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	<title>fora de órbita</title>
	
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	<description>ordinary life is a pretty complex stuff</description>
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		<title>distribuição digital de jogos: não, obrigado</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 18:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[distribuição digital]]></category>
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		<description><![CDATA[A idéia da distribuição digital é muitíssimo interessante, não há como negar. Praticidade, comodidade e um bom preço, o que poderia dar errado? Pois é, daí o sucesso de lojinhas como a App Store: um clique, débito lançado no cartão e joguinho na mão. A situação complica um pouco mais quando falamos de jogos mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A idéia da distribuição digital é muitíssimo interessante, não há como negar. Praticidade, comodidade e um bom preço, o que poderia dar errado? Pois é, daí o sucesso de lojinhas como a App Store: um clique, débito lançado no cartão e joguinho na mão.</p>
<p style="text-align: justify;">A situação complica um pouco mais quando falamos de jogos mais complexos, i. e., mais caros e maiores. Banda larga no Brasil (em grande parte dele) não é larga de verdade e&#8230; repito, os jogos são mais caros. O problema não é o preço em si, mas a relação do preço com as limitações que tu te obrigas a aceitar quando recebe um jogo via download. Explico.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o advento da internet (nossa, que anos 90) e da intensificação do compartilhamento de arquivos, houve um desequilíbrio entre os tipos de uso de obras sob copyright e as suas formas de regulação. Com o aumento exponencial do compartilhamento de arquivos como substitutivo da compra de conteúdo, as empresas se viram obrigadas a puxar as rédeas dos usuários.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem basicamente quatro maneiras de se regulamentar o uso de determinada obra: lei, normas, mercado e arquitetura. Por arquitetura, entenda-se: meios &#8220;físicos&#8221; mediante os quais os fornecedores conseguem limitar o uso do (agora) proprietário de um software, ebook ou, sei lá, álbum. No caso da App Store, p. ex., existem limitações que te impedem de enviar um joguinho comprado na loja a um amigo. Salvo se, claro, o mesmo tiver encontrado maneiras de burlar tais limitações.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, com o aumento do compartilhamento e o posterior aumento das limitações em resposta àqueles, temos como consequência a limitação aos tipos de uso que antes eram considerados justos. Tu compras um livro, lê uma, duas, três vezes, empresta a um, dois ou três amigos e depois doa a um sebo, que revende aquele livro e ele passa pelo mesmo ciclo. Um ebook, se comprado na Amazon ou na iBookstore não pode ser emprestado ou mesmo revendido. E aqui vem os problemas relativos aos jogos: a combinação destas limitações com o preço.</p>
<p style="text-align: justify;">Por um jogo de 0,99 centavos de dólar comprado na App Store eu aceito toda e qualquer limitação. O problema é quando o jogo custa quase 200 reais.</p>
<p style="text-align: justify;">Te imagina proprietário de um XBox 360 com 20 excelentes jogos comprados no dia do lançamento e que te custaram ao todo uns 4.000 reais. Daí tu descobres que o controle está com o analog stick no local errado e resolve comprar um PS3, console de verdade. Vamos ver o que tu fazes: 1) Vende o console; 2) Vende os jogos; 3) ???????; 4) Profit.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora te imagina proprietário de um XBox 360 com 20 lançamentos que te custaram a metade do preço porque foram distribuídos pela Live. Vamo lá: 1) Vende o console. Parabéns, você acaba de ficar com 2.000 reais parados.</p>
<p style="text-align: justify;">Moral da história: distribuição digital de games só vale a pena quando o preço é muito interessante. Aceitar as limitações  pelo preço atualmente praticado, ou mesmo pela metade dele, é burrice. A não ser que o amigo esteja com um bom dinheiro sobrando.</p>
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		<title>o fator contexto</title>
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		<comments>http://foradeorbita.com/2010/07/01/o-fator-contexto/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 01:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ashton Kutcher, Kaká e outros começaram uma campanha contra a prostituição. Quanto à profissão &#8211; a mais antiga do mundo, dizem os especialistas -, nada contra. Quem quer que alugue o que é seu. Eu alugo meu cérebro, minha capacidade técnica. Você aluga sua força. O outro aluga sua voz. A mulher ou o homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ashton Kutcher, Kaká e outros começaram uma campanha contra a prostituição. Quanto à profissão &#8211; a mais antiga do mundo, dizem os especialistas -, nada contra. Quem quer que alugue o que é seu. Eu alugo meu cérebro, minha capacidade técnica. Você aluga sua força. O outro aluga sua voz. A mulher ou o homem alugam seus órgãos reprodutores e fim de papo. Compreensível a campanha, dadas as convicções morais dos rapazes. Ou o contexto. Os dois são bonitos, não vamos negar. Um tá comendo a Demi Moore e o outro pode ser casado, mas é jogador de futebol e isso é o suficiente para atraírem um MENU dos mais variados. Daí fica fácil estufar o peito e dizer que homens de verdade não pagam por mulheres. E dá pra entender também porque alguns &#8211; abusados da plêiade de mulheres à disposição &#8211; resolvem pagar por algo DIFERENCIADO (Ronaldo, estou falando com você).</p>
<p style="text-align: justify;">Me vem à cabeça o caso da <a href="http://www.celebritysmackblog.com/wp-content/uploads/2010/05/100529NL1_FOX_B_GR__01.jpg">Megan Fox</a>. É aceitável que tu aches a mulher mais sensacional do mundo quando ela aparece de surpresa, no meio do teu inenarrável filme sobre carros que viram robôs.</p>
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		<title>das imoralidades entre quatro linhas</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 12:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ainda é incompreensível que no esporte bretão (dois clichês até agora) o gol de mão seja considerado a mais grave ofensa ao desporto. Numa prática onde os 22 jogadores empenham-se 90 minutos em dissimular, cavar faltas, puxar a camisa dos adversários, agredir gratuitamente, andar um pouquinho na barreira e cobrar laterais e faltas de lugares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ainda é incompreensível que no esporte bretão (dois clichês até agora) o gol de mão seja considerado a mais grave ofensa ao desporto. Numa prática onde os 22 jogadores empenham-se 90 minutos em dissimular, cavar faltas, puxar a camisa dos adversários, agredir gratuitamente, andar um pouquinho na barreira e cobrar laterais e faltas de lugares indevidos &#8211; todas jogadas que podem resultar em tento &#8211; não soa razoável que a infração cometida com as mãos seja considerada mais feia do que encoxar a mãe no tanque. Quem, afinal de contas, foi o responsável por esta escala?</p>
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		<title>a saída hdmi mais cara do mercado</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 18:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mac mini]]></category>

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		<description><![CDATA[E aí que a Apple lançou o novo Mac Mini. No Brasil, o modelo mais barato sai por módicos R$ 2.699,00. O Mac Mini é só aquela pequena sanduicheira. Pra que sirva pra alguma coisa além de peso de papel, você precisa de um monitor, um mouse e um teclado. Que saem por R$ 3,299,00 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">E aí que a Apple lançou o novo Mac Mini.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o modelo mais barato sai por módicos R$ 2.699,00. O Mac Mini é só aquela pequena sanduicheira. Pra que sirva pra alguma coisa além de peso de papel, você precisa de um monitor, um mouse e um teclado. Que saem por R$ 3,299,00 (24&#8243;), R$ 229,00 e R$ 229,00 respectivamente. Um bando de nove, só pra dificultar a conta. No total, temos 6.456 realidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Um iMac custa R$ 3.999,00.</p>
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		<title>do ufanismo em tempos de copa</title>
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		<comments>http://foradeorbita.com/2010/06/15/do-ufanismo-em-tempos-de-copa-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 14:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em tempos de Copa, surge um certo nacionalismo exacerbado em determinados setores da sociedade. Nos âmbito dos mais espertos, tal não ocorre sem razão de ser: eles lucram com a copa. São emissoras como a Globo, que afirmam explicitamente que o seu esporte é torcer pelo Brasil, são estabelecimentos comerciais que ficam decorados com as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em tempos de Copa, surge um certo nacionalismo exacerbado em determinados setores da sociedade. Nos âmbito dos mais espertos, tal não ocorre sem razão de ser: eles lucram com a copa. São emissoras como a Globo, que afirmam explicitamente que o seu esporte é torcer pelo Brasil, são estabelecimentos comerciais que ficam decorados com as cafoníssimas bandeirolas e lojas que aproveitam o clima festivo para oferecem uma goleada de preços baixos. No âmbito dos imbecis, restam os que crêem que torcer por uma seleção de futebol é a mais pura expressão do patriotismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é preciso dizer que em ambos os casos isso é um saco. A cobertura jornalística, em sua maioria, vira uma grande palhaçada. Falo dela principalmente porque é a que tem o maior potencial de gerar idiotas: a prática do ufanismo gera a desinformação, que gera a reprodução das verdades produzidas pela imprensa &#8220;especializada&#8221;. E aí quem teve a sorte de nascer com dois neurônios a mais precisa pagar de chato e corrigir os incautos que crêem em qualquer coisa em nome da auto-vangloriação da pátria mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos &#8220;brasileiros naturalizados estrangeiros&#8221;. Essa nacionalidade híbrida, novidadeira, criada nas redações dos periódicos e nos programas de debate esportivo, talvez seja o exemplo mais simbólico dessa megalomania futebolística da &#8220;pátria de chuteiras&#8221;. É a mais pura representação da imbecilidade. Há uma necessidade tão grande de se autoafirmar, de cativar a empolgação do público, de vender o Brasil como maior potência futebolística do Globo, que os jornalistas nos enfiam goela abaixo um orgulho de ter um compatriota fazendo bonito por uma seleção rival.</p>
<p style="text-align: justify;">O exemplo mais recente foi o do &#8220;<a href="http://busca2.globo.com/Busca/g1/?query=brasileiro+naturalizado+alem%C3%A3o">brasileiro naturalizado alemão</a>&#8221; Cacau. Primeiro, intermináveis matérias com a família do &#8220;brasileiro naturalizado alemão&#8221; que vai defender a seleção germânica. Em seguida, as intermináveis entrevistas com o próprio &#8220;brasileiro naturalizado alemão&#8221;. Na narrativa da partida, a interminável repetição de que o &#8220;brasileiro naturalizado alemão&#8221; está no aquecimento, preparando-se para entrar. Por fim, o mais sonoro grito de gol da partida: o do genial &#8220;brasileiro naturalizado alemão&#8221;. Diabos! Vão ser babacas assim lá na puta que os pariu!</p>
<p style="text-align: justify;">Amigos jornalistas que repetem incessantemente, deixe-me vos lembrar de uma coisa: Cacau não é brasileiro. É alemão. Ao adquirir a cidadania alemã, lembrem-se de que ele abdicou da nacionalidade brasileira. Como determina, vejam só que absurdo!, a Constituição Federal. <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4024372,00.html">E ele não se orgulha tanto assim do Brasil como vocês se orgulham dele por aqui ter nascido</a>. E não se naturalizou alemão só para defender a DFB, como vocês também tem nos induzido a pensar.</p>
<p style="text-align: justify;">Várias outras vezes ainda vamos escutar nessa Copa do Mundo que o &#8220;brasileiro naturalizado estrangeiro&#8221; Fulano marcou um gol. Ou fez uma partidaça, sendo um orgulho para o Brasil. Na partida que acontece agora, entre Portugal e Costa do Marfim, já estou preparado pra escutar isso sobre pelo menos três jogadores. Só tomo cuidado na hora de passar tal informação adiante, quando dialogando com alguém que tenha algum senso crítico. Senão acabo fazendo papel de idiota. Você também.</p>
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		<title>religião: ateísmo</title>
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		<comments>http://foradeorbita.com/2010/05/27/religiao-ateismo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 May 2010 15:34:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[catolicismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Como todo e qualquer grupo social, o dos ateus é constituído essencialmente por dois tipos de pessoas: os gente fina e os babacas. Segundo as minhas contas, os babacas estão em maioria neste peculiar grupo. Nada contra a sua (falta de) crença. O problema está na maneira com a qual você se relaciona com ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como todo e qualquer grupo social, o dos ateus é constituído essencialmente por dois tipos de pessoas: os gente fina e os babacas. Segundo as minhas contas, os babacas estão em maioria neste peculiar grupo. Nada contra a sua (falta de) crença. O problema está na maneira com a qual você se relaciona com ela e com os demais que não comungam deste pensamento. Conseguem pensar em outra pessoa que age assim também? Pois é.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem uns ateus que são tão convictos que chegam a ser engraçados. Seja quando estão bradando, sempre em alto e bom tom e com a arrogância característica, a inexistência de um ser incognoscível, seja quando utilizam cada oportunidade da sua insignificante existência para reiterar a sua aversão a quaisquer eventos que tenham matizes religiosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam, são duas ocasiões bem distintas.  Na primeira, o amigo ateu faz questão de ressaltar que não acredita em Deus em toda e qualquer oportunidade. Uma maneira de se destacar, de se sentir superior, mesmo. É aquele imberbe ateu em começo de carreira, que quando a mãe manda um &#8220;vai com deus!&#8221; antes do moleque ir para a escola, ele vira e grita que não vai com deus porra nenhuma, já que ele não existe.</p>
<p style="text-align: justify;">Bueno, no segundo caso o ateu começa a boicotar todo e qualquer evento que tenha a menor conotação religiosa. Primeiro é no Natal, onde o ateu afirma categoricamente que não há que se celebrar nascimento de Cristo, não subsistindo, pois, razão para todo aquele banquete em família. Depois vem a páscoa, data em que o querido ateu se abstém de saborear deliciosos ovos de chocolate sob o argumento de que &#8220;a ciência não explica a ressurreição de ninguém!&#8221;. E por aí vai.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, meus queridos ateus praticantes. Vocês são tão insuportáveis quanto os religiosos. Sim, vocês são umas malas! Vejam, eu estou com vocês nessa: também acho antipática aquela tia que tenta me converter, aqueles pastores &#8220;pregando a palavra&#8221; na televisão, os templos religiosos empalando os meus tímpanos com aquela gritaria. Mas me sinto obrigado a questionar: se vocês não são religiosos, seus putos, porque em nome de Deus vocês não ficam quietos? Já não há gritaria sobre religião o suficiente no mundo? Pra que diabos gritar pela não-religião agora? Parem de tentar converter os outros ao ateísmo, de tentar demonstrar superioridade ao argumentar contra qualquer contradição bíblica, de invocar a ciência como mãe de todas as verdades, de seguir grandes líderes céticos, de pregarem a &#8220;não-palavra&#8221;. Até a intolerância às demais religiões vocês adotaram!</p>
<p style="text-align: justify;">Será que não seria possível administrar esse ateísmo com um pouquinho menos de religiosidade? Puta que pariu vocês.</p>
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		<title>os sabores e seus momentos</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 21:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[posts pagos (por mim)]]></category>

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		<description><![CDATA[Receitas da Itália Para a Sua Casa por Alessandro Segato. É o nome do fantástico mimo que o porteiro acaba de me entregar. Trata-se de um livrão de receitas que me foi enviado pelo Clube L&#8217;Único, da Fiat. Se liga na parada: Para receber este e outros mimos, basta preencher os seguintes requisitos: 1) Constar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Receitas da Itália Para a Sua Casa</em> por Alessandro Segato. É o nome do fantástico mimo que o porteiro acaba de me entregar. Trata-se de um livrão de receitas que me foi enviado pelo Clube L&#8217;Único, da Fiat. Se liga na parada:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/foto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1065" title="foto" src="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/foto.jpg" alt="" width="472" height="354" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para receber este e outros mimos, basta preencher os seguintes requisitos:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Constar na lista negra de alguma agência de publicidade especializada em SOCIAL MEDIA</p>
<p style="text-align: justify;">2) Média de 100 visitas diárias</p>
<p style="text-align: justify;">3) Pagerank menor ou igual a 3</p>
<p style="text-align: justify;">4) Média de tempo de permanência no site igual ou menor a 5 minutos</p>
<p style="text-align: justify;">5) Adquirir um Fiat 500 ou Fiat Linea na concessionária mais próxima</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/foto-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1067" title="foto (1)" src="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/foto-1.jpg" alt="" width="472" height="354" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Vou lá preparar minha insalatina tiepida di gamberoni. Como diria Aldo Reine, arrivederci!</p>
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		<title>dos que se identificam com house m.d.</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 00:16:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[séries]]></category>
		<category><![CDATA[house m.d.]]></category>

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		<description><![CDATA[Tu já deves ter assistido algum episódio de House M.D.. Trata-se de um seriado que tem como protagonista Gregory House (Hugh Laurie), nefrologista e infectologista que comanda o Departamento de Medicina Diagnóstica do hospital universitário (fictício) de Princeton-Plainsboro. MAUS OUVIDOS ME FALARAM que o personagem foi levemente inspirado em Sherlock Holmes. House conta com uma equipe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Tu já deves ter assistido algum episódio de House M.D.. Trata-se de um seriado que tem como protagonista Gregory House (Hugh Laurie), nefrologista e infectologista que comanda o Departamento de Medicina Diagnóstica do hospital universitário (fictício) de Princeton-Plainsboro.</p>
<p style="text-align: justify;">MAUS OUVIDOS ME FALARAM que o personagem foi levemente inspirado em Sherlock Holmes. House conta com uma equipe de três Watsons. Um negro, um judeu e uma mulher. Greg só recebe pacientes cujo diagnóstico parece impossível de determinar, daí o qualificado estafe. Os esforços dos seus asseclas, contudo, nunca valem a pena. House descobre tudo sozinho, num simples estalo, quase sempre até os 36 minutos de cada episódios. Geralmente isto ocorre no momento em que bebe água e percebe que os copos descartáveis não são mais tão bons quanto antigamente. Ou que, sei lá, o outono desse ano está levemente mais frio que o do ano passado.</p>
<p class="pull-1"><img class="size-large wp-image-973 alignnone" title="house-md" src="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/04/house-md-1024x640.jpg" alt="" width="623" height="389" /></p>
<p style="text-align: justify;">House teve um probleminha na perna há um tempo e optou por não tê-la amputada, o que o faz sofrer com dores. E isso também fez com que ele começasse a se portar como um completo imbecil pelo simples fato de&#8230; estar com dor. É, eu sei, é uma merda estar com dor.</p>
<p style="text-align: justify;">Estar com dor deu o direito do Doutor Fantástico se aproveitar das situações em que um pobre leigo se encontra numa situação de extrema vulnerabilidade para utilizar seus conhecimentos em medicina e&#8230; humilhá-lo. Sério que você pensou que ele iria curá-los? Ele até o faz, é verdade, mas não sem antes se aproveitar da situação sofrível do paciente para humilhá-lo, humilhar a família e os demais médicos da sua equipe.</p>
<p style="text-align: justify;">House não é um personagem possível. Na verdade até é. Médicos arrogantes são mais comuns do que a gente pode imaginar, é bem verdade, e o nosso desejo de esfolar cada um deles é absurdamente proporcional. Afinal de contas, não vemos tanta graça em sermos humilhados por alguém que está sendo pago pra fazer o seu trabalho. Aproveitar-se de uma posição de vantagem  para humilhar alguém já é vergonhoso o suficiente. Em se tratando da relação medico-paciente, dada a vulnerabilidade do último, pior ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">O seriado é bem medíocre. De medíocre pra baixo, na verdade. E ainda tem gente &#8211; pasmem! &#8211; que adora se identificar com o protagonista. Quer gostar de House M.D.? À vontade. E isso, de fato, nem precisa ser justificado. Mas se for fazê-lo, gafanhoto, não diga que é porque você se identifica com o doutor.</p>
<p style="text-align: justify;">É que assim, se você não for um médico genial, a única coisa que sobrará é o seu atestado de imbecilidade.</p>
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		<title>dos novos oprimidos</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 14:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[ateus]]></category>
		<category><![CDATA[pqp vcs]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Já comentei inúmeras vezes da chatice que são os ateus praticantes. Estes ateus fanáticos, que praticam religiosamente a não-religião, conseguem ser tão ou mais engraçados que os próprios crentes. Essa eterna insistência em bradar aos quatro cantos que não existe um deus é bem similar aos gritos dos que crêem e que tentam te convencer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Já comentei inúmeras vezes da chatice que são os ateus praticantes. Estes ateus fanáticos, que praticam religiosamente a não-religião, conseguem ser tão ou mais engraçados que os próprios crentes. Essa eterna insistência em bradar aos quatro cantos que não existe um deus é bem similar aos gritos dos que crêem e que tentam te convencer a encontrar o caminho da fé.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe quando tu diz que não acredita que exista uma força superior e aquele seu amigo crente diz que tu ainda precisas crescer espiritualmente? É a mesma coisa que os ateus fazem. Pelo menos em regra: costumam se sentir superiores por não acreditarem em amigos imaginários e mais superiores ainda ao encontrarem uma contradição na bíblia, livro que lêem mais rigorosamente do que qualquer crente.</p>
<p style="text-align: justify;">Como se não bastasse a peculiar arrogância e os brados de superioridade, os ateus agora querem ser considerados os novos oprimidos. Se acham discriminados, como gays e negros, protestam pelo seu direito de não crer (como se este fosse violentamente reprimido diariamente) e acreditam &#8211; pasmem! &#8211; que a grande mídia (argh!) tem &#8220;medo&#8221; de pronunciar A PALAVRA. Com o devido perdão por mencionar o rapaz&#8230; Pelo amor de Deus, amigos!</p>
<p>Olha isso:</p>
<p><a href="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/ateus1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1055" title="ateus1" src="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/ateus1.jpg" alt="" width="500" height="226" /></a>E o complemento:</p>
<p><a href="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/ateus2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1056" title="ateus2" src="http://foradeorbita.com/wp-content/uploads/2010/05/ateus2.jpg" alt="" width="500" height="224" /></a>É mole?</p>
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		<title>dos eufemismos desnecessários</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 21:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[eufemismos]]></category>
		<category><![CDATA[profissões]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece que é uma onda súbita de vergonha que atinge a classe trabalhadora desse país. Ninguém quer ter a profissão que realmente tem. Pera, reformulando. Porque não querer ter a profissão que tem é comum até demais, desde que você não seja o Eike Batista. O que as pessoas não querem é que a profissão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Parece que é uma onda súbita de vergonha que atinge a classe trabalhadora desse país. Ninguém quer ter a profissão que realmente tem. Pera, reformulando. Porque não querer ter a profissão que tem é comum até demais, desde que você não seja o Eike Batista. O que as pessoas não querem é que a profissão que elas têm sejam chamadas pelos&#8230; seus respectivos nomes.</p>
<p style="text-align: justify;">Se tu vais numa agência de turismo, o rapaz te entrega um cartão profissional com a devida identificação: <em>consultor de vendas</em>. Claro. É que ele vai te prestar uma consulta que será fundamental para a compra daquele pacote para Punta Cana. Na imobiliária, todos são <em>consultores imobiliários</em>. Sabe quando você compra aquele apartamento fantástico? Não foi na mão de um corretor.  Tu seguiste o conselho do maravilhoso consultor. A comissão dele, é claro, não passa de uma contrapartida às geniais consultas respondidas com pareceres bem fundamentados em termos como &#8220;frente para o poente&#8221;, &#8220;excelente ventilação&#8221; e &#8220;vista permanente para o mar&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">No salão já não há mais cabeleireiros. Temos <em>hair stylists </em>e designer de sobrancelhas. Afora o uso desnecessário do inglês no primeiro caso, tem coisa mais ridícula que tentar reafirmar a importância da profissão mudando o nome pelo qual é conhecida? Caso similar é o dos analistas de <em>social media,</em> que se já não fosse um cargo sofrível em si mesmo, ainda tinha que ganhar essa nova denominação cafoníssima. Blogs não tem mais &#8220;donos&#8221;, tem editores. Quem escreve não é mais blogueiro, é colunista. E aquele post patrocinado é publieditorial, que das denominações alternativas parece ser a mais babaca de todas. E por aí vai&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Minha postura diante disso não poderia ser outra: continuo chamando pelo nome que a pessoa não gostaria de ser chamada. Dia desses, nas Lojas Americanas, encostei na  área de eletrônicos, fucei uns três televisores por conta própria e fiz a minha escolha. Olhei ao redor, não havia ninguém para amparar este <em>lawyer </em>carente de televisão. Acenei para o rapaz engravatado, que certamente ocupava um cargo mais alto que os demais, e ele prontamente me atendeu.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Não tem nenhum vendedor aqui?</em> &#8211; perguntei já UTQ irritado, até.</p>
<p style="text-align: justify;">- Nós não temos vendedores, senhor&#8230; &#8211; responde o engravatado com uma certa grosseria.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então isso quer dizer que não vou poder compr&#8230; &#8211; ele interrompe.</p>
<p style="text-align: justify;">- &#8230;nós temos atendentes.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então vai lá, chama um vendedor pra mim porque tô com pressa. &#8211; respondi.</p>
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