<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078</id><updated>2018-03-05T18:54:18.926-08:00</updated><category term="Poemas/Contos/Crônicas"/><category term="Autores"/><title type='text'>Excêntrico Poeta</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-7877236072662456458</id><published>2012-10-13T19:55:00.003-07:00</published><updated>2012-10-13T20:03:35.465-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'></title><content type='html'>Céu azul. Vento fresco. Sem vento. Vento  fresco. Sem vento. Olhos abertos: Céu azul. Segundos. Segundos. Olhos  fechados. Vento fresco. Sem vento. Segundos. Segundos. É só um momento  apenas, e da desordem incerta de dentro do humano, de dentro, do dentro  de dentro: uma mudez azul. Olhos abertos: Céu azul. Vento fresco. E uma  coisa de se perder o pensamento numa forma de vazio que não aquela  coletiva de todos os dias. E uma coisa de  ser silêncio não como aquele de quando se anda em locais públicos. Sem  vento. Segundos. Céu azul. E uma coisa de ver um interesse bonito e  calmo naquilo, sem que aquilo seja algo de fato. Vento fresco. Pelos e  cabelos se movem levando a pensar não pensando se não é possível o homem  voar e ser, naquele azul todo, uma nuvem branca grande e grande e  grande que tenha qualquer forma, menos a forma do homem. Segundos. Olhos  distantes. Olhos nuvem. Corpo nuvem. Segundos. Segundos. Sem vento. Céu  azul. E uma coisa de não saber, de não se importar e de se preocupar  pra quê? Mudez azul. Vento fresco. Vento fresco. Uma coisa. Segundos.  Sorriso não pensando por motivos não pensados. Olhos fechados. Sem  vento. Segundos. Vento fresco. Um momento apenas. Olhos abertos. Olhos  distantes. Céu azul. Sorriso azul. Mudez azul. Felicidade, só.&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/7877236072662456458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=7877236072662456458&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/7877236072662456458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/7877236072662456458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2012/10/simples.html' title=''/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-7693288236627413484</id><published>2012-10-13T19:49:00.000-07:00</published><updated>2012-10-13T19:49:42.494-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'></title><content type='html'>Na cama embaixo da coberta: acabei de acordar ou estou indo dormir. Mas, na verdade, o que é que isso importa? &lt;br /&gt; Lembro de você, sinto o seu não estar. Lembro de algum momento em que  rimos juntos; lembro do último abraço que demos e eu só usei um braço,  deveria com certeza ter usado dois ou três, quatro... e apertado bem  forte, ter colado em você e ter te espremido feito laranja pra se fazer  suco, &lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;agora eu rio; lembro de como você  era uma pessoa chata e como tinha uns costumes estranhos que, devo  dizer, hoje alguns passaram a ser costumes estranhos meu, só sei disso  porque me olham da mesma forma que eu te olhava e se chateiam comigo nas  mesmas coisas que você me chateava. Me pergunto sobre o que de bonito  assim deixei com você, deixo sair um sorriso... parece que esqueci que a  resposta disso também pode tornar céu azul em nublado. Sempre se  esquece isso...&lt;br /&gt; Vou lembrando ali naquele lugar meu, mas poderia ser  na praia também ou no mercado, no trânsito..., quem é que se importa?  Vou lembrando.  Vou sentindo umas coisas estranhas também: decepção, às  vezes, sem perder a felicidade, mas às vezes perco... e às vezes perco a  decepção e a felicidade; um pouco de raiva e fúria ao mesmo tempo em  que sinto na boca o gosto bom daquela conversa boa que a gente teve, já  faz tempo... não lembro quanto mais! Ora, ora, quanta bobagem, penso. E  você, no que lembra? Será que, como eu, você também sent... ora, ora,  que pergunta mais boba e que todo mundo tem medo! Deixa passar. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Há quanto tempo estou aqui, já? Quase esqueço que estou no quarto,  quase esqueço que tenho que dormir ou acordar ou sei lá o quê. À noite  isso incomoda depois de um tempo... de manhã só quando se tem que  levantar por se ter o que fazer, mas sempre se tem algo que fazer. Há  quanto tempo estou aqui, já?, começo a pensar nisso... talvez dez  minutos, talvez quinze... mas claro que é bem mais. Lembrar você  empolga, não que faça bem, e o tempo passa rápido como passa quando a  música é boa demais ou quando... ah! não sei.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Vou lembrando.  Vou lembrando. Tempo já passou, eu sei, preciso ir e deixar ir. Vou  lembrando você. Quem é mesmo você? Se alguém próximo hoje talvez não  conheça mais..., bobeira, quando é que se conhece outrem? Então hoje te  conheceria ainda menos. Quem é mesmo você? O cachorro velhinho velhinho  que morava no quintal, o pai, o afeto que se iniciou pela simpatia de um  sorriso, a senhora de idade do banco da praça, o maior amigo de todos, a  mãe, o afeto que terminou pela ausência de...ah! pela ausência..., a  irmã, o tio, a namorada, o peixe laranja no aquário pequeno, o  desconhecido do ponto de ônibus que emprestou uma passagem mesmo sabendo  que nunca vai reencontrar, o uma frase bem bem pequena apenas, o todos  isso juntos... quem é mesmo você? Tsc,tsc... quem é que se importa! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Arre!! Arre!! Deixa ir, pois já passou tempo demais, veio o relógio  dizer o óbvio. Deixo sim, mas é que vou lembrando e depois vou sentindo  umas coisas estranhas... vai faltando, parece.&lt;br /&gt; Olha lá o relógio de novo, que agora sou eu.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;s&gt;&lt;/s&gt; Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/7693288236627413484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=7693288236627413484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/7693288236627413484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/7693288236627413484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2012/10/na-cama-embaixo-da-coberta-acabei-de.html' title=''/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-937526110705262874</id><published>2012-07-15T10:40:00.000-07:00</published><updated>2012-07-15T10:47:18.844-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Circunferência</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Circunferência&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Pensou em mudar sua vida naquela noite. Na verdade, pensou em mudar sua vida naquele instante. Pensou em todas as mudanças que poderia fazer, no incontável de mudanças. Seria outra pessoa, definitivamente seria outra pessoa... ou talvez, seria uma pessoa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Pensou primeiro em cortar os cabelos ela mesma: ela mesma com a tesoura dela mesma. Correu procurá-la... achou. Foi até o espelho e segurou um pedaço considerável de fios para serem cortados... não conseguiu.. de novo... não conseguiu. Pensou, ainda, que jogaria algumas roupas fora, todas velhas, já que as novas não teve coragem, e acabou que nem as velhas foram jogadas, pois pensou que poderia doá-las.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Também pensou em quebrar algum eletrodoméstico usual da casa, viveria sem ele. Encheu a pia de água e chegou a tentar afogar algum, mas teve medo de ser eletrocutada e desistiu... mas é verdade, também, que pareceu ter se esquecido de ligá-lo na tomada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Banho! Pensou em talvez deixar de tomar banho aquela noite... não, mas não... e finalmente decidiu que não escovaria os dentes e, isso, conseguiu. Dormiria com os dentes sujos, com as bactérias a fermentarem neles e a destruí-los de mínimo pedaço em mínimo pedaço mais do que se estivessem limpos. Dormiria com esses monstros terríveis e vis, fétidos! a lhe causarem as mais profundas e grotescas caries que um ser humano pode ter.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Demorou pegar no sono. E teve uma noite longa, na qual acordou várias vezes, revirou-se na cama como se fugisse do pior mal possível e teve alguns pesadelos, embora não se lembrasse deles depois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Acordou indisposta e cansada. Ligeiramente foi escovar os dentes e ligeiramente seu mal-estar passou. De frente para o espelho, demorando-se estática, notou, então, sua imut... não!... não... notou, então, Sombra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Verdana,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&amp;nbsp;Ferdinando R. Siqueira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/937526110705262874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=937526110705262874&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/937526110705262874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/937526110705262874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2012/07/circunferencia.html' title='Circunferência'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-5338293898556281420</id><published>2012-06-21T17:59:00.001-07:00</published><updated>2012-07-15T10:49:01.047-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>pessoas Pequenas</title><content type='html'>pessoas Pequenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É complicado, tem essas pessoas pequenas, não é? Essas poucas pessoas pequenas... Elas vão aos poucos se aproximando da gente com seus modos meio pequenos, seus sorrisos meio pequenos, seus afetos meio pequenos. Elas vão se aproximando da gente, meio como a brisa, meio com timidez. &lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;E, num dia desses onde o céu azul tem nuvens engraçadas, você vai e percebe, sem antes ter tido interesse em perceber, que essas pessoas pequenas são... como é mesmo...bem, é complicado dizer. Elas não são, elas têm. Se fossem algo não nos provocariam desse modo - de outro talvez-, mas, não, elas têm isso, e o isso chama a atenção.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Então que a gente olha pra elas e vê, para infinitamente além dos seus olhos, que não são tão pequenas. E olha uma segunda, terceira, quarta vez e vê dentro delas isso que é complicado dizer! &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Aí que você percebe porque essas pessoas são desse jeito: é que, bem... acabaram sendo maiores em outras coisas... isso! Não talvez por motivos nobres, não talvez por terem coragem para derrotar dragões, não talvez por essa e outras bobagens de espírito que se atribui a homens que não existem, mas, talvez, por que não por motivos bem mais simples?&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Aí que você percebe porque essas pessoas são assim pequenas: é que elas trazem dentro de si... isso... isso que só se percebe, só se encontra nelas pelo desencontro, na distração... mas essas coisas são complicadas demais dizer, talvez só mesmo quando essas pessoas pequenas passam pela gente é que se entende... e se entende, também, que pequenez é a única coisa que elas, definitivamente, não tem.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br style=&quot;mso-special-character: line-break;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/5338293898556281420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=5338293898556281420&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/5338293898556281420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/5338293898556281420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2012/06/iceberg.html' title='pessoas Pequenas'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-8159946391449904201</id><published>2012-06-07T07:23:00.001-07:00</published><updated>2012-06-21T18:03:30.091-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Distante</title><content type='html'>Distante&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Acordou segunda às oito horas, tomou café e banho: atrasou-se. Almoçou na quarta quase três horas da tarde e quinta, enquanto anoitecia, chegou em casa, mas só pôde dormir na sexta às duas da madrugada ou mais tarde, não se lembrou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;No sábado à noite se encontrou, após um tempo longo que não percebeu passar, mas que existia dentro dele, com alguns amigos, os melhores talvez, e quase não puderam conversar direito, porque acabou que num instante depois o bar já ia fechar e não quiseram se demorar em outro local. Restou apenas uma sensação de “há ainda por fazer” e saudade presa na garganta e pesando no peito, que não sabia se era por culpa de si próprio ou dos outros, que não sabia se era culpa de alguém, que não sabia se era culpa. E depois, naturalmente, segunda já teria chegado, ou melhor, termin... não! já seria terça...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;Era sempre assim, as horas passavam rápidas demais. Ou talvez não fossem as horas, fosse algo mais grave...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; line-height: 115%;&quot;&gt;E, no fim de tudo isso, se perguntava se ele e todas as outras pessoas vivas teriam próximos de si algo que não fosse apenas o relógio de pulso com seus ponteiros solitários que repetiam segundos que não se repetem e uma alma vazia e um silêncio. Arre! Engoliu foi estranheza!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/8159946391449904201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=8159946391449904201&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/8159946391449904201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/8159946391449904201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2012/06/distante.html' title='Distante'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-3393358495891998997</id><published>2012-04-15T14:36:00.000-07:00</published><updated>2012-04-15T14:36:31.236-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Quando se deixa a janela aberta</title><content type='html'>Quando se deixa a janela aberta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só uma brisa meio quente que entrava pela janela. Não estava forte, não estava fraca, estava apenas entrando pela janela. &lt;br /&gt;Olhou os pelos do braço, estavam em pé e andariam se tivessem pernas, mas continuaram fixos no braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só uma brisa meio quente que entrou pela janela. Mas, por um tempo muito curto, não o bastante que não pudesse ser notado, perdeu-se em olhar para não se sabe onde, e pensou em não se sabe o que. Fez questão de não contar para ninguém, e nem para si mesmo, não materializou nada. Nada foi materializado, e estranhou, porque ainda assim existia algo imenso no que acontecia: e acontecia o ser parte de, e acontecia o não ter ser, e acontecia o transcender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim como entrou, a brisa saiu, talvez menos quente que antes. Tirou da mesa alguns papéis, espalhando-os pelo chão; levou um pouco do ar do lugar e deixou um pouco de si. Tirou, levou e deixou, também, algumas outras coisas mais.&lt;br /&gt;Os pelos, e o corpo que os abrigava, fingiram nem perceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/3393358495891998997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=3393358495891998997&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/3393358495891998997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/3393358495891998997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2012/04/quando-se-deixa-janela-aberta.html' title='Quando se deixa a janela aberta'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-943630094471606834</id><published>2011-12-04T14:50:00.000-08:00</published><updated>2011-12-04T15:06:25.927-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Zumbi</title><content type='html'>Zumbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zumbidos da respiração silenciosa da alma.&lt;br /&gt;Zumbidos das sensações roucas da essência.&lt;br /&gt;Zumbidos da felicidade do íntimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zumbidos da grande máquina Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zumbidos da abelha na flor.&lt;br /&gt;O sol na aurora zumbi na gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geadas, ventos de fênix, pensamentos de líquidos:&lt;br /&gt;É viver, é vida, é morrer:&lt;br /&gt;Correr no escuro sem chão,&lt;br /&gt;Correndo de ré para frente.&lt;br /&gt;De costas, de costas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tão rápido passa,&lt;br /&gt;E tão rápido se sente,&lt;br /&gt;E tão rápido se põe.&lt;br /&gt;E tão rápido a noite chega...&lt;br /&gt;De costas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se esteve Zumbi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/943630094471606834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=943630094471606834&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/943630094471606834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/943630094471606834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2011/12/zumbi.html' title='Zumbi'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-7658673048342288537</id><published>2011-08-03T17:35:00.000-07:00</published><updated>2011-11-21T15:20:47.440-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Para si o mesmo dele</title><content type='html'>Para si o mesmo dele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que riso é esse? Mas que barulho insano, “Quem está aí?”.  E o som só aumenta, parece que se aproxima, se aproxima; “Quem está aí? Responda!”. É dia, poucos atentariam contra mim em pleno dia, assim tão aberto, assim tão movimentado. Mas aqui estou, sozinho; onde estou? afinal, me perdi, parece. Lembro que virei numa quadra um tanto distante. Ia cortar caminho.&lt;br /&gt;“Não se aproxime mais, estou com as mãos armadas”, grito; “Não se aproxime mais!”. Bobagem minha, não tenho nada nas mãos, estou tão desarmado quanto esse lugar alheio onde me encontro. Devo ter virado à esquerda e era para ter seguido reto. É isso, só pode ser isso!&lt;br /&gt;O riso aumenta, o riso aumenta. Parece um louco, um psicótico fugido de sabe se lá onde. Se perguntássemos ele diria que veio da Constelação de Orion ou que saiu das profundezas do esgoto. Esgoto? Logo abaixo, o esgoto. Correnteza de esgoto. Cheiro de esgoto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beco, estou num beco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas pernas tremem; apenas minhas pernas? O que é isso? Tenho medo, tenho medo, talvez. Meu coração está acelerado, deve ser ansiedade... planejo correr, mas quero esperar mais um pouco...e por quê?!... planejo fugir, sair desse beco afastado e pegar a rua movimentada logo ali e respirar o ar que há logo ali e andar por onde deveria ter andado antes de entrar aqui.&lt;br /&gt;“Pare de rir!”, uma pausa, pausa de receio, minha voz parece ofegante, “Onde há graça? Quem é a graça?”. Demência, esse riso é uma demência total!... e não para, parece que não falta fôlego para o que quer que o tenha criado. E agora, agora ecoa na minha mente... ritmado, assim como ele é. Ritmado com alternância de alto e baixo som. Riso louco, riso de felicidade absurda, riso de angústia pesada, riso de ódio, riso de serenidade e plenitude, riso do humano humano. Riso insano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou!... não se aproxima mais, ou já nem posso perceber se está próximo ou longe. Não sei nem se existe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“haha!!HAHAHA!!... a graça? Que tola a pergunta de um tolo. HA!!HAhaHAHA!!!HA! A graça é de você, a graça é você. E onde estou, você me pergunta? Como não sabe, como? HAhaHA!!Ha!!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, explode o som do palpitar do meu coração, explode uma excitação doida de velocidade, de sangue jorrando pelas minhas veias, explode adrenalina viva e quente. E o som se aproxima, agora percebo, se aproxima e aumenta, deve estar colado em mim agora, deve estar esbarrando nos pelos do meu braço agora, deve estar tocando minha pele agora. Dentro... d-dentro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugir... me sobra fugir! Vou para a rua, a rua movimentada é minha tranquilidade. Loucura, loucura lânguida de risco frenético. Sempre frenético, tudo foi frenético. Eu corri. Corri demais. E antes de escapar pelo horizonte daquela viela, um segundo mínimo antes de pular no meio da calçada da rua vasta e segura, o som parou. Calma, tudo foi calma; e lento, a imagem intera era lenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de súbito, numa velocidade absurda, no instante seguinte ao silêncio lento e total, o som delirante voltou: alto, mais alto, mais alto, mais alto... tão alto que meus ouvidos zumbiram tão freneticamente quanto o ritmo que ouviam... alto, mais alto, mais alto... E aquilo ressoou em mim. E aquilo veio de encontro a mim. Corri, desde aquele momento anterior eu corri: zumbindo.&lt;br /&gt;Quando pulei na calçada, atribulado, confuso, amedrontado, entorpecido, vi os outros, vi a vastidão de tudo aquilo que parecia concreto, e não ouvi mais nada. Calma, tudo foi calma; insanidade não se ouvia mais...&lt;br /&gt;“HAha!!!!!HAhaha!!. Dentro... dentro. Não há como correr de dentro... hahaHA!!HAHAHA!”.&lt;br /&gt;Continuei, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/7658673048342288537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=7658673048342288537&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/7658673048342288537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/7658673048342288537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2011/08/insensato.html' title='Para si o mesmo dele'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-3287479230262472606</id><published>2011-07-30T12:07:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T12:12:16.628-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Talvez apenas dois cachorros</title><content type='html'>Talvez apenas dois cachorros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez os animais não entendam o estar sozinho, talvez não saibam que existe a solidão, talvez a sintam sem saber e sem entender: encontram algo que os rouba deles, mas também não podem absorver isso.&lt;br /&gt;Eles nem sabem, mas seus donos dariam quase a vida para também não saber e nem entender o que sentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez nem bem saibam por que abanam o rabo, mechem as orelhas ou movimentam a cabeça desconsoladamente quando encontram outro animal, e talvez também não saibam por que brincam com esse outro animal desconhecido como se fosse conhecido. Talvez nem saibam por que se sentem da forma que se sentem quando por um átimo de tempo não são apenas um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez exista neles esse algo que eles desconhecem e que quando percebe que há outro animal vibra uma ansiedade alegre, e eles talvez não entendam isso. Mas eles expressam-se, e nesses momentos partilham-se, pulsam mais felizes: alguns até correm em alta velocidade para lugar nenhum e depois voltam, também em alta velocidade, para lugar algum.&lt;br /&gt;Um frenesi de adrenalina incompreensível, a eles e aos donos, apenas por terem encontrado um companheiro. E depois que se separam, aquele olhar silencioso, pensativo e longe de animal até parece tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/3287479230262472606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=3287479230262472606&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/3287479230262472606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/3287479230262472606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2011/07/talvez-apenas-dois-cachorros.html' title='Talvez apenas dois cachorros'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-5324491949746049655</id><published>2011-07-14T17:30:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T17:33:42.847-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Olhos dos incomodados</title><content type='html'>Olhos dos incomodados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantava livre de ter que não ser o que se era. Cantava no ônibus com outras pessoas a sua volta, aflorando o que ela era dela mesma. Havia se esquecido das encenações que se eram exigidas. Esquecera-se, é a única explicação, do contrário, jamais cometeria aquele delito: ser para ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhavam-na incomodados. Sentiam-se estranhos por aquela música tão dela. Não foi ela quem compôs, mas era sua voz quem cantava. E se faltava sentimento na música, em sua voz sobrava, sobrava numa explosão de sentimento que fazia os ouvidos do ônibus chiar agudez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por um tempo breve que cantou. &lt;br /&gt;Cantou enquanto esteve de olhos fechados, vendo nada e ouvindo tudo. Cantou enquanto pensava que estava no escuro que havia dentro de seu âmago. Cantou enquanto se esqueceu de encenar e se lembrou de que ela era ela própria. Cantou por um tempo rápido, mas cantou. E todos ouviram, e todos se incomodaram, e o ouvido de todos chiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela abriu os olhos e se incomodou com os incomodados que agora a incomodavam: e parou de cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/5324491949746049655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=5324491949746049655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/5324491949746049655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/5324491949746049655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2011/07/olhos-dos-incomodados.html' title='Olhos dos incomodados'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-8642645680562610207</id><published>2011-07-14T17:28:00.000-07:00</published><updated>2011-12-04T14:24:25.872-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Adeus atrasado</title><content type='html'>Adeus atrasado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez melhor seria que, a ele, um sorriso nunca tivesse dado e,&lt;br /&gt;não tendo isso acontecido,&lt;br /&gt;talvez melhor seria que ele nunca o tivesse visto,&lt;br /&gt;nunca tivesse visto seu sorriso de humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez melhor seria nunca tê-la visto em prantos.&lt;br /&gt;Talvez melhor seria nunca tê-la visto.&lt;br /&gt;Talvez melhor seria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E partiu.&lt;br /&gt;Talvez melhor seria nunca ter se demorado tanto.&lt;br /&gt;E partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiu tentando deixar fora de si o que ela e a demora haviam lhe causado.&lt;br /&gt;Partiu tentando levar apenas o que era seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiu.&lt;br /&gt;Partido, partiu.&lt;br /&gt;Partiu, partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/8642645680562610207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=8642645680562610207&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/8642645680562610207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/8642645680562610207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2011/07/adeus-atrasado-amor.html' title='Adeus atrasado'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-5347969120281633620</id><published>2011-07-14T17:03:00.000-07:00</published><updated>2011-12-04T14:11:48.449-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Entardecer</title><content type='html'>Entardecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fitava seus cabelos,&lt;br /&gt;a cor sua dos seus cabelos;&lt;br /&gt;seus suaves fios de dourado refletidos pela  luz de sol que adormece&lt;br /&gt;e o seus comprimentos feminino ao vento terno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por um instante,&lt;br /&gt;instante breve, instante longo, instante instantes,&lt;br /&gt;se afetava por seu existir delicado&lt;br /&gt;e sua postura austera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tinha, naquela cena amarelada em pensamento,&lt;br /&gt;a vontade animal de estar ao seu lado e beijar seu rosto,&lt;br /&gt;mordiscar sua orelha,&lt;br /&gt;farejar seu calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instinto de sentir seus odores.&lt;br /&gt;Instinto de tocar sua mão.&lt;br /&gt;Instinto de tocar seu íntimo mulher.&lt;br /&gt;Instinto de sentir o infinito da sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um instante, que fosse breve, que fosse longo:&lt;br /&gt;não absorvia senão romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/5347969120281633620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=5347969120281633620&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/5347969120281633620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/5347969120281633620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2011/07/normal-0-21-false-false-false.html' title='Entardecer'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-7029418849135353252</id><published>2011-06-23T09:07:00.000-07:00</published><updated>2011-06-23T09:22:55.513-07:00</updated><title type='text'>Omissões</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate=&quot;false&quot; latentstylecount=&quot;156&quot;&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:&quot;Tabela normal&quot;;  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:&quot;&quot;;  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:&quot;Times New Roman&quot;;  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p  style=&quot;font-family: lucida grande;font-family:arial;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;  ;font-size:100%;color:black;&quot;  &gt;Omissões&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style=&quot;font-family: lucida grande;font-family:arial;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;color:black;&quot;&gt;Diz-se alguns milhões de palavras doces e leves, fogo ou vento. Palavras falam e escorrem como voz. Diz-se alguns milhões de palavras sem verdadeiramente alguma palavra dizer.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;color:black;&quot;&gt;Fala-se com som suave frases cristalinas que são potáveis e embebedam os ouvidos. E fala-se mentiras em taças de diamante, e se bebe com gosto até a última gota em sabores de vinho. E fala-se, e o som falado encobre a verdade do que não se fala.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;color:black;&quot;&gt;Abraça-se pessoas. Abraços táteis, abraços quentes, assim longos e com lágrimas ou com felicidade. Abraça-se pessoas, assim aos montes, e nenhum abraço tem o valor do abraço.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;color:black;&quot;&gt;Dá-se sorrisos. Assim amarelados, assim brancos, assim alvos, assim falsos. Bem largos, bem geométricos. Dá-se sorrisos, dos lábios, dos dentes: sem sorrir.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;color:black;&quot;&gt;Respira-se da vida, assim, sem o ar dela metabolizar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: lucida grande;font-family:times new roman;font-size:100%;&quot;  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/7029418849135353252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=7029418849135353252&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/7029418849135353252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/7029418849135353252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2011/06/omissoes.html' title='Omissões'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-8616922821986548357</id><published>2011-06-23T09:06:00.000-07:00</published><updated>2011-06-23T09:11:46.852-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Canto do olhar</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate=&quot;false&quot; latentstylecount=&quot;156&quot;&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:&quot;Tabela normal&quot;;  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:&quot;&quot;;  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:&quot;Times New Roman&quot;;  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Canto do olhar&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Ele pôde ver, de longe, de canto de olho, de momento único, as lágrimas que pingavam dos olhos dela. E foi vendo seus olhos mudarem de cor, e foi vendo sua face mudar de cor, e foi vendo ela dela mesma mudar de cor. Ele a viu!&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Não importava o motivo, se é que havia motivo. Não importava. Não se preocupava naquele instante em saber se a lágrima lavava por dentro e escorria para fora ou lavava por fora e escorria para dentro. Pensou que talvez sabê-lo seria exigir direito sobre o íntimo de direito dela. Esqueceu-se.&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Seus olhos avermelhados, sua face avermelhada, e aquele sentimento imenso que eclodia quase como doença pela pele, ele via, ele via, ele via e sentia. Abalava-se por aquele ambiente denso de lágrima. E se controlou, e se fechou, e se isolou em si, deixar-se seria explodir como ela, seria gritar sem voz, seria silenciar o sol, seria existir e aproximar-se dela, que naquele segundo existia. Conteve-se.&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Ela chorava lágrimas presas que fogem do cárcere às escondidas. Tentava não escorrer pelos olhos como cachoeira, mas certas coisas são maiores que a vontade humana e deve-se apenas permitir-se acontecer. Ela tentava não se permitir, tentava tapar suas lágrimas, tentava secá-las com fogo e conseguia. Mas não controlava, aquilo tudo transbordava com tal pressão que o fogo se apagava e as lágrimas voltavam a fugir. Ele via, ele sentia. Ela chorava do jeito feminino de ser lágrima: etérea.&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Nela estava exposto o íntimo. Havia nela exposta a camada profunda do íntimo: espessa, amorfa, de cores e sem cores. Havia nela a sensibilidade da mulher forte, a fragilidade da mulher que não é frágil; havia nela o sentir do ser que é humano.&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;E ele, de longe, de canto de olho, não se pôde. A brisa nevoa que se espalhava dela ocupou-o. E ele não se pôde: apaixonou-se.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/8616922821986548357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=8616922821986548357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/8616922821986548357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/8616922821986548357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2011/06/canto-do-olhar.html' title='Canto do olhar'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-131798359978227788</id><published>2011-03-18T16:36:00.000-07:00</published><updated>2011-03-18T16:44:58.098-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>A garota de que não se sabe</title><content type='html'>A garota de que não se sabe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre essa garota: não se sabe se era feliz, não se sabe se rendia-se aos clamores terríveis da alma e aprofundava no precipício solitário e gelado que é a essência. Não se sabe se cantava com o que de mais profundo podia encontrar em si ou se apenas cantava com a fineza da pele, ela cantava. Sobre ela não se sabe se sorria com alegria ou com cansaço, sabe se que muitas vezes foi vista sorrindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre essa garota, sabe-se que era sincera, mas possuía uma existência turva que a permitia ser sempre mistério. Ela era um segredo que nem mesma conhecia. Era um segredo de si.&lt;br /&gt;Sobre essa garota, sabe-se que era predisposta a viver. Dentro dela gritava uma força bruta de vida, ela toda era vida e queria viver. E, mesmo sendo um poço denso de escuridão e enigma, transparecia vontade de viver. Brilhava em cada poro de seu corpo o desejo irrefreável de quem quer viver. E vivia. E sobrevivia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre essa garota, sabe-se que se ocupava de sonhos nos poucos tempos que a vida lhe permitia viver a própria vida. Tinha pouco e seu tempo era destinado a trabalhar, a construir do nada o mundo que a alma lhe mandava ter, mas que a vida não lhe tinha dado. &lt;br /&gt;Sobre essa garota, o que se sabe sem dúvida alguma é que tinha vida pulsando por cada célula de seu corpo. E o desejo de viver era tão maior que sua existência que ela se propunha a tudo o que lhe era possível sem que sequer conhecesse o que era o desalento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre essa garota, sabe-se que teria o mundo se a única coisa que precisasse fosse vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre essa garota, sabe-se que teria o mundo e se não o tivesse morreria de tanta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando R. Siqueira</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/131798359978227788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=131798359978227788&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/131798359978227788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/131798359978227788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2011/03/garota-de-que-nao-se-sabe.html' title='A garota de que não se sabe'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-4529794066548253028</id><published>2011-02-23T13:51:00.000-08:00</published><updated>2011-02-23T14:41:11.612-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Às vezes chuvas e nem sempre molham</title><content type='html'>Às vezes chuvas e nem sempre molham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre chove por aqui, mas algumas vezes chove.&lt;br /&gt;Às vezes, poucas vezes, gotas geladas que escorrem pela pele e subtraem todo o calor do corpo, subtraem a energia do corpo, subtraem tudo aquilo que não é gélido, mas do frio em volta torna-se gélido. Gotas profundas e profundamente secas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum tempo já teve tempestade por aqui, mas há tempos elas se foram.&lt;br /&gt;Quando vivas levavam do solo tudo o que podiam, de resto nem a estrutura sobrava, nem a substância sobrava, nem a forma sobrava. Tempestade, o amorfo deixava e às vezes molhava, mas nem sempre molhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes chove, mas não é sempre que chove.&lt;br /&gt;Águas sem força ou com força, mas rápidas. Rápidas ao ponto de nada molharem por completo, de nada levarem por completo, de nada modificarem por completo, de nada completamente afetar, mas que, no entanto, molham os pés. Apenas os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre chove, por vezes só se forma nuvens.&lt;br /&gt;Cinza grosseira ou levemente carinhosa, com chuva que não chove, com chuva que não molha, com chuva que não gela, com chuva que não cai, com chuva que por não cair e nem molhar dá ao ar o incômodo latente de não chover a chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui, algumas vezes chove, mas nem sempre chove.&lt;br /&gt;Das poucas águas que chovem, chove chuva de gotas grandes ou de gotas pequenas, espaçadas ou próxima, com força ou sem força. São chuvas que duram, nada destroem, nada corroem, nada modificam, mas são chuvas que duram, por longos períodos de constância, sem cessar, sem cessar. Apenas chove, apenas chove, e nunca molha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há chuvas por aqui que também nem sempre chovem.&lt;br /&gt;Chuvas que apenas lavam porque não foi para isso que foram feitas. Chuvas que, como lágrimas, descem úmidas pela sensibilidade intacta da pele, são chuvas com um céu que de olhos fechados fica azul. São chuvas que no escuro do olhar se permitem ser parte nuvem, parte homem. Essas chuvas, essas chuvas são sonhos que sempre molham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ferdinando R. Siqueira)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/4529794066548253028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=4529794066548253028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/4529794066548253028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/4529794066548253028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2011/02/as-vezes-chuvas-e-nem-sempre-molham.html' title='Às vezes chuvas e nem sempre molham'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-4870957236451932759</id><published>2010-12-18T17:03:00.001-08:00</published><updated>2011-02-21T09:24:39.630-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'></title><content type='html'>Consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não posso gritar, na verdade, nunca pude.&lt;br /&gt;Não posso mais ver a lua crescente amarelada, incoberta pela neblina.&lt;br /&gt;Posso apenas alienar-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo o céu com suas nuvens eu posso.&lt;br /&gt;Mesmo a suavidade da brisa, tiraram-me.&lt;br /&gt;O que me restou chama-se Estupor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros barram meus divagares,&lt;br /&gt;barram minhas epifanias.&lt;br /&gt;Meus sonhos querem ver ruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se respiro entusiamos,&lt;br /&gt;respiro aos poucos o veneno que,&lt;br /&gt;aos ares, destilaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob os ombros o peso,&lt;br /&gt;os acúmulos da mundanidade.&lt;br /&gt;Acumulados pelos gritos que não dei. Que não podem soar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mundo de ordinários,&lt;br /&gt;de seres falsamente sãos,&lt;br /&gt;esconde-se a loucura e se exalta o ser razão, padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mundo de pseudo civilização,&lt;br /&gt;mundo sem liberdade, de sociedade.&lt;br /&gt;Sociedade que sobrevive sob a ilusão de estar livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ferdinando R. Siqueira)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/4870957236451932759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=4870957236451932759&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/4870957236451932759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/4870957236451932759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2010/12/ja-nao-posso-gritar-na-verdade-nunca.html' title=''/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-3843370794223233090</id><published>2010-12-14T04:53:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T08:25:54.844-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'></title><content type='html'>Ainda me esqueço, dia sim, dia não, &lt;br /&gt;que sonhos são belos como são porque são sonhos.&lt;br /&gt;Mas, na verdade, o que me sobra é a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ferdinando R. Siqueira)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/3843370794223233090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=3843370794223233090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/3843370794223233090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/3843370794223233090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2010/12/ainda-me-esque%C3%A7o-dia-sim-dia-n%C3%A3o-que.html' title=''/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-2693414641158056422</id><published>2010-12-14T04:24:00.001-08:00</published><updated>2011-02-23T13:50:27.736-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'></title><content type='html'>Falta o tempo que sobra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta tempo. Tempo para ser o que se quer, para viver como se quer, para fazer o que se quer.&lt;br /&gt;Falta tempo pra escrever, tempo para ler, tempo para sorrir, tempo para chorar.&lt;br /&gt;Falta tempo.&lt;br /&gt;Mas todo o tempo que não falta, sobra. Sobra para as necessidades, que não são do indivíduo, mas ainda assim são necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta tempo para ser.&lt;br /&gt;Sobra tempo para parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ferdinando R. Siqueira)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/2693414641158056422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=2693414641158056422&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/2693414641158056422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/2693414641158056422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2010/12/falta-tempo.html' title=''/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-8465259022313473481</id><published>2010-10-02T19:35:00.001-07:00</published><updated>2011-02-24T11:01:29.780-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'></title><content type='html'>Afinal, onde estará a beleza da chuva?&lt;br /&gt;Será na tristeza e melancolia que seu ambiente remete, representando a realidade psicológica humana bem melhor que qualquer outra situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os sentimentos humanos a própria personificação da natureza? &lt;br /&gt;Um dia se equipara ao céu azul: feliz, vivo, ardente; vontade de viver e nunca se permitir perder o ânimo. Noutro a um dia chuvoso: melancolia, questionamento da existência, tristeza. Um sofrimento o qual estamos todos presos que, como a chuva, vai e volta, dias com força, dias como um doce chuvisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ferdinando R. Siqueira)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/8465259022313473481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=8465259022313473481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/8465259022313473481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/8465259022313473481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2010/10/digite-aqui-o-resumo-do-post-digite.html' title=''/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-5927227537637796757</id><published>2010-03-07T10:23:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T08:25:54.849-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Às vezes escrevo, mas nunca leio</title><content type='html'>Escrevo sem motivo, às vezes. Escrevo por indução do momento, às vezes. Escrevo para calar a mente, às vezes. Escrevo para ocupar os pensamentos, às vezes. &lt;br /&gt;Às vezes, escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa ter um motivo; quase nunca tem, na verdade. Um dia branco é inexplicavelmente colorido por uma epifania, meu âmago clama por expressar essa sublimação. Eu atendo seu pedido. &lt;br /&gt;Poderia ser qualquer coisa, no momento escrevo; amanhã, talvez pinte. Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas uma questão nunca muda: nunca leio o que escrevo.&lt;br /&gt;Escrevo, termino ou não, paro e encerro. Talvez alguns muitos meses depois venha a ler. Quando isso acontece o mais interessante é que não me acho; o momento passou, a epifania acabou. Eu não estou ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então descubro que não verdade o que está lá é o que está escrito dentro de mim; e acho tão belo, mórbido, perturbador, afável, amável. O encontro entre a criação e o criador; na minha interpretação posso descrever assim, mas não sei se todos entenderão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou escrevendo e, quando em quando, lendo. Me leio fúria, me leio amor, me leio dor, me leio alegria; me leio numa inconstância constante de emoções que após encerradas sempre me fazem sentir bem. Após encerradas.&lt;br /&gt;Continuo a escrever, sem saber por quê; já que esse não é meu, mas eu. Continuo a ler, casualmente sem entender; já que esse não é eu, mas meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes escrevo, mas nunca leio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ferdinando R. Siqueira)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/5927227537637796757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=5927227537637796757&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/5927227537637796757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/5927227537637796757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2010/03/as-vezes-escrevo-mas-nunca-leio.html' title='Às vezes escrevo, mas nunca leio'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-6524350313707878095</id><published>2010-02-25T12:58:00.001-08:00</published><updated>2012-06-16T12:04:29.603-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Autores"/><title type='text'>A hipocrisia sincera da sociedade</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&quot;A sinceridade é um defeito incompatível com a vida em sociedade que deve ser eliminado, ou pelo menos controlado, pela nossa Inteligência Emocional.&quot;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipocrisia é o principal pilar da sociedade. Sem ela, a sociedade rui. A frase é do sábio filósofo Rui, em uma de suas conversas com a Vaní. A hipocrisia é fundamental para tornar possível a sociabilidade. Desde as pequenas mentiras para escapar de um convite indesejado até ao comportamento dissimulado que o senso comum espera ver reproduzido. Quem foge aos padrões é no mínimo “estranho”, “esquisito” ou “revoltado”. Adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine o estrago que causaria em nossa reputação simplesmente dizer que não queremos ir a determinado evento. É fundamental pensar em alguma desculpa, por mais esfarrapada que seja para não ser &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;desagradável&lt;/span&gt;. Se não procedermos assim, na melhor das hipóteses as pessoas passariam a pensar duas vezes antes de nos convidar para qualquer coisa, apenas para evitar o desconforto de ouvir novamente que alguém não quer ir naquela festa &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;super-legal&lt;/span&gt;. Nunca é agradável ser confrontado com a idéia de que alguém despreza algo que valorizamos, no caso a tal festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, a sinceridade se torna absolutamente incompatível com qualquer tipo de relacionamento afetivo. (Considerando que todo tipo de relação, ou interação humana, é um relacionamento. Um autor tem uma relação, um relacionamento, com seus leitores, por exemplo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa é sincera quando &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;“se exprime sem artifício nem intenção de enganar ou de disfarçar o seu pensamento ou sentimento”&lt;/span&gt; (Dicionário Houaiss). Imagine como se tornaria insustentável qualquer relacionamento se jamais disfarçássemos nossos pensamentos ou sentimentos? Dizer que a nossa beldade está acima do peso, que a roupa que nossa irmã escolheu para sair é ridícula, que a namorada do nosso amigo é uma vadia, que o nosso colega do trabalho é um semi-analfabeto ignorante, e que não suportamos olhar para a cara daquele vizinho que sempre nos dá “bom dia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver em sociedade é preciso dissimular e ocultar cada um dos sentimentos e pensamentos que possam vir a ser inconvenientes. A sinceridade é tida comumente como uma qualidade apreciada nas pessoas, mas é uma grande mentira. É a &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;falsidade&lt;/span&gt; a qualidade indispensável nas pessoas. A sinceridade é um defeito incompatível com a vida em sociedade que deve ser eliminado, ou pelo menos controlado, pela nossa &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Inteligência Emocional&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IE é aquela habilidade que faz com que você seja aquela pessoa &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;super-agradável&lt;/span&gt;,&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; super-feliz&lt;/span&gt;, que está sempre de bem com a vida, que gosta de todo mundo, que nunca reclama de nada e não tem senso crítico. Uma habilidade nata em todas as pessoas falsas, e extremamente útil para a vida em sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém poderia perguntar: “Mas as pessoas falsas não são desprezadas e tem um baixo status social?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim e não, pequeno gafanhoto. A falsidade é a qualidade mais valiosa para a vida em sociedade, desde que ela não seja percebida como tal. O hipócrita nunca pode ser descoberto em sua essência. A falsidade deve sempre simular sinceridade. Se a falsidade for descoberta, a máscara da &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;persona&lt;/span&gt; criada cai, e a capacidade de sociabilização será drasticamente reduzida. Afinal, pessoas falsas não são de confiança…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senso comum exalta a sinceridade e condena a falsidade, mas na vida prática, os efeitos da sinceridade são extremamente negativos e os efeitos da falsidade são extremamente positivos. A forma de equilibrar essa equação é fazer com que pessoas &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;acreditem&lt;/span&gt; em sua falsidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Mentiras sinceras me interessam, me interessam…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você precisa ser falso a ponto de fazer com que todos acreditem que você é sincero, maximizando assim todas as qualidades que você não tem, mas finge ter, e ocultando todos os seus defeitos, se tornando assim aquele cara&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; super-gente-boa&lt;/span&gt; que todo mundo gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo dizer que as qualidades das pessoas são irrelevantes. Toda qualidade é obviamente uma coisa boa e desejável, senão não seria uma qualidade… Claro que conhecer as qualidades também é importante caso elas sejam ocultas ou não tão aparentes, mas o fundamental a se conhecer nas pessoas são os seus defeitos. Só podemos dizer que gostamos realmente de uma pessoa quando a conhecemos a ponto de saber quais são os seus defeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente quando conhecemos os defeitos de uma pessoa temos a oportunidade de considerá-la na completude do seu ser, podendo assim emitir uma opinião favorável ou não a respeito dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Como são respeitáveis as pessoas que não conhecemos bem. H. L. Mencken &lt;/span&gt;(Salvo engano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excessivo apego às aparências e idolatria não assumida à hipocrisia pode ter diversas explicações, mas acredito que todas estejam relacionadas ao medo e à intolerância às verdades inconvenientes e a facilidade em aderir às versões mais populares e às simplificações vulgares do senso comum. É muito mais confortável agir como gado seguindo a manada do que ser um indivíduo autônomo que faz questão de se posicionar quando discorda de algo.&lt;br /&gt;Longe de fazer um juízo moral sobre a conduta existencial de cada um, o que mais vale aqui pensar os modelos que a sociedade nos obriga a seguir e a conveniência de aderir ou não a eles. É preciso pensar no tipo de relacionamento que pretendemos estabelecer com as outras pessoas. Ele vai ser baseado na agradável hipocrisia das aparências, ou na muitas vezes desagradável sinceridade da nossa essência? Façam suas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Retirado do extinto blog &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Ato ou Efeito&lt;/span&gt;; seção Inclusão Digital. Postado em 05 de novembro de 2009, às 15:30; enviado pelo leitor Apedeuta.&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/6524350313707878095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=6524350313707878095&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/6524350313707878095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/6524350313707878095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2010/02/hipocrisia-sincerda-da-sociedade.html' title='A hipocrisia sincera da sociedade'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-6906694481327022405</id><published>2010-01-20T08:53:00.000-08:00</published><updated>2011-02-24T11:01:29.782-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Autores"/><title type='text'>Você é maniqueista?</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-weight: bold;font-size:180%;&quot; &gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;font-size:180%;&quot; &gt;O Maniqueísmo: o Bem, o Mal e seus efeitos ontem e hoje&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family:arial,helvetica,sans-serif;font-size:85%;&quot;&gt;&lt;b&gt;Por RAYMUNDO DE LIMA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que os primeiros homens não nasceram com inteligência. Esta foi construída ao longo de sua história de hominização. A evolução de qualquer criança em todos os tempos e culturas, que evolui do mais simples para o mais complexo pensamento abstrato ou simbólico, deve estar ainda acontecendo com o ser humano, ou seja, ainda estamos em processo de evolução de nossa capacidade de raciocínio, de convivência com as diferenças de raça, cultura, religião, língua ou modo de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o seu surgimento, o homem é movido por duas lógicas, consciente e inconsciente. O homem, primeiramente instintivo e passional, foi sendo recoberto pela consciência e razão. Mas essa razão ainda não conseguiu determinar a totalidade de seus atos. Ou seja, o irracional cujo efeito são as &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;passagens aos atos&lt;/span&gt; ainda domina grande parte do existir humano. Freud descobriu que somos resultantes de dois princípios psíquicos opostos que lutam entre si: os Princípios de Prazer ou do Gozo e o de Realidade. E, ainda, haveria uma luta entre essas duas e a leis da cultura, cujo base inaugural teria surgido com a proibição do incesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse jogo de forças - do desejo e da cultura - sempre foi complicado para as culturas entender, resolver ou administrar. Tradicionalmente a cultura resolveu, reprimindo, regrando, punindo, etc. Foi preciso muito tempo, experiências e debate para que algumas culturas e sujeitos aprendessem a conviver com o seu próprio desejo, com o erótico, com as diferentes sexualidades, especialmente com a mulher. Todas as culturas ainda têm dificuldade de aceitar que o Bem e o Mal constituem o todo do ser humano. As pulsões e desejos humanos sempre foram tidos como forças demoníacas. Na antiguidade, o demônio &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;nada&lt;/span&gt; tinha a ver com o diabo, era um ser inspirador ou era quem vetava as más atitudes. Sócrates, no séc. 5 antes de Cristo, dizia que o &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;daimon&lt;/span&gt; o guiava ao bem e vetava suas tendências mal pensadas. Só mais tarde é que interesses mais políticos que religiosos, fizeram acontecer a fusão do demônio como o diabo, satã, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mecanismos mais utilizados pelo ser humano para se livrar do Mal é a &lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;projeção&lt;/span&gt; de sentimentos ou figuras inexistentes como operadores simbólicos do psiquismo. A atividade psíquica que sustenta a projeção é de ordem&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; inconsciente&lt;/span&gt;, tal como todos os demais mecanismos de defesa. Odiar o vizinho, ou não aceitar uma tendência sexual, ser invejoso, etc. poderia forçar o psiquismo a projetar essas idéias e sentimentos em outras pessoas, personificadas enquanto diabo, satã, enfim o Mal. Uma nação inteira pode ser tomada pelo histerismo de projetar numa só figura o Mal que, no fundo, é dela mesma. Mas, ela própria não se dá conta disso, visto ser uma ação &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;made in&lt;/span&gt; inconsciente que demanda purificação de Mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Maniqueísmo: a luta entre o Bem e o Mal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maniqueísmo é uma forma de pensar simplista em que o mundo é visto como que dividido em dois: o do Bem e o do Mal. A simplificação é uma forma primária do pensamento que reduz os fenômenos humanos a uma relação de causa e efeito, certo e errado, isso ou aquilo, é ou não é. A simplificação é entendida como forma deficiente de pensar, nasce da intolerância ou desconhecimento em relação a verdade do outro e da pressa de entender e reagir ao que lhe apresenta como complexo. &quot;A pressa de saber obstrui o campo da curiosidade e liquida a investigação em muito pouco tempo&quot;, declara o psicanalista W. Zusman (&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;A terra sob o poder de Mani, JB/s.d.&lt;/span&gt;). A pressa não é só inimiga da perfeição, é também inimiga do diálogo, do pensamento mais elaborado, sobretudo, filosófico e científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maniqueísmo é uma forma religiosa de pensar; não como religião autônoma, mas enquanto comandos camuflados que influenciam os discursos do cotidiano, inclusive as religiões formais e seitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mani (Manes ou Manchaeus), nascido na Pérsia, no século III, fundou  uma religião, o maniqueísmo, após ter sido &quot;visitado&quot; duas vezes por um anjo que o convocou para esta tarefa, fato este comum entre aqueles que fundam religiões e seitas até hoje. A religião maniqueísta se difundiu pelo Império Romano e pelo Ocidente Cristão. O maniqueísmo combina elementos do zoroastrismo, antiga religião persa, e de outras religiões orientais, além do próprio Cristianismo. &quot;Possui uma visão dualista radical, segundo a qual o mundo está dividido em duas forças: o Bem (luz) e o Mal (trevas) como entidades antagônicas em perpétua luz. Luz e trevas no sistema maniqueísta não são figuras retóricas, são representações concretas do Bem e do Mal. O Reino da Luz e o Reino das Trevas estão em permanente conflito. É dever de cada ser humano entregar-se a esse eterno combate para extinguir em si e nos outros a presença das Trevas afim de poder alcançar o Reino da Luz, que é o Reino de Deus. No maniqueísmo, os homens &quot;eleitos&quot; irão purificar o Bem, com uma vida de castidade, renúncia a família, alimentação especial, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão maniqueísmo ganhou uso corrente  ao definir aquele tipo de pessoa ou aquele tipo de pensamento de estruturação dualista que reduz a vida (ou alguns de seus aspectos) a pares antagônicos irreconciliáveis, tipo: direita/esquerda, corpo/mente, reacionário/progressista, belicista/pacifista, fiel/infiel, capitalista/comunista, individualismo/coletivismo, branco/negro, ariano/judeu, raça superior/raça inferior, objetivo/subjetivo e assim por diante. &quot;É evidente que não se pode deixar de reconhecer a existência daquilo que cada um desses pares antitéticos nomeia, mas o pensamento maniqueísta vai além na medida em que considera que &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;um lado deve destruir o outro, porque um é Luz e o outro Trevas&lt;/span&gt;&quot; (Zusman), um é o Bem e o outro é o Mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, a propaganda nazista contra os judeus plantou no inconsciente do povo alemão o que este já continha de preconceito e racismo.  &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Primeiramente&lt;/span&gt;, o alemão ariano e cristão tinha herdado a crença de que os judeus eram os assassinos de Cristo e representavam o diabo ou todas as forças do mal, na terra. Assim como Cristo comanda o mundo espiritual, o diabo comanda o mundo material - dinheiro, poder e sexo.  &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Segundo&lt;/span&gt;, os judeus foram associados a esses três elementos materiais, principalmente o dinheiro. No período nazista, as crianças alemãs eram educadas para estigmatizar os judeus, com desenhos e histórias associando-os ao mal ou ao diabo. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Terceiro&lt;/span&gt;, a propaganda nazista foi sistemática contra os judeus, explorando o simplismo do pensamento maniqueísta. Começaram associando os judeus a traças, piolhos e vermes que &quot;corroíam a economia alemã&quot;, em verdade, tal propaganda  preparava o espírito coletivo alemão para a chamada &quot;solução final&quot; ou medida &quot;higiênica&quot; de extermínio em massa de todo o povo judeu, segundo análise de Robert Vistrich, da Universidade de Jerusalem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo, no período da guerra fria, o presidente norte-amearicano, R. Reagan, fazia declarações apontando os soviéticos como a encarnação do demônio. Depois, o Bush pai, fez o mesmo com Saddam Husseim. Hoje, o Bush filho, personifica o Mal em Osama bin Laden e declara em bom discurso maniqueísta de que &quot;quem não está com os EUA, está a favor dos terroristas. Os fundamentalistas islâmicos usam do mesmo maniqueísmo com os norte-americanos, chamando-os de &quot;grande Satã&quot; e Israel de &quot;pequeno Satã&quot;. São mais que discursos, são preparativos para ações de destruição do mal em nome do bem. Sendo o maniqueísmo uma simplificação do modo de pensar a vida todo o sistema social que sobre ele se monta é necessariamente dogmático, violento, intolerante e também fadado ao desmoronamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maniqueísmo não se sustenta por muito tempo, devido ao seu dogmatismo, isto é, sua incapacidade de colocar à prova da realidade ou da lógica, suas verdades simplificadas. Como seu pensamento está reduzido a um par de verdades antagônicas, aceitar o raciocínio do outro, discordante, significa deixar-se arrastar para o domínio do mal e ser por ele tragado. A vida do maniqueísta se converte em uma prontidão de vigilância (paranóia) constante para não se deixar iludir com os &quot;discursos sedutores&quot;.  Santo Agostinho que inicialmente foi maniqueísta, depois de ter se afastado, escreveu em &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Confissões&lt;/span&gt; (livro 7) que, nessa doutrina &quot;não tinha encontrado paz e apenas expressava opiniões alheias&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-style: italic;&quot;&gt;Atualidade do maniqueísmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo de pensar maniqueísta é oportunista em todos os espaços humanos. Ele demonstra ter mais força quando vivemos situações-limite, desesperança, ódio extremo, ou falta de perspectiva quanto ao futuro. Nesses momentos, a mente regride às origens, em busca de soluções mágicas, simplistas, libertadoras de angústia. A história alerta que, até pessoas sofisticadas intelectualmente e nações cientificamente avançadas, como EUA, Alemanha, Israel, foram levadas pela onda histérica maniqueísta. Os sintomas aparecem nos discursos: &quot;infinita justiça&quot;, &quot;cruzada contra o terror&quot;, &quot;guerra santa [Jihad] contra o império do mal&quot;, a alegria de antiamericanos após o ataque a Nova York e pseudo-análises comparando as mortes desses ataques com as de outras partes do mundo, etc. Leonardo Boff, ex-frei franciscano, prolífico escritor, gurú da teologia da libertação, atualmente teólogo e ambientalista, em recente entrevista no jornal O Globo, num acesso de ira ideológica que não condiz com o autêntico espírito do cristianismo disse: &#39;&#39;Acho muito pouco cair um avião sobre o Pentágono. Deveriam cair 25 aviões. É preciso destruir o Pentágono todo.&#39;&#39; Segundo a crítica de Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, não foi um escorregão retórico, a tese é defendida &#39;&#39;racionalmente&#39;&#39; mais adiante colocando o Pentágono e as torres do WTC como símbolos de um sistema que precisa ser destruído para acalmar a perplexidade da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve Dines: &quot;O compassivo teólogo sabe que os aviões não caíram do céu empurrados pela Divina Providência, foram jogados por alguém. Sabe também que nesses edifícios, com apenas três Boeings, foram assassinadas milhares de pessoas. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente&lt;/span&gt;. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio&lt;/span&gt; em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, todos saímos perdendo ao ler falsas análises - ou meras opiniões fundadas no pensamento maniqueísta. Alguns fazem comparações absurdas de Bin Laden como se fosse o Che Guevara de hoje. Ora, colocar ambos no mesmo saco é o mesmo erro que chamar um chinês de japonês ou um cearense de baiano. Bin Laden é de origem aristocrática, nunca se preocupou com a pobreza e é um seguidor  fanático do Alcorão que ele interpreta como quer. Já Che Guevara era um médico que se tornou um guerrilheiro marxista, um sonhador da erradicação da pobreza; seu método de luta não matava inocentes tal como faz o terror, mas os adversários em combate e, também questionava o valor da religião. Bin Laden nada tem de socialista, não tem projeto de uma sociedade progressista, em nada avança no pensamento dialético, muito ao contrário, como todo fundamentalismo religioso, no fundo é um protofascista. Che olhava para o futuro, já o Bin Laden quer levar a sociedade para um passado mítico - que nunca houve - segundo a promessa das escrituras sagradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alerta Zusman: &quot;É mais fácil criar &quot;mísseis inteligentes do que conquistar a inteligência que permite a superação do pensamento maniqueísta&quot;. É mais cômodo seguir os paradigmas estabelecidos do que rever os posicionamentos, reorganizar e contextualizar o pensamento, ter a coragem de reconhecer os erros ou até abandonar um posicionamento por outro melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, mais que uma forma simplista e dogmática de pensar, o maniqueísmo propõe uma ação, uma luta eterna contra o Mal, personificado em algumas coisas, pessoas e situações. Na ação maniqueísta &quot;vale tudo&quot;, até mesmo a violência extrema contra o Mal, que ele delira. A guerra e a tortura são os principais meios do maniqueímo. Hitler, também acreditava ter uma grande missão de purificação da humanidade. &quot;As lágrimas da guerra prepararão as colheitas do mundo futuro&quot;, escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K. Popper constata que &quot; &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;toda vez que o homem quis trazer o céu para a terra, fez reinar o inferno&lt;/span&gt;&quot;. Sabemos pela história que o pior inferno é aquele que mata, oprime e ordena, em nome do Bem contra o Mal. Nada é tão perigoso quanto a certeza, o dogmatismo, a fé cega ou louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche propõe pensarmos para além do Bem e do Mal: &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;Perguntai aos escravos quem é o &quot;mau&quot;&lt;/span&gt;?, e apontarão a personagem que para a moral aristocrática é &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&quot;bom&quot;, isto é, o poderoso, o dominador&quot;&lt;/span&gt; (GM, pref. XI). Então, o Bem e o Mal, dependem da perspectiva e dos interesses de quem julga. Deveríamos nos colocar no lugar do outro. Por exemplo, por quê Bin Laden é um homem &quot;mau&quot; para o ocidente-cristão e, é herói &quot;bom&quot;  no oriente islâmico? Por quê algumas igrejas fazem show contra o Mal, mas terminam mais falando das terríveis forças do Mal do que do Bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude cética parece ser o melhor remédio contra o maniqueísmo. O cético suspende o juízo, não toma partido, não se rende ao simplismo de encurralar o pensamento entre a paredes do Bem e do Mal, do certo e errado. &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Suspender o juízo &lt;/span&gt;não quer dizer inação; significa elaborar um melhor pensamento para além da solução dualista, ou seja, um agir com sabedoria. A &lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;educação&lt;/span&gt; e a&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt; cultura&lt;/span&gt; tem uma grande tarefa pela frente para prevenir o maniqueísmo.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Retirado de &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-weight: bold;&quot; href=&quot;http://www.espacoacademico.com.br/007/07ray.htm&quot; target=&quot;main&quot;&gt;Espaço Acadêmico&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/6906694481327022405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=6906694481327022405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/6906694481327022405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/6906694481327022405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2010/01/voce-e-maniqueista.html' title='Você é maniqueista?'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-2386530407384579097</id><published>2009-12-23T16:22:00.001-08:00</published><updated>2011-02-24T11:01:29.785-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Autores"/><title type='text'>UM GRÃO DE AREIA NO DESERTO por Herton Escobar</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; 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alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5418569435017505794&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_d0GVZZEZU6I/SzKgMfUc4vI/AAAAAAAAAZo/wvtjC02HieU/s1600-h/Mars_to_Earth.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 338px;&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_d0GVZZEZU6I/SzKgMfUc4vI/AAAAAAAAAZo/wvtjC02HieU/s400/Mars_to_Earth.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5418569438106280690&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_d0GVZZEZU6I/SzKgY2Ut4iI/AAAAAAAAAZw/RkthIW-QFPU/s1600-h/599px-The_Earth_seen_from_Apollo_17.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_d0GVZZEZU6I/SzKgY2Ut4iI/AAAAAAAAAZw/RkthIW-QFPU/s400/599px-The_Earth_seen_from_Apollo_17.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5418569650439840290&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Correndo o risco de soar repetitivo, vou terminar a semana de trabalho com mais uma amostra de imagens magníficas do nosso universo ... Algumas inéditas, divulgadas nas últimas semanas, outras clássicas, que fui buscar nos arquivos da Nasa e Cia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é a menos bonita de todas mas, de longe, a mais impressionante. Cada ponto luminoso nessa imagem é uma galáxia inteira. Repito: não são estrelas, são GALÁXIAS! O que significa que dentro de cada um desses pontinhos luminosos há bilhões e bilhões de estrelas, ao redor das quais certamente orbitam bilhões e bilhões de planetas. A foto foi feita pelo nosso bom e velho guerreiro espacial, o telescópio Hubble. As galáxias mais &quot;ao fundo&quot; da imagem estão a mais de 13 bilhões de anos-luz de distância de nós. São os objetos mais distantes já fotografados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda imagem é da galáxia M74, que é parecida com a nossa própria galáxia, a Via Láctea. Cada pontinho luminoso na primeira foto, portanto, é algo parecido com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida vem uma visão espetacular da nebulosa Doradus 30 e do agrupamento de estrelas R136, que ficam dentro da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha da Via Láctea. Nebulosas são gigantescas nuvens de gás e poeira que servem como berçários de estrelas. Essas que aparecem superbrilhantes na imagem são gigantescas: muitas chegam a ter 100 vezes a massa do nosso Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais abaixo, temos a ilustração de um exoplaneta parecido com a Terra, passando na frente de sua estrela, a &quot;apenas&quot; 40 anos-luz daqui (dentro da Via Láctea). O &quot;planetinha&quot; é rochoso e tem cerca de seis vezes a massa da Terra. Infelizmente ele está muito próximo de sua estrela, por isso a superfície é quente demais para sustentar vida (como a conhecemos). Mas é mais uma evidência de que planeta é o que não falta nesse universo .... A descoberta foi publicada quinta-feira na revista Nature.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem seguinte, com a frase &quot;Você Está Aqui&quot;, é uma foto tirada pelo robô Spirit da superfície de Marte, em 2004. O pontinho quase invisível na ponta da seta é o planeta Terra (a bola azul e cheia de nuvens que aparece na foto final, tirada pelos astronautas da missão Apollo 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, nós somos seres humanos somos uma espécie entre milhões de espécies, que vivem em um planeta entre trilhões de planetas, que orbita uma estrela entre trilhões de estrelas, que faz parte de uma galáxia entre trilhões de galáxias que compõem o universo (o qual, há quem diga, pode ser também apenas um entre vários universos..... a conferir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a gente que se acha tão importante ... Imagine só! &lt;/blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Retirado do portal Estadão, blog &quot;&lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-weight: bold;&quot; href=&quot;http://blog.estadao.com.br/blog/herton/?blog=124&amp;amp;c=1&amp;amp;page=1&amp;amp;more=1&amp;amp;title=um_grao_de_areia_no_deserto&amp;amp;tb=1&amp;amp;pb=1&amp;amp;disp=single&quot; target=&quot;main&quot;&gt;Imagine só&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&quot;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/2386530407384579097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=2386530407384579097&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/2386530407384579097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/2386530407384579097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2009/12/um-grao-de-areia-no-deserto-por-herton.html' title='UM GRÃO DE AREIA NO DESERTO por Herton Escobar'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_d0GVZZEZU6I/SzKgLQ-B83I/AAAAAAAAAZI/LpzQ26rCLzU/s72-c/hs-2009-31-a-large_web.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8845471066947208078.post-3521214589618355208</id><published>2009-10-13T21:34:00.000-07:00</published><updated>2011-02-24T10:11:27.477-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas/Contos/Crônicas"/><title type='text'>Matemática, um romance.</title><content type='html'>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_d0GVZZEZU6I/StYWGcWb2cI/AAAAAAAAASM/ZbgW8b3uFCc/s1600-h/questao-matematica-3468.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 320px;&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_d0GVZZEZU6I/StYWGcWb2cI/AAAAAAAAASM/ZbgW8b3uFCc/s320/questao-matematica-3468.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5392521903768066498&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matemática, um romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente estou apaixonado pela matemática.&lt;br /&gt;Isso não quer dizer que saiba tudo, mas o pouco que conheço me faz amar essa ciência exata.&lt;br /&gt;Aqueles números regrados em fórmulas e retas, que inexplicavelmente – já que a maioria dos professores não ensinam o fundamentalismo matemático - sempre possuem uma resposta.&lt;br /&gt;No meio das incertezas de nome VIDA, surge a exatidão irrefutável da matemática. Implacável, singela e subjetiva – exagerei só um pouquinho.&lt;br /&gt;Sempre tive uma relação inconsciente com essa ciência, amor platônico desde os primórdios da educação, números me faziam bem. Na realidade a conclusão dos exercícios me animava. O pensamento de que por mais que não parecesse, aquela embrameira toda possuía uma explicação, resolução.&lt;br /&gt;Com o tempo essa romance foi perdendo força. Matemática se tornou exigente, autoritária, ambiciosa, orgulhosa e insuportável, num nível mental para o qual eu definitivamente não estava apto. Já não era 8 ou 80, mas 1/4, 64%, 6,8888...,x²,x³..., rad., log., dentre outros bem piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa relação se tornou turbulenta, não havia prazer algum em encontrá-la, quanto menos aprendê-la.&lt;br /&gt;Agora parece que a fase aversão passou, estamos num affair. Precisávamos mesmo dar um tempo. Estou gostando, aquela excitação voltou e o estado de espírito que só se conhece resolvendo a questão também, novamente os números estão mais claros e amistosos, empatia.&lt;br /&gt;Não tenho idéia de quanto tempo vai durar, mas vou aproveitar.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/feeds/3521214589618355208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8845471066947208078&amp;postID=3521214589618355208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/3521214589618355208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8845471066947208078/posts/default/3521214589618355208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://excentricopoeta.blogspot.com/2009/10/matematica-um-romance.html' title='Matemática, um romance.'/><author><name>Ferdinando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07780660442953805277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_d0GVZZEZU6I/StYWGcWb2cI/AAAAAAAAASM/ZbgW8b3uFCc/s72-c/questao-matematica-3468.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>