<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-34534970</atom:id><lastBuildDate>Fri, 01 Nov 2024 10:39:13 +0000</lastBuildDate><title>Drunk Love Stories</title><description>pequenos-recortes-de-melancolia-cotidiana</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Anonymous)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>53</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-2411277261464466156</guid><pubDate>Fri, 09 Jul 2010 04:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-09T01:38:05.124-03:00</atom:updated><title>quase nada</title><description>maria é personagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quatro da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;belos peitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já foi.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2010/07/quase-nada.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-2292819590780458126</guid><pubDate>Tue, 26 Jan 2010 03:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-26T01:38:46.773-02:00</atom:updated><title>Fotografia</title><description>Descoloria e recoloria-se como experiências de laboratório, mas era um clique. Um clique completo, enquadramento completo. Pacote completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram cores de aquarela, com textura de Klimt e traço de Schielle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que, no papel, saiu o seu sorriso.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2010/01/fotografia.html</link><author>noreply@blogger.com (Klaus Maia)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-2902090532789123457</guid><pubDate>Tue, 26 Jan 2010 01:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-26T00:17:30.034-02:00</atom:updated><title>Teatro</title><description>Concentrada, revirava a cabeça em círculos. Com calma e intensidade. Era aquecimento. Abriu os olhos, grandes como satélites naturais, e começou a sua dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, eles dançam. Movem-se como mercúrio, se escorrem, se debruçam e voltam à posição inicial. Simulações. Sabem o texto de cor, mas o teatro é mudo. Coreografam o impronunciável, de olhos abertos entram em órbita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já deu um pedaço de seu personagem pra ela.&lt;br /&gt;Ela já deu um pedaço de sua personagem pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez uma cena com o pedaço dela.&lt;br /&gt;Ela subestimou o pedaço dele em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pararam antes de começarem a sapatear. Ela odeia musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele não há temporada intensiva de Brecht que o ensine distanciamento. Acho que falta o domínio dos recursos cênicos necessários. Ela, bem, o que podemos falar dela? Não podemos.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2010/01/teatro.html</link><author>noreply@blogger.com (Klaus Maia)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-5213211431329377210</guid><pubDate>Fri, 22 Jan 2010 02:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-22T01:30:09.915-02:00</atom:updated><title>Cinema</title><description>Saí pra dançar e defumar meus sonhos. Foi quando me contei essa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse que depois que ele entrou no quarto era cinema. Ela por cima, rebolava com tanto ímpeto que a cama batia na parede, batia no interruptor do abajur. Era o baque e um flash. A cabeça girando em êxtase, os lábios mordidos. Flash. Cabeça pra trás. Olhos revirados. Dedos na boca. Flash. Um sorriso imerso. Não chegava a 5 quadros por segundo. Eram epifanias, manifestações cósmicas do centro do universo. Era sexo. Tinha cheiro, gosto e suor. Tinha gôzo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, aquele sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminei de narrar a cena, trivial, não dei valor ao final. Fixei os olhos no Aterro do Flamengo, a paisagem carioca mais misteriosa. Definitivamente, minha vista preferida. Tanto a ficção quanto o Aterro nunca me dizem o que eles próprios são. Fechei os olhos e acordei nos Arcos. E ali eu já não era o mesmo.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2010/01/cinema.html</link><author>noreply@blogger.com (Klaus Maia)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-2146152591011302398</guid><pubDate>Thu, 26 Nov 2009 11:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-27T00:58:18.253-02:00</atom:updated><title>inconveniência</title><description>&lt;i&gt;somos matéria de nossos sonhos, somos seus criadores, podemos e devemos produzí-los.&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu sonhei por nós dois. acordei quando você fugia dos diálogos com frases desconexas que não faziam parte das minha ideias quiméricas. quando você disse que não queria mais, que preferia fazer um outro feliz, nesse ou noutro tempo. acordei pra cortar e mandar repetir. você errou o texto, meu bem, ainda não era hora de falar isso. você maculou minha fantasia, cagou nas minhas frases feitas. você poluiu as minhas cenas, perturbou a estética maravilhosa que eu tinha produzido. desconfiou do meu roteiro, do meu talento para nos criar felizes, da minha capacidade inventiva. você duvidou de mim. das linhas que eu tracei para nossos próximos dias e meses. dos cenários que eu escolhi, da roupagem que eu dei. que eu lhe dei a você. a mim. você não deu crédito ao meu trabalho e quis impor seu nome nos créditos. quis assinar um sonho que era meu e que você estragou por não sonhar comigo. você é uma estúpida por jogar tudo fora, por improvisar onde não havia improviso. por sentir-se livre onde não havia liberdade. havia um sonho a ser vivido, havia uma vida a ser sonhada. mas você não quis, você não se permitiu viver sonhando, nem me permitiu sonhar com a vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;você acabou com um romance lindo que eu tinha feito só porque eu tinha te refeito. e saiba: a minha você era bem melhor que a real. eu tinha lhe descrito muito melhor do que é na verdade. você não se deixou ser melhor, não foi capaz de enxergar a beleza que eu te acrescentei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;acabou com o romance porque você tinha sido apenas minha matéria, e isso de ser matéria nunca lhe foi o bastante, prepotente destruidora de fantasias.&lt;/div&gt;</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2009/11/inconceniencia.html</link><author>noreply@blogger.com (P.)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-7444319421548753390</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2009 03:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-11T01:01:47.632-03:00</atom:updated><title>drunk love</title><description>subsolo. ela grita e xinga como se as palavras fossem só dela mesmo depois de saírem de sua boca. luz perfeita na escada, revide. os outros passam, reparam, pedem para que ele volte e continue a sorrir. ele sabe que vai voltar, mas vive a discussão até o último ponto. a noite era linda demais, os corações naquela hora já haviam estourado, e ele sentia que a cada frase estourava um deles.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;subiu as escadas com a certeza de que falara tudo que estava engasgado, voltou para viver as músicas e o amor. naquele dia sabia que a festa iria vivê-lo, que ele não tinha nenhuma responsabilidade sobre seus passos e beijos. do lado de fora, a vida desmoronava, e as incertezas quanto ao futuro maximizavam-se. como se quisessem o futuro antes do presente, o dia seguinte doeu e dói até hoje.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;naquela escada perfeitamente iluminada, os dois descobriram, de maneiras distintas, que o mundo é pequeno demais quando vive-se pelo depois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;abatimento no andar, no copo e na luz.&lt;/div&gt;</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2009/09/drunk-love.html</link><author>noreply@blogger.com (P.)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-2347549307259923457</guid><pubDate>Mon, 24 Aug 2009 03:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-24T00:11:44.201-03:00</atom:updated><title>Devirando-se</title><description>- O sentido da vida é afirmar a própria vida!&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Não deveria haver nenhum tipo de suspense sobre isso, não é segredo!&lt;br /&gt;- Do que você tá falando?&lt;br /&gt;- To falando do Nietzsche e dos Stones, do Spinoza e do Otis Redding, do Woody Allen e do John Coltrane. To falando dessa vida, caralho! Do Paul Thomas Anderson e do Gustave Klimt!&lt;br /&gt;- hmmm...&lt;br /&gt;- To falando do cheiro do teu perfume e daquele macarrão com creme de leite, daquela supernova de roupas de cama e do cheiro dos teus pés, do gosto do teu sovaco e da textura do teu queixo... To falando que o sentido da vida é ter sentidos para vivê-la. Inspira e expira. Olha e vê. Lambe e engole, escuta e chora. Fode e goza. Porque sem esperar o mundo abre-se num convite. &quot;Dançar com os pés do acaso&quot;, deveriam haver mantras assim. &lt;br /&gt;- Essa é alguma ocasião especial?&lt;br /&gt;- É sim. Essa aqui é a ocasião do agora. Essa aqui é a nossa ficção. Somos tão grandes quanto podemos nos criar. Somos todo invenção, somos um fluxo, um desejo, somos tesão. &lt;br /&gt;- Então somos deuses.&lt;br /&gt;- Somos.&lt;br /&gt;- Quais deles?&lt;br /&gt;- Os que você quiser.&lt;br /&gt;- Então somos todos.&lt;br /&gt;- Sábia escolha.&lt;br /&gt;- Você quer ser o quê?&lt;br /&gt;- O que eu sou agora.&lt;br /&gt;- Quem você é agora?&lt;br /&gt;- Quem ainda não é.&lt;br /&gt;- Tá ficando difícil...&lt;br /&gt;- Tá bem, eu sou aquele que -(!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta bateu, a janela rachou, o vinho se abriu. Derramados pelo o que eram, afundaram-se em si mesmos. Dizem por aí que, por duas semanas, não houve nenhum assunto mais debatido pela vizinhança.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2009/08/devirando-se.html</link><author>noreply@blogger.com (Klaus Maia)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-8687895103393884434</guid><pubDate>Fri, 21 Aug 2009 18:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-21T15:23:06.094-03:00</atom:updated><title>plástico</title><description>&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot; color: rgb(51, 51, 51); font-size:13px;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;post-body entry-content&quot; style=&quot;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; line-height: 1.6em; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#FFFFFF;&quot;&gt;ela sabe me trazer pro mundo. me enfartar e me tornar à vida. ela é especial e quando venta sinto seu cheiro. meu pau endurece ao pensar no que somos capazes de fazer sem o plástico. látex que me permite entrar e sair sem que haja o toque e que nunca bastou pra nós. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#FFFFFF;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#FFFFFF;&quot;&gt;somos tato. mucosa na mucosa. é pau dentro e ela nem ousa pedir para que eu tire.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#FFFFFF;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#FFFFFF;&quot;&gt;ela é vida. uma parede em branco a qual preciso decorar. meus melhores enfeites, minhas melhores palavras, meu sono mais pesado s&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;font-family:Helvetica;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#FFFFFF;&quot;&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;font-family:Georgia;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#FFFFFF;&quot;&gt;o para preenchê-la. para devolver as cores e texturas que ela me proporciona. ela é sexo limpo, é amor que rasga sem partir. somos um corpo bruto, indivisível e irretocável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#FFFFFF;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;color:#FFFFFF;&quot;&gt;somos o corte seco. sem enfeites, nem palavras, muito menos látex.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  style=&quot;font-size:small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;clear: both; &quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;post-footer&quot; style=&quot;margin-top: 0.75em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.75em; margin-left: 0px; color: rgb(153, 153, 153); text-transform: uppercase; letter-spacing: 0.1em; font: normal normal normal 78%/normal &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, Verdana, sans-serif; line-height: 1.4em; &quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2009/08/plastico.html</link><author>noreply@blogger.com (P.)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-7823086248316856316</guid><pubDate>Mon, 27 Jul 2009 03:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-27T00:18:25.365-03:00</atom:updated><title>cigarro</title><description>- o amor é como um cigarro.&lt;br /&gt;- não entendi.&lt;br /&gt;- a gente traga, sente-se bem e ele acaba.&lt;br /&gt;- e o filtro?&lt;br /&gt;- a gente joga fora e pisa em cima. depois a gente busca outro no maço.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2009/07/cigarro.html</link><author>noreply@blogger.com (P.)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-3816095528694272304</guid><pubDate>Fri, 24 Jul 2009 04:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-24T01:33:05.308-03:00</atom:updated><title>à noite</title><description>eu já conheço suas curvas. seus beijos e gestos. seus momentos de riso e de choro. conheço você inteira. cada recorte, cada fotografia. seus desejos não me suportam, nossas verdades são embassadas. minhas mãos lembram das suas, do encaixe preciso. suas roupas estão na minha memória. até as que você usou nos dias que não nos vimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu já vivi você toda nos meus sonhos. só neles. não interessa a realidade, o sonho sempre basta.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2009/07/noite.html</link><author>noreply@blogger.com (P.)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-539713269472890095</guid><pubDate>Fri, 17 Jul 2009 03:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-17T01:10:03.616-03:00</atom:updated><title>haikai</title><description>de quatro. esperando com os cotovelos encostados no sofá, a pele amarela coberta daquele vermelho que só o sol carioca consegue imprimir no corpo, ela movimenta os quadris contra o meu pau e a velocidade com que enfio é proporcional a que bunda vem em minha direção. firme. os ruídos são baixos e a voz médio-grave, soluçando meu nome, pedindo pra desacelerar a entrada, sentir cada toque de pele, de vontade reprimida, casamento acabado, esquecido enquanto meu pau a penetra na meia luz do apartamento às 3:30 da madrugada, a vontade de ser fêmea outra vez, sexo molhado, ela fecha os olhos e esquece os problemas, como alguém que nada pra não pensar, batendo os braços repetidamente na água, sente meus dedos forçando com vontade o corpo contra o seu, empurrando todo o tesão que sinto ao ver aquela bunda de tantas masturbações, ali, mexendo, deixando meu pau sair devagar pra voltar ainda mais ereto, seco, vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao fundo a música galopa no ruído das horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no vazio da sala sem móveis.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2009/07/haikai.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-1387759895195742836</guid><pubDate>Thu, 16 Jul 2009 05:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-17T00:44:47.599-03:00</atom:updated><title>curta metragem</title><description>Naquela noite ele não tinha se vestido pra nada que viria a acontecer. As unhas vermelhas perdiam a cor no quarto escuro e ele não podia afastar-se daquela cama. Era tesão no sentir tesão. Era a vontade pela vontade. Esqueceu-se do amor e do depois. Não podia sair dali, aquele era o momento das frases e confidências rasgadas. Não tinha sexo nem beijo, era pura entrega no quarto sem luz. Masturbação dos egos sem orgasmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os orgasmos viriam depois, efêmeros e intensos como qualquer outro gozo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi ali, no quarto onde não se via o vermelho, que o filme começou.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2009/07/curta-metragem.html</link><author>noreply@blogger.com (P.)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-1260773394025067313</guid><pubDate>Fri, 19 Jun 2009 05:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-19T02:48:29.080-03:00</atom:updated><title>Quase 28</title><description>Faltando apenas dois meses. Ainda namoro um sonho verde celeste e a vida começa a mudar. (pra melhor)</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2009/06/quase-28.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-5574461329601557242</guid><pubDate>Sat, 27 Sep 2008 01:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-26T22:39:28.644-03:00</atom:updated><title>Metástase</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_Dhnd4J_oAuE/SN2NYJK5KDI/AAAAAAAAAqw/UNxAie1qwQk/s1600-h/living+is+living.gif&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_Dhnd4J_oAuE/SN2NYJK5KDI/AAAAAAAAAqw/UNxAie1qwQk/s400/living+is+living.gif&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot;id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5250508186501851186&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela é meu anticâncer. Caminha dentro de mim, dá vida às minhas células. Dança na corrente sangüínea, deixa um rastro luminoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais ela vive, mais se espalha. Quanto mais eu vivo, mais eu vivo. Living is living.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era, é metástase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&#39;m way out, she&#39;s way in.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/09/metstase.html</link><author>noreply@blogger.com (Klaus Maia)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Dhnd4J_oAuE/SN2NYJK5KDI/AAAAAAAAAqw/UNxAie1qwQk/s72-c/living+is+living.gif" height="72" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-8631347806112400349</guid><pubDate>Mon, 15 Sep 2008 02:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-15T08:55:00.653-03:00</atom:updated><title>Dos bordados, firulas e outros adornos</title><description>&quot;Pra sempre&quot; é sempre metáfora. A exceção pra justificar minha regra é a morte. De resto, é tudo metáfora. Somos comparações, substituições de mundo, definições adornadas, dispersões caprichadas, não? Porque somos nós e somos todos; somos tanto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Pra sempre&quot; não existe. Nunca existiu pra mim. Até agora. Metáfora. Essa coisa que temos costurado, esse entrelaçar tão delicado, tão nosso, essa colcha que nos abraça e nos deixa livres pra estarmos nus. Temos metáforas que nos cobrem. Somos todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar derramado de bicos de peito e umbigos gigantes. Aos poucos vamos talhando ranhuras na pele por onde escorrem nossos (tre)jeitos, seus feitos, meus tentos. Somos centros e bordas. Como boas metáforas, bordados. Acordes arborizados, folhas cheias das nossas danças. Quando inteiros, somos ritmo, firula e melodia. Pacote completo. Certos, porque assim dizemos; metáforas porque assim sabemos. Somos como queremos, pertos.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/09/dos-bordados-firulas-e-outros-adornos_14.html</link><author>noreply@blogger.com (Klaus Maia)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-1766656739286079880</guid><pubDate>Mon, 08 Sep 2008 00:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-15T08:56:38.020-03:00</atom:updated><title>Ela existe agora ou existirá na próxima Primavera</title><description>&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;(Texto de Fevereiro de 2007)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou falar de alguém que não conheço. Ela tem olhos de paixão, tem a cor da paixão nos olhos sendo mais específico. Poderia se chamar Luiza se quisesse. Ou ter qualquer outro nome que me viesse à cabeça. Mora em um lugar que não conheço, tem os amigos que imagino, freqüenta lugares que só sei o nome. Mas ela existe aqui bem perto de mim. Eu acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria a minha companheira para a vida? A mulher com a qual eu brigaria não por outros amores, mas por um café da manhã quente? A mãe de meus filhos? A mulher que contaria o dinheiro comigo? Ou riria também pela total falta dele? Seria ela vestindo aquela blusa amarela linda na fotografia? Ou seria no sonho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela existe com olhares do tamanho dos árabes. Ela existe e é judia. Bailarina, Professora. Dividimos o pão agora ou talvez no futuro. Ela entende e tem ódio. Ela me ama e grita de raiva como alguém no corredor da morte. Pinta as unhas de um vermelho de fúria como Claudia me mostrou certo dia. Claudia talvez tenha sido a luz do que será essa mulher. Ou talvez essa mulher venha para mostrar que Claudia não passava de unhas coloridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ela tenho paciência. Compro frutas e livros. Cartazes soviéticos para enfeitar a casa nova. Atendo a todos os desejos da gravidez. Atravesso a cidade para ganhar um sorriso de quem ama com o coração. Converso e calo conforme a música toca no andamento dela. Será sempre quem me faz forte, homem, pai, amigo, irmão, amante. Enquanto faço com um sorriso a mulher, mãe, irmã e amiga também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que consigo entender isso tudo perfeitamente hoje. Ela também entende. Talvez leia isso e me ligue. Ou encontre comigo no meio da madrugada cantando uma canção escrita por mim ou por outro cara qualquer. Ou me escreva um texto lindo como a minha ex-mulher um dia escreveu. Ela existe e já chegou aos meus sonhos, agora para entrar na vida é só um pulo. De dimensão ou de estação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela decide.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/09/ela-existe-agora-ou-existir-na-prxima.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-8024156702967666695</guid><pubDate>Sun, 07 Sep 2008 00:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-12T08:39:38.376-03:00</atom:updated><title>27</title><description>Hoje namoro um sonho verde celeste e a vida não precisa mudar.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/09/27.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-159129759990889944</guid><pubDate>Tue, 20 May 2008 03:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-22T23:13:05.609-03:00</atom:updated><title>Auto-imunidade</title><description>Acho que você vai acabar nunca sabendo do que você faz aqui dentro, da minha substância inteira que se espreme e jorra no peito quando eu leio o teu nome. Você, autora das minhas crônicas diárias, que pinta e escreve, que beija e que suja os meus lençóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que parar de ler você nas fotografias que eu não tirei, nos poemas que eu nem sei escrever, no que eu nunca vou dizer. Eu tenho que parar. Me concentrar na minha respiração; inspirar, expirar e expurgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você vai deixar de me inspirar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar me desintoxicar da tinta que você injetou debaixo da minha pele, vou deixar de escorrer você. Vou acender fogueiras, vou beber mais do teu líquido (ah se vou), serei humano, tocha. Em chamas eu vou acenar pra você fingido que é pro mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, quando só sobrar o essencial, o mínimo pra me deixar em pé, eu vou parar, porque as cinzas meus joelhos não beijam mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o meu novo &#39;inteiro&#39; será o &#39;intacto&#39;. Serei pequeno, mas coeso. Morno, mas calmo. Serei em vão, mas são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria acreditar que vou ser salvo da minha autopreservação.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/05/auto-imunidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Klaus Maia)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-4569566917285797369</guid><pubDate>Fri, 09 May 2008 18:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-09T15:26:09.238-03:00</atom:updated><title></title><description>&quot;O tempo parou feito fotografia&lt;br /&gt;amarelou tudo que não se movia.&quot;</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/05/o-tempo-parou-feito-fotografia-amarelou.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-2793619951547381055</guid><pubDate>Wed, 23 Apr 2008 18:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-12T08:40:53.736-03:00</atom:updated><title>A força de um inferno (2)</title><description>&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&quot;É lenha, é fogo, é foda&quot;&lt;/span&gt; - Chico Buarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sonhei muito essa manhã. Acho que os ultimos dias desaguaram em mim e eu me escorri. Nessa fase R.E.M. a sociedade Todo Poderoso-Capeta é forte. Uma dança de belzebus e potestades se arremessando na minha doce e confusa noção de vida, cuspindo suas crias oníricas na minha psiqué.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia brados, vontades de revolução, havia caminhos e havia você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira definição para &#39;demônio&#39; do dicionário é de uma entidade da mitologia grega, uma espécie intermediária entre o natural e o divino. Eis você, a dona do silêncio cruel, das reações demoníacas (escolha um sentido). Escolha. É tudo o que a gente tem, não? É o nosso tormento, ou o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei. O cliché deve ser verdadeiro. Dizem que a grande artimanha do tinhoso foi convencer a humanidade de que ele não existia. Te reconheço pelo cheiro, pelo sabor - &lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;&quot;so bitter and so sweet&quot;&lt;/span&gt; - e pelo entrelaçar de pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você existe?&lt;br /&gt;Não faço idéia, o inferno é uma caminhada sem referenciais.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/04/fora-de-um-inferno-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Klaus Maia)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-3587141743782363042</guid><pubDate>Wed, 16 Apr 2008 18:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-16T15:57:21.112-03:00</atom:updated><title>Ataque Cardíaco</title><description>Ele olha o teto, a televisão, outra vez o teto. O telefone toca e ela diz que está lá embaixo, na portaria. Mesmo parecendo improvável, a vontade de descer pelas escadas chega a passar pela cabeça, o elevador demoraria muito. Ele respira, espera e segue. Ela veste-se de negro e não faz idéia do sentido todo que isso faz no contexto desse encontro inesperado, mais pra classe do que luto, bem mais, na verdade. Eles beijam, parecendo cada vez mais acostumado, lento, certo, estreito, circunstancial ou mesmo só a sensação de encontrar o lugar cativo na boca do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não consegue pronunciar algumas palavras exatamente, teor alcoólico alto. Ele esconde o sorriso largo dentro da carapuça de homem centrado, ela sabe como se colocar e mostra: ‘meu filho, agora é agora’ e ele, sem duvidar, aceita deixando o peito abrir ainda mais para qualquer coisa que ela diga. Com “r” completo ou não. A Cinemascope corta para o apartamento em que o rapaz recolhe livros e jornais do chão, com pressa, pensando que aquilo algum dia já aconteceu em um sonho rápido, desses que a gente só consegue sonhar no final da madrugada, e felizmente, não esquece com facilidade. Outro corte para a portaria do prédio, ela ouvindo música enquanto espera, cantando junto e sem querer transformando tudo em trilha sonora, Verve, vazando dos fones de tão alto, o porteiro com sono, perdido nos seus dias parecidos e ela já querendo subir, com a música na cabeça, para seguir a noite azulada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz desce em close-up e sorri quando percebe que ela espera quase abraçada a uma garrafa de cerveja, ele quer dizer a ela que não sabe nem como mostrar que está feliz, que anda louco, querendo levá-la pra qualquer lugar novo, qualquer rua escura, clara, nublada, depois da chuva, com cheiro de chão, gente andando sem garoa, ou com, quer abraçar, atravessar avenidas abertas com a noite acabando, olhar letreiros coloridos e só enxergar a vontade de encontrá-la logo, ou olha-los com ela, sempre, a qualquer hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é muita coisa pra pouco tempo, ele tenta só beijar seu rosto, o maior número de vezes possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[&lt;em&gt;continua&lt;/em&gt;]&lt;/strong&gt;</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/04/ataque-cardaco.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-8072753618753548415</guid><pubDate>Mon, 14 Apr 2008 18:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-14T16:13:42.614-03:00</atom:updated><title>Mulheres Invisíveis (3)</title><description>Carros, chuva, distância, tempo. O frio chegando em Abril no Rio de Janeiro e pensando em ir para São Paulo, logo. Ele, o frio, sabe que os passos são sempre em direção a algum lugar. A cidade iluminada parecendo o natal, ela andando com a sensação estranha do novo, do dia que vem chegando lá no céu coberto de poluição e nuvens. Os dois bem Bela Cintra-esquina-quase-Augusta, o Metrô, os ônibus começando a aparecer no horizonte largo da maior avenida do país, os letreiros mudando de cor, eles compram cigarros e bebem refrigerante no gargalo mesmo, com sede dos passos transpostos até aqui. Ela de casaquinho cinza, seleção de cenas, número oito, a mais bonita da película.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/04/mulheres-invisveis-3.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-495460312307931500</guid><pubDate>Sat, 12 Apr 2008 21:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-12T08:41:52.097-03:00</atom:updated><title>A trip to my yard</title><description>&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;It’s nothing fancy, just a little couch and me.&lt;/span&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pedacinho aqui do meu lado, um cheiro, um aconchego. Uns cantos; os meus, os seus e os que eu tento tirar do violão. Convido para a coberta, não tenho tanto a oferecer. Um tanto de mim, compacto num cômodo, cheio de ti. Preparo alguma coisa pra comermos – não que eu já tinha qualquer destreza gastronômica, mas porque estou sempre me criando pra você e essa é a obra de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite (ou o dia?) decorre como esse texto, movimentos espontâneos sem pressa, um parágrafo de cada vez. E como essas palavras, o tempo jorra camicaze sem saber quando você vai se alarmar com o que sentes e enclausurar nossos momentos nos compartimentos da sua incerteza. E nos picotar e me mandar embora - mesmo esse quarto e esse texto sendo meus - alegando a não substância dos teus gestos, gritando que me amar não é coisa que essa mulher faça, ou queira fazer, e que nessa quem vai me foder sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom dizer: eu não acredito.&lt;br /&gt;Vai ter que se esforçar um pouco mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;* Jamie Cullum - My Yard&lt;/span&gt;</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/04/trip-to-my-yard.html</link><author>noreply@blogger.com (Klaus Maia)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-5062610864259769385</guid><pubDate>Tue, 08 Apr 2008 14:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-08T11:29:16.337-03:00</atom:updated><title>Correr Perigo, Comigo.</title><description>Você talvez não entenda, acho que não dá pra entender mesmo, ninguém entende. Sei lá, é só vontade de te beijar de manhã vendo você acordar bonita desse jeito que você é, ou te abraçar no cantinho da cama antes de dormir, ou tomar um café junto assistindo televisão depois do trabalho no sofá da sala, ou ficar feliz em transar com a minha mulher, por simplesmente ser a mulher que eu escolhi, que eu quero, que eu admiro, sei lá, são milhões de motivos que eu perderia quase todas as horas dessa noite e desse dia de sono dizendo. Não deveria nem escrever isso aqui, já passou da hora de dormir, mas é foda, queria ter como conversar com você sempre, falar isso que escrevi aqui e mais uma porrada de coisas, poder dizer tudo o que eu acho do jeito mais simples. Mas enfim, só pra dizer que você é linda mesmo, com o sorriso mais bonito, que eu reparo cada detalhe em você, não adianta, que suas unhas ficam lindas quando têm cor, que a roupa que você estava usando ontem só te deixa mais bonita, e com ela posso ver melhor a sua pele, a cor da sua pele exatamente, que é linda também, tudo, tudo, tudo mesmo. Olhos, boca, cor da boca, cor dos olhos, a forma como você encara as coisas, o seu jeito de ser sempre diferente de mim, mas não desigual, o quanto você pode ser inteligente, esperta e até dominar o mundo se quiser. Sei lá, só mesmo pra dizer que você estava linda ontem e é linda todos os dias. Sempre. Vou dormir agora antes que passe da conta. Beijo, beijo.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/04/correr-perigo-comigo.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-34534970.post-8324055280780575546</guid><pubDate>Tue, 08 Apr 2008 03:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T18:21:20.792-03:00</atom:updated><title>Mulheres Invisíveis (2)</title><description>Elena disse que a vida era assim e foi. Tem problemas pra sentir as coisas, se injeta dormências. Gosta de frutas de gosto explosivo, mas engole com tanto cuidado que só sobram faíscas. Tem um sorriso de abrir o Mar Vermelho e mamilos em busca de devotos. A única coisa que ela sabe é onde mora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabrina nasceu do sexo casual entre o Etna e A Fantástica Fábrica de Chocolates. Fala três idiomas, eu nunca entendi nenhum deles. Nos comunicamos pela escala Richter. Além disso, seu corpo sempre foi muito digno de minhas erupções particulares. Seu sabor vem de dentro, escorre pra vida sem nenhum pudor. Sempre guarda o melhor pro fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liana é linda que nem o início do planeta. Ela traz à tona meus instintos paleozóicos. Tem a gravidade de um buraco negro. Ninguém nunca soube ao certo se ela existiu ou se o impacto foi da mudança de uma era. Foi uma fenda e um meio. Liana sempre foi uma promessa.</description><link>http://drunk-love.blogspot.com/2008/04/mulheres-invisveis-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Klaus Maia)</author></item></channel></rss>