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		<title>Mamom quer mamar</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 18:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vejo, muita gente falando de Mamom, como o deus pagão do dinheiro sujo. Não tenho certeza, entretanto, se os interlocutores sabem do que estão falando. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Perdoem-me pela <em>canastrisse</em> infame logo no título, porém não considero-me arrependido. Minha obsessão patológica por jogos de palavras é notória. Se isto lhe incomoda, recomendo desistir da leitura por aqui mesmo. Pra escrever sobre este tema<em> trocafaltam não me dilhos</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Já vi, e ainda vejo, muita gente falando de <em>Mamom</em>, como o deus pagão do dinheiro sujo. Não tenho certeza, entretanto, se os interlocutores sabem do que estão falando. Acho, (repito: acho) que depois do Diabo, é a alcunha campeã em referências nos discursos evangélicos. Sei que no que se refere á cristandade, este é (senão &#8220;o&#8221;) um dos assuntos prediletos da &#8220;roda dos esclarecedores&#8221;, dos críticos da infantil teologia da prosperidade.  Descrevem a mesma, como culto a Mamom, chamam certos clérigos de mercadores, mercenários, pilantras e outros cognatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é novidade que Mamom encontrou na sociedade moderna uma fonte inesgotável de vestais, de gente que alimenta sua fome insaciável. Mas alguém aí sabe quem (ou o que) é Mamom? Antes que alguém responda com uma piada pronta, adianto que não é uma fruta tropical, nem aquele gordinho que recebe a chave da cidade no carnaval da bahia. Também não me refiro a uma certa <a href="http://www.mamom.org/" target="_blank">entidade de nome interessante</a> na américa de cima.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos desavisados, Mamom é um termo caldeu que aparece nos Evangelhos segundo Mateus e Lucas. Significa <em>riqueza</em>, <em>avareza</em>. Isto até onde me consta. Fora da tradição da igreja não encontra-se qualquer prova de que de fato tenha existido um ídolo com tal nome. Agostinho, Gregorio, Tomás de Aquino são alguns dos cristãos que mencionaram Mamom em seus escritos e ensinos concedendo-lhe status de divindade. Gregório chega a afirmar que <em>Mammom</em> é um outro nome para Belzebú.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro, longe de mim achar saber mais que os amigos supra-citados. Deus pagão ou não, fato é que Jesus mesmo advertiu do perigo de tornar-se servo (<em>douleuein</em>) de mamom. De transformar as riquezas em poste ídolo. E avisa que o resultado desta equação é muito simples: como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço é impossível servir a Deus e o dinheiro. Há de se abandonar um em detrimento do outro. Para mim este aviso basta.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que o dinheiro, em todas as suas diferentes apresentações, tem a sua parcela de importância no curso da história.Você nem  precisa da <em>Bíblia do Malafaia</em>, para descobrir que no Novo Testamento 90 passagens tratam sobre o tema. Das 49 parábolas 24 mencionam dinheiro. A título de comparação, são 27 o número de versos que mencionam o Espírito Santo e 47 a vida eterna. Por que? Simples, creio eu. Jesus ensinava tratando das situações do dia-a-dia. Dinheiro fazia parte do cotidiano, e não como algo ruim. Dinheiro não é mau. O que se faz com ele todavia nem sempre é bom. E o amor a ele é descrito como <a title="I Timóteo 6:10" href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/1tm/6/10+" target="_blank">a raiz de todos os males</a>. Eis aqui um fato inegável: Se observarmos os grandes conflitos da história, veremos que a luta por riqueza e poder são seus gatilhos, panos de fundo e objetivos finais.</p>
<p style="text-align: justify;">É curioso ler os comentários dos leitores nos grande portais de notícias, sobre os casos de corrupção em nosso país. Se nossa honestidade fosse medida pela capacidade de falar em honestidade seriamos uma nação de integridade ímpar. Os caras descem a lenha nos corruptos em qualquer jornaleco de grêmio. Pena que nas ruas não se veja tal onda de integridade. Da mesma forma a blogosfera repete o fenômeno e produz infindável conteúdo crítico a respeito dos seguidores da corrente <em>natimorta</em>. Tempos atrás <em>Edir Macedo</em> publicou em seu blog um interessante <a href="http://blog.bispomacedo.com.br/2009/04/26/desabafo/" target="_blank">desabafo</a>, onde questiona se os que o criticam na realidade apenas desejam ocupar o seu lugar. Ele argumenta que, se  é um farsante, por Deus o abençoa?  &#8211; &#8220;<em>Que Deus é este que abençoa o bandito e amaldiçoa os certinhos?</em>&#8221; &#8211; completa.<br />
Embora não concorde com a segunda parte do seu argumento, haja visto <strong>não</strong> acreditar que riqueza e poder sejam sinônimos de benção, posso concordar que a primeira parte de seu desabafo tem procedência.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ler ou ouvir algumas destas críticas, pergunto-me se o que os leva a tais conclusões é a fome de justiça ou a fome de riqueza. Obviamente sem generalizar, parece-me que alguns atacam, criticam, apenas porque não podem, ou não conseguem fazer o mesmo. Odeiam as &#8220;instituições universais&#8221;, não pelo que eles representam, mas porque desejariam muito controlar o mesmo poder. E não tem &#8220;<em>guts</em>&#8221; para isso. Perdi a conta dos artigos descrevendo a cara-de-pau dos &#8220;crentes&#8221; da mídia que pedem dinheiro. É (P)Edir Macedo pra lá, Bispa (In)Sonia pra lá, Ap Val(DE-ME)iro prá acolá. Eles tem a cara-de-pau de, por exemplo, pedir cem mil pra cobrir o custo de um blog (jamais teria um, se o meu custasse tanto&#8230;). O crítico lê uma noticia destas, e gargalha pela abundância de munição adquirida. Não perde tempo apontando: &#8220;Viu só? É Mamom!!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas se você lhe perguntar, quanto investiu do próprio bolso este ano, por exemplo, pela erradicação da exploração sexual infantil (não em paliativos apenas, mas também em ação preventiva) provavelmente silenciará. Ele pouco  sabe a respeito, pois serve a mamom tanto quanto os que ataca.</p>
<p style="text-align: justify;">A cara-de-pau que eles afirmam não ter, explica-se não pela lisura ou por real anseio pela integridade, mas sobretudo porque outra coisa que cultuam mais que mamom é a própria imagem. Morrem de vergonha de arranhar a reputação e o bom nome a vista de todos. Mas se houver oportunidade de fazê-lo as escondidas, farão. É a sindrome de Gabeira (lembra?), que derruba Severino em nome da justiça, por causa dos cheques do restaurante, mas que usa patrimônio público em seu próprio benefício na farra das passagens. Quando tudo vem a tona a defesa é a mesma: &#8220;Todos dão passagem!&#8221;. Por trás das críticas ao culto a mamom, geralmente escondem-se outros adoradores das riquezas, esperando uma oportunidade de sorverem da mesma fonte, longe dos olhos de todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Recuso-me acreditar em pseudo-profetas que não prezam pelo mínimo de coerência entre o que dizem e o que vivem. Que produzem suas mensagens <em>proféticas</em> sobre ética detrás de cópias pirata de software, que baixam centenas de jogos, cds e dvds por ano, comprando nada ou quase nada, e acham tudo isto absolutamente normal, &#8220;<em>pois todo mundo faz</em>&#8220;. Que passam horas por semana compulsivamente alimentando a consciência na calada na noite com pornografia, e depois não sabendo porque não conseguem parar de se masturbar, afirmam &#8220;<em>ora, só pode ser normal, todo mundo faz</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Os adoradores de Mamom não vivem tão somente dentro dos templos da religiosidade. Estão em todo lugar: na vida pública, nos governos, nos círculos acadêmicos e nas transações comerciais. Muito embora as riquezas sejam temporais, quem as serve continua a seu serviço mesmo quando estas se vão. Aliás alguns dos seu mais fiéis suditos jamais desfrutarão das suas beneces. Passarão vida inteira como sangue-sugas vivendo a intensidade da miséria, suspirando pela sua ilusória chegada. Quem serve a Mamom, serve quando tem muito, serve quando tem nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, se você aguentou chegar até aqui, não pense que eu me oponho a confrontar os adoradores das riquezas e seus disparates, ou mesmo qualquer outro tipo de pecado.  Muito pelo contrário: eles devem sim ser confrontados, porém, da <a title="Mateus 18:15" href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/18/15+" target="_blank">maneira bíblica</a> e por razões bíblicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que o culto a mamom só acaba quando Deus ocupa o seu lugar devido no coração  do homem. Não o lugar que a religião dá, mas o que Ele mesmo define  como seu: O primeiro lugar. Onde habita Deus, existe generosidade e  justiça. Sua mesa é suficiente a todos. Uma igreja que perde mais tempo   simplesmente censurando o rico do que efetivamente alcançando o homem,  seja ele rico ou pobre, precisa se questionar se está dando a Deus o seu  devido lugar.</p>
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<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SN7qiJzefGdf3oAGsIbUc8n8XTU/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SN7qiJzefGdf3oAGsIbUc8n8XTU/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Alguns números a respeito do Mundo Muçulmano</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 19:53:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 Existem 9 países com população muçulmana estimada em 100% do total de habitantes.
 Existem 32 países com população muçulmana estimada em mais de 80% do total de habitantes.
Existem 9 países com população muçulmana estimada em mais de 50% do total de habitantes.
580 famílias linguísticas no mundo são predominantemente muçulmanas.
247 grupos muçulmanos não-alcançados tem polulação superior a 100.000.
Existem mais muçulmanos na China do que Batistas no mundo todo.
Apenas 13.3% de toda a população muçulmana mundial conhece um cristão pessoalmente.

Dados extraídos de “Unpublished Word” publiclado pela FirstBible International
Leia Também:Suiça diz não ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li> Existem 9 países com população muçulmana estimada em 100% do total de habitantes.</li>
<li> Existem 32 países com população muçulmana estimada em mais de 80% do total de habitantes.</li>
<li>Existem 9 países com população muçulmana estimada em mais de 50% do total de habitantes.</li>
<li>580 famílias linguísticas no mundo são predominantemente muçulmanas.</li>
<li>247 grupos muçulmanos não-alcançados tem polulação superior a 100.000.</li>
<li>Existem mais muçulmanos na China do que Batistas no mundo todo.</li>
<li>Apenas 13.3% de toda a população muçulmana mundial conhece um cristão pessoalmente.</li>
</ul>
<p>Dados extraídos de “<a href="http://www.firstbible.net/upword.php">Unpublished Word</a>” publiclado pela <a href="http://www.firstbible.net/" target="_blank">FirstBible International</a></p>
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<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JMO9dIhdYbSEgpd58k0cy_uogBk/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/JMO9dIhdYbSEgpd58k0cy_uogBk/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Haiti: Seguimos em frente</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 19:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jocum]]></category>
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		<description><![CDATA[O número de voluntários da Jocum no Haiti aumentou na terça feira de 14 para 26. Esta pequena equipe  está envolvida em cerca de 100 a 200 resgates por dia. O acampamento de nossos missionários foi montado em frente aos escombros do Palácio Nacional.  Lá está sendo preparado espaço para as muitas outras equipes que estão chegando.

Os trabalhos de resgate seguem no país, ainda em alerta. Outro tremor, mais breve, de 6.1 foi registrado na ultima quinta-feira.  Terry Snow Diretor da JOCUM no Haiti, em seu relatório ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O número de voluntários da Jocum no Haiti aumentou na terça feira de 14 para 26. Esta pequena equipe  está envolvida em cerca de 100 a 200 resgates por dia. O acampamento de nossos missionários foi montado em frente aos escombros do Palácio Nacional.  Lá está sendo preparado espaço para as muitas outras equipes que estão chegando.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="342" height="278" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gAHyJZ_Z25g" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="342" height="278" src="http://www.youtube.com/v/gAHyJZ_Z25g"></embed></object></p>
<p>Os trabalhos de resgate seguem no país, ainda em alerta. Outro tremor, mais breve, de 6.1 foi registrado na ultima quinta-feira.  Terry Snow Diretor da JOCUM no Haiti, em seu relatório no último dia 20 afirmou que existe uma grande necessidade de profissionais de saúde, especialmente anestesistas. Por falta de pessoal qualificado, amputações chegaram a ser feitas sem anestesia. Uma boa notícia é que Israel montou um hospital de campanha para atendimento pediátrico contando com 40 médicos, UTI e já atendendo mais de 200 crianças. Além disso, foram realizadas 25 cirurgias de alto risco e três nascimentos, incluindo um bebê prematuro com 1,8 quilogramas. Mas, claro apenas este hospital não é suficiente.</p>
<p>Terry ainda informou a necessidade de pessoas que pelo período de 2 a 3 meses ajudem nas seguintes áreas:</p>
<ul>
<li><strong>Coordenadores de Equipes e RH</strong> &#8211; Responsáveis pela coordenação logística, transporte e comunicação com as equipes de voluntários;</li>
<li><strong>Administradores dos Campos de refugiados</strong> &#8211; Responsáveis pela manutenção do dia-a-dia nos acampamentos;</li>
<li><strong>Editores e produtores de Vídeo</strong> &#8211; Para servir no registro e comunicação dos acontecimentos do dia-a-dia com a comunidade internacional;</li>
<li><strong>Administradores com experiência em Contabilidade</strong> &#8211; Ajudando na administração dos recursos e doações;</li>
<li><strong>Acessores de Comunicação</strong> &#8211; Gente que tenha experiência em lidar com a mídia e imprensa;</li>
<li><strong>Ainda há grandes oportunidades para profissionais</strong> em áreas diversas como construção civil, engenharia, educadores além de equipes de evangelistas e intercessores.</li>
</ul>
<p><strong>Uma equipe de Jocumeiros Brasileiros sai dia 27 de Janeiro</strong>. Uma outra formada por JOCUM, Asas do Socorro e AMME se prepara para sair no dia <strong>03 de Fevereiro</strong>. Pessoas que queiram cooperar com estas equipes, seja com doações em dinheiro, material hospitalar ou outros itens podem escrever para <strong><a href="mailto:sos.haiti@jocum.org.br" target="_blank">sos.haiti@jocum.org.br</a></strong>. Eis alguns itens que podem ser doados:</p>
<ul>
<li>Luvas;</li>
<li>Gaze;</li>
<li>Máscaras cirúrgicas;</li>
<li>Antibióticos;</li>
<li>Antiinflamatórios (naprosyn, Ibuprofeno etc);</li>
<li>Remédios para pressão;</li>
<li>Remédios para diarréia;</li>
<li>Analgésicos (paracetamol etc);</li>
<li>Remédios para doenças e infecçoes de pele;</li>
<li>Vermifugos  (mebendazol etc);</li>
<li>Vitaminas;</li>
<li>Leite em pó fortificado (tipo Nan, Sustagem etc).</li>
</ul>
<p><strong>Jeannette Lukasse</strong> diretora da <strong>JOCUM BH Centro</strong> estará responsável pela coordenação logística dos esforços a partir da JOCUM Brasil.</p>
<p>Participe você também. Doações internacionais podem ser enviadas <strong><a href="https://www.ywam.org/secure/donations/donate.asp?project=10" target="_blank">clicando aqui</a></strong>.</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="http://www.jocum.org.br/noticias/haiti-seguimos-em-frente" target="_blank">www.jocum.org.br</a></p>
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<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/r697Zevezf9gMUPMLYOSDuJFO_o/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/r697Zevezf9gMUPMLYOSDuJFO_o/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/r697Zevezf9gMUPMLYOSDuJFO_o/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/r697Zevezf9gMUPMLYOSDuJFO_o/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Suiça diz não a construção de Novos Minaretes</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/estevam/~3/jrCP3KJZzMg/suica-diz-nao-a-construcao-de-novos-minaretes</link>
		<comments>http://www.estevam.org/missoes/suica-diz-nao-a-construcao-de-novos-minaretes#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 17:25:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mundo Muçulmano]]></category>

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		<description><![CDATA[No fim do ultimo ano, um plebiscito na Suíça revelou um resultado surpreendente: O povo suíço disse não a construção de novos minaretes muçulmanos no país. Minarete é o nome da alta torre quem compõe uma mesquita muçulmana. Em países muçulmanos, os minaretes são marcos simbólicos da presença muçulmana, de delimitação de território e é de onde o almuadem anuncia as cinco chamadas diárias à oração. Em todo o país existem apenas quatro. O resultado é surpreendente por várias razões: Primeiro porque confirma as suspeitas de que o processo de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fim do ultimo ano, um plebiscito na Suíça revelou um resultado surpreendente: O povo suíço disse não a construção de novos <em>minaretes</em> muçulmanos no país. <strong>Minarete</strong> é o nome da alta torre quem compõe uma mesquita muçulmana. Em países muçulmanos, os minaretes são marcos simbólicos da presença muçulmana, de delimitação de território e é de onde o <em>almuadem</em> anuncia as cinco chamadas diárias à oração. Em todo o país existem apenas quatro. O resultado é surpreendente por várias razões: Primeiro porque confirma as suspeitas de que o processo de Islamização do continente Europeu não é tão iminente como alegam certos estudiosos.</p>
<p>Segundo porque o velho continente secularizado, conhecido pelo seu discurso de tolerância,  especialmente devido aos acontecimentos do último século, dá mostras de que ainda existem redutos de resistência ao pensamento comum. Claro, a decisão provocou reações no mundo todo. Repentinamente o desejo democrático de um povo foi facilmente transformado em discriminação. O acusadores contudo, não parecem se preocupar com o fato de que em estados regidos pela <em>Sharia</em>,  é proibida a construção de  igrejas cristãs, com ou sem torre.  Já do lado de cá,  é bom que se diga, o plebiscito não proíbe culto, ou mesmo a construção de novas mesquitas, mas apenas limita a edificação das torres.</p>
<p>As predições da ruína do cristianismo na europa existem a séculos. Em 1700, <em>Thomas Woolston</em> afirmou que até  1900 a cristandade haveria desaparecido. Um século depois <em>Auguste Comte</em> proclamou que havia chegado o fim da &#8220;Estado Teológico&#8221; da humanidade. Marx e Engels viam religião, especialmente o cristianismo, como um sintoma do capitalismo a ser curado pelo socialismo. E mais ultimamente certos grupos e até o ditador Líbio, Kadafi, afirmaram que o continente encontra-se no limite demográfico de tornar-se uma terra domindada pelo Islã, a &#8220;Eurábia&#8221;.  Não é necessário que diga o que aconteceu com as predições de todos os anteriores.</p>
<p><em>Jeff Fountain</em>, diretor da JOCUM na Europa, em seu livro, <strong>Hope for Europe</strong>, afirma que muito embora as taxas de natalidade na europa cristã sejam baixíssimas e diametralmente superiores entre os imigrantes, curiosamente estatísticas da OMT mostram que 50% de toda imigração na europa é cristã. Do restante apenas 30% são de origem muçulmana e destes apenas 3% declaradamente fundamentalístas.  Este números revelam um quadro diferente. É sim, uma possibilidade real que em alguns anos a europa torne-se um continente de imigrantes em sua maioria. Mas é pouco provável que esta maioria deixe um modelo monoteísta por outro modelo monoteísta. A medida que distancia-se  de Deus, depois de décadas de secularização, seria mais provável que a sociedade se inclinasse os chamados modelos espiritualistas, ou sem religião,  mais próximos das raízes pagãs da Europa pré-cristianismo. De fato, este grupos, estão em terceiro lugar em taxas de crescimento no continente, perdendo apenas em números para o Islã e a fé Cristã.</p>
<p>Acredito que debaixo da capa de esfriamento e secularização ainda existe um europa dormente, pronta para ser desperta a sua antiga vocação de proclamadora do evangelho. Lembre-se disto em suas orações.</p>
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		<title>Abismos</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 08:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Missões]]></category>
		<category><![CDATA[Insatisfação]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
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		<description><![CDATA[Amy é americana, trabalha no mesmo lugar que eu. Tem cerca de 30 anos, casada, sem filhos. Uma pessoa normal. George é cidadão europeu, viúvo, pai de duas filhas adolescentes, empresário bem sucedido, perto da casa dos 40 anos. Uma outra pessoa também normal.
George estava caminhando pelas ruas movimentadas de Montreux acompanhado de sorridentes amigos quando encontrou Amy.  Depois de alguns minutos conversando, Amy perguntou a George quais seus planos para o resto deste ano. Após um breve e reticente silêncio, o homem respondeu que a única coisa que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Amy é americana, trabalha no mesmo lugar que eu. Tem cerca de 30 anos, casada, sem filhos. Uma pessoa normal. George é cidadão europeu, viúvo, pai de duas filhas adolescentes, empresário bem sucedido, perto da casa dos 40 anos. Uma outra pessoa também normal.</p>
<p style="text-align: justify;">George estava caminhando pelas ruas movimentadas de Montreux acompanhado de sorridentes amigos quando encontrou Amy.  Depois de alguns minutos conversando, Amy perguntou a George quais seus planos para o resto deste ano. Após um breve e reticente silêncio, o homem respondeu que a única coisa que planeja para o fim do ano é tirar a sua própria vida. Disse isto como quem diz que vai trancar a faculdade. Confessou que a existência lhe era por demais enfadonha e dolorosa, não havendo por isto razão para continuar insistindo em viver.</p>
<p style="text-align: justify;">A conversa entre ambos continuou. Amy ouviu, ouviu e ouviu. Quando teve oportunidade, ela também contou-lhe a sua experiência de vida. O que um relacionamento real e pessoal com Jesus pode proporcioná-la e o que poderia fazer também por ele. Entretanto George disse que não acreditava que uma experiência religiosa fosse capaz de mudar sua maneira de pensar. &#8220;<em>E não é.</em>&#8221; &#8211; Assegurou-lhe Amy &#8211; Experiências religiosas nunca não suficientes. Jesus é mais que uma experiência religiosa, ele é uma pessoa. Não  nos relacionamos com pessoas através de experiências eclusivamente místicas. Conversaram sobre amor, verdade, perdas, filhos, escolhas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">As horas passaram e chegou o momento em que George tinha de ir. Agradeceu a Amy por ouvi-lo, pois fazia tempo que isto não acontecia. Seguiu seu caminho, aparentemente mantendo na mente os mesmos planos, ainda que disposto a pensar melhor a respeito.</p>
<p>Obviamente, mudei os nomes, mantendo os fatos.  Vivemos num mundo que caminha a beira do abismo.  Cada segundo, mais perto da queda. Há muito para se fazer. Pouquíssimo tempo resta, para que possa ser desperdiçado.</p>
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<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lLIvj49aUNDIUj8hFXvqy3sgEmk/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lLIvj49aUNDIUj8hFXvqy3sgEmk/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lLIvj49aUNDIUj8hFXvqy3sgEmk/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lLIvj49aUNDIUj8hFXvqy3sgEmk/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>CalhamWeb Sociedade Anônima</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 13:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Midia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando era criança meu pai costumava me contar sobre a sua infância quando presenciou a chegada dos primeiros automóveis. Aquelas novas máquinas eram fascinantes, e ele mesmo converteu-se num entusiasta do ramo. Por muitos anos, foi dono da até então única oficina mecânica da cidade, até resolver investir no ramo de transporte particular. Tornou-se entre outras coisas dono de uma &#8220;frota de Taxis&#8220;, isto  já no fim da década de 30.  Eu mesmo cresci andando no Itamaraty guiado por meu pai, um carro de luxo da Willys fabricado a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando era criança meu pai costumava me contar sobre a sua infância quando presenciou a chegada dos primeiros automóveis. Aquelas novas máquinas eram fascinantes, e ele mesmo converteu-se num entusiasta do ramo. Por muitos anos, foi dono da até então única oficina mecânica da cidade, até resolver investir no ramo de transporte particular. Tornou-se entre outras coisas dono de uma &#8220;<em>frota de Taxis</em>&#8220;, isto  já no fim da década de 30.  Eu mesmo cresci andando no <em>Itamaraty</em> guiado por meu pai, um carro de luxo da Willys fabricado a partir de 1966, um dos ícones dos primeiros anos da indústria automobilística brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato peculiar nesta história é que muito embora existissem alguns entusiastas que viam todo o potencial daqueles &#8220;<em>calhambeques</em>&#8221; mal construídos de alto consumo e baixa performance, por muito tempo a grande maioria da população não via lá nenhuma grande vantagem em ter ou usar um automóvel, aquela &#8220;coisa de gente rica&#8221;. Primeiro porque a infraestrutura nacional <em>era</em> inadequada, cheia de estradas ruins, mais apropriadas a cavalos e veículos de tração animal (Em alguns lugares do Brasil fato que ainda não mudou muito, nem depois do PAC). E somado a isto, que a malha ferroviária no Brasil já estava em franco desenvolvimento (isto sim, mudou&#8230;), ligando as principais cidades da república. Mas vejam só: apesar dos pessimistas, os automóveis haviam chegado de fato para ficar. O século XX testemunhou o grande <em>boom</em> na indústria automobilística, e no gosto do brasileiro pela novas máquinas. Hoje quem questionaria a sua importância?</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, porque escrevo sobre isto? Se um mero observador como eu pode divagar a respeito, acredito que estamos testemunhando um momento semelhante na história da WEB. Especialmente hoje quando vemos esta grande explosão da WEB 2.0 e suas múltiplas vias de mídias sociais convergentes. Entretanto já em 2009, este é ainda um universo de entusiastas, talvez pelas mesmas razões que por muitos anos o automobilismo padeceu da mesma situação: Falta de infraestrutura. Talvez você não tenha se dado conta,  mas existem problemas mais difíceis de solucionar que o DNS da <strong>Telefônica</strong>. Em boa parte do mundo, conectividade ainda é um grande desafio. O continente Africano desfruta um conceito de &#8220;banda-larga&#8221; que não é uma coisa nem outra. Recentemente em Uganda numa <a href="http://crit.ywamcommunication.org/" target="_blank">reunião de colegas envolvidos com comunicação</a>, a única forma de conexão com o &#8220;mundo exterior&#8221; era um único modem usb que garantia uma conexão de 4 a 7 k compartilhado entre os usuários. Em Mali, até o final de 2008 existia apenas um cybercafé em todo o país, tentando compartilhar todos os mistérios do <em>cyberespaço</em> através de uma conexão dial up. Tarefa difícil. Quem desejar serviço melhor do que este, precisa ser capaz de desembolsar milhares de dólares em uma conexão VSAT que sequer chega a impressionar.<br />
A grande esperança de mudança vem com a chegada em julho deste ano, do <a href="http://www.seacom.mu/intro.html" target="_blank">SEACOM</a>,  um novo cabo submarino que está ligando a costa Africana com a Europa e Asia, prometendo terabytes a preços populares. Os primeiros testes reais acontecerão dia 27 de junho deste ano. Considere isto um efeito colateral de uma Copa do Mundo de futebol acontecer num país Africano.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que a WEB de hoje é apenas uma sombra, uma versão desregulada, lenta e ineficiente daquilo que ainda virá a ser. Os mecanismos de interação que vemos hoje são ainda geringonças para entusiastas. O <a href="http://meufilhodigital.blogspot.com/" target="_blank">Volney</a> escreve sobre os <a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/04052009/24/economia-negocios-nativos-digitais-tema-palestra.html" target="_blank">nativos digitais</a>, a turma que nasceu já fluente na linguagem digital, e cresceu usando celular, Iphone e outros gadgets moderninhos. Tenho pra mim que, assim como ocorreu com os automóveis, estes nativos é que serão capazes de proporcionar um salto no uso destas mídias, pois não partirão do paradigma de sua existência e sim de sua eficiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro fator que não deve ser ignorado é a <em>necessidade de regulamentação</em>. Consta que os primeiros motoristas habilitados surgiram no Brasil a partir de 1906. Antes da regulamentação os automóveis eram guiados por leigos, que mexendo aqui e ali conseguiam colocar a coisa para andar.  Claro, isto necessariamente não mudou  por causa da regulamentação&#8230; O uso regular dos automóveis tornou necessário o surgimento de legislação apropriada, que definisse o comportamento do motorista e do tráfego.</p>
<p style="text-align: justify;">A recente explosão das mídias sociais criou uma via de mão dupla possibilitando a gente como eu ter acesso mais próximo ao pensamento de gente como o <strong>Teo Vitor, o &#8220;<a href="http://bichoderondonia.com/" target="_blank">Fauno de Rondônia</a>&#8220;</strong> (foi mal Teo&#8230;=). Acho que você entendeu que estou falando aqui de contato entre estranhos. Por esta via, despretensiosamente já trafegam milhões, muito embora uma minoria saiba bem como funciona o trânsito da informação, suas regras e limites sejam estes legais ou morais.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem aqueles que se queixam hoje de ser a WEB uma terra de ninguém, anônimos, sem fronteiras, sem censura, sem limites. Já outros vêem nisto seu grande trunfo. O <a href="http://livrariadothiago.com/" target="_blank">Thiago</a> escreveu sobre uma tal &#8220;<a href="http://livrariadothiago.com/como-seria-a-internet-socialista/" target="_blank">Internet socialista</a>&#8220;, um front de ausência de propriedade privada, controle de todos, liberdade de expressão e de conhecimento comum. Os entusiastas da WEB 2.0 afirmam que esta representa o fim da assim chamada &#8220;<strong>Ditadura dos Experts</strong>&#8220;, onde o conhecimento deixou de ser uma <em>comodity</em> de alguns para ser um bem de todos. Dito desta forma soa até bem positivo. Entretanto o grande perigo está em substituir a &#8220;ditadura dos experts&#8221; pelo &#8220;<strong>totalitarismo dos idiotas</strong>&#8220;. Um mundo onde o profissional formado perdeu lugar para o leigo nem sempre bem informado. Note por favor que não sou expert em nada. Como disse algumas linhas acima, sou apenas um observador e falo como tal. Mas é inegável o fato que por exemplo o número de Blogs na Internet dobra a cada seis meses, e você não precisa  ser um leitor de <a href="http://andrewkeen.typepad.com/" target="_blank">Andrew Keen</a> para perceber que um grande numero destes são membros inconscientes (ou não) de uma tribo de (nas palavras de Keen) <em>cleptomaníacos intelectuais</em>. O mesmo Thiago que mencionei acima Twitou recentemente sobre um <a href="http://livrariadothiago.com/provocacoes-parte-1/" target="_blank">artigo</a> de sua livraria cinicamente surrupiado e <a href="http://pesdesocorro.wordpress.com/2009/06/17/provocacoes/" target="_blank">publicado sem qualquer aviso noutro boteco virtual</a>. No mundo das mídias sociais, qualquer um pode dizer qualquer coisa sobre qualquer assunto, como se fosse profundo conhecedor do tópico abordado. E muitas vezes, inverdades são categoricamente afirmadas e defendidas como se fossem a veemente descrição da realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A onda da Web 2.0 transformou desconhecidos em potenciais formadores de opinião</strong>. Está nos ensinando a confiar em estranhos, suas afirmações e argumentações, sem que saiba-se qualquer outra coisa a respeito de quem o diz. Pessoas, mudam de confissão religiosa, opinião política e até opção sexual, tomando como base a opinião do spok2009, aquele cara legal que conheceram no <em>orkut,</em> ou da nikita17, aquela (acredita-se) menina que escreve no neocyberpunk.blogspot.com. São todos estranhos, guiando estranhos, algumas vezes a armadilhas ou mesmo a lugar nenhum. Isto não pode ser ignorado.</p>
<p style="text-align: justify;">A regulamentação da Web é iminente e, penso eu, vital para garantir a sua expansão. Não falo aqui da Lei Azeredo ou do Projeto do Bispo Gê, que é um Crtl+C de uma lei francesa já considerada inconstitucional em sua primeira leitura pelo Conselho Constitucional daquele país. Falo de limites, definições de certo e errado, necessário e inconveniente, lícito e ilícito, legal e criminoso. Claro, os grandes opositores da infantil lei do Senador Azeredo não estão preocupados com a proibição do uso de P2P. Alguns embora façam uso de clientes pra baixar centenas de cds e dvds, sequer sabem o que, ou como funciona. Estão preocupados sim em perder o anonimato, esta pseudo capacidade de surfar pela web sem que ninguém saiba o que é feito nas longas madrugadas. Estão sim temerosos de que seus habitos virtuais tornem-se públicos e do conhecimento de todos. O que a maioria não sabe é que não existe anonimato. Onde quer que você vá, deixa rastros virtuais que identificam sua presença. A questão a ser definida é quem tem acesso a tais informações e sob quais circunstâncias.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu observo este período da história, ainda como mais um entusiasta deste <em>calhambeque</em> que chamamos de World Wide Web.  Acredito que este veículo é peça importante para que completemos esta <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/28/19-20" target="_blank">Grande Comissão</a> em que estamos envolvidos.  Mas você porventura pode discordar de todos os meus argumentos e em seus comentários  provar por a + b que estou errado, convencendo também a todos os próximos leitores. Bom, assim caminha o mundo dos formadores de opinião.</p>
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<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/q_FuVNflhWcqo2TRHj-9CXZpNfE/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/q_FuVNflhWcqo2TRHj-9CXZpNfE/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Ana continua viva</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 19:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Missões]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje eu vi uma mulher árabe chorando diante de um altar cristão. Seus trajes negros denunciaram sua fé:  Não era cristã. Ainda assim, chorava dentro de uma igreja cristã ortodoxa, clamando a um Deus que não conhece que atendesse sua oração.
Não sei se chorava por um filho, por um marido ou por um irmão. Não sei se chorava por uma causa perdida, complicada ou simples. Apenas sei que chorava.
Enquanto ela chorava, chorei pela cristandade que não chora mais pelas causas certas. Que tem prazer em espezinhar o túmulo da fé ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje eu vi uma mulher árabe chorando diante de um altar cristão. Seus trajes negros denunciaram sua fé:  Não era cristã. Ainda assim, chorava dentro de uma igreja cristã ortodoxa, clamando a um Deus que não conhece que atendesse sua oração.<br />
Não sei se chorava por um filho, por um marido ou por um irmão. Não sei se chorava por uma causa perdida, complicada ou simples. Apenas sei que chorava.</p>
<p>Enquanto ela chorava, chorei pela cristandade que não chora mais pelas causas certas. Que tem prazer em espezinhar o túmulo da fé alheia. Que perdeu a esperança de esperar pelo inesperado.</p>
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<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/V72bM66siEFawcPofW2XSldcYHs/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/V72bM66siEFawcPofW2XSldcYHs/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Eu não acredito em Ética Cristã</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 19:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Exatamente. Não acredito. Não existe ética cristã, enquanto entrincheirada no gueto da religião. Da mesma maneira que não acredito em ética profissional, ou de negócios, bioética, ou mesmo outros substantivos semelhantes. Tais coisas não existem.
Estas departamentalizações são nada além de sinais da infantil tentativa de diluir a integridade em porções homeopáticas (como se isto fosse possível) com o intúito de aliviar a consciência. Algo assim: &#8220;já que não sou integro aqui,  tento ser ali&#8220;.
Mas por outro lado, acredito em ética enquanto éthos. E é deste aspecto que quero falar. Ética ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Exatamente. Não acredito. Não existe ética cristã, enquanto entrincheirada no gueto da religião. Da mesma maneira que não acredito em ética profissional, ou de negócios, bioética, ou mesmo outros substantivos semelhantes. Tais coisas não existem.<br />
Estas departamentalizações são nada além de sinais da infantil tentativa de diluir a integridade em porções homeopáticas (como se isto fosse possível) com o intúito de aliviar a consciência. Algo assim: <em>&#8220;já que não sou integro aqui,  tento ser ali</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas por outro lado, acredito em ética enquanto <em>éthos</em>. E é deste aspecto que quero falar. Ética é caráter, a investigação geral sobre aquilo que é bom. Se caráter, você tem ou não, porque não aconteceria o mesmo com a Ética?</p>
<p style="text-align: justify;">Mas e se <em>debulhar</em> um pouco mais? O que chamamos de caráter, consiste na expressão dos valores morais de um certo grupo. Ética e moral andam juntas, existem para definir os limites aceitáveis, que não devem ser transpostos ou violados para o bem comum.<br />
Neste ponto posso afirmar que este entendimento é absolutamente cristão. O verdadeiro amor estabelece limites.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho um filho de quase dois anos, que quer descobrir o mundo. Ele encontra a felicidade correndo pela extensão da cerca no jardim. Mas do lado de fora existe uma via pública, por onde passam carros e caminhões. O verdadeiro amor é como esta cerca que impede que meu filho corra para a  via pública,  não com o objetivo de sadicamente cercear-lhe a liberdade, mas para sua própria proteção.<br />
O amor incondicional de Deus por mim não subentende anarquia ou ausência de regras, muito pelo contrário: Para meu próprio benefício ele me estabelecerá limites. Claro, chega o dia em que eu escolho transpor ou não os limites do amor. Seja qual for a minha decisão, Deus continuará me amando, porém  arcarei com as conseqüências finais de minhas escolhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, para mim, ética é aquele tipo de coisa que não pode ser departamentalizada. Ela fará diferença alguma se não aplicada essencialmente aos fundamentos da existência. Se você não mostra-se ético,  por exemplo, entendendo quais são os seus limites diante do LCD na privacidade da vida, não o fará no desempenho da profissão, nem no exercício da fé, no uso das palavras ou na convivência social.</p>
<p>Corrijam-me se estiver errado.</p>
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<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yUzJ8vhDrhFY-lreiJVVNKgEWqk/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/yUzJ8vhDrhFY-lreiJVVNKgEWqk/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Tesouros no Porão II</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 14:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você reconhece a dupla na foto ao lado?
Revisando slides antigos num velho arquivo achei este cromo de 1971. A senhora com o penteado &#8220;Assembléia de Deus&#8221; é Corrie ten Boom,  autora de &#8220;O refúgio Secreto&#8220;.  Ao seu lado o homem que conhecemos como Irmão André, autor de  &#8220;O Contrabandista de Deus&#8221; e fundador de Portas Abertas.
Resolvemos digitalizar todos os slides, que apesar de guardados num porão estavam muito bem conservados. São mais de 5000, registrando vários dos trabalhos de nossa missão na Europa, África e Ásia desde a década de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.estevam.org/wp-content/uploads/2009/04/ctb-ba.png"><img class="alignleft size-full wp-image-345" title="ctb-ba" src="http://www.estevam.org/wp-content/uploads/2009/04/ctb-ba.png" alt="ctb-ba" /></a>Você reconhece a dupla na foto ao lado?</p>
<p style="text-align: justify;">Revisando slides antigos num velho arquivo achei este cromo de 1971. A senhora com o penteado &#8220;Assembléia de Deus&#8221; é <strong>Corrie ten Boom</strong>,  autora de &#8220;<strong>O refúgio Secreto</strong>&#8220;.  Ao seu lado o homem que conhecemos como <strong>Irmão André</strong>, autor de  &#8220;<strong>O Contrabandista de Deus</strong>&#8221; e fundador de Portas Abertas.</p>
<p style="text-align: justify;">Resolvemos digitalizar todos os slides, que apesar de guardados num porão estavam muito bem conservados. São mais de 5000, registrando vários dos trabalhos de nossa missão na Europa, África e Ásia desde a década de 70.  Quanta história!</p>
<p>Dia 15 de abril de 2009 completam-se 26 anos de morte de Corrie ten Boom em 1983. Para terminar, ouça ela mesmo falando sobre  &#8220;<em>O</em> <em>Esconderijo do Altíssimo</em>&#8220;, para uma de nossas Escolas de Evangelismo na década de setenta. Em inglês,  extraído de uma preciosa fita cassete.</p>
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		<itunes:summary>Você reconhece a dupla na foto ao lado?
Revisando slides antigos num velho arquivo achei este cromo de 1971. A senhora com o penteado "Assembléia de Deus" é Corrie ten Boom,  autora de "O refúgio Secreto".  Ao seu lado o homem que conhecemos como Irmão André, autor de  "O Contrabandista de Deus" e fundador de Portas Abertas.
Resolvemos digitalizar todos os slides, que apesar de guardados num porão estavam muito bem conservados. São mais de 5000, registrando vários dos trabalhos de nossa missão na Europa, África e Ásia desde a década de 70.  Quanta história!

Dia 15 de abril de 2009 completam-se 26 anos de morte de Corrie ten Boom em 1983. Para terminar, ouça ela mesmo falando sobre  "O Esconderijo do Altíssimo", para uma de nossas Escolas de Evangelismo na década de setenta. Em inglês,  extraído de uma preciosa fita cassete.</itunes:summary>
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		<itunes:author>adriano.estevam@go-genesis.com</itunes:author>
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		<title>O Casarão da Avenida Religare – Parte II</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 23:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Parte II &#8211; A casa e o Rei
O grande alvoroço em frente a cerca branca parecia aumentar a cada minuto. Ao longo da parte interna do pátio, imóveis e separados por alguns metros de distância, soldados portando armas antigas observavam a tudo silenciosamente. A presença deles, aparentemente, não incomodava a multidão. A cerca era tão baixa que muitos passavam por cima dela sem qualquer esforço, entrando e saindo da propriedade a todo momento. Alguns aproximavam-se curiosos, outros afastavam-se aparentando decepção e raiva.
Ouvia-se gritos, palavras de ordem e insultos. Outros que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Parte II &#8211; A casa e o Rei</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O grande alvoroço em frente a cerca branca parecia aumentar a cada minuto. Ao longo da parte interna do pátio, imóveis e separados por alguns metros de distância, soldados portando armas antigas observavam a tudo silenciosamente. A presença deles, aparentemente, não incomodava a multidão. A cerca era tão baixa que muitos passavam por cima dela sem qualquer esforço, entrando e saindo da propriedade a todo momento. Alguns aproximavam-se curiosos, outros afastavam-se aparentando decepção e raiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Ouvia-se gritos, palavras de ordem e insultos. Outros que também portavam armas, lançavam olhares ameaçadores para o lado de dentro.  Pareciam esperar uma oportunidade para iniciar um ataque ou coisa parecida.  Em meio a toda aquela confusão vi algumas pessoas a frente da cerca que tentavam uma aproximação com a multidão. Tentavam  desenvolver algum tipo de diálogo. Serviam água, outros distribuíam víveres, outros apenas  sorriam. Era um dia quente, e ainda lutava contra o forte cheiro que tentava me roubar os sentidos. Parecia  estar impregnado na minha pele. Contudo ninguém mais na avenida mostrava-se incomodado. Tive a impressão de que eu era o único a percebê-lo. Teria isto alguma relação com a voz e a experiência de momentos antes?</p>
<p style="text-align: justify;">Uma senhora de cabelos grisalhos e bem penteados notou minha aproximação e prontamente serviu-me um copo de água fresca, que aceitei sem cerimônia. Ela foi gentil e perguntou meu nome. Perguntou se o cheiro me incomodava. Respondi que sim. Em seguida perguntou-me se havia ouvido a voz de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Não entendi como ela sabia sobre a voz. Não sabia o que responder. Ela completou explicando-me que o cheiro que sentia não vinha de outro lugar, mas sim de mim mesmo. Ninguém mais podia senti-lo, apenas eu. O cheiro da avenida era meu próprio odor. Todos estes anos nunca havia sequer pensado nesta possibilidade. Em seguida, disse-me que ouvir a voz de Deus é algo que deflagra certas reações sem volta na vida da gente. Quando surpreendidos pelo seu convite, somos confrontados pela realidade de quem de fato somos, e impulsionados a responder ao seu  convite. Alguns vem ao seu encontro. Outros seguem seu caminho, vivendo como se nada tivesse acontecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito embora nunca tivéssemos conversado antes, senti sinceridade nas suas palavras. Perguntei-lhe o que  achava que eu devia fazer, e ela me respondeu que a decisão era minha, mas que deveria aceitar o convite, seja este qual for. Contei-lhe que acreditava que Deus havia me dito para vir encontrá-lo este endereço hoje. Ela sorriu. <em>- Você parece ter sido convidado para a festa, então. Quer conhecer o dono da casa?</em><em> </em>- indagou. Respondi que sim.  Já me preparava para passar sobre a cerca como todos os outros, mas a senhora bondosamente me impediu dizendo: <em>- Porque não usamos a porta?</em></p>
<p style="text-align: justify;">Até aquele momento não havia visto porta alguma, apenas a cerca. Ela fez sinal para que a seguisse, e caminhamos por toda a extensão da frente da propriedade. Enquanto caminhávamos, contou-me que aquela propriedade pertencia ao grande Rei. Ele estava de  casamento marcado, mas havia saido numa longa viajem. Antes porém havia comprado aquele lugar e lá plantara um jardim para a sua Noiva, onde esta pudesse aguardar o seu retorno para as bodas. Porém, passado algum tempo, certos súditos ficaram com receio de deixar a moça exposta ao calor do dia e ao tempo, e resolveram construir-lhe uma casa. Desta forma ela nunca teria de sair dali, e poderia aguardar segura o Grande Rei. Assim surgira o casarão. Ainda disse que recentemente muitos avisos do Rei haviam chegado anunciando seu retorno a qualquer momento. Por isto todos estavam em grande expectativa, preparando os últimos detalhes da grande festa.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos  ao fim da cerca, sob a sombra de uma figueira, onde erguia-se uma estreita porta de madeira antiga, ornamentada com entalhes minuciosos. Não havia ferrolho ou cadeado. Estava aberta. Enquanto caminhávamos, vi que muitos outros também entravam pela mesma. Alguns, como eu, vinham guiados por alguém, já outros sozinhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Paramos em frente a porta, e a senhora despediu-se dizendo que ainda nos veríamos  no casamento. Depois de um abraço, sorriu e afastou-se voltando ao lugar onde estava antes. Caminhei adiante passando pela porta. Uma estradinha levava até a frondosa figueira onde  debaixo dela, sentado à uma mesa de jardim, um homem sorridente com um macacão de jardineiro aguardava. Levantando-se saudou-me com uma abraço.</p>
<p style="text-align: justify;">- Seja bem vindo! Sua presença era aguardada!<br />
- Como assim? &#8211; Perguntei surpreso &#8211; Você sabia que eu viria? E hoje?<br />
- Claro, respondeu o jardineiro &#8211; Seu nome estava no livro de convidados. Você chegou bem na hora &#8211; Disse isto apontando para um livro em cima da mesa. Era um volume antigo, de páginas amareladas. Aproximei-me e lá vi o meu nome, escrito em grandes letras vermelhas, ao lado de uma inscrição de  dia e hora.</p>
<p>- E quem escreveu isto? &#8211; perguntei.<br />
- Você não sabe? O Grande Rei! E deixou isto aqui para você também. Todos os convidados recebem uma igual.</p>
<p>Tirou de uma caixa uma bússola prateada, nova em folha. Tinha meu nome, além de inscrições e entalhes como os que havia visto na porta.</p>
<p style="text-align: justify;">- Siga a direção que o ponteiro da Bússola apontar. Ela levará você ao exato local do casamento.<br />
- Casamento? Mas&#8230; eu não tenho roupas adequadas para um casamento!<br />
- Não se preocupe. O Grande Rei pensou em tudo. Apenas siga a bússola.</p>
<p style="text-align: justify;">Agradeci, e com um longo suspiro tentei dizer que ainda não estava entendendo tudo o que estava acontecendo, mas quando fiz isto, dei-me conta de que o forte odor havia desaparecido.  Em seu lugar uma suave brisa trazia um perfume de jasmim. Abri a bússola e o ponteiro indicava a direção do pátio, onde ao fundo erguia-se o enorme casarão.</p>
<p><em>Mas o que Deus tinha a ver com tudo isto?</em></p>
<p><strong>Continua</strong><em><br />
</em></p>
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