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	<title>Betesda</title>
	
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		<title>Onipotência, milagre e vida.</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 04:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Ricardo Gondim. Deus é onipotente. Aliás, não crer na onipotência divina seria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo Gondim.</p>
<p>Deus é onipotente. Aliás, não crer na onipotência divina seria igual a desacreditar na própria existência de uma divindade – um deus sem poder não é Deus. Milagres acontecem. Não crer em milagres seria igual a desacreditar na possibilidade das ações divinas. – um deus imóvel é um absurdo conceitual.</p>
<p>Deus não só possui todo o poder como nEle se origina tudo o que se entende como poder, capacidade, criatividade. Deus pode fazer qualquer coisa e tem a liberdade de agir como, quando e onde quiser.</p>
<p>Antecipo essas verdades porque procuro discutir a plausibilidade do milagre no cotidiano; quero saber se é possível ter um chão existencial presumindo as intervenções divinas. A partir desses questionamentos, quero perceber se é função do sacerdote ensinar que se organize a vida esperando livramentos divinos.</p>
<p>Realmente não há como negar, a Bíblia contém numerosos exemplos de livramentos, salvações, resgates espetaculares e curas divinas. Para evitá-los seria necessário um enorme exercício de relativização das Escrituras. Porém, algumas perguntas insistem: o sujeito religioso deve conceber a sua existência com expectativa de intervenções sobrenaturais? Deve-se procurar reverter o diagnóstico de uma doença terminal pela oração? Um fiel deve apelar para Deus se quiser ganhar um litígio judicial? Um pastor deve ensinar que a vida só será possível com constantes intervenções de Deus? As pessoas experimentam “<em>upgrades</em>”, levam vantagem sobre os demais, quando obedecem aos mandamentos?</p>
<p>Essas inquietações não negam que Deus tem toda força e pode fazer o impossível. Elas buscam, tão somente, repensar a cosmovisão religiosa que contempla a vida com ingerências do alto; confrontam as lógicas de que homens e mulheres carecem de socorros emergenciais de Deus para que a existência seja minimamente possível.</p>
<p>É função do pastor ajudar as pessoas a viverem com fé, mesmo quando não existe a possibilidade de milagre. Diferente do paganismo, a cosmovisão cristã convoca que se confie em Deus para enfrentar as contingências da vida com coragem. Nesse conceito, fé não antecipa prodígios sobrenaturais. Os cristãos parecem, entretanto, carminhar noutra direção; urge que se resignifique fé.</p>
<p>Fé não se limita a acreditar em acontecimentos extraordinários. Partindo-se da aceitação de que existe um Criador e Controlador do universo, esta verdade é axiomática – e consta em todas as tradições religiosas monoteístas, inclusive as judaicas e islâmicas</p>
<p>Sempre que se reflete sobre milagre as reações são emotivas. “Deus não pode intervir na vida das pessoas, principalmente, as mais necessitadas?”. Lógico que pode; isso já ficou estabelecido nos dois primeiros parágrafos acima. Deus pode tudo; Ele é o Todo-Poderoso.</p>
<p>A questão é se Deus quer que a vida humana se organize com ocasionais intervenções suas. Proponho que não. Ninguém deve viver ou preparar-se para enfrentar o “dia mal” (Efésios 6.13) com expectativa de que virão auxílios sobre-humanos aliviando o sofrimento.</p>
<p>Dois conceitos também precisam constar nessas elaborações: graça e justiça. Graça, muito mais que um jargão teológico é uma descrição do jeito como Deus lida com a humanidade. O amor de Deus é gratuito, universal e unilateralmente derramado sobre todos. Ele abençoa sem exigir méritos; seus afetos independem da qualidade moral ou de práticas religiosas das pessoas. Deus  não ama como reação. Também não faz acepção, não discrimina; não premia uns para abandonar outros ao léu; não “elege” uns poucos para voltar as costas para a maioria que nasce como “filhos da ira”.</p>
<p>Portanto, se e quando acontece algum milagre, com certeza não vem como resposta de oração – qualquer mérito anula a graça e as suas intervenções não visam abençoar os “eleitos” – já que não faz acepção de pessoas.</p>
<p>As intervenções divinas, se e quando acontecem, estão ligadas a a um propósito eterno do coração de Deus e as pessoas não têm qualquer ingerência sobre elas - milagres são mistérios.</p>
<p>Fé pode ser compreendida como coragem existencial. No reconhecimento de que a vida é imprevisível, fé aposta nos valores do Evangelho; que suas verdades e princípios são suficientes para enfrentar a vida com tudo o que acontecer de bom ou de ruim. Fé é um convite a confiar no propósito eterno de Deus -  Ele quer ter uma família com filhos parecidos com Jesus de Nazaré.</p>
<p>A religiosidade que promove a expectativa de livramentos tem sido responsável por processos de infantilização; homens e mulheres, acreditando que a história ficará diferente com milagres são impedidos de iniciativas transformadoras.</p>
<p>Eu creio em milagres, mas não espero por eles; celebro a onipotência, mas recuso-me a apelar para qualquer força que me dê vantagem sobre os outros; não nego a soberania de Javé, mas não acredito que a vida esteja presa a trilhos inexoráveis; oro, mas não entendo que a função da prece se restrinja a “conseguir mais bênção”.</p>
<p>Fé é aceitar o desafio de viver como ovelha no meio de lobos; enfrentar um mundo cheio de tribulações; &#8220;receber bom testemunho, sem, no entanto, receber o que havia sido prometido&#8221; (Hebreus 11.39).</p>
<p>“<em>Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação</em>” (Habacuque 3.17).</p>
<p><em>Soli Deo Gloria</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>CDs</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 20:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Doxa]]></category>

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		<description><![CDATA[Av. Eng. Alberto de Zagottis, 1000 – Jd. Marajoara 04675-085 – SP [...]]]></description>
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		<title>DVDs</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 19:27:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol</dc:creator>
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		<title>Livros</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 15:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol</dc:creator>
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		<title>Curso para Batismo</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 05:11:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>

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		<description><![CDATA[Cursos Preparatório para Batismo &#8211; início 14 de Agosto às 9h (Domingo). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cursos Preparatório para Batismo &#8211; início 14 de Agosto às 9h (Domingo).</strong><br />
<strong>cursobatismo@betesda.com.br</strong><br />
<strong>Pr. Daniel e Vera &#8211; Jd. Marajoara</strong></p>
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		<title>SEDE D’ÁGUA VIVA</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 04:13:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Ricardo Gondim “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”[João 7.37] [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo Gondim</p>
<p>“Se alguém tem sede, venha a mim e beba”[João 7.37]</p>
<p>Venho a ti, Mestre das parábolas, com sede de poesia. Viajei por compêndios acadêmicos exatos, perambulei por pensadores herméticos. Li e reli, mas nos recessos da alma permaneço com uma sede insaciável. Entardeço com a angústia do Eclesiastes (6.8): “Que vantagem tem o sábio em relação ao tolo?”. A busca do conhecimento absoluto enlouquece. Repito G. K. Chesterton (1874-1936): “Imaginação não produz a loucura; o que produz a loucura é exatamente a razão. Os poetas não enlouquecem. A poesia é sã porque flutua, facilmente, num mar infinito; a razão procura cruzar o mar infinito para, assim, torná-lo finito”. Em meio à minha carência, prometo prestar mais atenção às tuas estórias, Mestre da narrativa. Quero escutar o inaudível.</p>
<p>Desisto. Dissecar tuas verdades não me conduziu ao mistério. Procurar solucionar o inescrutável, exaure. Só a poesia chega ao pé do arco-íris. Só nas palavras vestidas com alegoria se percebem os meandros do eterno. Anseio por meditar. Quem rumina no insólito, voa acima das nuvens, contempla o mundo do alto e vê santos e vilões, heróis e tímidos, damas e prostitutas como uma só humanidade.</p>
<p>Abandono a meta de querer dar nexo ao paradoxal. Admito, Mestre da imaginação, que o reino pertence aos pequeninos. Sentarei com crianças para intuir o extraordinário.</p>
<p>Quero me embeber com as palavras que fluem com ternura. Só na prosa desarmada é possível desobstruir os ouvidos e perceber o essencial. Quero me deixar irrigar com textos que destilam bondade. Buscarei inundar os fossos do egocentrismo nas entrelinhas da verdade.</p>
<p>Venho a ti, Autor da vida, com sede de humanidade. Confesso-te minha aridez. Sinto-me arfando como a corça perdida. Empolguei-me com bravatas. Iludi-me com impostores. Enfeiticei-me pela riqueza que a ferrugem corrói. Negligenciei Mateus 25. Eu não podia esquecer a mensagem deste capítulo: <em>só entrará no céu quem apresentar carta de recomendação dos pobres.</em> Desumanizar-se não se resume em capitular diante da selvageria. Estão desumanizados os insensíveis à imagem de Deus no próximo. Diante da miséria, quem não transforma sensibilidade em ações também não possui o Espírito de Cristo.</p>
<p>Em minha sede, abraço o mandato de ser empático (<em>em:</em> em, dentro; <em>pathos</em>: sentimento) com os que sofrem. Não posso abrir as portas do meu ser ao cinismo. Como virar o rosto para os porões escuros dos navios de emigrantes africanos? Mestre da vida, ajuda-me a não ser indiferente aos nordestinos que vivem no sertão sem chuva.</p>
<p>Venho a ti, Cristo crucificado, com sede de humildade. Vejo-te esvaziado e me convido ao desapego do poder. Não quero cobrar de mim o que nunca conseguirei ser. Se encantar-me com a capacidade de ser perfeito,  serei carrasco de minhas inadequações. Vou procurar aliar-me à Graça para ter mais cautela com o homem que sou. Vejo-te perdoador. Convido o coração a compreender os outros por aquilo que são e não pelo que eu gostaria que se tornassem. Diante da maldade humana muitas vezes hesito em como reagir. Fico entre a violência e o amor humilde. Quero recorrer ao doce e delicado; só os mansos herdarão a terra. Em Ti, a fraqueza do amor se tornou a força mais formidável do universo.</p>
<p>Anseio pela não-violência que inspirou alguns de meus heróis. Farei da paz a pedra de apoio de minha vocação. Relembrarei que tu, Jesus de Nazaré, abriste mão da glória e preferiste a cruz. Em tua morte, o paradoxo da fragilidade do Deus encarnado se transformou na mais alvissareira notícia. Desejo arrancar as vestes da arrogância e me cobrir de gentileza.</p>
<p>Venho a Ti, Viajante do caminho de Emaús, com sede de companhia. Não pretendo encarar as estradas da vida trancado em mim mesmo. Quero cantar: “<em>Amigo é coisa para se guardar, debaixo de sete chaves, dentro do coração</em>”. Desejo ser o companheiro que nunca tenta oprimir. Tu, que és o Rei da glória, não quiseste vassalos. Quem sou eu para intimidar amigos? Guardarei Provérbios 17.17 como lema: “<em>Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão</em>”. Mais que amigo, quero ser irmão. Vejo-te em busca da glória do Pai e me lembro que amizade original e perfeita pertence à Trindade &#8212; que convive eternamente preferindo o Outro. Reconheço que os seres humanos foram criados com a eternidade no coração e por isso respeitarei a singularidade de cada um para amar melhor.</p>
<p>Venho a Ti, Fonte de Água Viva, com muitas sedes. Um gole de tua verdade e eu viverei com menos farsa. Por te seguir, guerreio para desmascarar o impostor que habita nos porões do inconsciente. Ele tenta tornar-me estranho diante do homem que vejo no espelho. Teu discípulo, teimosamente rejeitarei armaduras emprestadas. Ousarei comparecer ao grande banquete com os mesmos trajes (respingados com teu sangue, Cordeiro) com que lutei e peregrinei pelas estradas da vida.</p>
<p>O Evangelho avisa que tu sacias a sede de qualquer um. Sendo assim, venho pedir-te: Não permitas que eu permaneça arfando como corça, sem achar os ribeiros da plenitude. Antes que se rompa o fio de prata, dá-me de beber, e do meu interior fluirão rios de água viva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><span style="color: #000000; font-family: Verdana; font-size: x-small;">Soli Deo Gloria</span></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A MULHER- vítima dos outros e de si mesma</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 04:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Silvia Geruza Desde muito tempo colocou-se sobre a mulher a responsabilidade pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Silvia Geruza</p>
<p>Desde muito tempo colocou-se sobre a mulher a responsabilidade pela harmonia do lar. Existe na Bíblia um verso que declara que a mulher virtuosa edificaria o seu lar. E esta foi escrita há séculos e séculos. No século XIX quando a sociedade não conseguia mais se sentir protegida por fatores externos tais como a economia e política, decidiu se voltar para o privado, e novamente recaiu sobre a mulher a &#8220;doce&#8221; responsabilidade de cuidar bem dos filhos, do marido e da casa. (E ainda alguns ousam afirmar que a mulher é o sexo &#8220;frágil&#8221;). Diante de tal responsabilidade, esperava-se da mulher que até mesmo as mazelas do lar fossem mantidas em sigilo por zelo à privacidade e bem estar do seu próprio ninho.</p>
<p>A violência sobre a mulher tem sido um assunto muito em voga,  principalmente depois da lei Maria da Penha, que de certa maneira garante um pouco mais de segurança à denunciante. Fala-se muito sobre violência física, contudo gostaria de dissertar um pouco sobre vários tipos de violência.</p>
<p>A violência física, onde a vítima é atacada e muitas vezes sofre lesões.</p>
<p>A violência emocional (que considero a pior), onde a vítima recebe ataques verbais constantemente, lesando sua auto estima, seu senso de dignidade e sua saúde mental. Este tipo de violência é enfrentado por mulheres, diria que a maioria das vítimas, por não compreenderem que são violentadas nos valores que lhes são mais caros: o senso de dignidade humana, de valorização. Muitas delas recebem essa violência caladas por não sentirem ter apoio da família ou mesmo dos amigos ou da sociedade. Como provar na delegacia da mulher que sofreu violência doméstica se não há arranhões, olhos roxos, ou qualquer outra prova física, a não ser um adoecimento lento e progressivo no seu interior?</p>
<p>Por último, mas não menos agressiva-  a violência da negligência ( exatamente como com as crianças). Mulheres que existem dentro de casa mas que não recebem do seu marido nenhuma atenção, nenhum sentimento de valor, nenhuma afetividade, deixadas ao léo, exercendo seu papel de cozinheira, dona de casa, lavadeira, passadeira e mãe. Só.</p>
<p>Contudo, as vítimas também se vitimizam. Às vezes me pergunto por que tantas mulheres recebem os abusos tanto físicos e emocionais caladas, ou se submetem a permanecer com tais homens! Abomino um ditado popular que afirma: antes mal acompanhada do que só.</p>
<p>Talvez, esta suposta submissão aos maus tratos não sejam tão inocentes como aparentam. Talvez elas queiram permanecer ao lado do marido para se vingarem e recriminá-los exigindo que exerçam um papel que eles não mais desejam. Sem coragem de enfrentar o vazio de um futuro incerto, muitas mulheres prefiram permanecer ao lado do agressor permitindo a continuidade da violência.</p>
<p>Contudo, no meio cristão os conselheiros podem também perpetuarem tal comportamento. Colocando a culpa e total responsabilidade dos atos do homem sobre uma entidade denominada Satanás, Lúcifer, demônio ou  simplesmente de &#8220;inimigo&#8221;, as igrejas tentam através de fórmulas mágicas ajudar mulheres vítimas de violência a provarem sua &#8220;espiritualidade&#8221;ao aceitar seu papel de &#8220;submissão&#8221;, segundo elas, conforme a Bíblia as inspira, e quietude colocando tudo &#8220;aos pés do Senhor&#8221;.</p>
<p>A violência pressupõe uma hierarquia onde o mais forte sobrevive, e esta é enfatizada na maioria das igrejas. &#8220;O homem, como cabeça, tem direito ao seu corpo. Se você realizar 7 semanas, 7 dias ou 7 sei lá que tempo de oração e jejum você conseguirá reverter o quadro de tudo que está ocorrendo com você e sua família. Novamente, você mulher é responsável pelo bom andamento do seu lar, como há séculos se propõe isto. Se algo encontra-se errado no seu relacionamento, no seu lar, na sua família, a culpa é inteiramente sua, cabe a você então tentar resolver&#8221;. Afirmam os &#8220;grandes especialistas cristãos&#8221; da família.</p>
<p>Enquanto isso, o número de violência física e emocional contra a mulher cresce e se sustenta entre as mulheres evangélicas, sem a possibilidade de mudança, pois a harmonia conjugal envolve a vontade de ambos, depende da história individual de ambos, da dinâmica existente entre o casal. Tantos fatores envolvidos para sermos simplistas e indicar fórmulas &#8220;espirituais&#8221; enquanto o emocional e o físico se desintegram passo a passo.</p>
<p>Às vezes me pergunto se somente &#8220;orar&#8221; para que um relacionamento dê certo ou seja reparado ou reconstruído seria o suficiente para que haja uma mudança permanente. O que ambos guardam dentro de si para que este relacionamento possa ser modificado e o amor restaurado? Ambos encontram-se dispostos a trabalhar seus desencontros? Seria bom pedir a Deus a &#8220;obrigar&#8221; seu marido a permanecer com ela sem que ele queira uma mudança de atitudes, até consigo mesmo?</p>
<p>Claro que num tema  tão amplo e complexo não conseguiríamos elucidar todos os fatos que influenciariam a permanência da vítima no local do abuso. O contexto sócio-econômico, o medo da vingança, uma falta de luz no fim do túnel. Famílias indispostas a ajudar, pai e mãe fazem-se de cegos diante do perigo eminente que suas filhas correm ao permanecer com o violento agressor, &#8220;cobra&#8221;- isto é, aquele que mostra um comportamento anti-social, sádico e violentos mesmo em outras esferas sociais. (Jacobson &amp;amp; Gottman- 1988).</p>
<p>Medos do desamparo, do futuro incerto, abandono, insegurança ou promessa de fórmulas mágicas,  podem ser citados como causas da continuidade da violência. Porém, mais, muito mais que tudo isso é a imposição de que a mulher carrega sobre seus ombros a tarefa de manter a boa ordem e harmonia do seu lar a qualquer custo, mesmo que para isso perca sua alma e sua sanidade mental.</p>
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		<title>A ARTE DE SER MÃE E VIVER</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 04:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Silvia Geruza Ser mãe é herança do Senhor, contudo muitos conflitam precisam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Silvia Geruza</p>
<div>Ser mãe é herança do Senhor, contudo muitos conflitam precisam ser elaborados desde o momento da gravidez.</div>
<div>A mulher, cujo corpo era admirado e ela própria admirava, começa a ter uma imagem distorcida do seu corpo. O marido, se o tiver, que antes a admirava pode até continuar assim, porém, a ditadura da beleza na sociedade atual escraviza a mulher a uma figura escultural.</div>
<div></div>
<div>O segundo conflito são as mudanças hormonais. Desejo sexual pode ir e vir. Preocupações com o corpo, com o peso, com a saúde do bebê, uma vida que leva em seu ventre. As expectativas, os desejos projetados na criança mesmo antes de nascer. Quando a criança chega, o desejo de ser mãe e mulher entram em conflito. Como agradar ao marido ao chegar à noite, se o seu dia foi de cansaço e cuidados com o bebê. O homem , por sua vez, sente-se culpado em desejar a fonte de alimento de seu filho, ou filha.</div>
<div></div>
<div>O terceiro confilto é a divisão de papeis: De quem cuidar mais? Este bebê que necessita de cuidados para sobreviver? ou do bebê grande denominado marido, que ainda prescinde dos cuidados da mulher, e muitas vezes da mulher-mãe ( o que considero um erro- apelidos como mamãe, papai tiram o elemento eros do relacionamento do casal). A mulher-mãe deve saber dividir seu papel de mãe com o de esposa, mulher, amante.  Muitos maridos sentem-se ciumentos dos seus filhos, porque as atenções lhes foram roubadas.</div>
<div></div>
<div>Muitas vezes, a mãe sente-se deixada de lado pelo amor dedicado ao marido pelo seu filho. De ambas as partes a atenção de repente volta-se para um recém-chegado, que sem querer torna-se um intruso. Com o passar do tempo, este pequeno ser tão desejado, pode se tornar o motivo do distanciamento do casal. Novamente, relembro-lhe: você não precisa deixar de ser esposa para ser mãe.</div>
<div></div>
<div>Hora de ajudar este pequenino a entrosar-se na sociedade, e nas suas regras. Ajudar seu filho a ter limites. Algumas possibilidades:</div>
<div>Imponha limites, porém sem deixar de reafirmar seu amor. Disciplina no momento certo e da maneira correta assegura uma boa auto-imagem à criança. Muitas vezes passa-se a mesma disciplina que se recebeu, sem se aperceber, mesmo sem se ter gostado do que vivenciou.</div>
<div>Seja firme, mas flexível.</div>
<div></div>
<div>A maneira que se é tratado quando pequeno, fará toda diferença quando for adulto. Esther Perel, terapeuta de casal, tem uma frase que gosto muito e que quase se tornou um provérbio entre palestrantes em congressos sobre sexualidade: “Dize-me como foste amado e te direi como fazes amor.” Se no seu lar você teve espaço para brincar, para ser você mesmo, e seus pais entenderam suas emoções e lhe disciplinaram somente na medida certa, você será um adulto capaz de se doar e de amar saudavelmente.</div>
<div></div>
<div>Outro efeito poderá ser não seguir as pegadas dos pais quando lembrar do passado e quiser algo melhor para seus filhos. Pais muito maltratados na infância podem se tornar permissivos com os filhos, por não quererem que passem pelo mesmo que eles, contudo, isto poderá se tornar em um mal para o futuro deste ser. O Livro Sagrado tem um provérbio interessante: “O pai que esconder a vara do filho, mais tarde chorará por sua alma.” Claro, que a vara nos dias atuais pode ser vista como disciplina. O pai disciplina aquele que ama, afirma também o Livro Sagrado. Quando os pais se recusam a disciplinar seus filhos, não lhes ensinam a tolerar a frustração, e mais tarde, poderão chorar sim, por suas almas.</div>
<div></div>
<div>Não coloque nos filhos seu único significado de vida, nem deposite neles suas expectativas ou projete neles uma performance que você não conseguiu. Deixe-o ser ele mesmo, escolher o que quer fazer profissionalmente, contanto que lhe ensine honestidade, integridade e generosidade. Por que não dizer, a amar a Deus acima de todas as coisas.</div>
<div></div>
<div>Crie seus filhos para voarem, mas nunca, nunca mesmo esqueça-se de amar seu marido e cultivar seu relacionamento, para que quando seus rebentos estiverem cumprindo o ciclo da vida, com seus lares constituídos, você consiga, mamãe, continuar sendo a eterna namorada do seu amado. Acima de tudo, não esqueça de cultivar seu relacionamento com Deus, para que você se sinta sempre amada pelo amante de sua alma. Ele, que te ama em todo tempo!</div>
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		<title>PORQUE 34 ANOS NÃO SÃO 34 DIAS</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 04:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Silvia Geruza Muitas pessoas se perguntam como fazer para que um relacionamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Silvia Geruza</p>
<p>Muitas pessoas se perguntam como fazer para que um relacionamento dure. Neste tempo líquido de amores líquidos e estilo de vida líquido, qual a estratégia para que o &#8220;amor&#8221; não acabe?<br />
Não creio existirem fórmulas mágicas, nem um cardápio de ideias para que um casamento dure mais do que tem durado nestes últimos tempos. Porém, uma coisa sei: sem renúncia, perdão, espaço para que cada um cresça e siga seu ritmo, a tendência é que realmente tudo termine em pizza, ou samba, ou futebol ou em separação.</p>
<p>Tenho motivos de celebrar esse dia 11 de Junho porque 34 anos não são 34 dias, como afirmou uma grande amiga. Sempre fui romântica, aliás, continuo uma romântica  inveterada. Não tem jeito, não tem solução, vou morrer romântica. Por isso escolhi casar um dia antes do dia dos namorados no Brasil. Queria passar o dia dos namorados já casada e ter esse homem que escolhi para ser meu marido como meu eterno namorado.</p>
<p>Creio ter conseguido. O homem com quem casei foi escolhido a dedo: eu sempre quis casar, apesar de ser baixinha, com um homem alto, bonito, atlético e acima de tudo íntegro e inteligente. Tive tudo  isso e muito mais. Estou casada com um homem que além de íntegro, ama a Deus de todo coração. Proveniente deste amor a Deus, ele estende para seus filhos, netos e, claro principalmente para mim. Em todos esses anos de casada creio me lembrar somente de uma vez em que sua voz foi alterada quando se referiu a mim, mas, confesso, mereci. Esse homem com quem permaneço casada já me fez chorar muitas vezes, claro, porque ele é humano, mas em todas ele me pediu perdão.</p>
<p>Contudo, quando olho para trás e lembro daquele moço que vi pela primeira vez a caminho de uma entrevista, ouso declarar que foi amor à primeira vista. Quando o ouvi falar, foi amor à segunda escuta, e quando o conheci mais de perto, foi amor por tudo que ele representa: integridade, honestidade, doçura, mansidão, inteligência, trabalhador, brilhante (na minha opinião), corajoso, ousado, excelente pai, excelente amante, excelente amigo, humano em tudo que faz e angelical em tudo que suporta.</p>
<p>Muitas vezes ao pensar nele recordo de uma música antiga cujo autor dizia que quando alguém fora criado os anjos se reuniram para escolher as qualidades para formá-la. Ouso dizer que o mesmo aconteceu com meu marido. Os anjos certamente se reuniram para discutir suas qualidades e, cá entre nós e o mundo inteiro, eles souberam escolher, e eu a mais abençoada de todas as mulheres tive o privilégio de conviver com ele por todos esses anos e se Deus assim o permitir, quero muitos mais para eternizar cada momento que passamos juntos.</p>
<p>Meu sogro me avisou que se casasse com o filho dele, a vida nunca seria monótona. Amigos e amigas, devo confirmar o que meu sogro previa: a vida com meu marido não tem sido em nenhum instante tediosa, sempre tem uma aventura, um susto, uma polêmica. Mas, se me perguntassem se eu pudesse refazer minha vida o que faria, eu responderia: casaria tudo de novo e não perderia de jeito nenhum o privilégio e a felicidade de conviver com alguém tão humano, tão verdadeiro, tão corajoso, tão manso, tão carinhoso e tão inteligente como este homem que me carrega pela mão,me pega  no colo, me faz cafunés toda noite e nunca dorme sem antes nos perdoarmos mutuamente.</p>
<p>Considero-me uma mulher feliz de poder celebrar esses anos todos junto do meu marido. E&#8230;amigos e amigas, acreditem-me: conheço um pouco deste homem porque 34 anos não são 34 dias, e continuamos nos amando e respeitando como no primeiro dia em que prometemos nos cuidar, amar, estar juntos na alegria e na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, até que a morte nos separe, assim nos ajude Deus.</p>
<p>Ric, te amo, te admiro, te quero, te desejo, quero ainda muitos mais anos junto a você, assim nos ajude Deus. Continue sendo essa pessoa mansa, corajosa, que ousa pensar diferente e acima de tudo, que sempre anda adiante do seu tempo. Você me inspira!</p>
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		<title>Mais um novo nascimento</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 04:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Ricardo Gondim Quintuplico minha paixão pela vida. Amo viver: as cores fascinam, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo Gondim</p>
<p>Quintuplico minha paixão pela vida. Amo viver: as cores fascinam, os gênios intrigam, as poetisas seduzem, os santos constrangem, os justos desafiam, os solidários estimulam. A vida se torna, esmagadoramente, formosa.</p>
<p>A vida me prende feito vício. Amo viver: os sabores me esfomeiam, os silêncios me atraem, os mistérios me intrigam, os horizontes me instigam. Trago o milagre para bem pertinho dos olhos e, sem reação, meio estrábico, contemplo o inefável. Saboreio o tempo, as coisas, as pessoas. Tudo fica, avassaladoramente, delicioso.</p>
<p>Fascinado, sigo  na aventura de viver. Amo a vida: as mulheres encantam, os altruístas humilham, os sábios instruem, os artistas animam. Quedo-me diante da fertilidade criativa de autores, poetas, escultores. As bibliotecas, um dia, não caberão, de tantos livros, e o Louvre carecerá de anexos.</p>
<p>Ah, se pudesse viver até o final do milênio. Eu testemunharia novos inventos, avanços extraordinários da ciência. Noto que o futuro se desdobra em possibilidades, magnificamente, grandes.   A costura do porvir, semeadura do amanhã, transforma-se em dia a dia. Amo a vida porque o previsível não participa de minha existência. Aprendi que espertos ou poderosos, por mais que tentem, nunca conseguiriam engrenar os acontecimentos. Na estrada, levo a reboque o insólito. Não há como fugir de perigos. A dor me põe cara a cara com a realidade e vejo a caixa de Pandora aberta a despejar ruína. Não me resigno. Alisto braços, pés e boca a se colocarem a serviço do bem.</p>
<p>Acordo e durmo deslumbrado com as contradições da vida. Amo viver, mas sofro angústias não minhas. Claudico em celebrar a felicidade alheia. Sou paradoxal: impetuoso, salto como uma corça; acossado, me entoco como uma lebre; ameaçado, rujo como o leão; despreocupado, bailo como o colibri. Poetizo, verto lágrimas e orvalho o papel.  Idealista, quero desistir no meio das decepções. Permaneço, fantasticamente, misterioso.</p>
<p>Colei-me ao ofício venturoso de viver. O ralo por onde vazam os poucos dias de minha vida precisa ser fechado. Devo escapar da mesmice. Reconheço que guardo ressentimento, mas busco estancar esta hemorragia que me rouba a alegria de viver. Quero liberdade de desdenhar conveniências caras e de jamais colocar a consciência no balcão das liquidações. Desejo conversar e fazer as pazes com as pulsões de vida e morte que animam o meu inconsciente.</p>
<p>Amo engasgar de alegria no instante mágico em que a porta da igreja se abre e a noivinha desfila para o Sim. Gosto de cheirar café quentinho de manhã, ouvir a menina desafinada como se fosse uma soprano erudita, ler o bilhete do presidiário como um tratado filosófico, entender as razões da senhorinha como verdade inquestionáve. Assumo a vida para manter-me, profundamente, sensível.</p>
<p>Saber que existo é dom. Perdi a pressa, desisti das onipotências, abri mão da perfeição. Quero degustar os poucos anos que me restam e nunca esquecer: Alguém me ama sem que eu precise provar qualquer coisa. Renasço e descubro que a vida só acontece, infinitamente, na Graça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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