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	<title>DOCE DE FEL</title>
	
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		<title>DOCE DE FEL</title>
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			<media:copyright>Direitos de uso reservados ao autor.</media:copyright><media:category scheme="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd">Arts/Literature</media:category><itunes:owner><itunes:email>direitos.autorais2006@gmail.com</itunes:email><itunes:name>Andre L. Soares</itunes:name></itunes:owner><itunes:author>Andre L. Soares</itunes:author><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Se puser açúcar, piora!</itunes:subtitle><itunes:category text="Arts"><itunes:category text="Literature" /></itunes:category><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/docedefel" type="application/rss+xml" /><feedburner:emailServiceId>docedefel</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item>
		<title>CONTRA A INDÚSTRIA DA PEDOFILIA</title>
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		<comments>http://docedefel.wordpress.com/2009/05/29/contra-a-industria-da-pedofilia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 22:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>direitos.autorais2006@gmail.com (Andre L. Soares)</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CONTRA A INDÚSTRIA DA PEDOFILIA
- André L. Soares &#8211; 29.05.2009 -
.
 Pelo prisma técnico, ‘pedofilia é um transtorno mental, onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-púberes. O abusador tem no mínimo 16 anos de idade e é pelo menos 5 anos mais velho que a vítima’ [http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?5]. Isso é uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=196&subd=docedefel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000000;"><span style="color:#000080;"><strong>CONTRA A INDÚSTRIA DA PEDOFILIA</strong></span><br />
</span><span style="color:#000000;">- André L. Soares &#8211; 29.05.2009 -<br />
.<br />
</span><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#000000;">Pelo prisma técnico, ‘<span style="font-style:italic;">pedofilia é um transtorno mental, onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-púberes. O abusador tem no mínimo 16 anos de idade e é pelo menos 5 anos mais velho que a vítima</span>’ [<a href="http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?5">http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?5</a></span><span style="color:#000000;">]. Isso é uma doença e, portanto, deve ser tratada como tal, por médicos, psicanalistas e outros especialistas. A isso não vou comentar, porque me falta conhecimento.<br />
</span><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#ffffff;">.</span><span style="color:#000000;"><br />
</span><span style="color:#000000;">No entanto, há outra forma de pedofilia que, pelo menos no que tange à sua origem, não tem relação direta com qualquer problema mental. Falo da INDÚSTRIA DA PEDOFILIA, responsável pelo comércio de fotografias, vídeos, desenhos do estilo ‘hentais’, revistas e, obviamente, também pela prostituição de menores. Essa mesma que a Polícia Federal vem combatendo bravamente nos últimos meses.<br />
</span><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#000000;"><br />
</span><span style="color:#000000;">Mas, considerando-se que nem tudo cai nas malhas da Polícia e da Justiça, como ficar imune a isso? Como proteger as crianças? A resposta pode vir da questão: ‘que mundo nós temos ajudado a construir?’. Eu que nunca pus os pés fora do país, mas que posso dizer que conheço bem o Brasil, vou tentar falar somente do caso brasileiro. Então, é preciso refazer a pergunta: ‘que país nós temos ajudado a construir?’.<br />
</span><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#ffffff;">.</span><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;"><a href="http://asset.soup.io/asset/0334/0445_e118_500.jpeg"><img class="alignright" title="Foto: André L. Soares." src="http://asset.soup.io/asset/0334/0445_e118_500.jpeg" alt="" width="180" height="240" /></a></span><br />
</span><span style="color:#000000;">A indústria da pedofilia encontra seu ambiente mais propício em sociedades cujas leis não são levadas a sério e onde, obviamente, reina a impunidade. Também é favorável a essa indústria o contexto de ‘erotização de crianças e adolescentes’. E, deve-se admitir, é isso que faz, com muita eficácia, a televisão brasileira. E o que se tem feito contra isso? Nada.<br />
</span><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#ffffff;">.</span><span style="color:#000000;"><br />
</span><span style="color:#000000;">O Brasil &#8211; também conhecido como &#8216;país do absurdo&#8217; &#8211; vive o clímax do neoliberalismo. Aqui tudo é válido para ganhar dinheiro, seja com ética, ou não. Porém, antes, quando a cultura partia do centro para a periferia, era acusada de ‘elitização’. Agora, que a cultura percorre o caminho inverso, tem-se a ‘vulgarização’. E ninguém diz nada. Assim, erramos todos nós.<br />
</span><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#ffffff;">.</span><span style="color:#000000;"><br />
</span><span style="color:#000000;">O Estado, por permitir, por exemplo, a existência de canais a cabo que transmitem hentais 24 horas, é sócio da indústria da pedofilia. A mídia, que veicula toda sorte de programas, propagandas e canções erotizadas, no estilo ‘quanto mais vulgar, melhor’, é sócia da indústria da pedofilia. Na ponta do sistema, as ‘lan house’, empresas de pequeno porte, estruturadas de tal modo que os proprietários mal conseguem vigiar o caixa, muito menos controlar o que seus clientes menores estão acessando, também são sócias da indústria da pedofilia.<br />
</span><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#ffffff;">.</span><span style="color:#000000;"><br />
</span><span style="color:#000000;">Daí que, não se eliminará a indústria da pedofilia, sem antes corrigir uma série de disfunções sociais que abrangem, desde a erotização da mídia até a impunidade parlamentar. Não se trata de moralismo ou censura. É questão de bom-senso: que tipo de sociedade será construída, por um povo cujas rádios veiculam uma canção que diz ‘bebo pra caralho’? É possível suscitar e garantir a inocência em uma sociedade assim?<br />
</span><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#ffffff;">.</span><span style="color:#000000;"><br />
</span><span style="color:#000000;">E nós, que ficamos olhando tudo isso acontecer e se desenvolver, sem fazer nada, somos as vítimas omissas e permissivas, que, de modo indireto,&#8230; por medo, preguiça, egoísmo, comodidade, também damos ‘carta-branca’ à indústria da pedofilia.<br />
</span><span style="color:#000000;">.<br />
</span><span style="color:#000000;">.<br />
</span><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p>Leia também:</p>
<p><a href="http://almadepoesia2007.blogspot.com/">Alma de Poesia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/">Gritos Verticais</a> <span class="dim">/</span><a href="http://naturezapoetica2007.blogspot.com/">Natureza Poética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://prosaepoesia.wordpress.com/">O Poema de Cada Dia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poeticaheretica.blogspot.com/">Poética Herética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://gritosverticaisdanaturezapoetica.blogspot.com/">Raiz de Cem</a> <span class="dim">/</span><a href="http://sonsdesonetos.blogspot.com/">Sons de Sonetos</a></p>
Posted in abuso, adolescência, Brasil, direito, direitos humanos, direitos individuais, família, infância, violência  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docedefel.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docedefel.wordpress.com/196/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docedefel.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docedefel.wordpress.com/196/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docedefel.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docedefel.wordpress.com/196/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docedefel.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docedefel.wordpress.com/196/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docedefel.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docedefel.wordpress.com/196/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=196&subd=docedefel&ref=&feed=1" /></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/docedefel/~4/RDTaIXsNf7k" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lobo-do-Mar</media:title>
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			<media:title type="html">Foto: André L. Soares.</media:title>
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		<title>ENTRE O SUPOSITÓRIO E O VIAGRA – A INDÚSTRIA DA DOENÇA</title>
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		<comments>http://docedefel.wordpress.com/2009/04/15/entre-o-supositorio-e-o-viagra-%e2%80%93-a-industria-da-doenca/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 21:37:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>direitos.autorais2006@gmail.com (Andre L. Soares)</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ENTRE O SUPOSITÓRIO E O VIAGRA – A INDÚSTRIA DA DOENÇA
– André L. Soares – 14.04.2009 –
.
Há tempos observo sensível mudança das matérias dos jornais escritos. Política e economia ainda são os temas predominantes. Porém, aos poucos, sobrepondo-se a esportes, assuntos policiais e generalidades, o tema ‘saúde’ vem se destacando nos periódicos brasileiros.
.
Mas o que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=183&subd=docedefel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--><span style="color:#000080;"><strong><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">ENTRE O SUPOSITÓRIO E O VIAGRA – A INDÚSTRIA DA DOENÇA</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">– André L. Soares – 14.04.2009 –</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Há tempos observo sensível mudança das matérias dos jornais escritos. Política e economia ainda são os temas predominantes. Porém, aos poucos, sobrepondo-se a esportes, assuntos policiais e generalidades, o tema ‘saúde’ vem se destacando nos periódicos brasileiros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Mas o que há de errado nisso? Nada haveria se tais matérias priorizassem ações preventivas. No entanto, não é o que ocorre.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">O que se vê é a gama de reportagens pagas, induzindo o leitor a adotar variados tipos de tratamento e medicamentos. Somente no último fim de semana, em apenas um jornal, identifiquei seis matérias dessa ordem, sugerindo desde balas para emagrecer e reposição hormonal, até cirurgias estéticas e dicas de ‘SPAs’.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Por que isso agora? Até o fim dos anos 80 o Brasil vivia acentuado quadro de pobreza associada à crise estrutural. Nem os ricos tinham conforto. Havia pouca oferta de bens e serviços de qualidade. Paralelo a isso, leis restritivas e a baixa renda ‘per capita’ não permitiam importações.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Com Collor, a abertura de mercado trouxe a qualidade dos produtos estrangeiros. A gestão FHC, ao controlar a inflação, elevou o padrão geral de consumo. O governo Lula combinou deflação ao aumento extraordinário da oferta. A junção do que houve de positivo nessas três fases fez surgir um Brasil, cujo PIB é superior, em mais de 200%, à soma do PIB das demais nações da América do Sul.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Como resultado, o brasileiro mergulhou nos excessos. Nunca se bebeu tanto; nunca se fumou tanto; nunca se comeu tanto. Passou-se de ‘país dos desnutridos’ a ‘país dos obesos’. Desse novo cenário deriva a indústria da doença.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:center;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span> <a href="http://asset.soup.io/asset/0287/4680_be16_450.jpeg"><img class="aligncenter" title="Foto: André L. Soares." src="http://asset.soup.io/asset/0287/4680_be16_450.jpeg" alt="" width="360" height="270" /></a><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Somente em termos diretos, esse poderoso segmento – ingenuamente chamado de ‘setor saúde’ – é composto por hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, planos de saúde, indústrias farmacêutica e de cosméticos, academias de ginástica etc.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">No passado, grande parte das doenças nacionais decorria da tripla combinação: ignorância, pobreza, inexistência de bens ou serviços. Agora, que se tem produtos, serviços e dinheiro, bastaria combater a ignorância.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Mas isso a indústria da doença não quer. Por tal razão não desenvolve orientação preventiva, nem deixa que o governo o faça. Afinal, são os excessos desses novos tempos que lhes garantem crescente clientela.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Tudo se agrava quando se percebe que – sob a influência dos maus-hábitos norte-americanos, que aprendemos na ‘tevê’ –, confunde-se alimento e diversão. Agora, domingos e feriados servem para que todos se entupam de churrasco e bebida. Nos shoppings, ir ao cinema significa comer pizza, sanduíche, chocolate, pipoca etc.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Os poucos não sedentários, nem comilões, caem na armadilha da estética. Malhar não basta. Também vítimas do excesso, recorrem a anabolizantes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Em seu conjunto, o cenário não poderia ser mais favorável àqueles que lucram com a doença generalizada. Tudo sob o olhar passivo da ANVISA, que há muito perdeu o controle sobre o marketing dos produtos e serviços de saúde. Isso explica porque os jornais oferecem toda sorte de tratamento e medicamentos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Com isso, porém, apenas se admite a existência da doença. E o que esse país precisa é de campanhas preventivas, orientando a alimentação popular, de modo a promover a saúde, ao invés de apenas nos tornar, a todos, presas fáceis da indústria.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">A oferta de bens e serviços de saúde é essencial. Desde que não se permita manipular o povo, criando, no consciente coletivo, falsa necessidade de consumo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Do contrário, haverá o dia triste, em que o marketing milionário das cervejarias e das tabacarias será voluntariamente financiado pelos planos de saúde.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;line-height:150%;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p>Leia também: <a href="http://almadepoesia2007.blogspot.com/">Alma de Poesia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/">Gritos Verticais</a> <span class="dim">/</span><a href="http://naturezapoetica2007.blogspot.com/">Natureza Poética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://prosaepoesia.wordpress.com/">O Poema de Cada Dia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poeticaheretica.blogspot.com/">Poética Herética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://gritosverticaisdanaturezapoetica.blogspot.com/">Raiz de Cem</a> <span class="dim">/</span><a href="http://sonsdesonetos.blogspot.com/">Sons de Sonetos</a></p>
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			<media:title type="html">Lobo-do-Mar</media:title>
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			<media:title type="html">Foto: André L. Soares.</media:title>
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		<title>A ‘VITÓRIA DE PIRRO’ DOS NEOLIBERAIS</title>
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		<comments>http://docedefel.wordpress.com/2009/03/24/a-%e2%80%98vitoria-de-pirro%e2%80%99-dos-neoliberais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 21:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>direitos.autorais2006@gmail.com (Andre L. Soares)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia e trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[cronica]]></category>
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		<description><![CDATA[
 
A ‘VITÓRIA DE PIRRO’ DOS NEOLIBERAIS
– André L. Soares – 23.03.2009 –
.
Pirro foi um grande guerreiro. Rei de Épiro e da Macedônia, viveu de 318 a 272 a.C.. Conhecido por se opor à Roma, imortalizou-se, após vencer uma batalha em que perdera todos os seus mais bravos soldados, ao pronunciar a seguinte frase: ‘– [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=177&subd=docedefel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--></p>
<p><!--[if gte mso 10]&gt;--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><strong><span style="color:#000080;">A ‘VITÓRIA DE PIRRO’ DOS NEOLIBERAIS</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">– André L. Soares – 23.03.2009 –</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Pirro foi um grande guerreiro. Rei de Épiro e da Macedônia, viveu de 318 a 272 a.C.. Conhecido por se opor à Roma, imortalizou-se, após vencer uma batalha em que perdera todos os seus mais bravos soldados, ao pronunciar a seguinte frase: ‘– Outra vitória igual a essa e estaremos derrotados!’. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">É exatamente assim a forma como entendo a vitória dos neoliberais a partir dos anos 90, quando, em escala global, enfraqueceram o Estado, diminuindo sua participação na economia, ao desregulamentar e privatizar setores antes considerados estratégicos. O resultado dessa catastrófica vitória está aí: crise econômica, cuja gravidade pode levar o planeta à outra grande guerra. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:center;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;"><span style="color:#000000;"><a href="http://aws-asset.soup.io/asset/0271/3051_3fa6_450.jpeg"><img class="aligncenter" title="Foto: Crise - André L. Soares." src="http://aws-asset.soup.io/asset/0271/3051_3fa6_450.jpeg" alt="" width="315" height="236" /></a></span><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Observando-se a história do século XX pode-se entender que, nos chamados ‘períodos de crise’, o dinheiro, por alguma razão, alocara-se em setor que não reinvestia em ritmo e volume suficientes para que o capital pudesse voltar ao sistema e dar continuidade ao processo de produção e consumo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Na crise dos anos 20, que resultaria na quebra da Bolsa de Nora Iorque, em 1929, foi o excesso de capital aplicado em ações, levando à queda brusca dos demais investimentos, o que, basicamente, explicou aquele momento catastrófico da economia mundial. Porém, sabia-se onde estava o dinheiro: quase todo aplicado em títulos de empresas que passaram rapidamente a apresentar prejuízos, levando, por conseguinte, à desvalorização desses mesmos papéis. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Nos anos 70 e 80, a crise foi originada pelas manipulações feitas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo quanto ao preço do barril. Mais uma vez era sabido onde estava o dinheiro. Este escoava, por meio da importação de petróleo, para os países-membros da OPEP que, por sua vez, não o reinvestiam na mesma proporção. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">No entanto, analisando-se o cenário atual, uma coisa ainda não me parece bem explicada: onde foi parar o dinheiro do mundo? De modo ‘mágico’, passou-se da explosão do consumo para o caos, em apenas um ano. Mesmo sabendo-se que os maiores compradores do planeta, os EUA, estavam atolados em uma guerra já há seis anos, ainda assim, não é possível crer que o dinheiro esteja na indústria bélica. Se fosse isso, ele retornaria ao sistema pelas compras que tal segmento faz de bens de capital (maquinário, aço, químicos etc.). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">O que parece fazer mais sentido é que os bancos tenham retido todo o dinheiro. A retenção é fruto da desregulamentação mundial desse setor – tragédia que os neoliberais nos impuseram a partir dos anos 90. Os bancos, ao longo dos últimos vinte anos, minimizaram seu papel como investidores. Paralelamente, passaram a cobrar juros que impediram que outros setores o fizessem. Assim, quando o capital próprio, de parte considerável das grandes empresas, enfrentou período de má-qualidade da gestão financeira, ficou impossível dar continuidade aos investimentos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Pior de tudo – e esse erro não ocorreu apenas no Brasil – é que, no mesmo período, o segmento bancário esteve entre os que mais receberam auxílio dos governos, fator que concorreu, ainda mais, para gerar a retenção do capital, justamente no setor que, de modo direto, nada produz. Afinal, banco é tão-somente um ‘atravessador’ do capital, cujo trabalho faz elevar o preço do crédito. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Em suma, os governos usaram capital dos contribuintes para tentar sanar os erros oriundos da má administração. Desregulamentaram os bancos. Facilitaram-lhe todos os processos. Permitiram que cobrassem taxas absurdas para que tenham o privilégio de fazer mau uso de nosso dinheiro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">O incrível é que a crise podia ser pressentida desde os anos 90, quando, em diversos países, inclusive o Brasil, vários bancos foram à falência. Agora já há quem reedite o discurso da estatização do setor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Por seu turno, os bancos vão se fundindo e se fortificando. Mais alguns anos e teremos um só banco no planeta, monopolizando crédito e investimento, dando rumos à indústria e à agricultura. Imagine o que isso pode significar! Hoje não é muito diferente. Contudo, ainda existe quem tenha &#8216;capital próprio&#8217;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Mais inacreditável é ver que, apesar de tudo, grande parte dos trilhões de dólares que os governos estão injetando nas ‘grandes economias’ esteja sendo usada, outra vez, para sanear o segmento bancário.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Parabéns, senhores neoliberais. Vocês venceram. ‘Outra vitória igual a essa e estaremos falidos!’.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#ffffff;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p>Leia também:</p>
<p><a href="http://almadepoesia2007.blogspot.com/">Alma de Poesia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/">Gritos Verticais</a> <span class="dim">/</span><a href="http://naturezapoetica2007.blogspot.com/">Natureza Poética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://prosaepoesia.wordpress.com/">O Poema de Cada Dia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poeticaheretica.blogspot.com/">Poética Herética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://gritosverticaisdanaturezapoetica.blogspot.com/">Raiz de Cem</a> <span class="dim">/</span><a href="http://sonsdesonetos.blogspot.com/">Sons de Sonetos</a></p>
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		<title>INCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL: O CASO DOS EX-PRESIDIÁRIOS</title>
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		<comments>http://docedefel.wordpress.com/2009/03/09/inclusao-social-no-brasil-o-caso-dos-ex-presidiarios/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 16:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>direitos.autorais2006@gmail.com (Andre L. Soares)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cronica]]></category>
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		<description><![CDATA[INCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL: O CASO DOS EX-PRESIDIÁRIOS
– André L. Soares – 08.03.2009 –
.
‘Inclusão social’ é uma expressão muito em moda, principalmente a partir dos anos noventa, com a expansão das chamadas ‘Organizações Não-Governamentais’ (ONGs),&#8230; instituições que, por meio de capital de terceiros (quase sempre dinheiro público), desenvolvem ações de caráter social em áreas específicas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=173&subd=docedefel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--><span style="color:#000080;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><strong>INCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL: O CASO DOS EX-PRESIDIÁRI</strong><strong>OS</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">– André L. Soares – 08.03.2009 –</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">‘Inclusão social’ é uma expressão muito em moda, principalmente a partir dos anos noventa, com a expansão das chamadas ‘Organizações Não-Governamentais’ (ONGs),&#8230; instituições que, por meio de capital de terceiros (quase sempre dinheiro público), desenvolvem ações de caráter social em áreas específicas, previamente definidas. A inclusão social pressupõe a integração ou reintegração, na sociedade, daqueles que, por razões diversas, encontram-se à margem de um contexto de mínima qualidade de vida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:center;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;"><a href="http://io-soup-assets.s3.amazonaws.com/asset/0259/8693_7040.jpeg"><img class="aligncenter" title="Foto: Fred Murray." src="http://io-soup-assets.s3.amazonaws.com/asset/0259/8693_7040.jpeg" alt="" width="394" height="311" /></a><br />
</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Mas, de fato, a inclusão social ocorre em nível satisfatório?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Infelizmente não possuo dados estatísticos sobre quaisquer formas de inclusão social, de modo a poder analisar uma série temporal e saber, por fim, se o volume de dinheiro empregado nessas ações resultou em um número satisfatório de pessoas socialmente incluídas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">No entanto, pode-se analisar essa questão por outro ângulo. De acordo com o professor Cristóvam Buarque, quando se trata de vidas humanas, se todo dinheiro do mundo for gasto para salvar apenas uma única vida, já terá sido válido. Esse é um extremo do humanitarismo que me agrada. Por isso mesmo, não vou questionar, aqui, a expansão das ONGs nos últimos vinte anos, nem os escândalos envolvendo algumas delas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">O que questiono é se a inclusão social existe na prática e, ainda, se a sociedade realmente permite a inclusão social. Para isso, tomo como exemplo o caso dos ex-presidiários.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Uma vez que tenha cumprido a pena – e considerando-se o baixo grau de eficácia do sistema prisional brasileiro em reeducar criminosos –, o ex-presidiário é, para a sociedade livre, uma ‘sinuca-de-bico’: se a sociedade o reintegra imediatamente, corre o risco de ter, dentro de suas casas e/ou empresas, alguém muito suscetível a cometer novos ilícitos; porém, se a sociedade não o reintegra imediatamente, terá a certeza de que esse alguém cometerá novos ilícitos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Bem provável que o ex-presidiário seja o mais difícil caso de inclusão social. No entanto, deve ser também o caso que se faz mais urgente e necessário. Para tanto, é preciso que a sociedade entenda que isso só será viável se a reintegração tiver início já no primeiro dia de cumprimento da pena. Do contrário, não adianta esperar que um detento esteja pronto para viver em sociedade apenas porque cumpriu seu tempo atrás das grades, onde havia o mais completo ambiente de violência e injustiça.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">A inclusão social de ex-presidiários passa por pelo menos três medidas básicas: reforma do sistema prisional, que inclua, entre outras coisas, profissionalização dos detentos; reforma do código penal, com inserção de penas mais severas para os reincidentes; incentivos fiscais às empresas que derem emprego a quem já esteve preso.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Infelizmente, o debate acerca da inclusão social de ex-presidiários tem sido cada vez menor. Resquícios dessa importante discussão estão restritos ao meio acadêmico, onde as teses não alcançam vigor prático. Nas esferas do governo, no entanto, essa polêmica vem sendo tratada em ‘quinto plano’, o que significa dizer que a sociedade continuará, ainda por muitos anos, no mesmo dilema; impedida, por força do medo, de auxiliar a quem tanto precisa de ajuda.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">Essa postagem é parte da blogagem coletiva promovida pela gentil Esther, do blog ‘<a href="http://esteranca.blogspot.com/">Esterança</a>’, cujo intuito precípuo seja trazer a debate questões relacionadas à inclusão social no Brasil. Parabenizo especialmente a Esther, por tentar fazer da blogosfera brasileira um espaço útil à discussão amigável dos problemas nacionais. Aos demais participantes, meu mais sincero respeito, bem como meu agradecimento por disponibilizarem seus blogs a essa importante ação coletiva. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:13pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
</span></span></p>
<p>Leia também:</p>
<p><a href="http://almadepoesia2007.blogspot.com/">Alma de Poesia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/">Gritos Verticais</a> <span class="dim">/</span><a href="http://naturezapoetica2007.blogspot.com/">Natureza Poética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://prosaepoesia.wordpress.com/">O Poema de Cada Dia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poeticaheretica.blogspot.com/">Poética Herética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://gritosverticaisdanaturezapoetica.blogspot.com/">Raiz de Cem</a> <span class="dim">/</span><a href="http://sonsdesonetos.blogspot.com/">Sons de Sonetos</a></p>
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			<media:title type="html">Lobo-do-Mar</media:title>
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			<media:title type="html">Foto: Fred Murray.</media:title>
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		<title>A ÚLTIMA FRONTEIRA DA HONESTIDADE</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 20:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>direitos.autorais2006@gmail.com (Andre L. Soares)</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direito e trabalho]]></category>
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		<description><![CDATA[
A ÚLTIMA FRONTEIRA DA HONESTIDADE
– André L. Soares – 19.02.2009 –
.
Não faz muitos dias, estávamos eu e meu primo, apreciando as belezas da ‘Praia das Castanheiras’, no centro de Guarapari, enquanto a esposa dele e minha mãe olhavam pequenas lojas. Conversávamos qualquer banalidade quando, perto de nós, eclode acalorada discussão.
.
Pelo que entendi, um turista, com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=157&subd=docedefel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--><span style="color:#000080;"><strong><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">A ÚLTIMA FRONTEIRA DA HONESTIDADE</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">– André L. Soares – 19.02.2009 –</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">.</span></span></p>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Não faz muitos dias, estávamos eu e meu primo, apreciando as belezas da ‘Praia das Castanheiras’, no centro de Guarapari, enquanto a esposa dele e minha mãe olhavam pequenas lojas. Conversávamos qualquer banalidade quando, perto de nós, eclode acalorada discussão.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><a href="http://aws-asset.soup.io/asset/0247/0311_0449_450.jpeg"><img class="alignright" title="Foto: André L. Soares." src="http://aws-asset.soup.io/asset/0247/0311_0449_450.jpeg" alt="" width="170" height="247" /></a>Pelo que entendi, um turista, com sotaque carioca e aparência de classe média, teria dito – em tom de brincadeira, ao menos na visão dele – alguma frase de menosprezo a um vendedor de redes nordestinas. Ofendido, o ambulante ameaçava partir para a briga. Depressa, o gozador saiu de fininho, entrou no carro e partiu, não sem antes dizer outro punhado de coisas para irritar, ainda mais, o pobre homem, que mal dava conta de carregar sua montanha de panos coloridos.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Infelizmente, durante a alta temporada, essa é uma cena comum em Guarapari. Os turistas, talvez incomodados pela ‘romaria’ de vendedores nas praias da cidade, talvez motivados pela arrogância comum a quem exagera na bebida, acabam por humilhá-los e maltratá-los verbalmente. Outras vezes são os donos dos quiosques a expulsá-los do local, temendo que os ambulantes incomodem seus clientes.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">O que as pessoas não compreendem é que esses vendedores ambulantes – homens e mulheres, em sua maioria entre 15 e 40 anos – vivem, pacificamente, no limite derradeiro que a sociedade lhes permite para ganharem o pão com um mínimo de dignidade.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span> </span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><a href="http://aws-asset.soup.io/asset/0247/0324_956d_450.jpeg"><img class="alignleft" title="Foto: André L. Soares." src="http://aws-asset.soup.io/asset/0247/0324_956d_450.jpeg" alt="" width="170" height="209" /></a>São pessoas que – por diversas razões – encontram-se à margem da sociedade. Contudo, estão tentando sobreviver, resistindo à farta tentação do crime. No que pude constatar, vendem: óculos; relógios; redes de dormir; cangas; vestidos; sandálias; cachaça; picolé; espetinhos variados; pamonha, cocadas; côco; água; cerveja; refrigerante; chapéus; camisetas; enfeites diversos; biscoito; pipas; queijo quente; bijuterias; tatuagens; roteiros de passeio turístico; outros apenas catam latas; e por aí vai&#8230;</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">A ‘Praia do Morro’, em Guarapari, tem cerca de três quilômetros. Esses bravos resistentes </span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">– </span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">que, segundo o jornal ‘A Tribuna’, chegam à casa dos milhares na alta temporada </span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">–</span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"> percorrem essa extensão, o dia inteiro, debaixo de sol. Muitos deles carregam mais de cinqüenta quilos nas costas.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Não é um trabalho fácil. Nem é algo que venda bastante. Há muita concorrência entre eles mesmos. Há, ainda, a concorrência dos quiosques e das lojas. O turista que vem ao Espírito Santo é, em sua maioria, classe média baixa. Portanto, não esbanja.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Assim, é comum um vendedor ambulante percorrer a praia toda diversas vezes para, ao final do dia, lucrar cerca de dez reais.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Guarapari, no entanto, não tem mendigos. Nos quatro anos em que moro na cidade, somente uma vez fui abordado por pedinte. Aqui, o que rege a atividade informal é a venda de pequenos supérfluos.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Talvez o turista não perceba que essas pessoas, iguais a quaisquer outras, têm necessidades básicas, sonho, esperança, família. E, por serem muitos – e ainda jovens –, caso decidissem engrossar as fileiras da bandidagem, Guarapari – onde quase não há crime – logo estaria no rol dos municípios mais violentos do País.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Mas não. Apesar de tudo, escolheram a difícil tarefa de arrastar quilos e quilos de bugigangas praia afora, como forma de ganhar a vida. E aqui não vem ao caso discutir a higiene e procedência do que comercializam, porque regulamentar e fiscalizar são funções da prefeitura, cabendo ao consumidor, também, fazer sua parte.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">No todo, eu os respeito. Não posso dizer que sou comprador assíduo de seus produtos – às vezes, um picolé. Mas vejo-os com imensa admiração e simpatia. Nos dias de menor movimento, percebo o cansaço e o desânimo de alguns. Porém, no geral, são educados e divertidos. </span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Calado, assisto seu desfile de intermináveis cores e sons, torcendo para que as vendas informais alcancem nível suficiente para mantê-los no campo da decência.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Esse texto é dedicado a esses homens e mulheres. Eles não vão ler, mas isso não importa. Importante é que você – que me lê agora – entenda e reconheça o valor dessa gente e trate melhor os trabalhadores informais que, porventura, venha a encontrar em suas próximas viagens ao litoral brasileiro.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Lembre-se que essas pessoas compõem importante resistência social: elas são os soldados que lutam bravamente na última fronteira da honestidade. Se perderem essa batalha, lutarão a próxima em favor do crime.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">.</span></span></address>
<address class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></span></address>
<p><span style="color:#000000;">Leia também:</span></p>
<p><a href="http://almadepoesia2007.blogspot.com/">Alma de Poesia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/">Gritos Verticais</a> <span class="dim">/</span><a href="http://naturezapoetica2007.blogspot.com/">Natureza Poética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://prosaepoesia.wordpress.com/">O Poema de Cada Dia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poeticaheretica.blogspot.com/">Poética Herética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://gritosverticaisdanaturezapoetica.blogspot.com/">Raiz de Cem</a> <span class="dim">/</span><a href="http://sonsdesonetos.blogspot.com/">Sons de Sonetos</a></p>
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			<media:title type="html">Lobo-do-Mar</media:title>
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			<media:title type="html">Foto: André L. Soares.</media:title>
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			<media:title type="html">Foto: André L. Soares.</media:title>
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		<item>
		<title>CONTRA O PLÁGIO (II)</title>
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		<comments>http://docedefel.wordpress.com/2009/02/03/154/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 21:03:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>direitos.autorais2006@gmail.com (Andre L. Soares)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos autorais]]></category>
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		<category><![CDATA[roubo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://docedefel.wordpress.com/?p=154</guid>
		<description><![CDATA[CONTRA O PLÁGIO (II)
– André L. Soares – 03.01.2009 –
.
Quando se fala em plágio – crime que cresce de modo assustador na blogosfera brasileira –, custo a crer que haja mesmo alguém capaz de cometer tamanha insanidade. Explico: basicamente, todo criminoso tenta, ao máximo, desvincular sua pessoa do ato ilícito.
.
Assassinos profissionais usam silenciadores, luvas, máscaras, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=154&subd=docedefel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000000;"><span style="color:#000080;"><strong>CONTRA O PLÁGIO (II)</strong><br />
</span>– André L. Soares – 03.01.2009 –<br />
.<br />
Quando se fala em plágio – crime que cresce de modo assustador na blogosfera brasileira –, custo a crer que haja mesmo alguém capaz de cometer tamanha insanidade. Explico: basicamente, todo criminoso tenta, ao máximo, desvincular sua pessoa do ato ilícito.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Assassinos profissionais usam silenciadores, luvas, máscaras, agem à noite e, em geral, tentam se livrar da arma do crime. Ladrões também escondem o rosto, disfarçam-se, fazem uso de apelidos provisórios e gírias, escondem o produto do roubo por algum tempo, depois fogem para longe.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><a href="http://io-soup-assets.s3.amazonaws.com/asset/0229/2702_0154.png"><img class="aligncenter" src="http://io-soup-assets.s3.amazonaws.com/asset/0229/2702_0154.png" alt="" width="387" height="400" /></a><span style="color:#ffffff;">..</span><br />
Mafiosos – tipos mais requintados de criminosos – constroem ‘capas’ de dignidade por meio de seus negócios lícitos; bem como utilizam documentos falsos e, ainda, contratam ‘laranjas’; tudo para tornar mais difícil relacioná-los às atividades escusas.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Nos morros cariocas, os traficantes se protegem com máscaras, entocam-se em favelas de difícil acesso e, quando a coisa aperta mesmo, fogem para outro Estado.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span><br />
E assim por diante,&#8230; todos os criminosos procuram, das mais variadas formas possíveis, não deixar vestígios da violação da lei.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Só o plagiador não.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span><br />
O plagiador é o mais imbecil dos criminosos, pois é o único que, em um misto de vaidade e ignorância, acrescenta – orgulhoso – seu nome ao ‘bem’ indevidamente apropriado. Enquanto todos querem distância da prova do crime, o plagiador, em atitude mais-que-doentia, une-se nominalmente à ‘res furtiva’.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Isso talvez explique a razão primeira do plágio: o plagiador é dotado de estupidez, mediocridade e pobreza de espírito tão inimagináveis, que, de fato, jamais poderia produzir texto de próprio punho e, também, não teria sensibilidade alguma para &#8216;clicar&#8217; ao menos uma fotografia original.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Contudo, se não tem capacidade e sensibilidade para ser original, que vá, então, fazer qualquer outra coisa, contanto que deixe a blogosfera livre para quem possui coragem de se expor às críticas (nem sempre favoráveis), ética para respeitar o trabalho alheio e, obviamente, algum resquício mínimo de talento.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Chega de plágio! Basta!<br />
.<br />
<span style="color:#ffffff;">.<br />
.</span></span></p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://almadepoesia2007.blogspot.com/">Alma de Poesia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/">Gritos Verticais</a> <span class="dim">/</span><a href="http://naturezapoetica2007.blogspot.com/">Natureza Poética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://prosaepoesia.wordpress.com/">O Poema de Cada Dia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poeticaheretica.blogspot.com/">Poética Herética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://gritosverticaisdanaturezapoetica.blogspot.com/">Raiz de Cem</a> <span class="dim">/</span><a href="http://sonsdesonetos.blogspot.com/">Sons de Sonetos</a></p>
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			<media:title type="html">Lobo-do-Mar</media:title>
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		<title>A NOVA FACE DA DEMOCRACIA BRASILEIRA</title>
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		<comments>http://docedefel.wordpress.com/2009/01/23/a-nova-face-da-democracia-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 19:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>direitos.autorais2006@gmail.com (Andre L. Soares)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>
		<category><![CDATA[associativismo]]></category>
		<category><![CDATA[avanço]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>

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		<description><![CDATA[A NOVA FACE DA DEMOCRACIA BRASILEIRA
– André L. Soares – 23.01.2009 –
.
Atualmente, o discurso geral aponta para o fim das ditaduras, que parecem ter os dias contados (na África, serão alguns dias a mais). Da mesma forma, os governos socialistas caminham nitidamente para a abertura que, acredita-se, transformará não apenas seu modelo econômico, como também [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=151&subd=docedefel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000000;"><strong><span style="color:#000080;">A NOVA FACE DA DEMOCRACIA BRASILEIRA<br />
</span></strong></span><span style="color:#000000;">–</span><span style="color:#000000;"> André L. Soares – 23.01.2009 –<br />
.<br />
Atualmente, o discurso geral aponta para o fim das ditaduras, que parecem ter os dias contados (na África, serão alguns dias a mais). Da mesma forma, os governos socialistas caminham nitidamente para a abertura que, acredita-se, transformará não apenas seu modelo econômico, como também o sistema político. Assim, o mundo parece fadado à democracia.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><a href="http://io-soup-assets.s3.amazonaws.com/asset/0221/1698_02f5.png"><img class="alignleft" src="http://io-soup-assets.s3.amazonaws.com/asset/0221/1698_02f5.png" alt="" width="256" height="256" /></a></span></p>
<p><span style="color:#000000;">No entanto, quando se fala em democracia é preciso pensar muito além dos momentos eleitorais. A democracia moderna é processo mais complexo que apenas voto. Como bem mostrou Norberto Bobbio, em ‘O Futuro da Democracia’ (1997), trata-se de sistema permanente de luta por espaços e direitos e, conforme a configuração das quatro últimas décadas, vinculado à prática associativista.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
Para entender isso melhor deve-se, primeiro, voltar ao início do século XX, lembrando que, àquela época, somente tinham voz os homens adultos, brancos e ricos; ou seja, minoria.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
Tomando como exemplo apenas o caso brasileiro, os avanços foram magníficos: em menos de cem anos alcançou-se um conjunto de leis raro no planeta. Esse avanço, no entanto, esbarrava no poder econômico que, constantemente, colocava em desequilíbrio as relações sociais, fazendo das leis, letras-mortas.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
Do ponto de vista individual, e considerando-se a gama de interesses e questões importantes, parecia impossível lutar em tantas frentes ao mesmo tempo. No Brasil, a minimização desse problema teve início por meio da nova faceta da democracia, surgida nos anos oitenta, quando o associativismo permitiu que cada pessoa priorizasse suas ‘bandeiras’ políticas e se unisse a grupos afins.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"> Assim, por exemplo: para combater entraves machistas, as mulheres se uniram. Contra o preconceito racial, formaram-se as entidades de defesa dos negros e minorias. Os que elegeram a ecologia como principal questão a ser debatida, juntaram-se em instituições voltadas a essa luta. Os sindicatos laborais foram o abrigo de quem ansiava por melhores salários e condições de trabalho. Toda essa movimentação gerou ampla reformulação das leis, onde a Constituição Federal de 1988 foi, ao mesmo tempo, auge e ponto de partida.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
Apesar de algum enfraquecimento que, ao longo das gestões Collor e FHC, o neoliberalismo tenha imposto ao associativismo, o Brasil vive o clímax da democracia de classes, as quais se formam a partir das escolhas específicas de cada um, bem como do segmento profissional a que pertença. Nesse sentido, ficou um pouco mais difícil a efetivação da injustiça.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
Embora muito se tenha ainda a fazer, a verdade é que, atualmente, ser rico já não basta para determinar o resultado da lide. Por conta disso, hoje, uma mulher, partidária de uma ONG feminista e, ainda, funcionária do Banco do Brasil, não será alvo fácil das injustiças comuns contra seu gênero, nos anos 60. Se essa mesma mulher for inscrita na OAB, aí já será a própria mulher-maravilha.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
Mas nem precisa tanto. Por conta da democracia associativista, além das mulheres (talvez o grupo cujos direitos mais avançaram), tornaram-se socialmente mais fortes: negros, homossexuais, portadores de necessidades especiais, meninos de rua, índios, crianças e adolescentes, funcionários públicos, os sem-terra e, até mesmo, animais e plantas.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
Mesmo quando a questão é travada contra o Estado, a pessoa inserida em associações obtém melhores resultados. Prova disso são as petições trabalhistas que, a despeito do tempo que demandam e de toda sorte de dificuldades impostas pelo governo, não raro, são vencidas pelos sindicados.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
O sufrágio universal, base da democracia, representa apenas o momento de escolha dos dirigentes do Estado, alcançando tão-somente duas pontas do modelo ‘tripartite’ (Legislativo e Executivo). Por sua vez, o associativismo significa ação permanente de conquista e defesa dos direitos, que tem o poder de pressionar e influenciar até mesmo o Judiciário (o que não ocorre diretamente no processo eleitoral).</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
Para alcançar um modelo ideal, a democracia associativista brasileira precisa superar a corrupção (comum em suas cúpulas); aprender, em alguns segmentos, a não fazer uso da violência; e, por fim, conquistar maior regulamentação da propaganda. O referendo sobre ‘armas’, por exemplo, foi uma vitória do marketing ideológico sobre o associativismo (que não se organizou, em tempo, para melhor discutir o tema e informar a sociedade).</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
Mas chegaremos lá! Hoje, os poderosos, que sempre buscaram maior influência por meio de seus clubes, federações patronais e confrarias seculares, já se vêem diante do poder do associativismo popular que, se menos pomposo, pouco deixa a desejar em termos de força.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><br />
E todo esse avanço acontece com a grande magia de não estabelecer separatismos. Algo fantástico assim, somente mesmo no Brasil.<br />
.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span></span></p>
<address><span style="color:#000000;">Leia também:<br />
<a href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/">Gritos Verticais</a> <span class="dim">/</span><a href="http://prosaepoesia.wordpress.com/">O Poema de Cada Dia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poeticaheretica.blogspot.com/">Poética Herética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://gritosverticaisdanaturezapoetica.blogspot.com/">Raiz de Cem</a> <span class="dim">/</span><a href="http://sonsdesonetos.blogspot.com/">Sons de Sonetos</a></span></address>
Posted in Brasil, direito, modernidade Tagged: associativismo, avanço, democracia <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docedefel.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docedefel.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docedefel.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docedefel.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docedefel.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docedefel.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docedefel.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docedefel.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docedefel.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docedefel.wordpress.com/151/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=151&subd=docedefel&ref=&feed=1" /></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/docedefel/~4/188Ho5X95YI" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lobo-do-Mar</media:title>
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		<title>CONTRA O PLÁGIO (I)</title>
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		<comments>http://docedefel.wordpress.com/2009/01/22/contra-o-plagio-i/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 19:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>direitos.autorais2006@gmail.com (Andre L. Soares)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos autorais]]></category>
		<category><![CDATA[abuso]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<category><![CDATA[autoria]]></category>
		<category><![CDATA[cópia]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[repúdio]]></category>

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		<description><![CDATA[CONTRA O PLÁGIO (I)
– André L. Soares –
.
Em virtude de meu envolvimento com a literatura amadora, em que constatei inúmeros plágios, de textos meus e de outros autores, a experiência tem mostrado que, em geral, quando o plágio é descoberto, assim que vão surgindo as provas, o plagiador vai também ‘sumindo’ da web, apagando perfis [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=142&subd=docedefel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000000;"><span style="color:#000080;"><strong>CONTRA O PLÁGIO (I)</strong></span><br />
– André L. Soares –<br />
.<br />
Em virtude de meu envolvimento com a literatura amadora, em que constatei inúmeros plágios, de textos meus e de outros autores, a experiência tem mostrado que, em geral, quando o plágio é descoberto, assim que vão surgindo as provas, o plagiador vai também ‘sumindo’ da web, apagando perfis de Orkut, postagens e blogs onde se possa comprovar o crime.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><a href="http://aws-asset.soup.io/asset/0220/2258_6438_450.jpeg"><img class="alignright" title="André L. Soares." src="http://aws-asset.soup.io/asset/0220/2258_6438_450.jpeg" alt="" width="221" height="294" /></a><br />
No entanto, algumas vezes, não muitas, o plagiador é mais ousado: ‘bate o pé’ e tenta, de todo modo, afirma-se como autor. E isso não vale só para escritores desconhecidos. Acreditem, já houve quem tentou convencer que era autor de um poema que, na íntegra, era idêntico a um outro texto de ninguém menos que J. G. de Araújo Jorge, um dos maiores poetas brasileiros do século XX.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Tratava-se de um poema com, aproximadamente, vinte versos, contendo, ao todo, cerca de duzentas palavras. Ainda assim, o plagiador – uma mulher – insistia que desconhecia o texto original e que o fato de haver outro exatamente igual era mera coincidência. Porém, do ponto de vista lógico, isso é humanamente impossível.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> Ao se escrever um texto muita coisa está em jogo. Isso porque o conhecimento humano se forma a partir de duas fontes básicas: a) a educação formal, advinda das instituições como escola e igreja, por exemplo – onde se aprende a escrever, contar e entender conceitos elementares inerentes às ciências e à filosofia; e, b) educação empírica, por meio da qual são absorvidas informações gerais, na informalidade cotidiana, sem que se perceba.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> Daí que, para muitos, é possível lembrar o dia exato em que aprendeu que a fórmula da água é H2O (educação formal). No entanto, não creio que alguém se lembre quando aprendeu, por exemplo, o que é chão, o que é parede, ou o significado das palavras ‘não’ e ‘beleza’. Porque isso se aprende pela vivência.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> É essa combinação de saber formal e saber empírico que torna impossível que duas pessoas escrevam o mesmo texto.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> Ao longo da vida, duas pessoas até podem receber a mesma dose de educação formal. Mas cada uma absorverá de modo diferente. Por exemplo, uma se destacará em cálculos; outra, em história; e, mesmo que ambas sejam boas em português, uma sentirá mais facilidade para entender certos aspectos da gramática que a outra. Ou seja, sempre haverá diferenças no aprendizado.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> No que tange ao saber empírico, as diferenças são ainda maiores. O saber empírico constrói as noções subjetivas. Assim, se duas pessoas que têm a mesma formação acadêmica lêem, por exemplo, ‘O Capital’ (Karl Marx), as interpretações da obra variarão de acordo com outras leituras que cada um tenha feito acerca de política, direito, filosofia, bem como em função do que disseram seus pais acerca do socialismo e guerra-fria; dos lugares visitados ao longo da vida, ou ainda, por força da religião, entre outros inúmeros fatores.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> Desse modo distinto, com que cada pessoa tem de entender o mundo, surge a forma única de cada ser humano se expressar.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> No caso da elaboração de textos, tudo isso tem importância e, ainda mais, o domínio que cada um tenha da linguagem culta, das gírias, da capacidade individual de estruturar metáforas e jogar com as palavras, do conhecimento sobre estruturas e estilos de redação.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> Além isso, ainda há o fator motivador, comumente chamado de inspiração, que nasce, de um lado, por decorrência do conhecimento acumulado (educação formal somada à vivência pessoal) e, de outro, por força de eventos e sentimentos momentâneos imprevisíveis, tais como o amor e o ódio.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> A título ilustrativo, vale lembrar o caso do cantor e poeta Renato Teixeira. Em entrevista ao Programa do Jô, ele afirmou que, quando estava compondo ‘Romaria’, uma de suas canções mais famosas, imortalizada na voz de Elis Regina, sentiu preguiça em determinado momento e decidiu acabar a canção de qualquer jeito. Daí o último verso, que diz: ‘seu olhar, seu olhar, seu olhar&#8230;’.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> Então, para que alguém também pudesse compor aquela mesma canção do Renato Teixeira, seria preciso, no mínimo, ter a mesma vivência no meio rural brasileiro, com forte influência do catolicismo tradicional, conhecer a cultura das festas cristãs, possuir basicamente o mesmo conjunto vocabulário, e, ainda por cima, ao escrever o poema, exatamente na hora de compor o verso final, sentir a mesma preguiça que se abateu sobre esse autor, escolhendo também o ‘olhar’ como última referência metafórica, ao invés de outro verbo qualquer da primeira terminação (‘ar’).</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span><br />
<span style="color:#000000;"> Diante disso, será mesmo possível que duas pessoas já tenham escrito dois textos exatamente iguais? Eu não creio.<br />
.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span></span></p>
<p><span style="color:#000000;">Leia também:<br />
<a href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/">Gritos Verticais</a> <span class="dim">/</span><a href="http://prosaepoesia.wordpress.com/">O Poema de Cada Dia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poeticaheretica.blogspot.com/">Poética Herética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://gritosverticaisdanaturezapoetica.blogspot.com/">Raiz de Cem</a> <span class="dim">/</span><a href="http://sonsdesonetos.blogspot.com/">Sons de Sonetos</a></span></p>
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			<media:title type="html">André L. Soares.</media:title>
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		<title>REFORMA ORTOGRÁFICA, CRIME ECOLÓGICO, FARRA-DO-BOI NA INDÚSTRIA GRÁFICA E MUITO MAIS…</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 18:03:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>direitos.autorais2006@gmail.com (Andre L. Soares)</dc:creator>
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		<description><![CDATA[REFORMA ORTOGRÁFICA, CRIME ECOLÓGICO, FARRA-DO-BOI NA INDÚSTRIA GRÁFICA E MUITO MAIS&#8230;
– André L. Soares – 11.01.2009 –
.
A reforma ortográfica, iniciada no dia primeiro deste ano, vai atingir, aproximadamente, 230 milhões de pessoas em todo o mundo. Dessas, quase 180 milhões são brasileiras. O restante está distribuído em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=138&subd=docedefel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><address><span style="color:#000000;"><span style="color:#000080;"><strong>REFORMA ORTOGRÁFICA, CRIME ECOLÓGICO, FARRA-DO-BOI NA INDÚSTRIA GRÁFICA E MUITO MAIS&#8230;</strong></span><br />
– André L. Soares – 11.01.2009 –<br />
.<br />
A reforma ortográfica, iniciada no dia primeiro deste ano, vai atingir, aproximadamente, 230 milhões de pessoas em todo o mundo. Dessas, quase 180 milhões são brasileiras. O restante está distribuído em Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e, ainda, Timor Leste.<br />
Entre os principais argumentos para a reforma estão o maior intercâmbio cultural entre países que falam Português e, também, a inserção desse idioma no rol dos línguas oficiais da ONU.<br />
Balela! Nenhum desses países tem força na ONU; e duvido que venha a ter ainda nesse século. Assim, inserir o Português no conjunto de línguas oficiais daquela entidade não significa nada.<br />
Em menos de 70 anos, essa já é a terceira reforma. A primeira foi em 1943; a segunda, em 1971; a terceira, em 1990. É essa última, de 1990, que está sendo posta em prática agora. Mas o que isso tem a ver com ecologia?<br />
Nos próximos quatro anos, esses oito países adaptarão sua cultura às novas regras. Isso significa dizer que serão reimpressos quase todos os livros. Livros são papel. Papel é árvore. Mesmo com todo o esforço de reciclagem, não se iluda, o custo ecológico será imensurável.</span></address>
<address><span style="color:#000000;"><a href="http://io-soup-assets.s3.amazonaws.com/asset/0211/2867_747f.png"><img class="alignleft" src="http://io-soup-assets.s3.amazonaws.com/asset/0211/2867_747f.png" alt="" width="256" height="256" /></a>A grande beneficiada será a indústria gráfica. Principalmente no Brasil que, das oito nações envolvidas no processo, é a que tem maior população, mais escolas, mais estudantes e, portanto, mais livros didáticos (e não-didáticos, também) a serem reimpressos.<br />
Sabe aquele livro que foi utilizado por seu primeiro filho; e que depois passou ao segundo filho; que o repassou ao primo pobre, que, por fim, o doou à biblioteca municipal? Esqueça. Agora é lixo. Com muita sorte será reciclado e vai virar encarte das Casas Bahia.<br />
Considerando-se que, estando praticamente obsoletos todos os milhões de livros já existentes no Brasil, a procura por livros reformulados será elevada. Assim, é de se esperar que seus preços sofram aumento, onerando ainda mais a já dolorida lista de material escolar. Essa tendência de alta só irá passar a partir do segundo ano após a reforma (2011), quando já houver um número considerável de livros reformulados que poderão ser reaproveitados por outros estudantes.<br />
E tudo isso porque será afetado apenas 0,45% (menos de meio por cento) do conjunto de palavras do Português utilizado no Brasil.<br />
Caso você ache que isso é pouco, pense então no desrespeito que a reforma ortográfica representa para todos que, durante anos, esforçaram-se para aprender minimamente a língua pátria e que, agora, terão que se esforçar um pouco mais, caso não queiram ser rotulados como semi-analfabetos.<br />
Será que há má-fé por trás dessa história de reforma ortográfica?<br />
.<br />
<span style="color:#ffffff;">.</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;">Leia também:<br />
<a href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/">Gritos Verticais</a> <span class="dim">/</span><a href="http://prosaepoesia.wordpress.com/">O Poema de Cada Dia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poeticaheretica.blogspot.com/">Poética Herética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://gritosverticaisdanaturezapoetica.blogspot.com/">Raiz de Cem</a> <span class="dim">/</span><a href="http://sonsdesonetos.blogspot.com/">Sons de Sonetos</a></span></address>
Posted in abuso, Brasil, consumidor, cronica, direito, família Tagged: gráfica, idioma, indústria, língua, português, reforma <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docedefel.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docedefel.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docedefel.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docedefel.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docedefel.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docedefel.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docedefel.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docedefel.wordpress.com/138/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docedefel.wordpress.com/138/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docedefel.wordpress.com/138/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=138&subd=docedefel&ref=&feed=1" /></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/docedefel/~4/wFuAb8ZZ4_8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>A SEGUNDA GUERRA-FRIA</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 16:07:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>direitos.autorais2006@gmail.com (Andre L. Soares)</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
A SEGUNDA GUERRA-FRIA
– André L. Soares – 10.01.2009 –
. 
Quem já se deu conta do terror que as notícias representam em nossas vidas? A mídia se constitui verdadeira máquina de gerar tristeza e desânimo. E, embora não seja exatamente a causadora da notícia, em geral ela a deturpa, vendendo a nós uma realidade bem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docedefel.wordpress.com&blog=3671960&post=128&subd=docedefel&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><address><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--><!--[if gte mso 10]&gt;--> <!--[endif]--></address>
<address><span style="color:#000080;"><strong><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">A SEGUNDA GUERRA-FRIA</span></strong></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">– André L. Soares – 10.01.2009 –</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">. </span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Quem já se deu conta do terror que as notícias representam em nossas vidas? A mídia se constitui verdadeira máquina de gerar tristeza e desânimo. E, embora não seja exatamente a causadora da notícia, em geral ela a deturpa, vendendo a nós uma realidade bem mais monstruosa do que realmente é. O intuito disso é nos manter quietos, assustados, incapazes de exercer a liberdade necessária ao pleno progresso pessoal e coletivo.</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;"><a href="http://io-soup-assets.s3.amazonaws.com/asset/0210/3408_08c7.png"><img class="alignright" src="http://io-soup-assets.s3.amazonaws.com/asset/0210/3408_08c7.png" alt="" width="256" height="256" /></a><br />
</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">O ano de 2009 se inicia com a terrível combinação de mais conflitos armados no Oriente Médio e crise econômica mundial. Porém, em relação à crise, pelo menos na dimensão em que a mídia tenta vendê-la a nós, não acredito em seu maior redimensionamento. </span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Claro que, em um mundo onde o maior comprador (EUA) desenvolve um esforço de guerra que já dura mais de seis anos, a economia não está totalmente sã. Isso é fato. Para manter as tropas no Golfo, os norte-americanos acabam deixando de importar alguns produtos, afetando negativamente as balanças comerciais de diversos países. </span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Contudo, em grande parte, a atual crise financeira é gerada por um processo que chamo de ‘segunda guerra-fria’, onde as informações manipuladas fazem com que os mercados oscilem. Nessa dança, há algumas poucas pessoas (físicas ou jurídicas) que, no curto prazo, ficam cada vez mais ricas; enquanto que a maioria herda os efeitos danosos dos boatos e do tráfico de informações governamentais. </span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Assim como a ‘primeira’, a ‘segunda guerra-fria’ tem por objetivo manter a maior parte dos cidadãos em pânico. Isso faz com que não se arrisquem no empreendedorismo, bem como não questionem a reduzida massa salarial. Por conseguinte, enfraquece-se o movimento sindical em todo o globo terrestre, diminuindo a capacidade de negociação dos trabalhadores; além de minimizar, para as grandes empresas, o risco de surgimento de novos concorrentes.</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Provavelmente os maiores prejudicados sejam os trabalhadores dos países emergentes, como China, Índia, Paquistão, Brasil, México, entre outros, para onde tem se mudado, nos últimos anos, parte considerável da indústria pesada, proveniente dos países ricos. Nessas economias emergentes, os trabalhadores, com medo do desemprego prometido pela crise, agarram-se a seus empregos, mesmo quando a média salarial oscila ao redor dos 30 dólares ao mês (como é o caso, por exemplo, da China). </span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">No entanto, de modo empírico, arrisco-me a dizer que a crise é superestimada. E isso não é por acaso. Peguem a lista dos cem maiores investidores nas cinco maiores bolsas do planeta e, provavelmente, os ‘pais da crise superdimensionada’ estarão lá.</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Tenho analisado a forma como a mídia ‘vende’ a crise. Tanto as emissoras brasileiras quanto a CNN e a BBC usam a mesma estratégia: relacionam a saúde da economia ao movimento das principais bolsas de valores, aproveitando-se que a maioria não conhece minimamente o funcionado dos pregões. Assim, basicamente a manipulação da notícia se faz pelo uso mal intencionado da nomenclatura. Dessa forma, uma ‘queda’ na Bovespa é anunciada como ‘prejuízo’. E sabemos que não é bem isso.</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">O movimento de uma bolsa é somente a variação das negociações do dia, comparada ao pregão do dia anterior. Então, ‘queda’ nada tem a ver com ‘prejuízo’. Se em num dia se negociou quatro bilhões e, no outro, três bilhões, houve uma retração de 25% no mercado de ações. Apenas isso. E é normal. Afinal, se os investidores fazem grandes negócios hoje, é de se esperar algum ‘freio’ amanhã’ (porque dinheiro não sai de sacos sem fundos). </span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Além disso, o índice diário da bolsa de valores é somente a média entre o total das negociações. Os jornais brasileiros não explicam, por exemplo, que as ações da Petrobrás raramente sofrem quedas (o que se dá não em função da bolsa em si, mas das constantes novas jazidas que aquela estatal descobre, tornando-a mais rentável e, portanto, um investimento mais atraente, aos olhos dos investidores).</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Tudo é noticiado para fazer parecer que as bolsas são a única fonte de renda das empresas. Tudo é anunciado para fazer parecer que as empresas são totalmente dependentes das bolsas de valores. E isso também não é verdade. As empresas têm por finalidade gerar e comercializar bens e serviços. A maioria delas sequer possui papéis nas bolsas (só as ‘Sociedades Anônimas’ têm ações à venda na bolsa de valores).</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Ninguém explica, também, que o Brasil se tornou um pouco mais resistente às variações do mercado internacional porque, nos últimos dez anos, conseguiu fortalecer o mercado interno. Antes, se não exportássemos o produto encalhava. Agora é diferente. O mercado interno tem considerável poder de consumo, o que permite suportar por mais tempo as oscilações externas. </span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Esse anúncio exagerado da crise só beneficia a alguns poucos grandes investidores. Provavelmente todos ligados a grandes instituições financeiras. </span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">Não creio em uma crise capaz de ‘quebrar’ a economia mundial. A menos, claro, que o esforço de guerra do comprador mais poderoso (EUA) se alongue por muito mais tempo. E, ainda assim, tenho minhas dúvidas.</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;font-family:&quot;">A ‘segunda guerra-fria’ é, portanto, uma estratégia, baseada na manipulação de informações acerca do mercado financeiro, com duas frentes: de um lado, possibilita que alguns poucos investidores internacionais obtenham grandes ganhos no curto prazo; de outro, inibe as novas ações empreendedoras.</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:&quot;">.</span></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
</span></address>
<address><span style="color:#000000;">Leia também:<br />
<a href="http://almadepoesia2007.blogspot.com/">Alma de Poesia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/">Gritos Verticais</a> <span class="dim">/</span><a href="http://naturezapoetica2007.blogspot.com/">Natureza Poética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://prosaepoesia.wordpress.com/">O Poema de Cada Dia</a> <span class="dim">/</span><a href="http://poeticaheretica.blogspot.com/">Poética Herética</a> <span class="dim">/</span><a href="http://gritosverticaisdanaturezapoetica.blogspot.com/">Raiz de Cem</a> <span class="dim">/</span><a href="http://sonsdesonetos.blogspot.com/">Sons de Sonetos</a></span></address>
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