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		<title>Síndrome da impostora: o início de um sonho/deu tudo certo</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2020 18:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O início de um sonho/deu tudo certo. O que vocês sentem quando pensam na síndrome da impostora? As respostas: autosabotagem / culpa / desgaste / bloqueio / medo / apreensão / incerteza / silêncio / ansiedade / insegurança / pânico / desafio / coração acelerado / invisibilidade / impotência / julgamento / cobrança / não [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34578" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/117422823_353983605628406_5808504402377647350_n-615x769.jpg" alt="117422823_353983605628406_5808504402377647350_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/117422823_353983605628406_5808504402377647350_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/117422823_353983605628406_5808504402377647350_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/117422823_353983605628406_5808504402377647350_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/117422823_353983605628406_5808504402377647350_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>O início de um sonho/deu tudo certo.</p>
<p>O que vocês sentem quando pensam na síndrome da impostora? As respostas: autosabotagem / culpa / desgaste / bloqueio / medo / apreensão / incerteza / silêncio / ansiedade / insegurança / pânico / desafio / coração acelerado / invisibilidade / impotência / julgamento / cobrança / não lugar.<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
Quais palavras emergem depois de duas horas? Conexão / acolhimento / identificação / força coletiva / alívio / sinto muito / potência / compreensão / inspiração / possibilidade / em expansão / vontade fazer um trilhão de coisas / energia / lágrimas / privilégio / gratidão / &#8220;me sinto pronta&#8221; / coragem.<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
Que força tem uma roda de mulheres! Muito obrigada pela entrega, queridas, já me sinto outra depois dos nossos encontros <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/72x72/1f495.png" alt="💕" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><br />
⠀⠀⠀⠀<br />
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		<title>Parece que não é mais permitido sofrer</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2020 12:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[escreve escreve]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34517" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG_3390-615x923.jpg" alt="IMG_3390" width="615" height="923" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG_3390-615x923.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG_3390-280x420.jpg 280w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG_3390-768x1152.jpg 768w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Cada um tá fazendo o melhor que pode, eu sei. Sobreviver já é a vitória que conquistamos em 2020. Ainda assim, tem dia em que eu choro aquele esguicho de lágrimas porque tá pesado demais. Sofro por mim, por você, pelo mundo inteiro. Por essa suspensão, esse não saber, por quem perdeu pessoas amadas, por quem nem pode sofrer por tudo isso. E logo penso: tem que dar conta, precisa ganhar dinheiro, é bom comer bem, fazer exercício, trabalhar, ir na análise, fazer a ronda dos amigos, passear com o cachorro. É preciso prever o futuro, ouvir gente que precisa cravar que o novo normal vai ser assim, que o futuro já não é como era antigamente. Looping de angústia com incerteza.<br />
⠀⠀⠀⠀⠀⠀<br />
Ainda assim, parece que não é mais permitido sofrer. Se compartilho uma angústia, logo ouço: vai ficar tudo bem. Se estou mal, leio: tá tudo bem não estar bem. Se vivo um momento difícil de qualquer ordem, recebo um: vai passar, você vai ver.<br />
⠀⠀⠀⠀⠀⠀<br />
Parece que a gente perdeu uma capacidade de sustentar a dor. Parece que a solidão que eu tô sentindo não é só sobre tudo isso (e também sobre a gente não se ver), é uma solidão de não poder sofrer. Escrevo, então, pra me autorizar a sentir.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez seja mecanismo de defesa. Afinal chegamos aos 100.000 mortos, e a vida voltou ao &#8220;normal&#8221; pra tanta gente, em tantos lugares. Vida que segue, apesar das que nunca mais voltam. Explosão em Beirute? Mais uma dor que sai no jornal. </span></p>
<p>Endosso o discurso do vai passar tantas vezes. Principalmente se alguém vem dividir um problema. Já quero arranjar solução, nem parece que li &#8220;Comunicação não violenta&#8221;. Me policio pra acolher mais do que dar conselho. Falho várias vezes.</p>
<p>Voltando à angústia. Tem dias que me sinto só. Apesar de tanta conexão, grupos de Whatsapp, comunicação que nunca termina… Tão conectados e tão sozinhos, lembro da Sherry Turkle.</p>
<p>Às vezes tenho a impressão de que mais vale discorrer sobre o cancelamento do dia, ler o texto que originou o cancelamento, a réplica, as trocentas tréplicas em formato de thread no Twitter, o pedido de desculpas, o descancelamento. Duas horas de leitura de treta aí. A gente gasta um tempo criando opiniões sobre o que quer que seja, mas passa tão menos tempo perguntando como o outro está de verdade pra além do tudo bem, como foi o fim de semana?</p>
<p>Pra sobreviver ao presente, a gente projeta o futuro e fica com saudade do passado. Na velocidade dos dias a gente faz caber tanta coisa. Menos nosso mal estar, nossas dúvidas, nossas angústias. Penso que quem viveu guerras ou outros momentos históricos talvez sofresse mais coletivamente (a gente sempre acha que o outro viveu de uma forma diferente, né?), talvez porque na manchete do jornal havia informação que todos liam e pensavam: é isso o que está acontecendo. Hoje tem quem discuta terra plana, ou pergunta o que farão os anti-vacina quando a da Covid chegar. A gente perdeu o chão em comum (em 2018, mais exatamente). Cada um acredita na realidade que quer. Ou é uma gripezinha, ou são 100.000 mortos. As duas coisas não dá.</p>
<p>No meio tempo muitas vezes estancamos os incômodos, parece que ficar bem é imperativo. Tudo depende de você. Se você quiser, faz seu dia ser bom. Se você quiser, é dono do seu tempo. Se você quiser, aprende alguma coisa com a pandemia. Mas e se você não tiver conseguindo todo tempo? Pode? Por mais que a intenção seja a melhor, eu não quero ouvir &#8220;vai ficar tudo bem&#8221;. Quero sentir a dor, porque só sentindo a dor é que vou/vamos conseguir processar esse tanto.</p>
<p>&#8220;Solidão, que poeira leve.&#8221; Queria discutir menos celebridades, e mais a gente. Queria que tivéssemos passado da cultura do cancelamento e criado uma cultura de construção &#8211; estamos em obra e erramos e revemos e aprendemos e pedimos desculpas e tentamos de novo. Queria mais nuance e mais colo. Menos lacração e menos certeza. Mais afeto &#8211; mediado por telas mesmo. Menos cada um por si e mais a gente junto pra atravessar esse momento que nunca pensamos que iríamos viver. Estou triste, estamos tristes. Escrevo, então, pra ver se consigo sentir completamente, pra ver se conseguimos fazer isso juntos.</p>
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		<title>Dá trabalho florescer</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2020 11:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Dá trabalho florescer. É preciso podar o que não tá indo bem, deixou de crescer, amarelou. É preciso adubar com paciência e frequência, repetindo o ritual a cada 15 dias. Vale pra planta, talvez valha pra vida. #escrevescreve #diáriodaquarentena</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34522" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/117245778_905889326585312_246501659361290804_n-615x769.jpg" alt="117245778_905889326585312_246501659361290804_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/117245778_905889326585312_246501659361290804_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/117245778_905889326585312_246501659361290804_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/117245778_905889326585312_246501659361290804_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/117245778_905889326585312_246501659361290804_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Dá trabalho florescer. É preciso podar o que não tá indo bem, deixou de crescer, amarelou. É preciso adubar com paciência e frequência, repetindo o ritual a cada 15 dias. Vale pra planta, talvez valha pra vida.</p>
<p><a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/escrevescreve/">#escrevescreve</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/di%C3%A1riodaquarentena/">#diáriodaquarentena</a></p>
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		<title>&#8220;A vida mentirosa dos adultos&#8221;, de Elena Ferrante</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2020 12:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Gosto da Elena Ferrante porque ela faz a gente não querer largar um livro até saber tudo o que acontece. Gosto porque ela não tem pudor de tratar de temas mais espinhosos, como a rivalidade feminina velada. E antes que alguém fale &#8220;que nada, estamos vivendo o feminismo, bradando sobre sororidade&#8221;, eu digo: sim, tô [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34525" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/116874204_2719321935009917_4836134148502658310_n-615x769.jpg" alt="116874204_2719321935009917_4836134148502658310_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/116874204_2719321935009917_4836134148502658310_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/116874204_2719321935009917_4836134148502658310_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/116874204_2719321935009917_4836134148502658310_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/116874204_2719321935009917_4836134148502658310_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Gosto da Elena Ferrante porque ela faz a gente não querer largar um livro até saber tudo o que acontece. Gosto porque ela não tem pudor de tratar de temas mais espinhosos, como a rivalidade feminina velada. E antes que alguém fale &#8220;que nada, estamos vivendo o feminismo, bradando sobre sororidade&#8221;, eu digo: sim, tô com vocês, somando com mulheres. Ao mesmo tempo vivemos a humanidade, e a humanidade não é só filé com fritas não, aquela delícia. Também tem treta e emoção que às vezes a gente nem se autoriza a sentir, né? Agora deixa eu contar mais. Em &#8220;A vida mentirosa dos adultos&#8221;, a autora nos apresenta a Giovanna, uma menina que está se transformando em adolescente e começa a perder a inocência de quem acha que a mãe e o pai são o centro do universo. É um romance sobre conflitos familiares, sobre os momentos da vida em que parentes deixam de se falar e vão se enredando numa mágoa que dura décadas. Ao entreouvir do pai que está ficando feia como a tia Vittoria, a protagonista resolve se aproximar dessa tia, que vive em uma parte pobre de Nápoles, na Itália, enquanto ela é filha da parte mais abastada e intelectual da cidade. A menina parte para descobrir tudo: a história da família, o que originou tamanho rompimento, ao mesmo tempo em que vai começando a descobrir a sexualidade, a querer viver na pele o que lê nos romances. Ela vai entendendo que crescer é difícil &#8211; e dói. Ouve mentiras dos adultos, começa a mentir também, pequenas mentiras pra conseguir habitar os dois mundos, enquanto se maltrata e se afasta de quem a ama, enquanto quer o que a amiga tem, não necessariamente porque a amiga tem, mas só porque ainda não sabe direito qual é seu desejo genuíno. Ferrante sendo Ferrante, sempre um bom tratado sobre a confusão que é viver. O livro saiu em uma edição especial do clube da <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/intrinseca/">@intrinseca</a>, em setembro tem o lançamento geral. <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a></p>
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		<title>Como você organiza seus livros?</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2020 12:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[#bibliotecadonttouch]]></category>
		<category><![CDATA[especial don't touch]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Organizo meus livros por gênero e por ordem alfabética, tudo bem minucioso. Sempre sei onde está cada um, exceto aqueles que de repente somem. Olhei hoje pra estante e vi um monte de capa em diferentes tons de amarelo. Quis fazer uma foto deles juntos. Tentei colocá-los bem organizadinhos, como na segunda imagem, mas preferi [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34530" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/116223595_215130336458728_6657807871820576588_n-1-615x741.jpg" alt="116223595_215130336458728_6657807871820576588_n" width="615" height="741" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/116223595_215130336458728_6657807871820576588_n-1-615x741.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/116223595_215130336458728_6657807871820576588_n-1-348x420.jpg 348w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/116223595_215130336458728_6657807871820576588_n-1-768x926.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/116223595_215130336458728_6657807871820576588_n-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Organizo meus livros por gênero e por ordem alfabética, tudo bem minucioso. Sempre sei onde está cada um, exceto aqueles que de repente somem. Olhei hoje pra estante e vi um monte de capa em diferentes tons de amarelo. Quis fazer uma foto deles juntos. Tentei colocá-los bem organizadinhos, como na segunda imagem, mas preferi a bagunça da primeira. E você? Como organiza seus livros? Amo ver as estantes alheias <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/72x72/1f60d.png" alt="😍" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Ah, e hoje é dia do escritor, um viva pra essas mentes brilhantes que nos presenteiam com tantas histórias!</p>
<p><a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a></p>
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		<title>Você já fez algo 191 vezes?</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2020 12:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[escreve escreve]]></category>
		<category><![CDATA[especial don't touch]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>191 vezes. Cento e noventa e uma vezes. Cento-e-noventa-e-uma-vezes. Você já fez alguma coisa 191 vezes? Michaela Coel fez 191 versões do roteiro de &#8220;I may destroy&#8221;, série em que ela também atuou, co-dirigiu e fez a produção executiva. Esse número não sai da minha cabeça, assim como Michaela e o seriado não saem da [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34533" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/115821742_3274134442702575_2098388829933321316_n-615x769.jpg" alt="115821742_3274134442702575_2098388829933321316_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/115821742_3274134442702575_2098388829933321316_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/115821742_3274134442702575_2098388829933321316_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/115821742_3274134442702575_2098388829933321316_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/115821742_3274134442702575_2098388829933321316_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>191 vezes. Cento e noventa e uma vezes. Cento-e-noventa-e-uma-vezes. Você já fez alguma coisa 191 vezes? Michaela Coel fez 191 versões do roteiro de &#8220;I may destroy&#8221;, série em que ela também atuou, co-dirigiu e fez a produção executiva. Esse número não sai da minha cabeça, assim como Michaela e o seriado não saem da minha cabeça. Essa é a mensagem que trago hoje: 191 vezes, galera.<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
Não existe vida perfeita e sucesso de rede social, aqui a gente arranha só a casquinha. Tudo é jornada, é montanha russa, é crise, é treta, é tanta coisa, inclusive o arremate final que mostra o que dá certo. Ler essa entrevista da Michaela me deixou impressionada. Acabei lembrando também que a Beyoncé ensaiou oito meses pra uma apresentação no Coachella. Oito meses, conhecido como aproximadamente 240 dias.<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
Nas velocidades em que a gente vive, a da internet e a do capitalismo, é fácil demais só ver o resultado final. Que bom que essas artistas fenomenais nos lembram que propósito, trabalho e excelência requerem muita bunda na cadeira e uma capacidade de se desapaixonar pelo que você criou, só pra criar algo ainda mais foda depois. Assistam a série (tô vendo na HBO, mas alerta de gatilho: aborda violência sexual), leiam entrevista, vejam vídeo da fala em que ela aponta os episódios de racismo que sofreu e os silenciamentos da indústria (tem também a parte em que ela recusa 1 milhão de dólares porque não abre mão de seus direitos autorais e de sua autonomia criativa).<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
E bora fazer mais um combinado? Da próxima vez que a gente achar que tá demorando demais criando algo, vamos lembrar dessas mulheres? E quando a gente tiver achando que dá pra melhorar, vamos refazer até estar no ponto? Tudo leva tempo, não vamos esquecer, muito menos nos distrair com o que os outros estão fazendo (aproveito pra compartilhar a imagem da <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/contente.vc/">@contente.vc</a> que combina bem com esse tópico). Bom dia!<br />
⠀⠀⠀⠀⠀⠀<br />
<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/escrevescreve/">#escrevescreve</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/ainternetqueagentequer/">#ainternetqueagentequer</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/imaydestroyyou/">#imaydestroyyou</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/michaelacoel/">#michaelacoel</a></p>
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		<title>&#8220;Observações sobre um planeta nervoso&#8221;, de Matt Haig</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2020 12:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[#bibliotecadonttouch]]></category>
		<category><![CDATA[escreve escreve]]></category>
		<category><![CDATA[especial don't touch]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Um livro para mentes que quase não desligam. Em &#8220;Observações sobre um planeta nervoso&#8221; (@intrinseca), Matt Haig parte de sua experiência com depressão e crises de pânico para nos guiar por uma reflexão sobre a velocidade insana com a qual nos acostumamos a viver. O autor faz uma investigação sobre como viver num mundo louco [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34536" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/109202139_329702258043690_1092745243337795878_n-615x769.jpg" alt="109202139_329702258043690_1092745243337795878_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/109202139_329702258043690_1092745243337795878_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/109202139_329702258043690_1092745243337795878_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/109202139_329702258043690_1092745243337795878_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/109202139_329702258043690_1092745243337795878_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Um livro para mentes que quase não desligam. Em &#8220;Observações sobre um planeta nervoso&#8221; (<a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/intrinseca/">@intrinseca</a>), Matt Haig parte de sua experiência com depressão e crises de pânico para nos guiar por uma reflexão sobre a velocidade insana com a qual nos acostumamos a viver. O autor faz uma investigação sobre como viver num mundo louco sem enlouquecer, fala como as redes sociais são gatilhos pra nossa ansiedade, aborda como vivemos em um sistema que nos faz querer sempre mais (&#8220;Estão nos vendendo infelicidade, por que é onde o dinheiro está.&#8221;), tenta responder sobre como ter um celular e continuar funcionando como um ser humano, como trabalhar sem surtar. Ele nos convida a viver em uma escala humana e indica aquele combo que a gente conhece: dormir bem, aprender a curtir a própria companhia, não ser sugado pelas notícias, se conectar com a natureza, parar de correr: &#8220;Não seja apenas o dono do seu tempo, torne-se a prioridade dele&#8221;. Em resumo, Haig nos convida a nos olharmos com mais carinho, aceitando quem a gente é, onde estamos, a ter um olhar de mais apreciação sobre a vida. O legal é que ele faz isso a partir de um texto sucinto e cheio de boas referências. Você pode chamar de auto-ajuda (e é, só que bem escrita), eu chamo de livro que me faz tentar mudar alguma coisinha pra melhorar o dia a dia. Vontade até de ler de novo num parque, aumentando o pé direito da minha perspectiva.<br />
⠀⠀⠀⠀⠀⠀<br />
<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/ainternetqueagentequer/">#ainternetqueagentequer</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/matthaig/">#matthaig</a></p>
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		<title>Saudade das pernas</title>
		<link>http://donttouchmymoleskine.com/saudade-das-pernas/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jul 2020 12:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[escreve escreve]]></category>
		<category><![CDATA[especial don't touch]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Texto que escrevi a convite do Entretempos, blog da @cassianadh na @folhadespaulo, sobre artes visuais diluídas em diferentes suportes. Aqui o texto inteiro: https://entretempos.blogfolha.uol.com.br/2020/07/05/saudade-das-pernas-ensaio-palavra-imagem-com-daniela-arrais/ Gostei tanto desse convite: ela me pediu pra escolher algumas imagens e escrever a partir delas. Algumas fotos têm me chamado muito a atenção. São imagens de um mundo vivendo a pandemia e ainda assim querendo [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34572" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/107554850_143064567423785_5368386986577846729_n-615x768.jpg" alt="107554850_143064567423785_5368386986577846729_n" width="615" height="768" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/107554850_143064567423785_5368386986577846729_n-615x768.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/107554850_143064567423785_5368386986577846729_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/107554850_143064567423785_5368386986577846729_n-768x959.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/107554850_143064567423785_5368386986577846729_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Texto que escrevi a convite do Entretempos, blog da <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/cassianadh/">@cassianadh</a> na <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/folhadespaulo/">@folhadespaulo</a>, sobre artes visuais diluídas em diferentes suportes. Aqui o texto inteiro: <a href="https://entretempos.blogfolha.uol.com.br/2020/07/05/saudade-das-pernas-ensaio-palavra-imagem-com-daniela-arrais/">https://entretempos.blogfolha.uol.com.br/2020/07/05/saudade-das-pernas-ensaio-palavra-imagem-com-daniela-arrais/</a></p>
<p>Gostei tanto desse convite: ela me pediu pra escolher algumas imagens e escrever a partir delas. Algumas fotos têm me chamado muito a atenção. São imagens de um mundo vivendo a pandemia e ainda assim querendo criar espaços para o encontro. Parece que hoje foi um dia de muita saudade.<br />
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀<br />
<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/escrevescreve/">#escrevescreve</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/dia%CC%81riodaquarentena/">#diáriodaquarentena</a></p>
<div id="attachment_34581" style="width: 625px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-large wp-image-34581" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Carlos-ÁlvarezGetty-Images-615x410.jpg" alt="Carlos Álvarez/Getty Images" width="615" height="410" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Carlos-ÁlvarezGetty-Images-615x410.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Carlos-ÁlvarezGetty-Images-420x280.jpg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Carlos-ÁlvarezGetty-Images-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /><p class="wp-caption-text"><em>Carlos Álvarez/Getty Images</em></p></div>
<p>Viver uma pandemia não estava nos meus planos. Me falta repertório emocional para passar por um momento histórico. Até gostava de ver filme e série e de ler sobre futuros distópicos meio catastróficos, meio inevitáveis, mas ainda assim, distantes. No futuro, afinal. Agora, enquanto um vírus se espalha quase sem controle e ainda podemos ser atingidos por nuvens de gafanhotos e tempestade de areia do deserto, queria escapar para o futuro-futuro-onde-sim-vai-ficar-tudo-bem-tomara. Ou então voltar para o passado, quando podia encontrar quem quisesse no momento que estivesse a fim. Saudade das pernas de vocês, como disse um amigo querido.</p>
<p>Porque na vida vivida pelas telas, alternando entre celular e computador, terminando o dia de frente para TV, vemos pedaços da gente. Estamos em uma observação constante sobre nós mesmos refletidos em lives, Zooms, videoconferências. Ainda bem que vivemos a pandemia em um momento que a internet dá conta de reproduzir múltiplos espaços da nossa vida, claro. Dá pra trabalhar, estudar, fazer doação, encontrar os amigos e a família, buscar entretenimento e informação (essa última, quanto mais moderação, melhor para sua saúde mental). É por ela que tentamos suprir a falta do outro com uma checagem emocional constante – agora a interlocução conta com minutos iniciais para conferir se tá dando pra atravessar o dia.</p>
<div id="attachment_34583" style="width: 625px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-large wp-image-34583" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Kathy-WillensAP-615x410.jpg" alt="Kathy Willens/AP" width="615" height="410" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Kathy-WillensAP-615x410.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Kathy-WillensAP-420x280.jpg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Kathy-WillensAP-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /><p class="wp-caption-text"><em>Kathy Willens/AP</em></p></div>
<p>Ainda assim, que saudade de abraçar.</p>
<p>De ver, encostar, ocupar o mesmo espaço, ficar na rua, dançar, passear pela cidade, ir de uma exposição a um restaurante, emendar com a sobremesa, migrar para o quintal dos amigos, apertar as crianças que estamos deixando de ver na idade que elas têm agora – e me parte o coração não poder pegar no colo meu sobrinho de cinco meses ou brincar com um menino de três anos enquanto ele se diverte com um cachorro que é seu amigo também. Tem dias que sinto falta até da conversa de elevador, quando a gente conseguia falar sobre o tempo, e não sobre a pandemia vivida no pandemônio que se tornou o Brasil em 2020.</p>
<div id="attachment_34585" style="width: 625px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-large wp-image-34585" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Noam-GalaiGetty-615x410.jpeg" alt="Noam Galai/Getty" width="615" height="410" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Noam-GalaiGetty-615x410.jpeg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Noam-GalaiGetty-420x280.jpeg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Noam-GalaiGetty-768x512.jpeg 768w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /><p class="wp-caption-text"><em>Noam Galai/Getty</em></p></div>
<p>É aos sábados que essa saudade se intensifica. Quando a gente fazia tudo isso prolongando o dia para ficar junto, cada hora chegando mais um amigo, naquela aglomeração de afeto que era capaz de nos dar mais energia de vida. Conversando sobre todos diversos assuntos, lembrando do Carnaval que acabou de acontecer, dos planos, das viagens, reforçando nosso entendimento de que a gente vive bem quando vive junto. Ouvindo música, escutando o outro de corpo inteiro, experimentando até ficar em silêncio também. A conversa pela tela é focada, não deixa espaço para a pausa. E tantas vezes é no silêncio compartilhado que acontece uma conexão mais profunda.</p>
<div id="attachment_34586" style="width: 625px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-large wp-image-34586" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Oli-ScarffAFP-via-Getty-Images-615x410.jpg" alt="Oli Scarff/AFP via Getty Images" width="615" height="410" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Oli-ScarffAFP-via-Getty-Images-615x410.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Oli-ScarffAFP-via-Getty-Images-420x280.jpg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Oli-ScarffAFP-via-Getty-Images-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /><p class="wp-caption-text"><em>Oli Scarff/AFP via Getty Images</em></p></div>
<p>Depois de 100 dias, começamos a experimentar a <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-24/fadiga-da-quarentena-leva-ate-os-defensores-do-isolamento-a-se-arriscarem-contra-as-regras.html?ssm=FB_BR_CM&amp;utm_source=Facebook#Echobox=1592995503">“fadiga da quarentena”</a>. Nosso corpo faz um esforço para nos adaptar a situações como a que estamos vivendo. Quando precisamos fazer isso por muito tempo, esse mecanismo entra em falência. Começam as rusgas individuais por questões que são estruturais. O problema não é que sua amiga foi ao shopping quando considerou aquilo uma necessidade, e sim que vivemos um desgoverno, uma pandemia sem ministro da saúde, sem orientação – e sem subsídios para que ficar em casa deixe de ser uma questão de privilégio e se torne uma de saúde, de direito. Em vez de cobrarmos de quem têm poder, ficamos chateados com quem fura a quarentena.</p>
<div id="attachment_34582" style="width: 625px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-large wp-image-34582" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Cecilia-FabianoAP-615x410.jpg" alt="Cecilia Fabiano/AP" width="615" height="410" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Cecilia-FabianoAP-615x410.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Cecilia-FabianoAP-420x280.jpg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Cecilia-FabianoAP-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /><p class="wp-caption-text"><em>Cecilia Fabiano/AP</em></p></div>
<p>A certa altura talvez muitos de nós vamos furar a quarentena, imagino. Porque a gente tem necessidade de afeto, de abraço, de toque, de ficar junto. E, sem previsão de quanto tempo vai durar a pandemia, vamos precisar desenhar alternativas para ver o outro com segurança, respeitando protocolos. Uma amiga me ajudou a levar o pensamento para um lugar menos rígido, falando de necessidade versus risco. “Comprar comida num supermercado é alto risco, mas grande necessidade, por isso vamos. No começo da pandemia a gente colocou os encontros como baixa necessidade. Três meses depois virou alta necessidade…”</p>
<p>Talvez a gente precise se envolver em plástico, como na cena abaixo, em um lar de idosos em Gravataí, no Rio Grande do Sul, que montou uma cortina plástica com espaços para abraços, para que eles pudessem entrar em contato com suas famílias. Ao olhar a imagem, primeiro senti angústia e quase um desespero. Para logo depois pensar que essa gambiarra pode se tornar possibilidade também. Se é disso que vamos precisar para viver momentaneamente o presente com um pouco mais de afeto, me vem à cabeça uma figurinha de Whatsapp: já tô com roupa de ir. Porque não vejo a hora da gente se encontrar de novo – e mais uma vez.</p>
<div id="attachment_34584" style="width: 625px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-large wp-image-34584" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Nelson-AlmeidaAFPGetty-Images-615x410.jpg" alt="Nelson Almeida/AFP" width="615" height="410" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Nelson-AlmeidaAFPGetty-Images-615x410.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Nelson-AlmeidaAFPGetty-Images-420x280.jpg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/Nelson-AlmeidaAFPGetty-Images-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /><p class="wp-caption-text"><em>Nelson Almeida/AFP</em></p></div>
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		<title>&#8220;Falso espelho&#8221;, de Jia Tolentino</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2020 12:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>A internet maximiza nosso senso de oposição, nos faz supervalorizar nossas opiniões, degrada nossa noção de solidariedade, distorce nosso senso de identidade e destrói nossa noção de escala. Quem escreve esse vrá é Jia Tolentino em &#8220;Falso espelho&#8221; (@todavialivros), série de 9 ensaios sobre cultura contemporânea, alinhavando como a internet, que nos prometia tanta conexão, [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34541" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/106728524_287870292361703_5928669891769179864_n-615x769.jpg" alt="106728524_287870292361703_5928669891769179864_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/106728524_287870292361703_5928669891769179864_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/106728524_287870292361703_5928669891769179864_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/106728524_287870292361703_5928669891769179864_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/106728524_287870292361703_5928669891769179864_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>A internet maximiza nosso senso de oposição, nos faz supervalorizar nossas opiniões, degrada nossa noção de solidariedade, distorce nosso senso de identidade e destrói nossa noção de escala. Quem escreve esse vrá é Jia Tolentino em &#8220;Falso espelho&#8221; (<a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/todavialivros/">@todavialivros</a>), série de 9 ensaios sobre cultura contemporânea, alinhavando como a internet, que nos prometia tanta conexão, também é capaz de provocar alienação. Refletir sobre isso é pensar na <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/ainternetqueagentequer/">#ainternetqueagentequer</a>, como falamos na <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/contente.vc/">@contente.vc</a>.<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
“A loucura cotidiana perpetuada pela internet é a loucura dessa arquitetura que instala a identidade pessoal no centro do universo. É como se estivéssemos em um posto de observação olhando para o mundo inteiro com um binóculo que faz tudo se parecer com nosso próprio reflexo. Por meio das redes sociais, muitas pessoas passaram a ver qualquer nova informação como uma espécie de comentário sobre quem elas são&#8221;, escreve a autora.<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
O livro também trata de temas como religião, drogas, heroínas da literatura, indústria da beleza, que agora conseguiu transformar o mito da beleza no mito de estilo de vida, em que a mulher usa a tecnologia disponível e gasta dinheiro para se tornar sua versão idealizada, entendendo isso como algo natural e até feminista. Aborda, ainda, o fenômeno girlboss, de mulheres empreendedoras, mostrando como um de seus maiores expoentes era só discurso &#8211; outra armadilha da internet. Entre o ser e o fazer, muito tempo é gasto com o mostrar, que pode ser muita performance, né?<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
Jia é uma canadense descendente de filipinos que entrou na internet pela primeira vez aos 10 anos. Escreve para publicações como a New Yorker, sendo apontada como voz proeminente de sua geração. Sabe essa série de desconfortos que a gente sente ao viver no mundo em 2020? Ela nos ajuda a navegar por eles, explicando muito do que a gente pensa/sente, em um texto afiado e cheio de referências. Baita leitura!<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/falsoespelho/">#falsoespelho</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/jiatolentino/">#jiatolentino</a></p>
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		<title>&#8220;Factfulness&#8221;, de Hans Rosling</title>
		<link>http://donttouchmymoleskine.com/factfulness-o-habito-libertador-de-so-ter-opinioes-baseadas-em-fatos-de-hans-rosling/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 12:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Atenção, é possível curar seu vício em notícias! Aprenda 10 passos para fazer isso e resgate seu tempo &#8211; e de quebra sua sanidade também! Poderia continuar esse texto assim, pra fisgar você pela urgência, rs, mas será que tudo é tão urgente assim? Venho compartilhar uma leitura que me fez um bem enorme: &#8220;Factfulness: [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34546" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/106124710_190509662410476_3486427119423912152_n-615x769.jpg" alt="106124710_190509662410476_3486427119423912152_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/106124710_190509662410476_3486427119423912152_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/106124710_190509662410476_3486427119423912152_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/106124710_190509662410476_3486427119423912152_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/106124710_190509662410476_3486427119423912152_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Atenção, é possível curar seu vício em notícias! Aprenda 10 passos para fazer isso e resgate seu tempo &#8211; e de quebra sua sanidade também! Poderia continuar esse texto assim, pra fisgar você pela urgência, rs, mas será que tudo é tão urgente assim? Venho compartilhar uma leitura que me fez um bem enorme: &#8220;Factfulness: o hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos&#8221; (<a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/editorarecord/">@editorarecord</a>), de Hans Rosling, com Ola Rosling e Anna Rosling Rönnlund.<br />
⠀⠀⠀<br />
O livro parte da ideia de que nossa visão de mundo está sistematicamente equivocada. A gente acha que o mundo nunca esteve tão horrível, quando na verdade nunca estivemos tão bem (sei que é difícil ler isso agora, mas ele mostra como evoluímos em praticamente todos os indicativos). Ele fala de 10 instintos que distorcem nossa perspectiva, como o de separação, que divide o mundo entre &#8220;nós&#8221; e eles&#8221;, e o de generalização, que faz com que &#8220;nós&#8221; pensemos que todos &#8220;eles&#8221; são iguais (exemplo: falar de “problemas da África&#8221;).<br />
⠀⠀⠀<br />
Uma visão baseada em fatos traz mais conforto e menos estresse e desesperança. Ao contrário da visão de mundo dramática, que é negativa e aterrorizante. &#8220;Quando você ouve sobre algo terrível, acalme-se fazendo esta pergunta: se tivesse acontecido uma melhora igualmente grande, eu teria ouvido algo a respeito? (&#8230;) Tenha em mente que as mudanças positivas podem ser mais comuns, mas elas não chegam até você. Você precisa descobri-las. (E, se você olhar as estatísticas, elas estão em toda parte.) Esse lembrete lhe dará a proteção básica que permitirá a você, e a seus filhos, continuar assistindo ao noticiário sem serem arrastados diariamente para a distopia&#8221;, escreve.<br />
⠀⠀⠀<br />
E termina falando pra atualizarmos constantemente visão e conhecimento e estarmos dispostos a mudar de opinião a partir de novos fatos. Adorei o livro, contribuiu pro meu detox. Continuo me informando (buscando mais contexto), mas deixei de achar que preciso saber de tudo o tempo todo agora.<br />
⠀⠀⠀<br />
<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/ainternetqueagentequer/">#ainternetqueagentequer</a></p>
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		<title>As morning pages de Julia Cameron</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2020 12:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>A convite do projeto @voa__voa, falei sobre a mágica das morning pages, exercício proposto pela Julia Cameron no livro &#8220;O caminho do artista&#8221;. Segue um trechinho: ⠀⠀⠀ Sempre achei que a escrita é um grande mergulho que a gente faz pra dentro, antes de compartilhar e buscar conexão a partir do que escrevemos. Recomendo as páginas [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34549" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/104231707_190770122291265_6919591394164311499_n-615x769.jpg" alt="104231707_190770122291265_6919591394164311499_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/104231707_190770122291265_6919591394164311499_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/104231707_190770122291265_6919591394164311499_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/104231707_190770122291265_6919591394164311499_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/104231707_190770122291265_6919591394164311499_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>A convite do projeto <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/voa__voa/">@voa__voa</a>, falei sobre a mágica das morning pages, exercício proposto pela Julia Cameron no livro &#8220;O caminho do artista&#8221;. Segue um trechinho:<br />
⠀⠀⠀<br />
Sempre achei que a escrita é um grande mergulho que a gente faz pra dentro, antes de compartilhar e buscar conexão a partir do que escrevemos. Recomendo as páginas matinais pra quem chega pra conversar e diz que tá duvidando de si, que não se acha suficiente, que quer dividir suas ideias e projetos e ainda não tem coragem. Ao escolher escrever, até quando você não tem o que dizer, você descobre uma força. Ah, e um spoiler: até quando você acha que não tem o que dizer, só escreva. Como diz a autora, geralmente algo acontece depois de uma página e meia.<br />
⠀⠀⠀<br />
Vai lá ouvir inteiro o áudio que gravei pra esse projeto lindo da <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/abreusabrina/">@abreusabrina</a> e da <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/laradias/">@laradias</a> sobre criatividade? Quem aí também faz parte de clube de seguidoras das páginas matinais? <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/72x72/1f64b.png" alt="🙋" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/72x72/1f3fb.png" alt="🏻" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />‍♀️<br />
⠀⠀⠀<br />
<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/escrevescreve/">#escrevescreve</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/ocaminhodoartista/">#ocaminhodoartista</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/juliacameron/">#juliacameron</a></p>
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		<title>&#8220;A mulher de pés descalços&#8221;, de Scholastique Mukasonga</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 12:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Scholastique Mukasonga perdeu 37 pessoas da família no genocídio em Ruanda, em 1994. É desse lugar devastador que ela parte para escrever &#8220;A mulher de pés descalços&#8221; (@editoranosbr), um dos livros de sua trilogia do genocídio. Logo nas primeiras páginas a gente sente a porrada que a leitura provoca: &#8220;Mãezinha, eu não estava lá para [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34555" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/101410474_558407544871792_3947053068476384234_n-1-615x769.jpg" alt="101410474_558407544871792_3947053068476384234_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/101410474_558407544871792_3947053068476384234_n-1-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/101410474_558407544871792_3947053068476384234_n-1-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/101410474_558407544871792_3947053068476384234_n-1-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/101410474_558407544871792_3947053068476384234_n-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Scholastique Mukasonga perdeu 37 pessoas da família no genocídio em Ruanda, em 1994. É desse lugar devastador que ela parte para escrever &#8220;A mulher de pés descalços&#8221; (<a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/editoranosbr/">@editoranosbr</a>), um dos livros de sua trilogia do genocídio. Logo nas primeiras páginas a gente sente a porrada que a leitura provoca: &#8220;Mãezinha, eu não estava lá para cobrir o seu corpo, e tenho apenas palavras &#8211; palavras de uma língua que você não entendia &#8211; para realizar aquilo que você me pediu. E eu estou sozinha com minhas pobres palavras e com minhas frases, na página do caderno, tecendo e retecendo a mortalha do seu corpo ausente.&#8221;<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
A autora escreve sobre fome, violência, estupro, guerra, colonização (&#8220;Os brancos pretendiam saber melhor do que nós quem éramos e de onde vínhamos.&#8221;), deslocamento. Ao mesmo tempo vai fazendo poesia, lembrando de sua própria história, do pãozinho que a transportava para outros mundos, de sua mãe, Stefania, que vivia inventando esconderijos para as filhas escaparem, enquanto cultivava a terra, preparava comida e ainda atuava como uma espécie de guardiã da cultura do povo tutsi, arranjando até casamentos. É para Stefania que a autora escreve, para os tantos outros que perderam a vida de forma tão brutal (estima-se que entre 800 mil e 1 milhão de pessoas foram mortas em Ruanda). Scholastique escreve pra proteger a memória, porque quando a gente esquece mata a vítima pela segunda vez, como disse em uma entrevista. Forte demais, tô pronta pra ler os outros dois.<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
P.S.: Foi ótimo complementar a leitura com uma incursão no <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/clubetraca/">@clubetraca</a>, semana passada. Obrigada pelo contexto e pelas trocas, <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/clarissag/">@clarissag</a> e toda turma!<br />
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<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a></p>
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		<title>&#8220;Como o cérebro cria&#8221;, de Anthony Brandt e David Eagleman</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2020 12:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Gosto de ler sobre criatividade porque conhecer histórias de grandes artistas, inventores, cientistas nos mostra que, para além do sucesso, tem muita tentativa e perrengue também. Estamos acostumados a ler sobre o que deu certo, quem chegou lá, reinventou o mundo. Mas, até conseguirem isso, que jornada. &#8220;Uma invenção criativa geralmente requer muitos fracassos. Por [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34557" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/100915753_664117441103262_4527536141878131801_n-615x769.jpg" alt="100915753_664117441103262_4527536141878131801_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/100915753_664117441103262_4527536141878131801_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/100915753_664117441103262_4527536141878131801_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/100915753_664117441103262_4527536141878131801_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/100915753_664117441103262_4527536141878131801_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Gosto de ler sobre criatividade porque conhecer histórias de grandes artistas, inventores, cientistas nos mostra que, para além do sucesso, tem muita tentativa e perrengue também. Estamos acostumados a ler sobre o que deu certo, quem chegou lá, reinventou o mundo. Mas, até conseguirem isso, que jornada. &#8220;Uma invenção criativa geralmente requer muitos fracassos. Por causa disso, ao longo da história, novas ideias prosperaram em ambientes em que o erro é tolerado&#8221;, escrevem o compositor Anthony Brandt e o neurocientista David Eagleman em &#8220;Como o cérebro cria: o poder da criatividade humana para transformar o mundo&#8221; (<a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/intrinseca/">@intrinseca</a>). No livro, os autores vão elencando exemplos de inovação, das viagens espaciais aos smartphones. Me espantou o número de vezes que alguns criadores tentaram até chegar ao produto final. Exemplo: James Dyson, o cara que inventou o primeiro aspirador de pó sem saco, fez 5.127 protótipos ao longo de 15 anos. Chocante, né? Quantas vezes a gente desiste na terceira tentativa? O livro fala como inovação é um requisito, quase um imperativo biológico, que nós seres humanos precisamos de novidade porque temos essa capacidade de imaginar futuros possíveis. E também que criatividade é treino. Tem a ver com entortar o que já existe, quebrar, mesclar, beber da fonte do que já foi feito, não permanecer fiel a uma fórmula por muito tempo. &#8220;Quando você esgotar todas as possibilidades, lembre-se disto: elas não se esgotaram.&#8221; Leitura leve pra gente se inspirar. Vou complementar com o documentário na Netflix baseado nele, alguém já viu?<br />
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<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/di%C3%A1riodaquarentena/">#diáriodaquarentena</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/ficaemcasa/">#ficaemcasa</a></p>
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		<title>A comparação constante das redes sociais</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2020 12:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Chega a ser quase impossível manter constantes o gás e a confiança se você passa duas horas navegando aleatoriamente no Instagram, dando uma passadinha em cada uma das 20 lives que estão acontecendo por volta das 19h, olhando IGTVs e dezenas de posts. Parece que tá todo mundo fazendo muita coisa, agora que aprendemos a [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34559" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/100089234_296306394726232_5045485140690943697_n-615x768.jpg" alt="100089234_296306394726232_5045485140690943697_n" width="615" height="768" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/100089234_296306394726232_5045485140690943697_n-615x768.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/100089234_296306394726232_5045485140690943697_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/100089234_296306394726232_5045485140690943697_n-768x959.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/100089234_296306394726232_5045485140690943697_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Chega a ser quase impossível manter constantes o gás e a confiança se você passa duas horas navegando aleatoriamente no Instagram, dando uma passadinha em cada uma das 20 lives que estão acontecendo por volta das 19h, olhando IGTVs e dezenas de posts. Parece que tá todo mundo fazendo muita coisa, agora que aprendemos a conviver um pouco com a pandemia (sem deixarmos de nos espantar diariamente com tudo, claro). As redes sociais são plataformas de comparação constante. A gente já sabe disso, mas não é doido que isso nos afete em dias que largamos um pouco o navegar com consciência e passamos minutos aleatórios rolando a tela? Dá para entender porque muita gente ainda resiste em se expressar por aqui. Há um tempo venho falando pra uma amiga que ela devia postar no feed, mostrar o que tá fazendo, criar seu canal de comunicação. Recentemente, ela deu esse passo. Não sem antes duvidar se tinha algo pra falar, se iam gostar, se ela iria conseguir manter frequência. Fico pensando como nos sentiríamos se houvesse aqui um mecanismo diferente, se as redes não operassem com base em volume, frequência e comparação. Ainda não sei dizer como, mas fiquei pensando que se até o Jornal Nacional muda e faz com que o William Bonner quase conduza uma meditação guiada um dia e no outro clame para que ninguém deixe de prestar atenção às vidas perdidas é porque estamos precisando de lembretes na hora de ver informação, né? Entre um post e outro poderíamos ser impactados por mensagens do tipo: &#8220;você só está vendo uma parte da história&#8221;; &#8220;pare de comparar sua vida a de quem você adora stalkear, mesmo que não admire tanto&#8221;; &#8220;cuida do seu caminho, é isso que importa&#8221;; &#8220;lembra de respirar&#8221;. Eu ia gostar de ter essa experiência, seria muito <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/ainternetqueagentequer/">#ainternetqueagentequer</a>.<br />
⠀<br />
<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/escrevescreve/">#escrevescreve</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/di%C3%A1riodaquarentena/">#diáriodaquarentena</a></p>
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		<title>Produtividade na pandemia</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2020 12:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>É possível produzir com qualidade em meio ao medo? Qual a relação entre a sensação generalizada atual e nossa capacidade criativa? Com essas perguntas a revista @claudiaonline me convidou pra escrever um texto pra edição deste mês. Escrevi sobre como não estava conseguindo ser &#8220;produtiva&#8221; &#8211; e que talvez mais do que ser produtivo a gente tenha [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34575" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/95869114_322230578743632_5372041610219525475_n-615x769.jpg" alt="95869114_322230578743632_5372041610219525475_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/95869114_322230578743632_5372041610219525475_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/95869114_322230578743632_5372041610219525475_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/95869114_322230578743632_5372041610219525475_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/95869114_322230578743632_5372041610219525475_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>É possível produzir com qualidade em meio ao medo? Qual a relação entre a sensação generalizada atual e nossa capacidade criativa? Com essas perguntas a revista <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/claudiaonline/">@claudiaonline</a> me convidou pra escrever um texto pra edição deste mês. Escrevi sobre como não estava conseguindo ser &#8220;produtiva&#8221; &#8211; e que talvez mais do que ser produtivo a gente tenha que questionar essa urgência de fazer sempre mais. O mundo parou, se não agora, quando a gente vai repensar a forma como estávamos vivendo? A gente que pode fazer isso, claro. Estamos em meio a uma pandemia, e a “oportunidade” que existe nisso é continuarmos vivos e cuidarmos uns dos outros. Falo disso citando Byung-Chul Han e Julia Cameron, autores que me ajudam, respectivamente, a repensar essa aceleração do capitalismo e a nutrir a criatividade diariamente. Convido vocês a lerem. Orgulho de ter um texto meu em uma revista que faz uma capa valorizando profissionais de saúde, viu? Obrigada pelo espaço, <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/isadercole/">@isadercole</a>! ⠀⠀⠀</p>
<p>Aqui o texto completo: <a href="https://claudia.abril.com.br/carreira/produtividade-na-pandemia/">https://claudia.abril.com.br/carreira/produtividade-na-pandemia/⠀</a></p>
<p><a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/escrevescreve/">#escrevescreve</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/ficaemcasa/">#ficaemcasa</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/di%C3%A1riodaquarentena/">#diáriodaquarentena</a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://donttouchmymoleskine.com/produtividade-na-pandemia/">Produtividade na pandemia</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://donttouchmymoleskine.com">Don&#039;t Touch My Moleskine</a>.</p>
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		<title>&#8220;O amanhã não está à venda&#8221;, de Ailton Krenak</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2020 12:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[#bibliotecadonttouch]]></category>
		<category><![CDATA[escreve escreve]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Leituras para adiar o fim do mundo: Ailton Krenak em &#8220;O amanhã não está à venda&#8221;. Curtinho e certeiro, desses que a gente consegue ler mesmo quando a concentração tá baixa, o livro recém-lançado fala sobre como o momento que vivemos requer cuidado e coragem. ⠀⠀⠀⠀ Um trecho que grifaria mil vezes é esse aqui: [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://donttouchmymoleskine.com/o-amanha-nao-esta-a-venda-de-ailton-krenak/">&#8220;O amanhã não está à venda&#8221;, de Ailton Krenak</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://donttouchmymoleskine.com">Don&#039;t Touch My Moleskine</a>.</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34561" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/95329758_683399529101196_6582495252631024527_n-615x769.jpg" alt="95329758_683399529101196_6582495252631024527_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/95329758_683399529101196_6582495252631024527_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/95329758_683399529101196_6582495252631024527_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/95329758_683399529101196_6582495252631024527_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/07/95329758_683399529101196_6582495252631024527_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Leituras para adiar o fim do mundo: Ailton Krenak em &#8220;O amanhã não está à venda&#8221;. Curtinho e certeiro, desses que a gente consegue ler mesmo quando a concentração tá baixa, o livro recém-lançado fala sobre como o momento que vivemos requer cuidado e coragem. ⠀⠀⠀⠀<br />
Um trecho que grifaria mil vezes é esse aqui: &#8220;Governos burros acham que a economia não pode parar. Mas a economia é uma atividade que os humanos inventaram e que depende de nós. Se os humanos estão em risco, qualquer atividade humana deixa de ter importância. Dizer que a economia é mais importante é como dizer que o navio importa mais que a tripulação. Coisa de quem acha que a vida é baseada em meritocracia e luta por poder. Não podemos pagar o preço que estamos pagando e seguir insistindo nos erros.&#8221; ⠀⠀⠀⠀<br />
Sobre &#8220;o novo normal&#8221;, expressão já tão usada e que particularmente acho nada a ver, ele diz: &#8220;Tomara que não voltemos à normalidade, pois, se voltarmos, é porque não valeu nada a morte de milhares de pessoas no mundo inteiro.&#8221; Que bom ter a perspectiva de um gigante num momento assim.<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/di%C3%A1riodaquarentena/">#diáriodaquarentena</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/ficaemcasa/">#ficaemcasa</a></p>
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		<title>&#8220;Vida querida&#8221;, de Alice Munro</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2020 12:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Obrigada, Alice Munro. Você foi a única que conseguiu fisgar minha atenção e me fazer terminar um livro depois de semanas com concentração em níveis baixíssimos. Sempre achei que se estivesse confinada em casa leria um monte. Mas não contava com o fato de que uma pandemia, entre tantas variáveis, ainda &#8220;sequestra&#8221; nossas mentes. Mal [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34563" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/94672349_131683565137555_4557871222614485659_n-1-615x768.jpg" alt="94672349_131683565137555_4557871222614485659_n (1)" width="615" height="768" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/94672349_131683565137555_4557871222614485659_n-1-615x768.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/94672349_131683565137555_4557871222614485659_n-1-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/94672349_131683565137555_4557871222614485659_n-1-768x959.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/94672349_131683565137555_4557871222614485659_n-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Obrigada, Alice Munro. Você foi a única que conseguiu fisgar minha atenção e me fazer terminar um livro depois de semanas com concentração em níveis baixíssimos. Sempre achei que se estivesse confinada em casa leria um monte. Mas não contava com o fato de que uma pandemia, entre tantas variáveis, ainda &#8220;sequestra&#8221; nossas mentes. Mal consigo ver um filme ou um seriado (só tá rolando BBB mesmo). Mas fui aos pouquinhos, de página em página, um capítulo por vez, tentando. Porque me faz bem demais mergulhar em mundos diferentes do meu, ainda mais agora.<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
&#8220;Vida querida&#8221; reúne contos dessa autora canadense que ganhou o Nobel de Literatura em 2013. Ela é capaz de criar histórias que vão nos surpreendendo aos poucos, a partir daquelas viradas na vida que vêm de maneira sutil e transformam tudo, sabe? É tudo tão bem colocado, alguns parágrafos iniciais me fizeram escrever na página: isso aqui é bom demais. Adorei cada história. Como é bom ter a companhia de um livro, né?<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/escrevescreve/">#escrevescreve</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/di%C3%A1riodaquarentena/">#diáriodaquarentena</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/ficaemcasa/">#ficaemcasa</a></p>
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		<title>Bem-vinda ao clube, você sofre de síndrome da impostora</title>
		<link>http://donttouchmymoleskine.com/bem-vinda-ao-clube-voce-sofre-de-sindrome-da-impostora/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 12:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Quem aí já deixou de fazer algo porque achou que não estava pronta? Que nunca tremeu de medo antes de subir em um palco? Quem, aliás, já desejou uma chuva forte pra não conseguir chegar a tempo de uma apresentação? Quem acha que deveria fazer um mestrado antes de sair falando por aí de determinado [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34566" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/94103101_3519492791410469_6682217622692739924_n-1-615x769.jpg" alt="94103101_3519492791410469_6682217622692739924_n (1)" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/94103101_3519492791410469_6682217622692739924_n-1-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/94103101_3519492791410469_6682217622692739924_n-1-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/94103101_3519492791410469_6682217622692739924_n-1-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/94103101_3519492791410469_6682217622692739924_n-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Quem aí já deixou de fazer algo porque achou que não estava pronta? Que nunca tremeu de medo antes de subir em um palco? Quem, aliás, já desejou uma chuva forte pra não conseguir chegar a tempo de uma apresentação? Quem acha que deveria fazer um mestrado antes de sair falando por aí de determinado assunto? Bem-vinda ao clube, você sofre de síndrome da impostora. Um comportamento que acomete em sua maioria mulheres que sempre acabam não se achando o suficiente, mesmo que suas trajetórias de vida digam o contrário. Parece que foi sorte, sabe? E que alguém vai descobrir a &#8220;fraude&#8221; que nós somos. Quando aprendi sobre isso, um portal se abriu. Primeiro porque o que eu sentia tinha nome. Depois porque eu não estava sozinha. Comecei a estudar o assunto, a escrever sobre ele e, principalmente, a conversar com outras mulheres. Todas tão talentosas e preparadas, e ainda assim tão inseguras como eu. Caminho sem volta. Parece que falar é começo de cura, né?<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
Essa semana postei nos stories o link pro podcast <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/chacomaimpostora/">@chacomaimpostora</a>, da <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/terrinha/">@terrinha</a>, com produção da <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/doravantepodcasts/">@doravantepodcasts</a>. Tive a honra de ser a primeira convidada, e a conversa foi tão boa que achei que merecia o feed também. Até porque as trocas que começaram a surgir da DM reforçam a ideia de que a gente precisa muito falar sobre esse assunto. Vou deixar o link nos stories!<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
Pra ilustrar, uma foto que dificilmente eu postaria para além dos stories. Mas é tentativa de deixar de lado essa coisa de ficar sempre em dúvida, né? Selfie com macacão lindo que ganhei da <a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/flaviaaranha_/">@flaviaaranha_</a>.<br />
⠀⠀⠀⠀<br />
<a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/escrevescreve/">#escrevescreve</a> <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/s%C3%ADndromedaimpostora/">#síndromedaimpostora</a></p>
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		<title>&#8220;A quietude é a chave&#8221;, de Ryan Holiday</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 12:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[escreve escreve]]></category>
		<category><![CDATA[especial don't touch]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Tem uns livros que caem nas nossas mãos quando precisamos. &#8220;A quietude é a chave&#8221; (@intrinseca) é um desses. Escrito pelo filósofo Ryan Holiday, tem como mote nos ensinar sobre a habilidade de desacelerar e encontrar um lugar de paz em nós mesmos. Em uma era de distrações, como a gente faz pra se conectar [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://donttouchmymoleskine.com/a-quietude-e-a-chave-de-ryan-holiday/">&#8220;A quietude é a chave&#8221;, de Ryan Holiday</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://donttouchmymoleskine.com">Don&#039;t Touch My Moleskine</a>.</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-34570" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/87758027_223364082185453_7299954592913682811_n-615x769.jpg" alt="87758027_223364082185453_7299954592913682811_n" width="615" height="769" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/87758027_223364082185453_7299954592913682811_n-615x769.jpg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/87758027_223364082185453_7299954592913682811_n-336x420.jpg 336w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/87758027_223364082185453_7299954592913682811_n-768x960.jpg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2020/08/87758027_223364082185453_7299954592913682811_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p>Tem uns livros que caem nas nossas mãos quando precisamos. &#8220;A quietude é a chave&#8221; (<a class="notranslate" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/intrinseca/">@intrinseca</a>) é um desses. Escrito pelo filósofo Ryan Holiday, tem como mote nos ensinar sobre a habilidade de desacelerar e encontrar um lugar de paz em nós mesmos. Em uma era de distrações, como a gente faz pra se conectar com o que importa? Uma frase de Sêneca resume bem: &#8220;Podes estar seguro de que estás em paz contigo mesmo quando nenhum ruído chega a ti, quando nenhuma palavra te arranca de ti, seja ela lisonja ou ameaça, ou meramente um som vazio zumbindo à tua volta com um barulho sem sentido.&#8221; Outra do autor também: &#8220;Construa uma vida da qual você não precise fugir&#8221;.<br />
⠀⠀⠀<br />
Um dos grandes desafios da minha vida é entender o tempo. O que faço com o meu? Como posso viver sem tanta ansiedade? Como posso não encarar a vida como uma eterna lista de tarefas? Ou como posso entender que a lista não tem fim e relaxar? Holiday fala da importância da presença, da limitação de estímulos, de cultivar o silêncio, manter um diário, dormir bem, aprender a lidar com a raiva, escolher estar em um relacionamento, encontrar um hobby, caminhar, aprender a dizer não (para poder dizer sim para o que importa), construir uma rotina que vire ritual, buscar solitude, entre outras coisas. Sempre com base em ensinamentos de nomes como Confúcio, Thich Nhat Hanh, Nietzsche, além de exemplos de figuras, como Churchill, que se beneficiaram desse caminho.<br />
⠀⠀⠀<br />
&#8220;Nós não vivemos neste momento. Nós, na realidade, tentamos desesperadamente sair dele &#8211; pensando, fazendo, falando, nos preocupando, lembrando, esperando, seja o que for. Pagamos somas enormes para ter em nosso bolso um aparelho que garanta que nunca fiquemos entediados. Inscrevemo-nos em inúmeras atividades e assumimos um sem-fim de obrigações, corremos atrás de dinheiro e realizações, tudo com a crença ingênua de que no fim disso haverá felicidade.&#8221; E a gente sabe que não é isso, né? Quando a gente tá feliz é tudo tão mais simples. O que temos basta, a vida flui. Aprender a cultivar esses espaços parece ser a busca de uma vida toda. E esse tipo de leitura dá uma animada na missão. <a class=" xil3i" tabindex="0" href="https://www.instagram.com/explore/tags/bibliotecadonttouch/">#bibliotecadonttouch</a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://donttouchmymoleskine.com/a-quietude-e-a-chave-de-ryan-holiday/">&#8220;A quietude é a chave&#8221;, de Ryan Holiday</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://donttouchmymoleskine.com">Don&#039;t Touch My Moleskine</a>.</p>
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		<title>Rebu, um seriado sapatão no Instagram</title>
		<link>http://donttouchmymoleskine.com/rebu-um-seriado-sapatao-no-instagram/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Aug 2019 00:21:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dani Arrais]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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		<category><![CDATA[sapatão]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>View this post on Instagram TÁ NA MÃO O 1º EP DO MICRO DOC REBU, BORA DALE UM PLAY? Nesse primeiro episódio me apresento, passeio pela minha infância e olhando pra essa sapatinha tento entender esse caminhão de tretas que me trouxe até aqui. De hoje até domingo, todo dia um episódio novo. Pode comentar, [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://donttouchmymoleskine.com/rebu-um-seriado-sapatao-no-instagram/">Rebu, um seriado sapatão no Instagram</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="http://donttouchmymoleskine.com">Don&#039;t Touch My Moleskine</a>.</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/tv/BzI6AC4BYee/" data-instgrm-version="12">
<div style="padding: 16px;"><a style="background: #FFFFFF; line-height: 0; padding: 0 0; text-align: center; text-decoration: none; width: 100%;" href="https://www.instagram.com/tv/BzI6AC4BYee/" target="_blank"><br />
</a></p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"></div>
<div style="padding: 19% 0;"></div>
<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">View this post on Instagram</div>
</div>
<p style="margin: 8px 0 0 0; padding: 0 4px;"><a style="color: #000; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none; word-wrap: break-word;" href="https://www.instagram.com/tv/BzI6AC4BYee/" target="_blank">TÁ NA MÃO O 1º EP DO MICRO DOC REBU, BORA DALE UM PLAY? Nesse primeiro episódio me apresento, passeio pela minha infância e olhando pra essa sapatinha tento entender esse caminhão de tretas que me trouxe até aqui. De hoje até domingo, todo dia um episódio novo. Pode comentar, curtir e compartilhar! &lt;3</a></p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;">A post shared by <a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px;" href="https://www.instagram.com/rebu.doc/" target="_blank"> Rebu Egolombra</a> (@rebu.doc) on <time style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;" datetime="2019-06-25T16:19:39+00:00">Jun 25, 2019 at 9:19am PDT</time></p>
</div>
</blockquote>
<p><script src="//www.instagram.com/embed.js" async=""></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sextou! Que tal maratonar um seriado sapatão? No Instagram? Segue a dica: &#8220;Rebu: egolombra de uma sapatão quase arrependida&#8221;, um seriado feito por Mayara Santana (<a href="https://www.instagram.com/tretasan/">@tretasan</a>) e disponível no formato IGTV no perfil <a href="https://www.instagram.com/rebu.doc/">@rebu.doc</a>. A jovem pernambucana de 27 anos resolveu mergulhar na história de seus relacionamentos amorosos quando percebeu que, mesmo sendo uma mulher negra, lésbica e ativista, ela tinha muito do seu pai, um homem hétero, branco, um tanto machista. &#8220;Entre tantos sentimentos, reflexões e sessões de terapia, cheguei à conclusão bem dura que eu reproduzia muitas práticas abusivas&#8221;, conta ela em entrevista ao blog.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na série de seis episódios, Mayara relembra suas histórias, seus amores, conversa com o pai com uma sinceridade cortante &#8211; a mãe prefere não aparecer tanto, mas dá pra ouvir suas considerações. Tudo editado com fotos de infância e adolescência, da vida atual e da que já passou, um tanto de cultura pop, de &#8220;Chiquititas&#8221; a novela de Manoel Carlos, passando por Los Hermanos. A trilha sonora, aliás, é tão boa! Eu como nordestina chega sorrio ao entender tanto aquela mistura. </span></p>
<p>Leia a seguir a entrevista que fiz com ela.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-34503" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc3_-615x448.jpeg" alt="Rebu.doc3" width="615" height="448" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc3_-615x448.jpeg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc3_-420x306.jpeg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc3_.jpeg 640w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p><strong>&#8211; Como surgiu a ideia pro Rebu.doc? E como foi o processo entre ter a ideia e publicar a série? Os altos e baixos, as dúvidas… </strong></p>
<p>Faz um tempo que eu venho questionando e sendo questionada pelo modo que eu me relaciono nos meus namoros. Entre tantos sentimentos, reflexões e sessões de terapia, cheguei à conclusão bem dura que eu reproduzia muitas práticas abusivas. Esse entendimento da minha condição veio em conjunto com uma análise pesada do tanto que eu parecia com meu pai, e na minha cabeça eu não parava de perguntar: Como uma mulher de 27 e anos cheia de consciência de classe, cor e gênero pode muitas vezes se comportar como o homem, boleiro, hétero dos anos 70. A partir daí nasce a vontade de investigar essa história. A princípio eu tinha vontade de fazer um curta simples onde eu gravaria uma conversa com meu pai, mas durante uma cadeira na faculdade de dispositivos móveis veio a ideia dessa série, e em uma tarde eu rabisquei todos os episódios. Cerca de um mês depois comecei a gravar, fiz todo o processo técnico sozinha, mas o processo de concepção foi divido com muita gente, especialmente minha mãe, minhas duas maravilhosas últimas ex namoradas e minha atual namorada incrível, paciente e generosa, que me deixou embarcar tranquilamente nessa viagem que é se olhar no espelho e se expor. E, rapaz, eu juro que no começo eu não achava que fosse ter tantos altos e baixos, hehe, mas aconteceram uns BOs sim. Minha mãe depois que soube de toda repercussão ficou um tanto tensa com a minha exposição,  e do meu pai e por consequência dela, e me preocupa muito que qualquer ação minha traga qualquer questão pra essa maravilhosa. Também tive algumas questões quando pensei e fui &#8220;conduzida&#8221; a pensar se o que eu tava fazendo não era uma romantização dos meus atos. Isso fez com o que eu tivesse que refazer um dos episódios. Enfim, muitos altos e baixos, mas também muita satisfação com as trocas que ter puxado esse assunto trouxe.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-34504" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/maa-615x353.jpeg" alt="maa" width="615" height="353" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/maa-615x353.jpeg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/maa-420x241.jpeg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/maa-768x441.jpeg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/maa.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p><strong>&#8211; E, principalmente, como foi ver a repercussão? Como foi encontrar tanta identificação ao postar sua série no Instagram?</strong></p>
<p>Então, confesso que fiquei um pouco surpresa com a repercussão, até por que fiz a série bem sem pretensão, inclusive sem tanta elaboração técnica. Mas agora olhando o tanto de mensagem e compartilhamento que recebi é um pouco compreensível, a gente não tem tanto conteúdo sapatão sendo difundido. Acho que outro fator é o tema, que é o centro da série, que é debater o fato que eu me identifiquei com uma sapatão abusiva. Muitas das mensagens recebidas é sobre ter passado como vítima ou agente dessa violência em uma relacionamento com mulher. Além disso a linguagem que eu usei subverte um pouco a ideia do documentário clássico, o fato de ser curtinho e estar na palma da mão trás um respiro pra esse modo de consumir material audiovisual. Além da repercussão na internet, tem rolado umas interações bem engraçadas na rua, nos rolês que eu frequento. Fiquei de cara com uma amiga que disse que assistiu com a mãe evangélica e a mãe disse: nunca pensei que ia me emocionar com uma sapatão. Isso é muito massa hehe.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-34505" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc2_-615x373.jpeg" alt="Rebu.doc2" width="615" height="373" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc2_-615x373.jpeg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc2_-420x255.jpeg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc2_.jpeg 640w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p><strong>&#8211; O público adorou, né? E quer mais. Quais são os próximos passos que você pretende dar?</strong></p>
<p>Então, para o Rebu eu tenho duas ideias até agora. Eu estudo cinema e a gente costuma pensar muito em filme no formato pra festival. E eu acho massa. Então essa primeira temporada de Rebu provavelmente vai ganhar um corte de curta metragem, mas confesso que me atrai mais a ideia de chegar direto nas pessoas sem o filtro de um festival, fechado em sala debatendo o material. Depois de receber um monte de mensagens acredito que seria massa continuar esse debate, então meu outro plano pra o Rebu é uma segunda temporada, em que eu debata temas que me atravessam mas botando outras sapatões na roda.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-34506" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc-615x407.jpeg" alt="Rebu.doc" width="615" height="407" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc-615x407.jpeg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc-420x278.jpeg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc-768x509.jpeg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/Rebu.doc.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p><strong>&#8211; Conta um pouco de você? Quem é, qual idade tem, o que estudou, como começou no cinema?</strong></p>
<p>Tenho 27 anos, sou designer e videasta, atualmente trabalho como assessora parlamentar e comunicadora em um mandato de esquerda aqui no Recife, mas sigo trabalhando em projetos paralelos tanto em cinema quanto em design. Comecei a estudar cinema depois de um tempo de trabalho com design, onde eu vinha achando a linguagem estática do design meio frustrante para o que eu queria expressar e viver. Agora depois de um tempo em cinema fiz as pazes com o design e tenho tentando unir os dois, construir narrativas visuais e principalmente me divertir contanto e escutando histórias. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-34508" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/ma-615x348.jpeg" alt="ma" width="615" height="348" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/ma-615x348.jpeg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/ma-420x238.jpeg 420w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/ma-768x435.jpeg 768w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/ma.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p><strong>&#8211; Como é ser uma mulher negra e lésbica vivendo no Recife?</strong></p>
<p>Ao mesmo tempo que essas vivências se alinham elas tem suas divergências, dependendo do contexto. Confesso que no meu contexto ser uma mulher negra tem sido um caminho mais tortuoso, é preciso correr 5 vezes mais que toda e qualquer pessoa branca, é preciso viver um processo constante de fortalecimento da auto-estima, é preciso lidar com infinitos BOs dessa sociedade racista que fode nossa cabeça. É bem cansativo, imagino que aqui como em todo lugar. No meu contexto ser uma mulher lésbica, mesmo que com todas suas problemáticas, tem sido um processo mais fácil, já que minha família é bem incrível e me enche de amor, e os demais ambientes que convivo são de puro acolhimento. Mas claro que eu não posso marcar bobeira, ser essas duas mulheres é se resistir diariamente quando saímos dessa rede de proteção. Mas é isso, mesmo com suas infinitas tretas é compensado pelo orgulho.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-34510" src="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/maaaa-615x751.jpeg" alt="maaaa" width="615" height="751" srcset="http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/maaaa-615x751.jpeg 615w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/maaaa-344x420.jpeg 344w, http://donttouchmymoleskine.com/wp-content/uploads/2019/08/maaaa.jpeg 640w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p><strong>&#8211; Conta um pouco do que te inspira? Eu amei muito as músicas, que playlist! Onde você busca referências, identificação, quem são suas musas?</strong></p>
<p>Muito engraçado tu falar da playlist, muita gente mandou mensagem falando dela, e eu sem entender por que hehe. A escolha das músicas foi a partir do que tava presente na série, que é uma mistura bem aleatória das coisas que eu gosto de escutar e que de alguma forma marcaram minha vida, mas também entendo que mais gente tenha curtido. Impossível não dar certo Alcione, Mastruz com Leite, Mr. Catra e Maria Bethânia no mesmo lugar, haha.</p>
<p>É sempre difícil a gente definir referências quando a gente tá o tempo inteiro consumindo e recebendo estímulos visuais por todo canto, mas eu cato muita referência nas ruas, adoro escutar toda e qualquer história da vida dos outros, na época do meu pai talvez fosse chamada fofoqueira, hehe. Tenho buscado muita referência e passado por um processo de formação bem pesado nos últimos anos através do rap, tanto de referência visual quanto de conteúdo. Além das coisas palpáveis têm as referências que mobilizam a gente pelo sentir. Acho que os momentos caóticos que o país vem vivendo nos últimos anos deixou a gente mais ligado na política, e ter achado certas inspirações nesse meio é de certa forma achar referências. Já que é pra falar de &#8220;musas&#8221;, hehe, quando eu escuto uma fala de Áurea Carolina (Dep. Federal MG), de Talíria Petrone (Dep. Federal RJ), de Mônica Francisco (Dep. Estadual RJ) me inspiram na hora a querer escrever e contar a minha própria história, ser dona da minha narrativa. É muita mulher maravilhosa, eu ainda botava aí nessa minha lista Ana Maria Gonçalves (leiam &#8220;Um defeito de cor&#8221;), minha mãe Zefa, Débora Britto, minha namorada (já era musa inspiradora jornalista antes disso, haha), e por favor incluir Alcione, haha.</p>
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