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	<title>Diário do Professor</title>
	
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	<description>Informações Docentes, Discentes e Decentes</description>
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		<title>Diário – 29/06/09</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 23:57:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias reais da educação brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas]]></category>

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		<description><![CDATA[Diário de uma conversa em 29 de junho de 2009.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lrmd0dmboGIxR0MgLPFTpbMIPlI/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lrmd0dmboGIxR0MgLPFTpbMIPlI/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lrmd0dmboGIxR0MgLPFTpbMIPlI/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lrmd0dmboGIxR0MgLPFTpbMIPlI/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><p>Cheguei hoje cedo na escola do Rio. Deu tempo de almoçar.</p>
<p>No almoço, entro no meio da conversa entre duas professoras, duas das boas professoras da escola, por sinal.</p>
<p>Falavam da problemática de uma turma do 6o ano – ou 5a série – que foi montada para ser de “alfabetização”.</p>
<p>Sim, isso mesmo que vocês ouviram… aproveitaram uma turma que tinha extrema dificuldade, juntaram mais alguns alunos de outras turmas que também o tinham, e fizeram uma turma para desenvolver um trabalho especial, pois eles são analfabetos… no 6o ano.</p>
<p>Esses alunos não sabem ler uma sílaba, sem exagero.</p>
<p>Eles os juntaram para que pudessem trabalhar, todos os professores, a alfabetização desses alunos.</p>
<p>Estavam elas dizendo que há professores, no entanto, que também têm dificuldades com isso… não compreendem que eles não sabem ler. Colocam um texto enorme no quadro, os fazem copiar e acham que eles entenderam.</p>
<p>Não, não entenderam. Simplesmente copiaram.</p>
<p>Os outros professores trabalham palavras, frases simples, muita leitura (quando conseguem), etc.</p>
<p>Dizia uma delas que escreveu, por exemplo, “espaço” no quadro (professora de Geografia)</p>
<p>O aluno foi com o caderno à sua mesa e ela pediu pra ele ler o que escreveu.</p>
<p>- “ba-bi…” – respondeu ele.</p>
<p>Sem comentários.</p>
<p style="text-align: right;">Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p style="text-align: right;">Professor <em>(ainda)</em></p>
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		<title>Diário – 25/06/09</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 12:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias reais da educação brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas]]></category>

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		<description><![CDATA[Diário de uma aula do dia 25 de junho de 2009.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2DFCvmPicHJOc8yorTHVJOq2Cu0/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2DFCvmPicHJOc8yorTHVJOq2Cu0/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2DFCvmPicHJOc8yorTHVJOq2Cu0/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2DFCvmPicHJOc8yorTHVJOq2Cu0/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><p>A aula começa, teoricamente, às 7:10h.</p>
<p>Por conta do horário do ônibus as aulas começam 7:30h – aqui não ganhamos difícil acesso, mas é.</p>
<p>Isso quando tem professor, pois a grande maioria não chega no horário – nem os alunos.</p>
<p>Quando eu venho, chegamos eu e mais uns dois neste ônibus das 7:30h. Só. Os outros chgam mais tarde, ou seja, quase no final da primeira aula – os alunos também.</p>
<p>Ãhn? Quê? E quem tem carro?? Chega atrasado também.</p>
<p>Deve ser por causa do ônibus…</p>
<p>Hoje entrei em sala às 7:30h e alguns alunos já estavam dependurados na janela quebrada tacando coisas para fora, enquanto outros – de outra turma – estavam do lado de fora tacando coisas pra dentro. Que lindo!</p>
<p>Em determinado momento voa para dentro de sala, pelo buraco do basculante quebrado, uma garrafa Pet. Vai ver, eles são “ecológicos”, porque reutilizaram a pet como objeto de violência. Que bonito!</p>
<p>Após algumas manifestações de minha parte para que saíssem da janela, e com a fuga dos que estavam do lado de fora, eles sentam.</p>
<p>Pingam os outros alunos até umas 7:45h, quando efetivamente começamos a aula, que termina às 7:55h.</p>
<p>Faço a chamada, olho dois ou três cadernos, dando vistas no exercício.</p>
<p>A outra professora pergunta se eu posso “segurar” até as 8h. Posso.</p>
<p>Antes das 8h escuto algumas acusações de “roubo” de caneta, borracha e um anel (que um ‘amigo’ da furtada estava sentado em cima).</p>
<p>Oito horas a aula acaba e vou para outra turma.</p>
<p style="text-align: right;">Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p style="text-align: right;">Professor <em>(ainda)</em></p>
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		<title>Entreouvido em sala de aula n. 1 – 23/06/09</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 23:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Entreouvido em sala de aula]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias reais da educação brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Frases]]></category>

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		<description><![CDATA[Frases ouvidas por mim em sala de aula. Sem maiores comentários...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZcMhAuC5fbwkYAXCBgAdFAeiCkc/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZcMhAuC5fbwkYAXCBgAdFAeiCkc/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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<p><strong>“Professor, tô com uma vontade de peidar…” </strong>[<em>sem comentários</em>].</p>
<p><strong>“Professor, eles estavam fazendo aquilo na aula passada pra te irritar e você gritar com eles. Falo logo!” </strong>[<em>joguei muita pedra na cruz, e uma delas com certeza acertou o alvo</em>].</p>
<p><strong>“Professor, eu não trouxe o livro” </strong>[<em>novidade…</em>].</p>
<p><strong>“Grrrrrrrrrriii” </strong>[<em>rugido grutural soltado de vez em quando por um aluno ou aluna que não consegui identificar. E nem quis saber de onde veio</em>].</p>
<p><strong>“Professor, posso ir no banheiro?” </strong>&#8211; <strong>“Ela vai dar uma cagada” -</strong>- <strong>“Eu vou dar uma cagada!” </strong>[<em>diálogo simpático</em>].</p>
<p><strong>“Uaaaaaaaaaaarrrlllmmm” </strong>[<em>aluno se espreguiçando na cadeira enquanto a inspetora de turno fala sobre a bagunça que estão fazendo no recreio, pedindo educação na hora o lanche</em>].</p>
<p><strong>“Cheio de sapinho na boca, cheio de sapinho na boca! A barata beija ele todo dia!” </strong>[<em>um ‘amigo’ sacaneando o outro</em>].</p>
<p><strong>“Caralho, vou te dar uma porrada, hein?!?” </strong>[<em>um ‘amigo’ para o outro</em>].</p>
<p><strong>“Ele faz a cueca da cortina do banheiro”</strong> [<em>aluno falando de um ‘amigo’ mais cheínho</em>].</p>
<p><strong>“Cala boca aí, ô chupeta de vulcão!” </strong>[<em>pedido de silêncio gentil, de um ‘amigo’ para o outro</em>].</p>
<p><strong>“O Tio&#8230; professor!, a 4 é reposta nossa ou é dquele bagulhete ali?” </strong>[<em>sábia pergunta sobre a pergunta sobre o texto</em>].</p>
<p><strong>“Professor, não apaga ali não!” </strong>[<em>aluno, no final de duas aulas de 45 minutos, pedindo para que eu não apagasse o texto do quadro a partir do 4o parágrafo</em>].</p>
<p style="text-align: right;">Declev Reynier Dib-Ferreira<br />
<strong>Professor </strong>[<em>por enquanto</em>]<br />
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		<item>
		<title>Sentimentos de um professor. Ou pode me chamar de porteiro de salas.</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/diariodoprofessor/~3/AGWRMpfy7qc/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 02:17:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias reais da educação brasileira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/?p=1004</guid>
		<description><![CDATA[Desabafo escrito em sala de aula, quer dizer, em sala. 
Sem comentários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/evf8w-a9Bvm4ZC7BtJmc6ixcRJE/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/evf8w-a9Bvm4ZC7BtJmc6ixcRJE/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/evf8w-a9Bvm4ZC7BtJmc6ixcRJE/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/evf8w-a9Bvm4ZC7BtJmc6ixcRJE/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><p>Fico imaginando o que faço por aqui.</p>
<p>Não tenho escrito tanto, por absoluta falta de tempo, mas a frustração que sinto me impele a fazê-lo.</p>
<p>Estou dentro de sala e meu medo é imenso, minha angústia incomensurável, minha frustração suicidante.</p>
<p>Não vejo perspectivas futuras a estes alunos; não vejo mudanças em suas vidas; não vejo como conseguirem algo melhor de que seus pais conseguiram os dar; não vejo como, futuramente, se encaixarem em um mercado de trabalho competitivo como o nosso.</p>
<p>Não vejo como não passarem fome, necessidade, necessitarem de bolsas-auxílios-assistencialistas-família.</p>
<p>Tenho conversado com eles aula a aula; falo das profissões, da necessidade de estudo, de futuro. Pergunto o que querem, o que pretendem, o que pensam.</p>
<p>Na próxima aula, nada mudou.</p>
<p>Na última aula que estive com eles, antes dessa, me estourei. Fiz o que não se pode fazer. Gritei.</p>
<p>Hoje entro em sala.</p>
<p>Calado.</p>
<p>Frustrado.</p>
<p>Cansado.</p>
<p>Desestimulado.</p>
<p>Escrevo um texto qualquer no quadro para que copiem, sabendo que poderia escrever um texto sobre a perspectiva kantiana de conhecimento matemático, em inglês, que daria na mesma.</p>
<p>Talvez fosse melhor fazê-los copiar um texto em russo, porque assim nem eu mesmo também entenderia ou me interesseraria.</p>
<p>Estaríamos quites.</p>
<p>Ouço um aluno perguntar para outro: “Declev é professor de quê mesmo?”; “Ciências”, responde o outro.</p>
<p>Fico calado, pois é como estou hoje, perguntando-me como um aluno não sabe de que dou aula, se já estamos no início de junho??</p>
<p>Viro-me ao quadro e escrevo mais um pouco, segurando na mão o livro de ciências de onde tiro o texto da perspectiva kantiana (ou poderia sê-lo).</p>
<p>Termino de escrever três parágrafos e sento para fazer a chamada, sem vontade nem de falar o nome deles.</p>
<p>Um aluno vira-se para mim e pergunta: “Declev, você é professor de quê? Qual é a sua matéria?”.</p>
<p>Levo as mãos ao rosto e tenho vontade de chorar. Respondo com um resmungo e escrevo estas linhas.</p>
<p>Eles ficam conversando, como se eu não estivesse aqui.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right;">Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
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		<item>
		<title>Saber ler não é juntar letra por letra</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/diariodoprofessor/~3/O_zTAM-uO1U/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2009/05/16/saber-ler-nao-e-juntar-letra-por-letra/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 May 2009 02:34:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas: Livros textos artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Livros textos artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Apresento aqui dois textos bem interessantes que demonstram como o cérebro pode fazer coisas incríveis. 

Em um deles embaralha-se todas as letras. E nós lemos.

No outro troca-se letras por números. E nós lemos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/G8yF6S05fSv2SZpnE2fDP0e2aaU/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/G8yF6S05fSv2SZpnE2fDP0e2aaU/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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<p>Já os conhecia, mas achei interessante para colocar aqui.</p>
<p>É que mostra que quem sabe ler, não lê juntando letrinha por letrinha, depois sílaba por sílaba.</p>
<p>Quem lê lê a palavra como um todo. Não pensa no que faz.</p>
<p>É como respirar, como piscar os olhos. Não pensamos pra fazer.</p>
<p>Se não for assim, o não leitor ao final de uma frase não se lembrará do que ‘decodificou’.</p>
<p>Já mostrei estes textos aos meus alunos, para que eles entendam isso.</p>
<p>E só se consegue olhar um texto e entendê-lo de um jeito: lendo.</p>
<p>Só se toca música praticando, só se joga bem futebol treinando e assim por diante.</p>
<p>Vejam e divirtam-se:</p>
<p> </p>
<p><strong></strong></p>
<p align="center">De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo.</p>
<p align="center">O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos<br />
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.</p>
<p align="center">Sohw de bloa.</p>
<p align="center"> </p>
<p style="text-align: center;">35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35!</p>
<p style="text-align: center;">R3P4R3 N155O!</p>
<p style="text-align: center;">NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO?</p>
<p style="text-align: center;">POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O!</p>
<p style="text-align: center;">SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! </p>
<p style="text-align: center;">P4R4BÉN5!</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;">
<p align="right">Abraços,</p>
<p align="right">Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p align="center">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p align="center">Prticipe do Movimento:</p>
<p align="center"><a href="http://diariodoprofessor.com/movimento-se-eu-fosse-secretarioa-o-que-eu-faria-participe/">SE EU FOSSE SECRETÁRIO(A) DE EDUCAÇÃO, O QUE EU FARIA?</a></p>
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</ul>
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		<item>
		<title>Observatório Ambiental Humano-Mar e o curta “Além do que se vê”</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/diariodoprofessor/~3/VTE4-_ksXmI/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2009/05/15/observatorio-ambiental-humano-mar-e-o-curta-alem-do-que-se-ve/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 May 2009 03:43:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artísticos]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas: Filmes e Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas: Sites interessantes]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo que apresenta o Portal do Observatório Ambiental Humano-Mar e o curta "Além do que se vê", do qual participei como câmera e como entrevistador. 

O projeto teve como resultado vários filmes produzidos sobre meio ambiente, que estão disponíveis na internet para ver, baixar e para utilização gratuita.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_tLM-bdGXwwjaIpQDYu-_KB-_Dc/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_tLM-bdGXwwjaIpQDYu-_KB-_Dc/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_tLM-bdGXwwjaIpQDYu-_KB-_Dc/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_tLM-bdGXwwjaIpQDYu-_KB-_Dc/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><p>O <a href="http://www.humanomar.com.br/principal" target="_blank">Observatório Ambiental Humano-Mar</a> é um dos resultados – também um portal na internet – do programa de educação ambiental proveniente dos investimentos de uma petroleira em um campo de exploração, no caso o do Campo de Polvo, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Segundo suas próprias palavras:</p>
<blockquote><p>“É um dispositivo de monitoramento popular das transformações socioambientais. O principal objetivo do Observatório é criar instrumentos de empoderamento das sociedades civis locais ao dar aos moradores condições de observar, regular e gerir o ambiente do qual fazem parte. Através do monitoramento ambiental popular, os monitores do Observatório acompanham e documentam os processos e conflitos ambientais relevantes para a sua região. O Observatório se torna referência de espaço social de aprendizado e inclusão para as comunidades locais.” (<a href="http://www.humanomar.com.br/projeto-home]" target="_blank">fonte</a>)</p></blockquote>
<p>Eu participei do programa de educação ambiental na produção de um dos 30 filmes produzidos em diversos municípios.</p>
<p style="text-align: center;">(Veja-os por <a href=" http://www.humanomar.com.br/bau-home" target="_blank">aqui)</a></p>
<p>Já falei disso, quando da <a href="http://diariodoprofessor.com/2008/04/02/evento-na-ilha-da-conceicao-vai-reunir-cinema-e-meio-ambiente-na-praca/" target="_blank">apresentação dos curtas produzidos na Ilha da Conceição</a>, aqui em Niterói.</p>
<p>É interessante dizer que os filmes produzidos pelo programa serão exibidos no <a href="http://circuitotelaverde.blogspot.com/" target="_blank">Projeto Tela Verde</a>, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério da Cultura (MiNC) &#8211; é Minc em um, MiNC em outro!</p>
<p>Agora volto para apresentar o <a href="http://www.humanomar.com.br/principal" target="_blank">site</a> deles, além do meu curta, “Além do que se vê”, que está <a href="http://www.humanomar.com.br/filme-bau/alem-do-que-se-ve" target="_blank">on-line</a> no portal.</p>
<p>De qualquer forma, coloco-o abaixo.</p>
<p>Curta-o:</p>
<p align="center"><strong>ALÉM DO QUÊ SE VÊ</strong></p>
<div id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:57bcc4c2-8fb6-42db-afad-1258ba5d57bd" class="wlWriterEditableSmartContent" style="padding-right: 0px; display: inline; padding-left: 0px; float: none; padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-top: 0px">
<p style="text-align: center;"><object width="400" height="400" data="http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=5458890126034265587&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="id" value="VideoPlayback" /><param name="src" value="http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=5458890126034265587&amp;hl=en" /></object></div>
<p align="center">[se não abrir, clique <a href="http://www.humanomar.com.br/filme-bau/alem-do-que-se-ve" target="_blank">AQUI</a>]</p>
<p align="center"> </p>
<p align="center"><strong>Sinopse</strong></p>
<p>O que é meio ambiente? Na tentativa de responder a essa pergunta, moradores da Ilha da Conceição fazem uma reflexão sobre o futuro da pesca na Baia de Guanabara (12min.).</p>
<p align="center"><strong>Ficha técnica</strong></p>
<p align="center"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Um filme de:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Cláudio Lopes</p>
<p style="text-align: center;">Dayanna de Assis Viana</p>
<p style="text-align: center;">Dauler Reynier Dib Ferreira</p>
<p style="text-align: center;">Declev Reynier Dib Ferreira</p>
<p style="text-align: center;">Lucas Pereira da Silva</p>
<p style="text-align: center;">Pablo Sarmento da Fonseca.</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fotografia e Câmera:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dauler Reynier Dib Ferreira</p>
<p style="text-align: center;">Declev Reynier Dib Ferreira</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Som direto:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Dayanna de Assis Viana</p>
<p style="text-align: center;">Lucas Pereira da Silva</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fotografia Still:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Cláudio Lopes</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Entrevistas:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Pablo Sarmento da Fonseca</p>
<p style="text-align: center;">Declev Reynier Dib Ferreira</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Produção:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Pablo Sarmento da Fonseca</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Montagem e Finalização:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Rafael Mazza</p>
<p> </p>
<p align="right">Abraços,</p>
<p align="right">Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p align="center">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p align="center">Prticipe do Movimento:</p>
<p align="center"><a href="http://diariodoprofessor.com/movimento-se-eu-fosse-secretarioa-o-que-eu-faria-participe/">SE EU FOSSE SECRETÁRIO(A) DE EDUCAÇÃO, O QUE EU FARIA?</a></p>
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<img src="http://diariodoprofessor.com/?ak_action=api_record_view&id=991&type=feed" alt="" /><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/diariodoprofessor/~4/VTE4-_ksXmI" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Texto com reflexões de um educador: a culpa é do professor?</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/diariodoprofessor/~3/bkUn9_-7tF0/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2009/05/12/texto-com-reflexoes-de-um-educador-a-culpa-e-do-professor/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 May 2009 04:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaborações externas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/?p=987</guid>
		<description><![CDATA[Mais uma vez abro espaço para um colega.

Recebi este texto de Geraldo Ramos, professor.

Texto de um educador que tenta desmascarar um dos discursos dominantes da educação brasileira: a culpa é do professor.

Aqui, não preciso dizer mais nada, mas desdobraremos opiniões em outras ocasiões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tq-PWpIqehQKb_13ZPzBosPYJh0/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tq-PWpIqehQKb_13ZPzBosPYJh0/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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<p>Recebi este texto de Geraldo Ramos, professor.</p>
<p>Texto de um educador que tenta desmascarar um dos discursos dominantes da educação brasileira: a culpa é do professor.</p>
<p>Aqui, não preciso dizer mais nada, mas desdobraremos opiniões em outras ocasiões.</p>
<p style="text-align: right;">Abraços,</p>
<p style="text-align: right;">Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p><strong></strong></p>
<blockquote><p><strong>“A novela da qual fazemos parte</strong></p>
<p>A situação caótica da educação brasileira tem raízes diversas e complexas. Quero, porém, abordar uma questão que poucas pessoas dispensam atenção – o discurso pedagógico. Nos últimos anos, os professores foram doutrinados a pensar que são inteiramente responsáveis pela educação (seja o sucesso, seja o fracasso), como se a relação professor-aluno fosse o único elemento a se considerar neste processo. As produções acadêmicas de psicólogos, pedagogos e psicopedagogos são unânimes em apontar o culpado pela decadência do ensino no país – o magistério. Claro que não dizem isso diretamente, mas é indiscutível que esta ideia está implícita em suas teorias.</p>
<p>A minha intenção é não cair no lugar comum e dizer que o sistema está falido devido à má formação e atualização dos professores, da desvalorização moral, social e econômica dos docentes, da falta de infra-estrutura da maioria das escolas do país, enfim, isso todos já sabem, não se discute.</p>
<p>O que estou propondo é ampliar este debate. Deste modo, vou citar um estudioso do assunto, Júlio Groppa, adorado por todos aqueles que compartilham o prazer de falar mal do magistério, sobretudo público. Trata-se de uma análise rápida, apenas com a intenção de ilustrar o que pretendo repudiar.</p>
<p>O senhor Júlio Groppa foi escolhido pela secretaria de educação da cidade onde leciono para apresentar uma palestra intitulada “A indisciplina na sala de aula”. Na ocasião, deixou os docentes revoltados com sua arrogância e colocou toda a culpa da desobediência dos alunos nas costas do professorado. Se levarmos em consideração que as palestras deste profissional são muito requisitadas pelas secretarias de educação pelo Brasil afora, trata-se de afirmar que é um discurso comprado (ou assumido) pelo Estado.</p>
<p>Em uma de suas entrevistas, o “professor” Júlio Groppa afirma que a questão da violência na escola é tratada com alarde pela imprensa e pelos professores. A situação é bem menos grave do que parece. Quando questionado sobre a posição dos docentes em falar que o problema está na (falta de) educação familiar do aluno, o referido autor é categórico ao dizer que o professor deveria “se silenciar” ao abordar questões que estão fora da sua alçada. Sem comentários!</p>
<p>Em outra ocasião, num artigo intitulado <em>“da palavra e o professor: notas sobre pregar, narrar e democratizar”</em>, o senhor Júlio Groppa busca no século XVII um texto referencial para defender suas teses. Trata-se de um sermão do Padre Antônio Vieira discorrendo sobre o fracasso das pregações do seu tempo. Desprovido de qualquer análise do contexto histórico de Vieira, o “educador” Júlio Groppa faz suas as conclusões do padre: o fracasso é culpa do pregador.</p>
<p>O estudioso da USP não está sozinho. Faz um bom tempo que as faculdades de pedagogia não fazem outra coisa senão culpabilizar os professores pelo insucesso da aprendizagem dos seus alunos. Poderia aqui citar outros inúmeros profissionais renomados que compartilham este pensamento.</p>
<p>Muitos educadores adoram trazer experiências bem sucedidas na Europa e adaptá-las ao Brasil. Claro que eles se esquecem que lá a educação é levada a sério. Os professores recebem um salário compatível com sua importância social. Pratica-se a verdadeira democratização do ensino, ou seja, a educação pública é freqüentada por todos. Desta forma, toda a sociedade realmente se preocupa com a qualidade de suas escolas. No Brasil, quem tem dinheiro simplesmente manda o filho para uma escola particular. Resolve-se, assim, o problema, bem ao jeitinho passivo do brasileiro!</p>
<p>Entretanto, quando penso na Europa como referencial educacional prefiro seguir uma prática bastante comum na maior parte deste continente: a distribuição de papéis. As leis educacionais costumam definir a seguinte estrutura: ao Estado cabe disponibilizar toda a estrutura para que as escolas possam funcionar; ao professor cabe a obrigação de ensinar, sendo apoiado pelo Estado neste papel; ao aluno cabe a obrigação de aprender, sendo apoiado pela família neste papel. Mais simples do que isso é impossível.</p>
<p>Sabe-se que as certezas e verdades são tão efêmeras quanto duvidosas. Porém, há muitos anos que o Brasil resolveu adotar um pensamento como dogma – a noção de ensino-aprendizagem. Assim como numa Inquisição, cometer a heresia de contestar esta verdade é passível de condenação, menos mal que hoje em dia dispensamos as fogueiras, embora mantenhamos os expurgos.</p>
<p>É preciso abrir um parêntese. Não estou colocando em discussão inúmeros estudos sérios demonstrando a relação estreita entre a forma de ensino e o tipo de aprendizado. Apenas chamo a atenção para os desdobramentos que isto acabou provocando no pensamento pedagógico, sobretudo brasileiro. Utilizando a lógica do dogma em questão, deduzimos que só há ensino se houver aprendizagem, ou seja, se o aluno não aprendeu é porque quem ensinou – o professor – falhou. Que engraçado, acho que já falamos disso lá em cima.</p>
<p>O discurso que aqui entendemos ser dominante na educação brasileira acabou por trazer uma triste consequência para o trabalho do professor. Diante da realidade (alunos semi-analfabetos chegando ao Ensino Médio), muitos colegas sucumbem e apesar de saber que seu aluno não tem condições de seguir adiante não querem conviver com o rótulo de fracassado. No final do ano, arruma-se sempre um “jeitinho” para que o “aproveitamento” seja “satisfatório”. Alimenta-se, desta forma, um circulo vicioso. Mas este mesmo discurso, bancado pelo Estado (viva Júlio Groppa!), está ajudando o Brasil a melhorar os seus números (viva Maquiavel!). Que coisa linda ver aquela mulher do comercial subindo as escadas do desenvolvimento na educação do país! O Ideb só melhora! Escolas e prefeituras pulam de alegria quando veem seus cofres mais cheios por cumprirem a meta do Ideb. O contraditório é que isso tudo contrasta com aquilo que os professores percebem no dia a dia do seu trabalho: a cada ano que passa o “nível” fica pior. Qual é o segredo?</p>
<p>Se você pensar um pouco mais, com calma, vai perceber o quanto de podre se encontra a educação brasileira. O país quer mostrar para o mundo que investe na educação, para isso precisa melhorar os índices de escolaridade. Uma das primeiras iniciativas foi a tão conhecida universalização da educação, garantindo a todas as crianças o acesso à escola. Para garantir lugar para toda esta demanda, era comum os governantes criarem escolas, assunto corriqueiro nas campanhas políticas. Com o passar do tempo, achou-se que não precisava de mais unidades, afinal, seguindo a linha do “coração de mãe”, quem dá aula pra 20 pode muito bem se virar com 40. E, afinal de contas, como já testemunhei uma educadora dizer, “não há nenhuma pesquisa comprovando que numa turma menor há melhor aprendizado”.</p>
<p>Outra iniciativa, esta mais recente, foi incluir a antiga Classe de Alfabetização no Ensino Fundamental, uma manobra simples que aumentava em 1 ano a escolaridade do brasileiro.</p>
<p>Paralelamente, buscou-se uma forma de quantificar a qualidade da educação. Encontrou-se uma fórmula mágica. O Ideb faz uma média entre a nota da Prova Brasil, os índices de evasão e de repetência. E não é de se estranhar que o peso dos números da repetência é maior do que o da avaliação nacional.</p>
<p>Agora é só fazer a brincadeira do siga os pontinhos: o Brasil quer que o Ideb do país melhore e para isso fornece gratificações para os estados e municípios que obtenha tal feito. Os estados e municípios querem receber mais dinheiro e por isso premiam as escolas que conseguem melhorar seu desempenho. Junta-se agora a fome com a vontade de comer. Temos um professor encurralado por dois lados: por um, a equipe pedagógica dizendo que quanto mais ele aprovar, mais competente ele é; de outro, uma secretária de educação ou o diretor de escola (loucos por mais verba) dizendo que quanto menos ele reprovar, menos chance de algo acontecer com ele (leia-se demissão, para os contratados; perseguições; transferências de escola; desvios de função, etc.). Ingredientes perfeitos para explicar uma das facetas da falência da educação no país.</p>
<p>Mas quando se culpa o professor pelo fracasso escolar do aluno, há de se debater outros pontos. Quando falamos em educação, somos obrigados a falar em quatro atores: Estado, professor, aluno e família. Toda vez que alguém restringe esta tarefa à relação professor-aluno incorre num erro grave.</p>
<p>Há pouco tempo li um texto de um colega professor, Declev Dib-Ferreira, que aborda, entre outras coisas, esta discussão. O autor dizia que recebemos, salvo algumas exceções, um aluno extremamente carente. Primeiro é o Estado, que desde os seus primórdios dias quase sempre não cumpre com que prometeu. Coisas “pequenas” como o que a constituição do país ordena: saneamento básico, saúde, segurança, habitação etc. Com isso, temos a criança e sua família desprovida de elementos básicos para se viver dignamente. E por falar em família, além de sofrer toda a falta do Estado, o aluno, antes de chegar até você, professor, ainda passa pela experiência de ser criado em ambientes tão desestruturados como os lares atuais. Poderia aqui falar da ausência de limites imposta às crianças, da falta de exemplos, da violência doméstica etc. Mas assim estaria desobedecendo às ordens do mestre Groppa.</p>
<p>Tudo isso foi pra dizer que quando recebemos um aluno em sala de aula, ele já se encontra afetado por inúmeros traumas que vão, indiscutivelmente, afetar seu desempenho educacional. No entanto, os mesmos atores (Estado e família) que malograram no seu papel, transferem para os docentes a culpa que deviam repartir.</p>
<p>Como os antigos hereges, não busco criar uma doutrina nova. É exatamente por acreditar na capacidade transformadora da educação que afirmo: somente avançaremos quando os quatro atores admitirem suas limitações e suas falhas. Enquanto a novela da qual fazemos parte continuar a colocar o professor como vilão, continuaremos a ver a mesma história, ano após ano.</p>
<p style="text-align: right;">Geraldo Ramos</p>
<p style="text-align: right;">Professor”</p>
</blockquote>
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		<item>
		<title>Augusto Boal – mais um que nos deixa – e minha história com o Teatro do Oprimido</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/diariodoprofessor/~3/-1i_MTecMO0/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2009/05/02/augusto-boal-%e2%80%93-mais-um-que-nos-deixa-e-minha-historia-com-o-teatro-do-oprimido/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 May 2009 02:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artísticos]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro do oprimido]]></category>

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		<description><![CDATA[É com extremo pesar que faço este post, motivado pela desencarnação de Augusto Boal.

Trabalhei alguns anos com o Teatro do Oprimido, tendo feito duas oficinas com eles, além de ter montado um cenário para um dos grupos e de ter montado um grupo chamado Ambiente em Movimento.

Sim, eu já tive um grupo de teatro!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fYAxm7EAu9fKdA39plJNROWc19I/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fYAxm7EAu9fKdA39plJNROWc19I/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fYAxm7EAu9fKdA39plJNROWc19I/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/fYAxm7EAu9fKdA39plJNROWc19I/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><p>É com extremo pesar que faço este post, motivado pela desencarnação de <a href="http://www.ctorio.org.br/CURRICULO%20BOAL.htm" target="_blank">Augusto Boal</a>.</p>
<p>Trabalhei alguns anos com o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_do_oprimido" target="_blank">Teatro do Oprimido</a>, tendo feito duas oficinas com eles, além de ter montado um cenário para um dos grupos.</p>
<p>O Cenário foi para o Grupo Corpo EnCena, com a peça <a href="http://www.ctorio.org.br/corpo.htm" target="_blank">Como era bom o meu tempo de criança</a>.</p>
<p>Tive o prazer de conhecê-lo e ouvir alguns de seus conselhos, enquanto montávamos a peça.</p>
<p>Ele mantinha, junto com um grupo muito competente de artistas, muitos meus amigos, o <a href="http://www.ctorio.org.br/" target="_blank">Centro de Teatro do Oprimido</a>, CTO, na Lapa, Rio de Janeiro.</p>
<p>Com as oficinas que fiz, oferecidas pelo <a href="http://209.62.112.242/~portaldo/index.php/COMPLEXIDADE-SOLIDARIEDADE-E-PARTICIPACAO-NO-PROJETO-DE-EDUCACAO-AMBIENTAL-DOPROGRAMA-DE-DESPOLUICAO.html" target="_blank">Programa de Educação Ambiental</a> do PDBG – onde fiz especialização – montei um grupo chamado <strong>Ambiente em Movimento</strong>.</p>
<p>Este grupo durou alguns anos, tendo feito algumas peças e diversas apresentações.</p>
<p>Trabalhávamos, como o nome diz – e como não poderia deixar de ser –, com o meio ambiente, utilizando o teatro para fazer educação ambiental.</p>
<p>Acho a técnica do Teatro do Oprimido muito interessante para se trabalhar com questões sociais, ambientais e outras que necessitem uma mudança vinda por parte do povo.</p>
<p>A técnica faz com que as pessoas (os espectadores atores &#8211; ou espectatores) se vejam, se identifiquem com a situação e percebam que ela tem que mudar.</p>
<p>Ao mesmo tempo, incita o grupo que assiste a pensar, a tentar mudar a situação. E eles fazem isso não só falando, mas atuando, mudando a história, fazendo-se passar por um dos personagens apresentados.</p>
<p>Muito bom.</p>
<p>O legado dele vai muito além desta pequena descrição, lógico. Portanto, quem se interessar, vale a pensa procurar um pouco mais nos links deste artigo.</p>
<p>É&#8230; acho que já fiz de tudo um pouco&#8230;</p>
<p>Algumas imagens (desculpem a má qualidade das fotos):</p>
<p align="center"><strong>Corpo EnCena</strong></p>
<p>Primeira apresentação:</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CEC - 1a apresentação - 2003" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cec1aapresentao2003.jpg" border="0" alt="CEC - 1a apresentação - 2003" width="415" height="312" /></p>
<p>No Museu da República:</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecmuseudarepblica1001.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CeC - Museu da República - 100" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecmuseudarepblica100-thumb1.jpg" border="0" alt="CeC - Museu da República - 100" width="202" height="134" /></a> <a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecmuseudarepblica1021.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CeC - Museu da República - 102" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecmuseudarepblica102-thumb1.jpg" border="0" alt="CeC - Museu da República - 102" width="202" height="132" /></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecmuseudarepblica1031.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CeC - Museu da República - 103" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecmuseudarepblica103-thumb1.jpg" border="0" alt="CeC - Museu da República - 103" width="201" height="136" /></a> <a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecmuseudarepblica1041.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CeC - Museu da República - 104" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecmuseudarepblica104-thumb1.jpg" border="0" alt="CeC - Museu da República - 104" width="197" height="134" /></a></p>
<p>Em frente à igreja do bairro onde moravam os atores, retratada no cenário:</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecnaigreja100.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CeC - na igreja - 100" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecnaigreja100-thumb.jpg" border="0" alt="CeC - na igreja - 100" width="162" height="244" /></a> <a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecnaigreja101.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CeC - na igreja - 101" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecnaigreja101-thumb.jpg" border="0" alt="CeC - na igreja - 101" width="166" height="244" /></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecnaigreja102.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CeC - na igreja - 102" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecnaigreja102-thumb.jpg" border="0" alt="CeC - na igreja - 102" width="211" height="141" /></a> <a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecnaigreja103.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CeC - na igreja - 103" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecnaigreja103-thumb.jpg" border="0" alt="CeC - na igreja - 103" width="208" height="140" /></a></p>
<p>Detalhes do cenário:</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CEC - Mesa, livro, arma - 2003" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecmesalivroarma2003.jpg" border="0" alt="CEC - Mesa, livro, arma - 2003" width="371" height="279" /></p>
<p style="text-align: center"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="CEC Boné - 2003" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/cecbon2003.jpg" border="0" alt="CEC Boné - 2003" width="361" height="272" /></p>
<p align="center"><strong>Ambiente em Movimento</strong></p>
<p>Nossa primeira apresentação, com a peça “A Fábrica”.</p>
<p>SIM, este cabeludo sou eu!!!</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimento1aapresentaorecortada.png" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="Ambiente em movimento - 1a apresentação - recortada" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimento1aapresentaorecortada-thumb.png" border="0" alt="Ambiente em movimento - 1a apresentação - recortada" width="188" height="221" /></a> <a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/teatro.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="Teatro" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/teatro-thumb.jpg" border="0" alt="Teatro" width="207" height="143" /></a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/teatro21.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="Teatro 2" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/teatro2-thumb1.jpg" border="0" alt="Teatro 2" width="200" height="120" /></a> <a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/teatro3.jpg" target="_blank"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="Teatro 3" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/teatro3-thumb.jpg" border="0" alt="Teatro 3" width="206" height="141" /></a></p>
<p>Outra apresentação nossa, com outra peça, mas em uma fábrica de verdade!:</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimentocapsugel.jpg"><img class="aligncenter" style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="Ambiente em movimento - Capsugel" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimentocapsugel-thumb.jpg" border="0" alt="Ambiente em movimento - Capsugel" width="328" height="183" /></a></p>
<p>E fazendo o cenário, que, é interessante frisar, era todo feito de material reciclado:</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="Ambiente em Movimento Cenário 1 - Setembro 2003" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimentocenrio1setembro20031.jpg" border="0" alt="Ambiente em Movimento Cenário 1 - Setembro 2003" width="340" height="257" /></p>
<p style="text-align: center"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="Ambiente em Movimento Cenário 21 - Setembro 2003" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimentocenrio21setembro20031.jpg" border="0" alt="Ambiente em Movimento Cenário 21 - Setembro 2003" width="330" height="249" /></p>
<p style="text-align: center"><img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="Ambiente em Movimento Cenário 32 - Setembro 2003" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimentocenrio32setembro20031.jpg" border="0" alt="Ambiente em Movimento Cenário 32 - Setembro 2003" width="325" height="245" /></p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="Ambiente em Movimento Cenário 28 - Setembro 2003" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimentocenrio28setembro20031.jpg" border="0" alt="Ambiente em Movimento Cenário 28 - Setembro 2003" width="184" height="244" /> <img style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" title="Ambiente em Movimento Cenário 35 - Setembro 2003" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimentocenrio35setembro20031.jpg" border="0" alt="Ambiente em Movimento Cenário 35 - Setembro 2003" width="184" height="244" /></p>
<p>Por fim, nós enveredamos uma época pela Contação de Histórias, fugindo um pouco do Teatro do oprimido, porque também trabalhávamos com crianças.</p>
<p>Tínhamos um pano preto, nos vestíamos de preto e manipulávamos uns bonecos de papel machê, enquanto um de nós nararava a história.</p>
<p><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimentocontaonoibg.jpg" target="_blank"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-left: 0px; margin-right: auto; border-bottom: 0px" title="Ambiente em movimento - Contação no IBG" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/ambienteemmovimentocontaonoibg-thumb.jpg" border="0" alt="Ambiente em movimento - Contação no IBG" width="346" height="226" /></a></p>
<p>Dando um crédito aos colegas nas fotos, estavam comigo nesta loucura, durante a maior parte do tempo: Eduardo, Carol, André, Marcelo, Simone e Marlene. Além de outras pessoas que passaram, deixando sua marca e sua experiência conosco.</p>
<p style="text-align: right;">Abraços,</p>
<p style="text-align: right;">Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p style="text-align: center;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p style="text-align: center;">Prticipe do Movimento:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://diariodoprofessor.com/movimento-se-eu-fosse-secretarioa-o-que-eu-faria-participe/">SE EU FOSSE SECRETÁRIO(A) DE EDUCAÇÃO, O QUE EU FARIA?</a></p>
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<img src="http://diariodoprofessor.com/?ak_action=api_record_view&id=958&type=feed" alt="" /><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/diariodoprofessor/~4/-1i_MTecMO0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://diariodoprofessor.com/2009/05/02/augusto-boal-%e2%80%93-mais-um-que-nos-deixa-e-minha-historia-com-o-teatro-do-oprimido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
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		<item>
		<title>10 anos da Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/diariodoprofessor/~3/uBKPhzhkZoQ/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2009/05/01/10-anos-da-politica-nacional-de-educacao-ambiental-pnea/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 May 2009 23:07:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[PNEA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/?p=906</guid>
		<description><![CDATA[O Brasil tem uma lei que visa estimular e regulamentar a Educação Ambiental (EA). 

Talvez seja o único ou um dos poucos países que a tenha.

É a Lei 9.795/99, regulamentada pelo Decreto 4.281/02.

Este artigo fala do Seminário que marcou os 10 anos desta Lei, entre outras informações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cPr6U19jstW3STvhdQj3c2sXk0c/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cPr6U19jstW3STvhdQj3c2sXk0c/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cPr6U19jstW3STvhdQj3c2sXk0c/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cPr6U19jstW3STvhdQj3c2sXk0c/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><p>Sim, o Brasil tem uma lei que visa estimular e regulamentar a Educação Ambiental (EA). Talvez seja o único ou um dos poucos países que a tenha.</p>
<p>É a <a href="http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/educacaoambiental/lei9795.pdf">Lei 9.795/99</a>, regulamentada pelo <a href="http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/educacaoambiental/decreto4281.pdf">Decreto 4.281/02</a>.</p>
<p>A Lei inova em diversos aspectos, trazendo as incubências de cada ator social (Poder Público, instituições educativas, empresas, sociedade etc.), além dos princípios e objetivos da EA.</p>
<p>Segundo a Lei, as atividades vinculadas à Politica Nacional de EA devem ser desenvolvidas na educação em geral e na educação escolar através: da capacitação de recursos humanos, do desenvolvimentos de estudos e pesquisas, da produção de material educativo e do acompanhamento e avaliação.</p>
<p>Em relação à educação formal (escolar), a Lei aponta, na minha opinião, dois importantíssimos aspectos:</p>
<p>a) que a EA deve ser desenvolvida em todos os níveis e modalidades do ensino formal; e</p>
<p>b) que a EA deve ser desenvolvida como prática educativa integrada, contínua e permanente e <strong>não deve</strong> ser implantada como disciplina específica no currículo.</p>
<p>A exceção a esta regra ’b’ fica por conta dos cursos que formam os educadores, com disciplinas voltadas aos aspectos metodológicos da EA.</p>
<p>Acho extremamente importante termos isto em lei, pois a simplificação da criação de uma disciplina &#8211; “solução” apontada por muitos – deve ser combatida, sob o custo de um grande retrocesso em todo trabalho feito há décadas. Em outro artigo, falarei exclusivamente sobre isso, fique de olho.</p>
<p>Outro aspecto que considero inovador e extremamente visionário, é a criação do <a href="http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&amp;idEstrutura=20&amp;idMenu=463" target="_blank">Órgão Gestor </a>(OG), instância executiva da PNEA, que tem a incubência de fazer a lei acontecer.</p>
<p>Cabe ao OG definir diretrizes para a implementação da EA em âmbito nacional; articular, coordenar e supervisionar programas e projetos; negociar financiamentos, entre outros.</p>
<p>A forma e o funcionamento do OG foi regulamentado pelo Decreto 4.281/02, citado acima.</p>
<p>O aspecto mais interessante deste OG é que ele é formado por dois Ministérios: o da Educação (<a href="http://www.mec.gov.br" target="_blank">MEC</a>) e o do Meio Ambiente (<a href="http://www.mma.gov.br" target="_blank">MMA</a>), “forçando” a barra para um trabalho integrado.</p>
<p>E, assessorando este Órgão Gestor, temos o <a href="http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&amp;idEstrutura=20&amp;idMenu=5503" target="_blank">Comitê Assessor</a> (CA), formado por diversas instâncias da sociedade civil, o que nos dá a possibilidade de sermos ouvidos e de discutir diversos aspectos da implantação da EA no Brasil.</p>
<p>Não creio que haja algo similar.</p>
<p>A <a href="http://rebea.org">REBEA</a> é, por enquanto, membro “convidado” deste CA, pois não consta na Lei por não ter CNPJ, ou seja, por não ser uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pessoa_jurídica">pessoa jurídica</a> registrada, mas uma <a href="http://www.rits.org.br/redes_teste/rd_oqredes.cfm">Rede</a> de instiuições e indivíduos. Está em discussão uma modificação deste Decreto, apra que seja incluída.</p>
<p>Estive como representante da REBEA na <a href="http://rearj.com/rebea/reuniao-do-comite-assessor-do-ogao-gestor-brasilia-211108/">última reunião do CA</a>, dia 21 de novembro de 2008, em Brasília.</p>
<p>Bom, voltando à PNEA, este ano ela está fazendo 10 anos.</p>
<p>Por conta disso, organizou-se o <strong>Seminário 10 anos de PNEA</strong>. O Seminário contou com uma Etapa Nacional, ocorrida em Brasília, em abril (dia 27 manhã e tarde e dia 28 pela manhã), além das Etapas Estaduais (na tarde do dia 28 e dia 29 manhã e tarde). A etapa nacional foi passada pela internet ao vivo, através do <a href="http://www.interlegis.gov.br/">Interlegis</a> e da <a href="http://www.tvdopv.com.br/">TVdoPV</a>.</p>
<p>Eu tive o privilégio de participar da etapa nacional, na Mesa Redonda “O olhar de quem vive o cotidiano da PNEA”.</p>
<p>Vejam tudo o que ocorreu por lá no <a href="http://10anospnea.wordpress.com/">BLOG do Seminário 10 Anos de PNEA</a>. Lá encontram-se as <a href="http://10anospnea.wordpress.com/programacao/">programações</a> nacional e estaduais que aconteceram, além de comentários dos espectadores, as perguntas feitas aos participantes e os <a href="http://10anospnea.wordpress.com/assista-ao-vivo/">Vídeos</a> do Seminário.</p>
<p><strong>Sobre o Seminário em Brasília</strong></p>
<p>Assisti a todas as mesas do seminário e duas coisas me chamaram atenção:</p>
<p>a – Temos cada vez mais pessoas – em todos os setores – preocupadas com as questões ambientais, incluindo aí diversos parlamentares. Se antes tínhamos como referência poucos deles, hoje há uma frente Parlamentar Ambientalista de mais de 300 integrantes. Por conta disso, muitos avanços ocorreram em favor do meio ambiente.</p>
<p>b – Apesar dos avanços, há uma movimentação a nível nacional para que as conquistas sejam destruídas. Vide o Código Ambiental, que está sendo atacado.</p>
<p>É consenso que os ambientalistas e educadores ambientais devem agora, mais do que nunca, estarem a postos e unidos para fazer frente ao “avanço do retrocesso”.</p>
<p>Manter as conquistas e angariar novas deve ser uma constante preocupação.</p>
<p>Alguns depoimentos demonstram que a situação da questão ambiental no Brasil está longe de estar resolvida: Mário Mantovani passou um pouco da dificuldade encontrada para vencer batalhas no meio político; José Silva Quintas mostrou o retrocesso ocorrido no Ibama e o não avanço no ICMBio em relação à educação ambiental; os juristas demonstraram a necessidade de revisão das Leis para um resultado e base de luta mais efetivo, entre outros.</p>
<p>A senadora Marina Silva, na primeira fala do dia 28 de abril de 2009, apesar de apontar os avanços ocorridos nos últimos anos – como a diminuição da emissão de CO2 e a diminuição do desmatamento – deixou claras as dificuldades na política e na gestão publica que estamos enfrentando hoje.</p>
<p>E eu procurei, na minha fala, demonstrar a necessidade da organização dos educadores ambientais neste processo, especialmente através das Redes – instâncias principais de organização dos educadores ambientais.</p>
<p>Em relação a isso, reiterei a importância dos Fóruns Brasileiros de Educação Ambiental, no caso o <a href="http://forumearebea.org" target="_blank">VI Fórum</a>, como instância presencial de discussão, organização, troca de experiências e mobilização dos educadores ambientais.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<p><a href="http://josepaulotoffano.com/">Um</a> <a href="http://www.frenteambientalista.com/not_detalhe.asp?cod=830">Dois</a> <a href="http://www.repea.org.br/index.php/informativo/noticias/48-ponto-gov/154-10-anos-pnea?showall=1">Três</a> <a href="http://www.mma.gov.br/ascom/ultimas/index.cfm?id=4725">Quatro</a></p>
<p>Termino com umas imagens de lá.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/brasiliaabril2009pnea181.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="Brasilia - Abril 2009 - PNEA (18)" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/brasiliaabril2009pnea18-thumb.jpg" border="0" alt="Brasilia - Abril 2009 - PNEA (18)" width="216" height="166" /></a><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/brasiliaabril2009pnea20.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="Brasilia - Abril 2009 - PNEA (20)" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/brasiliaabril2009pnea20-thumb.jpg" border="0" alt="Brasilia - Abril 2009 - PNEA (20)" width="216" height="166" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/brasiliaabril2009pnea5.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="Brasilia - Abril 2009 - PNEA (5)" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/brasiliaabril2009pnea5-thumb.jpg" border="0" alt="Brasilia - Abril 2009 - PNEA (5)" width="215" height="166" /></a> <a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/brasiliaabril2009pnea9.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="Brasilia - Abril 2009 - PNEA (9)" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/brasiliaabril2009pnea9-thumb.jpg" border="0" alt="Brasilia - Abril 2009 - PNEA (9)" width="216" height="166" /></a></p>
<p><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/commarina.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="Com Marina" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2009/05/commarina-thumb.jpg" border="0" alt="Com Marina" width="440" height="524" /></a></p>
<p>Abraços,</p>
<p>Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Prticipe do Movimento:</p>
<p><a href="http://diariodoprofessor.com/movimento-se-eu-fosse-secretarioa-o-que-eu-faria-participe/">SE EU FOSSE SECRETÁRIO(A) DE EDUCAÇÃO, O QUE EU FARIA?</a><br />
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</ul>
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		<title>Quem está acabando com a natureza é o homem. Quem?!? Quem é “o homem”???</title>
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		<comments>http://diariodoprofessor.com/2009/04/22/quem-esta-acabando-com-a-natureza-e-o-homem-quem-quem-e-%e2%80%9co-homem%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 02:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo sobre a generalização e banalização da frase "o homem está acabando com a natureza".
Quem está acabando com a natureza? 
De quem é a responsabilidade?
Tenho responsabilidade pela crise ambiental eu? Você? Nosso vizinho?
E nosso governo, as empresas?
Como cobramos de quem faz o que faz?
"Fazer a nossa parte" é suficiente?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Tn3AO-0KW08wPbzZ0KNyZq5P_T4/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Tn3AO-0KW08wPbzZ0KNyZq5P_T4/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Tn3AO-0KW08wPbzZ0KNyZq5P_T4/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Tn3AO-0KW08wPbzZ0KNyZq5P_T4/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><p>Estava eu no ônibus.</p>
<p>Entra um senhor de carona, conhecido do motorista, carregando um monte de sacolas de supermercado.</p>
<p>Senta-se ao meu lado, no banco logo atrás do motorista, e fica a conversar com ele.</p>
<p>Não somente por estar ao meu lado, mas também por falar tão alto que o passageiro no último banco também podia ouvi-lo, ouvi a conversa.</p>
<p>Em dado momento fala ele sobre a natureza, que o “homem” está acabando com a natureza. Dizia ele ao motorista: “o homem que destrói a natureza. Você sabe quem tá acabando com tudo? Os empresários! Os empresários que tão acabando com tudo, que não querem nem saber, querem é dinheiro!”.</p>
<p>Depois de um tempo – sim, duraram um bom tempo a viagem e a conversa – o motorista começa a contar sobre um sujeito conhecido seu que era meio ‘vagabundo’, meio preguiçoso, que não gostava muito de trabalhar.</p>
<p>Aí este senhor fala que ele, ao contrário, sempre se virou, nunca esperou nada de ninguém, sempre fez de tudo.</p>
<p>“Sabe o que eu fazia?”, pergunta ele ao motorista para mostrar que sempre foi muito trabalhador: “tirava areia do rio pra vender. Vendi muita areia!!”.</p>
<p>Para quem não sabe, esta é uma das mais nocivas práticas que se pode fazer em relação a um rio. A retirada de areia sem controle pode simplesmente acabar com o leito de um rio e, por conseguinte, com o próprio (<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-67622005000300011&amp;script=sci_arttext">Veja</a>).</p>
<p>Aí vendo o discurso de todos que falam sobre a crise ambiental – inclusive dos ‘entendidos’ da área – percebo que o culpado pela destruição do ambiente é… ninguém!</p>
<p>É o outro!</p>
<p>É claro que todos têm que se virar, ganhar algum dinheiro, sobreviver. Mas a questão é mais profunda e preocupante.</p>
<p>Quando usamos o discurso de que o “homem”, genérico, é o destruidor da natureza, <strong>não é ninguém</strong>.</p>
<p>E não se dá a ninguém a responsabilidade relativa a quem de direito.</p>
<p>O senhor do ônibus, também é responsável. Mas se ele o fez de maneira artesanal em pequena quantidade pra sobreviver, tem uma responsabilidade muito menor do que uma grande empresa, que também explora areia dos rios, mas de uma maneira mega, com máquinas, em grande quantidade.</p>
<p>Colocar tudo no mesmo saco como o “homem”, não permite que ninguém se enxergue.</p>
<p>E claro que tenho minha parcela de culpa perante à problemática ambiental, mas muito menos do que, por exemplo, teve ou ainda tem o <a href="http://folhaviva.wordpress.com/2007/10/21/bush-classifica-protocolo-de-kyoto-como-ma-politica/" target="_blank">Bush</a>.</p>
<p>Uma simples decisão dele poderia modificar o quadro ambiental mundial para melhor ou para melhor. Uma simples decisão minha pode modificar a… o… a… a minha consciência, no máximo!</p>
<p>E somos os dois “homens”, no sentido “ser humano”, utilizado pelo senso comum.</p>
<p>Então esse lance de “faça a sua parte” e “todos somos responsáveis” é muuuuuuuuuito relativo.</p>
<p>Não basta.</p>
<p>É preciso identificar as responsabilidades e as consequências dos atos de cada um.</p>
<p>É preciso muito mais do que um simples “faça a sua parte”, mas saber de fato o que está acontecendo.</p>
<p>Não jogar lixo no chão não faz a prefeitura, que tem o dever de zelar pela limpeza da cidade, tratar de forma igualitária bairros ricos e pobres.</p>
<p>Tomar um banho de 5 minutos, ao invés de 10, após um dia estressante de trabalho, não faz a empresa distribuidora de água se preocupar com as perdas pelo caminho, que chegam a 40% em alguns casos – que NÓS pagamos.</p>
<p>Economizar energia não impede o governo de construir uma <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/10/19/materia.2007-10-19.7107889370/view">BALBINA</a> da vida! &#8211; que NÓS pagamos.</p>
<p>Então, além das ações individuais – que considero importantes, quem me conhece sabe disso – é extremamente importante não achar que o “homem” está acabando com a natureza.</p>
<p>Quem está fazendo isso? Quem é o homem?</p>
<p>O que podemos fazer para fazer com que quem faz não faça mais?</p>
<p>Pode ser uma empresa, um governo, um indivíduo… Mas eles têm nome e endereço.</p>
<p><span class="Apple-style-span" style="word-spacing: 0px; font: 13px/19px Georgia; text-transform: none; color: #000000; text-indent: 0px; white-space: normal; letter-spacing: normal; border-collapse: separate; orphans: 2; widows: 2; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0;"></p>
<p align="right">Abraços,</p>
<p align="right">Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p align="center">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p align="center">Prticipe do Movimento:</p>
<p align="center"><a href="http://diariodoprofessor.com/movimento-se-eu-fosse-secretarioa-o-que-eu-faria-participe/">SE EU FOSSE SECRETÁRIO(A) DE EDUCAÇÃO, O QUE EU FARIA?</a></p>
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<img src="http://diariodoprofessor.com/?ak_action=api_record_view&id=897&type=feed" alt="" /><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/diariodoprofessor/~4/l6DdKrE2fBc" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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