<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3810827</atom:id><lastBuildDate>Mon, 20 May 2013 03:36:02 +0000</lastBuildDate><category>twitteiras pra casar</category><category>cirurgia plástica</category><category>sexo casual</category><category>goebbels</category><category>fuck buddy</category><category>enjoar do namoro</category><category>erica carrara erica carrara hans erica hans vincent capitulo  livro  os olhos dela</category><category>contos</category><category>missing you</category><category>traição</category><category>burberry</category><category>mundo</category><category>reciclagem</category><category>dicas do que fazer no frio</category><category>corte de cabelo</category><category>muitos solteiros</category><category>pirâmide de maslow</category><category>simulador de ambiente</category><category>ryam addams</category><category>ficção</category><category>second life</category><category>crescer antes do tempo.</category><category>erica carrara erica carrara hans erica hans</category><category>corpo perfeito</category><category>simulador de maquiagem</category><category>pintar paredes</category><category>quem fala o que quer</category><category>cronicas de um dia triste</category><category>crescer.</category><category>ouve o que não quer</category><category>mulher moderna</category><category>saudades</category><category>for men</category><category>amores</category><category>mudança</category><category>medo de envelhecer</category><category>mudanças</category><category>homem com medo de mulher</category><category>carta pra ex namorada</category><category>mudar</category><category>responsabilidade</category><category>online</category><category>homem galinha</category><category>planejar</category><category>raiva</category><category>refrescar relacionamento</category><category>como se vestir</category><category>mudar de vida</category><category>anseios</category><category>erica carrara erica carrara hans foo o melhor de voce conseguir o melhor</category><category>sapatos</category><category>amigos virtuais</category><category>friends with benefits</category><category>depressão</category><category>evolução</category><category>alpha dogs</category><category>quando nossos pais se tornam estranhos</category><category>mulher mãe</category><category>repaginar</category><category>homens menininhas</category><category>perfume</category><category>felicidade</category><category>lolita</category><category>programas de inverno</category><category>promoção</category><category>novo</category><category>homens agasalho frio</category><category>msn</category><category>epoca certa</category><category>libertar</category><category>erica carrara erica carrara hans diga a ele</category><category>chronos</category><category>alter ego</category><category>repostagem</category><category>presente</category><category>irresponsabilidade</category><category>come pick me up</category><category>the beat</category><category>mulheres gostam de homem galinha</category><category>loucuras</category><category>dizer não</category><category>judite gazoli carrara</category><category>guia de estilo homens</category><category>zuar ex namorada</category><category>mulheres de atitude</category><category>erica carrara erica carrara hans sustantabilidade</category><category>novidades</category><category>bloquear pessoas</category><category>vida de gente grande</category><category>blog</category><category>amigos coloridos</category><category>sonhar</category><category>a mudança está em nós</category><category>dia dos namorados</category><category>senhora</category><category>dicas de moda para homens</category><category>nunca e tarde</category><category>crônicas</category><category>roupa</category><category>diga não</category><title>a vida moderna de erica hans</title><description>tudo o que eu escrevo aqui é ficção, desde 2003.</description><link>http://ericahans.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Erica Hans)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>487</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/ericahans" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="ericahans" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-8424139253120961840</guid><pubDate>Mon, 20 May 2013 02:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-19T19:19:44.585-07:00</atom:updated><title>sentimentos nublados e semblantes</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-C4oGFYvzQjY/UZmG-UmmAJI/AAAAAAAACEM/1ubIZvHwUiw/s1600/hug.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-C4oGFYvzQjY/UZmG-UmmAJI/AAAAAAAACEM/1ubIZvHwUiw/s320/hug.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Eu gosto de pensar que a vida sempre dá chance para os amores das pessoas. Porque, mesmo quando acaba, sempre tem um lado que queria continuar. Aí o destino, respondendo ao desejo íntimo do coração de quem ainda ama, encontra uma maneira de juntar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Às vezes é no mesmo restaurante em que iam. Numa balada, num bar. Na cidade em que cresceram. Na fila do supermercado. Ou naquela festa despretensiosa. Às vezes todos os amigos vão embora e só sobra ele e você. Tem aqueles reencontros mais difíceis, iguais os de televisão: eis que no meio da multidão os olhos se encontram e se acham.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem dias que eu vou de encontro a você. Olho para as tuas fotos, vasculho em minha memória o que era que fazia de você um lugar tão especial. A verdade é que, como disse já quem eu parafraseio "você fazia de mim um lugar encontrável por mim mesma".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parece que o fato de eu existir em torno de você fazia de mim uma órbita completa. Sem poder olhar de fora, na época, eu me sentia andando em círculos, mas agora, eu entendo, que você era uma espiral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já faz tanto tempo. Eu silencio para ver se entendo.
Outro dia, quando arrumava as coisas na minha casa, peguei a sua foto e sem querer, "coloquei" onde menos imaginava. E esses dias dei de cara com ela, ali, tombadinha, do lado do meu anjo. Acaso? Meu coração chamando por você? Sei lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Me peguei procurando suas fotos numa rede social numa dessas madrugadas vazias. Olhando seu sorriso me recordo do meu que ficou guardado em algum lugar, assustado, com medo de sofrer. Dizem que eu passo o tempo todo te procurando.
E que todo mundo que eu conheço eu comparo a você.
Vai ver eu faça isso mesmo e não perceba...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade é que eu não sei mais quem eu sou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas que você,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você me fazia sentir humana,&lt;br /&gt;
Sem necessidade,&lt;br /&gt;
De ser super herói,&lt;br /&gt;
Mocinha ou malvada,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com você&lt;br /&gt;
Eu podia ser apenas uma garotinha do interior&lt;br /&gt;
Com alguém para sonhar.




 </description><link>http://ericahans.blogspot.com/2013/05/sentimentos-e-semblantes-nublados.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-C4oGFYvzQjY/UZmG-UmmAJI/AAAAAAAACEM/1ubIZvHwUiw/s72-c/hug.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-5329658782685893713</guid><pubDate>Wed, 27 Mar 2013 03:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-26T20:35:10.309-07:00</atom:updated><title>a única exceção</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dfR3Ft5sfzE/UVJoQrBQTNI/AAAAAAAAB68/ipYgK76DmPg/s1600/Screen+shot+2013-03-27+at+12.32.01+AM.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="120" src="http://2.bp.blogspot.com/-dfR3Ft5sfzE/UVJoQrBQTNI/AAAAAAAAB68/ipYgK76DmPg/s320/Screen+shot+2013-03-27+at+12.32.01+AM.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Ela sempre foi daquele tipo de pessoa que se encanta pelos detalhes.&lt;br /&gt;
A joaninha que aparece de repente no seu braço,&lt;br /&gt;
A rosa que renasce inesperadamente no vasinho da sacada,&lt;br /&gt;
O sol que sai timidozinho em meio a uma nuvem de outono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aí topou com tanta gente fria,&lt;br /&gt;
Que mal mastiga enquanto come,&lt;br /&gt;
Que anda apressado sem ter nada a fazer,&lt;br /&gt;
E acorda, e levanta, e trabalha, e dorme, e nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&amp;nbsp;Aí você,&lt;br /&gt;
Que degusta não só cafés mas olhares,&lt;br /&gt;
Que decifra meus medos e a minha respiração&lt;br /&gt;
Que é tão como você diria, gráfico&lt;br /&gt;
E explode a vida na minha cara&lt;br /&gt;
Da melhor forma que ela podia ser.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;(E eu queria te mostrar a grandeza daquela árvore
Mas nem precisaria
Porque você teria enxergado imensidão até nos menores dos capins.)&lt;/div&gt;
</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2013/03/a-unica-excecao.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-dfR3Ft5sfzE/UVJoQrBQTNI/AAAAAAAAB68/ipYgK76DmPg/s72-c/Screen+shot+2013-03-27+at+12.32.01+AM.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-4065529962888506391</guid><pubDate>Wed, 27 Mar 2013 03:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-26T20:36:46.006-07:00</atom:updated><title>da mensagem dele</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/34999189/418604_345875325490103_1978730026_n_large.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" src="http://data.whicdn.com/images/34999189/418604_345875325490103_1978730026_n_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&amp;nbsp;e foi naquela caixinha verde do celular que chegou a constatação:
ele gostava dela.

num dia tonto, nublado e cinzento,que tinha de tudo pra ser segunda-feira.

Ela sempre imaginara como ele voltaria.
pensou que seria sem querer, se reencontrando e aos poucos reconstruindo o que tinha ficado perdido em algum lugar.

Achou que poderia ser em um e-mail-carta, numa coisa corajosa de se revelar.

mas não,
foi assim,
bem simples.


A mensaginha singela e boba dizia com 5 palavras, uma vírgula e um ponto:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;- Eu ainda gosto de você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Mas desta vez, aquele ponto não era final.

era um ponto que findava a tristeza,
as brigas,
as mágoas,
todos os ressentimentos.

era um ponto vírgula,
que virava a página,

e abria a história onde ele e era podiam ser eles
eles dois

como sempre quiseram
desde que se encontraram

num bar por aí.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 20px;"&gt;"Oh, oh&lt;br style="font-size: 18px;" /&gt;Oh, oh&lt;br style="font-size: 18px;" /&gt;Be my baby&lt;br style="font-size: 18px;" /&gt;I'll look after you"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2013/03/da-mensagem-dele.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-1963921322049396875</guid><pubDate>Mon, 04 Mar 2013 03:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-03-03T19:15:16.733-08:00</atom:updated><title>Do tentar</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://data.whicdn.com/images/658665/20090818154641_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://data.whicdn.com/images/658665/20090818154641_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem algo bonito em tentar.&lt;br /&gt;
E o tentar que vem do coração,&lt;br /&gt;
Nem sempre se traduz de um jeito certo.&lt;br /&gt;
O tentar, sendo totalmente emocional,&lt;br /&gt;
Às vezes parece pouco razoável.&lt;br /&gt;
Nem sempre é feito de um jeito aceitável pelos outros&lt;br /&gt;
Soa inconsequente&lt;br /&gt;
Pode te expor,&lt;br /&gt;
Te fazer sentir vergonha,&lt;br /&gt;
Passar um papelão, como dizem por aí.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Às vezes o tentar parece tão bonito nos filmes.&lt;br /&gt;
E na vida real,&lt;br /&gt;
o tentar parece um rastejo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas deve ter algo bonito em tentar&lt;br /&gt;
Gosto de acreditar&lt;br /&gt;
Que toda a eternidade e as estrelas fazem uma dança&lt;br /&gt;
Quando quer que alguém&lt;br /&gt;
Tenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;"Te amei sonâmbula, esdrúxula,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;mas te amei inteira.”&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;[Hilda H.]&lt;/span&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2013/03/do-tentar.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-8274396859627956120</guid><pubDate>Fri, 22 Feb 2013 22:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-22T14:44:00.982-08:00</atom:updated><title>quase 27</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7edQ6Gie2mU/USf0mo3iQsI/AAAAAAAAB3E/4ILdmjCaJJ4/s1600/00_299285_10150378032772176_1073974447_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-7edQ6Gie2mU/USf0mo3iQsI/AAAAAAAAB3E/4ILdmjCaJJ4/s200/00_299285_10150378032772176_1073974447_n.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LGpCdFdi3ik/USf0cExWPHI/AAAAAAAAB20/m7nMRgLDoXw/s1600/00_154554_10151014777722176_1727513423_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-LGpCdFdi3ik/USf0cExWPHI/AAAAAAAAB20/m7nMRgLDoXw/s200/00_154554_10151014777722176_1727513423_n.jpg" style="cursor: move;" width="180" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--RrzHczUO6Y/USf0hJfc4nI/AAAAAAAAB28/Ex1IxD4BF04/s1600/00_196453_10150211460752176_1334936_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/--RrzHczUO6Y/USf0hJfc4nI/AAAAAAAAB28/Ex1IxD4BF04/s200/00_196453_10150211460752176_1334936_n.jpg" width="171" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7edQ6Gie2mU/USf0mo3iQsI/AAAAAAAAB3E/4ILdmjCaJJ4/s1600/00_299285_10150378032772176_1073974447_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
matei a filosofia que havia dentro de mim.&lt;br /&gt;
serei somente sentidos.&lt;br /&gt;
uma vez ouvi a seguinte frase:&lt;br /&gt;
"o cara mais sábio que eu já conheci na vida&lt;br /&gt;
não sabia ler."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o coração&lt;br /&gt;
é o mais sábio&lt;br /&gt;
de todos os eruditos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
quando eu tinha 21 anos,&lt;br /&gt;
alguém me disse:&lt;br /&gt;
"você só sente, não raciocina"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
desde então,&lt;br /&gt;
me dediquei a arte do raciocínio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
fui de um extremo ao outro,&lt;br /&gt;
fiquei fria, fria e lógica,&lt;br /&gt;
como todo ser absolutamente racional deve ser.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
quase 27,&lt;br /&gt;
encontrando o meio termo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
matei a filosofia que havia dentro de mim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
serei somente sentidos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
não.&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
serei metade filosofia,&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
e metade sentidos,&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
pois já sou madura o suficiente&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
para saber quando-o-que-como&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;
tenho que&amp;nbsp;ser.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2013/02/quase-27.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-7edQ6Gie2mU/USf0mo3iQsI/AAAAAAAAB3E/4ILdmjCaJJ4/s72-c/00_299285_10150378032772176_1073974447_n.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-543012414870686396</guid><pubDate>Mon, 18 Feb 2013 03:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-17T19:44:28.810-08:00</atom:updated><title>procura-se um coração para colar</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QgxU3zaLa58/USGebADnx4I/AAAAAAAAB18/F2Ul-9kbDBM/s1600/here.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-QgxU3zaLa58/USGebADnx4I/AAAAAAAAB18/F2Ul-9kbDBM/s320/here.jpg" width="313" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="45" src="http://www.youtube.com/embed/whQ5hKU0sEc" width="313"&gt;&lt;/iframe&gt;

&lt;/div&gt;
ela vai transbordar de amor.&lt;br /&gt;
muita gente procura um coração para quebrar.&lt;br /&gt;
ela procura um coração partido.&lt;br /&gt;
ela tem a cola, sabe como faz, pudera - já quebrara tantas vezes o seu.&lt;br /&gt;
a primeira vez que usou a cola foi quando quebrou a família.&lt;br /&gt;
pegou os cacos com força, ainda que sangrando ao ter que recolhê-los, mas colou.&lt;br /&gt;
depois quebrou o continente. colou teu chão. teu berço-raiz-o que quer que queiram chamar.&lt;br /&gt;
foi pra lugar de língua estrangeira e família que não tinha o seu sobrenome.&lt;br /&gt;
quebrou de saudades. e colou.&lt;br /&gt;
chegou na cidade grande. partiu em 300. 400. quem sabe mais.&lt;br /&gt;
estilhaçando o passado, de alegria pela novidade e de susto.&lt;br /&gt;
e aprendeu a colar de milhões de maneiras diferentes. aqui encontrou todo tipo de cola.&lt;br /&gt;
tanto que já se sente em casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
mas primeiro quebrou em solidão.&lt;br /&gt;
era ela, a parede do quarto e seus medos.&lt;br /&gt;
se colou. colou com força.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
colou alguns corações por aí que não compreenderam como é que aquela menina colava tanto, sem pedir nada em troca. e uma vez com o coração colado, partiu sem ao menos avisar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e aí depois de tanto quebrar e colar,&lt;br /&gt;
ela estava transbordando de amor.&lt;br /&gt;
sua vida sozinha era finalmente tão serena...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tinha encontrado a paz. a solitude. e a doçura e alegria nas pequenas coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ela quer abraçar algum coração partido.&lt;br /&gt;
olhar nos olhos&lt;br /&gt;
ela com seus olhos-cola, olhos que aquecem e aliviam qualquer aperto no peito&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- e dizer que vai ficar tudo bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(dessa vez ela quer colar um coração e não ir embora)</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2013/02/procura-se-um-coracao-para-colar.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-QgxU3zaLa58/USGebADnx4I/AAAAAAAAB18/F2Ul-9kbDBM/s72-c/here.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-3920161772385551305</guid><pubDate>Thu, 14 Feb 2013 22:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-02-14T14:38:34.316-08:00</atom:updated><title>do homem que tinha secado</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fOfhNVMiJK8/UR1hSTGbdQI/AAAAAAAAB1k/hsGPxZ8fjLA/s1600/Screen+shot+2013-02-14+at+8.13.22+PM.png" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-fOfhNVMiJK8/UR1hSTGbdQI/AAAAAAAAB1k/hsGPxZ8fjLA/s320/Screen+shot+2013-02-14+at+8.13.22+PM.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Eu tenho medo de escrever sobre o amor porque ele já não tem sido muito certeiro na minha casa. Andei brincando com ele, investindo demais no que era faísca, mesmo sabendo, fugindo do que podia ser concreto com medo de prender as mãos. Os pés. E conheci amor sem gosto, amor de madeira, amor ressentido, amor magoado, amor interessante e amor interesseiro. Amor de instante, amor de outra vida, amor mal resolvido, amor mastigado. Amor de gaveta. Fachada. Carência. Foi conhecendo essa porção de amores que consegui entender que o amor mesmo ainda não tinha visto. E que todo o resto podia ser confundido com paixão, enrosco, embalo. Tem gente que gosta mais da história do que da gente. Já fiz disso também. 
&lt;br /&gt;
E ensaiando sobre o amor é que eu olho pro espaço infinito do meu quarto, ponto fuga no meio da parede (pode?), o olhar vai emaranhando pelas vias de solidão, solitude, que é solidão em paz, e vai adentrando pelos dias em que estivemos lado a lado. Mas nunca presentes. Eu queria ser a minha melhor versão pra ele, e deixando esvaziar o meu lado ruim, eu não poderia estar lá por inteiro. E assim ele não me via. Ele querendo se superar e provar que era maior do que a vida, maior do que o próprio sentimento que ele estava buscando. Tropeçou também, feriu os pulsos, sangrou em mim. Eu me doí pela dor dele, eu senti o vazio que ecoava no meio daquele peito seco, aquele corpo que já não era regado nem por lágrimas, nada. Ele vivia em erosão, ele tinha secado. E meu amor úmido nada podia fazer, planta que está morta tem que ser arrancada pela raiz pra dar espaço pra vida nova.
&lt;br /&gt;
Fui lá.
Olhei no olho dele,
meses depois,
e arranquei a raiz.
&lt;br /&gt;
Sem pestanejar,
sem cabimento,
entrei sala e coração adentro
finquei os 5 dedos no meio do peito
e arranquei.
&lt;br /&gt;
Aquilo que restava, cheirava podre, não tinha vida, era seco, era frio, era ruim. 
Eu procurando algum açude no meio daquele antro de amargura.
&lt;br /&gt;
Chorei sob o colo dele e molhei com amor-lágrima, amor que não está dentro de nenhuma classificação e sem adendos, amor puro feito de sentimento desinteressado, sabe-se lá se é isso que chamam de amor de Deus, mas eu fui lá, fui lá sem intenção, apenas querendo regar.
&lt;br /&gt;
..


Ele guarda a sua última rosa dentro de um vidro.
Juro que ela é de plástico, por isso não morre.
&lt;br /&gt;
Mas ela não morre,
porque ela ainda vive
do amor que teve um dia,
&lt;br /&gt;
retido na memória dele,
&lt;br /&gt;
vibrato.

</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2013/02/do-homem-que-tinha-secado.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-fOfhNVMiJK8/UR1hSTGbdQI/AAAAAAAAB1k/hsGPxZ8fjLA/s72-c/Screen+shot+2013-02-14+at+8.13.22+PM.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-3314596279172781503</guid><pubDate>Tue, 29 Jan 2013 01:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-01-28T17:58:49.543-08:00</atom:updated><title>amor de mar</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kwDRzAo_uMQ/UQcshSkGV7I/AAAAAAAABzo/o2GYeJXXg1Y/s1600/sailing.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="268" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-kwDRzAo_uMQ/UQcshSkGV7I/AAAAAAAABzo/o2GYeJXXg1Y/s400/sailing.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;





      Eu tenho pouco pra falar. Aí achei melhor parar e olhar as tuas fotos para dizer. Será que esse sentimento tão novo que me consome é mesmo real? Será que aquelas palavras que me tocaram fundo soaram ainda melhor porque eu as lia com uma música triste? Não sei.

      Você gosta dela, é ela quem pôs pra fora o amor maior que você acha que poderia ter, e aqui serei eu como marola diante de tempestade. E você é do tipo que gosta de chuva forte, de raio, de trovão. Assim como eu.

      Seria meu ato máximo de humildade aceitar ser uma pequena onda na sua vida, constante onda, onda que te acalmará, te navegará para mares mais longes, te embalará,  até o dia em que você vá dormir em paz, e quando dormir, esvaireça de uma vez diante do horizonte.


      Será que é isso o que acontece em nossa história de amor?

      Enquanto ainda eu não tenho respostas,
      só me resta remar
      e amar você e suas histórias de marinheiro
      ancorado em 7 continentes,
      quem sabe até mais,
      e aqui vou ralentando,
      aguardando por um sinal,






fumaça, sinalizador,
o que seja,
uma estrela do norte,

algo que me faça entender,

que esse naufrágio;

não é pra mim.</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2013/01/amor-de-mar.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-kwDRzAo_uMQ/UQcshSkGV7I/AAAAAAAABzo/o2GYeJXXg1Y/s72-c/sailing.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-6300997405253274850</guid><pubDate>Wed, 19 Dec 2012 12:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-01-03T16:13:30.003-08:00</atom:updated><title>do nosso bloqueio</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2i_bjbq-O48/UNG0gT1RI3I/AAAAAAAABuQ/3t1bqszyKZw/s1600/road.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://1.bp.blogspot.com/-2i_bjbq-O48/UNG0gT1RI3I/AAAAAAAABuQ/3t1bqszyKZw/s320/road.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se tentar bloquear as passagens, os túneis, as avenidas e os pulmões - mas não se pode bloquear as marés.&lt;br /&gt;
Até as veias entopem e o coração pára, grita, enfarta, soluço último de vida.&lt;br /&gt;
Eu estava a bloquear uma imensidão que acabou destruindo minhas estruturas, não há entranha enraizada o suficiente que segure a força de um amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e agora o bloqueio em forma de silêncio,&lt;br /&gt;
o silêncio mudo e gritante,&lt;br /&gt;
o silêncio que rasga&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e nos deixa imaginando que palavras e angústias escondem entre os caminhos que nos separam&lt;br /&gt;
e nos aproximam&lt;br /&gt;
nos unem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu olho a linha do horizonte e sinto vontade de gritar&lt;br /&gt;
mas é no cair da noite,&lt;br /&gt;
quando já adormecida em meu quarto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que os anjos te levam a minha oração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2012/12/do-nosso-bloqueio.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-2i_bjbq-O48/UNG0gT1RI3I/AAAAAAAABuQ/3t1bqszyKZw/s72-c/road.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-1393664586302972725</guid><pubDate>Fri, 06 Jan 2012 17:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-06T10:03:14.168-08:00</atom:updated><title>Blog de casa nova ;)</title><description>&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YvHG_Gl5J-g/Twc2_Ulgw-I/AAAAAAAABFM/Mh0PcbGPDmE/s400/Screen%2Bshot%2B2012-01-06%2Bat%2B3.59.33%2BPM.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694580715318985698" /&gt;&lt;br /&gt;Mudei para o &lt;a href="http://www.ericahans.com.br/"&gt;www.ericahans.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualizado diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre lá! ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2012/01/blog-de-casa-nova.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-YvHG_Gl5J-g/Twc2_Ulgw-I/AAAAAAAABFM/Mh0PcbGPDmE/s72-c/Screen%2Bshot%2B2012-01-06%2Bat%2B3.59.33%2BPM.png" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-7174066629263938450</guid><pubDate>Mon, 15 Aug 2011 03:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-14T21:01:03.820-07:00</atom:updated><title>Lá ela ia</title><description>Lá ela ia,
&lt;br /&gt;Sem ter razão mas cheia de alegria
&lt;br /&gt;Só se precisa de uma paisagem pra admirar,
&lt;br /&gt;Ou de repente uma mão pra segurar
&lt;br /&gt;Pra se sorrir
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Lá ela ia,
&lt;br /&gt;Desengonçada mas com passos certos
&lt;br /&gt;Era engraçada de um jeito sério
&lt;br /&gt;Levava a vida como quem ia ganhar
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Ah, se a vida fosse um jogo
&lt;br /&gt;Ela era o vendaval
&lt;br /&gt;Que levava as cartas e deixava todos felizes
&lt;br /&gt;Por não precisar
&lt;br /&gt;Estar, classificado
&lt;br /&gt;Entre coringa ou jogador
&lt;br /&gt;Cafe com leite ou vencedor
&lt;br /&gt;E todo mundo podia ser gente
&lt;br /&gt;So por diversão
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;La ela ia,
&lt;br /&gt;De salto alto e os pés no chão
&lt;br /&gt;Pequenininha e cheia de imensidão
&lt;br /&gt;Ficava do tamanho dos seus sonhos
&lt;br /&gt;E contava todas as estrelas
&lt;br /&gt;Uma por uma ao dar boa noite
&lt;br /&gt;E beijar as cinco pontas
&lt;br /&gt;Uma por uma
&lt;br /&gt;Antes de dormir</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/08/la-ela-ia.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-3876592676384830067</guid><pubDate>Thu, 11 Aug 2011 03:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-10T21:09:27.356-07:00</atom:updated><title>Menos mente, mais coração</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-A4hExZ849zc/TkNUwmMBmwI/AAAAAAAAA2g/TmLjC8ipSyI/s1600/ScreenShot007.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 399px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-A4hExZ849zc/TkNUwmMBmwI/AAAAAAAAA2g/TmLjC8ipSyI/s400/ScreenShot007.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639444352259431170" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O lema é: Mais leveza e menos drama. Como diria aquela propaganda: "o que faz você feliz?" A lua, a praia, o mar...e eu tinha um pacote da minha bolacha preferida do lado do computador.&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Engraçado: quando a gente é mais novo, a gente faz o que gosta, sem pensar. Depois que vai envelhecendo, precisa se lembrar de colocar no calendário de tarefas e projetos diários o que gosta. A rotina engole a gente e no fim do dia, do mês, e da semana, ficamos inundados de obrigações (que sim, também amamos). Mas obrigações são sempre diferentes de paixões, e é sempre bom lembrar-se disso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje fiquei observando meu priminho de 9 anos, e a sua pequena rotina. Já era por volta das 21h quando terminou a lição de casa. Sem pensar, correu tocar guitarra, dedilhou, tocou, tocou. Depois foi jogar um quebra-cabeças, mais pra frente um pouco de videogame e por fim... foi deitar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aposto que ele não passou a noite anterior em claro pensando que precisava fazer tudo isso para ter um dia completo e feliz. E fez sem pensar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E com essa pequena observação, concluí:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Menos mente, mais coração.
&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vale pra tudo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/08/menos-mente-mais-coracao.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-A4hExZ849zc/TkNUwmMBmwI/AAAAAAAAA2g/TmLjC8ipSyI/s72-c/ScreenShot007.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-2822910862341805755</guid><pubDate>Wed, 27 Jul 2011 03:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-26T20:59:41.285-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><title>O dia perdido</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hbDZrZ9i0VY/Ti-LUW-WiLI/AAAAAAAAAyc/NqB9YYzafw4/s1600/Screen%2Bshot%2B2011-07-27%2Bat%2B12.46.25%2BAM.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 298px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-hbDZrZ9i0VY/Ti-LUW-WiLI/AAAAAAAAAyc/NqB9YYzafw4/s400/Screen%2Bshot%2B2011-07-27%2Bat%2B12.46.25%2BAM.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633874840744528050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu me amo pela manhã,&lt;/div&gt;E me odeio pela noite.&lt;br /&gt;Pela manhã, sou heróica. Posso tudo.&lt;br /&gt;Se acordo cedo, antes dos carros e buzinas se espalharem pela cidade,&lt;br /&gt;estou a frente da vida.&lt;br /&gt;Segura da cidade e da cidadã.&lt;br /&gt;Posso estar descalça, tomando café, recém coado, esparramada no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De manhã eu não sou funcionária. Não tenho chefe nem sou chefe de ninguém.&lt;br /&gt;Sou apenas gente com o cabelo bagunçado. Com os olhos ramelados.&lt;br /&gt;Que não tem obrigação de estar feliz, nem triste  - e tudo bem se a minha boca não tiver gosto de menta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De manhã eu sou apenas eu e meu pijama amassado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De volta do infinito, trazendo todos os sonhos do mundo.&lt;br /&gt;Com coragem pra colocar o nariz na rua enfrentando à realidade,&lt;br /&gt;e a rotina que se faz tão necessária quanto o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TgERxky80ek/Ti-LfWgxqaI/AAAAAAAAAyk/WsKI1mprVTU/s1600/Screen%2Bshot%2B2011-07-27%2Bat%2B12.47.11%2BAM.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-TgERxky80ek/Ti-LfWgxqaI/AAAAAAAAAyk/WsKI1mprVTU/s400/Screen%2Bshot%2B2011-07-27%2Bat%2B12.47.11%2BAM.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633875029599037858" style="cursor: pointer; width: 400px; height: 286px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas quando volto,&lt;br /&gt;pra casa à noite,&lt;br /&gt;não me conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À noite eu sou a pessoa que saiu atrasada,&lt;br /&gt;que não comeu direito,&lt;br /&gt;reclamou demais e malhou de menos,&lt;br /&gt;respondeu mal quem não devia e bem quem temia,&lt;br /&gt;cometeu erros e deixou de cumprir com 120% das obrigações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MMUG_dcqbdM/Ti-L38qI0hI/AAAAAAAAAy0/vxE3sSb5oIU/s1600/Screen%2Bshot%2B2011-07-27%2Bat%2B12.46.51%2BAM.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-MMUG_dcqbdM/Ti-L38qI0hI/AAAAAAAAAy0/vxE3sSb5oIU/s400/Screen%2Bshot%2B2011-07-27%2Bat%2B12.46.51%2BAM.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633875452155712018" style="cursor: pointer; width: 400px; height: 270px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite eu sou alguém cansada,&lt;br /&gt;cheia de culpas, e sem abraço,&lt;br /&gt;com os problemas familiares na linha telefônica,&lt;br /&gt;com a louça pra guardar&lt;br /&gt;e as roupas espalhadas pela casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite eu sou alguém que olha pro teto&lt;br /&gt;e anseia pela manhã,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde poderei novamente ser,&lt;br /&gt;Apenas eu,&lt;br /&gt;Cheia de sonhos,&lt;br /&gt;Sem rótulo sem cargo ou sobrenome&lt;br /&gt;No vazio do meu sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;[Fotos Erica Hans por Gabo Novaes / jul 2011]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/07/o-dia-perdido-cronica-da-vida-moderna.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-hbDZrZ9i0VY/Ti-LUW-WiLI/AAAAAAAAAyc/NqB9YYzafw4/s72-c/Screen%2Bshot%2B2011-07-27%2Bat%2B12.46.25%2BAM.png" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-3600856268934166064</guid><pubDate>Tue, 07 Jun 2011 20:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-20T20:24:30.885-07:00</atom:updated><title>Reencontros, ostras e outras coisas que eu queria te falar</title><description>O que ele não entendia nela era como ela podia carregar todo o amor do mundo. Nada a impedia. Agressões, malfazejos, atitudes ásperas ou rude. Não. Podia ser o que fosse: palavras feias e gratuitas, bloqueios virtuais e até reais, olhos frios e longes, toques assustados. Ele tentou de tudo. E não havia nada que a parasse. Aquela menina parecia impossível de se desprender do sentimento de amor.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela era incapaz de sentir raiva. E isso o deixava com mais raiva ainda. Como seria possível, meu Deus, ter tanta leveza na alma e no peito, mesmo quando ele fazia o que mais deveria fazê-la doer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sentimento era como se fosse o seguinte: um menino pobre, que em alguma época da sua vida, teve toda a riqueza do mundo. Aquele monte de ouro e jóias raras que escorriam de sua mão brilharam tanto os olhos dele que quase que cegara. Mas aí, como um vendaval, levaram tudo. E o menino ficou de novo, sem ouro, sem brilho, sem nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia deparou-se com aquela menina. Que era puro brilho, como uma esmeralda. Ela tinha brilho verde. Brilho amarelo. Brilho azul. Até seu cabelo, era um rubi. Por conta disso, o menino só ia de encontro a ela no calar da noite. Porque se ela brilha assim, no escuro, imagina só de dia - "e se sua visão cegasse de uma vez?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aos poucos, o menino começou a sentir raiva do brilho dela. Ela não tinha ouro nas mãos. Ela era o ouro em si própria, de uma riqueza que ninguém jamais lhe dera e que ninguém poderia roubá-la. Ela nasceu assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Respirava luz e entendia que podia emprestar um pouco de doçura e amor praquele menino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inundava e irradiava onde quer que passasse com seu espírito leve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De vez em quando, ele sentia que precisava ver o brilho. E aí ele vinha ao encontro dela. Inconscientemente. Ele não conseguia entender. E sentia mais raiva. Sentia raiva de ter vindo. Sentia raiva dela. Tentava feri-la com seu toque frio. Com suas palavras. E até com algumas mentiras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ela o olhava com seus olhos-diamante. E ele achava que brilhavam porque estava olhando pra ele. E sentia-se muito importante e feliz. O que ele não sabia é que eles eram naturalmente assim. E brilhavam desta forma ao olhar para a vida inteira. Inclusive nos dias sem sol.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela só queria que ele entendesse,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que o sentimento mais puro do amor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não de uma gente pra outra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas de gente pela gente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de gente pra coisa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de gente pra mundo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;isso é infinito, abundante, uma fonte que jorra inesgotável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e isso ninguém pode roubar ou por ou tirar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela sabia que ele era uma ostra. Cheio de areia no meio do peito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas que de pérola em pérola, ele poderia ser um belo de um colar pra ser carregado por aí no pescoço de alguma donzela. E a que ele escolhesse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"As pérolas perfeitamente esféricas só se formam quando o parasita é totalmente recoberto pelo manto, o que faz com que a secreção de nácar seja distribuída de maneira uniforme."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ela gosta tanto dele...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(ela vê a pérola que um dia pode vir a brilhar)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No pescoço da donzela que ele, que ele quiser adornar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/06/reencontros-ostras-e-outras-coisas-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-2219103225097085995</guid><pubDate>Mon, 09 May 2011 02:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-20T20:10:13.832-07:00</atom:updated><title>Carta de nós mesmos</title><description>Tinha sido uma semana difícil. Eu, não lembro exatamente quando, mas há algum tempo atrás criei o que eu chamei de " tratado da perfeição " , que se resumia a um punhado de regras que eu deveria seguir pra ter a vida que eu considerava suficiente pra mim. E esse tratado implicava em um monte de coisas, que para muitas pessoas possa ser básica, mas que era um esforço pra mim. Coisas como dormir e acordar no mesmo horário, manter as gavetas organizadas (ou pelo menos as roupas não espalhadas), malhar todos os dias e comer a quantia certo de porções de proteínas ou carboidratos que uma boa alimentação deveria ter.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em um segundo nível, enquanto fui ficando mais velha, comecei a me cobrar de outras coisas. Manter meu trabalho perfeitamente impecável, prevendo problemas e estando a frente de todas as coisas, dinheiro sobrando no banco, controles financeiros, como evitar o consumismo, um bom relacionamento familiar e manutenção de boas amizades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A parte espiritual e controle emocional também me cabiam na lista do meu controle. Estar sempre conectada com o cosmos e com Deus, manter um coração limpo e leve e uma alma sonhadora e otimista. Equilíbrio, equilíbrio de humor seria fundamental, porque era esse último que me ajudava a reger todas as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por último, eu criei essa coisa de postura social para relacionamentos e o que chamo de "imagem de altivez". Eu pretendia me tornar uma mulher calma, que tem aquela aura de que sabe o que está fazendo, que detêm uma atmosfera que fazem todos ficar perto. O retrato da paz, mas tudo somado com mistério pela pouca informação ou poucas palavras que eu deveria ter.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou seja, o que eu previ pra mim era ser um ser extremamente agradável, equilibrado, eficiente e praticamente, como venho a concluir agora, robótico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o não cumprimento destas coisas me transformavam em um ser culpado, prestes a chicotear-se. Como seria possível eu não cumprir todos estes itens básicos que parece ser o cal de que foi construído o mundo? Não é natural alguém acordar e dormir na mesma hora? Ou consumir a mesma quantia alimentar, mesmo que variada, sem insensatez? E o humor? Jamais poderia oscilar ou ofender alguém, afinal, estando ancorada no meu tecido cósmico, eu relevaria e analisaria instantaneamente tudo que alguém falasse e poderia reagir da forma mais correta possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, aparentemente, obcecada por essas coisas datadas como "básicas", eu fui esquecendo o que realmente era latente em mim. Ocupada em formar uma imagem de condessa doce perante à sociedade, cresci em meu peito amarras que, ironicamente, me deixavam cada vez menos segura para ser o que eu era.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas quem eu era? Eu era a voz da espontaneidade. Eu era artista. Eu era música. E na minha extremidade é que eu fazia notas ordenadas e doces, que apaziguariam o coração e a atmosfera de qualquer um que pudesse escutar (e isto sem a minha presença, onde quer que fosse).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E no meu horário "chinês" de passar o escuro em claro é que eu reluzia nas minhas frases doces e enchia o peito de inspiração para falar, escrever, compor, e cutucar a mais profunda das minhas entranhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O meu natural era uma bagunça oficialmente organizada, ousada, e incrível. E eu passando esse tempo todo ocupada em ser um ser socialmente aceitável, perfeito pela unha bem feita e a sobrancelha delineada. Pela voz em tom constante sem agudo que fosse. (Bastante difícil vindo de um soprano).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, cheguei em casa, abri o armário e peguei um copo de vinho. E notei que eu deveria me libertar desta construção estável que criei pra mim mesma, afinal, tudo bem deixar uma meia espalhada vez ou outra, ou, alguns dias com a casa bagunçada, desde que eu pusesse ordem no que me sufoca se eu não organizar: os meus sonhos, os meus ideias, a minha promessa de vida que nada tem a ver com a imagem que eu passe numa roda de amigos ou numa profile de rede social, nada tem a ver com o meu número de sapatos ou a forma como estão disposta as cores no meu guarda-roupa, nada tem a ver com não comer carne ou correr todos os dias na esteira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu queria aparecer pro mundo no avesso, e é nesse avesso que eu tinha que por ordem quando pusesse para fora: em letra, que pudesse inspirar, em melodia, que pudesse tocar e em canção, que independente de que forma estiver a caixa de e-mails ou de bijouterias... tudo isso não tem importância, quando eu ouvir a minha voz saindo do peito de forma mais natural do que qualquer ordem que eu quisesse ter posto.&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/05/carta-de-nos-mesmos.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-9139179386982287553</guid><pubDate>Tue, 26 Apr 2011 17:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-26T10:54:37.942-07:00</atom:updated><title>dos nossos amores</title><description>o menino não aprendeu que,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com a minha insistência pelo seu amor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era na verdade pra ele entender&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que o amor não era uma coisa que acabava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;portanto, que ele não poderia ter ainda desistido de tudo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como do amor dele por ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(eu disse a ele pra tentar mais uma vez)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ele me disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"não adianta"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o amor não é cego não é burro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o amor não é passível de definição,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nenhuma palavra nossa pode ter a dignidade ou a ousadia de tentar descrevê-lo.</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/04/dos-nossos-amores.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-463427168011248429</guid><pubDate>Wed, 26 Jan 2011 04:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-25T20:37:19.636-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><title>O encontro do amor com o silêncio</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://th02.deviantart.net/fs45/300W/i/2009/097/1/f/Love_Road_by_deppbbey.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 200px;" src="http://th02.deviantart.net/fs45/300W/i/2009/097/1/f/Love_Road_by_deppbbey.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://th02.deviantart.net/fs45/300W/i/2009/097/1/f/Love_Road_by_deppbbey.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dia, enquanto andava pela estrada, o amor encontrou com o silêncio.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O silêncio, mudo que era, não falou nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor olhou bem o nos olhos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e disse mais de mil palavras, aquelas que um único segundo olhado nos olhos pode guardar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O silêncio permaneceu calado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor continuou o seu caminho pela estrada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O silêncio está parado até hoje tentando entender,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como é possível o amor dizer tanto sem falar nada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e ele, sendo o silêncio, nunca pôde dividir coisa alguma!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está em crise até hoje.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/01/o-encontro-do-amor-com-o-silencio.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-4726269667790602724</guid><pubDate>Mon, 24 Jan 2011 00:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-23T16:56:08.145-08:00</atom:updated><title>O vaso de lírios</title><description>Tentada a falar, ela logo ia tecendo suas linhas-teia, aranha que era das palavras-letras, formando frases que pouco declaravam mas diziam tudo e nada ao mesmo tempo, a moça voltara ao que sabia fazer melhor: seu doce mistério.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acendia a chama e tragava a bebida roxa goela abaixo, e mesmo quando entendia que algo havia virado fumaça, ocupava-se a assistir aquela formação toda ar acima, enxergando desenhos e admirando o movimento das coisas mesmo que significasse que aquilo elas eram partindo. Se as coisas se vão, e devem ir (ela aceita, este é o fluxo natural da vida), pelo menos honra a sua presença admirando a sua partida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tinha um vaso de lírios na minha sacada, que secou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, já que eu havia de molhar todas as outras plantas, continuei regando-o.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele vaso vazio, apenas com terra, era o maior dos vasos. E reguei-o.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reguei-o.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até que, surpreendentemente, o vaso apontou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cresceu, germinou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro dia chegou em casa cansada e sentindo-se sozinha,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fez o movimento corriqueiro de sair na sacada com para as plantas molhar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e deu de cara com 1 flor de lírio laranja, aberta, cintilante, sorrindo pra ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Os lírios que desistiram antes de todos os outros vasos de todas as outras flores...Mas nem por isso, deixa de cuidar com o mesmo amor dos lírios, pensou. E  Agora, flores de lírios, já são 3.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Boa noite.&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/01/o-vaso-de-lirios.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-1474793178722951794</guid><pubDate>Fri, 21 Jan 2011 03:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-20T19:56:52.695-08:00</atom:updated><title>Flores de Lis</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://www.floresonline.com.br/images/flor/flowerm2033.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 210px;" src="https://www.floresonline.com.br/images/flor/flowerm2033.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O passado e o presente se fundem. Como é bom encontrar pessoas especiais. Pessoas que valem a pena. Hoje reencontrei uma grande amiga. E não fosse o fato, que não estávamos mais no nosso sofá azul de couro, comprado do vizinho do andar de cima, e que veio pelo elevador - e desta vez, no sofá confortável do meu já então restaurante favorito, regado a chopp e um bom corte de salmon - nada estaria diferente.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá estávamos nós, discorrendo sobre nossos dias incríveis, os doídos, os surpreendentes e os que ainda não conseguimos compreender (como sempre fizemos), após a meia-noite (e não mais com a luz baixa da sala e a cortina da sacada meio fechada)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cinco anos se passaram e ainda falamos dos amores com o mesmo brilho, ainda ansiamos pelas mesmas coisas, ainda não notamos o quanto podemos (e podíamos), o quanto nossos corações continuam sonhadores (e puros e dignos!), o quanto ainda fazemos cagadas (sem a menor intenção!), o quanto ainda desejamos dominar o mundo, e de repente já temos ele em nossas mãos...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda olhamos nos olhos desejando que a vida continue sendo incrível, e embora não dormimos mais no quarto ao lado, nem ouvimo-nos pela manhã esquentando o café no fogão, continuamos escrevendo nossos textos, compartilhando nossas esperanças e torcendo por um amanhã que, ah, graças a Deus, descobrimos que vem, doce e emblemático como sempre quisemos que ele fosse ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;(Ainda lembro das noites na Vila Madalena cantando MPB até a lua findar como se fosse um amanhã qualquer)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;A primeira vez que vi Teresa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;Achei que ela tinha pernas estúpidas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;Achei também que a cara parecia uma perna&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;i&gt;Quando vi Teresa de novo&lt;br /&gt;Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo&lt;br /&gt;(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;i&gt;Da terceira vez não vi mais nada &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Os céus se misturaram com a terra &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas."&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Hoje sei que Teresa é feita de flor, de alma, e de verdade.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/01/flores-de-lis.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-1992443771003073599</guid><pubDate>Mon, 17 Jan 2011 23:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-17T15:34:35.031-08:00</atom:updated><title>O dia que eu não tinha dois reais</title><description>&lt;div&gt;&lt;i&gt;Nota: escrevi este texto em 2005. Em vista do assalto que sofri ontem, lembrei desse texto/perspectiva que escrevi sobre a miséria e achei válido republicar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://thumbs.dreamstime.com/thumblarge_466/1262677300nY3xYq.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 295px;" src="http://thumbs.dreamstime.com/thumblarge_466/1262677300nY3xYq.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;O menino encostou na mesa do café.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Carros passando a 70km/h ou menos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sol saía tímido entre as nuvens e os prédios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O garçom ofereceu o cardápio, empurrei a frente da mesa, não precisava olhar, aquele era meu local preferido para tomar um café enquanto papeava com amigos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-"Um suco de melancia por favor."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele disse "Sem açúcar né?". Perguntei a minha amiga se eu tinha cara de quem não consumia açúcar (talvez por estar trajando roupas de ginástica) ou se foi porque suco de melancia não precisa adoçar mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-"Sem açúcar e com sementes por favor".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-"Gelo?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-"Gelo."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gelo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O menino encostou com sua caixa de engraxate, segurando um maço de cigarros vazio que servia de cofrinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pediu um gole do suco pois dizia estar com sede. Mal terminou a frase pediu dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tinha dois reais na carteira e meus cartões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O instante em que eu poderia ter dado dois reais ao muleque foi o suficiente para eu pensar que dois reais deveria ter sido o que ele pagou no maço de cigarros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquele instante em que que poderia ter aberto a carteira e doado, eu disse: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"E você, tá fumando?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Não, não senhora. É apenas aonde eu guardo o dinheiro".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi o tempo do garçom chegar e afastar o menino, que largou aquela caixinha na mesa olhando para mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheguei em casa à noite e fiquei olhando o meu jantar:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;um suco processado light, sabor pêssego, conforme minha mania de ler rótulos, descobri que aquela porcaria só era light porque na verdade era água com "aroma natural idêntico ao de pêssego" (assim dizia a embalagem), e alguma porcentagem de polpa. Aquilo não era suco nem nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o menino estava com sede, e queria dois reais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se a caixinha dele não era realmente de cigarros? E se era, como ele me disse, apenas seu cofrinho?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei com vergonha de mim e culpada por comer meu suco de 32 calorias, quase suco, light, para não engordar, juntamente com meu pão integral de 9 grãos, nove grãos, porque eu tinha a oportunidade de comer comida demais pela frente, e o menino de engraxate, o menino que trabalha de engraxate, e aquele chocolate todo na minha frente, Mc Donald's, vontade de pizza, rodízio, bebedeiras, baladas, roupas de marca, Ipod, trânsito, gritaria, frescuras, pai eu quero, cartão de crédito, faltando da aula, gastos a toa, vodka e cerveja, brincos de duzentos modelos e cores, e toda a minha futilidade e aquele volume de coisas que eu não preciso foram invadindo a minha mente enquanto eu mastigava a minha fatia com 9 grãos e 42,5 calorias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não tinha dois reais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tinha era tudo de sobra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hipocrisia de sobra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faltando da aula porque de sobra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com mordomia de sobra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque saí na noite passada de sobra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque dormi de sobra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não tinha dois reais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E só tinha um coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pequeno, aquele dia, pequeno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei com sede.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com mais sede que o menino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei com sede de perceber as coisas que eu piso em cima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chamo de preguiça e no fundo é frescura,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Luxo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lixo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Adoçante,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Integral.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensei que pago academia porque como demais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto o menino carrega a caixa nas costas para ser engraxate.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele não tem gordura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele tem sede.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu não tinha dois reais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* Erica Hans&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/01/o-dia-que-eu-nao-tinha-dois-reais.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-5440292905046503000</guid><pubDate>Mon, 17 Jan 2011 02:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-17T15:18:52.998-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><title>Fast forward</title><description>Preciso ser, independente do seu nome ecoar em meus abraços vazios,&lt;div&gt;Ando investindo em esperanças sem fundos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Aquelas em que não há algum rendimento,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A não ser a solidão de quem espera por um retorno numa estrada de mão dupla.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por mais que eu corra, e avance&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A paisagem parece avançar de ré,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Retorno em memórias com bifurcações que peguei sem saber, pois já não haviam placas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esforço-me para que o meu encantamento seja com a estrada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o sol se pondo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com os carros com suas histórias também a passar;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas padeço no volante,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vez ou outra breco e acelero&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se preciso chorar, chove lá fora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Molha o vidro e meus olhos, encharco)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Penso aonde perdeu-se meu ego&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chamo de humildade o que alguns batizaram de falta de orgulho,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Creio que sim - todos somos iguais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Portanto não temo insistir na tua morada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não me culpe por fazer o que você não fez,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não me culpe por ter ligado o motor do carro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois mesmo que haja buracos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou passar em quantos eu precisar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até que o pneu não aguente mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E se uma vez, acabado o gás,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou quebrado o carro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu desço,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desço caminho a frente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ergo o rosto, cubro a cabeça e os sonhos com um chapéu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a pé, rumo até o meu destino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2011/01/fast-forward.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-750150451149909701</guid><pubDate>Mon, 06 Dec 2010 03:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-01-17T15:18:24.371-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">crônicas</category><title>Comer, rezar e amar</title><description>Estou buscando a perfeição, me cobrando uma tranquilidade e paz causada pela rotina. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse teu silêncio é que me desgasta. Mas hoje li que o silêncio é melodia até na música. Ando em silêncio. Sinto que meu coração vem batendo numa linearidade de poucos picos, poucos picos e muito acerto, como é que chama isso, não é assim o gráfico do eletrocardiograma de quem morre?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não estou morta. E me sufoca esta sede de amor. Preciso arder de amor por alguém. Preciso apaixonar-me por mim mesmo, perder o sono por minha culpa, ansiar por ver a minha própria imagem no espelho. Não quero ter essa ânsia que me prende e me sufoca e vem da barriga e termina numa respiração mal completada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Penso em ano que vem, penso em rotinas, mas o ano que vem é apenas uma página nova no calendário. Quero ser melhor do que posso e quero cumprir com mais do que devo. Não estou cumprindo com o que devo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou me cobrando rotinas e planilha financeiras. E como quem está sufocada, venho gastando a esmo, dormindo picado, sentindo o aperto. Exigindo que o próximo grande amor tenha nome de grande. O amor deve ser algo que se descobre aos poucos ou estou esperando por uma intervenção divina? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele era um feixo divino. Um rastro de luz como um raio que parte no meio de uma noite qualquer. Desceu ali, bem no meio daquele contexto qualquer, o amor aguçado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero pelo próximo dia. Quando o vi naquela sexta-feira, achei o comum e normal. E aprendi a amar o comum. Pensei que não estava exatamente apaixonada, mas senti todo o amor do mundo naquela cena comum. Me propus a aprender da vida com ele. Porque ele é o emblema máximo de um dia simples, de uma manhã que cai sem anunciar e por si só cumpre o rumo da vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou sendo simples, com ele. Mas estou me complicando toda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E como como quem quer engolir a si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vesti a camiseta branca dele, com minha calcinha, enrolei o cabelo e ali na cozinha que eu imaginara recriar pratos que nem me interessam vi nós dois. Ele, nu, eu, com a camiseta branca dele, ambos encostados na pia, com a louça suja, suja de saudade. Saudade que só eu quis ter. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensei se ele também se ocupou em notar aquela simplicidade emblemática. Nós dois, ele nu, e eu de branco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando teve sono, ele se aconchegou e repousou ao meu lado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Penso em procura-lo, penso em dizer coisas mil, mas acho que as únicas novidades que ainda posso lhe falar seja em nome de meu silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Penso que há de bater meia noite de natal e meu estômago vai arder pensando nele. E vou pisar na arei da praia dando boas vindas a um ano novo e pensando que aí sim, aí sim preciso valer-me de um calendário, procurar uma vida nova, procurar outros rostos para subir o meu gráfico emocional mas mesmo assim, novamente, como em todos os anos e épocas que prometi fazer regime foi ridiculamente difícil optar por não comer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amor é como fome. O meu amor por ele é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E preciso absolutamente me afogar num doce ao menos uma vez ao mês que seja, senão eu seco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Boa noite.&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2010/12/estou-buscando-perfeicao-me-cobrando.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-9033257412389705676</guid><pubDate>Thu, 04 Nov 2010 02:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-03T21:05:51.303-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ficção</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">contos</category><title>Emblemático e Paradoxal</title><description>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kaKNW4gkpb4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kaKNW4gkpb4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Precisava mastigar aquele monte de sentimento embrulhado mas não sabia bem como engolir. Enquanto dirigia de volta pra casa, já sentia com antecipação o que iria confirmar mais tarde. Começou a prever o que sentiria quando lesse as palavras que não queria ler. Ânsia. Aquele bolo no estômago. Vontade de vomitar? Lágrima é sentimento vomitado do corpo, pensou. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde pequena, antecipava sensações. Não sabe se isto é algum tipo de dom, pressentimento agudo ou loucura mesmo, mas sempre sentia antes quando algo ia acontecer. É como se de longe o sentimento viesse em silêncio invadindo o corpo, vindo de outro lugar, e de repente inundando a alma que disparava o coração, apertava o meio do peito ou a fazia sentir paz, dependendo do que fosse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto voltava pra casa, imaginava que tipo de dor sentiria daquela vez. Ela já sentiu uma porção de dores diferentes, mas desta vez iria defrontar-se com uma dor toda nova.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando você deixa um sonho partir, você deixa toda a esperança que tinha com esse ir junto, e esta é a verdadeira dor. Deixar a esperança partir é o vazio maior do ser humano. Mas ela não deixaria o sonho ir, mas sim o sonho sonhado com alguém com quem sonhou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A surpresa que teve foi que, no fim da última palavra, quando terminou de ler a breve frase, sentiu apenas um vácuo - como se tivesse esvaziado toda aquela tristeza que deveria sentir dia após dia, pouco a pouco, desde o momento em que viu o par de brincos já separados esperando por ela na sala. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um vácuo sem nome. As paredes brancas ficaram mais brancas, as cortinas dançando ao vento eram apenas cortinas dançando ao vento, a iluminação opaca continuava opaca e o apartamento parecia sobreviver em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembrou das diversas frases da sua escritora favorita, que quando lia sorria e associava ao que sentia:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(68, 68, 68); line-height: 19px; font-family:Arial, 'Helvetica Neue', sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;i&gt;Meu modo de dizer como te adoro já gastou as palavras. "&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(68, 68, 68); line-height: 19px; font-family:Arial, 'Helvetica Neue', sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(68, 68, 68); line-height: 19px; font-family:Arial, 'Helvetica Neue', sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(68, 68, 68); line-height: 19px; font-family:Arial, 'Helvetica Neue', sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;i&gt;Estou cheia de saudade de você mas aguento firme."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(68, 68, 68); line-height: 19px; font-family:Arial, 'Helvetica Neue', sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(68, 68, 68); line-height: 19px; font-family:Arial, 'Helvetica Neue', sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(68, 68, 68); line-height: 19px; font-family:Arial, 'Helvetica Neue', sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;i&gt;Mas você - eu não posso nem quero explicar - eu agradeço"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(68, 68, 68); line-height: 19px; font-family:Arial, 'Helvetica Neue', sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Emblemático e paradoxal, eis o resumo da ópera,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e fica o registro de mais uma história fria de inverno,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(poderia ter sido um sonho de uma noite de verão)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizem que toda grande história tem um grande começo, um grande meio e um grande fim. Mas neste caso não houve final emblemático, muito menos paradoxal - apenas um fim absolutamente comum e sem alguma graça. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(68, 68, 68); line-height: 19px; font-family:Arial, 'Helvetica Neue', sans-serif;font-size:15px;"&gt;&lt;i&gt;(Não se preocupe comigo. Eu sou muito feliz - Clarice Lispector)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2010/11/emblematico-e-paradoxal.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-6070576986194554833</guid><pubDate>Wed, 03 Nov 2010 02:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-02T19:59:55.283-07:00</atom:updated><title>Confessando (3)</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_u4AC_aVAWa0/TNDMu7I62NI/AAAAAAAAAUU/kLGF-jZYjPU/s1600/tumblr_l03qbtZlx61qabjw2o1_500.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 257px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_u4AC_aVAWa0/TNDMu7I62NI/AAAAAAAAAUU/kLGF-jZYjPU/s400/tumblr_l03qbtZlx61qabjw2o1_500.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535149048559491282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Talvez o que ela esteja buscando,&lt;div&gt;Seja uma forma de dividir as pequenices do seu dia;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela não é do tipo que reclama do trânsito,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acha que isso é normal e não há de que reclamar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito menos sente ódio da política ou das injustiças sociais,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deste lado anda meio conformada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acha que cada um faz o que pode,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dentro do mundo que nos deram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se não faz nada para mudar essas coisas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então ao menos não reclama,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim se sente mais gente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E menos hipócrita&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Muito fácil falar do governo e jogar papel no chão, simples assim)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Evita as sacolas nos supermercados,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;carrega as caixas, com suas porcarias e produtos prontos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Coisa de quem mora só,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anda espalhando uma porção de cinzas no chão da sacada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois varre, ela pensa, depois varre,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o vento tudo varre,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem coisas na vida que são como cinzas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma hora queima e vai,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim da noite,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosta de acender uma vela vermelha,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;apagar as luzes da casa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arrastar a cortina em frente a cama,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afofar-se embaixo dos tecidos macios,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não senta ao centro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fica sempre mais a direita,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao alcance dos seus livros,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E um deles por noite ela escolhe,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abre aleatoriamente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como quem busca uma mensagem nova a cada vez que os lê,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lê alguma coisa, fica em silêncio e olha pro teto,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reza como não lhe ensinaram,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reza falando com quem for que a escute,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja o cosmo, sejam anjos, seja Deus Santo ou todos juntos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela fala com quem a estiver ouvindo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E fala como se não houvesse a solidão do quarto,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como se os que a ouvem fossem seus melhores amigos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Confiando cegamente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim em voz baixa encontra diversas palavras,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Responde a si própria em pensamento,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entristece, alegra, ri, e passa a vida solta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembra dos sonhos que realizou,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cria novos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fica triste por algumas etapas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Satisfaz-se com outras,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abre sorrisos espontâneos e não repreende lágrimas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(vez ou outra chora como criança com a cara abafada no travesseiro)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sente dor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou estica-se como estrela do mar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Possuindo a cama,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desejando ter o mundo inteiro,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Achando que tudo está ao seu alcance,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos os passos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(todos os abraços)...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imagina uma pessoa perfeita&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheia de defeitos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com quem possa terminar o fim das semanas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esticar-se sem hora aos domingos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espreguiçar-se e reclamar da dor no pulso,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apertar sem ter que dar explicação,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E descansar a cabeça no peito pra ouvir o coração disparado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(ouvir o coração disparado que não for dela é som divino)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela quer acelerar o compasso,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tocar violão sem errar as notas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que nunca mais lhe rasgue a garganta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olha a parede vazia que espera o piano,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus dedos coçam, coçam as notas que ainda estão guardadas no peito,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E sonha com acordes que há de rasgar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E frases feitas com imensidão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tristezas dilaceradas em poemas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Métricas e rimas perfeitas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com bemóis e sustenidos abençoados,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vai errar a composição,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até fazer de novo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vai invadir a madrugada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Riscando as páginas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Batendo nas letras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tocando nas notas pretas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até que encontre no semitom,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O som perfeito...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela encosta os pés na sacada,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apoia as mãos no joelho,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E olha o céu em meio as grades&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensa infantilmente que o que pensar &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhando às estrelas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há de ser feito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ali cria todos os desejos possíveis,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensa na família que um dia vai ter,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a forma que irá educar seus filhos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensa nos relatórios do trabalho,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensa no livro que pretende escrever,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensa na prateleira que precisa instalar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na torneira que anda pingando,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No companheiro ideal que há de encontrar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(e passar a vida inteira entremeada em briga e paixão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;paixão não, amor verdadeiro, intenso, impossível de separar)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensa nas cores que não decidiu pras paredes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos textos que precisa colocar em seu site,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas coisas que faz de mais,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas que fez de menos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na comida que comeu a mais,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na corrida que fez de menos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos dias que passou vontade,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nos dias que abusou...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em todos os amores e amantes,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em todos os nãos que deixou pelo caminho,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem dó nem piedade,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e todas as decisões que tomou sem pestanejar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como corria loucamente pelo vento há um tempo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem pensar necessariamente se deixaria pegadas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E olha pra traz,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Achando que fez tudo certo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Achando que fez coisa errada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não doendo por isso...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encosta no canto da parede,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E pensa que ama este lugar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em cada enfeite, em cada canto,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uma história para si,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela sorri ao ver-se em cada retrato que não foi posto em quadros,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ela está em cada pedaço do apartamento,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se cada coisa fosse uma foto estaria sempre sorrindo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No seu melhor ângulo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosta das cores que escolheu para si&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde o cabelo até os lençóis,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosta das coisas materiais que a preenchem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosta das pessoas que a rodeiam,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pega o celular,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Relê todas as mensagens recebidas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E relê as enviadas também&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(para ter certeza que não magoou ninguém ou deu menos atenção e cuidado do que alguém merece)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensa em sua família&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E no que talvez não há conserto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que aceitem, e consigam seguir em frente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(como ela fez desde que soube que iria viver de forma diferente)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uns 7 anos ela vem caminhando sozinha,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com cada parte de seu coração-familiar em um canto do mundo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sabe que de alguma forma&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos andam juntos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(e ela pensa em como pode ajudar, como pode ajudar)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela queria mostrar pro mundo inteiro como é que faz pra ser feliz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo quando tá tudo caindo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela aprendeu sozinha. E doeu menos do que poderia doer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anda flutuando pela vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feliz com a rotina, com o trabalho,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com os amigos, mesmo os que deixou pra traz,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com os móveis, com a casa, com as coisas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com as roupas, com a cara, com o rosto,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com o corpo, com a alma,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só lhe falta o amor, o amor doce de outros olhos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas ela espera&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando ele chegar, ela não vai entender,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vai saber que nome tem, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que e como veio,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas só vai entender&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que vai sentir seu coração acelerar de um outro jeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto isso, pra não se sufocar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(porque tem todo o amor do mundo no meio do peito)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ela vai espalhando amor como pode,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como pólen de flor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;respingando e pulverizando&lt;/div&gt;&lt;div&gt;onde quer que vá passar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(E ela pensa: só me falta o amor verdadeiro. O amor verdadeiro e um cachorro.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas esse último ela pode comprar.... ;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2010/11/confessando-3.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_u4AC_aVAWa0/TNDMu7I62NI/AAAAAAAAAUU/kLGF-jZYjPU/s72-c/tumblr_l03qbtZlx61qabjw2o1_500.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3810827.post-4902601415428881249</guid><pubDate>Tue, 02 Nov 2010 22:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-11-02T16:05:13.103-07:00</atom:updated><title>The Sad Man</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_u4AC_aVAWa0/TNCYe3xwJpI/AAAAAAAAAUE/Tm_lk4vN3Ho/s1600/sad_man-252x300.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 252px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_u4AC_aVAWa0/TNCYe3xwJpI/AAAAAAAAAUE/Tm_lk4vN3Ho/s320/sad_man-252x300.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535091598174463634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ela só entendeu que aquele era o final da história quando notou que o que ela iria lhe dar, é uma coisa que ele não queria mais ter. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que ela queria lhe dar, ele não sabe mais como absorver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem sentir. Nem apenas sentir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então ela se pergunta se deveria continuar dando-lhe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas é que essas coisas não são bem escolhas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;elas apenas vem e vão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e uma hora vai, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;quando ela menos perceber.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles já querendo, ou não.&lt;/div&gt;</description><link>http://ericahans.blogspot.com/2010/11/sad-man.html</link><author>noreply@blogger.com (Erica Hans)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_u4AC_aVAWa0/TNCYe3xwJpI/AAAAAAAAAUE/Tm_lk4vN3Ho/s72-c/sad_man-252x300.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>
