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	<title>Florbela Espanca</title>
	
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	<description>Florbela Espanca</description>
	<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 13:26:16 +0000</pubDate>
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		<title>78 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 03:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Extras]]></category>

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		<description><![CDATA[(&#8230;)
Quero voltar! Não sei por onde vim&#8230;
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
{Florbela Espanca}
Tornou-se eterna essa grande poeta, suas palavras dobraram o tempo&#8230;
78 anos sem você e ainda estás aqui e aqui ficará para sempre&#8230;.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(&#8230;)</em><br />
Quero voltar! Não sei por onde vim&#8230;<br />
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra<br />
Por entre tanta sombra igual a mim!</p>
<p><i><b>{<a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2">Florbela Espanca</a>}</b></i></p>
<p>Tornou-se eterna essa grande poeta, suas palavras dobraram o tempo&#8230;<br />
78 anos sem você e ainda estás aqui e aqui ficará para sempre&#8230;.</p>
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		<title>Noivado Estranho</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 03:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<category><![CDATA[Trocando Olhares]]></category>

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		<description><![CDATA[O luar branco, um riso de Jesus,
Inunda a minha rua toda inteira,
E a Noite é uma flor de laranjeira
A sacudir as pétalas de luz&#8230;
A luar é uma lenda de balada
Das que avozinhas contam à lareira,
E a Noite é uma flor de laranjeira
Que jaz na minha rua desfolhada&#8230;
O Luar vem cansado, vem de longe,
Vem casar-se co´a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O luar branco, um riso de Jesus,<br />
Inunda a minha rua toda inteira,<br />
E a Noite é uma flor de laranjeira<br />
A sacudir as pétalas de luz&#8230;</p>
<p>A luar é uma lenda de balada<br />
Das que avozinhas contam à lareira,<br />
E a Noite é uma flor de laranjeira<br />
Que jaz na minha rua desfolhada&#8230;</p>
<p>O Luar vem cansado, vem de longe,<br />
Vem casar-se co´a Terra, a feiticeira<br />
Que enlouqueceu d´amor o pobre monge&#8230;</p>
<p>O luar empalidece de cansado&#8230;<br />
E a noite é uma flor de laranjeira<br />
A perfumar o místico noivado!&#8230;</p>
<p><i><b><a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2">Florbela Espanca</a></b> - Trocando olhares - 30/04/1917</i></p>
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		<title>Cegueira Bendita</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 03:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<category><![CDATA[Trocando Olhares]]></category>

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		<description><![CDATA[Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou! 
Não vejo nada, tudo é morto e vago&#8230;
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho&#8230; 
Ter dentro d´alma na luz de todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ando perdida nestes sonhos verdes<br />
De ter nascido e não saber quem sou,<br />
Ando ceguinha a tatear paredes<br />
E nem ao menos sei quem me cegou! </p>
<p>Não vejo nada, tudo é morto e vago&#8230;<br />
E a minha alma cega, ao abandono<br />
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago<br />
´Stendendo as asas brancas cor do sonho&#8230; </p>
<p>Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo<br />
E não ver nada nesse mar sem fundo,<br />
Poetas meus irmãos, que triste sorte!&#8230; </p>
<p>E chamam-nos a nós Iluminados!<br />
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,<br />
A sofrer pelos outros té à morte! </p>
<p><i><b><a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2">Florbela Espanca</a></b> - Trocando olhares - 24/04/1917</i></p>
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		<item>
		<title>Maior Tortura</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 03:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<category><![CDATA[Trocando Olhares]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.prahoje.com.br/florbela/?p=349</guid>
		<description><![CDATA[Na vida, para mim, não há deleite.
Ando a chorar convulsa noite,
E não tenho nem sombra em que me acoite,
E não tenho uma pedra em que me deite!
Ah! Toda eu sou sombras, sou espaços!
Perco-me em mim na dor de ter vivido!
E não tenho a doçura duns abraços
Que me façam sorrir de ter nascido!
Sou como tu um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na vida, para mim, não há deleite.<br />
Ando a chorar convulsa noite,<br />
E não tenho nem sombra em que me acoite,<br />
E não tenho uma pedra em que me deite!</p>
<p>Ah! Toda eu sou sombras, sou espaços!<br />
Perco-me em mim na dor de ter vivido!<br />
E não tenho a doçura duns abraços<br />
Que me façam sorrir de ter nascido!</p>
<p>Sou como tu um cardo desprezado<br />
A urze que se pisa sob os pés,<br />
Sou como tu um riso desgraçado!</p>
<p>Mas a minha Tortura inda é maior:<br />
Não ser poeta assim como tu és<br />
Para concretizar a minha Dor!</p>
<p><i><b><a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2">Florbela Espanca</a></b> - Trocando olhares</i></p>
<p><i>*</i> Como o mesmo título de &#8220;A Maior Tortura&#8221;, e dedicado &#8220;A um grande poeta de Portugal&#8221;, este soneto comparece refundido em  <a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?cat=2">Livro de Mágoas</a>.</p>
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		<title>A um livro</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 03:01:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<category><![CDATA[Trocando Olhares]]></category>

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		<description><![CDATA[No silêncio de cinzas do meu Ser
Agita-se uma sombra de cipreste,
É uma sombra triste que ando a ler,
No livro cheio de mágoa que me deste!
Estranho livro aquele igual a mim!
Cheira a mortos a rir e a cantar&#8230;
É dum branco sinistro de jasmim.
Que só me dá vontade de chorar!
Parece que folheio toda a minh´alma!
O livro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No silêncio de cinzas do meu Ser<br />
Agita-se uma sombra de cipreste,<br />
É uma sombra triste que ando a ler,<br />
No livro cheio de mágoa que me deste!</p>
<p>Estranho livro aquele igual a mim!<br />
Cheira a mortos a rir e a cantar&#8230;<br />
É dum branco sinistro de jasmim.<br />
Que só me dá vontade de chorar!</p>
<p>Parece que folheio toda a minh´alma!<br />
O livro que me deste, em mim salma<br />
As orações que choro e rio e canto!</p>
<p>Poeta igual a mim, ai quem me dera<br />
Dizer que tu dizes! Quem soubera<br />
Velar a minha Dor desse teu manto!</p>
<p><i><b><a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2">Florbela Espanca</a></b> - Trocando olhares</i></p>
<p><i>* Como o mesmo título, este soneto alcança sua versão definitiva no <a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?cat=2">Livro de Mágoas</a>.</i></p>
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		<item>
		<title>Desalento</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 03:01:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<category><![CDATA[Trocando Olhares]]></category>

		<category><![CDATA[Desalento]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes oiço rir, é ’ma agonia
Queima-me a alma como estranha brasa
Tenho ódio à luz e tenho raiva ao dia
Que me põe n’alma o fogo que m’abrasa!
Tenho sede d’amar a humanidade&#8230;
Eu ando embriagada&#8230; entontecida&#8230;
O roxo de maus lábios é saudade
Duns beijos que me deram n’outra vida!
Ei não gosto do Sol, eu tenho medo
Que me vejam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes oiço rir, é ’ma agonia<br />
Queima-me a alma como estranha brasa<br />
Tenho ódio à luz e tenho raiva ao dia<br />
Que me põe n’alma o fogo que m’abrasa!</p>
<p>Tenho sede d’amar a humanidade&#8230;<br />
Eu ando embriagada&#8230; entontecida&#8230;<br />
O roxo de maus lábios é saudade<br />
Duns beijos que me deram n’outra vida!</p>
<p>Ei não gosto do Sol, eu tenho medo<br />
Que me vejam nos olhos o segredo<br />
Que só saber chorar, de ser assim&#8230;</p>
<p>Gosto da noite, imensa, triste, preta,<br />
Como esta estranha e doida borboleta<br />
Que eu sinto sempre a voltejar em mim!</p>
<p><i><b><a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2">Florbela Espanca</a></b> - Trocando olhares</i></p>
<p><i>* Uma vez refundido, este &#8220;Desalento&#8221; ganha o título de &#8220;A minha Tragédia&#8221; em <a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?cat=2">Livro de Mágoas</a>.</i></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Só</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 03:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<category><![CDATA[Trocando Olhares]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tenho pena da Lua!
Tanta pena, coitadinha,
Quando tão branca, na rua
A vejo chorar sozinha!&#8230;
As rosas nas alamedas,
E os lilases cor da neve
Confidenciam de leve
E lembram arfar de sedas
Só a triste, coitadinha&#8230;
Tão triste na minha rua
Lá anda a chorar sozinha &#8230;
Eu chego então à janela:
E fico a olhar para a lua&#8230;
E fico a chorar com ela! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho pena da Lua!<br />
Tanta pena, coitadinha,<br />
Quando tão branca, na rua<br />
A vejo chorar sozinha!&#8230;</p>
<p>As rosas nas alamedas,<br />
E os lilases cor da neve<br />
Confidenciam de leve<br />
E lembram arfar de sedas</p>
<p>Só a triste, coitadinha&#8230;<br />
Tão triste na minha rua<br />
Lá anda a chorar sozinha &#8230;</p>
<p>Eu chego então à janela:<br />
E fico a olhar para a lua&#8230;<br />
E fico a chorar com ela! &#8230;</p>
<p><i><b><a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2">Florbela Espanca</a></b> - Trocando olhares - 23/04/1917</i></p>
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		<title>Errante</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 03:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<category><![CDATA[Trocando Olhares]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu coração da cor dos rubros vinhos
Rasga a mortalha do meu peito brando
E vai fugindo, e tonto vai andando
A perder-se nas brumas dos caminhos.
Meu coração o místico profeta,
O paladino audaz da desventura,
Que sonha ser um santo e um poeta,
Vai procurar o Paço da Ventura…
Meu coração não chega lá decerto…
Não conhece o caminho nem o trilho,
Nem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu coração da cor dos rubros vinhos<br />
Rasga a mortalha do meu peito brando<br />
E vai fugindo, e tonto vai andando<br />
A perder-se nas brumas dos caminhos.</p>
<p>Meu coração o místico profeta,<br />
O paladino audaz da desventura,<br />
Que sonha ser um santo e um poeta,<br />
Vai procurar o Paço da Ventura…</p>
<p>Meu coração não chega lá decerto…<br />
Não conhece o caminho nem o trilho,<br />
Nem há memória desse sítio incerto…</p>
<p>Eu tecerei uns sonhos irreais…<br />
Como essa mãe que viu partir o filho,<br />
Como esse filho que não voltou mais! </p>
<p><i><b><a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2">Florbela Espanca</a></b> - Trocando olhares - 23/04/1917</i></p>
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		<item>
		<title>Vulcões</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 03:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<category><![CDATA[Trocando Olhares]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo é frio e gelado. O gume dum punhal
Não tem a lividez sinistra da montanha
Quando a noite a inunda dum manto sem igual
De neve branca e fria onde o luar se banha.
No entanto que fogo, que lavas, a montanha
Oculta no seu seio de lividez fatal!
Tudo é quente lá dentro…e que paixão tamanha
A fria neve envolve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo é frio e gelado. O gume dum punhal<br />
Não tem a lividez sinistra da montanha<br />
Quando a noite a inunda dum manto sem igual<br />
De neve branca e fria onde o luar se banha.</p>
<p>No entanto que fogo, que lavas, a montanha<br />
Oculta no seu seio de lividez fatal!<br />
Tudo é quente lá dentro…e que paixão tamanha<br />
A fria neve envolve em seu vestido ideal!</p>
<p>No gelo da indiferença ocultam-se as paixões<br />
Como no gelo frio do cume da montanha<br />
Se oculta a lava quente do seio dos vulcões…</p>
<p>Assim quando eu te falo alegre, friamente,<br />
Sem um tremor de voz, mal sabes tu que estranha<br />
Paixão palpita e ruge em mim doida e fremente! </p>
<p><i><b><a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2">Florbela Espanca</a></b> - Trocando olhares - 04/05/1916</i></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sonhos</title>
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		<comments>http://www.prahoje.com.br/florbela/?p=342#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 03:01:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<category><![CDATA[Trocando Olhares]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.prahoje.com.br/florbela/?p=342</guid>
		<description><![CDATA[Ter um sonho, um sonho lindo,
Noite branda de luar,
Que se sonhasse a sorrir&#8230;
Que se sonhasse a chorar&#8230;
Ter um sonho, que nos fosse
A vida, a luz, o alento,
Que a sonhar beijasse doce
A nossa boca&#8230; um lamento&#8230;
Ser pra nós o guia, o norte,
Na vida o único trilho;
E depois ver vir a morte
Despedaçar esses laços!&#8230;
&#8230;É pior que ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ter um sonho, um sonho lindo,<br />
Noite branda de luar,<br />
Que se sonhasse a sorrir&#8230;<br />
Que se sonhasse a chorar&#8230;</p>
<p>Ter um sonho, que nos fosse<br />
A vida, a luz, o alento,<br />
Que a sonhar beijasse doce<br />
A nossa boca&#8230; um lamento&#8230;</p>
<p>Ser pra nós o guia, o norte,<br />
Na vida o único trilho;<br />
E depois ver vir a morte</p>
<p>Despedaçar esses laços!&#8230;<br />
&#8230;É pior que ter um filho<br />
Que nos morresse nos braços!</p>
<p><i><b><a target="_self" href="http://www.prahoje.com.br/florbela/?page_id=2">Florbela Espanca</a></b> - Trocando olhares - 12/08/1916</i></p>
]]></content:encoded>
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