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	<title>Eu sou Autista</title>
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	<description>O blog está em hiato, se Deus quiser só até amanhã a noite.</description>
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		<title>Pergunta inconveniente</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 08:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan M. de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sala de Aula]]></category>

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		<description><![CDATA[<br /></br><br /></br>
Todo professor já passou por isso...
E agora, #comofas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Quando você menos espera&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://xkcd.com/803/"><img class="size-full wp-image-1022  aligncenter" title="pergunta_inconveniente" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/10/pergunta_inconveniente.jpg" alt="" width="473" height="618" /><span style="text-decoration: underline;"><em></em></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quem se arrisca a responder nos comentários?</p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><em>Tirinha original direto do <a href="http://xkcd.com/803/">xkcd</a></em></span></strong></p>
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		<title>Você tem sangue em suas mãos</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Oct 2010 08:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan M. de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Be Nerd]]></category>

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		<description><![CDATA[<br /></br><br /></br>
Você sorriu quando o fez.
E agora enfrentará a verdade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso se dizer a verdade, mesmo que doa&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/10/lavender.jpg"><img class="size-full wp-image-1039   aligncenter" title="lavender" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/10/lavender.jpg" alt="" width="248" height="203" /></a></p>
<p>No jogo original de Pokemon (Red/Blue), quando você encontra seu rival na cidade de Lavander, ele te pergunta se você sabe como é a dor de ver um de seus pokemons morrer. A partir desse ponto do jogo, ele não usa mais o seu Raticate, pokemon que ele sempre usou em batalhas anteriores.</p>
<p>Vocês batalharam antes de embarcar no S.S. Anne. O Raticate de seu rival sofreu ferimentos sérios nessa batalha&#8230; Mas, devido à confusão causada  pela multidão na luxuosa embarcação, seu rival não conseguiu chegar a tempo em um Centro Pokemon, e seu Raticate morreu.</p>
<p>A verdadeira razão de seu rival estar em Lavander é para enterrar seu amado pokemon, de forma que ele descanse em paz. Mesmo depois disso tudo, seu rival nunca lhe disse que você é o responsável direto pela morte do seu Raticate. Ao invés disso, ele foca suas energias na missão de tornar-se campeão da Liga Índigo.</p>
<p>A morte do Raticate destruiu a doçura do seu rival, destruiu a inocência infantil que existia nele. Mesmo ele dizendo para si mesmo que você não é o responsável, seu subconsciente guardava uma quantidade enorme de ressentimento contra você, o que funcionou como um combustível para suas ambições. Jurando ser forte diante do túmulo de seu Raticate, decidiu nunca falhar e treinou duro para se tornar melhor que você&#8230; Vencer você e eventualmente chegar  na Liga Índigo.</p>
<p>Poucos momento após ele vencer a Liga Índigo, ele é derrotado, por você. Mesmo ele tendo cumprido a promessa feita à seu falecido pokemon, a alegria durou por poucos e dolorosos instantes. No final, seu rival é deixado de lado pelo seu próprio avô, enquanto você recebe o reconhecimento de seu professor.</p>
<p>Durante o desenvolvimento do jogo, você rouba a inocência de seu rival, destrói seus sonhos, e ainda leva embora o amor que o própria avô o negou. Ah, só para deixar claro, seu rival não tem pais, ele é órfão.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><em>Kibado descaradamente do <a href="http://capinaremos.com/">Capinaremos</a></em></strong></span></p>
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		<title>Alienados</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Oct 2010 03:24:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan M. de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Não se trata aqui, de tentar encontrar um posicionamento político ideal para o país, e sim demonstrar que esse suposto posicionamento ideal é na verdade a média da soma de todos eles. Há de se respeitar os anseios dos outros, justo porque não sabemos qual a dimensão real dos problemas deles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1047" style="float: left; margin-right: 10px;" title="voto1" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/10/voto1.jpg" alt="" width="300" height="385" />Talvez seja da nossa cultura, tão pouco acostumada a uma democracia duradoura, transformar as eleições em jogo de futebol. Um leviano e efêmero espetáculo de emoções exacerbadas, paixões incontidas e ódios palpáveis. É época de se criar uma celeuma entre as partes, de se esbravejar calúnias e infâmias sem igual aos antes bons amigos. Dias de se abandonar a convivência saudável entre os vizinhos e de se colar, com infortúnio orgulho, adesivos repletos de sorrisos maquiados e promessas descompromissadas. Ignora-se o dever primal de respeitar (ou tolerar), antes de tudo, a opinião do outro. É um brinde à desinformação, um afago aos radicalismos e uma salva de palmas ao preconceito. É, mais do que qualquer coisa, um reflexo de nossa pouca conscientização política.</p>
<p>Você, que acabou de ler o parágrafo acima, pode estar pensando que esse texto se trata de mais um dos diversos contorcionismos lógicos com os quais se insiste em culpabilizar a “massa alienada” por todos os males existentes. Você não poderia estar mais errado. Pelos menos, no sentido pejorativo com o qual você, provavelmente, associou imediatamente a palavra massa.</p>
<p>Quem é essa massa? Os pobres? Os desfavorecidos? Ou, sendo politicamente incorreto, os favelados? Não. Esses grupos (ou seria um só?) não constituem a massa. Essa é apenas uma denominação oportunista amplamente difundida por quem é, de fato, alienado.</p>
<p>Explico.</p>
<p>Qual direito tem o cidadão comum de questionar o voto de seu par que antes passava fome ou não tinha acesso a remédios essenciais a sua saúde e agora come e pode se medicar? Por acaso não foram as políticas públicas desse ou de outro governo que transformaram a vida do antes miserável em uma existência digna? Porque esse cidadão, que melhorou de vida, é chamado de alienado por querer a continuidade, ou o retorno, do governo que o beneficiou de alguma forma? Não estaria ele apenas exercendo seu direito democrático mais óbvio que é o de manifestar suas escolhas através do voto no candidato que, em menor ou maior grau, respalda suas necessidades e aspirações individuais?</p>
<p><img class="size-medium wp-image-1050 alignright" style="float: right; margin-top: 7px; margin-left: 10px;" title="voto2" src="../wp-content/uploads/2010/10/voto2-300x290.jpg" alt="" width="162" height="155" />Você que tem todas as condições intelectuais de questionar o óbvio, de construir um raciocínio consistente e firmar uma via própria de pensamento, mas não o faz, é o alienado da história. É assustador diagnosticar a quantidade gigantesca destas pessoas que não  têm consciência da importância da individualidade própria e ao mesmo  tempo ignoram a existência da de outrem. Estes reprodutores de opinião,  tentam, a todo momento, imputar ao outro o pensamento previamente  forçado à eles; e, caso falhem, rotulam o outro de alienado. Estão em um patamar abaixo dos que não têm a capacidade mínima de resistir aos candidatos e seus asseclas com suas imputações rocambolescas de futuro ideal. Estes, não têm culpa alguma de sua alienação, são, usando de uma metáfora conveniente, crianças inocentes que aceitam balas de estranhos.</p>
<p>Não se trata aqui, de tentar encontrar um posicionamento político ideal para o país, e sim demonstrar que esse suposto posicionamento ideal é na verdade a média da soma de todos eles. Há de se respeitar os anseios dos outros, justo porque não sabemos qual a dimensão real dos problemas deles. Simplesmente considerar que seu modelo de mundo faz sentido ao seu próximo, mesmo que ele discorde, nada mais é do que uma tentativa torpe de aliená-lo.</p>
<p>Não vivemos em uma sociedade livre de preconceitos, muito pelo contrário. Vivemos em uma sociedade onde os vários andares de nossa pirâmide social oprimem os que estão abaixo dele; uma sociedade onde um tipo de crença parece ignorar as outras, e pior, parecem não conceber que a sociedade, na verdade, é laica; uma sociedade onde quem diz ser censurado, censura. Existe em nosso meio um repúdio ao outro tão extremado que nem sequer nos lembramos de nos questionar o porquê de repudiarmos. Talvez, se fizéssemos esse exercício simples de reflexão, teríamos a exata noção de quem são os alienantes e os alienados.</p>
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		<title>O Museu do Rock e os Coloridos</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 06:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan M. de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pop & Cult]]></category>
		<category><![CDATA[Com]]></category>
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		<description><![CDATA[Esses seres felizes e saltitantes se espalharam com uma facilidade impressionante pelo mundo real, e para o desespero dos rockeiros em geral, agora são um grupo plenamente estabelecido. Mas ora, qual a razão da revolta? Essas coisas cintilantes, a grosso modo, não estão inventando nada de novo, principalmente no que se diz respeito ao vestuário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/restart1.jpg"><img class="size-full wp-image-1008 aligncenter" title="restart" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/restart1.jpg" alt="" width="422" height="282" /></a></p>
<p>Todo mundo com menos de 25 anos já ouviu falar, felizmente ou infelizmente, da nova geração do &#8220;rock&#8221; brasileiro: os coloridos. Aqueles meninos, meninas e genéricos que saem pelas ruas aplicando o conceito de psicodelismo na moda com uma transgressão invejável.  Esses seres felizes e saltitantes se espalharam com uma facilidade impressionante pelo mundo real e já estão fortemente instalados em todos os recantos da web, sendo então, nessa nova ordem mundial, e para o desespero dos rockeiros em geral, um grupo plenamente estabelecido. Mas ora, qual a razão da revolta? Essas coisas cintilantes, a grosso modo, não estão inventando nada de novo, principalmente no que se diz respeito ao vestuário.</p>
<p>Duvida? Então dá uma olhada:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/coloridos-old-school.jpg"><img class="size-full wp-image-995 aligncenter" title="coloridos-old-school" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/coloridos-old-school.jpg" alt="" width="570" height="226" /></a></p>
<p>Pois é. Cade seu Deus do Rock agora?</p>
<p>As duas bandas acima representadas, para quem por uma infelicidade não saiba, são <strong>Twisted Sister</strong> e <strong>Queen</strong>, respectivamente. A primeira toca um Hard Rock primoroso e a segunda dispensa maiores apresentações.  Acontece que ambas se vestiam ridiculamente, tanto nas apresentações quanto nos videoclipes. Quem é fã de Queen sabe o que eu estou falando, Fred Mercury era <span style="text-decoration: line-through;">uma bichona tão louca</span> tão homossexual que Ney Matogrosso rivaliza pau a pau (heh) com ele. Já a Twisted Sister era adepta do glam(uroso) rock, ou seja, o figurino era tão importante, ou mais, que a música em si, o que só prova que eles tinham um mau gosto do caralho.</p>
<p>Aliás, esse estilo <span style="text-decoration: line-through;">gay</span> descolado de ser é tão comum que não tem nada de novo. Afinal, temos a <strong>Tropicália</strong> aqui no Brasil:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tropicalia.jpg"><img class="size-full wp-image-1001 aligncenter" title="tropicalia" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tropicalia.jpg" alt="" width="300" height="443" /></a></p>
<p>O <strong>Visual Key</strong> e os japoneses em geral:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/visual-key.jpg"><img class="size-full wp-image-1002 aligncenter" title="visual-key" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/05/visual-key.jpg" alt="" width="300" height="450" /></a></p>
<p>Vamos parar por aqui né? Tô quase ficando com nojo, e olha que eu até pensei em citar <strong>Tokio Hotel</strong> aqui.</p>
<p>Mas enfim, os Coloridos não trazem nada de novo para o mundo da música, ao contrário do que alguns deles afirmam, não mesmo. Tá certo que nuncaantesnahistóriadessepaís houve tantas cores diferentes por metro quadrado de pano, mas ora bolas, será que todos já se esqueceram dos <strong>Hippies</strong> e seus florais?</p>
<p>É inútil argumentar que os coloridos se vestem bem, eles se vestem mal, isso é um fato consumado, mas moicano e piercing argola também é e ninguém fica reclamando tanto assim dos <strong>Punks</strong>. A música também é ruim? É, péssima, por sinal. Mas centenas de bandinhas americanas, e queridinhas, têm letras tão ruins quanto, mas, que por estarem em inglês, <span style="text-decoration: line-through;">a gente finge que entende</span> são respeitadas.</p>
<p>Mas agora vejam essas puta faltas de sacanagem (sic):</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LHKLqdDVy5s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/LHKLqdDVy5s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/J0ZdzynbZK8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/J0ZdzynbZK8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Perplexidade é a única reação possível para esses vídeos. O problema é que essa perplexidade, e o ódio gerado a partir dela, são direcionados para os alvos errados. Afinal de contas, os fãs é que são retardados, e muito, não as bandas, que também podem ser, mas isso não vem ao caso. Esse tipo de histeria e retardo mental é comum em fãs de <strong>qualquer</strong> banda, desde Guns&#8217;n'Roses até Restart. E sabem por quê? Porque a extensa maioria dos fãs são retardados. São incapazes de estabelecer uma crítica inteligente ao seu objeto de adoração, além de se eximirem totalmente de sua própria personalidade para personificar a coisa que põem em seus pedestais.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, amigos rockeiros, que, assim como eu, acham essas bandas coloridas o fim da picada, vamos ser justos e criticar o que vale, nesse caso, a música, não seus fãs, roupas ou orientações sexuais, ok?</p>
<p style="text-align: justify;">E se você for um daqueles caras cabeça dura, avesso à novidades, engula sua raiva, xingue muito no twitter, dê um Restart no seu dia, e vá curtir um Cine com sua mina vestido só de preto e jeans, claro.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>De Che Guevara a Churchill</title>
		<link>http://www.eusouautista.com.br/de-che-guevara-a-churchill</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 18:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan M. de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[atica]]></category>
		<category><![CDATA[baluarte]]></category>
		<category><![CDATA[Com]]></category>
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		<category><![CDATA[será]]></category>

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		<description><![CDATA[Todas essas pessoas pensam demais e fazem de menos ou fazem demais e pensam de menos. Assim o mundo segue num caótico equilíbrio de pormenores. O que acontece se alguém resolve ser dicotômico? BIG BANG, terceira guerra mundial, bomba atômica, espinhas no dia da formatura, etc... Qualquer cataclismo universal parecido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ChexChurchill.jpg"><img class="size-full wp-image-956 aligncenter" title="ChexChurchill" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ChexChurchill.jpg" alt="" width="494" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje em dia vivemos sob a ditadura do politicamente correto. Somos defensores do meio ambiente, da igualdade social e de outras coisas <em>cool</em> sem ao menos saber o porquê ou com defendê-los. A sociedade recebe em doses cavalares frases bonitas e ideologias mitigadas, sendo que, uma vez cegados, esquecem que o mundo e o ser humano são muito mais que duas ou três questões, pior, passam a considerar que o único baluarte digno é o que ele carrega em baixo do braço. Não é difícil perceber esse tipo de pessoa e como elas ignoram completamente seus antagonistas numa espécie de oito ou oitenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos os eco-chatos e a sua total falta de noção ou conhecimento das engrenagens que movem o mundo; os hiper-ateus que depois de lerem dez páginas de Richard Dawkins pensam ter descoberto a teoria fundamental da verdade; os comunistas de boutique e suas camisas de grife; os socialmente engajados, principalmente artistas, que doam milhões e milhões de verdinhas para países pobres, essencialmente ditaduras, sem ter o menor compromisso com o que é feito com esse dinheiro. Enfim, são vários, diria que inumeráveis.</p>
<p>Todas essas pessoas pensam demais e fazem de menos ou fazem  demais e pensam de menos. Assim o mundo segue num caótico equilíbrio de  pormenores. O que acontece se alguém resolve ser dicotômico? BIG BANG,  terceira guerra mundial, bomba atômica, espinhas no dia da formatura,   etc&#8230; Qualquer cataclismo universal parecido. Deve  ser realmente incômodo quando uma linha tão tênue é vibrada. Os que se  arriscam têm destino tão caótico quanto seu ato. Do louvor a total  ignorância. Talvez por isso sejam reprimidos, e acabam sendo  considerados <em>cults</em>, toscos, ou mais recentemente, independentes. É  a eterna busca humana pela união dividida, é preciso ser definidamente  classificado, catalogado e enumerado. Ver além dos números, nomes ou  termologias é coisa de adolescente idealista. E sempre será.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez seja extremamente necessário que o ciclo se renove, que os jovens bitolados tenham seu tempo de idolatrar ideias e heróis igualmente bitolados para só então abir os olhos para a realidade pragmática das coisas. O moderno de hoje será o antiquado de amanhã e todos nós seremos pais e velhos um dia, mesmo que não tenhamos filhos. O jeito é aproveitar a vez de idolatrarmos Che Guevara, amanhã será Churchill.</p>
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		<title>Crescer</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 18:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan M. de Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<br /></br><br /></br>
Perene foi aquela verdade, que a mim mentiu sobre mim.
Mesmo sendo só questão de idade, aquele ódio puro, quase carmim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Crescer" src="http://olivrodosdias.wordpress.com/files/2009/09/crescer.jpg" alt="" width="189" height="253" /></p>
<p style="text-align: center;">Com dúvidas se foi a angústia<br />
Querendo sumir e implodir<br />
Abandonar por mais que custe-a<br />
A tristeza de não saber pedir</p>
<p style="text-align: center;">Perene foi aquela verdade<br />
Que a mim mentiu sobre mim<br />
Mesmo sendo só questão de idade<br />
Aquele ódio puro, quase carmim</p>
<p style="text-align: center;">Se já não fosse a tempo, e tarde<br />
Abandonar as certezas juvenis<br />
Temendo a vergonha de um alarde<br />
Dado, agora, estou a coisas mais senis</p>
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		<title>Amor em 16-bits</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 06:07:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan M. de Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<br /></br><br /></br>
Se já fez igual,
Dê uma risadinha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser <em>noob</em> é quase que uma questão de estilo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://capinaremos.com/wp-content/uploads/2010/03/cheats.jpg" alt="" width="540" height="1049" /></p>
<p>Não podia ter saído de nenhum outro lugar que não no <a href="http://capinaremos.com/">Capinaremos</a>.</p>
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		<title>La nuova gioventú</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 22:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan M. de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[adepta]]></category>
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		<description><![CDATA[Nós, jovens, matamos a juventude. Matamos a pura essência da etapa que deveria nos formar e não, como é agora, limitar. Somos sombras pálidas de um fogo que deveria arder intensamente – e até insanamente – em nossas vidas, mas que se cala brando e conformado em seu cotidiano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/la-nuova-gioventu.jpg"><img class="size-full wp-image-890 aligncenter" title="la-nuova-gioventu" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/la-nuova-gioventu.jpg" alt="" width="384" height="288" /></a></p>
<p>Nós, jovens, matamos a juventude. Matamos a pura essência da etapa que deveria nos formar e não, como é agora, limitar. Somos sombras pálidas de um fogo que deveria arder intensamente – e até insanamente – em nossas vidas, mas que se cala brando e conformado em seu cotidiano.</p>
<p>Perdoando o pleonasmo, somos filhos de nossos pais. Filhos de uma geração que nasceu no berço da democracia constituída e do mercado livre com seus ciclos de milagres e desastres econômicos. A maior revolta de minha mãe era ser proibida de namorar na rua; de meu pai, foi não poder pegar, sempre, emprestado o carro de meu avô. Foro íntimo sempre era a única questão.</p>
<p>Há de se entender que o núcleo da sociedade não é a comunidade ou um grupo, e sim o indivíduo. Porém, qual bem advém da extrapolação do indivíduo sobre o bem comum e a própria vida em sociedade? Nada além do egoísmo, da soberba e do imediatismo nasce desse processo. A nova juventude é assim: egoísta. É adepta de uma distorção conveniente do <em>carpe diem</em>, e reflexo de seus próprios desejos. Sobrou apenas a <em>não-causa</em> e morreu a rebeldia engajada – para o bem ou para o mal –.</p>
<p>A nova juventude é a passividade inexpressiva e impetuosa de Baco. Vivemos nossa rotina festiva, tão pobre em emoção, somos principezinhos entediados de seus muitos amantes e prazeres, e isso nem é privilégio das classes médias e altas. Ou alguém se convence que o já tradicional baile <em>funk</em> não é há muito tempo uma manifestação pura e banal de ociosidade e tédio? Tanto é que se tornou amplamente frequentado por <em>boyzinhos</em>, todos eles membros da <em>high society</em>.</p>
<p>É triste o panorama dessa sociedade onde <strong>A-PE-NAS</strong> meia dúzia de jovens concentra sua efervescência hormonal em odiar alguma coisa, querer mudar, revolucionar enfim. O dever de todo jovem é mudar o mundo. Não se pode viver numa sociedade estática e conformada. É preciso que se revolucione a literatura, as cores das bandeiras, o guarda-roupa, a arte, a filosofia, o videogame e a internet. É preciso abandonar o ostracismo das idéias e a utopia dos discursos. Tudo isto é coisa de velho, e ninguém deseja viver uma maturidade arrependida e frustrada.</p>
<p>É preciso ter a sabedoria de que o debate é o caminho para qualquer solução, seja um pouco sério demais ou louco de menos. Não se pode levar os estudos tão a sério, mas tampouco levar a vida na brincadeira. A graça de ser jovem é ser singularmente ambíguo, não podemos abrir mão de nossas dúvidas e certezas. Jamais devemos nos deixar ser reféns de uma ou duas verdades e se esquecer de forma alguma que a essência da liberdade é ter responsabilidades.</p>
<p>Somos uma juventude chata e parada, desacreditada por nós mesmo. Somos uma mentira bem contada, preguiçosos e egocêntricos. Dessa forma não teremos outro destino que não a autodestruição. Resta à sociedade esperar que pelo menos alguns poucos despertem para a sua função motora do mundo; que alguns se lembrem que ser jovem é sinônimo de crescimento próprio e conjunto.</p>
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		<title>Minha carta de Natal</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:46:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan M. de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escrivaninha]]></category>
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		<description><![CDATA[Não tenho mais idade para acreditar que o senhor exista, mas tampouco cheguei a perder toda a esperança. Ora, veja bem, sou cético e um tanto quanto magoado com as falsidades do mundo, mas, ainda sou capaz de pensar que certas coisas são melhores como inverdades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-881 aligncenter" title="minha-carta-de-natal" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2009/12/minha-carta-de-natal.jpg" alt="minha-carta-de-natal" width="245" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;">Querido Papai Noel,</p>
<p style="text-align: justify;">Não tenho mais idade para acreditar que o senhor exista, mas tampouco cheguei a perder toda a esperança. Ora, veja bem, sou cético e um tanto quanto magoado com as falsidades do mundo, mas, ainda sou capaz de pensar que certas coisas são melhores como inverdades.</p>
<p style="text-align: justify;">Não fui capaz de assumir o vício dos que se julgam inteligentes, não me julgo capaz de matar Deus, muito menos de criá-lo. Sou só mais humano que prefere viver a própria concepção de realidade. E eu sinto dizer, Papai Noel, que o senhor não existe nessa minha realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, acredito que muito mais que a própria fé, é a descrença que constrói; já que é justamente a distância que nos faz perceber a falta que, o que nós nos distanciamos de, faz. Sendo assim, decidi acreditar por um breve momento. Não no senhor, claro, já que há muito tempo perdi a doce inocência. Mas acreditar sim no que o senhor deveria representar.</p>
<p style="text-align: justify;">Por um momento deste ano vou acreditar piamente na bondade, na confraternização e no entendimento; vou acreditar na celebração da boa vontade, no prenúncio de que bons tempos estão por vir e que finalmente seremos irmãos. Deixarei de lado a minha face ranzinza de quem está descrente no próximo, e trarei o sorriso da compreensão. Acreditarei, e mesmo que seja só um pouco, tenho certeza que me renovará o suficiente para mais um ano de vida. Já se foram mais de vinte, e já me sinto tão cansado.</p>
<p style="text-align: justify;">E é por isso, Papai Noel, que diante da minha pequenez, eu peço à sua grandiosidade, que só a fé pode mensurar, a permissão de viver mais esse Natal, e que, ainda que seja somente por essas poucas horas, eu possa estar ao lado das pessoas que amo,  que juntos tenhamos momentos de paz, harmonia e do mais puro e simples amor. Peço apenas por isso, pela minha família, por todas as outras e nada mais, pois somente na família podemos existir, e fora dela somos nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Repito que, como cético, eu não acredito, mas como ser humano, e repleto dessa humanidade, me dou o luxo de ter fé, de acreditar.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigado, e tenha o senhor, também, um Feliz Natal.</p>
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		<title>Rosado Zé</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 16:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alan M. de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor Me]]></category>
		<category><![CDATA[de 17 anos]]></category>
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		<description><![CDATA[Manoela herdou da mãe, Dona Zinha, senhora muito altiva e tradicional, um baú com seus pertences mais pessoais. A casa, e todas as outras coisas, ficaram para o irmão, filho julgado por ela o preferido. Quando foi buscar a dita herança, um dia após o acontecido, encontrou Dinha, a cuidadora, com seu grande rosto anormalmente vermelho e inchado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-874 alignnone" title="rosado-ze" src="http://www.eusouautista.com.br/wp-content/uploads/2009/12/rosado-ze.jpg" alt="rosado-ze" width="400" height="293" /></p>
<p style="text-align: justify;">Manoela herdou da mãe, Dona Zinha, senhora muito altiva e tradicional, um baú com seus pertences mais pessoais. A casa, e todas as outras coisas, ficaram para o irmão, filho julgado por ela o preferido.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando foi buscar a dita herança, um dia após o acontecido, encontrou Dinha, a cuidadora, com seu grande rosto anormalmente vermelho e inchado. “De tanto chorar”, só pode pensar.</p>
<p style="text-align: justify;">- Bom dia, senhora. – Disse a moçoila quase engasgando. – O Baú está ali. Vó Zinha tinha muito apreço por ele, só guardava o que mais amava.</p>
<p style="text-align: justify;">“Um monte de tranqueiras e velharias!”, foi o que veio a mente de Manoela, mas manteve o rosto sereno que a ocasião pedia.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas, senhora. Devo lhe contar.<br />
- Diga, querida.<br />
- Desde que a senhora a deu aquele computador de mão&#8230;<br />
- E ela usava? – perguntou surpresa. – Jamais imaginei.</p>
<p style="text-align: justify;">O laptop era na verdade a máquina ultrapassada que sua filha mais velha não queria mais.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim. E usava muito, passou até a comprar toneladas de coisas pela internet. Até que aquela caixa estranha chegou.<br />
- Estranha?<br />
- Muito estranha. – Disse isso com aquela forma prolongada que os mais jovens entendem por legal. – Depois daquele dia Vó Zinha não precisou mais de remédios para dormir e estava sempre de bom humor.</p>
<p style="text-align: justify;">“Bom humor” não era o que exatamente definia Dona Zinha, pelo menos não depois da morte do pai de Marcela, Seu Osvaldo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Oras&#8230; Que ótimo! Morreu feliz então, minha mãe.<br />
- Verdade dona Manoela, mas isso não é tudo. Ela começou a falar desse tal de Zé. Como ela não recebia visitas sem ser da senhora e do seu irmão, perguntei ao Doutor se ela estava ficando louca.<br />
- E o que ele disse?<br />
- Que era uma alucinação normal de quem está morrendo.<br />
- Certo.<br />
- Só que&#8230;<br />
- Só que o que menina? – exasperou-se, fazendo a gordinha de pouco mais de 17 anos murchar.<br />
- Só que quando eu a encontrei ontem&#8230; Bem, não sei como dizer.<br />
- Apenas diga.<br />
- Eu vi uma coisa muito bizarra. Vó Zinha morreu de enfarte, mas seu coração estava ótimo. Eu acho que ela morreu por causa do Zé.<br />
- Como assim? Ele não era uma alucinação?<br />
- Não sei bem dizer, prefiro que a senhora mesmo veja, e não se preocupe, está limpo.<br />
- Limpo? Eu não entendo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Dinha envermelhou-se mais e saiu da sala sem dizer nada. Manoela, atônita, olhou para o baú de madeira de lei e terminou por abri-lo. Lá estavam alguns papéis, fotos velhas, um envelope, e uma caixa preta longa. Como o envelope era novo, e estava junto à caixa preta, abriu-o, encontrando nele um bilhete da falecida.</p>
<p style="text-align: justify;">“ Amada filha,</p>
<p style="text-align: justify;">Sei que não fui uma mãe perfeita, sei que não lhe dei o amor que esperava de mim. Por tudo isso eu lhe peço perdão.<br />
Na verdade nunca quis filhos, mas seu pai muito insistia em ter um, e como você não nasceu um varão, tive de ter outro a fim de satisfazer os desejos de seu pai. Talvez por isso nunca lhe dei a atenção merecida, sempre preferindo seu irmão pois isso fazia seu falecido pai feliz.<br />
Mas, minha filha, entenda, sempre lhe amei, e quando seu pai nos deixou, pude ver isto com mais clareza. Você se casou cedo, acho que para sair de casa, e mesmo assim não era feliz. Via nos seus olhos que lhe faltava alguma coisa.<br />
Por isso estou lhe deixando a coisa mais preciosa que tive em vida, aquilo que pude comprar graças a máquina que você me deu; aquilo que pode finalmente preencher todo o vazio que seu pai me deixou; aquilo que, espero eu, possa lhe fazer uma mulher mais feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">Com amor, mamãe.”</p>
<p style="text-align: justify;">Manoela, às lágrimas, abraçou com força o envelope por alguns minutos, mas, vencida pela curiosidade, pegou a caixa preta e sorriu marotamente ao ver seu conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">Zé, na verdade, se chamava Osvaldo José, era rosa, tinha 38 cm de envergadura e funcionava a base de pilhas.</p>
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