<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>Divagações Solitárias</title><description>"Podemos odiar aqueles que amamos. Os outros são indiferentes." 
Henry David Thoreau</description><managingEditor>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</managingEditor><pubDate>Wed, 1 Apr 2026 20:28:23 -0300</pubDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">651</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/</link><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:summary>"Podemos odiar aqueles que amamos. Os outros são indiferentes." Henry David Thoreau</itunes:summary><itunes:subtitle>"Podemos odiar aqueles que amamos. Os outros são indiferentes." Henry David Thoreau</itunes:subtitle><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><xhtml:meta content="noindex" name="robots" xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml"/><item><title>Sobre frutos podres, comportamentos venenosos, gatilhos mentais e incentivo incondicional.</title><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/2024/06/sobre-frutos-podres-comportamentos.html</link><category>Amizade</category><category>amor</category><category>Coisas de Nerd</category><category>Filosofias Pessoais</category><category>LGBTQIA</category><category>Opiniões Alheias</category><category>psicologia</category><category>Saude</category><category>Sonhos</category><category>Textos</category><category>vida e morte</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</author><pubDate>Mon, 24 Jun 2024 12:20:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5740477013973099669.post-1419491099157742923</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEh9Kb_nXjYa0A-cYFWCO4P331mPl3wcnFN2NpWyMxFsooSYNwQoHK0kvdGFRz2QhBNZ7ico0DZjJ4g3Cy4XMnpyTmuxVRUyCdKQrWwY-OYsq4gaIjqsQYCvByUDkaet2jki2_hP3SRJip9SLTNO0kiNWakyjfX2psphB4mJqaP6FQ4KI6H7jkX_jctiV-/s1024/_783349b0-b314-48bd-8e37-649dd5a46f3e.jpg" style="display: block; padding: 1em 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" data-original-height="1024" data-original-width="1024" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEh9Kb_nXjYa0A-cYFWCO4P331mPl3wcnFN2NpWyMxFsooSYNwQoHK0kvdGFRz2QhBNZ7ico0DZjJ4g3Cy4XMnpyTmuxVRUyCdKQrWwY-OYsq4gaIjqsQYCvByUDkaet2jki2_hP3SRJip9SLTNO0kiNWakyjfX2psphB4mJqaP6FQ4KI6H7jkX_jctiV-/w640-h640/_783349b0-b314-48bd-8e37-649dd5a46f3e.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;/span&gt;

“Você não tem amigos aqui.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

“Você é esquisito, ninguém gosta de você.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

“Você não tem amigos Eduardo. Ninguém gosta de você. As pessoas se aproveitam de você, da sua ingenuidade e da sua burrice.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

“Você é um ermitão. Não tem amigos, não conversa com ninguém, não conhece ninguém.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

Algumas vezes você passa tanto tempo escutando as mesas coisas, recebendo o mesmo tipo de mensagem, mesmo que de formas diferentes e em épocas diferentes de sua vida, que acaba assimilando como &lt;b&gt;verdade incontestável&lt;/b&gt;. E mesmo que ao longo do caminho aconteçam coisas e surjam pessoas em sua vida para lhe provar o contrário, te mostrar que você é querido, que é alguém que vale a pena e que não está de fato sozinho, as sementes plantadas ao longo de anos, desde que a sua mente ainda era jovem e flexível ficam lá, gerando &lt;b&gt;frutos podres&lt;/b&gt;, gatilhos que são acionados ao menor sinal, com um olhar diferente, uma palavra, uma frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

Quando ainda era pequeno, fui à uma festa de aniversário com uma tia e duas primas, suas filhas. Já não me lembro mais a data exata e nem quem era o aniversariante, um coleguinha das meninas talvez. Me lembro vagamente do local, um salão de festas pequeno, talvez em uma igreja, uma longa mesa farta com todas aquelas guloseimas tradicionais de aniversário e muitas crianças ao redor dela e brincando pelos arredores.&lt;br /&gt;
A certa altura da festa eu, mesmo muito tímido, estava conversando com um outro menino que estava do outro lado da mesa, coisa de &lt;b&gt;um metro de distância&lt;/b&gt;. Não me lembro sobre o que conversávamos, mas estávamos bem entrosados, então ele me chamou para ir &lt;b&gt;do outro lado da mesa&lt;/b&gt;, ficar junto dele e depois brincar no salão. Eu fiquei bastante empolgado, mas respondi que teria que pedir pra minha tia, ver se ela permitia, o que eu tinha certeza que iria acontecer.&lt;br /&gt;
Me virei pra ela e animado, perguntei se eu poderia ir logo ali, do outro lado da mesa para ficar com meu amigo, na certeza absoluta que ela permitiria. Entretanto, pra minha surpresa ela me olhou brava e disse: &lt;b&gt;"Você não vai. Você não tem amigos aqui!"&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Minha primeira reação foi um misto de &lt;b&gt;surpresa e medo&lt;/b&gt;. Até aquele momento da minha vida, somente a minha &lt;b&gt;mãe&lt;/b&gt; tinha erguido a voz pra mim, ficado brava. E na minha cabeça, somente ela poderia fazer isso, afinal era minha mãe. Ver uma de minhas tias falar comigo naquele tom, me repreender daquela forma e por um motivo tão &lt;b&gt;pífio&lt;/b&gt;, me assustou, acho que a palavra que define é essa. Alguns segundos depois veio a &lt;b&gt;mágoa&lt;/b&gt;, afinal, o foi que eu havia feito? O que eu havia pedido de tão absurdo? Simplesmente ir de um lado da mesa ao outro. Depois disso perdi totalmente a vontade de estar lá, de estar com aquelas pessoas as quais pra mim, do nada, se tornaram completas desconhecidas. Falo de minha tia e minhas primas. De repente, depois disso eu não estava lá com elas, não estava para me divertir, festejar, compartilhar nada com ninguém. Era apenas um menino sozinho em meio a uma multidão de crianças e adultos &lt;b&gt;indiferentes à minha existência&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Na escola não era diferente, tanto no ginásio quanto já na minha adolescência, no colégio. Nunca fui de me enturmar ou fazer grupos de amigos. Tive uns aqui, outros ali, mas foram períodos curtos.&lt;br /&gt;
Sofri muito &lt;b&gt;bullying&lt;/b&gt; por parte dos colegas. Crianças e adolescentes podem ser muito cruéis se desejarem, &lt;b&gt;propositalmente&lt;/b&gt;. É incrível como uma criança sabe exatamente onde atingir a outra quando quer. Acho que é daí que vem o meu ranço por crianças hoje em dia. Ou são completas idiotas mimadas pelos pais ou pequenos demoniozinhos, replicando o comportamento venenoso de seus genitores.&lt;br /&gt;
Passei anos seguidos ouvindo coisas como: &lt;b&gt;"Nossa! Você é feio de dar pena! Quatro-olhos, dentes tortos. Você é esquisito, estranho, nenhuma menina vai querer te namorar, te beijar, ninguém gosta de você"&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;
O ápice da minha vida escolar foi ter um cartaz de "ME CHUTE" colado nas costas sem que eu percebesse, durante o intervalo. Colado por uma garota que eu considerava uma de minhas melhores amigas na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Quando você cresce dessa forma, ouvindo esse tipo de coisa dos parentes, colegas de escola, estranhos até, tem a esperança de conseguir algum conforto e apoio das principais pessoas pra você, as mais importantes: &lt;b&gt;seus pais&lt;/b&gt;. Ou em casos como o meu, de sua mãe, o único ser humano na Terra o qual uma criança pode confiar de que terá apoio e incentivo &lt;b&gt;incondicionais&lt;/b&gt;. Entretanto muitos pais antes de serem pais, não nos esqueçamos, são humanos, falhos, confusos e também carregando traumas de infância nunca resolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Já escrevi aqui sobre um "amigo" de juventude com o qual estudei, que com o passar do tempo se mostrou uma pessoa bastante &lt;b&gt;problemática&lt;/b&gt;. Eu na verdade era mais amigo do irmão mais novo do que dele mesmo, e o rapaz percebia isso. Não demorou para começar a me tratar mal, me humilhar, me diminuir e me agredir de todas as formas possíveis, inclusive &lt;b&gt;fisicamente&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Quando minha mãe finalmente se cansou dessa situação, me obrigou a terminar a amizade com esses irmãos e nunca mais procurá-los. E apesar de sofrer nas mãos do irmão mais velho, na época achei essa decisão bastante radical e durante uma caminhada, questionei minha mãe se não poderíamos resolver tudo com uma &lt;b&gt;conversa franca&lt;/b&gt;, afinal um dos irmãos era muito meu amigo, ou pelo menos assim eu o considerava.&lt;br /&gt;
Furiosa, sua resposta, &lt;b&gt;aos berros&lt;/b&gt;, no meio da rua foi a seguinte: &lt;b&gt;“Você não tem amigos Eduardo. Ninguém gosta de você. As pessoas se aproveitam de você, da sua ingenuidade e da sua burrice”&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Se ouvir aquilo, vindo da minha própria mãe, me doeu? Vocês não fazem ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Quando ouvir esse tipo de coisa se torna algo constante, sem perceber você passa a repetir isso como um mantra em sua mente. "Não tenho amigos, ninguém gosta de mim, eu não valho a pena".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

Ontem, mais uma vez ouvi algo semelhante, dessa vez vindo de minha tia, a quem considero minha segunda mãe: &lt;b&gt;“Você é um ermitão. Não tem amigos, não conversa com ninguém, não conhece ninguém"&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Apesar do tédio clássico de domingo, eu estava bem até então, planejando sair no fim do dia e ver um amigo que de tempos em tempos vem à cidade. Me arrumar bem bonito, um bom banho, talvez me perfumar e ter um fim de dia agradável, com boa conversa e boa companhia. Mas é incrível como algumas poucas palavras dela conseguiram minar tudo de bom que eu estava sentindo até então, o gatilho foi acionado. Será mesmo que eu tenho os amigos que penso que tenho, mesmo poucos? Será que eles realmente gostam de mim ou sentem apenas &lt;b&gt;pena&lt;/b&gt;? Vou morrer sozinho.&lt;br /&gt;
Claro que a noite foi péssima, pois perdi totalmente o foco, a vontade de interagir. Meu amigo também não estava bem psicologicamente e isso só serviu pra piorar as coisas, pois acabei isolado na festa enquanto ele me deu pouca atenção, preferindo ficar próximo de outros amigos os quais, talvez, lhe fizessem um bem maior naquele momento. Não o culpo e nem acho que tenha sido intencional, mas não vou negar que só serviu pra piorar tudo.&lt;br /&gt;
E agora estou aqui, começando mais uma semana sem ânimo ou qualquer vontade de interagir, acreditando um pouco mais que não valho a pena, que não tenho de fato amigos que se importem e que talvez, como acontece com muitos, viva uma vida solitária e morra de forma igual.
&lt;/span&gt;
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</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEh9Kb_nXjYa0A-cYFWCO4P331mPl3wcnFN2NpWyMxFsooSYNwQoHK0kvdGFRz2QhBNZ7ico0DZjJ4g3Cy4XMnpyTmuxVRUyCdKQrWwY-OYsq4gaIjqsQYCvByUDkaet2jki2_hP3SRJip9SLTNO0kiNWakyjfX2psphB4mJqaP6FQ4KI6H7jkX_jctiV-/s72-w640-h640-c/_783349b0-b314-48bd-8e37-649dd5a46f3e.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Bauru, SP, Brasil</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-22.3155297 -49.0708221</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-50.625763536178845 -84.2270721 5.9947041361788465 -13.9145721</georss:box></item><item><title>Receita de geleia de morango</title><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/2023/12/receita-de-geleia-de-morango.html</link><category>Receitas</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</author><pubDate>Wed, 20 Dec 2023 10:38:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5740477013973099669.post-6663274453018938708</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTFlSgYtETvnXNrn_R58oDziG7dBe93fBCiJFFeeCyW7AAr3JDzziki6qXdNjvBKy20bO0viREgYO_5sX1qyeVqf-oF2thAoVrxLvERxx9IhxUvrp8QR6EyDPxh3N68084TbovILo8AnnWkJ2SofFsOzAq9FbfM7vIqKZh1Z-TXnhoE3TcxYsKw86rqKd9/s1024/_f51435cc-8894-45b5-857b-ec016e681bda.jpg" style="display: block; padding: 1em 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" data-original-height="1024" data-original-width="1024" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTFlSgYtETvnXNrn_R58oDziG7dBe93fBCiJFFeeCyW7AAr3JDzziki6qXdNjvBKy20bO0viREgYO_5sX1qyeVqf-oF2thAoVrxLvERxx9IhxUvrp8QR6EyDPxh3N68084TbovILo8AnnWkJ2SofFsOzAq9FbfM7vIqKZh1Z-TXnhoE3TcxYsKw86rqKd9/s600/_f51435cc-8894-45b5-857b-ec016e681bda.jpg" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate" style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;
INGREDIENTES:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;b&gt;4&lt;/b&gt; (quatro) cumbucas de morangos maduros&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;b&gt;2&lt;/b&gt; (duas) xícaras de açúcar&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;b&gt;½&lt;/b&gt; (meio) limão&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate" style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;MODO DE PREPARO:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;• Retire os morangos de dentro da embalagem e lave-os bem para remover possíveis impurezas e agrotóxicos;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;• Usando uma faca afiada (cuidado para não ferir tuas mãos) corte os cabinhos e folhas e pique cada um dos morangos em pequenos pedaços. Isso vai ajudar na hora do cozimento e também, quando a geleia ficar pronta, vão ficar aqueles pedacinhos saborosos;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;• Jogue os morangos picados dentro de uma panela e cubra com as 2 (duas) xícaras de açúcar;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;• Com uma colher feita de pau ou de silicone, comece a mexer devagar, em fogo médio, para fazer o açúcar começar a derreter e se incorporar aos poucos com os morangos;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;• Não pare de de mexer por um único segundo sequer e mantenha o fogo médio. Em questão de minutos, os morangos vão começar a soltar água e se desmanchar, se misturando com o açúcar e formando a calda;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;• Continue mexendo com a colher (não o faça com as mãos nuas ou você pode sofrer graves queimaduras) até a maioria dos morangos se desmancharem e a panela se encher de um líquido vermelho e espumante, resultado da fusão das frutas com o açúcar;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;• Mantenha o fogo em médio e continue mexendo por vários minutos até você perceber que a geleia está mais borbulhante e firme.

Nesse momento é preciso ter cuidado e bom senso. Se cozinhar de menos, a geleia não vai se formar e ficará muito líquida. Se deixar cozinhar demais, o líquido pode secar e virar uma bala puxa-puxa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;• Continue mexendo sem parar e vá levantando a colher de vez em quando para verificar a consistência. Quando a calda estiver mais viscosa na colher, será o momento de espremer meio limão. Ele serve para, além de deixar sua geleia mais lustrosa e bonita, quebrar um pouco da acidez.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;• Quando você perceber que a geleia já está demorando um pouco mais para escorrer da colher, desligue o fogo, pois ela vai ficar mais consistente à medida em que esfriar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;• Coma a geleia.  
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTFlSgYtETvnXNrn_R58oDziG7dBe93fBCiJFFeeCyW7AAr3JDzziki6qXdNjvBKy20bO0viREgYO_5sX1qyeVqf-oF2thAoVrxLvERxx9IhxUvrp8QR6EyDPxh3N68084TbovILo8AnnWkJ2SofFsOzAq9FbfM7vIqKZh1Z-TXnhoE3TcxYsKw86rqKd9/s72-c/_f51435cc-8894-45b5-857b-ec016e681bda.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Receita de panquecas americanas.</title><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/2023/12/receita-panquecas-americanas.html</link><category>Receitas</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</author><pubDate>Mon, 18 Dec 2023 12:01:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5740477013973099669.post-2479032147304588597</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnr6aZB8lYK3dIGANFl3MWF5pJc8N-dz2iDNi_EvOfuxqAE5OTnlv0soCGDSRgmCbgxOlmQBesTf0l9SwlkizDHNRcpzIm_z9WGFDcZO9YlW8KN1JUUjxJD4D7OtjdZdeSoHse8OfWmYpTevDO-S4DT5m_2u43IfpSQRpIUf3_jDaroA0nib9wIAct78Z3/s1024/_94ebb4b1-1218-4725-b1c6-231e33de7c54.jpg" style="display: block; padding: 1em 0; text-align: center; "&gt;&lt;img alt="" border="0" width="600" data-original-height="1024" data-original-width="1024" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnr6aZB8lYK3dIGANFl3MWF5pJc8N-dz2iDNi_EvOfuxqAE5OTnlv0soCGDSRgmCbgxOlmQBesTf0l9SwlkizDHNRcpzIm_z9WGFDcZO9YlW8KN1JUUjxJD4D7OtjdZdeSoHse8OfWmYpTevDO-S4DT5m_2u43IfpSQRpIUf3_jDaroA0nib9wIAct78Z3/s600/_94ebb4b1-1218-4725-b1c6-231e33de7c54.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;
INGREDIENTES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;1½ xícara (chá) de farinha de trigo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;2½ colheres (sopa) de açúcar&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;1 pitada de sal&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;1 pitada de canela em pó&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;2 ovos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;1 xícara (chá) de leite (ou leitelho)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;2½ colheres (sopa) de óleo (ou manteiga derretida)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;2 colheres (chá) de fermento em pó&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;1 pitada de bicarbonato de sódio
óleo ou manteiga para untar a frigideira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;MODO DE PREPARO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Numa tigela grande, misture a farinha, o açúcar, a canela em pó e o sal.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Numa tigela pequena, quebre um ovo de cada vez e junte à mistura de secos – se um estiver estragado você não perde a receita.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Acrescente o leite, o óleo e misture bem com o batedor de arame até ficar liso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Deixe a massa descansar por 10 minutos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Adicione o fermento em pó, o bicarbonato e misture bem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Leve uma frigideira antiaderente ao fogo médio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Quando aquecer, com um pedaço de papel toalha, unte o fundo da frigideira com óleo – repita essa operação a cada leva.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Coloque duas conchas da massa no centro da frigideira, abaixe o fogo e deixe por 2 minutos até a lateral da panqueca começar a firmar e formarem bolhas no centro da massa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Com uma espátula, vire a panqueca e deixe por mais 1 minuto para dourar o outro lado por igual.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Transfira para um prato e repita com o restante da massa, untando a frigideira a cada panqueca.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Sirva as panquecas ainda mornas com pera cozida no micro-ondas, manteiga, geleias, frutas, mel ou maple.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;PRA VARIAR&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;Você pode substituir a canela em pó por raspas de laranja ou extrato de baunilha a gosto.  
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnr6aZB8lYK3dIGANFl3MWF5pJc8N-dz2iDNi_EvOfuxqAE5OTnlv0soCGDSRgmCbgxOlmQBesTf0l9SwlkizDHNRcpzIm_z9WGFDcZO9YlW8KN1JUUjxJD4D7OtjdZdeSoHse8OfWmYpTevDO-S4DT5m_2u43IfpSQRpIUf3_jDaroA0nib9wIAct78Z3/s72-c/_94ebb4b1-1218-4725-b1c6-231e33de7c54.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Sobre boas ofertas de talco, bolhas translúcidas, cinemas não recomendados e consequências do luto.</title><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/2023/11/sobre-boas-ofertas-de-talco-bolhas.html</link><category>amor</category><category>Filosofias Pessoais</category><category>Opiniões Alheias</category><category>Saude</category><category>Sonhos</category><category>vida e morte</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</author><pubDate>Tue, 28 Nov 2023 17:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5740477013973099669.post-5295740324071377366</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1aQWzRVyLZ6mEITZHDid1ALo4uGqKSKKpqjDmkmk2ssc-2I_7fx6ufJsJyG76hGhfoYla9LjYJY6X4WGBuOl8-aFdjNoX0E_oq_q9aJasYcePkPrsvMKLDYjg9mPkwKI0GSSXTXKInIc_LY0wsSlrBh6zdi4rJayxW47AUdnmcgbKT5r-RYLwhYQfGcGF/s600/legacy.png" style="display: block; padding: 1em 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" data-original-height="315" data-original-width="600" height="336" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1aQWzRVyLZ6mEITZHDid1ALo4uGqKSKKpqjDmkmk2ssc-2I_7fx6ufJsJyG76hGhfoYla9LjYJY6X4WGBuOl8-aFdjNoX0E_oq_q9aJasYcePkPrsvMKLDYjg9mPkwKI0GSSXTXKInIc_LY0wsSlrBh6zdi4rJayxW47AUdnmcgbKT5r-RYLwhYQfGcGF/w640-h336/legacy.png" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
 Recentemente fui ao centro da cidade ver se encontrava alguma oferta de &lt;b&gt;talco de bebê&lt;/b&gt;. Odeio andar pelo calçadão de Bauru, com todo aquele barulho e gente irritante pra todo o lado, mendigos te pedindo esmola a cada quarteirão e fanáticos religiosos gritando ensandecidos sobre pecados e o inferno, como se eles não fossem queimar lá também. Entretanto nem sempre acho o que preciso perto de casa, tampouco quero ir até o shopping só por um produto ou dois.
Decidi ir a um supermercado umas três quadras abaixo do calçadão, uma região que eu acostumei chamar de “cidade velha”, já que é onde ficam as construções mais antigas do centro, um quê de anos 70 maquiado para os tempos atuais. Tem até um velho &lt;b&gt;cinema pornô&lt;/b&gt; pra aqueles lados, está lá desde que eu me conheço por gente e o qual eu decidi ir conhecer há algum tempo. Não recomendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Achei a oferta de talco que procurava e fui direto pro caixa. Enquanto a atendente passava minha compra, reparei no garoto do pacote que estava olhando fixo para outro funcionário ao longe. A moça também reparou e enquanto esperava minha nota ser impressa, perguntou ao garoto o que tanto ele estava olhando. Ele respondeu: &lt;i&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;“Estou olhando o (não me lembro o nome do rapaz). Ele chegou cabreiro hoje, azedo. Não olhou pra ninguém, não deu bom dia. Tá com uma cara feia”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Enquanto ele colocava meu talco na sacola a colega respondeu em um tom irônico: &lt;i&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;“Ah, ele? Eu sei, ele é sempre desse jeito, mal-humorado, calado, de cara fechada. Eu mesma já falei na cara dele que ele é muito esquisito”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;. Eu, já com a sacola em mãos, fui saindo do supermercado e comecei a refletir sobre o que tinha acabado de ouvir e também sobre o quanto é difícil, e acredito que isso não seja só hoje, você poder &lt;b&gt;sentir o que realmente quer sentir&lt;/b&gt;, lidar com seus sentimentos do seu próprio jeito, sem ser criticado, julgado e &lt;b&gt;condenado&lt;/b&gt; pelas pessoas. Vivemos em uma sociedade que nos obriga cada vez mais a usar uma máscara de normalidade e a viver num padrão ao qual muitas vezes &lt;b&gt;não estamos em sintonia&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Fiquei pensando nesse cara, o mal-humorado, fosse ele quem fosse. Difícil opinar sobre alguém sem sequer conhecê-lo (embora façamos isso de forma hipócrita quase 100% do tempo). Talvez ele seja mesmo um chato, ranzinza, talvez seja uma pessoa &lt;b&gt;propositalmente desagradável&lt;/b&gt; e nada justifique o fato dele agir como age, ou talvez ele de fato &lt;b&gt;não esteja be&lt;/b&gt;m, esteja passando por algum problema de ordem pessoal, familiar. Talvez ele aja dessa forma não por maldade ou arrogância, antipatia. Talvez ele esteja em uma sintonia diferente, tentando lidar com o que quer que seja que ele esteja passando, da forma que ele consegue. O caso é que é muito, muito difícil você divergir do padrão de comportamento que esperam de você, na família, entre os amigos, no trabalho. Você sai da sintonia da maioria das pessoas e de repente é visto como uma espécie de &lt;b&gt;corpo estranho&lt;/b&gt;, um pequeno estrepe incômodo no pé de outros, que se consideram de certa forma, dentro do padrão social aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Minha mãe faleceu em junho desse ano, bem no último dia do mês. Não vou entrar em detalhes sobre ocorrido, mas digamos que enfim ela &lt;b&gt;conseguiu o que vinha buscando&lt;/b&gt;. Entendedores entenderão. E apesar de já não estarmos nos dando muito bem nos últimos anos, ela com certeza me amava e eu a ela. Alguns relacionamentos são... complicados, muitos entre os pais e seus filhos. Não invejo quem não consegue imaginar, quem não entende &lt;b&gt;e nem espero que o façam&lt;/b&gt;. Durante sua vida, raras são as pessoas que te compreendem e mais raras ainda são as que &lt;b&gt;de fato fazem esforço&lt;/b&gt; pra te compreender verdadeiramente. Tento não guardar mais mágoa, pois você cresce é percebe que não é maldade da parte delas, só superficialidade ignorância e uma grande falta de empatia. Acima de tudo &lt;b&gt;ignorância&lt;/b&gt;, ouso julgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Embora eu tenha optado por não demonstrar muito, a morte dela teve um impacto bastante forte no meu psicológico. A gente sabe que cedo ou tarde vai perder os pais, mas procuramos não ficar pensando sobre isso enquanto eles estão vivos, como se evitar refletir sobre um assunto tão fúnebre fosse lhes dar a imortalidade. Eu, depois de adulto e de perceber que a vida  é bem diferente daquela que a Xuxa cantava nas letras das suas músicas, vez ou outra me pegava refletindo sobre como eu seria afetado quando finalmente a hora chegasse. Eu desabaria, amaldiçoaria em prantos, teria um colapso nervoso, uma depressão profunda por sei lá quanto tempo? Sendo filho único de uma mãe solteira, não digo que fui mimado, mas sim extremamente superprotegido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Aos olhos de minha mãe eu era um &lt;b&gt;cristal frágil&lt;/b&gt; que poderia se quebrar ao mais leve toque. E é claro, eu cresci acreditando nisso, foi assim que ela me criou, não para enfrentar o mundo, mas para &lt;b&gt;ter medo dele&lt;/b&gt;. Divagando agora por sensações, posso dizer que apesar de ter dançado conforme a música que ela tocava durante toda a minha infância, eu não a admirava, mas também não a odiava, nem tinha medo dela. Acredito que a amava com um amor oriundo da &lt;b&gt;dependência&lt;/b&gt;, de acreditar que eu era naturalmente parte dela. E literalmente somos partes de nossos pais, claro, mas quando eu digo que me considerava parte dela, quero dizer que, na minha cabecinha infantil, eu não poderia pensar por mim mesmo sem a minha mãe. Direita ou esquerda? Certo ou errado? Devo ou não devo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Aí, eis que aconteceu e eu, apesar de ainda ter a minha tia, que para mim é como se fosse minha &lt;b&gt;segunda mãe&lt;/b&gt;, me vi completamente sozinho. E é interessante como a vida tem um jeito muitas vezes &lt;b&gt;sarcástico&lt;/b&gt; de nos ensinar as coisas e só não aprende quem de fato não quer.&lt;br /&gt;
Eu, que na infância sempre fui &lt;b&gt;superdependente&lt;/b&gt; da minha mãe, minutos depois de saber de sua morte pelo médico já me vi obrigado a, como &lt;b&gt;filho único&lt;/b&gt;, começar a tomar todas as providências em relação ao que deveria ser feito, manter a calma, amparar minha tia, enfim, agir de acordo com a minha idade real. Não que eu me considerasse irresponsável, mas sim imaturo e &lt;b&gt;despreparado&lt;/b&gt; para, num piscar de olhos ser obrigado a tomar decisões tão sérias e definitivas, tanto para o fim da vida dela quanto para a continuidade da minha e a da minha tia. Funeral, sepultamento, &lt;b&gt;cuidados com o corpo&lt;/b&gt;. E tudo isso resolvido em poucas horas, antes do dia seguinte. Era como se tivessem pegado meu cérebro e jogado num processador de alimentos, um esforço homérico para manter a concentração e um &lt;b&gt;aparente&lt;/b&gt; controle emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Por sorte, há alguns anos minha tia decidiu pagar um &lt;b&gt;plano funerário&lt;/b&gt; desses baratinhos, que é o que temos condições, o que já foi meio caminho andado para o funeral. Entretanto o sepultamento acabou sendo um pouco mais complicado e é uma ocasião que acabou me marcando de forma bastante negativa e talvez &lt;b&gt;permanente&lt;/b&gt;. Não que seja fácil ou agradável pra quem quer que seja, ver o caixão de um ente querido ser baixado pra uma cova, mas o caso é que nunca tivemos dinheiro o bastante para comprar um sepulcro pra família, pois até onde sei isso é bem caro e sempre esteve bem além de nossas posses.&lt;br /&gt;
É claro que eu sei que no momento da morte de alguém, você deve tomar todas as providências necessárias &lt;b&gt;o quanto antes&lt;/b&gt;, mas não imaginava que, &lt;b&gt;minutos depois&lt;/b&gt; de ser informado do óbito de minha mãe eu já teria de ter tudo acertado, o local e horário do velório, local e horário do enterro. Claro que entrei num &lt;b&gt;pânico silencioso&lt;/b&gt;. Não tinha a menor ideia dessas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Sem um túmulo de nossa propriedade, só nos restou pleitear uma cova &lt;b&gt;cedida pela prefeitura&lt;/b&gt;, gratuita. Que outra solução? Contudo outro problema surgiu: minha renda familiar, somada com o benefício recebido pela minha tia não me dava esse direito. Eu só conseguia pensar no corpo da minha mãe ali, no leito, esperando que eu tomasse decisões inéditas para mim. Tudo o que eu queria era que ela pudesse enfim &lt;b&gt;descansar em paz&lt;/b&gt;. Por sorte, uma vizinha dela, uma moça &lt;b&gt;desempregada&lt;/b&gt;, conseguiu uma sepultura em seu nome. De acordo com a garota, ela gostava muito de minha mãe e quis ajudar na medida do possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Se lembram que, mais acima eu disse que esse foi um momento que me marcou de forma negativa e permanente? Pois é, eu sei bem que um túmulo cedido pela prefeitura não tem a imponência de um particular, não tinha essa ilusão. Sabia que seria um enterro simples, numa cova mais simples, mas não imaginava que fosse como foi, num cemitério popular, super humilde, absurdamente distante e num simples &lt;b&gt;buraco cavado na terra&lt;/b&gt;, num canto abandonado do cemitério que mais parecia um terreno baldio. Basicamente uma cova de indigente. Sem uma lápide, sem um nome, cuja única e quase ilegível identificação é um número pintado à mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Desde então tenho me &lt;b&gt;esforçado&lt;/b&gt; para fazer as coisas da melhor forma que consigo. Agora com novas responsabilidades, preciso cuidar do apartamento que ela me deixou até conseguir &lt;b&gt;vendê-lo&lt;/b&gt;. Não é um bom lugar e eu não o quero. Pretendo, se possível, com o dinheiro da venda conseguir uma casa melhor para minha tia e eu, já que &lt;b&gt;moramos de favor&lt;/b&gt; na casa que um primo nos cedeu &lt;b&gt;há mais de 30 anos&lt;/b&gt;. Casa que mais dia, menos dia, pode cair sobre nossas cabeças se não dermos um jeito de sair logo de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Eu disse há pouco que a vida ensina, mas o caso é que &lt;b&gt;a morte também tem essa função&lt;/b&gt;, de uma forma bem mais dolorosa e indigesta, mas tem. Mas o que acontece também é que ao lidar com o luto você percebe que quem enfraquece, mesmo que temporariamente, quem diminui a velocidade é &lt;b&gt;somente você&lt;/b&gt;. O mundo e todas as pessoas ao seu redor continuam exatamente como sempre estiveram. O tempo continua passando, dias vem e vão, as pessoas continuam sendo como sempre foram. Você acaba se dando conta de que essa sensação estranha de que tudo está &lt;b&gt;mais lento&lt;/b&gt;, borrado, difícil não vem de fora, mas de si mesmo. É como estar dentro de uma bolha translúcida enquanto do lado de fora, o mundo embaçado continua seguindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Sempre ouvimos histórias de terceiros ou vemos nos filmes e livros o quanto certas coisas pelas quais passamos nos mudam e moldam, às vezes muito, às vezes pouco, mas não conseguimos compreender isso de fato até que passemos por algo que nos impacta &lt;b&gt;verdadeiramente&lt;/b&gt;. E como eu disse a vida não espera. Você não pode se dar ao luxo de cair e &lt;b&gt;permanecer no chão&lt;/b&gt;, é obrigado a se levantar e continuar seguindo, mesmo que no decorrer da jornada que te resta você perceba que coisas dentro de você estão mudando. E talvez isso seja necessário. Não resiliência, mas adaptação, &lt;b&gt;sobrevivência&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;

</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1aQWzRVyLZ6mEITZHDid1ALo4uGqKSKKpqjDmkmk2ssc-2I_7fx6ufJsJyG76hGhfoYla9LjYJY6X4WGBuOl8-aFdjNoX0E_oq_q9aJasYcePkPrsvMKLDYjg9mPkwKI0GSSXTXKInIc_LY0wsSlrBh6zdi4rJayxW47AUdnmcgbKT5r-RYLwhYQfGcGF/s72-w640-h336-c/legacy.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Sobre a distância, joelhos ralados, leve melancolia e um laço, não um nó,</title><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/2023/05/sobre-distancia-joelhos-ralados-leve.html</link><category>Amizade</category><category>Filosofias Pessoais</category><category>Humor</category><category>LGBTQIA</category><category>Opiniões Alheias</category><category>psicologia</category><category>Saude</category><category>Sexo</category><category>Sonhos</category><category>vida e morte</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</author><pubDate>Mon, 22 May 2023 09:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5740477013973099669.post-217197235058464677</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiR9DTbNKf6OgXgS0LbVIyvr0uj7zabTP9qqzl9km6PZjxGtIw0HHPFFIXsJNvHvqjEOQEQG0cve6eLCZU_6-TGZi7tlbF94hAPEPPICfDJUy5L716V2BJ5gw5pAqs0hZPNRGbht94qzQEQaPRqQ5GUr2tE_TyfIBo24kF7dXaR5OtZgArlkDxjip-orw/s1000/Why-You-Should-Never-Leave-a-Room-Empty-When-Your-Homes-For-Sale.jpg" style="display: block; padding: 1em 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" data-original-height="625" data-original-width="1000" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiR9DTbNKf6OgXgS0LbVIyvr0uj7zabTP9qqzl9km6PZjxGtIw0HHPFFIXsJNvHvqjEOQEQG0cve6eLCZU_6-TGZi7tlbF94hAPEPPICfDJUy5L716V2BJ5gw5pAqs0hZPNRGbht94qzQEQaPRqQ5GUr2tE_TyfIBo24kF7dXaR5OtZgArlkDxjip-orw/s600/Why-You-Should-Never-Leave-a-Room-Empty-When-Your-Homes-For-Sale.jpg" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Sobre o assunto da minha última postagem, aquele meu amigo que estava pra se mudar da cidade, ele assim o fez.&lt;br /&gt;
Acho que já se passaram quase 15 dias desde que ele foi embora, quando marcamos de nos encontrar para uma &lt;b&gt;despedida adequada&lt;/b&gt;. Eu estava com muito medo de que ele acabasse se mudando sem conseguir tempo pra que nos víssemos, mas acabou que deu certo. Um pouco &lt;b&gt;em cima da hora&lt;/b&gt; pro meu gosto, já que marcamos um almoço horas antes dele sair de viagem, todavia poderia ter sido pior e ele sequer ter me chamado pra conversar. Apesar dele levar uma vida extremamente corrida e ter ficado por &lt;b&gt;quase um ano&lt;/b&gt; sem conseguir marcar algo comigo antes desse dia, eu o considero um querido amigo e sou grato pela sua amizade e até mesmo alguns ensinamentos. Amizades são &lt;b&gt;um laço e não um nó&lt;/b&gt;. Demorei pra aprender essa lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Mesmo que tenhamos nos encontrado aos 45 do segundo tempo, a tarde foi bem bacana. Almoçamos juntos num restaurante das redondezas e depois fomos até uma praça próxima sentar pra conversar. Eu até tinha muito assunto pra botar em dia, mais depois de meses e com somente algumas horas sobrando, muita coisa ficou de fora. Me resta ter a esperança de que oportunidades de novos encontros ainda surgirão. Quando ambos tivermos &lt;b&gt;tempo livre&lt;/b&gt; e eu, &lt;b&gt;dinheiro guardado&lt;/b&gt;, irei visitá-lo na nova cidade, passar um final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Ficamos na praça por cerca de 40 minutos, conversamos muito e depois fomos até o apartamento &lt;b&gt;já vazio&lt;/b&gt;, pois suas coisas já estavam todas na casa nova e ele queria me mostrar como ficou a pintura das paredes para a entrega do local.&lt;br /&gt;
Eu, apesar dos meus 47 anos, vez ou outra ainda tenho rompantes de uma &lt;b&gt;inocência quase adolescente&lt;/b&gt; e confesso que, por alguns minutos fiquei me perguntando por que raios e qual era a graça de passarmos a tarde conversando dentro de um apartamento vazio, sentados no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
O clima nem tava tão quente, mas a primeira coisa que ele fez quando entrou foi &lt;b&gt;tirar as roupas&lt;/b&gt;, alegando sentir muito calor em lugares fechados. Eu, apesar da minha já citada "inocência quase adolescente" não chego a ser idiota e segui o fluxo. &lt;b&gt;Transamos no chão&lt;/b&gt;, durante toda a tarde, no apartamento vazio. E embora eu tenha alguns fetiches bem mais picantes em relação a locais, confesso que foi bem divertido. Só recomendo &lt;b&gt;almofadas pra apoiar os joelhos&lt;/b&gt;. Os meus ficaram um pouco esfolados. Sou cavalheiro e decidi deixar a única almofada abandonada no quarto vazio, pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Claro que o sexo foi um bônus &lt;b&gt;muito bem-vindo&lt;/b&gt;, já que minha vida, nesse quesito é quase &lt;b&gt;nula&lt;/b&gt;, pois só consigo transar com quem tenho &lt;b&gt;amizade ou afeto&lt;/b&gt;. O negócio é que foi bem bacana poder passar algumas horas conversando, depois de tantos meses distantes um do outro. Até então eu não fazia ideia dos motivos pelos quais ele decidiu se mudar, ainda mais pra outra cidade, &lt;b&gt;não que isso seja de minha conta&lt;/b&gt;, claro, mas somos amigos e quando descobri foi uma grande surpresa. Fiquei apreensivo, com medo do afastamento, de perder sua amizade, de que talvez nunca mais conseguíssemos nos ver, enfim. Poder passar um tempo conversando, matando a saudade e saber mais sobre sua decisão me deixou bastante tranquilo. Aquele mal-estar inicial foi substituído por um quentinho gostoso no coração e um &lt;b&gt;desejo sincero de boa sorte e felicidades&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
No fim das contas é como eu disse pra ele durante nosso papo: &lt;b&gt;Nada de ruim aconteceu&lt;/b&gt;, nem pra mim, nem pra ele, muito pelo contrário. Ele tomou a decisão de mudar de ares, começar uma nova fase de sua vida, conhecer novos lugares, novas pessoas e viver novas experiências. E eu, como seu amigo tenho a obrigação de apoiá-lo, ficar feliz por suas conquistas. Não vou negar, claro, de minha parte bate uma &lt;b&gt;melancolia&lt;/b&gt;, afinal de hoje em diante ficará ainda mais difícil de conseguirmos nos encontrar. Com ele morando aqui, na mesma cidade que eu, o problema era a &lt;b&gt;falta de tempo de sua parte&lt;/b&gt;, agora, com ele numa nova cidade, o fator &lt;b&gt;distância&lt;/b&gt; entrou na equação, mas ainda assim, apesar dos pesares, nada de incomum, anormal ou ruim. Tudo o que decidimos para nós mesmos, os caminhos que escolhemos, nossas ações &lt;b&gt;geram consequências&lt;/b&gt;, por vezes boas, às vezes ruins, noutras, simplesmente &lt;b&gt;naturais&lt;/b&gt;, como foi esse caso.&lt;br /&gt;
Claro que gostaria que nada tivesse mudado, mas essa linha de pensamento além de ser &lt;b&gt;egoísta&lt;/b&gt; ainda impede que as coisas fluam &lt;b&gt;como devem fluir&lt;/b&gt;, seja para mim, seja para o outro. Então sim, apesar da saudade prematura estou em paz, pois sei que tudo está caminhando normalmente como deve caminhar. 
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center" valign="botton"&gt;
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Desde criança sempre tive uma dificuldade muito grande para lidar com &lt;b&gt;separações&lt;/b&gt;, sejam elas por quais motivos forem, bons ou ruins. Por causa da solidão e da carência, sempre me apego demais a alguma pessoa que me dê uma atenção maior e quando, algum dia, por algum motivo ela precisa seguir seu caminho, sofro muito, sinto como se ficasse em mim um buraco onde antes estava esse relacionamento. E como até hoje, beirando meus 47 anos ainda costumo me sentir assim, posso dizer que me tornei basicamente um &lt;b&gt;queijo suíço&lt;/b&gt;, cheio de pequenos espaços vazios onde antes existiam sentimentos intensos (de minha parte, pelo menos). Em breve vai acontecer de novo e, como sempre, terei de lidar com o fato. Faço isso hoje melhor do que antigamente, mas ainda assim não consigo evitar de me deixar &lt;b&gt;abater&lt;/b&gt; pelo acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Descobri recentemente que um amigo do qual gosto muitíssimo e ao qual me apeguei bastante nos últimos anos vai &lt;b&gt;se mudar para outra cidade&lt;/b&gt; por motivo de trabalho, o que é ótimo para ele, diga-se de passagem.
Não sei os detalhes ainda porque acabei descobrindo sozinho o acontecido pois o vi perguntando por &lt;b&gt;caixas de papelão para mudança&lt;/b&gt;, nas redes sociais. Num primeiro momento não fiquei tão surpreso, pois morando aqui em Bauru ele já se mudou duas vezes, então deduzi que essa seria apenas mais uma. Claro que, imediatamente já me fiz a pergunta de milhões: &lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;"Pra onde? Perto ou longe? Espero que não seja para algum bairro muito distante"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Entretanto, um dos fardos da solidão é que você, por não ter muito com quem conversar, pensa demais sobre tudo, o tempo todo. Então, alguns dias depois assim que surgiu a oportunidade, fui o mais &lt;b&gt;dissimulado&lt;/b&gt; que pude e o procurei online para fazer a pergunta que me assombrava. Basicamente "joguei verde para colher maduro", como diz o ditado. Como quem não quer nada, perguntei se ele estava se mudando de cidade, torcendo de forma &lt;b&gt;egoísta&lt;/b&gt; para que a resposta fosse &lt;b&gt;negativa&lt;/b&gt;. Nos conhecemos há mais de dez anos e apesar de saber que esse tipo de acontecimento é parte natural da vida, como já disse, pra mim é muito difícil de lidar cada vez que acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Ele, da forma mais natural e corriqueira possível, como quem diz que vai ali na esquina comprar cigarros e já volta, disse que sim, que ainda não havia contado nada pra ninguém, só pra família e alguns poucos colegas de trabalho e que pretendia me contar futuramente, quando nos encontrássemos pessoalmente, mas já que eu havia descoberto sozinho, sim, é verdade. Confesso que inicialmente me senti &lt;b&gt;ofendido&lt;/b&gt;, afinal desde sempre eu &lt;b&gt;me dou mais importância do que realmente mereço&lt;/b&gt;, achando que tenho algum tipo de &lt;b&gt;prioridade&lt;/b&gt; nas escolhas dos outros. Sei que parece prepotência, mas não, é um dos efeitos colaterais da minha carência. Por uns trinta segundos fiquei pensando no porque eu não fui escolhido por ele para ser uma das primeiras pessoas a saber da notícia, afinal, eu me considero um de seus melhores amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Li sua resposta e engoli em seco, tentando não deixar transparecer, mesmo que por mensagens escritas, que eu havia ficado abatido pela resposta positiva. Afinal, repetindo, são acontecimentos normais na vida de qualquer um e pelos quais já passei uma dezena de vezes. Além do mais, por mais egoísta que minha carência me torne, tenho plena consciência de que o acontecido foi algo&lt;b&gt; bom e importante em sua vida&lt;/b&gt;, uma oportunidade, e que, assim como ele com certeza está muito feliz com isso, eu, &lt;b&gt;como amigo que digo ser&lt;/b&gt;, também devo ficar. Por mais que o distanciamento vindouro me afete, considero minha &lt;b&gt;obrigação de amigo&lt;/b&gt;, fazer um esforço para ficar feliz por ele tal qual ele ficaria por mim, caso a situação fosse inversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
A verdade é que, embora para quem vê de fora pareça o oposto, fico feliz pelas conquistas de um amigo do qual realmente goste, mesmo que não o diga com palavras, mesmo que não consiga sequer demonstrar com um sorriso, o caso é que f&lt;b&gt;ico triste por mim&lt;/b&gt;. Sendo egoísta, a dor pelo que vou perder acaba se sobrepondo a alegria pelo que o outro tem a ganhar. Fico feliz pelo outro, juro, mas acabo ficando mais triste por mim. E tenho de fazer um esforço homérico para fingir que estou aceitando tudo numa boa, afinal, como conseguir chegar na outra pessoa e abrir o coração de forma que não pareça um &lt;b&gt;drama exagerado&lt;/b&gt;? Que o simples fato dela ir pra longe de você, mesmo que não tão longe assim, vai te fazer sofrer mais do que o normal? Que ela vai te fazer falta &lt;b&gt;mais do que imagina&lt;/b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Muito provável que ele tenha percebido que a notícia não me caiu muito bem e foi logo dizendo que devo ficar tranquilo, pois sempre seremos amigos, que isso não será um &lt;b&gt;adeus&lt;/b&gt;, que quase nada vai mudar, que além de continuarmos conversando normalmente de tempos em tempos, quando possível ele vai voltar pra Bauru para visitar a família e os amigos e que então &lt;b&gt;poderemos nos rever&lt;/b&gt;. Além disso, disse que depois que tudo estiver ajeitado em sua nova casa, quem sabe eu poderia ir &lt;b&gt;visitá-lo&lt;/b&gt; vez ou outra também, mesmo ele não tendo me dito, até esse ponto da conversa, para qual cidade vai se mudar.&lt;br /&gt;
De minha parte concordei, afinal nada de ruim aconteceu. Por mais amigos que tenhamos, todos precisamos seguir com nossas vidas individuais e sempre buscar o que for o melhor para nós mesmos. As pessoas que amamos, nossos familiares, amigos, devem ser importantes para nós, mas acima de tudo &lt;b&gt;devemos ser importantes para nós mesmos&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Todavia sabemos que em muitos casos &lt;b&gt;é mais fácil falar do que fazer&lt;/b&gt;. Eu já sofri muito e às vezes ainda sofro &lt;b&gt;criando expectativas&lt;/b&gt; para determinadas situações. Se combino algo com alguém, se uma pessoa me promete algo. Fico esperando que tudo corra como o planejado e se isso não acontece, fico &lt;b&gt;intensamente&lt;/b&gt; frustrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Eu o considero e sempre o considerarei uma boa pessoa e um amigo querido, contudo ele é bastante &lt;b&gt;ocupado&lt;/b&gt; e quase não tem tempo sobrando para que possamos nos ver ou conversar, seja online ou presencialmente. E embora eu não o culpe por isso, pois seria &lt;b&gt;absurdo&lt;/b&gt; fazê-lo, não nego que fico bastante frustrado por conseguirmos nos encontrar &lt;b&gt;bem menos do que eu gostaria&lt;/b&gt;. Está quase que o tempo todo trabalhando, estudando e, no seu tempo livre, resolvendo os próprios assuntos pessoais ou relaxando da forma que merece e que melhor lhe convêm. Creio que a última vez que consegui vê-lo pessoalmente foi na metade de 2022. E embora eu faça um esforço grande para respeitar as escolhas e o espaço pessoal do próximo, não nego que muitas vezes me sinto um pouco &lt;b&gt;deixado de lado&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Não duvido nem por um minuto que ele esteja sendo sincero quando diz que nada vai mudar, que continuaremos nos falando e que vamos nos encontrar &lt;b&gt;quando for possível para ele&lt;/b&gt;, mas o caso é que, mesmo morando aqui em Bauru, com sua rotina corrida e desgastante ele mal conseguia tempo livre para nos vermos ou conversarmos, às vezes, ficando vários dias sem responder minhas mensagens. Então, apesar da boa vontade creio que na prática as coisas não serão como almejamos. Estando ele em outra cidade, provavelmente &lt;b&gt;terá ainda menos tempo&lt;/b&gt;, então, cabe a mim &lt;b&gt;aceitar&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;compreender&lt;/b&gt;,&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;tentar me acostumar com sua ausência e acima de tudo respeitá-lo e ao seu tempo. E como eu mesmo disse a ele, pode demorar um pouco para que eu me acostume, vou ficar bastante &lt;b&gt;melancólico&lt;/b&gt; por um período, mas a vida e a rotina precisam seguir. procuro sempre me colocar no lugar do outro e penso que ele faria o mesmo por mim, caso fosse eu a me mudar.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh4nxcJMkf2PN2jMMWbEN-oEdBJwrLwkmAd7Fti70GynxGFtI8mMvHWUZGI5nhtmIUlnCfY8Wf7wueG2ZnEyJ0kugLCjpK4e4HNC196-E47F-yGaoRmitfVezZkWDuYDZebHI8Kx6Roqese09eRsf9IlvuUBGXWw5d0AtqpzQc4DIvuZghh3Ui4HhPZ7Q/s72-w640-h360-c/terra.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Bauru, SP, Brasil</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-22.3155297 -49.0708221</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-50.625763536178845 -84.2270721 5.9947041361788465 -13.9145721</georss:box></item><item><title>Sobre roupas íntimas não fluorescentes, sábados de sol, novas variantes e futebol.</title><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/2022/11/sobre-roupas-intimas-nao-fluorescentes.html</link><category>Coronavirus</category><category>Filosofias Pessoais</category><category>Humor</category><category>LGBTQIA</category><category>Opiniões Alheias</category><category>Pandemia</category><category>política</category><category>Saude</category><category>Sexo</category><category>Textos</category><category>Trabalho</category><category>Vida de Estudante</category><category>vida e morte</category><category>Web</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</author><pubDate>Thu, 24 Nov 2022 19:05:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5740477013973099669.post-1970759642140268553</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiz781pmjLdG1flbdUBn59hJxsNUzfMfcZin88EvYf0RI37otLVtELkCtOtdjFyjudXgIr7b_QGfg4I0pWCJFJOtahalBxmXT_Vx0JPZurSDsU8SpG3g5OprjcYQvETa1xhTRQqk-E9n_Tu5jfZ2ksY-jtKgYhUz0PS-mcHOQyEj4oIbTuNXuaAwSb6jQ/s1920/caterete.jpg" style="display: block; padding: 1em 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" data-original-height="1080" data-original-width="1920" height="360" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiz781pmjLdG1flbdUBn59hJxsNUzfMfcZin88EvYf0RI37otLVtELkCtOtdjFyjudXgIr7b_QGfg4I0pWCJFJOtahalBxmXT_Vx0JPZurSDsU8SpG3g5OprjcYQvETa1xhTRQqk-E9n_Tu5jfZ2ksY-jtKgYhUz0PS-mcHOQyEj4oIbTuNXuaAwSb6jQ/w640-h360/caterete.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Depois de quase dois anos, no último sábado, dia &lt;b&gt;19 de novembro&lt;/b&gt; finalmente concluí o meu curso de &lt;b&gt;Pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital&lt;/b&gt;. Meu grupo e eu apresentamos o tão temido &lt;b&gt;trabalho final&lt;/b&gt; e, no fim do dia, nós cinco e os demais grupos da sala recebemos a notícia de que todos fomos &lt;b&gt;aprovados&lt;/b&gt; quase que com louvor, já que, de acordo com os professores e a banca avaliadora, todos os trabalhos estavam &lt;b&gt;muito bons&lt;/b&gt;. A verdade é que todos já sabiam que seriam aprovados, mas o medo de não termos feito um bom trabalho, receber alguma crítica negativa demais e o nervosismo de falar em público, para uma plateia mesmo que ínfima, fez com que muitos de nós ficássemos bastante nervosos durante toda a semana antes da data final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Confesso que não via a hora disso tudo terminar. Apesar de estar feliz por ter conseguido concluir o curso, ter aguentado até o fim, sinceramente já estava de saco cheio de ter de me preocupar com trabalhos todo fim de semana, slides, apresentações e cobranças. Eu até aprendi, ao logo dos anos, a trabalhar razoavelmente bem sob pressão, mas isso não significa que não fique absurdamente desgastado ao fim do processo, quase como se tivesse feito algum esforço físico. Mas agora, com meus sábados livres novamente pretendo esfriar a cabeça, ir mais ao cinema, à piscina, à ginástica e até mesmo dar um pulinho na &lt;b&gt;sauna&lt;/b&gt; de vez em quando para tomar uma cerveja, bater papo e &lt;b&gt;copular&lt;/b&gt;, isso claro, se essa &lt;b&gt;nova variante da COVID&lt;/b&gt; permitir. Ao que parece as coisas estão se complicando novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Já era previsto pelos especialistas que novas variantes da COVID surgiriam e que, com elas, novos casos seriam detectados. E mesmo agora, com o número de mortes reduzido por conta das &lt;b&gt;vacinas&lt;/b&gt;, várias internações pela doença são registradas todos os dias e isso tem deixado todos em alerta. Bem, nem todos na verdade, pois para muitos a pandemia já acabou faz tempo ou se tornou apenas uma “gripezinha”, como foi classificada pelo louco ex-presidente Jair Bolsonaro e seus acéfalos asseclas.&lt;br /&gt; 
Não nego que fique bastante feliz quando o uso de &lt;b&gt;máscaras de proteção facial cobrindo boca e nariz&lt;/b&gt; deixou de ser obrigatório, pois apesar de obedecer a tal desígnio cegamente, tal qual um títere manipulado por seu titereiro, como todos, queria que tudo voltasse logo ao normal. Ou pelo menos o mais próximo possível disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Entretanto, outra cousa que já era prevista pelos especialistas é que, mesmo com a pandemia já não estando mais em seu ápice, nada mais jamais será como antes, o tão falado “&lt;b&gt;novo normal&lt;/b&gt;”. Hoje, eu abro minha gaveta e cuecas e não sinto mais estranheza ao ver dúzias de máscaras amontoadas embaixo da minha &lt;b&gt;jock&lt;/b&gt;. Tenho até uma que brilha no escuro. Uma máscara, não uma jock. Até seria legal ter uma jock que brilha no escuro, mas não, não tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Com o aumento dos casos, alguns locais já voltaram a exigir ou, pelo menos, recomendar o uso de máscaras e álcool gel. De minha parte, mesmo a contragosto sinto-me &lt;b&gt;compelido a obedecer&lt;/b&gt;, quase como se não pudesse resistir a tal ordem, embora, pensar que depois de quatro doses de vacina o perigo de contágio ainda continua me deixe bastante &lt;b&gt;irritado e deprimido&lt;/b&gt;, sei da importância em se proteger, senão por mim, pelos meus entes queridos e amigos, que apesar de serem poucos, me são importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 A &lt;b&gt;Copa do Mundo&lt;/b&gt; teve início e eu posso afirmar com 100% de certeza que &lt;b&gt;não existe algo no mundo que me interesse menos do que isso&lt;/b&gt;. Bom talvez só mulheres, mas vai saber, nunca penetrei uma vagina com meu membro em riste antes, então não posso dizer que seja de todo ruim. É, de fato futebol ganha de longe de qualquer outra cousa. Me importo tão pouco que só fiquei sabendo que esse ano tinha Copa do Mundo porque começou o burburinho e essa coisa de troca de figurinhas. No mais, não tô nem aí pra nada referente ao assunto, não sei em quais dias nossa seleção vai entrar em campo e não estou torcendo pra nenhum time. Bom, na verdade estou sim, para qualquer um que não seja o Brasil, uma vez que sempre faço isso pois adoro ver a &lt;b&gt;decepção de nossos torcedores&lt;/b&gt;. Me irrita ao extremo ver a importância que a sociedade dá para algo tão irrelevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 Como é costumeiro, nos dias de jogo do Brasil todos são dispensados de seus afazeres trabalhistas, o que acho desnecessário &lt;b&gt;para mim particularmente&lt;/b&gt;, uma vez que prefiro ter agulhas quentes enfiadas nos olhos a assistir 90 minutos de qualquer jogo de futebol.&lt;br /&gt;
Além do resultado desse tão aguardado evento mundial não alterar em nada os rumos da minha vida, uma vez que a seleção &lt;b&gt;pra mim&lt;/b&gt; e um peido na água são a mesma cousa, esse período mostra o quanto a sociedade é &lt;b&gt;hipócrita&lt;/b&gt;, ao ponto de fechar as portas do comércio e dispensar os trabalhadores para ver um evento televisivo, achando isso a coisa mais normal do mundo, mas na hora de fazer lockdown por causa da COVID dá chiliquinho. Bom, tudo bem, claro que não dá pra comparar o fechamento de um comércio durante 90 minutos de jogo e ser obrigado a ficar de portas fechadas por semanas por conta de uma doença mortal, mas ainda assim esse comportamento social em torno do futebol ainda me deixa nauseado, dependendo do grau.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center" valign="botton"&gt;
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&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Durante o seu rouco e efusivo discurso de vitória, o futuro presidente &lt;b&gt;Luiz Inácio Lula da Silva&lt;/b&gt; disse ao povo brasileiro que um dos muitos objetivos de seu futuro governo será &lt;b&gt;unir novamente as pessoas&lt;/b&gt;, familiares e amigos que foram separados pelos constantes discursos de ódio proferidos pelo louco atual presidente &lt;b&gt;Jair Bolsonaro&lt;/b&gt;. No calor do momento e feliz pela derrota de Bolsonaro nas urnas (de forma justa, diga-se de passagem) não refleti muito sobre isso, mas depois, analisando melhor as falas do barbudo homem particularmente julguei-o ingênuo, de uma &lt;b&gt;inocência quase infantil&lt;/b&gt; na verdade, pois, apesar dos acéfalos asseclas de Bolsonaro terem o cérebro do tamanho de um &lt;b&gt;grão de mostarda&lt;/b&gt; e serem facilmente influenciáveis, não é como se o cruel presidente tivesse moldado suas mentes com suas doentias ideias e opiniões controversas, transformando boas pessoas em ruins. O que houve foi que, pessoas que já possuem uma índole maligna e ignorante desde sempre, puderam vislumbrar, através de Bolsonaro, um caminho para externar sua &lt;b&gt;verdadeira personalidade&lt;/b&gt;, sentiram-se livres para &lt;b&gt;ser o que sempre foram&lt;/b&gt;, removerem suas máscaras, já que o "líder" da nação compartilha das mesmas opiniões. Portanto, esperar que laços rompidos durante os últimos anos, por motivos de divergências políticas sejam reatados é inútil e como já disse, ingenuidade, pois não se trata de Bolsonaro, seu jeito de ser e de como ele mudou as pessoas, mas sim de como pessoas como ele puderam sair das sombras durante esse negro período e mostrar o seu pior lado.  Pessoas essas que não merecem o meu apreço por serem como são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Finalmente, depois de quase dois anos, o meu curso de &lt;b&gt;Pós-graduação&lt;/b&gt; está chegando ao fim. No próximo dia &lt;b&gt;19/11&lt;/b&gt;, meu grupo e eu, faremos a apresentação do &lt;b&gt;trabalho final&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
De minha parte, apesar de estar bastante nervoso, pois &lt;b&gt;odeio falar em público&lt;/b&gt;, estou contando os dias para passar logo por essa provação e poder, além de ter meus sábados de volta, acrescentar mais um diploma ao currículo. Soma-se a isso o fato de que, como já disse em postagens anteriores, acabei &lt;b&gt;não me identificando com o curso&lt;/b&gt;, então, quando tudo acabar, não posso dizer que gostei da experiência. Algumas das disciplinas são razoavelmente interessantes, mas não é algo que tenha me cativado. Além disso, embora eu saiba que, no mundo competitivo de hoje não podemos ficar sem estudos ou parar de estudar, confesso que isso nunca foi o meu forte. Ainda mais agora, já com 46 anos, passar o dia dentro de uma sala de aula com dezenas de jovens, ouvindo suas conversas, muitas vezes fúteis e vendo seu estilo de vida abastado, com seus iPhones 13 Pró, Alexias e roupas de grife, não só é algo que me irrita muito, como me cansa. Sempre convivi melhor com pessoas que enfrentem problemas semelhantes aos meus, sejam financeiros ou emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Em meio a tudo isso, continuo fazendo um esforço para manter o foco em cuidar mais de mim mesmo, sem depender tanto da amizade, a atenção e da aprovação dos outros para tanto. Embora até o momento tenha perdido somente &lt;b&gt;800g&lt;/b&gt;, tenho me sentido melhor desde que comecei a praticar a &lt;b&gt;ginástica multifuncional&lt;/b&gt;. Pode ser só empolgação por ter finalmente tomado a iniciativa de fazer algo novo e que eu vinha protelando a tanto tempo, mas independente do motivo, creio que o importante é estar me sentindo bem.&lt;br /&gt;
Fisicamente não estou mudando em nada e não tenho a ilusão de que isso vá acontecer, afinal não estou fazendo musculação, mas sim uma ginástica para melhorar minha &lt;b&gt;mobilidade&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;disposição&lt;/b&gt;, parar de ficar todo &lt;b&gt;dolorido por dias&lt;/b&gt; cada vez que faço um esforço físico muito intenso. Me lembro que certa vez passei boa parte da tarde de domingo &lt;b&gt;transando&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(fazendo sexo) e apesar de ter me divertido muito, passei os cinco dias seguintes sentindo como se tivesse sido atropelado por um &lt;b&gt;caminhão de 12 rodas&lt;/b&gt; com um bolsominion agarrado na frente dele. E olha que não tenho vergonha nenhuma em admitir que nem faço tantas acrobacias e capirotagens durante a cópula, então percebi que se faz necessário destravar algumas juntas e esticar alguns músculos (principalmente os do quadril).
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Pretendo tentar não dissertar sobre &lt;b&gt;política&lt;/b&gt; nesta postagem, apesar de ainda ser o assunto do momento, afinal já estou de saco cheio desse tema. Que odeio &lt;b&gt;Jair Bolsonaro&lt;/b&gt;, que gostaria que ele, toda sua família e seus acéfalos asseclas morressem da forma mais sofrida possível não é segredo pra ninguém, mas sinto que quanto mais perco meu tempo pensando nele e em como adoraria vê-lo padecer e perecer, poderia estar fazendo algo mais útil, como escrevendo para o meu projeto final da Pós-graduação (o que estou fazendo, não se enganem) ou me &lt;b&gt;masturbando&lt;/b&gt;. E apesar de ter votado no Lula e ter esperança de que ele cumpra suas promessas, também não estou nem aí pra ele. O fato é que não estou nem aí pra maioria dos seres humanos. Pouquíssimas são as pessoas com as quais realmente me importo e mais raras ainda são as que amo. Com o resto, apenas convivo &lt;b&gt;obrigatoriamente&lt;/b&gt; e não me importo com o que aconteça ou deixe de acontecer com elas. E acreditem, pensar assim &lt;b&gt;liberta&lt;/b&gt; você de uma forma sem igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Recentemente contraí uma infecção muito forte na garganta, ao ponto de não conseguir nem sequer engolir saliva, parecia que estava com um caco de vidro na goela. Fui na farmácia e comprei algumas coisinhas, pastilhas, xaropes e tal, mas sem sucesso. Depois de quase dez dias sem sinal de melhora, tive de marcar um especialista que me receitou dois comprimidos gigantescos de &lt;b&gt;nimesulida&lt;/b&gt; e cinco minutos de &lt;b&gt;soro na veia&lt;/b&gt;, minutos esses que pareceram horas, já que odeio agulhas. Dois dias depois comecei a melhorar, mas enquanto estive doente refleti muito sobre algumas coisas que andei fazendo e o porquê de as estar fazendo. Frequentando lugares e interagindo com pessoas com as quais &lt;b&gt;não me identifico&lt;/b&gt;, simplesmente para ter companhia, para me sentir &lt;b&gt;parte de algo&lt;/b&gt;. Não que esses lugares sejam ruins nem as pessoas que os frequentam, mas o caso é que não é um mundo do qual eu faça ou queira fazer parte, não é algo que eu queira que se torne rotina ou hábito na minha vida. Além do que, percebi que, como sempre faço, tudo o que eu queria com isso era estar mais próximo de um amigo do qual gosto muito, e já que ele não vem ao meu mundo, eu acabei indo até o dele. E de forma alguma o culpo por não ter tempo ou interesse em fazer parte do meu mundo, pois cada um é como é, tem sua vida, suas preferências e vontades. Culpo a mim, por mesmo agora, com mais de 40 anos, ainda fazer coisas baseado em minha &lt;b&gt;carência e solidão&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 Já não é de hoje que venho falando para alguns amigos mais próximos sobre minha vontade de focar mais em mim, me cuidar melhor, &lt;b&gt;me amar&lt;/b&gt; mais, fazer coisas pela minha própria vontade e não simplesmente para tentar fazer com que os outros gostem mais de mim. Então, depois que melhorei 100% do meu problema na garganta, decidi finalmente parar de ficar apenas no papo e colocar algumas coisas em andamento.&lt;br /&gt;
 Adoraria ter grana o bastante para pagar uma academia, mas a maioria é bem cara &lt;b&gt;para o meu padrão de vida&lt;/b&gt;. Pesquisei em vários lugares e quase todas cobram uma mensalidade cara, coisa de quase 100 reais. Se você faz e acha barato, tudo bem, que ótimo pra você, mas pra mim, pagar mais de 80 reais por mês pra malhar não dá. Por sorte meu trabalho tem convênio com o &lt;b&gt;SESC&lt;/b&gt; e por conta disso posso ir lá nadar de graça e pago metade do preço em atividades esportivas. Então, tomado pela vontade de ocupar meu tempo com algo mais útil do que ficar pensando bobagens, me matriculei na &lt;b&gt;ginástica multifuncional&lt;/b&gt; e estou adorando, mesmo com os evangélicos dizendo que só devemos "adorar" a Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 Como já disse, faz tempo que venho querendo fazer algo pra melhorar minha condição física, já que estou bem fora de forma e todo travado por ser sedentário demais. Caso consiga viver até os 60, 70 anos, não quero ser um desses idosos que não consegue nem se levantar da cadeira sem ajuda. Minha mãe e minha tia não vão ficar comigo pra sempre, um dia me verei sozinho no mundo e preciso depender o mínimo possível da ajuda dos outros, principalmente em ser tratando de &lt;b&gt;saúde&lt;/b&gt;. Se for meu destino viver sozinho e &lt;b&gt;morrer sozinho&lt;/b&gt;, pelo menos quero morrer em forma, na medida do possível.&lt;br /&gt;
 Também voltei a frequentar a piscina pra nadar um pouco e fazer alguns exercícios os quais não consigo fora d'água, já que a mesma &lt;b&gt;reduz o impacto&lt;/b&gt; pra um caralho. Jamais conseguiria, por exemplo, ficar pulando na ponta dos pés ou puxar a perna pra trás se não fosse dentro da piscina. Geralmente vou no fim de semana cedo, quando a piscina ainda tá vazia, dou uns mergulhos, fico boiando feito um cocô na privada, faço uns alongamentos e depois vou tomar um bronze nas tetas, na pança e nas coxas, me besuntando de protetor solar e bronzeador Cenoura &amp;amp; Bronze com fator de proteção 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 Apesar de ter adotado essa rotina há poucas semanas já tenho notado algumas leves melhorias em minha &lt;b&gt;mobilidade&lt;/b&gt; e espero que continue assim. Me agachar, por exemplo, era um problema, pois as pernas doíam demais. Ainda doem claro, mas tenho notado que menos que antes. Tenho consciência de que é um processo lento e gradual e preciso respeitar os limites do meu frágil corpo. E não, meu objetivo não é ficar &lt;b&gt;muscuzudo&lt;/b&gt;, com barriga de tanquinho ou bíceps&amp;nbsp;definidos. Uma &lt;b&gt;bundinha mais firme&lt;/b&gt; talvez, já que é a única parte minha que faz um certo sucesso entre os caras e até algumas garotas. Eu acho que o fato da minha coluna parecer um "S" deve ajudar, dando a ilusão de que ela é mais empinadinha do que parece. De mais a mais, o fato de ser meio fracote dificulta um pouco na hora da &lt;b&gt;cópula&lt;/b&gt;, já que me canso muito facilmente, então um cadinho mais de disposição para conseguir passar mais tempo penetrando o ânus do parceiro viria bem a calhar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;


</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjcpTRmD4Erj1PFvx92ICgJELzv31E_jAeDwo64coEr3s9Tw1553_fqiFEhJQErBVaOYzbL-ByJKmgbtQWPwD5gnODSekEydPVfn_ek4VUkaXKHslOBu-4wF68aHXeuJQrRd8vAzFN3l8rZ8N8KKq1Q5fNmpqjNCi7NjAux37ILHb2Q0VdrE-3qRSHwOA/s72-c/driel.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Bauru, SP, Brasil</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-22.3155297 -49.0708221</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-71.117656691655682 -119.3833221 26.486597291655684 21.2416779</georss:box></item><item><title>Sobre tantas outras vidas, o frigir dos ovos e spoilers não pedidos</title><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/2022/06/sobre-tantas-outras-vidas-o-frigir-dos.html</link><category>Cinema</category><category>Coisas de Nerd</category><category>Filmes</category><category>Filosofias Pessoais</category><category>Humor</category><category>Opiniões Alheias</category><category>Quadrinhos</category><category>Sonhos</category><category>Textos</category><category>vida e morte</category><category>Web</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</author><pubDate>Tue, 28 Jun 2022 08:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5740477013973099669.post-7248889632558934650</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9pfLhM5SSra_I9BAvrxf-cm-XPNL1FNgotKWsdHmFZcJFMSZ6x_LpMjZOBf5-O2OUwGxQbo9W7NlbLnHA6QO1R9QdZM6b5tBV8z1nIsSoDx5nF0uYW5vxhA4vthKi45Uo4ipifn53dyot6FsWoPtHl7kdz92bbsDzkfr6DyQQZ0y4Tqidj85rZWPoJA/s1200/749b0c0c-6348-42ab-a7ea-8f0648da662d.jpg" style="display: block; padding: 1em 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" data-original-height="630" data-original-width="1200" height="336" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9pfLhM5SSra_I9BAvrxf-cm-XPNL1FNgotKWsdHmFZcJFMSZ6x_LpMjZOBf5-O2OUwGxQbo9W7NlbLnHA6QO1R9QdZM6b5tBV8z1nIsSoDx5nF0uYW5vxhA4vthKi45Uo4ipifn53dyot6FsWoPtHl7kdz92bbsDzkfr6DyQQZ0y4Tqidj85rZWPoJA/w640-h336/749b0c0c-6348-42ab-a7ea-8f0648da662d.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Recentemente revi o famosíssimo filme “&lt;b&gt;Doutor Estranho no multiverso da loucura&lt;/b&gt;”. Não que eu tenha ido ao cinema novamente, principalmente com o preço da entrada, que está altíssimo para os meus padrões, mas é que agora, com o advento do &lt;b&gt;streaming&lt;/b&gt; tudo ficou mais fácil. Não que eu assine uma caralhada de serviços dessa natureza, tenho somente a &lt;b&gt;Netflix&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(TU-DUUUUM!) e mesmo assim tá complicado de manter. O caso é que assim que o filme chega nessas plataformas, também chega para &lt;b&gt;download ilegal via torrent&lt;/b&gt;, em dual áudio e &lt;b&gt;qualidade de vídeo 4K&lt;/b&gt;, então é só baixar e assistir no conforto do meu sofá, só de cueca ou de roupão, &lt;b&gt;sem cueca&lt;/b&gt;, dois meses depois da estreia nos cinemas mundiais. Baixar filmes piratas até onde eu sei é ilegal, mas estou igual a um cavalo: cagando e andando pro fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Embora o filme seja aquela coisa básica da fórmula Marvel, com heróis superpoderosos e ameaças apocalípticas, se você analisar a trama de forma mais &lt;b&gt;filosófica&lt;/b&gt; (o que particularmente eu sempre faço com qualquer coisa que assista) vai refletir sobre bastante coisa. Essa temática de multiverso, &lt;b&gt;realidades paralelas&lt;/b&gt; e outras vidas é algo bastante interessante. Quem de nós nunca pensou: “&lt;b&gt;Ah, se minha vida fosse diferente! Se o que aconteceu tivesse acontecido de outra maneira?&lt;/b&gt;”. Não é preciso ser um filósofo ou grande pensador, ter anos de estudo ou leitura para se refletir sobre isso, talvez o mendigo que bateu ontem no seu portão pedindo um prato de comida, quando está deitado na calçada, coberto com caixas de papelão e se aquecendo com a própria urina reflita sobre isso a seu modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
No filme, após perder os filhos a &lt;b&gt;Feiticeira Escarlate&lt;/b&gt; decide usar medidas extremas para recuperá-los, viajando para outros universos onde eles ainda existam, onde ela pode viver outra vida, &lt;b&gt;a vida que gostaria de ter&lt;/b&gt;, ser feliz com eles. O problema é que ela ficou tão obcecada por esse desejo que se tornou uma vilã, não se importando em &lt;b&gt;destruir&lt;/b&gt; tudo e todos que se puserem em seu caminho para concretizar seus objetivos. Até mesmo suas outras versões, tamanha era sua &lt;b&gt;frustração e tristeza&lt;/b&gt; pelo que sua vida se tornou com suas perdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Você é feliz com as escolhas que fez? Com sua vida? Se tivesse a chance de mudar tudo, mudaria? Faria as coisas de um modo diferente, tomando outras decisões? Essa é a pergunta principal feita pelo longa.&lt;br /&gt;
Há quem diga que a teoria do multiverso é &lt;b&gt;real&lt;/b&gt;, que existem outras &lt;b&gt;infinitas realidades&lt;/b&gt; onde temos &lt;b&gt;variantes de nós mesmos&lt;/b&gt;, cada uma delas vivendo suas vidas, semelhantes em alguns aspectos com a nossa, mas totalmente diferentes em outros. Num universo você pode ser rico, no outro pode ser um bailarino, um cientista ou ator famoso. No outro pode ser um rei, homem ou mulher. Infinitas possibilidades e ramificações. Isso faz a gente pensar bastante, caso goste de refletir sobre o assunto, em como serão os outros “eus” espalhados pelo multiverso? Estarão bem? Serão &lt;b&gt;mais felizes ou realizados do que eu&lt;/b&gt;? E se essa teoria for de fato verdadeira, por que é que a minha vida é como é? Por que diabos fui justamente tomar as decisões que me levaram onde estou hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Eu particularmente acordo e vou dormir refletindo sobre isso, já que não me considero uma pessoa feliz ou satisfeita com os rumos que a minha vida tem tomado até o presente momento. Sei que &lt;b&gt;cabe unicamente a mim&lt;/b&gt; fazer algo para que uma mudança aconteça, mas no &lt;b&gt;frigir dos ovos&lt;/b&gt;, na correria e desgaste do dia a dia fica complicado. Caso você não concorde comigo e em verdade me considere um fracassado, que bom pra você. Viva sua vida feliz e me deixe em paz!&lt;br /&gt;
Perto do fim do filme (&lt;span style="color: red;"&gt;alerta de spoilers&lt;/span&gt;) o Doutor Estranho pergunta ao seu amigo Wong se ele &lt;b&gt;é feliz&lt;/b&gt; e o atual Mago Supremo responde o seguinte: &lt;i&gt;&lt;span style="color: #800180;"&gt;"Essa é uma... pergunta interessante. Às vezes me pergunto sobre minhas outras vidas. E me mantenho grato por esta aqui, mesmo com suas dificuldades"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Não nego que uma parte de mim não apenas compreende, como &lt;b&gt;apoia&lt;/b&gt; o desejo da Feiticeira Escarlate, afinal seria realmente maravilhoso poder "&lt;b&gt;reiniciar&lt;/b&gt;" sua vida, ir embora para um outro universo no qual talvez tudo fosse diferente, &lt;b&gt;melhor&lt;/b&gt;. Contudo se de fato pararmos para analisar profundamente, embora seja fato de que sim, algumas pessoas tenham uma vida melhor do que outras, com mais dinheiro, mais saúde, mais amigos e amores, mais &lt;b&gt;momentos&lt;/b&gt; felizes, não existe em nenhum universo a existência perfeita. Por mais certa e sem defeitos que uma coisa possa parecer se olharmos os detalhes num microscópio, falhas, imperfeições e vincos serão encontrados. É impossível existir alguém plenamente feliz, assim como é impossível alguém ser triste 100% do tempo, por mais que às vezes sintamos que seja assim. Tudo é uma questão de ponto de vista. Não temos o poder de decidir se vamos sofrer ou não, enfrentar perdas e mágoas, algumas coisas são inevitáveis em qualquer realidade. Creio que o segredo para o equilíbrio é fazer um esforço para entender isso e decidir como lidar com as coisas ruins quando elas acontecem.&lt;br /&gt;Fácil de falar, difícil de fazer, mas até o momento não temos o poder ou o conhecimento para visitarmos outras vidas, outras de nossas versões. E se tivéssemos, adiantaria de algo?
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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Uma nova semana começando, a semana de trabalho anterior encerrada e no geral o saldo foi positivo. Muita sobrecarga de trabalho, salário baixo, mas no frigir dos ovos estou empregado e podendo pagar minhas contas e comprar minhas coisas, mesmo que aos poucos e em trezentas prestações. Muita gente, principalmente com o advento da pandemia não tem essa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Nos últimos anos, mais especificamente &lt;b&gt;desde o final de 2019&lt;/b&gt;, tenho tentado viver minha vida de uma forma mais branda e contida, sem envolver demais outras pessoas no meu convívio e nos meus planos. Não é que eu esteja me &lt;b&gt;isolando socialmente&lt;/b&gt;, longe disso, é só que venho repensando muitos pontos do meu comportamento, fazendo um grande esforço para aprender com os meus erros, corrigir minhas falhas de caráter, me valorizar e acima de tudo &lt;b&gt;me amar mais&lt;/b&gt;. Grande parte desse desejo de mudança, de melhoria, se deve a algo que aconteceu no final de 2019, envolvendo duas pessoas as quais eu considerava parte do meu grupo de melhores amigos, &lt;b&gt;irmãos até&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Depois de passar alguns dias hospedado na casa de ambos, na cidade de &lt;b&gt;Juiz de Fora&lt;/b&gt;, o que considero ter sido uma das melhores viagens de minha vida &lt;b&gt;até o momento&lt;/b&gt; em termos de &lt;b&gt;divertimento&lt;/b&gt;, voltei pra Bauru onde moro e, durante um &lt;b&gt;bate-papo virtual&lt;/b&gt; fiz uma &lt;b&gt;brincadeira&lt;/b&gt; dizendo alguma coisa idiota sobre ter feito uma &lt;b&gt;mandinga&lt;/b&gt; para segurar um garoto pelo qual eu era apaixonado, um amigo nosso em comum. Quem me conhece de verdade sabe que eu adoro falar &lt;b&gt;idiotices&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;baboseiras&lt;/b&gt;. O caso é que quando falei isso, um deles me levou a sério e ficou indignado, inclusive me acusando de ser o causador de muitos dos problemas do garoto, tendo feito eu o tal “feitiço”. E mesmo eu tentando explicar que havia feito uma &lt;b&gt;piada&lt;/b&gt;, que apenas estava brincando, ele não quis ouvir, abandonou a conversa e se recusou a falar comigo ou me responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
  
Fiquei bastante chocado, pois imaginava que assim como outros amigos meus, os dois me conhecessem bem o bastante para perceberem que eu estava brincando quando disse aquilo, mas não.&lt;br /&gt;
Depois disso insisti durante vários dias, tentando conversar com ambos e lhes explicar que estavam enganados sobre mim, mas sem sucesso. Enquanto um deles, o mais importante para mim, simplesmente se recusava a falar comigo, mesmo com nossa amizade de mais de dez anos, quem respondia minhas mensagens era o, na época, namorado dele, um garoto que apresentei para meu amigo meses antes e que, depois de &lt;b&gt;enganar os pais&lt;/b&gt;, se mudou para Juiz de Fora para viverem juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Como disse, de minha parte insisti bastante para resolver tudo, inclusive &lt;b&gt;admitindo várias das minhas falhas de caráter&lt;/b&gt; para ambos e pedindo para que, apesar disso, tentassem entender que &lt;b&gt;não sou uma má pessoa&lt;/b&gt;. Olhando pra trás hoje, sinto até um pouco de vergonha, pois me humilhei até bastante no processo, mas sou da opinião de que tudo pelo que passamos, de bom ou de ruim é um &lt;b&gt;aprendizado&lt;/b&gt;, como sempre digo.&lt;br /&gt;
Bem, o tempo passou, ambos optaram por romper relações comigo e eu decidi fazer o mesmo. E falando assim parece que foi algo fácil, mas &lt;b&gt;não&lt;/b&gt;. Como disse, conhecia esse meu amigo há mais de 10 anos e havia criado com ele laços muito &lt;b&gt;intensos&lt;/b&gt;. Descobrir depois de todo esse tempo o que ele realmente pensava sobre mim, me machucou bastante. Contudo eu senti que era o melhor a ser feito, pois em momento algum eles me consideraram inocente de suas acusações. Coisas assim acontecem, pessoas entram e saem de nossas vidas, às vezes de um jeito bom, noutras de forma bem dolorosa. É um saco, mas acaba que temos que seguir em frente e tentar juntar os caquinhos cada vez que algo assim acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Na última quarta-feira, no dia &lt;b&gt;1º de junho de 2022&lt;/b&gt;, tive de ficar até bem tarde no trabalho para fotografar um evento. Perto da hora de pegar a câmera e sair, eis que ouço um alerta de mensagem no meu celular, vou ver o que é e quase caio da cadeira. Entro no meu &lt;b&gt;Instagram&lt;/b&gt; e vejo uma mensagem privada do garoto, o rapazinho que fugiu de casa para ficar com meu amigo. Me espantei, claro! Depois de tanto tempo, desde o início de 2020 sem qualquer desejo de contato, de repente lá estava uma mensagem dele. Detalhe que, não do meu “grande amigo”, aquele com quase dez anos de amizade, mas do garoto e oficial “porta-voz”.
Confesso que minha primeira reação foi &lt;b&gt;ignorar&lt;/b&gt; imediatamente a mensagem, apagar sem nem ler, afinal, o que é que eu tinha a ganhar com isso? Fosse qual fosse o assunto, &lt;b&gt;mudaria algo do que houve&lt;/b&gt;? Mas idiota e &lt;b&gt;curioso&lt;/b&gt; como sou, decidi ler e, dependendo de qual fosse o teor da mensagem, aí sim ignoraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #a64d79;"&gt;
"Desculpe estar enviando mensagem assim do nada, mas é que &lt;b&gt;aconteceu algo&lt;/b&gt; e como &lt;b&gt;você faz parte dessa história&lt;/b&gt;, achei que você deveria saber"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, ele começou digitando.&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo em que vê-lo entrando em contato comigo me irritou ao extremo, a forma como ele começou a mensagem me deixou bastante curioso. Como assim &lt;b&gt;"aconteceu algo"&lt;/b&gt;? Alguém ficou doente, alguém faleceu? E também &lt;b&gt;"você faz parte dessa história"&lt;/b&gt;. Caramba! Será que do nada eles estariam me acusando de mais alguma coisa, me culpando por algo que eu nem fazia ideia? Pra depois de mais de dois anos e meio, assim do nada ele decidir entrar em contato comigo, só se for por um grande motivo. E embora ele tenha despertado minha curiosidade natural, não me dei ao trabalho de perguntar o que houve. O deixei prosseguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #a64d79;"&gt;&lt;i&gt;
"Estou entrando em contato apenas para avisar que eu e o Raphael não temos mais a '&lt;b&gt;configuração&lt;/b&gt;' de casal. Ainda moramos juntos, mas não somos mais um casal"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;
Imediatamente após ler a frase toda me veio uma sensação de "Ué, mas por que caralhos ele tá...?". E ele continuou, se justificando mais uma vez com o que já havia dito de início: &lt;span style="color: #a64d79;"&gt;&lt;i&gt;"Como você &lt;b&gt;fez parte dessa nossa história&lt;/b&gt;, achei que você deveria saber"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt; Achei "configuração" engraçado. Confesso que deu vontade de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Fiquei por alguns segundos &lt;b&gt;digerindo&lt;/b&gt; a informação e ainda levemente mexido pelo fato dele ter se manifestado do nada, após esse tempo todo. Pensei em responder, é claro, da forma mais grossa e estúpida possível, &lt;b&gt;xingá-lo até&lt;/b&gt;, afinal de contas, meu Deus, o que o fez pensar, por que passou pela cabeça dele que, depois da forma como eles me trataram, desprezaram minha amizade e simplesmente optaram por não me dar chance de defesa, me interessaria minimamente que fosse, saber o que eles estão fazendo ou deixando de fazer da vida deles? Contudo me segurei o máximo que pude, pois ficou imediatamente &lt;b&gt;muito claro&lt;/b&gt; pra mim, que o que ambos queriam era ver &lt;b&gt;qual seria minha reação diante dessa notícia&lt;/b&gt;. Mais do que isso, queriam &lt;b&gt;confirmar as opiniões que eles tem sobre mim&lt;/b&gt;, de que sou uma &lt;b&gt;péssima pessoa&lt;/b&gt;, que passa a vida desejando o &lt;b&gt;mal&lt;/b&gt; de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Já não me lembro bem quais foram minhas palavras mas, tentando manter a calma, disse a ele que não entendia o porque dele querer me dar essa notícia, que a vida de ambos, suas decisões &lt;b&gt;não eram de minha conta&lt;/b&gt;, nunca foram e que de minha parte eles podem fazer o que quiserem. Pensei em terminar por aí, encerrar a conversa, pois já estava bastante &lt;b&gt;incomodado&lt;/b&gt;. Estava em horário de trabalho, focado no que eu tinha que fazer e ele conseguiu me deixar bastante desconcertado ao entrar em contato, Todavia, dos muitos defeitos que ainda tenho, um dos piores e dos que mais me prejudica é, me &lt;b&gt;irritar&lt;/b&gt; tanto com algo que &lt;b&gt;não consigo ficar calado&lt;/b&gt;. Então, já pretendendo encerrar a conversa logo, apenas complementei com algo que já havia dito anos atrás. Talvez ambos acreditem, talvez não, sinceramente já não é mais relevante pra mim. O pouco de energia e boa vontade que tinha para com os dois, gastei na época tentando convencê-los de que estavam errados me julgando mal daquela forma. Hoje, pouco me importa se sentem algum tipo de remorso, se reconhecem que foram injustos comigo ou não. Decidi não mais &lt;b&gt;perder tempo&lt;/b&gt; com algo irreparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Disse ao garoto que, mesmo eles não acreditando, amei o meu amigo Raphael &lt;b&gt;mais do que ele mesmo pudesse imaginar&lt;/b&gt;. Nem sempre demonstrei isso, mas sempre o amei muito e fui muito grato por tudo o que ele já fez por mim. E que depois que os dois se tornaram um casal, estava &lt;b&gt;aprendendo&lt;/b&gt; a amar o Danilo quase que da mesma forma, ainda mais depois deles terem me &lt;b&gt;recebido tão bem&lt;/b&gt; em sua casa e me proporcionado tantas &lt;b&gt;alegrias&lt;/b&gt;. Mas que agora, depois do ocorrido, depois de eu ter chegado a ficar um tempo doente, &lt;b&gt;física e mentalmente&lt;/b&gt; pelo que houve, sinceramente o melhor a fazer é eles não me incomodarem mais, seguirem com suas vidas da forma que acharem melhor e me deixar seguir com a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Horas depois, ainda abatido, contei para um amigo o que houve e ele me disse que eu não devia ter dito ao garoto que ele "&lt;b&gt;estragou o meu dia&lt;/b&gt;", ao entrar em contato comigo, pois fazer isso é dar para a outra pessoa poder, deixar ela saber que tem o poder de incomodar você, de deixá-lo triste, você revela ao outro que tem uma fraqueza e como ele pode machucá-lo, caso queira. Concordei claro, mas como disse, sou bastante verborrágico e geralmente, quando quero dizer algo, digo logo, pois gosto com sinceridade que as pessoas &lt;b&gt;saibam como me sinto&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Enfim, espero que depois disso o assunto se encerre, que eles, como eu recomendei, sigam suas vidas da forma que quiserem, juntos ou separados. As pessoas costumam dizer que certos relacionamentos quando terminam ou quando algo de ruim acontece entre duas ou mais pessoas, é como um vaso que se quebra em vários pedaços. Você pode até colar os caquinhos, deixá-lo inteiro novamente, mas ele jamais será como antes, terá para sempre as marcas do que houve.

  
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
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Há alguns dias tomei a quarta (e espero que última) dose da vacina contra o mortífero vírus &lt;b&gt;COVID-19&lt;/b&gt;, o qual já ceifou inúmeras vidas, algumas inocentes outras não, desde seu surgimento no planeta. Por um lado, fiquei feliz, já que fui inoculado com a quantidade máxima de doses recomendadas pelos especialistas brasileiros até o presente momento, mas por outro, vendo várias pessoas, mesmo já “imunizadas” contraindo a doença, ainda que de forma mais branda, não apenas o fato me preocupa, mas também me deixa &lt;b&gt;inseguro&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;frustrado&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Confesso que atualmente tenho usado a máscara de proteção facial sobre a face, cobrindo boca e fossas nasais, somente nos lugares que realmente a exigem, como ônibus e farmácias, mas na época de sua obrigatoriedade geral, cumpri a lei como ordenado. Por sorte, até onde sei, nem eu nem ninguém de casa contraiu COVID, a menos que tenhamos ficado &lt;b&gt;assintomáticos&lt;/b&gt; e contaminado outros humanos sem nos dar conta disso. Tomei também, no mesmo dia, a dose anual da vacina &lt;b&gt;antigripal&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Recentemente decidi prestar um &lt;b&gt;concurso público&lt;/b&gt; para a &lt;b&gt;Câmara Municipal&lt;/b&gt; aqui da cidade. Tenho um amigo muito estudioso que praticamente presta um concurso por semana e faz a gentileza de me avisar sobre vagas que talvez possam me interessar, mesmo sabendo que eu não sou nada motivado ou dedicado aos estudos. Como disse, muito gentil da parte dele. De minha parte, mesmo tendo consciência de que sequer ficarei entre os classificados, decidi dessa vez &lt;b&gt;tentar&lt;/b&gt;, afinal se pararmos pra pensar, gastamos dinheiro com lanches e pizzas que às vezes custam mais de quarenta dinheiros, então por que não pagar a inscrição de um concurso público e passar pela experiência de tentar a prova? Além do mais, foi interessante entrar nas dependências do meu velho colégio, do qual não tenho saudade nenhuma, mas o qual foi nostálgico revisitar. Diferente de muitas outras coisas na vida, ele não mudou quase nada. Talvez uma mão de tinta, pisos novos e móveis mais modernos aqui e ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Na opinião do meu amigo a prova estava &lt;b&gt;difícil&lt;/b&gt; até mesmo para quem estudou. Não que eu deva usar isso como uma muleta para me sentir melhor por não ter estudado, mas sim, eu me senti, dane-se. Creio que acertei algumas de informática, outras poucas de língua portuguesa e interpretação de texto, mas as questões de legislação entreguei na mão do destino, marcando a folha de respostas tal qual um apostador da &lt;b&gt;Mega-sena&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Com as questões de &lt;b&gt;matemática&lt;/b&gt; não foi diferente, logo na primeira já mandaram uma equação sei lá de qual grau, com uns símbolos que para mim mais pareciam hieróglifos egípcios. Me lembro de ter estudado tudo isso na escola, mas depois de tantos anos já nem me lembro mais pra que servem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Claro que não empurrei tudo com a barriga. Algumas questões me esforcei para tentar responder, outras já não estavam tão difíceis. Perdi uns bons 15 minutos numa questão sobre quatro garotos serelepes que &lt;b&gt;quebraram um vaso&lt;/b&gt; e ficaram  acusando uns aos outros, o negócio era, através do que cada um dizia, tentar descobrir quem foi o verdadeiro filho-da-putinha. Foi divertido tentar decifrar o mistério nos primeiros 5 minutos, mas depois comecei a me cansar. Detesto crianças e principalmente crianças com fogo no rabo que não param quietas. Mandei mentalmente os quatro pirralhos pra puta que os pariu, dei um tapa imaginário na cara de cada um, cortei os rostos deles com os cacos do vaso que quebraram e passei pra próxima questão, a qual também não fazia a menor ideia da resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Ainda sobre iniciativas, recentemente fui até o &lt;b&gt;SESC&lt;/b&gt; aqui da cidade renovar minha carteirinha e ver qual o valor da academia. Tenho estado bastante sedentário, o que não entendo o porque, já que bebo bastante água e nem tenho sede, mas minha médica disse durante minha última consulta que preciso me exercitar mais. Já costumo caminhar bastante mas não tem sido o suficiente. Nunca fui fã de exercícios físicos ou quaisquer tipos de esporte, pois nunca me encaixei muito socialmente. E não, ainda não fiz a inscrição pra começar, não me elogiem e nem aplaudam, mas está nos meus planos, assim que conseguir organizar alguns gastos.&lt;br /&gt; Pretendo voltar a nadar assim que esse frio passar um pouco, já que o uso das piscinas com a carteirinha que tenho é de graça. Em verdade as piscinas foram liberadas já faz algum tempo, mas o uso de máscara fora delas ainda era obrigatório e eu, que já não sou atraente naturalmente, sentado numa cadeira, só de sunga e máscara na cara, então, nem se fala.
&lt;/span&gt;
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&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Anos atrás, quando ainda estava no colegial eu tinha um amigo com o qual vivia grudado. Era a época de ouro dos videogames da 4ª geração, como o &lt;b&gt;Mega Drive&lt;/b&gt; e o &lt;b&gt;Super Nintendo&lt;/b&gt;, das locadoras onde você pagava pra jogar por hora os jogos do momento como &lt;b&gt;Street Fighter II&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Mortal Kombat&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Super Mario Brothers&lt;/b&gt;. Conheci esse garoto através do irmão dele, com quem estudava, mas como é de meu costume, por algum motivo ainda a ser desvendado em terapia quem sabe, eu sempre tive mais facilidade em fazer amizade com garotos &lt;b&gt;mais novos do que eu&lt;/b&gt;. Enquanto os amigos da minha idade já pensavam em sexo, faculdade e em carta de motorista, eu, que nunca tive uma infância muito livre, mesmo beirando os 20 anos ainda gostava de desenhos animados, videogames, &lt;b&gt;brinquedos&lt;/b&gt; e coisas do tipo. E mesmo hoje, depois de adulto, tendo consciência de que sempre fui homossexual, na época não sabia como lidar com isso. Na minha cabeça eu era só um &lt;b&gt;esquisito&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;confuso&lt;/b&gt;, achando que mais dia, menos dia eu me tornaria “normal” como todos os outros garotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Eu e esse amigo éramos unha e carne, muito &lt;b&gt;compatíveis&lt;/b&gt;, o que descobri, anos mais tarde, deixava o irmão dele &lt;b&gt;furioso&lt;/b&gt;. Como passar dos anos a coisa foi piorando e sempre que tinha oportunidade ele vinha com brincadeiras estúpidas como cascudos, socos no braço, chutes na perna, beliscões, sempre com uma intensidade mais forte do que o comum, a ponto de me deixar com &lt;b&gt;manchas roxas por todo o corpo&lt;/b&gt;, o que minha mãe percebia e odiava. Por que eu permitia que ele fizesse isso comigo? Bem, além do fato de eu ser um bunda mole covarde desde que me entendo por gente, tinha medo de que, caso reclamasse, fosse obrigado a terminar a amizade com o irmão mais novo. E como sempre fui solitário e carente, preferia me sujeitar aos mais tratos do meu amigo do que perder a amizade do irmão dele. Basicamente é a inversão daquele ditado popular, no meu caso &lt;b&gt;"antes mal acompanhado do que só"&lt;/b&gt;. Hoje claro, percebo o quanto isso me fez mal, talvez de forma &lt;b&gt;permanente&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Talvez por &lt;b&gt;ciúme&lt;/b&gt; do irmão mais novo, talvez por simplesmente me achar um idiota, o irmão mais velho, o que estudava comigo e me maltratava fisicamente sempre que podia, começou a espalhar que eu devia ser &lt;b&gt;gay&lt;/b&gt; (o que hoje sabemos ser verdade) e que eu estava levando o irmão dele pra esse lado (o que não tinha nada a ver), já que passávamos boa parte do tempo jogando videogame &lt;b&gt;no quarto&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;de porta e janelas fechadas&lt;/b&gt;. Fazíamos isso unicamente para &lt;b&gt;vedar a luz do sol&lt;/b&gt; e tornar o jogo mais &lt;b&gt;imersivo&lt;/b&gt; (se é que isso era possível na época dos 16 BITS). Com a luz entrando pela janela não dava pra ver a tela direito, enfim, era mais legal. Não passava pelas nossas cabeças que isso pudesse ser mal interpretado, principalmente pelo irmão dele, que se dizia meu “amigo”, mas aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Foi num réveillon que, durante uma conversa, a mãe dele contou pra minha as suspeitas do filho mais velho quanto a mim. Garantiu que achava tudo isso uma &lt;b&gt;besteira&lt;/b&gt;, mas achou melhor que minha mãe soubesse por ela. Havíamos sido convidados pra passar a virada com eles e enquanto estavam todos na sala conversando sobre isso, eu e meu amigo, claro, estávamos trancados no quarto, zerando Sonic 2 pela milésima vez, tentando coletar todas as esmeraldas pra fazer o &lt;b&gt;Super Sonic amarelo&lt;/b&gt;. A noite acabou, fomos minha mãe e eu pra casa e foi quando ela me contou o teor de toda a conversa que teve durante a noite. De minha parte fiquei chocado e bastante &lt;b&gt;magoado&lt;/b&gt;, não pelas suspeitas com a minha sexualidade, já que, como eu disse, nem eu mesmo tinha certeza de nada, apesar de sentir atração por garotos desde de o pré-escolar, mas pelo fato de eu simplesmente não ter qualquer outro sentimento pelo meu amigo que não fosse uma amizade &lt;b&gt;fraterna&lt;/b&gt; e muita, muita vontade de &lt;b&gt;jogar videogames&lt;/b&gt;. Pode ser surpresa pra alguns mais mal informados, mas o fato de você ser gay não significa que você pense em sexo 24 horas por dia e tenha desejos por qualquer homem que cruze o seu caminho. Enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Todavia o foco desse texto não é essa história. Comecei por ele para situar o que aconteceu em seguida.
Na manhã seguinte, feriado de 1º de janeiro, indo ao mercado com minha mãe, ela, num tom de voz autoritário, deixou claro que &lt;b&gt;nunca mais queria que eu voltasse a ver meu amigo, o irmão dele e nem a família&lt;/b&gt;, que sequer cumprimentasse na rua. E embora eu tenha ficado extremamente magoado pelas acusações que me foram feitas, bem, era anos de amizade, então questionei a minha mãe sobre a possibilidade de nos reunirmos todos novamente e &lt;b&gt;conversamos sobre isso&lt;/b&gt;, esclarecer que não era nada disso, que eu e o irmão dele éramos só amigos e tudo o que fazíamos era jogar videogame sem parar. Pra minha surpresa e profunda mágoa, minha mãe se virou pra mim &lt;b&gt;furiosa&lt;/b&gt; e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;
“Não seja &lt;b&gt;idiota&lt;/b&gt; Eduardo. Você &lt;b&gt;não tem amigos&lt;/b&gt;! Você &lt;b&gt;não tem nenhum amigo&lt;/b&gt;! As pessoas te fazem de &lt;b&gt;trouxa&lt;/b&gt;, porque você é muito &lt;b&gt;ingênuo&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;Ninguém é seu amigo de verdade&lt;/b&gt;, todos só &lt;b&gt;se aproveitam de você&lt;/b&gt; quando precisam de algo! &lt;b&gt;Pare de ser trouxa e acorde!&lt;/b&gt;”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Se aquilo me doeu como umas &lt;b&gt;50 agulhas quentes entrando no meu olho&lt;/b&gt;? Bem, claro que sim. Então essa era a verdadeira opinião dela sobre mim, a opinião da minha própria mãe! E o caso na verdade nem era esse, apesar de eu ter ficado &lt;b&gt;destruído&lt;/b&gt; com aquelas afirmações. O lance maior era, sendo minha mãe, &lt;b&gt;ela estava certa?&lt;/b&gt; Então era isso, eu sempre fui um imbecil, sem amigos e todo mundo só se aproveitava de mim?
Não a questionei mais depois disso, apesar do &lt;b&gt;rasgo na alma&lt;/b&gt; que aquelas palavras me causaram, afinal, sendo minha mãe, &lt;b&gt;com certeza ela estava certa e eu errado&lt;/b&gt;, com certeza ela sabia o que era melhor pra mim. Cabia a mim somente obedecer a seus desígnios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 Caso contado, pulemos para os tempos atuais, quando vez ou outra as palavras da minha mãe me voltam à mente, tanto por uma mágoa eterna que ficou quanto pela dúvida que até hoje ainda persiste, afinal  &lt;b&gt;“Plus çachange, plus c’est la même chose”&lt;/b&gt;, um velho ditado francês, "quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas". É assim que eu sinto, que mudei em diversos aspectos ao longo dos anos, mas algumas coisas sempre vão ficar comigo acho. Continuo na busca de pessoas, &lt;b&gt;amigos&lt;/b&gt; que me compreendam de fato e acho que &lt;b&gt;vou morrer buscando&lt;/b&gt;. Envelheci e as palavras da minha mãe hoje parecem soar &lt;b&gt;ainda mais intensas e certas&lt;/b&gt;. Eu sou mesmo ingênuo, tenho realmente pessoas que de fato se importam comigo, que me enxergam como alguém especial, alguém que faz &lt;b&gt;um mínimo&lt;/b&gt; de diferença em suas vidas? Porque sinceramente às vezes não parece. Não posso obrigar as pessoas a sentirem minha falta, a terem necessidade de mim, mas não consigo evitar de sentir falta delas, de sua presença em minha vida, mas quanto mais sinto isso mais parece ser algo &lt;b&gt;unilateral&lt;/b&gt;. Não acho que não gostem de mim, só acho que como é de meu costume, coloco expectativas, esperanças, apego e amor nas pessoas mais do que elas depositam em mim. Não que façam isso proposital ou conscientemente, não consigo deixar de pensar que todos temos nossos sofrimentos e angústias e em como é complicado lidar com eles, mas me sentindo como me sinto, mas palavras da minha mãe só tomam mais força a cada dia, quanto mais eu envelheço: o &lt;b&gt;culpado&lt;/b&gt; sou eu, o &lt;b&gt;ingênuo&lt;/b&gt; sou eu, o &lt;b&gt;iludido&lt;/b&gt; sou eu. Não sou importante para os outros como eles o são para mim e a culpa &lt;b&gt;não é deles&lt;/b&gt;, é unicamente minha por ser como sou.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
De comum acordo, minha mãe e eu continuamos sem nos falarmos desde nossa última discussão há mais de um mês, ocasião na qual ela disse que estava &lt;b&gt;desistindo de ser minha mãe&lt;/b&gt;, que nunca mais viria em casa e que jamais precisaria de minha ajuda ou meu dinheiro novamente.&lt;br /&gt;
De lá pra cá os ânimos se acalmaram, de minha parte porque, estou tão cheio de coisas pra fazer e pensar, tanto no trabalho quanto nas aulas de Pós-graduação, que tenho direcionado minha atenção maior para esses assuntos. Claro que continuo constantemente pensando nela e em como ela está, não por preocupação, mas porque &lt;b&gt;sou obrigado&lt;/b&gt;, já que ela arruma um problema atrás do outro, geralmente envolvendo &lt;b&gt;falta de dinheiro&lt;/b&gt;, mesmo, ainda que, assim como minha tia, receba seu benefício mensal do governo. Da parte dela, porque em verdade ela sabe que não pode cortar relações comigo nem com minha tia, pois precisa de nossa ajuda em diversos aspectos. Não tendo controle emocional nem financeiro, está sempre gastando o dobro do que ganha e por conta disso, fazendo &lt;b&gt;dívidas&lt;/b&gt; em todos os cantos, tendo de recorrer a mim e minha tia para ajudá-la na compra de comida e remédios. Sinceramente &lt;b&gt;não estou aguentando mais&lt;/b&gt;, não a suporto e nem ao seu comportamento prepotente, ingrato e agressivo. Uma pessoa capaz de te ofender, &lt;b&gt;menosprezar suas capacidades&lt;/b&gt; e cinco minutos depois implorar chorando por ajuda, dizendo que te ama mais do que tudo. Eu só consigo me sentir cada dia mais cansado, furioso e com vontade de &lt;b&gt;desaparecer para sempre&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Recentemente, num rompante de &lt;b&gt;ansiedade&lt;/b&gt; decidi atualizar o meu &lt;b&gt;&lt;a href="https://www.behance.net/eduardomartiniak" target="_blank"&gt;portfólio&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, o qual já estava abandonado há um bom tempo, pois profissionalmente não tenho desenvolvido nenhum projeto de destaque ou relevância, se é que algum dia já fiz algum. Não me considero um profissional, na verdade me vejo como um &lt;b&gt;ser humano medíocre&lt;/b&gt; e um &lt;b&gt;designer sem talento algum&lt;/b&gt;. No Centro Universitário onde trabalho tudo o que faço são trabalhos repetitivos e rotineiros, &lt;b&gt;medíocres como eu&lt;/b&gt;, talvez seja o que eu mereça por não ter motivação alguma na vida e nem força de vontade para correr atrás de nada. É como diz aquele velho ditado: “Colhemos o que plantamos” e faz tempo que o meu jardim morreu. Tenho acordado todos os dias sem qualquer vontade ou ânimo, trabalhado do mesmo jeito e indo deitar com uma sensação de vazio profundo. Sinto que mais dia, menos dia minha vida vai acabar e eu não terei vivido nada, quase sem amigos, &lt;b&gt;sem nunca ter experimentado o amor&lt;/b&gt; e com um catálogo gigantesco de erros. Não penso em me matar, o que particularmente considero um sinal positivo, todavia não tenho, como já disse, ânimo para correr atrás do que quero. Em verdade, mesmo agora beirando os 46 anos, &lt;b&gt;não faço a menor ideia do que quero pra minha vida&lt;/b&gt;. Talvez só desaparecer pra sempre. Já que aparentemente vou morrer sozinho, talvez viver sozinho fosse uma boa opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Meus únicos momentos de paz verdadeira são quando estou &lt;b&gt;dormindo&lt;/b&gt; e mesmo assim, só tomando meus &lt;b&gt;calmantes fitoterápicos&lt;/b&gt; e meus &lt;b&gt;chás&lt;/b&gt;, que são o que me fazem conseguir dormir bem e principalmente &lt;b&gt;sonhar&lt;/b&gt;. Não me lembro muito bem do que sonho assim que acordo de manhã, mas tenho vagas lembranças e isso me relaxa, pois é como se eu tivesse visitado outros mundos, uma &lt;b&gt;realidade paralela&lt;/b&gt; cheia de possibilidades onde sou capaz de tudo, inclusive voar.&lt;br /&gt;
Quando era mais novo e consequentemente com menos preocupações, sonhava todas as noites e conseguia me lembrar de todos os meus sonhos. De alguns deles lembro até hoje, nem todos bons, mas pelo menos eram diferentes da minha vida. Hoje, com toda a correria do dia a dia e as preocupações, não só com minha vida, mas também com a da minha mãe e minha tia, praticamente não sonho mais e quando sonho, eles são apenas uma &lt;b&gt;repetição distorcida da minha rotina enfadonha&lt;/b&gt; ou assuntos mal resolvidos do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Tendo aulas praticamente todos os sábados, aos domingos fico louco para me distrair um pouco, passear, ter companhia, conversar, mas isso não acontece, geralmente fico preso em casa me sentindo &lt;b&gt;sufocado&lt;/b&gt;, como se meus pulmões fossem explodir. Vez ou outra junto forças &lt;b&gt;com muito custo&lt;/b&gt; e vou pedalar um pouco, mas ainda assim me sinto extremamente solitário e vazio. Dou umas voltas, volto pra casa exausto e &lt;b&gt;nada satisfeito&lt;/b&gt;, tomo um banho e cinco minutos depois já estou &lt;b&gt;passando mal&lt;/b&gt;, ansioso por um passeio ou qualquer companhia que seja. Se vejo que tem algum filme que me interessa passando no cinema, me arrumo e vou, mais por falta de algo melhor pra fazer do que por quaisquer outros motivos, mas quando não posso contar nem com isso, tudo o que me resta é ficar preso em casa, indo e voltando dentro de três cômodos e pensando no quanto gostaria de desaparecer e deixar tudo e todo mundo para trás.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Minha mãe e eu estamos brigados novamente, já estamos sem nos falar há &lt;b&gt;três semanas&lt;/b&gt;, depois de eu ter perdido a paciência pela enésima vez e pedir para que ela arrumasse suas coisas e voltasse para sua casa. Faz tempo já não consigo mais tolerar sua personalidade sempre belicosa, pessimista e preconceituosa em vários sentidos. Sempre que surge a oportunidade ela faz um comentário &lt;b&gt;desagradável&lt;/b&gt; sobre alguma situação ou alguém, seja um de seus vizinhos, a aparência de um ator ou atriz de algum filme que estejamos assistindo, criticando a casa onde minha tia e eu moramos (e na qual ela morou conosco por muitos anos), além de seus comentários &lt;b&gt;homofóbicos e racistas&lt;/b&gt;. E em todas as ocasiões que isso acontece e eu a confronto, jogando em sua cara suas inúmeras falhas de caráter. Ela fica furiosa, dizendo que eu sou intolerante com ela e que ela não é nenhuma das coisas das quais é acusada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
A bola da vez foi um comentário idiota que ela fez sobre as &lt;b&gt;vacinas&lt;/b&gt; após ver um vídeo no Youtube. No vídeo, a enfermeira injetou a vacina no braço da mulher &lt;b&gt;em menos de três segundos&lt;/b&gt;, o que &lt;b&gt;em alguns casos é normal&lt;/b&gt;, dependendo da quantidade de líquido na seringa. Imediatamente ela afirmou que, quando isso acontece é porque &lt;b&gt;nada foi aplicado&lt;/b&gt;, que era tudo um “golpe” para encobrir a falta de vacinas no país. E olha, de fato ao longo dos últimos meses, desde o início da pandemia foram divulgadas notícias assim, então creio que tanto possa ser verdade quanto mentira, não tenho de fato como provar, contudo, na dúvida &lt;b&gt;prefiro não afirmar nada de forma veemente&lt;/b&gt;. Já ela, em todas as afirmações que faz, acusações, ergue o tom de voz e diz, com toda a certeza que acha ter, que tal coisa é um fato cem por cento comprovado. Nesse episódio específico, eu, que já estava de mal humor e cansado de alguns de seus comentários, respondi de forma &lt;b&gt;irônica&lt;/b&gt;, dizendo que ela é muito sábia e sempre sabe de tudo com toda a certeza. Ela voltou da cozinha furiosa, parou na porta e disse que não aguentava mais, que está prestes a &lt;b&gt;desistir de ser minha mãe&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;parar de me considerar como filho dela&lt;/b&gt;, pois eu a estou &lt;b&gt;sempre criticando&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;jamais vamos nos entender&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Eu, que até o momento estava calmo, de imediato me irritei e lhe disse que, sendo assim, &lt;b&gt;suas coisas estavam no quarto e o portão para a rua estava destrancado&lt;/b&gt;, que ela podia &lt;b&gt;arrumar tudo e voltar para sua casa&lt;/b&gt;, já que estava tão insatisfeita. Ela então se calou, surpresa pela minha resposta e imediatamente se pôs a fazer as malas chorando. Minha tia não interveio, pois, apesar de ser muito mais &lt;b&gt;paciente&lt;/b&gt; do que eu, também já está muito cansada do comportamento de sua irmã. Vendo que minha mãe estava decidida a ir embora, o que fez foi ajudá-la a arrumar as malas. Poucos minutos depois ambas pediram para nossa vizinha chamar um Uber e ela foi embora sem dizer nada. Bem, na verdade disse sim, que &lt;b&gt;odeia a casa onde moro com todas as suas forças&lt;/b&gt; e que &lt;b&gt;nunca mais voltaria&lt;/b&gt;, que a partir daquele momento eu &lt;b&gt;não era mais filho dela e nem minha tia sua irmã&lt;/b&gt;, que &lt;b&gt;não precisa mais de nossa ajuda &lt;u&gt;para nada&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; e que &lt;b&gt;não quer nos ver nunca mais&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
De minha parte sei que fui &lt;b&gt;bastante rude&lt;/b&gt; ao dizer para ela &lt;b&gt;arrumar suas coisas e ir embora&lt;/b&gt;, mas quem de fato conhece nossa história de vida sabe que minha mãe se tornou uma pessoa bastante complicada e &lt;b&gt;difícil de lidar&lt;/b&gt;, uma companhia bastante &lt;b&gt;desagradável&lt;/b&gt; quando resolve destilar suas &lt;b&gt;opiniões infundadas&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;preconceitos&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;julgamentos&lt;/b&gt;. Mesmo ela dizendo que me aceita &lt;b&gt;plenamente&lt;/b&gt; enquanto homossexual, não perde a oportunidade de criticar outros, seja por sua &lt;b&gt;aparência extravagante&lt;/b&gt;, por serem &lt;b&gt;afeminados demais&lt;/b&gt; ou ter algum comportamento considerado, por ela, &lt;b&gt;inadequado socialmente&lt;/b&gt;. Sempre que vai falar sobre alguém, seja sobre qual assunto for, bom ou ruim, automaticamente e acredito que, sem se dar conta, especifica se a pessoa é preta, gay, gorda, magra, careca, &lt;b&gt;como se isso tivesse alguma relevância no assunto em questão&lt;/b&gt;. É o tipo de coisa que me &lt;b&gt;irrita e ofende&lt;/b&gt;, pois mesmo que as críticas não sejam direcionadas a mim, sou gay, tenho amigos gays, alguns afeminados, outros não, amigos negros, mas ótimas pessoas, íntegras, trabalhadoras, inteligentes. Mas para ela, pessoas fora do seu padrão de “normalidade” a incomodam muito. Você pode ser gay, mas desde que se encaixe no padrão que &lt;b&gt;ela&lt;/b&gt; considera natural, não afeminado, sem quaisquer trejeitos, basicamente enrustido. Quanto a negros, “não sou e nunca fui racista”, ela diz, mas sempre que vai criticar alguém, usa termos pejorativos como “negão, negona, negrinha, pretinha”, &lt;b&gt;isso faz meu sangue ferver de ódio&lt;/b&gt;. E como já disse, se a critico ela se pões furiosa, dizendo que estou &lt;b&gt;sendo injusto&lt;/b&gt; e a &lt;b&gt;julgando&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Sinceramente acredito que ela simplesmente &lt;b&gt;não perceba que ofende as pessoas&lt;/b&gt;. Ela é aquele tipo de gente que se julga no direito de expressar suas opiniões &lt;b&gt;da forma que quiser&lt;/b&gt;, mesmo que seja de forma grosseira ou má educada. Creio que &lt;b&gt;para ela&lt;/b&gt; isso seja o retrato de uma pessoa &lt;b&gt;franca e sincera&lt;/b&gt;, que fala o que pensa de forma direta, mas isso de forma alguma pode, a meu ver ser usado como desculpa, assim como seu diagnóstico de &lt;b&gt;transtorno bipolar&lt;/b&gt;, do qual ela se aproveita para justificar seus &lt;b&gt;gastos excessivos&lt;/b&gt; e seu comportamento &lt;b&gt;agressivo e "franco"&lt;/b&gt;. Eu já lhe disse que, pessoas loucas para mim são aquelas que &lt;b&gt;rasgam bosta e comem dinheiro&lt;/b&gt;. Claro que entendo perfeitamente que as doenças mentais, sejam elas quais forem, podem &lt;b&gt;mudar o comportamento&lt;/b&gt; de uma pessoa &lt;b&gt;radicalmente&lt;/b&gt;, mas ela já fez anos de terapia (da qual recebeu alta, não entendo como) toma seus remédios controlados, mas apesar de tudo isso, quando mais jovem sempre foi uma pessoa muito inteligente, adepta da leitura e de filmes que ensinam lições de vida. Também entendo que não apenas uma doença mental pode influenciar, mas a &lt;b&gt;idade&lt;/b&gt; também. Se eu chegar a envelhecer não tenho como prometer que estarei cem por cento são ou com a saúde física plena. Contudo eu acho que os conhecimentos e lições que você absorve ao longo de sua vida deveriam te ajudar a refletir melhor sobre si mesmo e os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Entendo também o fato dela ser uma pessoa extremamente &lt;b&gt;frustrada com a própria vida&lt;/b&gt;, que não conseguiu realizar seus sonhos por não ter tido forças de quebrar o elo de uma corrente que já vem de gerações. Um pai &lt;b&gt;autoritário e nada amoroso&lt;/b&gt;, uma mãe &lt;b&gt;fraca e submissa&lt;/b&gt;, que nada mais foi do que uma &lt;b&gt;máquina de fazer bebês&lt;/b&gt;. Imagino o quanto deve doer para ela, bem, para qualquer pessoa, olhar para o passado e perceber quantas oportunidades não pôde aproveitar por conta de sua criação, sendo a mais velha de nove irmãs e tendo que praticamente ajudar a mãe a criar todas elas.&lt;br /&gt;
Até onde sei, o seu maior ato de rebeldia contra seu pai foi ter se envolvido com alguém e ido pra cama com essa pessoa unicamente para &lt;b&gt;provocá-lo&lt;/b&gt;, desafiar sua autoridade. Curiosamente um homem &lt;b&gt;negro&lt;/b&gt; pelo que sei, já que meu avô era extremamente &lt;b&gt;racista&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
E desse ato de revolta foi que &lt;b&gt;eu surgi&lt;/b&gt;, talvez não indesejado, mas &lt;b&gt;com toda a certeza não planejado&lt;/b&gt;. E embora hoje, depois de tanto tempo isso seja algo que não me incomode mais, não deixa de ser &lt;b&gt;triste&lt;/b&gt; se dar conta de que o que te trouxe aqui não foi um ato de amor, mas de &lt;b&gt;vingança&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;rebeldia&lt;/b&gt;. Tanto é que eu &lt;b&gt;jamais conheci meu pai&lt;/b&gt;, não faço a menor ideia de quem ele foi, de quantos outros filhos ele teve, se &lt;b&gt;da parte dele&lt;/b&gt; me desejou. Apesar de tudo, sei que minha mãe, depois que eu vim, passou a me amar muito e fez por mim tudo o que pôde, nunca me deixou faltar nada e eu sou e sempre serei &lt;b&gt;grato&lt;/b&gt; por isso, mas tudo tem dois pesos e duas medidas, duas faces de uma moeda, a vida e as coisas pelas quais passamos nos mudam e minam nossas forças, sentimentos que antes eram claros se &lt;b&gt;distorcem e misturam&lt;/b&gt;. No caso dela, o seu amor por mim foi temperado com uma boa dose de &lt;b&gt;superproteção&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;controle&lt;/b&gt;, o que, conforme fui me tornando adulto acabou começando a me &lt;b&gt;sufocar&lt;/b&gt; e a me fazer sentir &lt;b&gt;inferior&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;dependente&lt;/b&gt;. Creio que muitas de nossas desavenças atuais se dão pelo fato dela não conseguir &lt;b&gt;aceitar&lt;/b&gt; que apesar de sermos mãe e filho, uma ligação eterna, não podemos ser dependentes um do outro e nem &lt;b&gt;eternamente conectados&lt;/b&gt;, que apesar dela ter optado por abdicar de muitas coisas, seja pelo julgo do pai, seja pelo apego a mim, as escolhas dela são escolhas &lt;b&gt;dela&lt;/b&gt;, assim como as minhas são minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align:center; font-size: 16pt;"&gt;
Vossos filhos não são vossos filhos.&lt;br /&gt;
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.&lt;br /&gt;
Vêm através de vós, mas não de vós.&lt;br /&gt;
E embora vivam convosco, não vos pertencem.&lt;br /&gt;
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,&lt;br /&gt;
Porque eles têm seus próprios pensamentos.&lt;br /&gt;
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;&lt;br /&gt;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,&lt;br /&gt;
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.&lt;br /&gt;
Podeis esforçar-vos por ser como eles,&lt;br&gt;mas não procureis fazê-los como vós,&lt;br /&gt;
Porque a vida não anda para trás&lt;br&gt;e não se demora com os dias passados.&lt;br /&gt;
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados&lt;br /&gt;como flechas vivas.&lt;br /&gt;
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica&lt;br&gt;com toda a sua força&lt;br /&gt;
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.&lt;br /&gt;
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:&lt;br /&gt;
Pois assim como ele ama a flecha que voa,&lt;br /&gt;
Ama também o arco que permanece estável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Khalil Gibran
&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEirGzuDTkrFj243TRH5rVKof2Vs75BczFhjrjfvHDkjR1WhTPj_ORAyMU_tVCD3ZR5E16_4nT2Vzch0cjg4JOhXWJeIOMYPRVsxvlZ_1ClPlvoIIWG5Kb2k3ciwEVyfIYCwHVIicneKeOS9hENqiDQD7T9JOHMt-mvPO3XiOGB5ggJl6s6ECCXykOFniQ=s72-c" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Bauru, SP, Brasil</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-22.3155297 -49.0708221</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-50.625763536178845 -84.2270721 5.9947041361788465 -13.9145721</georss:box></item><item><title>Sobre chuvas incessantes, decisões tardias com consequências aceitáveis e tirar leite de pedra</title><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/2022/02/sobre-chuvas-incessantes-decisoes.html</link><category>Amizade</category><category>amor</category><category>Coisas de Nerd</category><category>Coronavirus</category><category>Filosofias Pessoais</category><category>Humor</category><category>LGBTQIA</category><category>Opiniões Alheias</category><category>Pandemia</category><category>psicologia</category><category>Saude</category><category>Viagens</category><category>Vida de Estudante</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</author><pubDate>Thu, 3 Feb 2022 17:26:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5740477013973099669.post-5844260901179524207</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEicfDE3Tgb6jL4Trnme_ayp1eorkilO3-BwBVnIJfVwWC7hZ0TaQhILYdR7_vPN6BfD6IBp5Y02tDY6XVPI6tFHwLthU2dgEJ7rc-jrWF8w-PgOYdA2wIYZTfbu8Aa9YAygoN4owXIpYC35TYUW129qqhTnqFLq1mXz7iPF3yUiv-M8cxHbBTZM3V7UMA=s600" style="display: block; padding: 1em 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" data-original-height="500" data-original-width="600" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEicfDE3Tgb6jL4Trnme_ayp1eorkilO3-BwBVnIJfVwWC7hZ0TaQhILYdR7_vPN6BfD6IBp5Y02tDY6XVPI6tFHwLthU2dgEJ7rc-jrWF8w-PgOYdA2wIYZTfbu8Aa9YAygoN4owXIpYC35TYUW129qqhTnqFLq1mXz7iPF3yUiv-M8cxHbBTZM3V7UMA=s16000" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Mesmo tendo começado o ano de 2022 com um pouco de &lt;b&gt;motivação&lt;/b&gt; para alguns assuntos, estou procurando manter meus pés no chão. &lt;b&gt;Por minha própria culpa&lt;/b&gt; vivo me decepcionando por criar expectativas sobre situações e pessoas, &lt;b&gt;principalmente sobre pessoas&lt;/b&gt;, então, depois de uma crise forte de solidão em dezembro de 2021, durante minhas férias, cheguei à conclusão de que o único culpado por sofrer por esses motivos sou eu mesmo, sempre esperando mais dos acontecimentos e pessoas do que eles têm a me oferecer. É aquela velha premissa de ter consciência de que a única coisa que você pode controlar, e mesmo assim às vezes nem tão bem, é a &lt;b&gt;sua própria vida&lt;/b&gt;. Todo o resto, situações e pessoas, está fora de seu controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Há alguns dias tomei, de forma tardia, a decisão de transferir meu curso de Pós-Graduação para um que seja mais dentro do que gosto de fazer, algum que seja mais voltado à área de Design, criação. Durante todo o ano passado pensei sobre isso, pois não me identifiquei com Comunicação e Marketing Digital. Estou acompanhando as aulas com &lt;b&gt;dificuldade e desinteresse&lt;/b&gt; e ainda tenho mais um ano inteiro pela frente, então decidi arriscar. Contudo, como já cursei mais da metade das disciplinas, não posso mais trocar de curso, vou ser obrigado a terminar o que comecei. Não considero um desperdício de tempo, pois aos trancos e barrancos, ao menos fico conhecendo um pouco melhor essa área, mas a verdade é que não é uma profissão que queira seguir. Não nego que fiquei desanimado com a negativa, mas vou seguir em frente e fazer um esforço para me dedicar um pouco mais, afinal ao que tudo indica, as aulas vão voltar presenciais e talvez isso ajude um pouco. &lt;b&gt;Odeio EaD com todas as minhas forças&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Quanto às pessoas, continuo firme na minha decisão de procura-las menos e deixar que elas venham atrás de mim caso tenham interesse em minha amizade e companhia. Já sofro desde criança com um imenso &lt;b&gt;complexo de inferioridade&lt;/b&gt;, sempre mendigando atenção, amor, amizade e afeto, me decepcionando sempre no final, então me cansei. Meus amigos e conhecidos sabem onde e como me encontrar, tanto fisicamente quanto através da tecnologia, então que o façam caso queiram. Contudo, se futuramente o meu interesse por eles diminuir ou até mesmo desaparecer em definitivo, que não me julguem, pois sou assim: vou perdendo aos poucos o interesse por quem também não se interessa por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 
Embora eu saiba que todo o início de ano é assim, essas &lt;b&gt;chuvas torrenciais&lt;/b&gt; que insistem em não querer passar já estão me dando nos nervos, nos meus e nos de muita gente, acredito. Ultimamente são raros os dias nos quais não chove e isso já virou um transtorno. Em casa tudo está o tempo todo úmido ou molhado, as paredes, o piso, os móveis, a sensação de &lt;b&gt;desconforto&lt;/b&gt;, mesmo depois de um bom banho, é grande. A pilha de roupas sujas e molhadas só faz aumentar e mais dia, menos dia, não terei mais calças jeans e meias secas para poder trabalhar, já que, como não para mais de chover, minha tia não tem como lavar as roupas e estende-las no varal. A solução tem sido repetir a mesma roupa dois dias seguidos, caso contrário daqui a pouco vou ter de passar meus dias no estilo clássico &lt;b&gt;Adão e Eva&lt;/b&gt;, somente com uma folha cobrindo minha &lt;b&gt;grossa genitália&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;macias nádegas&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Fico com pena de minha &lt;b&gt;mãe&lt;/b&gt;, que apesar de só saber reclamar do lugar onde moro, dizendo que ele vai &lt;b&gt;desmoronar a qualquer instante&lt;/b&gt; em cima da cabeça da minha tia e da minha, uma vez ao mês vem dormir em casa para poder ir ao centro da cidade receber seu &lt;b&gt;Benefício de Progressão Continuada&lt;/b&gt; e também, claro, para passar um tempo conosco, já que se sente extremamente solitária no apartamento. E como só temos um quarto e uma cama, que pertence à minha tia, assim como eu ela é obrigada a &lt;b&gt;dormir no chão&lt;/b&gt;, num colchão, é claro. Mas com toda essa umidade causada pelas incessantes chuvas, seu desconforto que já é grandioso fica ainda maior. E até mesmo ficar fora de casa se torna complicado, pois tudo molha, então só nos resta ficar presos, dormindo no sofá, na cama, no chão ou vendo TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Tenho pensado em começar uma academia ou algum tipo de &lt;b&gt;condicionamento físico&lt;/b&gt; que me ajude com minha &lt;b&gt;lordose&lt;/b&gt; e dores corporais. Bem, na verdade tenho pensado nisso nos últimos cinco anos, mas protelado por &lt;b&gt;motivos financeiros&lt;/b&gt;. Como boa parte do meu salário é gasto ajudando minha mãe e minha tia com suas despesas, é extremamente complicado para mim fazer as minhas próprias, além das que eu já tenho. Dividir um salário de pouco mais de &lt;b&gt;R$ 1.300,00&lt;/b&gt; em três pessoas é como &lt;b&gt;tirar leite de pedra&lt;/b&gt;. E claro, me reservo o direito de ter alguns &lt;b&gt;pequenos luxos&lt;/b&gt;, como internet e Netflix. Se eu não puder ter esse combo básico pra minha diversão, trabalhando feito um asno, ouvindo desaforos diariamente e me estressando &lt;b&gt;quase que constantemente&lt;/b&gt;, então prefiro que Deus me leve logo. Portanto, referente à uma academia, não digo que está nos meus planos para 2022, seria muita pretensão, mas confesso estar com mais determinado com isso atualmente do que nos anos anteriores.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Parafraseando o texto que li em um meme há alguns dias e achei muito pertinente, pelo visto o réveillon de 2021 foi mesmo &lt;b&gt;contagiante&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Se você não é um bolsonarista ou negacionista acéfalo, sabe que &lt;b&gt;a pandemia ainda não acabou&lt;/b&gt;, mesmo com o advento das tão sonhadas vacinas. Para quem levou desde o início e ainda vem levando a sério o contágio, isso &lt;b&gt;não é novidade&lt;/b&gt;, os cientistas e especialistas &lt;b&gt;previram&lt;/b&gt; isso e nos avisaram, logo quando tudo começou, que novas variantes surgiriam, afinal isso, apesar de bem chato é perfeitamente normal, pois &lt;b&gt;é da natureza de um vírus sofrer mutação&lt;/b&gt; para se tornar mais resistente. Dito isso, estamos aí, janeiro de 2022 com uma &lt;b&gt;terceira onda&lt;/b&gt; e essa variante com um nome que mais parece de um dos &lt;b&gt;Transformers&lt;/b&gt; do mal: &lt;b&gt;Ômicron&lt;/b&gt;. Quem dera os efeitos dela fossem só transformar a gente em um carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 De minha parte continuarei tomando os cuidados necessários para manter meu corpo físico &lt;b&gt;vivo&lt;/b&gt;, mesmo que por tempo indeterminado, passando a máscara nas mãos e besuntando minha boca, as fossas nasais e a &lt;b&gt;genitália&lt;/b&gt; com álcool em gel, afinal um pinto saudável é um pinto desejável. Gostaria muito que as outras pessoas também fizessem a parte delas para evitar contaminar aos outros e &lt;b&gt;principalmente a mim&lt;/b&gt;. Caso ela pegue COVID e morra por negacionismo o problema é dela e eu &lt;b&gt;não me importo&lt;/b&gt;, será menos uma pessoa burra e descartável no mundo. Não estou aqui há mais de dois anos, praticando o isolamento social na medida do possível, evitando aglomerações, usando máscara quase que o dia todo para vir um idiota e me contaminar. É o fim da picada! Também sinto falta de passear em grupos grandes, de viajar, de um monte de outras coisas, mas infelizmente é complicado e &lt;b&gt;sou obrigado a seguir certas regras&lt;/b&gt;, mesmo que cansativas, se quiser &lt;b&gt;continuar respirando&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Alguns negacionistas creio eu, &lt;b&gt;jamais mudarão de opinião&lt;/b&gt;. Posso até imaginar que alguns devem chegar ao ponto de ficar felizes pelas vacinas criadas ainda não serem perfeitas e definitivas, só para sentirem que "tinham razão", que vacina não funciona, não presta e é até prejudicial. Até alguns meses atrás toda essa ignorância me incomodava, mas agora que já tomei minhas três doses quero que se dane, desde que eu e as pessoas com as quais me importo estejam vacinadas, o resto que se foda. Se tem uma coisa de útil que essa pandemia fez pela humanidade foi mostrar o quanto existe gente &lt;b&gt;burra e má&lt;/b&gt; no mundo. E já dizia o &lt;b&gt;Renato Russo&lt;/b&gt; né: &lt;b&gt;&lt;i&gt;"A ignorância é vizinha da maldade"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Pude separar o joio do trigo e selecionar melhor as pessoas com as quais quero estar, as que não quero e as que sou &lt;b&gt;obrigado a aturar&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 Mudando da água pro vinho, como fez Jesus na Bíblia, na postagem anterior escrevi sobre minha nova postura em relação aos meus amigos e pessoas no geral, sobre &lt;b&gt;tentar&lt;/b&gt; manter &lt;b&gt;menos contato&lt;/b&gt; com o intuito de &lt;b&gt;não me rebaixar tanto&lt;/b&gt;, implorando atenção e nem acabar cansando o outro, enchendo o saco dele com minha insistência. Em parceria com essa decisão tomei outra da qual espero me orgulhar futuramente: Sem ódio, sem mágoa, sem a intenção de vingança, exclui uma pessoa que vinha mantendo nas minhas redes sociais há muitos anos. Algo simples e corriqueiro para a maioria, mas não pra mim, que tenho o defeito de ser extremamente apegado ao passado e de esperar que, de algum jeito bizarro ele seja &lt;b&gt;consertado&lt;/b&gt; mais dia menos dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Já contei aqui várias e várias vezes sobre o &lt;b&gt;rapaz de Salvador&lt;/b&gt; com o qual mantive um "namoro virtual" por alguns meses há quase dez anos e sobre como, &lt;b&gt;por minha culpa&lt;/b&gt; isso não acabou bem. Sobre o quanto eu fui injusto com ele e o magoei quando ele me pediu para terminarmos o relacionamento virtual. Meu comportamento me fez perder até mesmo sua amizade, &lt;b&gt;para sempre&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Eu não apenas tenho dificuldade para perdoar os outros, mas também não consigo perdoar a mim mesmo pelos erros que cometo ao longo do caminho, o que acaba me impedindo de seguir em frente e deixar o passado onde ele deve ficar. Então, mesmo depois de pararmos de ter contato, &lt;b&gt;de minha parte&lt;/b&gt; ainda optei por mantê-lo no meu grupo de amigos do &lt;b&gt;Facebook&lt;/b&gt;, mesmo ele tendo &lt;b&gt;me bloqueado&lt;/b&gt; no Twitter e no Instagram. O que, para a maioria das pessoas inteligentes e não teimosas, é um sinal &lt;b&gt;claro&lt;/b&gt; de que a outra pessoa não quer mais que você faça parte da vida dela.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Nem mesmo à distância&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Como eu disse, a decisão de mantê-lo entre meus contatos ativos no Facebook foi &lt;b&gt;minha&lt;/b&gt;, na vã esperança de que, passado algum tempo ele me perdoasse e tivesse novamente o interesse em manter um contato amistoso, afinal dizem que &lt;b&gt;o tempo cura todas as feridas&lt;/b&gt;. Acreditei então que, mantendo essa linha de comunicação&amp;nbsp;&lt;b&gt;aberta&lt;/b&gt; ele teria um meio de conversar comigo algum dia, caso desejasse, só que isso nunca aconteceu. A cada ano que passava eu ficava imaginando se seria naquele que ele me procuraria, não com amor, não com carinho, não pra falar sobre recordações, mas simplesmente para saber como eu estou, numa conversa &lt;b&gt;minimamente amistosa&lt;/b&gt;, demonstrando com isso que eu ainda tinha algum espaço na vida dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Sendo &lt;b&gt;de fato sincero&lt;/b&gt;, afinal estou sempre me esforçando para parar de mentir pra mim mesmo, um outro motivo pelo qual eu não quis removê-lo de minhas redes sociais foi para poder bancar o &lt;b&gt;stalker&lt;/b&gt; ridículo. Inconformado por ele aparentemente não me perdoar e não querer mais contato, ao menos podia, de tempos em tempos entrar em suas redes sociais e ver o que ele andava fazendo da vida, pois eu sentia que dessa forma, mesmo que não tivéssemos mais contato ou nada em comum, ele ainda faria parte de minha vida de alguma maneira. Doentio e triste, eu sei, de dar pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Ao longo dos últimos anos, vez ou outra arrisquei entrar em contato com ele pelo Facebook, enviando mensagens &lt;b&gt;admitindo minha culpa&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;pedindo perdão&lt;/b&gt;, todavia em nenhuma das vezes tive qualquer tipo de resposta. O caso é que pelo que pude perceber ele nem usa mais o Facebook, o que explica o fato de ser a única rede social na qual ele não me bloqueou. Acho que nos últimos três anos, se ele fez duas atualizações foi muito. Ainda assim eu insistia em manter o canal aberto, afinal, na minha cabeça eu ainda tinha esperanças de que algum dia ele pudesse querer contato. Um erro recorrente meu em relação às pessoas que saem da minha vida é acreditar que só porque &lt;b&gt;eu&lt;/b&gt; fico com elas na minha cabeça elas fazem o mesmo, que da mesma forma que eu fico remoendo o passado o outro também fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 Sendo assim, em dezembro passado, depois de &lt;b&gt;protelar por anos&lt;/b&gt; decidi finalmente deixá-lo em paz e aceitar que o que quer que tenhamos sentido um pelo outro no passado ficou para trás. De forma alguma eu esperava que reatássemos um &lt;b&gt;romance&lt;/b&gt;, não é nada disso, sempre tive isso muito definido em minha mente. O que aconteceu foi algo daquele momento, daquele período, uma das muitas &lt;b&gt;experiências passageiras&lt;/b&gt; que vivenciamos ao longo do caminho, mas foi algo &lt;b&gt;finito&lt;/b&gt;, estava fadado a ser, tinha que ser. Eu só passei os últimos anos nutrindo esperança de resgatar alguma coisa próxima à &lt;b&gt;amizade&lt;/b&gt; que tivemos, mas como diz o ditado popular, &lt;b&gt;"quando um não quer, os dois não fazem"&lt;/b&gt; e eu sou &lt;b&gt;obrigado a respeitar&lt;/b&gt; isso, não apenas na minha história com ele, mas com quem quer que seja, quem quer que cruze o meu caminho e depois queira seguir adiante. Ficar apegado ao passado foi opção minha, não dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Pelo menos até onde eu sei ele &lt;b&gt;parece estar bem&lt;/b&gt;, seguindo com sua vida &lt;b&gt;como é o certo a se fazer&lt;/b&gt;. Na última espiada que dei em seu perfil antes de decidir romper esse último fio da corda, vi uma nova atualização, uma foto dele com a irmã e o pai em um shopping, o que é muito bom, já que mostra que certas coisas andaram se resolvendo ao longo do tempo. Ele está bonito, aparentemente com saúde e com certeza focado em seja lá o que estiver fazendo da vida, &lt;b&gt;e pra mim isso deve bastar&lt;/b&gt;, aceitar que a vida anda, &lt;b&gt;as pessoas mudam&lt;/b&gt; e se adaptam e as coisas se ajeitam como devem se ajeitar. Confesso que não pude conter um sorriso quando vi a foto, algumas lágrimas também, mas o sorriso é que foi o indicador de que &lt;b&gt;já passou muito da hora de eu deixar as coisas seguirem&lt;/b&gt;. No final das contas, todas as experiências pelas quais passamos, difíceis ou não, tristes ou não, nos ensinam de uma forma ou de outra, &lt;b&gt;pelo amor ou pela dor&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center" valign="botton"&gt;
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</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEie0JQ85Pf6yUZhrdjkDPc-9CVntlDZAxbkLwhjYi17KSX38t8I829ebrS-OG8NbfGiyxae36F7cAhdYX2katemnPQN9EYAICLnU-1xMokYKCKzKw7Ik39oRjdEuK3SlDAeoF6_mhkVXsq5Sr1OvzvN1XD8fvBJrLi2s-PcOCYuZWndYuwcVgsnK9nBUw=s72-w640-h480-c" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Bauru, SP, Brasil</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-22.3155297 -49.0708221</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-50.625763536178845 -84.2270721 5.9947041361788465 -13.9145721</georss:box></item><item><title>Sobre nossos demônios interiores, férias surtadas de natal e comportamentos infrutíferos</title><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/2022/01/sobre-nossos-demonios-interiores-ferias.html</link><category>Amizade</category><category>amor</category><category>Coisas de Nerd</category><category>Contos</category><category>Coronavirus</category><category>Filosofias Pessoais</category><category>Humor</category><category>LGBTQIA</category><category>Opiniões Alheias</category><category>Pandemia</category><category>psicologia</category><category>Saude</category><category>Sonhos</category><category>Textos</category><category>vida e morte</category><category>Web</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</author><pubDate>Fri, 7 Jan 2022 17:40:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5740477013973099669.post-6311383008918368080</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEiSiuUrd3ALLKRSGPaw1S8UWJuuyEZ4eAvWRZmCjOUeoZpaMNdsPUxZDTxq5SeuOKP5eAJ9ufXAm0bSDXhrKvHrdFiqpJmrHX8zZDWqHgmFbw5zovjcsDfvENWn7AU3uPdRw8msIVeEvVf8rD0vJJSL7e-8lN6d003KmL8g0dv2e8sv9N5SM6v4wwoqPA" style="display: block; padding: 1em 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" data-original-height="415" data-original-width="600" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEiSiuUrd3ALLKRSGPaw1S8UWJuuyEZ4eAvWRZmCjOUeoZpaMNdsPUxZDTxq5SeuOKP5eAJ9ufXAm0bSDXhrKvHrdFiqpJmrHX8zZDWqHgmFbw5zovjcsDfvENWn7AU3uPdRw8msIVeEvVf8rD0vJJSL7e-8lN6d003KmL8g0dv2e8sv9N5SM6v4wwoqPA=s16000" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Decidi começar o ano de &lt;b&gt;2022&lt;/b&gt; de forma mais &lt;b&gt;contida&lt;/b&gt; em relação a tentar manter tanto contato com as pessoas, sejam elas familiares, amigos ou só conhecidos, pelo fato de perceber que venho há muito tempo &lt;b&gt;gastando energia demais&lt;/b&gt; com isso sem ter a reciprocidade esperada.&lt;br /&gt;
Quem me conhece sabe que, devido à minha &lt;b&gt;carência&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;solidão&lt;/b&gt; gosto muito de conversar, interagir, &lt;b&gt;compartilhar minha vida&lt;/b&gt; com aqueles os quais confio e tenho apreço e, agindo dessa forma, acabo ingenuamente esperando que o outro &lt;b&gt;faça o mesmo&lt;/b&gt;, que ao perceber o quanto eu deposito minha confiança e meu amor nele, acabe se sentindo confortável para retribuir na mesma moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Na ânsia por diálogo estou sempre tendo a iniciativa de puxar conversa, enviando mensagens de bom dia, boa tarde, boa noite, às vezes tentando conversar sobre um determinado assunto o qual sei que é do interesse da outra pessoa, querendo propor um dia para sairmos juntos, nos encontrarmos, mas na maior parte do tempo isso se mostra &lt;b&gt;pouco eficaz&lt;/b&gt;. O papo não se estende muito e acaba sendo quase um &lt;b&gt;monólogo&lt;/b&gt; protagonizado por mim, com a outra pessoa somente dando &lt;b&gt;respostas rápidas&lt;/b&gt; às minhas perguntas ou às vezes demorando &lt;b&gt;dias&lt;/b&gt; para dar um retorno quase que &lt;b&gt;monossilábico&lt;/b&gt;. E se dou sinais de saudade, propondo um encontro ou um passeio, a única resposta que tenho na maioria das vezes é aquele clichê: &lt;b&gt;"Pois é, vamos marcar sim, precisamos sair sim, vamos nos ver sim, assim que der"&lt;/b&gt;, mas na prática nada é de fato combinado entre as partes, por mais que eu ofereça opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Optei por iniciar o ano com essa postura, não apenas por me sentir &lt;b&gt;idiota&lt;/b&gt;, insistindo em um comportamento &lt;b&gt;infrutífero&lt;/b&gt;, mas também porque tenho certeza de que a outra pessoa &lt;b&gt;se cansa de minha insistência&lt;/b&gt; em querer conversar e acaba me dando respostas apenas por mera &lt;b&gt;gentileza &lt;/b&gt;ou&lt;b&gt; pena&lt;/b&gt;, pois caso fosse interesse real dela em manter um diálogo mais longo, me contar sobre sua vida mais detalhadamente ou marcar um passeio, o faria. Contudo, se for colocar esses dois pesos na balança, diria que estou tentando mudar meu modo de agir mais pela &lt;b&gt;minha própria saúde mental e bem-estar&lt;/b&gt; do que pela outra pessoa. Como disse, já há um bom tempo venho me sentindo idiota em insistir em querer estar e interagir com pessoas que não desejam o mesmo para comigo. Então, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado, sinto que estou agindo de forma correta, &lt;b&gt;me valorizando&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 Não é como se de agora em diante eu fosse me fechar totalmente, não puxar mais assunto com ninguém, nem tentar fazer convites pra passeios, claro que não. De vez em quando, nos meus piores dias de fato tenho vontade de &lt;b&gt;sumir&lt;/b&gt;, ignorar todo mundo e até mesmo &lt;b&gt;ser grosso&lt;/b&gt; com quem vier me procurar, mas tenho plena consciência de que agir assim além de extremismo é de uma &lt;b&gt;infantilidade sem tamanho&lt;/b&gt;, afinal é injusto culpar o outro pela sua carência e solidão, por qualquer tipo de &lt;b&gt;vazio&lt;/b&gt; que você sinta, é difícil, mas você precisa &lt;b&gt;se bastar&lt;/b&gt;. E por "se bastar", não digo se isolar do mundo, do convívio social, evitar novas amizades ou achar que &lt;b&gt;não precisa de ninguém&lt;/b&gt;, não precisa de amigos, mas procurar se esforçar o quanto puder para não se tornar dependente do outro ao ponto de sua felicidade depender unicamente de que alguém sempre esteja ao seu lado, isso seja num romance ou numa amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Com frequência tenho ouvido de um amigo meu que ele já &lt;b&gt;não espera mais nada de ninguém&lt;/b&gt;, no sentido de retorno, gratidão ou reciprocidade, pois assim ele não se decepciona (espero sinceramente que isso não se aplique a mim). É uma regra bem básica de fato: se você não espera nada e receber nada, você já tá no lucro e não se frustra. E embora eu concorde com ele em 101%, pra mim, é claro, é bem mais difícil, embora mesmo que não pareça eu esteja me esforçando pra seguir por esse caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
No mês passado, &lt;b&gt;dezembro de 2021&lt;/b&gt;, durante os &lt;b&gt;30 dias&lt;/b&gt; nos quais gozei de minhas &lt;b&gt;merecidíssimas férias&lt;/b&gt;, consegui &lt;b&gt;surtar&lt;/b&gt; bastante por conta do isolamento e da solidão. Como disse na postagem anterior a esta, eu me esqueço de que quem entrou de férias fui eu e não os outros, que o tempo livre que cada um tem é diferente, que embora nos finais de semana eu tenha tempo livre e sofra por companhia, os outros estão &lt;b&gt;n'outra sintonia&lt;/b&gt;, com suas próprias rotinas e, mesmo que também tenham tempo livre, não são obrigados a usá-lo &lt;b&gt;comigo&lt;/b&gt;, só porque eu gostaria de usar o meu com eles. Vendo por um ponto de vista &lt;b&gt;vitimista&lt;/b&gt; parece injusto e triste, mas acaba que é a realidade e lutar contra isso só traz frustração e revolta. Mas a parte complexa é, o que fazer quando tentar aceitar a realidade também te causa o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
 No final tudo se resume a uma luta interna. Na revolta, na frustração achamos que estamos lutando com os outros, que eles tem a obrigação de corresponder às nossas expectativas e que nos devem algo, que estamos travando uma disputa de &lt;b&gt;cabo de guerra&lt;/b&gt; e que se você continuar insistindo em puxar a corda, cedo ou tarde vai &lt;b&gt;trazer o outro pra junto de você&lt;/b&gt;, mas a verdade é que estamos travando uma disputa solitária com nossos próprios &lt;b&gt;demônios interiores&lt;/b&gt;, não é o outro que está na outra ponta da corda na disputa, mas sim um &lt;b&gt;reflexo sombrio&lt;/b&gt; seu, distorcido em si mesmo e que enxerga as coisas distorcidas também.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Eu sempre me esqueço que quem está de férias sou eu e não os outros, todos estão trabalhando e no geral só acabam folgando nas vésperas de natal e ano novo, e é claro, optam por comemorar as festas junto aos familiares. Como minha família e bastante &lt;b&gt;desunida&lt;/b&gt; e nunca teve esse costume, muitas vezes eu acabo achando que é assim com todo mundo. Não é que eu não goste dos meus parentes, bem, na verdade de alguns mais, de outros menos, mas o fato é que cada um foi pro seu canto, viver sua vida e formar sua própria prole. Além do mais eu considero que minha família é dividida em dois núcleos distintos: os que conseguiram construir uma vida melhor, mais confortável e os &lt;b&gt;fodidos&lt;/b&gt; como eu, com &lt;b&gt;pouco dinheiro&lt;/b&gt; e muitos &lt;b&gt;problemas psicológicos&lt;/b&gt;. Isso acabou contribuindo ainda mais para que, com o passar dos anos nos misturemos cada vez menos, cada núcleo acaba só se reunindo mais com seus iguais. Portanto sempre achei estranho esse lance de reunião familiar, somos todos muito diferentes e quando nos reunimos me sinto estranho, &lt;b&gt;deslocado&lt;/b&gt;. Na verdade, nem me lembro mais qual foi a última vez que fizemos uma grande reunião familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Com meus poucos amigos todos ocupados com o trabalho e focados em suas próprias famílias e prioridades, o que mais fiz durante minhas férias de dezembro foi &lt;b&gt;caminhar a esmo pelas ruas da cidade&lt;/b&gt;. Mesmo com a mortal pandemia de &lt;b&gt;COVID-19&lt;/b&gt; ainda assolando o país, tomei coragem e voltei a frequentar o cinema, pois já estou devidamente inoculado com as três doses de vacina, continuo usando máscara, álcool em gel, então confesso, fiquei de saco cheio desse lance de isolamento social. Ainda evito multidões sempre que posso, mas já não consigo mais manter o isolamento como antes, meu psicológico já cansou.&lt;br /&gt;
Fui várias vezes ao shopping e ao calçadão no centro da cidade também, embora esse último não me agrade nem um pouco e quando decido ir, é somente  por necessidade ou &lt;b&gt;tédio extremo&lt;/b&gt;. Foi-se o tempo quando o centro era bem frequentado, um ambiente propício para você sair com sua família e se distrair. Hoje em dia, quando sou obrigado a ir apara comprar alguma coisa ou simplesmente por falta de companhia ou um programa melhor, acabo ficando extremamente estressado e com &lt;b&gt;desejos homicidas&lt;/b&gt;. Você já não consegue dar três passos sem que alguém venha gritando na sua orelha, tentando te vender todo tipo de coisa, ler sua mão ou pedir “me ajuda comprando uma balinha, pelo amor de Deus”. Fora os lojistas desesperados que só faltam te arrastar pra dentro da loja quando você passa na frente, tipo zumbis de filmes de terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Quando opto por simplesmente sair caminhando a esmo pelas ruas é para poder pensar em paz, falar sozinho ou chorar em algum lugar mais isolado. Aliás, se tem uma coisa boa que o uso de máscaras de proteção trouxe para pessoas como eu é poder falar sozinho, &lt;b&gt;em voz alta&lt;/b&gt;, de forma bem mais discreta enquanto caminho. Sempre tive essa mania e acho que sempre vou ter, efeito colateral da &lt;b&gt;solidão&lt;/b&gt; creio eu, não consigo só pensar, principalmente quando estou nervoso, ansioso ou deprimido. Quem me vê na rua deve pensar que estou bêbado ou que sou louco, porque quando dou por mim estou tagarelando sem parar comigo mesmo, pensando em voz alta, reclamando de algo, desabafando aos quatro ventos ou simplesmente &lt;b&gt;simulando&lt;/b&gt; conversas que gostaria de ter com as pessoas. Na real, acho que é o que mais faço, fico falando como se estivesse conversando com alguém, imaginando o diálogo. Já tentei me controlar e simplesmente só pensar, mas é mais forte do que eu, quando percebo já estou falando sozinho. Como se já não bastasse isso, como tenho problema de coluna ainda tenho a mania de caminhar entortando a cabeça pra lá e pra cá, tentando estalar os ombros e pescoço. Certa vez um amigo da família foi em casa e disse que me viu fazendo isso na rua, falou, &lt;b&gt;gargalhando&lt;/b&gt;, que eu parecia um louco. Como sempre faço com a maioria das pessoas &lt;b&gt;pouco relevantes&lt;/b&gt; pra mim, &lt;b&gt;fingi que achei engraçado&lt;/b&gt; e até ri também, concordando. Por dentro, lógico, mandei ele pro inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Muitas vezes essas minhas caminhadas funcionam como uma espécie de &lt;b&gt;máquina do tempo&lt;/b&gt; e me levam à lugares do meu passado. Sou uma pessoa muito nostálgica, estou constantemente recordando coisas que já vivi, tanto os bons quanto os maus momentos e vez ou outra me surge a curiosidade em revisitar &lt;b&gt;fisicamente&lt;/b&gt; meu passado, escolas nas quais já estudei, lugares que frequentei por algum motivo, os bairros, ruas e casas nas quais já morei quando criança ou que meus amigos de infância moraram, amigos esses os quais hoje não faço a menor ideia de como e onde estão, se estão bem ou não, vivos ou mortos.&lt;br /&gt;
Dependendo das lembranças, cada lugar me traz uma sensação diferente, às vezes boa, às vezes ruim. Alguns lugares mudaram muito pouco, já outros nem reconheço mais. Onde antes havia uma casa hoje há uma oficina ou um terreno vazio, ruas de paralelepípedo hoje são pavimentadas, até o ar que se respira parece diferente das minhas lembranças, o que é &lt;b&gt;perfeitamente natural&lt;/b&gt; é claro, ingenuidade esperar que tudo que eu deixei pra trás esteja intocado, &lt;b&gt;congelado no tempo&lt;/b&gt;. Sinceramente não sei o que busco, talvez sensações há muito perdidas, de quando as coisas eram mais fáceis, as amizades mais numerosas e a vida menos complicada. É um misto de nostalgia boa com a tristeza do que acabou e não vai mais voltar. Rostos e vozes das quais tento me lembrar, mas que depois de tantos anos já estão pouco nítidos. Me lembro de acontecimentos específicos, lugares, nomes, mas as imagens são borradas, como olhar algo por um &lt;b&gt;vidro texturizado&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Sei bem que esse meu hábito em revisitar o passado é &lt;b&gt;pouco saudável&lt;/b&gt;. Não seria se eu soubesse usá-lo da maneira certa, como um instrumento de &lt;b&gt;aprendizado&lt;/b&gt;, buscando não cometer os mesmos erros, esquecer coisas ruins irremediáveis, uma vez que o que já aconteceu é imutável, mas acaba que muito do que eu sinto me domina, é mais forte do que eu. Das coisas boas de meu passado, que não são muitas, acabo não tirando força ou motivação, apenas &lt;b&gt;saudade&lt;/b&gt; e lamento pelo fato de sentir que de alguma forma não aproveitei tudo o que podia. Das coisas ruins desencavo mágoa e revolta, frustração por tê-las deixado acontecer, por não ter tido forças para fazer diferente na época e por não conseguir deixa-las para trás até hoje, mesmo tendo consciência de que carregar tanto peso comigo não agrega em nada.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Mesmo agora, durante minhas férias e também nos finais de semana e feriados acordo muito cedo todos os dias, as &lt;b&gt;5h da manhã&lt;/b&gt; já estou de olhos abertos e bem desperto. Notem que eu disse acordo e não “me levanto”, são duas ações completamente distintas. Como a casa onde moro há mais de 30 anos tem somente &lt;b&gt;3 cômodos&lt;/b&gt; optei, já há alguns anos em dormir &lt;b&gt;no chão da sala&lt;/b&gt;. Com somente um quarto pequeno disponível, decidi deixa-lo para minha tia, pois ela, mesmo agora com quase 70 anos ainda trabalha com &lt;b&gt;consertos de costura&lt;/b&gt; para ajudar na nossa renda, já que dividimos todas as despesas. Então o quarto é o seu lugar de descanso e de trabalho ao mesmo tempo. Além disso, já estou rumo aos 46 anos de vida, sou homem (um homem viado, mas um homem) e me incomoda dividir o mesmo quarto com ela. Durante toda a minha infância dormi na mesma cama com a minha mãe, depois, mais velho, dormíamos os três no mesmo quarto, já em camas separadas, mas como disse, conforme fui envelhecendo já não deu mais. Não ter condições de morar sozinho já é &lt;b&gt;torturante&lt;/b&gt; pra mim, já que minha privacidade é &lt;b&gt;zero&lt;/b&gt;, então a melhor solução foi passar a dormir na sala, onde coloco um pano sobre o tapete, depois o meu colchão e pronto. Há tanto tempo vivo essa vida que, ter um quarto somente meu, dormir novamente numa cama se tornou um sonho bastante distante, parecendo ser &lt;b&gt;inalcançável&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Apesar de, depois de tanto tempo já ter me acostumado a dormir no chão e não reclamar, não significa que tudo seja sempre normal e natural. Durmo bem na maioria das noites, ajudado é claro por &lt;b&gt;chás&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;comprimidos calmantes&lt;/b&gt;, mas não é incomum acordar algumas vezes sentindo &lt;b&gt;minúsculas patinhas ásperas&lt;/b&gt; correndo pelo meu corpo. Mesmo com minha tia tentando manter sempre tudo muito limpo, numa casa velha não é incomum que &lt;b&gt;baratas&lt;/b&gt; e outros insetos saiam durante a noite pra dar uma volta. E estando eu deitado no chão, estou no caminho deles. Não, não estou dizendo que vivo num chiqueiro e que durmo com baratas toda santa noite, também não é assim, mas acontece com mais frequência do que eu gostaria. Acho que é por isso que acho tão ridículo quando vejo pessoas fazendo um &lt;b&gt;escândalo&lt;/b&gt; quando topam com uma barata ou um inseto muitas vezes bem menor, chegando ao ponto de gritar e &lt;b&gt;quase ter um surto&lt;/b&gt;, na verdade quando vejo isso sinto um &lt;b&gt;desprezo imenso&lt;/b&gt; pela pessoa. Não que eu simpatize com insetos, tenho medo de alguns sim, de outros tenho nojo, mas daí a berrar e correr como se o bicho fosse te matar só com o olhar, aí já é ridículo. Se ainda fosse um escorpião venenoso vá lá. Estou tão de saco cheio da minha vida e me tornando frio com tantas coisas, pessoas e situações, que se acordo de madrugada sentindo uma barata andando em cima de mim, eu a espanto com as mãos, me levanto e depois mato &lt;b&gt;com requintes de crueldade&lt;/b&gt;, imaginando que se trata de uma das pessoas que já me magoaram ou o &lt;b&gt;Jair Bolsonaro&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Lembram que eu disse logo no começo que acordo todos os dias muito cedo, por volta das 5h da manhã? Seria ótimo se isso acontecesse por conta de algum costume saudável de minha parte, mas não, acontece que assim que amanhece, a luz do sol já entra na sala e ilumina bem o ambiente, o que acaba me acordando quase que imediatamente, e depois que eu acordo, a menos que eu esteja fisicamente doente não consigo pegar no sono novamente. O quarto de minha tia é bem escuro, pois as janelas de madeira vedam bem a entrada de luz, embora muito em breve sei que terei dor de cabeça com elas, já que estão &lt;b&gt;caindo aos pedaços&lt;/b&gt;, por um fio para se soltarem e aí não sei como faremos para arrumar, já que &lt;b&gt;1:&lt;/b&gt; não podemos quebrar a casa para fazer reformas porque ela não é nossa, moramos de favor e &lt;b&gt;2:&lt;/b&gt; como a casa é muito, muito antiga, as paredes estão em péssimo estado, então, mesmo que pudéssemos, arriscar quebrar qualquer uma das paredes para fazer reformas colocaria em risco toda a estrutura. Então por que nós não nos mudamos daqui você deve estar se perguntando. A resposta é: &lt;b&gt;vai tomar no olho do teu cu&lt;/b&gt;. Eu não estaria escrevendo tudo isso se pudéssemos achar um lugar melhor pra morar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Para resolver o meu problema com a luz da manhã entrando na sala já tentei de tudo um pouco, até aquelas &lt;b&gt;máscaras tapa-olhos&lt;/b&gt;, mas não consigo dormir com aquilo na cara, me dá agonia, então cubro a cabeça com um travesseiro e mando ver nos calmantes.&lt;br /&gt;
Há alguns dias decidi comprar uma dessas &lt;b&gt;cortinas tipo “blackout”&lt;/b&gt;, que dizem vedar a entrada de luz no ambiente. Saí pra fazer uma pesquisa enquanto ainda estou de férias e quase enfartei com os preços. Uma dessas, de &lt;b&gt;boa qualidade&lt;/b&gt; está beirando &lt;b&gt;R$ 200,00&lt;/b&gt;, o que para os meus padrões é uma fortuna. Acho que é por isso que &lt;b&gt;odeio tanto&lt;/b&gt; pessoas que gastam uma fortuna comprando um novo &lt;b&gt;iPhone 13 sei lá das quantas&lt;/b&gt;, um tênis de R$ 500,00, fazem ceia farta de natal todos os anos e ainda ousam chegar pra você e reclamar sobre o quanto a vida está complicada e a situação tá preta. Não tenho o menor pudor em dizer que gostaria de vê-las sofrer, na verdade &lt;b&gt;me deliciaria&lt;/b&gt; com isso.&lt;br /&gt;
Depois de pesquisar muito consegui achar uma dessas cortinas por R$ 70,00, obviamente que de qualidade muito &lt;b&gt;inferior&lt;/b&gt;, mas é o que deu pra comprar, o que tem pra hoje. Espero que ela funcione minimamente, vou saber disso amanhã, às 5h da manhã. Em todo caso, por precaução vou continuar com minha xícara de chá e comprimidos calmantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Nos últimos tempos tenho estado uma pilha de nervos, mataria alguém se pudesse, pelo simples &lt;b&gt;prazer de matar&lt;/b&gt;. Estou insatisfeito com quase tudo na minha vida, trabalho, estudos, vida pessoal, vida sexual, amizades. E a junção de todas essas constantes insatisfações tem se convertido em ódio e falsidade. Ser &lt;b&gt;obrigado a fingir&lt;/b&gt; educação, simpatia e bom humor, fingir que acho as pessoas e suas piadas engraçadas quando na verdade minha vontade é &lt;b&gt;arrancar o coração delas com as minhas mãos nuas&lt;/b&gt; tem me cansado demais. Estranhamente, diferente da minha mãe que sofre de &lt;b&gt;transtorno bipolar&lt;/b&gt; não penso em &lt;b&gt;suicídio&lt;/b&gt;, não sei, eu acho uma coisa tão vazia, tão fácil. &lt;b&gt;Fugir é fácil&lt;/b&gt;. Eu acho que fazer o esforço de suportar, mesmo quando você já não aguenta mais é a definição de &lt;b&gt;ser forte&lt;/b&gt;. Contudo fazer esse esforço, pelo menos para mim &lt;b&gt;hercúleo&lt;/b&gt;, cansa, como cansa, e todos os dias quando acordo me pergunto se tem valido a pena.&lt;br /&gt;
Além de ter de pensar e resolver os meus próprios problemas pessoais, estou constantemente tendo de esquentar a cabeça com os problemas e necessidade de minha mãe e minha tia. E ao mesmo tempo em que vejo isso como minha &lt;b&gt;obrigação&lt;/b&gt; de filho e sobrinho, tentando não as culpar por minha vida estar estagnada como está, a verdade é que elas fazem parte dessa equação maldita. Elas cuidaram de mim a vida toda, costumo dizer a todos que não tenho apenas uma mãe, mas sim &lt;b&gt;duas&lt;/b&gt;, contudo é cansativo demais carregar o peso da minha vida, das minhas angústias e frustrações e boa parte do peso das delas.&lt;br /&gt;
Eu não sei se tem de fato diferença, na minha cabeça eu sinto que tem, que faz sentido, mas como eu disse eu não penso em morrer, não penso em desistir, mas de alguma forma eu queria que tudo acabasse, sei lá, que simplesmente tudo sumisse, &lt;b&gt;inclusive eu mesmo&lt;/b&gt;.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;span face="'Montserrat', sans-serif" style="font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
A maioria das pessoas acaba optando por &lt;b&gt;se afastar&lt;/b&gt; de mim com o passar do tempo, pelo fato de eu ser uma pessoa bastante &lt;b&gt;carente&lt;/b&gt;, com uma necessidade muito grande de &lt;b&gt;companhia&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;atenção&lt;/b&gt;. Acho que, atualmente, tenho somente um amigo &lt;b&gt;verdadeiro&lt;/b&gt;, ele não está sempre comigo, assim como as outras pessoas é alguém muito ocupado, focado em resolver seus próprios problemas, mas ainda assim, quando estamos juntos, quando conversamos e eu desabafo com ele, sinto que ele entende muito bem o que estou sentindo, mesmo que não consiga me ajudar, mas ainda assim, percebo que ele não apenas me escuta, mas me &lt;b&gt;ouve&lt;/b&gt;. E apesar de parecer a mesma coisa, acreditem, tem diferença entre somente escutar o que o outro está dizendo e de fato ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Como disse, nem sempre as pessoas, por mais que gostem e se preocupem conosco, conseguem nos ajudar &lt;b&gt;da forma que gostaríamos&lt;/b&gt;, eu vivo repetindo isso aqui, todos tem os seus próprios problemas, dilemas e dores pra carregar, mas ainda assim é uma sensação muito &lt;b&gt;reconfortante&lt;/b&gt; e gratificante quando você percebe que a pessoa &lt;b&gt;faz um esforço&lt;/b&gt; para entender o que você está sentindo e &lt;b&gt;tenta&lt;/b&gt; ajudar da melhor forma possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Parece &lt;b&gt;egoísmo&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;ingratidão&lt;/b&gt; de minha parte dizer que tenho somente um único amigo verdadeiro, mas costumo classificar minhas interações sociais partindo de irrelevantes, ao ponto da existência da pessoa não fazer diferença alguma pra mim (e sinceramente não me culpo por isso), conhecidos, amigos e amigos verdadeiros, sendo esses últimos, pessoas com as quais sei que realmente posso contar quando precisar e até mesmo quando não precisar. E que me perdoem (ou não) as outras pessoas que estiverem lendo isso e que alegam gostar de mim, mas a verdade é que apesar de nossa amizade, não sinto que posso de fato contar com vocês. Sou da opinião de que, embora todos tenhamos nossos problemas pessoais, vidas próprias, prioridades, &lt;b&gt;vínculos formados deveriam ser mais considerados&lt;/b&gt;, principalmente quando você sabe como a outra pessoa se sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Independente do tempo e do espaço que eu dê aos outros, com o intuito de não parecer chato demais, &lt;b&gt;pegajoso&lt;/b&gt;, as pessoas não demonstram interesse em saber como estou, em me terem como companhia. Eu noto que isso acontece quando, por algum motivo o outro precisa de mim e não têm uma opção de escolha melhor, seja para falar sobre algo que lhe aconteceu, uma preocupação que lhe aflige, uma decepção amorosa, enfim, quando &lt;b&gt;ele&lt;/b&gt; precisa de companhia. Não consigo deixar de me sentir um pouco como um &lt;b&gt;estepe&lt;/b&gt; nesses casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Todas as vezes que converso sobre isso com uma determinada pessoa ela externa a mesma opinião, a de que eu devo ser grato pelas pessoas me procurarem, mesmo que &lt;b&gt;raramente&lt;/b&gt;, mesmo quando é do interesse delas, que devo ser grato pelo tempo que elas dão a mim, mesmo que seja &lt;b&gt;pouco&lt;/b&gt;, afinal, elas poderiam muito bem optar por jamais virem até mim, me esquecendo em definitivo. Quando ele me diz isso, procuro não demonstrar, mas é algo que me &lt;b&gt;irrita&lt;/b&gt; bastante. Além do mais, se confessar que discordo de sua opinião somente duas coisas aconteceriam: ele não ligaria a mínima pra isso e somente sentiria pena pela minha discordância ou como muitos, optaria por simplesmente se afastar, me considerando um caso perdido, &lt;b&gt;se é que já não considera&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Não consigo deixar de lado a sensação de que apesar das pessoas dizerem gostar de mim, elas me ouvem, observam meu jeito de ser e só sentem &lt;b&gt;pena&lt;/b&gt;. Tenho um fio de esperança de que eu esteja enganado sobre isso, que seja apenas mais um dos meus tantos &lt;b&gt;dramas&lt;/b&gt;, porque, se eu estiver certo, sinceramente prefiro que elas optem por sumirem mesmo de minha vida. Não busco pena, apesar de me comportar como se buscasse, sei disso, sei o quanto pareço &lt;b&gt;ridículo&lt;/b&gt; aos olhos de muitos que me conhecem. Busco amizade e compreensão, acima de tudo compreensão. &lt;b&gt;Empatia&lt;/b&gt; pela forma como me sinto seria legal também, mas aí já é esperar demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Não sinto prazer em nada do que faço e se me perguntarem, não sei o que me traria satisfação. Todas as vezes nas quais paro pra refletir sobre isso viajo longe e por mais que pense, escave bem lá no fundo buscando o que me falta acabo encontrando a mesma resposta, não é dinheiro (embora isso com certeza seria de grande ajuda), não são viagens bacanas, não é um bom emprego, uma carreira de sucesso seja lá em qual profissão for (inclusive estou a cada dia mais cansado das obrigatoriedades sociais), não são bens materiais, mas acabo chegando no mais básico: amizade verdadeira, compreensão verdadeira, reciprocidade sincera, &lt;b&gt;companhia&lt;/b&gt;. Às vezes a falta dessas coisas me afeta tanto que chega a doer &lt;b&gt;fisicamente&lt;/b&gt;, chego a sentir que tenho uma pedra no estômago, algo dentro de mim se esforçando pra sair, pra &lt;b&gt;explodir&lt;/b&gt; pelo meu peito, feito aquele filme do Alien, Chego a sentir que viveria feliz, que &lt;b&gt;morreria feliz&lt;/b&gt; mesmo vivendo embaixo de uma ponte, desde que tivesse pessoas comigo as quais realmente se importassem, que conseguissem ver em mim o que gostaria que vissem. Não apenas esse monte de carne ambulante ridículo e carente de atenção.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;span style="font-family: 'Montserrat', sans-serif; font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Falta só uma semana para minhas &lt;b&gt;férias&lt;/b&gt; e apesar de eu estar contando cada segundo para que esse dia chegue logo e eu possa descansar do trabalho, também estou bastante triste por não ter nenhum plano de viagem para o período. Queria muito aproveitar esse tempo livre me distraindo e me &lt;b&gt;divertindo&lt;/b&gt;, fazendo algo diferente da minha rotina, ainda mais agora que já tomei as doses de vacina que sonhei por tantos meses, incluindo a terceira, o &lt;b&gt;reforço&lt;/b&gt; tão falado. O problema em questão não vai ser nem a falta de dinheiro, pois se quisesse, juntando um pouco do décimo terceiro e parte das férias conseguiria viajar, fazer uma excursão pequena que fosse, mas o caso é que não consigo me divertir &lt;b&gt;sem companhia&lt;/b&gt;. Muitas vezes me pego pensando como me sentiria se ganhasse uma viagem com todas as despesas pagas para algum lugar muito bacana, por exemplo. Creio que uma pessoa normal explodiria em êxtase de tanta alegria, arrumaria as malas cheia de empolgação e embarcaria nessa aventura, mas eu infelizmente não consigo sentir as coisas dessa forma. Minha carência e dependência de companhia sempre fazem com que eu me sinta completamente &lt;b&gt;isolado e solitário&lt;/b&gt; caso saia sozinho seja para onde for.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Há alguns anos fui pela primeira vez em um famoso evento de anime em São Paulo. Na ocasião ninguém quis ou pôde ir comigo, então decidi ir sozinho mesmo. Me lembrando hoje de como me senti com essa experiência, posso dizer que apesar de ter gostado do passeio, da viagem, do evento, acima de tudo me senti muito sozinho e desanimado em vários momentos, não tendo ninguém para partilhar essa experiência comigo, andar juntos pelos estandes, assistir aos shows, comer um lanche, &lt;b&gt;conversar principalmente&lt;/b&gt;. Lendo isso, talvez você diga que eu deveria ter tentado fazer novas amizades durante a viagem, me enturmar, puxar conversa. Me desculpe, se isso é fácil para você não o é para mim.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
No famoso filme “&lt;b&gt;Clube da luta&lt;/b&gt;” o protagonista, durante uma viagem de avião fala sobre “&lt;b&gt;amizades temporárias&lt;/b&gt;”, não sei se é esse o termo exato que ele usa, mas ele explica sobre essas pessoas com as quais você conversa durante uma viagem e ao descer do avião não as encontra nunca mais durante a vida. Nesse meio tempo você pode até contar um pouco sobre sua vida, ouvi-la contar sobre a dela, mas no final isso pouco importa, porque vocês nunca mais se verão novamente. Há quem diga que isso é válido, que pode render algum &lt;b&gt;aprendizado&lt;/b&gt; para ambas as partes, mas no meu caso não consigo me empolgar ou me interessar pelo outro, caso passe por uma situação como a descrita, sabendo que nunca mais terei contato com a pessoa novamente. Conto com a &lt;b&gt;imprevisibilidade&lt;/b&gt; da vida para muitas coisas, mas não para isso. Depois de 45 anos e de tanto esperar rever pessoas importantes que já passaram pela minha vida, em vão, a cada dia tenho criado menos expectativas sobre isso.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Ainda parafraseando filmes famosos, no longa “&lt;b&gt;Na natureza selvagem&lt;/b&gt;”, próximo da morte iminente o protagonista diz que &lt;b&gt;a felicidade só é real quando é compartilhada com outros&lt;/b&gt;. Pessoalmente concordo com esta afirmação. Já tive momentos nos quais me senti feliz ao ponto de querer dividir essa felicidade com alguém, comemorar, mas não tinha ninguém. É uma sensação estranha, pois você está feliz com o que houve, claro, mas ao mesmo tempo sente um &lt;b&gt;vazio&lt;/b&gt; e uma solidão muito grandes. Nossa própria felicidade é responsabilidade unicamente de nós mesmos, mas perceber que poucas pessoas se importam, pelo menos para mim é frustrante.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Claro que a pandemia do mortífero &lt;b&gt;Coronavírus&lt;/b&gt;, que tantas vidas ceifou, afastou muito as pessoas, até mesmo entes queridos, então me esforço em tentar compreender o quanto todas essas mudanças inesperadas, esse sofrimento, medo e morte mexeram com o psicológico de muitos, mas apesar disso, &lt;b&gt;acima&lt;/b&gt; disso ainda prezo demais os &lt;b&gt;laços humanos&lt;/b&gt;, o amor, a amizade, a vontade de querer estar junto do outro ou outros, e é nesse último que tenho sentido que as pessoas ficam deixando a desejar. Muitas pessoas quando questionadas sobre isso alegam não conseguirem administrar seu tempo da forma que desejam, não terem tempo o bastante para estar com as pessoas que gostariam de estar, se lamentam por isso e fazem um discurso piegas sobre o quanto o mundo está cada vez mais competitivo, a vida corrida e que a sociedade nos força a lutar para termos uma vida estável e o caralho a quatro. Na minha opinião, e não estou afirmando estar correto, não creio que as pessoas não tenham tempo, seja para algo que querem fazer, seja para você, o que acontece é que elas tem prioridades ordenadas em suas vidas e nessa lista, é triste quando você percebe que às vezes não está nem na última linha.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Tenho pessoas das quais gosto muito, sinto muita saudade, vontade de estar junto, mas as quais não vejo pessoalmente há quase &lt;b&gt;dois anos&lt;/b&gt;. Em muitos finais de semana tediosos me pego pensando o quanto gostaria de passar somente algumas horas com elas, uma tarde ou noite, um dia que fosse, mas a cada dia tenho percebido que é sofrer em vão, que em verdade me presto a um papel ridículo esperando retorno de pessoas para as quais tenho pouca importância.&lt;br /&gt;
Muitas vezes me pego fazendo cálculos de &lt;b&gt;tempo&lt;/b&gt;. Um ano, quando não é bissexto tem &lt;b&gt;365 dias&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;8.760 horas&lt;/b&gt; e embora tempo seja relativo, do meu ponto de vista é tempo pra caralho, mais do que o suficiente se você quer estar algumas horas que seja com as pessoas de quem gosta. Muitas vezes fico deprimido aos domingos, pensando o quanto gostaria de passar umas quatro, cinco horas que fossem com alguma companhia, conversando, caminhando, saindo pra lanchar. Acho que de 365 dias, 8.760 horas, pedir &lt;b&gt;um dia&lt;/b&gt; de tempo que seja da pessoa não é pedir demais, não é &lt;b&gt;encher o saco&lt;/b&gt;. Já fiz isso, admito, mas hoje prefiro sofrer calado para não bancar o chato, ridículo e pegajoso, comportamento que já me tirou tanto.&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Muitas dessas pessoas só procuram por você quando &lt;b&gt;elas&lt;/b&gt; estão necessitadas de algo, quando não tem uma companhia melhor pra sair ou pro sexo, quando por algum motivo &lt;b&gt;elas&lt;/b&gt; julgam ter um tempo livre que podem dispensar para você, quando &lt;b&gt;elas&lt;/b&gt; estão entediadas ou sozinhas, quando estão nervosas ou preocupadas e não querem bancar uma terapia, mas passados esses "sintomas", elas voltam a sua rotina, às suas &lt;b&gt;prioridades&lt;/b&gt;, deixando você lá, como um estepe para quando precisarem e não tiverem melhor opção.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;span style="font-family: Century Gothic,CenturyGothic,AppleGothic; font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
No início do mês de setembro decidi, &lt;b&gt;por puro tédio&lt;/b&gt; diga-se de passagem, ir uma segunda vez à sauna liberal. Não foi algo espontâneo na verdade, o meu amigo me convidou novamente e eu, por falta de um programa melhor, decidi ir. Não é que eu tenha ido contra a minha vontade, mas como já expliquei antes aqui, fico extremamente &lt;b&gt;desconfortável&lt;/b&gt; quando estou junto a um grupo de pessoais as quais não conheço ou conheço pouco. Assim como da primeira vez, fui mais para poder passar um tempo junto com meu amigo, trocar carícias, conversar, beber um pouco e admirar alguns frequentadores. Não consigo fazer sexo com pessoas as quais não tenho amizade ou intimidade e acho que isso nunca vai mudar. Bom, na verdade &lt;b&gt;não precisa mudar&lt;/b&gt;, pois cada pessoa sente as coisas de um jeito e eu sou assim. Em conversas que já tive com outros amigos gays, alguns já me disseram que preferem mil vezes ter intimidade e sexo com pessoas desconhecidas, aquele lance de "uma noite só", eu já não consigo nem que me esforce muito. Na verdade eu não me esforço pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Confesso que essa segunda visita à sauna foi bem chatinha. Da primeira vez era tudo novidade, eu estava nervoso, curioso, ansioso, não sabia o que me esperava, as coisas que poderiam acontecer lá dentro, então foi algo bem mais memorável e proveitoso. O open bar de vodka com Yakult ajudou também. Já na segunda vez, apesar do open bar anunciado, eu fui, como disse, mais para poder ver meu amigo, estava sem vontade e sem libido, só queria sair do tédio que são os meus finais de semana preso em casa, sem nada pra fazer. A noite estava quente e abafada e eu achei que isso ajudaria, já que na primeira vez que fui estava frio e ficar só de toalhinha foi complicado. Tava com todos os músculos rígidos, menos o que importava pra ocasião. Entretanto, apesar do calor de quase &lt;b&gt;38º&lt;/b&gt; que estava fazendo nessa segunda noite, meu amigo, que havia passado mal no dia anterior estava bastante abatido, visivelmente, optando por ficar apenas conversando e tomando &lt;b&gt;água&lt;/b&gt;. Como eu o respeito bastante decidi não incomodá-lo, apesar de ter passado boa parte do tempo alisando o coitado. Bom, ninguém mandou ele ser um gordinho gostoso do caralho.&lt;br /&gt;
Sei lá, acho que era o dia que não estava bom, muito quente de fato, pois todos os outros rapazes também ficaram, em sua maioria sentados na mesa conosco, batendo papo e tomando água. E embora eu, por incrível e mais estranho que pareça não vá nesse tipo de lugar buscando sexo, senti falta de algo mais &lt;b&gt;picante&lt;/b&gt; pelo menos. Não foi um dinheiro bem gasto e serviu pra me fazer pensar melhor da próxima vez, antes de decidir ir a um lugar unicamente por tédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Falando em tempo quente, tenho andado um bagaço por conta disso. Graças às intervenções do homem humano no planeta Terra o clima hoje não funciona mais como antigamente, quando o inverno era frio, o verão quente e no outono você corria o risco de escorregar no monte de folhas secas das calçadas e ter um traumatismo craniano. Hoje em dia não consigo mais diferenciar uma estação da outra, todas parecem verão, sempre quentes, pelo menos aqui na minha cidade. Isso acaba comigo, pois já sou naturalmente preguiçoso e o desânimo aumenta ainda mais com as altas temperaturas. Tenho dormido mal pra caramba, acordado cansado e me alimentado mal. Pelo menos tenho me esforçado para beber bastante água. Nesse cenário o que mais me preocupa são minha mãe e minha tia. Tá fácil pra qualquer um passar mal com tanto calor, mesmo os mais jovens, imaginem então pessoas de mais idade.
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Sei que a pandemia ainda não acabou e tenho tomado todos os cuidados necessários, ainda usando máscara e álcool em gel mesmo depois de vacinado, evitando aglomerações e tal, mas no último final de semana decidi, depois de quase dois anos, &lt;b&gt;ver um filme no cinema&lt;/b&gt;. Tava de saco cheio de um monte de coisas, irritado com amigos que me dão pouca atenção e pensando muita bobagem, então coloquei minha melhor roupa, fiz a barba e decidi ir. Temos dois shoppings aqui em Bauru e depois de pesquisar os horários das sessões pra achar um mais tranquilo fui ver o preço do ingresso. Sei que em outras cidades o valor é ainda maior, mas quando vi que uma inteira tá saindo por &lt;b&gt;R$ 30,00&lt;/b&gt;, quase mandei tomar no cu. Não pago trinta reais pra entrar num cinema nem que seja o melhor filme do mundo. Mais &lt;b&gt;R$ 16,00&lt;/b&gt; da pipoca, &lt;b&gt;R$ 5,50&lt;/b&gt; do refrigerante e acreditem, tão cobrando até o sachê de tempero. Porém, consumido pelo tédio como estava, não desisti da minha empreitada e fui no outro shopping que temos aqui, um pouco mais simples, diga-se de passagem, mas onde o ingresso do cinema tá saindo por &lt;b&gt;R$ 13,00&lt;/b&gt; todos os dias, em qualquer horário. É tipo uma promoção "todos pagam meia", só que eterna. O lado bom é a economia, o ruim é que atraí um tipo de público menos culto do que eu gostaria.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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&lt;span style="font-family: Century Gothic,CenturyGothic,AppleGothic; font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Começo o texto dizendo que tive de buscar no &lt;b&gt;&lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;G&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #ffa400;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;g&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; a forma correta de se escrever &lt;b&gt;antiestresse&lt;/b&gt;. É uma palavra a qual percebo agora, raramente precisei usar, embora seja uma pessoa naturalmente estressada. Irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Fico feliz em anunciar que finalmente, no último dia &lt;b&gt;27 de agosto&lt;/b&gt;, um dia depois do meu aniversário de 45 anos, fui inoculado com a segunda dose da vacina &lt;b&gt;Astrazeneca&lt;/b&gt;. Nunca fui grande fã de agulhas perfurando minha carne, mas diante dessa tragédia que se abateu sobre todo o planeta Terra recebi a picadura de bom grado. Do jeito que o país tá &lt;b&gt;andando pra trás&lt;/b&gt; graças ao maligno Presidente &lt;b&gt;Jair Bolsonaro&lt;/b&gt; e seus acéfalos asseclas, fiquei receoso de que, quando chegasse o dia para minha segunda dose não houvessem mais vacinas disponíveis, mas ao que parece, assim como nosso ex-presidente &lt;b&gt;Co&lt;span style="color: #274e13;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #ffa400;"&gt;l&lt;/span&gt;or&lt;/b&gt; eu nasci com o saco roxo e dei sorte. Não que até hoje eu tenha entendido o que raios tem a ver ter sorte com nascer com as bolsas escrotais roxas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Assim como aconteceu quando recebi a primeira dose, tive alguns &lt;b&gt;efeitos colaterais&lt;/b&gt; no dia seguinte, mas nada comparado ao que muitos amigos e conhecidos meus relataram, tipo febre alta e a sensação de terem sido pisoteados por uma &lt;b&gt;manada de aliás prenhas&lt;/b&gt;. Tava com esperança de pelo menos desenvolver incríveis &lt;b&gt;poderes reptilianos&lt;/b&gt; e sair pelas ruas a noite, &lt;b&gt;combatendo o crime&lt;/b&gt; e me anunciando como o &lt;b&gt;Crocodilo das Trevas&lt;/b&gt; ou outro nome maneiro de super-herói, mas não, só tive uma leve dor de cabeça mesmo, a qual curei rapidinho com 30 gotas de Dipirona e uma puta dor no braço, já que a enfermeira, apesar de simpática tava com a &lt;b&gt;mão pesada&lt;/b&gt; no dia, chegou a me tirar sangue com a agulhada. Dei até um gritinho na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Muito feliz também pelo fato de ter conseguido me adaptar às minhas novas &lt;b&gt;lentes multifocais&lt;/b&gt; em apenas poucas horas. Uso óculos desde os meus três anos, geralmente me adapto muito facilmente quando o oftalmologista altera meu grau, mas o caso é que sempre usei lentes com um único grau definido. Todavia o tempo passa, a idade vai avançando e é natural que nosso corpo e nossos sentidos não sejam mais como quando éramos jovens. E pra quem já tem problemas de visão eu garanto que a tendência não é melhorar. Letrinhas pequenas, tipo de bula de remédio ou rótulos de shampoo se tornaram um problema pra mim nos últimos anos. Eu, que me considero nerd e amo histórias em quadrinhos, diminuí minha frequência de leitura por me cansar muito facilmente ao me esforçar pra ver as letras nos balõezinhos de fala.&lt;br /&gt;
Sempre ouvi falar dessas tais lentes multifoicais e do quanto é &lt;b&gt;difícil&lt;/b&gt; para algumas pessoas conseguirem se adaptar ao seu uso constante. Muitos alegam que enxergam as coisas de forma distorcida ou embaçada, então, piadinhas ridículas à parte, não era algo que eu me imaginava usando ou &lt;b&gt;via com bons olhos&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Busquei a opinião de dois oftalmologistas diferentes nos últimos três anos e ambos, depois de um exame minucioso em meus globos oculares me recomendaram o uso de multifocais. Com medo de não conseguir me adaptar, tropeçar na rua, bater a cabeça, ter um traumatismo craniano e morrer, evitei o quanto pude, mas como disse o meu oftalmo durante a última consulta, depois que passamos de uma certa idade certos problemas de saúde são inevitáveis e temos que aceitá-los e tentar corrigí-los da forma que for possível. E nesse meu caso em particular era fazendo lentes multifocais, as quais não sei se vocês tem ciência, &lt;b&gt;não são nada baratas&lt;/b&gt;. E a menos que você tenha dinheiro sobrando pra jogar fora ou usar no lugar de papel higiênico, gastar quase &lt;b&gt;R$ 1.000,00&lt;/b&gt; numa coisa a qual você não tem certeza se vai conseguir se adaptar ou não é bem estressante e &lt;b&gt;amedrontador&lt;/b&gt;. Por sorte o meu saco roxo, acompanhado de uma boa dose de &lt;b&gt;otimismo&lt;/b&gt; (essa foi a parte mais difícil) funcionaram e hoje, quase um mês depois de estar com óculos novos, é como se eu tivesse sido expelido do útero de minha mãe com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Na semana passada fui até à lanchonete do Campus buscar um copo de cappuccino pra minha chefe e enquanto esperava a atendente preparar a dulcíssima beberagem me sentei um pouco e fiquei assistindo a TV do local. Acho que não demorou uns três minutos pra moça finalizar o meu pedido, mas foi tempo o suficiente para que eu me lembrasse do porque já não assisto aos canais de &lt;b&gt;TV aberta&lt;/b&gt; há vários anos, com exceção de alguns telejornais e documentários. Tava passando um desses pogramas evangélicos, sei lá de qual pastor e o cara tava berrando feito um louco, falando mais sobre o demônio e suas artimanhas do que sobre Deus e suas Graças, pra variar, afinal uma das formas de controlar pessoas psicologicamente fracas é incutir &lt;b&gt;medo&lt;/b&gt; nelas, todos sabemos. Cercado por uma multidão, o cara tava entrevistando uma das fiéis que chorava compulsivamente alegando que o Diabo fez de tudo para que ela &lt;b&gt;não conseguisse chegar ao culto&lt;/b&gt; naquele dia, parece que ela escorregou no banheiro, levou um tombo ou coisa parecida, mas munida de toda sua fé, com seu cosmo elevado ao máximo, tal qual um &lt;b&gt;Cavaleiro do Zodíaco&lt;/b&gt;, ela se levantou e foi. UAU!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Na mesma lanchonete, uns dias antes, fui buscar um empadão de frango só pra abrir o apetite pra hora do almoço e fiquei novamente assistindo a TV enquanto esperava ser atendido. A bola da vez era um desses programas matinais de &lt;b&gt;fofocas sobre celebridades&lt;/b&gt;. Muito empolgado, como se aquele fosse o maior programa da TV brasileira, o cara começou a anunciar para o próximo bloco uma notícia quente, uma &lt;b&gt;bomba&lt;/b&gt;, foi o termo que usou: A famosa e vulgar (esse segundo adjetivo é de opinião particular minha) cantora &lt;b&gt;Anitta&lt;/b&gt; está passando por graves problemas financeiros e está &lt;b&gt;no vermelho&lt;/b&gt;, fodida, endividada. E agora? Seria verdade? Seria mentira? O que está acontecendo? Conseguirá a cantora sair dessa pindaíba? Vamos descobrir no próximo bloco, &lt;b&gt;não saia da frente da TV&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;
Ouvindo isso, não sei o que me deixou mais revoltado, o cara anunciando a matéria com um tom de gravidade e importância, como se fosse o &lt;b&gt;atentado de 11 de setembro às torres gêmeas&lt;/b&gt; ou se é o fato de saber que naquele momento, milhões de pessoas estavam &lt;b&gt;mijando nas calças de curiosiade&lt;/b&gt; para saber mais, acreditando de fato que talvez o seu querido ídolo esteja na pior, o que com certeza não é verdade por dois motivos que são: &lt;b&gt;1 -&lt;/b&gt; ela é rica pra caralho e &lt;b&gt;2 -&lt;/b&gt; apesar de vulgar, não se pode negar que ela administra muito bem os próprios negócios. Burra ela não é.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSMhqu01894KSYbQv_2ZMjRwqtGxYpM6a0nINYN25YRZmw49ImhP32uVdVK6_t2h5SIV4WcePXmN5OFDKrsp4EAqAkrevDY85TsVnTt8n_j3ZRWRAGbWMEgp0aLWdaMGlCqhkrHBQYBJL8/s600/Sem-T%25C3%25ADtulo-1.jpg" style="display: block; padding: 1em 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" data-original-height="315" data-original-width="600" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSMhqu01894KSYbQv_2ZMjRwqtGxYpM6a0nINYN25YRZmw49ImhP32uVdVK6_t2h5SIV4WcePXmN5OFDKrsp4EAqAkrevDY85TsVnTt8n_j3ZRWRAGbWMEgp0aLWdaMGlCqhkrHBQYBJL8/s400/Sem-T%25C3%25ADtulo-1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Já faz um bom tempo que, todas as vezes que vou ao centro da cidade tenho visto na porta dessas lojas de bugigangas importadas um negocinho colorido, bonitinho até, nas cores do arco-iris e bastante chamativo, em vários formatos e tamanhos. Lembro que meu primeiro pensamento foi &lt;b&gt;"puxa, que bonitinhas forminhas de gelo. Devem fazer bolinhas bonitinhas na bebida"&lt;/b&gt;. Pensei isso depois de passar por uma loja e ver pela primeira vez, mas aí, uns cinco passos depois percebi que era uma espécie de &lt;b&gt;infestação&lt;/b&gt;. Pra qualquer lugar que eu olhasse as entradas das lojas e os camelôs tavam cheios desse negócio. Me perguntei o que caralhos tinha de tão especial nessas forminhas de gelo pra, pelo visto, terem virado a sensação do momento da noite pro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Depois de percorrer uns sete quarteirões e perceber que, seja lá o que fosse esse trequinho, estava em &lt;b&gt;todos os lugares&lt;/b&gt;, comecei a pensar que se tratava de um produto &lt;b&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;span style="background-color: red;"&gt;L&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: #ffa400;"&gt;G&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: #fcff01;"&gt;B&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: #04ff00;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: #2b00fe;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: #800180;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: #ff00fe;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;+&lt;/b&gt;, que a parada da diversidade tivesse começado mais cedo e bem no meio de uma pandemia. Curiosamente não me interessei em nenhum momento por chegar perto, pegar um e ver o que era. Se não fossem forminhas de gelo gay seriam o que? Waffles de plástico? Pandeiros? Enfeites de parede? Qual era o lance de tantas bolinhas e porque tão colorido? E o mais interessante é que o negócio tava vendendo que nem água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Só recentemente, consumido pela curiosidade decidi pesquisar sobre isso e descobri que se trata de um &lt;b&gt;brinquedo antiestresse&lt;/b&gt;, macio, bonitinho, no qual você fica apertando as bolinhas pra relaxar, mais ou menos como aqueles &lt;b&gt;plásticos-bolha&lt;/b&gt; no qual alguns produtos vem embalados. Esses plásticos são realmente viciantes, mas quanto ao trequinho não sei, não testei ainda e sinceramente não tenho interesse, já que com o preço do negócio eu compro um pacote de arroz. Além disso, brinquedo por brinquedo antiestresse, eu tenho o meu, que nasceu comigo. Saudade de usá-lo.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXW78z3ofyJWdo0W4e-YwPjelx6gg52Nvx1Tlin0jaeVxdcQ4MsNbF_RIlU1dXNT1P8SwYOqyanxh0upfCKsz5ZhfH6-p20lRRDgarJTR9iqmJ0cuy_9r74AM-zqJ5jX8uglav8oE_K_z2/s72-w640-h374-c/glob.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Bauru, SP, Brasil</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-22.3155297 -49.0708221</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">-50.625763536178845 -84.2270721 5.9947041361788465 -13.9145721</georss:box></item><item><title>Sobre juras não cumpridas, motivações dúbias, distanciamento social e imaginação distorcida</title><link>http://divagacoessolitarias.blogspot.com/2021/08/sobre-juras-nao-cumpridas-motivacoes.html</link><category>Amizade</category><category>amor</category><category>Contos</category><category>Coronavirus</category><category>Filosofias Pessoais</category><category>LGBTQIA</category><category>Opiniões Alheias</category><category>Pandemia</category><category>Religiao</category><category>Saude</category><category>Sexo</category><category>Textos</category><category>Trabalho</category><category>Vida de Estudante</category><category>vida e morte</category><author>noreply@blogger.com (Eduardo Montanari)</author><pubDate>Mon, 23 Aug 2021 17:10:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5740477013973099669.post-8833718699999134311</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeq1EORyzTJ_f-77d2co5yjavyAKa20eKjsaJWJvOqYiOAShDeAr8GgYXEqipJ6g6OlQHgsDZ22O0EvKSMSW_PcrHmcsuhIE2QMCM0N6e7W8mjMMNiozSyJYM3j8xNrh2iGf4a3oDm-mU2/s900/design-your-future-thinking-making-decision-concept-arrows-709045882-900x506.jpg" style="display: block; padding: 1em 0px; text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" data-original-height="506" data-original-width="900" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeq1EORyzTJ_f-77d2co5yjavyAKa20eKjsaJWJvOqYiOAShDeAr8GgYXEqipJ6g6OlQHgsDZ22O0EvKSMSW_PcrHmcsuhIE2QMCM0N6e7W8mjMMNiozSyJYM3j8xNrh2iGf4a3oDm-mU2/s600/design-your-future-thinking-making-decision-concept-arrows-709045882-900x506.jpg" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Century Gothic,CenturyGothic,AppleGothic; font-size: 16pt; text-ident: justify;"&gt;&lt;span class="hyphenate"&gt;
Dos meus muitos defeitos, um dos piores deles e o qual ainda persiste até hoje é o de tomar minhas decisões e atitudes baseadas não no que eu de fato tenho vontade, mas pensando em como eu serei visto pelas outras pessoas e se isso fará com que elas passem a gostar mais de mim ou não.&lt;br /&gt;
Há alguns anos conheci um rapaz pelo qual fiquei muito apegado, pois ele era muito tímido e me identifiquei demais. Ele era &lt;b&gt;católico&lt;/b&gt; na época, ainda deve ser, tocava na banda da igreja e tudo o mais. &lt;b&gt;De minha parte&lt;/b&gt; eu o considerava um dos meus melhores amigos, mesmo que, refletindo hoje, ele jamais tivesse de fato demonstrado esse interesse. Mas como ele sempre foi legal comigo quando era estagiário na época em que eu trabalhava nos Correios, achei que fosse o suficiente para nos tornarmos &lt;b&gt;melhores amigos&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Eu nunca fui católico praticante, nunca me interessei por nenhuma religião, como até hoje não me interesso, mas na época, desejando muito que esse rapaz passasse a &lt;b&gt;gostar mais de mim&lt;/b&gt;, se aproximasse mais, tomei a decisão de fazer a &lt;b&gt;Primeira Comunhão&lt;/b&gt;. Sem vontade alguma ou real interesse, apenas achei que, se eu &lt;b&gt;fizesse parte do mundo dele&lt;/b&gt;, talvez isso nos aproximaria cada dia mais. Isso nunca aconteceu e hoje já não nos falamos mais. Nem sei que fim ele levou. E ah sim, antes que eu me esqueça, cursei três anos de Colégio Técnico, &lt;b&gt;o mesmo curso que ele fez&lt;/b&gt;, acreditando que isso também serviria para nos aproximar. Quem sabe se eu frequentasse o mesmo lugar que ele frequentou, conhecesse as mesmas pessoas, professores, aprendesse as mesmas coisas, isso faria com que ele me quisesse mais por perto quase como que um irmão, uma &lt;b&gt;alma gêmea&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Muito tempo depois, já crismado e formado Técnico em Informática, quando caí na real e percebi que de nada adiantou eu tentar ser como ele para conquistá-lo, jurei que &lt;b&gt;jamais agiria dessa forma novamente&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Anos depois fiz um novo amigo e mais uma vez acreditei que a forma certa de fazer com que ele gostasse mais de mim fosse &lt;b&gt;ser como ele&lt;/b&gt;. Em algumas ocasiões quando saíamos a noite em algum show ou barzinho, ele, junto com o irmão mais velho &lt;b&gt;fumava cigarros&lt;/b&gt;, algo que eu sempre odiei e detesto até hoje, o cheiro, mesmo de longe me faz passar mal, mas na época, tudo o que eu queria era fazer com que ele gostasse mais de mim, me quisesse sempre por perto, então claro, tentei aprender a fumar também para poder fazê-lo durante nossos passeios noturnos. Inclusive experimentei &lt;b&gt;maconha&lt;/b&gt;, pois ele me disse que já havia experimentado e então, é claro, eu tinha que ter essa experiência também. Na minha imaginação &lt;b&gt;distorcida&lt;/b&gt;, quanto mais eu agisse como ele, mais a chance de nos tornarmos &lt;b&gt;íntimos&lt;/b&gt; eu teria. Isso nunca aconteceu e hoje já não nos falamos mais. Nem sei que fim ele levou. E ah sim, antes que eu me esqueça, por sorte não me viciei em cigarro e nem maconha. Na verdade achei um hábito bem idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Na postagem anterior à esta, escrevi sobre como foi pra mim ter ido pela primeira vez numa &lt;b&gt;sauna liberal&lt;/b&gt; a convite de um amigo muito querido. Caso você ainda não tenha lido, &lt;a href="https://divagacoessolitarias.blogspot.com/2021/08/sobre-morte-e-ressurreicao-da-maquina.html" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; para tanto.&lt;br /&gt;
Depois de decidir passar por essa experiência eu refleti muito e ainda estou, sobre o que, de fato, me motivou a tomar a iniciativa de aceitar o convite, pois como disse no texto anterior, nunca tive vontade ou real interesse em conhecer um lugar assim. Confesso que sou bem &lt;b&gt;promíscuo&lt;/b&gt; entre quatro paredes, mas sempre achei esse tipo de ambiente &lt;b&gt;pesado demais&lt;/b&gt; pra mim.&lt;br /&gt;
Apesar de ter gostado da experiência, cheguei à conclusão de que mais uma vez decidi vivenciá-la &lt;b&gt;pelos motivos errados&lt;/b&gt;. Como disse, esse amigo o qual me fez o convite é alguém &lt;b&gt;muito querido&lt;/b&gt;, alguém com quem gosto muito de estar junto, passar o tempo, beber, conversar e copular. Uma das pessoas mais &lt;b&gt;compreensivas&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;pacientes&lt;/b&gt; que já conheci, levando em conta minha personalidade. Costumo brincar com ele, agradecendo por ele me &lt;b&gt;tolerar&lt;/b&gt;. Ele fica bravo e garante que não se trata disso, dizendo que, mesmo hoje em dia, estando quase sem tempo, quando têm a oportunidade gosta muito da minha companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Começou por conta da pandemia e do &lt;b&gt;distanciamento social&lt;/b&gt; imposto pela situação, decidimos nos afastar &lt;b&gt;por um tempo&lt;/b&gt; por segurança, mas com o passar dos meses e a chegada do "novo normal", fomos ambos obrigados a nos adaptar cada vez mais às nossas novas rotinas de vida, trabalhando em home-office e começando um curso de &lt;b&gt;Pós-Graduação&lt;/b&gt;, o que, embora seja absurdamente &lt;b&gt;positivo&lt;/b&gt; para ambos, nos toma grande parte do tempo, principalmente da parte dele, que é muito mais &lt;b&gt;proativo&lt;/b&gt; do que eu em todos os sentidos. Agora no mês de agosto se completam &lt;b&gt;10 meses&lt;/b&gt; que deixei de poder visitá-lo. E sinto muita falta, Deus, como sinto falta. As pessoas precisam ter uma certa cautela comigo, pois se me dão carinho, atenção e companhia, fico muito, muito &lt;b&gt;dependente&lt;/b&gt; delas. Perigosamente &lt;b&gt;pegajoso&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(tenho outro amigo que, se estiver lendo isso deve estar dando graças à Deus por ter voltado pra cidade natal).&lt;br /&gt;
Refletindo então sobre minha visita à sauna, tentando descobrir o que de fato me motivou a fazê-lo, deduzi que, em verdade eu tomei a decisão unicamente para poder estar com meu amigo depois de tantos meses. Como disse antes, não estava com vontade e tampouco com tesão, &lt;b&gt;curioso sim&lt;/b&gt;, confesso, mas minha principal motivação foi &lt;b&gt;rever pessoalmente meu amigo&lt;/b&gt;, poder beber com ele, conversar, tocá-lo de forma íntima. E se para tanto eu fosse obrigado a dividi-lo com outras pessoas (sou péssimo nisso, embora hoje finja super bem), então que seja, se esse era o único jeito.&lt;br /&gt;
Se ele estiver lendo isso, peço que por favor não entenda mal minhas palavras, &lt;b&gt;não me senti forçado ou coagido de forma alguma&lt;/b&gt;. Desconfortável sim em alguns momentos, constrangido em outros, mas no frigir dos ovos eu gostei muito de ter vivido essa experiência e &lt;b&gt;não me arrependo&lt;/b&gt;. Tanto que, como já falei, em algum momento quero voltar ao local, quando me sentir &lt;b&gt;disposto&lt;/b&gt; à isso. Mas o fato real é que, assim como nos outros casos, tomei a decisão de passar por isso para que, talvez assim, ele quem sabe se identifique mais comigo, afinal, se eu conhecer o mundo dele, fazer parte, num certo grau, ele queira estar mais comigo, passe a gostar ainda mais de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Apesar de decidir fazer muitas coisas pelos motivos errados, não é de tudo que me arrependo. Não me arrependo de ter feito a primeira comunhão, mesmo que hoje isso continue não me servindo de nada, contudo ter passado pela experiência foi algo curioso. Assim como não me arrependo de ter feito um curso Técnico, experimentado cigarro e maconha. Guardo isso tudo hoje na memória como experiências de vida, coisas pelas quais passei e que talvez um dia se tornem boas histórias para serem contadas &lt;b&gt;a quem interessar possa&lt;/b&gt;. De outras me arrependo sim, me arrependo &lt;b&gt;muito&lt;/b&gt; e voltaria no tempo se pudesse para não cometer os erros que cometi, mas é impossível fazê-lo, então, vou seguindo a vida.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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