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	<title>Fora de Cena</title>
	
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		<title>Crítica: Evil Dead (A Noite dos Mortos-Vivos)</title>
		<link>http://www.foradecena.com/critica-evil-dead-a-noite-dos-mortos-vivos/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 02:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Ramalho (afcramalho)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Evil Dead]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://www.foradecena.com/images/evildead.jpg" alt="evildead" width="536" height="190" class="alignnone size-full wp-image-9804" />

Mia (Jane Levy) é viciada em drogas. Após falhar no passado uma tentativa de desintoxicação, e ter estado no seguimento à beira da morte, Mia decide tentar novamente a sua reabilitação. Desta vez, Mia reúne os seus amigos numa antiga cabana no meio dos bosques com a promessa de levar o difícil processo até ao fim. Mas quando forças diabólicas evocadas por um misterioso livro entram em acção, a abstinência de Mia revela-se [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.foradecena.com/images/evildead.jpg" alt="evildead" width="536" height="190" class="alignnone size-full wp-image-9804" /></p>
<p><strong>Sinopse:</strong> Mia (Jane Levy) é viciada em drogas. Após falhar no passado uma tentativa de desintoxicação, e ter estado no seguimento à beira da morte, Mia decide tentar novamente a sua reabilitação. Desta vez, Mia reúne os seus amigos numa antiga cabana no meio dos bosques com a promessa de levar o difícil processo até ao fim. Mas quando forças diabólicas evocadas por um misterioso livro entram em acção, a abstinência de Mia revela-se mais complicada do que o previsto e a ressaca insuportável.</p>
<p><strong>Crítica:</strong> O remake Evil Dead – A Noite dos Mortos-Vivos é um filme de horror que consegue efectivamente cumprir o seu propósito, mesmo com a sua propensão alta para reciclar técnicas já muito estabelecidas e conhecidas.  </p>
<p>Evil Dead – A Noite dos Mortos-Vivos, enquanto remake do original de 1981 de Sam Raimi (que agora assiste como produtor), não faz muito para estabelecer a sua originalidade e evitar convencionalismos, aceitando, aliás, a inexistência do primeiro e a inevitabilidade do segundo como necessários pecados do seu modus operandi. Há novamente portas que batem repentinamente, há novamente um grupo de adolescentes-tipo, há novamente uma cabana isolada com uma cave escondida. O triunfo do realizador Fede Álvarez reside na habilidade de empregar correctamente todos os apetrechos à disposição (como a luz, a montagem, o som e a música) para reintroduzir o horror nas sequências prenunciadas de uma forma palpitante, usando mesmo a capacidade de previsão do espectador como um elemento do seu processo de criação de medo e mal-estar. Acrescem momentos absolutamente imprevistos, pontuados pela sanguinolência, que provocam o arrepio, o desconforto e a sensação claustrofóbica de não querer ver mas não resistir a espreitar.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=TVWQmdKmct4">http://www.youtube.com/watch?v=TVWQmdKmct4</a></p>
<p>Mas como a maioria dos remakes que se tenciona a adaptar o original às novas técnicas e ilusões cinematográficas, Evil Dead – A Noite dos Mortos-Vivos prevarica na estilização e eventualmente deixa completamente de lado a premissa que envolve as suas personagens. É um abandono lamentável e evitável; a história do abuso de drogas e da vontade de reabilitação de Mia, bem como o histórico mental da sua família, poderia ter introduzir outro nível de horror: o horror psicológico. Se tivesse trabalhado esse aspecto, talvez Evil Dead – A Noite dos Mortos-Vivos não forçasse tanto que personagens a certo ponto tão fisicamente debilitadas aparecessem in extremis para resolver uma complicada situação.</p>
<p>O uruguaio Fede Álvarez, na sua primeira longa-metragem, mostra ter pulso para o cinema de horror, embora careça a noção de que a sugestão de horror assusta até mais do que a visualização de todo o horror. Evil Dead – A Noite dos Mortos-Vivos é opulento na característica visual e, na sua brutalidade em escala e na sua reclusão à penumbra e ao escarlate intenso, não está para o espectador mais facilmente impressionável, tal como também não está para o espectador desabituado ou que desaprecia o género cinematográfico. O restante espectador, e em particular o espectador admirador do género, ficará satisfeito com o resultado final e abundará nos arrepios e nas risadas nervosas. Com a possibilidade de uma sequela em aberto, é caso para dizer que Evil Dead – A Noite dos Mortos-Vivos é uma ressaca dos diabos. </p>
<p><strong>Título Original:</strong> Evil Dead<br />
<strong>Realização:</strong> Fede Alvarez<br />
<strong>Argumento:</strong> Fede Alvarez<br />
<strong>Elenco:</strong> Jane Levy, Shiloh Fernandez, Lou Taylor Pucci<br />
<strong>Género:</strong> Terror<br />
<strong>Trailer:</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=TVWQmdKmct4" target="_blank">Aqui</a><br />
<strong>Avaliação:</strong> 6/10</p>
<p><a href="http://terceirotake.blogspot.pt" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-6776" title="terceirotake" alt="" src="http://www.foradecena.com/images/terceirotake.jpg" width="536" height="48" /></a></p>
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		<item>
		<title>Crítica: Iron Man 3 (Homem de Ferro 3)</title>
		<link>http://www.foradecena.com/critica-iron-man-3-homem-de-ferro-3/</link>
		<comments>http://www.foradecena.com/critica-iron-man-3-homem-de-ferro-3/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Apr 2013 17:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Ramalho (afcramalho)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[critica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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		<category><![CDATA[Iron Man 3]]></category>

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		<description><![CDATA[<img class="alignnone" alt="" src="http://www.foradecena.com/images/ironman1.jpg" width="536" height="190" />

Depois dos eventos de Nova Iorque que reuniram pela primeira vez o grupo de super-heróis conhecidos como os Vingadores, Tony Stark (Robert Downey Jr.) enfrenta um conflito interno que condiciona o seu trabalho e a qualidade das suas relações. Quando a proliferação dos atentados do terrorista conhecido como Mandarim (Bem Kingsley) põe em risco a vida de alguém próximo de Stark, o Homem de Ferro é chamado à acção.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img class="alignnone" alt="" src="http://www.foradecena.com/images/ironman1.jpg" width="536" height="190" /></p>
<p><strong>Sinopse:</strong> Depois dos eventos de Nova Iorque que reuniram pela primeira vez o grupo de super-heróis conhecidos como os Vingadores, Tony Stark (Robert Downey Jr.) enfrenta um conflito interno que condiciona o seu trabalho e a qualidade das suas relações. Quando a proliferação dos atentados do terrorista conhecido como Mandarim (Bem Kingsley) põe em risco a vida de alguém próximo de Stark, o Homem de Ferro é chamado à acção.</p>
<p><strong>Crítica:</strong> Homem de Ferro 3 nunca se liberta totalmente dos constrangimentos de pertencer a um universo alargado coabitado por outros super-heróis, mas faz o suficiente para agradar fãs com o habitual humor compenetrado e com elaboradas sequências de acção.</p>
<p>Homem de Ferro 3 surge numa altura em que a implantação do universo Marvel já atingiu a sua máxima expressão e em que outra fase começa a desenvolver-se. Os constrangimentos de reintroduzir Tony Stark num quadro reduzido em que apenas o seu heroísmo faz sentido são notórios e multiplicam-se as referências aos acontecimentos finais de Os Vingadores na tentativa de estabelecer uma ponte lógica entre os eventos. A ligação toma forma em crises de ansiedade, numa aparência de stress pós-traumático, que invadem e perturbam Stark, retirando-lhe a habitual arrogância e carisma que constituíam epítetos do seu carácter nos dois primeiros filmes. Este Stark pós-Vingadores encontra-se mais distante, isolado, fechado no seu equipadíssimo laboratório em volta de novas criações e de novos fatos de combate, aguardando outra grande ameaça que coloque o mundo em perigo. A ameaça que assoma é, no entanto, antiga, anterior à própria criação do Homem de Ferro, e marcada por um cunho pessoal, por um tradicional ajuste de contas. É, quiçá, nesta individualização do desafio de Stark que a ausência de outras personagens do universo da Marvel faz sentido; mas a sua completa inexistência ou falta de menção ao longo do filme, bem como a aparente tranquilidade relativamente à relevação passada de poderosos inimigos alienígenas, constitui sempre um constrangimento. Será que o mundo regressaria efectivamente à normalidade depois de tão inopinada – e destrutiva – revelação?</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=2CzoSeClcw0">http://www.youtube.com/watch?v=2CzoSeClcw0</a></p>
<p>Homem de Ferro 3, no seu processo de reintrodução, regressa também à permanente ameaça terrorista que paira sobre os Estados Unidos. O Mandarim de Ben Kinglsey apresenta-se como uma fusão de conhecidos terroristas, disseminando uma mensagem violenta com palavras duras. A sua presença, marcada por uma voz atemorizadora, faz-se sentir na difusão televisiva das suas acusações e dos seus misteriosos atentados – o suficiente para que rapidamente se torne no inimigo nº 1 da América. Contudo, Mandarim não é quem parece. A surpreendente revelação tanto origina entusiasmo como defrauda um pouco. Resulta numa tarefa mais coerente para Stark à luz do seu passado, mas condiciona o potencial do argumento e a ameaça psicológica deixa de ter a desejada expressão.</p>
<p>O trabalho de Robert Downey Jr. é muito mais físico neste terceiro filme. Isolado e reduzido nas suas alternativas, após a néscia decisão que resulta na completa destruição da sua casa, Tony Stark humaniza-se, é mais terra-a-terra, compreendendo que é o homem quem faz o fato e não o fato quem faz o homem. O isolamento e os problemas de ansiedade proporcionam a Downey Jr. uma acrescida bagagem emocional. Infelizmente, a direcção de Shane Black perde bravura perante tais conflitos do foro interno, nunca procurando verdadeiramente a sua eficiente resolução; sempre que possível, troca-os por mais acção de encher o olho. O trabalho de Gwyneth Paltrow é também acrescido: a sua Pepper Potts é menos cândida e contemplativa que anteriormente, tomando uma parte significativa no desenrolar e no desfecho dos eventos. A introdução de Guy Pearce como Aldrich Killian é importante, ainda que um tanto convencional na dimensão dos seus predicados.</p>
<p>Durante pouco mais de duas horas, Homem de Ferro 3insiste em viver à conta das suas impressionantes cenas de acção, mesmo que o seu argumento pretenda vender questões da condição humana. O entretenimento encontra-se assegurado para o espectador que procura a maravilha técnica, mas não é garantido para aquele que, ao terceiro esforço, procura algo mais amadurecido. O futuro do Homem de Ferro fica em aberto, mas a ideia de fim de ciclo parece óbvia no final. É quase necessária.</p>
<p><strong>Título Original:</strong> Iron Man 3<br />
<strong>Realização:</strong> Shane Black<br />
<strong>Argumento:</strong> Drew Pearce<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Guy Pearce<br />
<strong>Género:</strong> Acção, Ficção Cientifica<br />
<strong>Trailer:</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2CzoSeClcw0" target="_blank">Aqui</a><br />
<strong>Avaliação:</strong> 6/10</p>
<p><a href="http://terceirotake.blogspot.pt" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-6776" title="terceirotake" alt="" src="http://www.foradecena.com/images/terceirotake.jpg" width="536" height="48" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Crítica: Oblivion (Esquecido)</title>
		<link>http://www.foradecena.com/critica-oblivion-esquecido/</link>
		<comments>http://www.foradecena.com/critica-oblivion-esquecido/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Apr 2013 10:13:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Ramalho (afcramalho)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[critica]]></category>
		<category><![CDATA[Esquecido]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Oblivion]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Cruise]]></category>

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		<description><![CDATA[<img class="alignnone size-full wp-image-9792" alt="Oblivion" src="http://www.foradecena.com/images/Oblivion.jpg" width="536" height="190" />

Jack (Tom Cruise) é o mecânico de drones do sector 49, um dos que ficou para trás num planeta Terra destruído por uma avassaladora guerra com uma força alienígena sessenta anos antes. A cerca de duas semanas de se juntar ao resto do seu povo no satélite Titã, Jack executa uma arriscada missão que coloca em risco todo o seu trabalho e até tudo aquilo em que acredita.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img class="alignnone size-full wp-image-9792" alt="Oblivion" src="http://www.foradecena.com/images/Oblivion.jpg" width="536" height="190" /></p>
<p><strong>Sinopse:</strong> Jack (Tom Cruise) é o mecânico de drones do sector 49, um dos que ficou para trás num planeta Terra destruído por uma avassaladora guerra com uma força alienígena sessenta anos antes. A cerca de duas semanas de se juntar ao resto do seu povo no satélite Titã, Jack executa uma arriscada missão que coloca em risco todo o seu trabalho e até tudo aquilo em que acredita.</p>
<p><strong>Crítica:</strong> Esquecido é um filme de ficção científica decente, com uma linha de narrativa que se revela lentamente, à medida dos seus panoramas pós-apocalípticos. É menos inteligente do que a atmosfera sóbria pretende passar, e ainda menos exigente.</p>
<p>A história de Esquecido, resultante de um trabalho prévio, não publicado, do realizador Joseph Kosinski, começa de forma rotineira, prototípica, estabelecendo as regras e as origens do desfigurado mundo que se abre em planos extensos ao espectador. A deformação do planeta Terra, em apenas sessenta anos, é de tal modo avassaladora que o mecânico de drones Jack divaga, entre sobressaltos de pouca monta, pelos vestígios de emblemáticas estruturas que outrora tornavam Nova Iorque num símbolo do mundo moderno. Kosinski revela-se incapaz de resistir à força visual do pós-apocalíptico, ultrapassando necessidades de enquadramento geográfico em claros traços Emmerichianos. Por mais interessante e visualmente impressionante que seja, o exercício turístico de reconhecer famosas estruturas nova-iorquinas esgota-se rapidamente.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=XmIIgE7eSak">http://www.youtube.com/watch?v=XmIIgE7eSak</a></p>
<p>A narrativa de Esquecido, que sofreu um tratamento final por Michael Arndt, abrange expedientes de ficção científica que já não são propriamente originais. Possivelmente por essa razão, Esquecido delonga-se deliberadamente durante a primeira metade, conservando os seus principais trunfos para a segunda. A primeira metade é essencialmente expositiva, humorada, saltando entre momentos que sugerem uma reflexão superficial à humanidade e à resistência da sua alma e momentos de acção maioritariamente suportados no que de espectacular a nave em forma de libelinha consegue produzir. O retardar intencional provoca a paciência do espectador, não ajudando que ao lado de Jack apareça uma Victoria essencialmente genérica e monocórdica.</p>
<p>A segunda metade destapa, enfim, o enigma. A imaginação por detrás de Esquecido, exibida finalmente nas suas forças e fraquezas, desilude um pouco, faltando-lhe uma pitada de inovação e de evolução temática. Felizmente, a abordagem de Kosinski à segunda metade melhora consideravelmente e os elementos cinematográficos alinham-se na medida certa: a banda sonora liberta-se da amarra electrónica a imitar Hans Zimmer e a fotografia do recentemente galardoado Claudio Miranda nivela-se na balança, entre o sépia do passado e o azul-acinzentado do presente. O último acto é estimulante, particularmente para os amantes de ficção científica, cujos se verão embrenhados em ramos de possibilidades.</p>
<p>As interpretações em Esquecido não são, ironicamente, memoráveis. Tom Cruise nunca demonstra a carga psicológica que Jack, em conflito interno e de identidade, deve estar a sentir. Andrea Riseborough cria uma Victoria aborrecida. Morgan Freeman tem um papel relativamente curto e insignificante – a sua presença deve ficar a dever-se à necessidade de incluir outro conceituado nome no elenco. Olga Kurylenko, dos quatro, apresenta-se melhor, mas as circunstâncias a envolver a sua personagem são também as mais cativantes.</p>
<p>Esquecido rodeia-se de momentos vulgares. A originalidade não abunda tanto quanto pretende. Nem mesmo a imagem incisiva de uma Lua fragmentada impressiona – não é novo e já enchia o olho em A Máquina do Tempo. Esquecido melhora consideravelmente conforme avança para o seu último acto. Nele, redime-se o suficiente para não tornar tudo completamente esquecível.</p>
<p><strong>Título Original:</strong> Oblivion<br />
<strong>Realização:</strong> Joseph Kosinski<br />
<strong>Argumento:</strong> Joseph Kosinski<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko<br />
<strong>Género:</strong> Acção, Ficção Cientifica<br />
<strong>Trailer:</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=XmIIgE7eSak" target="_blank">Aqui</a><br />
<strong>Avaliação:</strong> 7/10</p>
<p><a href="http://terceirotake.blogspot.pt" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-6776" title="terceirotake" alt="" src="http://www.foradecena.com/images/terceirotake.jpg" width="536" height="48" /></a></p>
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		<title>Crítica: Welcome to the Punch (Conspiração Explosiva)</title>
		<link>http://www.foradecena.com/critica-welcome-to-the-punch-conspiracao-explosiva/</link>
		<comments>http://www.foradecena.com/critica-welcome-to-the-punch-conspiracao-explosiva/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2013 09:57:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Ramalho (afcramalho)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Conspiração Explosiva]]></category>
		<category><![CDATA[Welcome to the Punch]]></category>

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		<description><![CDATA[<img class="alignnone size-full wp-image-9786" alt="welcometothepunch" src="http://www.foradecena.com/images/welcometothepunch.jpg" width="536" height="190" />

Max Lewinsky (James McAvoy) é um detective em Londres. Uma noite, Max tenta impedir um roubo e capturar um dos principais bandidos, Jacob Sternwood (Mark Strong). Jacob consegue escapar, deixando Max ferido para trás. Três anos depois, Max ainda sofre as consequências do tiro de Jacob no seu joelho. Quando Jacob sai das sombras para encontrar os culpados por detrás da morte do seu filho, Max terá uma nova oportunidade para capturá-lo e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img class="alignnone size-full wp-image-9786" alt="welcometothepunch" src="http://www.foradecena.com/images/welcometothepunch.jpg" width="536" height="190" /></p>
<p><strong>Sinopse:</strong> Max Lewinsky (James McAvoy) é um detective em Londres. Uma noite, Max tenta impedir um roubo e capturar um dos principais bandidos, Jacob Sternwood (Mark Strong). Jacob consegue escapar, deixando Max ferido para trás. Três anos depois, Max ainda sofre as consequências do tiro de Jacob no seu joelho. Quando Jacob sai das sombras para encontrar os culpados por detrás da morte do seu filho, Max terá uma nova oportunidade para capturá-lo e ajustar contas.</p>
<p><strong>Crítica:</strong> Conspiração Explosiva dá a sensação de começar in medias res. Justamente, o filme começa em plena acção, em pleno prólogo, criando logo de início mazelas físicas e emocionais, identificando um conflito pessoal no qual procura alicerçar todo o resto do seu projecto. Todavia, a sensação de começo a meio das coisas não se esgota no pequeno prólogo, evidenciando-se, na verdade, ao longo da história. Embora um estratagema com os seus proveitos, transforma-se em Conspiração Explosiva num grave problema de continuidade, afectando o seu elemento cativante – o mistério. Durante a primeira metade, o mistério e o ar carregado interrogam o espectador, deixando-o deliberadamente perdido no labirinto de eventos; mas quando o desgaste é prolongado além do permissível, as revelações chegam demasiado tarde e sem importância.</p>
<p>É lamentável que a opção do realizador Eran Creevy seja a de manter o espectador na ignorância até ao acto final. As temáticas que a sua história afinal trata são relevantes, actuais e interessantes. Creevy pretere-as, no entanto, à acção bruta, estilizada e maioritariamente sem sentido, arrastando-se em planos de câmara lenta que arrancam um improvável riso. O mau desenvolvimento das personagens e do seu carácter, bem como a péssima exposição das suas prioridades e das suas motivações, agravam o entendimento da narrativa.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=rr-O_v0mlx8">http://www.youtube.com/watch?v=rr-O_v0mlx8</a></p>
<p>O único ponto em Creevy se esmera é na maneira como captura a sobriedade de Londres, a implacidez das suas paisagens metropolitanas, o temperamento do seu tempo e das suas pessoas. No entanto, é apenas uma técnica meramente expositiva, que não coloca ou retira níveis de suspense. Tal trabalho fica a cargo da banda sonora; no entanto, parece tão perdida quanto espectador, excessivamente melodramática para a ocasião cinematográfica. O elenco é composto por bons nomes, de qualidades provadas, mas raramente ultrapassa a exigência dos requisitos mínimos. James McAvoy e Mark Strong mostram vontade em ir além da rigidez do argumento, o primeiro com expressões carregadas e mortificadas, o segundo com intensidade e amargura. Infelizmente, Creevy não permite espaço ao individual e íntimo.</p>
<p>Conspiração Explosiva é um filme que sucumbe à cobiça pela acção e à ineptidão em reconhecer as particularidades do indivíduo e da história. Se a infundamentada cisma para prolongar o mistério até ao fim tivesse sido resolvida de outra forma, outros caminhos, mais ponderativos e cativantes, ter-se-iam certamente apresentado. Como está, Conspiração Explosiva é um trabalho que começa in medias res e se fica in medias res.</p>
<p><strong>Título Original:</strong> Welcome to the Punch<br />
<strong>Realização:</strong> Eran Creevy<br />
<strong>Argumento:</strong> Eran Creevy<br />
<strong>Elenco:</strong> James McAvoy, Mark Strong, Andrea Riseborough<br />
<strong>Género:</strong> Acção, Crime<br />
<strong>Trailer:</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rr-O_v0mlx8" target="_blank">Aqui</a><br />
<strong>Avaliação:</strong> 6/10</p>
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		<title>Crítica: Promised Land (Terra Prometida)</title>
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		<comments>http://www.foradecena.com/critica-promised-land-terra-prometida/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 13:23:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Ramalho (afcramalho)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[critica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Promised Land]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Prometida]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.foradecena.com/images/Promised-Land.jpg" alt="Promised-Land" width="536" height="190" class="alignnone size-full wp-image-9779" />

Steve Butler e Sue Thomason (Matt Damon e Frances McDormand) são enviados em trabalho para McKinley, uma pequena cidade rural no interior dos EUA, para tentar negociar os direitos de perfuração dos terrenos. A cidade foi gravemente afectada pelo declínio económico dos últimos anos e, por esse motivo, ambos acreditam que todos aceitarão facilmente a oferta generosa da sua empresa. Porém, o que lhes parecia ser um simples trabalho e uma [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.foradecena.com/images/Promised-Land.jpg" alt="Promised-Land" width="536" height="190" class="alignnone size-full wp-image-9779" /></p>
<p><strong>Sinopse:</strong> Steve Butler e Sue Thomason (Matt Damon e Frances McDormand) são enviados em trabalho para McKinley, uma pequena cidade rural no interior dos EUA, para tentar negociar os direitos de perfuração dos terrenos. A cidade foi gravemente afectada pelo declínio económico dos últimos anos e, por esse motivo, ambos acreditam que todos aceitarão facilmente a oferta generosa da sua empresa. Porém, o que lhes parecia ser um simples trabalho e uma curta estadia, toma novos contornos quando Dustin Noble (John Krasinski), um aguerrido activista ambiental, chega à cidade e convence os seus habitantes a pensar pelas suas próprias cabeças. E até Steve, que até então acreditava que o negócio beneficiava todos, começa a duvidar das intenções da empresa onde toda a vida trabalhou&#8230;<br />
Com realização de Gus Van Sant (&#8220;O Bom Rebelde&#8221;, &#8220;Paranoid Park&#8221;, &#8220;Milk&#8221;, &#8220;Inquietos&#8221;) e argumento de John Krasinski e Matt Damon, o filme segue uma história original de Dave Eggers (argumentista de &#8220;O Sítio das Coisas Selvagens&#8221; ou &#8220;Um Lugar para Viver&#8221;).</p>
<p><strong>Crítica:</strong> Terra Prometida é um trabalho desinspirado de Van Sant, que se extenua num argumento auto-indulgente incapaz de terminar congruentemente o percurso prometido. Steve Butler (Matt Damon) é consultor de uma multinacional – Global Crosspower Solutions – especializada na extracção de gás natural. Steve é enviado para uma pequena localidade agrícola na Pensilvânia para convencer e aliciar os locais a permitir a extracção de gás nos seus terrenos. O trabalho de Steve parece bem encaminhado, porém encontra um obstáculo num professor, antigo cientista, que exige um voto popular. O problema de Steve aumenta quando um elemento de um grupo ambientalista aparece na localidade para condenar os processos extractivos da Global.</p>
<p>O argumento de Terra Prometida, assinado pelos actores Matt Damon e John Krasinski, trabalha a temática da exploração por parte das grandes multinacionais de uma forma inopinada, colocando a narrativa a favor do poder capitalista, reduzindo, e mesmo denegrindo, o papel do indivíduo comum no processo de decisão, transformando-o num mero obstáculo, facilmente removível, facilmente aliciado, envolto em inaptidão mental. Sendo a localidade em foco na história um meio pequeno, isolado, onde todos se conhecem, o argumento não resiste à estereotipagem, que aproveita, aliás, para alcançar precisamente o efeito atrás referido. Os restantes indivíduos – aqueles que têm algum poder para alterar o resultado da decisão sobre a instalação da empresa Global Crosspower Solutions – surgem mais inteligentes, sarcásticos, munidos do dom da palavra. A ideia do filme não é concretamente colocar o capitalismo num pedestal: a consciencialização para os problemas que advém do cego interesse económico ganha peso ao longo da narrativa, mas sempre de forma ineficaz, incapaz de alcançar a desejada acuidade que impele a audiência à reflexão. Falhando nesse aspecto, falha a premissa da sua existência.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AHQt1NAkhIo">http://www.youtube.com/watch?v=AHQt1NAkhIo</a></p>
<p>O percurso de consciencialização segue o percurso evolutivo de Steve Butler, consultor temível, confortável com o seu trabalho, que começa a ponderar as questões ambientais e de saúde pública que sempre rejeitou e refutou. O percurso de Steve e a sua abertura aos problemas provocados pela sua empresa torna-se, no entanto, subordinada à relação afectiva com uma popular, desprovendo o seu carácter e o seu caminho de verdadeiro sentido de mudança. Ao contrário de que certamente desejariam Damon e Krasinski, a mensagem de Terra Prometida autodestrói-se parcialmente, embora a interessante reviravolta no final, ficando a impressão da dominância inviolável, impossível de desafiar, do interesse económico, particularmente num cenário de crise que afecta especialmente as pequenas populações.</p>
<p>Gus Van Sant é um realizador inconstante, capaz de grandes filmes como o tocante Milk e de maus filmes como o desnecessário e pretensioso remake de Psico. Terra Prometida fica algures no meio, primando no andamento calmo e descontraído e comprometendo na exposição ao supérfluo e desinteressante. Aos actores não é dado muito a provar, pelo que não se desdobram em interpretações brilhantes e memoráveis. Assumem, na verdade, um à-vontade que chega a tornar-se num elemento dissuasor para a mensagem principal. Os seus papéis são unidimensionais e descaracterizados. A localidade agrícola, enquanto meio para o envolvimento narrativo, também não se encontra propriamente retratada, nunca ficando muito clara a união entre o seu povo e o poder que o parecer de um possui para afectar o dos restantes.</p>
<p>Terra Prometida não chega ao ponto prometido pela sua narrativa, deixando pelo percurso uma sobremaneira negativa opinião sobre o gás natural e o seu processo de extracção. Se há alguma intenção secundária, não é claro. Claro, sim, é o insucesso na transmissão e cumprimento da premissa global.</p>
<p><strong>Título Original:</strong> Promised Land<br />
<strong>Realização:</strong> Gus Van Sant<br />
<strong>Argumento:</strong> John Krasinski<br />
<strong>Elenco:</strong> Matt Damon, Frances McDormand, John Krasinski<br />
<strong>Género:</strong> Drama<br />
<strong>Trailer:</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AHQt1NAkhIo" target="_blank">Aqui</a><br />
<strong>Avaliação:</strong> 6/10</p>
<p><a href="http://terceirotake.blogspot.pt" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-6776" title="terceirotake" alt="" src="http://www.foradecena.com/images/terceirotake.jpg" width="536" height="48" /></a></p>
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		<title>Crítica: Carrie (A Estranha)</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Mar 2013 14:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr. Cinema</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Estranha]]></category>
		<category><![CDATA[Carrie]]></category>
		<category><![CDATA[critica]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.foradecena.com/images/carrie.jpg" alt="carrie" width="536" height="190" class="alignnone size-full wp-image-9772" />

Carrie White, uma jovem que não faz amigos por morar em quase total isolamento com Margareth, sua mãe e uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais ensandecida. Carrie foi menosprezada pelas colegas, pois ao tomar banho achava que estava morrendo, quando na verdade estava tendo sua primeira menstruação. Uma professora fica espantada pela sua falta de informação e Sue Snell, uma das alunas que zombaram dela [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.foradecena.com/images/carrie.jpg" alt="carrie" width="536" height="190" class="alignnone size-full wp-image-9772" /></p>
<p><strong>Sinopse:</strong> Carrie White, uma jovem que não faz amigos por morar em quase total isolamento com Margareth, sua mãe e uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais ensandecida. Carrie foi menosprezada pelas colegas, pois ao tomar banho achava que estava morrendo, quando na verdade estava tendo sua primeira menstruação. Uma professora fica espantada pela sua falta de informação e Sue Snell, uma das alunas que zombaram dela, fica arrependida e pede a Tommy Ross, seu namorado e um aluno muito popular, para que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson, uma aluna que foi proibida de ir festa, prepara uma terrível armadilha que deixa Carrie ridicularizada em público. Mas ninguém imagina os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos de sua capacidade vingança quando está repleta de ódio.</p>
<p><strong>Crítica:</strong> Sou daqueles que defende Brian DePalma como um dos melhores e únicos diretores de suspenses que temos e não acho exacerbada a insistência em dizê-lo “hitchcock”. Conquista-me nas suas obras a sua segurança em utilizar artifícios que muitas vezes pareceriam amadorismo. Mas o realizador usa-os com um talento insígno e os elementos aparecem semrpe com um efeito de dinamicidade exemplar.</p>
<p>Grande mérito no filme “Carrie”, obra-prima dentro do género, onde existe uma alternância nada sútil entre o bem e mal que o realizador executa sem erros. Se num momento é evidente a maldade natural do ser humano sobre aqueles com quem se pode sobrepor, noutro a genial Sissy Spacek dá tom do próprio coisa-ruim em sua sobrenaturalidade, da qual o longa sempre trata com imparcialidade, cético.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=yJe0iVo8y3A">http://www.youtube.com/watch?v=yJe0iVo8y3A</a></p>
<p>A respeito da crítica a alienação da religião, o roteiro se sai tão bem que mesmo quando parece correta a escolha da cegueira, está ali embutido o principal argumento do ceticismo: a fragilidade e o medo do ser humano de estar sozinho no universo.</p>
<p>O longa traz seqüencias além daquelas compostas pelos belos excessos de Brian DePalma. Como, em exemplo, o belíssimo e marcante palno-seqüencia da primeria dança, primeiro beijo, de Carrie. A fotografia se utiliza de luzes que colorem quadro a quadro entonando toda a mágica daquele momento que precede o caos.</p>
<p>Caos iminente é outra exemplariedade de “Carrie”. Quanto mais felizes ficamos pela ascensão de Carrie, maior é o teor de tensão que é visto no longa, o que deixa sempre a impressão de “beira de precipício”. O longa permance no limbo entre felicidade e melancolia e, com um piscar de olhos, Brian DePalma consegue transformar aquilo tudo em terror de primeira.</p>
<p><strong>Título Original:</strong> Carrie<br />
<strong>Realização:</strong> Brian De Palma<br />
<strong>Argumento:</strong> Stephen King<br />
<strong>Elenco:</strong> Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving<br />
<strong>Género:</strong> Terror<br />
<strong>Trailer:</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yJe0iVo8y3A" target="_blank">Aqui</a><br />
<strong>Avaliação:</strong> 8/10</p>
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		<title>Crítica: Robot &amp; Frank (Robô e Frank)</title>
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		<comments>http://www.foradecena.com/critica-robot-frank-robo-e-frank/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2013 14:04:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Ramalho (afcramalho)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes Online]]></category>
		<category><![CDATA[Robô e Frank]]></category>
		<category><![CDATA[Robot & Frank]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://www.foradecena.com/images/robotandfrank.jpg" alt="robotandfrank" width="536" height="190" class="alignnone size-full wp-image-9763" />

Frank Weld, um velho pai e ladrão de jóias retirado, está a perder a memória. A sua única amiga, Jennifer, a bibliotecária da cidade, faz-lhe companhia e aceita com mágoa mas compreensão as suas falhas de memória. Os seus filhos já crescidos, Hunter and Madison, estão a ter problemas para cuidar do pai, pelo que Hunter faz o que qualquer filho compreensivo fará no futuro imediato: instala um robô em casa para tratar do pai. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.foradecena.com/images/robotandfrank.jpg" alt="robotandfrank" width="536" height="190" class="alignnone size-full wp-image-9763" /></p>
<p><strong>Sinopse:</strong> Frank Weld, um velho pai e ladrão de jóias retirado, está a perder a memória. A sua única amiga, Jennifer, a bibliotecária da cidade, faz-lhe companhia e aceita com mágoa mas compreensão as suas falhas de memória. Os seus filhos já crescidos, Hunter and Madison, estão a ter problemas para cuidar do pai, pelo que Hunter faz o que qualquer filho compreensivo fará no futuro imediato: instala um robô em casa para tratar do pai. </p>
<p>Infelizmente, Frank não está contente com o seu novo ajudante, achando a sua presença estranha e enervante. Aos 70 anos, Frank não se sente confortável com as novas tecnologias, pelo que a presença do robô é, ao princípio, irritante e surreal. E, no entanto, o robô prova-lhe rapidamente que é mais do que uma máquina ou uma ferramenta. A sua programação é sofisticada, o seu comportamento é carinhoso. Para todos os efeitos, é um amigo racional e preocupado. Os seus conselhos e exigências para que Frank tenha refeições saudáveis e faça mais exercício têm como efeito a melhoria da saúde e do bem-estar de Frank. Mas à medida que saúde de Frank melhora, também aumentam as suas ambições.</p>
<p>O robô está programado para lhe encontrar uma actividade que lhe mantenha as baterias carregadas e dê significado à sua vida. E, é claro, a única actividade em que Frank realmente se envolveu com prazer foi roubar coisas! Rapidamente descobre que o robô irá aceitar essa actividade, desde que o rácio entre o risco e a recompensa se mantenha equilibrado.</p>
<p><strong>Crítica:</strong> Simples, divertido e inesperadamente comovedor, Robô e Frank utiliza inteligentemente elementos de diferentes géneros cinematográficos para construir uma relação improvável e, mais intimamente, detalhar a velhice, a família e o hábito.</p>
<p>Num futuro próximo, Frank Weld (Frank Langella) é um velho pai e um reformado ladrão de jóias que vive isolado da família. Progressivamente incapaz de manter a sua memória norteada, Frank é relutante em aceitar um robô-mordomo (Peter Sarsgaard) que o seu filho oferece para realizar as tarefas do dia-a-dia e mantê-lo mental e fisicamente activo. Robô é, precisamente, o instrumento que Frank precisa para recuperar alguma genica, a suficiente para planear um novo roubo. Mas Robô irá recuperar mais em Frank do que ele imagina.</p>
<p>Robô e Frank é um filme particularmente incomum, agregando elementos de vários géneros cinematográficos para construir uma história que se revela mais profunda do que aparenta inicialmente. Muito mais do que a história de uma inopinada relação entre um idoso, ainda apegado à simplicidade da tecnologia do passado, e um robô-mordomo, com uma programação encantadora e inteligente, é um olhar desintricado e agradavelmente simples sobre a velhice, a família e o hábito. Na velhice, confronta a senilidade e a diminuição de capacidades. Na família, a inevitabilidade dos rumos individuais e dos erros cometidos. No hábito, a perpetuidade do vício, já transformando em mania e em doença. Agregando os três numa personagem – Frank – nem sempre moralmente adequada, mas circunspectamente encantadora e relutantemente tocada por afabilidade, Robô e Frank cria um género próprio para escapar a comodidades e convencionalismos, embora, com franqueza, não chegue a libertar-se nem de um nem de outro. Não obstante, o pouco que consegue satisfaz. E satisfaz graças, sobretudo, a uma notável e até inesperada revelação final que muda consideravelmente o cariz da história e da sua pertinência moral.</p>
<p><img src="http://www.foradecena.com/images/robotandfrank2.jpg" alt="robotandfrank2" width="536" height="300" class="alignnone size-full wp-image-9767" /></p>
<p>O carácter de ficção científica nunca assume uma dimensão que aliene audiências mais desconfiadas. Na verdade, serve mais como um adereço, repleto de curiosidade, para o enredo principal, particularmente quando Robô ultrapassa a barreira do apetrecho tecnológico para se transformar numa voz da consciência sempre presente e correcta para um Frank progressivamente absorto. O carácter de comédia não abunda ou abusa, tomando até um lugar mais secundário do que se possa estar à espera, criando mais espaço para o desenvolvimento do drama despretensioso, mas cônscio e sorrateiramente activo. Robô e Frank, que mostra preocupação com as suas personagens principais, perde-se na marginalização das suas personagens secundárias, cujas se tornam num mero expediente para avanços e recuos de enredo, com pouca ou nenhuma carga moral e afectiva associada. Perde-se mais um pouco na narrativa do roubo de algumas jóias valiosas e numa acção policial minimamente improvável.</p>
<p>Frank Langella sustenta quase por completo os sucessos do filme com a sua presença emocionalmente inteligente, sem nunca precisar de abrir o seu semblante para transformar um momento vulgar num momento cómico, ou um momento reflectivo num momento de inesperada desorientação. Mérito é também atribuído a Peter Sarsgaard, que dá a voz a Robô com carga emotiva disfarçada na formalidade da acção aparentemente fria de algo tecnológico, sem vida. Pouco há a apontar ao restante elenco, bom ou mau, porquanto a sua acção é reduzida e limitada ao convencional.</p>
<p><img src="http://www.foradecena.com/images/robotandfrank3.jpg" alt="robotandfrank3" width="536" height="300" class="alignnone size-full wp-image-9769" /></p>
<p>A primeira realização de Jake Schreier prima pela simplicidade com que trata e mistura os vários géneros e protege os trunfos do argumento – similarmente o primeiro – de Christopher D. Ford. Mesmo que Schreier, que previamente realizara uma curta-metragem em 2005, revele alguma ingenuidade na maneira como se ocupa das histórias e das personagens secundárias, mostra natural aptidão. Robô e Frank é demonstração disso, tal como é demonstração de que é possível usar conjuntamente ingredientes de receitas diferentes com resultados mais do que satisfatórios.</p>
<p><strong>Título Original:</strong> Robot &#038; Frank<br />
<strong>Realização:</strong> Jake Schreier<br />
<strong>Argumento:</strong> Christopher D. Ford<br />
<strong>Elenco:</strong> Peter Sarsgaard, Frank Langella, Susan Sarandon<br />
<strong>Género:</strong> Drama, Comédia, Crime<br />
<strong>Trailer:</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9jZlSfsE730" target="_blank">Aqui</a><br />
<strong>Avaliação:</strong> 7/10</p>
<p><a href="http://terceirotake.blogspot.pt" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-6776" title="terceirotake" alt="" src="http://www.foradecena.com/images/terceirotake.jpg" width="536" height="48" /></a></p>
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