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	<title>Ponto de Vista - Emerson Alecrim</title>
	
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	<description>Opinião, crítica, lisongeio, cotidiano, entretenimento: o meu ponto de vista sobre tudo.</description>
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		<title>Querido diário, sou eu, Doug!</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 23:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Doug, assim como TinTin, faz parte da imensa lista de desenhos e animações da TV Cultura que alegraram a infância de muita gente em parte dos anos de 1980 e 1990. Doug, no entanto, tem uma característica peculiar em relação às demais produções: é um dos desenhos que retratam com maior fidelidade uma das épocas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Doug</strong>, assim como <a href="http://www.ealecrim.net/as-aventuras-de-tintin/" target="_blank">TinTin</a>, faz parte da imensa <a href="http://www.ealecrim.net/nostalgia-o-retorno/" target="_blank">lista de desenhos e animações da TV Cultura</a> que alegraram a infância de muita gente em parte dos anos de 1980 e 1990. Doug, no entanto, tem uma característica peculiar em relação às demais produções: é um dos desenhos que retratam com maior fidelidade uma das épocas mais importantes na nossa vida, a chegada da adolescência.</p>
<p>O primeiro episódio já ilustra bem isso. Nele, a família Funnie se muda de Bloatsburg para Bluffington, e Doug leva consigo os receios de encarar uma vida totalmente nova. Eu sei o que é isso. Aos 9 anos de idade, eu tive que mudar de bairro e, portanto, abandonei amigos, vizinhos, escola e toda a familiaridade que eu tinha com o lugar em que eu morava desde que nasci. Para um adulto, esse tipo de mudança pode até causar pouco impacto, mas para uma criança a coisa é muito diferente. Doug retrata bem isso com suas incertezas sobre fazer novos amigos, saber onde ficam os estabelecimentos do local e assim por diante, tal como ocorreu comigo e com pelo menos boa parte das pessoas que vivenciaram mudanças de bairro ou cidade durante a infância/adolescência.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/funnie.jpg" alt="A Família Funnie" /><br />
<small>A Família Funnie</small></p>
<p>Uma característica marcante de Doug é a sua abertura fantástica à fantasia. Qualquer acontecimento é capaz de fazê-lo se imaginar na pele de um agente secreto, de um herói (o Homem-Codorna), de uma celebridade e assim por diante. E quem é que nunca fez isso? Quem é que nunca se imaginou enlouquecendo plateias ao ouvir uma música bacana e se colocar no lugar do cantor? Quem é que nunca se imaginou em um grande time de futebol ao jogar bola na rua?</p>
<p>Doug não usa sua imaginação meramente como forma de abstração, mas também como um mecanismo para lidar com os seus problemas. Por outro lado, esse truque também tem suas ciladas: muitas vezes, Doug se mete em uma enrascada e a sua imaginação faz aquele problema se transformar em algo maior, isto é, cria uma situação de &#8220;tempestade em copo d&#8217;água&#8221;. É o que aconteceu, por exemplo, em um episódio em que ele quebrou a churrasqueira de seu vizinho, o Sr. Dink, e o imaginou se transformando em um monstro dominado pela ira ao descobrir quem fez aquilo. Exagero puro, causado apenas por sua sensação de culpa, sentimento presente apenas nas pessoas de boa índole.</p>
<p>Os amigos e colegas de Doug são um show à parte. São totalmente diferentes um dos outros, já que ostentam gostos, condições financeiras e aspectos físicos bastante particulares (cada um possui uma cor de pele diferente, por exemplo). O destaque fica por conta de seu melhor amigo, Skeeter Valantine, um rapaz inquieto, não tão inteligente, mas receptivo, generoso, seguro de si, ciente das coisas que acontecem ao seu redor e um excelente confidente. Foi Skeeter que notou o quanto Doug estava perdido ao chegar a Bluffington e tratou de incorporá-lo à cidade.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/doug.jpg" alt="Doug e Skeeter" /><br />
<small>Doug e Skeeter</small></p>
<p>No entanto, tal como acontece em qualquer escola, sempre há uma valentão na turma que vive infernizando a vida dos &#8220;bonzinhos&#8221;. Cabe a Roger Klotz esse papel, um &#8220;espertão&#8221; que passa a atormentar Doug desde a sua chegada à cidade, desafiando-o, tentando causar-lhe medo e assim por diante. Mas logo Doug percebe que Roger não é, necessariamente, uma pessoa ruim, mas um garoto perturbado e, pacifista como é, desde então, passa a tolerá-lo e até a perdoar suas investidas.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/roger.jpg" alt="Roger Klotz" /><br />
<small>Roger Klotz</small></p>
<p>É impossível falar de Doug e seus amigos sem citar Patti Mayonnaise, seu &#8220;amor à primeira vista&#8221;. O garoto se apaixona completamente por ela e aqui é importante ressaltar os motivos: muitas vezes, nos sentimos atraídos por garotas lindas, de corpo escultural, maquiagem e cabelos bem feitos, e roupas perfeitamente combinadas, ou seja, somos atraídos por aquilo que os olhos veem. Porém, para nos apaixonarmos verdadeiramente por uma pessoa, é necessário uma combinação de fatores.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/patti.jpg" alt="Patti Mayonnaise" /><br />
<small>Patti Mayonnaise</small></p>
<p>Doug se apaixona por Patti assim que a vê pela primeira vez. No entanto, o desenrolar dos episódios logo mostra que Patti não é apenas uma garota bonita: é simpática, estudiosa, divertida, esportista e comunicativa. Não é, tal como a personagem riquinha Beebe Bluff, o tipo de garota que monta um altar para si. No que conhecemos como vida real, quem é que nunca encontrou uma pessoa tão cheia de si que se acha intocável? Por sua vez, quem é que nunca simpatizou por uma pessoa que tinha tudo para ser esnobe (beleza física, dinheiro, status social, etc), mas que é atenciosa com todo mundo e não se acha melhor que ninguém? Patti Mayonnaise é assim.</p>
<p>Quem já sofreu com amores platônicos sabe que simplesmente cultivar uma amizade com a pessoa amada já é uma grande conquista. Doug parece saber disso, mas seus instintos o fazem tentar algo mais, mesmo sabendo que as chances de sucesso são remotas. Ou, nem tanto: às vezes é seu medo que atrapalha. De qualquer forma, o garoto valoriza cada segundo da presença de Patti, tanto que quem assiste não consegue evitar a torcida para que ele, finalmente, consiga beijar a senhorita Mayonnaise.</p>
<p>Nesse sentido, um dos episódios mais marcantes é um em que Doug e Patti vão ao cinema, sozinhos. É o encontro do século! Para Doug (e, talvez, para Patti), o filme é o que menos importa. Doug observa a mão de Patti no encosto da cadeira e pensa em segurá-la. Finalmente ele toma coragem para isso, mas Patti aparentemente percebe e tira sua mão para coçar o nariz. Uma nova oportunidade surge, Doug estava quase lá, mas novamente a garota parece perceber e, para disfarçar, oferece balas (ou algo assim) a Doug. É dramático! Na volta, Doug acompanha Patti até a sua casa. No momento da despedida, um rosto vai se aproximando do outro, quem assiste grita mentalmente &#8220;vai, vai, vai!&#8221;, mas na &#8220;hora H&#8221;, a menina desiste. O clima de decepção é inevitável, não só para Doug e para quem assiste, como também para seus colegas, que, pasme, estavam escondidos para ver o que aconteceria. O reconforto está no fato de que, ao menos, Patti ficou balançada. Assim que entrou para dentro de casa, subiu ao seu quarto e, da janela, observou o triste Doug ir embora&#8230;</p>
<div class="youtube-video"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="460" height="280" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xxDVsNgn46M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="280" src="http://www.youtube.com/v/xxDVsNgn46M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p><small>Doug quase beija Patti</small></p>
<p>A relação de Doug com sua família é muito boa. Dificilmente o rapaz se envolve em conflitos com os seus pais, todavia, em uma primeira olhada, ele não se dá bem com a sua irmã mais velha, Judy Funnie. A garota, sempre envolvida com o seu desejo de se tornar uma grande atriz dramática, causa incômodos em Doug por pensar diferente e por vez ou outra colocá-lo em situações constrangedoras. Mas, no fundo, ambos se amam e demonstram isso nas ocasiões em que só resta a um pedir ajuda ao outro.</p>
<p>Não dá para deixar de falar de Costelinha, o cachorro de Doug, que de tão amigo é considerado membro da família, pelo menos por seu dono. É um animal incomum, capaz de dançar por iniciativa própria ou de participar de jogos de tabuleiro com Doug, por exemplo. Ninguém tem um cachorro tão inteligente, mas conheço muita gente que considera seu animal de estimação um amigo inseparável, tal como Costelinha o é. Assim como Doug afirmou mais de uma vez, &#8220;Costelinha é o seu melhor amigo não humano&#8221;.</p>
<p>Acredito que Doug fez muito sucesso não só por ser divertido, mas também por brincar com os nossos anseios de adolescente e por muitas vezes fazer com que nos identifiquemos com determinados episódios. Criado pela Nickelodeon, lamentavelmente perdeu parte da sua essência quando foi entregue nas mãos da Disney (embora eu não tenha considerado essa fase totalmente ruim). Nela, as personagens da série sofrem algumas mudanças e as histórias parecem não ter a mesma graça que antes. Talvez isso tenha feito com que a série fosse cancelada em 1999.</p>
<p>O que resta dizer sobre esse desenho é que foi bom enquanto durou, pena que nunca saberemos se Doug conseguiu deixar de ser apenas um bom amigo para Patti Mayonnaise&#8230; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Referências: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Doug" target="_blank">Wikipedia</a>, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0101084/" target="_blank">IMDb</a>.<br />
<em><br />
Ao som de Liv Kristine &#8211; Blue Emptiness.</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R7lRyAMTHfpsC2RRLp4ovB-fljQ/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R7lRyAMTHfpsC2RRLp4ovB-fljQ/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R7lRyAMTHfpsC2RRLp4ovB-fljQ/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R7lRyAMTHfpsC2RRLp4ovB-fljQ/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/yhMz9Ll2Ot0" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Eita, povo curioso!</title>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 18:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Dias atrás eu encontrei a Paloma no Metrô, uma ex-companheira de trabalho. Empolgados pela surpresa do encontro, fomos conversando sem parar durante o trajeto. Para a sorte da nossa conversa, desembarcamos na mesma estação. Quando subíamos a escada rolante, o celular dela tocou. Era o pai da Paloma avisando que estava nos arredores para buscá-la. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás eu encontrei a Paloma no Metrô, uma ex-companheira de trabalho. Empolgados pela surpresa do encontro, fomos conversando sem parar durante o trajeto. Para a sorte da nossa conversa, desembarcamos na mesma estação. Quando subíamos a escada rolante, o celular dela tocou. Era o pai da Paloma avisando que estava nos arredores para buscá-la. Ela estranhou, pois o &#8220;velho&#8221;, de acordo com suas palavras, não tinha esse hábito, mas logo ele revelou que havia comprado um carro naquele dia e queria mostrá-lo.</p>
<p>Ela não estava conseguindo entender bem onde seu pai havia encostado o carro, só sabia que era na Radial Leste (para quem não conhece, uma gigantesca avenida em São Paulo paralela à linha 3 do Metrô). Então, me passou as características do veículo e me pediu para ajudá-la a localizá-lo visualmente, já que estávamos na passarela da estação que liga os dois lados da avenida.</p>
<p>Encontrei o carro e disse a ela &#8220;acho que é aquele ali&#8221;. Para confirmar, ela pediu por telefone para o seu pai fazer algum sinal com as mãos. Ele o fez, ela ficou feliz, se despediu de mim, pediu para que eu mantivesse contato e foi embora. Bom, na verdade, foi quase isso&#8230;</p>
<p>Ela foi embora, de fato, no entanto, não sem antes notar, absolutamente surpresa, que tinha umas 5 ou 6 pessoas ao nosso lado na passarela olhando para a direção que segundos antes apontávamos. Também surpreso, olhei fixamente para uma dessas pessoas, uma senhora do tipo que pelo olhar você percebe ser fuxiqueira. Ao perceber que estava sendo observada, no mesmo instante ela perguntou: &#8220;o que que vocês estão olhando? É algum acidente, é?&#8221;</p>
<p>A Paloma expressou sua indignação com a curiosidade do povo simplesmente olhando para cima e, antes de finalmente se mandar, me fez um último aceno. Quanto a mim, sugeri à senhora curiosa que continuasse olhando que logo ela descobriria o alvo de nossa atenção e, em seguida, também fui embora. Fui sem olhar para trás, porque se o fizesse, tenho certeza que encontraria um volume maior de pessoas olhando pela passarela, uma tentando descobrir inutilmente o que a outra estava vendo e, com isso, fazendo o grupo aumentar.</p>
<p>A situação toda ao menos me serviu para ter certeza de uma coisa: deixar um monte de gente morrendo de curiosidade é deveras divertido <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Nevermore &#8211; The river dragon has come.</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/v6dyoetw9YvBFd7J2d-hDTVEYcY/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/v6dyoetw9YvBFd7J2d-hDTVEYcY/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Jaspion e afins</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 22:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Li no Omelete que finalmente o primeiro box de DVDs contendo episódios do Jaspion estava para ser lançado no Brasil. &#8220;Quer saber? Vou comprar!&#8221;, e o fiz através da pré-venda de uma loja on-line. Logo em seguida, fiquei pensando: &#8220;esses seriados de heróis japoneses são toscos pra caramba, mas não consigo deixar de gostar&#8221;.
É a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.omelete.com.br/dvd/100019588/Lancamentos_DVD_Blu_ray__4_a_10_de_maio_.aspx" target="_blank">Li no Omelete</a> que finalmente o primeiro <em>box</em> de DVDs contendo episódios do <em>Jaspion</em> estava para ser lançado no Brasil. &#8220;Quer saber? Vou comprar!&#8221;, e o fiz através da pré-venda de uma loja on-line. Logo em seguida, fiquei pensando: &#8220;esses seriados de heróis japoneses são toscos pra caramba, mas não consigo deixar de gostar&#8221;.</p>
<p>É a mais pura verdade. Quando eu era pequeno, assistia <em>Jaspion</em>, <em>Jiraya</em>, <em>Changeman</em> e até o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_QzUfOWtbEo" target="_blank">&#8220;tosco-mor&#8221; <em>Lion Man</em></a> na finada TV Manchete. Não costumava perder nenhum episódio, especialmente de <em>Jaspion</em>. Deste último eu tinha camiseta, espada de plástico, fita K7 (pirata) e até uma máscara com um elástico que arrebentava a todo momento. De tarde, não era muito difícil me ver gritando &#8220;gigante guerreiro DAI-LE-ON&#8221; no quintal de casa&#8230;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/jaspion.jpg" alt="Jaspion" /></p>
<p>Mas, o tempo passa, a gente cresce e o senso crítico se desenvolve. Daí começamos a dar importância ao zíper da roupa de borracha do monstro, aos prédios feitos de papelão ou isopor, à cordinha quase invisível que faz o herói flutuar ou dar saltos gigantescos, às brechas do enredo e por aí vai.</p>
<p>No entanto, apesar da &#8220;descoberta&#8221; de tantos &#8220;defeitos&#8221;, eu não consigo deixar de gostar desses seriados japoneses por um motivo que sempre falou mais alto: o fator diversão. Ou, ao menos, a lembraça do fator diversão.</p>
<p>Não é por acaso que decidiram lançar os episódios de <em>Jaspion</em> em DVD depois de tantos anos. Não são as crianças de hoje que vão comprá-los, mas as crianças de ontem, o que reforça a minha desconfiança de que ser adulto, às vezes, é apenas um ponto de vista. Ainda bem <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Dark Moor &#8211; Swan Lake.</em></p>
<p><em>Emerson Alecrim</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yRa2zMvDYRE2nzcGFbS0HLFcyIA/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yRa2zMvDYRE2nzcGFbS0HLFcyIA/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yRa2zMvDYRE2nzcGFbS0HLFcyIA/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yRa2zMvDYRE2nzcGFbS0HLFcyIA/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/5yu-ilb5f4k" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Aniversariante do dia: acidente de Chernobyl</title>
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		<comments>http://www.ealecrim.net/aniversariante-do-dia-o-acidente-de-chernobyl/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 19:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não planejava postar nada por aqui hoje, mas meio que por acaso descobri que 26 de abril de 2009 é a data de aniversário de 23 anos do maior acidente nuclear da história: a explosão da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, mas precisamente de seu reator número 4. Em geral, aniversários servem para ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não planejava postar nada por aqui hoje, mas meio que por acaso descobri que 26 de abril de 2009 é a data de aniversário de 23 anos do maior acidente nuclear da história: a explosão da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, mas precisamente de seu reator número 4. Em geral, aniversários servem para ser comemorados, mas este é para ser lembrado mesmo, afinal de contas, as consequências desse acontecimento não têm data para acabar.</p>
<div class="youtube-video"><object width="400" height="330"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lleQPaALSLo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/lleQPaALSLo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="330"></embed></object></div>
<p>Para muitos dos que não vivenciaram a tragédia, o acontecimento de Chernobyl, inicialmente, é apenas um detalhe histórico. Mas não se trata de um problema isolado e do tipo &#8220;pronto, já passou&#8221;. Mais de 20 anos depois, o evento impressiona, não só pelo o que aconteceu, mas também pelo o que ainda acontece. Eis alguns fatos sobre o desastre:</p>
<p>- É notório que autoridades tentaram ocultar fatos da tragédia para amenizar seus efeitos e suas consequências políticas. O desastre só foi reconhecido como tal dias depois do ocorrido;</p>
<p>- Fala-se, oficialmente, em cerca de 4 mil mortes, mas esse número é fora da realidade se levarmos em conta que os efeitos da radiação são sentidos em geração após geração das pessoas que tiveram sua saúde afetada pela tragédia. Além disso, muitos indivíduos que trabalharam no socorro e nas investigações morreram posteriormente por doenças muito provavelmente causadas pela radiação, com destaque ao câncer;</p>
<p>- &#8220;Nuvens&#8221; de radiação se espalharam para vários pontos da Ex-União Soviética e para trechos da Europa, portanto, é um erro pensar que se trata de um problema limitado a um único ponto geográfico;</p>
<p>- Estima-se que mais de 600 mil pessoas trabalharam nas operações de socorro e evacuação da região. Muitas delas foram expostas a níveis altíssimos de radiação;</p>
<p>- Muitas crianças da época e descendentes dos afetados ou de famílias residentes em áreas atingidas pela radiação nasceram com deficiências físicas ou com problemas sérios de saúde, como câncer, retardo mental, hidrocefalia, entre outros, tal como exemplificam as fotos abaixo; </p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis5.jpg" alt="Crianças com problemas de saúde. Imagem por Robert Knoth." /><br /><small>Esquerda: garota com microcefalia e garoto com retardo mental;<br />Direita: criança com hidrocefalia.<br />Imagens por <a target="_blank" href="http://www.robertknoth.com/">Robert Knoth</a>.</small></p>
<p>- A região de Pripyat, onde está localizada a usina, assim como várias localidades próximas, foram entregues ao abandono, como se o tempo ali tivesse estacionado. Centenas de vilarejos se encontram desabitados:</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis1.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis2.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis3.jpg" alt="Imagem de Pripyat" /><br /><small>Imagens de Pripyat extraídas <a target="_blank" href="http://hem.bredband.net/b572399/Tjernobyl/">deste site</a>.</small></p>
<p>- Uma proteção chamada de &#8220;sarcófago&#8221; foi construída para &#8220;cobrir&#8221; o reator da unidade 4 e parar a propagação de radiação. Essa solução, no entanto, é limitada e o sarcófago há tempos apresenta problemas estruturais. Por isso, uma nova construção está em planejamento para proporcionar um isolamento ainda maior;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/cherdis4.jpg" alt="Sarcófago de Chernobyl" /><br /><small>O &#8220;sarcófago&#8221; de Chernobyl. Foto extraída <a target="_blank" href="http://www.fz-juelich.de/gs/genehmigungen/projekte/tschernobyl/diashow/foto15">desta página</a>.</small></p>
<p>- A tal proteção, no entanto, não é garantia de segurança por dois motivos: 1) há muitas áreas com concentrações elevadas de radiação, o que obviamente explica o isolamento da região; 2) tal como o sarcófago, a nova construção também é uma medida paliativa;</p>
<p>- Nós sempre nos referimos às pessoas atingidas pelo desastre, no entanto, pouca gente se dá conta de que populações de animais também compartilham dessa desgraça;</p>
<p>- A explosão em Chernobyl gerou cerca de 100 vezes a quantidade de radiação das bombas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki juntas.</p>
<p>Eu disse no início do texto que o acidente de Chernobyl precisa ser lembrado. No entanto, quando eu falo em lembrar, é no sentido de que não basta apenas se recordar da tragédia, mas também é necessário transmitir a noção de sua importância para que experiências semelhantes não sejam vividas agora ou futuramente. </p>
<p>E nós vamos entender isso se considerarmos Chernobyl um &#8220;Patrimônio da Humanidade&#8221;. Exagero? Não, se levarmos em conta que esse é um feito que não tem data para acabar. Radiação não é como uma tempestade que vem, faz seu estrago e logo em seguida vai embora. Os dias vão passar, as pessoas vão morrer, os tempos vão mudar, mas Chernobyl continuará lá, ostentando os seus perigos.</p>
<p>Para saber mais sobre a tragédia de Chernobyl, recomendo o <a target="_blank" href="http://elenafilatova.com/index_port.html">site de Elena Vladimirovna Filatova</a>, que a bordo de sua moto percorre a região da tragédia para contar detalhes do que aconteceu. Encontrei o link do vídeo exibido no início do texto no site dela.</p>
<p><small>Referências: <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chernobyl_disaster">Wikipedia</a>, <a target="_blank" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/04/060426_chernobylsilencio2as.shtml">BBC</a>, <a target="_blank" href="http://www.chernobyl.info/">Chernobyl.info</a>, <a target="_blank" href="http://www.iaea.org/Publications/Booklets/Chernobyl/chernobyl.pdf">Chernobyl&#8217;s Legacy (IAEA)</a>, <a target="_blank" href="http://www.scielo.br/pdf/ea/v21n59/a18v2159.pdf">A catástrofe de Chernobyl vinte anos depois (SciELO)</a>, <a target="_blank" href="http://elenafilatova.com/index_port.html">Elena Vladimirovna Filatova</a>.</small></p>
<p><i>Ao som de Within Temptation &#8211; Our Farewell.</i></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uEB7Qrf0NXC22fhtKqAa8MjrhVQ/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uEB7Qrf0NXC22fhtKqAa8MjrhVQ/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uEB7Qrf0NXC22fhtKqAa8MjrhVQ/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uEB7Qrf0NXC22fhtKqAa8MjrhVQ/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/Qc6YuK8kigU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Meu primeiro livro</title>
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		<comments>http://www.ealecrim.net/meu-primeiro-livro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 02:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>
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		<description><![CDATA[Todo mundo (ou quase todo mundo) lembra do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro dia na escola, enfim. As pessoas também se lembram da primeira fez que lidaram com algo que gostam bastante. Entre os meus amigos e os leitores regulares deste blog, não é segredo que eu sou amante de livros. Como tal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo (ou quase todo mundo) lembra do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro dia na escola, enfim. As pessoas também se lembram da primeira fez que lidaram com algo que gostam bastante. Entre os meus amigos e os leitores regulares deste blog, não é segredo que eu sou amante de livros. Como tal, não só lembro do primeiro livro que li como o tenho até hoje!</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcidfan.jpg" alt="O Mistério da Cidade-Fantasma" /></p>
<p>O <b>Mistério da Cidade-Fantasma</b>, de Marçal Aquino. Eu o li quando estava na 5ª série do que hoje conhecemos como ensino fundamental. O livro faz parte da lendária e querida Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática. Conta a aventura de um grupo de amigos que se dirigia a um acampamento, mas vai parar numa cidade abandonada ao descer do ônibus no local errado.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcidfan2.jpg" alt="O Mistério da Cidade-Fantasma" /></p>
<p>Naquela época, minha professora de português havia pedido um trabalho sobre o livro. A intenção dela era justamente a de despertar o hábito da leitura entre os alunos. Os livros da Coleção Vaga-Lume são acompanhados de um complemento com exercícios e foi justamente isso que serviu de trabalho.</p>
<p>Eu venho de família de baixa renda e, naquela época, não podia me dar ao luxo de comprar livros. No entanto, graças a um acordo com a editora, os professores da escola podiam adquirir livros em lote contando com bons descontos. Por conta disso, consegui comprar o Mistério da Cidade-Fantasma usando apenas a minha pequena mesada. </p>
<p>Gostei tanto da leitura que logo parti para outros livros. O segundo foi o Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey. Quando me dei conta, já tinha vários outros livros do autor, como Na Rota do Perigo e Doze Horas de Terror (títulos interessantes, não?). Não demorou muito para que eu pulasse o muro da Coleção Vaga-Lume e explorasse outras obras. No entanto, só passei a comprar livros pra valer mesmo depois que comecei a trabalhar. E não é difícil entender o motivo: infelizmente, livros são muito caros no Brasil.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/mitcinest.jpg" alt="O Mistério do Cinco Estrelas" /></p>
<p>Vale ressaltar que, apesar de ter tido o meu primeiro livro quando estava na 5ª série, eu já tinha o hábito da leitura desde os meus 6 ou 7 anos. Comecei de uma maneira simplesmente sensacional: com gibis. Mas isso é assunto para outro post <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de John Petrucci &#8211; Animate-Inanimate.</i></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qWXlWrvuWvUk_f1IAToc6KeAU_8/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qWXlWrvuWvUk_f1IAToc6KeAU_8/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qWXlWrvuWvUk_f1IAToc6KeAU_8/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/qWXlWrvuWvUk_f1IAToc6KeAU_8/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/IUrcwfe57Oc" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Os filmes de terror da minha infância</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 00:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Devo a Freddy Krueger a minha predileção por filmes de terror. Quando era criança, lembro de ter assistido Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984) e de ter sonhado com o filme na mesma noite. Eu devia ter uns 7 anos nessa época. Quando acordei, fiquei fascinado com o grau de &#8220;realismo&#8221; da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Devo a <i>Freddy Krueger</i> a minha predileção por filmes de terror. Quando era criança, lembro de ter assistido <i>Hora do Pesadelo</i> (<i>A Nightmare on Elm Street</i>, 1984) e de ter sonhado com o filme na mesma noite. Eu devia ter uns 7 anos nessa época. Quando acordei, fiquei fascinado com o grau de &#8220;realismo&#8221; da produção, afinal, são justamente os sonhos que <i>Freddy Krueger</i> usa para atacar. No meu sonho, eu o havia derrotado, fato que é suficiente para encher de coragem uma criança ao ponto de fazê-la enfrentar os medos que, quando crescemos, descobrimos que não passam de bobagens.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/fkrueger.jpg" alt="Freddy Krueger - Imagem por New Line Cinema" /><br /><small>Freddy Krueger &#8211; Imagem por <a target="_blank" href="http://www.newline.com/properties/nightmareonelmstreeta.html">New Line Cinema</a></small></p>
<p>Com ar de provocação, vez ou outra eu aproveitava as noites de silêncio na frente da TV para, do nada, cantar o &#8220;hino&#8221; de <i>Freddy</i>: <br />
<blockquote>Um dois, Freddy vem te pegar /<br />Três, quatro, é melhor a porta do quarto trancar /<br />Cinco, Seis, Agarre seu crucifixo / <br />Sete, oito, Fique acordado até tarde /<br />Nove, dez, não durma nunca mais&#8221; /</p></blockquote>
<p>Apesar de não lembrar da letra inteira, eu tentava, sem sucesso, imitar o tom de voz das crianças que cantavam essa música nos filmes. Era o meu jeito de dizer que não tinha medo de produções de terror. A ideia deu certo, pois acho que foi graças a isso que minha mãe permitiu que eu ficasse acordado até tarde para assistir <i>O Exorcista</i> (<i>The Exorcist</i>, 1973), apesar de ser impróprio para crianças. E eu fiz isso. Sozinho. </p>
<p>Sabe, depois do filme, eu passei a achar <i>Freddy Krueger</i> um cara simpático. Em seus filmes, ele não me causou medo suficiente para que eu resistisse à vontade de ir ao banheiro, dormisse com a luz do meu quarto acessa, cobrisse a cabeça com o cobertor numa noite de calor e olhasse com extrema desconfiança para a minha cama com medo de ela começar a balançar.</p>
<p>Mas, <i>O Exorcista</i> também conseguiu despertar a minha indignação. Por que a menina não pulou logo quando a cama começou a balançar? Por que a deixaram sofrer tanto nas mãos dos médicos? Como é que ela enfiava uma cruz na barriga (é, eu pensei que foi na barriga) e permanecia viva? O que ela fez para ser escolhida pelo demônio?</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/exorct.jpg" alt="Cena de O Exorcista" /><br /><small>Cena de O Exorcista</small></p>
<p>Acho que eu só voltei a assistir <i>O Exorcista</i> na adolescência, mas não fiquei esse tempo todo sem ver um filme de terror. Com a minha mãe na sala, eu me senti corajoso para assistir a <i>Poltergeist</i> (1982). Minha mãe resistiu entediada até a metade do filme e então decidiu dormir. Confesso que cogitei essa ideia, mas a curiosidade em saber como a garotinha <i>Carol Anne</i> foi parar em outro mundo era maior que o medo.</p>
<p>Assisti ao filme até o final, mas tenho que reconhecer que aquela menininha branquela, delicada e de cabelos absurdamente loiros tinha um aspecto que eu considerava tão incomum, que eu não consegui simpatizar com ela, tal como se a garota fosse um demônio disfarçado. Na verdade, a minha implicância não era com a personagem, mas com a atriz. Sendo mais claro, eu achava aquela menina estranha, <strike>#prontofalei</strike> não me pergunte o porquê!</p>
<p>Não faz muito tempo que eu vi <i>Poltergeist</i> novamente e, curioso para saber como estaria a menininha loira nos dias de hoje, fiz uma pesquisa no Google que me deu um banho de água fria: vítima de uma inflamação severa no intestino, <i>Heather O&#8217;Rourke</i>, o nome verdadeiro da garota, faleceu em 1988, aos 12 anos de idade, logo depois de filmar Poltergeist 3. Quando assisti a Poltergeist pela primeira vez, lá pelos idos de 1990, estranhei a garota sem saber que, do &#8220;mundo real&#8221;, ela já não fazia mais parte&#8230;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/hrourke.jpg" alt="A falecida Heather O'Rourke em uma cena de Poltergeist" /><br /><small>A falecida Heather O&#8217;Rourke em Poltergeist &#8211; Imagem por <a target="_blank" href="http://www.childstarlets.com/">Child Stars</a></small></p>
<p>Já mais crescido, lembro de ter encontrado na locadora perto de casa a fita de <i>A Casa das Almas Perdidas</i> (<i>The Haunted: A True Story</i>, 1991). Junto com um filme de <i>Os Trapalhões</i> (eca!), levei a fita para casa. Novamente assisti ao filme sozinho, durante a noite, só desta vez sem nenhuma preocupação. Mesmo assim, não nego que muitas cenas me deixaram bastante arrepiados.</p>
<p>A <i>Casa das Almas Perdidas</i> é um filme bem elaborado e intenso, apesar de não ter o mesmo <i>glamour</i> que as produções supracitadas. Seu forte se baseia no que é contado e não nas cenas de susto (tanto é que não consegui escolher nenhuma imagem que representasse a tensão do filme). A filmagem relata a vida de uma família que se muda para uma casa sem saber que ela é mal-assombrada. Até aí, nada de inovador, mas o desenrolar da história é dramático. Nem a Igreja Católica consegue uma solução para o problema. Médiuns, vizinhos e um grupo de religiosos tentam ajudar, mas quando tudo parecia se acertar, os espíritos voltavam a se manifestar, como se fosse uma doença incurável, mas que apresenta períodos de melhora.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/haunted.jpg" alt="Cena de A Casa das Almas Perdidas" /><br /><small>Cena de A Casa das Almas Perdidas</small></p>
<p><i>Hora do Pesadelo</i>, <i>O Exorcista</i>, <i>Poltergeist</i> e <i>A Casa das Almas Perdidas</i> são, portanto, os meus filmes de terror preferidos, embora hoje eu considere algumas de suas cenas toscas e até engraçadas. É claro que eu gosto de alguns filmes de terror mais recentes, como <i>O Sexto Sentido</i> (<i>The Sixth Sense</i>, 1999), <i>O Chamado</i> (<i>The Ring</i>, 2002), <i>Espíritos</i> (<i>Shutter</i>, 2004), <i>Vozes do Além</i> (<i>White Noise</i>, 2005), <i>O Orfanato</i> (<i>El Orfanato</i>, 2007) e até <i>O Grito</i> (<i>The Grudge</i>, 2004). No entanto, acredito que nenhum deles conseguiria o que os filmes clássicos citados nesse texto conseguiram: me impressionar e agradar tanto ao ponto de eu lembrar até hoje do dia em que os assisti pela primeira vez <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><i>Ao som de Kamelot &#8211; Farewell.</i></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_lTIBhPid5pxLwWkyEneEaNrPm0/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_lTIBhPid5pxLwWkyEneEaNrPm0/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_lTIBhPid5pxLwWkyEneEaNrPm0/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_lTIBhPid5pxLwWkyEneEaNrPm0/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/Ai5uY1N_s_8" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Smart: o pequeno notável da Mercedes</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 12:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interessante]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente fica surpresa quando descobre que eu me interesso pouco por duas paixões brasileiras: futebol e carros. Bom, talvez não se trate de pouco interesse, mas sim do fato de que eu não me interesso tanto por esses assuntos quanto outras pessoas. De qualquer forma, em relação aos carros, meu &#8220;desinteresse&#8221; não é suficiente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente fica surpresa quando descobre que eu me interesso pouco por duas paixões brasileiras: futebol e carros. Bom, talvez não se trate de pouco interesse, mas sim do fato de que eu não me interesso tanto por esses assuntos quanto outras pessoas. De qualquer forma, em relação aos carros, meu &#8220;desinteresse&#8221; não é suficiente para que eu não saiba os nomes dos veículos ou deixe de ver uma notícia sobre o lançamento de um modelo. <a href="http://www.ealecrim.net/25%c2%ba-salao-do-automovel-eu-fui/" target="_blank">Até no Salão do Automóvel eu fui</a>! Foi essa &#8220;curiosidade mínima&#8221; que me fez ler <a target="_blank" href="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/599/artigo129814-1.htm">esta matéria</a> e descobrir que a <a target="_blank" href="http://www.mercedes-benz.com.br/">Mercedes-Benz</a> vai comercializar o <b><a target="_blank" href="http://www.smart.com/">Smart</a></b> no Brasil.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smart1.jpg" alt="Smart fortwo - Imagem por Smart.com" /><br /><small>Smart fortwo &#8211; Imagem por Smart.com</small></p>
<p>A característica mais marcante desse veículo, obviamente, é o seu tamanho reduzido: tem aproximadamente 2,7 metros de comprimento, cerca de 1 metro menor que um carro &#8220;normal&#8221;. O Smart só conta com dois lugares, não possui porta-malas, muito menos estepe. Apesar de ser pequeno, não transmite nenhuma sensação de fragilidade ou insegurança. Além disso, é relativamente econômico no consumo de combustível: faz cerca de 15 quilômetros por litro de gasolina no ambiente urbano e até 25 quilômetros nas estradas. Obviamente não é o rei do desempenho, mas pode atingir uma velocidade máxima de até 145 km/h.</p>
<p>Note que esse conjunto de características torna o Smart um veículo apropriado para grandes centros urbanos, como São Paulo ou Curitiba. Primeiro porque seu tamanho reduzido faz com que ocupe menos espaço nas ruas e dá ao motorista maior facilidade para estacionar em vagas &#8220;apertadas&#8221;. Segundo porque, pelo menos em São Paulo, a maioria dos veículos em circulação tem apenas um ocupante, isto é, o próprio condutor.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smart2.jpg" alt="Smart fortwo cabrio - Imagem que fiz no &lt;br/&gt;Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)" /><br /><small>Smart fortwo cabrio &#8211; Imagem que fiz no <br />Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)</small></p>
<p>Eu acredito que o Smart pode se dar muito bem em cidades pequenas também, onde as opções de transporte não são tão abrangentes quanto as de um grande centro urbano. Nas visitas que faço à pequena Colorado, no noroeste do Paraná, por exemplo, sempre noto que as motos são muito comuns por lá &#8211; inclusive entre as mulheres &#8211; justamente por ser um tipo de veículo que atende bem as necessidades de locomoção da população local, que quase sempre precisa de transporte individual &#8211; ou para até duas pessoas &#8211; para percorrer distâncias pequenas.</p>
<p>Se diante disso você já estiver cogitando a possibilidade de comprar esse carro, talvez a seguinte notícia lhe desagrade: o tamanho reduzido do Smart não o torna um veículo necessariamente barato. No Brasil, o modelo deve ter preço inicial na casa dos 60 mil reais! Não é por acaso que a Mercedes usará o apelo do &#8220;estilo&#8221; para comercializar o Smart por aqui, estratégia que provavelmente a empresa já aplica em outros países.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smart3.jpg" alt="Smart fortwo cabrio - Imagem que fiz no &lt;br/&gt;Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)" /><br /><small>Smart fortwo cabrio &#8211; Imagem que fiz no <br />Salão do Automóvel 2008 (São Paulo)</small></p>
<p>Na minha opinião, a abordagem tem que ser por aí mesmo, especialmente no Brasil. Acho muito pouco provável que alguém compre esse carro levando em consideração apenas as suas principais vantagens. Tem que rolar uma simpatia por ele logo de cara, ou melhor, tem que rolar paixão! Só isso é capaz de fazer alguém desembolsar cerca de 60 mil reais sem considerar outras opções&#8230;</p>
<p>Referência: <a target="_blank" href="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/599/artigo129814-1.htm">ISTOÉ Dinheiro</a>, <a target="_blank" href="http://www.smart.com/">Smart.com</a>.</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=dad328fb-7750-8804-8b4f-768919b94179" /></div>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QZDQmR-N4i-U01kIPqlKFPowYZo/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QZDQmR-N4i-U01kIPqlKFPowYZo/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QZDQmR-N4i-U01kIPqlKFPowYZo/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QZDQmR-N4i-U01kIPqlKFPowYZo/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/AdzEM5Rf1XI" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ramón Valdés, o Seu Madruga</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 01:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Interessante]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é de hoje que eu não vejo mais graça na televisão, exceto para filmes, mas vez ou outra paro na frente da telinha e fico trocando de canal. Quando isso ocorre, me surpreende o fato de que eu sempre paro no SBT se estiver passando Chaves. Não importa a quantidade de vezes que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é de hoje que eu não vejo mais graça na televisão, exceto para filmes, mas vez ou outra paro na frente da telinha e fico trocando de canal. Quando isso ocorre, me surpreende o fato de que eu sempre paro no SBT se estiver passando Chaves. Não importa a quantidade de vezes que eu tenha assistido aos seus episódios, pois sempre acho graça, especialmente quando um tal de <b>Seu Madruga</b> rouba a cena&#8230;</p>
<p>Chaves é um seriado mexicano que teve início em 1971 e cujo nome original é <i>El Chavo del Ocho</i>. Suas personagens são marcantes e únicas, mas mesmo sem saber o porquê, eu sempre simpatizei mais com o Seu Madruga. Aliás, é bom que se saiba desde já: na versão original, o nome dele é <i>Don Ramón</i>, em alusão ao nome do ator, que se chamava <i>Ramón Gómez Valdés Castillo</i>. </p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad1.jpg" alt="Cena de Chaves" /><br /><small>Cena de Chaves &#8211; Imagem por <i>Turma do Chaves</i></small></p>
<p>Ramón Valdés nasceu na Cidade do México, em 2 de setembro de 1923. Ao longo de sua carreira, participou de dezenas de filmes, seguindo os passos de seus irmãos <i><a target="_blank" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Manuel_Vald%C3%A9s">Manuel &#8220;El Loco&#8221; Valdés</a></i> e <a target="_blank" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Germ%C3%A1n_Vald%C3%A9s">Germán &#8220;Tin Tan&#8221; Valdés</a>, que são desconhecidos por aqui, mas que fizeram considerável sucesso no México.</p>
<p>Embora tenha dedicado a maior parte de seu trabalho ao cinema, a carreira de Ramón atingiu seu ápice na TV, com <i>El Chavo del Ocho</i>, que a partir daqui passo a chamar simplesmente de Chaves, por comodidade. Em 1968, <i>Roberto Gómez Bolaños</i>, mais conhecido como <i>Chespirito</i> no México e como <i>Chaves</i> no Brasil, o convidou para fazer parte de seu elenco ao lado da atriz <i>María Antonieta de las Nieves</i> (Chiquinha &#8211; <i>Chilindrina</i>, no México) e <i>Rubén Aguirre</i> (Professor Girafales &#8211; <i>Professor Jirafales</i>, no México). Juntos, dão início ao programa <i>Los Supergenios de la Mesa Cuadrada</i>, que em 1970 se transformou em <i>Chespirito</i> e durou até 1973.</p>
<p>Em 1971, Chaves estreia e em 1973 é a vez de <i>El Chapulín Colorado</i>, <i>Chapolin Colorado</i> no Brasil. Embora tenha se destacado como Seu Madruga, Ramón Valdés fez várias outras interpretações neste último que ficaram bastante conhecidas, como o Pirata Alma Negra, Tripa Seca e a paródia aos EUA <i>Super Sam</i>.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad2.jpg" alt="Super Sam" /><br /><small>Super Sam &#8211; Imagem por<i> Turma do Chaves</i></small></p>
<p>Seu Madruga, no entanto, é indiscutivelmente a personagem mais cativante de Ramón Valdés. Talvez isso seja fruto de sua semelhança com o próprio ator. Para começar, vem o nome. Em seguida, a roupa: as vestimentas de Seu Madruga eram semelhantes às que Ramón Valdés usava em seu cotidiano. Três filhas de Ramón (ele se casou três vezes e teve 10 filhos, sendo que o último nasceu depois de sua morte) chegaram a dizer que seu pai sempre se vestia de maneira simples, bastante semelhante ao Seu Madruga. Dizem também que alguns de seus bordões mais conhecidos eram usados por ele atrás das câmeras.</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad3.jpg" alt="Ramón Valdés" /><br /><small>Ramón Valdés &#8211; Imagens por <br /><i>La vecindad que quisimos ver</i></small></p>
<p>As pessoas que conviveram com Ramón Valdés afirmam que ele era, além de muito talentoso, uma pessoa de personalidade forte, mas divertida e atenciosa. Roberto Gómez chegou a dizer que ele foi o único comediante que já o fez &#8220;morrer de rir&#8221;. Afirmação semelhante teria feito <i>Edgar Vivar</i>, o Senhor Barriga (<i>Señor Barriga</i>, no México). Com o público, dizia-se que Ramón Valdés era sempre muito amável e respeitoso. Não é por acaso que conquistava o respeito e a admiração das pessoas, inclusive de seus colegas de trabalho.</p>
<p>Ramón Valdés sempre se esforçava para manter o ambiente de trabalho o melhor possível, portanto, tratava de amenizar brigas e até de dar uma de conciliador. Mas, em 1979, quando percebeu que mentiras e falsidades estavam tomando conta do lugar, decidiu sair e passou a trabalhar com <i>Carlos Villagrán</i> (<i>Quico</i>), que havia saído um ano antes por divergências com Roberto Gómez. Ambos fizeram várias viagens para apresentar o show <i>Federrico</i>, onde Ramón interpretava <i>Don Moncho</i>, dono de uma loja. </p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad11.jpg" alt="¡Ah que Kiko!" /><br /><small><i>¡Ah que Kiko! </i>- Imagem por <i>Portal Turma CH</i></small></p>
<p>Em 1981, no entanto, após vários convites, Ramón Valdés voltou a trabalhar com Roberto, desta vez com o seriado <i>Chespirito</i>, que voltara a ser gravado. Em 1987, trabalhou com Carlos Villagrán no programa <i>¡Ah que Kiko!</i> (&#8221;Kiko&#8221; passou a ser usado por Villagrán pelo fato de Roberto Gómez ter os direitos sobre o nome &#8220;Quico&#8221;), mas não ficou muito tempo, já que também se dedicava ao seu circo e seus problemas de saúde se agravaram ao ponto de impedí-lo de trabalhar.</p>
<p>Ramón Valdés praticamente era amigo de todos os seus colegas, mas teve especial amizade com dois atores de Chaves: Carlos Villagrán e <i>Angelines Fernández</i>, a Dona Clotilde (<i>Doña Cleotilde</i>, no México). Quando Ramón já estava no hospital, já muito mal de saúde, Carlos Villagrán percebeu a situação e, numa atitude digna de bons amigos, disse: &#8220;nos vemos lá em cima, no céu&#8221;. Com o bom humor que o acompanhou até o fim, Ramón respondeu: &#8220;não se faça de louco, nos vemos lá embaixo, no inferno&#8221;.</p>
<p>Mas, era mesmo com Angelines que Ramón Valdés tinha excepcional convivência. O seu papel de Dona Clotilde foi obtido graças a Ramón, que a apresentou a Roberto Gómez, o que demonstra que a amizade entre ambos surgiu antes de Chaves. No dia do enterro de Ramón, Angelines permaneceu cerca de duas horas ao lado do caixão, lamentando profundamente a morte do amigo. Durante todo o velório, permaneceu dizendo &#8220;mi rorro&#8221;, apelido carinhoso que atribuiu a Ramón. Amigos e familiares afirmam que Angelines nunca mais foi a mesma depois desse dia. Descuidou demais de sua saúde e acabou falecendo quase 6 anos depois de Ramón devido a um câncer de pulmão.</p>
<p>E foi também o câncer que levou a vida de Ramón Valdés. No início da década de 1980, um tumor maligno foi descoberto em seu estômago, provavelmente oriundo de outro tumor já existente em seu pulmão &#8211; Ramón Valdés era um fumante muito ativo, não largando o vício nem mesmo quando permaneceu internado. Seus últimos dias no hospital foram terríveis. Ramón passou a maior parte do tempo sedado por conta das fortes dores. No dia 9 de agosto de 1988, aos 64 anos de idade, faleceu, deixando as lembranças de seu humor e de seu talento como uma generosa herança:</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad4.jpg" alt="Soy Charro de Levita" /><br /><small>Filme <i>Soy Charro de Levita</i> (1949)</small> <small>- Imagem por</small> <br /><small><i>La vecindad que quisimos ver</i></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad5.jpg" alt="Los Tres Mosqueteros y Medio" /><br /><small>Filme <i>Los Tres Mosqueteros y Medio</i> (1957)</small> <small>- <br />Imagem por</small> <small><i>La vecindad que quisimos ver</i></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad6.jpg" alt="Las Mil y Una Noches" /><br /><small>Filme <i>Las Mil y Una Noches</i> (1958) &#8211; </small><small>Imagem por</small> <br /><small><i>La vecindad que quisimos ver</i></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad7.jpg" alt="Seu Madruga e Dona Clotilde" /><br /><small>Seu Madruga e Dona Clotilde</small> <small>- Imagem por</small> <br /><small><i>La vecindad que quisimos ver</i></small></p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad10.jpg" alt="Seu Madruga" /><br /><small>Seu Madruga</small> <small>- Imagem por</small> <small><i>La vecindad que <br />quisimos ver</i></small></p>
<p>Antes de encerrar esta pequena homenagem a Ramón Valdés, o nosso Seu Madruga, algumas curiosidades:</p>
<p>- Ramón Valdés com frequência se atrasava para as gravações. No entanto, isso nunca chegou a atrapalhar a memorização de suas falas, uma vez que ele tinha uma habilidade incrível para fazer isso rapidamente;</p>
<p>- A qualidade dos vídeos de Chaves e Chapolin faziam o público pensar que Ramón tinha olhos castanhos ou, quando muito, verdes. Na verdade, ele tinha olhos azuis;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad8.jpg" alt="Chanoc vs el Foso de las Serpientes" /><br /><small>Filme <i>Chanoc vs el Foso de las Serpientes</i> (1974) -<br />Note que é possível ver a cor dos olhos de Ramón</small> &#8211; <br /><small>Imagem por</small> <small><i>La vecindad que quisimos ver</i></small></p>
<p>- Lá pelos fins dos anos de 1960, Ramón Valdés tatuou seu braço direito. Não se sabe exatamente quando, mas supõe-se que foi nessa época porque em seus filmes da década de 1950 ele não aparece com a tatuagem. Esta, que pode ser vista com certa clareza no filme <i>Chanoc vs El Foso de las Serpientes</i>, mostra que a imagem tatuada é um navio pirata;</p>
<p><img style="max-width: 800px;" src="http://www.ealecrim.net/wp-images/smad9.jpg" alt="Chanoc vs el Foso de las Serpientes" /><br /><small>Filme <i>Chanoc vs el Foso de las Serpientes</i> (1974) -<br />Tatuagem de um navio pirata em Ramón</small> <small>- Imagem por</small> <br /><small><i>La vecindad que quisimos ver</i></small></p>
<p>- Ramón Valdés era grande fã de futebol e torcedor do time mexicano <i>Club Necaxa</i>.</p>
<p>Pois é, que me desculpe Chaves e companhia, mas sem o Seu Madruga, o seriado não teria tanta graça&#8230; <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><small><i><b>Referências:</b> <a target="_blank" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Ram%C3%B3n_Valdez">Wikipedia</a>, <a target="_blank" href="http://www.turmadochaves.com/">Turma do Chaves</a>, <a target="_blank" href="http://www.viladochaves.com/">Vila do Chaves</a>, <a target="_blank" href="http://www.chavodel8.com/">Chavo del 8</a>, <a target="_blank" href="http://www.network54.com/Forum/486608/">La vecindad que quisimos ver</a>, <a target="_blank" href="http://www.chespirito.org/">Chespirito.org</a>, <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=3SHRt9j654g">La historia de Ramón Valdés (vídeo de uma TV chilena)</a>, <a target="_blank" href="http://club.telepolis.com/homenajechavo/">Homenaje al Chavo del Ocho</a>, <a target="_blank" href="http://www.portalchaves.com/">Portal Turma CH</a>.</i></small></p>
<p><i>Ao som de L&#8217;Âme Immortelle &#8211; Letting Go.</i></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=e19a912a-36a5-4ab7-a744-3424628dc8b8" /></div>

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		<title>O que os trotes violentos querem dizer de verdade</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 14:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo início de período letivo é a mesma coisa: os noticiários dão nota de trotes violentos e, não raramente, trágicos em várias instituições de ensino pelo Brasil. Eu, que trabalho em uma universidade em São Paulo, já cansei de ver exageros nessas, por assim dizer, &#8220;brincadeiras&#8221;.
Mas, é bom que se saiba que a maioria das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo início de período letivo é a mesma coisa: os noticiários dão nota de trotes violentos e, não raramente, trágicos em várias instituições de ensino pelo Brasil. Eu, que trabalho em uma universidade em São Paulo, já cansei de ver exageros nessas, por assim dizer, &#8220;brincadeiras&#8221;.</p>
<p>Mas, é bom que se saiba que a maioria das pessoas que participam de trotes, seja como veterano, seja como calouro, o faz de maneira divertida, sem humilhações ou atividades perigosas. E isso é bom justamente por permitir que esses alunos se conheçam e interajam no decorrer do curso. O problema, como sempre, é uma minoria.</p>
<p>Uma minoria que, na maior parte dos casos, tem idade suficiente para assumir responsabilidades de adulto, mas que, no entanto, tem uma mentalidade mais débil que a de um adolescente mimado. Geralmente são pessoas que, se não são capazes de medir as consequências por seus atos, sustentam suas atitudes com base em uma falsa sensação de poder que supostamente as colocam acima da lei e de todos.</p>
<p>O problema é que essas pessoas não agem assim só durante o início do período letivo. Isso não quer dizer que elas praticarão outros trotes no decorrer do ano, mas que estarão bem mais perto de praticar atos irresponsáveis que uma pessoa que mede o peso de suas decisões. Mas, o pior é saber que a maior parte desses indivíduos será assim para sempre e que poderá transmitir toda essa estupidez aos seus filhos, alimentando um círculo vicioso que talvez tenha começado com seus pais.</p>
<p>Essas pessoas vão ultrapassar o limite de velocidade. Vão esbarrar em você e talvez te obriguem a pedir desculpas. Vão agredir mendigos no ponto de ônibus. Vão ocupar um cargo público sem ter capacitação moral para tanto. Vão passar a mão na bunda da sua namorada só para ver se você se atreve a encará-los. Vão destruir o patrimônio público por simples prazer. E elas poderão ser as pessoas que te atenderão numa sala de emergência de um hospital&#8230;</p>
<p>Combater trotes violentos é importante, mas isso tem apenas efeitos paliativos. Isso porque, na verdade, trotes assim são apenas meras demonstrações do que essa terra de impunidade e desrespeito está criando.</p>
<p><em>Ao som de Battlelore &#8211; Third Immortal.</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/usgGKFaLYhZ28ZuiW3Qsgombfo0/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/usgGKFaLYhZ28ZuiW3Qsgombfo0/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/usgGKFaLYhZ28ZuiW3Qsgombfo0/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/usgGKFaLYhZ28ZuiW3Qsgombfo0/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/iX9_yMB9x0A" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista comigo no programa E-farsas.com da JustTV</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 11:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emerson Alecrim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inusitado]]></category>

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		<description><![CDATA[Olha só que legal (pelo menos para mim): no último dia 6, eu participei como entrevistado do programa E-farsas.com, que foi exibido ao vivo, às 20h00, na JustTV. Foi muito bacana! Conversei com o Gilmar, apresentador do programa, sobre o InfoWester, sobre segurança na internet, sobre Campus Party, enfim. Se quiser conferir (confere, vai!  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha só que legal (pelo menos para mim): no último dia 6, eu participei como entrevistado do programa <a href="http://www.e-farsas.com" target="_blank">E-farsas.com</a>, que foi exibido ao vivo, às 20h00, na <a href="http://www.justtv.com.br" target="_blank">JustTV</a>. Foi muito bacana! Conversei com o Gilmar, apresentador do programa, sobre o <a href="http://www.infowester.com" target="_blank">InfoWester</a>, sobre segurança na internet, sobre <a href="http://www.campus-party.com.br" target="_blank">Campus Party</a>, enfim. Se quiser conferir (confere, vai! <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  ), é só clicar no <em>play</em> do vídeo abaixo:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z_nXJSFcgo8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/z_nXJSFcgo8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Se não conseguir visualizar esse vídeo, você pode acessá-lo <a href="http://www.e-farsas.com/artigo.php?id=98" target="_blank">nesta página</a>. Espero que goste e que minha imagem não te traumatize ao ponto de você nunca mais voltar a este blog <img src='http://www.ealecrim.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>Ao som de Epica &#8211; Dance of Fate.</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/d-1IpteYEPfXahTKgLrQwvn5PdI/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/d-1IpteYEPfXahTKgLrQwvn5PdI/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/d-1IpteYEPfXahTKgLrQwvn5PdI/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/d-1IpteYEPfXahTKgLrQwvn5PdI/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ealecrim/~4/gV2tf-FEiAM" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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