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	<title>Documento Tupiniquim</title>
	
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		<title>O Onipresente BBB</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 12:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu não gosto de nada ali. Nem da mulherada seminua&#8230;
Mulherada seminua você vê em muitos outros lugares onde é o real propósito ver mulheres seminuas, ou quem sabe até totalmente nuas. Nada disso me importa. Uma “semi-nudez” não paga a enorme porcaria que esse programa é. Nada passa de mais um derretedor de cérebro. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/bbb9.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-1634" title="bbb9" src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/bbb9-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" align="right" /></a>Eu não gosto de nada ali. Nem da mulherada seminua&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Mulherada seminua você vê em muitos outros lugares onde é o real propósito ver mulheres seminuas, ou quem sabe até totalmente nuas. Nada disso me importa. Uma “semi-nudez” não paga a enorme porcaria que esse programa é. Nada passa de mais um derretedor de cérebro. O BBB não é melhor que o Faustão, Gugu e a Hebe. O BBB também não é pior.</p>
<p style="text-align: left;">Apesar dessa minha opinião radical, não condeno quem o assista. Cada um na sua. Não é meu cérebro que vai aos poucos virando coriza e saindo pelo nariz. E é exatamente sobre isso que eu quero falar aqui.</p>
<p style="text-align: left;">Apesar de eu, se precisar, desligar a tevê quando essa porcaria começa, não estou livre de saber o que acontece nesse programa. Eu convivo com pessoas todos os dias. Minha família, colegas no trabalho, pessoas no ônibus e assim vai. Acesso constantemente redes sociais onde existem outras pessoas de meu convívio, mesmo que virtual. Resumindo, não sou um ermitão isolado da sociedade numa montanha qualquer do planeta.</p>
<p style="text-align: left;">Sendo assim e apesar de toda minha indignação, essa porcaria dá cada vez mais certo. Estamos na décima edição, afinal. E quando está no ar o reality show, todos assistem e todos falam sobre ele. Entro no ônibus, o que já não é uma experiência muito agradável. Pra piorar, acaba a bateria do meu MP3 player. Estou indefeso agora. Posso ouvir a tudo e a todos. Malditos sentidos que não podem ser desligados quando queremos. Eis que começa a conversa ao meu lado:</p>
<p style="text-align: left;">- Você viu a Gi? Que vaca, né?</p>
<p style="text-align: left;">- Nooooossa! Se eu estivesse lá “na casa”, partiria pra ignorância.</p>
<p style="text-align: left;">E pronto. Mesmo sem querer, estou sabendo das últimas do BBB. Depois de ouvir sobre o assunto em boa parte do percurso, chego ao trabalho e sou abordado:</p>
<p style="text-align: left;">- Nossa. Por que você tá com essa cara feia? Tava torcendo pro Jorginho ontem?</p>
<p style="text-align: left;">- Eu? Quem é Jorginho?</p>
<p style="text-align: left;">- O do BBB, ué? Ele foi eliminado&#8230; Em que bolha você se isola?</p>
<p style="text-align: left;">Esse só recebeu um grunhido e pronto. O problema é que com as pessoas do trabalho, eu convivo o dia todo. Terei um dia difícil, certamente. Depois lá estou eu conferindo as atualizações em meu Twitter pra saber qual é o papo da vez. Ingênuo. Pobre coitado. O assunto é BBB, claro. Ainda mais com uma pessoa lá dentro do programa que é uma usuária assídua dessa rede. Meu Deus! Agora estou cercado.</p>
<p style="text-align: left;">E sendo assim, passo dia todo ouvindo ou lendo um comentário aqui, outro acolá sobre isso. Não preciso assistir a porcaria do BBB. Eu sei o que está acontecendo lá, mesmo não querendo. E isso me deixa extremamente p*to da vida. Poderíamos falar sobre a ameaça de censura que volta a nos assolar, por exemplo. Mas não. O BBB é onipresente. Está em todas as partes. Ele vai te pegar&#8230; Corra enquanto é tempo. Fuja da cidade, do estado, do país! Mas se antes sair a Playboy da Gi e você comprar, deixe-me eu dar uma folheada, ok?</p>
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		<title>Uma Dupla do Barulho!</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 20:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um trompetista sádico e um jegue fazendo um dueto memorável!
Não perda!!!

Via no blog do Cris Dias.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Um trompetista sádico e um jegue fazendo um dueto memorável!</p>
<p>Não <em>perda</em>!!!</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HqThe_xrB3k&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/HqThe_xrB3k&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Via no blog do <a href="http://www.crisdias.com/2010/01/15/o-trompetista-e-o-jegue/">Cris Dias</a>.</p>
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		<title>Depois da Tempestade, Vem a…</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 13:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os meteorologistas estão seriamente preocupados. Explico.
Desde que o ano virou ou até um pouco antes, temos a certeza do que virá do céu: Água.
Alguns pedem aos céus que cessem as tempestades. A fé move montanhas, é o que dizem. Porém a água também o faz, e mata gente. Água mole em pedra dura, tanto bate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os meteorologistas estão seriamente preocupados. Explico.</p>
<p>Desde que o ano virou ou até um pouco antes, temos a certeza do que virá do céu: Água.</p>
<p><a href="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/terra.jpg"><img class="size-full wp-image-1612 alignright" title="terra" src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/terra.jpg" alt="" width="250" height="250" align="right" /></a>Alguns pedem aos céus que cessem as tempestades. A fé move montanhas, é o que dizem. Porém a água também o faz, e mata gente. Água mole em pedra dura, tanto bate até que&#8230; se forme grandes deslizamentos. E a terra desce. E as casas sucumbem a terra. E se tiver gente dentro, temos então um desastre. E se tem desastre, tem imprensa. E se tem imprensa, todos ficamos apavorados, sensibilizados e vamos jantar.</p>
<p>Em apenas sete dias de 2010, ouvi tanto a frase “é a natureza se rebelando contra o homem”, que fico a pensar: que cara afinal tem a natureza? Se ela se rebela, tem uma cara também, é ou não é? Pois quem se rebela é gente, tem consciência, ou no mínimo, instinto.</p>
<p>A natureza não se rebela, pequeno gafanhoto. Os desastres ambientais que vimos na tevê são nada mais nada menos que matemática. Acompanhe comigo. 1 + 1 = 2, certo? Se mergulharmos na água, ficaremos molhados, né? Se bebermos um veneno fatal, morremos. Se poluirmos o ar, o planeta se aquece e começa a mudar o clima habitual. E se construirmos edificações em locais como a encosta de um morro, bem&#8230; não é tão óbvio assim, mas podemos nos dar bem mal.</p>
<p>A natureza não levantou de seu trono em meio a uma densa floresta e disse “Chega! Agora os homens me pagarão”. Não! Ela nem existe dessa forma. Ao dizermos que “a natureza se rebelou contra nós”, dizemos ocultamente que “eu jogo lixo na rua mesmo, só que agora tá tudo alagado por minha culpa”, mas a culpa nunca é nossa. É do governo. É da polícia. É do vizinho. É da natureza. Moleza! Errar é humano, mas por a culpa no outro é mais humano ainda, já diria o profeta.</p>
<p>E aí vêm a grande emissora de televisão e faz reportagens dramáticas no domingo à noite pra conseguir uns pontos de audiência a mais contra as concorrentes em ascensão. Tsc Tsc. Não precisa. É só ver a entrevista dos parentes das vítimas que basta para nos sensibilizarmos e no dia seguinte jogarmos lixo pela janela de nossos carros. Tudo é simples. É matemática.</p>
<p><a href="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/GlaucoAlagamento.gif"><img class="alignright size-full wp-image-1613" title="GlaucoAlagamento" src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/GlaucoAlagamento.gif" alt="" width="256" height="231" align="right" /></a>E o que vai acontecer com tudo isso? Conosco não sei bem. É verdade que seria melhor termos mais consciência e mudarmos um pouco, mas&#8230; Agora, sobre o clima nós já sabemos bem, né? Amanhã vai chover pra cac&#8230; Vai chover como nunca. É quase certo e é melhor que chova mesmo, afinal, se não chover amanhã, acumula pra depois. É exatamente aí que entra o meteorologista e suas preocupações. No momento em que eles têm a sua vez no tele-jornal do horário nobre eu vou ao banheiro. Não preciso mais de suas previsões inexatas. Vai chover, pronto e acabou. Isso até que venha a seca de meses, mas isso é outra conversa&#8230;</p>
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		<title>Mãe Joana e as Previsões para 2010</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 19:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
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- Isso. Queremos que a senhora vá até o programa e diga quais as previsões pra 2010.
- Eh Eh! Eu? Na TV?
- É Mãe Joana.
- Eita que coisa boa, mizinfia! Mas diz uma coisinha: Quanto de pataco vai entrá no bolso, mizinfia?
- Pataco?
- Isso. Dinheiro, bufunfa, dindim&#8230;
- Ah, Mãe Joana. Não poderemos disponibilizar cachê pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/buzios.jpg"><img class="size-full wp-image-1602  aligncenter" title="buzios" src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/buzios.jpg" alt="" width="325" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/buzios.jpg"></a>- Isso. Queremos que a senhora vá até o programa e diga quais as previsões pra 2010.</p>
<p>- Eh Eh! Eu? Na TV?</p>
<p>- É Mãe Joana.</p>
<p>- Eita que coisa boa, mizinfia! Mas diz uma coisinha: Quanto de pataco vai entrá no bolso, mizinfia?</p>
<p>- Pataco?</p>
<p>- Isso. Dinheiro, bufunfa, dindim&#8230;</p>
<p>- Ah, Mãe Joana. Não poderemos disponibilizar cachê pra isso. Mas se lembre que a senhora vai aparecer na tevê, sabe? É ótimo pros negócios. E a senhora no fim da previsão pode deixar seu telefone e tudo.</p>
<p>- E o e-meio? E o brog?</p>
<p>- Tudinho.</p>
<p>- Então tamos combinada. Que tipo de previsão oceis vai querê? Vão carece de trabaio? De patuá? Tenho uns baratinho&#8230;</p>
<p>- Não precisa não, Mãe Joana. A senhora falará sobre futuro do país no ano de eleição, sobre a crise econômica e se ela está afastada mesmo, gripe suína, Copa do Mundo, mais futebol porque os homens gostam disso e capricha sobre o Ronaldo, Olimpíadas do Rio, depois a senhora pode até falar sobre o final da novela também, sabe? O que será que vai acontecer? O que acha?</p>
<p>- Eh Eh! Esse último é fácil, né mizinfia?! Política, economia, saúde e esporte. Bastante coisa, né?</p>
<p>- Só o básico, Mãe Joana. Não precisa assustar, afinal, em qualquer lugar todo mundo fala sobre isso, né?</p>
<p>- É. Mesmo assim, vou querer pelo menos levá uns patuá pra mostrá na TV, sabe? É muito trabaio pra eu falá, e vô te que pedi pro Cabocro Zezé ajudá, e ele num trabaia de grátis não.</p>
<p>- Tá bom, Mãe Joana. Pode levar os patuás e o Caboclo Zezé também. Temos um acordo?</p>
<p>- Temo sim, mizinfia. Suncê pode ficá tranquila.</p>
<p>&#8212;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/patua.jpg"><img class="size-full wp-image-1603   aligncenter" title="patua" src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/patua.jpg" alt="" width="325" height="325" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2010/01/patua.jpg"></a>- Jozicréééia! Vem aqui criatura!</p>
<p>- Oi mãezinha&#8230; Cheguei.</p>
<p>- Prepara uns patuá do Cabocro Zezé pra presente. Eu vô aparecê na TV e careço de uns bem bunito pra vendê lá.</p>
<p>- Olha que coisa boa, mãezinha! Eu posso ir também?</p>
<p>- Oxi! Craro que ocê vai. Na hora que eu tivé fazendo as gravação, ocê vai vendendo os patuá lá dentro pro povo. Arruma uma mesinha e coloca uns pano colorido enrolado na cabeça. O Cabocro Zezé tá carecendo de pataco&#8230;</p>
<p>- É&#8230; deve estar mesmo.</p>
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		<title>E em 2010…</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 22:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comemoração]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora vamos listar algumas das receitas mais conhecidas pra melhorar o próximo ano (leia “melhorar” como conhecer sua alma gêmea, ter sucesso profissional, ficar rico e etc).
Podemos começar com peças mais íntimas como colocar fitinha colorida na calcinha (cada cor tem seu devido significado). Cueca verde pra trazer isso, amarela pra trazer aquilo, e preta&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora vamos listar algumas das receitas mais conhecidas pra melhorar o próximo ano (leia “melhorar” como conhecer sua alma gêmea, ter sucesso profissional, ficar rico e etc).</p>
<p>Podemos começar com peças mais íntimas como colocar fitinha colorida na calcinha (cada cor tem seu devido significado). Cueca verde pra trazer isso, amarela pra trazer aquilo, e preta&#8230; preta não. Nunca! Roupa branca (sempre). Um dinheirinho na cueca pra trazer sorte com grana (cuidado com a quantidade pois podem lhe confundir com um político, com a pequena diferença de que você será preso). Depois tem que comer lentilha, uma uva por badalada depois da meia-noite (se vire pra achar um relógio que dê badaladas), abrir champanhe na hora da virada, estar beijando qualquer boca no momento exato pra se arrumar com alguém no ano seguinte (nada a ver com a pessoa que está beijando), pular sete ondas e sair de costas pro mar, oferenda pra Iemanjá&#8230; E assim vai.</p>
<p>Quer saber? Se você for tentar fazer tudo isso e der certo, em 2010 você ficará rico de algum jeito misterioso, terá muito sucesso no trabalho, se casará com a Angelina Jolie, terá sete ou oito filhos com ela só nesse ano, terá paz e prosperidade, seus credores lhe esquecerão do nada e sua sogra chata ficará muda repentinamente.</p>
<p>Então. Acha mesmo que isso tudo dá certo? Quer dizer, na virada de um ano pra outro se você realizar certas mandingas conseguirá tudo aquilo que quer e ainda não alcançou? Se as coisas fossem tão fáceis assim a vida seria moleza, é ou não é?</p>
<p>Creio eu que se Deus existe mesmo, ele deve se divertir a rodo com esses pedidos todos. Pô! Por que fita na calcinha vai melhorar algum aspecto que lhe é falho? Ou pular sete ondas é um ato que vai lhe dar vantagem sobre alguém que faz um pedido aos céus sentado confortavelmente em seu apartamento? Deus deve se divertir mesmo. Aliás, se eu fosse o Divino, pra cada onda pulada eu dava sete anos de azar pro infeliz por puro sadismo. E pronto!</p>
<p>E que cara mais mau humorado e chato eu sou que fico me metendo nas crendices malucas dos outros, né? Pois é. Só que sorte, queridos amiguinhos, precisa de oportunidade pra bater em sua porta, ou seja, fique sentado esperando que a lentilha lhe trará algo a seu colo. Eu disse “sentado”. Eu em 2010 vou tentar melhorar dia após dia, exatamente como fiz em 2009. Dia 1º de janeiro de 2010 tentarei ao máximo ser um pouco melhor que em 31 de dezembro de 2009. É só uma data que vai acontecer, e o que eu fizer na passagem de um dia a outro não vai me ajudar nada se eu não pensar que preciso ser melhor comigo e com os outros.</p>
<p>2010 será melhor sim&#8230; só depende de você, e não da cor da sua cueca, ou se você conseguirá mastigar as malditas doze uvas que estão em sua boca após as primeiras badaladas do novo ano. O ano só muda porque seguimos um calendário. É só uma espécie de organização para não termos que dizer que amanhã será o dia 837650 d.C.</p>
<p>Porém, se quisermos festejar apenas por tradição, qualquer motivo para uma diversãozinha é válido&#8230; Mas se encher a cara, não xingue sua tia gorda arrumando com isso um belo barraco familiar e tradicional, ou mesmo dirija um carro, ok? Sabe cumé, né? Se não se matar ou matar alguém, tem também a multa que é salgada que dói.</p>
<p>Depois de show de mau humor e ceticismo, não vou desejar um feliz Ano-novo pra ninguém. Vou desejar um feliz dia 1º de janeiro, e depois um feliz dia 2 e assim vai&#8230;</p>
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		<title>Muppets – Bohemian Rhapsody</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 21:22:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas e Utilidades]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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		<description><![CDATA[Todo mundo já viu no Youtube, ou não, os Muppets cantando Bohemian Rhapsody do Queen.
Os Muppets marcaram minha infância e a de outras gerações também (anteriores e posteriores). Divertimento garantido e bom humor pra criançada de qualquer idade&#8230; dos 0 aos 100 anos. E no YT podemos ver desse vídeo até Ode To Joy e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo já viu no Youtube, ou não, os Muppets cantando Bohemian Rhapsody do Queen.</p>
<p>Os Muppets marcaram minha infância e a de outras gerações também (anteriores e posteriores). Divertimento garantido e bom humor pra criançada de qualquer idade&#8230; dos 0 aos 100 anos. E no YT podemos ver desse vídeo até <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xpcUxwpOQ_A">Ode To Joy</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YXrU1GFqYEU">Mahna Mahna</a>. Vamos curtir enfim e chega de conversa mole.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pcEpdxsWZLA&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/pcEpdxsWZLA&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Como esperar por uma Princesa</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 21:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comemoração]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[choro]]></category>
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		<description><![CDATA[É difícil demais esperar, e sei de gente que ganhou muita coisa na vida por ter essa sabedoria. A sabedoria da calma, de saber aguardar os melhores momentos. Eu não. Nunca fui bom nisso. Comigo é: Eu quero e tem que ser agora!
Eu achei que seria esse um defeito pra poucos, mas é o contrário. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É difícil demais esperar, e sei de gente que ganhou muita coisa na vida por ter essa sabedoria. A sabedoria da calma, de saber aguardar os melhores momentos. Eu não. Nunca fui bom nisso. Comigo é: Eu quero e tem que ser agora!</p>
<p>Eu achei que seria esse um defeito pra poucos, mas é o contrário. Hoje em dia, para um paulistano como sou, isso é normal. É dificílimo esperar o ônibus e toda a calma provocante do motorista. E a fila do banco? Será que aquela caixa que está conversando não sabe que só tenho mais quinze minutos pra ir a mais três bancos?! Absurdo! Outra coisa que me irrita é esperar pela pizza num sábado a noite. Cada moto que passa na porta de casa me faz levantar e eleva meus batimentos (sim, sou um gordinho).</p>
<p>Esperar é realmente maçante. E aí a gente reclama, né? Sempre a culpa é de alguém ou alguma coisa&#8230; Porém, quando temos a convicção que uma demora é inevitável, temos que tentar nos conformar. Fazer o que?</p>
<p>Dia desses, mais especificamente falando da madrugada do dia 7 para o dia 8 de novembro de 2009, estava eu de plantão num hospital.</p>
<p>Não, não sou médico.</p>
<p>Estava aguardando notícias sobre duas parentes minhas bem próximas. Uma era minha irmã mais nova, a outra minha sobrinha.</p>
<p>Quais problemas elas tinham?</p>
<p>Bom, na verdade não se tratavam de problemas. Minha irmã estava grávida e minha sobrinha iria nascer&#8230; é isso.</p>
<p>É uma ida ao hospital bem diferente, afinal, geralmente nessa situação estamos preocupados com coisa como, virando minha boca pra lá, doenças e acidentes. Só que aí o clima é outro. A ala de maternidade é diferente. Tem muita gente feliz e chorando com o corpo grudado no vidro do berçário. E foi assim que eu me distraí esperando a grande luta de minha irmã pra trazer sua filhinha ao mundo.</p>
<p>A sala de espera era bem em frente ao berçário. Ali eu podia optar em ver os familiares babões ou o filme ruim da madrugada. Preferi ver os familiares. E claro que não resisti e fui também olhar os recém nascidos ali, frágeis e quase sempre dorminhocos. Você olha pra essas crianças que acabaram de chegar e pensa, meus amigos. Pensa muito. O tempo todo. Pensa até na existência do homem. E quer saber, sensibilizável leitor, é ali que está o segredo. É dali que, uma vez bem criados, sairá a geração que finalmente vai dizer a que veio. É dali que o mundo pode mudar pra melhor, e não somente “evoluir”. Enfim, é nas crianças que temos que acreditar, pois nós adultos não temos mais salvação.</p>
<p>Continuando&#8230; depois de horas e mais horas, eu estava cansado por demais ainda na mesma sala de espera, só que eu lembrava que minha irmã se encontrava lá dentro há muito tempo tentando colocar sua filhotinha no mundo e não me sentia no direito de sentir cansaço. A manhã se aproximava e nada de minha pequenina sobrinha ajudar os outros bebês a iluminar o mundo. Ansiedade. Muita!</p>
<p>Se eu fosse um sábio que soubesse bem como controlar a ansiedade e esperar tranquilo, pensaria e deduziria que ela iria nascer em breve, e era só esperar mais um pouco. E assim foi. Ela veio. Ela, linda e pequenina já está entre nós. Quer saber, risonho leitor. Bons momentos assim não passam nunca. Vi minha sobrinha e fiquei feliz demais. Fiquei sem palavras. E assim foi.</p>
<p>E por falar em como eu fiquei. Eu fiquei com medo, afinal, que mundo cheio de preconceito, corrupção, violência e maldades aguarda a minha sobrinha? E depois sosseguei, sabem? Afinal, nem ela, nem meu filho e nem os outros pimpolhos podem temer a nada. Eles serão nossos heróis, e nem saberão disso.</p>
<p>Pequena Maria Clara, seja bem vinda a esse mundo! Ele é seu. Domine-o e faça dele melhor pra todos. Peça ajuda quando precisar e colo quando quiser chorar, mas não se assuste com o mundo feio. Se seus olhos forem iluminados como é sua presença, você sempre o verá pelo melhor lado. O lado que tem jeito.</p>
<p>Bem vinda, pequena princesa!</p>
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		<title>Zé Gerúndio Não Pega Fila!</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 22:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Zé Gerúndio e Dog]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[serie]]></category>
		<category><![CDATA[ze gerundio]]></category>

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		<description><![CDATA[Zé  Gerúndio come seu pão na chapa em pé, com a barriga encostada  no balcão do bar do Seu Justino.
Quem o  conhece sabe que aquele olhar estrábico, perdido no horizonte, significa  preocupação. 
Dog, vira-lata  e fiel escudeiro, que o conhece melhor do que ninguém, sabe que seu  dono está angustiado. Disse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Zé  Gerúndio come seu pão na chapa em pé, com a barriga encostada  no balcão do bar do Seu Justino.</p>
<p>Quem o  conhece sabe que aquele olhar estrábico, perdido no horizonte, significa  preocupação. </p>
<p>Dog, vira-lata  e fiel escudeiro, que o conhece melhor do que ninguém, sabe que seu  dono está angustiado. Disse para Juliana Maça, a repórter da TV que  caiu de amores por ele, que “estaria investigando a fuga da Clínica”,  e que “estaria entrando no MITs”, para onde sua infalível intuição  apontava.</p>
<p>Mas nenhuma  das pesquisas e investigações que fez o ajudou a encontrar uma maneira  de entrar lá. </p>
<p>- Seu Justino,  o senhor pode estar trazendo mais um café?</p>
<p>Seu Justino  é fã do nosso herói. Tem um pôster dele, autografado, pregado na  porta do banheiro masculino. “- Prá disser que é prá macho!”,  justificou na época.</p>
<p>- Tome  aqui, meu amigo Zé, e não fique aperreado, que isso me corta o coração&#8230;,  as coisas vêm até a gente, num sabe?</p>
<p>Zé  toma de um só gole o café quente, forte e sem açúcar, sem fazer  careta.</p>
<p>Seus ouvidos  aguçados chamam levam seus olhos para uma notícia na televisão. Um  chega depois do outro.</p>
<p>A repórter  bonitinha do jornal da manhã informa que o MITs Brasil, reconhecida  instituição de pesquisa e desenvolvimento, está contratando pessoas  comuns para trabalharem como “Assistente de Desenvolvimento de Soluções”.  Não é necessária experiência anterior e basta o candidato saber  “expor a visão e a expectativa do usuário”, “participar de testes  e simulações de uso das novas tecnologias” e “ajudar na divulgação  e demonstração de uso destas novas tecnologias”. Basta mandar Curriculum  Vitae.</p>
<p>“Expor&#8230;,  participar&#8230;, ajudar&#8230;, isso aí eu sei fazer! Vou estar entrando  no MITs, finalmente.”</p>
<p>Dog vê  a expressão do seu dono mudar, daquele detetive cabisbaixo de uns tempos  atrás, procurando algo à altura do seu talento, para a do detetive  implacável, disposto a derrotar os criminosos e a cuidar dos caprichos  das donzelas indefesas, uma coisa de cada vez.</p>
<p>Como faz  sempre que a ação começa, Dog coloca o rabo entre as pernas e volta  correndo para embaixo da cama de Zé, no QG.</p>
<p>- Veja  Seu Firmino, como Dog é inteligente. É só eu estar  começando a agir para ele estar indo cuidar da choupana.</p>
<p>- Puxou  o dono, Zé!</p>
<p>Zé  Gerúndio sabe que para ter chances no processo de seleção, não basta  sua inteligência aguçada. Será preciso dar um tapa na aparência,  trocar sua bermuda e sua camiseta por um terno, e, o que para ele será  o horror dos horrores, trocar suas inseparáveis havaianas por sapatos  sociais.</p>
<p>Mas isso  que deterá nosso detetive. Prometeu para a doce Juliana Maçã que  entraria no MITs, e lá ele entrará.</p>
<p>- Seu Firmino,  deixa eu estar usando o telefone?</p>
<p>- Pega  lá Zé!</p>
<p>Zé Gerúndio tem de cabeça o telefone de cada um das centenas de colaboradores  que tem.</p>
<p>- Ô  Darcelei, aqui é o Zé!</p>
<p>- Grande  Zé Gerúndio! O que posso fazer por você, meu camarada?</p>
<p>- Darcelei,  estou precisando de um terno para hoje. Mas ter que ser coisa fina.  E completo: cueca, camiseta, camisa, gravata, meias, calça e paletó.  Tu sabe meu número.</p>
<p>- Claro  que sei Zé. Sapatos também?</p>
<p>- Quarenta  e quatro bico largo, como sempre, Darcelei!</p>
<p>- É  pra já Zé. Tenho um conjunto novinho aqui, esperando para usar. Mando para onde?</p>
<p>- Aqui  pro Bar do Seu Justino. Só que tem que estar sendo prá agora!</p>
<p>- Só  desligar e coloco o motoboy no caminho Zé. Mas ele precisa pegar de  volta às 13:30h. O enterro será às 15:00h. Certo?</p>
<p>- Nos conforme,  Darcelei!</p>
<p>- Grande  Zé!</p>
<p>Seria preciso  fazer a barba e cortar o cabelo também, mas Zé prefere a cara  de “barba por fazer”, que acrescenta um toque rebelde à sua aparência  máscula e viril. Quanto ao cabelo, um pouco de goma e o pente que ele  leva no bolso da bermuda já resolvem.</p>
<p>Zé Gerúndio não vai mandar Curriculum Vitae para o MITs. “Isso é coisa  de quem tem deploma!”, é o que ele pensa.</p>
<p>E, de qualquer  forma, sabe que receberão centenas ou milhares de curriculuns, e que  o seu pode ficar no limbo.</p>
<p>Sua estratégia  de atuação sempre foi a ousadia. Colocar a cara para bater, pois “homem  que é homem vai prá cima, sem medo do perigo”, é o seu lema.</p>
<p>Ele vai  aparecer no MITs e conseguir sua entrevista, passando na frente dos  milhares de candidatos.</p>
<p>Dez horas  da manhã e o destemido defensor dos fracos e oprimidos, e das  donzelas em geral, chega ao MITs e é recebido na recepção. Sua figura  se destaca pelo andar coxo, prejudicado pelos sapatos um pouco apertados  que Darcelei mandou. “O terno caiu bem, mas não é sempre que o defunto  tem o pé igual do meu&#8230;”, constata.</p>
<p>- Bom dia,  o Senhor tem hora marcada?</p>
<p>Agora,  tudo depende da arte do convencimento e da simulação.</p>
<p>- A senhorita  está muito bonita hoje!</p>
<p>- Muito  obrigada!</p>
<p>- Têm  muitas mulheres comprando lentes de contato para terem olhos bonitos  como os seus.</p>
<p>- Obrigada.  O Senhor é muito gentil. Mas&#8230;, o Senhor tem hora marcada?</p>
<p>- Sim Senhorita,  com a&#8230; a&#8230;.</p>
<p>Zé Gerúndio remexe os bolsos do paletó.</p>
<p>- Que coisa,  anotei na minha agenda, mas ela ficou no outro paletó.</p>
<p>- Não  tem problema, o Senhor sabe a que horas seria?</p>
<p>- Dez e  quarenta e cinco!</p>
<p>- Pois  não, vamos ver, com a Senhorita Daniela?</p>
<p>- Essa  mesmo!</p>
<p>- Estranho,  ela deixou esse horário vago, mas isso acontece.</p>
<p>- Claro!  Vocês sempre estão muito ocupadas.</p>
<p>- O Senhor  pode olhar para a câmera, para eu fazer o cadastro?</p>
<p>Zé Gerúndio foca seu olhar estrábico e sorri para a fotografia. A recepcionista  nota a beleza ímpar do candidato.</p>
<p>- Coloque  este crachá. Quarto andar, sala 41.</p>
<p>- Obrigado.</p>
<p>Zé passa pela catraca, cumprimenta o segurança e entra no elevador. </p>
<p>- Quarto  andar, por favor.</p>
<p>A recepcionista,  moradora da região onde Zé atua, o reconhece.</p>
<p>- Com licença  moço, mas&#8230;, o Senhor não é aquele detetive?</p>
<p>- Qual  detetive exatamente, senhorita?</p>
<p>Zé não gosta de ser confundido com aquele detetive inglês, metido e almofadinha.</p>
<p>- O que  prendeu o tarado dos ônibus.</p>
<p>- Em carne,  osso e pescoço, senhorita.</p>
<p>Chegam  ao quarto andar. Zé autografa um papel para a ascensorista.</p>
<p>A recrutadora  está na sala, com a porta aberta, onde Zé bate delicadamente  para chamar a atenção. Ela levanta os olhos sobre os óculos redondos  e olha para ele.</p>
<p>- O Senhor  é?</p>
<p>- José Gerúndio, às suas ordens!</p>
<p>- Meu nome  é Daniela! Por favor, sente-se&#8230;, não me lembro do seu nome  na relação das entrevistas&#8230;, o Senhor tem horário marcado?</p>
<p>Zé sabe que a mesma estratégia não funciona duas vezes. Chega a hora  de mostrar suas qualidades e influenciar favoravelmente a moça.</p>
<p>- Senhorita,  vi o anúncio do MITs hoje pela manhã, quando estava tomando meu café.  Conclui que uma pessoa diferenciada como eu poderia estar passando despercebida  no processo de seleção.</p>
<p>- Então  o Senhor fez o quê?</p>
<p>- Vim para  cá, e aqui estou!</p>
<p>- O Senhor  furou a fila de candidatos?</p>
<p>- Não  exatamente. Apenas estou tomando a iniciativa de não estar me comportando  como todos os outros, quero dizer, estar mandando um CV e ficar esperando  a resposta. Procurei a oportunidade de estar aqui para a entrevista  e aqui estou.</p>
<p>A entrevistadora,  que estava com cara de poucos amigos, abre um sorriso e diz.</p>
<p>- Pessoas  cheias de iniciativa como o Senhor é o que precisamos aqui no MITs.  Sabe que será o primeiro a ser entrevistado?</p>
<p>Mais uma  vez a percepção aguçada de Zé Gerúndio o coloca em posição  favorável dentro de uma questão.</p>
<p>- A Senhorita  pode estar perguntando o que quiser!</p>
<p>- O quê  o senhor sabe fazer?</p>
<p>- A Senhorita  veja, eu sou um autômato&#8230;, quer dizer, autônomo. Presto serviços  para as pessoas que precisam resolver alguma questão. Elas me explicam  tudo direitinho e eu resolvo as coisas para elas. </p>
<p>- E como  o Senhor resolve as questões?</p>
<p>- Cada  questão estou resolvendo de um jeito. A Senhorita sabe que cada problema  tem os seus detalhes, então, procuro estar aplicando a solução mais  prática e mais objetiva.</p>
<p>- O senhor  trabalha como Consultor, ouvindo solicitações e encontrando soluções,  muito bom. Quanto cobra pelo seu trabalho?</p>
<p>- Geralmente  as pessoas me dão alguma coisa. Quando é uma pessoa que, sabe  como é, está desprovida momentaneamente de recursos, eu nem vou  estar cobrando pelos serviços.</p>
<p>- O senhor  também faz filantropia, muito interessante.</p>
<p>A recrutadora  percebe estar com alguém especial, ousado, bem vestido, com um jeito  ímpar de ser.  Experiente, ela não quer selecionar mais um dos  pingüins vestidos de preto que vêm em bando dizendo as mesmas coisas,  apregoando diplomas, títulos, certificações e tudo o mais. Ela quer  alguém diferente, realmente diferente.</p>
<p>- Senhor  José Gerúndio, vejo que tem estilo, iniciativa, além de um jeito  peculiar de falar. Diga-me, por qual motivo eu o contrataria para a  vaga aqui no MITs?</p>
<p>Zé Gerúndio sente que está quase conseguindo seu objetivo. A recrutadora  passou para ele a responsabilidade de justificar sua contratação.  Muito esperta, a moça. Quem sabe, um dia desses, ela estará deitada  em seu colchão de molas, ao som de Lindomar Castilho, com Dog vigiando  a porta do QG.</p>
<p>- A Senhoria  está me colocando uma questão difícil. Não vou estar mostrando  falsa modéstia, nem estar me valorizando. Sabemos que não sou especialista  no que o MITs faz, mas, citando o grande <a href="http://www.frasesfamosas.com.br/de/bernard-shaw.html" target="_blank">Bernard  Shaw</span></a>: &#8220;O  especialista é um homem que sabe cada vez mais sobre cada vez menos,  e por fim acaba sabendo tudo sobre nada.&#8221;.</p>
<p>Ele leu  essa frase em um velho almanaque de farmácia.</p>
<p>- Muito  boa citação, Senhor José Gerúndio, continue, por favor.</p>
<p>- Sou um  homem do povo, sei do que o povo precisa, e do que o povo gosta. Aqui  no MITs posso estar colaborando para estar melhorando a vida das pessoas.</p>
<p>Zé Gerúndio conseguiu disfarçar sua verdadeira intenção, que é chegar  até a responsável pela incidência cada vez maior de problemas mentais  entre os profissionais de TI.</p>
<p>A recrutadora,  por sua vez, sabe que Zé Gerúndio tem algumas das qualidades  especificadas na requisição de pessoal que recebeu. Não tem idéia  do que farão com as pessoas comuns que serão contratadas, mas, não  se importa com isso. “A Grande Padronizadora”, como a chefe é conhecida,  costuma acertar sempre.</p>
<p>- Senhor  José Gerúndio, vou providenciar sua contratação. Seja bem vindo  MITs.</p>
<p>- A Senhorita  está fazendo a coisa certa!</p>
<p>Despedem-se  e Zé deixa a sala. Esperando o elevador, um pensamento o incomoda:</p>
<p>“Será  que o Darcelei vai conseguir estar me mandando um terno diferente todo  dia?”</p>
<p>&#8212;</p>
<p>E seguem links para capítulos dos outros autores:</p>
<p><em><span style="font-size:85%;">Índice dos capítulos já publicados<br />
</span></em><strong>Parte II &#8211; Entrar no MITs</strong><br />
<a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/2009/09/reflexoes-da-grande-padronizadora-e-do.html">Capítulo 5 &#8211; Reflexões da Grande Padronizadora e do Sopa Letrista</a><br />
<a href="http://documentotupiniquim.com/?p=1578">Capítulo 6 &#8211; Zé Gerúndio não pega fila</a><br />
<a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/2009/09/louco-na-medida-certa.html">Capítulo 7 &#8211; Louco na medida certa</a><br />
<a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/2009/09/encoxando-recrutadora.html">Capítulo 8 &#8211; Encoxando a Recrutadora</a><br />
<strong><br />
Parte I &#8211; A Descoberta</strong><br />
<a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/2009/08/grande-patrocinadora.html">Capítulo 1 &#8211; A Grande Padronizadora</a><br />
<a href="http://documentotupiniquim.com/?p=1558">Capítulo 2 &#8211; Zé Gerúndio em &#8220;Os MITs da vida&#8221;</a><br />
<a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/2009/08/apos-fuga.html">Capítulo 3 &#8211; Após a Fuga </a><br />
<a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/2009/08/papagaio-de-pirata.html">Capítulo 4 &#8211; Papagaio de Pirata </a><br />
<em>Segunda Temporada: </em><a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/search/label/Encoxando%20na%20Cl%C3%ADnica"><em>Encoxando na Clínica</em></a><br />
<em>Primeira Temporada: </em><a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/search/label/A%20ca%C3%A7a%20ao%20Encoxador%20Misterioso"><em>A caça ao Encoxador Misterioso </em></a></p>
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		<title>A Relatividade das Dimensões</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 19:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento]]></category>
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		<category><![CDATA[saude publica]]></category>

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		<description><![CDATA[Dimensões. 
Como tudo na vida, elas também são relativas.
Perguntas perigosas: Estou gorda?
Respostas mais do que perigosas: Isso é relativo.
Outra coisa que é relativa e que podemos discutir e comentar sem perigo algum é o tamanho de um ônibus. Ele é grande sim senhor. Bem grande. Pra você ter uma idéia, ande num Fusca qualquer ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dimensões. </p>
<p>Como tudo na vida, elas também são relativas.</p>
<p>Perguntas perigosas: Estou gorda?</p>
<p>Respostas mais do que perigosas: Isso é relativo.</p>
<p>Outra coisa que é relativa e que podemos discutir e comentar sem perigo algum é o tamanho de um ônibus. Ele é grande sim senhor. Bem grande. Pra você ter uma idéia, ande num Fusca qualquer ano com pelo menos mais quatro pessoas dentro e veja que sim, o veículo coletivo é muito grande. Sabe, dá até pra andar dentro dele. Viaja em pé e se a sua altura não for superior a dois metros, sobre espaço a cima de sua cabeça. Isso tudo sem falar que existe o biarticulado, que corresponde a quase dois ônibus em seu comprimento. Grotesco!</p>
<p>Ai se minha garagem desse&#8230;</p>
<p>Todos acham um ônibus grande, né? Inquestionável, né? Pois então leia com atenção.</p>
<p>Dimensões são relativas. Pronto e acabou. Um copo é o oceano Atlântico pra um micróbio, mas pra um gato não. Um lance de escada com cinquenta degraus não é grande coisa pra mim, porém pra minha tia-avó é. Um banco pra alguém alto ou gordo também não é visto da mesma forma pra alguém baixo e magro. Pois é aí que tudo começa. Hoje, entro eu num coletivo em direção ao trabalho. Tudo certo. Faço isso todos os dias e estou quase desistindo de reclamar. Quase&#8230;</p>
<p>Entro e olho tudo. Avisto alguns lugares pra sentar. “Boa!”, pensei inocentemente. Devido às minhas dimensões pessoais, escolho o assento ao lado de quem vou me sentir mais confortável e que não vou atrapalhar também. Vítima escolhida, vou e me sento. Havia outros lugares, porém ao lado da menina magrinha parecia ser bem apropriado. Sentei. Me ajeitei. Relaxei e&#8230; Pouco espaço pras pernas. Infelizmente não há um padrão pros bancos dos coletivos. Tentei me ajeitar e encontrar a posição certa. Não deu. Olhei para os lados procurando os outros bancos que estavam vazios há pouco. Não estavam mais. Todos ocupados. Aquele veículo outrora grande em comparação a um simpático fusquinha, agora era um cubículo, e confesso aqui e agora que senti um pouco de claustrofobia.</p>
<p>Os joelhos batiam com violência no banco da frente e ninguém se levantava pra eu me aproveitar. O incômodo foi se transformando em dor gradativamente até que tive que levantar e ficar em pé pelo resto da viagem. Só eu e minha dor no joelho.</p>
<p>Desci do ônibus e, mancando, fui até meu local de trabalho. Hoje, dias depois, ainda manco. Dói a cada passo. Lembro do ônibus a cada passo. Lembro do tamanho do veículo e penso “como é possível?”. Ah!!! Lembro também dos hospitais públicos em que fui e que me mandaram embora com a mesma dor por não portar um caso de emergência, mas essa já outra conversa&#8230;</p>
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		<title>Zé Gerúndio em “Os MITs da vida” (cap.2)</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 23:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Zé Gerúndio e Dog]]></category>
		<category><![CDATA[comedia]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem lembra da série onde Zé Gerúndio, o detetive-herói que sempre vai estar ajudando você, conseguiu após imenso custo, capturar o Encoxador Misterioso?
Pois é! Essa série teve uma segunda temporada com nova trama, novos personagens e um novo autor (leia aqui). E agora estamos com a terceira temporada escrita dessa vez a oito mãos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Quem lembra da série onde Zé Gerúndio, o detetive-herói que sempre <strong>vai estar ajudando</strong> você, conseguiu após imenso custo, capturar o Encoxador Misterioso?</p>
<p>Pois é! Essa série teve uma segunda temporada com nova trama, novos personagens e um novo autor (leia aqui). E agora estamos com a terceira temporada escrita dessa vez a oito mãos e quatro cabeças. O que será que vai acontecer? Por onde andará Zé Gerúndio e seu fiel escudeiro Dog nesses capítulos que estarão por vir? </p>
<p><strong>Leiam as duas primeiras temporadas aqui:</strong></p>
<p>>>> A Caça ao Encoxador Misterioso (<a href="http://documentotupiniquim.com/?cat=388">Documento Tupiniquim</a> e <a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/">Dicas Sobre Nada</a>)<br />
>>> Encoxando na Clínica (<a href="http://dicassobrenada.blogspot.com">Dicas Sobre Nada</a>)</p>
<p>E acompanhem os <strong>primeiros quatro capítulos da terceira temporada</strong>, boa leitura e principalmente, ótimo divertimento:</p>
<p>>>> <a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/2009/08/grande-patrocinadora.html"><strong>Capítulo 1</strong> &#8211; A Grande Padronizadora</a> &#8211; por Adnor Junior no blog Dicas Sobre Nada<br />
>>> <strong>Capítulo 2</strong> por esse que vos escreve aqui no dT (leia abaixo)<br />
>>> <a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/2009/08/apos-fuga.html"><strong>Capítulo 3</strong> &#8211; Após a Fuga</a> &#8211; Por Enio Vedovello no blog Dicas Sobre Nada<br />
>>> <a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/2009/08/papagaio-de-pirata.html"><strong>Capítulo 4</strong> &#8211; Papagaio de Pirata</a> &#8211; Por Toninho Moura no blog Dicas Sobre Nada<br />
</em><br />
&#8212;&#8212;-</p>
<p>- É isso mesmo Dog. Preciso estar investigando.</p>
<p>- Arf!</p>
<p>- Não. Tenho certeza que aquele desavergonhado tava envolvido nessa fuga. Não posso estar deixando isso passar. Entende?</p>
<p>- Arf&#8230;</p>
<p>Concordou Dog, que mesmo sabendo do perigo de Zé Gerúndio ir atrás desse assunto, tinha certeza<br />
de que nada poderia fazer para detê-lo.</p>
<p>Zé Gerúndio passou a mão no telefone e ligou pra Juliana Maçã para conversar. Ele precisa de mais detalhes além da reportagem que lera no jornal, porém sabia bem qual o preço que a astuta repórter lhe cobraria, e desses valores Zé tinha de sobra em sua conta, e é claro que pagaria uma de duas pequenas prediletas com prazer.</p>
<p>Hora marcada, local também. Zé saiu, de banho tomado vestindo uma de suas camisetas mais novas que acabara de ganhar no auto-posto Piraporinha, uma bermuda que só usa pra ocasiões especiais e claro, seu chinelo de dedo da sorte. Por sinal, era exatamente o mesmo que usou no dia em que capturou o Encoxador Misterioso.</p>
<p>Se despediu de Dog e foi em direção à casa de Juliana Maçã. Duas horas e três ônibus depois, Zé estava lá, no apartamento da repórter que estava muito bem arrumada. Chamava atenção não só pelos conhecidos furos de reportagem, mas também pela aparência jovial e sorriso cativante. Juliana sabia bem disso e sempre usou desses artifícios para conseguir se aprofundar nos assuntos em que estava envolvida.</p>
<p>Ela abriu a porta e lá estava aquele homem inesquecível. Juliana parecia ter perdido um pouco de suas forças nas pernas ao olhar pra Zé, ali parado com seu sexy olhar estrábico. Ela corou e ele a abraçou com firmeza e carinho ao mesmo tempo. A repórter estava enfim entregue aos encantos do herói.<br />
Duas horas depois, Zé estava sentado no sofá da sala de Juliana Maçã só vestindo bermuda e chinelo com ela ao lado abraçada a ele, vestindo a camiseta do Auto-posto Piraporinha e roupas de baixo, cabeça encostada carinhosamente no peito magro porém cheio de energia de Zé Gerúndio. Começaram a conversar sobre a notícia e quem havia escapado da clínica psiquiátrica. Agora era certo. O Encoxador Misterioso estava solto novamente.<br />
<br />
- Nossa! Deu um trabalhão estar pegando esse sem vergonha&#8230;</p>
<p>- Zé balançou a cabeça negativamente e cabisbaixo continuou.</p>
<p>- Mas menina. Pra onde será que esse cabra foi?</p>
<p>- Não sei, Zé. Não sei&#8230; Mas ele não está sozinho&#8230; e tem outra! Todos os fugitivos eram ex-profissionais conceituados da área de TI, sabe?</p>
<p>- Sei sim. É aqueles doido que mexe em computador, né?</p>
<p>- Isso.</p>
<p>- O que será que tem a ver&#8230; Tenho que estar investigando isso.</p>
<p>- Olha isso aqui, Zé. É uma entrevista que fiz com o Dr. Gláucio Valério. Leia&#8230;</p>
<p>E Zé Gerúndio leu, piscou o olho com força com se fosse focar melhor, e começou novamente. Juliana apoiada em seu peito suspirava intrigada com as informações que coletara.</p>
<p>De repente como se tivesse acabado de conceber a mais genial das idéias, Zé se levanta e vai em direção à porta.<br />
<br />
- Mas Zé&#8230; espera um pouco. O que foi?</p>
<p>- Tenho que estar entrando num desses MITs que o doutor aí citou. Tenho que saber mais&#8230; Tenho que estar sabendo quais informações eles podem estar fornecendo.</p>
<p>- Mas como você vai fazer isso?</p>
<p>- Ainda não sei&#8230; Como estar entrando no MIT?</p>
<p>- Não sei&#8230; Mas sem camiseta você não pode começar. Pega a sua de volta.</p>
<p>E Juliana tira a camiseta do Zé que estava vestindo e lhe entrega. Como além da roupa de baixo, a camiseta era a única coisa que ela vestia, Zé olhou e resolveu esperar mais umas duas horas na casa da repórter antes da sua nova empreitada.</p>
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		<title>Voltando com um Jabá! (olha eu e o #mimimi no G1!)</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 19:18:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ei você! Tudo bem? Saudades de um belo post aqui no dT? 
Ei! Tem alguém ouvindo? (ou lendo?).
Puts&#8230; é isso que dá abandonar o fiote assim, né? Porém, após bom tempo em ausência de postagens aqui nesse blog, volto pra noticiar um notícia!
Que lindo isso, né? Depois de tanto tempo, eu volto pra comentar uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei você! Tudo bem? Saudades de um belo post aqui no dT? </p>
<p>Ei! Tem alguém ouvindo? (ou lendo?).</p>
<p>Puts&#8230; é isso que dá abandonar o fiote assim, né? Porém, após bom tempo em ausência de postagens aqui nesse blog, volto pra noticiar um notícia!</p>
<p>Que lindo isso, né? Depois de tanto tempo, eu volto pra comentar uma criação de outra pessoa. Quer dizer&#8230; eu nem me dei o trabalho de ser mediocremente criativo dessa vez!</p>
<p>Mas é por uma boa causa, sozinho leitor. A notícia que vou divulgar aqui é sobre um vídeo que publiquei no Youtube recentemente.</p>
<p><object width="450" height="273"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/R-CWng5p5Q8&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/R-CWng5p5Q8&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="450" height="273"></embed></object></p>
<p>Esse é o #mimimi rool. O que é #mimimi? É uma tag usada com frequência em redes sociais, especialmente o Twitter, pra indicar que alguém é, ou está sendo chorão, reclamão. Por exemplo, eu faço uma postagem no Twitter assim: &#8220;<em>Minha vida só piora, e meu chefe é um saco pra reforçar!</em>&#8220;. Se eu fizer isso, corro o risco de receber um <em>reply</em> como: &#8220;<em>Olha o Pandão de #mimimi</em>&#8220;, ou seja, chorão.</p>
<p>Assim, o <a href="http://www.crisdias.com/">Cris Dias</a> lembrando do vídeo dos Muppets onde o personagem só fala e canta com a sílaba &#8220;mi&#8221;, sugeriu que eu criasse uma legenda sobre o assunto. Como pra pensar em bobagem, meu cérebro parece que adquiri considerável velocidade, eu vi o vídeo, ouvi, decupei, criei, coloquei a legenda e deixei lá no Youtube pra toda vez que alguém estiver sendo #mimimi, inclusive eu mesmo, receba o link pra lembrar que a vida é mesmo uma merda, mas guarde pra você! <img src='http://documentotupiniquim.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Com isso tudo, depois de algum tempo (pouco), o G1 entrou em contato comigo através da repórter Juliana Carpanez, e pediu que eu desse um rápida entrevista a respeito do vídeo e das legendas criadas por mim, pois ela fazia uma matéria sobre reclamações na internet. Eu dei a entrevista e olha eu no G1 rapaziada!!! <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1265526-6174,00-RECLAMACOES+NA+INTERNET+DAO+FORCA+AO+BLOCO+DO+MIMIMI.html">Leia a matéria</a>.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1265526-6174,00-RECLAMACOES+NA+INTERNET+DAO+FORCA+AO+BLOCO+DO+MIMIMI.html"><img src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2009/08/nog1_12.jpg" alt="" title="nog1_12" width="450" height="236" class="aligncenter size-full wp-image-1550" /></a></p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1265526-6174,00-RECLAMACOES+NA+INTERNET+DAO+FORCA+AO+BLOCO+DO+MIMIMI.html"><img src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2009/08/nog1_22.jpg" alt="" title="nog1_22" width="450" height="492" class="aligncenter size-full wp-image-1551" /></a></p>
<p>E é isso!</p>
<p>Queria agradecer minha família, que sempre me apoiou. Minha mulher e filho que sempre foram uma inspiração pra minha vida. Meu vizinho que&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Zé Gerúndio e Dog Voltando à Ativa!</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 22:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Zé Gerúndio e Dog]]></category>
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		<description><![CDATA[Zé Gerúndio há muito tempo já estava quieto. Nada de atender aos chamados de perigo. Nada de ler jornais procurando algo a investigar, agir e desvendar. Zé era outro homem. Difícil achar a vida  excitante depois de seu derradeiro confronto onde ele foi exigido por completo. Corpo e mente trabalhando em sua totalidade pra finalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Zé Gerúndio há muito tempo já estava quieto. Nada de atender aos chamados de perigo. Nada de ler jornais procurando algo a investigar, agir e desvendar. Zé era outro homem. Difícil achar a vida  excitante depois de seu derradeiro confronto onde ele foi exigido por completo. Corpo e mente trabalhando em sua totalidade pra finalmente se sair vitorioso&#8230; mais uma vez.</p>
<p>Zé nunca perdera um caso, mas agora não aceitava mais qualquer caso. Nada lhe parecia atraente no mundo calmo, e Zé Gerúndio, o detetive herói, dava o braço a torcer admitindo que o crime lhe fazia sentir vivo.</p>
<p>Mais um dia em seu QG e mais um dia sem nada a fazer. Muito tempo assim, e se continuasse, Zé teria até que começar a procurar um emprego. Isso seria o fim dele. O fim de uma história gloriosa. Entrar numa rotina qualquer seria como morrer para Zé Gerúndio. Dog já se preocupava e tentava animá-lo de alguma forma. Seu cão fiel e mais esperto que carcará, segundo o próprio Zé Gerúndio, apontava os perigos como de habitual, mas Zé olhava e suspirava.</p>
<p>- Ah Dog&#8230; Pede pra eles estarem chamando a polícia. Eles com certeza estarão resolvendo isso.</p>
<p>E Dog saía cabisbaixo sem saber o que fazer. Dava dó de ver esse grande homem andando e manquitolando de um lado a outro sem vontade de viver. Porém, dava mais dó ainda de ver Dog, seu fiel escudeiro, desesperado e sedento por ação. Desesperado por pressentir o perigo e avisar a Zé como sempre: correndo e se escondendo do confronto. Contudo, Dog não era de desistir fácil&#8230;</p>
<p>Certa vez, Dog caminhava pelas ruas do QG atento a tudo, inclusive uma linguiça pendurada no açougue da esquina. Enquanto salivava ouviu um comentário ao lado:</p>
<p>- Oxente menina! Você viu no jornal de hoje?</p>
<p>- Vi não&#8230;</p>
<p>- Aquele doido dos ônibus que encoxava as mulherada fugiu e&#8230;</p>
<p>Dog esqueceu a lingüiça. Era isso! Zé precisava saber&#8230; e logo. Dog se dirigiu até a banca de jornais ao lado e viu a foto da repórter responsável pela notícia. Era Júlia Maçã. Dessa ele lembrava bem, pois além de estar envolvida no caso do Encoxador Misterioso, o mais difícil de toda a carreira da dupla, ela foi mais uma das tantas que caiu diante dos encantos estrábicos de Zé Gerúndio.</p>
<p>Dog não pestanejou e afanou um jornal. Saiu correndo com ele na boca seguido de perto pelo dono da banca, Seu Severino. Entrou no QG e foi correndo em direção a Zé que estava sentado a frente da porta. Dog largou o jornal aos pés dele e em disparada foi se esconder. Zé percebeu e pressentiu algo diferente naquela manobra de Dog, mas foi atrapalhado pela chegada do Seu Severino:</p>
<p>- Aquele seu cachorro filo duma rapariga roubou um jornal na minha banca! Devolve!</p>
<p>Zé baixou e pegou o jornal. Deu nas mãos do Seu Severino e quando voltava à sua cadeira viu Dog abalado e inquieto.</p>
<p>- Seu Severino! Vou estar comprando esse jornal&#8230;</p>
<p>- Então tá! É cinco real.</p>
<p>- Tudo isso nesse jornalzinho?</p>
<p>- É. Ele custa só dois, mas teve entrega a domicílio e&#8230;</p>
<p>- Tá bom&#8230; Tá bom&#8230;</p>
<p>Zé pagou e pegou o jornal. Nele viu entre as babas de Dog a foto de Júlia Maçã. Zé nunca esquecia uma de suas pequenas. Viu que ela era responsável pela manchete principal que dizia “Criminosos famosos fogem de manicômio”. Seu coração palpitou descompassado e pegou o telefone pra ligar pra Júlia&#8230;</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Veja mais da série <a href="http://documentotupiniquim.com/?cat=388">aqui</a>. Ou então no blog<a href="http://dicassobrenada.blogspot.com/"> Dicas Sobre Nada</a>.</p>
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		<title>Preconceito é Preconceito!</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 19:39:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[aperitivo]]></category>
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		<category><![CDATA[humor]]></category>
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		<description><![CDATA[Todo e qualquer tipo de preconceito deve ser eliminado da existência humana. As maiores barbaridades feitas durante a história da humanidade envolveram preconceitos religiosos, raciais, sexuais ou semelhantes. É fato e não temos como negar.
Irracionalidade é o que em suma move o preconceito. Falta de compreensão e intolerância induzem pessoas a praticar atos ou mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Todo e qualquer tipo de preconceito deve ser eliminado da existência humana. As maiores barbaridades feitas durante a história da humanidade envolveram preconceitos religiosos, raciais, sexuais ou semelhantes. É fato e não temos como negar.</p>
<p class="MsoNormal">Irracionalidade é o que em suma move o preconceito. Falta de compreensão e intolerância induzem pessoas a praticar atos ou mesmo tecer comentários injustos, infundados e moralmente maldosos.</p>
<p class="MsoNormal">Coisa pior do que preconceito? Não creio que exista. Qualquer outra maldade conhecida e frequentemente reconhecida como bárbara e desumana tem algum tipo de preconceito ou intolerância envolvida. É ou não é? Veja o exemplo das guerras no Oriente Médio, ou também as da África. Intolerâncias religiosas, políticas e históricas movem povos inteiros a se destruírem das formas mais violentas possíveis. Generalizam povos inteiros como se o ser humano fosse generalizável. Esses são casos bem frequentes em nossos jornais e noticiários, porém bem mais perto do que se imagina temos o preconceito em baixo de nossos narizes, e quem sabe inconscientemente correndo em nossas próprias veias. Uma auto-reflexão é necessária sempre, quase que em doses homeopáticas, para que possamos sempre evitar e limar esse mal que nos é sugerido pela sociedade em que vivemos.</p>
<p class="MsoNormal">Agora chego ao ponto que estava querendo. Além das formas de preconceitos infelizmente tradicionais que conhecemos bem, temos um em especial que notei e venho aqui clamar por justiça. Venho alertar ao povo brasileiro que se mova para que isso não ocorra em nossa sociedade já tão aflita pela violência e também pelo descaso de nossos governantes. Venho aqui interceder em nome do bolovo! Isso mesmo, caro amigo! Não podemos deixar que salgadinhos de botequim como a tradicional coxinha, ou mesmo risóles e bolinhos de carne possam ser tão cobiçados pelos frequentadores de bares e ditos botecos, e que o bolovo, que é bem semelhante a todos esses, seja discriminado pela sociedade como o salgado que não deve ser comido, e vez em quando nem deve ser nomeado. Hipocrisia! Pois se sabe muito bem que o bolovo é idêntico à coxinha, mas com a diferença somente no recheio.</p>
<p class="MsoNormal">Chega de hipocrisia e mais bolovo na mesa do brasileiro!</p>
<p class="MsoNormal">
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		<title>Num Aeroporto do Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 12:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[aeroporto]]></category>
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		<category><![CDATA[sentimento]]></category>

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Alguém já parou dentro de um aeroporto e analisou as situações apetitosas para que histórias sejam criadas? (rodoviária funciona bem também).
Apetitosas. E afinal, o que podemos definir como “apetitoso”? Acho que tudo. Desde o cômico até o dramático. Tudo pode ser engraçado, emocionante e intrigante. Prato cheio e apetitoso.
No aeroporto, basta sentar nas esperas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2009/04/airbus_a380_15.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-1526" title="airbus_a380_15" src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2009/04/airbus_a380_15-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" align="right" /></a></p>
<p class="MsoNormal">Alguém já parou dentro de um aeroporto e analisou as situações apetitosas para que histórias sejam criadas? (rodoviária funciona bem também).</p>
<p class="MsoNormal">Apetitosas. E afinal, o que podemos definir como “apetitoso”? Acho que tudo. Desde o cômico até o dramático. Tudo pode ser engraçado, emocionante e intrigante. Prato cheio e apetitoso.</p>
<p class="MsoNormal">No aeroporto, basta sentar nas esperas de um desembarque e observar. Diferentes culturas e pessoas desfilam à sua frente. Gente loira de doer se comunicando em tons que parecem discussões ríspidas, mas não, é só a língua delas mesmo (pequeno parêntese para dizer que mesmo reconhecendo vagamente a origem do tom ali falado, se alguém se dirigisse a mim daquela forma, ou eu temeria, ou me ofenderia). Ao mesmo tempo, tinha gente negra passeando, sorrindo e olhando pra tudo. Coloridos demais, são danados de simpáticos os africanos. E os japoneses fazendo referencias aos que aguardavam seu desembarque? Igualzinho aos filmes. Respeitoso como é passado nas telinhas de nossas casas.</p>
<p class="MsoNormal">Podia ser visto, em meio a tudo, gente mais séria e menos calorosa que recepcionava o viajante com um ortodoxo aperto de mãos. Jeito frio de se receber alguém, né? Pouco brasileiro. Contudo, e por falar no jeito brasileiro de se receber alguém que faz falta, acabei por conferir muitas corridas que terminavam em abraços sufocando de saudade, choros misturados aos sorrisos em doses perfeitas&#8230; coisa boa de se ver e fazer.</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2009/04/desenho-aviao.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1530" title="desenho-aviao" src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2009/04/desenho-aviao.jpg" alt="" align="left" width="99" height="115" /></a>Aproveitando o assunto, uma família que estava ao meu lado dava a entender que aguardava (ansiosamente) ao filho primogênito voltar de uma longa jornada européia. Inquietação contagiante, admito. E sim, quem esteve próximo era levado pelo sentimento de saudade e ansiedade deles. Senti saudades também. De Quem? Nem eles sabiam direito. Como será que ele está? Cabeludo? Careca? Barba assim ou assado? Tudo era surpresa. Tudo muito bom e haja coração! (Já diria o profeta).</p>
<p class="MsoNormal">Em um determinado momento os pais do filho que chegava disseram que iriam assistir ao avião que pousaria nos próximos minutos. Quase fui junto e quase chorei junto quando eles retornaram de olhos vermelhos, óculos embaçados e sorrisos que pra ser compatível com os rostos deles precisariam ser ao menos duas vezes maiores, pois os deles já eram insuficientes. Contaram sobre o que viram aos que ficaram ali esperando e a mim indiretamente. Eles viram seu filhote. Bom demais. Quis ter um filho viajando só pra sentir o que sentiam naquele momento do reencontro. Quis até iniciar algum contato com eles, mas quem sou eu pra colocar outra coisa na cabeça daquela família se não a imagem daquele que chegava. Ele chegou. Eles correram. Arrepiou, amigo leitor. Arrepiou demais. Valeu o passeio.</p>
<p class="MsoNormal">Sei que preciso ir mais ao aeroporto ou algo que se assemelhe a isso. Não falta assunto e coisa pra ver, assim como não falta alegria na mesa do brasileiro, mas quando falta alguém na mesa pra partilhar dessa alegria, o brasileiro perde um pouco da fome. A alegria dá lugar à saudade também. Saudade essa que quando acaba, volta a dar lugar à alegria. Coisa boa em ser de um povo que recebe tão bem quem chega. Coisa boa em pensar que aos poucos, esse sorriso daqui contagia os rostos de lá, os tornando um pouco daqui também.</p>
<p class="MsoNormal">O que eu fazia no aeroporto? Ou fui testemunhar histórias como essa, ou fui dar meu abraço tupiniquim em quem chegava. Não importa muito, de fato.</p>
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		<title>Mãe Joana e a Assistente Número Dois</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 11:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernandocury</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
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		<category><![CDATA[Série: Mãe Joana]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Dia corrido na tenda de Mãe Joana, a mãe de santo mais onisciente que o FBI em filmes de espionagem. Jozicléia, sua assistente número um, corre de um lado pro outro de forma desnorteada. É um dia especial na tenda&#8230; Mãe Joana finalmente e pra alegria de Jozicléia contratará sua assistente número dois. As outras que passaram pela tenda eram todas <em>frilanci</em>, como diria a própria mãe, e trabalhavam quando a demanda por demandas era grande demais, se é que me faço entender.</p>
<p class="MsoNormal">Mãe Joana nunca gostou das freelancers. Pra ela, boa mesmo era Jozicléia, que era comprometida com os trabalhos. Ela queria mesmo era outra Jozicléia&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Jozicréia! Traiz um copo menina! Não si demora não!</p>
<p class="MsoNormal">&#8212;</p>
<p class="MsoNormal">- Tá aqui, mãezinha&#8230; Tá aqui.</p>
<p class="MsoNormal">- Ê Ê! Que diacho é isso dentro do copo?</p>
<p class="MsoNormal">- Suco de caju pra senhora se refrescar. Tá uma delícia!</p>
<p class="MsoNormal">- Oxi! E agora eu vô dá suco de caju pro santo?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>-</strong> Ai&#8230; Era pro santo?</p>
<p class="MsoNormal">- Ô menina burra! Pega um copo com pinga. Daquela que eu trusse do Ceará.</p>
<p class="MsoNormal">- Sim senhora.</p>
<p class="MsoNormal">- Mas pode dexá o suco&#8230; Vai que o santo qué uma batida de caju. Aproveita e traiz uns gelinho e já manda entrá a primêra pra eu podê entrevistá&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Sim senhora.</p>
<p class="MsoNormal">E Jozicléia, por ordem de chegada, ia mandando as candidatas entrarem.</p>
<p class="MsoNormal">&#8212;</p>
<p class="MsoNormal">- Ê Ê!</p>
<p class="MsoNormal">- “Ê” o que?</p>
<p class="MsoNormal">- Heim?</p>
<p class="MsoNormal">- A senhora disse “Ê Ê”&#8230; o que é isso?</p>
<p class="MsoNormal">- Oxi mizinfia&#8230; Se suncê num sabe, também não vô ficá aqui ixpricando&#8230; Jozicréia! Manda a próxima.</p>
<p class="MsoNormal">&#8212;</p>
<p class="MsoNormal">- Saravá mizinfia!</p>
<p class="MsoNormal">- Saravá Mãe Joana!</p>
<p class="MsoNormal"><em>“Essa começô bem&#8230;”</em> – pensou.</p>
<p class="MsoNormal">- Qual é o seu nome, mizinfia?</p>
<p class="MsoNormal">- Andréia.</p>
<p class="MsoNormal">- Tá bão&#8230; Brigada e pode i embora&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Mas&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Jozicréia! A próxima!!!</p>
<p class="MsoNormal">&#8212;</p>
<p class="MsoNormal">- Senta aí, mizinfia&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Aqui?</p>
<p class="MsoNormal">- Não! Aqui no meu colo! Oxi&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- A tá. Melhor assim?</p>
<p class="MsoNormal">- Oxi! Sai do meu colo! Sai do meu colo! Diacho&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Mas a senhora&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Jozicréia!!! Manda a próxima e avisa que se alguma encostá ni mim vou fazê trabaio pra elas.</p>
<p class="MsoNormal">&#8212;</p>
<p class="MsoNormal">- Qual é o seu nome, criatura?</p>
<p class="MsoNormal">- Márcia&#8230; Tudo bem com a senhora?</p>
<p class="MsoNormal">- Tava. Pode saí.</p>
<p class="MsoNormal">- Mas por quê?</p>
<p class="MsoNormal">- Jozicréia!!! A próxima! E quem não começá o nome com <em>jota</em>, manda imbora&#8230; Só com <em>jota</em> de Mãe Joana&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">&#8212;</p>
<p class="MsoNormal">- E suncê, cara de fuinha? Qual é o seu nome?</p>
<p class="MsoNormal">- Juliana.</p>
<p class="MsoNormal">- Ê Ê! Bom demais! E diz pra Mãe Joana, qual o patuá que suncê escolheu com a Jozicréia?</p>
<p class="MsoNormal">- Ah! Patuá né? Bom&#8230; Nenhum. To guardando dinheiro e&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Jozicréia!!! A próxima! E se não comprar patuá já avisa que é mió nem entrá.</p>
<p class="MsoNormal">&#8212;</p>
<p class="MsoNormal">- Fala, coisa isquisita&#8230; Seu nome.</p>
<p class="MsoNormal">- Janiscleide.</p>
<p class="MsoNormal">- Ê Ê. E patuá? Dexa eu vê.</p>
<p class="MsoNormal">- Esse aqui, ó.</p>
<p class="MsoNormal">- Eita! O do Cabocro Zezé? Esse é dos bão. É forte!</p>
<p class="MsoNormal">- É&#8230; Adoro o Caboclo Zezé.</p>
<p class="MsoNormal">- Coisa boa mizinfia! Tá contratada.</p>
<p class="MsoNormal">- Eba! Vou adorar&#8230; Sou sua fã.</p>
<p class="MsoNormal">- Ê Ê. Suncê já fala com a Jozicréia pra ela te ensiná tudo&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">&#8212;</p>
<p class="MsoNormal">- Ô Jozicréia!!! Vem aqui drento&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Pode falar, mãezinha.</p>
<p class="MsoNormal">- A Janiscreide vai trabaiá nos trabaio com nóis agora! Dá o balde e os pano pra ela limpá tudo e insina as coisa pra ela.</p>
<p class="MsoNormal">- Sim senhora, mãezinha&#8230; Mas têm as outras ainda.</p>
<p class="MsoNormal">- Pode mandá as outra pra casa&#8230; e manda logo pruque tenho consulta daqui a poco. Vem a dona Laurinha. Ela tá muito deprimida. Prepara os patuá pra ela&#8230; Só os de cinquenta real pra cima.</p>
<p class="MsoNormal">- Sim senhora&#8230;</p>
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