<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731</atom:id><lastBuildDate>Fri, 24 Jun 2016 19:02:42 +0000</lastBuildDate><category>receitas</category><category>cidades</category><category>fotografias</category><category>histórias</category><category>literatura</category><category>livre pensar</category><category>madrid</category><category>memorias</category><category>prosa larga</category><category>without</category><title>anlene gomes | dmadrid</title><description></description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (anlene gomes)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-2130327775155660191</guid><pubDate>Fri, 24 Jun 2016 18:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-06-24T21:02:42.857+02:00</atom:updated><title>telefonino</title><description>&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-offset-key=&quot;2q9si-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #373e4d; line-height: 18px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;2q9si-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;2q9si-0-0&quot; style=&quot;font-family: Trebuchet MS, sans-serif;&quot;&gt;Eu ando viciada em telefone. Sabe aquela típica imagem da cabeça baixa olhando abobalhada para o telefone? Muito prazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-offset-key=&quot;9idfj-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #373e4d; line-height: 18px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;9idfj-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;9idfj-0-0&quot; style=&quot;font-family: Trebuchet MS, sans-serif;&quot;&gt;Em casa principalmente. Na rua ainda consigo me distrair com o mundo. Sou muito flaneur, mas em casa estou boba. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-offset-key=&quot;7d92i-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #373e4d; line-height: 18px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;7d92i-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;7d92i-0-0&quot; style=&quot;font-family: Trebuchet MS, sans-serif;&quot;&gt;Trocentas mil coisas para fazer e Maria Anlene olhando perdida para o telefone. Que decadência&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-offset-key=&quot;blop5-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #373e4d; line-height: 18px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;blop5-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;blop5-0-0&quot; style=&quot;font-family: Trebuchet MS, sans-serif;&quot;&gt;Por falar nisso, vou continuar a arrumar papéis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2016/06/telefonino.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-2837022521583892822</guid><pubDate>Sun, 06 Mar 2016 22:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-06-24T20:54:40.949+02:00</atom:updated><title>chorinho</title><description>&lt;span style=&quot;color: #141823; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 14px; line-height: 18px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Uma alegria imensa no meu coração bobo, coração bola, coração balão esse chorinho gostoso que tenho todo domingo aqui na esquina do meu cafofo de Copacabana, na cantina Sanremese. Nem preciso sair de casa, tenho trilha sonora grátis. Agora mesmo estavam tocando &quot;Manhã de Carnaval&quot;, uma preciosidade na flauta do moço que toca muito bem. O repertório deles é lindo. &lt;3 span=&quot;&quot;&gt;&lt;!--3--&gt;&lt;/3&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2016/03/chorinho.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-6354616117647029343</guid><pubDate>Sun, 06 Dec 2015 19:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-06-24T21:00:49.708+02:00</atom:updated><title>redes</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff6600; font-weight: bold;&quot;&gt;:::&lt;/span&gt; Não se pode negar que as redes são ferramentas sociais potentes, mas não precisamos ser ingênuos. Amigo é amigo, o resto é &lt;i&gt;autre chose maripose&lt;/i&gt;.  Conheci muita gente nos últimos anos, graças às tais redes sociais.  Sempre repito que é uma experiência fundamental, não abro mão deste tipo  de comunicação. O Orkut, por exemplo, chegou na hora certa em minha  vida, era um momento crítico de enraizamento em solo ibérico. Para  aguentar o tranco da &quot;estrangeiridade&quot; precisava receber e dar carinho  do jeito que só a gente brasileira sabe dar e receber, com os lados A e B desta escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff6600; font-weight: bold;&quot;&gt;:::&lt;/span&gt; Fiz excelentes  amizades, das boas, daquelas que duram para a vida toda. Também colhi  inimizades, porque devo ter plantado alguma erva daninha no meu jardim e  porque tenho muitos defeitos, e um deles é gostar de opinar.  Opinião exposta, conflito criado. Pessoas como eu, que gostam de se  expor e opinar correm pelo menos dois riscos nas redes: podem ser  mal-interpretadas ou podem ser  invejadas. E a inveja gera inimizades e rancores profundos. Sei bem  do que falo, porque sei de pessoas que não me suportam. Fazer o que? O  problema é delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff6600; font-weight: bold;&quot;&gt;:::&lt;/span&gt;  Não vou deixar de ser quem sou para agradá-las, posso até mudar de  opinião, refletir, pensar melhor sobre isso ou aquilo, me informar,  reconsiderar, &quot;recapacitar&quot;, Todos somos livres até mesmo para ser  covardes e isso é difícil de aceitar, porque aceitar que somos pequenos  seres insignificantes é tocar na ferida básica das frustrações e  complexos. Quanto às reações radicais que ocorrem no território das  redes as considero, no mínimo, patéticas. Escondidos atrás da tela todos  podemos ser grandes, mas o espelho dos outros, com quem cruzo o olhar  diariamente, sempre me traz de vola à realidade e me devolve a  humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff6600; font-weight: bold;&quot;&gt;:::&lt;/span&gt; Porém, ah porém...  As pessoas que realmente contam para o que der, para o que vier e não  vier são poucas;  as reconhecemos num piscar de olhos. É uma grata  surpresa descobri-las em meio às abundantes relações superficiais e  esporádicas do mundo internético. Por vezes erramos, já que as decepções  são normais em qualquer tipo de vida social. O cuidado na hora de  cultivar os laços, o carinho e as simpatias são importantes também na  internet. Adoro me relacionar e conhecer pessoas, mas um bom papo, com  pessoas de carne e osso, pessoas como eu e você, com lado A e lado B,  tem outro sabor.&lt;/div&gt;</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2016/06/redes.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-3050429234590228851</guid><pubDate>Mon, 20 May 2013 16:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-20T00:33:46.906+02:00</atom:updated><title>Fim de linha</title><description>&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Algumas coisas na vida tem um momento certo para florescer e este blog já teve o seu tempo. Tenho muito carinho pelo que escrevi durante 10 anos e não fico triste por concluir etapa, mas chegou a hora de fechar a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei apenas alguns posts abertos, às vezes me pedem e mando o link, mas o resto ficará guardado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Leitorinho ou leitorinha, amig@ de sempre: foi um prazer contar com você. Saiba que me sinto muito feliz por ter recebido sua visita nestes 10 anos. Obrigada pelos comentários e pelo carinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E vamos em frente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;E quando eu tiver saído&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para fora do teu círculo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tempo tempo tempo tempo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não serei nem terás sido&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tempo tempo tempo tempo...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Ainda assim acredito&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ser possível reunirmo-nos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tempo tempo tempo tempo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Num outro nível de vínculo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tempo tempo tempo tempo...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Oração ao tempo, Caetano Veloso</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2013/05/fim-de-linha.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-1273119486646334073</guid><pubDate>Sun, 16 Sep 2012 19:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-06-24T20:59:12.527+02:00</atom:updated><title>tempo</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/asPoEticas&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-7qWVtA1mi0I/UFYnfnlK_QI/AAAAAAAAG3U/sXcua7gtsR8/s200/logo+negroamarelo-web.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=&quot;color: red;&quot;&gt;:::&lt;/b&gt; Desde junho não passava por aqui. A vida segue em frente, &lt;i&gt;por supuesto&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=&quot;color: red;&quot;&gt;:::&lt;/b&gt; Não tenho mais aquela mesma vontade de escrever, mas sinto falta de textos mais longos e dos leitores silenciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=&quot;color: red;&quot;&gt;:::&lt;/b&gt; Estou mais ativa no Facebook, embora meu perfil não seja aberto ao público. Criei uma fã page, que também anda meio viva, meio parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=&quot;color: red;&quot;&gt;:::&lt;/b&gt; Facebook é algo que me motiva, porque é mais dinâmico. Ainda não encontrei o tom por lá, mas gosto muito de postar. O nome da fã page é &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/asPoEticas&quot;&gt;PoÉticas&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=&quot;color: red;&quot;&gt;:::&lt;/b&gt; Também tenho usado muito o Pinterest, para juntar fotos de coisas que sempre gostei e assim posso dividir com as pessoas. Tudo pode ser visto &lt;a href=&quot;http://pinterest.com/anlenedmadrid/&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=&quot;color: red;&quot;&gt;:::&lt;/b&gt; Se voltarei ao blog ainda não sei, mas por enquanto ele ficará aberto, a espera de não sei o que, até não sei quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=&quot;color: red;&quot;&gt;:::&lt;/b&gt; Inté.</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2012/09/tempo.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-7qWVtA1mi0I/UFYnfnlK_QI/AAAAAAAAG3U/sXcua7gtsR8/s72-c/logo+negroamarelo-web.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-7722120917903521241</guid><pubDate>Sat, 24 Mar 2012 19:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-06-24T20:52:04.779+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">fotografias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">madrid</category><title>se fue...</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-55jpK82Co1U/T24f3HEdV5I/AAAAAAAAGWc/u7II_SiNdJ0/s1600/se+va-peq.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://2.bp.blogspot.com/-55jpK82Co1U/T24f3HEdV5I/AAAAAAAAGWc/u7II_SiNdJ0/s640/se+va-peq.jpg&quot; width=&quot;379&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;tahoma&amp;quot; , &amp;quot;verdana&amp;quot;; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;&quot;Tal vez fue algo de la puesta de sol,&lt;br /&gt;o algún efecto secundario del té,&lt;br /&gt;pero lo cierto es que la pena voló&lt;br /&gt;y no importó ya ni siquiera porqué,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se va,&lt;br /&gt;se va,&lt;br /&gt;se fue…&quot;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;tahoma&amp;quot; , &amp;quot;verdana&amp;quot;; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;tahoma&amp;quot; , &amp;quot;verdana&amp;quot;; font-size: 14px; line-height: 20px;&quot;&gt;Jorge Drexler &lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2012/03/se-fue.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://2.bp.blogspot.com/-55jpK82Co1U/T24f3HEdV5I/AAAAAAAAGWc/u7II_SiNdJ0/s72-c/se+va-peq.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-3745708597242288121</guid><pubDate>Sat, 11 Feb 2012 13:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-06-24T21:01:38.021+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">without</category><title>without whitney houston</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-8BrMQSsIbMY/TzlPt-Zy2jI/AAAAAAAAGNA/kqRdU8E4oW8/s1600/wh.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;219&quot; src=&quot;https://4.bp.blogspot.com/-8BrMQSsIbMY/TzlPt-Zy2jI/AAAAAAAAGNA/kqRdU8E4oW8/s320/wh.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I decided long ago never to walk in anyone&#39;s shadow. If I fail, or if I succeed at least I did as I believe. &lt;/i&gt;Whitney Houston.</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2012/02/without-whitney-houston.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://4.bp.blogspot.com/-8BrMQSsIbMY/TzlPt-Zy2jI/AAAAAAAAGNA/kqRdU8E4oW8/s72-c/wh.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-51622947834541292</guid><pubDate>Wed, 24 Feb 2010 18:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-01T22:34:24.673+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">livre pensar</category><title>europas</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_LsO3XSrrwLg/S4V6qlEmhaI/AAAAAAAAEDg/31_qtMSPQQg/s1600-h/europa.gif&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5441890596671620514&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_LsO3XSrrwLg/S4V6qlEmhaI/AAAAAAAAEDg/31_qtMSPQQg/s320/europa.gif&quot; style=&quot;cursor: pointer; height: 254px; width: 320px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Isso lá na Europa é muito diferente. A Europa é muito legal. Na Europa tem inverno, aliás, na Europa existem todas as estações. Ah, a Europa! Vai se apresentar na Europa. Chegou da Europa esta semana. Lá na Europa é outra realidade. É bem mais caro na Europa. Na Europa tudo é melhor. Na Europa isso é artigo de luxo. Na Europa é necessário. Aliás, na Europa isso é muito normal. É mais ou menos assim lá na Europa. Até na Europa rola isso, embora aquilo lá na Europa não se use mais. Está atualmente na Europa. Vai chegar da Europa. A viagem a Europa foi ótima. A Europa é pequena. Na Europa é tudo pertinho. Que grandiosa é a Europa! Vai todo ano a Europa. Vive na Europa. Estudou na Europa. Trabalha na Europa. Sonha em morar na Europa. Está na Europa.  Não sabe se &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;algum dia &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;voltará da Europa .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;color: #ff6600; visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;Minha ideia de Europa não combina muito com estas aí de cima. Não vivo neste &quot;lugar&quot; e nem acredito nesta falsa unidade continental. É perigosa esta generalização que insistimos em repetir, porque assim é sempre mais fácil entender um problema. Este conjunto de diferenças, muitas vezes intransponíveis, chamado Europa não cabe em uma única palavra mágica, sedutora e pseudo integradora. &quot;Europa&quot;. Europa como um lugar que se visita em 15 dias, como um cartão postal multifacetado, como o &quot;lugar&quot;, como um mercado único ou como um ideal de civilização? Há uma saudade de alguma coisa que nunca foi unidade inconfundível, única. Europa não é Europa no singular: são Europas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que existe é difícil de explicar usando poucas palavras, com apenas uma não se define nada. Europa como um amontoado de línguas que não posso falar, de culturas que desconheço, de identidades secretas, de grandes problemas, de muitas qualidades e de inúmeras falsidades. Europa das capitais cosmopolitas e das capitais provincianas. Europa das pequenas cidades, das cidades medianas e das cidades abandonadas no esquecimento. A Europa da história, da não-história, da invenção. Europa das cidades costeiras e das cidades interioranas. Europa das planícies e das montanhas. A Europa de inúmeras &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;entradas e saídas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt; A Europa da imigração, do sonho ou da fuga, da vitória ou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt; da decepção. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;Europa como um mercado que aos poucos começa a dialogar: pessoas, serviços e mercadorias dos muitos países que compõem a Europa do mercado europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui do lado de cima do Equador, nesta Europa que vejo no mapa, há muitas coisas que não consigo abarcar. Fecho os olhos e penso em cidades, línguas, culturas. Vejo diferenças, macro e microcosmos,  paralelas que jamais se cruzam. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt; A Europa como um todo não existe fora da  cartografia literal. Ou melhor, só &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;existe &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;num   sentido geográfico amplo, que vai mais além dos mapas: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;quando se estuda geografia, se vê isso: vemos como o território é percorrido e nos damos conta de que há uma série de &quot;meias-verdades&quot; ou — a palavra desagradável - mentiras, que constituem o arcabouço que conduz o mundo&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;, disse o sábio Milton Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um continente de inúmeras identidades. É conjunto de diferenças. Na Europa não há proximidades, há ilusão, não se entende em 15 dias, pulando-se de galho em galho. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;Não, a Europa não é uma palavra que possa ser usada para conter tudo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;Prefiro falar em países, culturas, fronteiras, línguas, territórios, de todos, de complexos, de corpos que apenas se roçam em falsa proximidade. É pouco, muito pouco o que sei da Europa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;color: #ff6600; visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;E&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;uropeu: aquele que tem a nostalgia da Europa, &lt;/span&gt;disse Milan Kundera.&lt;span id=&quot;main&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;search&quot; style=&quot;visibility: visible;&quot;&gt; Americano, do Sul (ou do Norte): aquele que acredita na existência da Europa, digo eu, bem baixinho. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2010/02/europas.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_LsO3XSrrwLg/S4V6qlEmhaI/AAAAAAAAEDg/31_qtMSPQQg/s72-c/europa.gif" height="72" width="72"/><thr:total>12</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-6353122444063182638</guid><pubDate>Fri, 19 Jan 2007 18:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-28T14:18:35.012+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">receitas</category><title>El gazpacho de Ana Seguí</title><description>&lt;img height=&quot;320&quot; src=&quot;http://www.donabeleza.blogger.com.br/cc073-chilled-gazpacho-21553.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No verão do ano passado, Ana me convidou para passar uma tarde em sua casa. Ela mora num bairro elegante e tranquilo, só de casas, com um jardim bonito e agradável que cuida com muito carinho. Neste dia aproveitou para me passar duas receitas tradicionais espanholas: &quot;gazpacho&quot; e &quot;pisto de verduras&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vamos ao gazpacho. O segredo de Ana (que também deve ser o de muita gente) é acrescentar um ovo cozido e menos quantidade de pão velho, para dar uma consistência mais cremosa ao gazpacho. Fiz várias vezes no ano passado. Já estou quase chegando a um &quot;ponto&quot; mais suave, que é o sabor que prefiro. Afinal de contas, este tipo de comida com pimentão, pepino, alho e cebola nem sempre cai bem no meu fino estômago brazuca, desacostumado aos sabores fortes. Espero que vocês gostem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gazpacho de Ana Seguí&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 kg de tomate maduro&lt;br /&gt;1 pimentão verde&lt;br /&gt;1 pimentão vermelho pequeno (ou metade de um grande)&lt;br /&gt;1 dente de alho pequeno&lt;br /&gt;1 pepino pequeno&lt;br /&gt;1 copo de água com um pedaço pequeno de pão velho e duas colheres de sopa de vinagre de vinho branco ou vinagre de jerez&lt;br /&gt;1 copo pequeno de azeite de oliva&lt;br /&gt;1 ovo cozido&lt;br /&gt;sal grosso&lt;br /&gt;1 pitada de cominho (optativo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Preparação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;1. No liquidificador colocar 1 colher de chá de sal grosso, pepino, cebola, alho e pimentões picados.&lt;br /&gt;2. Triturar por aproximadamente por 1 minuto.&lt;br /&gt;3. Adicionar os tomates e triturar por mais 1 minuto.&lt;br /&gt;3. Adicionar a água (com o pão e o vinagre), o ovo cozido, o azeite e o cominho (opcional).&lt;br /&gt;4. Bater novamente.&lt;br /&gt;5. Por último, passar por uma peneira e guardar na geladeira.&lt;br /&gt;6. Agitar bem antes de servir. É melhor frio, com &lt;i&gt;picatostes&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;croutons &lt;/i&gt;(cubinhos de pão torrado e frito em azeite) e outros tipos de &lt;i&gt;tropezones&lt;/i&gt; (pedaços pequenos de cenoura, pepino, aipo, pimentão, &lt;i&gt;jamón serrano&lt;/i&gt;, cebola, etc.).&lt;br /&gt;7. Depois de preparado pode ser guardado na geladeira por alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Minhas dicas e variações&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1. Como qualquer receita nem sempre a primeira tentativa dá certo. O gazpacho tem um ponto famoso, que se aprende depois de várias tentativas. A cor também é importante e dependerá dos tomates e dos pimentões. Não gosto que fique muito esverdeado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2. A quantidade e qualidade dos ingredientes é fundamental para garantir que o gazpacho não fique muito ácido, picante, espesso, ralo, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;3. Acho que o segredo na hora de servir são os complementos e a temperatura. Não pode ser excessivamente gelado. O pão torrado em cubos, sem fritar, também funciona. Gosto de experimentar com outras variações de &quot;tropezones&quot; como cubinhos de maçã, alface americana cortada em pedaçinhos, milho verde, passas, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;¿Qué te parece?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt; Depois me conta se ficou bom!</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2007/01/el-gazpacho-de-ana-segui.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-4644562561983421983</guid><pubDate>Mon, 05 Jun 2006 14:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-25T13:10:26.989+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">cidades</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">histórias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">prosa larga</category><title>ferrol</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Às vezes, ao esperar o &quot;cercanías&quot; na estação de Chamartin para  voltar para casa depois de um dia de estudo na Biblioteca Nacional,  observava um trem muito velho parado do outro lado da via. Tinha o teto  enferrujado e um aspecto descuidado, como se fizesse parte de outro  tempo, muito distante dos dias atuais. Me perguntava para onde iriam os  infelizes passageiros obrigados a usar aquele velho trem cansado de  guerra. Pensava que seu destino final era algo parecido ao fim do mundo  ou, pelo menos, ao fim do mundo espanhol. Este trem ia para Ferrol. Não  sabia nada sobre esta cidade -- se era pequena ou grande, se ficava  perto ou longe, se era feia ou bonita --, mas a partir deste dia, o nome  Ferrol se convertou em sinônimo de fim de mundo. Um lugar perdido no  tempo e no espaço. Quer sossego? Vá para Ferrol. Quer ser esquecido?  Bastam alguns meses Ferrol. Quer desaparecer? Pois sugiro Ferrol.  Imaginava o velho trem cruzando &quot;pueblos&quot; e paisagens infinitas levando  vários passageiros até chegar a esta longínqua e esquecida cidade. Ao  final da viagem, depois de inúmeras paradas, o trem chegava quase vazio a  uma velha estação deserta. Já chegamos? Sim senhora, seja benvinda a  Ferrol, o Fim-do-Mundo-Espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto ver aquele trem fiquei  curiosa. Resolvi assuntar minhas bases. Consultei o GPS íntimo e privado  e soube por ele que Ferrol é uma cidade galega (santa ignorância  Batman!), situada na grande Ría de Ferrol. &quot;&lt;i&gt;Galicia es el finisterre (el fin de la tierra) de España, y Ferrol, uno de los finisterres de Galicia&lt;/i&gt;&quot;.  Ou seja, sem saber cheguei bem perto desta definição. Também me  disseram que Ferrol é famosa por seu porto, pela pesca e por seus  estaleiros; tem cerca 78 mil habitantes. &lt;i&gt;Ui, me he pasado 3 pueblos&lt;/i&gt;... O fim do mundo até que anda bem povoado. Mas já não tinha &lt;i&gt;perhaps&lt;/i&gt;.  Ferrol era o fim do mundo e caso encerrado. Me divertia pensando que  viajar para Ferrol naquele trem poderia ser algo assim como receber um  castigo. Ou então, poderia ser uma boa alternativa caso precisasse fugir  de uma hora para outra. Tomou Doril e acordou em Ferrol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses depois minha rotina mudou. Já não via mais este trem e  me esqueci da existência de Ferrol. Por esta época conheci uma simpática  chilena. Era aluna de um curso de iniciação à internet da ONG em que  participava como voluntária durante alguns meses. Desde o primeiro dia  simpatizei com a tal chilena e também com uma outra aluna muito tímida  do Equador que nunca mais vi. Como exercício para aprender a mandar  imagens pelo correio eletrônico, um dia sugeri que todas as alunas  trocassem imagens de suas cidades entre si. Descubri que S. era de  Puerto Montt, cidade da Patagônia chilena. Meses depois a procurei para  saber se conhecia alguém que pudesse trabalhar como diarista, uma vez  por semana. Para minha surpresa, ela mesmo aceitou a oferta, mas avisou  que seria por pouco tempo. Naquela semana não poderia começar porque ia  visitar seu filho, mas ao voltar me ligaria para acertarmos os detalhes.  Gosto muito dela e hoje somos amigas. Neste tempo descobri, entre  outras coisas, que seu filho vive com uma irmã em uma cidade muito  bonita. Ano passado saiu uma reportagem no caderno &quot;&lt;a href=&quot;http://www.elpais.es/articulo/viajes/Esencias/gallegas/ria/Ferrol/elpviavia/20050709elpviavje_6/Tes/&quot;&gt;&lt;b&gt;El viajero&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&quot;  do jornal El País sobre este lugar. A matéria conta que esta cidade  galega ainda não faz parte das grandes rotas turísticas espanholas.  Fiquei curiosa. Assim que puder pretendo conhecê-la. A Galícia é uma das  regiões mais bonitas da Espanha. Sim, nem preciso contar, a cidade se  chama &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://www.elpais.es/articulo/viajes/Esencias/gallegas/ria/Ferrol/elpviavia/20050709elpviavje_6/Tes/&quot;&gt;Ferrol&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Definitivamente não é o fim do mundo. Talvez seja só o começo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mais sobre Ferrol em galego: &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Ferrol é a cidade do mar. Construíse por e para este: a pesca, os  estaleiros, o peirao, as praias... forman parte da historia viva dunha  poboación duns 78.000 habitantes que se converteu no centro neurálxico,  comercial e laboral da Comarca de Ferrolterra.  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A ría de Ferrol, onde desemboca o río Grande de Xuvia, sitúase entre  os Cabos Prioriño e Segaño, protexida dos ventos e dos temporais polos  montes Ventoso e Faro. Xunto coas rías da Coruña, de Betanzos e de Ares  conforma o Golfo Ártabro, nome herdado da época romana. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A súa privilexiada situación, na parte septentrional dunha ampla  enseada, fronte ó océano Atlántico, fai que Ferrol goce dun clima  oceánico, con temperaturas suaves durante todo o ano e precipitacións  moderadas. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Os seus 81,9 kilómetros cadrados de superficie ofrecen unha  permanente sucesión de contrastes: trazados medievais con rúas estreitas  e casas con galerías fronte a impoñentes construccións militares,  praias abertas ó océano contra fortificados castelos que dominan a ría. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A cidade tampouco lle escapou ó movemento peregrino e o porto de  Ferrol, xunto co da Coruña, convértese no lugar de referencia para o  desembarco dos navegantes con destino a Santiago. A lenda do Camiño  Inglés forma parte da historia de Ferrol, onde chegaban os peregrinos  dos países máis afastados. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Continua &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ferrol-concello.es/&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;.</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2006/06/ferrol.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-7837428902156837086</guid><pubDate>Mon, 06 Jun 2005 22:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-02-20T00:36:56.209+02:00</atom:updated><title>momento culinário</title><description>&lt;div style=&quot;font-family: verdana; font-size: 11px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px;&quot;&gt;O verão praticamente já se instalou por aqui. Com a chegada do simpático calor, é hora de preparar umas coisinhas frescas para alegrar a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px;&quot;&gt;Adoro creme de papaya. Preparo o tradicional, com sorvete de creme e licor de cassis, mas também dá para fazer umas variações com sorbet de limão e alguns morangos maduros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px;&quot;&gt;Fica bem mais leve e saudável, já que o sorvete de creme é altamente &lt;i&gt;engordiet&lt;/i&gt;. Servir em taças decoradas com raspas de limão ou cubinhos de morango ou umas folhinhas de hortelã.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11px;&quot;&gt;O licor de cassis é opcional. Pode ser trocado por umas gotas de suco de laranja ou de tangerina. Se a ocasião&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11px;&quot;&gt;for especial, um cálice de cava também vai muito bem, obrigada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: verdana; font-size: 11px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: verdana; font-size: 11px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: verdana; font-size: 11px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.palavranova.blogger.com.br/sobremesa-ligth-anlenegomes2005-papaya-morango-sorbet-limao.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: verdana; font-size: 11px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: verdana; font-size: 11px; text-align: justify;&quot;&gt;O creme de abacate da infância se fazia com leite e açúcar. Fica bem melhor com sorvete de creme e umas gotas de limão. Sem açúcar, é claro. A versão light: só abacate e sorbet de limão. É um creme delicioso que pode ser servido em taças bem geladas, decoradas com raspinhas de limão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: verdana; font-size: 11px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: verdana; font-size: 11px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.palavranova.blogger.com.br/sobremesa-verao-anlenegomes2005-a.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: verdana; font-size: 11px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2005/06/momento-culinario.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5911402018877348731.post-1984295117091046789</guid><pubDate>Fri, 09 Jul 2004 10:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-02T18:49:21.449+02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">memorias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">receitas</category><title>doce de leite azedo</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-RKAr9jUvNEo/T10bWsAAWkI/AAAAAAAAGVY/lJL74pwg3FE/s1600/receita-doce-de-leite-azedo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;161&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-RKAr9jUvNEo/T10bWsAAWkI/AAAAAAAAGVY/lJL74pwg3FE/s320/receita-doce-de-leite-azedo.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acordei com saudade e muita vontade de comer aquele doce que minha mãe fazia com o leite que amanhecia azedo. É uma das melhores coisas que comi em toda minha vida. Naquela época não rolava esta história de muito chocolate e sorvete lá em casa, ainda assim, tenho certeza que o doce leite da Dona Momô até hoje seria imbatível!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Era uma festa quando o leite estragava. Pena que a quantidade de doce que se podia fazer com um litro era mínima. Só dava um pouquinho para cada um, a colher era disputada no tapa. Depois tínhamos que esperar outra vez pelo milagre do azedume. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naquele tempo distante, em mil e novecentos de antigamente, ainda se consumia leite fresco. Era vendido nas padarias em sacos plásticos brancos. Não existia o leite pasteurizado da caixinha. Aliás, se não me falha a memória, peguei o último suspiro da época em que existia um leiteiro que passava de carroça e deixava a garrafa na porta de casa de manhã cedo. Vixe, estou ficando velha! Pensando bem, é melhor esquecer esta parte. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resumo da ópera: aqui em Madrid também tem esta versão moderna do leite fresco, engarrafado, com selo e controle de &quot;qualidade total&quot;. Recuperei a receita familiar e me acabei no tal doce de leite. Ficou uma delícia!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Update: março de 2012&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora melhorei a receita deste doce. Faço com casca de limão, laranja, canela e baunilha, cada vez fica melhor. Já tenho fãs incondicionais do meu doce leite! Não é o mesmo da memória, nem se compara ao da minha mãe, mas quebra um galho. Também se pode incluir gengibre e cardamomo em pó. Demora uma eternidade no fogo, mas faz um bem danado o cheirinho de doce tomando conta da casa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Update: abril de 2012&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Receita:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;03 litros de leite fresco, integral (pode ser desnatado, mas demora mais tempo, se é para pisar na jaca, compre o normal né?).&lt;br /&gt;01 limão (suco e cascas)&lt;br /&gt;01 baunilha em pó ou líquida (uma colher)&lt;br /&gt;01 pauzinho de canela e 02 cravos&lt;br /&gt;01 laranja (cascas)&lt;br /&gt;01 colher de sopa rasa de manteiga&lt;br /&gt;01 kg de açúcar (ou menos, com mais açúcar fica pronto mais rápido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixar o leite azedar com o suco e as cascas do limão e as cascas da laranja durante uma hora. Tampe com um pano e deixe de um dia para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Colocar para ferver em fogo médio em uma panela grande, alta. Mexer com uma colher de madeira (que seja usada para doces, para não dar sabor diferente). Espere ferver e deixe evaporar o soro durante uma hora e meia em fogo baixo. O leite vai separar-se do soro e formar massinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não retiro as cascas, mas quem não gosta pode retirar assim que o leite ferver. Retiro quando estão molinhas, as trituro no mixer e volto a colocá-las no leite. Dá um sabor especial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Leva muito tempo no fogo, porque o soro tem que evaporar. Depois que baixar um pouco o volume do soro, incluir o açúcar. Misturar e deixar em fogo baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É preciso paciência porque pode demorar algumas horas para ficar pronto. Tem que mexer de vez em quando para não agarrar no fundo. Quando começar a ficar mais cremoso, cor de caramelo, é bom ir testando a consistência para saber o ponto de retirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A quantidade final é pouca, menos de um litro, mas vale a pena. Para guardar uso vidros esterelizados. Dura bastante tempo na geladeira. Deveria durar, mas isso é difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://anlenedmadrid.blogspot.com/2004/07/doce-de-leite-azedo.html</link><author>noreply@blogger.com (anlene gomes)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-RKAr9jUvNEo/T10bWsAAWkI/AAAAAAAAGVY/lJL74pwg3FE/s72-c/receita-doce-de-leite-azedo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item></channel></rss>