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	<title>BLOG . Eric Coutinho</title>
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	<description>Reflexões e o dia a dia compartilhados na internet</description>
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		<title>Hi, My Name is Eric. And i&#8217;m Online</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 06:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bad Mother Fucker]]></category>
		<category><![CDATA[Fucking Crazy]]></category>
		<category><![CDATA[Inside]]></category>
		<category><![CDATA[Mea Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Outside]]></category>
		<category><![CDATA[Pitacos]]></category>
		<category><![CDATA[Relation Chips]]></category>

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		<description><![CDATA[Na internet tudo é festa. Todos são inteligentes, bonitos, sensíveis, descolados, politizados, corretos, maduros; e obviamente, amigos. Todos se amam. As pessoas se confraternizam pelas redes sociais, parabenizam uns aos outros, dão uma força. Às vezes alguém está ranzinza, mas com todo estilo, é claro.
Twitter, Windows Live Messenger (MSN), Google Talk, Skype, Orkut, Facebook e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-136" title="blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_norton" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/12/blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_norton.jpg" alt="blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_norton" width="200" height="254" /><strong><span style="color: #993366;">Na internet tudo é festa</span>. Todos são inteligentes, bonitos, sensíveis, descolados, politizados, corretos, maduros; e obviamente, amigos</strong>. Todos se amam. As pessoas se confraternizam pelas redes sociais, parabenizam uns aos outros, dão uma força. Às vezes alguém está ranzinza, mas com todo estilo, é claro.</p>
<p><strong><span style="color: #808000;">Twitter</span></strong>, <strong><span style="color: #808000;">Windows Live Messenger</span></strong> (MSN), <strong><span style="color: #808000;">Google Talk</span></strong>, <strong><span style="color: #808000;">Skype</span></strong>, <strong><span style="color: #808000;">Orkut</span></strong>, <strong><span style="color: #808000;">Facebook</span></strong> e outras centenas de nomes numa lista interminável, que cria uma rede ao redor, onde é impossível se sentir sozinho. É o futuro, e as possibilidades, ilimitadas. <strong>Nossas listas de centenas de amigos por todo o país, e até pelo mundo nos fazem ter a certeza de que finalmente não estamos mais sozinhos. É a tecnologia à serviço das relações interpessoais, uma revolução! <span style="color: #993366;">Mas, esqueci de um fato:</span></strong> Ainda estamos falando de pessoas&#8230;</p>
<p> </p>
<blockquote><p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">Hoje foi um péssimo dia pra mim. Como a maioria que &#8220;me conhece&#8221; sabe, tenho uma série de problemas, e um deles é a dependência química (prefiro chamar de adicção). Não uso drogas há mais de 12 anos, e nesses 12 anos, raramente senti vontade, mas nas últimas semanas venho tendo vontades esporádicas, e hoje parece que estou praticamente decidido a voltar a usar. Só me falta coragem e um bom &#8220;plano&#8221; de como fazer, como começar de novo, com o mínimo de dano possível. Não estou dizendo que vou fazer, mas é o que estou sentindo hoje, além de uma absurda carência e necessidade de atenção e carinho.</span></p></blockquote>
<p> </p>
<p>Fui à uma reunião de NA aqui perto, e depois tive vontade de falar com várias pessoas. Uma amiga me ligou e conversamos bastante, foi bom. <strong>Depois resolvi ligar pra outra amiga, que preferiu ver &#8220;Cinquentinha&#8221; na TV do que aturar o &#8220;amigo&#8221; falando de suas dificuldades ao telefone.</strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-137" title="blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_shop" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/12/blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_shop.jpg" alt="blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_shop" width="300" height="135" /><strong><span style="color: #993366;">Mas o que um assunto tem a ver com o outro?</span></strong> <strong>Tudo.</strong> <strong>É exatamente o que temos na internet &#8211; &#8220;amigos&#8221; vendo &#8220;Cinquentinha&#8221;.<br />
</strong><br />
Avatares estilosos de personalidades que não conhecemos, mas pensamos conhecer; e com quem na verdade, não podemos realmente contar. Fala-se no <strong><span style="color: #808000;">Twitter</span></strong> sobre tudo &#8211; <em>futebol, novela, notícias, cor do cabelo, enem, compras, buzz</em>, principalmente buzz &#8211; <strong><span style="color: #808000;">Geisy, Zé Mayer Facts, Michael Jackson</span></strong> &#8211; tudo de fato, um tanto distante de nós. E quando alguém desabafa algo verdadeiro, não há eco, somente o vácuo, o silêncio&#8230;</p>
<p>Se alguém diz que vai se matar em um tweet, provavelmente não responderão, afinal, o que eu tenho a ver com isso? Se responderem, será com alguma frase de efeito copiada de alguém de renome, um sermão com toda propriedade sobre como levar a vida, ou até mesmo com uma piadinha sagaz, daquelas inteligentíssimas. Quem sabe não rende um retweet, ou uns seguidores a mais? <strong>O outro? Que se foda, é só um avatar! E não atrapalhe minha própria fuga com esse papo monótono e chato de problemas e dificuldades, sai pra lá!</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<blockquote><p><span style="color: #808080;">Hoje eu fui um desses chatos. Comentei em diversos desses lugares, algo que soa como pedido de ajuda &#8211; sim, estou precisando de ajuda. E foi aí que percebi o que minha Mãe já dizia, o que as pessoas já me diziam, que nada disso aqui é real. E me remeteu aos meus anos de uso de drogas, quando ouvíamos na TV falarem de fuga da realidade e ríamos da cara dessas pessoas imbecis que não sabem de nada do que acontece realmente &#8211; esses velhos!</span></p></blockquote>
<p>Pra mim, o virtual sempre soou como real. Talvez porque viva em outro tempo, adiante no tempo, já que é praticamente impossível que não estejamos caminhando pra isso. Mas por enquanto, <strong>o mundo virtual é tão real quanto a sensação do valium subindo quente pela veia, e explodindo docemente na base do cérebro</strong>, tornando a vida mais simples, fazendo-nos esquecer, pelo menos por uns momentos, do que de fato é real.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><strong><span style="color: #993366;">O mundo virtual ainda é usado, nas relações pessoais, como droga, alívio</span></strong>.<br />
<em>Tenho 138 pessoas no meu Orkut. 123 no Facebook. 131 no Twitter.<br />
E mais algumas dezenas no MSN e no GTalk&#8230;</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><em> </em></p>
<p style="text-align: left;"><em> </em><img class="size-full wp-image-138 alignleft" title="blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_bob" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/12/blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_bob.jpg" alt="blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_bob" width="150" height="225" />Hoje foi um dia em que poderia ter sinceramente feito alguma merda, amanhã talvez. Mas nenhuma dessas pessoas deu a mínima, nem mesmo perguntou: <em>&#8220;Precisa de ajuda?&#8221;</em>, ou algo do tipo. Elas não existem, ou <strong>estão ocupadas demais pra pensar em besteiras, enquanto podem muito bem estar discutindo sobre o assunto-modinha do momento</strong>.</p>
<p>Agora há pouco entrou alguém do NA no meu GTalk, e estamos conversando sobre isso. <strong>Narcóticos Anônimos foi o único lugar que encontrei no mundo, onde as pessoas realmente se importam, te ouvem, saem de suas casas de madrugada somente pra que você não esteja sozinho</strong>. O problema não é com o meio online, mas com as pessoas, com as pessoas ditas normais, com a sociedade em geral, que também está presente nessas comunidades virtuais. Elas se questionam o tempo inteiro a respeito do porque de nosso mundo estar uma merda, ruindo&#8230;e a resposta está bem aí, nelas mesmas.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-139 alignnone" title="blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_marla" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/12/blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_marla.jpg" alt="blog_ericcoutinho_fightclub_sociedade_mundo_virtual_marla" width="500" height="224" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #888888;"><em><span style="color: #888888;">Imagens de referência do filme Fight Club, onde no início, o personagem de Edward<br />
Norton descobre os grupos anônimos e algumas das características citadas aqui.<br />
O filme também fala sobre a futilidade da sociedade atual, dentre outras coisas,<br />
não tão pertinentes ao texto aqui escrito</span></em></span></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>No Metrô: Think Twice</title>
		<link>http://www.ericcoutinho.blog.br/2009/12/no-metro-think-twice/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 02:25:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fucking Crazy]]></category>
		<category><![CDATA[Meu zuvído]]></category>
		<category><![CDATA[Outdoor]]></category>

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		<description><![CDATA[Think Twice
Think two times, pense MUITAS vezes antes de TUDO, de qualquer coisa, mas não pense DEMAIS. Pense MAIS, durma MAIS, não fale DEMAIS.
MATE o espontâneo e o inusitado, arraste seus sonhos, nas DÚZIAS de dúvidas e pensamentos contraditórios, temerosos.
THINK TWICE about everything, about everyone. Se enclausure numa bolha de verdades e certezas, queime o tempo, imaginando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Think Twice</strong></p></blockquote>
<p>Think two times, pense <strong>MUITAS</strong> vezes antes de <strong>TUDO</strong>, de qualquer coisa, mas não pense <strong>DEMAIS</strong>. Pense <strong>MAIS</strong>, durma <strong>MAIS</strong>, não fale <strong>DEMAIS</strong>.</p>
<p><strong>MATE</strong> o espontâneo e o inusitado, arraste seus sonhos, nas <strong>DÚZIAS</strong> de dúvidas e pensamentos contraditórios, temerosos.</p>
<p><strong>THINK TWICE</strong> about everything, about everyone. Se enclausure numa bolha de verdades e certezas, queime o tempo, imaginando situações.</p>
<p><strong>NÃO</strong> ande, <strong>NÃO</strong> corra, <strong>NÃO</strong> viva. Lá fora é o perigo. Think twice antes mesmo de botar o pé na estrada. Think <strong>MAIS</strong>, Think <strong>HARD</strong>. <strong>THINK THINK THINK!</strong></p>
<p>Não seja, não queira, não arrisque, não jogue. <strong>SE ESCONDA</strong>.</p>
<p>Think <strong>ONE</strong>, <strong>TWO</strong>, <strong>THREE</strong> times, think <strong>DEMAIS</strong>.<br />
Mate a liberdade prepotente que teima no ato espontâneo. Seja inteligente, coerente.<br />
<strong>THINK TWICE</strong>&#8230; For <strong>NOTHING</strong>.</p>
<p> </p>
<blockquote><p><em>15:08hs</em><br />
Escrito numa terça-feira, creio que 22.9.9<br />
<em>No metrô, ouvindo</em> <strong>Saint Etienne</strong>, &#8220;Think Twice&#8221;.<br />
<em>18:05hs</em> Think Twice again, <em>226, Cde de Bonfim</em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Minha filha querida&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 18:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dreaming]]></category>
		<category><![CDATA[Inside]]></category>
		<category><![CDATA[Meu zóio]]></category>
		<category><![CDATA[Relation Chips]]></category>

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		<description><![CDATA[Bruninha, querida.
Papai não tem boas notícias a te dar.
 
Infelizmente, não sei se nos veremos um dia, se poderei te dar um abraço, te confortar numa tempestade, ou depois de um pesadelo&#8230; Sorrir pra você ao acordar pela manhã, sentindo que nada mais me falta nesse mundo.
O Papai não tem sido um bom menino, não cresceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-119" title="blog_ericcoutinho_minha_filha_my_baby_bruna" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/12/blog_ericcoutinho_minha_filha_my_baby_bruna.jpg" alt="blog_ericcoutinho_minha_filha_my_baby_bruna" width="280" height="302" />Bruninha, querida.<br />
Papai não tem boas notícias a te dar.</p>
<p> </p>
<p>Infelizmente, não sei se nos veremos um dia, se poderei te dar um abraço, te confortar numa tempestade, ou depois de um pesadelo&#8230; Sorrir pra você ao acordar pela manhã, sentindo que nada mais me falta nesse mundo.</p>
<p>O Papai não tem sido um bom menino, não cresceu direito ainda. Não tem feito os deveres de casa, nem tem ajudado a Vovó.</p>
<p> </p>
<p>E a Mamãe&#8230; ela não veio ainda.</p>
<p>Desculpe, minha filha, se não consegui encontrá-la ainda, ou se fui fraco e a perdi um dia. Seu Pai também está perdido, mas prometo a você que venho tentando de todas as maneiras me encontrar. Por mim, e por vocês também.</p>
<p>Sim, querida&#8230; eu sei que você sente a minha falta, que precisa de mim e da Mamãe. E eu também preciso de vocês duas. Mas me perdi, minha filha&#8230; me perdi. Mas apesar de não estarmos juntos - nós três - saiba que eu te amo, e que amo a Mamãe também, mesmo que ainda não as tenha conhecido ou encontrado&#8230; ainda. O Papai tá chorando sim, de saudades&#8230; Sinto medo também, como você. Medo de ficar sozinho, de deixar vocês duas sozinhas, de continuar falhando, de perder vocês pra sempre. E espero um dia poder consertar tudo isso.</p>
<p> </p>
<p>Me perdoa, Bruninha&#8230; Confia que o Papai vai fazer de tudo pra encontrar a Mamãe&#8230; algum dia, em algum lugar. Lamento não poder estar contigo agora, e só perceber a falta que vocês duas fazem na minha vida, depois de tantos anos.</p>
<p>Não perca as esperanças. Eu, você, a Mamãe&#8230; ainda podemos ficar juntos um dia; e sermos, finalmente, uma família.</p>
<p> </p>
<p>Eu te amo, minha filha. Fica com Deus, tá?<br />
E por favor, não se esqueça de mim, jamais.<br />
Beijos do Papai.</p>
<p> </p>
<p>&#8230;</p>
<p><em><span style="color: #999999;">Carta à filha que não conheço ainda.<br />
Imagem feita com uma foto minha, e de uma menina qualquer&#8230;</span></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Primeiro, as primeiras coisas . Mantendo o foco e a mira</title>
		<link>http://www.ericcoutinho.blog.br/2009/12/primeiro-as-primeiras-coisas-mantendo-o-foco-e-a-mira/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 10:43:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Com Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Fucking Crazy]]></category>
		<category><![CDATA[Meu zóio]]></category>

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		<description><![CDATA[Me impressiona, às vezes, minha capacidade de me distrair, sair do foco das coisas mais importantes e correr atrás do próprio rabo; até chegar ao ponto de nem mais saber o porque de ter chegado ali. Recentemente, tentando voltar à pintura, me deparei com diversos desvios desse tipo. Os desvios não são absolutamente sem propósito, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me impressiona, às vezes, minha capacidade de me distrair, sair do foco das coisas mais importantes e correr atrás do próprio rabo; até chegar ao ponto de nem mais saber o porque de ter chegado ali. Recentemente, tentando voltar à pintura, me deparei com diversos desvios desse tipo. Os desvios não são absolutamente sem propósito, mas são dispensáveis em dado momento, pra não dispersar o trabalho em si.</p>
<p><strong>Vou explicar o exemplo da pintura</strong>.<br />
Essas, não são rápidas, nem fáceis. Elas demoram a ser finalizadas, e quando começo a pintar uma é porque já existem várias idéias prontas, encaminhadas, que se deixo passar muito tempo, perco o interesse por elas. <strong>Então qual é o objetivo principal? Pintar</strong>. Mas o trabalho que desenvolvo nesse projeto (<a href="http://www.ericcoutinho.blog.br/2009/11/the-portraits-bruna-calheiros-baunilha-wow-series/">The Portraits</a>), tem a pintura apenas como uma de suas faces, então há uma série de coisas &#8220;mal-resolvidas&#8221; ou não-exploradas girando em torno, que uma hora vou precisar explorar com mais determinação e método. Mas eu não tenho sequer uma série completa a apresentar, das próprias pinturas apenas; e são elas a vitrine, tanto pro público quanto para uma possível apresentação de projeto para patrocínio. <strong>Novamente a pergunta: Então, o que é mais importante agora? Pintar! Pintar!</strong></p>
<p style="text-align: center;"> <img class="size-full wp-image-112 aligncenter" title="blog_ericcoutinho_the_portraits_maira_bottan_paint_progress" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/12/blog_ericcoutinho_the_portraits_maira_bottan_paint_progress.jpg" alt="blog_ericcoutinho_the_portraits_maira_bottan_paint_progress" width="568" height="190" /></p>
<p>A <a href="http://www.ericcoutinho.blog.br/2009/11/the-portraits-bruna-calheiros-baunilha-wow-series/">atual série</a> que tenho imaginado, e começado a trabalhar, usa imagens fotografadas de dentro de um jogo online, e como cada vez mais as séries têm me levado a usar e/ou pensar em forma de vídeo, tal ambiente online caiu perfeitamente de acordo com a idéia, de usar <em>machinimas</em>, que são filmes produzidos a partir dos recursos desses jogos. Ou seja, você dirige um filme, usando como locações os ambientes virtuais já criados, e como recursos de filmagem, usa os recursos de visualização e câmera do próprio jogo. A idéia é perfeita pro que venho montando, com o passar dos anos, em torno desse projeto, mas esbarra em diversas dificuldades, até mesmo de tempo, e não precisa ser realizada agora.</p>
<p>Porém, ao invés de usar o tempo para apenas pintar e ter material suficiente para uma mostra, vinha usando muito tempo e recurso pra iniciar essas novas etapas. A seguir, listo o que vinha fazendo, depois concluo.</p>
<blockquote><p><strong>A primeira providência: Conseguir um bom software de capura de tela.<br />
</strong>Este software não serviria pros machinimas em si, mas para filmar o processo de produção (pintura), que provavelmente seria mesclado aos <em>machinimas</em> de alguma forma. Após procurar bastante, encontrei um <em>shareware</em> (limitação de uso), baixei e instalei, aprendi a usar, rapidamente, mas houve um tempo gasto. Então agora, sempre que fosse pintar, deveria ligar este software, que consome recursos de hardware e faz a pintura ser mais lenta e menos controlável, já que <strong>o processamento das operações, com parte dos recursos consumidos pela filmagem, nem sempre acompanha a velocidade dos movimentos das mãos (pincél, tablet). A pintura então se torna mais lenta, e mentalmente desgastante</strong>.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Segunda providência: Conseguir um bom software de captura de tela, específico para os ambientes ingame.</strong><br />
Este, já serve pra filmar os movimentos de dentro do jogo, o que não pode ser feito com o software de captura convencional. Novamente, após procurar bastante, achei outro shareware, este pior, pois só filma 30s por vez. Depois foi entrar no game e fazer as filmagens iniciais, brutas, que servirão ou não, mais tarde, como material das edições.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Terceira providência: Reinstalar meu editor de vídeo</strong> (Premiere), que já não uso há um bom tempo.</p></blockquote>
<p align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/T54xGUx5vmA" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/T54xGUx5vmA"></embed></object></p>
<p> </p>
<p>Mas o que acontece? Uma coisa puxa outra, e quando vi estava trabalhando em um monte de outras coisas, tendo várias novas tarefas, nenhuma relacionada à pintura propriamente dita&#8230; Meu Pc precisa de formatação há um bom tempo e não está com um desempenho à altura, então iniciei uma série de ações aqui pra minimizar isso, sem ter que formatar. Depois, tentei instalar o Premiere (software de edição de vídeo), somente pra descobrir que meu Pc não está lendo os CDs de instalação (de nenhum software). Aí já arrumei nova tarefa, a de resolver tal problema. O próximo passo seria arrumar bastante espaço em HD, já que os vídeos consomem muito. Resumindo, ontem me vi querendo formatar o Pc e ainda por cima instalar com um novo sistema operacional, afinal de contas, já que vou mexer, arrumo logo tudo direitinho.</p>
<p><strong>Porra&#8230; Uma pintura agora precisa que eu formate o Pc, instale um novo sistema operacional, todos os drivers, softwares, aprenda a usar programas, me habitue com eles, etc, etc, etc&#8230;?</strong></p>
<p><strong><em>&#8220;Primeiro as primeiras coisas&#8221;</em></strong>. Essa frase redundante, que eu canso de ouvir nos ambientes que frequento, não podia vir em melhor hora. É hora de pintar, Éric; não de procurar chifre em cabeça de boi. Eu hein&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Nota perdida, papel, palavra e tinta</title>
		<link>http://www.ericcoutinho.blog.br/2009/11/nota-perdida-papel-palavra-tinta/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 20:11:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dreaming]]></category>
		<category><![CDATA[Inside]]></category>

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		<description><![CDATA[
Nem sempre agito a tinta,
Nem sempre a tinta corre.
Quase nunca só talento
Quase sempre, o esforço&#8230; acolhe.
.
Do olhar mais simples,
(À)spirações profundas,
Singular noção, sentido e tato.
Pôe a mão, percorrendo aparente vazio,
Entre a ponta, e o branco liso.
Formando - consequência de vontade, prática,
Borrões de tinta ou risco,
Inseridos por mágica,
Nos paralelos, sentidos imaginários.
Sentidos, por amados e amantes; versados, versantes.
.
Sendo ou não ofício, estive [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: left;"><strong><em>Nem sempre agito a tinta,<br />
Nem sempre a tinta corre.<br />
</em></strong><strong><em>Quase nunca só talento<br />
Quase sempre, o esforço&#8230; acolhe.<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span><br />
Do olhar mais simples,<br />
(À)spirações profundas,<br />
Singular noção, sentido e tato.<br />
Pôe a mão, percorrendo aparente vazio,<br />
Entre a ponta, e o branco liso.<br />
Formando - consequência de vontade, prática,<br />
Borrões de tinta ou risco,<br />
Inseridos por mágica,<br />
Nos paralelos, sentidos imaginários.<br />
Sentidos, por amados e amantes; versados, versantes.<br />
<span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></em></strong><strong><em>Sendo ou não ofício, estive em hospício<br />
E tímidos sussurros iniciam, também cessam,<br />
De cá, das frágeis notas.<br />
<span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></em></strong><strong><em>À você, convidado amigo -  lendo, vivendo, sentindo&#8230;<br />
Asseguro agora ser preciso,<br />
Noções dos vários mundos, indecisos.<br />
Pra que, desprecavido, não precipitais em abismo.<br />
Neste curto espaço-tempo, de meu ser-infinito.</em></strong></p></blockquote>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;">Acabei de achar este pedaço de papel aqui, sem data, provavelmente escrito do meio deste ano pra cá; sem título nem nada. Editei agora, marcando no papel tal feito.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A strange post, for a straaaaaange day</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 06:39:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bad Mother Fucker]]></category>
		<category><![CDATA[Fucking Crazy]]></category>
		<category><![CDATA[Inside]]></category>
		<category><![CDATA[Mea Culpa]]></category>
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		<description><![CDATA[Este texto é sobre&#8230; absolutamente nada.
São exatamente 4:07hs de sábado, 28 de Novembro deste strange 2009 year. Tenho uma história estranha pra contar sobre este dia, mas estou com sono, e quero terminar de ver um filme. Ao mesmo tempo, estou afim de escrever, alguma coisa&#8230; sobre coisa alguma. Então aqui está um brainstorm esquisito, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto é sobre&#8230; absolutamente nada.<br />
São exatamente 4:07hs de sábado, 28 de Novembro deste strange 2009 year. Tenho uma história estranha pra contar sobre este dia, mas estou com sono, e quero terminar de ver um filme. Ao mesmo tempo, estou afim de escrever, alguma coisa&#8230; sobre coisa alguma. Então aqui está um brainstorm esquisito, apenas devaneios de uma mente sonolenta. Se vai fazer algum sentido, whatever? Talvez faça, um dia, ou mesmo amanhã.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-99" title="P1090149" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/11/P1090149-225x300.jpg" alt="P1090149" width="225" height="300" />Essa foi uma das primeiras imagens que surgiram aqui na minha frente no upload. Ainda estava de bigode, cavanhaque, cabelo meio grande&#8230; no more. Tô com cara de menino comportado agora. Cortei o cabelo hoje num cabelereiro, lugar que não frequento há alguns anos, mesmo. E daí? O que tem de interessante nisso&#8230; nada. Aliás, se espera ler algo interessante aqui hoje, rs, give me a break. se pergunta porque estou misturando expressões inglesas no texto, what a fuck? I&#8217;ve seeing a lot of american movies, ok? E ando falando muito sozinho, geralmente em inglês. Porque? Sei lá, porra, vai pro inferno! O blog é meu&#8230; This conversation, is over.</p>
<p>Conversei com quatro meninas hoje. Uma amiga mais recente, que queria &#8220;pegar&#8221; há um tempo atrás, mas já desisti disso. Aliás, até comentei isso com ela. Depois uma que ainda acho que possa vir a reatar um caso um dia, que me quer por perto, sei lá porque; com uma ex ex ex ex que inexplicavelmente veio até aqui em casa depois de eu ligar num impulso, sem nada a dizer; mas viu que eu não estava bem e veio até aqui. Good conversation&#8230; E agora há pouco com uma menina que conheço pela internet. Liguei até webcam, coisa que não faço há séculos. Num dado momento da conversa, saio com &#8220;quer namorar comigo&#8221;, em tom de brincadeira, mas absolutamente ridículo, sem lugar, propósito. Mas pensando à respeito, até isso tem explicação&#8230; Joguinho de sedução my ass. Algo como Jackie Brown, menos direto talvez: &#8220;Whanna fuck?&#8221; Pra que mais que isso? Não tá afim foda-se, saca? (não é o caso específico, apenas notei o padrão de comportamento) &#8230; Ainda estou pensando na ex ex ex (mudando a quantidade de &#8220;ex&#8221; pra conhecidos não ficarem enchendo o saco). Na verdade, se uma série de coisas não impedissem, voltaria a namorar com ela hoje mesmo.</p>
<p>Resumindo&#8230; Estou carente. Parece que preciso de alguém que cuide de mim, que esteja apaixonada (e eu também). Que pareça mudar minha vida, ou pelo menos amenizar as coisas ruins que andam rolando. Procuro, procuro, no limbo. Qualquer rosto de alguém interessante que apareça no meu email ou alguma mensagem me faz ficar sentimental, como se precisasse daquela pessoa. What the fuck is that shit? There&#8217;s a shit, no more.</p>
<p>Queria escrever algo legal. Mas queria também somente fechar a tampa do notebook e dormir&#8230; talvez sonhar com alguém que não exista, something like that.</p>
<p>Engraçado que durante o dia, dentre as inúmeras mulheres em quem pensei pra ligar, estava minha ex-mulher. Cheguei a cogitar seriamente em ligar pra ela apenas pra dizer-lhe, ou perguntar-lhe (quantos &#8220;lhes&#8221;, coisa feia) se ela tem noção do que fez comigo, com minha vida. How pathetic.</p>
<p>Meu último pensamento do dia com relação à isso:<br />
Eu queria mesmo, era uma mulher nova, linda e apaixonante, apaixonada por mim também, of course. E o detalhe sórdido: de preferência rica, que me proporcionasse certos confortos que não venho tendo. Do you believe this? Acredite, eu pensei assim. Mas afinal, a quantidade de mulheres que ficam com um cara pelos mesmos motivos é absurda, e elas não são, em sua maioria, chamadas de prostitutas, or something. Porque me chamariam de cafetão, ou gigolô? Claro que no meio disso, muito carinho, compreensão do momento em que vivo, e uma boa dose de fantasia. Sempre a fantasia.</p>
<p>That&#8217;s me&#8230; in this shit life..<br />
Me julgar? Go ahead, man&#8230; take the line.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nostalgia . Infância e adolescência, época da inocência</title>
		<link>http://www.ericcoutinho.blog.br/2009/11/nostalgia-infancia-adolescencia-epoca-inocencia/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 18:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dreaming]]></category>
		<category><![CDATA[Inside]]></category>
		<category><![CDATA[Outdoor]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinto-me bem hoje, sei lá porque; mas o porque nem me interessa.
O calor continua grande e estou sentado na cama, com o ventilador em cima, de frente pra janela que deixa passar o sol das 2 e meia da tarde, mesmo sendo já 3 e meia no relógio. Acabo de tomar um banho, e um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_96" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-96" title="blog_eric_coutinho_infancia_adolescencia_nostalgia_inocencia" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/11/blog_eric_coutinho_infancia_adolescencia_nostalgia_inocencia.jpg" alt="blog_eric_coutinho_infancia_adolescencia_nostalgia_inocencia" width="350" height="232" /><p class="wp-caption-text">Foto tirada de vitroleiros.org e lovemaltine.com.br</p></div>
<p>Sinto-me bem hoje, sei lá porque; mas o porque nem me interessa.</p>
<p>O calor continua grande e estou sentado na cama, com o ventilador em cima, de frente pra janela que deixa passar o sol das 2 e meia da tarde, mesmo sendo já 3 e meia no relógio. Acabo de tomar um banho, e um sorvete. <strong>O clima, as cores, o silêncio, e um algo mais indefinível, me faz voltar ao tempo de final da infância</strong>, início da adolescência. Por volta de 1988, nos meus 11, 12 anos; época de férias do colégio, <strong>época em que a vida, era somente viver</strong>.</p>
<p>Em alguma rua da Tijuca, <strong>éramos uma molecada que vivia na rua, despreocupada, sem grades ou muros</strong>. Entrávamos em todos os prédios, antes da portaria, e cada um tinha uma coisa que agradava&#8230; um banco na sombra, uma ladeira pra escorregar na chuva&#8230; uma entrada de garagem aberta, com chão de pedras vermelhas, onde nos molhávamos e deitávamos, ali no sol quente, muitas vezes sem nada dizer, cada um pensando em quase nada, ou em alguma coisa pouco preocupante&#8230; Apenas vivendo.</p>
<p>Tinha época pra tudo. Pro futebol entre os carros ou algum playground; pro jogo de taco, de botão, polícia e ladrão, videogame na casa do amigo, festinhas americanas, flipperama, comprar sacolé na vizinha, ir beber guaraná em garrafa de cerveja no armazém da rua ao lado&#8230;</p>
<p>Antes do cair da noite íamos pra casa, tomar banho, ficar um pouco com nossas famílias, jantar. À noite éramos um pouco menos moleques, vestíamo-nos um pouco melhor e descíamos cheirosos, de banho tomado. <strong>A maioria das meninas da rua só desciam à noite, e gostavam, como eu, das conversas e fofoquinhas à luz de algum spot entre as plantas de um prédio</strong>; e cada menino, mesmo que ninguém soubesse, tinha a sua &#8220;princesa&#8221; a esperar &#8211; <em>&#8220;Será que la vai descer hoje?&#8221;</em>&#8230;</p>
<p>Houve um período nessa época, em que eu ficava entre 3 meninas mais velhas, eu com 12 e elas com 17, talvez 18. Ficava entre abraços, carícias e pedidos de namoro de mentira&#8230; eu era novinho, bonito, sensível; diferente da maioria dos moleques (hoje talvez chamassem-nas de pedófilas, ou algo sim. Vai saber?&#8230; os tempos são outros). Algumas outras vezes, conversava sozinho com uma ou duas delas, me contavam segredos, me faziam carinho, enchendo de inveja o resto da molecada, que depois me sacaneava. hahaha</p>
<p><strong>Eram bons tempos. As preocupações eram mínimas e as delícias, variadas&#8230;<br />
</strong>Hoje não vejo isso. <strong>Não temos fotos dessa época de câmeras de filme</strong>, quando celular era luxo do carro do Magnum. <strong>Hoje, a molecada tira fotos de seus momentos mais felizes, sem notarem que o são, mas não têm a mesma liberdade que tínhamos ali, naquela pátria de meninos e meninas felizes ou quase; naquele mundo que cada vez se vai mais distante no tempo e na lembrança</strong>&#8230; Vi coisa parecida nas fotos de uma menina que conheço da internet, com seus 15, 16 anos, mas não no Rio, em Curitiba; e é coisa parecida apenas, nem perto do que vivíamos.</p>
<p><strong>O mundo ainda não nos cobrava grande coisa, nada de grandes pressões. Não tínhamos que ser nem ter muita coisa, apenas viver</strong>. Ninguém ali tinha falido, se separado, perdido o trabalho, ou estava lutando pra pagar uma academia, ou um curso. Ninguém ali abusava ou havia abusado de drogas, nem tão pouco tinham problemas mentais a se confrontar.</p>
<p><strong>Éramos quase livres, quase inteiros.<br />
Éramos o início&#8230; dos dias de hoje.<br />
</strong>Onde foi que nos perdemos, ou deixamos nos perder?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Inferno astral: Acreditar, respirar, esperar</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 00:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fucking Crazy]]></category>
		<category><![CDATA[Indoor]]></category>
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		<description><![CDATA[Acordo num calor infernal, com os músculos dos ombros, pescoço e costas travados, doendo. Algum movimento involuntário de pressão faz com que maxilares, ouvidos e parte da cabeça, passem por um dor de latência, constante. O colchão cheio de valas, onde meu corpo fica torto, sem lençól há dias, sofrendo com o suor e os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acordo num calor infernal, com os músculos dos ombros, pescoço e costas travados, doendo. Algum movimento involuntário de pressão faz com que maxilares, ouvidos e parte da cabeça, passem por um dor de latência, constante. O colchão cheio de valas, onde meu corpo fica torto, sem lençól há dias, sofrendo com o suor e os &#8220;banhos&#8221;, chuveiradas rápidas pra refrescar. Imagens entre-cortadas, em rápidos flashes impossíveis de reter, fazem com que eu não consiga ficar muito tempo com os olhos fechados. Movimentos musculares involuntários me dão pistas do estado de meu corpo e mente &#8211; meu corpo indicando que a mente está mais adoecida do que o suportável.</p>
<p>Preciso comer alguma coisa, mas não consigo. Preciso&#8230; Logo virá o enjôo, a tontura. Como alguns biscoitos água e sal, e tomo uns comprimidos de aminoácidos com água gelada, pra tentar fugir de uma anemia, ou inanição. Observo as valas fundas ao redor dos ossos&#8230; quanto emagreci nos últimos 2 meses? 6 kilos? No mínimo.</p>
<p>Coloco um miojo pra cozinhar, miojo é fácil de comer. Enquanto isso, mais uma chuveirada pra iminuir o bafo quente que sopra sem pena&#8230; que frio. Apesar do calor infernal, após as chuveiradas sinto muito frio. Até conseguir trazer o miojo no prato pro quarto, levantei e tive que voltar pra cama 3 vezes, com medo de apagar no meio da cozinha, ou do caminho. Duas garfadas no miojo, e um enjôo horrível não deixa eu mastigar. O enjôo vem com tonturas, depois calafrios, mãos, pernas e parte da face adormecem &#8211; impossível me mexer, só esperar passar.</p>
<p>Alguns biscoitos água e sal, meio copo de sustagem, e comprimidos &#8211; pra dor muscular, pra dores de cabeça. Percebi que não ficaria em pé por muito tempo, que não conseguiria sair dessa sozinho&#8230; ligo pra ex que mora pertinho, preciso de ajuda. Minha Mãe chega um tempo depois e estou no quarto dela, no ar-condicionado, me sentindo um pouco melhor. Adormeço&#8230; e enquanto acordo por vezes, entendo que minha mãe está no meu quarto, limpando o absurdo chiqueiro que vem se formando por aqui; e que eu não conseguia me mexer pra limpar.</p>
<p>Acordei melhor das dores, da solidão, e do sentimento de total desamparo. Consegui, sem explicações, comer algumas batatas cozidas com ovos. Pedimos uma pizza e sorvete &#8211; é preciso aproveitar tais momentos. Me senti ótimo, após comer alguns pedaços da pizza e não sentir minha garganta e estômago bloqueados. Vou aproveitar e comer feito um animal&#8230; 6 pedaços de pizza, um pote grande de sorvete; e vontade de comer mais. Amanhã quem sabe, seja mais fácil manter longe a fome e os enjôos, a tontura e as dormências.</p>
<p>No meio desse turbilhão, que parece não ter fim, as várias coisas que penso precisar fazer ou decidir me atormentam, e fazem eu ficar ainda mais distante de uma vida minimamente normal. Sem frescuras&#8230; dor muscular, remédio contra. Dor de cabeça, remédio contra. Maxilares e ombros trancados, remédio contra. Esperando o dia em que isso tudo vai passar, pelo menos minimizar, e me dar condições reais de tomar decisões, colocar ação em minha vida novamente.</p>
<p>Algumas curtas crises de choro indicam que não estou mais naquele estado vegetativo de nada sentir. Qualquer mudança nesse sentido é boa. O choro indica que sinto algo, que sou humano ainda.</p>
<p>Tenho vivido assim, ou em variações disso, há mais de 8 meses seguidos, e estou aguentando.<br />
Uma trégua, um texto&#8230; talvez pinte um pouco daqui há pouco. Sem cobranças&#8230; o tempo existe, mas não pode dominar minha mente, já adoecida.</p>
<p>Sinto que coisas fora de controle vêm se avolumando nos últimos 2 anos e meio mais ou menos, período em que tive curtas calmarias. Que mente aguenta isso? A minha, pelo visto&#8230; Propósito? Não sei, apenas respirando, respirando. Não saio daqui tão fácil. E sei, ou espero, que exista algum sentido em viver tudo isso. Espero.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>The Portraits . Bruna Calheiros (Baunilha) . Wow series?</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 16:33:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dreaming]]></category>
		<category><![CDATA[Fucking Crazy]]></category>
		<category><![CDATA[Indoor]]></category>
		<category><![CDATA[Inside]]></category>
		<category><![CDATA[Mea Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Meu zóio]]></category>

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		<description><![CDATA[The Portraits é meu trabalho de pintura digital, que vêm se arrastando desde 2005. Chegou a ganhar nome, projeto, perspectiva de séries&#8230; mas de fato nunca passou de pinturas isoladas em momentos esporádicos desde aí. Nunca encarei realmente como um trabalho, que tem prazo, hora, que deve ser feito. Aliás, como nunca encaro absolutamente nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a title="(histórico The Portraits - link externo em nova janela" href="http://www.theportraits.org" target="_blank">The Portraits</a></strong> é meu trabalho de pintura digital, que vêm se arrastando desde 2005. Chegou a ganhar nome, projeto, perspectiva de séries&#8230; mas de fato nunca passou de pinturas isoladas em momentos esporádicos desde aí. Nunca encarei realmente como um trabalho, que tem prazo, hora, que deve ser feito. Aliás, como nunca encaro absolutamente nada em minha vida. <strong>Sábio avô eu tenho que diz: <em>&#8220;Trabalho nenhum presta&#8221;</em></strong>. Quando se trabalha no que gosta, e se sustenta com isso é bom - já experimentei. Mas sempre tem um ponto onde vira realmente trabalho, e aí fica tudo uma merda&#8230; whatever.</p>
<p><img class="size-full wp-image-85 alignnone" title="bruna_calheiros_baunilha_dalaran_warcraft_the_portraits" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/11/bruna_calheiros_baunilha_dalaran_warcraft_the_portraits.jpg" alt="bruna_calheiros_baunilha_dalaran_warcraft_the_portraits" width="565" height="332" /></p>
<blockquote><p><span style="color: #888888;"><em>Quase finalizada a pré-pintura, que inclui seleção e recorte das imagens, alterações nas cores e ajustes de luz. Ainda há o último passo pré-pintura, que já utiliza o &#8220;pincél&#8221;, mas apenas pra suavizar os pixels para utilizá-los como tinta.</em></span></p></blockquote>
<p>Sempre havia usado imagens de meninas que encontrava pelo Orkut. Agora em 2009, fiz pedidos (convites) à <a href="http://www.ericcoutinho.blog.br/2009/09/eu-midias-sociais-twitter-orkut-facebook-vida-social/">meninas que encontrei pelos blogs e twitters da vida</a>. E sempre como background as paisagens urbanas, fotos minhas. Havia convidado várias meninas novamente, pego fotos e etc, e de repente perdi o &#8220;tesão&#8221;, parei, não mexi mais; estava com dificuldade até mesmo de conseguir backgrounds que me agradassem realmente. Até que, dia desses, na <strong>minha rotina de dormir, fumar, beber café e jogar Wow</strong>, pensei em porque não usar as lindas imagens dos lugares deste game. <strong>Eita, que nerdice, né? Foda-se, é minha vida mesmo</strong>, e esses trabalhos se relacionam diretamente com a maneira como vejo, estou vendo ou vivendo a vida; são minhas fantasias, e neste ponto, a fantasia do lore de <a href="http://www.ericcoutinho.blog.br/2009/09/abstinencia-de-world-of-warcraft-wow-karma-jogos-online/">warcraft</a> faz parte do que vivo agora &#8211; minha fuga preferida, hoje.</p>
<p>Aí começou a dar vontade de pintar de novo, e como havia já iniciado as edições de uma foto da <strong><a title="Um dos blogs da Bruna, Smelly Cat (em nova janela)" href="http://www.smellycat.com.br/" target="_blank">Baunilha</a> (Bruna Calheiros)</strong>, fui procurar ingame um lugar que combinasse, não com ela (não a conheço), mas como eu a vejo ali, naquela foto específica. Encontrei Darnassus, mas depois achei que ela ficaria melhor <strong>em Dalaran, como uma espécie de princesa ou nobre daquela cidade mística</strong>.</p>
<p>Acho que recomeço a pintar, mas há dias que olho pra tablet aqui do meu lado, com um monte de bagulho em cima, imunda de poeira e cinzas de cigarro &#8211; preguiça de tudo. Talvez uma hora crie coragem de me mexer um pouco além do que me mexo pra usar o pc ou me movimentar pra cama, o banheiro ou a cozinha e recomece de fato, não fique só no pensamento.</p>
<p>Ando &#8220;fotografando&#8221; diversos lugares ingame, e pensando nas outras meninas convidadas. Talvez surja aí, uma nova série inacabada (<strong>Wow Series?</strong>). Enfim, não tô muito inspirado pra escrever, muito inspirado pra nada. Preguiça de pensar, de comer, de sair de casa, de viver&#8230; fica aí um texto esquisito e embolado, como meus pensamentos, apenas porque queria compartilhar essa &#8220;nova&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Abstinência de World of Warcraft (WoW) . Meu karma nos jogos online</title>
		<link>http://www.ericcoutinho.blog.br/2009/09/abstinencia-de-world-of-warcraft-wow-karma-jogos-online/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 16:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fucking Crazy]]></category>
		<category><![CDATA[Mea Culpa]]></category>

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		<description><![CDATA[Há dias tento lidar com a obsessão de começar a jogar WoW novamente. Pra maioria das &#8220;pessoas normais&#8221; ou na maioria dos &#8220;jogos normais&#8221;, isso poderia soar bem estranho, exagerado, talvez. Alguns, principalmente aqueles que nunca jogaram World of Warcraft por tempo suficiente, vão ler isso aqui e continuar achando exagerado, mas&#8230; não importa se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-59" title="blog_eric_coutinho_world_of_warcraft_wow_jogos_online_games" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/09/blog_eric_coutinho_world_of_warcraft_wow_jogos_online_games.jpg" alt="blog_eric_coutinho_world_of_warcraft_wow_jogos_online_games" width="250" height="182" />Há dias tento lidar com a obsessão de começar a jogar <strong>WoW</strong> novamente. Pra maioria das &#8220;pessoas normais&#8221; ou na maioria dos &#8220;jogos normais&#8221;, isso poderia soar bem estranho, exagerado, talvez. Alguns, principalmente aqueles que nunca jogaram <strong>World of Warcraft</strong> por tempo suficiente, vão ler isso aqui e continuar achando exagerado, mas&#8230; não importa se sou eu ou o jogo, ou ambos. O fato é que estou louco pra jogar novamente, mas vou tentar manter isso longe de mim de qualquer maneira.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>O texto vai ser cheio de termos do jogo, mas não vou me dar<br />
ao trabalho de explicá-los, nem colocá-los entre aspas.</em></p></blockquote>
<p>No início de 2008, soube de um servidor privado só para amigos de uns conhecidos meus. Achei uma bobagem, os gráficos ruins, mas instalei e comecei a jogar. Upei um mage até o level 46, o que durou uns dois meses de diversão num momento difícil pra mim. Jogávamos juntos e isso foi bom naquela época. Depois enjoei.</p>
<p>Em março deste ano, resolvi jogar novamente e soube que aquele private server não estava mais funcionando. Então procurei outro <span style="text-decoration: line-through;">servidor pirata</span> private server pra jogar, e achei um dos, senão o maior do Brasil, com milhares de jogadores (hoje com cerca de 1500 players online simultâneamente). Comecei a upar, novamente um mage, bem devagar. Demorei um mês e meio pra chegar ao level máximo da expansão <strong>Burning Crusade</strong> e aí sim entendi quando dizem:<strong> </strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em><strong>O jogo só começa depois de chegar ao level 70</strong>.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;">O jogo começa, e a compulsão também. </p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Depois do level 70, as tarefas a realizar e objetivos a alcançar se multiplicam. Quanto mais objetivos você alcança, novos objetivos surgem, num ciclo interminável. Seu personagem, ou char (e ítens relacionados), acaba sendo uma longa construção, que você estima como a um bichinho de estimação, ou um super gadget que demorou meses pra comprar</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Há também toda uma questão de reputação, entre os contatos que acabam sendo feitos, seja em <strong>Battlegrounds</strong> ou <strong>Instances</strong> e <strong>Dungeons</strong>. Você passa a conhecer os lugares, e as pessoas que caminham por ali, com seus chars, passa a ver e ser visto, convidar e ser convidado. À medida que progride vai ficando mais forte, menos vulnerável, mais importante naquele mundinho.</p>
<p><img class="size-full wp-image-62 alignleft" title="blog_eric_coutinho_wow_fly_mount_nagrand" src="http://www.ericcoutinho.blog.br/wp-content/uploads/2009/09/blog_eric_coutinho_wow_fly_mount_nagrand.jpg" alt="blog_eric_coutinho_wow_fly_mount_nagrand" width="300" height="210" />Em julho, depois de jogar enlouquecidamente por quase 4 meses, estava prestes a ser internado, não por conta disso, mas sabia que na depressão profunda em que eu estava, jogar era uma ótima fuga do mundo real.</p>
<p><strong>Então decidi o impensável pra qualquer player de WoW: Deletar meu char no servidor.</strong></p>
<p>O que isso significa? Que seu bichinho de estimação, seu gadget predileto, vai pra vala, pro limbo, desaparecer por completo, sem chance de retorno. Num lampejo de sanidade, deletei.</p>
<p>Voltando da internação, um mês depois, decidi alongar essa distância, desintalando o jogo e deletando os arquivos de instalação do Pc. Afinal, eu ainda poderia começar outro char do zero&#8230; Mas nos últimos dias, principalmente depois de saber que minha <span style="text-decoration: line-through;">namorada</span> ex-namorada ainda joga de vez em quando, e que instalaram a nova expansão no server, <strong>The Wrath of The Lich King</strong>, ando pensando obsessivamente em reinstalar. Lembrei que tinha 2 DVDs com os arquivos de instalação, e outro dia desses passei a faca nos dois e joguei no lixo. Mas ainda assim, a obsessão continua.</p>
<p>Se eu quiser jogar agora, terei que baixar cerca de 12Gb de arquivos pela internet, entre expansões e patches infindáveis &#8211; uma tortura pra baixar, e instalar. Depois desse calvário, ainda teria que começar um personagem do zero, que é um saco pra quem já jogava em outro nível. E com a nova expansão o level máximo chega a 80, sendo que, mesmo no level máximo, a distância entre um player e outro pode ser absurda, de acordo com os equipamentos que vão conquistando através de <strong>BGs</strong>, <strong>Instances</strong>, <strong>Quests</strong>, etc. Ou seja, pra ter um char como era o meu, põe aí pelo menos dois meses jogando direto, e esquecendo da vida real.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>O termo &#8220;no-life&#8221;, atribuído à jogadores compulsivos de WoW é perfeito</strong>.</p>
</blockquote>
<p> </p>
<p>No fundo, eu sei que se eu começar não paro mais, fico obsessivo, nolife total.<br />
Mas ainda assim eu tento me enganar, com pensamentos do tipo:</p>
<p> </p>
<blockquote><p><em><strong>&#8220;Dessa vez eu consigo controlar&#8221;</strong></em></p></blockquote>
<blockquote><p><em><strong>&#8220;Só duas horinhas por dia.&#8221;</strong></em></p></blockquote>
<blockquote><p><em><strong>&#8220;Se ficar obsessivo eu deleto tudo de novo.&#8221;</strong></em></p></blockquote>
<blockquote><p><em><strong>&#8220;Se eu não disser quem eu sou, criar um outro nome e não entrar em contato com ninguém que conhecia, fica mais fácil&#8230;&#8221;</strong></em></p></blockquote>
<p> </p>
<p>Tudo conversa fiada.<br />
<strong>Maldiiiiiiita Blizzard!!! </strong>hehuhauhuhaa</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="color: #ffffff;">.</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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