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	<title>metafísica</title>
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	<description>números reais e problemas imaginários</description>
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		<title>Ressignificado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[elvinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2015 03:20:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais um dia atípico. Pensar fora da caixa exige mudar seus estímulos, ouvir outras ideias, teorizar sobre outros problemas. Saí com uma amiga hoje e, entendi, finalmente, uma mensagem que recebi da minha ex há alguns meses: ressignificado. Eis que passo uma hora ouvindo uma história de amor que poderia ser a minha. Ah, mensagens não &#8230; <a href="http://www.metafisica.blog.br/2015/09/ressignificado/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Ressignificado</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um dia atípico. Pensar fora da caixa exige mudar seus estímulos, ouvir outras ideias, teorizar sobre outros problemas.</p>
<p>Saí com uma amiga hoje e, entendi, finalmente, uma mensagem que recebi da minha ex há alguns meses: ressignificado.</p>
<p>Eis que passo uma hora ouvindo uma história de amor que poderia ser a minha. Ah, mensagens não respondidas têm significados imaginários. As respondidas, também. Se ela não fala, é a postura corporal que quer dizer algo. Se ela fala, também.</p>
<p>Ou não quer&#8230;</p>
<p>Desentendidos, desentendidos, desentendidos. Tudo não passa de desentendidos.</p>
<p>Por que as pessoas insistem que tudo tem de ter um motivo subliminar, por que tem de ser sempre um jogo? Às vezes (quase sempre) tá tudo tão claro, tão simples. Por que é que a gente tem de complicar tudo?</p>
<p>* * * * *</p>
<p>Ao mesmo tempo eu percebo que EU fico complicando coisas simples. Só à noite percebi que era eu dizendo: “Vai, liga!”</p>
<p>Justo eu. Precisa de ironia maior?</p>
<p>[04/04/2015]</p>
<p><img decoding="async" fetchpriority="high" class="aligncenter wp-image-525 size-large" src="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/ressignificado-1024x355.jpg" alt="ressignificado" width="660" height="229" srcset="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/ressignificado-1024x355.jpg 1024w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/ressignificado-300x104.jpg 300w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/ressignificado-700x243.jpg 700w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/ressignificado.jpg 1140w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></p>
<p>Pois bem, passam-se cinco meses. Meu mundo virou do avesso. Pra melhor.</p>
<p>Lendo, fazendo exercício, perdendo peso, dormindo melhor, viajando. E, sim, tentando entender porque as pessoas continuam complicando coisas simples.</p>
<p>Amar é tão simples. Por que temos de complicar coisas simples?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parei de complicar. Ligo, falo, convido.</p>
<p>Só posso mudar o ~meu~ comportamento. Aceite você ou não.</p>
<p style="text-align: right;"><em>imagem: <a href="https://unsplash.com/jakeshock">Jacob Sciacchitano</a> [CC0], via Unsplash</em></p>
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		<title>Nostalgia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[elvinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2014 02:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[all]]></category>
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		<category><![CDATA[ho'oponopono]]></category>
		<category><![CDATA[perdão]]></category>
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					<description><![CDATA[Difícil fugir da sensação de estar preso dentro de mim mesmo. De estar preso dentro desse mundo. De estar preso às consequências das decisões erradas que tomei. Sei que meu sofrimento é reflexo da dor que causei. Entendo. Tento ser uma pessoa melhor. Não sou perfeito — longe disso. Devia ser mais humilde e aceitar &#8230; <a href="http://www.metafisica.blog.br/2014/08/nostalgia-2/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Nostalgia</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Difícil fugir da sensação de estar preso dentro de mim mesmo. De estar preso dentro desse mundo. De estar preso às consequências das decisões erradas que tomei.</p>
<p>Sei que meu sofrimento é reflexo da dor que causei. Entendo. Tento ser uma pessoa melhor. Não sou perfeito — longe disso. Devia ser mais humilde e aceitar que você é tão falível quanto eu.</p>
<p>Meu corpo tem suas limitações. Por não me tratar, destruí o que de mais precioso tive em minha vida. Eu não sabia.</p>
<p><em>Me perdoa.</em></p>
<p>Percebo — tardiamente, é verdade — que nunca poderia ter-lhe exigido uma perfeição tão distante de meu próprio comportamento.</p>
<p>Pela primeira vez ficou claro: você é assim, e é por isso que me apaixonei por você. Não podia ser diferente, o pacote vem completo.  Seu cabelo, seus dentes ligeiramente desalinhados, seu sorriso, sua pele, sua voz. Seu jeito de menina, sua postura de mulher.</p>
<p><em>Me perdoa?</em></p>
<p>Libertei-me do rancor e da incompreensão. Lamento apenas ter sido necessário causar tanto sofrimento até eu chegar a essa percepção.</p>
<p><em>Eu sinto muito.</em></p>
<p>Não sou perfeito — estou tentando ser uma pessoa melhor. É difícil mudar velhos hábitos. E você despertava o melhor em mim. Sinto sua falta, por você e por mim, que hoje não sou nem reflexo do que era ao seu lado.</p>
<p>Não há um dia — nunca houve, aliás — em que você não esteja em meus pensamentos.</p>
<p><em>Eu te amo.</em></p>
<p>Você foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Simples assim.</p>
<p>Obrigado por ter mudado de maneira indelével os rumos de minha vida. O que sou hoje é, em boa parte, resultado do que vivemos juntos.</p>
<p><em>Eu sou grato.</em></p>
<p>Sinto sua falta. Hoje e sempre.</p>
<p>É isso.</p>
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		<title>Ho&#8217;oponopono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[elvinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Aug 2014 04:01:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[Chegamos a um bar. Ela sobe para o primeiro andar junto com uma turma de amigos (umas seis a oito pessoas). Subo mais atrás, carregando um travesseiro...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">Chegamos a um bar. Ela sobe para o primeiro andar junto com uma turma de amigos (umas seis a oito pessoas). Subo mais atrás, carregando um travesseiro.</span></p>
<p>Ao chegar à mesa, ela está sentada na cadeira do meio, duas pessoas à sua esquerda, uma à sua direita.</p>
<p>“Como assim eu não vou sentar do lado dela?” (Lembro de ter olhado pra ela com uma cara de ponto de interrogação.)</p>
<p>Fomos até o bar: “Um baldinho de <em>coolers</em>”, ela pediu. “O que?!? Ela está bebendo? Como assim?” Pedi uma água com gás e carreguei o baldinho até a mesa. Dessa vez, nos sentamos juntos.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-485 alignleft" src="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/catchup_gd-300x103.jpg" alt="catchup_gd" width="300" height="103" srcset="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/catchup_gd-300x103.jpg 300w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/catchup_gd-1024x354.jpg 1024w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/catchup_gd-700x242.jpg 700w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/catchup_gd.jpg 1140w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Ela pega um pote de <em>catchup</em>. Ao bater nele jogou boa parte do conteúdo do pote em mim. Senti todo o lado esquerdo de meu rosto repleto de <em>catchup</em> que escorria pelo meu ombro.</p>
<p>Imediatamente veio uma idéia de criança: “Que engraçado, vou abraçá-la! Vamos ficar os dois se melecando!”</p>
<p>Imediatamente a realização: “E se ela se irritar?” E percebi, ao mesmo tempo em que ela me fitava esperando minha reação, que <strong>minha</strong> resposta usual seria explodir em ira&#8230;</p>
<hr />
<p><em>Sinto muito.<br />
</em><em>Me perdoa?<br />
</em><em>Eu te amo.<br />
</em><em>Eu sou grato.</em></p>
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		<title>Gratidão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[elvinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2014 22:05:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[otimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Abreu]]></category>
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					<description><![CDATA[Tenho tentado (a duas penas, é verdade) manter a minha “vibe” positiva, mesmo diante das adversidades, e exercer efetivamente a gratidão. Tudo culpa da Paula Abreu...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho tentado (a duas penas, é verdade) manter a minha <em>vibe</em> positiva, mesmo diante das adversidades, e exercer efetivamente a gratidão. Tudo culpa da Paula Abreu.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-475" src="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/20140728-190421-68661753-300x63.jpg" alt="gratidão" width="600" height="128" srcset="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/20140728-190421-68661753-300x63.jpg 300w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/20140728-190421-68661753-700x149.jpg 700w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/20140728-190421-68661753.jpg 1024w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" />Impressionante como uma <em>vibe</em> correta muda tudo. Fui tirar um documento ontem, um dos originais que precisava tinha sido extraviado. Fiz BO, tentei tirar a segunda via&#8230; “Só daqui a um mês&#8230;” Pois bem, fui só com o protocolo, “com a cara e a coragem”. O máximo que podia acontecer era não ter o documento rápido e ficar tudo em cima para a viagem.</p>
<p>Enfim, fui atendido por uma jovem simpática que, logo ao checar os documentos já foi adiantando: “ih, isso aqui não vale, é só o protocolo&#8230;”</p>
<p>Mantive a <em>vibe</em> e o sorriso. “Pera aí que vou ver se tem como resolver&#8230;&#8221; Nota importante: eu NÃO pedi para dar um jeitinho, que era urgente, que meu prazo era escasso.</p>
<p>Falou com seu chefe uma, duas vezes. Finalmente o veredicto: “olha você deu sorte, vou conseguir resolver&#8230;” , ao que respondi: “Não falei pra você que eu sou um otimista?&#8221;.</p>
<p>“Ah, seria tão bom se todas as pessoas fossem assim. Tem coisa que não depende da gente e as pessoas gritam, batem na mesa, mas a gente não pode fazer nada&#8230;”</p>
<p>Ela sorriu.</p>
<p>Podia não ter resolvido meu problema. O simples sorriso dela de volta fez meu dia ter valido a pena&#8230;</p>
<p>[<a title="Escolha sua Vida" href="http://www.escolhasuavida.com.br" target="_blank">Paula Abreu</a>, sua linda, obrigado por estar presente não só na minha, mas na vida de diversas pessoas. Como dizia o saudoso Zig Ziglar, seu sucesso é reflexo da quantidade de pessoas que você tem ajudado. Agradeço imensamente ter lhe conhecido e você, hoje, fazer parte do meu dia-a-dia. Gratidão!]</p>
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		<title>Change</title>
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		<dc:creator><![CDATA[elvinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2014 16:48:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[all]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[frases]]></category>
		<category><![CDATA[change]]></category>
		<category><![CDATA[motivation]]></category>
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					<description><![CDATA[Change is never a matter of ability, it&#8217;s always a matter of motivation and drive. — Anthony Robbins imagem: (CC) Randy Stewart, blog.stewtopia.com. &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Change is never a matter of ability, it&#8217;s always a matter of motivation and drive.</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">— Anthony Robbins</p>
<p><a href="https://www.flickr.com/photos/stewtopia/3948482669/"><img decoding="async" loading="lazy" class="aligncenter wp-image-468 size-large" src="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/tonyrobbins_gd-1024x354.jpg" alt="tonyrobbins_gd" width="660" height="228" srcset="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/tonyrobbins_gd-1024x354.jpg 1024w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/tonyrobbins_gd-300x103.jpg 300w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/tonyrobbins_gd-700x242.jpg 700w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/tonyrobbins_gd.jpg 1140w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a></p>
<address style="text-align: right;">imagem: <span style="color: #000000;">(CC) Randy Stewart, </span><a style="color: #0063dc;" href="http://blog.stewtopia.com/" rel="nofollow">blog.stewtopia.com</a><span style="color: #000000;">.</span></address>
<p>&nbsp;</p>
<span class="fb_share"><fb:like href="http://www.metafisica.blog.br/2014/07/change/" layout="button_count"></fb:like></span>]]></content:encoded>
					
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		<title>Checklist</title>
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		<dc:creator><![CDATA[elvinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 23:04:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[diário]]></category>
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					<description><![CDATA[Certidão de Casamento&#8230; check ✓ RG&#8230; check ✓ CPF&#8230; check ✓ Título de Eleitor&#8230; check ✓ &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Certidão de Casamento&#8230; check ✓<br />
RG&#8230; check ✓<br />
CPF&#8230; check ✓<br />
Título de Eleitor&#8230; check ✓</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Liberdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[elvinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2014 01:45:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[all]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[frases]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Goethe]]></category>
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					<description><![CDATA[“Niemand ist mehr Sklave, als der sich für frei hält, ohne es zu sein.”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><i style="color: #252525;">Niemand ist mehr Sklave, als der sich für frei hält, ohne es zu sein.</i></p></blockquote>
<p style="text-align: center;">[Ninguém é mais escravo que aquele que se julga livre sem o ser.]</p>
<p style="text-align: right;">— Johann Wolfgang von Goethe</p>
<p><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AGoethe_(Stieler_1828).jpg"><img decoding="async" loading="lazy" class="aligncenter size-large wp-image-444" src="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/goethe_gd-1024x354.jpg" alt="goethe_gd" width="660" height="228" srcset="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/goethe_gd-1024x354.jpg 1024w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/goethe_gd-300x103.jpg 300w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/goethe_gd-700x242.jpg 700w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/goethe_gd.jpg 1140w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a></p>
<address style="text-align: right;">imagem: Joseph Karl Stieler [Public domain], via Wikimedia Commons</address>
<span class="fb_share"><fb:like href="http://www.metafisica.blog.br/2014/07/liberdade/" layout="button_count"></fb:like></span>]]></content:encoded>
					
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		<title>Ratinhos de Laboratório</title>
		<link>http://www.metafisica.blog.br/2014/06/ratinhos-de-laboratorio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[elvinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2014 22:54:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[all]]></category>
		<category><![CDATA[lendo]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[papo sério]]></category>
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					<description><![CDATA[Você pode estar sendo usado como um ratinho de laboratório — e, pior: pode nem fazer ideia disso...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você pode estar sendo usado como um ratinho de laboratório — e, pior: pode nem fazer ideia disso&#8230;</p>
<p>A última edição do PNAS (<em>Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America</em>) trouxe um trabalho, no mínimo, controverso.</p>
<p>No artigo intitulado <a href="http://www.pnas.org/content/111/24/8788.abstract" target="_blank"><em>Experimental evidence of massive-scale emotional contagion through social networks</em></a> é descrito um estudo voltado para avaliar se o efeito do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Emotional_contagion" target="_blank">contágio emocional</a> poderia se propagar em redes, como o Facebook.</p>
<p>Vejam o trecho publicado no site da revista:</p>
<blockquote><p>We show, via a massive (<em>N</em> = 689,003) experiment on Facebook, that emotional states can be transferred to others via emotional contagion, leading people to experience the same emotions without their awareness. We provide experimental evidence that emotional contagion occurs without direct interaction between people (exposure to a friend expressing an emotion is sufficient), and in the complete absence of nonverbal cues.</p></blockquote>
<p><a href="http://istock.com/vasabii"><img decoding="async" loading="lazy" class="alignleft size-medium wp-image-449" alt="©iStock.com/vasabii" src="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/iStock_000026052465Small-300x300.jpg" width="300" height="300" srcset="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/iStock_000026052465Small-300x300.jpg 300w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/iStock_000026052465Small-150x150.jpg 150w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/iStock_000026052465Small-432x432.jpg 432w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/iStock_000026052465Small-268x268.jpg 268w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/iStock_000026052465Small.jpg 693w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Segundo os autores, a <em>timeline</em> de diversos usuários (quase 700 mil!!!) foi manipulada de forma a mostrar menos <em>posts</em> de conteúdo positivo (num grupo) ou negativo (noutro); com essa manipulação, observaram que os indivíduos estudados passaram a ter seu comportamento de postagens alterado (mais positivo ou mais negativo) de maneira concordante com a alteração feita pelos investigadores.</p>
<p>Ou seja: é possível controlar o estado emocional do usuário do Facebook manipulando o que a <em>timeline</em> vai mostrar.</p>
<p>Mais assustador é perceber que isso foi feito de maneira automatizada. Vejam outro trecho [grifo nosso]:</p>
<blockquote><p>Posts were determined to be positive or negative if they contained at least one positive or negative word, as defined by Linguistic Inquiry and Word Count software (LIWC2007) (<a id="xref-ref-9-1" href="http://www.pnas.org/content/111/24/8788.full#ref-9" target="_blank">9</a>) word counting system, which correlates with self-reported and physiological measures of well-being, and has been used in prior research on emotional expression (<a id="xref-ref-7-4" href="http://www.pnas.org/content/111/24/8788.full#ref-7" target="_blank">7</a>, <a id="xref-ref-8-3" href="http://www.pnas.org/content/111/24/8788.full#ref-8" target="_blank">8</a>, <a id="xref-ref-10-1" href="http://www.pnas.org/content/111/24/8788.full#ref-10" target="_blank">10</a>). LIWC was adapted to run on the Hadoop Map/Reduce system (<a id="xref-ref-11-1" href="http://www.pnas.org/content/111/24/8788.full#ref-11" target="_blank">11</a>) and in the News Feed filtering system, such that no text was seen by the researchers. As such, <strong>it was consistent with Facebook’s Data Use Policy, to which all users agree prior to creating an account on Facebook, constituting informed consent for this research</strong>.</p></blockquote>
<p>Resumindo: após explicar que os autores <span style="text-decoration: underline;">não teriam acesso ao conteúdo</span> do <em>feed</em> de mensagens, afirma que, com isso, o estudo atende à Política de Uso de Dados do Facebook com a qual todos os usuários concordam antes de criar uma conta no Facebook, constituindo o <span style="text-decoration: underline;"><strong>consentimento informado</strong></span> para essa pesquisa. Aí começam os problemas.</p>
<p>Pelo artigo (que é de co-autoria de Adam D. I. Kramer, que é funcionário do Facebook) o simples fato do usuário ter concordado com a <a href="https://www.facebook.com/about/privacy" target="_blank">Política de Uso de Dados do Facebook</a> <span style="text-decoration: underline;">dispensaria a necessidade de consentimento informado específico para essa pesquisa</span>. Ledo engano.</p>
<p>Se o estudo se limitasse a <span style="text-decoration: underline;">analisar os dados dos usuários</span> (aplicação de <em>Big Data</em>) sem vinculação de conteúdo a nome, estaria tudo ok. O problema é que foi realizada (ainda que de maneira automatizada) uma manipulação do que seria (e do que não seria) mostrado a um determinado usuário, com o objetado claro de observar se isso seria capaz de interferir com o seu humor. Isso significa que, deliberadamente, os autores e o Facebook tentaram (e, pelo visto, conseguiram) controlar as emoções dos usuários escolhidos.</p>
<p>Existem regras a serem observadas em experimentação com seres humanos. Vejamos o que diz o <a href="http://www.bioetica.org.br/?siteAcao=DiretrizesDeclaracoesIntegra&amp;id=2" target="_blank">Código de Nuremberg</a> [também grifo nosso]:</p>
<blockquote><p><strong>1. O consentimento voluntário do ser humano é absolutamente essencial.</strong> Isso significa que as pessoas que serão submetidas ao experimento devem ser legalmente capazes de dar consentimento; essas pessoas devem exercer o <strong>livre direito de escolha</strong> sem qualquer intervenção de elementos de força, fraude, mentira, coação, astúcia ou outra forma de restrição posterior; devem ter <strong>conhecimento suficiente do assunto em estudo para tomarem uma decisão</strong>. Esse último aspecto exige que sejam explicados às pessoas a natureza, a duração e o propósito do experimento; os métodos segundo os quais será conduzido; as inconveniências e os riscos esperados; <strong>os efeitos sobre a saúde ou sobre a pessoa do participante, que eventualmente possam ocorrer, devido à sua participação no experimento</strong>. O dever e a responsabilidade de garantir a qualidade do consentimento repousam sobre o pesquisador que inicia ou dirige um experimento ou se compromete nele. São deveres e responsabilidades pessoais que não podem ser delegados a outrem impunemente.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p><strong>5. Não deve ser conduzido qualquer experimento quando existirem razões para acreditar que pode ocorrer morte ou invalidez permanente</strong>; exceto, talvez, quando o próprio médico pesquisador se submeter ao experimento.</p></blockquote>
<p>Pelo próprio desenho do estudo (e pelos seus objetivos) era de se esperar que indivíduos  no grupo negativo ficassem mais tristes. Segundo dados do <a href="http://www.nimh.nih.gov/statistics/1MDD_ADULT.shtml" target="_blank"><em>National Institute of Mental Health</em> (NIMH-NIH)</a> a prevalência (em 12 meses) de depressão na população norte-americana adulta é de 6,7%, dos quais quase um terço (2,0% da população norte-americana adulta) apresenta casos considerados graves.</p>
<p>Pelo descrito no artigo, cada um dos quatro grupos (positivo, negativo e seus respectivos controles) contou com cerca de 155.000 participantes. Fazendo uma conta rápida, podemos estimar cerca de 10.385 pessoas desse grupo com depressão e, pior, 3.100 com depressão grave.</p>
<p>Será “ético” submeter um indivíduo com depressão grave a um experimento que pode contribuir para piora de seu humor? E mais, sem ele ter conhecimento disso? Será que esse é um experimento “sem nenhum risco” aos seus participantes?</p>
<p>Mas a maior preocupação que a análise desse artigo levanta é o poder que as pessoas estão dando aos controladores das redes sociais. <strong>O artigo serve de prova de conceito: é possível, sim, manipular o humor dos usuários, de maneira automatizada, apenas modificando quais os status que serão mostrados em seus <em>news feed</em>.</strong> Provavelmente nunca teremos certeza de que o Facebook (ou o Twitter ou o Google+ e seus concorrentes) já não estão usando dessa prática para atender aos interesses de seus acionistas.</p>
<p>Para quem não é familiarizado com pesquisa médica, sugiro a leitura da <a href="http://www.amb.org.br/_arquivos/_downloads/491535001395167888_DoHBrazilianPortugueseVersionRev.pdf" target="_blank">Declaração de Helsinque</a>. Num tempo em que as pessoas têm dificuldade em aceitar experimentação animal (lembram do caso dos <em>beagles</em>?) cabe ficarmos atentos para não nos tornarmos nós mesmos ratinhos de laboratório.</p>
<address style="text-align: right;">imagem: ©iStock.com/vasabii</address>
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		<title>Remember</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2014 11:56:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Remember not only to say the right thing in the right place, but far more difficult still, to leave unsaid the wrong thing at the tempting moment.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Remember not only to say the right thing in the right place, but far more difficult still, to leave unsaid the wrong thing at the tempting moment.</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">— Benjamin Franklin</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:BenFranklinDuplessis.jpg"><img decoding="async" loading="lazy" class="aligncenter size-large wp-image-440" alt="Joseph-Siffrein Duplessis [Public domain], via Wikimedia Commons" src="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/benfranklin-1024x354.jpg" width="660" height="228" srcset="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/benfranklin-1024x354.jpg 1024w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/benfranklin-300x103.jpg 300w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/benfranklin-700x242.jpg 700w, http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/benfranklin.jpg 1140w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a></p>
<address style="text-align: right;">imagem: Joseph-Siffrein Duplessis [Public domain], via Wikimedia Commons</address>
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		<title>Estamos entendidos?</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2014 01:25:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nem sempre percebemos: aquilo que falamos é muito diferente daquilo que os outros entendem. Ou melhor: aquilo que queremos dizer (a mensagem que está em nosso pensamento e queremos transmitir) é diferente daquilo que efetivamente dizemos. Por conseguinte, é diferente daquilo que o outro vai ouvir, quanto mais decodificar em seu córtex cerebral...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nem sempre percebemos: aquilo que falamos é muito diferente daquilo que os outros entendem. Ou melhor: aquilo que queremos dizer (a mensagem que está em nosso pensamento e queremos transmitir) é diferente daquilo que efetivamente dizemos. Por conseguinte, é diferente daquilo que o outro vai ouvir — quanto mais decodificar em seu córtex cerebral.</p>
<p><a href="http://istock.com/kizilkayaphotos"><img decoding="async" loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-434" alt="©iStock.com/kizilkayaphotos" src="http://www.metafisica.blog.br/wp-content/uploads/entendidos_pq.jpg" width="220" height="229" /></a>Esquecemo-nos, ainda, que a maior parte da mensagem transmitida é de natureza <span style="text-decoration: underline;">não verbal</span>: a chamada linguagem corporal. Isso, para não falar nas nuances da entonação. Ironia é difícil de traduzir em texto. Afinal, a mesma frase pode traduzir conceitos simbólicos diametralmente opostos quando dita em voz alta, apenas mudando o tom de voz. Posso citar de cabeça uma meia-dúzia de bons articulistas vítimas de sua tentativa (mal-sucedida) de tentar utilizar-se da ironia em seus textos.</p>
<p>Todo esse preâmbulo serve apenas para contextualizar uma conjectura:</p>
<blockquote><p>O que as pessoas que nos seguem entendem quando compartilhamos algo em redes sociais?</p></blockquote>
<p>Poucos pararam para fazer esse questionamento. Compartilhar uma informação <b>não implica</b> em concordar com ela. Pode simplesmente ser uma provocação para uma discussão proveitosa para diversas partes. Ninguém sabe tudo, ninguém conhece simultaneamente todas as faces de um fato.</p>
<p>Contudo, nem todos percebem isso.</p>
<p>Lá pelos idos de 1994 a 1996 [uau, já são quase 20 anos!] poucos tinham acesso às <a title="BBS" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bulletin_board_system" target="_blank">BBS</a> (<em>bulletin board systems</em>), onde era possível trocar mensagens em redes como a <a title="FidoNet" href="http://www.fidonet.org" target="_blank">FidoNet</a> e a <a title="RBT" href="http://rbt.net.br/index.htm" target="_blank">RBT</a>. Já nessa época, apareceram as primeiras <em><a title="flame wars" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Flaming_(Internet)#Flame_war" target="_blank">flame wars</a></em><i> </i>e os primeiros <em><a title="trolls" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Troll_(Internet)" target="_blank">trolls</a></em>.</p>
<p>Hoje, olhando para trás, é fácil perceber que há uma diferença fundamental entre ambos: enquanto os <em>trolls</em> têm um comportamento patológico, fazendo questão de sempre tentar incitar <em>flame wars</em>, boa parte das <em>flame wars</em> acaba começando por pura… <span style="text-decoration: underline;">falta de entendimento adequado da mensagem original</span>!!! O problema é que as partes envolvidas dificilmente se dão conta disso.</p>
<p>Pode parecer que não, mas a idade pesa. Difícil diferenciar se é sabedoria ou mera falta de paciência. À medida que percebemos o valor de nosso tempo, deixamos de lado os ruídos e restringimos nosso foco.</p>
<p>Estou limitando meus <em>posts</em> e compartilhamentos em redes sociais. Nada de política, nada de religião.</p>
<p>Meu dia vai ficar muito mais leve. Espero que o seu também.</p>
<address style="text-align: right;">imagem: ©iStock.com/kizilkayaphotos</address>
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