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<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Y3XYoBEj0UJG6TGlai33Mw0nF2w/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Y3XYoBEj0UJG6TGlai33Mw0nF2w/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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<h1 style="TEXT-ALIGN: justify">Introdução</h1>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar, na família. Davi foi cuidadoso em construir um reino, trabalhou arduamente para isso. Como líder e administrador da monarquia, ele se saiu muito bem, todavia, quase nada vemos ser feito dentro de casa. Havia um dualismo reino-família que mutuamente pareciam ser excludentes. Os maiores inimigos de Davi não foram as nações vizinhas, mas uma anarquia generalizada que se instaurou dentro de sua própria casa: <strong>Amnon</strong> estupra sua irmã; Absalão mata seu irmão; as concubinas do rei são possuídas sexualmente pelo seu próprio filho; Adonias usurpa o trono, etc. São todos fatos de certa forma ligados à vida familiar. Uma família desestruturada assemelha-se a um trem que descarrilou. É uma tragédia. O que podemos dizer com segurança é que Davi se saiu muito bem como rei, mas o mesmo não pode ser dito como pai. Davi estruturou o seu reino, mas deixou sua casa ruir. Não adianta ganhar tudo e perder a família. Já ouvi alguém dizer acertadamente que nenhum sucesso justifica o fracasso da família.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O apóstolo Paulo bem disse em 1Corintios 16:19, quando se refere a um casal de crentes da Igreja Primitiva: “&#8230; <strong>muito vos saúdam Áquila e Priscila</strong> <strong>e, bem assim, a Igreja que está na casa deles</strong>”. A nossa casa deve ser uma extensão do Reino de Deus e o Reino de Deus precisa estar dentro de nossa casa. Um não pode existir sem o outro. Mas, infelizmente, nem sempre a nossa casa tem sido um reflexo da igreja. Quantas famílias estão caindo como a de Davi porque não tem trazido para dentro de casa os padrões ideais do Reino de Deus? As estatísticas atestam que o número de divórcios entre os cristãos já é o mesmo praticado pelo mundo incrédulo. Muitos marginais, alguns de alta periculosidade, saíram de lares cristãos. <em>Não seria este o momento de não apenas estudarmos acerca dos erros de Davi, mas de extrairmos lições que nos ajudem na formação de nossos familiares?</em></p>
<h1 style="TEXT-ALIGN: justify">I. DAVI FRACASSA NA FORMAÇÃO CULTURAL DOS FILHOS</h1>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>1. Os valores dos filhos do mundo</strong>. Nos dias de Davi, a nação hebraica sofreu uma enorme influência da cultura cananéia, e isso se refletiu dentro da célula mater da sociedade – a família. Não foi por causa de advertência que isso aconteceu, pois Deus foi bastante incisivo e contundente ao dizer: “<strong>E não andeis nos estatutos da gente que eu lanço de diante da vossa face, porque fizeram todas estas coisas; portanto, fui enfadado deles&#8221;</strong> (Lv 20:23). Não há como negar que o relativismo ético-moral reinante nos dias de Davi possuiu um efeito corrosivo não apenas no seu reino, mas, sobretudo, na sua família. A cultura judaica-cristã apregoa a existência de valores absolutos. Eles valem para todos os povos, em todas as épocas e em todos os lugares. Quando esse princípio não é levado em conta, fatalmente as conseqüências negativas logo aparecem. É na família que elas se maximizam.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Quando observamos a forma como se conduzia o rei Davi e como administrava seu relacionamento familiar, ficamos chocados. Ficamos chocados com um Davi que possuía um <strong>harém</strong> <strong>de mulheres</strong>, mesmo havendo, na lei de Moisés, mandamentos contra essa prática. Culturalmente não havia nenhum problema nisso, mas essa prática não tinha apoio moral na Palavra de Deus, e Davi sabia muito bem disso(cf Dt 17:17). Até mesmo a queda espiritual de Davi quando se envolveu sexualmente com Bate-Seba reflete uma acomodação aos costumes da sua época. Infelizmente, a absorção desse costume pagão foi a causa principal da derrocada de Israel nos anos seguintes. <em>No período dos reis, devido ao afrouxamento na observação dos princípios divinos, esse perigo se tornou mais ameaçador (2 Rs 17:19). </em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>O segredo da felicidade no relacionamento familiar está em ter uma conduta conforme a Bíblia Sagrada</strong>. Como a família foi criada por Deus, é Ele quem deve estabelecer as regras, as normas ao homem, a quem cabe, simplesmente, obedecer. A família não é nossa criação, nem pode ser estruturada segundo os nossos conceitos ou a nossa vontade. Existem princípios que devem ser seguidos.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Muito se fala, hoje, a respeito da diversidade de culturas, dos diferentes modos de vida das várias raças, tribos e nações em volta do mundo, mas isto não é suficiente para que consideremos que os princípios estabelecidos por Deus não devam ser observados por todos os homens. Os homens, envolvidos em seus delitos e pecados, acabam distorcendo os princípios estabelecidos por Deus e cabe à igreja, como defensora destes princípios, imergir nas culturas dos povos de modo a que tais culturas sejam transformadas e voltem aos princípios estatuídos pelo Senhor. Observemos que, entre os próprios judeus, a dureza de coração foi responsável pela existência de normas jurídicas sobre a família que estavam em desacordo com os princípios estabelecidos por Deus, como denunciou o próprio Senhor Jesus ao ser indagado sobre a norma do repúdio que vigorava, na época, em Israel (Mt.19:3-8).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>2. Os valores dos filhos do rei</strong>. Uma das funções principais da família é a transmissão de valores aos seus membros. Não apenas valores morais, mas, acima de tudo, espirituais. A forma como se comportaram os filhos do rei Davi diante das circunstâncias da vida demonstra que o filho de Jessé negligenciou esse princípio. Davi foi um excelente governador, mas não um bom educador. A conduta sórdida de Amnom e a violência de Absalão são relatadas imediatamente após o terrível pecado de Davi, evocando duas questões: em que medida o pecado do pai contribuiu para as transgressões dos filhos e em que extensão o episódio se deveu à tolerância e à falta de disciplina de Davi.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">A função de um pai de família é acima de tudo pedagógica. A ele cabe a transmissão dos valores. Dizem alguns estudiosos que no início da história de Israel, os pais eram os mestres de seus filhos. E, ao que parece, eles levavam muito a sério sua tarefa de transmitir-lhes os ensinamentos básicos de sua fé, bem como os rudimentos de seu ofício. E para muitos pais isso era um ponto de honra, pois se sentiriam ultrajados se eles crescessem ignorantes. Parece que Davi não foi zeloso com esse principio basilar. Não é difícil imaginar que em um lar onde existiam muitas mulheres e diversos filhos competindo pela atenção de um único homem, houvesse disponibilidade necessária para oferecer uma educação dentro dos padrões estabelecidos. Na época em que cometeu adultério com Bate-Seba, Davi já tinha seis esposas. Um péssimo exemplo, e o desprezo da Palavra de Deus, que advertia que o rei não podia possuir muitas esposas(Dt 17:17). Certamente que as mulheres e as atividades corriqueiras não permitiam um relacionamento mais comunicativo entre ele e seus filhos. Eles foram criados quase que “à vontade”. A maioria viveu no anonimato. Eles deveriam ter obedecido: Honra a teu pai e a tua mãe(Êx 20: 12).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Pode parecer estranho, mas o homem segundo o coração de Deus, que se lembrava de Deus em meio às lutas, guerras, perseguições e momentos alegres e vitoriosos, esqueceu-se de orientar e corrigir seus filhos, permitindo que eles vivessem como queriam. O resultado de tudo isso: a má formação do caráter deles. Além de tudo, eles foram, moral e espiritualmente, de forma vergonhosa, desvalorizados diante da nação de Israel.</p>
<h1 style="TEXT-ALIGN: justify">II. DAVI FRACASSA AO NÃO IMPOR LIMITES</h1>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Impor limites tem muito a ver com disciplina. Através da disciplina no lar, o filho aprende a estabelecer os limites da sua liberdade. Se Davi tivesse dado disciplina aos seus filhos, certamente, não ultrapassaria os limites dos padrões morais; enxergariam a linha divisória entre o certo e o errado. Os propósitos da disciplina são: desenvolver o senso de respeito à autoridade; estabelecer a prática da obediência; formar bons hábitos; corrigir maus hábitos.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>1.</strong> <strong>Davi não corrigiu o mau comportamento dos seus filhos. </strong>Observando com cuidado o texto sagrado onde é relatado a vida de Davi, seus feitos como líder do povo de Israel, e sua atuação na administração de sua família, nota-se que ele era um rei bastante zeloso e dedicado, porém um pai omisso. <strong>Ele falhou terrivelmente:</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>a) Com sua filha Tamar, depois do estupro dela</strong>. Ela foi acolhida e cuidada por seu irmão, Absalão, não pelo seu pai (2Sm 13:20-22).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>b) Com seu filho Amnom depois de ele estuprar a sua meia-irmã, Tamar</strong>. Davi “ficou indignado” com Amnom (2 Sm 13:21), e isso é perfeitamente compreensível. Todavia, que medidas ele tomou depois que as coisas esfriaram? Nenhuma.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>c) Com seu filho Absalão que matou o Amnom</strong>.  Outros sabiam do ódio do Absalão e seus planos de matar Amnom, mas Davi ignorou ou ficou ignorante quanto a isso até que era tarde demais. Davi chorou muito; “pranteava por seu filho todos os dias” (2Sm 13.36-37), mas novamente, não fez nada. Absalão acabou voltando após um período de exílio e conspirando contra Davi. Davi fugiu. Absalão teve relações com as concubinas que Davi deixou no palácio, fazendo isso de forma pública para que todo o país soubesse que assim Absalão se tornaria repugnante para Davi. Quando finalmente Absalão morre, Davi se perde em sua dor, luto, choro e gritos. Joabe teve que confrontá-lo de forma dura, dizendo : “Amas os que te odeiam e odeias os que te amam”.  Só assim conseguiu tirar Davi de seu desequilíbrio emocional, que fez o exército sentir-se perdedores ao invés de vencedores (2Sm 18:33-19:1-8).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>d) Com seu filho Adonias que quis declarar-se rei, de forma rebelde, quando Davi estava velho, doente e próxima à morte</strong>. O texto sagrado diz que “seu pai [Davi] nunca o havia contrariado; nunca lhe perguntava: ‘Por que você age assim?” (1Rs 1:6).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>e) Com seu filho Salomão que Davi declara seu sucessor</strong>.  À luz da rebelião do Adonias, Davi chama Bate-Seba e jura para ela que Salomão será seu sucessor. Depois chama o sacerdote Zadoque, o profeta Natã e Benaia, responsável pelos guardas do palácio, instruindo-os em que fazer. Então eles “fizeram Salomão montar a mula do rei Davi” e o levavam para ser coroado.  Nisso tudo, Salomão não é companheiro de seu pai, não tem voz, não é incluído nos planos e decisões. Ele parece ser apenas um objeto colocado no lugar certo para cumprir os propósitos de Davi (1Rs 1:28-40). </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Desta forma, Davi mostrava a fragilidade na relação familiar ocasionada por sua falta de disciplina com os filhos e na própria vida sexual. No saldo da falta de ação de Davi, houve uma filha estuprada, dois filhos mortos e outras mulheres violentadas, e na frente do povo(2Sm 7:23). &#8221; É obrigação solene dos pais dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar mais com a salvação dos filhos do que com seu emprego, profissão, trabalho na igreja ou posição social (cf. <a href="javascript:REF('Sl',127,3)">Sl.127.3</a>).…&#8221;(BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. Pais e filhos. P.1839).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>2. Davi não ensinou os valores hierárquicos</strong>. “<em>Então, Adonias, filho de Hagite, se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros, e cavalheiros, e cinqüenta homens que corressem adiante dele</em>”(1Rs 1:5). Os papéis precisam ser bem definidos em um lar. Pai é pai, filho é filho, esposa é esposa. Quando o filho, por exemplo, quer tomar o lugar do pai, como fez Adonias, alguma coisa gravíssima está errada. Não há como eximir Davi dessa responsabilidade.Ele falhou em não passar para os filhos a noção de hierarquia. Como conviver no mesmo teto se não se respeita a autoridade do pai ou da mãe?</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>3) Ausência de limites</strong>. Veja o que a Bíblia diz em Provérbios 22:15: ”<strong>A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele”. </strong>Impor limites é necessário, mas com sabedoria. Saber dizer sim no tempo certo é tão importante quanto o saber dizer não. Veja o que diz a Bíblia: “<strong>Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga</strong>”(Pv 13:24 – ARC); ” <strong>O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra dita a seu tempo</strong>!”(Pv 15:23 – AFC); ” <strong>O homem alegra-se em dar uma resposta adequada; e a palavra a seu tempo quão boa é</strong>!”(Pv 15:23 – ARC). “<strong>Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo</strong>”(Pv 25:11 – ARC).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Voltando ao Provérbio 22:15. A <strong>estultícia</strong> é estupidez, astúcia. Pelo que vemos neste versículo isso faz parte da natureza da criança, “<strong>está ligada</strong>” ao coração dela. Por esse motivo, a criança normal se porta de modo astucioso, ora querendo enganar os pais, ora fugindo aos deveres; inventando estórias fantasiosas para justificar seus atos e, até mentindo. Os pais devem compreender que isso é normal, antes mesmo de tentar corrigir. A própria Bíblia admite esse aspecto. Não se deve ver numa criança a ação do demônio, por qualquer travessura ou desobediência.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O mesmo versículo fala da <strong>“vara da correção</strong>”. É preciso entender o significado amplo da expressão “vara da correção”. Ela é muito mais significativa do que se poderia pensar reduzindo-a a um mero pedaço de pau, ou de corda. <strong>Quando procuramos corrigir um filho, de modo firme e severo, estamos usando a “vara da correção”; quando corrigimos um filho através de um conselho amigo, porém com firmeza, estamos usando a “vara da correção</strong>”. Esta sim, é que afugenta a estultícia da criança. Existem várias maneiras de se usar esse instrumento.</p>
<h1 style="TEXT-ALIGN: justify">III. DAVI FRACASSA COMO PAI</h1>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>1. Um pai ausente</strong>. Não se deve desprezar a família, pois na escala de prioridade da vida do cristão ela está em segundo lugar<strong>.</strong> A Bíblia mostra-nos Davi como sendo um pai ausente durante toda a sua vida. Sua ausência e seu distanciamento para com os seus filhos foi a brecha para que houvesse tantas tragédias na família real.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Amnom,</strong> o primogênito de Davi, era um jovem mimado, que se deixou levar pela paixão pela sua meia-irmã <strong>Tamar</strong> e o levou a cometer <strong>a loucura de violentá-la(2Sm 13:1-22</strong>). <strong>Davi nada fez para reprovar a conduta de seu primogênito</strong> e <strong>Absalão </strong>acabou por assassinar o próprio meio-irmão(2Sm 13:23-36). A distância com que Davi tratou o caso e como se comportou com relação a Absalão, mesmo depois de permitir a sua volta para Israel, foi a brecha utilizada para que Absalão costurasse a sua rebelião, tendo-o feito à porta do palácio do pai, a demonstrar quão distante era Davi de seus filhos(2Sm 15:1-6). Aliás, o fato de <strong>Absalão ter abusado publicamente das concubinas de seu pai</strong> é um exemplo de quanto era abominado pelos filhos de Davi a sua conduta “apaixonada” em relação às mulheres.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Esta mesma distância é demonstrada no que toca a <strong>Adonias,</strong> um filho a quem jamais Davi disse não, ou seja, um filho criado sem qualquer disciplina (I Rs 1:6).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>O próprio Salomão</strong> somente desfrutou de uma intimidade maior com seu pai nos instantes finais de vida de Davi, pois até sua entronização necessitou de uma intervenção de Bate-Seba, que, pelo que se verifica do texto sagrado, também já vivia num certo distanciamento do rei (I Rs 1). Aliás, Salomão foi criado pelo profeta Natã(2Sm 12:25).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Outro fator que caracteriza a ausência de Davi no aspecto disciplinar dos seus filhos é o fato de Amnom possuir más companhias</strong>. Foi por causa do conselho de um “amigo”, chamado Jonadabe, que esse jovem destruiu a reputação do seu Pai, estuprando a sua própria irmã(2Sm 13:2-5). Jonadabe, que demonstra ser um mau caráter, atua como uma espécie de &#8220;pedagogo&#8221; para Amnom. Um bom pai acompanha seus filhos de perto, orientando-os inclusive em relação às <strong>suas companhias.</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">As más companhias têm corrompido a vida espiritual dos servos do Senhor, quando induzidos, partem para a prática de atos que não condizem com o procedimento que deve ser observado e vivido.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Há uma advertência séria no Salmo primeiro sobre o convívio com pessoas indignas: “&#8230; <strong><em>não anda no conselho do ímpio, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores</em></strong>.” (Sl 1:1). <strong>Em Provérbios diz</strong>: “<strong><em>Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas</em></strong>.” (Pv 1:10).  “<strong><em>O homem violento alicia o seu vizinho, e guia-o por um caminho que não é bom</em></strong> “(Pv  16:29).  <strong>Paulo alertou com propriedade aos crentes da Galácia da seguinte forma</strong>: “<strong><em>Um pouco de fermento leveda toda a massa”</em>(Gl 5:9). </strong>Isso quer dizer que basta apenas uma única pessoa errada para infectar todas as outras.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>2. Um pai sem afetividade</strong>. Não adiante ser muito racional quando se é pouco afetivo. No convívio familiar, a afetividade é algo crucial. Às vezes ficamos tão racionais que acabamos perdendo a afetividade. A forma como Davi tratou Absalão, após este ter assassinado Amnom, é uma prova de seu frio relacionamento com os seus filhos. Depois de cometer o crime, Absalão fugiu para Gesur (2Sm 13:38) e só volta ao palácio depois de <strong>três anos</strong>, graças a intercessão de Joabe. Quando Absalão retorna para Davi, este o recebe de forma fria. Davi, como gesto de perdão e admissão do filho, até o beijou, mas tal ato foi insuficiente para reparar os danos causados pela falta de afetividade do passado (2Sm 14:33). Absalão ficou “dois anos inteiros em Jerusalém e não viu a face do rei”(2Sm 14:28). A falta do relacionamento entre Davi e seu filho Absalão foi catastrófico: este armou um golpe de Estado e acabou morto(2Sm 18:9-15). Depois, não adiantou chorar o “leite derramado”.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">A afetividade faz parte da nossa subjetividade, não podemos viver sem ela. Devemos ser afetivos com todos, especialmente com os membros da nossa família. Dizer para a esposa, por exemplo, que a amamos é uma ação simples que solidifica os relacionamentos.</p>
<h1 style="TEXT-ALIGN: justify">CONCLUSÃO</h1>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">“A família é o nosso primeiro rebanho, o lugar em que Deus deseja que possamos atuar em nome dEle. De nada adianta nos “dedicarmos” às coisas de Deus, se a família que Ele nos dá de forma graciosa é desprezada. Nada é mais espiritual que cuidar de nossa família, e se ela é descuidada por nossa culpa, que exemplo temos para dar diante do rebanho? Paulo diz: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel”(1Tm 5:8). É dessa forma que Deus aufere quem milita em Sua obra e esquece de zelar pela sua própria casa”(Revista Ensinador Cristão).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Elaboração: </strong>Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: <a href="mailto:luloure@yahoo.com.br"><strong>luloure@yahoo.com.br</strong></a>. Disponível no site: <a href="http://www.adbelavista.com.br/"><strong>www.adbelavista.com.br</strong></a></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>&#8212;&#8212;- </strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong><span style="text-decoration: underline;">Fonte de Pesquisa</span></strong>: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de estudo DAKE. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1º e 2º Samuel. Davi – vitórias e as derrotas de um homem de Deus – CPAD/2009. O cuidado com o pecado – Hernandes Dias Lopes. <em>Quando o coração fala mais alto que a razão &#8211; Pr Josias Moura De Menezes</em>.<em> Como Viver Bem Com Os Filhos</em> &#8211; <em>Íris de Castro Lima.</em><strong> </strong><em>O relacionamento com os filhos</em><strong> – </strong>Caramuru Afonso Francisco.</p>
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Introdução
Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar, na família. Davi foi cuidadoso em construir um reino, trabalhou arduamente para isso. Como líder e administrador da monarquia, ele se saiu muito bem, todavia, quase nada vemos [...]</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/davi-e-o-preco-da-negligencia-na-familia-vi/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">0</slash:comments><feedburner:origLink>http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/davi-e-o-preco-da-negligencia-na-familia-vi/</feedburner:origLink></item><item><title>Davi e o preço da negligência na família – V</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ensinodominical/~3/-8n9IT3PWjc/</link><category>Lição - 4o Trimestre 2009</category><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Editor</dc:creator><pubDate>Fri, 04 Dec 2009 18:22:49 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/?p=2294</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
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<div id="__ss_2652993" style="text-align: left; width: 425px;"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" title="LiçãO 10" href="http://www.slideshare.net/comoviveremos/lio-10-2652993">LiçãO 10</a><object style="margin:0px" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=lio10-091204201925-phpapp02&amp;stripped_title=lio-10-2652993" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="margin:0px" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=lio10-091204201925-phpapp02&amp;stripped_title=lio-10-2652993" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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LiçãO 10
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<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ls_oRDHX1PSSfM65T-IPsDiQPAU/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ls_oRDHX1PSSfM65T-IPsDiQPAU/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p><div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p style="text-align: justify;"><strong>TEXTO ÁUREO</strong> &#8211; “Cria em mim, 6 Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” <strong>(SI 51,10).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VERDADE PRÁTICA -</strong> A infidelidade conjugal sempre traz terríveis conseqüências espirituais, morais e sociais àqueles que a praticam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LEITURA BIBLICA – 2 Sm 12; 5 – 13</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Davi foi um exemplo de heroísmo, tanto pela sua bravura, como pela sua fé e confiança em Deus. O Senhor testificou dele, ao dizer. “Achei a Davi ,meu servo; com o meu santo óleo o ungi” <strong>(SI 89.20).</strong> Entretanto, este homem não foi fiel; deixou-se levar pelo sentimento e pela paixão do coração, sendo derrotado pela intemperança, que trouxe grandes prejuízos, não somente a ele,mas a todo Israel. O descuido e a falta de oração e vigilância, com o trabalho do Senhor, têm levado muitos crentes, fiéis servos de Deus, à derrota. Nesta lição, estudaremos, antes de tudo,como confiar no Senhor e não em nossas forças, ou em nossa posição social, política e eclesiástica. Devemos pôr a nossa confiança no Senhor, para não sermos derrotados, como Davi, rei de Israel.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. </strong><strong>O Sacerdócio no Lar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Bíblia ensina que Jesus Cristo nos comprou com seu sangue para fazer de nós reis e sacerdotes <strong>(Ap 5.9,10),</strong> o que nos faz compreender a visão do sacerdócio universal do crente. Diferente da idéia pintada pela igreja há séculos, não temos duas categorias distintas na Igreja: o clero e os leigos. Todos são sacerdotes e deveriam funcionar como tal. A Bíblia distingue posições de governo dentro da Igreja Local, mas não limita o sacerdócio a uns poucos cristãos. Todo crente deve ‘funcionar’ em seu lugar no Corpo de Cristo, e todos têm a responsabilidade de ministrar ao Senhor, bem como aos homens, em nome d’Ele.</p>
<p>Esta visão tem sido resgatada em nossos dias, e somos gratos a Deus por isso. Contudo, mesmo para aqueles cujo coração já se encontra aberto a esta verdade, ainda vemos muitos com uma dificuldade: a de não enxergarem o sacerdócio do lar como algo fundamental.</p>
<p><strong>2. O sacerdócio começa no lar</strong></p>
<p>Antes de ser sacerdote na igreja, o homem tem que ser sacerdote na sua própria casa: <em>É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher [...] e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como governará a Igreja de Deus?</em> <strong>(1Tm 3:2a, 4-5.)<br />
</strong><br />
Não é porque vai governar a igreja que o bispo tem que ter um bom lar, mas justamente o contrário. O homem tem que ser o pastor do seu lar; isto é requisito não só para quem ingressa no ministério de tempo integral, mas é um exemplo de vida cristã. E se a pessoa não cumpre um requisito básico da vida cristã, então não tem autoridade para ser um ministro à frente da Igreja.</p>
<p>Portanto, o mandamento de ser sacerdote no lar é para todo cristão. E isto envolve uma excelente conduta familiar, que depois será cobrada do líder como exemplo para o restante do rebanho: <em>Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísse presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados.</em> <strong>(Tt 1.5-6.)<br />
</strong><br />
O homem, além de ser fiel à sua esposa, deve conduzir seus filhos no caminho do Senhor e numa vida de santidade, o que exigirá dele não só conselhos casuais, mas todo um acompanhamento, investimento e ministração na vida espiritual de seus familiares. O posicionamento de um homem de Deus sempre deve envolver sua casa. Este foi o exemplo dado por Josué: <em>Mas se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais, se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor</em>. <strong>(Js 24.15.)</strong> O texto acima reflete a responsabilidade de Josué de não apenas buscar ao Senhor, mas servi-lo com toda a sua família. Quando se trata de família, não existe a história de “cada um por si”. Embora a responsabilidade de cada um diante de Deus seja individual, precisamos aprender a lutar por nossos familiares, especialmente aqueles que possuem a incumbência de exercer o sacerdócio do lar.</p>
<p>O plano de Deus não é apenas para o homem sozinho, mas para toda a sua família. Quando o Senhor decidiu julgar e destruir a humanidade nos dias de Noé, não proveu salvação para ele sozinho, mas para toda a sua família <strong>(Gn 6.18).</strong> Vemos também que Deus prometeu a Abraão que nele seriam abençoadas todas as famílias da Terra <strong>(Gn 12.3).</strong>
</p>
<p style="text-align: justify;">Ao tirar Ló de Sodoma, o anjo do Senhor fez com que ele saísse com toda a família <strong>(Gn 19.12)</strong>. No Novo Testamento encontramos um anjo visitando Cornélio e dizendo que deveria chamar a Pedro, <em>o qual te dirá palavras mediante as quais será salvo, tu e toda a tua casa</em> <strong>(At 11.14).</strong> E além de todas estas porções bíblicas, encontramos a clássica declaração do apóstolo Paulo ao carcereiro de Filipos:<em>Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e toda a tua casa.</em> <strong>(At 16.31.)</strong> Deus tem um plano para toda a família. Não quer dizer que porque um se converteu, todos irão converter-se por causa deste texto. Não creio que ele seja uma promessa a todo crente, mas sim que revele uma intenção de Deus quanto às famílias de uma forma geral. Vale lembrar que Paulo declarou isto ao carcereiro num momento em que este homem ia se matar.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo não podia vê-lo, pois além de estar dentro de sua cela, a Bíblia diz que eles estavam no escuro. O apóstolo Paulo teve uma revelação do Espírito Santo para uma pessoa específica, num momento específico. Não posso dizer: “Ei, Deus! Você prometeu que se eu cresse iria salvar todo mundo lá em casa!”. Mas posso muito bem orar pelos meus familiares crendo que há um plano divino para a família. Cada familiar meu tem o direito de escolha, se dirão sim ou não a Jesus Cristo, é responsabilidade pessoal de cada um deles. Mas farei de tudo para convencê-los, ensiná-los, cobri-los de oração intercessória e tudo o mais que for possível. No caso deste carcereiro filipense, o Senhor mostrou de antemão toda a família salva. Mas para cada um de nós, mesmo se não diga de antemão o que irá acontecer, Deus já revelou seu plano em sua Palavra para toda a família. E o sacerdote do lar tem uma grande responsabilidade de afetar o destino dos seus entes queridos.</p>
<p><strong>3. O cabeça é o responsável</strong></p>
<p>Na condição de cabeça do lar, o homem é o responsável de quem Deus cobrará o exercício do sacerdócio. É óbvio que a mulher deve participar exercendo o sacerdócio juntamente com seu marido, mas a responsabilidade maior não está sobre os seus ombros. Muitos maridos se acomodam por ver sua esposa fazendo bem o seu papel, mas não deveriam agir assim. Por melhor que seja a ajuda da mulher, o homem tem que fazer a sua parte! No caso da mulher cujo marido não é convertido, entendemos que ela deve assumir a posição de sacerdotisa sobre os filhos, porém não sobre seu marido. Parece-nos ter sido exatamente o que aconteceu na casa de Timóteo, discípulo do apóstolo Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">A Bíblia menciona apenas a mãe dele como sendo convertida: <em>Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego; dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio.</em> <strong>(At 16.1-2.)<br />
</strong><br />
E além da Bíblia não falar nada sobre o pai de Timóteo sendo convertido, ainda mostra que a cadeia de ensino e discipulado foi sendo transmitida por meio da avó e depois da mãe dele: <em>Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria pela recordação de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti.</em> <strong>(2Tm 1.4-5.)<br />
</strong><br />
Portanto, na falta do homem como sacerdote, ou na incapacidade dele de exercê-lo por não ser convertido, por exemplo a mãe assume este papel, porém sempre em relação aos filhos, nunca em relação ao marido: <em>E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade sobre o marido.</em> <strong>(1Tm 2.12.)<br />
</strong><br />
Os pais cristãos devem entender a sua responsabilidade de suprir não só as necessidades materiais e emocionais de seus filhos, como também as espirituais. A Palavra de Deus declara que <em>Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão</em> <strong>(Sl 127.3).</strong>
</p>
<p style="text-align: justify;">Os filhos não nos pertencem, são propriedade de Deus. Ele apenas nos confiou seus cuidados, e um dia teremos que responder perante Ele por isso. Daremos conta da forma como criamos nossos filhos, e isto deve trazer temor ao nosso coração, especialmente no que diz respeito à formação espiritual deles. Não podemos brincar com esta questão! Deus está chamando os pais a assumirem um compromisso maior com Ele de ministrar a vida espiritual de seus filhos. É preciso ministrar-lhes o coração. Desde os dias da Velha Aliança o Senhor já esperava isto: <em>Não te esqueças do dia em que estiveste perante o Senhor, teu Deus, em Horebe, quando o Senhor me disse: Reúne este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, a fim de que aprenda a temer-me todos os dias que na terra viver e as ensinará aos seus filhos.</em> <strong>(Dt 4.10.)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No versículo anterior a este, Deus já havia dito: <em>&#8230;e as farás saber aos teus filhos e aos filhos de </em><em>teus filhos</em> <strong>(Dt 4.9),</strong> precisamos ministrar a Palavra de Deus aos nossos filhos! Nosso ensino – ou a falta dele – tem o poder de afetar o resto da vida deles; foi Deus mesmo quem declarou isto: <em>Ensina a criança no caminho em que deve andar, a ainda quando for velho, não se desviará dele. </em><strong>(Pv 22.6.)</strong> Não se trata apenas de dar uma boa educação, mas sim a verdadeira educação. Ensinar-lhes a andar nas veredas da justiça, nos caminhos bíblicos. Isto também é um mandamento claro e expresso da Nova Aliança: <em>E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.</em> <strong>(Ef 6.4.)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<strong>4. Cobertura de oração</strong></p>
<p>Também vemos na Bíblia que o sacerdote do lar deve cobrir os seus com oração. A Palavra de Deus nos mostra que Isaque orava a Deus para que abrisse a madre de Rebeca, sua mulher. E Deus ouviu suas orações <strong>(Gn 25.21). </strong>As Escrituras ainda nos falam acerca de Jó, que periodicamente chamava seus filhos para um culto e sacrificava ao Senhor em favor deles, com medo de terem pecado contra Deus <strong>(Jó 1.5).</strong> O homem e mulher de Deus precisam ter um coração e uma vida de oração voltados para cobrir e proteger a sua família. Vemos este exemplo na vida de Esdras: <em>Então, apregoei ali um jejum junto ao Rio Aava, para nos humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz para nós, para nossos filhos, e para tudo o que era nosso.</em> <strong>(Ed 8.21.)<br />
</strong><br />
Em 1Sm 30 lemos acerca de Davi e seus homens saindo para a batalha e deixando suas mulheres e crianças desprotegidas em Ziclague. Enquanto eles estavam fora, os amalequitas incendiaram a cidade e levaram suas mulheres e filhos em cativeiro. Três dias depois, eles chegaram e se desesperaram pelo ocorrido. Finalmente, se fortaleceram no Senhor e foram atrás dos seus, conseguindo resgatá-los. Aprendemos duas lições aqui. Primeiro que precisamos proteger os nossos familiares, cobrindo-os em oração e não permanecendo distantes deles. Segundo, que algumas vezes nos tornamos descuidados, e o inimigo pode se aproveitar de nosso descuido. Mas também aprendemos que Deus é fiel, e mesmo quando falhamos, sua misericórdia nos ajuda a consertar naquilo em que erramos.</p>
<p>O Sacerdócio envolve proteção. Deus nos mostrou isto em sua Palavra desde o início, com o que ordenou a Adão, no Jardim do Éden: <em>Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e guardar.</em> <strong>(Gn 2.15.)</strong> Note que além de cultivar o jardim, o homem deveria também guardá-lo, protegê-lo. Mas guardar de quem, se nem mesmo Eva ainda havia sido criada? Penso que Deus já estava indicando a Adão que Satanás, o inimigo de nossas almas, tentaria destruir o que o Senhor estava colocando nas mãos do homem.</p>
<p style="text-align: justify;">Se Adão tivesse protegido a Eva, em vigilância, bem como ministrando-a sobre a importância da obediência ao Senhor, provavelmente aquilo não teria acontecido. Também nós precisamos guardar e proteger nossas famílias, e isto envolve oração e vigilância, bem como a ministração da Palavra de Deus em nossos lares. Muita gente fala da forma maravilhosa como Deus visitou a casa de Cornélio (At 10) com salvação e enchimento do Espírito Santo. Mas isto não aconteceu de graça. Este homem orava continuamente a Deus. E onde há uma semeadura de oração, sempre haverá uma colheita da manifestação do poder de Deus! Se cobrirmos nossa casa de oração, veremos feitos grandiosos acontecendo em nosso favor, pois o Senhor SEMPRE age num ambiente de muitas orações.</p>
<p><strong>5. Orando juntos</strong></p>
<p>Penso que além de cobrir os familiares com oração, o sacerdote do lar deve proporcionar um ambiente de oração onde os seus não só recebam oração em seu favor, mas também aprendam a orar. Orar juntos, em família, como muitas vezes acontecia também com os irmãos da igreja em seu início: <em>Passados aqueles dias, tendo-nos retirado, prosseguimos viagem, acompanhados por todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos.</em> <strong>(At 21.5.) </strong>Exercer o sacerdócio não é só declarar a Palavra de Deus dentro de casa, mas primeiramente vivê-la. Porém, além de se dispor para ministrar aos filhos, e também um ao outro, o casal cristão deve aprender a prática de orar juntos. Não quero dizer orar juntos o tempo todo, mas isto deve também acontecer em suas vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o casal ora junto, goza de princípios operando em seu favor que orando sozinho não se experimentaria. <em>Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.</em> <strong>(Mt 18.19-20.) </strong>Ao orar junto, o casal aumenta seu “poder de fogo” contra o inimigo, pois no reino de Deus, quando dois se unem, o efeito não é de soma, mas de multiplicação. É sinérgico! Moisés contou acerca deste princípio ao mencionar o que Deus fizera acerca do exército de Israel: <em>Como poderia um só perseguir mil, e dois fazer fugir dez mil, se a sua rocha lhos não vendera, e o Senhor não lhos entregara?</em> <strong>(Dt 32:30.)<br />
</strong><br />
A Bíblia mostra que deve haver sintonia natural e espiritual entre o casal. Desentendimentos vão roubar deles o poder de unidade nas orações, que por sua vez serão impedidas: <em>Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações.</em> <strong>(IPe 3.7.) </strong>A “correria” é um dos maiores inimigos deste tempo de oração que o casal deve ter juntos. E cada um deve aprender a “driblar” suas dificuldades e conseguir praticar este princípio de alguma forma. Não deve haver vergonha ou críticas quanto à forma de cada um orar. A intimidade no que diz respeito à vida espiritual precisa ser desenvolvida da mesma forma que a física e emocional.</p>
<p><strong>6. O culto doméstico</strong></p>
<p>Exercer o sacerdócio no lar não requer um horário específico ou dia marcado, é atividade a ser exercida sempre, em diferentes situações. Mas a prática de um culto em família auxilia muito. Devemos desenvolver o hábito de cultuar a Deus em família, o que envolve o ir juntos à Casa do Senhor, como vemos acontecendo desde os dias do Velho Testamento: <em>Todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos.</em> <strong>(2Cr 20.3.)</p>
<p></strong><em>No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe.</em> <strong>(Ne 12.43.)</strong></p>
<p>Elcana subia com toda a sua família para adorar ao Senhor <strong>(1Sm 1.1-5).</strong> Acredito que pais cristãos devem levar seus filhos à igreja. Mesmo que ela não seja perfeita (e não é, porque não existe igreja perfeita!), é melhor que eles cresçam num ambiente que exalta ao Senhor e sua Palavra do que num ambiente mundano que exalta o pecado e os prazeres da carne.
</p>
<p style="text-align: justify;">Lemos no Evangelho de Lucas que os pais de Jesus o levaram ao templo para consagrarem-no ao Senhor <strong>(Lc 2.22-24),</strong> depois há registros de que o fizeram por ocasião da Festa da Páscoa quando ele estava com 12 anos <strong>(Lc 2.41-43),</strong> mas a maior evidência de que Jesus cresceu exposto ao ensino da Lei na Sinagoga era o conhecimento que ele trazia (como homem) das Escrituras. Cultuar ao Senhor em família não envolve somente o ir à igreja, mas também pode abranger um culto familiar na própria casa. Foi exatamente isto que aconteceu na casa de Cornélio <strong>(At 10.33).</strong> A reunião familiar também não precisa acontecer apenas dentro de casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos cultos na igreja, podemos nos reunir em algum outro lugar (e até mesmo com outras famílias) para buscar ao Senhor <strong>(At 21.5).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7. A negligência trará conseqüências</strong></p>
<p>Quais as conseqüências de se negligenciar o sacerdócio no lar? Juízo divino para o sacerdote, além da evidente rebeldia dos filhos. A primeira palavra profética que Samuel proferiu foi contra alguém que ele certamente amava: o sacerdote Eli, que o criava no templo. E o que Deus disse envolvia a casa dele e sua negligência no sacerdócio familiar: <em>Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei. Porque já lhe disse que julgarei sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele não os repreendeu.</em> <strong>(1Sm 3.13.)</strong></p>
<p>O Senhor trouxe advertências anteriores, mas Eli não deu ouvidos. Deus está falando de negligência aqui. Diz que embora conhecesse bem o pecado dos filhos, Eli não os repreendeu. Toda omissão no sacerdócio do lar sempre trará conseqüências sérias.
</p>
<p style="text-align: justify;">Davi teve problemas com vários de seus filhos, e se você estudar com calma a história dele, perceberá o quanto ele era negligente em relação a seus filhos. Adonias, assim como Absalão, se exaltou, querendo usurpar o trono. Mas por trás desta atitude de rebelião, a Bíblia mostra a negligência de Davi como sacerdote em sua casa: <em>Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim?</em> <strong>(1Rs 1.6.) </strong>Se não quisermos sérios problemas futuros com os nossos filhos, e muito menos ver a qualidade do relacionamento deles com Deus sendo comprometida, então precisamos ser sacerdotes dedicados em ministrar e cobrir suas vidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8. O início dos problemas familiares de Davi</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foi depois de todas as vitórias no exterior, de acordo com 2 Samuel, que a família de Davi passou a ser um foco de problemas incluindo um estupro e um assassinato que quase custou a Davi sua coroa e comprometeu a sucessão de Salomão. Os problemas surgiram depois do nascimento de Salomão, filho de Davi e Bate-Seba, cujo adultério foi a principal causa do tumulto <strong>(2 Sm 12.10-14).</strong> Já foi sugerido que Salomão tinha vinte anos quando começou a reinar, de forma que deve ter nascido em cerca de 991. Depois desta data começaram os problemas familiares de Davi. Uma implicação de tudo isso é que, se a primeira metade do reinado de Davi foi caracterizada pela bênção e sucesso, a segunda foi marcada pelas dores de cabeça e derrota.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9. A violação de Tamar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A primeira evidência de que a espada não se apartaria da casa de Davi <strong>(2 Sm 12.10)</strong> foi, sem dúvida, a violação cometida por Aninom contra sua meia- irmã Tamar. Nascido de Ainoã, a jezreelita, Amnom era o filho mais velho de Davi <strong>(2 Sm 3.2).</strong> Visto que nascera em Hebrom, era um jovem de aproximadamente vinte anos quando forçou a irmã de Absalão e tirou-lhe a virgindade. Ela, aparentemente, nasceu em Jerusalém <strong>(1 Cr 3.4-9).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, era muitos anos mais nova que Amnom. Depois de satisfazer a cobiça, a paixão desmedida pela jovem tornou-se em desprezo, e Amnom recusou-se a tomá-la como esposa, conforme a lei exigia em tais circunstâncias. Humilhada, Tamar buscou refúgio e consolo em seu irmão mais velho, Absalão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10. A vingança de Absalão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Absalão estava furioso e desejoso de vingança, mas percebeu que a situação precisava ser resolvida com incomum diplomacia. Não seria nada bom, certamente ponderou, levar o problema a Davi, pois seu pai já havia comprometido a própria integridade por ocasião do adultério com BateSeba e do assassinato de Urias e, portanto, não faria nada. Além disso, Amnom era o herdeiro do trono, um fator que o deixava imune a processo ou punições. Sendo assim, Absalão deixou a situação arrefecer até que pudesse divisar uma ocasião oportuna para vingar-se. Nessa época, o desejo de tomar o trono de Israel surgia em Absalão. Destruir a vida de Amnom não apenas vingaria a honra de sua irmã, mas também abriria um espaço para que ele sucedesse ao pai no trono.</p>
<p style="text-align: justify;">Davi tomou conhecimento do crime de Amnom e, embora enraivecido, mostrou-se paralisado em tomar alguma atitude. Talvez tenha imaginado que seria hipocrisia punir o filho por um pecado semelhante ao seu. Em todo caso, Absalão por dois anos elaborou um plano que consistia em um convite a seu pai Davi para uma festa em Baal-Hazor (Tel ‘Asúr), que ficava entre Betel e Siló. Quando Davi disse não poder comparecer, Absalão insistiu para que enviasse o sucessor em seu lugar. Após Amnom se embriagar nas festividades, os assassinos contratados por Absalão o mataram. Depois, Absalão fugiu para seu avô Talmai, rei de Gesur, com quem encontrou apoio e proteção por três anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Já foi defendida aqui uma data próxima a 987 para a violação de Tamar, 985 para o assassinato de Amnom e 985-982 para o exílio de Absalão em Gesur. Quando Absalão voltou para Jerusalém, uma engenhosa estratégia de Joabe, permaneceu por mais dois anos (982-980) sem sequer ver o rosto de seu pai.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi durante esse tempo que o jovem e belo filho de Davi tornou-se pai de quatro filhos, incluindo uma filha a quem ele deu o nome de Tamar, começando assim a dar uma boa impressão ao povo de Israel. Por fim, Joabe conseguiu fazer com que Absalão e Davi se encontrassem, e houve reconciliação, pelo menos aparentemente. Porém, o espírito de rebelião já estava entranhado no coração de Absalão e, dentro de quatro anos, acenderia as chamas da revolução.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>11. A INTEMPERANÇA LEVA O CRENTE A PECAR</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>l. Era tempo de sair (25m 11.1,2). </strong>Diz o texto que Davi “ficou em casa”; “se pôs a dormir à hora da tarde”;’“levantou-se do seu leito”. Antes ele dizia: “De madrugada te buscarei” <strong>(Sl 63.1),</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Agora, quando devia orar, vigiar e procurar saber como estavam seus soldados no campo de batalha, foi “dormir” e, depois, ”passeai”no”terraço real de sua casa”. Enquanto “passeava”, viu uma mulher se banhando, e esta era formosa à vista <strong>(2 Sm 11 .2).</strong> Este passeio custou muito caro ao soberano de Israel. Levou-o à tentação, à cobiça da mulher do próximo e, por fim, ao adultério. Davi perdeu o autodomínio, que é a temperança. Deus disse a Caim: “Senão fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás” <strong>(Gn 4.7).</strong> A Palavra do Senhor tanto é proveitosa para nos advertir&#8230; como para nos corrigir <strong>(2 Tm 3.16).</strong> Atentemos para os ensinos das Escrituras e saibamos discernir as circunstâncias para fugirmos das tentações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Um passeio fora de tempo(25m 11.2).</strong> O pecado da cobiça leva o homem ou a mulher a perder o domínio e a ficar sob o desejo da carne, O “passeio de Davi”, mesmo em seu palácio, levou-o à intemperança e à cobiça da mulher de Urias <strong>(2 Sm 11.2).</strong> Quando estamos na vontade de Deus, temos poder <strong>(At 5.32); </strong>quando perdemos a graça, a preguiça dá lugar à tentação. O pecado oferece prazer, mas traz aflição <strong>(Rm 2.9).</strong> Davi chegou a confessar: “Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia” <strong>( Sl 32.3).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. Uma pessoa pode levar outra a pecar (2 Sm 11.2-4).</strong> Bateseba, que fora tomar banho, não no lugar apropriado para esse fim, contribuiu para a queda de Davi. O exibicionismo nudista da mulher de Urias, ao tentar o servo do Senhor, levou-o a quebrar um dos maiores preceitos de Deus (Lv 18.20). O cristão deve ter cuidado com seu modo de vestir e de andar diante do sexo oposto. O (a) irmão(a) faz parte daqueles que vivem nos balneários, nas praias, onde se propaga o nudismo?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>I2. A PARÁBOLA PROFERIDA POR NATA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Deus não faz acepção de pessoas, e não tem o culpado por inocente <strong>(Dt 10.17;-</strong> <strong>Na 1.3; &#8211; At 10.34).</strong> O homem mais santo é capaz de pecar, de transgredir. Nossos corações se não são iguais, são semelhantes. A medida em que andarmos em Espírito, venceremos as concupiscências da carne <strong>(Gl 5.16).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. A tentação bate à porta (2 Sm 12.4).</strong> “Havia numa cidade dois homens; um rico e outro pobre”. Na casa do primeiro chegou um “viajante”. Este era a “tentação”, que bateu à porta de Davi. Tenhamos cuidado, meus irmãos, com este”viajor perigoso”,que bate em todas as portas: do rico, do pobre, do pastor, do presbítero, do diácono, do solteiro, do casado, do jovem e de todos os crentes, O “rico tinha muitíssimas ovelhas e vacas” <strong>(2 Sm 12.2),</strong> e o pobre nada possuía, senão uma cordeira que ele comprara e criara. Aquele tomou a ovelha deste, matou-a, preparou-a e banqueteou-se com o amigo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Julgamento precipitado</strong> <strong>(2 Sm 12.5,6).</strong> O furor de Davi se acendeu contra aquele homem. Ele não notou que a mensagem era para si próprio; por isso condenou à morte o que tomara a única ovelha do pobre, dizendo:</p>
<p style="text-align: justify;">“Digno de morte é o homem que fez isso” <strong>(2 Sm 12.5).</strong> Aquele que vive a pecar, não suporta as faltas. Presenciamos este fato dentro da igreja, onde alguns crentes em pecado estão sempre a acusar os outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. O pecado endurece o coração (Pv 4.14-17).</strong> A transgressão desta lei levou o rei Salomão à queda. a manchar sua vida moral e espiritual, e perverter seu coração <strong>(Ne 13.26),</strong> fazendo-o esquecer a misericórdia de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Leia e anote as quatro dádivas de Deus concedidas a Davi:</p>
<p style="text-align: justify;">l)”Eu te ungi rei sobre Israel;</p>
<p style="text-align: justify;">2) Eu te livrei das mãos de Saul;</p>
<p style="text-align: justify;">3)Eu te dei a casa de teu Senhor;</p>
<p style="text-align: justify;">4) Eu te dei a casa de Israel e de Judá” <strong>(2 Sm 12.7,8).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Tu feriste a Urias e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom”<strong>(2 Sm 12.9).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém pode afirmar que a tentação vem de Deus <strong>(Tg 1.13,14).</strong> Às vezes, Ele consente,a título de provação, para convencer o homem de seus erros e trazê-lo para mais perto dele. Aconteceu assim com Davi, sendo necessário o envio de um profeta para levar-lhe uma mensagem de arrependimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>I3. AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE CONJUGAL</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. A infidelidade conjugal de Davi (2 Sm 12.10-12).</strong> Davi, depois de cometer o pecado de infidelidade conjugal, foi repreendido por Deus, e, através do profeta Natã, ouviu a sentença, por sua transgressão: “Não se apartará jamais a espada da Lua casa (família)&#8230;; o que fizeste em oculto, eu farei perante todo Israel e perante o sol”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. O pecado produz inquietação.</strong> Davi havia perdido toda a alegria, inclusive a da sua salvação <strong>(SI 51.12).</strong> No entanto, o Espírito Santo, embora triste <strong>(Ef 4.30),</strong> continuava ao seu lado <strong>( Sl 51.11)</strong>0 pecado afasta o homem de Deus. Ninguém pode ter comunhão com o Senhor, sem que abandone o pecado.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem muita gente por aí conformada com essa situação. Davi clamou: “Não me lances fora”. Ele sabia que se não fosse perdoado, seria afastado de Deus, assim como Adão e Eva <strong>(Gn 3.23);</strong> Coré, Datã e Abirã <strong>(Nm 16.32,33);</strong> Acã, Minam e Arão <strong>(Js 7. 24,26; &#8211; Nm 12).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. O perdão de Deus reabilita o homem (SI 32.1,2).</strong> Davi, ao confessar o seu pecado, recebeu o consolo através do profeta Natã: “Deus perdoou o teu</p>
<p style="text-align: justify;">pecado<strong>”(2 Sm l2.13; &#8211; Sl32.5). </strong>O pecado perdoado pelo Senhor é totalmente esquecido por <strong>Ele (Mq 7.19).</strong> Perdão e gozo andam juntos. Este é fruto do Espírito Santo <strong>(Gl 5.22),</strong> e o possuir é mandamento do Espírito <strong><em>(Ef 4.4).</em> </strong>Todos nós estamos sujeitos à queda, mas Deus é grandioso em perdoar os nossos pecados (Is 55.7), e jamais se lembra deles <strong>(Hb 8.12),</strong> pois os lança no “mar do esquecimento”. <strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Davi, apesar de perdoado, colheu o fruto de seu pecado:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1) morreu seu primeiro filho com a mulher de Urias <strong>(2 Sm 12.14-18);</strong></p>
<p style="text-align: justify;">2)sua filha, Tamar, desonrada por Amnom, também seu filho <strong>(2 Sm 13.12-14);</strong></p>
<p style="text-align: justify;">3) a revolta de Absalão <strong>(2 Sm 15.10-14)</strong> e o seu vergonhoso comportamento <strong>(2 Sm 16.20-23).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. Confissão e perdão produzem gozo (2 Sm 12.13; &#8211; 1 Jo 1.9).</strong> A confissão é do homem, o perdão, de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada falta cometida deve ser confessada. A confissão deve ser: com palavras, não com gestos ou intenção <strong>(Rm 10.10);</strong> feita a Deus, que é perdoador, e a Jesus Cristo, nosso Sacerdote; e diante da igreja, a critério do pastor <strong>(Mt 18.15- 17).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Davi humilhou-se diante das palavras do profeta Natã. Após ouvir o que Deus mandara lhe dizer, arrependeu-se e recebeu o perdão. Ele pediu a purificação do seu pecado <strong>(SI 5 1.2):</strong> “Purifica-me com hissope”. Foi com este instrumento que levaram vinagre à boca de Jesus <strong>(Jo 19.29).</strong> Davi pediu que seu pecado fosse apagado. Isto mostra que a dor moral da nossa infidelidade não se “purifica” de qualquer forma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>14.</strong> <a href="http://achologia.blogspot.com/2008/01/permanencia-da-familia.html"><strong>A permanência da família</strong></a><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“[...] Escolham hoje a quem irão servir [...]. Eu e a minha família serviremos ao Senhor” <strong>(Js 24.15). </strong>A Bíblia é a maior defensora da família: “Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente” <strong>(1 Tm 5.8). </strong>Deus instituiu a família. Como projeto de Deus ela é a base da sociedade. Nos dias da igreja primitiva havia quem ensinasse contra o casamento <strong>(1 Tm 4.3).</strong> Em nossos dias isso tem se agravado. Existem movimentos intencionais contra a família.</p>
<p style="text-align: justify;">
Deus disse: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” <strong>(Gn 2.24).</strong> E mais: “Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe” <strong>(Mt 19.6).</strong> O casamento é mais que um contrato legal, é uma aliança feita diante de Deus. Na verdade, Deus é testemunha entre o homem e a mulher no casamento <strong>(Pv</strong> <strong>2.17; Ml 2.14).</strong> “Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá” <strong>(Sl 127.3).</strong></p>
<p>As palavras de Rute para sua sogra, ilustram o que cada casal deve pensar sobre a permanência do casamento: “Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o SENHOR me castigue com todo o rigor, se outra coisa que não a morte me separar de ti!” <strong>(Rt 1.16-17).</strong>
</p>
<p style="text-align: justify;">Estas palavras deixam claro que a família deve seguir junta sempre. Devemos descartar qualquer argumento sobre a possibilidade de termos nossa família separada, desintegrada. Mas não podemos esquecer jamais que ela deve ser construída cada dia, de forma proposital e consciente. Nenhuma família vive bem automaticamente. Deus instituiu a família para que ela seja uma unidade permanente na terra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>15. <a href="http://achologia.blogspot.com/2007/07/os-valores-da-familia.html">Os valores da família</a></strong><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A destruição de um povo começa com a família. A expressão antiga deve ser sempre lembrada: a família é a célula-mãe da sociedade. Deus estabeleceu um padrão para a estrutura funcional da família. Se esse padrão for ignorado, a sociedade começa a sentir para pior, os efeitos diretos dessa mudança. Os que criticam os princípios bíblicos, dizem que o padrão familiar conforme a Bíblia orienta, já caducou. Aquela era uma visão primitiva de sociedade. Hoje, vivemos novos tempo de pós-modernidade onde tudo mudou e a evolução do pensamento humano já não permite a visão ultrapassada apresentada nas Escrituras Sagradas. É uma pena que os modernos formadores de opinião, alheios ao padrão de Deus, não apresentem algo melhor do que a Bíblia apresenta. Hoje vivemos uma total inversão de valores. Quero fazer menção de uma passagem bíblica que orienta cada membro da família sobre seu papel e conduta em casa. Refiro-me a </strong><strong>Colossenses 3.18-21.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. Mulheres submissas (v. 18).</strong> “Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como convém a quem está no Senhor”. A mulher deve ser submissa ao seu marido e tratá-lo com todo respeito (Ef 5.33). Ser submissa não é ser capacho, mas ter uma missão sob a missão do marido (sub-missão). Os ultra modernos são contra a liderança do marido.</p>
<p><strong>2. Maridos que amam (v. 19).</strong> “Maridos, ame cada um a sua mulher e não a tratem com amargura”. O marido deve amar a sua esposa como Cristo amou a igreja (Ef 5.25). O marido não deve usar de grosseria com sua esposa. Ela deve ser tratada com honra. Quem não sabe tratar bem sua esposa, não sabe falar com Deus (1 Pe 3.7).</p>
<p><strong>3. Filhos obedientes (v. 20).</strong> “Filhos, obedeçam a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor”. Aos filhos que honram seus pais Deus promete uma vida bem sucedida e longa (Ef 6.1-2). Os filhos devem reconhecer a autoridade de seus pais e obedecê-los em tudo que lhe dizem conforme a orientação da Palavra de Deus.</p>
<p><strong>4. Pais coerentes (v. 21).</strong> “Pais, não irritem seus filhos, para que eles não desanimem”. Os pais devem ser justos com seus filhos. Não devem abusar da autoridade que têm sobre eles para darem vazão aos seus caprichos ou descontarem seus problemas neles. Os filhos não devem ser desanimados por seus pais.</p>
<p>Se Deus não for o construtor da família será inútil todo empenho nesse sentido. Deus compensa os que contam com ele <strong>(Sl 127.1-3).</strong> Deus criou a família e a Bíblia é o manual do fabricante para um lar abençoado. Não devemos abrir mão dos fundamentos antigos. Eles são o firme alicerce para a permanência da família.
</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>16. COMO RESOLVER PROBLEMAS EM FAMILIA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Disse mais Davi a Abisai e a todos os seus servos: Eis que meu próprio filho procura tirar-me a vida, quanto mais ainda este benjamita? Deixai-o; que amaldiçoe, pois o Senhor lhe ordenou. Talvez o Senhor olhará para a minha aflição e o Senhor me pagará com bem a sua maldição deste dia. Prosseguiam, pois, o seu caminho, Davi e os seus homens; também Simei ia ao longo do monte, ao lado dele, caminhando e amaldiçoando, e atirava pedras e terra contra ele. <strong>(2 Samuel 16:11–13).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 Samuel 15 a 18. </strong>Mais de sessenta capítulos da Bíblia são dedicados à história de Davi. Porque a Bíblia registra a vida de Davi com tantos detalhes, somos capazes de examinar seu desenvolvimento espiritual desde o tempo em que ele era um menino pastor até a sua velhice. Em seus últimos dias de vida, Davi foi auxiliado e enriquecido por algumas das lições espirituais que Deus lhe ensinou através dos anos.<strong> </strong>Não devemos nos desanimar ao saber que leva muitos anos para desenvolvermos a maturidade espiritual. Certa vez, um homem levou seu filho até James A. Garfield, diretor de uma conceituada escola. E perguntou-lhe quanto tempo levaria para o seu filho se formar. O diretor lhe disse: “pelo menos doze anos até o ensino médio”. “Você não pode fazer isto mais rápido?”, perguntou o homem.</p>
<p style="text-align: justify;">“Claro”, respondeu Garfield. “O tempo que levar vai depender do que você quer. Leva só dez semanas para se cultivar uma abóbora, mas leva cem anos para um carvalho crescer”. A odisséia espiritual de Davi foi longa e difícil. Em seu conflito com Absalão, porém, ele mostrou que havia aprendido algumas lições importantes sobre espiritualidade. A profecia de Natã — “a espada não se apartará da tua casa” definiu o resto da vida de Davi <strong>(2 Samuel 12:10). </strong>Após pecar com Bate-Seba, Davi nunca mais teve paz como antes. Seu filho Absalão tornou-se seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Num ato de vingança, Absalão apresentou uma boa razão para sua atitude. Amom estuprara violentamente Tamar, irmã de Absalão, e depois a rejeitara cruelmente <strong>(2 Samuel 13:1–17).</strong> Absalão esperou dois anos e então mandou seus servos matarem Amom quando este estava embriagado <strong>(2 Samuel 13:18–28).</strong> Após a morte de Amom, Absalão fugiu exilando-se em Gesur por três anos. No final desse período, Davi permitiu que ele voltasse. Dois anos depois, Davi devolveu-lhe a posição de antes <strong>(2 Samuel 13:38; 14:28).</strong> No furor da juventude, Absalão não se contentou em esperar pela morte de Davi para se tornar rei.</p>
<p style="text-align: justify;">Através de bajulação e conspiração, Absalão conquistou os corações do povo de Israel. Num momento oportuno, ele pediu que seus seguidores o ajudassem a usurpar o trono de Davi. Tendo iniciado uma revolução, Absalão persuadiu Aitofel, um dos conselheiros mais confiáveis de Davi, a unir-se a ele. Pronto para tomar o trono, Absalão fez soar a trombeta da rebelião e reuniu seu exército em Hebrom.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>17. COMO RESOLVER PROBLEMAS EM 1 e 2 SAMUEL</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quando soube que Absalão estava vindo para a cidade, Davi e a maior parte da sua família evacuaram Jerusalém. Chorando e com os pés descalços, Davi atravessou o vale de Cedrom subindo a encosta do monte das Oliveiras. Zadoque e Abiatar, os sacerdotes, ofereceram-se para levar a arca da aliança e seguir Davi. Mas Davi mandou os dois de volta a Jerusalém como espias. Husai, arquita do rei, solidarizou-se com a tristeza de Davi e ofereceu-se para ir com ele.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas Davi o mandou de volta para dissuadir Aitofel. Ziba, mordomo de Mefibosete, mostrou-se leal somente a si mesmo. Ele encontrou Davi e mentiu acusando seu senhor, Mefibosete, de esperar em Jerusalém por Absalão. Num ato de precipitação, Davi deu a Ziba todas as propriedades de Mefibosete. Simei, um parente de Saul, amaldiçoou Davi e atirou pedras e terra nele. Davi, porém, conteve Abisai, um dos seus três homens valentes e não o deixou matar Simei pela sua difamação.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Jerusalém, Husai conseguiu frustrar o conselho de Aitofel e retardou os planos de Absalão de sair em perseguição a Davi. Quando os dois exércitos finalmente se encontraram, Absalão estava entre os mortos. Com o exército amotinado derrotado, Davi foi restaurado ao seu trono. Quando vemos Davi passando por essas tribulações, ficamos impressionados com sua grande força espiritual. Essa força permitiu que ele resistisse, superasse e vencesse essas dificuldades. Se conseguirmos ter semelhante força, poderemos partilhar do mesmo triunfo espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>18. DAVI APRENDEU A IMPORTÂNCIA DA SUBMISSÃO À VONTADE DE DEUS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O momento em que Davi foi obrigado a sair de Jerusalém deve ter sido um dos mais deprimentes de sua vida. Aquele que antes havia matado “seus dez milhares” estava agora fugindo vergonhosamente de um exército que avançava cada vez mais. O senso comum dizia a Davi que a vontade de Deus era melhor atendida se ele não se opusesse a Absalão naquela ocasião. Esta lição de submissão, que ele aprendera da maneira mais difícil, provou ser a lição mais importante de sua vida. Muitas vezes no passado, Davi poderia ter questionado a sabedoria de Deus. Ele fora tratado injustamente. Saul recusou-se a lhe dar as recompensas prometidas a quem matasse Golias.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, Saul fez muitas tentativas para matar Davi. Além disso, ele tomou a esposa de Davi, Mical, e a deu em casamento para outro homem. Posteriormente, o general de confiança de Davi, Joabe, agiu contra os interesses de Davi <strong>(2 Samuel 3:27, 28).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto Davi fugia de Jerusalém, sua fé estava sendo provada mais uma vez. Ele foi traído por aqueles em quem ele mais confiava. Homens inferiores a ele amaldiçoaram e injuriaram Davi. Mesmo passando por essa e por outras lutas,</p>
<p style="text-align: justify;">Davi nunca perdeu a fé em Deus. Como precisamos aprender a ter a mesma confiança! Nem tudo o que nos acontece como cristãos é bom, mas podemos encontrar forças nas preciosas promessas de Deus. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” <strong>(Romanos 8:28).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como cristãos, temos consolação em toda situação. Deus operará em todas as circunstâncias para nos ajudar a encontrar a Sua vontade e a fazer o que é melhor para nós. O que acontece pode não ser bom, ou pode não parecer o melhor de acordo com a nossa sabedoria. Apesar disso, podemos ter certeza de que Deus agirá pelo que é melhor para nós. Em amor Ele reverterá a situação para o nosso bem e para a Sua glória. Examinemos o que <strong>Romanos 8:28</strong> não diz. Não diz que todas as coisas darão certo. Diz que se amamos e servimos a Deus, podemos esperar que a Sua mão providencial e encaminhadora conduza e governe as nossas vidas. Nossa resposta a essa maravilhosa promessa deve ser como a de Jó: “Embora ele me mate, ainda assim esperarei nele…” <strong>(Jó 13:15a; NVI). </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>19. DAVI APRENDEU O VALOR DO ARREPENDIMENTO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Entristecido, Davi saiu de Jerusalém, mas sua maior tristeza não foi perder a sua cidade. De fato, Davi parecia confiante de que voltaria, deixando ali até alguns membros da família <strong>(2 Samuel 15:16, 25).</strong> Devemos concluir que Davi, provavelmente, estava lamentando pelos seus próprios pecados <strong>(Mateus 5:4; Lucas 6:21). </strong>Davi errou ao negligenciar sua posição de rei<strong> (2 Samuel 15:2, 3).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Encontramos ampla evidência<strong> </strong>da omissão de Davi em instruir e disciplinar os<strong> </strong>seus filhos <strong>(1 Reis 1:6).</strong> Pouco se duvida que a<strong> </strong>rebelião de Absalão não tenha sido resultado da<strong> </strong>negligência e do pecado de Davi.<strong> </strong>Davi aprendeu bem a dura lição do arrependimento.<strong> </strong>Uma vez, ele adiou o arrependimento<strong> </strong>por um ano, e isto lhe custou muito<strong> (2 Samuel 11:26, 27).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desta vez seu arrependimento<strong> </strong>seria imediato.<strong> </strong>Talvez Davi tenha repetido as palavras encontradas em seus salmos:<strong> </strong>Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões <strong>(Salmos 51:1).</strong> Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração <strong>(Salmos 4:1).</strong> Responde-me, Senhor, pois compassiva é a tua graça; volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias <strong>(Salmos 69:16).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quanta atenção deveríamos dar aos nossos pecados? Já que desfrutamos de perdão total, há algum benefício em recordar transgressões do passado? Temos de resolver o problema da culpa e não permitir que ela permaneça nas nossas vidas. Essa conscientização do pecado não deve ser um peso enorme para nós nem impedir que olhemos para a cruz em busca de misericórdia. Por outro lado, se a alegria de receber o perdão nos deixar impunes e não tivermos nenhum senso de desmerecimento, seremos culpados de uma falta semelhante. Deus se esquece do passado, mas esse esquecimento divino deve produzir em nós um profundo senso de humildade e desmerecimento da Sua graça. O arrependimento libera o poder de Deus! Quando nos dispomos a lamentar, nos arrepender e buscar o perdão dos nossos pecados, Deus libera o Seu poder através do perdão, da aceitação, da paz e da reconciliação. Ele dá aos Seus filhos arrependidos graça sem medida. A misericórdia e o amor do pai do filho pródigo não se revelaram enquanto o filho estava longe, mas somente quando ele voltou para casa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>20. DAVI SE LEMBROU DO VALOR DA CONFIANÇA NO SENHOR</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos duvidar da existência da fé de Davi! Com o mundo ruindo ao redor de si, Davi não vacilou na fé. Quando Abisai pediu permissão para tirar a cabeça de Simei do seu corpo, Davi o deteve, dizendo: Que tenho eu convosco, filhos de Zeruia? Ora, deixai-o amaldiçoar; pois, se o Senhor lhe disse: Amaldiçoa a Davi, quem diria: Por que assim fizeste?… Talvez o Senhor olhará para a minha aflição e o Senhor me pagará com bem a sua maldição deste dia <strong>(2 Samuel 16:10–12).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Confiar é mais do que aceitar passivamente. Davi reconheceu que mesmo com todo o poder de Deus, ele era responsável por fazer o que estivesse ao seu alcance para amenizar a sua própria situação. Ele orou para que Deus anulasse o conselho de Aitofel e também neutralizou os planos e obras de Absalão encarregando Husai disso. Busquei o Senhor, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores (Salmos 34:4).</p>
<p style="text-align: justify;">Confiar é uma faca de dois gumes. Significa depender totalmente do poder e da vontade de Deus. “Entregar [o problema] nas mãos do Senhor” não significa que estamos isentos de qualquer esforço; mas exige que empreguemos toda a nossa capacidade e recursos para encontrar a vontade de Deus. A serenidade que provém dessa confiança faz parte da maturidade espiritual. Paulo expressou esse tipo de maturidade em <strong>Filipenses 4:12 e 13: </strong>Tanto sei estar humilhado como também ser<strong> </strong>honrado; de tudo e em todas as circunstâncias,<strong> </strong>já tenho experiência, tanto de fartura como de<strong> </strong>fome; assim de abundância como de escassez;<strong> </strong>tudo posso naquele que me fortalece.<strong> </strong>A paz que provém da confiança em Deus é<strong> </strong>algo que podemos aprender. É o resultado da<strong> </strong>provação da nossa fé seguida de vitória.<strong> </strong>Davi mostrou que ele aprendeu isso quando<strong> </strong>orou a Deus, falando de sua situação:<strong> </strong>Senhor, como tem crescido o número dos meus<strong> </strong>adversários!</p>
<p style="text-align: justify;">São numerosos os que se levantam contra mim. São muitos os que dizem de mim: Não há em Deus salvação para ele. Porém tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça. Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde. Deito-me e pego no sono; acordo, porque o Senhor me sustenta. Não tenho medo de milhares do povo que tomam posição contra mim de todos os lados <strong>(Salmos 3:1–6).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando tudo acabou, do que Davi se lembrou? Ele experimentou muito sofrimento e tristeza nesse episódio. Sua dignidade foi reduzida a pó. Sua nação sofreu desordem e dissensão. Ele, pessoalmente, sofreu perda e humilhação. Uma vitória não seria suficiente para unir uma nação que, mais tarde, se dividiria para sempre. A consolação e esperança de Davi é a mesma que a nossa. Deus sabe, Deus cuida. Está é a nossa única certeza. Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois tens visto a minha aflição, conheceste as angústias de minha alma e não me entregaste nas mãos do inimigo; firmaste os meus pés em lugar espaçoso <strong>(Salmos 31:7, 8). </strong>Não importa quão escura esteja a noite ou quão<strong> </strong>violenta, a tempestade, Deus está no céu assistindo a<strong> </strong>tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)</p>
<p style="text-align: justify;">Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS</p>
<p style="text-align: justify;">Historia de Israel do AT. De Eugene H. Nerrill &#8211; CPAD</p>
<p style="text-align: justify;">Lições bíblicas CPAD 1993</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.biblecourses.com/">www.biblecourses.com</a></p>
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</div>]]></content:encoded><description>TEXTO ÁUREO &amp;#8211; “Cria em mim, 6 Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” (SI 51,10).
VERDADE PRÁTICA - A infidelidade conjugal sempre traz terríveis conseqüências espirituais, morais e sociais àqueles que a praticam.
LEITURA BIBLICA – 2 Sm 12; 5 – 13
INTRODUÇÃO
Davi foi um exemplo de heroísmo, tanto pela sua bravura, como [...]</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/davi-e-o-preco-da-negligencia-na-familia-iv/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">0</slash:comments><feedburner:origLink>http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/davi-e-o-preco-da-negligencia-na-familia-iv/</feedburner:origLink></item><item><title>Davi e o preço da negligência em sua família – III</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ensinodominical/~3/HSGsICc6T8o/</link><category>Lição - 4o Trimestre 2009</category><category>Família</category><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Francisco A. Barbosa</dc:creator><pubDate>Thu, 03 Dec 2009 03:52:29 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/?p=2287</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
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<em>&#8220;Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição</em> (Gr Semnotes: dignidade; majestade; solenidade)<em>, com toda a modéstia&#8221;</em> (1 Tm 3.4).</p>
<p><strong>VERDADE PRÁTICA</strong><br />
Não adianta termos êxito em tudo se a nossa família é uma prova do nosso fracasso.<br />
</span><a name="4"></a><br />
<span style="color: #000000;"><strong>INTERAÇÃO</strong><br />
Os especialistas no assunto definem o líder natural como alguém que, devido à sua própria personalidade empreendedora, dirige um grupo social, com a participação espontânea dos seus membros. Liderança é a habilidade (capacidade adquirida) de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo o bem comum. O sociólogo Max Weber afirma que há uma diferença entre poder e autoridade. Em seu livro The Theory of Social and Economic Organization, ele define poder como a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não fazer; Autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influencia pessoal.<br />
Com base nessa definição de liderança, assunto da lição 5, creio piamente que as lições aprendidas por Davi em Adulão não foram esquecidas, liderar é influenciar, é ser o paradigma, e Davi era um paradigma para 600 homens que não valiam nada para a sociedade; será que esse líder não seria um paradigma para os da própria família? O que deu errado na criação dos filhos do rei? Por que houve incesto, adultério e morte entre os seus?<br />
Julgamos que Davi tenha nascido com a habilidade de liderar (1Sm 16.18) e com o passar dos anos, aperfeiçoou essa capacidade, para ele era fácil levar as pessoas a fazerem de boa vontade os trabalhos necessários. O líder escolhido por Deus, apesar de humilhado, rejeitado e perseguido no deserto, fez com que um grande grupo de seguidores se achegasse a ele. Quais características essas pessoas viram em Davi?<br />
&#8230; conheço um&#8230; sabe tocar, é forte, valente, homem de guerra, sisudo em palavras, de boa aparência; e o Senhor é com ele&#8230; &#8211; Honestidade, confiabilidade, bom exemplo, cuidado, compromisso, bom ouvinte, respeito, encorajador, entusiasta e amável. Quais dessas virtudes encontramos nos filhos de Davi? Será que Davi negligenciou a educação dos seus filhos?<br />
Os filhos são o reflexo dos pais&#8230; a prole de Davi deveria refletir a liderança do pai. São os pais que primeiro educam os filhos, são o exemplo que os filhos copiam; o exemplo é a base fundamental para a formação do caráter dos filhos.</p>
<p></span><a name="5"></a><br />
<span style="color: #000000;"><strong>OBJETIVOS<br />
</strong>Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:<br />
- Identificar a negligência de Davi em relação à sua família.<br />
- Compreender o papel da disciplina na educação dos filhos.<br />
- Reconhecer a importância do afeto e da presença dos pais na vida dos filhos.</p>
<p><strong>Palavra Chave:</strong> <em>Negligência:</em> Desatenção; descuido; desleixo<br />
</span><a name="6"></a><br />
<span style="color: #000000;"><strong>INTRODUÇÃO<br />
</strong>Se o governo de um homem sobre a sua casa não é bom, como fará um bom governo civil ou religioso?<br />
Naturalmente os homens acham-se importantes quando a frente de algum tipo de governo é necessário então mortificar esse sentimento para que não venha a transformar-se em orgulho, a alto-exaltação.<br />
Também é comum a extremada dedicação ao serviço, principalmente quando estamos no ‘primeiro amor’, da mesma forma é na obra do Senhor, muitas vezes em detrimento do bem-estar da família.<br />
Imaginemos agora, a imensidão de afazeres do rei de Israel, as muitas guerras, a administração do reino, as muitas mulheres e seus filhos, fica evidente o pouco tempo dedicado à família (?) e aos filhos. Certamente o rei de Israel negligenciou a educação de seus filhos à custa de uma missão bem maior: o reino. Até certo ponto justificável e louvável, mas nenhum sucesso justifica o fracasso da família. Não há como eximir Davi de sua culpa. Sabemos por boca do profeta Natã que o que Davi fez no oculto Deus o retribuiria ao meio dia (2Sm 12.12), não querendo dirimir a culpa pelo fracasso familiar, mas isso foi a colheita do que foi plantado. Os maiores escândalos sexuais aconteceram dentro da família real (2 Sm 13.1-19; 16.20-23). Acredito na lição proposta pelo comentarista, mas creio que Davi colheu o que plantou, o fracasso de sua família foi a paga pelo pecado com Bate-Seba. Os últimos anos de vida de Davi foram marcados por graves problemas dentro da sua própria família, resultados da sua conduta flagrantemente pecaminosa. Dentro de sua própria casa Davi encontrou o incesto, a violência, o assassinato, intrigas para capturar o trono e rebeliões, cumprindo-se a palavra do Senhor, na boca do profeta Natã: “De sua própria família trarei desgraça sobre você” (2Sm 12.11).<br />
O filho mais velho de Davi, Amnom, violentou a própria irmã, Tamar, uma prática que a Lei proibia terminantemente (Lv 18.9-19). Segundo a Lei, o crime de Amnom deveria ser punido com a pena de morte (Lv 20.17), mas a autoridade de Davi sobre seus filhos havia sido enfraquecida pelo seu pecado.</p>
<p></span><span style="color: #000000;"><strong>I. DAVI FRACASSA NA FORMAÇÃO CULTURAL DOS FILHOS<br />
</strong><br />
1. Os valores dos filhos do mundo. Certamente os príncipes tiveram uma educação exemplar e acima da média, aculturados com costumes de sua e de outras nações. Um exemplo do perigo que tão de perto nos rodeia, a educação proposta em nossos dias, oriunda de uma filosofia descompromissada com as verdades bíblicas e que valoriza sobremaneira o humanismo. Certamente não poderemos assimilar esses costumes em detrimento da Palavra de Deus, mas é necessário equacionarmos quão vital seja ensinarmos nossas crianças sobre temas propostos pela ‘educação’ atual; temos que rever valores e questionar a necessidade de se colocar maquinas de camisinha nas escolas – como já acontece em São Paulo, ensinar sobre uso de preservativos, etc, numa fase onde o caráter está sendo formado.<br />
Lamentavelmente, o abandono de princípios valorativos como estes levarão famílias a perder as rédeas e darão uma direção incerta aos nossos filhos.<br />
Davi certamente amava seus filhos, educou-os apropriadamente, mas faltou ao rei o pulso firme, pulso que aliás, estava amarrado pelo pecado cometido, sua autoridade e liderança não tinha voz ativa para a sua prole, isso levou sua família a ruína.</p>
<p>2. Os valores dos filhos do rei. Os filhos de Davi seguiram seu exemplo no adultério e no assassinato, muito embora possamos ver nos apelos de Tamar (não se faz assim em Israel) uma diferenciação nos padrões morais de Israel face aos praticados pelos vizinhos, mas os valores de Amnom seguiam uma escala diferenciada, por isso buscou saciar sua lascívia animalesca possuindo sua meia-irmã.<br />
Os filhos do rei certamente foram instruídos na Lei do Senhor e Amnom certamente sabia que o incesto era condenado e o levaria a morte (Lv 20.17).<br />
A sinopse do tópico 1 pelo comentarista diz: “O fracasso de Davi na formação cultural dos filhos acarretou tragédias para dentro de sua casa”, mas sem querer discordar, sabemos que Davi estava agora numa colheita, foi bom exemplo em Adulão, colheu um reino; foi mau exemplo no terraço do palácio, colheu destruição.</p>
<p><strong>II. DAVI FRACASSA AO NÃO IMPOR LIMITES</strong></p>
<p>1. Davi não corrigiu o mau comportamento. Davi tinha a obrigação de fazer muito mais do que apenas se irar, pela Lei, o incestuoso deveria ser morto (Lv 20.17). Entendemos o comportamento de Davi, afinal, que pai entregaria seu filho à morte? Que dor aquele pai estava sentindo? Sua filha estuprada&#8230; seu filho transgressor da Lei, condenado à morte (que não ocorreu de imediato, mas ela chegou pela mão de Absalão).<br />
2. Davi não ensinou os valores hierarquicos. A profecia proferida por Natã claramente afirmava que Deus trataria com Davi às claras e a vista de todo o Israel. É fato que Absalão era o sucessor natural de Davi, tendo agora já vingado sua irmã e tirado o primogênito do caminho, certamente poderia galgar até o trono sem maiores percalços, mas a colheita de Davi continua, afinal, nenhuma palavra do Senhor cai por terra.</p>
<p><strong>III. DAVI FRACASSA COMO PAI </strong></p>
<p>1. Um pai ausente. ‘Ser pai é participar’, rezava um comercial de TV. É uma verdade que negligenciamos e que certamente nos pouparia de muita dor de cabeça, porque quando deixamos de ser companheiros de nossos filhos, aparecem os traficantes, quando deixamos de ser companheiro de nossa esposa, aparecem os ‘bicos doce’&#8230;<br />
Um bom pai acompanha seus filhos de perto, orientando-os inclusive em relação às suas companhias; um bom esposo é companheiro e bom ouvido, carinhoso, atencioso, dedicado e amável com seu conjuge. O contexto em estudo revela que, por trás do plano arquitetado para violentar sua meia-irmã, havia o primo Jonadabe, que aconselhou-o a cometer tamanho crime (2 Sm 13.2-5). Jonadabe, que demonstra ser um mau caráter, atua como uma espécie de &#8220;pedagogo&#8221; para Amnom. Mas onde estava Davi? Nunca é demais dizer que os pais devem ser os melhores amigos dos filhos sem, contudo, serem seus cúmplices.<br />
2. Um pai sem afetividade. O afeto e a presença dos pais na vida dos filhos é fundamental para uma boa educação. O texto não deixa transparecer afetividade ou a falta dela. O fato de Davi descer até Amnom para vê-lo e depois enviar uma virgem de aproximadamente 15 anos para cozinhar para seu filho denota preocupação e cuidado. O fato de não cumprir o que determinava a Lei aponta para um pai que perdeu as rédeas da família, já não sabia mais o que fazer; matar seu filho certamente não era sua idéia. &#8220;Deus nos aceita apesar do pecado e nos disciplina por causa de nosso pecado.&#8221; Kenneth Gangel. Que disciplina Davi daria a seu filho?</p>
<p></span><span style="color: #000000;"><strong>CONCLUSÃO<br />
</strong><br />
Davi foi um exemplo para a nação de Israel, o adorável em salmos, mas tropeçou e ficou nas amarras de seu pecado, perdeu sua autoridade e passou a influenciar negativamente. Como corrigir quando nós mesmos temos caído no mesmo erro?<br />
Disciplina não é algo que recebemos de boa mente, quanto mais nessas condições, mas seria possível recolocar sua família nos trilhos outra vez, nesse caso, era cumprimento de uma profecia e não poderia ocorrer de outra forma.<br />
Fica a lição para nós hoje, a Escritura ensina que nós temos de reverenciar, ou honrar, pais que nos corrigem, mesmo quando eles fazem isso de forma imperfeita e às vezes mediante seus próprios padrões. Errar é humano, persistir no erro é burrice, reza o dito popular e é verdadeiro nessa situação, caso tivesse usado sua queda como lição e ensinar os seus teria poupado muita dor. Disciplina sempre parece ser dolorosa na hora, mas no fim produz frutos (Hb 12.11). Uma disciplina bem-sucedida requer paciência, persistência e uma visão clara do objetivo. Disciplina nem sempre significa fazer coisas para e por seus filhos. Às vezes pode significar exigir que eles façam coisas essenciais por si mesmos<br />
</span><a name="12"></a><br />
<span style="color: #000000;"><strong>APLICAÇÃO PESSOAL</strong></p>
<p></span><span style="color: #000000;"><em>Os pais são responsáveis pelos filhos que Deus concedeu e devem prestar contas dessas almas que lhes foram confiadas.<br />
Pelo exemplo é que educamos para uma vida saudável, cercando com cuidados e policiando como andam nesse mundo corrompido, para não perdê-los para os Jonadabes da vida.<br />
Não estamos aqui para criar filhos, mas para educá-los ( ensina o pequeno no caminho que deve andar), construindo tabernáculos do Espirito Santo, sólidos, arraigados e edificados na Palavra do Senhor.<br />
Não podemos permitir que o mundo, a carne e satanás nos arranquem aqueles que Deus nos confiou. Cabe a nós ensiná-los no caminho em que devem andar.<br />
</em><br />
<strong>Uma advertência</strong><br />
</span><span style="color: #000000;">Ao se arrepender do seu pecado, Davi recebeu imediatamente o perdão divino (2Sm 12.13), contudo, o rei não foi poupado das conseqüências. Seus atos provocaram uma série de tragédias que provavelmente jamais teriam sido provocadas, não fosse a irracionalidade do seu pecado. Essa história nos serve como séria advertência quanto à nossa responsabilidade pelas decisões que tomamos. O perdão divino sempre estará disponível para aqueles que pecam, mas Deus não desviará de nós os implacáveis resultados dos nossos pecados.<br />
Apesar das suas tão evidentes falhas, a Bíblia apresenta Davi como um exemplo para aqueles que são fiéis a Deus.<br />
“Compreenda e veja como é mau e amargo abandonar o Senhor, o seu Deus, e não ter temor de mim” (Jr 2.19).<br />
N’<span style="font-size: 130%;">Ele</span>,<br />
Francisco de Assis Barbosa, <span style="font-size: 85%;"><em>[ton frère dans Le sauvateur Jésus Christ]</em></span><br />
</span><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 85%;">Professor da EBD na IEAD Ministério do Belém em São Caetano do Sul, SP<br />
</span><br />
</span><span style="color: #000000;"><strong>BIBLIOGRAFIA PESQUISADA<br />
</strong>- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.<br />
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos<br />
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;<br />
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;<br />
- Dicionário Vine – CPAD<br />
- http://ogideao.blogspot.com/2009/10/etico-em-meio-aos-volateis.html</span></p>
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</div>]]></content:encoded><description>TEXTO ÁUREO
&amp;#8220;Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição (Gr Semnotes: dignidade; majestade; solenidade), com toda a modéstia&amp;#8221; (1 Tm 3.4).
VERDADE PRÁTICA
Não adianta termos êxito em tudo se a nossa família é uma prova do nosso fracasso.

INTERAÇÃO
Os especialistas no assunto definem o líder natural como alguém que, devido à sua própria [...]</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/davi-e-o-preco-da-negligencia-em-sua-familia-iii/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">0</slash:comments><feedburner:origLink>http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/davi-e-o-preco-da-negligencia-em-sua-familia-iii/</feedburner:origLink></item><item><title>Davi e o preço da negligência na família – II</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ensinodominical/~3/3zWt9yPhQjU/</link><category>Lição - 4o Trimestre 2009</category><category>Família</category><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Osiel Varela</dc:creator><pubDate>Thu, 03 Dec 2009 03:48:14 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/?p=2284</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
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TEXTO ÁUREO:<br />
I Tm 3:4: Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia.</p>
<p style="text-align: justify;">LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:<br />
II Sm 13: 2, 5, 10-12, 14-15.<br />
2 E angustiou-se Amnom, até adoecer, por Tamar, sua irmã, porque era virgem; e parecia aos olhos de Amnom dificultoso fazer-lhe coisa alguma.<br />
5 E Jonadabe lhe disse: Deita-te na tua cama, e finge-te doente; e, quando teu pai te vier visitar, dize-lhe: Peço-te que minha irmã Tamar venha, e me dê de comer pão, e prepare a comida diante dos meus olhos, para que eu a veja e coma da sua mão.[...]<br />
Pequeno Glossário:<br />
AIO, gr.: instrutor ou professor, fraternal<br />
JUDÁ, hebraico: louvor ou louvado<br />
Philia &#8211; Em grego, significa altruísmo, generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse.<br />
Paixão &#8211; paixão deriva do latim “passione”, sentimento excessivo; amor ardente; afeto violento; entusiasmo, e do grego, derivada de “paschein”, padecer uma determinada ação ou efeito de algum evento. Definição de post de nosso companheiro Pr. Altair Germano.<br />
Amor fraternal: Filadélfia significa amor fraternal. Amor fraternal é a tradução de filadelfos (filadelfos) que significa o amor entre irmãos.<br />
No original é &#8220;filadélfia&#8221;; filéo significa:eu amo; e adelfós, significa, irmão.<br />
Entroito:<br />
A &#8211; Atração física, paixão e amor.<br />
Paixão, sensualidade ou amor?<br />
1-Atração física<br />
Na atração física residem os nossos instintos atrelados ao nosso estado fisiológico como as necessidades sexuais, prazer e perpetuidade da espécie.<br />
2-Paixão<br />
A paixão é um forte sentimento que se pode tomar até mesmo como uma patologia provinda do amor.<br />
Manifestada a paixão em devida circunstância, o indivíduo tende a ser menos racional, priorizando o instinto de possuir o objeto que lhe causou o desejo. Sendo assim, o apaixonado pode transcender seus limites no que tange a razão e, em situações extremas, beira a obsessão.<br />
Essa atração intensa e impetuosa está intimamente ligada à baixa de serotonina no cérebro: substância química (neurotransmissor) responsável por vários sentimentos e patologias, dentre eles a ansiedade e o estresse; a depressão e a psicose obsessivo-compulsiva.<br />
B &#8211; Texto Reflexivo:<br />
Pv.6.12-15. O homem vil, o homem iníquo, anda com a perversidade na boca, pisca os olhos, faz sinais com os pés, e acena com os dedos; perversidade há no seu coração; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas. Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente será quebrantado, sem que haja cura.<br />
C- AMOR OU PAIXÃO DENTRO DA FAMÍLIA DE DAVI:<br />
Para podermos compreender esta história convido aos leitores ao entendimento da cultura da época.<br />
É preciso distinguir a questão cultural familiar deste período histórico:<br />
-Do tempo do acontecido<br />
-Do conceito de um homem &#8211; chefe de família – com vários casamentos<br />
-Do conceito do casamento inter-familiar.<br />
-Do conceito cultural, permitido pela época, em particular da Casa Real, em específico, ao Rei.<br />
Desta, chamada cultura da época, devemos ainda distinguir a questão possível, da questão da concupiscência, de onde se originou o ato inicial desta falha, na família de Davi.<br />
Assim, temos então um caldeirão cultural, de emoções vis, de concupiscência, de promiscuidade que envolveu o exemplo para embasar a questão abordada: “NEGLIGÊNCIA PATRIARCAL NA FAMÍLIA”.<br />
Esta confusa ocorrência é no entanto, um desvio daquilo que era permitido acontecer no relacionamento íntimo entre familiares. Lv.20.17. Se um homem tomar a sua irmã, por parte de pai, ou por parte de mãe, e vir a nudez dela, e ela a dele, é torpeza; portanto serão extirpados aos olhos dos filhos do seu povo; terá descoberto a nudez de sua irmã; levará sobre si a sua iniqüidade. I Cr.18. 9. A nudez de tua irmã por parte de pai ou por parte de mãe, quer nascida em casa ou fora de casa, não a descobrirás. Vide abaixo.<br />
I – Introdução:<br />
Nem um folhetim descreveria os detalhes, desta insidiosa situação dentro da Casa Real de Davi.<br />
Pois, a ótica desta história é a preservação do ambiente familiar, com a presença dos pais e mães.<br />
O que a Bíblia nos mostra, serve-nos como ensinamento para evitar a ocorrência da falta de um pai dentro do lar.<br />
Estamos estudando a desídia de Davi, como pai, mas outros personagens bíblicos, também pelos mesmos motivos ou outros, que só Deus pode explicar, acudiram ao povo, foram excelentes profetas e homens de Deus, no entanto, alguns a Bíblia sequer cita o nome de seus filhos e filhas, com exceções, tendo em vista o estudo desta semana.<br />
Assim aconteceu com:<br />
Moisés – onde estão os seus filhos;<br />
Desde Arão e seus filhos – Nadabe e Abiu;<br />
Onde estão citadas as obras dos filhos de Josué – “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”, este seria a legenda desta família.Muito embora, não se fale mal destes filhos de Josué.<br />
Isaías<br />
Sem contarmos o caso dos comilões filhos de Eli – Hofni e Finéias.<br />
– I Sm.2.22. Eli era já muito velho; e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e como se deitavam com as mulheres que ministravam à porta da tenda da revelação.<br />
E no contexto deste trimestre a vergonha na casa do Profeta maior das primeiras monarquias de Israel:<br />
O Profeta Samuel, com procedimentos lamentáveis. I Sm.8.3,4,5. Seus filhos, porém, não andaram nos caminhos dele, mas desviaram-se após o lucro e, recebendo peitas, perverteram a justiça. Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram ter com Samuel, a Ramá, e lhe disseram: [...] teus filhos não andam nos teus caminhos. Constitui-nos, pois, agora um rei para nos julgar, como o têm todas as nações.<br />
Eu como pai, e Ministro do Evangelho preciso atentar ao que ocorre dentro de meu lar, às vezes, até mesmo o amor de pai, nos cega e deixamos de ver o que está ocorrendo, ou mesmo, o excesso de atividades na Obra de Deus.<br />
Quantos filhos de Obreiros se desviam ou acusam o Pai por Abandoná-los.<br />
No caso este pai era um rei, Davi, o Rei de Israel.<br />
Um erro por exagero: continue a leitura para melhor entendimento&#8230;<br />
David, em Hebrom, partilhava a sua vida com 6 esposas, número esse que mais tarde aumentou com a sua glória em Jerusalém;<br />
Com tantas tarefas e atribuições, ainda se envolveu com a criação de um clã formado por filhos de várias mulheres.<br />
Por desvio de conduta o seu Primogênito Amnom é um dos personagens centrais, desta inditosa história, que abalou o coração do rei.<br />
Davi pode demonstrar um aparente desleixo na criação de seus filhos, talvez sob os cuidados de aios e concubinas.<br />
Mas, ninguém, pode pelo que nos mostra as Escrituras dizer que ele não amasse seus filhos, com amor e uma ternura superior a muito de nós, pois ele se derramava em lágrimas e jejuns diante de Deus até pelo primeiro filho da mulher que tomou de Urias.<br />
Mesmo neste caso, encontrou tempo para visitar ao dissimulado Amnom.<br />
II &#8211; Personagens de Uma História Cruel:<br />
A- Filhos de Davi – destaque-se: Amnom e Absalão.<br />
A filha de Davi fazia parte dos seus primeiros filhos nascidos, quando ele reinava em Hebrom, com o reino ainda dividido.<br />
II Sm.3.3-5. 2 Nasceram filhos a Davi em Hebrom. Seu primogênito foi Amnom, de Ainoã, a jizreelita; o segundo Quileabe[...]; o terceiro Absalão, filho de Maacá, filha de Talmai, rei de Gesur; o quarto Adonias, filho de Hagite, o quinto Sefatias, filho de Abital; e o sexto Itreão, de Eglá, também mulher de Davi; estes nasceram a Davi em Hebrom.<br />
Veja outros filhos de Davi:<br />
Em nosso Estudo: “Quem Foi Davi?”<br />
1-O Agente da Crueldade:<br />
AMNOM, hebraico: fiel ou patrício. 22 anos de idade.<br />
Desenvolveu uma doentia patologia com atração pela sua meia-irmã, Tamar, que confundiu com amor.<br />
Mesmo pela leitura bíblica podemos ver os sintomas próprios deste tipo de ação doentia.<br />
a-Apaixonado por Tamar, desenvolveu uma Paixão, confundida por muitos, como amor.<br />
Manifestada a paixão em devida circunstância, o indivíduo tende a ser menos racional, priorizando o instinto de possuir o objeto que lhe causou o desejo. Sendo assim, o apaixonado pode transcender seus limites no que tange a razão e, em situações extremas, beira a obsessão.<br />
b-Ele na realidade desenvolveu uma Atração física:<br />
Na atração física residem os nossos instintos atrelados ao nosso estado fisiológico como as necessidades sexuais, prazer e perpetuidade da espécie.<br />
Esta atração era uma sexualidade latente, confundida, pode ser um elemento importante na determinação da forma de um relacionamento.<br />
c-Paixão, e loucura:<br />
Estudos têm demonstrado que o escaneamento dos cérebros dos indivíduos apaixonados exibe uma semelhança com as pessoas portadoras de uma doença mental.<br />
O amor cria uma atividade na mesma área do cérebro que a fome, a sede, e drogas pesadas.<br />
Este era o estado mental de Amnom.<br />
É lógico pensarmos na parte fisiológica, mas sabemos que por tras disto havia a ação do Inimigo de nossas almas, Satanás, procurando desestabilizar a Casa de Davi, pela sua pouca presença e dedicação para com seus filhos.<br />
Tudo advindo dos excessos, seja do número de esposas, das atividades multi-familiar, que desagrega qualquer família.<br />
2- O objeto do desejo concupiscente do seu meio-irmão:<br />
TAMAR, hebraico: palmeira; filha de Maacá, filha de Talmai, rei de Gesur. 15 anos de idade.<br />
3- O Frio Vingador:<br />
ABSALÃO, hebraico: pai da paz, Deus é prosperidade. 20 anos de idade.<br />
Podemos desenvolver sobre a figura fria de Absalão muitos pontos:<br />
Vingativo<br />
Frio<br />
Calculista<br />
Dissimulado<br />
Mas defendeu a honra de sua irmã, ainda que de modo violento e lhe abrigou na hora da vergonha pela desonra.<br />
4- O Pai &#8211; Rei Davi – um pai envolvido demais, amava demais, mas não praticou o amor paternal.<br />
Diferentemente, Davi como tipo deixou os seus filhos serem vitimados por ações, quase sempre fatal.<br />
Jesus Cristo, O Rei dos reis, Nosso Salvador, o antítipo , sendo perfeito cobre de amor seus filhos, mas está sempre com eles em qualquer situação e acompanha com seus olhos de fogo, o caminhar diário de cada um destes milhões de filhos.<br />
6- O Conselheiro do mal:<br />
O autor intelectual do crime:<br />
Jonadabe. Jonadabe &#8211; Deus mostrou-se benéfico; Jeová é generoso.<br />
A- Um conselho ou um convite à desdita e à morte:<br />
Toda a situação inicia-se com um aconselhamento nefando e irracional de um dos amigos de Amnom.<br />
Cuidado com os amigos de teu filho ou filha, eles podem levá-los a situações semelhantes ou piores do que a de Amnom. Até mesmo dentro da “família” [Igreja] você pode ser aconselhado de maneira a agir contra a vontade de Deus. Nós é que somos, a verdadeira família de Deus!<br />
Jó.5.13. &#8230;E o conselho dos perversos se precipita.<br />
Não vá atrás destes conselheiros do mal contra a família, aqueles que lhe darão um ensino contra o que as Escrituras ensinam.<br />
Cuidado com quem você se aconselha e como você aconselha aos outros.<br />
A Bíblia nos mostra quantos reis que deixaram de se aconselhar com anciãos ou com homens de Deus e foram pelos conselhos de outros tão ou mais inexperientes do que ele, porque queriam seus favores e agrada-los.<br />
Não se aconselhe com qualquer um que aparecer, pode ser até mesmo um profeta velho. Há um leão atrás dos seus conselhos, pronto a lhe destruir, se você sair da ordem e direção de Deus. I Rs.13.<br />
II Sm.13.1.ss&#8230;..tendo Absalão, filho de Davi, uma irmã formosa, cujo nome era Tamar, Amnom, filho de Davi, amou-a. E angustiou-se Amnom, até adoecer, por Tamar, sua irmã, porque era virgem; e parecia aos olhos de Amnom dificultoso fazer-lhe coisa alguma. Tinha, porém, Amnom um amigo, cujo nome era Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi; e era Jonadabe homem mui sagaz.Este lhe perguntou: Por que tu de dia para dia tanto emagreces, ó filho do rei? não mo dirás a mim? Então lhe respondeu Amnom: Amo a Tamar, irmã de Absalão, meu irmão.Tornou-lhe Jonadabe: Deita-te na tua cama, e finge-te doente; e quando teu pai te vier visitar, dize-lhe: Peço-te que minha irmã Tamar venha dar-me de comer, preparando a comida diante dos meus olhos, para que eu veja e coma da sua mão.<br />
III &#8211; Um Discurso Necessário:<br />
Há quem procure na Bíblia, justificações para determinadas formas da vida familiar nos tempos antigos.<br />
Veremos que a Bíblia, fala da Benção extensiva de Abraão sobre todas as famílias da Terra.<br />
O Grande Patriarca, do qual descende Davi, é o protoendógino familiar.<br />
Não se pode dizer, que a Bíblia não contenha nenhuma doutrina familiar.<br />
Os textos sobre Abraão e Sara, Jacob e Lia  e Raquel entre outros. E até mesmo, a história sobre Adão e Eva.<br />
Não foram escritos, na sua essência, para nos ensinar como se deve viver em família, contudo deixaram um histórico da ação inter-familiar, cheio dos erros, ocorridos inter filia, quando os pais, não se procupam ou se descuidam do ensino aos filhos – vide Esaú e Jacó; Abel e Caim, José e seus irmãos.<br />
Preferencia filial, foi um destes erros comuns.<br />
Filhos nascidos das relações, entre o pai do clã, com suas diversas mulheres e/ou concunbinas, nos trouxeram lições dos erros, até mesmo a relação permitida de casamento entre meios-irmãos – Abrão e Sarai – foi motivo de quase dano mortal sobre Abrão e seu clã!<br />
Parece, uma aparente e pouco didática, forma de ensino, contudo pela ocorrência delas, Deus escreve Suas Leis e às dá ao Seu povo Israel e ao longo da História humana, vem nos ensinando pela Sua Palavra, as relações entre pais, filhos e da família, seja no Velho Testamento ou no Novo Testamento, pelos seus Apóstolos.<br />
As Escrituras nos mostram um Deus de família desde o AT até mesmo ao NT, como nos diz o texto, sbre o governo do pai de família: “I Tm 3:4: Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia”.<br />
Ef.6.4. E vós, pais[...]mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.<br />
Deus tem preocupações com a família e abençoou esta célula social, como um mandato social enquanto esta Terra existir.<br />
A família está sob ataque de Amnom’s, mas Deus levantou uma família que ora por esra célula abençoada por Deus, independente de religiosidade.<br />
IV &#8211; A maquinação na mente doentia de um irmão:<br />
Um coração doentio no seio da família trás a morte, tristeza e a vergonha!<br />
Pv.3.29. Não maquines o mal contra o teu próximo, que habita contigo confiadamente.<br />
O tema, na realidade narra uma violência de um irmão contra sua irmã. Uma relação incestuosa praticada dentro do lar, com evidente premeditação pelo agressor.<br />
Situação vivida por muitas jovens, em nossos dias.<br />
Mas, o que nos chama atenção foi que Davi, sendo tão sábio descuidou-se ou não se deu conta que uma paixão ardia no coração de seu primogênito Amnom.<br />
E deixou a sua única filha, a bela Tamar, ser vitimada pelo seu filho e meio-irmão de sua vítima, que estava cheio da sensualidade, que ele escondia e tratava como se fosse amor.<br />
Tanto, que após o desejo da carne ser satisfeito tratou a sua própria irmã como uma prostituta.<br />
15  Depois Amnom sentiu grande aversão por ela, pois maior era o ódio que sentiu por ela do que o amor com que a amara. E disse-lhe Amnom: Levanta-te, e vai-te.<br />
16  Então ela lhe disse: Não há razão de me despedires assim; maior seria este mal do que o outro que já me tens feito. Porém não lhe quis dar ouvidos.<br />
17  E chamou a seu moço que o servia, e disse: Ponha fora a esta, e fecha a porta após ela.<br />
18  E trazia ela uma roupa de muitas cores (porque assim se vestiam as filhas virgens dos reis); e seu servo a pôs para fora, e fechou a porta após ela.<br />
1-Enojou-se dela, após satisfazer suas entranhas concupiscentes.<br />
Assim é o pecado, atrai e depois de agir malignamente torna em vexame a situação daqueles que acreditam nas ciladas de Satanás, achando que vão poder vencer.<br />
Mas, como vencer um inimigo se você está abrindo suas defesas para ele?<br />
V &#8211; Vestes de virgem e de filha do Rei:<br />
Partindo do conceito, de que eu e você somos Igreja, individualmente, e juntos formamos o corpo de Cristo, somos levados, a fazer uma reflexão sobre as vestes de Tamar.<br />
Assim como José, que também sofreu uma violência por parte de seus irmãos, Tamar possuir uma vistosa veste que a diferenciava:<br />
-Primeiro como virgem;<br />
-Segundo como a virgem da casa do Rei;<br />
-Terceiro pela primazia de ser a única filha do rei, entre tantos irmãos.<br />
No entanto após a loucura de seu irmão Amnom, ela que fora alvo de uma violação, rasgou as suas vestes, pois além da desdita e da vergonha, sabia que perdera a pureza da virgindade.<br />
19  Então Tamar tomou cinza sobre a sua cabeça, e a roupa de muitas cores que trazia rasgou; e pôs as mãos sobre a cabeça, e foi andando e clamando.<br />
Para nós como crentes, fica o ensino que precisamos fugir de agrados e situações que possam manchar as nossas vestes espirituais, pois somos filhos e filhas de Deus, o qual nos deu Vestes Nupciais.<br />
Deus quer que sejamos virgens espirituais, até a sua volta, sem contato com as paixões deste mundo, que jaz inflamado no pecado e procurando colocar armadilhas singulares na nossa caminhada, para que depois de nos usar, nos lançar envergonhados, fora da presença do Nosso rei Jesus e nos obrigar a esconder-nos, com a vergonha exposta do nosso pecado.<br />
1-O que restou de Tamar, para nosso ensino?<br />
Tamar na sua juventude, não foi prudentemente ensinada [quanto a mãe...abaixo], seguiu o exemplo de seus pais, a situação se deteriorava, e ela pensou que poderia ser hábil, como tentou, para escapar do seu algoz.<br />
Nós que temos filhas e mesmo filhos, sejam na fé ou biológicos, devemos lhes ensinar,como Paulo ensina em suas Epístolas, ou o Apóstolo São João. Efésios, I,II,III São João, Hebreus.<br />
Por inferencia, no texto, vemos um pano de fundo de um interesse mútuo, pelas expressões dos dois envolvidos no trágico acidente familiar.<br />
11  E chegando-lhos, para que comesse, pegou dela, e disse-lhe: Vem, deita-te comigo, minha irmã.<br />
12  Porém ela lhe disse: Não, meu irmão, não me forces, porque não se faz assim em Israel; não faças tal loucura.<br />
Onde estava a mãe de Tamar, que não atentou para este caso que, por ilação estava acontecendo em surdina, já na boca dos familiares, tanto que Absalão, assim que encontrou-se com sua irmã, sabia que ela estivera com Amnom..<br />
Teria ela alguma vantagem no casamento, frustado e evitado uma tragédia familiar?<br />
Sendo Amnom o primogênito de Davi, é uma possível explicação, por inferência, [não está no texto bíblico], que ela poderia pensar em fazer de sua filha uma esposa de um rei.[Ilação do autor]<br />
Por que ela não agiu a seu tempo impedindo a filha desta ação.<br />
Poderemos fugir das respostas contando com o “contexto familiar” da época.<br />
Mas, para mim não é suficiente resposta para tal drama na vida e na Casa do Rei Davi.<br />
2-Uma pergunta fica apontando a meu pensamento:<br />
Como? Me pergunto.<br />
Um pai, com tantas experiencias de vida, que amava e conhecia seus filhos deixou-se trair por uma, diria eu, até piegas armadilha.<br />
Nas lições anteriores, talvez entendamos o porque desta desídia.<br />
No fato com Bate-Seba.<br />
Na ausência de relatos da proximidade de Davi com sua famíla.<br />
Muito embora, ele tenha abrigado a todos quando começou a reinar, o que nos leva a crer, que uma vez dando casa, abrigo e sustento, Davi achava que suas obrigações estavam cumpridas.<br />
Infelizmente este ainda é um erro comum em nossos dias.<br />
Há neste ponto, uma demonstração de que embora amando seus filhos, Davi não atilava com o que acontecia com eles, com sus formação e carater, com suas amizades, vide posteriormente, que um dos personagens da história o traiu :– Absalao, por quem ele, Davi, chorava pelo seu amor, mas, condoído pelos seus erros.<br />
VI &#8211; Apresentando Job a Davi:<br />
Job 30. 26. Todavia aguardando eu o bem, eis que me veio o mal, e esperando eu a luz, veio a escuridão.<br />
Job 1.1. Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó. Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal.<br />
A- Leia parte de texto de um dos expoentes brasileiro do ensino bíblico:<br />
1-Jó velava constantemente pela vida espiritual de seus filhos<br />
“Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava&#8230;” (Jó 1.5). O ensino e o zelo pela formação espiritual de seus filhos não foi um esforço despendido apenas na infância. Jó continua confrontando, educando, santificando, exortando e abençoando seus filhos mesmo depois de adultos.<br />
Ele não abre mão da sua responsabilidade de pai que quer inculcar no coração de seus filhos os valores do céu. Por isso, chama seus filhos e os santifica.<br />
2-Jó era intercessor dos seus filhos<br />
Jó não abria mão de orar pelos seus filhos de madrugada. Ele era um homem de negócios. Era rico. Tinha muitos compromissos. Tinha uma agenda congestionada. Mas a sua prioridade era levantar de madrugada para interceder pelos seus filhos. Era sacerdote do seu lar. “&#8230;levantava-se de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos, e blasfemado contra Deus em seu coração&#8230;” (Jó 1.5).<br />
3-Jó era perseverante na oração pelos seus filhos<br />
O texto de Jó 1.5 prossegue e diz: “&#8230;assim o fazia Jó continuamente.” Por: Pr. Hernandes Dias Lopes<br />
O que temos feito para cingir nossos filhos pela proteção da Oração dos justos, como Job o fez!<br />
Ainda é tempo de orarmos, ensinarmos e estarmos atento a cada um dos seus passos.<br />
4-O exemplo de Job é frontalmente contrário ao de Davi.<br />
a-Aos Pais:<br />
Onde estão os nossos pais e mães na Igreja, quando seus filhos estão à beira do precipício?<br />
Há Obreiros, que se envolvem tanto no Reino que se esquecem de que tem um reino particular abençoado por Deus, a família.<br />
É Paulo tinha razão&#8230;<br />
Esta lição deixa-nos um entendimento:<br />
Pais convivam com seus filhos<br />
Família deve ser monógama<br />
Mesmo que você tenha filhos em situações legais, com mais de uma esposa, procure atentar para aquilo que a Bíblia chama de “aparência do mal”.<br />
Um pai enganado, mas sem ação:<br />
21. ouvindo o rei Davi todas estas coisas, muito se lhe acendeu a ira.<br />
Davi ouviu, ficou indignado, acendeu a ira, mas e a ação?<br />
Contexto desta perícope:<br />
David, em Hebrom, partilhava a sua vida com 6 esposas, número esse que mais tarde aumentou com a sua glória em Jerusalém; em relação a Roboão sabemos de 18 esposas e 66 concubinas.<br />
Contudo, é o rei Salomão quem bate todos os “recordes” com 700 esposas e 300 concubinas I Reis 11:3<br />
Não surpreende que esta situação resulte muitas vezes em ciúmes e rivalidade, especialmente entre esposas que têm muitos filhos e outras que são estéreis (cf. Sara e Agar, Raquel e Lia, Ana e Penina).<br />
VII &#8211; Uma armadilha mortal dentro da família:<br />
Ef.6.4. E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.<br />
Quantas famílias estão divididas por falta de tomada de posição do chefe de família.<br />
Temos que tomar soluções estando presente para que não aconteçam fatos como o que ocorreu na Casa de Davi.<br />
Davi não tomou uma posição no momento certo.<br />
Esta falta de atitude representou uma maneira relaxada de resolver os assuntos tocantes a sua família, enquanto resolvia os problemas, que outras famílias lhe traziam como rei, ele deixou uma pendência dentro de casa, que se mostrou fatal.<br />
II Sm.13.6,7. Deitou-se, pois, Amnom, e fingiu-se doente. Vindo o rei visitá-lo, disse-lhe Amnom: Peço-te que minha irmã Tamar venha e prepare dois bolos diante dos meus olhos, para que eu coma da sua mão. Mandou, então, Davi a casa, a dizer a Tamar: Vai a casa de Amnom, teu irmão, e faze-lhe alguma comida.<br />
1-Um vingador que não apagou sua irmã, em sua lembrança:<br />
II Sm.14.27. Nasceram a Absalão três filhos, e uma filha cujo nome era Tamar; e esta era mulher formosa à vista.<br />
Uma Ação do Mal Resolvida pelo Mal:<br />
Pv.22. 8 O que semear a perversidade segará males;<br />
Absalão guardou a mágoa por dois longos anos, e preparou a armadilha, quando Amnom talvez acha-se que fora perdoado.Davi ainda questionou o convite de Absalão para levar Amnom à tosquia, porém mais uma vez cedeu aos caprichos de um de seus filhos.<br />
Devemos prender a dizer não quando não concordamos com ações de nossos filhos. Especialmente nós que temos o Espírito de Deus, mas Davi não consultou a Deus.<br />
Absalão premeditou e agiu, de maneira vingativa e ardilosa como Amnom houvera feito com Tamar, atraiu a sua vítima para o seu local predileto o campo.<br />
II Sm.13.20.   E Absalão, seu irmão, lhe disse: Esteve Amnom, teu irmão, contigo? Ora, pois, minha irmã, cala-te; é teu irmão. Ora pois, minha irmã, cala-te; é teu irmão. Não se angustie o seu coração por isto. Assim ficou Tamar, desolada, em casa de Absalão, seu irmão.<br />
Absalão notou algo errado, mas também agiu de forma errada.<br />
Só Davi não agiu.<br />
Você é pai de família tome as rédeas de tua casa, de tua Igreja!<br />
Absalão tomado pelo ódio, criado em seu peito e alimentado por dois longos anos resolveu agir conta seu meio-irmão estuprador. <br />
II Sm.13.25-28.   O rei, porém, disse a Absalão: Não, filho meu, não vamos todos juntos, para não te sermos pesados. E instou com ele; porém não quis ir, mas o abençoou. Então disse Absalão:Quando não, deixa ir conosco Amnom, meu irmão. Porém o rei disse: Para que iria contigo?E, instando Absalão com ele, deixou ir com ele a Amnom, e a todos os filhos do rei. E Absalão deu ordem aos seus servos, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre do vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom, então o matareis; não temais:&#8230;porventura não sou eu quem vo-lo ordenei?<br />
O assassinato de Amnom ocorreu num período que era de festa em Israel, quando se tosquiava as ovelhas e se fazia grandes churrascos e muita comida e vinho para este serviço, em que se levavam todos os servos e os donos das terras.<br />
Vide Nabal: I Sm.25. 2-11.<br />
VIII &#8211; Tamar um nome e a desdita na Casa de Judá.<br />
A Bíblia relata o caso de outra Tamar, a que se fingiu de prostituta para suscitar filhos para si, e sua herança, com o seu sogro, Judá, veja a ligação, um antepassado de Davi, que procurava enganá-la não lhe dando um outro de seus filhos apara suscitar o nome de seu falecido marido.Gn.38.<br />
Quero ressaltar e vivificar esta antiga história bíblica para que sirva de ensino aos alunos, para evitar confusão entre os personagens de uma e outra história.<br />
Quero também, deixar claro que o nome Tamar foi dado a muitas outras meninas nascidas entre as famílias inumeráveis de Israel e algumas estão no texto bíblico sem qualquer mancha ou mácula.<br />
Portanto a questão não é o nome, mas, quero ressaltar as ocorrências com duas Tamar no contexto da Casa de Judá, a casa messiânica.<br />
Muito embora, se você for analisá-la você verá que há uma inferência messiânica no erro de Judá.<br />
Deus do erro faz sair o bem.<br />
A Sua Promessa prevalecerá e a sua soberania é absoluta sobre todos os homens, mesmo aqueles que têm promessa, caem, mas, Deus os exalta e deixa o seu exemplo claro, para toda a posteridade, para que o homem não venha dizer: “eu fiz” e nada se me apegou. Is.45.7. Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas.<br />
São exemplos para os nossos dias de pais e mães.<br />
Como o exemplo da desvirginada Tamar, mostra que a paixão pode ser fatal no seio de uma família, principalmente com a inércia dos pais.<br />
I Cr.2. 4.Tamar, nora de Judá, lhe deu à luz Pérez e Zerá. Ao todo os filhos de Judá foram cinco.<br />
Conclusão:<br />
A Igreja imaculada, noiva do cordeiro, que somos nós, os salvos em Cristo. A Igreja precisa estar atenta aos encantos e cobiças do mundo que querem violar a nossa santidade.<br />
Se estas forças do mal não conseguirem por meio de “ofertas” deste mundo presente, certamente chegará o dia que tentarão, á força, como já ocorreu com a Igreja Primitiva, violar a Igreja.<br />
Mas, “portas do inferno não prevaleceram contra a Igreja”, por isto a Igreja ainda continua sendo a Noiva do Cordeiro.<br />
Cabe a nossa Geração mantê-la imaculada, longe destes males.<br />
Não aceitando conselhos dos “Jonadabes”, que querem achar um meio de quebrar a coroa de glória da Igreja. Jó21. 16.esteja longe de mim o conselho dos ímpios!<br />
Js.9. 14 Então os homens de Israel tomaram da provisão deles, e não pediram conselho ao Senhor.<br />
Paulo, nos indica que não sejam elevados ao Ministério homens neófitos.<br />
I Rs.12.8. Ele, porém, deixou o conselho que os anciãos lhe deram, e teve conselho com os mancebos que haviam crescido com ele, e que assistiam diante dele&#8230;<br />
Mas, nós temos:<br />
Primeiro:<br />
O Sumo-Pastor, Jesus Cristo, antítipo do Davi pastor. I Pd.2. 25 Porque éreis desgarrados, como ovelhas; mas agora tendes voltado ao Pastor  e Bispo das vossas almas.<br />
João 10. 11. Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Hb.13. nosso Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas,<br />
Parece que Davi esqueceu que ovelha precisa de cuidados especiais, não pode ficar sozinha com o lobo. Uma lição para nós fuja, quando ficar só com o lobo.<br />
O Maravilhoso Conselheiro. Jó12.13. Com Deus está a sabedoria e a força; ele tem conselho e entendimento.<br />
Segundo:<br />
Temos um Pai celestial, que tem olhos como o Filho, como chamas de fogo. Mt.6.4. e teu Pai, que vê em secreto&#8230;<br />
Terceiro:<br />
Temos a marca e o Penhor do Guia da Igreja na Terra, O Espírito Santo, que nos ensina toda a verdade.<br />
ANEXO:<br />
CULTURA FAMILIAR EM ISRAEL:<br />
Clãs!<br />
Família no Antigo Testamento (EM)<br />
Família hebraica, ou seja, a família no Antigo Testamento, é uma família que vai além dos limites de um casal e seus filhos oriundos de um só casamento, como costumamos entender, na sociedade ocidental.<br />
A família aqui neste contexto é um grupo ou conjunto de pessoas, filhos, netos, bisnetos, genros e noras, escravos e escravas, servos e servas, concubinas, e esposas, bens e propriedades, principalmente com a entrada na Palestina, Terras, tudo isto vem a formar um clã.<br />
É perfeitamente normal fazerem parte dela, dezenas, até centenas de pessoas que residem numa ou em várias aldeias.<br />
Daí porque temos que vê-la como uma entidade sócio-econômica, que inclui escravos e assalariados.<br />
Mas, há um vínculo principal, que interliga à todos:<br />
O chefe do clã ou da família, ao redor do qual se observam certas normas morais, praticadas, à época.<br />
A família é patrilinear.<br />
É uma família patriarcal.<br />
Pelo menos na época histórica, é o pai que determina a pertença familiar do bebê: Jacob ben Isaac ben Abraão (em hebraico, “ben” significa “filho de”).<br />
O pai é senhor e dono de toda a família alargada (em hebraico: mishpat).<br />
Assim desde tempos abraãmicos, buscava-se uma esposa para um dos “filhos” [como co-sanguíneo, e não filho natural, em alguns casos, em que netos são chamados de filhos] como aconteceu com o legítimo filho de Abraão, Isaque.<br />
Assim as genealogias bíblicas são importantes:<br />
Primeiro para determinar linhagens<br />
Segundo orientar o relacionamento entre os clãs<br />
Terceiro e mais importante:<br />
Indicar de clã originar-se-ia o Messias &#8211; o Moshiach./ Mashiach.<br />
E mesmo, no caso do nascimento do filho de Agar [escrava] com Abrão, estava relacionado neste contexto.<br />
Gn.16.1 Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos. Tinha ela uma serva egípcia, que se chamava Agar.2 Disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de ter filhos; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos por meio dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.3 Assim Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar a egípcia, sua serva, e a deu por mulher a Abrão seu marido, depois de Abrão ter habitado dez anos na terra de Canaã.<br />
Assim como Abraão procurou alguém de sua família para ser esposa de seu filho com Sara:<br />
Gn.16.2.ss. E disse Abraão ao seu servo, o mais antigo da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe a tua mão debaixo da minha coxa,3 para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomarás para meu filho mulher dentre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito; mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque.<br />
A família é endógama, dá-se preferência a casamentos de parentes consangüíneos.<br />
Como ocorre depois com o seu neto Jacob filho de Isaque, sua mãe, Rebeca [sofrendo com noras não sanguíneas] viu que o melhor para ela e seu marido, que Jacob buscasse uma mulher, filha de seu tio, para casar-se.<br />
O casamento é a introdução da mulher na casa do pai do noivo.<br />
A família é endógama.<br />
Ou seja, dá-se preferência a casamentos de parentes consanguíneos: preserva-se deste modo a integridade do patrimônio.<br />
Um belo exemplo desta prática é Abraão que manda seu servo de viagem para a terra de sua parentela, com o intuito de procurar uma esposa para Isaac Genesis 24:1.<br />
Entre os membros desta família pratica-se a solidariedade.<br />
O que não ocorreu no ambiente do assunto tratado nesta semana, envolvendo Tamar e Amnom, exceção da “solidariedade” sanguínea de Absalão.<br />
O casamento entre irmãos/meio irmãos é utilizado no tempo patriarcal e pelo menos até ao princípio da monarquia. (cf II Samuel 13:1/23; 12  Porém ela lhe disse: Não, meu irmão, não me forces, porque não se faz assim em Israel; não faças tal loucura.13  Porque, aonde iria eu com a minha vergonha? E tu serias como um dos loucos de Israel. Agora, pois, peço-te que fales ao rei, porque não me negará a ti).<br />
Pelas palavras da vítima: Tamar, vemos que havia uma possibilidade, dela ser dada em casamento ao seu meio-irmão.<br />
No entanto, era uma demonstração de quanto Israel absorvera, o dito da sua escolha por um rei terreno, ao pedir um rei, como as nações vizinhas: I Sm. 8.vs&#8230;[...] “Constitui-nos, pois, agora um rei para nos julgar, como o têm todas as nações.” Ou “19 O povo, porém, não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei, 20 para que nós também sejamos como todas as outras nações”.<br />
Uma armadilha mortal dentro da família:<br />
Quantas famílias estão divididas por falta de tomada de posição do chefe de família.<br />
Temos que tomar soluções estando presente, para que não aconteçam fatos, como aquele ocorrido na Casa de Davi.<br />
21 E, ouvindo o rei Davi todas estas coisas, muito se lhe acendeu a ira.<br />
Davi não tomou uma posição no momento certo.<br />
Esta falta de atitude representou uma maneira relaxada de resolver os assuntos tocantes a sua família, enquanto resolvia os problemas, que outras famílias lhe traziam como rei, ele deixou uma pendência dentro de casa, que se mostrou fatal.<br />
Fonte:<br />
Bíblia digital cortesia Tio Sam<br />
Bíblia Plenitude &#8211; SBB<br />
Bíblia Plenitude – notas de II Sm.13.<br />
Pr. Altair Germano – Paixão – Blog.<br />
Pastora Eva Michel – texto compilado, com alterações e inserções.<br />
Chouraqui, A. (s.d.) A vida quotidiana dos hebreus no tempo da Bíblia.<br />
A família na história. In:  Miriam nº 467, Janeiro 1994, pág. 13-20<br />
UNIARA E UNICASTELO – Curso de Direito – Sociologia Geral – Texto Básico 9<br />
Prof. Dr. João Virgílio Tagliavini<br />
Família no Antigo Testamento (EM)<br />
Wikipédia<br />
Nosso Estudo: “Quem Foi Davi?”<br />
Dicionário significados de palavras bíblicas – hebraico e grego.<br />
Lição CPAD – 4º Trimestre.<br />
Apontamentos do autor.</p>
</div><img src="http://www.ensinodominical.com.br/?ak_action=api_record_view&id=2284&type=feed" alt="" /><div class="feedflare">
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</div>]]></content:encoded><description>Autor: Osvarela
TEXTO ÁUREO:
I Tm 3:4: Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
II Sm 13: 2, 5, 10-12, 14-15.
2 E angustiou-se Amnom, até adoecer, por Tamar, sua irmã, porque era virgem; e parecia aos olhos de Amnom dificultoso fazer-lhe coisa alguma.
5 E Jonadabe lhe [...]</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/davi-e-o-preco-da-negligencia-na-familia-ii/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">0</slash:comments><feedburner:origLink>http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/davi-e-o-preco-da-negligencia-na-familia-ii/</feedburner:origLink></item><item><title>Davi e o preço da negligência na família – I</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ensinodominical/~3/Q_cYDurGvxY/</link><category>Lição - 4o Trimestre 2009</category><category>Davi</category><category>Família</category><category>negligência</category><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">José Roberto A. Barbosa</dc:creator><pubDate>Thu, 03 Dec 2009 03:44:35 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/?p=2281</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
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<div>Pb. José Roberto A. Barbosa</div>
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<div style="text-align: justify;">
<strong>Objetivo</strong>: Mostrar que não adianta termos êxito em tudo se a nossa família é uma prova do nosso fracasso.</p>
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong><br />
Numa sociedade marcada pela competitividade, o sucesso pessoal, na maioria das vezes, é colocado como meta a ser alcançada a qualquer preço. Mas essa não é uma prerrogativa dos dias atuais. Davi, no tempo em que viveu, usufruiu de bom êxito em seus projetos, por outro lado, sua família entrou em decadência. A derrocada da sua família será o tema da lição de hoje. Destacaremos, a princípio, a situação familiar de Davi, em seguida, trataremos a respeito dos problemas familiares que enfrentou, e ao final, apontaremos algumas perspectivas cristãs para a família.</p>
<p><strong>1. A FAMÍLIA DE DAVI</strong><br />
Davi conseguiu ter bom êxito em praticamente tudo o que fez, exceto na edificação da sua família. No capítulo 13 de I Samuel, lemos a respeito do caso de estupro de Tamar, que fora violentada por Amnom. Essa, na verdade, era meia-irmã de Amnom, e irmã total de Absalão. Aquele, a fim de coabitar com sua meia-irmã, finge estar doente, e pede que seja por ela alimentado. Após violentar sua meia-irmã, Amnon, a rejeita e o “amor” que por ela sentia se transformou em ódio (v. 15). O fato de ter sido abusada sexualmente por Amnon encheu o coração de Tamar de tristeza. Absalão, ao perceber o que havia acontecido, resolveu ordenar o assassinato do seu meio-irmão Amnom (v. 24-29). Como Davi havia perdido o controle sobre os seus filhos, haja vista esses terem deixado a capital, não houve outra saída senão prantear prostrado pelo ocorrido. No capítulo 15, Absalão se revolta contra Davi, seu pai. O contexto da Escritura nos revela algum ressentimento desse filho do rei, certamente por causa da falta de atitude em relação ao estupro da sua irmã. As pessoas ressentidas tendem a fazer oposição àquelas que julgam as ter ofendido. Absalão planejou, ao longo de quatro anos (I Sm. 15.7,8), um esquema para usurpar o trono de seu pai, assumindo o controle total da situação (v. 10,11). Errante, por causa da perseguição do filho, Davi perdeu o comando do rei e da própria vida. Mas suas angústias paternas ainda não tinham chegado ao fim. Absalão, após ficar dependurado numa árvore, fique à mercê dos soldados de Davi, foi morto. Ao receber mais essa notícia Davi entra nos seus aposentos para chorar a morte do filho (I Sm. 18.31-33). O lamento reservado do rei revelou sua consciência da falta de direcionamento familiar. O casamento com várias mulheres, os filhos que não se toleravam, resultaram em tragédia para a família de Davi.</p>
<p><strong>2. OS PROBLEMAS FAMILIARES DE DAVI</strong><br />
O Senhor havia dito a Davi, por intermédio do profeta Nata, que por causa do seu pecado, a espada jamais se apartaria da sua casa (II Sm. 12.10-11). Essa profecia se cumpriu cabalmente na família do rei de Israel, demonstração contundente da lei da semeadura (Gl. 6.7-8). É digno de destaque que Deus perdoa os pecados, mas essa não prática não deva ser estimulada. Há inclusive quem peque antecipando a promessa do perdão de I João 1.9. Mas o fato de Deus perdoar os pecados não implica necessariamente que ele reverterá as conseqüências. Os problemas familiares começaram a se acumular na vida de Davi: seu filho Absalão coabitou com as esposas de seu pai (II Sm. 12.11; 16.21-22), ele perde o filho decorrente do relacionamento com Bate-Seba (II Sm. 12.15,18), Amnom estrupra sua irmã Tamar (II Sm. 13.1,2), presenciou o ódio intenso entre os seus filhos (II Sm.13.21,27), é obrigado a conviver com a ameaça do próprio filho (II Sm. 14.28), e dele começa a fugir, abdicando do trono (II Sm. 15.14). A atitude dos filhos de Davi refletem os valores que ele mesmo defendia. Ele se deixou levar pelas paixões carnais, por isso, como seu pai Davi, Amnom entregou-se ao desejo sexual (II Sm. 13.1). Amnom não conseguia olhar para a Tamar com respeito, antes, como fez Davi com Bate-Sabe, a transformou em objeto da sua concupiscência. A cultura daquele tempo, bem como a dos dias atuais, é pautada no sexo fácil, na satisfação imediata, em atitudes irresponsáveis. Os sentimentos do outro não são levados em conta. As pessoas não mais falam em amor, na verdade, dizem que “fazem amor”, e, para tanto, agem egoisticamente, sem medir as conseqüências. Não poucas vezes utilizam as pessoas como se fossem copos descartáveis. Davi também demonstrou ser condescendente com as atitudes erronias dos filhos. Ao invés de tomar posição, o rei não se posicionou em relação ao incesto (Lv. 20.17) de Amnom, acentuando a ira de Absalão. Alguns psicólogos modernos defendem esse tipo de omissão paterna. O resultado dessa conivência, no entanto, já começa a ser percebido na sociedade. Filhos rebeldes que não atentam para a autoridade e que se acham donos do mundo.</p>
<p><strong>3. FAMÍLIA: UMA ABORDAGEM CRISTÃ</strong><br />
A família é a célula mãe da sociedade, assim, se tivermos famílias bem estruturadas, também teremos sociedades solidificadas. A família cristã é aquela que reconhece Deus como o mentor de toda e qualquer decisão. Ele é a cabeça, protetor, guia e instrutor da família, e esta se pauta pela Sua palavra, não pelas tendências humanas. Uma abordagem cristã em relação à família consideração as instruções de Cristo e dos apóstolos. Jesus apelou para a criação como fundamento para a organização monogâmica da família (Mt. 5.27-32; 18.19,20). Deu o devido lugar às crianças, apontando-as como exemplo de simplicidade (Mt. 19.13-15). Alguns milagres do Senhor foram realizados em contextos familiares (Mt. 8.1-15; 9.18-26; 15.21-28; Jô. 2.1-11; 4.46-54; 7.11-17; 11.1-46; 21.6-11). Vários textos dos apóstolos referendam o posicionamento de Jesus quanto ao valor da família. Paulo dedica todo o capítulo 7 da I Epístola aos Coríntios a fim de demarcar o posicionamento cristão na família. Outras passagens podem ser destacadas: II Co. 6.14; Ef. 5.22; Clk. 3.18; I tm. 5.8; I Pe. 3.1-7. Em suma, os textos do Novo Testamento sobre a família resguardam o ato sexual para o casamento, determina o homem como o cabeça da mulher, que as relações devam ser contraídas dentro do convívio cristão, e o marido deve amar a esposa como Cristo amou a igreja, mas a esposa deve ser submissa em amor a esse. Os filhos devem obedecer aos pais para que tenham muitos anos de vida sobre a terra, mas os pais, por outro lado, não deve favorecer à irritação dos filhos.</p>
<p><strong>CONCLUSÃO<br />
</strong>Davi teve tudo o que desejou na vida, mas, em certas circunstâncias, colocou seus desejos acima dos interesses da família. Como resultado, precisou conviver com uma série de desavenças familiares. Sua conivência, e talvez falta de autoridade para repreender o pecado dos filhos, levou sua família à destruição. Que Deus preserva nossas famílias, que não sejamos levados pela ganância, que a busca desenfreada pelo sucesso não nos distancie de Deus. De nada adiantar ocupar o trono de Israel e não ser capaz de governar sua própria casa.</p>
<p><strong>BIBLIOGRAFIA<br />
</strong>BALDWIN, J. G. <em>I e II Samuel</em>: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.<br />
SWINDOLL, C. R. <em>Davi</em>. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.</div>
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</div>]]></content:encoded><description>Texto Áureo: I Tm. 3.4 &amp;#8211; Leitura Bíblica em Classe: II Sm. 13.2,5,10-12,14,15
Pb. José Roberto A. Barbosa
www.subsidioebd.blogspot.com

Objetivo: Mostrar que não adianta termos êxito em tudo se a nossa família é uma prova do nosso fracasso.
INTRODUÇÃO
Numa sociedade marcada pela competitividade, o sucesso pessoal, na maioria das vezes, é colocado como meta a ser alcançada a qualquer [...]</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/davi-e-o-preco-da-negligencia-na-familia-i/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">0</slash:comments><feedburner:origLink>http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/davi-e-o-preco-da-negligencia-na-familia-i/</feedburner:origLink></item><item><title>A restauração espiritual de Davi – V</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ensinodominical/~3/KH5zxNM3JM0/</link><category>Lição - 4o Trimestre 2009</category><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Editor</dc:creator><pubDate>Sat, 28 Nov 2009 07:29:30 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/?p=2279</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
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<p>Leitura Bíblica: Salmos 51.1-4,7-12,17</p>
<p>29 de novembro de 2009</p>
<p><em> &#8221;Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR te traspassou o teu pecado; não morrerás&#8221; (2 Sm 12.13).</em></p>
<p>INTRODUÇÃO</p>
<p align="justify">Restaurar significa restabelecer, consertar, aquilo que foi quebrado, partido, danificado, e dar a forma e a beleza anterior. Depois de qualquer período de frieza espiritual e crise existencial, depois de qualquer escândalo e desastre de natureza espiritual, depois de qualquer ressentimento ou revolta contra Deus, é necessário que haja restauração para que se retorne ao estado original. Davi, autor de 73 dos 150 salmos, e que possuía certos traços de caráter muito especiais (1Sm 24:6; 26:8-11; 2 Sm 23:13-17; 1Cr 21:18-27), teve o seu padrão espiritual e moral &#8211; tão elogiado por Deus(At 13:22) e pelos de fora(1Sm 16:18) &#8211; quebrado, destruído, porque desprezou a Palavra do Senhor(2Sm 12:9). Se quisesse voltar o que era antes(“o homem segundo o coração de Deus”), era necessário uma cabal restauração em sua estrutura espiritual; uma restauração sincera.</p>
<p style="text-align: justify;">Davi ficou em pedaços (Sl 6:2-3), sob o peso esmagador da mão de Deus (Sl 32:4) e dentro de um tremedal de lama (Sl 40:2). Ele gastou pelo menos nove meses para reconhecer e confessar tudo de errado que havia feito (2Sm 12:13, 14; Sl 32:5). Suplicou a misericórdia de Deus na forma de perdão para o pecado (Sl 6:1-7) e na forma de purificação para a injustiça (Sl 51:1-12). Teve que suportar, como conseqüências diretas ou indiretas de seu mau exemplo (2 Sm 12.10-12), a morte da criança, o incesto de Amnom, as trapalhadas de Absalão, a provocação de Simei, a maldade de Aitofel, a morte de Absalão e a sedição de Seba(2Sm 20). O processo de restauração tinha de incluir todos esses acontecimentos e demorou mais de dez anos. Mas, são os vasos quebrados que precisam parar nas mãos do divino Oleiro para serem outra vez modelados.</p>
<p style="text-align: justify;">Como homem, Davi errou e quase veio a sucumbir, no entanto, ao contrário de Saul, não tentou se justificar, mas arrependeu-se profundamente e reconheceu o seu pecado (2 Sm 12:13a; Sl 51:4). Ele é o retrato mais claro do que significa arrepender-se do pecado. O Salmo 51 mostra a profundidade do remorso de Davi. Ele assumiu plena responsabilidade pelo pecado, e pediu a ajuda de Deus para renovar seu coração. É este arrependimento que Deus quer. O pecador que volta para Deus precisa reconhecer seu erro, seu pecado. “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto”(Sl 32:1). Reconhecer e confessar o pecado, com um coração sincero e arrependido, sempre trará o perdão gracioso da parte de Deus, a remoção da culpa e a dádiva da sua presença constante. Disse Davi: “Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado”(Sl 32:5).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao cabo de tudo, Davi recuperou o prestígio, a autoridade, o trono, a comunhão com Deus, a delicadeza de seu caráter, as bênçãos de Deus e a experiência de que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). É ele mesmo quem conta: “<em>De todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu o Senhor, escolheu ele a Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor, sobre Israel</em>” (1Cr 28:5). Criado pelo profeta Natã (2 Sm 12:25), o mesmo que acusou Davi de adultério, Salomão foi também escolhido por Deus para edificar o Templo do Senhor em Jerusalém (1Cr 28:6). O ponto mais alto da graça de Deus, porém, está na presença de <strong>Davi e Bate-Seba na árvore genealógica de Jesus Cristo</strong>, ao lado da virtuosa Maria e de algumas mulheres (Tamar, Raabe e Rute), que jamais estariam ali se não fosse a maravilhosa e soberana graça de Deus (Mt 1:1-17). A Bíblia registra também que Davi “morreu em ditosa velhice, cheio de dias, riquezas e glória” (1Cr 29: 28). Talvez este seja o mais extraordinário exemplo de restauração de toda a Escritura!</p>
<p style="text-align: justify;">O estado quebrado em que se encontra o crente, pouco ou muito tempo depois de um fracasso, não é necessariamente seu estado final. Deus deixou essa certeza impressa nos olhos e na memória do profeta Jeremias ao levá-lo à casa de certo oleiro, em cujas mãos havia um vaso que se estragou. Em vez de jogar fora o vaso estragado, o oleiro o refez, moldando outra peça com o mesmo barro. Em seguida, o Senhor perguntou ao profeta: “<em>Não podereis eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel</em>” (Jr 18:6).</p>
<h3 style="text-align: justify;">I. A RESTAURAÇÃO E A PALAVRA DE DEUS</h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. Davi e a Palavra de Deus</strong>. O maior perigo para uma pessoa crente é permitir o surgimento de hiato, brecha, lacuna, espaço vazio, em sua vida espiritual. Desvincular quaisquer procedimentos das regras de conduta que a Palavra de Deus estabelece para o nosso viver é realmente perigoso. Satanás é o maior vigia das atitudes do crente. Ao perceber que o crente está se conduzindo inconvenientemente, fora dos padrões bíblicos, ele usa os seus ardis para conduzir aquela pessoa à ruína espiritual, moral, e até mesmo material. Davi conhecia mais do que ninguém os ditames da Palavra de Deus. Todavia, no momento de sua queda ele estava distante da lei divina. Davi foi confrontado pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta Natã (2Sm 12). Qual outra fonte se atreveria a confrontar o rei? Somente a Palavra de Deus é poderosa para lançar luz em nossas densas trevas. </p>
<p style="text-align: justify;">O profeta Natã declarou que Davi era culpado de desprezar “a palavra do Senhor” e de desprezar o próprio Deus(2Sm 12:9,10). Ao mandar eliminar Urias e tomar a sua esposa, Davi estava desprezando a Deus e a sua Palavra(2Sm 12:9,10; cf 1Co 10:12). “Desprezar” significa tratar com menosprezo, fazer pouco caso. Portanto, mediante seus atos, Davi estava declarando que Deus não era tão importante, nem digno de amor e consagração. Semelhantemente, na igreja local de hoje, obreiros que venham a cometer adultério revelam assim que não têm apreço por Deus e sua santa Palavra. Tratam com desprezo o evangelho e o sangue de Cristo, como se fossem coisas vulgares, e que não merecem sua fidelidade. As Escrituras mostram que obreiros que se comportam assim não são qualificados para o ministério(1Tm 3:2).</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, como Davi, nós nos esquecemos com facilidade das bênçãos de Deus e desprezamos a sua Palavra não apenas quando somos ingratos, mas também quando nos esquecemos do histórico das bênçãos de Deus em nossa vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Como em um julgamento, a acusação contra Davi foi desde o desprezo a Deus até o assassinato de um soldado nas mãos inimigas. “Por que, pois, desprezaste a Palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom”(2Sm 12:9). Davi poderia argumentar que não fora ele o matador de Urias. Guerras ceifavam vidas sempre, e certamente Natã sabia disso. Mas ele havia quebrado qualquer possibilidade de desculpa de Davi.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é difícil entender o que aconteceu. Quando desprezamos a Palavra do Senhor, esquecendo-a ou colocando-a em segundo plano em detrimento de nossas “necessidades” momentâneas, perdemos o foco daquilo que é eterno, passamos de um pecado a outro e cada vez em um nível de comprometimento perigoso. Davi se esqueceu de Deus, adulterou, matou um homem  e tomou sua mulher. Mas nada disso passaria impune.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. O cristão e a Palavra de Deus</strong>. Enquanto grande parte das igrejas quer colocar no inimigo das nossas almas a culpa de tudo, eu analiso a vida e chego a uma conclusão: passamos por certas dificuldades e não conseguimos acertar nossa vida porque não aplicamos nela tudo o que a Palavra de Deus ensina. Analisemos todos os âmbitos da nossa vida (profissional, conjugal, espiritual, relacionamento com filhos…). Agora façamos uma analise sobre aquela área que está aquém das nossas expectativas. Temos aplicado os princípios da palavra de Deus nela? Será que nós não temos aplicado os princípios de Deus na nossa vida só quando nos é conveniente?</p>
<p style="text-align: justify;">De que adianta não ouvirmos música do mundo, assistir novela, não beber e não fumar se não aplicamos em todas as áreas da nossa a vida a Palavra de Deus? Viver assim seria como viver o evangelho pela metade. Podemos aplicar os princípios da Palavra de Deus em todas as áreas das nossas vidas: no casamento (Ef. 5.22-33,1 Pe.  3.1-7, 1 Co. 7.1-5, Cl. 3.19, Ef. 4.26, Pv. 5.18-19); na criação dos filhos (Pv. 22.6,  Dt. 6.6-7, Cl. 3.21, Pv. 31.26, Ef. 6.4, Ef. 6.1); na vida profissional (Tt. 2.9-10, Cl. 3-23, 1 Tm. 5.8), e em todas as áreas das nossas vidas. <em>“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”</em>(Hb. 4.12).</p>
<p style="text-align: justify;">A Palavra de Deus é a regra de fé e prática do cristão. Nela encontramos as diretrizes a tomarmos para que não venhamos a tropeçar(cf Rm 10:17; 1Ts 1:6). Alem de ouvir, o cristão deve ler, meditar e praticar os seus ensinos. Quantos tropeçam porque não recebem aquilo que Deus está a lhes falar no livro Sagrado? Deus disse para Josué: “<strong>Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido”.</strong> Certamente, a Palavra de Deus era a “bússola” que conduziria o povo à terra prometida. Sem a Palavra de Deus não teremos como nos guiar no caminho certo. Portanto, não devemos nos afastar em nenhum momento dos ditames da Palavra de Deus. Ela é o nosso código de ética.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>II. A RESTAURAÇÃO E A INFLUÊNCIA DE FATORES EXTERNOS EM NOSSAS DECISÕES</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. A influência do meio</strong>.  Certamente, o meio influencia sobremaneira o caráter da pessoa. Por isso, o crente deve estar atento, vigilante, para que os agentes influenciadores não o retirem do caminho certo. Quanto mais poderosas são as pessoas mais dominadoras elas mostram ser. Na cultura do Antigo Oriente os reis eram quase semi-deuses, podendo exercer um poder absoluto e ter praticamente tudo o que queriam. Em todas as épocas, o ser humano abusou de sua autoridade para modificar, à revelia de muitos, os sistemas sustentadores do meio. Ele mandava e desmandava, não importava se estava certo ou errado. Aliás, na pessoa soberba não é encontrado espaço para erro; é ele quem dita o certo e o errado. Com Davi não foi diferente. Essa influência do meio fez com que ele desejasse e possuísse Bate-Seba, sem se dar conta do grande mal que estava praticando. Depois de se informar do nome e do estado civil da mulher e de quem era o marido dela, Davi “mandou que a trouxessem e se deitou com ela” (2Sm 11:4). O rei não apagou o fogo do desejo sexual ilícito, não negou-se a si mesmo (Mc 8:34), não ofereceu resistência ao mau desejo, “sendo por ele arrastado e seduzido” (Tg 1:14). Então, naquela tarde sinistra, ocorreram <strong>duas concepções</strong>: a mulher concebeu de Davi e ficou grávida; Davi concebeu de seus próprios maus desejos e ficou “grávido”. <strong>Bate-Seba deu à luz uma criança, e Davi deu à luz o pecado</strong>. Ele se soltou do alto do tobogã e não teve como parar no meio do escorregador. Foi lançado num atoleiro (Sl 40:2).</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Davi viu Bate &#8211; Seba se banhando e a cobiçou, adulterando com ela em seguida, não podia imaginar o fim daquele túnel. Talvez pensasse que seria apenas uma aventura numa tarde de verão. Talvez até tivesse racionalizado e justificado seu ato tresloucado, dizendo que tinha que relaxar um pouco. Mas, o pecado não é algo passageiro nem superficial. Seus efeitos são profundos e mais duradouros do que se pode imaginar. Davi além de adulterar com Bate-Seba deu outros passos rumo ao abismo. Ele mentiu acerca do seu pecado e mandou matar o marido da sua amante. Ele perdeu a autoridade espiritual sobre sua família. Ele viu sua casa desmoronando diante dos seus olhos. Ele colheu os amargos frutos da sua maldita semeadura.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, tomemos cuidado com o meio no qual vivemos. Ele pode influenciar a nossa maneira de viver e o nosso caráter, se não estivermos vigilantes. Não devemos perder a visão da linha divisória entre o certo e o errado; entre o sistema mundano e a santidade; entre o santo e o profano. “<em>E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus</em>”(Rm 12:2).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Nossa responsabilidade moral.</strong> Foi Deus quem produziu o ser humano com seu complexo aparelho psíquico consciente e perfeito, capaz de pensar e agir por vontade própria, que o reveste de responsabilidade moral por seus feitos e de característica singular, acima de todos os seres da criação(Gn 1:28-31).</p>
<p style="text-align: justify;">Como agentes morais livres, somos responsáveis por nossas ações ou decisões. Individualmente, iremos prestar contas de tudo o que fizemos aqui, bem ou mal(cf  2Co 5:10; Rm 14:12). Não adianta justificar que o deslize cometido em nossa vida espiritual foi uma fatalidade, porque estávamos no lugar errado e na hora errada. No processo de restauração, isso não é levado em conta, pois as Escrituras Sagradas colocam sobre nós toda a responsabilidade pelas decisões que tomamos. Portanto, devemos nos comportar adequadamente no meio onde nos encontramos. Somos pessoas que faz diferença, no meio de uma sociedade corrupta. Somos luz e sal.</p>
<p style="text-align: justify;">O meio exerce uma poderosa influência sobre nós, mas isso não nos exime de nossa responsabilidade moral. Como foi dito acima, somos responsáveis por nossas ações ou decisões. Como bem disse o pr. José Gonçalves, <em>não é possível nenhum processo de restauração quando desconsideramos esse fato. Por que Davi caiu? Por que Pedro negou a Jesus? Por que Judas o traiu? Em todos os casos, de quem era a culpa? Deus pode ser responsabilizado pelas ações desses homens? Algum deles foi predestinado a cometer tal ato? Em todos esses casos, quer estivessem motivados por agentes da tentação externos, quer não, a Escritura põe a responsabilidade desses atos sobre cada um deles. A culpa foi de Davi, a culpa foi de Pedro, a culpa foi de Judas. A culpa é nossa. É por isso que, para ser restaurado, Davi exclamou: &#8220;Porque eu conheço as minhas transgressões; e o meu pecado está sempre diante de mim</em>&#8221; (Sl 51.3).</p>
<h1 style="text-align: justify;">III – A RESTAURAÇÃO E A ATITUDE DIANTE DO PECADO</h1>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. Reconhecendo a misericórdia de Deus.  </strong>Os versículos 1 e 2 do salmo 51 mostram o pavor de Davi pelo pecado cometido contra a Santidade de Deus, e clama com todo ímpeto de sua alma pela Sua misericórdia: “ <strong>Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado</strong>”. Esse clamor mostra o desespero de Davi por perda de algo muito importante. E foi importante mesmo, vejamos então: a perda da comunhão de Deus; a perda da sua proteção; a perda do título do homem segundo o coração de Deus; a perda da tranquilidade diante dos inimigos; e conseqüências nefastas na área política, espiritual, familiar, etc. Para restaurar a sua posição original ele necessitava do favor e da compaixão do Senhor.  Mas, para encontrar o caminho da restauração, Davi precisava:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>a) Admitir o seu pecado( Sl 51:3)</strong> – “&#8230;<strong><em>eu conheço as minhas transgressões</em></strong>&#8230;”. Davi por um tempo escondeu o seu pecado, mas isso estava arruinando a sua vida (a alegria foi embora, a mão de Deus pesava sobre ele, etc). Até que ele viu seriamente sua situação e teve convicção do pecado. Não há esperança de perdão e restauração enquanto você não admitir o seu pecado. Não olhe para os outros. Não julgue e nem culpe os outros. Pare de se justificar.  Diga como Davi:  ” <strong>Eu reconheço as minhas transgressões”.</strong> “<strong>Pequei contra o Senhor</strong>”. Ou como o filho pródigo: “Pai, eu pequei contra os céus e diante de ti”. Davi reconheceu que o problema não estava fora dele (beleza de Bate-Seba), mas no seu coração sujo. <em>O caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática</em> do pecado. <strong>O arrependimento é o reconhecimento de que você não merece nada a não ser o juízo.   </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Você sabe qual a diferença entre Saul e Davi em relação ao pecado? Ao pecar, Saul tentou justificar-se transferindo a responsabilidade para o povo (1 Sm 13.13,14; 15.1-3, 9, 15-31); ao passo que Davi admitiu o seu pecado, e arrependeu-se profundamente (2 Sm 12.13a; Sl 51.4). Se o crente não reconhecer seus erros e rejeitar a disciplina do Senhor, poderá ter o mesmo destino de Saul.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>b) Confessar o seu pecado(2Sm 12:13) – “Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor”. </strong>Quando confessamos nossas faltas ao Senhor, damos o primeiro passo em direção à recuperação da comunhão com Ele.<em> &#8220;Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.&#8221;</em>(<em>1 João 1.9</em>). O crente não pode se limitar apenas ao quebrantamento. É preciso confessar e deixar o pecado. Dizer a Deus o que fizemos não é confissão. A idéia de confissão exige da pessoa o desejo de abandonar o erro. Deus não quer que leiamos para ele a lista de nossos erros, e sim que os confessemos, admitindo nossas falhas e dependendo dEle para nossa restauração. <em>“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”</em>(Pv 28:13).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>c) Buscar o perdão de Deus (Sl 51:1)</strong> &#8211; “<strong><em>Tem misericórdia de mim, ó Deus</em></strong>”. Davi reconheceu sua culpa, mas foi além.  Somente sentir o peso do pecado pode levar ao remorso e autodestruição (por exemplo: Judas). Davi não se suicidou, não fugiu de Deus, mas correu para ele. Precisava ser perdoado e purificado. “<em>A confissão busca o perdão de Deus, não a anistia. Perdão presume culpa; anistia, derivada da mesma palavra grega para amnésia, &#8216;esquece&#8217; a suposta ofensa sem imputar culpa&#8221; (LUCADO, Max. Nas Garras da Graça, RJ: CPAD, 1999, p.120).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Davi pecou contra Deus, mas o que ele mais deseja é ter Deus de volta. Muitos que pecam, abandonam a sua fé em Deus, abandonam a comunhão com os irmãos da Igreja, a Bíblia, a oração. Fogem de Deus, que é o caminho oposto ao arrependimento.  Mas Davi sabia que só Deus podia restaurá-lo, e que Deus não rejeita um coração quebrantado.</p>
<p style="text-align: justify;">Na cruz, Jesus morreu pelos nossos pecados.  Quando nos voltamos para a cruz, encontramos perdão, cura, restauração completa.  “<em>Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça</em>”(1 João 1:9). O perdão e a restauração da comunhão que se fizeram necessários são efetuados mediante a confissão dos pecados (1 Jo 1: 9) e o arrependimento (Lc 17: 3,4; 24: 47).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Reconhecendo a nossa pecaminosidade e a santidade de Deus</strong>. A falta de reconhecimento, por parte do pecador, pela ofensa cometida contra a santidade de Deus, ofende sobremaneira a sua justiça.  Após a história contada por Natã, e percebendo que agira contra os princípios de Deus, Davi se quebranta e admite seu pecado. Nos versículos 2 e 3 do Salmo 51, Davi reconhece sua iniquidade e transgressão: “ <strong>Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim</strong>”.  Somos portadores de uma natureza pecaminosa, e o reconhecimento desse fato é importantíssimo no processo da restauração. O apóstolo Paulo assim afirmou: “<em>Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço</em>”(Rm 7:15,18,19).</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o pr. José Gonçalves, a ordem do processo de restauração é sempre essa: <em>arrependimento, conscientização, confissão e abandono da prática pecaminosa</em>. Mesmo tendo pecado e tentado ocultar o que fizera, Davi tinha um coração bom e voltado para Deus, pois era uma pessoa quebrantada. Ele podia, como rei, punir Natã, ou mesmo se escusar daquela acusação, mas se quebrantou diante do profeta e reconheceu seu pecado. Era isto que Deus esperava dele, e assim começou a recuperação de Davi. Deus sabe a forma como nos convencer de nossos pecados, mas é necessário dar ouvidos à sua voz.</p>
<h1 style="text-align: justify;">CONCLUSÃO</h1>
<p style="text-align: justify;">Davi tinha um coração quebrantado perante o Senhor e reconheceu que o que fizera fora consequencia de sua momentânea falta de vigilância. Mais que condenar Davi, precisamos estar atentos ao fato de que, em maior ou menor escala, somos parecidos com ele e estamos sujeitos a fazer coisas tão graves quanto as que ele fez. Não estamos imunes ao pecado em um mundo decaído. Não podemos dizer que jamais pecaremos, ou que ficaremos o tempo todo em vigilância. Mas podemos ter certeza de que Deus, em sua grande misericórdia, aceitará o pecador arrependido e o restaurará à comunhão perdida. Glórias a Deus! A Escritura comprova que Davi foi totalmente restaurado diante de Deus, e suas poesias expostas nos Salmos confirmam essa restauração.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212; </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elaboração: </strong>Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: <a href="mailto:luloure@yahoo.com.br"><strong>luloure@yahoo.com.br</strong></a>. Disponível no site: <a href="http://www.adbelavista.com.br/"><strong>www.adbelavista.com.br</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Fonte de Pesquisa</span></strong>: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de estudo DAKE. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1º e 2º Samuel. Davi – vitórias e as derrotas de um homem de Deus – CPAD/2009. O cuidado com o pecado – Hernandes Dias Lopes. <em>Quando o coração fala mais alto que a razão &#8211; Pr Josias Moura De Menezes</em>.<em> Davi e Bate-Seba, o pecado de adultério – Dennis Allan</em></p>
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</div>]]></content:encoded><description> 
Leitura Bíblica: Salmos 51.1-4,7-12,17
29 de novembro de 2009
 &amp;#8221;Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR te traspassou o teu pecado; não morrerás&amp;#8221; (2 Sm 12.13).
INTRODUÇÃO
Restaurar significa restabelecer, consertar, aquilo que foi quebrado, partido, danificado, e dar a forma e a beleza anterior. Depois de qualquer período [...]</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/a-restauracao-espiritual-de-davi-v/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">0</slash:comments><feedburner:origLink>http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/a-restauracao-espiritual-de-davi-v/</feedburner:origLink></item><item><title>A restauração espiritual de Davi – IV</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ensinodominical/~3/5uuHvJtQbLw/</link><category>Lição - 4o Trimestre 2009</category><category>Lição 09</category><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Editor</dc:creator><pubDate>Sat, 28 Nov 2009 07:25:59 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/?p=2277</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
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<p>por Esli de Souza</p>
<div id="__ss_2602514" style="text-align: left; width: 425px;"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" title="Lição 9" href="http://www.slideshare.net/comoviveremos/lio-9">Lição 9</a><object style="margin:0px" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=lio9-091128091854-phpapp02&amp;stripped_title=lio-9" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="margin:0px" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=lio9-091128091854-phpapp02&amp;stripped_title=lio-9" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
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por Esli de Souza
Lição 9
View more presentations from comoviveremos.</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/a-restauracao-espiritual-de-davi-iv/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">0</slash:comments><enclosure url="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=lio9-091128091854-phpapp02&amp;amp;stripped_title=lio-9" length="121655" type="application/x-shockwave-flash" /><media:content url="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=lio9-091128091854-phpapp02&amp;amp;stripped_title=lio-9" fileSize="121655" type="application/x-shockwave-flash" /><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>A restauração espiritual de Davi por Esli de Souza Lição 9 View more presentations from comoviveremos.</itunes:subtitle><itunes:summary>A restauração espiritual de Davi por Esli de Souza Lição 9 View more presentations from comoviveremos.</itunes:summary><itunes:keywords>Lição - 4o Trimestre 2009, Lição 09</itunes:keywords><feedburner:origLink>http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/a-restauracao-espiritual-de-davi-iv/</feedburner:origLink></item><item><title>A restauração espiritual de Davi – III</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ensinodominical/~3/Zl6etm_Cm5A/</link><category>Lição - 4o Trimestre 2009</category><category>Lição 09</category><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Editor</dc:creator><pubDate>Wed, 25 Nov 2009 16:56:44 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/?p=2274</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
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<p style="text-align: justify;">INTERAÇÃO</p>
<p style="text-align: justify;">Caro professor, nesta lição, o &#8220;homem segundo o coração de Deus&#8221;, de acordo com Mark Dever, tornou-se o retrato mais claro do que significa arrepender-se do pecado. Como homem, Davi errou e quase veio a sucumbir, no entanto, ao contrário de Saul, não tentou se justificar, mas arrependeu-se profundamente e reconheceu o seu pecado (2 Sm 12.13a; Sl 51.4).<br />
Aproveite esta aula para enfatizar aos alunos a importância da confissão, do arrependimento e do abandono da prática do pecado.</p>
<p><strong>OBJETIVOS</strong>:
</p>
<p style="text-align: justify;">Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:<br />
- Compreender que o caminho da restauração passa pelo arrependimento, confissão e abandono do pecado.<br />
- Conscientizar-se da importância da Bíblia para a restauração espiritual.<br />
- Reconhecer a influência do meio na decisão do indivíduo em pecar, ou não.
</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Realize um pequeno debate com o seguinte problema: &#8220;Saul transgrediu a Lei do Senhor e, em virtude disso, perdeu o trono. O que o torna diferente de Davi? Por que Davi pecou e não perdeu o reino?&#8221; Após ouvir as respostas, explique que a diferença entre Saul e Davi provavelmente está na atitude dos dois em relação ao pecado. Ao pecar, Saul tentou justificar-se transferindo a responsabilidade para o povo (1 Sm 13.13,14; 15.1-3, 9, 15-31). Ao passo que Davi, arrependeu-se profundamente (2 Sm 12.13a; Sl 51.4). Conclua o debate mostrando que atualmente o crente que não reconhece seus erros e rejeita a disciplina de Deus, poderá ter o mesmo destino de Saul. Esteja atento para que o debate não se estenda muito, utilize, no máximo, 10 minutos.<br />
COMENTÁRIO<br />
INTRODUÇÃO<br />
Palavra Chave:<br />
Restauração; Restabelecimento de uma situação vivida anteriormente; conserto.<br />
O relacionamento pecaminoso de Davi com Bate-Seba foi rápido, mas as suas consequências foram duradouras.<br />
Até ser confrontado pelo profeta, ele agiu à semelhança dos nossos primeiros pais, que também tentaram ocultar seus pecados (Gn 3.1-13). Todavia, uma vida de pecados ocultos apenas prolonga o sofrimento de quem os comete, já que de Deus ninguém consegue esconder nada. Por certo, Davi só obteve paz espiritual após dizer a frase que resume a atitude de um pecador arrependido: &#8220;Pequei contra o Senhor&#8221; (2 Sm 12.13).</p>
<p style="text-align: justify;">A <strong>PRÁTICA DA RESTAURAÇÃO</strong><br />
A prática da restauração é a arte de nos colocarmos contritamente nas mãos do divino Oleiro para que Ele refaça o vaso quebrado e lhe dê a forma e a beleza anterior, depois de qualquer escorregão e queda, depois de qualquer período de frieza espiritual e crise existencial, depois de qualquer escândalo e desastre de natureza religiosa, depois de qualquer aborrecimento com a igreja militante e ressentimento ou revolta contra DEUS.
</p>
<p style="text-align: justify;">O estado quebrado em que se encontra o crente pouco ou muito tempo depois de um fracasso, grande ou pequeno, não é necessariamente seu estado final. DEUS deixou essa certeza impressa nos olhos e na memória do profeta Jeremias ao levá-lo à casa de certo oleiro, em cujas mãos havia um vaso que se estragou. Em vez de jogar fora o vaso estragado, o oleiro o refez, moldando outra peça com o mesmo barro. Em seguida, o Senhor perguntou ao profeta: “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr 18.6).</p>
<p style="text-align: justify;">Vasos quebrados = São os vasos quebrados que precisam parar nas mãos do divino Oleiro para serem outra vez modelados. Embora igualmente desintegrados e esvaziados do resplendor antigo, nem todos os vasos têm a mesma história. Certamente eles se enquadrarão em um ou mais de um dos seguintes danos ou ocorrências:</p>
<p style="text-align: justify;">1. Perda do primeiro amor &#8211; Você está no fundo do poço porque perdeu gradativamente o entusiasmo, perdeu o gosto pela leitura da Bíblia, perdeu a vontade de orar, perdeu o gozo da comunhão com DEUS, perdeu a força da esperança cristã, perdeu a capacidade de crer, perdeu o poder da fé. Tornou-se frio, insensível, incrédulo e apático. Você trocou a Casa do Senhor (Sl 122.1) pela sua casa.</p>
<p style="text-align: justify;">2. Perda das obrigações morais = Você está no fundo do poço porque se desobrigou gradativamente dos mandamentos de DEUS. Você se soltou. Fez concessões à carne, ao mundo e ao diabo. Em vez de não se conformar com este mundo (Rm 12.2), você passou a não se conformar com a obrigação imposta por JESUS de negar-se a si mesmo (Lc 9.23). Você trocou o fruto do ESPÍRITO pelas obras da carne (Gl 5.16-24)</p>
<p style="text-align: justify;">3. Perda da pureza doutrinária = Você está no fundo do poço porque foi se distanciando gradativamente do compromisso doutrinário. Tudo começou quando você perdeu a noção da autoridade da Palavra de DEUS. A partir daí você passou a crer no JESUS histórico, e não no Verbo que se fez carne (Jo 1.14). Você passou a crer na reencarnação dos vivos, e não na ressurreição dos mortos. Você passou a sobrecarregar cada vez mais os homens e a dispensar cada vez mais o concurso de DEUS. Você trocou a glória de DEUS pela glória dos homens, trocou a fé pelas obras.</p>
<p style="text-align: justify;">4. Perda do senso de dependência = Você está no fundo do poço porque se envaideceu gradativamente até ao ponto de acreditar que não precisa mais da sabedoria de DEUS, da sua graça, do seu poder, da sua presença. Você pode tudo, você dá conta de tudo, você está sempre certo, a última palavra é sua. Você não é a vara, mas a própria videira (Jo 15.5). Você trocou a plenitude de DEUS pela plenitude do seu próprio eu.</p>
<p style="text-align: justify;">A capacidade do Restaurador = Basta passar os olhos na história da redenção para você descobrir ou redescobrir a capacidade sem medida do Restaurador. Não importa o tamanho dos estragos. Nem as diferentes áreas em que se deram os estragos.</p>
<p style="text-align: justify;">1. Restauração física &#8211; DEUS restaura a saúde ao doente (Is 38.16), a vista ao cego (Lc 18.42), a fala ao mudo (Mc 7.35) e o juízo ao endemoninhado (Mc 5.15.) Devolve à posição ereta a mulher por dezoito anos encurvada (Lc 13.13). Restaura a mão até então ressequida (Lc 6.10.).</p>
<p style="text-align: justify;">2. Restauração espiritual &#8211; DEUS restaura o homem da queda e do pecado, justificando-o, santificando-o e glorificando-o. Ressuscita-o de entre os mortos. Dá-lhe corpo novo, revestido de incorruptibilidade e de imortalidade (1 Co 15.53). Torna-o igual a JESUS CRISTO (Rm 8.29-30; 2 Co 3.18; Fp 3.20-21; 1 Jo 3.2).<br />
3. Restauração do culto &#8211; DEUS restaura o altar, o tabernáculo, o templo, os muros e a cidade de Jerusalém, as tribos de Israel e a glória de Jacó (Ne 2.2). Restaura a sorte de Judá e de Israel, edificando-os como no princípio (Jr 33.7).
</p>
<p style="text-align: justify;">4. Restauração ecológica &#8211; DEUS restaura o planeta que o homem poluiu e estragou. Estende outra vez a camada de ozônio. Despolui rios, lagos, mares, praias e oceanos. Replanta a flora e recria a fauna. Cria novos céus e nova terra (2 Pe 3.13). Redime a criação do cativeiro da corrupção “para a liberdade da glória dos filhos de DEUS” (Rm 8.21).</p>
<p style="text-align: justify;">5. Restauração final &#8211; DEUS em CRISTO tira o pecado do mundo, refaz o que o homem fez de errado. A história não termina com a notícia de que “por um só homem entrou o pecado no mundo” (Rm 5.12), mas com a notícia de que JESUS é “o Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).<br />
A restauração de Davi
</p>
<p style="text-align: justify;">É quase inacreditável que um homem como Davi, a quem se atribui a autoria de 73 dos 150 salmos e que possuía certos traços de caráter muito especiais (1 Sm 24.6; 26.8-11; 2 Sm 23.13-17; 1 Cr 21.18-27), tenha descido tanto e cometido pecados tão grosseiros depois de uma carreira acentuadamente bem-sucedida e depois de conquistar a admiração de todo o povo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pecados desse “mavioso salmista de Israel” (2 Sm 23.1) não foram banais. Davi cometeu adultério com Bate-Seba, cujo esposo não era judeu, mas teria abraçado o judaísmo. Nessa ocasião, Urias, o heteu, mencionado como um dos trinta e sete valentes de Davi (2 Sm 23.39), achava-se ausente do lar por estar a serviço do exército de Israel no assédio à Rabá (2 Sm 11.1).</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo grande pecado de Davi foi o assassinato de Urias, “com a espada dos filhos de Amom” (2 Sm 12.9). Ele matou um homem virtuoso, que não aceitava privilégios se outros estivessem privados deles (2 Sm 11.6-13). Curiosamente, neste sentido, Urias era muito parecido com o rei — Davi também não quis beber a água do poço de Belém porque ela quase custou a vida de seus amigos (2 Sm 23.13-17).</p>
<p style="text-align: justify;">O terceiro grande pecado de Davi foi a conexão dos dois primeiros pecados com a hipocrisia. Ele não estava interessado no bem-estar de Urias quando mandou buscá-lo na frente da batalha e trazê-lo para Jerusalém. O rei queria apenas que ele se deitasse com a mulher para que a gravidez dela fosse atribuída ao esposo. O presente que Davi lhe deu era um instrumento para beneficiar o rei, e não o valente oficial do exército. Mais grave ainda foi a encenação de Joabe e de Davi para justificar a morte de Urias perante a opinião pública. Foi um caso de extrema corrupção, da qual Bate-Seba não parece estar isenta (2 Sm 11.6-27).<br />
Ora, depois de tanta miséria, o autor do salmo que descreve a onisciência e a onipotência de DEUS (Sl 139) ficou em pandarecos (Sl 6.2-3), sob o peso esmagador da mão de DEUS (Sl 32.4) e dentro de um tremedal de lama (Sl 40.2). Ele gastou pelo menos nove meses para reconhecer e confessar tudo de errado que havia feito (2 Sm 12.13, 14; Sl 32.5). Suplicou a misericórdia de DEUS na forma de perdão para o pecado (Sl 6.1-7) e na forma de purificação para a injustiça (Sl 51.1-12). Aceitou a morte da criança, o incesto de Amnom, as trapalhadas de Absalão, a provocação de Simei, a maldade de Aitofel, a morte de Absalão e a sedição de Seba — como conseqüências diretas ou indiretas de seu mau exemplo (2 Sm 12.10-12).<br />
O processo de restauração tinha de incluir todos esses acontecimentos e demorou mais de dez anos. Ao cabo de tudo, Davi recuperou o prestígio, a autoridade, o trono, a comunhão com DEUS, a delicadeza de seu caráter, as bênçãos de DEUS e a experiência de que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). É ele mesmo quem conta: “De todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu o Senhor, escolheu ele a Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor, sobre Israel” (1 Cr 28.5). Ora, esse Salomão era filho “da que fora mulher de Urias” (Mt 1.6).</p>
<p style="text-align: justify;">Criado pelo profeta Natã (2 Sm 12.25), o mesmo que acusou Davi de adultério, Salomão foi também escolhido por DEUS para edificar o Templo do Senhor em Jerusalém (1 Cr 28.6). O ponto mais alto da graça de DEUS, porém, está na presença de Davi e Bate-Seba na árvore genealógica de JESUS CRISTO, ao lado da virtuosa Maria e de algumas mulheres (Tamar, Raabe e Rute), que jamais estariam ali se não fosse a maravilhosa e soberana graça de DEUS (Mt 1.1-17). A Bíblia registra também que Davi “morreu em ditosa velhice, cheio de dias, riquezas e glória” (1 Cr 29.28). Talvez este seja o mais extraordinário exemplo de restauração de toda a Escritura!<br />
O caminho da restauração<br />
Para sair do fundo do poço, é preciso fazer alguma coisa. Não o impossível. Apenas o possível. O impossível corre por conta de DEUS. São coisas simples, mas fundamentais:
</p>
<p style="text-align: justify;">1. Entre com o desejo &#8211; Esse é o início de todo o processo. O “eu não quero” (Sl 81.11; Ap 2.21) atrapalha tudo. Lembre-se do lamento de JESUS sobre Jerusalém: “Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37.) Mas até para querer é possível contar com o auxílio do Senhor: “DEUS está operando em vocês, ajudando-os a desejar obedecer-lhe, e depois ajudando-os a fazer aquilo que Ele quer” (Fp 2.13, BV).</p>
<p style="text-align: justify;">2. Entre com o pedido &#8211; Comece a orar perseverantemente para DEUS o tirar “de um poço de perdição, dum tremedal de lama” (Sl 40.2). Veja o tríplice pedido de restauração de Israel no Salmo 80: “Restaura-nos, ó DEUS” (v. 3); “Restaura-nos, ó DEUS dos Exércitos” (v. 7); “Restaura-nos, ó Senhor, DEUS dos Exércitos” (v. 19).</p>
<p style="text-align: justify;">3. Lembre-se de onde, quando e como começou a crise que o deixou no fundo do poço &#8211; Você precisa pegar o fio da meada outra vez. Foi este o conselho de JESUS àquele que havia abandonado o seu primeiro amor: “Lembra-te, pois, de onde caíste” (Ap 2.5). Em outras palavras, ele está dizendo: “assuma o que você fez de errado”. Note bem, é preciso lembrar para confessar.</p>
<p style="text-align: justify;">4. Confesse o iceberg todo &#8211; Não é para confessar apenas o pecado mais grosseiro ou apenas os pecados mais leves. É preciso confessar tudo: a segurança demasiada, as brincadeiras “inocentes”, as pequenas e grandes concessões, a falta de vigilância, a negligência devocional e o pecado de rebelião. Note bem, é preciso confessar para não mais lembrar.<br />
5. Renove a aliança &#8211; Você precisa voltar “à prática das primeiras obras” (Ap 2.5), aquelas que você observava com zelo e com alegria no passado. Comprometa-se outra vez. Faça uma nova confissão de fé. Enfie de novo o pescoço debaixo do jugo libertador de CRISTO: “Tomai sobre vós o meu jugo” (Mt 11.29).
</p>
<p style="text-align: justify;">6. Deixe o resto com DEUS &#8211; Este resto é o mais difícil, mas DEUS o fará. Ele vai curar as feridas, cuidar das cicatrizes, consertar os traumas, recuperar o tempo perdido, acabar com os complexos, comissionar outra vez, devolver a alegria perdida e acalmar o seu coração. Fique certo disso: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará” (Sl 37.5).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>I. A RESTAURAÇÃO E A PALAVRA DE DEUS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1. Davi e a Palavra de Deus. &#8211; Davi certamente era um homem que amava a Palavra de Deus. Entretanto, podemos afirmar com segurança que no momento de sua queda espiritual ele estava longe da lei divina. Poderia um homem estar agindo de acordo com a Palavra de Deus e ainda assim possuir a mulher do seu próximo e mandar matar seu marido? Por certo não! O mais simples é entendermos que Davi se tornara um burocrata, e um crente com uma vida devocional pobre, e que, por isso, não percebera sua fragilidade nem tampouco a cilada de Satanás.</p>
<p style="text-align: justify;">Davi foi confrontado pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta Natã (1 Sm 12). Qual outra fonte se atreveria a confrontar o rei? Somente a Palavra de Deus é poderosa para lançar luz em nossas densas trevas.<br />
Somente através da leitura da palavra de Deus é que percebemos o quanto temos uma natureza pecaminosa percebemos a necessidade de buscarmos o Pai.<br />
2. O cristão e a Palavra de Deus. &#8211; Em o Novo Testamento encontramos várias atitudes que o cristão deve tomar em relação à Palavra de Deus, a fim de que não venha tropeçar (Rm 10.17; 1 Ts 1.6). O crente necessita ouvir a Palavra, recebê-la e também nela meditar (Sl 1.2). A Palavra precisa ser aceita e acolhida por nossas mentes e corações. Quantos tropeçam porque não recebem aquilo que Deus está a lhes falar? Armar-se com a Palavra é outra atitude fundamental para não fracassar (Ef 6.17). Contudo, o que adianta armar-se com a Palavra ou estar cheio dela se não soubermos como usá-la? É preciso manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15).<br />
A palavra de Deus é uma das chaves do sucesso espiritual do crente vários são os seus benefícios:<br />
- A Palavra faz com que o crente não peque (Sl 119:11), Daniel, Hananias, Misael e Hazarias (Dn1:8) propuseram em seus corações em não se contaminar com os manjares do rei, ou seja, eles tinham a palavra guardada em seu corações. José foi outra exemplo que mesmo longe de sua Pátria, vendido pelos seus irmãos, acusado de um crime que não havia cometido não pecou pois a Palavra de Deus estava guarda em seu coração, seu testemunho no Egito foi tão forte que o próprio Faraó reconheceu o seu testemunho a ponto de falar “&#8230;Achariamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus” (Gn 41:38);<br />
- A Palavra purifica os nossos caminhos &#8230;”Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra”(Sl 119:9). O salmista já sentia a dificuldade de um jovem purificar o seu caminho mas encontrou a resposta na palavra de Deus. Não somente o jovem, mas todos os crentes de hoje e sempre purificarão os seus caminhos se observarem a Palavra do Todo Poderoso;<br />
- A Palavra nos guia seguramente (Sl 119:105). Andamos em mundo globalizado, onde o pecado “reina”, um mundo escuro pelo mal e assim como um soldado precisa de uma lanterna para andar a noite na mata, nós precisamos da Palavra para andar na floresta negra da nossa vida terrena.<br />
- A Palavra produz milagres. “&#8230; mas porque mandas, lançarei a rede&#8230;”(Lc 5:5). Acreditar na palavra nos faz ter uma vida repletas de milagres e exercita nossa fé, lembrando que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb11:6)<br />
- A Palavra é alimento (MT 4:4 e Lc 4:4). Jesus após o jejum de quarenta dias deu testemunho de que o alimento mais importante para homem é a Palavra que sai da boca de Deus;<br />
- A Palavra de Deus faz o homem prosperar (Js 1:8). Este foi o conselho de Deus a Josué ele deveria meditar na palavra de dia e de noite e não se desviar dela nem para direita nem para esquerda. O Senhor no Salmo 1 chama o varão que medita em sua palavra de bem aventurado. “Meditar” (em hebraico hagab) significa ler em silêncio ou falar consigo mesmo internamente, a medida que se pensa. Abrange refletir sobre as palavras e caminhos de Deus, e aplicá-la a cada aspecto da vida (Sl 1:2, 63:6; 77:12; 143:5);<br />
- A Palavra Liberta (Jo 8:32) A palavra nos liberta do velho Adão qe as vezes tenta falar mais alto. Davi confiou na palavra de Deus e a obedeceu tendo a sua vida restaurada.<br />
SINOPSE DO TÓPICO (1) A Palavra de Deus é fundamental no processo de restauração, atuando como luz em nossas densas trevas.<br />
II. A RESTAURAÇÃO E A INFLUÊNCIA DE FATORES EXTERNOS EM NOSSAS DECISÕES<br />
1. A influência do meio. &#8211; Embora não sirva de desculpa, não há como negar que Davi se deixou influenciar pelo meio no qual vivia. Na cultura do Antigo Oriente os reis eram quase semi-deuses, podendo exercer um poder absoluto e ter praticamente tudo o que queriam. Ser o homem de várias mulheres era algo considerado &#8220;normal&#8221; naqueles dias. Com Davi não foi diferente.<br />
Essa influência do meio fez com que ele desejasse e possuísse Bate-Seba, sem se dar conta do grande mal que estava praticando.<br />
Veremos mais adiante que o meio não deve servir de justificativa para nos eximir de nossas responsabilidades morais, no entanto, não devemos subestimar o poder exercido por ele (Rm 12.2). Tomemos cuidado com o meio no qual vivemos.<br />
Um exemplo bíblico de que não devemos nos guiar pelo meio está nas vidas de Hananias, Misael e Azarias, toda a população se prostrou diante da estatua de ouro, mas os três permaneceram firmes no propósito (Dn 3:12), em não se contaminar com o meio no qual estavam inseridos.<br />
Atualmente vivemos em um mundo extremamente pecaminoso, onde existem mais amigos para nos conduzir ao pecado do que a Deus, mas isto não é justificativa para o crente se desviar do caminho do Senhor. Devemos estar com os nossos olhos firmados em Jesus (Hb 12:2).<br />
2. Nossa responsabilidade moral. &#8211; Já falamos que Davi estava no lugar errado e na hora errada. Porém, em seu processo de restauração, isso não é levado em conta e nem deveria, já que a Escritura coloca sobre nós toda a responsabilidade pelas decisões que tomamos. Devemos dar a resposta adequada ao meio onde nos encontramos. A restauração de Davi começa por essa conscientização.<br />
É bom sabermos que, como agentes morais livres, somos responsáveis por nossas ações ou decisões. Não é possível nenhum processo de restauração quando desconsideramos esse fato. Por que Davi caiu? Por que Pedro negou a Jesus? Por que Judas o traiu? Em todos os casos, de quem era a culpa? Deus pode ser responsabilizado pelas ações desses homens? Algum deles foi predestinado a cometer tal ato? Em todos esses casos, quer estivessem motivados por agentes da tentação externos, quer não, a Escritura põe a responsabilidade desses atos sobre cada um deles. A culpa foi de Davi, a culpa foi de Pedro, a culpa foi de Judas.<br />
A culpa é nossa. É por isso que, para ser restaurado, Davi exclamou: &#8220;Porque eu conheço as minhas transgressões; e o meu pecado está sempre diante de mim&#8221; (Sl 51.3).<br />
No processo de regenaração devemos saber disso foi o caso do Filho Pródigo que caindo em si exclamou “levantar-me-ei e irei até meu pai” (Lc 15:18) que possamos reconhecer nossa culpa e dizer como ele “Pai pequei contra o céu e contra ti”(Lc 15:21)<br />
REFLEXÃO</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.&#8221; 1 João 1.9<br />
SINOPSE DO TÓPICO (2) O meio exerce uma poderosa influência sobre nós, mas isso não nos exime de nossa responsabilidade moral.<br />
CONCLUSÃO<br />
A Escritura comprova que Davi foi totalmente restaurado diante de Deus, e suas poesias expostas nos Salmos confirmam essa restauração. Não há porque vivermos sob o domínio do pecado, uma vez que a Escritura assegura-nos de que o sangue de Jesus quebrou esse domínio e tem poder para nos purificar totalmente dele (Rm 6.14; 1 Jo 1.7,9). Contudo, no processo de restauração, cabe a nós demonstrar uma atitude de arrependimento, confissão, quebrantamento e abandono do pecado, assim como fez Davi.<br />
A diferença entre arrependimento e remorso: O arrependimento produz vida; o remorso desemboca na morte. Através do arrependimento o indivíduo foge da morte para Deus; pelo remorso a pessoa foge de Deus para a morte. O arrependimento conduz o homem ao céu; o remorso o leva ao inferno. Não houve diferença entre o pecado de Pedro e o de Judas. Pedro negou Jesus, Judas o traiu. Mas, houve grande diferença na maneira deles lidarem com o pecado.<br />
Pedro arrependeu-se, Judas encheu-se de remorso. Pedro vomitou o veneno, Judas engoliu o veneno. Pedro foi perdoado e salvo, Judas pereceu eternamente.<br />
O verdadeiro arrependimento envolve três elementos fundamentais:<br />
Em primeiro lugar, arrependimento é mudança de mente. A palavra grega para o arrependimento, metanóia, significa mudança de mente. O arrependimento é em primeiro lugar uma mudança intelectual, uma mudança de conceito. Pelo arrependimento compreendemos que o diabo é um embusteiro e que o pecado é uma fraude. Compreendemos que por trás da sedutora isca do pecado existe o anzol da morte. Compreendemos que o pecado é maligníssimo e pior do que a pobreza, do que a solidão, do que a doença e do que a própria morte, pois todos esses males não podem nos afastar de Deus, mas o pecado nos afasta de Deus agora e faz perecer eternamente aqueles que se agarram a ele.<br />
Em segundo lugar, arrependimento é mudança de emoção. O arrependimento é tristeza segundo Deus (2Co 7.10). A tristeza do mundo produz morte, mas a tristeza segundo Deus conduz à vida. O arrependimento produz uma insatisfação no coração do indivíduo que peca de tal forma, que a pessoa rompe com o pecado e corre para os braços de Cristo. Sem arrependimento a tristeza pelo pecado afunda a pessoa ainda mais no pântano no desespero.<br />
Sem arrependimento aquele que é escravo do pecado vai se enrolando num cipoal e vai se prendendo com cordas e correntes tão grossas que ao fim, ele se capitula vencido, quebrado, arruinado, e perdido. O fim dessa linha é a morte e a própria perdição eterna. Porém, quando uma pessoa se arrepende, ela passa a fugir não apenas das conseqüências do pecado, mas do próprio pecado. Ela vê o glamour do mundo como esterco; ela não se deleita mais nos manjares do mundo, pois sabe que a aparência do mundo passa, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.<br />
Em terceiro lugar, arrependimento é mudança de vontade. O arrependimento não é apenas um assentimento intelectual e um sentimento emocional. O verdadeiro arrependimento atinge a vontade. É dar meia volta e voltar-se para Deus. Judas deu os dois primeiros passos do arrependimento. Ele reconheceu que tinha traído sangue inocente. Ele confessou o seu pecado. Ele sentiu tristeza por ele, a ponto de devolver o dinheiro recebido pela traição. Porém, ele não deu o último passo. Ele não se voltou para Jesus. Ele não pediu perdão. Ele não mudou sua conduta. Apenas a consciência do erro e a correspondente tristeza por ele não é suficiente. É preciso tomar uma decisão. É preciso exercitar a vontade e correr para os braços do Pai. O filho pródigo caiu em si e voltou para a Casa do Pai. Se ele tivesse apenas lamentado sua condição e permanecido na pocilga, ele teria perecido. Mas, ele voltou e encontrou o abraço da reconciliação, o beijo do perdão e a festa da salvação.<br />
Você já se arrependeu de quem você é e do que você tem feito contra Deus? Você tem produzido frutos dignos de arrependimento? Ou você ainda se deleita naquilo que Deus abomina? Ninguém pode crer em Jesus sem antes se arrepender de seus pecados. Não há fé salvadora sem arrependimento do pecado. A porta do céu jamais se abrirá para aqueles que não entraram, aqui, pela porta do arrependimento. Hoje ainda é tempo de se arrepender. Hoje ainda é um dia de graça. O que você ainda está esperando?<br />
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO<br />
Subsídio Bibliológico<br />
&#8220;A doutrina do perdão, proeminente tanto no AT quanto no NT, refere-se ao estado ou ao ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável. [...] No perdão, a culpa pelo pecado é perdoada e substituída pela justificação, através da qual o pecador é declarado justo. [...] Embora judicialmente todos os pecados sejam perdoados quando o pecador é salvo através da fé (Jo 3.18), se o pecado entrar na vida de um cristão, ele afetará o relacionamento deste com o Pai Celestial.<br />
O perdão e a restauração da comunhão que se fizeram necessários são efetuados mediante a confissão dos pecados (1 Jo 1.9) e o arrependimento (Lc 17.3,4; 24.47). [...] A confissão de pecados é feita primeiramente a Deus (Sl 32.3-6), àquele que sofreu o dano (Lc 17.4), a um conselheiro espiritual (2 Sm 12.13), ou a congregação de crentes (1 Co 5.3)<br />
(Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2006. pp.443,1501-2).<br />
VOCABULÁRIO<br />
Sem ocorrências,<br />
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA<br />
COUTO, Geremias. A Transparência da Vida Cristã. RJ: CPAD, 2001.<br />
Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.<br />
SAIBA MAIS<br />
Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 40, p.40.<br />
Editora Ultimato<br />
EXERCÍCIOS<br />
RESPONDA<br />
1. Cite algumas atitudes que o cristão deve tomar em relação à Palavra de Deus.<br />
R. O crente necessita ouvir, receber e meditar na Palavra, bem como aceitá-la e acolhê-la em nossas mente e coração.<br />
2. De quem é a responsabilidade pelo pecado?<br />
R.A responsabilidade pelo pecado é de quem os comete.<br />
3. Qual é a ordem do processo de restauração?<br />
R. Conscientização, arrependimento, confissão e abandono do pecado.<br />
4. Antes de ser contra nós ou outra pessoa, primeiramente, o pecado agride a quem?<br />
R. Agride a Deus e a sua Palavra.<br />
5.Na situação de Davi, o que você faria?<br />
R.Resposta pessoal..</p>
<p style="text-align: justify;">APLICAÇÃO PESSOAL<br />
&#8220;A confissão é para a alma o que o preparo da terra é para o campo. Antes de semear, o fazendeiro trabalha a terra, removendo pedras e arrancando tocos. Ele sabe que a semente cresce melhor quando o solo é preparado. A confissão é um convite para Deus passear pelos acres de nosso coração. A semente de Deus cresce melhor se o solo do coração é roçado. [...] E então, O Pai e o Filho andam juntos pelo campo; cavando e arrancando, preparando o coração para frutificar. A confissão convida o Pai a trabalhar o solo da alma. A confissão busca o perdão de Deus, não a anistia. Perdão presume culpa; anistia, derivada da mesma palavra grega para amnésia, &#8216;esquece&#8217; a suposta ofensa sem imputar culpa&#8221;
</p>
<p style="text-align: justify;">(LUCADO, Max. Nas Garras da Graça, RJ: CPAD, 1999, p.120).</p>
<p style="text-align: justify;">Elaboração pelo:- Pb. Miguel Fiuza Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://rxisaias.blogspot.com/">http://rxisaias.blogspot.com/</a></p>
</div><img src="http://www.ensinodominical.com.br/?ak_action=api_record_view&id=2274&type=feed" alt="" /><div class="feedflare">
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</div>]]></content:encoded><description>LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Salmos 51.1-4,7-12,17
INTERAÇÃO
Caro professor, nesta lição, o &amp;#8220;homem segundo o coração de Deus&amp;#8221;, de acordo com Mark Dever, tornou-se o retrato mais claro do que significa arrepender-se do pecado. Como homem, Davi errou e quase veio a sucumbir, no entanto, ao contrário de Saul, não tentou se justificar, mas arrependeu-se profundamente [...]</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/a-restauracao-espiritual-de-davi-iii/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">1</slash:comments><feedburner:origLink>http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/a-restauracao-espiritual-de-davi-iii/</feedburner:origLink></item><item><title>A restauração espiritual de Davi – II</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ensinodominical/~3/Mf32wurpZ_w/</link><category>Lição - 4o Trimestre 2009</category><category>Lição 09</category><dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Francisco A. Barbosa</dc:creator><pubDate>Wed, 25 Nov 2009 16:45:11 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/?p=2271</guid><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/o6VT15I672hh9eBnmXjf2eg7F6Q/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/o6VT15I672hh9eBnmXjf2eg7F6Q/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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&#8220;Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR te traspassou o teu pecado; não morrerás&#8221; (2 Sm 12.13). </span><span style="color: #000000;"><em>Quando somos confrontados por algo errado é natural que nos esquivemos. Não foi assim com Davi, que confrontado pelo Profeta Natã reagiu com uma confissão imediata, conforme se deduz do conteúdo do salmo 51 e sua suplica desesperada por perdão. Humildemente Davi pleiteia a misericórdia divina, em consonância com o amor que ele prometeu ter pelo seu povo, ele pede: “lava-me” numa figura da lavagem de roupas, por que sentiu seu pecado impregnado como roupa suja que necessita de lavagem. O Senhor em sua misericórdia, afastou de Davi a sentença de rejeição, quando ele perdoa os pecadores, o faz movido pela sua misericórdia, sabendo-se que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna.<br />
</em><br />
</span><a name="1"></a><br />
<span style="color: #000000;"><strong>VERDADE PRÁTICA</strong><br />
O caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática<em> – O pecado não é apenas a violação de determinada ordem, quer moral ou social, mas é antes de tudo, a ruptura do relacionamento entre o Homem e Deus, por isso nos textos originais lê-se: “ultrajado a Yaweh” ao invés de “ pequei contra Yaweh” usado nas traduções em língua portuguesa. Para Deus o pecado não é algo banal, que ele perdoa e esquece, seus efeitos ficam e maculam assim mesmo como nos ensina a trajetória de Davi, o retrato mais claro do que significa arrepender-se profundamente e reconheceu o seu pecado (2 Sm 12.13a; Sl 51.4).</em></p>
<p></span><a name="5"></a><br />
<span style="color: #000000;"><strong>OBJETIVOS</strong><br />
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:<br />
- Compreender que o caminho da restauração passa pelo arrependimento, confissão e abandono do pecado.<br />
- Conscientizar-se da importância da Bíblia para a restauração espiritual.<br />
- Reconhecer a influência do meio na decisão do indivíduo em pecar, ou não.</p>
<p></span><a name="6"></a><br />
<span style="color: #000000;"><strong>Palavra Chave:</strong> &#8211; Restauração: Restabelecimento de uma situação vivida anteriormente; conserto.</p>
<p><strong>INTRODUÇÃO </strong><br />
Onde reside a transgressão de Davi? Em relacionar-se com Bate-Seba? Certamente não apenas isso. Os reis foram polígamos, até em virtude da política, assim, seria normal o rei aumentar o número do seu harem (2Sm 12.8). Foi em assassinar Urias? Também. Apesar de que, os reis como grandes generais, eram homens de sangue, com muitas mortes (e em virtude disso, Deus proibiu-lhe de ergue-lhe uma casa). O valente e ousado profeta acusa severamente a Davi de adultério, assassinato e dolo e o pior e mais grave, de desprezar a Palavra do Senhor e ultrajar (hb bazah = menosprezar; desprezo; fazer pouco caso) o próprio Deus. Assim, não foi apenas o fato de adulterar e assassinar, mas o que antecedeu a isso: o desprezo pela Palavra, como nossos primeiros pais que desprezaram o mandamento: “não comereis”, todos os demais pecados resultaram dessa falta. Davi adulterou duplamente. Seu “affaire” com a bela mulher de Urias foi rápido, mas as suas conseqüências foram duradouras. Certamente Davi só obteve paz espiritual ao confessar: &#8220;Pequei contra o Senhor&#8221; (2 Sm 12.13).</p>
<p><strong>I. A RESTAURAÇÃO E A PALAVRA DE DEUS</strong></p>
<p>1. Davi e a Palavra de Deus. Estudamos na Lição 7 que Davi é lembrado e respeitado por seu coração voltado a Deus, apesar de suas fraquezas, possuía uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de Deus. Ao assumir o trono, a preocupação de Davi foi em restaurar a adoração ao Deus de Israel. A Arca representava a direção, a provisão, o poder e a misericórdia de Deus. Ao trazer a Arca para o centro do seu governo, demonstrou a sua vontade em reconduzir a nação de volta ao seu propósito existencial: YAWEH e a Lei no centro da vida nacional. Facilmente entendemos que Davi era um homem que amava a Palavra de Deus, então, em que momento ele fraquejou? Sem querer discordar do amado comentarista, não creio que o notável em Salmos de Israel tenha se tornado um burocrata, e um crente com uma vida devocional pobre, e que, por isso, não percebera sua fragilidade nem tampouco a cilada de Satanás. Então, como se explica isso?<br />
Certamente ele poderia interromper e abandonar seus maus pensamentos a qualquer momento, mas quando começamos a transgredir fica difícil parar (Tg 1.14, 15). A tentação tem um fim bem definido: refinar nossa fé e nos ajudar a amadurecer. Certamente elas virão e em doses cada vez mais fortes! Nesse teste Davi foi reprovado por não observar a Lei que tanto amava e se esmerava em fazer a nação obediente. Muitas vezes estamos como Davi: amamos a palavra do Senhor, buscamos viver em sintonia com o Espírito Santo, mas vez ou outra alimentamos maus pensamentos, maus desejos, más conversações, ações erradas, e o pior, quando confrontados pelo Espírito Santo, damos desculpas mil, como: é culpa da outra pessoa; não pude evitar; todo mundo faz isso; foi um engano; o diabo me tentou&#8230; Tiago nos ensina que o teatro de operações dessa guerra espiritual é a nossa mente, é lá que alimentamos e permitimos que se tornem em ações, por isso Jesus foi incondicional quando afirmou que o simples fato de olhar para uma mulher e desejá-la em seu coração (pensamento), já cometeu adultério com ela.<br />
Davi errou ao alimentar o mau pensamento. Nós erraremos também, mesmo sendo tabernáculo do Espírito Santo, a mente não está cativa a Ele, devemos fazê-lo a todo custo, a fim de evitarmos o fracasso espiritual – “pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra&#8230; mortificai, pois os vossos membros que estão na terra: a prostituição, a impureza; o apetite desordenado&#8230;”(Cl 3.3, 5). Quantas vezes nos deparamos com maus desejos, pecado sexual, impureza, lascívia, cobiça, ira, dissensões, malicia, calunia, linguagem torpe, mentira, tudo isso em detrimento do exercício da misericórdia, bondade, humildade, fé, mansidão, paciência, comedimento, perdão&#8230;<br />
Davi foi confrontado pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta Natã (1 Sm 12). Qual outra fonte se atreveria a confrontar o rei? Somente a Palavra de Deus é poderosa para lançar luz em nossas densas trevas.<br />
2. O cristão e a Palavra de Deus. Temos que levar cativos os nossos pensamentos à Cristo, só assim teremos uma atitude a fim de que não venhamos tropeçar (Rm 10.17; 1 Ts 1.6). O nosso maior mal é sermos ouvintes esquecidos, o crente necessita ouvir a Palavra, recebê-la e também nela meditar (Sl 1.2), muitas vezes ouvimos, processamos a informação e guardamos em nosso intelecto sem permitir que desça ao coração. A Palavra precisa ser aceita e acolhida por nossas mentes e corações. O bom soldado conhece sua arma, sabe resolver qualquer falha ou incidente, adestra-se em seu manejo. O que adianta armar-se com a Palavra ou estar cheio dela se não soubermos como usá-la? É preciso conhecer e manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), assim mesmo como um soldado adestrado para o combate. A Palavra de Deus é fundamental no processo de restauração, atuando como luz em nossas densas trevas.</p>
<p></span><span style="color: #000000;"><strong>II. A RESTAURAÇÃO E A INFLUÊNCIA DE FATORES EXTERNOS EM NOSSAS DECISÕES<br />
</strong><br />
1. A influência do meio. Estamos presenciando dias de relativismo moral, de tal forma que somos bombardeados com o politicamente correto – segundo a visão relativista. Embora não possamos escapar dessa missiva, Deus tem planos bons, agradáveis e perfeitos para nós. Ele deseja a nossa transformação em pessoas com mentes renovadas, que vivam para obedecê-lo e honrá-lo, devemos nos colocar à sua inteira disposição, oferecermo-nos a Ele como sacrifício vivo e realizarmos a obra que nos está proposta.<br />
Como estamos desempenhando nosso papel de sal e luz do mundo? Estamos influenciando as pessoas que cruzam nosso caminho?<br />
Paulo nos previne: “não vos conformeis com este mundo”, nossa atitude de inconformismo com o mundo vai muito além dos comportamentos e costumes. Veja, muitas vezes nos desvencilhamos dos costumes e práticas mundanas, mas não obstante isso, continuamos a ser orgulhosos, egoístas, rebeldes e arrogantes (você conhece alguém assim em sua igreja?).<br />
Influenciar o meio é nossa missão precípua, o bom testemunho, o bom serviço cristão, o amor de serviço (ágape) são meios para influenciarmos e ganharmos almas para o reino. Infelizmente, muitas vezes, nós é que somos influenciados pelo meio e não entendemos o que significa ser cristão hoje, nesse momento.<br />
A primeira vez que os seguidores de Jesus foram chamados de ‘cristãos’, foi em Antioquia (região da Síria), justamente por se parecerem com Cristo (At 11.26).<br />
Vemos muitos hoje que gostam de serem reconhecidos com esse epíteto, porém, sua conduta em nada nos remete à Cristo.<br />
Qual seria hoje a marca distintiva do cristão? A geração atual pauta-se por uma ética volúvel, o que era errado, agora é certo, fica difícil distinguir o verdadeiro cristão, bem como, fica difícil viver com integridade inegociável, sendo luz e sal, andando de forma justa, sensata e piedosa.<br />
Mais do que uma simples lista de “faça” ou “não faça”, a Bíblia nos dá instruções detalhadas de como um Cristão deve viver, em qualquer época ou sociedade. A Bíblia é tudo que precisamos para saber como viver a vida Cristã. No entanto, a Bíblia não se dirige diretamente a exatamente todas as situações que vamos ter que encarar em nossas vidas. Como então ela é suficiente? “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência&#8221; (Colossenses 3.1-6).<br />
Não obstante o mundo ir de mal a pior, não poderia ser diferente e não esperaríamos que fosse, pois, as Escrituras afirmam que ele jaz no maligno, acredito que não é o ambiente que faz o homem, mas é este que transforma aquele. Embora alguns estudiosos afirmem que o homem é um produto do meio, acredito na possibilidade do meio ser o produto do homem, afinal, o reino de Deus já é vivido entre nós, com transformação de vida e conseqüentemente, do meio. Os transformados por Deus vivem agora para a glória d’Ele, são luzeiros na escuridão, escaparam do meio corrupto e de ética volúvel.<br />
Viver em meio à corrupção e não ser alcançado por ela, viver entre os impetuosos defensores daquilo que é contrario à nossa fé e cercados por um mar revolto de corrupção sem abrir mão dos princípios da fé, é o desafio para nós, cristãos de hoje, a fidelidade é a nossa marca, fidelidade à sã doutrina e aos princípios régios da Reforma. É possível ser um cristão íntegro no meio dessa geração corrompida e má. É possível&#8230; <span style="font-size: 85%;">(http://ogideao.blogspot.com/2009/10/etico-em-meio-aos-volateis.html) </span></p>
<p>2. Nossa responsabilidade moral. &#8220;Porque eu conheço as minhas transgressões; e o meu pecado está sempre diante de mim&#8221; (Sl 51.3). &#8220;Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.&#8221; (1 João 1.9), a confissão tem a função de nos tornar livres para que possamos reatar com Cristo e gozarmos a alegria da salvação. Na lição 8 vimos que há três fontes de tentação: o diabo, o mundo e a carne. Embora nosso pecado seja fruto de um tentador, isso não nos exime de responsabilidade sobre esses atos.<br />
Com o espírito quebrantado, Davi reconhece e confessa as suas transgressões, pois o seu pecado está continuamente diante de dele. Davi assevera a tendência universal para o pecado, mas não vislumbra nisso escusa. A profundeza da sua confissão está visível no seu desejo de revelar o íntimo e o escondido do seu ser. Quando alguém peca, o faz contra Deus, que jamais terá o culpado por inocente (Na 1.3).</p>
<p><strong>CONCLUSÃO </strong></p>
<p>A restauração, sob o ponto de vista humano, é a arte de se colocar contritamente nas mãos do divino Oleiro para que ele refaça o vaso quebrado e lhe dê novamente a forma e a beleza anteriores, depois de qualquer escorregão e queda ou de qualquer escândalo e desastre de natureza moral e religiosa. Davi humilhou-se e foi restaurado. Nós, a exemplo de Davi, não temos porque viver sob o domínio do pecado, uma vez que a Escritura assegura-nos de que o sangue de Jesus quebrou esse domínio e tem poder para nos purificar totalmente dele (Rm 6.14; 1 Jo 1.7,9). Um espírito quebrantado e um coração contrito são os sacrifícios exigidos para essa restauração, Deus não nos rejeitará por causa da sua infinita misericórdia, compaixão e graça, que são prometidos a todo aquele que se encontra esmagado, oprimido e desmoralizado pelo pecado e pelos poderes satânicos. Se confessarmos nossa culpa e reconhecermos nossas faltas, Deus será fiel a nós, será justo conosco, perdoará nossos pecados e purificar-nos-á de toda injustiça.<br />
</span><a name="8"></a><span style="color: #000000;">A doutrina do perdão, proeminente tanto no AT quanto no NT, refere-se ao estado ou ao ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável. [...] No perdão, a culpa pelo pecado é perdoada e substituída pela justificação, através da qual o pecador é declarado justo. [...] Embora judicialmente todos os pecados sejam perdoados quando o pecador é salvo através da fé (Jo 3.18), se o pecado entrar na vida de um cristão, ele afetará o relacionamento deste com o Pai Celestial. O perdão e a restauração da comunhão que se fizeram necessários são efetuados mediante a confissão dos pecados (1 Jo 1.9) e o arrependimento (Lc 17.3,4; 24.47). [...] A confissão de pecados é feita primeiramente a Deus (Sl 32.3-6), àquele que sofreu o dano (Lc 17.4), a um conselheiro espiritual (2 Sm 12.13), ou a congregação de crentes (1 Co 5.3)<br />
“Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados!” (Sl 32.1). Sobretudo depois do peso esmagador da mão do Senhor. A história registra que Davi “morreu em boa velhice, tendo desfrutado vida longa [70 anos], riqueza e honra” (1 Cr 29.28).</p>
<p></span><a name="12"></a><br />
<span style="color: #000000;"><strong>APLICAÇÃO PESSOAL</strong></p>
<p>“Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20) — cumpriu-se em Davi. Deus havia prometido a Davi que, quando a vida dele chegasse ao fim, ele escolheria para sucedê-lo “um fruto do seu próprio corpo” (2 Sm 7.12). O escolhido era Salomão, fruto do corpo de Davi e de Bate-Seba: “Dentre todos os muitos filhos que [Deus] me deu, ele escolheu Salomão para sentar-se no trono de Israel, o reino do Senhor” (1 Cr 28.5). Salomão nasceu logo após o adultério e era filho daquela que “tinha sido mulher de Urias” (Mt 1.6). Na verdade, Salomão era filho da graça! &#8220;A confissão é para a alma o que o preparo da terra é para o campo. Antes de semear, o fazendeiro trabalha a terra, removendo pedras e arrancando tocos. Ele sabe que a semente cresce melhor quando o solo é preparado. A confissão é um convite para Deus passear pelos acres de nosso coração. A semente de Deus cresce melhor se o solo do coração é roçado. [...] E então, O Pai e o Filho andam juntos pelo campo; cavando e arrancando, preparando o coração para frutificar. A confissão convida o Pai a trabalhar o solo da alma. A confissão busca o perdão de Deus, não a anistia. Perdão presume culpa; anistia, derivada da mesma palavra grega para amnésia, &#8216;esquece&#8217; a suposta ofensa sem imput</span><span style="color: #000000;">ar culpa&#8221; (LUCADO, Max. Nas Garras da Graça, RJ: CPAD, 1999, p.120).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
O gostoso de estudarmos a Palavra é entender o quanto Deus nos ama e está disponível a ser nosso maior amigo! (Hb 10.17). Qualquer que seja o nosso pecado, ele está patente aos seus olhos, qualquer pecado encoberto será por Deus descoberto; aquilo que a ele descobrimos por meio da confissão, será por Ele encoberto (Pv 28.13). É preciso lembrar para confessar e é preciso confessar para não mais lembrar. Confessar e abandonar implica mudança de mente em relação ao pecado, traz paz e alegria, revigora e dá sabor à vida.<br />
Confissão é fruto do arrependimento, este por sua vez traduz uma mudança de mente, disposição do coração, mudança de propósito ou uma ênfase na mudança da conduta pessoal.<br />
Necessitamos estar atentos, vigilantes de nossa conduta em meio a um mundo eticamente relativista. Caso venhamos a sucumbir, sabemos que temos um Advogado para nossa causa e se depositarmos nossa confiança nele, a absolvição é certa. Mas, será preciso verdadeiramente uma mudança de mente, arrependimento. Na verdade, o caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática.<br />
“Compreenda e veja como é mau e amargo abandonar o Senhor, o seu Deus, e não ter temor de mim” (Jr 2.19).<br />
N’<strong>Ele</strong>, que advoga por nós junto ao Pai,<br />
Francisco de Assis Barbosa, <em><span style="font-size: 85%;">[ton frère dans Le sauvateur Jésus Christ]</span></em><br />
<span style="font-size: 85%;">Professor da EBD na IEAD Ministério do Belém em São Caetano do Sul, SP </span></p>
<p><strong>BIBLIOGRAFIA PESQUISADA </strong><br />
- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.<br />
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos<br />
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;<br />
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;<br />
- Dicionário Vine – CPAD<br />
- http://ogideao.blogspot.com/2009/10/etico-em-meio-aos-volateis.html</span></p>
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</div>]]></content:encoded><description>TEXTO ÁUREO
&amp;#8220;Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR te traspassou o teu pecado; não morrerás&amp;#8221; (2 Sm 12.13). Quando somos confrontados por algo errado é natural que nos esquivemos. Não foi assim com Davi, que confrontado pelo Profeta Natã reagiu com uma confissão imediata, conforme [...]</description><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/a-restauracao-espiritual-de-davi-ii/feed/</wfw:commentRss><slash:comments xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/">0</slash:comments><feedburner:origLink>http://blogs.gospelprime.com.br/escoladominical/a-restauracao-espiritual-de-davi-ii/</feedburner:origLink></item><media:rating>nonadult</media:rating></channel></rss>
