<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;C0ICQnszeip7ImA9WxJWGU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360</id><updated>2009-06-24T20:46:03.582-07:00</updated><title>Escritos por Escrever</title><subtitle type="html">"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar.
Por essa razão escrevo."

(Caio Fernando Abreu)</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><link rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/EscritosPorEscrever" type="application/atom+xml" /><entry gd:etag="W/&quot;CUcCQXY6eyp7ImA9WxJQGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-6385296686855590360</id><published>2009-05-31T22:09:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T22:11:00.813-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-31T22:11:00.813-07:00</app:edited><title>Que posso fazer se minha vida tem mais primaveras que outonos?</title><content type="html">Não fui eu quem escolheu, mas foi assim que cresci e é assim que vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumei-me a ver mais flores nascerem do que morrerem, espirrar mais devido ao pólen do que por resfriado, usar mais camisetas do que casacos. E prefiro tênis a sapatos. Nada demais, um simples All Star, calça jeans e camiseta branca já me deixam confortável, com sensação de estar adequadamente vestido para viver minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também vivi mais verões que invernos, mas isto não é o importante, é apenas conseqüência. Não que eu não goste de verões, assim como nada tenho contra outonos e invernos, mas apenas vejo-o como conseqüência da primavera, como o marco do apogeu da mesma. Três meses comemorando-a, celebrando a vida que ela nos trouxe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais fria que seja, primavera é sempre primavera. Por mais diferente que seja, é onde me sinto bem, me sinto em casa, em qualquer lugar do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente da lua, que prefiro quando cheia, nas estações prefiro a crescente, a que leva ao sol. Na lua, o quarto crescente me dá uma sensação de angústia, de ansiedade. Fico com a sensação de algo incompleto, definitivamente não gosto. Primavera, pra mim, só a do sol, a da lua não me conforta. Nela prefiro as outras estações, as outras fases, até a nova, como hoje, me deixa melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de tudo de belo que pode existir na primavera, do que mais gosto é de lembrar como tudo estava quando ela começou e ver como ela age, como ela muda tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar que, mais do que bela, ela é prenúncio de nova vida. No meio do inverno, tudo frio e morto, nada melhor do que lembrar da primavera, lembrar que ela virá, com toda certeza, e terminará com o gelo, com a sequidão e nova vida nascerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim é, e assim é que se tem alegria, mesmo no inverno, mesmo em tempos sem sol, pois sabemos que a primavera virá, que a lua será cheia. E assim a vivemos, cada dia com toda energia possível, pois também sabemos que novo outono virá, e a lua minguará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que posso fazer se minha vida tem mais primaveras que outonos? Vivê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(English version: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://wordsbytheworld.blogspot.com/2009/05/what-can-i-do-if-my-life-has-more.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://wordsbytheworld.blogspot.com/2009/05/what-can-i-do-if-my-life-has-more.html&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-6385296686855590360?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/6385296686855590360/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=6385296686855590360" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/6385296686855590360?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/6385296686855590360?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/xOUHFjAAlOs/que-posso-fazer-se-minha-vida-tem-mais.html" title="Que posso fazer se minha vida tem mais primaveras que outonos?" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2009/05/que-posso-fazer-se-minha-vida-tem-mais.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMNSX86eyp7ImA9WxJQFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-6659986319926328423</id><published>2009-05-29T21:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T08:14:58.113-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-05-30T08:14:58.113-07:00</app:edited><title>Dia cinza em Minneapolis.</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de estarmos quase no verão, hoje a temperatura não passou dos 15ºC. Às vezes garoava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Uptown, um senhor me pediu dinheiro. Foi o primeiro, hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me pediram dinheiro em vários lugares, de várias formas. Diferente do Brasil, só na aparência. Aqui se vestem melhor, mas pedem dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois estudantes, pelo menos pareciam ser, em pleno campus da Universidade de Minnesota me pediram dinheiro na semana passada. Achei que fosse brincadeira, mas não era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco muda no mundo daqui em relação ao que já conhecia. Negros e imigrantes de países pobres, latinos e asiáticos, fazem o serviço pesado. Isto pode explicar a simpatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da dor e da delícia de se ser o que é, de se estar onde se está, passei o dia lembrando de uma amiga que faz aniversário hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estas horas devem estar tomando uma cerveja. Devem estar no Mercatto. Nem o cheiro de cigarro me incomodaria. Sim, já devem ter fumado muito. Devem estar bêbadas e falando alto. E mais um cigarro. E mais uma cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui a cerveja é boa, acho que melhor que a do Brasil, mas tenho preferido tomar vinho branco. Sozinho, com o frio, só me apetece chá, por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometem que o calor chegará, mas ainda tenho dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bar, devem estar criando problema para colocar uma cadeira a mais na mesa, que já deve estar lotada, mas as meninas do Mercatto dão um jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brindo com meu chá, querendo, por alguns momentos, trocar a primavera de Minneapolis pelo outono de Porto Alegre. Aqui as ruas estão lindas, coloridas pelas inúmeras árvores e plantas. Várias cores que se alteram diariamente. Difícil de imaginar, só mesmo vendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tenho saudades da rua da República, com seu verde único. Algo me diz que o verde da Redenção não é mais belo, mas é mais profundo que o verde daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da dor e da delícia de se ser o que é, de se estar onde se está, comecei um novo módulo hoje. Novos professores, novos colegas, antigos professores e colegas também. Como a vida, sempre com novidade, sempre com um pouco do mesmo, para nos acostumarmos, para o aconchego da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem joguei futebol, depois de anos. Muito bom. Definitivamente, tenho me sentido mais livre, mais solto e mais novo, como há tempos. Muita energia, muita vida, muita alegria, mais do que imaginava, mais do que queria, mais do que sonhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais alguém deve ter chegado, mais uma cerveja. O tom de voz deve estar muito alto. Só para me maltratar, sei que já devem ter recitado Vinícius. Aqui não tem Vinicius, nem Drummond, nem Quintana, mas ainda encontrarei outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz frio, daqueles que só amigos esquentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendo muita gente, não entendo muitas ações e reações de muitas pessoas. Não sei se devo entender, não sei se preciso entender. Sei de mim, do que eu gosto, do que me faz bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo pra mim mesmo não pensar nas reações que meus carinhos e amores podem gerar. Isto não cabe a mim. Se não me entendem, ou se me recebem diferente do que esperava, não tenho nada a fazer. Só me preocupo em não me endurecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente com a próxima cerveja virá mais um maço, ou dois. Sei que o que falam não vem da bebedeira, vem de dentro, a cerveja só ajudar a pintar o quadro, a mostrar a beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso parabéns é diferente, não é repetitivo. Outro dia falo disso, não nesta data querida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(English version: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://wordsbytheworld.blogspot.com/2009/05/grey-day-in-minneapolis.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://wordsbytheworld.blogspot.com/2009/05/grey-day-in-minneapolis.html&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-6659986319926328423?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/6659986319926328423/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=6659986319926328423" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/6659986319926328423?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/6659986319926328423?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/HpY4jSzI2Wc/dia-cinza-em-minneapolis.html" title="Dia cinza em Minneapolis." /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2009/05/dia-cinza-em-minneapolis.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUYBR3w4eCp7ImA9WxVUGEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-3421001717095164466</id><published>2009-03-23T18:08:00.001-07:00</published><updated>2009-03-23T18:12:36.230-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-23T18:12:36.230-07:00</app:edited><title>Só Uma Explicação</title><content type="html">&lt;p class="MsoNormal"&gt;Para te escrever o verso mais bonito, percorri todos os caminhos por que passei, juntei todas as palavras que encontrei perdidas, mas só formaram tristeza.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Andei pelos caminhos que tu passaste, por todos e juntei as que deixaste. Algumas penduradas em varal, ainda pingando o amor que sobraram sobre elas sem ser usado, desperdiçado, secando ao sol. Só desilusão. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não havia nem no meu nem no teu caminho palavras que pudesse usar. Nenhuma das que vi me trouxeram alegria. Nos nossos passados, pouco vi, só desperdício, palavras amáveis plantadas sob pedra, desejos quarando no quintal.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Para te escrever não encontrei palavras. Terei que escrever com as nunca ditas, com as que não usamos ainda, com as que diremos. Nossa poesia nascerá amanhã, ontem não havia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje só te escrevo esta prosa, quase desculpa, explicação pelo que ainda não existiu, pelo que não vivemos. Amor, só amanhã.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-3421001717095164466?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/3421001717095164466/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=3421001717095164466" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/3421001717095164466?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/3421001717095164466?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/f4IUJdttfvk/so-uma-explicacao.html" title="Só Uma Explicação" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2009/03/so-uma-explicacao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak8FSHc7eSp7ImA9WxVWGE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-1492630551299364622</id><published>2009-02-28T05:46:00.001-08:00</published><updated>2009-02-28T05:46:59.901-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-28T05:46:59.901-08:00</app:edited><title>O Palhaço Nu</title><content type="html">O palhaço perdeu o nariz e se sentiu nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ali, sozinho, no centro do palco, luzes nele, quando se viu assim: nu, sem o nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca a platéia fora tão grande, nunca tantos olhares se dirigiram para ele. E ele ali, nu, e a platéia e as luzes e o palco enorme à sua volta. E ele, centro da vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E riam e todos riam e riam muito. E ele não achava graça alguma. Só vergonha e constrangimento. E riam às gargalhadas dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto maior seu constrangimento, quando maior sua vergonha, mais riam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele só fazia esconder seu nariz com as mãos, como Adão. E se sentia tão nu, ali no centro, mãos cruzadas sobre o nariz, que se viu trançando as pernas, encolhido: algo além do sexo estava exposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ali, totalmente desnudo e, em troca, recebia risos, os risos que ele nunca quisera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sem saber como sair daquela situação, viu uma criança escapar da platéia, correr ao seu encontro e lhe pular nos braços. E foi obrigado a tirar as mãos do rosto, para que a menina não caísse e, assim, lhe pegou no colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o olhou bem dentro dos olhos e sorriu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sr. Palhaço, o senhor não precisa ter vergonha. Nós te amamos além do nariz. Não é ele que te faz palhaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu, meio desapontado, constrangido, sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela subiu as mãozinhas até seu nariz, para lhe tapar. Suas mãos formaram uma conchinha sobre ele. Bem redondinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois lhe olhou novamente e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas mãos eras vermelhas, brilhantes, seus olhos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Palhaço, vai, ria, faça com que riam contigo, da tua arte e nunca mais de ti, da tua vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto falava, ela foi sumindo. Restaram suas mãozinhas vermelhas, restaram seus olhinhos, sempre à sua frente. Sempre que hesitava, os olhinhos da menina anjo estavam ali, sorrindo, incentivando, lembrando que ele devia seguir adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o palhaço sorriu e riu e gargalhou. E foi tanta alegria, que toda platéia chorou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-1492630551299364622?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/1492630551299364622/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=1492630551299364622" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/1492630551299364622?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/1492630551299364622?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/M7AWG4UYiBk/o-palhaco-nu.html" title="O Palhaço Nu" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2009/02/o-palhaco-nu.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0cCQXg9fip7ImA9WxVXEk8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-5038824782473398600</id><published>2009-02-09T17:19:00.001-08:00</published><updated>2009-02-09T17:24:20.666-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-09T17:24:20.666-08:00</app:edited><title>Diálogo da Criação</title><content type="html">- E então, Senhor, nada ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada, mais um que morreu de velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu já lhe disse... isso não vai dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu não entendo. É tão simples: é só ir lá e comer, mas eles não comem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, por favor, pare de ser ingênuo. Já estou cansado desta história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que eu posso fazer mais? Chamo-os aqui e digo para se sentarem e comerem que eles serão heróis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Senhor já fez isso. Gastou toda a série AA e eles só ficaram observando. Na série AB, colocou uma ajudante e nada. Na série AC, começou a mandá-los comer e nem assim. Quem sabe agora, na série AD, o Senhor os proíbe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não adiantará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque não, oras. Eles me obedecerão. Como toda natureza, eles me obedecerão. Que inferno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas por que não obedeceram antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei. Ficavam pululando, felizes, como gazelas, se jogavam nos rios, brincavam com os outros animais e se esqueciam. E olha que fiz de tudo. Coloquei até em pacotes bonitos, fiz barras de chocolate, quindim, brigadeiro e nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, andei pensando no seu caso. Se quiser, posso lhe ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, por Deus, preciso de ajuda, sim. Estou desesperado. Não sei mais o que fazer. Acho que a humanidade nunca existirá. Definitivamente, errei no meu projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, Senhor. Desesperado aqui estou eu, que já contratei milhares de anjos e demônios e nada da tal raça humana surgir. Cadê as tais cidades, as intrigas, os amores, as traições? Cadê a tal civilização que me prometeste? Cadê? Não consigo imaginar como será isso: todos iguais e com vergonha um do outro. Cada um pensando que é melhor ou pior do que seu igual, mesmo sabendo que não são. Não vejo como será possível. E aquela outra história, então, que quererão ter coisas. Como se pudessem realmente ser donos de algo e julgarão isto importante, mesmo tendo consciência de que morrerão. Acho isto impossível, estou pagando para ver, Senhor. Um morrendo do lado do outro, e o outro sem fazer nada e imaginando, sei lá como, que isto nunca lhes passará e se considerarão inteligentes, racionais. Senhor, francamente, este seu projeto nasceu morto. Mas, mesmo assim, estou disposto a lhe ajudar, quero ver essa tal humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já lhe disse, confie em mim. Meu projeto é perfeito. Depois que comerem do doce, tudo começará. Só não imaginei que seria tão difícil assim fazê-los comer do tal doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas também, o Senhor cria um bicho tão burro para o que o projeto funcione, ai fica difícil... mas darei um jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Senhor promete me obedecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se eles comerem o doce...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai me obedecer e seguir minhas instruções? Todas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles vão comer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai ou não vai me obedecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que diabo! Obedecerei. Pronto, está feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então vamos lá. Primeiro, pare com esta história de doce, de chocolate, de coisas boas e apetitosas. Este bicho é burro, coloca isto na sua cabeça. Ele aprendeu que tem que comer frutas, então só comerá frutas. Faça uma fruta para ele comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas já fiz isso, na série AA ainda, não lembra? Fiz uma maçã, uma banana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, tem que ser uma fruta diferente. Para que ele vai querer uma maçã, ou banana, se está cheio delas por ai? Faça uma fruta diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fruta diferente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Como são uns idiotas, chame-a de Fruta do Conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não gostei! Fruta do Conhecimento... esta fruta não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que não existe, mas é justamente por isso, para ser novidade, diferente... faz uma fruta bem bonita, vistosa, redondinha, vermelha, quem sabe... e coloque um nome assim, bem comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hummm, bem comercial... que tal Fruto do Conhecimento do Bem e do Mal, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do bem e do mal? Pra que isso? Que coisa ridícula!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, não sei também, mas me soou tão bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, deixa assim mesmo, pode ser esse nome ai. Então coloque numa árvore bem no meio do jardim, que é para facilitar, para esta anta achar. E lembre-se, o principal, proíba-os de comer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas e se eles me obedecerem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, deixa que estou terminando de dar uns retoques na série EV da fêmea. O Senhor já errou muito. Perdi a paciência. Sem essa de fazer uma fêmea só para procriar e ser parceira. Não, nada disso. Deixei-a muito mais inteligente e astuta que o macho. Tão inteligente que parecerá que obedece ao macho, quando, na verdade, é ela quem manda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério? Que diabólico isto! Adorei! Como foi que você fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isto é segredo. Não direi. Mas lhe prometo, essa fêmea não falhará como as demais. Se seus machos continuarem pasmados, ela tomará uma atitude. Aposto que não chegaremos à EV-B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho difícil. Já lhes prometi até que serão sagrados, heróis e reconhecidos eternamente pela coragem e por serem os fundadores da humanidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Não faça isso! Pare com essa história, já lhe disse. Prometa que serão malditos se o fizerem. Que será o maior pecado do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pecado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É algo que criaremos para quando quisermos que a pessoa se sinta culpada por algo que fez. Diremos que fez um pecado. Com o tempo, esta palavra ganhará tal força, que pessoas se matarão por causa dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério mesmo? Como você bola estas coisas divinas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, enquanto fica ai brincando com esse tal de homem que não funciona, eu fico pensando nas soluções, em como será e ai, sabe como é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cabeça vazia é oficina do diabo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Exatamente! Senhor, tive uma idéia melhor ainda, diga que eles morrerão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas e ai? Terei de matá-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, por favor, pelos céus, pare de ser ingênuo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas se eu mentir, como confiarão em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe, não é mentira, é só uma forma de dizer. Depois criamos igrejas que explicarão isto para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Igrejas? O que é isto? Mais uma de suas invenções diabólicas, aposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, mas deixe isso pra depois. Só usaremos se realmente for necessário, se a coisa ficar feia lá embaixo. Será lá, nas igrejas, que se criará a culpa, farão absurdos, distorcerão suas palavras, farão gato e sapato com as pessoas, e elas ainda se sentirão gratas e pagarão por isto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gostei! Só espero que não usem meu nome em vão... Você é genial mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viu... o Senhor sabe que está em boas mãos... Bem, vamos lá... coloque seu AD-A no jardim, que já já chego com minha EV-A. Ah, mais uma coisa, pare com essa história de chamá-los de homem e mulher. De macho e fêmea. Chame-os pelos nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nomes, que nomes? Eles não tem nomes. E pra que isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para se acharem importante, oras. Não quer que sejam diferentes dos demais, então, lhes dê um nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas que nome darei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hummm, deixa eu ver... que tal, aproveitar que os códigos deles são sonoros... e chamar o macho de ADA... não... não gostei, é meio feminino... ADÃO, ÃO, bem machão... acho que ele gostará. Enfatize bem o ÃO, quando pronunciar seu nome. E a fêmea... deixe-me ver... acho que pode ser EVA mesmo, é um bom nome e até é bom para chamar... EEEEVAAA... é, fica bom, não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está bom. Adão e Eva, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isto. Ah, já estava me esquecendo. Pare também com essa história de colocar animaizinhos bonitinhos para oferecer o doce, ou melhor, a fruta agora para eles. Aquela vez que aquele cachorrinho apareceu falando e eles saíram correndo de medo eu quase morri de rir. Além do que, vamos combinar, é ridículo, hein. Gatinho, ursinho, esquilinho... por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas se eu não colocar nada para chamá-los, como acharão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coloque então uma cobra, uma serpente, que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma serpente? Mas ai é que não chegarão nem perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer apostar? O Senhor não conhece a mulher que estou criando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem. Aposta feita. Fruta no lugar de doce, cobra no lugar de animais dóceis e ainda por cima, com proibição de comer. Ficaremos aqui uma eternidade até que algum deles se atreva a comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acredite em mim, Senhor. Deste casal não passará, estou confiante. Não precisará criar nem o AD-B e nem a EV-B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você quer apostar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se o Senhor seguir todas minhas dicas e este casal comer a fruta, poderei me divertir com eles também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, combinado. Promessa feita. Tudo em nome da humanidade, minha grande criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Podes comer de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque no dia em que dela comeres terás de morrer" (&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=9074917864734157360#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem, Senhor, gostei do jeito imponente que você usou para falar com eles. Ficaram até com medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Duvido que isto dará certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espera só um pouquinho... olha lá... a Eva conversando com a serpente... não lhe disse? Agora é só esperar o Adão e pronto. Tudo resolvido... vai lá agora e faz voz de bravo, dá uma bronca neles, joga eles na Terra e vamos comemorar, que a festa vai começar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=9074917864734157360#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Gênesis 2, 16-17&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-5038824782473398600?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/5038824782473398600/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=5038824782473398600" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/5038824782473398600?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/5038824782473398600?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/yZxxGlEoFEM/dialogo-da-criacao.html" title="Diálogo da Criação" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2009/02/dialogo-da-criacao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUUDSHo_eip7ImA9WxVQEUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-8342867854114112382</id><published>2009-01-28T16:00:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T16:01:19.442-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-01-28T16:01:19.442-08:00</app:edited><title>Benjamin Button</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti há pouco o filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Para quem não sabe do que se trata, é um “drama baseado no clássico conto homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald nos anos de 1920, que conta a história de Benjamin Button, um homem que nasce um bebê velho - na New Orleans de 1918, quando a Primeira Guerra está chegando ao fime - e misteriosamente começa a rejuvenescer” &lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=9074917864734157360#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto mesmo, simples assim, alguém que conta o tempo de trás para frente. Como prega um texto atribuído a Charles Chaplin e que rola aqui pela Internet. Alguém que nasce velho, com artrite, pele enrugada e, inexplicavelmente, rejuvenesce dia-a-dia, como envelhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, recomendo, podem ir assistir e não se assustem, quando virem que eles tem duas horas e quarenta e cinco minutos de duração. Passará rápido, muito rápido, como todo filme bom, posso garantir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não vim aqui só para fazer propaganda do filme, mas para falar do que pensei durante o mesmo, um pouco só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, não faz diferença, o tempo passa, é tudo muito rápido, o que faz de cada momento muito importante. Muito disso é dito e repetido por ai, mas parece que não acreditamos de verdade. Parece que não nos damos conta que aquele momento pode ser, se não o último, o único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais nos encontraremos no mesmo dia, na mesma idade, com a mesma oportunidade. Pessoas vêm e vão por inúmeros motivos e podemos não prestar atenção na importância delas hoje, agora, quando estão aqui, do nosso lado, ao nosso alcance, seja pelo telefone, e-mail, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vamos envelhecer ou remoçar, faz pouca diferença, o que importa é que vamos, sim, no tempo e no espaço. Quando se vê, já foi. A palavra mal dita, mal entendida, deixada assim, pode ser a última. A oportunidade e a disponibilidade também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem vezes que chegamos no último dia, tem vezes que chegamos um pouco depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica disso tudo? O que vale? Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, há um amor desencontrado e fiel, à sua maneira, às últimas conseqüências, mas não é nada do que vocês estão pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um carinho, um cuidado, e, por vezes, um simples aceitar, pois não há o que se fazer, é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e não esqueçam do lenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=9074917864734157360#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Fonte: ePipoca (http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=19351)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-8342867854114112382?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/8342867854114112382/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=8342867854114112382" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/8342867854114112382?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/8342867854114112382?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/xQeaTz58iAc/benjamin-button.html" title="Benjamin Button" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2009/01/benjamin-button.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUAMRno5eCp7ImA9WxRWFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-1585873221057565886</id><published>2008-11-01T08:36:00.001-07:00</published><updated>2008-11-01T08:36:27.420-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-11-01T08:36:27.420-07:00</app:edited><title>Doces ou Travessuras</title><content type="html">Só um pouco de curiosidades, para começar. Há duas hipóteses para a origem do nome Halloween: uma delas vem do inglês, pois “Hallowed” é uma palavra do Inglês antigo que significa “santo”, e “e’en”, também de origem inglesa, significa “noite”, então o significado é “Noite Santa” ou “All Hallows Eve”, “Noite de Todos os Santos”. A outra origem vem de hallowinas: nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que pesquisei, o Dia das Bruxas, como é chamado aqui no Brasil, assim como vários feriados e datas ‘cristãs’, tem origem há muitos séculos, nos costumes celtas e ‘pagãos’. Depois tentou-se uni-los a datas católicas na política ‘se não podemos ir contra, unamo-nos a eles’, pelos Papas Gregório III e Gregório IV, que mudaram do dia 13 de maio, para o dia 01 de novembro as comemorações do dia de todos os mártires, adaptando o nome para o mesmo provável nome pagão: Dia de Todos os Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando esta parte chata de lado, quero falar sobre a frase que é dita pelas crianças às portas das casas: Doces ou travessuras, como foi traduzido para o português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a questão, a ameaça. Você pode escolher entre dar doces e as crianças irem embora, para a próxima casa, ou deixá-las fazer as travessuras. Dizem que, no início, uma melhor tradução seria algo como: doce ou charada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, uma bruxa, uma fada, uma criança, enfim, bate à sua porta e você tem duas opções: se livrar dela, dando-lhe logo um doce, ou se expor e brincar com ela, ficar sujeito à travessura que ela queira fazer, ter que decifrar a charada que ela lhe propor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente do Dia das Bruxas, da crença ou não, da origem pagã ou cristã, pouco importa, a pergunta é: frente a um desafio, frente ao novo, ao desconhecido, o que você prefere: dar um doce, ou aceitar o desafio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo mal nenhum em dar um doce, até acredito que seja o que as crianças preferem, mas o convite é para as travessuras. Não pagar para se livrar, não fazer o óbvio, mas aceitar o novo e topar a travessura, seja ela qual for e brincar junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-1585873221057565886?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/1585873221057565886/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=1585873221057565886" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/1585873221057565886?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/1585873221057565886?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/JayYOW3cNaw/doces-ou-travessuras.html" title="Doces ou Travessuras" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/11/doces-ou-travessuras.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0AGSX04fSp7ImA9WxRQF04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-7775711650322430042</id><published>2008-10-11T08:41:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T08:42:08.335-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-10-11T08:42:08.335-07:00</app:edited><title>Ensaio sobre a cegueira</title><content type="html">&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“muita luz também provoca cegueira”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti a este filme nesta semana. Recomendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é do tipo de filme para se assistir com pipoca e coca-cola. É para se assistir em silêncio. Não é programa de família, filme para se ver com a namorada. É para se ver sozinho, mesmo que acompanhado. Cada um consigo mesmo. É filme para se ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, se possível, vale uma cerveja, um vinho, um chimarrão, café, o que for, para captar devagar o que foi visto, o que foi tocado. Por favor, quando assistirem, não saiam da sessão e comecem imediatamente a falar, explicar, tentar entender tudo o que foi visto. As duas horas podem ser poucas, para se absorver tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de história, início, meio e fim, não tem nada de mais, confesso. Não me surpreenderia se me dissessem que a acharam meio boba. E acho isto irrelevante, afinal é obviamente metafórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me tocou no filme não foi a história, a narrativa cronológica dos fatos, de forma objetiva, até porque é um tanto quanto inverossímil. O que me tocou foram as cenas, as ações, reações, pensamentos, instintos, alguns coletivos, o que aflora do filme, a cada momento. Há muito a se pensar, há muitos paralelos a serem feitos, há muito de nós, infelizmente, em cada um daqueles personagens, em cada uma daquelas ações, em cada um daqueles instintos, preconceitos, idiotices e assim vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas advertirei: cuidado com a cegueira. Muito branco, muita luz também provoca cegueira. E não a procure nos outros, procure no lugar mais difícil de se ver, no escuro, dentro de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cegos, ou há cegueira? Há cegueira, ou há cegos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-7775711650322430042?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/7775711650322430042/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=7775711650322430042" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7775711650322430042?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7775711650322430042?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/SYYwvu3vf10/ensaio-sobre-cegueira.html" title="Ensaio sobre a cegueira" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/10/ensaio-sobre-cegueira.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck8ASH0-eSp7ImA9WxRQFEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-7312427939852902147</id><published>2008-10-08T06:00:00.001-07:00</published><updated>2008-10-08T06:00:49.351-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-10-08T06:00:49.351-07:00</app:edited><title>No dia em que descobri que não tinha ninho</title><content type="html">Dias depois que aprendi a voar, vivi um dia muito triste, um dia muito forte, muito intenso. O dia em que descobri que não tinha ninho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste dia, acordei e voltei a sentir medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que eu desaprendera. Parecia que eu nunca voara, que só tinha aproveitado algum vento forte, eu achava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso já fazia dias e eu estava ali, no dia em que descobri que não tinha ninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o mar, que não acabava mais, e lá no fim fazia volta e começava a subir, mas ai já era céu, eu achava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era um céu tão azul, que se confundia com o mar celeste e eu não sabia identificar onde terminava um e começava o outro. Era tudo uma coisa só a iniciar ali na minha frente, ir até o fim e depois fazer a volta sobre minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que descobri que não tinha ninho, eu também não sabia como chegara até ali. Provavelmente voando, não sabia como e nem sabia onde estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sabia que neste lugar havia um mar azul da cor do céu e um céu azul, bem azul, como o mar da minha frente. Só sei que neste lugar havia uma praia, uma praia de areia fofa, e que tinha uma árvore que fazia sombra, bem onde eu acordei. Bem onde eu acordei, naquele dia, e voltei a duvidar de que era capaz de voar. No dia em que descobri que não tinha ninho, duvidei que era capaz de voar e senti medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ventava, ele não estava por perto e não havia nenhuma outra ave próxima a mim. Era eu sozinho. Eu, a praia embaixo, o mar na frente e aquele céu em cima de mim. E, dentro de mim, só dúvida e medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu queria, naquela hora, naquele dia, no dia em que descobri que não tinha ninho, era voltar pra casa, mas me lembrei do que ele me falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ave como você não tem ninho. Só tem que voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas e o meu ninho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Que ninho? Nunca tiveste um, nem nunca o terás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nunca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Isto não é coisa pra ti. É para as outras, a maioria, mas não pra ti. Não queiras, nem te conformes com isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas eu sempre sonhei com um, sempre sonhei com meu ninho, num lugar bom, em paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Já disse, se quiseres voar o teu vôo, e o deves fazer, não terás ninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Então nem sei se quero...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não fale do que colocaram na tua boca. Ouça teu coração, ave!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Dentro de ti está escrito o que és. Deves ler e obedecer, se quiseres ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas não posso ser feliz no meu ninho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nunca serás, já disse. Ave que nasceu para voar nunca será feliz num ninho. Não te iludas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto lembrava de suas palavras, lembrei de como cheguei ali, lembrei do que me passara no dia anterior, dos muitos ninhos que vi, mas não eram meus, de muitos com que sonhei, mas não eram meus, de muitos que pensei que fossem, mas não eram meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, principalmente, lembrei do ninho que vira no dia anterior, que, definitivamente, não era meu, nem nunca seria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chorei. No dia em que descobri que não tinha ninho, eu chorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, na areia daquela praia, olhos naquele céu-mar de azul indescritível e limite impreciso, lembrei de minha sina e, ao mesmo tempo, senti-me incapaz de segui-la e chorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim dormi, naquele mesmo lugar, nem caminhar caminhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o dia a lembrar e chorar. Lembrei de lugares, de pessoas, mas, principalmente, do que ele me falava, mas, principalmente, dos ninhos que não eram meus e já nem sei mais do que lembrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chorei por tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia passou e eu, sem coragem e com medo, no mesmo lugar, dormi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei e dormi assim várias vezes, vários dias, e, a cada dia, menos lembranças e menos lágrimas pesavam em minhas asas. Mas ainda segui ali, no mesmo lugar, por mais alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teve um dia, sim teve um dia, em que me dei conta de que era assim mesmo. Não havia mais ele, não haveria outra ave a me guiar, como naquele primeiro dia. Era eu sozinho e sem ninho. E, sim, eu podia e devia voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que em que descobri que não tinha ninho, lembrei que podia e devia voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha frente, era o mesmo céu e o mesmo mar, que clareavam e escureciam juntos, dia após dia. À noite era mais fácil diferenciar, pois as estrelas refletidas no mar se mexiam mais do que às do céu. Mas mesmo assim, havia dúvidas sobre o limite entre um e outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continuei ali mais uns dias, mas agora sem lembranças, sem lágrimas, só a olhar o ar, sentir o sol e ler o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste dia, no dia em que descobri que não tinha ninho, decidi que, mesmo que não tivesse ninho, eu teria meu canto, um lugar só meu, único, aonde eu pudesse ir sempre, sempre que precisasse ler meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este lugar era ali, bem ali onde eu estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisava ser necessariamente ali, mas tinha que ser num lugar de frente para o mar, debaixo do céu, ambos bem azuis, com os pés na areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também podia ser como no primeiro dia, ao lado de uma fonte que soprasse sua água para o lado, tamanho o vento, e de frente para um sol branco e gelado, com os pés na grama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também podia ser em qualquer lugar, que tivesse vida, de preferência água, um céu, ou sol, uma terra, areia, ou grama, sob os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não fosse possível nada disso, decidi que meu lugar, que meu canto, que meu ninho, estaria dentro de mim, iria comigo para onde eu fosse. E ali, onde eu estivesse, eu entraria nele, me sentiria em paz, e leria meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que descobri que não tinha ninho, eu descobri tudo isso e não chorei mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, naquele dia, após construir o meu próprio ninho, voei. Nem sei como, mas enquanto defini como seria meu ninho, conforme o descrevia, na praia, na fonte, dentro de mim, voei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo, muito fundo, naquele vôo, e voei baixo, de forma a ver todos os ninhos que não eram meus, de forma a ver a infinidade de ninhos que posso ter, onde quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voei, sim, naquele dia eu voei, no dia em que descobri que não tinha ninho, eu voei o dia inteiro e voei muitos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que ela me contou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-7312427939852902147?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/7312427939852902147/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=7312427939852902147" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7312427939852902147?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7312427939852902147?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/bxsY3p6cCmQ/no-dia-em-que-descobri-que-no-tinha.html" title="No dia em que descobri que não tinha ninho" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/10/no-dia-em-que-descobri-que-no-tinha.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0ENSXczeSp7ImA9WxRREkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-361705488442317367</id><published>2008-09-24T16:41:00.001-07:00</published><updated>2008-09-24T16:41:38.981-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-24T16:41:38.981-07:00</app:edited><title>Ao Acaso</title><content type="html">Naquela manhã, assim que a lua nasceu, sai para caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai a andar pela praia, para ver se te encontrava, por acaso. Já fazia quase um mês que passava pelo mesmo lugar que nos conhecemos, na mesma hora, para tentar, novamente, te encontrar por acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso acaso já tinha acontecido uma vez, mas faltara algo, e eu precisava de mais uma chance, só mais uma, para dizer o que eu queria. Um simples encontro fortuito resolveria tudo, mas ele não acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o dia, eu acabava por esquecer, ao me envolver com outros assuntos, mas era só amanhecer, assim que eu acordava e via a luz da lua, me lembrava de ti e tinha que sair novamente a caminhar, a buscar nosso novo encontro ao acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que te vi, que te conheci, meu mundo mudara. Nada mais brilhava tanto como tu, nada tinha tanta luz, nada mais guiava meus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar diretamente para o sol já não me causava mal algum aos olhos, que já tinham passado por prova maior: olhar diretamente nos teus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daquele dia, o que via nascer todas as manhãs, era a lua, tão fraco era seu brilho, que só fazia refletir o teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, naquele dia, como disse no início, sai para caminhar novamente. Algo me dizia que não seria igual, que o acaso aconteceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, caminhei confiante. Decidi parar de procurar, de olhar para todos os lados e segui assim, totalmente distraído, ou fingindo estar, pois já tinha me conformado de que só assim te encontraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até o final da praia e nada. Mas, quando voltava, naquela inesquecível volta para casa, já quase obrigado a aceitar o fracasso de mais um dia, aconteceu o que eu já não acreditava, nem esperava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinha resignado e distraído, de verdade, quando outra menina trombou comigo. Meus olhos, calejadas e ofuscados pelo teu brilho, se abriram como nunca, o sol voltou a brilhar, no seu devido lugar, com seu devido brilho, pois o brilho dessa menina era intenso, como poucos, mas não ofuscava o brilho de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquele foi o último dia que sai a caminhar assim, sozinho, a te procurar por acaso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-361705488442317367?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/361705488442317367/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=361705488442317367" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/361705488442317367?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/361705488442317367?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/wl1hEYcW2BM/ao-acaso.html" title="Ao Acaso" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/09/ao-acaso.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0cGQ3w7fip7ImA9WxdaFUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-1196379458426392720</id><published>2008-08-23T12:13:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T12:17:02.206-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-08-23T12:17:02.206-07:00</app:edited><title>Quantas aves há na nossa frente?</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1lxrkgmaabU/SLBh7QcHd9I/AAAAAAAABFU/vlQIUJUNdRY/s1600-h/ave.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237794037284960210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="195" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1lxrkgmaabU/SLBh7QcHd9I/AAAAAAAABFU/vlQIUJUNdRY/s320/ave.JPG" width="270" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Você já ficou parado a acompanhar uma ave voando? Só alguns segundos, até ela sumir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda não o fez, podes imaginar: no céu, uma ave, a que quiser, voa. Você a acompanha com os olhos, enquanto ela vai, cada vez mais distante. Num milésimo de segundo, ela some. Você sabe que ela ainda está por ali, mas ela sumiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisto chega alguém, eu, e você, com entusiasmo, diz que há uma ave ali, bem ali, ma que não dá para ver. Eu acreditaria? Alguém acreditaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundos depois, até você começa a duvidar da existência dela. Você que a viu, a acompanhou, passa a achar que ela já foi, que não existe mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes, quantas aves já vimos, acompanhamos até sumir, cada batida de suas asas e depois duvidamos de sua existência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo só de nós, que já comprovamos que ela existe, nem ouso falar daqueles que nunca a viram, que tentamos convencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para o horizonte, para o mais distante que posso e penso, imagino: quantas aves há ali, na minha frente, e eu não vejo? Quantas já vi e agora duvido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-1196379458426392720?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/1196379458426392720/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=1196379458426392720" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/1196379458426392720?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/1196379458426392720?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/RNYy7qlddvg/quantas-aves-h-na-nossa-frente.html" title="Quantas aves há na nossa frente?" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_1lxrkgmaabU/SLBh7QcHd9I/AAAAAAAABFU/vlQIUJUNdRY/s72-c/ave.JPG" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/08/quantas-aves-h-na-nossa-frente.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEEBQXw8fip7ImA9WxdaEk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-2029334379535542030</id><published>2008-08-20T05:50:00.001-07:00</published><updated>2008-08-20T05:50:50.276-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-08-20T05:50:50.276-07:00</app:edited><title>Estrada do Sol</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que me peguei chorando, ao ouvir o Expresso 25 cantando Estrada do Sol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...os pingos da chuva que ontem caiu ainda estão a brilhar...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom Jobim, Dolores Duran e Expresso 25... muita arte junto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... vamos sair por ai, sem pensar no que foi que sonhei, que chorei, que sofri...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que privilégio ter acesso a isto tudo, que privilégio falar a mesma língua, que privilégio entender, que privilégio sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A nossa manhã já nos fez esquecer, me dê a mão, vamos sair pra ver o sol...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se sei exatamente o motivo, mas desta vez me emocionei mais do que das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou a faixa e começou a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cuidar dum pé de milho, que demora na semente...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar o quê? Não há nada para entender, só sentimento. Então, ou se sente, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a música é Lambada de Serpente, de Djavan: “Quem tem amor ausente já viveu a minha dor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-2029334379535542030?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/2029334379535542030/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=2029334379535542030" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/2029334379535542030?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/2029334379535542030?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/KT2h1rdnU-M/estrada-do-sol.html" title="Estrada do Sol" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/08/estrada-do-sol.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0EBQ3ozeyp7ImA9WxdaEEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-7319974638025480010</id><published>2008-08-18T14:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T14:40:52.483-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-08-18T14:40:52.483-07:00</app:edited><title>Fotógrafo</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fotógrafo não nos mostra, em suas fotos, a realidade. Apesar disto, ele nos mostra uma realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há um compromisso com a verdade, mas com a arte, que sempre mostra uma verdade, sim, não necessariamente a do fotógrafo, ou a de quem vê a foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vemos é um ângulo, um pedaço, não necessariamente o mesmo que ele viu, às vezes só parte, às vezes sob algum efeito de lente, ou de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num parque florido, ele pode fotografar uma pedra e pensarmos que só havia pedras no parque. E ao contrário, em algum lugar muito feio e pobre, ele pode encontrar algo bonito, seja pelo ângulo, ou o que for e nos fazer pensar que tudo era lindo. Em ambos os casos, o fotógrafo não mente, apenas mostra uma perspectiva, um pedaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos, ao conhecer a realidade, sob nossos olhos, reclamar com o fotógrafo, por não nos ter mostrado tudo, não é esse seu objetivo. O que ele quer é uma boa foto, o que ele precisa é mostrar sua arte. Não é possível para ele fotografar algo que não seja real, mas pode não ser a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer uma boa foto de algo bonito deve ser mais fácil, a arte me parece fazê-la onde não há aparente beleza, onde ninguém quis fotografar. Buscar o belo no feio, no pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, me pego escrevendo assim, fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-7319974638025480010?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/7319974638025480010/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=7319974638025480010" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7319974638025480010?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7319974638025480010?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/tU_jmqnz-gI/fotgrafo.html" title="Fotógrafo" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/08/fotgrafo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0QFR34_fSp7ImA9WxdUE0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-707044922698229313</id><published>2008-07-29T21:15:00.001-07:00</published><updated>2008-07-29T21:15:16.045-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-07-29T21:15:16.045-07:00</app:edited><title>Não é favorável ir a parte alguma</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas semanas, escrevi um texto chamado “É favorável atravessar a Grande Água”, expressão muito utilizado no I Ching e o texto nasceu a partir desta frase e sugeria ação, sair do lugar, ir adiante e não olhar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro conselho que às vezes encontramos no I Ching é: “Não é favorável ir a parte alguma”. Quase que oposto ao anterior, este é mais intimista, mais quieto, mas não sem ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um simples não fazer nada e esperar para ver no que vai dar, sem ação alguma. É uma ação, sim, não ir a parte alguma, ficar em si, se concentrar e esperar o tempo correto. É o que se fala à semente, antes dela brotar. A ordem, o conselho é manter-se quieto e respeitar as leis da natureza, mas em vigilância, pois a qualquer momento poderás brotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem do campo que é conhecedor da sua lida e sabe controlar o tempo e sua plantação é aquele que planta na época certa, para colher na época certa. É o que sabe esperar o tempo de plantar, o de cuidar e o de colher, sem apressá-los e, principalmente, sem desperdiçá-los. Não há homem sábio que queira modificar esta lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e agora, atravessar a grande água, ou não ir à parte alguma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sabedoria esta nisso, saber a hora de um e de outro. Saber a hora de atravessar e ter coragem e força para isso e saber a hora de ficar parado e ter coragem e força para isso também. Sim, é preciso ter coragem para não ir a parte alguma consciente disto e não por preguiça, por comodismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é necessária força para se encarar, ficar a só consigo e se ouvir. Não é preciso sair pelo mundo, o mundo está dentro de si. Não há nada lá fora que já não exista dentro de si. O mundo que vemos é apenas um espelho. Agora, vamos olhar direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no outro texto, estimulei a ir adiante, se desprender de tudo e seguir, neste o convite é diferente: é se desprender também, mas do exterior e ficar em si, não ir a parte alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-707044922698229313?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/707044922698229313/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=707044922698229313" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/707044922698229313?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/707044922698229313?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/hGWCLZG-6UI/no-favorvel-ir-parte-alguma.html" title="Não é favorável ir a parte alguma" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/07/no-favorvel-ir-parte-alguma.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0cAQXg9fCp7ImA9WxdVGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-4015301166131909977</id><published>2008-07-24T08:56:00.001-07:00</published><updated>2008-07-24T08:57:20.664-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-07-24T08:57:20.664-07:00</app:edited><title>Hoje eu Sinto Alegria</title><content type="html">&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;Muita alegria, às vezes, dá uma tristeza...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou sentindo muita alegria, mas é estranho. Acredito que não devia estar assim. É uma alegria tamanha e sem motivo, que me deixa nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há pouco, sentia melancolia, tristeza profunda e agora, de repente, esta alegria! Alegria por saber que posso ser triste também, será? Alegria por me sentir vulnerável, inconstante e levemente destemperado... pode ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta alegria me aperta e altera minha respiração. Deve ser por ser alegria de estar sozinho e de não querer ser alegre. Talvez alegria do fim alcançado, sem querer chegar ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me sentir feliz com esta alegria que me invade, se ela está aqui sem eu querer, sem me preparar para isto, sem saber o motivo e não ter nem como brindá-la? Alegria assim não me serve, não me deixa feliz, só me deixa ansioso ao tentar descobrir o que ela faz por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que ela não tinha outra pessoa para incomodar? Se ela me deixasse em paz, na minha monotonia, seria mais feliz, acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita alegria, às vezes, dá uma tristeza, até atrapalha, você me entende? Se alguém me perguntar porque estou alegre, o que vou dizer? Não pode ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia dizer, automaticamente, que estou feliz com o milagre da vida, mas, por favor, poupe-me. Por ter acordado mais um dia e visto o sol, por saber que o amor existe, e que alguém, em algum lugar, está pensando em mim, neste momento. Mas não, nada disso me convence. Desculpem, mas agora chego a achar tudo isso ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aprendi a sentir vários sentimentos sem explicação e até aceitá-los. Já passei por ciúme, por raiva, inveja, tristeza... Mas alegria assim é a primeira vez. E, olha, não recomendo, não vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, não sei se me entendem, não sei se estão se dando conta do que estou falando, mas também nem sei se é para entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vou fazer um mate, sentar num lugar calmo, quem sabe à beira do Guaíba, com o pôr-do-sol à minha frente e ficar quieto, assim, bem quieto, quase meditando, e esperar esta alegria passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-4015301166131909977?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/4015301166131909977/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=4015301166131909977" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/4015301166131909977?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/4015301166131909977?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/gcfV4kKa-eI/hoje-eu-sinto-alegria.html" title="Hoje eu Sinto Alegria" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/07/hoje-eu-sinto-alegria.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUcEQns-cSp7ImA9WxdVGE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-1614438060049124218</id><published>2008-07-23T08:29:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T08:30:03.559-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-07-23T08:30:03.559-07:00</app:edited><title>É Proibido Pisar na Grama</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me perguntado por que é proibido pisar na grama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi um cachorro, nem mesmo um cavalo, ou qualquer outro animal se preocupar em não pisar na grama. Será que eles não a machucam também? Se é que é este o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que em sua sintonia, em sua harmonia natural, cometeriam um erro gritante assim? E mais, será que a grama se ofende? Será que assim se dará a extinção da grama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós, seres humanos civilizados? Por que o pudor? Por que esta estranha educação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, concordo com o cuidado, o mesmo que devíamos ter com tudo e que nem sempre temos. Mas, neste caso específico, algo me incomoda e questiono: não podemos pisar na grama ou no jardim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o real problema: a vida da pobre grama indefesa ou a estética oficial de um jardim bem cuidado, melhor dizendo, de um jardim com boa aparência, que não necessariamente é aquele onde as plantas, as vidas, estão em maior e/ou melhor harmonia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vejo por trás desta proibição é a real preocupação escondida. E pior do que isto, é a preocupação fútil travestida de preocupação nobre. Hipocrisia e vaidade disfarçada de cuidado com a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu piso na grama, piso na terra, na areia, nas pedras e tenho convicção de que ninguém se ofende, a não ser o dono do jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-1614438060049124218?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/1614438060049124218/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=1614438060049124218" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/1614438060049124218?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/1614438060049124218?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/AwNjgASYlLk/proibido-pisar-na-grama.html" title="É Proibido Pisar na Grama" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/07/proibido-pisar-na-grama.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUCQ3szfip7ImA9WxdVF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-7857624216968634402</id><published>2008-07-22T16:43:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T16:44:22.586-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-07-22T16:44:22.586-07:00</app:edited><title>Sambando na Lama</title><content type="html">“&lt;em&gt;Sambando na lama de sapato branco, glorioso&lt;/em&gt;” (Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 20 anos ouço esta música e ela, de certa forma, me incomoda. Sempre me pergunto o significado disto, que me parece ser algo além do óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que na lama? Por que sapato branco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em algumas explicações, sem saber qual é a correta, sem nem mesmo saber se existe uma correta. Acredito que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umas das explicações que achei foi a de mostrar o desprendimento do artista, que não se preocupa com o sapato branco e samba mesmo na lama. O sapato eu limpo depois, agora vamos sambar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra seria da paixão pela arte. Quem sabe a leveza do artista que samba sem sujar os sapatos. Ou que não se importa com a roupa, com o lugar, sapato branco na lama, tanto faz, quero fazer minha arte. Se o que a vida me oferece é um sapato branco na lama, vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma última explicação que me ocorre agora vem do comprometimento. Ele está lá para sambar. Colocou seu melhor sapato, de salão, sapato branco. Ao invés de um palco digno, lhe oferecem um chão de lama. Ele é artista, ele samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa qual seja a explicação certa, como já disse, mesmo porque elas se confundem e se completam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, estamos assim. Hoje eu estou. De sapato branco, cantando e sambando na lama. Seja a lama que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento em que pensamos que esta lama que nos oferecem para sambar não é digna de nossos sapatos brancos, mas mesmo assim sambamos, gloriosos. E ai é uma mistura de desprendimento, amor pela arte, pela vida e comprometimento, afinal “um grande artista tem que dar o que tem e o que não tem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se estamos em terra de sapo, se, por dentro, molambo, filó por fora. O show não pode parar, não importa o palco, não importa a platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, com ou sem esta consciência, debaixo de chuva, com lama sob os pés, respiro fundo e, com um pouco de imaginação, sambo na lama sem tocar o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;E o tal ditado, como é? Festa acabada, músicos a pé.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-7857624216968634402?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/7857624216968634402/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=7857624216968634402" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7857624216968634402?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7857624216968634402?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/5RSQXyiuBkA/sambando-na-lama.html" title="Sambando na Lama" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/07/sambando-na-lama.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU8NR304eyp7ImA9WxdVEUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-7460402441922792407</id><published>2008-07-15T14:21:00.001-07:00</published><updated>2008-07-15T20:11:36.333-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-07-15T20:11:36.333-07:00</app:edited><title>Modéstia</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora a lua está crescente. Até o final da semana estará cheia, mas não por muito tempo. Não há novidade alguma nisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio sol, que há poucas horas estava lá em cima, no seu auge, já está baixando, quase sumindo no horizonte e ainda vai baixar mais, mas não por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também as águas correm do topo das montanhas até o mais baixo dos rios, mas não por muito tempo. Logo evaporam e voltam ao topo, às nuvens. Ou fluem em fontes nos mais altos picos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o movimento é este, em tudo. Montanhas sofrem erosão e vão preenchendo os vales. E assim, ao invés de se sentirem superiores, dividem. E depois brotam do fundo da terra novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o ciclo natural da vida, da lua, do sol, das águas, da terra. Melhor entendido e aceito por eles do que por nós, racionais. A natureza ali, cheia de exemplos a nos ensinar, mas não prestamos atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muita lição nesta obviedade. Mas penso agora na modéstia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modéstia de todos, principalmente ao chegaram ao apogeu, ao serem a montanha mais alta, ao chegar ao meio-dia, à lua cheia. E modéstia do que está momentaneamente inferior, o vale, que aceita sua situação, aceita ajuda, aceita o tempo e ascende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a modéstia dos intermediários, subindo ou descendo, que permitem que a água passe, que a terra corra, que o sol continue seu movimento, crescente ou minguante, sem querer segurar pra si, para se garantir. Não, deixam fluir, aceitam e, assim, colaboram e se nutrem mutuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em tudo há beleza. Não ouso dizer qual fase da lua é a mais bela, afinal, na lua nova, o céu fica tão lindo, não é mesmo? E qual seria o melhor horário do dia, a melhor posição do sol, a melhor estação do ano, qual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ousaria definir o melhor e sustentar sua resposta contra os prováveis argumentos contrários? Aposto que ninguém, pois não acredito que haja melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma fase é melhor que a outra, nenhuma etapa, todas fazem parte do ciclo, se dependem e se completam. A beleza de uma, ouso dizer, depende da modéstia da anterior, que sai de cena, e da próxima, que não alardeia sua futura chegada. Não há ansiedade, nem para chegar, nem para sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O belo de cada momento é o momento, a beleza da primavera é a primavera, não a perspectiva do verão, ou a lembrança do inverno. E há muita modéstia nisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-7460402441922792407?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/7460402441922792407/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=7460402441922792407" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7460402441922792407?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7460402441922792407?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/RYUCPMcz3-s/modstia.html" title="Modéstia" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/07/modstia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUcDQHkzeyp7ImA9WxdWEEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-1297356976378585022</id><published>2008-07-03T04:02:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T04:04:31.783-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-07-03T04:04:31.783-07:00</app:edited><title>Meu estilo de escrever</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieram me perguntar qual era o meu estilo de escrever. É simples: escrevo palavras, uma depois da outra, com um espaço no meio. Sim, com espaço, ele é fundamental. Sem o espaço, ficaria tudo emendado, sem sentido, com espaço em lugares errados, pior ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como uma pausa, um tempo. Entre uma palavra e outra, entre uma atividade e outra, sempre é necessário um espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, as palavras vão se juntando e preciso de espaços maiores, as vírgulas, em outros casos, de mais espaço ainda, os pontos finais. Por vezes, acho que convém mudar de linha e reiniciar minha seqüência de palavras num outro parágrafo e, às vezes, melhor mesmo é terminar aquele texto, trocar de papel e começar um novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida é igual, sempre é bom um espaço, sempre é aconselhável uma pausa, seja uma vírgula, um ponto e vírgula, às vezes, reticências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem horas, que melhor é colocar um ponto final e começar novamente, num novo parágrafo. E não tenham medo de terminar o texto e começar numa nova folha. Não precisamos escrever tudo num texto só, podem apostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na comédia, por mais hilária que seja, o principal da graça está na pausa. Na aventura, na ação, em tudo, se não fosse a pausa, não haveria o efeito. Na vida, na conversa, no olho no olho, a pausa, o silêncio é que faz a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lerem, façam o mesmo e dêem uma pausa e sintam o eco das palavras. Quando escreverem, quando olharem, quando viverem, façam o mesmo, sintam o eco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu estilo é este: palavra após palavra, com espaços no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-1297356976378585022?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/1297356976378585022/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=1297356976378585022" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/1297356976378585022?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/1297356976378585022?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/S9yp1nf81E8/meu-estilo-de-escrever.html" title="Meu estilo de escrever" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/07/meu-estilo-de-escrever.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YEQ3o6cCp7ImA9WxdWEE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-949308738588029724</id><published>2008-07-02T06:24:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T06:25:02.418-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-07-02T06:25:02.418-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="equilibrio" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="flexibilidade" /><title>Flexibilidade</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só na Ioga, mas em vários outros métodos de atividade corporal (vou chamar assim, para generalizar várias técnicas que conhecemos, sem desrespeito a nenhuma), assim como em várias filosofias, aprendemos que precisamos ter flexibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos também que para ter flexibilidade é necessário equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser flexível é ser adaptável e não ser frouxo. É estar desperto, pronto, mas não rígido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos a ilusão e a busca por uma tal estabilidade em nossa vida, no trabalho, na família, nos relacionamentos, etc. Estabilidade esta que não há, não existe em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é duradouro? Trinta anos no mesmo emprego? Isto é estabilidade? Cinqüenta anos de casamento? Isto é para sempre? O que são trinta, cinqüenta, oitenta anos, que seja? É sério, isto não é nada. Quando se vê já foi, já era, já passou e cadê a estabilidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem disse que isto é o melhor? Quem disse que há um melhor? Onde está a receita, que eu não achei ainda? Eu, pelo menos que eu saiba, nasci sem manual do usuário, fui entregue assim, sem manual, sem garantia e sem direito de devolução. Então, o jeito é se adaptar, aceitar a maré e navegar, sem querer controlá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Crema, um dos fundadores da Unipaz, nos conta que já passou pela experiência de estar numa cidade, acho que na Cidade do México, quando aconteceu um terremoto e termina dizendo: ‘recomendo isso a todos’. Normalmente há risos na platéia nesse momento, mas o assunto é sério. A conclusão que ele faz é que nem a Terra, que nos parece ser o que há de mais estável, de mais fixo, o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é para sempre, nada permanece como está. Os rígidos caem mais fácil e se quebram quando sua base balança. Os flexíveis balançam junto e se adaptam ao novo estado. Daí a necessidade de flexibilidade com equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é duro, sólido e tem pontas não rola, quebra. E pior, não sabe lidar com a nova realidade, tudo lhe parece estranho, ao sair de seu controle. Controle ilusório, pois, na verdade, nunca o teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é flexível, ‘coluna sobe redonda’, sem pontas, bate e volta. Rola na queda e se levanta facilmente. E melhor, se maravilha com a nova realidade, tudo é novo, um desafio novo, emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na natureza, nada mais flexível, nada mais adaptável do que a água. E ela faz maravilhas, fura rochas, abre caminho, preenche todos vazios e vai, sem medo do novo. (&lt;a href="http://pufedospina.blogspot.com/2008/03/gua.html"&gt;http://pufedospina.blogspot.com/2008/03/gua.html&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o convite é este: praticar ioga? Não necessariamente, mas ser flexível. Não assim, largado, o que vier que venha, mas aceitar o que vier, que venha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre de como éramos há dez, vinte, trinta anos e como somos hoje. O que permaneceu estável neste tempo? E confesse, você queria, de coração, que estivesse tudo estável mesmo? Tudo, mas tem que ser tudo, como estava? Pense bem antes de responder, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-949308738588029724?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/949308738588029724/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=949308738588029724" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/949308738588029724?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/949308738588029724?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/s2twYD7kuBk/flexibilidade.html" title="Flexibilidade" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/07/flexibilidade.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkQCR3c-eSp7ImA9WxdXEUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-6832796251084946727</id><published>2008-06-23T00:00:00.000-07:00</published><updated>2008-06-22T20:06:06.951-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-06-22T20:06:06.951-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="são joão" /><title>Noite de São João</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda há alguém distraído, é bom avisar: amanhã é dia de São João, melhor do que isso, hoje é noite de São João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, no hemisfério sul, a noite mais longa do ano. Para os do norte, a noite mais curta. Tanto faz, é um divisor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita simbologia, muitas crenças e mitos, conforme a religião e a cultura, mas quase todos comemoram este dia e de forma muito parecida. Vamos ver alguns, assim meio por cima mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi comemorado como dia da deusa Juno, esposa de Júpiter, a rainha dos deuses. Era praticamente a Maria da mitologia romana, inclusive com vários nomes, como Juno Lucina, Juno Natalis, Juno Matronalis, etc (qualquer semelhança com as várias Nossas Senhoras não deverá ser mera coincidência). Daí o mês se chamar junho, uma homenagem a ela. E, mesmo antes de Cristo, alguns povos já comemoravam as festas ‘junônias’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os cristãos, principalmente os católicos, é dia de São João Batista. Ele mesmo, o profeta, que veio antes para anunciar a chegada do Messias. Daí, podemos imaginar o nome das festas ‘joaninas’, como também já foram chamadas, mas não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero chamar atenção é que, como na história bíblica, aqui também São João vem antes, seis meses antes, para anunciar a vinda do Salvador, a chegada do sol. Daqui seis meses, eu prometo, será o dia mais longo do ano e o sol triunfará, o Messias chegará. O pior já passou, agora, a cada dia, o sol brilhará mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolham o motivo que quiserem: Juno, pela fertilidade e fecundação, João Batista, pela anunciação e promessa de um futuro, ou o simples fato do solstício. O fato é que é uma data de renascimento, de recomeçar. E só há duas datas destas no ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aproveitem para fazer suas orações, suas preces, e para agradecer, sim, agradeçam muito, para melhor aproveitar a colheita que nos espera, o novo nascimento do sol, a nova metade do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais do que tudo, comemorem, brindem, acendam a fogueira, comam pipoca, pinhão, batata doce, o que for, mas comemorem e se preparem. Meio ano já foi e outro meio temos pela frente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-6832796251084946727?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/6832796251084946727/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=6832796251084946727" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/6832796251084946727?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/6832796251084946727?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/wcHxuUCEyo8/noite-de-so-joo.html" title="Noite de São João" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/06/noite-de-so-joo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0cBQ3gycCp7ImA9WxdQGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-7002795302561096412</id><published>2008-06-20T12:10:00.001-07:00</published><updated>2008-06-20T12:10:52.698-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-06-20T12:10:52.698-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="copo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="aparências" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vinho" /><title>Culto ao Copo</title><content type="html">“Os copos muito feios que me perdoem, mas uma taça digna é fundamental”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos, acho que mais do que nunca, o culto ao copo e à garrafa. Sim, ao copo, à taça e à garrafa. Parece que mais importante do que o vinho que vai dentro, o que querem é uma taça bonita, uma boa apresentação. Copo de requeijão nem pensar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vinho nem precisa ser lá essa coisas. Para alguns basta ser vinho, desde que servido numa bela taça de cristal, bem trabalhada e saído de uma garrafa com estilo. Afinal, o que vale é o status que passa para quem o vê bebendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que uma taça de cristal tem o seu valor... não sou louco de discordar disso, mas o principal é o vinho. Ou melhor, para mim é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo que o ideal é um belo vinho numa bela taça. Sinceramente, acredito que até o gosto mude. Se a garrafa tiver seu estilo, melhor ainda: é agradável e fica bonita na adega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o que mais me incomoda não é a preocupação com o copo, com a taça, com a garrafa, mas a falta de preocupação e de zelo com o vinho, ou seja lá que bebida estiver dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a sensação de que o que deveria ser o principal interesse, a motivação original, perde espaço para algo importante, sim, mas secundário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fiquei sabendo que há vinícolas que têm se especializado na produção de taças, copos e de garrafas cada vez mais belas, malhadas em academia, lipoaspiradas, que seriam o sonho de consumo de qualquer pessoa, mas... e o conteúdo, a bebida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que era para ser, no máximo, um diferencial, acaba se tornando o principal foco. Gente, assim não dá. Quer ter uma garrafa bonita? Tudo bem. Quer beber numa bela taça de cristal tcheco? Ótimo, também quero. Mas, por favor, escolham bem o vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-7002795302561096412?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/7002795302561096412/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=7002795302561096412" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7002795302561096412?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7002795302561096412?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/cJ2cHjAbHIU/culto-ao-copo.html" title="Culto ao Copo" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/06/culto-ao-copo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUFQ3k7eip7ImA9WxdQF0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-2871854950130750986</id><published>2008-06-18T05:46:00.001-07:00</published><updated>2008-06-18T05:46:52.702-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-06-18T05:46:52.702-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amizade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="notas" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dissonantes" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amigos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="musica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="consonantes" /><title>Música da Amizade</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, amigos são como notas musicais. Sim, notas musicais, cada um é uma delas. Alguns são Dó, outros Ré e assim por diante. E há os sustenidos e os bemóis também, não esqueçamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos com eles, conforme nos conhecemos e ampliamos nossa rede de amizade, criamos lindas melodias, mas só quando juntos, em vários, é que criamos os acordes e as harmonias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos cuidar sempre deste aspecto: cada um é uma nota. E como tal, podem ser consonantes com algumas e dissonantes com outras. Ré é consonante com Sol, que é consonante com Dó, mas Ré e Dó não se dão, são dissonantes. E Sol não tem nada a ver com isso, oras. Então, ele que não os force a ficarem juntos, ou, se assim o fizer, saiba da dissonância que está criando, e agüente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos numa música inteira, disssonâncias são válidas, até recomendadas, mas ficar assim o tempo todo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazemos é isto: procuramos estar com quem se harmoniza melhor conosco, mas não precisa haver nada de errado com o outro. Dó e Ré não são melhores do que as outras notas e nem entre elas há uma melhor. Apenas são como são, diferentes. E não seria agradável a convivência delas por muito tempo, provavelmente. Apenas alguns encontros fortuitos, alguns acordes, e, em seguida, cada um para o seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes temos amigos tão parecidos, que tentamos uni-los, mas não dá, não se dão. Poxa, é só meio tom de diferença! Mas que diferença!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns nos deixam maiores, outros nos tornam menores, e, seguindo na teoria musical da amizade, teremos os dominantes, os diminutos, aumentados e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias opções, inúmeras combinações e a harmonia se faz, a música nasce. E tudo é bonito, tudo é música, tudo é amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feio mesmo é música de uma nota só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-2871854950130750986?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/2871854950130750986/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=2871854950130750986" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/2871854950130750986?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/2871854950130750986?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/OqWzLLTuUwo/msica-da-amizade.html" title="Música da Amizade" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/06/msica-da-amizade.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0EGRXk_eCp7ImA9WxdQFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-6579117714545940984</id><published>2008-06-16T19:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T20:00:24.740-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-06-16T20:00:24.740-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="iching" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atravessar" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ponte" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="grande água" /><title>É Favorável Atravessar a Grande Água</title><content type="html">Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No I Ching, várias vezes encontramos este conselho: “É favorável atravessar a grande água”. Normalmente a interpretação que se faz é que se deve ir em frente, seguir na empreitada, que tudo estará abençoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme a tradução e a interpretação pode mudar um pouco, mas sempre remete à coragem, ao desafio, a não se desviar do caminho em que se está, ou algo do tipo. E, principalmente, ao sucesso desta atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero dar nova interpretação, nada disso, mas para mim, com todo respeito, sempre que leio este conselho, o que me vêm à cabeça é como que uma ordem: ‘Pegue tuas trouxas, e te manda! Só pare quando chegar do outro lado do oceano! E lembre-se da mulher de Ló: nada de olhar para trás! Vá!’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro do Mar Vermelho, lembro da ‘Ponte’ de Lenine, e sempre a ordem é a mesma: atravessar, ‘a ponte é somente pra atravessar’. Pela ponte, com o mar aberto, de avião, navio, tanto faz, mas atravessar, se hesitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer algo simples, simplista, eu diria, mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me toca não é o simples ir, o atravessar, mas o desprendimento dessa ação aparentemente simples. Este partir que falo aqui é como ouço na ordem que citei acima: eu e minhas trouxas, e só. Sem levar mais nada. Não é uma mudança de endereço, onde levamos nossas vidas junto, nossos móveis, nossos costumes, nossas arrumações... não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A travessia é mais exigente: é sem olhar para trás, é só levando suas roupas, e poucas, só o que couber numa mochila. É deixar tudo onde e como está e ir, e correr o risco de não fazer falta. Sim, este é o perigo, este é o desprendimento. É deixar o seu mundo sem você. E ir, atravessar a grande água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-6579117714545940984?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/6579117714545940984/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=6579117714545940984" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/6579117714545940984?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/6579117714545940984?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/yIpu80wTzD4/favorvel-atravessar-grande-gua.html" title="É Favorável Atravessar a Grande Água" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/06/favorvel-atravessar-grande-gua.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkMCRHo-eCp7ImA9WxdQFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9074917864734157360.post-7511396973200977051</id><published>2008-06-14T08:39:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T18:01:05.450-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-06-16T18:01:05.450-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="festival" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="canela" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="bonecos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escritos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="escrever" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="teatro" /><title>Festival de Teatro de Bonecos de Canela</title><content type="html">&lt;p&gt;Olha só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou assistindo ao Festival de Teatro de Bonecos de Canela. Confesso que a idéia me pareceu estranha num primeiro momento: sair de Porto Alegre e vir até Canela para passar todo o final de semana, abaixo de muito frio (muito frio!), para assistir teatro de boneco! Que estranho, que falta do que fazer! Mas, tudo bem, algo me chamava e cá estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito que aconteça com todos, que a experiência seja assim, tão gratificante, para todas as pessoas, mas, para as que apreciam arte, sem dúvidas, o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas peças, os temas são dos mais diversos, mas, em todas, mesmo nas que não gostei tanto assim, em todas, sem exceção, a magia está presente. Há um lúdico em cada boneco que nos tira da lógica tradicional e nos leva a outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, vemos os manipuladores, sabemos que aqueles bonecos não têm vida, mas não vemos os manipuladores e percebemos a vida nos bonecos. Entenderam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dar um exemplo: ontem à noite, numa das peças que mais gostei, um boneco fazia bolhas de sabão. Isto mesmo, o boneco fazia bolhas de sabão e brincava com elas depois. Bolhas de sabão de verdade, é bom deixar claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, era, de certa forma, visível a engenhoca que permitia ao manipulador soprar, provavelmente através de um tubo ligado à boca do boneco, de forma que o ar que enche as bolhas saísse pela boca do boneco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que víamos era exatamente isso: o boneco soprando e fazendo bolhas de sabão. Ou seja, o bonequeiro soprava, é óbvio, víamos, mas era o boneco que fazia as bolhas, com seu próprio ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora entenderam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, não está fácil ser claro e objetivo, não consigo explicar. Vai ver é porque não tem explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam assim, quando tiverem oportunidade, próximo a vocês, não percam, assistam e vivam a vida com os bonecos, sintam sua fantasia, o lúdico. Depois me escrevam, para me explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um privilégio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para terem uma leve idéia: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6rIJJp6aMlA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=6rIJJp6aMlA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9074917864734157360-7511396973200977051?l=escritosporescrever.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://escritosporescrever.blogspot.com/feeds/7511396973200977051/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=9074917864734157360&amp;postID=7511396973200977051" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7511396973200977051?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9074917864734157360/posts/default/7511396973200977051?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EscritosPorEscrever/~3/DiDZihnfNdw/festival-de-teatro-de-bonecos-de-canela.html" title="Festival de Teatro de Bonecos de Canela" /><author><name>Alexandre Spinelli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13730161589978883567</uri><email>spinelli@spinsolucoes.com.br</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="12252756816921062678" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://escritosporescrever.blogspot.com/2008/06/festival-de-teatro-de-bonecos-de-canela.html</feedburner:origLink></entry></feed>
