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	<title>Dialetica.org Feed Posts</title>
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	<description>Todos os posts deste miniportal familiar</description>
	<pubDate>Mon, 07 May 2012 18:56:38 +0000</pubDate>
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		<title>Okmem - Para ouvir em Montevidéu</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 18:56:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Playlist]]></category>
		<category><![CDATA[argentina]]></category>
		<category><![CDATA[espanha]]></category>
		<category><![CDATA[uruguai]]></category>

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		<description><![CDATA[Graças a uma dessas coincidências deliciosas da vida, embarco nesta semana (em que celebro meu aniversário) para a capital uruguaia, onde participo do congresso da Alaic. Como o evento ocupa três dias, playlist é comprida: algumas bandas uruguaias e argentinas aparecem ao lado de nomes populares do cenário latino-americano. Tudo guardado na malinha! Don&#8217;t Bother [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Graças a uma dessas coincidências deliciosas da vida, embarco nesta semana (em que celebro meu aniversário) para a capital uruguaia, onde participo do <a href="http://alaic2012.comunicacion.edu.uy/inicio" target="_blank">congresso da Alaic</a>. Como o evento ocupa três dias, playlist é comprida: algumas bandas uruguaias e argentinas aparecem ao lado de nomes populares do cenário latino-americano. Tudo guardado na malinha!</p>
<ol>
<li>Don&#8217;t Bother &#8211; Shakira</li>
<li>Dame El Fuego De Tu Amor &#8211; Attaque 77</li>
<li>Persiana Americana &#8211; Gustavo Cerati</li>
<li>Nada Personal &#8211; Soda Stereo</li>
<li>Sea &#8211; Jorge Drexler</li>
<li>Color Esperanza &#8211; Diego Torres</li>
<li>Verte reir &#8211; No Te Va Gustar</li>
<li>La Camisa Negra &#8211; Juanes</li>
<li>La Pipa De La Paz &#8211; Aterciopelados</li>
<li>Me Voy &#8211; Julieta Venegas</li>
<li>La Llave De Mi Corazon &#8211; Juan Luis Guerra</li>
<li>Ojalá que llueva café &#8211; Café Tacvba</li>
<li>Con La Luna Llena &#8211; Melendi</li>
<li>Confesiones de Invierno &#8211; Pedro Aznar</li>
<li>La Camisa Negra &#8211; Juanes</li>
<li>Suma Y Sigue &#8211; Estopa</li>
<li>Quédate &#8211; Andrea Echeverri</li>
<li>Con La Luna Llena &#8211; Melendi</li>
<li>Bitácora &#8211; Alejandro Ferradas</li>
<li>La Calle De Los Sueños Rotos &#8211; La Trampa</li>
<li>Me Llaman Calle &#8211; Manu Chao</li>
<li>Tu Quieres Volver &#8211; Gipsy Kings</li>
<li>The Man Who Lives Upstairs &#8211; Cola Jet Set</li>
<li>Botas Locas &#8211; Sui Generis</li>
<li>Miren a este imbécil &#8211; Aquelarre</li>
<li>Durazno Sangrando &#8211; Invisible</li>
<li>Estadio Azteca &#8211; Andrés Calamaro</li>
<li>Irresponsables &#8211; Babasonicos</li>
<li>Lluvia al corazón &#8211; Maná</li>
<li>Spaghetti Del Rock &#8211; Divididos</li>
<li>Malaguena Salerosa &#8211; Chingon</li>
<li>Loco Un Poco &#8211; Turf</li>
<li>No Me Dejes De Querer &#8211; Cursi</li>
<li>De Nuevo &#8211; Vinilo</li>
<li>Nota Para Una Viaje &#8211; Sordromo</li>
<li>Las Historias del Silencio &#8211; La Saga</li>
<li>La Paranoica &#8211; El Cuarteto De Nos</li>
<li>El Tipo Q &#8211; Once Tiros</li>
<li>Ahí Voy &#8211; Buenos Muchachos</li>
<li>Me Pierdo &#8211; La Vela Puerca</li>
<li>El viejo &#8211; Los Piojos</li>
<li>El Fuego Dell&#8217;Amor &#8211; Marea</li>
<li>Perro Amor Explota &#8211; Bersuit Vergarabat</li>
<li>Para siempre &#8211; Los Ratones Paranoicos</li>
<li>Vámonos &#8211; Enrique Bunbury</li>
</ol>
<p>Para quem tem Oi Rdio, <a href="http://www.oirdio.com.br/#/people/andremarmota/playlists/801581/Rio_Grande_do_Sul_do_Sul/">segue o link para ouvir</a>!</p>
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		</item>
	<item>
		<title>Blog da Copa - #vamosjogarbola</title>
		<link>http://dialetica.org/copa/vamosjogarbola/</link>
		<comments>http://dialetica.org/copa/vamosjogarbola/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 12:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[campanhas]]></category>
		<category><![CDATA[comerciais]]></category>
		<category><![CDATA[copa 14]]></category>

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		<description><![CDATA[Então a agência África desenvolveu uma campanha para o banco Itaú, estimulando uma reflexão a partir de uma hashtag capaz de conectar uma bola de futebol ao desenrolar nacional rumo à Copa. Mais do que isso: nos próximos meses, a ação promoverá encontros nas doze cidades-sede, convocando a comunidade para arregaçar as mangas. A frase [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Então a agência África desenvolveu uma campanha para o banco Itaú, estimulando uma reflexão a partir de uma hashtag capaz de conectar uma bola de futebol ao desenrolar nacional rumo à Copa. Mais do que isso: nos próximos meses, a ação promoverá encontros nas doze cidades-sede, convocando a comunidade para arregaçar as mangas. A frase imperativa, cujo sentido vai além da interpretação literal, é simples.</p>
<div align="center"><img src="http://dialetica.org/copa/files/2012/04/vamosjogarbola.jpg" /></div>
<p>&#8220;Vamos jogar bola! Jogar bola é ir em frente, é arregaçar as mangas. A grande festa do futebol vai ser na nossa casa. Vamos jogar bola, que vai dar certo. Jogar bola une as pessoas; jogar bola muda o amanhã&#8221;. É esse o texto do primeiro filme da campanha, que certamente você já viu na TV. &#8220;Com este convite otimista o banco aposta no poder transformador do futebol e convoca a todos que amam o esporte e o país a acreditar nas mudanças e trabalhar para realizá-las&#8221;, anuncia o texto de lançamento.</p>
<div align="center"><object width="460" height="264"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ctlmN7NOWgE?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ctlmN7NOWgE?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="264" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>Apesar da proposição otimista, todos os envolvidos já devem pressupor que, em função da amplitude dos potenciais significados, o mesmo convite pode ser apropriado de múltiplas formas. Afinal, o que mais significa &#8220;jogar bola&#8221;?</p>
<p>Jogar bola é organizar a partida, convidar a patota para dividir a grana dos patrocinadores e arrumar umas notinhas fiscais para justificar a verba.</p>
<p>Jogar bola é arrumar um campinho pra botar as traves, ainda que seja um puxadinho. Melhor ainda é ter um terreno e obras subsidiadas.</p>
<p>Jogar bola é avisar quem gosta pra assistir. Agora, eles precisam ter condições para chegar, circular, ficar, aproveitar.</p>
<p>Jogar bola é ter a chance de escolher os melhores para jogar ao seu lado, mas só se tiver um golpe de sorte e ganhar no par ou ímpar.</p>
<p>Jogar bola é definir se vira cinco e acaba dez, ou se vai ter cronômetro. Enfim, deve haver algum prazo claro para o final.</p>
<p>Hogar bola é contar com um sujeito imparcial e que entenda as regras do jogo para apitar quando vê alguma coisa suspeita.</p>
<p>Jogar bola é improvisar com talento. Mas todo lampejo criativo só aparece quando se sabe (e executa) a tática &#8220;feijão com arroz&#8221;.</p>
<p>Jogar bola é se transformar, temporariamente, em alguém que não costumamos ser: pode xingar, gritar palavrão, cuspir, fazer uma ou outra falta.</p>
<p>Jogar bola é gritar &#8220;gol&#8221;. Simultaneamente, sempre que alguém marca, outro grita &#8220;chupa&#8221; pro torcedor adversário.</p>
<p>Jogar bola é competir, saber que é possível ganhar ou perder. Desde que vencer seja obrigação; do contrário, todos serão lembrados como fracassados.</p>
<p>Jogar bola é celebrar o esporte, mas lembrar que tem pouca diversão na hora de organizar. Muito menos quando vier a conta depois.</p>
<p>Jogar bola é amar o futebol. E quem ama melhor é, por definição, amador. Vamos jogar bola, que vai dar certo, né?</p>
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	<item>
		<title>Marmota, mais dos mesmos - Escolha uma forma de enxergar a realidade</title>
		<link>http://dialetica.org/marmota/escolha-uma-forma-de-enxergar-a-realidade/</link>
		<comments>http://dialetica.org/marmota/escolha-uma-forma-de-enxergar-a-realidade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 06:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Plantão Marmota]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;São inúmeras as narrativas do mundo&#8221;. Esta frase, atribuida ao filósofo francês Roland Barthes, nos faz lembrar da fragilidade do termo &#8220;realidade&#8221;. Aliás, podemos combiná-la com outra, também comum nas salas de aula dos cursos de comunicação, de aparição consagrada nos arquivos ppt do autor desconhecido e incerto: &#8220;beauty is in the eyes of the [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/plantao.jpg" align="right" />&#8220;São inúmeras as narrativas do mundo&#8221;. Esta frase, atribuida ao filósofo francês Roland Barthes, nos faz lembrar da fragilidade do termo &#8220;realidade&#8221;. Aliás, podemos combiná-la com outra, também comum nas salas de aula dos cursos de comunicação, de aparição consagrada nos arquivos ppt do autor desconhecido e incerto: &#8220;beauty is in the eyes of the beholder&#8221;. A beleza de algo, a falta dela ou sei lá como desejarmos classificar, está nos olhos de quem vê. Uma combinação fluida de olhares, engedrada por meio de variáveis relacionadas a valores subjetivos e apresentadas pelas linguagens que compreendemos (gestos, escrita, imagem, som&#8230;), compõe uma meia dúzia de três ou quatro ideias que podemos batizar, grosso modo, formas complexas da representação do que consideramos, eu, você e a sociedade, realidade.</p>
<p>Entendeu? Não? Quer que eu desenhe?</p>
<div align="center"><img src="http://marmota.org/blog/images/lentesrealidade12042012.jpg" /></div>
<p>Basicamente, é possível enxergar a realidade por meio de muitas lentes. Uma das mais interessantes (e antigas) é a que nos revelam mitos. Histórias como as contadas numa Grécia em que deuses e semideuses não se preocupavam exatamente com a relação entre calote e a existência do Euro. Cuidado para não confundir mitologias com outra forma de percebermos o mundo pautada pela sabedoria do povo: o senso comum. Aquele negócio que, como lembra Duncan Watts, torna possível a coexistência de &#8220;o que os olhos não veem o coração não sente&#8221; e &#8220;longe dos olhos perto do coração&#8221;, entre outras justificativas que costumamos acionar para preencher lacunas quando a situação parece incompreensível.</p>
<p>Há outro tipo de explicação baseada em histórias fabulosas para explicar questões sem respostas: religião. O que muda em relação a mitologias ou senso comum é o tamanho da crença, proporcional ao conforto emocional (e algumas limitações) que ela pode trazer. Uma frase do pesquisador norte-americano Joseph Campbell explica tudo (e um pouco mais) de um jeito simples: &#8220;mitologia é o nome que damos às religiões dos outros&#8221;.</p>
<p>Algumas destas se apresentam como &#8220;o caminho da verdade&#8221;, um negócio que dá para desconfiar. A que nos vende &#8220;nada mais que a verdade&#8221;, no entanto, o jornalismo &#8211; ainda que esta categoria possa abusar nas crendices na tentativa de mergulhar na realidade. Quando associamos o termo &#8220;verdade&#8221; a teorias construídas por métodos rigorosos, temos a ciência. Não deixa de ser humana como as outras representações, e até por isso &#8220;se parece primitiva e infantil &#8211; e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos&#8221;, como dizia Albert Einstein. Todas estas manifestações mexem com os nossos sentidos &#8211; e aqui cabe a forma de representar o mundo cuja intenção primeira é exatamente o estímulo dos nossos neurônios: a arte.</p>
<p>Enfim. Se você nào se desplugou do mundo nesta quinta-feira, deve ter visto o julgamento do Supremo Tribunal Federal diante de um assunto delicado: a possibilidade das mulheres escolherem, sem medo de serem punidas pela lei, abortar a gravidez nos casos de fetos sem cérebro. É o tipo de debate que permite reunir toda sorte de gente sustentando suas lentes e apontando aquilo que enxergam como sendo a melhor forma de representar a realidade. Nenhuma delas definitiva.</p>
<p>Mesmo entre os magistrados há divergências: desde &#8220;dogmas religiosos não podem guiar decisões jurídicas&#8221; até &#8220;não há garantia de que os conceitos científicos sejam estáveis&#8221; &#8211; num discurso que conseguiu reunir o rebaixamento de Plutão, vírus de computador e bebês anencéfalos&#8230; Nos arredores da mesa redonda, protestos a favor da vida &#8211; e, a essa altura, você já percebeu que o conceito de &#8220;vida&#8221; depende do óculos que estiver usando, da posição e do tamanho da janela. Pode parecer simplista (ou algo ligado ao meu senso comum), mas independente do resultado, seria melhor viver num mundo onde as discussões se limitassem ao ato de compreender, respeitar, aperfeiçoar ou, vez ou outra, simplesmente usar um Ray-Ban de armação fina e vidro amarelo.</p>
<p>Ah sim, há alguns anos, <a href="http://dialetica.org/marmota/aborto-reflita-antes-de-julgar"><b>escrevi sobre aborto aqui</b></a>. Não mudaria uma vírgula do que escrevi.</p>
<p>Ah sim, de novo, aceito sugestões para uma segunda versão da ilustração acima, incluindo sugestões para o par de lentes do Direito.</p>
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		</item>
	<item>
		<title>Bigode do Dragão Gordo - Uma rosa, um trevo e bons anos</title>
		<link>http://dialetica.org/bigodedodragaogordo/uma-rosa-um-trevo-e-bons-anos/</link>
		<comments>http://dialetica.org/bigodedodragaogordo/uma-rosa-um-trevo-e-bons-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 01:43:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dragão Gordo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia, estava a fazer uma faxina em minhas coisas e encontrei uma velha pasta, cheia de anotações e textos. Basicamente, lembranças da época do colégio. Muitas poesias,algumas crônicas e uma porção de rascunhos. Após reler algumas poesias e lembrar o quanto a juventude está sujeita à pieguice (imagine o que aconteceria se Charlie Brown [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia, estava a fazer uma faxina em minhas coisas e encontrei uma velha pasta, cheia de anotações e textos.</p>
<p>Basicamente, lembranças da época do colégio. Muitas poesias,algumas crônicas e uma porção de rascunhos.</p>
<p>Após reler algumas poesias e lembrar o quanto a juventude está sujeita à pieguice (imagine o que aconteceria se Charlie Brown ouvisse muito axé), me pus a rasgar aquelas folhas. Já passava da hora de deixar o pó voltar ao pó.</p>
<p>Mas, um texto me chamou a atenção.</p>
<p>Era um conto. Escrito nas aulas de redação do quarto ano (à época, o curso técnico que fiz durava quatro anos), lá pelos idos de 1995.<br />
De todas aqueles devaneios mal traçados, é a única coisa razoável e, por coincidência, o único texto escrito fora dos pensamentos deprimentes sobre garotas.</p>
<p>É, o continho escapou do lixo.</p>
<p>Para aplacar a sua curiosidade, ele segue abaixo. Perdoem os erros e vícios. Foi escrito do &#8220;alto da sebedoria&#8221; dos meus quinze anos.<br />
Também serve para, digamos, abrir as comemorações pelos 20 anos de Federal. Às amizades que permanecem desde então.</p>
<p><strong>A rosa do orquidário</strong></p>
<p>Um dia desses, eu estava a admirar o orquidário de minha avó. Modéstia à parte, vovó tem exemplares de beleza incomparável, orquídeas de tudo o que são cores: azuis, vermelhas, roxas, brancas, amarelas, etc.</p>
<p>Admirando as orquídeas. percebi que haviam outras variedades de flores plantadas separadamente, em outro canto: rosas, margaridas, tulipas, azaléas, lírios, copos-de-leite, entre outras.</p>
<p>Diante das orquídeas, aquelas flores me pareciam inexpressivas, de tal forma que acabei por soltar um comentário:</p>
<p>- Que insignificantes&#8230;</p>
<p>- Quem é você para julgar as flores? &#8211; perguntou uma suave voz feminina.</p>
<p>Ao me virar na direção da voz, me deparei com uma cena inusitada: uma bela moça de longos cabelos, completamente nua, me indagava sobre meu comentário. Meu rosto enrubesceu-se.</p>
<p>- Então&#8230;não me responde? &#8211; insistiu a moça.</p>
<p>- B-bem&#8230;e-elas p-parecem t-tão fe-feias p-perto das&#8230; Das orquídeas&#8230;</p>
<p>- Enagana-se. Cada flor tem a sua específica beleza. Por exemplo, não creio que já tenha visto uma orquídea tão vermelha quanto esta rosa ou uma outra de brancura tão pura quanto a deste copo-de-leite &#8211; e indicava as ditas flores.</p>
<p>A bela moça falava com tamanha convicção, que acabou por me encantar. Por horas e horas, conversamos sobre as flores.</p>
<p>- Preciso lhe perguntar uma coisa&#8230; Não se incomoda de andar nua por aí? &#8211; perguntei, de costas para ela.</p>
<p>- Todos nós estamos nus ante os olhos de Deus, não?</p>
<p>- Sim, mas&#8230;</p>
<p>Ao me virar novamente, ela tinha sumido. Olhei em todas as direções e nem sinal dela. Por fim, gritei:</p>
<p>- Aonde você foi? Quero conversar mais.</p>
<p>- Amanhã, ao primeiro raio de sol. &#8211; a voz dela ecoou de uma direção que eu não soube precisar. Só então percebi que já era tarde, o sol já estava para se pôr.</p>
<p>Não pude dormir muito bem naquela noite, a imagem daquela linda moça não me saía da mente.</p>
<p>No dia seguinte, acordei cedinho e fui correnddo ao orquidário. Timidamente, perguntei:</p>
<p>- Onde você está?</p>
<p>- Aqui fora, venha aqui. &#8211; a voz dela veio do jardim oriental construído por meu avô.</p>
<p>Ela estava na beira do laguinho das carpas. Desta vez, usava um vestido de pétalas brancas e uma coroa de margaridas. Me contou que adorava ver as carpas nadando.</p>
<p>Seu nome era Lígia e tinha uma idade não muito maior que a minha, segundo ela mesma.</p>
<p>- Gosta de flores brancas, não? &#8211; perguntei.</p>
<p>- Sim, gosto muito.</p>
<p>Por seguidos dias, conversei com Lígia. Ela tinha um inexplicável encanto, que me fascinava.</p>
<p>Não sei ao certo como aconteceu mas, de uma hora para outra, me vi completamente apaixonado por ela. Cada dia a amava mais.</p>
<p>Passaram-se os meses. Sempre acompanhava Lígia nos seus passeios pelo jardim. Curiosamente, ela se vestia com flores diferentes a cada estação do ano, sempre com toques de branco.</p>
<p>- Como são belas essas rosas brancas! &#8211; suas preferidas.</p>
<p>Minha paixão foi correspondida e, num claro dia de primavera, nos casamos.</p>
<p>Compramos uma casa pertinho da de meus avós, para que ela sempre pudesse visitar o orquidário e o jardim.</p>
<p>Sempre que meu trabalho permitia, estávamos juntos. Vivíamos intensamente cada momento.</p>
<p>Certo dia, ao voltar do trabalho, um choro de criança me chamou a atenção. Entrei correndo em casa e o que vi me apavorou a princípio. Nos braços de Lígia estava um bebê. Era lindo e saudável. Mas de onde diabos ele tinha vindo?</p>
<p>- Ela chora porque sente a falta do pai.- disse Lígia, entregando-me a criança.</p>
<p>- P-Pai?!</p>
<p>- Sim, ela é nossa filha.</p>
<p>Pai? Mas como? Não tinha visto sequer o ventre de Lígia crescer, como poderia ser pai daquela criança?</p>
<p>Percebendo minha perplexidade, Lígia fez uma cara triste e depois falou:</p>
<p>- Depois de tantos anos, ainda não percebeu que sou diferente?</p>
<p>- Claro que é diferente, especial. Por isso me apaixonei por você.</p>
<p>- Você não compreende&#8230; Não sou humana.</p>
<p>Minha cabeça estava dando rodopios. Não podia entender.</p>
<p>- Na verdade, sou uma flor.</p>
<p>Por instantes, julguei estar louco. Havia perdido a razão e tudo o que acontecia era fruto de minha fantasia. Mas depois&#8230; Depois tudo se encaixava. A aparição de Lígia no orquidário, seu profundo conhecimento das flores, a leveza com que falava&#8230; Tudo isso não era próprio de um ser humano comum.</p>
<p>- Jamais poderia imaginar.</p>
<p>- Você está asustado?</p>
<p>- Até posso estar mas, no momento, só quero curtir você e nossa filhinha.</p>
<p>Aquela menina havia nascido sob a estrela da sorte. Naquele ano, a primavera tinha se prolongado e ela poderia se fortalecer, antes da chegada do outono. Era o nosso pequeno trevo de quatro folhas, como gostava de dizer a orgulhosa mãe.</p>
<p>Quando meus avós morreram, fomos morar na casa deles. Sandrinha &#8211; como batizamos nossa filha &#8211; parecia ter herdado de Lígia, a serenidade e o gosto pelo jardim. A esta altura, Lígia se dedicava a cuidar de suas companheiras no orquidário.</p>
<p>Alguns anos depois, tive que passar três meses a serviço, no exterior.</p>
<p>Retornei louco para rever as duas.Mas, logo que cheguei em casa, notei algo errado.</p>
<p>Chamei pelas duas, não obtive resposta. Fui até os fundos, onde ficavam o jardim e o orquidário. O vento frio de outono soprava. De repente, gritei, aterrorizado.</p>
<p>Na beira do laguinho, estavam Lígia e Sandrinha, abraçadas e deitadas no chão. Suas estavam enegrecendo. Naquele instante, o vento parecia soprar mais violentamente.</p>
<p>Corri até elas, chorando. Agarrei mãe e filha nos braços. As duas abriram os olhos vagarosamente.</p>
<p>- Querido, que bom que voltou. &#8211; sua voz estava fraca.</p>
<p>- Pa&#8230;pai. &#8211; minha filha parecia ter sono.</p>
<p>- Não, por favor, não!</p>
<p>- Tentamos te esperar mas, não conseguimos&#8230;</p>
<p>- Que bom que nos vimos amis uma vez, papai&#8230;</p>
<p>- Não chore querido. Estaremos sempre aqui, te esperando&#8230;</p>
<p>Num derradeiro suspiro, Lígia sorriu e logo depois, morreu, junto com Sandrinha.</p>
<p>Berrei o mais alto que pude, pedindo socorro.</p>
<p>- Não adianta. O ciclo de vida delas se encerrou. &#8211; disse uma voz mansa. De dentro do orquidário, surgiu uma senhora vestida de amarelo. Era uma das orquídeas de vovó.</p>
<p>- Tem que trazê-las de volta, por favor!</p>
<p>- Não pode mudar o ciclo da vida. Uma flor deve precer para que uma nova possa florescer em seu lugar.</p>
<p>- Nãão! Nãão! Tem que haver um jeito! &#8211; berrei, desconsolado.</p>
<p>- Você fez delas as mais belas e felizes flores deste jardim. Agora, deixe que descansem em paz.</p>
<p>Sem alternativas, enterrei as duas ali mesmo, na beira ddo laguinho.<br />
Depois, acompanhado da velha orquídea, fui até o orquidário, onde acabei adormecendo.</p>
<p>Quando abri os olhos novamente, o sol da tarde iluminava o teto de vidro do orquidário. Me dirigi para o jardim, onde vovô e vovó davam comida aos peixes. Olhei em volta, como se estivesse procurando algo.</p>
<p>E no canto oposto aonde meus avós estavam, no lugar onde havia enterrado Lígia e Sandrinha, floresciam uma rosa branca e um trevo de quatro folhas.</p>
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		</item>
	<item>
		<title>Blog da Copa - Entenda o que muda na profissionalização do futebol brasileiro, bem como na realização do Mundial de 2014, com a renúncia de Ricardo Teixeira da CBF e do Comitê Organizador da Copa</title>
		<link>http://dialetica.org/copa/entenda-o-que-muda/</link>
		<comments>http://dialetica.org/copa/entenda-o-que-muda/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 17:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[copa 14]]></category>

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		<description><![CDATA[Absolutamente porra nenhuma.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://dialetica.org/copa/files/2012/03/ricardo_teixeira.jpg" /></p>
<p>Absolutamente porra nenhuma.</p>
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		</item>
	<item>
		<title>Marmota, mais dos mesmos - Sobre iogurte, cariocas, desejos e outras sapucadas</title>
		<link>http://dialetica.org/marmota/sobre-iogurte-cariocas-desejos-e-outras-sapucadas/</link>
		<comments>http://dialetica.org/marmota/sobre-iogurte-cariocas-desejos-e-outras-sapucadas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 00:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marmota ilustrado]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi uma mensaginha bacana há instantes: “E aí! Como foi seu Carnaval?” Decidi responder brevemente, por meio de alguns apontamentos aleatórios. *** Só um idiota faz a mesma bobagem duas vezes, esperando resultados diferentes. Já experimentei o trecho entre São Paulo e Taubaté, mesmo caminho para o litoral norte, São Luis do Paraitinga, entre outros [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/ilustrado.gif" align="right" />Recebi uma mensaginha bacana há instantes: “E aí! Como foi seu Carnaval?” Decidi responder brevemente, por meio de alguns apontamentos aleatórios.</p>
<p align="center"><img src="http://marmota.org/blog/images/carnaval_sapucai270212.jpg" /></p>
<p align="center">***</p>
<p>Só um idiota faz a mesma bobagem duas vezes, esperando resultados diferentes. Já experimentei o trecho entre São Paulo e Taubaté, mesmo caminho para o litoral norte, São Luis do Paraitinga, entre outros destinos concorridos. Mesmo assim, decidi sair de casa rumo à capital fluminense na manhã de sábado. As mesmas cinco horas que levei para percorrer, em uma tacada só, toda a viagem na volta, foi suficiente para chegar à terra de Monteiro Lobato. Somando a parada obrigatória para o almoço em Penedo, na companhia da vovó <a href="http://dialetica.org/loucaporblog" target="_blank"><b>Claudia</b></a>, foram doze horas de uma ponta a outra da Dutra. Se fosse um desfile na Sapucaí, perderíamos pontos na evolução.</p>
<p align="center">***</p>
<p>Enfim, deu tempo suficiente para a bruxinha e eu exercitarmos nosso amplo conhecimento carnavalesco e arriscarmos prognósticos durante uma criteriosa audição dos sambas-enredo. “Esse papo de seiva não está com nada”, dizíamos, sem fazer qualquer referência a iogurte. “Esse é sobre África. Esse, sobre Nordeste. Outro África. Outro Nordeste”, excluíamos, lembrando de Portela e Imperatriz mostrando Bahia na sequência. “Já viu o clipe da Mangueira? É lindo e emocionante&#8230; E falam do Rio! Vão ganhar!”. Que tolice viver a vida sem surpresas. </p>
<p align="center"><img src="http://marmota.org/blog/images/carnaval_sapucai_mocidade270212.jpg" /></p>
<p align="center">***</p>
<p>A propósito, no <a href="http://liesa.globo.com" target="_blank"><b>site da Liesa</b></a> é possível encontrar tanto as justificativas dos jurados (descontei três décimos da bateria cujo timbre dos surdos estava pouco definido) quanto as referências bibliográficas apresentadas pelos carnavalescos. É delicioso.</p>
<p align="center">***</p>
<p>Eu tenho uma teoria. Todas as coisas legais da vida passam por quatro estágios: a identificação, a popularização, a desencanação e, finalmente, a incorporação permanente, independente das reações de fora. Este ciclo se aplica aos blogs, aos relacionamentos e aos blocos de Carnaval no Rio. “Eram poucos que ficavam na cidade nessa época, mas de uns cinco anos pra cá, os blocos foram redescobertos pelo carioca e ficou gostoso passar o feriado aqui”, explicou a <a href="http://dialetica.org/luninha" target="_blank"><b>Luninha</b></a>, que foi uma entre milhões de foliões nas ruas da Cidade Maravilhosa. Pessoalmente, fiquei assustado com o volume de gente nas minhas duas tentativas de entender a dinâmica: em um que não sei o nome, mas adoro chamar de “bengalafubanga”, mal dava para enxergar os músicos. Situação parecida na apresentação do bloco Sargento Pimenta, também no aterro do Flamengo: a banda é realmente boa, mas as pausas entre uma música e outra, bem como parte da multidão, complicam a experiência. Sintomas da fase “popularização”, creio: quando cordões da bola preta questionarem “pra quê dois milhões”, vai melhorar. Ah, sim, amigo nativo: pode me dizer que escolhi dois exemplos ruins. Fica a lição para o próximo.</p>
<p align="center"><img src="http://marmota.org/blog/images/carnaval_bloco270212.jpg" /></p>
<p align="center">***</p>
<p>Se bem que, se contarmos os cinco dias de feriado prolongado, e descontando o tempo na estrada, podemos proclamar a fundação do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Acadêmicos do Ar-condicionado. Uma agremiação que levou um saco de confetes na mala, e que voltou a São Paulo do mesmo jeito.</p>
<p align="center">***</p>
<p>“O Sambódromo é considerado o lugar mais seguro na América do Sul, pois há uma concentração muito elevada de celebridades nacionais e internacionais, políticos e pessoas importantes entre a multidão. Ele é rodeado por cercas de perímetro enorme onde ninguém pode passar sem ser revistado, tanto por razões de segurança quanto por razões comerciais” – pincei este parágrafo de um site que comercializa ingressos para a Sapucaí. De fato, a movimentação dos arredores não intimida: meu maior apuro foi ter atravessado uma passarela improvisada, sobre a Avenida Presidente Vargas, enquanto um engraçadinho a balançava. A caminhada ao setor 11, mais ou menos sinalizada, terminou com uma infra-estrutura agradavelmente organizada – destoando do absurdo processo de compra, que exige um aparelho de fax para o envio das instruções. Fax, vejam vocês. A arquibancada, como num GP Brasil de Fórmula 1, estabelece prioridades para quem chega cedo: os retardatários levam tempo – e já são cutucados por gente que se posiciona como proprietário do espaço – mas logo se enturma.</p>
<p align="center">***</p>
<p>Antes de viajar, esperava assistir a uma espécie de “peça teatral a céu aberto”, numa experiência diferente da que temos no sofá, pregando os olhos madrugada adentro. Do alto da arquibancada, perdem-se detalhes relevantes (leia “peitões”), no entanto a tela não proporciona o divertido ritual: dos 80 minutos que cada escola dispõe, ela passava diante dos nossos olhos por mais ou menos 30, momento em que os personagens ao redor se levantavam e também se apresentavam. Ninguém precisava de Jennifer Lopez diante do rapaz meio afeminado, purpurinado, requebrando na velocidade cinco ao som da bateria; do portelense, em silêncio respeitoso por todo o tempo, mas sem perder a harmonia durante o desfile de sua escola; das moças argentinas que iam de um lado a outro especulando os aparentemente disponíveis; do senhor britânico, verdadeiro “Doutor Livingstone”, impassível a cada desfile, como se estivesse numa partida de Wimbledon; e da gringa mal educada, que passou parte da noite em minha frente, ostentando um penacho na cabeça – praticamente minha visão por parte da noite.</p>
<p align="center"><img src="http://marmota.org/blog/images/carnaval_penacho270212.jpg" /></p>
<p align="center">***</p>
<p>Imagine o seguinte diálogo.</p>
<p>- Você é o responsável pela Porto da Pedra?<br />
- Sou, sim. Pois não.<br />
- Olhe, meu amigo, tenho aqui a grande oportunidade da história de sua escola. Pense em todo o dinheiro que você puder imaginar. Grana suficiente para montar os mais belos carros, as fantasias mais brilhantes, a combinação mais linda de texturas, cores e elementos tecnológicos. O que acha?<br />
- Acho ótimo! Mas… Assim, de mão beijada?<br />
- Mmmhhh&#8230; Bem, na verdade, tem um requisito. O enredo precisa ser IOGURTE.<br />
- Cuma?<br />
- Iogurte, oras. E podia ter lactobacilos vivos na comissão de frente. E uma ala da coalhada. Ah, e um carro cheirando morango&#8230;</p>
<p>Só pode ter sido assim, e por mais que eu tenha me esforçado, só a tigrinha do abre-alas salvou. Iogurte? Enfim, depois da queda, li uma declaração do presidente. “Não me arrependo, Carnaval é negócio”. Bem feito.</p>
<p align="center">***</p>
<p>A propósito, Paulo Barros, espécie de Joãosinho Trinta de uns 20 anos atrás: &#8220;adoraria ter feito um desfile sobre iogurte&#8221;.</p>
<p align="center">***</p>
<p>A propósito, Max Lopes, espécie de Max Lopes de uns 20 anos atrás: “não fui demitido, saí da Imperatriz numa boa”. Não importa: pagou o preço por ter ignorado a bruxinha. Em abril de 2011, ao saber das intenções da tradicional escola de Ramos, a bruxinha redigiu uma mensagem endereçada a Max Lopes, apresentando-se como especialista em Jorge Amado e disposta a contribuir para um desfile extraordinariamente sensacional. Foi ignorada. Resultado: escola empacada com carros problemáticos; teto caído na Casa de Cultura estilizada do último carro; Donaflor grafado assim; sambinha mais ou menos, Max Lopes demitido. Mexe com a bruxinha, mexe.</p>
<p align="center"><img src="http://marmota.org/blog/images/carnaval_imperatriz270212.jpg" /></p>
<p align="center">***</p>
<p>Definitivamente, a bruxinha e eu somos especialistas em Carnaval. Acreditávamos que a Renascer tinha chances de ficar no Grupo Especial. Adoramos a Comissão de Frente da Mocidade, bem como a solução de um carro: Dom Quixote saindo de um livro, em alusão a uma ilustração de Portinari. “Os caras da Imperatriz deviam ter feito isso”. A propósito, tanto Mocidade quanto Beija-Flor – a maior torcida presente no sambódromo naquele domingo – foram ovacionadas com aquele desconfiante grito de “é campeão”. O sono e o cansaço nos privou do desfile da Vila Isabel, considerado o melhor do primeiro dia. Mas na caminhada pela Presidente Vargas, ao lado da concentração, encontramos atrás da grade um feliz Martinho da Vila posicionado em seu carro. Os gritos dos populares resultaram num aceno. Enfim, deu tempo de chegar ao hotel, ligar a TV e vê-lo passando perto da torre de TV. Além de alguns peitões.</p>
<p align="center">***</p>
<p>Aparentemente, nem todo mundo estava ligado nos desfiles. Mal nos acomodamos na arquibancada, o guri que nos acompanhava pediu meu celular para brincar de “fruit ninja” ao som da bateria. Foi assim até a bateria acabar – a da escola, a do aparelho e a dele, que cochilou durante a passagem da Mocidade. Antes, deu tempo de interagir com Johanes, simpático alemão de Munique, que acompanhava o carnaval carioca pela primeira vez, ao lado de sua companheira Sophia, de Viena. Ofereceu seu Cheetos, mostrou seu recorde após destroçar melancias e ganhou balinha. Aprendeu a falar “danke schoen”, aumentando o sorriso do casal.</p>
<p align="center"><img src="http://marmota.org/blog/images/carnaval_sapucai_guri270212.jpg" /></p>
<p align="center">***</p>
<p>A propósito, no dia seguinte, o rapazinho nos surpreendeu, cantarolando “as cores da felicidaaadeee&#8230; Na minha aquareeelaaa&#8230;”. Ora vejam, era o samba da Mocidade, que passou quando ele estava em estado de sonolência! Sinal de que há um fundo de verdade naqueles velhos esquemas do tipo “aprenda inglês dormindo”, com fitas-cassete e fones adaptáveis ao travesseiro!</p>
<p align="center">***</p>
<p>A maioria das imagens desse texto são da Sapucaí, pinçadas da máquina da bruxinha. Tinha outras fotos bacanas para compartilhar, mas não deu. Assim que pegamos o carro em direção a Dutra, na manhã da quarta-feira de cinzas, vacilei ao parar no semáforo e fui surpreendido por um sujeito de boné, que se apresentou na janela levantando a camisa e mostrando uma arma na cintura. Passou pouco mais de um minuto pedindo celulares, dinheiro, colares, ameaçando “cometer alguma besteira ao contar até três”. Dos males, o menor: com o sinal verde, pediu simplesmente para “arrancarmos dali” – o que fiz prontamente, momentaneamente na contramão da via paralela a praia do Flamengo. “Fico muito chateada por vocês e envergonhada da minha cidade”, disse uma amiga, ao saber o que houve. Seria injusto punir o Rio, ainda mais depois de um feriado sem qualquer contratempo. Até porque, a mesma cena poderia ter sido em São Paulo. </p>
<p align="center">***</p>
<p>A propósito, conhece a função “Find My iPhone”, aquela que te dá a localização do seu aparelho num mapa, mediante seu login e senha no iCloud? Desde minutos após o assalto até agora, aguardo ansiosamente algum aviso diferente de “desconectado”. Ao menos o backup de dados do aparelhinho funciona lindamente.</p>
<p align="center">***</p>
<p>Ouvi do mesmo garotinho sapeca um pedido aos mestres acadêmicos do ar-condicionado:</p>
<p>- Eu queria um sabre de luz de presente&#8230;</p>
<p>E eu voltei dessa viagem querendo ter aproveitado mais a atmosfera carnavalesca das ruas; experimentar o tal rodízio de petiscos em algum boteco na orla; passar mais tempo com a Luninha, a Viva, a Cláudia; arquitetar um encontro entre o guri, recém-aceito em um conservatório musical, com o <a href="http://www.flickr.com/photos/marcosvp/4245125648" target="_blank"><b>Léo</b></a>, músico profissional que estava bem perto da gente; ter a chance de dar um abraço nas duas Lúcias: uma que convenceu a amiga, há um ano, das delícias cariocas de momo; outra que não faz ideia, mas fez com que o menino sonhador dormisse feliz da vida abraçado em uma marmota de pelúcia que ganhei há algum tempo; e finalmente sonhar com o dia em que será possível passar por momentos especiais com mais frequência. Saudade do tempo em que meus pedidos eram simples como o de uma criança, ainda que a lição seja a mesma: a vida se move na velocidade dos nossos desejos.</p>
<p align="center">***</p>
<p>Enfim, bem que tentei matar saudades da Sapucaí ao sintonizar o SBT durante o Desfile das Campeãs, no sábado que recebemos de volta a hora que pegamos emprestado em outubro. Então Carlos Nascimento, diante da serpente que muitos viram no dia (e que uma equipe de transmissão deveria estar preparada para saber), leu seu script: “E este é o carro abre-alas, que relaciona as lendas indígenas com o Maranhão…”. Seguido pelo comentarista: “Bem, na verdade, essa é a comissão de frente…”. Minutos depois, quando os componentes “saíram da cobra”, o âncora se surpreende: “Ei, vocês viram isso? Viram isso???”. Desliguei a TV e fui deitar, afinal, já fomos mais inteligentes.</p>
<p align="center"><img src="http://marmota.org/blog/images/carnaval_beijaflor270212.jpg" /></p>
<p>Agora sim, feliz ano novo.</p>
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	<item>
		<title>Okmem - Para ouvir no bloco de Carnaval</title>
		<link>http://dialetica.org/okmem/para-ouvir-no-bloco-de-carnaval/</link>
		<comments>http://dialetica.org/okmem/para-ouvir-no-bloco-de-carnaval/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 03:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Playlist]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltei há pouco mais de 24 horas de uma intensa experiência antropológica, repleta de sensações mescladas com quereres não contemplados. O Rio de Janeiro se transforma durante os cinco dias de folia, seja na Sapucaí ou atrás de uma banda tocando marchinhas. Para reativar as lembranças, algumas musiquinhas. Liberdade! Liberdade! Abre as Asas Sobre Nós [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Voltei há pouco mais de 24 horas de uma intensa experiência antropológica, repleta de sensações mescladas com quereres não contemplados. O Rio de Janeiro se transforma durante os cinco dias de folia, seja na Sapucaí ou atrás de uma banda tocando marchinhas. Para reativar as lembranças, algumas musiquinhas.</p>
<ol>
<li>Liberdade! Liberdade! Abre as Asas Sobre Nós &#8211; Dominguinhos do Estácio</li>
<li>Preciso Me Encontrar &#8211; Cartola</li>
<li>Foi um Rio que Passou em Minha Vida &#8211; Paulinho da Viola</li>
<li>Samba do Arnesto &#8211; Adoniran Barbosa</li>
<li>Noite dos Mascarados &#8211; Tom Jobim</li>
<li>São Luis, o Poema Encantado Do Maranhão &#8211; Neguinho Da Beija-Flor</li>
<li>Frevo Mulher &#8211; Zé Ramalho</li>
<li>Aquarela Brasileira &#8211; Martinho da Vila</li>
<li>Tristeza &#8211; Beth Carvalho</li>
<li>Pais Tropical &#8211; Jorge Ben Jor</li>
<li>É Hoje &#8211; Caetano Veloso</li>
<li>Peguei um Ita no Norte &#8211; Quinho</li>
<li>O Amanhã &#8211; Simone</li>
<li>Brasil Pandeiro &#8211; Novos Baianos</li>
<li>Enredo do Meu Samba &#8211; Sandra de Sá</li>
<li>Vai Passar &#8211; Chico Buarque</li>
<li>Portela na Avenida &#8211; Clara Nunes</li>
<li>Todo Carnaval Tem Seu Fim &#8211; Los Hermanos</li>
</ol>
]]></content:encoded>


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		</item>
	<item>
		<title>Okmem - Para ouvir e trabalhar no carnaval</title>
		<link>http://dialetica.org/okmem/para-ouvir-e-trabalhar-no-carrnaval/</link>
		<comments>http://dialetica.org/okmem/para-ouvir-e-trabalhar-no-carrnaval/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 18:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Marchioni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Playlist]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[marcha-rancho]]></category>

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		<description><![CDATA[Selecionei algumas canções temáticas para ouvir enquanto editava textos na folia de Momo. A atenção que o trabalho exigia pediu que ritmos frenéticos fossem evitados. Entre um &#8220;alalaô&#8221; e um &#8220;ziriguidum&#8221;, optei pelas singelas marchas-rancho. 1 – Marcha-rancho – Eduardo Gudin 2 – Malmequer – Orlando Silva 3 – Rancho da rosa encarnada – Gilberto [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Selecionei algumas canções temáticas para ouvir enquanto editava textos na folia de Momo. A atenção que o trabalho exigia pediu que ritmos frenéticos fossem evitados. Entre um &#8220;alalaô&#8221; e um &#8220;ziriguidum&#8221;, optei pelas singelas marchas-rancho.</p>
<p>1 – Marcha-rancho – Eduardo Gudin<br />
2 – Malmequer – Orlando Silva<br />
3 – Rancho da rosa encarnada – Gilberto Gil<br />
4 – Formosa – Maria Bethânia e Nara Leão<br />
5 – Noite dos mascarados – Chico Buarque e Elis Regina<br />
6 – Eu quero é botar meu bloco na rua – Sérgio Sampaio<br />
7 – Rancho da Praça Onze – Dalva de Oliveira<br />
8 – Ressurreição dos velhos carnavais – Roberto Silva<br />
9 – O rancho da goiabada – João Bosco<br />
10 – Tristeza – Luiz Bonfá<br />
11 – O que se quer – Marisa Monte<br />
12 – Menina da agulha – Sidney Miller e Nara Leão<br />
13 – Rancho das sogras – Hermeto Pascoal<br />
14 – Confete – Francisco Alves<br />
15 – Valsa rancho – Chico Buarque<br />
16 – Rancho das namoradas – MPB 4 e Quarteto em Cy<br />
17 – Anda Luzia – Maria Bethânia<br />
18 – Copacabana – Marcelo Camelo<br />
19 – A lua é dos namorados – Ângela Maria<br />
20 – Vila Esperança – Adoniran Barbosa<br />
21 – A Rosa (Rancho das flores) – Trio Esperança<br />
22 – Alegria, alegria – Caetano Veloso<br />
23 – No cordão da saideira – Edu Lobo<br />
24 – Pô, Christina! – Meia Dúzia de 3 ou 4<br />
25 – Marcha da quarta-feira de cinzas – Nara Leão</p>
]]></content:encoded>


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		</item>
	<item>
		<title>Marmota, mais dos mesmos - Feliz 1984</title>
		<link>http://dialetica.org/marmota/feliz-1984/</link>
		<comments>http://dialetica.org/marmota/feliz-1984/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 15:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[E eu, uma pedra]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe quando um comentarista de futebol cai na armadilha de avaliar como está o jogo e cravar algum prognóstico nos primeiros cinco minutos? Sabemos que é burrice soltar um &#8220;o desempenho do time da casa promete&#8221; e ser surpreendido por um gol sem querer dos visitantes aos quarenta do segundo tempo. Mas a frase acaba [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marmota.org/blog/secoes/pedra.gif" alt="" align="right" />Sabe quando um comentarista de futebol cai na armadilha de avaliar como está o jogo e cravar algum prognóstico nos primeiros cinco minutos? Sabemos que é burrice soltar um &#8220;o desempenho do time da casa promete&#8221; e ser surpreendido por um gol sem querer dos visitantes aos quarenta do segundo tempo. Mas a frase acaba saindo, com facilidade de tamanho equivalente ao nosso medo do desconhecido. O futebol, assim como a vida, é uma caixinha de surpresas. E como é difícil aceitar isso.</p>
<p>Eu também banquei o tolo ao me esconder no meio do mato a partir dos últimos dias de dezembro. Quando janeiro deu as caras, soltei um atrevido &#8220;feliz ano da marmota&#8221;, numa alusão pouco criativa (e mentirosa) ao dois de fevereiro. Nosso dia de Iemanjá tem outro significado em um impronunciável município <s>canadense</s> norte-americano (bem observado, Adriano!) onde um <a title="Já escrevi sobre isso antes" href="http://dialetica.org/marmota/feliz-dia-da-marmota" target="_blank"><strong>ritual envolvendo o roedor</strong></a> prevê o rigor do inverno local. Creia (ou não) na rainha das águas ou no rei do buraco, Bill Murray e Andie MacDowell, sob a batuta de Harold Ramis (o Egon dos Caça-Fantasmas), ainda nos fizeram acreditar que o intervalo de tempo &#8220;da marmota&#8221; é aquele no qual a rotina é a única possibilidade.</p>
<p>Ao dizer &#8220;feliz ano da marmota&#8221;, quis confortar minha mente ao disfarçar meu incômodo, como se quisesse <a title="Caí na pegadinha! Ráááá!" href="http://marmota.org/noticia/?titulo=2012+%C3%A9+o+ano+da+marmota,+aponta+estudo" target="_blank"><strong>ignorar as surpresas da vida</strong></a>. Não sei quanto a você, mas olho para os últimos trinta dias e vejo reflexos de um turbilhão. Mesmo que elas sejam inevitáveis, insisti em uma negociação com o futuro. Lembrei que, desde as gambiarras no calendário feitas pela Igreja em 1582 e sua adoção universal ao longo dos séculos seguintes, temos uma coincidência: os dias do ano se repetem a cada 28 anos. Dessa forma, 2012 segue o mesmo caminho de 1984.</p>
<p align="center"><img src="http://marmota.org/blog/images/calendario020212.jpg" alt="" /><br />
<em>A URSS ainda existia&#8230;</em></p>
<p>Eu tinha seis anos naquela virada de ano. A imagem que surge em minha mente é a da televisão ligada no Viva a Noite (era aos sábados), com a Marriete, o Liminha, o Bugalu e a Galinha Azul revezando-se no papel de ponteiros num cronômetro, até o Gugu desejar felicidades enquanto um &#8220;Feliz 84&#8243; surgia no GC. Foi o ano de inauguração da Sapucaí, e a recém inaugurada TV Manchete mostrou com exclusividade aquele Carnaval &#8211; eu mesmo imaginei, por muito tempo, que aquele M ao final do desfile tinha a ver com a emissora&#8230; Curiosamente, vejam, a passarela do samba carioca passou por uma boa reforma: vai estar diferente, com novas arquibancadas para a festa de Momo dentro de alguns dias.</p>
<p>Claro que as coincidências existem apenas diante de quem as veem. As mais evidentes: 84 e 12 são anos bissextos; e também teremos Olimpíadas. Em Los Angeles, vimos os soviéticos e outros países socialistas boicotarem os Jogos, numa resposta a ausência dos EUA em Moscou. Agora, o boicote vai ser só nosso, por conta de uma briga envolvendo direitos de transmissão &#8211; consolidada justamente nos anos 1980 para garantir a realização de um evento esportivo deficitário e ameaçado. Resolveram um problema, vieram outros.</p>
<p>Não lembro nada daquelas Olimpíadas, apenas do Joaquim Cruz, medalhista nos 400m. Também tinha um albinho de capa vermelha da Coca-Cola, denominado &#8220;passaporte para os Jogos&#8221;, com explicações sobre as modalidades e figurinhas do Pateta. Estava na primeira série, era aluno da tia Amélia. Uma escola nova, como uma folha sulfite prestes a ser rabiscada &#8211; historinha que escrevi no mesmo colégio pelos oito anos seguintes. Ainda que eu tenha mudado meu papel na sala de aula, o mês terminou com uma notícia incrível: uma escola nova, como um tablet de 64Gb esperando por novos conteúdos e aplicativos.</p>
<p>Mas voltando. A tensão entre URSS e EUA, que estava prestes ao seu auge naquele tempo, remete às palavras de George Orwell, escritor que cunhou a expressão &#8220;Guerra Fria&#8221;. Dizia que o homem destruiria seu planeta por meio de suas armas. Ainda no pós-guerra, ao final dos anos 1940, Orwell lançou outra obra, vislumbrando uma sociedade vigiada por câmeras, controlada e punida pela razão, representada pela imagem aterradora por trás de telas (o &#8220;Big Brother&#8221;). O livro, alusivo a um jeito cruel de acabarmos com o nosso mundo, chama-se 1984.</p>
<p>Foi também em 1984 que o diretor James Cameron exibiu sua versão de extermínio futurista nas telonas, com o Arnold Schwarzenegger no papel de andróide. Recentemente, o cinema nos trouxe outro blockbuster, misturando complicações climáticas e calendário maia: 2012. Nova coincidência: se naquele janeiro de 84 o povo se engajava pedindo eleições diretas e aguardava, após o sucesso da novela Champagne, a estréia da dupla Glória Perez e Aguinaldo Silva em uma novela (ninguém lembra de Partido Alto), nosso janeiro começou com a possibilidade do PT disputar a prefeitura de São Paulo com um vice indicado por um partido amorfo, dissidência do PFL &#8211; que, por sua vez, foi dissidência do PDS. Adicione o Michel Teló, a Mega-grávida de Taubaté e o Globo Esporte de São Paulo e Big Brother como entretenimento nas evidências do apocalipse e pronto.</p>
<p>Mas enfim. O ano de 1984 não teve só Exterminador do Futuro, mas também História Sem Fim (aquele do Atreio), Amor com Amor se Paga (aquele do Nonô Corrêa), Loucademia de Polícia, Jerônimo (aquele justiceiro do sertão!) e Caça-Fantasmas (aquele do Harold Ramis). Teve também o primeiro bebê de proveta do Brasil (hoje uma moça bonita de nome Anna Paula Bittencourt Caldeira), o lançamento do Macintosh (em um comercial que remete ao Big Brother de Orwell), Serginho Chulapa no Santos e Ayrton Senna na Toleman. Teve ainda uma pedra na vesícula da minha mãe, que naquele ano, foi diagnosticada como hepatite&#8230; E impressiona, ao vê-la passar mal 28 anos depois, uma legião de médicos ainda sofrerem para acharem um diagnóstico &#8211; descobri o que é fibromialgia depois de ouvir falar em reumatismo, dengue, toxoplasmose.</p>
<p>Relembrar as vitórias e os desafios também é viver, enquanto tentamos prever como será o amanhã. Passamos, sobrevivemos e aproveitamos por 1984. Que 2012 também seja divertido, promissor e surpreendente.</p>
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		<title>Okmem - Para abrir o apetite</title>
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		<comments>http://dialetica.org/okmem/para-abrir-o-apetite/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 03:38:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Marchioni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Playlist]]></category>
		<category><![CDATA[bebida]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos encontros com os amigos em casa a gente pode compartilhar as ideias, as experiências, a comida e  também a música. Entre uma porção e outra de tremoços, azeitonas, torradas e patês, a gente dá vai dando vida à reunião, sem hora certa para acabar. Do fogão vai sair já-já uma moqueca, um feijão ou [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nos encontros com os amigos em casa a gente pode compartilhar as ideias, as experiências, a comida e  também a música. Entre uma porção e outra de tremoços, azeitonas, torradas e patês, a gente dá vai dando vida à reunião, sem hora certa para acabar. Do fogão vai sair já-já uma moqueca, um feijão ou uma dobradinha. E como a conversa ainda vai longe, nada melhor do que uma boa trilha para divertir a alma.</p>
<p>1 &#8211; Pinga &#8211; Pato Fu<br />
2 &#8211; Vatapá &#8211; Gal Costa<br />
3 &#8211; Moqueca de Idalina &#8211; Nei Lopes<br />
4 &#8211; Siri recheado e o cacete &#8211; João Bosco<br />
5 &#8211; Conversa de botequim &#8211; Noel Rosa<br />
6 – Chá de panela – Guinga<br />
7 &#8211; Um samba sem Bixiga &#8211; Demônios da Garoa<br />
8 &#8211; Torresmo à milanesa &#8211; Clementina de Jesus<br />
9 &#8211; Feijoada completa &#8211; Chico Buarque<br />
10 &#8211; Cabritada mal sucedida &#8211; Luiz Melodia<br />
11 &#8211; Tabuleiro da baiana &#8211; João Gilberto, Caetano Veloso e Gilberto Gil<br />
12 &#8211; Roda de chimarrão &#8211; Kleiton &amp; Kledir<br />
13 &#8211; Não existe pecado ao sul do Equador &#8211; Ney Matogrosso<br />
14 &#8211; Feira de mangaio &#8211; Clara Nunes<br />
15  &#8211; Nóis é jeca mais é joia &#8211; Juraildes da Cruz e Xangai<br />
16 &#8211; Tropicana (morena tropicana) &#8211; Alceu Valença<br />
17 &#8211; Cocada &#8211; Rita Ribeiro<br />
18 &#8211; Jiló com pimenta &#8211; Beth Carvalho<br />
19 &#8211; O Feijão de Dona Neném &#8211; Zeca Pagodinho<br />
20 &#8211; Quiabo &#8211; Hermeto Pascoal</p>
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	<item>
		<title>Okmem - Para ouvir no sítio</title>
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		<comments>http://dialetica.org/okmem/para-ouvir-no-sitio/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 00:40:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Playlist]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das conquistas mais especiais da minha família em 2011 diz respeito a realização de um antigo sonho: um canto inóspito e distante da zona urbana, com muito mato, para ver o tempo passar sem nenhuma urgência. O lugar, na beira da Serra do Mar em direção a Bertioga, é como o Hopi Hari, só [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das conquistas mais especiais da minha família em 2011 diz respeito a realização de um antigo sonho: um canto inóspito e distante da zona urbana, com muito mato, para ver o tempo passar sem nenhuma urgência. O lugar, na beira da Serra do Mar em direção a Bertioga, é como o Hopi Hari, só que ao contrário: dos 365 dias do ano, faz sol nuns 30. Nesse clima, o melhor a fazer é ouvir música.</p>
<ol>
<li>Victor e Léo &#8211; Vida Boa</li>
<li>Blitz – A Dois Passos do Paraiso</li>
<li>Nenhum De Nós – Deixa o Sol Entrar</li>
<li>Almôndegas – Piquete do Caveira</li>
<li>A Cor do Som – Abri a Porta</li>
<li>Os Serranos – Tordilho Negro</li>
<li>Paulinho Pedra Azul – Jardim da Fantasia</li>
<li>Amelinha – Foi Deus Quem Fez Você</li>
<li>Chitãozinho &#038; Xororó &#8211; Sinônimos</li>
<li>Almir Sater – Tocando em Frente</li>
<li>Grupo Capote – Feira da Fruta</li>
<li>Nilson Chaves – Não Vou Sair</li>
<li>Renato Borghetti &#8211; Km 11</li>
<li>Renato Teixeira – Amizade Sincera</li>
<li>14 Bis – Planeta Sonho</li>
</ol>
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	<item>
		<title>Marmota, mais dos mesmos - Recomeçando, de onde paramos</title>
		<link>http://dialetica.org/marmota/recomecando-de-onde-paramos/</link>
		<comments>http://dialetica.org/marmota/recomecando-de-onde-paramos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 04:11:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre o MMM]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de mais nada, um breve comentário. Dias atrás recebi um e-mail. Era de um desses novos profetas do maravilhoso universo moldado com a esfarelenta massinha de modelar da mídia social. Começava com um safado &#8220;olá&#8221; impessoal, seguido de &#8220;como você sabe, eu sou aquele cara que todo mundo conhece e estou cuidando de um [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada, um breve comentário. Dias atrás recebi um e-mail. Era de um desses novos profetas do maravilhoso universo moldado com a esfarelenta massinha de modelar da mídia social. Começava com um safado &#8220;olá&#8221; impessoal, seguido de &#8220;como você sabe, eu sou aquele cara que todo mundo conhece e estou cuidando de um negócio&#8230;&#8221;. Juro que, antes de escrever as linhas que seguem, veio uma vontade enorme de não provocar em você a mesma sensação rarefeita que senti diante da minha caixa postal.</p>
<p>Por isso, vou partir da premissa de que você, amigo navegante, ao clicar de repente em algum lugar abriu um texto de blog escrito em 2012 (já dá pra chamar isso de &#8220;vintage&#8221;?), não sabe nada sobre mim, menos ainda sobre uma pagininha de nome &#8220;marmota maia dos mesmos&#8221;, assim mesmo, no plural.</p>
<p>Marmota sou eu. Encantado em vê-lo aqui. Não é nome, evidentemente. Este é André, como devo ser lembrado por boa parte dos meus interlocutores. Meus pais, meu irmão e minha cunhada vez ou outra falam Dé. Algo similar ao que algumas das minhas ex-namoradas faziam &#8211; uma delas grafava &#8220;Deh&#8221; em nossas trocas de cartões. Outra grande mulher que conheço gosta de dizer meu nome e sobrenome, numa linda e marcante formalidade íntima: André Rosa. Nem sempre o achei belo. Muito antes da garotada banalizar o termo bullying, meus coleguinhas do primário cantavam a musiquinha de um comeercial alusivo ao lançamento dos bonecos da Turma da Mônica. Dizia &#8220;Chiiico Beeento e Rosiiinha&#8230;&#8221;. E Rosinha era eu.</p>
<p>De uns tempos pra cá, também me chamam bastante de &#8220;professor&#8221;. Foi o que decidi fazer da minha vida, depois de me divertir uns dez anos com jornalismo esportivo. Tenho amigos que perguntam se, além de dar aulas, também trabalho. Alguns destes, sem brincadeira. Eu mesmo sinto uma saudade danada da redação, dos incêndios, da correria, das pizzas às quartas-feiras durante a rodada. Então me dou conta que posso me dar ao luxo de programar uma vida a partir de finais de semana e feriados. Também olho por uma fresta na porta do mundo caótico que habitava: muitas das coisas que gostava não estão mais lá, enquanto raízes daninhas se fixaram no tronco. Aí a saudade passa.</p>
<p>Foi durante uma tarde rotineira de labuta, em 4 de setembro de 2002, que lembrei do papo com uma colega sobre algum site bacana mantido por um sujeito qualquer. Figura que talvez a gente nunca teria chance de saber o que gosta, o que pensa, o que faz. Não entendia exatamente por que um amontoado de cotidianidades interessaria outra pessoa. Mas achei aquele sisteminha de publicação simples, robusto e fascinante. Em poucos cliques, tinha um blog. Este aqui, pra ser exato.</p>
<p>Naquele ano, muita gente plugada na rede teve a mesma idéia. Compartilhavam sua presença por meio de uma interface baseada em teias compostas por zeros e uns. Até por isso, imaginava que o meu cantinho surgiu para ser mais um entre os muitos. Quer dizer, os mesmos. Aquela grande mulher que me referia há pouco me disse certa vez: a primeira impressão a meu respeito não foi das melhores. &#8220;Vou escrever pra esse idiota pra dizer que o correto é mais do mesmo&#8221;. Mal saberia que nossa convivência, bem como o nome deste espaço, também teria um bocado de licença poética.</p>
<p>Enfim. Contrariando o nome, este blog já mudou de sistema, de URL, de companhia. Começou no promissor &#8220;marmota.blogger.com.br&#8221;, e em poucas semanas, foi catapultado aos píncaros da fugaz popularidade virtual pelas constantes menções dos editores do serviço mantido pela Globo.com. Ganhou domínio próprio e experimentou o Movable Type, uma demonstração perfeita de tecnologia incapaz de se mostrar pertinente no decorrer do tempo. Namorou um tempinho com o WordPress antes de se casar com um projeto que sintetizou um período de efervescência: blogs organizados em condomínios, planos de negócio, monetização, manchetes que saltavam dos cadernos de informática para as revistas semanais. Era divertido, ainda que <a href="http://dialetica.org/marmota/blogueiro-famoso-e-igual-a-miss-cangaiba" title="E essa camiseta nào me serve mais..."><b>blogueiro famoso seja igual a Miss Cangaíba</b></a>.</p>
<p>Por fim, influenciado por uma grande mulher (se não são elas em nossas vidas, hein&#8230;), meus textos organizados em ordem descrescente de data atracaram num portalzinho familiar, como se fosse aquela pracinha onde pessoas bacanas viessem bater papo ao redor do coreto. Um lugar tão legal que, se procurar por algum <a href="http://dialetica.org/becoescuro" title="No beco escuro explode a violência..."><b>beco escuro</b></a>, o incauto dá de cara com um poeminha.</p>
<p>E lá se vão, puxa vida, dez anos. Podemos dizer que este intervalo de tempo começa com algum heavy-user da web programando três ou nove postagens por meio de uma arcaica combinação de PHP com MySQL, antecipando a descrição de seu casamento com algumas cores e tons; e termina com este mesmo usuário exibindo em sua timeline do Facebook uma sutil mudança de status para &#8220;solteiro&#8221;, coisinha que cabe em pouco menos de 140 espaços. No meio destes dois pontos, cabem uns 60 milhões de brasileiros olhando através de janelas amigáveis baseadas em textos, fotos e vídeos, descobrindo as alegrias e decepções humanas de um jeito nada fácil de se entender. Ainda que eu duvide, talvez tenhamos sido mais inteligentes algum dia, como disse aquele outro jornalista.</p>
<p>Mas enfim. Eu mesmo me sentia uma fraude quando comecei a dar aulas de verdade. Foi assim que investi algum tempo (e alguma grana) em um mestrado acadêmico. Qualquer dia desses pretendo escrever mais sobre esse período. Mas já posso adiantar que foi um processo repleto de obstáculos&#8230; Dos dois anos que tive para entregar a dissertação, levei um ano e meio só para entender o que estava fazendo! De qualquer forma, gostei bastante <a href="http://www.facasper.com.br/pesquisas/pesquisa/index.php/analise-de-processos-comunicacionais-assincronos-para-colaboracao-em-um-ambiente-virtual-de-aprendizagem-aberto,111.html" title="Baixe e, se tiver alguma dúvida, dê um alô!"><b>do resultado final</b></a>. Tanto que já penso seriamente em como vai ser meu doutorado &#8211; definitivamente, já fui mais inteligente algum dia.</p>
<p>Ah, sim. Nesse meio tempo, como todo castigo pra pobre é pouco, fui levado a outra investigação de cunho acadêmico: levantar hipóteses e aplicações empíricas relacionadas ao desejo das grandes mulheres. É uma arapuca sem fundo, mas já redigi a conclusão. Cabe em cinco palavras: &#8220;elas sempre querem outra coisa&#8221;.</p>
<p>Olho para frente e vejo ao longe perspectivas interessantes. Mas também gosto muito de olhar para trás, e este blog é uma coleção de fragmentos que, em um clique, emergem do passado e reaparecem. Enquanto passava as últimas semanas brincando de aparar a grama, varrer o quintal, <a href="http://dialetica.org" title="Dê uma navegada por aí e veja o que andei fazendo!"><b>ajustar templates</b></a> e atualizar wordpress, encontrei comentários perdidos e sem aprovação nos cantos da sala. Como as jovens admiradas com a <a href="http://dialetica.org/marmota/o-taurino-na-festa-da-aquariana" title="Baseado em fatos quase reais"><b>relação de um taurino com uma aquariana</b></a>, compartilhando suas experiências similares &#8211; e pensar que a moça que inspirou essa trama já é mãe. Ou na legião de pilotos, aeromoças e passageiros divergindo sobre a experiência de <a href="http://dialetica.org/marmota/pantanal-como-e-voar-num-onibus-com-asas" title="Ônibus com asas!"><b>voar num ATR-42 da Pantanal</b></a>. E os mais injuriados, que frequentam o link mais acessado em todo o Dialetica.org: gente frustrada ao esbarrar na minha receita para <a href="http://dialetica.org/marmota/como-fazer-um-carrinho-de-controle-remoto" title="Não leve a vida tão a sério"><b>fazer um carrinho de controle remoto</b></a>.</p>
<p>Foi assim que percebi duas coisas. A primeira: entre as muitas formas de se aproveitar um blog, agrada-me a possibilidade de escrever despretensiosamente sobre o que der na telha (como agora), criar laços com quem aparece para dar uma lida ou mesmo conversar, reunir cada uma destas palavras num repositório capaz de compor minha identidade e, acima de tudo, não ter pressa para fazer nada disso.</p>
<p>A segunda: estava com saudades disso aqui&#8230; É como voltar ao nosso lar depois de um tempo viajando, minhas malas colocar no chão e meu cachorro me sorrir latindo.</p>
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		</item>
	<item>
		<title>Okmem - Para quando sentir que seu mundo está prestes a mudar</title>
		<link>http://dialetica.org/okmem/para-quando-sentir-que-seu-mundo-esta-prestes-a-mudar/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 22:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Marchioni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Playlist]]></category>

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		<description><![CDATA[Adoro fazer listas de música. Já é de praxe que eu faça algumas intermináveis, só para acrescentar canções aos poucos durante meses. Minha maior playlist está hoje com 391 faixas, divididas em duas partes (1 e 2), e foi criada para os dias em que preciso esticar as horas do trabalho madrugada adentro. É um [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Adoro fazer listas de música. Já é de praxe que eu faça algumas intermináveis, só para acrescentar canções aos poucos durante meses. Minha maior playlist está hoje com 391 faixas, divididas em duas partes (<a title="Zorro Volante" href="http://migre.me/7yNxu">1</a> e <a title="Madrugada" href="http://migre.me/7yNCE">2</a>), e foi criada para os dias em que preciso esticar as horas do trabalho madrugada adentro.</p>
<p>É um desafio fazer listas menores. &#8220;Para quando sentir que seu mundo está prestes a mudar&#8221; é pra aquelas horas que o chão está rachando e você precisa escolher entre ficar ou saltar para o outro lado.</p>
<ol>
<li>As tears go by &#8211; Marianne Faithfull</li>
<li>La Frontera &#8211; Lhasa de Sela</li>
<li>Pelas ruas onde andei &#8211; Alceu Valença</li>
<li>Motivo &#8211; Fagner</li>
<li>Where do the children play &#8211; Cat Stevens</li>
<li>We&#8217;ve been had &#8211; The Walkmen</li>
<li>Meu mundo e nada mais &#8211; Guilherme Arantes</li>
<li>Changes &#8211; David Bowie</li>
<li>Everbody Changing &#8211; Keane</li>
<li>Que fim levaram todas as flores?  &#8211; Secos &amp; Molhados</li>
<li>Canción para mi muerte &#8211; Sui Generis</li>
<li>Coração tranquilo &#8211; Walter Franco</li>
<li>Do you realize?  &#8211; The Flaming Lips</li>
<li>Azul da cor do mar &#8211; Tim Maia</li>
<li>Here comes the sun &#8211; The Beatles</li>
</ol>
]]></content:encoded>


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		</item>
	<item>
		<title>Okmem - Para ouvir numa viagem curta</title>
		<link>http://dialetica.org/okmem/para-ouvir-numa-viagem-curta/</link>
		<comments>http://dialetica.org/okmem/para-ouvir-numa-viagem-curta/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 01:28:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Playlist]]></category>

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		<description><![CDATA[Decidi inaugurar este blog de um jeito bem simples, apenas para explicar como vai funcionar. Esporadicamente, eu e outros &#8220;dialéticos&#8221; usaremos este espaço para compartilhar playlists de nossos ipods, itunes, iplayers ou igenéricos! Como, por exemplo, a sequência de músicas a seguir, que programei para ouvir num trecho curtinho entre minha casa e o cantinho [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Decidi inaugurar este blog de um jeito bem simples, apenas para explicar como vai funcionar. Esporadicamente, eu e outros &#8220;dialéticos&#8221; usaremos este espaço para compartilhar playlists de nossos ipods, itunes, iplayers ou igenéricos! Como, por exemplo, a sequência de músicas a seguir, que programei para ouvir num trecho curtinho entre minha casa e o cantinho onde passei o final de ano, longe da tecnologia. </p>
<ol>
<li>Sá e Guarabira – Mestre Jonas</li>
<li>The Pretenders – Don&#8217;t Get Me Wrong</li>
<li>Lenine – A vida do viajante</li>
<li>Erasmo Carlos – Mesmo Que Seja Eu</li>
<li>Huey Lewis &#038; The News – The Power Of Love</li>
<li>Skank – Um segundo</li>
<li>Almôndegas – Canção da Meia Noite</li>
<li>Pato Fu – Qualquer bobagem</li>
<li>Van Halen – Ain&#8217;t Talkin&#8217; &#8216;Bout Love</li>
<li>Nenhum de Nós – Sobre o Tempo</li>
<li>Kleiton &#038; Kledir – Maria Fumaça</li>
<li>Rádio Táxi – Garota Dourada</li>
<li>Ludov – Dois a rodar</li>
<li>Júpiter Maçã – Um Lugar Do Caralho</li>
<li>U2 – Everlasting Love</li>
<li>Rush – Time Stand Stlil</li>
</ol>
]]></content:encoded>


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		</item>
	<item>
		<title>Camarim - A encrenca dos meus sonhos</title>
		<link>http://dialetica.org/camarim/a-encrenca-dos-meus-sonhos/</link>
		<comments>http://dialetica.org/camarim/a-encrenca-dos-meus-sonhos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 00:19:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[A arte imita a vida]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[UEA]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu ando cansada, sabe. Não tenho tempo de almoçar, estou montando três textos diferentes pra três discipinas da faculdade, ensaiando uma peça, e ainda trabalho em uma repartição pela manhã. Saio cedo, volto depois das nove da noite, não tenho carro. Fiquei dois meses sem tirar a sobrancelha, por absoluta falta de tempo. Arrumo minha [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu ando cansada, sabe. Não tenho tempo de almoçar, estou montando três textos diferentes pra três discipinas da faculdade, ensaiando uma peça, e ainda trabalho em uma repartição pela manhã. Saio cedo, volto depois das nove da noite, não tenho carro. Fiquei dois meses sem tirar a sobrancelha, por absoluta falta de tempo. </p>
<p>Arrumo minha mochila e tenho que colocar agasalho, guarda-chuva, remédios, escova de dente, pois nunca volto em casa e posso precisar de alguma coisa. </p>
<p>Mas, sabe de uma coisa? Eu estou estudando Ibsen. Brecht. Finalmente pude ler &#8220;Eles não usam black-tie&#8221;, peça da qual só ouvi falar. Na hora do intervalo, sentamos na lanchonete e conversamos sobre iluminação e cenário, sobre trabalho de voz. Sábado tive que explicar pra minha mãe o que era &#8220;fazer aula de corpo&#8221;. Estamos planejando uma montagem experimental de Sarah Kane em janeiro. </p>
<p>E eu nunca estive tão próxima do que eu sou de verdade, do que eu sempre quis ser, do que eu imagino pra mim mesma. </p>
<p>Debaixo das sobrancelhas tortas, meus olhos brilham. E é só isso que me salva. </p>
]]></content:encoded>


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		</item>
	<item>
		<title>Algo a mais... - Can’t find a better man*</title>
		<link>http://dialetica.org/luninha/cant-find-a-better-man/</link>
		<comments>http://dialetica.org/luninha/cant-find-a-better-man/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 15:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luninha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Só agora parei para ouvir as versões do show do Pearl Jam de domingo. Arrepiante. E quem diria que eu iria curtir tanto&#8230; Dei o aval para o Rafael comprar o  ingresso sem grandes expectativas. No de 2005 acabei não indo. Resolvi ir por gostar das poucas músicas que conhecia e adorar ir a shows. [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">Só agora parei para ouvir as versões do show do Pearl Jam de domingo. Arrepiante. E quem diria que eu iria curtir tanto&#8230;</p>
<p style="text-align: left">Dei o aval para o Rafael comprar o  ingresso sem grandes expectativas. No de 2005 acabei não indo. Resolvi ir por gostar das poucas músicas que conhecia e adorar ir a shows.</p>
<p style="text-align: left"><a href="http://dialetica.org/luninha/files/2011/11/IMG_1847.jpg"><img class="size-medium wp-image-119 alignleft" style="border: 0pt none" src="http://dialetica.org/luninha/files/2011/11/IMG_1847-300x300.jpg" alt="" width="216" height="216" /></a>A grande vantagem de comprar com tanta antecedência é ter tempo de se  preparar. Pedi uma lista das músicas mais conhecidas, baixei todas e  passei a ouvir sempre que possível. Mas o que mais me deixou animada foi  assistir o &#8220;Pearl Jam Twenty&#8221;. Não tinha ideia da história da banda,  dos ideais, nada. Saí do filme, que por acaso foi visto no dia do show  do Eric Clapton, muito animada para o dia 6 de novembro. No fim da sessão, dois pensamentos: que pena que não conheci tudo isso antes e  queria ser amiga do Eddie Vedder. Finalmente entendi o que o Rafael fala  tanto. O cara é demais</p>
<p style="text-align: left">Nessa pesquisa de músicas, descobri Just Breathe. Achei que nunca ouviria ao vivo, por não ser das mais famosas. E fiquei muito  surpresa ao saber que eles estavam tocando em quase todos os shows. Era a  única que eu fazia questão de ouvir. Sabia que eles não tocariam todas  as famosas, que alternavam, que mudavam sempre o setlist. Só queria  ouvir essa.</p>
<p style="text-align: left">No primeiro acorde de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zK5pNBGlBhg" target="_blank">Just Breathe</a>, as lágrimas foram instantâneas. Me  senti como aquela criança que ganhou a viagem pra Disney de aniversário.  Senti o meu rosto se transformando em cara de choro. Não precisava de  mais nada. E quem diria que a maior surpresa ainda estava por vir.</p>
<p style="text-align: left"><a href="http://dialetica.org/luninha/files/2011/11/IMG_1851.jpg"><img class="size-medium wp-image-140 alignright" src="http://dialetica.org/luninha/files/2011/11/IMG_1851-300x225.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a>Começou o último bis e Eddie Vedder avisou que iriam tocar uma música em  público pela primeira vez. Já achei o máximo. Quando ele anunciou que  tocaria uma música de Roger Waters, não acreditei. Havia comentado no  dia anterior que eles já tinham tocado cover do Pink Floyd e que seria demais se ele repetisse. No primeiro acorde, reconheci <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uHrXf0GcfZM" target="_blank">Mother</a>. Muitos a  minha volta não conheciam, certeza de que meu pai ficou orgulhoso. Não  conseguia tirar a cara de felicidade e de espanto. Não estava  acreditando que, de todos os shows, eu tive a sorte de tocar Pink  Floyd no Rio!</p>
<p style="text-align: left">Não conheço as 7845374 da banda e não fui ao  show de 2005, mas isso não  me impede de opinar. O show foi simplesmente  inesquecível e perfeito,  não faltou nenhuma música. No meio, comentei  com Rafael que faltavam  Jeremy, Alive, Black e Better Man, no que ele me  falou que só tocariam  mais uma dentre essas. E os caras tocaram TODAS!</p>
<p style="text-align: left"><a href="http://dialetica.org/luninha/files/2011/11/IMG_1852.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-120" src="http://dialetica.org/luninha/files/2011/11/IMG_1852-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Não precisa ser fã há anos para gostar de um show. A energia estava  demais, a companhia, melhor ainda. Saí de lá me perguntando quando  conseguiria ver um show desses de novo. Tenho a sorte de já ter  conseguido ver muita gente boa ao vivo, com certeza esse foi um dos  melhores shows, se não o melhor, que já fui.</p>
<p>*O título do post é um agradecimento ao grande responsável por me fazer  conhecer e virar fã da banda. Rafa, ver ao show do seu lado tornou tudo  mais especial e inesqucível.</p>
<p>Diferente da música, I can&#8217;t find a better man porque simplesmente não há =)</p>
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		<title>Camarim - Moldar, Flutuar, Voar, Irradiar</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 14:17:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[exercícios teatrais]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[laboratórios teatrais]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas teatrais]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sinto que meu coração é um sol, e dentro dele habita outro sol muito maior, querendo irradiar-se do meu peito.&#8221; São Francisco de Assis Desde o segundo período aguardávamos o momento de cursar a disciplina Interpretação I, convidada para ministrar a disciplina de Interpretação I. Melissa. Ela estava ensinando pra nos umas técnicas de mimese [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sinto que meu coração é um sol, e dentro dele habita outro sol muito maior, querendo irradiar-se do meu peito.&#8221;<br />
São Francisco de Assis</p>
<p>Desde o segundo período aguardávamos o momento de cursar a disciplina Interpretação I, convidada para ministrar a disciplina de Interpretação I. Melissa.</p>
<p>Ela estava ensinando pra nos umas técnicas de mimese corpórea, ainda estamos no início, nem sei conceituar.</p>
<p>Ela passou quatro ações do Tchécov para fazermos. A primeira é moldar: é como se o corpo estivesse mergulhado no barro, e a energia fluia do centro do quadril, e o corpo ia moldando o barro ao redor. A segunda é Flutuar: é como se o ponto entre os olhos fosse &#8220;inflável&#8221;, e nós estivéssemos imersos na água, flutuando. O terceiro é voar: a energia nasce do meio dos (das?) omoplatas, e os movimentos são de cortar o ar, riscar o céu. A turma tava numa sintonia ótima, nenhuma esbarrão, muita velocidade e movimentos bonitos. Eu estava exaurida, com aquele suor que escorre dentro do olho, molha a gola da camiseta, ensopa o cabelo, sabem? Indo sempre dentro do limite.</p>
<p>Aí ela disse que o quarto movimento é Irradiar. E que é o mais difícil, pois não tem movimento base ou ponto de foco. &#8220;É como se o coração irradiasse e saísse pela ponta dos dedos, pelos olhos, e você só consegue ficar na posição do homem vitruviano&#8221;.</p>
<p>Eu pensei: &#8220;Fodeu, esse não consigo fazer.&#8221; Passando mal de suar, comecei a tentar concentrar na irradiação. Sempre tive inveja dos meus amigos artistas/espíritas, que faziam visualizações loucas, flutuavam sobre manaus, atingiam o universo, mergulhavam nos fluidos e coisa assim. Eu sempre fazia uma imaginação do cenário, mas nunca VIVI uma viagem astral, apenas mentalizava imagens, o que é relaxante e gostoso, porém não é máááááágico e tal. E eu não bebo nem &#8220;viajo&#8221;, né? :D</p>
<p>Três vezes eu pensei: vou sentar e ficar observando, esse eu não vou conseguir fazer. Quando pensei a terceira vez, olha que loucura, ela falou pro grupo &#8220;Segura, segura, não desiste não, tem que tentar!&#8221;</p>
<p>E não sei o que foi, eu imaginei meu coração ficando incandescente, e de repente saiu uma coisa de dentro de mim, que, PUTZ, irradiava pros braços, eu não conseguia mais deixar os braços penderem relaxados. Eles foram esticando, como se <strong>voooooshhhhh</strong> jorrasse uma coisa do meu coração e NOSSA eu fiquei na posição do homem vitruviano e eu irradiava, os olhos irradiavam, eu estava tão feliz e me movendo como se fosse mestra naquilo, sem esbarrar em ninguém, como uma dança de espantalhozinhos felizes.</p>
<p>Quando o exercício parou, eu sentei no chão e chorei tanto que o pessoal veio perguntar se eu tava passando bem.</p>
<p>Eu esperava sentir essa plenitude há doze anos, quando entrei no grupo de teatro. E nem lembrava mais que era <em>isso </em>que eu queria.</p>
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		<title>Bigode do Dragão Gordo - Equilibrio</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 01:46:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dragão Gordo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[Individualidade é diferente de individualismo. Há que se respeitar e cultivar a própria individualidade, sempre. Antes que, pela falta de noção alheia, se corrompa e vire individualismo.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Individualidade é diferente de individualismo. Há que se respeitar e cultivar a própria individualidade, sempre. Antes que, pela falta de noção alheia, se corrompa e vire individualismo.</p>
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		<title>Bigode do Dragão Gordo - Lapso de nonsense</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 01:33:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dragão Gordo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há frase pronta que reflita situações prontas, com ódio suficiente pra traduzir certas coisas. Mas, de certa forma, há que se fazer o mea culpa. E assim caminha a humanidade.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não há frase pronta que reflita situações prontas, com ódio suficiente pra traduzir certas coisas.<br />
Mas, de certa forma, há que se fazer o mea culpa.<br />
E assim caminha a humanidade.</p>
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		<title>Bigode do Dragão Gordo - O vento, o tempo e a falta</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 02:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dragão Gordo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada é tão exígüo quanto otempo ultimamente. Ando em falta com meus livros, tão fiéis companheiros. Paciência, já que não tenho a velocidade compulsória de alguns. Vou, a conta gotas, com O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell; e Let the Right One in, de John Ajvide Lindqvist.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nada é tão exígüo quanto otempo ultimamente. Ando em falta com meus livros, tão fiéis companheiros.<br />
Paciência, já que não tenho a velocidade compulsória de alguns.<br />
Vou, a conta gotas, com O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell; e Let the Right One in, de John Ajvide Lindqvist.</p>
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