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	<title>Gladir Cabral</title>
	
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	<description>Uma pessoa é uma voz. Uma voz custa a envelhecer.</description>
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		<itunes:subtitle>Gladir Cabral</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Uma pessoa é uma voz. Uma voz custa a envelhecer. Uma voz é sempre pergunta ou resposta, saudação ou despedida, grito ou silêncio. Uma voz também é silêncio. A voz clama no deserto, e busca um eco, um eco, um eco. Clama na cidade, e é sufocada por tantos ruídos. A voz conversa sempre com a Voz.</itunes:summary>
		<itunes:author>Gladir Cabral</itunes:author>
		
		
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			<title>Gladir Cabral</title>
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		<title>o político</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 19:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>

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		<description><![CDATA[Como vivemos um tempo em que política e humor parecem andar tão lado a lado, segue a postagem de uma velha canção infantil feita para o projeto Turma da Arca, da LPC.
Esta canção inspira-se na “Mazurquica modernica”, da legendária e inesquecível compositora chilena Violeta Parra.
O político candidático,
Muito espértico, faz proméssica
Que, se eleitico, faz de tudico
Pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como vivemos um tempo em que política e humor parecem andar tão lado a lado, segue a postagem de uma velha canção infantil feita para o projeto Turma da Arca, da LPC.</p>
<p>Esta canção inspira-se na “Mazurquica modernica”, da legendária e inesquecível compositora chilena Violeta Parra.</p>
<p>O político candidático,<br />
Muito espértico, faz proméssica<br />
Que, se eleitico, faz de tudico<br />
Pela a gente que vota nele que.</p>
<p>E essa gente que acreditica<br />
Vive aflitica, suportandoque<br />
Violêncica, desrespeitoque,<br />
Falsidadeque sem tamanhoque.</p>
<p>No entantico, acredito que<br />
O político verdadeirico<br />
É bem vindico quando lutica<br />
Pelo justico e o direitico,</p>
<p>Quando busquica liberdadeque<br />
E respeitico pela vidica<br />
Das pessoicas que habiticam<br />
As cidadeques e as vilicas.</p>
<p>Um politico verdadeirico<br />
Não abusica das criançicas,<br />
Mas batalhica pela infâncica<br />
Esquecidica pelas ruicas</p>
<p>E preservica a naturezica,<br />
Belas floricas dos jardinicos,<br />
O bichinhicos da florestica<br />
Que na mática vivem solticos.</p>
<p><a href="../wp-content/uploads/2010/09/A-Turma-da-Arca-02-04.mp3">A Turma da Arca 02 &#8211; 04</a><a href="../wp-content/uploads/2010/09/A-Turma-da-Arca-02-04.mp3">A</a></p>
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		<itunes:subtitle>Como vivemos um tempo em que poliacute;tica e humor parecem andar tatilde;o lado a lado, segue a postagem de uma velha canccedil;atilde;o infantil feita para ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Como vivemos um tempo em que poliacute;tica e humor parecem andar tatilde;o lado a lado, segue a postagem de uma velha canccedil;atilde;o infantil feita para o projeto Turma da Arca, da LPC.

Esta canccedil;atilde;o inspira-se na ldquo;Mazurquica modernicardquo;, da legendaacute;ria e inesqueciacute;vel compositora chilena Violeta Parra.

O poliacute;tico candidaacute;tico,
Muito espeacute;rtico, faz promeacute;ssica
Que, se eleitico, faz de tudico
Pela a gente que vota nele que.

E essa gente que acreditica
Vive aflitica, suportandoque
Violecirc;ncica, desrespeitoque,
Falsidadeque sem tamanhoque.

No entantico, acredito que
O poliacute;tico verdadeirico
Eacute; bem vindico quando lutica
Pelo justico e o direitico,

Quando busquica liberdadeque
E respeitico pela vidica
Das pessoicas que habiticam
As cidadeques e as vilicas.

Um politico verdadeirico
Natilde;o abusica das crianccedil;icas,
Mas batalhica pela infacirc;ncica
Esquecidica pelas ruicas

E preservica a naturezica,
Belas floricas dos jardinicos,
O bichinhicos da florestica
Que na maacute;tica vivem solticos.

A Turma da Arca 02 - 04A</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Canccedil;otilde;es</itunes:keywords>
		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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		<title>seguir</title>
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		<comments>http://www.gladircabral.com.br/2010/05/27/seguir/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 May 2010 21:56:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>

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		<description><![CDATA[Há um mês postei no Youtube um video caseiro desta canção. Segue a letra e depois o videozinho. Ao piano, Daniel Lenço.


Vou palmilhando mundo afora
Ruas e avenidas
De certo, só o não saber
Quando chegar&#8230;

Desenho planos, traço a vida
Como se eu fosse o autor.
Pura ilusão, eu sei,
E acordo sempre que há dor.

Os pés cansados se entregam,
A alma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um mês postei no Youtube um video caseiro desta canção. Segue a letra e depois o videozinho. Ao piano, Daniel Lenço.</p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Vou palmilhando mundo afora</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Ruas e avenidas</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">De certo, só o não saber</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Quando chegar&#8230;</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Desenho planos, traço a vida</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Como se eu fosse o autor.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Pura ilusão, eu sei,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">E acordo sempre que há dor.</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Os pés cansados se entregam,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">A alma pede água,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">A mente voa, inquieta, indócil</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">A procurar porquês</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Então eu sinto a brisa doce </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Que nem sei de onde vem </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Mas refrigera a alma </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">E soa como um doce som</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Ainda que a vida às vezes doa</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Contigo eu quero prosseguir</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Não sei pra onde, quando </span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">E muito menos como,</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Mas sei com quem eu vou&#8230;</span></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Sim, sei a quem eu vou seguir.</span></p>
</blockquote>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="RIGHT"><span style="font-family: ZapfHumnst BT,sans-serif;">Marcelo Miranda e Gladir Cabral </span></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/CsLMHQgWZng" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Haacute; um mecirc;s postei no Youtube um video caseiro desta canccedil;atilde;o. Segue a letra e depois o videozinho. Ao piano, Daniel Lenccedil;o.



Vou palmilhando mundo afora
Ruas ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Haacute; um mecirc;s postei no Youtube um video caseiro desta canccedil;atilde;o. Segue a letra e depois o videozinho. Ao piano, Daniel Lenccedil;o.



Vou palmilhando mundo afora
Ruas e avenidas
De certo, soacute; o natilde;o saber
Quando chegar...

Desenho planos, traccedil;o a vida
Como se eu fosse o autor.
Pura ilusatilde;o, eu sei,
E acordo sempre que haacute; dor.

Os peacute;s cansados se entregam,
A alma pede aacute;gua,
A mente voa, inquieta, indoacute;cil
A procurar porquecirc;s

Entatilde;o eu sinto a brisa doce 
Que nem sei de onde vem 
Mas refrigera a alma 
E soa como um doce som

Ainda que a vida agrave;s vezes doa
Contigo eu quero prosseguir
Natilde;o sei pra onde, quando 
E muito menos como,
Mas sei com quem eu vou...
Sim, sei a quem eu vou seguir.


Marcelo Miranda e Gladir Cabral </itunes:summary>
		<itunes:keywords>Canccedil;otilde;es</itunes:keywords>
		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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		<item>
		<title>uma canção para clara</title>
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		<comments>http://www.gladircabral.com.br/2010/05/24/uma-cancao-para-clara/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 May 2010 02:52:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>

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		<description><![CDATA[O Conde Favorino Scifi caminha agitadamente pelo palácio da família na cidade de Assis. Ele está muito aborrecido. É que sua filha Clara não aceita se casar. Ela tem apenas 12 anos de idade. Clara é sua filha mais velha e acaba de perder a chance de um casamento milionário.
Mas o susto maior para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="st-clara1" rel="lightbox[pics544]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-clara1.jpg"><img class="attachment wp-att-545 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-clara1.jpg" alt="st-clara1" /></a>O Conde Favorino Scifi caminha agitadamente pelo palácio da família na cidade de Assis. Ele está muito aborrecido. É que sua filha Clara não aceita se casar. Ela tem apenas 12 anos de idade. Clara é sua filha mais velha e acaba de perder a chance de um casamento milionário.</p>
<p>Mas o susto maior para a família veio seis anos depois, quando Clara tinha 18 anos. Após ouvir um sermão de Francisco de Assis, ela colocou na cabeça que seria freira. Assim, fugiu de casa de noite e foi, acompanhada por sua tia Bianca, até a pequena capela de Porciúncula encontrar-se com o Francisco e seus monges.</p>
<p>Ali, ela trocou suas vestes ricas e coloridas por uma túnica surrada e um capuz grosseiro. Clara também cortou seus cabelos e tornou-se uma freira franciscana.</p>
<p>Como freira franciscana, Clara renunciou a todas as riquezas a que tinha direito como filha de um conde naquela época, terras, tesouros, vestes nobres&#8230; Francisco de Assis deixou Clara sob os cuidados das irmãs beneditinas do convento de São Paulo em Batia.</p>
<p><a title="st-clara6" rel="lightbox[pics544]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-clara6.jpg"><img class="attachment wp-att-553 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-clara6.jpg" alt="st-clara6" /></a>A família de Clara tentou trazê-la para casa, mas não conseguiu convencê-la a quebrar os votos que ela havia feito. Foi uma decisão difícil, mas ela sabia que era preciso seguir o plano de Deus: e achar consolo em Sua família.</p>
<p>Poucos meses depois a sua irmã Agnes juntou-se a ela e tornou-se freira também Franciscana. Isto trouxe grande alegria ao coração de Clara.</p>
<p>Dessa vez o pai mandou doze homens para agarrar e trazer Agnes de volta, à força. Clara ficou apenas orando a Deus. O pai voltou para casa desapontado mais uma vez.</p>
<p>Como muitas outras mulheres foram se unindo a Clara, Francisco de Assis reconstruiu uma casa antiga para que ali funcionasse a primeira comunidade de mulheres franciscanas. A casa ficava fora da cidade de Assis, perto da igreja de São Damião.</p>
<p>Clara foi designada para ser a abadessa da nova ordem que se chamou a Ordem das Pobres Claras, uma comunidade marcada pela piedade e que vivia só de esmolas que o povo dava.</p>
<p><a title="st-clara4" rel="lightbox[pics544]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-clara4.jpg"><img class="attachment wp-att-547 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-clara4.jpg" alt="st-clara4" /></a>Com a morte do marido, a mãe de Clara foi se juntar à filha no convento. A outra irmã de Clara, chamada Beatriz, e até a sua tia Bianca também se juntaram a ela.</p>
<p>Muitas jovens foram se unindo à ordem das Pobres Claras. Assim, muitos mosteiros foram abertos pela Europa.</p>
<p>A vida de Clara foi marcada por intensa contemplação, santidade e sabedoria. Ela reservava grande parte do seu dia para a oração e para a meditação espiritual.</p>
<p>No convento, ela recebia a visita de muitas pessoas em busca de um conselho, de uma palavra de orientação e consolo. Diversos líderes, até mesmo líderes espirituais, buscavam as palavras sábias de Clara.</p>
<p>Por duas vezes Clara salvou a cidade de Assis. Certa vez a cidade foi cercada pelas tropas do Imperador Frederico II. Eles queriam invadir a cidade e já estavam subindo pelos muros.</p>
<p>Clara estava enferma, mas teve que sair da sua cama e foi até os muros da cidade, levando consigo os sacramentos, para falar com os soldados.</p>
<p><a title="st-clar7" rel="lightbox[pics544]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-clar7.jpg"><img class="attachment wp-att-548 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-clar7.jpg" alt="st-clar7" /></a>Quando os soldados viram Clara no muro ficaram assustados e fugiram apavorados, como se vissem algo muito sagrado. O povo da cidade ficou muito aliviado e feliz por ter Clara morando com eles.</p>
<p>Mais tarde, o exército retornou sob o comando do general Vitale de Aversa, que não tinha vindo junto na primeira vez. O general chegou com um exército bem maior dessa vez.</p>
<p>Clara se ajoelhou e começou a orar a Deus pedindo socorro, e suas irmãs ao redor dela também se ajoelharam e começaram a orar. De repente surgiu uma grande tempestade e derrubou as barracas dos soldados, deixando todos em pânico.</p>
<p>Os soldados fugiram novamente, e dessa vez não voltaram mais.</p>
<p>Clara ajudou Francisco de Assis em seus momentos de dúvida e angústia espiritual. Ela insistiu para que ele continuasse sua missão junto ao povo simples, para que ele não ficasse apenas contemplando a Deus mas pregasse e ensinasse ao povo carente.</p>
<p>Depois de 27 anos de intensa vida espiritual e de uma saúde bem frágil, Clara já não conseguia sair mais da cama, mas mesmo assim pedia para as irmãs a ajudarem a se sentar na cama. E assim, reclinada, ela fazia fios para que depois se fizessem roupas para os pobres.</p>
<p>No seu momento final, Clara estava rodeada de pessoas que amavam. Ela pediu que lessem as Escrituras Sagradas, justamente na passagem que fala do sofrimento de Cristo pela humanidade.</p>
<blockquote><p>Clara noite, eu vejo cada estrela</p>
<p>Passeando solta nos braços do céu.</p>
<p>Calma lua, tão clara e sorridente</p>
<p>Para o meu poente por trás do seu véu.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu vejo cores por todo canto,</p>
<p>Eu vejo flores em cada campo</p>
<p>E seus odores são como o favo do mel.</p>
<p>O céu da noite iluminado</p>
<p>Parece um parque todo enfeitado</p>
<p>A dança leve do giro de um carrossel.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Cada dia, eu vejo uma constelação</p>
<p>De tanta gente que passa por mim.</p>
<p>Pés descalços, crianças indigentes</p>
<p>São como pingentes de um mundo sem fim.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Eu vejo um riso em cada rosto,</p>
<p>Apesar do gosto de cada dia.</p>
<p>Eu vejo um dia de uma alegria geral.</p>
<p>Eu quero todos de roupa nova,</p>
<p>De braços dados cantando a trova</p>
<p>Na dança-roda de um mundo novo e sem mal.</p>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/12-Track-12.mp3">12-Track-12</a></p></blockquote>
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		<itunes:subtitle>O Conde Favorino Scifi caminha agitadamente pelo palaacute;cio da famiacute;lia na cidade de Assis. Ele estaacute; muito aborrecido. Eacute; que sua filha Clara natilde;o aceita ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>O Conde Favorino Scifi caminha agitadamente pelo palaacute;cio da famiacute;lia na cidade de Assis. Ele estaacute; muito aborrecido. Eacute; que sua filha Clara natilde;o aceita se casar. Ela tem apenas 12 anos de idade. Clara eacute; sua filha mais velha e acaba de perder a chance de um casamento milionaacute;rio.

Mas o susto maior para a famiacute;lia veio seis anos depois, quando Clara tinha 18 anos. Apoacute;s ouvir um sermatilde;o de Francisco de Assis, ela colocou na cabeccedil;a que seria freira. Assim, fugiu de casa de noite e foi, acompanhada por sua tia Bianca, ateacute; a pequena capela de Porciuacute;ncula encontrar-se com o Francisco e seus monges.

Ali, ela trocou suas vestes ricas e coloridas por uma tuacute;nica surrada e um capuz grosseiro. Clara tambeacute;m cortou seus cabelos e tornou-se uma freira franciscana.

Como freira franciscana, Clara renunciou a todas as riquezas a que tinha direito como filha de um conde naquela eacute;poca, terras, tesouros, vestes nobres... Francisco de Assis deixou Clara sob os cuidados das irmatilde;s beneditinas do convento de Satilde;o Paulo em Batia.

A famiacute;lia de Clara tentou trazecirc;-la para casa, mas natilde;o conseguiu convencecirc;-la a quebrar os votos que ela havia feito. Foi uma decisatilde;o difiacute;cil, mas ela sabia que era preciso seguir o plano de Deus: e achar consolo em Sua famiacute;lia.

Poucos meses depois a sua irmatilde; Agnes juntou-se a ela e tornou-se freira tambeacute;m Franciscana. Isto trouxe grande alegria ao coraccedil;atilde;o de Clara.

Dessa vez o pai mandou doze homens para agarrar e trazer Agnes de volta, agrave; forccedil;a. Clara ficou apenas orando a Deus. O pai voltou para casa desapontado mais uma vez.

Como muitas outras mulheres foram se unindo a Clara, Francisco de Assis reconstruiu uma casa antiga para que ali funcionasse a primeira comunidade de mulheres franciscanas. A casa ficava fora da cidade de Assis, perto da igreja de Satilde;o Damiatilde;o.

Clara foi designada para ser a abadessa da nova ordem que se chamou a Ordem das Pobres Claras, uma comunidade marcada pela piedade e que vivia soacute; de esmolas que o povo dava.

Com a morte do marido, a matilde;e de Clara foi se juntar agrave; filha no convento. A outra irmatilde; de Clara, chamada Beatriz, e ateacute; a sua tia Bianca tambeacute;m se juntaram a ela.

Muitas jovens foram se unindo agrave; ordem das Pobres Claras. Assim, muitos mosteiros foram abertos pela Europa.

A vida de Clara foi marcada por intensa contemplaccedil;atilde;o, santidade e sabedoria. Ela reservava grande parte do seu dia para a oraccedil;atilde;o e para a meditaccedil;atilde;o espiritual.

No convento, ela recebia a visita de muitas pessoas em busca de um conselho, de uma palavra de orientaccedil;atilde;o e consolo. Diversos liacute;deres, ateacute; mesmo liacute;deres espirituais, buscavam as palavras saacute;bias de Clara.

Por duas vezes Clara salvou a cidade de Assis. Certa vez a cidade foi cercada pelas tropas do Imperador Frederico II. Eles queriam invadir a cidade e jaacute; estavam subindo pelos muros.

Clara estava enferma, mas teve que sair da sua cama e foi ateacute; os muros da cidade, levando consigo os sacramentos, para falar com os soldados.

Quando os soldados viram Clara no muro ficaram assustados e fugiram apavorados, como se vissem algo muito sagrado. O povo da cidade ficou muito aliviado e feliz por ter Clara morando com eles.

Mais tarde, o exeacute;rcito retornou sob o comando do general Vitale de Aversa, que natilde;o tinha vindo junto na primeira vez. O general chegou com um exeacute;rcito bem maior dessa vez.

Clara se ajoelhou e comeccedil;ou a orar a Deus pedindo socorro, e suas irmatilde;s ao redor dela tambeacute;m se ajoelharam e comeccedil;aram a orar. De repente surgiu uma grande tempestade e derrubou as barracas dos soldados, deixando todos em pacirc;nico.

Os soldados fugiram novamente, e dessa vez natilde;o voltaram...</itunes:summary>
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		<title>canção para martinho</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 02:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>

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		<description><![CDATA[Um soldado romano vem caminhando pela estrada. Ele está indo se juntar ao resto da tropa que está acampada a alguns quilômetros dali. Está usando a armadura completa, com a espada amarrada na cintura, o capacete, a couraça, o cinto e a capa nos ombros. O soldado se chama Martinho é filho de um oficial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="st-martin2" rel="lightbox[pics536]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-martin2.jpg"><img class="attachment wp-att-537 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-martin2.jpg" alt="st-martin2" /></a>Um soldado romano vem caminhando pela estrada. Ele está indo se juntar ao resto da tropa que está acampada a alguns quilômetros dali. Está usando a armadura completa, com a espada amarrada na cintura, o capacete, a couraça, o cinto e a capa nos ombros. O soldado se chama Martinho é filho de um oficial romano.</p>
<p>Mais a frente, Martinho encontrou um mendigo que vinha pedindo esmolas. Martinho se compadeceu do homem e rasgou a sua capa em duas partes. Ele deu a metade da sua capa ao andarilho que agradeceu, feliz da vida e impressionado.</p>
<p>Naquela mesma noite, dormindo ao relento, na beira da fogueira do acampamento, Martinho teve um sonhou. Ele sonhou que Cristo aparecia até ele, usando a metade da capa dada ao mendigo.</p>
<p>Martinho acordou no meio da noite, muito impressionado, e tentou dormir de novo, mas não conseguia deixar de pensar naquele sonho.</p>
<p>No outro dia, Martinho era um novo homem, convertido a Jesus Cristo, disposto a conhecê-lo melhor, servi-lo com a vida. Martinho havia se tornado um soldado de Cristo.</p>
<p>Ele falou ao seu capitão que, como cristão, já não poderia mais simplesmente sair a lutar e a matar pessoas. Para ele, a guerra havia se tornado uma atividade totalmente errado cheia de ódio e violência, algo que não se encaixava com a mensagem de paz e amor anunciada pelo Evangelho.</p>
<p><a title="st-martin3" rel="lightbox[pics536]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-martin3.jpg"><img class="attachment wp-att-538 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-martin3.jpg" alt="st-martin3" /></a>O comandante ficou uma fera, e ordenou que Martinho fosse preso imediatamente. Assim, o jovem soldado passou muitos dias na prisão, esperando para saber o que seria de sua vida.</p>
<p>Ele foi acusado de ser um medroso a querer fugir da batalha, mas deu uma resposta muito corajosa a todos:</p>
<p>— Se acham que sou medroso, então me coloquem na frente da batalha, onde os inimigos se encontram, desarmado. Estou pronto!</p>
<p>Ao final, Martinho acabou sendo expulso do exército.</p>
<p>Voltando para casa, Martinho anunciou o Evangelho para sua mãe e para os demais parentes. Eles se converteram a Cristo. Para ele, esta foi uma grande vitória, uma luta contra o preconceito religioso e a incredulidade.</p>
<p>Martinho também lutou muito contra os falsos ensinos sobre Jesus. Ele combateu, por exemplo, o ensinamento dos arianos, que diziam que Jesus Cristo não era o filho de Deus. Foram longos dias e noites de discussões, argumentos, conversas, exposições, pregações.</p>
<p>Naquele tempo, as pessoas não entendiam muito bem que religião não se discute. Para Martinho era mais uma questão de combater a mentira e defender a verdade.</p>
<p>Por causa dessas longas discussões religiosas e por insistir que Jesus é o Filho de Deus, Martinho acabou sendo expulso da cidade de Milão pelo bispo chamado Auxentius, que defendia o ponto de vista dos arianos.</p>
<p>Martinho acabou tendo que viver sozinho numa pequena ilha do mar Mediterrâneo, próximo da costa da Ligúria.<a title="st-martin4" rel="lightbox[pics536]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-martin4.jpg"><img class="attachment wp-att-539 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-martin4.jpg" alt="st-martin4" /></a></p>
<p>Depois de viver algum tempo assim, ele foi convidado para morar em Ligugé, onde viveu uma vida de contemplação e solidão.</p>
<p>Mas logo apareceram discípulos e o grupo se tornou uma pequena comunidade religiosa, um ambiente onde se cultivava o respeito, a fraternidade e a devoção a Deus. Martinho ficou com eles por dez anos.</p>
<p>Depois disso, Martinho foi chamado e aclamado pelo povo para ser o bispo de Tours em 372. A princípio ele não aceitou o convite, mas não teve como impedir a vontade do povo.</p>
<p>Mas mesmo sendo bispo, ele continuou vivendo numa pequena cela, um quartinho apertado e simples, que ficava perto da catedral. Martinho não se preocupava com luxo, conforto ou beleza. O mais importante era servir a Deus, ajudar o povo, e levar uma vida simples, em contato com a natureza, em orações e estudos das Escrituras.</p>
<p>Martinho fundou um convento em Marmoutin, onde oitenta monges se juntaram a ele.</p>
<p>Ele também fundou muitos outros conventos pela Europa, destruiu altares pagãos, templos de ídolos, buscando divulgar a mensagem de Cristo.</p>
<p>Morreu bem velhinho.</p>
<blockquote><p>“Foi num sonho que Ele veio ao meu encontro.</p>
<p>Foi um sonho o que Ele repartiu comigo.</p>
<p>E eu sonhava ser apenas um velho cavaleiro.</p>
<p>Ele fez de mim um grande aventureiro e um andarilho&#8230;”</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Quando eu te vi à beira do caminho</p>
<p>Nem pensei que era o destino que me vinha visitar.</p>
<p>O dia era frio e eu sozinho</p>
<p>Estava longe do meu lar.</p>
<p>Mas teu olhar tão calmo e verdadeiro</p>
<p>Derreteu aquele gelo e me fez compartilhar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>E eu que era só um pequenino</p>
<p>Grão de areia que rolava à beira de um imenso mar</p>
<p>Jamais imaginava que seria</p>
<p>Uma montanha, pó de estrela refletida no luar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Rasgo a minha capa, abro a minha vida.</p>
<p>Largo minha máscara e encaro um novo dia.</p>
<p>Vejo teu olhar com alegria.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>E o pensamento voa feito um passarinho</p>
<p>Junto à beira do caminho esperando pra cantar</p>
<p>E cantarei aquele sonho mais divino,</p>
<p>O nascer do sol tão lindo e que hoje veio pra ficar.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/11-Track-11.mp3">11-Track-11</a></p>
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		<itunes:subtitle>Um soldado romano vem caminhando pela estrada. Ele estaacute; indo se juntar ao resto da tropa que estaacute; acampada a alguns quilocirc;metros dali. Estaacute; usando ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Um soldado romano vem caminhando pela estrada. Ele estaacute; indo se juntar ao resto da tropa que estaacute; acampada a alguns quilocirc;metros dali. Estaacute; usando a armadura completa, com a espada amarrada na cintura, o capacete, a couraccedil;a, o cinto e a capa nos ombros. O soldado se chama Martinho eacute; filho de um oficial romano.

Mais a frente, Martinho encontrou um mendigo que vinha pedindo esmolas. Martinho se compadeceu do homem e rasgou a sua capa em duas partes. Ele deu a metade da sua capa ao andarilho que agradeceu, feliz da vida e impressionado.

Naquela mesma noite, dormindo ao relento, na beira da fogueira do acampamento, Martinho teve um sonhou. Ele sonhou que Cristo aparecia ateacute; ele, usando a metade da capa dada ao mendigo.

Martinho acordou no meio da noite, muito impressionado, e tentou dormir de novo, mas natilde;o conseguia deixar de pensar naquele sonho.

No outro dia, Martinho era um novo homem, convertido a Jesus Cristo, disposto a conhececirc;-lo melhor, servi-lo com a vida. Martinho havia se tornado um soldado de Cristo.

Ele falou ao seu capitatilde;o que, como cristatilde;o, jaacute; natilde;o poderia mais simplesmente sair a lutar e a matar pessoas. Para ele, a guerra havia se tornado uma atividade totalmente errado cheia de oacute;dio e violecirc;ncia, algo que natilde;o se encaixava com a mensagem de paz e amor anunciada pelo Evangelho.

O comandante ficou uma fera, e ordenou que Martinho fosse preso imediatamente. Assim, o jovem soldado passou muitos dias na prisatilde;o, esperando para saber o que seria de sua vida.

Ele foi acusado de ser um medroso a querer fugir da batalha, mas deu uma resposta muito corajosa a todos:

mdash; Se acham que sou medroso, entatilde;o me coloquem na frente da batalha, onde os inimigos se encontram, desarmado. Estou pronto!

Ao final, Martinho acabou sendo expulso do exeacute;rcito.

Voltando para casa, Martinho anunciou o Evangelho para sua matilde;e e para os demais parentes. Eles se converteram a Cristo. Para ele, esta foi uma grande vitoacute;ria, uma luta contra o preconceito religioso e a incredulidade.

Martinho tambeacute;m lutou muito contra os falsos ensinos sobre Jesus. Ele combateu, por exemplo, o ensinamento dos arianos, que diziam que Jesus Cristo natilde;o era o filho de Deus. Foram longos dias e noites de discussotilde;es, argumentos, conversas, exposiccedil;otilde;es, pregaccedil;otilde;es.

Naquele tempo, as pessoas natilde;o entendiam muito bem que religiatilde;o natilde;o se discute. Para Martinho era mais uma questatilde;o de combater a mentira e defender a verdade.

Por causa dessas longas discussotilde;es religiosas e por insistir que Jesus eacute; o Filho de Deus, Martinho acabou sendo expulso da cidade de Milatilde;o pelo bispo chamado Auxentius, que defendia o ponto de vista dos arianos.

Martinho acabou tendo que viver sozinho numa pequena ilha do mar Mediterracirc;neo, proacute;ximo da costa da Liguacute;ria.

Depois de viver algum tempo assim, ele foi convidado para morar em Ligugeacute;, onde viveu uma vida de contemplaccedil;atilde;o e solidatilde;o.

Mas logo apareceram disciacute;pulos e o grupo se tornou uma pequena comunidade religiosa, um ambiente onde se cultivava o respeito, a fraternidade e a devoccedil;atilde;o a Deus. Martinho ficou com eles por dez anos.

Depois disso, Martinho foi chamado e aclamado pelo povo para ser o bispo de Tours em 372. A princiacute;pio ele natilde;o aceitou o convite, mas natilde;o teve como impedir a vontade do povo.

Mas mesmo sendo bispo, ele continuou vivendo numa pequena cela, um quartinho apertado e simples, que ficava perto da catedral. Martinho natilde;o se preocupava com luxo, conforto ou beleza. O mais importante era servir a Deus, ajudar o povo, e levar uma vida simples, em contato com a natureza, em oraccedil;otilde;es e estudos das Escrituras.

Martinho fundou um convento em Marmoutin, onde oitenta monges se juntaram a ele.

E...</itunes:summary>
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		<title>uma canção para bento</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 20:18:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>

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		<description><![CDATA[O menino Bento olhou pela última vez o portão de sua casa na pequena cidade de Nursia. O seu coração estava divido. A idéia de ir morar em Roma enchia o seu coração de entusiasmo e desejo de partir, mas a saudade da terra natal o deixava entristecido. Dividido entre a saudade e a alegria, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O menino Bento olhou pela última vez o portão de sua casa na pequena cidade de Nursia. O seu coração estava divido. A idéia de ir morar em Roma enchia o seu coração de entusiasmo e desejo de partir, mas a saudade da terra natal o deixava entristecido. Dividido entre a saudade e a alegria, Bento foi estudar em Roma.</p>
<p>Ao chegar na cidade grande, os olhos arregalados do menino tentavam assimilar tanta beleza: as avenidas largas, as praças grandiosas, as estátuas, as construções de mármore. Bento sentia no ar o perfume das frutas da estação, plantas aromáticas, o cheiro dos animais. Ele ouvia o grito dos mercadores, crianças brincando na calçada, pessoas conversando. Tudo era novo e excitante.</p>
<p><a title="st.benedict5" rel="lightbox[pics520]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st.benedict5.jpg"><img class="attachment wp-att-526 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st.benedict5.jpg" alt="st.benedict5" /></a>Mas com o passar do tempo, o encanto pela cidade foi se transformando em  decepção. Bento percebeu que as ruas não eram tão limpas, que havia crianças abandonadas, imoralidade, prostituição, gente caída pelos cantos, algo que fazia seu estômago revirar.</p>
<p><a title="st.benedict1" rel="lightbox[pics520]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st.benedict1.jpg"><img class="attachment wp-att-521 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st.benedict1.jpg" alt="st.benedict1" /></a>Assim, com a idade de 14 anos Bento resolveu abandonar a casa de seus pais em Roma, a capital do mundo, com seus bares e cabarés, carnavais e bacanais. Ele foi morar numa pequena vila chamada Enfide, que ficava a uns 40 quilômetros de Roma. Para que não fosse sozinho, seus pais permitiram que Bento fosse acompanhado pela sua ama.</p>
<p>Em Enfide, Bento foi morar na capela de São Pedro, na companhia de outros homens piedosos, todos muito pobres. Sua ama tomou emprestado uma peneira para penerar trigo. Acontece que, sem querer, a peneira caiu no chão e se partiu. Sua ama começou a chorar e lamentar. Bento sentiu grande compaixão por ela e começou a orar de joelhos, pedindo que Deus o ajudasse a encontrar uma solução.</p>
<p>Quando ele se levantou, pegou a peneira partida e começou a arrumá-la. Deus o ajudou e a peneira parecia inteira novamente, como se nunca tivesse se quebrado. Todos ficaram muito admirados e colocaram a peneira na porta da Igreja como prova do que acontece quando Deus ouve as nossas orações.</p>
<p>Cada vez mais, Bento sentia que precisava ficar sozinho, viver em algum lugar distante, deserto. Assim ele se foi morar numa caverna na montanha chamada Subiaco.</p>
<p><a title="st.benedict2" rel="lightbox[pics520]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st.benedict2.jpg"><img class="attachment wp-att-522 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st.benedict2.jpg" alt="st.benedict2" /></a>Lá ele passou sua juventude, ajudado por um monje chamado Romanus, que trazia alimentos para ele. A comida era colocada numa cesta e puxada por uma corda. Assim ele se isolou do mundo e se dedicou à oração e à penitência.</p>
<p>Com o passar do tempo, Bento percebeu que Deus não nos chamou para vivermos isolados. Assim ele formou uma comunidade de pessoas dispostas a viver mais intensamente em oração, estudo e trabalho.  Logo ele fundou 12 mosteiros naquela região.</p>
<p>Bento achava muito importante o trabalho manual e braçal. Ele dizia sempre:</p>
<p>— O trabalho artesanal é muito produtivo e é também uma maneira muito digna de servir a Deus.</p>
<p>Manter as mãos ocupadas e o corpo em movimento ajuda a manter o espírito em forma.</p>
<p>O estilo de vida dos monges liderados por Bento era muito simples e sem regras muito rígidas: obediência, vida comunitária e moderação. Mais do que seguir regras rígidas, os monges seguiam o exemplo de vida de Bento, sua seriedade, sua dedicação e seu temor a Deus.</p>
<p><a title="st.benedict3" rel="lightbox[pics520]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st.benedict3.jpg"><img class="attachment wp-att-523 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st.benedict3.jpg" alt="st.benedict3" /></a>Mais tarde, Bento partiu de Subiaco e foi viver em Monte-Cassino. Ali ele construiu um grande mosteiro. Muitas pessoas iam visitá-lo e ouvir seus conselhos, pessoas religiosas, líderes, leigos. Para cada um Bento tinha uma boa palavra.</p>
<p>Um dia apareceu um eremita ali perto de onde Bento morava. Esse eremita vivia com os pés presos numa corrente fixada numa pedra perto de uma caverna. Bento foi falar com o homem:</p>
<p>— Não faças isso, meu bom homem! Você deveria antes se acorrentar nas correntes de Cristo e não nas de ferro.</p>
<p>Bento deixou seus princípios de vida escritos num livro chamado <strong>Regra de Bento</strong>. Para ele a adoração era o principal dever de um monge. Bento também ensinava que, melhor do que viver totalmente isolado dos outros, numa caverna, o cristão deve buscar a companhia de seus irmãos e viver em comunidade.</p>
<p><a title="st.benedict4" rel="lightbox[pics520]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st.benedict4.jpg"><img class="attachment wp-att-524 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st.benedict4.jpg" alt="st.benedict4" /></a>Para ele, ficar sem fazer nada é a pior coisa que existe para uma pessoa. A gente precisa ter a mente ocupada através da leitura e da oração e as mãos ocupadas pelos trabalhos manuais. Mas o mais importante é viver para adorar a Deus. A gente tem que viver com moderação e bom senso, seja na hora de comer, de se vestir ou de trabalhar.</p>
<p>Bento morreu em seu monastério aos 67 anos, e como sempre quis: orando. Ele sabia que seu momento estava chegando e se preparou para ele, conversando com o Pai.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;"><br />
</span></p>
<blockquote><p>Gira o vaso sobre o tabuleiro,</p>
<p>Gira a roda do oleiro,</p>
<p>Gira o mundo ao meu redor.</p>
<p>Gira o girassol o dia inteiro,</p>
<p>Um relógio sem ponteiro</p>
<p>Lê as horas ‘té decor.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Quando o velho fio de prata se arrebenta</p>
<p>E a peneira se despenca da beirada do fogão,</p>
<p>É preciso amor e paciência</p>
<p>Muita fé e persistência</p>
<p>Na destreza de uma mão artesã.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Vida, minha vida, quanta lida</p>
<p>Tem um homem que procura</p>
<p>Consertar um coração.</p>
<p>Passa uma agulha pela dobra</p>
<p>Da costura com ternura</p>
<p>E vai fazendo a amarração.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Seu trabalho só termina quando a linha se acaba</p>
<p>Ou quando a alma já não sente a solidão.</p>
<p>Tudo então apenas recomeça</p>
<p>E Ele pega outra peça</p>
<p>Com a sua bela mão artesã.</p></blockquote>
<p><span style="color: #ffffff;">.<a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/10-A-roda-do-oleiro.mp3">10 &#8211; A roda do oleiro</a></span></p>
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		<itunes:subtitle>O menino Bento olhou pela uacute;ltima vez o portatilde;o de sua casa na pequena cidade de Nursia. O seu coraccedil;atilde;o estava divido. A ideacute;ia de ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>O menino Bento olhou pela uacute;ltima vez o portatilde;o de sua casa na pequena cidade de Nursia. O seu coraccedil;atilde;o estava divido. A ideacute;ia de ir morar em Roma enchia o seu coraccedil;atilde;o de entusiasmo e desejo de partir, mas a saudade da terra natal o deixava entristecido. Dividido entre a saudade e a alegria, Bento foi estudar em Roma.

Ao chegar na cidade grande, os olhos arregalados do menino tentavam assimilar tanta beleza: as avenidas largas, as praccedil;as grandiosas, as estaacute;tuas, as construccedil;otilde;es de maacute;rmore. Bento sentia no ar o perfume das frutas da estaccedil;atilde;o, plantas aromaacute;ticas, o cheiro dos animais. Ele ouvia o grito dos mercadores, crianccedil;as brincando na calccedil;ada, pessoas conversando. Tudo era novo e excitante.

Mas com o passar do tempo, o encanto pela cidade foi se transformando em  decepccedil;atilde;o. Bento percebeu que as ruas natilde;o eram tatilde;o limpas, que havia crianccedil;as abandonadas, imoralidade, prostituiccedil;atilde;o, gente caiacute;da pelos cantos, algo que fazia seu estocirc;mago revirar.

Assim, com a idade de 14 anos Bento resolveu abandonar a casa de seus pais em Roma, a capital do mundo, com seus bares e cabareacute;s, carnavais e bacanais. Ele foi morar numa pequena vila chamada Enfide, que ficava a uns 40 quilocirc;metros de Roma. Para que natilde;o fosse sozinho, seus pais permitiram que Bento fosse acompanhado pela sua ama.

Em Enfide, Bento foi morar na capela de Satilde;o Pedro, na companhia de outros homens piedosos, todos muito pobres. Sua ama tomou emprestado uma peneira para penerar trigo. Acontece que, sem querer, a peneira caiu no chatilde;o e se partiu. Sua ama comeccedil;ou a chorar e lamentar. Bento sentiu grande compaixatilde;o por ela e comeccedil;ou a orar de joelhos, pedindo que Deus o ajudasse a encontrar uma soluccedil;atilde;o.

Quando ele se levantou, pegou a peneira partida e comeccedil;ou a arrumaacute;-la. Deus o ajudou e a peneira parecia inteira novamente, como se nunca tivesse se quebrado. Todos ficaram muito admirados e colocaram a peneira na porta da Igreja como prova do que acontece quando Deus ouve as nossas oraccedil;otilde;es.

Cada vez mais, Bento sentia que precisava ficar sozinho, viver em algum lugar distante, deserto. Assim ele se foi morar numa caverna na montanha chamada Subiaco.

Laacute; ele passou sua juventude, ajudado por um monje chamado Romanus, que trazia alimentos para ele. A comida era colocada numa cesta e puxada por uma corda. Assim ele se isolou do mundo e se dedicou agrave; oraccedil;atilde;o e agrave; penitecirc;ncia.

Com o passar do tempo, Bento percebeu que Deus natilde;o nos chamou para vivermos isolados. Assim ele formou uma comunidade de pessoas dispostas a viver mais intensamente em oraccedil;atilde;o, estudo e trabalho.nbsp; Logo ele fundou 12 mosteiros naquela regiatilde;o.

Bento achava muito importante o trabalho manual e braccedil;al. Ele dizia sempre:

mdash; O trabalho artesanal eacute; muito produtivo e eacute; tambeacute;m uma maneira muito digna de servir a Deus.

Manter as matilde;os ocupadas e o corpo em movimento ajuda a manter o espiacute;rito em forma.

O estilo de vida dos monges liderados por Bento era muito simples e sem regras muito riacute;gidas: obediecirc;ncia, vida comunitaacute;ria e moderaccedil;atilde;o. Mais do que seguir regras riacute;gidas, os monges seguiam o exemplo de vida de Bento, sua seriedade, sua dedicaccedil;atilde;o e seu temor a Deus.

Mais tarde, Bento partiu de Subiaco e foi viver em Monte-Cassino. Ali ele construiu um grande mosteiro. Muitas pessoas iam visitaacute;-lo e ouvir seus conselhos, pessoas religiosas, liacute;deres, leigos. Para cada um Bento tinha uma boa palavra.

Um dia apareceu um eremita ali perto de onde Bento morava. Esse eremita vivia com os peacute;s presos numa corrente fixada numa pedra perto de uma caverna. Bento foi falar com o homem:

mdash; Natilde;o facce...</itunes:summary>
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		<title>canção para pedro</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 02:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>

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		<description><![CDATA[As ondas calmas do mar da Galiléia batiam na areia da praia. Os irmãos Pedro e André consertavam as redes. Eles estavam cansados, mas havia muita coisa para fazer.
— Pois é André, hoje a pesca foi boa.
— É mesmo, Pedro. Olha só que peixão!
Eles acreditavam que um dia o Filho de Deus visitaria a terra. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As ondas calmas do mar da Galiléia batiam na areia da praia. Os irmãos Pedro e André consertavam as redes. Eles estavam cansados, mas havia muita coisa para fazer.</p>
<p>— Pois é André, hoje a pesca foi boa.</p>
<p>— É mesmo, Pedro. Olha só que peixão!</p>
<p>Eles acreditavam que um dia o Filho de Deus visitaria a terra. Enquanto conversavam, alguém se aproximou. Era Jesus que veio até eles para fazer um grande convite:</p>
<p>— Eu sei que vocês conhecem o mar e sabem pescar muito bem. Mas eu quero convidá-los para outro tipo de pescaria. Venham comigo para serem pescadores de gente.</p>
<p>Pedro e André ficaram muito alegres e surpresos com o convite de Jesus. Sentiram dentro de si um desejo muito grande de seguir este homem de Nazaré. E foi o que fizeram.</p>
<p><a title="st-peter8" rel="lightbox[pics510]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-peter8.jpg"><img class="attachment wp-att-511 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-peter8.jpg" alt="st-peter8" /></a>Pedro e André nasceram e cresceram na cidade de Cafarnaum. Ali aprenderam a pescar e conheceram seus amigos:</p>
<p>— Como é gostoso viver aqui na beira desse mar da Galiléia! Mas precisamos ir para outras terras enfrentar novos desafios — pensou Pedro.</p>
<p>E lá se foram eles a seguir Jesus.</p>
<p>Certa vez, alguns homens foram até Pedro perguntar se Jesus pagava os impostos corretamente. Pedro foi até Jesus e recebeu dele uma ordem absurda:</p>
<p>— Pedro, vá até o lago e jogue o anzol. Puxe o primeiro peixe que pegar e você encontrará dentro da boca dele uma moeda. Com ela pagaremos os nossos impostos.</p>
<p>Dito e feito. Pedro foi ao lago, pescou um peixe e dentro dele encontrou a moeda.</p>
<p>Certo dia Jesus foi para um lugar deserto para ficar sozinho e orar um pouco. Mas não teve jeito, uma grande multidão veio atrás dele, gente de muitos lugares distantes. Eles que haviam caminhado muitos quilômetros só para estar pertinho de Jesus e ouvir suas palavras de amor.</p>
<p>De tardinha, Pedro e os seus amigos foram falar com Jesus:</p>
<p>— Senhor, já é muito tarde, e este lugar é deserto. Manda essa gente embora para que possam comprar comida!</p>
<p>— Eles não têm que ir embora. Vocês é que têm de alimentá-los — Jesus respondeu.</p>
<p><a title="st-peter9" rel="lightbox[pics510]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-peter9.jpg"><img class="attachment wp-att-512 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-peter9.jpg" alt="st-peter9" /></a>O susto foi enorme:</p>
<p>— Mas Mestre, é gente demais! São mais de 5.000 pessoas e nós só temos cinco pães e dois peixes!</p>
<p>— Tragam os pães e os peixes aqui — disse Jesus.</p>
<p>Eles trouxeram os pães. Jesus mandou o povo se sentar na grama, deu graças ao Pai pelo alimento e entregou para que repartissem.</p>
<p>Todos se alimentaram e ficaram satisfeitos, e ainda sobraram doze cestos cheios de pão.</p>
<p>Depois daquele jantar maravilhoso no deserto, Jesus despediu os discípulos:</p>
<p>— Olha, vocês vão na minha frente. Entrem no barco e vão para o outro lado do lago, enquanto eu me despeço desse povo. Além do mais, preciso de um tempo para orar.</p>
<p>Os discípulos entraram no barco e foram remando e remando contra o vento forte. Já passava das três horas da madrugada quando viram um homem caminhando sobre as águas. Levaram aquele susto:</p>
<p>— É um fantasma! — gritaram eles.</p>
<p>Mas o homem respondeu:</p>
<p>— Não tenham medo, não! Sou eu, Jesus, o Mestre de vocês!</p>
<p>Pedro ficou assustado e desafiou:</p>
<p><a title="st_peter3" rel="lightbox[pics510]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st_peter3.jpg"><img class="attachment wp-att-513 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st_peter3.jpg" alt="st_peter3" /></a>— Se é o senhor mesmo que está aí, então faz com que eu também ande em cima das águas!</p>
<p>— Vem! — respondeu Jesus.</p>
<p>E Pedro foi, com a cara e a coragem. Quer dizer, só com a cara. Quando ele sentiu a força do vento, faltou coragem. Pedro começou a afundar. Então gritou:</p>
<p>— Socorro, Senhor!</p>
<p>Na mesma hora Jesus estendeu a mão e o segurou.</p>
<p>Assim Pedro foi percebendo que Jesus era alguém muito especial: o Filho de Deus, o Salvador prometido.</p>
<p>Certa vez Pedro perguntou:</p>
<p>— Senhor, quantas vezes devo perdoar alguém que me ofende? Sete vezes?</p>
<p>—Não apenas sete vezes—respondeu Jesus—mas setenta vezes sete.</p>
<p>Na verdade, Cristo quis dizer a Pedro que a gente tem que perdoar sempre.</p>
<p>Quando a Festa da Páscoa estava chegando. Jesus convidou os discípulos para ficarem juntos e jantarem. Na hora da ceia, Jesus pegou uma toalha e amarrou-a na cintura, depois tomou uma bacia com água e começou a lavar e enxugar os pés dos seus discípulos.</p>
<p>Pedro achou aquilo muito estranho:</p>
<p>— O senhor vai lavar os meus pés?</p>
<p>— Pedro, agora tu não entendes o que estou fazendo, mas mais tarde entenderás!</p>
<p>— O Senhor nunca lavará meus pés!</p>
<p>— Se eu não lavar, tu não serás mais meu discípulo! — disse Jesus.</p>
<p>— Ah, Senhor, se é assim eu quero que me laves, não somente os pés, mas também minhas mãos e minha cabeça! — disse Pedro.</p>
<p><a title="st-peter4" rel="lightbox[pics510]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-peter4.jpg"><img class="attachment wp-att-514 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-peter4.jpg" alt="st-peter4" /></a>— Calma, Pedro! Você já tomou banho, já está limpo. O seu coração já foi lavado pela minha palavra — disse Jesus.</p>
<p>O que Cristo queria ensinar é que a gente precisa aprender a servir e ajudar as outras pessoas. Isto não é fácil, e só se consegue com muito esforço e com muito amor.</p>
<p>A vida de Pedro tem muitas lições de força e fraqueza, coragem e medo, dúvida e fé. Quando Jesus foi preso, Pedro foi o primeiro a tentar defendê-lo. Mas naquela mesma noite, cheio de medo, ele negou que era amigo de Jesus.</p>
<p>Mais tarde, já ressuscitado, Jesus apareceu numa praia, enquanto os discípulos pescavam. Pedro foi o primeiro a reconhecê-lo e lançou-se ao mar para encontrá-lo. Jesus trouxe novos desafios a ele:</p>
<p>— Pedro, tu me amas?</p>
<p>— É claro, Senhor!</p>
<p>— Então cuida das minhas ovelhas.</p>
<p>Bom, junto com os demais discípulso, Pedro tornou-se um grande pastor do povo de Deus e um grande pescador de gente para Jesus.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-peter5" rel="lightbox[pics510]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-peter5.jpg"><img class="attachment wp-att-515 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/st-peter5.jpg" alt="st-peter5" /></a></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<blockquote><p>Senhor, Senhor, aumenta a nossa fé</p>
<p>E faz-nos querer um mundo melhor, melhor do que ele é.</p>
<p>Senhor, Senhor, aumenta a nossa fé</p>
<p>E faz-nos chegar na beira do céu na ponta do nosso pé.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>O mar é tão vasto e verde, Senhor,</p>
<p>Profundo como ele só.</p>
<p>A mente vacila, a alma equilibra</p>
<p>A vida que não tem dó.</p>
<p>O barco é tão pequenino, Senhor,</p>
<p>Menor do que um coração.</p>
<p>Mais forte que toda a onda, Senhor,</p>
<p>É a força do teu perdão.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O vento que sopra forte</p>
<p>Retalha o corte e o seu pavor,</p>
<p>Mas tua palavra doce</p>
<p>Alivia as dores de um pescador.</p>
<p>Embora o olhar se perca</p>
<p>Na linha imensa da vastidão,</p>
<p>O mundo não tem segredo, Senhor,</p>
<p>Na palma da tua mão.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/05/09-Track-09.mp3">09-Track-09</a></p>
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		<itunes:subtitle>As ondas calmas do mar da Galileacute;ia batiam na areia da praia. Os irmatilde;os Pedro e Andreacute; consertavam as redes. Eles estavam cansados, mas havia ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>As ondas calmas do mar da Galileacute;ia batiam na areia da praia. Os irmatilde;os Pedro e Andreacute; consertavam as redes. Eles estavam cansados, mas havia muita coisa para fazer.

mdash; Pois eacute; Andreacute;, hoje a pesca foi boa.

mdash; Eacute; mesmo, Pedro. Olha soacute; que peixatilde;o!

Eles acreditavam que um dia o Filho de Deus visitaria a terra. Enquanto conversavam, algueacute;m se aproximou. Era Jesus que veio ateacute; eles para fazer um grande convite:

mdash; Eu sei que vocecirc;s conhecem o mar e sabem pescar muito bem. Mas eu quero convidaacute;-los para outro tipo de pescaria. Venham comigo para serem pescadores de gente.

Pedro e Andreacute; ficaram muito alegres e surpresos com o convite de Jesus. Sentiram dentro de si um desejo muito grande de seguir este homem de Nazareacute;. E foi o que fizeram.

Pedro e Andreacute; nasceram e cresceram na cidade de Cafarnaum. Ali aprenderam a pescar e conheceram seus amigos:

mdash; Como eacute; gostoso viver aqui na beira desse mar da Galileacute;ia! Mas precisamos ir para outras terras enfrentar novos desafios mdash; pensou Pedro.

E laacute; se foram eles a seguir Jesus.

Certa vez, alguns homens foram ateacute; Pedro perguntar se Jesus pagava os impostos corretamente. Pedro foi ateacute; Jesus e recebeu dele uma ordem absurda:

mdash; Pedro, vaacute; ateacute; o lago e jogue o anzol. Puxe o primeiro peixe que pegar e vocecirc; encontraraacute; dentro da boca dele uma moeda. Com ela pagaremos os nossos impostos.

Dito e feito. Pedro foi ao lago, pescou um peixe e dentro dele encontrou a moeda.

Certo dia Jesus foi para um lugar deserto para ficar sozinho e orar um pouco. Mas natilde;o teve jeito, uma grande multidatilde;o veio atraacute;s dele, gente de muitos lugares distantes. Eles que haviam caminhado muitos quilocirc;metros soacute; para estar pertinho de Jesus e ouvir suas palavras de amor.

De tardinha, Pedro e os seus amigos foram falar com Jesus:

mdash; Senhor, jaacute; eacute; muito tarde, e este lugar eacute; deserto. Manda essa gente embora para que possam comprar comida!

mdash; Eles natilde;o tecirc;m que ir embora. Vocecirc;s eacute; que tecirc;m de alimentaacute;-los mdash; Jesus respondeu.

O susto foi enorme:

mdash; Mas Mestre, eacute; gente demais! Satilde;o mais de 5.000 pessoas e noacute;s soacute; temos cinco patilde;es e dois peixes!

mdash; Tragam os patilde;es e os peixes aqui mdash; disse Jesus.

Eles trouxeram os patilde;es. Jesus mandou o povo se sentar na grama, deu graccedil;as ao Pai pelo alimento e entregou para que repartissem.

Todos se alimentaram e ficaram satisfeitos, e ainda sobraram doze cestos cheios de patilde;o.

Depois daquele jantar maravilhoso no deserto, Jesus despediu os disciacute;pulos:

mdash; Olha, vocecirc;s vatilde;o na minha frente. Entrem no barco e vatilde;o para o outro lado do lago, enquanto eu me despeccedil;o desse povo. Aleacute;m do mais, preciso de um tempo para orar.

Os disciacute;pulos entraram no barco e foram remando e remando contra o vento forte. Jaacute; passava das trecirc;s horas da madrugada quando viram um homem caminhando sobre as aacute;guas. Levaram aquele susto:

mdash; Eacute; um fantasma! mdash; gritaram eles.

Mas o homem respondeu:

mdash; Natilde;o tenham medo, natilde;o! Sou eu, Jesus, o Mestre de vocecirc;s!

Pedro ficou assustado e desafiou:

mdash; Se eacute; o senhor mesmo que estaacute; aiacute;, entatilde;o faz com que eu tambeacute;m ande em cima das aacute;guas!

mdash; Vem! mdash; respondeu Jesus.

E Pedro foi, com a cara e a coragem. Quer dizer, soacute; com a cara. Quando ele sentiu a forccedil;a do vento, faltou coragem. Pedro comeccedil;ou a afundar. Entatilde;o gritou:

mdash; Socorro, Senhor!

Na mesma hora Jesus estendeu a matilde;o e o segurou.

Assim Pedro foi percebendo que Jesus era algueacute;m muito especial: o Filho de Deus, o Salvador prometido.

Certa vez Pedro perguntou:

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		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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		<title>uma canção para joão</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 01:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>

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		<description><![CDATA[— Lá vem a noiva! — alguém grita no portão.
Começa a festa: convidados por toda parte, crianças, música, muita comida e bebida. João também foi convidado para o casamento, junto com seu irmão Tiago e Jesus, seu Mestre. Eles participavam da alegria do noivo.
Tudo ia bem, até que João notou que algumas pessoas cochichavam no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="st-john1" rel="lightbox[pics495]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-john1.jpg"><img class="attachment wp-att-496 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-john1.jpg" alt="st-john1" /></a>— Lá vem a noiva! — alguém grita no portão.</p>
<p>Começa a festa: convidados por toda parte, crianças, música, muita comida e bebida. João também foi convidado para o casamento, junto com seu irmão Tiago e Jesus, seu Mestre. Eles participavam da alegria do noivo.</p>
<p>Tudo ia bem, até que João notou que algumas pessoas cochichavam no ouvido umas das outras, como se algo errado estivesse acontecendo. Faltou vinho! Os pais da noiva estão aflitos e os empregados colocam a mão na cabeça:</p>
<p>— E agora?</p>
<p>João também viu que Jesus conversava com sua mãe e que depois deu instruções aos empregados.</p>
<p>Os empregados trouxeram talhas cheias de água, e iam enchendo os copos. De dentro das talhas saiu vinho de primeira qualidade.</p>
<p>João ficou grandemente admirado, pois Jesus havia transformado a água em vinho.</p>
<p><a title="st-john4" rel="lightbox[pics495]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-john4.jpg"><img class="attachment wp-att-497 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-john4.jpg" alt="st-john4" /></a>João era o mais jovem entre os discípulos de Jesus. Ele era filho de um homem chamado Zebedeu e era pescador do mar da Galiléia. Estava consertando as redes quando foi chamado por Jesus.</p>
<p>Antes de conhecer Jesus, João seguia o profeta João Batista, que anunciava a chegada do Filho de Deus. Foi na beira das águas do rio Jordão que ele viu Jesus pela primeira vez, quando João Batista disse:</p>
<p>— Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.</p>
<p>Certa vez ele viu um homem praticando uma religião diferente e usando o nome de Jesus para expulsar os maus espíritos de alguém. João foi duro com o homem:</p>
<p>— Nós o proibimos de fazer isso porque não é do nosso grupo.</p>
<p>Com muita paciência e amor, Jesus disse a João:</p>
<p>— Vocês não devem proibi-lo, pois quem não é contra nós é a nosso favor.</p>
<p>Quem segue a Jesus tem que aprender a aceitar as outras pessoas, mesmo que elas não sejam do nosso grupo.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-john2" rel="lightbox[pics495]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-john2.jpg"><img class="attachment wp-att-498 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-john2.jpg" alt="st-john2" /></a></p>
<p>Outro dia, Jesus entrou numa casa em que uma menina acabara de morrer. Jesus tinha convidado João e seu irmão Tiago para estarem junto com ele.</p>
<p>A confusão naquela casa era muito grande. Gente chorando alto, gritando, uma tristeza imensa. Então Jesus disse ao pai da menina:</p>
<p>— Não tenha medo; tenha fé!</p>
<p>E aos que estavam chorando e gritando ele falou:</p>
<p>— Por que tanto choro e tanta confusão? A menina não morreu; ela apenas está dormindo.</p>
<p>Ao ouvirem as palavras de Jesus, muitos começaram a rir dele, achando que ele devia estar maluco.</p>
<p>Jesus mandou que todos saíssem da casa, depois entrou no quarto onde estava a menina, junto com João, Pedro e Tiago. Ele pegou a menina pela mão e disse:</p>
<p>— Menina, levante-se!</p>
<p>Na mesma hora, a menina se levantou e começou a andar. Ela tinha apenas doze anos.</p>
<p>João percebeu que Jesus era mesmo alguém muito especial, capaz de fazer coisas impossíveis como dar a vida a quem estava morto. E Jesus fez aquilo por amor aos pais da criança e por amor à própria menina. Ele também ensinou a todos que, se tivermos fé em Deus, poderemos enfrentar qualquer situação.</p>
<p>Antes de sair daquela casa, Jesus disse:</p>
<p>— Olha, não fiquem espalhando por aí o que aconteceu aqui. E tragam alguma coisa para a menina comer.</p>
<p><a title="st-john3" rel="lightbox[pics495]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-john3.jpg"><img class="attachment wp-att-499 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-john3.jpg" alt="st-john3" /></a>João aprendeu com Jesus que devemos separar um tempo para estarmos juntinhos de Deus em oração. Ele viu Jesus orar muitas vezes, de dia, de noite, no templo e até no deserto.</p>
<p>E João aprendeu a lição. Ele também orava muito a Deus, de joelhos. De tanto orar, apareceram calos em seus joelhos. João até recebeu o apelido de “Joelho de Camelo”.</p>
<p>João tinha um temperamento muito forte, não tinha muita paciência com as pessoas. Antes de conhecer o amor de Jesus, esquentava a cabeça por qualquer coisa. Não é à toa que ele e seu irmão eram chamados de “filhos do trovão”.</p>
<p>Mas com a convivência com Jesus, ele foi aprendendo a ser bondoso e generoso, compreendendo a fraqueza das pessoas. Jesus gostava muito de João e conversava muito com ele. Tanto é que ele passou a ser conhecido como “o discípulo amado”.</p>
<p>Certa vez Jesus chamou os discípulos para uma ceia muito especial, um jantar de despedida. Jesus sabia que logo deixaria seus amigos queridos e quis encorajá-los a ficarem firmes e unidos. João estava ao lado de Jesus. Jesus ceou com eles pão e vinho e falou de sacrifício e amor.</p>
<p>Naquele jantar, Jesus falou aos discípulos sobre o novo mandamento:</p>
<p>— Eu dou a vocês um novo mandamento: Amem uns aos outros, assim como eu os amei. O amor é o sinal daquele que me segue.</p>
<p>Como a festa sem vinho não é festa, a vida sem amor não é vida.</p>
<p><a title="st-john5" rel="lightbox[pics495]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-john5.jpg"><img class="attachment wp-att-500 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-john5.jpg" alt="st-john5" /></a>Quando Jesus estava na cruz, pediu que João cuidasse de sua mãe. Assim, depois que Cristo foi crucificado, sua mãe passou a morar na casa de João, o discípulo amado.</p>
<p>O tempo passou e João foi exercitando cada vez mais em sua vida a força do amor. A cada novo dia ele aprendia e ensinava algo novo. Assim ele visitava o povo de Deus, pregava, aconselhava, escrevia longas cartas falando daquele “novo mandamento” que Jesus ensinou.</p>
<p>João viveu bastante. Quando já estava bem velhinho esteve preso numa ilha rochosa chamada de Patmos. Foi lá que ele escreveu o livro de Apocalipse. Depois de ser solto, passou seus últimos dias junto com os queridos irmãos de Éfeso e morreu com a idade de 95 anos.</p>
<blockquote><p>| : Tu és, Senhor, tudo que eu quis.</p>
<p>Teu grande amor é que me faz feliz. : |</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Tu me convidas a estar à mesa.</p>
<p>Quanta surpresa, sonho divino!</p>
<p>Não merecia tão grande apreço.</p>
<p>Junto ao teu peito</p>
<p>Eu me reclino</p>
<p>E adormeço.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>| : Tu és, Senhor, tudo que eu quis&#8230;</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Estás comigo a cada momento;</p>
<p>Meu pensamento é teu abrigo.</p>
<p>Dá-me do copo do novo vinho,</p>
<p>Pão sobre a mesa,</p>
<p>Meu grande amigo,</p>
<p>Paz e caminho.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>| : Tu és, Senhor, tudo que eu quis.</p>
<p>Teu grande amor é que me faz feliz. : |</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> ..</span></p>
<p>Teu grande abraço, calor de um berço,</p>
<p>Tem tanto espaço, todo o universo.</p>
<p>Ouve o meu verso, Cristo Jesus.</p>
<p>Amas a todos,</p>
<p>A todos abraças</p>
<p>Na tua cruz.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/08-Track-08.mp3">08-Track-08</a></p>
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		<itunes:subtitle>mdash; Laacute; vem a noiva! mdash; algueacute;m grita no portatilde;o.

Comeccedil;a a festa: convidados por toda parte, crianccedil;as, muacute;sica, muita comida e bebida. Joatilde;o tambeacute;m foi ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>mdash; Laacute; vem a noiva! mdash; algueacute;m grita no portatilde;o.

Comeccedil;a a festa: convidados por toda parte, crianccedil;as, muacute;sica, muita comida e bebida. Joatilde;o tambeacute;m foi convidado para o casamento, junto com seu irmatilde;o Tiago e Jesus, seu Mestre. Eles participavam da alegria do noivo.

Tudo ia bem, ateacute; que Joatilde;o notou que algumas pessoas cochichavam no ouvido umas das outras, como se algo errado estivesse acontecendo. Faltou vinho! Os pais da noiva estatilde;o aflitos e os empregados colocam a matilde;o na cabeccedil;a:

mdash; E agora?

Joatilde;o tambeacute;m viu que Jesus conversava com sua matilde;e e que depois deu instruccedil;otilde;es aos empregados.

Os empregados trouxeram talhas cheias de aacute;gua, e iam enchendo os copos. De dentro das talhas saiu vinho de primeira qualidade.

Joatilde;o ficou grandemente admirado, pois Jesus havia transformado a aacute;gua em vinho.

Joatilde;o era o mais jovem entre os disciacute;pulos de Jesus. Ele era filho de um homem chamado Zebedeu e era pescador do mar da Galileacute;ia. Estava consertando as redes quando foi chamado por Jesus.

Antes de conhecer Jesus, Joatilde;o seguia o profeta Joatilde;o Batista, que anunciava a chegada do Filho de Deus. Foi na beira das aacute;guas do rio Jordatilde;o que ele viu Jesus pela primeira vez, quando Joatilde;o Batista disse:

mdash; Este eacute; o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Certa vez ele viu um homem praticando uma religiatilde;o diferente e usando o nome de Jesus para expulsar os maus espiacute;ritos de algueacute;m. Joatilde;o foi duro com o homem:

mdash; Noacute;s o proibimos de fazer isso porque natilde;o eacute; do nosso grupo.

Com muita paciecirc;ncia e amor, Jesus disse a Joatilde;o:

mdash; Vocecirc;s natilde;o devem proibi-lo, pois quem natilde;o eacute; contra noacute;s eacute; a nosso favor.

Quem segue a Jesus tem que aprender a aceitar as outras pessoas, mesmo que elas natilde;o sejam do nosso grupo.


Outro dia, Jesus entrou numa casa em que uma menina acabara de morrer. Jesus tinha convidado Joatilde;o e seu irmatilde;o Tiago para estarem junto com ele.

A confusatilde;o naquela casa era muito grande. Gente chorando alto, gritando, uma tristeza imensa. Entatilde;o Jesus disse ao pai da menina:

mdash; Natilde;o tenha medo; tenha feacute;!

E aos que estavam chorando e gritando ele falou:

mdash; Por que tanto choro e tanta confusatilde;o? A menina natilde;o morreu; ela apenas estaacute; dormindo.

Ao ouvirem as palavras de Jesus, muitos comeccedil;aram a rir dele, achando que ele devia estar maluco.

Jesus mandou que todos saiacute;ssem da casa, depois entrou no quarto onde estava a menina, junto com Joatilde;o, Pedro e Tiago. Ele pegou a menina pela matilde;o e disse:

mdash; Menina, levante-se!

Na mesma hora, a menina se levantou e comeccedil;ou a andar. Ela tinha apenas doze anos.

Joatilde;o percebeu que Jesus era mesmo algueacute;m muito especial, capaz de fazer coisas impossiacute;veis como dar a vida a quem estava morto. E Jesus fez aquilo por amor aos pais da crianccedil;a e por amor agrave; proacute;pria menina. Ele tambeacute;m ensinou a todos que, se tivermos feacute; em Deus, poderemos enfrentar qualquer situaccedil;atilde;o.

Antes de sair daquela casa, Jesus disse:

mdash; Olha, natilde;o fiquem espalhando por aiacute; o que aconteceu aqui. E tragam alguma coisa para a menina comer.

Joatilde;o aprendeu com Jesus que devemos separar um tempo para estarmos juntinhos de Deus em oraccedil;atilde;o. Ele viu Jesus orar muitas vezes, de dia, de noite, no templo e ateacute; no deserto.

E Joatilde;o aprendeu a liccedil;atilde;o. Ele tambeacute;m orava muito a Deus, de joelhos. De tanto orar, apareceram calos em seus joelhos. Joatilde;o ateacute; recebeu o apelido de ldquo;Joelho de Camelordquo;.

Joatilde;o tinha um temperamento muito forte, natilde;o tinha muita paciecirc;ncia com as pe...</itunes:summary>
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		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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		<title>uma canção para tiago</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 22:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>

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		<description><![CDATA[Certa vez, Jesus estava caminhando pela praia do mar da Galiléia acompanhado por uma grande multidão, quando viu dois barcos na beira do mar. Os pescadores estavam ali perto, lavando as redes. Eles tinham estado no mar durante a noite inteira, mas não tinham pego nenhum peixe. Entre eles estava um jovem chamado Tiago.
Jesus pediu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="st-james2" rel="lightbox[pics482]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-james2.jpg"><img class="attachment wp-att-483 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-james2.jpg" alt="st-james2" /></a>Certa vez, Jesus estava caminhando pela praia do mar da Galiléia acompanhado por uma grande multidão, quando viu dois barcos na beira do mar. Os pescadores estavam ali perto, lavando as redes. Eles tinham estado no mar durante a noite inteira, mas não tinham pego nenhum peixe. Entre eles estava um jovem chamado Tiago.</p>
<p>Jesus pediu licença, entrou num dos barcos e começou a ensinar a multidão, que escutava da praia. Os pescadores também ouviam com atenção as palavras de Jesus.</p>
<p>Ao terminar ele se dirigiu aos pescadores:</p>
<p>— Escutem, levem o barco para aquele lado mais profundo e joguem as redes.</p>
<p>— Senhor, nós já trabalhamos a noite inteira e não pescamos nada, mas vamos fazer o que o senhor está mandando—respondeu um deles.</p>
<p>Os pescadores lançaram as redes e pescaram uma quantidade tão grande de peixe, que parecia que as redes iam se rebentar. De longe, por sinais, chamaram os outros companheiros e pescaram até encher os dois barcos.</p>
<p>Tiago estava junto com Pedro, seu sócio na empresa de pesca. Eles ficaram muito admirados com tudo aquilo e perceberam o grande poder que havia nas palavras e na pessoa de Jesus.</p>
<p>Desde então, Tiago deixou os barcos e as redes e passou a seguir Jesus. Tornou-se um pescador de pessoas, chamando gente para entrar no barco da fé. Seu irmão mais novo, João, também o acompanhou.</p>
<p><a title="st_james" rel="lightbox[pics482]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st_james.jpg"><img class="attachment wp-att-484 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st_james.jpg" alt="st_james" /></a>Tiago foi sendo transformado dia a dia pela convivência diária com Jesus. Seu temperamento era muito forte. Tanto que Jesus deu a ele e a seu irmão o apelido de “filhos do trovão”.</p>
<p>Um dia, quando ele andava pelas terras de Samaria, notou que aqueles habitantes não receberam Jesus nem deram hospedagem para ele. Tiago e João ficaram indignados e perguntaram a Jesus:</p>
<p>— Mestre, o senhor quer que mandemos descer fogo do céu para acabar com essa gente? Podemos amaldiçoá-los já!</p>
<p>— Queridos, o reino do Senhor é feito de amor e de bênção, não de maldição e amargura.</p>
<p>Outro dia, Tiago e seu irmão foram até Jesus fazer um pedido muito especial:</p>
<p>— Mestre, por favor, atende um pedido nosso.</p>
<p>— O que é que vocês querem?—Jesus perguntou.</p>
<p>— Quando chegar o teu Reino glorioso, deixa eu me sentar do lado direito do teu trono e o meu irmão no lado esquerdo—disseram eles.</p>
<p>Jesus os repreendeu duramente:</p>
<p>— Vocês nem sabem o que estão pedindo nem o que vem pela frente. Por acaso vocês vão conseguir beber o cálice amargo de sofrimento que eu tenho de beber?</p>
<p>— Vamos sim, senhor — responderam eles.</p>
<p>— Tudo bem, vocês beberão o cálice. Mas as coisas do Reino de Deus, é o Pai quem decide.</p>
<p>Os outros discípulos ficaram muito chateados com a conversa de Tiago e João. Jesus teve que ensiná-los com muita paciência:</p>
<p>— Meus queridos, vocês sabem que por esse mundo afora os políticos e os governadores é que dominam o povo. Mas entre vocês não pode ser assim.</p>
<p>Quem quiser ser o maior tem que ser servo dos outros, e quem quiser ser o primeiro tem que ser escravo de todos. Eu estou neste mundo é para servir e ajudar as pessoas, e até mesmo para dar a vida para salvar muita gente.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a title="st-james3" rel="lightbox[pics482]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-james3.jpg"><img class="attachment wp-att-487 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-james3.jpg" alt="st-james3" /></a></p>
<p>Tiago tinha muita intimidade com Jesus e esteve ao lado dele em momentos muito especiais. Certa vez ele e João subiram num alto monte e viram que o rosto de Jesus começou a brilhar intensamente como o sol e suas roupas ficaram muito brilhantes. Lá eles ouviram a voz do Pai:</p>
<p>— Este é o meu Filho amado. Escutem o que ele diz!</p>
<p>Tiago também estava com Jesus no jardim do Getsêmani. Ali Jesus chorou até lágrimas de sangue pelos pecados do mundo. Lá eles ouviram Jesus dizer:</p>
<p>— Pai, já que eu tenho que beber esse cálice amargo, que seja feita a tua vontade.</p>
<p>Tiago se dispôs com todo o coração a anunciar o Reino do Senhor Jesus. Dizem que foi assim que ele visitou a Espanha e falou a eles do amor de Deus.</p>
<p><a title="st-james4" rel="lightbox[pics482]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-james4.jpg"><img class="attachment wp-att-486 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-james4.jpg" alt="st-james4" /></a>Com a mesma coragem ele enfrentou a perseguição e a morte. Tornou-se uma das primeiras pessoas a ser morta por seguir a Jesus. Como o Mestre havia profetizado, ele bebeu o “cálice” amargo e veio a ser um exemplo de coragem e fé.</p>
<p>Não se tem certeza, mas parece que muitos anos mais tarde, os restos mortais de Tiago foram levados para a Espanha e sepultados na cidade de Compostela, junto à Igreja que ele ajudou a fundar.</p>
<p>Muitas pessoas queriam conhecer o túmulo desse servo de Deus e faziam longas caminhadas até aquela cidade. Até hoje, muitas pessoas do mundo inteiro vão a pé através do Caminho de Santiago da Compostela, uma longa trilha. Enquanto caminham essas pessoas fazem orações e refletem sobre o mistério da vida.</p>
<p><a title="st-james5" rel="lightbox[pics482]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-james5.jpg"><img class="attachment wp-att-488 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-james5.jpg" alt="st-james5" /></a><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></p>
<blockquote><p>Conheço bem o mar da Galiléia</p>
<p>Na claridade e na escuridão</p>
<p>E cada onda sempre leva junto</p>
<p>Um pedacinho do meu coração.</p>
<p>A minha vida é minha pescaria,</p>
<p>Eu sou Tiago “Filho do Trovão”</p>
<p>Até que Deus chegou, e quem diria,</p>
<p>Mudou o rumo dessa embarcação.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Não tenho medo!</p>
<p>Não tenho medo da espada,</p>
<p>Não tenho medo da estrada,</p>
<p>De andar por baixo da escada.</p>
<p>Não tenho medo!</p>
<p>Não tenho medo de cometa</p>
<p>E nem do boi da cara preta.</p>
<p>Não tenho medo de careta.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Vem me dar coragem, por tua palavra</p>
<p>Sempre mais cortante que qualquer espada.</p>
<p>Quero andar contigo pela longa estrada</p>
<p>Nessa terra estranha ou perto lá de casa.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Não tenho medo!</p>
<p>Não tenho medo do escuro,</p>
<p>Não tenho medo do futuro,</p>
<p>De caminhar por sobre o muro.</p>
<p>Não tenho medo!</p>
<p>Não tenho medo de aranha,</p>
<p>Não tenho medo da montanha</p>
<p>E nem dos touros de Espanha.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Feito um passarinho pelo céu aberto,</p>
<p>Vôo solto e livre pois estás bem perto.</p>
<p>Bebo as palavras do teu pensamento,</p>
<p>Pouso entre as linhas do teu mandamento.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/07-Trilha-07.mp3">filho do trovao</a></p>
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		<itunes:summary>Certa vez, Jesus estava caminhando pela praia do mar da Galileacute;ia acompanhado por uma grande multidatilde;o, quando viu dois barcos na beira do mar. Os pescadores estavam ali perto, lavando as redes. Eles tinham estado no mar durante a noite inteira, mas natilde;o tinham pego nenhum peixe. Entre eles estava um jovem chamado Tiago.

Jesus pediu licenccedil;a, entrou num dos barcos e comeccedil;ou a ensinar a multidatilde;o, que escutava da praia. Os pescadores tambeacute;m ouviam com atenccedil;atilde;o as palavras de Jesus.

Ao terminar ele se dirigiu aos pescadores:

mdash; Escutem, levem o barco para aquele lado mais profundo e joguem as redes.

mdash; Senhor, noacute;s jaacute; trabalhamos a noite inteira e natilde;o pescamos nada, mas vamos fazer o que o senhor estaacute; mandandomdash;respondeu um deles.

Os pescadores lanccedil;aram as redes e pescaram uma quantidade tatilde;o grande de peixe, que parecia que as redes iam se rebentar. De longe, por sinais, chamaram os outros companheiros e pescaram ateacute; encher os dois barcos.

Tiago estava junto com Pedro, seu soacute;cio na empresa de pesca. Eles ficaram muito admirados com tudo aquilo e perceberam o grande poder que havia nas palavras e na pessoa de Jesus.

Desde entatilde;o, Tiago deixou os barcos e as redes e passou a seguir Jesus. Tornou-se um pescador de pessoas, chamando gente para entrar no barco da feacute;. Seu irmatilde;o mais novo, Joatilde;o, tambeacute;m o acompanhou.

Tiago foi sendo transformado dia a dia pela convivecirc;ncia diaacute;ria com Jesus. Seu temperamento era muito forte. Tanto que Jesus deu a ele e a seu irmatilde;o o apelido de ldquo;filhos do trovatilde;ordquo;.

Um dia, quando ele andava pelas terras de Samaria, notou que aqueles habitantes natilde;o receberam Jesus nem deram hospedagem para ele. Tiago e Joatilde;o ficaram indignados e perguntaram a Jesus:

mdash; Mestre, o senhor quer que mandemos descer fogo do ceacute;u para acabar com essa gente? Podemos amaldiccedil;oaacute;-los jaacute;!

mdash; Queridos, o reino do Senhor eacute; feito de amor e de becirc;nccedil;atilde;o, natilde;o de maldiccedil;atilde;o e amargura.

Outro dia, Tiago e seu irmatilde;o foram ateacute; Jesus fazer um pedido muito especial:

mdash; Mestre, por favor, atende um pedido nosso.

mdash; O que eacute; que vocecirc;s querem?mdash;Jesus perguntou.

mdash; Quando chegar o teu Reino glorioso, deixa eu me sentar do lado direito do teu trono e o meu irmatilde;o no lado esquerdomdash;disseram eles.

Jesus os repreendeu duramente:

mdash; Vocecirc;s nem sabem o que estatilde;o pedindo nem o que vem pela frente. Por acaso vocecirc;s vatilde;o conseguir beber o caacute;lice amargo de sofrimento que eu tenho de beber?

mdash; Vamos sim, senhor mdash; responderam eles.

mdash; Tudo bem, vocecirc;s beberatilde;o o caacute;lice. Mas as coisas do Reino de Deus, eacute; o Pai quem decide.

Os outros disciacute;pulos ficaram muito chateados com a conversa de Tiago e Joatilde;o. Jesus teve que ensinaacute;-los com muita paciecirc;ncia:

mdash; Meus queridos, vocecirc;s sabem que por esse mundo afora os poliacute;ticos e os governadores eacute; que dominam o povo. Mas entre vocecirc;s natilde;o pode ser assim.

Quem quiser ser o maior tem que ser servo dos outros, e quem quiser ser o primeiro tem que ser escravo de todos. Eu estou neste mundo eacute; para servir e ajudar as pessoas, e ateacute; mesmo para dar a vida para salvar muita gente.



Tiago tinha muita intimidade com Jesus e esteve ao lado dele em momentos muito especiais. Certa vez ele e Joatilde;o subiram num alto monte e viram que o rosto de Jesus comeccedil;ou a brilhar intensamente como o sol e suas roupas ficaram muito brilhantes. Laacute; eles ouviram a voz do Pai:

mdash; Este eacute; o meu Filho amado. Escutem o que ele diz!

Tiago tambeacute;m estava com Jesus no jardim do Getsecirc;mani. Ali Jesus chorou ateacute; laacute;grimas de sangue pe...</itunes:summary>
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		<title>uma canção para paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 02:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Pela estrada de Damasco passava uma estranha caravana. Ela era dirigida por um homem chamado Paulo, um fanático que resolveu acabar de vez com os seguidores de Jesus. Ele trazia nas mãos uma carta de autorização para prender, torturar e matar quem for suspeito de ser cristão.
Mas de repente uma luz veio do céu e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="st-paul5" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul5.jpg"><img class="attachment wp-att-476 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul5.jpg" alt="st-paul5" /></a>Pela estrada de Damasco passava uma estranha caravana. Ela era dirigida por um homem chamado Paulo, um fanático que resolveu acabar de vez com os seguidores de Jesus. Ele trazia nas mãos uma carta de autorização para prender, torturar e matar quem for suspeito de ser cristão.</p>
<p>Mas de repente uma luz veio do céu e brilhou em volta de Paulo. O brilho da luz era muito intenso e fez com que ele caísse no chão. Uma voz soou imediatamente:</p>
<p>— Paulo, Paulo, por que me persegues?</p>
<p>— Quem és tu, senhor?—perguntou Paulo, totalmente confuso.</p>
<p>— Eu sou Jesus, aquele que tu persegues. Levanta e entra na cidade, pois ali te dirão o que farás.</p>
<p>Os homens que acompanhavam Paulo viram a luz, ouviram a voz, mas não entenderam nada. Paulo se levantou mas não conseguia enxergar. Seus companheiros o levaram para Damasco.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-paul4" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul4.jpg"><img class="attachment wp-att-475 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul4.jpg" alt="st-paul4" /></a></p>
<p>Paulo foi visitado por um homem chamado Ananias, um seguidor de Jesus que trouxe a ele palavras de consolo e orientação. Mesmo sabendo que Paulo era perigoso, Ananias ofereceu a ele o apoio de um irmão:</p>
<p>— Paulo, Deus me trouxe aqui para te dizer que tu és um servo escolhido para anunciar o nome de Jesus a muitos povos e até aos reis.</p>
<p>No mesmo instante Paulo voltou a enxergar. Daí em diante ele tornou-se um corajoso mensageiro de Jesus, indo de cidade em cidade e anunciando o amor de Deus.</p>
<p>Ele esteve até em Atenas, capital da Grécia. Não foi fácil, no meio daqueles filósofos todos. Mas coragem não faltava; e Paulo começou a falar a quem quisesse ouvir o quanto Jesus representava para ele:</p>
<p>— Homens de Atenas! Vejo que vocês são muito religiosos. Quando entrei na cidade vi muitos templos, altares e deuses. Encontrei até um altar dedicado ao “Deus Desconhecido”. Pois é justamente esse Deus que vocês adoram sem conhecer que eu estou anunciando&#8230;</p>
<p>Alguns riram de Paulo, muitos não entenderam o que ele queria dizer, mas alguns creram e se juntaram a ele.</p>
<p>Assim, Paulo visitou muitas cidades daquele tempo: Antioquia, Trôade, Filipos, Atenas, Corinto, Éfeso, Roma e muitas outras. Ele dormia pelas estradas, ao relento, em alguma estalagem, na casa dos amigos, debaixo da ponte, onde pudesse. Ele ganhava a vida fabricando tendas, enquanto semeava a palavra de Deus.</p>
<p>Em sua obra missionária, Paulo sofreu muito por Jesus. Foi preso diversas vezes, chicoteado, apedrejado, acorrentado, expulso das cidades, mas nunca perdeu a coragem nem deixou de falar do Filho de Deus.</p>
<p>Certa vez ele acabou sendo preso numa cela úmida e fria, acorrentado pelos pés, ao lado do seu companheiro Silas. Paulo estava faminto e cansado. Havia feridas pelo seu corpo. Mas ao invés de reclamar da vida, Paulo e Silas começaram a cantar e louvar a Deus. Os outros presos ficaram escutando, assim como também os guardas da prisão.</p>
<p><a title="Phantombild Paulus von Tarsus" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul.jpg"><img class="attachment wp-att-472 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul.jpg" alt="Phantombild Paulus von Tarsus" /></a>Quanto foi meia-noite, um grande terremoto sacudiu a terra e as portas da prisão foram derrubadas. O guarda ficou desesperado e, achando que os presos já tinham fugido, pegou uma espada para se matar. Mas a voz de Paulo o interrompeu:</p>
<p>— Não faça isso! Estamos todos aqui!</p>
<p>O carcereiro pediu uma luz, entrou depressa e se ajoelhou, tremendo, aos pés de Paulo e Silas e perguntou para eles:</p>
<p>— Senhores, o que devo fazer para me salvar?</p>
<p>— Creia no Senhor Jesus e você será salvo—você e a sua família.</p>
<p>Na mesma hora o carcereiro passou a cuidar deles. Toda a sua família teve a oportunidade de ouvir a boa mensagem de Jesus.</p>
<p>Três vezes Paulo sofreu naufrágio. Numa dessas vezes, ele estava num barco que ia para Roma, no meio de uma grande tempestade. Durante catorze dias, eles foram arrastados pelo vento e pela chuva, sem descanso.</p>
<p>Eles achavam que iam morrer, mas Deus falou com Paulo e disse que todos seriam salvos. O navio acabou encalhando e afundando perto de uma ilha, a ilha de Malta. Todos se abraçaram aos destroços do navio, pedaços de madeira, troncos e paus e conseguiram escapar.</p>
<p>Na ilha, eles foram socorridos pelos moradores nativos. Como estava fazendo muito frio, os moradores fizeram uma grande fogueira e acomodaram os sobreviventes ao redor.</p>
<p>Paulo estava entre eles, ajudando a botar lenha na fogueira. Mas quando ele ajuntou um feixe de gravetos, não viu que tinha uma cobra muito venenosa ali. O cobra mordeu a mão de Paulo, e ficou pendurada nele.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-paul2" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul2.jpg"><img class="attachment wp-att-473 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul2.jpg" alt="st-paul2" /></a></p>
<p>Todos ficaram muito assustados e acharam que Paulo devia ser um homem muito azarado, castigado por Deus, e que iria morrer logo. Mas Paulo fez de conta que não era nada, sacudiu a serpente para dentro do fogo, e continuou a se esquentar.</p>
<p>Aí então todos ficaram muito admirados e começaram a pensar até que ele fosse um deus. Paulo aproveitou a oportunidade para dizer a eles que quando Deus está com a gente, não há o que temer, Ele nos guarda e pronto.</p>
<p><a title="st-paul3" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul3.jpg"><img class="attachment wp-att-474 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul3.jpg" alt="st-paul3" /></a>Paulo continuou a sua viagem, chegou a Roma e lá anunciou o nome de Jesus para muitas pessoas, inclusive reis e governadores.</p>
<p>Embora fosse perdendo a visão com o passar dos anos, a luz de Cristo se tornava cada vez mais clara em sua vida.</p>
<p>Para Paulo, a felicidade da vida de uma pessoa depende do caminho que ela escolhe. E para ele estava claro que o único e melhor caminho era conhecer o amor de Deus mostrado através de Cristo. Ele salva nossas almas, cura nossas feridas, guia nossa vida. Quem confia nEle jamais está perdido, mesmo que esteja naufragado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<blockquote><p>O sino toca e é tão bonito</p>
<p>Ouvir o sino só a tocar.</p>
<p>Seu canto fino além da noite</p>
<p>Atravessa a vila, invade o ar.</p>
<p>Mas ele é oco, tão frio e feio,</p>
<p>Não tem segredos pra revelar.</p>
<p>Melhor ouvir um coração</p>
<p>Que sabe como bem amar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O amor é forte, é paciente,</p>
<p>Está contente quando faz o bem,</p>
<p>Ajuda sempre e compreende</p>
<p>A dor daquele que não vive bem.</p>
<p>Suporta tudo com esperança</p>
<p>Mas quer mudança que ainda vem.</p>
<p>Não é grosseiro nem orgulhoso,</p>
<p>Pra injustiça nunca diz amém.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/06-Track-06.mp3">o sino</a></p>
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		<itunes:summary>Pela estrada de Damasco passava uma estranha caravana. Ela era dirigida por um homem chamado Paulo, um fanaacute;tico que resolveu acabar de vez com os seguidores de Jesus. Ele trazia nas matilde;os uma carta de autorizaccedil;atilde;o para prender, torturar e matar quem for suspeito de ser cristatilde;o.

Mas de repente uma luz veio do ceacute;u e brilhou em volta de Paulo. O brilho da luz era muito intenso e fez com que ele caiacute;sse no chatilde;o. Uma voz soou imediatamente:

mdash; Paulo, Paulo, por que me persegues?

mdash; Quem eacute;s tu, senhor?mdash;perguntou Paulo, totalmente confuso.

mdash; Eu sou Jesus, aquele que tu persegues. Levanta e entra na cidade, pois ali te diratilde;o o que faraacute;s.

Os homens que acompanhavam Paulo viram a luz, ouviram a voz, mas natilde;o entenderam nada. Paulo se levantou mas natilde;o conseguia enxergar. Seus companheiros o levaram para Damasco.


Paulo foi visitado por um homem chamado Ananias, um seguidor de Jesus que trouxe a ele palavras de consolo e orientaccedil;atilde;o. Mesmo sabendo que Paulo era perigoso, Ananias ofereceu a ele o apoio de um irmatilde;o:

mdash; Paulo, Deus me trouxe aqui para te dizer que tu eacute;s um servo escolhido para anunciar o nome de Jesus a muitos povos e ateacute; aos reis.

No mesmo instante Paulo voltou a enxergar. Daiacute; em diante ele tornou-se um corajoso mensageiro de Jesus, indo de cidade em cidade e anunciando o amor de Deus.

Ele esteve ateacute; em Atenas, capital da Greacute;cia. Natilde;o foi faacute;cil, no meio daqueles filoacute;sofos todos. Mas coragem natilde;o faltava; e Paulo comeccedil;ou a falar a quem quisesse ouvir o quanto Jesus representava para ele:

mdash; Homens de Atenas! Vejo que vocecirc;s satilde;o muito religiosos. Quando entrei na cidade vi muitos templos, altares e deuses. Encontrei ateacute; um altar dedicado ao ldquo;Deus Desconhecidordquo;. Pois eacute; justamente esse Deus que vocecirc;s adoram sem conhecer que eu estou anunciando...

Alguns riram de Paulo, muitos natilde;o entenderam o que ele queria dizer, mas alguns creram e se juntaram a ele.

Assim, Paulo visitou muitas cidades daquele tempo: Antioquia, Trocirc;ade, Filipos, Atenas, Corinto, Eacute;feso, Roma e muitas outras. Ele dormia pelas estradas, ao relento, em alguma estalagem, na casa dos amigos, debaixo da ponte, onde pudesse. Ele ganhava a vida fabricando tendas, enquanto semeava a palavra de Deus.

Em sua obra missionaacute;ria, Paulo sofreu muito por Jesus. Foi preso diversas vezes, chicoteado, apedrejado, acorrentado, expulso das cidades, mas nunca perdeu a coragem nem deixou de falar do Filho de Deus.

Certa vez ele acabou sendo preso numa cela uacute;mida e fria, acorrentado pelos peacute;s, ao lado do seu companheiro Silas. Paulo estava faminto e cansado. Havia feridas pelo seu corpo. Mas ao inveacute;s de reclamar da vida, Paulo e Silas comeccedil;aram a cantar e louvar a Deus. Os outros presos ficaram escutando, assim como tambeacute;m os guardas da prisatilde;o.

Quanto foi meia-noite, um grande terremoto sacudiu a terra e as portas da prisatilde;o foram derrubadas. O guarda ficou desesperado e, achando que os presos jaacute; tinham fugido, pegou uma espada para se matar. Mas a voz de Paulo o interrompeu:

mdash; Natilde;o faccedil;a isso! Estamos todos aqui!

O carcereiro pediu uma luz, entrou depressa e se ajoelhou, tremendo, aos peacute;s de Paulo e Silas e perguntou para eles:

mdash; Senhores, o que devo fazer para me salvar?

mdash; Creia no Senhor Jesus e vocecirc; seraacute; salvomdash;vocecirc; e a sua famiacute;lia.

Na mesma hora o carcereiro passou a cuidar deles. Toda a sua famiacute;lia teve a oportunidade de ouvir a boa mensagem de Jesus.

Trecirc;s vezes Paulo sofreu naufraacute;gio. Numa dessas vezes, ele estava num barco que ia para Roma, no meio de uma grande tempestade. Durante catorze dias, eles foram arrastados pelo vento e pela chuva, sem descanso.

Eles...</itunes:summary>
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		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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		<title>uma canção para agostinho</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 22:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agostinho meditava no jardim da sua casa. Ele estava muito angustiado. Sua vida até ali tinha sido uma busca tola por paixões intensas e prazeres mundanos. E ele já estava com 32 anos de idade.  Tinha conhecido muita gente, e tinha feito muita gente sofrer. Tentou ser feliz por si mesmo, procurando filosofias e idéias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agostinho meditava no jardim da sua casa. Ele estava muito angustiado. Sua vida até ali tinha sido uma busca tola por paixões intensas e prazeres mundanos. E ele já estava com 32 anos de idade.  Tinha conhecido muita gente, e tinha feito muita gente sofrer. Tentou ser feliz por si mesmo, procurando filosofias e idéias novas. Mas o vazio no seu coração era enorme. Não conseguia controlar seus próprios desejos.</p>
<p>Lágrimas brotaram dos seus olhos. Ele se jogou na grama, debaixo de uma figueira e clamou a Deus:</p>
<p>— Ó, Senhor, até quando? Por quanto tempo terei que esperar por uma libertação? Amanhã e amanhã? Por que não por um fim a essa vergonha de uma vez?</p>
<p>Então ele ouviu a voz de uma criança:</p>
<p>— Toma e lê! Toma e lê!</p>
<p>Ele olhou ao redor mas não viu ninguém:</p>
<p>— Toma e lê! Toma e lê!</p>
<p>Quando olhou para o lado, Agostinho viu um livro. Era uma parte da Bíblia Sagrada. Ele folheou as páginas rapidamente, e seus olhos cairam na passsagem de Romanos 13.13-14:</p>
<p>“Vivamos decentemente, como pessoas que vivem na luz do dia. Nada de orgias ou bebedeiras, nem imoralidades ou indecência, nem briga ou ciúmes. Mas peguem as armas do Senhor Jesus Cristo e não pensem em satisfazer os desejos pecaminosos da natureza humana.”</p>
<p><a title="Saint_Augustine_36" rel="lightbox[pics458]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Saint_Augustine_36.jpg"><img class="attachment wp-att-459 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Saint_Augustine_36.jpg" alt="Saint_Augustine_36" /></a>Uma mudança profunda aconteceu em seu coração. A angústia cedeu lugar à paz. Pela primeira vez, uma alegria nova e calma encheu seu coração:</p>
<p>— Para mim é bom apegar-me a Deus, porque, se não permaneço nele, tampouco poderei permanecer em mim.</p>
<p>Depois de uma longa busca pela verdade, Agostinho tinha finalmente se encontrado. Após uma vida de farras, bebedeiras, sensualidade, e muitas vaidades, ele finalmente entregou seu coração vazio a Jesus.Em grande parte, este momento foi o resultado das muitas orações e do cuidado carinhoso de sua mãe Mônica.</p>
<p>Quase um ano depois, Agostinho foi batizado. As pessoas que o conhecia logo o incentivaram a ser um sacerdote. Agostinho não queria esse compromisso, mas não teve jeito. Logo se tornou bispo da cidade de Hipona, e um grande pensador, escritor e pregador do Evangelho, levando uma vida de santidade e serviço humilde ao Senhor. Ele até fundou um mosteiro, para que as pessoas pudessem se dedicar à oração.</p>
<p><a title="st-augustine-botticelli41" rel="lightbox[pics458]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-augustine-botticelli41.JPG"><img class="attachment wp-att-460 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-augustine-botticelli41.JPG" alt="st-augustine-botticelli41" /></a>Para ele, uma pessoa que quer andar com Deus deve aprender a conviver com as outras pessoas e a controlar sua língua. Por isso, na porta do seu quarto havia um aviso que dizia:</p>
<p>“Aqui não falamos mal de ninguém!”</p>
<p>Dizem que certa vez seus amigos resolveram pregar-lhe uma peça, uma pegadinha. Eles saíram gritando pelo corredor da casa onde moravam:</p>
<p>— Agostinho, tem uma vaca voando lá fora! Vem ver! Corre!</p>
<p>Agostinho saiu correndo como louco e foi até a janela:</p>
<p>— Onde está, deixa eu ver!</p>
<p>Mas ele não viu vaca nenhuma.</p>
<p>Seus amigos logo começaram a rir e caçoar dele:</p>
<p>— Ô, Agostinho! Então você acreditou que havia mesmo uma vaca voando no céu?</p>
<p>Mas, com um olhar calmo e sério, ele respondeu:</p>
<p>— Prefiro acreditar que uma vaca esteja voando no céu do que pensar que um irmão esteja mentindo.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-augustine-Sandro_Botticelli_050" rel="lightbox[pics458]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-augustine-Sandro_Botticelli_050.jpg"><img class="attachment wp-att-461 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-augustine-Sandro_Botticelli_050.jpg" alt="st-augustine-Sandro_Botticelli_050" /></a></p>
<p>Através de seu dom de escrever, de sua inteligência incomparável e de seu amor por Jesus, Agostinho defendeu o cristianismo contra as críticas que os pagãos faziam. Muitos diziam que Jesus era uma farsa e que o Evangelho trazia a ruína para as cidades. Ele combateu as idéias erradas sobre Jesus, sobre Deus, e sobre o Evangelho.</p>
<p>Ele só lamentava de uma coisa; era de ter conhecido a Jesus tão tarde. Como ele mesmo disse:</p>
<p>— Tarde demais te amei, Senhor!</p>
<p>Mas não era tão tarde assim. Agostinho serviu a Jesus por mais 40 anos, com muita sabedoria, humildade e santidade.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-augustine" rel="lightbox[pics458]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-augustine.jpg"><img class="attachment wp-att-462 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-augustine.jpg" alt="st-augustine" /></a></p>
<p>Para Agostinho, mais importante do que saber um monte de teorias e ter um um grande conhecimento era conhecer a Deus pessoalmente e poder relacionar-se com Ele em amor e fé. O que vale é conhecer o Deus vivo, aquele que está conosco no dia a dia, que ouve nossas orações, que nos ajuda em nossos momentos de fraquezas. Ele orava ao Senhor:</p>
<p>— Toda minha esperança está somente na grandeza da tua misericórdia, Senhor. Dá o que mandas, e manda o que quiseres!</p>
<p>Agostinho sabia o quanto a gente precisa de Deus, do Seu amor, e da sua presença constante e confortadora. Ele dizia que dentro de cada coração humano há um vazio na forma de Deus:</p>
<p>— Tu nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar descanso senão em ti.</p>
<p>Agostinho era homem muito humilde. Certa vez ele foi duramente criticado por São Jerônimo, e tudo por causa de uma carta que foi extraviada.</p>
<p>Em resposta, Agostinho escreveu uma carta cheia de espírito de conciliação:</p>
<p>— Por favor, eu te suplico, quando perceberes que eu estou precisando de uma advertência, corrige-me com confiança, pois o ofício de um bispo pode ser maior do que o de um padre, mas Agostinho é inferior a Jerônimo em muitas coisas.</p>
<p><a title="saint-augustine" rel="lightbox[pics458]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/saint-augustine.jpg"><img class="attachment wp-att-463 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/saint-augustine.jpg" alt="saint-augustine" /></a>Agostinho viveu até os 76 anos, e então partiu deste mundo, descansando nos braços do pai.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">..</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">..</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;"><br />
</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<blockquote><p><em>É demais, é demais! Lá vem o Agostinho</em></p>
<p><em>E olha só a cara que ele faz!</em></p>
<p><em>É demais, é demais!</em></p>
<p><em>Do jeito que viaja na parada ele não pára mais.</em></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Se eu disser que vi um elefante branco</p>
<p>Ou um touro que voava sozinho e de tamanco,</p>
<p>Ele é capaz de acreditar.</p>
<p>Se alguém disser que viu a sombra da verdade</p>
<p>Brincando de esconde esconde na cidade,</p>
<p>Ele sai correndo a procurar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Pois é, mas a verdade vem do Velho Livro,</p>
<p>Bate à sua porta e dá o seu sorriso</p>
<p>Como quem visita um coração.</p>
<p>Às vezes a mentira é linda como a fada,</p>
<p>Clara como a clara lâmina da espada,</p>
<p>Mas não tem a força do perdão.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eu sei que não sou feito só de pensamento.</p>
<p>Dentro do meu peito tem um sentimento</p>
<p>E ele diz que a vida vale mais.</p>
<p>A sede que eu sinto, a fome que me aperta</p>
<p>É conhecer a Deus e ter a mente aberta</p>
<p>A tudo o que Ele quer e o que Ele faz.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Pode ser demais, mas tudo é muito pouco</p>
<p>Pra quem sonha sempre e sempre mais.</p>
<p>Sei que é bom demais o Deus que nos preenche</p>
<p>O coração e a mente e traz a paz.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>[É demais, Jesus é que é demais</p>
<p>Eu sou quase nada, vou seguindo atrás.</p>
<p>É demais, Jesus é que é demais.</p>
<p>Eu só tô de olho no que Ele faz]</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/05-Track-05.mp3">é demais</a></p>
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