espaço SESC o espetáculo “Transitório” do grupo Toca Madera, dirigidos por Clara Kutner, dia 30 de março. Faremos dias 8 e 9 de março uma apresentação produzida e com a participação de Ciro Barcelos, meu primeiro diretor. Dia 3 de março faço o primeiro curso no projeto de “Oficina de Montagem” no Estúdio Bailado, que terá duracão de um mês. Em final de março, estaremos em Belo Horizonte com a Tacón Moda Flamenca para show e oficinas. Estamos concebendo um show e estou negociando para ver onde ele estreará. Sigo com minhas aulas regulares na Sol y Luna e no Studio Gesto. Enfim, estamos sempre inventando e aceitando novos desafios.</p>
</div>
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		<title>Leveza predomina no SIMOF 2012</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 23:12:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Medeiros</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[por Cláudia Maria Penteado Superando as expectativas, com mais de 55.000 visitantes, o Palácio de Exposições e Congressos de Sevilha, FIBES, acolheu novamente o Salón Internacional de Moda Flamenca, SIMOF, em sua 18ª edição.  Mais que consolidado, o SIMOF continua contribuindo para o desenvolvimento de um setor tão relevante como esse, que engloba um grande leque de pequenas, médias e grandes empresas, em sua maioria da comunidade Andaluza. Além de movimentar mais de 120 milhões de euros por ano, um valor importante em tempos de crise. O evento que aconteceu entre os dias 02 e 05 de Fevereiro e mostrou as últimas tendências da moda flamenca, contou com 24 desfiles profissionais, 01 desfile de novos talentos e cerca de 1200 trajes flamencos.  A novidade desse ano ficou por conta dos desfiles coletivos Espacio Camino, trazendo as tendências para as famosas romarias, e SIMOF Infantil. Como de costume, o SIMOF começou com o Certamen de Diseñadores Noveles, premiando merecidamente, em 5.000 euros o jovem Francisco Serrano Castro, Gitano, com sua coleção “Indianas”, inspirada na beleza e na força dessas mulheres. Pilar Vera foi a encarregada de abrir os desfiles profissionais, e fez muito bem, desfilou modelos bem juvenis ao estilo vitoriano. Inovou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center"><em><strong>por</strong></em> Cláudia Maria Penteado</p>
<p style="text-align: left;" align="center">Superando as expectativas, com mais de 55.000 visitantes, o Palácio de Exposições e Congressos de Sevilha, FIBES, acolheu novamente o <em>Salón Internacional de Moda Flamenca</em>, SIMOF, em sua 18ª edição.  Mais que consolidado, o SIMOF continua contribuindo para o desenvolvimento de um setor tão relevante como esse, que engloba um grande leque de pequenas, médias e grandes empresas, em sua maioria da comunidade Andaluza. Além de movimentar mais de 120 milhões de euros por ano, um valor importante em tempos de crise.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/02/1-ganhador-certamen.jpg#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="aligncenter  wp-image-5461" title="1---ganhador-certamen" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/02/1-ganhador-certamen.jpg" alt="" width="518" height="388" /></a></p>
<p>O evento que aconteceu entre os dias 02 e 05 de Fevereiro e mostrou as últimas tendências da moda flamenca, contou com 24 desfiles profissionais, 01 desfile de novos talentos e cerca de 1200 trajes flamencos.  A novidade desse ano ficou por conta dos desfiles coletivos <em>Espacio Camino, </em>trazendo as tendências para as famosas romarias,<em> </em>e SIMOF Infantil.</p>
<p>Como de costume, o SIMOF começou com o <em>Certamen de Diseñadores Noveles, </em>premiando merecidamente, em 5.000 euros o jovem <strong>Francisco Serrano Castro, Gitano,</strong> com sua coleção “Indianas”, inspirada na beleza e na força dessas mulheres. <strong><em>Pilar</em> Vera</strong> foi a encarregada de abrir os desfiles profissionais, e fez muito bem, desfilou modelos bem juvenis ao estilo vitoriano. Inovou nas mangas deixando os ombros expostos e abusando dos decotes profundos.  Os tons de terra foram seus grandes protagonistas. <strong><em>Carmen Rodrigues</em></strong>, <strong><em>Arte y Compás</em></strong> e <strong><em>Margarita Freire</em></strong> marcaram presença nesse primeiro dia com lindos trajes. <strong><em>Curro Durán</em></strong> se destacou e trouxe um ar chic e sofisticado, principalmente na escolha dos tecidos, organza, musseline, gazar, todos em seda pura e, por que não, paetês! Mangas volumosas e babados nos decotes foram a grande aposta do estilista malaguenho. Encerrando o primeiro dia, <strong><em>Vicky Matín Berrocal</em></strong>, a preferida das celebridades, brincou com os contrastes, descontextualizando formas e tecidos. Arrasou mais uma vez!</p>
<table style="width: 150px; border-width: 1px;">
<tbody>
<tr>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012GanhadorCertamen#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh3.googleusercontent.com/-j_VISzt6jB4/Tz1grudIVHE/AAAAAAAABxI/nhy4JLXqsj8/s160-c/SIMOF2012GanhadorCertamen.jpg" alt="" width="130" height="130" /></a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012PilarVera#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-V8Xv1TyQvf8/Tz1XBKHxlFE/AAAAAAAABxQ/nKvUk3fr0Hg/s160-c/SIMOF2012PilarVera.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012CarmenRodrigues#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-TkB848zx_Bc/Tz1XXYDrzIE/AAAAAAAABxU/VExNBTNkTho/s160-c/SIMOF2012CarmenRodrigues.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012ArteYCompas#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-8IJfRa5kYfI/Tz1X1JTVYcE/AAAAAAAABxY/MV-4J8XrGkw/s160-c/SIMOF2012ArteYCompas.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012GanhadorCertamen#slideshow" target="_blank">Gitano: Ganhador do Certamen</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012PilarVera#slideshow" target="_blank">Pilar Vera</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012CarmenRodrigues#slideshow" target="_blank">Carmen Rodrigues</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012ArteYCompas#slideshow" target="_blank">Arte y Compás</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="width: 150px; border-width: 1px;">
<tbody>
<tr>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012MargaritaFreire#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh4.googleusercontent.com/-PuoBi_-7nBw/Tz1YIjF1VpE/AAAAAAAABxc/LTDgaARb3sY/s160-c/SIMOF2012MargaritaFreire.jpg" alt="" width="130" height="130" /></a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012CurroDuran#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-f-KTTKY216I/Tz1YaB18L9E/AAAAAAAABxg/_US-FE7cEqY/s160-c/SIMOF2012CurroDuran.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012VickyMartinBerrocal#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-qebWtN75N9A/Tz1Y3UfQTuE/AAAAAAAABxk/QsoqbSc5G50/s160-c/SIMOF2012VickyMartinBerrocal.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012MargaritaFreire#slideshow" target="_blank">Margarita Freire</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012CurroDuran#slideshow" target="_blank">Curro Durán</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012VickyMartinBerrocal#slideshow" target="_blank">Vicky Martín Berrocal</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O segundo dia iniciou-se com os desfiles do <em>Espacio Camino</em>, espalhando um aroma rocieiro, saias mais retas, tecidos naturais – desde o algodão ao couro, estampas florais e xadrezes, e nos pés botas sem salto e as charmosíssimas espadrilhas. Bem ao estilo campo chic! Em seguida,os modelos de <strong><em>Molina Moda Flamenca</em></strong> e <strong><em>Loli Vera</em></strong> encheram a passarela de <em>lunares</em> e <em>flecos</em>. A revelação desse segundo dia foi a estilista <strong><em>Ana Morón, </em></strong>que estreou na passarela profissional com a coleção “<em>Mil y uma noches”. </em>Sua grande influência foi Paul Poiret<em> – </em>inovador estilista francês<em> </em>e o estilo <em>Art Deco</em>, e o resultado não poderia ser melhor, tons de azul, bordados, sobreposições, estampas preciosas, valorização dos ombros e tudo isso com um leve toque de ousadia. Mas o destaque foi para <strong><em>Aurora Gaviño,</em></strong> mais uma vez – diga-se de passagem. Ainda que seguindo sempre seu estilo <em>hippie chic, </em>conseguiu surpreender e encher nossos olhos com a coleção “Despertando los Sentidos”. Onde brincou com o tema ‘<em>atrévete a nuestro test de color y nosostros te decimos qué despierta tu vestido</em>’, uma espécie de cromoterapia. A grande estilista apostou em saias volumosas, grandes babados, <em>flecos, </em>lindos acessórios<em> </em>e sua gama de cores veio completa. Realmente conseguiu despertar muitos sentidos!</p>
<table style="width: 150px; border-width: 1px;">
<tbody>
<tr>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012EspacioCamino#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-j8yIasoYvuc/Tz1ZZCbNhfE/AAAAAAAABxE/UlLDHHSVlZA/s160-c/SIMOF2012EspacioCamino.jpg" alt="" width="130" height="130" /></a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012Molina#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-w7RRYBkGYiU/Tz1bYKccbKE/AAAAAAAABkk/XWs-4MESxFM/s144-c/SIMOF2012Molina.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012LoliVera#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-8ZrkQeGCeYo/Tz1buXZfBlE/AAAAAAAABlQ/wqWOSWt7vXY/s144-c/SIMOF2012LoliVera.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012AnaMoron#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-0FxOW-QRf5c/Tz1b4o0_u2E/AAAAAAAABmM/DMTAkdbb9O8/s144-c/SIMOF2012AnaMoron.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012EspacioCamino#slideshow" target="_blank">Espacio Camino</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012Molina#slideshow" target="_blank">Molina</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012LoliVera#slideshow" target="_blank">Loli Vera</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012AnaMoron#slideshow" target="_blank">Ana Morón</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="width: 150px; border-width: 1px;">
<tbody>
<tr>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012AuroraGavino#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-OMX83JCPLfg/Tz1cNHKdQqE/AAAAAAAABoM/ZYKIra3ItqY/s144-c/SIMOF2012AuroraGavino.jpg" alt="" width="130" height="130" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012AuroraGavino#slideshow" target="_blank">Aurora Gaviño</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O terceiro dia de desfiles começou de uma forma inusitada, a estilista de Córdoba, <strong><em>Sara de Benitez, </em></strong>encheu a passarela de ‘<em>’angels”, </em>bem ao estilo <em>Victoria’s Secret. </em>Onde desfilaram flamencas sensuais, atrevidas e super femininas. Os vestidos, bem ajustados ao corpo, realçaram as curvas da mulher e cederam protagonismo aos babados, cheios de movimento, volume e muita vida. Depois foi a vez de <strong><em>Carmen Latorre </em></strong>que trouxe frescor e leveza com a coleção “<em>Entre Naranjos</em>”. Em seguida, <strong><em>Rosalía Zahino</em></strong>, um espetáculo a parte. Sempre com uma temática diferente – dessa vez a comunidade <em>gitana</em> &#8211; a sevilhana que também é chamada de <em>John Galliano</em>, é especialista nos detalhes e acabamentos. Trajes  cheios de babados,<em> corselets</em>, amarrações, transparências e, claro, muita ousadia. <strong><em>Ángeles Verano</em></strong> coloriu a tarde com sua coleção “<em>Alfileres de colores</em>”. Seguida por <strong><em>Nuevo Montecarlo</em></strong>, sempre no estilo clássico sevilhano, seja pelo corte, escolha das cores ou uso dos flecos<strong><em>. Luchi Cabrera</em></strong> desfilou suas <em>“Bandoleras”</em>. E logo depois veio <strong><em>Cristo Bañez, </em></strong>que começou seu desfile com ares de campo, trajes “<em>canasteros</em>”, saias mais retas, couro e camisas.<strong><em> </em></strong>Desfilou também flamencas monocromáticas em sua maioria com apenas um babado nas saias e camisas de seda estampada com mangas húngaras.  Tudo isso com muita delicadeza e sempre valorizando o corpo feminino. Fechando a noite <strong><em>Sonia &amp; Isabelle</em></strong> trasformaram a passarela do SIMOF em um conto mágico e infantil, com direito a Branca de Neve e Chapeuzinho Vermelho, flamencas é claro!</p>
<table style="width: 150px; border-width: 1px;">
<tbody>
<tr>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012SaraDeBenitez#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-r37jzX52XBI/Tz1c4qxCBDE/AAAAAAAABpk/6dr3ks5_-qQ/s144-c/SIMOF2012SaraDeBenitez.jpg" alt="" width="130" height="130" /></a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012CarmenLatorre#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-zZpWl3Jz7yc/Tz1dSiZn9eE/AAAAAAAABqc/T5eWOxLasVA/s144-c/SIMOF2012CarmenLatorre.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012RosaliaZahino#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-UpWPsrDVRgY/Tz1dqkrOaPE/AAAAAAAABrg/am77tB2ms4E/s144-c/SIMOF2012RosaliaZahino.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012AngelesVerano#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-Z8fPWQwGQbk/Tz1eBeQ7DKE/AAAAAAAABsk/TrPE4gNVtQg/s144-c/SIMOF2012AngelesVerano.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012SaraDeBenitez#slideshow" target="_blank">Sara de Benitez</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012CarmenLatorre#slideshow" target="_blank">Carmen Latorre</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012RosaliaZahino#slideshow" target="_blank">Rosalina Zahino</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012AngelesVerano#slideshow" target="_blank">Angeles Verano</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="width: 150px; border-width: 1px;">
<tbody>
<tr>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012NuevoMontecarlo#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-b74mQ8RC9yI/Tz1edVNcq1E/AAAAAAAABtw/Zcfxs4fubWc/s144-c/SIMOF2012NuevoMontecarlo.jpg" alt="" width="130" height="130" /></a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012CristoBanez#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-OsmiytTOPKo/Tz1f9T33W6E/AAAAAAAABvQ/M89_Wa3Q4Bc/s144-c/SIMOF2012CristoBanez.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012SoniaIsabelle#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh3.googleusercontent.com/-1dxn6eC2x9w/Tz1gTQHRa5E/AAAAAAAABwU/Ubjtg9JIL-o/s144-c/SIMOF2012SoniaIsabelle.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012NuevoMontecarlo#slideshow" target="_blank">Nuevo Montecarlo</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012CristoBanez#slideshow" target="_blank">Cristo Bañez</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012SoniaIsabelle#slideshow" target="_blank">Sonia Isabelle</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O quarto e último dia do <em>Salón Internacional de Moda Flamenca </em>começou cheio de vida com o desfile coletivo infantil. Grandes nomes da moda flamenca desfilaram suas criações para as pequenas e alguns pequenos flamencos. Arrancaram aplausos e muitos sorrisos do público. A continuação <strong><em>D’repente Lola </em></strong>trouxe muito romantismo com uma coleção jovial e despretensiosa. A pioneira <strong><em>Creaciones MariCruz, </em></strong>nos fez sentir na própria <em>“Feria de Abril”, </em>seguiu sua linha clássica mas conseguindo inovar no corte, formas e tecidos.<em> </em>Uma coleção diversificada para todos os gostos. A seguir veio <strong><em>Diseños Hermanas Serrano, </em></strong>propondo uma coleção &#8211; ainda que tradicional, minuciosa e cheia de detalhes. Os tons ficaram entre os pastéis, como azul celeste, rosa e marfim. Em sua maior parte, desfilou decote “V” e mangas ¾. <strong><em>Faly de la Feria al Rocio </em></strong> apostou nas saias e camisas cheia de detalhes. A proposta foi trajes mais justos que combinam diversos tipos de babados, mangas longas e bordados. Nos acessórios brincos de argolas fazendo composição com peinetas e broches e lindos “<em>mantoncillos</em>”. Indiscutivelmente pura elegância. <em><strong>Carmen Vega</strong></em> propos vestidos para as mulheres jovens, divertidas, vaidosas e que gostam de chamar a atenção. Abusou dos trajes curtos, em vermelho e tons pastéis e para os detalhes laços, flores, picos e muitos babados. Finalizando a noite e assim o <em>Salón Internacional de Moda flamenca, <strong>Juana Martín, </strong></em>mostrou alta costura. Inspirado no mundo toureiro e flamenco, o que vimos foram vestidos volumosos, trabalhados com muito luxo para realçar a beleza da mulher. As cores cederam protagonismo ao branco e preto, junto a uma gama de roxos e azuis, além do dourado. Decotes profundos valorizando principalmente as costas e acessórios em acetato e pedras naturais. Trajes para flamencas ou para uma inesquecível noite de festa!</p>
<table style="width: 150px; border-width: 1px;">
<tbody>
<tr>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012Infantil#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-sXXBqSW9oNM/Tz2wFOfMnYE/AAAAAAAABys/SS6ZHL-YEp4/s144-c/SIMOF2012Infantil.jpg" alt="" width="130" height="130" /></a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012DRepenteLola#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-PVL7ZOtUb3o/Tz2xTCskgTE/AAAAAAAABz8/A2kEplfaYAY/s144-c/SIMOF2012DRepenteLola.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012Maricruz#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh4.googleusercontent.com/-1CvH31CPbGY/Tz2ycITTF9E/AAAAAAAAB1I/xAJeI6MGG6o/s144-c/SIMOF2012Maricruz.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012HermanasSerrano#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh3.googleusercontent.com/-QCfVqG9S5pI/Tz20zlqEdEE/AAAAAAAAB2Q/OzjvcVYjG3k/s144-c/SIMOF2012HermanasSerrano.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012Infantil#slideshow" target="_blank">Infantil</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012DRepenteLola#slideshow" target="_blank">D&#8217;repente Lola</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012Maricruz#slideshow" target="_blank">Maricruz</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012HermanasSerrano#slideshow" target="_blank">Hermanas Serrano</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="width: 150px; border-width: 1px;">
<tbody>
<tr>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012Faly#slideshow" target="_blank"><br />
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<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012CarmenVega#slideshow" target="_blank"><br />
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</a></td>
<td style="height: 140px;" align="center"><a href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012JuanaMartin#slideshow" target="_blank"><br />
<img style="margin: 1px 0 0 4px;" src="https://lh5.googleusercontent.com/-Rxd2D-vRYTM/Tz23sb0Pv3E/AAAAAAAAB6Y/RXfFB3ImY7o/s144-c/SIMOF2012JuanaMartin.jpg" alt="" width="130" height="130" /><br />
</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012Faly#slideshow" target="_blank">Faly</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012CarmenVega#slideshow" target="_blank">Carmen Vega</a></td>
<td style="text-align: center; font-family: arial,sans-serif; font-size: 11px;"><a style="color: #4d4d4d; text-decoration: none;" href="https://picasaweb.google.com/111766650586460605409/SIMOF2012JuanaMartin#slideshow" target="_blank">Juana Martín</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A força de suas raízes e seu estilo tão próprio que continuam admirados, elogiados e servindo de inspiração para grandes estilistas internacionais, a cada ano se adapta mais às tendências da moda <em>“de la calle”, </em>ou seja aquilo que está nas ruas, a moda do dia a dia. Com rendas, transparências, decotes diversos&#8230; E o que pudemos ver, de uma maneira geral, é que 2012 é o ano da leveza flamenca e paralelamente da comodidade ao se vestir, com trajes funcionais, mas que, acima de tudo te façam sentir linda e poderosa. Na paleta de cores predominam os tons pastéis, tons de azul, para quem souber compor com eles os tons de terra e como não poderia ser diferente, branco, preto e vermelho. Para as mais tradicionais os <em>flecos</em> nunca saem de moda. O que não podem faltar são os babados, principalmente nos decotes e nas mangas. Os acessórios continuam grandes e brilhantes. Afinal no flamenco, mais é sempre mais!</p>
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		<title>Vamos “Talegonear”?</title>
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		<comments>http://flamencobrasil.com.br/2012/01/vamos-talegonear/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 10:32:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Medeiros</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[por Alejandra Osses La Talegona volta ao Brasil para série de cursos e dois shows únicos &#160; A temporada de cursos internacionais começou mais cedo em 2012, e começou bem. Carmen la Talegona está no Brasil desde o dia 14 de janeiro e já ministrou cursos nas cidades de Salvador, Vítória e São Paulo. Além dos cursos – que, infelizmente, tem duração apenas de três ou quatro dias, conforme o local – Carmen levou sua arte para o palco do Aman, na capital paulista, em duas únicas apresentações nos dias 25 e 29 de janeiro. De 2 a 5 de fevereiro será a vez do Rio de Janeiro, em seguida, nos dias 7 e 8 de fevereiro, estará em Recife eno dia 9 retorna a Salvador. Para Carmen, 2011 foi, fundamentalmente, um ano de mudanças. “Foi um ano incrível!”, revelou. Junto a Talegón de Córdoba, cantaor, e ao jovem bailaor Nino de los Reyes, estreou seu mais novo trabalho, “Talegoneando”, no dia 29 de dezembro, em Madri. Um espetáculo, segundo sua própria definição, dotado de muita força. “A receptividade do público foi maravilhosa! Eu me emocionei muito”, disse. Mas Carmen quer mais: sua ideia é levar este show para outras cidades.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><em><strong>por</strong></em></span> Alejandra Osses</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4966" title="carmen_talegona" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/12/carmen_talegona.png" alt="" width="500" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>La Talegona volta ao Brasil para série de cursos e dois shows únicos</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A temporada de cursos internacionais começou mais cedo em 2012, e começou bem. Carmen la Talegona está no Brasil desde o dia 14 de janeiro e já ministrou cursos nas cidades de Salvador, Vítória e São Paulo. Além dos cursos – que, infelizmente, tem duração apenas de três ou quatro dias, conforme o local – Carmen levou sua arte para o palco do Aman, na capital paulista, em duas únicas apresentações nos dias 25 e 29 de janeiro. De 2 a 5 de fevereiro será a vez do Rio de Janeiro, em seguida, nos dias 7 e 8 de fevereiro, estará em Recife eno dia 9 retorna a Salvador.</p>
<p>Para Carmen, 2011 foi, fundamentalmente, um ano de mudanças. “Foi um ano incrível!”, revelou. Junto a Talegón de Córdoba, <em>cantaor</em>, e ao jovem<em> bailaor </em>Nino de los Reyes, estreou seu mais novo trabalho, “Talegoneando”, no dia 29 de dezembro, em Madri. Um espetáculo, segundo sua própria definição, dotado de muita força. “A receptividade do público foi maravilhosa! Eu me emocionei muito”, disse.</p>
<p>Mas Carmen quer mais: sua ideia é levar este show para outras cidades.  Sob direção musical do guitarrista Paco Cruz, “Talegoneando” contou ainda com as participações de Javier Vega (guitarra), os <em>cantaores </em>Roberto Lorente, Juan Juañares e David Vazquez, José Antonio Alvarez “Montaña” (percussão) e Lidón Patiño (palmas).</p>
<p>Para ela, foi uma experiência muito especial. E se considera uma artista, e pessoa, privilegiada: “tenho muita sorte pois estou rodeada do carinho de muitas pessoas, que ainda tornam a minha vida mais fácil, principalmente estes grandes artistas que me acompanham”.</p>
<p>Além do novo show e das aulas no exterior e em Amor de Dios, em Madri, ela já está ensaiando junto a Antonio Canales, coreógrafo, maestro e bailaor, a obra “Miró”. O novo espetáculo estreia em Maio na cidade de Barcelona (Espanha). E não podia ser em outro lugar já que esta é a cidade natal do renomado artista catalão.  A coreografia é assinada por Rubén Olmos. “Um espetáculo incrível, que dará muito o que falar”, anuncia.</p>
<p>Talegona não para. Cansaço? Nem pensar! “Conciliar as aulas e os palcos é uma das coisas mais difíceis, mas é o que amo fazer. Gosto das duas coisas, ambas me completam, não poderia escolher entre uma ou outra”, explica. E, como sempre, está disposta a ensinar aos seus alunos “o flamenco que tenho em meu coração, com paciência e carinho”.</p>
<p>Quando perguntamos sobre o que deseja para este ano, ela revela com simplicidade: “Somente peço a Deus e ao universo que me dêem o mesmo que o 2011 me trouxe, pois foi um ano maravilhoso”.  E não pensa duas vezes ao responder sobre a possibilidade de vir passar uma temporada por aqui. “Sim, eu gostaria muito que alguém ou alguma fundação, tablao ou teatro me fizesse uma proposta. Adoraria passar um tempo em meu Brasil querido”. E finaliza: “Adoro a energia dos brasileiros, são pessoas muito especiais, sua espiritualidade me toca muito”.</p>
<p>Confira a <strong>agenda completa</strong> dos próximos cursos, horários e preços:</p>
<ul>
<li><a title="Carmen La Talegona no Rio de Janeiro" href="http://flamencobrasil.com.br/evento/carmen-la-talegona-no-rio-de-janeiro/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" rel="bookmark">Carmen La Talegona no Rio de Janeiro</a></li>
<li><a title="Carmen La Talegona em Recife" href="http://flamencobrasil.com.br/evento/carmen-la-talegona-em-recife/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" rel="bookmark">Carmen La Talegona em Recife</a></li>
<li><a href="http://flamencobrasil.com.br/evento/carmen-la-talegona-em-salvador/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed">Carmen La Talegona em Salvador</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>“Ensayos y Acuerdos”, de Manuel Reyes, traz os dilemas do homem contemporâneo</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/destaquesflamencobrasil/~3/LlHN9_EBAac/</link>
		<comments>http://flamencobrasil.com.br/2012/01/ensayos-y-acuerdos-de-manuel-reyes-traz-os-dilemas-do-homem-contemporaneo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 22:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Medeiros</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[por Renata Taño tradução e edição Alejandra Osses Quando ele veio ao Brasil pela primeira vez em abril de 2011, conquistou a todos com a sua simplicidade, profissionalismo e simpatia. E, claro, também com o seu taconeo, movimentos elegantes e soniquete impecável. Ah! E paciência infinita ao ensinar seu alunos paulistas, campineiros, gaúchos e mineiros. Conquistou, mas também foi conquistado. Manuel Reyes, importante nome do baile flamenco e grande maestro espanhol, gitano da gema, voltou ao Brasil em outubrobdo ano passado para uma temporada relâmpago de workshops. Quem participou desta edição pode conferir, em uma palestra que se transformou em um delicioso bate papo, não só um pouco da trajetória deste artista, mas sobretudo sobre o significado da arte flamenca. Nesta entrevista, Manuel Reyes falou com exclusividade para Flamenco Brasil sobre o seu novo espetáculo “Ensayos y Acuerdos”, que estreou em julho, no México. Acompanhe. Qual é o argumento central do espetáculo? Gostaria de me referir justamente a um dos textos que encontramos no próprio espetáculo. &#8220;Ensayos &#38; Acuerdos&#8221; procura revelar que apesar de concordarmos ser absolutamente necessário viver em sociedade, talvez nós também deveríamos saber que, graças ao uso indevido que o homem está fazendo dela, acabou se tornando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><em><strong>por</strong></em></span> Renata Taño <em><strong><span style="color: #888888;">tradução e edição</span></strong></em> Alejandra Osses</p>
<p>Quando ele veio ao Brasil pela primeira vez em abril de 2011, conquistou a todos com a sua simplicidade, profissionalismo e simpatia. E, claro, também com o seu <em>taconeo</em>, movimentos elegantes e <em>soniquete</em> impecável. Ah! E paciência infinita ao ensinar seu alunos paulistas, campineiros, gaúchos e mineiros.</p>
<p>Conquistou, mas também foi conquistado. Manuel Reyes, importante nome do baile flamenco e grande maestro espanhol, gitano da gema, voltou ao Brasil em outubrobdo ano passado para uma temporada relâmpago de workshops. Quem participou desta edição pode conferir, em uma palestra que se transformou em um delicioso bate papo, não só um pouco da trajetória deste artista, mas sobretudo sobre o significado da arte flamenca.</p>
<p>Nesta entrevista, Manuel Reyes falou com exclusividade para Flamenco Brasil sobre o seu novo espetáculo “Ensayos y Acuerdos”, que estreou em julho, no México. Acompanhe.</p>
<p><strong>Qual é o argumento central do espetáculo?</strong><br />
Gostaria de me referir justamente a um dos textos que encontramos no próprio espetáculo. &#8220;Ensayos &amp; Acuerdos&#8221; procura revelar que apesar de concordarmos ser absolutamente necessário viver em sociedade, talvez nós também deveríamos saber que, graças ao uso indevido que o homem está fazendo dela, acabou se tornando uma faca de dois gumes. Uma arma revestida, por exemplo, de religião, comunicação ou qualquer outro meio que possa exercer controle sobre o indivíduo, nos afasta cada vez mais de liberdades, disfarçadas de avanço, progresso e conforto.</p>
<p><strong>Pensando na relação entre criador e criatura, de que forma “Ensayos y Acuerdos” tem a ver com a sua relação com o mundo?</strong><br />
De certa forma pode-se dizer que &#8220;Ensayos &amp; Acuerdos&#8221; é o produto de uma fase de busca pessoal. O processo de criação do projeto me serviu como alimento para trazer clareza a diferentes percepções do ser humano e seu comportamento social. De alguma forma este espetáculo me levou a definir a idéia de que o ser humano pode alcançar uma maior realização pessoal ouvindo a si mesmo e na elaboração de valores próprios e longe de uma sociedade que cada vez é mais manipuladora e estereotipada.</p>
<p><strong>Quanto tempo levou a concepção deste projeto?</strong><br />
Todo o processo de gestação do projeto durou mais ou menos dois anos e a realização do mesmo, ou seja, todos os ensaios, por volta de dois meses e meio.</p>
<p><strong>Por que estrear no México e não em Madri?</strong><br />
Houve várias razões pelas quais decidimos estrear &#8220;Ensayos &amp; Acuerdos&#8221; no México. Antes de mais nada, devíamos isso a um pessoa que tem trabalhado intensamente pela realização deste projeto, nossa empresária, Selene Gonzalez que, além de tudo, é mexicana e achamos que o México seria um bom ponto de partida, porque consideramos que é um dos países sul-americanos que mais está crescendo. Justamente há um ano, durante uma temporada de workshops, tive o prazer de estar no país onde decidimos materializar a idéia que já estava pairando na minha cabeça há algum tempo.</p>
<p><strong>Como foi a estréia? Como a crítica recebeu este novo trabalho?</strong><br />
Bem, a estréia foi como costuma ser em todas as estréias. Muito nervosismo, estresse, detalhes de última hora que têm precisavam ser resolvidos, uma corrida contra o tempo. Mas no geral eu acho que o balanço foi bastante positivo. Em relação à mídia, posso dizer que havia muita expectativa e tivemos uma ampla cobertura, tanto na imprensa escrita como no rádio e na televisão. Mas o que nos surpreendeu muito foi o fato de que os mexicanos não têm a tradição de fazer críticas aos novos espetáculos e, na verdade, sentimos muito a falta disso, e não importa a índole dessa crítica.</p>
<p><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Manuel-Reyes-1_2-.png#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="aligncenter size-full wp-image-4804" title="Manuel-Reyes-1_2-" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Manuel-Reyes-1_2-.png" alt="" width="560" height="372" /></a></p>
<p><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Manuel-Reyes-5.png#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="aligncenter size-full wp-image-4805" title="Manuel-Reyes-5" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Manuel-Reyes-5.png" alt="" width="560" height="372" /></a></p>
<p><strong>Sabemos que além de diretor, coreógrafo e produtor, você compôs as letras do espetáculo em uma espécie de monólogo. Você tem o hábito de compor canções?</strong><br />
Em um processo de criação, ou colocando de uma maneira mais modesta, no esforço e na tentativa de realizar um projeto, eu acho que há uma grande solidão. É por esta razão que na maioria dos casos componho letras e textos que preciso para o meu trabalho. Algumas pessoas podem pensar que é por egocentrismo e vaidade, mas a verdade é que uma das principais razões, embora não a única, é a solidão.</p>
<p><strong>O espetáculo mistura diversos estilos tanto no baile como na música. Pensando neste contexto, quais foram as suas influências?</strong><br />
Na minha formação como bailarino, tive a grande sorte de poder estudar diferentes disciplinas, como o balé clássico e a dança espanhola, entre outras. Eu acho que, graças a essa convivência, a minha formação como bailarino foi enriquecida e, portanto, este conjunto de circunstâncias têm tido um impacto direto na forma de criar e desenvolver o meu trabalho. Da mesma forma, seria lógico pensar que estes aspectos têm também exercido influência no meu gosto musical, onde há espaço para a diversidade.</p>
<p><strong>Por que fazer esta mistura?</strong><br />
Alguém disse uma vez que &#8220;o gosto está na variedade&#8221;. É possível que neste momento da minha carreira, eu esteja em maior harmonia com as fusões, desde que elas contribuam para enriquecer de maneira clara o trabalho em questão. Então, eu acho que em um momento determinado, o flamenco pode ficar um pouco limitado em seu contexto original, quando o objetivo final de um trabalho é transmitir ao espectador uma história que contém uma mensagem ou uma visão particular sobre algum assunto</p>
<p><strong>Você gostaria de trazer a sua companhia ao Brasil?</strong><br />
Hoje, nossos representantes e produtores estão apresentando o material de divulgação do espetáculo em diversos países, incluindo o Brasil, é claro! Eu realmente gostaria de apresentar este novo espetáculo no Brasil, pois sinto uma profunda admiração pelos músicos maravilhosos que esta terra produz. Mas esta apresentação será bem depois dos workshops no mês de outubro.</p>
<p><strong>Considerando a sua trajetória como bailaor, como você descreve o seu momento atual?</strong><br />
Este é um momento em que estou experimentando diferentes sensações. Por um lado, a satisfação de ter conseguido realizar um trabalho em que todos os integrantes da companhia fizeram um grande esforço, e em segundo lugar, as expectativas que tudo isto cria, ver como o público vai receber a proposta. Mas, mesmo assim, a pauta e o tom geral que eu tento adotar sempre é continuar a jornada de trabalho dia a dia, pois esta é uma das áreas profissionais onde a verdadeira sensação que se tem é que sempre estamos em um constante começar, por mais experiência que se tenha.</p>
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		<item>
		<title>Pepa Molina além do baile</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 22:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Medeiros</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[por Alejandra Osses Sua família vem de uma das cidades mais apaixonantes e emblemáticas da Espanha: Granada. É lá que está o majestoso Alhambra, que um dia abrigou califas e conquistou os reis católicos com a beleza de sua arquitetura. As ruas desta cidade ouviram o nascer da poesia de Federico Garcia Lorca, mas também o estrondo da guerra civil espanhola. Tablados, cuevas e teterías, Granada faz parte dos sonhos de muitos aficionados ao flamenco. Um lugar perfeito que já deu muitos frutos para esta arte e para o mundo, e que o Brasil recebeu de braços abertos: Pepa Molina. A convite do Tablado Andaluz, em Porto Alegre, que completou 20 anos de existência, Pepa Molina se apresentou no Teatro do CIEE, no início de novembro, além de ministrar curso na própria escola que a convidou. De 12 a 15 de novembro, foi a vez de São Paulo conhecer um pouco mais da arte desta grande artista que já participou das companhias de La Mariquilla, Juan Andrés Maya, Manolete e Rafael Amargo, e se apresentou nos principais tablados de Granada e Madri. O ano de 1998 trouxe muitas mudanças em sua vida, quando foi para Madri estudar em Amor de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><em><strong>por</strong></em></span> Alejandra Osses</p>
<p><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/pepa_molina_negro_4.jpg#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="aligncenter size-full wp-image-4794" title="pepa_molina_negro_4" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/pepa_molina_negro_4.jpg" alt="" width="473" height="303" /></a></p>
<p>Sua família vem de uma das cidades mais apaixonantes e emblemáticas da Espanha: Granada. É lá que está o majestoso Alhambra, que um dia abrigou califas e conquistou os reis católicos com a beleza de sua arquitetura. As ruas desta cidade ouviram o nascer da poesia de Federico Garcia Lorca, mas também o estrondo da guerra civil espanhola. Tablados, <em>cuevas</em> e <em>teterías</em>, Granada faz parte dos sonhos de muitos aficionados ao flamenco. Um lugar perfeito que já deu muitos frutos para esta arte e para o mundo, e que o Brasil recebeu de braços abertos: Pepa Molina.</p>
<p>A convite do Tablado Andaluz, em Porto Alegre, que completou 20 anos de existência, Pepa Molina se apresentou no Teatro do CIEE, no início de novembro, além de ministrar curso na própria escola que a convidou. De 12 a 15 de novembro, foi a vez de São Paulo conhecer um pouco mais da arte desta grande artista que já participou das companhias de La Mariquilla, Juan Andrés Maya, Manolete e Rafael Amargo, e se apresentou nos principais tablados de Granada e Madri.</p>
<p>O ano de 1998 trouxe muitas mudanças em sua vida, quando foi para Madri estudar em Amor de Dios, centro referência no ensino da arte flamenca na Espanha e no mundo.“Vir para Madri foi um sonho feito realidade, encontrei a dança de mil diferentes formas. Continuo a estudar em Amor de Dios e agora também faço parte do seu quadro de professores”, conta.</p>
<p>Esteve no Brasil em 2003 por ocasião do Festival de Teatro de Londrina. “Adorei o astral, as pessoas são muito abertas, me diverti muito”, lembra. Para ela, o flamenco chama a atenção das pessoas pelo seu caráter visceral e paixão. “É uma terapia, uma válvula de escape para as tensões e preocupações. Uma vez que se começa é difícil ficar sem ele”, diz. Acompanhe a entrevista.</p>
<blockquote><p>“Ensinar é uma grande responsabilidade…”</p></blockquote>
<p><strong>Como você começou a bailar? Houve ou há bailaores em sua família, ou você viu alguém dançar e pensou: isto é o que eu quero…?</strong><br />
Comecei a dançar aos oito anos. Minha mãe me levou a uma academia em Zaídin, em Granada. Não houve bailaores em minha família, mas tenho um tio conhecido como &#8220;El moro&#8221;, e ele canta, mas não profissionalmente. Sempre que cantava, me chamava para dançar. O filme &#8220;Carmen&#8221;, com Antonio Gades, me marcou muito, e foi quando senti que o baile me chamava para atuar em outro nível – esse filme me incentivou a dedicar-me profissionalmente.</p>
<p><strong>Em que momento você pisou pela primeira vez em um palco e o que esta experiência lhe trouxe?</strong><br />
Ainda criança, nas festas de “La Cruz de Mayo” ou nas festas de bairro junto à academia onde estudava. Vivi grandes momentos. Me lembro que no início ficava um pouco envergonhada, mas logo eu me animei &#8230; A primeira vez, profissionalmente, foi em uma <em>gala</em> com o meu professor Antonio Vargas e dançamos em três umas <em>alegrias</em>. Naquela época eu tinha tanta vontade de dançar que devorava tudo, foi uma época muito bonita que vivi com muita paixão, devorando vídeos e tudo que eu podia ouvir e ver para continuar a aprender&#8230;</p>
<p><strong><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/pepa-molina-b2011.jpg#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="alignright size-full wp-image-4795" title="pepa-molina-b2011" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/pepa-molina-b2011.jpg" alt="" width="250" height="336" /></a>Você nasceu e cresceu em Granada? Qual é o sabor do flamenco de Granada e o que o distingue daquele feito em Jerez de la Frontera e Sevilha, por exemplo?</strong><br />
Eu nasci na Austrália. Minha família é de Granada, emigrou e voltou para Granada quando eu tinha um ano de idade. Foi ali que eu comecei a dançar. Em Granada existe uma longa tradição no baile, tive a sorte de ter muito bons professores como La Mariquilla, Manolete e Juan Andrés Maya. O que distingue o flamenco de Granada é a força, o arranque, o peso ao pisar no palco, ter uma boa estampa, o sapateado muito limpo, com velocidade e boa pulsação. Podemos morrer por <em>tangos</em>, não se dança <em>tangos</em> melhor que em “Graná”&#8230; Adoro a escola sevilhana, é essencial para a mulher, e em Jerez, <em>bulerias</em> não tem igual. Cada lugar tem a sua marca, e é isso que eu adoro. É preciso beber de todas as fontes. Quando eu tinha dez anos voltamos para Sydney e morei ali até os 23 anos. Depois, voltei para Granada e, agora, Madri&#8230;</p>
<p><strong>Em seu mais recente trabalho &#8211; &#8220;Ni aquí ni allí” (“Nem aqui, nem lá&#8221;) &#8211; existe uma linguagem mais contemporânea. Além do flamenco, você estudou outras danças, como a clássica ou contemporânea?</strong><br />
Sim, eu estudei dança espanhola, folclore, ballet clássico, dança contemporânea. Trabalhei o conceito do contemporâneo na dança em uma companhia chamada &#8220;Arrieritos&#8221;, pioneiros no campo do flamenco &#8211; dança contemporânea. Em &#8220;Ni aquí, ni allí&#8221; há uma base conceitual, o uso de outra linguagem no baile, pois queria investigar outros meios teatrais usando a cenografia, o audiovisual, os textos, que adicionam uma nova dimensão à história que se quer contar&#8230;</p>
<p><strong><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/pepa-molina-workshop.jpg#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="alignleft size-full wp-image-4797" title="pepa-molina-workshop" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/pepa-molina-workshop.jpg" alt="" width="200" height="140" /></a>Você também é professora. Qual é o significado de ensinar?</strong><br />
É muito gratificante ensinar, é algo que eu gosto e também sinto que recebo muito em troca dos meus alunos. Ensinar é uma grande responsabilidade porque influímos em muitas pessoas em seu caminho de aprendizagem. É importante incutir perseverança, compromisso e a arte, é claro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>“Agora, o meu momento está no teatro…”</p></blockquote>
<p><strong>Como você define a sua maneira de dançar hoje?</strong><br />
Elegância, o peso firme com força, versatilidade e domínio dos elementos. Acho que estou em um momento de evolução, estou sempre buscando novas formas que possam me levar além daquilo que o meu corpo já conhece. Estudo ballet e considero que a técnica é uma ferramenta para projetar nossas almas. Com o ballet estou curtindo levar o meu baile para outro patamar, com disciplina, mas com liberdade.</p>
<p><a href="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/l.jpg#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed"><img class="aligncenter  wp-image-4796" title="l" src="http://flamencobrasil.com.br/wp-content/uploads/2012/01/l.jpg" alt="" width="534" height="378" /></a></p>
<p><strong>Você dançou com grandes figuras do flamenco e também desenvolveu trabalhos diferentes junto a eles. Que vestígios essas experiências lhe deixaram?</strong><br />
Sim, eu tive a enorme sorte de trabalhar com muitos grandes artistas e aprender com eles. Isso faz com que depois você seja você mesmo, tenha a sua marca, sem perceber que, afinal, é resultado do acúmulo de suas próprias vivências, e aqueles que compartilham o seu caminho fazem parte de você.</p>
<p><strong>Algum professor &#8211; ou momento – lhe trouxe alguma mudança sobre a sua maneira de ver e viver o flamenco?</strong><br />
Acho que tentei aprender de cada um os detalhes que os fizeram grandes.</p>
<p><strong>Você dançou nos principais tablados de Granada e Madri, mas também em teatros. O que prefere e por quê?</strong><br />
Comecei no tablados e isso, naquele tempo, era a verdadeira escola. Essa conexão com o público, tão perto e imediata, vital e espontânea é imprescindível para a nossa arte &#8211; é uma necessidade. O teatro permite elaborar melhor tudo o que se faz, o baile, a colocação em cena, o ambiente, é realmente onde damos asas à imaginação e criamos com liberdade a personagem que queremos interpretar. Acho que fico com os dois, um para cada momento, e agora o meu momento está no teatro.</p>
<blockquote><p>“Ni aquí ni allí…”</p></blockquote>
<p><strong>Quais são as suas inspirações para criar e coreografar?</strong><br />
Eu tenho me inspirado, algumas vezes, na minha própria experiência de vida, outras, na própria música para dar forma a uma criação.</p>
<p><strong>Em um de seus trabalhos recentes – <em>Ni aquí ni allí</em> (Nem aqui nem lá) &#8211; você escolheu um tema muito universal, a emigração. De que maneira esta questão lhe toca?</strong><br />
Sim. Este espetáculo nasceu das minhas vivencias na Austrália junto aos meus pais e outros imigrantes andaluzes que tiveram a coragem de deixar para trás suas raízes para batalhar por um futuro melhor. Além disso, como tema a imigração está cheia de matizes para criar distintos planos musicais, coreográficos e emocionais apoiando-se no <em>cante</em> flamenco.</p>
<p><strong>Você canta &#8211; Cry me a River &#8211; neste show. Como foi escolher essa música, e como tem sido a receptividade do público? O que significa cantar para você?</strong><br />
O <em>cante</em> sempre me fascinou, mas nunca quis me dedicar a ele, escolhi a dança. Foi um desafio. Na adolescência, eu costumava me reunir com amigos músicos e fazíamos sessões de &#8220;Jam&#8221; com vários estilos musicais. Eu me alimentei de diversos estilos de música na adolescência, tinha uma grande coleção de vinil. Pensei: por que não? As pessoas ao meu redor me incentivavam a cantar e, então, decidi tentar. Foi um sucesso completo, porque depois de dançar durante todo o espetáculo, ninguém esperava um final assim, ver a minha faceta como cantora. Tem sido muito gratificante ver a reação do público e da crítica, dá uma nota de frescor ao espetáculo. Cantar para mim é algo natural, através do qual me solto.</p>
<p><strong>Quais são seus planos para 2012?</strong><br />
Vou estrear um novo espetáculo em janeiro, <a href="http://issuu.com/pepamolina/docs/dossier_ay_pepa_sept3re_2011">&#8220;Ay, Pepa! Que história la tuya&#8221;</a>. É uma homenagem à primeira Constituição espanhola, popularmente conhecida como &#8220;La Pepa&#8221;. No próximo ano é o bicentenário 1812 &#8211; 2012, por isso é um grande acontecimento. É um projeto no qual passamos muitos meses de pesquisa histórica, uma vez que é um trabalho com contexto histórico &#8211; político, além de pesquisa musical, cênica e teatral. Agora estou no fase de montagem coreográfica, dando vida à história que quero contar. É desafiador, porque combino vários estilos de dança, música e linguagens cênicas teatrais.</p>
<p><strong>O que o flamenco representa para você?</strong><br />
É como uma vitamina, que alimenta os sentidos e a alma. É imprescindível&#8230;</p>
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<p><em>Para saber mais sobre Pepa Molina acesse: <a href="http://www.pepamolina.com">www.pepamolina.com</a></em></p>
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