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	<title>Divagações</title>
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	<description>Nada é verdadeiro. Tudo é permitido!</description>
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	<title>Divagações</title>
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		<title>Credo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[DuendeChesini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2020 17:33:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[metáforas vivas]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Anton Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[TAZ]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um deus é uma metáfora que ilumina a existência.</p>
<p>Nenhum homem e mulher ainda é sábio o suficiente para dizer se tais metáforas são inventadas ou descobertas. Sabemos apenas que eles nos iluminam pela beleza, pelo poder, pela coerência.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um deus é uma metáfora que ilumina a existência.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum homem e mulher ainda é sábio o suficiente para dizer se tais metáforas são inventadas ou descobertas. Sabemos apenas que eles nos iluminam pela beleza, pelo poder, pela coerência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A beleza não é suficiente para manifestar um deus vivo, uma metáfora que nos ilumina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A beleza manifesta ninfas e sirenes e vários elementais; mas um deus é conhecido também por poder e coerência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O poder, da mesma forma, pode não manifestar um deus vivo. O poder manifesta demônios, sátiros e monstros; mas um deus é conhecido também pela beleza e coerência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coerência, da mesma pegada, pode não manifestar um deus vivo. A coerência manifesta templos nos quais os deuses podem habitar. Esses templos podem não ser arquitetônicos no sentido estrito; A música de Bach, a tabuada de multiplicação, as cartas do Tarô, a Tabela Periódica dos Elementos, grandes pinturas e muitos outros artefatos semelhantes são templos nos quais um deus vivo pode habitar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que um deus está no templo quando, depois de contemplar a coerência da estrutura, é capturado, violentamente, pelo poder e beleza dela, como por uma luz, uma chama ou uma refulgência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa iluminação é uma descarga de energia e informações compactadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um deus pode estar presente no templo para um espectador e não para outro. É uma ocorrência comum, porque homens e mulheres são variados e diferem em sua capacidade de apreender beleza, poder e coerência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se aprender a apreender a beleza mais plenamente; essa é a função das artes. Pode-se aprender a apreender o poder mais plenamente; essa é a função da tecnologia. Pode-se aprender a apreender a coerência mais plenamente; essa é a função da pura ciência e filosofia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diz-se que aqueles que apreendem apenas a beleza são seduzidos pelas ninfas ou sirenes. Os irlandeses dizem que &#8220;suas mentes foram roubadas pelas fadas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqueles que apreendem o poder só se tornam possuídos por demônios, e dizem figurativamente que dão à luz monstros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqueles que apreendem coerência só se tornam conchas e mausoléus vazios, ruínas e labirintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se entender um deus parcial ou totalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqueles que entendem deuses parcialmente podem pensar neles como construções lingüísticas, sistemas de informação, complexos psicológicos, leis históricas ou outras formas parciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender um deus completamente é tornar-se um com ele. Isso não pode ser alcançado sem equilíbrio, sem harmonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É muito mais fácil se tornar um com uma ninfa, um elementar, um demônio, um monstro ou um mausoléu vazio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os místicos de todas as tradições concordam que um deus não pode ser explorado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As religiões organizadas são conspirações para explorar vários deuses, lisonjeando-os, obrigando-os através de rituais ou subornando-os.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência indica que essas técnicas não funcionam, e os pretensos exploradores são meramente seduzidos por sereias ou possuídos por demônios ou, de outra forma, se tornam eles mesmos os explorados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um deus não é mostrado ou manifesto, uma teofania não ocorre, até que a exploração seja abandonada por simples amor. Pode haver beleza, poder e coerência, mas o deus é apenas apreendido vagamente, não totalmente compreendido, até que a mente seja inflamada pelo amor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o significado da observação de Spinoza de que &#8220;o amor intelectual pelas coisas consiste em entender suas perfeições&#8221;; e “Amare videre est”, de Richard St. Victor (Amar é perceber).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um deus é conhecido por sua beleza, poder e coerência, mas um deus é somente conhecido através do amor. Essa é a essência do ditado dos místicos: &#8220;A porta se abre para dentro&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível, e até provável, que ninfas, sátiros e outros sejam apenas deuses que foram apreendidos sem amor &#8211; parcialmente, obscuramente, de maneira distorcida&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Credo&#8221; de Robert Anton Wilson</p>
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		<title>A carne, o corvo, o osso.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Persefone]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2020 19:46:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[hermetismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Somos todos um punhado de carne em processo continuo de podridão.Cobrindo a ossada, carnes de cores e cheiros diferentes.Cada cor e cheiro gritam juntos, ao mesmo tempo, dicotomia.Escutem, escutem os gritos que se desprendem dos pedaços espalhados de carne.O grito fétido da arrogância, do egoísmo, o preconceito coberto de moscas, o orgulho, a prepotência, a [&#8230;]</p>
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<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Somos todos um punhado de carne em processo continuo de podridão.<br>Cobrindo a ossada, carnes de cores e cheiros diferentes.<br>Cada cor e cheiro gritam juntos, ao mesmo tempo, dicotomia.<br>Escutem, escutem os gritos que se desprendem dos pedaços espalhados de carne.<br>O grito fétido da arrogância, do egoísmo, o preconceito coberto de moscas, o orgulho, a prepotência, a inveja. O grito covarde do medo, o verde da raiva, o amarelo do ciúme, mentiras, mentiras de todos tamanhos, cheiros e conveniências.<br>O osso é limpo. O corvo come cada pedaço de carne, o corvo digere e transmuta a carne, mas não o osso. O osso o corvo não come, o osso é o que há por baixo de tudo, o tudo que resta, nada está entre o osso e a verdade, a verdade é o osso.<br>A caveira é a Alethea e a Alethea é o oposto da carne.</p><cite>Perséfone</cite></blockquote>
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		<title>Eduardo Marinho e Filosofia de vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[DuendeChesini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2019 17:38:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Absorver]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Marinho]]></category>
		<category><![CDATA[Observar]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esse doc. merece uma resenha por si só. Até lá, observem e absorvam ele.</p>
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<iframe title="Conversa com Eduardo Marinho" width="600" height="338" src="https://www.youtube.com/embed/iqFOmq_9TR8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Esse doc. merece uma resenha por si só. Até lá, observem e absorvam ele. </p>
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		<title>A feitiçaria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[DuendeChesini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Oct 2018 18:50:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discordianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Hakim Bey]]></category>
		<category><![CDATA[xamã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A feitiçaria funciona criando ao redor de si um espaço físico/psíquico ou aberturas para um espaço de expressão sem barreiras – a metamorfose do lugar cotidiano numa esfera angelical. Isso envolve a manipulação de símbolos (que também são coisas) e de pessoas (que também são simbólicas) – os arquétipos fornecem um vocabulário para esse processo [&#8230;]</p>
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<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">A feitiçaria funciona criando ao redor de si um espaço físico/psíquico ou aberturas para um espaço de expressão sem barreiras – a metamorfose do lugar cotidiano numa esfera angelical. Isso envolve a manipulação de símbolos (que também são coisas) e de pessoas (que também são simbólicas) – os arquétipos fornecem um vocabulário para esse processo e, portanto, são tratados ao mesmo tempo como reais e irreais, como as palavras. Ioga da Imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O feiticeiro é um Autêntico Realista<span class="text_exposed_show">: o mundo é real – mas a consciência também o deve ser, já que seus efeitos são tão tangíveis. Um obtuso acha que até mesmo o vinho não tem gosto, mas o feiticeiro pode se embriagar simplesmente olhando para a água. A qualidade da percepção define o mundo do inebriamento – mas, sustentá-lo e expandi-lo, para incluir os outros, exige um certo tipo de atividade – feitiçaria.</span></p>



<p class="wp-block-paragraph">A feitiçaria não infringe nenhuma lei da natureza porque não existe nenhuma Lei Natural, apenas a espontaneidade da natura naturans, o Tao. A feitiçaria viola as leis que procuram deter seu fluxo – padres, reis, hierofantes, místicos, cientistas e vendedores consideram a feitiçaria uma inimiga porque ela representa uma ameaça ao poder de suas charadas e à resistência de sua teia ilusória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um poema pode agir como um feitiço e vice-versa – mas a feitiçaria recusa-se a ser uma metáfora para uma mera literatura – ela insiste que os símbolos devem provocar incidentes assim como epifanias particulares. Não é uma crítica, mas um refazer. Ela rejeita toda escatologia e metafísica da remoção, tudo que é apenas nostalgia turva e futurismo estridente, em favor de um paroxismo ou captura da presença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Incenso e cristal, adaga e espada, cetro, túnicas, rum, charutos, velas, ervas como sonhos secos – o garoto virgem com olhar fixo num pote de tinta – vinho e haxixe, carne, iantras e rituais de prazer, o jardim de huris e sagüis – o feiticeiro escala essas serpentes e escadas até o momento totalmente saturado por sua própria cor, em que montanhas são montanhas e árvores são árvores, em que o corpo torna-se eternidade e o amado torna-se vastidão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Hakim Bey</p>
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		<title>Isto Também Passará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[DuendeChesini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Oct 2018 12:08:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[conto sufi]]></category>
		<category><![CDATA[imanencia]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dervishe, depois de uma árdua e longa viagem através do deserto, chegou por fim à civilização. O povoado se chamava Colinas Arenosas e era quente e seco. Não havia muito verde, exceto feno para o gado e alguns arbustos. As vacas eram o principal meio de vida das pessoas de Colinas Arenosas. O dervishe [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dervishe, depois de uma árdua e longa viagem através do deserto, chegou por fim à civilização. O povoado se chamava Colinas Arenosas e era quente e seco. Não havia muito verde, exceto feno para o gado e alguns arbustos. As vacas eram o principal meio de vida das pessoas de Colinas Arenosas. O dervishe perguntou educadamente a alguém que passava se havia algum lugar onde poderia encontrar comida e abrigo para aquela noite.</p>
<p><figure id="attachment_2223" aria-describedby="caption-attachment-2223" style="width: 1920px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2018/10/deserto.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-2223" src="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2018/10/deserto.jpg" alt="Nada é perene" width="1920" height="1280" srcset="https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2018/10/deserto.jpg 1920w, https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2018/10/deserto-300x200.jpg 300w, https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2018/10/deserto-1024x683.jpg 1024w, https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2018/10/deserto-768x512.jpg 768w, https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2018/10/deserto-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2223" class="wp-caption-text">Nada é perene</figcaption></figure></p>
<p>&#8211; Bem, disse o homem coçando a cabeça &#8211; não temos um lugar assim no povoado, mas estou certo de que Shakir ficará encantado de lhe brindar com sua hospitalidade esta noite.</p>
<p>Então o homem indicou o caminho da fazenda de propriedade de Shakir, cujo nome significa &#8220;o que agradece constantemente ao Senhor&#8221;.<br />
No caminho até a fazenda, o dervishe parou perto de um pequeno grupo de anciões que estavam fumando cachimbo e eles confirmaram a direção. Eles disseram que Shakir era o homem mais rico da região.<br />
Um dos homens disse que Shakir era dono de mais de mil vacas.</p>
<p>&#8211; E isso é maior do que a riqueza de Haddad, que vive no povoado ao lado.<br />
Pouco tempo depois o dervishe estava parado em frente a casa de Shakir a admirando. Shakir, que era uma pessoa muito hospitaleira e amável, insistiu para que o dervishe ficasse por alguns dias em sua casa.<br />
A mulher e as filhas de Shakir eram igualmente amáveis e deram o melhor para o dervishe. Inclusive, ao final de sua estadia, lhe deram uma grande quantidade de comida e água para sua viagem.<br />
No seu caminho de volta para o deserto, o dervishe não conseguia parar de se perguntar o significado das últimas palavras de Shakir.<br />
No momento da despedida o dervishe havia dito:</p>
<p>&#8211; Dê Graças a Deus pela riqueza que tens.</p>
<p>&#8211; Dervishe &#8211; havia respondido Shakir &#8211; não se engane pelas aparências, porque isto também passará.<span id="more-2221"></span></p>
<p>Durante o tempo em que havia passado no caminho Sufi, o dervishe havia compreendido que qualquer coisa que ouvisse ou visse durante sua viagem lhe oferecia uma lição para aprender, e portanto, valia a pena considerá-la. Além de tudo, essa era a razão pela qual havia feito a viagem, para aprender mais.<br />
As palavras de Shakir ocuparam seus pensamentos e ele não estava seguro de ter compreendido completamente o seu significado.</p>
<p>Quando estava sentado sob a sombra de um arbusto para rezar e meditar, recordou do ensinamento Sufi sobre guardar silencio e não se precipitar em tirar conclusões para finalmente alcançar a resposta. Quando chegasse o momento, compreenderia, já que havia sido ensinado a permanecer em silêncio e sem fazer perguntas. Para tanto, fechou a porta dos seus pensamentos e submergiu sua alma em um estado de profunda meditação.</p>
<p>E assim se passaram mais cinco anos, viajando por diferentes terras, conhecendo pessoas novas e aprendendo com suas experiências no caminho. Cada nova aventura oferecia uma lição a ser aprendida. Entretanto, como requeria o costume Sufi, permanecia em silêncio, concentrado nas ordens do seu coração.</p>
<p>Um dia, o dervishe voltou a Colinas Arenosas, o mesmo povoado onde havia passado alguns anos antes. Se lembrou de seu amigo Shakir e perguntou por ele.</p>
<p>&#8211; Está vivendo no povoado ao lado, a dez milhas daqui. Agora trabalha para Haddad &#8211; respondeu um homem do povoado.</p>
<p>O dervishe lembrou surpreendido que Haddad era o outro homem rico da região. Contente com a idéia de voltar a ver Shakir outra vez, se apressou para ir ao povoado vizinho. Na maravilhosa casa de Haddad, o dervishe foi bem recebido por Shakir, que agora parecia muito mais velho e estava vestido em andrajos.</p>
<p>&#8211; O que lhe aconteceu? &#8211; quis saber o dervishe.</p>
<p>Shakir respondeu que uma enchente três anos antes o havia deixado sem vacas e sem casa; assim ele e sua família se tornaram empregados de Haddad, que sobreviveu à enchente e agora desfrutava da posição de homem mais rico da região. Entretanto, esta alteração na sorte não havia mudado o caráter amistoso e atencioso de Shakir e de sua família.<br />
Cuidaram amavelmente do dervishe na sua cabana durante os dois dias e lhe deram comida e água antes dele sair.<br />
Na despedida, o dervishe disse:</p>
<p>&#8211; Sinto muito pelo que aconteceu com você e sua família. Mas sei é que Deus tem um motivo para aquilo que faz..<br />
&#8211; Mas não se esqueça, isto também passará.</p>
<p>A voz de Shakir ressoou como um eco nos ouvidos do dervishe. O rosto sorridente do homem e seu espírito tranqüilo não abandonavam seu pensamento.</p>
<p>&#8211; O que ele quer dizer com esta frase desta vez?</p>
<p>O dervishe sabia agora que as últimas palavras de Shakir na sua visita anterior se anteciparam às mudanças que ocorrerem. Mas dessa vez, se perguntava o que poderia justificar um comentário tão otimista. Assim deixou a frase de lado outra vez, preferindo esperar pela resposta.<br />
Passaram meses e anos, e o dervishe, que estava ficando velho, continuou viajando sem nenhuma intenção de parar.<br />
Curiosamente, suas viagens sempre o levavam de volta ao povoado onde vivia Shakir. Assim sendo, demorou sete anos para voltar a Colinas Arenosas e Shakir estava rico outra vez. Agora vivia na casa principal da propriedade de Haddad e não na pequena cabana.</p>
<p>&#8211; Haddad morreu há dois anos &#8211; explicou Shakir &#8211; e, como não tinha herdeiro, decidiu deixar sua fortuna para mim como recompensa dos meus leais serviços.</p>
<p>Quando estava terminando sua visita, o dervishe se preparou para a viagem mais importante de sua vida: cruzaria a Arábia Saudita para fazer sua peregrinação a pé até Meca, uma antiga tradição entre seus companheiros. A despedida de seu amigo não foi diferente das outras vezes. Shakir repetiu sua frase favorita:</p>
<p>&#8211; Isto também passará.</p>
<p>Depois da peregrinação, o dervishe viajou à Índia. Ao voltar a sua terra natal, Pérsia, decidiu visitar Shakir mais uma vez para ver o que havia acontecido com ele. Assim, mais uma vez se pós em marcha para Colinas Arenosas. Mas em vez de de encontrar seu amigo Shakir, lhe mostraram uma humilde tumba com a inscrição &#8220;Isto também passará&#8221;. O dervishe ficou ainda mais surpreendido do que das outras vezes, quando o próprio Shakir havia pronunciado estas palavras.</p>
<p>&#8211; As riquezas vem e as riquezas se vão &#8211; pensou o dervishe &#8211; mas, como pode trocar um túmulo?</p>
<p>A partir de então o dervishe adquiriu o costume de visitar a tumba de seu amigo de tantos anos e passava algumas horas meditando na morada de Shakir. Entretanto, em uma de suas visitas o cemitério e a tumba haviam desaparecido, arrasados por uma enchente. Agora, o velho dervishe havia perdido o único vestígio deixado por um homem que havia marcado tão excepcionalmente as experiências de sua vida. O dervishe permaneceu durante horas nas ruínas do cemitério, olhando o chão fixamente. Finalmente, levantou a cabeça em direção ao céu e então, como se houvesse descoberto um significado mais elevado, abaixou a caberá em sinal de confirmação e disse:</p>
<p>&#8211; Isto também passará.</p>
<p>Finalmente o dervishe ficou muito velho para viajar, decidindo se fixar e viver tranqüilo e em paz pelo resto de sua vida.</p>
<p>Os anos se passaram e o ancião se dedicava a ajudar a quem se acercava dele para os quais aconselhava e a compartilhar suas experiências com os jovens. Vinha gente de todas as partes para beneficiar-se de sua sabedoria. Finalmente, sua fama chegou até o grade conselheiro do rei, que casualmente estava buscando alguém com grande sabedoria.</p>
<p>O fato era que o rei desejava que lhe fizessem um anel. O anel teria de ser especial: devia ter uma inscrição de tal forma que quando o rei se sentisse triste, olhasse o anel e ficaria contente e se estivesse feliz, ao olhar o anel se entristeceria.</p>
<p>Os melhores joalheiros foram contratados e muitos homens e mulheres se apresentaram para dar sugestões sobre o anel, mas o rei não gostava de nenhuma. Então o conselheiro escreveu para o dervishe explicando a situação, pedindo ajuda e o convidando para ir ao palácio. Sem abandonar sua casa, o dervishe enviou sua resposta.</p>
<p>Poucos dias mais tarde, um anel foi feito com uma esmeralda e foi entregue ao rei. O rei, que havia estado deprimido por vários dias, mal o recebeu, botou o anel no dedo e olhando-o, deu um suspiro de decepção.<br />
Logo começou a sorrir e, pouco depois, ria às gargalhadas.<br />
No anel que usava estavam escritas as palavras &#8220;Isto também passará&#8221;.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.sertaodoperi.com.br/poesiasufi/estorias/isso_passara.htm">Farid Ud Din Attar &#8211; Histórias da Terra dos Sufis</a></p>
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		<title>Confissão a Maat (Verdade)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[DuendeChesini]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jan 2018 19:13:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[confissão]]></category>
		<category><![CDATA[Deuses]]></category>
		<category><![CDATA[maat]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Glória a Ti, Ó Grande Deus, Mestre de toda Verdade! Venho à Tua presença, Ó meu Deus, para diante de Ti tomar consciência de Teus decretos. Eu Te conheço e comungo contigo e com Tuas Quarenta e Duas leis que habitam contigo nesta Câmara de Maat… E nessa verdade que venho comungar contigo, e Maat [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Glória a Ti, Ó Grande Deus, Mestre de toda Verdade! Venho à Tua presença, Ó meu Deus, para diante de Ti tomar consciência de Teus decretos. Eu Te conheço e comungo contigo e com Tuas Quarenta e Duas leis que habitam contigo nesta Câmara de Maat…</p>
<p>E nessa verdade que venho comungar contigo, e Maat está em meu pensamento e em minha alma.</p>
<p>Por ti destruí a maldade.<br />
Não fiz nenhum mal à humanidade.<br />
Não oprimi os membros de minha família.<br />
Não forjei o mal em lugar da Justiça e da Verdade.<br />
Não convivi com homens indignos.<br />
Não pedi para ser considerado o primeiro.<br />
Não obriguei pessoa alguma a um trabalho excessivo em meu favor.<br />
Não apresentei meu nome para ser objeto de honrarias.<br />
Não espoliei os pobres tomando seus bens.<br />
Não fiz homem algum passar fome.<br />
Não fiz ninguém chorar.<br />
Não infligi qualquer sofrimento a um homem ou animal.<br />
Não espoliei nenhum templo de suas oblações.<br />
Não adulterei nenhum padrão de medida.<br />
Não invadi os terrenos de outros.<br />
Não roubei terras.<br />
Não adulterei os pesos da balança para enganar o vendedor.<br />
Não falsifiquei a indicação do ponteiro para enganar o comprador.<br />
Não tirei o leite da boca das crianças.<br />
Não desviei a água de onde ela devia correr.<br />
Não apaguei a chama quando ela devia queimar.<br />
Não repeli Deus em Suas manifestações.”</p>
<p>AFIRMAÇÃO<br />
“<strong>Sou puro! Sou puro! Sou puro! </strong></p>
<p>Minha pureza é a pureza da Divindade do Templo Sagrado. Por isso o mal não me acometerá neste mundo, eis que conheço as leis de Deus que são Deus. Cro-Maat!”</p>
<p>—————</p>
<p>E você, é puro o suficiente?</p>
<p>Uma oração pra se pensar todos os dias…</p>
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		<title>Espiando através do véu divagante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[DuendeChesini]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2017 03:24:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[propa]]></category>
		<category><![CDATA[jabá]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[merchan]]></category>
		<category><![CDATA[teoria da magia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se está chegando aqui agora não fique perdido Divagações é um projeto onde queremos assaltar a realidade trazendo informações relevantes sobre diversos assuntos&#8230; mais esotéricos? Mas com certeza interessantes, principalmente sob um viés caoísta&#8230;(ou seria caotista.. wharever). Através do Mapa do site dá pra ver tudo que foi postado aqui até agora, pelas categorias. No nosso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se está chegando aqui agora não fique perdido <a href="#">Divagações</a> é um projeto onde queremos assaltar a realidade trazendo informações relevantes sobre diversos assuntos&#8230; mais esotéricos? Mas com certeza interessantes, principalmente sob um viés caoísta&#8230;(ou seria caotista.. wharever). Através do <a href="http://www.divagacoes.org/mapa-do-site/">Mapa do site</a> dá pra ver tudo que foi postado aqui até agora, pelas categorias.</p>
<p>No nosso grupo no face( <a href="https://www.facebook.com/groups/divagacoes/">https://www.facebook.com/groups/divagacoes/</a> ) vai encontrar diversas coisas que não chegam a vir pro site.</p>
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<p>Agora não dá pra falar que está difícil de nos encontrar!</p>
<p><span id="more-2184"></span></p>
<p>Aproveitando o merchan, também estamos oferecendo leituras de tarot, reserve pelo email <a href="mailto:duende@divagacoes.org">duende@divagacoes.org</a> ou pela nossa página de contato( http://www.divagacoes.org/contato/ ) ou pela página do <a href="http://fb.com/divagacoes.org">facebook</a> ou ainda pelos comentários desse post.</p>
<p>Abração!</p>
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		<title>FullMetal Alchemist e a Kabbalah</title>
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		<dc:creator><![CDATA[DuendeChesini]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Oct 2017 18:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Kabbalah Hermética]]></category>
		<category><![CDATA[Árvore da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[FMA]]></category>
		<category><![CDATA[FullMetal Alchemist BrotherHood]]></category>
		<category><![CDATA[hermetismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fullmetal Alchemist Brotherhood  é um anime baseado em magia e alquimia. Como tal, a autora Hiromu Arakawa coloca em seus personagens principais as características de cada parte da Árvore da Vida. Veja a explicação de cada esfera abaixo (AVISO: contém pequenos spoilers): Malkuth – Amestris = O desenho do mapa de Amestris representa Malkuth, com as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fullmetal Alchemist Brotherhood  é um anime baseado em magia e alquimia. Como tal, a autora Hiromu Arakawa coloca em seus personagens principais as características de cada parte da Árvore da Vida. Veja a explicação de cada esfera abaixo (AVISO: contém pequenos spoilers):<span id="more-2177"></span></p>
<ul>
<li><strong>Malkuth</strong> – Amestris = O desenho do mapa de Amestris representa Malkuth, com as quatro divisões representando os quatro elementos. O nome do país remete a Hermes Trismesgistos.</li>
<li><strong>Yesod</strong> – Izumi Curtis = A mestra dos irmãos Elric, representando a sacerdotisa, o inicio da caminhada espiritual, a iniciação. Depois de muita insistência por parte dos irmãos Elric, Izumii decide treiná-los e lhes ensinar alquimia, mas primeiro os deixa sozinhos em uma ilha. (Os testes dos iniciados.)</li>
<li><strong>Hod</strong> – Winry Rockbell = A esfera de Hod por representar o intelecto e estar ligado à tecnologia, Winry expressa essa esfera, pela sua capacidade de aprender com facilidade e colocar em prática (esplendor) a tecnologia dos automails, que são a sua vida, tanto que quando ela chega em Rush Valley, fica encantada com a tecnologia dos automails e fica por um tempo ali para aprender mais.</li>
<li><strong>Netzach</strong> – Alphonse Elric = Calmo, bondoso e paciente, ele representa muito bem Netzach (um dos aspectos da esfera é a tolerância). Com seu comportamento amoroso e carinhoso, ele acaba se deixando levar emocionalmente durante o anime. Todos acham que ele é o Alquimista de Aço por causa da armadura, mas esse título pertence ao irmão dele, Edward, que conseguiu esse título após entrar para o exército.</li>
<li><strong>Tiphereth</strong> – Edward Elric = Mesmo sendo a história dos irmãos Elric, Edward se encaixa em Tiferet, por sempre assumir a responsabilidade de toda a situação que ele encontra (compaixão). Um exemplo disso é depois que eles fazem a transmutação humana, ele se sente responsável pela situação do Alphonse. No final do anime ele se sacrifica mais uma vez, ou seja, sacrifica seu conhecimento sobre alquimia para poder vencer o Homunculo do frasco. Outra parte interessante que pela minha visão se encaixa como “A Noite Negra da Alma”, é quando Edward vai desenterrar os ossos da transmutação humana que ele fez, pensando ser os ossos transmutados de sua mãe.</li>
<li><strong>Geburah</strong> – Roy Mustang = Ele é o estereótipo de Geburah, trabalha tanto com seus defeitos (pavio curto, impaciente) e com sua qualidade (sua ambição é chegar ao posto de Fuhrer – diligência), usa o elemento fogo.</li>
<li><strong>Chesed</strong> – Maes Hugh = É o melhor amigo de Roy Mustang, e um pai exemplar. Ele se comprometeu em ajudar Roy a atingir o posto de Fuhrer, ficando logo atrás dele. Sempre trabalharam juntos, porém em postos distintos. Aqui podemos ver o trabalho das duas esferas entre si, a diligência de Geburah – Roy – Posto Fuhrer e Chesed – Maes – Pai Atencioso.</li>
<li><strong>Daath</strong> – Pequenino do Frasco = Tudo aquilo que temos que encarar e trabalhar em nós mesmos, nossos defeitos, representados pelos homunculos criados por ele, os tuneis e os imensos encanamentos que levam ao subterrâneo, ao interior da cidade. As nossas Oitavas Baixas estão representadas pelo Pequenino do Frasco.</li>
<li><strong>Binah</strong> – Scar = Revoltado pela dizimação de seu povo, começa a buscar vingança, e quer destruir a todos os envolvidos no massacre de Ishval, usando sua vingança como uma forma de justiça (pilar da severidade). Após se envolver mais com os outros personagens do anime, passa a usar a alquimia que aprendeu para a construção, para a vida. Aqui vemos o que o anime passa: “A alquimia consiste em três passos: compreensão, destruição e reestruturação”. Depois que Scar “compreende” o que a alquimia significa, ele deixa de “destruir” (o braço de seu irmão transplantado nele) e passa a “construir, reestruturar” (o outro braço coberto de tatuagens).</li>
<li><strong>Chokmah</strong> – Van Hohenheim = Uma figura masculina, barbada (Cabala Mística – Dion Fortune). Representa a Sabedoria, a força bruta que gera vida (no corpo dele contem metade das almas da população de Xerxes). Sábio e muito velho, teve tempo de conversar com todas as almas dentro de si, mais de 3000 almas.</li>
<li><strong>Kether</strong> – A Verdade = Um local branco, sem noção de espaço, tempo, apenas uma figura representa quem acessa essa esfera, com se fosse um negativo da pessoa/ser que a acessa. “Eu sou a existência que vocês chamam de ‘Mundo’. Sou o ‘Universo’. Sou ‘Deus’.</li>
</ul>
<p>Fonte da imagem e descrições das esferas: Internet</p>
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		<title>Postura de Morte: Uma Instrução Definitiva de Alan Chapman da Cabeça do Batista</title>
		<link>https://www.divagacoes.org/magick/teoria/postura-de-morte-uma-instrucao-do-alan-chapman/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[DuendeChesini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Sep 2017 14:12:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teoria da Magia]]></category>
		<category><![CDATA[alcançando Gnosis]]></category>
		<category><![CDATA[Austin Osman Spare]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Kia]]></category>
		<category><![CDATA[Livro do prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Spare]]></category>
		<category><![CDATA[Zos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A postura da morte de Austin Osman Spare é a técnica mágica mais incompreendida no mundo. Sério. A técnica está brevemente descrita no Livro do Prazer(NT:tem uma cópia dele lá no nosso grupo), então simpatizo completamente com qualquer confusão inicial que os leitores possam ter em relação à postura; Afinal de contas, a escrita de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_2169" aria-describedby="caption-attachment-2169" style="width: 358px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/Postura_de_morte_1.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2169" src="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/Postura_de_morte_1.jpg" alt="Postura de morte" width="358" height="682" srcset="https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/Postura_de_morte_1.jpg 358w, https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/Postura_de_morte_1-157x300.jpg 157w" sizes="(max-width: 358px) 100vw, 358px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2169" class="wp-caption-text">AOS: Postura de morte: Deixa eu desenhar para vocês</figcaption></figure></p>
<p>A postura da morte de Austin Osman Spare é a técnica mágica mais incompreendida no mundo.</p>
<p>Sério.</p>
<p>A técnica está brevemente descrita no Livro do Prazer(<em>NT:tem uma cópia dele lá no nosso </em><a href="http://fb.com/groups/divagacoes"><em>grupo</em></a>), então simpatizo completamente com qualquer confusão inicial que os leitores possam ter em relação à postura; Afinal de contas, a escrita de Spare é <em>insana</em>.</p>
<p>Entretanto, uma re-leitura simples da página em questão deve ser suficiente para dissipar essa confusão. Eu posso somente imaginar que as bobagens que aparecem em muitos livros, revistas e sites tentando explicar a postura da morte é devido ao fato de que a maioria das pessoas simplesmente não querem ser questionadas.</p>
<h2>O Ritual e Doutrina</h2>
<p>A instrução é dada em três parágrafos. Vou dar-lhes na ordem em que são apresentadas no livro:<span id="more-2167"></span></p>
<blockquote><p>Deitado(a) de costas preguiçosamente, o corpo expressando a condição de bocejo, suspirando enquanto esboça um sorriso, esta é a idéia da postura. Esquecendo o tempo com essas coisas que eram essenciais &#8211; refletindo sua falta de significado, o momento está além do tempo e sua virtude já aconteceu.</p>
<p>Ficando na ponta dos pés, com os braços rígidos, preso atrás pelas mãos, apertado e tensionado ao extremo, o pescoço esticado &#8211; respirando profunda e espasmodicamente, até a vertigem e a sensação entrarem em rajadas, dando exaustão e capacidade para o primeiro.</p>
<p>Contemplando o seu reflexo até que ele fique borrado e você não conheça aquele que contempla, feche seus olhos (isto normalmente acontece involuntariamente) e visualize. A luz (sempre um X em curiosas evoluções) que é vista deve ser mantida, nunca a deixando ir, até que o esforço é esquecido, isto dá uma sensação de imensidão (a qual vê uma forma pequena), cujo limite você não pode alcançar. Isto deveria ser praticado antes de se experienciar o precedente. A emoção que é sentida é o conhecimento que lhe conta o por quê.</p></blockquote>
<p>É óbvio a ser pensado então: &#8220;a postura da morte em si é completamente aberta à interpretação (<strong>não existe &#8220;a&#8221; postura</strong>). Ela abrange desde prender a respiração até você &#8220;apagar&#8221; ao ficar olhando para si mesmo(a) no espelho. Ah sim, também é usada para &#8220;carregar&#8221; <a href="http://www.divagacoes.org/magick/praticas/ideias-basicas-para-sigilos/">sigilos</a>.&#8221;</p>
<p>O que é uma bobagem grande gorda e cabeluda.</p>
<p><figure id="attachment_2170" aria-describedby="caption-attachment-2170" style="width: 236px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/Postura_de_morte.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2170" src="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/Postura_de_morte.jpg" alt="Postura de morte " width="236" height="478" srcset="https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/Postura_de_morte.jpg 236w, https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/Postura_de_morte-148x300.jpg 148w" sizes="auto, (max-width: 236px) 100vw, 236px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2170" class="wp-caption-text">Postura de morte Ou Twister entre seus membros?</figcaption></figure></p>
<p>Se relermos esses três parágrafos, podemos ver que no parágrafo dois (Ficando na ponta dos pés &#8230;):</p>
<p>[&#8230;]<em>dando exaustão e capacidade para o primeiro.</em></p>
<p>Em outras palavras, é um exercício preliminar para as instruções dadas no parágrafo um (Deitado(a) de costas &#8230;).</p>
<p>Quanto ao exercício dado no parágrafo três (Contemplando o seu reflexo &#8230;), somos informados:</p>
<p>&#8220;<em>Isto deveria ser praticado antes de se experienciar o precedente. A emoção que é sentida é o conhecimento que lhe conta o por quê.</em>&#8221;</p>
<p>O terceiro parágrafo é, portanto, <em>um exercício preliminar</em> a ser praticado antes das instruções dadas nos parágrafos um e dois.</p>
<p>A postura de morte é propriamente dita no paragrafo 1:</p>
<blockquote><p>Deitado(a) de costas preguiçosamente, o corpo expressando a condição de bocejo, suspirando enquanto esboça um sorriso, esta é a idéia da postura. Esquecendo o tempo com essas coisas que eram essenciais &#8211; refletindo sua falta de significado, o momento está além do tempo e sua virtude já aconteceu.</p></blockquote>
<p>Então, para esclarecer:</p>
<p><strong>1).</strong> Pratique olhar seus olhos no espelho, até que sua reflexão pareça bizarra. Não é de muita ajuda neste momento o Spare lhe dizer &#8220;feche os olhos e visualize.&#8221; e depois passar a descrever o que você deve ver (&#8220;um X em curiosas evoluções&#8221;, que entendo que é a imagem deixada na retina &#8211; de fato é muito semelhante a um exercício budista-), mas o ponto é: <strong>você se concentra em algo, nunca perdendo o foco, até que:</strong></p>
<blockquote><p>[&#8230;]isso provoque um sentimento de imensidão (observado numa pequena forma), cujo limite você não pode alcançar.</p></blockquote>
<p>Spare é bastante explícito quando ele diz que isso deve ser experimentado antes de praticar a postura da morte propriamente dita.<br />
Em outras palavras, você deve possuir um grau de proficiência em concentração. Conhecendo o <a href="http://www.divagacoes.org/magick/teoria/ensaio-o-que-e-magia-do-caos-definindo-caos/">histórico mágico de Spare</a>, acredito que ele está aqui descrevendo &#8220;<a href="https://www.hadnu.org/publicacoes/12-raja-yoga-o-caminho-real/884-dhyana-e-samadhi">Dhyana</a>&#8220;.<br />
Deve-se notar que não há nada de especial neste exercício de concentração, como explica Spare pouco depois:</p>
<blockquote><p>Existem muitos exercícios preliminares, tão inumeráveis quanto os pecados, fúteis por si mesmos, mas indicadores dos meios definitivos.</p></blockquote>
<p>Uma vez que o estado de Dhyana seja alcançado, podemos passar para a postura da morte em si.</p>
<p><strong>2).</strong> A postura da morte requer um grau de relaxamento, e para obter isso, você pode primeiro tensionar todo o corpo e hiperventilar.<br />
Claro, você também pode correr ou levantar alguns pesos &#8211; o objetivo é estar relaxado para a prática da postura propriamente dita.<br />
<span style="font-size: 21px;">Sendo explícito: segurar sua respiração até que desmaie<em><strong> NÃO</strong> </em>é a postura da morte.</span></p>
<p><strong>3).</strong> Assim, uma vez que um grau de competência em concentração é alcançado (ou seja, você pode entrar em um estado de Dhyana ou trance), você pode praticar a postura propriamente dita.</p>
<p>Acredito que a maior dificuldade em compreender a postura da morte reside no fato de que a Spare parece estar nos dizendo para nos deitar, bocejar, sorrir e &#8220;soltar&#8221; todas as nossas preocupações. Isso não pode estar certo, pode?</p>
<blockquote><p>Foda-se tudo isso, estou segurando a respiração até que eu desmaie&#8230;</p></blockquote>
<h2>Parágrafo 4</h2>
<p>A postura <em>realmente</em> acontece quando deita-se de costas, entrando num estado de relaxamento, sem se preocupar com o resto do mundo. No entanto, se você acha que ele está defendendo que a postura é o relaxamento em si, você está perdendo o ponto.</p>
<p>Se olharmos o próximo parágrafo na página 18 do Livro do Prazer<em>(NT:Lembrando que tem ele lá no nosso <a href="http://facebook.com/groups/divagacoes">grupo</a>)</em>, Spare tem isso a dizer sobre a postura da morte:</p>
<blockquote><p>[&#8230;]conheça isto por negação de toda a fé através da sua vivência, o fim da dualidade da consciência.[&#8230;]</p></blockquote>
<p>E</p>
<blockquote><p>[&#8230;]Conheça a postura de morte e sua realidade na aniquilação da lei &#8211; a ascensão derivada da dualidade.[&#8230;]</p></blockquote>
<p>O objetivo da postura da morte não é alcançar a &#8220;gnosis&#8221; para &#8220;carregar&#8221; um sigilo, mas sim <span style="font-size: 21px;"><strong>experienciar o não-dual</strong></span>. Spare está falando sobre Samadhi, ou a experiência do que ele chamou de Kia.</p>
<p>Spare dá mais detalhes sobre a prática:</p>
<blockquote><p>A vacuidade primordial (ou crença) não existe pelo exercício de focar a mente em uma negação de todas as coisas concebíveis, a identidade da unidade e da dualidade, caos e uniformidade, etc., etc., mas sim por fazer isto agora, não eventualmente. Perceba, e sinta-se sem a necessidade de um oposto, mas de seu relativo.<br />
Perceba a luz sem sombra por suas próprias cores como contraste, através da invocação da emoção da risada na hora do êxtase na união, e através da prática até que esta emoção seja incansável e sutil. A lei ou a reação são derrotadas por inclusão.[&#8230;] Deixe-o praticar isto diariamente, adequadamente, até que ele chegue ao centro do desejo. Ele imitou o grande propósito.[&#8230;] Logo, através do impedimento da crença e o sêmen da concepção, eles se tornam simples e cósmicos.</p></blockquote>
<p>A &#8220;vacuidade primordial&#8221;, ou Kia, é alcançada cultivando uma consciência da sensação imediata. Por exemplo, em vez de experimentar uma sensação e conhecê-la como &#8220;leve&#8221;, simplesmente experimente a sensação. <span style="font-size: 21px;"><strong>A atitude mental correta é a que é experimentada quando você ri; Você aceita toda a experiência e sensações (incluindo a sensação de pensamentos) sem resistência.</strong></span></p>
<p>Se essa atitude de consciência inclusiva é cultivada em uma prática diária, você eventualmente experimentará um estado de não dualidade e êxtase.</p>
<p>Os paralelos entre as instruções de Spare e as de Buda são bastante impressionantes. A Posição da Morte facilita ter a mesma consciência que &#8220;prática de Insight&#8221; ou de <a href="https://www.lionsroar.com/how-to-practice-vipassana-insight-meditation/">Vipassana</a> alcançam, uma vez que só podem realmente ser praticadas de forma competente quando grau de proficiência em concentração seja alcançado.</p>
<h2>Um Resumo Prático</h2>
<ol>
<li>Pratique <a href="http://www.divagacoes.org/magick/pratica1/exercicios-para-aperfeicoar-a-visao/">exercícios de concentração</a> até experimentar o estado Dhyana;</li>
<li>Pratique estar ciente de todas as sensações e experiências à medida que surgem sem fixar sua atenção ou identificar-se com qualquer coisa (a atitude correta pode ser induzida quando sorri ou gargalha). <em>Isso é mais fácil de fazer quando relaxado, então praticar após um exercício físico é ideal.</em></li>
</ol>
<p>Alternativamente, realizar a prática Insight, ou meditar através das praticas de Vipassana ou de meditação taoísta chegará no mesmo resultado.</p>
<h2>Ensino básico</h2>
<p>Dos 16 capítulos do Livro do Prazer, 8 tratam exclusivamente do não-dual ou Kia, expondo as virtudes da busca do não-dual, fornecendo instruções para alcançar o não-dual ou detalhando o estado resultante uma vez que o não dual seja alcançado e torna-se o comum (o qual ele chama Auto-Amor):</p>
<p><figure id="attachment_2171" aria-describedby="caption-attachment-2171" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/alex_grey_Auto_Amor.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2171" src="http://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/alex_grey_Auto_Amor.jpg" alt="Auto Amor" width="296" height="297" srcset="https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/alex_grey_Auto_Amor.jpg 296w, https://www.divagacoes.org/wp-content/uploads/2017/09/alex_grey_Auto_Amor-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 296px) 100vw, 296px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2171" class="wp-caption-text">Happy, por Alex Grey, simbolizando o Auto-Amor</figcaption></figure></p>
<p>Spare é preocupado essencialmente com o hedonismo (acho que o título do livro ilustra bem isso). Se quer o máximo de êxtase e prazer possível, se quer o maior grau de satisfação, então você deve preocupar-se com o não-dual:</p>
<blockquote><p>O sábio buscador de prazer, tendo percebido que eles são &#8220;níveis diferentes de desejo&#8221; e nunca desejáveis, abandona tanto Virtude quanto Vício e se torna um Kiaista. Cavalgando o Tubarão indomável do seu desejo, ele cruza o oceano do princípio dual e engaja a si mesmo em auto-amor.</p></blockquote>
<p>Auto-amor é o estado que resulta da experiência habitual do não-dual, obtido através da prática da postura da morte todos os dias. É liberdade do desejo.</p>
<p>Diga-me, o que traz o maior prazer: <em><strong>usar sigilos para adquirir um efeito mágico ou a transcendência de todos os desejos?</strong></em></p>
<p>Por um longo tempo, Spare foi celebrado como o pai da &#8216;<a href="http://www.divagacoes.org/magick/chaos-magick/magicka-aos/">Magia do Caos</a>&#8216; e o inventor de <a href="http://www.divagacoes.org/magick/praticas/ideias-basicas-para-sigilos/">magia de Sigilos</a>. Entretanto, eu acredito que sua maior conquista mágica &#8211; o ensino central de seu livro, foi mal interpretado como sendo um componente arbitrário das magias de sigilos ou completamente ignorado como sendo as divagações de um místico.</p>
<p>Com sua Postura da Morte, Spare conseguiu reduzir a essência de toda prática meditativa a um método muito simples, fácil e agradável de realização mágica genuína; não por qualquer propósito espiritual sublime, mas simplesmente por causa do prazer pelo prazer.</p>
<p>Se você ainda pensa que a magia não tem nada a ver com o misticismo, ou se preocupa unicamente com a manifestação dos resultados materiais, considere o título do livro responsável por &#8220;começar tudo&#8221;:</p>
<p><span style="font-size: 21px;"><em><strong>O Livro do Prazer (Auto-Amor), A Psicologia do Êxtase</strong></em></span></p>
<p>Por&nbsp;Alan Chapman em seu extinto blog.</p>
<p>Traduzido por Duende Chesini &#8211; Divagações</p>
<p>O post <a href="https://www.divagacoes.org/magick/teoria/postura-de-morte-uma-instrucao-do-alan-chapman/">Postura de Morte: Uma Instrução Definitiva de Alan Chapman da Cabeça do Batista</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.divagacoes.org">Divagações</a>.</p>
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		<title>Entrevistando Magista: BlueFluke</title>
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		<dc:creator><![CDATA[DuendeChesini]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Sep 2017 23:20:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[8 círculos de consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Blue Fluke]]></category>
		<category><![CDATA[Chaos]]></category>
		<category><![CDATA[Dsinfo]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estou extremamente entusiasmado em apresentar uma entrevista com o mago, artista, autor e criador do &#8220;Manual de Campo do Psiconauta&#8220;(No nosso grupo também tem uma versão dele), Arch Traitor Bluefluke. Seu MCP(que foi fantasticamente traduzido pelo pessoal dos Quadrinhos Inglórios) está rapidamente se tornando um dos textos mais conhecidos e icônicos da magia do caos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estou extremamente entusiasmado em apresentar uma entrevista com o mago, artista, autor e criador do &#8220;<a href="https://bluefluke.deviantart.com/art/The-Psychonaut-Field-Manual-Portuguese-Version-PD-626291395">Manual de Campo do Psiconauta</a>&#8220;(No nosso <a href="http://fb.com/groups/divagacoes">grupo </a>também tem uma versão dele), Arch Traitor <a href="https://bluefluke.deviantart.com/">Bluefluke</a>. Seu <a href="http://quadrinhosinglorios.blogspot.com.br/2016/05/o-manual-de-campo-do-psiconauta.html">MCP(que foi fantasticamente traduzido pelo pessoal dos Quadrinhos Inglórios)</a> está rapidamente se tornando um dos textos mais conhecidos e icônicos da magia do caos de hoje em dia. Além do manual, Bluefluke tem um deck de tarot que trabalha com base nos Oito Circuitos da Consciência dos quais o manual de campo usa como um mapa fundacional.</p>
<p><strong>P: Qual você considera sua maior conquista mágica?</strong></p>
<p>R: Ser capaz de me conectar e formar laços genuínos com os Comedores de Medo (ou seja, pessoas sombra) e criar um sistema que capacita outros a fazerem o mesmo. Nossa habilidade recém descoberta de nos comunicarmos com eles botou de lado a visão tradicional de que eles eram (na melhor das hipóteses) formas-pensamento sencientes refletindo a psique interior ou (na pior das hipóteses) apenas alucinações hipnagógicas. Eles são seres sencientes, inteligentes, com estruturas sociais complexas, capazes de camaradagem, empatia e até mesmo amor. E enquanto o comportamento deles pode frequentemente parecer estranho ou perturbador, eles se resumem a ter estruturas psicológicas radicalmente diferentes assim como nossa mente é estruturada<span id="more-2148"></span> para processar informação de forma muito diferente da deles.</p>
<p>Minha esperança é que nós, como uma comunidade, iremos começar a diferenciar melhor entre espíritos que emanam de dentro de nós (espíritos locais) daqueles que emanam de fora (espíritos não-locais). Ambos existem e ambos são objetos de estudo válidos. Eu também estou bastante orgulhoso da minha reconstrução dos já antigos Oito Circuitos da Consciência. A intenção por trás desse revolucionário sistema de iluminação era de ser uma resposta agnóstica aos pesados sistemas teológicos como a Kabbalah e os Chakras. Vergonhosamente, essa incrível tecnologia foi negligenciada por quase trinta anos e não foi atualizada com as muitas descobertas inovadoras feitas em psicologia, neurociência e ocultismo, então eu tomei a responsabilidade e fiz isso eu mesmo.</p>
<p><strong>P: Quais são seus heróis pessoais, aqueles que te inspiraram mais na sua própria jornada?</strong></p>
<p>R: <a href="http://www.divagacoes.org/discordianismo/como-viver-onze-dias-em-vinte-e-quatro-horas/">Robert Anton Wilson</a> é meu pilar filosófico. Ele me ensinou que apesar de tecnologias ocultas realmente funcionarem, não devo cair em explicações apenas porque elas confirmam meu sistema pessoal ideológico de crença. Observar evidências separadas de meu próprio viés e questionar as alegações feitas por aqueles que são considerados autoridades sobre o assunto, não apenas no oculto, mas em qualquer assunto, porque até mesmo as maiores mentes podem confundir verdades indubitáveis com seu próprio viés de confirmação independentemente dos sufixos anexados a seus nomes. Ninguém é imune à natureza humana. Relacionado a arte, aprendi a desenhar e colorir usando um emulador NES chamado Nesticle, que te permite substituir os gráficos do jogo com os que você mesmo criou.</p>
<p>As habilidades gráficas limitadas do console eram um grande professor já que elas me forçaram a ser criativo para conseguir fazer o máximo com a menor quantidade possível de recursos. Os grandes da &#8220;Demoscene&#8221; foram uma grande influência pra mim a respeito disso. Seus projetos me ensinaram a como usar cores complementares, a como criar a ilusão de extremo detalhe com apenas poucas linhas, e a importância de linhas grossas para definir limites. Até mesmo com recursos ilimitados de equipamento, eu ainda sigo as regras demoscene e uso seis conjuntos similares de quatro paletas de cores. Eu estava totalmente satisfeito nesse meio até o dia em que eu li Incal, uma HQ ilustrada por Moebius e instantaneamente me apaixonei.</p>
<p>Eu li quadrinhos a maior parte da minha vida e embora houvesse um número razoável de artistas verdadeiramente talentosos no caminho, nada comparado com Moebius. Cada painel estava a par com uma pintura em uma galeria de arte. Deixei de lado ROM hacking e treinei para dominar canetas e lápis. Até hoje ele é meu artista preferido e eu uso o trabalho dele como motivação para me empurrar o mais longe possível.</p>
<p><strong>P: Que importância, se é que há alguma, você dá para manifestação visual completa de um espírito durante evocação?</strong></p>
<p>R: Manifestação visual de espíritos é imensamente importante pra mim, particularmente. Eu passei anos fazendo meditações visuais cansativas apenas para esse propósito. Certamente, você pode &#8220;vê-los&#8221; em sua imaginação assim como você veria um devaneio com pouca ou nenhuma prática (e a maioria vê) mas realmente vê-los na sua frente em detalhes completos, em tempo real, sem transformação ou distorção remove toda dúvida e dá a eles um &#8220;realismo&#8221; que é difícil de descrever. Isso se torna ainda mais profundo se você escolheu se juntar com um espírito companheiro. Ao invés de apenas ficarem presos como uma voz na sua cabeça, eles podem se mover livremente pelo ambiente da forma como quiserem.</p>
<p>Isso pode parecer pequeno, mas pra eles isso significa o mundo. Isso os faz se sentirem humanos. Sólidos. Isso dá a eles o sentimento de independência e individualidade que nós temos pra nós mesmos como garantido. Novamente, você não precisa de habilidades avançadas de visualização, você pode simplesmente manter seus olhos fechados e imaginar o espírito com o qual você quer interagir. De fato, se você conseguir aquietar sua mente de forma confiável durante meditação regular, a imagem que você verá em sua imaginação será bastante próxima com aquela que o espírito quer projetar, já que haverá pouca ou nenhuma &#8220;poluição mental&#8221; para interferir com sua conexão.</p>
<p><strong>P: Qual foi seu primeiro momento &#8220;caralho, essa merda é real&#8221; na sua prática mágica pessoal?</strong></p>
<p>R: Eu me atirei de cabeça no ocultismo bastante cedo. Quando eu era jovem eu frequentemente sofria crises de paralisia do sono e todas as experiências estereotipadas que se seguem. Elas eram benignas a princípio (chatas na pior das hipóteses) mas com o tempo, elas se tornaram cada vez mais tenebrosas e eram inevitavelmente acompanhadas por Comedores de Medo procurando por um lanche fácil. Eu fui a vários médicos. Cada um falhou, um após o outro. Seus tratamentos se tornaram progressivamente mais e mais condescendentes, dolorosos e desumanos até que, por desespero, fingi estar bem para escapar da tortura.</p>
<p>Eu comecei minha própria busca por respostas. Minhas jornadas pela toca do coelho me fizeram aterrissar em uma sala de bate-papo de ocultismo ocupada por magistas que, com simpatia, montaram um ritual de banimento para combater meus agressores. Eu senti um misto de ceticismo (a sociedade no geral declara magia como faz de conta) e medo (fui criado em família católica) mas eu estava desesperado o bastante para tentar qualquer coisa. Fiz o ritual e para minha surpresa, ele funcionou. Realmente funcionou. Magia era real. Um novo e completo mundo secreto se abriu em frente a meus olhos. Eu fui instantaneamente fisgado e rapidamente me tornei obcecado em aprender tudo que podia.</p>
<p><strong>P: Qual é &#8220;a&#8221; técnica mágica sem a qual você não poderia viver sem?</strong></p>
<p>R: <a href="http://www.divagacoes.org/magick/praticas/uma-introducao-a-magias-oniricas/">Trabalho astral</a> no geral. Tudo sobre tecer/construir um fantástico país das maravilhas que nós mesmos produzimos, populado por seres tanto nativos quanto estrangeiros. É uma fronteira emocionante que nunca falha em produzir algo novo toda vez que você brinca com ela. Esse tipo de coisa me acerta em cheio.</p>
<p><strong>P: Em qual idade você começou a praticar magia e por quê?</strong></p>
<p>R: Eu comecei uma prática mágica estável logo após controlar a paralisia do sono mencionada acima. Eu comecei estudando e experimentando toda nova técnica que eu pude encontrar.</p>
<p><strong>P: Qual é seu conselho ao jovem magista aspirante que está apenas começando hoje?</strong></p>
<p>R: Primeiro, não tome a palavra de outro magista como fato absoluto, incluindo a minha. Experimente por si mesmo e chegue às suas próprias conclusões. Se você está seguindo o currículo de uma fraternidade ou as instruções de um autor e não está obtendo resultados após numerosas tentativas, mude algo. Adapte sua magia para que ela sirva a VOCÊ. Segundo, FAÇA O TRABALHO. Faça todos os dias. O primeiro passo em romper sua mente através de meditação pode ser tedioso pra caralho (por isso que é tão difícil), mas quanto mais você pratica, mais fácil vai ficar até que você seja capaz de entrar em gnose à vontade.</p>
<p><strong>P: Quais são seus esforços mágicos atuais?</strong></p>
<p>R: Atualmente, eu estou para lançar o primeiro deck de Tarot verdadeiramente universal que funciona com todos os três maiores sistemas de iluminação: Kabbalah, os Chakras e os Oito Circuitos da Consciência. Embora possa ser usado como ferramenta de divinação como qualquer baralho moderno, sua função primária será o propósito original do Tarot, agir como chave de decriptação para uma infinidade de guloseimas ocultas. Também estou colaborando com o prodígio da I.O.T. Julian Vayne em uma HQ sobre quimiognose, o que é bastante emocionante. E claro, estou trabalho no quinto capítulo do Manual de Campo do Psiconauta.</p>
<p><strong>P: Como você responde a evangelistas cristãos batendo na sua porta na hora do jantar?</strong></p>
<p>R: Eu tendo a ser bastante tolerante com pessoas de pontos de vista opostos ao meu. Tirando vigaristas, cultistas e ditadores teológicos, eu vejo que muita gente se devotou ao cristianismo/judaísmo/islã porque eles se sentem desamparados em face às trágicas circunstâncias ou estão solitárias e apenas querem alguma pessoa, qualquer pessoa, para amá-las. 99.9% dessas pessoas realmente tem boas intenções e são, na minha experiência, pessoas doces e tolerantes. Porém, eu entendo perfeitamente o desgosto total que alguns tem por tais religiões se eles são presos em um ambiente ultra ortodoxo abertamente opressivo ou tiveram suas vidas interrompidas ou destruídas por constantes tentativas de desmantelar a separação entre igreja e estado.</p>
<p>Também deve ser notado que os ocultistas devem permanecer vigilantes à medida que essas religiões estão em decadência. Como tal, alguns de seus seguidores menos inteligentes se voltaram para conspiração para justificar sua fé num mundo existindo sem elas. Nessas conspirações nós somos retratados como juggernauts monolíticos do tipo illuminati empenhados em destruir sua religião para que nós possamos restar sem oposição para criar um governo global para o diabo. Isso tudo pode soar risível mas essas ideias estão rapidamente ganhando tração. Nós precisamos fazer de tudo que podemos para impedir aqueles que repetem essas bobagens de comandar os domínios do governo.</p>
<p><strong>P: Que efeito e foco você acha que a magia deveria ter sobre política e eventos mundiais?</strong></p>
<p>R: Todos estamos cientes do legado da maçonaria, destronando os grandes reis da terra e fundando as democracias sob as quais vivemos hoje. Eles mantiveram afastados os ultra ricos dos assentos do poder e forçaram igualdade racial e de gênero quando isso estava sendo empatado por fanáticos estúpidos. Mas por causa do declínio em massa da maçonaria, não há mais uma força coletiva para impedir corporações e os ultra ricos de estuprar o corpo da população. Seria sábio emular seu modelo até certa extensão de forma a impedir nossa sociedade de se tornar uma paisagem infernal distópica tipo cyberpunk ou desmoronar à ruína.</p>
<p>Enquanto esse esforço requeriria cooperação nunca antes vista pelas grandes casas ocultas, essa poderia ser nossa última chance de consertar essa embarcação amassada. Occupy falhou. Anonymous falhou. A campanha de guerra de memes é uma porra duma piada. Nós temos uma última opção de consertar as coisas, e não vai demorar muito pra essa opção deixar de estar disponível. Precisamos agir, agora.</p>
<p>Fonte: Julian Crane &#8211; <a href="http://disinfo.com/2017/09/interview-magus-blueflake/">http://disinfo.com/2017/09/interview-magus-blueflake/</a></p>
<p>Traduzido pelo Erick Maia</p>
<p>Revisado por Duende Chesini &#8211; Divagações</p>
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