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	<title>Galeria de Espelhos</title>
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	<description>Quando temos certeza... Tem algo errado</description>
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	<title>Galeria de Espelhos</title>
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		<title>Exposição Vitrine Criativa &#8211; Amarathi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roney Belhassof]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 13:58:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Humanidades]]></category>
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					<description><![CDATA[Estava lá na minha linha do tempo, como nos velhos tempos: &#8220;Estarei no hub cultural Amarathi quinta-feira apresentando quatro quadros meus&#8221;. Era uma mocinha de trinta e muitos anos, segundo ela mesma, que sigo porque diz coisas interessantes, acho que nunca tínhamos conversado, mas&#8230; arte, né? Decidi imediatamente que iria. Além disso, há muito tempo [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Estava lá na minha linha do tempo, como nos velhos tempos: &#8220;Estarei no hub cultural Amarathi quinta-feira apresentando quatro quadros meus&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Era uma mocinha de trinta e muitos anos, segundo ela mesma, que sigo porque diz coisas interessantes, acho que nunca tínhamos conversado, mas&#8230; arte, né? Decidi imediatamente que iria. Além disso, há muito tempo não vou ao encontro de alguém de redes sociais, isso, para mim, ficou nos tempos dos BBS, IRC e começo do Twitter. Depois que virou mídia social, tudo parece que distância em vez de aproximar porque tudo parece um pouco com vendedores ambulantes berrando no trem. Ainda bem que a humanidade sempre dá um jeito e tem o Fediverso, onde a conexão acontece naturalmente!</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.instagram.com/amarathihub/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Hub Cultural Amarathi</a> (Instagram) fica na rua da Quitanda, 109 aqui no centro do Rio de Janeiro e começava às 18h. Tem tempo que não transito por lá de noite e, infelizmente, as coisas mudam quando nossos cabelos ficam brancos e parecemos mais vulneráveis. Eu podia ter ido de Uber? Podia, mas sempre gostei do contato íntimo com as ruas e não vou mudar isso agora!  Não se assuste! Só tem beleza na história de hoje! Mesmo tendo saído para o lado errado quando fui embora, ainda às 20h, o que foi bom para sentir, como disse, intimamente, as ruas com suas ilhas de movimentação nas esquinas com bares e multidões de pessoas 40- separadas por quarteirões de figuras caminhando com as sombras, umas solitárias e meio cansadas, outras conversando animadamente com suas companhias e outras ainda pareciam já estar em casa, talvez chegando para o trabalho, talvez morem perto, mas o instinto de preservação e estereótipos dos quais ainda não me livrei ativam o alarme. Então decidi que já estava bom de contato nu com o centro escuro da cidade, já quase na praça Mauá, e pequei um táxi para Copacabana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu realmente gosto de ver o mundo a pé, mas a exposição Vitrine Criativa, foi melhor, e conhecer a Uma Mocinha (como ela não coloca o nome online não vou colocar aqui também) foi melhor ainda porque tem uma sensação de derrubar muros sociais, culturais, geográficos quando a gente encontra pessoalmente alguém que conhecemos online.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tempo, o Amarathi pretende abrir toda quinta-feira como espaço de interação cultural para artistas e promove uma infinidade de eventos interessantes do cenário alternativo, mas também está aberto para coworking, festas, eventos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A exposição Vitrine Criativa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eram <s>9</s> 10 artistas (teve um que não anotei o nome) expondo obras que estavam fixadas nas paredes indo de estilos mais abstratos até peças realistas passando por colagens e grafites.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Decidi não publicar fotos das obras por dois motivos: primeiro que a experiência de ver uma peça de arte ao vivo se perde quando fotografada, segundo que, infelizmente, IAs roubam conteúdo desse site (sim, eu monitoro) e já é bem irritante que roubem as minhas palavras, não vou colaborar para roubarem o que nem é meu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em terceiro lugar porque a experiência de ler sobre arte talvez te estimule a buscar o contato direto com a ela, talvez pela primeira vez! Mergulhar em arte ainda é um hábito pouco comum no Brasil (andou aumentando, dizem, talvez até pelo cansaço com a sobrecarga das mídias sociais).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bem, passei duas vezes pelas obras, a primeira me sintonizando novamente com a arte e seu ambiente. Há muito tempo vinha mergulhado só nos cartesianos da vida. Inclusive passei um tempo sentado num sofá apreciando fotos projetadas nas pareces e pessoas interagindo nos salões. É uma tribo tão legal a tribo da arte e da cultura!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vou comentar um pouco de cada artista.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Eduardo Passos &#8211; Fotografia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Fotos tiradas nos últimos 40 anos no Rio de Janeiro projetadas na parede do lounge nos fundos do espaço. A gente podia sentar no sofá ou cadeiras ao redor a assistir três ou quatro coleções. Achei interessante que, seja pelo tratamento das fotos, seja por estar projetado na parede crua, as fotos ficaram com uma textura atemporal e fotos recentes e do passado pareciam pertencer à mesma época. Me fez pensar em como o tempo pode se comprimir em nossas memórias se sobrepondo quando visitamos o mesmo lugar ao longo de décadas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Samantha Linhaus &#8211; Pintura</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Retrata o cotidiano zona oeste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostei especialmente da pitura do poste no verão do Rio com uma fila de pessoas se espremendo em sua sombra. O estilo da pintura é aquele que não procura realismo, em que as curvas e corpos são imprecisos. Tem nome, mas não lembro (minha cultura tá enferrujada!). Gosto porque me faz sentir perto da realidade retratada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Theo Gomes &#8211; Pintura sobre material industrial</h3>



<p class="wp-block-paragraph">São linhas geométricas em materiais. Lá estavam expostas caixas abertas, papelão e gostei especialmente de uma de papelão com partes queimadas. A gente não olha para essas coisas como suporte para a arte, mas é bom lembrar que tudo pode ser veículo para arte.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alessandra Portilho &#8211; Colagem</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Materializa símbolos do feminino. Achei que tinha uma influência da bruxaria moderna ou podia ser uma interpretação contemporânea de símbolos cristãos associados ao feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obra que gostei mais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A obra Lascívia (me intrigou mais) é uma composição complexa com um templo ao fundo e diversos elementos ao redor de uma imagem feminina.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Raoní Redni &#8211; Colagem urbana</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Identidade, resistência e pertencimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma forma de arte bem urbana, suja, agredida (sim, não achei agressiva, achei agredida) que se encaixa muito bem em muros de metrópoles sem tempo para as pessoas. Curiosamente, uma das primeiras obras que me chamou a atenção tinha, sobre um fundo de círculos azuis, um arco traçado em linhas pretas e rudes que logo identifiquei como um cocar que converte o círculo ao fundo em uma cabeça humana. A obra: Cocar. Comunica bem!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obras que gostei mais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quarta-feira de cinzas</li>



<li>Cocar</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Leele Nascimento &#8211; gravura, pintura a óleo, aquarela</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Era a representante do estilo mais realista, mas não hiper-realista, que acho que nem combinaria com a exposição. Vi uma influência do estilo da arte de cordel em uma das obras, mas posso estar errado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mim tinha uma aura xamânica e não só pela presença de corvos, a maioria com duas cabeças (vale dizer que se integram perfeitamente nas obras e parecem naturais no contexto), mas pela sensação que as obras passam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obras que gostei mais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ego sum nihil &#8211; autorretrato com corvo</li>



<li>Ansiedade: uma mulher com uma máscara de coelho levantada e com uma expressão que nos olha de lado e de baixo. Me fez pensar em um universo de quadrinhos famoso e que eu gostava muito, mas não tanko mais depois das revelações da perversidade do autor.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Mayra Turella</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um tríptico sem ser um tríptico em uma tela só representa o torso nu de três mulheres. Uma rachadura, como a terra seca, percorre os três peitos. Da rachadura nascem ramos de trepadeira e, seguindo a rachadura, a frase:<br>“Que os seios da minha mãe sejam somente maternos”</p>



<h3 class="wp-block-heading">Morgana Mastrianni</h3>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O tempo e o silêncio dos objetos&#8221;<br>Transfere para os quadros a bagunça e imperfeição dos interiores. Um interruptor menor que o buraco na parede, uma cadeira com roupas e uma bolsa jogadas e um par de meias no chão, uma poltrona com roupas que podem ser sido colocadas ali enquanto se escolhia uma roupa para sair e ficaram esquecidas&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A poltrona é a minha favorita e as obras dela foram as em que me senti mais em casa por representar cenas mais íntimas que nos remete ao nosso lar ou ao encontro com pessoas amigas em suas casas ou chegando de supresa, ou com aquela intimidade que concede naturalidade à bagunça.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Subvers4</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A formação em psicanálise talvez leve ao estilo abstrato e subjetivo, com o qual sempre tenho um pouco de dificuldade, mas observei que as obras tem um caráter que combina o flúido e o sólido, o relevo e o plano o que me fez pensar em contrastes que vivemos cada vez mais intensamente entre o orgânico (muito embora não ache que as obras eram orgânicas) e o digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da descrição das obras: &#8220;Arte como meio de percepção, registo e elaboração transformações do cotidiano.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra que mais gostei: Deslocamentos, 2024. Uma grande tela vertical com um círculo azul no canto superior direito e o restante coberto por ondas de cores fortes e com relevo quase acrílico.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que não anotei</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Fotos de mamilos de onde saíam espinhos que pareciam ser parte da pessoa, como se a rudeza com que o mundo nos trata estivesse saindo dos seus corpos dolorosamente. Perturbador. Não sei se foi essa a intensão da pessoa artista, isso é como me senti.</p>
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		<title>Sinais do Infarto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roney Belhassof]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 16:40:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[avc]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
		<category><![CDATA[infarto]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes de mais nada: não sou médico. Tem fontes qualificadas ao longo do post e, mais importante ainda, consulte médicos. No Brasil temos o SUS. Um amigo manda na DM do Instagram (que mantenho somente por causa de algumas pessoas que gosto muito e ainda não foram para o Fediverso) o vídeo de uma pessoa [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Antes de mais nada: não sou médico. Tem fontes qualificadas ao longo do post e, mais importante ainda, consulte médicos. No Brasil temos o SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um amigo manda na DM do Instagram (que mantenho somente por causa de algumas pessoas que gosto muito e ainda não foram para o <a href="https://www.memedecarbono.com.br/sociedade_cibernetica/social_media/a-proxima-revolucao-internet-social/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fediverso</a>) o vídeo de uma pessoa supostamente da área médica falando de sintomas de que estamos tendo um infarto do miocárdio. Entre os sintomas tinha azia, o que eu nunca tinha visto em lugar nenhum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas de mídias sociais (<a href="https://www.memedecarbono.com.br/memes/midias-sociais-vs-redes-sociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">não confundir redes sociais com mídias sociais</a>) podem até ser sérios, mas no esforço de agradar os algoritmos daqueles feudos digitais e alcançar mais gente na esperança de obter clientes ou uma reputação, acabam distorcendo ou, na melhor das hipóteses, passando informações muito superficiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembrei que, em 2005, recebi por email algo parecido e fiz o post <a href="https://www.roney.com.br/agua/reconhecendo-um-derrame/">Reconhecendo um derrame</a>, e pensei em atualizá-lo, mas tá muito fraquinho, muito embora os comentários tragam um calorzinho para o coração! É bom quando a gente é útil para pessoas desconhecidas! Vou linkar esse post aqui lá.</p>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Ninguém devia se informar por mídias sociais&#8230; Faça uma coleção de boas fontes de informação. Eu mantenho algumas na <a href="https://www.memedecarbono.com.br/recomendo-memeroll/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">página de recomendações do meu site sobre cibercultura</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pois, então&#8230; o tema é importante, tenho mais de 59 anos e já estou em grupo de risco, né? Fui pesquisar (também recomendo evitar o Google, que não funciona mais tão bem. Tenho usado o <a href="https://search.bolha.tools/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SearXNG</a> do Bolha), escolhi sites que parecem mais sérios, dei uma olhada no &#8220;sobre&#8221; deles, essas coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ah! Mas demora&#8230; Cara&#8230; menos de 5 minutos e ficamos com informações mais seguras que podem salvar a nossa vida ou de alguém perto da gente!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim&#8230; E não é que azia, ou pelo menos dor no estômago pode ser um sintoma?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na <a href="https://unicardio.com.br/artigos/mitos-e-verdades-sobre-o-infarto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Unicardio</a> achei essa lista (além de dor no peito irradiando para o braço e queixo):</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>cansaço;</li>



<li>náuseas;</li>



<li>dor de estômago;</li>



<li>palidez;</li>



<li>suor frio;</li>



<li>dores nas costas;</li>



<li>coração acelerado;</li>



<li>dificuldade para respirar.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, se liga que muitas coisas podem gerar esses sintomas, então não vá ter um infarto se assustando com os sintomas! Não superestime e nem subestime sintomas de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro problema de informações em mídias sociais é que parece TV: o tempo é limitado, o formato (vídeo) não favorece o aprofundamento ou guardar para referência futura. Mesmo quando a pessoa é reconhecidamente qualificada (tem várias pessoas assim recomendadas na minha página de recomendações) eu prefiro buscar o assunto em texto e guardar. Se for importante, claro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse processo achei um <a href="https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/imprensa/hospital-na-midia/infarto-avc-e-angina-saiba-as-diferencas-entre-as-condicoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo no Hospital Oswaldo Cruz falando dos tipos de infartos, AVC</a>, etc. e aprendi e reforcei os meus conhecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ah! Não, eu nem pensei em perguntar para uma IA. Não vejo o que uma ferramenta que sintetiza conhecimentos de fontes heterogêneas pode me oferecer e ia gastar mais tempo pesquisando as fontes que a IA usou. Acho muito mais eficiente, preciso e rápido escolher pelo nome do site.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa vez não fui direto em um site especializado em saúde. Primeiro porque queria fazer como todo mundo faz para fazer um post útil e depois pq não colecionei ainda boas fontes especializadas em saúde (vergonha hehehe).</p>
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		<title>Série: Emergência Radioativa</title>
		<link>https://www.roney.com.br/humanidades/cine_video/serie-emergencia-radioativa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Roney Belhassof]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 15:18:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cine & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Mini série]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[A série é inspirada em fatos reais, mas com bastante liberdade de criativa para fins narrativos e dramáticos. Não faço spoilers, então acrescentei o link para o artigo na Wikipedia que foi o mais completo que achei. Coloquei também o artigo do Metrópoles, mas acho que tem partes dele escritas por IA ou baseado na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A série é inspirada em fatos reais, mas com bastante liberdade de criativa para fins narrativos e dramáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não faço spoilers, então acrescentei o link para o artigo na Wikipedia que foi o mais completo que achei. Coloquei também o artigo do Metrópoles, mas acho que tem partes dele escritas por IA ou baseado na série e não nos fatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a precisão dos fatos não importa tanto, pois o essencial está lá:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O acidente ocorreu nas mesmas dimensões. Eu tinha 20 anos e lembro bem</li>



<li>A tentativa de abafar o caso está retratada, ainda que de uma forma complacente com os políticos envolvidos</li>



<li>O número de mortes, contaminados, a dimensão da operação estão corretos</li>



<li>As investigações policiais atrás de responsáveis também são lembradas</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O que realmente importa é a dramatização e ela nos coloca dentro da crise, dos dramas pessoais das pessoas e famílias atingidas, da perplexidade dos especialistas e voluntários que participaram do socorro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em momento nenhum, por exemplo, tive raiva das pessoas que espalharam o césio, elas foram vítimas do descaso de quem deixou o equipamento jogado e da ignorância, compreensível mesmo tendo acontecido apenas um ano depois de Chernobyl.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversas reações estão retratadas nos personagens desde a negação, a desconfiança, a insegurança, a dor da perda, a rejeição e estigmatização, a aceitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma série inspirada no acidente radiológico que pode ser o mais impactante do mundo por ter acontecido em área urbana (e é considerado o mais sério fora de usinas nucleares) é uma série sobre a impotência diante de um mal invisível que está muito além das nossas capacidades, assim como são muitos males modernos, arrisco até um salto interpretativo para falar do impacto que algoritmos, mídias sociais e IAs generativas tem sobre os nossos pensamentos, espírito e percepção do mundo. Em um salto menor podemos falar da influência das corporações que interferem em nossos hábitos alimentares e do marketing a que somos expostas praticamente a cada minuto em uma época em que estamos quase o tempo todo com os olhos colados em uma tela ou em propagandas que pipocam entre músicas, em outdoors, em toda parte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um cenário em que estamos sofrendo a influência de radiações imperceptíveis e, quando elas começam a causar efeitos, resta-nos a família, as amizades e fazer o que está ao nosso alcance para animar e sermos animadas por essas pessoas, a ajudá-las a dar o passo difícil que pode ser abandonar a própria casa ou uma mídia sociais&#8230; Desculpem, esse paralelo grudou nos meus sentimentos porque fiz exatamente isso: saí das mídias sociais e fui para as redes sociais (o <a href="https://www.memedecarbono.com.br/memes/midias-sociais-vs-redes-sociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fediverso</a>) deixando pessoas queridas para trás que procuro alertar gentilmente que estão expostas a &#8220;radiação&#8221; e que podem e devem se livrar daquilo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sua associação ao ver a série pode ser totalmente outra, afinal existem muitas &#8220;radiações&#8221; que nos contaminam. Desde um relacionamento abusivo até um meio tóxico ou, no caso de homens, principalmente, uma cultura que constrói uma masculinidade falsa e tóxica que leva ao machismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim&#8230; Como toda obra bem escrita, a série nos serve a muitos caminhos!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chorei várias vezes assistindo e antes mesmo das reflexões desse post, simplesmente me colocando no lugar das pessoas naquela história fatídica, no lugar de quem foi contaminado, de quem escapou da contaminação enquanto pessoas importantes para ela não escaparam, dos médicos e socorristas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A série não parece ser feita para ser pesada, não é muito gráfica, mas se você realmente mergulhar no lugar daquelas pessoas, é pesada sim! Mas continua sendo muito recomendável!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fontes</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_radiol%C3%B3gico_de_Goi%C3%A2nia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Acidente Radiológico de Goiânia</a> na Wikipedia</li>



<li><a href="https://www.metropoles.com/brasil/o-que-e-cesio-137-tragedia-goiania" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Artigo no Metrópoles listando alguns dos fatos principais</a> (desconfio da fidelidade, mas está bem completo)</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Imagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt37041021/mediaviewer/rm1623052546/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Emergência Radioativa no IMDB</a></p>
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		<title>Séries: A Ordem (mágica e lobisomens)</title>
		<link>https://www.roney.com.br/humanidades/cine_video/series-a-ordem-magica-e-lobisomens/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Roney Belhassof]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 12:17:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cine & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[mistério]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[Nem sei por que vi essa série! Hahahaha! É de 2019 e eu podia simplesmente ignorar como série que não deu certo, mas acontece que gosto dos temas sociedade secreta, magia, lobisomens e alguma coisa no primeiro episódio tinha me agradado anos atrás quando assisti e abandonei. Ah! Pode ler sem medo de spoilers. Dá [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nem sei por que vi essa série! Hahahaha! É de 2019 e eu podia simplesmente ignorar como série que não deu certo, mas acontece que gosto dos temas sociedade secreta, magia, lobisomens e alguma coisa no primeiro episódio tinha me agradado anos atrás quando assisti e abandonei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ah! Pode ler sem medo de spoilers.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dá para notar que faltou dinheiro para a série já que é uma sociedade secreta da qual as pessoa mais poderosas fazem parte, no entanto, quando tem aparição de alguém é uma sub celebridade. Além disso, para uma sociedade super-poderosa, lhe falta&#8230; poder. Tem uma premissa muito boa na relação entre os mágicos e os lobisomens, mas é mal explorada, assim como as consequências da transformação em lobisomem, que é até original. Para não fazer spoiler não posso dizer mais do que isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, o que realmente incomoda é como as personagens vão se desenvolvendo de um jeito meio errático, o &#8220;bem&#8221; e o &#8220;mal&#8221; se intercalando com muita facilidade e como, até certo ponto, a história parece apoiar sociedades secretas, que na minha opinião são uma metáfora para o abuso de poder e não deviam ser romantizadas, né?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, não consigo decidir se a série se perde no roteiro ou se é proposital e até brilhante, se esse roteiro indeciso com transformações de viés meio súbitas e radicais, pretende nos surpreender e nos fazer pensar&#8230; Não&#8230; Acho que o roteiro e a história foram conduzidos com descaso mesmo e esse sou eu tentando ser bonzinho com a série, afinal não quero dizer que gastei meu tempo com uma história ruim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gosto do carisma dos atores e atrizes, principalmente da Louriza Tronco, que faz Gabrielle Dupres.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Imagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt8295472/mediaviewer/rm4111526145/?ref_=ttmi_mi_2_2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A Ordem no IMDB</a></p>
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		<title>Teatro: O Dia em que Vão Embora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roney Belhassof]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 11:50:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Humanidades]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[Peça]]></category>
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					<description><![CDATA[Assisti ontem e recomendo muito! Está em cartaz apenas até a semana que vem, 23 de março de 2026. Vou colocar aqui a ficha e a sinopse conforme estão no Instagram e depois o meu resumo. O resumo veio do meu fichamento (que faço no Obsidian), mas alterei para tirar spoilers. Sempre me esforço para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Assisti ontem e recomendo muito! Está em cartaz apenas até a semana que vem, 23 de março de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vou colocar aqui a ficha e a sinopse conforme estão no Instagram e depois o meu resumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resumo veio do meu fichamento (que faço no Obsidian), mas alterei para tirar spoilers. <strong>Sempre me esforço para não dar spoilers e essa peça merece ser abraçada e entendida passo a passo junto com a autora e seus personagens</strong>.</p>



<h1 class="wp-block-heading">Ficha</h1>



<ul class="wp-block-list">
<li>Autoria: Lara Bereta</li>



<li>Direção: João Gofman</li>



<li>Elenco: Bruno Jugend, Eduardo Soares, Júlia Nepomucen, Lara Bereta, Marcela Garcia, Pedro Tebet, Raphael Montenegro, Rebeca Souza</li>



<li>Mídia social do grupo: <a href="https://www.instagram.com/atoresdofim/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@Atoresdofim no Instagram</a></li>
</ul>



<h1 class="wp-block-heading">Sinopse</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Uma escritora em crise criativa é surpreendida por uma festa surpresa indesejada, organizada por seus próprios personagens. Entre memórias difusas e ideias inacabadas, a Autora revisita fragmentos de textos, diálogos abandonados e esquecidos &#8211; ecos de si mesma. Quando seus personagens ganham vida e autonomia, invertendo os papéis e tomando as rédeas da narrativa, a Autora se vê confrontada por sua própria criação &#8211; forçada a encarar o que vinha evitando: o passado, as perdas e os bloqueios que a impedem de seguir escrevendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma atmosfera de festa e uma narrativa cativante, O DIA EM QUE VÃO EMBORA transita entre momentos emocionantes, engraçados e poéticos.</p>



<h1 class="wp-block-heading">Resumo</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A peça começa com um homem entrando sozinho pela porta vermelha por onde todos entram e saem do mundo. Mais tarde entenderemos quem é ele e a sua importância para entender a peça.<br>O teatro é o palco cósmico onde as criações da autora e suas próprias histórias possíveis acontecem e ele vai se tornando vasto como o universo conforme mergulhamos nele.<br>O fluxo do tempo é tão livre quanto o espaço, as transições entre realidade e criação também, mas há um fio central que conta a história da autora, dos momentos dos pais e com os pais, dos momentos do irmão, aproximações e afastamento, vida e morte.<br>Fazer um resumo exigiria navegar pelo fluxo wibbly wobbly timey wimey que, na verdade, é o fluxo de todo mundo se incluirmos as nossas histórias interiores às histórias exteriores e às diversas formas de senti-las, entendê-las, interpretá-las.<br>No meio da peça ela recomeça, uma festa é revivida, talvez porque nós revivemos as nossas vidas em nossos sonhos e devaneios conscientes ou não.<br>Os momentos com a analista, a risada leve e livre da Autora são um momento importante, assim como a sequência de relações matemáticas, precisas, que ditam algumas vezes o formato da vida, as regras que nos são impostas ou que aceitamos que nos sejam impostas.<br>Saí da peça sem entendê-la completamente e precisei de uma chave, três palavras ditas pela minha companhia sobre a cena final que conectou todas as cenas até ali.<br>As três palavras podem não ter determinado de fato o final da peça, pode ser apenas um final possível, mas me ajudou a conectar as pontas que ligavam todas as cenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procure você também as suas três (ou mais) palavras que podem conectar aquelas histórias de tantas formas diferentes e coloque nos comentários. Não é para agradar nenhum algoritmo, não é pelo comércio do engajamento. Comentários nesse blog não tem qualquer um desses pesos, é apenas para saciar a minha curiosidade, para devolver um pouco ao mundo (talvez aos atores se eles caírem aqui um dia) e para nos conectarmos pelo menos um pouco.</p>
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		<title>Violência contra mulheres: eu devia agir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roney Belhassof]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 16:14:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[apatia]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[misoginia]]></category>
		<category><![CDATA[violência contra a mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[O vídeo mostra um casal na rua, a mulher esbarra propositalmente em alguém que passa para que a pessoa olhe para trás e veja que ela está fechando o punho sobre o polegar. É um conhecido sinal de &#8220;socorro, estou em perigo&#8221;. Termino o vídeo chorando. Sempre termino esse tipo de vídeo chorando e sempre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O vídeo mostra um casal na rua, a mulher esbarra propositalmente em alguém que passa para que a pessoa olhe para trás e veja que ela está fechando o punho sobre o polegar. É um conhecido sinal de &#8220;socorro, estou em perigo&#8221;. Termino o vídeo chorando. Sempre termino esse tipo de vídeo chorando e sempre lamentando que, pelo menos nos vídeos jogados nas mídias sociais, raramente homens atendem o chamado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa vez eu parei para pensar: &#8220;E eu? Quantas vezes intercedi em um caso de violência contra mulher?&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É pouco comum acontecer na minha frente, mas me envergonho de, na maioria das vezes, alguma mulher interceder antes de mim. Por quê? O quê me impede?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Minha mente, querendo escapar do autojulgamento, se justifica soprando no meu ouvido que a violência escala muito rápido quando um homem enfrenta outro homem, mas isso não é justificativa. Eu já puxei conversa com uma senhora que era assediada por um possível assaltante e desci de ônibus porque achei que uma mulher estava sendo assediada por um homem (demorei para lembrar desse caso porque foi há uns 20 anos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui tenho que fazer uma pausa na escrita para mergulhar nos meus sentimentos e pensamentos mais profundos em busca de respostas para entender por que não tenho agido&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É bem difícil lembrar de situações em que testemunhei assédio ou violência contra mulheres&#8230; O que me faz perguntar se sou eu que não noto&#8230; Aos poucos vou lembrando de uma menina, quase criança, assediada em um réveillon na praia em que fiquei de olho, mas ela logo se desvencilhou sozinha; de uma outra vez que, junto com a minha esposa na época, ajudamos uma moça que estava saindo da praia com insolação (isso é importante para as minhas reflexões); de três ou quatro ocasiões em que a minha esposa ou amigos agiram antes de mim; de quando me levantei online em defesa de uma amiga sendo assediada por um troll (online mal conta, né? mas vai servir para as reflexões); da vez que, ainda adolescente, os amigos pediram para levar uma das meninas para fora da boate e só entendi por que quando um cara passou por mim dando cotoveladas atrás de briga (sou impedido eticamente a me envolver em brigas evitáveis pq tenho treinamento marcial)&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É bem difícil lembrar de situações em que testemunhei violência contra mulheres&#8221;&#8230; Me parece que a primeira coisa que tenho que fazer é estar mais atento. Com certeza estou deixando de perceber muitos casos! Ah! Lembrei agora de, muitas vezes, me colocar entre um homem e uma mulher no metrô cheio por notar que ele a estava pressionando e ter mantido a maior distância possível dela, umas pequenas coisas assim. Mas, é pouco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda coisa a fazer é me informar sobre como agir, e aqui me lembro de quando ajudei a moça com insolação: a abordagem por um homem, me parece, é sempre tensa para as mulheres. Na ocasião eu estava acompanhado por uma mulher e, ainda assim, tomamos o cuidado deixá-la apenas na portaria (aliás, uma medida de segurança para nós também).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Preparação é necessária para tudo. Na hora que testemunhamos uma violência temos que saber como agir porque podemos ter apenas segundos para interceder. Se demorar um minuto para agir a mulher pode já ter sido levada para longe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que omissão de auxílio também pode ter consequências legais. É mais um motivo para agir:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Omissão de socorro: Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública (Art. 135).</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Como agir na rua</h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Registre todos os dados possíveis como placa do veículo, se houver, e características do agressor;</li>



<li>Avalie o seu risco;</li>



<li>Se possível ative a polícia (190 / 180);</li>



<li>Busque ajuda de outras pessoas no local;</li>



<li>Acolha a mulher e a acompanhe até a delegacia;</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Vou acrescentar umas ideias que tive já que não achei nenhum guia prático.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Antes de agir:
<ul class="wp-block-list">
<li>Buscar apoio nas pessoas ao redor, de preferência mulheres, discretamente ;</li>



<li>Tentar contato visual com a mulher e perguntar silenciosamente se está tudo bem;</li>
</ul>
</li>



<li>Abordar o homem fingindo conhecê-lo para dar chance à mulher de se desvencilhar. Abordar a mulher, me parece, pode disparar a agressividade do homem e a própria mulher pode recear que você seja outro predador;</li>



<li>Se abordar a mulher manter distância dela para não constrangê-la e simular algum grau de parentesco e não de amizade, o que pode disparar o ciúme do agressor;</li>



<li>Só usar uma abordagem violenta em casos extremos e pedindo ajuda ao entorno &#8220;Gente! Olha que violência! A gente tem que fazer alguma coisa! Chamem a polícia!&#8221;. Evite a violência a todo custo.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como agir no ambiente familiar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Reconheça o ciclo da violência:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Fase da tensão</strong>: O agressor começa a demonstrar ciúmes excessivos, controlar rotinas, desvalorizar opiniões e usar xingamentos disfarçados de “brincadeiras”.</li>



<li><strong>Fase da agressão</strong>: A tensão explode em violência verbal, psicológica, sexual, patrimonial e/ou física.</li>



<li><strong>Fase da lua de mel</strong>: O agressor pede desculpas, chora, promete mudar, oferece presentes e manipula a vítima emocionalmente. A mulher, fragilizada, acredita na mudança e o ciclo recomeça.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Sinais de relacionamento abusivo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gaslighting: distorção da realidade para fazer a mulher duvidar de sua própria memória ou sanidade (&#8220;você está louca&#8221;, &#8220;isso nunca aconteceu&#8221;).</li>



<li>Isolamento: afastamento de amigos, familiares e redes de apoio.</li>



<li>Controle financeiro: o agressor impede o acesso da mulher ao próprio dinheiro, dificultando sua autonomia.</li>



<li>Chantagens emocionais e ameaças veladas.</li>



<li>Violência sexual e coerção.</li>



<li>Críticas constantes à aparência, comportamento ou escolhas.</li>



<li>Espionagem, vigilância constante e controle de redes sociais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Como ajudar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Acolher sem julgar.</li>



<li>Oferecer escuta e apoio prático</li>



<li>Sugerir acompanhamento psicológico. (tenho dúvidas sobre esse considerando que a mulher já sofre com a sua sanidade sendo questionada)</li>



<li>Ajudar a buscar redes de apoio, como ONGs, delegacias especializadas ou terapeutas.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Links</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2025/guia-pratico-de-cuidado-a-mulher-em-situacao-de-violencia.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guia prático de cuidado à mulher em situação de violência</a>: é do Estado para profissionais de saúde, mas achei útil.</li>



<li><a href="https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2025/11/04/o-que-fazer-ao-presenciar-violencia-contra-a-mulher-saiba-quais-sao-os-deveres-e-como-agir-com-seguranca.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O que fazer ao presenciar violência contra a mulher? Saiba quais são os deveres e como agir com segurança</a>: G1</li>



<li><a href="https://www.terappia.com.br/posts/viol%C3%AAncia-contra-a-mulher%3A-como-agir%3F" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Violência contra a mulher: como agir?</a> &#8211; Site Terappia</li>



<li><a href="https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1677-29702022000100008&amp;lang=pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Violência contra a mulher: experiência de profissionais facilitadores de um grupo reflexivo de homens</a>: descreve a experiência de uma equipe multiprofissional na formação de um grupo reflexivo de homens, realizado num Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Imagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Foto de <a href="https://unsplash.com/pt-br/@shafferluke?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Luke Shaffer</a> na <a href="https://unsplash.com/pt-br/fotografias/foto-em-tons-de-cinza-de-2-mulheres-segurando-papel-de-impressora-branco-BMsve-_CB08?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Unsplash</a></p>
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		<item>
		<title>A lasca de dente e o fragmento do carnaval, ou vice-versa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roney Belhassof]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 00:59:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[Sábado de carnaval, dia 14 de fevereiro de 2026, e o carnaval se espalha pelas ruas do Rio de janeiro como vastos rios de diversidade, cultura, catarse&#8230; o tipo de catarse que não fica restrita aos dias quentes da festa, que nos alimenta de senso de coletividade mesmo ao longo dos dias frios – todos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Sábado de carnaval, dia 14 de fevereiro de 2026, e o carnaval se espalha pelas ruas do Rio de janeiro como vastos rios de diversidade, cultura, catarse&#8230; o tipo de catarse que não fica restrita aos dias quentes da festa, que nos alimenta de senso de coletividade mesmo ao longo dos dias frios – todos os outros dias do ano para algumas pessoas – (travessões meus e não de alguma LLM plagiadora). O carnaval é um espírito telúrico que está sempre entre nós, mas eu fujo dele! Por mais que entenda como é importante e belo, são dias quentes, muita gente, muito som e meus sentidos se cansam, principalmente do calor!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o dente quebrou. Uma lasca se partiu verticalmente atrás de um dente a meio caminho entre os da frente e os de trás. Não chegou a virar um fragmento, ficou presa ali na gengiva, não sei bem e não ia mexer para saber, muito embora eu seja meio rude e tenha passado pela cabeça a ideia de arrancar logo a lasca e jogar fora o fragmento, mas não, decidi ser inconsequente e saí atrás de boa emergência dentária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta mais veloz veio de uma amiga num grupo de amigos dos tempos primordiais, quando ainda existia Twitter: Do outro lado da cidade, mas acho dente muito sério e queria muito ir em alguém recomendado, e foi ótimo mesmo! (Obrigado amiga!). Depois vieram dicas também no Fediverso mais perto de casa, mas já estava na rua a caminho. Sou rápido para resolver as coisas, sabe?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ir até o outro lado da cidade no carnaval só tem um jeito: metrô! Qualquer outro é um jogo de azar e marquei logo para o primeiro horário disponível, 13h. E já era quase meio-dia! Felizmente tenho metrô quase dentro do meu prédio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu caminhava pelos vastos corredores do metrô ao lado de hordas de pessoas carnavalescas! Quase todas já com mestrado em carnaval: roupas mínimas, mas de tênis surrado porque não adianta ir com um bonitinho que vai terminar o dia surrado, ou talvez os tênis tenham começado carnaval limpinhos, mas já estavam no clima da festa. Budas de fora, uns arbustos formavam um grupinho em um canto do vagão que ia lotando aos poucos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, acho as pessoas bonitas, no carnaval ficam mais ainda! É o conjunto dos sorrisos, da mente protegida no centro do aqui e agora, das maquiagens e fantasias. Acho que eu estava com um sorriso bobo no rosto apesar da preocupação com o dente fragmentado, mas curtindo muito o fragmento de carnaval que passava por mim!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tijuca vazia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parece que os blocos de carnaval fluem para outras bandas ou cheguei em uma parte menos propícia a blocos, o que faz sentido, já que eram vias expressas e largas para aqueles amontoados de solidão que chamamos de automóvel e costumam carregar apenas uma pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caminhei uns 5 minutos, não mais que isso, até o prédio do consultório chegando pontualmente 12h57! Tinha uma pessoa terminando de ser atendida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consultório de dentista é um dos lugares mais limpos do mundo, né? Nem era quando eu era criança há quase 5 décadas, mas a higiene melhora muito a cada década, ainda bem!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dentista conseguiu reunir a lasca ao restante do dente que, por sorte, já passou por operação de canal, então não doeu quando fragmentou, nem quando consertou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podia ser fácil assim reunir todo tipo de lasca impedindo que vire fragmento&#8230; E talvez seja, talvez o Carnaval seja justamente um dos remédios para reunir e manter a sensação de unidade da nossa gente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o outro sábado veio e&#8230; porque tem que ser no sábado, né? Superestimei o pobre dente ameaçado pela fragmentação e, cric! Mordi uma batata frita e senti o dente se partindo de novo. Que ideia besta morder uma batata frita naquelas condições, né? Mas talvez a gente seja assim instintivamente: não importa a crise, damos um jeito de seguir a vida como se nada estivesse acontecendo. Outras vezes dá defeito e antecipamos o tempo todo a próxima crise. Para falar a verdade não sei se é defeito ou efeito colateral de uma cultura profundamente influenciada por mídias sociais (redes sociais eram outra coisa) cheias de algoritmos programados para nos jogar como bolas de pinball&#8230; quem ainda lembra? &#8220;Eu sou o cavaleiro nÉEEgro&#8221;&#8230; bem, nos jogam como bolas de pinball entre fofuras, revoltas, medos, urgências, comoções. Não tem emocional que se mantenha equilibrado, mas isso é assunto lá para o meu <a href="https://memedecarbono.com.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">blog sobre cibercultura, o Meme de Carbono</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu já teria que marcar consulta com a minha dentista de sempre para avaliar o que fazer com o pobre dente, já sem canal, e agora quase sem lasca, essa semana (pulei a de carnaval por motivos de &#8220;subestimar o problema&#8221;). Vou lá amanhã de tarde e não vou dizer que desconfio que terei que implantar um dente novo porque antecipar problemas em geral causa ansiedade e não ajuda a resolver nada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cenas do próximo capítulo eu não sei se virão para cá já que temos a tendência (ou pelo menos eu tenho) de esquecer dos problemas depois que se resolvem. Mas tenha certeza que, se não voltei ao assunto é porque ficou tudo bem!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A propósito&#8230; Acho que foi a primeira vez que falei em dente aqui, muito embora tenha quebrado outro há décadas (mas o blog já existia) no meio de uma Campus Party, mais uma festa de diversidade, mas essa do tipo nerd, só que ela não sobreviveu à transformação quase tudo em produto e não vou mais depois de ter ido a mais de 10 edições. Mas aí o post já tá perdendo foco! Até o próximo!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Foto</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Bloco Ritaleena, na Rua dos Pinheiros, em São Paulo (SP), no Carnaval de 2019 (23/02/2019)<br>Foto: Ronaldo Silva / Futura Press</p>
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		<title>Resenha: Tudo Culpa Dela (All Her Fault)</title>
		<link>https://www.roney.com.br/humanidades/cine_video/resenha-tudo-culpa-dela-all-her-fault/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Roney Belhassof]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 00:51:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cine & Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[masculinidade]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[Pode ler sem medo de spoilers. É uma história difícil de comentar sem fazer spoilers, mas vou fazer o melhor que posso! Se eu parecer meio vago, é justamente para evitar dar spoilers. Gostei muito! Tem uma estratégia narrativa que nos coloca diante de várias reviravoltas por episódio e isso é um pouco incômodo porque [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Pode ler sem medo de spoilers. É uma história difícil de comentar sem fazer spoilers, mas vou fazer o melhor que posso! Se eu parecer meio vago, é justamente para evitar dar spoilers.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostei muito!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem uma estratégia narrativa que nos coloca diante de várias reviravoltas por episódio e isso é um pouco incômodo porque chega um ponto que já não nos surpreendemos, mas foi a única coisa que me incomodou e as reviravoltas são apenas uma estratégia para prender a atenção. A história é sobre a sociedade que perde a empatia, sobre homens em uma cultura machista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, se fosse apenas isso, seria só mais uma repetição do clichê &#8220;A humanidade é podre, um vírus&#8221;, que, a propósito, pode ser visto como uma distorção fatalista do conceito de pecado original cristão. Mas não é só isso. Também fica claro que as doenças sociais não são inevitáveis, que a sociedade pode ser empática, que a cultura machista não é desculpa para o homem ser machista. É o que dá para dizer sem dar spoilers.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confesso que me interessei por causa da Sarah Snook, que me impressionou desde a atuação em <a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt2397535/" data-type="link" data-id="https://www.imdb.com/pt/title/tt2397535/?ref_=nv_sr_srsg_0_tt_8_nm_0_in_0_q_predestination" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Predestinado</a>, de 2014. Depois vi que contava ainda com Dakota Fanning, Sophia Lillis e Michael Peña, que geralmente fazem papéis que acho interessantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sarah Snook, inclusive, recebeu o prêmio de melhor atriz no Critics Choice Award de 2025 e Sophia e Michael foram indicados por essa série. Tudo merecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma qualidade da narrativa é como vamos conhecendo pouco a pouco a história de cada família e entendendo o papel que uma sociedade doente tem nos dramas de cada um, mas sem desculpas para o machismo e maucaratismo, como já disse. Nós não podemos escolher ter privilégios em uma sociedade marcada pela injustiça social e preconceitos, mas, podemos decidir ser boas pessoas, principalmente quando temos privilégios, mas isso fica mais nas entrelinhas da série.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Para quem é essa série? Ou: quem vai gostar e quem vai se incomodar? </h3>



<p class="wp-block-paragraph">Espero que homens machistas assistam, se identifiquem e tenham vergonha. Acho bem possível. Aliás, acho possível que homens que não percebem o quanto são prejudicados pelo machismo ou pelo conceito de masculinidade, se identifiquem na série e vejam que podem mudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claro que o desconforto para homens e mulheres que aceitaram os estereótipos de masculinidade e feminilidade em que os homens são &#8220;fortes&#8221; e insensíveis e as mulheres são frágeis e desvalorizadas, vai sentir um incômodo, mas não penso que esse deve ser um fator para pessoas adultas rejeitarem uma história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem prefere séries de entretenimento, com ação, humor, cenas rápidas, diálogos mais superficiais pode realmente não gostar da série porque ela é feita para incomodar, não tem humor e tem longas cenas com diálogos e tensões emocionais crescentes. E, claro, ela contém muitos gatilhos. Não só para as mulheres (mas principalmente) como também para outros grupos alvo de discriminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, vale a pena experimentar uma narrativa diferente da que estamos acostumadas e até enfrentar alguns gatilhos, mas aí é uma decisão pessoal. Cada pessoa sabe dos seus limites e, se enfrentar gatilhos pode nos fortalecer, também pode nos deprimir.</p>
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		<title>Resenha &#8211; Caçador de Demônios &#8211; The Bondsman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roney Belhassof]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 01:03:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[General]]></category>
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					<description><![CDATA[Errr&#8230; Por que mesmo assisti essa série? Hahahaha! Pode seguir sem medo de spoiler (além de saber que achei ruim). Aliás, tive que colocar o título em inglês também porque, afinal, devem existir umas 329 mil séries &#8220;Caçador de Demônios&#8221;. Nem no título ele se destaca! Vou confessar que resolvi dar uma chance porque o [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Errr&#8230; Por que mesmo assisti essa série? Hahahaha!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode seguir sem medo de spoiler (além de saber que achei ruim). Aliás, tive que colocar o título em inglês também porque, afinal, devem existir umas 329 mil séries &#8220;Caçador de Demônios&#8221;. Nem no título ele se destaca!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vou confessar que resolvi dar uma chance porque o ator principal é o Kevin Bacon e achei que ele não faria uma série que não valesse a pena assistir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a série até que tem uma qualidade: ela tenta ser diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma série sobrenatural (duh, óbvio), mas que não coloca o sobrenatural em primeiro plano ou mesmo a ação. A história procura nos conduzir pelas relações entre um protagonista já idoso, sua mãe, sua esposa e seu filho. Aborda algumas questões existenciais e de perspectivas de vida deles e de mais uns dois personagens, mas não dá muito certo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As relações e questões humanas não tem muita profundidade ou originalidade, a ação é pouca para fazer valer a pena para quem gosta de ação, o mistério nem é ruim, mas não consegue fazer com que nos importemos mesmo com a sua resolução, a criação de mundo, de regras do sobrenatural até é engaçadinha, ma também meio morna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, então, por que assisti?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bem, primeiro porque geralmente só largo uma série se for muito ruim ou muito densa para o meu momento, segundo porque são episódios curtos, terceiro porque a mãe do protagonista e a personagem Midge me cativaram!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recomendo? Não. Contraindico? Na real também não. Pode ser divertido para quem gosta de qualquer coisa sobrenatural e acaba sendo uma boa distração&#8230; Só não acho que seja uma distração substancialmente melhor que rolar a TL infinita de ma mídia social&#8230; Não&#8230; Isso não é justo. <a href="https://www.memedecarbono.com.br/memes/algoritmos-e-a-corrupcao-das-redes-sociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pouquíssimas coisas são piores que mídias sociais comerciais</a>, né?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Imagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">IMDB &#8211; Material promocional</p>
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		<title>Resenha &#8211; Os Sete Relógios de Agatha Christie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roney Belhassof]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 00:32:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[General]]></category>
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					<description><![CDATA[Pode seguir sem medo de spoilers! Que série agradável de assistir! As pessoas fãs de mistérios policiais e da Agatha adivinharão várias coisas, mas isso é parte da graça de uma história da Agatha Christie e creio que algumas surpresas se manterão até o momento de serem reveladas. Em todo o caso, não é tanto [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Pode seguir sem medo de spoilers!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que série agradável de assistir!</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas fãs de mistérios policiais e da Agatha adivinharão várias coisas, mas isso é parte da graça de uma história da Agatha Christie e creio que algumas surpresas se manterão até o momento de serem reveladas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o caso, não é tanto no mistério quanto no ritmo e carisma das personagens que está a graça dessa mini-série de apenas 3 episódios (que espero que seja o início de uma série de temporadas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mim a leveza da narrativa foi o que mais agradou, mesmo havendo dores e perdas para as personagens, o que pode parecer meio estranho, mas vivemos um momento em que poucas obras audiovisuais de grandes streamings arriscam causar angústia na audiência, é tudo meio &#8220;levinho&#8221; e o mesmo acontece aqui. É série para se distrair, não é série para se perturbar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é uma série com personagens femininas fortes e independentes, o que acho mais do que bem-vindo, acho necessário em tempos de recrudescimento de posturas imorais como o machismo, que, no entanto não chega a ser criticado diretamente. Como disse, é uma série feita para ser divertida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem ainda uma boa variação de cenários, o que nos dá a sensação de muitas coisas diferentes acontecendo a cada episódio aumentando assim o ritmo da trama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dei 9/10 no meu banco de notas que mantenho no Obsidian! Recomendo para quem gosta do estilo e quer uma coisa leve para assistir.</p>
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