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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><title>fserb.com.br</title><link>http://fserb.com.br/feed.xml</link><description>Fernando Serboncini's blog</description><lastBuildDate>Wed, 08 Jul 2009 23:52:46 GMT</lastBuildDate><generator>PyRSS2Gen-1.0.0</generator><docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/fserbcombr" type="application/rss+xml" /><feedburner:feedFlare href="http://www.newsgator.com/ngs/subscriber/subext.aspx?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Ffserbcombr" src="http://www.newsgator.com/images/ngsub1.gif">Subscribe with NewsGator</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.bloglines.com/sub/http://feeds.feedburner.com/fserbcombr" src="http://www.bloglines.com/images/sub_modern11.gif">Subscribe with Bloglines</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.netvibes.com/subscribe.php?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Ffserbcombr" src="http://www.netvibes.com/img/add2netvibes.gif">Subscribe with Netvibes</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://fusion.google.com/add?feedurl=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Ffserbcombr" src="http://buttons.googlesyndication.com/fusion/add.gif">Subscribe with Google</feedburner:feedFlare><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item><title>Lema</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/fserbcombr/~3/Np3T2SMZQ40/200</link><description>&lt;img class="frame" src="http://fserb.com.br/images/09-07/clean.jpg" style="width:480px;height:360px;"&gt;

&lt;p&gt;Recebi um cartão-postal-de-protesto feito pelo &lt;a href="http://www.jusos-muenchen.de/"&gt;Jusos München&lt;/a&gt; da Sandrinha. Aí vai o original do texto do verso e embaixo a minha tradução.

&lt;div class='quote' style='margin: 25px 70px;'&gt;&lt;p&gt;
&lt;p&gt;Ist es normal, dass über die Hälfte der Studierenden weiblich sind, aber nur 8% der C4-Professuren von Frauen besetzt werden? ... dass Frauen bei gleicher Qualifikation im Schnitt 23% weniger als ihre männlichen Kollegen verdienen? ... dass die Schlüsselpositionen in Writschaft un Gesellschaft immer noch von Männern besetzt werden? ... dass in den Vorständen der 30 Dax-notierten Unternehmen nur eine Frau sitzt? ... dass das Elterngeld nur von 7% der Väter in Anspruch genommen wird. Du findest das alles andere als "normal"?
&lt;/p&gt;&lt;p class='quote_author' style='text-align:right; margin-top: 20px;'&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div class='quote' style='margin: 25px 70px;'&gt;&lt;p&gt;
&lt;p&gt;É normal que mais da metade dos estudantes universitários sejam mulheres, mas que o corpo de professores seja formado por somente 8% de mulheres? Que mulheres recebam em média 23% a menos do que seus colegas homens com a mesma qualificação? Que as posições-chave na economia e nas corporações ainda sejam ocupadas por homens? Que na diretoria das 30 empresas que compoem o Dax [índice da bolsa alemã] somente uma única mulher esteja presente? Que somente 7% das bolsas-paternidade [subsídio governamental dado para os pais de uma criança] sejam dadas para pais [em oposição a mães]? Você acha tudo isso "normal"?
&lt;/p&gt;&lt;p class='quote_author' style='text-align:right; margin-top: 20px;'&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Mas independente do protesto, já defini que "&lt;b&gt;A clean house is a sign of a wasted life&lt;/b&gt;" é o novo lema daqui de casa.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?a=Np3T2SMZQ40:VH0FJlg4g8o:_n5QRZ_Fn30"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?i=Np3T2SMZQ40:VH0FJlg4g8o:_n5QRZ_Fn30" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/fserbcombr/~4/Np3T2SMZQ40" height="1" width="1"/&gt;</description><guid isPermaLink="false">http://fserb.com.br/post/200</guid><pubDate>Wed, 08 Jul 2009 00:00:00 GMT</pubDate><feedburner:origLink>http://fserb.com.br/post/200</feedburner:origLink></item><item><title>A gincana</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/fserbcombr/~3/K6os4LqDJYY/199</link><description>&lt;a href="http://www.fubiz.net/2009/06/21/guillaume-lechat/attachment/401/"&gt;&lt;img class="frame" src="http://fserb.com.br/images/09-06/roof.jpg" style="width:550px;height:366px"&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt;A &lt;a href="http://rre.opsblog.org/"&gt;Camila&lt;/a&gt; escreveu esses dias um negócio fora de série.

&lt;div class='quote' style='margin: 25px 70px;'&gt;&lt;p&gt;
&lt;p&gt;As pessoas vivem no mundo e fazem coisas o dia todo. Acordam às seis da manhã para estar no trabalho às oito e ali ficam até às sete da noite, para chegar em casa às nove. Ou, em outros casos, chegam no trabalho às oito, trabalham até as nove, saem para uma reunião às onze, almoçam em quinze minutos, têm uma aula do outro lado da cidade, voltam para a instituição xis e depois seguem para seu empreendimento particular ípsilon. As pessoas têm uma agenda-gincana: um dia na vida delas é como um vídeo-game ou competição lúdico-esportiva em que você tem de ir progredindo pelas fases. Passa a fase do trânsito, passa a fase do paciente surtado, passa a fase do almoço no quilão. Isso quando elas não têm filho e marido para dar conta.&lt;/p&gt;&lt;p class='quote_author' style='text-align:right; margin-top: 20px;'&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Continue lendo aqui &lt;a href="http://rre.opsblog.org/2009/06/19/a-gincana/"&gt;a agenda-gincana da Camila&lt;/a&gt;.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?a=K6os4LqDJYY:Tp3vbzsELWY:_n5QRZ_Fn30"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?i=K6os4LqDJYY:Tp3vbzsELWY:_n5QRZ_Fn30" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/fserbcombr/~4/K6os4LqDJYY" height="1" width="1"/&gt;</description><guid isPermaLink="false">http://fserb.com.br/post/199</guid><pubDate>Tue, 23 Jun 2009 00:00:00 GMT</pubDate><feedburner:origLink>http://fserb.com.br/post/199</feedburner:origLink></item><item><title>Fernando contra o clima</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/fserbcombr/~3/fhjUQrrc-lk/198</link><description>&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/ejpphoto/2787249906/"&gt;&lt;img class="frame" src="http://fserb.com.br/images/09-06/soaked.jpg" style="width:531px;height:531px"&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt;Por falar em &lt;a href="http://fserb.com.br/post/197"&gt;Ocupar e Resistir&lt;/a&gt;, deixa eu contar minha briga contra as entidades meteoroilógicas de Zürich. Alguém comentou que hoje termina a Primavera e começa o Verão por aqui. Pra comemorar, sexta-feira foi o dia do Piquenique anual do trabalho. Choveu muito o dia todo. Alguns desistiram de ir. Mas eu não. Eu percebo o que está em jogo.

&lt;p&gt;Nessa horas é preciso colocar a moral à frente da conveniência. Sexta-feira, chuva, quatro da tarde, preguiça. Tudo isso tem que ficar no tal do segundo plano. Estamos no Verão. E no Verão, todos nós - homens, mulheres, jornalistas e advogados - temos o direito de sentarmos na grama para ler, enquanto prestamos atenção nas garotas deitadas de biquini. É um direito sagrado, tipo "we hold these truths to be self-evident" e coisa e tal.

&lt;p&gt;É preciso mostrar aos responsáveis que não iremos abrir mão dessa liberdade tão cara a nós. É preciso sair às ruas. Viver o verão independente do clima, para que todos saibam que não estamos conformados a essa situação. Que lutaremos bravamente.

&lt;p&gt;Fizemos churrasco na chuva. Ontem, passei protetor solar e fui andar de bicicleta sem casaco e sem conseguir enxergar nada. Parei no parque na beira do lago, sentei na grama encharcada de água e rebeldia. Ocupo e resisto. Enquanto for verão ou até eu pegar um resfriado.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?a=fhjUQrrc-lk:FzeguSnr4k8:_n5QRZ_Fn30"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?i=fhjUQrrc-lk:FzeguSnr4k8:_n5QRZ_Fn30" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/fserbcombr/~4/fhjUQrrc-lk" height="1" width="1"/&gt;</description><guid isPermaLink="false">http://fserb.com.br/post/198</guid><pubDate>Mon, 22 Jun 2009 00:00:00 GMT</pubDate><feedburner:origLink>http://fserb.com.br/post/198</feedburner:origLink></item><item><title>Okupa y Resiste</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/fserbcombr/~3/18w-jjsZ2bQ/197</link><description>&lt;p&gt;Vista de Barcelona a partir do &lt;b&gt;Parque Güell&lt;/b&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;img class="frame" src="http://fserb.com.br/images/09-06/okupa.jpg" style="width:550px;height:281px;"&gt;

&lt;p&gt;Desde o dia em que subi ao parque pela primeira - e até agora única - vez, adorei a frase. Gosto da situação de encontrar um &lt;i&gt;statement&lt;/i&gt; logo na cara da cidade. Mas gosto mais ainda da forma com que a frase usa palavras leves pra apresentar uma idéia forte. Deixa eu ver se me explico. &lt;i&gt;Ocupar&lt;/i&gt; não é tomar, não é pegar, não é conquistar. &lt;i&gt;Resistir&lt;/i&gt; não é lutar, brigar, não é nem mesmo enfrentar. Ainda assim, "ocupa e resiste" traz uma idéia de propósito e de objetivo que não está explícita nas próprias ações sugeridas. É como - esticando um pouco as idéias - se a força da expressão estivesse não nas coisas que se quer (no caso, ocupar e resistir) mas no fato de se querer alguma coisa, de se ter esse propósito, esse plano. Faz algum sentido? Pois é, é isso que me encanta aí.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?a=18w-jjsZ2bQ:sW7SyOa-hcc:_n5QRZ_Fn30"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?i=18w-jjsZ2bQ:sW7SyOa-hcc:_n5QRZ_Fn30" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/fserbcombr/~4/18w-jjsZ2bQ" height="1" width="1"/&gt;</description><guid isPermaLink="false">http://fserb.com.br/post/197</guid><pubDate>Sun, 14 Jun 2009 00:00:00 GMT</pubDate><feedburner:origLink>http://fserb.com.br/post/197</feedburner:origLink></item><item><title>Para salvar a quinta-feira</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/fserbcombr/~3/1FEEnuhJc1k/196</link><description>&lt;p&gt;Durante uma discussão hoje no &lt;a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/06/a_esquerda_e_a_luta_contra_a_homofobia.php"&gt;Biscoito sobre homofobia&lt;/a&gt;, o Idelber disse um negócio que você aí precisa ouvir:

&lt;div class='quote' style='margin: 25px 70px;'&gt;&lt;p&gt;
&lt;p&gt;E tem mais uma coisa. Tem que acabar com essa história de que, todas vezes que apontamos a misoginia, a homofobia, os estupros de crianças, a luta anticiência, os séculos de lambança obscurantista, sempre aparecer alguém para dizer "ah, tem que respeitar minha religião".

&lt;p&gt;Tem que respeitar religião coisa nenhuma. Idéias não foram feitas para serem "respeitadas". Idéias foram feitas para serem debatidas, questionadas, copiadas, circuladas, disseminadas, combatidas e defendidas, parodiadas e criticadas.

&lt;p&gt;Seres humanos merecem respeito. Pregação contra o que seres humanos são, por sua própria essência e identidade (gênero, raça, orientação sexual) não pode ser confundida com sátira antirreligiosa. A maioria dos carolas adora confundir sátira antirreligiosa com ataque misógino ou homofóbico. Não entendem que sua superstição é, essa sim, uma opção. 
&lt;/p&gt;&lt;p class='quote_author' style='text-align:right; margin-top: 20px;'&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Perfeito. Salvou essa quinta-feira bizarra.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?a=1FEEnuhJc1k:01TIF2n7Ut4:_n5QRZ_Fn30"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?i=1FEEnuhJc1k:01TIF2n7Ut4:_n5QRZ_Fn30" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/fserbcombr/~4/1FEEnuhJc1k" height="1" width="1"/&gt;</description><guid isPermaLink="false">http://fserb.com.br/post/196</guid><pubDate>Thu, 11 Jun 2009 00:00:00 GMT</pubDate><feedburner:origLink>http://fserb.com.br/post/196</feedburner:origLink></item><item><title>Petrobras contra o Poderoso Chefão</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/fserbcombr/~3/j2EMoenrL_U/195</link><description>&lt;p&gt;Tava preparando uma coisinha nova sobre o lance da Petrobras mas não consegui resistir. Vejam essa &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/kennedyalencar/ult511u578733.shtml"&gt;gorfada do Kennedy Alencar na Folha&lt;/a&gt;:

&lt;div class='quote' style='margin: 25px 70px;'&gt;&lt;p&gt;
&lt;p&gt;Quando um jornalista procura a empresa antes de publicar a reportagem, dá a ela a chance de corrigir erros, precisar informações e até de matar uma pauta que não para em pé.

&lt;p&gt;Esse procedimento não está na letra da lei. É resultado do processo da modernização da imprensa, de seu amadurecimento como instituição que, nas democracias, deve fazer da forma mais responsável possível a busca da verdade.

&lt;p&gt;A imprensa erra? Erra. A imprensa está cheio de estúpidos? Está. Há parcialidade em alguns veículos? Inegável.

&lt;p&gt;No entanto, a imprensa brasileira vem melhorando o padrão de seus procedimentos. A decisão da Petrobras quebra uma relação de confiança, digamos assim, necessária à liberdade de imprensa e ao direito de a empresa expor o contraditório.
&lt;/p&gt;&lt;p class='quote_author' style='text-align:right; margin-top: 20px;'&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;O que o jornalista não entendeu ainda, ou entendeu e tá se fazendo de idiota, é que essa responsabilidade, de precisar informação, matar pauta ruim, corrigir erros é responsabilidade dos jornais! A responsabilidade da Petrobras é achar pré-sal, desenvolver tecnologia de plataforma de petróleo, não de ficar esclarecendo pauta. A responsabilidade de ter uma pauta correta é só dos jornalistas.

&lt;p&gt;A velha mídia está tão acostumada a utilizar a lei de imprensa e de liberdade de expressão a seu favor, independentemente da situação, que esqueceu que essa parte é uma de suas obrigações no direito da sociedade à informação. São eles que recebem pra não publicar bobagem, não a Petrobras.

&lt;div class='quote' style='margin: 25px 70px;'&gt;&lt;p&gt;
&lt;p&gt;Jornalistas serão desestimulados a procurar a Petrobras e a abrir o sigilo de suas informações. Mais: algumas informações não precisariam, necessariamente, ser checadas com a empresa. Se o jornalista tem segurança de sua informação, pode e deve publicá-la. Se errar, arcará com o ônus. Mas a boa prática jornalista recomenda ouvir o outro lado. Em casos de suspeita de corrupção, é obrigatório oferecer o direito de defesa. Mas essa oferta poderá ser feita de forma limitada a fim de a preservar informações do jornalista.

&lt;p&gt;A imprensa e a empresa perdem, mas quem perde mais? Sem dúvida, o público.
&lt;/p&gt;&lt;p class='quote_author' style='text-align:right; margin-top: 20px;'&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;A parte anterior pode ser atribuida a ignorância do locutor. Mas esse parágrafo é mal-caráter até a espinha. É uma ameaça. É a versão alencariana para o "se você não pagar a proteção pode ser que algum bandido venha assaltar a sua loja" dos filmes de gângsters. O que o sr.Alencar diz é, em bom português, que se a Petrobras insistir nesse modelo, pode ser que saiam matérias sem a devida checagem e não vai ser culpa dos jornais. Gângster! A responsabilidade com o público e com a qualidade da notícia é só sua e do seu jornal, de mais ninguém.

&lt;div class='quote' style='margin: 25px 70px;'&gt;&lt;p&gt;
&lt;p&gt;O argumento de que a imprensa dá o erro na manchete e se desculpa no pé de página é um bom argumento. Mas há jornalistas e há jornalistas. Há veículos e há veículos. O blog poderia registrar um ranking de quem, do seu ponto de vista, errou. E existe uma Justiça no Brasil que tem sido cada vez mais rápida e dura com a imprensa na concessão de direitos de resposta e reparações materiais. 
&lt;/p&gt;&lt;p class='quote_author' style='text-align:right; margin-top: 20px;'&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Sim, há veículos como a Folha de SP que dá manchete mentirosa, se desculpa no pé da página e não merece o nosso respeito. Só esqueceu de dar o nome, né?

&lt;div class='quote' style='margin: 25px 70px;'&gt;&lt;p&gt;
&lt;p&gt;Na democracia liberal, as empresas buscam melhorar suas relações com a imprensa. Como os políticos entenderam que precisam dialogar com a imprensa para exercer o poder, as empresas necessitam fazer o mesmo para lucrar.
&lt;/p&gt;&lt;p class='quote_author' style='text-align:right; margin-top: 20px;'&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Gângster denovo! "Os políticos já aprenderam, e vocês?" Tentativa de coação! Ataque velado. É isso que esse sujeito está fazendo em nome dos jornais. E estão tão imersos na loucura de poder que não perceberam que a cada vez que usam as suas "relações para exercer o poder" perdem um pouco mais da credibilidade que tinham.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?a=j2EMoenrL_U:x62k2-ajfX4:_n5QRZ_Fn30"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?i=j2EMoenrL_U:x62k2-ajfX4:_n5QRZ_Fn30" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/fserbcombr/~4/j2EMoenrL_U" height="1" width="1"/&gt;</description><guid isPermaLink="false">http://fserb.com.br/post/195</guid><pubDate>Tue, 09 Jun 2009 00:00:00 GMT</pubDate><feedburner:origLink>http://fserb.com.br/post/195</feedburner:origLink></item><item><title>A novela cor-de-rosa</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/fserbcombr/~3/0UTcDQ9a1rI/194</link><description>&lt;p&gt;&lt;i&gt;"@&lt;a href='http://twitter.com/biajoni'&gt;biajoni&lt;/a&gt;, faz favor de me vender uma cópia do Buceta em PDF pra eu poder ler aqui no estrangeiro?"&lt;/i&gt; Instantes depois, recebo um email com o livro: "Espero que divirta-te". Tinha acabado de contrair minha terceira dívida com &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/biajoni"&gt;Luiz Biajoni&lt;/a&gt;.

&lt;p&gt;Já tinha lido os dois livros anteriores do Bia: &lt;b&gt;Sexo Anal&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Virgínia Berlim&lt;/b&gt;. VB é algo fora do normal, um livro de 44 páginas que passam como se fossem 2 e fica como se tivesse 400. Há cenas que nunca mais me saíram da cabeça:

&lt;div class='quote' style='margin: 25px 70px;'&gt;&lt;p&gt;E fiquei ali bebendo, deitado no chão e estava passando para o sono quando, de súbito, bateram à porta. Levantei de um pulo, bêbado e nu. Chutei, no salto, o copo – esparramando a bebida, um pouco de gelo e cacos. Tentei correr para o quarto em busca de algo para me vestir e pisei em um enorme pedaço de vidro. Gritei. E ouvi, do outro lado da porta, alguém me chamar, perguntando se estava tudo bem. E era ela! Minha cabeça rodou de dor e espanto. Não podia ser. E. Corri assim mesmo, na ponta dos dedos, vesti um calção e abri, e ela... E era ela mesmo, sorriso avoado, de surpresa, com um bom cheiro e uma presença miúda, abissal. Meus cabelos desgrenhados se ouriçaram e suas sobrancelhas arquearam ainda mais diante da cena: meus olhos inchados e úmidos da dor, o pé escorrendo sangue.&lt;/p&gt;&lt;p class='quote_author' style='text-align:right; margin-top: 20px;'&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;Também foi com VB, ou com o Bia, que descobri &lt;a href='http://google.com/search?q=Daniel Lanois'&gt;Daniel Lanois&lt;/a&gt;. Um achado assim, não é qualquer dia que se recebe. É minha primeira dívida.

&lt;p&gt;Li Sexo Anal em uma sentada, por assim dizer. Lembro de ter acabado de ler, colocado o impresso do PDF de lado e pensado: "esse homem sabe bastante sobre alguma coisa importante que eu não sei". O que a gente costuma chamar, talvez com um pouco de arrogância, de gênio. 

&lt;p&gt;Bia sabe contar histórias. Mas isso quase qualquer um consegue. Bia consegue fazer você se sentir no interior de São Paulo, andando pelas ruas, sentindo os cheiros. E faz isso sem nunca descrever um único local. Bia consegue nos transportar para esse mundo só falando das pessoas que vivem ali.

&lt;p&gt;É difícil não gostar de &lt;b&gt;Buceta&lt;/b&gt;. A trama corre fácil, os personagens são ótimos. A história é menos policial do que era Sexo Anal, mas isso abre mais tempo para que nós possamos prestar atenção nas personagens.

&lt;p&gt;E essa é, na minha opinião, a grande qualidade do Bia e de sua Buceta. Todos os personagens do livro, do motoboy cliente do travesti até o marido broxa, são interessantes. Todos eles fazem você ter vontade de poder sentar num boteco em Limeira, convidá-los para o almoço e dividir uma conversa que dure uma tarde toda. 

&lt;p&gt;E essa curiosidade, essa inocência de querer ser enganado, de acreditar que aquelas pessoas existem de fato é uma das coisas mais importantes numa história. Os livros do Bia me fizeram entender isso. Minha segunda dívida.

&lt;p&gt;Aguardamos todos ansiosos que Bia decida fechar sua trilogia. E que siga em frente. Repito o que disse o &lt;a href="http://www.rafael.galvao.org/2009/04/a-buceta-do-bia/"&gt;Paraíba de verdade&lt;/a&gt; (ou de mentira?): O Bia é um dos melhores novos escritores brasileiros.

&lt;p&gt;(Se você ainda não leu, pára tudo e vai lá &lt;a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/luizbiajoni.html"&gt;comprar os livros&lt;/a&gt;. Custa o mesmo que um entrada cheia no cinema e você não corre o risco de ser enganado por uma porcaria qualquer).&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?a=0UTcDQ9a1rI:Hc0qaaR3dC0:_n5QRZ_Fn30"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?i=0UTcDQ9a1rI:Hc0qaaR3dC0:_n5QRZ_Fn30" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/fserbcombr/~4/0UTcDQ9a1rI" height="1" width="1"/&gt;</description><guid isPermaLink="false">http://fserb.com.br/post/194</guid><pubDate>Sat, 06 Jun 2009 00:00:00 GMT</pubDate><feedburner:origLink>http://fserb.com.br/post/194</feedburner:origLink></item><item><title>Sick day magic</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/fserbcombr/~3/OhMrmlIVl6Y/193</link><description>&lt;p&gt;Só pra avisar. Resolvi esculhambar de vez aqui.

&lt;p&gt;A convite do &lt;a href='http://www.idelberavelar.com/archives/2009/05/clube_de_leituras_um_papo_sobre_caio_fernando_abreu.php'&gt;Idelber&lt;/a&gt;, fui lá ler o &lt;a href='http://www.releituras.com/caioabreu_dois.asp'&gt;Aqueles dois&lt;/a&gt; do Caio Fernando Abreu. Na verdade, já era pra eu ter lido ele antes, a pedido do HMG, mas, sabe como é, a gente nunca escuta família. Vai lá você ler também, que o moço é o fino.

&lt;p&gt;Passei o dia em casa, fuckingsick fuckingday. Li um pouco e fiquei vendo a série do &lt;a href='http://www.derrenbrown.co.uk/'&gt;Derren Brown&lt;/a&gt; no Channel4. Minha diversão é ficar tentando descobrir como que ele faz os truques. Dos que eu consegui descobrir, alguns são tão simples e bem bolados que eu teria vergonha de fazer em público. 

&lt;p&gt;Li também um livro que o Derren Brown escreveu no começo da carreira sobre como apresentar um show da mágica, com notas do Teller. Bacana.

&lt;p&gt;Até mais.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?a=OhMrmlIVl6Y:i2km8o9db5Y:_n5QRZ_Fn30"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?i=OhMrmlIVl6Y:i2km8o9db5Y:_n5QRZ_Fn30" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/fserbcombr/~4/OhMrmlIVl6Y" height="1" width="1"/&gt;</description><guid isPermaLink="false">http://fserb.com.br/post/193</guid><pubDate>Wed, 27 May 2009 00:00:00 GMT</pubDate><feedburner:origLink>http://fserb.com.br/post/193</feedburner:origLink></item><item><title>A vida da lagartixa</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/fserbcombr/~3/FDCJYC7JU_s/192</link><description>&lt;p&gt;O Departamento de Controle de Temperatura de Zurique não funciona. Há o frio senegalês e o calor siberiano, só. Não descobriram ainda o conceito de "tá bom assim, deixa, não mexe".

&lt;p&gt;Enquanto isso, vou me acabando com uma pseudo-febre que começou ontem à noite, dias depois de o Tylenol ter acabado. A única farmácia 24 horas de Zurique fica a 6 estações daqui. O que não quer dizer nada, se você precisar da famárcia depois da meia noite e os trens já tiverem parado de circular. Mas não tem problema, eles tem loja online e entregam. Em 72 horas.

&lt;p&gt;Agora preciso sair, passar no supermercado, comprar comida (até Filadélfia, requeijão de rico miserável, acabou). E parar de perder tempo aqui.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?a=FDCJYC7JU_s:EiFRiDxwAiA:_n5QRZ_Fn30"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?i=FDCJYC7JU_s:EiFRiDxwAiA:_n5QRZ_Fn30" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/fserbcombr/~4/FDCJYC7JU_s" height="1" width="1"/&gt;</description><guid isPermaLink="false">http://fserb.com.br/post/192</guid><pubDate>Tue, 26 May 2009 00:00:00 GMT</pubDate><feedburner:origLink>http://fserb.com.br/post/192</feedburner:origLink></item><item><title>Só precisa parecer sério quem não é</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/fserbcombr/~3/a7Zex9ZkGfk/191</link><description>&lt;div class='quote' style='margin: 25px 70px;'&gt;&lt;p&gt;
&lt;p&gt;no es bueno hacerse de enemigos&lt;br&gt;
que no estén a la altura del conflicto&lt;br&gt;
que piensan que hacen una guerra&lt;br&gt;
y se hacen pis encima como chicos&lt;br&gt;
que rondan por siniestros ministerios&lt;br&gt;
haciendo la parodia del artista&lt;br&gt;
que todo lo que brilla en este mundo&lt;br&gt;
tan sólo les da caspa y les da envidia
&lt;/p&gt;&lt;p class='quote_author' style='text-align:right; margin-top: 20px;'&gt;Fito Paez (ao lado del camino)&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;No Brasil, a Sony está planejando relançar seu catalogo de bons músicos em Vinil, cobrando qualquer coisa a partir de R$ 90,00 o disco. Já na França, a lei-dos-3-strikes foi aprovada e as gravadoras estão esperançosas que isso vai salvar a venda de CDs que tem caido ano após ano.

&lt;p&gt;Gostaria de publicamente me desculpar por tudo que escrevi, disse e apresentei sobre as possibilidades de uma nova indústria da música nesse novo modelo. Desculpe também pelos argumentos contra o modelo antigo. É que, sabe, a gente vai ficando velho e a noção começa a falhar. E eu, me achando muito esperto, não percebi que era tudo uma grande piada.

&lt;p&gt;Eu, com essa vontade de buscar soluções para problemas difíceis (mesmo sem encontrar), achei que a discussão era de fato importante. Perdi o humor e não percebi que as grandes gravadoras estavam só de brincadeira.&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?a=a7Zex9ZkGfk:dwbxifwxXMY:_n5QRZ_Fn30"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/fserbcombr?i=a7Zex9ZkGfk:dwbxifwxXMY:_n5QRZ_Fn30" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/fserbcombr/~4/a7Zex9ZkGfk" height="1" width="1"/&gt;</description><guid isPermaLink="false">http://fserb.com.br/post/191</guid><pubDate>Sun, 17 May 2009 00:00:00 GMT</pubDate><feedburner:origLink>http://fserb.com.br/post/191</feedburner:origLink></item></channel></rss>
