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	<title>Entrelinhas</title>
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	<description>Livros e literatura numa única página</description>
	<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 18:16:07 +0000</pubDate>
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		<title>Entre quatro paredes - Sophie Calle e Grégoire Bouiller</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 18:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana D.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A artista conceitual francesa Sophie Calle e o ex-namorado, o escritor Grégoire Bouiller, estavam presentes na mesa 12 da 7a. edição da Flip. Com um tom sarcástico e irônico, o ex-casal falava sobre o trabalho que Calle fez a partir de um e-mail de rompimento que recebeu de Grégoire. Foi a primeira vez que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A artista conceitual francesa Sophie Calle e o ex-namorado, o escritor Grégoire Bouiller, estavam presentes na mesa 12 da 7a. edição da Flip. Com um tom sarcástico e irônico, o ex-casal falava sobre o trabalho que Calle fez a partir de um e-mail de rompimento que recebeu de Grégoire. Foi a primeira vez que os dois se apresentaram juntos em público para falar sobre o assunto.</p>
<p>No decorrer da conferência, Grégoire Bouiller disse que a pessoa que escreveu o e-mail para Sophie Calle foi o &#8220;Grégoire&#8221; e não o escritor &#8220;Grégoire Bouiller&#8221;, explicando até mesmo o sentido da falta do sobrenome da mensagem que mandou para a ex-namorada. Ele afirmou que a análise feita na obra de Calle é apenas a partir do e-mail e não foi feita a análise do que aconteceu antes e culminou naquela mensagem.</p>
<p>Mas não é só Sophie que fez um trabalho sobre Grégoire. O inverso também ocorreu! Em 2004, ele publicou L&#8217;invité mystère, o qual fala sobre o momento em que foi convidado para o aniversário de Sophie Calle (ela convidava um número correspondente a sua idade e mais uma pessoa que não conhecia, simbolizando o ano que estava por vir e que ainda era um mistério). A edição brasileira foi lançada após a conferência em Paraty e todos os livros (primeiramente os escritos em francês) se esgotaram em poucos minutos.</p>
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		<title>Chico Buarque causa furor em Paraty</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 18:07:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana D.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A palestra de Chico Buarque e Milton Hatoum foi aguardada por centenas de fãs que se aglomeravam ao redor da tenda do telão em Paraty. O escritor &#8220;pop star&#8221; chegou na tenda dos autografos com dificuldade, pois a multidão fanática era enorme. Para decepção de alguns fãs - e alegria de outros - Chico Buarque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A palestra de Chico Buarque e Milton Hatoum foi aguardada por centenas de fãs que se aglomeravam ao redor da tenda do telão em Paraty. O escritor &#8220;pop star&#8221; chegou na tenda dos autografos com dificuldade, pois a multidão fanática era enorme. Para decepção de alguns fãs - e alegria de outros - Chico Buarque autografou apenas cem livros e as pessoas tiveram que pegar um senha logo cedo.</p>
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		<title>O avesso do realismo</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 18:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana D.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Bernardo Carvalho - autor de Mongólia e O filho da mãe - e Atiq Rahimi - escritor de Terras e Cinzas e de Syngué Sabour, obra a qual lhe concedeu o prêmio Goncourt - debataram a questão do realismo no trabalho deles. Para Bernardo, o realismo é algo que deve ser distorcido, que serve como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bernardo Carvalho - autor de Mongólia e O filho da mãe - e Atiq Rahimi - escritor de Terras e Cinzas e de Syngué Sabour, obra a qual lhe concedeu o prêmio Goncourt - debataram a questão do realismo no trabalho deles. Para Bernardo, o realismo é algo que deve ser distorcido, que serve como base para as criações dele, porém isso não significa que tudo o que está escrito seja real. Já Atiq disse que só a realidade quando ela é contada.</p>
<p>O autor afegão foi morar na França aos 14 anos fugindo da guerra em seu país e Syngué Sabour (Pedra da paciência) é o primeiro livro escrito por ele em francês. No Brasil, ele foi lançado em português com o selo do Ano da França no Brasil. Durante os autografos, Atiq perguntava aos leitores para dizer uma palavra preferida, então ele a escrevia em persa, língua materna dele.</p>
<p>À noite, na Casa da Cultura, Atiq debateu sobre cinema (uma vez que o romance Terra e Cinzas vai para a telona) e falou sobre o significado do exílio e, para tanto, contou uma pequena estória para ilustrar algo tão complicado. &#8220;É como se houvesse perdido a chave da liberdade e da cidadania em meu país e soubesse que não iria encontrá-la mais lá&#8221;, disse. Ao falar, ficou evidente que o autor se sente bem na França, sem embargo, pensa muitíssimo no país e leva esse sentimento melancólico para as obras. O afegão explicou que despejando as dores no papel, ele pode ser uma pessoa feliz e bem humorada. Como realmente se constatou na Flip.</p>
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		<title>China no divã</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 14:26:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana D.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[No segundo dia da Flip, a China foi o grande tema. Os escritores de Pequim em Coma - Ma Jian - e de As boas mulheres da China - Xinran - participaram da mesa, na qual houve uma comparação do processo histórico e cultural que sofreu a China milenar até hoje, momento em que vive [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No segundo dia da Flip, a China foi o grande tema. Os escritores de Pequim em Coma - Ma Jian - e de As boas mulheres da China - Xinran - participaram da mesa, na qual houve uma comparação do processo histórico e cultural que sofreu a China milenar até hoje, momento em que vive uma prosperidade econômica figurando entre os membros do &#8220;Bric&#8221;.</p>
<p>Esbanjando simpatia, Xinran falou das artimanhas para conseguir os depoimentos que compuseram o livro mais recente - Testemunhas da China. Um momento curioso foi quando Xinran revelou porque tinha apenas uma unha pintada de vermelho. A autora chinesa fez isso para chamar a atenção - ela disse que geralmene são as mulheres que percebem essas peculiaridades - das pessoas e, dessa maneira, poder começar um diálogo. Foi deixando uma pimentinha no rosto ao sair de casa que algumas mulheres a olhavame diziam: &#8220;Olha, tem uma coisa no seu rosto&#8230;&#8221;. Em seguida, começava a conversa&#8230; A partir de então Xinran percebeu que  poderia se utilizar dessa &#8220;técnica&#8221; para as pessoas começarem a se abrir com ela.</p>
<p>Ma Jian falou em chinês durante toda a palestra - o que tornou a tradução um pouco confusa. Trata-se de uma atitute política que ele uiliza até mesmo em casa para falar com o filho e a esposa - uma inglesa. Ma Jian relatou os momentos que ele viveu como estudante durante o massacre da Paz Celestial e quando o irmão ficou em coma. Ele disse que sortudos foram os que ficaram em coma, pois tiveram a memória preservada e não foi feita uma lavagem cerebral como ocorreu com a maioria dos chineses.</p>
<p>Depois da conferência, Xinran e Ma Jian foram autografar o livro de dezenas de fãs que se aglomaravam e compraram vários exemplares na Livraria Oficial da Flip. Esbanjando simpatia, Xinran pedia desculpa aos fãs pela longa demora, sorria e ainda tirava fotos com todos, fazendo questão de levantar-se sempre.</p>
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		<title>Entrelinhas com cobertura exclusiva da Flip</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 13:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana D.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O site Entrelinhas fará uma cobertura exclusiva da 7a. Flip, que ocorre anualmente em Paraty. Aqui saberá o que está acontecendo na cidade, além de conferir fotos e outros conteúdos.
Davi Ariggucci Jr. abriu a Flip ontem (1º de julho)  falando sobre Manuel Bandeira - homenageado deste ano - e do significado da poesia do poeta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O site Entrelinhas fará uma cobertura exclusiva da 7a. Flip, que ocorre anualmente em Paraty. Aqui saberá o que está acontecendo na cidade, além de conferir fotos e outros conteúdos.</p>
<p>Davi Ariggucci Jr. abriu a Flip ontem (1º de julho)  falando sobre Manuel Bandeira - homenageado deste ano - e do significado da poesia do poeta recifense, o qual aliava morte e amor em seus versos. No final da noite, Adriana Calcanhotto, assim como bandeira, também fez uma junção, sendo que desta vez foi de melodia e letras. Adriana cantou para uma multidão, composta por pessoas de várias faixas etárias, que se aglomeravam na praça principal do centro histórico de Paraty.</p>
<p>Hoje haverá as seguintes mesas: Novos traços, Separações,Verdades inventadas, China no divã (com a participação da escritora de As boas mulheres da China - Xinran) e Deus, um delírio (com Richard Dawkins conversando com Silio Boccanera).</p>
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		<title>A literatura fica mais triste sem Mario Benedetti</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 22:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana D.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Faleceu ontem, em Montevidéu, capital uruguai, o escritor Mario Benedetti. Ele sofria, há um ano, de problemas respiratórios e intestinais. Benedetti fez parte do apogeu da literatura latino-americano, numa época em que surgiam grandes nomes como Júlio Cortázar, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e Carlos Fuentes.
Em 14 de septiembre de 1920 nasceu Mario Orlando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.entrelinhas.info/wp-content/uploads/2009/05/mario-benedettijpg.gif" alt="mario-benedettijpg.gif" align="right" />Faleceu ontem, em Montevidéu, capital uruguai, o escritor Mario Benedetti. Ele sofria, há um ano, de problemas respiratórios e intestinais. Benedetti fez parte do apogeu da literatura latino-americano, numa época em que surgiam grandes nomes como Júlio Cortázar, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e Carlos Fuentes.</p>
<p>Em 14 de septiembre de 1920 nasceu Mario Orlando Hamlet Hardy Brenno Benedetti em Paso de los Toros, departamento de Tacuarembó. O grande nome foi reduzido até se tornar simplesmente &#8220;Mario Benedetti&#8221;.</p>
<p>Com o golpe de 73, ele deixou o cargo de diretor do Departamento de Literatura Hispano-americana na Facultad de Humanidades y Ciencias de la Universidad de la República. Exilou-se em Buenos Aires e foi lá que a Triple A deu-lhe um prazo de 48 horas para deixar o país. Seguiu, então, para o Peru. Em Lima, capital peruana, foi mais uma vez deportado, indo parar em Cuba. De lá, foi para Madri, onde viveu até 1983.</p>
<p>En 1999, recebeu o Prêmio <em>Reina Sofía de Poesía Iberoamericana</em>; em 2001, o <em>I Premio Iberoamericano José Martí</em>; em 2002; em 2005, o <em>Premio Internacional Menéndez Pelayo</em>.</p>
<p>Benedetti estava trabalhando em um novo livro de poesia, cujo título provisório era  <em>Biografía para encontrarme</em>.</p>
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		<title>Flip homenageia Manuel Bandeira e celebra Ano da França no Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 17:04:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana D.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A Feira Literária de Paraty (Flip), neste ano, vai homenagear o poeta pernambucano Manuel Bandeira. Além dessa homenagem, a Flip estará repleta de novidades. Por fazer parte do calendário dos eventos comemorativos relacionados ao Ano da França no Brasil, a Flip irá receber &#8220;na Tenda dos Autores, a artista conceitual Sophie Calle, que traz a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Feira Literária de Paraty (Flip), neste ano, vai homenagear o poeta pernambucano Manuel Bandeira. Além dessa homenagem, a Flip estará repleta de novidades. Por fazer parte do calendário dos eventos comemorativos relacionados ao Ano da França no Brasil, a Flip irá receber &#8220;na Tenda dos Autores, a artista conceitual Sophie Calle, que traz a mostra <em>Prenez soin de vous</em> ao Sesc em julho, a crítica de arte Catherine Millet, autora de <em>A vida sexual de Catherine M</em>. (2001), Grégoire Bouillier, escritor do cultuado<em> L’invité Mystère </em> (2004), e Atiq Rahimi, escritor e cineasta afegão radicado na França, cujo romance <em>Syngué Sabour</em> (2008) venceu o Goncourt, principal prêmio literário francês&#8221;.</p>
<p>Também é dado destaque à literatura chinesa. É a primeira vez que a China recebe está presente no evento, contando com a apresentação da jornalista Xinran, autora de <em>As boas mulheres da China</em>.</p>
<p>Outra novidade é a página da Flip no Twitter; a Flip já conta com um blog e um canal oficial no Youtube.  De acordo com o site oficial da Flip, &#8220;Através do Twitter da FLIP, os seguidores poderão acompanhar e receber informações a respeito de tudo o que acontece na FLIP, antes e durante o festival. Desde agora, o Twitter Flip2009 trará a confirmação de novos autores e indicará endereços na internet que tratem dos autores convidados e tragam informação relacionadas aos escritores, tais como críticas, reportagens, entrevistas e vídeos. Durante a festa, publicará, em tempo real, qual mesa está para começar, quais eventos ocorrem na Casa da Cultura de Paraty, os horários das coletivas de imprensa, os autores que participam de sessões de autógrafos, quais mesas ainda possuem ingressos à venda etc.&#8221;. Quem quiser ser um follower da Flip é só acessar (caso esteja inscrito no Twitter)  <a href="http://twitter.com/flip2009">http://twitter.com/flip2009</a>.</p>
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		<title>“Pensar con libros” é o tema da 35a. Feira do Livro de Buenos Aires</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 22:07:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana D.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A Feira Internacional do Livro de Buenos Aires está na 35a. edição e ocorre de 23 de abril a 11 de maio. Trata-se da maior feira do livro no mundo hispano. O tema, em 2009, é &#8220;Pensar con libros&#8221; (Pensar com livros). Durante a Feira, há exposições, conferências, dialógos com escritores argentinos e estrangeiros.
Segundo publicado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Feira Internacional do Livro de Buenos Aires está na 35a. edição e ocorre de 23 de abril a 11 de maio. Trata-se da maior feira do livro no mundo hispano. O tema, em 2009, é &#8220;Pensar con libros&#8221; (Pensar com livros). Durante a Feira, há exposições, conferências, dialógos com escritores argentinos e estrangeiros.</p>
<p>Segundo publicado no site oficial, o lema &#8220;é um modo de se referir ao livro, ao mais eficaz e persistente, e ainda não superado, instrumento de reflexão e autoconhecimento que possui o ser humano. Ao mesmo tempo, se relaciona também, indiretamente, a necessidade de &#8216;ensinar&#8217; a pensar com livros como arma pedagógica desde o jardim da infância até a universidade, em uma época em que se tem cometido, nesse meio, muitas omissões e frivolidades. Por fim, fala-se mais especificamente, dos gêneros contidos neste tema, incluindo entre outros, o ensaio filosófico e político, a crítica ideológica e social, e as necessárias reescrituras da história&#8221;.</p>
<p>A Feira do livro ocorre em La Rural, no bairro de Palermo, em Buenos Aires. Mais informações no site http://www.el-libro.org.ar/internacional/general/ .</p>
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		<title>Livro que Chávez deu a Obama vai para lista dos mais vendidos</title>
		<link>http://www.entrelinhas.info/livro-que-chavez-deu-a-obama-vai-para-lista-dos-mais-vendidos/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 17:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana D.</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O livro As veias abertas da América Latina que o presidente da Venezuela Hugo Chávez deu ao presidente Barack Obama na Cúpula das Américas foi parar na lista dos livros mais vendidos da Amazon.com em apenas algumas horas. No dia anterior ao ocorrido, o livro de bolso traduzido para inglês estava na posição 60.280. Neste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O livro As veias abertas da América Latina que o presidente da Venezuela Hugo Chávez deu ao presidente Barack Obama na Cúpula das Américas foi parar na lista dos livros mais vendidos da Amazon.com em apenas algumas horas. No dia anterior ao ocorrido, o livro de bolso traduzido para inglês estava na posição 60.280. Neste sábado (dia 18), ele já ocupava a 14a. posição. O livro é considerado a obra prima da esquerda latino-americana.</p>
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		<title>Livro: Comme un roman/como um romance</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 20:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana D.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Comme um roman foi ganhador do Prix Renaudot em 2007. A versão em português tem duas edições (Editora Rocco e L&#38; PM Editores). Trata-se de um livro prazeroso de se ler que possui quatro capítulos: I - Naissance de l&#8217;alchimiste; II - Il faut lire (le dogme); III - Donner à lire; IV - Le [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="right" width="108" src="http://www.entrelinhas.info/wp-content/uploads/2009/04/5075730.jpg" alt="5075730.jpg" height="180" /><em>Comme um roman</em> foi ganhador do <em>Prix Renaudot</em> em 2007. A versão em português tem duas edições (Editora Rocco e L&amp; PM Editores). Trata-se de um livro prazeroso de se ler que possui quatro capítulos: I - <em>Naissance de l&#8217;alchimiste</em>; II - <em>Il faut lire (le dogme)</em>; III - <em>Donner à lire</em>; IV - <em>Le qu&#8217;en lira-t-on (ou les droits imprescriptibles du lecteur)</em>. Os subcapítulos são curtos; alguns com apenas uma citação. A linguagem é acessível e tem-se a impressão de que o escritor dialoga a todo o momento com o leitor.O livro é sobre o processo de aprendizagem da leitura e da escrita; o amor pelos livros; os motivos que impedem alguém de gostar de ler. Tudo escrito de uma maneira leve, divertida, com uma pitada de ironia que somente aguça a vontade de devorar essa obra.</p>
<p>Daniel Pennac começa contando a história de um casal que tem um filho adolescente que não quer ler. Os pais se questionam sobre o que deu errado. Nem o casal nem o garoto tem nome, sendo assim, as personagens poderiam ser qualquer um: na França ou no Brasil. A segunda parte do livro se passa na escola e mostra o que faz um professor (o narrador) para fazer os alunos se interessarem pela leitura. Diz Pennac que &#8220;ler se aprenda na escola. Amar ler&#8230;&#8221;.</p>
<p>Mas, às vezes, é possível achar um professor que despertem o amor dos alunos pela leitura, &#8220;sua própria vivacidade, graças ao esforço que se transforma em prazer&#8221;. É preciso expor o amor pela leitura para que ela seja benquista pelos pupilos. &#8220;Uma leitura bem escolhida salva de tudo, inclusive de si mesmo. E, acima de tudo, lemos contra a morte&#8221;, escreve o autor.</p>
<p>Quando a leitura é feita de maneira prazerosa sentimos vontade de dividir o que lemos com os outros, com os entes queridos. Queremos compartilhar o que preferimos com &#8220;nossos preferidos&#8221;.</p>
<p>A leitura termina sendo um paradoxo, pois Pennac fala tanto do silêncio quanto da leitura como forma de comunicação. Quanto ao primeiro aspecto comenta Daniel Pennac: &#8220;O prazer do livro lido, nós o guardamos frequentemente no segredo por causa do nosso ciúme. Seja porque não vemos aí algo para discutir, seja porque, antes de puder dizer uma palavra, deve-se deixar o tempo fazer o silencioso trabalho da destilação. Esse silêncio garante a nossa intimidade. O livro é lido, mas nós ainda estamos lá. A única evocação a ele abre um refúgio no nosso refúgio. Ele nos preserva do Grande Exterior. Ele nos oferece um observatório plantado em paisagens contingentes. Nós lemos e ficamos calados. Nós ficamos calados <em>porque</em> nós tínhamos lido.&#8221; A leitura, entretanto, não é apenas o silêncio. Ela é uma estratégia de comunicação quando, num salão não se tem o que dizer ao outro. &#8220;Se a leitura não é um ato de comunicação <em>imediata</em>, ela é, <em>finalmente</em>, objeto de comunhão. Mas uma comunhão distinta e selvagemente seletiva.&#8221;</p>
<p>O que impediria a todos de serem ávidos leitores, então? Às vezes, tem-se medo de ler porque há, embutido, um medo de não compreender. Pennac diz que esquecemos que um romance deve ser lido como um romance, o qual, primeiramente conta uma história. Para saciar nossa forma de ficção ficamos em frente à tela (não importa se é a telinha ou a telona)&#8230; passivos. Mas isso funciona apenas como algo que forra o estômago, sem saciar realmente a fome. &#8220;Nós nos sentimos tão sós quanto antes.&#8221; Enquanto lemos, ocorre o contrário; o autor dialoga conosco, conta a história somente para nós; há uma cumplicidade. O prazer do romance é essa descoberta de intimidade entre autor e leitor. Uma vez que nos reconciliamos com a leitura, que o texto perdeu o aspecto de &#8220;enigma paralisante&#8221;, o esforço que se faz para extrair o sentido dele se torna um prazer e &#8220;o prazer de compreender me mergulha quase na embriaguez da ardente solidão do esforço&#8221;.</p>
<p>Outro impedimento à leitura é o tempo para leitura, visto como &#8220;uma ameaça à eternidade&#8221;. Começamos a nos perguntar o que iremos sacrificar para dedicar algumas horas, alguns minutos à leitura. Pennac responde: &#8220;Quando nos perguntamos sobre o tempo para ler é porque o desejo de fazê-lo não existe. Pois, se olharmos isso de perto, <em>ninguém jamais tem tempo de ler</em>. A vida é um entrave perpétuo à leitura. O tempo de ler é sempre um tempo roubado (assim como o tempo de escrever ou, finalmente, o tempo de amar). Roubado de quê? Digamos que do dever de viver.&#8221; E ele continua: &#8220;O tempo de ler, como o tempo de amar, dilata o tempo de viver.&#8221; Ele diz que essa discussão não é para saber se há tempo para ler ou não, mas se me ofereço a alegria de ser um leitor.</p>
<p>Um assunto também abordado em <em>Comme um roman</em> é o relacionamento do livro (matéria em si) com o leitor. Como nos tornamos possessivos e ciumentos com nossos livros. Mas esse é o preço da intimidade. É por isso que, na maioria das vezes, temos dificuldade de devolver um livro que tomamos emprestado. &#8220;Não é exatamente um roubo (não, não, não somos ladrões, não&#8230;), digamos que é um deslizamento de propriedade, ou melhor, uma transferência de substância: se o que estava sob o olho do outro se torna meu enquanto meu olho o devora; e, se eu amei o que eu li, eu provo alguma dificuldade de ‘devolvê-lo&#8217;.&#8221;</p>
<p>O livro não deixa de ser um &#8220;produto da sociedade hiperconsumista. Visto por este ângulo, o livro não é mais nem menos que um objeto de consumação, e é também tão efêmero quanto esse objeto: imediatamente passa à pilha; se ele ‘não funciona&#8217;, morre mais rápido sem ter sido lido&#8221;.</p>
<p><strong>Autor: </strong>Daniel Pennac<br />
<strong>Editora: </strong>L&amp;PM Editores<br />
<strong>ISBN: </strong>8525417971<br />
<strong>Número de páginas: </strong>152</p>
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