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	<title>Diário de Biologia</title>
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	<title>Diário de Biologia</title>
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		<title>7 FATOS SOBRE O REI HENRIQUE VIII, O MAIS CÉLEBRE MONARCA DA HISTÓRIA</title>
		<link>https://diariodebiologia.com/2022/04/rei-henrique-viii-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Karlla Patrícia - Doutora em Biologia pela UFRJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Apr 2022 13:30:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É do conhecimento de todos que o rei Henrique VIII da Inglaterra foi um personagem e tanto, e possivelmente até o rei mais famoso da história. Não apenas por ele viver uma vida de excessos durante seu reinado&#8230; Talvez, ele seja mais lembrado por decapitar duas de suas esposas e por criar uma Igreja da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É do conhecimento de todos que o <a href="https://youtu.be/y6JcG_pAOI8" target="_blank" rel="noopener">rei Henrique VIII da Inglaterra</a> foi um personagem e tanto, e possivelmente até o rei mais famoso da história.</p>
<p>Não apenas por ele viver uma vida de excessos durante seu reinado&#8230; Talvez, ele seja mais lembrado por decapitar duas de suas esposas e por criar uma Igreja da Inglaterra somente para ter direito ao divórcio.</p>
<h3>Fato 1: Henrique VIII era “ruim de cama”</h3>
<p>Henrique não apenas governava o reino da Inglaterra, mas também era um homem alto (com mais de um metro e oitenta), esbanjava boa forma, tinha lindos cabelos ruivos e dizem: era muito, muito bonito na juventude!</p>
<p>Além disso, ele era um músico talentoso. Cantava e tocava instrumentos como flauta doce e alaúde.</p>
<p>Mas, dizem as más línguas que o bonitão não era lá essas coisas na cama e que não fazia tanto sucesso com as mulheres na hora H.</p>
<p>Uma especialista da Universidade de Oxford, contou que suas travessuras sexuais não eram tão boas para os padrões de um rei.</p>
<p>Bem, eu não quero fazer fofoca aqui… Mas parece que algumas cartas da época revelaram, nas entrelinhas, que o rei deixava a desejar com as mulheres e acabava muito rápido…</p>
<h3>Fato 2: Ele pesou 160 kg depois dos 40 anos</h3>
<p>Quando assumiu o trono, Henrique VIII tinha uma altura imponente de 1 metro e 88 centímetros e pensava cerca de 90 kg. Um corpo atlético, por sinal!</p>
<p>Sua saúde foi perfeita até 1524, quando sofreu um acidente de justa e passou a ter vários problemas de saúde que o impedia de se exercitar.</p>
<p>Ele passou a engordar rapidamente. Muitos historiadores acreditam que seu aumento de peso também foi o resultado de um diabetes tipo 2.</p>
<p>Mas o rei era bastante comilão. Ele comia muito e várias vezes ao dia. Dizem que bebia em torno de 33 litros de cerveja por semana. Tudo isso dava em média 5 mil calorias por dia ao rei.</p>
<p>Aos 50 anos de idade ele estava imenso, com quase 1 metro e 90 e pesava quase 150 kg.</p>
<p>Foi preciso criar uma espécie de guindaste para ajudá-lo a subir no cavalo e ainda três servos para colocá-lo e tira-lo da cama.</p>
<h3>Fato 3: Henrique VIII era hipocondríaco</h3>
<p>Durante seu reinado, Henrique VIII diagnosticou-se com tantas doenças e distúrbios que é difícil enumerar aqui.</p>
<p>Todos os dias ele reclamava estar sofrendo de alguma doença que ia de enxaquecas até insônia e gota.</p>
<p>Sem mencionar um medo intenso da Peste, <a href="https://youtu.be/y6JcG_pAOI8" target="_blank" rel="noopener">a vida de Henrique VIII</a> foi gasta lidando ou se esquivando de várias enfermidades.</p>
<p>A teoria dos historiadores é que o rei sofria de diabetes devido aos seus hábitos alimentares desordenados.</p>
<p>No entanto, em 1536, Henrique teve que lidar com um problema de saúde mais sério e realista quando caiu do cavalo durante um torneio e sofreu uma lesão na perna.</p>
<p>Como sua coxa ficou extremamente ferida após o acidente, muitos acreditam que foi essa lesão que levou à sua morte prematura.</p>
<p>Outros acreditam que foi por causa de insuficiência renal e hepática devido à obesidade.</p>
<h3>Fato 4: Ele se automedicava o tempo todo</h3>
<p>Henrique VIII era conhecido por se automedicar durante tooooda vida.</p>
<p>Sua obsessão por doenças, sintomas e tratamentos era tanta que ele até escreveu seu próprio livro de receitas onde detalhava como tratar feridas crônicas.</p>
<h3>Fato 5: O rei era um acumulador</h3>
<p>Henrique VIII afogou a Inglaterra em dívidas com seu estilo de vida extravagante e luxuoso</p>
<p>A maior parte disso se deve ao seu intenso desejo de acumular vários objetos.</p>
<p>Relata-se que, na época de sua morte, ele possuía aproximadamente 50 palácios, 6.500 revólveres, 70 navios, 78 flautas, 5 conjuntos de gaitas de foles.</p>
<p>Acredita-se também que o inventário do rei contava com cerca de 20 mil itens.</p>
<h3>Fato 6: Ele ficou muito doente no fim da vida</h3>
<p>Mesmo com seu comportamento hipocondríaco, <a href="https://youtu.be/y6JcG_pAOI8" target="_blank" rel="noopener">Henrique VIII</a> não foi capaz de se proteger inteiramente contra problemas de saúde.</p>
<p>Um estudo feito nas armaduras do rei, indicou que ele tinha uma barriga absurdamente protuberante.</p>
<p>Quando morreu, o rei estava muito pesado e no último ano, talvez não tenha conseguido sequer ficar de pé e andar.</p>
<p>Na verdade, devido aos problemas de saúde, sua última esposa, Catherine Parr, se tornou sua enfermeira. Pela sua bondade em cuidar do rei, ela sobreviveu ao marido com o pescoço intacto, mesmo tendo visões religiosas diferentes.</p>
<h3>Fato 7: O sangue pode ser culpa pela falta do herdeiro homem</h3>
<p>Em 2011, uma bioarqueóloga inglesa publicou uma teoria de que Henry pertencia a um grupo sanguíneo raro: positivo para o antígeno Kell.</p>
<p>Isso significa que, se o rei engravidasse uma mulher e o bebê herdasse o tal antígeno, a mãe acumularia anticorpos Kell.</p>
<p>Embora essa primeira gravidez provavelmente não fosse afetada, futuros fetos Kell-positivos seriam atacados por esses anticorpos.</p>
<p>O fato das esposas terem sofrido muitos abortos espontâneos e a perda de filhos logo após o nascimento, se encaixa nessa teoria.</p>
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		<title>6 REMÉDIOS PARA TRATAMENTOS MÉDICOS MAIS ABSURDOS DA HISTÓRIA</title>
		<link>https://diariodebiologia.com/2022/04/remedios-para-tratamentos-medicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Karlla Patrícia - Doutora em Biologia pela UFRJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 11:48:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Costumes antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos e pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Medicamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos ser sinceros: É difícil acompanhar as recomendações de remédios para tratamentos médicos. Um dia algo é bom para a saúde, e no outro é mortal e deve ser evitado. Ao longo da História, muitos tratamentos viciantes foram dados a crianças para curar a tosse. Biscoitos dietéticos altamente tóxicos foram distribuídos e usados como doces [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos ser sinceros: É difícil acompanhar as recomendações de remédios para tratamentos médicos. Um dia algo é bom para a saúde, e no outro é mortal e deve ser evitado.</p>
<p>Ao longo da História, muitos tratamentos viciantes foram dados a crianças para curar a tosse. Biscoitos dietéticos altamente tóxicos foram distribuídos e usados como doces pela mulherada.</p>
<p>Esse é o assunto do vídeo de hoje:<em> Os tratamentos médicos mais absurdos da história</em></p>
<h3>Óleo de Cobra das águas chinesas</h3>
<p>O espertinho Clark Stanley, que era vaqueiro, mas se dizia curandeiro, afirmava ter sido curado de artrite severa pelo “óleo de serpente das águas chinesas”.</p>
<p>Ele realizou um ato espetacular e sensacionalista durante a Feira Mundial de Chicago em 1893. Sua performance convenceu a todos e ele passou a vender &#8211; a preço de ouro &#8211; frascos contendo o tal óleo de serpente chinesa.</p>
<p>Todo mundo comprava e se você tivesse vivido nessa época talvez teria também adquirido o tal óleo.</p>
<p>Mais tarde, a FDA analisou e confirmou que os produtos não continham nenhum tipo de óleo de qualquer serpente e muito menos possuía poderes curativos.</p>
<h3>Cocaína a 50 centavos a caixa</h3>
<p>Na década de 1880, os cientistas conseguiram isolar o ingrediente ativo da folha de coca. As empresas farmacêuticas adoraram esse novo estimulante de ação rápida e relativamente barato.</p>
<p>Em 1884, um oftalmologista austríaco, chamado Karl Koller, descobriu que algumas gotas deste ingrediente pingadas no olho agiam como anestésico tópico.</p>
<p>Não demorou muito para o novo medicamento passar a ser usados para tudo:  dor de dente, depressão, sinusite, letargia, alcoolismo e até dor de garganta.</p>
<p>Era possível encontrar a novidade em forma de tônico, pastilha, pó e até para cigarros calmantes. A coisa ficou tão grave que a caixa de comprimidos podia ser comprada por apenas 50 centavos em qualquer bar, mercado e até na rua.</p>
<p>Somente em 1914, a produção, importação e distribuição da cocaína foi totalmente proibida.</p>
<h3>Massagem pélvica</h3>
<p>Não podemos realmente dizer que esse tratamento foi ultrajante. Muitos irão agradecer aos médicos do século 19 pela invenção deste dispositivo usado para a cura da histeria.</p>
<p>Acreditava-se na época que essa suposta doença causava vários sintomas como: ansiedade, irritabilidade, insônia, desmaio e estômago inchado.</p>
<p>O tratamento para a histeria era uma “massagem pélvica” que induziria “paroxismo histérico”. Este trabalho era <a href="https://youtu.be/YOXAgHGuCqs" target="_blank" rel="noopener">realizado por médicos vitorianos</a> que massageavam manualmente as mulheres.</p>
<p>Em um esforço para poupar os médicos desse trabalho, um praticante engenhoso chamado <strong><em>Joseph</em></strong> <strong><em>granville </em></strong>criou um “instrumento médico eletromecânico” movido a vapor.</p>
<p>O dispositivo &#8211; hoje conhecido como vibrador &#8211; permitia que as mulheres se fizessem massagens em casa, sem precisar ir ao médico.</p>
<h3>Heroína para tosse</h3>
<p>No final da década de 1880, a população estava viciada em morfina para tudo. A Europa vivia uma epidemia de drogas e a saída foi criar um medicamento seguro que não fosse tão viciante.</p>
<p>Então, um químico inglês criou um substituto: a heroína que em 1895 passou a ser comercializada pela Bayer.</p>
<p>Achando-a cinco vezes mais eficaz – e supostamente menos viciante – a Bayer passou vender  aspirina combinada com heroína em 1898. Recomendada para dor de garganta, tosse e resfriado, os anúncios de folhetos mostravam as mães dando o medicamento como um xarope a seus filhos.</p>
<p>Menos de 10 anos depois do lançamento, os médicos começaram a perceber que o novo medicamento parecia ser tão viciante quanto a morfina.</p>
<p>Os pacientes começaram a consumir garrafa atrás de garrafa. As crianças até fingiam doença e tosse <a href="https://youtu.be/YOXAgHGuCqs" target="_blank" rel="noopener">para tomar o remédio</a>.</p>
<p>A Bayer ainda continuou a comercializar e produzir o produto até 1913 quando foi inteiramente proibida.</p>
<h3>Lobotomias nos cérebros</h3>
<p>Valter Freeman acreditava haver encontrado uma maneira de aliviar a dor e a angústia dos doentes mentais.</p>
<p>Mas, na verdade, ele criou um dos tratamentos médicos mais apavorantes da história.  Freeman desenvolveu o tratamento conhecido como lobotomia pré-frontal. Nas primeiras versões ele fazia furos no topo do crânio de seus pacientes.</p>
<p>Depois, evoluiu para martelar um instrumento semelhante a um picador de gelo nas <a href="https://diariodebiologia.com/2019/09/sintomas-de-aneurisma-cerebral/">órbitas dos olhos</a>. O objetivo era cortar as conexões entre os lobos frontais e o tálamo. O médico acreditava que essa era a parte do cérebro que lidava com as emoções humanas.</p>
<p>Os pacientes frequentemente ficavam em estado vegetativo, tinham recaídas ou regrediam física e emocionalmente.</p>
<p>Uma das vítimas mais infelizes foi Rosemary Kennedy, irmã do futuro presidente John Kennedy, que ficou incapacitada, em estado vegetativo pelo resto da vida.</p>
<h3>Remédios para emagrecer</h3>
<p>Em 1890, o Dr. James Campbell vendia biscoitos de arsênico, que ele &#8220;garantia ser absolutamente seguro e inofensivo para qualquer pessoa &#8220;.</p>
<p>Mas o fato é que os biscoitos prometiam emagrecer, deixar a pele branca e livre de rugas e imperfeições.</p>
<p>Na sua fórmula, o princípio ativo era o famosinho da Era Vitoriana: o arsênico. As mulheres estavam se envenenando lentamente e como adoeciam gravemente, realmente ficavam bem pálidas.</p>
<p>Os efeitos dos <a href="https://youtu.be/YOXAgHGuCqs" target="_blank" rel="noopener">biscoitos de arsênio</a> causavam vômito e diarreia, o que segundo o fabricante, era ótimo pois representava a limpeza do organismo.</p>
<p>Não temos os dados das mortes relacionadas a esse biscoito envenenado, mas, com certeza, dezenas de mulheres podem ter morrido por ingeri-los diariamente.</p>
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		<title>SEXUALIDADE DOS HOMENS DAS CAVERNAS: 6 SEGREDOS DOS NEANDERTAIS!</title>
		<link>https://diariodebiologia.com/2022/04/homens-das-cavernas-neandertais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Karlla Patrícia - Doutora em Biologia pela UFRJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Apr 2022 13:42:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Costumes antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[homens das cavernas]]></category>
		<category><![CDATA[neandertais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os homens das cavernas ou neandertais continuam sendo um dos grandes mistérios da evolução humana. Os neandertais são os parentes mais próximos dos humanos, mas seus hábitos não foram totalmente desvendados até hoje. Felizmente, os avanços na paleontologia genética trazem muitas descobertas sobre os rituais de acasalamento dos primeiros hominídeos. Genes perigosos dos neandertais Pesquisas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os homens das cavernas ou neandertais continuam sendo um dos grandes mistérios da evolução humana.</p>
<p>Os neandertais são os parentes mais próximos dos humanos, mas seus hábitos não foram totalmente desvendados até hoje.</p>
<p>Felizmente, os avanços na <a href="https://youtu.be/V2SFQUoUQzE" target="_blank" rel="noopener">paleontologia genética</a> trazem muitas descobertas sobre os rituais de acasalamento dos primeiros hominídeos.</p>
<h3>Genes perigosos dos neandertais</h3>
<p>Pesquisas recentes indicam que os Neandertais transmitiram genes perigosos que afetam a genitália humana até hoje.</p>
<p>Existem humanos que possuem um certo gene vindo dos homens das cavernas que os tornam mais propensos a desenvolver a doença de beçeht. Essa doença pode causar feridas na boca, inflamação genital e até cegueira.</p>
<p>Além disso, o DNA neandertal também contribui para a doença de Crohn, o lúpus e até o diabetes.</p>
<h3>Incesto e endogamia entre homens das cavernas</h3>
<p>Os neandertais e os humanos modernos possuem muitas diferenças comportamentais. Uma das diferenças mais graves é nossa perspectiva sobre relacionamentos com parentes próximos.</p>
<p>Um osso do dedo do pé de um neandertal feminino foi descoberto em uma caverna na Sibéria&#8230; uma análise genética descobriu que os pais desse espécime eram parentes muito próximos.</p>
<p>É provável que os pais fossem meio-irmãos, uma tia e sobrinho, ou algo nesse sentido. Os cientistas confirmaram que o nível de endogamia neste espécime era muito alto.</p>
<p>Isso nos permite sugerir que a relação de incesto e a endogamia era bastante comum entre os homens das cavernas.</p>
<h3>Acasalamento com outra espécie</h3>
<p>Em algum momento da pré-história os Neandertais se encontraram e cruzaram com os primeiros seres humanos, uma relação que pode ter durado milhares de anos.</p>
<p>De acordo com várias evidências de DNA, parece que esse “caso de amor” entre homens das cavernas e humanos estava em andamento há pelo menos 100 mil anos.</p>
<p>Estudos mostram que as duas espécies trocaram seus DNAs durante nada menos que 60 mil anos. Assim, em um certo momento da história, esses encontros geraram híbridos férteis.</p>
<p>Isso significa que, em um dado momento, qualquer tipo de isolamento reprodutivo entre o homem moderno e o neandertal.</p>
<p>Essa revelação realmente revolucionou o conhecimento de nossa própria história e deixou claro que o Homo sapiens deve ter deixado a África antes que pensávamos.</p>
<p>Como os neandertais nunca viveram na África, evidências da mistura humano/neandertal provam que os humanos migraram para a Eurásia há pelo menos 100.000 anos.</p>
<h3>Os genitais dos neandertais</h3>
<p>Descobriu-se que os machos neandertais tinham membros com formato e tamanho semelhantes aos nossos.</p>
<p>Muitos outros primatas têm genital do macho proporcionalmente pequeno, enquanto os humanos os possui relativamente grandes.</p>
<p>Ao comparar com nosso DNA, os cientistas determinaram que o <a href="https://youtu.be/V2SFQUoUQzE" target="_blank" rel="noopener">genital dos homens das cavernas</a> era provavelmente idêntico ao nosso.</p>
<p>Isso faz sentido, dada aos numerosos casos  de consanguinidade entre as duas espécies. E mais uma vez, confirma-se que, de fato,  nossa genitália é sim, compatível com a deles.</p>
<h3>O desaparecimento dos neandertais</h3>
<p>Infelizmente os neandertais desapareceram e os paleontólogos passaram décadas tentando descobrir o que realmente aconteceu.</p>
<p>Algumas teorias colocam a culpa nas mudanças climáticas, enquanto outras culpam que os invasores podem ter exterminado os neandertais.</p>
<p>No entanto, há outra hipótese: é possível que os neandertais nunca tenham morrido, mas na verdade apenas se misturaram a nós.</p>
<p>Sim, meus amigos… Com base em antigos genomas, os pesquisadores concluíram que os Neandertais e os<a href="https://diariodebiologia.com/2017/05/seres-humanos-e-neandertais-fizeram-sexo-estudos-indicam-que-os-neandertais-nos-passaram-uma-doenca-sexualmente-transmissivel-que-nos-atormenta-ate-hoje/"> seres humanos modernos</a> podem ter se misturado durante a Era Glacial da Europa e da Ásia.</p>
<p>Os genes de ambas as espécies humanas da pré-história ainda estão presentes em muitas pessoas hoje em dia.</p>
<h3>Pode ter sido à força</h3>
<p>É altamente provável que as relações sexuais entre humanos e neandertais não tenham sido consensuais.</p>
<p>É possível que o acasalamento forçado tenha sido comum nessa fase da pré-história.</p>
<p>A comunicação entre as espécies teria sido difícil, o que significa ser improvável que os dois hominídeos tenham se relacionado por livre e espontânea vontade.</p>
<p>Se isso for confirmado, os estudiosos pensam que essa poderia ser uma evidência de que <a href="https://youtu.be/V2SFQUoUQzE" target="_blank" rel="noopener">humanos e neandertais</a> tinham um relacionamento violento.</p>
<p>Isso pode ter terminado mal e os humanos seria a espécie sobrevivente.</p>
<p>O que vemos aqui, é que mesmo com os melhores esforços, ainda não sabemos muito sobre os <a href="https://diariodebiologia.com/2017/03/de-uma-forma-bastante-diferente-pesquisadores-descobrem-que-os-neandertais-ja-faziam-uso-de-aspirina-e-antibioticos/">rituais de acasalamento dos homens das cavernas</a>.</p>
<p>Apesar de muitas evidências genéticas revelando muitos dos mistérios deixados pela suposta extinção dos neandertais, ainda não sabemos muito sobre suas vidas pessoais reais.</p>
<p>Nós sabemos que eles se misturaram com humanos, mas não temos certeza sob quais condições ou exatamente com que frequência isso aconteceu.</p>
<p>Não sabemos como o ato real pode ter sido, embora possamos supor que seria bastante semelhante às relações entre os humanos modernos.</p>
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		<item>
		<title>8 PERTURBADORAS PUNIÇÕES PARA MULHERES AO LONGO DA HISTÓRIA</title>
		<link>https://diariodebiologia.com/2022/04/punicoes-para-mulheres-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Karlla Patrícia - Doutora em Biologia pela UFRJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Apr 2022 13:29:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Costumes antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos e pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[punição para mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As mais diversas e dolorosas punições para mulheres aconteceram ao longo da história da humanidade… E se você se assusta com ilustrações dos homens da caverna trazendo sua fêmea arrastada pelos cabelos, você não viu NADA! Rédea da repreensão Mulheres briguentas ou fofoqueiras usavam uma gaiola de ferro no rosto, chamada &#8220;Rédea da repreensão&#8221;. Os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As mais diversas e dolorosas punições para mulheres aconteceram ao longo da história da humanidade… E se você se assusta com ilustrações dos homens da caverna trazendo sua fêmea arrastada pelos cabelos, você não viu NADA!</p>
<h3>Rédea da repreensão</h3>
<p>Mulheres briguentas ou fofoqueiras usavam uma gaiola de ferro no rosto, chamada &#8220;Rédea da repreensão&#8221;.</p>
<p>Os primeiros registros do seu uso são na Escócia em meados do século 16. Mas é possível que isso já seja bem mais antigo do que parece.</p>
<p>Dizem que as mulheres irritadinhas, fofoqueiras, grossas ou que simplesmente falavam demais, tinham a cabeça trancada dentro de um focinho de ferro.Dentro da sua boca, havia uma espécie de lingueta de metal que  a impedia de falar.</p>
<p>Quem determinava o uso desse aparelho era, obviamente, seu marido. Mas as moças solteiras poderiam ser punidas pelo pai.</p>
<p>Contudo, uma mulher implicante poderia receber essa punição se o governo lhe determinasse.</p>
<h3>Violino de pescoço (Shrew&#8217;s Fiddle)</h3>
<p>Na Idade Média, quando os homens discutiam, resolviam ali, na hora, com uma luta que resultava na morte de um deles.</p>
<p>Mas, mulheres que discutiam ou “caíam no tapa” eram presas juntas no &#8220;Violino de pescoço&#8221; Isso, era um tipo de contenção de madeira dupla na qual suas cabeças eram presas em simultâneo.</p>
<p>Elas teriam de passar o tempo da punição presas, juntas, onde poderiam discutir à vontade sem poderem partir para a luta corporal.</p>
<p>O violino de pescoço poderia ser usado em homens também, mas nesse caso, ele usaria o aparelho sozinho. <a href="https://youtu.be/uzBOTNc0qPk" target="_blank" rel="noopener">Somente mulheres eram presas juntas</a>.</p>
<h3>Cadeira da perversão</h3>
<p>As punições para mulheres ao nível social eram muito usadas na Idade Média. Naquele tempo, as pessoas morriam de medo de serem humilhadas publicamente e por isso, esses eram métodos bastante usados para punir.</p>
<p>Mulheres acusadas de má conduta eram humilhadas em um &#8220;Banco da Perversão&#8221;. Tanto homens, quanto mulheres poderiam ser colocadas nessa cadeira, mas era uma punição especialmente popular para mulheres.</p>
<p>Aquelas acusadas de terem condutas impuras, como relacionamento com outras mulheres ou prática de meretrício. A pessoa era amarrada em uma cadeira de madeira sem assento.</p>
<p>Ela estaria completamente nua da cintura para baixo e com a cabeça coberta. A cadeira era conduzida pela cidade no alto, de forma que todos podiam ver seus genitais.</p>
<p>Durante todo processo, ela seria zombada, poderiam jogar fezes e comida podre.</p>
<h3>Cadeira do mergulho</h3>
<p>As punições para mulheres não param por aí. Esse sistema de justiça foi bastante usado na <a href="https://diariodebiologia.com/2022/03/mulher-solteira-idade-media/">alta  Idade Média</a> e seu uso aumentou durante a “caça às bruxas” nos séculos 16 e 17.</p>
<p>Inicialmente era usado <a href="https://youtu.be/uzBOTNc0qPk" target="_blank" rel="noopener">para punir mulheres</a> por qualquer razão que fosse.  Seja por má conduta, meretrício ou até por  implicância.</p>
<p>Cada região tinha suas formas de corrigir suas mulheres e essa foi muito utilizada. A mulher era presa em uma cadeira ficava suspensa por uma engenhoca de madeira na beira do rio.</p>
<p>Vez ou outra, era mergulhada no rio e quando estava próxima de morrer, era trazida de volta.</p>
<p>O grande problema desse método, é que ele era empregado em dias de inverno rigoroso e grande parte das mulheres morriam de hipotermia, já que passavam o dia todo presas na cadeira, com as roupas encharcadas  a temperaturas baixíssimas.</p>
<p>A cadeira do mergulho foi também usada para identificar bruxas, já que se dizia que feiticeiras nunca morreriam afogadas.</p>
<p>As mulheres eram mergulhadas por alguns minutos, se morressem, não eram bruxas. Se ela voltasse viva, seria queimada por ser bruxa. Isso, decididamente não faz nenhum sentido, já que a mulher morria de todo jeito.</p>
<h3>O expositor da linguaruda</h3>
<p>A fofoca, ao que parece, era algo inaceitável na alta idade média e as mulheres fofoqueiras eram as mais punidas.</p>
<p>O expositor era um objeto de madeira onde as faladeiras poderiam ser presas pelo pescoço e deixadas fora de casa à mercê da multidão.</p>
<p>Quem passasse por ali, poderia xingar, cuspir, jogar coisas e até molestar a pobre. Mais uma vez, o juiz era seu marido que usava o expositor para <a href="https://youtu.be/uzBOTNc0qPk" target="_blank" rel="noopener">punir a mulher problemática</a>.</p>
<p>O dispositivo foi muito usado para expor quem atormentava a paz da vizinhança se metendo em assuntos que não era da sua conta ou espalhando fofocas.</p>
<p>Contudo, o adultério também poderia ser punido dessa forma e a mulher de agradecer por não ter sido morta.</p>
<h3>Nariz arrancado</h3>
<p>Essa era uma das piores punições para mulheres. Nesse caso, a mulher que tivesse um caso amoroso, fora do casamento, teria seu nariz arrancado.</p>
<p>Essa lei foi usada por centenas de anos ao longo da história e começou muito antes de Cristo, porém, perdurou por toda Idade Média em algumas regiões da Europa.</p>
<p>Ao desfigurar o rosto de uma mulher, o poder perigoso de sua beleza era eliminado.</p>
<p>Ao mesmo tempo, sem nariz, todos saberiam da sua fama de adúltera. Em comparação, um homem adúltero, quando punido,  precisava apenas pagar uma multa.</p>
<h3>Procissão da vergonha</h3>
<p>Esse tipo de punição nos lembra uma Cena com a Cersei em “Game of Thrones” e é considerada uma das punições para mulheres mais humilhantes da história.</p>
<p>Em algumas regiões da Europa Medieval, mulheres adulteras ou meretrizes eram expostas há uma grande humilhação ao participar da caminhada da vergonha.</p>
<p>Vestidas apenas com uma saia, ou totalmente nuas, as condenadas caminhavam por vários quilômetros descalças sendo açoitadas, humilhadas, zombadas, principalmente, insultadas.</p>
<p>As pessoas enfileiravam para ver a mulher impura e pecadora. Nesse tempo, as ruas eram imundas e as pedras eram pontiagudas e cortavam bem. No final do processo, os pés estavam em carne viva.</p>
<p><a href="https://diariodebiologia.com/2018/05/o-que-fazer-quando-uma-pessoa-desmaia-desmaiar/">Muitas desmaiavam</a> antes de concluir a punição. Mas ao se recuperar teria de seguir o trajeto determinado.</p>
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		<title>7 grandes monarcas homossexuais da história</title>
		<link>https://diariodebiologia.com/2022/03/monarcas-homossexuais-da-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Karlla Patrícia - Doutora em Biologia pela UFRJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2022 14:15:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Costumes antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora esse tipo de assunto não seja tratado nos livros de história, os especialistas garantem que a história é repleta de monarcas homossexuais. Nos tempos medievais e no início do renascimento, ser homossexual era um pecado grave, que superava todos os outros grandes pecados como a fornicação, a prostituição e o adultério. Dizem que o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Embora esse tipo de assunto não seja tratado nos livros de história, os especialistas garantem que a história é repleta de monarcas homossexuais.</p>
<p>Nos tempos medievais e no início do renascimento, ser homossexual era um pecado grave, que superava todos os outros grandes pecados como a fornicação, a prostituição e o adultério.</p>
<p>Dizem que o início da idade moderna foi o período da história ocidental em que os relacionamentos homoafetivos foram mais perseguidos pela Igreja e pelo Estado.</p>
<p>Mas para os reis, rainhas e todos os membros da realeza, a situação era um bem menos crítica.  Afinal, em tempos de absolutismo, quem teria coragem de acusar um rei?</p>
<p>Mesmo assim, os Monarcas não estavam livres de fofocas e bochichos nos corredores dos palácios e castelos. Alguns soberanos adotaram uma política de promoção favorecendo muitos jovens cortesãos que prestavam seus serviços <em>para saciar a luxúria real. </em></p>
<p>Os reis eram obrigados a casar e gerar descendência, e, por isso, quase todos mantinham relações também com mulheres.</p>
<p>Independentemente do que acontecia entre as paredes dos aposentos reais, quase todos os monarcas homossexuais honraram sua principal obrigação em vida: casar e gerar descendência.</p>
<h3>Rainha Cristina da Suécia</h3>
<p>A rainha Cristina governou a Suécia no século 17 durante 22 anos.</p>
<p>Era uma mulher estranha para o seu tempo. Preferia vestir-se com roupas masculinas e não apresentava <a href="https://diariodebiologia.com/2016/06/estudo-britanico-revela-nao-ha-nenhuma-mulher-100-heterossexual/">nenhuma feminilidade</a> tanto em seu comportamento, quanto em sua aparência.</p>
<p>A rainha chamava a atenção de quem a conhecia, pois apresentava voz, aparência e trejeitos masculinos. Além disso, assumia aos sete ventos que sentia repulsa pela ideia de se casar, ter relações, pelas conversas femininas e pela possibilidade de ter filhos.</p>
<p>Entre os muitos casos que teve, o mais conhecido e, aparentemente, mais importante foi com uma bela cortesã chamada Ebba Sparre. De fato, ela não era o tipo de mulher que escondia dos outros aquilo que era.</p>
<p>A rainha Cristina faleceu com 42 anos, por complicações de uma pneumonia.</p>
<h3>Luiz XIII da França</h3>
<p>O rei Luiz  13 governou a França no século 17, durante 33 anos. Dizem que quando era criança já apresentava um <a href="https://diariodebiologia.com/2016/01/existe-opcao-sexual-a-resposta-da-ciencia-e-nao/">comportamento afeminado</a> e era frequentemente apontado por suas proezas sexuais.</p>
<p>Ele se casou com a princesa Ana da Áustria para fazer aliança entre os reinos, porém, sabe-se que só consumou o casamento após 4 anos.</p>
<p>O rei Luiz 13 teve duas mulheres que estavam sempre ao seu lado: Marie de Hauteford e Angelique Lafaiete. Porém, os registros demonstram ser uma relação platônica sem intimidades.</p>
<p>Luiz 13 teve diversos casos com outros homens durante sua vida.  Mas, Charles d&#8217;Albert, 23 anos mais velho e o jovem Henri d&#8217;effiat foram sem dúvida os romances mais quentes do rei Luiz 13.</p>
<p>Luiz 13 morreu aos 41 anos de tuberculose.</p>
<h3>Frederico II da Prússia</h3>
<p>Frederico segundo governou o reino da Prússia no século 18, por 46 anos.</p>
<p>Sua sexualidade é motivo de discussão entre os historiadores. Não há um acordo se Frederico era bi ou <a href="https://diariodebiologia.com/2015/08/a-polemica-que-nao-quer-calar-afinal-homossexualidade-e-uma-questao-biologica/">homossexual</a>. O fato é que na juventude, manteve um caso com Hans Herman que era do conhecimento de todos.</p>
<p>O romance criou tanto bochicho na corte que seu pai mandou executar seu amante e o fez se casar com a bela Isabel Cristina, com quem nunca teve filhos.</p>
<p>Assim que seu pai faleceu, 7 anos depois, Frederico rapidamente se separou da esposa.</p>
<p>O monarca gostava de escrever poemas picantes homoeróticos. Dizem que teve um romance com o filósofo Voltaire, mas essa informação não é corroborada por todos os historiadores.</p>
<p>Frederico segundo da Prússia morreu aos 74 anos.</p>
<h3>Rei Jaime I da Inglaterra</h3>
<p>Quando há fatos não há argumentos. Nenhum historiador discute a homossexualidade de Jaime I.</p>
<p>Na adolescência, aos 13 anos, teve um romance com seu tio, 24 anos mais velho. E, mesmo com a morte de seu amante, continuou preferindo a companhia de homens.</p>
<p>Por questões políticas e de alianças, foi casado com a  princesa Ana da Dinamarca. Mas, seus romances com outros homens nunca foram novidades na corte.</p>
<p>Por várias vezes, foi visto em público aos beijos e abraços com outros homens e, em muitas situações, sobrepôs seus sentimentos aos interesses do reino.</p>
<p>Morreu aos 58 anos de derrame cerebral, porém, há rumores de que foi envenenado pelo seu próprio médico.</p>
<h3>Rei Eduardo II da Inglaterra</h3>
<p>Eduardo segundo reinou sobre a Inglaterra entre os  séculos 13 e 14, durante 20 anos. Casou-se com Isabella da França, em um casamento arranjado. Mas sua <a href="https://youtu.be/1G-dUBr-OBA" target="_blank" rel="noopener">preferência sexual</a> nunca foi segredo para ninguém.</p>
<p>O rei Eduardo era apaixonado e mantinha um romance escancarado com o conde Pers Gavescon. Seu amante morreu, vítima de uma conspiração organizada por nobres que odiavam a influência do conde sobre o rei.</p>
<p>Após a morte do amante do rei, Isabella engravidou. Mas isso não o impediu de ter vários casos e engatar um apimentado romance com um nobre chamado Hugh. O caso com Hugh resultou na perda da coroa para sua esposa.</p>
<p>O rei Eduardo morreu aos 65 anos assassinado de forma brutal, possivelmente por pessoas intolerantes à sua preferência por homens.</p>
<h3>Maria Antonieta da França</h3>
<p style="text-align: left;">Maria Antonieta governou a França ao lado do marido, rei  Luiz 16 no século 18 por 18 anos. Ela não foi uma rainha querida pelo seu povo. Era apontada como <a href="https://youtu.be/1G-dUBr-OBA" target="_blank" rel="noopener">promíscua e fútil.</a></p>
<p>Antonieta ansiava por estar no meio de festas, bailes e mesas de jogos. Gastava rios de dinheiro com roupas, joias e artigos de decoração.</p>
<p>Todo mundo sabia que a rainha mantinha um quarto com muitos espelhos onde fazia encontros amorosos. Alguns historiadores garantem que a rainha era bissexual e teve vários casos com homens e mulheres fora do casamento.</p>
<p>Maria Antonieta morreu aos   38 anos. Foi decapitada em praça pública durante a Revolução francesa.</p>
<h3>Rei Guilherme III da Inglaterra</h3>
<p>O Rei guilherme governou a Inglaterra no século 17 e 18 durante 30 anos.</p>
<p>Ele tinha vários conhecidos homens com quem era muito próximo e visitavam os aposentos reais com frequência. Entre as visitas, inclui-se dois cortesãos holandeses que receberam títulos de conde ingleses.</p>
<p>Desde sua adolescência, mantinha uma relação bastante íntima com o holandês Hans Bentinck.</p>
<p>Porém, após 30 anos, Guilherme encantou-se pelo jovem Arnold van Keppel, e conta-se que a revolta de Bentinck foi tão grande que se tornou óbvio para a maioria que ambos tinham um relacionamento.</p>
<p>Mas, o monarca <a href="https://youtu.be/1G-dUBr-OBA" target="_blank" rel="noopener">nunca assumiu suas preferências</a>.</p>
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		<title>Como era a VIDA DA MULHER SOLTEIRA na Idade Média?</title>
		<link>https://diariodebiologia.com/2022/03/mulher-solteira-idade-media/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Karlla Patrícia - Doutora em Biologia pela UFRJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2022 13:45:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Costumes antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos e pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[moça solteira]]></category>
		<category><![CDATA[mulher solteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que acontecia quando a mulher solteira era muito pobre e não tinha dote? E quando não conseguiam um marido? Revelações imperdíveis! As informações foram extraídas de trechos do livro : “A vida das mulheres na Europa medieval: um livro de referência” da historiadora Emily Amt. Não é à-toa que a Era medieval é conhecida [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que acontecia quando a mulher solteira era muito pobre e não tinha dote? E quando não conseguiam um marido? Revelações imperdíveis!</p>
<p>As informações foram extraídas de trechos do livro : “<em>A vida das mulheres na Europa medieval: um livro de referência</em>” da historiadora Emily Amt.</p>
<p>Não é à-toa que a Era medieval é conhecida como “<a href="https://youtu.be/-uqHsFshAsk" target="_blank" rel="noopener">a Era das Trevas</a>”. Isso é válido, principalmente quando falamos a respeito da vida das mulheres da época.</p>
<p>Para começo de conversa, o nascimento de um bebê do sexo feminino, não era motivo de comemoração e muitos pais tentavam se livrar das filhas assim que nasciam.</p>
<p>Quando isso não acontecia, a mãe cuidava para que a menina tivesse uma criação de bons modos e aprendesse a costurar, tecer, lidar com animais e cozinhar.</p>
<p>A grande preocupação de uma <a href="https://youtu.be/-uqHsFshAsk" target="_blank" rel="noopener">mulher solteira</a> era se casar. E por isso, as mocinhas se comportavam muito bem diante da sociedade, usando cabelos presos ou cobertos por lenços.</p>
<p>Até as famílias mais pobres precisavam ter um dote para casar suas filhas. O dote era uma <a href="https://diariodebiologia.com/2018/01/dividas-falta-de-dinheiro-infarto/">quantia em dinheiro</a>, ou bens dada ao noivo no dia do casamento.  Uma forma de compensar o homem por estar se casando com a moça.</p>
<p>A pobreza dos camponeses era muito marcante na maioria da era medieval. E muitos pais, obviamente, não podiam juntar um dote para que suas filhas tivessem um marido.</p>
<p>Então, assim se que se tornassem mocinhas, as moças solteiras arrumavam trabalho como ajudantes de cozinha ou serviçal na casa dos nobres. Tudo isso para guardar o dinheiro e fazer o próprio dote.</p>
<p>Por terem que trabalhar para juntar alguma quantia, essas mulheres solteiras passavam a adolescência trabalhando e só se casavam após os 25 anos, que era considerado muito tarde para a época.</p>
<p>Muitas mulheres eram levadas pelos pais para se juntarem ao convento, uma vez que ter filha solteirona em casa, não era aceitável diante da sociedade.</p>
<p>Mas a Igreja não aceitava muito bem a moça solteira pobre do campo, devido a sua aparência encardida pelo trabalho no sol e sua educação precária.</p>
<p>Algumas moças plebeias acabavam desistindo do casamento e se tornavam “mulheres de vida fácil”, frequentando os banhos públicos e tavernas em busca de clientes.</p>
<p>Por causa disso, as <a href="https://youtu.be/-uqHsFshAsk" target="_blank" rel="noopener">mulheres com menos de 50 anos</a> e saudáveis eram proibidas de alugar casas e quartos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, se uma moça da nobreza não se casasse, seu destino de viver em um convento era quase certo.</p>
<p>Quando a família nobre tinha a infelicidade de terem muitas filhas, tinha que pagar vários dotes e, muitas vezes optavam por enviar a filha menos bonita para um convento como forma de diminuir os encargos financeiros.</p>
<p>Nestes tempos, havia uma crença de que não ter relações regularmente era ruim para a saúde de uma mulher adulta.</p>
<p>Se uma mulher em idade adulta, não conseguisse se casar, os médicos recomendavam que ela encontrasse uma <a href="https://diariodebiologia.com/2018/08/parto-idade-media-como-era-dar-a-luz-medieval/">parteira experiente</a> para fazer o trabalho de um homem manualmente.</p>
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		<title>O famoso médico “pai da ginecologia” usou Anarcha Westcott para treinar obstetrícia na Era Vitoriana</title>
		<link>https://diariodebiologia.com/2022/03/pai-da-ginecologia-anarcha-westcott/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Karlla Patrícia - Doutora em Biologia pela UFRJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Mar 2022 13:41:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Costumes antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos e pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[anarcha wescott]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[pai da ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje você vai ver a história do pai da ginecologia Dr. James Sims e seus experimentos obstétricos usando a escrava Anarcha Westcott como cobaias. As atitudes do médico são motivos de debates atualmente.  Seus experimentos estariam, até hoje, salvando a vida de muitas mulheres? Ou ele foi racista, cruel e desumano por usar mulheres negras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje você vai ver a história do pai da ginecologia Dr. James Sims e seus experimentos obstétricos usando a escrava Anarcha Westcott como cobaias.</p>
<p>As atitudes do médico são motivos de debates atualmente.  Seus experimentos estariam, até hoje, salvando a vida de muitas mulheres? Ou ele foi racista, cruel e desumano por usar mulheres negras em seus estudos?</p>
<h3>James Sims, é considerado o pai da ginecologia</h3>
<p>Até hoje, o médico é ovacionado pela classe como o primeiro ginecologista da história.</p>
<p>Em 1845, Dr. Sims inaugurou o primeiro hospital para as mulheres no Alabama.</p>
<p>No entanto, hoje, médicos e cientistas questionam o seu título por causa de seus métodos polêmicos de estudo, que envolviam escravas e dispensavam anestesias.</p>
<p>Na Era Vitoriana, muitas mulheres sofriam de fístulas vesico-vaginais. Um problema que leva ao surgimento de uma ligação entre a bexiga e a vagina, geralmente causada por um parto inadequado.  Mas ainda não havia uma técnica cirúrgica para o problema.</p>
<p>O médico, então, realizou cirurgias experimentais em escravas que sofriam do problema para investigar, desenvolver e melhorar as técnicas cirúrgicas que trariam a solução.</p>
<p>Dr. Sims, aprimorou suas técnicas através da experimentação em escravas e só mais tarde, iniciou os procedimentos de cirurgia reparadora em mulheres caucasianas, com o uso de anestesia.</p>
<h3>Anarcha Westcott, a maior cobaia</h3>
<p>Uma de suas cobaias, foi a jovem Westcott, uma adolescente negra grávida de 17 anos que vivia no estado do Alabama.</p>
<p>Ela era escravizada por um proprietário de terras e sofria de raquitismo crônico. Como consequência da desnutrição tinha uma anomalia pélvica que dificultava o parto.</p>
<p>Em 1849, ela permaneceu durante três dias em um doloroso trabalho de parto e o médico James Sims, se ofereceu para ajudá-la.</p>
<p>Os médicos da época, mantinham uma crença equivocada de que negros sentiam &#8220;menos dor&#8221; do que brancos. Com este pensamento, Dr. Sims, realizou quatro operações experimentais na jovem — sem anestesia.</p>
<p>Apesar da inacreditável crueldade, Sims sabia bem o que estava fazendo com a mãe e, SIM, ele tratou Anarcha como cobaia.</p>
<p>Sua técnica deu certo, e mesmo causando dor alucinante, a jovem teve a criança.</p>
<p>Porém, ela não escapou tão cedo das mãos do médico: o procedimento rendeu não só muitas lágrimas, como houve também um  pós-operatório com dores e sangramento persistente.</p>
<p>Animado com as descobertas, o médico voltou a fazer mais cirurgias experimentais e exploratórias na moça.</p>
<p>Ao todo, Anarcha foi operada cerca de 30 vezes pelo médico. Isso mesmo! Essa moça foi operada de forma experimental 30 vezes sem anestesia.</p>
<p>A dor e o <a href="https://youtu.be/H6uE4PItCVc" target="_blank" rel="noopener">sofrimento dessa moça</a> são raramente citados nas anotações do médico e até mesmo nos livros atuais. Por outro lado, Sims ganhou fama e reconhecimento, sendo até hoje considerado o &#8220;pai da ginecologia moderna&#8221;.</p>
<p>A verdade é que entre 1845 e 1849, James Marion Sims operou dezenas de escravas em seu hospital. Muitas dessas mulheres morreram em suas mãos.</p>
<p>Ao todo  75 moças que trabalhavam na plantação junto com Anarcha participaram dos experimentos do médico.</p>
<p>Também estiveram lá as jovens Betsy e Lucy. Lucy, por exemplo, tinha 18 anos e, após dar à luz, não conseguia controlar a bexiga. Então, ela foi submetida à uma cirurgia de uma hora, gritando e chorando de dor, enquanto quase 12 médicos observavam.</p>
<p>Após a utilização do uso de uma esponja infectada para drenar a urina da bexiga, a jovem Lucy contraiu uma infecção. Ela demorou, cerca de três meses para se recuperar e quase morreu.</p>
<p>Não se sabe, hoje, se os experimentos de Sims eram autorizados, mas tudo indica que não.</p>
<p>Em uma de suas anotações, o médico afirmou que a paciente Betsy “consentiu voluntariamente” com um <a href="https://diariodebiologia.com/2015/10/eu-nao-sabia-que-estava-gravida-obstetra-explica-como-algumas-mulheres-passam-pela-gestacao-sem-perceber/">exame obstétrico</a>. Mesmo assim, acredita-se que ele enganava as cobaias com falsas promessas.</p>
<p>Em uma ocasião, Dr. Sims expressou preocupação em seus registros afirmando que ele pensava que Anarcha e as outras mulheres poderiam morrer, mas, felizmente, não morreram.</p>
<p>Pouco se sabe sobre a vida pessoal de Anarcha Westcot depois que ela sobreviveu a 30 procedimentos cirúrgicos.</p>
<p>Mas é provável que tenha voltado a trabalhar na plantação até seus últimos dias.</p>
<p>O <a href="https://youtu.be/H6uE4PItCVc" target="_blank" rel="noopener">caso de Anarcha</a> foi o que ganhou mais destaque, pois, as torturas sofridas pela adolescente serviram para que o doutor &#8220;aperfeiçoasse&#8221; seu método bem-sucedido para a cura da fístula vesicovaginal.</p>
<p>Apesar da eficácia técnica, foi alto o custo ético do procedimento, baseando-se em teorias científicas falsas.</p>
<p>Depois, o médico começou a utilizar suas novas técnicas em mulheres brancas — mas, dessa vez, usando os anestésicos disponíveis na época.</p>
<p>Ao longo do tempo, a sua base foi deixada de lado e o doutor foi louvado por suas descobertas científicas, que foram aprimoradas e são utilizadas até hoje nos consultórios.</p>
<p>James Marion Sims ganhou até uma estátua no Central Park, em Nova York. Mas, em 2018, o monumento foi removido.</p>
<p>No local, foi colocada uma placa sobre a origem dos experimentos e uma homenagem para as <a href="https://youtu.be/H6uE4PItCVc" target="_blank" rel="noopener">escravas Lucy, Betsey e Anarcha</a>.  O monumento foi transferido para o cemitério onde está o túmulo do médico.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A triste vida das crianças ricas e crianças pobres da Era Vitoriana</title>
		<link>https://diariodebiologia.com/2022/03/criancas-ricas-pobres-era-vitoriana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Karlla Patrícia - Doutora em Biologia pela UFRJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2022 13:17:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Costumes antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos e pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[criança pobre]]></category>
		<category><![CDATA[criança rica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje, você verá um pouco da vida das crianças ricas e crianças pobres que viveram no século 19. Falaremos de roupas, estudos, trabalho. A vida das crianças vitorianas não era nada parecida com a infância no mundo de hoje. Para as crianças ricas, havia regras constantes para serem comportadas e educadas o tempo todo. Mas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, você verá um pouco da vida das crianças ricas e crianças pobres que viveram no século 19. Falaremos de roupas, estudos, trabalho.</p>
<p>A vida das crianças vitorianas não era nada parecida com a infância no mundo de hoje.</p>
<p>Para as crianças ricas, havia regras constantes para serem comportadas e educadas o tempo todo. Mas havia um mínimo de comunicação entre pais e filhos.</p>
<p>Para as crianças pobres, a vida era muito diferente, pois tinham que trabalhar para que suas famílias sobrevivessem.  Mas, a vida familiar era mais acolhedora e amorosa.</p>
<h3>Vamos começar com as crianças Ricas da Era Vitoriana</h3>
<p>Embora as crianças ricas possam ter sido mimadas e ter comida, roupa e brinquedos melhores do que as crianças pobres, elas também tiveram uma existência triste e sem afeto.</p>
<p>Nessa época, a <a href="https://diariodebiologia.com/2018/08/criancas-em-velorios-enterros/">maioria das crianças ricas</a> era criada por uma babá educadora que ensinava à criança o que era adequado e o que não era.</p>
<p>A vida cotidiana nada mais era do que uma rotina solitária, monótona e muito formal.</p>
<p>As crianças ricas da era vitoriana raramente se comunicavam com os pais, exceto em um horário específico do dia.</p>
<p>Elas eram acessíveis às mães, mas as babás eram orientadas a não as incomodar com o cotidiano da criança.</p>
<p>Por outro lado, muitas crianças mal falavam com seus pais. O certo era pedir a benção pela manhã e antes de dormir e nada mais que isso.</p>
<p>Os pais contratariam uma babá ou enfermeira para cumprir o dever de mãe e carregar o fardo da criação dos filhos.</p>
<p>Eles instruíam a babá sobre o que eles queriam que fosse ensinado aos filhos, como boas maneiras, educação, como se vestir e assim por diante.</p>
<p>A babá era, na verdade, uma mãe substituta. Muitas delas, eram também professoras e ensinavam a criança a ler e escrever em casa mesmo. Afinal, não era costume que as crianças ricas estudassem em uma escola.</p>
<p>Essas babás não eram nada gentis. Geralmente eram mulheres mais velhas que nunca haviam se casado e por isso, não tiveram filhos.</p>
<p>Muitas vezes essas senhoras eram intolerantes, muito severas e profundamente amarguradas. Elas tinham, inclusive, autorização para castigar a criança caso achasse necessário.</p>
<p>Por outro lado, havia mulheres que se afeiçoavam à criança e se tornavam gentis e atenciosas.</p>
<p>Nesses casos, a <a href="https://youtu.be/gCg3tf-zTgo" target="_blank" rel="noopener">criança rica teria muita sorte</a>, pois as babás eram o único amor que o pequeno vitoriano poderia experimentar na vida.</p>
<p>Elas fariam coisas extras para alegrar a vida  da criança, como inventar brincadeiras ou preparar refeições especiais no aniversário.</p>
<p>Como já dito, as crianças ricas da Era vitoriana não frequentavam a escola e o contato com outras crianças se limitava aos primos que encontravam nas reuniões de família.</p>
<p>Algumas babás ofereciam o serviço de professora, mas, algumas famílias preferiam uma profissional mais habilitada para tal.</p>
<p>Era muito comum que as meninas fossem educadas por toda a vida em casa e que os meninos fossem enviados para um colégio interno de onde só saíam quando terminassem os estudos.</p>
<p>As <a href="https://diariodebiologia.com/2018/09/infeccao-bacteriana-em-bebes-brinquedos-durante-o-banho/">roupas das crianças ricas</a> seguiam o padrão de qualidade dos pais.</p>
<p>As meninas começavam desde cedo usando vestidos de tons claros e feitos de seda e enfeitados com laços de cetim e muito babados.</p>
<p>Para as meninas ricas, os chapéus e os gorros eram comuns em todo período Vitoriano.</p>
<p>O comprimento da saia de uma garota era um sinal de sua idade. Até os 8 anos a menina podia usar a saia no joelho, depois dessa idade a saia teria que ir abaixo do joelho.</p>
<p>Assim que se tornavam “mocinhas” o vestido precisava ter uma saia até o pé, assim como as mulheres adultas.</p>
<p>A <a href="https://diariodebiologia.com/2016/03/menos-meninos-podem-estar-nascendo-no-japao-devido-a-severas-mudancas-climaticas/">roupas dos meninos ricos</a> da Era Vitoriana têm uma particularidade: os garotos usavam vestidos, até pelo menos 5 anos de idade, ou até irem para o colégio interno.</p>
<p>Sim, eles usavam saias como as meninas, como você pode ver nas imagens.</p>
<p>Quanto aos brinquedos, as crianças ricas se divertiam com bonecas de porcelana que eram vestidas como uma mulher adulta.</p>
<p>Já os meninos, podiam brincar com trenzinhos e soldadinhos de madeira. Não era costume que os meninos ricos brincassem de bola, pois esse tipo de brincadeira sujava a roupa e isso não era adequado.</p>
<h3>As crianças Pobres da Era Vitoriana</h3>
<p>A pobreza era muito acentuada na Era Vitoriana. As pessoas eram realmente muito pobres e sem o controle de natalidade, tinham filhos um atrás do outro.</p>
<p>As <a href="https://youtu.be/gCg3tf-zTgo" target="_blank" rel="noopener">crianças pobres da Era vitoriana</a> mal podiam brincar. Assim que completavam 5 anos já podiam sair de casa para trabalhar como um homem adulto.</p>
<p>Não pense ser contra a lei, pois era permitido aos pais colocar suas crianças para trabalhar. E mais: essas crianças ganhavam um salário miserável, mas mesmo assim, trabalhavam como adultos o dia todo.</p>
<p>Para piorar a situação, as crianças pobres da era vitoriana eram contratadas para serviços perigosos e com condições muito insalubres.</p>
<p>Como eram pequenas, elas cabiam em pequenos buracos e espaços apertados onde adultos jamais alcançariam.</p>
<p>Por isso, muitas crianças pobres da época trabalharam em fábricas, minas de carvão e como limpadores de chaminés.</p>
<p>O perigo de ficarem presas, inalarem gases tóxicos ou até de morrerem asfixiadas, era enorme.</p>
<p>Cada chaminé da época tinham em média 35 centímetros de largura.</p>
<p>As crianças apoiavam joelhos nas paredes e esfregavam a fuligem das chaminés das casas e fábricas.</p>
<p>Como esse trabalho infantil era comum e perfeitamente legal, ter filhos homens na Era vitoriana significava algumas moedas a mais para comer e vestir.</p>
<p>Mas, em qual momento do dia uma criança pobre vitoriana estudava? Bem, os pequenos pobres não estudavam.</p>
<p>Estudar significava perder dinheiro e por isso, os pais se quer cogitavam a possibilidade de mandar seus filhos para uma escola.</p>
<p>As escolas eram vazias na Era vitoriana. Somente a classe média frequentava salas de aula.</p>
<p>Somente em 1870, <strong>foi</strong> aprovada uma lei que tornava <strong>obrigatória</strong> a presença para todas as crianças dos 5 aos 10 anos na escola.</p>
<p>A rainha Vitória passou a oferecer escola para todos e presentear as crianças que iam para a escola com uma medalha.</p>
<p>Mas, mesmo com esse incentivo e com a lei em vigor, poucos pobres enviaram seus filhos.</p>
<p>As crianças pobres tinham <a href="https://youtu.be/gCg3tf-zTgo" target="_blank" rel="noopener">raríssimos momentos de diversão</a> e brincadeiras. As bonecas eram feitas em casa, pela mãe e os meninos brincavam com blocos de madeira ou bolas e tecido velho.</p>
<p>Quanto às roupas, a criança pobre usava roupas de algodão ou lã. Geralmente, eram feitas do tecido da roupa dos pais que estavam muito velhas.</p>
<p>Ter uma roupa nova era algo muito longe da realidade de criança pobre do século 19.</p>
<p>Apesar de toda essa vida difícil, as mães vitorianas pobres cuidavam diretamente de seus filhos. Ajudavam no banho, serviam comida e davam carinho.</p>
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		<title>Como era ficar grávida no século 19 (Era Vitoriana)</title>
		<link>https://diariodebiologia.com/2022/03/gravidez-seculo-xix-era-vitoriana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Karlla Patrícia - Doutora em Biologia pela UFRJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2022 15:09:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Costumes antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[era vitoriana]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez na era vitoriana]]></category>
		<category><![CDATA[século 19]]></category>
		<category><![CDATA[século xix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se hoje, com tanta tecnologia, as mulheres ainda se preocupam e temem a gravidez, imagine então, como eram as gestações na Era Vitoriana (Século XIX)? Na era vitoriana, as famílias eram grandes, e um casal jovem, TINHA uma média de seis a oito filhos. Mas, havia famílias com muito mais que isso. O que determinava [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se hoje, com tanta tecnologia, as mulheres ainda se preocupam e temem a gravidez, imagine então, como eram as gestações na Era Vitoriana (Século XIX)?</p>
<p>Na era vitoriana, as famílias eram grandes, e um casal jovem, TINHA uma média de seis a oito filhos. Mas, havia famílias com muito mais que isso.</p>
<p>O que determinava a quantidade de filhos em um casal saudável, era a idade no casamento e a idade na menopausa.</p>
<p>Normalmente, as mulheres que se casaram na casa dos vinte e poucos anos, podiam esperar ter filhos continuamente até os quarenta e poucos anos.</p>
<p>No início do século 19, <a href="https://youtu.be/IOVlClxNkTY" target="_blank" rel="noopener">antes da Era Vitoriana</a>, os médicos homens estiveram completamente de fora dos procedimentos de gravidez e parto.</p>
<p>Todos os conselhos e guias eram dados por enfermeiras, parteiras ou por mulheres experientes da família. Até mesmo na hora do parto, não era permitido que um homem, além do marido, acompanhasse tudo.</p>
<p>Mas, na Era Vitoriana, felizmente, os médicos puderam assumir um papel importante nas gestações podendo examinar a mulher durante a gravidez e estar presentes no parto.</p>
<p>Mesmo assim, as gestações na Era Vitoriana foram marcadas por um cuidado bastante diferenciado do que estamos acostumados.</p>
<p>Para início de conversa, muitas moças se casavam sem saber como funcionavam as relações íntimas e muito menos que elas <a href="https://youtu.be/IOVlClxNkTY" target="_blank" rel="noopener">resultavam em uma gravidez</a>. Ou seja, muitas moças achavam que a gravidez simplesmente “aparecia” do nada depois do casamento.</p>
<p>Muitas mulheres só percebiam a gestação quando seu ventre crescia muito, lá pelos 7 meses. Isso, porque, as meninas não tinham muito dialogo com suas mães e poucas sabiam que a ausência da menstruação era um importante sinal de gravidez.</p>
<p>Havia um recato muito grande das famílias e raramente as mães tocavam em um assunto tão delicado com suas filhas.</p>
<p>Os testes de gravidez não foram inventados até meados do século 20, isso quer dizer que não havia como confirmar uma gravidez.</p>
<p>Os sinais eram passados de uma mulher para outra. Ou então quando uma mulher passava muito mal com enjoos da gestação, um médico acaba levantando essa suspeita, mas, sem examinar a mulher em momento algum.</p>
<p>Em 1830 os médicos já sabiam que a mucosa íntima mudava na gravidez. Mas,  eles não tinham permissão de examinar as mulheres e por isso, a informação não chegou ao público comum.</p>
<p>Somente em 1880, um médico escreveu essa informação em jornal, e seu artigo foi considerado extremamente indelicado, sendo que o pobre médico teve seu registro caçado e perdeu o direito de exercer a medicina.</p>
<p>As mães vitorianas tinham vergonha de explicar para as filhas alguns detalhes íntimos, e a ignorância nessas questões era assustadora. Por causa de tanto recato, quando uma mulher se descobria grávida, ela “desaparecia” do convívio social. E não era vista nem mesmo por vizinhos.</p>
<p>As mulheres vitorianas se sentiam absolutamente envergonhadas de suas barrigas de grávida, pois essa era a confirmação máxima de que elas tinham intimidades com o marido.</p>
<p>Somente no finalzinho da gestação elas comunicavam a amigos e parentes distantes que um bebê chegaria em algumas semanas.</p>
<p>Uma pequena reunião era feita e muitas vezes somente o marido aparecia.</p>
<p>No século 19, dizia-se que se movimentar muito durante a gestação, faria mal à saúde do bebê. Por isso, geralmente, as mulheres endinheiradas passavam o dia deitadas, lendo ou bordando o enxoval.</p>
<p>É lógico isso não funcionava para as mães pobres que precisavam trabalhar.</p>
<p>De qualquer forma, não havia lei que protegesse uma <a href="https://youtu.be/IOVlClxNkTY" target="_blank" rel="noopener">mulher grávida</a> e a maioria delas era demitida assim que revelava seu estado.</p>
<p>Nesse tempo, pensava-se que um menino refletia a virilidade de um homem e mostrava que ele era o parceiro dominante. Mas, se fosse uma menina, significava que a mãe tinha o sangue mais forte e dominante.</p>
<p>Por isso, saber o sexo do bebê era motivo de muita ansiedade, especialmente do pai da criança.</p>
<p>As mulheres experientes e parteiras diziam que  quando a mãe tinha desejo por comidas doces, indicava gravidez de menina, enquanto desejar coisas salgadas significava um menino.</p>
<p>E por falar em comida, na <a href="https://youtu.be/IOVlClxNkTY" target="_blank" rel="noopener">Era Vitoriana a grávida precisava “comer por dois”.</a> Por isso, era permitido comer de tudo e os desejos de uma gestante precisavam ser atendidos prontamente.</p>
<p>Uma mulher grávida deveria comer tudo que tivesse vontade, para não magoar o bebê que, após nascer,  poderia dormir de boca aberta pelo resto da vida.</p>
<p>Como isso, muitas mulheres engordavam muito durante suas gravidezes e essa também era uma razão para que interrompessem a vida social.</p>
<p>Na Era Vitoriana, como sabemos, a mulher ideal deveria ser magra e com cintura bem fina.</p>
<p>As crenças vitorianas em relação à gravidez eram bastante absurdas, uma delas era que uma grávida não devia ir a lugares feios e nem olhar para pessoas feias.</p>
<p>Assim, quando as gestantes via alguém desprovido de beleza, ela virava o rosto ou colocava um lenço escondendo seus olhos.</p>
<p>Acreditava-se que uma visão feia poderia assustar o bebê que nasceria “bobo”, Ou seja, teria algum problema neurológico.</p>
<p>Esperava-se também que uma grávida mantivesse o uso do espartilho durante a gestação, pois se acreditava que a cintura não afinaria nunca mais se deixassem de usá-lo.</p>
<p>Por isso, as lojas vendiam modelos para grávidas com suportes laterais e nas costas somente.</p>
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		<title>8 padrões de beleza bizarros das mulheres medievais</title>
		<link>https://diariodebiologia.com/2022/03/padroes-de-beleza-mulheres-medievais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Karlla Patrícia - Doutora em Biologia pela UFRJ]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Mar 2022 12:50:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Costumes antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos e pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[beleza]]></category>
		<category><![CDATA[mulher medieval]]></category>
		<category><![CDATA[padrão de beleza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até onde você iria para seguir padrões de beleza? Você vai ver, agora, as estratégias usadas pelas mulheres medievais para conquistar seus homens. Testa grande Não é de hoje que a mulher sacrifica sua identidade em nome da beleza e na Idade Média, do século 13, em diante, exibir uma testa grande e arredondada era [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Até onde você iria para seguir padrões de beleza? Você vai ver, agora, as estratégias usadas pelas mulheres medievais para conquistar seus homens.</p>
<h3>Testa grande</h3>
<p>Não é de hoje que a mulher sacrifica sua identidade em nome da beleza e na Idade Média, do século 13, em diante, exibir uma <a href="https://youtu.be/5ULe8YNYz10" target="_blank" rel="noopener">testa grande e arredondada</a> era algo absolutamente sensual.</p>
<p>Para garantir um testão no padrão de beleza medieval, as mulheres usavam navalhas para raspar os cabelos deixando a testa maior.</p>
<p>Não somente na testa, elas, geralmente, arrancavam cerca de 2 centímetros de toda linha do cabelo na cabeça, inclusive na nuca e atrás das orelhas. Acredita-se que parte disso tem a ver com a moda do chapéu &#8220;hat&#8221;, que foi superfashion até a renascença.</p>
<h3>Cabelos longos Extensões de cabelos</h3>
<p>O homem medieval adorava &#8220;se perder&#8221; em madeixas longas e volumosas. Por isso as mulheres também gostavam de usar extensões de cabelo para dar impressão de tê-los muito maiores do que realmente eram.</p>
<p>Aliás, essa <a href="https://diariodebiologia.com/2018/01/seculo-19-mulheres/">estratégia de beleza</a> sempre foi marcante, e permanece nos tempos atuais. Mas a igreja não apoiava isso de jeito nenhum!</p>
<p>O clero tentou desencorajar o uso e dizia que o cabelo postiço era um dos pecados da vaidade.</p>
<p>Nos registros da igreja da época, diz-se que as perucas provavelmente eram feitas de cabeças raspadas daqueles que agora sofrem no purgatório.</p>
<p>Contudo, os homens gostavam muito dos cabelos longos e por mais que a igreja pregasse o contrário a desobediência era unânime.</p>
<h3>Cabelos de linho</h3>
<p>Cabelo cor de linho era o tom preferido para as mulheres, já que os anjos eram frequentemente descritos sempre de <a href="https://diariodebiologia.com/2018/03/lavar-o-cabelo-todo-dia-causa-caspa/">cabelos loiros</a>.</p>
<p>Se você alcançasse um tom platinado, parabéns!!! Os homens cairiam aos seus pés.</p>
<p>Mas, não é porque faltava água oxigenada, que as mulheres não davam um jeito de clarear os cabelos. A mistura mais usada era açafrão com urina de cabra, que após passada era preciso secar ao sol.</p>
<p>Contudo, pasmem! Havia uma pedra mágica que, se usada no pescoço, deixava os cabelos loiros por magia.</p>
<p>O truque de mágica era usar um colar com uma grande pedra de opala. Eles acreditavam que usar um colar de opala manteria o cabelo loiro.</p>
<p>Tudo que você precisava fazer era colocá-lo em volta do pescoço e os poderes da pedra evitariam que seu cabelo escurecesse.</p>
<h3>Sobrancelha raspada, sem cílios</h3>
<p>Se a moda medieval voltasse hoje, certamente teríamos milhares de tutoriais das blogueiras ensinando como r<a href="https://diariodebiologia.com/2008/05/por-que-temos-sombracelhas/">aspar as sobrancelhas</a> e arrancar todos os cílios.</p>
<p>Bem, por alguma razão, as mulheres medievais passaram a raspar as sobrancelhas. Historiadores acreditam que essa moda estaria relacionada à moda da testa grande.</p>
<p>Mas o fato é que os homens adoravam mulheres sem as sobrancelhas.</p>
<p>Por isso, depois a moda foi além, e as mulheres passaram a arrancar seus cílios com pinças, deixando a linha d&#8217;água do olho completamente careca.</p>
<h3>Barriguinha saliente</h3>
<p>Se você tem o abdome trincado, parabéns! Mas na Idade Média, você seria ignorada, e provavelmente não levaria homem algum para sua cama.</p>
<p>Isso porque, os padrões de beleza no final da idade média pedia que a mulher tivesse uma barriguinha saliente.</p>
<p>Além disso, de forma alguma a linha das suas costelas poderia aparecer mesmo quando deitada. <a href="https://diariodebiologia.com/2018/04/barriga-inchada/">Ter barriga chapada</a> e costelas aparecendo se projetando, indicava que você não tinha comida suficiente, que era muito pobre ou era doente.</p>
<p>Portanto, orgulhe-se da sua barriguinha e dos seus quilos a mais. Na idade média você com certeza levaria um guerreiro gato para sua cama.</p>
<h3>Peitos apertados</h3>
<p>Para parecer ainda mais estranhas, as mulheres  <a href="https://diariodebiologia.com/wp-admin/post.php?post=56460&amp;action=edit#:~:text=Dor%20no%20peito%2C%20nem%20sempre%20%C3%A9%20infarto.%20Veja%20quatro%20causas%20para%20o%20problema">amarravam seus seios com faixas</a> de tecido ou couro, chamadas de bandeux.</p>
<p>O bandeux que foi um dos padrões de beleza, reduzia ainda mais o tamanho dos seios e deixaria a <a href="https://youtu.be/5ULe8YNYz10" target="_blank" rel="noopener">mulher socialmente adequada.</a></p>
<p>Embora chamasse muito a atenção masculina, ter seios soltos e fartos era uma característica das prostitutas. Uma mulher que pretendesse se casar deveria ter os seios presos, o que também melhorava sua postura.</p>
<h3>Nenhuma pinta visível</h3>
<p>Por alguma razão a pele era muito importante na idade média &#8211; e não apenas porque as mulheres faziam tudo para ter a pele pálida, mas sim porque ter marcas não era bem aceite pela sociedade cristã.</p>
<p>Ter sardas, pintas ou marcas de nascença era considerado uma marcação de bruxaria: seriam marcas deixadas para trás por pecados carnais com o diabo.</p>
<p>Acreditava-se que qualquer marca no corpo fosse uma evidência de ser diferente, e o diferente significava algo ruim na era medieval.</p>
<p>As sardas, no entanto, eram as <a href="https://youtu.be/5ULe8YNYz10" target="_blank" rel="noopener">marcas mais observadas em uma mulher</a> e indicava certamente envolvimento amoroso com o demônio.</p>
<p>Portanto, amiga, se você quisesse levar um homem medieval para sua cama, é bom que não tivesse pintas pelo corpo, ou sardas no rosto!</p>
<h3>Bolsa de ervas embaixo da saia</h3>
<p>Quem é mulher sabe que ficar 2 ou 3 dias sem higiene íntima pode ser catastrófico, em termos de odores corporais.</p>
<p>A partir do século 12, as mulheres passaram a perceber que quando seus corpos estavam perfumados, os homens ficavam mais animados.</p>
<p>Como o banho não era indicado, pois, abria os poros facilitando a entrada de doenças, as mulheres tiveram que optar por outros truques.</p>
<p>Elas usavam linho molhado em água de rosas, alecrim ou lavanda sobre os seios a fim de perfumá-los.</p>
<p>Mas o <a href="https://youtu.be/5ULe8YNYz10" target="_blank" rel="noopener">truque mais usado</a> era manter pequenos sachês por baixo das roupas. Sachês de especiarias aromáticas eram colocados em vários lugares do corpo, no peito, sob os braços e nas saias.</p>
<p>Havia até pedaços de pano extras que podiam ser removidos se encharcassem de suor sob as axilas.</p>
<p>Felizmente, no final da idade média, elas descobriram que a falta de banho, não significava ter <a href="https://diariodebiologia.com/2011/06/por-que-cachorro-molhado-tem-um-cheiro-tao-ruim/">mau cheiro.</a></p>
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