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	<title>Diário do Professor</title>
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	<description>A Escola como ela é</description>
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		<title>Como medimos as coisas</title>
		<link>https://diariodoprofessor.com/2026/03/11/como-medimos-as-coisas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Declev Dib-Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 19:25:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas e Colégios]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com objetivo de contribuir com a compreensão das diferentes formas de medição e construção de conhecimentos matemáticos e científicos desde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com objetivo de contribuir com a compreensão das diferentes formas de medição e construção de conhecimentos matemáticos e científicos desde a infância, o Colégio Santa Marcelina de São Paulo desenvolveu o <strong>projeto “Como medimos as coisas”</strong>.</p>
<p>O projeto introduz questões importantes e que são valorizadas pelo colégio Santa Marcelina, como autonomia infantil, pensamento lógico e capacidade de estimar.</p>
<p>A professora responsável pela iniciativa, <strong>Lilian Rita Mendes Macedo</strong>, explica no texto como foi possível ampliar o conhecimento de coisas do cotidiano, com dedicação e responsabilidade, de forma assertiva e estratégica.</p>
<p>A Iniciativa é com estudantes da Educação Infantil Nível 5 e propõe o uso de instrumentos formais e não formais para ampliar a compreensão sobre medição e o desenvolvimento do raciocínio lógico.</p>
<p>As Atividades incentivaram as crianças a explorar, de forma prática e investigativa, conceitos de tamanho, tempo e quantidade</p>
<h2>Projeto Como Medimos as Coisas</h2>
<p>Ao longo do ano letivo de 2025, uma turma de 14 estudantes da Educação Infantil – Nível V do Colégio Santa Marcelina São Paulo participou do projeto “Como medimos as coisas”, iniciativa pedagógica voltada à compreensão das diferentes formas de medição e construção de conhecimentos matemáticos e científicos desde a infância.</p>
<p>Os estudantes utilizaram instrumentos de medição formal, como régua, fita métrica, calendário e relógio analógico, além de recursos não formais, como passos, blocos, rolinhos e tampinhas, ampliando as possibilidades de investigação.</p>
<p>A proposta contribuiu para o desenvolvimento do pensamento lógico, da autonomia e da capacidade estimar, comparar e analisar a adequação e a precisão dos instrumentos, por meio de uma abordagem prática, reflexiva e investigativa.</p>
<p>As atividades incentivaram o desenvolvimento do pensamento lógico, autonomia infantil, capacidade de estimar, comparar e analisar a adequação e a precisão de diferentes instrumentos de medição, por meio de uma investigação estruturada que articulou experimentação, reflexão e produção de conhecimento.</p>
<p>Segundo a professora Lilian Rita Mendes Macedo, o projeto foi inspirado por uma abordagem investigativa e participativa e nasceu do interesse e da curiosidade das próprias crianças.</p>
<p style="padding-left: 40px;">“A partir do momento em que identifiquei esse interesse na turma, procurei criar um ambiente rico em materiais relacionados à medição. Então, conduzi os estudantes em um percurso de descobertas, no qual medir o próprio corpo, os objetos, os espaços, o tempo e até fenômenos da natureza passou a ser uma forma de compreender a si, ao outro e ao mundo”, afirma.</p>
<h3>Desenvolvimento socioemocional e tecnologia como aliadas</h3>
<p>O projeto integrou diferentes dimensões da aprendizagem, incluindo atividades voltadas ao campo socioemocional, especialmente por meio do trabalho em grupo. Segundo a professora, a experiência estimulou a escuta atenta, o respeito às diferentes ideias e a negociação de estratégias.</p>
<p style="padding-left: 40px;">“Esse processo contribuiu para a formação das crianças, tornando-as mais cooperativas, seguras e conscientes do tempo e do espaço do outro”, afirma Lilian.</p>
<p>A tecnologia também desempenhou um papel importante ao longo do projeto, com o uso de câmeras, aplicativos de medição e ferramentas digitais de registro. A partir disto, os estudantes ampliaram suas possibilidades de observação, comparação e documentação das descobertas, fortalecendo a análise dos dados coletados e aproximando a aprendizagem das dinâmicas variadas, como jogos, vídeos e atividades bilíngues, que complementaram o percurso pedagógico, contribuindo para a consolidação do vocabulário matemático, tanto em português quanto em inglês, de maneira lúdica e interativa.</p>
<p>O projeto se desdobrou em diversas experiências pedagógicas, como a <strong>construção e o uso de relógio de sol</strong> antigo para compreender a passagem do tempo a partir da observação da natureza, a criação de <strong>manuais de instrução</strong>, que ampliou o letramento e a autonomia, estudos do meio, que levaram a investigação para além dos muros da escola, <strong>atividades no ateliê e na sala maker</strong>, com a criação de instrumentos e protótipos, além da elaboração de gráficos e mapas mentais para organizar ideias, hipóteses e dados coletivos.</p>
<p>Ao longo do percurso, também houve a participação das famílias, que, por meio da plataforma de comunicação da escola, contribuíram com informações, doações e empréstimos de instrumentos de medição, como <strong>bússolas, trenas e réguas</strong> de diferentes tamanhos. Em casa, também participaram da construção de instrumentos, fortalecendo o vínculo entre escola e família e ampliando o repertório das crianças.</p>
<h3>Desafios, conquistas e legado do projeto</h3>
<p>Entre os desafios do projeto, esteve justamente o acesso a todos os instrumentos sugeridos pelos estudantes, o que exigiu criatividade, colaboração e envolvimento da comunidade escolar.</p>
<p>Por outro lado, a principal facilidade observada pela educadora foi o interesse autêntico e constante dos estudantes pela matemática, o que permitiu aprofundar progressivamente o nível das investigações.</p>
<p style="padding-left: 40px;">“Embora na Educação Infantil o currículo seja organizado por campos de experiência, o projeto dialogou de forma integrada com diferentes áreas do conhecimento, como ciência, linguagem, geografia e inglês, ampliando o repertório das crianças. Na etapa final, esse percurso também se aprofundou no campo socioemocional, ajudando os estudantes a compreenderem melhor o próprio tempo, o tempo do outro e a sua relação com o coletivo”, finaliza Lilian.</p>
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		<title>Projeto Pedagógico sobre Sustentabilidade</title>
		<link>https://diariodoprofessor.com/2026/03/04/projeto-pedagogico-sobre-sustentabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Declev Dib-Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 11:41:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas e Colégios]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudantes do Colégio Santa Marcelina desenvolvem Projeto Pedagógico sobre Sustentabilidade, o qual vai de captação de água a ativação de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Estudantes do Colégio Santa Marcelina desenvolvem <strong>Projeto Pedagógico sobre Sustentabilidade</strong>, o qual vai de captação de água a ativação de placas solares.</p>
<p style="font-weight: 400;">O projeto pedagógico integra diferentes áreas do conhecimento e coloca estudantes como protagonistas de soluções sustentáveis.</p>
<h2>Projeto Pedagógico sobre Sustentabilidade</h2>
<p style="font-weight: 400;">Com o objetivo de promover a conscientização sobre sustentabilidade diante dos desafios ambientais e sociais, estudantes do 5º ano do <strong><a href="https://bit.ly/45Tcdys" data-original-href="https://bit.ly/45Tcdys">Colégio Santa Marcelina  Rio de Janeiro</a> </strong>realizaram o projeto amplo de iniciativas alinhadas à preservação ambiental, denominado “Seja um beija-flor: cada gota importa”.</p>
<p style="font-weight: 400;">Como parte da proposta, a unidade recebeu um sistema de <strong>captação de água da chuva</strong>, as <strong>placas solares</strong> foram reativadas e uma campanha de <strong>recolhimento de resíduos especiais</strong> foi criada.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #000000;">A iniciativa também levou os estudantes a desenvolverem um protótipo que integra todas essas soluções, aplicando na prática os conhecimentos adquiridos.</span></p>
<p style="font-weight: 400;">O projeto estimulou a reflexão sobre o papel de cada indivíduo na construção de um futuro melhor, além de fortalecer as competências cognitivas e socioemocionais, como cooperação, protagonismo, cidadania e consciência ambiental, alinhados à proposta de formação integral da Rede Santa Marcelina.</p>
<p style="font-weight: 400;">A iniciativa foi conduzida pelas professoras do Colégio Santa Marcelina Rio de Janeiro, Ana Claudia Andrade e Erika Antunes, que apoiaram a turma em todas as etapas do trabalho.</p>
<p style="font-weight: 400; padding-left: 40px;">“Esse projeto reforça a importância do aprender fazendo, o que está alinhado ao nosso objetivo de formação integral e à nossa missão educativa, com a qual o estudante compreende o seu papel como agente de transformação”, comenta Ana.</p>
<p style="font-weight: 400;">Para colocar o projeto em prática, os estudantes foram incentivados, ao longo do ano letivo, a utilizarem práticas sustentáveis alinhadas a recursos tecnológicos, como pesquisas, produções audiovisuais, campanhas educativas e prototipagem, vivenciando diferentes maneiras de aprender e se expressar.</p>
<p style="font-weight: 400;">O objetivo foi demonstrar que pequenas ações podem gerar impactos positivos significativos no meio ambiente e na sociedade.</p>
<h3 style="font-weight: 400;">Processo investigativo, diagnóstico e soluções</h3>
<p style="font-weight: 400;">A metologia investigativa estimulou os estudantes a observarem a rotina da escola, identificarem problemas e proporem soluções viáveis. Entre os pontos levantados durante o diagnóstico inicial, destacaram-se o desperdício de água, a ausência de lixeiras para coleta seletiva e a inatividade dos sistemas solares.</p>
<p style="font-weight: 400;">Segundo a professora, a experiência proporcionou a todos uma vivência ativa em práticas e <strong><a href="https://diariodoprofessor.com/2025/09/30/livro-educacao-ambiental-na-escola/">educação ambiental</a></strong>, gerando reflexões e ações concretas voltadas para um futuro mais consciente. “O grupo realizou pesquisas, visitas técnicas e debates.</p>
<p style="font-weight: 400;">As propostas resultaram em um protótipo funcional, que reuniu as principais soluções idealizadas, entre elas captação de água da chuva, reativação das placas solares e instalação de caixas de descarte para resíduos especiais”, comenta Erika.</p>
<h3 style="font-weight: 400;">Captação de água da chuva e energia solar reativa</h3>
<p style="font-weight: 400;">Entre as ações do projeto, os estudantes desenvolveram, com o apoio da equipe gestora, um sistema de captação de água da chuva. A água coletada será utilizada em atividades como irrigação, limpeza de pátios e manutenção de áreas externas, contribuindo para a redução do consumo de água potável.</p>
<p style="font-weight: 400;">Outra frente importante foi a reativação das placas solares já existentes na unidade. Com a colaboração de uma empresa parceira, o sistema voltou a operar e permitirá a instalação de um totem para recarga de dispositivos eletrônicos, alimentado por energia solar, disponível para estudantes, colaboradores e familiares.</p>
<h3 style="font-weight: 400;">Conscientização sobre resíduos especiais</h3>
<p style="font-weight: 400;">A partir da inquietação apresentada pelos estudantes, as professoras incentivaram que eles elaborassem uma campanha de conscientização e coleta de resíduos especiais, como lâmpadas de LED, pilhas, baterias e pequenos eletrônicos.</p>
<p style="font-weight: 400;">Os estudantes produziram vídeos educativos, circularam pelos setores da escola para mobilizar colegas e apresentaram propostas à gestão. Como resultado, foi firmada uma parceria com a empresa Recicla RJ, que passou a realizar a coleta periódica dos resíduos sem custos para a escola.</p>
<p style="font-weight: 400;">Para a Erika, a mobilização da comunidade escolar, o alinhamento entre diferentes áreas do conhecimento e a superação de limitações técnicas e de recursos estiveram entre os principais desafios da iniciativa.</p>
<p style="font-weight: 400; padding-left: 40px;">“Os obstáculos contribuíram para aprimorar o processo de aprendizagem e fortalecer o engajamento dos estudantes. A experiência demonstrou que pequenas ações podem gerar grandes impactos, e observamos que eles passaram a agir com mais consciência percebendo que suas decisões podem transformar o ambiente em que vivem”, afirma a professora.</p>
<p style="font-weight: 400;">Com os resultados alcançados, o Colégio planeja expandir algumas das práticas para a comunidade do entorno e para comerciantes locais, transformando a unidade em um ponto de descarte seguro de resíduos especiais. A equipe também avalia a ampliação do uso de energia solar para outros espaços da instituição no próximo ano.</p>
<p style="font-weight: 400;">Segundo Ana, as ações do projeto também estimularam os estudantes a compartilharem práticas sustentáveis adotadas em casa, como hortas, economia de água e reciclagem doméstica, ampliando o alcance da iniciativa.</p>
<p style="font-weight: 400; padding-left: 40px;">“Ao incentivar pequenas mudanças de hábito, o projeto amplia seu alcance social e reforça a importância da sustentabilidade ambiental compartilhada, mostrando que ações simples podem gerar transformações significativas no dia a dia”, comenta a educadora.</p>
<p style="font-weight: 400;">O Santa Marcelina avalia que o modelo desenvolvido pode ser adaptado e implementado em outras unidades, respeitando suas especificidades estruturais e pedagógicas. A manutenção das soluções instaladas continuará sob acompanhamento de estudantes, professores e equipe gestora, garantindo a continuidade das ações.</p>
<h3 style="font-weight: 400;">Sobre o Santa Marcelina</h3>
<p style="font-weight: 400;">O Instituto Internacional das Irmãs de Santa Marcelina foi fundado em 1838 por Monsenhor Luigi Biraghi, com o auxílio de Marina Videmari, em Milão, na Itália. Dedicada à educação, à saúde e à assistência social, a Congregação difundiu-se globalmente a partir da instituição de colégios, hospitais e obras sociais.</p>
<p style="font-weight: 400;">Atualmente, presente em 8 países, espalhados por 3 continentes, e em 17 municípios e 9 estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Tocantins, o Instituto segue com a missão de levar adiante, com empenho e entusiasmo, a educação, a formação, a cura e a construção do ser humano íntegro e da sociedade. Tudo isso alinhado a uma metodologia inovadora de aprendizagem, que, por sua vez, está alinhada às principais tendências do mercado educacional.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como se livrar dos Vícios de Linguagem</title>
		<link>https://diariodoprofessor.com/2026/03/02/como-se-livrar-dos-vicios-de-linguagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Declev Dib-Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 18:45:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Giovana Pedroso, TEDx Speaker, jornalista e especialista em comunicação nos traz um artigo muito interessante sobre Como se livrar dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Giovana Pedroso, TEDx Speaker, jornalista e especialista em comunicação nos traz um artigo muito interessante sobre Como se livrar dos Vícios de Linguagem.</p>
<p>Se você é daqueles que não consegue se livrar dos &#8220;né&#8221;, &#8220;aí&#8221;, &#8220;certo&#8221;, &#8220;falou&#8221; e outras palavrinhas que vem sempre à boca quando está falando em publico, este artigo é pra vocês.</p>
<h2>Como se livrar dos Vícios de Linguagem</h2>
<p>Quando os vícios de linguagem escondem o verdadeiro problema.</p>
<p>O público não está contando seus “nés”. Está sentindo o que você sente.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Por <a href="https://www.giovanapedroso.com.br/">Giovana Pedroso</a></em></p>
<p>Quando perguntei à Ana qual era o maior desafio de comunicação e oratória que ela enfrentava, ouvi a voz de uma mulher tensa:</p>
<p style="padding-left: 40px;">“<em>Tenho muito vício de linguagem. Às vezes eu falo e depois fico pensando se poderia ter usado uma palavra melhor.</em>”</p>
<p>A Ana não está sozinha.</p>
<p>Ao conduzir processos com ela e com dezenas de outros profissionais nos últimos anos, fica cada vez mais claro: o pedido técnico quase sempre esconde um problema emocional. Quando alguém busca ajuda para “melhorar os vícios de linguagem”, raramente está, de fato, preocupado em eliminar “nés”, “e aí” ou outras repetições.</p>
<p>Então por que os vícios aparecem tanto como <em>tema central</em>?</p>
<p>Primeiro, porque é mais confortável nomear um problema técnico, “controlável”, do que encarar o problema principal, que costuma ser mais profundo e emocional.</p>
<p>Segundo, porque vícios de linguagem existem, a repetição incomoda, e falar sobre isso é uma estratégia de engajamento fácil para vídeos curtos no Instagram e no TikTok. Você consome, encontra um nome para o seu “problema de comunicação” e passa a acreditar nessa explicação como se fosse a causa.</p>
<p>Ainda bem que o papel de um professor, de uma liderança ou, no meu caso, de uma mentora, não é só entregar respostas prontas. É também fazer pensar e ajudar a traduzir sentimentos em palavras.</p>
<h3><strong class="ql-size-large">O que você está realmente dizendo?</strong></h3>
<p>Na maioria das vezes, vícios de linguagem são consequência de tensão, autocensura, tentativa de acertar e medo de “falar errado”. Se você tratar apenas os vícios, o travamento por medo de exposição e julgamento continua.</p>
<p>A anatomia do bloqueio costuma funcionar assim: você sabe que precisa se expor (em vídeo, reunião, apresentação); o medo do julgamento aumenta; a autocensura entra em cena; a tensão aparece na fala; os vícios surgem; você se cobra ainda mais; e o ciclo recomeça.</p>
<p>O público não contou seus “nés”. Mas sentiu a insegurança.</p>
<p>De acordo com o artigo <em>“How to Overcome Your Fear of Speaking Up in Meetings”</em>, publicado na <em>Harvard Business Review</em>, é preciso entender o receio do julgamento como um sinal emocional, e não como um erro de linguagem.</p>
<h3><strong class="ql-size-large">O que fazer?</strong></h3>
<p>Em vez de contar vícios, observe <em>em quais contextos</em> eles aparecem.</p>
<p>Quais situações aumentam sua tensão?</p>
<p>Seus vícios estão pedindo confirmação? Estão “comprando tempo” para evitar o erro?</p>
<p>Você está tentando gerar valor ou provar valor em público?</p>
<p>Outra medida urgente é trabalhar a estrutura mental que aumenta a clareza antes de falar. Quanto mais clareza, menos ansiedade. E menos ansiedade reduz a necessidade de se “ancorar” em vícios.</p>
<p>Os autores do artigo da <em>Harvard Business Review</em> sugerem reformular o pensamento de:</p>
<p style="padding-left: 40px;">“<em>Minha ideia não está pronta ou eu posso errar</em>”</p>
<p>para:</p>
<p style="padding-left: 40px;">“<em>Minha ideia pode ser um ponto de partida útil para o grupo.</em>”</p>
<p>Essa mudança de foco transforma a fala: ela deixa de ser prova de competência e vira contribuição. E quando a fala vira contribuição, o medo de julgamento perde força.</p>
<p>A pergunta correta não é: “Quantos ‘nés’ eu disse?”</p>
<p>A pergunta correta é: “Eu consegui transmitir a mensagem? As pessoas me entenderam? Eu estava presente ou estava me observando o tempo todo?”</p>
<p>No fim das contas, se você quer melhorar sua comunicação, precisa começar pelo lugar certo. Não é a boca que precisa de treino: é a coragem de se expor sem pedir desculpas o tempo todo, e sem precisar provar valor a cada frase.</p>
<p><strong>Sobre a Giovana Pedroso</strong></p>
<p>Comunicadora há 16 anos, educadora e palestrante. Atuou na afiliada da Globo em Santa Catarina, é 2x TEDx Speaker e especialista em transformar conteúdos densos em experiências de aprendizagem leves, aplicáveis e memoráveis, daquelas que geram insight e ação.</p>
<p>Impactou mais de cinco mil pessoas presencialmente em palestras, treinamentos e oficinas, passando por empresas como Azul Linhas Aéreas, Universidade Mackenzie, cooperativas e negócios que entendem a comunicação como uma competência estratégica.</p>
<p>Giovana Pedroso é formada em Comunicação Social/Jornalismo, com certificação em Comunicação Persuasiva pelo MIT, especialização em Gestão de Cooperativas pela USP e Neurociência do Comportamento pela PUCRS. Hoje, concentra seu trabalho</p>
<p>em ser ponte entre o que líderes e empreendedores já sabem e tudo o que ainda podem conquistar, representar e inspirar por meio da sua comunicação.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Juventude no Brasil &#8211; pesquisa qualitativa</title>
		<link>https://diariodoprofessor.com/2026/02/26/a-juventude-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Declev Dib-Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 12:43:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O artigo abaixo aborda questões sobre a juventude no Brasil e suas diversidade no âmbito social e educativo. Esses resultaods [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://diariodoprofessor.com/2026/02/26/a-juventude-no-brasil/">A Juventude no Brasil &#8211; pesquisa qualitativa</a> apareceu primeiro em <a href="https://diariodoprofessor.com">Diário do Professor</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo abaixo aborda questões sobre a juventude no Brasil e suas diversidade no âmbito social e educativo. Esses resultaods provém da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada em 2024 e divulgada pelo IBGE.</p>
<p>O Brasil registrava, á época, 9,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais em <strong>condições de analfabetismo</strong>.</p>
<p>O especialista no assunto, Filipe Pedroso Ribas &#8211; coordenador pedagógico da unidade de Piraí do Sul (PR) da rede de colégios do Santa Marcelina &#8211; aborda esse tema nutrindo com informações relevantes sobre as múltiplas juventudes existentes.</p>
<h2>A Juventude no Brasil</h2>
<p>As múltiplas juventudes no Brasil são complexas e diversas, marcadas por diferentes contextos sociais, culturais, econômicos e afetivos, que influenciam as vivências dos jovens nestes estágios.</p>
<p>Na educação, essa diversidade também enfrenta dificuldades. Sobre isso, veja o artigo abaixo denominado &#8220;<span style="font-size: 16px;"><strong>Da infância à vida adulta: a importância de reconhecer as múltiplas juventudes no Brasil</strong>&#8220;</span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Por: Filipe Pedroso Ribas</em></p>
<p>As múltiplas juventudes no Brasil são complexas e marcadas por diversidade, mas também compreendidas como uma fase de transição entre a infância e a vida adulta.</p>
<p>Elas podem ser determinadas por critérios etários, como os estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (10 a 24 anos) e pela <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12852.htm"><strong>Política Nacional de Juventude do Brasil</strong></a> (15 a 29 anos). No entanto, outros fatores, como os diferentes contextos sociais, culturais, econômicos e afetivos, influenciam as vivências dos jovens nestes estágios.</p>
<p>Marcada por diferentes experiências, a juventude é caracterizada pela heterogeneidade de perfis e personalidades, impactada por estímulos, curiosidades e descobertas relacionadas aos sonhos, à escolha profissional, universidade, vida social e religiosa.</p>
<p>Esses elementos são fundamentais para o desenvolvimento integral das pessoas, incluindo dimensões internas como o autoconhecimento e a autonomia, aspectos essenciais para um crescimento saudável e equilibrado.</p>
<h3>O desafio do atraso e evasão escolar nos indicadores educacionais</h3>
<p>Reconhecer a importância das múltiplas juventudes no contexto escolar é essencial para fortalecer e qualificar as práticas pedagógicas. No Brasil, o percurso educacional que envolve alfabetização, desenvolvimento da leitura, interpretação e aprendizagem de diferentes áreas do conhecimento acompanha o estudante, em média, dos 4 aos 17 anos de idade.</p>
<p>É nesse período que se consolidam as primeiras interações sociais, amizades, desafios, responsabilidades e vivências coletivas, mediadas, em grande parte, pelo ambiente escolar.</p>
<p>No entanto, essa realidade ainda <strong>não se concretiza plenamente</strong> para todos. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada em 2024 e divulgada pelo <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43699-indicadores-educacionais-avancam-em-2024-mas-atraso-escolar-aumenta"><strong>IBGE</strong></a>, em que o Brasil registrava 9,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais em <strong>condições de analfabetismo</strong>, o que corresponde a uma taxa de 5,3%.</p>
<p>Embora esse índice represente um avanço em relação aos anos anteriores, de 6,7%, em 2016 e 5,4%, em 2023, ele ainda revela desafios estruturais importantes.</p>
<p>Entre as crianças de 6 a 14 anos, o índice de escolarização alcança 99,5%, mantendo-se praticamente estável em relação a 2016 (99,2%). Já entre jovens de 15 a 17 anos, a taxa cai para 93,4%, abaixo do previsto pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Ainda segundo o censo, cerca de 8,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não haviam concluído o Ensino Médio em 2024, seja por evasão escolar ou por nunca terem frequentado essa etapa de ensino.</p>
<p>Os dados demonstram que desafios ainda persistem no campo educacional, como a permanência na escola, que é determinante para o fortalecimento das práticas pedagógicas e impacta diretamente na capacidade de acolhimento, escuta e superação das dificuldades vivenciadas pelos estudantes.</p>
<h3>Fortalecimento da prática pedagógica</h3>
<p>Diante desse cenário, cabe às escolas compreender e acolher as diferentes realidades que compõem as múltiplas juventudes. Esse compromisso vai além da transmissão de conteúdos disciplinares e metodológicos.</p>
<p>Nesse cenário, a escola superou o papel de espaço restrito à aprendizagem cognitiva, assumindo, também, a responsabilidade pelo desenvolvimento humano, social e emocional dos estudantes.</p>
<p>Políticas e práticas educacionais mais eficazes dependem do reconhecimento dessa diversidade, reforçando a importância da formação contínua e da construção de ambientes que valorizam a escuta ativa, a convivência respeitosa e o <a href="https://www.santamarcelina.edu.br/colegio/blog/preparar-jovens-para-o-futuro-educacao-e-desafios/?utm_source=EPR&amp;utm_medium=PR&amp;utm_campaign=santa_marcelina_artigo_juventude&amp;utm_content=santa_marcelina_artigo_juventude"><strong>protagonismo dos jovens</strong></a>.</p>
<p>Quando o estudante se reconhece pertencente ao ambiente escolar, ele encontra mais sentindo na aprendizagem e maior motivação para permanecer neste espaço e se desenvolver.</p>
<h3>A importância da união entre escola e família</h3>
<p>A escola é um dos pilares fundamentais no reconhecimento das múltiplas juventudes. O papel desta instituição vai além do campo acadêmico, consolidando-se como parte de apoio que envolve a família e a comunidade. A participação ativa dos pais no cotidiano escolar é essencial para promover diálogo, acompanhamento e incentivo aos jovens, especialmente ao longo do Ensino Fundamental e Médio.</p>
<p>Além disso, o acesso ao ensino superior está diretamente relacionado à construção sólida de conhecimentos nas etapas anteriores da escolarização. Nesse percurso, o papel acolhedor das instituições de ensino amplia a compreensão sobre as necessidades e potencialidades de cada estudante, fortalecendo tanto sua trajetória acadêmica como a pessoal.</p>
<p>Reconhecer as múltiplas juventudes implica corresponder às necessidades reais dos jovens e considerar a pluralidade de suas trajetórias e formas de estar no mundo. Considerando que os pontos de partida dessas juventudes são distintos, é fundamental que a educação se adapte para acolher, orientar e fortalecer cada jovem em sua singularidade, promovendo uma formação verdadeiramente humana, integral e transformadora.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>O autor:</strong> Filipe Pedroso Ribas é Coordenador Pedagógico da unidade de Piraí do Sul (PR) da Rede de Colégios Santa Marcelina, instituição que alia tradição à uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.</em></p>
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		<title>Adaptação Escolar</title>
		<link>https://diariodoprofessor.com/2026/01/30/adaptacao-escolar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Declev Dib-Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 23:50:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Compartilho o artigo abaixo sobre adaptação escolar e os desafios emocionais vividos por crianças e famílias nesse início de ano letivo, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://diariodoprofessor.com/2026/01/30/adaptacao-escolar/">Adaptação Escolar</a> apareceu primeiro em <a href="https://diariodoprofessor.com">Diário do Professor</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Compartilho o artigo abaixo sobre <strong>adaptação escolar e os desafios emocionais</strong> vividos por crianças e famílias nesse início de ano letivo, assinado por <strong>Flavia Armond</strong>, Coordenadora de Projetos Pedagógicos da <a href="https://www.santamarcelina.edu.br/?utm_source=EPR&amp;utm_medium=PR&amp;utm_campaign=Santa_marcelina_adaptacao_escolar_desafio&amp;utm_content=Santa_marcelina_adaptacao_escolar_desafio" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rede de Colégios Santa Marcelina</strong></a>.</p>
<p style="font-weight: 400;">O texto aborda como a entrada na educação infantil e nos anos iniciais vai muito além do primeiro dia de aula, envolvendo mudanças de rotina, vínculos e expectativas, e aponta caminhos práticos para que família e escola conduzam esse processo de forma mais acolhedora, previsível e segura.</p>
<p style="font-weight: 400;">Considerando que o fim das férias e o retorno às aulas costumam intensificar dúvidas, inseguranças e buscas por orientação, acredito que o tema pode render uma ótima pauta sobre <strong>educação, desenvolvimento infantil e saúde emocional.</strong></p>
<h2 style="font-weight: 400;">Adaptação Escolar &#8211; um dos principais desafios para crianças e famílias</h2>
<p style="font-weight: 400; text-align: right;"><em>Por Flavia Armond</em></p>
<p style="font-weight: 400;">A adaptação escolar continua entre os maiores desafios para crianças e famílias porque não se resume ao primeiro dia de aula. Entrar na escola, na educação infantil ou nos anos iniciais, mexe com a rotina, desloca vínculos importantes e coloca a criança diante de um ambiente novo, com regras, adultos e colegas ainda desconhecidos. É um período em que curiosidade e entusiasmo costumam andar junto de ansiedade e insegurança.</p>
<p style="font-weight: 400;">Nesse contexto, a maneira como família e escola conduzem a adaptação é decisivo, tendo em vista que, quando os adultos tratam esse início com calma, firmeza e coerência, a criança tende a se sentir mais segura para explorar o novo ambiente. Já quando há pressa, insegurança ou mensagens contraditórias, o processo costuma ficar mais pesado e prolongado. É nessa combinação entre acolhimento e previsibilidade que se constrói uma entrada mais tranquila na vida escolar.</p>
<h3 style="font-weight: 400;">Adaptação escolar na educação infantil</h3>
<p style="font-weight: 400;">Quando falamos em educação infantil, a adaptação escolar exige sensibilidade e constância, pois a separação da família e a entrada em um ambiente desconhecido ainda são experiências muito novas para a criança. Um passo importante nesta etapa é demonstrar segurança ao levar à criança pela primeira vez à escola, acalmá-la e demonstrar confiança, além de usar palavras de incentivo, ajudando a fortalecer sua autonomia e reduzir a ansiedade.</p>
<p style="font-weight: 400;">Nos primeiros dias, o choro é comum, e explicar que o reencontro vai acontecer em breve contribui para que a criança entenda a dinâmica escolar e sinta-se protegida. Com o tempo, essa reação diminui à medida que ela cria vínculos com as pessoas e com a rotina da escola.</p>
<p style="font-weight: 400;">Manter uma rotina estável é importante nesse começo, pois a repetição de horários, pessoas e caminhos cria previsibilidade, e essa previsibilidade dá à criança um suporte mais consistente para se organizar internamente e entender o que vem a seguir. Também é importante que a família evite sair escondida, já que despedidas sinceras, mesmo quando provocam choro, reforçam a confiança e ajudam a criança a perceber que pode contar com o adulto.</p>
<p style="font-weight: 400;">Nesse mesmo sentido, promessas vagas como “já volto” costumam piorar a ansiedade, e por isso vale ser claro sobre o tempo, explicar de maneira simples quando haverá o reencontro e combinar expectativas reais, o que tranquiliza a criança e favorece a adaptação escolar.</p>
<p style="font-weight: 400;">Preparar a família emocionalmente é tão necessário quanto preparar a criança, porque sentir insegurança nessa fase é natural, mas transmitir confiança ajuda o filho a se perceber acolhido e capaz de atravessar a novidade. Também vale valorizar as conquistas diárias, como fazer um novo amigo, participar de uma atividade diferente ou comentar algo que descobriu na escola, já que esse reconhecimento reforça o lado positivo do processo e fortalece o vínculo com o ambiente escolar.</p>
<p style="font-weight: 400;">À medida que a família demonstra interesse pelo que acontece ali, participa de eventos e se aproxima de outras pessoas da comunidade escolar, a criança tende a construir um sentimento maior de pertencimento, contribuindo para que a adaptação escolar avance mais tranquilamente.</p>
<h3 style="font-weight: 400;">Adaptação escolar nos anos iniciais</h3>
<p style="font-weight: 400;">Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a adaptação escolar assume novos contornos, uma vez que, embora as crianças já tenham vivenciado experiências escolares antes, esse período traz mudanças importantes, como regras diferentes, mais autonomia e um novo grupo de colegas. Cada estudante possui seu próprio ritmo, e respeitar essas individualidades é fundamental par o processo.</p>
<p style="font-weight: 400;">Quando os educadores observam com atenção essas diferenças, conseguem ajustar a forma de acolher e orientar cada criança, enquanto a família pode acompanhar mais de perto mantendo um diálogo aberto sobre o dia a dia escolar, perguntando como foi a rotina, o que ela sentiu, do que gostou e com quem se aproximou, de modo que a criança perceba que não está atravessando essa transição sozinha.</p>
<p style="font-weight: 400;">Além disso, a empatia dentro de casa continua sendo um dos pilares do acolhimento nessa etapa, e reservar um tempo para ouvir a criança com atenção, reforçar aquilo que está indo bem e tratar os desafios cotidianos como parte do caminho ajuda a tornar a adaptação mais leve.</p>
<p style="font-weight: 400;">Comparações com colegas ou irmãos costumam aumentar a ansiedade e a insegurança, por isso é preferível reconhecer o esforço individual e valorizar pequenas evoluções. A rotina, de novo, tem papel decisivo, já que horários estáveis para dormir, acordar, alimentar-se e realizar as tarefas escolares organizam o dia e dão previsibilidade, fortalecendo a sensação de segurança. Vale reforçar que, nesse período, os estudantes estão lidando com novas dinâmicas acadêmicas e sociais, e esse ajuste socioemocional acontece aos poucos, de forma singular para cada criança.</p>
<h3 style="font-weight: 400;">Processo contínuo de adaptação escolar</h3>
<p style="font-weight: 400;">A adaptação escolar, seja na Educação Infantil ou nos Anos Iniciais, influencia a relação que a criança vai construir com a escola desde o início. Quando família e equipe pedagógica conduzem esse período com combinados claros, rotina estável e escuta atenta, o dia a dia fica mais previsível para a criança, e isso reduz a insegurança típica das primeiras semanas. A confiança vai se formando aos poucos, nas pequenas experiências diárias, como reconhecer a sala, entender quem são os adultos de referência, se aproximar dos colegas e perceber que a escola é um lugar onde ela pode ficar bem.</p>
<p style="font-weight: 400;">Sendo assim, respeitar o tempo de cada criança, manter um diálogo constante com a escola e reconhecer os avanços que aparecem no cotidiano são atitudes que sustentam a adaptação escolar de uma maneira mais consistente. Esse acompanhamento não elimina o desconforto inicial, mas ajuda a criança a atravessar essa fase com menos tensão, porque ela percebe que existem adultos atentos ao que sente e ao que precisa. Quando família e escola atuam em sinergia, com expectativas realistas e rotinas bem estabelecidas, essa adaptação passa a ser parte de um processo de construção de segurança e autonomia ao longo da vida escolar.</p>
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		<title>Psicopedagogia para consciência ambiental</title>
		<link>https://diariodoprofessor.com/2025/12/22/psicopedagogia-para-consciencia-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Declev Dib-Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 18:11:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Psicopedagogia para consciência ambiental. Neste artigo, a psicopedagoga Paula Mazzola defende que a psicopedagogia é fundamental para despertar a consciência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span data-contrast="none"><strong>Psicopedagogia para consciência ambiental.</strong> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Neste artigo, a psicopedagoga Paula Mazzola defende que a psicopedagogia é fundamental para despertar a consciência ambiental nas crianças por meio do vínculo, do afeto e da vivência com a natureza. </span></p>
<p><span data-contrast="none">Autora da trilogia &#8220;<a href="https://amzn.to/3L9RfUy"><strong>Atequenfim</strong></a>&#8220;, ela compara o desenvolvimento infantil ao crescimento de uma semente, que precisa de condições emocionais adequadas para florescer. </span></p>
<p><span data-contrast="none">Assim, aprender em contato com a natureza torna-se um ato de cuidado, pertencimento e regeneração da vida.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Leia também: <a href="https://diariodoprofessor.com/2025/12/08/educacao-na-era-digital/" rel="bookmark">Educação na era digital</a></strong></p>
<h2><span data-contrast="none">Psicopedagogia para consciência ambiental<br />
</span></h2>
<p><span data-contrast="none">Cultivar a psicopedagogia como sementes da consciência ambiental nas crianças.</span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Paula Mazzola</em></p>
<p><span data-contrast="none">Em tempos de crise climática e crescente desconexão com a nossa natureza, origens e verdadeira essência, a psicopedagogia emerge como poderosa aliada na formação da consciência ambiental infantil. </span></p>
<p><span data-contrast="none">Quando uma criança planta uma muda, observa o voo de uma borboleta, escuta o canto das aves, ela vivencia experiências naturais de empatia, responsabilidade e encantamento, bases primordiais para gerar conhecimento e permitir que a autêntica aprendizagem aconteça.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Mas, antes de educar as crianças em relação ao meio ambiente, é preciso educar sobre o vínculo, além de compreender como se dá o processo de aprendizagem, a forma de se relacionar com o mundo e, principalmente, como se constrói sentido e pertencimento nesse processo.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Todos nós temos a necessidade de </span><em><span data-contrast="none">conexão</span></em><span data-contrast="none">. Um bebê, por exemplo, desenvolve-se através dos vínculos, caso contrário, ele não sobrevive. De forma análoga, podemos associar essa questão a uma semente: dentro dela há um pequeno ecossistema contendo tudo o que sustentará a planta ao germinar. </span></p>
<p><span data-contrast="none">Ela carrega essa essência pura, armazenada de forma latente, aguardando as condições favoráveis para seu desenvolvimento. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A criança aprende a se relacionar com o planeta da mesma forma que vê os adultos se relacionando. O grande desafio, porém, é que muitas vezes este, ensina sobre o cuidado com o planeta de forma dissociada da própria prática. O adulto cobra atitudes sustentáveis, mas vive desconectado do que prega.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">É neste sentido que o psicopedagogo deve agir como um jardineiro das relações humanas. São esses os profissionais responsáveis por criar ambientes de aprendizagens que despertam a curiosidade e o senso de pertencimento, preparam o campo emocional, regam com escuta e paciência, removem os bloqueios que impedem o crescimento e celebram cada broto de descoberta.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A consciência ambiental nasce onde o afeto encontra o conhecimento. Surge do reconhecimento de que todo aprendizado verdadeiro começa na relação: consigo mesmo, com o outro, com os outros e com o planeta.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">A psicopedagogia se assemelha à própria natureza: seguindo ritmos orgânicos, com respeito ao tempo de germinação e a diversidade de cada espécie, acreditando que cada ser floresce à sua maneira. Assim como o solo precisa ser fértil para acolher a semente, a mente da criança precisa de vínculos seguros, curiosidade e afeto para que o aprendizado floresça. Nesse processo, aprender torna-se um ato de regeneração. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Cultivar os processos de aprendizagens em contato com a natureza fortalece o solo para que as crianças possam polinizar, com autenticidade e liberdade, as coloridas flores desse lindo jardim chamado: VIDA!</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p style="text-align: right;"><em><span data-contrast="none">*Paula Mazzola é psicopedagoga pela PUC-SP, pós-graduada em Educação para a Sustentabilidade e Regeneração, especialista em Liderança ecossistêmica e autora da trilogia “Atequenfim”</span></em><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:3,&quot;335551620&quot;:3,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p>O post <a href="https://diariodoprofessor.com/2025/12/22/psicopedagogia-para-consciencia-ambiental/">Psicopedagogia para consciência ambiental</a> apareceu primeiro em <a href="https://diariodoprofessor.com">Diário do Professor</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os esquecidos heróis negros do Brasil</title>
		<link>https://diariodoprofessor.com/2025/12/15/os-esquecidos-herois-negros-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Declev Dib-Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 23:47:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Luta Antirracista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje eu trago a vocês uma discussão super importante sobre os esquecidos heróis negros do Brasil, em um artigo escrito [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://diariodoprofessor.com/2025/12/15/os-esquecidos-herois-negros-do-brasil/">Os esquecidos heróis negros do Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://diariodoprofessor.com">Diário do Professor</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu trago a vocês uma discussão super importante sobre os esquecidos heróis negros do Brasil, em um artigo escrito pelo pesquisador Edison Reis.</p>
<p>Ele discute como soldados negros e indígenas que lutaram na Guerra do Paraguai foram &#8220;apagados&#8221; da memória nacional, apesar de sua participação decisiva no conflito.</p>
<p>Autor de &#8220;<strong>Fernão e a Epopeia da Coluna dos Pretos</strong>&#8220;, ele defende a revisão da história e enfatiza que reconhecer esses heróis é essencial para reconstruir a identidade nacional e reparar injustiças.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Leia também: <a href="https://diariodoprofessor.com/2025/10/21/a-sabedoria-dos-antepassados/" rel="bookmark">A Sabedoria dos antepassados em um livro infantil</a></strong></p>
<h2><span style="font-weight: inherit;">Heróis Negros do Brasil</span></h2>
<p style="text-align: right;"><i style="font-weight: inherit;">Edison Emídio dos Reis</i></p>
<div>
<div>
<p><span data-contrast="auto">Nos filmes e séries norte-americanos, veteranos de guerra são frequentemente cumprimentados com a frase “Obrigado pelos seus serviços”. Esse gesto simples simboliza reconhecimento coletivo e legitimação histórica. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">No Brasil, porém, soldados negros, indígenas e descendentes de africanos que lutaram na Guerra do Paraguai permanecem invisíveis. Apesar de representarem parte significativa das tropas brasileiras como mostrou <a href="https://amzn.to/3XSzoEC"><strong>Francisco Doratioto</strong></a> em “<a href="https://amzn.to/4rW9ehW"><strong>Maldita Guerra</strong></a>”, eles foram sistematicamente omitidos da narrativa oficial.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Essa exclusão <strong>não é acidental</strong>. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A identidade nacional foi construída com base em referências europeias, de acordo com <strong>Lilia Mortiz Schwarcz</strong> e <strong>Heloiza Murgel Starlingem</strong> em </span><span data-contrast="auto">“<a href="https://amzn.to/4rTXxsd"><strong>Brasil: uma Biografia</strong></a>”</span><span data-contrast="none">, </span><span data-contrast="auto">ignorando contribuições afro-indígenas e reforçando uma ideia de heroísmo associada às elites brancas. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A escravidão, sustentada por uma legislação que transformava pessoas em propriedade, dificultou qualquer reconhecimento posterior, mesmo quando esses indivíduos foram enviados ao </span><em><span data-contrast="auto">front</span></em><span data-contrast="auto">, como explicitado por <strong>Abdias Nascimento</strong> em “<a href="https://amzn.to/3KTWLun"><strong>O genocídio do negro brasileiro</strong></a>&#8220;. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A abolição, tardia e sem medidas reparatórias, consolidou esse desligamento entre sacrifício e reconhecimento.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Somado a isso, o influxo de imigrantes europeus no fim do século XIX contribuiu para a fragmentação da memória. Conforme apontado por <strong>Darcy Ribeiro</strong> no clássico “<a href="https://amzn.to/4rYExZx"><strong>O povo brasileiro</strong></a>”, muitos desses imigrantes chegaram sem relação com a história militar brasileira e passaram a reproduzir suas próprias tradições culturais, reforçando modelos identitários distantes da realidade nacional anterior à sua chegada. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Resultado: os verdadeiros protagonistas de batalhas fundamentais foram substituídos por personagens simbólicos mais palatáveis ao imaginário dominante.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A persistência do apagamento afeta diretamente a noção de pertencimento. Quando a história é contada como se apenas alguns tivessem construído o país, os demais permanecem como figurantes. O impacto é profundo: quem não se vê na história, não se reconhece no presente. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Incorporar ancestralidade, espiritualidade e a cosmologia dos orixás nessa revisão historiográfica é uma forma de reparação simbólica indispensável. A espiritualidade de matriz africana serviu como fonte de resistência emocional para muitos combatentes, sustentando-os diante da violência e do abandono, conforme <strong>Reginaldo Prandi</strong> analisou em “<a href="https://amzn.to/3N2tNcr"><strong>As religiões afro-brasileiras e a resistência cultural</strong></a>&#8220;.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Recontar essa história exige coragem e honestidade. O silêncio que recai sobre esses heróis parece ser parte ativa da manutenção das desigualdades. Romper com essa lógica significa devolver voz e dignidade aos que lutaram sem serem lembrados. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Reconhecê-los não corrige apenas registros: reconfigura os fundamentos da identidade nacional e redefine quem tem o direito de dizer com legitimidade: “<strong>Este país também foi construído por mim</strong>.”</span><span data-ccp-props="{&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Como homenagem a um herói esquecido, cita-se o <strong>capitão Marcolino José Dias</strong>, dos <strong>Zuavos da Bahia</strong>, que no cerco ao Forte de Curuzú escalou a muralha inimiga, arrancou a bandeira paraguaia e hasteou o pavilhão brasileiro ao grito de “<strong>Está aqui o negro zuavo baiano!</strong>”. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Que sua coragem simbolize o resgate da memória e a reparação histórica de todos que lutaram pelo país, mas jamais receberam o devido reconhecimento.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
<p style="text-align: right;"><em><span data-contrast="auto">*</span></em><em><span data-contrast="none"> Edison Reis é autor do livro “Fernão e a Epopeia da Coluna dos Pretos”, que marca sua estreia na literatura e apresenta o protagonisto das pessoas negras na Guerra do Paraguai</span></em><span data-ccp-props="{&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:3,&quot;335551620&quot;:3,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}"> </span></p>
</div>
</div>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Educação na era digital</title>
		<link>https://diariodoprofessor.com/2025/12/08/educacao-na-era-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Declev Dib-Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2025 16:09:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Educação na era digital e a Aula como conversa: um novo olhar para o ensino na era digital. Em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://diariodoprofessor.com/2025/12/08/educacao-na-era-digital/">Educação na era digital</a> apareceu primeiro em <a href="https://diariodoprofessor.com">Diário do Professor</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Educação na era digital e a Aula como conversa: um novo olhar para o ensino na era digital.</p>
<p>Em novo livro, o professor Sergio Felipe Moraes aborda o papel insubstituível do docente na formação de pensadores críticos</p>
<h2>Educação na era digital</h2>
<p>Na era digital, onde qualquer informação pode ser adquirida em poucos segundos, as escolas enfrentam o desafio de formar indivíduos capazes de pensar por conta própria.</p>
<p>Neste sentido, o professor e escritor Sergio Felipe Moraes propõe uma abordagem pedagógica inovadora que valoriza a conversa como caminho para o aprendizado.</p>
<p>No ensaio acadêmico <a href="https://amzn.to/4iSAYA4"><strong>Aula como Conversa</strong></a>: transformando o jeito de ensinar e de aprender, ele defende a importância de transformar a sala de aula em um espaço de escuta e de descoberta, onde o estudante se torna protagonista ao ser incentivado a perguntar, sair das fórmulas engessadas de questionamentos prontos.</p>
<p>Com base em mais de 17 anos de experiência nas redes públicas de Angra dos Reis e da Cidade do Rio de Janeiro, o educador analisa a cultura escolar que reduz o aluno a mero reprodutor de respostas e propõe uma pedagogia transformadora, em que a leitura, a escrita e o pensamento crítico se desenvolvem de forma integrada.</p>
<p>Amparado por referências teóricas como Michel Foucault, Ana Maria Monteiro, Lee Shulman, Clermont Gauthier e Gert Biesta, o autor afirma que o professor pode ser produtor de saberes, e não apenas executor de métodos pedagógicos convencionais, como práticas centradas na memorização e sem espaço para reflexões.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>Enquanto tivermos alunos do ensino básico que passam grande parte do processo de escolarização respondendo a perguntas feitas por outros e escrevendo textos que não são da autoria deles, dificilmente conseguiremos dialogar com os desafios e as demandas do mundo contemporâneo. </em>(<a href="https://amzn.to/4iSAYA4"><strong>Aula como Conversa</strong></a>: transformando o jeito de ensinar e de aprender, p. 261)</p>
<p>Com uma linguagem clara e exemplos práticos, Sergio Felipe Moraes alerta ainda para o risco da dependência cognitiva causada pelo uso excessivo das tecnologias digitais.</p>
<p>Ao mesmo tempo, propõe caminhos para restaurar e potencializar o sentido da escola contemporânea, reafirmando o papel insubstituível do professor como mediador do conhecimento e guardião do pensamento crítico, já que é ele quem orienta a reflexão, contextualiza informações, promove o diálogo e estimula a capacidade dos alunos de elaborar os próprios pensamentos.</p>
<p>A obra é um convite a todos os educadores repensarem o sentido da aula, as metodologias de ensino e a avaliação da aprendizagem, transformando o ensino em um espaço significativo e democrático.</p>
<p style="padding-left: 40px;">“Este ensaio evita apontar erros ou culpabilizar à docência. Em vez disso, propõe um duplo movimento: desnaturalizar problemas oriundos da cultura escolar e, simultaneamente, produzir respostas aos problemas urgentes da atualidade”, ressalva o especialista.</p>
<p><strong>FICHA TÉCNICA</strong></p>
<ul>
<li>Título: Aula como conversa</li>
<li>Subtítulo: Transformando o jeito de ensinar e de aprender</li>
<li>Autor: Sergio Felipe Moraes</li>
<li>ISBN: 9786552783530</li>
<li>Páginas: 274</li>
<li>Preço: R$57, 90</li>
<li>Onde encontrar: <a href="https://amzn.to/4iSAYA4"><strong>Amazon</strong></a></li>
</ul>
<p><a href="https://amzn.to/4iSAYA4" target="_blank" rel="nofollow noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4745 size-full" src="https://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2025/12/educacao-na-era-digital.jpg" alt="" width="296" height="425" srcset="https://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2025/12/educacao-na-era-digital.jpg 296w, https://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2025/12/educacao-na-era-digital-209x300.jpg 209w" sizes="(max-width: 296px) 100vw, 296px" /></a></p>
<h3>Sobre o autor:</h3>
<p>Sergio Felipe Moraes é professor de História com 17 anos de experiência nas redes públicas municipais de ensino de Angra dos Reis e da Cidade do Rio de Janeiro. Ele é Doutorando em Ensino de História (UFRJ), Mestre em Ensino de História (UFRJ), Especialista em Educação Tecnológica (Cefet-RJ) e integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Ensino de História e Formação de Professores (Gehprof-UFRJ). Desde 2021, atua na formação continuada de professores da rede pública municipal de Angra dos Reis, promovendo palestras e encontros formativos voltados para todos os gestores escolares, professores recém-empossados e docentes da Educação Infantil, dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental. Somente no ano de 2025, já realizou mais de 40 encontros formativos com educadores da rede, contribuindo para o fortalecimento da prática pedagógica e da gestão educacional no município.</p>
<p><strong>Redes sociais do autor:</strong></p>
<p>Instagram: @sergiolipemoraes<br />
LinkedIn: Sergio Felipe Moraes<br />
Youtube: @sergiofelipemoraes2914<br />
Facebook: Felipe Moraes</p>
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		<title>Pare de procastinar!</title>
		<link>https://diariodoprofessor.com/2025/12/01/pare-de-procastinar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Declev Dib-Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 19:58:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pare de procastinar! Acha que é difícil? Este livro vai te ajudar! Em &#8220;A psicologia da procrastinação&#8220;, o psicólogo Marcelo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pare de procastinar! Acha que é difícil? Este livro vai te ajudar!</p>
<p>Em &#8220;<a href="https://amzn.to/4oqL9wI"><strong>A psicologia da procrastinação</strong></a>&#8220;, o psicólogo Marcelo Hugo da Rocha explora como os mecanismos mentais de autodefesa influenciam o comportamento de adiar tarefas. O autor explica como medo, culpa e ansiedade moldam esse comportamento e apresenta estratégias práticas para romper o ciclo do adiamento.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Leia também: <a href="https://diariodoprofessor.com/2025/09/30/livro-educacao-ambiental-na-escola/" rel="bookmark">Livro Educação Ambiental na Escola</a></strong></p>
<h2>Pare de procastinar!</h2>
<div>
<p>A ciência das emoções por trás da procrastinação</p>
<div>
<p><span data-contrast="none">Cerca de 40 milhões de brasileiros são <strong>procrastinadores crônicos</strong>, diante disso, enquanto a sociedade busca compreender sua relação com o tempo e a forma como o administra, a ciência se dedica a investigar como as emoções interferem diretamente no comportamento procrastinador. </span></p>
<p><span data-contrast="none">Com base em mais de 200 publicações científicas, o psicólogo</span> <span data-contrast="none">clínico </span><strong><span data-contrast="none">Marcelo Hugo da Rocha</span></strong><span data-contrast="none"> apresenta </span><a href="https://amzn.to/4oqL9wI"><strong><em><span data-contrast="none">A psicologia da procrastinação</span></em></strong></a><strong><span data-contrast="none">,</span></strong><span data-contrast="none"> obra que combina fundamentos teóricos e exemplos práticos para demonstrar que adiar tarefas vai muito além da falta de disciplina, sendo resultado de <strong>mecanismos mentais de autodefesa</strong> e da busca por alívio emocional imediato.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, o autor explica que a procrastinação é uma resposta inconsciente a emoções negativas como medo, culpa, ansiedade e insegurança, levando o indivíduo a substituí-las por atividades prazerosas e de recompensa rápida. </span></p>
<p><span data-contrast="none">Esse processo cria um ciclo de fuga emocional que bloqueia a ação e reforça o hábito de adiar. Para romper esse padrão, ele propõe quatro pilares fundamentais: </span></p>
<ul>
<li><span data-contrast="none">força de vontade, </span></li>
<li><span data-contrast="none">motivação, </span></li>
<li><span data-contrast="none">formação de hábitos e </span></li>
<li><span data-contrast="none">regulação emocional. </span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="none">São elementos que, juntos, promovem o equilíbrio entre a razão e a emoção.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em><span data-contrast="none">É necessário mergulhar nas emoções subjacentes que, muitas vezes, estão no controle silencioso, guiando nossas ações ou, melhor dizendo, nossas inações.</span></em><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:3,&quot;335551620&quot;:3,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559739&quot;:0}"> </span><span data-contrast="none">(</span><strong><a href="https://amzn.to/4oqL9wI">A psicologia da procrastinação</a><span data-contrast="none">,</span></strong><span data-contrast="none"> p. 59)</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:3,&quot;335551620&quot;:3,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Por meio de metáforas, o escritor mostra que compreender o próprio comportamento é o primeiro passo para retomar o controle da vida. O segundo passo é aplicar estratégias práticas e terapêuticas, como definir metas realistas, planejar o tempo de modo estruturado e desenvolver a autoconfiança. </span></p>
<p><span data-contrast="none">Ele compara esses princípios às resoluções de fim de ano, muitas vezes criadas com boas intenções, mas abandonadas rapidamente por falta de planejamento e consistência emocional. Portanto, ao aplicar métodos sustentáveis, o leitor aprende a transformar promessas passageiras em mudanças duradouras.</span><span data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:247}"> </span></p>
<p><span data-contrast="none">Mais do que oferecer teoria, a obra apresenta um guia prático de transformação pessoal, trazendo recursos como o <strong>Questionário de Avaliação da Procrastinação</strong>, o <strong>Inventário de Resoluções de Ano Novo</strong>, o <strong>plano de ação ITA</strong> (identificar, tolerar, agir) e exercícios baseados na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). </span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><span data-contrast="none">“Não é apenas um livro, mas o </span><span data-contrast="none">pontapé inicial </span><span data-contrast="none">para uma vida com mais clareza, foco e realização. Cada página pode ser o passo que faltava para transformar seu potencial em resultados”, conclui. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><a href="https://amzn.to/4oqL9wI"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-4742" src="https://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2025/12/pare-de-procastinar.jpg" alt="procastinação" width="418" height="600" srcset="https://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2025/12/pare-de-procastinar.jpg 418w, https://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2025/12/pare-de-procastinar-209x300.jpg 209w" sizes="(max-width: 418px) 100vw, 418px" /></a></p>
<p><strong><span data-contrast="none">FICHA TÉCNICA</span></strong><span data-ccp-props="{&quot;335559739&quot;:0}"><br />
</span></p>
<p><strong><span data-contrast="none">Título: </span></strong><span data-contrast="none">A psicologia da procrastinação </span><br />
<strong><span data-contrast="none">Subtítulo</span></strong><span data-contrast="none">: A ciência e as emoções por trás do adiamento — e como agir agora </span><br />
<strong><span data-contrast="none">Editora</span></strong><span data-contrast="none">: SINOPSYS</span><br />
<strong><span data-contrast="none">Autor: </span></strong><span data-contrast="none">Marcelo Hugo da Rocha </span><span data-ccp-props="{&quot;335559739&quot;:0}"><br />
</span><strong><span data-contrast="none">ISBN: </span></strong><span data-contrast="none">9786555712490</span><br />
<strong><span data-contrast="none">Páginas: </span></strong><span data-contrast="none">336</span><span data-ccp-props="{&quot;335559739&quot;:0}"><br />
</span><strong><span data-contrast="none">Preço livro físico</span></strong><span data-contrast="none">: R$ 127,00</span><span data-ccp-props="{&quot;335559739&quot;:0}"><br />
</span><strong><span data-contrast="none">Onde encontrar: </span><a href="https://amzn.to/4oqL9wI" target="_blank" rel="noopener" data-original-href="https://a.co/d/8qfpqzc">Amazon</a></strong><span data-ccp-props="{&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<h3><strong><span data-contrast="none">Sobre o autor: </span></strong></h3>
<p><strong><span data-contrast="none">Marcelo Hugo da Rocha</span></strong><span data-contrast="none"> é psicólogo clínico, palestrante e professor, com mais de 100 livros publicados, entre autoria, coautoria e coordenação. </span><span data-contrast="none">Ex-advogado, </span><span data-contrast="none">é mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), além de especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental pela PUC-RS e em Psicologia Positiva pela Unyleya. É coautor do livro sobre a cultura do cancelamento, </span><em><span data-contrast="none">Cancelado:</span></em> <em><span data-contrast="none">A Cultura do Cancelamento e o Prejulgamento nas Redes Sociais (2021)</span></em><span data-contrast="none"> e da obra de psicoeducação </span><em><span data-contrast="none">Você + Feliz (2022).</span></em><span data-contrast="none"> Agora lança </span><strong><em><span data-contrast="none">A psicologia da procrastinação</span></em></strong><span data-contrast="none">, que explora o desenvolvimento e comportamento humano. </span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
<p><strong><span data-contrast="none">Instagram: </span></strong><a href="https://www.instagram.com/marcelohugodarocha/" target="_blank" rel="noopener" data-original-href="https://www.instagram.com/marcelohugodarocha/"><span data-contrast="none">@marcelohugodarocha</span></a><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:0}"> </span></p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>O que é ser um privilegiado? Eu sou um privilegiado!</title>
		<link>https://diariodoprofessor.com/2025/11/18/o-que-e-ser-um-privilegiado-eu-sou-um-privilegiado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Declev Dib-Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 15:49:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Declev]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sim, eu sou um privilegiado desde que nasci. E temos que entender que EXISTEM indivíduos absolutamente privilegiados, mesmo que em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://diariodoprofessor.com/2025/11/18/o-que-e-ser-um-privilegiado-eu-sou-um-privilegiado/">O que é ser um privilegiado? Eu sou um privilegiado!</a> apareceu primeiro em <a href="https://diariodoprofessor.com">Diário do Professor</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, eu sou um privilegiado desde que nasci. E temos que entender que EXISTEM indivíduos absolutamente privilegiados, mesmo que em diferentes níveis.</p>
<p>Mas, o que é ser um privilegiado?</p>
<h2>Eu sou um privilegiado?</h2>
<p>As pessoas são diferentes e obtém resultados diferentes na sociedade.</p>
<p>Pelo senso comum &#8211; ou falta de senso &#8211; os menos privilegiados intelectualmente creditam essas diferenças, sem pensar sobre isso, sem ler, sem pesquisar, à simples meriticracia.</p>
<p>Ou seja, quem tem mais é porque batalhou mais; quem é mais rico é porque está colhendo o fruto do seu trabalho, porque trabalhou e trabalha muito.</p>
<p>Essa visão superficial ignora por completo todas as dinâmicas da sociedade, visando apenas pequenas questões individuais. E, mesmo assim, absolutamente equivocadas.</p>
<p>Ora, quem pode dizer que um gari, um pedreiro ou uma empregada em casa de madame não trabalham muito, não ralaram e ainda ralam demais. Mas não obtém os mesmos resultados que outras categorias que&#8230; tá bom, também trabalham bastante.</p>
<p>Por este pequeno exemplo, nós vimos que a questão meritocrática não se sustenta. Só mesmo na cabeça de quem quer porque quer culpar os outros &#8211; todos &#8211; pelo fracasso da própria sociedade.</p>
<p>Então, se não é simplesmente por conta do &#8220;esforço&#8221; individual, há origens diferentes, há situações que ajudam com que as pessoas tenham resultados diferenciados.</p>
<p>Isso não significa que o esforço individual não exista ou não faça diferença. Sim, a questão individual faz diferença e ajuda as pessoas a obterem resultados diferentes. Mas isso comparando-se pessoas com os mesmos privilégios &#8211; ou sem os mesmos prilégios. Não dá para analisar a sociedade inteira desta forma.</p>
<p>Seria como, em uma prova de natação, colocássemos um golfinho contra um guepardo. O guepardo é o animal mais rápido do mundo&#8230; na terra. Na ´gaua, além de perder pro golfinho, ainda poderia se afogar durante uma competição dessas.</p>
<p>Até mesmo nós humanos somos capazes de entender isso. Ora, por que existe uma Olimpíada e uma Paraolimíada?? Se a questão fosse só o &#8220;esforço&#8221; individual e a meritocracia, por que não colocamos um atleta sem nenhum problema físico para competir com um atleta com deficiência?? Não seria só este último &#8220;se esforçar&#8221; e &#8220;dar tudo de si&#8221;?</p>
<p>Sabemos que não.</p>
<h2>O que é ser um privilegiado?</h2>
<p>Bom, eu sou um privilegiado.</p>
<p>Nasci <strong>branco de classe média</strong>. Sim, você que nasceu branco já é um privilegiado nessa sociedade racista. Não se engane: racismo existe, mesmo que nossa sociedade seja mesclada entre brancos, índios e negros.</p>
<p>E ter nascido em uma família de classe média também foi um privilegiado. Com toda dificuldade que se poderia ter, estudei do jardim ao 3º ano em uma escola particular, minha mãe é professora (aposentada há muito tempo) e aempre me ajudava. Se eu tina dificuldade em alguma matéria que ela não dominava, as amigas dela &#8211; também professoras &#8211; me davam aulas particulares de graça.</p>
<p>Fiz <strong>cursos e cursos</strong>: inglês; jiu-jitsu; natação, desenho e pintura, saxofone&#8230;</p>
<p>Passei no primeiro vestibular que fiz para uma <strong>universidade particular</strong>. Em outros contextos, outra pessoa teria que fazer de novo até passar para uma pública, mas, no meu caso, cursei na particular mesmo sem minha família ter tão boas condições na época.</p>
<p>Meu pai increveu eu e meu irmão (que também passou para uma particular) para o <strong>Crédito Educativo</strong> &#8211; programa de apoio ao estudante da época. Nós dois ganhamos. Eu seja, universidade particular, mas sem pagar.</p>
<p>NUNCA precisei trabalhar desde novo. Tentei ser artista plástico, mas não ganhava nada, desisti. tentei ser poeta, mas não ganhava nada, desisti. Tentei outras coisas também, mas nada me dava dinheiro. Incompetência ou azar, tanto faz.</p>
<p>Depois de formado, corri ainda atrás de trabalho, mas nada que arrumava sera suficiente para me bancar emancipadamente.  Ah, e bicos, nunca de Carteira assinada.</p>
<p><strong>Mas meus pais sempre me bancando!</strong></p>
<p>Somente aos 29 anos passei em um concurso para professor do município e comecei a trabalhar &#8220;sério&#8221;, com regras e horários. Cinco anos depois passei em outro concurso como professor de outro município. Nesta época eu já me bancava, casei, mudei&#8230;</p>
<p>Resumindo: funcionário público, duas matrículas, férias duas vezes por ano, feriados, finais de semana, dinheiro mensalmente em minha conta &#8211; inclusive durante toda a pandemia, a qual fiquei em casa.</p>
<p>A partir daí fiz especialização, mestrado e doutorado em Universidades Públicas &#8211; <strong>DE GRAÇA</strong>, sem pagar nem um tostão de mensalidade.</p>
<p>Bom, acho que já deu para entender, não é?</p>
<p>É claro que em toda a minha história há uma porcentagem de meu esforço, de minhas tentativas, de minhas escolhas, ou seja, de meu mérito. Isso é óbvio.</p>
<p>Mas também é óbvio ululante que se eu não fosse branco de classe média e não tivesse família e muitas outras pessoas me ajudando eu não conseguiria nada do que consegui. Mesmo que eu me esforçasse 1.000% a mais, era provável que eu desistisse já na faculdade &#8211; se tivesse conseguido passar.</p>
<p>O esforço que uma pessoa preta, pobre e sem estrutura familiar tem que fazer para conseguir algo na vida que não seja a repetição centenária de todas as suas gerações é IMENSO, muito maior do que a minha própria capacidade &#8211; e provavelmente da sua também.</p>
<p>O  que é ser um privilegiado? É isso.<strong> </strong></p>
<p><strong>SIM, eu sou um privilegiado.</strong></p>
<p>Abraços,</p>
<p style="text-align: right;">Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p>O post <a href="https://diariodoprofessor.com/2025/11/18/o-que-e-ser-um-privilegiado-eu-sou-um-privilegiado/">O que é ser um privilegiado? Eu sou um privilegiado!</a> apareceu primeiro em <a href="https://diariodoprofessor.com">Diário do Professor</a>.</p>
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