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	<title>A Gruta</title>
	
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	<description>Lou Mello, ideias capazes de salvar todos os endividados, em situação de aperto, espiritualmente esgotados, solitários, cultos, escravos do passado, do presente e, muito provavelmente, do futuro.</description>
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		<title>Reinventando a Roda da Vida</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 18:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lou Mello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Ok]]></category>
		<category><![CDATA[Globalouzação]]></category>

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&#8220;Temo que as pessoas que esperam que sua segurança financeira seja responsabilidade de um grande governo ou de uma empresa fiquem decepcionadas nos próximos anos. Essas idéias eram da &#8220;Era Industrial&#8221;, não da &#8220;Era da Informação&#8220;.
Robert T. Kiyosaki em "Independência Financeira, Pai Rico"
Essa mudança fundamental está ocorrendo em nossos dias. Começou no último quarto do [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/09/090710_1851_Reinventand1.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Temo que as pessoas que esperam que sua segurança financeira seja responsabilidade de um grande governo ou de uma empresa fiquem decepcionadas nos próximos anos. Essas idéias eram da &#8220;Era Industrial&#8221;, não da &#8220;Era da Informação</em>&#8220;.</p>
<pre style="text-align: justify;">Robert T. Kiyosaki em "Independência Financeira, Pai Rico"</pre>
<p style="text-align: justify;">Essa mudança fundamental está ocorrendo em nossos dias. Começou no último quarto do século vinte e entrou conosco neste início de século vinte e um. Antes de mais nada, ela é a causa primária da chamada &#8220;Globalização&#8221; e tornou-se uma nova era, a &#8220;Era da Informação&#8221;. Creio que todas as estruturas básicas da sociedade estão sendo profundamente afetadas por essa transição. Enquanto uns se arraigam nos modelos da Era Industrial, os outros seguem em ritmo frenético pela nova era, da informação. Entre as mais decadentes estão, as formas de Governo, a economia, a educação, a saúde, a Igreja, a família e os meios de comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>Na maior parte do mundo, as mulheres estão reivindicando mais autonomia que no passado e ingressando na força de trabalho em grande número&#8230; A família tradicional está ameaçada, está mudando e vai mudar muito mais&#8221;</em>.</p>
<pre style="text-align: justify;">A. Guiddens em "O mundo em descontrole: o que a globalização está
fazendo de nós".</pre>
<p style="text-align: justify;">O modelo determinado pela Era Industrial à vida financeira do individuo, particularmente aos homens, que se resumia em escola-emprego- aposentadoria é um dos mais ameaçados na Era da Informação. Começa pela constatação de que não há emprego possível para todos. Segundo afirmação do teólogo Lenardo Boff, de cada cinco arrimos de família, só um possui emprego, em nossos dias. Jeremy Rifkin escreveu seu profético livro &#8220;O fim do emprego&#8221;. Isso é só o começo, as velhas estruturas de trabalho da Era Industrial estão passando por mudanças importantes. As mulheres e os jovens estão ocupando a maior parte do espaço reservado à mão de obra.</p>
<p style="text-align: justify;">As hierarquias e as estruturas centralizadas estão cedendo lugar às redes distribuídas de organização. Os homens com obrigações junto à família sentem na pele que a hora de se reinventarem na nova Era chegou, definitivamente. Dificilmente eles se sustentarão com base no emprego.  Eles precisam adaptar-se ao mundo informatizado. Cresce de forma exponencial o número de pessoas, homens, mulheres e jovens que trabalham em casa, através de seu computador conectado à grande rede Internet. As possibilidades multiplicam-se na mesma velocidade. Os consultores estão com seus dedos apontados na direção do investimento no lado direito do quadrante, ou pelo menos, a opção de serem donos de um negócio próprio, capaz de gerar renda, mesmo quando eles não estão trabalhando, diferente do profissional liberal que só consegue gerar renda quando está trabalhando.</p>
<p style="text-align: justify;">O Governo, os candidatos à sucessão, a igreja, a psicologia e a escola estão nadando contra a corrente e, portanto, em rota de sucumbência. Em meu tempo escolar estudei administração, teologia e educação física e todas elas carecem de serem reescritas para a nova era. Seria uma enorme burrice continuar tentando mantê-las como eram.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu e o pessoal de minha geração precisamos nos reinventar na roda da vida para podermos continuar vivendo e obtendo a renda necessária. Os mais jovens clamam por serem guiados para as realidades atuais.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/09/090710_1851_Reinventand2.jpg" alt="" /></p>

<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Reinventando+a+Roda+da+Vida+http://7m58f.th8.us" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Reinventando+a+Roda+da+Vida+http://7m58f.th8.us" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Jesus épico ou lírico, salvador ou gay?</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 21:17:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lou Mello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rede Gruta]]></category>
		<category><![CDATA[O Caminho das Redes]]></category>

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Nosso propósito aqui é refletir sobre o caráter épico imprimido a Jesus de Nazaré pelos evangelistas preferidos por Irineu. Tal ênfase deu ao nosso amigo Süskind o ensejo de tomar nosso mestre como um salvador épico. Não reprovo o Suskind, totalmente, de fato há esse teor nas palavras evangélicas. Como cristão formado em tradicionais princípios [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/09/090510_2117_Jesuspicoou1.jpg" alt="" align="left" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nosso propósito aqui é refletir sobre o caráter épico imprimido a Jesus de Nazaré pelos evangelistas preferidos por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ireneu_de_Lyon">Irineu</a>. Tal ênfase deu ao nosso amigo Süskind o ensejo de tomar nosso mestre como um salvador épico. Não reprovo o Suskind, totalmente, de fato há esse teor nas palavras evangélicas. Como cristão formado em tradicionais princípios baticostais,  incomoda-me ver meu Mestre rebaixado ao nível de Orfeu e sua Eurídice e, pior, sendo considerado menos que o protagonista do belo conto ou mito orfeônico. Particularmente, me encanto com o amor de Orfeu por Eurídice, apesar do nome dela. Além disso, concordo de novo com o Suspiro, digo, Suskind,  Orfeu era lírico até a raiz dos cabelos, natural que a Eurídice  tenha partido dessa para uma melhor e não condeno a descrição épica de Jesus, completamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de todo o esforço de Irineu, talvez dos próprios evangelistas, em dar um caráter épico a Jesus Nazareno, ainda assim sobraram muitos fragmentos do que penso tenha sido o Jesus verdadeiro, nos próprios textos canônicos dos evangelhos. Se esse foi o Cristo real , colocaria o lírico Orfeu e sua amada no chinelo. Refiro-me ao comportamento lírico e constante de Jesus em noventa ou mais por cento de seus poucos dias sobre a Terra. A começar do seu mandamento único (amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo), que de épico não tem nada, mas tudo de lírico. Na maioria das vezes, o comportamento de Jesus foi lírico, cheio de poesia e sentimento. Sentou-se, apanhou água e uma toalha e lavou os pés dos discípulos, dizendo: <em>&#8220;Quem desejar ser o maior, sirva aos outros&#8221;. </em>Essa afirmação jogou por terra todas as hierarquias, a meu ver.  Noutra ocasião, ele disse: <em>&#8220;Se alguém bater em sua face, ofereça-lhe a outra&#8221;.</em> Onde estaria o  Salvador Épico nessas atitudes.</p>
<p style="text-align: justify;">Não me surpreendem as conclusões do Suskind, permito-me apenas, desconfiar que ele possa estar sendo ligeiramente sacana em sua comparação, com essa picaretagem de matar dois coelhos com uma só cajadada, seja lá o que isso (um cajado) for. Ao evidenciar o lado épico de Jesus, portanto autoritário e mandão,  em contraposição ao belo e até meio viado do lírico Orfeu, estaria sendo preconceituoso e heterofóbico. Nem todo gay é lírico, embora a maioria procure representar esse papel, como nem todo heterossexual é épico, a começar por mim. Segundo os padres, Jesus não se definiu sexualmente e qualquer aposta é mera suposição, seja para o lado que for. Não me surpreenderá se aparecer um Jesus gay por aí, pelo menos em ser completamente lírico. Aquele do Godspel tinha algum problema nesse sentido e até o John Stott notou. Acho que Jesus só poderia ser lírico, apesar da forçação de barra para transformá-lo em um ícone épico, independente da opção sexual. Gente interessada em provar que ele era macho já vimos aos montes por aí e, mesmo sendo lírico, isso não comprometeria esse lado, imagino.</p>
<p style="text-align: justify;">Nada contra, mas meu ponto aqui é que, para mim, o Cristo dos evangelhos era todo lírico e os teólogos, a começar de Irineu, trataram de lhe dar um caráter mais épico, a partir de certa época. Era preciso criar um salvador épico para toda a humanidade, que desse a própria vida por todos nós, sofredor e morrendo em nosso lugar, pelo nossos pecados. Estranho é que, a bem dizer, Jesus teria falhado nesse intento, pois, até onde sei, esse ato não livrou ninguém da própria morte, inclusive nós. Até cãezinhos inocentes, sem pecado algum, mesmo tendo sofrido molestações impensadas de gente maldosa ao extremo, continuam morrendo, até hoje. Eu que o diga. Segundo os teólogos criadores desses dogmas, a morte é a consequência maior do pecado. Se ele houvesse nos livrado, a morte já era. Certo? Para nós e para os animais. Infelizmente, essa história não é verdadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista do marketing, tiro o chapéu para os caras, começando do apóstolo Paulo. O cristianismo cresceu e está durando, deixando outras religiões milenares com a pulga atrás da orelha.  Mas tudo isso é bastante obvio, na verdade, o Suskind, tanto quanto muitos outros ateus, tomam por base textos contaminados pela audácia de amanuenses, tradutores e gente da banda podre da teologia e embarcam com eles em uma hermenêutica furada e despropositada, ou com propósitos espúrios. Aliás, esse negócio de propósitos está acabando com os poucos cabelos que me restam.</p>
<p style="text-align: justify;">Gente lírica mais recente, também acabou transformada em épica, casos de Gandhi, Martin Luther King e Madre Tereza. Parece que a raça humana carece desses personagens, enquanto o lirismo fica relegado aos gays e aos heteros românticos. Não sei se estou enganado, mas o Suskind e a turma dele querem me levar a acreditar que o politicamente correto é ser mais lírico que épico, mais gay também, se possível. Não preciso ser lírico nem épico para ignorar hierarquias, autoritarismos e totalitarismos, muito comuns em nossos meios políticos e religiosos. Temo apenas, estar perdendo alguma coisa nos passos de Jesus, enquanto acalentamos essas bobagens épicas a ele atribuídas.Também não preciso ser gay para ser feliz ou viver em rede. Se eles querem ser respeitados e livres para ser como preferem, então me respeitem do mesmo modo e com os mesmos direitos.</p>
<p style="text-align: justify;">OPS: Para entrar no clima desse post, insisto na leitura dos dois posts anteriores, sob o rico de pagar mico para mim, depois, a saber:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/?p=5348">Épica e Lírica</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/?p=5351">Épica e Lírica, tradução em parte</a></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/09/090510_2117_Jesuspicoou2.jpg" alt="" /></p>

<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Jesus+%C3%A9pico+ou+l%C3%ADrico%2C+salvador+ou+gay%3F+http://xpq66.th8.us" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Jesus+%C3%A9pico+ou+l%C3%ADrico%2C+salvador+ou+gay%3F+http://xpq66.th8.us" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Épica e Lírica – Tradução em parte</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 18:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lou Mello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rede Gruta]]></category>
		<category><![CDATA[O Caminho das Redes]]></category>

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Em Sobre o amor e a morte, Patrick Süskind confronta ao lírico Orfeu – humano e criador mítico das primeiras canções – com Jesus de Nazaré.


{Orfeu} havia perdido sua jovem esposa mordida por uma serpente venenosa. E está tão desconsolado com esta perda que faz algo que pode nos parecer demente, mas também completamente compreensível. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[

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<p style="text-align: justify;">Em <em>Sobre o amor e a morte</em>, Patrick Süskind confronta ao lírico Orfeu – humano e criador mítico das primeiras canções – com Jesus de Nazaré.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<div><em>{Orfeu} havia perdido sua jovem esposa mordida por uma serpente venenosa. E está tão desconsolado com esta perda que faz algo que pode nos parecer demente, mas também completamente compreensível. Quer devolver vida a sua amada morta. Não é porque colocou em dúvida o poder da morte nem o fato de que ela teve a última palavra; e muito menos se trata de vencer a morte de uma maneira representativa, em beneficio de toda a Humanidade ou de uma vida eterna. Não, só o que quer é que lhe devolvam a ela, sua amada Eurídice, e não para sempre e eternamente, senão <strong>pela duração normal de uma vida humana</strong>, a fim de ser feliz com ela na Terra. Por isso, o descenso de Orfeu ao submundo não deve interpretar-se em modo algum como uma empreitada suicida, e sim como uma empreitada sem dúvida arriscada, porém totalmente <strong>orientada à vida e que inclusive luta desesperadamente pela vida</strong> (…)</em></div>
</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<div><em>Temos que reconhecer que o discurso de Orfeu se diferencia de forma agradável do tom rude de comando de Jesús de Nazaré. Jesus era um orador fanático, que não queria convencer senão a quem reclamava uma servidão incondicional. Suas manifestações estão salpicadas de ordens, ameaças e do reiterante e apódico “porque eu vos digo”. Assim falam em todos os tempos os que não amam nem querem salvar a um só homem, e sim a toda Humanidade. Orfeu, por outro lado, somente ama a uma e a ela apenas é que quer salvar: Eurídice. E por isso seu tom é mais conciliador, mais amável (…)</em></div>
</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<div><em>O nazareno nunca comete erros. E mesmo quando parece cometer-los – por exemplo, ao admitir a um traidor em seu próprio grupo – o erro está calculado e forma parte do plano de salvação. Orfeu, por outro lado, é um homem sem planos nem habilidades sobre humanas e, como tal, capaz em qualquer momento de cometer um grande erro, uma incrível estupidez… o que faz com que nos pareça novamente simpático. Se alegra travessamente – quem poderia pensar mal dele? – de seu êxito. Conseguiu algo que, antes dele, ninguém havia conseguido.<br />
</em></div>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A tarefa é ler e refletir até aqui. Na próxima postagem, incluirei alguns comentários sobre esse post e as afirmações de Suskind.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota:</p>
<h3 style="text-align: justify;">Infelizmente o Athur ( o caozinho recém adotado por nós) não resistiu e veio a óbito hoje às 13:10. Nós o internamos na clínica de origem em S. Paulo, com sérias dificuldades respiratórias, ontem às 19:30. O pessoal médico fez o possível, mas não conseguiu evitar o pior. Agradeço a todos pelo carinho, orações e preocupação.</h3>

<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=%C3%89pica+e+L%C3%ADrica+%E2%80%93+Tradu%C3%A7%C3%A3o+em+parte+http://b56as.th8.us" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=%C3%89pica+e+L%C3%ADrica+%E2%80%93+Tradu%C3%A7%C3%A3o+em+parte+http://b56as.th8.us" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Épica e Lírica</title>
		<link>http://www.lhmbrasil.com.br/blog/?p=5348</link>
		<comments>http://www.lhmbrasil.com.br/blog/?p=5348#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 15:44:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lou Mello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rede Gruta]]></category>
		<category><![CDATA[O Caminho das Redes]]></category>

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Capítulos sobre o discurso lírico de David de Ugarte, um dos fundadores do movimento cyberpunk espanhol e uma das pessoas mais lúcidas que conheci no que diz respeito à análise do funcionamento das redes sociais.

Nas conversas abertas dos últimos dias no Chile, certamente a que mais chamou atenção foi gerada pela distinção entre épica e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[

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<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="color: blue;"><em>Capítulos sobre o discurso lírico de <a href="http://www.deugarte.com"><span style="text-decoration: underline;">David de Ugarte</span></a>, um dos fundadores do movimento cyberpunk espanhol e uma das pessoas mais lúcidas que conheci no que diz respeito à análise do funcionamento das redes sociais.</em></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/09/090310_1544_picaeLrica1.jpg" alt="" align="left" /><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;">Nas conversas abertas dos últimos dias no Chile, certamente a que mais chamou atenção foi gerada pela distinção entre épica e lírica e as opções éticas que surgiam a partir dela.</p>
<p>O contexto desta distinção vinha se dando, no Chile, através de minha aproximação com <a href="http://www.atinachile.cl/"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">Atina</span></a> e minha rejeição de que a caracterização de sua ação como algo &#8220;muito bacana&#8221; não tinha maior valor que as opções partidárias ou políticas baseadas em confrontações. Ao contrário, argumentava, a opção pela lírica projetava uma alternativa e novos consensos sociais de uma forma que, na minha opinião, é muito mais potente que a épica em que estão conformados os mitos da esquerda desde os anos setenta.</p>
<p>A lírica, entendida como forma de projetar opções de futuro a partir daquilo que se vive, se sente, se desfruta e se faz no presente, não é mais que uma representação em relato de um &#8220;ethos&#8221; particular, de uma maneira de viver que se cultiva como opção entre outras, que não busca anular o campo de outras e nem negar-las. A lírica convida a somar-se sem diluir-se, busca a conversação, não a adesão. Trata-se de uma <strong>opção ética</strong> frente à dimensão excludente, de sacrifício e de confrontação que irremediavelmente cultiva a épica.</p>
<p>Mas na realidade, antes da primeira conversa com <a href="http://www.jorgedominguez.cl/"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">Jorge Dominguez</span></a>, amigo e guia de meus primeiros passos naquele país, a aplicação da distinção nos meus escritos tem uma genealogia que eu gostaria de contar. Faz tempo que <a href="http://www.paseantextranjero.com/"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">Roger Colom</span></a> criticava o que ele identificara em geral na <a href="http://www.ciberpunk.info/conferencia-global-de-ciberpunk-y-cibercultura-praga"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">emoção dos mitos</span></a> com a épica do relato. Segundo Roger, a lição a se extrair da trajetória do <a href="http://www.deugarte.com/wiki/contextos/Ciberpunk"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">ciberpunk</span></a> espanhol em geral e do grupo que impulsionou a <a href="http://www.lasindias.com/archivo.html"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">Bitácora de las Indias</span></a> em particular, estava em sua aposta pela lírica frente à épica como forma de relato configuradora de mitos e realidades de um novo tipo.</p>
<p>Assim comecei a trabalhar com essa distinção&#8230; distinção que sem dúvida não é novidade em absoluto, salvo talvez em sua tradução ao blogar, a este <span style="color: #518f6b;"><em>quero fazer um belo blog como parte de uma bela vida</em></span> tão querido dos <a href="http://www.deugarte.com/wiki/contextos/Sionismo_digital"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">sionistas digitais</span></a>.</p>
<p>Em <span style="color: #518f6b;"><em>Sobre o amor e a morte</em></span>, Patrick Süskind confronta ao lírico Orfeu – humano e criador mítico das primeiras canções – com Jesus de Nazaré.</p>
<p></span></p>
<ul>
<li>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="color: #518f6b;"><em>{Orfeu} havia perdido sua jovem esposa mordida por uma serpente venenosa. E está tão desconsolado com esta perda que faz algo que pode nos parecer demente, mas também completamente compreensível. Quer devolver vida a sua amada morta. Não é porque colocou em dúvida o poder da morte nem o fato de que ela teve a última palavra; e muito menos se trata de vencer a morte de uma maneira representativa, em beneficio de toda a Humanidade ou de uma vida eterna. Não, só o que quer é que lhe devolvam a ela, sua amada Eurídice, e não para sempre e eternamente, senão <strong>pela duração normal de uma vida humana</strong>, a fim de ser feliz com ela na Terra. Por isso, o descenso de Orfeu ao submundo não deve interpretar-se em modo algum como uma empreitada suicida, e sim como uma empreitada sem dúvida arriscada, porém totalmente <strong>orientada à vida e que inclusive luta desesperadamente pela vida</strong> (&#8230;) </em></span><br />
</span></div>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<ul>
<li>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="color: #518f6b;"><em>Temos que reconhecer que o discurso de Orfeu se diferencia de forma agradável do tom rude de comando de Jesús de Nazaré. Jesus era um orador fanático, que não queria convencer senão a quem reclamava uma servidão incondicional. Suas manifestações estão salpicadas de ordens, ameaças e do reiterante e apódico &#8220;porque eu vos digo&#8221;. Assim falam em todos os tempos os que não amam nem querem salvar a um só homem, e sim a toda Humanidade. Orfeu, por outro lado, somente ama a uma e a ela apenas é que quer salvar: Eurídice. E por isso seu tom é mais conciliador, mais amável (&#8230;)</em></span><br />
</span></div>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<ul>
<li>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><span style="color: #518f6b;"><em>O nazareno nunca comete erros. E mesmo quando parece cometer-los – por exemplo, ao admitir a um traidor em seu próprio grupo – o erro está calculado e forma parte do plano de salvação. Orfeu, por outro lado, é um homem sem planos nem habilidades sobre humanas e, como tal, capaz em qualquer momento de cometer um grande erro, uma incrível estupidez&#8230; o que faz com que nos pareça novamente simpático. Se alegra travessamente – quem poderia pensar mal dele? &#8211; de seu êxito. Conseguiu algo que, antes dele, ninguém havia conseguido.</em></span><br />
</span></div>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"><br />
Talvez muitos amigos, <a href="http://www.galloverde.net/meneamenet-el-clan-cavernario"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">fartos de suas contribuições desqualificadas como auto-promocionais</span></a>, tenham sorrido com sua última pergunta retórica. E com certeza muitos cristãos se sentiram excluídos da visão de Jesus que utiliza Süskind. Não importa, não é a relevância desta citação. Troquem Jesus por Che Guevara ou por qualquer líder salvador, por qualquer que um faça da épica, do último sacrifício, do desejo de morrer pelos outros, a base de seu relato de futuro.</p>
<p>A chave que certamente assinala o autor alemão é que o épico vai indissoluvelmente ligado ao amor aos demais como abstrato. Por isso, a solução que aporta o herói é necessariamente totalizadora, e passa por cima de cada um como uma forma de resolver o todo. A épica é definitivamente <a href="http://www.deugarte.com/wiki/contextos/Dios"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">monoteísta</span></a> no sentido de que as grandes máquinas teóricas da Modernidade o são.</p>
<p>Orfeu, a lírica enfim, parte da humanidade de um entre muitos, do amor e do concreto, da pessoa – que não o indivíduo – assumindo-se e projetando-se sobre todos a partir do reconhecimento da própria diferença, e de cada um dos demais. Orfeu oferece e inova sem tentar elevar nem fazer os outros aceitarem uma verdade única universal. Por isso seu relato se faz aceitável desde a <a href="http://www.deugarte.com/wiki/contextos/Postmodernidad"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">pós-modernidade</span></a>, porque sua ação e seu relato não pretendem ser o fechamento de nada, senão uma parte da grande festa de sua própria vida. Uma festa com portas abertas. Por isso a lírica abre uma conversação. A partir dela cabem tanto a não conclusão como o irônico distanciamento, mas não a excomunhão.</p>
<p>Na épica, por outro lado, só cabe a adesão ou a exclusão, pois somente fala o herói, filho do Deus de um logos (razão e palavra) que não reconhece outra verdade que a sua própria,</p>
<p></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 18pt;"><strong>A Lírica, a felicidade e o poder das redes<br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 12pt;"></p>
<p>Não faz muito tempo, <a href="http://www.desmond-morris.com/"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">Desmond Morris</span></a> dedicou um curioso ensaio à felicidade. Definia ela como <span style="color: #518f6b;"><em>um súbito transe de prazer que se sente quando algo melhora</em></span> e fundamentava como um lucro evolutivo de nossa espécie, como um prêmio genético que recebemos nós, criaturas de uma espécie que se fez curiosa, basicamente pacífica, cooperativa e competitiva, para poder adaptar-se e superar-se em um meio diverso e em constante mudança.</p>
<p>Morris argumenta que, se a felicidade é passageira, é porque está ligada à mudança. Assim, o mui reiterado lema de <a href="http://juan.urrutiaelejalde.org/"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">Juan Urrutia</span></a><br />
<span style="color: #518f6b;"><em>deixar-se arrebatar pela mudança</em></span>, resumiria como ninguém o atrativo irrenunciável da lírica e da inovação e sua perspectiva prazerosa do futuro.</p>
<p>A lírica das redes é um canto de prazer, da felicidade provocada pela mudança. É uma lírica rebelde no sentido em que a rebeldia se incorpora à teoria das redes sociais: ao cantar a felicidade produzida pela mudança, pela inovação, ao aumentar a expectativa do prêmio a receber a quem se una, convida a reduzir o <a href="http://www.deugarte.com/wiki/contextos/Umbral_de_rebeld%C3%ADa"><span style="color: blue; text-decoration: underline;">umbral de rebeldia</span></a> do ouvinte, impulsionando a extensão dos novos comportamentos e, precisamente por ele, a <strong>coesão social</strong>.</p>
<p>Neste quadro a lírica, entendida como o relato da felicidade, a partir da felicidade ou em sua expectativa, supõe um convite à mudança desde o exemplo do explorador, do cartógrafo que reduz os riscos experimentando por conta própria para fazer públicos os resultados. Frente à épica do conquistador, do combatente, que prefigura uma sociedade de sacrifício e conquista, de indivíduos sofredores em posse de um <span style="color: #518f6b;"><em>plus ultra</em></span>, de uma vitória final que dê sentido à Paixão sofrida, a lírica da inovação social se parece com o relato apaixonado de um naturalista que vive um descobrimento permanente e progressivo, que sabe o mais além infinito e valoriza a trajetória em si mesma, como uma obra completa, como uma reinvenção permanente, uma ressurreição prazerosa.</p>
<p>A épica se adapta mal às redes. Ao menos a das culturas meridionais, porque é coisa de indivíduos, de solidões. Prometeu cumpre exilado o seu castigo. O Jesus épico, o do martírio, é um Jesus solitário (<span style="color: #518f6b;"><em>Pai, por que me abandonaste?</em></span>). O Cristo da Ressurreição é um feito social, visita seus amigos e sua mãe, reconstrói a rede rompida pelo esgotamento sofrido pelo seu próprio sofrimento naqueles que lhe amavam, devolvendo a fé esgotada e antecedendo o grande milagre pentecostal: a multiplicidade da palavra para cada um dos membros do cluster original.</p>
<p>É difícil expressar até que ponto, a partir do olhar e da prática das redes, o indivíduo é uma abstração aberradora. Não somos indivíduos, somos pessoas definidas não só por um ser, senão por um conjunto de relações, de conversações e expectativas que configuram uma existência.</p>
<p>O que vale para o indivíduo não vale para a pessoa. Não está no inimigo nosso espelho quando um não é um senão vários. O esforço épico é o esforço por obter uma identidade coerente sobre confrontação, por fazer inimigo de todos o que é inimigo de um. Por isso, a épica simplifica e homogeniza. Mas a lírica nos diz que nossa identidade não reside no que é, senão no que vemos possível alcançar, a felicidade da mudança seguinte, da próxima melhora possível. Convida-nos, pois, a fazer caminho, cada qual o seu, e não aceitar um único caminho.</p>
<p>Por ele a épica vê o coletivo como organização, como molde, como exército, como resultado de um plano ou uma vontade trágica. O Che relata a Bolívia como um Cristo sofredor abandonado pelo povo-pai. Ja a lírica discursa o coletivo a partir do comum, como uma magia (a Orfeu os gregos atribuíam com certeza a sua invenção), como uma imagem resultante de um refazer-se de práticas, de experimentos, de jogos. Nada mais longe da chejiná kavalística e messiânica que culmina na Nova Jerusalém que o <span style="color: #518f6b;"><em>direito à busca da própria felicidade</em></span> dá em contraponto subversivo e lírico à ordem moderna da Constituição americana.</p>
<p>E é este o marco a partir do qual o poder se define em ambas as formas de relato como algo realmente oposto. Em uma épica, o poder emerge como resultado da batalha. Atrás dela cai um vazio ou um novo ciclo fractal de guerra a nova escala. Atrás da Ilíada a Oréstia. Do sacrifício de Ifigênia à perseguição de Orestes por sua própria mãe, em meio ao trunfo de Agamenon: a Tróia enganada, envelhecida e arrasada.</p>
<p>Do relato lírico, o poder emerge como consenso, como resultante coletivo de um experimento testado por muitos, de um caminho que descobre um marco pelo qual passa, para muitos, o caminho de construir uma existência arrebatada pela mudança. O poder lírico emerge de sua capacidade para gerar novos consensos, de desenhar novos jogos, novas experiências que muitos ou todos em uma rede concordem que é uma melhora, como fonte de felicidade para cada um.</p>
<p>Construir um belo blog como suporte de uma bela vida. Construir e cantar o construído. Porque no fim, pode haver maior triunfo que o de construir a felicidade desde o pequeno?<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: 9pt;"><strong>Postado Originalmente em <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-view_blog_post.php?postId=328">Estúdio Livre</a><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">

<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=%C3%89pica+e+L%C3%ADrica+http://3tycd.th8.us" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=%C3%89pica+e+L%C3%ADrica+http://3tycd.th8.us" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Igreja, política e rede social</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 15:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lou Mello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião e política]]></category>

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Ontem passei o dia todo a espera de algum tipo de reação &#8220;inesperada&#8221; (sic) por parte de algum dos irmãos em cristo. Logicamente, me refiro mais especificamente às pessoas cristãs com as quais mantenho estreitos laços que inclui amizade, troca de interesses mútuos, favores e até serviços, ocasionalmente. No fim, ninguém deve nada a ninguém [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">Ontem passei o dia todo a espera de algum tipo de reação &#8220;inesperada&#8221; (sic) por parte de algum dos irmãos em cristo. Logicamente, me refiro mais especificamente às pessoas cristãs com as quais mantenho estreitos laços que inclui amizade, troca de interesses mútuos, favores e até serviços, ocasionalmente. No fim, ninguém deve nada a ninguém e tudo bem. Acho que todo mundo precisa ter uma rede assim, com cara de muro, onde você possa fazer de tudo, de lamentações a xixi, passando por orações, confissões e petições.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas minha rede cristã de amigos não é nada disso. Nela tudo é muito superficial e e você precisa lidar com muito jeito, pois são todos muito sensíveis. Nela não devemos demonstrar fraqueza, afinal cristãos são todos mais que vencedores, , como diria o Alex Dias Ribeiro. Dois ou três conseguem avançar para um estágio acima (ou abaixo, você decide) onde possa entrar a troca de socorro em tempos de alguma aflição, mas isso deve ser ocasional, se começar a perdurar, eles voltarão ao estágio um, rapidinho.</p>
<p style="text-align: justify;">A rede que funciona melhor é a que faço com meu vizinho. Ele não é um cristão, pelo menos não nominal e muito menos de igreja. Gosta de tomar cerveja, fuma e pratica muita gastronomia. Nunca falamos sobre a bíblia, pelo menos não diretamente. Trabalha feito um cão, é um profissional liberal e sua base de trabalho funciona em casa mesmo. Às vezes, levanto de madrugada para tomar uma água e percebo que a luz do escritório dele já está acesa. Nós trocamos amizade, opiniões e serviços. Quando conversamos, podemos lamentar e falar de nossas fraquezas, das quais rimos até. Se precisar de uns dois ou três ovos, uma xícara de café ou açúcar, também não há qualquer problema para solicitar, pois não exigimos nenhum documento prévio para atender, nem mesmo CPF. A maior vantagem é que ele também é corinthiano e não pratica política partidária.</p>
<p style="text-align: justify;">Ultimamente, tenho percebido que os amigos da rede cristã andam ainda mais seletivos e, além de seu endereço eclesiástico, estão exigindo suas preferências futebolísticas, político partidárias e os dados empregatícios. No meu caso isso é uma baita desvantagem, por três motivos. Primeiro porque, como já disse e todo mundo está careca de saber, sou corinthiano a preferência que sofre o maior preconceito entre os cristãos, apesar do nome bíblico; segundo, não tenho nenhuma preferência político partidária, ficando mais na periferia das disputas eleitorais e no anarquismo quando é preciso opinar; por último, para não dizer que sou um antigo desempregado, me denomino consultor e eles sabem bem o que isso significa. Com tudo isso contra, consigo descontentar a gregos e baianos de todas as matizes.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah! Não posso deixar passar essa, encontrei uma coincidência favorável com o Ed Rene, ele também acredita que igreja e política não devem ter comunhão. Se quiser mais detalhes, leia <a href="http://ibab.com.br/pdf/informativo-ibab-setembro-2010.pdf">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-5344" href="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/?attachment_id=5344"><img class="aligncenter size-full wp-image-5344" title="lousign" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/09/lousign.jpg" alt="" width="36" height="21" /></a></p>

<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Igreja%2C+pol%C3%ADtica+e+rede+social+http://9tiky.th8.us" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Igreja%2C+pol%C3%ADtica+e+rede+social+http://9tiky.th8.us" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Semana de Cultura do Centenário</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 21:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lou Mello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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Uma iniciativa de corinthianos sem qualquer vínculo com a direção do clube.



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<p>Uma iniciativa de corinthianos sem qualquer vínculo com a direção do clube.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/08/083110_2142_SemanadeCul1.jpg" alt="" width="513" height="657" /></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/08/083110_2142_SemanadeCul2.jpg" alt="" /></p>

<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Semana+de+Cultura+do+Centen%C3%A1rio+http://bg9ie.th8.us" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Semana+de+Cultura+do+Centen%C3%A1rio+http://bg9ie.th8.us" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Na velocidade do nosso tempo</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 17:21:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lou Mello</dc:creator>
				<category><![CDATA[inutilidades]]></category>
		<category><![CDATA[Minhas idéias incessantes]]></category>

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Velocidade, rapidez, agilidade, etc., não é só em termos de comida, fast food, trangênicos, sexo seguro e essas porcarias, tudo anda muito rápido, hoje em dia. Você pode enriquecer rapidamente, tanto quanto empobrecer na velocidade de um raio, ou engordar da noite para o dia, aliás acho que emagrecer poderia ser a exceção nessa regra, [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/08/083110_1721_Navelocidad1.jpg" alt="" width="478" height="343" /></p>
<p style="text-align: justify;">Velocidade, rapidez, agilidade, etc., não é só em termos de comida, fast food, trangênicos, sexo seguro e essas porcarias, tudo anda muito rápido, hoje em dia. Você pode enriquecer rapidamente, tanto quanto empobrecer na velocidade de um raio, ou engordar da noite para o dia, aliás acho que emagrecer poderia ser a exceção nessa regra, mas não é, as pessoas não emagrecem por que são vagabundas, na maioria dos casos, o Ronaldo que o diga.</p>
<p style="text-align: justify;">Resolvi compartilhar a escrita do meu livro Finanças OK, em um dia meio ruim, e no outro desisti da idéia, dado o interesse, ou melhor, falta dele por parte dos leitores. Não pense você que isso me chateia, ao contrário, acho bom porque tiro mais uma idéia tola da cabeça, rapidinho, speedy. Continuarei escrevendo, quer queiram ou não, pois preciso cumprir minha sina nessa vida. Tenho os filhos, plantei as árvores, mas ainda não editei o maldito livro. Morro de inveja de quem o fez, ou você pensa que minha propaganda grátis pró livros do Brabo é ingênua e desinteressada? Entretanto, não consigo pagar o preço. Nesse caso sou como os gordinhos, bem vagabundo. Além de não escrever o trem, pelo menos como pretendo (sou perfeccionista e tendo a procrastinar por causa disso), fico implicando com os caras que poderiam facilitar o caminho para mim. Desse jeito fica difícil. Bom, a gente sempre pode ganhar na loteria e mandar fazer, digo, editar, sem ser preciso adular nenhum desses alcoviteiros, cheios de hábitos insalubres e suas crenças periclitantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, nem carece ficar triste porque alguma coisa não esteja bem. Isso pode mudar num piscar de olhos. Um E-mail certo, um Twitter, uma conversinha via Skype, um torpedo no alvo e pronto, tudo pode mudar. Nossa, sinto mesmo é não ter tido essas ferramentas nos tempos de minha adolescência e início de juventude. Fico imaginando quantos problemas teria evitado. E tem gente que vem com aquela conversinha a favor da vida dos séculos passados. Tô fora. Minha tristeza é ver todo esse arsenal só no último terço de minha vida. Cara, fui um nerd antes da hora. Gastei meu tempo arrumando máquinas de escrever e relógios. Só fucei o primeiro computador aos quarenta anos (quero dizer: por dentro), embora tenha sido apresentado a eles (uns monstros que existiam  na pré história de minha vida) em meu primeiro emprego, na Avon.  O problema é que ninguém me deixou vê-los em suas entranhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Fui o tipo de menino que teria começado desenvolver um software qualquer na garagem de minha casa ou no dormitório da universidade norte americana, não fossem os pais e professores obtusos que tive e o fato de não ter feito faculdade na outra América, aquela que deu certo, embora esteja em rota de declínio, agora. Quando comecei meu negócio de manutenção em bicicletas na nossa garagem, devia ter uns doze anos, meu pai me pregou a maior bronca da história. Nada a favor do emprego e essas enganações universais, pois ele também nunca acreditou nisso, mas devido a sua intenção em me dar tudo o que eu precisasse, por causa de sua neura em relação ao meu avô, o maior pão-duro de São José dos Campos. Com isso me estragou para sempre. Mas nada acontece por acaso, Deus tem tudo sob controle, creia-me, negócio de livre arbítrio, democracia, demo isso, demo aquilo, não é a dele.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o Wood Allen, também acredito que tudo dará certo, no final, ou muito antes do que esperamos, ou seja, a vontade divina prevalecerá, não importa qual venha a ser.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/08/083110_1721_Navelocidad2.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">

<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Na+velocidade+do+nosso+tempo+http://k9d7t.th8.us" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Na+velocidade+do+nosso+tempo+http://k9d7t.th8.us" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Você ainda chegará lá, um dia.</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 17:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lou Mello</dc:creator>
				<category><![CDATA[inutilidades]]></category>

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		<description><![CDATA[


Paulo Cesar Pereio é odiado por todo mundo, inclusive por ele mesmo.

Gostei da frase: O fracasso ainda não me subiu à cabeça.

 Tweet This Post]]></description>
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<p>Paulo Cesar Pereio é odiado por todo mundo, inclusive por ele mesmo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="444" height="296" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KPgyXHy1b5g?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="444" height="296" src="http://www.youtube.com/v/KPgyXHy1b5g?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Gostei da frase: O fracasso ainda não me subiu à cabeça.</p>

<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Voc%C3%AA+ainda+chegar%C3%A1+l%C3%A1%2C+um+dia.+http://xt2qq.th8.us" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Voc%C3%AA+ainda+chegar%C3%A1+l%C3%A1%2C+um+dia.+http://xt2qq.th8.us" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Auto Ajuda com a cabeça na guilhotina</title>
		<link>http://www.lhmbrasil.com.br/blog/?p=5321</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 18:08:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lou Mello</dc:creator>
				<category><![CDATA[auto-ajuda]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.lhmbrasil.com.br/blog/?p=5321</guid>
		<description><![CDATA[



Essa semana, li no informativo da Ultimato, mais exatamente no editorial escrito por um cara chamado Marcos Bontempo, pessoa que não tive o prazer de conhecer e dificilmente terei, pois gente como eu não pisa em lugares sagrados como o dessa revista e seus desdobramentos (editora, seminário, etc.), com dizia, há nesse documento mais uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[

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<p style="text-align: center;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/08/082810_1808_AAutoAjudac1.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Essa semana, li no informativo da Ultimato, mais exatamente no <a href="http://www.ultimato.com.br/boletim/news/ultimas045.htm">editorial</a> escrito por um cara chamado Marcos Bontempo, pessoa que não tive o prazer de conhecer e dificilmente terei, pois gente como eu não pisa em lugares sagrados como o dessa revista e seus desdobramentos (editora, seminário, etc.), com dizia, há nesse documento mais uma menção desonrosa aos livros de Auto-Ajuda, uma espécie de horóscopo que ninguém gosta, mas todo mundo lê. Aliás, o referido editorial é uma justificativa meio safada na tentativa de justificar um livro editado pela Editora Ultimato, de autoria do Elienai Cabral, outro que não estou autorizado a conhecer, e intitulado &#8220;Salvos da Perfeição&#8221; que não li, mas que foi altamente referendado por ninguém menos que meu amigo <a href="http://www.baciadasalmas.com">Paulo Brabo</a>, grande ganhador do Prêmiro Areté 2010, no corte evangélico-teológico. Ocorre que o livro citado foi, equivocadamente, agraciado com o mesmo prêmio, só que justamente na categoria de melhor livro de Auto-Ajuda evangélico. Então, o Marcos, tentou festejar o prêmio sem parecer que o fazia e não propagar o livro que a editora dele editou, propagando, sem dar a entender sua real intenção, ou seja, vender o livro. Entendeu? Pois é, nem eu.</p>
<p style="text-align: justify;">A Ultimato, em todas as suas manifestações, funciona como um farol do politicamente correto, ou em minha melhor opção, do religiosamente correto, na opinião da turma deles. As outras turmas, fazem a mesma coisa, diga-se de passagem. Sabe aquele grupo que sempre está em cima do muro, cujo lema é: Não se comprometa jamais? Então, pelo menos para mim, é isso que eles representam. Basta conferir suas publicações, seus editorialistas e suas posturas. A linha da Ultimato situa-se na chamada neo ortodoxia. Não que eu condene tudo ou todos ligados à organização. Já li coisas boas editadas por eles e conheço e admiro alguns escritores que já trabalharam ou trabalham para eles. Não citarei os nomes para não comprometê-los, sempre há o risco deles serem cortados por terem tido qualquer laço de amizade com gente de minha laia. Não posso deixar de lembrar que as outras correntes fazem exatamente a mesma coisa, ou seja, patrulhar os opostos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém, nem os pastores, nem os psicólogos (esses então&#8230;), nem os psiquiatras, muito menos o Lula e sua cria defeituosa, faz melhor trabalho na área da manutenção da sanidade popular que os livros de Auto-Ajuda. Claro, nem tudo que reluz é ouro, e há um monte de porcarias misturadas; lembro aqui dos livros do Lobsang Rampa, Shirley Maclaine, Dalai Lama e do lado dos leitores da Bíblia, Caio Fábio, Rick Warren e Ed Rene, que escreveu a versão dele dos propósitos, e não precisava disso. Entretanto, não me surpreenderei se aparecer alguém aqui, entre os três ou quatros comentários costumeiros, para defender essas drogas. Sempre tem alguém a favor da liberação delas e eles tem direito a conviver com gente boa como nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Já sei, você me dirá outra vez, que não devia falar mal desses caras, sob o risco de não conseguir publicar meus livros, caso termine de escrevê-los. Lembro apenas que, disseram a mesma coisa para o Bispo Edir Macedo e ninguém pública mais livros do que ele no meio. Na verdade, nenhum desses caras é totalmente mal, são todos humanos e, como eu e você, também pisam na bola e nem todo mundo nasceu com talento para escrever. Sobre o Ed, preciso lembrar que não conheci pastor mais honesto do que ele, e olha que conheço porção considerável dessa raça de víboras, sem falar que foi um dos dois pastores, por mim visitados na época da Missão, que lembrou do insignificante detalhe do missionário propagandista de uma organização rica ser humano com contas para pagar e salário incompatível e, ao invés de contribuir com a Missão, contribuiu com o missionário. Deviam todos imitá-lo, em minha opinião, mas por favor, não escrevam livros cujo título inclua as palavras propósitos ou prosperidade, pois elas têm donos.</p>
<p style="text-align: justify;">Graças aos livros de Auto-Ajuda, e há livros muito bons entre eles, alguns excelentes, de tal forma que milhares de pessoas em sofrimento, mundo afora, foram consoladas e assistidas em seus momentos difíceis, por essa literatura proscrita pela Ultimato e outros bons patrulheiros da moral. Terapeutas responsáveis os prescrevem a seus clientes ao invés de praticar charlatanismos como a tal terapia das vidas passadas, regressão à vida intra-uterina e outras bobagens do mesmo quilate. Não pense você que estou tentando esconder meu verdadeiro motivo em refutar essa grosseria do Marcos, seja lá qual for o tempo dele. Na verdade, estou tentando escrever um livro de Auto-Ajuda para pessoas com dificuldade em administrar as finanças pessoais, defeito do qual sou um dos maiores portadores. Pretendo fazê-lo em bom estilo, com bases cristãs, pois considero a Bíblia um excelente manual, nessa área também, e usar coisas consistentes da psicologia, como princípios da Análise Transacional, da terapia cognitiva nos moldes de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Perls"><strong><em>Friedrich</em></strong> Perls</a> e meus testemunhos para ensinar pelo erro e dar o tom bem humorado da obra. Não é a toa que estou chamando a coisa de <a href="http://www.bookess.com/read/3517-financas-ok-na-visao-de-quem-esteve-do-outro-lado/">Finanças Ok</a> na visão de quem esteve do outro lado, mesmo título que tenho usado para os seminários e palestras sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar disso, se você for contra a Auto-Ajuda, adepto das coisas religiosamente corretas, neo ortodoxo e desejar assinar a Revista Ultimato e consumir os produtos deles, apesar de eu não recomendá-los, <a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=para_assinar&amp;area=assinar">clique aqui</a>. Aviso antecipadamente, que eles não têm o desprendimento de um Ed Rene.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/08/082810_1808_AAutoAjudac2.jpg" alt="" /></p>

<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=A+Auto+Ajuda+com+a+cabe%C3%A7a+na+guilhotina+http://hcw2z.th8.us" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=A+Auto+Ajuda+com+a+cabe%C3%A7a+na+guilhotina+http://hcw2z.th8.us" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A Gruta é a salvação da raça</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 16:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lou Mello</dc:creator>
				<category><![CDATA[TeoLougia de quintal]]></category>

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Assisti um filme na Universal ontem, produzido pela Dreamworks, cujo título em português é Impacto Profundo (Deep Impact) de 1998 e, embora tenha mais de doze anos, não havia assistido. É mais uma daquelas bobagens apocalípticas norte americanas, no caso, um asteróide desgovernado em rota de colisão com a terra. Mas o que me chamou [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/08/082710_1658_AGrutaasal1.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Assisti um filme na Universal ontem, produzido pela Dreamworks, cujo título em português é Impacto Profundo (Deep Impact) de 1998 e, embora tenha mais de doze anos, não havia assistido. É mais uma daquelas bobagens apocalípticas norte americanas, no caso, um asteróide desgovernado em rota de colisão com a terra. Mas o que me chamou atenção é que o roteiro incluiu a Gruta como a principal opção de defesa ou salvação para a não extinção da raça humana. Segundo eles (os dois roteiristas), oitocentas mil pessoas são selecionados por um sistema lotérico computadorizado e outras duzentas mil são designadas por suas competências, depois confinados em grutas. Atitude igual estaria sendo implementada pelos outros países.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando dei início ao Blog e, logo depois, batizei-o de Gruta, confesso que não tinha uma visão de caracter nada altruísta. Pensei  em Davi lá em Adulão e seu exército de endividados, espantava-me o número de endividados no Brasil, naquele momento, com seus nomes enxovalhados nas listas mantidas por seus algozes, lembrava-me do meu tempo na Faculdade Batista, onde eles publicavam mensalmente a lista de alunos devedores de mensalidades ou da biblioteca pelos corredores e eu, o LouZorro, subversivamente, as arrancava e as atirava nas privadas, dando a descarga nelas. Lembrei de Elias desesperado na gruta, com medo de Jezabel e Acabe, o que me fez pensar nas pessoas sob intensas perseguições e cheias de medo. Veio-me a mente Jesus nascendo em uma gruta para pagar a nossa conta com a própria vida, como querem os teólogos pagãos, e depois ressuscitando em outra. Egoísta como sou, me vi em todas essas situações e desejei colocar-me em um lugar onde me viesse Deus e alguma de suas salvações.</p>
<p style="text-align: justify;">Já pensou, o divino em pessoa aparecendo aí nos comentários (sem gracinhas por favor) com palavras tais como: Que fazes aqui Lou? E depois de minhas desculpas habituais tais como<em>: &#8220;porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida&#8221;</em>. Ele escrevesse:  &#8220;<em>Sai, e põe-te neste monte perante o Senhor, Deus dos Exércitos&#8221;</em>. Depois disso me enviasse a fazer algum trabalhinho missionário profético, quem sabe ungir um novo líder dos evangélicos brasileiros?</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, até agora, Deus não parece ter dado as caras, nessa Gruta. Se bem que o divino adora um enigma. Mas fica aí a idéia, embora aqui não seja bem um desses blogs onde as idéias não descansam, às vezes damos nossas profetadas, também. Sendo assim, minha turma (meio reduzida ultimamente) de engrutados e eu, seguimos com nossos medos e perseguições, até que Ele venha, em algum de seus ciclos tranquilos e suaves, para nos enviar cheios de júbilo e cara resplandecente, de encontro à nossa salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">By the way, no filme citado, é claro que o Robert Duvall salvou a Terra e o mandato do presidente negro norte americano, Morgan Freeman.</p>
<pre style="text-align: justify;">OPs: Principal citação bíblica: I Reis 19: 9 e 15

<a rel="attachment wp-att-5314" href="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/?attachment_id=5314"><img class="aligncenter size-full wp-image-5314" title="lousign" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/www/blog/wp-content/uploads//2010/08/lousign4.jpg" alt="" width="33" height="19" /></a>Dia do Psicólogo:
Um grande abraço a cada um dos profissionais da área, leitores e amigos
(embora anônimos) da Gruta. Esperamos que Deus tenha misericórdia de
vocês, de forma especial.</pre>
<p style="text-align: justify;">

<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=A+Gruta+%C3%A9+a+salva%C3%A7%C3%A3o+da+ra%C3%A7a+http://f4hs3.th8.us" title="Post to Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.lhmbrasil.com.br/blog/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=A+Gruta+%C3%A9+a+salva%C3%A7%C3%A3o+da+ra%C3%A7a+http://f4hs3.th8.us" title="Post to Twitter">Tweet This Post</a></p>]]></content:encoded>
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