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	<title>éoqhá</title>
	
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	<description>O éoqhá é uma iniciativa de ser um contraponto as mídias tradicionais, trazendo fatos, acontecimentos, entretenimento, reportagens e textos sob uma óptica religiosa.</description>
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		<title>mulher</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 20:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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o ambiente é sem sal, sem som adocicado, opaco. todos comunicam o não-verbal fluente. quando um dos seres presentes arrisca uma sentença audível, é ouvido com clareza. milagre. os olhares são de mesmice, os assuntos são de mesmice. mesmice de ontem, de agora e sempre. mesmice do futebol, da política, do ser. o ar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="text-align: left;"><span style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; line-height: 20px; color: #333333;"><a href="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2010/03/tumblr_kxysmbqpmN1qzvsqto1_500_large2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1672" title="tumblr_kxysmbqpmN1qzvsqto1_500_large" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2010/03/tumblr_kxysmbqpmN1qzvsqto1_500_large2.jpg" alt="" width="590" height="260" /></a></span></div>
<div style="text-align: left;">
<p><span style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; color: #333333;"><span style="line-height: 20px;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; color: #000000;"><span style="line-height: 19px;"> </span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; color: #333333;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; color: #000000;"></p>
<p>o ambiente é sem sal, sem som adocicado, opaco. todos comunicam o não-verbal fluente. quando um dos seres presentes arrisca uma sentença audível, é ouvido com clareza. milagre. os olhares são de mesmice, os assuntos são de mesmice. mesmice de ontem, de agora e sempre. mesmice do futebol, da política, do ser. o ar cheira falta de propósito, talvez culpa da sensível ausência de luz. a alegria é de fachada, alegria de nada. o jogo começa como num disco riscado, sempre os mesmos tolos comentários. a sala no domingo é o cenário do óbvio necessário tantas vezes repetido.</p>
<p><span id="more-1667"></span>no quarto ao lado uma luz. sons agudos emaranhados com açúcar. verbal que transcende decibéis e transtorna informações. é, transtorna tudo. excesso de informação incontável compilada por segundo. os sorrisos são diferentes neste quarto. escondem falsidade em elogios trocados. é o cabelo, a viagem, receita, maquiagem, liquidação. moço bonito que vira assunto. filho teimoso, marido esquecido, namorado falido, estranho universo o desse cômodo.</p>
<p>na sala ao lado um quase gol. o jogo segue, o jogo segue.</p>
<p>do quarto onde a luz emana é esquisito. desde a pele até o cerne é tudo tão bonito. bonito que dá gosto. enquanto os da sala são feitos de olhos, os seres de cá são feitos de ouvido e quem descobre isso, logo é feliz. são seres tão diferentes entre si, de si e de tudo. carregam no d.n.a a carência do abraço. não do físico, irrelevante. mas do sentido, daquele feito de ouvido, de verdade, fabricado de atenção, escondido num silêncio sábio e oportuno de quem entende quando há falta de brilho.</p>
<p>não há guerra entre eles até que a sala é invadida por luz. certos seres não entendem e nunca entenderão o prazer do repetido. o jogo segue. só segue.</p>
<p>ainda no mesmo quarto, forrado com a mesma luz, os seres se tocam. se abraçam sem nexo, registram tudo em mente e em foto. vivem de pose, de aceitação. vivem de luta, aprovação constante. alguns deles chegam sempre tarde na casa onde vivem, cuidam de si, do mundo e do resto. têm obrigação de sorriso e cheiro de limpo. para isso, produtos. produtos, produtos, produtos pra tudo, até para o necessário. compram e variam o mesmo tudo, até o necessário. são seres singulares que não aceitam a divisão sem justificativa plausível. possuem a síndrome da exclusividade crônica. mas quem disse que é doença?</p>
<p>na sala ao lado, empate. nem de um, nem de outro lado.</p>
<p>os de luz, quando mexem no cabelo têm poder. no fundo são sempre os que mandam. ocultam a sensibilidade em cara fechada, fachada, tudo fachada. lá dentro são de manteiga, por fora, sensíveis como paçoca, e ai de quem não entende a dor do farelo derretido. complexos e necessários, multi-curiosos, nada hábeis no espaço, são resumo do melhor que a vida tem. não rotina e não limite, apenas luz.</p>
<p>de repente, o quarto se divide, a luz se espalha. na sala ao lado, o ambiente era sem sal, sem som adocicado, opaco&#8230;</p>
<p>se mulher é feita de luz não posso afirmar, ainda não tenho a minha, a não ser aquela em que fui gerado. mas já a amo mesmo desconhecida, pois aprendi na vida a tristeza da escuridão.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #993300;">&#8220;mulher virtuosa quem a achará? o seu valor muito excede ao de rubis.</span>&#8220;</span> &gt; provérbios 31.10</strong></p>
<p>abraço,</p>
<p>&#8212;</p>
<p>f.tonasso</p>
<p>ps.: feliz dia mulher!</p>
<p></span></span></p>
</div>
<div style="text-align: left;"></div>
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		<title># 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 22:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais ele fará.&#8221;&#62; salmos 37:5
apenas um caminho. o mesmo de sempre. os dígitos mudam e o caminho permanece intacto. as humanas celebrações nos remetem para trás, para frente, para dentro de nós e por fim o olhar é atraído para o alto. é assim que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1657" title="cats" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2010/01/cats.jpg" alt="cats" width="590" height="264" /></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #888888;"><span style="font-weight: bold; font-size: 13px;">&#8220;entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais ele fará.&#8221;</span><span style="font-size: 13px;">&gt; </span><span style="font-size: 13px;">salmos 37:5</span></span></p>
<p style="text-align: left;">apenas um caminho. o mesmo de sempre. os dígitos mudam e o caminho permanece intacto. as humanas celebrações nos remetem para trás, para frente, para dentro de nós e por fim o olhar é atraído para o alto. é assim que funciona para aqueles que aprendem dependência.</p>
<p style="text-align: left;">o desacerto, o sonho, a meta, a promessa, tudo se converge no caminho, e este, é trilha individual do ser. não por ser solitário, mas por ser vital a solidão nEle. no final das contas, o que conta, é o seu próprio caminho em meio a incontáveis outros. <span id="more-1656"></span>é singular. um escolhe ser ilha, outro escolhe ser imã. um não suporta a crise e se rende ao choro angustiado da decepção. outro enxerga o quadro multicor e desenrola-se em som de alegria, mesmo que seja apenas ruído passageiro.</p>
<p style="text-align: left;">o salmista fala de caminho que para ele é vida. fala de entrega e confiança, fala de descanso e espera, mas não fala de futuro. porque o caminho não é o desconhecido, mas é chão. e sendo chão, tem de ser pisado com pés que confiam. tem de ser trilhado com passos de descanso na Verdade que não trilha os mesmos caminhos que nós, nem em nós os mesmos caminhos. são altos, sempre mais altos do que o alto pode conter.</p>
<p>o fato é que só descansa quem aprende a entregar. e só aprende a entregar, aquele que confia, sendo que <span style="font-weight: bold;">só confia quem O conhece</span>. é tudo sobre Ele. tudo sobre Sua suficiência e bondade. o que for fora disso não é caminho, não é nEle, e se revela em ansiedade, orgulho, perversão e rebeldia. tudo o que é, quando o caminho não é dEle e para Ele.</p>
<p>hoje e só hoje que é chão, se preciso for, quero desfazer minhas metas. quero &#8220;des-sofrer&#8221; as perdas não vividas que vislumbro. quero despalpitar a ansiedade vazia dos pés da descrença ao me jogar em caminhos ilusórios que eu mesmo crio. quero o descanso fluente em toda a jornada. quero aprender a entrega do passo de agora. e nesta entrega mais sútil e despretenciosa, aprender a confiança. não a confiança de lábio e canção, mas aquela de vida e verdade, que só se tem quando verdadeiramente se conhece no Caminho.</p>
<p>não o conhecer abstrato das vozes que me contam ou das letras que me encontro. o conhecer que me faz um. um nEle e um com Ele no mesmo caminho. esta é a cura para minha inveja, meu egoísmo, minha inadequação e auto-suficiência. o antídoto contra minhas indignações adolescentes de quem nunca verdadeiramente aprendeu a caminhar em paz.</p>
<p>nEle, que é sempre Caminho no caminho, quero os tombos de criança, o sorriso ao lado, a dependência que estica o braço para estar junto, o incansável pedido de cansaço e mimo: &#8220;Papai, me pega no colo&#8221;. porque se assim não for, de outro modo qualquer, jamais o será.</p>
<p>cada passo um recomeço de fé. cada canção um abrir-se para o novo. cada verso um re-encantar-se com o Eterno permitindo que Ele escreva, em Sangue e Paz, cada nova página da Graça em mim. vou conhecê-Lo mais, e sempre mais, e prosseguir no mesmo Caminho.</p>
<p>assim, em 2010, poupe-se.</p>
<p>apenas caminhe.</p>
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		<title>a voz na música sacra</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 22:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
O que a performance vocal secular tem a ver com a música cristã contemporânea? 
Tudo. Os cantores evangélicos não inventaram nenhum modo de cantar. Ao mesmo tempo em que suas interpretações estão fundamentadas em sua própria concepção do que seria a voz ideal para determinado estilo musical, essas interpretações também estão calcadas quase inevitavelmente nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1653" title="123" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/12/123.jpg" alt="123" width="588" height="254" /></p>
<p><span style="color: #333333; line-height: 16px;"><strong>O que a performance vocal secular tem a ver com a música cristã contemporânea?</strong> </span></p>
<p>Tudo. Os cantores evangélicos não inventaram nenhum modo de cantar. Ao mesmo tempo em que suas interpretações estão fundamentadas em sua própria concepção do que seria a voz ideal para determinado estilo musical, essas interpretações também estão calcadas quase inevitavelmente nas performances dos cantores seculares.<br />
<span id="more-1652"></span>No Brasil, quais são os modos de performance que influenciam os cantores evangélicos?</p>
<p>Desde os anos 90, a forte penetração da música pop no meio evangélico diversificou tanto os gêneros musicais quanto os estilos de performance.</p>
<p>Para melhor explicação, voltemos à música popular. A cantora Elis Regina tornou-se também um paradigma vocal. Entretanto, apesar da alta qualidade de muitas de suas interpretações, Elis não raro enveredava pelo caminho do canto expansivo, colocando a lágrima e o riso na voz , teatralizando a canção, pois tudo convinha ao seu modo interpretativo quase sempre transbordante. Seria o oposto da interpretação límpida de cantoras como Gal Costa e, pra citar um exemplo recente, Roberta Sá.</p>
<p>Não é difícil notar que o estilo Elis de interpretação tinha muito da “entrega” performática dos artistas da <em>soul music</em>, do <em>rythm and blues</em>. A cultura gospel americana repercutiria profundamente na figura de intérpretes americanos, como Aretha Franklin, Elvis Presley, James Brown ou Whitney Houston, sendo que alguns intérpretes brasileiros assimilariam essa influência na forma do canto expansivo, na teatralização do canto, no “cantar vivendo a letra da música”.</p>
<p>As igrejas cristãs brasileiras não abdicaram dessa maneira de cantar. Para citar exemplos: Alessandra Samadello e Leonardo Gonçalves são cantores cujas performances revelam altos indícios da forma expansiva de cantar. Regina Mota, em seus CDs solos, representaria, de outro lado, a contenção da performance vocal. Intérpretes ligados a igrejas protestantes históricas, como João Alexandre e Gérson Borges, preferem a voz contida das performances da MPB (Os intérpretes do rock ou do rap gospel ficarão para um segundo texto sobre o assunto).</p>
<p>Fique entendido também que os cantores que apresentam forte contraste de performance vocal entre si não são superiores uns aos outros, embora possamos ter preferência pessoal por este ou aquele. A personalidade de cada cantor, a percepção das exigências de cada canção e gênero musical, os registros de extensão de cada voz (se soprano, mezzo ou contralto, se tenor ou barítono), tudo isso faz parte da diversidade natural dos grupos religiosos.</p>
<p>Por outro lado, é difícil negar que há momentos (nos cultos, por exemplo) que demandam uma forma mais contida de cantar e que o canto excessivamente teatral sobrecarrega a canção, a qual, geralmente, já apresenta elementos dramáticos na letra e na melodia. A atenção da congregação acaba sendo dirigida ao gestual, às expressões faciais exageradas, ao maneirismo vocal. Há cantores que precisam aprender que, também na adoração, <em>menos é mais</em>.</p>
<p>Uma referência de muitos admiradores da voz são as cantoras norte-americanas. Não as cantoras do jazz, mas as estrelas do pop radiofônico. As musas do momento são Mariah Carey e seus hiperagudos, Celine Dion e seus gorjeios melodramáticos, Beyoncé e seus melismas apaixonados. Essas três cantoras, donas de um talento vocal insuspeito, são os rouxinóis inspiradores da filosofia American Idol: <strong>grito, logo existo</strong>. As divas do <em>american brega </em>inspiram os concorrentes dos programas televisivos de cantoria de anônimos.</p>
<p>Por mais divertidos que possam ser tais programas, e até mesmo reveladores de talentos genuínos, a insistência na fórmula agudo-melismático-meloso gera clones que satisfazem a audiência, mas produzem o mal do novo século: o maneirismo melodramático. Maneirismo vocal seria mais ou menos a diferença entre cantar &#8220;eu sei que vou te amar&#8221; e esgoelar &#8220;and I-I-I-I-I-I-I-I-I-I-I will always love you-U-U-U-U-U-U-U-U-U&#8221;. As novas gerações de espectadores acostumaram-se a tal ponto com esse modo de cantar que chegam a renegar os cantores que apresentam uma forma contida de interpretar.</p>
<p>Como já ressaltei, não quero dizer que só exista uma forma de cantar. No entanto, quando os fãs de música gospel assoviam e entram em histeria coletiva na hora em que seus cantores prediletos dão seus gritinhos apaixonados-por-Jesus, não seria hora de repensar o quanto a interpretação excessivamente teatralizada tem contribuído para estimular um comportamento cada vez mais semelhante ao das plateias de espetáculos pop? Não estariam as jovens congregações criando expectativas de performance sacra com base em sua escuta de ídolos da música pop?</p>
<p><span style="color: #333333; line-height: 16px;"><br />
</span></p>
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		<title>Cristianismo: letra e música</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 00:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
O que tem mais impacto sobre uma pessoa? A música ou a letra da música?
Essa é uma pergunta de difícil resposta e não raro vemos gente defendendo a supremacia da música sobre a letra ou vice-versa. A letra, é claro, não é algo desimportante. As letras das canções de protesto de Chico Buarque e Geraldo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1649" title="1117370_99592197" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/11/1117370_995921976.jpg" alt="1117370_99592197" width="588" height="232" /></p>
<p>O que tem mais impacto sobre uma pessoa? A música ou a letra da música?</p>
<p>Essa é uma pergunta de difícil resposta e não raro vemos gente defendendo a supremacia da música sobre a letra ou vice-versa. A letra, é claro, não é algo desimportante. As letras das canções de protesto de Chico Buarque e Geraldo Vandré miravam as injustiças e desmandos da ditadura, sendo que seus autores e intérpretes eram, no mínimo, frequentemente intimados a dar explicações sobre uma frase ou outra de uma música.<br />
<span id="more-1637"></span>Tom Jobim foi inacreditavelmente vaiado no III Festival Internacional da Canção (1968), quando sua música &#8220;Sabiá&#8221;, de harmonia sofisticada e letra lírica, venceu a simples e direta &#8220;Pra não dizer que não falei das flores&#8221;, dos versos Caminhando e cantando e seguindo a canção&#8230;</p>
<p>A letra, para a plateia que estava na final do Festival, parecia ser o elemento principal da estética musical. Apesar de não ser uma disputa da &#8220;canção mais politizada&#8221;, os apupadores desqualificavam a melodia, o arranjo e a poesia de &#8220;Sabiá&#8221;, mesmo que esta trouxesse, nas suas entrelinhas, o lamento de um sujeito forçado ao exílio. O contexto social &#8220;requeria&#8221; uma música que explicitasse os anseios políticos da plateia. No entanto, o júri não deu ouvidos à voz rouca dos festivais e premiou a canção de Jobim e Chico, considerada estruturalmente mais apurada.</p>
<p>Na música cristã, o debate é semelhante. Alguns defendem que a escolha do estilo musical é de ordem primordial para a adoração, sendo que os temas da cristandade devem ser tratados por meio de uma música alegre ou reverente ou alegremente reverente. Para esses, a letra religiosa merece estilos musicais que inspirem religiosidade ou que estejam tradicionalmente relacionados à alegria tranquila ou à solenidade sem artifícios.</p>
<p>Outros creem que a letra, ao tratar de temas cristãos, &#8220;sacraliza&#8221; de antemão qualquer estilo musical, pois a força literária prevalece sobre o impacto estritamente musical. O gênero musical estaria a serviço de um bem maior, a evangelização contextualizada, capaz de atingir diferentes nichos culturais. Além disso, chega-se a afirmar que a música não teria moralidade inerente.</p>
<p>Nem todo estilo musical pode servir adequadamente às intenções do compositor. Carlos Lyra, ao ligar-se aos movimentos de resistência política universitária nos anos 60, renunciou à bossa nova, pois acreditava que esse estilo, referencialmente rebuscado, com influências jazzísticas e letras que versavam sobre &#8220;o amor, o sorriso e a flor&#8221;, não servia como música de confronto e de protesto. A rusticidade do baião e do samba, além de associados a uma suposta raiz nacional (hoje discutível) e ao homem do povo, serviria melhor aos propósitos políticos dos movimentos da época.</p>
<p>Na música sacra, não é incorreto supor que nem todo estilo musical seja próprio para o louvor e a adoração. Se a bossa nova seria um elemento refinado e doce demais para as durezas da confrontação política, não seria o caso de perguntar se o pagode ou o heavy metal, por conta de suas referências, são realmente adequados para expressar os temas cristãos? Bastaria enunciar uma letra religiosa para cristianizar esses estilos?</p>
<p>Nossa recepção a uma canção é afetada pelas referências que ela traz. Quanto a isso, não é possível ficar imune. O teórico da música Leonard Meyer e o semioticista Umberto Eco afirmam que a música denota sentidos e referenciais inscritos culturalmente. Numa época de saturação de signos audiovisuais como a nossa, é difícil negar a referencialidade presente numa obra musical. Talvez o cantor ou o compositor cristãos não queiram que alguém se obrigue a fazer associações estilísticas ao ouvir determinada canção, mas eles também não podem evitar que alguém venha a fazê-las.</p>
<p>Muita gente tem dificuldade em deletar a referencialidade moral de boa parte do pop/rock secular. Por isso, dão preferência a estilos mais tradicionais de música sacra, o que talvez possa ser explicado pela evidência de que a música é entendida como uma questão de gosto. Assim, é possível que as pessoas se fixem em seus gostos culturais e relacionem esses gostos a uma noção de reverência e santidade que desenvolveram em sua vida cristã.</p>
<p>A evangelização contextualizada, aquela que procura &#8220;ser grega para os gregos e romana para os romanos&#8221; a fim de alcançar alguns dentre todos, não é facilmente criticável. Há resultados válidos, mas também vale alertar para o perigo do pragmatismo inquestionável, o evangelismo vale-tudo. Será uma analogia esdrúxula certamente, mas vejamos assim: se o boxe, mesmo em sua reconhecida violência, ainda conservava regras e pudores, as lutas de vale-tudo radicalizam a proposta de um combate e abrem espaço para quase todo tipo de golpe que seria considerado desonroso no boxe.</p>
<p>Por sua vez, o vale-tudo evangelístico abre espaço para toda forma musical pop e usa efeitos, performances, letras e estilos que, nem sempre injustamente, são considerados desonrosos para a mensagem cristã.</p>
<p>Não se discute aqui a qualidade da produção musical ou a intenção evangelística de um estilo gospel contemporâneo. Mas não posso concordar com a vã separação que se tenta fazer entre música e letra de uma canção. Ora, uma canção é exatamente a conjunção de letra e música.</p>
<p>Essa pretensa separação entre estilo musical e letra que compositores gospel andam a fazer, como se a letra fosse mais importante que a forma musical, pode revelar não apenas um modo irrefletido de pensar a música, mas também uma superficialidade teológica no pensar o cristianismo.</p>
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		<title>meus heróis NÃO morreram de overdose</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[
Leio que Julie Andrews completou 74 anos em 01 de outubro. Dá pra acreditar? A Maria de A Noviça Rebelde tornou-se uma septuagenária. Podem chamar de sentimental e convencional, mas é difícil resistir à Julie Andrews surgindo numa colina verdejante e girando com os braços abertos e cantando a bela “The sound of music”. Tudo bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1622" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/10/overdose.jpg" width="590" height="264" /></p>
<p>Leio que Julie Andrews completou 74 anos em 01 de outubro. Dá pra acreditar? A Maria de <em>A Noviça Rebelde </em>tornou-se uma septuagenária. Podem chamar de sentimental e convencional, mas é difícil resistir à Julie Andrews surgindo numa colina verdejante e girando com os braços abertos e cantando a bela “The sound of music”. Tudo bem que depois tem aquelas sete notas musicais ou sete crianças, o que dá no mesmo. Mas logo aparece uma Julie enamorada cantando “Something” e o resto é Oscar, história e lágrimas.</p>
<p>O cantor Cazuza dizia numa música que seus heróis morreram de overdose. Ele próprio escolheu viver e morrer como seus heróis.</p>
<p><span id="more-1620"></span></p>
<p>As mídias fingem odiar esse tipo de herói, mas são elas que cobrem cada nova celebridade com sua cota televisiva de <em>vaidade </em>(quando tudo vai bem), <em>falso moralismo </em>(quando tudo vai mal) e <em>confete post-mortem</em>. Todo astro recém-falecido por overdose é coroado com um mito: o melhor é morrer jovem e famoso. Essa é a maior falácia da cultura pop, um engodo que tem levado muita gente a achar que aproveitar a vida é experimentar tudo, todos e todas ao som de muito rock’n’roll, yeah!</p>
<p>Como escreve Robert Pirsig, “a degeneração é prazerosa, mas não sustenta uma vida inteira”. Mas quem é que está se lixando pra expectativa de vida, quando dizem que não há nem céu nem inferno, nem Deus, nem deus, nem juízo. Lembra do trinômio revolucionário “liberdade, igualdade, fraternidade”? Pode parecer apocalíptico, mas alguém discorda de que esse ideal foi substituído pelo também trinômio “sexo, drogas e rock’n’roll”?</p>
<p>Antes que os filisteus virtuais ataquem este web-escriba, já adianto que o problema dessa geração pode até não ser a música (que espelha as vontades dessa geração). O problema é esse estilo de vida “morra jovem e drogado” sendo vendido como a quintessência do pensamento rebelde e antiautoritário, um modelo insuperável de ser artista e porta-voz da geração, quando no fundo é apenas<em>suicídio juvenil glamourizado</em>. Roqueiros e atores, principalmente, são elevados à categoria de ícones da juventude transviada que estabeleceu suas próprias regras de sucesso, vida e morte. Porém, se solos de guitarra não vão me conquistar, esse <em>overdose way of life </em>também não me convence.</p>
<p>Meus heróis NÃO morreram de overdose: Dostoievski, Jane Austen, Guimarães Rosa, John Steinbeck, Tolstoi; Beethoven, Bach, Bernard Herrmann, Debussy, Stravinski, Duke Ellington; Kurosawa, Jean Renoir; Lincoln, Luther King. Eles representam um tipo de herói: aqueles que escaparam à mediocridade reinante na cultura e nas relações sociais. São heróis pela excelência artística e de pensamento.</p>
<p>Alguém dirá: e Lutero, Paulo, Isaías, Daniel, Pedro e João não seriam heróis maiores e melhores? Estes são um outro tipo de herói: gente que nos serve de inspiração para viver. Eles são muito mais que heróis das artes e do pensamento.</p>
<p>Meus heróis NÃO morreram de overdose. Talvez nem sejam heróis apenas; uns preferem chamá-los de mártires. Eles morreram decapitados, queimados, crucificados e temo não estar à altura de mártires assim, que não morrem por uma ideologia, morrem pelo Amor que excede todo entedimento. Meus heróis não pegaram em armas e venceram exércitos. Eles viveram não por força nem por violência, mas pelo poder do Espírito. Meus heróis não foram seres perfeitos. Eles tiveram falhas e espinhos na carne, mas negaram-se a si mesmos e decidiram que, não eles, mas Cristo viveria neles.</p>
<p>Há heróis e super-heróis para todos os gostos. Contudo, se em vez de adotarmos heróis pelo nosso gosto pessoal nós levarmos nossa vida ao pé da cruz, sairemos dali com um novo sentido do que é de fato um herói. Eu preciso de heróis que vivem pelo que ainda não se vê, que vivem por uma esperança estranha para quem não acredita, mas tremendamente perfeita e elevada para quem aceita.</p>
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		<title>árvores, 2/2</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 11:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[

no primeiro capítulo (para ler árvores 1/2, clique aqui), relembramos a história de um jardim especial e comentamos o porquê do teste das árvores. agora quero convidar você a ouvir mais de perto o diálogo entre a mulher e a serpente, à sombra de uma delas. com base em que informações eva decidiu comer do fruto proibido? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: small;"><span><em><img class="aligncenter size-full wp-image-1615" title="Untitled 1" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/10/Untitled-1.jpg" alt="Untitled 1" width="590" height="264" /><br />
</em></span></span></p>
<p>no primeiro capítulo <span style="font-size: 11px;">(para ler <em>árvores 1/2</em></span><span><span style="font-size: small;"><span style="font-size: 11px;">, clique</span><span style="font-size: 11px;"> </span></span></span><a style="color: #35556a; text-decoration: none;" href="http://eoqha.net/reflexoes/arvores-12/"><span style="color: #cc6600;"><span style="font-size: 11px;">aqui</span></span></a><span style="font-size: 11px;">)</span>, relembramos a história de um jardim especial e comentamos o porquê do teste das árvores. agora quero convidar você a ouvir mais de perto o diálogo entre a mulher e a serpente, à sombra de uma delas. com base em que informações eva decidiu comer do fruto proibido? já pensou sobre isso?</p>
<p><span id="more-1614"></span></p>
<p>diante da oferta inusitada de um animal, tudo que eva tinha como defesa era a palavra de Deus. era a palavra do criador contra a de uma criatura. Deus dissera que quem comesse do fruto proibido morreria, mas tudo que a mulher tinha ao alcance das vistas era uma serpente que tanto vivia quanto falava, e falava o contrário &#8211; &#8220;certamente não morrerão!&#8221; aliás, junto com essas palavras vieram outras que chamaram ainda mais atenção: quem comesse daquele fruto se tornaria como Deus! <a style="color: #35556a; text-decoration: none;" href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/3"><span style="color: #cc6600; font-size: 11px;">(gênesis 3:5)</span></a>. mas é este ponto que me chama a atenção. há algo estranho nestas palavras, nesta oferta..</p>
<p>em primeiro lugar, <strong>satanás está oferecendo o que não podia dar</strong>. já pensou nisso? oferece um fruto, mesmo sem ser o dono do jardim, das árvores ou dos frutos. ele era sim &#8211; o que continua sendo &#8211; um intruso. oferece vida, desdizendo o próprio Deus &#8211; dono, autor e essência da vida. insinua ser portador de uma verdade tão grande quanto secreta, sendo ele mesmo o pai da mentira.</p>
<p>em segundo lugar, <strong>satanás está oferecendo o que eva já possuía</strong>. oferece identificação com Deus &#8211; &#8220;vocês serão como Deus&#8221; <span style="color: #cc6600; font-size: 11px;">(gênesis 3:5)</span>. mas isso eva já tinha, pois fora criada à imagem de Deus<span style="color: #cc6600; font-size: 11px;">(gênesis 1:27)</span>. oferece um fruto &#8220;agradável e atraente&#8221; <span style="color: #cc6600; font-size: 11px;">(gênesis 3:6)</span>, o que o casal também já possuía. a bíblia diz que Deus encheu o jardim com todo tipo de árvores &#8220;agradáveis e boas&#8221; <span style="color: #cc6600; font-size: 11px;">(gênesis 2:9)</span>. essas lhe palavras são familiares?</p>
<p>eu fico me perguntando: por que somos tão rápidos para aceitar as ofertas mentirosas do diabo e tão relutantes em aceitar as ofertas abundantes de Deus? será que o que ele nos oferece não é melhor? antes de responder a essas questões, eu preciso lhe perguntar: <span style="font-size: x-large;">você acredita mesmo que Deus é bom .. e que as coisas que ele nos oferece são as melhores?</span> como é Deus para você?</p>
<p>o pecado cria em nós sensações estranhas, para as quais não fomos criados. são falsas necessidades, falsas urgências, falsas prioridades que diminuem a vida que recebemos de Deus e, conseqüentemente, nos afastam dele. ao fechar esta janela você vai voltar para sua batalha diária, mas que dessa vez você vá decidido a andar pelo lado seguro do jardim. e que escolha experimentar o sabor dos frutos que Deus plantou ali para você.</p>
<p>oro por você.</p>
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		<title>mitos, tambores e adoração</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 01:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
Entre os mitos disseminados no meio religioso-musical, um dos mais repetidos é aquele que diz que o rock nasceu dos tambores vodus. Assim, o rock seria uma música com poder de falar com os espíritos caídos, seria um estilo que atrairia os demônios para as reuniões religiosas.
Tem coisas no rock que devem ter sido idéia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1608" title="adoracao_e_louvor_2" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/10/adoracao_e_louvor_21.jpg" alt="adoracao_e_louvor_2" width="590" height="264" /></p>
<p>Entre os mitos disseminados no meio religioso-musical, um dos mais repetidos é aquele que diz que o rock nasceu dos tambores vodus. Assim, o rock seria uma música com poder de falar com os espíritos caídos, seria um estilo que atrairia os demônios para as reuniões religiosas.</p>
<p>Tem coisas no rock que devem ter sido idéia de um espírito caído estética e musicalmente: existe algo mais sem-noção do que o Kiss e suas quinquilharias marketeiro-satânicas ou do que a pose de roqueiros enfezados gritando &#8220;odeio-muito-tudo-isso (mas não deixem de comprar nosso último cd niilista)&#8221;?</p>
<p>Entretanto, palestras bem-intencionadas não levarão o rock ao inferno. O rock não é nenhum filho bastardo de um casamento espúrio entre o branco-de-olhos-azuis e os tambores vodus. O rock nasceu de uma mistura do gospel, do country e do blues, sendo conhecido antes da fama como rythm and blues. Os acordes básicos, a simplicidade inicial (Elvis Presley, Little Richard, Bill Haley), têm raízes no country. A marcação rítmica e a melodia tiveram influência do gospel e do blues.</p>
<p>Hã ? Como assim do gospel ?</p>
<p><span id="more-1605"></span></p>
<p>Explico.</p>
<p>Poucas sociedades modernas foram tão orientadas por valores protestantes como a sociedade norte-americana. Eu disse <span style="font-style: italic;">orientadas por </span>e não <span style="font-style: italic;">obedientes aos</span>. Lembre-se o caso de Elvis Presley, que dizia que sua voz calcava-se no estilo vocal do cantor gospel Jake Hess, mas cujo rebolado era considerado sensual demais até para a TV. Contraditório? Incompreendido? Então, imagine hoje uma estrela pop que imitasse a voz de Larnelle Harris e dançasse como Sidney Magal?</p>
<p>Certa vez, durante uma palestra, cantei com um quarteto a música &#8220;Swing Down, Chariot&#8221; (da qual há uma gravação antológica do Heritage Singers) para explicar a transição do spiritual para o gospel. Ao final da palestra, alguém me perguntou, indignado: <em>Mas isso não é um rock?</em> Eu deveria ter sido mais claro, pois antes de cantar já tinha explicado que o rock é que teve origem no gospel. Relembrando: apenas nos primeiros anos do rock e do soul. Os eventos de Woodstock, os Beatles e sua fase lisérgica e indiana, as diatribes eruditas de Frank Zappa, a surf music, o rock progressivo, o punk, o heavy e outras variações roqueiras nada mais têm a ver com o gospel.</p>
<p>O samba, este sim, nasceu de cantos dos momentos de lazer ou de culto dos negros tornados escravos no Brasil. O contato de classes sociais distintas com o samba e o desenvolvimento da tecnologia e das mídias são alguns dos fatores que levaram o samba, digamos, do morro para o asfalto, modificando-o, remodelando-o. Mas a percussão dos cultos de religiões de matriz africana não floresceu nos EUA. A conversão em massa ao protestantismo deu aos afro-americanos novas melodias e ritmos. Isso levou o spiritual (gênero de origem rural) a produzir melodias de difícil classificação para os pesquisadores: se são afro ou se são de ascendência anglo-saxã.</p>
<p>Toda segregação étnica se dá no campo cultural também. Os primeiros estudiosos dos cultos e diversões afro enfatizaram alguns aspectos musicais mais desenvolvidos na Europa (melodia, harmonia, contraponto) como &#8220;superiores&#8221; àquela música que não conheciam. Ou seja, mais uma vez, a ignorância sobre o &#8220;outro&#8221; gerava preconceito, contribuindo para rascunhar o &#8220;outro&#8221; como exótico e toda a sua música como &#8220;primitiva&#8221;, &#8220;bárbara&#8221;, &#8220;primária&#8221;. É provável o mito de que os tambores <span style="font-style: italic;">per se</span> são do mal tenha derivado da visão eurocêntrica que nivela todas as culturas musicais pela cultura estética europeia.</p>
<p>Há motivos para um cristão desgostar do rock ou do samba, mas não será pela particularidade da origem rítmica. Roqueiros e sambistas podem animar um <em>auditório</em>, mas terão dificuldades para elevar em espírito e em verdade uma <em>congregação</em>. Há razões para não se legitimar oficialmente os tambores (a bateria) em algumas igrejas protestantes, mas não será a difusão de experimentos &#8220;sonoro-científicos&#8221; com ratos e plantas ou o terrorismo em relação a uma forma musical que ajudará na orientação do que é apropriado ou não para a música na igreja.</p>
<p>A discussão sobre a presença de instrumentos de percussão (ou de bateria) no acompanhamento da música congregacional carece de contextualidade social e histórica, sim. No entanto, creio que a palavra bíblica é o melhor caminho para aqueles que professam a crença na divina revelação. Dela, lembro que &#8220;todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas edificam&#8221; (I Coríntios 10:23). Penso que esses versos valem para a música e sua conjunção de letra, arranjo, estilos e, também, instrumentos.</p>
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		<title>Encontro inusitado</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 16:31:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[
Aquele era um típico Sábado à noite de inverno na capital paulista. O tempo estava frio e chuvoso mas mesmo assim os shoppings e restaurantes estavam lotados de gente. Estava recebendo a visita de alguns familiares e decidimos caminhar alguns quarteirões de minha casa até uma pizzaria. Nas ruas cruzamos com outras pessoas que vestiam casacos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1598" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/09/fundo_caridade_e_justica.jpg" alt="caridade" width="590" height="264" /></p>
<p><span style="font-family: Arial;color: black">Aquele era um típico Sábado à noite de inverno na capital paulista. O tempo estava frio e chuvoso mas mesmo assim os shoppings e restaurantes estavam lotados de gente. Estava recebendo a visita de alguns familiares e decidimos caminhar alguns quarteirões de minha casa até uma pizzaria. Nas ruas cruzamos com outras pessoas que vestiam casacos pesados e se escondiam dentro em cachecóis macios. Elas também andavam despreocupadas pela rua e conversavam animadamente.<br />
Em poucos minutos chegamos à pizzaria. O local estava cheio. O cheiro e calor do ambiente eram acolhedores. Tivemos que esperar alguns minutos até que o garçom indicou onde poderíamos nos acomodar. Alguns momentos depois estávamos analisando o<span> </span><em>menu<span> </span></em>para decidir o sabor da pizza que iríamos pedir. Entre uma risada e outra algo chamou minha atenção&#8230; Senti alguém tocar no meu ombro. Voltei os olhos rapidamente e o que vi me deixou desconsertada. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial;color: black"><span id="more-1599"></span></span></p>
<p>Era uma menina de bochechas rosadas e cabelos cacheados. Ela tinha no máximo 9 anos. Vestia uma blusa de frio gasta, calça jeans e um tênis velho. Rapidamente abriu uma caixa retangular e sussurrou:</p>
<p><span style="font-family: Arial;color: black">- Moça, você gostaria de comprar um pano de prato? Tá baratinho!</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;color: black">Aquele foi um encontro inusitado. Estava surpresa pois não esperava ser abordada por essa menina dentro do restaurante. Em São Paulo é  comum encontrarmos vendedores de rua nos faróis e esquinas da cidade. De certa forma, estamos preparados para lidar com suas ofertas. Naquele momento não consegui raciocinar. Respondi automaticamente:</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;color: black">- Não obrigada. &#8211; dei um sorriso para tentar minimizar o aspecto de frustração que brotou naquele pequeno rosto.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;color: black">Sem insistir ela se dirigiu para a mesa ao lado onde foi ignorada. Fez mais duas tentativas mas as pessoas reagiram como eu. Meus olhos ficaram presos ao vulto da menina que se espremia entre as pessoas que fingiam não a ver. Logo a recepcionista notou sua presença e rapidamente a conduziu para fora do restaurante. Ela foi devolvida para a noite úmida e extremamente fria de São Paulo. Naquele local quente e acolhedor a menina não foi capaz de encontrar uma única pessoa que tivesse um coração igualmente quente e acolhedor.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;color: black">Tudo isso aconteceu muito rapidamente mas aquele olhar esperançoso ficou cravado em minha mente. Lembrei-me da época em que era estudante e vendia livros de porta-em-porta para ajudar a pagar os meus estudos. Naquela época sabia valorizar qualquer ato de simpatia e compaixão recebido de estranhos que se dispunham a me ajudar da maneira que podiam: com um sorriso, com atenção, com um copo de água ou comprando meus livros.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;color: black">Foi aí que me arrependi profundamente. Me arrependi por não ter perguntado para aquela menina onde morava, se estava trabalhando sozinha ou se a mãe estava esperando do lado de fora da pizzaria, se estava com fome&#8230; podia ter feito tantas coisas! Mas não fiz nada.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;color: black">Levantei rapidamente e me dirigi para a porta de saída. Já na calçada olhei para todos os lados para ver se a menina ainda estava ali por perto. Não a encontrei&#8230; era tarde demais.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial;color: black">Naquela noite pedi perdão a Deus pela minha falta de compaixão. Roguei que me ajude a estar pronta para atender às necessidades das pessoas em qualquer situação. Inclusive quando o pedido de ajuda ocorrer em um encontro inusitado. Lembrei que o encontro com o nosso Senhor Jesus, na ocasião de sua segunda vinda, também acontecerá em um momento inesperado. Não quero ser pega de surpresa. Quero estar pronta. Para isso é preciso ter um coração maior que a razão. Um coração cheio do amor de Deus. Um amor acolhedor, inexplicável, surpreendente.</span></p>
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		<title>árvores, 1/2</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 01:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos&#8221; (gênesis 3:6).
imagine uma mulher no meio de um jardim, conversando com uma serpente voadora, que lhe oferece uma fruta de uma tal árvore proibida &#8230;

não, você não está lendo o quarto volume de &#8220;o senhor dos anéis&#8221;.. é a bíblia. assim, o gênesis, o livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="aligncenter size-full wp-image-1591" title="1" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/09/1.jpg" alt="1" width="590" height="264" /></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>&#8220;a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos&#8221;</strong></em><strong> </strong><a href="http://www.bibliaonline.com.br/ra/gn/3"><strong>(gênesis 3:6)</strong></a><strong>.</strong></p>
<p style="text-align: left;">imagine uma mulher no meio de um jardim, conversando com uma serpente voadora, que lhe oferece uma fruta de uma tal árvore proibida &#8230;</p>
<p><span id="more-1590"></span></p>
<p>não, você não está lendo o quarto volume de &#8220;o senhor dos anéis&#8221;.. é a bíblia. assim, o gênesis, o livro dos começos, conta como o pecado entrou no mundo.</p>
<p>muita gente, inclusive teólogos, não dá crédito a esse relato. para eles, trata-se mais de uma parábola, um mito, que aponta para realidades espirituais transcendentes. eu não encaro as coisas bem assim.. pois a história esquisita ganha sentido quando encaramos da perspectiva correta os protagonistas e o enredo em questão.. &#8220;por que uma árvore? e por que um fruto?&#8221;, alguém pode perguntar. chega a ser estranhamente engraçado pensar que a história do mundo foi decidida por uma mulher diante de uma árvore. mas existem respostas a essas perguntas dentro de você e de mim.</p>
<p>antes de tudo, Deus. ele é o personagem principal da história. ele cria adão e eva. estes são livres. mas precisam de algo para provar a eles mesmo e ao resto do universo que servem e adoram a Deus por amor, e que esta é uma escolha consciente, fruto da confiança que têm em seu criador.</p>
<p>aqui entra a árvore.. e por que uma árvore ? eu respondo com outra pergunta: exceto o casal e os animais, o que mais havia no jardim do éden além de árvores ? nada. e Deus achou sábio testar o casal, privando-o do fruto, e até mesmo das redondezas, de uma das muitas árvores que havia ali. e sabia que ainda é assim hoje?</p>
<p>naquele tempo não havia muitos tipos de roupa, para que Deus indicasse que tipo os seus seguidores não deveriam usar. não havia muitos tipos de bebida, para que algumas fossem proibidas por Deus. naquele tempo não existia <em>youtube</em>. Deus não podia apontar os vídeos proibidos. não havia muitas músicas, muitos pratos, muitos relacionamentos, muitos lugares, muitos negócios, muitas diversões.. só havia árvores. e foi isso que Deus usou. mesmo sem muitas explicações, sem uma análise minuciosa do fruto da árvore, adão e eva tinham que dar provas de sua fé.</p>
<p>..</p>
<p>quais são as suas árvores? o que chama atenção de seus olhos? o que lhe dá água na boca? o que existe do outro lado do seu jardim? onde você precisa dar provas de sua fé? pense nisso e ande do lado certo do jardim..</p>
<p>.</p>
<p>no éden tem mais.</p>
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		<title>Escolhi Acreditar: fé e razão</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 17:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[
A canção &#8220;Escolhi Acreditar&#8221;, letra de Mário Jorge Lima e música de Lineu Soares, foi gravada há dez anos, creio eu, mas é interessante constatar sua capacidade de manter-se atual. E esse talvez seja o primeiro ponto que pode ser ressaltado aqui: a capacidade que tem uma canção de manter-se relevante para uma geração acostumada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1583" title="4" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/09/41.jpg" alt="4" width="590" height="294" /></p>
<p>A canção &#8220;Escolhi Acreditar&#8221;, letra de Mário Jorge Lima e música de Lineu Soares, foi gravada há dez anos, creio eu, mas é interessante constatar sua capacidade de manter-se atual. E esse talvez seja o primeiro ponto que pode ser ressaltado aqui: a capacidade que tem uma canção de manter-se relevante para uma geração acostumada a trocar de música preferida tão rapidamente. A letra aborda a fé religiosa no cenário moderno, em que os apóstolos da descrença tentam oporfé e razão, religião e ciência. Esta canção procura responder poética e teologicamente ao dualismo da religião da fé e da religião do humanismo.</p>
<p><span id="more-1580"></span></p>
<p><em>Modernas teorias, novas formas de pensar<br />
Existem por aí nos meios intelectuais<br />
Que vão do ateísmo mais profundo e radical<br />
Até o humanismo com tinturas sociais<br />
</em><br />
Os versos acima não são comuns na música cristã contemporânea. São poucos os letristas que conseguem reunir termos como “modernas teorias” e “ateísmo” em tão poucas linhas. “Humanismo com tinturas sociais”? Missão quase impossível. Um verso diz que tais teorias nascem nos meios intelectuais, mas isto não é um sinal de antiintelectualismo do autor. O autor nota que a filosofia e a ciência podem às vezes funcionar como uma fachada para a criação de preconceitos ideológicos provenientes de um intelectualismo que aposta suas fichas num antropocentrismo estéril.</p>
<p><em>E hoje mesmo a crença tenta se modificar<br />
E quer que o homem seja o fim da sua pregação<br />
Senhor dos seus problemas, dos seus sonhos e ideais<br />
Buscando aqui e agora a total libertação<br />
</em><br />
John Carroll descreveu o humanismo como uma idéia de auto-suficiência humana e o estabelecimento de uma ordem inteiramente humana na terra, “em que a liberdade e a felicidade prevalecessem sem quaisquer apoios transcendentais”, ou seja, “o homem é todo-poderoso, se sua vontade for suficientemente forte”.</p>
<p><em>No entanto eu escolhi acreditar<br />
Que existe um plano para a salvação<br />
E que há um Deus no céu a governar o meu viver<br />
Mas que me dá poder até pra aceitá-lo ou não<br />
O seu reino é liberdade é amor<br />
Espera sem forçar a decisão<br />
Ele é descomplicado, não confunde o pecador<br />
E fala tanto a minha mente como fala ao coração<br />
</em><br />
Nessa parte, o corte é radical. A declaração de fé não surge como resultado de manipulação sobrenatural ou adesão interesseira. É uma escolha que assinala o instante em que a razão da mente une-se às razões do coração – parafraseando Descartes, a letra parece dizer que “a fé tem razões que a própria razão desconhece (<em>fala tanto a minha mente como fala ao coração</em>). O autor insiste em cantar que o Deus no qual escolheu acreditar é o Deus da liberdade pessoal: <em>espera sem forçar a decisão</em>, o que faz lembrar dos versos bíblicos “O Senhor&#8230; espera pacientemente pelo arrependimento” humano.</p>
<p><em>O ser humano hoje só volta para si<br />
Buscando atender necessidades essenciais<br />
Mas sem levar em conta que há uma vida superior<br />
Que poderá suprir os seus anseios mais reais<br />
</em><br />
Cada vez mais o ser humano parece perder um sentido teleológico da vida, de que sua existência possui uma finalidade ou de que a história terrestre destina-se a uma resolução última de todos os conflitos entre o Bem e o Mal. Assim, perdida a esperança, os homens se voltam para realização dos desejos acreditando que não têm mais do que esta vida, e a despenderão em agrados pessoais. O sociólogo Zygmunt Bauman afirma que a inquietação a respeito da eternidade foi retirada da agenda humana, ou que a agenda da vida está sendo elaborada “de tal modo que pouco ou nenhum tempo foi deixado para cuidar de tais inquietações”.</p>
<p><em>E há os que procuram tudo racionalizar<br />
Só crendo no que a ciência e a cultura podem ver<br />
Querendo um milagre pela lógica explicar<br />
Se fecham para as coisas do espírito e da fé<br />
</em><br />
Aqui, a letra aborda a falsidade da oposição entre ciência e religião. Porém, ambas podem ser distintas, mas não precisam ser excludentes. Vale ressaltar como o ateísmo proselitista de Dawkins e Hitchens menciona o pior da religião: o autoritarismo, a perseguição religiosa e política, a manipulação da boa-fé (esses termos podem ser ligados à democracia e ninguém dirá ser a favor da eliminação da democracia). E de outro lado, esses e outros autores furtam o melhor do cristianismo – tolerância, perdão, justiça, ética, liberdade de consciência – e procuram temperar sua receita de lógica humanista fechada <em>para as coisas do espírito e da fé. </em></p>
<p><em>No entanto eu escolhi acreditar<br />
E esperar assim em meu Jesus<br />
Filósofos e mestres nunca irão avaliar<br />
Aquilo que o amor de Deus mostrou na cruz<br />
O meu Deus é poderoso e é real<br />
Só nEle eu encontrei, enfim, perdão<br />
Prefiro depender de sua força sem igual<br />
E quero ter, então, por Ele transformado o coração<br />
</em><br />
O autor, enfim, elabora uma lista de motivos de sua escolha:<br />
O filosoficamente imensurável amor divino aceito pela fé;<br />
A cruz como símbolo da redenção da humanidade;<br />
A transcendência onipotente (<em>o meu Deus é poderoso</em>) e a imanência da presença de Deus (<em>e é real</em>);<br />
O perdão como parte integrante do caráter de Deus;<br />
A submissão do homem ao amor e poder divinos (<em>prefiro depender&#8230;</em>)<br />
A conjunção entre anseio humano por ser transformado e a capacidade divina de graça transformadora.</p>
<p>A música separa as regiões vocais médio-graves para as estrofes onde a letra aborda os contrapontos ideológicos e filosóficos da cultura moderna em relação às escolhas da fé. A melodia sobe para regiões mais agudas quando pretende marcar as razões das escolhas da fé. Música e letra são compatíveis com a temática, equilibrando erudição e simplicidade no tratamento dos temas melódicos, poéticos e teológicos.</p>
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		<title>eu poema e o Poeta</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 23:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[
há semanas tenho ouvido repetidas vezes uma canção interpretada por joão alexandre chamada &#8220;te vejo Poeta&#8221;  (youtube). não tenho motivos específicos ou claros para isso, apenas tenho me deleitado com o relacionamento que a canção me proporcionou com Deus, através da ação dEle mesmo em mim.
hoje enquanto ouvia, rascunhei algo sem pretensão de ser, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1554" title="a26b" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/08/a26b.jpg" alt="a26b" width="590" height="264" /></p>
<p>há semanas tenho ouvido repetidas vezes uma canção interpretada por joão alexandre chamada &#8220;te vejo Poeta&#8221;  (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=UbZ8sFGFoxQ" target="_blank">youtube</a>). não tenho motivos específicos ou claros para isso, apenas tenho me deleitado com o relacionamento que a canção me proporcionou com Deus, através da ação dEle mesmo em mim.</p>
<p>hoje enquanto ouvia, rascunhei algo sem pretensão de ser, mas sendo o que há de mais verdadeiro em mim. resolvi compartilhar por aqui assim, simplesmente como foi. chamar isto de poesia ofenderia a muitos, então, chame como desejar. para Quem foi escrito não fará diferença.</p>
<p>por hoje a canção e poucas palavras para o Poeta&#8230;<span id="more-1553"></span></p>
<p>porque tudo perto dEle é insuficiente,<br />
porque toda tentativa de dimensionar o Que, o Quem e o Ele, é insignificante e ilusória perto do que verdadeiramente já o É,<br />
e se o É, é flagrante contínuo,<br />
é EU SOU sem limite,<br />
sem começo e sem final,<br />
Existência e Eternidade doada e escrita, em mim,<br />
um cego sem arte.</p>
<p>porque a linguagem é incapaz de conter, traduzir ou tatear.<br />
Incabível.<br />
porque canções só vislumbram pinturas frescas de imaginação que pouco, ou nada, concretizam a Verdade que já é em mim.<br />
Imprevisível.<br />
<strong><br />
se me calasse por hoje, já seria louvor.</strong><br />
silêncio que ecoa nEle,<br />
que discerne estruturas, sentidos, intenções.</p>
<p>com o Poeta já não há estética,<br />
é como o texto que se lê agora,<br />
tem que ser,<br />
e não parecer.</p>
<p>e se hoje sou, é porque escolhi ser nEle,<br />
e se hoje escolho, é por ser arte dEle.<br />
recriado em verso,<br />
pois entre eu e Ele,<br />
apenas poesia,<br />
apenas Nós.</p>
<p>confuso ser poema no poema,<br />
sem métrica, sem floreio,<br />
verso inacabado.<br />
sem ponto, sem acento,<br />
sem pretensão vazia,<br />
apenas rabiscado, rascunhado antes da existência,<br />
porque antes de ser, já o era,<br />
e o era assim,<br />
como agora sou.</p>
<p>obra, singular,<br />
era escrito,<br />
escrito em sangue de Quem só escreve o que É.<br />
e que hoje me inspira ao escrever mais um de Seus versos em mim.<br />
por isso Ele, EU SOU,<br />
e eu.</p>
<p>amo-Te Poeta!</p>
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		<title>ela não está aqui</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 20:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[pecado]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tempo atrás fui convidado para uma festa de aniversário e um velório. Bastou meu celular tocar novamente para que a euforia da voz, que me informou a hora e o local que iríamos cortar o bolo, fosse camuflada pela tristeza aguda de alguém, que do outro lado da linha, me comunicava o falecimento de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1546" title="2594" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/08/2594.jpg" alt="2594" width="590" height="264" /></p>
<p>Tempo atrás fui convidado para uma festa de aniversário e um velório. Bastou meu celular tocar novamente para que a euforia da voz, que me informou a hora e o local que iríamos cortar o bolo, fosse camuflada pela tristeza aguda de alguém, que do outro lado da linha, me comunicava o falecimento de um de meus queridos.</p>
<p>Enquanto vivemos, assistimos cenas irônicas como esta. Somos espectadores do enredo mal escrito pelo pecado em nossas vidas e nas vidas de nossos vizinhos, neste grande planeta. Em fração de segundos, podemos estar soprando velinhas num aniversário ou orando num funeral, aplaudindo pessoas ou carregando seus caixões. Sei de pastores que precisaram encurtar a cerimônia de um casamento, pois logo em seguida precisariam pregar em um culto fúnebre.<span id="more-1545"></span></p>
<p>Esta montanha russa é a evidência de que nosso lar não é aqui.  Esta inconstância da vida está diariamente gritando que somos peregrinos e que nossas malas e bagagens devem estar sempre prontas para uma retirada rápida e surpreendente.</p>
<p>A glória desta Terra, em qualquer fase da vida, é emudecida ao nos chocarmos de frente com o fim, seja de nossos bens, seja de nossas pessoas. Quando isso acontece, nossas convicções e sonhos parecem se harmonizar com o pensamento do grande sábio Salomão: “Tudo é vaidade” (Ecles. 1:2).</p>
<p>O mesmo sábio conclui que “mais vale uma casa com luto do que uma com festa” (Ecles. 7:2). O cotidiano enlouquecedor, enfrentado por você e por mim neste século, parece exigir um luto de vez em quando para que reconheçamos quem somos, de onde viemos e pra onde estamos indo. Segundo o escritor irlandês C.S. Lewis, “é como se a dor fosse um megafone de Deus”.</p>
<p>Somos tendenciosos a crer que somos eternos. Insistimos na ilusão de que nosso emprego, patrimônio e família durarão para sempre. Porém, “o mundo passa” e somente “aquele que faz a vontade de Deus permanece” (I João 2:17). Em outras palavras, João está dizendo: recordes são quebrados, reputações desvanecem e homenagens são esquecidas, mas quem faz a vontade de Deus permanece.</p>
<p>No livro “Uma Vida com Propósito”, o autor Rick Warren conta a história de James Dobson, um jogador de tênis que sonhava em ser campeão pela sua instituição. James se aplicou e trabalhou muito para conquistar o campeonato. Após a conquista tão sonhada, seu troféu foi colocado em evidência em uma das prateleiras da escola. Anos mais tarde, James receberia o troféu pelo correio com a notícia de que o mesmo fora encontrado numa lata de lixo, após uma grande reforma na escola. O grande tenista então concluiu: “No devido tempo, todos os troféus serão jogados no lixo por alguém”.</p>
<p>Onde você tem depositado seus tesouros? Em qual prateleira deste mundo você tem confiado os seus troféus? A traça e a ferrugem, citadas em Mateus 6:19, representam as enchentes que levam nossas casas, a crise econômica que leva nossas finanças e a violência e doenças que levam nossa vida.</p>
<p>Sabe por que nos frustramos? Por que nos cansamos ou não nos satisfazemos? Porque o que procuramos não está aqui.  Não restam muitos lugares para o homem desbravar e, de fato, compreender que ela não está aqui. A eternidade nos foi retirada no Éden e está agora plantada na Terra de Deus. Tudo aqui ficou vulnerável ao tempo, as circunstâncias, aos acidentes de percurso e, se não estivermos ligados ao único meio de nos encontrarmos com a eternidade novamente, Jesus Cristo, ficaremos sem esperança e morreremos. E morrer sem esperança é morrer para sempre.</p>
<p>“Procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas… então vocês também serão manifestados com Ele (Cristo) em glória” (Cl 3:1-4). “Assim, fixamos os olhos não naquilo que se vê, mas no que não se vê. Pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2 Co 4:18).</p>
<p>Por causa de Cristo, Deus se comprometeu em levar-nos para um lar que é eterno e seguro. Onde os aniversários serão irrelevantes diante da expectativa infinita de vida. Onde os funerais serão esquecidos, porque ali a morte será banida. Onde o choro será calado pela alegria de conhecermos, contemplarmos e experimentarmos o que sempre estivemos buscando: a eternidade.</p>
<p>&#8212;</p>
<p><em>texto: Jonatas Ribeiro (24), é assessor jurídico na Associação Paulista Leste, compositor e cantor gravando seu 1° cd solo.</em></p>
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		<title>Quem tem medo de Marina presidente, deveria ao menos ser honesto em seus argumentos.</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 09:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Texto originalmente publicado no blog Acerto de Contas pelo jornalista Marco Bahé (licenciado sob Creative Commons)
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Fui surpreendido pelo texto publicado no Acerto de Contas, neste sábado (15/8), intitulado Marina Silva, presidente? Eu tenho medo!. Apesar do argumento do medo ser o que há de mais preconceituoso, conservador, atrasado e reacionário na política, não me daria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1541" title="marina" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/08/marina.jpg" alt="marina" width="590" height="264" /></p>
<p>Texto originalmente publicado no blog <a href="http://acertodecontas.blog.br" target="_blank">Acerto de Contas</a> pelo jornalista Marco Bahé (licenciado sob Creative Commons)<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Fui surpreendido pelo texto publicado no <a href="http://acertodecontas.blog.br" target="_blank">Acerto de Contas</a>, neste sábado (15/8), intitulado <a href="http://acertodecontas.blog.br/artigos/marina-silva-presidente-eu-tenho-medo/" target="_blank">Marina Silva, presidente? Eu tenho medo!</a>. Apesar do argumento do medo ser o que há de mais preconceituoso, conservador, atrasado e reacionário na política, não me daria ao trabalho de responder a esse artigo. Incomodou-me, porém, a profunda falta de honestidade intelectual do texto, que optou pelo falso glamour da polêmica fácil, subvertendo, descontextualizando e adulterando a essência de declarações da senadora Marina Silva (PT-AC) para justificar e propagar o tal “medo”.</p>
<p>Digo de cara que não tenho religião. A relação que mantenho com os diversos credos é a mesma que tenho com a política – gosto da essência, mas me afasto dos partidos. Curioso, já frequentei cultos católicos, adventistas, pentencostais… Já participei de estudos bíblicos com carismáticos, evangélicos, testemunhas de Jeová e outras denominações. Estudei a história do Oriente Próximo e, com ele, aprofundei meus conhecimentos sobre as três religiões monoteístas: cristianismo, islamismo e judaísmo. Mas meu espírito é por demais contestador para aceitar uma verdade absoluta.<span id="more-1540"></span></p>
<p>Feita essa ressalva, volto à crítica do referido texto, que passo a tratar de ingênuo, evitando assim chamá-lo novamente de desonesto.</p>
<p>Diz o artigo supracitado que a senadora, em entrevista ao blog adventista Eoqhá, teria defendido <em>que a narrativa bíblica da criação do mundo, da vida e dos seres humanos literalmente considerada deveria ser ensinada “em pé de igualdade” com as teorias científicas que incluem o Big Bang,a abiogênese primordial e o evolucionismo nas escolas.</em></p>
<p>O autor coloca a expressão ‘em pé de igualdade’ entre aspas, o que sugere que a expressão tenha sido dita pela ex-ministra. Vi e revi a entrevista inteira (os interessado podem ver também no vídeo abaixo). Em nenhum momento ela se expressa dessa forma. Muito menos defende ela que seja ensinado o criacionismo “nas escolas” – que escrito assim dá a entender que seria em todas elas.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="332" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3203818&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="332" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3203818&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O que está no vídeo é que o repórter do blog faz a seguinte pergunta a Marina Silva (transcrição literal), aos 6 minutos e 34 segundos da gravação:</p>
<blockquote><p><em>“A senhora tem filhos que ainda estudam em colégios adventistas, outros que já estudaram. A senhora, ministra, acredita que o fato desses alunos receberem essa visão diferenciada e, digamos uma pouco mais plural, a respeito da origem da vida – digo plural porque nessas instituições se ensina não só criacionismo mas o evolucionismo… A senhora acha que isso seria algum demérito, como eles [referência à revista Veja, citada anteriormente] dizem, ou se de alguma forma esses alunos saem com desvantagem aos outros?”</em></p></blockquote>
<p>Responde Marina (transcrição literal):</p>
<blockquote><p><em>“Em primeiro lugar, ciência se faz pela multiplicidade dos olhares. Mesmo que você tenha uma visão criacionista, se você coloca claramente para as pessoas que existe uma outra visão, que é a visão do evolucionismo, para que as pessoas tenham liberdade de escolha para o caminho que devem seguir, não vejo nenhum demérito nisso. Até porque a bíblia diz que nós devemos olhar de tudo e reter o bem. O errado é se não fôssemos capazes de fazer isso que você falou, de termos uma educação plural, que seja capaz de mostrar os diferentes pontos de vista para que as pessoas possam fazer as suas escolhas. Quando as pessoas têm acesso à informação e fazem essas escolhas, nós não podemos em hipótese alguma dizer que essas pessoas estão tendo um conhecimento limitado. Elas só estão tendo as duas visões.”</em></p></blockquote>
<p>Fica claro que a senadora defendeu o direito das escolas adventistas (e não todas as escolas) de acrescentar o criacionismo em seu conteúdo programático, sem explicitar se tal tema entraria nas aulas de ciências ou de filosofia. Ora, a lei permite que as organizações religiosas mantenham escolas privadas. Quem matricula seu filho e paga uma mensalidade cara numa escola adventista concorda com aquela visão de mundo. De mesma forma quem opta por uma escola israelita, católica ou batista…</p>
<p>O medroso autor do artigo deve desconhecer que a igreja adventista defende o Estado laico (e, portanto, laicidade nas escolas públicas). Existe, contudo, profunda diferença entre o Estado laico e o Estado ateu. Este segundo tipo – que tem na China e em outros regimes de orientação marxista exemplos em vigor até o passado recente – proíbe o culto religioso por considerar que “a religião é o ópio do povo”.</p>
<p>O Estado ateu, todavia, foi rejeitado historicamente no mundo e prevaleceu o Estado laico, que garante um ambiente plural para a livre manifestação religiosa e assegura que os organismos públicos (incluindo as escolas) não privilegiarão qualquer uma dessas manifestações.</p>
<p>Mas continuemos a crítica.</p>
<p>O reacionário artigo do medo trata ainda como “bisonhas” duas declarações da senadora durante encontro com líderes religiosos, publicadas por um blog gospel:</p>
<blockquote><p><em>“Você pode escolher ser um político que tem a esperteza do mundo ou um político que tem o Espírito de Deus. A esperteza do mundo é passageira e se você a escolher saiba que a primeira coisa que vai acontecer é que o Espírito de Deus irá se afastar de você.”</em></p>
<p><em>“Temos nossa parcela para oferecer para a política, para a economia e para todos os setores da sociedade. A Palavra de Deus nos ensina em quem devemos votar. Basta olharmos o que diz e compararmos com os candidatos. Se ele se encaixar nos princípios bíblicos merece nosso voto.”</em></p></blockquote>
<p>Por que considerar bisonhice a defesa de que o político seja virtuoso e de que os cristãos têm sua parcela a oferecer à política?</p>
<p>O linguajar usado pode até parecer estranho quando descontextualizado do ambiente em que foram pronunciadas as frases (reunião com líderes religiosos). Mas as declarações são perfeitamente inteligíveis e coerentes com quem possui uma visão cosmogônica do mundo.</p>
<p>Por fim, o articulista faz um ultimato à senadora, ex-ministra e ambientalista respeitada no mundo todo: se não quisermos tornar o Brasil uma nebulosa república evangélica de fato, deveremos esperar Marina desistir de suas pretensões religiosas para o poder e começar a respeitar o laicismo nacional.</p>
<p>Ninguém precisa “desistir de suas pretensões religiosas” para respeitar o laicismo e nem precisa ser ateu para ser presidente da República.</p>
<p>As qualidades pessoais que o cargo de presidente da República deveria exigir são honestidade, ética, austeridade com a coisa pública e espírito democrático. Todas essas qualidades, até agora, a “crente” Marina Silva tem demonstrado ter.</p>
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		<title>Porto Alegre como você nunca viu antes</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 16:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaio Fotográfico]]></category>

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		<description><![CDATA[
Esta mostra evidencia a diversidade de olhares    através de técnicas de fotografia.
Omar Junior nos traz uma Porto Alegre mais  colorida, mais vibrante, em uma diferença estética.
Lugares consagrados por sua história, porém sob  uma outra observação.
Omar Junior é gaucho, nascido na capital em 30 de  dezembro de 1982. Entrou no mundo da fotografia  digital em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1504" title="capa" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/08/capa2.jpg" alt="capa" width="590" height="340" /></p>
<p>Esta mostra evidencia a diversidade de olhares    através de técnicas de fotografia.<br />
Omar Junior nos traz uma Porto Alegre mais  colorida, mais vibrante, em uma diferença estética.<br />
Lugares consagrados por sua história, porém sob  uma outra observação.</p>
<p>Omar Junior é gaucho, nascido na capital em 30 de  dezembro de 1982. Entrou no mundo da fotografia  digital em 2004 e desde então evoluiu no olhar,  técnicas fotográficas e edição de imagens em especial  o HDR. Tem grande destaque no meio fotográfico  com exposições, matérias em revistas, jornais e sites  na internet.</p>
<p>O seu diferencial é mostrar de uma forma rica e  diferente lugares comuns, transformando-os em  fotografias muito mais interessantes pelas suas cores  vivas e nitidez de detalhes. Mostrar como nunca viu  antes!</p>
<p>Conheça mais de seu trabalho no www.omarjunior.com .</p>

<a href='http://eoqha.net/ensaio/porto-alegre-como-voce-nunca-viu-antes/attachment/capa-5/' title='capa'><img width="150" height="150" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/08/capa2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="capa" /></a>
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		<title>Música e Adoração: Experiência e Obediência</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 17:09:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[adoração]]></category>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não é difícil perceber que o debate em torno da música sacra tem tomado duas vertentes bem dicotômicas: ou é isso ou é aquilo, esse instrumento pode vs. aquele não pode, o gosto “jovem” vs. o gosto “maduro”, o clássico vs. o contemporâneo.
Insisto em dizer, todavia, que o problema não é a música nem o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1493" title="b87b" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/08/b87b.jpg" alt="b87b" width="590" height="264" /></p>
<p>Não é difícil perceber que o debate em torno da música sacra tem tomado duas vertentes bem dicotômicas: ou é isso ou é aquilo, esse instrumento pode vs. aquele não pode, o gosto “jovem” vs. o gosto “maduro”, o clássico vs. o contemporâneo.</p>
<p>Insisto em dizer, todavia, que o problema não é a música nem o instrumento nem a dinâmica mutante da cultura musical. A discussão não deveria estar situada na oposição entre os pólos. Aliás, essa é uma oposição em que as opiniões pré-formadas de ambos os lados tem somente eclipsado o que deveria estar no centro do debate: o referencial bíblico que estabelece a adoração. Eu disse, <em>referenciais de adoração</em>, e não princípios musicais. Não há regras de elaboração musical da Antiguidade que devam ser obedecidas hoje. Há, de fato, princípios centrais teológicos que podem orientar o modo de adoração.<span id="more-1492"></span></p>
<p>Sem um modelo biblicamente referenciado, corremos o risco de produzir uma música de louvor desarticulada e orientada por tendências culturais, pela última moda musical das mídias ou por algum artista popular. Note o que disse Harold Best, presidente emérito da Associação Nacional das Escolas de Música (EUA): “A música de igreja por excelência [...] deve estar embasada, não primordialmente na natureza da música e em estilos musicais, modelos de práticas ou perfeição acadêmica, mas em uma bem fundamentada perspectiva teológica”.</p>
<p>Traduzindo, a música de adoração é guiada por princípios teológicos e não pelo gosto dos mais tradicionais ou dos mais liberais.</p>
<p>A música pode ser vista como um ato de experiência humana. Coletiva ou individual, sua prática é geralmente dependente a) <em>da cultura local</em>, b) <em>da finalidade</em>, e c) <em>da subjetividade do praticante</em>. A essência da prática musical estaria relacionada, portanto, aos moldes culturais, funcionais e idiossincráticos de determinado grupo social e de sua música. Sacra ou secular, a música é sempre um ato de experiência.</p>
<p>Por outro lado, a adoração não se reduz a uma experiência sensível. Adoração é, antes da experiência, um ato de obediência. Coletivo ou individual, o ato de adorar é geralmente dependente a) <em>da natureza da igreja</em>, b) <em>da natureza da missão</em>, e c) <em>da cultura do adorador</em>. A essência da adoração estaria relacionada, portanto, aos modelos de interpretação bíblico-doutrinária. A natureza da música, por sua vez, depende da igreja e da sua missão.</p>
<p>A igreja que apresenta um culto bíblico entende que a adoração é uma resposta da criatura humana aos atos de Deus. Ou seja, ao contrário de cultos que buscam o favor de Deus por meio de rituais e músicas, a igreja não louva a Deus para garantir a salvação. Louva-se o Deus cujos atos salvíficos redimem o ser humano. Na Bíblia, são relatados diversos atos de adoração feitos logo em seguida a uma promessa revelada ou a uma intervenção salvadora de Deus. A adoração também não se restringe à participação no culto, mas é estendida ao cotidiano do adorador, que demonstra uma vida de adoração ou uma vida em adoração. Desse modo, a adoração é um ato de obediência.</p>
<p>Uma sugestão de referencial bíblico para a adoração é encontrada em Atos 2: 42: “Eles eram devotados ao <strong>ensino </strong>dos apóstolos e à <strong>comunhão</strong>, ao <strong>partir do pão </strong>e às <strong>orações</strong>”.</p>
<p align="center">n <strong>Ensino</strong>: proclamação do evangelho para a conversão e a mudança (KERYGMA)</p>
<p align="center">n <strong>Comunhão, Partilha</strong>: participação, fraternidade, exercício dos dons para a edificação da comunidade (KOINONIA)</p>
<p align="center">n <strong>Orações</strong>: culto, adoração (LEITOURGIA)</p>
<p>O texto bíblico citado não relaciona instrumentos ou estilos para a igreja. Alguns registros históricos indicam o predomínio do canto a capella e a ausência de instrumentos musicais no espaço cúltico apostólico, seja porque estes despertavam associações culturais indesejáveis seja porque poderiam ser ouvidos pelos perseguidores dos cristãos ou por causa de outro motivo. Se tomássemos o texto e o contexto daquela época e daquele lugar e o transplantássemos sem adaptações, tal ação seria apenas um pretexto para a exclusão autoritária dos instrumentos da prática musical religiosa.</p>
<p>A igreja que reflete em sua adoração os três modos/atitudes de sua missão deve procurar fazê-lo de forma regular, criativa, sistemática e cuidadosa. Quando isto não ocorre, há um desequilíbrio que tende a sobrepor um dos três modos sobre o outro. A fraternidade sem a doutrina faz da igreja um mero clube social. Onde a liturgia é sobreposta à comunhão dos leigos e ao ensino haverá um culto baseado na intenção subjetiva e na emoção do relacionamento pessoal com Cristo, e não na explanação objetiva e na pregação do evangelho.</p>
<p>Algumas comunidades religiosas têm empregado a música para estimular experiências sensíveis e emocionalistas por parte do adorador. A cruz e a graça de Cristo são pontos que certamente merecem a contrição e as lágrimas de gratidão. Entretanto, a adoração contemporânea referenda duas horas de louvor e quinze minutos de edificação doutrinária, concedendo à “liturgia gospel” o papel central em um culto que favorece o extravasar das emoções reprimidas e que, supostamente, permitiria ao adorador uma satisfação pessoal e uma transcendência espiritual inquestionáveis.</p>
<p>Em sua bem-sucedida operação espiritual-musical, o louvor contemporâneo está atento às últimas tendências musicais da mídia secular, o que pode estar na adoção de uma forma sensacionalista de cantar ou de um novo ritmo do verão. Porém, como escreve Ralph Martin, o ser humano adora “não simplesmente para satisfazer suas necessidades ou para sentir-se melhor, mas para expressar a dignidade de Deus” (<em>The Worship of God</em>, p. 27).</p>
<p>O adorador precisa, sim, de hinos e canções modernas que tornem o ato de cantar uma atividade agradável e prazerosa, balanceando o uso da linguagem do relacionamento pessoal com a linguagem que se dirige à soberania e à majestade divinas. Apesar de não haver nenhum referencial doutrinário ou institucional que assinale o uso exclusivo do hinário para o louvor congregacional, penso que a música escolhida deve representar a identidade litúrgico-musical da igreja, buscando equilibrar formas históricas e recursos musicais da modernidade.</p>
<p>Por outro lado, nota-se que os ministérios de louvor que abdicam da tradição musical de sua igreja estão muitas vezes transplantando não somente o estilo musical, mas também as estratégias de adoração dos grupos neopentecostais, em que o louvor tem mais importância que a doutrina e qualquer forma musical é valorizada pelo seu impacto emocional e utilitário.</p>
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		<title>indiferente</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 22:39:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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outro dia li um trecho interessante do diário de salomão: &#8220;o que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido&#8221;(provérbios 21:13). não sei porque, mas me veio à mente a palavraindiferença. para mim, tapar o ouvido ao grito de quem precisa de alguma coisa é uma descrição muito boa para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1477" title="6965" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/07/6965.jpg" alt="6965" width="590" height="264" /><br />
outro dia li um trecho interessante do diário de salomão: &#8220;o que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido&#8221;(provérbios 21:13). não sei porque, mas me veio à mente a palavraindiferença. para mim, tapar o ouvido ao grito de quem precisa de alguma coisa é uma descrição muito boa para indiferença. e como nós estamos familiarizados com ela. quem nunca foi tratado ou nunca tratou alguém com indiferença que atire a primeira pedra.</p>
<p>e como são comuns as situações em que as pessoas se afastam umas das outras por mal-entendidos, diferenças de opinião, inveja, receio, etc. e começam a se ver de maneira indiferente. indiferença&#8230; <span id="more-1476"></span>essa para mim é a pior espécie. viver como se a existência de outrem não fizesse a mínima diferença para você. isso é muito perigoso. amanhã você pode estar gritando por ajuda. para dizer bem a verdade, eu creio que a própria indiferença já seja um grito. a indiferença é o comentário mais desesperado de todos. é o grito de quem quer convencer que pode fazer falta na vida do outro e que a ausência desse outro não dói. é o grito de quem quer atrair a atenção. é o grito de quem se sente inseguro. é um grito covarde. mas é um grito silente.</p>
<p>talvez olhando para sua vida você encontre algum grito assim. se existe algo mal resolvido entre você e alguém &#8211; um amigo, um</p>
<p>vizinho, um parente ou até mesmo um estranho &#8211; não se esconda atrás da indiferença. procure a tal pessoa e simplesmente converse. seja sincero. a indiferença é uma doença que corrói o coração.</p>
<p>amanhã é sábado e esse é um dia diferente. é um dia certo para repensar as relações e clarear os cantos escuros da vida. o sábado é o dia do perdão. ande pela vida de bem com Deus e com as pessoas a sua volta.</p>
<p>e descanse.</p>
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		<title>Pather Hemon</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 22:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Tom]]></category>
		<category><![CDATA[oração]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em casa com o amigo Marlon Miranda (novo tom), decidimos fazer algumas gravações caseiras para recordação. No vídeo ele narra o objetivo e contexto em que foi composta a canção. Confira esta versão da oração universal do &#8220;Pai Nosso&#8221; na língua grega mas com uma forte influência musical hebraica.
Abaixo segue a transliteração traduzida para que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7yq6QgHChjY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="344" src="http://www.youtube.com/v/7yq6QgHChjY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Em casa com o amigo Marlon Miranda (novo tom), decidimos fazer algumas gravações caseiras para recordação. No vídeo ele narra o objetivo e contexto em que foi composta a canção. Confira esta versão da oração universal do &#8220;Pai Nosso&#8221; na língua grega mas com uma forte influência musical hebraica.</p>
<p>Abaixo segue a transliteração traduzida para que você acompanhe e aprecie as palavras de Cristo neste idioma.<span id="more-1469"></span></p>
<p><span style="color: #008000;">Pater hêmôn ho en toes ouranoes,</span><br />
<em>Pai nosso que estás nos céus,</em></p>
<p><span style="color: #008000;">hagiasthêtô to onoma sou</span><br />
<em> santificado seja o Teu nome</em></p>
<p><span style="color: #008000;">elthetô hê basileia sou</span><br />
<em> venha o Teu reino</em></p>
<p><span style="color: #008000;">genêthêtô to thelêma sou,</span><br />
<em> seja feita Tua vontade</em></p>
<p><span style="color: #008000;">hôs en ouranô, kae epi gês.</span><br />
<em> assim na terra como no céu</em></p>
<p><span style="color: #008000;">ton arton hêmôn ton epiousion dos hêmin sêmeron;</span><br />
<em> o pão nosso de cada dia nos dá hoje</em></p>
<p><span style="color: #008000;">kae aphes hêmin ta opheilêmata hêmôn,</span><br />
<em> e perdoa-nos as nossas dívidas,</em></p>
<p><span style="color: #008000;">hôs kae hêmeis aphekamen toes opheiletaes hêmôn;</span><br />
<em> assim como nós temos perdoado aos nossos devedores</em></p>
<p><span style="color: #008000;">kae mê eisenenkês hêmas eis peirasmon,</span><br />
<em> e não nos deixes cair em tentação,</em></p>
<p><span style="color: #008000;">alla rhysae hêmas apo tou ponerou.</span><br />
<em> mas livra-nos do mal </em></p>
<p><span style="color: #008000;">hoti sou estin hê basileia kae hê dynamis kae hê doxa eis tous aeônas,</span><br />
<em> pois Teu é o reino, o poder e a glória para sempre. </em></p>
<p><span style="color: #008000;">amên.</span><br />
<em> amém.</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p>Meditem e descansem neste dia,</p>
<p>Nele, que nos ensinou a orar e a depender!</p>
<p>shabbat shalom!<br />
<em>ps. a qualidade é sony cybershot mesmo, mas vale pela beleza e significado.</em></p>
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		<title>assumindo a manipulação</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 21:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<category><![CDATA[verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Durante muito tempo ouvi dizer que “jornalismo bom é jornalismo isento.” Cheguei a acreditar nisso. Não sei se a imprensa mudou, ou se eu é que deixei de ser ingênua. O fato é que a ilusão do jornalismo neutro acabou para mim muito tempo atrás. Não lembro do momento exato, porém, ainda dou risadinhas amarelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1465" title="4e68" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/07/4e68.jpg" alt="4e68" width="590" height="264" /></p>
<p>Durante muito tempo ouvi dizer que “jornalismo bom é jornalismo isento.” Cheguei a acreditar nisso. Não sei se a imprensa mudou, ou se eu é que deixei de ser ingênua. O fato é que a ilusão do jornalismo neutro acabou para mim muito tempo atrás. Não lembro do momento exato, porém, ainda dou risadinhas amarelas quando penso na Velhinha de Taubaté, hilariante personagem de Luiz Fernando Veríssimo, que acreditava em tudo que passava na TV ou saía no jornal. De certa forma ela funcionou como um espelho nefasto para todos aqueles que, como eu, se achavam imunes às manipulações da mídia. De repente percebemos que éramos, como diria minha melhor amiga, “tão novinhos, tão tolinhos.”<span id="more-1464"></span></p>
<p>Porém, em algum canto do meu cérebro ficou a noção de que a imprensa séria trabalhava com certa neutralidade. Besteira minha, eu sei, afinal, isenção não é sinônimo de bom jornalismo. Isso é coisa de leitor bobo que quer acreditar que tem acesso à verdade. O fato é que toda notícia passa por um filtro editorial e assim caminha a humanidade. Mas isso era implícito, ninguém trombeteava tal informação. Ficava subentendido.</p>
<p>Ficava. Agora não fica mais. Outro dia chegou à minha casa uma mala direta vendendo assinaturas da revista de notícias mais lida no pais. Nela, encontrei a seguinte pérola: “Oferecer a notícia pura e simples é pouco. Para dar mais elementos para você ter a sua opinião, é preciso que os fatos cheguem selecionados e analisados, dando a dimensão de como poderão mexer com seu dia-a-dia. A notícia interpretada em todos os ângulos, está nas páginas de X.”</p>
<p>Expressões como “fatos selecionados e analisados” e “notícia interpretada” foram demais para o meu pobre coração. Ali estava uma editora assumindo abertamente que seleciona informações – baseada em seus interesses, que não são necessariamente os meus – para que eu possa ter uma opinião. Argumentando que o leitor seria beneficiado com sua interpretação das notícias, sem levar em conta que esta poderia estar em direta oposição aos princípios do próprio leitor. Uma publicidade bem ao estilo “Me engana, que eu gosto.” Parecem ter-se acabado os dias da ingênua Velhinha de Taubaté, e ressurge a mulher de malandro do velho samba de Heitor dos Prazeres e Francisco Alves. Sabemos que estamos sendo enganados, mas não nos importamos mais.</p>
<p>Entretanto, o engano não é a vocação do cristão. A Bíblia diz que “os tolos desprezam a sabedoria e a instrução” (Prov. 1:7), mas o verdadeiro conhecimento não é uma coleção de informações, e sim um conhecimento pessoal de Deus (Prov. 9:10). Se a palavra sábia é uma jóia muito mais preciosa que o ouro (Prov. 20:15), é preciso subverter a nova ordem mundial, dando valor ao que realmente tem valor. Se queremos ter sabedoria para avaliar o nosso entorno, devemos buscar direto na fonte. É Deus quem nos ensina o discernimento (Salmo 119:66) e só dEle podemos aprender qual seja a verdadeira sabedoria (Provérbios 2:6).</p>
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		<title>duas</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 21:57:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<category><![CDATA[oração]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;voltem à fortaleza, vocês que são prisioneiros, pois hoje lhes prometo que para cada tristeza que tiverem eu lhes darei duas alegrias&#8221; (zacarias 9:12 bíblia viva).
..
&#8220;no final do corredor, vire à direita&#8221;.. foram as palavras que me indicaram o caminho até o quarto 734. hospitais são lugares estranhos. um misto de sons, cheiros, cores, rostos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1447" title="4b3b1" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/07/4b3b1.jpg" alt="4b3b1" width="590" height="264" /></p>
<p><span style="font-size: 11px;"><em>&#8220;voltem à fortaleza, vocês que são prisioneiros, pois hoje lhes prometo que para cada tristeza que tiverem eu lhes darei duas alegrias&#8221;</em> <span style="color: #888888;">(zacarias 9:12 bíblia viva)</span><span style="color: #888888;">.</span><br />
</span>..<br />
&#8220;no final do corredor, vire à direita&#8221;.. foram as palavras que me indicaram o caminho até o quarto 734. hospitais são lugares estranhos. um misto de sons, cheiros, cores, rostos, sensações, reações formam o cenário de tragédias e milagres.. o alívio de quem vai, a angústia de quem chega. o choro de quem nasce invadindo o silêncio de quem morre. os olhos que não se fecham vigiando os que já não se abrem.</p>
<p>meus sentidos são afetados. sinto como se estivesse no meio de uma guerra e me pego imaginando o que passa pelo coração de Deus durante as horas intrusas que nosso mundo vive, sob o império da doença.<span id="more-1445"></span> e tantas orações, queixas, gritos, choros quase sempre encontram a melhor resposta na companhia silenciosa do céu.</p>
<p>passos lentos me levaram até o quarto frio de patrícia. calado, ouvi algumas histórias, de como a doença veio, de como levou a única filha e outras pessoas queridas.. e cada lembrança triste dita eu podia confirmar na tristeza escrita em seus olhos roubados daqui. ouvi risos sem graça, de quem tentava animar. mas de repente os olhos me procuraram. eu precisava falar alguma coisa. sabe, é ao lado de leitos de hospitais que eu me sinto mais humanos e impotente. e tudo que pude fazer naquela hora foi trazer um recado de Deus &#8211; que não conhece limites ou impossibilidade &#8211; através das palavras do profeta zacarias.</p>
<p>quando a vida mais se parece uma coleção de fracassos, problemas, dores, dúvidas, dívidas, crises, lágrimas e perdas sempre há uma resposta divina. aos que escolherem viver e mesmo sofrer ao seu lado, ele promete restituição. não sei bem como, tampouco quando, mas conheço bem quem prometeu. a verdade é que muitas dessas alegrias não cabem numa vida tão pequena como a nossa.. é preciso a eternidade para experimentá-las.<br />
..<br />
se hoje você chora uma tristeza, lembre-se: cada lágrima que cai é uma frase a mais escrita nos livros de Deus. e para cada tristeza ele tem duas alegrias.</p>
<p>descanse.</p>
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		<title>as muitas vozes urbanas</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 21:04:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Palestra]]></category>
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		<category><![CDATA[pós modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[simpósio]]></category>
		<category><![CDATA[Simpósio Universitário]]></category>

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		<description><![CDATA[
Palestra realizada no unasp-c2 durante o simpósio universitário de 2008. Nela, o Pr. Kléber Gonçalves (Nova Semente), traz uma síntese histórica a respeito do pós-modernismo e trata da atual relação da igreja e da pregação do evangelho no contexto secularizado. Se tem curiosidade a respeito deste tema, assista e tire suas dúvidas.
O responsável pela filmagem foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="590" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/yrlfeFq4YOc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="590" height="344" src="http://www.youtube.com/v/yrlfeFq4YOc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Palestra realizada no unasp-c2 durante o simpósio universitário de 2008. Nela, o Pr. Kléber Gonçalves (<a href="http://novasemente.org/" target="_blank">Nova Semente</a>), traz uma síntese histórica a respeito do pós-modernismo e trata da atual relação da igreja e da pregação do evangelho no contexto secularizado. Se tem curiosidade a respeito deste tema, assista e tire suas dúvidas.</p>
<p>O responsável pela filmagem foi Isaque Resende (<a href="http://cronicas-cc.blogspot.com/" target="_blank">blog</a>). &#8220;Desculpe-me a qualidade da imagem, mas o arquivo tinha 1gb e tive que compactar bastante. Ignore também minhas tremedeiras e balançadas.&#8221; (Nem notaremos Isaque, obrigado!)</p>
<p>Aproveitem!</p>
<p><em>(as partes 2 a 5 já estão postadas no youtube. acompanhem!)</em></p>
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		<title>fruto</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 22:47:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;mas o fruto do espírito é amor&#8221; (gálatas 5:22)
..
muitas pessoas encontram dificuldade em associar a singularidade do fruto do espírito à pluraridade de elementos mencionados em gálatas 5. alguns, mesmo sem perceber, costumam utilizar uma fórmula mais sonora, embora estranha ao texto bíblico. dizem: &#8220;os &#8216;frutos&#8217; (no plural) do espírito &#8217;são&#8217; amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1438" title="0fdc" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/07/0fdc1.jpg" alt="0fdc" width="590" height="264" /></p>
<p><span style="font-size: 11px;"><em>&#8220;mas o fruto do espírito é amor&#8221;</em> <span style="color: #cc6600;">(gálatas 5:22)</span></span><br />
..<br />
muitas pessoas encontram dificuldade em associar a singularidade do fruto do espírito à pluraridade de elementos mencionados em gálatas 5. alguns, mesmo sem perceber, costumam utilizar uma fórmula mais sonora, embora estranha ao texto bíblico. dizem: &#8220;os &#8216;frutos&#8217; <span style="font-size: 11px;">(no plural)</span> do espírito &#8217;são&#8217; amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio&#8221; <span style="font-size: 11px;">(nvi)</span>. outros, mais atentos, observam o caráter singular do fruto no texto e por isso propõem uma ilustração interessante para entendê-lo: os vários elementos listados por paulo seriam como que os componentes distintos de um mesmo objeto, assim como algumas frutas são formadas por gomos independentes, e nem por isso perdem sua unidade.<span id="more-1436"></span><br />
..<br />
mas a verdade é que em gálatas 5:22-23 ou temos um grande problema na corcordância ou encontramos uma janela aberta para uma compreensão alternativa. algumas informações sobre o texto do novo testamento e sobre o autor destas palavras podem trazer luz adicional sobre a passagem.</p>
<p>talvez você não saiba, mas os escritos do novo testamento foram produzidos em condições muito diferentes das que os escritores de hoje tem. boa parte do novo testamento foi escrita em pergaminhos &#8211; uma espécie de couro trabalhado, próprio para este fim. mas este material era muito caro. assim, ao escreverem, os autores bíblicos tentavam economizar cada pedaço de pergaminho, sacrificando, inclusive, os espaços entre as palavras do texto. isso dificultava a leitura, mas permitia maior quantidade de informação. além disso, a noção de pontuação só foi inserida no texto tempos depois, pelos copistas, o que resultou em uma solução e um problema. embora o conteúdo pudesse agora ser lido mais facilmente, qualquer pontuação sugerida já era em si produto de uma interpretação.</p>
<p>embora eu creia que isto não lance dúvida sobre o texto bíblico que temos em mãos, permite-me convidá-lo a ler mais uma vez as linhas de gálatas 5:22-23. e se em lugar de uma das vírgulas eu pusesse outro sinal? e se o texto fosse lido assim: &#8220;o fruto do espírito é amor: alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio&#8221;? não me assusta pensar que para paulo o fruto do espírito não fosse uma simples lista ou mesmo um mosaico, mas um retrato colorido. não me incomodo em imaginar que para ele os demais elementos talvez não fossem um complemento, mas uma definição do que é o amor..</p>
<p>amor é uma palavra-chave na teologia e na vida de paulo. para cada obra da carne, há uma resposta completa produzida pela essência da presença de Deus no homem &#8211; o amor. não é difícil perceber neste trecho da carta aos gálatas como que um eco das palavras do mesmo paulo em outra carta<span style="font-size: 11px;"> (1 coríntios 13)</span>. o que é o amor? o amor é o que o amor faz.. assim, a alegria é o sorriso do amor. é o amor sorrindo. a paz é o amor unindo. a amabilidade é o amor respeitando. o domínio próprio é o amor cedendo. paciência é o amor esperando. mansidão é o amor suportando. fidelidade é o amor perdurando.</p>
<p><span style="font-size: 23px;">o fruto do espírito é o amor</span>. é o amor nascendo em você &#8211; é Deus tomando cada espaço de sua vida. é Deus agindo em você e através de você, em resposta aos estragos que o mal causa a sua volta. o amor é a identidade de Deus, e a marca de seus filhos na terra.</p>
<p>&#8220;com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros&#8221; <span style="font-size: 11px;">(joão 13:35)</span>.</p>
<p>descanse..</p>
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		<title>fé</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 22:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
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		<description><![CDATA[
Há apenas três dias o avião da Air France que partiu do Rio de Janeiro e seguia para Paris havia desaparecido nas gélidas e profundas águas do Atlântico. Agora ali estava eu &#8211; dentro de um avião. Confesso que o clima era tenso. As pessoas não se mostravam entusiasmadas por estarem prestes a viajar. Muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 0px initial initial" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/07/6421.jpg" alt="6421" width="590" height="264" /></p>
<p>Há apenas três dias o avião da Air France que partiu do Rio de Janeiro e seguia para Paris havia desaparecido nas gélidas e profundas águas do Atlântico. Agora ali estava eu &#8211; dentro de um avião. Confesso que o clima era tenso. As pessoas não se mostravam entusiasmadas por estarem prestes a viajar. Muito pelo contrário. Quase ninguém conversava. Limitavam-se a acomodar as bagagens de mão e a sentarem em seus lugares silenciosamente. A dúvida que pairava em minha mente parecia ser a mesma que perseguia a todos os passageiros: e se o avião cair?<span id="more-1440"></span></p>
<p>Enquanto a aeronave decolava naquela noite fui envolvida pelo silêncio que inundava o ambiente e pelos pensamentos que me absorviam. Percebi que<strong> </strong>o único motivo que levou a todas aquelas pessoas a entrarem no avião naquela noite, mesmo em meio a dúvidas, foi a certeza (fé) que chegariam são e salvas ao destino final. Lembrei que muitas vezes a fé é rotulada como algo vivido somente por pessoas ingênuas, simplórias ou pouco esclarecidas. Nesse momento abri minha Bíblia em Hebreus 11:1 onde encontrei a melhor definição de fé que conheço: “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” Depois e pensar um pouco sobre a definição de fé e a situação dos passageiros daquele avião cheguei a uma conclusão:  todas as pessoas, querendo ou não, agem através da fé diariamente. <strong><br />
</strong><br />
Vou dar alguns exemplos simples. Começarei pelo avião. Todas as vezes que adentramos uma aeronave temos fé que o piloto, alguém que não conhecemos ou sabemos quem é, será capaz de realizar seu trabalho com eficiência. Todas as vezes que vamos a um restaurante temos fé que os cozinheiros seguem regras simples de higiene ao lidar com os alimentos que iremos ingerir. Quando compramos um produto temos fé que vai desempenhar as funções divulgadas pelos fabricantes e vendedores. Quando decidimos namorar com alguém temos fé que esse relacionamento vai nos fazer felizes.</p>
<p>Foi nesse ponto que comecei a me perguntar: porque parece ser tão fácil ter fé em coisas simples do dia-a-dia que estão completamente fora de nosso controle e porque é tão difícil ter fé em Deus? Pude me lembrar de várias situações triviais do cotidiano em que depositei minha fé em coisas sem ter nenhuma garantia de que eram confiáveis. Mesmo assim escolhi ter fé.</p>
<p>Com Deus é diferente. Ele declara que sem fé é impossível agradá-Lo. Ao mesmo tempo, proporciona inúmeras provas de sua existência e amor. Ter fé nesse Deus é uma escolha que precisamos fazer. Uma escolha tão simples como entrar em um avião, comer em um restaurante, comprar um produto ou começar a namorar com alguém que gostamos. A diferença é que com Deus não existe erro<strong>.<br />
</strong><br />
Quem confia n&#8217;Ele sabe que &#8220;todas as coisas colaboram para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Rom.8:28.</p>
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		<title>chat – um ringue na igreja Pt.3</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 13:16:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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Chega ao fim o programa de estreia do Chat: Entre e Fique a Vontade, neste 3° bloco, você confere o encerramento do tema, com o apresentador Felipe Tonasso e os estudantes Jonas Emídio, Camila Paulozzi, Raphael Vaz e o Pr. Wolter discutindo o caso da igreja Renascer que promoveu um campeonato de vale-tudo em seu [...]]]></description>
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<p>Chega ao fim o programa de estreia do Chat: Entre e Fique a Vontade, neste 3° bloco, você confere o encerramento do tema, com o apresentador Felipe Tonasso e os estudantes Jonas Emídio, Camila Paulozzi, Raphael Vaz e o Pr. Wolter discutindo o caso da igreja Renascer que promoveu um campeonato de vale-tudo em seu templo. Fique a vontade para acompanhar o 3º bloco dessa super parceria entre A+ e Éoqhá.</p>
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		<title>chat – um ringue na igreja Pt.2</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 13:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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Você que já assistiu o 1° bloco do programa Chat: Entre e Fique a Vontade, confere agora o 2° bloco comandado pelo apresentador Felipe Tonasso onde os estudantes Jonas Emídio (teologia), Camila Paulozzi (contábeis) e Raphael Vaz (jornalismo) e o Pr. Wolter discutem o caso da igreja Renascer que promoveu um campeonato de vale-tudo em [...]]]></description>
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<p>Você que já assistiu o 1° bloco do programa Chat: Entre e Fique a Vontade, confere agora o 2° bloco comandado pelo apresentador Felipe Tonasso onde os estudantes Jonas Emídio (teologia), Camila Paulozzi (contábeis) e Raphael Vaz (jornalismo) e o Pr. Wolter discutem o caso da igreja Renascer que promoveu um campeonato de vale-tudo em seu templo. Acompanhe o 2º bloco dessa super parceria entre A+ e Éoqhá.</p>
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		<title>chat – um ringue na igreja</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 20:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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O que você pensa de um ringue de vale-tudo na igreja para atrair os jovens?
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<p>O que você pensa de um ringue de vale-tudo na igreja para atrair os jovens?</p>
<p>Sai o piloto de mais um novo programa do éoqhá em parceria com o blog <a href="http://unasp-ec.edu.br/A+/" target="_blank">A+</a>! inaugurando o <strong>CHAT &#8211; Entre e fique a vontade</strong>, <a href="http://www.tonasso.blogspot.com" target="_blank">Felipe Tonasso</a> conduzirá um bate-papo confortável, bem ao estilo sala de casa, onde os convidados <strong>Jonas Emidio</strong> (teologia), <strong>Camila Paulozzi</strong> (contábeis), <strong>Raphael Vaz</strong> (jornalismo) e o <strong>Pr. Wolter </strong>(dr. em missiologia), discutirão o tema desta semana sob uma perspectiva cristã. Acompanhe o 1º bloco dessa parceria e lembre-se: esta sala também é sua e sua opinião é muito importante para nós. (rs)</p>
<p>entre e fique a vontade para opinar.</p>
<p><em>(assista em HQ no youtube e aguarde os próximos blocos, temas e convidados.)</em></p>
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		<title>amarração para o amor</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 19:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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Outro dia desses estava dirigindo quando meus olhos focaram em um cartaz colado em um poste de uma movimentada avenida de São Paulo. Seus dizeres eram: Amarração para o amor: trago seu amor ao seus pés &#8211; mesmo que seja comprometido. A força dessas palavras desencadeou um turbilhão de pensamentos desconexos e confusos. Por um [...]]]></description>
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<p>Outro dia desses estava dirigindo quando meus olhos focaram em um cartaz colado em um poste de uma movimentada avenida de São Paulo. Seus dizeres eram: Amarração para o amor: trago seu amor ao seus pés &#8211; mesmo que seja comprometido. A força dessas palavras desencadeou um turbilhão de pensamentos desconexos e confusos. Por um lado, a promessa do cartaz parecia ser convidativa, especialmente para as pessoas que amam alguém e não são correspondidas. Por outro lado, o que é mesmo o amor? É algo fabricado? Podemos embrulhá-lo em um pacote bonito e comprá-lo como se fosse um produto? Existe um preço que possa ser pago em troca do verdadeiro amor?<span id="more-1419"></span></p>
<p>Para organizar minhas ideias decidi descrever o que é o amor romântico aos olhos das pessoas. Sei que existem diversos tipos de amor (entre pais e filhos, irmão, amigos) mas meu foco foi colocado no amor romântico, aquele prometido no cartaz. Lembrei de filmes, músicas, programas de TV, livros e todo tipo de referências que pudessem me ajudar a entender como o amor é apresentado hoje. Depois elaborei uma lista com as principais palavras que vieram a minha mente: sentimento, prazer, felicidade, atração, satisfação, frio na barriga, paixão, sexo, companheirismo, ciúmes, desejo. Lembrei de casais famosos da história, da literatura, da mitologia, das ciências, das artes e como suas histórias retratam um amor que é a expressão das palavras acima &#8211; Marco Antonio &amp; Cleopatra, Zeus (Júpiter) &amp; Hera (Juno), Tristão &amp; Isolda, Romeu &amp; Julieta, Rhett Butler &amp; Scarlet O’Hara&#8230;</p>
<p>O próximo passo foi comparar esse tipo de amor com aquele descrito em Coríntios 13:4-8</p>
<p>“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; O amor jamais acaba.”</p>
<p>Foi nesse momento que percebi como nossa visão de amor é diferente da visão de Deus. Percebi que nossa compreensão de amor é deturpada. Usamos o amor como um produto. Uma pessoa promete amar a outra se receber algumas coisas em troca. Quando isso não ocorre o amor acaba e o natural é buscar um novo amor. Quando esse amor não é correspondido ainda existe a possibilidade de tentar a amarração para o amor. Essa me parece ser uma opção desesperada para suprir o desejo egoísta de alguém!</p>
<p>Quanta diferença do amor sofredor, benigno, que não se irrita e que jamais acaba! Quanta diferença do amor que Deus quer colocar em nosso coração. A Bíblia fala que DEUS é amor. Sem Ele não é possível que experimentemos um amor tão profundo que jamais. Sem Ele, nosso amor não passa de um produto que procuramos nas prateleiras da vida para de suprir os nossos desejos egoístas.</p>
<p>Meu desejo sincero é que você tenha a chance de experimentar o amor verdadeiro que Deus deseja colocar em seu coração. Esse amor muitas vezes é acompanhado por sofrimentos e provas. Mas é um amor insuperável pois permite que tenha a segurança que seria capaz de dar a vida por alguém que faria o mesmo por você. Isso não tem preço!</p>
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		<title>coração</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 20:48:05 +0000</pubDate>
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&#8220;cria em mim um coração puro, ó Deus&#8221; (salmo 51:10).
hoje não tenho muitas palavras. só uma oração.. das páginas da bíblia, guardo com cuidado especial os capítulos protagonizados por davi. suas vitórias e quedas, sua coragem e suas fugas, seus amores e guerras, suas orações, suas canções &#8211; cada uma dá cor peculiar ao quadro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1406" title="61b51" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/05/61b51.jpg" alt="61b51" width="590" height="264" /></p>
<p>&#8220;cria em mim um coração puro, ó Deus&#8221; (salmo 51:10).</p>
<p>hoje não tenho muitas palavras. só uma oração.. das páginas da bíblia, guardo com cuidado especial os capítulos protagonizados por davi. suas vitórias e quedas, sua coragem e suas fugas, seus amores e guerras, suas orações, suas canções &#8211; cada uma dá cor peculiar ao quadro mais amplo da vida daquele a quem o próprio Deus chama &#8220;homem segundo meu coração&#8221; (atos 13:22).<span id="more-1404"></span></p>
<p>numa das cenas mais escuras, num dos dias mais vazios, sobe ao céu uma oração. um pedido angustiado, de quem pecou e simplesmente quer uma nova vida &#8211; um novo coração. mas há nestas palavras uma força escondida. davi pede: &#8220;cria em mim, Deus&#8221;.. mas o verbo &#8220;criar&#8221; usado aqui não é um verbo qualquer. é o hebraico barah &#8211; que indica um ato exclusivo de Deus, uma criação a partir do nada. o rei davi toma emprestada a mesma expressão do gênesis para descrever a criação necessária em sua existência.</p>
<p>talvez hoje ao olhar para sua vida tudo que veja seja um emaranhado de escolhas erradas e consequências traumáticas. talvez relacionamentos errados, decisões impensadas tenham roubado a luz e a forma de alguns sonhos seus. talvez esses últimos dias estejam passando meio lentos, sob o peso de uma culpa, sem forma e vazios. lembre que uma única palavra de Deus pode transformar as coisas.. a mesma palavra que trouxe todas as formas e cores, todos os sons e sabores à existência, pode criar uma nova experiência, pode dar um novo sentido ao nada que somos.</p>
<p>oro para que hoje você experimente recriação em cristo e sinta mais uma vez a alegria da salvação.</p>
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		<title>guerra 2/2</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 18:14:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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lembra-se da estória de lucas e márcio? (clique para ler a parte 1/2) é realmente uma árdua tarefa  julgar qual dos dois obteve maior vitória sobre a tentação. talvez porque isto seja de responsabilidade exclusiva de Deus, e Ele provavelmente pouco se importe com medida e tamanho,  desde que seja vitória.
no entanto, façamos uma reflexão: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1410" title="e2a3" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/05/e2a3.jpg" alt="e2a3" width="590" height="264" /></p>
<p>lembra-se da estória de lucas e márcio? (<a href="http://eoqha.net/reflexoes/guerra-12/" target="_blank">clique para ler a parte 1/2</a>) é realmente uma árdua tarefa  julgar qual dos dois obteve maior vitória sobre a tentação. talvez porque isto seja de responsabilidade exclusiva de Deus, e Ele provavelmente pouco se importe com medida e tamanho,  desde que seja vitória.</p>
<p>no entanto, façamos uma reflexão: que tipo de vitória Deus deseja realmente que tenhamos sobre o pecado?<span id="more-1409"></span></p>
<p>lucas lutou e relutou contra principados e potestades, permitiu por breves momentos que a carne, sua natureza pecaminosa, assumisse o controle. márcio, por sua vez, apenas olhou o mesmo cenário e seguiu seu caminho, como se aquele universo pintado de cores atraentes aos olhos e sentidos, já não o atraísse mais e não fizesse mesmo o menor sentido.</p>
<p>a vitória contra a tentação é antecipada. guerra se vence com planejamento e estratégia. só resiste e permanece até que o inimigo fuja, aquele que se preparou para o combate. a vitória que Deus quer estender a nós, através da ação silenciosa do Espírito Santo, é a vitória não das ações, mas das intenções. não apenas do pecado que cometemos, mas do pecado que somos.</p>
<p>aquilo que antes nos tentava, já não exerce mais poder sobre nós. possuímos agora a mente de Cristo, nascemos para uma vida de luz, somos nova criatura quando Nele nos encontramos. nossa vida não é mais guiada por desejos egoístas em busca de mera satisfação da vontade carnal, mas é a vontade Dele que assume e comanda a nossa. é o Espírito Dele que habita e comunica poder. é Ele quem nos dá novo coração a medida que nos sujeitamos.</p>
<p>este é o processo das vitórias santificadoras. um passo por dia até que como paulo possamos afirmar:  &#8220;já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim.&#8221;</p>
<p>encerro com uma boa e velha frase clichê: &#8220;não há vitória sem sacrifício&#8221;. vale lembrar que este sacrifício não é requerido de nós, mas Cristo é o sacrifício perfeito e suficiente que nos faz triunfar sobre o inimigo. Cristo, nossa vitória plena, sempre ao alcance de uma oração sincera e silenciosa.</p>
<p>Nele, como diria um grande amigo, descanse.</p>
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		<title>Música cristã no século 21: um “cântico novo” ou repetição do passado?</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 23:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Não existe música cristã, só existe letra cristã.* A afirmação não é minha, e seu autor recorre ao texto bíblico para oferecer evidências. De acordo com ele, a maior prova está no fato de que a Bíblia traz até nós apenas as letras, e nenhuma partitura das muitas canções cantadas nos tempos de Israel. Assim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1370" title="d509" src="http://eoqha.net/lab/wp-content/uploads/2009/04/d509.jpg" alt="d509" width="590" height="264" /></p>
<p>Não existe música cristã, só existe letra cristã.* A afirmação não é minha, e seu autor recorre ao texto bíblico para oferecer evidências. De acordo com ele, a maior prova está no fato de que a Bíblia traz até nós apenas as letras, e nenhuma partitura das muitas canções cantadas nos tempos de Israel. Assim, a mensagem das músicas religiosas seria, em muitos sentidos, eterna, atravessando séculos e séculos. A música, no entanto, por seu fator cultural, ficaria fora dos princípios imutáveis da Lei de Deus, e até mesmo das tradições religiosas judaico-cristãs que atravessaram os séculos.</p>
<p>Encontrei esta hipótese num  livro de Rick Warren, pastor da famosa igreja de Saddleback, nos Estados Unidos, cujo plano <span id="more-1369"></span>das 40 madrugadas de oração virou coqueluche em 9 entre 10 denominações evangélicas. Inclusive a adventista. Como? A igreja adventista, influenciada por idéias evangelísticas atuais? Advindas de outras denominações?</p>
<p>Minha ironia se justifica pela existência de um grupo, entre os adventistas, que ataca toda e qualquer música adventista que denote sofrer influência da música evangélica de outras denominações. Alguns vão mais longe, e atacam qualquer relação que a música religiosa atual tenha com as linguagens musicais do tempo presente. Esta postura, porém, parece descabida quando se faz uma análise de outros aspectos da vida religiosa.</p>
<p>Igrejas são construídas de acordo com parâmetros arquitetônicos correntes, nas escolas segue-se a filosofia da educação adventista sem perder de vista a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, os membros da igreja vestem-se de acordo com a moda atual (ainda não encontrei ninguém usando as vestimentas do século 19 que se vêem nas fotos de Ellen White), e o nosso prato vegetariano de cada dia não é mais feito em fogões a lenha, e às vezes é até mesmo descongelado em fornos de microondas.</p>
<p>Só mesmo aos músicos, é delegada a impossível tarefa de viver no século 21 de acordo com costumes de dois ou três séculos atrás. Eles devem ser capazes de desempenhar suas funções sem nenhuma relação com qualquer linguagem musical da atualidade. Parecem lhes restar apenas duas opções: a primeira, é compor e interpretar a partir de referências barrocas ou clássicas, sem qualquer relação com as linguagens musicais da nossa era. Isso corresponderia a pedir que os escritores, jornalistas e publicitários cristãos de hoje usassem o português de Camões para escrever. A outra alternativa é deixar de produzir coisas novas, abandonando a criatividade outorgada por Deus. Simplesmente continuar repetindo linguagens musicais consagradas pelo tempo – o que corresponde a cantar ad eternum as marchas do século 19 que compõem os tradicionais hinários protestantes.</p>
<p>Não me parece justo que pessoas que vivem suas vidas conforme os padrões do século 21, desejem exigir dos músicos uma existência de reclusão e eremitismo. Sim, a vida cristã hoje em dia apresenta enormes desafios. Como achar  equilíbrio entre a sobrevivência na sociedade que nos cerca, e uma vida de acordo com os padrões cristãos de comportamento? Não é uma questão de fácil resposta. Porém, o fato permanece: não há fórmulas no evangelho. Cada um deve descobrir individualmente o caminho para tornar-se mais semelhante a Jesus, já que no “grande e terrível dia do juízo,” cada um responderá da mesma forma: individualmente.</p>
<p>Todos os ministérios de hoje enfrentam, de alguma forma, o dilema que está diante dos músicos cristãos: como encontrar um equilíbrio entre cantar/tocar/compor para “judeus e não-judeus?” Esta é uma busca antiga, e diante dela o apóstolo Paulo escreveu: “E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus…. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo)…. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (I Cor. 9: 20-22).</p>
<p>É um desafio extraordinário, e, no entanto, discussões vazias e idéias pré-concebidas não vão ajudar no processo de supera-lo. A solução, como sempre, vem de Deus, que deixou a cada cristão a seguinte promessa: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente.” (Tiago 1:5).</p>
<p>*WARREN, Rick. The Purpose Driven Life. Grand Rapids: Zondervan, 2002.</p>
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		<title>perder para ganhar</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 23:17:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>matheus@eoqha.net (éoqhá)</dc:creator>
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<p>No canal &#8220;People and Arts&#8221; da TV a cabo existe um reality show chamado &#8220;Perder para Ganhar”. No programa um grupo de pessoas obesas se dispõe a perder peso com o objetivo de ganhar uma alta quantia em dinheiro e, obviamente, melhorar a qualidade de vida e saúde. Confesso que fico impressionada ao ver a determinação dos participantes correndo na esteira, fazendo musculação e suando frio para não ceder às inúmeras tentações a que são submetidos: sorvete, hambúrguer, chocolate, torta&#8230;</p>
<p>No jogo quem perde mais peso é o campeão. Esse programa me fez pensar nas perdas da vida.<span id="more-1362"></span></p>
<p>Digo isso porque em um momento ou outro perdemos algo que valorizamos muito: um(a) namorado(a), um emprego, dinheiro, a saúde, uma oportunidade, a vida de alguém que amamos muito, a esperança, a paz&#8230; Quando nos deparamos com essas perdas como reagimos? Será que na vida real quando perdemos na verdade estamos ganhando?</p>
<p>Não posso falar por você, caro leitor, mas quando olho para minha vida posso dizer que quando deixamos Deus guiar cada passo até as perdas se transformam em vitórias. Talvez seja difícil entender e aceitar de imediato. Ninguém gosta de perder. Provavelmente precisaremos ter paciência para deixar o Senhor atuar e nos mostrar o que iremos ganhar com aquela perda. Mas acredito, pela fé, que se estivermos nas mãos do Senhor sempre seremos vencedores. Pode ser que o namorado(a), emprego e dinheiro não sejam recuperados. Mesmo assim, pela fé devemos acreditar que Senhor é capaz de, por meio dessa perda, nos dar coisas bem melhores: um marido/esposa, uma ocupação que nos realize, a provisão para nossas necessidades verdadeiras.</p>
<p>A certeza que nosso Pai do Céu está no controle de tudo possibilita que nossas perdas sejam apenas uma ponte que nos levará para algo ainda melhor preparado por Ele. A confiança no Deus que tudo pode é a chave para nunca perdermos a esperança e a paz. É o segredo para lembrarmos, mesmo em meio às grandes perdas, que em breve Ele irá cumprir a sua maior promessa:</p>
<p>“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 21:4</p>
<p>Quando você perder olhe para cima. Sinta o abraço de Deus. Confie que Ele tudo pode! Em Deus você já é um vencedor!</p>
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