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  <title>oli maia</title>
  
  <subtitle>escritor e ilustrador desterrado.</subtitle>
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  <updated>2026-04-27T13:42:02.526Z</updated>
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    <name>oli maia</name>
    
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    <title>sobre desenhar personagens</title>
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    <published>2026-04-27T11:56:53.000Z</published>
    <updated>2026-04-27T13:42:02.526Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>(e mais fofoca da <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">campanha de financiamento do meu livro novo</a>.)</p><p>não é a primeira vez que eu invento de desenhar meus personagens. ninguém acredita muito mas minha imaginação é meio curta: péssimo pra visualizar as coisas na cabeça e preciso sempre de ajuda visual, mesmo quando estou descrevendo algo na escrita. aí que desenhar personagem também não é um troço muito fácil, principalmente porque eu não sei bem como eles são, pra além do que está no texto.</p><p>há exceções, claro. porque algum personagem nasceu de uma pessoa real, ou uma pessoa real apareceu de repente e eu tive certeza de que era bem daquele jeito que eu imaginava o tal do personagem. mas na maioria das vezes os personagens são só texto, massa amorfa na cabeça de um autor com algo de afantasia.</p><p>então eu invento de desenhar personagens.</p><p class="caption"><img src="/img/2026/tg2.png" alt="ilustração simples com traçado negro de dois adolescentes correndo lado a lado, alegres, vestindo camisa listrada de branco e azul-celeste, que é também a única coisa colorida na imagem inteira.">um Téo adolescente… e quem? (quem já leu Trégua saberá)</p><p>obviamente nunca fico satisfeito com o resultado.</p><p>tem uma edição do <a href="https://olimaia.net/zine/">zine RABISCOLOGIA</a> sobre esse processo de desenhar e desistir e tentar outra vez. dá pra fazer o <a href="https://dl.olimaia.net/io3qn2p2tu_om_rabiscologia/zine_rabiscologia_006.pdf">download do pdf</a>.</p><p><img src="/img/2026/close-ink-final-teo.png" alt="ilustração em preto e branco da cabeça de um homem de perfil, quase de costas, deixando ver um pedaço de machucado em volta do olho e da boca."></p><p>depois pras recompensas da campanha de financiamento do livro <a href="https://olimaia.net/livros/norte">NORTE</a> fiz um monte de ilustrações – a maioria sem mostrar a cara de ninguém, porque me parece presunçoso esse negócio de dizer pro leitor como é que tem que imaginar personagem. ou porque eu nunca fico satisfeito com o resultado, e na minha cabeça essas pessoas têm feições indefinidas, imprecisas, fugidias.</p><p>pra <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">campanha de ESTILHAÇO</a> estou preparando mais ilustrações</p><p>e <strong>cards de personagem</strong>.</p><p>pensei em fazer os cards sem mostrar rosto de ninguém, mas queria saber a opinião de vocês. a ideia é criar imagens que representem o personagem de alguma forma, pelos gestos. a ideia é que talvez isso seja mais significativo do que um rosto mais ou menos genérico, ou um rosto que amarre o leitor numa ideia distorcida de como aquela pessoa tem que ser.</p><p>mas também: capaz as pessoas gostem de saber como o autor imagina o próprio personagem.</p><p>capaz a maioria das pessoas não seja como eu que mesmo com ilustração e “fotografia” sou incapaz de fixar na memória as feições de uma pessoa imaginária.</p><p>capaz as pessoas que escolhem a recompensa com os cards queiram isso mesmo: botar um rosto por cima da descrição textual?</p><p>enquanto isso, vai olhar a <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">campanha de ESTILHAÇO</a> e escolher sua faixa de recompensa, pra levar o livro e quem sabe uns cards</p><p>ou todos os cards.</p><p><a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia"><img src="/img/estilhaco/campanha_lan%C3%A7amento2.png" alt="campanha de financiamento coletivo e pré-venda: estilhaço" width="500px"></a></p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>(e mais fofoca da <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">campanha de financiamento do meu livro novo</a>.)</p><p>não é a primeira vez que eu invento de desenhar meus personagens. ninguém acredita muito mas minha imaginação é meio curta: péssimo pra visualizar as coisas na cabeça e preciso sempre de ajuda visual, mesmo quando estou descrevendo algo na escrita. aí que desenhar personagem também não é um troço muito fácil, principalmente porque eu não sei bem como eles são, pra além do que está no texto.</p><p>há exceções, claro. porque algum personagem nasceu de uma pessoa real, ou uma pessoa real apareceu de repente e eu tive certeza de que era bem daquele jeito que eu imaginava o tal do personagem. mas na maioria das vezes os personagens são só texto, massa amorfa na cabeça de um autor com algo de afantasia.</p><p>então eu invento de desenhar personagens.</p><p class="caption"><img src="/img/2026/tg2.png" alt="ilustração simples com traçado negro de dois adolescentes correndo lado a lado, alegres, vestindo camisa listrada de branco e azul-celeste, que é também a única coisa colorida na imagem inteira.">um Téo adolescente… e quem? (quem já leu Trégua saberá)</p><p>obviamente nunca fico satisfeito com o resultado.</p><p>tem uma edição do <a href="https://olimaia.net/zine/">zine RABISCOLOGIA</a> sobre esse processo de desenhar e desistir e tentar outra vez. dá pra fazer o <a href="https://dl.olimaia.net/io3qn2p2tu_om_rabiscologia/zine_rabiscologia_006.pdf">download do pdf</a>.</p><p><img src="/img/2026/close-ink-final-teo.png" alt="ilustração em preto e branco da cabeça de um homem de perfil, quase de costas, deixando ver um pedaço de machucado em volta do olho e da boca."></p><p>depois pras recompensas da campanha de financiamento do livro <a href="https://olimaia.net/livros/norte">NORTE</a> fiz um monte de ilustrações – a maioria sem mostrar a cara de ninguém, porque me parece presunçoso esse negócio de dizer pro leitor como é que tem que imaginar personagem. ou porque eu nunca fico satisfeito com o resultado, e na minha cabeça essas pessoas têm feições indefinidas, imprecisas, fugidias.</p><p>pra <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">campanha de ESTILHAÇO</a> estou preparando mais ilustrações</p><p>e <strong>cards de personagem</strong>.</p><p>pensei em fazer os cards sem mostrar rosto de ninguém, mas queria saber a opinião de vocês. a ideia é criar imagens que representem o personagem de alguma forma, pelos gestos. a ideia é que talvez isso seja mais significativo do que um rosto mais ou menos genérico, ou um rosto que amarre o leitor numa ideia distorcida de como aquela pessoa tem que ser.</p><p>mas também: capaz as pessoas gostem de saber como o autor imagina o próprio personagem.</p><p>capaz a maioria das pessoas não seja como eu que mesmo com ilustração e “fotografia” sou incapaz de fixar na memória as feições de uma pessoa imaginária.</p><p>capaz as pessoas que escolhem a recompensa com os cards queiram isso mesmo: botar um rosto por cima da descrição textual?</p><p>enquanto isso, vai olhar a <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">campanha de ESTILHAÇO</a> e escolher sua faixa de recompensa, pra levar o livro e quem sabe uns cards</p><p>ou todos os cards.</p><p><a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia"><img src="/img/estilhaco/campanha_lan%C3%A7amento2.png" alt="campanha de financiamento coletivo e pré-venda: estilhaço" width="500px"></a></p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>encontro de universos</title>
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    <published>2026-04-20T14:14:27.000Z</published>
    <updated>2026-04-20T14:32:50.962Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>Pedro Rodriguez e Iuri Kieser são personagens do livro <a href="https://olimaia.net/livros/segunda-mao">SEGUNDA MÃO</a>, publicado em 2010 com apoio da Secretaria da Cultura de São Paulo. Pedro é o narrador — em Segunda mão, ele e Iuri são detetives do DHPP com a missão de investigar o suposto suicídio de um primo do delegado.</p><p>Eles também aparecem no conto <a href="https://olimaia.net/livros/casa-no-morro/">A CASA NO MORRO</a>, que publiquei em edição impressa limitadíssima e está agora disponível em formato digital pela Editora Draco.</p><p>Minha ideia inicial era usar a dupla em uma série de romances policiais. Cheguei a escrever outras ideias, mas nada foi adiante. <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">ESTILHAÇO</a>, escrito mais de dez anos depois, traz elementos de algumas dessas ideias, e me pareceu acertado incluir os primeiros responsáveis por elas: Pedro e Iuri, de volta, com o peso de algumas mudanças acontecidas nos anos anteriores.</p><p><strong>ESTILHAÇO</strong> se passa em 2012 — dois anos depois da encrenca com a família do chefe. Iuri passou em concurso pra delegado. Pedro… continua mais ou menos o mesmo, como já era de se esperar. A amizade entre eles, que não era das mais estáveis, segue ladeira abaixo.</p><p><img src="/img/capas_livros/capa_estilhaco.jpg" alt="capa do livro estilhaço" class="center" width="400px"></p><p>Téo e Elisa vão se meter nesse enrosco quase sem querer quando dois casos desconexos terminam em homicídio. Pra quem sentiu falta do narrador rabugento de Segunda mão, eis uma chance de passar mais um tempo com ele, agora como coadjuvante numa história que, convenhamos, teria causado menos estrago se deixada desde o começo nas mãos dele.</p><hr><p>a <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">campanha de financiamento coletivo de ESTILHAÇO está rolando</a> e tem várias opções de recompensas, pra quem prefere livro impresso e pra quem prefere livro digital, pra mergulhar no universo do livro ou só pra ler o livro e depois, enfim, doar pra uma biblioteca.</p><p>também tem METAS ADICIONAIS, e uma delas vai ser o sorteio de VINTE exemplares de SEGUNDA MÃO entre todos os apoiadores.</p><p><a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia"><img src="/img/estilhaco/campanha_lan%C3%A7amento2.png" alt="campanha de lançamento no ar - imagem de mockup do livro com chamada" class="center" width="600px"></a></p><p>conto com seu apoio e com sua ajuda pra fazer barulho 🤗✨</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>Pedro Rodriguez e Iuri Kieser são personagens do livro <a href="https://olimaia.net/livros/segunda-mao">SEGUNDA MÃO</a>, publicado em 2010 com apoio da Secretaria da Cultura de São Paulo. Pedro é o narrador — em Segunda mão, ele e Iuri são detetives do DHPP com a missão de investigar o suposto suicídio de um primo do delegado.</p><p>Eles também aparecem no conto <a href="https://olimaia.net/livros/casa-no-morro/">A CASA NO MORRO</a>, que publiquei em edição impressa limitadíssima e está agora disponível em formato digital pela Editora Draco.</p><p>Minha ideia inicial era usar a dupla em uma série de romances policiais. Cheguei a escrever outras ideias, mas nada foi adiante. <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">ESTILHAÇO</a>, escrito mais de dez anos depois, traz elementos de algumas dessas ideias, e me pareceu acertado incluir os primeiros responsáveis por elas: Pedro e Iuri, de volta, com o peso de algumas mudanças acontecidas nos anos anteriores.</p><p><strong>ESTILHAÇO</strong> se passa em 2012 — dois anos depois da encrenca com a família do chefe. Iuri passou em concurso pra delegado. Pedro… continua mais ou menos o mesmo, como já era de se esperar. A amizade entre eles, que não era das mais estáveis, segue ladeira abaixo.</p><p><img src="/img/capas_livros/capa_estilhaco.jpg" alt="capa do livro estilhaço" class="center" width="400px"></p><p>Téo e Elisa vão se meter nesse enrosco quase sem querer quando dois casos desconexos terminam em homicídio. Pra quem sentiu falta do narrador rabugento de Segunda mão, eis uma chance de passar mais um tempo com ele, agora como coadjuvante numa história que, convenhamos, teria causado menos estrago se deixada desde o começo nas mãos dele.</p><hr><p>a <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">campanha de financiamento coletivo de ESTILHAÇO está rolando</a> e tem várias opções de recompensas, pra quem prefere livro impresso e pra quem prefere livro digital, pra mergulhar no universo do livro ou só pra ler o livro e depois, enfim, doar pra uma biblioteca.</p><p>também tem METAS ADICIONAIS, e uma delas vai ser o sorteio de VINTE exemplares de SEGUNDA MÃO entre todos os apoiadores.</p><p><a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia"><img src="/img/estilhaco/campanha_lan%C3%A7amento2.png" alt="campanha de lançamento no ar - imagem de mockup do livro com chamada" class="center" width="600px"></a></p><p>conto com seu apoio e com sua ajuda pra fazer barulho 🤗✨</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>fofoca de personagem</title>
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    <published>2026-04-18T13:59:50.000Z</published>
    <updated>2026-04-20T11:05:31.118Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>Téo e Elisa não nasceram como personagens de série, mas não quiseram ir embora depois do primeiro livro pronto. Gente demais queria saber “e depois?”, mas principalmente eles dois: queriam saber e arriscaram me contar, se é que dá pra dizer assim de dois personagens que quase nunca fazem o que eu quero.</p><p><img src="/img/screenshot-20260416-110938-1362x1091.png" alt=""></p><p>Porque <a href="https://olimaia.net/livros/tregua">TRÉGUA</a> era isso: uma trégua, um respiro, um lampejo de possibilidade insustentável. Por isso <a href="https://olimaia.net/livros/norte">NORTE</a>: um caminho — um talvez. As histórias são independentes, continuam independentes, como também <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">ESTILHAÇO</a> vem inteiro sem precisar dos anteriores. Ainda assim elas funcionam juntas, claro, e no contexto da série ESTILHAÇO chega igual um gênio da lâmpada sem paciência que distorce o pedido e depois joga na sua cara MAS NÃO ERA ISSO QUE VOCÊ QUERIA?</p><p>Ou talvez o autor aos personagens: vocês são os únicos responsáveis pelas próprias ações.</p><p>TEOVERSO é uma palavra inventada provavelmente (certamente) por <a href="https://alinevalek.com.br">Aline Valek</a> pra chamar esse universo em que Téo transita. E é isso mesmo que esses personagens parecem fazer: transitam, para além dos limites dos livros, e ameaçam se meter em tudo que é lugar sem pedir licença.</p><p>Porque eu não escrevi TRÉGUA para começar uma série — escrevi Trégua porque precisava escrever aquele livro.</p><p>Porque Téo e Elisa não me deram outra opção.</p><p>NORTE surgiu porque eu queria uma história para a viagem que eu fiz pela Argentina. ESTILHAÇO nasceu da adaptação de uma ideia antiga que eu ia usar com outros personagens. Ou seja: não era sobre Téo e Elisa. Eles só estavam ali, prontos — todo um universo.</p><p>Não são bem personagens. São gente, quase. Posso fechar os olhos e deixar que interajam sozinhos, na maior parte do tempo. Vez ou outra precisam um empurrãozinho — e resistem.</p><p>ESTILHAÇO foi talvez o autor testando os limites da própria criação e dizendo: vamos, quero ver resistir agora.</p><hr><p>a campanha de financiamento de ESTILHAÇO <a href="https://catarse.me/estilhaco_olimaia">está rolando</a>! bora apoiar e me ajudar a divulgar?</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>Téo e Elisa não nasceram como personagens de série, mas não quiseram ir embora depois do primeiro livro pronto. Gente demais queria saber “e depois?”, mas principalmente eles dois: queriam saber e arriscaram me contar, se é que dá pra dizer assim de dois personagens que quase nunca fazem o que eu quero.</p><p><img src="/img/screenshot-20260416-110938-1362x1091.png" alt=""></p><p>Porque <a href="https://olimaia.net/livros/tregua">TRÉGUA</a> era isso: uma trégua, um respiro, um lampejo de possibilidade insustentável. Por isso <a href="https://olimaia.net/livros/norte">NORTE</a>: um caminho — um talvez. As histórias são independentes, continuam independentes, como também <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">ESTILHAÇO</a> vem inteiro sem precisar dos anteriores. Ainda assim elas funcionam juntas, claro, e no contexto da série ESTILHAÇO chega igual um gênio da lâmpada sem paciência que distorce o pedido e depois joga na sua cara MAS NÃO ERA ISSO QUE VOCÊ QUERIA?</p><p>Ou talvez o autor aos personagens: vocês são os únicos responsáveis pelas próprias ações.</p><p>TEOVERSO é uma palavra inventada provavelmente (certamente) por <a href="https://alinevalek.com.br">Aline Valek</a> pra chamar esse universo em que Téo transita. E é isso mesmo que esses personagens parecem fazer: transitam, para além dos limites dos livros, e ameaçam se meter em tudo que é lugar sem pedir licença.</p><p>Porque eu não escrevi TRÉGUA para começar uma série — escrevi Trégua porque precisava escrever aquele livro.</p><p>Porque Téo e Elisa não me deram outra opção.</p><p>NORTE surgiu porque eu queria uma história para a viagem que eu fiz pela Argentina. ESTILHAÇO nasceu da adaptação de uma ideia antiga que eu ia usar com outros personagens. Ou seja: não era sobre Téo e Elisa. Eles só estavam ali, prontos — todo um universo.</p><p>Não são bem personagens. São gente, quase. Posso fechar os olhos e deixar que interajam sozinhos, na maior parte do tempo. Vez ou outra precisam um empurrãozinho — e resistem.</p><p>ESTILHAÇO foi talvez o autor testando os limites da própria criação e dizendo: vamos, quero ver resistir agora.</p><hr><p>a campanha de financiamento de ESTILHAÇO <a href="https://catarse.me/estilhaco_olimaia">está rolando</a>! bora apoiar e me ajudar a divulgar?</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>nada me assombrando</title>
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    <published>2026-04-16T13:14:24.000Z</published>
    <updated>2026-04-16T13:44:46.030Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<blockquote><p>— Posso dizer uma coisa que você não quer ouvir?<br>— Adianta se eu disser que não?<br>— Todas as vezes que você fez isso—<br>— Isso o quê?<br>— Inventar investigação paralela.<br>— Nico pediu minha ajuda.<br>— Você não queria ajudar.</p></blockquote><p><img src="/img/estilhaco/3-2.png" alt="— Todas as vezes que você fez isso — Elisa disse — era porque tinha outra coisa te assombrando. — Não tem nada me assombrando." width="800px"></p><p>digamos que não é a primeira vez que Téo inventa investigação “paralela”. ou que se mete a ajudar os outros sem saber por onde começar.</p><p>claro que não tem nada assombrando ninguém.</p><hr><p>a campanha de financiamento de ESTILHAÇO <a href="https://catarse.me/estilhaco_olimaia">está rolando</a>! bora apoiar e me ajudar a divulgar?</p><p><img src="/img/estilhaco/maooculos.png" alt="ilustração em preto e branco: mão segurando óculos sobre um teclado de computador"></p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<blockquote><p>— Posso dizer uma coisa que você não quer ouvir?<br>— Adianta se eu disser que não?<br>— Todas as vezes que você fez isso—<br>— Isso o quê?<br>— Inventar investigação paralela.<br>— Nico pediu minha ajuda.<br>— Você não queria ajudar.</p></blockquote><p><img src="/img/estilhaco/3-2.png" alt="— Todas as vezes que você fez isso — Elisa disse — era porque tinha outra coisa te assombrando. — Não tem nada me assombrando." width="800px"></p><p>digamos que não é a primeira vez que Téo inventa investigação “paralela”. ou que se mete a ajudar os outros sem saber por onde começar.</p><p>claro que não tem nada assombrando ninguém.</p><hr><p>a campanha de financiamento de ESTILHAÇO <a href="https://catarse.me/estilhaco_olimaia">está rolando</a>! bora apoiar e me ajudar a divulgar?</p><p><img src="/img/estilhaco/maooculos.png" alt="ilustração em preto e branco: mão segurando óculos sobre um teclado de computador"></p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>estilhaço: campanha de financiamento coletivo</title>
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    <published>2026-04-13T18:40:48.000Z</published>
    <updated>2026-04-27T13:09:09.124Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>ACABOU A TRÉGUA.</p><p>está no ar a <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">campanha de financiamento coletivo</a> do meu novo romance: <strong>ESTILHAÇO</strong>.</p><p><img src="/img/estilhaco/campanha_lan%C3%A7amento2.png" alt="campanha de financiamento coletivo e pré-venda: estilhaço" width="500px"></p><p>claro que não é a primeira vez que Téo se mete em encrenca, mas dessa vez não vai ter muito pra onde correr.</p><p>a sinopse:</p><blockquote><p>Quase vinte anos na investigação particular fizeram de Téo e Elisa especialistas em se meter na vida alheia, e a rotina da agência funciona como refúgio aos enroscos da vida pessoal. O pedido de um amigo jornalista surge sorrateiro nesse terreno difuso entre o ofício e a fuga: uma colega está desaparecida, e ele quer ajuda para encontrá-la — encargo que Téo aceita de má vontade enquanto se ocupa de outra investigação: um delegado de polícia os contratou para descobrir a identidade do amante da esposa.</p><p>Um favor a contragosto, um adultério previsível. Um início morno para o mês de julho, à parte o clima gelado do inverno paulistano. Quando ambas as histórias se transformam em casos de homicídio, a escolha sensata é se colocar à disposição da polícia</p><p>e cuidar da própria vida.</p><p>Mas Téo e Elisa nunca foram muitos bons nesse negócio de <em>cuidar da própria vida</em>.</p><p>A teimosia crônica disfarçada de vocação os empurra adiante entre as lacunas da investigação policial a uma espiral violenta de eventos desconexos, emaranhados nos segredos de um fórum online de acesso restrito, uma misteriosa onda de atropelamentos, rancores mal resolvidos e ego masculino.</p><p>O jogo em que se lançam não tem nome, não tem regras — não parece ter saída. O trabalho investigativo, porto seguro para as complicações da vida privada, transforma-se de repente em zona de risco, atirando-os contra escolhas vencidas que preferiam não ter que fazer.</p></blockquote><p>a campanha tem duração de 45 dias e tem várias opções com recompensas exclusivas 🎉 <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">bora apoiar</a>!</p><p>quem ajuda a divulgar? preparei essas imagens pra quem quiser compartilhar no instagram:</p><p><img src="/img/estilhaco/apoiei-campanha_lan%C3%A7amento.png" alt="campanha de financiamento coletivo e pré-venda: estilhaço" width="500px"></p><p><img src="/img/estilhaco/apoiei2-campanha_lan%C3%A7amento.png" alt="campanha de financiamento coletivo e pré-venda: estilhaço" width="500px"></p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>ACABOU A TRÉGUA.</p><p>está no ar a <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">campanha de financiamento coletivo</a> do meu novo romance: <strong>ESTILHAÇO</strong>.</p><p><img src="/img/estilhaco/campanha_lan%C3%A7amento2.png" alt="campanha de financiamento coletivo e pré-venda: estilhaço" width="500px"></p><p>claro que não é a primeira vez que Téo se mete em encrenca, mas dessa vez não vai ter muito pra onde correr.</p><p>a sinopse:</p><blockquote><p>Quase vinte anos na investigação particular fizeram de Téo e Elisa especialistas em se meter na vida alheia, e a rotina da agência funciona como refúgio aos enroscos da vida pessoal. O pedido de um amigo jornalista surge sorrateiro nesse terreno difuso entre o ofício e a fuga: uma colega está desaparecida, e ele quer ajuda para encontrá-la — encargo que Téo aceita de má vontade enquanto se ocupa de outra investigação: um delegado de polícia os contratou para descobrir a identidade do amante da esposa.</p><p>Um favor a contragosto, um adultério previsível. Um início morno para o mês de julho, à parte o clima gelado do inverno paulistano. Quando ambas as histórias se transformam em casos de homicídio, a escolha sensata é se colocar à disposição da polícia</p><p>e cuidar da própria vida.</p><p>Mas Téo e Elisa nunca foram muitos bons nesse negócio de <em>cuidar da própria vida</em>.</p><p>A teimosia crônica disfarçada de vocação os empurra adiante entre as lacunas da investigação policial a uma espiral violenta de eventos desconexos, emaranhados nos segredos de um fórum online de acesso restrito, uma misteriosa onda de atropelamentos, rancores mal resolvidos e ego masculino.</p><p>O jogo em que se lançam não tem nome, não tem regras — não parece ter saída. O trabalho investigativo, porto seguro para as complicações da vida privada, transforma-se de repente em zona de risco, atirando-os contra escolhas vencidas que preferiam não ter que fazer.</p></blockquote><p>a campanha tem duração de 45 dias e tem várias opções com recompensas exclusivas 🎉 <a href="https://www.catarse.me/estilhaco_olimaia">bora apoiar</a>!</p><p>quem ajuda a divulgar? preparei essas imagens pra quem quiser compartilhar no instagram:</p><p><img src="/img/estilhaco/apoiei-campanha_lan%C3%A7amento.png" alt="campanha de financiamento coletivo e pré-venda: estilhaço" width="500px"></p><p><img src="/img/estilhaco/apoiei2-campanha_lan%C3%A7amento.png" alt="campanha de financiamento coletivo e pré-venda: estilhaço" width="500px"></p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>integração com o fediverso</title>
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    <published>2023-08-10T18:49:36.000Z</published>
    <updated>2023-08-10T19:32:03.780Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>adaptei <a href="https://carlschwan.eu/2020/12/29/adding-comments-to-your-static-blog-with-mastodon/">este código</a> com a ajuda da adaptação que <a href="https://berglyd.net/blog/">Veronica Olsen</a> usou no blog dela e botei comentários do fediverso nos posts deste blog. não é um sistema de comentários propriamente dito: na verdade você responde ao toot em que eu divulguei o post e a resposta (se for pública) aparece aqui embaixo.</p><p>o sistema é manual e depende de eu inserir no arquivo do post o <em>id</em> do toot depois, mas fica bonitinho e serve de arquivo pras conversas geradas pelas publicações do blog.</p><p>agora só falta eu escrever no blog.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>adaptei <a href="https://carlschwan.eu/2020/12/29/adding-comments-to-your-static-blog-with-mastodon/">este código</a> com a ajuda da adaptação que <a href="https://berglyd.net/blog/">Veronica Olsen</a> usou no blog dela e botei comentários do fediverso nos posts deste blog. não é um sistema de comentários propriamente dito: na verdade você responde ao toot em que eu divulguei o post e a resposta (se for pública) aparece aqui embaixo.</p><p>o sistema é manual e depende de eu inserir no arquivo do post o <em>id</em> do toot depois, mas fica bonitinho e serve de arquivo pras conversas geradas pelas publicações do blog.</p><p>agora só falta eu escrever no blog.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>na área</title>
    <link href="https://olimaia.net/2023/na-area/"/>
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    <published>2023-07-24T13:25:16.000Z</published>
    <updated>2023-08-10T19:28:00.718Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p><img src="/img/quadrinhos/caiunaarea1.jpg" alt="página de quadrinhos. 1: um campo aberto. um homem em primeiro plano mexe numa câmera fotográfica e ao fundo duas pessoas agachadas ao lado de um corpo caído enquanto um investigador observa. 2: o investigador observa e o fotógrafo tira foto de uma bola de futebol. 3: o homem observa uma investigadora tomando notas numa prancheta. 3: o investigador pergunta ao legista &quot;que te parece?&quot;. 4: o legista diz &quot;rapaz...&quot;"><br><img src="/img/quadrinhos/caiunaarea2.jpg" alt="página de quadrinhos, continuação. 1: um corpo caído no chão, os pés de chuteiras. texto: &quot;foi na área&quot;. 2: a cara do investigador. texto: &quot;sim...&quot;. 3: plano aberto, de cima. estão num campo de futebol, na área. o corpo caído junto à pequena área enquanto o fotógrafo conversa com a investigadora e o investigador e o legista observam. texto: &quot;é pênalti.&quot;"></p><p>coisa séria!</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p><img src="/img/quadrinhos/caiunaarea1.jpg" alt="página de quadrinhos. 1: um campo aberto. um homem em primeiro plano mexe numa câmera fotográfica e ao fundo duas pessoas agachadas ao lado de um corpo caído enquanto um investigador observa. 2: o investigador observa e o fotógrafo tira foto de uma bola de futebol. 3: o homem observa uma investigadora tomando notas numa prancheta. 3: o investigador pergunta ao legista &quot;que te parece?&quot;. 4: o legista diz &quot;rapaz...&quot;"><br><img src="/img/quadrinhos/caiunaarea2.jpg" alt="página de quadrinhos, continuação. 1: um corpo caído no chão, os pés de chuteiras. texto: &quot;foi na área&quot;. 2: a cara do investigador. texto: &quot;sim...&quot;. 3: plano aberto, de cima. estão num campo de futebol, na área. o corpo caído junto à pequena área enquanto o fotógrafo conversa com a investigadora e o investigador e o legista observam. texto: &quot;é pênalti.&quot;"></p><p>coisa séria!</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>campanha de financiamento para meu novo livro</title>
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    <published>2023-06-13T17:11:07.000Z</published>
    <updated>2023-06-13T17:17:28.884Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>finalmente está no ar a <a href="https://www.catarse.me/norte_olimaia">campanha de financiamento coletivo pro lançamento de NORTE</a>, meu novo romance.</p><p><img src="/img/posts/card-13.png" alt="card da campanha de financiamento: NORTE, por Oli Maia."></p><p>a sinopse:</p><blockquote><p>No espaço entre Buenos Aires, os desertos de Catamarca e a Patagônia aos pés da cordilheira andina, Téo Miranda está deslocado de seu território habitual. Acostumado a investigar adultérios na São Paulo urbana, o detetive particular descobre-se em paragens remotas, contra o vento e a poeira, na busca por um tio desaparecido há mais de trinta anos.</p><p>Marcada por curvas imprevistas e a aridez da Ruta Nacional 40, a investigação se torna ainda mais difícil pela companhia insistente de Gustavo, com quem Téo mantém um relacionamento incerto. O detetive logo se dá conta de que para encontrar o tio precisa compreender seus motivos, mas a tarefa o obrigará a enfrentar suas próprias inseguranças — ou correr o risco de se perder nesse eterno meio de caminho no rumo do fin del mundo.</p></blockquote><p>a campanha dura mais ou menos dois meses mas quem puder apoiar logo eu agradeço demais, porque apoio chama apoio e ajuda na divulgação e no alcance do projeto &lt;3</p><p>também agradeço quem puder ajudar com divulgação: pode espalhar pra quem você achar que vai se interessar! me ajuda a fazer um barulhinho?</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>finalmente está no ar a <a href="https://www.catarse.me/norte_olimaia">campanha de financiamento coletivo pro lançamento de NORTE</a>, meu novo romance.</p><p><img src="/img/posts/card-13.png" alt="card da campanha de financiamento: NORTE, por Oli Maia."></p><p>a sinopse:</p><blockquote><p>No espaço entre Buenos Aires, os desertos de Catamarca e a Patagônia aos pés da cordilheira andina, Téo Miranda está deslocado de seu território habitual. Acostumado a investigar adultérios na São Paulo urbana, o detetive particular descobre-se em paragens remotas, contra o vento e a poeira, na busca por um tio desaparecido há mais de trinta anos.</p><p>Marcada por curvas imprevistas e a aridez da Ruta Nacional 40, a investigação se torna ainda mais difícil pela companhia insistente de Gustavo, com quem Téo mantém um relacionamento incerto. O detetive logo se dá conta de que para encontrar o tio precisa compreender seus motivos, mas a tarefa o obrigará a enfrentar suas próprias inseguranças — ou correr o risco de se perder nesse eterno meio de caminho no rumo do fin del mundo.</p></blockquote><p>a campanha dura mais ou menos dois meses mas quem puder apoiar logo eu agradeço demais, porque apoio chama apoio e ajuda na divulgação e no alcance do projeto &lt;3</p><p>também agradeço quem puder ajudar com divulgação: pode espalhar pra quem você achar que vai se interessar! me ajuda a fazer um barulhinho?</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>um avanço hesitante</title>
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    <published>2023-03-26T11:56:51.000Z</published>
    <updated>2023-03-26T11:58:05.165Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<blockquote><p>Este termo, hesitante, parece-nos fundamental. Um avanço hesitante: eis um método; avançar, não em linha recta mas numa espécie de linha exaltada, que se entusiasma, que vai atrás de uma certa intensidade sentida; avanço que não tem já um trajecto definido, mas sim um trajecto pressentido, trajecto que constantemente é posto em causa; quem avança hesita porque não quer saber o sítio para onde vai – se o soubesse já, para que caminharia ele? Que pode ainda descobrir quem conhece já o destino? Hesitar é um efeito da acção de descobrir; só não hesita quem já descobriu, quem já colocou um ponto final no seu processo de investigação. “As minhas dúvidas formam um sistema”, escreveu Wittgenstein.</p></blockquote><p>Gonçalo M. Tavares, <em>Atlas do corpo e da imaginação</em>.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<blockquote><p>Este termo, hesitante, parece-nos fundamental. Um avanço hesitante: eis um método; avançar, não em linha recta mas numa espécie de linha exaltada, que se entusiasma, que vai atrás de uma certa intensidade sentida; avanço que não tem já um trajecto definido, mas sim um trajecto pressentido, trajecto que constantemente é posto em causa; quem avança hesita porque não quer saber o sítio para onde vai – se o soubesse já, para que caminharia ele? Que pode ainda descobrir quem conhece já o destino? Hesitar é um efeito da acção de descobrir; só não hesita quem já descobriu, quem já colocou um ponto final no seu processo de investigação. “As minhas dúvidas formam um sistema”, escreveu Wittgenstein.</p></blockquote><p>Gonçalo M. Tavares, <em>Atlas do corpo e da imaginação</em>.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>chatgpt fazendo meus script tudo</title>
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    <published>2023-02-16T20:59:14.000Z</published>
    <updated>2023-02-16T21:00:05.231Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>uma manhã inteira pra fazer porcamente uns scripts bash que o chatgpt faz pra mim em 1 minuto não quero mais nada desta vida.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>uma manhã inteira pra fazer porcamente uns scripts bash que o chatgpt faz pra mim em 1 minuto não quero mais nada desta vida.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>terminei um livro e acho que comecei outro</title>
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    <id>https://olimaia.net/2022/terminei-um-livro-e-acho-que-comecei-outro/</id>
    <published>2022-05-23T11:58:47.000Z</published>
    <updated>2022-05-23T12:04:00.125Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>porque aí retomei a escrita de NORTE e de repente não conseguia mais parar de escrever.</p><p><img src="/img/posts/stats.png" alt="gráfico de contagem de palavras"></p><p>então terminei o livro.</p><p>ainda falta o trabalho de revisão, mas estou esperando feedback de alguns leitores beta. enquanto isso, curiosos corajosos podem espiar o livro <a href="https://norte.oliviamaia.net">por aqui</a>.</p><p>então aproveitei a pilha e comecei a escrever mais um.</p><p>ops.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>porque aí retomei a escrita de NORTE e de repente não conseguia mais parar de escrever.</p><p><img src="/img/posts/stats.png" alt="gráfico de contagem de palavras"></p><p>então terminei o livro.</p><p>ainda falta o trabalho de revisão, mas estou esperando feedback de alguns leitores beta. enquanto isso, curiosos corajosos podem espiar o livro <a href="https://norte.oliviamaia.net">por aqui</a>.</p><p>então aproveitei a pilha e comecei a escrever mais um.</p><p>ops.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>borges sobre a divina comédia</title>
    <link href="https://olimaia.net/2022/borges-sendo-borges/"/>
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    <published>2022-03-26T12:10:52.000Z</published>
    <updated>2022-03-23T12:15:54.977Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<blockquote><p>Um gran libro como la <em>Divina Comedia</em> no es el aislado o azaroso capricho de un individuo; muchos hombres y muchas generaciones tendieron hacia él. Investigar sus precursores no es incurrir en una miserable tarea de carácter jurídico o policial; es indagar los movimientos, los tanteos, las aventuras, las vislumbres y las premoniciones del espíritu humano.</p></blockquote><p>do livro <em>Nueve ensayos dantescos</em>.</p><p>que seja também dizer que tudo que já estava dito e escrito não precisa talvez sequer ser ouvido e lido, porque um pouco o vento também carrega as ideias, através das gerações, conversando em silêncio com o espírito humano.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<blockquote><p>Um gran libro como la <em>Divina Comedia</em> no es el aislado o azaroso capricho de un individuo; muchos hombres y muchas generaciones tendieron hacia él. Investigar sus precursores no es incurrir en una miserable tarea de carácter jurídico o policial; es indagar los movimientos, los tanteos, las aventuras, las vislumbres y las premoniciones del espíritu humano.</p></blockquote><p>do livro <em>Nueve ensayos dantescos</em>.</p><p>que seja também dizer que tudo que já estava dito e escrito não precisa talvez sequer ser ouvido e lido, porque um pouco o vento também carrega as ideias, através das gerações, conversando em silêncio com o espírito humano.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>hannah gadsby sobre autismo</title>
    <link href="https://olimaia.net/2022/hannah-gadsby-sobre-autismo/"/>
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    <published>2022-03-23T11:56:23.000Z</published>
    <updated>2022-03-23T12:08:33.082Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<blockquote><p>I can be cold and not know it. I can be hungry and not know it. I can need to go to the bathroom and not know it. I can be sad and not know it. I can feel distressed and not know it. I can be unsafe and not know it. You know how sometimes you put your hand under running water and for a brief moment you don’t know if it is hot or cold? That is every minute of my life. Being perpetually potentially unsafe is a great recipe for anxiety. And – spoiler alert – anxiety is bad.</p></blockquote><p>(<a href="https://www.theguardian.com/stage/2022/mar/19/hannah-gadsby-autism-diagnosis-little-out-of-whack">daqui</a>.)</p><p>quer dizer. sim. mais ou menos isso.</p><p>um pouco também dar sentido a essa irritação que eu sempre senti quando alguém me pergunta o que eu quero, ou se estou me sentindo “melhor”, se está tudo bem. não saber se estou cansada ou triste ou com fome. é tudo parte de um desconforto vago que só faz bagunçar as ideias e deixa crescer uma irritação sem foco.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<blockquote><p>I can be cold and not know it. I can be hungry and not know it. I can need to go to the bathroom and not know it. I can be sad and not know it. I can feel distressed and not know it. I can be unsafe and not know it. You know how sometimes you put your hand under running water and for a brief moment you don’t know if it is hot or cold? That is every minute of my life. Being perpetually potentially unsafe is a great recipe for anxiety. And – spoiler alert – anxiety is bad.</p></blockquote><p>(<a href="https://www.theguardian.com/stage/2022/mar/19/hannah-gadsby-autism-diagnosis-little-out-of-whack">daqui</a>.)</p><p>quer dizer. sim. mais ou menos isso.</p><p>um pouco também dar sentido a essa irritação que eu sempre senti quando alguém me pergunta o que eu quero, ou se estou me sentindo “melhor”, se está tudo bem. não saber se estou cansada ou triste ou com fome. é tudo parte de um desconforto vago que só faz bagunçar as ideias e deixa crescer uma irritação sem foco.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>auto-ajuda para as crises existenciais</title>
    <link href="https://olimaia.net/2022/auto-ajuda-para-as-crises-existenciais/"/>
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    <published>2022-03-16T12:36:04.000Z</published>
    <updated>2022-03-16T12:41:38.210Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>de Johan Deckmann. <a href="https://www.thisiscolossal.com/2022/03/johan-deckmann-books/">via</a>.</p><p><img src="/img/posts/deckmann-4-1831x2048.jpg" alt="capa de livro emoldurada: how to be truly happy almost once a year"></p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>de Johan Deckmann. <a href="https://www.thisiscolossal.com/2022/03/johan-deckmann-books/">via</a>.</p><p><img src="/img/posts/deckmann-4-1831x2048.jpg" alt="capa de livro emoldurada: how to be truly happy almost once a year"></p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>narrativa como busca</title>
    <link href="https://olimaia.net/2022/narrativa-como-busca/"/>
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    <published>2022-03-11T13:24:49.000Z</published>
    <updated>2022-03-12T12:51:57.893Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<blockquote><p>Other books—some of mine, I hope—are instead trying to map the surrounding territory and understand where we are. That is, such books are not linear, not built around a single chronology—in fact, they are often not structured around chronology at all. But just as a mushroom hunter is neither lost nor without purpose, these books are not without structure or direction. Why not understand by analogy, decenter the narrative, seek patterns of resemblance in parallel, explore the terrain rather than cutting a swathe through it? Why not meander and see what lies alongside? Such books are concerned not so much with what happens but with what it means; they are less about destination as resolution, and more about meaning revealed along the way.</p></blockquote><p>– <a href="https://lithub.com/in-praise-of-the-meander-rebecca-solnit-on-letting-nonfiction-narrative-find-its-own-way/">In Praise of the Meander: Rebecca Solnit on Letting Nonfiction Narrative Find Its Own Way</a></p><p>que é pouco pra lembrar por que eu escrevo, por que eu quero continuar escrevendo, por que eu não vou saber parar de escrever nunca.</p><p>bônus: o final do artigo; me peguei rindo sozinha.</p><p>aproveitei e comecei também a ler Orwell’s Roses e vou dizer que nunca me interessei por rosas ou flores de um modo geral, mas o livro é mais um desses passeios da Rebecca Solnit que te levam junto sem você nem perceber o que está acontecendo.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<blockquote><p>Other books—some of mine, I hope—are instead trying to map the surrounding territory and understand where we are. That is, such books are not linear, not built around a single chronology—in fact, they are often not structured around chronology at all. But just as a mushroom hunter is neither lost nor without purpose, these books are not without structure or direction. Why not understand by analogy, decenter the narrative, seek patterns of resemblance in parallel, explore the terrain rather than cutting a swathe through it? Why not meander and see what lies alongside? Such books are concerned not so much with what happens but with what it means; they are less about destination as resolution, and more about meaning revealed along the way.</p></blockquote><p>– <a href="https://lithub.com/in-praise-of-the-meander-rebecca-solnit-on-letting-nonfiction-narrative-find-its-own-way/">In Praise of the Meander: Rebecca Solnit on Letting Nonfiction Narrative Find Its Own Way</a></p><p>que é pouco pra lembrar por que eu escrevo, por que eu quero continuar escrevendo, por que eu não vou saber parar de escrever nunca.</p><p>bônus: o final do artigo; me peguei rindo sozinha.</p><p>aproveitei e comecei também a ler Orwell’s Roses e vou dizer que nunca me interessei por rosas ou flores de um modo geral, mas o livro é mais um desses passeios da Rebecca Solnit que te levam junto sem você nem perceber o que está acontecendo.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>hacker news</title>
    <link href="https://olimaia.net/2022/hacker-news/"/>
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    <published>2022-03-09T13:15:05.000Z</published>
    <updated>2022-03-09T13:17:59.004Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>primeira definição <a href="https://www.urbandictionary.com/define.php?term=Hacker%20News">no Urban Dictionary</a>:</p><blockquote><p>A website where over enthusiastic programmers and entrepreneurs (“hackers”, as they call it) gather and rediscover old ideas thinking they are novel and congratulate each other in the process. They have “curious” conversations, which is a euphemism for a contest of who can use the most convoluted sequence of words to describe terrible ideas that go nowhere. They share articles and news stories with each other, with the added flavor of grandiose commentary. There is ritual of babysitting new users and reminding them to be gentle and not commit heinous acts such as challenging their terrible ideas.</p></blockquote><p>eu não costumo ler os comentários no hacker news, mas tenho usado um aplicativo no telefone que abre os comentários por padrão. aí:</p><p><img src="/img/posts/Screenshot_20220302-141200.png" alt="screenshot do aplicativo"></p><p>parece adequado.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>primeira definição <a href="https://www.urbandictionary.com/define.php?term=Hacker%20News">no Urban Dictionary</a>:</p><blockquote><p>A website where over enthusiastic programmers and entrepreneurs (“hackers”, as they call it) gather and rediscover old ideas thinking they are novel and congratulate each other in the process. They have “curious” conversations, which is a euphemism for a contest of who can use the most convoluted sequence of words to describe terrible ideas that go nowhere. They share articles and news stories with each other, with the added flavor of grandiose commentary. There is ritual of babysitting new users and reminding them to be gentle and not commit heinous acts such as challenging their terrible ideas.</p></blockquote><p>eu não costumo ler os comentários no hacker news, mas tenho usado um aplicativo no telefone que abre os comentários por padrão. aí:</p><p><img src="/img/posts/Screenshot_20220302-141200.png" alt="screenshot do aplicativo"></p><p>parece adequado.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>camping de aniversário</title>
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    <published>2022-03-05T14:18:56.000Z</published>
    <updated>2022-03-05T14:22:50.133Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>porque era carnaval e melhor mesmo era se esconder no meio do mato por três dias.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>porque era carnaval e melhor mesmo era se esconder no meio do mato por três dias.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>do estado atual da internet</title>
    <link href="https://olimaia.net/2022/do-estado-atual-da-internet/"/>
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    <published>2022-02-03T14:43:17.000Z</published>
    <updated>2022-02-03T14:52:48.287Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p>eu lembro quando busca na internet era um negócio horrível.</p><p>eu lembro quando busca na internet virou um troço mágico e eficiente.</p><p>eu lembro quando os resultados de uma busca na internet eram relevantes: só tinha que aprender a falar a língua dos algoritmos.</p><p>eu lembro quando os professores falavam de como era preciso filtrar a informação na internet pra encontrar as fontes confiáveis.</p><p>eu lembro quando a gente ainda encontrava fontes confiáveis na internet.</p><p>vai fazer qualquer busca séria agora: pilhas de sites genéricos repetindo a mesma informação genérica e outros tantos de blogs do dr. fulano que furiosamente nega toda a informação genérica disponível numa argumentação vazia.</p><p>nada.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p>eu lembro quando busca na internet era um negócio horrível.</p><p>eu lembro quando busca na internet virou um troço mágico e eficiente.</p><p>eu lembro quando os resultados de uma busca na internet eram relevantes: só tinha que aprender a falar a língua dos algoritmos.</p><p>eu lembro quando os professores falavam de como era preciso filtrar a informação na internet pra encontrar as fontes confiáveis.</p><p>eu lembro quando a gente ainda encontrava fontes confiáveis na internet.</p><p>vai fazer qualquer busca séria agora: pilhas de sites genéricos repetindo a mesma informação genérica e outros tantos de blogs do dr. fulano que furiosamente nega toda a informação genérica disponível numa argumentação vazia.</p><p>nada.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>oli joga videogames: saber dirigir é outra coisa</title>
    <link href="https://olimaia.net/2022/oli-joga-videogames-saber-dirigir-e-outra-coisa/"/>
    <id>https://olimaia.net/2022/oli-joga-videogames-saber-dirigir-e-outra-coisa/</id>
    <published>2022-01-08T13:52:00.000Z</published>
    <updated>2022-02-02T17:18:18.892Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p><img src="/img/posts/games/screenshot_20201204-095252_1920x1080.png" alt="screenshot do jogo euro truck simulator mostrando caminhão tombado na rua."></p><p>quando você fica muito tempo sem jogar e calcula mal a curva.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p><img src="/img/posts/games/screenshot_20201204-095252_1920x1080.png" alt="screenshot do jogo euro truck simulator mostrando caminhão tombado na rua."></p><p>quando você fica muito tempo sem jogar e calcula mal a curva.</p>]]></summary>
    
    
    
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    <title>oli joga videogames: darn it all</title>
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    <published>2022-01-06T13:50:12.000Z</published>
    <updated>2021-12-27T13:51:08.952Z</updated>
    
    <content type="html"><![CDATA[<p><img src="/img/posts/games/img_0617-203425.png" alt="screenshot do jogo indie from orbit mostrando a tela de game over"></p><p><em>sad</em>.</p>]]></content>
    
    <summary type="html"><![CDATA[<p><img src="/img/posts/games/img_0617-203425.png" alt="screenshot do jogo indie from orbit mostrando a tela de game over"></p><p><em>sad</em>.</p>]]></summary>
    
    
    
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