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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" gd:etag="W/&quot;A04CSXkzcSp7ImA9WhRaEEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204</id><updated>2012-02-12T18:26:08.789-08:00</updated><category term="orgulho" /><category term="meio-ambiente" /><category term="sociedade" /><category term="natureza" /><category term="evolução" /><category term="passado" /><category term="protesto" /><category term="estudo" /><category term="2011" /><category term="Posts da Luiza" /><category term="compartilhar" /><category term="Brasil" /><category term="apelos" /><category term="politica" /><category term="Posts da Carol" /><category term="ironia" /><category term="mundo" /><category term="felicidade" /><category term="memórias" /><category term="informação" /><category term="mulher" /><category term="humanidade" /><category term="família" /><category term="cotidiano" /><category term="sentimento" /><category term="conto" /><category term="vida" /><category term="apredizagem" /><category term="política" /><category term="conselhos" /><category term="experiências" /><category term="posts da Rêe" /><category term="atitude" /><category term="reflexão" /><category term="decisões" /><category term="eleições" /><category term="aprendizagem" /><category term="humor" /><category term="eternidade" /><category term="artigos" /><category term="luta" /><category term="mudança" /><category term="poesia" /><category term="amigos" /><category term="pensamentos" /><category term="realidade" /><category term="vivência" /><category term="conhecimento" /><category term="esperança" /><category term="sonhos" /><category term="ameaças" /><category term="2010" /><category term="cidade" /><category term="planos" /><category term="amor" /><category term="expressão" /><category term="fim" /><category term="patriotismo" /><category term="crítica" /><category term="monstros" /><category term="miséria" /><category term="coração" /><category term="tempo" /><category term="ilusões" /><category term="desespero" /><category term="ideais" /><category term="mistério" /><category term="crônica" /><category term="luto" /><category term="liberdade" /><category term="futuro" /><category term="palavras" /><category term="paz" /><title>Exílio Urbano</title><subtitle type="html">e tudo o que há para depois da pedra no meio do caminho</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>120</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/ExilioUrbano" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="exiliourbano" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">ExilioUrbano</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0">http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><entry gd:etag="W/&quot;C0cFQ38yeip7ImA9WhRaEEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-1369829225279763772</id><published>2012-02-12T13:10:00.000-08:00</published><updated>2012-02-12T13:10:12.192-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-12T13:10:12.192-08:00</app:edited><title>Oração do Amador</title><content type="html">Amor nosso que me tira o véu&lt;br /&gt;
Eternizado seja o vosso nome&lt;br /&gt;
Penetra surdamente em nosso reino&lt;br /&gt;
Sejas feito à nossa vontade&lt;br /&gt;
E sejas tanto que se espalhe&lt;br /&gt;
Pode ser na terra ou no céu.&lt;br /&gt;
O vão nosso de cada dia nos sacia hoje&lt;br /&gt;
Permeai as nossas diferenças&lt;br /&gt;
Ah! Pois no fim somos um todo parecido&lt;br /&gt;
Não me deixeis, nem mesmo em tentação&lt;br /&gt;
E livrai-me da crença no mal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;by Luiza Borba (&lt;i&gt;foxy lady)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-1369829225279763772?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/1369829225279763772/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=1369829225279763772&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/1369829225279763772?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/1369829225279763772?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2012/02/oracao-do-amador.html" title="Oração do Amador" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkEDQnc8fSp7ImA9WhRUFE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-2349879355795638628</id><published>2012-01-24T10:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T10:44:33.975-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-24T10:44:33.975-08:00</app:edited><title>A mocinha morre no final</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0fg5q-w1KP8/Tx772bwr7NI/AAAAAAAAAP0/UHPC3JalQLw/s1600/Girl_by_garbanuskaa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="424" src="http://3.bp.blogspot.com/-0fg5q-w1KP8/Tx772bwr7NI/AAAAAAAAAP0/UHPC3JalQLw/s640/Girl_by_garbanuskaa.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Subi atônita as escadas. Despi-me e caí viva na cama. O papel mais próximo era esse em que escrevo e, veja, nada disso fora planejado. Mesmo assim, continuo tingindo palavras, sem a pretensão de escolhê-las. Que venham! Nada na vida vale o custo da dosagem.&lt;br /&gt;
Parece estranho, mas acho que é isso mesmo: se eu não te prender nas próximas linhas, você não dá conta de terminar de ler o texto, e todo o resto vai ser trabalho perdido. Ora essa, que grande besteira é a sociedade. Talvez você nem esteja mais aí, e eu aqui, falando pela minha mão sabe-se lá com que espécie de intruso que me escuta naquele cantinho da folha que já criou orelha e.. como? Ainda está aí? Olhe que modos os meus, e eu aqui a lhe pensar mal sem razão. Aceite minhas desculpas que lhe &amp;nbsp;dou, sem cobrar, meu sorriso.&lt;br /&gt;
Porque a vida é mesmo coisa para não ser levada a sério, não é assim? Quero dizer, que tipo de autora dá o mesmo fim desgraçado a todos os seus personagens? Está certo que a cada dia ela testa em um algum um novo jeito de se morrer, mas a morte, cínica e condenada como ela só, permanece intacta sendo o único fim da vida. Até agora.&lt;br /&gt;
Desde antes foi assim, não se aborreça. E as pessoas continuam sendo paridas, a torto e a direito, por aí. E quem há de negar que todo nascer tem seu bocado de candura? Às vezes parece até que este planeta, redondo e habitável como o encontrei, fez-se apenas para deixar viver o que quer que fosse. As cores do mundo raiam todas as manhãs num tom conquistado de existência, mas a graça dessa festa é poder tirar a vida para dançar, timidamente, e sussurrar firme em seu corpo:&lt;br /&gt;
-Olhe querida, são dois pra lá, dois pra cá.&lt;br /&gt;
Depois ela gira em teu braço e te pertence. Pois a vida é mulher e, indecisa, lhe dá o seu futuro para que você ouse o que ela ainda não pôde imaginar.&lt;br /&gt;
É assim com todos nós.&lt;br /&gt;
Não vê? Já diria Heidegger que a razão disso tudo é ser, e estar no mundo como circunstância. A única forma de existir é ser, você e todo o mais, um só. Não negue. E tudo isso tem que ser intenso.&lt;br /&gt;
Mas ora, veja só! Eu comecei estes parágrafos porque subi correndo as escadas, e com uma meia dúzia de palavras já me pus tão distante dessa casa que quase me perdi.&lt;br /&gt;
Basta.&lt;br /&gt;
Só sei que agora preciso correr daqui, pois a vida é moça, não espera, e é preciso fazer-lhe as regalias, dia a dia, para me permitir morrer no final. Que se ponha no título o fechamento que a gente nega para se emocionar com o clímax. A surpresa é uma escolha sua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Luiza Borba (&lt;i&gt;foxy lady)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-2349879355795638628?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/2349879355795638628/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=2349879355795638628&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/2349879355795638628?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/2349879355795638628?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2012/01/mocinha-morre-no-final.html" title="A mocinha morre no final" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-0fg5q-w1KP8/Tx772bwr7NI/AAAAAAAAAP0/UHPC3JalQLw/s72-c/Girl_by_garbanuskaa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D08GQng-eCp7ImA9WhRVE0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-1277221545263112088</id><published>2012-01-12T08:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T08:30:23.650-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-12T08:30:23.650-08:00</app:edited><title>Aos pássaros, o céu</title><content type="html">Um, dois, três e já vai voar. Nem sei para onde.&lt;br /&gt;
Acontece que tem um ninho sortido com passarinhos lá no verde daquela árvore. Eles passam o tempo chorando, e tem essa vontade que me grita para ir lá cuidá-los. Sabe como, não sabe? Ir bem para cima do tronco com comida, água, cobertorezinhos e toda a parafernália que eu julgasse ser essencial para a vida de um ser com penas, bico e olhos arregalados.&lt;br /&gt;
Até que um dia eu fui.&lt;br /&gt;
Como quem nada quer chamei por eles e os encontrei. Eram dois. Só dois para dar conta de fazer todo aquele barulho. Deviam ser mesmo mimados, a posto que fui organizando suas vidinhas.&lt;br /&gt;
Olhem bem, pequeninos, vou colocar o banheiro aqui, entenderam? E banheiro é lugar de fazer caquinha, compreendem? Água vocês podem encontrar nesse canto e, ah não! Não vai ter jeito de tudo isso caber aqui! E agora meus anjinhos?&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
Já sei! Eu tenho uma gaiola em casa e ...&lt;br /&gt;
Eis que em meio a minha euforia eu caí. O vento me empurrou. Não sei bem, mas acredito que foi quando eu estava inteira retalhada naquele chão que percebi. Imagine você se eu tivesse asas.&lt;br /&gt;
- Você teria evitado a queda, autora, e nada lhe doeria agora.&lt;br /&gt;
Pois não, leitor, é muito menos que isso.&amp;nbsp;Ao que me lembre, nunca voei. Por certo não saberia pairar no ar que não conheço num momento de aperto. Mais do que ter asas, é preciso saber voar, não vê? E o saber é algo que se alcança.&lt;br /&gt;
Provavelmente a liberdade daqueles passarinhos ficaria também inatingível se fosse tangível apenas por uma vista de fresta de céu. Talvez se fossem por mim engaiolados ficariam tão amuados que nem chorariam. E cantariam, quem sabe, aquele canto perdido que as gaitas de prisão tentam imitar.&lt;br /&gt;
O som estarrecido no frio do ar.&lt;br /&gt;
Acabei não impondo meu jeito àqueles chorões. Subi novamente à árvore, dado que me é raro desistir, e fui esclarecida ensiná-los a vencer seus limites. Primeiro um. Punha-o em minha palma e o ia impulsionando graciosamente. Depois o outro. Devagarzinho, meu querido, não tema.&lt;br /&gt;
- Não temo. - Ele ralhou.&lt;br /&gt;
Até que aconteceu. Nunca mais os vi. E eu sorri um adeus, pois é mesmo melhor não ter passarinho algum na mão, só para ver os dois voando.&lt;br /&gt;
Cantando o azul do céu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;by Luiza Borba (&lt;em&gt;foxy lady&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-1277221545263112088?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/1277221545263112088/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=1277221545263112088&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/1277221545263112088?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/1277221545263112088?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2012/01/aos-passaros-o-ceu.html" title="Aos pássaros, o céu" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU4GQ3o7eip7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-654401661160776067</id><published>2012-01-04T20:10:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T18:05:22.402-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:05:22.402-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><title>Um tombo me baqueou ao chão</title><content type="html">E tentei não me ralar no asfalto. É verdade. O chão é frio, mas a carne é quente e o resto todo se ajeita se estiver presente um sol, uma lua, ou até mesmo um cheiro de estrelas para brilhar em meus olhos. Pois não é isso. A cidade nos traga, tenta nos reduzir. Somos números. Não deveríamos ter imprevistos, nem lágrimas. Chapas metálicas não sentem dor.&lt;br /&gt;
Mas não as somos. Sim, eu sou. Quer dizer, quero ser. Penso ser. Ao menos tento ser humana. E o sangue que emana de minha pele tem ferro. Tem ferro no feijão. Tem ferro em um prego de vão de parede. Tem força em minha mão. E o punho empunha uma caneta que jorra tinta num papel. Essas letras nunca sairão daqui.&lt;br /&gt;
Sente-se. O texto já vai começar.&lt;br /&gt;
Todos os dias pessoas acordam. É sempre assim. As pessoas abrem os olhos e vão viver por aí. Tem gente que só sobrevive. Tem gente que tem jatinho particular. Gente que tem barriga inchada, pernas finas e boca seca. Tem gente que não tem gente e gente que não tem a si. Tem gente que sofre. E tem gente que lida com a dor vivida. Tem gente que chora. Gente que sangra. Tem gente amarga. Tem gente. A gente existe.&lt;br /&gt;
E todo o tipo de gente que existe, existe no mundo.&lt;br /&gt;
Cada uma em seu mundo. A esse mundo intrínseco à pessoa dá-se o nome de rotina. Não ladainha. Porque talvez seja esse o espaço que a rotina nos traz. É como se ela fosse uma forma de fazer tudo de novo, diferente. O cotidiano não é um vão.&lt;br /&gt;
É uma fresta.&lt;br /&gt;
Você não vê? Tudo bem. Ofereço-lhe o resto da vida para espiar além das quatro paredes que lhe cercam, e deixemos as sequências programadas às máquinas. À frieza de tudo aquilo que não respira. Ao impassível dia-a-dia.&lt;br /&gt;
Não somos frios. Mas somos perecíveis. Acabaremos. Somos corpo.&lt;br /&gt;
Nesse ponto eu vi.&lt;br /&gt;
Somos feitos de carne e ferro. Todo o mais é opção, ou vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-654401661160776067?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/654401661160776067/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=654401661160776067&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/654401661160776067?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/654401661160776067?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2012/01/um-tombo-me-baqueou-ao-chao.html" title="Um tombo me baqueou ao chão" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU4AQHgyeCp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-5404187707594522217</id><published>2011-12-29T21:40:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T18:05:41.690-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:05:41.690-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><title>O Terreiro</title><content type="html">&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu que achava que regia minha vida. Que nada. Oxê, a baiana é que pode dizer como a nossa vida é narrada em discurso indireto livre. Eles sabem é por demais das vidas e eu até sou protagonista da minha história, mas não ouso mais pensar-me como narradora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pois pense, leitor. Narrador é bicho tinhoso porque não é personagem, cê tá me entendendo?,&amp;nbsp; mas entra tão fundo no mundo da cabeça do sujeito&amp;nbsp; que até diz o que se pensa ou se deixa de pensar ali, às vezes sem ele até saber que pensou, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E também não é autor. Pois pense, ele não cria nada, ih, ora, pois veja: ele é que &amp;nbsp;faz acontecer. A gente até pode pensar então que ele é as entrelinhas, mas sabe que a verdade é mais que isso. Vosmecê até guarde o que vou lhe dizer, que é que o dito cujo está aqui, na ponte dos meus dedos, escrevendo torto por linhas certas, se é que eu me fiz entender.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-5404187707594522217?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/5404187707594522217/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=5404187707594522217&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/5404187707594522217?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/5404187707594522217?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/12/parte.html" title="O Terreiro" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUAGQX06eyp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-6384333750559837333</id><published>2011-10-26T14:59:00.000-07:00</published><updated>2012-01-11T18:02:00.313-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:02:00.313-08:00</app:edited><title>Areia</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-28tfyn12tW0/TqiCD2q931I/AAAAAAAAAPk/mHI09m5esHs/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="295" src="http://3.bp.blogspot.com/-28tfyn12tW0/TqiCD2q931I/AAAAAAAAAPk/mHI09m5esHs/s640/Sem+t%25C3%25ADtulo.png" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Naquele dia não sonhei.&lt;br /&gt;
Abri meus olhos e neles coloquei um nada tão grande que quase me perdi. Depois fui logo pedindo desculpas à noite. E passou a ser assim toda vez. De repente. E eu fiquei limitada aos picos de meu corpo. Era bem assim: eu respirava e me anoitecia.&lt;br /&gt;
Nem por isso descansei.&lt;br /&gt;
Isso, no decorrer do tempo, assusta um pouco. É. Imagine se você não sonhasse. Parece esquisito, mas não adianta em nada ter um dia inteiro vivido se não sonhar no escuro mais tarde. A semana vira um todo continuado. Talvez as pessoas careçam mesmo de sonhos diários, como que em doses homeopáticas.&lt;br /&gt;
No demais, o sonho é como areia. Tem todos os seus grãos concretos, mas não passa de finas camadas e arde quando o injetamos diretamente nos olhos.&lt;br /&gt;
Pois está claro, não vê? Sonhos não são asas. São bases. Caminhamos neles. Sonhos são caminhos! Não simples. Podem ser movediços. Ah! E nem líquidos são.&lt;br /&gt;
O jeito que deu pé foi começar a sonhar de dia, periodicamente. Acordava e ia sonhar. E já não importava mais se minhas pernas se cansassem na cama e não fossem caminhar no inconsciente. Já não importava, e se Victor Hugo estava certo quando me disse:&lt;br /&gt;
- Minha pequena, "julgar-se-ia bem melhor um homem por aquilo que ele sonha do que por aquilo que ele pensa".- Então é até bom que eu prossiga com essa minha nova rotina.&lt;br /&gt;
É até melhor. Por que será que sempre temos de nos fechar em quatro paredes e cerrar os olhos para sonhar? Sonhos são vagos quando não são reais. São vagas, no mar, prontas para te baquear. É tão mais sensato ser a sua própria ilusão. Ver a realidade em grãos.&lt;br /&gt;
É, no mínimo, real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-6384333750559837333?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/6384333750559837333/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=6384333750559837333&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/6384333750559837333?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/6384333750559837333?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/10/areia.html" title="Areia" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-28tfyn12tW0/TqiCD2q931I/AAAAAAAAAPk/mHI09m5esHs/s72-c/Sem+t%25C3%25ADtulo.png" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8DQHk-eyp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-8892888496137624116</id><published>2011-10-20T17:39:00.000-07:00</published><updated>2012-01-11T18:04:31.753-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:04:31.753-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><title>Clichê</title><content type="html">Um poeta quando escreve&lt;br /&gt;
Costuma estar sentado&lt;br /&gt;
Rima em punho à linha breve&lt;br /&gt;
Silêncio duro e acatado&lt;br /&gt;
Desafiando a folha&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;como quem a cobra&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;o que lhe deve.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
..............................................................................................&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E eu que achava que poesia era a harmonia da insconstância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Luiza Borba (&lt;i&gt;foxy lady)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-8892888496137624116?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/8892888496137624116/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=8892888496137624116&amp;isPopup=true" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/8892888496137624116?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/8892888496137624116?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/10/cliche.html" title="Clichê" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUAAQn0zfyp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-7708970877073510257</id><published>2011-09-27T18:22:00.000-07:00</published><updated>2012-01-11T18:02:23.387-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:02:23.387-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><title>Um grito de resistência</title><content type="html">Não quero ter o que me defina&lt;br /&gt;
Arroto rótulos&lt;br /&gt;
e eles não me dizem quem eu sou&lt;br /&gt;
Nem se eu pudesse me bastar&lt;br /&gt;
em estrutura firme no chão&lt;br /&gt;
Nem se a sós eu&lt;br /&gt;
ousasse erguer-me em comoção&lt;br /&gt;
Nem assim faria-me ser só&lt;br /&gt;
essa misérrima construção&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes há o sonho, minha mãe,&lt;br /&gt;
atento ao vento&lt;br /&gt;
e a alegria que me espera ao relento&lt;br /&gt;
e se cansa, pois sim&lt;br /&gt;
já cansou e quase adoece&lt;br /&gt;
de tanto guardar quem sou&lt;br /&gt;
para ver se eu ia, e eu&lt;br /&gt;
que não vou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deixe-me dar chance&lt;br /&gt;
ao que pode em mim ser menina&lt;br /&gt;
E prometo não romper&lt;br /&gt;
o que me resta de sustento:&lt;br /&gt;
base em porcelanato de&lt;br /&gt;
resistência fina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-7708970877073510257?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/7708970877073510257/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=7708970877073510257&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/7708970877073510257?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/7708970877073510257?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/09/um-grito-de-resistencia.html" title="Um grito de resistência" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU4GQ3o7fSp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-796291399230949341</id><published>2011-07-26T06:36:00.000-07:00</published><updated>2012-01-11T18:05:22.405-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:05:22.405-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><title>Breve</title><content type="html">&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-L-sZKH2OHyE/Ti7Fnm7YWQI/AAAAAAAAAMI/91pFW5s297E/s1600/you_make_me_smile__by_nsergiu-d37jjai.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-L-sZKH2OHyE/Ti7Fnm7YWQI/AAAAAAAAAMI/91pFW5s297E/s320/you_make_me_smile__by_nsergiu-d37jjai.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;E essa vontade inesperada de viver,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;nem que seja no verso de um poema.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Isso tudo porque,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;se é para já nascer vivendo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;ei de fazê-lo com gosto,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;sorriso no rosto&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;e uma ou outra verdade&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;mantida do lado de dentro da pele.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Pode-se por na lista também o alvoroço,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;verdadeiro grito da criança&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;e canta em nós.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-796291399230949341?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/796291399230949341/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=796291399230949341&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/796291399230949341?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/796291399230949341?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/07/breve.html" title="Breve" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-L-sZKH2OHyE/Ti7Fnm7YWQI/AAAAAAAAAMI/91pFW5s297E/s72-c/you_make_me_smile__by_nsergiu-d37jjai.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU4GQ3o7fip7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-2432884776436405280</id><published>2011-06-07T13:22:00.000-07:00</published><updated>2012-01-11T18:05:22.406-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:05:22.406-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><title>De rua</title><content type="html">Bem me olhei no espelho um dia desses. Meus olhos têm um brilho que não reflete esperança, e que vem sempre seguido de lágrimas. E têm esse escuro, dois escuros tão grandes que parece que qualquer coisa se perdeu, ou é capaz de se perder neles.&lt;br /&gt;
Dá medo. Mas é esse mesmo o gosto da vida. Gosto salgado de choro escorrido pela face sofrida.&lt;br /&gt;
Todos os dias chega uma hora que escurece, e todo mundo começa a ir para casa. Eu nunca sei o que fazer quando isso acontece... não, não gosto de dormir. A gente nunca sabe das coisas que acontecem enquanto dormimos. É triste. Toda noite, é sim, toda noite é um pesadelo, até por causa das imagens dos olhos fechados.&lt;br /&gt;
Sonho bom eu já não tenho, não. Daí sonho acordada na frente da vitrine de uma loja de brinquedos. O vidro é o que me separa da vida que eu queria ter. A isso dá-se o nome de realidade.&lt;br /&gt;
Eu carrego Jásper como nome. Não me chamo Jásper, eles que chamam. Eu me chamo eu, e essas duas letras já parecem bastar. Como pode isso?&lt;br /&gt;
Eu, que fui-me. Eu, que não pareço em nada com o que chamam de gente. Eu que tenho um nome que raspa na garganta, e uma vida que pesa pela perna manca. Eu que sinto frio e dor. E tosse. Mau-cheiro. Bafo e rancor. Eu que tenho furo na roupa, furo na alma, furo na pele e um vazio interno.&lt;br /&gt;
Eu que nem sei até onde se pode sonhar, mas que às vezes tenho uma vontade de girar, girar, girar até cair e olhar para o céu. Quero um dia entender alguma coisa, dessas coisas que todos sabem e ninguém entende, como a vida, ou as palavras. Algumas eu até assimilo. Trouxa, por exemplo. Trouxa é algo que não é nada, só um amontoado de vestimenta que não decide por si. Deve ser por isso que virou xingamento.&lt;br /&gt;
Eu não sou. Trouxa não. Por isso sei que as pessoas costumam me dizer culpada por estar na rua. Só que não sou. Pelo menos não sou só eu. Todos são. A isso dá-se o nome de sociedade. E ninguém é totalmente culpado, é tudo muito indiretamente e demorado. E eu, eu é que fico de lado.&lt;br /&gt;
Tem dias que a fome é tanta que eu nem ando. Tenho fome de um mundo e sede de mudança. Do outro lado do vidro tem aquela boneca com trança. Não sei o que ela tem, mas parece mágico.&lt;br /&gt;
Parece mágico brincar, brincar e sorrir. Ainda mais para quem já nasce chorando, como eu, você não vê? Você não vê que meu futuro já estava escrito? Não, não vê? Você não vê meu fado grafado desde meu primeiro grito como sobrevivente? Um sorriso, um abraço, um recanto qualquer de meu destino arrancado, como não vê? Cada rua, toda encruzilhada, desde a primeira tentativa abafada até aqui, e o depois que eu não aguento. O vidro dos meus olhos, a vitrine refletindo, essa gota que cai de minha vista e eu vou indo. Eu sou você, e você não vê? Tudo transcrito em palavras, as linhas trilhadas e eu aqui, ocupando só um pedacinho do chão. As letras de minha vida ali, prontas para serem lidas.&lt;br /&gt;
E eu que não sei ler.&lt;br /&gt;
É a vida. Eu a vivo sem saber.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-2432884776436405280?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/2432884776436405280/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=2432884776436405280&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/2432884776436405280?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/2432884776436405280?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/06/de-rua.html" title="De rua" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YAR3kyfip7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-3784503865376444311</id><published>2011-04-19T15:15:00.000-07:00</published><updated>2012-01-11T18:25:46.796-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:25:46.796-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="posts da Rêe" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="decisões" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sentimento" /><title>Um chão de pedras e Sartre</title><content type="html">No meio do caminho tinha uma pedra.&lt;br /&gt;O caminho era eu e a pedra tambem era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da minha vida tinha eu.&lt;br /&gt;E, mesmo no meio do caminho, eu não podia sair&lt;br /&gt;porque o eu era o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da minha vida tinha uma pedra.&lt;br /&gt;E, essa pedra, também se referia a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra, o caminho... tudo fazendo parte do mesmo chão.&lt;br /&gt;Eu fazendo parte de mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse caminho eu tinha que passar.&lt;br /&gt;E por essa pedra... bem, pela pedra já não sei.&lt;br /&gt;Pra mim, agora, a pedra tornara-se parte do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de tantas pedras e de tantos caminhos,&lt;br /&gt;de duas coisas eu sei bem.&lt;br /&gt;Não sou só eu a pedra e tambem não sou sozinha o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo existindo uma estrada a frente e nuvens que tapem o sol que quer brilhar,&lt;br /&gt;não consigo tirar meus olhos disse ínfimo detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que a pedra veio sastifazer a necessidade do caminho.&lt;br /&gt;O caminho existe para que a pedra se mantenha.&lt;br /&gt;Assim, existo para me por de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renata Otaviano&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-3784503865376444311?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/3784503865376444311/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=3784503865376444311&amp;isPopup=true" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/3784503865376444311?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/3784503865376444311?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/04/um-chao-de-pedras-e-sartre.html" title="Um chão de pedras e Sartre" /><author><name>Renata Otaviano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09508890366483874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="25" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-pC_n0Y8p0e4/TZfWkrEouqI/AAAAAAAAAEI/r051hXUA2F8/s220/P2750_31_03_2011%25283%2529.jpg" /></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0cDSH45eCp7ImA9WhZSFE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-9156972651464306276</id><published>2011-03-29T13:04:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T13:04:39.020-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-03-29T13:04:39.020-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="luta" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="luto" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="poesia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><title>Da menina de sonho e de neve</title><content type="html">Uma mentira&lt;br /&gt;
para a noite ser:&lt;br /&gt;
eu não sou&lt;br /&gt;
eu sem você&lt;br /&gt;
ou&lt;br /&gt;
sei lá&lt;br /&gt;
é com esse tipo&lt;br /&gt;
de falsidade&lt;br /&gt;
é esse o gosto de se&lt;br /&gt;
engana-&lt;br /&gt;
enrolar&lt;br /&gt;
e não parece&lt;br /&gt;
em nada&lt;br /&gt;
é, carece um pouco&lt;br /&gt;
de semelhança com mel&lt;br /&gt;
e cá voltei eu&lt;br /&gt;
a no verso de um papel&lt;br /&gt;
versar sobre você&lt;br /&gt;
e penso&lt;br /&gt;
se me engano&lt;br /&gt;
se me enganei&lt;br /&gt;
ou se foi tu&lt;br /&gt;
bruto&lt;br /&gt;
ah! o que eu sei?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É tudo também uma questão&lt;br /&gt;
de espaço/ocupação&lt;br /&gt;
Tirei-te da mão&lt;br /&gt;
para te carregar em um&lt;br /&gt;
vão&lt;br /&gt;
um&lt;br /&gt;
vão desses milhares&lt;br /&gt;
pelo meu corpo&lt;br /&gt;
pelo meu dia&lt;br /&gt;
pelo meu bem&lt;br /&gt;
não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-9156972651464306276?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/9156972651464306276/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=9156972651464306276&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/9156972651464306276?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/9156972651464306276?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/03/da-menina-de-sonho-e-de-neve.html" title="Da menina de sonho e de neve" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YAR3kyeip7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-2554820431107276923</id><published>2011-03-17T13:55:00.000-07:00</published><updated>2012-01-11T18:25:46.792-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:25:46.792-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="posts da Rêe" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="passado" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="palavras" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="coração" /><title>O que acontece quando os olhos se abrem</title><content type="html">Pela janela dos meus olhos eu vejo passos, vejo flores e vejo passados.&lt;br /&gt;Pela janela dos meus olhos eu vejo o que fui, o que sou e o que serei.&lt;br /&gt;Vejo o que deixei e o que não quero voltar atrás para retomar.&lt;br /&gt;Pela janela dos meus olhos eu vejo o que fomos. Vejo ir.&lt;br /&gt;Vejo passos, flores, espinhos, sorrisos e passados.&lt;br /&gt;Vejo o sol batendo, a criança sorrindo e a almas que nascem desalmadas,&lt;br /&gt;que nascem morrendo, que partem deixando de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata Otaviano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-2554820431107276923?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/2554820431107276923/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=2554820431107276923&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/2554820431107276923?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/2554820431107276923?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/03/o-que-acontece-quando-os-olhos-abrem.html" title="O que acontece quando os olhos se abrem" /><author><name>Renata Otaviano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09508890366483874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="25" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-pC_n0Y8p0e4/TZfWkrEouqI/AAAAAAAAAEI/r051hXUA2F8/s220/P2750_31_03_2011%25283%2529.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YHRXozcCp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-1699428702243624713</id><published>2011-03-11T21:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T18:25:34.488-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:25:34.488-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ironia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="crônica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mundo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="realidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="humanidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="compartilhar" /><title>(Des) Grilar</title><content type="html">Solidão é a inocência da metafísica. E o mais seria tolice minha escrever. É o grilo. O grilo que grilava grilantemente por entre os feixes obscuros da noite. Sem grilar-se muito com o resto todo. Não que grilar seja coisa fácil. Nem é por acaso que só grilos conseguem.&lt;br /&gt;
Mas aquele conseguia.&lt;br /&gt;
Conseguia bem.&lt;br /&gt;
E &amp;nbsp;não contente com o bem, conseguia bem alto. Tão alto que já quase podia iludí-lo em meu quarto. Pensar em toda aquela aparência verde parada, inevitavelmente no canto mais confortável de minha cama, a não olhar para mim. Exatamente. Em meio a uma juventude inteira de existência, sou, nesse ponto, reduzida a um ser que não é olhado por grilos.&lt;br /&gt;
Estou a uma crônica da solidão.&lt;br /&gt;
Só. A memória do sol e um punhadinho de estrelas sorrindo para mim. Só. A lua. E as palavras na ponta dos dedos. Não. O universo inteiro seria perda de espaço se fosse possível um ser humano manusear a solidão. Não. O grilo não me vê, mas ele está em minha presença. Não. Mais de seis bilhões de pessoas gritam, imploram, olham. E não encontram.&lt;br /&gt;
Não existe solidão.&lt;br /&gt;
O que existe é a força de nossos pés no chão. Nós vivemos no giro do mundo, e o &amp;nbsp;que existe é a falta desse inacessível vão. Quem existe sou eu, dentro dessas linhas. Aprisionada. Mas não sozinha.&lt;br /&gt;
Pois é.&lt;br /&gt;
Levo você no bolso. Um sol em minha pele. E um quê de olhos parados, fitando o ínfimo dessa ausência de vazio. Desvencilhei-me. E agora sou. Só. Eu. Nem me grilo.&lt;br /&gt;
Pois fui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-1699428702243624713?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/1699428702243624713/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=1699428702243624713&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/1699428702243624713?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/1699428702243624713?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/03/des-grilar.html" title="(Des) Grilar" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YERXc4cSp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-7512190501639415609</id><published>2011-03-04T17:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T18:25:04.939-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:25:04.939-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="luta" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="palavras" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="natureza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="expressão" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memórias" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão" /><title>O Desbotar</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-zOa0RztiwP0/TXGQktlhcAI/AAAAAAAAALY/vHkMogwenGI/s1600/odesbotar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="440" src="https://lh5.googleusercontent.com/-zOa0RztiwP0/TXGQktlhcAI/AAAAAAAAALY/vHkMogwenGI/s640/odesbotar.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Meu ideal seria escrever palavras que não desbotassem. Palavras, sabe? Que não fraquejassem e nem se rasgassem com a força de minhas mãos. Que não morressem. Nunca. Não por muito tempo, ou mais de uma vez. Minhas palavras. Quero-as vivas! E quero tê-las. Dizê-las "são minhas!", mas qual me pertence?&lt;br /&gt;
Outro dia &amp;nbsp;fui para a praia procurar palavras, feito conchinhas, à beira-mar. Oras, e por ali fiquei. A areia a me olhar e um tanto de água marejando meus pés. No fundo, só eu entendia a profundidade daquelas gotas que mal &amp;nbsp;atingiam minhas canelas. Só eu, até que olhei.&lt;br /&gt;
E vi um horizonte.&lt;br /&gt;
Num instante todas as palavras caíram de minhas mãos. Nada me &amp;nbsp;restava na ponta do dedos. Adentrei o mar como se ele não me conhecesse, e como se eu mesma pudesse andar firme naquela linha reta, infinitamente. E eu fui. Indo. Como se o vento nada pudesse impedir. E eu fui. Indo. Desvendando cada passo e desconstruindo todo um ser que sou. E eu fui. E foi quando tive medo que o perigo deu as caras.&lt;br /&gt;
Cabeça dentro d´água. Cabeça fora d´água. E onde estou? Cabeça dentro d´água. Cabeça fora d´água. Onde estão? Olho para trás e vejo minhas palavras sortidas pelo chão. Mergulhei no mar, e foi em meus pensamentos que me perdi. Não que seja questão do acaso, nem foi de repente que meu inocente pé deixou de &amp;nbsp;alcançar qualquer coisa sólida abaixo de mim. Não, mas a troca foi fenomenalmente simples: a dureza passou &amp;nbsp;vir da palma das ondas na minha cara. Contemplei, assustada, todos os traços daquelas mãos até me desvencilhar da vasta lágrima contida que insistia em me afogar.&lt;br /&gt;
Nada desbotaria.&lt;br /&gt;
Não ali.&lt;br /&gt;
Ah! Mar, mas você é só três letras. Você também vai desbotar nas entrelinhas de meu texto.&lt;br /&gt;
Então tornei à margem de minhas palavras e as vi rindo para mim. Quis pegá-las. E peguei. Coloquei todas dentro de parágrafos, e agora elas são dessas linhas. Não minhas. Não eternas. Não faz sentido. Eu as amo, e é só por enquanto. Em quanto tempo será que se gastam? Daqui a pouco já envelhecem, e renascem. Em constante inconstância. Ou, sei lá. Não quero crer, nem posso. Mas vou. Elas vão.&lt;br /&gt;
Todas as palavras vão desbotar um dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-7512190501639415609?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/7512190501639415609/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=7512190501639415609&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/7512190501639415609?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/7512190501639415609?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/03/o-desbotar.html" title="O Desbotar" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh5.googleusercontent.com/-zOa0RztiwP0/TXGQktlhcAI/AAAAAAAAALY/vHkMogwenGI/s72-c/odesbotar.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YFQHwyfSp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-5178767765762299423</id><published>2011-03-01T14:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T18:25:11.295-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:25:11.295-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="luta" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="apelos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="palavras" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ameaças" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="desespero" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão" /><title>Fragmento</title><content type="html">&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Tem dias em que só o amor poderia me condenar. Nesses dias eu morro, e não preciso de mais do que meu bocadinho de olhares para por em vão qualquer não-verdade que eu tente, que me tente a falsear. Então eu vou ao espelho e me grito digam olhos! Digam! O que é verdade? A verdade são os seus boatos, meus olhos, é isso? Por que se calam agora? Nada dizem. Eu imploro por respostas, e nada dizem. E nada, e no entanto, tanto solam com seus gritos mudos, tanto ousam monólogos à procura de outro par de glóbulos oculares que&amp;nbsp;"não sejam surdos, ah! Não sejam bobos, vejam que ela mente com a boca."&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Parem, meus olhos, de desdizer o que pronuncio!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Um dia eu percebi que auto-controle é conseguir asfixiar seu olhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-5178767765762299423?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/5178767765762299423/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=5178767765762299423&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/5178767765762299423?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/5178767765762299423?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/03/fragmento.html" title="Fragmento" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUYMQHg5eSp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-9065649042705698671</id><published>2011-02-10T15:56:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T17:53:01.621-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T17:53:01.621-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="passado" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="palavras" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ameaças" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ilusões" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="eternidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2010" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="conto" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="experiências" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amor" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="felicidade" /><title>Num papel, almassada</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xCWSX-r4DLA/TVR6rQPC4oI/AAAAAAAAALM/ADGPoBrk_Q4/s1600/almassada.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-xCWSX-r4DLA/TVR6rQPC4oI/AAAAAAAAALM/ADGPoBrk_Q4/s640/almassada.png" width="447" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Encontrei um poeminha meu esbaforido. Lágrimas derretiam seus olhos até marejar o chão do ponto de ônibus. Ele tinha se perdido, sabe-se lá há quantas eternidades, e ao me ver pareceu confuso. Mamãe? Por quem você é?&lt;br /&gt;
Ele me percebeu confusa, e de sopetão serenou duas tempestades:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;-Peça pra morrer de amor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Que eu lhe garanto vida eterna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ele me tresvenceu, em suma, e a meu ver resumiu a mocidade. Como pode? Quem é aquele poeminha inquietado desesperando por todo lado? Se ele é o que fui, eternizado, por quem eu sou agora? E como seus versos me significaram?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;-Peça pra morrer de amor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Que eu lhe garanto vida eterna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;E um baque de palavras no chão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;E o cheiro de olhos parados, fitando o ínfimo daquele vômito de dois versos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Torno a olhar para o poema. Mãmãe? Mamãe? Mãe? Não, mamãe! Soluços. Pranto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Não se perturbe assim, meu filho. É só poesia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Mamãe, o que eu significo? Soluços. Silêncio meu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Shhh, não se assuste, meu bem. Nossas vozes começam a ocupar menos espaço no ponto de... e o ônibus que não chega!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Mamãe, eu sou você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Sabia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Numa fagulha eu metamorfoseio para dentro do papel com tinta. Meu poema me coloca debaixo do braço e vira dedos esticados chamando pelo ônibus. Vira pé ante pé subindo graciosamente os degraus, passando com um sorriso a catraca do cobrador e sentando num lugar vazio. Sua feição maliciosa o denuncia. Tudo deu certo. Agora o meu poema tem a minha vida pela frente. É possível se roubar felicidade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;E caí, imperecívelmente, em minha própria versagem. Agora sou, simplesmente, por entre os versos que não entendo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;-Peça pra morrer de amor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Que eu lhe garanto vida eterna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Foi numa folha qualquer. Duas letras. Sou só.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Eu.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666; font-family: &amp;quot;Inconsolata&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 11.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-9065649042705698671?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/9065649042705698671/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=9065649042705698671&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/9065649042705698671?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/9065649042705698671?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/02/num-papel-almassada.html" title="Num papel, almassada" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-xCWSX-r4DLA/TVR6rQPC4oI/AAAAAAAAALM/ADGPoBrk_Q4/s72-c/almassada.png" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YGRnYyfSp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-660238266790904883</id><published>2011-01-14T15:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T18:25:27.895-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:25:27.895-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="posts da Rêe" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ideais" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2011" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão" /><title>Crono-lógico</title><content type="html">Hoje eu sei que és mesmo um senhor tão bonito quanto a cara do filho que um dia pretendo ter. Ó querto e estimado Tempo! Vieste de maneira sorrateira, com personificação singela e assim, como quem quer nada, mudaste a idéia metafísica de muitas coisas que permeavam a mente de nós, pobres mortais. Quer um exemplo?&lt;br /&gt;Todos tempos a consciência metaforizada de que a vida varia de uma página a um livro em branco (depende de quem se trata) onde fazemos rabiscos ou escrevemos história como bem ou mal entendemos. Porém, o que ontem era a idéia de uma narrativa não cronológica, cheia de falhas e lacunas é hoje somente o espaço de tempo compreendido entre a vida e morte. Curioso não?&lt;br /&gt;É, eu bem queria saber como tudo isso acontece. Pode-me dizer onde é sua casa, Tempo? Como faço para chegar pr'além das nuvens? É possível voar sem ser em sonhos?&lt;br /&gt;Ah, perdão! São só algumas das perguntas que formulei durante algumas primaveras monologadas. Se meus questionamentos fossem correntes certamente abraçariam o mundo!&lt;br /&gt;Fizeste grandes coisas, Tempo. Fico a pensar no poder que teveste na hora de persuadir uma raça inteira a ponto de fazê-los programar o percurso de todos os nasceres do sol á vossa mercê. De certo modo, todos viraram seus servos, não? Súditos de um rei sem trono, detentores de um ideal ignorante e de um sistema tolo.&lt;br /&gt;"Tempo, Tempo, Tempo, Tempo... Vou te fazer um pedido". Prometo ser breve e parar de questionamentos retóricos, certo?&lt;br /&gt;Peço-te que não passes dentro de mim. Deixe-me ser assim, eterna criança. Permita-me ter sempre meu sorriso desajeitado, meu impulso por vezes descontrolado e minhas quimeras invejadas. Quero poder sorrir, brincar, pensar, aproveitar o dia, acreditar nas borboletas e ainda ver o arco-íris depois que a forte chuva for embora. Só peço apenas, Tempo, que eu seja... sem ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata Otaviano&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-660238266790904883?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/660238266790904883/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=660238266790904883&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/660238266790904883?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/660238266790904883?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2011/01/crono-logico.html" title="Crono-lógico" /><author><name>Renata Otaviano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09508890366483874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="25" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-pC_n0Y8p0e4/TZfWkrEouqI/AAAAAAAAAEI/r051hXUA2F8/s220/P2750_31_03_2011%25283%2529.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YHRXozeip7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-1678414905988340987</id><published>2011-01-11T18:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T18:25:34.482-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T18:25:34.482-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="miséria" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2010" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cotidiano" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="expressão" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mundo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="experiências" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="aprendizagem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="política" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="realidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="humanidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão" /><title>A urgência dos pacientes</title><content type="html">- Ô Seu Dotô, é que eu carrego peso, sabe? Carrego quilômetros quadrados nas costas, tão retas que até parecem macas - base para enfermos. Todo dia um país inteiro me empurrando para baixo, e uma realidade linda que eu nem conheço, nem está ao alcance de meus olhos. Moro num estado terminal, vicê? Lá é longe daqui. Tive que vir de ambula-e-a-ânsia não passa. E a vida, seu dotô? Vamos falar sobre a vida, que eu preciso sobreviver.&lt;br /&gt;
Com essas palavras estanquei.&lt;br /&gt;
As sílabas impregnaram o ar. Eu já não podia respirar. Na minha frente, a urgência em pacientes que já não têm tempo para esperar. No meu coração, batimentos frequentes. Cada vez mais intensos. Socos deferidos daquele ser, ali, estagnado. Em minha mente, não! Em minha mente distúrbios, espasmos de uma nação atada em horários. Paralisia funcional de pensamento. Dislexia. Correria. Tormento. Em minha alma um vão.&lt;br /&gt;
Como&amp;nbsp;posso eu&amp;nbsp;ser um médico para esse homem?&lt;br /&gt;
- Vamos falar sobre a vida, dotô.&lt;br /&gt;
O que sei eu sobre a vida? Eu, que periodicamente contento-me em me irritar com um ou outro sintoma da rotina, e que não sou nada. Nuca serei nada. Não, Pessoa, não posso querer ser nada. Eu que injeto drogarias no lugar de tabacarias. Sou eu que tenho de diagnosticar esse homem?&lt;br /&gt;
A moléstia dos nossos diagnóstcos é o problema que eles agulham. Sempre problemas, nunca soluções. É o quadro pessimista do agrupamento de ruas, bairros, cidades, 26 estados e um distrito federal. Esse país não atrofia. Não é o progresso que está infectado. É a ordem.&lt;br /&gt;
O homem alegórico em meu consultório caminha por uma fila de espera, com seu pulo vencido pelo cansaço da perna, e pelo medo de cair ainda mais. Os olhos dele continuam a me socar. Daqui a pouco ou eu corro ou eu baqueio o chão. Se o caso dele for alguma coisa na cor do sangue, eu faço uma transfusão. Troco o meu azul pelo vermelho, sofrido e arranhado dele.&lt;br /&gt;
Quanto sentimento existe num sentimento? Quanta vida há nos corpos de que trato? O que é mesmo classe social?&lt;br /&gt;
Despertador. Cama. Banheiro. Jaleco. Carro. Farol Vermelho. Farol Verde. Hospital. Portas. Um momentinho só. Crises. Hematomas. Vacinas. Exames. Tratamentos. Bomba de oxigênio. Febre. Gastrite. Enfizema pulmonar. Mazelas à parte, pelo menos fez sol hoje. Leucemia. Diabetes. Morfina. Infecção. Pigarro.&lt;br /&gt;
Pare! Em que segmentação nos perdemos, nação? É preciso encontrar-se de novo! É preciso! Eu! Ele! Precisamos! É preciso! Precioso! Sim!&lt;br /&gt;
- Oi. Você tá bem, seu dotô?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-1678414905988340987?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/1678414905988340987/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=1678414905988340987&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/1678414905988340987?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/1678414905988340987?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2010/12/urgencia-dos-pacientes.html" title="A urgência dos pacientes" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUYDRXc5eyp7ImA9Wx9QFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-4396762167637990551</id><published>2010-12-25T16:44:00.000-08:00</published><updated>2010-12-26T17:26:14.923-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-26T17:26:14.923-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="posts da Rêe" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="miséria" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="aprendizagem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cotidiano" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vivência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atitude" /><title>Reprise</title><content type="html">&lt;em&gt;"Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com a sua ignorância". (Galileu Galilei)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não era para ser um post. Aliás, o motivo que levou isso a ser um não era nem para ter acontecido, ou pelo menos, não visto. Não com uma pessoa. Não em uma noite. Muito menos em um natal.&lt;br /&gt;A teoria diz que em datas como essas todas as famílias deveriam estar unidas e festejando uma união incondicional entre todos os entes. Verdade? Não.Por entre saudosismo e um reprise que fazia em minha mente com fotos familiares, olhei e vi uma mulher a margem de todas as luzes reluzentes "rua á fora". Enquanto uns desfilavam orgulhosos de seus presentes e vendiam sorrisos baratos e amarelos, ela, de olhos baixos, afagava suas tralhas largada em um canto escuro e molhado daquela noite.&lt;br /&gt;Já estava bem voltando para a minha casa, afinal, já havia passado a badalada da meia-noite há algumas horas. Eu voltava, mas os meus pensamentos não.&lt;br /&gt;De maneira fugaz aquela mulher, feito calor em água, evaporou meu raciocínio de modo tal que me fez calar as palavras. A única coisa que possuia em mim erao sentimento de ser a mais hipócrita dos mortais. O porquê? Descobri alí que todos estamos demasiadamente abastados de teorias mas nunca colocamos nenhuma caridade em prática.&lt;br /&gt;Não vou delongar a história. Fiz disso mais um confessionário ou um diário do que um ensaio filosófico penetrante no subconsciente de alguém a ponto de impressiona-lo com o meu amplo campo semântico. Não, longe disso. Quem sou eu para feito tão grande.  Sou uma mera mortal, tão igual a aquela mulher. O que nos faz diferentes é apenas o lugar que escolhemos nos exilar. Mas isso tambem não é pauta para discussões agora. A questão de hoje é simples e obejtiva: por vezes nos julgamos culpados em não poder presentear alguém com algo que essa pessoa deseje, por não termos tudo o que queriamos ter, quando deveríamos nos esforçar para que a hipocrisia nos fechasse os olhos desse modo.&lt;br /&gt;Sem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata Otaviano&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-4396762167637990551?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/4396762167637990551/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=4396762167637990551&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/4396762167637990551?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/4396762167637990551?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2010/12/reprise.html" title="Reprise" /><author><name>Renata Otaviano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09508890366483874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="25" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-pC_n0Y8p0e4/TZfWkrEouqI/AAAAAAAAAEI/r051hXUA2F8/s220/P2750_31_03_2011%25283%2529.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkEMQX86fyp7ImA9Wx9SFU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-1782647311917720044</id><published>2010-12-04T09:35:00.000-08:00</published><updated>2010-12-04T16:24:40.117-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-12-04T16:24:40.117-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="posts da Rêe" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="aprendizagem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="evolução" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="humanidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="experiências" /><title>Homini non sapiens</title><content type="html">Conta a história de que um homem, ao se sentir desconfortável, foi ao médico procurar duas coisas: o seu problema e a cura para o seu problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entre, meu caro. Em que posso ajudá-lo?&lt;br /&gt;-Doutor, tenho me sentido mal. Respondeu o homem de palidez notável na face, sentando-se vagarosamente com um leve ar de desespero.&lt;br /&gt;-Mal que em aspecto? Explique-me melhor.&lt;br /&gt;- Bem, tenho fugido ás normas. Sempre aprendi que ao decorrer da história tornamo-nos capazes de exercer uma racionalidade que nos diferiu de qualquer outro ser vivo, mas isso não tem acontecido comigo.&lt;br /&gt;- Hum... Continue e me conte um pouco sobre sua rotina.&lt;br /&gt;- Olha Doutor, eu vou ser sincero: não consigo deter minha força. Meu coração bate com disritmia e descompasso. Todas as manhãs são, para mim, a prenûncia da voracidade sobrecomum que detenho. Levanto com uma fome desmedida. Porém, não fome de pão, mas de destruir, de reduzir ao pó aquilo que me vêm aos olhos. Minha altivez dá a mim um impulso de comportamento tsunâmico e assim, invado ás ruas a procura de fazer o que me foi ensinado: ingnorar quem quer que seja. Caminho. Ando. Passo. Corro. Fico ofegante, mas não olho para os lado. Em hipótese alguma nunca olho para os lados! Menosprezo quem está perto de mim. Ouço vozes, mas e dai? Devem ser só mais alguns idiotas falando. Quem é que se importa com eles? Só faço o que me foi imcumbido, mais nada, nada que facilite a vida de alguém. Não tenho tempo. Meu falar se acerela e projeto as minha palavras soltas e sem concordância a fim de falar o quanto mais puder. Corro. Ando. Passo. Caminho. Nem me dou conta das horas e o que fará dos minutos. O importante para mim é seguir o barulho da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem nessa hora ofegava como um cão. Parecia que a cada palavra algo o impulsionava para que se levantasse da cadeira. O médico ouvia esse maremoto de informações desconjuntas e tentava encontrar uma explicação para tanto comportamento animalesco. Preocupado então com o estado daquele conturbado ser, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me parece que seu caso é mais grave do que imaginava. Como foi que você permitiu que seus transtornos crescessem tanto? Como foi possível que ninguém notasse nenhuma alteração de comportamento no seu dia-a-dia?&lt;br /&gt;- Foi de uma sinfonia sem pé nem cabeça que compus o modo que sou. Lá fora, ali mesmo, daquela porta para fora, todos são iguais a mim. Mas estou seriamente preocupado comigo e por isso, vim aqui para entender o que se passa. Dia desses ouvi falar sobre uma doença chamada, chamada... Como era mesmo o nome? Ah, "sistema"! Acho que é assim que se pronuncia. Doutor, será que é disso que eu sofro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora aquele singelo analista entreabriu um sorriso conclusivo e sarcástico. "Pobre humano", pensou. Resolveu então, sem que remediasse seus pensamentos, notificar o que disgnosticara. Pegou um papel, fez uma pequena anotação e disse a aquele homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pelo o que pude observar você sofre de alguns problemas. Um deles é que sim, você é vítima do sistema. Mas não se ache oriundo de outro planeta, não, não! O planeta dos aprisionados é esse mesmo. Sinto-lhe informar, mas o antídoto para essa doença não foi e, penso que nunca será encontrado, pois não depende só de "meia dúzia de gatos pingados". Porém, aos outros males você terá que se encarregar de achar a cura por si só. A receita é esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entregou o doutor então o papel ao qual fizera as anotações ao paciente, receitando-o que só as lesse assim que chegasse a sua casa e se sentasse em frente a um espelho. O homem, um tanto zonzo pelo baque de ter sido ametido de "vítima do sistema" e um tanto quanto ansiosamente perturbado para saber o que mais sofrera, saiu ás pressas do consultório sem ao menos agradecer ou perguntar o nome do médico que lhe consultou.&lt;br /&gt;O caminho até sua residência foi como o descrito. Pisotear, ignorar, andar, passar, correr, ofegar, caminhar, falar e enfim, chegar. Sentou-se. "Um, dois três. Estou pronto para o que der e viver", disse. Parou na frente do espelho e leu em voz alta o que foi receitado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Prezado Homem,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sofres de uma carência crônica de pensamento. Não condizes á sua espécie e assim, ages novamente como um de nós. Olhe-se no espelho e procure por si só entender quem realmente és, pois "ou mudas de nome ou de atitude".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Volte sempre que necessário,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Homo Primatus".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata Otaviano&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-1782647311917720044?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/1782647311917720044/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=1782647311917720044&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/1782647311917720044?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/1782647311917720044?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2010/12/homini-non-sapiens.html" title="Homini non sapiens" /><author><name>Renata Otaviano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09508890366483874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="25" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-pC_n0Y8p0e4/TZfWkrEouqI/AAAAAAAAAEI/r051hXUA2F8/s220/P2750_31_03_2011%25283%2529.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUYMQHg5fip7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-7389844667298458506</id><published>2010-11-24T13:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T17:53:01.626-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T17:53:01.626-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="poesia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="palavras" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2010" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ironia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="crítica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mistério" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="protesto" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amor" /><title>Poesia é o caralho</title><content type="html">Puta que pariu&lt;br /&gt;
Eu tenho um vasto coração&lt;br /&gt;
Sei perdoar&lt;br /&gt;
mais do que já se viu&lt;br /&gt;
Só procuro o amor&lt;br /&gt;
Ou amadores de mim&lt;br /&gt;
Quero afeto, ai!&lt;br /&gt;
Ou qualquer dose de olhar sem veto&lt;br /&gt;
Mas sem noção é o caralho&lt;br /&gt;
Porra! Trouxa eu só conheço...&lt;br /&gt;
Só conheço aquela de roupa mesmo&lt;br /&gt;
E se você pode ir ser feliz para caralho&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;longe de mim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Então por que não vai?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Me diz, cacete!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Por que não me manda ir me foder&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;e vai você?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Cansei, entende?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para de dilacerar emoções&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para de me fazer encontrar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;rouquidão em gritos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para de me adoecer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;de me anoitecer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para de falar, sem saber&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Já perdi a paciência&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;não sei mais como é te entender&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Só tem ovos para eu pisar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;na trilha da nossa relação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Mas eu continuo aqui, ai!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Continuo aqui por você&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E você&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Você está procurando tanto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Que ainda vou te ver encontrar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Encontrar o quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Encontrar meu cú, ai!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Porque meus dentes vão deixar de aparecer em sorrisos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;quando a última gota d´água&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;salgada de lágrima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;cair no chão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;e secar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E daí?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Daí é isso&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Como eu sempre fui a adulta entre nós&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;eu vou me virar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E você,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;criança pequenina&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;com todo seu dinheiro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;maus bocados&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;bons bocados&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;vai enxergar só&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Meu cú&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Meu cú, ai!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Porque face eu só tenho uma&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Mas nádegas,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;ah! Vem até no plural!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Um dia dar-te-ei a outra nádega&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E apesar de tudo isso&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;eu te amo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Só não me sinto mais mal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;por você não ver em mim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;a ***** que quer ter&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Pois apesar de tudo,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;eu sou e estou aqui,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;É, comece a parar de contar comigo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não vou mais tratar do seu umbigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;P.S.: eu sei, você está chocado, leitor. Eu sei, eu nunca escrevi nada assim. Mas isso não é poesia, é só um desabafo. Desconsidere. Não é o meu tipo de escrita, anyway. É só uma falta de controle. Espero que a pessoa a quem essas linhas se destinam nunca leia isso. &lt;b&gt;E outra coisa, isso não são palavrões, são interjeições, ou seja, são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais. Quando digo "&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;puta que pariu&lt;i&gt;", eu não intenciono essas palavras, assim como quando se fala "&lt;/i&gt;minha nossa&lt;i&gt;", hahaha, aliás, o que seria uma &lt;/i&gt;minha nossa&lt;i&gt;?Até mais!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Ah! E, se você quiser, estou com mais um blog por causa de um trabalho de informática, passe lá depois&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://mightrope.blogspot.com/"&gt;http://mightrope.blogspot.com/&lt;/a&gt;&amp;nbsp;=D. &lt;i&gt;Se quiser seguir também, serei eternamente feliz!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-7389844667298458506?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/7389844667298458506/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=7389844667298458506&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/7389844667298458506?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/7389844667298458506?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2010/11/poesia-e-o-caralho.html" title="Poesia é o caralho" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUYMQHg5cCp7ImA9WhRVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-560857636058723826</id><published>2010-11-20T22:23:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T17:53:01.628-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-11T17:53:01.628-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="apelos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="palavras" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2010" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="expressão" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vivência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amor" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="paz" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tempo" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="coração" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="crítica" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mistério" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="realidade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sentimento" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atitude" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="compartilhar" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="reflexão" /><title>Entrem Linhas</title><content type="html">- Condenem-me.&lt;br /&gt;
Talvez eu apenas não saiba de coisa alguma.&amp;nbsp;Pois bem,&amp;nbsp;eu não sei. E como não sei. Não sei onde começa o amor, e onde termina você. Mas sei que o mar começa onde termina a visão da areia. É só poeira na minha pele, acalme-se. Não há nada que se possa fazer.&lt;br /&gt;
Eu estou dentro de instantes, e o doutor já vai me atender. Meu problema são os buracos que tapo com sorrisos. Tapa na cara, e é quase certo que um dia se livrem de mim. E eu? Eu me livro quando escrevo. Ando. Ai de mim. Ando na vida e é o tempo que corre. Apressado. Ando, quando? Ando, e você?&lt;br /&gt;
Estanco.&lt;br /&gt;
E o tempo também.&lt;br /&gt;
Ele para de um jeito que até desencana de ofegar. Não é certo isso acontecer. Se o tempo não respira eu não me arejo. Deixar de arejar, de acordo com qualquer sincero dicionário, significa não cantar ao nascer do sol com sorriso gargalhado&amp;nbsp;e sem vala de ar e já... Ah! Já sei que serei a senhorRIDA da sociedade. Condenei-me pela eternidade por sonhar.&lt;br /&gt;
Acreditei um dia que acreditava no amor. Não, querido, não é nisso que creio. Hoje sei um pouco mais de mim. Acredito agora que acredito na poesia do amor. Porque acredito nas palavras. Como posso amar tanto vogais e consoantes, dissonantes ou harmonizadas, e ver numa frase minha alvorada? Como posso? Sinto-me viva a cada ponto final.&lt;br /&gt;
É um drama. Não, mentira. É um parto, é sempre um parto. Dou a luz a uma nova menina a cada página tingida com símbolos que só eu sinto. Sou uma outra porque:&lt;br /&gt;
- Ah! A de antes&amp;nbsp;já era, se mudou agorinha.&lt;br /&gt;
Porque será sempre assim. Sempre que me encontro eu mudei de endereço. Porque sempre que me compreendo e me vejo, me exteriorizo. Nunca me sinto e me sou quando miro minha totalidade.&lt;br /&gt;
Eu devo ter sido árvore, ou ainda devo ser. Árvore sutil com crescimento interno. É por isso, portanto, que me porto tão bem entre folhas. Devo estar em busca do que fui, porque o passado é o presente da mente. Sou essa pessoa tão só, mente, sem niguém. Minto para mim ou me engano por não me crer? Quem foi que disse que só eu me entendo? Tendo em mente que meu coração eminente tem pulsação tão iminente que só de ressaltar já pulsou sangue até meu pé, nunca terei milésimos de segundo suficientes para me pegar de jeito e gravar-me num espelho para não mais me esquecer. Angústia. Quero segurar minha mão, mas minha essência se esvai em vento, atrai tufão.&lt;br /&gt;
Já entendi.&lt;br /&gt;
Acho que eu queria mesmo viver dentro de tudo que escrevo. Entrar em minhas linhas ou deixar que elas entrem em mim:&lt;br /&gt;
- Entrem, linhas!&lt;br /&gt;
Quero viver de poesia, essa poesia desmedida, incontralada, desapegada, regada de vida e amor, mas não quero sobreviver de rimas. Escrever não deve ser um sustento, uma base. Escrever deve ser em mim um giro, uma inquietação, um salto. Mas minha perna! Encontrei minha perna dormente. Não!&lt;br /&gt;
Alguma coisa fomenta em mim. Vomitei cada palavra, e sei,&amp;nbsp;a ânsia não vai passar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;by Luiza Borba (foxy lady)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-560857636058723826?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/560857636058723826/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=560857636058723826&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/560857636058723826?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/560857636058723826?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2010/11/entrem-linhas.html" title="Entrem Linhas" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEAAR3o6eCp7ImA9Wx9TEEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-5943699684687590914</id><published>2010-11-16T21:47:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T08:12:26.410-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-11-18T08:12:26.410-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="posts da Rêe" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vida" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="aprendizagem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2010" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="futuro" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="vivência" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="compartilhar" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="memórias" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="planos" /><title>Desensaio</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mUffF_KCOGc/TOMZFrEwrXI/AAAAAAAAADw/c014KLmjOPM/s1600/Salvador_Dali_Explosion.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 258px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540299551848574322" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mUffF_KCOGc/TOMZFrEwrXI/AAAAAAAAADw/c014KLmjOPM/s320/Salvador_Dali_Explosion.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já é de manhã e a hora de sair do repouso chegou. Hoje não há mais aquele sorriso simpático esperando que acorde para que tenha um bom dia. Há apenas um relógio, que não é mais como o cuco da vovó, me mostrando que o tempo que passou não volta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha roupa agora sou eu quem escolho. O caminho entre a cama e o banheiro, outrora cheio de brinquedos, hoje guarda passos calados, inexistentes. O colorido da parede de ontem, fora substituído por uma cor lisa onde ficam pendurados quadrinhos de honra ao mérito. As únicas lembranças do tempo da aquarela e da adoleta guardo dentro de uma caixa fechada que fica ou dentro do guarda-roupa ou debaixo da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de que o amanhã à Deus pertence, se confirma. Mas e o passado pertence à quem? Às minhas memórias? As minhas doces e inesquecíveis memórias? Bem, pode ser que sim,que pertençam a elas. Ou pode ser que o futuro se encarregue de apagá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renata Otaviano &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ps.: Texto desensaiado, desplanejado e um pouco entre soluços. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-5943699684687590914?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/5943699684687590914/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=5943699684687590914&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/5943699684687590914?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/5943699684687590914?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2010/07/desensaio.html" title="Desensaio" /><author><name>Renata Otaviano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09508890366483874657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="25" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-pC_n0Y8p0e4/TZfWkrEouqI/AAAAAAAAAEI/r051hXUA2F8/s220/P2750_31_03_2011%25283%2529.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_mUffF_KCOGc/TOMZFrEwrXI/AAAAAAAAADw/c014KLmjOPM/s72-c/Salvador_Dali_Explosion.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QMQH8zeCp7ImA9Wx5aEE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-6095296141537043204.post-8340455799174297356</id><published>2010-11-05T19:09:00.000-07:00</published><updated>2010-11-05T19:09:41.180-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-11-05T19:09:41.180-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="palavras" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="poesia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="2010" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="conhecimento" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="expressão" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amor" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="experiências" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="apredizagem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Posts da Luiza" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="evolução" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="liberdade" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pensamentos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sentimento" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="atitude" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="compartilhar" /><title>Cortesia</title><content type="html">É para rimar ideias&lt;br /&gt;
com o ritmo do dia&lt;br /&gt;
que eu faço poesia&lt;br /&gt;
É para enraizar&lt;br /&gt;
cada efemeridade&lt;br /&gt;
que eu ponho palavras&lt;br /&gt;
em gestos&lt;br /&gt;
e acrescento um décimo&lt;br /&gt;
de excesso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem que&lt;br /&gt;
a cortesia da casa&lt;br /&gt;
é acolher&lt;br /&gt;
E para quem tachar-me&lt;br /&gt;
ou a mim desmerecer&lt;br /&gt;
eu só faço charme&lt;br /&gt;
e escárnia, meu riso&lt;br /&gt;
de mal dizer&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É para amar imagens&lt;br /&gt;
É para guardar miragens&lt;br /&gt;
É para grafar versagens&lt;br /&gt;
É para ser com mais gente&lt;br /&gt;
que eu enfim sou&lt;br /&gt;
a mim&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem levar-me a mal&lt;br /&gt;
por me bem querer&lt;br /&gt;
Sem agir igual&lt;br /&gt;
ou me anoitecer&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Luiza Borba (foxy lady)&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6095296141537043204-8340455799174297356?l=exiliourbano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://exiliourbano.blogspot.com/feeds/8340455799174297356/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6095296141537043204&amp;postID=8340455799174297356&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/8340455799174297356?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/6095296141537043204/posts/default/8340455799174297356?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://exiliourbano.blogspot.com/2010/11/cortesia.html" title="Cortesia" /><author><name>Luiza Borba</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03983635766262661302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-xxoNVASSB0E/TXQw2Uj4pYI/AAAAAAAAALc/Wm62RZp8lVg/s220/DSC08871.JPG" /></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>

